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OS PROCESSOS EDUCATIVOS NA TREZENA DE SANTO ANTÔNIO
Carley Rodrigues Alves (UFAL)
[email protected]
Márcia Brito Nery Alves (UNEAL/IESC/FASVIPA)
[email protected]
RESUMO
Os processos educativos acontecem em ambientes que necessariamente não precisam
estar formalizados numa escola ou em uma sala de aula. Desta premissa, este artigo
busca caracterizar os processos de transmissão, troca e construção de conhecimentos
que ocorrem durante a realização da Trezena de Santo Antônio, em Pradoso, pequena
comunidade do sertão baiano. O festejo traz em sua dinâmica um conjunto de valores
humanos que são transmitidos pelos mordomos, como são chamados todos aqueles com
funções específicas na festa, na forma de ensinamentos e, sobretudo, de atitudes. A cada
noite o tema é direcionado, desde a ladainha, leitura bíblica e comentários que são
realizados, transmitindo valores nitidamente compreensíveis àqueles que participam do
festejo. Compreendemos que o papel dos mordomos pode se definir nos termos de uma
solidariedade voluntária. Ao realizarem sua missão de mordomos transmitem uma
mensagem que caracteriza os treze dias da Trezena por meio da imagem dos „treze
tempos de realização‟ da vida em comunidade: tempo de solidariedade; tempo de
serviço; tempo de justiça; tempo de paz; tempo de acreditar; tempo de perdão; tempo de
alegria; tempo de dignidade; tempo de sonhos; tempo de fraternidade; tempo de
integração; tempo de vitórias; tempo de amor.
Palavras-chave: Processos Educativos. Pertencimento. Trezena de Santo Antônio.
INTRODUÇÃO
A Trezena de Santo Antônio, em Pradoso, pequeno povoado do sertão Baiano,
situado entre os onze distritos do município de Vitória da Conquista, é um festejo anual,
que se realiza entre os dias 1º e 13 de junho. Desde a sua preparação até a realização do
festejo são empregados saberes e técnicas tradicionais, que são compartilhados pela
comunidade. Estes saberes, construídos ao longo de gerações, ligados à religiosidade
popular, se constituem em processos educativos que constroem, por meio da oralidade,
de práticas e experiências do cotidiano, o sentimento de pertencimento.
Uma análise das cenas, dos saberes e dos sujeitos envolvidos no festejo, revela a
forma e o conteúdo de práticas capazes de construir territórios simbólicos de
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pertencimento. Sendo assim, a Trezena de Santo Antônio, em Pradoso, como
territorialidade humana, é concebida enquanto locus de aprendizado do pertencimento,
reafirmando valores comunitários como: a solidariedade, o serviço, a fraternidade, a
integração, dentre outros. Enquanto referência empírica para uma análise da importância
do pertencimento, a Trezena de Santo Antônio, em Pradoso, oferece subsídios para uma
produção de conhecimentos pautada pela compreensão da necessidade de uma religação
dos saberes técnicos e humanísticos (MORIN, 2001).
A Trezena de Santo Antônio, enquanto processo cultural e educativo, vem
recriando as condições para a reprodução de práticas sociais essenciais a vida no
povoado, para além do espaço-tempo de sua realização. A dimensão da religiosidade
mescla-se a um modo de vida fundamentado na simplicidade e na reprodução de valores
essenciais, como a solidariedade, a reciprocidade e a cooperação. A relevância daqueles
processos culturais enquanto processos educativos fundamentais para a consolidação e a
manutenção de uma identidade local sólida, em Pradoso (CASTELLS, 2002), enquadrase nas novas visões de sociedade, de ciência e de educação que vem instigando
pesquisadores das várias áreas de conhecimento, na atualidade (HALL, 2000).
A Trezena de Santo Antônio enquanto Processo Cultural
A Trezena de Santo Antônio situa-se entre os festejos religiosos mais comuns do
Brasil, juntamente com os festejos a São João e a São Pedro, os santos das festas
juninas, uma tradição européia que se enraizaria profundamente na cultura brasileira. A
dimensão histórica do contexto de realização da Trezena de Santo Antônio em Pradoso,
até os dias de hoje, agrega um amplo espectro de acontecimentos, símbolos, gestos,
práticas e valores que torna possível considerá-la como um patrimônio da comunidade,
ainda que não lhe seja um festejo exclusivo. A Trezena, que é realizada há 148 anos,
entre os dias 1º e 13 de junho atrai centenas de fiéis e devotos de Santo Antônio todos os
anos. Muitos daqueles que já não moram em Pradoso aproveitam a oportunidade da
realização do festejo para reverem parentes e amigos, movidos pelo sentimento de
pertencimento.
Descritos enquanto processos educativos, os processos culturais tradicionais
podem ser entendidos enquanto processos que levam uma comunidade a fazer sentido
para si mesma, a ter uma história, uma raiz, uma origem, e abrange o comportamento
dos indivíduos e as tradições populares, no contexto mais amplo das representações
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coletivas e sociais. Os processos culturais tradicionais sendo constituídos e
constituidores de ação comunicativa e, portanto, de aprendizagem, se enriquecem de
conteúdo pedagógico constituindo-se em legítimos processos educativos (MORIN,
1998). É dessa forma que encaramos a Trezena de Santo Antônio, ao considerarmos o
seu importante papel na construção e na transmissão de significados e valores,
imprescindíveis a consolidação da identidade de Pradoso.
A Trezena de Santo Antônio, em Pradoso, confirma-se enquanto uma poderosa
ferramenta de transmissão intergeracional de conhecimentos. A força deste processo
justifica a singularidade do modo de vida tradicional de sua gente, diretamente ligado a
construção de meios de sobrevivência em face das características físicas, políticas e
econômicas dos sertões nordestinos.
Ao enxergar nos saberes construídos e consolidados por meio da Trezena de
Santo Antônio, procuramos compreender a multidimensionalidade de práticas capazes
de construir territórios simbólicos de pertencimento. A Trezena de Santo Antônio, em
Pradoso, concebida como locus de aprendizado do pertencimento, passou a ser
interpretada enquanto lugar de construção de valores comunitário (BAUMAN, 2003).
Ao longo de gerações, comunidades rurais como Pradoso vem conseguindo manter um
padrão de transmissibilidade de saberes, práticas e valores, imprescindíveis a
consolidação do sentimento de pertencimento.
As Práticas e os Saberes da Trezena de Santo Antônio
Nos doze primeiros dias da Trezena de Santo Antônio, em Pradoso, são
trabalhados valores que se apresentam enquanto os tempos do acontecer solidário, no
cotidiano da comunidade. Nestes dias o festejo ocorrem à noite, resumindo-se em uma
reza coletiva do terço e na leitura de um trecho da Bíblia por um dos mordomos, como
são chamados todos aqueles com funções específicas na festa. As atividades se
encerram, diariamente, com um ritual realizado exclusivamente pelos homens, que,
enfileirados, se dirigem ao altar, uns após os outros, fazendo preces curtas a Santo
Antônio, enquanto beijam três vezes a base do sacrário.
Não obstante a rotina dos doze primeiros dias, no 13º dia materializa-se um
tempo sagrado. Um tempo fora do tempo. Um dia especial da festa que, diferentemente
dos doze primeiros e a despeito do imperativo do trabalho, se realiza durante todo o dia.
A rotina inicial agora passa a se enriquecer com novos elementos, novos
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símbolos e novas práticas. É um dia especial de comunhão, de confraternização, de
rejúbilo, de imensa alegria. Neste dia, três novos elementos vão se somar as rezas e
ladainhas. Três práticas especiais, cujos significados reafirmam Pradoso enquanto lugar
de vida: o hasteamento do mastro com o estandarte de Santo Antônio, uma procissão
que realiza três voltas em torno de um antigo casarão, onde viveram os antepassados
que fundaram o povoado, e uma distribuição de biscoitos locais.
Estas práticas revelam a Trezena de Santo Antônio enquanto territorialidade
humana, ao demarcar um território sagrado de pertencimento, revelando a importância
da religiosidade popular na definição da singularidade de lugares como Pradoso. Para
Eliade (1996, p.30) “todo espaço sagrado implica uma hierofania, uma irrupção do
sagrado que tem como resultado destacar um território do meio cósmico que o envolve e
o torna qualitativamente diferente”.
O hasteamento do mastro, sendo realizado exclusivamente pelos homens, é a
primeira prática a se realizar. O mastro é formado por um tronco de aroeira, medindo
aproximadamente 20 metros e chegando a pesar uma tonelada. Esta prática mobiliza os
homens que despendem muita força, em um trabalho que só se realiza com a união de
todos. Um trabalho em equipe!
A procissão se inicia logo após o hasteamento do mastro. Homens, mulheres e
crianças circulam três vezes o antigo casarão. Todos seguem em caminhada, ao som de
tambores, pandeiros e violões, embalados por canções religiosas. As mulheres retiram
os santos do altar de Santo Antônio, carregando-os consigo em todo o percurso. Outras
carregam velas acesas. Todos caminham juntos, na mesma direção, no mesmo ritmo.
A distribuição de biscoitos é um momento de congraçamento. A seriedade e a
serenidade com que a procissão e o hasteamento do mastro se realizam é substituída
pela descontração e a alegria. Produzir os biscoitos para a festa exige dedicação,
abrangendo etapas de preparação que antecedem em duas ou três semanas a Trezena.
Os Tempos de Realização da Trezena de Santo Antônio
A realização da Trezena de Santo Antônio, em Pradoso, traz na sua dinâmica um
conjunto de valores humanos que são transmitidos pelos mordomos, na forma de
ensinamentos e, sobretudo, de atitudes. A cada noite o tema é direcionado, desde a
ladainha, à leitura bíblica e os comentários que são realizados, transmitindo valores
nitidamente compreensíveis àqueles que participam do festejo. Os tempo de plantar e de
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colher do pequeno povoado rural, são ampliado a cada noite, transformando-se em
valores imprescindíveis à vida da comunidade: 1ª noite – tempo de solidariedade; 2ª
noite – tempo de serviço; 3ª noite – tempo de justiça; 4ª noite – tempo de paz; 5ª noite –
tempo de acreditar; 6ª noite – tempo de perdão; 7ª noite – tempo de alegria; 8ª noite –
tempo de dignidade; 9ª noite – tempo de sonhos; 10ª noite – tempo de fraternidade; 11ª
noite – tempo de integração; 12ª noite – tempo de vitórias; 13ª noite – tempo de amor.
A internalização dos tempos de realização da Trezena faz convergir as histórias
de vida individuais, produzindo no contexto de sua realização um eterno instante de
biografias compartilhadas (JOSSO, 2002; 2004). A importância da festa para a
comunidade reafirma-se na identidade cultural de Pradoso. A totalidade dos tempos
trabalhados na Trezena de Santo Antônio denotam saberes tradicionais que se firmam,
mesmo em face dos processos de desconstrução dos territórios simbólicos, impostos
pela proximidade do modo de vida urbano, e da cultura global, reproduzindo as
condições de pertencimento imprescindíveis à vida comunitária.
A Trezena de Santo Antônio reafirma Pradoso enquanto Comunidade
A identidade da comunidade é reafirmada na festa. Por outro lado, a festa
também é uma oportunidade da comunidade abrir-se para o outro, revelando sua
essência. A festa é uma porta que se abre e que permite que a comunidade comunique
seus sentimentos, suas aspirações entre os seus membros, mas também àqueles que são
convidados para a festa. Neste sentido, Taborda (1987, p.91-92) também destaca o
espírito inclusivo da festa:
É próprio da festa envolver quem dela participe, mesmo que estranho ao
grupo. E assim a festa cria comunidade.(...) O normal é que a festa envolva
os participantes e lhes abra caminho para penetrar no mistério do fato
celebrado.
Identificada, legitimada, reorganizada, a comunidade celebrativa sai da festa
recriada, revigorada. Fazendo a festa, a comunidade descobre que foi a festa que a fez.
As esperanças contidas na essência da festa traduzem-na como um ato de fé
comunitário. Uma fé que se renova de tempos em tempos. Desde os preparativos,
durante e após a sua realização, uma festa é uma demonstração de união e de coesão da
comunidade. Para Oliveira (2007, p.1) “toda festa corresponde a um tempo-espaço
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especial”. Mais precisamente, forma a demarcação de um fazer coletivo, reunindo muito
esforço e prazer num mesmo acontecimento. Geralmente o “viver na festa demonstra a
força de uma coletividade”.
Durante os treze dias de festejo, sem a presença de padres ou sacerdotes da
igreja, os devotos iniciam as atividades com uma reza coletiva do terço. Em seguida
antigas ladainhas são entoadas, em sua grande maioria pedindo a intercessão de Santo
Antônio junto a Deus. Os cânticos são de louvor e agradecimento à saúde, à família e ao
alimento.
A importância social da festa também pode ser constatada tanto a nível coletivo
quanto a nível individual. Todos os que participam da festa compartilham em diferentes
intensidades de um universo simbólico comum, reafirmando suas identidades e seu
papel no grupo social (BAUMAN, 2005). Dessa forma, a “festa reinaugura, todos os
anos, vidas e histórias”, acompanhando o tempo, transformando-se e recriando-se para
manter-se viva enquanto “prática presenciável no universo dinâmico da Cultura
Popular”. (KATRIB, 2006, p.390).
A festa é sempre acompanhada de gestos simbólicos que revelam sentidos por
meio de palavras e símbolos. Estes gestos são elementos comunicativos da festa e
podem ser compreendidos como uma metalinguagem do corpo. Segundo Taborda
(1987, p.82) o gesto simbólico é o gesto pelo qual alguém expressa a outrem algum
aspecto da sua relação com ele, com a sociedade, com as coisas, com Deus. Ao
relacionar a festa ao gesto simbólico o autor afirma ainda que:
(...) a festa e o gesto simbólico têm uma subestrutura narrativa. O que lhe dá
consistência são fatos que eles evocam. Daí poder falar-se de subestrutura. O
acontecimento celebrado na festa está para esta como o ferro escondido na
viga de cimento armado está para a construção. Não precisa estar à vista.
Mas é o que a sustenta. (TABORDA, 1987, p.82)
Associada às origens do povoado de Pradoso, a Trezena de Santo Antônio é um
momento de reflexão sobre o passado, presente e futuro da comunidade. O sentimento
de pertencimento que surge enquanto territorialidade humana na Trezena de Santo
Antônio, constrói e reconstrói continuamente nas pessoas do lugar, a cada novo ciclo de
realização do festejo, a singularidade de Pradoso, que se reafirma enquanto lugar de
vida.
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Considerações Finais
A sensibilidade da população de Pradoso garante a sobrevivência não apenas do
corpo, mas, sobretudo, do espírito. A religiosidade define-se enquanto um dos muitos
aspectos de um diálogo com a natureza, sem o qual o aprendizado do pertencimento não
se configuraria nos termos em que hoje se estabelece. É nesse contexto que Pradoso
veio se estabelecendo, com o passar das décadas, enquanto lugar de vida, e, neste
cenário, a importância do outro e do diálogo que se estabelece no compartilhar cotidiano
de histórias de vida singulares e ao mesmo tempo tão próximas, reforçam a sensação de
pertencimento experimentada pelo seu povo. Um diálogo que se materializa de
inúmeras formas, em gestos simbólicos e em sinais que compartilham códigos ou
protocolos de um tipo de relacionamento que permite considerar Pradoso como uma
comunidade real.
Pradoso, como todo e qualquer lugar do mundo, também sofre os efeitos do
mundo globalizado, mas, consegue resistir enquanto singularidade, em função do seu
isolamento relativo, que se caracteriza, principalmente, pela sua insignificante inserção
no circuito da produção e do consumo capitalista, um cenário que preserva o espírito
comunitário. Na medida em que as novas gerações apresentam-se enquanto público
potencialmente influenciável pelo modo de vida urbano, a natureza das forças locais em
Pradoso, que se materializam no cotidiano de tradições como a Trezena de Santo
Antônio, reconstrói o sentimento de pertencer, renovando o ser em comunidade.
A importância da religiosidade e do sagrado na construção e transmissão de
valores humanos na Trezena de Santo Antônio, em Pradoso, garante as condições de
aprendizado do pertencimento. Na religiosidade popular a força dos elementos e fatores
de coesão da comunidade reforça-se enquanto possibilidade constante de uma religação
com a natureza e com Deus. A religiosidade e o sagrado contidos na Trezena de Santo
Antônio deixam aflorar de forma exuberante o sentimento de pertencimento.
Em Pradoso, as noções de pertencimento e de identidade materializam-se na
prática, ampliando-se sobre vastos territórios sobrepostos, entre eles, o território sagrado
da Trezena de Santo Antônio, que se reafirma a cada novo ciclo de realização do festejo,
renovando a esperança no futuro da comunidade, reforçando os laços afetivos essenciais
à construção e reconstrução daquela comunidade no decorrer de sua história. Uma
história que, neste caso, é particularmente entendida enquanto uma constelação de
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histórias de vida e de saberes intimamente ligados ao modo de vida de sua gente.
REFERÊNCIAS
BAUMAN, Zygmunt. Comunidade: a Busca por Segurança no Mundo. Atual. Rio
de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003.
__________. Identidade – entrevista a Benedetto Vecchi. Rio de Janeiro: Jorge. Zahar
Editor, 2005.
CASTELLS, M. O poder da identidade. A era da informação: economia, sociedade
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ELIADE, M. O sagrado e o profano a essência das religiões. São Paulo: Martins
Fontes, 1996.
HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. RJ: DP&A Editora, 2000.
JOSSO, M-C. As dimensões formadoras da escrita da narrativa da história de vida:
da estranheza do outro à estranheza de si. IN: Experiências de vida e formação.
Lisboa: EDUCA, 2002.
__________. Experiência de vida e formação. São Paulo: Cortez, 2004.
KATRIB, C. M. I. No (des)compasso da festa: O reencontro de muitas histórias.
História e Perspectivas, Uberlândia (34): 367-392, jan-jun. 2006.
MORIN, E. Sociologia: a sociologia do microssocial ao macroplanetário. Portugal:
Europa-América, 1998.
__________. As duas globalizações: Complexidade e Comunicação, uma pedagogia
do presente. IN. SILVA, Juremir Machado da (org). Porto Alegre: Sulina/EDIPUCRS,
2001.
OLIVEIRA, C. D. M. de. Dinâmicas das Festas Populares: Sagradas, Profanas e
Turísticas. Anais do II Colóquio Nacional do NEER. Espaços culturais: vivências,
imaginações e representações. Salvador, 5 a 7 de Dezembro de 2007.
TABORDA, F. Sacramentos, práxis e festa: para uma teologia latino-americana dos
sacramentos. Editora Vozes, 1987.
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