REDEMAT REDE TEMÁTICA EM ENGENHARIA DE MATERIAIS UFOP – CETEC – UEMG UFOP - CETEC - UEMG Tese de Doutorado "Utilização de resíduos da exploração do itabirito em pavimentos intertravados” Autor: Carolina Braccini Freire Orientador: Prof. Fernando Soares Lameiras Julho de 2012 REDEMAT REDE TEMÁTICA EM E NGENHARIA DE M ATERIAIS UFOP – CETEC – UEMG UFOP - CETEC - UEMG Carolina Braccini Freire “Utilização de resíduos da exploração do itabirito em pavimentos intertravados” Tese de Doutorado apresentada ao Programa de PósGraduação em Engenharia de Materiais da REDEMAT, como parte integrante dos requisitos para a obtenção do título de Doutor em Engenharia de Materiais. Área de concentração: Processos de Fabricação Orientador: Prof. Fernando Soares Lameiras Ouro Preto, julho de 2012. F866u Freire, Carolina Braccini. Utilização de resíduos da exploração do itabirito em pavimentos intertravados [manuscrito] / Carolina Braccini Freire – 2012. xxiii, 189 f.: il. color.; grafs.; tabs.; mapas. Orientador: Prof. Dr. Fernando Soares Lameiras. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de Ouro Preto. Escola de Minas. Rede Temática em Engenharia de Materiais. Área de concentração: Processos de Fabricação. 1. Itabirito - Exploração - Teses. 2. Minas e mineração - Resíduos Teses. 3. Cimentação - Teses. 4. Blocos intertravados - Teses. 5. Pavimentação - Teses. I. Universidade Federal de Ouro Preto. II. Título. CDU: 693.7:622.7 Catalogação: [email protected] OFEREÇO À minha mãe Dora. “Eu sei que vou te amar. Por toda minha vida, eu vou te amar (...) Desesperadamente, eu sei que vou te amar”. (Vinícius de Moraes) Aos meus irmãos, Waguinho e Felipe, amigos de verdade, sempre presentes. Ao meu amor Vinícius, por fazer os dias ficarem mais leves, pela companhia divina, por me ensinar tanto... Hoje eu sou muito melhor, graças a você!!! Dedico esse trabalho e toda minha realização profissional ao meu pai querido Wagner Freire. Amor eterno e incondicional. i AGRADECIMENTOS Ao orientador Prof. Dr. Fernando Lameiras, pela confiança depositada para realização deste valioso presente, pelo apoio e pela disponibilidade constante. Registro aqui os meus mais sinceros agradecimentos. À Dra. Clédola Cássia, pela coorientação, amizade e incentivo sempre demonstrados. Aos colegas de trabalho e amigos Paulo Henrique, Shubert e Valéria, por todo o apoio prestado durante o desenvolvimento desse trabalho, pela amizade e dedicação. Ao pessoal do LABCIM (Laboratório de Cimentação) do CDTN, Adair, Donizete, Judite, Juscelino e Sandro, pela disponibilidade na realização dos ensaios de cimentação, pela força (em todos os sentidos) e pelo carinho. Aos alunos da iniciação científica do SEGRE/CDTN, Marina Duarte, Marina Lucas e Glaucimar, pelo auxílio na realização de ensaios. Ao José Aury de Aquino, José Donato de Souza, Waldeir Estevão de Paula Jr do CDTN, pelo apoio na preparação e caracterização do resíduo. Ao Luis Carlos da Silva do CDTN, pelas análises de Absorção Atômica e Fluorescência de Raios X. Aos técnicos do Laboratório de Microscopia Eletrônica e Microanálises (Consórcio FísicaQuimica-Geologia/UFMG - CDTN/CNEN) pela realização de ensaios. À Maria Ângela de Menezes do Serviço de Química e Radioquímica, SERTA/CDTN, pelas análises por Ativação Neutrônica. Aos técnicos do Laboratório do Núcleo de Combustível NUCCOM/CDTN, pelas análises de Infravermelho. Ao Dr. Jarbas Magalhães Resende do Laboratório de Ressonância Magnética Nuclear de Alta Resolução LAREMAR/UFMG, pelas análises de Ressonância Magnética Nuclear. Ao Prof. Marcus Valadares, por se dispor nas correções do abstract. À coordenação e aos professores do Programa de Pós Graduação da REDEMAT, pela disponibilidade e oportunidade oferecida. Aos amigos e companheiros da pós-graduação da REDEMAT. ii Ao CDTN pela disponibilização de toda sua infraestrutura. À Capes, pela bolsa e financiamentos concedidos. À FUNDEP e à FAPEMIG pelo apoio financeiro ao projeto. À SAMARCO pela disponibilização de amostras e informações. A todos os pesquisadores e funcionários do CDTN, que direta ou indiretamente contribuíram para realização deste trabalho. A todo pessoal do SEGRE/CDTN, por serem minha segunda família e por todos os momentos de descontração e alegria que passamos juntos. Enfim, agradeço a Deus, pela saúde, pela superação, pela família que tenho, pela paciência e pela força adquiridas, durante todo o percurso desta jornada. iii SUMÁRIO ÍNDICE DE FIGURAS ...................................................................................................... viii ÍNDICE DE TABELAS .......................................................................................................xv LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ..........................................................................xix RESUMO ............................................................................................................................xxi ABSTRACT ..................................................................................................................... xxiii 1 2 3 INTRODUÇÃO ..............................................................................................................1 1.1 Problema da Pesquisa ...............................................................................................1 1.2 Relevância do Trabalho ............................................................................................2 OBJETIVOS...................................................................................................................3 2.1 Objetivo Geral ..........................................................................................................3 2.2 Objetivos Específicos ...............................................................................................3 REFERENCIAL TEÓRICO ...........................................................................................4 3.1 Economia Mineral Brasileira ....................................................................................4 3.2 Minério de Itabirito ..................................................................................................5 3.2.1 Processo de exploração do Itabirito ...................................................................6 3.2.2 Geração de resíduo arenoso ...............................................................................9 3.3 Extração de areia ....................................................................................................10 3.3.1 Extração da areia de rio para construção civil - Impactos .................................10 3.3.2 A extração da areia de rio em Belo Horizonte ..................................................12 3.4 Resíduo: De problema a oportunidade ....................................................................14 3.5 Argamassa..............................................................................................................15 3.6 Composição da Argamassa .....................................................................................16 3.6.1 Agregado ........................................................................................................16 3.6.2 Matriz (Pasta de Cimento) ...............................................................................17 3.7 Aditivos Superplastificantes ...................................................................................22 3.8 Pavimento intertravado ...........................................................................................24 3.9 Planejamento Fatorial de Experimentos ..................................................................27 3.9.1 Planejamento dos Experimentos ......................................................................28 3.9.2 Cálculo e Análise dos Efeitos ..........................................................................28 3.9.3 ANOVA (Analysis of Variance) ......................................................................29 3.9.4 Teste t de Student ............................................................................................31 3.9.5 Testes não paramétricos ..................................................................................34 iv 4 MATERIAIS E MÉTODOS .........................................................................................38 4.1 Estrutura Metodológica ..........................................................................................38 4.2 Materiais ................................................................................................................40 4.3 Equipamentos/Instrumentos....................................................................................41 4.4 Métodos - Referencial Teórico ...............................................................................42 4.4.1 Classificação de Resíduos ...............................................................................42 4.4.2 Análise Granulométrica ...................................................................................44 4.4.3 Determinação da Absorção de Água ................................................................45 4.4.4 Determinação da Massa específica ..................................................................47 4.4.5 Determinação da Massa Unitária .....................................................................48 4.4.6 Determinação do Coeficiente de Inchamento ...................................................49 4.4.7 Difração de raios X .........................................................................................51 4.4.8 Análise por Ativação Neutrônica .....................................................................52 4.4.9 Microscopia Eletrônica de Varredura e Microsonda EDS ................................53 4.5 4.5.1 Viscosidade da argamassa fresca .....................................................................54 4.5.2 Tempo de pega da argamassa fresca ................................................................55 4.5.3 Índice de vazios da argamassa endurecida .......................................................55 4.5.4 Ensaio de Resistência à Compressão ...............................................................56 4.6 5 Cimentação ............................................................................................................53 Caracterização dos Superplastificantes - SP ............................................................57 4.6.1 Caracterização físico-química dos aditivos ......................................................57 4.6.2 Composição química .......................................................................................58 4.6.3 Caracterização estrutural .................................................................................58 PARTE EXPERIMENTAL ..........................................................................................60 5.1 Extrato Lixiviados ..................................................................................................61 5.2 Solubilização do resíduo.........................................................................................61 5.3 Granulometria ........................................................................................................62 5.4 Absorção de Água ..................................................................................................62 5.5 Massa específica.....................................................................................................62 5.6 Massa unitária ........................................................................................................62 5.7 Coeficiente de Inchamento .....................................................................................63 5.8 Difração de Raios X ...............................................................................................63 5.9 Análise por Ativação Neutrônica ............................................................................63 v 5.10 Microscopia de Varredura Eletrônica e Microsonda EDS ....................................64 5.11 Cimentação .........................................................................................................65 5.11.1 Planejamento dos Experimentos ......................................................................65 5.11.2 Preparação das argamassas e dos corpos de prova ...........................................68 5.11.3 Ensaios nas argamassas frescas e endurecidas .................................................70 5.12 Caracterização dos Superplastificantes - SP ........................................................74 5.12.1 Caracterização físico-química ..........................................................................74 5.12.2 Composição química .......................................................................................75 5.12.3 Caracterização estrutural .................................................................................75 6 RESULTADOS E DISCUSSÃO ..................................................................................76 6.1 RESÍDUO ARENOSO – Classificação...................................................................76 6.2 RESÍDUO ARENOSO – Caracterização ................................................................78 6.2.1 Granulometria .................................................................................................78 6.2.2 Absorção de água ............................................................................................81 6.2.3 Massa Específica .............................................................................................81 6.2.4 Massa Unitária ................................................................................................81 6.2.5 Coeficiente de Inchamento ..............................................................................82 6.2.6 Difração de raios X .........................................................................................83 6.2.7 Análise por Ativação Neutrônica .....................................................................85 6.2.8 MEV e EDS ....................................................................................................87 6.3 Cimentação ............................................................................................................88 6.3.1 Argamassas frescas .........................................................................................88 6.3.2 Argamassas Endurecidas .................................................................................97 6.4 Testes de Reprodutibilidade.................................................................................. 128 6.5 Caracterização dos Superplastificantes - SP .......................................................... 133 6.5.1 Caracterização físico-química ........................................................................ 133 6.5.2 Composição Química .................................................................................... 134 6.5.3 Caracterização Estrutural ............................................................................... 135 7 CONCLUSÕES .......................................................................................................... 140 8 PROPOSTAS FUTURAS ........................................................................................... 145 9 PUBLICAÇÕES TÉCNICAS E CIENTÍFICAS ......................................................... 146 10 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 148 11 ANEXO A .................................................................................................................. 165 vi 12 ANEXO B .................................................................................................................. 166 vii ÍNDICE DE FIGURAS Figura 3-1 - Foto de uma amostra de rocha itabirito. ...............................................................6 Figura 3-2 – Processo de flotação em um tanque. ...................................................................8 Figura 3-3 - Barragem de deposição de resíduos da mineração: (a) barragem e (b) mina. ......10 Figura 3-4 - Foto satélite mostrando o local e o impacto ambiental onde se extrai areia ao longo do Rio Macacos, no município de Fortuna de Minas. ..................................................13 Figura 3-5 - Comparação das distâncias entre Belo Horizonte, as áreas extratoras de areia de rio (retângulos) e a barragem da Samarco (círculo). ..............................................................14 Figura 3-6 - Produtos de hidratação do cimento: a) cristais de etringita; b) cristais de monossulfato de cálcio. ........................................................................................................17 Figura 3-7 - Variedade de formas, cores, texturas e padrões de assentamento dos blocos intertravados. ........................................................................................................................25 Figura 3-8 - Movimentos de deslocamento individual dos blocos, mostrando como o intertravamento funciona. .....................................................................................................26 Figura 4-1 - Estrutura metodológica dos ensaios e análises de caracterização do resíduo, bem como o planejamento fatorial dos ensaios realizados nas argamassas. ...................................38 Figura 4-2 - Estrutura metodológica das análises de caracterização dos superplastificantes, bem como o planejamento fatorial dos ensaios realizados nas argamassas com SP................39 Figura 4-3 - Estrutura metodológica do planejamento fatorial dos ensaios realizados nas argamassas confeccionadas com pigmento............................................................................39 Figura 4-4 - Estrutura metodológica do planejamento fatorial para o ensaio de reprodutibilidade laboratório x planta piloto. ........................................................................40 Figura 4-5 - Gráfico coeficiente de inchamento versus umidade, em que ponto A é o coeficiente máximo, o ponto B é o coeficiente para a umidade crítica e o ponto C é a umidade crítica (ABNT, 2009)............................................................................................................50 Figura 4-6 – Interferência entre raios X em nível planar. ......................................................52 Figura 5-1 - Aspectos da homogeneização da amostra de resíduo. ........................................60 Figura 5-2 - Aspectos da preparação e moldagem dos corpos de prova. ................................68 Figura 5-3 - Aspectos da preparação da argamassa e confecção dos blocos intertravados em escala piloto. ........................................................................................................................69 Figura 5-4 - Água de lavagem da betoneira sendo armazenada. ............................................70 Figura 5-5 - Viscosímetro digital marca Brookfield, modelo RVT, utilizado no ensaio de viscosidade. ..........................................................................................................................71 viii Figura 5-6 - Aparelho de tempo de pega utilizado no ensaio. ................................................72 Figura 5-7 - Ensaio de resistência à compressão. ..................................................................73 Figura 5-8 - Corpos de prova. ...............................................................................................73 Figura 5-9 - Blocos intertravados e ensaio de resistência à compressão nos blocos. ..............74 Figura 6-1 - Porcentagem da massa retida do resíduo em cada peneira. .................................79 Figura 6-2 - Porcentagem da massa retida do resíduo e da areia natural em cada peneira. .....80 Figura 6-3 - Curva de Inchamento do resíduo de exploração do itabirito. ..............................82 Figura 6-4 - Difratograma dos resíduos na parte superior; na parte inferior difratograma padrão de hematita e quartzo para comparação. ....................................................................83 Figura 6-5 - Difratograma das frações do resíduo que ficaram retidas nas peneiras com abertura igual maior que 0,149mm (100#) na parte superior; na parte inferior difratograma padrão de quartzo para comparação. .....................................................................................84 Figura 6-6 - Difratograma das frações que ficaram retidas nas peneiras com abertura igual menor que 0,105mm (150#) na parte superior; na parte inferior difratograma padrão de hematita para comparação. ...................................................................................................84 Figura 6-7 - Difratograma da areia comum na parte superior; na parte inferior difratograma padrão de quartzo e caulinita para comparação. ....................................................................85 Figura 6-8 - Micrografia do resíduo arenoso com aumento de (a) 35 vezes e (b) 140 vezes. ..87 Figura 6-9 - EDS dos grãos do resíduo arenoso.....................................................................87 Figura 6-10 - Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade da pasta”. ..............................................................................................89 Figura 6-11 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores cimento, traço e a/c para a resposta “densidade da pasta”. ....................................................................................90 Figura 6-12 - Gráficos de Resíduos dos dados da densidade da pasta para análise e validação da ANOVA. .........................................................................................................................91 Figura 6-13 – Gráfico de Intervalos e Curva Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “viscosidade”. ......................................................................................................................92 Figura 6-14 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores cimento, traço e a/c, para a resposta “viscosidade”. ...............................................................................................93 Figura 6-15 - Gráficos de Resíduos dos dados da viscosidade para análise e validação da ANOVA. ..............................................................................................................................94 Figura 6-16 - Gráfico em cubo para a resposta “tempo de pega”. ..........................................95 Figura 6-17 - Gráficos dos efeitos principais para a resposta “tempo de pega”. .....................96 ix Figura 6-18 - Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “índice de vazios”. ..................................................................................................99 Figura 6-19 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores cimento, traço e a/c, para a resposta “índice de vazios”. ........................................................................................99 Figura 6-20 - Gráficos dos Efeitos Principais para a resposta “índice de vazios”. ..................99 Figura 6-21 - Gráficos de Resíduos dos dados do índice de vazios para análise e validação da ANOVA. ............................................................................................................................ 100 Figura 6-22 - Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade do produto aos 28 dias”. ...................................................................... 103 Figura 6-23 - Gráficos dos efeitos principais para a resposta “densidade do produto aos 28 dias”. .................................................................................................................................. 103 Figura 6-24 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores cimento, traço e a/c, para a resposta “densidade do produto aos 28 dias”. ........................................................... 104 Figura 6-25 - Gráficos de resíduos dos dados da densidade do produto aos 28 dias para análise e validação da ANOVA. ..................................................................................................... 104 Figura 6-26 - Densidades do produto, em diferentes idades, para os oito experimentos. ...... 106 Figura 6-27 - Gráfico de Intervalo e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “Resistência à Compressão aos 7 dias”. .............................................................................. 107 Figura 6-28 - Gráficos de resíduos dos dados da resistência à compressão aos 7 dias para análise e validação da ANOVA. ......................................................................................... 107 Figura 6-29 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores cimento, traço e a/c, para a resposta “resistência à compressão aos 7 dias”. ........................................................ 108 Figura 6-30 - Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “resistência à compressão aos 28 dias”. ................................................................. 109 Figura 6-31 - Gráfico de Interação de segunda ordem entre os fatores cimento, traço e a/c, para a resposta “resistência à compressão aos 28 dias”........................................................ 111 Figura 6-32 - Gráficos de resíduos dos dados da resistência à compressão aos 28 dias para análise e validação da ANOVA. ......................................................................................... 111 Figura 6-33 - Resistência à compressão dos corpos de prova, em diferentes idades, para os oito experimentos. .............................................................................................................. 112 Figura 6-34 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de SP e concentração para a resposta “viscosidade”. ....................................................................... 116 x Figura 6-35 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de SP e concentração para a resposta “densidade da pasta”.............................................................. 117 Figura 6-36 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de SP e concentração para a resposta “tempo de paga”. ................................................................... 117 Figura 6-37 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de SP e concentração para a resposta “densidade do produto”. ........................................................ 118 Figura 6-38 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de SP e concentração para a resposta “resistência à compressão, aos 28 dias”. ................................ 119 Figura 6-39 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “viscosidade”. ....................................................................... 121 Figura 6-40 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “densidade da pasta”.............................................................. 122 Figura 6-41 - Gráficos dos efeitos principais para a resposta “tempo de pega”. ................... 122 Figura 6-42 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “tempo de pega”. ................................................................... 123 Figura 6-43 - Gráficos dos efeitos principais para a resposta “densidade do produto”. ........ 124 Figura 6-44 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “densidade do produto”. ........................................................ 124 Figura 6-45 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “resistência à compressão”. ................................................... 125 Figura 6-46 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “índice de vazios”.................................................................. 127 Figura 6-47 – Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “viscosidade”. ....................................................................... 129 Figura 6-48 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “densidade da pasta”.............................................................. 130 Figura 6-49 – Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “densidade do produto”. ........................................................ 131 Figura 6-50 - Gráficos dos efeitos principais para a resposta “resistência à compressão aos 28 dias”. .................................................................................................................................. 132 Figura 6-51 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “resistência à compressão aos 28 dias”. ................................. 132 Figura 6-52 – Estrutura química de um superplastificante de policarboxilato. ..................... 134 xi Figura 6-53 – Espectros de Infravermelho sobrepostos referentes aos aditivos SP 5700, em preto, e SP 20HE, em vermelho. ......................................................................................... 136 Figura 6-54 - Espectro de 13C para o superplastificante 20HE. ............................................ 137 Figura 6-55 - Espectro de 13C para o superplastificante 5700. ............................................. 137 Figura 6-56 - Espectro de 1H para o superplastificante 20HE. ............................................. 138 Figura 6-57 - Espectro de 1H para o superplastificante 5700 ............................................... 138 Figura 12-1 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade do produto aos 90 dias”. ...................................................................... 166 Figura 12-2 – Gráficos de Resíduos dos dados da densidade do produto aos 90 dias para análise e validação da ANOVA. ......................................................................................... 166 Figura 12-3 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade do produto aos 150 dias”. .................................................................... 167 Figura 12-4 – Gráficos de Resíduos dos dados da densidade do produto aos 150 dias para análise e validação da ANOVA. ......................................................................................... 167 Figura 12-5 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade do produto aos 300 dias”. .................................................................... 168 Figura 12-6 – Gráficos de Resíduos dos dados da densidade do produto aos 300 dias para análise e validação da ANOVA. ......................................................................................... 168 Figura 12-7 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “resistência à compressão aos 90 dias”. ................................................................. 169 Figura 12-8 – Gráficos de Resíduos dos dados da resistência à compressão aos 90 dias para análise e validação da ANOVA. ......................................................................................... 169 Figura 12-9 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade do produto aos 150 dias”. .................................................................... 170 Figura 12-10 – Gráficos de Resíduos dos dados da resistência à compressão aos 150 dias para análise e validação da ANOVA .......................................................................................... 170 Figura 12-11 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade do produto aos 300 dias”. .................................................................... 171 Figura 12-12 – Gráficos de Resíduos dos dados da resistência à compressão aos 300 dias para análise e validação da ANOVA .......................................................................................... 171 Figura 12-13 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “viscosidade” para análise e validação da ANOVA. .................................................................................. 173 xii Figura 12-14 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “densidade da pasta” para análise e validação da ANOVA. ....................................................................... 174 Figura 12-15 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “densidade do produto” para análise e validação da ANOVA. ................................................................... 175 Figura 12-16 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “RC aos 28 dias” para análise e validação da ANOVA. .................................................................................. 177 Figura 12-17 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “densidade do produto” para análise e validação da ANOVA. ................................................................... 178 Figura 12-18 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “densidade da pasta” para análise e validação da ANOVA. ....................................................................... 179 Figura 12-19 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “densidade do produto” para análise e validação da ANOVA. ................................................................... 180 Figura 12-20 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “RC aos 28 dias” para análise e validação da ANOVA. .................................................................................. 181 Figura 12-21 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “índice de vazios” para análise e validação da ANOVA. .................................................................................. 182 Figura 12-22 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “viscosidade”. ....................................................................................................... 184 Figura 12-23 – Gráficos de Resíduos dos dados da viscosidade para análise e validação da ANOVA. ............................................................................................................................ 184 Figura 12-24 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade da pasta”. ............................................................................................ 185 Figura 12-25 – Gráficos de Resíduos dos dados da densidade da pasta para análise e validação da ANOVA. ....................................................................................................................... 185 Figura 12-26 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade do produto”. ........................................................................................ 186 Figura 12-27 – Gráficos de Resíduos dos dados da densidade do produto para análise e validação da ANOVA. ........................................................................................................ 186 Figura 12-28 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “RC dos cp aos 28 dias”. ....................................................................................... 187 Figura 12-29 – Gráficos de Resíduos dos dados da RC dos cp aos 28 dias para análise e validação da ANOVA. ........................................................................................................ 187 xiii Figura 12-30 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “RC de blocos aos 28 dias”. .................................................................................. 188 Figura 12-31 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “RC dos blocos aos 28 dias”. ................................................................................ 189 xiv ÍNDICE DE TABELAS Tabela 4-1 - Limites de distribuição granulométrica do agregado miúdo (ABNT, 2003). ......45 Tabela 4-2 - Dimensões do recipiente paralelepípedico (ABNT, 2006). ................................48 Tabela 5-1 - Formulações das argamassas com resíduo seguindo planejamento fatorial 23. ...66 Tabela 5-2 - Planejamento fatorial 2x4 para o ensaio com superplastificante, em que a concentração é com base na massa de cimento......................................................................66 Tabela 5-3 - Planejamento fatorial 2x4 para o ensaio com pigmento, em que a concentração é com base na massa de cimento..............................................................................................67 Tabela 5-4 - Planejamento fatorial 22 para o ensaio de reprodutibilidade laboratório x planta piloto ....................................................................................................................................67 Tabela 6-1 - Resultado do ensaio de lixiviação do resíduo segundo a norma ABNT NBR 10005 ...................................................................................................................................76 Tabela 6-2 - Resultado do ensaio de solubilização segundo a norma ABNT NBR 10006. .....77 Tabela 6-3 - Composição granulométrica do resíduo. ...........................................................78 Tabela 6-4 - Composição granulométrica da areia natural. ....................................................80 Tabela 6-5 - Resultados da Análise por Ativação Neutrônica do resíduo arenoso e da areia comum, em mg.kg-1. .............................................................................................................86 Tabela 6-6 - Porcentagem em massa dos elementos analisados (%m/m) por EDS no resíduo arenoso. ................................................................................................................................88 Tabela 6-7 - Média e IC (90%) dos resultados obtidos da densidade, viscosidade e tempo de pega para as argamassas frescas. ...........................................................................................89 Tabela 6-8 - Análise da Variância para a resposta “densidade da pasta”. ...............................91 Tabela 6-9 - Teste de Kruskal-Wallis do fator “cimento” para a resposta “viscosidade”. .......94 Tabela 6-10 - Teste de Kruskal-Wallis do fator “traço” para a resposta “viscosidade”...........94 Tabela 6-11 - Teste de Kruskal-Wallis do fator “a/c” para a resposta “viscosidade”. .............95 Tabela 6-12 - Teste t na comparação de dois grupos pareados – cimento CP V e CP II – para a resposta “tempo de pega”. ....................................................................................................96 Tabela 6-13 - Teste t na comparação de dois grupos pareados – traço 1:2 e 1:2,5 – para a resposta “tempo de pega”. ....................................................................................................97 Tabela 6-14 - Médias e IC (90%) dos resultados obtidos para o índice de vazios das argamassas endurecidas. .......................................................................................................98 Tabela 6-15 - Análise da Variância para a resposta “índice de vazios”. ............................... 100 xv Tabela 6-16 - Diferenças das médias, duas a duas, do índice de vazio para análise do Teste de Tukey. ................................................................................................................................ 102 Tabela 6-17 - Média e IC (90%) dos resultados obtidos para a densidade do produto. ......... 102 Tabela 6-18 - Análise da Variância para a resposta “densidade do produto aos 28 dias”...... 105 Tabela 6-19 - Média e IC (90%) dos resultados obtidos para a resistência à compressão das argamassas endurecidas. ..................................................................................................... 106 Tabela 6-20 – Análise da Variância para a resposta “RC aos 7 dias”. .................................. 108 Tabela 6-21 - Análise da Variância para a resposta “resistência à compressão aos 28 dias”. 110 Tabela 6-22 - Teste t na comparação de dois grupos pareados – 7 e 28 dias e cimento CP II – para a resposta “resistência à compressão”.......................................................................... 113 Tabela 6-23 - Teste t na comparação de dois grupos pareados – 7 e 28 dias e cimento CP V – para a resposta “resistência à compressão”.......................................................................... 114 Tabela 6-24 - Teste t na comparação de dois grupos independentes – CP II e CP V – para a resposta “resistência à compressão aos 7 dias”. ................................................................... 114 Tabela 6-25 - Médias e IC (90%) dos resultados obtidos das argamassas frescas e endurecidas ou produto, dos ensaios com superplastificantes. ................................................................ 115 Tabela 6-26 - Médias e IC (90%) dos resultados obtidos das argamassas frescas e endurecidas ou produto, dos ensaios com pigmento. .............................................................................. 120 Tabela 6-27 - Aspectos e especificações da forma de polipropileno e do produto obtido. .... 128 Tabela 6-28 - Médias e IC (90%) dos resultados obtidos das argamassas frescas e endurecidas ou produto, dos ensaios de reprodutibilidade. ..................................................................... 129 Tabela 6-29 – Caracterização físico-química dos SP ........................................................... 133 Tabela 6-30 – Composição química quantitativa e qualitativa dos SP. ................................ 135 Tabela 12-1 – Análise da Variância para a resposta “densidade do produto aos 90 dias”. .... 167 Tabela 12-2 – Análise da Variância para a resposta “densidade do produto aos 150 dias”. .. 168 Tabela 12-3 – Análise da Variância para a resposta “densidade do produto aos 300 dias”. .. 169 Tabela 12-4 – Análise da Variância para a resposta “RC aos 90 dias”. ................................ 170 Tabela 12-5 – Análise da Variância para a resposta “RC aos 150 dias”. .............................. 171 Tabela 12-6 – Análise da Variância para a resposta “RC aos 300 dias”. .............................. 172 Tabela 12-7 – Diferenças das médias, duas a duas, do índice de vazio para análise do Teste de Tukey (∆ = 7,45). ............................................................................................................... 172 Tabela 12-8 – Diferenças das médias, duas a duas, do índice de vazio para análise do Teste de Tukey (∆ = 8,80). ............................................................................................................... 172 xvi Tabela 12-9 – Teste de Krukal –Wallis do fator “tipo de SP” para a resposta “viscosidade”. ........................................................................................................................................... 173 Tabela 12-10 – Teste de Krukal –Wallis do fator “concentração” para a resposta “viscosidade”. .................................................................................................................... 173 Tabela 12-11 – Teste de Mann-Whiteny do fator “concentração” para a resposta “viscosidade”. .................................................................................................................... 174 Tabela 12-12 – Análise da Variância para a resposta “densidade da pasta”. ........................ 174 Tabela 12-13 – Teste t na comparação de dois grupos pareados – SP 20HE e SP 5700– para a resposta “tempo de pega”. .................................................................................................. 175 Tabela 12-14 – Análise da Variância para a resposta “densidade do produto”. .................... 175 Tabela 12-15 - Teste t na comparação de dois grupos pareados –concentração de 0,3% e 0,9% dos SP, para a resposta “densidade do produto”. ................................................................. 176 Tabela 12-16 - Teste t na comparação de dois grupos pareados – SP 20HE e SP 5700– na concentração de 0,9%, para a resposta “densidade do produto”. .......................................... 176 Tabela 12-17 - Teste t na comparação de dois grupos pareados – SP 20HE e SP 5700– na concentração de 0,3%, para a resposta “densidade do produto”. .......................................... 176 Tabela 12-18 - Análise da Variância para a resposta “RC aos 28 dias”................................ 177 Tabela 12-19 - Teste t na comparação de dois grupos pareados – SP 20HE (0,9%) e SP 5700 (0,3%) – para a resposta “RC aos 28 dias”. ......................................................................... 177 Tabela 12-20 – Teste de Krukal –Wallis do fator “tipo de pigmento” para a resposta “viscosidade”. .................................................................................................................... 178 Tabela 12-21 – Teste de Krukal –Wallis do fator “concentração” para a resposta “viscosidade”. .................................................................................................................... 178 Tabela 12-22 – Teste de Mann-Whiteny do fator “concentração” para a resposta “viscosidade”. .................................................................................................................... 179 Tabela 12-23 – Análise da Variância para a resposta “densidade da pasta”. ........................ 179 Tabela 12-24 – Teste t na comparação de dois grupos pareados – pigmento natural e vermelho – para a resposta “tempo de pega”. ..................................................................................... 180 Tabela 12-25 – Análise da Variância para a resposta “densidade do produto”. .................... 180 Tabela 12-26 – Diferenças das médias, duas a duas, da densidade do produto para análise do Teste de Tukey (∆ = 0,04). ................................................................................................. 181 Tabela 12-27 – Análise da Variância para a resposta “RC aos 28 dias”. .............................. 181 xvii Tabela 12-28 – Diferenças das médias, duas a duas, da RC aos 28 dias para a análise do Teste de Tukey (∆ = 2,19)............................................................................................................ 182 Tabela 12-29 – Análise da Variância para a resposta “índice de vazios”. ............................ 182 Tabela 12-30 – Diferenças das médias, duas a duas, do índice de vazios (∆=2,21). ............. 183 Tabela 12-31 – Teste de Krukal –Wallis do fator “tipo” para a resposta “viscosidade”........ 184 Tabela 12-32 – Teste de Krukal –Wallis do fator “ordem” para a resposta “viscosidade”. ... 185 Tabela 12-33 – Análise da Variância para a resposta “densidade da pasta”. ........................ 186 Tabela 12-34 – Análise da Variância para a resposta “densidade do produto”. .................... 187 Tabela 12-35 – Teste de Krukal –Wallis do fator “tipo” para a resposta “RC de cp aos 28 dias”. .................................................................................................................................. 188 Tabela 12-36 – Teste de Krukal –Wallis do fator “ordem” para a resposta “RC de cp aos 28 dias”. .................................................................................................................................. 188 Tabela 12-37 – Teste de Krukal –Wallis do fator “tipo” para a resposta “RC de blocos aos 28 dias” ................................................................................................................................... 189 Tabela 12-38 – Teste de Krukal –Wallis do fator “ordem” para a resposta “RC de blocos aos 28 dias”. ............................................................................................................................. 189 xviii LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS A AA ASTM a/c AAN ABNT ANOVA CDTN C C3 A C4AF CFEM C3 S C2 S C-S-H CšH2 cp CP DNPM DL DRX EDS F FIEMG FTIR H IBRAM IC ICP MEV MF m NBR nm NUCTEC Pa.s PORMIM rpm Óxidos de alumínio Absorção Atômica American Society for Testing and Materials Razão água-cimento Análise por Ativação Neutrônica Associação Brasileira de Normas Técnicas Analysis of Variance Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear Óxido de cálcio Aluminato de cálcio Ferroaluminato de cálcio Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais Silicato tricálcico Silicato dicálcico Silicato hidratado de cálcio Gipsita Corpo de prova Cimento Portland Departamento Nacional de Produção Mineral Dose letal Difração de raios X Energy dispersive spectrometry Óxidos de ferro Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais Fourier Transformed Infrared Hidrogênio Instituto Brasileiro de Mineração Intervalo de Confiança Inductively Cupled Plasma Microscopia Eletrônica de Varredura Módulo de Finura Massa Norma brasileira Nanômetro Núcleo de Tecnologia do Combustível Pascal vezes segundo Portal de Apoio do Pequeno Produtor Mineral Rotações por minuto xix RC RMN RT S SI V # θ λ µm ρa Resistência à Compressão Ressonância Magnética Nuclear Rotina técnica Silicatos Sistema Internacional Volume Mesh, referente à abertura de peneiras Ângulo de difração Comprimento de onda Micrômetro Massa específica da água xx RESUMO A exploração da areia de rio no estado de Minas Gerais como agregado na indústria da construção civil vem crescendo gradativamente. Por ser uma atividade predatória e informal, a busca por novas alternativas de materiais como agregado se torna cada vez mais evidente. Em contrapartida, o beneficiamento do itabirito como minério de ferro gera enormes quantidades de resíduo, que se encontra estocado em barragens/pilhas. Por estar muito disponível, foi proposto investigar sua utilização como agregado em blocos de pavimentação, visando ao seu aproveitamento e substituição de agregados naturais. Desta forma, o resíduo foi classificado segundo normas ambientais e caracterizado quanto às suas propriedades granulométricas, físicas, elementares, mineralógicas e morfológicas. A técnica de cimentação, já bem compreendida na etapa de condicionamento/imobilização da Gerência de Rejeitos Radioativos, foi utilizada para auxiliar na confecção de diferentes formulações de argamassas, por meio do planejamento fatorial, variando-se o traço, a relação água/cimento e o tipo de cimento utilizado. As respostas verificadas nas argamassas frescas foram viscosidade, densidade e tempo de pega e nos produtos solidificados, a densidade, o índice de vazios e a resistência à compressão em diferentes idades (7, 28, 90, 150 e 300 dias). Os resultados indicaram que dos 90 aos 300 dias apenas o traço é significativo para a resistência à compressão, sendo maiores para as argamassas com o traço 1:2 e que, após esse tempo, todos os resultados não são mais diferentes entre si, com 10% de significância. Foram testados também dois superplastificantes e dois pigmentos, na formulação escolhida que apresentou melhor custo benefício (cimento CPV, traço 1:2,5 e relação água/cimento igual a 0,80). Por apresentarem resultados distintos, principalmente com relação à resistência à compressão (o superplastificante Viscocrete 20HE apresentou maior valor a 0,9% em massa de cimento e o Viscocrete 5700, a 0,3%), os superplastificantes foram caracterizados quanto às suas propriedades físico-químicas, composição química e característica estrutural e os resultados de porcentagem de enxofre e de presença de grupos aromáticos na estrutura do 5700 justificaram essas diferenças. O uso de pigmentos aumentou a resistência dos corpos de prova e foi mais efetivo para o pigmento vermelho aos 16% (de 13,13 para 18,09MPa) e aos 8% de pigmento natural (de 13,13 para 16,16MPa), sendo que esses resultados não foram diferentes entre si. Uma instalação piloto também foi projetada para averiguar a reprodução dos resultados obtidos em laboratório. Os resultados indicaram que ocorreu repetitividade, mas não reprodutibilidade e uma possível justificativa para isso xxi foi o fato de que os resíduos utilizados em cada situação apresentavam teores de umidade diferentes. O resíduo utilizado em escala piloto estava com teor de umidade acima da umidade crítica e, por isso, o coeficiente de inchamento médio, CIM, deveria ter sido utilizado no cálculo do volume de agregado úmido. Foi possível, portanto, produzir blocos de pavimentação utilizando o resíduo como agregado em escala piloto e eles podem ser utilizados em calçadas e estacionamentos. xxii ABSTRACT The exploitation of river sand in Minas Gerais as aggregate in the construction industry has been gradually growing. Because it is an informal and predatory activity, the demand for new alternative materials such as aggregate becomes even more evident. In contrast, the processing of itabirite as iron ore generates huge amounts of waste that are stored in dams. Because it is available, it was proposed to investigate its use as aggregate in block paving in replacement the natural aggregates. Thus, the waste was classified according to environmental standards and characterized as its particle size distribution, physical, elemental, mineralogical and morphological characteristics. Cementation process, as well understood in the immobilization of Radioactive Waste Management, was used to prepared mortars of different formulations, varying the cement, the cement to aggregate proportion and the water/cement ratio in accord to a factorial design. The responses evaluated were viscosity, density, setting time, void ratio and compressive strength at different ages (7, 28, 90, 150 and 300 days). The results indicated that from 90 to 300 days only the cement to aggregate proportion was significant to the compressive strength, being greater for the mortar to proportion 1:2 and, after this time, all results for this response are not more different, with 10% significance level. Two different types of additives and pigments were also evaluated in the best mortar formulation (CPV cement, cement to aggregate proportion 1:2.5 and water/cement ratio 0.80). Because there were different results, especially related to the compressive strength (the superplasticizer Viscocrete 20HE showed higher values with 0.9% cement mass concentration than Viscocrete 5700, with 0.3%), the superplasticizers were characterized by their physicochemical properties, chemical composition and structural characteristics. The results of % sulfur and the presence of aromatic groups in the structure of the 5700 explained these differences. The use of pigments increased the strength of the products and was more effective for the red pigment with 16% (13.13-18.09MPa) and 8% for the natural pigment (13.13-16.16MPa), and these results were not different. A pilot plant was also designed to evaluate reproducibility of the results obtained in the laboratory. The results indicated that there was repetition, but not reproducibility because the waste used in each case had different moisture contents. The plant pilot waste had moisture content above the critical moisture and, therefore, the swelling coefficient should have been used in the calculation of the volume of aggregate wet. Therefore, the pilot-scale production was possible and the blocks can be used on sidewalk and parking. xxiii 1 INTRODUÇÃO O itabirito é uma rocha constituída de camadas com predominância de sílica (quartzo) e óxido de ferro que se alternam com espessuras da ordem de milímetros a alguns centímetros, em que este último é principalmente a hematita. As reservas de itabirito na região do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais são significativas. Sua exploração como minério de ferro demanda a separação da sílica por processos físico-químicos, o que requer a moagem da rocha até finas granulometrias, a flotação da sílica em meio aquoso e a aglomeração da hematita em forma de pelotas. O resíduo desse processo é constituído de sílica (quartzo) e hematita que não pôde ser extraída. Eles são produzidos em duas formas: uma delas tem granulometria arenosa, constituída de partículas de sílica (correspondente a mais de 80% em peso) e de hematita; a outra apresenta tamanho fino de grão, constituído de óxido de ferro hidratado (goethita) e sílica, com granulometria de argila, que forma uma lama quando é misturada com a água. Estudos anteriores realizados pelo Grupo de Pesquisa do CDTN (LAMEIRAS, 2008) indicaram a possibilidade técnica da utilização do resíduo arenoso para obtenção de produtos cimentícios em substituição à areia de rio, cuja extração causa muitos impactos ambientais e econômicos negativos. Entretanto, a fina granulometria do resíduo e o seu teor de hematita requerem alterações do procedimento usual da formulação e confecção da argamassa. Além disso, o papel dos aditivos superplastificantes, necessários nessa formulação, bem como suas composições e estruturas, devem ser mais bem compreendidos. 1.1 Problema da Pesquisa O problema da pesquisa é verificar se é possível confeccionar blocos para pavimentação utilizando o resíduo arenoso gerado da exploração do itabirito, modificando os padrões usuais de produção, e utilizando superplastificantes comerciais, com o objetivo de melhorar a dispersão do cimento entre os grãos do resíduo arenoso e a fase aquosa, a trabalhabilidade da argamassa e reduzir o teor de água na pasta, mantendo a qualidade do produto final. 1 1.2 Relevância do Trabalho A geração dos resíduos da exploração do itabirito é muito grande. Somente a Samarco Mineração S.A. produz cerca de 40 mil toneladas por dia (SAMARCO, 2008). Eles são estocados em barragens/pilhas ou utilizados para preenchimento de cavas de mineração. As barragens demandam permanente monitoramento a alto custo, além de já estarem perto do limite de suas capacidades. A grande disponibilidade dos resíduos torna-os matérias-primas importantes e estratégicas para vários segmentos industriais. Um deles é a fabricação de produtos cimentícios. Há dois benefícios ambientais com essa possibilidade: utilização dos resíduos da extração do itabirito em grande quantidade, o que atenua o problema da estocagem em barragens/pilhas, e a substituição da areia de rio, cuja extração causa vários impactos ambientais. Estima-se que o consumo de areia natural em Belo Horizonte seja da ordem de 10 mil toneladas por dia, com base no consumo de cimento. Por outro lado, a utilização de blocos para pavimentação do tipo intertravado é um conceito moderno de pavimentação, com menor impacto ambiental. Os estudos realizados em projetos anteriores indicam que o custo da colocação (transporte para utilização) dos resíduos na região metropolitana de Belo Horizonte é significativamente menor do que aquele da areia de rio (LAMEIRAS, 2008). 2 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral Estudar e avaliar as propriedades das argamassas confeccionadas com o resíduo da exploração do itabirito fornecido pela Samarco Mineração e, a partir dos resultados, testar e realizar ensaios de reprodutibilidade em planta piloto para o controle de qualidade da produção de blocos intertravados, utilizando as melhores formulações testadas em laboratório. 2.2 Objetivos Específicos 1. Caracterizar o resíduo arenoso fornecido pela Samarco Mineração em relação à composição, à morfologia e à granulometria; 2. Comparar a composição, a morfologia e a granulometria do resíduo arenoso com as da areia de rio; 3. Classificar o resíduo arenoso segundo a norma técnica ABNT NBR 10004 - Resíduos Sólidos – Classificação; 4. Selecionar os fatores e seus níveis para realização do planejamento fatorial dos experimentos e confecção de diferentes argamassas; 5. Analisar as propriedades das argamassas confeccionadas com resíduo arenoso; 6. Investigar a influência de plastificantes e pigmentos sobre as propriedades reológicas, de cura e mecânicas dos produtos cimentícios obtidos com o resíduo arenoso; 7. Caracterizar os superplastificantes utilizados por meio de análises físico-químicas, elementares e estruturais; 8. Definir as formulações e as condições a serem testadas em escala piloto; e 9. Verificar a reprodutibilidade da produção de blocos para pavimentação na planta piloto. 3 3 REFERENCIAL TEÓRICO 3.1 Economia Mineral Brasileira O Brasil possui 11,3% das reservas mundiais de minério de ferro que totalizam cerca de 180 bilhões de toneladas. As reservas brasileiras, com um teor médio de 56,1% de ferro, estão localizadas nos estados de Minas Gerais (63,1%), Pará (18%) e Mato Grosso do Sul (17,2%). A produção mundial de minério de ferro em 2010 foi de cerca de 2,4 bilhão de toneladas. A produção brasileira representou 15,5% da produção mundial e Minas Gerais é o estado que mais produz, com 69,9% da produção, seguido pelo estado do Pará, com 27,7%, sendo que neste o ferro é extraído principalmente da hematita (cerca de 60% de ferro) e em Minas predominantemente do itabirito (cerca de 50% de ferro) (JESUS, 2011). No Brasil, as maiores empresas produtoras do minério são a VALE com participação da Minerações Brasileiras Reunidas S/A-MBR e da Samarco Mineração S/A, ambas em Minas Gerais, que foram responsáveis por 83,4% da produção. Destacaram-se também as empresas: Companhia Siderúrgica Nacional-CSN, USIMINAS, Nacional de Minérios S/A-NAMISA, Companhia de Mineração Serra da Farofa e V & M do Brasil no estado de Minas Gerais e Anglo Ferrous Amapá (JESUS, 2011; IBRAM, 2010). Os recursos econômicos de ferro aumentaram mundialmente, especialmente no pósguerra, seja impulsionado por pesquisas geológicas, seja por medidas que alteraram o perfil de aproveitamento dos minérios finos que, por aglomeração, passaram para a categoria de econômicos. A partir de então e até os anos oitenta, a incorporação dos itabiritos às reservas no Estado de Minas Gerais e a descoberta da província mineral de Carajás no Pará permitiram um crescimento substancial na evolução dos recursos econômicos de ferro no Brasil. A distribuição desses recursos está localizada especialmente em três estados da federação: Minas Gerais com 68%, Pará com 29% e Mato Grosso do Sul com 2%. Assim, o Brasil pode ser considerado, em termos mundiais, como um dos maiores possuidores de recursos identificados dessa matéria-prima, sendo o quinto colocado entre os países detentores de maiores quantidades deste minério, com quase 11% das reservas mundiais de ferro (JESUS, 2011). Fator importante na determinação das reservas é a sua porção economicamente lavrável, em que se leva em conta a dimensão econômica, considerando os efeitos dos preços, 4 custos, tecnologia, fatores ambientais e sociais. Esta porção pode ser classificada como reserva provada e quantificada como a reserva medida (aquela atualmente em processo de extração). O perfil destas reservas mostra Minas Gerais com 81%, Pará com 12% e Mato Grosso do Sul com 6%. No “Quadrilátero Ferrífero”, em Minas Gerais, o teor médio do ferro é 43,6%, no Pará, predominam as hematitas com teores médios de 67,6% de Fe contido e no Mato Grosso do Sul o teor médio representa 55,6% de Fe (JESUS, 2011). O minério bruto (hematita com teor médio de 60% de Fe e itabirito com teor médio de 50% de Fe) gera, após beneficiamento nas usinas, produtos classificados como granulados e finos que são destinados ao mercado interno e à exportação. No aproveitamento comercial, em geral, o granulado é de utilização direta nos fornos de redução (gusa) e os minérios finos são utilizados nos processos de aglomeração em sinterização e pelotização, para produção do sínter (usinas siderúrgicas integradas) e pelotas (usinas de pelotização) para posterior adição nos fornos de redução (QUARESMA, 2001). A produção mundial de minério de ferro dobrou em alguns anos, passando de 1.160 milhões de toneladas, em 2003, para 2.400 milhões de toneladas, em 2010. A Austrália é a maior produtora com 394 milhões de toneladas e o Brasil o segundo com 370 milhões de toneladas em 2010 (IBRAM, 2010). 3.2 Minério de Itabirito O Quadrilátero ferrífero compreende uma área de aproximadamente 7.000km2, na porção central do Estado de Minas Gerais, e constitui uma das áreas clássicas da geologia précambriana do mundo (MAPA, 2006). Segundo DORR (2006), o Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais foi assim denominado devido aos vastos depósitos de formações ferríferas, que ocorrem de forma grosseiramente quadrangular (ROSIÈRE e CHEMALE, 2000), numa área limitada pelas linhas que ligam Itabira, Rio Piracicaba, Mariana, Congonhas do Campo, Casa Branca e Itaúna. O grupo Itabira, situado na região do Quadrilátero Ferrífero, uma das principais regiões produtoras de minério de ferro do mundo, é constituído por um conjunto de formações ferríferas metamórficas dentre as quais podemos citar os itabiritos, os dolomitos ferruginosos e os filitos hematíticos (ROSIÈRE e CHEMALE, 2000). Ele faz parte de um dos quatro grupos que compõe o Supergrupo Minas e apresenta a sequência mais espessa de formações 5 ferríticas bandadas com corpos de minério de alto teor economicamente exploráveis (ESCHWEG apud ROSIÈRE, et al., 2008). O termo itabirito era desconhecido na Europa e foi citado pela primeira vez no “Quadro Geognóstico do Brasil”, em 1822, pelo geólogo alemão Wilhelm Ludwig Von Eschwege, também Barão de Eschwege (1777 - 1855). Neste trabalho, há a descrição macroscópica e os principais tipos de rocha encontrados no Brasil, bem como a definição de alguns novos termos que são utilizados até os dias atuais na nomenclatura geológica internacional (RENGER, 2005). O nome “itabirito” foi adotado pelo antigo arraial de Itabira do Campo, situado ao pé do Pico de Itabirito, em 1923, quando se emancipou de Ouro Preto (RENGER, 2005). Itabiritos são formações ferríferas metamórficas e fortemente oxidadas apresentando descontinuamente corpos de minério de alto teor (>64% Fe), de morfologia mais ou menos lenticular e dimensões variáveis desde alguns decímetros até centenas de metros (ROSIÈRE e CHEMALE, 2000). Este tipo de formação é conhecido como formação ferrífera bandada metamorfisada (BIF – Banded Iron Formation) e recebe o nome de “itabirito” apenas no Brasil. O itabirito é caracterizado pela alternância de camadas de espessura centimétrica ou milimétrica constituídas por quartzo (bandas claras) e óxidos de ferro (bandas escuras), de acordo com a fotografia apresentada na Figura 3-1. FONTE: http://www.rc.unesp.br/museudpm/rochas/metamorficas/itabirito.html Figura 3-1 - Foto de uma amostra de rocha itabirito. 3.2.1 Processo de exploração do Itabirito Como apresentado anteriormente, o ferro explorado em Minas Gerais provém principalmente do itabirito, que é uma rocha resultante de ação metamórfica sobre depósitos 6 marinhos ricos em ferro e sílica. Faz parte de um tipo de formação ferrífera que tem ocorrência em diferentes bacias proteozóicas em diversos continentes. Pelo fato de apresentar o minério de ferro combinado com o quartzo, o itabirito requer exploração em várias etapas, visando à concentração do mineral de interesse. Após a lavra, inicia-se o processo de beneficiamento do minério, que consiste nas seguintes etapas (PORMIN, 2008a; DUTRA, 2008): • Fragmentação – Processo que visa a diminuir o tamanho do minério, dividida basicamente em duas etapas: britagem e moagem; • Deslamagem – Nessa etapa são retiradas as partículas finas e ultrafinas. • Classificação – Processo de separação de partículas com base em suas características físicas, como tamanho e densidade. Este processo é usualmente dividido em peneiramento, ciclonagem e classificação; • Concentração – Processo que tem por objetivo recuperar os minerais contidos no minério na forma mais concentrada possível. Pode ser feita por separação manual, separação gravimétrica, separação por meio denso, separação magnética, separação eletrostática e flotação. A flotação é de grande interesse, uma vez que nela é gerado o resíduo arenoso em estudo; • Desaguamento – Conjunto de práticas adotadas para se obter o produto com baixa umidade por meio da prensagem do produto, que pode ser feita em prensas tubulares; O resíduo arenoso, objeto desse estudo, é gerado no processo de flotação – um dos exemplos da etapa de concentração do minério. Este processo consiste na introdução de bolhas de ar em uma suspensão de partículas contendo um coletor catiônico (eteraminas ou eterdiaminas) e um depressor (o amido). Tanto o depressor como o coletor são compostos orgânicos que possuem uma cadeia polar ou hidrofílica, apresentando afinidade com a água, e outra que não tem nenhuma afinidade com este solvente. A eteramina comumente usada como coletor adsorve na superfície das partículas do quartzo, tornando-o hidrofóbico e promovendo a sua flotação. Este mineral é considerado a parte não aproveitada do minério tratado, sendo coletado por meio de bolhas de ar e armazenado em barragens de resíduo. A flotação é chamada de reversa porque nesse processo, ao usar um coletor, retira-se do produto final o constituinte de menor interesse do processo produtivo. O processo de depressão ocorre de modo a promover no minério a decantação do mineral de interesse, a hematita. Antes de fazer 7 a depressão do minério, o depressor passa por um processo chamado de gelatinização, que consiste em adicionar uma solução de hidróxido de sódio até a solução atingir pH = 10,5, o que é feito para ra quebrar as ligações entre carbono e oxigênio presentes na amilopectina, que é um açúcar presente no amido, constituído de moléculas de glicose. Com esta quebra quebra, expõemse o oxigênio deste açúcar, promovendo a adsorção da goethita em suas paredes superficiais (PIRES et al., 2003). O importante no processo de flotação f é que ele representa exatamente o inverso daquele que deveria ocorrer espontaneamente, ou seja, a sedimentação das partículas (MASSI et al., 2008). Na Figura 3-2 tem-se uma foto ddaa vista da parte superior de um tanque de fflotação. FONTE: http://mine-net.blogspot.com/2010/02/fases-da-industria industria-mineral-4.html Figura 3-22 – Processo de flotação em um tanque. Anualmente, são lavradas cerca de 27 milhões de toneladas de minério itabirítico, proveniente das minas de Alegria Alegria, situadaa na cidade de Mariana e operada pela unidade industrial Germano que pertence a Samarco Mineração. Nesta são feitas as operações de extração do minério, beneficiamento e o início do transporte do concentrado rado de minério de ferro. O transporte é feito através de um mineroduto de 398km que liga essa unidade a outra chamada Ponta Ubú, situada no município de Anchieta, Espírito Santo, Santo que possui operações de preparação da polpa, pelotização, estocagem e embarque embarque de pelotas de minério de ferro e pellet feed.. O embarque é efetuado em porto próprio, sendo a produção exportada para Europa, Ásia, África, Oriente Médio e Américas (TOLENTINO, 2010). 8 3.2.2 Geração de resíduo arenoso A exploração do itabirito como minério de ferro para a indústria siderúrgica gera, entre outros, uma quantidade de resíduo arenoso da ordem de milhares de toneladas diárias (MONTE, 2002). O processo da exploração do minério de ferro contido no itabirito gera, durante a etapa de flotação, grande quantidade de resíduo. Este resíduo apresenta característica arenosa, baixa granulometria e, como ponto chave e ponto de partida para esse trabalho, grande disponibilidade. Nas atividades de mineração, duas das principais fontes de degradação ambiental são a deposição do resíduo proveniente do processo de beneficiamento e a do estéril gerado na lavra (IBRAM, 1987). De acordo com a terminologia da área mineral, “estéril” é qualquer material não aproveitável como minério e descartado durante a lavra e “resíduo” é o material descartado proveniente das plantas de beneficiamento do minério. Uma planta de exploração de minério gera resíduos de várias formas físicas, como lamas, lodos, líquidos e sólidos. Os resíduos na forma sólida são geralmente armazenados em pilhas e, em alguns casos, são utilizados no preenchimento de cavas da mineração. Esses resíduos são em geral minérios pobres, rochas, resíduos finos e ultrafinos gerados no beneficiamento, dentre outros (PORMIN, 2008b). A deposição inadequada dos resíduos pode causar vários impactos ambientais e paisagísticos. Além disso, situações de risco, como o rompimento da barragem de efluentes ou instabilidade geotécnica, podem ocorrer. Portanto, o desenvolvimento de uma estratégia de gestão de resíduos é de extrema importância, sendo um processo complexo, pois visa a conseguir um balanço razoável entre dois objetivos conflitantes: a maximização da redução do risco de contaminação/poluição e a minimização de custos financeiros (PORMIN, 2008b). A mineradora Samarco superou os 4,5 milhões de toneladas de resíduos gerados por ano, segundo Monte et al. (2002). Somente em 2007, a mineradora gerou aproximadamente 9,6 milhões de toneladas e devido ao aumento de produção e elevação do preço do minério no ano de 2008, a quantidade de resíduos gerados aumentou em sua barragens (VIEIRA, 2008). Tudo isso requer armazenamento que demanda alto custo, uso do espaço de forma não nobre e poluição visual e atmosférica provocada, principalmente, por particulados provindas dos resíduos finos e ultrafinos (RIBEIRO e MORELLI, 2009). Na Figura 3-3 é apresentada uma foto aérea em que é possível visualizar as dimensões ocupadas tanto pelas barragens de 9 resíduos, quanto pela área explorada por essa mineradora. Observa-se se que essas áreas são semelhantes em tamanho, o que aumenta ainda mais a necessidade de utilizar esse esses resíduos como matéria-prima prima para novos produtos. (b) (a) Figura 3-3 - Barragem de deposição de resíduos da mineração: mineração: (a) barragem e (b) mina mina. 3.3 Extração de areia 3.3.1 Extração da areia de rio para construção civil - Impactos Os agregados minerais – basicamente areia e pedra britada – são as substâncias minerais mais consumidas no mundo. Para se ter uma ideia da magnitude deste processo extrativo, cita-se como exemplo mplo o consumo necessário para construir cada km de estrada pavimentada, ou seja, cerca de 9.800 toneladas de agregado (IBRAM, 2010). A construção civil consome anualmente milhões de toneladas de agregados (areia e brita) no Brasil. Em 2010 a produção de agregado no Brasil foi de 451 milhões de toneladas, sendo que a de areia foi de 267 milhões de toneladas e há previsão que ela praticamente dobre em 2022 (IBRAM, 2010). Além do mais, extração da areia de rio provoca muitos impactos ambientais e apresenta problemas relacionados com a informalidade. 10 Conforme Leles et al. (2005) , a extração da areia de rio causa impactos positivos e negativos, sendo que esses últimos são praticamente quatro vezes maiores. Como impactos positivos citam-se: criação de emprego, contribuição para o desenvolvimento regional, diminuição do assoreamento dos cursos d’água e da proliferação de vetores de doenças, já que a vazão dos rios aumenta, e a crescente oferta de areia e da receita dos governos estaduais e municipais em virtude da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Os impactos negativos causados no solo, na fauna, na água e no ar são inúmeros (LELES et al., 2005). Com relação ao solo e a fauna, citam-se: • diminuição da infiltração de água devido à compactação ocasionada pelo uso de máquinas pesadas; • depreciação de sua qualidade decorrente da diminuição da fertilidade; • diminuição da plasticidade e aeração também promovida pela sua compactação; • incidência de processos erosivos, • danos à microbiota do solo em virtude da maior exposição deste às intempéries decorrentes da retirada da vegetação; • estresse da fauna silvestre e aquática provocado pelo ruído; • aumento da possibilidade de ocorrer acidentes nos ambientes onde houve instabilidade do solo, ocasionadas pela concentração de operações para extração de areia, além do risco de acidentes para os banhistas, devido à formação de “panelões” pela ação das dragas Alguns impactos causados na água e no ar são: • problemas relacionados à contaminação provenientes de maquinarias utilizadas nas operações; • aumento da concentração de partículas em suspensão na água (turbidez); • depreciação da qualidade do ar; • interferência na velocidade e direção do curso d’água, e • diminuição da possibilidade de usos múltiplos da água, tendo em vista o aumento da sua turbidez e a possibilidade da sua contaminação. Podem-se citar, ainda, outros pontos negativos como os impactos visuais, associados às instalações das estruturas, ao processo de retirada da vegetação, à estocagem da areia e à 11 descaracterização da paisagem natural; a probabilidade de ocorrência de acidentes automobilísticos causados pela queda de areia nas estradas durante seu transporte e a depreciação do patrimônio público, em virtude das trepidações ocorridas com o uso de máquinas pesadas, podendo provocar avarias em pontes, estradas e construções próximas ao local. Portanto, a substituição da areia de rio pela areia resultante da exploração do itabirito também é interessante para atenuar todos os impactos negativos citados e, ainda, os outros decorrentes dos armazenamentos abusivos das barragens de resíduo resultantes da mineração. A reutilização e a reciclagem dos resíduos podem ajudar a diminuir parte deste problema. Portanto, esta substituição é algo que pode interessar tanto às mineradoras quanto aos órgãos ambientais e ao governo. 3.3.2 A extração da areia de rio em Belo Horizonte Estima-se que o consumo de areia de rio na Região Metropolitana de Belo Horizonte é da ordem de 7 a 10 mil toneladas por dia. Essa estimativa é feita com base no consumo de cimento na cidade (LAMEIRAS, 2008). Desta forma, esse grande consumo é algo que pode interessar às mineradoras, pois atenuará o problema da estocagem do resíduo em barragens. A extração de areia para suprir a Região Metropolitana de Belo Horizonte é feita principalmente nos municípios de Fortuna de Minas, Cachoeira da Prata e Esmeraldas. As fotos de satélite mostram os locais dessas atividades. Pode-se ver o tamanho do impacto ambiental. O fluxo do Rio Macacos (Fortuna de Minas, Figura 3-4) está bastante prejudicado. As áreas brancas nas suas margens são causadas pela extração de areia. Vê-se que já foram formadas represas ao longo do seu percurso. Deve-se também levar em conta que esse terreno é cárstico1 , onde a gestão dos recursos hídricos deve ser ainda mais cuidadosa. 1 Cárstico: região que se caracteriza pela dissolução química (corrosão) das rochas, que leva ao aparecimento de uma série de características físicas, tais como cavernas, dolinas, vales secos, rios subterrâneos e paredões rochosos expostos. O relevo cárstico ocorre predominantemente em terrenos constituídos de rocha calcária, mas também pode ocorrer em outros tipos de rochas carbonáticas, como o mármore e rochas dolomíticas (IGUAL, 2009). 12 Rio Macacos Cachoeira da Prata Fortuna de Minas FONTE: http://maps.google.com.br/maps Figura 3-4 - Foto satélite mostrando o local e o impacto ambiental onde se extrai areia ao longo do Rio Macacos, no município de Fortuna de Minas. A pista direita da BR-040 no sentido Sete Lagoas – Belo Horizonte encontra-se danificada com muitas ondulações provocadas pelo excesso de peso dos caminhões de areia que circulam em horários quando não há fiscalização (LAMEIRAS, 2008). A Figura 3-5 mostra que as áreas onde se encontram as extrações de areia (quadrados em vermelho) estão a uma distância pouco menor da Região Metropolitana de Belo Horizonte do que a distância da barragem da Samarco (círculo amarelo). Como até 2/3 do preço da areia de rio é devido ao transporte (LELES, SILVA, et al., 2005), espera-se que o transporte do resíduo até a Região Metropolitana de Belo Horizonte não seja um impedimento para o seu emprego em substituição à areia de rio. Deve-se considerar também que há ligação ferroviária entre a barragem e Belo Horizonte. Além disso, como a Samarco domina tecnologia de transporte por mineroduto, a construção de um duto para transportar a areia até Belo Horizonte seria algo a se considerar (LAMEIRAS, 2008). 13 FONTE: www.aondefica.com.br Figura 3-5 - Comparação das distâncias entre Belo Horizonte, as áreas extratoras de areia de rio (retângulos) e a barragem da Samarco (círculo). 3.4 Resíduo: De problema a oportunidade Quando se pensa em problemas ambientais decorrentes de processo industriais é comum pensar apenas em acidentes. No entanto, o processo desenfreado de extração de matérias-primas e a deposição inadequada de resíduos também são responsáveis por impactos fortíssimos ao meio ambiente (RIBEIRO e MORELLI, 2009). Como já dito anteriormente, os resíduos gerados pela exploração do itabirito na Mina Germano, da Sarmarco Mineração, apresenta característica arenosa e é gerado em grande quantidade, o que os torna potenciais matérias-primas estratégicas para vários setores industriais. Ao invés de serem considerados “resíduos” com altos custos para a sua gerência na bacia de resíduos da Mina do Germano, eles podem ser vistos como um estoque valioso para a geração de renda, produtos e empregos. 14 3.5 Argamassa De acordo com Mehta e Monteiro (1994), a argamassa é constituída de cimento, água e agregado miúdo (areia), sendo em sua essência um concreto sem agregado graúdo. O cimento, que é um material finamente pulverizado, sozinho não é aglomerante, mas ao ocorrerem reações químicas entre os minerais nele presentes e a água há a formação de compostos com propriedades ligantes. Os silicatos de cálcio formados são os principais compostos responsáveis pela característica do aglomerante. A água utilizada para confeccionar a argamassa, chamada de água de amassamento, deve ser isenta de ácidos, álcalis e óleos. A qualidade da água tem efeito direto nas propriedades da argamassa. As propriedades da argamassa dependem de diversos fatores. A resistência mecânica, por exemplo, que é uma das principais, varia principalmente com (MEHTA e MONTEIRO, 1994): • Traço, que é a proporção entre aglomerante (cimento) e aglomerado (areia), normalmente varia entre 1:1 e 1:5, em volume; • Granulometria, que é a medida do tamanho das partículas; • Fator ou relação água/cimento (a/c), em massa, que representa a quantidade em massa de água em relação à de cimento e • Compactação da massa. Para melhorar as características das argamassas e seus produtos são utilizados usualmente aditivos. No entanto, eles não participam das formulações padrões dos produtos cimentícios. Existem aditivos com diferentes ações, os quais, quando aplicados corretamente, trazem vários benefícios. Por exemplo, eles podem modificar as características de pega e de endurecimento, aumentar a plasticidade de massas frescas, aumentar a durabilidade em condições de frio, entre outras. A argamassa é um material bastante versátil, com a qual é possível construir diversos tipos de artefatos, com diferentes propriedades, cores e formas para diferentes aplicações. O grande diferencial deste material é a possibilidade de sua confecção em locais próximos ou no próprio local de sua utilização. Esta característica pode proporcionar principalmente menor custo de logística em comparação a outros materiais, que necessitam de locais específicos para serem fabricados. Existem também as vantagens em produzir esses artefatos fora do 15 canteiro de obra, reduzindo a ocupação de espaço, material estocado e mão de obra ociosa (PEREIRA, 2011). Segundo a ABCP (2002), as principais aplicações da argamassa estão na construção civil, na confecção de tubos, lajes, mourões, pisos, telhas, blocos, pavimentos intertravados e diversos pré-moldados. 3.6 Composição da Argamassa 3.6.1 Agregado Os agregados podem ser classificados segundo sua origem, dimensão e massa específica. Quanto à origem, eles podem ser naturais, artificiais, ou seja, originados do britamento de rocha tais como pedrisco, pedra britada, etc, ou obtidos por processo industriais (FELTEN, 2009). Existe o conceito de agregados obtidos do reaproveitamento de resíduos urbanos ou industriais, como escória de alto forno, concreto reciclado, PET etc. (KAEFER, 2000). Quanto às dimensões de suas partículas, a ABNT (2005) definiu-os como miúdos, cujos grãos passam pela peneira 4,8mm e ficam retidos na peneira de 0,15mm, e graúdos, aqueles que passam pela peneira de 152mm e ficam retidos na peneira 4,8mm. Quanto à massa específica (m.e.), os agregados podem ser classificados como leves, médios e pesados, segundo os limites abaixo (FELTEN, 2009): Leves: m.e. < 2.000kg.m-3 Médios: 2.000kg.m-3 ≤ m.e. ≤ 3.000kg.m-3 Pesados: m.e. > 3.000kg.m-3 Os agregados são os materiais granulares utilizados com o meio cimentante para formar um concreto ou uma argamassa. Pela própria definição, eles devem ser inertes, ou seja, não devem conter constituintes que reajam com o cimento, fresco ou endurecido, não devem sofrer variações de volume com a umidade e não deve haver incompatibilidade térmica entre seus grãos e a pasta endurecida (KAEFER, 2000). O agregado miúdo deve ser bem granulado, com grânulos arredondados e resistentes. Não deverá conter argila ou impurezas orgânicas com os limites superiores aos especificados 16 em normas (ABNT, 2001; ABNT, 1987). A composição química da rocha matriz, quando não há substâncias reativas com o cimento ou meio ambiente, é menos importante que suas características físicas (KAEFER, 2000). Normalmente utiliza-se a areia natural como agregado miúdo, extraída principalmente dos leitos dos rios e das praias. É uma matéria prima de baixo valor econômico, sendo até 2/3 do seu preço devido ao transporte da origem ao consumidor, o que torna esta atividade predatória, pois não há preocupação quanto aos aspectos humanos e ambientais. Resumindo, a baixa relação preço/volume da areia pode fazer com que as mineradoras procurem áreas o mais próximo possível dos centros de consumo, potencializando situações de conflito entre a mineração e o uso urbano do espaço. 3.6.2 Matriz (Pasta de Cimento) A pasta de cimento (mistura de água e cimento) é chamada de matriz por ser contínua e envolver as partículas de agregado miúdo na argamassa. Ela é constituída por diferentes tipos de compostos hidratados de cimento, sendo os mais importantes os silicatos hidratados de cálcio C-S-H, que podem aparecer como estrutura fibrosa, o hidróxido de cálcio Ca(OH)2, que cristaliza em grande placas hexagonais superpostas, e a etringita, que cristaliza no início da pega em forma de agulhas (Figura 3-6) (KAEFER, 2000). FONTE: (OLIVEIRA, 2007) (a) (b) Figura 3-6 - Produtos de hidratação do cimento: a) cristais de etringita; b) cristais de monossulfato de cálcio. Para compreender a matriz de uma argamassa, é importante primeiramente conhecer sobre seu principal constituinte, ou seja, o cimento Portland. Por isso, uma breve explicação 17 sobre a composição química, os diferentes tipos de cimento, as reações de hidratação e sobre as características dos compostos gerados, bem como suas influências sobre as propriedades das argamassas, será primeiramente feita. Cimento Portland O cimento Portland foi criado por um construtor inglês, Joseph Aspdin, que o patenteou em 1824. Nessa época, era comum na Inglaterra construir com pedra de Portland, uma ilha situada no sul desse país. Como o resultado da invenção de Aspdin assemelhou-se em cor e dureza das pedras de Portland, ele registrou esse nome em sua patente. É por isso que todo o tipo de cimento é chamado cimento Portland (ABCP, 2002). O cimento Portland é o aglomerante hidráulico mais utilizado na produção de concreto e argamassa. É um pó constituído de partículas de tamanho entre 1 e 50µm, obtido pela moagem do clínquer e adição de sulfato de cálcio, na forma de gipsita (CaSO4.2H2O). O clínquer é formado pelo aquecimento de uma mistura de calcário e argila, em forno giratório que pode alcançar temperatura interna de até 1450ºC. • Composição Química Os principais constituintes do cimento Portland são os silicatos de cálcio: C3S (silicato tricálcico – 3CaO . SiO2) e o C2S (silicato dicálcico - 2CaO . SiO2); o aluminato de cálcio: C3A (aluminato tricálcico – 3CaO . Al2O3) e o C4AF (ferroaluminato de cálcio - 4CaO . Al2O3 . Fe2O3) e a gipsita adicionada para inibir a tendência à pega instantânea ocasionada pela grande reatividade do C3A. As fórmulas genéricas dos constituintes do cimento são formadas pelas letras C, S, A e F que representam, respectivamente, óxidos de cálcio, silicatos, óxidos de alumínio e óxidos de ferro (MEHTA e MONTEIRO, 1994). • Tipos de Cimento Portland O clínquer é o principal componente do cimento e ele está presente em todos os tipos de cimento Portland. O que define esses tipos é: a moagem, as diferentes adições, ou seja, as outras matérias-primas que são misturadas ao clínquer durante a moagem, tais como o gesso, as escórias de alto-forno, os materiais pozolânicos e os materiais carbonáticos, além do tempo de moagem do clínquer. Segundo a ABCP, o mercado brasileiro dispõe de diferentes tipos básicos de cimento, que atendem a diversos tipos de aplicações. São eles (ABCP, 2002): 18 CP I e CP I S - Cimento Portland Comum e Cimento Portland Comum com Adição, respectivamente. CP II E, CP II Z, CP II F - Cimento Portland Composto com Escória, Cimento Portland Composto com Pozolana e Cimento Portland Composto com Fíler Calcário, respectivamente. CP III - Cimento Portland de Alto-forno. CP IV - Cimento Portland Pozolânico. CP V ARI - Cimento Portland de Alta Resistência Inicial. CPRS - Cimento Portland Resistente a Sulfatos. CPBC - Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação. CPB - Cimento Portland Branco estrutural e não estrutural. CPP - Cimento para Poços Petrolíferos. O tipo de cimento mais empregado pode variar em cada região, pois depende da matéria-prima local. Portanto, nas cidades mineiras, o mais utilizado é o CP II E, formado pela adição de escória de alto-forno, considerando a grande disponibilidade dessa matériaprima em regiões produtoras de minério de ferro. Esse tipo de cimento combina bons resultados de baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do Cimento Portland Comum e é recomendado para estruturas que exijam desprendimento de calor moderadamente lento. Na indústria de elementos arquitetônicos pré-moldados e pré-fabricados, como fábricas de blocos para alvenaria, blocos para pavimentação, tubos, lajes, meio fio, mourões e postes, é necessário que o produto tenha alta resistência inicial e rápido desmolde, visto que a produção e saída desses elementos devem ser consideravelmente rápidas. Sendo assim, o CP V ARI é o mais recomendado, por proporcionar essas características ao concreto e argamassas confeccionados com ele. O desenvolvimento dessa propriedade é conseguido pela utilização de uma dosagem diferente de calcário e argila na produção do clínquer e pela moagem mais fina do cimento. Assim, ao reagir com a água, o CP V adquire elevadas resistências e endurecimento com maior velocidade (ABCP, 2002). • Reações de hidratação O mecanismo de hidratação do cimento é constituído por um processo de dissoluçãoprecipitação nas primeiras fases seguido de um processo topoquímico (MEHTA e 19 MONTEIRO, 1994). O enrijecimento da pasta é caracterizado pela hidratação dos aluminatos e a evolução da resistência (endurecimento) é realizada pelos silicatos. A reação do C3A com a água é imediata. Por isso há a necessidade da adição de sulfato de cálcio na forma de gipsita (geralmente representada por CšH2) para retardar a reação. Os cimentos tipo ARI são obtidos utilizando-se dosagem diferenciada de calcário e argila na produção de clínquer e, além disso, o tempo de moagem do clínquer é maior. Como produto dessa reação tem-se a formação de cristais aciculares de trissulfato aluminato de cálcio hidratado, chamada de etringita, que é responsável pelo fenômeno da pega. Com a evolução do tempo e dependendo da proporção sulfato/aluminato no cimento, a etringita pode se decompor em monossulfoaluminato de cálcio hidratado, que é uma configuração mais estável e apresenta formato de placas hexagonais. As reações que representam essas transformações estão demonstradas nas Equação 3-1 e Equação 3-2: 3š 26 š etringita - 3CaO . Al2O3 . 3CaSO4 . 32H2O) Equação 3-1 š 2 4 š (monossulfoaluminato de cálcio (3(3CaO.Al2O3.CaSO4.12H2O)) Equação 3-2 O processo de hidratação do C4AF, pelo fato de gerar uma série de compostos, é de difícil caracterização e tem pouca influência na pasta endurecida. Segundo Mehta e Monteiro (1994), seus compostos resultantes são estruturalmente similares aos formados a partir do C3A. Embora os íons sulfato atuem como retardadores de hidratação dos aluminatos, os mesmos exercem um efeito contrário sobre os silicatos, acelerando as suas reações de hidratação (SILVA, 2005) . A hidratação dos silicatos C3S e C2S ocorre algumas horas após o início de hidratação do cimento e origina silicatos de cálcio hidratados que possuem composição química muito variada sendo, por isso, representados genericamente por C-S-H e hidróxido de cálcio Ca(OH)2. Com o decorrer da hidratação, começam a aparecer cristais prismáticos grandes de Ca(OH)2 e, na sequência, cristais pequenos e fibrilares de silicatos hidratados de cálcio. Esses compostos são responsáveis por preencher os espaços ocupados pela água e pelas partículas de cimento em dissolução (MEHTA e MONTEIRO, 1994). As reações de hidratação dos silicatos estão representadas pelas Equação 3-3 e Equação 3-4: 20 2 6 3 Equação 3-3 2 4 Equação 3-4 O C3S é responsável pela resistência inicial (primeiros dias ou semanas) e o C2S pelo desenvolvimento contínuo da resistência que se estende por meses ou anos, devido a uma hidratação mais lenta. O C-S-H não tem composição nem estrutura definidas (forma amorfa) e é o principal responsável pela resistência da pasta endurecida. Quanto maior a quantidade de Ca(OH)2 na pasta, menor é a resistência da pasta contra ataques de ácidos e de sulfatos. Verifica-se também que um cimento com maior teor de C3S resulta em um concreto mais susceptível ao ataque químico e com menor resistência mecânica (KAEFER, 2000). Na pasta hidratada, o C-S-H constitui cerca de 50 a 60% em volume, sendo a fase mais importante para as propriedades da pasta. O Ca(OH)2, conhecido como Portlandita, por ser o primeiro composto formado durante a hidratação, é o principal responsável pela resistência inicial e constitui entre 20 e 25% do volume da pasta. Os sulfoaluminatos constituem entre 15 e 20% do volume da pasta e exercem menor influência nas propriedades da pasta, exceto em condições nas quais possam ocorrer ataques por sulfato, em que o monossulfato hidratado deixa a pasta vulnerável (MEHTA e MONTEIRO, 1994). A microestrutura de uma pasta de cimento é um termo referente à estrutura básica após a hidratação do cimento junto com os agregados. Para compreensão, mecanismos de deterioração e até mesmo melhorar algumas propriedades da pasta endurecida, é necessário conhecer bem a sua microestrutura, que pode ser bem explorada pela alta resolução proporcionada pelo MEV e pelas técnicas de análise instantâneas a ele acopladas (RAMACHANDRAN e BEAUDOIN, 2001). 21 Vazios A resistência da pasta é fortemente relacionada com sua porosidade, uma vez que somente os elementos sólidos resistem aos esforços. A porosidade da pasta de cimento hidratada se distribui da seguinte forma (MEHTA e MONTEIRO, 1994): • Poros de gel ou entre camadas de C-S-H: vazios muito pequenos (entre 5 e 25Ǻ), que não influenciam na resistência da pasta. • Vazios capilares: representam o espaço não preenchido pelos componentes sólidos da hidratação do cimento. O volume total e, principalmente, a distribuição do tamanho dos poros afetam a resistência da pasta. Poros de pequenos diâmetro (< 50nm) são descritos como pouco prejudiciais ao comportamento mecânico. • Poros de ar incorporado: possuem formato esférico e dimensões superiores aos vazios capilares. Podem ocorrer devido a pouca vibração da argamassa ou terem sido intensionalmente incorporados. Devido à grande dimensão, reduzem bastante a resistência do material e aumentam a permeabilidade. 3.7 Aditivos Superplastificantes Aditivo é um produto que é adicionado em pequena quantidade ao concreto ou à argamassa, antes ou após a mistura, no sentido de melhor adequar o material a determinadas condições, tais como acelerar ou diminuir o tempo de pega, melhorar a trabalhabilidade, reduzindo a quantidade de água, aumentar a resistência quanto a variações térmicas, entre outras (ABNT, 1992). Segundo a norma “Aditivos para concreto de cimento Portland” (ABNT, 1992), existem 9 (nove) tipos diferentes de aditivos. Dentre eles, destacam-se os superplastificantes, que possuem como principal propriedade reduzir a quantidade de água na produção da argamassa. Os aditivos superplastificantes são polímeros orgânicos hidrossolúveis - com moléculas longas e de massa molecular elevada - obtidos sinteticamente por meio de um 22 processo de polimerização complexo. A primeira geração de superplastificantes foi baseada em condensados sulfonados de naftaleno-formaldeído e/ou condensados sulfonados de melanina-formaldeído, dispersantes poliméricos baseados em uma única unidade repetitiva, não permitindo grandes variações de sua estrutura molecular. Mais recentemente, uma nova geração de aditivos superplastificantes – à base de policarboxilatos com moléculas de poliéteres pendentes - tem se tornado mais comum. Esses aditivos são baseados em duas ou mais unidades estruturais, que proporcionam maior diversidade das possíveis estruturas moleculares. Como exemplo, a quantidade relativa de unidades aniônicas por unidades de poliéteres pode ser variada, o peso molecular da molécula de poliéter pode ser variado e o peso molecular da cadeia principal de policarboxilato também pode ser ajustado para a criação de polímeros com diferentes características de desempenho (YAMADA et al., 2000; VICKERS et al., 2005). Muitos aditivos superplastificantes foram desenvolvidos nas últimas décadas. Segundo Zingg et al. (2008) eles melhoram a trabalhabilidade de argamassas e concretos para a demanda de aplicações industriais. A adição de superplastificantes visa dois objetivos: eles são capazes de controlar as propriedades fluidas e permitem a redução da razão água/cimento sem perder a trabalhabilidade e durabilidade (ZINGG et al., 2008). O tipo de plastificante e o método de mistura variam a fluidez da pasta (YOSHIOKA et al., 2002). Como já citado anteriormente, o cimento Portland é formado por quatro tipos de minerais e a adsorção do superplastificante em cada um deles não é uniforme. Alguns componentes minerais podem adsorver muito mais ao superplastificante do que os outros. Yoshioka e outros (2002) testaram quatro tipos diferentes de superplastificantes e concluíram que todos eles foram mais adsorvidos nos aluminatos do que nos silicatos. Nos últimos anos, o uso e o desenvolvimento dos superplastificantes a base de policarboxilatos vêm aumentando cada vez mais e tornando-se os mais populares (ALONSO et al., 2007; HANEHARA et al., 1999; YAMADA et al., 2000). Estes aditivos a base de policarboxilatos, também conhecidos como aditivos redutores de água, caracterizam-se por apresentar estrutura na forma de “pente”, com uma cadeia linear principal de hidrocarbonetos e cadeias laterais constituídas por grupos carboxilatos e éteres. Por meio dos grupos carboxilatos, as cadeias dos superplastificantes são adsorvidas sobre as partículas de cimento dispersando-as, não só devido à repulsão eletrostática, como também devido ao impedimento estérico causado pelas largas cadeias dos grupos éteres (ALONSO et al., 2007). 23 Outra característica dos superplastificantes é o potencial que suas estruturas químicas apresentam para ser modificadas, pois são compostas por diferentes moléculas e é um polímero (YAMADA et al., 2000). Recentemente, muitos aditivos a base de carboxilatos contendo cadeias principais mais curtas e cadeias laterais de poliésteres mais longas estão sendo desenvolvidos. Na opinião de alguns autores (SUGIYAMA et al., 2003; MAEDER et al., 2004 apud ALONSO et al., 2007) quanto mais curta for a cadeia principal e mais longa e mais numerosa são as cadeias laterais dos éteres, maior e mais duradoura será a fluidez induzida pelo aditivo. Outros pesquisadores também concluíram que as diferentes estruturas, suas massas moleculares, assim como a distribuição dessas massas moleculares afetam diretamente na fluidez da pasta (FERRARI et al., 2000; MAGAROTTO et al., 2003; BJORNSTROM et al., 2003 apud ALONSO et al., 2007). Quanto maior for a massa molecular dos polímeros, maior é a adsorção e mais efetiva é a fluidez, mas quanto maior for a sua distribuição, menor será a eficácia dos aditivos. Alguns trabalhos estão desenvolvendo ou utilizando materiais alternativos como superplastificantes. Saasen et al. (1991) utilizaram glicerina para investigar o comportamento reológico e o tempo de pega de pastas de cimento e verificaram que a glicerina acelera o processo de hidratação e aumenta a viscosidade das pastas. Outros pesquisadores sintetizaram o sulfonato de amido e estudaram o efeito da fluidez em pastas de cimento. Concluíram que, como agente redutor de água, o sulfonato de amido é mais efetivo do que um aditivo comercial a base de naftaleno (ZHANG et al., 2007). Ainda, outro trabalho na área de plastificantes alternativos foi realizado, obtendo-se um aditivo redutor de água a base de copos de poliestireno descartáveis usados (ASSUNÇÃO et al., 2005; CARROL et al., 1966). 3.8 Pavimento intertravado O pavimento intertravado é composto por peças de concreto, assentadas sobre camada de areia e travadas entre si por contenção lateral (ABCP, 2010). Podem apresentar uma variedade de formas, cores, texturas e padrões de assentamento, permitindo explorar harmonicamente essas características do ponto de vista arquitetônico e paisagístico (Figura 3-7) (BLOCOBRASIL, 2004; ABCP, 2010). 24 FONTE (ABCP, 2010; BLOCOBRASIL, 2004) Figura 3-7 - Variedade de formas, cores, texturas e padrões de assentamento dos blocos intertravados. O uso da pavimentação intertravada no Mundo vem aumentando significativamente nos últimos anos. São utilizados em uma variedade de aplicações comerciais, municipais e industriais. As principais razões para escolha desse tipo de pavimento são: pouca manutenção, facilidade de colocação e remoção, boa aparência estética, disponibilidade imediata, além de se apresentarem em várias formas e cores (LEE et al., 2003). Além disso, os pavimentos intertravados de concreto refletem melhor a luz, comparados a outros tipos de superfície, proporcionando melhor conforto térmico devido à rápida dispersão no ar do calor produzido pela incidência dos raios solares, ao contrário de pisos mais escuros, que acumulam calor e o liberam lentamente. A diferença de temperatura entre ambos pode chegar a 30% quando submetidos à mesma insolação (BLOCOBRASIL, 2004; ABCP, 2010). Sob chuva, os pavimentos intertravados de concreto não são escorregadios e possuem excelente permeabilidade (ABCP, 2010), sendo uma das melhores opções para minimizar a impermeabilização das cidades, por suas características de permitir a infiltração da água para o solo. Por sua versatilidade de uso, podem ser utilizados em calçadas, parques, praças, quadras poliesportivas, estacionamentos e ruas de tráfego leve, conferindo grande durabilidade devido à elevada resistência do concreto (HALLACK, 2011; ABCP, 2010). O intertravamento é a capacidade que os blocos adquirem de resistir a movimentos de deslocamento individual, seja ele vertical, horizontal ou de rotação em relação a seus vizinhos. O intertravamento é fundamental para o desempenho e a durabilidade do pavimento. Para que se consiga o intertravamento duas condições são necessárias e indispensáveis: contenção lateral e junta preenchida com areia (ABCP, 2010). 25 • Contenção lateral: Impede o deslocamento lateral dos blocos da camada de rolamento, promovendo o intertravamento. • Areia de selagem: Proporciona a transferência de esforços entre os blocos de concreto, permitindo que eles trabalhem juntos, uns com os outros, e suportem as cargas solicitantes. A construção com pavimentos intertravados é simples: basta assentar os blocos sobre uma camada de areia grossa (recomenda-se que a camada de areia tenha de 3cm a 4cm de espessura após a compactação das peças), compactar a superfície e, em seguida, espalhar areia fina para o preenchimento das juntas. Depois, devem-se compactar as peças novamente até que as juntas estejam totalmente preenchidas com areia. Um tipo de contenção lateral, comumente para meios-fios, é sempre requerida (HALLACK, 2011). No pavimento, as peças pré-moldadas de concreto comportam-se como uma camada flexível e única devido à propriedade de intertravamento. É o intertravamento que proporciona resistência a estes pavimentos e os diferem dos demais. Depois de intertravadas, as peças de um pavimento adquirem a capacidade de resistir a movimentos de deslocamento individual, seja ele vertical, horizontal ou de rotação em relação a suas vizinhas (Figura 3-8). (HALLACK, 2011; ABCP, 2010). Giro FONTE: (ABCP, 2010) Figura 3-8 - Movimentos de deslocamento individual dos blocos, mostrando como o intertravamento funciona. A propriedade de distribuição de esforços das peças intertravadas depende essencialmente de seu formato, arranjo e espessura. A resistência à compressão das peças tem, neste aspecto, pouca influência. Não há um consenso entre os pesquisadores quanto à influência do formato das peças. No entanto, há concordância quanto ao comportamento do pavimento em função da espessura e do arranjo de assentamento das peças. Recomenda-se que as peças devam ter espessuras mínimas de 6cm, para pavimentos com tráfego leve, 8 cm para aqueles submetidos ao tráfego de veículos comerciais e 10cm para casos especiais (ABNT, 1987a). 26 No Brasil, a norma NBR 9781 “Peças de Concreto para Pavimentação – Especificação” (ABNT, 1987b) estipula que a resistência à compressão das peças, calculada de acordo com a norma NBR 9780 “Peças de Concreto para Pavimentação – Determinação da Resistência à Compressão – Método de ensaio” (ABNT, 1987a), deve ser 35MPa para as solicitações de veículos comerciais de linha ou 50MPa quando houver tráfego de veículos especiais ou solicitações capazes de produzir acentuados efeitos de abrasão. 3.9 Planejamento Fatorial de Experimentos No planejamento de qualquer experimento, o primeiro que se deve fazer é decidir quais são os fatores e as respostas de interesse que se quer analisar e chegar a alguma conclusão, pois um experimento não planejado pode trazer resultados inúteis, por não apresentarem uma forma razoável de serem interpretados. Em planejamento fatorial usam-se os termos fatores, níveis e respostas. Os fatores são as variáveis controláveis que, a princípio, influenciariam um determinado processo. Eles podem ser qualitativos ou quantitativos. Os níveis são os valores ou as classes (caso o fator seja qualitativo) em que cada fator deve ser estudado no experimento. Já as respostas são as variáveis de saída do sistema que serão ou não afetadas por modificações provocadas nos fatores, ou seja, são as propriedades de interesse deste processo (SOARES NETO et al., 2010). Encontram-se pesquisas que são realizadas fixando-se um dos fatores num certo nível e variando-se o outro até descobrir qual o nível que produz a melhor resposta. Depois, mantém-se este fator no nível ótimo encontrado, variando-se o nível de outro fator até descobrir a melhor resposta. E assim sucessivamente. Embora este modo de experimentar possa ser do senso comum, ele não é a maneira mais correta, uma vez que a melhor resposta só é encontrada em circunstâncias muito especiais. O melhor a se fazer é variar todos os fatores ao mesmo tempo, já que as variáveis podem ter influências mútuas e o valor ideal para uma delas pode depender do valor da outra. Esse comportamento é chamado de interação entre os fatores. Para variar tudo ao mesmo tempo, dentro de uma lógica, são aplicados planejamentos experimentais fundamentados em princípios estatísticos, dos quais se podem tirar o máximo 27 de informação, fazendo o menor número de experimentos. As vantagens desse tipo de planejamento são, principalmente, a redução de custos e de tempo, obtendo-se respostas confiáveis. O planejamento fatorial a dois níveis é muito útil em investigações preliminares, uma vez que se quer saber se determinados fatores têm ou não influência sobre a resposta. São planejamentos muito simples de se executar, pois todos os fatores são estudados em apenas dois níveis. Costuma-se identificar os níveis superior e inferior com os sinais (+) e (-), respectivamente (SOARES NETO et al., 2010). 3.9.1 Planejamento dos Experimentos Um dos planejamentos fatoriais mais comuns é o 2k, no qual a base 2 significa o número de níveis estudados em cada fator e o expoente k significa o número de fatores. Ao executar um planejamento fatorial especificam-se, primeiramente, os níveis de cada fator estudado. Em seguida, organizam-se as informações para que se tenham todas as combinações possíveis, de modo que um planejamento 23, por exemplo, se reflete em pelo menos 8 (oito) experimentos. 3.9.2 Cálculo e Análise dos Efeitos Para mensurar o efeito principal de um determinado fator, calcula-se a diferença entre a resposta média no nível superior e a resposta média no nível inferior desse fator. Já o efeito de interação de segunda ordem é calculado como a metade da diferença entre as respostas médias dos dois fatores (SOARES NETO et al., 2010). A análise dos efeitos pode ser realizada por meio de gráficos normais. Para traçar estes gráficos, plotam-se os valores dos efeitos no eixo das abscissas e no eixo das ordenadas os valores correspondentes à distribuição normal padronizada (valores de z, variável aleatória com distribuição N (0,1), média zero e variância um, encontrados em tabelas de livros de estatísticas). Os pontos que vierem de uma população normal de média igual a zero se ajustarão à reta central de probabilidade acumulada igual a 50% (z = 0) e sobre o ponto zero do eixo dos efeitos, ou seja, eles representam “efeitos” sem nenhum significado físico. 28 O mesmo não se pode dizer dos pontos que estiverem afastados da reta. Estes, dificilmente, pertencem à mesma população que produziu os pontos centrais. Portanto, devem ser interpretados como efeitos realmente significativos e tanto mais significativos quanto mais afastados estiverem da região central, para direita ou para a esquerda (SOARES NETO et al., 2010). 3.9.3 ANOVA (Analysis of Variance) A análise da variância (ANOVA – AN de ANalysis, O de Of e VA de VAriance), assim como o estudo dos efeitos, é realizada por meio de uma distribuição normal estudada por Fisher, mais conhecida como distribuição F, e é também utilizada para verificar quais efeitos são significativos. É uma extensão do teste t de Student que permite não só a comparação de duas, mas de qualquer número de médias (VIEIRA, 2006). A técnica consiste em estudar a variabilidade possivelmente ocasionada pelo fator em estudo, concluindo-se se ela é apenas aleatória (o fator não influi) ou significativa (o fator influi) (PINTO e VICTOR, 2009). Resumindo, o objetivo da análise da variância é usar dados para testar as seguintes hipóteses: H0: O fator não influi nos resultados. H1: O fator influi nos resultados. Para isso é necessário escolher um determinado intervalo de confiança e levar em consideração os graus de liberdade do experimento, de modo que o F obtido por cálculos é comparado com um F tabelado. Se o F calculado for menor que o tabelado, aceita-se a hipótese da nulidade (H0). Caso contrário, a hipótese da nulidade deve ser rejeitada. A ANOVA de um experimento inteiramente ao acaso exige que sejam feitas algumas suposições sobre os erros, sem as quais os resultados da análise não podem ser válidos. Para isso, as seguintes pressuposições devem ser atendidas (VIEIRA, 2006): 1. os erros devem ser variáveis aleatórias independentes; 2. as variâncias devem ser iguais; 3. a distribuição dos erros deve ser normal ou aproximadamente normal. 29 Um experimento inteiramente ao acaso pode ser escrito na forma do seguinte modelo (Equação 3-5): Yij = µ i + εij Equação 3-5 O modelo indica que a resposta Yij ao modelo de uma unidade experimental é dada pela média verdadeira de todas as respostas possíveis (µ i) acrescida de uma quantidade (εij), que é chamada de erro (error). Como os erros são definidos em função das médias verdadeiras, não é possível conhecê-lo, mas sim estimá-lo fazendo a diferença entre cada dado e a média a que ele pertence: εij = Yij - µ i Equação 3-6 As estimativas dos erros recebem o nome de resíduos e é a análise desses resíduos que ajuda a verificar se a ANOVA é aceitável ou não. Para fazer uma análise de variâncias, é preciso pressupor que os erros são variáveis aleatórias independentes, ou seja, os dados experimentais obtidos pertencem a unidades sem correlação ou não agrupadas. A não dependência pode ser verificada por meio do desenho de um gráfico dos resíduos padronizados versus a ordem em que as observações foram coletadas. A independência é satisfeita quando os resíduos ficam dispersos em torno de zero, sem um padrão definido. É uma análise extremamente útil, porém é gráfica. Portanto, uma conclusão mais razoável pode ser feita ao verificando quando as variâncias são constantes ou iguais. Para testar a igualdade das variâncias são propostos diversos testes, sendo o Teste de Levene bastante utilizado e simples, além de dar resultados muito precisos. Primeiro, é preciso calcular os resíduos da ANOVA. Depois é preciso fazer uma ANOVA (inteiramente ao acaso) dos valores absolutos desses resíduos. Os tratamentos são os mesmos da análise de dados. A lógica do Teste de Levene é simples: quantos maiores são as variâncias, maiores serão os resíduos (VIEIRA, 2006). Então, se as variâncias são homogêneas, o resultado do 30 teste F para comparação de médias dos valores absolutos dos resíduos será não significativo, comprovando que estas são de uma mesma população. Os resíduos também devem apresentar distribuição normal. Para verificar este pressuposto, um gráfico de probabilidade normal deve ser feito. Os resíduos padronizados são colocados nas abscissas e os valores esperados da distribuição normal, na ordenada. Os pontos deverão ficar em torno da reta. Portanto, é importante fazer a análise dos resíduos, pois ela ajuda a dizer se as pressuposições feitas são razoáveis. 3.9.4 Teste t de Student Os testes estatísticos testam hipóteses a respeito de uma população. Podem ser feitas duas hipóteses. Na primeira supõe-se que as médias de dois grupos, independentes ou não, são iguais - hipótese esta denominada “hipótese da nulidade” e é representada por H0. A segunda hipótese é aquela que supõe que as médias são diferentes, denominada hipótese alternativa, e representada por H1. Ambas, portanto, são escritas da seguinte forma (PINTO e VICTOR, 2009; VIEIRA, 2006): H0: As médias são iguais. H1: As médias são diferentes. Um teste estatístico proposto no início do século passado para comparação de duas médias, chamado teste t de Student, é muito conhecido e é usado até hoje em todas as ciências experimentais, podendo ser realizado em duas condições (VIEIRA, 2006): 1. Quando os grupos são independentes – experimento inteiramente ao acaso; e 2. Quando os dados são pareados – experimento em blocos, em que cada unidade é tomada como um bloco. 31 Teste t na comparação de dois grupos independentes São ensaios nos quais se comparam dois grupos independentes, ou seja, os dados são obtidos de populações diferentes. Portanto, o teste t pode ser indicado para tratar a igualdade de duas médias de grupos independentes. Para fazer o teste, os seguintes passos devem ser seguidos (VIEIRA, 2006): (a) calcula-se a média de cada grupo; (b) calcula-se a variância de cada grupo; (c) calcula-se a variância ponderada, dada pela fórmula apresentada na Equação 3-7: 1 1 2 Equação 3-7 (d) calcula-se o valor t, que está associado a n1 + n2 – 2 graus de liberdade, pela fórmula apresentada na Equação 3-8: " #$ #$ 1 1 %& ' Equação 3-8 (e) compara-se o valor calculado de t (em valor absoluto) com o valor crítico de t, no nível estabelecido de significância e com os mesmos graus de liberdade. Se o valor de t for igual ou maior do que o da tabela de valores t (encontrada em livros de estatística), rejeita-se a hipótese de nulidade, ou seja, aquela em que as médias em comparação são iguais. Teste t na comparação de dois grupos pareados Trata-se de uma comparação de dois grupos dependentes, ou seja, de dois grupos de dados (antes e depois) dependentes ou pareados, pois cada par de dados é tomado de uma mesma população. Tipo de ensaios como estes também são conhecidos como experimentos em blocos (VIEIRA, 2006). Portanto, para se fazer um estudo de dados pareados, os seguintes passos devem ser seguidos: (a) calculam-se as diferenças entre todos os pares de dados pareados (Equação 3-9): 32 ( # # Equação 3-9 (b) calcula-se a média dessas diferenças (Equação 3-10): () ∑( Equação 3-10 (c) calcula-se a variância dessas diferenças (Equação 3-11): ∑ ( 1 ∑ ( Equação 3-11 (d) calcula-se o valor de t, que está associado a n – 1 graus de liberdade, pela fórmula apresentada na Equação 3-12: " (+ % Equação 3-12 (e) idem ao passo (e) descrito no item anterior. Teste de Tukey É provavelmente um dos testes mais conhecidos para comparação de médias duas a duas. Para realizar este teste, costuma-se calcular primeiro a diferença mínima que deve haver entre duas médias para que elas possam ser consideradas diferentes em um determinado nível de significância. O autor do teste chamou este valor de “diferença honestamente significante” e a indicou por HSD (do inglês “honestly significant difference”), que pode ser calculado de acordo com a Equação 3-13 (VIEIRA, 2006). , - . /01 2 Equação 3-13 33 Em que o valor q é encontrado na Tabela q no nível estabelecido de significância, QMR é o quadrado médio do resíduo da análise de variância e r é o número de repetição de cada um dos tratamentos. De acordo com o teste, duas médias são estatisticamente iguais toda vez que o valor absoluto da diferença entre elas for igual ou menor do que HSD. 3.9.5 Testes não paramétricos Os testes citados anteriormente - ANOVA, t-Student e Tukey - partem do pressuposto que as variáveis fazem parte de uma mesma população e que, portanto, os seus valores devem apresentar uma distribuição normal ou aproximadamente normal. Quando isto não ocorre, os dados não podem ser tratados com testes dessa natureza e sim por aqueles conhecidos como testes de distribuição livre ou testes não paramétricos, pois estes não apresentam nenhuma exigência quanto ao conhecimento da distribuição da variável na população e seus parâmetros (CALLEGARI-JACQUES, 2003). Conforme Callegari-Jacques (2003), nos testes paramétricos os valores da variável estudada devem ter distribuição normal ou aproximação normal. Já os testes não paramétricos, também chamados por testes de distribuição livre, não têm exigências quanto ao conhecimento da distribuição da variável na população. Alguns testes desta natureza e muito utilizados são: Teste de Kruskal-Wallis e Teste de Mann-Whitney. Teste de Kruskal-Wallis O teste de Kruskal-Wallis ou análise da variância pelo número de ordens (ranks) pode ser utilizado em casos em que os pressupostos da ANOVA paramétrica não foram totalmente atingidos, ou seja, quando as k amostras não pertencem a uma população normal ou quando as variâncias são heterogêneas. Quando k = 2, o teste de Kruskal-Wallis é idêntico ao teste de Mann-Whitney, explicado no próximo item. 34 Sejam k as amostras em análise, cada uma com Ni repetições, e 3 ∑456 3 o número total de observações. Pretende-se verificar se as k amostras (ou tratamentos, como são designados) têm distribuições idênticas (FERREIRA, 2012). O teste de hipóteses é: H0: As distribuições das k amostras são iguais. H1: As distribuições das k amostras diferem na localização. A estatística do teste é (Equação 3-14): 4 15 12 8 3. 3 1 35 3. 3 1 56 Equação 3-14 Em que Ri é a soma dos números de ordem das Ni observações do grupo ou tratamento i (nota-se que a soma de todos os números de ordem de todos os tratamentos deve ser igual a N.(N+1)/2) (FERREIRA, 2012). Se existem números de ordem empatados, a estatística deve ser corrigida para esta situação. Para tal calcula-se o fator de correção: 1 ∑: 56 95 9 3 3 Equação 3-15 E a estatística do teste corrigida é: ; Equação 3-16 Em que ui é o número de empates em cada grupo e m é o número de grupos de números de ordem empatados. Para atribuir o número de ordem às observações, juntam-se as observações de todos os tratamentos, ordenando-as em seguida. Quando existir observações iguais (empates ou “ties"), 35 o número de ordem de cada observação empatada equivale ao valor médio deste número de ordem (FERREIRA, 2012). A estatística H avalia em que medida as k amostras ou tratamentos diferem relativamente aos respectivos números de ordem. O teste de hipóteses pode ser avaliado por meio da comparação entre o valor H com o valor teórico de Qui tabelado (χ2). Se H calculado for menor que χ2, não se pode rejeitar a hipótese nula. Para testes não paramétricos o nível de confiança não pode ser menor que 95%. Teste de Mann-Whitney O teste de Mann-Whitney é um teste não paramétrico alternativo ao teste t-Student para comparar a média de duas amostras independentes. O único pressuposto para este teste é que as duas amostras sejam independentes e aleatórias e que as variáveis em análise sejam numéricas ou ordinais (FERREIRA, 2012). Sejam N1 e N2 os tamanhos de duas amostras, o teste de hipótese subjacente é: H0: As duas amostras têm distribuições idênticas. H1: As duas amostras têm distribuições diferentes. O teste de hipóteses também pode ser expresso por meio da comparação entre medianas. A estatística do teste (teste U) é calculada como se segue (FERREIRA, 2012): (a) As observações das duas amostras são combinadas numa única variável de tamanho N1 + N2 . (b) O conjunto de observações assim constituído é ordenado por ordem crescente, atribuindo o número de ordem 1 à observação menor e N1 + N2 a observação maior. Caso haja empates, a cada uma das observações empatadas é atribuída o número de ordem médio. (c) Por fim, calculam-se as somas dos números de ordem das observações de cada amostra. W1 = soma dos números de ordem das observações da amostra 1; W2 = soma dos números de ordem das observações da amostra 2; (d) Calculam-se as quantidades: 36 < = . = ? 3 . 3 = = > 3 3 1 @ 2 Equação 3-17 Equação 3-18 A estatística do teste é: U = min (U1, U2 ) Equação 3-19 A hipótese nula estabelece que as duas amostras tenham a mesma distribuição e, se tal acontecer, as medianas (e também as médias) das duas amostras serão iguais (FERREIRA, 2012). 37 4 MATERIAIS E MÉTODOS 4.1 Estrutura Metodológica Os ensaios e as análises do resíduo, dos superplastificantes e dos pigmentos foram realizados segundo as estruturas metodológicas apresentadas nas Figura 4-1, Figura 4-2 e Figura 4-3. RESÍDUO CLASSIFICAÇÃO (ABNT, 2004a) PLANEJAMENTO FATORIAL - 2 3 Ensaios: - Lixiviação (ABNT,2004b) - Solubilização (ABNT,2004c) CARACTERIZAÇÃO Análise: - Granulometria (ABNT, 2005) - Absorção de Água (ABNT, 2001) - Massa Específica (ABNT, 2002) - Massa Unitária (ABNT, 2006) - Coeficiente de Inchamento (ABNT, 2009) - Difração de Raios X - Ativação Neutrônica - MEV e EDS RESPOSTAS FATORES E NÍVEIS - Traço 1:2 e 1:2,5 - a/c 0,75 e 0,80 - Tipo de cimento CPII e CPV - Preparação das argamassa - Moldagem dos corpos-de-prova - Tempo de cura Ensaios - Densidade - Viscosidade (Tello, 1996) - Tempo de pega - Índice de vazios (ABNT, 2005) - Resistência à compressão (ABNT, 1991) Seleção das Ferramentas de Análise Figura 4-1 - Estrutura metodológica dos ensaios e análises de caracterização do resíduo, bem como o planejamento fatorial dos ensaios realizados nas argamassas. 38 SUPERPLASTIFICANTES - SP PLANEJAMENTO FATORIAL 2x4 CARACTERIZAÇÃO Análises: - Caracterização físico química (cor, %sólidos, pH, massa específica e viscosidade) - Composição Química elementar (Espectroscopia de AA e Fluorescência de Raios X) - Caracterização estrutural (Espectroscopia FTIR e RMN ) RESPOSTAS FATORES E NÍVEIS - Tipo SP 5700 e 20HE - Conc. 0% , 0,3%, 0,6% e 0,9% Ensaios - Densidade - Viscosidade - Tempo de pega - Resistência à compressão - Preparação das argamassa – EXP. 08 - Moldagem dos corpos-deprova - Cura Seleção das Ferramentas de Análise Figura 4-2 - Estrutura metodológica das análises de caracterização dos superplastificantes, bem como o planejamento fatorial dos ensaios realizados nas argamassas com SP. PIGMENTOS CARACTERIZAÇÃO PLANEJAMENTO FATORIAL 2 x 4 Análise: - Absorção de Água (ABNT, 2001) RESPOSTAS FATORES E NÍVEIS - Tipo: resíduo natural e vermelho - Conc. 4%, 8%, 12% e 16% - Preparação das argamassa – EXP. 08 - Moldagem dos corpos-deprova - Cura Ensaios - Densidade - Viscosidade - Tempo de pega -Resistência à compressão - Índice de vazios Seleção das Ferramentas de Análise Figura 4-3 - Estrutura metodológica do planejamento fatorial dos ensaios realizados nas argamassas confeccionadas com pigmento. Após finalização dos ensaios citados nas três estruturas metodológicas (Figura 4-1, Figura 4-2 e Figura 4-3), foi realizado um ensaio de reprodutibilidade da planta piloto de 39 blocos intertravados confeccionados em laboratório, de acordo com a estrutura metodológica apresentada na Figura 4-4. REPRODUTIBILIDADE BLOCOS INTERTRAVADOS LABORATÓRIO ESCALA PILOTO PLANEJAMENTO FATORIAL 2 2 FATORES E NÍVEIS - Tipo Lab e PP - Ordem 7 e 8 - Preparação das argamassa – EXP. 08 - Moldagem dos BLOCOS INTERTRAVADOS - Tempo de Cura RESPOSTAS Ensaios - Densidade - Viscosidade - Resistência à compressão Seleção das Ferramentas de Análise Figura 4-4 - Estrutura metodológica do planejamento fatorial para o ensaio de reprodutibilidade laboratório x planta piloto. 4.2 Materiais Os principais materiais utilizados nesta pesquisa foram: a. Cimento Portland CP II-E 32, marca Holcim com área superficial = 4043m2/kg (FRANÇA, 2010a) e massa unitária = 1,027g/cm3 (MERCOSUL, 2002). b. Cimento Portland CP V ARI, marca Holcim com área superficial = 4552m2/kg (FRANÇA, 2010b) e massa unitária = 0,963g/cm3 (MERCOSUL, 2002). c. Resíduo arenoso fornecido pela Samarco Mineração, massa unitária = 1,56g/cm3. d. Pigmento natural (resíduo lama obtido na etapa de deslamagem fornecido pela Samarco Mineração). e. Pigmento vermelho (obtido do tratamento térmico do resíduo natural). f. Superplastificante Sika ViscoCrete® 20HE. g. Superplastificante Sika ViscoCrete® 5700. 40 h. Óleo hidráulico i. Vaselina 4.3 Equipamentos/Instrumentos Na preparação das argamassas, dos corpos de prova e dos ensaios foram utilizados os seguintes equipamentos e instrumentos: a. Paquímetro, modelo Universal, marca Mitutoyo. b. Medidor de tempo de pega automático, marca Resistence Machine Unificate, modelo M-23 com agulha de Vicat. c. Viscosímetro analógico, marca Bookfield, modelo RVT e conjunto de rotores tipo “T”. d. Balança digital, marca Gehaka, modelo BG 8000. e. Balança digital, marca Marte, modelo AS5500. f. Balança digital, marca Marte, modelo AC10K. g. Phmetro digital, marca Micronal, modelo B 374. h. Cronômetro digital, marca Technos, modelo 219. i. Batedeira, marca G.Paniz, modelo BP20C. j. Moldes de aço padronizados com 5cm de diâmetro por 10cm de altura. k. Moldes de PVC de volume e massa conhecidos, confeccionados no Laboratório de Cimentação do CDTN - LABCIM. l. Moldes de polipropileno formato intertravado da PEC MAQ PEC FORMAS®. m. Termohigrômetro digital, marca Microzelle, modelo MN2400. n. Prensa EMIC, modelo PCI 150/200, série 31. o. Prensa EMIC, modelo PCM 100/20, série 1591. p. Betoneira Menegotti, modelo PREMIUM, capacidade de tambor de 150L. q. Mesa Vibratória marca CSM, com capacidade de carga de 500kg e rotação do eixo vibrador de 5400rpm. r. Tambor de 200L s. Materiais e vidraria de laboratório (béqueres, provetas, pipetas, bastão de vidro, espátulas, leiteiras, pincel, etc.). 41 4.4 Métodos - Referencial Teórico RESÍDUO ARENOSO – Classificação 4.4.1 Classificação de Resíduos Segundo a norma ABNT NBR 10004, resíduos podem ser classificados como perigosos (classe I) ou não perigosos (classe II). Um resíduo perigoso é aquele que, em função de suas características físicas, químicas ou infecto-contagiosas, pode apresentar risco à saúde pública e ao meio ambiente. Dentre estas, a norma ABNT (2004a) cita: Inflamabilidade: é característica de resíduos líquidos com ponto de fulgor inferior a 60ºC; não líquido que, sob condições de temperatura e pressão de 25°C e 0,1MPa, produzem fogo por fricção; oxidantes, ou seja, que podem liberar oxigênio, estimulando a combustão; resíduos gasosos inflamáveis. Corrosividade: é característica de resíduos que, sendo aquoso, apresentar pH menor ou igual a 2, ou maior ou igual a 12,5 ou sua mistura com água, na proporção de 1:1 em peso, produzir uma solução com as mesmas condições estabelecidas acima. E ainda, se o resíduo aquoso ou o seu líquido produzido for capaz de corroer o aço (COPANT 1020) a uma razão maior que 6,35mm ao ano, à temperatura de 55°C. Reatividade: é característica de resíduos instáveis que reagem violentamente com a água ou que formam misturas potencialmente explosivas com ela; geram vapores tóxicos; possuam íons CN- ou S2- em concentrações superiores ao limite de 250mg de HCN liberável ou 500mg de H2S liberável por quilograma de resíduo; produzam reação ou decomposição explosiva a 25ºC e 0,1MPa; ou sejam explosivos. Toxicidade: é característica de resíduos que apresentam uma das seguintes propriedades: a) o extrato obtido desta amostra, segundo a ABNT NBR 10005 (ABNT, 2004b), contiver qualquer um dos contaminantes em concentrações superiores aos valores constantes no anexo F da norma (ABNT, 2004a). Neste caso, o resíduo deve ser caracterizado como tóxico com base no ensaio de lixiviação; b) possuir uma ou mais substâncias constantes no anexo C desta norma e apresentar toxicidade; 42 c) ser constituído por restos de embalagens contaminadas com substâncias constantes nos anexos D ou E da norma NBR 10004; d) resultar de derramamentos ou de produtos fora de especificação ou do prazo de validade que contenham quaisquer substâncias constantes nos anexos D ou E NBR 10004; e) ser comprovadamente letal ao homem; f) possuir substância em concentração comprovadamente letal ao homem ou estudos do resíduo que demonstrem um DL50 (dose letal para 50% da população), quando administrada por via oral em ratos menor que 50mg.kg-1 ou CL50 (concentração letal para 50% da população) administrada por via respiratória em ratos menor que 2mg.L-1 ou uma DL50 quando administrada em contato com a pele para coelhos menor que 200mg.kg-1. Patogenicidade: é característica de resíduos que contenham ou haja suspeita de conter microorganismos patogênicos, proteínas virais, ácido desoxiribonucléico (DNA) ou ácido ribonucléico (RNA) recombinantes, organismos geneticamente modificados, plasmídios, cloropastos, mitocôndrias ou toxinas capazes de produzir doenças em homens, animais ou vegetais. Os resíduos de saúde deverão ser classificados como apresentado na ABNT NBR 12808. Os resíduos que não se enquadram como perigosos são classificados como classe II – não perigosos. Os códigos para alguns resíduos desta classe encontram-se no anexo H da ABNT NBR 10004 (ABNT, 2004a). Os resíduos classe II podem ser considerados como não inertes ou inertes em que, segundo a norma NBR 10004, são denominados classe II A - não inertes ou classe II B – inertes. Quaisquer resíduos que, quando amostrados segundo a NBR 10007 (ABNT, 2004d) e submetidos a um contato dinâmico e estático com água destilada ou deionizada, à temperatura ambiente, conforme a ABNT NBR 10006 (ABNT, 2004c), não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se aspectos como, cor, turbidez, dureza e sabor, conforme anexo G da norma ABNT 10004, serão classificados como inertes. 43 RESÍDUO ARENOSO – Caracterização 4.4.2 Análise Granulométrica A determinação da composição granulométrica é de fundamental importância para definir as características do agregado. Segundo a norma da ABNT Agregados para concreto Especificações (ABNT, 2009), um agregado pode ser definido como graúdo ou miúdo, em concordância com a distribuição granulométrica determinada de acordo com a norma Agregados – Determinação da composição granulométrica (ABNT, 2003). A princípio, devese estabelecer a dimensão máxima característica do material, que é uma grandeza associada à distribuição granulométrica do agregado, correspondente à abertura nominal, em milímetros, da malha da peneira da série normal ou intermediária na qual o agregado apresenta uma porcentagem retida acumulada igual ou imediatamente inferior a 5% em massa. Depois de estabelecida a dimensão máxima característica, a massa mínima por amostra de ensaio pode ser então definida. Segundo a NBR 7211 (ABNT, 2009), agregado miúdo é definido como aqueles grãos que passam pela peneira com abertura de malha de 4,75mm e ficam retidos na peneira com abertura de malha de 150µm, em ensaio realizado de acordo com a ABNT NBR NM 248. Além do mais, a distribuição granulométrica, determinada segundo esta mesma norma, deve atender aos limites estabelecidos na Tabela 4-1 (ABNT, 2003). Podem ser utilizados como agregado miúdo para concreto, materiais com distribuição granulométrica diferentes das zonas estabelecidas na Tabela 4-1, desde que estudos prévios de dosagem comprovem sua aplicabilidade. Como resultados devem ser apresentados, portanto, as porcentagens médias retidas em cada peneira, com aproximação de 1%, a dimensão máxima característica e o módulo de finura, que consiste na soma das porcentagens retidas acumuladas em massa de agregado, nas peneiras de série normal, dividida por 100. 44 Tabela 4-1 - Limites de distribuição granulométrica do agregado miúdo (ABNT, 2003). Peneira com abertura de malha / mm 9,50 6,30 4,75 2,36 1,18 0,600 0,300 0,150 Porcentagem, em massa, retida acumulada Limites Inferiores Limites Superiores Zona utilizável Zona ótima Zona ótima Zona utilizável 0 0 0 0 0 0 0 7 0 0 5 10 0 10 20 25 5 20 30 50 15 35 55 70 50 65 85 95 85 90 95 100 Notas: 1. O módulo de finura da zona ótima varia de 2,20 a 2,90. 2. O módulo de finura da zona utilizável inferior varia de 1,55 a 2,20. 3. O módulo de finura da zona utilizável superior varia de 2,90 a 3,50. Quanto ao módulo de finura, os agregados miúdos podem ser classificados como areias grossas, médias ou finas. Portanto, são classificados como areia grossa aquelas que possuem módulo de finura (MF) maior do que 3,3, areia média aquelas que possuírem MF entre 2,4 e 3,3 e quando o MF é menor do que 2,4, a areia é classificada como fina (RIBEIRO et al., 2002). 4.4.3 Determinação da Absorção de Água A norma ABNT NBR NM 30 (ABNT, 2001) estabelece o método de determinação da absorção de água dos agregados miúdos destinados ao uso em concretos. Absorção é o processo pelo qual um líquido é conduzido e tende a ocupar os poros permeáveis de um corpo sólido poroso. Para os efeitos da norma, é também o incremento de massa de um corpo sólido poroso devido à penetração de um líquido (água) em seus poros permeáveis, em relação a sua massa em estado seco. Agregados definidos como “saturados superfície seca” são aqueles cujas partículas absorveram o máximo de água, mas apresentam a superfície seca. A amostra do agregado para ensaio deve ter aproximadamente 1kg, tendo sido obtida por quarteamento prévio. Normalmente o ensaio é realizado em replicata. Primeiramente a amostra é colocada em um recipiente (uma bandeja metálica) e secada a uma temperatura de (105 ± 5)°C, até que a diferença massa (m) seja menor do que 45 0,1g, em duas determinações consecutivas. A etapa de secagem é dispensável quando a dosagem do concreto for realizada com base em agregados no estado úmido. A amostra é então coberta com água e fica assim por 24h. Após o período determinado, o excesso de água é retirado e a amostra é espalhada de modo que fique com uma superfície plana. Ela é então submetida à ação de uma suave corrente de ar quente, revolvendo a amostra com frequência para assegurar uma secagem uniforme. A secagem é feita até que os grãos de agregado miúdo não fiquem aderidos entre si de forma marcante. O agregado miúdo é então colocado em um molde tronco-cônico, sem ser comprimido, e em sua superfície são aplicados 25 golpes com a haste de compactação. O molde deve ser levantado verticalmente e, se houver umidade superficial, o agregado se conservará com a forma do molde. A situação intermediária entre o desmoronamento e a manutenção intacta da forma deve ser anotada. Continuar a secagem, revolvendo a amostra constantemente e realizar ensaios a intervalos frequentes, até que o cone de agregado miúdo desmorone ao ser retirado o molde. Neste momento o agregado terá chegado à condição de saturado superfície seca. A massa “ms”é determinada com aproximação de 0,1g. Se o cone desmoronar na primeira tentativa, é porque a secagem foi efetuada além do ponto de “saturado superfície seca” do agregado. Nesse caso, é necessário adicionar alguns mililitros de água à amostra, que deve ser intimamente misturada e permanecer em repouso durante 30 minutos, em recipiente tampado, após o que deve ser reiniciado o processo de secagem e ensaio. A absorção de água é calculada mediante a fórmula apresentada na Equação 4-1: AB A . 100 A Equação 4-1 Em que: A é a absorção de água, em porcentagem; ms é a massa ao ar da amostra na condição saturado e de superfície seca, em gramas e m é a massa da amostra seca em estufa, em gramas. 46 4.4.4 Determinação da Massa específica Massa específica é definida como a relação entre a massa do agregado seco em estufa (100 – 110°C) e o volume dos grãos, incluindo os poros impermeáveis. O procedimento para determinação da massa específica é apresentada na norma MERCOSUL NM 52:2002 “Agregado fino – Determinação de massa específica e massa específica aparente” (MERCOSUL, 2002) e está descrito neste item. Antes de executar o procedimento, a amostra deve ser preparada. Este método de preparação segue o mesmo procedimento descrito na norma NBR NM 30 para determinação da absorção de água pelo agregado miúdo (ABNT, 2001), descrito no item 4.4.3. Após preparação da amostra, medir (500 ± 0,1)g de amostra (ms), colocar em um frasco com capacidade de 500cm3 e com erro inferior a 0,15cm3 a 20°C e registrar a massa do conjunto (m1). Em seguida, encher o frasco com água até próxima da marca de 500cm3 e depois movê-lo de forma a eliminar todas as bolhas de ar. Colocar o frasco em um banho mantido a temperatura constante de (21 ± 2)°C. Após 1 hora, aproximadamente, completar com água até a marca de 500cm3 e determinar a massa total com precisão de 0,1g (m2). Retirar o agregado miúdo do frasco e secá-lo a (105 ± 5)°C até massa constante. Esfriar à temperatura ambiente em dessecador e pesar com precisão de 0,1g (m). A massa específica é então calculada de acordo com a fórmula descrita na Equação 4-2: ( A D DE AB A FE Equação 4-2 Em que: d3 é a massa específica do agregado, em gramas por centímetros cúbicos; m é a massa da amostra seca em estufa, em gramas; V é o volume do frasco, em centímetros cúbicos; Va é o volume de água adicionado ao frasco, determinado segundo Equação 4-3, em centímetros cúbicos; 47 DE A A FE Equação 4-3 ms, é a massa da amostra na condição saturada superfície seca, em gramas e ρa, é a massa específica da água, em gramas por centímetro cúbico. 4.4.5 Determinação da Massa Unitária A massa unitária em estado solto é definida como a relação entre a massa do agregado seco contida em um determinado recipiente e o seu volume. As dimensões do recipiente variam em função da dimensão máxima característica do agregado, de acordo com a Tabela 4-2 abaixo: Tabela 4-2 - Dimensões do recipiente paralelepípedico (ABNT, 2006). Dimensão máxima Dimensões mínimas característica do (mm) Volume (dm3) agregado (mm) Base Altura ≤ 4,75 316 x 316 150 15 > 4,75 e ≤50 316 x 316 200 20 >50 447 X 447 300 60 A norma NBR NM 45:2006 Agregado em estado solto - Determinação da massa unitária, estabelece os requisitos e a descrição do ensaio. A amostra disponível deve ocupar o dobro do volume do recipiente determinado e deve estar totalmente seca, pois a massa unitária varia com o teor de umidade. O ensaio consiste em encher o recipiente, determinado segundo a Tabela 4-2 e de massa previamente medida, lançando o agregado de uma altura de 10 a 12cm do topo. Para agregados miúdos, a superfície ao final deve ser alisada com régua. Enfim, mede-se a massa do recipiente cheio com agregado. 48 A massa unitária, então, é calculada dividindo a massa do agregado pelo volume do recipiente. Devem ser realizadas três determinações e os resultados individuais devem apresentar desvios menores ou iguais a 1% em relação à média. O resultado é então expresso com aproximação de 0,01kg.dm-3. A determinação da massa unitária é de grande importância, pois é a partir dela que se faz a transformação do traço, em volume, para a massa. 4.4.6 Determinação do Coeficiente de Inchamento O inchamento é um fenômeno de variação do volume aparente provocado pela adsorção de água livre pelos poros do agregado miúdo e este fenômeno interfere na massa unitária do agregado. Este é avaliado pelo coeficiente de inchamento que é determinado pelo quociente entre os volumes úmido e seco de uma mesma massa de agregados. Portanto é importante determinar o coeficiente de inchamento médio ou a média entre o coeficiente de inchamento máximo e aquele correspondente à umidade crítica, para encontrar o volume de agregado miúdo úmido a ser medido quando a sua umidade estiver acima da umidade crítica - teor de umidade acima do qual o coeficiente de inchamento pode ser considerado constante e igual ao coeficiente de inchamento médio. Este ensaio é realizado segundo a norma da ABNT “Agregado - Determinação do inchamento do agregado miúdo” (ABNT, 2009) e necessita que a amostra seja seca em estufa até constância da massa, que sua massa unitária seja determinada e que sua quantidade seja o dobro do volume do recipiente segundo a Tabela 4-2. A amostra deve ser resfriada e homogeneizada e, então, colocada dentro de uma forma grande e é adicionada água sucessivamente para os seguintes teores de umidade: 0,5%, 1%, 2%, 3%, 4%, 5%, 7%, 9% e 12%. Para cada adição de água, é necessário homogeneizar a amostra, determinar sua “massa unitária úmida” e determinar seu teor de umidade. Para os diversos teores de umidade (10 teores), os respectivos coeficientes de inchamento (CI) devem ser calculados utilizando a fórmula apresentada na Equação 4-4: G DH JK 100 . DI JH 100 Equação 4-4 49 Em que: Vh é o volume do agregado úmido; V0 é o volume do agregado no estado seco; γs é a massa unitária do agregado seco; γh é a massa unitária do agregado úmido, e H é o teor de umidade do agregado, em %. A partir dos dados calculados, o gráfico teor de umidade versus coeficiente de inchamento pode ser elaborado. A curva de inchamento é então traçada e ela fornece uma representação aproximada do fenômeno. A umidade crítica, o coeficiente de inchamento máximo e o coeficiente para a umidade crítica é determinada de acordo com as seguintes instruções para a construção do gráfico, que está apresentado na Figura 4-5 (ABNT, 2009): • Traçar a reta tangente à curva paralela ao eixo das umidades; • Traçar a corda que une a origem de coordenadas ao ponto de tangência da reta traçada; • Traçar outra tangente à curva, paralela a esta corda; • A abscissa correspondente ao ponto de interseção das duas tangentes á a umidade crítica. Figura 4-5 - Gráfico coeficiente de inchamento versus umidade, em que ponto A é o coeficiente máximo, o ponto B é o coeficiente para a umidade crítica e o ponto C é a umidade crítica (ABNT, 2009). 50 O coeficiente de inchamento é determinado pela média aritmética entre os coeficientes de inchamento máximo (ponto A, Figura 4-5) e aquele correspondente a umidade crítica (ponto B, Figura 4-5), conforme (Equação 4-5): G0 L 2 Equação 4-5 4.4.7 Difração de raios X Um feixe de raios X em um cristal interage com os átomos presentes originando o fenômeno de espalhamento e consequente difração desses raios X. Por meio da difração é possível originar ondas espalhadas de direção definida, mesma fase e mesma energia da onda incidente, denominada colisão elástica, ou ondas de direção não definida que não mantêm a mesma fase nem a mesma energia da onda incidente ou colisão inelástica, também conhecida como efeito Compton. Para que haja uma interferência construtiva das ondas espalhadas ou colisão elástica é necessário que seja obedecida à condição mostrada na Equação 4-6 que estabelece a relação entre o comprimento de onda dos raios X (λ), o ângulo de difração (θ) e a distância (d) entre os planos que a originaram (característicos para cada fase cristalina). Esta equação é conhecida como a Lei de Bragg (BLEICHER e SASAKI, 2000): M 2( N O Equação 4-6 Os feixes de raios X incididos na amostra com certa distribuição de pequenos cristalitos (amostra na forma de pó) em ângulos variáveis formarão picos de intensidade devido aos planos cristalográficos referentes a cada ângulo de incidência. A Figura 4-6 ilustra este fenômeno. As linhas horizontais representam os planos cristalinos e as setas representam os raios X incidentes no cristal. Quando a condição da Equação 4-6 é obedecida, há um pico de intensidade. Ao colocarmos a intensidade em função do ângulo de espalhamento 2θ (ângulo formado entre a onda incidente e a onda espalhada) é possível obter um gráfico chamado difratograma. Desta forma é possível determinar a composição do material através da difração de raios X (BLEICHER e SASAKI, 2000). 51 FONTE: (BLEICHER e SASAKI, 2000) Figura 4-6 – Interferência entre raios X em nível planar. A técnica de difração de raios X possui inúmeras vantagens na caracterização de materiais, como a simplicidade e a rapidez. Além disso, os resultados são muito confiáveis, pois o perfil de difração obtido é característico de cada fase cristalina do mineral e ainda há possibilidade de analisar materiais compostos por uma mistura de fase e quantificar estas fases. 4.4.8 Análise por Ativação Neutrônica A análise por ativação neutrônica (AAN) da composição química dos elementos em uma amostra ocorre por meio da indução de radioatividade dos elementos nela presentes, mediante irradiação com nêutrons e posterior medida das radiações emitidas pelos radionuclídeos formados. A quantificação dos elementos pode ser feita com base em amostras padrões dos elementos. O procedimento usual para a irradiação constitui, inicialmente, em acondicionar as amostras nos seus respectivos tubos de polietileno com capacidade para 0,5mL ou aproximadamente 0,3g de amostra. Estes tubos, por sua vez, são acondicionados em tubos maiores de polietileno e, então, inseridos em outros denominados “coelhos”, tubos adequados para a irradiação no reator. 52 4.4.9 Microscopia Eletrônica de Varredura e Microsonda EDS Com imagens geradas pela microscopia eletrônica de varredura (MEV), pode-se realizar a análise morfológica de um material. Essa investigação é importante para assegurar que as associações entre a estrutura e as propriedades do material estejam suficientemente compreendidas e, a partir deste conhecimento, prever e avaliar seu comportamento macro estrutural (PEREIRA, 2011). O processo de preparação da amostra é importante para a otimização da análise. Para isso é necessário o recobrimento da superfície da amostra por uma película, metálica ou de carbono, os quais são bons condutores de elétrons. O uso da microscopia eletrônica de varredura (MEV) é de grande importância por fornecer informações detalhadas, com aumentos de até 300.000 vezes. A imagem eletrônica de varredura é formada pela incidência de um feixe de elétrons no material, sob condições de vácuo. A incidência do feixe de elétrons promove a emissão de elétrons secundários, retroespalhados, auger e absorvidos, assim como de raios X característicos e de catodoluminescência. A imagem eletrônica de varredura representa em tons de cinza o mapeamento e a contagem de elétrons secundários (SE – secondary electrons) e retroespalhados (BSE – backscattered electrons) emitidos pelo material analisado. A resolução obtida em imagens de SE corresponde ao diâmetro do feixe de elétrons incidente e pode variar de acordo com as especificações do equipamento utilizado na análise. Outro condicionante de resolução para a imagem de SE são as condições de calibração do aparelho, tal como a intensidade da corrente e condições de vácuo. Ao MEV pode ser acoplado o sistema de EDS (Energy Dispersive Spectroscopy), o qual possibilita a determinação da composição qualitativa e semiquantitativa das amostras, a partir da emissão de raios X característicos. O limite de detecção é da ordem de 1%, mas pode variar de acordo com as especificações utilizadas durante a análise, como o tempo de contagem, por exemplo. (DUARTE et al., 2003). 4.5 Cimentação A imobilização de rejeitos radioativospor meio da cimentação é uma técnica largamente utilizada na área nuclear, que tem como objetivo acondicionar e solidificar os 53 rejeitos radioativos gerados em diversas atividades nessa área. Tal método consiste na mistura do rejeito com o cimento e esta técnica também apresenta eficiência para resíduos que contêm, principalmente, metais pesados. Ao misturarem-se com cimento, diversos cátions são convertidos em carbonatos e hidróxidos insolúveis. Além disso, eles ficam retidos na estrutura cristalina da pasta de cimento, diminuindo assim o risco de serem liberados para o meio. O cimento é um material bastante utilizado devido à grande experiência em operações de engenharia civil, por ser facilmente acessível, de baixo custo, além da simplicidade quanto à operação. No caso de rejeitos radioativos, tem ainda a função de blindagem contra a radiação. Além disso, os produtos de rejeito cimentado costumam apresentar boas propriedades mecânicas (SILVA, 1997). De acordo com Tello (2005) apud Pereira Júnior (2011) a grande evolução para o uso da cimentação, no intuito de imobilizar resíduos, é a utilização do produto solidificado originado, desde que se prove que a retenção dos contaminantes é máxima e que não há liberação acima dos limites permitidos. 4.5.1 Viscosidade da argamassa fresca A viscosidade da argamassa fresca representa seu grau de trabalhabilidade. Cada tipo de equipamento de mistura exige uma faixa de trabalhabilidade para que a argamassa atinja a homogeneidade desejada e assim possam ser obtidos produtos de boa qualidade (PEREIRA, 2011). A trabalhabilidade pode ser definida como sendo o conjunto de propriedades que envolvem a facilidade de assentamento e a resistência à segregação de argamassa e concreto frescos (PETRUCCI et al., 1968). A faixa de trabalhabilidade de um sistema depende da forma de adição dos materiais, da ausência ou presença de pás de misturas e de sua forma etc. A medida de viscosidade para pastas de cimento é bastante complexa, porque assim que ocorre a adição de água ao cimento são iniciadas as reações de hidratação. Segundo Haucz et al (2008), o ensaio deve ser realizado após o tempo de estabilização de 3 minutos, contados a partir do final da preparação da pasta, e as leituras devem ser realizadas durante o período de 4 minutos, devendo ser finalizadas no máximo em 15 minutos, contados a partir do início da preparação da pasta. 54 4.5.2 Tempo de pega da argamassa fresca De acordo com Mehta e Monteiro (1994) a pega envolve a evolução das propriedades mecânicas da pasta fresca de cimento no início do processo de endurecimento. Este fenômeno é a manifestação física das reações químicas entre o cimento e a água. Um método usual para determinação do início e do fim da pega é o de resistência à penetração, no qual os pontos de início e de fim pega definem, respectivamente, o limite do manuseio da massa e o início do desenvolvimento da resistência mecânica (PEREIRA, 2011). Segundo Siqueira (2008), no processo de hidratação, os grãos de cimento que inicialmente encontram-se em suspensão, vão se aglutinando paulatinamente uns aos outros, por efeito de floculação, conduzindo finalmente à construção de um esqueleto sólido, responsável pela estabilidade da estrutura geral. O prosseguimento da hidratação em subsequentes idades conduz ao endurecimento responsável pela aquisição permanente de qualidades mecânicas, características do produto acabado (SIQUEIRA, 2008). O tempo de pega pode variar com a composição da pasta, sendo assim os tempos de pega da argamassa ou do concreto, usualmente, não coincidem com o tempo de pega do cimento com o qual são feitos (MEHTA e MONTEIRO, 1994). 4.5.3 Índice de vazios da argamassa endurecida O conhecimento da porosidade é de grande interesse em diversos materiais e em argamassas de cimento não seria diferente. Nestas, a porcentagem de vazios implica em características importantes para a durabilidade e desempenho da pasta, tais como a permeabilidade e a resistência às ações mecânicas. Segundo Mehta e Monteiro (1994), a resistência à compressão diminui com o aumento da porosidade e é influenciada principalmente por poros grandes. Poros com diâmetro menor do que 10nm não têm influência representativa na resistência da pasta. Isso explica o aumento da resistência com a evolução da cura, uma vez que, à medida que ocorre a hidratação, os espaços vazios vão dando lugar às fases naturais da pasta, sendo uma delas composta pelo silicato de cálcio hidratado, que possui espaços interlamelares menores que 25Å. Assim a distribuição do tamanho dos poros tende a passar de poros grandes para pequenos (TAYLOR, 1990). 55 A avaliação da porosidade pode ser realizada de acordo com a norma NBR 9778 “Argamassa e concreto endurecidos - Determinação da absorção de água, índice de vazios e massa específica” (ABNT, 2005), que apresenta o ensaio para medida de absorção de água e índice de vazios, do qual são extraídas as informações da porcentagem total de poros grandes e pequenos da pasta. Um método para a medida do índice de vazios proporcionados pelos poros maiores da pasta é a picnometria, tendo o hélio ou o metanol como fluido. No ensaio de absorção de água, ela é absorvida por todos os vazios da pasta. No caso do metanol, ele não consegue entrar nos espaços interlamelares presentes no silicato de cálcio hidratado, enquanto o hélio apresenta dificuldades de penetração (TAYLOR, 1990). Sendo assim, os ensaios com estes dois últimos fluidos apresentam informações basicamente sobre os poros maiores O melhor conhecimento da distribuição do tamanho de poros pode ser obtido via adsorção de nitrogênio, que também fornece informações sobre a área superficial do material, porém é necessário que ele possua área superficial elevada. 4.5.4 Ensaio de Resistência à Compressão Segundo Mehta e Monteiro (1994), a resistência de um material é definida como a sua capacidade de resistir à tensão sem ruptura e costuma ser identificada com o aparecimento de fissuras. No entanto, pastas endurecidas de cimento contêm microfissuras antes mesmo de serem submetidas às tensões externas. Assim, a resistência nestes materiais está associada à tensão máxima necessária para causar a fratura, condição esta chamada de grau de ruptura (PEREIRA, 2011). No ensaio de resistência à compressão (RC) de corpos cimentícios, nem sempre se observa a fratura externa no corpo de prova, pois a estrutura interna deste alcança um grau de fissuração elevado, de modo que não é possível aplicar uma tensão maior sem que o corpo frature. Esse ensaio consiste em submeter corpos de prova à tensão crescente e contínua até a ruptura. No Brasil usualmente são utilizados corpos de prova cilíndricos de 5cm de diâmetro e 10cm de altura para argamassas e para concretos 15cm de diâmetro e 30cm de altura, sendo que a compressão uniaxial de corpos de prova com 28 dias é mundialmente aceita como um índice geral da resistência da pasta endurecida de cimento e de concreto. O ensaio de RC para 56 cimento Portland é apresentado na ABNT NBR 7215 (ABNT, 1997). Para peças de concreto para pavimentação, são utilizadas as normas NBR 9781 “Peças de Concreto para Pavimentação – Especificação” (ABNT, 1987b) e a NBR 9780 “Peças de Concreto para Pavimentação – Determinação da Resistência à Compressão – Método de ensaio” (ABNT, 1987a). A maneira como a pasta de cimento endurecida reage às tensões aplicadas é apresentada por Mehta e Monteiro (1994) e Tolentino (2000) como dependente de diferentes fatores intrínsecos da pasta e de seu ambiente, como máquina de ensaio, condições de cura, tamanho do corpo de prova, relação água/cimento, porosidade, tipo de cimento, característica do agregado, entre outros. A relação água/cimento é o fator mais importante em relação à resistência, uma vez que essa variável influi em outros fatores. 4.6 Caracterização dos Superplastificantes - SP Alguns métodos e técnicas de análises permitem caracterizar superplastificantes de maneira bem abrangente. Segundo Palácios et al. (2003) o comportamento dos aditivos depende de sua composição química e iônica, dos grupos funcionais orgânicos presentes e de sua estrutura. Estão descritos, a seguir, diferentes métodos e técnicas de caracterização que permitem conhecer algumas propriedades relevantes do comportamento dos superplastificantes em sistemas cimentícios. 4.6.1 Caracterização físico-química dos aditivos As propriedades físico-químicas de um aditivo dão informações acerca de sua natureza química. A maioria dessas propriedades é fácil de determinar, como a cor, o conteúdo em sólido, o pH, a massa específica, a viscosidade e a condutividade elétrica. Por exemplo, um aditivo com elevada viscosidade, indica que este é constituído por um polímero de elevada massa molecular. Se ele tiver elevada condutividade elétrica significa que ele contém grande quantidade de eletrólitos (RAMACHANDRAN et al., 1998). 57 4.6.2 Composição química Para descrever a composição química de um aditivo, deve-se fazer uma análise elementar completa, além de uma determinação qualitativa e quantitativa dos íons que o compõe. Os elementos químicos de maior interesse na caracterização de aditivos são carbono (C), hidrogênio (H), nitrogênio (N), oxigênio (O), enxofre (S) e os íons metálicos como sódio (Na), cálcio (Ca) e potássio (K). Normalmente, o conteúdo em C, H, N, O e S é analisado por via úmida ou por analisadores elementares. Já os íons metálicos podem ser determinados e quantificados por ICP (Inductively Coupled Plasma) ou Absorção Atômica (AA). Mediante a análise elementar, pode-se ter conhecimento a respeito da natureza do aditivo, ou seja, se ele é orgânico ou inorgânico, em função do seu conteúdo em carbono ou se é um composto sulfonado ou não, etc. (PALACIOS et al., 2003). A determinação e a quantificação das espécies iônicas nos aditivos proporcionam informações importantes acerca da presença de eletrólitos. 4.6.3 Caracterização estrutural Conhecendo-se a composição química e iônica dos superplastificantes é importante avaliar os grupos funcionais presentes e a característica de sua estrutura. Técnicas analíticas empregadas para obter-se conhecimento sobre estas propriedades são a Espectroscopia na região do Infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) e a Ressonância Magnética Nuclear (RMN). A Espectroscopia por Infravermelho (IV) permite identificar as espécies químicas presentes pela determinação da posição (número de onda) em que grupos funcionais distintos apresentam bandas de absorção por meio da avaliação dos espectros de IV. No caso de compostos orgânicos, podem-se verificar vibrações moleculares, devido à interação entre a radiação IV e a molécula, de duas classes: vibrações de esqueleto, em que participam todos os átomos da molécula e vibrações características de grupos. Os números de onda das vibrações de esqueleto estão no intervalo de 1.400-700cm-1 e dependem da estrutura linear ou ramificada do composto (SKOOG, 1998). 58 A espectroscopia por RMN é baseada na medição da absorção de radiação eletromagnética na região de radiofrequência (4 a 900MHz) pelos núcleos dos átomos. A absorção característica de energia por núcleos que giram dentro de um potente campo magnético, depois de irradiado por outro campo secundário mais fraco e perpendicular ao primeiro, permite identificar a configuração atômica nas moléculas (SKOOG, 1998). 59 5 PARTE EXPERIMENTAL O resíduo utilizado neste trabalho foi coletado e cedido pela empresa Samarco Mineração. A amostra foi originada da blendagem do resíduo gerado em diferentes dias e linhas de produção para produzir uma amostra com a melhor representatividade da amostra quanto às possíveis variações de processamento. A amostra foi homogeneizada pela formação de uma pilha cônica alongada (Figura 5-1) e quarteada. A homogeneização é importante para garantir que as frações utilizadas nos experimentos sejam iguais. Como cada mistura requer uma massa de resíduo em torno de 2,5kg, cerca de 200kg da amostra quarteada foram separados em frações de aproximadamente 2,5kg (Figura 5-1). Metade dos pacotes foi utilizada nos ensaios de caracterização e cimentação e a outra metade foi guardada como contraprova. Figura 5-1 - Aspectos da homogeneização da amostra de resíduo. Para a classificação do resíduo arenoso foram realizados os testes de solubilização e lixiviação, conforme as normas da ABNT (ABNT, 2004a; ABNT 2004b; ABNT 2004c; ABNT, 2004d). Para a caracterização do resíduo arenoso, as seguintes análises e ensaios foram realizados: • Granulometria. • Absorção de água. • Massa específica. • Massa unitária. • Coeficiente de Inchamento. • Difração de raios X. 60 • Análise por Ativação Neutrônica. • Microanálise (MEV e EDS). RESÍDUO ARENOSO – Classificação Foram feitos ensaios da avaliação da toxicidade do resíduo por meio da análise dos extratos lixiviados e solubilizados, obtidos de acordo com as normas ABNT NBR 10004, 10005 e 10006 (ABNT, 2004a; ABNT, 2004b; ABNT, 2004c). 5.1 Extrato Lixiviados Os extratos lixiviados foram obtidos agitando (100,0 ± 0,1)g de amostra acondicionada em um frasco hermeticamente fechado em contato com uma solução previamente definida (solução de extração n°01 ou n° 02 – item 4.2.6 da norma NBR 10005, definida em função do pH da solução obtida do resíduo – item 5.1.3 da mesma norma), durante (18 ± 2)h à temperatura de até 25°C com uma rotação de (30 ± 2)rpm no agitador rotatório (ABNT, 2004c). Após este período, a amostra foi filtrada em aparelho de filtração pressurizado, com filtro de fibra de vidro isento de resinas e com porosidade de 0,6 a 0,8µm. O extrato obtido foi denominado extrato lixiviado. 5.2 Solubilização do resíduo Os extratos solubilizados foram obtidos colocando-se a amostra representativa seca de 250g de resíduo em béquer de 1500mL. Em seguida, 1000mL de água deionizada e isenta de material orgânico foi adicionada sobre o resíduo. O sistema foi agitado, em baixa velocidade, por 5 minutos. Os béqueres foram recobertos com filme de PVC e deixados em repouso por 7 dias, em temperatura de 25°C. O sistema foi filtrado em aparelho de filtração guarnecido com membrana filtrante com 0,45µm de porosidade (ABNT, 2004c). 61 RESÍDUO ARENOSO – Caracterização 5.3 Granulometria O ensaio granulométrico foi realizado segundo a norma da ABNT NM 248:2003 “Agregados – Determinação da composição granulométrica” (ABNT, 2003). 5.4 Absorção de Água O ensaio para a determinação da absorção de água foi realizado segundo a norma ABNT NBR NM 30 “Agregado Miúdo - Determinação da Absorção de Água” (ABNT, 2001). 5.5 Massa específica Para determinação da massa específica foi realizado o ensaio seguindo o procedimento descrito na norma MERCOSUL NM 52:2002 “Agregado fino – Determinação de massa específica e massa específica aparente” (MERCOSUL, 2002). 5.6 Massa unitária O ensaio para a determinação da massa unitária foi conduzido segundo o procedimento descrito na norma da ABNT NBR NM 45:2006 “Agregado em estado solto Determinação da massa unitária” (ABNT, 2006). 62 5.7 Coeficiente de Inchamento O coeficiente de inchamento foi determinado segundo a norma da ABNT NBR 6467 “Agregado - Determinação do inchamento do agregado miúdo” (ABNT, 2009). 5.8 Difração de Raios X Na análise utilizada para a identificação das fases cristalinas do resíduo, empregou-se a técnica de difratometria de raios X pelo método do pó, utilizando o difratômetro de raios X do CDTN/CNEN, de fabricação Rigaku, modelo Geigerflex semiautomático, com monocromador de cristal curvo de grafite, tubo de raios X de cobre e uma interface informatizada para obtenção de dados digitais. A análise foi efetuada variando 2θ de 0 a 70° na amostra, na forma em que foi recebida. As condições de operação do difratômetro de raios-X foram as seguintes: fator de escala de (8x103), constante de tempo de (0,5s), velocidade do registrador de (40mm/mim), velocidade do goniômetro de (8º2θ/min), intensidade de corrente de (30mA) e tensão de (40 KV). Os difratogramas de raios X digitais foram confeccionados com as dados coletados pela interface informatizada a partir de arquivos gerados em planilha, utilizando-se programa Microsoft Excel® e então convertidos para o programa Crystallographica®. A identificação de fases cristalinas foi obtida por comparação do difratograma de raios X das amostras com o banco de dados do programa Crystallographica Search-Match® (CSM). 5.9 Análise por Ativação Neutrônica A análise elementar do resíduo arenoso foi feita por Ativação Neutrônica, utilizando o Reator TRIGA do CDTN/CNEN. Para isso foram seguidos dois esquemas de irradiação: irradiação de 5 minutos, para a determinação dos elementos cujos radionuclídeos apresentam meias-vidas relativamente curtas, T1/2 < 3 horas (Al, Cu, I, Mg, Mn, V, Ti) e irradiação de 8 horas para a determinação dos elementos com radionuclídeos com meias-vidas médias, T1/2 63 < 4 dias (K, Na, Br, As, Ga, Sm, La, Au, etc) e longas, T1/2 > 4 dias (Zn, Sb, Sc, Ta, Ce, Fe, Ca, Sr, etc). Para a determinação de elementos cujos radionuclídeos são de meias-vidas curtas, a irradiação foi efetuada amostra por amostra, no canal 40, CR-40, sob um fluxo médio de nêutrons térmicos de 6,16x1011cm-2s-1, estando o reator TRIGA a 100kW. Os parâmetros f e α no CR-40 são (20,4 ± 0,2) e (0,0019 ± 0,0002), respectivamente. As irradiações de 8 horas para a determinação de radionuclídeos de meias-vidas médias e longas foram realizadas no Canal 7, CR-7, sob um fluxo médio de nêutrons térmicos de 6,35x1011cm-2s-1, estando o reator TRIGA a 100 kW. Os parâmetros f e α no CR-7 são (22,3 ± 0,2) e (-0,0022 ± 0,0002), respectivamente. Os materiais de referência analisados junto com as amostras foram: IAEA/SOIL-7 (IAEA, 1984), GBW 07411 (NRC, 1991) e GBW 07401 (NRC, 1998). Após cada irradiação, foi esperado um tempo adequado para que decaíssem os radionuclídeos de meias-vidas mais curtas que pudessem interferir na espectrometria gama. Na aparelhagem de detecção gama, composto de detector gama HPGe (germânio intrínseco) com eletrônica associada e programa de aquisição de espectros Genie-PC, CANBERRA, foram levantados os espectros gama por um tempo suficiente para atingir a estatística de contagem adequada. Os espectros gama foram analisados por meio do programa Hyperlab PC (HYPERLAB-PC, 2002) e de cálculo de concentração com o programa KAYZERO SOLCOI (SOLCOI, 2003) específico para o método k0. 5.10 Microscopia de Varredura Eletrônica e Microsonda EDS As análises para esta pesquisa foram realizadas em amostras de resíduo arenoso e de areia natural utilizando um microscópio JEOL, modelo JSM-840ª do CDTN/CNEN. 64 5.11 Cimentação Seguindo a linha de evolução da cimentação de rejeitos radioativos e perigosos, surgiu o conceito de imobilizar o resíduo arenoso da exploração do itabirito, utilizando-o como agregado, o qual passará a ser matéria-prima na produção de artefatos cimentícios sendo, portanto, exemplo de spin off da tecnologia nuclear. 5.11.1 Planejamento dos Experimentos No planejamento dos experimentos, primeiramente, estudaram-se os fatores e as respostas de interesse. Os fatores foram qualitativos, como o tipo de cimento utilizado, e quantitativo como a quantidade de cimento para a preparação das argamassas. Os três fatores selecionados, de acordo com as experiências anteriores (FREIRE, 2008), foram o cimento, o traço (proporção cimento:resíduo, em volume) e a relação água/cimento (a/c), em massa. Segundo os dados da literatura (MANUAL, 1968) os traços de argamassas podem variar de 1:1 e 1:5. Portanto, por meio de ensaios preliminares e dados da literatura, os tipos de cimento, os traços, a razão a/c foram definidos como se segue: • Cimento: cimento Portland CP II E e CP V • Traço: 1:2 e 1:2,5 • a/c: 0,75 e 0,80 Seguindo um planejamento fatorial 23, foram organizadas as formulações das argamassas para os testes e estas estão apresentadas na Tabela 5-1. Como as formulações contendo resíduo tenderam a apresentar trabalhabilidade ruim, foi utilizado em todas as formulações um aditivo para melhorar a fluidez, na quantidade de 0,6% com relação à massa de cimento. Para este ensaio, as respostas avaliadas nas argamassas frescas foram a viscosidade, densidade e tempo de pega e para as argamassas endurecidas (produto), a densidade, a resistência à compressão aos 7, 28, 90, 150 e 300 dias de idade e o índice de vazios. 65 Tabela 5-1 - Formulações das argamassas com resíduo seguindo planejamento fatorial 23. a Experimento Cimento Traçoa a/cb 1 CPII 1:2 0,75 2 CPII 1:2 0,80 3 CPII 1:2,5 0,75 4 CPII 1:2,5 0,80 5 CPV 1:2 0,75 6 CPV 1:2 0,80 7 CPV 1:2,5 0,75 8 CPV 1:2,5 0,80 proporção cimento:resíduo ; brelação a/c. Após a realização de todos os ensaios com as 8 formulações citadas, foi realizado outro planejamento fatorial para verificar o efeito da concentração e do tipo de superplastificante (SP) nas argamassas. Para isto, foi escolhida a formulação 8 da Tabela 5-1, por ser a formulação que apresentou melhor trabalhabilidade e que utilizou grande quantidade de resíduo. Esta sequência de experimentos seguiu o planejamento fatorial 2x4, no qual o fator tipo de superplastificante apresentou dois níveis (20HE e 5700) e o fator concentração quatro níveis (0,0; 0,3; 0,6; e 0,9% da massa de cimento) (Tabela 5-2). Para o ensaio com SP, as respostas avaliadas nas argamassas frescas foram a viscosidade, a densidade e o tempo de pega e para as argamassas endurecidas ou produto a densidade e a resistência à compressão aos 28 dias de idade. Tabela 5-2 - Planejamento fatorial 2x4 para o ensaio com superplastificante, em que a concentração é com base na massa de cimento. Superplastificante (SP) Concentração 20HE 0,0% 0,3% 0,6% 0,9% 5700 0,0% 0,3% 0,6% 0,9% Com a mesma formulação escolhida para o ensaio com superplastificante, foi realizado um terceiro planejamento fatorial para verificar o efeito da concentração e do tipo de pigmento utilizado nas argamassas. Os experimentos também seguiram o planejamento fatorial 2x4, em que o fator tipo de pigmento apresentou dois níveis (natural e vermelho) e o 66 fator concentração quatro níveis (4, 8, 12 e 16% da massa de cimento), de acordo com a Tabela 5-3. Tabela 5-3 - Planejamento fatorial 2x4 para o ensaio com pigmento, em que a concentração é com base na massa de cimento. Pigmento Concentração Natural 4% 8% 12% 16% Vermelho 4% 8% 12% 16% No ensaio com pigmentos, utilizou-se o pigmento natural, que é um resíduo proveniente da etapa de deslamagem do beneficiamento do itabirito e o pigmento vermelho, que foi obtido por meio do tratamento térmico desse resíduo. As respostas avaliadas nas argamassas frescas foram a viscosidade, densidade e tempo de pega e, para as argamassas endurecidas ou produto, a densidade, a resistência à compressão aos 28 dias e o índice de vazio. O último planejamento fatorial realizado, utilizando-se também a formulação 8, foi realizado para verificar se era possível reproduzir em escala piloto a mesma formulação feita em laboratório. Os experimentos seguiram o planejamento fatorial 22, em que o fator tipo apresentou dois níveis (laboratório e planta piloto) e o fator ordem também dois níveis (7 e 8), como apresentado na Tabela 5-4 - Planejamento fatorial 22 para o ensaio de reprodutibilidade laboratório x planta piloto Tipo Ordem Laboratório 7 (Lab) 8 Planta Piloto 7 (PP) 8 Por meio dos resultados gerados nos quatro planejamentos citados, foram elaborados gráficos normais, gráficos de efeitos principais e de interação para auxiliaram nas suas interpretações. Para análise numérica, foram utilizados testes paramétricos – ANOVA, tStudent, e Tukey – ou testes não paramétricos – Kruskal-Wallis e Mann-Whitney – que 67 dependeu da população dos dados comparados. Portanto, antes de aplicar qualquer um dos testes exemplificados acima, foram verificados por meio do teste de Levene se os resultados comparados eram de uma mesma população (variâncias iguais) ou se pertenciam a populações diferentes (variâncias diferentes). 5.11.2 Preparação das argamassas e dos corpos de prova Escala Laboratório Foram preparadas argamassas de acordo com a Tabela 5-1 em quantidade suficiente para a realização dos ensaios. As oito argamassas foram preparadas em uma batedeira, marca G.Paniz, com capacidade máxima de 20L e, imediatamente após o amassamento, foram realizadas as moldagens em moldes cilíndricos (5x10)cm previamente preparados, limpos e untados com óleo hidráulico e vaselina nas roscas (Figura 5-2). Com o auxílio de uma espátula, a argamassa foi transferida para os moldes em três camadas de alturas aproximadamente iguais, recebendo cada camada trinta golpes uniformes com um soquete, para uniformizar a distribuição da massa no molde e eliminar o ar aprisionado durante a transferência da argamassa para o molde. A operação de moldagem foi encerrada pela rasadura do topo do corpo de prova com uma régua. Figura 5-2 - Aspectos da preparação e moldagem dos corpos de prova. 68 Após a moldagem, os corpos de prova ainda nos moldes e com a face superior protegida para evitar a perda de umidade da superfície, foram armazenados até completar os dias de cura estabelecidos (7, 28, 90, 150 e 300 dias). Escala Piloto Para confecção de blocos intertravados em escala piloto, implantou-se uma instalação contendo uma betoneira, uma mesa vibratória, pias e bancadas, cujo projeto de detalhamento está apresentado no ANEXO A. Das oito argamassas estudadas, uma composição foi selecionada para ser feita em escala piloto. Foram realizados dois ensaios para testar a capacidade de reprodução e controle de qualidade dos blocos produzidos. As argamassas foram feitas em betoneira marca Menegotti, modelo Premium, de 150L e capacidade de mistura de 90L. Após a mistura em tempo, ordem e composição previamente estudados, as argamassas foram moldadas em formas de polipropileno formato intertravado da PEC MAQ PEC FORMAS® e foram colocadas para vibrar em mesa vibratória marca CSM, por aproximadamente 15 segundos (Figura 5-3). Figura 5-3 - Aspectos da preparação da argamassa e confecção dos blocos intertravados em escala piloto. Os blocos foram desmoldados após 24 horas do seu preparo e permaneceram por 28 dias em processo de cura seca. A água de lavagem da betoneira e de todo o material utilizado durante a produção dos blocos foi retirada em uma bandeja de polietileno com capacidade de 10L e, à medida que esta atingia sua capacidade máxima, a lama resultante foi armazenada em tambor de 200L, conforme mostrado na Figura 5-4. 69 Figura 5-4 - Água de lavagem da betoneira sendo armazenada. 5.11.3 Ensaios nas argamassas frescas e endurecidas Para acompanhar a confecção da argamassa preparada com o resíduo da mineração e avaliar o material produzido, diversos ensaios foram realizados. Estes ensaios foram feitos tanto nas argamassas frescas quanto nas endurecidas. Densidade da argamassa fresca e endurecida A determinação da densidade das argamassas frescas foi realizada para calcular o volume de material produzido e avaliar as capacidades dos equipamentos de mistura. A densidade da argamassa fresca foi obtida pela medida da massa de um volume conhecido de pasta inicialmente colocada em um molde de PVC de volume e massa conhecidos. Para isso, foi utilizada balança digital com precisão de 0,001g. De acordo com Petrucci et al. (1968), a densidade da argamassa endurecida é a massa por unidade de volume, incluindo os vazios. Outras referências denominam esta definição como densidade ou massa específica aparente (MERCOSUL, 2002). A utilização de agregados de baixa densidade favorece a obtenção de produtos de menor densidade. Sua determinação permite calcular a quantidade material produzido e avaliar o grau de compacidade. 70 A densidade da argamassa endurecida foi obtida pela relação entre volume e massa de corpos de prova cilíndricos. O volume foi calculado utilizando as medidas dos valores de altura e diâmetro dos corpos de prova, feitas com o auxílio de um paquímetro. Viscosidade da argamassa fresca O ensaio de viscosidade na argamassa fresca foi realizado imediatamente após o fim do seu preparo, utilizando um viscosímetro manual com visor analógico marca Brookfield, modelo RVT e conjunto de rotores tipo “T”, de acordo com a rotina técnica RT CDTN 0295 (HAUCZ et al., 2008). Aproximadamente 600mL de argamassa foram colocados em um béquer e as medidas foram realizadas segundo a rotina citada (Figura 5-5). Figura 5-5 - Viscosímetro digital marca Brookfield, modelo RVT, utilizado no ensaio de viscosidade. Tempo de pega da argamassa fresca Este ensaio foi realizado no aparelho de medida de tempo de pega Resistence Machine Unificate (RMU), modelo M-23, automático, que utiliza agulhas de Vicat. Uma amostra de argamassa fresca foi colocada no recipiente de acordo com Bucher e outros (1994), a qual é ensaiada até o final da pega. O equipamento foi programado para fazer uma medida a cada 15 minutos, de forma que o início e o fim de pega sejam determinados graficamente (Figura 5-6). 71 Figura 5-6 - Aparelho de tempo de pega utilizado no ensaio. Índice de vazios da argamassa endurecida Para a determinação da porosidade, foi feita a medida de absorção de água e do índice de vazios das argamassas de resíduo arenoso pelo método de imersão das argamassas em água. Para cada formulação foram ensaiados três corpos de prova, os quais foram secos em estufa por 72h a 105°C, em seguida imersos em um béquer com volume de água aproximadamente igual ao dobro do volume das amostras, por mais 72h e, finalmente, mantidos no béquer em ebulição, com volume de água constante, por mais 5h em um sistema aberto (ABNT, 2005). O resultado da absorção de água é obtido após estas etapas por meio da diferença de massa percentual entre os corpos de prova secos e ensaiados das argamassas de resíduo arenoso. O resultado do índice de vazios é obtido por cálculos utilizando estes mesmos dados, além de dados da massa do corpo imerso em água. Ensaio de Resistência à Compressão O ensaio de RC nos corpos de prova foi realizado seguindo a norma técnica NBR 7215 (ABNT, 1997) e a rotina técnica RT CDTN 0411 “Ensaio de resistência à compressão de produtos cimentados contendo rejeitos” (TELLO e HAUCZ, 2008), utilizando uma prensa EMIC, modelo PCI 150, número de série 031. Antes de serem ensaiados, os corpos de prova foram capeados com enxofre, segundo a rotina técnica RT CDTN 0344 “Operação de 72 capeamento de corpos de prova cilíndricos de cimento destinados ao ensaio de resistência à compressão” (TELLO et al., 2001). Aspectos desse ensaio estão apresentados na Figura 5-7. Figura 5-7 - Ensaio de resistência à compressão. A retirada dos corpos de prova de um mesmo lote de amostras é feita de forma aleatória e são ensaiados em séries de 5 (cinco) corpos de prova por idade (Figura 5-8) (TELLO e HAUCZ, 2008). Foram testados corpos de prova aos 7, 28, 90, 150 e 300 dias de idade, visando a obter a relação entre a composição e a resistência à compressão da pasta. Figura 5-8 - Corpos de prova. Os blocos intertravados foram submetidos aos ensaios de resistência à compressão, segundo as normas da ABNT 9780 e 9781 (ABNT, 1987a; ABNT, 1987b), específicas para estes materiais. Foram retirados 6 (seis) blocos de cada batelada, em duplicata e de forma aleatória, e o ensaio foi realizado na prensa manual marca EMIC, modelo PCM 100/20, como mostrado na Figura 5-9. Também foram realizadas duas bateladas em laboratório, confeccionando seis blocos em cada uma para comparação. 73 Figura 5-9 - Blocos intertravados e ensaio de resistência à compressão nos blocos. Antes de realizar o ensaio de resistência à compressão, os blocos ficaram 24 horas totalmente imersos em água. Após secagem natural das suas superfícies, eles foram capeados utilizando um procedimento adapatdo para os blocos a partir da RT CDTN 0344, (TELLO et al., 2001). Suas resistências foram comparadas com os limites estipulados nas normas e comparadas entre si, para teste de reprodutibilidade do ensaio. 5.12 Caracterização dos Superplastificantes - SP As seguintes técnicas e equipamentos de análises foram utilizados para caracterizar os dois superplastificantes - SP utilizados neste trabalho. Foram feitas análises físico-químicas, elementar e estrutural. As técnicas e equipamentos utilizados estão descritas a seguir. 5.12.1 Caracterização físico-química As características físico-químicas determinadas foram: a cor, a % sólidos, o pH, a massa específica e a viscosidade. Todos os ensaios para determinação dessas características foram realizados no LABCIM. A determinação da % sólidos foi feita mantendo-se uma massa conhecida dos SP em estufa a 100°C, por 24 horas. Após este tempo, foram calculadas as diferenças entre as massas 74 iniciais e finais. O pH foi determinado em phmetro digital, marca Micronal, modelo B 374. A massa específica foi conhecida medindo-se a massa de um volume conhecido e a viscosidade em viscosímetro manual com visor analógico marca Brookfield, modelo RVT e conjunto de rotores tipo “T”. 5.12.2 Composição química A composição química quantitativa e qualitativa dos SP foi determinada utilizando o equipamento de Absorção Atômica, da marca Varian, modelo 240FS e o Espectrômetro de Raios X da marca Shimadzu, modelo EDX 720. Os SPs foram embebidos em algodão e estes foram queimados em mufla. A análise foi realizada nas cinzas resultantes. 5.12.3 Caracterização estrutural As análises por Infravermelho foram realizadas no laboratório pertencente à Supervisão de Nanotecnologia e Combustível Nuclear - SENAN - do CDTN/CNEN, utilizando um espectrofotômetro modelo MB 102 da marca ABB Bomem Inc, com varredura de 4cm-1. Os espectros de ressonância magnética nuclear (RMN) a 200MHz foram obtidos no Laboratório de Ressonância Magnética Nuclear de Alta Resolução - LAREMAR - do Departamento de Química da UFMG, em um espectrômetro Bruker AVANCE DPX 200, com sondas multinucleares e acessórios para obtenção de espectros a temperatura variável. Para realizar esta análise, as amostras forma diluídas em água deionizada antes de serem introduzidas no equipamento. 75 6 RESULTADOS E DISCUSSÃO 6.1 RESÍDUO ARENOSO – Classificação Foram feitos ensaios da avaliação da toxicidade do resíduo por meio da análise dos extratos lixiviados e solubilizados, obtidos de acordo com as normas ABNT NBR 10004:2004, 10005:2004 e 10006:2004 (ABNT, 2004a; ABNT, 2004b; ABNT, 2004c). A Tabela 6-1 apresenta os resultados da análise dos extratos lixiviados do resíduo (GEOSOL, 2010). Tabela 6-1 - Resultado do ensaio de lixiviação do resíduo segundo a norma ABNT NBR 10005 Parâmetro Valor Limite de Concentração no Máximo Detecção do Resíduo Permitido (mgL-1) Método (mgL-1) Lixiviado (mgL-1) 1,0 0,01 < 0,01 Arsênio 70,0 0,02 0,04 Bário 0,5 0,001 < 0,001 Cádmio 1,0 0,01 < 0,01 Chumbo 5,0 0,01 < 0,01 Cromo Total 150,0 0,10 < 0,22 Fluoretos 0,1 0,0002 < 0,0002 Mercúrio 5,0 0,01 < 0,01 Prata 1,0 0,01 < 0,01 Selênio A obtenção de extratos lixiviados do resíduo arenoso visa diferenciar os resíduos classificados como classe I – perigosos e classe II – não perigosos. Por não apresentar nenhum dos seus constituintes lixiviados em concentrações superiores aos limites estipulados na norma, o resíduo estudado foi classificado como classe II – não perigoso. Os resultados da análise dos extratos solubilizados do resíduo arenoso estão apresentados na Tabela 6-2 (GEOSOL, 2010). 76 Tabela 6-2 - Resultado do ensaio de solubilização segundo a norma ABNT NBR 10006. Parâmetro Valor Limite de Concentração no Máximo Detecção do Resíduo Permitido (mgL-1) Método (mgL-1) Lixiviado (mgL-1) Inorgânicos 0,01 < 0,01 0,01 Arsênio 0,7 0,02 0,04 Bário 0,001 < 0,001 0,005 Cádmio 0,01 0,01 < 0,01 Chumbo 0,07 0,01 < 0,01 Cianeto 0,05 0,01 < 0,01 Cromo Total 1,5 0,10 0,26 Fluoretos 0,001 0,0002 < 0,0002 Mercúrio 10,0 0,05 0,22 Nitrato 0,05 0,01 < 0,01 Prata 0,01 0,01 < 0,01 Selênio 0,2 0,05 < 0,05 Alumínio 250 2,0 < 2,0 Cloreto 2,0 0,009 < 0,009 Cobre 0,3 0,1 < 0,1 Ferro 0,1 0,05 < 0,05 Manganês 200 0,8 < 0,8 Sódio 250 1,00 3,30 Sulfato 5,0 0,1 < 0,1 Zinco Orgânicos 0,5 0,10 < 0,10 Surfactantes 0,01 0,001 < 0,001 Fenóis Totais De acordo com as normas ABNT NBR 10004, 10005 e 10006 o resíduo utilizado neste trabalho foi classificado como Classe IIB (Não perigoso – Inerte), por não ter nenhum de seus constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor, conforme Anexo “G” (ABNT, 2004a). O resíduo também não é corrosivo, pois apresenta pH 8,13, e não é reativo. Todos os ensaios e análises de toxicidade, corrosividade e reatividade utilizados na classificação do resíduo foram realizados pela SGS GEOSOL Laboratórios Ltda e o laudo está apresentado no Relatório Técnico RT1000294 (GEOSOL, 2010). De acordo com o Freire et al. (2011) o conteúdo de radionuclídeo presente neste resíduo e muito baixo e muito menor do que de uma amostra de areia convencionalmente utilizada em material de construção. 77 6.2 RESÍDUO ARENOSO – Caracterização 6.2.1 Granulometria Estão apresentados na Tabela 6-3 os resultados da análise completa, em duplicata, da composição granulométrica do resíduo. A massa mínima por amostra de ensaio é definida, segundo a Norma NM 248 (ABNT, 2003) por meio da grandeza associada à distribuição granulométrica, como dimensão máxima característica. O resíduo apresentou dimensão máxima de 0,21mm, o que indica que a massa mínima de amostra por ensaio deve ser 0,3kg. Tabela 6-3 - Composição granulométrica do resíduo. Tyler / # Abertura / Mp+Mr mm 1 Mp 1 Mp+Mr 2 Mp 2 Massa % % Massa retida Acumulado retida média acima 0,00 0 0 % Acumulado abaixo 100,000 14 1,2 483,70 483,70 483,70 483,70 16 1 418,15 418,15 495,30 495,10 0,10 0,0341 0,034 99,966 20 0,81 408,93 408,77 418,10 418,00 0,13 0,0444 0,078 99,922 28 0,59 362,31 362,25 504,20 503,60 0,33 0,1126 0,191 99,809 35 0,42 352,39 352,11 352,80 352,30 0,39 0,1331 0,324 99,676 48 0,297 338,48 337,39 422,30 421,10 1,15 0,3907 0,715 99,285 65 0,21 328,66 321,44 426,10 416,10 8,61 2,9382 3,653 96,347 80 0,177 431,80 426,68 373,20 352,20 13,06 4,4567 8,110 91,890 100 0,149 414,58 347,57 488,20 446,80 54,21 18,497 26,607 73,393 150 0,105 437,51 372,44 469,90 382,00 76,49 26,101 52,708 47,292 200 0,074 442,16 366,60 481,40 412,20 72,38 24,7 77,408 22,592 270 0,053 397,59 386,91 377,20 367,30 10,29 3,5115 80,919 19,081 325 0,044 400,52 386,91 344,80 321,80 18,31 6,2466 87,166 12,834 400 0,037 392,28 377,20 337,90 322,00 15,49 5,286 92,452 7,548 -400 0 417,64 391,40 492,50 474,50 22,12 7,5485 100,000 0,000 TOTAL Nota: Mp = massa da peneira (g) Mr = massa resíduo (g) 293,04 As porcentagens médias retidas em cada peneira estão apresentadas no gráfico da Figura 6-1. Pode-se observar que a maioria dos grãos ficaram retidos em peneira com abertura de 0,177 e 0,053mm. O módulo de finura, ou seja, a soma das porcentagens retidas acumuladas até a peneira de abertura de 0,150mm dividida por 100, foi de 0,40, o que a classifica como areia fina. 78 30 %Massa Retida 25 20 15 10 5 0 Abertura, mm Figura 6-1 - Porcentagem da massa retida do resíduo em cada peneira. Segundo a Norma ABNT (ABNT, 2009), agregado miúdo é definido como os grãos que passam pela peneira com abertura de malha de 4,75 e ficam retidos na peneira com abertura de malha de 150µm. Aproximadamente 27% do resíduo ficaram retidos nas peneiras com abertura maior ou igual a 150µm. Além disso, o resíduo apresentou módulo de finura abaixo da zona utilizável inferior (1,55 a 2,20 segundo a mesma norma), o que indica que este resíduo está fora da definição de agregado miúdo e, portanto, estudos prévios de dosagem devem ser realizados para comprovar sua aplicabilidade. Para comparação, foi feita a análise granulométrica, em duplicata, de uma amostra de areia natural e o resultado está apresentado na Tabela 6-4. Ela apresentou dimensão máxima característica menor que 4,74mm, o que também indicou uma massa mínima de amostra por ensaio de 0,3kg. A porcentagem média retida em cada peneira da areia natural foi plotada juntamente com a do resíduo e estão apresentados na Figura 6-2. Observa-se que as tendências de uma com relação a outra são bem diferentes. A areia de rio apresentou aproximadamente 95% de material retido nas peneiras com abertura maior ou igual a 150µm, o que a caracteriza como agregado miúdo. O módulo de finura deste material foi de 5,27, ou seja, acima da zona utilizável superior (2,90 a 3,50). Esta amostra de areia natural foi então classificada como areia grossa. 79 Tabela 6-4 - Composição granulométrica da areia natural. Tyler / # Abertura / Mp+Mr mm 1 Mp 1 Mp+Mr 2 Mp 2 Massa % % % Massa retida Acumulado Acumulado retida média acima abaixo 30,93 10,398 10,398 89,602 14 1,2 433,04 405,41 439,72 405,50 16 1 434,11 418,23 441,76 418,25 19,70 6,6218 17,019 82,981 20 0,81 437,56 408,83 447,77 408,83 33,84 11,376 28,395 71,605 28 0,59 416,95 372,26 419,07 362,27 50,75 17,061 45,457 54,543 35 0,42 426,64 352,10 413,33 352,14 67,87 22,818 68,274 31,726 48 0,297 378,97 337,44 373,98 337,96 38,78 13,037 81,311 18,689 65 0,21 348,27 321,48 343,16 321,45 24,25 8,1533 89,465 10,535 80 0,177 432,05 426,65 432,96 426,77 5,80 1,9484 91,413 8,587 100 0,149 387,44 373,89 382,01 373,92 10,82 3,6379 95,051 4,949 150 0,105 356,41 347,45 353,36 347,43 7,45 2,5032 97,554 2,446 200 0,074 375,72 372,59 374,85 372,62 2,68 0,9011 98,455 1,545 270 0,053 368,18 366,84 368,76 366,66 1,72 0,5783 99,033 0,967 325 0,044 387,82 387,00 387,90 386,88 0,92 0,3093 99,343 0,657 400 0,037 378,50 377,27 378,21 377,21 1,12 0,3749 99,718 0,282 -400 0 392,28 391,50 392,32 391,42 0,84 0,2824 100,000 0,000 293,04 TOTAL Nota: Mp = massa da peneira (g) Mr = massa resíduo (g) 30 % Massa Retida 25 20 15 Areia de rio Resíduo 10 5 0 Abertura, mm Figura 6-2 - Porcentagem da massa retida do resíduo e da areia natural em cada peneira. 80 Argamassas utilizando areia com módulo de finura muito pequeno (aproximadamente 1) exigem maior quantidade de água para atingir trabalhabilidade adequada quando comparadas com outras confeccionadas com areia de maior módulo de finura. Em consequência, maior é a quantidade de água que precisa ser evaporada e maior é a redução de volume da argamassa. Logo, maiores serão a retração e o aparecimento de fissuras. No entanto, a retração está diretamente relacionada com a retenção de água da argamassa. Se a argamassa apresenta boa retenção de água, a perda de água de amassamento é lenta, sendo desencadeado simultaneamente um progressivo ganho de resistência, o que garante a estruturação do material, minimizando a diminuição de volume e a probabilidade de processos de fissuração (RECENA, 2007). 6.2.2 Absorção de água O ensaio de absorção de água foi realizado segundo a norma ABNT NBR NM 30 “Agregado Miúdo - Determinação da Absorção de Água” (ABNT, 2001) é o resultado indicou que o resíduo absorve, aproximadamente, 0,22% de água. 6.2.3 Massa Específica A massa específica do agregado foi feita segundo a norma MERCOSUL NM 52:2002 “Agregado fino – Determinação de massa específica e massa específica aparente” (MERCOSUL, 2002), e o resultado encontrado foi 1,92g.cm-3, caracterizando-o como um agregado leve, segundo os limites estabelecidos por Felten (2009). 6.2.4 Massa Unitária A massa unitária do agregado foi medida segundo a norma (ABNT, 2006), e o resultado foi (1,56 ± 0,01)kg.dm-3. Esse resultado será utilizado para determinação da massa que será utilizada em função dos traços estabelecidos para confecção das argamassas. Para 81 6.2.5 Coeficiente de Inchamento A curva de inchamento, traçada a partir dos dados calculados do Coeficiente de Inchamento (Equação 4-4) versus Teor de Umidade, por meio do ensaio realizado segundo a norma da ABNT (ABNT, 2009), está apresentado na Figura 6-3. A curva de inchamento fornece uma representação aproximada do fenômeno de variação de volume aparente devido à adsorção de água pelos poros do agregado. Por meio da curva foi possível estabelecer a Umidade Crítica, representada pelo ponto C, igual a 1,70%. Isto significa que se a umidade do resíduo estiver acima desse valor, o Coeficiente de Inchamento Médio (CIM) deve ser utilizado (Equação 4-5) para determinar o volume do material úmido que deve ser medido. Portanto, o CIM determinado para o resíduo foi de 1,28. 1,600 1,400 A = 1,34 Coeficiente de Inchamento B = 1,200 1,000 0,800 0,600 0,400 0,200 0,000 C = 1,70 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 9,00 10,0011,0012,00 Teor de Umidade % Figura 6-3 - Curva de Inchamento do resíduo de exploração do itabirito. 82 6.2.6 Difração de raios X A difração de raios X (DRX) do resíduo arenoso e da areia comum está apresentada a seguir. Os difratogramas foram obtidos utilizando o programa Crystallographica Search Match©, versão 2,0. Esse mesmo programa também foi utilizado para auxiliar na interpretação dos dados por meio de comparação com padrões existentes no seu banco de dados. A análise geral do resíduo arenoso por DRX revelou a presença de quartzo e hematita. O resultado desta análise está apresentado na Figura 6-4. Cada fração granulométrica do resíduo arenoso também foi analisada separadamente e observou-se presença apenas de quartzo nas frações que ficaram retidas na peneira com abertura igual e maior que 0,149mm (100#). Nas frações retidas na peneira com abertura igual ou menor do que 0,105mm (150#) notou-se também a presença de hematita. Os difratogramas dessas frações juntamente com os seus respectivos padrões estão apresentados na Figura 6-5 e Figura 6-6. 25000 27-CAR~1 data - background 27-CAR~1 peaks Multi-phase profile 46-1045 Quartz, syn 24-72 Hematite 20000 15000 10000 5000 1400 46-1045 Quartz, syn 24-72 Hematite 1200 1000 800 600 400 200 0 10.0 20.0 30.0 40.0 50.0 2 Theta 60.0 70.0 80.0 Figura 6-4 - Difratograma dos resíduos na parte superior; na parte inferior difratograma padrão de hematita e quartzo para comparação. 83 40000 4-CARO~1 data - background 4-CARO~1 peaks Multi-phase profile 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 1400 46-1045 Quartz, syn 1200 1000 800 600 400 200 0 10.0 20.0 30.0 40.0 50.0 60.0 70.0 80.0 2 Theta Figura 6-5 - Difratograma das frações do resíduo que ficaram retidas nas peneiras com abertura igual maior que 0,149mm (100#) na parte superior; na parte inferior difratograma padrão de quartzo para comparação. 30000 25000 20000 15000 10-CAR~1 data - background 10-CAR~1 peaks Multi-phase profile 46-1045 Quartz, syn 24-72 Hematite 10000 5000 1400 1200 46-1045 Quartz, syn 24-72 Hematite 1000 800 600 400 200 0 10.0 20.0 30.0 40.0 50.0 60.0 70.0 80.0 2 Theta Figura 6-6 - Difratograma das frações que ficaram retidas nas peneiras com abertura igual menor que 0,105mm (150#) na parte superior; na parte inferior difratograma padrão de hematita para comparação. 84 Para comparação foi feito o difratograma de uma amostra de areia natural usada na construção civil. Este está apresentado na Figura 6-7. Os resultados mostraram que além de quartzo houve também a presença de caulinita. 35000 26-CAR~1 data - background 26-CAR~1 peaks Multi-phase profile 46-1045 Quartz, syn 29-1488 Kaolinite-1 Md 30000 25000 20000 15000 10000 5000 1600 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 46-1045 Quartz, syn 29-1488 Kaolinite-1 Md 0.0 10.0 20.0 30.0 40.0 2 Theta 50.0 60.0 70.0 80.0 Figura 6-7 - Difratograma da areia comum na parte superior; na parte inferior difratograma padrão de quartzo e caulinita para comparação. 6.2.7 Análise por Ativação Neutrônica Os resultados da Análise por Ativação Neutrônica (AAN) tanto para o resíduo arenoso quanto para a areia comum estão apresentados na Tabela 6-5. Esta análise foi importante para auxiliar na interpretação dos resultados da DRX, sendo possível restringir apenas os elementos que apresentaram determinado teor na AAN no programa utilizado para interpretar os difratogramas (Crystallographica Search Match©). 85 Tabela 6-5 - Resultados da Análise por Ativação Neutrônica do resíduo arenoso e da areia comum, em mg.kg-1. Elemento As Resíduo arenoso (mg.kg-1) 0,48 ± Areia de rio (mg.kg-1) 0,03 < Ba < 61 Ca < 10000 441 Ce < 1 21 1 ± 18 < 10000 ± 1 Co 0,14 ± 0,02 0,7 ± 0,1 Cr 5 ± 1 6 ± 1 < 1 0,8 ± 0,1 Cs Fe 139000 ± 4911 2592 ± 147 K 25 ± 5 24960 ± 993 La 0,30 ± 0,01 11 ± 1 Mg NA < 100 Mn NA ± 2 < 2 43 < Mo 2 Na 29 ± 1 Sb 0,26 ± 0,01 Sc 0,12 ± 0,01 2673 ± 98 < 0,1 0,85 ± 0,03 < 2 1,21 ± 0,04 < 1000 < 2 ± 0,01 Sr < 1000 Ta < 0,1 0,27 ± 0,04 Tb < 0,1 0,16 ± 0,01 Th < 0,2 7,7 ± 0,3 U < 0,10 1,5 ± 0,1 Zn < 5 9 ± 2 Se Sm 0,05 Como era esperado, o resíduo apresentou grande quantidade de ferro, praticamente 14%, o qual se encontra na forma de hematita. O restante da massa é basicamente sílica, que o principal constituinte das areias de rio. 86 6.2.8 MEV e EDS Para conhecer melhor a morfologia e composição específica dos grãos do resíduo, foram feitos MEV e EDS do mesmo. A imagem por MEV (Figura 6-8), em concordância com o ensaio granulométrico, mostrou a baixa granulometria do resíduo e a forma facetada e pontiaguda dos grãos. Segundo Melo (MELO, 2012), os grãos do resíduo apresentam alto grau de esfericidade, grau de arredondamento predominantemente subanguloso e superfície predominantemente rugosa, o que confere ao resíduo uma característica bastante abrasiva. (a) (b) Figura 6-8 - Micrografia do resíduo arenoso com aumento de (a) 35 vezes e (b) 140 vezes. Figura 6-9 - EDS dos grãos do resíduo arenoso. A composição elementar de alguns grãos foi feita por EDS. Na Figura 6-9 são apresentados 11 pontos selecionados, os quais são apresentados na Tabela 6-6 com suas respectivas composições. A partir dos dados desta tabela, observa-se que os pontos 3, 4, 6, 7, 8 e 11 apresentam alto teor de ferro, provavelmente hematita, tonalidade escura e no geral são 87 os menores grãos presentes na imagem, enquanto os pontos 1, 2, 5 e 10 indicam maior teor de silício, provavelmente sílica, e estão em grãos maiores de tonalidade mais clara do que os outros. Tabela 6-6 - Porcentagem em massa dos elementos analisados (%m/m) por EDS no resíduo arenoso. Ponto Si (%m/m) S( %m/m) Fe (%m/m) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 96.05 99.27 22.37 4.00 81.08 11.96 30.74 2.77 94.19 98.73 1.42 0.72 3.95 0.73 77.63 96.00 18.92 88.04 69.26 97.23 5.09 1.27 98.58 6.3 Cimentação 6.3.1 Argamassas frescas Para as argamassas frescas foram determinadas a densidade, a viscosidade e o tempo de pega. Os resultados foram analisados objetivando justificar as influências dos fatores traço, a/c e cimento nas respostas determinadas, ou seja, na densidade, na viscosidade e no tempo de pega. Está apresentado na Tabela 6-7 um resumo das médias e seus Intervalos de Confiança – IC, com 90%, dos resultados obtidos para as argamassas frescas nas composições testadas, de acordo com a Tabela 5-1. 88 Tabela 6-7 - Média e IC (90%) dos resultados obtidos da densidade, viscosidade e tempo de pega para as argamassas frescas. Fatores Experimento Cimento Traço 1 1:2,0 CP IIE 2 3 Propriedades 1:2,5 4 5 1:2,0 CP V 6 7 1:2,5 8 a/c Densidade (g cm-3)* Viscosidade (Pa.s)** 0,75 1,866 ± 0,014 24,88 ± 2,57 Tempo de pega (min)*** 617 0,80 1,926 ± 0,050 80,4 ± 20,72 819 0,75 1,877 ± 0,021 172 ± 13 594 0,80 1,861 ± 0,089 184 ± 31 409 0,75 1,830 ± 0,024 41,2 ± 3,7 534 0,80 1,911 ± 0,023 56 ± 10 360 0,75 1,938 ± 0,024 1116 ± 178 410 0,80 1,924 ± 0,074 142 ± 7 412 *Média de 3 medidas ** Média de 10 medidas *** Única medida Densidade da pasta Os resultados das médias e seus IC, com 90%, estão representados graficamente e apresentados na Figura 6-10, juntamente com o Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados que foram feitos utilizando o programa Minitab® 16.2.0 (2010). Gráfico de Intrevalos para Densidade da pasta Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados (resposta - Densidade da pasta, Alfa = 0,10) 2,00 99 1,95 95 90 Porcentagem Densidade da pasta, em g.cm-2 90% IC 1,90 1,85 1,80 a/c Traço Cimento AB 80 70 60 50 40 30 20 C 10 5 0,75 0,80 1:2 0,75 0,80 1:2,5 CPII 0,75 0,80 1:2 0,75 0,80 1:2,5 CPV Efeitos Não significativo Significativo Fator A B C Nome Cimento Traço a/c BC 1 -4 -3 -2 -1 0 1 2 Efeitos Padronizados 3 4 Figura 6-10 - Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade da pasta”. Pelo Gráfico Normal, com 90% de confiança (alfa = 0,1), observa-se que a interação “cimento-traço” teve um efeito significativo positivo sobre a densidade da argamassa fresca, 89 sendo que àquelas confeccionadas com CPV e traços 1:2,5 foram significativamente mais densas. Isso pode ser observado no Gráfico de Interações apresentado na Figura 6-11 para esses dois fatores. A interação “traço-a/c” também foi significativa, de modo que aquelas com menores traços e maiores a/c apresentaram maiores valores de densidade (1:2 e 0,80). Essa informação também pode ser observada por meio do gráfico de interação entre esses fatores (Figura 6-11). Gráficos de Interação para a Densidade da pasta (dados da média) 1:2 1:2,5 0,75 0,80 1,92 1,88 Cimento 1,84 1,92 Cimento CPII CPV Cimento Traço 1:2 1:2,5 1,88 Traço 1,84 a/c Figura 6-11 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores cimento, traço e a/c para a resposta “densidade da pasta”. Os Gráficos de Interação apresentados na Figura 6-11 auxiliam na visualização de todos os resultados. As retas que se cruzam indicam interação entre os fatores, ou seja, enquanto para um a resposta cresce, para o outro, diminui. É o caso da interação “cimentotraço”, em que para o cimento CP II a densidade da pasta foi maior com o traço 1:2 enquanto, que para o CP V, foi maior com o traço 1:2,5. Para verificar a veracidade da interpretação dos resultados por meio de análise dos gráficos, optou-se por fazer a Análise da Variância (ANOVA). A análise dos resíduos foi realizada para verificar se os erros são variáveis aleatórias independentes e se sua distribuição segue a normalidade. O teste de Levene também foi feito para verificar igualdade de variâncias, atendendo uma dos pressupostos para realização da ANOVA. A Figura 6-12 apresenta os Gráficos dos Resíduos para a densidade da pasta. A análise gráfica dos resíduos é importante para verificar se as suposições da ANOVA estão satisfeitas. Observa-se que os pontos dos gráficos dos resíduos versus os valores e versus a ordem de observação apresentaram-se aleatórios e pouco dispersos em torno de zero, como requeridos 90 pelas pressuposições básicas. No entanto, o histograma apresentou distribuição com parte central mais aguda (curtose positiva) e esta situação caracteriza variâncias diferentes, apesar de boa parte dos pontos do gráfico de probabilidade normal estar distribuídos em torno da reta central. Gráfico de resíduos para Densidade da pasta Gráfico de pro babilidade no rmal Versus Valo res 0,05 90 Resíduo Porcentagem 99 50 0,00 10 -0,05 1 -0,05 0,00 0,05 1,83 1,86 Resíduo Hist o grama 1,92 Versus Ordem 16 0,05 12 Resíduo Frequência 1,89 Valores 8 4 0,00 -0,05 0 -0,06 -0,04 -0,02 0,00 0,02 0,04 2 4 Residuo 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 Ordem de obs erv ação Figura 6-12 - Gráficos de Resíduos dos dados da densidade da pasta para análise e validação da ANOVA. Portanto, a verificação quantitativamente da igualdade das variâncias, foi adquirida por meio do Teste de Levene e o resultado indicou um p-valor de 0,465 para um intervalo de confiança de 90%, advertindo que a hipótese de que as variâncias sejam iguais não pode ser rejeitada. Portanto, como todos os pressupostos da ANOVA foram satisfeitos, esta pôde ser realizada e seus resultados estão apresentados na Tabela 6-8, com 10% de significância. Tabela 6-8 - Análise da Variância para a resposta “densidade da pasta”. Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Ft (0,1; 1; 16) p Cimento 1 0,0015949 0,0015949 2,45 0,137 Traço 1 0,0012683 0,0012683 1,98 0,179 a/c 1 0,0041514 0,0041514 6,44 0,022 Cimento * traço 1 0,0127014 0,0127014 19,64 0,000 Cimento * a/c 1 0,0004002 0,0004002 0,61 Traço * a/c 1 0,0100715 0,0100715 15,60 0,001 Cimento * traço * a/c 1 0,0002384 0,0002384 0,38 0,544 Resíduo 16 0,0127760 0,0007985 Total 23 0,0432022 3,05 0,445 91 Observa-se que a ANOVA é uma interpretação numérica da Curva Normal dos Efeitos Padronizados. Comparando-se os Fcalculados com o Ftabelado observa-se que os primeiros foram maiores que o segundo, ou seja, os efeitos foram significativos para o fator principal “traço” e interações entre os fatores “cimento-traço” e “traço-a/c”, como já previsto por meio do Gráfico Normal. Os valores de “p” menores que 0,1, ou seja, menores que o nível de significância de 0,1 ou 10%, ocorreram também para os mesmos citados anteriormente indicando que estes também foram significativos. Para os efeitos principais nota-se que apenas o fator a/c foi significativo, de modo que as argamassas confeccionadas com maiores valores de a/c apresentaram maiores valores de densidade enquanto frescas. Portanto, pode-se concluir com 90% de confiança, que as argamassas com cimento CPV e traço de 1:2,5 apresentaram os maiores valores de densidade enquanto frescas, bem como aquelas confeccionadas com traços 1:2 e a/c de 0,80. Viscosidade Os resultados das médias das 10 medidas de viscosidade bem como seus IC, com 90%, estão representados graficamente e apresentados na Figura 6-13, juntamente com o Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados. Gráfico de Intervalos para Viscosidade Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados 90% IC (resposta - Viscosidade, Alpha = 0,10) 99 1200 1000 800 600 400 200 80 70 60 50 40 30 20 10 5 0 a/c Traço Cimento Efeito 95 90 Porcentagem Viscosidade, em Pa.s 1400 0,75 0,80 1:2 0,75 0,80 1:2,5 CPII 0,75 0,80 1:2 0,75 0,80 1:2,5 B AB A ABC C Não significativo Significativo Fator Nome A B C Cimento Traço a/c AC BC 1 CPV -5,0 -2,5 0,0 2,5 5,0 7,5 10,0 Efeito Padronizado Figura 6-13 – Gráfico de Intervalos e Curva Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “viscosidade”. Pelo Gráfico Normal, com 90% de confiança (alfa = 0,1), observa-se que todos os fatores foram significativos, ou seja, os três fatores isolados e suas interações uns com os outros em segunda e terceira ordem, afetam na viscosidade da pasta. A composição que apresentou menor viscosidade foi a argamassa confeccionada com cimento CPII, traço 1:2 e 92 a/c de 0,75 e a mais viscosa foi aquela confeccionada com cimento CPV, traço 1:2,5 e a/c de 0,75. Esta tendência pode ser visualizada também pelos Gráficos de Interação em segunda ordem mostradas na Figura 6-14. Gráficos de Interação para a Viscosidade (dados médios) 1:2 1:2,5 CPII CPV 500 a/c 250 0 500 Traço a/c 0,75 0,80 a/c Traço 1:2 1:2,5 250 0 Cimento Figura 6-14 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores cimento, traço e a/c, para a resposta “viscosidade”. O modelo ANOVA não foi adequado para interpretar os resultados de viscosidade. Isto pode ser verificado pela análise dos gráficos apresentado na Figura 6-15. Para o gráfico de probabilidade normal, é esperado que os pontos ficassem em torno da reta e que o histograma não apresente curtose positiva, ou seja, que não apresente parte central aguda e caudas alongadas. Estas duas pressuposições básicas não foram atendidas. Além disso, o teste de igualdade de variâncias apresentou p-valor igual a 0,000, menor do que o nível de significância (α=0,10), indicando que as variâncias não são iguais. 93 Gráfico de resíduos para Viscosidade Versus Valores 99,9 99 500 90 250 Resíduo Porcentagem Gráfico de probabilidade normal 50 10 1 0,1 -500 0 -250 -500 -250 0 250 500 0 Resíduo 250 500 750 1000 Valores Histograma Versus Ordem 500 Residuo Frequência 60 45 30 15 250 0 -250 -500 0 -400 -200 0 200 1 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 400 Ordem da Observação Resíduo Figura 6-15 - Gráficos de Resíduos dos dados da viscosidade para análise e validação da ANOVA. Portanto, para analisar os dados para a resposta viscosidade, foi realizado o teste não paramétrico de Kruskal-Wallis para cada fator, separadamente, e os resultados estão apresentados nas Tabela 6-9, Tabela 6-10 e Tabela 6-11. Este teste também foi realizado com o auxílio do programa Minitab 16®. Tabela 6-9 - Teste de Kruskal-Wallis do fator “cimento” para a resposta “viscosidade”. Cimento N Mediana CPV 40 110 Média do n° da ordem 38,3 CPII 40 106 42,7 Total 80 GL H χ2(0,05;1) P 0,74 3,84 0,389 1 1 40,5 Tabela 6-10 - Teste de Kruskal-Wallis do fator “traço” para a resposta “viscosidade”. Traço N Mediana 1:2 40 42,0 Média do n° da ordem 20,8 1:2,5 40 180 60,3 Total 80 GL H χ2(0,05;1) P 57,79 3,84 0,000 1 1 40,5 94 Tabela 6-11 - Teste de Kruskal-Wallis do fator “a/c” para a resposta “viscosidade”. a/c N Mediana 0,75 40 100 Média do n° da ordem 39,6 0,80 40 110 41,4 Total 80 GL H χ2(0,05;1) P 0,12 3,84 0,733 1 1 40,5 Portanto, por meio do teste Kruskal-Wallis, foi possível concluir, com 95% de confiança, já que para os testes não paramétricos o nível de significância deve ser menor igual a 0,05, que a viscosidade não é afetada nem pelo cimento e nem pelo a/c, porém é afetada pelo traço, pois este alterou os seus valores de maneira mais significativa. Tempo de Pega Os valores de pega final, em minutos, para as oito argamassas estão dispostos nos vértices do cubo do gráfico apresentado na Figura 6-16. Gráfico Cubo para Tempo de pega 410 412 594 409 1:2,5 534 Traço 360 CPV 1:2 617 819 0,75 0,80 Cimento CPII a/c Figura 6-16 - Gráfico em cubo para a resposta “tempo de pega”. O ensaio de tempo de pega final é realizado apenas uma vez. Sendo assim, o número de dados é insuficiente para realizar a Análise da Variância, pois não há réplicas fazendo com que o espaço amostral fique reduzido. Portanto, a apreciação dos dados foi feita pela análise gráfica dos efeitos principais que estão apresentadas na Figura 6-17: 95 Gráficos dos efeitos principais para Tempo de pega (dados da média) a/c Traço 600 550 Média 500 450 0,75 0,80 1:2 1:2,5 Cimento 600 550 500 450 CPII CPV Figura 6-17 - Gráficos dos efeitos principais para a resposta “tempo de pega”. Por meio dos gráficos dos efeitos principais, nota-se que para o traço e o tipo de cimento as retas apresentaram-se mais inclinadas do que para o a/c, indicando que os dois primeiros poderiam exercer alguma influencia significativa no tempo de pega. Para verificar numericamente estas influências foi feito o teste t-Student na comparação de dois grupos independentes para estes dois fatores e os resultados estão apresentados nas Tabela 6-12 e Tabela 6-13. Tabela 6-12 - Teste t na comparação de dois grupos pareados – cimento CP V e CP II – para a resposta “tempo de pega”. Traço a/c CP II CP V 1:2 0,75 594 410 184 1:2 0,8 409 412 -3 d (diferença) ñ (média diferenças) 180,8 1:2,5 0,75 617 534 83 1:2,5 0,8 819 360 459 variância tcalculado t (α = 0,1 e gl=3) 40251 1,802 1,638 Observa-se que o cimento afeta o tempo e pega, pois o tcalculado (1,802) foi maior do que o tabelado (1,638). Sabe-se que o cimento CP V, quando hidratado, caracteriza-se por ter endurecimento mais rápido que o cimento CP II, por apresentar maior quantidade de C3S (silicato tricálcico – 3CaO . SiO2) do que o último e este ensaio comprovou a eficácia deste cimento, com 90% de confiança. Esta é uma importante informação para a escolha do tipo de 96 cimento para ser utilizado em escala industrial, já que o tempo para liberação do produto deve ser o mais curto possível. Tabela 6-13 - Teste t na comparação de dois grupos pareados – traço 1:2 e 1:2,5 – para a resposta “tempo de pega”. a/c cimento 1:2 1:2,5 0,75 CP II 617 594 23 0,80 CP V 534 410 124 d (diferença) ñ (média diferenças) 126,25 0,75 CP II 360 412 -52 0,80 CP V 819 409 410 variância tcalculado t (α = 0,1 e gl=3) 40984 1,247 1,638 Por meio do teste t na comparação entre o traço 1:2 e 1:2,5 verificou-se que, com 90% de confiança, não há diferença entre esses dois grupos, ou seja, o traço não afeta significativamente o tempo de pega. 6.3.2 Argamassas Endurecidas Para as argamassas endurecidas foram realizados os seguintes ensaios: • Determinação do índice de vazios; • Densidade aos 28, 90, 150 e 300 dias; • Resistência à compressão aos 7, 28, 90, 150 e 300 dias em corpos de prova; • Testes com superplastificantes; • Testes com pigmentos; • Resistência à compressão (RC) de blocos intertravados, aos 28 dias. Índice de vazios Estão apresentados na Tabela 6-14 as médias e os IC (90%) dos índices de vazio das argamassas endurecidas. 97 Tabela 6-14 - Médias e IC (90%) dos resultados obtidos para o índice de vazios das argamassas endurecidas. Experimento Cimento Traço 2 3 CP IIE 1 4 5 7 1:2,5 1:2,0 CP V 6 1:2,0 8 1:2,5 a/c Índice de Vazios (%)* 0,75 33,20 ± 5,86 0,80 32,41 ± 0,22 0,75 33,25 ± 2,35 0,80 33,66 ± 4,94 0,75 32,68 ± 1,86 0,80 30,92 ± 1,26 0,75 32,54 ± 0,94 0,80 27,71 ± 1,54 *Média de 3 medidas Os Gráficos de Intervalos e o Gráfico Normal estão apresentados na Figura 6-18. Observa-se que os efeitos cimento e a/c, bem como a interação entre estes efeitos são significativos para a resposta “índice de vazios”. Para o cimento CP II praticamente não houve diferença entre os valores de % de índice de vazio com relação aos a/c. O mesmo não foi observado com relação ao cimento CP V, em que as argamassas confeccionadas com a/c maior (0,80) apresentaram menor porcentagem de vazios, ou seja, produtos menos porosos. Esta tendência pôde ser visualizada nos gráficos de interação cimento-a/c (Figura 6-19) e dos efeitos principais apresentadas na Figura 6-20. Por meio dos Gráficos de Interação apresentados na Figura 6-19, observou-se que as respostas obtidas para o tipo de cimento CP II são sempre superiores, apresentando produtos mais porosos. 98 Gráfico de Intrevalos para Índice de Vazios Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados (resposta - Índice de Vazios, Alpha = 0,10) 40,0 99 37,5 95 90 35,0 Porcentagem Índice de Vazios, em % 90% CI for the Mean 32,5 30,0 27,5 25,0 a/c Traço Cimento Tipo Não significativo Significativo 80 70 60 50 40 30 20 AC C 10 5 0,75 0,80 1:2 0,75 0,80 1:2,5 0,75 0,80 1:2 CPII 0,75 0,80 1:2,5 Fator A B C Nome Cimento Traço a/c A 1 -3 CPV -2 -1 0 1 Efeitos Padronizados 2 3 Figura 6-18 - Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “índice de vazios”. Curvas de Interaçõa para Índice de Vazios (dados da média) 1:2 1:2,5 0,75 0,80 34 Cimento 32 CPII CPV 30 Traço Cimento 34 1:2 CPII 1:2,5 CPV Cimento 32 Traço 30 a/c Figura 6-19 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores cimento, traço e a/c, para a resposta “índice de vazios”. Curvas dos efeitos principais para Índice de Vazios (dados da média) Cimento Traço 33,0 32,5 32,0 Média 31,5 31,0 CPII CPV 1:2 1:2,5 a/c 33,0 32,5 32,0 31,5 31,0 0,75 0,80 Figura 6-20 - Gráficos dos Efeitos Principais para a resposta “índice de vazios”. 99 Os gráficos da análise dos resíduos para a resposta “índice de vazios” estão apresentados na Figura 6-21. Como os pressupostos básicos para a ANOVA foram todos atendidos, essa pôde então ser utilizada. Gráficos dos resíduos para Indice de vazio Gráfico de Probabilidade Normal Versus Valores 99 200 100 Resíduo Porcentagem 90 50 10 1 0 -100 -200 -200 -100 0 Resíduo 100 200 800 900 Histograma 200 100 6 Resíduo Frequência 1100 Versus Ordem 8 4 2 0 1000 Valores 0 -100 -200 -200 -100 0 Resíduo 100 200 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 Ordem de Observação Figura 6-21 - Gráficos de Resíduos dos dados do índice de vazios para análise e validação da ANOVA. Os dados da Análise da Variância e os valores de “p” estão apresentados na Tabela 6-15 para as interações em primeira, segunda e terceira ordem, com 10% de nível de significância. Tabela 6-15 - Análise da Variância para a resposta “índice de vazios”. Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Ft (0,1; 1; 16) Traço 1 1,586 1,586 0,45 0,513 Cimento 1 28,274 28,274 7,99 0,012 a/c 1 18,254 18,254 5,16 0,037 Cimento * traço 1 8,127 8,127 2,30 0,149 Traço * a/c 1 1,321 1,321 0,37 Cimento * a/c 1 14,470 14,470 4,09 0,060 Cimento * traço * a/c 1 6,825 6,825 1,93 0,184 Resíduo 16 56,608 3,538 Total 23 135,465 3,05 p 0,550 Para o fator “traço”, não houve diferença significativa na porosidade. Mas observa-se pelo gráfico do efeito principal “traço” (Figura 6-20) que as argamassas confeccionadas com o 1:2,5 apresentaram menores valores de índice de vazios sendo, portanto, menos porosas. 100 Segundo a literatura, grande quantidade de água durante a confecção das argamassas (altos valores de a/c) acima de um valor ideal, podem originar produtos mais porosos, ou seja, com alta porcentagem de índice de vazios, já que a água livre em excesso evaporará e, o espaço que esta ocupava inicialmente originariam poros. Em contrapartida, valores de a/c abaixo do ideal podem promover hidratação incompleta do cimento, gerando espaços vazios nos produtos finais. Para as argamassas com resíduo, aquelas confeccionadas com cimento CP V e a/c 0,80 apresentaram produtos menos porosos. Isto se deve a alta área superficial das partículas envolvidas na formação dessas argamassas, que necessitam de maior quantidade de água para serem atingidas. Como o cimento CP II é formado por partículas de maior granulometria, ou seja, com maior área superficial, a diferença do a/c entre as argamassas confeccionadas com este cimento não foi significativa. O teste de Tukey também foi feito e os resultados estão apresentados na Equação 6-1, para um nível de significância de 10%: Δ 4,36. 3,54 3 Equação 6-1 Uma vez que q = 4,36 (valor tabelado, à 10% de significância, associado a oito formulações diferentes e 16 graus de liberdade do resíduo), MQR = 3,54 (média quadrática do resíduo) e r = 3 (número de repetições). O valor calculado de ∆ foi igual a 4,73. As diferenças das médias estão apresentadas na Tabela 6-16. O asterisco quer dizer significância no nível de 10%. Portanto, todos os experimentos, com exceção do exp. 6, apresentaram médias do índice de vazio maiores que o exp. 8 (cimento CPV, a/c = 0,80 e traço 1:2,5), em concordância com os resultados da ANOVA. O experimento 6 difere do 8 apenas no traço. 101 Tabela 6-16 - Diferenças das médias, duas a duas, do índice de vazio para análise do Teste de Tukey. Médias Médias Exp. 1 33,2 Exp. 2 32,41 Exp. 3 33,25 Exp. 4 33,66 Exp. 5 32,68 Exp. 6 30,92 Exp. 7 32,54 Exp. 8 27,71 Exp. 1 Exp. 2 Exp. 3 Exp. 4 Exp. 5 Exp. 6 Exp. 7 Exp. 8 33,2 32,41 33,25 33,66 32,68 30,92 32,54 27,71 0 0,79 -0,05 -0,46 0,52 2,28 0,66 0 -0,84 -1,25 -0,27 1,49 -0,13 4,7* 0 -0,41 0,57 2,33 0,71 5,54* 0 0,98 2,74 1,12 5,95* 0 1,76 0,14 4,97* 0 -1,62 3,21 0 4,83* 5,49* 0 Densidade do produto As médias e os IC (90%) das respostas obtidas para a densidade do produto estão apresentados na Tabela 6-17. Tabela 6-17 - Média e IC (90%) dos resultados obtidos para a densidade do produto. Cimento Traço CP IIE 1:2,0 1:2,5 CP V 1:2,0 1:2,5 Densidade do produto (g cm-3)* a/c 0,75 28 dias 1,963 ± 0,037 90 dias 2,114 ± 0,014 150 dias 1,993 ± 0,062 300 dias 1,865 ± 0162 0,80 2,010 ± 0,029 2,158 ± 0,034 1,988 ± 0,042 1,938 ± 0,163 0,75 1,895 ± 0,038 1,923 ± 0,053 1,805 ± 0,143 1,863 ± 0,099 0,80 1,965 ± 0,025 1,954 ± 0,044 1,915 ± 0,121 1,958 ± 0,041 0,75 1,881 ± 0,103 2,038 ± 0,008 1,861 ± 0,121 1,866 ± 0,090 0,08 2,054 ± 0,032 2,039 ± 0,012 1,947 ± 0,039 1,846 ± 0,776 0,75 1,915 ± 0,048 1,923 ± 0,101 1,866 ± 0,071 1,828 ± 0,115 0,80 1,890 ± 0,037 1,819 ± 0,136 1,889 ± 0,115 1,870 ± 0,068 *Média de 4 medidas Na Figura 6-22, estão apresentados o Gráfico de Intervalos e o Gráfico Normal para a resposta “densidade do produto aos 28 dias” e na Figura 6-23 os gráficos para os efeitos principais. 102 Gráfico Normal de Efeitos Padronizados 90% CI for the Mean (resposta - Densidade do produto, Alfa = 0,10) 2,10 99 2,05 95 90 2,00 Porcentagem Densidade do Produto (28 dias), g cm-3 Gráfico de Intervalos para Densidade do Produto (28 dias) 1,95 1,90 1,85 0,75 0,80 1:2 0,75 0,80 1:2,5 0,75 0,80 1:2 CPII 0,75 0,80 1:2,5 Fator A B C AC ABC 10 5 1,80 a/c Traço Cimento A 80 70 60 50 40 30 20 Efeitos Não Significativos Significativos a/c cimento traço C 1 -5,0 CPV -2,5 0,0 2,5 Efeitos Padronizados 5,0 Figura 6-22 - Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade do produto aos 28 dias”. Por meio do Gráfico da Normal foi possível verificar que a densidade do produto, aos 28 dias, foi significativamente afetada pelo traço e pelo a/c individualmente. Essa afirmação pôde ser observada pela atenuação da reta apresentada na Figura 6-23 para estes dois fatores. Para o fator cimento essa diferença não foi significativa, o que também foi graficamente observado pela tênue inclinação da reta para este fator. Curvas dos efeitos principais para a Densidade do produto (dados da média) a/c Cimento 1,980 1,965 1,950 1,935 Média 1,920 0,75 0,80 CPII CPV Traço 1,980 1,965 1,950 1,935 1,920 1:2 1:2,5 Figura 6-23 - Gráficos dos efeitos principais para a resposta “densidade do produto aos 28 dias”. A interação entre estes fatores (traço-a/c) também foi afetada significativamente. No gráfico de interação entre o a/c e o traço (Figura 6-24), observou-se que a diferença entre os dois traços foi muito mais atenuada para o a/c 0,80 do que para o 0,75. Portanto, os maiores valores de densidade de produto foram para o traço 1:2 e a/c 0,80, para ambos os cimentos. 103 Gráficos de Interação para Densidade do produto (dados da média) CPII CPV 1:2,0 1:2,5 a/c 2,00 a/c 1,95 1,90 2,00 Tipo de cimento 1,95 0,75 0,80 a/c de Tipo 0,75 cimento 0,80 CPII CPV 1,90 traço Figura 6-24 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores cimento, traço e a/c, para a resposta “densidade do produto aos 28 dias”. Os gráficos de análise dos resíduos estão apresentados na Figura 6-25. Observou-se que os pontos dos gráficos dos resíduos versus os valores e versus a ordem de observação apresentaram-se aleatórios e dispersos em torno de zero, como requeridos pelas pressuposições básicas. Além disso, o teste de igualdade de variâncias indicou um p-valor de 0,488 para um α = 0,10. Boa parte dos pontos do gráfico de probabilidade normal também se apresentou em torno da reta central. Gráficos de Resíiduo para a Densidade do produto Versus Valores 99 0,10 90 0,05 Resíduo Porcentagem Gráfico de probabilidade normal 50 10 1 0,00 -0,05 -0,10 -0,10 -0,05 0,00 Resíduo 0,05 0,10 1,90 Histograma 1,95 2,00 Valores 2,05 Versus Ordem 0,10 0,05 9 Resíduo Frequência 12 6 3 0 0,00 -0,05 -0,10 -0,10 -0,05 0,00 Resíduo 0,05 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 Ordem de Observação Figura 6-25 - Gráficos de resíduos dos dados da densidade do produto aos 28 dias para análise e validação da ANOVA. 104 Os dados da Análise da Variância e os valores de “p” estão apresentados na Tabela 6-18 para as interações em primeira, segunda e terceira ordem, com 10% de nível de significância. O mesmo estudo acima foi realizado com os dados de densidade nas outras idades (90, 150 e 300 dias) e os gráficos e tabelas da ANOVA estão apresentados no ANEXO B (Figura 12-1 a Figura 12-6 e Tabela 12-1 a Tabela 12-3). Com 90 dias, os fatores principais cimento e traço e a interação cimento-a/c foram significativos para densidade do produto, sendo que o cimento CPII e traço 1:2 apresentaram maiores valores de densidade, com o a/c igual 0,80. Aos 150 dias, os fatores principais traço e a/c e a interação cimento-traço, bem como a interação entre os três fatores foram significativas. Nesta idade a argamassa confeccionada com cimento CPII, traço 1:2 e a/c 0,80 (exp. 2) também foi a formulação que apresentou maior densidade, ou seja, não houve modificação entre as idades 90 e 150 dias com relação a esta resposta. Já aos 300 dias não houve fatores significativos, ou seja, as médias entre os oito experimentos não foram diferentes entre si, com 90% de significância. Tabela 6-18 - Análise da Variância para a resposta “densidade do produto aos 28 dias”. Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Ft (0,1; 1; 24) Cimento 1 0,004328 0,004328 2,47 0,129 Traço 1 0,029461 0,029461 16,82 0,000 a/c 1 0,035417 0,035417 20,22 0,000 Cimento * traço 1 0,000120 0,000120 0,07 0,796 Cimento * a/c 1 0,000473 0,000473 0,27 Traço * a/c 1 0,015222 0,015222 8,69 Cimento * traço * a/c 1 0,024109 0,024109 13,76 Resíduo 24 0,042047 0,001752 Total 31 0,151177 2,93 p 0,608 0,007 0,001 As médias dos oito experimentos em diferentes idades foram dispostas em um mesmo gráfico e estão apresentadas na Figura 6-26. 105 Densidade do produto, g cm-1 2,2 2,1 28 dias 2 90 dias 1,9 150 dias 1,8 300 dias 1,7 1,6 1 2 3 4 5 6 Experimentos 7 8 Figura 6-26 - Densidades do produto, em diferentes idades, para os oito experimentos. Resistência à compressão (RC) Os resultados das médias das resistências à compressão (RC) estão apresentados na Tabela 6-19. Os ensaios foram realizados nas seguintes idades: 7, 28, 90, 150 e 300 dias. Na Figura 6-27 estão apresentado o Gráfico de Intervalo das médias das RCs aos 7 dias, sendo cada experimento utilizando 4 (quatro) réplicas, e a curva normal dos efeitos padronizados para este ensaio. Tabela 6-19 - Média e IC (90%) dos resultados obtidos para a resistência à compressão das argamassas endurecidas. CP IIE Cimento Traço 1:2,0 1:2,5 CP V 1:2,0 1:2,5 Resistência à Compressão (MPa)* a/c 7 dias 28 dias 90 dias 150 dias 300 dias 0,75 9,352 ± 0,895 12,08 ± 1,71 21,86 ± 4,23 19,83 ± 1,42 22,12 ± 1,38 0,8 9,783 ± 0,597 13,60 ± 0,50 22,92 ± 2,81 20,55 ± 4,34 21,73 ± 3,47 0,75 7,709 ± 0,529 11,34 ± 1,33 9,50 ± 4,82 15,81 ± 1,32 18,84 ± 2,24 0,8 8,691 ± 0,624 13,11 ± 1,26 11,93 ± 2,08 19,18 ± 3,52 20,27 ± 3,05 0,75 15,88 ± 2,31 14,51 ± 3,29 21,55 ± 7,59 20,52 ± 4,34 22,13 ± 3,77 0,8 14,26 ± 0,82 18,14 ± 3,58 25,69 ± 1,61 22,14 ± 1,98 20,60 ± 0,71 0,75 13,01 ± 0,99 13,98 ± 3,24 11,56 ± 8,40 19,18 ± 3,52 17,39 ± 9,69 0,8 11,28 ± 1,03 13,13 ± 1,57 7,39 ± 6,06 17,53 ± 4,76 15,68 ± 7,51 *Média de 4 medidas 106 Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados 90% IC (resposta - Resistência aos 7 dias, Alpha = 0,10) 18 99 16 95 Efeitos A 90 14 Porcentagem Resistência a compressão (7 dias), em MPa Gráfico de Intervalo para Resistência aos 7 dias 12 10 8 80 Fator Nome 70 A B C Cimento Traço a/c 60 50 40 30 AB AC 20 10 B 5 6 a/c Traço Cimento Não Significativo Significativo 0,75 0,80 1:2 0,75 0,80 1:2,5 0,75 0,80 1:2 CPII 0,75 0,80 1:2,5 1 -5 0 CPV 5 10 15 Efeito Padronizado Figura 6-27 - Gráfico de Intervalo e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “Resistência à Compressão aos 7 dias”. Os gráficos de análise dos resíduos estão apresentados na Figura 6-28. Não houve desvios das pressuposições básicas, portanto, a ANOVA pôde ser aplicada. Gráficos de Resíduo para a Resistência aos 7 dias Gráfico de probabilidade normal Versus Valores 99 90 Resíduo Porcentagem 1 50 0 -1 -2 10 -3 1 -2 0 Resíduo 2 8 10 Histograma 16 1 7,5 Resíduo Frequência 14 Versus Ordem 10,0 5,0 2,5 0,0 12 Valores 0 -1 -2 -3 -3 -2 -1 0 Resíduo 1 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 Ordem de Observação Figura 6-28 - Gráficos de resíduos dos dados da resistência à compressão aos 7 dias para análise e validação da ANOVA. Estão apresentados na Tabela 6-20 os dados da Análise da Variância e os valores de “p” para as interações em primeira, segunda e terceira ordem, com 10% de nível de significância para a resposta RC aos 7 dias. 107 Tabela 6-20 – Análise da Variância para a resposta “RC aos 7 dias”. Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Ft (0,1; 1; 24) Cimento 1 178,642 178,642 200,3 0,000 Traço 1 36,906 36,906 41,38 0,000 a/c 1 1,864 1,864 2,09 0,161 Cimento * traço 1 4,871 4,871 5,46 0,028 Cimento * a/c 1 11,308 11,308 12,68 Traço * a/c 1 0,102 0,102 0,11 Cimento * traço * a/c 1 0,211 0,211 0,24 Resíduo 24 21,405 0,892 Total 31 255,309 2,93 p 0,002 0,73 0,631 Por meio do Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados (Figura 6-27) e dos dados da ANOVA, apresentados na Tabela 6-20, observou-se que a RC dos corpos com 7 dias é afetada pelos fatores cimento e traço. Portanto, as seguintes conclusões forma obtidas: as argamassas confeccionadas com o cimento CP V apresentaram maiores valores de RC; o traço afetou essa resposta negativamente, mostrando que os menores traços apresentaram maiores valores de RC; e que a interação entre os fatores cimento-a/c e cimento-traço também foram significativos, indicando que esses fatores não puderam ser analisados separadamente. Os gráficos apresentados na Figura 6-29 auxiliaram na interpretação dos resultados da interação entre esses dois fatores. Gráficos de Interação para Resistência aos 7 dias (dados da média) 1:2 1:2,5 0,75 0,80 15,0 12,5 Cimento 10,0 15,0 Cimento CPII CPV Traço Cimento 1:2 1:2,5 12,5 T r aço 10,0 a/c Figura 6-29 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores cimento, traço e a/c, para a resposta “resistência à compressão aos 7 dias”. 108 Por meio dos Gráficos de Interação (Figura 6-29), observou-se que para os dois tipos de cimento, o traço 1:2 apresentou maiores valores de RC sendo que para o CP V essa diferença foi ainda mais significativa, pois apresentou um gráfico com a reta mais inclinada. Comparando-se ainda esse mesmo fator (cimento) com o a/c, notou-se que para o CP V a RC diminui com o aumento da a/c e para o CPII acontece exatamente o contrário. Observou-se, ainda, que não ocorreu interação significativa entre os fatores traço-a/c, pois os resultados se comportaram da mesma forma com relação ao fator traço, ou seja, tanto para o traço 1:2 quanto para o traço 1:2,5 a RC diminui ligeiramente com o aumento do a/c. Portanto, pode-se concluir com 90% de certeza que a formulação feita com CP V, traço 1:2 e a/c 0,75 apresentou maior valores de RC aos 7 dias. O Gráfico de Intervalos das médias das RC aos 28 dias e a o Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados estão apresentados na Figura 6-30. Na Tabela 6-21 estão expostos os dados da Análise da Variância e os valores de “p” para as interações em primeira, segunda e Gráfico de Intervalos para Resistência aos 28 dias Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados 90% IC (resposta - Resistência aos 28 dias, Alpha = 0,10) 22 99 20 95 90 18 Porcentagem Resistência a Compressão (28 dias), em MPa terceira ordem para este ensaio. 16 14 12 0,75 0,80 1:2 0,75 0,80 1:2,5 CPII 0,75 0,80 1:2 0,75 0,80 1:2,5 CPV Não Significativos Significativo A 80 70 60 50 40 30 20 C Fator Nome A B C Cimento Traço a/c ABC 10 5 10 a/c Traço Cimento Efeitos B 1 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 Efeito Padronizado Figura 6-30 - Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “resistência à compressão aos 28 dias”. 109 Tabela 6-21 - Análise da Variância para a resposta “resistência à compressão aos 28 dias”. Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Ft (0,1; 1; 24) Cimento 1 40,738 40,738 10,46 0,004 Traço 1 27,150 27,150 6,97 0,014 a/c 1 14,900 14,900 3,83 0,062 Cimento * traço 1 6,848 6,848 1,76 0,197 Cimento * a/c 1 0,007 0,007 0,00 Traço * a/c 1 6,590 6,590 1,69 0,206 Cimento * traço * a/c 1 14,306 14,306 3,67 0,067 Resíduo 24 93,449 3,894 Total 31 203,987 2,93 p 0,966 Foi observado pelo Gráfico dos Efeitos Padronizados da RC, aos 28 dias, que tanto o fator cimento quanto o a/c afetaram positivamente a RC. Já o traço e a interação entre os três fatores afetaram-na negativamente. Por meio dos Gráficos de Interação apresentados na Figura 6-31, observou-se que os valores de RC aos 28 dias para as argamassas confeccionadas com o cimento CP V foram sempre superiores. O mesmo foi observado para os valores de RC aos 7 dias. Como concluído anteriormente, não houve interação entre os dois fatores (cimento-a/c). Isto também foi visualizado graficamente, por meio do paralelismo das curvas. Portanto, concluiu-se com 90% de confiança que a argamassa confeccionada com o cimento CP V, com a/c de 0,80 e o traço 1:2 apresentou maior valor de RC aos 28 dias. Estes resultados diferiram dos anteriores (RC aos 7 dias) apenas com relação ao a/c. Isto pode indicar que uma maior quantidade de água foi necessária para dar continuidade às reações de hidratação e, consequentemente, aumentar a RC. 110 Gráficos de Interação para Resistência aos 28 dias (dados das médias) 1:2 1:2,5 0,75 0,80 Cimento 16 Cimento 14 CPII CPV Cimento Traço 12 16 CPII 1:2 CPV 1:2,5 14 Traço 12 a/c Figura 6-31 - Gráfico de Interação de segunda ordem entre os fatores cimento, traço e a/c, para a resposta “resistência à compressão aos 28 dias”. Os Gráficos de análise dos resíduos estão apresentados Figura 6-32. Como os desvios das pressuposições básicas foram pouco significativos, a Análise da Variância pôde então ser aplicada. Gráficos de resíduo para a Resistência aos 28 dias Versus Valores 99 4 90 2 Resíduo Porcentagem Gráfico de probabilidade normal 50 10 0 -2 -4 1 -5,0 -2,5 0,0 Resíduo 2,5 5,0 12,0 4 9 2 6 3 0 15,0 Valores 16,5 18,0 Versus Ordem 12 Resíduo Frequência Histograma 13,5 0 -2 -4 -4 -2 0 Resíduo 2 4 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 Ordem de Observação Figura 6-32 - Gráficos de resíduos dos dados da resistência à compressão aos 28 dias para análise e validação da ANOVA. A ANOVA também foi realizada para as argamassas com idade de 90, 150 e 300 dias e os gráficos e tabelas desta análise estão apresentados no ANEXO B, Figura 12-7 a Figura 12-12 e Tabela 12-4 a Tabela 12-6. Para as argamassas com 90 dias, apenas o fator principal “traço” foi significativo. Houve também, apesar de pouco evidente, certa significância na interação entre os três fatores. O maior valor de RC foi para a argamassa confeccionada com o 111 traço 1:2, a/c 0,75 e cimento CPV, havendo diferença apenas no a/c quando comparados com os resultados das argamassas aos 28 dias. Aos 150 e 300 dias, apenas o fator “traço” foi significativo, com 90% de confiança, indicando que as argamassas com menores traços (1:2) apresentaram maior valor de RC. Portanto, concluiu-se que, com o passar do tempo, apenas o traço é significante para RC, sendo que menores traço resultam em argamassas com maiores resistências à compressão. O teste de Tukey também foi feito para a RC aos 90 e 300 dias e as tabelas e dados para este teste estão apresentados no ANEXO B (Tabela 12-7 e Tabela 12-8). Por meio do teste foi possível verificar, com 90% de confiança, que os exp. 1, 2, 5 e 6 resultaram em maiores valores de RC aos 90 dias quando comparados com os exp. 3, 4, 7 e 8. Nota-se que cada grupo tem entre si o fator “traço” em comum, sendo 1:2 para o primeiro (exp. 1, 2, 5 e 6) e 1:2,5 para o último (exp.3, 4, 7 e 8). Já aos 300 dias, verificou-se pelo teste de Tukey, que não há diferença significativa entre as oito composições de argamassa, indicando que, após este tempo, as reações de hidratação do cimento praticamente se cessaram e a RC já não é mais influenciada por nenhum dos três fatores, aos 90% de confiança. As médias de todos os dados da RC, em diferentes dias e para todos os oito experimentos, foram reunidos e colocados em um mesmo gráfico que está apresentado na Resistência à compressão, MPA Figura 6-33 30 25 7 dias 28 dias 90 dias 150 dias 300 dias 20 15 10 5 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Experimentos Figura 6-33 - Resistência à compressão dos corpos de prova, em diferentes idades, para os oito experimentos. 112 A fim de comparar estatisticamente os dois tipos de cimento utilizados neste trabalho com relação à resposta RC aos 7 e 28 dias, foram realizados testes t-Student no estudo de dados pareados. Primeiramente foram realizados testes de comparação entre os valores de RC aos 7 e 28 dias para cada tipo de cimento, separadamente. O objetivo deste estudo foi verificar se a RC aumenta significativamente após 7 dias visto que, em escala industrial, os blocos intertravados são disponibilizados para venda com idade de 7 dias. Nas Tabela 6-22 e Tabela 6-23 estão apresentados os resultados do teste-t para cada tipo de cimento (CP II e CP V, respectivamente). Tabela 6-22 - Teste t na comparação de dois grupos pareados – 7 e 28 dias e cimento CP II – para a resposta “resistência à compressão”. Traço a/c 7 dias 28 dias d (diferença) ñ (média diferenças) 1:2 0,75 9,350 12,69 3,341 1:2 0,8 9,783 13,60 3,814 3,802 1:2,5 0,75 7,709 11,35 3,636 1:2,5 0,8 8,691 13,11 4,418 variância tcalculado t (α = 0,1 e gl=3) 0,2067 16,73 1,638 O alto valor do t calculado comparado com o tabelado (Tabela 6-22) indica, com 90% de confiança, que a RC aumenta significativamente dos 7 aos 28 dias com argamassas confeccionadas com CP II. Portanto, em escala industrial, o uso desse tipo de cimento para essas argamassas não é o mais indicado, já que o produto deve sair do estoque em menor tempo (geralmente 7 dias) com uma RC mais adequada. Já a diferença entre as médias das argamassas confeccionadas com CP V aos 7 e 28 dias foi significativamente menor, por apresentar o valor de t mais baixo do que aquelas confeccionadas com CP II. Observou-se que o valor de t calculado é maior do que o tabelado, como mostrado na Tabela 6-23, com 90% de confiança. Portanto, ao comparar as médias aos 7 e 28 dias, também há aumento significativo das RCs para as argamassas confeccionadas com o CP V, porém bem menores do que para aquelas confeccionadas com CP II. 113 Tabela 6-23 - Teste t na comparação de dois grupos pareados – 7 e 28 dias e cimento CP V – para a resposta “resistência à compressão”. Traço a/c 7 dias 28 dias d (diferença) ñ (média diferenças) 1:2 0,75 15,88 14,51 1,378 1:2 0,8 14,26 18,15 3,884 variância tcalculado t (α = 0,1 e gl=3) 1,667 3,133 1,638 2,022 1:2,5 0,75 13,01 13,98 0,9780 1:2,5 0,8 11,28 13,13 1,849 Foi realizado também um teste t-Student no estudo de dados independentes para comparar argamassas de mesma composição, mas confeccionadas com tipo de cimento diferentes para a resposta RC aos 7 dias e os resultados estão apresentados na Tabela 6-24. Por meio do teste t-Student foi possível fazer uma comparação entre os tipos de cimento para argamassas com a mesma idade, ou seja, aos 7 dias. Os resultados mostraram, com 90% de confiança, que os valores de RC são maiores para argamassas confeccionadas com CP V. Por isso, esse será o cimento selecionado para dar continuidade aos trabalhos em escala piloto. Tabela 6-24 - Teste t na comparação de dois grupos independentes – CP II e CP V – para a Cimento CP II CP V Resistência à compressão aos 7 dias resposta “resistência à compressão aos 7 dias”. 9,350 15,88 9,783 14,26 7,709 13,01 8,691 11,28 Médias 8,883 13,61 Variâncias 0,8144 3,7901 Variância ponderada 2,302 tcalculado -4,405 t(α = 0,1 e gl=3) 1,638 114 Ensaios com Superplastificante (SP) Os ensaios com superplastificantes (SP) foram conduzidos com a formulação do experimento 8 e as respostas avaliadas nas argamassas frescas foram a viscosidade, a densidade e o tempo de pega e nas as argamassas endurecidas ou produto, a densidade e a resistência à compressão aos 28 dias de idade. Os resultados e os intervalos de confiança (IC), com 90%, estão apresentados na Tabela 6-25. Para a resposta viscosidade, não foi possível fazer a ANOVA (Teste de Levene p = 0,034 para α = 0,10), pois as variâncias neste caso não foram iguais. Portanto, foi realizado o teste não paramétrico Kruskal-Wallis e ele indicou, com 95% de confiança, que para o fator “tipo de SP” as médias não foram iguais entre si, o que indica que as viscosidades para cada SP foram diferente, sendo que as argamassas feitas com o SP 5700 foram menos viscosas. O mesmo teste foi realizado para as concentrações e estas também foram diferentes entre si, pelo menos para um dos dados, que o teste não revela exatamente qual é. Os dados desses testes estão apresentados no ANEXO B (Figura 12-13, Tabela 12-9 e Tabela 12-10). Tabela 6-25 - Médias e IC (90%) dos resultados obtidos das argamassas frescas e endurecidas ou produto, dos ensaios com superplastificantes. 5700 20HE SP Concentração (% massa de cimento) 0,0 0,3 0,6 0,9 0,0 0,3 0,6 0,9 Argamassa Fresca Produto Viscosidade (Pa.s)** Densidade (g cm-3)*** Tempo de pega**** (min.) Densidade (g cm-3)***** nd* 1471 ± 216 224 ± 31 188 ± 38 nd* 872 ± 225 154 ± 22 110 ± 17 1,990 ± 0,063 1,774 ± 0,362 1,862 ± 0,186 1,993± 0,041 1,990 ± 0,063 1,942 ± 0,214 1,839 ± 0,109 2,010 ± 0,087 323 474 412 351 323 339 430 623 1,961 ± 0,042 1,932 ± 0,057 1,890 ± 0,037 2,013 ± 0,008 1,961 ± 0,042 1,994 ± 0,030 1,837 ± 0,035 1,991 ± 0,063 RC, aos 28 dias (MPa)***** 11,19 ± 3,20 11,67 ± 5,02 13,72 ± 1,67 20,19 ± 1,08 11,19 ± 3,21 16,34 ± 3,39 15,40 ± 0,76 14,08 ± 0,97 *não determinado. **Média de 15 medidas. ***Média de 3 medidas. ****Única medida. *****Média de 4 medidas. Para verificar quais dados diferiram com relação à concentração, foi realizado o teste não paramétrico de Mann-Whitney que compara dados pareados de grupos distintos. Os 115 resultados da estatística do teste (W) e do valor p estão apresentados na Tabela 12-11 (ANEXO B). Por meio do teste de Mann-Whitney verificou-se, com α = 0,017 (correção de Bonferroni), que as argamassas confeccionadas com menor concentração de SP (0,3% da massa de cimento) apresentaram maiores valores de viscosidade e que àquelas com 0,6 e 0,9% de SP não apresentaram diferenças significativas. O Gráfico de Interação para a viscosidade, que representa graficamente as interpretações dos testes não paramétricos realizados, está apresentado na Figura 6-34. Gráfico de Interações para Viscosidade (dados da média) 1600 Tipo de SP 5700 20HE 1400 Médias, Pa.s 1200 1000 800 600 400 200 0 0,3 0,6 0,9 Concentração, em %m de cimento Figura 6-34 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de SP e concentração para a resposta “viscosidade”. As moléculas de aditivo formam películas ao redor das partículas de cimento, reduzindo sua a taxa de hidratação e, consequentemente, diminuindo a quantidade de água ligada ao cimento durante os primeiros instantes da hidratação, deixando uma maior quantidade de água livre (CASTRO e PANDOFELI, 2009). Isso explica a maior fluidez de misturas à base de cimento na presença de aditivos. Para os dados da densidade da pasta, como ratificado pela ANOVA (Teste de Levene p = 0,488 para α = 0,10), apresentada na Tabela 12-12, ANEXO B, apenas o fator principal “concentração” foi significativo. As argamassas sem SP e com a concentração de 0,9% da massa de cimentos foram as que apresentaram maiores valores. A fim de comparar as duas, foi realizado o teste t de Student no estudo de dados pareados e os resultados indicaram que as duas concentrações não foram diferentes entre si, no nível de significância de 0,10. O Gráfico de Interação para a resposta densidade da pasta está apresentado na Figura 6-35. 116 Gráfico de Interação para Densidade da pasta (dados da média) Tipo de SP 20HE 5700 Média, em g.cm-3 2,00 1,95 1,90 1,85 1,80 0,0 0,3 0,6 0,9 Concentração, em %m de cimento Figura 6-35 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de SP e concentração para a resposta “densidade da pasta”. O tempo de pega foi analisado por meio do teste t de Student de dados pareados para comparar os resultados entre os dois SP e o teste indicou que não há diferença significativa entre eles para esta resposta, também com 90% de confiança (Tabela 12-13, ANEXO B). O Gráfico de Interação está apresentado na Figura 6-36. Curvas de Interação para o Tempo de Pega (dados da média) 650 Tipo de SP 20HE 5700 Média, em min. 600 550 500 450 400 350 300 0,0 0,3 0,6 0,9 Concentração, em %m de cimento Figura 6-36 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de SP e concentração para a resposta “tempo de paga”. Para as argamassas endurecidas, a análise dos resultados para a densidade do produto por meio da ANOVA (Teste de Levene p = 0,517 para α = 0,10) apresentados na Tabela 12-14, ANEXO B, indicou que apenas o fator concentração foi significativo. As argamassas com 0,3% e 0,9% para ambos os SP apresentaram maiores valores. Para verificar se estas concentrações foram diferentes entre si, foi realizado o teste t de Student no estudo de dados 117 pareados e o resultado indicou que os produtos com 0,9% apresentaram maiores valores de densidade (Tabela 12-15). O teste t de Student também foi realizado para comparar os dois SP para uma mesma concentração (Tabela 12-16, ANEXO B) e os resultados indicaram que para 0,9% da massa de cimento tanto faz utilizar um ou outro. Já a baixas concentrações (0,3%), como apresentado na Tabela 12-17 (ANEXO B), houve diferença significativa entre um superplastificante e outro, sendo que para o SP 5700, os produtos apresentaram maiores valores de densidade. O Gráfico de Interação para esta resposta está apresentado na Figura 6-37. Gráfico de interação para Densidade do produto (dados da média) 2,025 Média, em g.cm-3 2,000 Tipo de SP 20HE 5700 1,975 1,950 1,925 1,900 1,875 1,850 0,0 0,3 0,6 0,9 Concentração, em %m de cimento Figura 6-37 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de SP e concentração para a resposta “densidade do produto”. Os resultados de RC, aos 28 dias, também foram avaliados pela ANOVA (Tabela 12-18, ANEXO B) e os resultados indicaram que a concentração e a interação concentraçãotipo de SP foram significativas. Os fatores não podem ser avaliados separadamente, pois para cada tipo de SP existiu uma concentração ideal que aumentou a RC aos 28 dias. Enquanto que para o SP viscocrete 20HE a RC foi maior à concentração de 0,9%, para o viscocrete 5700 a concentração de 0,3% foi àquela que apresentou maior resultado, coincidindo com os resultados da densidade do produto. O gráfico de Interação para a resposta RC, aos 28 dias, está apresentado na Figura 6-38. 118 Gráfico de interação para a RC (28 DIAS) (dados da média) Tipo de SP 20HE 5700 Médias, em MPa 20 18 16 14 12 10 0,0 0,3 0,6 0,9 Concentração, em % massa de cimento Figura 6-38 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de SP e concentração para a resposta “resistência à compressão, aos 28 dias”. A fim de verificar se havia diferenças significativas entre as médias das RC das argamassas com 0,3% do viscocrete 5700 e 0,9% do viscocrete 20HE, realizou-se o teste t de Student de dados pareados (Tabela 12-19, ANEXO B). Os resultados indicaram que a RC, aos 28 dias, para a argamassa com 0,9% do viscocrete 20HE foi realmente maior, com 90% de confiança. Segundo os fornecedores e os dados do Manual Técnico de Produtos Sika (SIKA, 2007), os aditivo utilizados neste trabalho são, supostamente, muito semelhantes entre si. No entanto, ao realizar os testes variando as concentrações utilizando dois tipos de SP diferentes, os resultados se mostraram muito diferentes para todas as respostas estudadas. Para compreender melhor a atuação dos SP na argamassa e compreender a razão dessas diferenças, realizaram-se testes de caracterização quanto às suas estruturas, propriedades físico-químicas, composição química e iônica e grupos funcionais orgânicos presentes, utilizando-se métodos e técnicas adequados. Estes resultados estão apresentados no item 6.5 Caracterização dos Superplastificantes. Todos os gráficos e tabelas das análises estatísticas realizadas para os testes com SP estão dispostos no ANEXO B. 119 Ensaios com o pigmento Para o ensaio com pigmentos, as respostas avaliadas nas argamassas frescas foram a viscosidade, densidade e tempo de pega e, para as argamassas endurecidas ou produto, a densidade, a resistência à compressão aos 28 dias de idade e o índice de vazios. Todos os resultados com seus IC (90%) estão apresentados na Tabela 6-26. As argamassas, de uma maneira geral, apresentaram-se mais viscosas do que aquelas sem pigmento. Não foi possível realizar a ANOVA para interpretar os dados da viscosidade (Teste de Levene p = 0,000 para α = 0,10). Portanto, o teste de Kruskal-Wallis foi feito (Tabela 12-20 e Tabela 12-21 no ANEXO B) e os resultados indicaram que não há diferença significativa para o tipo de pigmento, com 95% de confiança. Já para as diferentes concentrações, o teste indicou que pelo menos um dado é diferente. Tabela 6-26 - Médias e IC (90%) dos resultados obtidos das argamassas frescas e endurecidas ou produto, dos ensaios com pigmento. Vermelho (V) Natural (N) Argamassa Fresca Concentração Tempo Pigmento (% massa de Densidade Viscosidade Densidade de pega cimento) (g cm-3) -3 (Pa.s)** (g cm )*** (min.) ***** **** 1,918± 1,844± 628±139 292 4 0,294 0,007 1,993± 1,979± 1010±128 307 8 0,117 0,013 1,940± 1,952± 1220±279 311 12 0,022 0,022 2,001± 1,957± nd* 264 16 0,107 0,026 1,902± 1,958± 718±200 395 4 0,414 0,020 1,996± 1,952± 1209±293 327 8 0,173 0,017 1,930± 1,939± 1022±252 337 12 0,056 0,032 2,020± 2,038± nd* 300 16 0,144 0,011 Produto RC, aos 28 dias (MPa) ***** 13,54± 1,12 16,16± 2,23 14,20± 0,77 14,54± 0,98 11,91± 0,45 16,68± 0,63 14,74± 1,45 18,09± 1,23 Índice de vazios (%)*** 21,54± 0,89 20,57± 1,41 20,44± 1,89 22,07± 2,31 21,68± 1,40 21,49± 1,79 20,53± 0,49 20,37± 0,76 *não determinado. **Média de 10 medidas. ***Média de 2 medidas. ****Única medida. *****Média de 4 medidas. 120 Para verificar qual (s) concentração (s) foram diferentes entre si, foi realizado o teste de comparação não paramétrico de Mann-Whitney e os resultados estão apresentados na Tabela 12-22 (ANEXO B). A análise do teste de comparação de Mann-Whitney indicou que a viscosidade da argamassa sem pigmento é a menor de todas, que aquela, com 4% é menor do que com 8 e 12% e que as viscosidades das argamassas desses dois últimos não foram significativamente diferentes entre si. O Gráfico de Interação para esta resposta representa com fidelidade a interpretação estatística dos testes. Gráfico de Interação para Viscosidade (dados da média) Tipo de pigmento N V 1200 Médias, em Pa.s 1000 800 600 400 200 0 0 4 8 12 Concentração, em %m de cimento Figura 6-39 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “viscosidade”. A densidade da argamassa fresca foi avaliada utilizando a ANOVA (Teste de Levene p = 0,514 para α = 0,05) e os resultados estão apresentados na Tabela 12-23 (ANEXO B). Eles indicaram, com 90% de confiança, que apenas o fator “concentração” foi significativo. Por meio do gráfico de interação para a resposta “densidade da pasta” (Figura 6-40) notou-se que as curvas praticamente se sobrepõem, indicando que não houve diferenças significativas entre os tipos de pigmentos para essa resposta. 121 Gráfico de interação para Densidade da pasta (dados da média) 2,02 Tipo de Pigmento N V Médias, em g.cm-3 2,00 1,98 1,96 1,94 1,92 1,90 4 8 12 16 Concentração, em %m de cimento Figura 6-40 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “densidade da pasta”. Para verificação do tempo de pega, não foi possível realizar a ANOVA, pois para esta resposta existe somente um dado, o que é insuficiente para essa análise. Por meio da análise gráfica dos efeitos principais (Figura 6-41) e da interação entre estes efeitos (Figura 6-42), observou-se que para os efeitos principais os resultados pareceram bem diferentes, portanto, significativo. A interação entre os dois efeitos não pareceu significativa, já que o tempo de pega, em geral, parece diminuir com o aumento da concentração de pigmento para ambos. Gráficos de efeitos principias para Tempo de Pega (dados da média) 350 Tipo de Pigmento Concentração Médias, em min. 340 330 320 310 300 290 280 N V 4 8 12 16 Figura 6-41 - Gráficos dos efeitos principais para a resposta “tempo de pega”. 122 Gráficos de Interação para Tempo de Pega (dados da média) 400 Tipo de Pigmento N V Médias, em min. 375 350 325 300 275 250 4 8 12 16 Concentração, em %m de cimento Figura 6-42 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “tempo de pega”. Para averiguar as observações gráficas, o teste t de Student de dados pareados foi realizado entre os tempos de pega para cada pigmento. Os resultados estão apresentados na Tabela 12-24 (ANEXO B). Por meio do teste t foi possível constatar com 90% de significância que existiram diferenças significativas entre os tipos de pigmento com relação ao tempo de pega final das argamassas. Para ambas as concentrações, as argamassas com o pigmento vermelho apresentaram tempo de pega final maiores do que aquelas com pigmento natural. O ensaio de Absorção de Água foi feito nos pigmentos (ABNT, 2001) e os resultados indicaram que o pigmento natural (N) absorve menos água do que o vermelho (V), praticamente a metade, apresentando os valores de 13% e 27%, respectivamente. Desta forma, as argamassas confeccionadas com o pigmento vermelho apresentam menos água livre para as reações iniciais de hidratação responsáveis pelo início de pega, acontecerem (formação da etringita - Equação 3-1) retardando a seu início. Os dados obtidos com a densidade do produto solidificado foram analisados por meio da ANOVA (Teste de Levene p= 0,470 para α=0,05 e análise de resíduos) e os resultados estão apresentados na Tabela 12-25 (ANEXO B). Por meio da ANOVA observou-se que os dois fatores principais e a interação entre eles foram significativos para a densidade do produto. Em geral, as argamassas com pigmento vermelho tiveram maiores valores de densidade do produto e o crescimento da concentração favoreceu esse aumento, como pode ser visto por meio dos gráficos dos efeitos principais apresentados na Figura 6-43. 123 Gráficos dos efeitos principais para Densidade do produto (dados médios) Tipo de pigmento Concentração Médias, em m.g-3 2,00 1,98 1,96 1,94 1,92 1,90 N V 4 8 12 16 Figura 6-43 - Gráficos dos efeitos principais para a resposta “densidade do produto”. O gráfico de interação entre os fatores está apresentado na Figura 6-44. Notou-se que para ambos os pigmentos existiu a mesma tendência de aumentar a densidade com o aumento da concentração de pigmento. Gráfico de interação para a Densidade do produto (dados da média) Média, em g.cm-3 2,05 Tipo de pigmento N V 2,00 1,95 1,90 1,85 4 8 12 16 Concentração, em %m de cimento Figura 6-44 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “densidade do produto”. Para verificar as observações retiradas dos gráficos, o teste de Tukey foi realizado e os resultados estão apresentados na Tabela 12-26 (ANEXO B). O asterisco expressa significância ao nível de 10%. Os resultados indicaram que os produtos mais densos foram aqueles com 16% da massa de cimento e os menos densos foram confeccionados com 4%, 124 tanto para o pigmento natural quanto para o vermelho. Os outros resultados não foram diferentes entre si. Componentes finos e ultrafinos com formato esférico, como pigmentos, podem facilitar o auto-adensamento e garantir uma melhor compactação e preenchimento dos vazios existentes entre os grãos, aumentando ainda mais a densidade desses materiais. O conceito de alta densidade de empacotamento, recentemente redescoberto, é um parâmetro chave para a obtenção de materiais cimentícios de melhorar desempenho (OLIVEIRA et al., 2000). A ideia por trás desse conceito é a tentativa de reconstrução de uma rocha sólida a partir de elementos que possuem granulometrias complementares (STROEVEN e STROEVEN, 1999). A RC, aos 28 dias, também foi analisada por meio da ANOVA (Tabela 12-27 e Figura 12-20, ANEXO B). Os dados obtidos sem pigmento foram analisados juntamente com aqueles com pigmento e os resultados indicaram que tanto os fatores principais quanto a interação entre eles foram significativas com 90% de nível de significância. Foi possível constatar, por meio do Gráfico de Interação (Figura 6-45), que o aumento da quantidade de pigmento aumenta a RC, aos 28 dias, mais particularmente para o pigmento vermelho. Gráfico de Interação para RC (28 dias) (dados da média) Tipo de pigmento N V 18 Médias, em MPa 17 16 15 14 13 12 4 8 12 16 Concentração, em %m de cimento Figura 6-45 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “resistência à compressão”. O teste de Tukey foi realizado para comparar as médias, duas as duas, da resistência e os resultados estão apresentados na Tabela 12-28 (ANEXO B). Por meio deles foi verificado que a média das RC, aos 28 dias, para os produtos com 16% de pigmento vermelho foi a maior comparada às outras composições, com exceção daquelas com 8% de pigmento tanto 125 natural quanto vermelho. Pelo teste também foi possível constatar que produto com 4% de pigmento natural foi aquele que apresentou menor valor de RC. O pigmento natural é um resíduo proveniente da etapa de deslamagem do beneficiamento do itabirito e o pigmento vermelho é obtido por meio do tratamento térmico desse resíduo. Existe um trabalho de Tese de Doutorado pela REDEMAT, sendo realizado pelo aluno Paulo Henrique de Souza Tavares, mostrando que a perda de umidade e as mudanças de fase (goethita/hematita – caulinita/metacaulinita) provocadas pelo aquecimento do resíduo, evitam a aglomeração entre as partículas. Isso indica que o tratamento térmico pode facilitar a dispersão do pigmento no meio. Portanto, além do fator empacotamento, que pode desenvolver produtos cimentícios de alta resistência e de alto desempenho, uma melhor dispersão entre as partículas também é importante para melhorar o desempenho mecânico do material gerado (CASTRO e PANDOFELI, 2009). Os resultados indicaram que ao utilizar o pigmento vermelho foram obtidos produtos com melhor desempenho mecânico quando comparados com o pigmento natural, devido à sua melhor dispersão no meio. Os resultados da ANOVA (teste de Levene p = 0,933) para a resposta “Índice de vazios” estão apresentados na Tabela 12-29 (ANEXO B). Segundo os dados da ANOVA, nenhum dos efeitos foi significativo, com 90% de nível de significância. Ou seja, o índice de vazios foi praticamente equivalente para todas as composições de pigmento nas argamassas. Analisando o Gráfico de Interação para esta resposta (Figura 6-45), nota-se que em geral o índice de vazios diminui com o aumento da concentração de pigmento, o que pode ser explicado devido ao fator empacotamento. No entanto, para o pigmento natural houve um aumento repentino dessa resposta para concentrações acima de 12%. Como explicado anteriormente, o estado de dispersão das partículas também deve ser considerado quando se busca um empacotamento máximo. Dispersão inadequada de partículas (formação de aglomerados) pode alterar a curva de distribuição granulométrica inicialmente prevista, aumentando o diâmetro mínimo efetivo da composição e, assim, reduzindo a densidade de empacotamento e aumentando o índice de vazios (CASTRO e PANDOFELI, 2009). Portanto, aglomerados formados equivalem a partículas vazias que originam poros na microestrutura, justificando este aumento repentino no caso do pigmento natural, quando a sua concentração estava a 12%. 126 Gráfico de interação para Índice de Vazios (dados da média) 22,25 Tipo de Pigmento N V Médias, em % 22,00 21,75 21,50 21,25 21,00 20,75 20,50 4 8 12 16 Concentração, em %m de cimento Figura 6-46 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “índice de vazios”. Para confirmar este resultado, foi realizado o teste de Tukey, que está apresentado na Tabela 12-30, ANEXO B. O teste de Tukey confirmou os resultados da ANOVA, em que não há diferenças significativas para o índice de vazios entre as médias analisadas, com 90% de confiança. Para todos os ensaios realizados com o pigmento, foram feitos o teste de igualdade de variâncias (teste de Levene) e a análise dos gráficos de resíduos para verificar se os pressupostos da ANOVA eram atendidos e, com exceção daqueles da viscosidade, a análise da variância pôde ser aplicada em todos os outros casos. Segundo LEE et al (2003), é recomendado que a razão de pigmento-cimento em concreto seja menor que 4%. No trabalho citado também foram utilizados dois pigmentos, denominados óxido de ferro marrom e óxido de ferro, e os resultados indicaram que os maiores valores de resistência à flexão foram para o concreto com 6-8% de pigmento óxido de ferro marrom e com 4% pigmento de óxido de ferro. Apesar de o tipo de ensaio de resistência e de o material serem diferentes daqueles utilizados no presente trabalho, notou-se que a quantidade de pigmento incorporada nas argamassas para obter valores mais elevados de resistência foi praticamente o dobro, ou seja, 16%. Não era objeto deste trabalho caracterizar os pigmentos quanto às suas propriedades físicas, químicas e morfológicas. Como já citado anteriormente, existe uma Tese de Doutorado em andamento, que está efetivando esses estudos. 127 6.4 Testes de Reprodutibilidade Para verificar se os ensaios realizados em laboratório (Lab) reproduziam aqueles em planta piloto (PP), foram confeccionadas argamassas, em duplicata - Lab7 e Lab8; PP7 e PP8 - de uma mesma composição e moldados blocos intertravados com comprimento, largura e altura em concordância com o estabelecido pela norma da ABNT “Peças de concreto para pavimentação”(ABNT, 1987b). Estão apresentados na Tabela 6-27 a foto da forma de polipropileno utilizada, algumas especificações e uma ilustração do bloco obtido. Tabela 6-27 - Aspectos e especificações da forma de polipropileno e do produto obtido. Forma de prolipropileno Algumas especificações Bloco Dimensões (cm) Peças por m2 Volume (dm3) 24x10x6 42 1,5 Para o ensaio de reprodutibilidade, foram realizados os ensaios de viscosidade e densidade da argamassa fresca e densidade e RC do produto, sendo que, para a RC, foram realizados ensaios tanto nos blocos quanto em corpos de prova confeccionado com mesmas argamassas, apenas para controle. Os resultados obtidos nestes ensaios estão dispostos na Tabela 6-28. Para comparação dos resultados de viscosidade entre laboratório e planta piloto, não foi possível utilizar a ANOVA, pois o teste de igualdade de variâncias indicou heterogeneidade entre elas (Teste de Levene com p valor = 0,00). Portanto, foi realizado o teste não paramétrico de Kruskal Wallis, com 95% de confiança, para comparação dos dados tanto entre tipo (Lab e PP) quanto entre a ordem (7 e 8) de realização do ensaio. Os resultados estão apresentados nas Tabela 12-31 e Tabela 12-32 (ANEXO B). O Gráfico de Interação para esta resposta está apresentado na Figura 6-47. 128 Tabela 6-28 - Médias e IC (90%) dos resultados obtidos das argamassas frescas e endurecidas ou produto, dos ensaios de reprodutibilidade. Argamassa Fresca Densidade (g cm-3)** Densidade (g cm-3)*** RC, aos 28 dias Corpo de prova (MPa) *** RC, aos 28 dias Blocos (MPa)**** 7 3,8 ± 0,2 2,05 ± 0,06 1,977 ± 0,014 14,61 ± 0,25 11,00 ± 3,01 8 15,9 ± 0,6 1,99 ± 0,06 1,917 ± 0,008 13,30 ± 0,58 9,107 ± 1,656 436 ± 74 2,18 ± 0,06 2,162 ± 0,007 22,25 ± 2,70 16,86 ± 8,38 171 ± 14 2,12 ± 0,06 2,110 ± 0,011 21,02 ± 2,26 17,19 ± 2,19 Ordem Laboratório (Lab) Viscosidade (Pa.s)* Tipo PlantaPiloto (PP) Produto 7 8 *Média de 10 medidas. **Média de 2 medidas. ***Média de 4 medidas. ****Média de 6 medidas. A análise dos resultados sugeriu que as viscosidades foram iguais entre as ordens 7 e 8, mas diferentes entre os tipos laboratório e a planta piloto, indicando que houve repetitividade entre os ensaios, mas não reprodutibilidade entre o laboratório e a planta piloto para essa resposta. Gráfico de Interação para Viscosidade (dados da média) 500 T ipo Lab PP Média, em Pa.s 400 300 200 100 0 7 8 Ordem Figura 6-47 – Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “viscosidade”. 129 A densidade da pasta foi analisada por meio da ANOVA e os resultados estão apresentados na Tabela 12-33 (ANEXO B). Por meio dos resultados ficou evidenciado que os fatores principais foram significativos, ou seja, os resultados entre a ordem 7 e 8 e o tipo Lab e PP foram diferentes quando comparados entre si, sendo o segundo mais significativo (Lab e PP). Pelo Gráfico de Interação (Figura 6-48) foi possível comprovar esta diferença. As duas curvas estão bem inclinadas (diferença significativa na ordem 7 e 8) e estão bem afastadas (diferenças entre Lab e PP). Gráfico de Interação para Densidade da pasta (dados da média) Média, em g.cm-3 2,20 T ipo PP Lab 2,15 2,10 2,05 2,00 7 8 Ordem Figura 6-48 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “densidade da pasta”. A densidade do produto também foi analisada pela a ANOVA (Teste de Levene α = 0,551) e os resultados estão apresentados na Tabela 12-34 (ANEXO B). Semelhante à interpretação dada para a densidade da pasta, apenas os fatores principais ordem e tipo foram significativos para a resposta densidade do produto indicando que eles não podem ser analisados separadamente. O Gráfico de Interação está apresentado na Figura 6-49. 130 Gráfico de Intreação para Densidade do produto (dados da média) T ipo Lab PP Média, em g.cm-3 2,15 2,10 2,05 2,00 1,95 1,90 7 8 Ordem Figura 6-49 – Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “densidade do produto”. Para comparação entre os resultados da RC aos 28 dias entre laboratório e planta piloto, não foi possível utilizar a ANOVA, pois o teste de igualdade de variâncias indicou heterogeneidade entre elas (Teste de Levene com p valor = 0,021). Portanto, foi realizado o teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, com 95% de confiança, para comparação dos dados tanto entre tipo (Lab e PP) quanto entre a ordem (7 e 8) de realização do ensaio. Os resultados estão apresentados nas Tabela 12-35 e Tabela 12-36 (ANEXO B). Os resultados indicaram que para o fator “ordem” esses não diferiram, concluindo que os ensaios apresentaram repetitividade. No entanto, para o fator “tipo” os resultados foram diferentes, ou seja, não foi possível repetir em planta piloto o que foi realizado em laboratório. Os Gráficos de Efeitos Principais e de Interação estão apresentados nas Figura 6-50 e Figura 6-51 e representaram graficamente os resultados acima interpretados. 131 Gráficos de Efeitos Principais para RC aos 28 dias (dados da média) Tipo Ordem 17 Médias, em MPa 16 15 14 13 12 11 10 Lab PP 7 8 Figura 6-50 - Gráficos dos efeitos principais para a resposta “resistência à compressão aos 28 dias”. Gráfico de Interação para RC aos 28 dias (dados da média) 18 T ipo Lab PP 17 Média, em MPa 16 15 14 13 12 11 10 9 7 8 Ordem Figura 6-51 - Gráficos de Interação de segunda ordem entre os fatores tipo de pigmento e concentração para a resposta “resistência à compressão aos 28 dias”. Uma possível explicação para a não reprodutibilidade entre os ensaios em laboratório e em escalo piloto está no fato de que os resíduos eram diferentes, pois não apresentavam os mesmos teores de umidade. No laboratório, o resíduo tinha menos que 0,1% de umidade, enquanto que na planta piloto esse estava com aproximadamente 12%, ou seja, acima da umidade crítica (1,70% umidade) conforme apresentado no item 6.2.5 (página 82). Segundo Haucz et. al. (2011) testes de reprodutibilidade devem ser realizados com a mesma amostra. Quando os ensaios em escala piloto foram realizados, não se tinha conhecimento do coeficiente de inchamento médio, CIM, e que este deveria ter sido utilizado no cálculo do volume de agregado úmido, quando o material se encontrasse com umidade igual ou superior à umidade crítica. Assim, a quantidade de resíduo utilizada em escala piloto foi, na verdade, 132 1,28 vezes menor (valor correspondente ao CIM) do que realmente deveria ser, resultando em diferenças tão significativas quando comparados entre si. Outra explicação para a não reprodutibilidade pode estar relacionado com o sistema de mistura das argamassas utilizado em cada situação. No laboratório foi utilizado misturador com o auxílio de pás e na planta piloto utilizou-se betoneira que mistura por queda devido à ação da gravidade. Segundo Reis et. al. (2002), o sistema de mistura deve ser bem estudado, pois este pode influenciar na homogeneidade do produto cimentado. Os blocos apresentaram RC entre 9 e 17MPa. É importante enfatizar que durante o processo de confecção dos blocos, apenas a vibração da argamassa foi realizada para acelerar a liberação de vapor d’água que é formado durante as reações de hidratação do cimento. Um aumento significativo da RC destes blocos pode ser conseguido utilizando o processo da vibrocompacatação. 6.5 Caracterização dos Superplastificantes - SP Os resultados das técnicas químicas e analíticas utilizadas para caracterizar os dois superplastificantes (SP) utilizados neste trabalho estão apresentados a seguir. Foram realizadas análises físico-químicas, elementares e estruturais. 6.5.1 Caracterização físico-química As características físico-químicas dos SP, tais como a cor, % de sólidos, o pH, a massa específica e a viscosidade estão apresentadas na Tabela 6-29. Tabela 6-29 – Caracterização físico-química dos SP Tipo de SP SP 20HE SP 5700 Cor Amarelo claro Castanho escuro % Sólidos pH Massa específica (Kg.L-1) Viscosidade (Pa.s) 41,08 4,76 1,08 12 x 10-3 36,94 6,15 1,09 10 x 10-3 A densidade e o pH especificados no Manual Técnico de Produtos da Sika (2007) para estes superplastificantes apresentaram-se semelhantes aos apresentados na Tabela 6-29, ou 133 seja, pH entre 4 e 5 e densidade de 1,00 a 1,15g.cm-³ para o SP 20HE e pH entre 5 e 7 e densidade de 1,08 a 1,11g.cm-³ para o SP 5700. As outras características não foram mencionadas nesse Manual. Para a viscosidade, foi possível perceber que o SP 20HE é mais viscoso que o outro, o que pode ser um indicativo de que o primeiro apresente cadeias poliméricas mais longas e menos ramificadas que o segundo. 6.5.2 Composição Química A composição química determinada por técnicas de Absorção Atômica e Fluorescência de Raios X para todos os SP está apresentadas na Tabela 6-30. Por meio dos resultados, pôde-se deduzir devido ao elevado teor de orgânico volátil que ambos os SP são de natureza orgânica. Os aditivos também apresentaram certa quantidade de enxofre, sendo aproximadamente sete vezes maior para SP 5700, o que justificaria sua coloração marrom. Em aditivos dessa natureza, o enxofre apresenta-se na forma sulfonada (grupos sulfônicos – SO3-), localizados nos finais das ramificações, associados com algum íon metálico (K+, por exemplo) e competindo com os grupamentos carboxílicos – COOH (YAMADA, TAKAHASHI, et al., 2000). A estrutura de um SP com multicadeias laterais pode ser representado como se segue (Figura 6-52): FONTE: (WU, GUO, et al., 2007) Figura 6-52 – Estrutura química de um superplastificante de policarboxilato. 134 Tabela 6-30 – Composição química quantitativa e qualitativa dos SP. Elementos Analisados SP 20HE SP 5700 Orgânico Volátil 98% 87,6% S 1,5% 11% P 0,36% 0,95% Si 82 ppm 636 ppm K 96 ppm 535 ppm Ca 94 ppm 473 ppm Fe 24 ppm 60 ppm Segundo WU et al (2007), superplastificantes com cadeias laterais longas e com maiores quantidades de grupos sulfônicos são mais eficientes para dispersarem o cimento e, consequentemente, resultam em argamassas mais fluídas. No presente trabalho, observou-se experimentalmente que, quando utilizadas as mesmas quantidades dos dois SP nas argamassas frescas (Ensaios com Superplastificantes), aquelas confeccionadas com o SP 5700 apresentavam-se muito mais líquidas que com o SP 20HE. Este fato ficou mais bem compreendido após os resultados das análises elementares. Os íons de Si, K, Ca e Fe foram detectados em ambos SP sendo que, para o 5700, esses se apresentaram em maiores quantidades. 6.5.3 Caracterização Estrutural Os espectros de absorção na região do infravermelho obtidos para ambos os aditivos, apresentados na Figura 6-53, foram muito semelhantes. Assim, não foi possível estabelecer diferenças significativas entre os superplastificantes com base nesta técnica. 135 100 90 80 60 50 40 Transmitância 70 30 20 10 0 4000 3800 3600 3400 3200 3000 2800 2600 2400 2200 2000 1800 1600 1400 1200 1000 800 600 400 Número de onda (cm-1) Figura 6-53 – Espectros de Infravermelho sobrepostos referentes aos aditivos SP 5700, em preto, e SP 20HE, em vermelho. Em ambos os espectros, a banda mais larga entre 3.200 e 3.600cm-1 está relacionada ao estiramento da ligação O-H da água presente nas soluções de diluição preparadas com os SP e também devido ás hidroxilas dos grupos carboxílicos. Observou-se uma banda próxima à região de 2.900cm-1 correspondente ao estiramento da ligação C-H de alcano e outra em 1.450cm-1 que indica deformação da mesma ligação. O espectro do SP 5700 apresentou maior quantidade de ruídos devido ao procedimento experimental de preparo da amostra. A banda 1.650cm-1 presente em ambos os espectros é referente ao estiramento da carbonila do ácido carboxílico (C=O), confirmando, portanto, que ambos se tratam de policarboxilatos, em concordância com o fabricante. A absorção em 1.250cm-1 está relacionada à presença de éster e aquela em 1.100cm-1 corresponde ao estiramento da ligação C-S de compostos sulfurados, provavelmente relacionado aos grupos sulfônicos presentes nas cadeias laterais em ambos os SP. Portanto, foi possível verificar pelos espectros de IV que em ambos os aditivos há presença de grupos carboxílicos, sulfônicos e ésteres. Os espectros de RMN tanto de 13C quanto de 1H para ambos os SP estão apresentados nas figuras a seguir (Figura 6-54, Figura 6-55, Figura 6-56 e Figura 6-57). 136 Figura 6-54 - Espectro de 13C para o superplastificante 20HE. Figura 6-55 - Espectro de 13C para o superplastificante 5700. 137 Figura 6-56 - Espectro de 1H para o superplastificante 20HE. Figura 6-57 - Espectro de 1H para o superplastificante 5700 138 Pela análise dos espectros de RMN foi possível verificar presença de anel aromático no aditivo 5700 (Figura 6-55 e Figura 6-57), o que também justificaria sua coloração marrom. Devido à grande quantidade de ruídos no espectro de IV na região de aromáticos para este aditivo (aprox. 3.050cm-1), não foi possível inferir esta informação em seu espectro mostrado na Figura 6-53. O sinal do H da hidroxila pertencente ao grupamento carboxílico também foi verificado no espectro de H1 para o aditivo 5700, mas não para o 20HE (Figura 6-56). Isto pode ter acontecido devido ao impedimento estérico causado pela presença do anel, dificultando a formação da ligação de hidrogênio com a água e deixando o H do grupo carboxílico mais livre, permitindo o aparecimento do seu sinal. Como no 20HE não foi observada presença de anel aromático (Figura 6-54), o sinal de H dos carboxilatos nesse aditivo não apareceram, pois não há nada que os impeça de fazerem ligação de H com a água. Devido ao volume dos anéis aromáticos, a presença desses grupamentos nas estruturas dos compostos contidos no SP 5700 justifica sua melhor utilização em pequenas quantidades para dispersarem as partículas de cimento. Os aditivos superplastificantes devem ser utilizados em dosagens apropriadas caso se deseje evitar efeitos secundários, os quais podem resultar em perdas rápidas e irrecuperáveis por abatimento, grande retardamento da pega e segregação severa (PRINCE et al., 2002). Portanto, a eficiência do superplastificante não está condicionada apenas por sua compatibilidade com o cimento, pelas técnicas de mistura ou pela metodologia de incorporação, mas também por sua correta dosagem e por uma total compreensão de todas as vantagens que podem ser obtidas com o seu uso. A presença de moléculas orgânicas na interface sólido-líquido pode inibir a nucleação e o crescimento dos cristais durante a hidratação do cimento e seu excesso pode fazer com que o meio fique saturado, atrapalhando nas reações de hidratação do cimento. Essa explicação justificaria a queda na RC dos corpos de prova quando a concentração de SP 5700 aumentava, como apresentados no item Ensaios com Superplastificantes, Figura 6-38. 139 7 CONCLUSÕES Após o desenvolvimento desse trabalho, foi possível concluir que: • O resíduo utilizado foi classificado como Classe IIB (Não perigoso – Inerte), por não ter nenhum de seus constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor. Além disso, o resíduo não é corrosivo nem reativo. • Com relação à granulometria, o resíduo ficou fora da definição de agregado miúdo e apresentou módulo de finura abaixo da zona utilizável inferior para agregado miúdo definido em Norma. Portanto, o resíduo foi classificado como areia fina e agregado leve e estudos prévios de dosagem tiveram que ser realizados para comprovar sua aplicabilidade. • A análise geral do resíduo arenoso por DRX revelou a presença de quartzo e hematita. Nas frações granulométricas do resíduo analisadas separadamente, observou-se a presença apenas de quartzo naquelas que ficaram retidas na peneira com abertura igual e maior que 0,149mm (100#) e nas frações retidas nas peneiras com abertura igual menor a 0,105mm (150#), notou-se também a presença de hematita. • Por meio da análise por AAN verificou-se que resíduo possui grande quantidade de ferro, praticamente 14%, que se encontra predominantemente na forma de hematita. O restante da massa foi basicamente sílica, que também é abundante em areias naturais. • A imagem por MEV mostrou que os grãos do resíduo apresentam alto grau de esfericidade, grau de arredondamento predominantemente subanguloso e superfície predominantemente rugosa, conferindo a ele uma característica bastante abrasiva e, em concordância com o ensaio granulométrico, baixa granulometria. • A composição elementar feita por EDS no resíduo mostrou que os grãos de tonalidade mais escura e de menor tamanho presentes na imagem apresentaram alto teor de ferro (provavelmente grãos de hematita) e os grãos de tonalidade mais clara que os outros indicaram maior teor de silício sendo, provavelmente, grãos de quartzo. • No estudo da “densidade da argamassa fresca”, verificou-se que as argamassas confeccionadas com cimento CP V e traço de 1:2,5 apresentaram maiores valores e comparando-se apenas o traço e o a/c, àquelas confeccionadas com traços 1:2 e a/c de 0,80 também foram as que apresentaram maiores valores, indicando que estes pares de fatores não devem ser avaliados separadamente. 140 • Para a “viscosidade”, concluiu-se que ela não é afetada nem pelo a/c nem pelo tipo de cimento, porém é afetada pelo traço, indicando que apenas a quantidade de resíduo altera significativamente esta propriedade. • Para o estudo do “tempo de pega” concluiu-se que apenas o cimento afeta esta propriedade, sendo menor para o CP V. Esta foi uma importante informação para a escolha do tipo de cimento a ser utilizado em escala industrial, já que o tempo para liberação do produto deve ser o mais curto possível. • No estudo dos “índices de vazio”, observou-se que todas as respostas obtidas com o cimento CP II apresentaram valores sempre superiores concluindo, portanto, que para este tipo de cimento os a/c avaliados podem não ser adequados por gerar produtos muito porosos. Para o fator “traço”, não houve diferença significativa na porosidade. • Os maiores valores de densidade de produto foram para o traço 1:2 e a/c 0,80, para ambos os cimentos. Já para a RC, pode-se concluir que a argamassa confeccionada com o cimento CP V, com a/c de 0,75 e o traço 1:2 apresentou maior valor de RC aos 7 dias e para a mesma resposta aos 28 dias foi necessário maior quantidade de água para obter um maior valor de RC, ou seja, a composição que apresentou melhor desempenho foi àquela com a/c de 0,80. • Para as argamassas com idade de 90, 150 e 300 dias concluiu-se que, com o passar do tempo, apenas o traço é expressivo para RC, sendo que menores valores de traço resultam em argamassas com maiores resistências à compressão. Já aos 300 dias, não há diferença significativa entre as oito composições de argamassa, indicando que, após este tempo, as reações de hidratação do cimento que originam em produtos que aumentam a RC praticamente se cessaram e já não há mais influenciada dessa resposta para nenhum dos três fatores estudados. • No estudo de comparação entre os valores de RC aos 7 e 28 dias para as argamassas confeccionadas com tipos de cimento diferentes constatou-se, com 90% de confiança, que a RC aumenta significativamente dos 7 aos 28 dias para argamassas confeccionadas com CP II e quase não há diferença para àquelas confeccionadas com CP V. Portanto, concluiu-se que o uso do cimento CPV ARI é o mais indicado para blocos de pavimentação, já que o produto deve sair do estoque em menor tempo (geralmente 7 dias) com RC mais elevada. • Nos ensaios com superplastificantes, os valores de viscosidade foram menores para as argamassas feitas com o SP 5700, indicando que esse foi mais efetivo na redução da taxa de hidratação do cimento e deixando, portanto, maior quantidade de água livre, aumentando a 141 fluidez. As argamassas sem SP e com a concentração de 0,9% da massa de cimentos foram as que apresentaram maiores valores de densidade enquanto frescas e o tempo de pega entre os dois SP não foram diferentes quando comparados entre si. • Para a densidade do produto, foi constatado que a concentração de SP foi significativa para ambos os SP. Os maiores valores foram para aqueles produtos com 0,3% e 0,9% de SP. Ao comparar os dois SP nas mesmas concentrações, foi evidenciado que para a concentração de 0,9% tanto faz utilizar um ou outro e a baixas concentrações (0,3%) os produtos confeccionados com SP 5700 apresentaram valores mais elevados. • Para os resultados de RC, aos 28 dias, verificou-se que os fatores não podem ser avaliados separadamente, pois para cada tipo de SP existiu uma concentração ideal que aumentou a RC aos 28 dias. Enquanto para o SP viscocrete 20HE a RC foi maior à 0,9%m de cimento, para o viscocrete 5700 a concentração de 0,3% foi aquela que apresentou maior valor. Este é um resultado importante para o estudo da viabilidade econômica, que dará continuidade ao presente trabalho, já que o aditivo é o insumo mais oneroso para fabricação desses produtos. Para os ensaios com pigmento, os resultados indicaram que, em geral, as argamassas apresentaram-se experimentalmente mais viscosas que quando confeccionadas sem pigmento. Para os resultados dessa resposta e para aqueles da densidade da pasta, não existiram diferenças significativas quanto ao tipo de pigmento utilizado, mas sim quanto à quantidade. Já para o tempo de pega final foi possível constatar que há diferenças significativas entre os tipos de pigmento, sendo que esta resposta foi sempre mais elevada para as argamassas que continham pigmento vermelho. Como esse pigmento absorve o dobro de água quando comparada ao pigmento natural (N), houve um déficit de água para as reações iniciais de hidratação acontecerem, retardando o início de sua pega. • Para a densidade do produto, em geral, as argamassas com pigmento vermelho apresentaram valores mais elevados. Os produtos mais densos foram aqueles com 16% de pigmento e os menos densos com 4% para ambos os pigmentos. • Com estes resultados, ficou indicado que o uso do pigmento pode vir a melhorar as propriedades físicas do produto final, já que com o aumento do sua concentração houve também aumento na densidade final desses produtos. O conceito de densidade de empacotamento e de granulometria complementar com o uso de componentes finos e ultrafinos com formato esférico, facilitando o auto-adensamento do material e garantindo uma melhor compactação e preenchimento dos vazios existentes entre os grãos, foi conseguido nesses materiais cimentícios com o uso de pigmentos. 142 • Além da densidade final, o aumento na quantidade de pigmento também melhorou a RC do produto, mais particularmente para o pigmento vermelho. Ficou evidenciado neste trabalho que o seu uso melhora tanto o aspecto físico do produto quando seu desempenho. • O ensaio de Absorção de Água também foi realizado nos pigmentos e os resultados indicaram que o pigmento natural (N) absorve menos água do que o vermelho (V). Isto foi um indicativo para algumas respostas - tempo de pega, densidade do produto e RC - apresentarem resultados diferentes quando esses pigmentos foram comparados. Os resultados foram superiores para todas essas respostas citadas quando o pigmento vermelho foi utilizado. • O índice de vazios foi praticamente equivalente para todas as composições de pigmento nas argamassas. Em geral, ele diminui com o aumento da concentração de pigmento, comprovando mais uma vez que o seu uso melhora o desempenho dos produtos e que o conceito de uma alta densidade de empacotamento é um parâmetro chave na obtenção de materiais cimentícios de ultra-alto desempenho. • Para os ensaios de reprodutibilidade, verificou-se que para todas as respostas estudadas houve repetitividade entre os resultados, mas não houve reprodutibilidade quando comparados entre laboratório e planta piloto. Uma possível explicação para isso foi ao fato de que o resíduo utilizado na planta piloto apresentava teor de umidade superior à umidade crítica. Por isso, a quantidade de resíduo utilizada em escala piloto foi, na verdade, 1,28 vezes menor do que realmente deveria ser. Outra explicação para a não reprodutibilidade pode estar relacionado com o sistema de mistura das argamassas em cada situação. No laboratório utilizou-se misturador com pás e, na planta piloto, betoneira que mistura por queda devido à ação da gravidade. • Os blocos apresentaram RC entre 9 e 17MPa. É importante enfatizar que durante o processo de confecção dos blocos, apenas a vibração da argamassa foi realizada para acelerar a liberação de vapor d’água que é formado durante as reações de hidratação do cimento. Um aumento significativo da RC destes blocos pode ser conseguido utilizando o processo da vibrocompacatação. • Quanto às características físico-químicas dos SP utilizados nas argamassas, eles apresentaram semelhanças quanto às características especificadas no Manual Técnico de Produtos da Sika. Para a viscosidade, foi possível perceber que o SP 20HE é mais viscoso que o 5700, o que pode ser um indicativo de que o primeiro apresente cadeias poliméricas mais longas e menos ramificadas que o segundo. 143 • Devido ao elevado teor de orgânico volátil, pôde-se concluir que ambos SP são de natureza orgânica. Os aditivos também apresentaram certa quantidade de enxofre, sendo aproximadamente sete vezes maior para o SP 5700, o que explicaria sua diferença de cor. Segundo a literatura, superplastificantes com cadeias laterais longas e com maiores quantidades de grupos sulfônicos são mais eficientes para dispersarem o cimento. • Foi possível verificar pelos espectros de IV que em ambos os aditivos há presença de grupos carboxílicos, sulfônicos e ésteres, mas não foi possível evidenciar diferenças entre eles. • Pela análise dos espectros de RMN, verificou-se presença de anel aromático no aditivo 5700. Portanto, devido ao volume desses anéis, sua presença como ramificações nas estruturas dos compostos presentes no SP 5700 justificaria seu melhor desempenho em menores quantidades, como mostraram os resultados. • A eficiência do superplastificante não está condicionada apenas à sua compatibilidade com o cimento, pelas técnicas de mistura ou pela metodologia de incorporação, mas também por sua correta dosagem e por uma total compreensão de todas as vantagens que podem ser obtidas com o seu uso. Portanto, foi possível estudar e avaliar as propriedades da argamassa confeccionadas com o resíduo fornecido pela Samarco Mineração, tanto em laboratório quanto em planta piloto, e concluir que é tecnicamente viável produzir blocos intertravados para pavimentação de qualidade utilizando o resíduo da exploração do itabirito como agregado. 144 8 PROPOSTAS FUTURAS Para propostas futuras, pretende-se: • Repetir os ensaios de reprodutibilidade com o volume de resíduo corrigido. • Realizar ensaios para verificar influências do sistema de misturas nas propriedades das argamassas. • Realizar testes de pavimentação, em concordância com as normas relacionadas. • Determinar o coeficiente de permeabilidade do pavimento. • Fazer estudos de viabilidade econômica para produção de blocos intertravados utilizando o resíduo como agregado. 145 9 PUBLICAÇÕES TÉCNICAS E CIENTÍFICAS • Publicação Técnica ou Tecnológica 1. FREIRE, C. B. (Relatório Técnico n° RC-SEGRE-03/2011) Cimentação do Resíduo de Exploração do Itabirito, 2011. Referência: Contrato CNEN/CDTN Nº 011756-353-10; Proposta nº CDTN-02/10 Rev.: 03 2. FREIRE, C. B. (Relatório Técnico n° RC-SEGRE-01/2011) Estudo Preliminar do Resíduo de Exploração do Itabirito, 2011. Referência: Contrato CNEN/CDTN Nº 011756-353-10; Proposta nº CDTN-02/10 Rev.: 03 3. FREIRE, C. B. (Relatório Técnico) Projeto para aproveitamento dos resíduos da Samarco – Produtos cimentícios, 2008. Referência: Projeto “Aproveitamento do Rejeito do Processo de Concentração de Minério de Ferro da Samarco Mineração – Tecnologia Ambiental” • Artigos Completos Publicados em Revistas e Anais de Congressos 1. FREIRE, C.B., CUCCIA,V., SANTOS, T.O.,TELLO, C.C.O., LAMEIRAS, F.S., ROCHA, Z. Radioactivity assessment of pavement blocks made with itabirite ore waste. International Revista Brasileira de Pesquisa e Desenvolvimento, Número 3, Volume 13. 2012. 2. FREIRE, C.B., PEREIRA JÚNIOR, S. S., TELLO, C. C. O., LAMEIRAS, F.S. A influência do tipo de agregado e do cimento na resistência a compressão de argamassas preparadas com resíduo de mineração e areia de rio. 55° Congresso Brasileiro de Cerâmica – CBC 2011, Porto de Galinhas. 3. MELO, V.A.R.M., FREIRE, C.B., PEREIRA JÚNIOR, S. S., TELLO, C. C. O., LAMEIRAS, F.S. Substituição de agregados miúdos naturais por resíduo arenoso gerado no beneficiamento do itabirito em argamassas de cimento portland. 55° Congresso Brasileiro de Cerâmica – CBC 2011, Porto de Galinhas. 4. CARVALHO, S.M.R., FREIRE, C.B., TAVARES, P.H.C.P., LAMEIRAS, F.S. Utilização do resíduo fino proveniente da exploração do itabirito na produção de madeira plástica. Encontro Nacional de Tratamento de Minérios e Metalurgia Extrativa – XXIV ENTMME 2011, Salvador. 146 5. PEREIRA JÚNIOR, S. S., FREIRE, C.B., TELLO, C. C. O. Desenvolvimento de argamassas, contendo resíduos arenosos da mineração, e avaliação de suas propriedades em ambientes agressivos. Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais - CBECiMat 2010, Campos do Jordão. 6. PEREIRA JÚNIOR, S. S., FREIRE, C.B., TELLO, C. C. O. Utilização de resíduo da exploração de minério de ferro em artefatos de cimento. 54° Congresso Brasileiro de Cerâmica – CBC 2010, Foz do Iguaçu. 7. FREIRE, C. B., TELLO, C. C. O. The use of analysis of variance to evaluate the influence of two factors – clay and radionuclide - in the Freundlich Sorption Coefficients. International Nuclear Atlantic Conference - INAC 2009, Rio de Janeiro. 147 10 REFERÊNCIAS ABCP. Associação Brasileira de Cimento Portland. Boletim técnico - Guia básico de utilização do cimento Portland, 2002. Disponível em: <http://www.abcp.org.br./colaborativo-portal/download.php?selected=Cimento#selAnch>. Acesso em: 25 fevereiro 2011. ABCP. Manual de pavimento intertravado: Passeio público, São Paulo: ABCP, p. 36, 2010. ABIQUIM, 2008. Associação Brasileira de Indústria Química. 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Gráfico de resíduos para Densidade do produto (90 dias) Gráfico de Probabilidade Normal Versus Valores 0,2 90 Resíduo Porcentagem 99 50 0,1 0,0 10 -0,1 1 -0,1 0,0 Resíduo 0,1 0,2 1,8 1,9 Histograma 2,0 Valores 2,1 2,2 Versus Ordem 20 0,2 15 0,1 Resíduo Frequencia Densidade do produto (90 dias), em g.cm-3 Gráfico de Intervalos para Densidade do produto (90 dias) 10 0,0 5 -0,1 0 -0 2 ,1 -0 8 ,0 4 ,0 -0 00 0, 04 0, Resíduo 0 0, 8 12 0, 16 0, 2 4 6 8 10 12 14 16 1 8 20 2 2 2 4 26 2 8 3 0 32 Ordem de Observação Figura 12-2 – Gráficos de Resíduos dos dados da densidade do produto aos 90 dias para análise e validação da ANOVA. 166 Tabela 12-1 – Análise da Variância para a resposta “densidade do produto aos 90 dias”. Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Ft (0,1; 1; 24) Cimento 1 0,054469 0,054469 17,36 0,000 Traço 1 0,266154 0,266154 84,83 0,000 a/c 1 0,000357 0,000357 0,11 0,739 Cimento * traço 1 0,001826 0,001826 0,58 0,453 Cimento * a/c 1 0,015877 0,015877 5,06 Traço * a/c 1 0,006807 0,006807 2,17 0,154 Cimento * traço * a/c 1 0,004296 0,004296 1,37 0,253 Resíduo 24 0,075298 0,003137 Total 31 0,034 2,93 Curva Normal dos Efeitos Padronizados 90% IC (resposta - Densidade do produto aos 150 dias, Alfa = 0,10) 2,0 95 90 Porcentagem 99 1,9 1,8 1,7 a/c Traço Cimento 0,75 0,80 1:2 0,75 0,80 1:2,5 0,75 0,80 1:2 CPII 0,75 0,80 1:2,5 Effect Type Not Significant Significant B 80 70 60 50 40 30 20 AC Factor A B C Name Cimento a/c Traço A BC 10 5 C 1 -4 -3 -2 -1 0 1 Efeitos Padronizados CPV 2 3 Figura 12-3 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade do produto aos 150 dias”. Gráfico de resíduos para Densidade do produto (150 dias) Gráfico de Probabilidade Normal Versus Valores 0,10 90 0,05 Resíduo Porcentagem 99 50 0,00 -0,05 10 -0,10 1 -0,10 -0,05 0,00 Resíduo 0,05 0,10 1,80 1,85 Histograma 1,90 Valores 1,95 2,00 Versus Ordem 10,0 0,10 7,5 0,05 Resíduo Frequência Densidade do produto (150 dias), em g.cm-3 Gráfico de Intervalos para Densidade do produto (150 dias) 2,1 p 5,0 0,00 -0,05 2,5 -0,10 0,0 -0,10 -0,05 0,00 Resíduo 0,05 0,10 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 Ordem de Observação Figura 12-4 – Gráficos de Resíduos dos dados da densidade do produto aos 150 dias para análise e validação da ANOVA. 167 Tabela 12-2 – Análise da Variância para a resposta “densidade do produto aos 150 dias”. Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Ft (0,1; 1; 24) p Cimento 1 0,009558 0,0095575 2,59 0,121 Traço 1 0,049416 0,0494157 13,39 0,001 a/c 1 0,023190 0,023190 6,28 0,019 Cimento * traço 1 0,021806 0,0218055 5,91 0,023 Cimento * a/c 1 0,000009 0,000009 0,00 Traço * a/c 1 0,001437 0,001437 0,39 0,539 Cimento * traço * a/c 1 0,015858 0,015858 4,30 0,049 Resíduo 24 0,088594 0,0036914 Total 31 0,961 2,93 Curva Normal dos Efeitos Padronizados 90% IC (response - Densidade do produto aos 300 dias, Alfa = 0,10) 2,1 99 2,0 95 90 Porcentagem Densidade do produto (300 dias) Gráfico de Intervalos para Densidade do produto (300 dias) 1,9 1,8 80 70 60 50 40 30 20 Fator A B C Nome Cimento a/c Traço 10 5 1,7 a/c Traço Cimento Efeitos Não Significativo Significativo 0,75 0,80 1:2 0,75 0,80 1:2,5 0,75 0,80 1:2 CPII 0,75 0,80 1:2,5 1 -3 -2 CPV -1 0 1 Efeitos Padronizados 2 3 Figura 12-5 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade do produto aos 300 dias”. Gráfico de Resíduos para Densidade do produto (300 dias) Gráfico de Probabilidade Normal Versus Valores 0,1 90 Resíduo Porcentagem 99 50 0,0 -0,1 10 -0,2 1 -0,2 -0,1 0,0 Resíduo 0,1 0,2 1,85 Histograma 1,90 Valores 1,95 Versus Order 16 12 Resíduo Frequência 0,1 8 4 0 0,0 -0,1 -0,2 -0,20 -0,15 -0,10 -0,05 0,00 Resíduo 0,05 0,10 0,15 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 Ordem de Observação Figura 12-6 – Gráficos de Resíduos dos dados da densidade do produto aos 300 dias para análise e validação da ANOVA. 168 Tabela 12-3 – Análise da Variância para a resposta “densidade do produto aos 300 dias”. Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Cimento 1 0,023001 0,023001 2,32 0,141 Traço 1 0,000011 0,000011 0,00 0,974 a/c 1 0,017988 0,017988 1,81 0,191 Cimento * traço 1 0,000544 0,000544 0,05 0,817 Cimento * a/c 1 0,010821 0,010821 1,09 Traço * a/c 1 0,003515 0,003515 0,35 0,557 Cimento * traço * a/c 1 0,000830 0,000830 0,08 0,775 Resíduo 24 0,237913 0,0099130 Total 31 Gráfico de Intervalos para RC aos 90 dias 99 25 95 90 20 15 10 5 Efeitos Não significativo Significativo 80 70 60 50 40 30 20 Porcentagem RC (90 dias), em MPa 0,307 2,93 (resposta - RC aos 90 Dias, Alfa = 0,10) 30 Fator A B C 0 CPII CPV 1:2,5 CPII CPV 1:2 0,75 CPII CPV 1:2,5 Nome a/c traço Cimento ABC 10 5 CPII CPV 1:2 p Curva Normal para os Efeitos Padronizados 90% IC Cimento traço a/c Ft (0,1; 1; 24) B 1 -12 -10 0,80 -8 -6 -4 -2 0 Efeitos Padronizados 2 4 Figura 12-7 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “resistência à compressão aos 90 dias”. Gráfico de Resíduos para RC aos 90 dias Gráfico de Probabilidade Normal Versus Valores 8 90 4 Resíduo Porcentagem 99 50 1 0 -4 10 -8 -8 -4 0 Resíduo 4 8 5 10 Histograma 15 Valores 20 25 Versus Ordem 8 4 7,5 Resíduo Frequência 10,0 5,0 0,0 0 -4 2,5 -8 -8 -4 0 Resíduo 4 8 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 Ordem de Observação Figura 12-8 – Gráficos de Resíduos dos dados da resistência à compressão aos 90 dias para análise e validação da ANOVA. 169 Tabela 12-4 – Análise da Variância para a resposta “RC aos 90 dias”. Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Cimento 1 0,00 0,00 0,00 0,996 Traço 1 1333,9 1333,9 106,44 0,000 a/c 1 5,96 5,96 0,48 0,497 Cimento * traço 1 12,23 12,23 0,98 0,333 Cimento * a/c 1 6,24 6,24 0,50 Traço * a/c 1 23,98 23,98 1,91 0,179 Cimento * traço * a/c 1 46,85 46,85 3,74 0,065 Resíduo 24 300,78 12,53 Total 31 Gráfico de Intervalos para RC aos 150 dias 99 24 95 90 22 Porcentagem RC (150 dias) em MPa 0,487 2,93 (resposta - RC aos 150 dias, Alfa = 0,10) 26 20 18 16 14 Efeito Não significativo Significativo 80 70 60 50 40 30 20 Fator A B C 10 5 CPII CPV 1:2 p Curva Normal dos Efeitos Padronizados 90% IC 12 Cimento traço a/c Ft (0,1; 1; 24) CPII CPV 1:2,5 CPII CPV 1:2 0,75 CPII CPV 1:2,5 Nome a/c traço tipo de cimento B 1 -3 0,80 -2 -1 0 1 Efeitos Padronizados 2 3 Figura 12-9 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade do produto aos 150 dias”. Gráfico de Resíduos para RC aos 150 dias Gráfico de Probabilidade Normal Versus Valores 5,0 90 Resíduo Porcentagem 99 50 0,0 -2,5 10 1 2,5 -5,0 -2,5 0,0 Resíduo 2,5 -5,0 15,0 5,0 17,5 Histograma 5,0 6 Resíduo Frequência 22,5 Versus Ordem 8 4 2,5 0,0 -2,5 2 0 20,0 Valores -5,0 -4 -2 0 Resíduo 2 4 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 Ordem de Observação Figura 12-10 – Gráficos de Resíduos dos dados da resistência à compressão aos 150 dias para análise e validação da ANOVA 170 Tabela 12-5 – Análise da Variância para a resposta “RC aos 150 dias”. Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Cimento 1 10,208 10,208 1,41 0,246 Traço 1 69,726 69,726 9,66 0,005 a/c 1 6,300 6,300 0,87 0,360 Cimento * traço 1 0,014 0,014 0,00 0,966 Cimento * a/c 1 6,743 6,743 0,93 Traço * a/c 1 0,517 0,517 0,07 0,791 Cimento * traço * a/c 1 15,023 15,023 2,08 0,162 Resíduo 24 173,319 7,222 Total 31 Gráfico de Intervalos para a RC aos 300 dias Ft (0,1; 1; 24) (resposta - RC aos 300 dias, Alfa = 0,10) 25 Efeito Não significativo Significativo 95 90 20 80 70 60 50 40 30 20 Porcentagem RC (300 dias), em MPa 99 15 10 Fator A B C 10 5 CPII CPV 1:2 0,344 2,93 Curva Normal dos Efeitos Padronizados 90% IC 5 Cimento traço a/c p CPII CPV 1:2,5 CPII CPV 1:2 0,75 CPII CPV 1:2,5 Nome a/c traço tipo de cimento B 1 -3 -2 0,80 -1 0 1 2 Efeitos Padronizados 3 Figura 12-11 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade do produto aos 300 dias”. Gráfico de Resíduos para RC aos 300 dias Versus Valores 99 10 90 5 Resíduo Porcentagem Gráfico de Probabilidade Normal 50 10 1 0 -5 -10 -10 -5 0 Resíduo 5 10 15,0 17,5 Histograma 22,5 Versus Ordem 16 10 12 5 Resíduo Frequência 20,0 Valores 8 4 0 -5 -10 0 -10 -5 0 Resíduo 5 10 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 Ordem de Observação Figura 12-12 – Gráficos de Resíduos dos dados da resistência à compressão aos 300 dias para análise e validação da ANOVA 171 Tabela 12-6 – Análise da Variância para a resposta “RC aos 300 dias”. Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Ft (0,1; 1; 24) p Cimento 1 25,481 25,481 1,46 0,239 Traço 1 103,773 103,773 5,94 0,023 a/c 1 2,425 2,425 0,14 0,713 Cimento * traço 1 12,148 12,148 0,70 0,412 Cimento * a/c 1 9,202 9,202 0,53 Traço * a/c 1 1,343 1,343 0,08 0,784 Cimento * traço * a/c 1 1,994 1,994 0,11 0,738 Resíduo 24 418,985 17,458 Total 31 575,350 0,475 2,93 Tabela 12-7 – Diferenças das médias, duas a duas, do índice de vazio para análise do Teste de Tukey (∆ = 7,45). Médias Médias Exp. 1 Exp. 1 21,86 Exp. 2 22,92 Exp. 3 9,5 Exp. 4 11,93 Exp. 5 21,56 Exp. 6 25,69 Exp. 7 11,56 Exp. 8 7,39 Exp. 2 Exp. 3 Exp. 4 21,86 22,92 9,5 0 -1,06 12,36* 0 13,42* 0 Exp. 5 11,93 Exp. 6 Exp. 7 21,56 25,69 9,93* 0,3 10,99* 1,36 -2,43 0 Exp. 8 11,56 7,39 -3,83 10,3* 14,47* -2,77 11,36* 15,53* -12,06* -16,19* -2,06 2,11 -9,63* -13,76* 0,37 4,54 0 -4,13 10* 14,17* 0 14,13* 18,3* 0 4,17 0 Tabela 12-8 – Diferenças das médias, duas a duas, do índice de vazio para análise do Teste de Tukey (∆ = 8,80). Médias Médias Exp. 1 Exp. 1 22,12 Exp. 2 21,73 Exp. 3 18,84 Exp. 4 20,27 Exp. 5 22,24 Exp. 6 20,60 Exp. 7 17,39 Exp. 8 15,68 Exp. 2 Exp. 3 Exp. 4 Exp. 5 Exp. 6 Exp. 7 Exp. 8 22,12 21,73 18,84 20,27 22,24 20,60 17,39 15,68 0 0,39 3,28 1,85 -0,12 1,52 4,73 6,44 0 2,89 1,46 -0,51 1,13 4,34 6,05 0 -1,43 -3,4 -1,76 1,45 3,16 0 -1,97 -0,33 2,88 4,59 0 1,64 4,85 6,56 0 3,21 4,92 0 1,71 0 172 Ensaios com Superplastificante Gráficos de Resíduo para Viscosidade Gráfico de Intervalos para a Viscosidade Gráfico de Probabilidade Normal 90% IC 1200 500 90 Resíduo Porcentagem 1400 50 10 1 0,1 1000 0 -500 -1000 -1000 -500 0 500 0 400 800 Valores Resíduo 800 Histograma 40 400 30 200 0,3 0,6 20HE 0,9 0,3 0,6 5700 0,9 1200 1600 Versus Ordem 500 Resíduo 600 Frequência Viscosidade 1600 0 Concentração Tipo de SP Versus Valores 99,9 99 1800 20 0 -500 10 -1000 0 -900 -600 -300 Resíduo 0 300 1 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 Ordem de Observação Figura 12-13 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “viscosidade” para análise e validação da ANOVA. Tabela 12-9 – Teste de Krukal –Wallis do fator “tipo de SP” para a resposta “viscosidade”. Tipo de SP N Mediana 20HE 30 142 Média do n° da ordem 24,3 5700 30 260 36,7 Total 60 GL H χ2(0,05;1) P 7,49 5,99 0,006 1 1 30,5 Tabela 12-10 – Teste de Krukal –Wallis do fator “concentração” para a resposta “viscosidade”. Concentração N Mediana 0,3 20 1080 Média do n° da ordem 48,8 0,6 20 152 26,0 2 0,9 20 120 16,7 2 Total 60 GL H χ2(0,05;1) P 35,62 5,99 0,000 2 30,5 173 Tabela 12-11 – Teste de Mann-Whiteny do fator “concentração” para a resposta “viscosidade”. Concentração 0,3 N 20 Mediana 1080 0,6 20 152 0,6 20 152 0,9 20 126 0,3 20 1080 0,9 20 126 P 0,000 487 0,0395 594 0,000 Gráficos dos resíduos para Densidade da pasta Gráfico de Intevalos para Densidade da Pasta Gráfico de Probabilidade Normal 90% IC Versus Valores 99 2,2 2,0 1,9 90 Resíduo Porcentagem 0,2 2,1 50 1 0,1 0,0 -0,1 10 -0,2 -0,2 -0,1 1,8 0,0 Resíduo 0,1 0,2 1,80 1,85 Histograma 1,7 1,90 Valores 1,95 2,00 Versus Ordem 8 0,2 1,5 1,4 Concentração T ipo de SP 0,0 0,3 0,6 20HE 0,9 0,0 0,3 0,6 5700 0,9 6 Resíduo 1,6 Frequência Densidade da pasta W 590 4 2 0 0,1 0,0 -0,1 -0,2 -0,2 -0,1 0,0 0,1 Resíduo 0,2 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 Ordem de Observação Figura 12-14 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “densidade da pasta” para análise e validação da ANOVA. Tabela 12-12 – Análise da Variância para a resposta “densidade da pasta”. Ft (0,1; 1 e p Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Tipo de pigmento 1 0,00992 0,00992 0,94 3,05 0,348 Concentração 3 0,12099 0,04033 3,81 2,46 0,031 Tipo x Concentração 3 0,03363 0,01121 1,06 2,46 0,394 Resíduo 16 0,16948 0,01059 Total 23 0,33401 3;16) 174 Tabela 12-13 – Teste t na comparação de dois grupos pareados – SP 20HE e SP 5700– para a resposta “tempo de pega”. Concentração (%m de cimento) 0 20HE 5700 d (diferença) 323 323 0,000 0,3 474 339 135 0,6 412 430 -18,0 0,9 351 623 -272 ñ (média diferenças) variância tcalculado t (α = 0,1 e gl=3) -38,75 28842,25 -0,4563 1,638 Gráfico de resíduos para Densidade do produto Gráfico de Intervalos para Densidade do produto Gráfico de probabilidade normal 90% IC 2,00 0,05 90 Resíduo Porcentagem 2,05 50 -0,05 1,90 0,00 Resíduo 0,05 1,85 1,90 1,95 Valores Histograma Versus Ordem 1,80 0,0 0,3 0,6 20HE 0,9 0,0 0,3 0,6 5700 0,9 3,6 Resíduo 1,85 2,4 0,00 -0,05 1,2 0,0 2,00 0,05 4,8 Concentração Tipo de SP 0,00 -0,05 10 1 -0,10 1,95 Frequência Densidade do produto Versus Valores 99 -0,08 -0,06 -0,04 -0,02 0,00 Resíduo 0,02 0,04 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 Ordem de observação Figura 12-15 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “densidade do produto” para análise e validação da ANOVA. Tabela 12-14 – Análise da Variância para a resposta “densidade do produto”. Fonte de variação Ft (0,1; 1 e 3; p GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Tipo de SP 1 0,000082 0,000082 0,06 2,93 0,803 Concentração 3 0,083234 0,027745 21,63 2,33 0,000 Tipo x Concentração 3 0,014483 0,004828 3,76 2,33 0,024 Resíduo 24 0,030787 0,001283 Total 31 0,128587 24) 175 Tabela 12-15 - Teste t na comparação de dois grupos pareados –concentração de 0,3% e 0,9% dos SP, para a resposta “densidade do produto”. Tipo de SP 0,3 0,9 d (diferença) 20HE 1,926 2,007 -0,081 5700 2,006 2,022 -0,016 20HE 1,975 2,012 -0,037 5700 1,956 2,026 -0,070 20HE 1,959 2,011 -0,052 5700 2,007 1,912 0,095 20HE 1,867 2,023 -0,157 5700 2,008 2,005 0,004 ñ (média diferenças) variância tcalculado t (α = 0,1 e gl=7) -0,03933 0,005287 -1,53007 1,415 Tabela 12-16 - Teste t na comparação de dois grupos pareados – SP 20HE e SP 5700– na concentração de 0,9%, para a resposta “densidade do produto”. Concentração (%m de cimento) 0,90% 20HE 5700 d (diferença) 2,007 2,022 -0,015 0,90% 2,012 2,026 -0,015 0,90% 2,011 1,912 0,099 0,90% 2,023 2,005 0,019 ñ (média diferenças) variância tcalculado t (α = 0,1 e gl=3) 0,02207 0,002862 0,825 1,638 Tabela 12-17 - Teste t na comparação de dois grupos pareados – SP 20HE e SP 5700– na concentração de 0,3%, para a resposta “densidade do produto”. Concentração (%m de cimento) 20HE 5700 d (diferença) 0,30% 1,926 2,006 -0,080 0,30% 1,975 1,956 0,019 0,30% 1,959 2,007 -0,048 0,30% 1,867 2,008 -0,141 ñ (média diferenças) variância tcalculado -0,06275 0,004444 -1,883 t (α = 0,1 e gl=3) 1,638 176 Gráficos de Resíduos para RC aos 28 dias Gráfico de Intrevalos para RC aos 28 dias Gráfico de Probabilidade Normal 90% IC 20,0 17,5 5,0 90 Resíduo Porcentagem RC aos 28 dias, em MPa Versus Valores 99 22,5 50 0,0 -2,5 10 -5,0 1 -5,0 15,0 2,5 -2,5 12,5 0,0 Resíduo 2,5 5,0 14 16 Histograma 7,5 5,0 Concentração Tipo de Fluid. 0,0 0,3 0,6 20HE 0,9 0,0 0,3 0,6 5700 0,9 20 Versus Order 4,8 5,0 3,6 2,5 Resíduo Frequência 10,0 18 Valores 2,4 0,0 -2,5 1,2 -5,0 0,0 -4 -2 0 Resíduo 2 1 4 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Ordem de Observação Figura 12-16 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “RC aos 28 dias” para análise e validação da ANOVA. Tabela 12-18 - Análise da Variância para a resposta “RC aos 28 dias”. Fonte de variação Ft (0,1; 1 e 3; p GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Tipo de SP 1 0,036 0,036 0,00 0,949 Concentração 3 178,528 59,509 6,90 0,001 Tipo x Concentração 3 154,888 51,629 5,98 0,002 Resíduo 32 276,063 8,627 Total 39 609,516 32) Tabela 12-19 - Teste t na comparação de dois grupos pareados – SP 20HE (0,9%) e SP 5700 (0,3%) – para a resposta “RC aos 28 dias”. 20HE 5700 d (diferença) 19,53 17,85 -1,678 21,25 16,61 -4,643 20,13 18,68 -1,447 21,34 18,40 -2,931 ñ (média diferenças) variância tcalculado t (α = 0,1 e gl=3) -2,674 2,147 -3,651 1,638 177 Ensaios com Pigmento Gráficos de Resíduos para Viscosidade Gráfico de Intervalos para Viscosidade Gráfico de Probabilidade Normal 90% IC 1600 1000 1200 90 Resíduo Porcentagem 99 1400 Viscosidade Versus Valores 99,9 50 -500 0,1 -1000 -500 0 Resíduo 800 500 1000 0 300 Histograma 600 600 Valores 900 1200 Versus Ordem 1000 Frequência 200 Resíduo 20 400 0 Concentração Tipo de pigmento 0 10 1 1000 500 15 10 5 0 4 8 12 N 0 4 8 12 500 0 -500 0 -600 -400 -200 V 0 200 Resíduo 400 600 800 1 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 Ordem de Observação Figura 12-17 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “densidade do produto” para análise e validação da ANOVA. Tabela 12-20 – Teste de Krukal –Wallis do fator “tipo de pigmento” para a resposta “viscosidade”. Tipo de Pigmento N N Mediana 40 738 Média do n° da ordem 40,7 V 40 659 40,3 Total 80 GL H χ2(0,05;1) P 0,01 3,84 0,935 1 1 40,5 Tabela 12-21 – Teste de Krukal –Wallis do fator “concentração” para a resposta “viscosidade”. Concentração N Mediana 0 20 142 Média do n° da ordem 10,5 4 20 578 37,6 3 8 20 1030 57,5 3 12 20 921 56,4 3 Total 80 GL H χ2(0,05;1) P 53,8 7,81 0,000 3 40,5 178 Tabela 12-22 – Teste de Mann-Whiteny do fator “concentração” para a resposta “viscosidade”. Concentração 0 N 20 Mediana 142 4 20 578 0 20 142 8 20 1030 0 20 142 12 20 921 4 20 578 8 20 1030 4 20 578 12 20 921 12 20 1030 16 20 921 P 0,000 210 0,000 210 0,000 277,5 0,0004 284,5 0,0007 417 0,8604 Gráfico de resíduos para a Densidade da pasta Gráfico de Intrevalos para Densidade da pasta 90% IC Gráfico de probabilidade normal Porcentagem 2,4 2,3 2,2 2,1 0,050 90 50 10 0,025 0,000 -0,025 -0,050 1 -0,10 2,0 -0,05 0,00 Residual 1,9 0,05 0,10 1,900 1,925 Histograma 1,8 1,950 1,975 Valores 2,000 Versus Ordem 4 0,050 1,6 1,5 4 8 12 N 16 4 8 12 16 V 3 Resíduo Frequencia 1,7 Concentração T ipo de Pigmento Versus Valores 99 Resíduo Densidade da pasta, em g cm-3 W 210 2 1 0 0,025 0,000 -0,025 -0,050 -0,06 -0,04 -0,02 0,00 0,02 Residuo 0,04 0,06 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Ordem de Observação Figura 12-18 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “densidade da pasta” para análise e validação da ANOVA. Tabela 12-23 – Análise da Variância para a resposta “densidade da pasta”. Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Tipo de pigmento 1 0,000040 0,000040 Concentração 3 0,025428 Tipo x Concentração 3 Resíduo Total Fcalculado Ft (0,1; 1 e 3; 8) p 0,02 3,46 0,893 0,025428 4,05 2,92 0,051 0,000383 0,000383 0,06 2,92 0,979 8 0,016752 0,002094 15 0,042603 179 Tabela 12-24 – Teste t na comparação de dois grupos pareados – pigmento natural e vermelho – para a resposta “tempo de pega”. Concentração (%) Natural 4 292 395 -103 8 307 327 -20 12 311 337 -26 16 264 300 -36 Vermelho d (diferença) ñ (média diferenças) variância -46 1475 tcalculado t (α = 0,1 e gl=3) -2,409 1,638 Tabela 12-25 – Análise da Variância para a resposta “densidade do produto”. Ft (0,1; 1 e 3; p Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Tipo de pigmento 1 0,011949 0,011949 41,44 2,93 0,030 Concentração 3 0,038921 0,012974 45,00 2,33 0,000 33,38 2,33 0,000 Tipo x Concentração 3 0,028872 0,009624 Resíduo 24 0,006920 0,000288 Total 31 0,086662 Gráficos de resíduo para a Densidade do produto Gráfico de Intervalos para Densidade do Produto Gráfico de probabilidade normal 90% IC Versus valores 99 2,00 90 50 10 1 -0,04 1,95 0,02 Resíduo Porcentagem 2,05 0,00 -0,02 -0,04 -0,02 0,00 Resíduo 0,02 0,04 1,85 1,90 Histograma 2,00 2,05 Versus Ordem 0,02 4 8 12 N 16 4 8 12 V 16 6 Resíduo 1,85 Concentração T ipo de pigmento 1,95 Valores 8 1,90 Frequência Densidade do Produto, em g cm-3 24) 4 2 0 0,00 -0,02 -0,04 -0,032 -0,016 0,000 Resíduo 0,016 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 Ordem de observação Figura 12-19 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “densidade do produto” para análise e validação da ANOVA. 180 Tabela 12-26 – Diferenças das médias, duas a duas, da densidade do produto para análise do Teste de Tukey (∆ = 0,04). Tipo de Pigmento Tipo de Pigmento Conc. Conc. Natural Vermelho Natural Vermelho 4 8 12 16 4 8 12 16 Média 1,844 1,979 1,952 1,957 1,958 1,952 1,939 2,038 4 1,844 0 -0,135* -0,108* -0,113* -0,114* -0,108* -0,095* -0,194* 8 1,979 0 0,027 0,022 0,021 0,027 0,040 -0,059* 12 1,952 0 -0,005 -0,006 0 0,013 -0,086* 16 1,957 0 -0,001 0,005 0,018 -0,081* 4 1,958 0 0,006 0,019 -0,080* 8 1,952 0 0,013 -0,086* 12 1,939 0 -0,099* 16 2,038 0 Gráficos dos resíduos para RC (28 dias) Gráfico de Intervalos para a RC aos 28 dias Gráfico Normal de Probabilidade Porcentagem 19 18 17 Versus Valores 2 90 1 50 10 1 16 15 0 -1 -2 -2 -1 0 Resíduo 1 2 12,0 15,0 Valores 16,5 18,0 Versus Ordem 2 8 12 4 8 12 N 16 4 8 12 16 V 1 Resíduo 13 11 Concentração T ipo de pigmento 13,5 Histograma 14 Frequência RC aos 28 dias, em MPa 20 99 Resíduo 90% IC 6 4 2 0 0 -1 -2 -2,0 -1,5 -1,0 -0,5 0,0 Resíduo 0,5 1,0 1,5 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 Ordem de Observação Figura 12-20 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “RC aos 28 dias” para análise e validação da ANOVA. Tabela 12-27 – Análise da Variância para a resposta “RC aos 28 dias”. Ft (0,1; 1 e 3; p Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Tipo de pigmento 1 4,463 4,463 4,14 2,93 0,053 Concentração 3 73,579 24,526 22,75 2,33 0,000 Tipo x Concentração 3 27,041 9,014 8,36 2,33 0,001 Resíduo 24 25,869 1,078 Total 31 130,951 24) 181 Tabela 12-28 – Diferenças das médias, duas a duas, da RC aos 28 dias para a análise do Teste de Tukey (∆ = 2,19). Tipo de Pigmento Conc. Conc. Natural Vermelho Natural 4 8 Vermelho 12 16 4 8 12 Média 13,54 16,16 14,2 14,54 11,91 16,68 14,74 18,09 13,54 0 -2,62* -0,66 -1 1,63 -3,14 -1,2 -4,55* 8 16,16 0 1,96 1,62 4,25* -0,52 1,42 -1,93 0 -0,34 2,29* -2,48* -0,54 -3,89* 0 2,63* -2,14 -0,2 -3,55* 0 -4,77* -2,83* -6,18* 0 1,94 -1,41 0 -3,35* 12 14,2 16 14,54 4 11,91 8 16,68 12 14,74 16 18,09 0 Gráficos de resíduos para o Índice de Vazios Gráfico de Intervalos para Índice de Vazios Gráfico de probabilidade normal 90% IC 23 1 90 Resíduo Porcentagem 24 50 0 -1 10 1 22 -2 21 -1 0 Resíduo 1 2 20,5 21,0 21,5 Valores Histograma 22,0 Versus Order 8 20 1 Frequência Índice de Vazios, em % Versus valores 99 25 19 18 Concentração Tipo de Pigmento 16 4 4 8 12 16 N 4 8 12 16 V 6 Resíduo Tipo de Pigmento 4 2 0 -1 0 -1,6 -1,2 -0,8 -0,4 0,0 Resíduo 0,4 0,8 1,2 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 Ordem de observação Figura 12-21 – Gráfico de Intervalos e Gráficos de resíduos para a resposta “índice de vazios” para análise e validação da ANOVA. Tabela 12-29 – Análise da Variância para a resposta “índice de vazios”. Ft (0,1; 1 e p Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Tipo de pigmento 1 0,1229 0,1229 0,16 3,05 0,695 Concentração 3 3,9065 1,3022 1,68 2,46 0,211 Tipo x Concentração 3 5,5327 1,8442 2,38 2,46 0,107 Resíduo 16 12,3777 0,7736 Total 23 21,9398 3;16) 182 Tabela 12-30 – Diferenças das médias, duas a duas, do índice de vazios (∆=2,21). Tipo de Pigmento Natural Vermelho Tipo de Pigmento Conc. Conc. Natural Vermelho 4 8 12 16 4 8 12 16 Média 21,54 21,68 20,58 21,48 20,44 20,53 22,08 20,37 4 21,54 0 -0,14 0,96 0,06 1,1 1,01 -0,54 1,17 8 21,68 0 1,1 0,2 1,24 1,15 -0,400 1,31 12 20,58 0 -0,9 0,14 0,05 -1,5 0,21 16 21,48 0 1,04 0,95 -0,6 1,11 4 20,44 0 -0,09 -1,64 0,07 0 -1,55 0,16 0 1,71 8 20,53 12 22,08 16 20,37 0 183 Ensaios de Reprodutibilidade Gráfico de Intervalo para a Viscosidade Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados (resposta - Viscosidade, Alfa = 0,10) 500 99 400 95 90 300 200 Efeitos Não significativo Significativo 80 70 60 50 40 30 20 Porcentagem Viscosidade, em Pa.s 90% IC 100 AB B Fator A B Nome Tipo Ordem A 10 5 0 Ordem Tipo 7 8 7 Lab 1 8 -15 -10 PP -5 0 5 Efeitos Padronizados Figura 12-22 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “viscosidade”. Gráficos de Resíduos para Viscosidade Gráfico de Probabilidade Normal Versus Valores 99,9 400 90 Resíduo Porcentagem 99 50 10 200 0 1 -200 0,1 -200 0 Resíduo 200 400 0 Histograma 100 200 Valores 300 400 Versus Ordem 400 Resíduo Frequência 40 30 20 200 0 10 0 -200 -200 -100 0 100 200 Resíduo 300 400 1 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 Ordem de Observação Figura 12-23 – Gráficos de Resíduos dos dados da viscosidade para análise e validação da ANOVA. Tabela 12-31 – Teste de Krukal –Wallis do fator “tipo” para a resposta “viscosidade”. Tipo N Mediana Lab 34 8,78 Média do n° da ordem 17,5 PP 34 240 51,5 Total 68 GL H χ2(0,05;1) P 50,27 3,84 0,00 1 1 34,5 184 Tabela 12-32 – Teste de Krukal –Wallis do fator “ordem” para a resposta “viscosidade”. Ordem N Mediana 7 34 124 Média do n° da ordem 34,5 8 34 73,0 34,5 Total 68 GL 1 P 0,00 3,84 1,00 34,5 Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados 90% IC (resposta - Densidade da Pasta, Alfa = 0,10) 2,25 99 2,20 95 90 Porcentagem 2,15 2,10 2,05 2,00 Efeitos Não Significativo Significativo 80 70 60 50 40 30 20 Fator A B B Nome Tipo Ordem A 10 5 1,95 1 7 8 7 PP 8 -15 -10 -5 Efeitos Padronizados Lab 0 Figura 12-24 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade da pasta”. Gráficos de Resíduos para Densidade da pasta Gráfico de Probabilidade Normal Versus Valores 0,010 90 Resíduo Porcentagem 99 50 10 1 0,005 0,000 -0,005 -0,010 -0,02 -0,01 0,00 Resíduo 0,01 0,02 2,00 2,05 Histograma 0,010 3 0,005 2 2,15 2,20 0,000 -0,005 1 0 2,10 Valores Versus Ordem 4 Resíduo Frequência Densidade da pasta, em g cm-3 χ2(0,05;1) 1 Gráfico de Intervalos para Densidade da pasta 1,90 Ordem Tipo H -0,010 -0,01 0,00 Resíduo 0,01 1 2 3 4 5 6 Ordem de Observação 7 8 Figura 12-25 – Gráficos de Resíduos dos dados da densidade da pasta para análise e validação da ANOVA. 185 Tabela 12-33 – Análise da Variância para a resposta “densidade da pasta”. Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Tipo 1 0,03645 0,03645 182,3 0,000 Ordem 1 0,00605 0,00605 30,25 0,005 Tipo x Ordem 1 0,00005 0,00005 0,25 Resíduo 4 0,00080 0,0002 Total 7 Gráfico de Intervalo para Densidade do produto 0,643 (resposta - Densidade do Produto, Alfa = 0,10) 99 2,15 95 90 2,10 80 70 60 50 40 30 20 Porcentagem 2,20 2,05 2,00 Efeitos Não Significativos Significativos A Fator A B Nome Tipo Ordem B 10 5 1,95 1 7 8 7 8 Lab -20 -10 PP 0 10 20 30 Efeitos Padronizados 40 50 Figura 12-26 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “densidade do produto”. Gráficos de Resíduos para Densidade do produto Gráfico de Probabilidade Normal Versus Valores 0,01 90 Resíduo Porcentagem 99 50 10 0,00 -0,01 1 -0,02 -0,01 0,00 Resíduo 0,01 0,02 1,95 2,00 Histograma 2,10 2,15 0,01 Resíduo 3,6 2,4 1,2 0,0 2,05 Valores Versus Ordem 4,8 Frequência Densidade do produto, em g cm-3 4,54 p Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados 90% IC 1,90 Ordem Tipo Ft (0,1; 1; 4) 0,00 -0,01 -0,015 -0,010 -0,005 0,000 0,005 Resíduo 0,010 0,015 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Ordem de Observação Figura 12-27 – Gráficos de Resíduos dos dados da densidade do produto para análise e validação da ANOVA. 186 Tabela 12-34 – Análise da Variância para a resposta “densidade do produto”. Fonte de variação GL Soma quadrática Média quadrática Fcalculado Tipo 1 0,14234 0,14234 1912 0,000 Ordem 1 0,01243 0,01243 167,0 0,000 Tipo x Ordem 1 0,00006 0,00006 0,75 Resíduo 12 0,00089 0,00007 Total 15 Gráfico de Intervalos para RC dos cp aos 28 dias 0,403 (resposta - RC de cp aos 28 dias, Alfa = 0,10) 26 99 24 95 90 Porcentagem 22 20 18 16 Efeito Não significativo Significativo 80 70 60 50 40 30 20 A Fator A B Nome Tipo Ordem 10 5 14 1 7 8 7 Lab 8 -4 -2 0 2 4 6 Efeitos Padronizados PP 8 10 Figura 12-28 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “RC dos cp aos 28 dias”. Gráficos de Resíduos para RC de cp aos 28 dias Versus Valores 99 3,0 90 1,5 Resíduo Porcentagem Gráfico de Probabilidade Normal 50 0,0 -1,5 10 1 -3,0 -4 -2 0 Resíduo 2 4 14 16 Histograma 3,0 6 1,5 4 20 22 0,0 -1,5 2 0 18 Valores Versus Ordem 8 Resíduo Frequência RC dos cp aos 28 dias, em MPa 3,18 p Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados 90% IC 12 Ordem Tipo Ft (0,1; 1; 12) -3,0 -3 -2 -1 0 Resíduo 1 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Ordem de observação Figura 12-29 – Gráficos de Resíduos dos dados da RC dos cp aos 28 dias para análise e validação da ANOVA. 187 Tabela 12-35 – Teste de Krukal –Wallis do fator “tipo” para a resposta “RC de cp aos 28 dias”. Tipo N Mediana Lab 8 14,00 Média do n° da ordem 4,5 PP 8 21,54 12,5 Total 16 GL H χ2(0,05;1) P 11,31 3,84 0,001 1 1 8,5 Tabela 12-36 – Teste de Krukal –Wallis do fator “ordem” para a resposta “RC de cp aos 28 dias”. Ordem N Mediana 7 8 17,48 Média do n° da ordem 9,8 8 8 15,98 7,3 Total 16 GL 1 P 1,11 3,84 0,294 8,5 Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados 90% IC (resposta - RC de blocos aos 28 dias, Alfa = 0,10) 99 25 Efeito Não significativo Significativo 95 90 20 Porcentagem RC dos blocos aos 28 dias, em MPa χ2(0,05;1) 1 Gráfico de Intervalo para RC dos blocos aos 28 dias 15 10 5 Ordem Tipo H 80 70 60 50 40 30 20 Fator A B Nome Tipo Ordem A 10 5 1 7 8 Lab 7 8 PP -3 -2 -1 0 1 Efeitos Padronizados 2 3 Figura 12-30 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “RC de blocos aos 28 dias”. 188 Gráficos de Resíduos para RC dos blocos aos 28 dias Gráfico de Probabilidade Normal Versus Valores 99 10 Resíduo Porcentagem 90 50 5 0 10 1 -5 -10 -10 -5 0 Resíduo 5 10 10 12 Histograma 14 Valores 16 18 Versus Ordem 8 6 Resíduo Frequência 10 4 5 0 2 0 -5 -10 -5 0 5 10 2 Resíduo 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 Ordem de Observação Figura 12-31 – Gráfico de Intervalos e Gráfico Normal dos Efeitos Padronizados para a resposta “RC dos blocos aos 28 dias”. Tabela 12-37 – Teste de Krukal –Wallis do fator “tipo” para a resposta “RC de blocos aos 28 dias” Tipo N Mediana Lab 12 8,92 Média do n° da ordem 8,3 PP 12 16,24 2,94 Total 24 GL H χ2(0,05;1) P 8,68 3,84 0,003 1 1 12,5 Tabela 12-38 – Teste de Krukal –Wallis do fator “ordem” para a resposta “RC de blocos aos 28 dias”. Ordem N Mediana 7 12 10,18 Média do n° da ordem 12,1 8 12 13,08 12,9 GL H χ2(0,05;1) P 0,08 3,84 0,773 1 1 Total 189