“Éramos sete”:
cuidando da mulher que perdeu a guarda dos filhos
no estilo clínico Ser e Fazer
Miriam Tachibana
Doutoranda em Psicologia pela
Pontifícia Universidade Católica de Campinas com bolsa CNPq
Tânia Maria José Aiello Vaisberg
Professora Livre Docente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia
da Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Olhando a mulher que perdeu a guarda do filho
A vivência emocional de crianças e adolescentes que são abrigados por sofrerem
violência doméstica em seus lares tem sido abordada em diversos estudos, como os de
Wathier e Dell’Aglio (2007); Motta, Falcone e Clark (2007); Azor e Vectore (2008)1.
Observamos, entretanto, que raramente a literatura científica focaliza a condição
psicológica de mulheres que perderam a guarda dos filhos, talvez por estarem,
aparentemente, afastadas das figuras ideais que povoam o imaginário social sobre a
maternidade. No entanto, uma vez afinadas à perspectiva winnicottiana de que a base da
saúde mental do indivíduo depende do cuidado recebido na infância, entendemos que o
olhar da Psicologia Clínica deveria incluir tais mulheres cujos filhos foram abrigados, não
apenas visando favorecer o desenvolvimento da capacidade de ser mãe, mas, também,
com o intuito de sustentá-las enquanto pessoas em sofrimento.
Reconhecendo as especificidades da situação, que envolve múltiplas carências,
aspectos eventualmente delinquenciais e a inexistência da formulação de demandas
clínicas, voltamo-nos para a busca de práticas clínicas através das quais pudéssemos
beneficiar estas mulheres e, indiretamente, suas famílias. Esta busca, a nosso ver, deve
integrar dois elementos: a idealização de um enquadre diferenciado, cujas características
sejam adequadas às particularidades em pauta, e um estudo científico sobre sua eficácia
clínica. Configuramos, deste modo, uma pesquisa clínica que pode gerar um modelo de
atendimento que, em se revelando eficaz, poderá ser futuramente adotado em
equipamentos de saúde pública (Aiello-Vaisberg, 2004).
1
Destacamos estes trabalhos por serem os mais recentes da base de dados Scielo, acerca das palavraschave “abrigo”, “psicologia”, “violência doméstica” e “abrigamento”.
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Criando um enquadre clinico diferenciado
Idealizamos
um
enquadre
clínico
diferenciado,
inspirado
nas
oficinas
psicoterapêuticas de criação, que vêm sendo realizadas e investigadas pelos
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pesquisadores da “Ser e Fazer”, do instituto de Psicologia da Universidade São Paulo ,
desde 1997. A oficina psicoterapêutica diferencia-se do dispositivo padrão freudiano nos
seguintes aspectos: 1) apresentação de uma materialidade mediadora; 2) intervenção não
interpretativa; e 3) realização de um trabalho em grupo.
Em relação à apresentação de materialidade mediadora, trata-se de um recurso
paradigmaticamente inspirado no jogo do rabisco de Winnicott (1968), que consistia num
brincar através do qual este psicanalista favorecia a comunicação emocional profunda de
seu paciente. Visando esta comunicação significativa, são apresentadas, nas oficinas
psicoterapêuticas, materialidades que são escolhidas de acordo com: 1) a pessoalidade do
terapeuta, para quem deve ser valiosa; 2) a sua amorfia, viabilizando que os pacientes
possam criar e dar forma à materialidade3. No caso desta experiência, a materialidade
mediadora escolhida foi a parafina, a partir da qual as mulheres puderam criar velas de
diferentes formatos, aromas e cores, recuperando o gesto espontâneo, o que, para
Winnicott (1960), consiste na saúde mental.
Já o uso de intervenções não interpretativas relacionou-se à perspectiva póswinnicottiana de que mudanças existenciais não se devem àquilo o que o indivíduo
aprende sobre si, através de uma interpretação, mas, sim, porque, não sendo
interrompido, retomará um contato fundamental consigo mesmo, o que lhe proporcionará
a superação de dissociações. Desse modo, ao invés de centrarmos a atividade clínica
sobre sentenças interpretativas, privilegiamos o holding, que conceituamos como a
postura devotada do analista, voltada à sustentação emocional do paciente, de modo a
favorecer-lhe movimentos de superação de dissociação (Aiello-Vaisberg, 2003).
Em relação ao trabalho psicoterapêutico em grupo, embora este enquadre traga
conseqüências vantajosas para os equipamentos de saúde pública, uma vez que permite
o atendimento de um maior número de pacientes em menos tempo, nossa escolha por
esta estratégia baseou-se na compreensão de que esta é a situação natural em que
transcorre a vida humana, já que o homem é essencialmente um ser social (AielloVaisberg & Machado, 2003). Além disso, através de pesquisas, como as de Ambrosio
Maiores informações podem ser encontradas através do site www.serefazer.com.br
Dentre as oficinas psicoterapêuticas que já foram criadas e cujas eficácias clínicas vêm sendo
investigadas, dentro de nosso grupo de pesquisa, temos oficinas que fazem uso da polpa de papel e
permitem a criação de papel artesanal (Ambrosio, 2005); da parafina, viabilizando a criação de velas
artesanais (Mencarelli, 2003); de flores que formam arranjos florais (Vitali, 2004); dentre outras.
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(2005), Mencarelli (2003) e Vitali (2004), notamos que a situação grupal contribui para a
constituição de um ambiente continente e humanizado que se contrapõe, por si mesmo, à
emergência das agonias impensáveis.
Assim, demos início à uma oficina psicoterapêutica de velas, para o atendimento de
mulheres cujos filhos haviam sido abrigados, numa instituição voltada à famílias vítimas
de violência doméstica, que ora chegavam ao serviço espontaneamente, ora eram
encaminhadas pelo Conselho Tutelar. Os encontros eram semanais e duravam cerca de
duas horas, sendo o grupo constituído por, no máximo, seis integrantes4.
Como o objetivo científico deste trabalho era o de investigar a potencialidade
mutativa deste enquadre clínico diferenciado, era necessário comunicar o acontecer
clínico a outros pesquisadores, de maneira a viabilizar reflexões clínico-teóricas.
Decidimos fazer uso de uma forma especial de escrita, denominada narrativa psicanalítica
(Granato & Aiello-Vaisberg, 2004), que era redigida pela pesquisadora5, após cada
sessão. Em seguida, as narrativas foram apresentadas ao grupo de pesquisadores,
visando nos beneficiarmos da multiplicidade de olhares na investigação da potencialidade
mutativa do enquadre.
Entendemos que o que aferiria a eficácia clínica da oficina psicoterapêutica de velas
seriam os eventuais movimentos de superação de dissociação das pacientes. Para que
pudéssemos vislumbrar tais movimentos, fizemos uso do conceito de “campo psicológico
não consciente”, que desenvolvemos a partir do conceito de campo de Bleger (1963) e de
Herrmann (2001). Assim, a partir da compreensão de que a conduta humana é emergente
de um campo, constituído por regras lógico-emocionais, visamos captar, através das
narrativas, os campos psicológicos não conscientes que estariam sustentando a conduta
humana, bem como verificar se houve transformação nos mesmos, o que indicaria a
potencialidade mutativa do enquadre.
A seguir, apresentamos uma narrativa focalizando uma das pacientes da oficina
psicoterapêutica. Vale destacar que nossa opção em destacar uma paciente, ao invés do
grupo todo, deve-se à compreensão de que, embora o enquadre criado seja grupal,
visamos sempre beneficiar os indivíduos6.
Este número foi escolhido em função da experiência prévia e bem-sucedida de outros integrantes da Ser e
Fazer em relação aos enquadres clínicos diferenciados por eles criados e investigados
5
A pesquisadora que realizou os atendimento foi Miriam Tachibana
6
Dentre os diversos enquadres clínicos diferenciados que temos criado e investigado em nosso grupo de
pesquisa, há aqueles que visam beneficiar o grupo, ao invés de priorizar o atendimento individual, como as
consultorias terapêuticas coletivas. Não é este, entretanto, o caso das oficinas psicoterapêuticas, que
priorizam, em última instância, o cuidado dos indivíduos, e não a relação dos integrantes do grupo.
4
3
Narrando um caso da oficina psicoterapêutica de velas
Na primeira vez que Laura7 compareceu, à oficina psicoterapêutica,
estava acompanhada de uma profissional do posto de saúde. Tivera de vir
acompanhada porque, como explicara, era “burra” e não conseguiria
chegar sozinha à instituição. De fato, ao longo dos encontros, foi possível
notar que a paciente apresentava bastante dificuldade, tanto para se
localizar espacialmente, quanto para dar informações como o dia de seu
nascimento e o motivo de abrigamento de seus filhos.
Ainda, toda vez que fazíamos velas, era como se fosse a primeira vez
que estivesse sendo apresentada à parafina, pois não conseguia se
lembrar dos passos da atividade, demandando que suas velas fossem
praticamente feitas pela terapeuta, que atendia suas escolhas pela
essência, pela cor, pelo formato da vela...
Mas, apesar de toda esta
dificuldade em fazer velas, que inicialmente lhe despertava a sensação de
burrice, chamava a atenção sua felicidade no momento de vê-las
finalizadas: chamava-as de “filhinhas”, exibindo-as para as pacientes do
grupo.
De maneira análoga à esta descoberta de Laura de ser uma pessoa
criadora, foi possível descobrir sua história de vida, que era contada de
forma desconexa ao longo dos encontros. Foi possível descobrir que a
paciente se casara não tanto por amor, mas por desespero: apanhava
muito de seu pai e, desse modo, não pensou duas vezes quando foi pedida
em casamento, na esperança de ter uma vida melhor. O sonho, entretanto,
virou pesadelo: apanhava diariamente do marido, assim como os seis filhos
que com ele veio a ter.
Foi por isso que, quando ele foi assassinado, sentiu-se aliviada. Seu
alívio, entretanto, durou pouco, pois logo percebeu que não dava conta de
cuidar, sozinha, de seis crianças. Para sobreviver nesta realidade, mudouse com seus filhos para a casa de sua cunhada, irmã de seu falecido
marido, já que não sabia cozinhar, não conseguia levá-los à escola, não
dava conta de lhes dar banho..., tarefas estas que, até então, eram
executadas pelo seu marido que, apesar de ter sido o agressor, também
era o cuidador.
7
Nome fictício, visando preservar o sigilo, tal como prevê o Código de Ética em Psicologia.
4
Outro sonho que virou pesadelo: neste período, dois de seus filhos
faleceram: um por atropelamento; o outro por afogamento num rio. Os
quatro que continuaram vivos passaram a sofrer agressões físicas e
sexuais por parte do cunhado de Laura. Ela, que presenciava a violência,
dizia: “Ele mexia nas minhas meninas e batia nos meus meninos, mas eu
não fazia nada, se não ele ia bater em mim. Ficava encolhidinha esperando
ele acabar...” Foi neste contexto que sua cunhada, ao descobrir tudo,
acionou o Conselho Tutelar, ocasionando o abrigamento de todas as
crianças e o encaminhamento de Laura à oficina psicoterapêutica de velas.
Após um ano desde sua entrada na oficina, o grupo de profissionais
responsáveis pelo caso, junto com a Vara da Infância e o Conselho Tutelar,
decidiu devolver-lhe a guarda das crianças. A terapeuta estava bastante
receosa, pois, embora observasse o carinho que a paciente nutria pelos
filhos, era visível sua incapacidade de cuidar de si mesma e de quatro
crianças. De qualquer forma, venceu a decisão da maioria dos
profissionais, que acreditava ser possível suprir as dificuldades da paciente
através de um treinamento de comportamento da filha mais velha, que
poderia vir a ajudá-la na maternagem dos irmãos.
Entre esta tomada de decisão e o desabrigamento das crianças
passaram-se dois meses. Chamava a atenção o fato de Laura não
aparentar alívio, mas nervosismo. Reclamava da exigência da Vara da
Infância de que construísse um muro ao redor de sua casa, para que seus
filhos não saíssem de casa e morressem acidentalmente, pois dizia que
não tinha como sustentar isso. Ainda, queixava-se de ter que parar com
seus tratamentos, inclusive a participação na oficina psicoterapêutica, para
passar a dedicar-se às crianças. Apesar destes indícios de que talvez
devesse retomar a guarda das crianças mais tarde, ou até não retomar a
guarda, finalmente chegou o dia em que seus filhos foram desabrigados.
No último encontro na oficina, disse: “Seria tão bom se as coisas ficassem
desse jeito: eu mandando velas e eles me mandando cartas... Mas agora é
tarde, né?”
Refletindo a partir do acontecer clínico
A partir da narrativa, foram captados dois campos psicológicos não conscientes,
5
relativos à vivência emocional de Laura: os campos “Incapacidade” e “Submissão”.
O campo “Incapacidade” refere-se à vivência emocional de si mesma como indivíduo
sem recursos ou habilidades para lidar com os problemas da vida, o que a paciente
resumia com a palavra “burrice”. Notamos que, no início de sua participação na oficina
psicoterapêutica, vivia mergulhada neste campo, ocupando a posição existencial de uma
mulher “burra”, incapaz de deslocar-se sozinha ou de dar informações sobre si mesma. Ao
longo dos atendimentos, entretanto, pudemos vislumbrar uma transformação neste campo,
na medida em que a paciente descobriu-se capaz de inventar a partir da parafina: houve aí
a passagem existencial de uma mulher burra e incapaz à uma mulher criativa e orgulhosa
de suas invenções.
Vale destacar que, ao nosso ver, esta passagem não se deveu apenas à
apresentação da materialidade mediadora, mas, sim, ao fato do holding ter sido escolhido
como intervenção terapêutica (Aiello-Vaisberg, 2003). Entendemos que de nada adiantaria
a apresentação da parafina se a terapeuta tivesse assumido uma conduta mais técnica,
corrigindo as velas que eventualmente tinham defeitos, dando margem para que a
paciente se sentisse ainda mais incapaz. Ao nosso ver, foi a combinação entre a
materialidade mediadora e a postura devotada da analista que permitiu uma conquista de
confiança em si mesma e no mundo. Podemos dizer, portanto, que um novo campo
vivencial se plasmou, organizado a partir da crença de que teria capacidade de resolver
problemas e até de criar objetos bonitos.
Já o segundo campo, que denominamos “Submissão”, refere-se à uma vivência cuja
regra lógico-emocional seria a de não questionar, não recusar, não criticar, assumindo
uma postura essencialmente passiva e de inércia, que corresponderia à uma conduta mais
segura. Via-se que Laura estava mergulhada neste campo através de sua história de vida,
marcada pela dificuldade em enfrentar o marido violento, em defender suas crianças do
cunhado abusador, em sair da casa do pai agressivo sem que um marido a levasse de lá.
Esta obediência exagerada acabou nos reportando à colocação de Winnicott de que uma
das principais tarefas do ser humano maduro seria a de integrar a sua instintualidade, isto
é, ser si mesmo, com a preocupação em relação aos outros, vale dizer, portar-se bem.
Assim, segundo Winnicott (1960), um indivíduo exageradamente “bem comportado”, que
reprime sua autenticidade e espontaneidade em prol daquilo o que esperam dele, não
corresponderia necessariamente a um ser humano maduro, sendo possível existir, por trás
desta vivência emocional aparentemente “correta”, um ser humano em sofrimento, à
espera de ser si mesmo.
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No final de sua participação na oficina psicoterapêutica, Laura foi deixando de ocupar
a posição de uma mulher passiva, que se deixava ser conduzida pelos homens violentos
de sua vida e, em seguida, pelos órgãos da rede de apoio, para ocupar o lugar de alguém
capaz de entrar em contato com suas necessidades e limitações, questionando a decisão
de que deveria retomar a guarda de suas crianças. Assim, o campo “Submissão” foi dando
lugar a outro, regido pela possibilidade de manter alguma autonomia.
Entendemos que, num primeiro momento, o movimento da paciente de questionar se
deveria retomar a tutela de seus filhos pode ser compreendido como um retrocesso, uma
vez que comumente associamos a mãe que opta por abrir mão da guarda do filho com
uma pessoa cruel e desumana (Ferreira, 2006). Entretanto, o fato de entrar em contato
com suas limitações e dar-se conta de que, apesar de não mais ocupar o lugar de burra,
ainda não era capaz de assumir a posição de cuidadora de seus filhos e de si mesma,
consistiria num gesto maduro, não apenas pelo cuidado que revelou em relação aos filhos,
mas, também, porque foi capaz de ser autêntica, ao invés de submissa, como até então
havia sido em relação à rede de apoio e em toda a sua história de vida. Compreendemos,
desse modo que, em determinadas situações, a mulher abrir mão dos cuidados do próprio
filho pode vir a ser um gesto cuidadoso, a despeito de ferir o imaginário social sobre como
deve ser a mãe devotada, como já foi observamos em pesquisas anteriores (Tachibana,
2006; Ferreira, 2006; Granato, 2005).
Vale lembrar que, ao criarmos a oficina psicoterapêutica, não tínhamos o objetivo
prévio de fazer com que as pacientes retomassem necessariamente a guarda de seus
filhos, justamente por estarmos atentas à questão de que, às vezes, a retomada da guarda
pode vir a ser invasiva à mulher e às crianças, a despeito de ambos os lados sofrerem,
paradoxalmente, com o abrigamento. Assim, uma vez que nosso objetivo era o de
favorecer que a paciente recuperasse o gesto espontâneo – o que poderia levar à
retomada ou não da guarda das crianças -, entendemos que o fato de Laura ter sido capaz
de expressar a possibilidade de seus filhos não ficarem sob sua tutela, contrariando as
expectativas do Conselho Tutelar, da Vara da Infância e dos profissionais da rede, cuja
prioridade é sempre a de promover o retorno das crianças ao lar de origem, consistiu
numa aquisição representativa de amadurecimento emocional.
Entendemos, a partir deste trabalho, que o enquadre que criamos foi eficaz
clinicamente, uma vez que observarmos modificações nos campos psicológicos
subjacentes e a superação de dissociações. Consideramos, desse modo, que este
enquadre pode ser adotado eficazmente em equipamentos de saúde pública, que atendem
7
esta população de mulheres que tiveram seus filhos abrigados, inaugurando uma clínica
psicológica que não se compromete, de saída, com este ou aquele “resultado”, em prol de
uma atuação mais ética e humana.
Palavras-chaves: violência doméstica; enquadre clínico diferenciado; maternidade
8
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1 “Éramos sete”: cuidando da mulher que perdeu a