MANUAL
DA
FAMÍLIA
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APRESENTAÇÃO
É com imensa alegria e reconhecimento que preparamos esse guia de dicas
para a construção de uma família feliz.
A Escola Ucri acredita que é possível pais e filhos se entenderem e
conviverem de maneira harmoniosa e promissora.
Em nossas reuniões de pais e mestres definimos que família é a reunião de
pessoas que se amam; portanto, não importando o número de indivíduos que habitam
juntos, nem a composição hierárquica, nem a faixa etária, nem as profissões ou
habilidades e capacidades, isso porque, na família o que vale é o amor que sentimos,
nutrimos e dispensamos uns aos outros.
Nesse singelo Manual, propomos uma viagem maravilhosa de descoberta de
nossos entes queridos, suas necessidades e as estratégias metodológicas de lidar com
as diferenças que serão sempre presentes no interior de toda e qualquer família.
A notícia boa nesse cenário é que os diferentes se completam e precisam
uns dos outros, podem e devem se ajudar, mesmo que os papéis já estejam
previamente marcados: mãe é mãe, pai é pai, filho é filho, avô é avô, babá é babá, tia é
tia e assim sucessivamente.
Filhos é o coroamento e o desejo da grande maioria das famílias
constituídas. É impossível descrever a felicidade dos pais com a chegada dos
pimpolhos. O problema se instala aos poucos, depois que eles chegam e vão
devagarzinho ocupando seus espaços no interior do lar.
Sabemos que as crianças não saem da barriga da mãe com manual de
instruções, mas o amor e o conhecimento podem decifrar os códigos de convivência e
transformar muitas casas e residências em verdadeiros lares de famílias saudáveis
emocionalmente e felizes.
Aqui vocês encontrarão também a linha metodológica da Escola, para que a
família possa conhecer e participar da construção do saber de nossas crianças.
Então, queridos pais Ucrianos, boa leitura, boa prática e muito sucesso para
todos nós com nossos filhos!
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A RECEITA
Para construir uma família de sucesso ou de fracasso não existe receita;
Cada núcleo familiar é único, inrepetível e incopiável. A sociedade é composta desta
célula base e é por isso que as diferenças, ajustes, desajustes e desafios são tão
grandes. Talvez seja por isso que a Constituição Brasileira trata o tema entre ao artigos
193 a 232, tendo por base o texto, onde a família é definida como Organização social
do Estado em primeira instância e que pelo Estado deve ser protegida, pois que o
Estado protege o cidadão.
Vejamos então o que significa o termo Família:
Etimologia
Latim famulus = que serve, lugar em função de. Latim faama = casa, Latim famulo = do verbo
facere, a indicar que faz, que serve.
Conceito de família
Designa-se por família o conjunto de pessoas que possuem grau de
parentesco ou não entre si e vivem na mesma casa formando um lar. Uma família
tradicional é normalmente formada pelo pai e mãe, unidos por matrimônio ou união de
fato, e por um ou mais filhos, compondo uma família nuclear ou elementar.
Devemos lembrar que um filho(a) ao se casar automaticamente constituí
uma outra família, salvo apenas por pai e mãe que assim como os avós que são os
patriarcas e as matriarcas independente da distancia ou seio familiar são definidos
como família por direito adquirido, sendo assim o restante se considerando apenas
como parente ou agregado.
A família representa um grupo social primário que influencia e é influenciado
por outras pessoas e instituições. É um grupo de pessoas, ou um número de grupos
domésticos ligados por descendência (demonstrada ou estipulada) a partir de um
ancestral comum, matrimônio ou adoção. Nesse sentido o termo confunde-se com clã.
Dentro de uma família existe sempre algum grau de parentesco. Membros de uma
família costumam compartilhar do mesmo sobrenome, herdado dos ascendentes
diretos. A família é unida por múltiplos laços capazes de manter os membros
moralmente, materialmente e reciprocamente durante uma vida e durante as gerações.
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Podemos então, definir família como um conjunto invisível de exigências
funcionais que organiza a interação dos membros da mesma, considerando-a,
igualmente, como um sistema, que opera através de padrões transacionais. Assim, no
interior da família, os indivíduos podem constituir subsistemas, podendo estes ser
formados pela geração, sexo, interesse e/ ou função, havendo diferentes níveis de
poder, e onde os comportamentos de um membro afetam e influenciam os outros
membros. A família como unidade social, enfrenta uma série de tarefas de
desenvolvimento, diferindo a nível dos parâmetros culturais, mas possuindo as
mesmas raízes universais (MINUCHIN,1990).
Uma família brasileira
Alberto Eiguer, psicanalista francês, em
seus livros “Um Divã para a Família” e "O Parentesco
Fantasmático" estabelece alguns “organizadores” que
orientam a escolha de parceiro. Para ele, os
casamentos e, por extensão, a família, se estruturam
por mecanismos inconscientes ligados às primeiras
experiências de vinculação.
Alberto Eiguer edifica um modelo de vínculos intersubjetivos narcísicos e
objetais, do qual emergirá a representação do antepassado que desperta identificações
cheias ou ocas, estruturantes ou aniquiladoras. E assim, mostra que doravante faz-se
necessário - se admitirmos que o sujeito utiliza-se do outro como defesa, como fonte e
motor de seu imaginário - pensar a família em termos de "transgeração" e "mito
familial". Afirma que “os objetos parentais constituem o núcleo do inconsciente familiar”,
para o bem e para o mal, pensa o psiquiatra e psicanalista Cláudio Costa [1].
“Para Eiguer, são três organizadores: 1) Escolha de objeto; 2) as vivências
do “eu familiar” e sentimentos de pertença”; 3) o romance familiar, vivido na primeira
infância, representando uma imagem idealizada dos pais.
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Quanto ao primeiro item - “escolha de objeto” - haveria três modelos:
Uma família norte-americana
1. Escolha objetal anaclítica, ou assimétrica: o homem ou a mulher buscam um
parceiro que lhes forneça amparo e apoio (mãe ou pai da infância). É uma escolha
alimentada pela pulsão de conservação e visa, antes de tudo, dominar a angústia de
perda das figuras parentais. Haveria uma identificação mútua na perda e cada um
idealiza o outro. De alguma forma, o casal se julga sabedor de como um deve sanar a
falta do outro. Dois caminhos se oferecem:
a) defensivo: quando o homem escolhe uma mulher que é o oposto ao pai e vice versa;
b) regressivo: quando se identifica, no parceiro, um sucedâneo da figura parental de
identificação.
2. Escolha objetal narcisista, ou simétrica: Neste caso, a pessoa se liga a um parceiro
que se assemelha: a) ao que se é; b) ao que se foi; c) ao que gostaria de ser; d) ao que
possui uma parte do que se foi.
O vínculo se estabelece a partir de uma idéia de poder, orgulho, onipotência
e ambição. Por exemplo: o parceiro seria alguém que seja difícil, a fim de se comparar
com ele em força e em capacidade manipuladora. Há um jogo sadomasoquista na
relação. Exemplo: uma pessoa, muito fechada, tímida e insegura se sente atraída pelo
parceiro arrogante e sociável. É provável que uma das partes acabe desprezando a
outra.
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3. Escolha objetal edípica, ou dissimétrica: trata-se de uma escolha regida pela
identificação madura e adulta ao pai do mesmo sexo.
Exemplos: a) um rapaz se casa com uma mulher que, de alguma forma,
representa a mãe dele; b) casais que procuram o significado de sua relação amorosa,
de interação homem-mulher, baseados nas vivências satisfatórias em suas famílias de
origem.
As afirmações de Alberto Eiguer se basearam em pesquisas feitas durante
anos, na França, com casais que procuraram terapia. As bases teóricas se
fundamentam na teoria psicanalítica do Complexo de Édipo e sua resolução – teoria
esta colocada em cheque por inúmeros autores. Afinal, Freud viveu na época vitoriana
e tinha, por modelo, a família estruturada pelo pai, mãe e filhos. Esse tipo de família,
por incrível que pareça, somente foi definido por Littré, em 1869 (há menos de
duzentos anos).
Aliás, é bom lembrar que a palavra "família" deriva do verbete latino
"famulus" = 'domésticos, servidores, escravos, séquito, comitiva, cortejo, casa, família'.
Estruturas familiares
A família assume uma estrutura característica. Por estrutura entende-se,
“uma forma de organização ou disposição de um número de componentes que se interrelacionam de maneira específica e recorrente” (WHALEY e WONG, 1989; p. 21).
Deste modo, a estrutura familiar compõe-se de um conjunto de indivíduos com
condições e em posições, socialmente reconhecidas, e com uma interacção regular e
recorrente também ela, socialmente aprovada. A família pode então, assumir uma
estrutura nuclear ou conjugal, que consiste em duas pessoas adultas (tradicionalmente
uma mulher e um homem) e nos seus filhos, biológicos ou adotados, habitando num
ambiente familiar comum. A estrutura nuclear tem uma grande capacidade de
adaptação, reformulando a sua constituição, quando necessário.
Existem também famílias com uma
estrutura
de
pais únicos
ou
monoparental, tratando-se de uma variação da estrutura nuclear tradicional devido a
fenómenos sociais, como o divórcio, óbito, abandono de lar, ilegitimidade ou adopção
de crianças por uma só pessoa.
A família ampliada ou extensa (também dita consanguínea) é uma
estrutura mais ampla, que consiste na família nuclear, mais os parentes directos ou
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colaterais, existindo uma extensão das relações entre pais e filhos para avós, pais e
netos.
Para além destas estruturas, existem também as por vezes denominadas de
famílias alternativas, estando entre estas as famílias comunitárias e as famílias arcoíris, as constituídas por pessoas LGBT - lésbicas, gays, bissexuais ou transgéneros - e
os seus filhos.
As famílias comunitárias, ao contrário dos sistemas familiares tradicionais,
onde a total responsabilidade pela criação e educação das crianças se cinge aos pais e
à escola, nestas famílias, o papel dos pais é descentralizado, sendo as crianças da
responsabilidade de todos os membros adultos.
Quanto ao tipo de relações pessoais que se apresentam numa família, LÉVISTRAUSS (cit. por PINHEIRO, 1999), refere três tipos de relação. São elas, a de
aliança (casal), a de filiação (pais e filhos) e a de consanguinidade (irmãos). É nesta
relação de parentesco, de pessoas que se vinculam pelo casamento ou por uniões
sexuais, que se geram os filhos.
Segundo ATKINSON e MURRAY (cit. por VARA, 1996), a família é um
sistema social uno, composto por um grupo de indivíduos, cada um com um papel
atribuído, e embora diferenciados, consubstanciam o funcionamento do sistema como
um todo. O conceito de família, ao ser abordado, evoca obrigatoriamente, os conceitos
de papéis e funções, como se têm vindo a verificar.
Em todas as famílias, independentemente da sociedade, cada membro
ocupa determinada posição ou tem determinado estatuto, como por exemplo, marido,
mulher, filho ou irmão, sendo orientados por papéis. Papéis estes, que não são mais do
que, “as expectativas de comportamento, de obrigações e de direitos que estão
associados a uma dada posição na família ou no grupo social” (DUVALL ; MILLER cit.
por STANHOPE, 1999; p. 502).
Assim sendo, e começando pelos adultos na família, os seus papéis variam
muito, tendo NYE (cit. por STANHOPE, 1999) considerado como característicos os
seguintes: a “socialização da criança”, relacionado com as atividades contribuintes para
o desenvolvimento das capacidades mentais e sociais da criança; os “cuidados às
crianças”, tanto físicos como emocionais, perspectivando o seu desenvolvimento
saudável; o “papel de suporte familiar”, que inclui a produção e/ ou obtenção de bens e
serviços necessários à família; o “papel de encarregados dos assuntos domésticos”,
onde estão incluídos os serviços domésticos, que visam o prazer e o conforto dos
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membros da família; o “papel de manutenção das relações familiares”, relacionado com
a manutenção do contacto com parentes e implicando a ajuda em situações de crise;
os “papéis sexuais”, relacionado com as relações sexuais entre ambos os parceiros; o
“papel terapêutico”, que implica a ajuda e apoio emocional aquando dos problemas
familiares; o “papel recreativo”, relacionado com o proporcionar divertimentos à família,
visando o relaxamento e desenvolvimento pessoal.
Relativamente aos papéis dos irmãos, estes são promotores e receptores,
em simultâneo, do processo de socialização na família, ajudando a estabelecer e
manter as normas, promovendo o desenvolvimento da cultura familiar. “Contribuem
para a formação da identidade uns dos outros servindo de defensores e protectores,
interpretando o mundo exterior, ensinando os outros sobre equidade, formando
alianças, discutindo, negociando e ajustando mutuamente os comportamentos uns dos
outros” (Idem; p. 502). Há a salientar, relativamente aos papéis atribuídos que, será
ideal que exista alguma flexibilidade, assim como, a possibilidade de troca ocasional
desses mesmos papéis, aquando, por exemplo, um dos membros não possa
desempenhar o seu (SOARES, 2003).
Funções de família
Como os papéis, as funções estão igualmente implícitas nas famílias, como
já foi referido. As famílias como agregações sociais, ao longo dos tempos, assumem ou
renunciam funções de proteção e socialização dos seus membros, como resposta às
necessidades da sociedade pertencente. Nesta perspectiva, as funções da família
regem-se por dois objectivos, sendo um de nível interno, como a protecção
psicossocial dos membros, e o outro de nível externo, como a acomodação a uma
cultura e sua transmissão. A família deve então, responder às mudanças externas e
internas de modo a atender às novas circunstâncias sem, no entanto, perder a
continuidade, proporcionando sempre um esquema de referência para os seus
membros (MINUCHIN, 1990). Existe consequentemente, uma dupla responsabilidade,
isto é, a de dar resposta às necessidades quer dos seus membros, quer da sociedade
(STANHOPE, 1999).
DUVALL e MILLER (cit. por Idem) identificaram como funções familiares, as
seguintes: “geradora de afecto”, entre os membros da família; “proporcionadora de
segurança e aceitação pessoal”, promovendo um desenvolvimento pessoal natural;
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“proporcionadora de satisfação e sentimento de utilidade”, através das atividades que
satisfazem os membros da família; “asseguradora da continuidade das relações”,
proporcionando relações duradouras entre os familiares; “proporcionadora de
estabilidade e socialização”, assegurando a continuidade da cultura da sociedade
correspondente; “impositora da autoridade e do sentimento do que é correto”,
relacionado com a aprendizagem das regras e normas, direitos e obrigações
características das sociedades humanas. Para além destas funções, STANHOPE
(1999) acrescenta ainda uma função relativa à saúde, na medida, em que a família
protege a saúde dos seus membros, dando apoio e resposta às necessidades básicas
em situações de doença. “A família, como uma unidade, desenvolve um sistema de
valores, crenças e atitudes face à saúde e doença que são expressas e demonstradas
através dos comportamentos de saúde-doença dos seus membros (estado de saúde
da família)” (Idem; p. 503).
Para SERRA (1999), a família tem como função primordial a de proteção,
tendo sobretudo, potencialidades para dar apoio emocional para a resolução de
problemas e conflitos, podendo formar uma barreira defensiva contra agressões
externas. FALLON [et al.] (cit. por Idem) reforça ainda que, a família ajuda a manter a
saúde física e mental do indivíduo, por constituir o maior recurso natural para lidar com
situações potenciadoras de stress associadas à vida na comunidade.
Relativamente à criança, a necessidade mais básica da mesma, remete-se
para a figura materna, que a alimenta, protege e ensina, assim como cria um apego
individual seguro, contribuindo para um bom desenvolvimento da família e
consequentemente para um bom desenvolvimento da criança. A família é então, para a
criança, um grupo significativo de pessoas, de apoio, como os pais, os pais adotivos,
os tutores, os irmãos, entre outros. Assim, a criança assume um lugar relevante na
unidade familiar, onde se sente segura. A nível do processo de socialização a família
assume, igualmente, um papel muito importante, já que é ela que modela e programa o
comportamento e o sentido de identidade da criança. Ao crescerem juntas, família e
criança, promovem a acomodação da família às necessidades da criança, delimitando
áreas de autonomia, que a criança experiência como separação.
A família tem também, um papel essencial para com a criança, que é o da
afetividade, tal como já foi referido. Para MCHAFFIE (cit. por PINHEIRO, 1999), a sua
importância é primordial pois considera o alimento afetivo tão imprescindível, como os
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nutrientes orgânicos. “Sem o afecto de um adulto, o ser humano enquanto criança não
desenvolve a sua capacidade de confiar e de se relacionar com o outro” (Idem; p. 30).
Deste modo, “(...) a família constitui o primeiro, o mais fundante e o mais
importante grupo social de toda a pessoa, bem como o seu quadro de referência,
estabelecido através das relações e identificações que a criança criou durante o
desenvolvimento” (VARA, 1996; p. 8), tornando-a na matriz da identidade.
Conceito histórico de família
O termo “família” é derivado do latim “famulus”, que significa “escravo
doméstico”. Este termo foi criado na Roma Antiga para designar um novo grupo social
que surgiu entre as tribos latinas, ao serem introduzidas à agricultura e também
escravidão legalizada.
No direito romano clássico a "família natural" cresce de importância - esta
família é baseada no casamento e no vínculo de sangue. A família natural é o
agrupamento constituído apenas dos cônjuges e de seus filhos. A família natural tem
por base o casamento e as relações jurídicas dele resultantes, entre os cônjuges, e
pais e filhos. Se nesta época predominava uma estrutura familiar patriarcal em que um
vasto leque de pessoas se encontrava sob a autoridade do mesmo chefe, nos tempos
medievais (Idade Média), as pessoas começaram a estar ligadas por vínculos
matrimoniais, formando novas famílias. Dessas novas famílias fazia também parte a
descendência gerada que, assim, tinha duas famílias, a paterna e a materna.
Com a Revolução Francesa surgiram os casamentos laicos no Ocidente e,
com a Revolução Industrial, tornaram-se frequentes os movimentos migratórios para
cidades maiores, construídas em redor dos complexos industriais. Estas mudanças
demográficas originaram o estreitamento dos laços familiares e as pequenas famílias,
num cenário similar ao que existe hoje em dia. As mulheres saem de casa, integrando
a população ativa, e a educação dos filhos é partilhada com as escolas. Os idosos
deixam também de poder contar com o apoio direto dos familiares nos moldes préRevoluções Francesa e Industrial, sendo entregues aos cuidados de instituições de
assistência (cf. MOREIRA, 2001). Na altura, a família era definida como um “agregado
doméstico (…) composto por pessoas unidas por vínculos de aliança, consanguinidade
ou outros laços sociais, podendo ser restrita ou alargada” (MOREIRA, 2001, p. 22).
Nesta definição, nota-se a ambiguidade motivada pela transição entre o período
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anterior às revoluções, representada pelas referências à família alargada, com a
tendência reducionista que começava a instalar-se refletida pelos vínculos de aliança
matrimonial.
Na cultura ocidental, uma família é definida especificamente como um grupo
de pessoas de mesmo sangue, ou unidas legalmente (como no casamento e na
adoção). Muitos etnólogos argumentam que a noção de "sangue" como elemento de
unificação familiar deve ser entendida metaforicamente; dizem que em muitas
sociedades e culturas não-ocidentais a família é definida por outros conceitos que não
"sangue". A família poderia assim se constituir de uma instituição normalizada por uma
série de regulamentos de afiliação e aliança, aceitos pelos membros. Alguns destes
regulamentos envolvem: a exogamia, a endogamia, o incesto, a monogamia, a
poligamia, e a poliandria.
A família vem-se transformando através dos tempos, acompanhando as
mudanças religiosas, econômicas e sócio-culturais do contexto em que se encontram
inseridas. Esta é um espaço sócio-cultural que deve ser continuamente renovado e
reconstruído; o conceito de próximo encontra-se realizado mais que em outro espaço
social qualquer, e deve ser visto como um espaço político de natureza criativa e
inspiradora.
Assim, a família deverá ser encarada como um todo que integra contextos
mais vastos como a comunidade em que se insere. De encontro a esta afirmação,
[[JANOSIK e GREEN]], referem que a família é um “sistema de membros
interdependentes que possuem dois atributos: comunidade dentro da família e
interação com outros membros” (STANHOPE, 1999, p. 492).
Engels, em seu livro Origem da família da propriedade privada e do estado,
faz uma ligação da família com a produção material, utilizando-se do materialismohistórico-dialético e relacionando a monogamia como "propriedade privada da mulher".
Através de uma análise de DNA, pesquisadores coordenados por Wolfgang
Haak, da Universidade de Adelaide, na Austrália, identificaram quatro corpos como
sendo uma mãe, um pai e seus dois filhos, de 8 ou 9 anos e 4 ou 5 anos. Com uma
idade de 4600 anos a descoberta consiste no mais antigo registro genético molecular já
identificado de uma família no mundo.
O cumprimento das normas de funcionamento da escola busca desenvolver
no aluno, em colaboração com a família, todos os valores inerentes á formação de sua
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personalidade, capacitando-o para a compreensão do mundo moderno e para o
consciente exercício da cidadania.
Todo grupo é regido por normas, elaboradas e exercitadas em benefícios do
próprio grupo. A escola é um grupo e nela cada aluno deve possuir pleno
conhecimento de seus direitos e deveres, para que todos possam estabelecer uma
convivência inspirada na cooperação e ajuda mútua.
PARCERIA FAMILÍA-ESCOLA
 Esta parceria, baseada na cooperação, no respeito e na confiança, é
imprescindível para o sucesso da educação de nossos alunos, uma vez que
temos objetivos comuns a formação de valores morais, a construções de
conhecimento e a autorização de cada um deles. Para tanto, solicitamos a
participação da família no acompanhamento sistemática da vida escolar dos
alunos orientando-se para:
 O conhecimento detalhado do conteúdo deste manual;
 A necessidade do cumprimento pelo aluno das normas estabelecidas;
 A presença continua do aluno em todas as aulas, justificando por escrito as
faltas que por ventura ocorram;
 Evitar a marcação de consultas médicas ou viagens, bem como chegadas
tardias ou saídas antecipadas nos períodos de aulas;
 Incentivar a formação de hábitos de estudas;
 A análise das avaliações realizadas e a verificação trimestral das notas e
conceitos.
 Participar de reuniões, comemorações e eventos.
1 - HORÁRIOS
Pontualidades é uma questão de respeito á coletividade e condição
essencial para a organização e funcionamento de qualquer instituição.
 Educação infantil manhã: 7:30h às 11:30h-Tarde 13:30h às 17:30h.
 Ensino fundamental I - Manhã:7:30h às 11:45h-tarde 13:30h às 17:45h
 Ensino fundamental II - Manhã:7:30h às 11:45h-tarde 13:30h às17:45h.
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OBS: A tolerância de permanência do aluno na escola após o horário de aula é de 15
minutos.
2 - FREQUÊNCIA
 No caso de o aluno faltar às aulas, o responsável deverá comunicar-se com a
coordenação .A comunicação não implicará o abano da falta,nem dispensará o
aluno da entrega de tarefas escolares exigidas e avaliadas.
 Os alunos deverão permanecer na escola na escola somente no horário de aula
ou de plantão.
2.1 ENTRADA
 Após o início da aula, o aluno só poderá entrar em sala devidamente autorizada
pela coordenação, além disso, serão considerados apenas dois atrasos por mês.
Ocorrendo o terceiro, a escola não permitirá a entrada do mesmo.
 Haverá uma tolerância somente de 15 minutos do horário da primeira aula. Caso
o atraso seja maior, o aluno poderá entrar somente na segunda aula.
2.2 - SAÍDA
 Caso haja necessidade de saída do aluno antes do término do horário, o
responsável deverá comunicar, por escrito, à coordenação;
 Caso haja necessidade de que outra pessoa venha retirar o aluno, a
coordenação deverá ser informada.
3 – UNIFORME:
O uniforme é uma forma de igualar um grupo, não reduzindo o valor pessoal de cada
um, mas sim auxiliando na identificação dos pertencentes ao grupo no sentido de
união, proteção e igualdade de direitos. Durante o período letivo, a falta do uniforme
impedirá a entrada natural do aluno na escola, sendo sempre notificado que o mesmo
não possui identificação devida.
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4 - CARTEIRINHA ESCOLAR
 No início de cada ano, a escola emite uma carteira de identificação que deverá
acompanhar o aluno diariamente, inclusive nas atividades extraclasse e
apresentar na portaria todas as vezes que comparecer ao colégio.
5 - COMUNICAÇÃO
 O aluno adquire uma agenda escolar que deve servir como meio de
comunicação constante entre a escola e a família e vice-versa, além de ser
utilizada para anotações do aluno (tarefas, trabalhos, provas etc);
 A comunicação também dar-se-á por meio de circulares, site, telefonemas,
webmails, correio eletrônico, cartazes banners e faixas na fachada da escola,
contatos individuais e reuniões de pais
 Cada aluno tem uma ficha individual no arquivo da escola (O carômetro), na qual
são anotadas as ocorrências de sua vida escolar. Esta ficha está sempre à
disposição para consulta por parte da família, do professor ou do próprio aluno,
por meio da equipe pedagógica.
Importante: A atualização de endereços e telefones na secretaria é a garantia da
comunicação rápida e eficiente entre a Escola e a Família.
6 - LIÇÃO DE CASA
 A finalidade das tarefas de casa e rever e aprofundar o conteúdo , além de
formar hábitos de estudos e pesquisa .É obrigatória a realização das tarefas
escolares, de acordo com as orientações dos professores .
7- SAÚDE E ACIDENTES
 Em caso de problemas de saúde ou acidente, o aluno não será encaminhado a
médicos ou hospitais sem a devida autorização da família, a não ser em
situações de urgências. As despesas ficarão a cargo da família, em caso de
opção por hospital particular.Quando doente, o aluno não deverá comparecer à
escola.
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DIREITOS DO ALUNO
 Ser respeitado na condição de ser humano, usufruindo igualdade de
atendimento, sem sofrer qualquer tipo de descriminação;
 Participar das aulas e demais atividades promovidas pela escola,como também
solicitar orientações aos professores e coordenadores, sempre que julgar
necessário;
 Utilizar-se das instalações e de recursos materiais da escola,mediante previa
autorização;
 Tomar conhecimento da verificação do rendimento escolar e dos resultadas
obtidos
em
provas,trabalhos
medias
e
freqüência
nos
prazos
estabelecidos,podendo sempre que julgar necessário, solicitar revisão de provas
no prazo de 48 horas,a partir de sua divulgação;
 Requerer e realizar provas de 2° chamadas, sempre que venha a perder as
prova por motivos de doenças, luto ou impedimentos por motivos religiosos (Lei
n°7102 de 15\01\79).
DEVERES DO ALUNO
 Apresentar a documentação exigida na matricula;
 Participar das aulas e atividades escolares, devidamente uniformizado, ser
assíduo e pontual comunicando ao estabelecimento qualquer impedimento de
freqüência às aulas.
 Estudar, fazer as tarefas, portar todo o material escolar solicitado e guardar os
livros didáticos dos bimestres até o final do ano letivo;
 Ser honesto na apresentação das tarefas e na realização das provas, respeitar
as normas disciplinares, comportando-se adequadamente dentro e fora da
escola;
 Entregar aos responsáveis a correspondência enviada pela escola e colada na
agenda, devolvendo-a assinada no prazo estabelecido.
 Zelar pela limpeza e conservação das instalações e dependências da escola
indenizando ou reparando o estrago causado ao estabelecimento ou objetos de
colegas, professores e funcionários;
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 Comparecer às solenidades, festas cívicas e sociais promovidas pelo
estabelecimento;
 Cumprir outras determinações emanadas da direção do estabelecimento;
 Comportar-se adequadamente dentro do colégio, respeitando os professores,
funcionários e colegas.
PROIBIÇÕES AO ALUNO
 Entra ou sair da sala sem autorização do professor, ocupar lugar diferente do
que foi designado em sala, aglomerar-se na porta da sala nos intervalos de
aulas, bem como ausentar-se do estabelecimento sem que esteja devidamente
autorizado pela família e pela direção;
 Comer, mascar chiclete ou chupar balas durante as aulas;
 Atrapalhar e tumultuar a aula com conversas, bolinhas de papel, risadas,
batucadas, vaias, grito, vocabulário impróprio, desenhos, bilhetes e outras
atitudes que incomodem ou ofendam seus colegas e professores.
 Fazer-se acompanhar de elementos estranhos à comunidade escolar, bem
como promover atividades extraclasse, campanhas ou comércio de qualquer
natureza dentro da escola, sem prévia autorização da direção.
 Fumar ou portar cigarros, ingerir bebidas alcoólicas, fazer uso de substâncias
tóxicas, participar de brigas ou tomar atitudes incompatíveis com o esperado e
adequado comportamento social no interior, na frente ou nas imediações do
estabelecimento, ou qualquer outro local enquanto uniformizado.
 Permanecer em sala de aula no horário de recreio.
 Alterar, rasurar, suprimir ou acrescentar anotações lançadas nos documentos
escolares.
 Andar de bicicleta, skate, patins ou outros brinquedos similares no pátio da
escola ou na quadra de esportes.
 Usar meios fraudulentos na realização das avaliações. (comunicar-se com
colegas, colar ou porta cola) de outros trabalhos;
 Apelidar,
xingar,
descriminar
ou
expor
em
situações
embaraçosas
colegas,professores ou funcionários ;
 Namorar desrespeitosamente;
 Interromper a aula de qualquer turma sem prévia autorização da direção;
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 É vetado o aluno usar quaisquer objetos estranhos à proposta da aula
(celulares, brinquedos, MP3, revista etc.). È terminantemente proibido o uso de
celular em sala de aula, mesmo o aparelho estando no modo vibratório. A escola
não se responsabiliza pelo extravio de qualquer objeto de valor. O aluno deverá
entregar o material estranho sempre que lhe for solicitado, e a devolução do
mesmo somente será feita aos pais;
 O aluno que produzir danos materiais à escola ou a objetos de propriedades de
colegas, professores ou funcionários, receberá,alem de punição cabível, a nota
de custos do respectivo conserto (ou da reposição) Dentro de três dias do
recebimento da nota, deverá pagar aos prejudicados o valor devido.
FALTAS GRAVES
São consideradas faltas graves ou ocorrências graves, entre outras:
 Reincidência na indisciplina;
 Brigas;
 Brincadeiras de mau gosto com conseqüência imprevisíveis;
 Faltar às aulas propositadamente, ficando nas imediações do colégio;
 Desacato a professor e funcionários;
 Falsificações de e\ou assinaturas;
 Desrespeito a integridades moral;
 Discriminação de qualquer natureza;
 Dano ao patrimônio do colégio;
 Saída sem permissão.
DAR LIMITES DE VERDADES SEM NEGOCIAR
Limite é a velha e nova palavra de ordem dos pais que investem
conscientemente no crescimento emocional e na boa educação das crianças. A era dos
excessos de liberdade está no fim. Pesquisadores e a prática cotidiana – mostram que
as crianças querem mesmo é alguém adulto para dizer o que podem e o que não
podem fazer. Precisam de alguém que cuidem delas. Para aplicar os limites, porém, os
pais liberais deste milênio precisam vencer desafios diários. Afinal, não é tão fácil dizer
NÃO.
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O primeiro grande desafio é resistir à tentação de negociar. Por exemplo: “Se
você não for para cama agora, não vai ao aniversário amanhã ”ou” Venha tomar banho
e depois você pode jantar assistindo televisão”. Se você fizer isso, te dou aquilo. É
muito mais fácil convencer as crianças quando oferecemos recompensas ou acenamos
com alguma troca - vantajosa ou não. A hora do banho, à hora de dormir e tantas
outras partes da rotina foram estabelecidas em nome do bem - estar, da saúde e do
convívio social, e não por capricho dos pais. Ninguém deve se sentir culpado por
cuidar de seus filhos e não é preciso convencê-los de que necessitam, desejam e
merecem receber cuidados.
Parece lógico, mas nem por isso é fácil. Dizer “não” ou “ chega” implica suportar
protestos, raiva e angústia.E aí está o outro grande desafio: não justificar, não tentar
convencer as crianças quanto a validade e a importância da ordem que acaba de ser
dada.Para quem cresceu em família e regimes autoritários, um não desacompanhado
de argumentação soa como imposição tirânica.Pior: tememos que a raiva provocadas
nas crianças faça com que elas deixem de nos amar.
Por isso, é que se ouve por toda parte coisas como: “não suba filhinha, porque
senão você cai”, “não coma doce agora, para não perder o apetite”,etc e diz-se não
quase pedindo desculpas. Ou então abusa-se da retórica publicitária para vender uma
idéia : “ Vamos para o banho para ficar limpinho e cheiroso ”, coma bastante para ficar
forte ”.
Impor limites e suportar a ira angustiada dos filhos não é apenas importante. É
fundamental para o desenvolvimento emocional. Limites são nada menos que o
passaporte com o qual uma criança se torna um ser humano capaz de respeitar
pessoas e leis. É na frustração dos impulsos que ela vai se transformando em alguém
com desejos. E a angústia da frustração não pode ser anestesiada. Ao contrário, a
criança deve aprender a lidar com a angústia e a raiva, assim como qualquer
sentimento negativo. Faz parte da vida.
Não é questão de estilo, costume ou tradição. Dar limites às crianças é questão
de saúde. E, cada vez mais, vem se tornando uma questão social .
Limites são a base do desenvolvimento emocional das crianças, condição
indispensável para que cresçam aptas a conviver, respeitar pessoas e leis, e circular
em meio às diversidades de rostos e jeitos e idéias. Sustentar uma postura afetiva,
dizendo não quando é necessário – sem justificativas ou negociações e amparando a
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garotada na frustração natural que tudo isso causa - continua sendo indispensável e
inevitável como sempre, por mais dificuldades que os pais tenham hoje em dia.
É difícil competir com a cultura da satisfação imediata. É duro negar
brinquedinhos e doces se eles estão ali, bem à mão, em qualquer prateleira. Parece
sovinice deixar os filhos com vontade, principalmente porque eles reclamam à beça
quando não ganham ou não fazem o que querem. Parece militarismo não permitir que
passem horas diante da televisão que gostam tanto. Soa como rigidez levá-los para o
jantar ou para o banho na hora marcada sem aquele só- mais –um – pouquinho. Tudo
que ecoa em volta parece dizer “compre”, “seja legal”, “ deixe ”, “eles merecem,
coitadinhos ”... O que as crianças dizem, porém é outra coisa.
Elas querem apenas que os adultos as ajudem a administrar seus impulsos, e a
primeira lição que tiram dessa história é que não se morre quando os impulsos não são
satisfeitos. Para elas, a sensação nestas horas é de morte mesmo, assim como a
angústia e a raiva originadas
da frustração parecem capazes se destruir coisa e
pessoas ao redor. E o grande aprendizado neste processo é que, além disso, existe
outra sensação de prazer, mais duradoura do que a sensação imediata, que permite
querer batalhar por coisas da vida, a essência que faz alguém se sentir feliz.
É isso que se constrói nas crianças, desde que os pais mantenham uma postura
coerente e afetuosa, que digam não da mesma maneira que digam sim, que dêem colo
e afagos quando a revolta aflora, sem julgamento ou repressão. “Mamãe não deixou. E
você pode ficar com raiva, aqui perto de mim ”, diz a mãe ao tomar o filho nos braços.
É o limite acolhedor que permite construir a capacidade de afeto, imprescindível
para que as crianças, adolescentes e adultos possam respeitar os outros e a si
próprios.
Parece mais trabalhoso agir assim, mas é bem menos árduo do que consertar
os buracos na formação emocional dos filhos. E não há como negar: o futuro de
crianças sem limites passa perto da psicopatia e da sociopatia. É isso que está em jogo
nos momentos mais simples da vida.
“O gostoso de ser pai e mãe: além de conhecer incomparáveis sentimentos que
surgem na geração da vida, além de aprender o que é felicidade e estímulo em meios
de tantos percalços, pai e mãe podem ter certeza de que estão com uma parte do
futuro nas mãos. É um e uma responsabilidade enorme”.
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Bibliografia:
CAPELATTO, Ivan; MOISÉS, David; MINATTI, Angela: PREPARE AS CRIANÇAS
PARA O FUTURO.
RABIT, Consultoria Educacional.
Adaptação e organização: Ivonete Teixeira, Coordenadora Pedagógica, Coach e
Pratitioner em PNL.
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