Boletim do Projeto Memória OSM-SP
“É mais importante entender do que lembrar, embora para entender também seja preciso lembrar” - Susan Sontag
Publicação Mensal - São Paulo - Setembro de 2009 - n 1 - Ano 1
Como o Brasil não é um país sério, a equipe de redação achou que o Boletim também não pode ser muito “sério”,
pesado, metido a besta. (veja matéria Responda e Ganhe!)
Queremos leitores atentos, críticos, que nos ajudem a produzir mensalmente um informativo de qualidade, que seja
capaz de expressar nossas dificudades, nossos avanços e também nossas gozações.
Todos vocês estão sendo chamados a fazer um Boletim “redondo”. De coisas chatas bastam os nossos jornais e TVs.
O PROJETO MEMÓRIA DA OSM-SP
O projeto Memória só terá vida fértil se tiver a sua participação; sim, você, sujeito da história Oposição. Se estiver
pensando: mas como eu posso fazer parte disso? Uma coisa é certa: se viveu a Oposição, se lutou por ela, você já faz
parte desta história!!! Poderá nos ajudar a organizar e construir esta memória, dentre outras possibilidades, se:
1) Doar ou emprestar materiais históricos, como: documentos, fotos, recortes de jornais e panfletos, vídeos, fitas K7;
2) Apoiar a equipe que está trabalhando no Projeto com:
- nomes e contatos de militantes da OSM-SP, membros de CIPA e/ou Comissões de Fábrica para organização de
uma agenda;
- nomes e contatos de militantes que apoiaram a OSM-SP, bem como sindicalistas, pesquisadores, artistas, etc;
-mapeamento e localização da produção acadêmica existente sobre o tema ou relacionado a ele;
-identificação do material histórico sob orientação da equipe;
3) Contribuição financeira mensal espontânea.
VENHAM CONVERSAR CONOSCO E ACOMPANHAR NOSSO TRABALHO !
ACONTECE NO MEMÓRIA
INTERVENÇÃO NO ACERVO FOTOGRÁFICO
Foto: Arquivo OSM-SP
Foto: Acervo Projeto Memória
O acervo fotográfico da OSM-SP, custodiado
pelo IIEP, é composto por 3.673 positivos (fotos
impressas), 3.950 negativos e 3.300 contatos (provas
impressas pequenas). A equipe de estagiárias, desde
maio/2009, está realizando ações de higienização,
organização, identificação e digitalização do acervo
fotográfico (positivos) da OSM-SP. É um trabalho
minucioso e demorado, porém é o que dará maior
sobrevida a esse material e condições mínimas para
acesso e divulgação. Até o momento, fizemos o
trabalho com 518 fotos, sendo que foi privilegiada a
Ângela realizando o trabalho de higienização das fotos.
temática Eleições Sindicais.
Outra frente de trabalho aberta também nesse ano
foi a digitalização dos negativos. O método utilizado
foi fotografar digitalmente o material. Digitalizamos
266 negativos e o trabalho foi interrompido devido
a mudanças de prioridades.
Exemplo de negativo digitalizado
Chico Gordo em campanha na Aliperti - 1989
Aconteceu na FEUSP (Faculdade de Educação da
USP), no dia 11 de setembro, palestra do companheiro
Waldemar Rossi, intitulada “A história do movimento
operário no Brasil: a saga da oposição metalúrgica
de São Paulo narrada por um de seus militantes”,
promovida pelo Centro de Memória de Educação
(CME). Direcionada aos estudantes do ensino médio que
trabalham no CME da
FEUSP dentro de um
plano de formação de
bolsistas, a palestra também
foi aberta a funcionários,
estudantes da USP e ao
público em geral.
Carmen Sylvia e Waldemar Rossi durante a palestra
NÓS ESTÁVAMOS LÁ...
O “TIMECO”
Arquivo: OSM/SP
A história da criação do “TIMECO”, logomarca da
OSM-SP, começa numa iniciativa de companheiros da
zona sul, com vistas à propaganda eleitoral da chapa
2 da Oposição de 1978. Como lembra Munir Ahmed,
criador da criatura, hoje da área de audiovisual do projeto
Memória, Hélio Bombardi lhe pediu um logotipo que
representasse a Oposição Metalúrgica de São Paulo. O
logo da Oposição, em outros tempos, foi chamado de
“hozominhos”, mas o apelido definitivo que ficou para
a história foi TIMECO. ÊI-LO!!!
RESGATANDO A MEMÓRIA
O que este grupo de pessoas está fazendo
juntas? É um grupo de fábrica, uma comissão,
um grupo de bairro? Qual o nome de cada um?
Quando que esse encontro aconteceu? Por
qual motivo? O local da foto é provavelmente
o Sindicato dos Químicos de São Paulo com a
parede do palco pintada com as iniciais CUT. Se
puder nos ajudar nessa identificação, envie um
e-mail para [email protected].
E POR FALAR EM...
CENAS DO NOSSO COTIDIANO
Como Fidel Castro e Hugo Chavez reclamaram porque
o primeiro Boletim não criticou o imperialismo, segue
abaixo a denúncia de um grande símbolo do Império:
o McDonald’s
Dia 29 de agosto se tornou em todo o Brasil o
“McDia Feliz”. A empresa que mais provoca câncer
em crianças, pelos seus lanches que ninguém sabe do
que são feitos, dá uma parte da renda desse dia para
Hospitais que cuidam do câncer infantil !!
Milhões de pais e mães levaram seus rebentos para
Foto: Acervo Projeto Memória
WALDEMAR ROSSI FALA NA FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA USP
comer aquelas porcarias, pensando estarem fazendo
uma boa ação.
Diante disso, nosso Boletim dá uma dica para a Souza
Cruz e a Philip Morris: criar o “Dia do Fumo Feliz”.
Quem comprar um maço de cigarros vai ficar contente
em saber que parte dessa renda será destinada aos
Hospitais que tratam do câncer de pulmão.
Obs.: Se a idéia for posta em prática, o Projeto Memória vai
querer sua parte na grana, por direitos autorais.
MÚSICA:
Se você está descrente da Humanidade, se você acha que a espécie “Homo sapiens”
não tem mais salvação, ouça a Sinfonia nº 9 de Beethoven, um hino à fraternidade
universal. E de preferência com a Orquestra Filarmônica de Berlim, com a regência de
Herbert Von Karajan, um grande maestro, apesar de simpatizante do nazismo. Escute
e veja trecho: http://www.youtube.com/watch?v=FFltqVS8d9I&feature=related
Se a nossa espécie conseguiu produzir uma Homem como Beethoven, é sinal de que
nem tudo está perdido...
Herbert Von Karajan
Ouça também um extraordinário compositor brasileiro do século 19: o padre José Maurício Nunes Garcia,
mulato, neto de escravos. Apesar de padre, era amasiado e teve 6 filhos. Bons tempos aqueles!
D. João VI ordenou ao padre uma missa de Réquiem pela morte da mãe, a rainha D. Maria I. Acontece que no
mesmo dia em que morreu a rainha, morreu também a mãe do padre José Maurício. Ele compôs seu Réquiem
pensando mais na mãe do que na rainha. A música é do Coro e Orquestra Sinfônica da UFRJ, com regência de
Ernani Aguiar. Escute e veja trecho: http://www.youtube.com/watch?v=B2EYbSry1Ds&feature=related
Sintam a dor de um filho que fica órfão !
Livros:
ZEQUINHA BARRETO: um Revolucionário Brasileiro
Breve relato sobre a vida de José Campos Barreto, ou simplesmente Zequinha, o
brasileiro que tombou ao lado de seu companheiro, Capitão Carlos Lamarca, no
sertão da Bahia, em 17 de Setembro de 1971, na luta por um Brasil Independente e
Socialista. Uma publicação do Instituto Zequinha Barreto (IZB). Organização: Márcio
Amêndola de Oliveira. Lançado em julho de 2008. O livro está a venda por R$5,00 no
IZB. Dentre as várias atividades realizadas pelo IZB estão as palestras de divulgação
da vida e história de Zequinha Barreto, se tiver interesse entre em contato.
Lembramos que dia 17/09 é o 38º aniversário do assassinato de Zequinha
Barreto. Pesquise sobre o tema no site ou blog do Instituto Zequinha Barreto:
http://zequinhabarreto.org.br/ ou http://blog.zequinhabarreto.org.br
TRÍVIA!
RESPONDA E GANHE !
Nos anos 60, o Presidente da França, o famoso
general De Gaulle, disse essa frase:
“O BRASIL NÃO É UM PAÍS SÉRIO!” Ficou
famosa, vindo de quem veio.
Mas nós, o povo brasileiro, já sabíamos disso há mais
de 500 anos.
Expediente
Projeto Memória OSM-SP
www.iiep.org.br/index1.html
Tel: (11) 3362-1513 / (11) 7110-2474
Para celebrar aquela afirmação do De Gaulle, o
Boletim está promovendo um concurso. Quem nos
enviar o melhor exemplo de que o Brasil não é mesmo
um país sério, vai ganhar o livro “Para entender o
sindicalismo brasileiro - uma visão classista” de
Waldemar Rossi e William Gerabi, e o DVD “Braços
Cruzados, Máquinas Paradas” de Roberto Gervitz
e Sérgio Toledo.
E-mail: [email protected]
Fotos: fotos: Acervo Projeto Memória/Arquivo OSM-SP
Projeto Gráfico: Cesar Habert Paciornik
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Boletim do Projeto Memória OSM-SP