MOSTRA CIENTÍFICO-CULTURAL
2015
COLÉGIO ANTARES
2ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO
OPÇÃO 1 – MOBILIDADES URBANAS PARA A FORMAÇÃO DA
POPULAÇÃO BRASILIENSE.
Para o estudo dos deslocamentos populacionais, duas grandes variáveis devem
ser consideradas: os fatores de repulsão e os fatores de atração. Os fatores de atração
estão ligados, no caso do Brasil, ao desenvolvimento industrial e econômico das
grandes cidades. A modernização brasileira, tardia e incompleta também explica,
mesmo que não em sua totalidade, o desastre da história social das grandes cidades do
Brasil.
Ocorrida principalmente após a Segunda Guerra Mundial, a indústria foi
incentivada, sobretudo, por políticas estatais e de abertura do território às empresas
estrangeiras. Mesmo com impactos relacionados às mudanças históricas do período,
êxodo rural em excesso e macrocefalia urbana, o ideal modernizador prevaleceu. No
caso de Brasília, a criação da NOVACAP marcou o início de um processo ilustrativo da
urbanização brasileira. Hoje, os problemas urbanos de Brasília são gritantes quanto à
ocupação do próprio plano piloto e principalmente, das cidades satélites. Mas como
explicar tais problemas em uma cidade reconhecida mundialmente como referência da
arte e da arquitetura arrojada? Brasília carrega uma das características fundamentais da
urbanização brasileira: a contradição. Esse é o aspecto focal a ser trabalhado no estudo
do meio aqui apresentado. Se por um lado há uma referência fundamental à importância
artística da cidade, por outro não é possível esquecer o seu entorno e todos os problemas
daí derivados. Para realizar esse trabalho, os alunos deverão considerar a relevância do
tema para objetivos mais pragmáticos, como vestibular e conteúdo no Ensino Médio,
mas também atender às demandas mais gerais e abrangentes como visão do mundo,
relevância social do tempo e compreensão do país e das situações nacionais. O trabalho
de levantamento das fontes secundários se basearão na leitura e interpretação de dois
livros fundamentais: Por uma outra globalização, de autoria de Milton Santos e Espaço
Urbano, de Roberto Lobato Corrêa de Andrade.
Quanto à coleta de informações juntos às fontes primárias, nos utilizaremos de
pesquisas junto aos museus que retratam a presença de imigrantes (museu JK e Israel
Pinheiro), principalmente dos nordestinos, entrevistas aleatórios fechadas de
amostragem reduzida e com objetivos estruturais e visitas a pelo menos 2 cidades
satélites (provavelmente a cidade Estrutural e Taguatinga). Uma terceira etapa
importante é assinalar a reprodução do espaço nordestino na cidade de Brasília, que
varia desde casas de comércio de gêneros alimentícios tradicionais até espaços de
encontro cultural como feiras instaladas e reutilizadas para o danças típicas. É
fundamental avaliar as transformações paisagísticas da presença do povo nordestino
naquela cidade e a incorporação dos costumes no espaço.
OPÇÃO 02- HISTÓRIA DA INTERIORIZAÇÃO DAS CAPITAIS
BRASILEIROS
O tema da interiorização da capital no Brasil contribuirá para levar o estudante a
pensar e conhecer a História do país desde o período colonial, quando a administração
se instala no litoral (Salvador e Rio de Janeiro) conforme conveniência do Estado
português;até o momento em que se passa a conceber a ideia de independência
(7/9/1822) e a melhor acomodação do poder a serviço da elite dirigente que conduziu o
processo; chegando aos nossos dias, depois de passar pela concepção e construção de
Brasília.
Ao tratar de questões sobre a instalação e acomodação do poder do ponto de vista físico,
transferências de capitais, entendida como sede central da administração publica, o
estudante deverá identificar quem o exerce, que interesses leva em consideração ao
fazê-lo, que relação estabelece com os diferentes segmentos que compõe a sociedade,
como serve a ela e como se protege dela também. Poderá ainda refletir sobre as relações
internacionais travadas pelo Brasil com os países vizinhos desde o surgimento da nação
(1822), até os dias de hoje, bem como com todos os demais países com que nos
relacionamos comercial, politica e diplomaticamente. Neste sentido, a ida à Brasília lhe
permitirá reconhecer a importância, vantagens e desvantagens do isolamento do poder e
também a dificuldade de funcionamento de uma cidade que foi concebida para meio
milhão de habitantes e que quintuplicou esse número em 50 anos. Notará as
dificuldades geofísicas locais;a viabilidade urbana, apesar da arquitetura ultramoderna
desde o projeto inicial e a forma como ele foi respeitado e seguido no crescimento da
cidade; a própria arquitetura local, suas características técnicas e artísticas e como ela
serve à sociedade e à administração publica federal. Enfim ele poderá refletir sobre se
Brasília funciona, a serviço de quem e como. Além do estudo do meio em Brasília,
sugerimos como bibliografia básica livros de História do Brasil em geral e
particularmente a obra de Boris Fausto da Editora Saraiva. Poderão ainda ser utilizadas
obras especificas sobre a História de Brasília, bem como sobre as cidades do Rio de
Janeiro e Salvador de quando eram capitais do Brasil. Sugerimos também a leitura de
“História da Política Exterior do Brasil” de Clodoaldo Bueno e Amado Luiz Cervo da
Ed. Ática. Naturalmente poderá ser utilizada a internet para pesquisas com sites
específicos sobre temas afins.
Os alunos que se dispuserem a trabalhar este tema poderão escolher entre os
subtemas sugeridos a seguir:
a) Capitais do Brasil – por que as transferências?
b) Capitais do Brasil – o que está por traz das localizações geografias?
c) A arquitetura de Brasília. Lúcio Costa e Oscar Niemayer.
d) Brasília e os três poderes. As instalações do poder.
e) Brasília e os três poderes. O funcionamento dos poderes. Legislativo, Executivo
e Judiciário.
f) Diplomacia e as relações externas do Brasil.
Outros subtemas podem ser apresentados pelos próprios alunos, mas estarão sujeitos à
apreciação e aprovação ou não dos professores.
A apresentação final dos trabalhos da mostra deverá refletir tanto os estudos,
leituras e a intervenção orientadora do professor, quanto as observações, anotações e
demais trabalhos realizados em Brasília.
OPÇÃO 03 - O INGLÊS NO CENÁRIO DIPLOMÁTICO EM BRASÍLIA
A condução da relação entre povos e nações nas áreas política, econômica,
social, militar, cultural e legal é primordial em um mundo globalizado. É importante
levar-se em conta que as diferenças culturais e ideológicas existem e devem ser
respeitadas. Nesse contexto, está o importante papel do profissional das relações
internacionais que pode atuar em várias esferas; no entanto, delimitaremos nosso tema
ao cenário do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), também chamado
de Itamaraty, que é um órgão do Poder Executivo, responsável pelo assessoramento
do Presidente da República na formulação, no desempenho e no acompanhamento das
relações do Brasil com outros países e organismos internacionais.
Dessa forma, na condução de tais relações, a atuação do Itamaraty está em
exercer as tarefas clássicas da diplomacia que são representar, informar e negociar.
Atualmente, o Brasil mantém relações com 192 países membros da ONU e conta com
135 embaixadas somente em Brasília. Para tanto, torna-se necessária à utilização de um
idioma global para as comunicações – o inglês.
Sendo assim, sugere-se aos alunos da 2ª série que pesquisem, em Brasília as
potencialidades desse trabalho diplomático e a importância da língua inglesa em tal
contexto. Aos alunos que optarem por esse tema, será possível a divisão em subtemas:
a) Processo Seletivo e Ingresso nas Embaixadas, no caso, já há um roteiro de
embaixadas encaminhado pelas disciplinas de Geografia e História,
envolvendo provavelmente países da América do Sul.
b) Missões Diplomáticas e seus programas (PNUD – Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento), Intervenções Militares, como no Haiti e
chancelaria para o recebimento de comissões internacionais no Itamaraty.
c) Política Externa;
d) Instituto Rio Branco – cursos de formação e aperfeiçoamento de diplomatas.
Algumas
sugestões
preliminares
http://www.funag.gov.br/pt_br/,
de
sites:
http://www.itamaraty.gov.br,
http://www.institutoriobranco.mre.gov.br/pt-br,
file:///C:/Users/user/Downloads/LivroRefugioBrasil.pdf. As referências bibliográficas
serão apontadas posteriormente à escolha dos grupos.
OPÇÃO 04 – BRASÍLIA E A PRODUÇÃO LITERÁRIA
No ano de Inauguração de Brasília, 1960, o cenário literário brasileiro concebeu
duas vertentes que se antagonizaram: a dos “mudancistas” e a dos “antimudancistas”.
Nesse sentido, nomes de compositores, como Billy Blanco e Ataulfo Alves, na música,
e Rubem Braga e Nelson Rodrigues, entre outros, na crônica literária jornalística, os
quais, por meio de suas produções artísticas e jornalísticas, traduziram suas visões de
mundo em relação à nova cidade. Não se tratava, meramente, de rixa literária; era,
antes, a “novidade de concreto armado que brotava em tempo recorde no meio de
Goiás”¹, suscitando em tais autores uma produção fecunda para a cultura nacional do
período. Foi como resultante desse evento que a cultura popular recebeu sambas
antípodas de Billy Blanco e Ataulfo Alves, principalmente através da radiodifusão;
entre elas a Rádio Nacional.
A imprensa do período, por sua vez, guardou os melhores registros da “briga”
entre intelectuais – Rubem Braga e Nelson Rodrigues, Carlos Drummond de Andrade,
José Lins do Rego, Josué Montello, em seus respectivos escritos para a crônica
jornalística. Periódicos, como a Revista Cruzeiro e Manchete, também encarregaramse de divulgar uma série de artigos opinativos com seu colunismo social. Também
editorias, a exemplo do Correio da Manhã, enfileiraram opiniões sobre o florescimento
de Brasília.
Soa, de modo interessante, portanto, uma pesquisa que se concentre em focalizar
o cenário da produção jornalística, literária e musical tendo como pano de fundo a
inauguração da cidade de Brasília na década de 60, e sua repercussão nacional.
Referência:
1. RODRIGUES, Sérgio: Encanto não se transfere; Revista Veja, Nº2138;
ANO 42, Edição Especial, novembro de 2009.
2. LESSA, Carlos: livro -O Rio de Todos.
3. Sambas de Ataulfo Alves e Billy Blanco.
OPÇÃO 05- O FALAR CANDANGO EM NOVO ESPAÇO NACIONAL
Segundo a autora Stella Bortoni, doutora em lingüística, cujo livro intitula-se “O
falar candango”, considera-se que não há, necessariamente um dialeto em Brasília,
mas que a falta de marcas, ou seja, a mistura delas faz com que os sotaques de
diferentes regiões do país percam muito de sua peculiaridade. Porém, com o passar do
tempo, o Distrito Federal adotou, genericamente, o “falar candango”¹, o qual já reúne
expressões únicas, também resultantes da arquitetura brasiliense. O questionamento
entre qual o termo mais adequado para definir o morador da capital do país- “candango
ou brasiliense” surge como essencial para os estudiosos do dialeto local.
Como extensão desse processo cultural e linguístico, há, também, nos anos 80, o
surgimento de bandas como Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude, Detrito Federal
e outros grupos, embora muitos de seus componentes não fossem nascidos em Brasília,
ainda assim, adotaram a cidade como pano de fundo para suas reflexões.
O movimento candango, conhecido por seus ritmos dissonantes, sintetizou a
esfera cultural do Distrito Federal, que, segundo Adriano Siri, da Cia. de Comédia Os
Melhores do Mundo, afirma que Brasília nem é um lugar qualquer.
Uma pesquisa interessante poderia abordar a produção cultural de Brasília dos
anos 80, considerando o teor das letras musicais das bandas citadas, cujas ênfases
oscilam entre o estilo citadino e as preocupações nacionais. Muitas destas composições
“captaram a atmosfera daquele tempo, mescladas ao estado de espírito e o desenho
urbano da cidade”².
Referência:
1. A primeira menção ao termo candango aparece no dicionário compilado
pot Cândido de Figueiredo, em 1899.
2. Citação de Carlos Marcelo, em Renato Russo: o filho da Revolução, editora
Agir.
OPÇÃO 06 - ÁGUA
Em nível mundial, no decurso das últimas décadas, tem-se assistido a uma
utilização cada vez mais intensiva dos recursos hídricos existentes para satisfação das
necessidades humanas, como consequência tanto do crescente aumento populacional,
como da alteração dos hábitos de consumo e higiene, intrínsecamente ligados a padrões
estabelecidos
de
melhor
qualidade
de
vida.
Paralelamente,
assistiu-se
ao
desenvolvimento e introdução de novas técnicas e metodologias agrícolas, assim como
à implementação de novas atividades industriais e reorganização das anteriormente
existentes, visando a otimização de produção e redução de custos. Neste enquadramento
e para sustentação de todas estas necessidades de água, foi necessário recorrer a fontes
alternativas, diferentes das até então tradicionalmente utilizadas, verificando-se
atualmente a exploração/utilização dos diferentes tipos de recursos existentes.
Além dos problemas que esta exploração dos recursos hídricos acarreta,
constata-se a existência de inúmeras agressões de diferentes origens e intensidade aos
ecossistemas aquáticos, apesar de cada vez maior sensibilização das comunidades para o
problema e da implementação de medidas que visam controlar e atenuar os seus efeitos.
São estes desequilíbrios responsáveis pela diminuição da capacidade de auto depuração
do próprio ecossistema aquático e consequentemente dos níveis de depuração de água
com qualidade para utilização humana.
a) resolução de problemas relacionados com os aspetos biológicos da água e dos
seus usos.
b) avaliação da qualidade da água e aspetos ligados aos principais problemas de
saúde pública.
c) utilização múltipla dos recursos hídricos (proteção ambiental, consumo
humano, recreio, pescas, agricultura).
d) a importância dos organismos vivos no tratamento de águas residuais e a
utilização da ecotoxicologia na gestão e conservação de recursos hídricos.
e) captação, tratamento e potabilidade da água. Bibliografia.
1) FREITAS, Marco Aurélio Vasconvcelos de; SANTOS, Afonso Henriques
Moreira. Importância da Água e da Informação Hidrológica. In: O Estado das Águas no
Brasil: ANEEL e ANA, 1999.
2) KETTELHUT, Julio Thadeu Silva et. al. Aspectos Legais, Institucionais e
Gerenciais. In: O Estado das Águas no Brasil. ANEEL e ANA, 1999.
3) REBOUÇAS, A. C. et. al. Águas Doces no Brasil – Capital Ecológico, Uso e
Conservação. São Paulo: Escrituras, 2002. 2ª edição revisada e ampliada.
4) PERUZZO, F. M; CANTO, E. L. Química: na abordagem do cotidiano.
Volume único. 3ª edição, São Paulo, Editora Moderna, 2007.
5) FELTRE, R. Fundamentos de Química: volume único. 4ª edição, São Paulo,
Moderna, 2005.
OPÇÃO 07 – LIXO BRASÍLIA
Repensar o descarte do lixo e o seu reaproveitamento é um dos grandes desafios
da humanidade no transcorrer desse século. A questão do lixo vem sendo apontada
pelos ambientalistas como um dos mais graves problemas ambientais urbanos da
atualidade. Cabe à escola estimular o aluno, ao longo do Ensino Médio, fazer uma
reflexão mais profunda dessa problemática tendo a possibilidade de uma análise mais
detalhada, no estudo do meio realizado em Brasília onde confrontará a teoria com a
prática. Várias são as ações possíveis para solucionar o problema do lixo, como a coleta
seletiva e a reciclagem, contudo faz-se necessário o gerenciamento do lixo doméstico,
no que tange a redução do lixo orgânico e inorgânico gerado. Esse estudo visa também
provocar no estudante uma profunda reflexão concernente a tudo aquilo que
consideramos lixo, inútil, indesejável ou descartável no nosso cotidiano. Mediante uma
óptica mais abrangente do problema, a educação é possível, com projetos como o estudo
do meio, colaborando com a mudança de pensamento e mudança de ação. Para
fundamentar a teoria acerca do tema recorreremos ao material apostilado usado em sala
(apostilas 1, 2 e 6), bibliografia sobre o tratamento de resíduos, “Lixo, Tratamento e
Biorremediação”, de Luiz Mario Q. Lima, artigos científicos publicados sobre o tema e
sites da internet principalmente o lixo.com.br, a ser levantado e pesquisado juntamente
com o grupo de pesquisa a ser formado.
Brasília é um rico espaço de exploração do conhecimento e desenvolvimento de
habilidades, por integrar um conteúdo modal para a segunda série do Ensino Médio. O
trabalho ainda permitirá uma abordagem em subtemas aos quais os alunos podem optar:
a) impactos ambientais e sociais
b) destinação e tratamento
c) lixo eletrônico
d) reuso x reciclagem
A apresentação final incluirá a apresentação dos dados selecionados durante o
estudo, em setembro e resultado das intervenções dos professores em períodos
específicos para tais atividades, durante o 1º, 2º e 3º trimestres.
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2ª Série - Colégio Antares