Preço 1.25 e
(IVA incluido)
Ano XXIII • Nº 277
ABRIL 2012
DESPORTO E LAZER
OBRAS AMBIENTAIS
SANEAMENTO E ÁGUAS
REQUALIFICAÇÃO URBANA
APROVEITAMENTOS HIDRÁULICOS
URBANIZAÇÕES E VIAS DE COMUNICAÇÃO
Director: Paulo Pimenta
OBRAS
COM
FUTURO
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Carlos Morgado
oeiras
é uma
freguesia
equilibrada
I Feira de empreendorismo
na amadora
A nova conduta dn1000
vai poupar água em sintra
AVISO
Alteração de Horários
Informa-se a população que os serviços
administrativos da Junta de Freguesia de
Queluz passarão a ter o seguinte horário,
a partir do dia 2 de Abril de 2012
2.ª a 6ª - Das 9h30 às 18h00
(Nota: Os pagamentos dos serviços de cemitério
e canídeos encerram todos os dias às 17h30)
Licenças de Canídeos
9h30 às 12h00 e 14h00 às 18h00
Atendimento Presidente
(por marcação)
3ª Feira a partir das 16h30
ARPIM celebra aniversário
Atendimento
Permanente:
808 201 500
A Funerária
São João das Lampas
Quintino e Morais
25 Anos de serviço com Competência e Honestidade
Coletividade
comemora
centenário
Funeral Social:
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Atendimento Social (por marcação)
Drª. Glória Albuquerque
5ª Feira a partir das 14h30
Atendimento Jurídico (por marcação)
Dr. Cunha e Castro
2ª Feira a partir das 14h30
5ª Feira a partir das 16h30
SEDE: Rua da Oliveira, 1 – Aldeia Galega
2705-416 S. João das Lampas – SINTRA
Telef. 21 961 85 94 – Fax. 21 961 85 80
Telem. 96 405 91 06 / 96 580 48 26
FILIAL 1: Rua Moínho de Fanares, 10
2725-394 Mem Martins – SINTRA
Telef. 21 921 43 40 – Fax. 21 926 01 34
FILIAL 2: Rua Visconde d´Asseca, 25 – MUCIFAL
Telef. 21 928 23 95/6 – Fax. 21 928 23 97
BREVEMENTE NA TERRUGEM
O CORREIO DA LINHA | 20 Abril 2012
Queluz assinala 25 de Abril com Toy
lT
exto: DIANA DUARTE MATIAS
lF
otos: J.R.
H
á mais de uma década que a Junta de Freguesia
de Queluz assinala o 25 de Abril com um
espectáculo musical. Este ano, o parque urbano Felício Loureiro vai receber o conjunto
Cumplice’s, Milene, uma jovem fadista, e o cantor
Toy, cabeça de cartaz. Pela meia-noite, haverá o já tradicional fogo-de-artifício. O presidente da Junta de
Freguesia de Queluz, António Barbosa de Oliveira, falou com o jornal O Correio da Linha sobre esta e outras
iniciativas.
O Correio da Linha (C.L.) - Como é que a Junta de
Freguesia de Queluz vai assinalar o 25 de Abril?
António Oliveira (A.O.) - A Junta de Freguesia de
Queluz é das poucas juntas que comemora a data e
já o faz há cerca de 13 anos. Nos últimos tempos, temos assinalado a data com um espectáculo musical a
partir das 21h30 do dia 24 de Abril. Este ano, trazemos
o conjunto Cúmplices, que ficou em segundo lugar
no Festival da Canção, uma jovem fadista chamada
Milene e, o cabeça de cartaz, o Toy. Temos tido todos
os anos cerca de cinco ou seis mil pessoas a assistir, o
que representa um grande evento a nível do concelho.
Haverá também fogo-de-artifício, durante cerca de oito
minutos. É muito engraçado ver o trânsito parar, durante aqueles momentos, porque os condutores param
para ver o fogo.
C.L. - É um investimento que vale a pena?
A.O. - Para nós é essencial que se comemore o 25 de
Abril, até porque sentimos que é uma data cuja importância se está a perder no tempo. Além disso, este
espectáculo faz parte da nossa programação cultural.
Eu ouço muitas queixas das juntas de freguesia e das
câmaras municipais, que até têm orçamentos muito
elevados, por causa da falta de apoios do Estado. Neste
ponto, eu faço questão que Queluz tenha cerca de 15
eventos culturais por ano. Há muita gente que se quer
mostrar, que pede preços acessíveis a uma junta de freguesia e são esses artistas que nós vamos buscar. Além
disso, temos aqui uma sala multiusos, que entregamos
a artistas que queiram expor ali durante uma semana.
E isto não depende do Estado.
C.L. - E paralelamente a estas questões culturais, o
que é que mais o ocupa actualmente?
A.O. – Eu, desde que cheguei à presidência da junta, tenho um objectivo muito claro, que é acabar com os car-
ros em cima dos passeios, devolvendo-os aos peões, e
requalificar as ruas, tornando-as transitáveis. Estamos
a meio do meu quarto mandato e posso dizer-lhe que
já fiz intervenções em cerca de 144 ruas. Uma das coisas que fiz questão de introduzir foram os bancos de
jardim. Depois de termos passado uma altura em que
ninguém queria ter bancos nas ruas, apliquei cerca de
16 bancos, espalhados pela freguesia, e, de repente,
toda a gente nos pede bancos, seja em local arbóreo ou
não. Estes bancos são importantes, por exemplo, para
pessoas com pouca mobilidade terem um espaço fora
de casa onde se possam sentar ou para avós e pais que
querem vigiar as crianças que podem brincar por ali.
No fundo, criámos algumas zonas de lazer dentro da
própria cidade e para isso bastou alargar alguns passeios e diminuir o espaço para as viaturas em alguns
largos. E isso trouxe gente para as ruas de Queluz.
C.L. - O corte de árvores, nalguns casos, foi um mal
necessário para cumprir esse objectivo?
A.O. - Regra geral, se a árvore estiver de boa saúde,
poupamo-la. O que nós fizemos, por exemplo, na
Avenida António Eanes, foi retirar 22 árvores que estavam em más condições e substitui-las por outro tipo de
árvore, mais adequada a uma cidade, até porque não
causa alergias, ao contrário dos plátanos. Se fizermos
as contas, neste momento, Queluz tem mais árvores do
que tinha há 20 anos, sendo que 1500 são novas. Quero
deixar melhor ambiente do que aquele que encontrei
quando cheguei à junta de freguesia.
C.L. – Além da questão ambiental, há alguma área
que o preocupe especialmente?
A.O. – Queluz tem muita gente idosa. Nós temos tido
uma atenção especial ao nível da acção social e prestamos apoio a cerca de 200 famílias da freguesia, além
das que são apoiadas pelas instituições existentes e que
também contam com a nossa colaboração. Infelizmente,
não conseguimos resolver todos os problemas. n
Obras a cargo da Empresa de Construção Irmãos Silva
Avemida António Eanes com novas 22 árvores
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Comandante
deixa B.V.Queluz
A
o fim de 14 anos como comandante dos
Bombeiros Voluntários de Queluz, Emílio
Correia, abandona o cargo. Para trás ficam 33
anos como “soldado da paz”, atividade que
conciliava com a sua profissão no Hospital da Marinha
e chefe de equipa no Hospital São Francisco Xavier.
Na base desta decisão estão razões profissionais e um
evidente desgaste decorrente das lutas “que houve do
ponto de vista administrativo e reivindicativo que envolveram a Federação
dos Bombeiros do
Distrito de Lisboa”,
diz o comandante que
lembra ainda as inúmeras “al­terações legislativas que mudaram profundamente a
orgânica dos bombeiros”. Emílio Correia
sai com o sentido de
dever comprido e com
uma enorme satisfação. “Criei fortes laços
de amizade e deixo
a atividade do corpo
de bombeiros mas
não deixarei de ser
um sócio ativo e participativo, inclusive
para dar apoio ao novo comandante”, salienta. Emílio
Correia será substituído no comando dos Bombeiros
Voluntários de Queluz, pelo oficial Bombeiro de 2ª,
Joaquim Santos. Na sua mensagem de despedida, o
comandante Emílio faz votos de que o novo comandante seja tão feliz naquela associação quanto ele foi
e que com a sua “capacidade e inteligência possa conduzir a patamares mais elevados a já conhecida eficiência deste corpo de bombeiros”. Até à tomada de
posse de Joaquim Santos, o adjunto de comando, José
Nunes, assume interinamente o comando. Esta é uma
associação com cerca de 150 elementos organizada de
forma a responder o mais eficazmente possível a todas as solicitações de emergência dos queluzenses. n
Amadora no topo
A
Amadora ocupa o 1.º lugar do ranking global
dos 10 melhores municípios portugueses de
grande dimensão em eficiência financeira e é,
simultaneamente, o 1.º classificado como o que
possui maior liquidez. A referência é feita no Anuário
Financeiro dos Municípios Portugueses, referente às
contas consolidadas de 2010, divulgado pela Ordem
dos Técnicos Oficiais de Contas, com o patrocínio do
Tribunal de Contas e do Centro de Investigação em
Contabilidade e Fiscalidade. n
20 Abril 2012 | O CORREIO DA LINHA
Pousada da Cidadela foi inaugurada
A
nova Cidadela de Cascais es­tá
oficialmente inaugurada pe­lo
Presidente da República, Pro­
fessor Doutor Aníbal Cavaco
Silva, e pelo Presidente do Grupo
Pestana, Dr. Dionísio Pestana. A cerimónia, que decorreu a 12 de abril, contou
ainda com a presença do presidente da
Câmara de Cascais, Carlos Carreiras,
Francisco Pinto Balsemão, Almeida
Santos, entre muitas outras personalidades da política, economia ou turismo.
Com esta nova unidade, o Grupo
Pestana pretende complementar e diversificar o espaço da Cidadela. Não só
através da nova Pousada, como do restaurante “Taberna da Praça”, a gelataria
“I scream for”, o espaço de dança e o bar
do “CC Club” e ainda algumas lojas que
vão desde uma joalharia, a uma galeria
de arte.
“Queremos dar à Cidadela o serviço de
qualidade que Cascais merece. A ideia
é que a Cidadela de Cascais passe a
ser um destino dentro de um destino.
A Pousada isolada era só mais uma, a
Pousada dentro da Cidadela é um valor acrescentado muito grande”, sublinhou o presidente do Grupo, Dionísio
Pestana. A placa que assinalou a inauguração oficial do espaço foi descerrada
pelo Presidente da República, Professor
Doutor Aníbal Cavaco Silva, que considerou a Cidadela de Cascais e a nova
Pousada “um magnífico investimento
hoteleiro”.
Aberta ao público desde 18 de Março,
a nova Cidadela de Cascais é o mais
recente empreendimento hoteleiro e de
lazer do Grupo Pestana. Resultado de
um investimento de 20 milhões de euros, este renovado monumento passa a
disponibilizar alojamento de prestígio,
com a Pousada de Cascais, espaços para
eventos, restaurante, zona comercial, de
lazer e cultural.
Situada na antiga fortaleza de Nossa
Senhora da Luz, hoje património nacional, este projecto constitui um singular
Shopping da Linha
comemora 14.º aniversário
O
Oeiras Parque vai celebrar, de
14 a 29 de Abril, o seu 14.º Ani­
versário com um conjunto de
iniciativas dedicadas ao ambiente, uma vez que neste dia também se comemora o Dia Internacional do Planeta
Terra. Paralelamente, irá realizar uma
degustação de vinho de Carcavelos
e de queijadas da Vila de Oeiras, e receberá ainda uma actuação do Coro
Santo Amaro de Oeiras. Até dia 29 de
Abril, o Oeiras parque irá promover um
passatempo no Cen­tro Comercial para
festejar o Dia Internacional do Planeta
Terra, em conjunto com o seu aniversário. Para participar, os interessados
terão que descrever uma casa verdadeiramente eco-eficiente e habilitam-se
a receber prémios que ajudam a preservar o Planeta Terra: um Sistema Solar
Térmico TS, uma Ilha de Energia para
Iluminação e ainda Candeeiros Solares
de Jardim. Nos dias 21 e 22 de Abril
irão decorrer no shopping diversas iniciativas gratuitas, ligadas à protecção do
ambiente, especialmente dedicadas aos
mais jovens. Construção de Carrinhos
Solares, para crianças dos 6 aos 14 anos,
Construção de Fornos Solares, dos
6 aos 10 anos, e jogos como o Trivial
do Ambiente (dos 6 anos 10 anos) e
Jornadas da Terra (para qualquer idade), farão as delícias de quem visitar o
Oeiras parque nestas datas. No dia de
aniversário d’O Shopping da Linha
– 22 de Abril -, o Oeiras parque convida os seus visitantes a participar numa
degustação de Vinhos de Carcavelos e
de Queijadas da Vila de Oeiras, que se
vai realizar pelas 15h. Será ainda possível, nesta data e hora, assistir a uma
actuação do Coro de Santo Amaro de
Oeiras, que marcará presença nesta celebração. n
espaço que se caracteriza pela variedade de
locais flexibilidade dos
mesmos, tanto interiores
como ao ar livre. À volta
das suas duas praças interiores (praça de Armas
e Praça D. João IV) encontramos a mais recente unidade das Pousadas
de Portugal, a Pousada
de Cascais, que terá 108
quartos e 18 suites, o que
representa a maior unidade do país.
O projeto conta também com estruturas
de lazer públicas: o restaurante “Taberna
da Praça”, que faz já as delícias de quem
gosta da comida portuguesa, o “CC
Club”, um moderno espaço de animação e música, que abre ao público no dia
13 de abril, lojas e espaços para eventos empresariais e sociais, entre outros.
Estes espaços serão igualmente preenchidos com um calendário de eventos
pensado para todos os públicos.
O objetivo é devolver à Cidadela e à vila
de Cascais o brilho cultural de um local
que já foi residência de férias da família
real portuguesa e ponto estratégico da
defesa nacional. Os edifícios foram restaurados de forma a preservar a herança
histórica, num projeto de arquitetura
moderno e cheio de luz. Os espaços são
amplos e arejados e a decoração pensada ao pormenor para que os visitantes
se sintam bem. As suas amplas esplanadas convidam a momentos de descanso
e/ou animação não só para os locais
como para todos os seus visitantes. É
ainda o local perfeito para umas maravilhosas férias com vista para a marina
de Cascais e o Oceano Atlântico, a dois
minutos do centro da vila e escassos 20
minutos da cidade de Lisboa.
O projeto tem a assinatura da dupla
de arquitetos Gonçalo Byrne e David
Sinclair e vem dar continuidade ao trabalho do Grupo Pestana de recuperação
de património histórico classificado,
com projetos arquitetónicos marcantes e
uma preocupação profunda com a sustentabilidade ambiental e o património
natural envolvente. n
PONTO FINAL
R
(*Diretor)
Generalidades
ecentemente estava parado num sinal semáforo e uma viatura conduzida por uma jovem embateu na traseira do meu carro. Aflita saiu
apressadamente do carro assim como eu, educadamente pediu desculpa, disse que tinha a carta à 3 meses mas… o carro não tinha seguro. Na altura passou um agente da PSP de Oeiras e contei o caso, o agente
disse: carro apreendido - 500 euros de multa e a jovem tinha que ir tirar a carta
novamente, mas que eu, tinha o livre poder de decidir, gostei do gesto deste
sr. Agente, humano, compreensível, educado, acho que ao serviço da sua missão representou dignamente todos os colegas da PSP de Oeiras. Mas existem
exemplos publicados em meios de comunicação social que deturpam a verdade põem em causa o bom nome das instituições quando um só elemento,
um militar por erro num exercício e onde se encontravam altas entidades do
exercito para efectuar e atingir o alvo disparou o canhão Bitubo de 20 mm um
pouco mais abaixo ao disparar e devido ao mato seco propagou um incêndio
que atingiu 1,2 hectares sendo rapidamente debatido pelos próprios soldados e em seguida pelos bombeiros que ocorreram ao local. Este soldado teve
honras nos jornais “Exercito incendeia a tiro de canhão o pinhal de Leiria”
em outro jornal afirma “Exercito incendeia 12 hectares” (esquecendo-se de
colocar a virgula). Serão generalidades ou criticamos tudo e todos pelo lado
positivo ou negativo? n
* Paulo Pimenta
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O CORREIO DA LINHA | 20 Abril 2012
Carlos Morgado
“Oeiras é uma freguesia
equilibrada”
lT
exto: raquel dias
lF
otos: J.R.
No próximo dia 10 de Maio a freguesia de Oeiras e São Julião da Barra
comemora mais um dia da freguesia. Em entrevista ao O Correio da
Linha o presidente da Junta, Carlos
Morgado, deu a conhecer alguns
dos eventos do programa festivo e
falou sobre os principais projectos
em desenvolvimento.
O
Correio da Linha (C.L.) – Que
eventos estão previsto para assinalar este dia da freguesia?
Carlos Morgado (C.M.) –
Vamos ter uma série de acções envolvendo as várias instituições da freguesia. A nível cultural teremos concertos,
recitais e duas exposições: uma na
Biblioteca Operária de Oeiras em conjunto com a MAPA, que é uma associação cultural, e outra no Oeiras Parque a
cargo da Comissão Social de Freguesia.
No âmbito do desporto realizar-se-á
um torneio de futebol entre as escolas
básicas da freguesia e uma espécie de
triatlo que engloba os três grupos de
escuteiros da nossa área. Gostaria de
salientar ainda uma iniciativa que faremos com os deficientes do Centro
Nuno Belmar da Costa, que passa pela
realização de um torneio de bócia. O
ponto alto destas comemorações será
a sessão solene que este ano terá lugar
no Forte de São Julião da Barra. Estas
acções desenrolar-se-ão de 28 de Abril
até finais de Maio, sensivelmente.
C.L. – Esta data, 10 de Maio, é também
o dia do aniversário da freguesia?
C.M. – Não, realmente não é. O nosso
aniversário é a 27 de Dezembro mas,
como esta data calha numa quadra
festiva optámos por comemorar o dia
da freguesia a 10 de Maio, data da junção das duas junta de paróquia – a de
Oeiras e a de São Julião da Barra. Este
ano fazemos já 177 anos.
C.L. – Contam com algum apoio da
Câmara Municipal de Oeiras (CMO)
para a realização destas actividades
festivas?
C.M. – Este ano não temos qualquer
apoio da Câmara para as comemorações. Porém é de realçar que, graças ao
apoio das instituições da freguesia, os
custos envolvidos nestes eventos não
são significativos, devendo rondar os
cerca de 1500 euros. Considero que não
estamos a cometer nenhuma atrocidade face à conjuntura que hoje se vive.
Além disso, a população já anda deprimida, se deixarmos de fazer este tipo
de animações ainda mais deprimida
fica.
C.L. – Assumiu a presidência da Junta
em 2005, estando actualmente no seu
segundo mandato. O que mudou na
freguesia desde então?
C.M. – Julgo que as pessoas é que têm
de avaliar o trabalho da Junta. Sinto-me
de consciência tranquila porque tenho
feito tudo para que a qualidade de vida
dos nossos fregueses seja cada vez melhor e a avaliar pelo retorno que tenho
tido acho que há um bom grau de satisfação da população. Temos claro o problema das competências das Juntas de
Freguesia, que a meu ver deveriam ser
reforçadas. As populações só tinham a
ganhar com isso. Mas entretanto vamos
fazendo as pequenas reparações que
para os fregueses têm mais importância do que as grandes obras. As pessoas
preocupam-se mais com os pequenos
arranjos à porta da sua casa, do café
que frequentam, do seu estabelecimento de trabalho, etc., do que propriamente com os grandes empreendimentos.
C.L. – Quais as competências da
Junta?
C.M. – A CMO delega-nos as pequenas
intervenções na via pública, ao nível da
recuperação dos passeios, por exemplo,
as reparações no Mercado Municipal
e nos parque infantis também são da
nossa responsabilidade...há cerca de
um ano, por exemplo, quando houve
a questão do fecho dos parques infantis no concelho de Oeiras na sequência de uma intervenção da ASAE foi
a Junta que requalificou todos os parques da freguesia. Graças a um programa que estabelecemos com o Instituto
de Emprego e Formação Profissional
(IEFP) também temos agora dois cantoneiros responsáveis pela limpeza das
ruas. Acho, porém, que se nos permitissem agir em mais valências todos
sairiam a ganhar. Hoje discute-se muito
a questão da agregação das freguesias e
todos nós sabemos o que isso significa
no nosso Orçamento do Estado. Eu não
tenho conhecimento que haja alguma
freguesia com dívidas, mas ao nível dos
municípios isso existe. Saliento, porém,
que grande parte do desenvolvimento
pós 25 de Abril se deve ao trabalho das
autarquias locais...deveria, no entanto,
ter existido uma melhor fiscalização,
para evitar os problemas com muitas
Câmaras agora se debatem.
C.L. – Que projectos já têm definidos
para o futuro?
C.M. – Dada a conjuntura não podemos
pensar em grandes projectos. A nossa
grande prioridade é a vertente social,
porque cada vez mais as nossas técnicas de acção social atendem pessoas
com dificuldades. Neste sentido temos
levado a cabo várias acções como foi o
caso da entrega de cabazes de natal, em
parceria com o Rotary Clube de Oeiras,
e que contou com o apoio de várias instituições da freguesia que nos fizeram
chegar géneros alimentícios. No total
entregámos 150 cabazes. Mas isto não se
verifica apenas no Natal, mensalmente
entregamos cabazes às famílias mais
carenciadas. Tal só é possível graças ao
apoio de mecenas...a Junta não gasta
um cêntimo na entrega destes cabazes.
Temos também o projecto Farmácia
Solidária, que consta de um acordo que
celebrámos com as farmácias da freguesia, segundo o qual, perante prova de
insuficiência económica a Junta assume
50 por cento do custo dos medicamentos e as farmácias assumem os outros
50 por cento. Também temos feito um
apoio muito importante à associação
de moradores dos bairros municipais
de Pombal e Bento de Jesus Caraça
- Pombal 21 - pois entendemos que é
muito importante o incentivo e apoio
da Junta para esta instituição continuar
a desenvolver um bom trabalho junto
daquelas pessoas mais carenciada. No
ano transacto estabelecemos também
um protocolo com a Direcção Geral de
Reinserção Social, mediante o qual acolhemos arguidos ou condenados para
fazerem trabalho a favor da comunidade. Já tivemos uma situação dessas em
2011 e estamos disponíveis para receber
mais pessoas nestas condições. Em termos sociais é ainda de salientar o trabalho da Comissão Social de Freguesia
que reúne todas as instituições da freguesia tendo como objectivo criar sinergias entre elas. Outra
ferramenta importante é o
nosso autocarro que permite realizar dois passeios
mensais, dirigidos aos nossos séniores. Também cedemos o autocarro às instituições da freguesia para
fazerem passeios ou para
transporte de equipas, no
caso das associações desportivas. Gostaria apenas
de ressalvar que apesar da
vertente social ser a nossa
grande prioridade, nenhuma das outras áreas, como
a educação ou o desporto,
são descuradas.
C.L. – Também têm feito
alguns investimentos na
segurança...
C.M. – Sim, estabelecemos
um protocolo com a PSP de Oeiras através do qual apoiámos na aquisição do
equipamento das ciclo patrulhas. De
igual modo oferecemos à esquadra um
computador para ajudar no trabalho
burocrático e três telemóveis a cada
uma das equipas de agentes da nossa
freguesia. Isto é uma forma de contribuir para a melhoria da segurança da
nossa freguesia, já que a administração
central tem revelado dificuldades em
dotar a PSP dos meios necessários para
assegurar o bem estar da população.
C.L. A nível cultural o que tem sido
feito?
C.M. – Temos realizado várias exposições na Biblioteca Operária de Oeiras e
ao longo do ano fazemos sempre concertos, recitais e outros eventos. No ano
passado organizamos a Primeira Bienal
de Arte Sacra e Religiosa na AERLIS
que se revelou um grande êxito com
várias dezenas de trabalhos expostos.
De Abril a Setembro decorrerá o Vem à
vila que é um programa de animação
do centro histórico de Oeiras no âmbito
do qual serão realizados vários eventos culturais, recreativos e desportivos
– principalmente ao fim-de-semana
– de forma a atrair pessoas a este espaço. Para este programa contamos mais
uma vez com o apoio das instituições
da freguesia, com destaque, porém,
para a Luchapa, uma associação recente com sede no Chá da Barra e que tem
vindo a desenvolver uma série de eventos na esplanada do Centro Cultural do
Palácio do Egipto.
C.L. – O ambiente também é uma preocupação da Junta...
C.M. – Sim, para além dos dois cantoneiros que já referi, desenvolvemos e
apoiamos algumas acções que visam
a sensibilização da população para
esta temática. Recentemente fizemos o
desfile da primavera que contou com
a participação de cerca de 1500 alunos
das escolas e jardins de infância da freguesia. O objectivo era alertar as crianças para a necessidade de preservar o
meio ambiente e comemorar assim o
Dia Mundial da Floresta e o início da
primavera. Em 2011 apoiámos também
uma iniciativa levada a cabo pela Escola
Básica 2+3 Conde de Oeiras, através da
20 Abril 2012 | O CORREIO DA LINHA
colocação placas identificativas das árvores das suas escolas. Ao todo foram
colocadas 30 placas, com o nome vulgar
e o nome científico das árvores, totalmente custeadas pela Tratolixo.
C.L. – Em termos turísticos qual é o
potencial da freguesia?
C.M. – Para além da costa lindíssima
que temos com as duas praias – Praia
da Torre e Praia de Santo Amaro de
Oeiras - a freguesia tem uma riqueza
extraordinária em termos de património edificado como é o caso dos vários
fortes: Forte de São Julião da Barra,
Forte de Catalazete, Forte do Areeiro,
Forte dos Maias, etc. Mais para o interior temos o Palácio dos Marqueses,
e a Igreja Matriz e mais recentemente
surgiram importantes infraestruturas
como a Marina de Oeiras e o Parque
dos Poetas que é um espaço bastante procurado
e cuja segunda fase, que
está agora a decorrer, irá
transformá-lo num dos
espaços de eleição do
nosso país. É ainda de referir dois importantes polos de ciência: a Estação
Agronómica Nacional e o
Instituto Gulbenkian de
Ciência.
C.L. – Quais são os grandes problemas da freguesia?
C.M. – O único problema
de Oeiras é o estacionamento, mas isso é transversal a todas
as freguesias e concelhos porque se há
30 anos havia uma média de cerca de 1
carro por família, agora provavelmente
temos uma média de 3 carros por família. A única coisa que podemos fazer a
este respeito é alertar e sensibilizar a
Câmara Municipal para o problema. De
resto, esta é uma freguesia equilibrada.
C.L. – Em vésperas de mais um dia da
freguesia que mensagem gostaria de
deixar aos oeirenses?
C.M. – Gostaria de deixar uma mensagem de fé e de esperança. Nós, os autarcas, continuaremos disponíveis para
ouvir e ajudar a população, especialmente os mais carenciados. Neste sentido, tudo faremos para que as pessoas
sintam cada vez mais gosto em viver e
em visitar esta freguesia. n
SMAS de Oeiras e Amadora
assinalaram Dia Mundial da Água
N
o dia 22 de Março, os
Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Oeiras
e Amadora recebe­ram alunos
das escolas dos dois concelhos
para um dia de actividades dedicadas à água. O objectivo foi
comemorar o Dia Mundial da
Água e sensibilizar as crianças
para a importância de preservar
este recurso precioso.
As crianças dos jardins-de-infância e do primeiro ciclo do
ensino básico de Oeiras e da
Amadora assistiram à narração
do livro “Doce Gotinha – Uma Grande
Viagem”, com a voz de José Pedro Gil,
acompanhado por um pianista e pela
projeção de imagens do livro.
A publicação “Doce Gotinha – Uma
Grande Viagem” foi lançada em
Dezembro de 2011 e pretende “sensibilizar as crianças para a importância da água
e para a poupança do bem escasso que ela
representa”, explicou ao jornal O Correio
da Linha, Teresa Avilez, chefe da Divisão
de Comunicação e Apoio ao Cliente. “É
um conto, uma aventura de uma gota que
vai passando por diversos universos e que vai
explicando o ciclo da água e alertando para
os perigos da poluição e a sua interferência
no ciclo normal da água”, acrescentou.
O edifício sede dos SMAS de Oeiras e
Amadora receberam também a visita
das personagens do Planeta Tupi que
foram os guias das crianças no museu,
explicando-lhes a evolução do abastecimento de água e do saneamento e a sua
importância para o dia-a-dia da população.
As crianças puderam ainda dedicar algum tempo à pintura de desenhos.
Ao mesmo tempo, no exterior do
edifício, junto ao Quiosque da Água,
foram realizadas acções de sensibilização ambiental adaptadas aos diferentes níveis de escolaridade.
Os aguadeiros do Clube da Água,
criado em 2008, e as mascotes Gui
Gotas e Gotas Maria circularam pela
sede dos SMAS durante as actividades.
Nuno Campilho, administrador dos
SMAS Oeiras e Amadora, acredita
que estas iniciativas são fundamentais para a sensibilização da popu-
lação. “Este tempo de seca acaba por ser
uma óptima altura para alertar as pessoas
para o facto de a água ser um bem escasso
e finito”, defendeu. “A nossa grande preocupação é a sensibilização para a poupança
de água e as crianças são o nosso veículo
privilegiado porque têm uma capacidade de
apreensão enorme e acabam por reproduzir
estes ensinamentos no seu seio familiar.” A
ideia é partilhada por Vanessa Nunes,
directora pedagógica do Colégio Flor
da Linha, uma das escolas que marcou
presença na sede dos SMAS. “Acho que
as crianças são muito sensíveis às questões
do ambiente e são elas que muitas vezes levam para casa hábitos de poupança. Estas
iniciativas são muito importantes para a
sua formação como cidadãos e como consumidores de água”. Diogo, de nove anos,
aluno numa escola de Paço de Arcos,
mostrou-se muito satisfeito por participar nas actividades. “Eu, quando vejo
uma torneira a pingar, vou sempre fechá-la
melhor”, explicou ao jornal O Correio da
Linha. “A água é muito importante porque
sem ela não podemos viver”, sublinhou. n
O CORREIO DA LINHA | 20 Abril 2012
Clube do Ruca
P
ara celebrar o Dia Internacional
da Diversidade Biológica, o Cen­
tro de Interpretação Am­biental
da Pedra do Sal juntou-se, uma
vez mais, ao Clube Ecológico do Ruca.
O objectivo é dar a conhecer aos participantes a variedade de espécies da fauna
e flora existentes na região, tornando-os
mais sensíveis à preservação do ambiente. Entre os dias 22 de Maio e 03 de Junho,
serão
organizados
pas­seios. O grande
objectivo dos participantes será preencherem o passaporte
“Ruca, o Guardião”,
à medida que encontram os animais
e as plantas que nele
figuram. O percurso
desenrolar-se-á entre
a praia de S. Pedro
do Estoril e o passeio
pedonal do Centro
de
Interpretação
Ambiental da Pedra
do Sal. No final, os
participantes recebem pins do Ruca alusivos a importantes valores como a amizade, ajuda, segurança e natureza.
Destinado a grupos entre 10 e 27 participantes, com idades compreendidas entre
os 3 e os 10 anos, o passeio tem duração
aproximada de 90 a 120 minutos.
Todas as atividades são gratuitas, implicando inscrição prévia obrigatória através do telefone: 214815924 ou e-mail:
[email protected] n
Mulher é tradição no Arneiro
lT
exto: inês graça
lF
otos: J.R.
N
uma iniciativa que se realiza
desde 1994, o Clube Desportivo
do Arneiro celebrou com grande festa o dia da Mulher no
dia 8 de Março. De mãos dadas ao 50º
aniversário do clube (que se celebrará
no dia 10 de Agosto), esta festa foi uma
ideia da Direcção do clube devido à ausência de mulheres no clube, o qual é conhecido especialmente pela sua equipa
de tiro. Numa iniciativa com a Junta de
Freguesia de Carcavelos, logo no primeiro ano da realização da festa muita
gente aderiu logo e desde então a casa
enche durante esta festa.
“O Dia da Mulher é a festa com mais sucesso no clube,” afirma José Magalhães,
Ficha Técnica
jornal mensal de actualidade
Administração, Redacção e Publicidade: Rua Prof. Mota Pinto, Loja 4
2780-275 Oeiras • Tel. 21 443 00 95/6 • Tlm. 91 326 35 67
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Director: Paulo Pimenta Secretariado: Betania Paulo Redacção: Claúdia Silveira, Raquel Dias, Igor
Pires, Inês Correia, Verónica Ferreira, Tomás Tim-Tim, Helena Moreira, Palmira Simões, Diana Duarte
Matias, Carla Almeida Marketing e Publicidade: Sofia Antunes Fotografias: J. Rodrigues e Diogo
Pimenta Paginação e Impressão: MX3 - Artes Gráficas – Rua Alto do Forte - Sintra Comercial Park Fracção Q - Armazém 16 - 2635-446 Rio de Mouro - Tel.: 21 917 10 88 Administração: Alice Domingues /Paulo
Pimenta com mais de 10% Propriedade/Editor: Vaga Litoral Publicações e Edições, Lda. – Matr. Nº 12018
– Cons. Reg. Com. Oeiras - Capital social: 5 000 € - N. C. 504285092 - Depósito Legal N.º 27706/89 - Registo na
I.­C.S. N.º 114185. Tiragem do mês: 15 mil exemplares Preço de Assinatura anual – 12 edições: 13 euros
Presidente da Direcção. “Este clube é um
clube de bairro como tantos outros. Estes
clubes não são só para desporto. O convívio é
uma das suas essências. O Clube Desportivo
do Arneiro é o único de Cascais no activo em
que se celebra este dia com tanta festa e há
tanto tempo, quer faça sol, quer faça chuva.”
A boa divulgação deste evento contribui
também para o clube crescer durante o
Dia da Mulher. Este ano, com o Facebook,
até sócios que se encontram fora do país
comentaram na página, todos eles a desejarem felicidades e saudades. Apesar
de se gastarem quase 1000 euros com
esta festa, a verdade é que já é tradição e
“num dia de festa pode-se esquecer a crise,”
diz José Magalhães.
Esta ocasião foi celebrada com danças
de salão, lideradas pela escola de Sandra
Carvalho. O baile baseou-se nestas aulas
e para além disso, ainda ouve
poesia. Edite Gil e Francisco
Machado declamaram também
poemas nesta festa. Nesta animação, participaram também
o Coro Juvenil de Carcavelos,
que interpretaram títulos como
Chuva de Mariza e Búzios de
Ana Moura.
Na festa, também não faltou
flores, as quais foram oferecidas em modo de homenagem
a Carlos Feio, irmão do falecido
actor António Feio.
Visto que o clube faz 50 anos desde o seu
nascimento em 1962, José Magalhães
diz que tem planos para celebrar em
grande este importante aniversário do
Clube Desportivo do Arneiro. O que nos
revelou é um projecto ainda em fase de
trabalho de um livro para celebrar todos
estes anos do clube.
“O objectivo foi cumprido com estes 50
anos,” afirma José Magalhães. “Aos 25
anos, o clube não tinha Direcção e atravessava uma fase menos boa. Mas aguentou e estamos muito orgulhosos deste caminho que percorremos como Direcção
e como sócios.”
É com toda a confiança que
se pode dizer que este clube,
em conjunto com a Junta de
Freguesia de Carcavelos, vai
continuar a celebrar o Dia da
Mulher como celebrou este ano
no dia 8 de Março com toda a
animação e espírito festivo que
encheu a sala de sócios e amigos. n
20 Abril 2012 | O CORREIO DA LINHA
Festa da Primavera em Carcavelos
O
Jardim Júlio Moreira, em
Carcavelos, foi palco da Festa
da Primavera, no fim-de-semana de 14 e 15 de Abril. A festa,
organizada pela Junta de Freguesia em
colaboração com a Sociedade Recreativa
de Carcavelos, o Coral Infantil de
Carcavelos e o Clube Desportivo do
Arneiro encheu o recinto e foi apenas
perturbada pela chuva, que obrigou
a um fim precoce das actividades no
Sábado.
Maria Odete Morgado, presidente da
Sociedade Recreativa de Carcavelos
há 15 anos, salienta a colaboração das
outras associações da localidade, bem
como dos pais das crianças.
“Juntar as gerações mais novas às mais
velhas” é, para a presidente da Junta de
Freguesia, Zilda Silva, um dos grandes
objectivos desta Festa, que marca também o início da época de actividades ao
ar livre em Carcavelos.
A animação da festa esteve, no Sábado,
a cargo do grupo de Dança Hip Hop
da Sociedade Recreativa Musical de
Carcavelos; Folclore do Espaço Sénior
do Centro Comunitário da Paróquia
de Carcavelos; Orquestra Popular da
Sociedade Musical d Cascais; Danças
ARPIM celebra aniversário
C
om mais de 18 anos de existência, a Associação de Massamá
vai alargar a sua ação com a
construção de um centro de dia,
de um lar de idosos e de apoio domiciliário.
Os projetos contam com o apoio das autarquias de Massamá, Queluz e Sintra
sendo que esta última tem um papel
particular na concretização dos projetos
em vista uma vez que no passado dia
23 de fevereiro assinou um contrato de
cedência de terreno com a Associação
dos Reformados Pensionistas e Idosos
de Massamá (ARPIM) para a construção do centro de dia, com apoio domiciliário, que mais tarde terá também um
equipamento de apoio à infância e um
lar de idosos. Maria Deolinda Piedade,
presidente da ARPIM, explicou que o
objetivo primeiro da Associação visa
criar os alicerces necessários ao apoio
sénior naquela localidade. “Até a D.
Alda Pereira, atualmente vice-presidente,
e outras quatro pessoas criarem a associação, Massamá não tinha qualquer infraestrutura de apoio aos idosos”, referiu.
Alda Pereira, ex-emigrante em França,
escolheu a freguesia de Massamá para
gozar a sua reforma quando retornou a Portugal.
“Quando cheguei,
em 1991, cortavame o coração ver os
velhotes sentados
num sofá vindo do
lixo junto ao chafariz sem quaisquer
condições ou abrigo. Mais tarde eu,
o meu marido e outros três senhores
procuramos criar
uma associação de
reformados e pensionistas que permitisse o convívio
entre as pessoas e
combatesse aquela falta de condições”, recorda a responsável salientando que a
história da Associação se escreveu por
pessoas singulares e anonimas, sem
quaisquer apoios. “No início tínhamos
o que cada um podia dar e trazer de casa.
Aos poucos fomos conquistando o carinho
das pessoas e das empresas que nos iam
doando alguns materiais”, acrescentou.
Hoje, a ARPIM conta com cerca de 450
associados e promove atividades diversas para a ocupação do tempo dos
seniores como dança, teatro, informática, jogos de tabuleiro, hidroginástica,
artesanato e grupo coral composto por
25 elementos e um maestro. As atividades são, maioritariamente, de cariz
voluntario. O grupo coral Raízes de
Massamá assinalou 12 anos de existência no passado primeiro de abril. A
ocasião juntou vários grupos convidados num espetáculo que teve lugar no
salão nobre dos Bombeiros Voluntários
de Queluz. A presidente da Associação,
Maria Deolinda Piedade, relembrou
que o grupo na sua génese tinha apenas
uma atuação anual no auditório Olga
Cadaval, em Sintra. Em 2005, aconteceu
o primeiro encontro de idosos da cidade de Queluz e nessa altura membros
do grupo coral demonstraram vontade
de realizar mais atuações. “Eles pediram-me para atuarem mais vezes e desde
essa data temos corrido Portugal de lés-alés”, ressalvou a presidente.
Agora, com vista a dar mais um passo
crucial no desenvolvimento do apoio
sénior na cidade de Queluz, a ARPIM
precisa de apoio para a construção dos
novos equipamentos sociais. “Massamá
está muito mal servido no que diz respeito
ao apoio sénior. Não há nenhum lar nem
centro de dia e mesmo no apoio à infância
o que existe é insuficiente. A ARPIM quer
desenvolver mais plataformas para ajudar e
melhorar a resposta da freguesia às famílias
e, assim, dar mais qualidade de vida aos
nossos munícipes”, explicou a presente
da Associação. n
Latino-Americanas da
Sociedade Recreativa
Musical de Carcavelos
e Folclore “Regiões de
Portugal”. No Domingo,
actuaram o Coro do
Espaço Sénior do Cen­
tro Comunitário da
Paróquia de Carcavelos;
os Pequenos Cantores;
o Coral Infantil de
Car­cavelos; Coral Ju­
venil de Carcavelos; os
Concertinas do Arneiro
e a Orquestra Ligeira da
Sociedade Recreativa
Musical de Carcavelos.
Entre as várias dezenas de espectadores, a festa contou com a presença do
humorista Nuno Markl, da esposa Ana
Galvão e do pequeno, mas já celebre,
Pedro. n
Juntaram-se
o dois à esquina
E
tocaram as concertinas.
João Gonçalves e Elias
Costa, são dois dos
elementos fundadores
do recém-fundado grupo de
Concertinas do Arneiro. “Ir
buscar as raízes portuguesas,
do Alto Minho ao Algarve” é
o objectivo deste grupo que
conta com o apoio do Grupo
Desportivo do Arneiro. Os
Concertinas do Arneiro actuam gratuitamente pelo “amor
ao folclore português”.
O CORREIO DA LINHA | 20 Abril 2012
Descobrir a Fábrica da
ra. Era especialmente vantajoso nos
meses mais secos pois permitia conservar a água recolhida da ribeira durante a noite. Através de um canal a água
aqui acolhida era estabilizada caindo
depois sobre quatro rodas hidráulicas
que acionavam os engenhos responsáveis pelo encasque da pólvora – mistura do salitre, enxofre e carvão ao qual se
juntava um pouco de água.
Galeria das Azenhas
rodas hidráulicas
Até 18 de Novembro a Fabrica da Pólvora de Barcarena promove visitas
temáticas ao espaço aos terceiros domingos de cada mês das 11h30 às
13h00. Sob o título “Á descoberta da Fábrica da Pólvora”, esta iniciativa
visa fomentar a descoberta histórica do local junto do público em geral,
com especial enfoque nas famílias. O Correio da Linha teve a oportunidade de conhecer este espaço através de uma visita guiada por José
Luís Gomes, membro do Grupo de Amigos da Fábrica da Pólvora Negra
de Barcarena, sob o tema “A energia hidráulica na Fábrica da Pólvora”.
lT
exto: raquel dias
lF
otos: J.R.
A
ocupação industrial do vale da
Ribeira de Barcarena dá-se em
plena época dos Descobrimentos.
Com a construção de um complexo industrial, D. Manuel I procura
suprir as necessidades cada vez maiores de pólvora e armamento indispensáveis à expansão marítima. Em 1487 é
então construída, a primeira fábrica –
fábrica de cima – designada de Ferrarias
d’El Rei, utilizada, inicialmente como
oficina metalúrgica encarregue do fabrico de armas. Só em 1520 nasce a fábrica de baixo, destinada ao fabrico de
pólvora. Embora fosse uma fábrica real,
com uma construção de excelência no
panorama da produção da pólvora em
Portugal, este complexo era explorado
em regime de concessão: o rei era dono
do espaço, dos meios de produção e da
matéria prima, mas concessionava o local a um mestre polvorista com quem
fazia um acordo de compra de toda a
pólvora aqui produzida. A construção
da fábrica junto à Ribeira de Barcarena
deve-se ao caudal abundante que esta
apresentava na altura. Desde a sua nascente, na região de Vale dos Lobos, até
ao local da fábrica, a ribeira reunia um
imenso número de afluentes e de captações de antigas fontes que existiam ao
longo das encostas. Foi para a Ferraria
que se iniciou a construção de um complexo hidráulico com um açude de bico
e com uma levada de cerca de 170 metros que conduzia a água até ao edifício
fazendo mover os seus engenhos. Este
sistema foi prolongado com o aparecimento da segunda fábrica de modo a
que a água entrasse no seu perímetro.
Assim, a água era utilizada uma primeira vez nos engenhos da fábrica de cima,
sendo depois reutilizada para mover
os equipamentos da fábrica de baixo.
A partir de 1650 assiste-se a um reforço
da produção na fábrica com o fecho de
vários estabelecimentos de fabrico de
pólvora que não ofereciam segurança à
população circunvizinha. Assim, houve
a necessidade de aumentar o espaço da
fábrica que no último quartel do século
XVIII, passa a ocupar as duas margens
da Ribeira de Barcarena. Os vários edifícios que hoje compõem o complexo
são próprios da evolução dos tempos e
da maior ou menor necessidade de pólvora que se fazia sentir. Não obstante
continuará sempre a ser uma fábrica
essencialmente hidráulica.
Caldeira dos Engenhos
Construído no terceiro/quarto quartel
do século XVIII este grande reservatório permitia armazenar água de forma
a reforçar os caudais naturais da ribei-
Construído na segunda década do século XVI, este edifício não sofreu grandes alterações estruturais até aos dias
de hoje, tendo sobrevivido a todos os
acidentes e incidentes. Local abobadado, construído por baixo do canal, aqui
encontravam-se as quatro rodas
hidráulicas - das quais apenas
se encontra reconstituída uma
– que acionavam os engenhos
responsáveis pelo encasque da
pólvora. Do interior da fábrica a
água era comandada e libertada
com maior ou menor fluxo de
acordo com a velocidade que se
pretendia que a roda atingisse
e que por sua vez transmitisse
pelo sistema mecânico ao engenho que monitorizava. A roda
representada encontra-se relativamente elevada para evitar
que, em consequência do funcionamento das quatro rodas
em simultâneo, se acumulasse uma grande quantidade de
água que por sua vez impedisse
o movimento de cada uma delas. Posteriormente a água era devolvida à ribeira através de um canal de
descarga.
Casa dos Engenhos
Ao longo de sete séculos de utilização
de pólvora a fórmula do seu fabrico não
sofreu alterações. Misturava-se o carvão, o enxofre e o salitre, podendo verificar-se apenas algumas variações da
sua quantidade conforme a utilização a
que se destinava. O que foi sendo apurado ao longo dos tempos foi o processo da sua produção. O aumento das necessidades de pólvora motivadas pela
expansão portuguesa, obrigaram a que
se abandonassem os processos manuais
e artesanais introduzindo-se processos
mecânicos que permitissem produzir
maiores quantidades de pólvora.
O processo inicial e mais simples consistia em misturar os três componentes
num almofariz. A partir do século XV
este processo é mecanizado surgindo
os engenhos de pilões responsáveis por
reduzir a pó os ingredientes da pólvora
e misturá-los até se tornarem uma pasta homogeneizada. Estes
engenhos eram constituídos por um conjunto de
pias calcárias alinhadas
onde se colocava então
uma dose de mistura
que era depois batida
por um conjunto de
malhos verticais monitorizados por uma roda
alimentada por uma
das rodas hidráulicas. A
partir de finais do século
XV, um pouco por toda a
Europa, estes engenhos
começam a ser substituídos por engenhos de galgas. Porém, na Fábrica de
Pólvora de Barcarena os
equipamentos de pilões
manter-se-ão em utiliza-
ção até ao início do século XIX. Mesmo
após a introdução dos engenhos a galgas no século XVIII - com as reformas
de António Cremer - os engenhos de
pilões continuarão a ser utilizados na
moagem e pulverização dos ingredientes primários da pólvora, antes de misturados nos engenhos de galgas
Moinho de Pólvora
Trata-se de um engenho de galgas, hidráulico, concepcionado por Leonardo
Turriano, que começa a ser difundido
na produção de pólvora a partir do
século XVI. A sua primeira forma era
constituída por uma roda de pedra com
um eixo vertical movido por um sistema de transmissão alojado numa galeria subterrânea. Este engenho oferecia
uma maior facilidade de trabalho pois
os componentes eram dispostos num
prato e aí comprimidos pela roda. Por
volta de 1625 este engenho sofre uma
transformação sendo-lhe introduzida
uma segunda roda de pedra. Porém,
isto tornava o engenho muito pesado
gerando várias avarias pelo esforço mecânico que exigia. No segundo quartel
do século XVIII, Bartolomeu da Costa
introduz a versão que está exposta no
Museu: duas rodas de madeira – um
pouco mais largas – , dispostas simetricamente, ocas e preenchidas até cerca de
1/3 da sua altura com esferas de bronze. Isto garante o mesmo nível de compressão da mistura depositada no prato
reduzindo significativamente o peso
das rodas. Daqui saía uma pasta húmida de pólvora que era posta a secar no
chamado Pátio do Enxugo. Depois de
seca, a pasta ficava em torrões que eram
passados por crivos rotativos que permitiam peneirar a pólvora separando-a
por dimensão do grão de acordo com o
seu uso. Engenhos deste tipo continuarão a ser usados em Barcarena até ao sé-
20 Abril 2012 | O CORREIO DA LINHA
Pólvora
I Feira de Empreendorismo
na Amadora
culo XX. Apesar de mais
complexos, mais dispendiosos na sua instalação
e de operação mais difícil a verdade é que este
se torna o processo mais
consensual em termos
de qualidade da pólvora
produzida.
O
Oficinas a vapor
Foram criadas na segunda metade do século XIX, para aí se instalar uma máquina a vapor responsável
pela monitorização desse conjunto de
oficinas.
Central hidroeléctica
Em 1919, apesar do término da I Guerra
Mundial, os países europeus reavaliaram o seu dispositivo militar na expectativa daquilo que a Alemanha,
humilhada pela derrota, poderia fazer.
Neste sentido, sob proposta da direção
. na altura a fábrica era propriedade do
Arsenal do Exército – foram feitos um
conjunto de melhoramentos técnicos no
complexo que o trazem até àquilo que
hoje conhecemos. Uma dessas obras foi
a construção de uma central hidroeléctrica para fornecer energia aos motores
que acionavam os quatro engenhos de
galgas, na altura já feitos de ferro fundido. O abastecimento de água para as
duas turbinas da central – que por sua
vez acionavam os geradores de corrente
contínua de 40KW – era feito através de
uma conduta com cerca de 700 metros
de comprimento com origem no canal
de alimentação das azenhas da Fábrica
de Cima. Esta central fica concluída em
1925.
Edifícios das Galgas
No início do século XX surgem os equipamentos de galgas de ferro fundido
já acionados por motores alimentados
pela central hidroeléctica. Eram quatro as galgas que funcionavam nestes
edifícios. Em tudo idênticas às galgas
anteriores, a grande inovação deste engenho é o facto de as rodas serem suspensas, ou seja, calcavam a massa com
todo o seu peso sem chegarem a tocar
no prato, diminuindo o risco de faísca
proporcionando maior segurança aos
operários que laboravam nesta tarefa.
Centrais Diesel
O caudal da Ribeira de Barcarena variava consoante a estação do ano pelo
que a pressão da água nem sempre
era suficiente para fazer funcionar
com regularidade a central hidroeléctrica. Assim, foram instaladas duas
centrais eléctricas diesel , destinadas,
prioritariamente a alimentar os quatro
engenhos de galgas de ferro fundido.
A primeira central a Diesel instalada
data de 1924 sendo o seu movimento comunicado ao dínamo através de
uma grande correia. Esta central trouxe vários problemas pois o dínamo
utilizado era pré-existente tendo sido
adaptado a este motor....das incompatibilidades entre um e outro resultaram
vários incidentes até se concluir que
era necessário introduzir um motor de
100 ou mais HP para assim se conseguir alimentar todas as atividades que
a fábrica desenvolvia. Este novo motor
surge em 1929 com uma potência de
200 HP.
A Fábrica de Pólvora de Barcarena representa assim uma das mais importantes instalações do país na produção
de pólvora, armas e munições, tendo
sofrido ao longo do tempo várias alterações nos seus engenhos e na sua estrutura tendo sempre em conta a qualidade da pólvora e a segurança dos
seus operários. Com a pólvora a cair
em desuso, a fábrica encerra definitivamente a sua atividade em 1988, sendo
que em 1994, a Câmara Municipal de
Oeiras, com vista à preservação da memória histórica da Fábrica da Pólvora
de Barcarena, adquiriu-a e restaurou-a
podendo hoje ser visitada e conhecida
a sua história, de enorme relevância
para património industrial português.
Próximas visitas:
Nos meses de Abril a Setembro, as visitas são dedicadas ao Museu e à exposição Fio de Memória, sendo realizadas
pelo comissário Rogério Abreu.
As restantes duas visitas têm como
guias investigadores especialistas:
em Outubro, “A produção de pólvora
negra na fá­bri­ca de Barcarena / A Re­
volução Industrial e as suas repercussões na Fá­­brica”, por Filomena Ri­beiro;
em Novembro “A azulejaria da Fábrica
da Pól­vora de Barcarena”, por José
Meco.
As visitas realizam-se aos terceiros domingos de cada mês, são gratuitas mas
sujeitas a marcação prévia até às 17h00
da véspera através do e-mail: [email protected] ou pelos
telefones 210977422/3/4. n
agrupamento de
escolas Dr. Aze­
ve­do Neves, na
Amadora, realizou
no dia 14 de Abril a sua I
Feira do Empreendorismo.
Entre as 10h00 e as
18h00, a escola EB 2/3 e
Secundária Dr. Azevedo
Neves, sede do agrupamento, foi pal­co de vários
eventos des­portivos, culturais, gas­tronómicos, artísticos e de
entretenimento. Concertos de grupos
corais e bandas, demonstrações de aeróbica e capoeira, seminários e workshops
foram algumas das iniciativas que trouxeram à escola cerca de 2500 visitantes.
O projecto, da responsabilidade da direcção do agrupamento, envolveu toda
a comunidade escolar - entre professores, alunos e assistentes - a Câmara
Municipal da Amadora, a Junta de
Freguesia da Damaia, empresas e outras
entidades municipais.
Segundo explicou ao jornal O Correio
da Linha a professora Ana Rita Simões,
esta I Feira do Empreendedorismo teve
como objectivo promover o que de bom
se faz no agrupamento e trazer a comunidade para junto da escola. “Quisemos
promover os cursos profissionais e dar a conhecer aos empresários a capacidade de recrutamento e formação que o agrupamento
oferece”, explicou. “A iniciativa foi também
importante para trazer até nós os artesãos e
a mostrar à comunidade os produtos feitos
pelos nossos alunos”, acrescentou.
A direcção do agrupamento de escolas
mostrou-se muito satisfeita com o resultado da iniciativa. “O balanço é muito
positivo e perspetivam-se mais eventos deste
tipo”, revelou Ana Rita Simões. Os lucros da I Feira do Empreendedorismo
revertem a favor do suplemento alimentar dos alunos carenciados e dos
passes de transporte dos alunos que se
encontram em estágio. n
10
lT
exto: diana duarte matias
lF
otos: j.r.
A
os 69 anos de idade, e tendo já
cumprido 18 anos ao serviço da
Câmara Municipal de Sintra, o
vereador José Baptista Alves,
eleito pela CDU, formalizou a renúncia
aos cargos públicos na reunião camarária de dia 28 de Março. Os pelouros
das Actividades Económicas e do Serviço
Municipal de Informação ao Consumidor
são agora da responsabilidade do vereador
Pedro Ventura, enquanto que a presidência do Conselho de Administração
dos SMAS foi assumida pelo presidente da Câmara Municipal de Sintra,
Fernando Seara. Um dia antes da renúncia, José Baptista Alves, realizou a
sua última visita de trabalho, que não
poderia deixar de ser dedicada às obras
da nova conduta adutora que ligará os
reservatórios do Alto de Carenque e das
Mercês. Trata-se de uma obra que esteve sempre nas principais preocupações
de José Baptista Alves por ser essencial
para resolver uma grande vulnerabilidade do concelho de Sintra – o abastecimento de água.
A nova conduta adutora - cuja construção está cargo da empresa Oliveiras
– Engenharia e Construção, S.A. - está
a ser construída em aço, com tubos de
12 metros, ligados por soldadura, com
materiais mais modernos e resistentes, sujeitos a ensaios exigentes. Desta
forma, garantem os responsáveis, estão minimizados os riscos de roturas
e consequentes perdas de água. “Não é
fácil de explicar a sua importância porque
se trata de uma obra que está enterrada a
dois metros de profundidade. Mas é uma
obra que tem muita influência da vida das
O CORREIO DA LINHA | 20 Abril 2012
A nova conduta DN 1000 vai evitar
perdas de água no Concelho de Sintra
pessoas”, explicou o vereador ao jornal
O Correio da Linha, em entrevista no
passado mês de Fevereiro.
Grande parte da água consumida em
Sintra, um total de 85 mil metros cúbicos por dia, provém de Castelo de
Bode, entrando no concelho através de
Carenque. A conduta que traz a água
de Carenque até ao reservatório das
Mercês, e que depois faz a distribuição,
foi construída há mais de 30 anos e manifesta, há algum tempo, deficiências
que provocam grandes perdas de água
com custos muito elevados.
Uma vez que se torna impossível substituir a conduta, visto não existir uma
alternativa que permita parar o seu funcionamento durante
o tempo necessário
para a obra, os SMAS
de Sintra depararamse com uma única
alternativa: construir
uma conduta nova,
que percorrerá uma
extensão de quase
dez quilómetros, entre os reservatórios
do Alto de Carenque
e das Mercês. “O projecto aprovado, de entre
três que foram propostos, resultou numa
conduta que tem início
no Alto de Carenque,
percorre parte do concelho da Amadora ao
longo de cerca de 1600 metros e entra no
concelho de Sintra, em zonas de arruamentos públicos, e vai retomar o traçado da conduta existente, tendo depois o acesso à Serra
da Silveira”, explicou durante a visita o
engenheiro Jorge Vilela, responsável
pelo Gabinete de Estudos e Planeamento dos SMAS de Sintra.
O projecto está dividido em três troços,
sendo que um deles, com uma extensão
de quase quatro quilómetros entre a Ribeira da Carregueira e Meleças, já se encontra finalizado. Numa segunda fase,
serão construídos dois troços: um que
liga o reservatório do Alto de Carenque
MANUEL
FARINHA
Artesanato em Mármore,
Granito e Silstone
Rua da Escola, nº 41-43, Palmeiros • 2715-067 Pero-Pinheiro
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à Ribeira da Carregueira, num total de
pouco mais de quatro quilómetros, que
está em fase de licenciamento, e um outro, o troço que liga Meleças ao reservatório das Mercês, cuja obra está actualmente em curso e que se prevê estar
concluída no próximo mês de Setembro. Este último troço terá cerca de 1600
metros de extensão e fará, em parte, um
percurso em caminhos e arruamentos,
paralelo ao da conduta antiga. Tratase de uma obra muito complexa que,
mesmo em curso, não pode colocar em
causa o abastecimento da população
do concelho e que implicou um diálogo constante com a Câmara Municipal
da Amadora e com os proprietários dos
terrenos por onde passa a conduta. “A
conduta antiga, em betão, com cerca de
8500 metros e com tubos de cinco metros
de comprimento, unidos entre si, foi feita há
cerca de 35 anos, quando ainda nem
sequer existia a CREL, nem impedimentos ao traçado que hoje existem
e que foi necessário compatibilizar”,
explicou o engenheiro Jorge Vilela.
Visivelmente satisfeitos com os
progressos da obra, cujo valor
total ultrapassará os nove milhões de euros, sendo que 6,2
milhões são provenientes de
fundos comunitários, a principal
preocupação dos responsáveis
dos SMAS de Sintra é, actualmente, concluir a execução física
da obra até ao final de 2012 e a
execução financeira até ao final
de 2013. Depois de concluir a
nova conduta, os SMAS de Sintra irão ainda recuperar a conduta antiga, o que vai garantir a existência
de duas vias de abastecimento ao concelho de Sintra.
Sobre a renúncia ao cargo, José Baptista
Alves mostrou-se tranquilo com a opção tomada. “É uma transição tranquila.
11
20 Abril 2012 | O CORREIO DA LINHA
Há bastante tempo que tinha a intenção de
me afastar, condição da idade, também”.
“Foi um privilégio trabalhar aqui. Repare
que, neste mandato, todas as votações foram feitas por unanimidade do concelho de
administração e isso demonstra o empenhamento que tivemos num objectivo comum
– o de transformar os SMAS num serviço
de referência. E acho que conseguimos”.
Sintra, Fernando Seara,
quis sublinhar a “lealdade institucional inequívoca” do vereador. “Foi
um homem com carácter, e
esses ficam na memória”.
No lugar de Baptista Alves fica Pedro Ventura,
que já destacou algumas
das suas principais preocupações, como o Hospital de Sintra, uma promessa há muito adiada,
a defesa do património
dos centros históricos e
a necessidade de se criar
um recinto desportivo
que possa acolher competições desportivas de grande dimensão.
Apesar da renúncia, José Baptista Alves, Coronel engenheiro eletrotécnico
da Força Aérea revelou ter já projectos
que irão ocupá-lo num futuro muito
próximo. “Fui eleito há cerca de três meses
para o Conselho Português para a Paz e Cooperação e vou participar numa conferên-
...o associativismo
está colada
à minha pele...
Na última reunião camarária, o executivo municipal aprovou, por unanimidade, atribuir a Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro a Baptista Alves, em
sinal de reconhecimento pelo trabalho
desenvolvido a favor do concelho. O
presidente da Câmara Municipal de
cia mundial sobre a paz”. Baptista Alves
revelou que vai também retomar actividade numa área que o apaixona – o
associativismo militar. “Presidi à assembleia constituinte da Associação de Oficiais
das Forças Armadas, sou sócio fundador da
Associação 25 de Abril... enfim, tenho um
conjunto de associações das quais fiz parte, que tive de deixar por causa das minhas
funções políticas, mas que agora irei retomar. É uma actividade que está colada à
minha pele”, confessou. n
Uma empresa de sucesso
A
Oliveiras S.A. fundada em 1981, actua essencialmente nos domínios do
ambiente, aproveitamentos hidráulicos, desporto e lazer, requalificações urbanas, saneamento e águas, vias de comunicação e urbanização.
Sediada em Santo Antão, no concelho da Batalha, a Oliveiras está hoje
fortemente implantada no mercado nacional, ligando o seu nome e o dos seus
fundadores a importantes obras públicas realizadas no país.
Foi considerada em 2010 a melhor empresa de construção no distrito de Leiria
e Ourém, segundo a consultora Baker Tilly.
O volume de negócios em 2011 atingiu o valor de 36 milhões de euros, sendo
actualmente responsável pela criação de 270 postos de trabalho directos.
Competências distintivas como a flexibilidade, pro- actividade e capacidade
de resposta imediata perante transformações e exigências do mercado, aliadas
a uma solidez económica e financeira posicionam a Oliveiras S.A. como uma
empresa de futuro”. n
Nova agência de viagens
C
om sede em Massa­má há mais
de 16 anos, a QueluzTur, agência
de turismo de referência naquela freguesia, vê realizado um projeto de longa
data com a abertura de uma
loja no centro de Queluz.
O fundador da agência,
João Tavares Cardoso, explica que este é o “realizar de
um sonho antigo” depois de
ter surgido a oportunidade
de lugar uma loja na principal artéria da cidade de
Queluz. De portas abertas
desde o dia 19 de março, a
nova agência de turismo pauta-se por
quatro objetivos principais: visa reforçar os laços de proximidade com os
clientes de Queluz, procura responder
ao nicho de mercado existente naquela
parte da cidade e preencher o lugar até
aqui vazio nesta unidade de negócio. “É
verdade que muitos dos nossos clientes em
Massamá são de Queluz mas com esta loja
procuramos não só aproximarmo-nos desses amigos e clientes mas também cativas
novos contactos”, explicou João Tavares
Cardoso. Para o mês de inauguração a
QueluzTur apresentou um conjunto de
campanhas e promoções em vigor até
ao final do mês de abril, nomeadamente:
oferta do seguro de viagem na compra
da passagem aérea, 10% de desconto em
hotéis selecionados na costa espanhola,
em reservas do operador Asalgarve, em
programas do operador Soltour e em
cruzeiros MSC. A QueluzTur caracteriza-se pelo trabalho que tem vindo a desempenhar junto da camada sénior ao
longo dos anos. “Somos a única agência a
desenvolver produtos turísticos desenhados para o perfil de exigência e anseio das
pessoas seniores. Para além
destes também temos vindo
a realizar vários trabalhos com grupos e jovens casais que procuram agora saber quais
os destinos e as promoções para as férias”,
explicou o proprietário da agência. Para
acompanhar a evolução dos tempos e a
modernidade do mercado, a QueluzTur
disponibiliza, também, uma plataforma
online que permite aos clientes procurar destinos e efetuar as reservas por
si mesmos. Empresa familiar fundada
em 1996, João Tavares Cardoso explica
como tudo começou. “Sempre gostei muito de turismo e naquele tempo gostava de
organizar excursões para grupos de amigos.
Certo dia resolvi deixar o trabalho que tinha
como empregado de escritório e abrir o meu
próprio negócio ligado a essa grande paixão,
o turismo. Mais tarde, empreguei os meus
filhos – João Silva e António – na empresa
e hoje, apesar de ser eu quem gere, eles são
uma grande ajuda, um na sede em Massamá
outro na filial de Queluz”. Para além dos
filhos, a empresa tem ainda mais duas
colaboradoras, Fernanda Barreto e
Cristina Oliveira. n
12
O CORREIO DA LINHA | 20 Abril 2012
Coletividade comemora centenário
lT
exto: diana duarte matias
lF
otos: j.r.
C
omeçou por ser um grupo de
músicos que animava as tardes e as noites na vila de Sintra
nos anos 20. Mais tarde começa
a ginástica, que os leva para fora de
Portugal e revitaliza a associação. A
Tuna Operária de Sintra comemora no
dia 1 de Maio cem anos de existência.
Em entrevista ao jornal O Correio da
Linha, Carlos Moreira e Celeste Santos,
membros da direcção, relevam um pouco do passado, do presente e do futuro
de uma casa que atravessa gerações.
Correio da Linha (C.L.) – Como é que
vai ser assinalado o 100º aniversário
da Tuna?
Carlos Moreira (C.M.) - Estamos a
or­ganizar várias iniciativas, como o
lan­çamento de um livro que conta a
Agência Funerária
CARDOSO & FILHOS, LDA.
SERVIÇO PERMANENTE
FUNERAIS
TRASLADAÇÕES
SEDE: Pç. 5 de Outubro, 26 — BELAS & 214 310 105
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história desta associação e que vai ser
apresentado no dia 1 de Maio, dia do
centenário. Criámos também uma medalha comemorativa dos cem anos, desenvolvida por Filipe Costa, um artista
conhecido aqui do concelho. Dia 19 de
Maio vamos também ter um festival
de ginástica, no pavilhão do Hóquei
Clube de Sintra, onde teremos projecções multimédia, alusivas à história da
associação.
C.L. – O que sabem da história da associação explica o porquê de se chamar Tuna, apesar de hoje assentar
essencialmente em actividades desportivas?
C.M. – De facto, a associação começou
por ser uma tuna e é por isso que tem
este nome. Nascemos do encontro de
um grupo de amigos, trabalhadores
aqui de Sintra, que tocavam alguns
instrumentos de corda e decidiram por
isso criar uma tuna. Estávamos a 1 de
Maio de 1912. A sua fase inicial e os primeiros 60 anos foram dedicados à cultura e os últimos 40 foram mais ligados
ao desporto, tal como hoje.
C.L. – A Tuna tinha essencialmente
um cariz recreativo…
C.M. – Sim. Inicialmente, aquele grupo
de músicos tinha como objetivo abrilhantar um conjunto de actividades que
aqui aconteciam. As pessoas juntavamse na colectividade para ouvir música,
para dançar, para ver peças de teatro.
Era um ponto de encontro de convívio
e boémia, nos famosos anos 20 e 30.
C.L. - A Celeste chegou a dançar aqui?
Celeste Santos (C.S.) – Dancei muito
aqui. Cheguei à Tuna com oito anos e
foi aqui que cresci. O meu pai foi director, o meu irmão chegou a pertencer à
Tuna. Isto estava sempre cheio de gente, até para ver televisão, porque ninguém tinha televisão em casa. Lembrome das tardes e noites de variedades e
dos bailes, enormes, na altura em que
eram os rapazes que vinham buscar
as raparigas para dançar. A Tuna era
chamada “a casamenteira”. E eu sou
um bom exemplo disso: aqui conheci o
meu marido e aqui casámos.
C.L. – Entretanto a Tuna começa a dar
mais atenção ao desporto. Em que
ponto se dá esta viragem?
C.M. – Não sabemos bem explicar porquê mas a partir de 1965 deixa de haver
registo de actividade. Sabemos que se
celebrava o 1º de Maio e pouco mais. Até que, após a revolução de 25 de Abril, a Tuna
ressuscita, começando as actividades de ballet e ginástica.
O ballet marcou muito esta
casa, ao longo de mais de 15
anos. Formaram-se muitas
bailarinas que começaram
aqui pequeninas e que hoje
são professoras profissionais
de ballet. Também a ginástica
deu os primeiros passos na
altura e hoje é a modalidade
rainha. Actualmente, temos
tantos atletas que os treinos
já não se realizam aqui mas
num pavilhão maior, com
mais condições, aqui perto.
Foi com a ginástica que levámos o nome da Tuna para
fora de Portugal, em 1991.
Entretanto desenvolveram-se
outras modalidades, que vão
aparecendo e desaparecendo
consoante os anos.
C.L. - Actualmente que outras modalidades têm além da ginástica?
C.M. - Neste momento, além da ginástica para todos os escalões etários, temos
kung-fu, yoga e capoeira.
C.L – Sentem uma adesão crescente?
C.M. - Há ciclos, como sempre houve.
Eu e a Celeste já estamos cá há muitos
anos e estamos já habituados a assistir
e a conduzir os ciclos que vamos vivendo. Actualmente, temos muitos atletas,
sem dúvida. Mas, por exemplo, há 25
anos tínhamos mais. Entretanto passámos por fases terríveis, mesmo em
termos financeiros e hoje estamos novamente bem. De há dez anos para cá,
tomámos duas opções: manter o espírito associativo de sempre, sem profissionalizar as actividades, e tornarmo-nos
sustentáveis do ponto de vista financeiro, sem depender de subsídios para
sobreviver.
C.L. - A ginástica é o vosso motor…
C.M. - Sim. Nós somos o único clube
a oferecer ginástica em Sintra. Não é
uma modalidade que esteja na moda
mas para nós é a nossa bandeira. Em
1991, formámos uma claque para representar Portugal na Gimnaestrada,
na Holanda. A meio da década de 90,
entra um professor novo, com rotina de
competição, que faz com que a ginástica, não só de trampolins mas também a
13
20 Abril 2012 | O CORREIO DA LINHA
acrobática, comece a ser levada mais a
sério. Começámos aí a explorar a vertente competitiva e a marcar presença
em várias edições da Gymnestrada, do
Eurogym e do Portugalgym. E são estas
actividades que alimentam o tal motor
porque é uma motivação para os nossos atletas.
C.L. – O Carlos chegou a ser atleta
aqui?
C.M. - Sim. Comecei em Outubro de
1991, aos 14 anos, e fiquei até aos 22.
Também participei em actividades de
outdoor, relacionados com a Orientação
e entrei para a direcção nessa altura,
para representar esta modalidade. E cá
fiquei até hoje. Como tenho uma empresa de formação, consigo gerir os meus
horários e dar algum do meu tempo a
esta casa. É importante que as pessoas
que estão ligadas aos corpos gerentes
tenham isto no sangue. Há miúdos que
frequentam a Tuna durante vários anos
e começam a reclamar um bocadinho
da associação para eles. Querem participar, tomar decisões e são eles que um
dia mais tarde integram a direcção. É
isto, no final de contas, que é o associativismo.
C.L. – A Celeste também sente que
tem a Tuna no sangue?
C.S. - Sim, sem dúvida. Estou cá há 56
anos. Eu conheço a Tuna desde os oito
anos, o meu pai inscreveu-me como
sócia aos 13. Tenho uma filha com 38
anos que ingressou na Tuna, na ginástica, quando ainda não tinha quatro
anos. Quando me desafiaram para ser
presidente da direcção ainda hesitei
mas acabei por aceitar. E ainda bem…
hoje sinto muito orgulho. Vale muito a
pena, apesar de haver muitas preocupações e muito trabalho. Por vezes, o
meu marido até pergunta “Vais dormir
à tuna?”. Em alturas mais complicadas
aqui, como quando organizámos o jantar de recolha de fundos, chego a casa já
depois das cinco da manhã!
C.L. - Apesar da crise, conseguem contar com o apoio da vila para manter as
actividades?
C.M. - Sim. Estamos a tentar tirar o
maior partido possível desta data, porque sabemos que é uma data a que
Sintra é sensível. Afinal, não há muitas
colectividades aqui em que contem já
com cem anos de história. Iniciativas
como o livro e a medalha exigem algum
investimento da nossa parte e por isso
é preciso encontrar formas de reunir
verbas para garantir a sustentabilidade
financeira da Tuna. Foi o caso do jantar
de recolha de fundos, que reuniu os filhos dos filhos de muita gente que aqui
dançava há muitas décadas atrás, e que
se mostraram disponíveis para ajudar a
que este aniversário fosse assinalado de
forma muito digna.
QueluzTur
Agência de Viagens e Turismo, Lda.
i
a
2 e 3 de Junho de 2012
Saída de Massamá em autocarro de Turismo
Pensão Completa - Preço por pessoa 180,00e
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TURISMO SÉNIOR
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De 27 de Maio a 1 de Junho de 2012
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deu também uma verba, relativa a este
ano, que nos vai servir para produzir o
livro e a medalha. É o apoio mais forte que temos entre outros, que vêm da
Câmara Municipal de Sintra e de outras
juntas de freguesia que nos são próximas, como a de São Martinho, Colares
e São Pedro de Penaferrim. Todos ajudaram, dentro das suas possibilidades.
Com as verbas vamos fazer algumas
obras de requalificação, sobretudo na
zona dos balneários.
C.L. – É preciso pensar
sempre no futuro da associação…
C.M. – Claro. Temos de
ter consciência que, depois do dia 1 de Maio,
a vida da Tuna continua. Podíamos fazer
eventos de grande projecção mas isso iria pôr
em causa esta estrutura,
que é pequena. Assim,
garantimos a saúde da
Tuna, que está cá para
ficar. Queremos deixar
um legado e é isso que
nos move. n
v
GUIMARÃES 2012
Capital Europeia da Cultura
C.S. - Em três semanas visitei 117 comerciantes para pedir apoios. Nesta altura
de crise as coisas estão complicadas mas
felizmente houve 40 empresas que se
mostraram disponíveis para nos ajudar.
C.M. - E neste ponto também temos de
destacar a Junta de Freguesia de Santa
Maria e São Miguel e o seu presidente, Eduardo Casinhas, que é uma ajuda
preciosa. Além de ter pago a totalidade
do jantar de angariação de fundos, ce-
A Junta e a Assembleia de Freguesia de
Sintra, Santa Maria e São Miguel, congratulam-se e desejam à Direcção, Corpos
Sociais, Atletas, Sócios e Pú-
c
blico em Geral das Cerimó-
n
nias Comemorativas do
Centenário que se realiza
n
no dia 1 de Maio de 2012
o
o
s
c
o
O Presidente
Eduardo Casinhas
Rua Câmara Pestana, nº 29 A/B • 2710-546 Sintra
Telef.: 219 100 390 • Fax: 219 100 399
E-mail: [email protected] • www.jfsantamaria.pt
14
O CORREIO DA LINHA | 20 Abril 2012
Criada fundação para resolver
e ajudar a combater as dificuldades
lT
exto: diana duarte matias
lF
otos: j.r.
O
Carlos Paço d’Arcos reactiva
fundação H.E.R.D.A.
Carlos Paço d’Arcos, figura controversa do concelho de Cascais,
reactivou no mês de Abril a fundação
H.E.R.D.A. - “Humanismo Eclético
dos Dependentes de Afectividade “.
Produtor de televisão, radialista e escritor, lançou o primeiro livro em 1987
e tem já 12 obras publicadas, entre as
quais se destacam “Geração à Rasca”
e “A droga é uma merda”. Carlos Paço
d’Arcos explicou ao jornal O Correio da
Linha a importância de retomar os seminários da fundação H.E.R.D.A. que
pretende, nesta nova fase, prestar ajuda à classe média a braços com a crise
económica.
Como começou a fundação H.E.R.D.A.?
A H.E.R.D.A. foi constituída há vinte
anos por um numeroso grupo de voluntários que se dedicaram à discussão e
interajuda face ao ciclo negativo que atravessávamos.
Originalmente, a fundação
chamava-se
M.E.R.D.A.,
que significava Movimento
de Jovens Eclécticos de
Reflexão de Dependentes
da Afectividade. No fundo, considerávamos que
a origem dos problemas
era a falta de afectividade.
Este grupo acabou por ser
liderado por mim e pelo
meu amigo José Lopes. O
José, que nada tinha a ver
com esta área, acabou por
descobrir a sua verdadeira
vocação e hoje é, para mim e para muitos outros, um dos maiores mestres no
reiki e na hipnoterapia.
Também está ligado a essa área?
Eu sou mais racionalista. Tive um percurso muito disperso… já fui hippie
mas também já fui monge tibetano. Foi
depois de ter estado no Tibete durante
nove meses deixei de lado o esoterismo
e acabei por me tornar um racionalista. Tirei o curso de psicologia no ISPA
e fiz o doutoramento na Universidade
de São Paulo, no Brasil, para onde fugi
no 25 de Abril de 1974, onde refiz a minha vida. Desde aí tenho tido um pé no
Brasil e um pé na Europa. Fui dono da
produtora NBP, tive restaurantes, tive
um instituto de marketing. Como psicoterapeuta, nunca cobrei um tostão
pelo meu trabalho porque o faço em
nome da fundação H.E.R.D.A.
Quando é que ocorreu esta mudança
de nome e de rumo?
Inicialmente, a fundação orientava-se
para o apoio a dependentes de álcool e
drogas. Comprámos o horário
da meia-noite na rádio Super
FM onde criámos um espaço que
teve muitos seguidores. Na altura, tínhamos o apoio da comissão Projecto Vida, com o Padre
Vítor Feitor Pinto, que compreendeu os nossos problemas e
nos deu a credibilidade que precisávamos. Chegámos a ter uma
colónia de férias na Figueira da
Foz e uma zona residencial depois de eu ter doado à fundação
o comodato de um palacete que
herdei. A certa altura, alterámos
o nome por uma questão ética
mas também porque passámos
a orientar-nos para outros tipos
de público. Isto porque, atrás dos dependentes, acabaram por vir as namoradas
e familiares, que queriam aprender a lidar com eles e, com o passar do tempo,
já trabalhávamos com a população em
geral e não propriamente com as pessoas com quem tínhamos começado a
fundação. Começámos então a ajudar
sem-abrigo com a distribuição de roupa,
comida e com a organização de festas de
natal para os mais carenciados. Tivemos
uma actividade benemérita durante
muitos anos.
Depois de algum tempo “adormecida”,
porque é que decidiu dar novo fôlego
à fundação?
Não havendo dinheiro para manter o
palacete, arrendámos uma loja, aqui em
Cascais, e aqui vamos reiniciar as nossas
reuniões. Temos uma página do facebook e um blogue para divulgação e distribuímos alguns panfletos aqui na zona.
Queremos reabrir em força mas em moldes diferentes. Agora, a nossa principal
preocupação é o grande problema da
actualidade: a III Guerra Mundial, que,
ao contrário do que muita gente pensa,
já começou.
O que quer dizer com a III Guerra
Mundial?
A III Guerra Mundial, a que vivemos
hoje, é contra um inimigo bem identificado - os mercados, a banca, a aliança
Merkel e Sarkosy e as
agências de rating, que é
a coisa mais maquiavélica que existe. Todos eles
fizeram com que hoje se
tenha mérito pelo que se
tem e não pelo que se é. E
o problema desta guerra
é que é feita porta a porta e não há uma frente
de ataque. Os soldados
não estão identificados,
não têm armas. Porque a
arma deixou de ser uma
metralhadora para ser o
euro, o dinheiro, os cartões de plástico. Quem
manda hoje é o capital e as principais
vítimas somos nós porque perdemos as
nossas casas, os nossos carros… perdemos tudo. E, de repente, a classe média,
que era merecedora do que tinha depois
de ter tirado o seu curso superior e lutado por uma carreira, fica desempregada e transforma-se nos novos pobres.
E é são estes novos pobres que estão na
atenção da fundação H.E.R.D.A. a partir
de agora. Vamos reunir em seminário
para dizer às pessoas como é que elas
podem protestar e proteger-se.
E, no seu entender, como é que as pessoas podem proteger-se?
A resistência tem de ser individual porque as revoluções colectivas, já se viu,
Constituição da República Portuguesa
não pode ser despejado? Como é que
o banco vai buscar a casa? É a isto que
eu chamo revolução individual. E a
H.E.R.D.A. está cá para ajudar as pessoas a tomar estas atitudes. Queremos
fomentar a troca de ideias para que
possamos ser a semente de algo muito
grande.
Não tem receio que se instale o caos se
todos adoptarmos essa postura?
O caos era o que existia antes da ordem
que veio com o Big Bang. Muitas vezes
a evolução seguiu caminhos errados e,
quando isso aconteceu, o caos instalouse de forma a criar uma nova ordem. E
esta lógica mantém-se na actualidade.
não funcionam. Porque os que lideram
essa revolução acabam por tornar-se
depois os opressores. Por isso, cada um
de nós vai encontrar formas de fazer a
sua própria revolução e há várias formas de fazê-lo. Já ouvi apelos a que as
pessoas pintem as matrículas com um
spray de verniz para fazer com que a
câmara não consiga fotografá-las ao
passar pelas portagens. Ora aí está uma
forma de fazer uma revolução individual. Cada um que fizer isto está a fazer
um acto revolucionário porque está a
recusar-se a pagar algo que lhe foi dado
gratuitamente e pela qual exigem agora
pagamento. Se uma pessoa chegar a um
hospital, fizer os exames e tratamentos,
e à saída, na hora de pagar a taxa moderadora disser que não tem dinheiro
para a pagar, o que é que a senhora da
recepção faz? Regista e manda a conta para casa. Nessa altura, é pegar na
conta e mandá-la para o lixo. E como é
que o Estado vai receber isto? Quando a
nossa Justiça está com dez anos de atraso? Se em vez de entregarmos as casas
aos bancos, pura e simplesmente não
sairmos de casa? Se trouxermos para
casa o avó, que está no lar e que tem
mais de 70 anos, e que de acordo com a
A minha esperança é, precisamente,
que regresse o caos e que, em cima desse caos, possamos construir o futuro.
Desde que sejam mantidos certos valores e uma certa ordem pública, tudo
é possível. A partidocracia falhou, não
funciona numa sociedade que assenta
numa democracia representativa como
a nossa.
Os partidos são território de assalto
para o poder dos menos aptos. Estão
em total descrédito. É preciso inventar uma nova democracia. E isso pode
acontecer em Portugal e começar em
movimentos como este.
O que é que caracteriza o movimento
da H.E.R.D.A.?
O lema da nossa fundação é ajudarmonos ajudando. Nós acreditamos verdadeiramente que quem dá com a mão
direita e já leva a conta com a mão esquerda, não tem lugar aqui. Aqui nunca se cobrou nada, nem o café servido
nas reuniões, nem os médicos, economistas, psiquiatras que já pertenceram
à fundação cobraram um único cêntimo
pela sua ajuda. Tudo aqui é feito de forma gratuita. Vamos ter seminários uma
ou duas vezes por semana, em horário
pós-laboral, aqui na sede da fundação
e, pela nossa porta, entra quem quiser.
Chegámos a um ponto em que, se as
coisas continuarem como estão não há
futuro, a não ser que cada um de nós
faça a sua própria revolução em casa,
arranjando autoemprego, pagando
apenas o estritamente necessário, não
tirando da boca para alimentar os malandros, utilizando a inércia da justiça
portuguesa a seu favor. É preciso salvar
o que ainda há para salvar. O mote dos
nossos seminários é precisamente “nem
luxo, nem lixo”. Acredito que o mundo
está à espera de alguém que tome esta
iniciativa e tenho orgulho em assumirme como o percursor de um movimento como este.n
15
20 Abril 2012 | O CORREIO DA LINHA
VI Concurso de fotografia
ALA recebe académicos brasileiros
No dia 14 de Março, a ALA – Academia
de Letras e Artes recebeu na sua sede
uma comitiva de académicos da
Academia de Letras do Brasil, presidida pela Professora Doutora Andreia
Donadon Leal. A cerimónia, visou o estreitar das já
excelentes relações culturais entre as
duas instituições, identificando projectos e ideias comuns nos dois lados do
Atlântico. Esta instituição, congénere da ALA
na promoção dos valores culturais da
Língua Portuguesa, seguiu depois para
Paris onde foi homenageada e recebeu
as insígnias da Academie du Mérite et
Devouement Français. n
Um quarto de rainha
Festeje este ano o Dia da Mãe numa
Pousada de Portugal. Aproveite
o fim de semana comemorativo
e viaje em família para uma das
Pousadas, oferecendo um quarto
de rainha à melhor Mãe do mundo. O conforto é garantido, assim
como a boa gastronomia e a beleza
das paisagens.
Vá até Viana do Castelo e descubra o sabor de um descanso revigorante no Monte de Sta. Luzia,
uma Pousada que o convida a
desfrutar da beleza da paisagem,
assim como de uma gastronomia
impar que dificilmente esquecerá. Se preferir aproveitar o calor
de maio, então vá mais para sul e
escolha a Pousada de Alcácer do
Sal. Neste antigo castelo com mais
de cinco mil anos de história, não
faltam razões para aproveitar um
fim de semana em pleno com vista panorâmica sobre o Rio Sado.
Momentos inesquecíveis para viver em família. n
Consulte o site www.pousadas.pt
Fundação expõe no Muchaxo
Entre os dias 07 e 15 de Abril, a
Fundação M. Castelo Branco organizou
a exposição multicultural “O Canto
da Primavera”, no Hotel Muchaxo, no
Guincho.
Tratou-se de uma iniciativa que visou
promover a atividade económica local
e/ou regional, combater a pobreza e
apoiar comunidades carenciadas, sobretudo jovens e idosos. Foram 14 os
artistas que participaram
nesta exposição coletiva de
pintura, escultura, literatura e música.
Ao promover esta iniciativa, em parceria com o Hotel
Muchaxo, a Fundação M.
Castelo Branco assume,
uma vez mais, uma postura otimista e construtiva na
investigação e desenvolvimento de áreas emergentes
e na procura de cultivar
o princípio da Justiça, da
equidade e do respeito mútuo. n
Vamos continuar a dar conta aos nossos participantes das empresas amigas que se
associaram ao nosso projeto VI Concurso de Fotografia “Perspetivas da Natureza”
divulgando mais dois novos vencedores e mais duas novas empresas amigas.
Prémio Junta de Freguesia de Queluz:
Ana Filipa Scarpa, de Linda-a-Velha
com a foto “A Chuva Chegou”, tirada no
Alentejo
Prémio APAMETAL: Tiago Filipe Ferreira,
de Chaves com a foto “Caminho”, tirada
em Chaves
SMAS de Sintra: Marco Coelho, de São
João do Estoril com a foto “Apanhados na
Teia” tirada no Estoril
Prémio NUCASE: Maria Luísa Portugal,
do Cacém com a foto “A Disputa”, tirada
na Costa da Caparica
Prémio ALA - Academia Letras e Artes:
Marta Sofia Ferreira, de Massamá coma
foto “Cumplices por Natureza”, tirada
em Peniche
Prémio MX3 Artes Gráficas: Paulo Dias,
de Alenquer com a foto “Estranha Magia”,
tirada no Bombarral
Prémio Cerâmica Artistica de Carcavelos
: António Falcão de Lisboa com a foto “A
Força da Natureza”, tirada na China
Prémio Colégio Vasco da Gama : Vitor Silva de Portimão com a foto “Morning”,
tirada no Reino Unido
Esperemos que para o próximo mês já tenhamos a lista completa com todos os
vencedores. n
PSP foi á escola
A estratégia que a PSP está a desenvolver numa forma de proximidade tem dado resultados
positivos.
Recentemente a Associação de
Pais e encarregados de alunos
da escola secundária Padre
Alberto Neto de Queluz solicitou ao comandante da esquadra da PSP de Queluz que fosse
apresentado uma palestra/debate para sensibilização da comunidade escolar. De bom grado o comando deslocou os chefes Fortunato Condero e Luís
Miguel que num auditório quase repleto de diversa assistência
de alunos e encarregados de educação
elucidou os presentes com explicações
de formas para manter a segurança e
cuidados a ter quando circular dentro
ou fora da escola. Um debate muito
oportuno e interessante onde as diversas questões levantadas eram respondidas de forma esclarecedora. n
Forças Armadas expõem
A Associação das forças Armadas realizou uma exposição de Pintura na
sala azul dos Bombeiros voluntários de
Queluz onde os alunos e a professora
Angelina Lemos mostraram aos visitantes as 41 obras efetuadas com arte e sabedoria. O núcleo de Sintra localizado em
Massamá mantém em funcionamento
diversas atividades não só para o deficiente como para a população em geral
onde pode aprender bandolim, dominó e
yoga do riso entre diversas atividades. n
Luís Lopes
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Abril - Jornal o Correio da Linha