SANDRA REGINA CASSOL CARBELLO
PAULA RENATA FERRARI
“LAÇOS E FITAS E HISTÓRIAS BONITAS”: RELATANDO A EXPERIÊNCIA DE UM
PROJETO DE LITERATURA INFANTIL
Este trabalho visa compartilhar a experiência das acadêmicas do curso de Pedagogia
na organização de um Projeto de Extensão que teve como objetivo capacitá-las para
desenvolver um trabalho pedagógico de incentivo à leitura mediante atividades teóricas
e práticas com vistas à literatura infantil. Metodologicamente, o trabalho se realizou em
dois momentos. Num primeiro momento foram realizados encontros quinzenais com as
alunas do curso de Pedagogia nos quais fizemos discussões teóricas Bettelheim
(2001), Abramovich (1997), Coelho (2000) e preparamos atividades para a prática. Num
segundo momento, realizamos 8 encontros mensais com crianças do Conjunto
Guaiapó, em Maringá – Paraná, para contar histórias para crianças que têm acesso
limitado ao universo da literatura infantil. Cada encontro contou com uma média de
participação de 70 crianças. (Palavras-chaves: literatura infantil - formação de
leitores- contar histórias)
INTRODUÇÃO
Você conhece a história de que contar histórias é o melhor meio para formar leitores?
Para Fanny Abramovich (1997) ouvir muitas histórias é o inicio da aprendizagem para
ser um leitor. E ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de
compreensão do mundo. Quando a criança ouve histórias, ela suscita o imaginário e
através dele entende o mundo do qual faz parte. É praticamente Impossível pensar o
universo infantil sem a fantasia, a brincadeira e a imaginação.
No intuito de formar professores com consciência do papel das histórias na formação
da criança e com competência para contá-las de maneira adequada despertando no
leitor o desejo de se aventurar no universo da literatura, pensamos e propomos esse
projeto de extensão.
O PROJETO
O projeto de literatura infantil “Laços e fitas e histórias bonitas” foi uma proposta de
intervenção docente, realizado no decorrer de 2005, abrangendo duas importantes
necessidades. A primeira delas atendeu aos aspectos de formação das acadêmicas do
curso de Pedagogia, que se preparam para o exercício da docência. A segunda
necessidade foi dimensionada à medida que o projeto se efetivou; trata-se de
oportunizar contato com o universo literário às crianças e adolescentes que residem no
Conjunto Guaiapó, na periferia da cidade de Maringá – Paraná e que estão à margem
de práticas literárias.
Para a realização do projeto convidamos as alunas interessadas em estudar literatura
infantil e conhecer algumas técnicas de contação de histórias e assim organizamos um
grupo de 15 pessoas que mensalmente se reunia, estudava e preparava os encontros
que aproximavam as crianças aos livros.
Num segundo momento, realizamos encontros mensais com as referidas crianças e
adoslecentes, para contar histórias. Concomitantemente, iniciamos uma campanha na
faculdade para a coleta de livros de literatura infantil, com vistas à organização de uma
biblioteca comunitária no local. Neste processo compreendemos com ênfase a
mobilização da sociedade civil que se refere Ezequiel Theodoro da Silva (1986) quando
disse:
Assim caracterizado o processo de leitura e estabelecida a sua relação
com a problemática social brasileira, fica evidente que a luta pela
implantação de bibliotecas escolares é parte de uma batalha maior a
ser travada pelos educadores e pelos órgãos da sociedade civil (p.136)
O autor discutia a questão da necessidade de implantação de bibliotecas escolares,
ressaltando que a imagem que se tem dela, quando ela existe, não é um lugar
prazeroso onde se tem contato com o fantástico mundo imaginário, mas sim é um lugar
onde se cumpre castigo. Nas palavras do autor:
Não são poucos os professores deste país que, para livrarem-se de
alunos indisciplinados, transformam o espaço da biblioteca em um
instrumento de correção. Se ao menos os alunos pudessem ali
encontrar um acervo adequado às suas necessidades e interesses,
mas não: o local é tétrico, uma verdadeira câmara de tortura. Como,
então criar o hábito da leitura, o amor à biblioteca, agindo dessa forma?
(138)
Transformar a imagem que se tem de um lugar tão importante como a biblioteca é
tarefa nossa, enquanto educadores, mas antes disto, enquanto cidadãos. É neste
sentido que o autor assegura que:
Concretamente falando, iniciar um movimento a favor da formação e
dinamização de bibliotecas (ou de quaisquer outros centros de reflexão)
é, fundamentalmente, uma tarefa de cunho político. Trata-se de uma
opção crítica dos agentes sociais, frente ao enquadramento da
população no círculo da ignorância. (p.136)
Formar educadores conscientes de sua responsabilidade política nos remete ao legado
de Paulo Freire, que de maneira ímpar lutou pelo direito de universalizar o mundo
letrado. Fizemos a opção de mostrar para as acadêmicas a importância de encantar os
pequenos com as histórias, através da prática de sala de aula. Sobre essa
necessidade, Coelho (1997, p. 11-12) disse: “Há professoras que pensam que não têm
jeito para contar uma história. Se experimentarem, descobrirão qualidades novas em si
mesmas, reacendendo a própria criatividade, o que as incentivará a modificar a prática
de ensino, obtendo resultados positivos”.
Em sala de aula podem existir situações mais “formais” para contar histórias. Um
exemplo disso é o momento do conto que acontece na maioria das escolas de
educação infantil. Nesta situação se faz necessário o preparo da atividade. No
momento de contar, Abramovich (1997, p. 21), aconselha:
[...] é bom que quem esteja contando crie todo um clima de envolvimento, de
encanto... Que saiba dar pausas, criar intervalos, respeitar o tempo para o
imaginário de cada criança construir seu cenário, visualizar seus monstros,
criar seus dragões, adentrar pela casa, vestir a princesa, pensar na cara do
padre, sentir o galope do cavalo, imaginar o tamanho do bandido e outras
coisas mais [...]
É interessante que o contador não se prenda a descrições minuciosas, pois muitos
detalhes devem ficar na dependência da imaginação do ouvinte. É o que nos aconselha
Abramovich (1997, p. 21): “É bom evitar as descrições imensas e cheias de detalhes,
deixando o campo mais aberto para o imaginário da criança. Ela quer ouvir mais as
conversas, as ações, os acontecimentos...”. A autora indica também o uso das
modalidades e possibilidades da voz:
[...]sussurrar quando a personagem fala baixinho ou está pensando algo
importantérrimo; é bom levantar a voz quando uma algazarra está
acontecendo, ou falar de mansinho quando a ação é calma...Ah, é bom falar
muito baixinho, de modo quase inaudível, nos momentos de reflexão ou
dúvida, e usar humoradamente as onomatopéias, os ruídos, os espantos...Ah,
é fundamental dar longas pausas quando se introduz o “então...”, para que haja
tempo de cada um imaginar as muitas coisas que estão para acontecer em
seguida... E é bom valorizar o momento em que o conflito está acontecendo e
dar tempo, muito tempo, para que cada ouvinte o vivencie e tome a sua
posição[...]
O encanto de uma história bem contada traz para as crianças benefícios
incomensuráveis. Morais (1999, p. 78), confirma a importância do ouvir histórias na
infância. Disse ele:
A criança descobre o universo da leitura pela voz, cheia de entonação e de
significado, daqueles em que ela tem mais confiança e com quem se identifica
(cf. Morais, 1996) A escuta da leitura dá-lhe o sabor das palavras e o desejo de
ler por si mesma, desejo tão irresistível quanto o de começar a andar sozinha.
Pensando nas possibilidades de ação pedagógica, investimos na formação docente
para que as educadoras se sentissem responsáveis e capazes de sensibilizar as
crianças para a leitura. Como vimos as leituras e discussões para fundamentação
teórica e uso de técnicas de contação de histórias se ampararam em sugestões de
Abramovich (1997), Coelho (2000) e revistas de ação pedagógica. Nos encontros
realizados prevaleceu o ambiente cooperativo que permitiu uma participação efetiva
das acadêmicas efetuando críticas construtivas e apontamentos criteriosos para a
melhoria do trabalho. As contribuições eram incorporadas às histórias, que eram
recontadas.
Neste percurso várias técnicas foram utilizadas instigando a criatividade das
pedagogas, entre elas citamos: figuras ampliadas; dramatização mais complexa com
mímicas; imitação de animais; experimentos com figuras de papel e fio de lã; teatro de
varetas; confecção de uma televisão como recurso para a narrativa; utilização de
transparências para texto de imagens; história declamada, pois o texto era em versos;
confecção de personagem gigantes de massa de modelar; história interativa com a
participação das crianças carimbando as mãos com uma joaninha; contação de história
em equipe (estilo jogral); história com interseção musical; contação de história com
elemento misterioso.
Muitas foram as histórias que subsidiaram os encontros. As que mais agradaram os
participantes do projeto foram: A bela adormecida; A casa sonolenta; A galinha ruiva; A
cigarra e a formiga; O ratinho de chapéu; A casa feia; A pequena vendedora de fósforos
A casa que Pedro fez; O pato poliglota; A teia de Penélope aranha; O sanduíche da
Maricota; Filó e Marieta; A galinha que criava um ratinho; O sanduíche da Maricota;
Romeu e Julieta; A festa no céu; A joaninha que perdeu as pintinhas; Curiaçú e a
Gralha Azul: a lenda das araucárias.
Durante a exposição das histórias percebemos o envolvimento das crianças com a
narrativa, com destaque especial para os contos de fada. Esta preferência, nos remete
a discussão de Bettelheim (1980), que apresenta os contos como fonte de fantasia que
instrumentalizam a criança para a formação do pensamento. Isto se dá de forma
mágica e animista, mostrando que ela passará por sofrimentos, privações, angústia e
solidão, mas tudo acabará bem, se ela for corajosa e enfrentar as dificuldades sem
medo.
No mesmo sentido, Abramovich (1997, p. 17) contribui com a reflexão mostrando que
através das histórias, a criança suscita o imaginário e através dele entende o mundo do
qual faz parte:
É ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoções importantes, como a
tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, a alegria, o pavor, a
insegurança, a tranqüilidade, e tantas outras mais, e viver profundamente tudo
o que as narrativas provocam em quem as ouve – com toda a amplitude,
significância e verdade que cada uma dela fez (ou não) brotar... Pois é ouvir,
sentir e enxergar com os olhos do imaginário!
Despertar esse universo é tarefa nossa, que deve ser concretizada de maneira leve,
criativa e envolvente. Feil (1983, p. 44) afirma que:“Se a leitura for apresentada sob
uma forma lúdica, agradável e significativa, certamente se estará aí proporcionando o
nascimento de um bom e verdadeiro leitor”. Neste mesmo sentido, Negrão (2002)
aponta que geralmente afastamos as crianças dos livros quando apresentamos a leitura
como obrigação e não como uma atividade gratuita e de prazer. Ela nos alerta que
dificilmente nos damos conta que caminhamos em sentido contrário ao de formar um
bom leitor.
Reportando-se a sua experiência pessoal, Abramovich (1997, p. 24), nos mostra que:
Ouvir histórias é viver um momento de gostosura, de prazer, de divertimento
dos melhores... É encantamento, maravilhamento, sedução... O livro da criança
que ainda não lê é a história contada. E ela é (ou pode ser) ampliadora de
referenciais, poetura colocada, inquietude provocada, emoção deflagrada,
suspense a ser resolvido, torcida desenfreada, saudades sentidas, lembranças
ressuscitadas, caminhos novos apontados, sorriso gargalhado, belezuras
desfrutadas e as mil maravilhas mais que uma história provoca...
Partilhando desta mesma concepção, Yunes e Pondé (1988, p.60), nos lembram “[...] o
hábito de leitura se forma ‘antes’ mesmo do saber ler – é ouvindo histórias que se
‘treina’ a relação com o mundo.” Neste sentido, entendemos que despertar o prazer da
leitura consiste em desde cedo oferecer às crianças a oportunidade de ouvir historias e
ter contato com livros que correspondem a seus interesses e anseios.
Afirmamos, portanto, que contar histórias é uma arte,
vista como uma das
características do homem, em que através da linguagem, organiza suas idéias e as
transforma de acordo com suas necessidades, alimentando a alma, enriquecendo a
vida. Afetivamente se socializa estabelecendo relações mútuas uns com os outros. É
neste sentido que compreendemos a explicação de Negrão (2002, p.97-98), quando
afirma:
A leitura de literatura não acontece só com base no que a obra diz, mas
também no como ela diz, e se efetua com o concurso de todas as
faculdades humanas: sentidos, emoções e razão; por isso o conto, com
sua linguagem figurada e emocional, ajuda a explicitar complexas
relações intra e interpessoais.
Uma criança que ouve histórias e convive com os livros é estimulada para a
sensibilidade artística, para a criatividade, através do universo imaginário da literatura.
Explorar o que de maravilhoso as histórias possuem é abrir caminhos para novas
descobertas, liberando o impulso criativo, enriquecendo a linguagem e ampliando a
bagagem cultural de maneira divertida e dinâmica.
Resgatamos a importância das histórias, considerando-as como fator de equilíbrio
psicológico no desenvolvimento da criança. Elas oferecem recursos de motivação que
colabora para o crescimento intelectual e emocional, cultivando o espírito, resgatando
os valores que são explicados num processo histórico-cultural. Portanto, a criança é
vista como um ser social em seu pleno desenvolvimento. É neste sentido que
entendemos Malba Tahan (1966, p.15), um exímio contador de histórias, quando se
referiu às palavras da professora gaúcha Cezira Rodrigues:
A criança e o adulto, o rico e o pobre, o sábio e o ignorante, todos,
enfim, ouvem com prazer as histórias – uma vez que essas histórias
sejam interessantes, tenham vida e possam cativar a atenção. A
história narrada, lida, filmada ou dramatizada, circula em todos os
meridianos, vive em todos os climas. Não existe povo algum que não se
orgulhe de suas histórias, de suas lendas e de seus contos
característicos.
Desta maneira, compreendemos que o “Era uma vez....” e o “Em um reino muito
distante daqui...” são apenas o inicio de um processo bem complexo que não se
encerra no “e foram felizes para sempre...”!
O PROJETO ATRAVÉS DO OLHAR ACADÊMICO
As acadêmicas envolvidas com a proposta avaliaram muito bem o projeto. As palavras
de Paula exemplificam o sentimento do grupo: “Estar envolvida nesse projeto
compartilhando com crianças e adolescente o mundo imaginário é uma experiência
única para os apaixonados por histórias assim como eu! Participei do projeto com muita
expectativa e empolgação, o que mais chamou atenção foi à atenção que as crianças
tinham em cada história contada. O brilho nos olhos é uma imagem inesquecível. A
expectativa da nossa chegada, as corridas em nossa direção para os encontros
ansiosos com a magia que sabiam que iriam encontrar, a alegria expressa no sorriso,
construíram cenas marcantes em nossa formação. Me tornei fada naqueles momentos,
os livros eram minha varinha mágica! Encantei e tenho certeza que colaborei na
construção da imaginação, do afeto e da emoção de cada um deles.”
Para Marta, outra integrante do projeto, a exclusão e a pobreza não faziam parte de sua
visão sobre a cidade. Num primeiro momento a sensação foi de choque, que se
transformou em indignação e em seguida em forças para mobilizar-se e fazer algo para
modificar a dura realidade que conheceu.
Mesmo se tratando de uma ação restrita acreditamos que ela fez diferença na vida das
pessoas que puderam participar do projeto. Durante os oito encontros anuais
atendemos aproximadamente 70 crianças, entre elas adolescentes mães que
mergulhavam no faz-de-conta com muito entusiasmo deixando transparecer emoção e
satisfação com o final feliz das histórias. Nas oficinas posteriores elas participavam
ativamente, junto com o grupo da faixa etária de dois a dez anos.
Mesmo nos dias de clima muito chuvoso contamos com a participação de
aproximadamente 60 crianças, o que é um importante indicativo da satisfação que o
contato com as histórias lhes proporcionou.
A oportunidade de vivenciar essa experiência formativa foi ímpar. O brilho nos olhos
das crianças, o sorriso de satisfação, assim como a segurança de encantá-las com as
narrações aprendidas, são bagagens que acompanharão as acadêmicas no exercício
da prática pedagógica.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O projeto acima descrito foi de fundamental importância para os educadores em
formação e para as crianças que participaram dele ativamente. A prática de incentivo à
leitura e o contato com as histórias, estimularam a imaginação, a fantasia e vontade de
ter um livro nas mãos, abrindo assim as portas do universo imaginário.
Entendemos a leitura como ato social que necessita mediação do adulto. Através da
contação de histórias, o desejo de ler intensifica-se e envolve as crianças em seu
próprio universo, motivando o prazer e estabelecendo relações entre o real e a fantasia.
Ressaltamos que desde muito cedo é possível promovermos certas práticas que
despertam para o desejo da leitura que contribuem lançando bases para o
desenvolvimento processual do leitor
REFERÊNCIAS
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione,
1997. Coleção pensamento e ação no magistério.
BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Tradução de Arlene
Caetano. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1980.
COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil: teoria, análise, didática. 1ª ed. São Paulo:
Moderna, 2000.
FEIL, Iselda Terezinha Sausen. Alfabetização – um desafio novo para um novo tempo.
3ª ed. Ijuí, Vozes/ Fidene, 1983.
MORAIS, José. A arte de ler. Trad. Álvaro Lorencini – São Paulo: Editora UNESP,
1996.
MORAIS, José. Preparar para a leitura: ver e ouvir ler. In: Revista Perspectiva. v.17,
n.31, Florianópolis: Editora da UFSC, 1999. p. 71-90.
NEGRÃO, Maria Tampellim Ferreira. Literatura infantil e prazer: um espaço esquecido
na prática pedagógica. In: MACIEL, L.S.B.; PAVANELLO, R. e MORAES, S.P.G. (Org.)
Formação de professores e prática pedagógica. Maringá: Eduem, 2002.
SILVA, Ezequiel Theodoro. Biblioteca escolar: da gênese à questão. In: ZILBERMAN,
Regina (Org.) Leitura em crise na escola: as alternativas do professor, Porto Alegre:
Mercado Aberto, 1986.
TAHAN, Malba. A arte de ler e contar histórias. 5ªed. Rio de Janeiro: Conquista, 1966
TAVARES, Denise. Ora, contar histórias... In: TAHAN, Malba. A arte de ler e contar
histórias. 5ªed. Rio de Janeiro: Conquista, 1966.
YUNES, Eliana; PONDÉ, Glória. Leitura e leituras da literatura infantil. São Paulo:
FTD, 1988.
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