Órgão divulgador do Núcleo de Estudos Espíritas “Amor e Esperança” - Ano 13 - nº 111 - Janeiro/2012
Distribuição Gratuita
Destaques:
O Bem Agora
Carta de Ano Novo
Livro: Fonte Viva
Filhos: Educação Moral e Liberdade
Viver no Tempo da Consciência
Divulgação da Doutrina
PROIBIDA A VENDA
Editorial
Jesus é o caminho que nos leva ao Pai. Seus exemplos e palavras são o rumo, nos
indicando a rota a ser seguida, tendo como objetivo a evolução. A indicação, “Sede
perfeitos”, nos convoca a exercitar os ensinamentos do Mestre, de forma dinâmica e
ativa em cada oportunidade reencarnatória.
Jesus é Mestre e Líder por excelência. Modificou normas estabelecidas. Respeitou
seus apóstolos (sua equipe), dando-lhes a oportunidade para que adquirissem uma
visão única do que é viver em plenitude. Compartilhava e inspirava o entendimento,
não só dos discípulos, mas de todos, de forma ampla e irrestrita.
Jesus preparou sua equipe para que tomasse iniciativa, agisse, caso contrário
suas palavras e ações não encontrariam eco. O espírito humanitário sempre é observado de forma imprescindível. Sempre encorajou sua equipe.
Toda atividade realizada deve ser de forma compartilhada. Sempre haverá um
líder entre os integrantes e também alguns mais comprometidos, outros menos
comprometidos.
O líder é aquele que tem controle sobre si mesmo. Reconhece que qualquer
realização depende da força e do apoio que recebe da equipe. O líder que respeita,
confia, valoriza e empolga, tem a concordância e colaboração de sua equipe de forma
espontânea.
Nos meios empresariais o modelo de liderança também sofreu consideráveis mudanças. O respeito e a valorização do ser humano são pontos fundamentais do procedimento empresarial atual. Profissionais da Área de Recursos Humanos condenam
veementemente o poder abusivo, o constrangimento e o subjugo do ser humano. Estão sumamente abolidas as advertências em forma de berros, gritos, fala estridente,
que mais se assemelham a urros animalescos, querendo impor-se pela força. O profissional que insiste em agir dessa forma é destituído de suas funções e dificilmente
encontrará novas oportunidades no mercado de trabalho.
Nos trabalhos desenvolvidos na Casa Espírita, aquele que assumir a responsabilidade de liderar qualquer setor, obviamente é o que tem maior compromisso perante
a Lei Divina e ao próximo. A este caberá esforço maior para integrar-se no trabalho
a ser desenvolvido e procurará interagir com a equipe, elucidando de forma clara e
objetiva, aceitando colaboração e sugestão de todos os membros.
Estará sempre motivando o grupo e valorizando o trabalho, com a devida consideração e respeito a cada um. Para que isso aconteça, o respeito necessita ser
conquistado e não imposto.
O desejo de poder torna o pretenso líder egocêntrico, embrutecido e, aos poucos
e sutilmente, pode ser desenvolvido o fascínio cruel e mesquinho que destrói, arruína e aniquila. Os tentáculos do autoritarismo ainda mantêm severas ligações com o
trabalho escravo, mas hoje são reconhecidos como o declínio do poder, pois o ser
humano busca cada vez mais um propósito, procurando agir com nobreza em suas
realizações rumo à valorização e evolução humana.
Jesus, em sua passagem terrena, amou a todos, em todos os instantes,
pregando e vivendo o amor em sua plenitude. Como ninguém, soube encorajar o
coração de quem O seguia. E alterou a trajetória da Humanidade.
O novo ano inspira-nos boa vontade para renovação, portanto reflitamos na liderança que gera progresso e na imposição que causa decadência e optemos por
seguirmos o exemplo do Mestre, sempre!
Grandes Pioneiros: José Petitinga – Segunda e última parte – Pág. 3
Aconteceu: Festa de Natal – Pág. 9
Tema Livre: Divulgação da Doutrina – Pág. 9
Kardec em Estudo: Injúrias e Violências – Pág. 10
Atualidade: Carta de Ano Novo – Pág. 11; De repente... – Pág. 11
Livro em Foco: Fonte Viva – Pág. 11
Família: Filhos: Educação Moral e Liberdade – Pág. 12
Clube do Livro: Busca e Acharás – Pág. 13
Mensagem: A Ideia Espírita – Pág. 13
Contos: A História do Burro – Pág. 14
Pegadas de Chico Xavier: Viver no Tempo da Consciência – Pág. 14
Cantinho do Verso em Prosa: O Bem Agora – Pág. 15
Canal Aberto: O Livro dos Médiuns 150 Anos – Pág. 16; Hoje e Amanhã – Pág.
16; Transição – Pág. 16
Calendário: Janeiro – Pág. 19
2
Publicação Mensal
Doutrinária-espírita
Ano 13 – nº 111 – Janeiro/2012
Órgão divulgador do Núcleo de
Estudos Espíritas Amor e Esperança
CNPJ: 03.880.975/0001-40
Inscrição Estadual: 146.209.029.115
Seareiro é uma publicação mensal,
destinada a expandir a divulgação
da Doutrina Espírita e a manter o
intercâmbio entre os interessados
em âmbito mundial. Ninguém está
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Petitinga: http://www.jornallivre.com.br/images_
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Tiragem
12.000 exemplares
Distribuição Gratuita
Grandes Pioneiros
Segunda e última parte
Retornando a Salvador, Petitinga foi residir na Rua Carlos
Gomes, nº 79. Ali começou a receber antigos amigos, que
gostariam imensamente que ele continuasse a obra doutrinária. Com o firme propósito de levar adiante seus préstimos
como servidor da seara de Jesus, reuniu os interessados no
mesmo ideal e pôde recompor, em sua residência o mesmo
que deixara em Juazeiro: o “Grupo Espírita Caridade”.
Algum tempo depois, os espíritas que participavam do
Centro Espírita “Religião e Ciência”, visitando o grande divulgador da Doutrina, o senhor Petitinga, informaram-no da
precária situação em que se encontrava esse centro espírita.
Diziam ter sido, no passado, mais ativo nos estudos doutrinários. Porém, a fase atual era de um angustioso declínio. Era
necessário que alguém, com elementos fortificados na fé e
praticante no campo da divulgação do Evangelho, fizesse
retornar o trabalho ativo daquele local. E nada mais certo de
que a pessoa indicada para essa importante tarefa seria
Petitinga, pois todos os integrantes da instituição insistiam
para que ele aceitasse o cargo de restaurador, desse antigo
posto doutrinário e assistencial.
No início, Petitinga não quis aceitar, dizendo-se incapaz
dessa reorganização tão importante. No entanto, como era
uma casa que pregava o nome do Cristo, faria o que lhe
fosse permitido. A assembleia ali constituída deu-lhe plena
liberdade de ação.
Petitinga agindo com cuidado e observando o procedimen-
Órgão divulgador do Núcleo de Estudos
Espíritas Amor e Esperança
to, não só desse grupo, mas de outros agrupamentos, chegou
à conclusão de que cada grupo agia ao seu bel prazer. Não
havia uma direção, uma base doutrinária. Sendo assim, os
desentendimentos eram constantes, porque cada integrante
dos centros fazia se valer de algum princípio religioso, menos o
espírita. Toda essa pesquisa e estudo sobre uma orientação mais baseada na codificação, levou-o a pensar em fundar
uma instituição ou Sociedade Espírita.
Procurando incentivar os espíritas de Salvador a se alicerçarem nos estudos sérios das obras de Kardec, conseguiu
a solidariedade de um bom número de espíritas atuantes e
interessados no mesmo objetivo. Assim, no dia 3 de outubro
de 1915, muitos grupos se associaram para que as reuniões
preparatórias se unissem por um entendimento fraterno; que
houvesse compreensão e pudessem alcançar um rumo certo,
diante do imenso trabalho desenvolvido na lei de Amor.
Petitinga pôde contar com o apoio de iminentes espíritas da
época, como: Agrário Marques Porto, Antonino Ferreira Mafra,
Aristides Dias Olavo, Ovídio da Silva Brito, Artur José da Silva,
Marcolino Magalhães e Floris de Campos Neto, entre outros.
O dia 25 de dezembro de 1915 foi a data do grande acontecimento. O Grupo Espírita “Fé, Esperança e Caridade” reuniu,
em sua sede, na rua Arsenal de Marinha, atual Marcílio Dias,
nº 16, no 2º andar, mais de quarenta espíritas e simpatizantes
da Doutrina Espírita. Sob a presidência de Antonio Ferreira
Mafra e do seu secretário Agrário Marques Porto, deu-se,
com o pronunciamento de José Petitinga, a instalação da
União Espírita Bahiana. E, diante da emoção de todos que ali
se encontravam, José Petitinga fez ardorosa prece de agradecimento a Jesus, pedindo o amparo e o alcance dos objetivos
que deveriam se realizar naquele ponto de encontro cristão.
Em sua primeira sessão ordinária foi composta a diretoria
que dirigiria os trabalhos da casa, que, como presidente, por
unanimidade, foi eleito José Petitinga; como vice-presidente
Ananias Pereira Rebelo; 1º secretário Agrário Marques Porto;
2º secretário Alfredo Erico Sales e Antonino Ferreira Mafra
como tesoureiro.
O “Reformador” do dia 1º de março de 1916 registrou em
sua edição esse louvável acontecimento, salientando o es-
Vista atual do Elevador Lacerda, o Mercado Modelo, a Marina e o Forte de São
Marcelo vistos da Cidade Alta, Salvador, Bahia.
forço desse espírita baiano,
que, desde a sua volta a
Salvador, fez crescer o movimento Espírita no Estado
da Bahia. Dizia ainda o redator da matéria que Petitinga
desde seus artigos em divulgar a Doutrina Espírita e
em suas preleções por onde
quer que fosse, sempre respeitou a “Casa de Ismael”
(FEB).
Em agradecimento ao
“Reformador”, Petitinga,
através de matéria publicada em jornais locais, referiuRevista “Reformador” – Editora FEB
-se ao trabalho desenvolvido pela “Casa de Ismael”
como admirador das diretrizes ali traçadas e que procurou
transmitir à União Espírita Bahiana as experiências de anos
de trabalho, ali ocorridos.
A União Espírita Bahiana mudou diversas vezes seu endereço, até encontrarem-se meios para a compra da sede
própria. O trabalho e a harmonia para essa finalidade foi total.
A diretoria composta colaborou com o incentivo de doações,
buscando de porta em porta algum recurso. E, com ofertas
e empréstimos, conseguiram a compra de um velho prédio,
estilo colonial, de três andares, situado no histórico Largo de
São Francisco, hoje Praça Padre Anchieta nº 8.
Foram necessárias algumas reformas no prédio para adaptar o que seria urgente na mudança, na continuidade das tarefas ali realizadas. E no dia 3 de outubro de 1920 foi inaugurada
a sede própria da União Espírita Bahiana, prosperando e reunindo todos os interessados em evoluir na grande obra cristã.
José Petitinga, apesar de toda a sua dedicação à Doutrina,
não descuidava de seu labor diário. Muito compenetrado do
seu trabalho como guarda-livros da Companhia União Fabril
da Bahia, chamando a atenção dos diretores pela sua atuação, foi ele designado por unanimidade em Assembleia Geral,
escolhido e nomeado o Diretor Caixa da Empresa, cargo que
só deixou por sua desencarnação.
Essa nomeação trouxe-lhe um nível melhor de vida. E sua
fama era de ser o “novo rico”, na cidade. Mas, nada o fez
mudar de atitude, continuando em sua simplicidade, abraçando e visitando as camadas paupérrimas do local. Era
rico de ideais espirituais superiores, que pouco valor dava
às riquezas da Terra, aos apegos materiais. Sua felicidade
era ver o sorriso no rostinho de uma criança ao comer um
prato de comida. De calçar os velhinhos da rua, em poder
proporcionar-lhes melhores condições de vida etc. Essa era
a sua grande riqueza.
Certa feita, um de seus amigos, observando o quanto Petitinga gastava com os desvalidos, achando por bem adverti-lo,
questionou:
— Petitinga, você não pensa em seu futuro e nos seus
familiares? Não seria prudente você guardar algum recurso
para o dia de “amanhã”?
Ouvindo e compreendendo a preocupação do amigo,
assim respondeu calmamente:
— Como guardar dinheiro, vendo tanta dor e tanta miséria
ao meu redor? Assim como eu, meus familiares saberão obter
recursos, por saberem como construir o futuro. A Providência
Divina nunca nos faltará, se tivermos a boa vontade de cuidar
do próximo como queremos ser cuidados.
E, diante dessa forma instrutiva de amor a Deus, Petitinga
deixou como legado uma carta escrita ao seu filho, mas que
naturalmente serviu à toda família.
Em síntese, tiramos alguns trechos da mesma:
Meu filho:
“Esta é a sua casa.
Você aqui reina, mas ao lado de sua mãe.
Aqui você manda, contanto que saiba obedecer.
Aqui será feliz, contanto que seja bom, que é a forma
de Deus querer.
Aqui aprenderá a venerar os amigos, com o coração
‘aberto’”.
E entre outros apontamentos, no final dessa interessante
missiva, repleta de conselhos paternais, Petitinga encerra:
“A cerrar os ouvidos à maledicência.
A amar a Deus e a todos aqueles que realmente se
santificaram pela renúncia e pelo sacrifício, a querer
a liberdade.
Por tudo isso que você fará, pelo bem que lhe queremos, pela grande esperança que você é, pelo exemplo
que você terá – é que você será feliz.
Louvado seja Deus pela sua chegada e por tudo isso
que custa tão pouco e lhe podemos dar!
Louvado seja Deus, meu filho”.
Esta carta encontra-se, na íntegra, no livro “Grandes Espíritas do Brasil”, de autoria de Zeus Wantuil.
O desprendimento de Petitinga pelos bens materiais deixava a todos, e inclusive a sua própria família, uma grande admiração e respeito, pelo exemplo que dava. Não se preocupava
com os falatórios dos ausentes de uma fé verdadeira. Muitas
vezes, visitando lares carentes, ele, em distribuindo dinheiro e
alimento, ficava a pé sem recursos para pagar um transporte.
A família de Petitinga, principalmente sua esposa, dona Maria
Luiza, olhava com preocupação as ruas por onde ele costumava passar, porque Petitinga sofria de uma enfermidade
crônica dos pés. Tinha muita dificuldade no andar. Ela já se
acostumara com as atitudes do companheiro. Por várias vezes, os mendigos que batiam a sua porta, entravam e eram
conduzidos à mesa de refeições, para poderem se alimentar
adequadamente. Dizia Petitinga que também eram ‘‘filhos de
Deus’’ e que Jesus, por certo, não os deixaria comer ao relento.
E tecia longas conversas, encorajando-os para continuarem a lutar pela vida, por ser esta muito importante, por
Deus confiar a cada um de nós, melhorar e corrigir nossos
erros. E dona Maria Luiza permanecia calada, admirando a
atenção desses mendigos, aos quais Petitinga chamava de
“pobres de espírito”, pelo carinho que envolviam seu
companheiro, enquanto se alimentavam.
Certa ocasião, estava Petitinga na União Espírita Bahiana
para executar uma das suas tarefas na casa. Naquele dia
iria para a câmara de passes intensificar suas orações
aos que buscavam o consolo e energias renovadas. Veio ao
seu encontro um jovem, ansioso para colocar suas ideias
relacionadas ao campo assistencial. Petitinga, educadamente
demonstrou seu interesse na exposição do moço, mas colocou que o trabalho do passe estava para se iniciar, portanto
que fosse breve.
E o jovem falou entusiasmado:
— Sei que seu tempo é precioso,
porém, as minhas ideias estão
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E foi logo falando:
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— O que o senhor acha em
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construirmos um orfanato para as
4
crianças desamparadas de Salvador?
— Bom projeto.
— E também um sanatório para serem assistidas as pessoas com o processo obsessivo?
— Também é importante. Trabalho de muita dedicação.
— Pensei também, na construção de uma vila onde fossem
abrigadas todas as criaturas que moram nesses casebres
paupérrimos e imundos. Serão famílias amparadas em casas
decentes.
— Um bom plano, certamente coberto por ação de amor.
— E para amparar a velhice abandonada, amigo Petitinga,
poderíamos criar um albergue, com todas as acomodações
adequadas aos que tivessem dificuldades de andar, de tomar
banho etc. Dói-me o coração, quando encontro pessoas idosas, alquebradas, andando pelas ruas sem que ninguém se
preocupe em ajudá-las.
— Creio ser de grande valia, meu caro.
— Acho necessário ocuparmo-nos com os viciados em
drogas, álcool, creio que uma casa-hospital, oferecendo aos
pacientes algum tipo de terapia, para que esquecessem os
vícios.
Passados alguns segundos sem que o jovem notasse qualquer reação de Petitinga, perguntou:
— E então, qual é a sua opinião a respeito de todos esses
projetos?
Petitinga reagiu com alegria, mas pensava ainda sem responder: “Parece-me que ele tem muito vigor e vontade de trabalhar, demonstrando imensa disposição nesse vasto campo
assistencial tão necessário a toda comunidade”.
Após esse pensamento, pegando no braço do jovem, que
ansioso esperava sua palavra, ouviu de Petitinga o seguinte:
— Tudo isso é muito bom, mas neste preciso momento
temos um trabalho sério a executar. O tratamento do passe
nos espera. Temos dois pacientes tuberculosos que aguardam
o passe e eu teria um grande prazer de contar com você para
nos ajudar nas orações. Você demonstrou tanto desejo de ser
útil, então acompanhe-nos, por favor.
A surpresa estampou-se no rosto do jovem que ficou lívido.
E com gesto de quem passava as mãos sobre suas roupas,
como a tirar a poeira ou qualquer outro resíduo, desculpou-se
com Petitinga:
— Não meu amigo, procure me compreender, tenho família
para cuidar, então não posso ficar exposto com pessoas de
trato contagioso, você sabe que essa moléstia é muito grave...
E ele ia continuar, quando Petitinga entristecido respondeu:
— Peço-lhes desculpas, de forma alguma desejo isso a
você, mas os seus sonhos com tantas obras de caridade em
evidência levaram-me a pensar que você já estava preparado
para trabalhar pelas causas tão humanas apresentadas por
você.
Petitinga abraçou o jovem e caminhou em silêncio, para ser
o servidor de Jesus, atendendo aos semelhantes, lembrando
como fizeram em tempos remotos os seguidores do Cristo a
semear o Amor!
O povo de Juazeiro estava sempre a reverenciar os feitos
de José Petitinga. Seu nome estava em todos os lugares, nos
jornais, nos agrupamentos, entre os companheiros do meio espírita e, principalmente, quando havia algum fato na cidade prestes
a alguma homenagem. Foi o que fez a banda local. Embora
Petitinga residisse em Salvador, o compositor da mencionada
Livros básicos da Doutrina Espírita. Temos os 419
livros psicografados por Chico Xavier, romances de
diversos autores, revistas, jornais e DVDs espíritas.
Distribuição permanente de edificantes mensagens.
Órgão divulgador do Núcleo de Estudos
Espíritas Amor e Esperança
banda, o senhor Luiz Gama, compôs o “Dobrado Petitinga”
para banda, com a seguinte dedicatória: “Ao Exmo Cel. José
Petitinga, como prova de alta estima e distinta consideração;
21 de agosto de 1927”.
Petitinga era muito modesto. Agradecia toda manifestação
que teciam sobre sua maneira de ser, como homem comum
e grande trabalhador da Doutrina Espírita, mas nada disso
mexia com sua integridade. Continuava simples e cumpridor
de seus deveres.
Numa ocasião, na reunião de exposição pública do Evangelho que era realizada na manhã de domingo, na União
Espírita Bahiana, Petitinga fazia sua palestra, sobre o “Perdão
das Ofensas”, mensagem essa de “O Evangelho Segundo o
Espiritismo”, capítulo X. Enquanto a assistência se envolvia
pelas lúcidas palavras do expositor, ouviu-se uma voz forte
interrompendo a palavra de Petitinga:
— Hipócrita! Quem é você para falar em perdão e querer
ensinar a pureza, quando seu interior é cheio de imperfeições
e sua mente vive em desequilíbrio?
O silêncio tomou conta da assistência, que até aquela hora
ouvia com emoção a lição do Evangelho.
Petitinga viu, naquele homem, um médium que transmitia a
ira de um espírito obsessor. Um tanto pálido, mas demonstrando calma através de seus olhos claros e fitando com firmeza o
rosto alterado do médium, possuído pelo espírito em profundo
desequilíbrio, falou:
— Não vou discutir consigo, porque você tem razão, estou
longe dessa grande virtude, em perdoar as ofensas recebidas.
Após alguns minutos de silêncio entre todos que ali se
encontravam, Petitinga elevou a Jesus seus pensamentos.
Tão contrito em sua ardorosa prece, que o espírito repentinamente bradou:
— Perdoe-me... perdoe-me você... Deus nesta hora está a
me fazer sentir o quanto há de sinceridade em suas palavras.
Sou um ser infeliz... vivi na mentira e na ociosidade. Ajude-me... quero melhorar... quero sair deste temor e amargura...
Há muito tempo vivo preso nesta angústia do ódio e da vingança... mas estou cansado... muito cansado... preciso encontrar
essa paz, que você conclama...
A assistência ficara em silêncio. Ouvia-se por vezes alguns
soluços e Petitinga via lágrimas rolarem entre as pessoas
presentes. Emocionado por sentir a condição daquele espírito
envolto em trevas, falou à plateia:
— Vamos todos orar:
“Senhor Jesus, rogamos a infinita piedade do nosso Criador, para essa entidade tão sofrida, que agora pede socorro. Que Espíritos Superiores sob sua égide, Jesus, possam
acolhê-lo e aos seus desafetos, porque sentimos ser esse o
exato momento do perdão...”
Petitinga orava com todo fervor de seu coração. E alguns
que ali se encontravam viram que um facho de luz saía de sua
boca e envolvia a cabeça do médium que, de imediato, começou a chorar. Prostrado, erguendo os braços, o espírito aduziu:
— Estou liberto... estou sendo amparado... Deus ouviu suas
preces... vejo minha mãezinha a sorrir, querendo me abraçar,
como fazia em minha infância...
Petitinga agradeceu aos Espíritos Socorristas. Foi ao encontro do médium e o ergueu, tirando-o do estado de prostração. Em seguida o levou a sentar-se e pediu-lhe que fizesse
parte da assistência. Um tanto constrangido, o médium quis
dizer alguma coisa, mas foi impedido por Petitinga, que cal-
Praça Presidente Castelo Branco
Centro – Diadema – SP – Telefone (11) 4055-2955
Horário de funcionamento: 8 às 19 horas
Segunda à Sábado
mamente voltou-se para a frente da platéia, ainda emocionada,
e continuou sua preleção sobre o “Perdão das Ofensas”, como
se nada tivesse acontecido.
Petitinga dedicava-se a tratar as pessoas que o procuravam
com crises convulsivas. Sabia ser esse um processo com
sérios agravantes de vidas passadas. Os obsessores, muitas
vezes, subjugam os doentes, que passam a refletir os pensamentos emitidos pelos espíritos inferiores, que se comprazem
em ver os encarnados em situações humilhantes no convívio
social. Em muitos casos, quando há esse envolvimento, a
pessoa atacada por esse mal se afasta, procurando viver
isolada, rejeitando os próprios familiares.
Foi justamente esse quadro que levou o jovem Adalberto
ir à procura de Petitinga, pedir ajuda para sua noiva Mariana,
portadora de crises convulsivas, já há algum tempo. Descreveu ele que Mariana, tinha choros convulsivos, descrevia
quadros horríveis que a impediam de conciliar o sono, falava e gesticulava com alguém invisível e muitas vezes sofria
desmaios entrando em convulsão. Não se alimentava e se
trancava no quarto, ficando dias sem mesmo tomar banho. A
família estava em pânico.
Após ouvir o jovem Adalberto, Petitinga seguiu até a casa
de Mariana, pois queria conhecê-la. Após sentir o drama que
envolvia a moça, aplicou-lhe passes reconfortantes, buscando
Mestre em suas preces. Com o passar dos dias, Mariana foi
se acalmando e Petitinga ensinou a família a fazer o Culto do
Evangelho no Lar e ressaltou que seria necessária a ida de
todos, junto com Mariana, nas reuniões de estudos na União
Espírita, a fim de estudar e entender o caso espiritual, sem
nada exigir do Alto, porque, dizia ele, ‘‘era o princípio de uma
grande luta redentora, entre o ódio e o perdão.’’ Mariana precisaria também da ajuda de médicos terrenos e medicações
adequadas ao sistema neurológico, para mantê-la calma. E
depois de algum tempo, Petitinga esclareceu aos familiares
e ao jovem Adalberto, o drama espiritual de Mariana.
‘‘São desafetos que exigem explicações sobre os males sofridos. E quando o malfeitor reencarna, já trazendo o remorso
do mal praticado em sua memória, sofre todo esse processo de angústia, sem saber onde buscar o arrependimento.
Mas, os cobradores são atraídos por esses pensamentos
e aí continua ou começa a obsessão entre encarnados e
desencarnados.’’
‘‘Acreditemos, pois, que Mariana se afeiçoará a buscar em
Jesus a sua libertação, preparando o seu “amanhã”, vencendo a todos esses dramas, pela trilogia do amor, caridade e
perdão.’’
José Petitinga fez muitos amigos durante a sua passagem
pela Terra. Visitava, sempre que lhe era possível, as instituições que sabia, seriam de grande valor espiritual, naquela
época tão difícil para a Doutrina. Por isso levava seu incentivo
e sua colaboração na formação de equipes, de voluntários
6
que se destacavam para cuidar do campo assistencial e na
formação de pessoas estudiosas aos compêndios kardecistas, para firmar com seriedade as reuniões dedicadas aos
processos obsessivos.
No ano de 1932, estando de passagem pelo Rio de Janeiro, visitou pela única vez, a Federação Espírita Brasileira,
instituição pela qual tinha profundo respeito e desejo de conhecer os membros da equipe responsável pelos trabalhos
da “Casa Máter”.
Foi recebido pelo então presidente Guillon Ribeiro e o vice-presidente Manuel Quintão. A alegria foi geral, pois ambos
conheciam Petitinga pelos artigos que constantemente ele
enviava para o “Reformador”, órgão oficial da Federação.
Durante a sua estada em terras cariocas, Petitinga compareceu
às reuniões de estudos e das sessões realizadas no “Grupo
Ismael”, também ligado à Federação, contando com seus
participantes e fundadores da mesma instituição.
Fortes laços de amizade o ligaram a Manuel Quintão,
que passou, com frequência, a visitá-lo em terras baianas.
Quintão,conhecendo a vasta biblioteca existente em seu gabinete de trabalho pôde avaliar a cultura e a modéstia, fazendo
parte desse espírito reencarnado, que exercia na Doutrina
Espírita, o desvendar dos mais complexos problemas da vida
física e espiritual.
Outro nome consagrado na literatura espírita, foi o professor
Leopoldo Machado, que antes de mudar-se para o Rio de
Janeiro, teria sido o primeiro secretário da União Espírita
Bahiana teve
, a oportunidade de seguir de perto o espírito ativo
e progressista de Petitinga. Admirava suas preleções, sua
maneira fácil de ensinar as lições do Evangelho, procurando,
em sua modéstia, ressaltar o caminho da redenção, através
do trabalho cristão.
Leopoldo Machado, voltando a morar na Capital da República, colocou em prática as tarefas espirituais, contagiado
que fôra pela convivência com Petitinga. E ele, junto com
sua esposa, fundou em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, o Lar de
Jesus, ideia que se estendeu pelo Brasil, pois muitos foram os
lares espíritas que surgiram dando abrigo às crianças órfãs.
José Petitinga estava em plena atividade doutrinária na
União Espírita Bahiana, quando foi acometido de um mal súbito. Ele estava com seus 70 janeiros. Vida repleta de grandes
tarefas em favor dos semelhantes. Ficou acamado por vários
dias. Esse acontecimento se deu no dia 12 de março de 1939
e no dia 25 de março do mesmo ano, por volta das 4:30hs da
madrugada, sendo assistido por sua esposa, dona Maria Luiza
e de seus filhos, veio a desencarnar. Deixava seu corpo carnal
para que seu espírito voltasse à pátria de origem, onde por
certo recebeu a gratidão verdadeira de todos os espíritos que
o auxiliaram na execução das difíceis frentes de trabalho abertas,
nessa fase praticamente nova para a Humanidade terrena. Foi
um vanguardeiro nas lides doutrinárias, defensor e expositor
Guillon Ribeiro, ao centro Manuel Quintão e a direita Leopoldo Machado
Leopoldo Machado
das obras kardequianas, além de ter sido um jornalista, historiador, polemista, orador fluente, poeta, filólogo, matemático,
contabilista e ter conduzido aos corações do povo baiano e
a todo o Estado da Bahia, a iniciação da Doutrina Espírita.
O “Diário de Notícias” de 27 de março de 1939, publicou
oficialmente em suas páginas, o desencarne de Petitinga:
“Foi extraordinariamente concorrido o enterro, anteontem,
do Sr. José Petitinga, diretor da Companhia Progresso
e União Fabril da Bahia S.A. e presidente da União Espírita
Bahiana.
O Comendador, Bernardo Catharino, presidente daquela
Companhia, logo que teve conhecimento do ocorrido, determinou o fechamento de todas as fábricas e suspendeu o
expediente do escritório central. Ofereceu vários ônibus para
conduzir os operários ao velório. E em nome de todos foram
enviadas várias coroas de flores naturais”.
Muitos foram os que acompanharam o enterro do ilustre
vulto baiano que tanto serviço benemérito prestou aos semelhantes.
Outros periódicos noticiaram o desenlace de Petitinga. E
todos eram unânimes em dizer que fôra ele o principal vulto
do Espiritismo, a cuja Doutrina se dedicava de corpo e alma.
Enalteciam também Petitinga, como um estudioso, mantendo valiosíssima biblioteca, sendo um exímio conhecedor da
língua portuguesa.
Petitinga continua crescendo e iluminando as consciências,
que através da psicografia de Chico Xavier, tem enviado suas
poesias e páginas enaltecedoras de esperança e consolo.
O professor Leopoldo Machado, escreveu um artigo in titulado “Página de Saudade”, publicado no “Reformador”,
externando a personalidade desse defensor da Doutrina Espírita, nestes termos:
“Era o José Petitinga, sempre apostolar, manso e culto,
a dirigir, cronometricamente, os trabalhos, dentro de
uma tolerância verdadeiramente evangélica! Sua palavra fácil e uniforme, sem arroubos oratórios, descia
ao fundo dos corações e aclarava inteligências! Ouvi-lo
era aprender sem grande esforço; era fazer cultura
geral sem trabalho; era manusear a um tempo, muitas
obras de fôlego sem abrir uma só!”
Na cidade de Astolfo Dutra, em Minas Gerais, deu-se a
“Semana Espírita Cristã”, iniciada no dia 2 de julho de 1947.
O senhor Leopoldo Machado expôs rapidamente para os
que compareceram ao grande movimento espírita naquela
cidade, o “Decálogo do Espiritismo dos Vivos”. Após seu pronunciamento, pensava no velho amigo Petitinga e confabulava
mentalmente:
“Que acharia ele, se estivesse encarnado, das minhas
atividades doutrinárias e desses programas que penso ser
conveniente, para os iniciantes ao Espiritismo?”
O médium Francisco Cândido Xavier que ali estava presente, recebeu três mensagens psicografadas de Abel Gomes,
com o soneto Alegria Cristã; uma página de Emmanuel, reforçando a conduta espiritual e a página dedicada a Leopoldo
Machado, pelo espírito de Petitinga, assim iniciando:
“Leopoldo, meu amigo:
Deus nos abençoe a todos.
Também nós, desencarnados, estamos representando,
alegremente, no coro de júbilos que nos encanta, os
corações.
Prossigamos na jornada do bom ânimo.
No Brasil do Cristianismo redivivo, jamais esqueçamos
nosso dever perante a vida.
A morte é o passado que, quase sempre, reclama esquecimento.
A existência é o cântico divino.
O Evangelho não é um romance da Dor.
Se a cruz é o símbolo vivo para as nossas experiências
evolutivas, é preciso não esquecer que os desígnios
superiores situaram a Ressurreição depois dela”.
A mensagem se alonga, onde Petitinga incentiva o amigo
Leopoldo a seguir em frente, terminando com essas palavras:
“É por isso que rogamos a Deus amparar-te as realizações, suplicando ao Mestre dos Mestres te abençoe o
espírito de serviço em favor do Espiritismo Evangélico
vitorioso, numa terra mais alta, mais nobre e mais feliz.
Receba um grande abraço do teu velho
Petitinga”
Essa mensagem está na íntegra no livro “José Petitinga –
Apóstolo da Unificação”, de Archibaldo Petitinga Filho.
Entre outras páginas que Petitinga psicografou através da
mediunidade de Francisco Cândido Xavier, ressaltaremos
estes versos, dedicados a seu outro particular amigo, vice-presidente da FEB, na época, Manuel Quintão:
‘‘Ah! Quintão, tu me deste, comovido,
O necrológico terno da amizade,
Eu te envio, daqui, da eternidade,
Meu pobre pensamento agradecido
Eis-me, de novo, ante o desconhecido,
A impressão da fraqueza inda me invade,
Guardando o doce amargo da saudade
No pensamento fraco e dolorido.
Mas, desde a dor do leito da agonia,
Sinto as bênçãos suaves de Maria
Multiplicadas no meu coração.
O Evangelho divino de Jesus
É a minha fortaleza e a minha luz,
Eterna fonte de consolação’’
José Petitinga
Em reconhecimento ao imenso trabalho na divulgação da
Doutrina Espírita pelo empreendimento de Petitinga na cidade
de Juazeiro, foi fundada a União Espírita de São Francisco,
Sociedade Civil, no dia 27 de agosto de 1950, com os estatutos registrados no Cartório de Títulos e Documentos, nessa
cidade, Juazeiro, Estado da Bahia, sob o nº 49, em 22 de
novembro de 1950. Consta de seus Estatutos:
O estudo e propagação dos Evangelhos de Jesus e da
Doutrina Espírita, de acordo com as obras de Allan Kardec
e seus discípulos, mantendo os seguintes departamentos:
•
Assistência aos pobres – Caravana José Petitinga;
•
Infanto-Juvenil – Mocidade Espírita Nina Arueira;
•
Divulgação e Cultura – Biblioteca Humberto de Campos,finalidade-pública;
•
Comercial – Livraria Espírita.
Muitos foram os locais que se agregaram para fundar lares
e instituições, levados pelos ensinamentos contagiantes de
Petitinga.
O mesmo se deu em Santo Antonio de Jesus, na Bahia,
Acima, à esquerda: a Fundação José Petitinga, antes da reforma; sua porta de entrada e arredores.
A Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB) recebeu no dia 25 de fevereiro, a Fundação José Petitinga “Casa de Petitinga”, totalmente
restaurada, com as características históricas preservadas e prontas para atender às necessidades da FEEB e as atividades culturais
e educativas, além de promoções sociais e eventos de assistência à saúde. A reforma da sede da FEEB, onde funciona a Fundação José
Petitinga,iniciouem2008esófoipossívelgraçasàaçãodaFundaçãoemcaptarrecursosdoBNDESparatalfinalidade.
Conhecida como Casa de Petitinga, a sede localiza-se no Centro Histórico de Salvador (Patrimônio Mundial tombado pela UNESCO), no Largo
do Cruzeiro de São Francisco, n° 8 – Pelourinho, Salvador, Bahia e é um dos espaços públicos mais representativos da cidade e de grande
riqueza histórica, social e cultural. Além da preservação do edifício e do acervo histórico-cultural da instituição, a reforma também teve como
objetivo a readequação dos espaços internos, a manutenção dos trabalhos sociais e de assistência à saúde de pessoas carentes, a realização
de cursos, seminários espíritas e a criação de infraestrutura adequada à visitação turística.
A Casa de Petitinga destaca-se por suas proporções e fachada. Foi construída no século XVII coberta por telhado de duas águas com cumeeira
paralela à fachada principal. Está localizada entre outras construções contemporâneas de Salvador e outros sobrados vizinhos dos séculos
XVIII / XIX, como a Catedral Basílica e o convento de São Francisco, Ordem Terceira e Ordem Terceira de São Domingos.
quando um grupo de pessoas se reuniu para formar um movimento denominado Sociedade Espírita José Petitinga, com
a finalidade de orientar e socorrer espiritualmente famílias em
desarmonia, cuidando também em fornecer-lhes a assistência
material, pois conforme Petitinga pregava, “aquele que tem
fome não consegue raciocinar, ele também precisa do pão
material”. Esse movimento tinha à frente Henoch Leal
Sampaio e outros voluntários, que deram a esse empreendimento as bases principais da Doutrina Espírita, fundamentado nos estudos básicos de Allan Kardec.
José Petitinga foi o fundador do Jornal “A Ideia”, na Bahia,
mas não deixava de colaborar com os diversos periódicos
baianos, em sua época.
A União Espírita Bahiana e a União Social Espírita da Bahia
comemoraram, do dia 27 de novembro a 4 de dezembro de
1966, o centenário de nascimento de José Petitinga
Justas homenagens foram programadas para esses dias,
quando a Câmara de Vereadores da cidade de Salvador fez
inserir, na ata da sessão de 29 de novembro, duas moções de
júbilo pelo centenário desse ilustre filho de “terras baianas”,
sendo uma dirigida a União Espírita Bahiana, pelos serviços
assistenciais dirigidos por José Petitinga e a outra com honras
à família de José Petitinga, pelo exemplo do seu caráter
como esposo e pai na educação do mesmo grupo familiar.
A sessão do dia 2 de dezembro, a data magna do cen
tenário, teve momentos de grandes emoções na sede da
União Espírita Bahiana, com a presença de dois filhos do
homenageado, dos dirigentes das Sociedades Espíritas de
Salvador e de numeroso público, que foi também levar o preito
de saudade, uma vez que, para muitos, foi Petitinga o pai
amigo, sempre presente nas horas de tristezas, mas sabendo
consolar e amparar.
O orador, doutor Elsio Ferreira de Souza, presidente do
Conselho Federativo Estadual, da USEB, enalteceu a vida e
a obra desse grande vulto baiano.
Estiveram presentes à essa solenidade Arérvulo Werneck
Genofre, representando o Conselho Federativo Nacional e
Joaquim da Costa Villaça, diretor da Federação Espírita
Brasileira. Ao final da festividade, foi feito o encerramento
no salão nobre da Associação dos Funcionários Públicos
do Estado da Bahia pelo orador dessa memorável noite, o
Dr. Jayme dos Santos Batista, na época presidente da
USEB, muito aplaudidos pelos presentes.
Por entendimentos realizados pela família de José Petitinga, foi acertada a transferência da biblioteca de Petitinga, por
intermédio de sua esposa, dona Maria Luiza, para a União
Espírita Bahiana, no valor de 3.700$000, valor da época,
registrado na 6ª sessão junto a Diretoria dessa instituição no
dia 23 de janeiro de 1940. E no dia 25 de março do mesmo
ano, às 20 horas, em sessão pública, no salão da sede da
União Espírita Bahiana, na Praça Padre Anchieta, nº 8, data
do primeiro ano do desencarne de José Petitinga, como homenagem ao saudoso amigo, foi inaugurada a “Biblioteca
José Petitinga”, composta de mais de 200 obras, que lhe
pertenceram e que ora em diante passaram a pertencer aos
espíritas baianos.
Ao término desta matéria, sobre a vida tão repleta de dedicação a Doutrina Espírita, com exemplos confirmando a sua
reencarnação de “Homem de Bem”, registramos uma poesia
psicografada pelo médium Chico Xavier:
Largo do Cruzeiro de São Francisco, Pelourinho, Salvador, Bahia
Bibliografia
‘‘Aos Irmãos da União Espírita Bahiana,
Espiritismo em Cristo, luz da crença,
Para a aflição que a sombra desabriga,
És a casa da Fé, piedosa e amiga,
Que alivia, conforta e recompensa!
Que o vale da amargura te bendiga
Nesta hora em que o mal se entorna e adensa
Sobre a fronte dos filhos da descrença,
Quebrantados de dor e de fadiga...
• Grandes Espíritas do Brasil – Zeus Wantuil, Editora FEB, 1ª ed., 1969.
• José Petitinga – Apóstolo da Unificação – Archibaldo Petitinga Filho,
Editora Ponto & Vírgula Publicações, 1ª ed., 2005.
• Revista Reformador, Editora FEB, 1966.
• Seareiros da Primeira Hora – Ramiro Gama, Editora Eco, 1ª ed., 1979.
• http://www.radioboanova.com.br/novo/noticia.php?NOTCODIGO=391
• Imagens:
• http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f2/Elevador_Lacerda_
Salvador_Bahia.jpg
Estandarte sublime, excelsa aurora,
Ilumina o caminho que apavora,
Clareia a Terra – o abismo torvo e fundo.
Do Céu, onde a Verdade eterna existe,
És a divina luz que ainda persiste
Sobre as trevas e lágrimas do mundo!’’
José Petitinga
Final da segunda e última parte.
Eloísa
• http://www.febnet.org.br/ba/image/Imagens%20Presidentes%20da%20
FEB/DrLOGuillonRibeiro.jpg
• http://www.febnet.org.br/ba/image/Comunica%C3%A7%C3%A3o/
Imagens/Manuel%20Justiniano%20Imagem.jpg
• http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/361520/gd/1237219714/LeopoldoMachado-Biografia.jpg
• http://2.bp.blogspot.com/_mkiQiPsG6x8/S-k72RiJO2I/AAAAAAAAAy0/I6ZOg6ckU8/s1600/Nova+Imagem+%2858%29.png
• http://www.fundacaojosepetitinga.org.br
• http://static.panoramio.com/photos/large/8920760.jpg
Aconteceu
No dia 18 de dezembro, o Núcleo de Estudos Espíritas
“Amor e Esperança” realizou a festa de Natal, junto com as
170 famílias assistidas, na nova sede, que ainda se encontra
em fase de construção.
Após a prece de abertura, falou-se sobre o nascimento de
Jesus e todos cantaram músicas natalinas.
As crianças participaram com radiante alegria.
Foram distribuídos gêneros alimentícios, panetones e
brinquedos doados.
Toda a festa transcorreu em um clima de muita alegria,
paz e tranquilidade.
Agradecemos a todas as pessoas que doaram algo para
as famílias, comprovando que, ainda há muitos corações
bondosos que pensam em ajudar o próximo.
Deus abençoe a todos.
Equipe do Seareiro
Tema Livre
Está evidenciado que vivemos um período no qual a divulgação da Doutrina Espírita apresenta-se nos mais variados
canais de comunicação.
Antes, falar de espíritos trazia reserva, constrangimento,
receio e desconhecimento.
Hoje os livros, palestras, mensagens, circulam de forma
cada vez mais ampla, seja pela curiosidade, necessidade de
conhecer o lado espiritual, buscar consolo, enfim.
Com o lançamento no cinema de “Chico Xavier, O filme”,
estendeu-se a possibilidade do conhecimento e entendimento
da imortalidade do espírito. Possibilitou-nos adentrar parcialmente no cenário da vida íntegra e caridosa desse médium
conhecido e respeitado mundialmente, que viveu sua existência seguindo os ensinamentos do Mestre Jesus.
Comentar fatos da existência e dedicação de Chico Xavier
é tocar os corações nas suas fibras mais profundas, aproximando-os da sua essência divina.
Grande sucesso fez o filme sobre a colônia
espiritual Nosso Lar, com teor impactante até
mesmo para pessoas que não têm conhecimento da Doutrina.
Há, também, o filme sobre as cartas psicografadas por Chico
Xavier “As Mães de Chico Xavier” e, mais recentemente, o
filme “O Filme dos Espíritos”, baseado em “O Livro dos Espíritos”.
As sementes estão sendo lançadas, cada vez mais e
sempre o serão, atendendo a necessidade identificada cada
vez maior da humanidade na busca dos princípios verdadeiros
que conduzem ao conhecimento, alívio, compreensão, esperança. A ligação com o Criador se faz cada vez mais urgente
e necessária, pois a Terra vive um período de transição, no
qual deixará de ser um planeta de provas e expiações para
tornar-se um planeta de regeneração.
Que ocorra o despertar da humanidade inteira!
Nereide
Valorizamos mais aos bens materiais que aos bens espirituais. E isto, tem causado um grande atraso em nossa
evolução!
Para alguns, esta afirmação poderá parecer descabida e
contrária ao que se tem observado, pois, ao mesmo tempo,
verificamos que estamos evoluindo mais rápido do que se
possa imaginar. Parece um paradoxo, porém, esta “evolução” se refere ao campo material e não à “evolução moral”.
Não temos a pretensão de exprimir que a evolução material, ou melhor, que a evolução das ciências, por exemplo,
tem pouca ou nenhuma importância.
Basta notarmos como a medicina, somada à alta tecnologia, vem progredindo. Equipamentos e medicamentos cada
vez mais sofisticados, têm se mostrado eficazes no diagnóstico e tratamento de algumas doenças que, até pouco
tempo, eram tidas como indetectáveis e sem cura. Sob este
ponto de vista, verificamos que a evolução material, tem
servido claramente a evolução moral, já que muitos seres
se beneficiam deste progresso e, assim, evoluem espiritualmente.
Porém, se bem observarmos, notaremos que a evolução
material, sobre outros aspectos, tem sido percebida, para
grande parte da população, apenas para a satisfação dos
sentidos carnais, ou seja, daquilo que conhecemos muito
bem, para a satisfação do orgulho e do egoísmo.
Pois bem, quando desviamos nossos pensamentos apenas para este tipo de satisfação, as emoções e sensações
se modificam, influenciando diretamente a saúde psíquica e
física. Vale lembrar que quanto mais nos tornamos materialistas, mais nos tornamos “frios de coração”!
É esta “frieza” que nos torna indiferentes àqueles que nos
cercam, fazendo com que nos tornemos insensíveis com as
necessidades alheias e, ao mesmo tempo, vulneráveis às
injúrias e violência.
Se recorrermos aos dicionários, veremos que a sinonímia para injúria é “afronta, agravo, insulto, ofensa, ultraje.
Agressão a determinada pessoa por meio de atos, palavras,
invectivas ou gestos insultantes que ferem o decoro da vítima com intenção de difamá-la perante a sociedade”1.
Ora, até quando vamos nos sentir insultados por qualquer
coisa que seja contrária àquilo que pensamos? Até quando
também insultaremos o próximo com agressões verbais e,
muitas vezes, descabidas e, principalmente, sem princípios
cristãos?
Até quando vamos literalmente “estacionar” sob o ponto
de vista espiritual, imaginando que qualquer coisa que nos
façam de ruim, seja motivo para sentirmo-nos injuriados?
Que diremos da violência então?
Violência não apenas àquela que estamos habituados a
ver nos noticiários, filmes e novelas– não é apenas a violência física a que nos referimos, mas aquela que produz
10
efeitos que aniquilam a vontade alheia, com pensamentos
e maledicência.
Um assunto que podemos citar atualmente são os casos
de bullying, ou, em outras palavras, agressões verbais (violência) denegrindo a imagem da vítima, baixando sua auto-estima, através de insultos pessoais (injúrias).
O bullying é uma forma comum onde agressores
(geralmente ocorre entre jovens e, pasme, entre crianças)
forçam a vítima ao isolamento social. Este isolamento
ocorre de várias formas, tais como, espalhar comentários
maledicentes, recusa da aceitação da vítima em um
grupo, intimidações e críticas com relação ao modo de se
vestir e outros aspectos sociais, incluindo religião, etnia e
sexualidade. Este tipo de agressão tem ocorrido não apenas
dentro das escolas, mas, também, utilizando-se de meios
tecnológicos, o cyberbullying, espalhando-se mensagens
eletrônicas via e-mail, redes sociais, mensagens por
telefone celular, disponibilização de imagens etc.
Chamamos a atenção, aqui, dos pais. Chamamos a atenção dos espíritas!
Vejamos o que nossos filhos, nossos tutelados, têm feito.
Será que estamos educando-os de forma adequada? Será
que temos orado e vigiado?
Através do Evangelho de Jesus, sabemos que, muitas
coisas não são crimes aos olhos do homem, mas que são
crimes aos olhos de Deus!
Não demonstrou o Cristo, com seus exemplos, que de vemos perdoar indefinidamente e sermos caridosos, respeitando o próximo?
Precisamos aprender a transformar a violência em atos
de amor e não se deixar levar pelas injúrias ou, pior, causar
as injúrias.
Precisamos aprender a educar nossas energias e nos reeducarmos moralmente.
A mansuetude revela uma alma equilibrada.
Jesus sabia enfrentar todas as formas de injúria e violência com extrema pacificação e brandura. São os seus
exemplos que temos que observar e praticar.
Tratemos as pessoas como gostaríamos de ser tratados.
Perdoemos para sermos perdoados.
A violência, que é contra as Leis Divinas, deixará um dia
de existir sobre a Terra, mas para isso, precisamos adotar a
paciência, a afabilidade, a moderação, entre outras virtudes,
como hábito.
Lembremos que não viemos a fim de ser servidos, mas
sim de servir!
Reinaldo
Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec,
Tradução de Roque Jacintho, Editora Luz no Lar -1ª ed.- 1987.
________________
1.
Dicionário Michaelis – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa
Atualidade
Ano Novo é também renovação de
nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.
O tempo, como paternal amigo, como
que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais
claros para a necessária ascensão.
Lembra-te de que o ano em retorno é
novo dia a convocar-te para execução
de velhas promessas, que ainda não
tiveste a coragem de cumprir.
Se tens inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.
Se foste ofendido, perdoa, a fim de
que o amor te clareie a estrada para
frente.
De repente, em todos os cantos, em
todos os sons, anuncia-se a chegada
do Ano Novo.
De repente, uma taça brinda o alvorecer de um Novo Ano.
De repente, as mágoas se vão.
De repente, os homens esquecem o
passado e lembram do futuro.
De repente, os homens se lembram
como é bom viver.
De repente, tudo que era considerado importante torna-se efêmero.
De repente, nos damos conta de que
aqueles que ficaram no ano velho, não
mais poderão ouvir as nossas queixas,
Livro em Foco
Se descansaste em demasia, volve
ao arado de tuas obrigações e planta
o Bem com destemor para a colheita
do porvir.
Se a tristeza te requisita, esquece-a
e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.
Novo Ano! Novo Dia!
Sorri para os que te feriram e busca
harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.
Recorda que há mais ignorância que
maldade, em torno de teu destino.
Não maldigas, nem condenes.
Auxilia a acender alguma luz para
as críticas, tampouco, o nosso pedido
de perdão.
Graças à Misericórdia Divina teremos
um novo marco na Terra para que
novos planos de vida sejam refeitos,
para que comecemos tudo de novo no
Ano Novo, para que aproveitemos a
convivência dos que ainda partilham
conosco a mesma jornada terrestre.
Como Deus é sábio e generoso!
Não podemos apagar o que foi feito,
mas, aqui mesmo, nesta reencarnação,
ele nos oferece, através do calendário
dos homens, uma nova chance de nos
reorganizarmos.
A vida prossegue normal, mas para
os homens, este ciclo que se acaba
pode representar a esperança de uma
página em branco que se inicia. A Humanidade vibra com os votos positivos
Parte de uma coleção, é o 4º livro da série.
Como o próprio nome indica, Emmanuel
ditou verdadeira fonte viva do Evangelho.
Cada capítulo é iniciado com um versículo,
que por sua vez, é dissertado por Emmanuel.
A obra é indicada para instrução individual
ou em grupo. Serve como complementação
dos estudos, por seu sábios ensinamentos.
Após a leitura e estudo de “O Evangelho
Segundo o Espiritismo”, podemos abrir ao
chamado acaso uma de suas páginas e a lição provavelmente sempre concluirá o tema
abordado.
Ao final, o leitor encontrará indicação, por
ordem alfabética, dos livros bíblicos a que se
quem passa ao teu lado, na inquietude
da escuridão.
Não te desanimes, nem te desconsoles.
Cultiva o bom ânimo com os que te
visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.
Não te esqueças de que Jesus
jamais se desespera conosco e, como
que oculto ao nosso lado, paciente e
bondoso, repete-nos de hora a hora:
— Ama e auxilia sempre. Ajuda aos
outros, amparando a ti mesmo, porque
se o dia volta amanhã, eu estou contigo,
esperando pela doce alegria da porta
aberta de teu coração.
Emmanuel
Bibliografia: Vida e Caminho – Francisco
Cândido Xavier – Editora GEEM
de um mundo melhor. É o momento da
reflexão.
Aqueles que não ultrapassaram este
marco conosco aqui na Terra, continuam sua jornada na Espiritualidade,
assim como, outros estão reencarnando. É a lei da Vida.
Se temos a capacidade de obser varmos, sentirmos e vivermos dessa
maneira este presente Divino, temos
também o compromisso de enxergarmos aqueles que sequer têm esperanças de suportar o próprio dia, seja por
mazelas materiais ou morais.
Obrigada Senhor, pelo amor incondicional a esses seus filhos ainda tão
imaturos que engatinham e que não
percebem a sua ação misericordiosa
para aprendermos a andar.
Neves
Francisco Cândido Xavier
Espírito Emmanuel
Editora FEB
referem os versículos, bem como, índice completo por capítulos e versículos estudados,
tanto nesta, como nas demais obras da série.
O mais importante e motivo maior para
nos interessarmos pelo estudo da obra, é
esclarecer-nos quanto às lições trazidas por
Jesus, para que consigamos apreendê-las e
segui-las, ainda que seja aos poucos.
E estas (as lições), são generosamente
distribuídas pela fonte amorosa de Deus, por
meio dos incansáveis Benfeitores Espirituais,
como nosso Emmanuel.
“Estudemos, assim, as lições do Divino
Mestre e aprendamo-las na prática de cada
dia.”
Araújo
11
Família
No passado, tudo lhe era imposto, desde as regras sociais,
formas de se vestir ou de se expressar, como também as
artes eram impostas sobre rígidas normas.
Hoje há a liberdade de escolha sem muita pressão, inclusive no campo religioso, no qual se pede mais a participação
dos adeptos.
Mas se isso traz o benefício do amadurecimento moral com
mais solidez, fica a pergunta: Como estamos preparando os
nossos jovens para poder exercer este direito de escolha?
Se criarmos os nossos filhos com toda a liberdade, sem
regras ou limites, sabemos que eles se tornarão adultos da
mesma forma, sem regras ou limites.
É por este tipo de educação em que as crianças tudo podem fazer, e pelo medo de frustrá-las, é que vemos uma
sociedade atual com poucas noções de respeito ao próximo,
com acontecimentos
brutais de tempos em
tempos.
E o que fazer para
prevenir os nossos filhos de seus próprios
erros?
A educação moral
cristã deve ser prioritária
nos dias atuais!
É através da edu cação moral cristã que
plantaremos a semente
do respeito ao próximo
na alma dos jovens.
Mas não com a famosa
frase “senão Deus castiga”, e sim com o exem plo da compreensão de
que o próximo é um ser
humano igual a nós.
É claro que os métodos de ensinar os jovens devem ser revistos e adaptados para as novas gerações. Como dissemos,
hoje o jovem quer participar, quer ter o direito de escolhas,
então, os pais e professores devem levar isto em conta e
dinamizar o ensino da moral cristã, mas sempre tendo como
foco os ensinamentos de Jesus. Emmanuel já nos disse:
“Mocidade é liberdade. Todavia, se a liberdade foge à disciplina é, invariavelmente, a descida para deplorável situação.”
Os jovens têm que sentir que precisam obedecer regras
O Hospital do Fogo Selvagem de Uberaba – MG, que
atende a portadores do Pênfigo (Fogo Selvagem) e também a 150 crianças, precisa de doações para comprar:
os remédios Calcort e Psorex pomada (podem ser genéricos); materiais de limpeza (sabão em barra Ypê amarelo
para os doentes e sabão em pó para limpeza em geral);
fraldas descartáveis tamanho G infantil; Mucilon; lenços
umedecidos e álcool gel 70%.
12
sensatas, regras estas que eles entendam o porquê delas
existirem. Isto só se dá através de muita conversa e explicação.
Muito embora devamos manter a disciplina, nunca deixemos de lado o carinho com que devemos tratá-los, fazendo -os enxergar que a beleza da forma da juventude deve ser
completada com o aprimoramento interior; que a primavera
de sonhos deve ser enobrecida no trabalho digno, para que
o idealismo não seja um campo de flores mortas.
Por tudo isso é que a educação moral dos filhos é uma
tarefa sem interrupção, que dá trabalho, que não pode ser
descuidada em nenhum instante. Trata-se de responsabilidade, principalmente, mas não somente dos pais, pois qualquer
pessoa que, de alguma forma esteja tendo contato, mesmo
que breve, não deverá omitir-se em atentar para a advertência
perante uma palavra ou atitude descabida, “chocalhando com
luvas de pelica”, como
dizia o nosso querido
Chico Xavier.
Está faltando muita
religião dentro dos lares
e sobrando festas e comemorações. As famílias deveriam encarar o
Culto do Evangelho no
Lar com mais seriedade
e disciplina, não deixando de lado esta reunião
semanal tão simples e
de tão benéficos efeitos
para o ambiente doméstico. A persistência
no Culto do Evangelho
no Lar é que ajudará a
todos da família no fortalecimento espiritual.
Aos pais caberá a re compensa de, no futuro,
verem seus filhos formados como seres humanos dignos e
felizes.
Caso todo o esforço esteja sendo infrutífero, continue trabalhando pela educação dos filhos e ore muito para que Deus
lhes dê tantas oportunidades quantas forem necessárias para
completar a educação moral de seus filhos.
Wilson
Imagem: http://www.febnet.org.br/reformadoronline/img/fckeditor/image/REVISTA/2010/out/familia.jpg
Caso queira fazer doações em dinheiro, o depósito pode
ser feito em nome do LAR DA CARIDADE, através dos
seguintes bancos:
•
Bradesco – agência 0264-0 – c/c 14572-6
•
Banco Itaú – agência 0321 – c/c 00859-1
•
Banco do Brasil – agência 3278-6 – c/c 3274-9
Maiores informações:
•
Telefone (34) 3318-2900
•
[email protected]
Clube do Livro
Espíritos Emmanuel e André Luiz
Editora Ideal – 23ª edição
“Busca e Acharás”, pelos espíritos Emmanuel e André Luiz, psicografado por Chico Xavier.
Só a autoria espiritual dispensaria maiores comentários a respeito da seriedade da obra.
O que mais poderíamos querer nós, leitores simpatizantes, iniciantes ou adeptos do
Espiritismo, ante o recebimento de obra tão fiel aos princípios da doutrina, através do Clube do
Livro Espírita “Joaquim Alves (Jô)”?
Inicia-se com uma prece de André Luiz, ditada em 1976.
A cada tópico, no total de 48, nossos autores nos presenteiam com mensagens, algumas
em forma de verso, mas todas, sempre nos incentivando, alertando e esclarecendo sobre o
verdadeiro significado da Vida e da Verdade.
Como modestamente disse Emmanuel, são “pequenos textos de apoio fraterno”. Sim,
pequenos textos com grande conteúdo.
Se fizéssemos o que diz uma só frase, já estaríamos conseguindo eliminar muitas impurezas
de nosso coração e, consequentemente, adquirindo um pouco de virtude.
Aproveitemos tudo que nos vêm do Alto, através das mensagens e obras literárias.
Buscar sempre, junto a Deus, mas quando recebermos as suas bênçãos, tenhamos prudência
para saber usá-las, sabiamente, sem desperdiçar as oportunidades concedidas.
Uma ótima leitura!
Rosangela
A ideia Espírita-Cristã, por certo, poderá ter dominado as tuas emoções.
Hoje talvez te ergas em apaixonada
defesa de uma titulação religiosa, como
fizeste por outras em passado não tão
distante.
Dizes que trabalhas a bem da humanidade, criando as esperanças de um
paraíso distante na face da Terra.
Acautela-te, contudo, se ainda não
sabes discernir entre as tuas opiniões
pessoais e as do Mestre Jesus.
O Senhor da vida não se dirige à Humanidade terrena, querendo convertê-la
de súbito à luz divina de sua mensagem
de amor.
Jesus dirige-se a ti e a cada criatura
humana em particular.
O Senhor não converteu multidões
que O buscavam, mas chamou para o
bem algumas almas, uma a uma.
Trouxe Madalena à bênção do amor
sublime, sem querer converter a quantas fossem semelhantes a Maria de
Magdala.
Fez retornar Judas da noite de seus
enganos, sem estar aflito em santificar
de uma só vez, a todos os que sentissem fome e sede pelo poder temporal.
Do túmulo fez ressurgir a Lázaro,
sem que reerguesse a todos os que se
refugiavam no túmulo de suas negações.
Curou um cego, um paralítico, um
surdo – um por vez, sem estar preocupado em fazer o restabelecimento
de outras centenas de aflitos de nosso
mundo.
Jesus, o Cristo, tem a sua mensagem
endereçada a cada um dos corações
individualmente considerados, sem uma
doutrina a ser imposta ou proposta à
massa sem consciência da própria vida.
Assim, pois, quer o Mestre a redenção da parcela de nossa humanidade,
qual se estivesse diante de uma fila em
que cada criatura chegará, uma a uma,
aos pés do Senhor.
Se desejas, assim, servir ao Mestre da Paz e da Esperança, renuncia
a tuas opiniões pessoais, esquece-te,
agora, onde estiveres, abandona de vez
teus programas particularistas e cede-te aos princípios expostos pelo que é
SENHOR DA VIDA.
Paz
Roque Jacintho
Núcleo de Estudos Espíritas “Amor e Esperança”
DIA
LIVROS ESTUDADOS
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec;
Livro da Esperança – Emmanuel*; O Céu e o Inferno
– Allan Kardec; Missionários da Luz – André Luiz*
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec;
3ª
Livro da Esperança – Emmanuel*; O Consolador –
Emmanuel*; O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
O Problema do Ser, do Destino e da Dor – Léon
4ª
Denis; Viagem Espírita em 1862 – Allan Kardec;
Das Leis Morais – Roque Jacintho
O Evangelho Segundo o Espiritismo; Seara dos
5ª
Médiuns – Emmanuel*; O Livro dos Médiuns –
Allan Kardec
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec;
6ª
Livro da Esperança – Emmanuel*; Missionários da
Luz – André Luiz*; Vida Futura – Roque Jacintho
Domingo O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec;
Livro de mensagens de Emmanuel*
2ª
*Livro psicografado por Francisco Cândido Xavier
Reuniões: 2ª, 4ª e 5ª, às 20 horas
2ª, 3ª e 6ª, às 15 horas
Domingo, às 10 horas
Passes: À tarde: Ínício às 14h30 horas
À noite: Ínício às 17h30 horas
Domingo, às 9h30 horas
Artesanato: Sábado, das 10 às 17 horas
Evangelização Infantil: ocorre em conjunto com as
reuniões
Terapia de apoio espiritual aos dependentes
químicos e doentes em geral: 6ª, às 19h30
Tratamento Espiritual: 2ª e 4ª, às 19h45
3ª e 6ª, às 14h45
Treino Mediúnico: 5ª, às 20 horas
Rua dos Marimbás, 220
Vila Guacuri - São Paulo - SP - Tel.: (11) 2758-6345
Contos
Conta uma lenda antiga, que um dia, um camponês levou
seu burro ao pasto e, no caminho, havia um poço no qual o
animal caiu.
O burro gritava muito e o camponês depois de muito
pensar decidiu optar por uma solução mais cômoda e
extremamente cruel.
Considerou que o burro já estava mesmo muito velho e
que o poço precisava ser tapado. Soterraria o animal vivo.
Chamou seus vizinhos para que o ajudasse.
Após algumas pás de terra que levou, o burro parou de
gritar. O camponês resolveu olhar para o fundo do poço a
fim de verificar o que havia ocorrido e, surpreendentemente,
viu que a cada pá de terra que caía sobre suas costas, o
burro a sacudia dando um passo sobre essa mesma terra
que caía ao chão.
Em pouco tempo, o animal conseguiu chegar até a boca
do poço, passou por cima da borda e saiu dali trotando.
***
Podemos aprender como lição neste conto que nunca
devemos desistir da vida, pois acima de tudo e todos existe
a presença de Deus, Pai Amado que nunca abandona seus
filhos.
No desespero, costumamos imergir na nossa dor e nos
desequilibramos, deixando de perceber o auxílio divino.
Os problemas existem sim, mas não são por acaso, são
plantados por nós mesmos, seja agora ou trazido de faltas
cometidas no pretérito. A escolha de como enfrentá-los está
em nossas mãos.
O egoísmo e a crueldade não podem ser desculpas para
a nossa inércia e má condução do caminho a trilhar.
Como o burrinho nos mostrou, usemos a inteligência em
nosso benefício, em vez de nos lamentarmos eternamente.
Deus nos proverá!
extraída da
Imagem: http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/foto/0,,11542004-EX,00.
jpg
Pegadas de Chico Xavier
O assunto discorria sobre desregramento
do sexo e adultério, e Chico foi dizendo:
— Converso tudo isto com meus sobrinhos e eles me dizem: O senhor está fora
do tempo. A época agora é outra. Isso não
existe mais. Em que tempo o senhor está
vivendo?
— E que diz você, Chico? — alguém aparteou.
— Digo que vivo no tempo da consciência.
Comentário pequeno, mas de profunda
reflexão e análise, esse que o Chico deixou,
entre tantos outros, ao conversar com os
amigos sobre o tema “educação”.
Para os pais é sempre um interesse saber
o que uma pessoa da sabedoria e moral de
Chico Xavier faria em situações como essa
que, por vezes, passamos com os jovens e
ele com a experiência de quem cuidou dos
irmãos menores e dos sobrinhos, nos mostra
que na Espiritualidade não há modismo.
Ângela
Bibliografia: Adaptado do livro Chico, de
Francisco – Adelino Silveira, Editora CEU.
Imagem: http://2.bp.blogspot.com/_CDohqq_XG4g/
SxzWKKSfHuI/AAAAAAAAFtI/JfiV1v1c_20/s1600-h/
14
Cantinho do Verso em Prosa
Felicidade é viver
De serviço posto à mão,
Entre horários na cabeça
E Cristo no coração
Reclamas que o tempo é curto,
Dormindo e sonhando embora,
Mas o tempo cria tempo
Se fazes o Bem agora.
Afirmasque,emtodaparte,
É a provação que te escora;
No entanto, a dor é lição
Se fazes o Bem agora.
Alegas que a vida é sombra
De angústia que não melhora.
A vida, porém, é luz
Se fazes o Bem agora.
Trazes no peito oprimido
Coração que clama e chora,
Mas luta é acesso ao conforto
Se fazes o Bem agora.
Não te dês ao pessimismo,
Na mágoa que te devora.
Sofrimento aperfeiçoa
Se fazes o Bem agora.
Olvida pedras e ofensas
Na senda que te aprimora.
Perdão é campo à grandeza
Se fazes o Bem agora.
Trabalha constantemente,
Servindo e amando, hora a hora.
Ação é Força Divina
Se fazes o Bem agora.
A lição vem de encontro ao período cronológico que iniciamos, o novo ano.
Se estamos aqui, é tempo ainda! Quem disse que não dá mais?
Temos as obrigações terrenas, nossos deveres e compromissos e uma
agenda a nos espreitar. Mas, nunca justifiquemos falta de tempo para o
serviço no Bem. Ele nos revigora, nos alimenta a alma, simplesmente, é o
que nos faz evoluir.
As provações, dores, angústias, mágoas, ofensas e sofrimentos só
imperarão se não utilizarmos como antídoto o Bem.
A ação benigna depende apenas da nossa vontade e o momento é sempre
agora.
Não deixar para depois o Bem que se pode fazer é deixar de adiar a
felicidade nossa e do nosso próximo.
Avante! Olhemos o tempo minha gente!
14ª ed., 2009.
Sê bondade e entendimento,
Onde estejas, mundo afora.
Todo passo leva a Deus
Se fazes o Bem agora.
“Faze o Bem quanto puderes.”
— Pede a Vida andando à frente.
Diz a Morte, à retaguarda:
— “Olha o tempo, minha gente!”.
Casimiro Cunha
Pedimos sua ajuda para dar continuidade à construção da sede do nosso Núcleo de Estudos.
Precisamos de qualquer tipo de colaboração, desde materiais de construção a apoio financeiro.
O óbolo da viúva é sempre bem-vindo!
A nova sede fica na rua dos Marimbás, 220 - V ila Guacuri - São Paulo - SP
Canal Aberto
Agradecemos por todas as correspondências e e-mails recebidos. Reservamo-nos o direito de fazer modificações nos textos a serem publicados.
150 anos se passaram, desde 15 de janeiro de 1861, quando a Paris do século
XIX acordou com a publicação de “O Livro dos Médiuns” ou “Guia dos Médiuns e dos
Evocadores”.
Iniciativa dos Espíritos e organizado por Allan Kardec, este livro representou um
presente dos “Céus” para aqueles sensitivos que percebendo o Mundo Espiritual não
sabiam como lidar com impressões, vozes, ideias estranhas, com os espíritos
(tidos à conta de mortos) que se aproximavam em grande número dos “vivos”.
A previsão contida no livro Atos se cumpria: “Nos últimos tempos, diz o
Senhor, difundirei do meu Espírito sobre toda carne; vossos filhos e filhas
profetizarão; vossos jovens terão visões e vossos velhos, sonhos.” 1
Os espíritos se apresentavam aos vivos-encarnados no mundo e, após
a publicação de “O Livro dos Espíritos”, era imprescindível que um manual
de referência, um “guia” confiável, repositório de estudos e maduras experiências fosse colocado à disposição das pessoas interessadas no conhecimento
da prática mediúnica à luz do Espiritismo.
Na introdução da obra sesquicentenária Kardec nos fala de maneira franca: “Enganar-se-ia igualmente quem supusesse
encontrar nesta obra uma receita universal e infalível para formar
médiuns. [...] Seu objetivo consiste em indicar os meios de desenvolvimento da faculdade mediúnica, tanto quanto o permitam as
disposições de cada um, e, sobretudo, dirigir-lhe o emprego de modo
útil, quando ela exista. Esse, porém, não constitui o fim único a que
nos propusemos.”
Se somente indicasse os meios de desenvolvimento da faculdade
mediúnica grande seria o mérito da publicação. Quantas dúvidas
aparecem no processo de educação mediúnica, desde as primeiras
impressões até a participação efetiva num grupo de atividades mediúnicas? Inúmeras.
Médium escrevente, falante, que vê os espíritos, que esclarece
pelo diálogo, são alguns dos vários tipos de mediunidade que contam
com tempo e método diferentes para o desenvolvimento equilibrado, e “O Livro dos Médiuns” nos repassa informações consistentes
e seguras para que possamos utilizar da mediunidade em nosso
crescimento intelecto-moral-espiritual, com reflexo positivo desde
já, em nossa vida cotidiana.
Mais ainda, o “Guia dos Médiuns” objetiva o desenvolvimento da
mediunidade a fim de conduzir-lhe o “emprego de modo útil”, para
servir a todos, como prestação de auxílio desinteressado, gratuito,
visando consolar e reerguer aquele que sofre.
O apóstolo da caridade, Bezerra de Menezes, destaca que será em
prol da lídima prerrogativa de amar e servir que encontraremos a
função mediúnica.
O Consolador Prometido por Jesus se materializa pela via mediúnica,
quando os espíritos retornam e nos falam ou escrevem sobre sua
situação atual no mundo maior; que continuam vivos e atuantes;
velam e torcem por nós, os ainda presos ao corpo; sugerem caminhos, atitudes e relembram compromissos, como a nos preparar,
desde já, para a grande viagem, o retorno à pátria verdadeira: o
Mundo Espiritual2.
No entanto, Kardec propõe ir mais longe: “De par com os médiuns
16
propriamente ditos, há, a crescer diariamente, uma multidão
de pessoas que se ocupam com as manifestações espíritas.
Guiá-las nas suas observações, assinalar-lhes os obstáculos que podem e hão de necessariamente encontrar, lidando
com uma nova ordem de coisas, iniciá-las na maneira de
confabularem com os Espíritos, indicar-lhes os meios de
conseguirem boas comunicações, tal o círculo que temos
de abranger, sob pena de fazermos trabalho incompleto.”
Destaca-se, portanto, que no estudo sério de “O Livro dos
Médiuns”, no que se refere à prática mediúnica, obteremos:
a) Conhecimento dos meios de seu desenvolvimento;
b) Saber para torná-la útil;
c) Bom-senso para observá-la com proveito;
d) Paciência para lidar com os obstáculos que surgem
no caminho;
e) Modo de conversar com os espíritos;
f) E por fim, conseguiremos boas comunicações.
Não é fácil obter tudo isto, no imediatismo de nossos desejos apressados. Demanda tempo, dedicação, disciplina,
amor e conhecimento no que fazemos: “a experiência lhes
realçará a utilidade. Quem quer que o estude cuidadosamente melhor compreenderá depois os fatos de que venha
a ser testemunha”.
Recentemente, escutamos um médium “com grande
experiência mediúnica” falar não ser necessário o estudo
permanente de “O Livro dos Médiuns”. Valeria à pena que
os médiuns que se denominam “experimentados” relessem
a provocativa definição de médiuns experimentados3: “[...] a
experiência resulta de um estudo sério de todas as dificuldades que se apresentam na prática do Espiritismo. A experiência dá ao médium o tato necessário para apreciar a natureza dos espíritos que se manifestam, para lhes apreciar
as qualidades boas ou más, pelos mais minuciosos sinais,
para distinguir o embuste dos espíritos zombeteiros, que se
acobertam com as aparências da verdade. [...] O mal é que
muitos médiuns confundem a experiência, fruto do estudo,
com a aptidão, produto da organização física. Julgam-se
mestres, porque escrevem com facilidade; repelem todos
os conselhos e se tornam presas de espíritos mentirosos
e hipócritas, que os captam, lisonjeando-lhes o orgulho”.
150 anos passados e ainda encontramos “frequentadores de centros espíritas” que “acham” que as atividades
mediúnicas são dispensáveis. Fazer o quê? Convidá-los
a um estudo sistematizado da Doutrina Espírita. Eles não
estudaram “O Livro dos Médiuns”, leram-no, quando muito,
e certamente a galope. Não prestaram atenção na mensagem
do Espírito de Verdade, quando este refuta a opinião daqueles antipáticos às comunicações espíritas: “A pretensão
que manifestam é a negação do que o Espiritismo tem de
mais belo e de mais consolador: as relações do mundo visível com o mundo invisível, dos homens com os seres que
lhes são caros e que assim estariam para eles sem remissão
perdidos. São essas relações que identificam o homem
com o seu futuro, que o desprendem do mundo material.
Suprimi-las é remergulhá-lo na dúvida, que constitui o seu
tormento; é alimentar-lhe o egoísmo”.4
Bezerra de Menezes lembra que a missão mediúnica
está perfeitamente explicada e efetivamente definida na
pujante obra de Allan Kardec, pela qual o nosso Mestre e
Senhor Jesus Cristo logra qualificar os seareiros de sua
Vinha, dotando-os do discernimento justo e da mais pura
consciência cristã, sem cujo auxílio todas as suas faculdades medianímicas permaneceriam jungidas a seus desejos
e ilusões, quando não ultrajadas por mentes enfermas e
tenebrosas, das destrutivas obsessões2.
Em 2011, comemoramos o ano do sesquicentenário do
Guia dos Médiuns espíritas, aproveitando para iniciar (ou
reiniciar) a leitura atenta da codificação, começando pelo
começo, “O Livro dos Espíritos” e o seu seguimento: “O Livro
dos Médiuns”.
“(...) dirigimo-nos aos que vêem no Espiritismo um
objetivo sério, que lhe compreendem toda a gravidade
e não fazem das comunicações com o mundo invisível
um passatempo.”5
Yvo Tutti – Uberlândia – MG
________________
1.
2.
3.
4.
5.
Atos dos Apóstolos, capítulo II, v. 17 e 18.
A Mediunidade Espírita – Wagner Gomes da Paixão, pelo espírito Yvonne do
Amaral Pereira, Prólogo, Editora UEM.
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec, capítulo XVI, item 192, Editora FEB.
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec, capítulo XXVII, Editora FEB.
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec, Introdução, Editora FEB.
O ontem se foi
Assim é a vida.
Ela passa depressa.
Não perca tempo.
Trabalhe hoje pelos teus irmãos.
Amanhã, eles trabalharão por você.
Portanto, não deixe o hoje para amanhã.
Caso não saiba, poderás não estar aqui.
Amanhã será outro dia e estarás em outro lugar.
Hoje, faça o melhor que puderes.
Ricardo Santos – São Paulo – SP
Deixemos de lado a falsa ideia de que “o mundo está perdido”,
porque não está. Atravessamos sim, momentos conturbados
que fazem parte do processo de transição, que elevará a Terra
ao patamar de mundo de regeneração.
O que está acontecendo é a separação do joio do trigo e
isso gera um desconforto moral. Os espíritos recalcitrantes no
mal estão sendo conduzidos a mundos inferiores e os espíritos
propensos ao Bem, aqui permanecerão para darem continuidade
ao seu progresso.
Movimentemos então, as nossas forças em favor do nosso
crescimento espiritual para que possamos continuar a nossa
evolução na atmosfera terrestre, local este que serve-nos de
escola, de oficina de trabalho...
Que possamos absorver as diretrizes do Amor, praticando
os ensinamentos do nosso Mestre Jesus, uma vez que, agindo
dessa maneira estaremos quebrando a cadeia do mal e da ignorância que nos agrilhoa há milênios.
Não precisamos, para isso, aterrar-nos em conceitos, em valores mesquinhos, materiais, nem apegar-nos a essa ou aquela
seita. Basta-nos equilibrar os nossos pensamentos e atos, apaziguar os ensinamentos e norteá-los ao Bem.
Consultemos a nossa consciência sobre as questões da vida,
pois é nela que está gravada a Lei de Deus e obteremos a resposta que nos conduzirá ao êxito de uma vida mais saudável.
Recorramos a Jesus por meio da oração e encontraremos
forças para caminharmos em passos seguros para edificação
do Reino de Deus em nosso coração.
Carlo Augusto Sobrinho – Rio de Janeiro – RJ
Segundo volume:
A Serviço de Jesus
Calendário
tendo produzido, por intermédio do
Espírito Victor Hugo, diversos romances
mediúnicos.
1858 em Paris, França, Allan Kardec
lançada a Revista Espírita, publicação
mensal que apresentava a situação mundial do Espiritismo, assim como textos e
comunicações mediúnicas sobre assuntos diversos do movimento.
1846 nasce em Tours, França, Léon
Denis. Foi um filósofo espírita e um dos
principais continuadores do Espiritismo
após a morte de Allan Kardec, ao lado de
Gabriel Delanne e Camille Flammarion.
Fez conferências por toda a Europa em
congressos internacionais espíritas e
espiritualistas, defendendo ativamente
a ideia da sobrevivência da alma e suas
consequências, no campo da ética, nas
relações humanas. Além disso, foi autor
de vários livros doutrinários.
1875 publicada a primeira Folha Espírita
do Rio de Janeiro e a segunda do Brasil,
com o nome de “Revista Espírita”.
1884 fundada, no Rio de Janeiro, a Federação Espírita Brasileira.
1889 nasce em Botucatu, São Paulo, o
professor Carlos Carmine Mirabelli,
médium brasileiro; foi pesquisado por
cientistas e principalmente pelo Instituto
“César Lombroso”.
1412 nasce na França, Joana D’Arc. Foi
sacrificada na fogueira, devido aos seus
ostensivos dons mediúnicos.
1952 desencarna em Bristol, Inglaterra,
Ernest W. Oaten, espírita e companheiro
de Conan Doyle.
1868 lançada a primeira edição do livro
“A Gênese”, de Allan Kardec.
1715 desencarna Fénelon, um dos Espíritos
que colaboraram na Codificação Espírita.
1862 nasce em Gênova, Itália, Ernesto
Bozzano. Dedicou-se ao estudo dos fenômenos espíritas e foi autor de várias
obras do gênero.
1969 desencarna no Rio de Janeiro, Zilda
Gama. Professora e médium psicógrafa,
1874 nasce em Natal, Rio Grande do
Norte, Adelaide Augusta Câmara, mais
conhecida como Aura Celeste. Intelectual, dinâmica, extraordinária médium,
além de poetisa, contista e educadora, foi
uma das mais devotadas figuras femininas do Espiritismo.
1971 desencarna José Pedro Freitas
mais conhecido como “Zé Arigó”. Desenvolveu suas atividades paranormais,
tornando nacional e internacionalmente
conhecidas as cirurgias e curas realizadas, por intermédio de sua faculdade mediúnica, pela espírito que se denominava
Dr. Fritz, um médico alemão falecido em
1918, durante a Primeira Guerra Mundial.
1827 nasce em Zurique, Suíça, o
educador Johann Heinrich Pestalozzi.
Teve grande influência na formação
de Hippolyte Léon Denizard Rivail,
conhecido, mais tarde, como Allan
Kardec.
1910 desencarna Andrew Jackson
Davis, médium americano. Recebeu a
obra “Filosofia Harmônica” e foi um dos
precursores do Espiritismo.
1968 realizada a primeira reunião de mé dicos espíritas para fundar a Associação
de Médicos Espíritas, em São Paulo, SP.
1861 lançada a primeira edição de “O
Livro dos Médiuns”
1875 nasce no Maranhão, Luís Olímpio
Guillon Ribeiro. Engenheiro civil, exerceu vários cargos no Senado Federal. Foi
presidente da FEB, dedicando-se com
esmero às tarefas de divulgação, através
da imprensa.
1901 desencarna em Roma, Itália,
Frederic William Henry Myers, literato
inglês, um dos fundadores da Sociedade
de Investigações Psíquicas de Londres.
1947 desencarna no Rio de Janeiro,
Frederico Figner. Autodidata, destacou-se como empresário no Brasil. Como
espírita convicto, participou ativamente
do movimento, sendo alma caridosa e
lúcida.
1919 desencarna em São Paulo, Anália
Emília Franco Bastos. Professora, jornalista, poetisa e filantropa brasileira.
Trabalhadora incansável e espírita convicta, constituiu 71 escolas, 2 albergues
diurnos, 23 asilos, 1 colônia regeneradora para mulheres, 1 banda musical feminina, orquestras e grupos dramáticos, na
capital e em 24 cidades do interior.
1884 desencarna Amélie Gabrielle
Boudet, viúva de Allan Kardec.
1883 Fundada por Augusto Elias da
Silva, a revista Reformador, órgão
de divulgação da Federação Espírita
Brasileira.
1909 desencarna, Antônio Gonçalves da
Silva Batuíra. Comerciante, converteu-se ao Espiritismo e se tornou ardoroso
divulgador. Foi notável médium curador.
Criou vários grupos espíritas em vários
estados.
1863 fundado em New York, EUA, por
Andrew Jackson Davis, o Liceu Espírita.
1938 desencarna em Matão, São
Paulo, Cairbar de Souza Schutel, um
dos grandes vultos espíritas no Brasil.
Político convertido ao Espiritismo,
fundou o jornal “O Clarim” e a “Revista
Internacional do Espiritismo”. Foi
polemista de grandes recursos, tendo
defendido a doutrina, por numerosas
vezes, em praça pública. Escreveu várias
obras.
1854 nasce em Nápoles, Itália, Eusápia
Paladino, notável médium de efeitos físicos. Foi pesquisada por inúmeros cientistas, convencendo a vários sobre a veracidade da comunicação espiritual.
1969 desencarna no Rio de Janeiro,
Ismael Gomes Braga,
jornalista ativo do
para o custeio da postagem do Seareiro e
movimento espírita Sua doação é importante
pode ser feita em nome do
e esperantista.
Núcleo de Estudos Espíritas Amor e Esperança - CNPJ: 03.880.975/0001-40
Banco Itaú S.A. - Agência 0257 - C/C 46.852-0
Destinatário
- Pode ser aberto pela ECT
Órgão divulgador do Núcleo de Estudos Espíritas “Amor e Esperança”
Caixa Postal 42
Diadema - SP
09910-970
CORREIOS
SEAREIRO
9912284046 -DR/SPM
Mala Direta
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Boa leitura! - Núcleo de Estudos Espíritas "Amor e Esperança"