AVALIAÇÃO DE EMPRESAS PARA ABERTURA DE CAPITAL Área: Ciências Contábeis Categoria: PESQUISA Nome do Primeiro Autor: Jhoni Maciel Instituição: UNIOESTE – Graduação em Ciências Contábeis. – conclusão em 2.008 Endereço: Maringá - PR E-mail: [email protected] Nome do Segundo Autor: Denis Dall’ Asta Instituição: UNIOESTE – Grupo de Pesquisas em Contabilidade Endereço: Rua Manoel da Nóbrega, 490 Parque São Paulo – Cascavel – PR E-mail: [email protected] Resumo Este trabalho apresenta a aplicação dos métodos de Avaliação de Empresas para fundamentar um processo de abertura de capital, especificamente na determinação de valor que justificará o preço inicial das ações. Dentre os métodos de avaliação de empresas foram comparados os métodos de avaliação relativa e o método do fluxo de caixa descontado. A aplicação do método coerente com o tipo de empresa estudada para determinação de valor do negócio é importante para definição do valor das ações que serão adquiridas pelos investidores que aplicarão seus recursos na empresa, e esperam dela obter o retorno de acordo com o risco relacionado ao investimento. Para se chegar aos resultados alcançados com a pesquisa foi utilizado o método quantitativo, através de dados e informações fornecidos pela empresa em análise, classificando e analisando esses dados através de um estudo de caso onde foi possível uma pesquisa profunda das características específicas dos métodos de avaliação e seu impacto na determinação do valor no tipo de empresa estudada no processo de abertura de seu capital. Os resultados encontrados no método de avaliação relativa foram limitados, pelo pequeno número de empresas comparáveis encontradas, e foram grandes as diferenças de valores em cada forma de cálculo, representadas pelos índices Preço/Lucro, Preço/Valor Contábil e Preço/Vendas, sendo que este método esta de acordo com o valor de ações de empresas comparáveis que geralmente são empresas de capital aberto, com características diferentes da empresa em análise, de capital fechado. O fluxo de caixa descontado apresenta o valor mais coerente, por representar o valor intrínseco da empresa mesclado com dados macroeconômicos utilizados no seu cálculo, estimando um crescimento esperado pela empresa. Palavras-chave: Abertura de Capital, Avaliação de Empresas, Fluxo de Caixa. Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 AVALIAÇÃO DE EMPRESAS PARA ABERTURA DE CAPITAL Área: Ciências Contábeis Categoria: PESQUISA RESUMO Este trabalho apresenta a aplicação dos métodos de Avaliação de Empresas para fundamentar um processo de abertura de capital, especificamente na determinação de valor que justificará o preço inicial das ações. Dentre os métodos de avaliação de empresas foram comparados os métodos de avaliação relativa e o método do fluxo de caixa descontado. A aplicação do método coerente com o tipo de empresa estudada para determinação de valor do negócio é importante para definição do valor das ações que serão adquiridas pelos investidores que aplicarão seus recursos na empresa, e esperam dela obter o retorno de acordo com o risco relacionado ao investimento. Para se chegar aos resultados alcançados com a pesquisa foi utilizado o método quantitativo, através de dados e informações fornecidos pela empresa em análise, classificando e analisando esses dados através de um estudo de caso onde foi possível uma pesquisa profunda das características específicas dos métodos de avaliação e seu impacto na determinação do valor no tipo de empresa estudada no processo de abertura de seu capital. Os resultados encontrados no método de avaliação relativa foram limitados, pelo pequeno número de empresas comparáveis encontradas, e foram grandes as diferenças de valores em cada forma de cálculo, representadas pelos índices Preço/Lucro, Preço/Valor Contábil e Preço/Vendas, sendo que este método esta de acordo com o valor de ações de empresas comparáveis que geralmente são empresas de capital aberto, com características diferentes da empresa em análise, de capital fechado. O fluxo de caixa descontado apresenta o valor mais coerente, por representar o valor intrínseco da empresa mesclado com dados macroeconômicos utilizados no seu cálculo, estimando um crescimento esperado pela empresa. Palavras-chave: Abertura de Capital, Avaliação de Empresas, Fluxo de Caixa. Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 Abstract This work introduce the application of evaluation methods of Companies to fundament a process of o capital opening, specifically on the value determination that will justify the initial share prices. Between the evaluation methods of companies was compared the methods of relative evaluation and the current discounted account method. The application of the coherent method with company type that was studied to determinate the business value is important to define the shares prices that will be acquire for the investors who will apply their resources in the company, and expect to obtain the result according to the correlation risk to the investment. To achieve the obtained results with the research was used the quantitative method, with input and information provided by the company in analysis, thought a classification and examination of that by a case study, when was possible to do a profound research of the specific characteristics of the evaluation methods and the impact of that on the value determination of the company studied on their capital opening process. The results obtained on the relative evaluation method were limited, for the small number of comparable companies founded, and there was a big value difference in which way of calculation, represented by the rate Price/Profit, Price/Accounting value, and Prices/Sales, and this method is according shares price of the comparable companies that usually are companies of open capital, with characteristics that are different of the company in analyze, of closed capital. The current discounted account presents a more coherent value, because represents an intrinsic value of the company mixed with macroeconomic inputs used in their calculation, to estimate a development expected by the company. Keywords: opening of capital, evaluation of undertakings, cash flow. 1 APRESENTAÇÃO A estável conjuntura macroeconômica brasileira tem aumentado o interesse do empresariado local pelo mercado de capitais. O resultado é um significativo crescimento do número de empresas abrindo o capital e ingressando no mercado acionário brasileiro. Diante desse cenário, aumentam a importância e a necessidade de determinação de valor da empresa para a correta tomada de decisões tanto no momento da emissão das ações, pelos atuais proprietários, quanto na decisão de investimento por parte de investidores e acionistas. No processo de abertura de capital é necessária a determinação de valor da empresa e é através da avaliação de empresa que se mensura o seu valor de mercado, presumindo o seu valor futuro, ou com base em informações históricas, ou com base em premissas macroeconômicas, e de informações de empresas comparáveis com a empresa a ser avaliada, sendo utilizados para isso diversos métodos de avaliação de empresas. Para tanto os principais modelos de Avaliação de Empresa, que são estudados neste trabalho, são dois, a saber: Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 - Fluxo de caixa descontado – neste modelo o valor de uma empresa está diretamente ligado aos valores ou fluxos de caixa que estarão disponíveis para distribuição, depende da projeção de receitas, margem, investimentos e da estimação de uma taxa de capital (taxa de desconto); - Múltiplos ou Avaliação Relativa – a avaliação é efetuada quando ativos são comparados com valores atribuídos pelo mercado a ativos similares ou comparáveis através de variáveis comuns entre as empresas comparadas; Independente do método utilizado, a avaliação deve procurar seguir algumas normas, tais como: a avaliação não é algo certo e objetivo e sim caracterizado pela subjetividade; uma vez realizada a avaliação ela pode mudar constantemente de acordo com as variáveis utilizadas na sua avaliação; haverá sempre incertezas quanto à avaliação precisa, a qualidade da avaliação está na busca de dados confiáveis e certos e não somente no método quantitativo; não pode haver grandes diferenças entre a avaliação do analista e a do mercado, pois o mercado está quase sempre certo e o processo de avaliação é mais importante que o produto da avaliação (DAMODARAN, 2000). Neste sentido o presente trabalho irá utilizar o método de avaliação relativa comparando com a aplicação do método de fluxo de caixa descontado, para a avaliação de empresas de capital fechado, e correlaciona sua aplicação para determinar o valor de lançamento inicial de ações na abertura de capital. O trabalho busca contribuir com a discussão da utilização dos métodos de avaliação nos tipos de empresas estudadas, e definir no estudo qual o melhor a ser utilizado. 2 FUNDAMENTAÇÃO DO ESTUDO Para tomar a decisão de abertura de capital e para suportar o valor das ações emitidas, entre diversas análises a serem efetuadas, se destaca a análise do valor de mercado da empresa, que pode ser efetuada por diversos métodos de avaliação, sendo relacionados os principais e mais utilizada métodos, apresentados conceitualmente. 2.1 Mercado de Capitais Com o Mercado de Capitais brasileiro em atual expansão, oferecendo alternativas de investimentos, direcionando estes recursos para as empresas que necessitam de capital para adquirir novas tecnologias e impulsionando a economia, cada vez mais empresas estão à procura da abertura de capital, possibilitado com o crescente número de investidores procurando formas de aplicação de sua poupança particular “pois à medida que cresce o nível de poupança maior é a disponibilidade para investir” (BOVESPA, 2008a, p.8). Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 O mercado de capitais é assim definido pela BOVESPA: O mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores mobiliários, que tem o propósito de proporcionar liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabilizar seu processo de capitalização. É constituído pelas bolsas de valores, sociedades corretoras e outras instituições financeiras autorizadas (BOVESPA, 2008a, p. 07). Neste cenário, as empresas buscam condições para a obtenção de recursos, por meio da emissão primaria de ações em bolsas de valores, ou em mercados de balcão organizado, que são instituições que organizam o mercado de capitais. Para fazer parte deste grupo de empresas, inicialmente uma empresa de capital fechado depende de uma transformação profunda em seus aspectos societários, e de governança corporativa, para que o mercado possa ter as conclusões necessárias sobre a empresa que esta abrindo o capital. Para Santos (2006, p.151), “(...) o mercado eficiente é aquele no qual o preço de mercado reflete uma estimativa não tendenciosa de valor real de um investimento”. Conforme sua definição pode-se dizer que o mercado eficiente é aquele no qual o preço das ações da empresa reflete todas as informações disponíveis aos investidores. Nesse sentido, as informações da empresa devem refletir adequadamente a sua realidade. Para regular os procedimentos de abertura de capital, surge a Comissão de Valores mobiliários, onde são registradas as ações para negociação no mercado de capitais. A diretriz adotada pela CVM é de não exercer julgamento de valor sobre empresas e fundos que desejam captar recursos no mercado público, zelando apenas pelo fornecimento adequado de informações aos investidores (CVM, 2008). 2.2 Companhia Aberta e Fechada De acordo com a lei 6.404/76 a companhia é considerada aberta ou fechada conforme valores mobiliários de sua emissão estejam ou não admitidos à negociação em bolsa ou no mercado de balcão. Castro (2007) diferencia de maneira clara as companhias quanto à estrutura de seu capital: Uma companhia aberta via de regra, é constituída para desenvolver objeto de grande vulto, o que exige grandes somas de capital. Por isso, a composição deste capital pode resultar exclusivamente no aporte de um grupo de pessoas que aceitam o risco de trocar moeda corrente ou bens por ações, sem compartilhar o risco com terceiros, ou compô-lo o capital de contribuições deste grupo e de outras pessoas, físicas ou jurídicas, às quais oferece, publicamente a oportunidade de participar do empreendimento. No primeiro caso, será fechada a companhia, no segundo, aberta (CASTRO, 2007, p.441). Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 A decisão por tornar-se companhia aberta ou fechada normalmente é analisada por três fatores, a necessidade de recursos que a companhia precisa, o risco da tomada destes recursos em frente às alternativas propostas, e o custo efetivo da fonte dos recursos a ser escolhida. Outra questão que leva muitas empresas de capital fechado a abrir o capital, ocorre em empresas familiares, que com o afastamento de seus sócios fundadores, em seu processo sucessório, ficam com um quadro societário engessado dificultando a tomada de decisões, antes consideradas simples e rápidas (CASTRO, 2007). Neste cenário, em que o conflito de interesses, pode prejudicar o andamento dos negócios da empresa, torna-se necessário a abertura de capital, ocasionando como conseqüência a profissionalização da empresa, e transparência para os acionistas conflitantes. 2.3 Motivações para Abertura de Capital As reduzidas taxas de juros e o fortalecimento econômico brasileiro pode ser uma das influências que levam os investidores a aplicar sua poupança em ações de empresa com a expectativa de obter retornos superiores em relação à aplicação em títulos de renda fixa (CASTRO, 2007). No investimento em ações, a BOVESPA (2006, p.13) relata que “o investidor poderá ganhar com as ações de uma empresa por meio da valorização dessas ações e/ou do recebimento de dividendos, uma parcela dos lucros.” A empresa que abre o capital terá investidores que irão acompanhá-la e fiscalizála, e poderão também participar das decisões da companhia. A empresa deverá demonstrar para seus investidores que é rentável e sustentável. “Assim, a decisão de adquirir ou não ações da empresa que esta abrindo o capital será baseada na análise de diversos fatores que afetam sua evolução” (BOVESPA, 2006, p.13). Após obtenção da atenção dos investidores para a compra de ações no mercado mobiliário cabe a empresa tomar a decisão de abrir o seu capital. Controladores que não possuem capital próprio, ou não estão dispostos a usá-lo, vêem na abertura de capital a melhor forma para a obtenção de recursos. Quanto às empresas já com índices de endividamento elevado “a abertura de capital confere equilíbrio a estrutura de capital, balanceando o uso do crédito e do capital próprio” (BOVESPA, 2006, p.7). Na abertura de capital há uma divisão de riscos com os investidores, para financiar o crescimento da empresa. Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 Essa divisão de riscos pode ser mais acentuada através da redução da participação societária do controlador, na emissão primária de ações, que passa a ter participações e retornos menores, e também na emissão secundária, na qual o controlador coloca suas ações a venda, em muitos casos até deixando de ser controlador dividindo ainda mais os riscos do negócio. A empresa passa a ter a prática de governança corporativa que melhora o valor agregado a sua imagem, melhorando condições de negociação com fornecedores, e elevando sua competitividade. A Bovespa destaca essa vantagem: Uma grande vantagem da companhia de capital aberto em relação às demais é que ela tem muito mais projeção e reconhecimento de todos os públicos com os quais se relaciona. Isso acontece porque ela passa a ganhar visibilidade, ser regularmente mencionada na mídia e acompanhada pela comunidade financeira (BOVESPA, 2006, p.8). Desta forma podem-se observar duas motivações em destaque por parte da empresa para a abertura de capital, a questão financeira e a oportunidade de crescimento da empresa, e a boa imagem institucional da empresa, clientes, fornecedores, e na sociedade em geral. 2.4 Avaliação para Abertura de Capital Quanto vale a ação de determinada companhia, num certo contexto é uma das questões mais relevantes e complexas do direito societário, inclusive porque envolve critérios extrajurídicos, de natureza contábil e econômica, em si mesmos também altamente discutíveis. Dependendo das circunstâncias e dos objetivos da avaliação, o valor da participação societária varia de modo considerável (COELHO, 2007). De qualquer forma, em decorrência da limitação da responsabilidade do acionista, o preço de emissão da ação (correspondentes ao desembolsado pelo subscritor) representa o máximo que o acionista poderia vir a perder. No processo de abertura de capital – IPO (sigla em inglês para Initial Public Offering) será de suma importância o preço de emissão estabelecido para ações, nesse sentido o investidor estará atendo para a forma como estarão sendo avaliadas as empresas neste processo. Na determinação de valor da empresa, o que terá suma importância para os novos sócios interessados, é a atratividade do negocio, a BOVESPA (2006, p.16) destaca que “sem um bom negócio, que seja bem fundamentado, sólido e com boas perspectivas, será difícil de atrair novos sócios”. Mas os analistas também analisam a empresa intrinsecamente, são os fundamentalistas, que estudam a vida financeira e econômica da empresa, suas Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 vantagens competitivas, estrutura de capital, seus produtos e serviços, o mercado consumidor, créditos, e quais são seus projetos (BOVESPA, 2006). Sendo a empresa com uma estrutura interna adequada e com um negócio que chame a atenção dos investidores, a decisão pelo preço de emissão das ações vai determinar o sucesso ou não do lançamento, pois esta intimamente ligada à aceitação ou não do papel pelo mercado. Desta maneira o preço deverá estar ligado a alguns fatores, como rentabilidade com base nas demonstrações contábeis históricas, análise da concorrência e do setor de atuação da empresa, planejamento estratégico, o valor do patrimônio líquido por ação. Mas além de ter todas as informações sobre a empresa e o setor onde esta atua, bem como a situação econômica do país e do mercado financeiro global, a avaliação da empresa deverá ser elaborada por métodos que sustentem o seu valor de mercado. Quanto aos métodos de avaliação, os mais comuns são os múltiplos comparativos e o fluxo de caixa descontado, usados às vezes de forma complementar. Em geral, a preferência é tomar projeções futuras como base de avaliação, embora alguns investidores utilizem dados históricos, com a premissa de que o desempenho futuro da empresa será semelhante ao seu passado (BOVESPA, 2006, p.17) Independente do valor que os controladores da companhia emitir pessoalmente sobre o valor das ações, o mercado busca quase sempre efetuar uma avaliação relativa, comparando-se as ações com ações de outras companhias, principalmente as do mesmo setor, utilizando-se de indicadores. Os investidores calculam os múltiplos de empresas listadas em Bolsa que sejam do mesmo setor, aqui e/ou no exterior, e os utilizam como base de comparação para estimar o preço referencial da ação da empresa que esta abrindo o seu capital (BOVESPA, 2006, p.17) A empresa de capital fechado não é conhecida pelo mercado, pois não possui nenhum histórico de cotação de ações, o que torna a avaliação para o processo de abertura de capital, envolvido de incertezas, sendo um desafio determinar o valor da empresa (BOVESPA, 2006). 2.5 Avaliação de Empresas A escolha do método de avaliação como base de valor, pode ser considerado como um fator crucial na negociação de compra e venda de ativos, conforme cita Damodaran: Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 Um surpreendente número de investidores subscreve a teoria de investimentos do “idiota maior”, que argumenta que o valor de um ativo é irrelevante desde que haja um “idiota maior” por aí que esteja disposto comprar o ativo deles. Embora isso possa configurar a base para realização de um lucro, é um jogo perigoso, uma vez que não há garantia de que um tal investidor ainda esteja em circulação quando chegar a hora de vender (DEMODARAN, 2001, p.1). Schimitd e Santos (2005) e Damodaran (2001) relatam que a avaliação de investimentos também não deve ser confundida com a avaliação de bens que tenham interesses emocionais e pessoais, pois a base de valor nestes casos é imensurável. Na avaliação de bens a percepção é que influência o preço do objeto da compra, como por exemplo, em uma escultura ou uma arte, mas de modo geral a avaliação de empresas deve ser feita em decorrência dos fluxos de caixa futuros que a mesma lhe proporcionará, deixando de lado influências estéticas ou emocionais. Discórdia sobre o valor ocorrerá sempre que a negociação se der por meio de argumentos defendidos pelo comprador e vendedor, cada um defendendo seus interesses, mas há um ponto em que não pode haver diversidade de opiniões, conforme aponta Damodaran (2001, p.2): “os preços dos ativos não podem ser justificados simplesmente com o emprego do argumento de que haverá outros investidores dispostos a pagar um preço mais alto, no futuro.” Dificuldade maior será encontrada na avaliação de empresas de capital fechado. Damodaran (2002) relata que diferentemente da avaliação das ações de uma empresa de capital aberto, a avaliação de uma empresa de capital fechado apresenta desafios importantes. O autor cita quais são esses desafios: 1. As informações disponíveis sobre a empresa de capital fechado serão mais vagas do que as informações disponíveis para as empresas de capital aberto. 2. Os demonstrativos financeiros passados, mesmo quando disponíveis, poderiam não refletir o verdadeiro potencial de lucros da empresa. Muitas empresas de capital fechado subavaliam os lucros para reduzir seus passivos tributários, e em muitos casos as linhas que separam as despesas do proprietário e da empresa são pouco claras. 3. Os proprietários de muitas empresas de capital fechado, que são tributados à mesma alíquota tanto sobre o salário que recebem da empresa quanto sobre os dividendos que retiram, muitas vezes não fazem distinção entre os dois (DAMODARAN, 2002, p.38). 2.6 Os métodos de Avaliação Os vários métodos de avaliação da empresa são todos quantitativos, mas influenciado por diversos fatores internos e externos que deverão ser considerados ao se efetuar a análise. Esses modelos fornecem ferramentas para cada situação, cabendo ao analista escolher o método que melhor se encaixa em cada uma delas, com base nos Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 objetivos de cada método sem que essa avaliação esteja exposta a fatores não relacionados com a realidade da empresa. Conforme cita Damodaran (2001, p.9) “a avaliação não é um exercício objetivo, e quaisquer pré-concepções e preconceitos que o analista trouxer para o processo acabarão por se incorporar ao valor”. Os principais métodos e mais utilizados atualmente são o método de avaliação relativa e de fluxo de caixa descontado. 2.6.1 Avaliação pelo Fluxo de Caixa Descontado Schmitd e Santos (2006), explicam que este método avalia o valor da empresa com base na regra do valor presente dos fluxos de caixa projetados, onde o valor do ativo é o valor presente dos fluxos de caixa futuros esperados que representa o valor dos benefícios futuros que um ativo pode produzir. Damodaran (2007, p. 6) trata da abordagem do fluxo de caixa exemplificando que “o valor de um ativo não é o que alguém percebe como sendo o seu valor, mas sim uma função dos fluxos de caixa previstos para aquele ativo”. Copeland et al (2000) apresentam o capítulo com o título “O caixa é o que interessa”, e destacam a importância do fluxo de caixa para o processo de avaliação. Os fluxos de caixa são projetados conforme o período que se espera que o ativo irá produzir no tempo, e pela aplicação de uma taxa de desconto que reflete os riscos relacionados ao fluxo de caixa projetado, sendo calculado também o valor terminal que representa a continuidade da empresa após o período do fluxo de caixa projetado. 2.6.2 Avaliação Relativa Através da Avaliação relativa encontra-se o valor de um ativo por meio de ativos comparáveis, padronizados por meio de uma variável comum, tendo como principais variáveis aplicadas os índices de preço/lucro, preço/valor contábil e preço/vendas. Embora o foco nas salas de aula e nos debates acadêmicos permaneça na avaliação DFC, a realidade é que a maioria dos ativos é avaliada sobre bases relativas, desta forma pode-se observar a importância que este autor dá a este tipo de avaliação. (DAMODARAN, 2007). Ela considera que outras empresas do mesmo setor são comparáveis com a empresa em análise e que o mercado determina os valores dos índices dessas empresas de modo correto. Para Schmitd e Santos (2006), a avaliação relativa é muito utilizada por ser uma forma de se determinar o valor de uma empresa com rapidez, é de aplicação simples, Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 mas somente se torna útil quando encontra um grande número de empresas comparáveis, e que as informações de mercado sejam informações confiáveis, ou seja, que as informações geradas pelo mercado sejam corretas, pois o mesmo pode estar subavaliando ou super avaliando aquelas empresas. Outra questão que pode influenciar na avaliação relativa, são as grandes variações que podem ocorrer nos índices de empresas comparáveis, por exemplo, na determinação de índice médio dessas empresas, na exclusão da amostra de uma destas empresas, por esta ter o valor muito além das demais, pode influenciar significativamente no índice médio do setor. 3 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS O estudo de caso teve como objetivo estimar o valor de uma rede de supermercados, que esta estabelecida como uma empresa de capital fechado. Atualmente a rede conta com aproximadamente 1.200 funcionários, e um faturamento bruto anual registrado em 2007 em 196 milhões de reais. Possui um planejamento estratégico de abertura de novas lojas nos próximos anos. Neste estudo de caso foi abordado a determinação de seu valor de mercado, buscando a aplicação do modelo de avaliação que mais se enquadre na situação atual da empresa. 3.1 Avaliação da empresa pela Avaliação Relativa Para aplicação deste método, se fez necessário selecionar empresas comparáveis do ramo da empresa em análise. Mas do ramo específico da empresa em análise, supermercadista, foi encontrada apenas uma empresa com dados publicamente disponíveis para a realização das comparações, portando, procurou-se comparar os dados da empresa em análise com de empresas do comércio varejista em geral, são elas: EMPRESAS COMPARÁVEIS PÃO DE AÇÚCAR LOJAS RENER LOJAS AMERICANAS GLOBEX DIMED Quadro 1 – Empresas Comparáveis Fonte: Bovespa Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 3.1.1 Cálculo do valor da Empresa através do Índice P/L O índice P/L das empresas comparáveis foi encontrado através da média dos índices individuais: Tabela 1 – Demonstrativo do Índice P/L. EMPRESAS LUCRO POR AÇÃO ÍNDICE PL PÃO DE AÇÚCAR 0,93 32,42 LOJAS RENER 1,28 12,36 LOJAS AMERICANAS 0,14 49,48 GLOBEX 0,99 8,10 DIMED ÍNDICE MÉDIO DO SETOR 3,04 11,28 22,73 Fonte: Bovespa Aplicando-se o índice sobre o valor do lucro contábil da empresa analisada, encontra-se o valor da empresa: LUCRO DA EMPRESA 1.114.011,70 ÍNDICE PL 22,73 VALOR DA EMPRESA 25.320.321,93 Quadro 2 - Valor da Empresa pelo Índice P/L. Fonte: Dados da empresa analisada Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 3.1.2 Cálculo do valor da Empresa através do Índice P/S Índice P/S das empresas comparáveis: EMPRESAS ÍNDICE PS PÃO DE AÇÚCAR 0,47 LOJAS RENER 0,30 LOJAS AMERICANAS 0,09 GLOBEX 0,23 DIMED 0,15 0,25 ÍNDÍCE MÉDIO DO SETOR Quadro 3 - Demonstrativo do Índice P/S Fonte: Bovespa Aplicando-se o índice sobre a receita líquida de vendas da empresa analisada, encontra-se o valor da empresa bem superior ao valor encontrado pelo índice PL: RECEITA DA EMPRESA 167.390.091,55 ÍNDICE PS 0,25 VALOR DA EMPRESA 41.574.987,33 Quadro 4 - Valor da Empresa pelo Índice P/S Fonte: Dados da empresa analisada 3.1.3 Cálculo do valor da Empresa através do Índice PBV O índice PBV das empresas comparáveis foi encontrado através da média dos índices individuais, calculados sobre seus patrimônios líquidos: Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 Tabela 2 - Demonstrativo do Índice PBV. EMPRESAS PBV/AÇÃO PÃO DE AÇÚCAR 21,99 1,36 4,79 3,31 0,38 17,59 8,03 1,00 26,86 1,28 4,91 LOJAS RENER LOJAS AMERICANAS GLOBEX DIMED ÍNDICE PBV ÍNDICE MÉDIO DO SETOR Fonte: Bovespa Desta forma encontrou-se valor menor em comparação com os outros índices: P. L. DA EMPRESA ÍNDICE PBV VALOR DA EMPRESA 3.170.082,30 4,91 15.556.887,46 Quadro 5 - Valor da Empresa pelo Índice PBV Fonte: Dados da empresa analisada 3.2 Avaliação pelo Fluxo de Caixa Descontado Na avaliação econômico-financeira pelo modelo do fluxo de caixa descontado, para determinação do valor justo de mercado da empresa, consideram-se os seguintes procedimentos: 1 – Obtenção de dados históricos contábeis e operacionais da empresa; 2 – Análise do mercado de atuação da empresa, buscando identificar expectativas futuras de rentabilidade; 3 – Projeção dos demonstrativos financeiros (Demonstrativo de Fluxos de Caixa Livres), com base nas expectativas futuras de crescimento de mercado, e demais premissas adotadas pela própria empresa; 4 – Cálculo da taxa de desconto para refletir os riscos inerentes ao setor de atuação da empresa, sendo esta taxa utilizada para trazer o valor dos Fluxos de Caixa Livres e Perpetuidade para o Valor Presente Líquido; Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 5 – Avaliação econômico-financeira da empresa através da metodologia do Fluxo de Caixa Descontado. Após a apresentação das premissas, com a aplicação da taxa de crescimento, taxa de desconto, e os ajustes referente à depreciação e amortização, bom como as variações no fluxo referente novos investimentos e reinvestimentos no capital de giro, projetou-se o seguinte fluxo de caixa: BASE FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL (R$/mil) 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 LUCRO LÍQUIDO 1.764 2.430 2.974 3.155 3.331 3.503 3.672 3.840 4.006 4.172 4.339 IR E CS (650) (802) (987) (1.049) (1.109) (1.167) (1.225) (1.282) (1.338) (1.395) (1.451) Depreciação 1.884 1.186 1.177 1.136 1.104 1.082 1.067 1.060 1.058 1.063 1.073 (1.000) (1.000) (565) (565) (565) (565) (565) (565) (565) (565) Investimentos Var. Cap. Giro - FLUXO PROJETADO 2017 (194) (388) (101) (105) (108) (112) (116) (120) (124) (128) 1.619 1.776 2.576 2.657 2.744 2.838 2.937 3.042 3.152 3.267 Quadro 6 - Projeção dos Fluxos de Caixa Fonte: Dados da empresa analisada Após a aplicação da taxa de desconto, e do cálculo do valor da perpetuidade, chega-se ao valor da empresa pelo método do fluxo de caixa descontado, no valor de 26,4 milhões. Avaliação Final (R$/mil) PROJETADO WACC = Valor da Empresa (por período) = 12,02% 14.113 Valor Explícito PERPETUIDADE 12,02% 12.149 Valor Residual Ajuste – Ativos e Passivos Não Operacionais Valor Total da Empresa Valor da Empresa Total 26.262 Valor Total 138 26.400 Quadro 7 - Valor da Empresa pelo Fluxo de Caixa Descontado Fonte: Desenvolvido pelos autores 3.3 Analise dos Resultados Após a aplicação dos métodos de avaliação de empresas foram encontrados os seguintes valores para a empresa em análise, conforme quadro comparativo: Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 Avaliação Relativa R$/mil Índice PL Índice PS Índice PBV Fluxo de Caixa Descontado Fluxo de Caixa da empresa 25.320 41.575 15.557 R$/mil 26.400 Quadro 8 - Comparativo entre métodos de avaliação Fonte: Desenvolvido Pelos Autores Percebe-se grande diferença de valores encontrados através de cada método de avaliação, e decidir qual deles melhor se aplica para o processo de abertura de capital é uma tarefa difícil. A grande diferença dos dois tipos de avaliação estudados é ligada a seguinte comparação: - na avaliação relativa o valor das ações de emissão primária da empresa estará de acordo com o valor das ações de empresas comparáveis, determinando o valor que o mercado está disposto a pagar pelas ações, depois de aceitar a empresa no novo mercado; - na avaliação pelo fluxo de caixa descontado, o valor das ações representará um valor intrínseco da empresa, que para seu cálculo utiliza-se de varias premissas e dados macroeconômicos. 4 CONCLUSÃO Através da apresentação dos valores encontrados a partir dos dois modelos de avaliação aplicados na empresa em análise, destaca-se a importância de se fazer uma análise conjunta entre dois ou mais modelos. Como os valores encontrados divergem consideravelmente, na apresentação dos resultados para futuros investidores as diferenças seriam motivo de conflitos de interesses, e se apresentados em seu prospecto para a abertura de capital não sustentaria o preço de emissão das ações. Pela divergência de valores encontrados nos três tipos de avaliação relativa estudados, descartou-se a tomada de decisões para determinar o preço inicial das ações com base neste tipo de avaliação Em conseqüência disso, dentre os métodos estudados o fluxo de caixa descontado é o que melhor apresenta espaço para ressalvas, com destaque para os seguintes itens: Cascavel – PR – 22 a 24 de junho de 2009 - Para uma empresa de capital fechado que esta abrindo seu capital, a legislação fiscal poderá mudar, e os efeitos dessas mudanças sobre os fluxos de caixa terão que ser levados em conta; - Este tipo de empresa poderá também arcar com despesas adicionais referente ao custo da abertura de capital, custos legais e de manutenção administrativa da empresa são maiores para empresas de capital aberto, o que poderá ser melhor demonstrado no método de fluxo de caixa descontado; Desta forma, na avaliação voltada para abertura de capital deve-se determinar o que mais importa para os investidores, na visão destes apenas o fluxo de caixa gerado pelos negócios pode ser usado para consumo ou para mais investimentos. Esse método apesar de todas as premissas utilizadas, sempre parte de dados contábeis da empresa, que na melhor maneira possível expressa a sua realidade patrimonial, que ajustada pelos fluxos de caixa traz a sua realidade econômicofinanceira, que determina o valor do seu negócio. 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SUPERMERCADOS – Economia e Pesquisa. 2008. Disponível em <http://www.abras.com.br/economia-e-pesquisa/indice-devolume/>, acesso em: 08 out. 2008. BOLSA DE VALORES DE SÃO PAULO - Mercado de Capitais. 2008a. Disponível em: <http://www.bovespa.com.br/Pdf/merccap.pdf>, acesso em: 10 jun 2008. ______. - Panorama da Economia Brasileira e Mercado de Capitais. 2008b. Disponível em: <http://www.bovespa.com.br/pdf/bovpanorama.pdf>, acesso em: 30 set 2008. ______. - Como e Por que Tornar-se uma Companhia Aberta. 2006. 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