Autora: Sueli de Oliveira Rocha Instituição: Gruhbas Projetos Educacionais e Culturais O JORNAL BOLANDO AULA COMO COMPONENTE DA FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR Descrição do objeto Os avanços da tecnologia trouxeram importantes recursos que promoveram reflexões e discussões e alavancaram experimentações em todos os setores da atividade humana. Na Educação não foi diferente: as conquistas tecnológicas exigiram do professor uma nova postura, pois modificaram a sala de aula com o uso de recursos que foram do mimeógrafo a álcool à impressora a laser, do papel carbono ao scanner; do giz e lousa ao retroprojetor e à animação em data show; dos quadros ilustrados às tevês, vídeos e dvds; das pesquisas em bibliotecas às pesquisas virtuais; dos livros aos e-books. Dentre esses recursos trazidos pelo desenvolvimento tecnológico, o jornal mostra-se um dos mais vantajosos à área educacional. Além de ser bastante acessível se comparado financeiramente aos demais, apresenta outros benefícios: contribui para que os baixos índices de leitura sejam revertidos; traz a permanência da palavra escrita, oferecendo oportunidade a reflexões mais duradouras e consistentes; facilita o acesso a questões do cotidiano; e, além disso, sua leitura é uma prática social próxima à realidade do professor e do aluno. A vivência do Gruhbas Projetos Educacionais e Culturais (www.gruhbas.com.br) com profissionais que atuam no cotidianos das escolas demonstrou, entretanto, a ausência de publicações destinadas ao docente que utilizassem uma linguagem capaz de articular orientações didáticas e praticidade de informações, sem menosprezar a capacidade intelectual do professor. Assim, produzido pelo Gruhbas Projetos Educacionais e Culturais – uma instituição que desde 1993 atua em defesa da escola pública de boa qualidade e é voltada para a formação continuada de professores —, o jornal Bolando Aula nasceu da constatação de que é preciso oferecer ao educador do Ensino Fundamental um material pedagógico que possua as características de um jornal mas que traga os referenciais de que o professor necessita para auxiliar a construção do conhecimento por parte do aluno. Com a agilidade de um jornal que circula socialmente e se renova a cada número, alinhando-se aos temas discutidos no cotidiano, o jornal Bolando Aula traz, ao mesmo tempo, a consistência dos conceitos apresentados em obras pedagógicas de reconhecido valor, a praticidade das sugestões metodológicas necessárias para o dia-a-dia do professor e a pertinência dos conteúdos significativos para o Ensino Fundamental. O jornal 1 nasceu fincado nas raízes da diversidade cultural, apresentando, por isso, a salutar pluralidade de olhares de diferentes articulistas e tendo como principal diretriz o apoio pedagógico ao educador, seja na gestão escolar, seja na situação de HTPC (no Estado de São Paulo, chama-se de HTPC, Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo, o espaço/tempo institucional destinado a reuniões de professores, para discussões de caráter teórico-metodológico e troca de experiências), otimizando esse espaço/tempo de reflexão conjunta, ou ainda, na situação de sala de aula, oferecendo sugestões de atividades que visam à melhoria da qualidade do ensino. Como produto do Gruhbas Projetos Educacionais e Culturais, Bolando Aula reafirma os princípios dessa instituição. Portanto, é defensor incondicional da escola pública e do papel do professor na sociedade; luta pela melhoria da qualidade do ensino; respeita as diferenças e combate com veemência todas as formas de discriminação e preconceito; é pela inclusão dos portadores de necessidades educativas especiais no ensino público regular; e acredita que a formação continuada contribua sobremaneira para a formação do professor reflexivo. Bolando Aula apresenta artigos constituídos por relatos de experiências bem sucedidas, entrevistas, debates e reflexões sobre a prática docente em sala de aula. É destinado a professores das séries iniciais do Ensino Fundamental, pretendendo contribuir para a melhoria da qualidade do ensino público e o fortalecimento da educação básica no país. Além de se constituir em um instrumento de apoio à atuação do professor em sala de aula, investe significativamente na sua formação e valoriza-o enquanto profissional da educação. O Bolando Aula é um jornal do tipo tablóide, com capa em off set e miolo em jornal, com tiragem de 10 mil exemplares. Tem periodicidade de cinco números ao ano, nos meses de fevereiro, abril, junho, setembro e novembro. Cada número tem, no mínimo dezesseis páginas e, no mínimo, oito artigos. Para manter a estrutura do Bolando Aula, o Gruhbas Projetos Educacionais e Culturais conta com um Conselho Editorial, do qual fazem parte o Coordenador Geral, membros da equipe pedagógica da instituição e duas jornalistas, sendo uma delas também diagramadora. Os artigos do Bolando Aula são, em sua maioria, oferecidos ao Gruhbas gratuitamente pelos colaboradores. Os maiores gastos do jornal são com impressão e postagem. A impressão do miolo em papel jornal contribui para o barateamento dos custos. O jornal não tem patrocínio. É produzido unicamente com recursos próprios do Gruhbas Projetos Educacionais e Culturais, uma instituição sem fins lucrativos voltada para a melhoria da qualidade do ensino público, não tendo, portanto, qualquer vínculo com grandes empresas jornalísticas 2 como acontece com algumas das principais publicações voltadas para a educação. Esse fato confere ao Bolando Aula a independência necessária à formação de leitores críticos e autônomos, principalmente porque essa não vinculação a empresas jornalísticas de grande porte possibilita que um mesmo número de jornal possa apresentar um mesmo problema ou situação sob óticas diferentes, favorecendo a troca de idéias e o debate nas reuniões coletivas de professores. Concebido como um desencadeador de ações, o Bolando Aula é também um ponto de apoio para que o professor amplie o uso de material diversificado em sala de aula, trazendo várias chamadas para a utilização dos diversos textos que circulam socialmente e que a escola não pode ignorar. Assim, um artigo que tenha uma sugestão de atividades para desenvolvimento em 04 aulas poderá, numa proposta de trabalho conjunto entre professores de História, Língua Portuguesa e Educação Artística por exemplo, ter este tempo ampliado para até 12 aulas, produzindo desta forma maior impacto entre os alunos. Objetivos O jornal Bolando Aula tem como objetivos: • Constituir-se num recurso para a otimização do HTPC, transformando-o num espaço de atualização e de formação continuada do educador; • Oferecer ao educador sugestões de atividade para a sala de aula; • Dar visibilidade às experiências e projetos bem sucedidos nas escolas; • Divulgar políticas públicas educacionais. Procedimentos adotados O uso do jornal deve, necessariamente, passar pelos espaços coletivos institucionais, os HTPCs. Os passos coletivos, articulados no grupo, serão invariavelmente mais significativos do que ações isoladas e individuais. Por isso, prioriza-se sempre o trabalho em grupo. Os artigos devem ser lidos e discutidos no HTPC e, a partir daí, deflagrar ações coletivas de promoção da atividade. A dinâmica dos HTPCs terá como ponto de partida a prática dos professores e o conhecimento que têm sobre o conteúdo dos artigos. Será relevante que o coordenador pedagógico, que é quem geralmente conduz o HTPC, tenha lido os artigos previamente e proponha questões para discussão. Um levantamento dos livros existentes na escola e que possam interagir com o conteúdo dos artigos será de grande valia, pois essa interação certamente será um desencadeador de novas reflexões e ações. 3 A estratégia de se fazer a leitura dos artigos do Bolando Aula nos HTPCs dá aos educadores a oportunidade de tratar de questões específicas da relação ensino/aprendizagem nos diferentes componentes curriculares em que atuam. A elaboração de materiais para a sala de aula nascerá da reflexão conjunta sobre os diferentes artigos dos jornais, além da participação em vivências sugeridas nos artigos. A idéia é que os professores vivenciem situações e estratégias que os auxiliam a tornar o ensino produtivo e a aprendizagem prazerosa. Além de produzirem o próprio material a partir da leitura dos artigos, os docentes contam também com artigos feitos especialmente como sugestão para o desenvolvimento de atividades. São artigos produzidos pelos capacitadores do Gruhbas, com larga experiência de sala de aula e de atuação na formação continuada de professores. A abordagem mais comum em relação a esses artigos é a vivência das atividades sugeridas, embora, dada a diversidade dos artigos, os procedimentos possam variar segundo as características de cada um. Outra proposta metodológica para os artigos que contenham sugestões de atividades é que, por exemplo, eles sejam partilhados pelos professores, no espaço de formação que é o HTPC; que eles sejam recriados pelo grupo pensando na realidade de cada um; e que, posteriormente à sua aplicação em classe, eles sejam rediscutidos no grupo, como forma de exercitar a reflexão e a revisão da prática docente. Assim, na leitura do Bolando Aula é facilitada a troca de experiências entre os pares. É uma leitura marcada, pois, pela vivência de situações voltadas sobretudo a uma reavaliação e à renovação do fazer pedagógico, fundamentando em bases mais consistentes o compromisso do professor com a aprendizagem do aluno. Além de contemplar artigos de cunho teórico-metodológico, debates, entrevistas e sugestões de atividades para a sala de aula, uma opção metodológica na seleção dos artigos é a de contemplar textos sobre políticas públicas educacionais, como as análises de avaliações externas, do Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), do Saeb e da Prova Brasil. A abordagem desses textos merece uma postura reflexiva para identificação de problemas e a definição de ações que podem ser tomadas a partir das análises efetuadas, como, por exemplo, a colocação de desafios do tipo: Que alternativas pedagógicas concorrem para a redução dos índices de evasão e repetência? No meu âmbito de atuação, o que posso fazer para melhorar a média do IDEB no meu município? Esses textos possibilitam a reflexão sobre a prática docente, favorecem o intercâmbio de experiências e promovem o aperfeiçoamento individual e coletivo dos educadores. Outra possibilidade metodológica que pode ser levada a efeito, contribuindo para a atualização profissional do educador, é a identificação de aproximações e de distanciamentos entre as diversas práticas docentes 4 manifestas na palavra do professor, e entre essas práticas e o que revelam as concepções teóricas subjacentes aos artigos. Para trabalhar com o Bolando Aula no espaço do HTPC, pode-se ainda começar questionando desde a escolha da capa desse veículo de comunicação, sua relação com os artigos que estão no interior, se ela dá pistas para que se perceba a linha editorial do jornal etc. Cada artigo pode ser lido individualmente para, na seqüência, fazer-se a discussão das idéias; ou, ainda, pode-se fazer desde o início uma leitura compartilhada dos textos, parando-se em cada ponto polêmico. Outra possibilidade é a vivência, por parte do professor, de uma das sugestões de atividades para a sala de aula, dentre as apresentadas no jornal. Outra, ainda, é fazer, no grupo, um esquema para apresentação do conteúdo de um dos textos teóricos, contendo os conhecimentos necessários ao professor para tratar do tema numa classe do Ensino Fundamental, por exemplo, propondo sugestões de atividades para os alunos, numa forma de exercitar a transposição didática de conteúdos. Vale lembrar que essas sugestões metodológicas foram testadas em oficinas técnicas com grupos de coordenadores pedagógicos (que, na região do Estado de São Paulo, são os responsáveis pela condução do HTPC), revelandose bastante produtivas. Ao propor o Bolando Aula para a leitura do professor, o procedimento é simples: é fazer chegar o jornal nas mãos do professor que, em reunião com seus pares, no espaço do HTPC, partindo da leitura e discussão dos artigos, pode encontrar subsídios teóricos e práticos para aprofundar conhecimentos, atualizar conceitos, questionar posturas e ampliar perspectivas no sentido de que a escola tenha um currículo que se construa no dia-a-dia, tornando mais produtiva a relação de ensino e aprendizagem. Principais resultados obtidos A aprendizagem dos alunos é fonte da constante preocupação do Gruhbas Projetos Educacionais e Culturais, que sempre se questiona sobre quais as estruturas e práticas educacionais que maximizam oportunidades para os alunos que vêm de contextos pouco privilegiados e apresentam baixo nível de escolaridade. Pela experiência acumulada ao longo dos caminhos percorridos na capacitação docente (mais de dez anos, em mais de 150 municípios só nos dois últimos anos), o Gruhbas acredita na importância de se oferecerem ao professor bons subsídios teóricos e práticos Durante todo o ano de 2005, por exemplo, de forma gratuita e por intermédio de seu site e de seus três jornais — Bolando Aula, Bolando Aula de História e Subsídio — o Gruhbas ofereceu aos professores da rede pública farto e rico material didático (artigos colocados nos três jornais) para o 5 desenvolvimento do curso "A Lei 10639/03, a diversidade cultural e étnica e as práticas escolares". Esse curso teve adesão inicial de 45 municípios e cerca de 15 mil educadores, dos quais aproximadamente 5 mil foram certificados. Sobre a diversidade cultural foram realizadas trocas de experiências entre os docentes, fórum com especialistas e publicação de artigos nos três jornais, ao longo de um ano. A entrega sistemática dos jornais era feita por intermédio de postagem para as Secretarias de Educação e Apeoesp, que, então, repassavam os exemplares aos educadores que voluntariamente aderiram ao projeto. As Secretarias de Educação e a Apeoesp receberam, a cada edição de cada um dos jornais, o número de exemplares correspondente ao número de adesões ao projeto. Assim, os jornais chegavam às escolas para discussão em HTPC. Essas discussões, que eram acompanhadas por um coordenador da própria Secretaria de Educação ou da Apeoesp, repercutiam nas atividades do projeto desenvolvidas por meio do site do Gruhbas (fórum com especialistas e troca de experiências). Os jornais que compuseram essa experiência enriquecedora ainda estão disponíveis no site do Gruhbas. Em nível de Secretaria de Educação/Apeoesp, as ações do projeto foram avaliadas por um coordenador, que emitiu relatórios ao Gruhbas. Foram certificados os docentes que terminaram as 120 horas previstas no curso, que se apoiou basicamente nos artigos colocados nos três jornais. Portanto, de certa forma, o jornal Bolando Aula passou pelo crivo das escolas, das Secretarias de Educação e da Apeoesp. A excelência do curso pode ser comprovada pelos atestados de capacidade técnica emitidos pela Apeoesp (Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e pelas Secretarias Municipais de Educação que participaram dessa iniciativa. Os vinte e seis atestados de capacidade técnica que recebeu qualificam o Bolando Aula como material de apoio ao trabalho docente. A experiência na prática educacional de uso dos jornais nos HTPC foi tão positiva que até hoje o Bolando Aula publica artigos referentes à Lei 10639/03 e suas implicações na prática docente, embora o curso tivesse previsão para um ano. Essa dilatação do prazo aconteceu não somente pelo pedido dos participantes do curso mas também porque o Gruhbas acredita na eficiência do uso do jornal nas discussões coletivas dentro da escola e endossa todas as iniciativas de promoção da igualdade nas relações étnico-raciais,. Dando continuidade a essa ação, em 2006 o Gruhbas pleiteou e o FNDE aprovou a liberação de recursos para o desenvolvimento de projeto de elaboração de material didático que consiste em textos publicados nos jornais Bolando Aula e Bolando Aula de História, contemplando subsídios teóricos, práticos e metodológicos para que os docentes da região da Baixada Santista se apropriem das alterações ocorridas na LDB, com a inclusão dos artigos referentes à promoção da igualdade racial e trabalhem com os alunos a questão da identidade, 6 combatendo as formas de discriminação e preconceito. O convênio aprovado pelo FNDE/MEC, de certa maneira, também qualifica o Bolando Aula. Os beneficiários dessa iniciativa são 2506 professores dos nove municípios que compõem a Baixada Santista: Santos, Cubatão, Guarujá, Bertioga, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe Referências bibliográficas As referências com as quais o Bolando Aula trabalha são as de seus articulistas e colaboradores. Ao longo dos anos, Bolando Aula tem contado com a contribuição de educadores renomados. Entre os que colaboram ou já colaboraram com textos para o jornal ou concederam entrevista a ele, encontramse pesquisadores com reconhecida contribuição para a educação, como: Antonio Flavio Barbosa Moreira, António Nóvoa, Celso Antunes, Circe Bittencourt, Cláudio de Moura Castro, frei David R. Santos, Emília Cipriano, Ezequiel Teodoro da Silva, José Luís Tejon, José Vicente, Julio Groppa Aquino, Luiz Carlos Cagliari, Magda Soares, Maria do Rosário Longo Mortatti, Maria José Nóbrega, Maria Stela Santos Graciani, Marina Colasanti, Mario Sergio Cortella, Marlene de Carvalho, Miguel Arroyo, Moacir Gadotti, Nilson José Machado, Ordália Alves Almeida, Pablo Gentili, Sandra Corazza, Telma Ferraz Leal, Ubiratan D’Ambrósio, Vasco Moretto, Yves de la Taille e Zoë Neill Readhead (Summer Hill). Além desses nomes e de outros ligados ao MEC (Seppir e Secad), escrevem para o Bolando Aula Secretários de Educação, professores — que assim socializam experiências bem sucedidas, respectivamente de suas redes de ensino e sala de aula — e os capacitadores do Gruhbas Projetos Educacionais e Culturais. O referencial teórico do Bolando Aual situa-se, pois, entre o pragmático e o longo prazo, entre a árvore e a floresta. Ao mesmo tempo que alguns artigos procuram dar uma resposta a uma parte dos impasses cotidianos das professoras e professores, outros artigos investigam e discutem dimensões estruturais da educação brasileira, inserida em um cenário mais internacional. As matérias refletem uma linha de publicação que trabalha com a formação mais ampla do professor, indo, por exemplo, desde artigos que focam a parte pedagógica até as resenhas centradas na apreciação estética de um livro ou filme, que podem ampliar o repertório cultural do professor. Na questão pedagógica propriamente dita, o trabalho do professor em sala de aula é abordado de forma crítica, apresentando a perspectiva do sucesso escolar com qualidade. Além da pluralidade dos pensamentos dos teóricos citados, os artigos do Bolando Aula contêm a prática de sala de aula, registrada nos textos dos professores formadores e nos dos professores que enviam, como colaboração, o relato de suas experiências pedagógicas. Essa diversidade é reforçada pela 7 certeza de que a formação docente também se dá no espaço/tempo dos HTPCs, onde e quando, em reunião com seus pares, o professor pode compartilhar leituras, refletir e discutir sobre suas experiências. O jornal Bolando Aula tem como grande referência o professor António Nóvoa, quando afirma que as práticas de formação continuada devem ter como pólo de referência as escolas, pois é nelas que os professores, organizados em reuniões, podem decidir quais são os melhores meios, os melhores métodos e as melhores formas de assegurar a formação continuada. Nas escolas, discutindo as experiências vividas na formação, compartilhando leituras e práticas, os docentes constroem seus referenciais teóricos. Por isso, como jornal que é, Bolando Aula abriga a diversidade de olhares de seus articulistas, como um convite à reflexão e discussão dos professores nas situações de HTPC. Sueli de Oliveira Rocha é licenciada em Letras, com especialização em Teoria da Literatura, Literatura Comparada e Lingüística. É coordenadora do Programa de Leitura da Petrobras/ONG Leia Brasil na Baixada Santista e membro da equipe pedagógica do Gruhbas Projetos Educacionais e Culturais, onde é editora dos jornais Bolando Aula, Bolando Aula de História e Subsídio. (E- mail: [email protected]) 8