Preço 1.25 e (IVA incluido) Ano XXIII • Nº 277 ABRIL 2012 DESPORTO E LAZER OBRAS AMBIENTAIS SANEAMENTO E ÁGUAS REQUALIFICAÇÃO URBANA APROVEITAMENTOS HIDRÁULICOS URBANIZAÇÕES E VIAS DE COMUNICAÇÃO Director: Paulo Pimenta OBRAS COM FUTURO Santo Antão, Apartado 108 - 2440-901 Batalha | Tel.: 244 769 280 - Fax: 244 769 289 | E-mail: [email protected] Carlos Morgado oeiras é uma freguesia equilibrada I Feira de empreendorismo na amadora A nova conduta dn1000 vai poupar água em sintra AVISO Alteração de Horários Informa-se a população que os serviços administrativos da Junta de Freguesia de Queluz passarão a ter o seguinte horário, a partir do dia 2 de Abril de 2012 2.ª a 6ª - Das 9h30 às 18h00 (Nota: Os pagamentos dos serviços de cemitério e canídeos encerram todos os dias às 17h30) Licenças de Canídeos 9h30 às 12h00 e 14h00 às 18h00 Atendimento Presidente (por marcação) 3ª Feira a partir das 16h30 ARPIM celebra aniversário Atendimento Permanente: 808 201 500 A Funerária São João das Lampas Quintino e Morais 25 Anos de serviço com Competência e Honestidade Coletividade comemora centenário Funeral Social: 356,20e Funeral Económico: 676,00e www.funerariaquintinoemorais.pt E-mail: [email protected] Atendimento Social (por marcação) Drª. Glória Albuquerque 5ª Feira a partir das 14h30 Atendimento Jurídico (por marcação) Dr. Cunha e Castro 2ª Feira a partir das 14h30 5ª Feira a partir das 16h30 SEDE: Rua da Oliveira, 1 – Aldeia Galega 2705-416 S. João das Lampas – SINTRA Telef. 21 961 85 94 – Fax. 21 961 85 80 Telem. 96 405 91 06 / 96 580 48 26 FILIAL 1: Rua Moínho de Fanares, 10 2725-394 Mem Martins – SINTRA Telef. 21 921 43 40 – Fax. 21 926 01 34 FILIAL 2: Rua Visconde d´Asseca, 25 – MUCIFAL Telef. 21 928 23 95/6 – Fax. 21 928 23 97 BREVEMENTE NA TERRUGEM O CORREIO DA LINHA | 20 Abril 2012 Queluz assinala 25 de Abril com Toy lT exto: DIANA DUARTE MATIAS lF otos: J.R. H á mais de uma década que a Junta de Freguesia de Queluz assinala o 25 de Abril com um espectáculo musical. Este ano, o parque urbano Felício Loureiro vai receber o conjunto Cumplice’s, Milene, uma jovem fadista, e o cantor Toy, cabeça de cartaz. Pela meia-noite, haverá o já tradicional fogo-de-artifício. O presidente da Junta de Freguesia de Queluz, António Barbosa de Oliveira, falou com o jornal O Correio da Linha sobre esta e outras iniciativas. O Correio da Linha (C.L.) - Como é que a Junta de Freguesia de Queluz vai assinalar o 25 de Abril? António Oliveira (A.O.) - A Junta de Freguesia de Queluz é das poucas juntas que comemora a data e já o faz há cerca de 13 anos. Nos últimos tempos, temos assinalado a data com um espectáculo musical a partir das 21h30 do dia 24 de Abril. Este ano, trazemos o conjunto Cúmplices, que ficou em segundo lugar no Festival da Canção, uma jovem fadista chamada Milene e, o cabeça de cartaz, o Toy. Temos tido todos os anos cerca de cinco ou seis mil pessoas a assistir, o que representa um grande evento a nível do concelho. Haverá também fogo-de-artifício, durante cerca de oito minutos. É muito engraçado ver o trânsito parar, durante aqueles momentos, porque os condutores param para ver o fogo. C.L. - É um investimento que vale a pena? A.O. - Para nós é essencial que se comemore o 25 de Abril, até porque sentimos que é uma data cuja importância se está a perder no tempo. Além disso, este espectáculo faz parte da nossa programação cultural. Eu ouço muitas queixas das juntas de freguesia e das câmaras municipais, que até têm orçamentos muito elevados, por causa da falta de apoios do Estado. Neste ponto, eu faço questão que Queluz tenha cerca de 15 eventos culturais por ano. Há muita gente que se quer mostrar, que pede preços acessíveis a uma junta de freguesia e são esses artistas que nós vamos buscar. Além disso, temos aqui uma sala multiusos, que entregamos a artistas que queiram expor ali durante uma semana. E isto não depende do Estado. C.L. - E paralelamente a estas questões culturais, o que é que mais o ocupa actualmente? A.O. – Eu, desde que cheguei à presidência da junta, tenho um objectivo muito claro, que é acabar com os car- ros em cima dos passeios, devolvendo-os aos peões, e requalificar as ruas, tornando-as transitáveis. Estamos a meio do meu quarto mandato e posso dizer-lhe que já fiz intervenções em cerca de 144 ruas. Uma das coisas que fiz questão de introduzir foram os bancos de jardim. Depois de termos passado uma altura em que ninguém queria ter bancos nas ruas, apliquei cerca de 16 bancos, espalhados pela freguesia, e, de repente, toda a gente nos pede bancos, seja em local arbóreo ou não. Estes bancos são importantes, por exemplo, para pessoas com pouca mobilidade terem um espaço fora de casa onde se possam sentar ou para avós e pais que querem vigiar as crianças que podem brincar por ali. No fundo, criámos algumas zonas de lazer dentro da própria cidade e para isso bastou alargar alguns passeios e diminuir o espaço para as viaturas em alguns largos. E isso trouxe gente para as ruas de Queluz. C.L. - O corte de árvores, nalguns casos, foi um mal necessário para cumprir esse objectivo? A.O. - Regra geral, se a árvore estiver de boa saúde, poupamo-la. O que nós fizemos, por exemplo, na Avenida António Eanes, foi retirar 22 árvores que estavam em más condições e substitui-las por outro tipo de árvore, mais adequada a uma cidade, até porque não causa alergias, ao contrário dos plátanos. Se fizermos as contas, neste momento, Queluz tem mais árvores do que tinha há 20 anos, sendo que 1500 são novas. Quero deixar melhor ambiente do que aquele que encontrei quando cheguei à junta de freguesia. C.L. – Além da questão ambiental, há alguma área que o preocupe especialmente? A.O. – Queluz tem muita gente idosa. Nós temos tido uma atenção especial ao nível da acção social e prestamos apoio a cerca de 200 famílias da freguesia, além das que são apoiadas pelas instituições existentes e que também contam com a nossa colaboração. Infelizmente, não conseguimos resolver todos os problemas. n Obras a cargo da Empresa de Construção Irmãos Silva Avemida António Eanes com novas 22 árvores JOALHARIA VALBOM COMPRA Ouro - Prata Penhores Avaliações gratuitas Agente Oficial de prestigiadas marcas de relógios • Sector • Rip Curl • Just Cavalli • Swatch • Casio • Timex • Oncyl • One • CK • Flik Flak Cobrimos Ofertas mas... todas as OFERTAS R. Frederico Arouca (R. Direita), 385 B e 368 • Cascais • Tel.: 214 836 035 / 214 868 581 / 917 705 079 www.joalhariavalbom.pt.uv • e-mail: [email protected] Comandante deixa B.V.Queluz A o fim de 14 anos como comandante dos Bombeiros Voluntários de Queluz, Emílio Correia, abandona o cargo. Para trás ficam 33 anos como “soldado da paz”, atividade que conciliava com a sua profissão no Hospital da Marinha e chefe de equipa no Hospital São Francisco Xavier. Na base desta decisão estão razões profissionais e um evidente desgaste decorrente das lutas “que houve do ponto de vista administrativo e reivindicativo que envolveram a Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa”, diz o comandante que lembra ainda as inúmeras “alterações legislativas que mudaram profundamente a orgânica dos bombeiros”. Emílio Correia sai com o sentido de dever comprido e com uma enorme satisfação. “Criei fortes laços de amizade e deixo a atividade do corpo de bombeiros mas não deixarei de ser um sócio ativo e participativo, inclusive para dar apoio ao novo comandante”, salienta. Emílio Correia será substituído no comando dos Bombeiros Voluntários de Queluz, pelo oficial Bombeiro de 2ª, Joaquim Santos. Na sua mensagem de despedida, o comandante Emílio faz votos de que o novo comandante seja tão feliz naquela associação quanto ele foi e que com a sua “capacidade e inteligência possa conduzir a patamares mais elevados a já conhecida eficiência deste corpo de bombeiros”. Até à tomada de posse de Joaquim Santos, o adjunto de comando, José Nunes, assume interinamente o comando. Esta é uma associação com cerca de 150 elementos organizada de forma a responder o mais eficazmente possível a todas as solicitações de emergência dos queluzenses. n Amadora no topo A Amadora ocupa o 1.º lugar do ranking global dos 10 melhores municípios portugueses de grande dimensão em eficiência financeira e é, simultaneamente, o 1.º classificado como o que possui maior liquidez. A referência é feita no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, referente às contas consolidadas de 2010, divulgado pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, com o patrocínio do Tribunal de Contas e do Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade. n 20 Abril 2012 | O CORREIO DA LINHA Pousada da Cidadela foi inaugurada A nova Cidadela de Cascais está oficialmente inaugurada pelo Presidente da República, Pro fessor Doutor Aníbal Cavaco Silva, e pelo Presidente do Grupo Pestana, Dr. Dionísio Pestana. A cerimónia, que decorreu a 12 de abril, contou ainda com a presença do presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, Francisco Pinto Balsemão, Almeida Santos, entre muitas outras personalidades da política, economia ou turismo. Com esta nova unidade, o Grupo Pestana pretende complementar e diversificar o espaço da Cidadela. Não só através da nova Pousada, como do restaurante “Taberna da Praça”, a gelataria “I scream for”, o espaço de dança e o bar do “CC Club” e ainda algumas lojas que vão desde uma joalharia, a uma galeria de arte. “Queremos dar à Cidadela o serviço de qualidade que Cascais merece. A ideia é que a Cidadela de Cascais passe a ser um destino dentro de um destino. A Pousada isolada era só mais uma, a Pousada dentro da Cidadela é um valor acrescentado muito grande”, sublinhou o presidente do Grupo, Dionísio Pestana. A placa que assinalou a inauguração oficial do espaço foi descerrada pelo Presidente da República, Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva, que considerou a Cidadela de Cascais e a nova Pousada “um magnífico investimento hoteleiro”. Aberta ao público desde 18 de Março, a nova Cidadela de Cascais é o mais recente empreendimento hoteleiro e de lazer do Grupo Pestana. Resultado de um investimento de 20 milhões de euros, este renovado monumento passa a disponibilizar alojamento de prestígio, com a Pousada de Cascais, espaços para eventos, restaurante, zona comercial, de lazer e cultural. Situada na antiga fortaleza de Nossa Senhora da Luz, hoje património nacional, este projecto constitui um singular Shopping da Linha comemora 14.º aniversário O Oeiras Parque vai celebrar, de 14 a 29 de Abril, o seu 14.º Ani versário com um conjunto de iniciativas dedicadas ao ambiente, uma vez que neste dia também se comemora o Dia Internacional do Planeta Terra. Paralelamente, irá realizar uma degustação de vinho de Carcavelos e de queijadas da Vila de Oeiras, e receberá ainda uma actuação do Coro Santo Amaro de Oeiras. Até dia 29 de Abril, o Oeiras parque irá promover um passatempo no Centro Comercial para festejar o Dia Internacional do Planeta Terra, em conjunto com o seu aniversário. Para participar, os interessados terão que descrever uma casa verdadeiramente eco-eficiente e habilitam-se a receber prémios que ajudam a preservar o Planeta Terra: um Sistema Solar Térmico TS, uma Ilha de Energia para Iluminação e ainda Candeeiros Solares de Jardim. Nos dias 21 e 22 de Abril irão decorrer no shopping diversas iniciativas gratuitas, ligadas à protecção do ambiente, especialmente dedicadas aos mais jovens. Construção de Carrinhos Solares, para crianças dos 6 aos 14 anos, Construção de Fornos Solares, dos 6 aos 10 anos, e jogos como o Trivial do Ambiente (dos 6 anos 10 anos) e Jornadas da Terra (para qualquer idade), farão as delícias de quem visitar o Oeiras parque nestas datas. No dia de aniversário d’O Shopping da Linha – 22 de Abril -, o Oeiras parque convida os seus visitantes a participar numa degustação de Vinhos de Carcavelos e de Queijadas da Vila de Oeiras, que se vai realizar pelas 15h. Será ainda possível, nesta data e hora, assistir a uma actuação do Coro de Santo Amaro de Oeiras, que marcará presença nesta celebração. n espaço que se caracteriza pela variedade de locais flexibilidade dos mesmos, tanto interiores como ao ar livre. À volta das suas duas praças interiores (praça de Armas e Praça D. João IV) encontramos a mais recente unidade das Pousadas de Portugal, a Pousada de Cascais, que terá 108 quartos e 18 suites, o que representa a maior unidade do país. O projeto conta também com estruturas de lazer públicas: o restaurante “Taberna da Praça”, que faz já as delícias de quem gosta da comida portuguesa, o “CC Club”, um moderno espaço de animação e música, que abre ao público no dia 13 de abril, lojas e espaços para eventos empresariais e sociais, entre outros. Estes espaços serão igualmente preenchidos com um calendário de eventos pensado para todos os públicos. O objetivo é devolver à Cidadela e à vila de Cascais o brilho cultural de um local que já foi residência de férias da família real portuguesa e ponto estratégico da defesa nacional. Os edifícios foram restaurados de forma a preservar a herança histórica, num projeto de arquitetura moderno e cheio de luz. Os espaços são amplos e arejados e a decoração pensada ao pormenor para que os visitantes se sintam bem. As suas amplas esplanadas convidam a momentos de descanso e/ou animação não só para os locais como para todos os seus visitantes. É ainda o local perfeito para umas maravilhosas férias com vista para a marina de Cascais e o Oceano Atlântico, a dois minutos do centro da vila e escassos 20 minutos da cidade de Lisboa. O projeto tem a assinatura da dupla de arquitetos Gonçalo Byrne e David Sinclair e vem dar continuidade ao trabalho do Grupo Pestana de recuperação de património histórico classificado, com projetos arquitetónicos marcantes e uma preocupação profunda com a sustentabilidade ambiental e o património natural envolvente. n PONTO FINAL R (*Diretor) Generalidades ecentemente estava parado num sinal semáforo e uma viatura conduzida por uma jovem embateu na traseira do meu carro. Aflita saiu apressadamente do carro assim como eu, educadamente pediu desculpa, disse que tinha a carta à 3 meses mas… o carro não tinha seguro. Na altura passou um agente da PSP de Oeiras e contei o caso, o agente disse: carro apreendido - 500 euros de multa e a jovem tinha que ir tirar a carta novamente, mas que eu, tinha o livre poder de decidir, gostei do gesto deste sr. Agente, humano, compreensível, educado, acho que ao serviço da sua missão representou dignamente todos os colegas da PSP de Oeiras. Mas existem exemplos publicados em meios de comunicação social que deturpam a verdade põem em causa o bom nome das instituições quando um só elemento, um militar por erro num exercício e onde se encontravam altas entidades do exercito para efectuar e atingir o alvo disparou o canhão Bitubo de 20 mm um pouco mais abaixo ao disparar e devido ao mato seco propagou um incêndio que atingiu 1,2 hectares sendo rapidamente debatido pelos próprios soldados e em seguida pelos bombeiros que ocorreram ao local. Este soldado teve honras nos jornais “Exercito incendeia a tiro de canhão o pinhal de Leiria” em outro jornal afirma “Exercito incendeia 12 hectares” (esquecendo-se de colocar a virgula). Serão generalidades ou criticamos tudo e todos pelo lado positivo ou negativo? n * Paulo Pimenta Frutos do Mar 87 Produtos congelados de alta qualidade • Peixe • Marisco • Salgados e Legumes Fornecedor de Cantinas Restaurantes e Peixarias Loja 1 (Queluz) Rua José Afonso, n.º 32 A • Casal das Quintelas • Tel.: 21 436 09 85 Lojas (Amadora) Av. D. Nuno Álvares Pereira, 8 A • Tel.: 21 492 67 67 Av. Alexandre Salles, n.º 14 B • Reboleira • 96 745 08 14 • Todo os tipos de carimbos • Gravações em Taças, Medalhas e Placas • Troféus únicos de grande beleza • Efectuamos gravações em brindes Largo da Esperança, lote 34 • Monte do Trigo - Abóboda • 2785-202 S.D. Rana Tel. 214 440 501 • Fax. 214 446 973 O CORREIO DA LINHA | 20 Abril 2012 Carlos Morgado “Oeiras é uma freguesia equilibrada” lT exto: raquel dias lF otos: J.R. No próximo dia 10 de Maio a freguesia de Oeiras e São Julião da Barra comemora mais um dia da freguesia. Em entrevista ao O Correio da Linha o presidente da Junta, Carlos Morgado, deu a conhecer alguns dos eventos do programa festivo e falou sobre os principais projectos em desenvolvimento. O Correio da Linha (C.L.) – Que eventos estão previsto para assinalar este dia da freguesia? Carlos Morgado (C.M.) – Vamos ter uma série de acções envolvendo as várias instituições da freguesia. A nível cultural teremos concertos, recitais e duas exposições: uma na Biblioteca Operária de Oeiras em conjunto com a MAPA, que é uma associação cultural, e outra no Oeiras Parque a cargo da Comissão Social de Freguesia. No âmbito do desporto realizar-se-á um torneio de futebol entre as escolas básicas da freguesia e uma espécie de triatlo que engloba os três grupos de escuteiros da nossa área. Gostaria de salientar ainda uma iniciativa que faremos com os deficientes do Centro Nuno Belmar da Costa, que passa pela realização de um torneio de bócia. O ponto alto destas comemorações será a sessão solene que este ano terá lugar no Forte de São Julião da Barra. Estas acções desenrolar-se-ão de 28 de Abril até finais de Maio, sensivelmente. C.L. – Esta data, 10 de Maio, é também o dia do aniversário da freguesia? C.M. – Não, realmente não é. O nosso aniversário é a 27 de Dezembro mas, como esta data calha numa quadra festiva optámos por comemorar o dia da freguesia a 10 de Maio, data da junção das duas junta de paróquia – a de Oeiras e a de São Julião da Barra. Este ano fazemos já 177 anos. C.L. – Contam com algum apoio da Câmara Municipal de Oeiras (CMO) para a realização destas actividades festivas? C.M. – Este ano não temos qualquer apoio da Câmara para as comemorações. Porém é de realçar que, graças ao apoio das instituições da freguesia, os custos envolvidos nestes eventos não são significativos, devendo rondar os cerca de 1500 euros. Considero que não estamos a cometer nenhuma atrocidade face à conjuntura que hoje se vive. Além disso, a população já anda deprimida, se deixarmos de fazer este tipo de animações ainda mais deprimida fica. C.L. – Assumiu a presidência da Junta em 2005, estando actualmente no seu segundo mandato. O que mudou na freguesia desde então? C.M. – Julgo que as pessoas é que têm de avaliar o trabalho da Junta. Sinto-me de consciência tranquila porque tenho feito tudo para que a qualidade de vida dos nossos fregueses seja cada vez melhor e a avaliar pelo retorno que tenho tido acho que há um bom grau de satisfação da população. Temos claro o problema das competências das Juntas de Freguesia, que a meu ver deveriam ser reforçadas. As populações só tinham a ganhar com isso. Mas entretanto vamos fazendo as pequenas reparações que para os fregueses têm mais importância do que as grandes obras. As pessoas preocupam-se mais com os pequenos arranjos à porta da sua casa, do café que frequentam, do seu estabelecimento de trabalho, etc., do que propriamente com os grandes empreendimentos. C.L. – Quais as competências da Junta? C.M. – A CMO delega-nos as pequenas intervenções na via pública, ao nível da recuperação dos passeios, por exemplo, as reparações no Mercado Municipal e nos parque infantis também são da nossa responsabilidade...há cerca de um ano, por exemplo, quando houve a questão do fecho dos parques infantis no concelho de Oeiras na sequência de uma intervenção da ASAE foi a Junta que requalificou todos os parques da freguesia. Graças a um programa que estabelecemos com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) também temos agora dois cantoneiros responsáveis pela limpeza das ruas. Acho, porém, que se nos permitissem agir em mais valências todos sairiam a ganhar. Hoje discute-se muito a questão da agregação das freguesias e todos nós sabemos o que isso significa no nosso Orçamento do Estado. Eu não tenho conhecimento que haja alguma freguesia com dívidas, mas ao nível dos municípios isso existe. Saliento, porém, que grande parte do desenvolvimento pós 25 de Abril se deve ao trabalho das autarquias locais...deveria, no entanto, ter existido uma melhor fiscalização, para evitar os problemas com muitas Câmaras agora se debatem. C.L. – Que projectos já têm definidos para o futuro? C.M. – Dada a conjuntura não podemos pensar em grandes projectos. A nossa grande prioridade é a vertente social, porque cada vez mais as nossas técnicas de acção social atendem pessoas com dificuldades. Neste sentido temos levado a cabo várias acções como foi o caso da entrega de cabazes de natal, em parceria com o Rotary Clube de Oeiras, e que contou com o apoio de várias instituições da freguesia que nos fizeram chegar géneros alimentícios. No total entregámos 150 cabazes. Mas isto não se verifica apenas no Natal, mensalmente entregamos cabazes às famílias mais carenciadas. Tal só é possível graças ao apoio de mecenas...a Junta não gasta um cêntimo na entrega destes cabazes. Temos também o projecto Farmácia Solidária, que consta de um acordo que celebrámos com as farmácias da freguesia, segundo o qual, perante prova de insuficiência económica a Junta assume 50 por cento do custo dos medicamentos e as farmácias assumem os outros 50 por cento. Também temos feito um apoio muito importante à associação de moradores dos bairros municipais de Pombal e Bento de Jesus Caraça - Pombal 21 - pois entendemos que é muito importante o incentivo e apoio da Junta para esta instituição continuar a desenvolver um bom trabalho junto daquelas pessoas mais carenciada. No ano transacto estabelecemos também um protocolo com a Direcção Geral de Reinserção Social, mediante o qual acolhemos arguidos ou condenados para fazerem trabalho a favor da comunidade. Já tivemos uma situação dessas em 2011 e estamos disponíveis para receber mais pessoas nestas condições. Em termos sociais é ainda de salientar o trabalho da Comissão Social de Freguesia que reúne todas as instituições da freguesia tendo como objectivo criar sinergias entre elas. Outra ferramenta importante é o nosso autocarro que permite realizar dois passeios mensais, dirigidos aos nossos séniores. Também cedemos o autocarro às instituições da freguesia para fazerem passeios ou para transporte de equipas, no caso das associações desportivas. Gostaria apenas de ressalvar que apesar da vertente social ser a nossa grande prioridade, nenhuma das outras áreas, como a educação ou o desporto, são descuradas. C.L. – Também têm feito alguns investimentos na segurança... C.M. – Sim, estabelecemos um protocolo com a PSP de Oeiras através do qual apoiámos na aquisição do equipamento das ciclo patrulhas. De igual modo oferecemos à esquadra um computador para ajudar no trabalho burocrático e três telemóveis a cada uma das equipas de agentes da nossa freguesia. Isto é uma forma de contribuir para a melhoria da segurança da nossa freguesia, já que a administração central tem revelado dificuldades em dotar a PSP dos meios necessários para assegurar o bem estar da população. C.L. A nível cultural o que tem sido feito? C.M. – Temos realizado várias exposições na Biblioteca Operária de Oeiras e ao longo do ano fazemos sempre concertos, recitais e outros eventos. No ano passado organizamos a Primeira Bienal de Arte Sacra e Religiosa na AERLIS que se revelou um grande êxito com várias dezenas de trabalhos expostos. De Abril a Setembro decorrerá o Vem à vila que é um programa de animação do centro histórico de Oeiras no âmbito do qual serão realizados vários eventos culturais, recreativos e desportivos – principalmente ao fim-de-semana – de forma a atrair pessoas a este espaço. Para este programa contamos mais uma vez com o apoio das instituições da freguesia, com destaque, porém, para a Luchapa, uma associação recente com sede no Chá da Barra e que tem vindo a desenvolver uma série de eventos na esplanada do Centro Cultural do Palácio do Egipto. C.L. – O ambiente também é uma preocupação da Junta... C.M. – Sim, para além dos dois cantoneiros que já referi, desenvolvemos e apoiamos algumas acções que visam a sensibilização da população para esta temática. Recentemente fizemos o desfile da primavera que contou com a participação de cerca de 1500 alunos das escolas e jardins de infância da freguesia. O objectivo era alertar as crianças para a necessidade de preservar o meio ambiente e comemorar assim o Dia Mundial da Floresta e o início da primavera. Em 2011 apoiámos também uma iniciativa levada a cabo pela Escola Básica 2+3 Conde de Oeiras, através da 20 Abril 2012 | O CORREIO DA LINHA colocação placas identificativas das árvores das suas escolas. Ao todo foram colocadas 30 placas, com o nome vulgar e o nome científico das árvores, totalmente custeadas pela Tratolixo. C.L. – Em termos turísticos qual é o potencial da freguesia? C.M. – Para além da costa lindíssima que temos com as duas praias – Praia da Torre e Praia de Santo Amaro de Oeiras - a freguesia tem uma riqueza extraordinária em termos de património edificado como é o caso dos vários fortes: Forte de São Julião da Barra, Forte de Catalazete, Forte do Areeiro, Forte dos Maias, etc. Mais para o interior temos o Palácio dos Marqueses, e a Igreja Matriz e mais recentemente surgiram importantes infraestruturas como a Marina de Oeiras e o Parque dos Poetas que é um espaço bastante procurado e cuja segunda fase, que está agora a decorrer, irá transformá-lo num dos espaços de eleição do nosso país. É ainda de referir dois importantes polos de ciência: a Estação Agronómica Nacional e o Instituto Gulbenkian de Ciência. C.L. – Quais são os grandes problemas da freguesia? C.M. – O único problema de Oeiras é o estacionamento, mas isso é transversal a todas as freguesias e concelhos porque se há 30 anos havia uma média de cerca de 1 carro por família, agora provavelmente temos uma média de 3 carros por família. A única coisa que podemos fazer a este respeito é alertar e sensibilizar a Câmara Municipal para o problema. De resto, esta é uma freguesia equilibrada. C.L. – Em vésperas de mais um dia da freguesia que mensagem gostaria de deixar aos oeirenses? C.M. – Gostaria de deixar uma mensagem de fé e de esperança. Nós, os autarcas, continuaremos disponíveis para ouvir e ajudar a população, especialmente os mais carenciados. Neste sentido, tudo faremos para que as pessoas sintam cada vez mais gosto em viver e em visitar esta freguesia. n SMAS de Oeiras e Amadora assinalaram Dia Mundial da Água N o dia 22 de Março, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Oeiras e Amadora receberam alunos das escolas dos dois concelhos para um dia de actividades dedicadas à água. O objectivo foi comemorar o Dia Mundial da Água e sensibilizar as crianças para a importância de preservar este recurso precioso. As crianças dos jardins-de-infância e do primeiro ciclo do ensino básico de Oeiras e da Amadora assistiram à narração do livro “Doce Gotinha – Uma Grande Viagem”, com a voz de José Pedro Gil, acompanhado por um pianista e pela projeção de imagens do livro. A publicação “Doce Gotinha – Uma Grande Viagem” foi lançada em Dezembro de 2011 e pretende “sensibilizar as crianças para a importância da água e para a poupança do bem escasso que ela representa”, explicou ao jornal O Correio da Linha, Teresa Avilez, chefe da Divisão de Comunicação e Apoio ao Cliente. “É um conto, uma aventura de uma gota que vai passando por diversos universos e que vai explicando o ciclo da água e alertando para os perigos da poluição e a sua interferência no ciclo normal da água”, acrescentou. O edifício sede dos SMAS de Oeiras e Amadora receberam também a visita das personagens do Planeta Tupi que foram os guias das crianças no museu, explicando-lhes a evolução do abastecimento de água e do saneamento e a sua importância para o dia-a-dia da população. As crianças puderam ainda dedicar algum tempo à pintura de desenhos. Ao mesmo tempo, no exterior do edifício, junto ao Quiosque da Água, foram realizadas acções de sensibilização ambiental adaptadas aos diferentes níveis de escolaridade. Os aguadeiros do Clube da Água, criado em 2008, e as mascotes Gui Gotas e Gotas Maria circularam pela sede dos SMAS durante as actividades. Nuno Campilho, administrador dos SMAS Oeiras e Amadora, acredita que estas iniciativas são fundamentais para a sensibilização da popu- lação. “Este tempo de seca acaba por ser uma óptima altura para alertar as pessoas para o facto de a água ser um bem escasso e finito”, defendeu. “A nossa grande preocupação é a sensibilização para a poupança de água e as crianças são o nosso veículo privilegiado porque têm uma capacidade de apreensão enorme e acabam por reproduzir estes ensinamentos no seu seio familiar.” A ideia é partilhada por Vanessa Nunes, directora pedagógica do Colégio Flor da Linha, uma das escolas que marcou presença na sede dos SMAS. “Acho que as crianças são muito sensíveis às questões do ambiente e são elas que muitas vezes levam para casa hábitos de poupança. Estas iniciativas são muito importantes para a sua formação como cidadãos e como consumidores de água”. Diogo, de nove anos, aluno numa escola de Paço de Arcos, mostrou-se muito satisfeito por participar nas actividades. “Eu, quando vejo uma torneira a pingar, vou sempre fechá-la melhor”, explicou ao jornal O Correio da Linha. “A água é muito importante porque sem ela não podemos viver”, sublinhou. n O CORREIO DA LINHA | 20 Abril 2012 Clube do Ruca P ara celebrar o Dia Internacional da Diversidade Biológica, o Cen tro de Interpretação Ambiental da Pedra do Sal juntou-se, uma vez mais, ao Clube Ecológico do Ruca. O objectivo é dar a conhecer aos participantes a variedade de espécies da fauna e flora existentes na região, tornando-os mais sensíveis à preservação do ambiente. Entre os dias 22 de Maio e 03 de Junho, serão organizados passeios. O grande objectivo dos participantes será preencherem o passaporte “Ruca, o Guardião”, à medida que encontram os animais e as plantas que nele figuram. O percurso desenrolar-se-á entre a praia de S. Pedro do Estoril e o passeio pedonal do Centro de Interpretação Ambiental da Pedra do Sal. No final, os participantes recebem pins do Ruca alusivos a importantes valores como a amizade, ajuda, segurança e natureza. Destinado a grupos entre 10 e 27 participantes, com idades compreendidas entre os 3 e os 10 anos, o passeio tem duração aproximada de 90 a 120 minutos. Todas as atividades são gratuitas, implicando inscrição prévia obrigatória através do telefone: 214815924 ou e-mail: [email protected] n Mulher é tradição no Arneiro lT exto: inês graça lF otos: J.R. N uma iniciativa que se realiza desde 1994, o Clube Desportivo do Arneiro celebrou com grande festa o dia da Mulher no dia 8 de Março. De mãos dadas ao 50º aniversário do clube (que se celebrará no dia 10 de Agosto), esta festa foi uma ideia da Direcção do clube devido à ausência de mulheres no clube, o qual é conhecido especialmente pela sua equipa de tiro. Numa iniciativa com a Junta de Freguesia de Carcavelos, logo no primeiro ano da realização da festa muita gente aderiu logo e desde então a casa enche durante esta festa. “O Dia da Mulher é a festa com mais sucesso no clube,” afirma José Magalhães, Ficha Técnica jornal mensal de actualidade Administração, Redacção e Publicidade: Rua Prof. Mota Pinto, Loja 4 2780-275 Oeiras • Tel. 21 443 00 95/6 • Tlm. 91 326 35 67 www.ocorreiodalinha.pt • [email protected] Director: Paulo Pimenta Secretariado: Betania Paulo Redacção: Claúdia Silveira, Raquel Dias, Igor Pires, Inês Correia, Verónica Ferreira, Tomás Tim-Tim, Helena Moreira, Palmira Simões, Diana Duarte Matias, Carla Almeida Marketing e Publicidade: Sofia Antunes Fotografias: J. Rodrigues e Diogo Pimenta Paginação e Impressão: MX3 - Artes Gráficas – Rua Alto do Forte - Sintra Comercial Park Fracção Q - Armazém 16 - 2635-446 Rio de Mouro - Tel.: 21 917 10 88 Administração: Alice Domingues /Paulo Pimenta com mais de 10% Propriedade/Editor: Vaga Litoral Publicações e Edições, Lda. – Matr. Nº 12018 – Cons. Reg. Com. Oeiras - Capital social: 5 000 € - N. C. 504285092 - Depósito Legal N.º 27706/89 - Registo na I.C.S. N.º 114185. Tiragem do mês: 15 mil exemplares Preço de Assinatura anual – 12 edições: 13 euros Presidente da Direcção. “Este clube é um clube de bairro como tantos outros. Estes clubes não são só para desporto. O convívio é uma das suas essências. O Clube Desportivo do Arneiro é o único de Cascais no activo em que se celebra este dia com tanta festa e há tanto tempo, quer faça sol, quer faça chuva.” A boa divulgação deste evento contribui também para o clube crescer durante o Dia da Mulher. Este ano, com o Facebook, até sócios que se encontram fora do país comentaram na página, todos eles a desejarem felicidades e saudades. Apesar de se gastarem quase 1000 euros com esta festa, a verdade é que já é tradição e “num dia de festa pode-se esquecer a crise,” diz José Magalhães. Esta ocasião foi celebrada com danças de salão, lideradas pela escola de Sandra Carvalho. O baile baseou-se nestas aulas e para além disso, ainda ouve poesia. Edite Gil e Francisco Machado declamaram também poemas nesta festa. Nesta animação, participaram também o Coro Juvenil de Carcavelos, que interpretaram títulos como Chuva de Mariza e Búzios de Ana Moura. Na festa, também não faltou flores, as quais foram oferecidas em modo de homenagem a Carlos Feio, irmão do falecido actor António Feio. Visto que o clube faz 50 anos desde o seu nascimento em 1962, José Magalhães diz que tem planos para celebrar em grande este importante aniversário do Clube Desportivo do Arneiro. O que nos revelou é um projecto ainda em fase de trabalho de um livro para celebrar todos estes anos do clube. “O objectivo foi cumprido com estes 50 anos,” afirma José Magalhães. “Aos 25 anos, o clube não tinha Direcção e atravessava uma fase menos boa. Mas aguentou e estamos muito orgulhosos deste caminho que percorremos como Direcção e como sócios.” É com toda a confiança que se pode dizer que este clube, em conjunto com a Junta de Freguesia de Carcavelos, vai continuar a celebrar o Dia da Mulher como celebrou este ano no dia 8 de Março com toda a animação e espírito festivo que encheu a sala de sócios e amigos. n 20 Abril 2012 | O CORREIO DA LINHA Festa da Primavera em Carcavelos O Jardim Júlio Moreira, em Carcavelos, foi palco da Festa da Primavera, no fim-de-semana de 14 e 15 de Abril. A festa, organizada pela Junta de Freguesia em colaboração com a Sociedade Recreativa de Carcavelos, o Coral Infantil de Carcavelos e o Clube Desportivo do Arneiro encheu o recinto e foi apenas perturbada pela chuva, que obrigou a um fim precoce das actividades no Sábado. Maria Odete Morgado, presidente da Sociedade Recreativa de Carcavelos há 15 anos, salienta a colaboração das outras associações da localidade, bem como dos pais das crianças. “Juntar as gerações mais novas às mais velhas” é, para a presidente da Junta de Freguesia, Zilda Silva, um dos grandes objectivos desta Festa, que marca também o início da época de actividades ao ar livre em Carcavelos. A animação da festa esteve, no Sábado, a cargo do grupo de Dança Hip Hop da Sociedade Recreativa Musical de Carcavelos; Folclore do Espaço Sénior do Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos; Orquestra Popular da Sociedade Musical d Cascais; Danças ARPIM celebra aniversário C om mais de 18 anos de existência, a Associação de Massamá vai alargar a sua ação com a construção de um centro de dia, de um lar de idosos e de apoio domiciliário. Os projetos contam com o apoio das autarquias de Massamá, Queluz e Sintra sendo que esta última tem um papel particular na concretização dos projetos em vista uma vez que no passado dia 23 de fevereiro assinou um contrato de cedência de terreno com a Associação dos Reformados Pensionistas e Idosos de Massamá (ARPIM) para a construção do centro de dia, com apoio domiciliário, que mais tarde terá também um equipamento de apoio à infância e um lar de idosos. Maria Deolinda Piedade, presidente da ARPIM, explicou que o objetivo primeiro da Associação visa criar os alicerces necessários ao apoio sénior naquela localidade. “Até a D. Alda Pereira, atualmente vice-presidente, e outras quatro pessoas criarem a associação, Massamá não tinha qualquer infraestrutura de apoio aos idosos”, referiu. Alda Pereira, ex-emigrante em França, escolheu a freguesia de Massamá para gozar a sua reforma quando retornou a Portugal. “Quando cheguei, em 1991, cortavame o coração ver os velhotes sentados num sofá vindo do lixo junto ao chafariz sem quaisquer condições ou abrigo. Mais tarde eu, o meu marido e outros três senhores procuramos criar uma associação de reformados e pensionistas que permitisse o convívio entre as pessoas e combatesse aquela falta de condições”, recorda a responsável salientando que a história da Associação se escreveu por pessoas singulares e anonimas, sem quaisquer apoios. “No início tínhamos o que cada um podia dar e trazer de casa. Aos poucos fomos conquistando o carinho das pessoas e das empresas que nos iam doando alguns materiais”, acrescentou. Hoje, a ARPIM conta com cerca de 450 associados e promove atividades diversas para a ocupação do tempo dos seniores como dança, teatro, informática, jogos de tabuleiro, hidroginástica, artesanato e grupo coral composto por 25 elementos e um maestro. As atividades são, maioritariamente, de cariz voluntario. O grupo coral Raízes de Massamá assinalou 12 anos de existência no passado primeiro de abril. A ocasião juntou vários grupos convidados num espetáculo que teve lugar no salão nobre dos Bombeiros Voluntários de Queluz. A presidente da Associação, Maria Deolinda Piedade, relembrou que o grupo na sua génese tinha apenas uma atuação anual no auditório Olga Cadaval, em Sintra. Em 2005, aconteceu o primeiro encontro de idosos da cidade de Queluz e nessa altura membros do grupo coral demonstraram vontade de realizar mais atuações. “Eles pediram-me para atuarem mais vezes e desde essa data temos corrido Portugal de lés-alés”, ressalvou a presidente. Agora, com vista a dar mais um passo crucial no desenvolvimento do apoio sénior na cidade de Queluz, a ARPIM precisa de apoio para a construção dos novos equipamentos sociais. “Massamá está muito mal servido no que diz respeito ao apoio sénior. Não há nenhum lar nem centro de dia e mesmo no apoio à infância o que existe é insuficiente. A ARPIM quer desenvolver mais plataformas para ajudar e melhorar a resposta da freguesia às famílias e, assim, dar mais qualidade de vida aos nossos munícipes”, explicou a presente da Associação. n Latino-Americanas da Sociedade Recreativa Musical de Carcavelos e Folclore “Regiões de Portugal”. No Domingo, actuaram o Coro do Espaço Sénior do Cen tro Comunitário da Paróquia de Carcavelos; os Pequenos Cantores; o Coral Infantil de Carcavelos; Coral Ju venil de Carcavelos; os Concertinas do Arneiro e a Orquestra Ligeira da Sociedade Recreativa Musical de Carcavelos. Entre as várias dezenas de espectadores, a festa contou com a presença do humorista Nuno Markl, da esposa Ana Galvão e do pequeno, mas já celebre, Pedro. n Juntaram-se o dois à esquina E tocaram as concertinas. João Gonçalves e Elias Costa, são dois dos elementos fundadores do recém-fundado grupo de Concertinas do Arneiro. “Ir buscar as raízes portuguesas, do Alto Minho ao Algarve” é o objectivo deste grupo que conta com o apoio do Grupo Desportivo do Arneiro. Os Concertinas do Arneiro actuam gratuitamente pelo “amor ao folclore português”. O CORREIO DA LINHA | 20 Abril 2012 Descobrir a Fábrica da ra. Era especialmente vantajoso nos meses mais secos pois permitia conservar a água recolhida da ribeira durante a noite. Através de um canal a água aqui acolhida era estabilizada caindo depois sobre quatro rodas hidráulicas que acionavam os engenhos responsáveis pelo encasque da pólvora – mistura do salitre, enxofre e carvão ao qual se juntava um pouco de água. Galeria das Azenhas rodas hidráulicas Até 18 de Novembro a Fabrica da Pólvora de Barcarena promove visitas temáticas ao espaço aos terceiros domingos de cada mês das 11h30 às 13h00. Sob o título “Á descoberta da Fábrica da Pólvora”, esta iniciativa visa fomentar a descoberta histórica do local junto do público em geral, com especial enfoque nas famílias. O Correio da Linha teve a oportunidade de conhecer este espaço através de uma visita guiada por José Luís Gomes, membro do Grupo de Amigos da Fábrica da Pólvora Negra de Barcarena, sob o tema “A energia hidráulica na Fábrica da Pólvora”. lT exto: raquel dias lF otos: J.R. A ocupação industrial do vale da Ribeira de Barcarena dá-se em plena época dos Descobrimentos. Com a construção de um complexo industrial, D. Manuel I procura suprir as necessidades cada vez maiores de pólvora e armamento indispensáveis à expansão marítima. Em 1487 é então construída, a primeira fábrica – fábrica de cima – designada de Ferrarias d’El Rei, utilizada, inicialmente como oficina metalúrgica encarregue do fabrico de armas. Só em 1520 nasce a fábrica de baixo, destinada ao fabrico de pólvora. Embora fosse uma fábrica real, com uma construção de excelência no panorama da produção da pólvora em Portugal, este complexo era explorado em regime de concessão: o rei era dono do espaço, dos meios de produção e da matéria prima, mas concessionava o local a um mestre polvorista com quem fazia um acordo de compra de toda a pólvora aqui produzida. A construção da fábrica junto à Ribeira de Barcarena deve-se ao caudal abundante que esta apresentava na altura. Desde a sua nascente, na região de Vale dos Lobos, até ao local da fábrica, a ribeira reunia um imenso número de afluentes e de captações de antigas fontes que existiam ao longo das encostas. Foi para a Ferraria que se iniciou a construção de um complexo hidráulico com um açude de bico e com uma levada de cerca de 170 metros que conduzia a água até ao edifício fazendo mover os seus engenhos. Este sistema foi prolongado com o aparecimento da segunda fábrica de modo a que a água entrasse no seu perímetro. Assim, a água era utilizada uma primeira vez nos engenhos da fábrica de cima, sendo depois reutilizada para mover os equipamentos da fábrica de baixo. A partir de 1650 assiste-se a um reforço da produção na fábrica com o fecho de vários estabelecimentos de fabrico de pólvora que não ofereciam segurança à população circunvizinha. Assim, houve a necessidade de aumentar o espaço da fábrica que no último quartel do século XVIII, passa a ocupar as duas margens da Ribeira de Barcarena. Os vários edifícios que hoje compõem o complexo são próprios da evolução dos tempos e da maior ou menor necessidade de pólvora que se fazia sentir. Não obstante continuará sempre a ser uma fábrica essencialmente hidráulica. Caldeira dos Engenhos Construído no terceiro/quarto quartel do século XVIII este grande reservatório permitia armazenar água de forma a reforçar os caudais naturais da ribei- Construído na segunda década do século XVI, este edifício não sofreu grandes alterações estruturais até aos dias de hoje, tendo sobrevivido a todos os acidentes e incidentes. Local abobadado, construído por baixo do canal, aqui encontravam-se as quatro rodas hidráulicas - das quais apenas se encontra reconstituída uma – que acionavam os engenhos responsáveis pelo encasque da pólvora. Do interior da fábrica a água era comandada e libertada com maior ou menor fluxo de acordo com a velocidade que se pretendia que a roda atingisse e que por sua vez transmitisse pelo sistema mecânico ao engenho que monitorizava. A roda representada encontra-se relativamente elevada para evitar que, em consequência do funcionamento das quatro rodas em simultâneo, se acumulasse uma grande quantidade de água que por sua vez impedisse o movimento de cada uma delas. Posteriormente a água era devolvida à ribeira através de um canal de descarga. Casa dos Engenhos Ao longo de sete séculos de utilização de pólvora a fórmula do seu fabrico não sofreu alterações. Misturava-se o carvão, o enxofre e o salitre, podendo verificar-se apenas algumas variações da sua quantidade conforme a utilização a que se destinava. O que foi sendo apurado ao longo dos tempos foi o processo da sua produção. O aumento das necessidades de pólvora motivadas pela expansão portuguesa, obrigaram a que se abandonassem os processos manuais e artesanais introduzindo-se processos mecânicos que permitissem produzir maiores quantidades de pólvora. O processo inicial e mais simples consistia em misturar os três componentes num almofariz. A partir do século XV este processo é mecanizado surgindo os engenhos de pilões responsáveis por reduzir a pó os ingredientes da pólvora e misturá-los até se tornarem uma pasta homogeneizada. Estes engenhos eram constituídos por um conjunto de pias calcárias alinhadas onde se colocava então uma dose de mistura que era depois batida por um conjunto de malhos verticais monitorizados por uma roda alimentada por uma das rodas hidráulicas. A partir de finais do século XV, um pouco por toda a Europa, estes engenhos começam a ser substituídos por engenhos de galgas. Porém, na Fábrica de Pólvora de Barcarena os equipamentos de pilões manter-se-ão em utiliza- ção até ao início do século XIX. Mesmo após a introdução dos engenhos a galgas no século XVIII - com as reformas de António Cremer - os engenhos de pilões continuarão a ser utilizados na moagem e pulverização dos ingredientes primários da pólvora, antes de misturados nos engenhos de galgas Moinho de Pólvora Trata-se de um engenho de galgas, hidráulico, concepcionado por Leonardo Turriano, que começa a ser difundido na produção de pólvora a partir do século XVI. A sua primeira forma era constituída por uma roda de pedra com um eixo vertical movido por um sistema de transmissão alojado numa galeria subterrânea. Este engenho oferecia uma maior facilidade de trabalho pois os componentes eram dispostos num prato e aí comprimidos pela roda. Por volta de 1625 este engenho sofre uma transformação sendo-lhe introduzida uma segunda roda de pedra. Porém, isto tornava o engenho muito pesado gerando várias avarias pelo esforço mecânico que exigia. No segundo quartel do século XVIII, Bartolomeu da Costa introduz a versão que está exposta no Museu: duas rodas de madeira – um pouco mais largas – , dispostas simetricamente, ocas e preenchidas até cerca de 1/3 da sua altura com esferas de bronze. Isto garante o mesmo nível de compressão da mistura depositada no prato reduzindo significativamente o peso das rodas. Daqui saía uma pasta húmida de pólvora que era posta a secar no chamado Pátio do Enxugo. Depois de seca, a pasta ficava em torrões que eram passados por crivos rotativos que permitiam peneirar a pólvora separando-a por dimensão do grão de acordo com o seu uso. Engenhos deste tipo continuarão a ser usados em Barcarena até ao sé- 20 Abril 2012 | O CORREIO DA LINHA Pólvora I Feira de Empreendorismo na Amadora culo XX. Apesar de mais complexos, mais dispendiosos na sua instalação e de operação mais difícil a verdade é que este se torna o processo mais consensual em termos de qualidade da pólvora produzida. O Oficinas a vapor Foram criadas na segunda metade do século XIX, para aí se instalar uma máquina a vapor responsável pela monitorização desse conjunto de oficinas. Central hidroeléctica Em 1919, apesar do término da I Guerra Mundial, os países europeus reavaliaram o seu dispositivo militar na expectativa daquilo que a Alemanha, humilhada pela derrota, poderia fazer. Neste sentido, sob proposta da direção . na altura a fábrica era propriedade do Arsenal do Exército – foram feitos um conjunto de melhoramentos técnicos no complexo que o trazem até àquilo que hoje conhecemos. Uma dessas obras foi a construção de uma central hidroeléctrica para fornecer energia aos motores que acionavam os quatro engenhos de galgas, na altura já feitos de ferro fundido. O abastecimento de água para as duas turbinas da central – que por sua vez acionavam os geradores de corrente contínua de 40KW – era feito através de uma conduta com cerca de 700 metros de comprimento com origem no canal de alimentação das azenhas da Fábrica de Cima. Esta central fica concluída em 1925. Edifícios das Galgas No início do século XX surgem os equipamentos de galgas de ferro fundido já acionados por motores alimentados pela central hidroeléctica. Eram quatro as galgas que funcionavam nestes edifícios. Em tudo idênticas às galgas anteriores, a grande inovação deste engenho é o facto de as rodas serem suspensas, ou seja, calcavam a massa com todo o seu peso sem chegarem a tocar no prato, diminuindo o risco de faísca proporcionando maior segurança aos operários que laboravam nesta tarefa. Centrais Diesel O caudal da Ribeira de Barcarena variava consoante a estação do ano pelo que a pressão da água nem sempre era suficiente para fazer funcionar com regularidade a central hidroeléctrica. Assim, foram instaladas duas centrais eléctricas diesel , destinadas, prioritariamente a alimentar os quatro engenhos de galgas de ferro fundido. A primeira central a Diesel instalada data de 1924 sendo o seu movimento comunicado ao dínamo através de uma grande correia. Esta central trouxe vários problemas pois o dínamo utilizado era pré-existente tendo sido adaptado a este motor....das incompatibilidades entre um e outro resultaram vários incidentes até se concluir que era necessário introduzir um motor de 100 ou mais HP para assim se conseguir alimentar todas as atividades que a fábrica desenvolvia. Este novo motor surge em 1929 com uma potência de 200 HP. A Fábrica de Pólvora de Barcarena representa assim uma das mais importantes instalações do país na produção de pólvora, armas e munições, tendo sofrido ao longo do tempo várias alterações nos seus engenhos e na sua estrutura tendo sempre em conta a qualidade da pólvora e a segurança dos seus operários. Com a pólvora a cair em desuso, a fábrica encerra definitivamente a sua atividade em 1988, sendo que em 1994, a Câmara Municipal de Oeiras, com vista à preservação da memória histórica da Fábrica da Pólvora de Barcarena, adquiriu-a e restaurou-a podendo hoje ser visitada e conhecida a sua história, de enorme relevância para património industrial português. Próximas visitas: Nos meses de Abril a Setembro, as visitas são dedicadas ao Museu e à exposição Fio de Memória, sendo realizadas pelo comissário Rogério Abreu. As restantes duas visitas têm como guias investigadores especialistas: em Outubro, “A produção de pólvora negra na fábrica de Barcarena / A Re volução Industrial e as suas repercussões na Fábrica”, por Filomena Ribeiro; em Novembro “A azulejaria da Fábrica da Pólvora de Barcarena”, por José Meco. As visitas realizam-se aos terceiros domingos de cada mês, são gratuitas mas sujeitas a marcação prévia até às 17h00 da véspera através do e-mail: [email protected] ou pelos telefones 210977422/3/4. n agrupamento de escolas Dr. Aze vedo Neves, na Amadora, realizou no dia 14 de Abril a sua I Feira do Empreendorismo. Entre as 10h00 e as 18h00, a escola EB 2/3 e Secundária Dr. Azevedo Neves, sede do agrupamento, foi palco de vários eventos desportivos, culturais, gastronómicos, artísticos e de entretenimento. Concertos de grupos corais e bandas, demonstrações de aeróbica e capoeira, seminários e workshops foram algumas das iniciativas que trouxeram à escola cerca de 2500 visitantes. O projecto, da responsabilidade da direcção do agrupamento, envolveu toda a comunidade escolar - entre professores, alunos e assistentes - a Câmara Municipal da Amadora, a Junta de Freguesia da Damaia, empresas e outras entidades municipais. Segundo explicou ao jornal O Correio da Linha a professora Ana Rita Simões, esta I Feira do Empreendedorismo teve como objectivo promover o que de bom se faz no agrupamento e trazer a comunidade para junto da escola. “Quisemos promover os cursos profissionais e dar a conhecer aos empresários a capacidade de recrutamento e formação que o agrupamento oferece”, explicou. “A iniciativa foi também importante para trazer até nós os artesãos e a mostrar à comunidade os produtos feitos pelos nossos alunos”, acrescentou. A direcção do agrupamento de escolas mostrou-se muito satisfeita com o resultado da iniciativa. “O balanço é muito positivo e perspetivam-se mais eventos deste tipo”, revelou Ana Rita Simões. Os lucros da I Feira do Empreendedorismo revertem a favor do suplemento alimentar dos alunos carenciados e dos passes de transporte dos alunos que se encontram em estágio. n 10 lT exto: diana duarte matias lF otos: j.r. A os 69 anos de idade, e tendo já cumprido 18 anos ao serviço da Câmara Municipal de Sintra, o vereador José Baptista Alves, eleito pela CDU, formalizou a renúncia aos cargos públicos na reunião camarária de dia 28 de Março. Os pelouros das Actividades Económicas e do Serviço Municipal de Informação ao Consumidor são agora da responsabilidade do vereador Pedro Ventura, enquanto que a presidência do Conselho de Administração dos SMAS foi assumida pelo presidente da Câmara Municipal de Sintra, Fernando Seara. Um dia antes da renúncia, José Baptista Alves, realizou a sua última visita de trabalho, que não poderia deixar de ser dedicada às obras da nova conduta adutora que ligará os reservatórios do Alto de Carenque e das Mercês. Trata-se de uma obra que esteve sempre nas principais preocupações de José Baptista Alves por ser essencial para resolver uma grande vulnerabilidade do concelho de Sintra – o abastecimento de água. A nova conduta adutora - cuja construção está cargo da empresa Oliveiras – Engenharia e Construção, S.A. - está a ser construída em aço, com tubos de 12 metros, ligados por soldadura, com materiais mais modernos e resistentes, sujeitos a ensaios exigentes. Desta forma, garantem os responsáveis, estão minimizados os riscos de roturas e consequentes perdas de água. “Não é fácil de explicar a sua importância porque se trata de uma obra que está enterrada a dois metros de profundidade. Mas é uma obra que tem muita influência da vida das O CORREIO DA LINHA | 20 Abril 2012 A nova conduta DN 1000 vai evitar perdas de água no Concelho de Sintra pessoas”, explicou o vereador ao jornal O Correio da Linha, em entrevista no passado mês de Fevereiro. Grande parte da água consumida em Sintra, um total de 85 mil metros cúbicos por dia, provém de Castelo de Bode, entrando no concelho através de Carenque. A conduta que traz a água de Carenque até ao reservatório das Mercês, e que depois faz a distribuição, foi construída há mais de 30 anos e manifesta, há algum tempo, deficiências que provocam grandes perdas de água com custos muito elevados. Uma vez que se torna impossível substituir a conduta, visto não existir uma alternativa que permita parar o seu funcionamento durante o tempo necessário para a obra, os SMAS de Sintra depararamse com uma única alternativa: construir uma conduta nova, que percorrerá uma extensão de quase dez quilómetros, entre os reservatórios do Alto de Carenque e das Mercês. “O projecto aprovado, de entre três que foram propostos, resultou numa conduta que tem início no Alto de Carenque, percorre parte do concelho da Amadora ao longo de cerca de 1600 metros e entra no concelho de Sintra, em zonas de arruamentos públicos, e vai retomar o traçado da conduta existente, tendo depois o acesso à Serra da Silveira”, explicou durante a visita o engenheiro Jorge Vilela, responsável pelo Gabinete de Estudos e Planeamento dos SMAS de Sintra. O projecto está dividido em três troços, sendo que um deles, com uma extensão de quase quatro quilómetros entre a Ribeira da Carregueira e Meleças, já se encontra finalizado. Numa segunda fase, serão construídos dois troços: um que liga o reservatório do Alto de Carenque MANUEL FARINHA Artesanato em Mármore, Granito e Silstone Rua da Escola, nº 41-43, Palmeiros • 2715-067 Pero-Pinheiro Tel. 219 271 931 - 967 076 311 • [email protected] à Ribeira da Carregueira, num total de pouco mais de quatro quilómetros, que está em fase de licenciamento, e um outro, o troço que liga Meleças ao reservatório das Mercês, cuja obra está actualmente em curso e que se prevê estar concluída no próximo mês de Setembro. Este último troço terá cerca de 1600 metros de extensão e fará, em parte, um percurso em caminhos e arruamentos, paralelo ao da conduta antiga. Tratase de uma obra muito complexa que, mesmo em curso, não pode colocar em causa o abastecimento da população do concelho e que implicou um diálogo constante com a Câmara Municipal da Amadora e com os proprietários dos terrenos por onde passa a conduta. “A conduta antiga, em betão, com cerca de 8500 metros e com tubos de cinco metros de comprimento, unidos entre si, foi feita há cerca de 35 anos, quando ainda nem sequer existia a CREL, nem impedimentos ao traçado que hoje existem e que foi necessário compatibilizar”, explicou o engenheiro Jorge Vilela. Visivelmente satisfeitos com os progressos da obra, cujo valor total ultrapassará os nove milhões de euros, sendo que 6,2 milhões são provenientes de fundos comunitários, a principal preocupação dos responsáveis dos SMAS de Sintra é, actualmente, concluir a execução física da obra até ao final de 2012 e a execução financeira até ao final de 2013. Depois de concluir a nova conduta, os SMAS de Sintra irão ainda recuperar a conduta antiga, o que vai garantir a existência de duas vias de abastecimento ao concelho de Sintra. Sobre a renúncia ao cargo, José Baptista Alves mostrou-se tranquilo com a opção tomada. “É uma transição tranquila. 11 20 Abril 2012 | O CORREIO DA LINHA Há bastante tempo que tinha a intenção de me afastar, condição da idade, também”. “Foi um privilégio trabalhar aqui. Repare que, neste mandato, todas as votações foram feitas por unanimidade do concelho de administração e isso demonstra o empenhamento que tivemos num objectivo comum – o de transformar os SMAS num serviço de referência. E acho que conseguimos”. Sintra, Fernando Seara, quis sublinhar a “lealdade institucional inequívoca” do vereador. “Foi um homem com carácter, e esses ficam na memória”. No lugar de Baptista Alves fica Pedro Ventura, que já destacou algumas das suas principais preocupações, como o Hospital de Sintra, uma promessa há muito adiada, a defesa do património dos centros históricos e a necessidade de se criar um recinto desportivo que possa acolher competições desportivas de grande dimensão. Apesar da renúncia, José Baptista Alves, Coronel engenheiro eletrotécnico da Força Aérea revelou ter já projectos que irão ocupá-lo num futuro muito próximo. “Fui eleito há cerca de três meses para o Conselho Português para a Paz e Cooperação e vou participar numa conferên- ...o associativismo está colada à minha pele... Na última reunião camarária, o executivo municipal aprovou, por unanimidade, atribuir a Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro a Baptista Alves, em sinal de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido a favor do concelho. O presidente da Câmara Municipal de cia mundial sobre a paz”. Baptista Alves revelou que vai também retomar actividade numa área que o apaixona – o associativismo militar. “Presidi à assembleia constituinte da Associação de Oficiais das Forças Armadas, sou sócio fundador da Associação 25 de Abril... enfim, tenho um conjunto de associações das quais fiz parte, que tive de deixar por causa das minhas funções políticas, mas que agora irei retomar. É uma actividade que está colada à minha pele”, confessou. n Uma empresa de sucesso A Oliveiras S.A. fundada em 1981, actua essencialmente nos domínios do ambiente, aproveitamentos hidráulicos, desporto e lazer, requalificações urbanas, saneamento e águas, vias de comunicação e urbanização. Sediada em Santo Antão, no concelho da Batalha, a Oliveiras está hoje fortemente implantada no mercado nacional, ligando o seu nome e o dos seus fundadores a importantes obras públicas realizadas no país. Foi considerada em 2010 a melhor empresa de construção no distrito de Leiria e Ourém, segundo a consultora Baker Tilly. O volume de negócios em 2011 atingiu o valor de 36 milhões de euros, sendo actualmente responsável pela criação de 270 postos de trabalho directos. Competências distintivas como a flexibilidade, pro- actividade e capacidade de resposta imediata perante transformações e exigências do mercado, aliadas a uma solidez económica e financeira posicionam a Oliveiras S.A. como uma empresa de futuro”. n Nova agência de viagens C om sede em Massamá há mais de 16 anos, a QueluzTur, agência de turismo de referência naquela freguesia, vê realizado um projeto de longa data com a abertura de uma loja no centro de Queluz. O fundador da agência, João Tavares Cardoso, explica que este é o “realizar de um sonho antigo” depois de ter surgido a oportunidade de lugar uma loja na principal artéria da cidade de Queluz. De portas abertas desde o dia 19 de março, a nova agência de turismo pauta-se por quatro objetivos principais: visa reforçar os laços de proximidade com os clientes de Queluz, procura responder ao nicho de mercado existente naquela parte da cidade e preencher o lugar até aqui vazio nesta unidade de negócio. “É verdade que muitos dos nossos clientes em Massamá são de Queluz mas com esta loja procuramos não só aproximarmo-nos desses amigos e clientes mas também cativas novos contactos”, explicou João Tavares Cardoso. Para o mês de inauguração a QueluzTur apresentou um conjunto de campanhas e promoções em vigor até ao final do mês de abril, nomeadamente: oferta do seguro de viagem na compra da passagem aérea, 10% de desconto em hotéis selecionados na costa espanhola, em reservas do operador Asalgarve, em programas do operador Soltour e em cruzeiros MSC. A QueluzTur caracteriza-se pelo trabalho que tem vindo a desempenhar junto da camada sénior ao longo dos anos. “Somos a única agência a desenvolver produtos turísticos desenhados para o perfil de exigência e anseio das pessoas seniores. Para além destes também temos vindo a realizar vários trabalhos com grupos e jovens casais que procuram agora saber quais os destinos e as promoções para as férias”, explicou o proprietário da agência. Para acompanhar a evolução dos tempos e a modernidade do mercado, a QueluzTur disponibiliza, também, uma plataforma online que permite aos clientes procurar destinos e efetuar as reservas por si mesmos. Empresa familiar fundada em 1996, João Tavares Cardoso explica como tudo começou. “Sempre gostei muito de turismo e naquele tempo gostava de organizar excursões para grupos de amigos. Certo dia resolvi deixar o trabalho que tinha como empregado de escritório e abrir o meu próprio negócio ligado a essa grande paixão, o turismo. Mais tarde, empreguei os meus filhos – João Silva e António – na empresa e hoje, apesar de ser eu quem gere, eles são uma grande ajuda, um na sede em Massamá outro na filial de Queluz”. Para além dos filhos, a empresa tem ainda mais duas colaboradoras, Fernanda Barreto e Cristina Oliveira. n 12 O CORREIO DA LINHA | 20 Abril 2012 Coletividade comemora centenário lT exto: diana duarte matias lF otos: j.r. C omeçou por ser um grupo de músicos que animava as tardes e as noites na vila de Sintra nos anos 20. Mais tarde começa a ginástica, que os leva para fora de Portugal e revitaliza a associação. A Tuna Operária de Sintra comemora no dia 1 de Maio cem anos de existência. Em entrevista ao jornal O Correio da Linha, Carlos Moreira e Celeste Santos, membros da direcção, relevam um pouco do passado, do presente e do futuro de uma casa que atravessa gerações. Correio da Linha (C.L.) – Como é que vai ser assinalado o 100º aniversário da Tuna? Carlos Moreira (C.M.) - Estamos a organizar várias iniciativas, como o lançamento de um livro que conta a Agência Funerária CARDOSO & FILHOS, LDA. SERVIÇO PERMANENTE FUNERAIS TRASLADAÇÕES SEDE: Pç. 5 de Outubro, 26 — BELAS & 214 310 105 FILIAL: Av. Miguel Bombarda, 8 — QUELUZ & 214 352 563 SERVIÇO NOCTURNO: & 214 310 105 - 214 371 138 www.cardosoefilhos.com história desta associação e que vai ser apresentado no dia 1 de Maio, dia do centenário. Criámos também uma medalha comemorativa dos cem anos, desenvolvida por Filipe Costa, um artista conhecido aqui do concelho. Dia 19 de Maio vamos também ter um festival de ginástica, no pavilhão do Hóquei Clube de Sintra, onde teremos projecções multimédia, alusivas à história da associação. C.L. – O que sabem da história da associação explica o porquê de se chamar Tuna, apesar de hoje assentar essencialmente em actividades desportivas? C.M. – De facto, a associação começou por ser uma tuna e é por isso que tem este nome. Nascemos do encontro de um grupo de amigos, trabalhadores aqui de Sintra, que tocavam alguns instrumentos de corda e decidiram por isso criar uma tuna. Estávamos a 1 de Maio de 1912. A sua fase inicial e os primeiros 60 anos foram dedicados à cultura e os últimos 40 foram mais ligados ao desporto, tal como hoje. C.L. – A Tuna tinha essencialmente um cariz recreativo… C.M. – Sim. Inicialmente, aquele grupo de músicos tinha como objetivo abrilhantar um conjunto de actividades que aqui aconteciam. As pessoas juntavamse na colectividade para ouvir música, para dançar, para ver peças de teatro. Era um ponto de encontro de convívio e boémia, nos famosos anos 20 e 30. C.L. - A Celeste chegou a dançar aqui? Celeste Santos (C.S.) – Dancei muito aqui. Cheguei à Tuna com oito anos e foi aqui que cresci. O meu pai foi director, o meu irmão chegou a pertencer à Tuna. Isto estava sempre cheio de gente, até para ver televisão, porque ninguém tinha televisão em casa. Lembrome das tardes e noites de variedades e dos bailes, enormes, na altura em que eram os rapazes que vinham buscar as raparigas para dançar. A Tuna era chamada “a casamenteira”. E eu sou um bom exemplo disso: aqui conheci o meu marido e aqui casámos. C.L. – Entretanto a Tuna começa a dar mais atenção ao desporto. Em que ponto se dá esta viragem? C.M. – Não sabemos bem explicar porquê mas a partir de 1965 deixa de haver registo de actividade. Sabemos que se celebrava o 1º de Maio e pouco mais. Até que, após a revolução de 25 de Abril, a Tuna ressuscita, começando as actividades de ballet e ginástica. O ballet marcou muito esta casa, ao longo de mais de 15 anos. Formaram-se muitas bailarinas que começaram aqui pequeninas e que hoje são professoras profissionais de ballet. Também a ginástica deu os primeiros passos na altura e hoje é a modalidade rainha. Actualmente, temos tantos atletas que os treinos já não se realizam aqui mas num pavilhão maior, com mais condições, aqui perto. Foi com a ginástica que levámos o nome da Tuna para fora de Portugal, em 1991. Entretanto desenvolveram-se outras modalidades, que vão aparecendo e desaparecendo consoante os anos. C.L. - Actualmente que outras modalidades têm além da ginástica? C.M. - Neste momento, além da ginástica para todos os escalões etários, temos kung-fu, yoga e capoeira. C.L – Sentem uma adesão crescente? C.M. - Há ciclos, como sempre houve. Eu e a Celeste já estamos cá há muitos anos e estamos já habituados a assistir e a conduzir os ciclos que vamos vivendo. Actualmente, temos muitos atletas, sem dúvida. Mas, por exemplo, há 25 anos tínhamos mais. Entretanto passámos por fases terríveis, mesmo em termos financeiros e hoje estamos novamente bem. De há dez anos para cá, tomámos duas opções: manter o espírito associativo de sempre, sem profissionalizar as actividades, e tornarmo-nos sustentáveis do ponto de vista financeiro, sem depender de subsídios para sobreviver. C.L. - A ginástica é o vosso motor… C.M. - Sim. Nós somos o único clube a oferecer ginástica em Sintra. Não é uma modalidade que esteja na moda mas para nós é a nossa bandeira. Em 1991, formámos uma claque para representar Portugal na Gimnaestrada, na Holanda. A meio da década de 90, entra um professor novo, com rotina de competição, que faz com que a ginástica, não só de trampolins mas também a 13 20 Abril 2012 | O CORREIO DA LINHA acrobática, comece a ser levada mais a sério. Começámos aí a explorar a vertente competitiva e a marcar presença em várias edições da Gymnestrada, do Eurogym e do Portugalgym. E são estas actividades que alimentam o tal motor porque é uma motivação para os nossos atletas. C.L. – O Carlos chegou a ser atleta aqui? C.M. - Sim. Comecei em Outubro de 1991, aos 14 anos, e fiquei até aos 22. Também participei em actividades de outdoor, relacionados com a Orientação e entrei para a direcção nessa altura, para representar esta modalidade. E cá fiquei até hoje. Como tenho uma empresa de formação, consigo gerir os meus horários e dar algum do meu tempo a esta casa. É importante que as pessoas que estão ligadas aos corpos gerentes tenham isto no sangue. Há miúdos que frequentam a Tuna durante vários anos e começam a reclamar um bocadinho da associação para eles. Querem participar, tomar decisões e são eles que um dia mais tarde integram a direcção. É isto, no final de contas, que é o associativismo. C.L. – A Celeste também sente que tem a Tuna no sangue? C.S. - Sim, sem dúvida. Estou cá há 56 anos. Eu conheço a Tuna desde os oito anos, o meu pai inscreveu-me como sócia aos 13. Tenho uma filha com 38 anos que ingressou na Tuna, na ginástica, quando ainda não tinha quatro anos. Quando me desafiaram para ser presidente da direcção ainda hesitei mas acabei por aceitar. E ainda bem… hoje sinto muito orgulho. Vale muito a pena, apesar de haver muitas preocupações e muito trabalho. Por vezes, o meu marido até pergunta “Vais dormir à tuna?”. Em alturas mais complicadas aqui, como quando organizámos o jantar de recolha de fundos, chego a casa já depois das cinco da manhã! C.L. - Apesar da crise, conseguem contar com o apoio da vila para manter as actividades? C.M. - Sim. Estamos a tentar tirar o maior partido possível desta data, porque sabemos que é uma data a que Sintra é sensível. Afinal, não há muitas colectividades aqui em que contem já com cem anos de história. Iniciativas como o livro e a medalha exigem algum investimento da nossa parte e por isso é preciso encontrar formas de reunir verbas para garantir a sustentabilidade financeira da Tuna. Foi o caso do jantar de recolha de fundos, que reuniu os filhos dos filhos de muita gente que aqui dançava há muitas décadas atrás, e que se mostraram disponíveis para ajudar a que este aniversário fosse assinalado de forma muito digna. QueluzTur Agência de Viagens e Turismo, Lda. i a 2 e 3 de Junho de 2012 Saída de Massamá em autocarro de Turismo Pensão Completa - Preço por pessoa 180,00e e j TURISMO SÉNIOR Huelva - Isla Canela De 27 de Maio a 1 de Junho de 2012 Saída de Massamá em autocarro de turismo Pensao completa - Preço por pessoa 270,00e CRUZEIRO NO RIO DOURO Régua / Pocinho - 23 e 24 de Junho de 2012 Saída de Massamá em autocarro de turismo SEDE: Av. 25 de Abril, Lote 160 C - MASSAMÁ Telef. 214 300 860 · Telem. 918 669 602 FILIAL: Av. José Elias Garcia, 98 A - QUELUZ Telef. 211 982 222 · Telem. 916 143 870 e-mail: [email protected] • web site: www.queluztur.pt • RNAVT 2156 www.queluztur.pt AGORA COM RESERVAS ONLINE!!! deu também uma verba, relativa a este ano, que nos vai servir para produzir o livro e a medalha. É o apoio mais forte que temos entre outros, que vêm da Câmara Municipal de Sintra e de outras juntas de freguesia que nos são próximas, como a de São Martinho, Colares e São Pedro de Penaferrim. Todos ajudaram, dentro das suas possibilidades. Com as verbas vamos fazer algumas obras de requalificação, sobretudo na zona dos balneários. C.L. – É preciso pensar sempre no futuro da associação… C.M. – Claro. Temos de ter consciência que, depois do dia 1 de Maio, a vida da Tuna continua. Podíamos fazer eventos de grande projecção mas isso iria pôr em causa esta estrutura, que é pequena. Assim, garantimos a saúde da Tuna, que está cá para ficar. Queremos deixar um legado e é isso que nos move. n v GUIMARÃES 2012 Capital Europeia da Cultura C.S. - Em três semanas visitei 117 comerciantes para pedir apoios. Nesta altura de crise as coisas estão complicadas mas felizmente houve 40 empresas que se mostraram disponíveis para nos ajudar. C.M. - E neste ponto também temos de destacar a Junta de Freguesia de Santa Maria e São Miguel e o seu presidente, Eduardo Casinhas, que é uma ajuda preciosa. Além de ter pago a totalidade do jantar de angariação de fundos, ce- A Junta e a Assembleia de Freguesia de Sintra, Santa Maria e São Miguel, congratulam-se e desejam à Direcção, Corpos Sociais, Atletas, Sócios e Pú- c blico em Geral das Cerimó- n nias Comemorativas do Centenário que se realiza n no dia 1 de Maio de 2012 o o s c o O Presidente Eduardo Casinhas Rua Câmara Pestana, nº 29 A/B • 2710-546 Sintra Telef.: 219 100 390 • Fax: 219 100 399 E-mail: [email protected] • www.jfsantamaria.pt 14 O CORREIO DA LINHA | 20 Abril 2012 Criada fundação para resolver e ajudar a combater as dificuldades lT exto: diana duarte matias lF otos: j.r. O Carlos Paço d’Arcos reactiva fundação H.E.R.D.A. Carlos Paço d’Arcos, figura controversa do concelho de Cascais, reactivou no mês de Abril a fundação H.E.R.D.A. - “Humanismo Eclético dos Dependentes de Afectividade “. Produtor de televisão, radialista e escritor, lançou o primeiro livro em 1987 e tem já 12 obras publicadas, entre as quais se destacam “Geração à Rasca” e “A droga é uma merda”. Carlos Paço d’Arcos explicou ao jornal O Correio da Linha a importância de retomar os seminários da fundação H.E.R.D.A. que pretende, nesta nova fase, prestar ajuda à classe média a braços com a crise económica. Como começou a fundação H.E.R.D.A.? A H.E.R.D.A. foi constituída há vinte anos por um numeroso grupo de voluntários que se dedicaram à discussão e interajuda face ao ciclo negativo que atravessávamos. Originalmente, a fundação chamava-se M.E.R.D.A., que significava Movimento de Jovens Eclécticos de Reflexão de Dependentes da Afectividade. No fundo, considerávamos que a origem dos problemas era a falta de afectividade. Este grupo acabou por ser liderado por mim e pelo meu amigo José Lopes. O José, que nada tinha a ver com esta área, acabou por descobrir a sua verdadeira vocação e hoje é, para mim e para muitos outros, um dos maiores mestres no reiki e na hipnoterapia. Também está ligado a essa área? Eu sou mais racionalista. Tive um percurso muito disperso… já fui hippie mas também já fui monge tibetano. Foi depois de ter estado no Tibete durante nove meses deixei de lado o esoterismo e acabei por me tornar um racionalista. Tirei o curso de psicologia no ISPA e fiz o doutoramento na Universidade de São Paulo, no Brasil, para onde fugi no 25 de Abril de 1974, onde refiz a minha vida. Desde aí tenho tido um pé no Brasil e um pé na Europa. Fui dono da produtora NBP, tive restaurantes, tive um instituto de marketing. Como psicoterapeuta, nunca cobrei um tostão pelo meu trabalho porque o faço em nome da fundação H.E.R.D.A. Quando é que ocorreu esta mudança de nome e de rumo? Inicialmente, a fundação orientava-se para o apoio a dependentes de álcool e drogas. Comprámos o horário da meia-noite na rádio Super FM onde criámos um espaço que teve muitos seguidores. Na altura, tínhamos o apoio da comissão Projecto Vida, com o Padre Vítor Feitor Pinto, que compreendeu os nossos problemas e nos deu a credibilidade que precisávamos. Chegámos a ter uma colónia de férias na Figueira da Foz e uma zona residencial depois de eu ter doado à fundação o comodato de um palacete que herdei. A certa altura, alterámos o nome por uma questão ética mas também porque passámos a orientar-nos para outros tipos de público. Isto porque, atrás dos dependentes, acabaram por vir as namoradas e familiares, que queriam aprender a lidar com eles e, com o passar do tempo, já trabalhávamos com a população em geral e não propriamente com as pessoas com quem tínhamos começado a fundação. Começámos então a ajudar sem-abrigo com a distribuição de roupa, comida e com a organização de festas de natal para os mais carenciados. Tivemos uma actividade benemérita durante muitos anos. Depois de algum tempo “adormecida”, porque é que decidiu dar novo fôlego à fundação? Não havendo dinheiro para manter o palacete, arrendámos uma loja, aqui em Cascais, e aqui vamos reiniciar as nossas reuniões. Temos uma página do facebook e um blogue para divulgação e distribuímos alguns panfletos aqui na zona. Queremos reabrir em força mas em moldes diferentes. Agora, a nossa principal preocupação é o grande problema da actualidade: a III Guerra Mundial, que, ao contrário do que muita gente pensa, já começou. O que quer dizer com a III Guerra Mundial? A III Guerra Mundial, a que vivemos hoje, é contra um inimigo bem identificado - os mercados, a banca, a aliança Merkel e Sarkosy e as agências de rating, que é a coisa mais maquiavélica que existe. Todos eles fizeram com que hoje se tenha mérito pelo que se tem e não pelo que se é. E o problema desta guerra é que é feita porta a porta e não há uma frente de ataque. Os soldados não estão identificados, não têm armas. Porque a arma deixou de ser uma metralhadora para ser o euro, o dinheiro, os cartões de plástico. Quem manda hoje é o capital e as principais vítimas somos nós porque perdemos as nossas casas, os nossos carros… perdemos tudo. E, de repente, a classe média, que era merecedora do que tinha depois de ter tirado o seu curso superior e lutado por uma carreira, fica desempregada e transforma-se nos novos pobres. E é são estes novos pobres que estão na atenção da fundação H.E.R.D.A. a partir de agora. Vamos reunir em seminário para dizer às pessoas como é que elas podem protestar e proteger-se. E, no seu entender, como é que as pessoas podem proteger-se? A resistência tem de ser individual porque as revoluções colectivas, já se viu, Constituição da República Portuguesa não pode ser despejado? Como é que o banco vai buscar a casa? É a isto que eu chamo revolução individual. E a H.E.R.D.A. está cá para ajudar as pessoas a tomar estas atitudes. Queremos fomentar a troca de ideias para que possamos ser a semente de algo muito grande. Não tem receio que se instale o caos se todos adoptarmos essa postura? O caos era o que existia antes da ordem que veio com o Big Bang. Muitas vezes a evolução seguiu caminhos errados e, quando isso aconteceu, o caos instalouse de forma a criar uma nova ordem. E esta lógica mantém-se na actualidade. não funcionam. Porque os que lideram essa revolução acabam por tornar-se depois os opressores. Por isso, cada um de nós vai encontrar formas de fazer a sua própria revolução e há várias formas de fazê-lo. Já ouvi apelos a que as pessoas pintem as matrículas com um spray de verniz para fazer com que a câmara não consiga fotografá-las ao passar pelas portagens. Ora aí está uma forma de fazer uma revolução individual. Cada um que fizer isto está a fazer um acto revolucionário porque está a recusar-se a pagar algo que lhe foi dado gratuitamente e pela qual exigem agora pagamento. Se uma pessoa chegar a um hospital, fizer os exames e tratamentos, e à saída, na hora de pagar a taxa moderadora disser que não tem dinheiro para a pagar, o que é que a senhora da recepção faz? Regista e manda a conta para casa. Nessa altura, é pegar na conta e mandá-la para o lixo. E como é que o Estado vai receber isto? Quando a nossa Justiça está com dez anos de atraso? Se em vez de entregarmos as casas aos bancos, pura e simplesmente não sairmos de casa? Se trouxermos para casa o avó, que está no lar e que tem mais de 70 anos, e que de acordo com a A minha esperança é, precisamente, que regresse o caos e que, em cima desse caos, possamos construir o futuro. Desde que sejam mantidos certos valores e uma certa ordem pública, tudo é possível. A partidocracia falhou, não funciona numa sociedade que assenta numa democracia representativa como a nossa. Os partidos são território de assalto para o poder dos menos aptos. Estão em total descrédito. É preciso inventar uma nova democracia. E isso pode acontecer em Portugal e começar em movimentos como este. O que é que caracteriza o movimento da H.E.R.D.A.? O lema da nossa fundação é ajudarmonos ajudando. Nós acreditamos verdadeiramente que quem dá com a mão direita e já leva a conta com a mão esquerda, não tem lugar aqui. Aqui nunca se cobrou nada, nem o café servido nas reuniões, nem os médicos, economistas, psiquiatras que já pertenceram à fundação cobraram um único cêntimo pela sua ajuda. Tudo aqui é feito de forma gratuita. Vamos ter seminários uma ou duas vezes por semana, em horário pós-laboral, aqui na sede da fundação e, pela nossa porta, entra quem quiser. Chegámos a um ponto em que, se as coisas continuarem como estão não há futuro, a não ser que cada um de nós faça a sua própria revolução em casa, arranjando autoemprego, pagando apenas o estritamente necessário, não tirando da boca para alimentar os malandros, utilizando a inércia da justiça portuguesa a seu favor. É preciso salvar o que ainda há para salvar. O mote dos nossos seminários é precisamente “nem luxo, nem lixo”. Acredito que o mundo está à espera de alguém que tome esta iniciativa e tenho orgulho em assumirme como o percursor de um movimento como este.n 15 20 Abril 2012 | O CORREIO DA LINHA VI Concurso de fotografia ALA recebe académicos brasileiros No dia 14 de Março, a ALA – Academia de Letras e Artes recebeu na sua sede uma comitiva de académicos da Academia de Letras do Brasil, presidida pela Professora Doutora Andreia Donadon Leal. A cerimónia, visou o estreitar das já excelentes relações culturais entre as duas instituições, identificando projectos e ideias comuns nos dois lados do Atlântico. Esta instituição, congénere da ALA na promoção dos valores culturais da Língua Portuguesa, seguiu depois para Paris onde foi homenageada e recebeu as insígnias da Academie du Mérite et Devouement Français. n Um quarto de rainha Festeje este ano o Dia da Mãe numa Pousada de Portugal. Aproveite o fim de semana comemorativo e viaje em família para uma das Pousadas, oferecendo um quarto de rainha à melhor Mãe do mundo. O conforto é garantido, assim como a boa gastronomia e a beleza das paisagens. Vá até Viana do Castelo e descubra o sabor de um descanso revigorante no Monte de Sta. Luzia, uma Pousada que o convida a desfrutar da beleza da paisagem, assim como de uma gastronomia impar que dificilmente esquecerá. Se preferir aproveitar o calor de maio, então vá mais para sul e escolha a Pousada de Alcácer do Sal. Neste antigo castelo com mais de cinco mil anos de história, não faltam razões para aproveitar um fim de semana em pleno com vista panorâmica sobre o Rio Sado. Momentos inesquecíveis para viver em família. n Consulte o site www.pousadas.pt Fundação expõe no Muchaxo Entre os dias 07 e 15 de Abril, a Fundação M. Castelo Branco organizou a exposição multicultural “O Canto da Primavera”, no Hotel Muchaxo, no Guincho. Tratou-se de uma iniciativa que visou promover a atividade económica local e/ou regional, combater a pobreza e apoiar comunidades carenciadas, sobretudo jovens e idosos. Foram 14 os artistas que participaram nesta exposição coletiva de pintura, escultura, literatura e música. Ao promover esta iniciativa, em parceria com o Hotel Muchaxo, a Fundação M. Castelo Branco assume, uma vez mais, uma postura otimista e construtiva na investigação e desenvolvimento de áreas emergentes e na procura de cultivar o princípio da Justiça, da equidade e do respeito mútuo. n Vamos continuar a dar conta aos nossos participantes das empresas amigas que se associaram ao nosso projeto VI Concurso de Fotografia “Perspetivas da Natureza” divulgando mais dois novos vencedores e mais duas novas empresas amigas. Prémio Junta de Freguesia de Queluz: Ana Filipa Scarpa, de Linda-a-Velha com a foto “A Chuva Chegou”, tirada no Alentejo Prémio APAMETAL: Tiago Filipe Ferreira, de Chaves com a foto “Caminho”, tirada em Chaves SMAS de Sintra: Marco Coelho, de São João do Estoril com a foto “Apanhados na Teia” tirada no Estoril Prémio NUCASE: Maria Luísa Portugal, do Cacém com a foto “A Disputa”, tirada na Costa da Caparica Prémio ALA - Academia Letras e Artes: Marta Sofia Ferreira, de Massamá coma foto “Cumplices por Natureza”, tirada em Peniche Prémio MX3 Artes Gráficas: Paulo Dias, de Alenquer com a foto “Estranha Magia”, tirada no Bombarral Prémio Cerâmica Artistica de Carcavelos : António Falcão de Lisboa com a foto “A Força da Natureza”, tirada na China Prémio Colégio Vasco da Gama : Vitor Silva de Portimão com a foto “Morning”, tirada no Reino Unido Esperemos que para o próximo mês já tenhamos a lista completa com todos os vencedores. n PSP foi á escola A estratégia que a PSP está a desenvolver numa forma de proximidade tem dado resultados positivos. Recentemente a Associação de Pais e encarregados de alunos da escola secundária Padre Alberto Neto de Queluz solicitou ao comandante da esquadra da PSP de Queluz que fosse apresentado uma palestra/debate para sensibilização da comunidade escolar. De bom grado o comando deslocou os chefes Fortunato Condero e Luís Miguel que num auditório quase repleto de diversa assistência de alunos e encarregados de educação elucidou os presentes com explicações de formas para manter a segurança e cuidados a ter quando circular dentro ou fora da escola. Um debate muito oportuno e interessante onde as diversas questões levantadas eram respondidas de forma esclarecedora. n Forças Armadas expõem A Associação das forças Armadas realizou uma exposição de Pintura na sala azul dos Bombeiros voluntários de Queluz onde os alunos e a professora Angelina Lemos mostraram aos visitantes as 41 obras efetuadas com arte e sabedoria. O núcleo de Sintra localizado em Massamá mantém em funcionamento diversas atividades não só para o deficiente como para a população em geral onde pode aprender bandolim, dominó e yoga do riso entre diversas atividades. n Luís Lopes Fotografia • Casamentos • Baptizados • Desporto • Cobertura FOTOGRAFICA de Diversos Eventos Sociais Rua Ladeira do Monte, 2 - 4º Dto • Agualva • 2735-441 Cacém Tlm. 91 457 27 91 • [email protected] • www.luislopesfotografia.net