2007 www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Contabilidade Assunto: CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Autor: PROFª. ROSIANE C. S. GOUVÊA 2 www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa MÓDULO 1 - TEORIA CONTÁBIL 1.1 Origem da Contabilidade Não há uma data precisa para determinar a origem da contabilidade: a maioria dos autores remonta a existência de sinais de contas a 4000 a.C. aproximadamente. No Egito, por volta do ano 2000 a.C. historiadores registram a existência de livros e documentos comerciais e de uma administração centralizada referente a cobrança de impostos que exigia um complexo sistema de documentação. Na Síria, os inventários de metais preciosos. Na Ilha da Creta, os registros contábeis em tábuas de argila. Com a invenção da escrita pelos fenícios, por volta de 1100 a.C., houve a expansão do conhecimento humano. Com o advento da moeda e das medidas de valor, finalmente, pôde-se utilizar um sistema de contas completo e as respectivas contas contábeis. A evolução do enfoque primitivo da Contabilidade às práticas contábeis conhecidas atualmente iniciou-se na Idade Média, com a introdução do raciocínio lógico na escrituração contábil. Diante desse novo cenário, começaram a surgir às primeiras manifestações intelectuais concretas que contribuíram para o nascimento da doutrina contábil. A evolução do pensamento contábil está diretamente associada ao crescimento de sua importância prática e teórica dentro do contexto social em que se encontra, refletindo a própria evolução do conhecimento humano e a necessidade do usuário da informação contábil. Entretanto, a contabilidade se firmou como ciência com o advento do método das partidas dobradas, no final do século XV. O método das partidas dobradas fundamenta-se na relação débito/crédito, tendo sido criado pelo frade franciscano Luca Pacioli e apresentado no seu livro sobre geometria e aritmética, na cidade de Veneza, na Itália. (RIBEIRO, 2005, p. 3) Este mecanismo criado por Luca Pacioli passou a ser utilizado universalmente, chegando até nossos dias como o instrumento de controle que pode ser aplicado em qualquer tipo de patrimônio, seja físico ou jurídico. O método das partidas dobradas, que é o método adotado modernamente, fundamenta-se exatamente em na condição de registrar o efeito do evento econômico em uma conta e, ao mesmo tempo, o impacto da causa do mesmo evento econômico na conta que o originou. (PADOVEZE, 2006, p. 10) 1.2 Evolução da contabilidade Origem do homem e a Bíblia (~ 4.000 a.C.) ü A contabilidade é tão antiga quanto a origem do homem. ü Livro de Gênesis ü Rebanhos de ovelhas de Jacó e seu sogro Labão Livro de Jó, considerado o mais antigo da Bíblia, descrição da sua riqueza. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Egípcios e Babilônios (~3.000 a.C.) ü Transações em cerâmicas relatam pagamentos de salários e impostos. Luca Pacioli (séculos XIII e XVI d.C.) ü A contabilidade atingiu sua maturidade entre os séculos XIII e XVI d.C. (comércio com as Índias, burguesia, renascimento, mercantilismo, etc). ü Trabalho do frade franciscano Luca Pacioli, Itália, 1494. A escola Italiana de Contabilidade dominou o cenário mundial até o século XX. EUAS (século XX e atualidade) ü A contabilidade se desenvolveu notoriamente nos EUAS, após a depressão de 1929, com inúmeras pesquisas na área, crescimento do mercado de capitais e conseqüentemente a auditoria. A Escola Contábil Americana, voltada para a tomada de decisão, domina nosso cenário contábil atual. 1.3 Conceito de Contabilidade Contabilidade é o estudo do patrimônio e suas variações através das atividades desenvolvidas pela empresa. Ela é o instrumento que fornece o máximo de informações relevantes para a tomada de decisões dentro e fora da Empresa. A Contabilidade é muito antiga e sempre existiu para auxiliar as pessoas nas tomadas de decisões. Com o passar do tempo, o Governo começou a utilizar-se dela para arrecadar impostos e a tornou obrigatória para todas as empresas. A contabilidade, portanto, é uma ciência social que tem por objeto das entidades econômico-administrativas. Seu objetivo principal é controlar o patrimônio das entidades em decorrência de suas variações. (RIBEIRO, 2005, p. 2) Segundo Abreu (2006), a contabilidade é definida como a ciência que estuda a situação das organizações e, elabora relatórios que resumem a situação das organizações. A utilização da palavra “organizações” é muito mais abrangente do que empresas, pois, torna-se aplicável em outras instituições. Diante disso, pode-se dizer que a contabilidade estuda a situação das empresas públicas, autarquias, instituições financeiras, filantrópicas, partidos políticos, condomínios residenciais entre outros. A contabilidade é a ciência social aplicada que permite a mensuração dos eventos ocorridos no patrimônio das organizações, fornecendo informações de natureza econômico-financeiras para seus gestores, fornecedores, clientes, fisco e demais interessados. (SANTOS, 2006) Entretanto a Contabilidade não deve ser feita visando basicamente a atender às exigências do FISCO, mas, o que é muito mais importante, é o auxílio que as pessoas obtêm para que possam tomar decisões eficazes. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Todas as movimentações possíveis de se medir em dinheiro são registradas pela Contabilidade, que, em seguida, resume os dados registrados em forma de relatórios e os entrega aos interessados em conhecer a situação da empresa. Assim, através dos relatórios contábeis, os interessados recordam os fatos ocorridos, e analisam os fatos obtidos, resultando nas causas que levaram aqueles resultados. Após identificada as causas, seus gestores tomarão suas decisões com um referencial mais analítico ao futuro da organização. 1.4 Objeto, Objetivo e a Finalidade da Contabilidade O objeto da Contabilidade é o Patrimônio das entidades econômico-administrativas. Já o objetivo da Contabilidade é permitir o estudo e o controle dos fatos decorrentes da gestão do patrimônio das entidades econômico-administrativas, proporcionando aos seus usuários, informações de caráter relevante para a tomada de decisão. De acordo com Ribeiro (2005), o objetivo da contabilidade é permitir o estudo, o controle e a apuração de resultados diante dos fatos decorrentes da gestão do Patrimônio das empresas em geral. A principal finalidade da Contabilidade é fornecer informações de ordem econômica e financeira sobre o Patrimônio das empresas, permitindo a obtenção de informações econômicas e financeiras por parte de seus administradores ou daqueles que pretendem investir na empresa ou em um grupo de empresas. 1.5 As Técnicas Contábeis Utilizadas De modo a atingir o fim a que a contabilidade se propõe, são utilizadas algumas técnicas que permitirão a correta mensuração dos fatos ocorridos em uma organização. ESCRITURAÇÃO: É o registro de todos os acontecimentos que ocorrem no dia-a-dia das empresas e que provocam modificações no patrimônio da empresa. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS: São quadros técnicos que apresentam dados extraídos dos registros contábeis da empresa. As demonstrações Contábeis mais conhecidas são o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício. AUDITORIA: É a verificação da exatidão dos dados contidos nas demonstrações contábeis, por meio de um exame minucioso dos registros contábeis e dos documentos que deram origem a eles. ANÁLISE DE BALANÇOS: É o exame e a interpretação dos dados contidos nas Demonstrações Contábeis, com o fim de transformar esses dados em informações úteis aos diversos usuários da contabilidade. CONSOLIDAÇÃO DE BALANÇOS: É a unificação das demonstrações contábeis da empresa controladora e de suas controladas, visando apresentar a situação econômica e financeira de todo o grupo, como se fosse de uma única empresa. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa 1.6 Usuários da Contabilidade Os usuários das informações contábeis são pessoas físicas e jurídicas que as utilizam registrar e controlar a movimentação de sues patrimônios bem como aqueles que, direta ou indiretamente tenham interesse na avaliação da situação e do desenvolvimento da entidade, como por exemplo: a) Sócios e acionistas; b) Administradores, gerentes, diretores e executivos; c) Governo e economistas do Governo; d) Fornecedores diversos; e) Instituições financeiras (bancos); f) Investidores; g) Fiscais do Governo; h) Pessoas físicas. Pessoa Física É todo ser natural, indivíduo considerado como tal a partir de seu nascimento. É o ser humano capaz de adquirir direitos e assumir obrigações. Pessoa Jurídica É toda organização constituída por pessoas com ou sem fins lucrativos. Assim como a pessoa física, a pessoa jurídica também tem a capacidade de assumir direitos e contrair obrigações. 1.7 Profissionais da Contabilidade A prerrogativa do exercício profissional cabe ao contabilista com formação em nível superior (bacharel em ciências contábeis), ou pelo diplomado em curso de 2º grau (técnico em contabilidade). Para exercer a profissão contábil, o contabilista deverá obter o registro profissional junto ao Conselho Regional de Contabilidade de sua jurisdição. Após devidamente habilitado, o contabilista terá à sua disposição, diversas alternativas para o desempenho de sua profissão, seja nas empresas públicas ou privadas, área acadêmica ou mesmo como profissional autônomo: analista, assessor, auditor, consultor, perito, controller, fiscal, pesquisador, professor, ou desenvolver as atividades em seu próprio escritório de contabilidade. 1.8 Campo de Aplicação da Contabilidade Estudar o Campo de aplicação da contabilidade significa saber em que a contabilidade é utilizada, ou seja, em que os acionistas trabalham. Assim, o campo de aplicação da Contabilidade abrange todas as entidades econômico administrativas. Entidades econômico-administrativas são organizações que reúnem os elementos: pessoa, patrimônio, titular, capital, ação administrativa e fim determinado. Quanto ao fim a que se destinam, as entidades econômico-administrativas podem ser assim classificadas: a) Entidades com fins econômicos: Chamadas empresas que visam lucro para preservar e/ou aumentar o patrimônio líquido. b) Entidades com fins sócio-econômicos: Intituladas de instituições que visam superávit que será revertido em benefício de seus integrantes. Exemplo: clubes, associações etc. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa c) Entidades com fins sociais: Também chamadas de instituições, tem por obrigação atender às necessidades da coletividade a que pertencem. Exemplo: A União, os Governos Estaduais e Municipais. Quanto à natureza do capital com que são constituídas, as empresas podem ser públicas, particulares ou mistas. As empresas públicas são aquelas constituídas por capital do Governo. As empresas particulares (privadas) possuem seu capital constituído de particulares (pessoas físicas e jurídicas). As empresas mistas, possuem seu capital constituído pelo Governo e por particulares. Observações:____________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa MÓDULO 2 – OS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CONTABILIDADE E AS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE 2.1 Diferenças entre Normas e Princípios Os Princípios e Normas têm natureza, características e hierarquias diferentes. A observância aos princípios é condição de legitimidade das normas. Na contabilidade, os princípios são premissas revestidas dos atributos de veracidade e universalidade. Eles dispensam a necessidade comprovação ou demonstração e aplicam-se a todos os patrimônios, no tempo e no espaço, independentemente das características ou peculiaridades das empresas. As Normas são diretivas de natureza operacional. São alicerçadas nos princípios e a eles subordinados, são comandos que determinam como deve ser feito, são critérios, métodos, procedimentos ou técnicas. Em outras palavras, norma é uma indicação de conduta obrigatória. 2.2 Princípios Fundamentais da Contabilidade Existe um conjunto de regras geralmente aceito nos meios contábeis que orienta a atividade do contador: Princípios Fundamentais da Contabilidade. Estes princípios são, normalmente criados e aperfeiçoados em paises mais desenvolvidos que empregam grandes montantes em pesquisas neste campo, por meio das entidades profissionais, órgãos do governo e universidade. Os Princípios geralmente aceitos surgiram da necessidade de se apresentar uma linguagem comum para se preparar e interpretar apropriadamente os relatórios contábeis. Evidentemente que se cada contador estabelecesse critérios próprios para elaboração dos relatórios contábeis, não haveria condições de as pessoas interessadas na empresa(cliente, governo, fornecedor, acionista...) fazerem uma interpretação adequada e uniforme daqueles relatórios. A escrituração da empresa será mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos da legislação comercial e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos. Os princípios fundamentais da contabilidade representam a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade. A resolução CFC n. 750/93, art. 1º, ao dispor sobre os Princípios Fundamentais da Contabilidade, esclarece: “A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC). (...) Na aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade a situações concretas, a essência das transações deve prevalecer sobre seus aspectos formais”. A observância dos princípios fundamentais de contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade. O entendimento aos princípios contábeis não são frutos de pensamentos, trata-se de uma síntese do entendimento predominante no universo acadêmico e profissional da disciplina. Os princípios fundamentais da contabilidade são: - Princípio da ENTIDADE; - Princípio da CONTINUIDADE; - Princípio da OPORTUNIDADE; - Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL; - Princípio da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA; - Princípio da COMPETÊNCIA; - Princípio da PRUDÊNCIA. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa 2.2.1 Princípio da Entidade Ênfase na autonomia patrimonial, esclarecendo que a soma ou a agregação de patrimônios de diferentes entidades não resultam em uma nova entidade, uma vez que, mesmo com a consolidação das demonstrações contábeis, o patrimônio ainda permanece como sendo de propriedade de cada entidade. O princípio da entidade reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e ressalta a autonomia do patrimônio da entidade (empresa). Dessa forma, o patrimônio da empresa não pode ser confundido com o patrimônio dos sócios. 2.2.2 Princípio da Continuidade Diz respeito ao fato de que um ativo manter-se da mesma forma ou transformar-se em despesa, alcançando também a representação quantitativa e qualitativa do patrimônio de outras maneiras, especialmente no encerramento das atividades da empresa. O princípio da Continuidade prevê que uma entidade é um organismo vivo que vai funcionar por um período de tempo indeterminado, ou seja, não é previsto o fim de suas atividades. No caso das empresas comerciais, esse ciclo operacional constitui-se da compra, estocagem e venda de mercadorias, além dos recebimentos e pagamentos. Dessa forma, o lucro proporcionado por uma venda efetuada no presente deve ser determinado com base no custo de aquisição de tal mercadoria, ou seja, para encontrar o lucro, confronta-se o preço de venda com o preço de compra de tal produto. 2.2.3 Princípio da Oportunidade O objetivo está na propriedade de perceber integralmente as variações ocorridas no patrimônio e seu oportuno reconhecimento. Assim, esse princípio refere-se a tempestividade (oportunidade) e à integridade do registro do patrimônio e suas mutações, determinando que esse seja feito de imediato e com a extensão correta, independentemente das causas que originaram tais mutações. 2.2.4 Princípio do Registro pelo Valor Original De acordo com esse princípio, os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior, ou seja, pelo valor no qual foram adquiridos, expressos no valor presente na moeda do país. Segundo Abreu (2006, p. 30), existem diversas formas para determinar o valor de um bem. Tais avaliações podem estar embasadas em pesquisas de mercado, cotações em bolsa ou pareceres de especialistas. Apesar de todas essas formas de avaliação de bens, a Contabilidade prefere registra-los com base no valor constante na nota fiscal de aquisição. 2.2.5 Princípio da Atualização Monetária Embora alguns princípios recomendam-se o registro de bens pelo valor histórico, outros impedem que se utilize mais de uma moeda para a elaboração das Demonstrações Contábeis, admite-se em alguns casos, o uso da correção monetária em tais demonstrações. Este princípio não implica o uso simultâneo de moedas diferentes, apenas significa que todos os valores serão expressos não na moeda corrente, mas sim na moeda funcional. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa A moeda funcional baseia-se em um indexador (como o Índice de Preços ao Consumidor-IPC – ou o Índice Geral de Preços – IGP), cuja aplicação reduz as distorções dos valores constantes das Demonstrações Contábeis causadas pela inflação. (ABREU, 2006, p. 31) Um ponto a ser ressaltado é a importância do uso de um indexador único a ser aplicado uniformemente nas Demonstrações Contábeis. Um outro ponto que deve ser ressaltado é que caso a inflação acumulada nos três anos anteriores seja superior a 100%, deve-se utilizar a correção monetária para a elaboração das Demonstrações Contábeis. 2.2.6 Princípio da Competência De acordo com este princípio, as receitas e as despesas devem ser registradas na Contabilidade no momento em que ocorre o fato gerador, independentemente de seu recebimento ou pagamento. Está relacionado com o reconhecimento das receitas geradas e das despesas incorridas no período, estabelecendo o fato gerador como fator preponderante para a inclusão de ambas na apuração do resultado do período. Este princípio determina quando as alterações no ativo ou passivo resultam em aumento ou diminuição no patrimônio líquido. 2.2.7 Princípio da Prudência Este princípio evidencia o caráter conservador da Contabilidade. Ressalta-se que não se trata simplesmente de atribuir o maior valor para os elementos do Passivo e o menor valor para os elementos do Ativo. É importante observar que esta regra só é aplicada nas hipóteses em que existam dois ou mais valores igualmente lícitos quando submetidos aos demais princípios contábeis. Cita-se como exemplo uma entidade que recebe um veículo como doação. Em observância ao princípio do Registro pelo Valor Original, este veículo deveria ser registrado pelo valor de mercado. O valor poderia ser obtido através de uma avaliação de um representante de uma concessionária autorizada, apuração de um preço médio mediante pesquisa nos classificados de jornais e através de uma definição mediante consulta à tabela de uma revista especializada. Assim, todos os critérios utilizados seriam tecnicamente válidos, entretanto, muito provavelmente, seriam obtidos três valores diferentes. É nesse momento que o contador deve recorrer ao princípio da prudência e optar pelo menor valor. 2.3 Normas Brasileiras de Contabilidade Com o objetivo de disciplinar, definir e uniformizar uma estrutura básica para as normas contábeis, o Conselho Federal de Contabilidade editou em 29/12/1993, a resolução CFC nº 751. Esse documento dispõe sobre tipos, formas e conteúdos das Normas Brasileiras de Contabilidade. Essas normas, de acordo com a resolução são: ü Normas Brasileiras de Contabilidade Profissionais – NBC P: que disciplina o exercício da profissão contábil; ü Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas – NBC T: que estabelecem conceitos doutrinários, regras e procedimentos aplicados de contabilidade; ü Interpretações Técnicas – IT: que detalham, quando julgado necessário de forma exemplificativa – NBC P 1 – IT 01, por exemplo; ü Comunicados Técnicos – CT: serão emitidos, a critério do CFC, quando as Normas Brasileiras de Contabilidade vierem a ser afetadas por atos governamentais. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Normas Brasileiras de Contabilidade Profissionais NBC P 1 Normas Profissionais de Auditor Independente NBC P 2 Normas Profissionais de Perito Contábil NBC P 3 Normas Profissionais de Auditor Interno Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas Norma Assunto NBC T 1 Das características da informação contábil NBC T 2 Da estruturação contábil NBC T 3 Conceito, conteúdo, estrutura, das demonstrações contábeis NBC T 4 Da avaliação patrimonial NBC T 5 Da atualização monetária NBC T 6 Da divulgação das demonstrações contábeis NBC T 7 Da conversão da Moeda estrangeira nas demonstrações NBC T 8 Das demonstrações contábeis consolidadas NBC T 9 Da fusão, incorporação, cisão, transformação de entidades NBC T 10 Dos aspectos contábeis específicos em entidades diversas NBC T 11 Normas de auditoria independente das demonstrações contábeis NBC T 12 Da auditoria interna NBC T 13 Da perícia contábil Cabe ressaltar que assim como os Princípios Fundamentais da Contabilidade, a inobservância das Normas Brasileiras de Contabilidade configura infrações disciplinares, sujeitando o infrator, às penalidades que variam de multas pecuniárias a suspensão do exercício profissional. Observações:____________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa MÓDULO 3 – PATRIMÔNIO 3.1 Definição O patrimônio é o objeto da Contabilidade, formado por um conjunto de bens, direitos e obrigações avaliado em moeda e pertencente a uma pessoa ou entidade. O controle contábil de um patrimônio por meio da identificação, da coleta, do processamento e do armazenamento das informações provenientes dos fatos que alteram a massa patrimonial. Diante disso, Padoveze (2006) define a contabilidade como o sistema de informação que controla o patrimônio de uma entidade, sistema este estruturado considerando as teorias e os conceitos da ciência contábil. Segundo Ribeiro (2005), o patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma pessoa, avaliado em moeda. Patrimônio é o conjunto de riquezas de propriedade de alguém ou de uma entidade jurídica. A civilização considera como riquezas, em linhas gerais, itens que tem características de serem úteis, raros, fungíveis (característica de troca), tangíveis (característica de poder ser movimentado e ser trocado fisicamente), desejáveis, etc. (PADOVEZE, 2006, p. 53) O conceito básico do patrimônio de uma entidade ou pessoa consiste no conjunto de bens, direitos e obrigações, na qual pode é ilustrado na figura abaixo: PATRIMÔNIO ü BENS ü DIREITOS ü OBRIGAÇÕES Bens São objetos capazes de satisfazer às necessidades humanas e suscetíveis de avaliação econômica. Do ponto de vista contábil, bens são todos os objetos que uma empresa possui, seja para uso, troca ou consumo, podendo ser classificados em bens materiais ou imateriais. a) Bens materiais: são aqueles que possuem corpo (são tangíveis), matéria, que por sua vez dividem-se em bens móveis, que podem ser removidos do seu lugar e bens imóveis, que não podem ser deslocados de seu lugar natural. b) Bens imateriais: correspondem aqueles que não possuem corpo ou matéria. São determinados gastos que a empresa faz, os quais pela sua natureza, devem ser considerados para parte integrante do patrimônio e, por esse motivo, são registrados pela contabilidade como bens. Direitos Os direitos são todos os valores que a empresa tem a receber de terceiros. Neste caso, terceiros pode ser entendido como todas as pessoas que se relacionam como clientes, por exemplo. Os direitos originam-se não só das vendas de mercadorias a prazo, mas também das vendas a prazo de outros bens e serviços, ou ainda em decorrência de outras transações, como o caso do aluguel de bens móveis ou imóveis, empréstimos de dinheiro efetuado a terceiros etc. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Geralmente os direitos aparecem registrados como nome do elemento acrescido da expressão a receber (ou recuperar), tal como Duplicatas a Receber, Aluguéis a receber, impostos a Recuperar, etc. Exemplo: ELEMENTOS Duplicatas Promissórias Aluguéis EXPRESSÃO a Receber a Receber a Receber Obrigações As obrigações representam os valores que a empresa tem para pagar a terceiros. Neste caso, terceiros são: fornecedores, bancos, empregados, governo etc. As obrigações podem ser provenientes não só das compras de mercadorias a prazo, como também das compras a prazo de outros bens e serviços ou em decorrência de outras transações. As obrigações aparecem, habitualmente, registradas nos livros contábeis das empresas com o nome do elemento representativo da respectiva obrigação, seguido da expressão a pagar. Exemplo: ELEMENTOS Duplicatas Promissórias Aluguéis Salários Impostos EXPRESSÃO a Pagar a Pagar a Pagar a Pagar a Pagar 3.3 Representação Gráfica do Patrimônio Para que a contabilidade desempenhe seu papel de fornecer informações sobre a situação do patrimônio, ela representa os elementos patrimoniais na seguinte forma gráfica. Bens e Direitos PATRIMÔNIO Obrigações O “T” como é expresso o Patrimônio de uma entidade ou pessoa possui dois lados: no lado esquerdo colocam-se os bens e direitos, e no lado direito, figuram as obrigações da entidade ou pessoa. Nesta representação gráfica, temos de um lado, os bens e direitos, que formam o grupo dos elementos positivos; e, do outro lado, as obrigações, que formam o grupo de elementos negativos. De acordo com Padoveze (2006), “os bens e direitos são riquezas, e por este motivo, são considerados elementos patrimoniais positivos, pois todos desejam possuí-los, já as obrigações, são consideradas elementos negativos, em virtude de que as pessoas as evitam, já que impõe um reclamo de um terceiro até a sua liquidação”. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Para que a contabilidade desempenhe seu papel de fornecer informações sobre a situação do patrimônio, ela representa os elementos patrimoniais na seguinte forma gráfica. PATRIMÔNIO ELEMENTOS POSITIVOS ELEMENTOS NEGATIVOS Bens Obrigações Caixa Fornecedores Estoques Duplicatas a Pagar Móveis e Utensílios Aluguéis a Pagar Impostos a Pagar Direitos Clientes Salários a Pagar Duplicatas a Receber Financiamentos Promissórias a Receber A figura acima que representa o Patrimônio, divide-o em duas formas: os elementos positivos e os elementos negativos. Os elementos positivos (bens e direitos) são denominados pela contabilidade como elementos ativos e seu conjunto são conhecidos como ATIVO. Os elementos negativos (obrigações) são reconhecidos pela contabilidade como elementos passivos e seu conjunto são conhecidos como PASSIVO. Observações:____________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa MÓDULO 4 –PLANO DE CONTAS E AS CONTAS CONTÁBEIS 4.1 Definição de Conta Conta é o nome técnico dado aos componentes patrimoniais (bens, direitos, obrigações e patrimônio líquido) e aos elementos de resultado (despesas e receitas). É através das contas que a contabilidade consegue desempenhar o seu papel, pois todos os acontecimentos que ocorrem na empresa são registrados através das contas, que são registradas em livros próprios tais como o livro diário e o livro razão. Para quê servem as contas? Segundo Ribeiro (2005), é por meio das contas que a contabilidade consegue desempenhar seu papel de registrar e controlar todos os acontecimentos responsáveis pela gestão do patrimônio. Em nosso ponto de vista, as contas são a forma de nomear através da contabilidade, o fato gerador. 4.2 Plano de Contas O Plano de Contas é o conjunto de contas previamente estabelecido, para orientar a execução da contabilidade de uma empresa. O plano de Contas é um conjunto de contas diretrizes e normas que disciplinam as tarefas do setor de contabilidade, objetivando a uniformização dos registros contábeis. (RIBEIRO, 2005, p. 161) Um Plano de Contas deve ser estruturado de forma ordenada, levando em consideração algumas características fundamentais como tamanho da empresa, atividade da empresa, sistema contábil, interesses dos usuários etc. Um plano de contas refere-se a um documento que registra a estrutura de contas a serem utilizadas para registro das transações e que contém as normas de operacionalização do sistema de contas. (PEREIRA (et.al. 2005, p. 43) Por mais que duas empresas sejam exatamente iguais em suas atividades, cada empresa deve elaborar o seu Plano de Contas, que por mais bem elaborado ele seja, dificilmente ele servirá para os registros e o controle patrimonial de outra empresa. O Plano de Contas deve ser elaborado pelo contabilista com base em um estudo prévio, deve ser estruturado de forma ordenada, levando em consideração algumas características fundamentais como: - Conhecimento adequado do tipo de negócio da empresa; - Porte da empresa, volume e tipo de transações; - Recursos materiais disponíveis na empresa ou da parte de quem vai processar o sistema contábil; - Necessidade de informações dos usuários, internos ou externos, especialmente quanto ao grau de detalhamento e saldo das transações mais relevantes para a gerência dos negócios. O Plano de Contas não deve limitar-se à escrituração deste, mas ser complementado com um detalhamento da função e funcionamento das contas, incluindo esquemas de apuração de resultados, formação dos custos dos produtos vendidos e custos de vendas. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa 4.2.1 Estrutura do Plano de Contas Na estrutura do plano de contas, os grupos de contas são aqueles que reúnem contas com funções similares, como Ativo, Passivo, Patrimônio Líquido, Receitas e Despesas. Os grupos de contas devem contemplar os subgrupos, que representam divisões dos grupos por conceitos da dimensão temporal, como Ativo Circulante, Realizável a Longo Prazo, Permanente, etc. Os códigos de contas devem identificar o grupo de conta, o subgrupo, o grau de subordinação. Como por exemplo: As contas devem ser estruturadas no plano de contas, discriminando os grupos de contas, os títulos, os códigos, os níveis e a natureza de saldo de cada uma. O Plano de Contas deve ser cadastrado no sistema e os saldos iniciais das contas para a introdução do sistema devem ser parametrizados. 4 3 Contas Patrimoniais e Contas de Resultado Todos os acontecimentos que ocorrem na empresa são registrados pelas contas contábeis em seus livros próprios (que serão estudados no próximo módulo). Assim, as contas são classificadas em contas patrimoniais e contas de resultado (de acordo com a teoria patrimonialista). 4.3.1 Contas Patrimoniais As contas patrimoniais são aquelas que representam os bens, direitos, obrigações e o Patrimônio Líquido. Estão divididas em Ativas ou Passivas e representam o patrimônio da empresa (objeto da contabilidade) que serão apresentadas no Balanço Patrimonial. Assim, as contas patrimoniais devem obrigatoriamente compor o Balanço Patrimonial da empresa. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Balanço Patrimonial – Grupo de Contas Ativo Passivo e Patrimônio Líquido Circulante Compreende contas que estão constantemente em giro em movimento, sua conversão em dinheiro ocorrerá, no máximo, até o próximo exercício social. Circulante Compreende obrigações exigíveis que serão liquidadas no próximo exercício social: nos próximos 365 dias após o levantamento do balanço. Realizável a Longo Prazo Incluem-se nessa conta bens e direitos que se transformarão em dinheiro após o exercício seguinte. Exigível a Longo Prazo Relacionam-se nessa conta obrigações exigíveis que serão liquidadas com prazo superior a um ano dívidas a longo prazo. Permanente São bens e direitos que não se destinam a venda e têm vida útil longa, no caso de bens Patrimônio Liquido São recursos dos proprietários aplicados na empresa. Os recursos significam o capital mais o seu rendimento lucros e reservas. Se houver prejuízo, o total dos investimentos proprietários será reduzido. l Investimento São as aplicações de caráter permanente que geram rendimentos não necessários à manutenção da atividade principal da empresa. l Imobilizado Abarca itens de natureza permanente que serão utilizados para a manutenção da atividade básica da empresa. Observação: há outras contas pertencentes ao balanço patrimonial que serão tratadas em momento oportuno. l Diferido São aplicações que beneficiarão resultados de exercícios futuros. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa 4.3.1.1 Ativo O Ativo de uma empresa, segundo Abreu (2006), é normalmente apresentado no lado esquerdo do Balanço Patrimonial. Sendo assim, são representados os valores correspondentes aos bens e direitos que a empresa possui. O Ativo está dividido em três grupos: Ativo Circulante, Ativo Realizável a Longo Prazo e Ativo Permanente. Ativo Circulante O Ativo Circulante corresponde à relação de bens e direitos que a empresa poderá transformar em dinheiro em prazo inferior a um ano. O Ativo Circulante divide-se em: disponibilidades, investimentos temporários, contas a receber, estoques e despesas antecipadas. a) Disponibilidades: são os valores que podem ser convertidos em dinheiro de forma imediata como: caixa, bancos conta em movimento, aplicações de liquidez imediata, investimentos temporários etc. b) Contas a Receber: são valores que deverão ser recebidos de terceiros em menos de um ano, dentre eles destacam-se os clientes (valores referentes a vendas a prazo), duplicatas a receber, cheques em cobrança, títulos a receber, promissórias a receber, impostos a recuperar etc. c) Estoques: são valores referentes aos estoques de mercadorias, matéria-prima, produtos acabados e almoxarifado. d) Despesas Antecipadas: são valores pagos antecipadamente como: adiantamentos para fornecedores, prêmio de seguros, assinatura de jornais e revistas, etc. O Ativo Circulante é conhecido como Capital de Giro da organização. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Ativo Realizável a Longo Prazo O Ativo Realizável a Longo Prazo corresponde a um grupamento que possui quase todas as contas do Ativo Circulante, mas com diferença do prazo de recebimento. Enquanto o Ativo Circulante é recebível no prazo de até um ano, o prazo de recebimento do Realizável a Longo Prazo é superior a um ano. Ativo Permanente O Ativo Permanente é composto pelos bens e direitos dos quais a empresa não tem intenção de desfazer. O fato de um Ativo ser classificado como permanente não proíbe a organização de vendê-lo, afinal, a Contabilidade deve registrar os fatos, e não impor regras. O Ativo Permanente divide-se em três grupos: a) Imobilizado: abarca (compreende) os bens destinados às operações normais da empresa, tais como, terrenos, máquinas, equipamentos, veículos; b) Investimentos: consistem em aquisições que não serão empregadas diretamente nas atividades da empresa, tais como: participações em outras organizações, terrenos adquiridos para expansão; c) Diferido: o diferido reúne os gastos realizados para possibilitar as atividades ou melhorar o desempenho futuro da empresa, dentre os quais destaca-se: pesquisas (de mercado ou tecnológicas), desenvolvimento de marcas, direitos de uso de patentes. O Ativo Permanente também é conhecido como Capital Permanente da organização. 4.3.1.2 Passivo O Passivo é constituído pelas obrigações que a empresa possui para com terceiros. Do ponto de vista contábil, o endividamento não é necessariamente um mal para a empresa, pois ela pode contrair dívidas com terceiros por razões que facilitarão a sua existência. O Passivo está dividido em dois grupos: Passivo Circulante e o Passivo Exigível a Longo Prazo. Por este motivo, o Passivo é formado pelos Capitais de Terceiros, em virtude dos recursos não pertencerem ainda à organização. Passivo Circulante O Passivo Circulante é composto pelas obrigações que deverão ser pagas em menos de um ano. Dentre elas, destacam-se: a) Fornecedores: são valores devidos aos fornecedores que venderam mercadorias à empresa, para serem pagos no futuro (até um ano); b) Contas a Pagar: são valores referentes a serviços prestados à empresa, que serão pagos no futuro; geralmente são: água, energia elétrica, telefone, etc. c) Obrigações Sociais e Trabalhistas: referem-se aos encargos sociais devidos pela empresa. Como a legislação determina que os salários sejam pagos até o quinto dia útil do mês subseqüente, sempre existirá os encargos sociais para empresa (se tiver empregados, é óbvio); destacam-se como encargos sociais os salários a pagar, férias a pagar, 13º salário a pagar, FGTS a recolher, INSS a recolher, contribuição confederativa a recolher, etc. d) Obrigações Fiscais e Tributárias: são valores referentes aos impostos que são devidos mensalmente para o Fisco, assim como as obrigações sociais e trabalhistas, as obrigações fiscais e tributárias também são pagas no mês subseqüente ao fato gerador, como por exemplo: ICMS a recolher, COFINS a recolher, PIS a recolher, IRPJ a recolher, IPI a recolher, CSSL a recolher, etc. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa e) Empréstimos e Financiamentos: referem-se a empréstimos e financiamentos obtidos pela empresa (o empréstimo não está vinculado à compra de nenhum bem, já os financiamentos são valores referentes à compra de um determinado bem). f) Outras Obrigações: são valores que a empresa tenha assumido perante à terceiros (dentro do prazo de um ano). Passivo Exigível a Longo Prazo O Passivo Exigível a Longo Prazo envolve as obrigações que vencerão em prazo superior a um ano. Possui basicamente as mesmas contas do Passivo Circulante, com a diferença do prazo de vencimento, além das seguintes contas: a) Provisão para Demandas Judiciais: representa o reconhecimento de um valor cobrado judicialmente que, provavelmente, deverá ser pago, apesar de ainda não estar sendo contestado pela justiça. b) Financiamentos de Longo Prazo: são valores que, normalmente são obtidos para financiar instalações e equipamentos, como é o caso dos Financiamentos de máquinas e equipamentos (Finame) e BNDES. 4.3.1.3 Patrimônio Líquido Também localizado no lado direito do Balanço Patrimonial, logo abaixo do Passivo. Também conhecida como “Situação Líquida Patrimonial”, o PL (Patrimônio Líquido) é a diferença entre o Ativo e o Passivo. Em outras palavras, podemos definir o PL como o excedente do valor de bens e direitos (Ativo) aos valores das obrigações. O PL é composto pelos recursos que os sócios (acionistas) aplicaram na empresa. Esta aplicação de recursos pode ser integralizada (efetuada) em dinheiro ou em bens. Por este motivo, o PL é composto pelos Capitais Próprios da organização. Segundo Padoveze (2006), o Patrimônio Líquido significa a sobra, o resíduo, em valor, dos elementos patrimoniais. Devido ao fato do PL ser composto pelos recursos dos sócios, o mesmo é dividido em três grupos a saber: a) Capital Social; b) Lucro e c) Reservas de Lucros. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Capital Social A conta do Capital Social representa o investimento efetuado na empresa pelos seus proprietários. Este investimento pode assumir a forma de ações ou quotas, devendo estar discriminados na conta do Capital Social o montante subscrito pelos sócios e ainda não realizado. Capital Subscrito: é o compromisso assumido pelos sócios ou acionistas de contribuir com certa quantia para a empresa; Capital a Realizar: compreende a parcela do capital subscrito ainda não transformado em dinheiro ou valor monetário pelos sócios ou acionistas. Capital Realizado: é a parcela do Capital subscrito efetivamente transformado em dinheiro ou valor monetário pelos sócios ou acionistas. Lucro e Reserva de Lucros Representam o saldo remanescente da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, como por exemplo, os lucros não distribuídos, não capitalizados ou ainda não apropriados na formação de reservas de lucros. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa 4.3.1.4 Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido: As Origens e Aplicações de Recursos O Balanço Patrimonial deve ser analisado sob a visão de um conjunto de Bens, Direitos, Obrigações e Patrimônio Líquido. Sob a ótica financeira, o Balanço Patrimonial demonstra os tipos de recursos financeiros (fontes) e como esses recursos foram ou estão sendo aplicados. Neste contexto, o Ativo representa todas as aplicações de recursos na organização, enquanto o Passivo evidencia todas as origens (fontes) de recursos que entram na organização. Essas fontes de recursos podem ser recursos próprios ou de terceiros como demonstra o quadro acima. Em síntese, segundo o conceito de Balanço Patrimonial podemos afirmar que: a) O Ativo representa as aplicações de recursos dentro da organização; portanto, evidencia os investimentos que a organização fez e possui até o momento; b) O Passivo evidencia as origens ou as fontes de recursos captados pela organização; portanto, representa o valor dos financiamentos que a empresa fez, até o momento, para os investimentos no Ativo. c) O Patrimônio Líquido representa as origens de recursos captados pela organização através de seus proprietários, para que também, possam ser investidos no Ativo. Representação Gráfica do Patrimônio: Balanço Patrimonial Ativo Bens • Caixa • Estoque • Movéis e Utensílios Direitos • Títulos a receber • Duplicatas a Receber • Clientes Aplicações de Recursos Passivo e PL Obrigações • Fornecedores • Salários a Pagar • Empréstimos Bancários • Impostos a Pagar • Alugueis a Pagar Patrimônio Líquido • Capital Social • Lucros ou Prejuízo do Período • Reservas de Lucros Origens ou Fontes de Recursos Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Assim, existem duas origens ou fontes de recursos: a) Fontes oriundas de recursos próprios: representados pelo valor do Patrimônio Líquido decorrente das integralizações de Capital Social e dos Lucros obtidos; e b) Fontes oriundas de recursos de terceiros: representadas pelo valor das obrigações o qual decorre dos empréstimos e financiamentos bancários. Em outras palavras: 4 3.2 Contas de Resultado As contas de resultado dividem-se em contas de Receitas e Despesas de uma entidade, sendo responsáveis por todo o resultado obtido pela empresa. Elas aparecem durante todo o exercício social, encerrando-se no final dele. Não fazem parte do Balanço Patrimonial, mas são por meio delas que ficamos sabendo se a empresa apresentou lucro ou prejuízo no decorrer do período. As contas de resultado devem obrigatoriamente compor a Demonstração do Resultado do Exercício, e são divididas em Contas de Despesas e Contas de Receitas. 4.3.2.1 Contas de Despesas As contas de despesas caracterizam–se pelo consumo de bens e pela utilização de serviços. Por exemplo, energia elétrica, materiais de limpeza, café, água e esgoto, telefones, etc. As despesas são registradas pela contabilidade por meio de contas de resultado, e representam o que ocorreu de despesas na empresa (passado). Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Destacamos algumas contas de despesas, a seguir: 4.3.2.2 Contas de Receitas As contas de receitas decorrem das vendas de bens ou da prestação de serviços. São aquelas ganhas nesse período, não importando se tenham sido recebidas ou não. As contas de Receitas mais comuns são representadas pelas seguintes contas: 4.3.2.3 Contas Retificadoras do Ativo No Balanço Patrimonial algumas contas que apresentam saldo credor devem ser agrupados no ATIVO, uma vez que representam valores retificados de elementos que integram o seu grupo. As contas retificadoras do ATIVO são: RETIFICADORAS DO ATIVO CIRCULANTE - Títulos e/ou Duplicatas Descontadas; - Provisão para Devedores Duvidosos; - Provisões para Perdas (investimentos temporários) RETIFICADORAS DO ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO - Provisão para Devedores Duvidosos; - Provisões para Perdas (investimentos temporários). RETIFICADORAS DO ATIVO PERMANENTE - Depreciações Acumuladas; - Amortização; - Exaustão Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa 4.4 Representação Gráfica do Resultado O resultado, ou resultado do exercício é composto de dois grupos: as receitas e as despesas, que tem como objetivo, demonstrar em um determinado período (geralmente 12 meses) o quanto a empresa vendeu (receitas) e o quanto a empresa gastou para vender seus produtos (despesas), resultando em lucro ou prejuízo no final do período. Para que a contabilidade possa fornecer informações sobre a situação do resultado da empresa, ela divide os elementos de resultado na seguinte forma gráfica: RESULTADO DESPESAS RECEITAS Observação importante: Todas as contas sejam elas patrimoniais ou de resultado podem se interrelacionar em um determinado evento, porém, seus resultados devem estar figurados separadamente, ou seja, as contas patrimoniais figuradas no Balanço Patrimonial e as contas de resultado na Demonstração de Resultado do Exercício. Observações:____________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa MÓDULO 5 – AS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS E AS PARTIDAS DOBRADAS Muitas vezes, o estudante de contabilidade depara com as palavras débito e crédito. Objetivando sanar eventuais dúvidas quanto aos mesmos (pelo fato de ser inverso ao modelo bancário), serão explícitos o seu significado, tornando fundamental para o entendimento da Contabilidade. 5.1 Débito O débito significa aplicações de recursos. Sempre que recursos são aplicados em algum fato, como compra de mercadorias, pagamento de dívidas, entre outros, existe um débito na conta correspondente ao item para o qual os recursos foram aplicados. 5.2 Crédito O crédito significa origem de recursos, em outras palavras, a fonte de recursos, seja uma receita de vendas de serviços, seja a obtenção de um empréstimo, implicará sempre um crédito na conta referente a essa origem de recursos. DÉBITO Aplicações de Recursos CRÉDITO Origem de Recursos 5.3 Contas Credoras e Contas Devedoras Devido ao fato de os créditos representarem origens e os débitos representarem aplicações de recursos, as contas contábeis apresentam saldo normalmente credor e devedor. Neste contexto, as contas do Ativo e as contas de Despesas, normalmente têm saldo devedor, pois registram valores que foram destinados aos itens nela registrados em algum momento do passado. As contas do Passivo, Patrimônio Líquido e Receitas, em geral, são contas credoras, isso se deve ao fato de elas terem, am algum momento, representado uma origem de recursos. Se a natureza da conta for, por exemplo, o caixa, este está classificado como Ativo Circulante, em disponibilidades. Neste caso, a natureza da conta caixa é devedora, Já no caso dos Fornecedores, este está situado no Passivo Circulante, então sua natureza é credora, e assim por diante. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Para que as contas do Ativo tenham saldo devedor, os aumentos e as diminuições devem ser registrados da seguinte maneira: Isso se deve ao fato de os aumentos de saldo de uma conta do Ativo ser um destino de recursos representando um débito. Já a venda de um Ativo implica uma origem de recursos, sendo, portanto, um lançamento a crédito. Os aumentos e diminuições devem ser registrados da seguinte maneira, para que as contas do Passivo, Patrimônio Líquido e Receitas tenham saldo credor: De modo geral, podemos ilustrar o mecanismo de débito e crédito da seguinte forma: 5.4 Método das partidas dobradas O resumo desse método é aceito universalmente, consiste no registro de qualquer lançamento que implique o débito de uma conta ou mais contas para um crédito de uma ou mais contas, a fim de que a soma dos valores debitados seja sempre igual a soma dos valores creditados, portanto, “não existem débitos sem créditos correspondentes”. A essência da Contabilidade é o método das partidas dobradas, onde o registro de cada operação contábil é denominado lançamento. Ao registrar um valor a débito ou a crédito em uma conta, é necessário realizar os lançamentos correspondentes em outras contas. Esse registro que corresponde a outro, é conhecido como contrapartida. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Para entendermos o débito e crédito, consideramos que toda a aplicação de recursos deve ser debitada, e toda origem de recursos deve ser creditada. Como por exemplo: “Se comprarmos mercadorias à vista, estamos aplicando recursos nas mercadorias e a origem desse recurso é o dinheiro, que será representada pela conta caixa, portanto temos um lançamento assim”: Débito: Compras de Mercadorias Crédito: Caixa Observações:____________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa MÓDULO 6 – REGIMES CONTÁBEIS E ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL 6.1 Regime de Caixa No regime de Caixa, o evento é reconhecido (registrado) quando há efetivo ingresso ou desembolso de numerário na empresa. 6.2 Regime de Competência Já no regime de competência, o reconhecimento do evento está associado a o respectivo fato gerador. Exemplo: Uma empresa prestou serviços no valor de R$ 500,00, no dia 16/1, e receberá o valor total desse serviço no dia 16/02. Os registros, de acordo com os dois tipos de regime são: Como se pode observar, pelo regime de competência, a entidade considera o registro no momento da prestação dos serviços, independentemente de seu recebimento. Pelo regime de caixa, o registro ocorrerá somente à data do efetivo recebimento. A adoção do regime de competência implica a necessidade de além do registro contábil do fato propriamente dito, ajustar saldos de contas ao final de períodos. De acordo com a legislação brasileira, em particular o Conselho Federal de Contabilidade, os eventos contábeis devem ser registrados de acordo com o regime de competência. 6.3 Método de escrituração O lançamento contábil é o registro de um fato contábil. Ao conjunto de lançamentos chamamos de escrituração. A escrituração completa é composta pelos lançamentos contábeis e pelas demonstrações financeiras elaboradas no encerramento de cada exercício social. Como já se sabe, a Contabilidade adota o método universalmente aceito e conhecido como "Método das Partidas Dobradas", cuja essência consiste no seguinte enunciado: para cada débito em uma ou mais contas deve corresponder a um crédito em uma ou mais contas de tal forma que o total debitado seja igual ao total creditado. 6.3.1 Função da escrituração A escrituração contábil possui duas funções. Uma delas é a função histórica, que consiste no registro dos fatos na ordem cronológica, função essa que é desempenhada pelo livro Diário. A outra função é a sistêmica, que consiste na organização dos elementos contábeis de acordo com a sua natureza e valores respectivos. Essa função é desempenhada pelo livro Razão. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa 6.3.2 Processo de escrituração A entidade tem toda liberdade de escolher a forma de registrar os seus fatos contábeis, utilizando o registro manual, mecanizado ou por processamento de dados, devendo ser observado o seguinte procedimento: a) A Contabilidade toma conhecimento da ocorrência dos fatos contábeis através de documentos. Portanto, todo lançamento deve estar apoiado em documentos hábeis e idôneos e adequados ao tipo de operação. Assim, se o fato é compra de mercadorias, o documento hábil é a Nota Fiscal; em se tratando de modificação do capital subscrito, o documento hábil é a alteração contratual devidamente registrada, e assim por diante; b) De posse dos documentos, a etapa consiste no registro dos fatos no livro Diário, segundo as técnicas de escrituração próprias deste livro; c) Os lançamentos efetuados no livro Diário devem, em seguida, ser transcritos para o livro Razão; d) Após registrados todos os fatos contábeis no livros Diário e Razão, com base nos saldos das contas do Razão, elabora-se o Balancete de Verificação. Este balancete tem como finalidade constatar a igualdade entre os valores debitados e creditados nas respectivas contas; e) Completando-se a escrituração, apura-se o resultado, com o encerramento de todas as contas de receitas e despesas, e elaboram-se as demonstrações contábeis, dentre elas as principais são o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício, transcrevendo-se estas demonstrações no livro Diário. 6.3.3 Escrituração do Livro Diário A escrituração do livro Diário tem como objetivo o cumprimento da função histórica da Contabilidade uma vez que os lançamentos neste livro devem obedecer a ordem cronológica dos fatos contábeis ocorridos. Dada a sua função histórica, o livro Diário é o mais importante livro contábil. Com ele podemos recuperar todo o passado da entidade, além de possibilitar a reconstituição dos demais livros, no caso de extravio. Por outro lado, a falta do livro Diário torna impossível a recuperação dos demais livros da contabilidade. 6.3.4 Formalidades do Livro Diário Devido a sua importância, a escrituração contábil está sujeita a certas formalidades que devem revestir tanto o livro Diário como os lançamentos nele efetuados, motivo pelo qual existe a classificação em formalidade extrínsecas e intrínsecas. As formalidades extrínsecas são aquelas que dizem respeito ao livro Diário, ou seja, à sua apresentação material. São elas: a) deve ser encadernado com costura, com as páginas numeradas mecanicamente. Isto quer dizer que, embora a escrituração possa ser efetuada por processo manual, mecanizado ou por processamento de dados, as páginas do livro Diário não podem ser numeradas de forma manuscrita. b) Deve ser registrado na repartição competente. c) Devem possuir termos de abertura e de encerramento, lavrados por ocasião de seu registro. Estes termos têm por finalidade o controle material do livro, sendo lavrados simultaneamente, na primeira e última página, mesmo que não tenha recebido qualquer lançamento; d) Deve conter a rúbrica do Cartório de Registro de Títulos e Documentos. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Convém ressaltar que estas formalidades estão relacionadas com o livro, mesmo antes de nele ser feito qualquer lançamento. Atendidas as formalidades extrínsecas, o livro Diário pode, então, receber os lançamentos contábeis, os quais também estão sujeitos a formalidades ditas intrínsecas, quais sejam: a) os lançamentos devem obedecer a rigorosa ordem cronológica dos fatos contábeis. Esta exigência está relacionada com a função histórica do livro Diário; b) os lançamentos não podem conter rasuras , borrões, emendas ou registros nas entrelinhas ou margens de tal forma a assegurar a integridade da escrituração contábil; c) a escrituração contábil deve seguir um método uniforme de escrituração, ou seja, a empresa deve possuir um plano de contas de forma a possibilitar que o registro de um mesmo fato contábil seja sempre efetuado utilizando-se as mesmas contas. 6.3.5 Elementos Essenciais do Lançamento A escrituração contábil deve estar apoiada em documentação hábil e idônea, representativa dos fatos correspondentes. Mediante a análise dos documentos apresentados para a contabilização, devemos identificar os seguintes elementos essenciais para o registro no livro Diário: 1- Local e Data; 2- Conta ou contas debitadas; 3- Conta ou contas creditadas, geralmente precedida(s) da partícula "a"; 4- Histórico da operação; 5- Valor da operação. Exemplo: Compra de um Caminhão Trator Scania R 420 à vista, no dia 12 de Janeiro de 2007, conforme Nota Fiscal n.º 50156, no valor de R$ 365.000,00 emitida pela DIVASA Veículos Ltda. Solução (1) Lins, SP, 12 de janeiro de 2007 (2) D –Veículos R$ 365.000,00 (3) C – Caixa R$ 365.000,00 (4) Aquisição de um Caminhão tipo Trator, marca Scania, modelo R 420, conforme Nota Fiscal n.º 50156 emitida pela DIVASA Veículos Ltda. (5) Valor da operação: R$ 365.000,00. (que será levado a débito da conta Veículos e a crédito da conta Caixa) 6.3.6 Escrituração do Livro Razão O livro Razão tem como finalidade o cumprimento da finalidade sistêmica da escrituração, na medida em que organiza os elementos contábeis em função das contas que os representam. Escritura-se o livro Razão por transcrição dos lançamentos do livro Diário. Cada página ou ficha do livro Razão representa uma conta para onde são transcritos todos lançamentos registrados no Diário relativamente ao elemento contábil respectivo, obedecendo à mesma ordem cronológica dos fatos como registrados no Diário. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa 6.3.7 Formalidades do Livro Razão Para o livro Razão, não foram estabelecidas formalidades quer quanto ao livro propriamente dito, quer em relação aos registros nele efetuados. Para a legislação comercial, este é um livro facultativo; entretanto, a legislação tributária o tornou obrigatório para as empresas optantes pelo Imposto de Renda com base no lucro Real. Modelo de ficha do Razão A forma mais simples de uma ficha do Razão é a conta "T", ou razonete, podendo a entidade adotar qualquer outro modelo mais completo, inclusive o apresentado a seguir: Também conhecido como razonete, ele possui a vantagem de sua simplicidade e facilidade de visualização do movimento de débito e crédito neles lançados. No lado esquerdo, figura-se o lado do débito e no lado direito está o crédito conforme exemplo abaixo. Observações:____________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa MÓDULO 7 – DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 7.1 Introdução Vimos anteriormente como o patrimônio de uma empresa é composto e como dividido o Balanço Patrimonial. Como o Balanço Patrimonial é uma espécie de fotografia da situação da empresa, este não tem condições de explicar o que ocorreu durante o exercício compreendido pelo mesmo. Segundo Ribeiro (2005), a Demonstração do Resultado do Exercício evidencia o resultado que a empresa obteve (lucro ou prejuízo) no desenvolvimento de suas atividades durante um determinado período. A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) tem como função, demonstrar o que de fato ocorreu na empresa em um determinado exercício, mais precisamente, ela busca explicar a origem do lucro ou prejuízo alcançado pela empresa. Diante disso, o Balanço Patrimonial e a DRE se completam, juntos elas tem o objetivo de mostrar a situação patrimonial e econômico-financeira da empresa. Em outras palavras, o Balanço Patrimonial demonstra a situação patrimonial e econômico-financeira no presente, sendo de extrema relevância para previsões futuras. Já a Demonstração do Resultado do Exercício, tem como objetivo, demonstrar o que de fato ocorreu neste determinado período (geralmente 1 ano ou 1 trimestre) e o que levou a chegar ao seu resultado (lucro ou prejuízo). Se o resultado do exercício é o lucro ou o prejuízo, deve-se antes de tudo, conceituar bem o que é o lucro para as empresas. Nas empresas, as suas operações que envolvem vendas de produtos e/ou serviços podem gerar um valor que, na qual denomina-se lucro ou até mesmo prejuízo (sendo este incomum devido ao fato de que nenhuma empresa sobrevive com prejuízos constantemente). Esse valor (o lucro) é a diferença entre as receitas de vendas e o valor gasto para produzir os produtos ou efetuar os serviços. Seu resultado pode ser distribuído aos sócios sem comprometer a capacidade de geração de riquezas da empresa. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Por originarem recursos (lucros) que podem ser apropriados pelos sócios, as contas referentes às operações que envolvem a venda de mercadorias e serviços poderiam fazer parte do Patrimônio Líquido da empresa, porém, essas contas possuem tal importância pelo fato de relatarem o ocorrido em um dado período, que são demonstradas separadamente, por meio da DRE. Um fator de extrema relevância é a necessidade de avaliação da empresa. Abreu (2006) chama a atenção quanto à necessidade de avaliar periodicamente a empresa. Segundo ele, caso os valores que compõem o lucro fossem registrados diretamente no Balanço Patrimonial, poderia ser lida apenas como a soma de todos os dados referentes a esses valores desde o surgimento da empresa. Assim, a DRE permite que seja estudado o lucro em um período particular, período esse que é denominado de exercício financeiro. 7.2 Elementos que compõem a Demonstração do Resultado do Exercício A Demonstração do Resultado do Exercício é composta pelas contas de resultado. Essas contas registram as receitas, despesas, ganhos e perdas. No final do período, o valor dessas contas é somado, determinando, no final, o lucro ou o prejuízo. Após determinado o resultado (lucro ou prejuízo), este é transferido para o Balanço Patrimonial e o saldo das contas de resultado (DRE) é zerado para que se inicie um novo exercício contábil. Diante disso, pode-se afirmar que as contas de resultado que integram a DRE são zeradas no final do exercício após ser transferido o lucro ou prejuízo do exercício apurado para o Balanço Patrimonial. De modo a compreender melhor este procedimento, parte-se da premissa de que o resultado apurado em um determinado período, assim que encerrado o exercício, deve ser transferido para o Balanço Patrimonial porque este lucro deverá compor o Patrimônio Líquido do Balanço Patrimonial, que, conforme descrito no módulo anterior, o Patrimônio Líquido é composto pelo Capital Próprio da empresa, ou seja, capital social, reservas de capital e lucros e prejuízos acumulados. Como já foi explicitado anteriormente, cabe aos proprietários o direito de receber os lucros obtidos pela empresa. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO e sua contas (-) = (-) = (-) = (-) + = (-) = Receita Bruta Deduções da Receita Receita Líquida Custos das Vendas Lucro Bruto Despesas Operacionais Lucro Operacional Despesas não Operacionais Receitas não Operacionais Lucro Antes do Imposto de Renda (LAIR) Provisão para Imposto de Renda Lucro Depois do Imposto de Renda Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Quanto aos elementos que compõem a Demonstração do Resultado do Exercício, podemos destacar as receitas, as despesas e o resultado (lucro e prejuízo) 7.2.1 Receitas Entende-se por receita a entrada de recursos na empresa, sob a forma de dinheiro ou direitos a receber que são, normalmente, decorrente das atividades operacionais da empresa como vendas de produtos (quando indústrias), mercadorias (quando empresas comerciais) e de prestação de serviços. Pode a empresa obter receitas devido ao recebimento de juros, aluguéis, entre outros. Abreu (2006) chama a atenção quanto as operações que não implicam lucro, como a venda de Ativos sem lucro, essas nem são consideradas como receitas, nem são registradas na DRE, consistindo uma simples troca de ativos na empresa. O termo receita utilizado pela contabilidade não deve ser confundido com faturamento ou ganho, pois este último (ganho) é a obtenção de recursos sem que exista esforços da empresa, como no caso de um recebimento de uma doação. Já o termo faturamento significa o valor correspondente ao total das vendas dos produtos, mercadorias e serviços. Normalmente, não se incluem no faturamento outras receitas como o recebimento de juros. FATURAMENTO: Valor das vendas totais, incluindo descontos e impostos RECEITA: Recursos provenientes das atividades normais da empresa (operacional) GANHO: Recursos oriundos de atividades estranhas a empresa (não operacional) Na Demonstração do Resultado do Exercício, a Receita é classificada pela contabilidade da seguinte forma: a) Receita Operacional Bruta: É formada pela receita bruta das vendas ou serviços, pelas deduções das vendas, pelos abatimentos e pelos impostos incidentes sobre as vendas. As vendas deverão ser contabilizadas pelo valor bruto incluindo o valor dos impostos. Estes impostos, bem como as devoluções e abatimentos, deverão ser contabilizados em contas individualizadas que serão tratadas como contas redutoras das vendas. b) Deduções sobre as Receitas: Compreendem as vendas canceladas, os valores referentes à anulação das receitas brutas de vendas e serviços. Os abatimentos e descontos sobre as vendas e serviços são aqueles concedidos incondicionalmente também são considerados como deduções sobre as receitas, assim como os impostos que são incidentes sobre as receitas e/ou serviços prestados. c) Receita Operacional Líquida: A Receita Operacional Líquida é a Receita Operacional Bruta diminuída das Deduções sobre as Receitas, ou seja, as vendas canceladas, os descontos concedidos incondicionalmente e dos impostos incidentes sobre as vendas, excluindo-se os impostos não cumulativos, pois, conforme orientação, os impostos não cumulativos não são incluídos na receita bruta. d) Receita Não-Operacional: Compreendem as receitas não provenientes das atividades operacionais da empresa, como por exemplo: os ganhos na Baixa de Bens do Ativo Permanente, ou Recebimento de aluguéis. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa 7.2.2 Despesas Qualquer tipo de recurso que venha a contribuir de forma direta ou indireta para a geração das atividades (e posteriormente receita) da empresa é chamada de despesas. Desse modo, os gastos com salários, mercadorias, pagamento de aluguéis, entre outros, são classificados como despesas. Não se deve confundir despesas com gastos ou investimentos, pois gastos são qualquer consumo de Ativo ou aumento de Passivo, independente da sua finalidade. Assim, o gasto pode representar uma despesa, uma perda ou um investimento. O investimento refere-se a gastos destinados à geração de benefícios futuros, que podem ser representados pela compra de Ativo Permanente. Já as perdas constituem um consumo de Ativos (ou aumento de Passivos) que ocorre de forma não controlada e sem contribuir para a geração de receitas. Deve-se chamar a atenção quanto a outro termo utilizado pela contabilidade que é o custo. Os custos referem-se apenas as despesas relativas à compra de mercadorias ou produção de produtos e serviços, assim, todo custo é uma despesa, mas são restritas somente as despesas associadas aos bens e serviços comercializados pela empresa. As despesas, segundo a Demonstração do Resultado do Exercício são elencadas da seguinte forma: a) Custo das Mercadorias Vendidas: A apuração do Custo das Mercadorias Vendidas está diretamente relacionada aos estoques da empresa, pois representa a baixa efetuada nas contas de estoques por vendas realizadas no período. Para as empresas comerciais, a fórmula é simples, pois as entradas são representadas pelas compras de mercadorias destinadas à venda. Já para as empresas industriais as entradas representam toda a produção completa no período, sendo que, para tais empresas, é necessário um sistema de contabilidade de custos. Entende-se como Compras de Mercadorias Líquidas, a subtração dos impostos não cumulativos incidentes sobre as compras (ICMS, PIS, COFINS) dependendo do regime de tributação na qual a empresa está inserida. b) Despesas Operacionais: Constituem-se as despesas pagas ou incorridas para vender produtos e serviços e administrar a empresa, abrange também às despesas líquidas para a empresa financiar suas operações. Os resultados líquidos das atividades acessórias da empresa são também considerados operacionais. As Despesas Operacionais são divididas em Despesas com Vendas, Despesas com Pessoal, Despesas Gerais Administrativas. c) Despesas Não-Operacionais: As despesas operacionais são compostas por despesas que não estão compreendidas pelas atividades operacionais da empresa, como por exemplo, as perdas na Baixa de Bens do Ativo Permanente. 7.2.3 Resultado (Lucro ou Prejuízo) O Resultado do Exercício é obtido pela diferença entre as receitas e as despesas somadas ä diferença entre ganhos e perdas verificados durante o período. Caso o resultado seja positivo, dá-se o nome de lucro, mas caso o resultado seja negativo, então denominamos prejuízo. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Modelo dos Grupos de Contas que compõem a Demonstração do Resultado do Exercício DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO RECEITA OPERACIONAL BRUTA Deduções sobre as Receitas RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS LUCRO OPERACIONAL BRUTO DESPESAS OPERACIONAIS Despesas com Vendas Despesas Gerais Administrativas Despesas com Pessoal DESPESAS E RECEITAS FINANCEIRAS Despesas Financeiras (-) Receitas Financeiras LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO RESULTADO NÃO OPERACIONAL Resultado na Alienação de Investimentos Resultado na Alienação de Imobilizado LUCRO LÍQUIDO ANTES DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL LUCRO LÍQUIDO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 7.3 Operações com Mercadorias Sabe-se que as mercadorias compreendem todos os bens que as empresas comerciais compram para revender. Essas operações envolvem as compras e as vendas de mercadorias, por isso, faz-se necessário contabilizar as operações com mercadorias. O grupo de contas estoques é de grande importância no contexto do Balanço Patrimonial e os efeitos de suas variações são imediatamente refletidos no Patrimônio Líquido. Daí a necessidade de apresentar sua movimentação na Demonstração do Resultado do Exercício, principalmente de empresas comerciais, em que os estoques tendem a ser o item de maior valor e de mais intensa movimentação. É preciso decidir sobre manter uma posição sempre atualizada de estoques ou apenas verificar as existentes no final do exercício, oportunidade em que os resultados devem ser obrigatoriamente apurados. Independentemente do método a ser utilizado, a empresa pode ainda adotar um dos seguintes sistemas de inventário: o periódico e o permanente. 7.3.1 Inventário Permanente O sistema de inventário permanente consiste em manter controle contínuo das entradas e saídas de mercadorias (em quantidade e valores) de maneira que, a qualquer momento, se disponha da posição atualizada dos estoques e do custo das mercadorias vendidas. Esse sistema é essencial para as empresas que possuam um valor expressivo de estoques, além de ser muito útil para fins gerenciais. Na realidade, o sistema de inventário permanente nada significa do que manter fichas de controle de estoques individuais para cada item que o compõe, identificando as quantidades, os valores unitários e o valor total. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa 7.3.2 Inventário Periódico O sistema de inventário periódico consiste em registrar todas as compras efetuadas durante o exercício numa conta cumulativa, sem apurar o custo das mercadorias vendidas após cada uma das operações de venda. Somente no final do exercício é inventariado o estoque existente (estoque final) e apurado o seu valor. A partir daí, pode ser calculado o Custo das Mercadorias Vendidas. Fórmula do Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) CMV = EI + Co + Frete Co - Dev. Co - ICMS Co - PIS Co - COFINS Co - EF EI: Estoque Inicial Co: Compras de Mercadorias Fretes Co: Fretes sobre as Compras Dev. Co: Devoluções sobre Compras ICMS Co: ICMS sobre as Compras PIS Co: PIS sobre as Compras COFINS Co: COFINS sobre as Compras EF: Estoque Inicial 7.4 Apuração dos Estoques Existem diversos critérios para determinar o valor dos estoques em determinada data, bem como o custo das mercadorias vendidas. Os Principais e os mais freqüentemente empregados são: a) PEPS: Primeiro a entrar, primeiro a sair (Fifo); b) UEPS: Último a entrar, primeiro a sair (Lifo); c) Médio Ponderado; d) Custo específico ou identificado; Observações:____________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa MÓDULO 8 - PROVISÕES PARA DEVEDORES DUVIDOSOS 8.1 Definições O termo provisões refere-se a despesas com perdas de ativos ou com a constituição de obrigações que, embora já tenham seu fato gerador contábil ocorrido, não podem ser medidas com exatidão A Provisão para Devedores Duvidosos é constituída em função da expectativa de perdas que a entidade tem em virtude de haver efetuado vendas a prazo e da conseqüente possibilidade de nem todos os devedores honrarem seus compromissos. Embora essa provisão não possa mais ser deduzida para fins de incidência do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas, ela deve continuar a ser constituída em virtude da razão de que os critérios que norteavam a constituição dessa provisão, até 31/12/1996 eram os constantes da legislação fiscal. Inexistindo a dedução cada empresa poderá constituir a provisão por valores que, a seu critério, cubra as expectativas de perdas dos créditos que tenham a receber de terceiros. Para determinar a adequação dessa provisão, é recomendável que se obtenha a composição analítica desses créditos, por cliente e por data de vencimento. 8.2 Base de Cálculo A base de cálculo corresponderá ao montante dos créditos oriundos da exploração da atividade da empresa, decorrente da vendas de mercadorias, dos serviços prestados. O percentual a ser aplicado corresponderá à relação entre a soma das perdas efetivamente ocorridas nos três últimos anos e a soma dos créditos da mesma espécie existentes no início dos anos correspondentes. No ano em que a empresa iniciar suas atividades é vedada a dedução da provisão. A provisão poderá, entretanto, ser calculada com base nas perdas decorrentes de operações realizadas nos períodos anteriores, caso a empresa tenha iniciado suas operações em um prazo inferior a 3 anos. Cálculo do percentual médio: 800,00 . % MÉDIO = 20.000,00 x 100 = 4% Observações:____________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa MÓDULO 9 – DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO 9.1 Depreciação Acumulada A Depreciação Acumulada representa o desgaste ou a perda da capacidade de utilização (vida útil) de bens tangíveis ou físicos pelo uso, por causas naturais ou por obsolescência tecnológica. Corresponde à diminuição parcelada do valor dos elementos ali classificáveis, resultante do desgaste pelo uso, da ação da natureza ou da obsolescência normal. 9.1.1 Causas que provocam a Depreciação Desgaste pelo uso: com o tempo os bens adquiridos para uso da empresa vão perdendo a sua capacidade de produção e se desgastam. Por exemplo, um automóvel utilizado diariamente, durante 5 anos, no final deste período não terá o mesmo rendimento que um automóvel com poucos quilômetros rodados. Ação do tempo: os bens de uso da empresa, quando expostos ao sol ou à chuva, também sofrem desgaste pela ação do tempo. Por exemplo, um automóvel utilizado em regiões litorâneas, em conseqüência da maresia, tem maior probabilidade de apresentar ferrugem. Obsolescência: a evolução tecnológica torna obsoletos os bens mais antigos. Por exemplo, as primeiras calculadoras manuais lançadas no mercado eram grandes de difícil manejo e transporte, além de apresentarem recursos limitados. Hoje com os novos inventos, temos calculadoras muito mais eficientes e em tamanhos incomparavelmente menores. Será calculada pela aplicação da taxa de depreciação, fixada em função da vida útil estimada do bem, sobre o valor dos bens objeto da depreciação. Em sua contabilização, sempre é debitada a conta de "Despesas com Depreciações" e sempre creditados a conta "Depreciação Acumulada". D Despesas com Depreciações C Depreciações Acumuladas Taxas Usuais Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa As empresas poderão usar taxas superiores às fixadas desde que comprovem, mediante laudo pericial de órgão técnico, sua adequação ao tempo de vida útil do bem. A despesa de depreciação pode ser deduzida a partir do mês que o bem foi instalado, colocado em funcionamento ou em condições de produzir. 9.1.2 Vedações Não podem ser depreciados: os terrenos, salvo em relação a benfeitorias e construções; bens que aumentam de valor com o tempo, como as antigüidades e obras de arte. 9.2 Amortização A amortização é aplicada aos bens imateriais (direitos), intangíveis, ou àqueles bens de uso temporário, que não se integrarão ao patrimônio da empresa, com duração ou utilização superior ao exercício social. Compreende a importância correspondente à recuperação do capital aplicado em bens intangíveis, ou dos recursos aplicados em despesas que contribuam para a formação do resultado de mais de um exercício social, a ser lançada como custo ou encargo, em cada exercício. Seu cálculo consiste em aplicar a taxa anual de amortização - fixada observando-se o número de anos da utilização do direito para a empresa sobre o valor aplicado na aquisição desse direito. Bens Intangíveis sujeitos à Amortização a) Marcas e Patentes; b) Fórmulas ou processos de fabricação; c) Direitos autorais; d) Ponto comercial ou fundo de comércio; e) Benfeitorias em imóveis de terceiros; O montante acumulado da amortização não poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem ou direito. Somente poderão ser amortizados os bens móveis e imóveis intrinsecamente relacionados à produção e a comercialização de bens e serviços. Considere por exemplo, o aluguel de um terreno, sendo nele realizadas benfeitorias no valor de R$ 12.000,00: esses gastos não serão reembolsados pelo proprietário. O contrato de locação é de dois anos. O procedimento contábil a ser adotado para a contabilização da amortização será o seguinte: Cálculo: R$ 12.000,00 / 24 meses = R$ 500,00 (amortização mensal) D Despesa com Amortização de Benfeitorias R$ 500,00 C Amortização Acumulada de Benfeitorias R$ 500,00 9.3 Exaustão A exaustão é aplicada à redução gradativa do valor dos recursos minerais e florestais, à medida que são explorados, que vão sendo exauridos. A possança (potencial de exploração) estimada é avaliada por especialistas, mediante laudos que serão considerados para efeito da determinação da exaustão. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Compreende a importância correspondente à diminuição do valor dos recursos naturais não renováveis (minerais e outros), resultante da sua exploração, a ser lançada como custo ou encargo, em cada período-base, nas mesmas condições dos cálculos dos encargos de depreciação e amortização, considerando o custo de aquisição dos recursos explorados. A base de cálculo da exaustão é o valor desembolsado para exercer o direito de exploração, acrescido de todos dos dispêndios necessários a essa exploração. A quota de exaustão é determinada em função do volume extraído sobre a possança estimada. Considere-se o caso de uma empresa que tenha adquirido o direito de explorar uma mina de carvão por R$ 500.000,00, com possança estimada de 1.000 toneladas. Além dos gastos contratuais, a empresa teve de desembolsar R$ 50.000,00 para cobrir despesas com pesquisas e estudos geológicos. O procedimento contábil a ser adotado para a contabilização de cada tonelada extraída será o seguinte: Cálculo: (1 tonelada : 1.000 toneladas) x R$ 550.000,00 = R$ 550,00 D Despesa de Exaustão de Recursos Minerais R$ 550,00 C Exaustão Acumulada de Recursos Minerais R$ 550,00 Observações:____________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa MÓDULO 10 – DEDUÇÕES E DESTINAÇÕES DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 10.1 Definições É importante ressaltar, embora já descrito anteriormente, que o Lucro Líquido apurado no final do exercício deve ser transferido para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados (pois o lucro que sobrou no resultado do exercício deverá ser transferido para o Patrimônio Líquido na forma de lucros e reservas de lucros). Sendo assim, antes de transferir o saldo da conta Resultado do Exercício para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, faz-se necessário calcular e contabilizar as deduções e as participações do resultado do exercício. 10.2 Deduções As deduções do resultado do exercício, mais precisamente o lucro do exercício são: a) Provisão para Contribuição Social sobre o Lucro; e b) Provisão para o Imposto de Renda. 10.2.1 Provisão para Contribuição Social A Contribuição Social Sobre o Lucro destina-se ao financiamento da seguridade social e é calculada sobre o resultado do exercício, ajustado de acordo com o que estabelece a legislação do Governo Federal, pois é de sua competência a arrecadação e fiscalização deste tributo. Caso ocorra Prejuízo no resultado do exercício, não será devido o pagamento do tributo, salvo, em caso em que após efetuadas as adições e exclusões necessárias conforme determina a legislação, o resultado para de negativo para positivo. O fato de esta contribuição ser paga somente no mês subseqüente ao da apuração do resultado, no momento de seu cálculo deve ser criada uma provisão que é intitulada como Provisão para Contribuição Social, que está classificada no Passivo Circulante do Balanço Patrimonial, configurando com isso, a obrigação da organização para com o governo federal. Assim, para obter o valor da Provisão para a Contribuição Social, basta aplicar a alíquota vigente na legislação deste tributo sobre o resultado do exercício ajustado. Ressalta-se que tanto a alíquota, quanto à composição da base de cálculo desta contribuição, podem ser alteradas freqüentemente pelo governo federal. Diante disso, deve o profissional contábil, manter-se constantemente atualizado perante a legislação tributária para que não ocorram pagamentos indevidos. Utilizaremos o seguinte exemplo: O Lucro Líquido do Exercício foi de R$ 4.560,00 e considerando que não houve ajustes a serem realizados, iremos utilizar a alíquota de 9% . 4.560,00 x 9 = 410,40 100 Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa 10.2.2 Provisão para o Imposto de Renda Após calculada e contabilizada a Provisão para Contribuição Social, deve-se calcular e contabilizar a Provisão para o Imposto de Renda sobre o lucro líquido aferido no exercício. O Imposto de Renda sobre o Lucro Líquido representa uma obrigação das empresas para com o governo federal. O IR sobre o lucro líquido tem como base de cálculo o lucro real, ou seja, o real lucro apurado na Demonstração do Resultado do Exercício. Para apurar este resultado, é preciso ajustar o lucro líquido de forma semelhante a Provisão para a Contribuição Social sobre o lucro líquido. Esses ajustes correspondem a excluir do lucro apurado pela contabilidade, aquelas receitas que foram consideradas na apuração do resultado do exercício e que, por força da legislação tributária, não devam integrar o lucro real, bem como em adicionar ao lucro as despesas que foram consideradas na apuração do resultado do exercício. Algumas despesas e receitas que devem ser incluídas ou excluídas do resultado para cálculo do lucro real são as mesmas que integram os ajustes para cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, porém, no caso do IR, os ajustes são mais numerosos, podendo incluir inclusive valores que, em virtude de serem dotados de natureza exclusivamente fiscal, não foram objeto de contabilização, não integrando, portanto, o resultado contábil. Assim como na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, o Imposto de Renda sobre o lucro também é pago sempre no mês subseqüente ao da apuração do resultado, assim, deve-se apropriar o valor da provisão para o Imposto de Renda e classificá-la também no Passivo Circulante do Balanço Patrimonial, representando a obrigação da empresa perante o governo federal. Para se obter o valor da Provisão para o Imposto de Renda, aplica-se uma alíquota sobre o lucro real obtido. Como por exemplo: Assim como no exemplo anterior, o lucro real da mesma foi de R$ 4.560,00 e considerando que não houve ajustes a serem realizados, deve ser aplicada a alíquota de 15%. 4.560,00 x 15 = 684,00 100 10.3 Reservas de Lucros As reservas de lucros são aquelas extraídas do lucro líquido apurado pelas empresas e constituem-se da seguinte forma: a) Reserva Legal: segundo o artigo 193 da Lei 6.404/76, 5% do lucro líquido apurado no exercício deve ser aplicado em reservas legais. Ressalta-se que esta reserva deve estar limitada a 20% do capital social da companhia; b) Reservas Estatutárias: foram criadas em virtude de disposições contidas nos estatutos das sociedades por ações, os quais fixam seus limites e suas destinações. Nas demais sociedades (Ltda, por exemplo), essas reservas são conhecidas como Reservas Contratuais; Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa c) Reservas Livres: são criadas livremente pela assembléia geral (S/A) por proposta dos órgãos da administração com fins específicos, como por exemplo, as Reservas para Contingências e as Reservas de Lucros a Realizar. Cálculo da Reserva Legal: Tomamos como exemplo uma Companhia que no Ano de 2005, auferiu seu lucro líquido em R$ 4.560,00. 4.560,00 x 5 = 228,00 100 10.3.1 Reservas de Capital As Reservas de Capital são classificadas de acordo com a Lei 6.404/76 como reservas de capital as contas que registrarem: a) Contribuição do Subscritor: são contribuições de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar importância destinada ä formação do Capital Social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures; b) O produto da alienação das partes beneficiárias e bônus de subscrição; c) O prêmio recebido na emissão de debêntures; d) As doações e as subvenções para investimentos. Diante disso, observa-se que as reservas de capital originam-se de ágios (lucros) obtidos nas transações citadas anteriormente, os quais não devem ser considerados como receita operacional (normal) da organização, e dos valores recebidos por doações ou como subvenções para investimentos. 10.3.2 Reservas de Reavaliação As Reservas de Reavaliação são constituídas pelos aumentos de valores atribuídos aos elementos do Ativo em virtude de novas avaliações. Segundo Ribeiro (2005), as reservas de reavaliações são contrapartidas de aumentos de valores atribuídos a elementos do Ativo, em razão de novas avaliações com base em laudo elaborado nos termos da Lei 6.404/76. Cita-se como exemplo, que a conta Imóveis de uma organização esteja contabilizada no valor de R$ 560.000,00 e, através de um laudo elaborado nos termos da legislação, o valor atual seja de R$ 960.000,00. O registro deve ser elaborado da seguinte forma: D: Imóveis C : Reserva de Reavaliação de Imóveis R$ 400.000,00 10.4 Dividendos Os dividendos são as partes do lucro líquido que as Sociedades Anônimas destina a aos seus acionistas, ou seja, os proprietários de ações tem direito de receber parte do lucro líquido apurado em cada exercício. De acordo com o artigo 202 da Lei das S/As, os acionistas tem direito de receber a título de dividendo, ao parcela do lucro estabelecida conforme o estatuto da Companhia. Em outras palavras, os proprietários têm direito de receber ou a retirar uma parcela do lucro líquido da organização. No caso das S/As, o percentual e a base na qual os dividendos devem ser calculados podem variar de empresa para empresa. Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Geralmente, para calcular o valor dos dividendos, deve-se indicar o percentual, assim como a base a qual os cálculos incidem. Normalmente, costuma-se calcular o valor dos dividendos, aplicando–se um percentual sobre o lucro líquido do exercício diminuído da parcela correspondente a reserva legal. Exemplo: Sabe-se que o Lucro Líquido apurado no Exercício de 2005 foi de R$ 4.560,00, e que a parcela destinada à criação da Reserva Legal foi de R$ 228,00 (conforme cálculo anterior) e, conforme o estatuto da empresa, foi estabelecido o percentual de 30% para distribuição dos dividendos. Então o cálculo dos dividendos seria assim: Observações:____________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa ANEXO I – PLANO DE CONTAS CONTAS PATRIMONIAIS ATIVO CIRCULANTE Disponibilidades Caixa Bancos conta Movimento Aplicações de Liquidez Imediata Créditos Clientes Duplicatas a Receber Cheques em Cobranças (-) Provisão para Devedores Duvidosos (-) Duplicatas Descontadas Títulos a Receber Contas a Receber ICMS a Recuperar PIS a Recuperar COFINS a Recuperar Estoques Estoque de Mercadorias Estoque de Material de Consumo Despesas do Exercício Seguinte Prêmios de Seguros a Vencer Juros a Vencer Assinatura de jornais e Revistas REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Créditos Clientes Duplicatas a Receber Cheques em Cobranças Contas a Receber Empréstimos à Coligadas Investimentos Ações de Outras Sociedades Depósito Residual Leasing PERMANENTE Investimentos Imóveis para Renda Imóveis para Futura Utilização Imobilizado Terrenos Edifícios Instalações Móveis e Utensílios Veículos Máquinas e Equipamentos Equipamentos de Processamento de dados Marcas e Patentes Benfeitorias em Imóveis de Terceiros (-) Deprec. Acumulada s/ Edifícios (-) Deprec. Acumulada s/ Instalações (-) Deprec. Acumulada s/ Móveis e Utensílios (-) Deprec. Acumulada s/ Veículos (-) Deprec. Acumulada s/ Máquinas e Equipamentos (-) Deprec. Acumulada s/ Equipamentos Proc.Dados Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa PASSIVO CIRCULANTE Fornecedores Fornecedores Obrigações Trabalhistas Salários a Pagar Férias a Pagar 13º Salário a Pagar Rescisões Trabalhistas a Pagar Obrigações Fiscais e Sociais ICMS a Recolher IPI a Recolher ISS a Recolher COFINS a Recolher PIS a Recolher IRRF a Recolher Imposto de Renda a Recolher Contribuição Social a Recolher Contribuição Confederativa a Recolher INSS a Recolher FGTS a Recolher Outros Tributos a Recolher Empréstimos e Financiamentos Empréstimos e Financiamentos Arrendamento Mercantil a Pagar Demais Obrigações Financeiras Provisões a Pagar Aluguéis a Pagar Comissões a Pagar Outras Contas a Pagar Água a Pagar Luz a Pagar Telefone a Pagar EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Fornecedores Fornecedores Empréstimos e Financiamentos Empréstimos e Financiamentos Demais Obrigações Financeiras PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Capital Subscrito (-) Capital a Integralizar Reservas de Capital Correção Monetária do Capital Reservas de Lucros Reserva Legal Reserva Estatutária Outras Reservaa de Lucros Lucros ou Prejuízos Acumulados Lucros ou Prejuízos Acumulados Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa CONTAS DE RESULTADO RECEITAS OPERACIONAIS Venda de Mercadorias à Vista Venda de Mercadorias a Prazo Receitas sobre Serviços Deduções sobre a Receita Líquida Vendas Canceladas Abatimentos ICMS sobre Vendas PIS sobre Faturamento COFINS sobre Faturamento ISS sobre Serviços Prestados _____________________________ _____________________________ CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS Custo das Mercadorias Vendidas Compra de Mercadorias (-) Devoluções de Compras (-) ICMS sobre Compras (-) PIS sobre Compras (-) COFINS sobre Compras DESPESAS OPERACIONAIS Despesas com Vendas Comissão sobre as Vendas Fretes e Carretos _____________________________ _____________________________ _____________________________ Despesas com Pessoal Aviso Prévio e Indenizações Salários Férias 13º Salário F.G.T.S. I.N.S.S. Contribuição Confederativa Contribuição Sindical Rescisões Trabalhistas Vale Refeição e Vale Transporte _____________________________ _____________________________ Despesas Administrativas Aluguéis e Condomínios Materiais de Escritório Água e Esgoto Energia Elétrica Telefone Copa e Cozinha Pró-Labore Manutenção e Reparos Despesas com Viagens e Estadias Honorários do Contador Propaganda e Publicidade Despesas com Depreciações Despesas com Seguros Despesas com Provisão para Devedores Duvidosos Despesas de Materiais de Limpeza Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa RESULTADO FINANCEIRO LÍQUIDO Despesas Financeiras Juros Passivos Despesas Bancárias Variação Monetária Passiva _____________________________ (-)Receitas Financeiras Juros Recebidos Descontos Obtidos Rendimentos de Aplicações Financeiras Variação Monetária Ativa _____________________________ PROVISÕES TRIBUTÁRIAS Provisões para Contribuição Social Provisões para Contribuição Social Provisões para Imposto de Renda Provisões para o Imposto de Renda Observações Gerais: ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer www.resumosconcursos.com Resumo: Contabilidade Introdutória – por Profª. Rosiane C. S. Gouvêa Referências ABREU, A. F. Fundamentos de contabilidade: Utilizando o excel. São Paulo: Saraiva, 2006. MARION, J.C. Contabilidade básica: Caderno de exercícios. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1990. NEVES, S; VICECONTI, P. E. V. Contabilidade avançada. 7. ed. São Paulo: Frase, 1998. NIYAMA, J. K.; PISCITELLI, R. B.; SILVA, C. A. T. Exame de suficiência em contabilidade. São Paulo: Atlas, 2001. PADOVEZE, C. L. Introdução à contabilidade com abordagem para não – contadores. São Paulo: Thomson, 2006 PEREIRA, E. (et al) Fundamentos da contabilidade. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005. RIBEIRO, O. M. Contabilidade básica. São Paulo: Saraiva, 2005. ______. Contabilidade comercial fácil. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 1994. SANTOS, A. R. P. Contribuição à estruturação dos sistemas de informações de controladoria estratégica. 2006 (dissertação de mestrado profissional em administração). Universidade Metodista de Piracicaba, Piracicaba. 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