INFORMATIVO MENSAL SET.2014 Preço de Liquidação das Diferenças PLD Médio SET/2014 PLD Médio Anual - Seco x Úmido 900,00 800 800,00 700 700,00 600 R$/MWh 600,00 R$/MWh 500,00 400,00 500 400 300,00 300 200,00 200 100,00 100 0,00 SUDESTE SUL NORDESTE - NORTE 2.000 2.001 2.002 2.003 2.004 2.005 2.006 2.007 2.008 2.009 2.010 2.011 2.012 2.013 2.014 MÉDIA SEMANA 1 30/ago a 05/set SEMANA 2 06/set a 12/set SEMANA 3 13/set a 19/set SEMANA 4 20/set a 26/set SEMANA 5 27/set a 03/out ANUAL PLD Histórico 800,00 R$/MWh 700,00 600,00 500,00 400,00 300,00 200,00 100,00 0,00 Ultima atualização: 30/09/2014 Fonte dos dados: www.ons.com.br JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET MÉDIA 2013 NORDESTE NORTE ÚMIDO Comentários: O primeiro gráfico sobre PLD apresenta a evolução semanal do índice e ao fundo a média mensal de cada submercado. Nesse mês, seguindo como foi o mês de agosto, também houve alinhamento de preço entre todos os submercados, devido às folgas existentes no sistema de transmissão interligado nacional. Quando comparado ao mês anterior, pode-se notar aumento de praticamente R$ 19 no valor do PLD médio de todos os submercados. O gráfico acima mostra que o PLD médio anual de 2014 é o maior da história quase invadindo a casa dos R$700/MWh. 900,00 2012 SECO 2014 SUL SUDESTE Intercâmbio de Energia entre Submercados Valores em MWméd. Média de: 01/09/2014 a 30/09/2014 CARGA = 5.335 G. HIDRO = 4.843 G. TERMO = 1.902 Norte Isolado CARGA = 9.694 Norte G. HIDRO = 3.350 G. TERMO = 4.145 NE AC/RO G. EÓLICA = 1.321 1.410 879 SE/CO 7.582 CARGA = 36.627 G. HIDRO = 17.764 2.599 G. TERMO = 8.152 CARGA = 10.381 Uruguai e Argentina 0 Sul G. HIDRO = 11.511 G. TERMO = 1.169 G. EÓLICA = 300 Fonte: www.ons.com.br pag. 1 www.sealenergy.com.br Avenida Francisco Matarazzo, 1500 – 18º andar – São Paulo – SP TEL: 11 3728-4444 FAX: 11 3728-4466 INFORMATIVO MENSAL SET.2014 Reservatórios 2.009 2.014 2.010 2.013 2.014 2.009 2.010 2.011 2.012 2.012 2.013 2.013 dez nov mar set 2.012 2.014 2.014 nov 20% out 20% 2.011 2.013 2.013 set 30% ago 30% jul 40% mar 40% fev 50% jan 50% dez 60% out 60% ago 70% jul 70% jun 80% mai 80% abr 90% fev 90% jan 100% 2.010 2.012 2.012 Nível de Armazenamento - NORTE (%) Nível de Armazenamento - NORDESTE (%) 100% 2.009 2.011 dez dez nov 2.013 jun 2.012 mai 2.011 abr 2.010 set mar jan 2.009 nov 20% out 20% set 30% ago 30% jun 40% mai 40% abr 50% mar 50% fev 60% jan 60% out 70% ago 70% jul 80% jun 80% mai 90% abr 90% fev 100% jul Nível de Armazenamento - SUL (%) Nível de Armazenamento - SE/CO (%) 100% 2.014 2.014 ARMAZENAMENTO [%] Nível de Armazenamento - SIN (%) 100% 90% SUBMERCADO SE/CO S NE N SIN VERIFICADO EM 2014 25,30% 75,48% 21,93% 42,70% 29,01% VERIFICADO EM 2013 48,84% 96,89% 30,86% 54,85% 49,17% DIFERENÇA (2014-2013) -23,5% -21,4% -8,9% -12,1% -20,2% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 2.008 2.009 2.010 2.011 2.012 2.013 dez nov out set ago jul jun mai abr mar fev jan 20% 2.014 Comentários: O nível de armazenamento nos subsistemas indica a quantidade de água nas bacias hidrográficas com possível aproveitamento energético. Assim como o mês anterior, setembro apresentou queda acentuada, devido às fracas chuvas nas bacias hidrográficas do país, porém no Sul houve manutenção do armazenamento, devido as fortes chuvas que atingiram a região na última semana. O ano de 2014 tem apresentado um resultado muito baixo. Em comparação com 2013 são praticamente vinte pontos percentuais de diferença no reservatório equivalente do SIN. Ultima atualização: 30/09/2014 Fonte dos dados: www.ons.com.br pag. 2 www.sealenergy.com.br Avenida Francisco Matarazzo, 1500 – 18º andar – São Paulo – SP TEL: 11 3728-4444 FAX: 11 3728-4466 INFORMATIVO MENSAL SET.2014 Energia Natural Afluente ENA - SE/CO (MWméd) ENA - SUL (MWméd) 26.000 58.000 53.000 24.000 48.000 22.000 43.000 20.000 38.000 33.000 18.000 28.000 16.000 23.000 14.000 18.000 MÉDIA MENSAL 110,04% 13.000 12.000 MÉDIA MENSAL 85,21% 10.000 8.000 REALIZADA MÉD SEMANAL MLT PREV ONS - PMO REALIZADA MÉD SEMANAL ENA - NORDESTE (MWméd) MLT 29/9 27/9 25/9 23/9 21/9 19/9 17/9 15/9 13/9 11/9 9/9 7/9 5/9 3/9 1/9 29/9 27/9 25/9 23/9 21/9 19/9 17/9 15/9 13/9 11/9 9/9 7/9 5/9 3/9 1/9 3.000 PREV ONS - PMO ENA - NORTE (MWméd) 3.200 1.600 1.500 2.800 1.400 MÉDIA MENSAL 82,44% 2.400 1.300 MÉDIA MENSAL 52,40% 2.000 1.600 1.200 1.100 REALIZADA MÉD SEMANAL MLT PREV ONS - PMO REALIZADA ENA - SIN (MWméd) MÉD SEMANAL MLT 29/9 27/9 25/9 23/9 21/9 19/9 17/9 15/9 13/9 11/9 9/9 7/9 5/9 3/9 1/9 29/9 27/9 25/9 23/9 21/9 19/9 17/9 15/9 13/9 11/9 9/9 7/9 5/9 3/9 1.000 1/9 1.200 PREV ONS - PMO ENERGIA NATURAL AFLUENTE - ENA 90.000 80.000 70.000 60.000 SUBMERCADO SE/CO S NE N SIN MÉDIA DO MÊS (MWmed) 15.007 12.959 1.628 1.263 30.857 MLT (MWmed) 17.612 11.776 3.107 1.532 34.027 MÉDIA DO MÊS (%) 85,21% 110,04% 52,40% 82,44% 90,68% 50.000 40.000 30.000 MÉDIA MENSAL 90,68% 20.000 REALIZADA MÉD SEMANAL MLT 29/9 27/9 25/9 23/9 21/9 19/9 17/9 15/9 13/9 11/9 9/9 7/9 5/9 3/9 1/9 10.000 PREV ONS - PMO Comentários: A Energia Natural Afluente representa a chuva que recompõe os volumes dos reservatórios para a produção da eletricidade. Na comparação com os últimos 84 anos, apenas o submercado Sul registrou volume acima do esperado. No Sudeste/Centro-Oeste foi o 33º pior mês de setembro, Nordeste o 3º pior, no Norte o 24º pior, já no Sul 28º melhor. O SIN registrou o 42º melhor mês de setembro em valor de ENA. Na média do mês para o SIN, a ENA atingiu cerca de 90,7% do valor esperado, que mostra a importância das chuvas do Sul para o país. Ultima atualização: 30/09/2014 Fonte dos dados: www.ons.com.br pag. 3 www.sealenergy.com.br Avenida Francisco Matarazzo, 1500 – 18º andar – São Paulo – SP TEL: 11 3728-4444 FAX: 11 3728-4466 INFORMATIVO MENSAL SET.2014 Carga EVOLUÇÃO DA CARGA - SUL (%) EVOLUÇÃO DA CARGA - SUDESTE (%) 13.500 43.000 41.000 12.500 39.000 11.500 37.000 10.500 35.000 33.000 9.500 31.000 8.500 29.000 2011 2012 2013 2010 2014 2011 EVOLUÇÃO DA CARGA - NORDESTE (%) 2012 2013 dez nov out set ago jul jun mai abr mar fev dez nov out set ago jul jun mai abr mar fev jan 2010 jan 7.500 27.000 2014 EVOLUÇÃO DA CARGA - NORTE (%) 10.500 5.900 10.000 5.400 9.500 4.900 9.000 8.500 4.400 8.000 3.900 7.500 2010 2011 2012 2013 2014 2010 2011 2012 dez nov out set ago jul jun mai abr mar fev 3.400 jan dez nov out set ago jul jun mai abr mar fev jan 7.000 2013 2014 EVOLUÇÃO DA CARGA [MWméd] EVOLUÇÃO DA CARGA - SIN (%) 75.000 70.000 65.000 SUBMERCADO SE/CO S NE N SIN VERIFICADA EM SET/2014 34.434 10.302 9.660 5.320 61.717 VERIFICADA EM AGO/2014 34.894 10.336 9.270 5.133 59.633 VERIFICADA EM SET/2013 36.457 9.988 9.281 5.211 60.936 DESVIO SET/2014 - AGO/2014 4,41% -0,33% 4,21% 3,65% 3,50% DESVIO SET/2014 - SET/2013 -0,06% 3,15% 4,08% 2,10% 1,28% 60.000 55.000 50.000 2010 2011 2012 2013 dez nov out set ago jul jun mai abr mar fev jan 45.000 2014 Comentários: Se comparado ao mês passado, apenas no submercado Sul houve pequena redução, os outros apresentaram aumento de carga, devido as fortes temperaturas que atingem todo o país, com o Sudeste/Centro-Oeste apresentando o maior, de praticamente 4,50%, já o SIN resultou em uma elevação de 3,50%. Se comparado ao mesmo período do ano anterior, o SIN registrou um acréscimo médio de 1,28%. Ultima atualização: 30/09/2014 Fonte dos dados: www.ons.com.br pag. 4 www.sealenergy.com.br Avenida Francisco Matarazzo, 1500 – 18º andar – São Paulo – SP TEL: 11 3728-4444 FAX: 11 3728-4466 INFORMATIVO MENSAL SET.2014 Geração 0 0% 4.788 11% 3.346 7% 0 0% GERAÇÃO - HIDRO [MWm] 7.550 17% 2.018 13% GERAÇÃO - TERMO [MWm] 6.363 41% ITAIPU ANGRA SUDESTE 11.433 26% SUDESTE SUL 17.622 39% NORDESTE 6.135 39% 1.168 7% SUL NORDESTE NORTE ACRE - RONDONIA ACRE - RONDONIA 0 0% GERAÇÃO - EÓLICA [MWm] 300 19% 4.788 8% GERAÇÃO TOTAL POR SUBMERCADO [MWm] 11.031 18% SUL SUDESTE 33.326 53% 12.901 21% 1.322 81% SUL NORDESTE NORTE NORDESTE ACRE - RONDONIA (SE) GERAÇÃO POR FONTE [MWméd] SUBMERCADO SE/CO S NE N SIN % HIDRO 25.173 11.433 3.346 4.788 44.739 72,1% TERMO 8.153 1.168 6.363 - 15.685 25,3% EÓLICA - 300 1.322 - 1.622 2,6% TOTAL 33.326 12.901 11.031 4.788 62.046 100,0% Comentários: Os gráficos acima apresentam o comportamento da geração média no mês de setembro de 2014. A metodologia de despacho utilizada pelo ONS foi semelhante à dos últimos meses em que mais de ¼ de geração para atender o consumo foi proveniente de usinas térmicas. Merece destaque a geração eólica que vem crescendo muito em 2014 e no mês de setembro manteve 2,6% do mês de agosto, chegando a 1.622 MW médios, volume superior ao gerado por Angra 2. Ultima atualização: 30/09/2014 Fonte dos dados: www.ons.com.br Considerações Ultima atualização: 28/02/2014 Fonte dosde dados: www.ons.com.br Entre janeiro a setembro consórcios e empresas de geradoras vão bancar uma conta extra R$ 16,1 bi, dinheiro que será usado para comprar energia de usinas térmicas, garantindo o volume de abastecimento que as hidrelétricas tinham que entregar porém não conseguiram cumprir. A origem do problema foi a forte estiagem que atingiu o país fazendo que o ONS acionasse todas as térmicas disponíveis. Ocorre que as hidrelétricas, que têm contratos de abastecimento de longo prazo firmados com as distribuidoras e grandes consumidores industriais, não podem deixar de honrar seus compromissos de geração, resultando em um preço negociado próximo ao teto. Alguns estudos mostram que essa conta pode alcançar até R$30 bi em 2014. No 1º semestre de 2015 distribuidoras podem ter um rombo bilionário devido ao vencimento de contratos de compra de energia. Conforme vem ocorrendo nos últimos dois anos, vários contratos de energia elétrica firmados entre distribuidoras e geradoras - em leilões promovidos pelo governo entre 2001 e 2013 – acabam em dezembro. Segundo especialistas do setor, se essa energia não for recontratada, o rombo pode chegar a R$ 7 bilhões entre janeiro e junho de 2015. O consórcio Santo Antônio Energia (SAE), dono da hidrelétrica de mesmo nome, em construção no rio Madeira (RO), cobra do consórcio construtor contratado para realizar a obra e fornecer os equipamentos para a usina um valor de R$ 1,247 bilhão por descumprimento do cronograma do projeto. A cobrança ocorre ao mesmo tempo em que os sócios da SAE discutem um aporte de R$ 1,14 bilhão para quitar débitos na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e continuar a obra. O pano de fundo das discussões envolve Furnas e Odebrecht. As duas são acionistas da SAE, da qual a estatal tem 39% e a construtora, 18,6%. A Odebrecht também é líder do Consórcio Construtor Santo Antônio (CCSA). O governo fará reajustes maiores nas contas de luz para reduzir a necessidade de injeção de recursos do Tesouro Nacional nas empresas de energia por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), o fundo que vem bancando programas sociais do setor e o custo adicional das usinas termoelétricas devido a forte estiagem do país. A redução de R$ 4 bilhões nos repasses à CDE é uma das manobras aos quais a área econômica recorrerá neste ano para evitar cortes nas demais despesas do governo. A Aneel aprovou pedido das distribuidoras e permitiu o uso de "sobras" do empréstimo de R$ 17,8 bilhões tomado em instituições financeiras para amenizar o risco hidrológico dos contratos. Logo as distribuidoras se livram de uma despesa imediata e o governo evita mais uma notícia ruim aos consumidores, já que o gasto das empresas de energia seria repassado às contas de luz nos próximos reajustes de tarifas. O uso do empréstimo suaviza esse impacto até 2017. pag. 5 www.sealenergy.com.br Avenida Francisco Matarazzo, 1500 – 18º andar – São Paulo – SP TEL: 11 3728-4444 FAX: 11 3728-4466