Superfície
2
909 840 670 Km
Densidad e
Populacional
2
4 Hab/ Km
Reserv as
Ex ternas
62,756 10^9 $
MONTEPIO
Departamento de Estudos / / maio 2015
CANADÁ
Previsões económicas e indicadores sociais e demográficos
Unida de : ta xa de c re sc ime nto %
2008
2009
2 0 10
2 0 11
2 0 12
2 0 13
2 0 14
2 0 15
2 0 16
2 0 17
2 0 18
2 0 19
2020
PIB
1,2
-2,7
3,4
3,0
1,9
2,0
2,5
2,2
2,0
2,0
1,9
1,9
1,9
PIB Nominal
5,1
-4,8
6,1
6,5
3,5
3,4
4,4
2,0
4,7
4,5
4,2
4,1
4,1
PIB Nominal (10^9)
1 646,0
1 567,0
1 662,8
1 770,0
1 831,2
1 893,8
1 976,2
2 015,6
2 109,6
2 205,1
2 298,3
2 393,5
2 491,6
PIB Nominal (10^9 $)
1 542,6
1 370,8
1 614,1
1 788,7
1 832,7
1 839,0
1 788,7
1 615,5
1 684,3
1 768,6
1 856,0
1 945,4
2 044,3
Deflator do PIB
3,9
-2,1
2,6
3,4
1,5
1,4
1,8
-0,2
2,6
2,5
2,3
2,2
2,2
Inflação (IPC)
2,4
0,3
1,8
2,9
1,5
1,0
1,9
0,9
2,0
2,2
2,1
2,1
2,0
Investimento (% PIB)
24,0
21,8
23,3
24,1
24,9
24,5
24,1
23,9
23,7
23,8
23,9
23,9
23,9
Poupança Nacional Bruta (% PIB)
24,1
18,9
19,8
21,5
21,6
21,5
21,9
21,3
21,4
21,5
21,6
21,8
22,1
Dívida Pública (% PIB)
70,8
83,0
84,6
85,3
87,9
87,7
86,5
87,0
85,0
83,1
81,5
80,1
78,7
Receitas Públicas (%)
1,5
-4,5
4,4
5,8
3,5
3,2
3,6
3,2
5,0
4,8
4,3
4,2
5,0
Despesas Públicas (%)
6,2
5,8
5,5
3,0
1,9
2,4
1,0
3,0
3,8
3,9
3,7
3,8
3,9
Receitas Públicas (% PIB)
38,7
38,8
38,2
38,0
38,0
37,9
37,6
38,1
38,2
38,3
38,3
38,3
38,6
Despesas Públicas (% PIB)
39,0
43,4
43,1
41,7
41,1
40,7
39,4
39,8
39,4
39,2
39,0
38,9
38,8
Saldo Orçamental (% PIB)
-0,3
-4,5
-4,9
-3,7
-3,1
-2,8
-1,8
-1,7
-1,3
-0,9
-0,7
-0,6
-0,2
Saldo Orçamental Estrutural (% PIB)
-0,8
-2,4
-3,7
-3,1
-2,4
-2,2
-1,7
-1,5
-1,2
-0,9
-0,7
-0,6
-0,2
Saldo Primário (% PIB)
-0,2
-3,7
-4,3
-3,3
-2,6
-2,4
-1,4
-1,4
-0,9
-0,6
-0,3
-0,1
0,2
Balança Corrente (10^9 $)
1,8
-40,0
-56,7
-47,7
-60,0
-54,6
-39,4
-42,0
-39,1
-40,4
-42,3
-40,9
-36,4
Balança Corrente (% PIB)
0,1
-2,9
-3,5
-2,7
-3,3
-3,0
-2,2
-2,6
-2,3
-2,3
-2,3
-2,1
-1,8
População (10^6)
33,2
33,6
34,0
34,3
34,7
35,1
35,5
35,9
36,2
36,5
36,9
37,2
37,5
0,9
População (%)
1,1
1,2
1,1
1,0
1,2
1,2
1,1
1,1
0,9
0,9
0,9
0,9
População 15-64 anos (% total)
69,5
69,5
69,4
69,1
68,8
68,4
-
-
-
-
-
-
-
Taxa de Desemprego
6,2
8,4
8,0
7,5
7,3
7,1
6,9
7,0
6,9
6,8
6,7
6,6
6,6
Emprego
1,4
-1,6
1,4
1,5
1,3
1,4
0,6
0,6
1,0
-
-
-
-
PIB PPP (10^9 $)
1 321,5
1 295,4
1 355,5
1 424,4
1 477,9
1 530,0
1 591,6
1 640,4
1 698,7
1 767,7
1 840,0
1 912,0
1 985,8
PIB per capita PPP $
39 806
38 576
39 917
41 526
42 593
43 590
44 843
45 723
46 925
48 397
49 927
51 417
52 927
PIB per capita $
46 465
40 822
47 531
52 145
52 818
52 393
50 398
45 029
46 528
48 422
50 360
52 315
54 487
Exportações (%)
-4,5
-13,1
6,9
4,6
2,6
2,0
5,4
4,6
4,1
3,8
3,5
4,9
5,1
Bens (%)
-5,3
-14,8
8,4
5,0
2,3
2,1
6,0
4,5
4,0
3,6
3,4
5,0
5,3
Importações (%)
0,8
-12,4
13,6
5,7
3,7
1,3
1,7
1,6
3,8
4,0
3,8
4,6
4,5
Bens (%)
0,3
-14,4
14,0
5,9
3,1
1,9
2,4
2,5
4,0
4,2
3,9
4,9
4,7
Agricultura (% PIB)
1,8
1,6
1,5
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Indústria (% PIB)
30,6
26,4
27,7
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Serviços (% PIB)
67,6
72,1
70,8
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Esperança Vida à nascença (anos)
80,5
80,7
80,9
81,1
81,2
-
-
-
-
-
-
-
-
F o n t e : F M I (Wo rld Ec o no m ic Outlo o k - a bril de 2015); B a nc o M undia l (re s ta nte s da do s his tó ric o s s e m pre vis õ e s ).
Departamento de Estudos // Canadá // maio 2015
Principais Exportações de Bens (2014)
Código
Valor (m M$)
Peso (%)
27
Descrição
Combustíveis minerais, óleos, produtos de destilação
128,9
27,2
87
Veículos elétricos e ferroviários
59,8
12,6
84
Máquinas, reatores nucleares e caldeiras
32,6
6,9
71
Pérolas, pedras preciosas, metais, moedas
21,5
4,5
99
Commodities não especif icadas
16,0
3,4
Outros produtos
216,0
45,5
F o n t e : Inte rna tio na l Tra de C e ntre (ITC ) - Na ç õ e s Unida s .
Principais Importações de Bens (2014)
Código
Valor (m M$)
Peso (%)
87
Descrição
Veículos elétricos e ferroviários
70,6
15,3
84
Máquinas, reatores nucleares e caldeiras
67,6
14,6
27
Combustíveis minerais, óleos, produtos de destilação
47,4
10,2
85
Equipamento elétrico e eletrónico
44,2
9,5
39
Plásticos e suas componentes
16,1
3,5
Outros produtos
216,9
46,9
F o n t e : Inte rna tio na l Tra de C e ntre (ITC ) - Na ç õ e s Unida s .
Principais Parceiros Comerciais de Importações (2014)
Principais Parceiros Comerciais de Exportações (2014)
País
Valor (m M$)
Peso (%)
País
Valor (m M$)
Peso (%)
EUA
251,5
54,3
EUA
364,8
76,8
China
53,1
11,5
China
17,5
3,7
México
26,0
5,6
Reino Unido
13,8
2,9
Alemanha
14,5
3,1
Japão
9,7
2,0
Japão
12,0
2,6
México
5,0
1,0
Outros países
105,7
22,8
Outros países
64,1
13,5
F o n t e : Inte rna tio na l Tra de C e ntre (ITC ) - Na ç õ e s Unida s .
F o n t e : Inte rna tio na l Tra de C e ntre (ITC ) - Na ç õ e s Unida s .
TOP 10 DAS IMPORTAÇÕES DE PORTUGAL DO CANADÁ (2014)
TOP 10 DAS EXPORTAÇÕES DE PORTUGAL PARA O CANADÁ (2014)
Valor (€)
Tipo de Produto
Share (%) TCMA09-14 (%)
Valor (€)
Tipo de Produto
Share (%) TCMA09-14 (%)
Produtos da agricultura, da produção animal, da caça e dos serviços relacionados
73 248 677
41,1
11,3
Bebidas
37 692 555
14,6
3,5
Outro equipamento de transporte
70 126 758
39,4
68,9
Máquinas e equipamentos, n.e.
35 727 522
13,8
61,7
Produtos alimentares
8 615 066
4,8
6,6
Produtos têxteis
26 164 664
10,1
5,2
Produtos químicos
7 191 684
4,0
52,4
Couro e produtos afins
22 928 706
8,9
32,2
Metais de base
4 061 798
2,3
1,5
Artigos de borracha e de matérias plásticas
20 726 633
8,0
14,5
Produtos informáticos, electrónicos e ópticos
2 998 672
1,7
-12,2
Produtos alimentares
19 235 667
7,5
10,6
Máquinas e equipamentos, n.e.
2 997 025
1,7
-17,5
Equipamento eléctrico
14 587 752
5,7
101,8
Papel e cartão e seus artigos
2 145 238
1,2
-26,9
Metais de base
14 293 494
5,5
73,6
Equipamento eléctrico
1 654 041
0,9
-1,5
Produtos farmacêuticos e preparações farmacêuticas de base
10 757 653
4,2
28,7
Produtos metálicos transformados, excepto máquinas e equipamento
1 355 345
0,8
-1,4
Madeira e cortiça e suas obras, excepto mobiliário; obras de espartaria e de cestaria
10 628 059
4,1
-1,3
Fonte: INE.
Fonte: INE.
PESO DO CANADÁ NAS IMPORTAÇÕES DE PORTUGAL (2012/14)
Importações de Portugal deste país (milhares €)
Importações totais de Portugal (milhares €)
Peso das importações do país (%)
Fo nt e : INE.
PESO DO CANADÁ NAS EXPORTAÇÕES DE PORTUGAL (2012/14)
2012
145 893,0
2013
174 665,7
2014
178 167,7
56 374 082,9
56 906 067,1
58 745 985,9
0,26
0,3
0,3
Exportações de Portugal deste país (milhares €)
Exportações totais de Portugal (milhares €)
Peso das exportações do país (%)
2012
184 158,4
45 213 015,6
0,41
2013
213 134,4
2014
258 100,8
47 266 499,9 48 180 643,0
0,5
0,5
Fo nt e : INE.
2
Departamento de Estudos // Canadá // maio 2015
CONJUNTURA
Economia sentirá em 2015 o impacto da
queda dos preços do petróleo, mas
permanecerá a crescer a bom ritmo
CANADÁ/ PREVISÕES ECONÓMICAS DO DEPARTAMENTO DE ESTUDOS DO MONTEPIO
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
PIB
Inflação
1,2
-2,7
3,4
3,0
1,9
2,0
2,5
2,0
2,2
2,1
2,1
2,1
2,0
2,4
0,3
1,8
2,9
1,5
0,9
1,9
1,0
2,1
2,1
2,1
2,1
2,0
Taxa de Desemprego
Balança Corrente (% PIB)
6,2
8,4
8,0
7,5
7,3
7,1
6,9
7,0
6,9
6,8
6,7
6,6
6,6
0,1
-2,9
-3,5
-2,7
-3,3
-3,0
-2,2
-2,8
-2,3
-2,3
-2,3
-2,1
-1,8
Saldo Orçamental (% PIB)
-0,3
-4,5
-4,9
-3,7
-3,1
-2,8
-1,8
-1,7
-1,3
-0,9
-0,7
-0,6
-0,2
N o t a s : Os da do s his tó ric o s do S a ldo Orç a m e nta l s e gue m a m e to do lo gia do F M I.
POLÍTICA INTERNA
A combinação de um estatuto de maioria, uma oposição
dividida e um rígido controlo de direção do partido têm
facilitado a legislatura para o Governo conservador do
Primeiro-ministro Stephen Harper. O Governo vai
continuar a assumir uma linha dura contra quaisquer
potenciais canadianos extremistas. O Canadá foi abalado
por um ataque armado em outubro de 2014, quando
um homem atirou fatalmente contra um soldado
canadiano no exterior do Parlamento. O incidente foi
utilizado como justificação para um projeto-lei com o
intuito de ampliar os poderes do Canadian Security
Intelligence Service (CSIS) na luta contra o terrorismo. O
projeto-lei vai permitir que o CSIS grave conversas
telefónicas de suspeitos no exterior, que seja fortalecida
a proteção da identidade dos agentes, tornando crime a
divulgação da identidade dos agentes do CSIS. Dado que
os conservadores têm uma maioria parlamentar, a
aprovação do projeto-lei deverá estar garantida.
Com as próximas eleições gerais a aproximarem-se –
deverão realizar-se em outubro –, prevendo-se que os
conservadores voltem a derrotar os liberais, a economia,
um dos principais pontos fortes do partido do poder,
está a ser abalada pela queda dos preços do petróleo.
Harper também enfrenta a “maldição” da longevidade,
com cada ano que passa no poder a fazer aumentar o
desejo de mudança por parte dos eleitores. Atendendo à
referida recente maior fraqueza económica, Harper vai
tentar chamar a atenção do eleitorado para a posição
firme que os conservadores têm assumido em relação ao
crime. Em setembro de 2014 o Governo de Harper
tentou submeter 81 novos tipos de crimes a serem
punidos por lei, dos quais 30 foram aprovados. Com a
aprovação destas novas leis o Governo pretende
aumentar a duração das penas, com a enfâse a recair
sobre a punição dos infratores em vez da reabilitação.
Eleições gerais deverão
realizar-se em outubro
STEPHEN JOSEPH
HARPER
Primeiro-ministro do
Canadá
POLÍTICA EXTERNA
O acesso ao mercado dos Estados Unidos da América
(EUA) é de primordial importância para o Canadá. No
entanto, o relacionamento das duas economias no que
diz respeito à energia está a sofrer alterações. O Canadá
tem tradicionalmente exportado grandes quantidades de
petróleo e de gás natural para os EUA, mas a procura de
energia por parte dos EUA está a cair devido às suas
descobertas de gás de xisto e de petróleo. Além disso,
devido a preocupações ambientais, o Governo norteamericano tem atrasado a aprovação do Keystone XL,
um oleoduto transfronteiriço que iria permitir quase
duplicar a quantidade das importações dos EUA de
petróleo do Canadá. Existem alguns sinais de que as
tensões recentes nas relações entre o Canadá e os EUA
estão a melhorar. Os dois países assinaram, em março,
um acordo para melhorar as práticas aduaneiras, ao nível
3
Departamento de Estudos // Canadá // maio 2015
da circulação de pessoas e bens por via terrestre,
marítima e ferroviária. Tal fará aumentar o comércio
bilateral, mas ambos os países têm ainda que aprovar a
legislação para implementação do acordo.
ATIVIDADE
PIB abrandará em 2015,
refletindo o impacto negativo
provocado pela queda dos
preços do petróleo
O PIB canadiano registou um crescimento em cadeia de
0,6% no 4.º trimestre de 2014 (+2,4% em termos
anualizados), desacelerando ligeiramente após o
acréscimo de 0,8% observado no 3.º trimestre. A
procura interna contribuiu para o acréscimo observado,
registando um crescimento em cadeia de 0,4%
(excluindo a variação de existências), mas desacelerando
igualmente após um aumento de 0,7% no 3.º trimestre.
O consumo privado expandiu 0,5%, sensivelmente o
mesmo que no trimestre anterior e contribuindo para o
crescimento económico observado, assim como o
consumo público, que cresceu igualmente 0,5%, ao
passo que o investimento em capital fixo (FBCF) observou
uma ligeira queda de 0,1%, após um forte 3.º trimestre
(+1,6%). Ao nível do consumo privado assistiu-se a um
aumento tanto do consumo de bens (duradouros e não
duradouros), como de serviços. Já ao nível da FBCF, a
ligeira queda observada no 4.º trimestre foi provocada
por uma diminuição no investimento em estruturas nãoresidenciais (-0,5%) e em máquinas e equipamentos (0,8%). Também a variação de existências apresentou um
contributo positivo para o crescimento em cadeia do PIB
no 4.º trimestre, apresentando mesmo, segundo o
instituto de estatísticas canadiano (Statistics Canada), o
maior contributo positivo entre as principais
componentes, depois de três trimestres a penalizar o
crescimento. Ao nível da procura externa, as exportações
caíram 0,4%, após terem crescido 2,2% no 3.º trimestre,
com esta queda a refletir o pior desempenho das
exportações de bens, atendendo a que as exportações de
serviços registaram um acréscimo. Já as importações
subiram 0,4% no 4.º trimestre, com as exportações
líquidas a terem, assim, um contributo negativo para o
crescimento do PIB canadiano no 4.º trimestre do ano.
Em termos setoriais, a maioria dos principais setores
observou uma expansão da atividade no 4.º trimestre. O
VAB dos serviços subiu 0,6% em cadeia, enquanto o da
indústria expandiu 0,5%. A indústria de extração de
petróleo e de gás, bem como as atividades financeiras e
de seguros, foram as atividades que mais contribuíram
para o crescimento do PIB no trimestre. A título de
comparação, refira-se que a economia canadiana acabou
por crescer no 4.º trimestre de 2014 ligeiramente mais
do que a vizinha economia dos EUA (principal parceiro
económico), que observou um crescimento trimestral
anualizado de 2,2% (+2,4% no caso do Canadá).
Já relativamente a 2015, a estimativa mensal do PIB para
o mês de fevereiro veio apontar para uma estabilização
em cadeia, depois da queda de 0,2% observada em
janeiro (revista dos anteriores -0,1%), com o ligeiro
acréscimo de atividade observado nos serviços (+0,1% vs
-0,2% em janeiro) – em especial do comércio a retalho –
a ser anulado pela queda observada nas indústrias (0,2% vs -0,1% em janeiro). Depois de crescer de forma
robusta no 2.º e 3.º trimestre de 2014, a economia
desacelerou, como referido, no 4.º trimestre, com as
exportações a não conseguirem beneficiar da economia
mais forte dos EUA e da maior fraqueza do dólar
canadiano, levando a um considerável contributo
negativo das exportações líquidas sobre o crescimento
do PIB. Além disso, a maior parte do crescimento no final
de 2014 veio, como referido, de acumulação de stocks, o
que significa que a dinâmica da procura interna já era
fraca e que o crescimento tende a desacelerar ainda mais
no 1.º trimestre de 2015, com as nossas estimativas a
apontarem para que a economia tenha registado um
acréscimo em cadeia de 0,1%, em forte desaceleração
face ao referido acréscimo de 0,6% observado no
trimestre anterior, mas, a confirmar-se, tratando-se de
um resultado ligeiramente mais favorável do que o
previsto recentemente pelo Banco do Canadá, que
previu em meados de abril uma estagnação da
economia.
Em termos anuais, depois do crescimento médio anual
do PIB de 2,5% em 2014, prevemos uma desaceleração
económica da economia canadiana para este ano,
refletindo essencialmente o choque negativo provocado
pelo declínio dos preços do petróleo – o Canadá é um
forte exportador líquido de petróleo –, apontando-se
para um crescimento de 2,0%. Prevemos um regresso às
acelerações em 2016 (+2,2%), com o crescimento médio
anual do PIB canadiano a dever posteriormente iniciar
uma leve trajetória descendente, de gradual
convergência para um crescimento em torno de 2,0%,
crescimento que prevemos observar-se em 2020,
prevendo-se um crescimento médio do PIB de 2,1% para
o período 2016/20.
Ontário deverá ultrapassar em
2015/16 Alberta como o motor
do crescimento canadiano
Apesar de esperarmos apenas uma moderada descida da
taxa de crescimento do PIB em 2015, as províncias
4
Departamento de Estudos // Canadá // maio 2015
produtoras de petróleo como Alberta, Saskatchewan,
Newfoundland e Labrador serão muito atingidas. O corte
no investimento, os despedimentos de trabalhadores e as
menores receitas das empresas terão efeitos sobre toda a
economia. Estes impactos serão parcialmente
compensados pelos benefícios para os consumidores e
para as empresas em poderem usufruir de um preço do
petróleo mais barato e pelo impulso dado aos
exportadores de produtos não-petrolíferos, resultante do
enfraquecimento do dólar canadiano. A província de
Ontário deverá ultrapassar em 2015/16 a província de
Alberta como o motor do crescimento canadiano. O
Quebec também terá beneficiado com o menor preço do
petróleo, que reduziu os custos de produção, tornando
as exportações não energéticas mais competitivas nos
EUA.
Enquanto exportador líquido de petróleo, o declínio dos
preços do petróleo será um importante choque negativo
para a economia, devendo cortar o crescimento
económico em 2015 em cerca de 0,5 p.p., prevendo-se,
como referido, um avanço do PIB de 2,0%.
Efetivamente, já muitos projetos de investimento foram
cancelados. Além disso, o choque negativo nos termos
de troca também terá um impacto negativo sobre as
finanças públicas, reduzindo a capacidade do Governo
para efetuar despesas. Por outro lado, os preços mais
baixos do petróleo, com impacto visível nas descidas nos
preços da gasolina, irão aumentar o rendimento
disponível que pode ser afeto a outros gastos
discricionários. No entanto, devido ao elevado
endividamento das famílias, existe a possibilidade de que
a maior parte dessa folga poder ser direcionada para
poupanças em vez de ser gasta. A depreciação do dólar
canadiano, associada ao choque negativo nos termos de
troca e à divergência esperada entre a política monetária
no Canadá e nos EUA, devem fornecer algum apoio às
exportações. Da mesma forma, a queda dos preços do
petróleo deverá ter um efeito líquido positivo para a
economia dos EUA, com impacto nas exportações
canadianas. No entanto, os dados do comércio mais
recentes continuam a sugerir que as exportações que não
sejam de commodities continuam fracas.
OPORTUNIDADES
O Canadá continuará a fornecer oportunidades de
mercado consistentes com uma economia rica de média
dimensão. Segundo o FMI, o PIB per capita deverá
chegar a 54 487 dólares dos EUA em 2020 ou 52 927
dólares quando medidos pela taxa de câmbio de
paridade de poder de compra (PPC). O consumo das
famílias per capita prevê-se que chegue a 31 000 dólares
em 2020. Perspetiva-se que a recuperação económica
continue e o consumo interno avance de forma
constante. No entanto, o elevado endividamento das
famílias canadianas irá condicionar a sua capacidade em
gastar. Quando as taxas de juro aumentarem, os
consumidores serão obrigados a restringir os seus gastos
e a afetar mais do rendimento para o serviço da dívida.
De um modo genérico, no entanto, a estabilidade do
ambiente operacional deverá fazer do Canadá um
destino atraente para o investimento, para os
trabalhadores qualificados, para a investigação de ponta,
para a ciência e para a inovação. Poderão existir também
algumas oportunidades rentáveis no setor bancário, nas
telecomunicações, nos media e nas companhias aéreas,
especialmente à medida que as restrições de propriedade
nestes setores forem sendo gradualmente removidas.
O Canadá é um mercado atraente em função dos seus
elevados níveis de rendimento, mas as oportunidades de
mercado serão limitadas pelo tamanho relativamente
pequeno da população, que, segundo o FMI, em 2014,
era de 35,5 milhões de pessoas, cerca de 10 vezes menor
que os seus vizinhos EUA. A dimensão pode ser um
impedimento para a entrada no mercado para algumas
empresas, que preferem estabelecer presença direta nos
EUA ou concentrar-se noutros países que ofereçam
maiores economias de escala. A permanência do Canadá
como membro da NAFTA irá garantir que o país continue
a ser um destino de investimento favorável, mas dado
que os níveis elevados de rendimento e fortunas estão
sempre relacionados com a economia dos EUA, o seu
maior mercado de exportação, o Canadá irá permanecer
vulnerável a qualquer deterioração da recuperação
económica dos EUA. Os níveis de rendimento tendem a
variar entre as diferentes províncias do Canadá. O grosso
da população reside nas províncias do Quebec e Ontário,
tal como a maior parte dos grandes aglomerados
urbanos. As províncias rurais tendem a ter rendimentos
médios relativamente mais baixos e são muito menos
povoadas.
Elevados níveis de rendimento
continuarão a compensar a
pequena dimensão da população
5
Departamento de Estudos // Canadá // maio 2015
INFLAÇÃO
A inflação homóloga, medida pelo índice de preços no
consumidor, acelerou em março de 1,0% para 1,2%,
aliviando ligeiramente do nível mínimo desde novembro
de 2013 observado nos dois primeiros meses do ano, e
depois de em junho e outubro do ano passado ter
estado em níveis máximos desde fevereiro de 2012.
Segundo os dados reportados pelo instituto de
estatísticas canadiano (Statistics Canada), os preços dos
veículos de passageiros registaram um acréscimo de
1,8%, após terem contraído 1,0% em fevereiro.
Destaque também para os preços da carne (fresca), que
aumentaram 11,8%, e para os preços dos serviços
telefónicos (+6,3%). Por sua vez, a inflação core acelerou
de 2,1% para 2,4%, crescendo ao maior ritmo desde
dezembro de 2008. Estes dados superaram as
expectativas do mercado (consenso dos analistas
contactados pela Bloomberg), que apontavam para uma
manutenção dos ritmos e crescimentos dos preços (em
+1,0% e +2,1%, respetivamente), indo, de certa forma,
ao encontro das últimas previsões trimestrais do Banco
Central do Canadá (BoC), que no seu Relatório de
Política Monetária de abril (publicado em 15 de abril,
poucos dias antes da divulgação dos dados de março
para a inflação), vieram rever em alta as previsões para a
inflação, passando a estimar uma inflação média de
1,0% para o 1.º trimestre de 2015, acima dos 0,5% que
tinham sido previstos no anterior Relatório de Política
Monetária, de janeiro. A inflação no Canadá está a ser
influenciada por diversos fatores, incluindo: i) uma
moeda mais fraca (em especial relativamente ao dólar
norte americano), que torna os produtos importados
mais caros, provocando, assim, um aumento da inflação
importada; ii) a queda dos preços da energia; iii)
alterações específicas aos setores da indústria da carne e
das telecomunicações. Os preços também têm vindo a
ser pressionados pelo excesso de capacidade produtiva
na economia, que, segundo o BoC, não deverá
desaparecer até o final do próximo ano. Em todo o caso,
segundo o BoC, a economia do Canadá deverá regressar
aos crescimentos no 2.º trimestre deste ano, depois de a
queda do preço do petróleo dever ter causado uma
estagnação no 1.º trimestre, um cenário sensivelmente
em linha com o por nós previsto, pese embora se estime
que a economia tenha acabado por registar um ligeiro
acréscimo em cadeia no 1.º trimestre, de 0,1%. Em
termos prospetivos, em termos médios anuais, a inflação
deverá desacelerar rapidamente em 2015, à medida que
os preços mais baixos das commodities, em especial do
petróleo, se forem transmitindo para os preços finais dos
bens e serviços. A queda no preço do petróleo, por sua
vez, irá reduzir os custos do aquecimento e dos
transportes e viagens. Prevemos uma taxa de inflação
média anual de 1,0% em 2015, em desaceleração face
aos 1,9% observados em 2014. O aumento dos custos
dos combustíveis e a diminuição de desemprego irá
aumentar os preços nos anos seguintes, prevendo-se
uma inflação média de 2,1% para o período 2016/20.
Taxa de inflação de 1,0% em
2015, inferior aos 1,9% de 2014
POLÍTICA MONETÁRIA
Governador do BoC afirmou que
que os baixos preços do petróleo
estavam a ter um impacto
“atroz” sobre a economia
Na reunião de abril (15-abr), o Governador do Banco
Central do Canadá (BoC), Stephen Poloz, afirmou que a
economia estagnou no 1.º trimestre de 2015, arrastada
pela queda do preço do petróleo. As declarações
proferidas em março por Stephen Poloz assumiram
bastante destaque na imprensa, quando afirmou que os
baixos preços do petróleo estavam a ter um impacto
“atroz” sobre a economia canadiana. A economia teve
em 2015 um começo difícil, com o BoC a esperar que o
crescimento da economia tenha estagnado no 1.º
trimestre de 2015 (os dados mais recentes do instituto
de estatística do Canadá mostraram uma estagnação do
PIB em fevereiro, depois de ter contraído -0,2% em
janeiro). Tal levou o BoC a manter a sua taxa de juro de
referência em 0,75% na reunião de abril, depois de a ter
cortado em 25 p.b. na reunião de janeiro, esperando-se
que ocorra mais um corte no início do 2.º semestre,
devendo permanecer nesse nível mais de um ano.
O impacto negativo dos preços baixos do petróleo no
Canadá, o 4.º maior exportador de petróleo do mundo,
não foi inesperado. O que o BoC está assim a tentar
perceber é em que medida o choque do preço do
petróleo foi sentido mais cedo do que o esperado, ou se
isto é apenas o início do impacto e se os eventuais
efeitos venham a ser superiores ao esperado. De acordo
com Poloz, tal só será esclarecido quando mais dados
forem conhecidos e mais tempo tenha passado.
6
Departamento de Estudos // Canadá // maio 2015
Existem alguns impactos positivos dos preços baixos do
petróleo e de um menor valor do dólar canadiano, mas
tais impactos não serão evidentes antes de meados do
ano. O preço do petróleo mais baixo vai aumentar o
consumo privado dos EUA, o maior parceiro comercial
do Canadá. Os EUA tiveram também um mau 1.º
trimestre de 2015, mas foi algo transitório, devido ao
mau tempo e a uma greve portuária. Perspetiva-se que
grande parte das despesas de consumo tenha sido
adiada do 1.º para o 2.º trimestre do ano. A recuperação
dos EUA irá ajudar a exportações não energéticas
canadianas, que serão mais acessíveis para os norteamericanos, devido também ao dólar canadiano mais
fraco.
POLÍTICA CAMBIAL
O dólar canadiano caiu para um mínimo de 6 anos, em
meados de março (1,28 CAD/USD), contra o seu
homólogo dólar americano. A moeda deverá continuar a
depreciar ao longo do próximo ano, pressionada pelos
baixos preços do petróleo, pelo fraco desempenho
económico comparativamente aos EUA e pelas trajetórias
divergentes da política monetária, perspetivando-se que
a Fed inicie o ciclo de subidas de taxas na segunda
metade deste ano. As previsões de consenso apontam
para que o dólar canadiano se situe no final deste ano
em 1,28 CAD/USD, e que aí permaneça em grande parte
de 2016, encerrando esse ano em 1,24 CAD/USD, um
valor inferior ao fecho do mês de abril (1,20 CAD/USD).
O dólar canadiano deverá depois começar a recuperar
gradualmente, sobretudo depois do BoC iniciar o aperto
da sua política monetária, num contexto em que a
economia canadiana ganhe ímpeto. Prevemos que em
2020 o dólar canadiano recupere para os 1,10 CAD/USD.
Moeda poderá fechar 2016 ainda
abaixo dos atuais níveis
POLÍTICA ORÇAMENTAL
O Ministro das Finanças, Joe Oliver, afirmou que irá
propor uma legislação que obrigue o Governo federal a
equilibrar o seu orçamento anual, exceto em
circunstâncias excecionais, como uma recessão, desastres
naturais ou uma guerra.
O Canadá é uma das poucas economias avançadas que
não tem legislação para equilibrar o orçamento, sendo
que Joe Oliver pretende corrigir esta situação. O anúncio
do governante, no passado dia 8 de abril, veio reiterar
uma promessa feita pela primeira vez em outubro de
2013, quando estabeleceu as prioridades do Governo
para a atual legislatura. O Ministro das Finanças afirmou
que a legislação neste âmbito é necessária, de modo a
assegurar que os governos futuros mantenham um
orçamento equilibrado em períodos favoráveis, com o
intuito de manter os impostos baixos, a notação de
rating de AAA do Canadá e atrair capital para novos
negócios. A Canadian Federation of Independent
Business, um grupo representante das empresas
industriais de pequena e média dimensão, e os revisores
oficiais de contas do país (Chartered Professional
Accountants of Canada) apoiam a ideia.
Os críticos da oposição afirmam que é hipócrita que os
conservadores peçam orçamentos equilibrados após a
apresentação de seis défices orçamentais consecutivos.
Estes começaram em 2008/09, quando o Canadá entrou
em recessão, no contexto da crise financeira global. Uma
análise independente efetuada pelo Gabinete
Parlamentar de Apoio ao Orçamento sugere que a
legislação sobre o orçamento equilibrado sinaliza um
compromisso com a prudência orçamental, mas não leva
necessariamente a orçamentos equilibrados. Existe
também a necessidade de saber se esta questão é ou não
constitucional.
Ministro das Finanças quer
introduzir legislação para
obrigar o Governo federal a
equilibrar o orçamento
Em última análise, o anúncio pode representar mais uma
ação política, do que uma intenção real. Joe Oliver
apresentou o orçamento de estado para o ano fiscal
2015/16 no passado dia 21 de abril, poucos meses antes
das eleições gerais, que se realizarão em outubro. O
desempenho económico tem sido relativamente
favorável em termos eleitorais. Mas, como o crescimento
económico deverá abrandar em 2015, será necessário o
Governo fazer mais para manter o seu eleitorado. Joe
Oliver defende ter apresentado um orçamento
equilibrado para o ano fiscal de 2015/16, apesar do
impacto negativo que os preços baixos do petróleo estão
a ter na economia e nas receitas públicas.
A queda dos preços globais do petróleo irá ter impactos
na atividade do setor da energia em Alberta,
7
Departamento de Estudos // Canadá // maio 2015
Newfoundland e Labrador, mas não se prevê que tal
ameace a viabilidade dos oleodutos propostos. O
impacto da queda dos preços globais do petróleo sobre
o Canadá tem sido suavizado por um reforço no valor do
dólar norte-americano e um menor diferencial entre o
preço do crude de Alberta e o WTI, o preço de
referência.
CONTAS EXTERNAS
A alteração das perspetivas para o preço do petróleo e
para a moeda canadiana nos últimos meses alterou
consideravelmente as perspetivas para o setor externo.
Esperamos que o défice da balança corrente se agrave
em 2015 para 2,8% do PIB (-2,2% em 2014), devido a
uma queda no valor das exportações de energia. Este
impacto será parcialmente compensado pelo forte
crescimento económico dos EUA, o principal parceiro
comercial do Canadá, que irá aumentar a procura por
outras exportações canadianas. Posteriormente, o
impacto da maior fraqueza do dólar canadiano tornar-seá evidente em termos de volume, com as exportações de
bens e serviços a aumentarem, enquanto as importações
continuarão a crescer, mas a um ritmo mais lento. O
défice da balança corrente deverá assim começar a
diminuir em 2016, prevendo-se um défice de 2,3% para
o próximo ano e um défice médio de 2,1% para o
período 2017/20.
Défice da balança corrente
deverá agravar-se em 2015,
começando a cair em 2016
POPULAÇÃO
A população do Canadá estava estimada em 35,5
milhões em 2014, um aumento de 1,1% em comparação
com 2013. Nas últimas duas décadas a população tem
vindo a crescer em média cerca de 1% ao ano. A baixa
taxa de crescimento da população em idade ativa,
combinada com um número crescente de pessoas
reformadas, irá aumentar a pressão sobre o sistema de
saúde e de segurança social do país durante o período
de previsão. A população canadiana é mais jovem do que
a da maioria dos outros países do G7, com exceção dos
EUA e do Reino Unido, mas espera-se que envelheça
mais rapidamente do que a maioria. Tal como na maioria
dos outros países industrializados, o Canadá
experimentou o babyboom do pós-guerra (1946-1965).
Dado que aqueles que nasceram durante os anos desse
boom atingiram a idade de 65 anos, a partir de 2011, o
número de idosos canadianos deverá passar de 15% da
população em 2010 para 25% em 2031 e 28% em 2061
(de acordo com as estimativas oficiais). O número de
idosos no Canadá irá ultrapassar o número de crianças
pela 1.ª vez na história do país. A taxa de fecundidade é
um fator importante, e embora esta taxa tenha subido
no país desde 2004, após um longo período de declínio
que começou na década de 1960, mesmo com as
hipóteses mais otimistas do Statistics Canada, a taxa será
de 1,9 filhos por mulher em idade fértil ao longo do
período de previsão, que fica abaixo dos anteriores 2,1
filhos por mulher.
A imigração vai diminuir, mas não inverter as tendências
de envelhecimento do Canadá. A imigração tem sido o
principal motor de crescimento da população desde a
década de 1990, e uma em cada cinco pessoas que vive
no Canadá é estrangeira, a maior proporção do G8. Em
todos os cenários apresentados pelo instituto de
estatística do Canadá, a imigração líquida será
responsável pela maior parte do crescimento da
população nos próximos anos. O Governo do Canadá
estará sob pressão para reduzir o número de
trabalhadores estrangeiros, a fim de encorajar os
empregadores a contratar mais canadianos. O programa
do trabalhador estrangeiro temporário destina-se a
ajudar os empregadores que não conseguem encontrar
trabalhadores devido ao tipo de trabalho ou à escassez
de competências, mas é algo controverso visto que o
trabalho estrangeiro temporário aumentou
acentuadamente na última década, triplicando entre
2003 e 2012. Este programa é separado do mais
abrangente programa de imigração: na década que
terminou em 2012, cerca de 250 mil pessoas por ano
foram admitidas no Canadá na categoria de residente
permanente. O Governo federal vai fazer alterações para
acelerar a admissão de residentes permanentes e
selecionar aqueles cujas habilitações estão a ser
procuradas, com a imigração a passar a ser mais dirigida
para os setores em que existe um défice interno de
trabalhadores qualificados.
População vai envelhecer mais
rapidamente do que a dos EUA
A percentagem de canadianos em idade de trabalhar
deverá diminuir progressivamente a partir de uma
estimativa de 69% em 2012, para apenas 60% em 2036
8
Departamento de Estudos // Canadá // maio 2015
(estimado pelo INE do Canadá), quando grande parte da
população do babyboom já estará reformada. Para
sustentar este envelhecimento da população seriam
necessários elevados níveis de imigração durante o
período para evitar uma diminuição da população ativa.
Os políticos, tanto a nível federal, como provincial, estão
a monitorizar o aumento da pressão que o
envelhecimento da população irá exercer sobre os
sistemas de saúde e de pensões do país. A esperança
média de vida no Canadá tem vindo a aumentar, em
linha com outros países industrializados, nas últimas três
décadas e continuará a aumentar durante o período de
previsão. Tal facto levou o atual Governo, em 2012, a
aumentar a idade oficial de reforma de 65 para 67 anos,
durante o período 2023/29, a fim de assegurar a
sustentabilidade financeira dos programas da segurança
social
Imigração jovem vai abrandar,
mas não parar a tendência de
envelhecimento do Canadá
PERSPETIVAS DE MÉDIO LONGO PRAZO
A economia canadiana deverá expandir a uma média de
2,0% por ano no período 2015/30, um pouco mais lento
que o crescimento médio anual de 2,7% alcançado nos
anos de 1980 e 1990. O forte desempenho dependeu
basicamente dos laços económicos com os EUA, que têm
sido um obstáculo ao crescimento do Canadá desde a
crise económica e financeira iniciada em 2008. No
entanto, no longo prazo, os laços com os EUA vão ajudar
o Canadá a permanecer como uma das economias
desenvolvidas mais dinâmicas.
PIB deverá crescer a um ritmo
médio anual de 2,0% no período
2015/30 (+2,7% em 1980/99)
O Canadá já possui muitos dos fundamentos necessário
para a prosperidade no longo prazo. O mais importante
é a sua estreita relação comercial com os EUA, com o
Canadá a beneficiar também de um dos melhores
ambientes de negócios do mundo. Tal deve-se
especialmente à elevada estabilidade macroeconómica e
à elevada abertura ao comércio externo, às políticas de
incentivo à iniciativa privada e à concorrência, uma
ampla gama de oportunidades de mercado e a poucas
restrições sobre a capacidade das empresas obterem
financiamento. Mesmo nas categorias em que o Canadá
apresenta menores classificações – tal como o mercado
de trabalho e o regime fiscal –, o país compara
favoravelmente com os outros países que fazem parte do
G7. Embora o mercado de trabalho seja um dos
elementos mais fracos do ambiente de negócios no
Canadá, a força de trabalho canadiana é altamente
qualificada, com a média de anos de escolaridade por
trabalhador a situar-se nos níveis mais elevados entre os
países do G7.
Existem também fatores negativos. A produtividade do
trabalho (medida pela produção por trabalhador) tem
estado abaixo da dos EUA, mas com o respetivo
crescimento médio a dever situar-se em 1,8% por ano
no período 2015/30, prevendo-se que os esforços do
Governo federal para aumentar a produtividade através
da educação, formação e investimento, particularmente
em tecnologia, venham a trazer dividendos no futuro. A
questão da excessiva regulação salarial poderá ser
também melhorada pelo Governo, no sentido de
aumentar a flexibilidade do mercado laboral. Apesar da
desregulamentação da maior parte do mercado interno,
a liberalização de vários setores continua a ser uma
questão politicamente controversa, especialmente ao
nível dos serviços financeiros. Espera-se que a
desregulamentação ganhe impulso, especialmente à
medida que as empresas canadianas forem sentindo a
pressão concorrencial das empresas estrangeiras.
Crescimento da população em
idade ativa moderado em
2021/30
Em termos de tendências demográficas, tal como a
maioria dos países da OCDE, o Canadá enfrenta o
problema do envelhecimento da população e de
diminuição da taxa de natalidade, que são apenas
parcialmente compensados por fluxos migratórios
consideráveis. A afluência de trabalhadores de migração
e o aumento da participação das mulheres e dos mais
velhos não deverão ser suficientes para compensar
totalmente o impacto do rápido envelhecimento da
população na força de trabalho. Os primeiros canadianos
que nasceram no babyboom – o considerável número de
canadianos nascidos entre 1946 e 1965 – atingiu a idade
de reforma, 65 anos, em 2011, e este facto vai provocar
um aumento na proporção de reformados no total da
população. Os dados do INE do Canadá indicam que em
2001 a percentagem da população com mais de 65 anos
de idade atingiu 13%. Em 2025 esta deverá exceder os
20%. Tal tem implicações nas despesas de saúde e
9
Departamento de Estudos // Canadá // maio 2015
noutras formas de assistência aos idosos. O sistema
público de pensões do Canadá está parcialmente
financiado (é dotado de um stock de ativos suficientes
para estabilizar as contribuições para os próximos 75
anos) e deve permanecer relativamente pouco afetado
por esse processo. O crescimento da população em idade
ativa será moderado em 2021/30, o que irá conter o
crescimento do PIB. Atualmente, melhorar a
produtividade do trabalho tornar-se-á o objetivo mais
importante se o Governo pretender manter os padrões
de vida ou o PIB per capita da população.
Em termos de condições externas, a percentagem da
produção transacionável do Canadá é relativamente
elevada. As exportações de bens e serviços são
responsáveis por cerca de um terço do PIB, com cerca de
75% dos produtos exportados a serem vendidos para os
EUA. O crescimento da procura dos EUA tem sido fraco
desde que a crise económica e financeira teve início, em
2008, mas deverá recuperar e atingir níveis consideráveis
para os padrões do G7. Outras economias desenvolvidas
orientadas para o comércio externo, como os EstadosMembros da União Europeia (UE), estão mais expostas
aos mercados de crescimento mais lento,
designadamente os outros países membros da UE. Mas
os exportadores canadianos estão empenhados em
diversificar os destinos das suas exportações. A NAFTA
abriu os mercados no México e o Governo vai continuar
a trabalhar para estender a NAFTA até esta abranger
toda a América Latina através da criação da Área de Livre
Comércio das Américas (ALCA). Mais importante, as
empresas canadianas irão cada vez mais tentar chegar ao
crescente mercado chinês, permanecendo mais recetivas
que as empresas dos EUA aos fluxos de capitais chineses
para a sua economia. A procura dos mercados
emergentes também será importante para as
exportações de commodities. As relações externas com
os países na região do Ártico estão a ganhar importância.
À medida que o Ártico se torna cada vez mais navegável,
novos desafios podem surgir entre estas nações.
Em termos de instituições e tendências políticas, o
Canadá tem instituições políticas fortes e uma recente
reputação de políticas sãs. Um exemplo deste último
aspeto foi a sua adesão aos excedentes orçamentais
desde meados da década de 1990. A crise financeira
iniciada em 2008 e a recessão do país em 2009
empurraram o Canadá para uma situação de défice
orçamental, em 2008, mas a sua situação financeira
mantém-se forte quando comparado com a de outros
países da OCDE, e o Governo tem estado a conseguir
implementar uma consolidação orçamental, prevendo-se
que chegue a 2020 com o saldo orçamental
praticamente equilibrado (-0,2% do PIB, segundo o FMI).
Tanto o Governo, como a oposição têm feito apreciações
sobre as áreas em que o Canadá precisa de se concentrar
para melhorar o seu desempenho a longo prazo. Estes
incluem a necessidade de grandes investimentos em
infraestruturas públicas e orientar o ensino e as
qualificações para suportar um aumento da força de
trabalho baseada no conhecimento. Dados os esforços
do Governo antes da crise financeira global para reduzir
o stock de dívida pública, o país é bem capaz de reunir
os recursos necessários para pagar essas iniciativas no
mercado de dívida se os saldos orçamentais e os fundos
de contingência orçamental não forem suficientes.
As nossas projeções de crescimento de longo prazo
assumem que a Confederação Canadiana permanece
intacta (em termos territoriais) ao longo do período de
previsão. Este é um pressuposto importante, atendendo
ao permanente interesse do Quebec em se tornar
independente do Canadá. Embora o apoio à
independência do Quebec esteja longe dos níveis
observados em meados de 1980 e meados de 1990, este
poderá aumentar. Tal pode tornar-se uma questão mais
importante no final da década, particularmente se as
promessas feitas pelo atual Governo conservador para
uma maior autonomia do Quebec não forem cumpridas.
Previsão para o crescimento
médio do PIB per capita é de
1,2% ao ano entre 2013/30
Relativamente ao desempenho a longo prazo: a
previsão para o crescimento médio do PIB per capita é de
1,2% ao ano, em termos reais, entre 2013/30. Trata-se
de um bom resultado em termos históricos, com o
crescimento médio a ser apenas ligeiramente superior
nos últimos 25 anos (+1,2%), e reflete a subida
constante dos ganhos de produtividade do trabalho
durante o período de previsão, impulsionados pelas
iniciativas do Governo. A taxa de crescimento dos EUA
também desempenha um papel fulcral dada a
importância deste mercado para os exportadores
canadianos.
Existem tanto riscos positivos, como negativos para estas
previsões. Do lado dos riscos positivos, as nossas
previsões assumem apenas modestas melhorias em
algumas categorias do já atrativo ambiente de negócios,
mas ainda há espaço para melhorias adicionais. Se o
Governo abordar a questão do excesso de regulação do
mercado de trabalho, enquanto implementa reformas
modestas nas instituições do Governo, o crescimento a
longo prazo poderá ser mais elevado. Do lado dos riscos
negativos, qualquer deterioração no ambiente de
negócios poderia limitar a capacidade do país em
abordar questões ligadas ao mercado de trabalho e à
reforma do setor dos serviços financeiros. Existe também
um risco de um prolongado período de crescimento
fraco dos EUA, o que seria um fator negativo para as
perspetivas de crescimento de longo prazo do Canadá.
10
Departamento de Estudos // Canadá // maio 2015
ÍNDICE DE LIBERDADE ECONÓMICA
- The Heritage Foundation
Canadá é a 6ª economia mais livre
dos países que compõem o índice
em 2015
A pontuação do Canadá ao nível da liberdade económica
é de 79,1 pontos, correspondendo à 6.ª economia mais
livre dos países que compõem o índice em 2015. Trata-se
de um resultado que fica 1,1 pontos abaixo do
observado no ano anterior, com as melhorias modestas
na liberdade monetária e no controlo dos gastos públicos
a serem superadas pelos declínios na liberdade laboral e
na liberdade de corrupção. O Canadá continua a ser a
economia mais livre da América do Norte. Ao longo dos
últimos 5 anos, a liberdade económica do Canadá
diminuiu 1,7 pontos, destacando uma tendência que
levou o país à categoria de economias “maioritariamente
livres”, pela 1.ª vez desde 2007. Os declínios foram
distribuídos por 5 das 10 liberdades económicas, com
um aumento do nível de corrupção a contribuir para uma
pontuação mais moderada do Canadá. No entanto, o
Canadá continua a ser um dos países com um ambiente
de negócios mais estável do mundo e um destino
atrativo para o investimento. Com o 2.º melhor regime
mundial de direitos de propriedade, reforçando a boa
posição das empresas para o comércio global, o Canadá
tem uma base sólida ao nível da liberdade económica. O
setor financeiro é competitivo e a sua eficiência é
apoiada por práticas prudentes de concessão de crédito
aliadas a uma boa supervisão.
Enquadramento
O Primeiro-ministro Stephen Harper e o seu Partido
Conservador têm governado desde 2011, com uma forte
maioria parlamentar de 166 dos 308 assentos. Com 103
lugares, o social-democrata Novo Partido Democrático
tornou-se o principal partido da oposição pela 1.ª vez. As
próximas eleições devem ser realizadas, o mais tardar,
até 19 de outubro, quando 30 novos assentos serão
adicionados à Câmara dos Comuns para aumentar a
representação das províncias com população em
Estado de Direito
A robusta liberdade económica do Canadá assenta sobre
um sistema judicial com um impecável histórico de
independência e transparência. O Governo persegue a
corrupção vigorosamente. A propriedade privada é bem
protegida. Em 2014, o Supremo Tribunal, reconheceu pela
1.ª vez a propriedade de um terreno pertencente a
indígenas. A execução de contratos é muito segura e a
expropriação é extremamente incomum. A proteção dos
direitos de propriedade intelectual é consistente com os
padrões mundiais.
Intervenção do Governo
A taxa máxima de IRS é de 29% e a de IRC de 15%.
Outros impostos incluem um imposto sobre propriedade e
o IVA. A carga fiscal é equivalente a 30,7% do PIB, a
despesa pública a 41,5% do PIB e a dívida pública a 89%.
crescimento. As diversidades geográficas e de dimensão
do Canadá estão refletidas num sistema democrático que
proporciona uma autonomia substancial para as suas 13
províncias e territórios. Os cerca de 20% dos canadianos
para quem o francês é a língua nativa estão fortemente
concentrados no Quebec. O Canadá é um grande
exportador de petróleo, minerais, automóveis, produtos
transformados e produtos florestais, estando a sua
economia profundamente ligada à dos EUA.
Eficácia da Regulação
Sem existência de capital mínimo, a criação de uma
empresa pressupõe apenas um procedimento e leva
apenas 5 dias, mas para completar os requisitos de
licenciamento são necessários, em média, mais de 200
dias. O mercado de trabalho continua a ser relativamente
flexível e os custos com os trabalhadores são moderados.
O Governo subsidia amplamente a energia e a agricultura
e controla praticamente todos os preços ligados aos
cuidados de saúde através de um programa nacional de
pagamento único.
Abertura Económica
A pauta aduaneira média do Canadá é baixa, de apenas
0,8%. O Canadá continua a negociar acordos de livre
comércio, mas restringe as importações de produtos
lácteos. O investimento estrangeiro em alguns setores da
economia, incluindo companhias aéreas e de
telecomunicações, está regulamentado. As instituições
financeiras oferecem uma ampla gama de serviços e o
crédito está prontamente disponível de acordo com as
condições de mercado. O setor bancário permanece
estável e os mercados financeiros estão bem
desenvolvidos.
11
Departamento de Estudos // Canadá // maio 2015
INDICADORES DE RISCO
Rating Heritage Foundation
SCORE %
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
Overall Score
75,8
77,4
78,0
80,2
80,5
80,4
80,8
79,9
79,4
80,2
79,1
Property Rights
90,0
90,0
90,0
90,0
90,0
90,0
90,0
90,0
90,0
90,0
90,0
Freedom from Corruption
87,0
85,0
84,0
85,0
87,0
87,0
87,0
89,0
87,0
87,7
81,0
Government spending
50,8
53,4
52,2
53,7
53,7
54,1
52,7
41,7
44,8
47,3
48,3
Fiscal Freedom
75,1
75,3
75,9
75,5
76,6
76,7
78,0
79,2
79,8
79,7
79,9
Business Freedom
85,0
96,9
96,8
96,7
96,5
96,5
96,4
96,6
91,7
89,3
89,0
Labor Freedom
82,2
84,2
82,5
82,7
81,9
81,5
81,7
81,8
82,3
83,1
76,1
Monetary Freedom
84,7
85,9
80,7
81,0
80,8
75,4
78,8
77,3
75,2
76,3
77,9
Trade Freedom
82,8
83,2
88,2
87,0
88,2
88,1
88,1
87,9
88,2
88,3
88,4
Investment Freedom
50,0
50,0
60,0
70,0
70,0
75,0
75,0
75,0
75,0
80,0
80,0
Financial Freedom
70,0
70,0
70,0
80,0
80,0
80,0
80,0
80,0
80,0
80,0
80,0
F o n t e : The He rita ge F o unda tio n.
COUNTRY’S SCORE OVER TIME
COUNTRY COMPARISONS
Rating EIU (The Economist Inteligence Unit)
SCORE %
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2013
2014
Country Risk
-
-
13,0
17,0
17,0
19,0
19,0
21,0
19,0
21,0
20,0
A
A
Sovereign*
-
-
12,0
13,0
13,0
18,0
17,0
20,0
19,0
20,0
21,0
A
A
Currency*
-
-
15,0
19,0
19,0
19,0
21,0
23,0
20,0
23,0
21,0
A
A
Economic
-
-
13,0
13,0
15,0
15,0
23,0
23,0
23,0
25,0
28,0
A
A
Political
-
-
5,0
7,0
6,0
5,0
5,0
6,0
7,0
7,0
10,0
AAA
AA
Banking*
-
-
12,0
20,0
18,0
21,0
20,0
21,0
19,0
19,0
19,0
AA
AA
F o n t e : EIU. No ta (*): Utiliza do na c o ntruç ã o do "C o untry R is k".
RATING DAS AGÊNCIAS
Mo o dy ' s
S&P
Fi t ch
Aaa
AAA
AAA
12
Departamento de Estudos // Canadá // maio 2015
CHART BOOK
Canada - GDP Grow th
%
Canada – Per Capita GDP
$
4
54,000
3
Canada – Investment (% GDP)
%
25.0
56,000
24.5
52,000
2
50,000
24.0
1
48,000
23.5
46,000
23.0
44,000
42,000
22.5
40,000
22.0
38,000
Canada – Gross National Saving (% GDP)
%
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
% GDP
Source: IMF (April 2015)
Canada – Current Account (% GDP)
Canada – Inflation Rate
%
3.2
2
25
2009
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
Per Capita GDP
Source: IMF (April 2015)
%
26
2009
2008
2007
2006
2005
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2008
2007
2006
2005
2009
GDP Growth (%)
Source: IMF (April 2015)
2008
21.5
36,000
2007
-3
2006
-2
2005
0
-1
2.8
1
24
2.4
0
23
22
2.0
1.6
-1
21
1.2
-2
0.8
20
-3
0.4
Canada – Unemployment Rate
%
% GDP
Source: IMF (April 2015)
Canada – Public Debt (% GDP)
%
2
8.0
88
1
84
0
80
-1
76
-2
72
-3
6.4
68
-4
6.0
64
-5
2020
2019
2018
Canada – Budget Balance (% GDP)
%
92
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2009
2008
2010
Inflation Rate
Source: IMF (April 2015)
8.4
7.6
2007
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2009
2008
2007
2006
2005
2010
% GDP
Source: IMF (April 2015)
2006
0.0
-4
18
2005
19
8
38
1.12
4
37
1.08
36
1.04
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
0
-4
-8
-12
Source: IMF (April 2015)
Exports Growth (%)
Source: IMF (April 2015)
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
-16
2005
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
-16
2010
0.88
2009
32
2008
-12
2007
0.92
2006
33
2005
2008
4
-8
0.96
Growth Rate (%)
2007
8
0
34
Population
2006
12
1.00
Source: IMF (April 2015)
Canada - Imports Grow th
%
16
-4
35
2005
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
Canada - Exports Grow th
%
1.16
% GDP
Source: IMF (April 2015)
2006
%
% GDP
Source: IMF (April 2015)
2005
Canada - Population
39
2007
2005
2020
Unemployment Rate
Source: IMF (April 2015)
10^6
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
2005
6.8
2006
7.2
Imports Growth (%)
13
Departamento
de Estudos
// Canadá
// maio//maio
2015
Departamento
de Estudos
// Canadá
2015
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS
Rui Bernardes Serra Chief Economist
[email protected]
José Miguel Moreira Senior Economist
[email protected]
Margarida Filipe Junior Economist
[email protected]
Artur Patrício Junior Economist
[email protected]
APOIO À INTERNACIONALIZAÇÃO
DAS EMPRESAS
Florbela Cunha Head of Unit
[email protected]
Rita Marques Trade Finance
[email protected]
Luis Carv alho Africa Business
[email protected]
Carla Marques Mendes
International Business Advisor
[email protected]
Alex andra Nev es
International Business Advisor
[email protected]
AD VERTÊNCIA
Este documento foi elaborado pelo Departamento de Estudos da Caixa Económica Montepio Geral e é disponibilizado com intuito e
para fins exclusivamente informativos.
Todos os dados, análises e considerações nele contidas estão simplesmente baseadas no que estimamos ser as melhores
informações disponíveis, recolhidas a partir de fontes oficiais e outras consideradas credíveis, não assumindo, todavia, qualquer
responsabilidade por erros, omissões ou inexatidões das mesmas.
As opiniões e previsões expressas refletem somente a perspetiva e os pontos de vista dos autores na data da sua elaboração,
podendo ser livremente modificadas a todo o tempo e sem aviso prévio.
Neste contexto, o presente documento não pode, em circunstância alguma, ser entendido como convite ao investimento, seja de
que natureza for, nem como proposta ou oferta de negócio de qualquer tipo.
Qualquer decisão de investimento deve ser devidamente ponderada, fundamentada na análise crítica, pelo investidor, de toda a
informação publicamente disponível sobre os ativos a que respeita, suas características e adequação ao perfil de risco assumido, e
devem ter em conta todos os documentos emitidos ao abrigo da regulamentação das entidades de supervisão, nomeadamente da
Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
Nem o Montepio, na qualidade de emitente do documento, nem nenhuma entidade sua dominante ou dominada ou qualquer
outra integrante do Grupo Montepio em que se insere, pode, consequentemente, ser responsabilizada por eventuais perdas ou
prejuízos decorrentes de decisões de investimento que, quem quer que seja, tenha tomado, mesmo que por levar em conta
elementos constantes deste documento.
Por outro lado, uma vez que este documento não contempla qualquer tipo de informação privilegiada ou reservada, nem constitui
nenhum conselho ou convite ao investimento, as empresas do Grupo Montepio mantêm o direito de, nos limites da lei, transacionar
ou não, ocasional ou regularmente, qualquer ativo direta ou indiretamente relacionado com o âmbito deste relatório.
O relatório pode ser reproduzido, desde que seja citada a fonte.
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