CONSTRUÇÃO DE UMA RODOVIÁRIA PARA O MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DO GUAPORÉ-RO, COMO UMA VISÃO CRITICA NA CONTEMPONEIDADE, SUSTENTABILIDADE E ACESSIBILIDADE Adenilton Santos Moreira1 Alessandro Alves da Silva2 RESUMO O sistema de transportes de passageiro no Brasil e no mundo foi surgindo devido o deslocamento da população de uma cidade para outra. No nosso país este processo teve início com chegada da indústria automobilística, onde houve um grande movimento nas estradas e no sistema de transporte coletivo por ônibus e dessa forma foi necessário a criação de estações rodoviárias. O preceito de Estações Rodoviárias tem como função atender as necessidades das pessoas que estão em deslocamento entre cidades, e consentir as condições socioeconômicas da população. Atualmente as pessoas procuram as rodoviárias, uma vez que os aeroportos não atendem a demanda, são muito pouco e distante das cidades dos interiores, que se torna necessário o uso dos terminais rodoviários. Ressalta-se que o projeto de uma estação rodoviária visa contemplar uma adequada estrutura física de prestação de serviços aos usuários. Neste contexto percebe-se que São Miguel apresenta apenas uma simples rodoviária, que não possui qualidade estética e arquitetônica e não oferece serviços de qualidade à população, pois é subdimensionada e suas instalações são precárias, não oferecendo espaços apropriados de espera e entretenimento. O presente Trabalho busca desenvolver um projeto arquitetônico de uma rodoviária dando importância aos conceitos de contemporaneidade, sustentabilidade ambiental e econômica. Como resultado irá deixar uma grande contribuição para a população que se utiliza do transporte coletivo, onde com a elaboração de um projeto arquitetônico contemple uma adequada estrutura física e funcional, aliado a um conceito volumétrico arquitetural, adequado aos conceitos de sustentabilidade e inovações tecnológicas, e que seja relevante no contexto local e Regional. Palavras chave: Sustentabilidade. Acessibilidade. Contemporaneidade. 1 Acadêmico de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Luterano de Jí-Paraná, CEULJI- ULBRA. Graduado em Pedagogia pela Universidade Federal de Rondônia-UNIR, Pós graduado em Matemática e Física para Ensino Fundamental pela Faculdade da Amazônia - FAMA e Pós graduado em Eng. em Segurança do Trabalho pela Faculdade Santo André-FASA. 2 Professor Orientador Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Marília-SP (2004), e Pós graduado em Eng. em Segurança do Trabalho pela Faculdade Santo André-FASA. INTRODUÇÃO São evidentes que na atualidade são vários os meios que buscam constantemente respostas para as questões ambientais, encontram-se tecnologias que minimizam as causas das ações humanas na natureza, neste contexto a arquitetura sustentável torna se indispensável. De certo modo entende-se que sustentabilidade pode ser alcançada com desempenho individual da humanidade, respeitando os avanços e ponderando o uso das tecnologias que visem à redução do desperdício de materiais de construção civil, bem como manter adequadamente o uso das fontes de energia renováveis. Também tornam notável cada vez mais as preocupações voltadas para a acessibilidade urbana. Onde as pessoas e os automóveis são conseqüentemente favorecidos quando se preocupa com o meio de locomoção. Neste aspecto vale ressaltar que o terminal Rodoviário deverá conglomerar todos estes aspectos, visto que o tema trata-se é um local onde pessoas e veículos necessitam transitar com o máximo de confortabilidade e eficiência. DESENVOVIMENTO Atualmente as pessoas procuram as rodoviárias, uma vez que os aeroportos não atendem a demanda, são muito pouco e distante das cidades dos interiores, que se torna necessário o uso dos terminais rodoviários. Neste quesito o projeto de uma estação rodoviária visa contemplar uma adequada estrutura física de prestação de serviços aos usuários. No Município de São Miguel do Guaporé, existe a necessidade de construir uma estação rodoviária que atenda a população que se desloca utilizando-se dos ônibus intermunicipais. Na atualidade São Miguel apresenta apenas uma simples rodoviária, que não possui qualidade estética e arquitetônica e não oferece serviços de qualidade à população, pois é sub-dimensionada e suas instalações são precárias, não oferecendo espaços apropriados de espera e entretenimento. No ensejo este projeto irá subsidiar-se de pesquisas, relatos e correlatos que norteiam o desenvolvimento do mesmo. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DAS ESTAÇÕES RODOVIÁRIAS O sistema de transportes de passageiro foi surgindo devido o deslocamento da população de uma cidade para outra. Foi no Rio de Janeiro em 1908 segundo Associação Nacional de Transportes Urbanos (2008) que foi o “ponto de partida da primeira linha regular de ônibus do país. Eram modelos simples, com capacidade para dez passageiros e poucos exemplares em circulação. Cem anos mais tarde, 105 mil ônibus urbanos transportam diariamente 50 milhões de passageiros pelas vias do Brasil” Com a chegada da indústria automobilística no Brasil, houve um grande movimento nas estradas e no sistema de transporte coletivo por ônibus e dessa forma foi necessário a criação de estações rodoviárias. Foi em 1939 que surgiu a primeira estação rodoviária no Brasil na cidade de Vacaria no Rio Grande do Sul. Depois outras cidades começaram a ter interesse pela idéia e foi surgindo de forma mais estruturada terminais rodoviários em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Salvador. Já em São Paulo, Paula (2012) menciona que a prefeitura paulistana nos anos 50 iniciou estudos para um terminal rodoviário, mas não saiu do papel. Somente em “25 de janeiro de 1960, o grupo Folha (dono do jornal Folha de São Paulo) inaugurou a sua própria estação rodoviária, “construída com recursos próprios”. Este terminal Segundo o mesmo autor ganhou o apelido de “Rodoviária da Luz ou Rodoviária Júlio Prestes”. CARACTERÍSTICA E FUNCIONALIDADE DE UM TERMINAL RODOVIÁRIO Um terminal rodoviário é uma instalação que deve possuir todas as funcionalidades para atendimento das necessidades dos agentes envolvidos na sua operação e utilização. Como agente segundo Dunham (2008) “podemos ter o operador de transporte, o comerciante que explora o terminal, os funcionários dos operadores locados, os funcionários da instalação e terceirizados e, principalmente, o passageiro e seus acompanhantes e os visitantes”. SUSTENTABILIDADE, DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Faz se necessário que o projeto da estação rodoviária serão absorvido os conceitos de sustentabilidade para buscar o desenvolvimento de uma arquitetura mais contemporânea, preocupada com o meio ambiente e com a economia de energias; pode-se definir que, desenvolvimento sustentável significa melhorar a qualidade de vida sem ultrapassar a capacidade de carga dos ecossistemas de suporte, questão em debates constantes nos dias atuais. “Quando se fala em edifício sustentável muitos já pensam em técnicas sofisticadas, mas há premissas básicas que qualquer obra moderna deveria atender, desde a compra do terreno até a construção, passando pela arquitetura.” (ARAÚJO, 2005). Tal contexto reforça que, atualmente as pessoas criam imagens abstratas, na maiorias das vezes com exageros sobre a aplicação da sustentabilidade. SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL A os olhos dos órgãos que defendem a preservação do meio ambiente, é preciso urgentemente que a população comecem a construir edificações que minimizem os impactos ambientais negativos causados pelo uso abusivo dos recursos naturais. Neste quesito torna-se possível construir utilizando materiais e tecnologias que melhorem a condição de vida do morador e não agridam tanto o meio ambiente. Por exemplo, existem blocos e tijolos fabricados com resíduos da própria construção, sistemas de aquecimento solar de água e tratamento de águas residuais graças a sistemas de filtros e drenagem que minimizam e melhoram o consumo. Uma escolha criteriosa de materiais e tecnologias a serem utilizados na obra, com o mínimo de desperdício, é o que propõe a chamada construção sustentável, definida pelo Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica. ACESSIBILIDADE URBANA Os critérios de acessibilidade previstos na ABNT NBR 9050/2001 devem ser obedecidos em todos os terminais rodoviários, ou seja, devem possibilitar a conexão. O projeto da circulação interna do terminal deve ser calculado antecipadamente áreas de saídas ou refugio no caso de emergência. As áreas destinadas a pessoas com deficiência devem ser previstas no local de espera do terminal rodoviário e deve ter no mínimo 15% da área total de espera. Quanto aos outros requisitos conforme NBNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas). A comunicação e sinalização visual, auditiva e tátil devem também ser respeitadas em todos os terminais rodoviários. As rampas segundo os critérios técnicos da NBR 9050/04 devem ter corrimãos em duas alturas, piso tátil de alerta, guia de balizamento. Monteiro (2012) diz que “Além dos itens de acessibilidade citados, o piso empregado na rampa possui superfície brilhante, o que provoca ofuscamento (brilho intenso) na visão devido ao reflexo da fonte de luz (sol) no plano (piso), causando desconforto na retina (efeito de saturação); e é escorregadio”. Figura 01: rampa conforme especificações técnicas Fonte: http://incluase.blogspot.com.br/2012_11_01_archive.html HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DO GUAPORÉ O atual Município de São Miguel do Guaporé foi criado através do decreto nº 206/88, quando o então Governo do Estado de Rondônia, JERÔNIMO GARCIA SANTANA, declarou ser de interesse social a criação do atual município, que se encontra concretizada. Surgiu espontaneamente, em 16 de junho de 1.984, sem projeto oficial. E no dia 06 de julho de 1.988, foi realizado o plebiscito sobre a emancipação política administrativa do então distrito de São Miguel, oficialmente São Miguel D’Oeste e posteriormente o nome de São Miguel do Guaporé. Figura 25: Imagem da chegada de São Miguel Do Guaporé Fonte: Acervo do autor DIMENSÕES GEOGRÁFICAS DO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DO GUAPORÉ A área territorial do município é de aproximadamente: 7.814,9 km² .Geograficamente o município de São Miguel do Guaporé, está localizado na zona central do Estado de Rondônia na região norte do país, apresentando como fronteiras os municípios de Alvorada D`Oeste, Mirante da Serra, Governador Jorge Teixeira, Costa Marques, Alta Floresta, Nova Brasilândia D`Oeste, Guajará Mirim, Seringueiras, Novo Horizonte, distanciando - se aproximadamente 540 quilômetros da Capital do Estado. Tendo ainda um distrito de nome Santana do Guaporé a 26 Km da sede do Município. Figura 27 :Imagem com vista geográfica da cidade Fonte: Google Maps POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DO GUAPORÉ O município possui hoje segundo analise da População dados do IBGE- 2013, cerca de 23.668 habitantes, sendo 12.882 masculinos e 11.086 feminina. Figura 28:Imagem evolução populacional de São Miguel do Guaporé Fonte: IBGE: Censo Demográfico LOCAL ESCOLHIDO PARA REALIZAÇÃO PROJETO O local contempla a vários quesitos, deste a vias expressas até os centro de acessibilidades que oferece melhores comodidades a os usuários, ficando próximo a BR 429 e confronta com as principais avenidas e ruas. RODOVIÁRIA BR 429 Figura 31:Imagem da vista panorâmica da cidade de São Miguel do Guaporé - Fonte: Google earth A princípio um terminal deve possuir localização de tal forma que maximize o nível de serviço oferecido aos clientes que o utilizem. Sendo assim, por exemplo, um ponto de ônibus deverá estar localizado de forma a tornar acessível pelos seus potenciais usuários, em geral os habitantes de uma região. Para o caso de viagens interurbanas, um terminal rodoviário, devem está localizados em locais de fácil acesso para que possam atender a comunidade, isto é,acessíveis a toda uma comunidade. No caso do município de São Miguel do Guaporé a implantação será na Quadra 016, Rua Dom Bosco até a rua Caribamba com avenida 16 de Junho, próximo a praça da Bíblia. Veja a imagem da implantação: Veja a imagem estendida da implantação: Figura 30: Implantação da rodoviária de São Miguel do Guaporé Fonte: Imagem do autor FLUXOGRAMA DO PROJETO Figura 32:Imagem planta de layout da rodoviária Fonte: Imagem do autor PROGRAMA DE NECESSIDADE DO PROJETO Projeto Arquitetônico O projeto arquitetônico possui um dimensionamento de 824 m², implantado sob uma área de 2.700 m², sendo subdividido em: Pavilhão de espera medindo 436.18m²; Três guinches, com a dimensão individual de 21.54m²; Sala de administração com a dimensão de 18.70m², com banheiro 2.45m²; Sala de guarda volume possui uma dimensão de 9.24m²; Sala de limpeza ou lavanderia possui uma dimensão de 9.24m²; Banheiro para funcionários possui uma dimensão de 2.45m²; Banheiro Feminino 26.35 m², subdividido em quatro banheiros, ambos com dimensão de 2.26m², um banheiro PNE com dimensão de 2.84m²; Banheiro masculino 29.52 m², subdividido em três banheiros, dimensão de 2.26m² cada, um banheiro PNE com dimensão de 2.83m²; Duas lanchonetes dimensão 29.14m² , subdividido em cozinha com 6.20m², sala estoque ou despensa 5.07m²; Armarinhos dimensão total de 41.35m²; Salas de Espera dimensão total de 41.35m²; Área impermeável Área permeável Total da taxa ocupação Figura 33:Imagem planta de layout da rodoviária 687.81 M² 1.154,74 M² 31.75% Fonte: Imagem do autor Quanto a acessibilidade veja que o projeto considera as recomendações da NBR 9050 em todos seus rigores, conforme imagem ilustrativa do projeto de acessibilidade a seguir: Figura 34:Imagem planta de acessibilidade da rodoviária Fonte: Imagem do autor JUSTIFICATIVA DO PROJETO GRÁFICO. ÁREA DE CHEGADA A área de chegada propõe um designe moderno e agradável contendo 414.80 m², distribuído em: • Três canteiros frontais, todos gramados e com jardinagem; • Área com acesso de embarque e desembarque de passageiro para táxi, contendo rampa com inclinação de 20% conforme NBR 9050; • Passarela para pedestre dado acesso à as comodidades da rodoviária, contendo rampa com inclinação de 8% todas com piso antiderrapante e acessibilidade via NBR 9050; DAS FACHADAS FACHADA FRONTAL A fachada frontal demonstra um estilo em arco na chegada da área de acesso ao embarque e desembarque de passageiro dos táxi, a fachada principal será dotada com pé direito de 6 (seis) metros, com marquise em alvenaria com bordas recuadas conforme imagem abaixo: Figura 35:Imagem da fachada frontal do projeto Fonte: Imagem do autor FACHADA LATERAL ESQUERDA. Na fachada lateral direita, o projeto propõe: • Ponto de Táxi com quatro vagas de parada sendo o piso em bloquete visando torna a área permeável, sala administrativo, banheiro devidamente equipado e revestido e cerâmica até o teto, cobertura em laje recoberta de telha aluzinco tendo manta térmica para melhor valorizar o conceito de sustentabilidade, portas frontais com dimensões amplas que permite um a melhor funcionalidade da ventilação natural, bem como, iluminação natural; • Canteiro com jardinagem natural, arvores que amenizam o aquecimento, além da permeabilidade; • Estacionamento privativo contendo três vagas para funcionários e uma vaga para viaturas ou ambulância, piso em bloquete sendo área permeável Veja a imagem abaixo: Figura 36:Imagem da Fachada Lateral Esquerda do projeto Fonte: Imagem do autor FACHADA POSTERIOR Foi desenvolvido na fachada posterior o local principal de entrada e saída dos funcionários, também funciona com acesso dos banheiros, implantação da caixa d' água, permite acesso a os guinches e Box de embarque e desembarque, conforme imagens abaixo: Figura 37:Imagem da Fachada Posterior do projeto acesso a os banheiro e estacionamento privativo. Fonte: Imagem do autor Figura 38:Imagem da Fachada Posterior do projeto acesso a os guinches Box. Fonte: Imagem do autor FACHADA LATERAL DIREITA. Nesta fachada o projeto apresenta os cinco Box de chegada e saída dos ônibus, sendo duas para uso freqüente e três Box reserva, também foram posicionado três rampas com acessibilidade a cadeirantes e piso tátil, na lateral esquerda está o estacionamento da rodoviária que oferece vaga para cadeirantes e ainda um canteiro com jardinagem natural, e arvores que amenizam o aquecimento, além da permeabilidade, vide imagem: Figura 39:Imagem da Fachada Direita. Fonte: Imagem do autor PROJETO ARQUITETÔNICO O projeto arquitetônico possui um dimensionamento de 824 m², implantado sob uma área de 2.700 m², sendo subdividido em: Figura 39:Imagem do arquitetônico Fonte: Imagem do autor PAVILHÃO DE ESPERA Pavilhão de espera medindo 436.18m², com piso todo em granelite, adaptado à acessibilidade com piso tátil e rampa de acesso para cadeirantes. ver imagem: Figura 40:Imagem da planta de acessibilidade do pavilhão de espera Fonte: Imagem do autor GUINCHES OU BILHETERIA O projeto dispõe de três guinches, com a dimensão individual de 21.54m², onde o piso será em cerâmica para facilitar a higienização, cobertura em laje e forrado em gesso garantindo o conforto térmico do ambiente, a pintura será em tinta acrílica, ambos guinches com janela em vidro temperado tendo uma dimensões amplas que permite um a melhor funcionalidade da ventilação natural, bem como, iluminação natural, porta que garante os quesitos de acessibilidade, conforme imagens: Figura 41: Planta baixa dos Guinches ou bilheteria Fonte: Imagem do autor SALA E ADMINISTRAÇÃO A sala de administração contém um banheiro com a dimensão de 2.45m², que será devidamente equipado, suas paredes serão revestidas em cerâmica. Na sala administrativa, bem como no banheiro, o piso será em cerâmica para facilitar a higienização, cobertura em laje e forrado em gesso garantindo o conforto térmico do ambiente, na sala administrativa a pintura será em tinta acrílica, a janela em vidro temperado tendo uma dimensões amplas que permite um a melhor funcionalidade da ventilação natural, bem como, iluminação natural, porta que garante os quesitos de acessibilidade. SALA DE GUARDA VOLUME A sala de guarda volume possui uma dimensão de 9.24m², suas paredes, forro, janelas, portas e cobertura seguirá os mesmos padrões das salas anteriores. porém esta deve estar equipada de armários e mobílias para guardar volumes. SALA DE LIMPEZA OU LAVANDERIA A sala de limpeza ou lavanderia possui uma dimensão de 9.24m², tendo um ponto de água fria, suas paredes serão revestidas em cerâmica para facilitar a higienização, onde os demais quesitos: forro, janelas, portas e cobertura seguirá os mesmos padrões das salas anteriores. BANHEIRO PARA FUNCIONÁRIOS O banheiro para funcionários possui uma dimensão de 2.45m², que será devidamente equipado, suas paredes e piso serão revestidas em cerâmica, contendo abertura para atender as funcionalidades, bem como ventilação natural. BANHEIROS FEMININO O Banheiro Feminino possui uma dimensão total de 26.35 m², que está subdividido em quatro banheiros, sendo três sanitários e um com chuveiro, ambos com dimensão de 2.26m² cada, um banheiro PNE (Para portadores de necessidades especiais), com dimensão de 2.84m², com barras de apoio, lavatório e adaptação para cadeirantes. Contém uma área de circulação com dimensão de 12.89m², equipado de seis lavatórios revestimento em mármore. Todos terão suas paredes e piso serão revestidas em cerâmica, para facilitar a higienização, contendo abertura (janelas) para atender as funcionalidades e garantir a ventilação natural. O forro, portas e cobertura seguirá os mesmos padrões das salas anteriores. Veja a imagem abaixo: Figura 42: Planta baixa dos banheiros femininos Fonte: Imagem do autor BANHEIROS MASCULINO O Banheiro masculino possui uma dimensão total de 29.52 m², que está subdividido em três banheiros, sendo dois sanitários e um com chuveiro, ambos com dimensão de 2.26m² cada, um banheiro PNE (Para portadores de necessidades especiais), com dimensão de 2.83m² , contendo barras de apoio, lavatório e adaptação para cadeirantes. Contém uma área de circulação com dimensão de 18.11m², equipado de Três lavatórios revestimento em mármore e seis mictórios em louça tipo porcelana. Todos terão suas paredes e piso serão revestidas em cerâmica, para facilitar a higienização, contendo abertura (janelas) para atender as funcionalidades e garantir a ventilação natural. O forro, portas e cobertura seguirá os mesmos padrões das salas anteriores. Veja a imagem abaixo: Figura 43: Planta baixa dos banheiros masculinos Fonte: Imagem do autor LANCHONETES OU ÁREA DE ALIMENTAÇÃO O projeto dispõe de duas lanchonetes ou área de alimentação , cada uma possui uma dimensão total de 40.98 m², que está subdividido em cozinha com 6.20m², com piso e parede revestido em cerâmica tendo um ponto de água fria, sala estoque ou despensa 5.07m², equipada de prateleiras, área da lanchonete medindo 29.14m² , o piso será em cerâmica para facilitar a higienização, cobertura em laje e forrado em gesso garantindo o conforto térmico do ambiente, na sala administrativa a pintura será em tinta acrílica, a janela em vidro temperado tendo uma dimensões amplas que permite um a melhor funcionalidade da ventilação natural, bem como, iluminação natural, porta que garante os quesitos de acessibilidade. Veja a imagem da planta baixa das lanchonetes e seus componentes: Figura 44: Planta baixa das lanchonetes e seus componentes Fonte: Imagem do autor SALAS DE AMARINHOS E ESPERA Ambas salas possuem uma dimensão total de 41.35m², onde, o piso será em cerâmica para facilitar a higienização, cobertura em laje e forrado em gesso garantindo o conforto térmico do ambiente, na salas a pintura será em tinta acrílica, a janela em vidro temperado tendo uma dimensões amplas que permite um a melhor funcionalidade da ventilação natural, bem como, iluminação natural, porta que garante os quesitos de acessibilidade CONCLUSÃO Este trabalho propõe para a cidade de São Miguel do Guaporé a construção de uma rodoviária em escala regional, concebida com novas tecnologias com vista à sustentabilidade buscando minimizar os impactos ambientais da edificação e também como forma de incentivo ao transporte coletivo intermunicipal. Com este novo terminal rodoviário o população terá um espaço agradável, baseando-se nos conceitos de conforto ambiental e nos fatores de qualidade para os usuários, compostos com ambientes de apoio de prestação de serviços básicos como segurança, acessibilidade e conforto. Para o projeto serão adotadas soluções tecnológicas para minimizar o desperdício de material de construção, bem como medidas para reduzir os custos finais da obra, utilizando-se de materiais com características sustentáveis. REFERÊNCIAS ARAUJO, Marcio Augusto Araujo, A moderna construção sustentável Disponivel em http://www.universia.com.br/html/materia/materia_gcbj.html Acessado em 13 de ago de 2013 AZAMBUJA, Ana Maria V (2002). Análise de Eficiência na Gestão do Transporte Público por Ônibus em Municípios Brasileiros - Programa de PósGraduação em Engenharia de Produção. Universidade Federal de Santa Catarina;BRASIL, Arquivo. Volvo desenvolve novo Modelo de Biarticulado. Disponível em: http://www.milbus.com.br/revista_portal/revista_cont.asp?216 CARDOSO, Felix Coimbra André. Gestão de Resíduos da Construção Civil disponível em: http://geodesia.ufsc.br/Geodesiaonline/arquivo/cobrac_2004/092 CUNHA FILHO, Otávio Vieira. Novos modelos de gestão para o transporte urbano. Revista dos Transportes Públicos - ANTP (Editorial), São Paulo, ano 20, p. 5-6, 3ºTrimestre de 1998. DUNHAM, José Augusto. SINTERP- Simulador para terminais Rodoviários de Passageiros Intermunicipais: Contribuição para Avaliação do desempenho de Terminais Rodoviários do rio de Janeiro. Dissertação de Pós-graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 2008. Disponível em: www.pet.coppe.ufrj.br/.../94-simterp-simulador-para-terminais-rodoviarios LIMA, Lucas e POENNIA, Carla. Fundamentação Teórica ou Revisão de Literatura. 2008, disponível em: http://monitorialpta.blogspot.com.br/2008/05/fundamentao-terica-ou-reviso-de.html IDHEA, Instituto para o Desenvolvimento da habitação Ecológica. Disponível em: www.idhea.com.br. MORETTI, Ricardo de Sousa. Normas Urbanísticas para Habitação de Interesse Social. São Paulo: IPT, 1997. Pg. (71, 73, 92 )