ANO Vi • número 17 maio/agosto de 2012
São Bernardo:
NOVOS CAMINHOS
Solví será responsável pela implantação
de PPP com modelo integrado de limpeza
urbana na cidade do Grande ABC
SUMÁRIO
Marcello Vitorino/Fullpress
Varredeira mecânica em operação pelas ruas do centro de São Paulo
EXPEDIENTE
A revista Solví é uma publicação quadrimestral
­interna, editada pela área de Comunicação do Grupo
Solví.
Os textos assinados por articulistas não traduzem
­necessariamente a visão da empresa.
Presidente: Carlos Leal Villa
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ENTREVISTA
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CAPA
Coordenação: Nathalia de Oliveira Gomes
Edição, reportagem e textos: Nilva Bianco (MTb 514/SC)
Fotografia: Marcello Vitorino (Mtb 27.290/SP)
Projeto editorial e gráfico: Fullpress – textos, fotos e ideias
Impressão: D’Lippi Print
Tiragem: 2.800 exemplares
Foto da capa: Marcello Vitorino/Fullpress
Comentários e sugestões: Rua Bela Cintra, 967,­­
10º ­andar, Bela Vista, São Paulo, SP, CEP 01415-000
e-mail: [email protected]
Site: www.solvi.com
Solví inicia contrato integrado
de limpeza urbana em São Bernardo
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GESTão e negócios
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GESTão e negócios
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GESTão e negócios
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GESTão e negócios
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GESTão e negócios
São Gabriel (RS) e o novo contrato
em saneamento básico
Essencis recupera área degradada
ao lado do Porto de Santos
Vega cria Academia de Excelência com
nove programas de desenvolvimento
Loga inaugura contêineres para
coleta mecanizada em São Paulo
Em campanhas e ações especiais,
Inova investe em conscientização
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Solví em Números
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Instituto Solví
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opinião
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Notas
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em foco
Diretor Financeiro: Celso P
­ edro­­­­­so ­
Diretor de Desenvolvimento Organizacional
e Gestão de Pessoas: Delmas Penteado ­
Vilfredo Schürmann fala sobre
o papel do líder em terra e no mar
Números dos primeiros seis meses
de atuação da Inova
Instituto apoia empresas na
criação de programa de RSC
Eleusis Di Creddo fala sobre meio
ambiente e melhores práticas
EDITORIAL
NOVOS
CONTRATOS
Realizado este ano pelo Ibope, o estudo “A percepção da população quanto ao Saneamento Básico e a responsabilidade do Poder Público” com entrevistas em 26 cidades brasileiras, mostrou que a consciência sobre a importância dos serviços de saneamento vem aumentando no Brasil: 79% dos entrevistados os consideram muito
importantes. Este dado confirma a demanda e a necessidade da sociedade em relação ao saneamento básico, para
as quais a Solví Saneamento está preparada e oferece soluções.
Dentro desta perspectiva, fechamos o primeiro semestre de 2012 com grandes notícias. Uma delas é a conquista
da concessão plena dos serviços de saneamento na cidade de São Gabriel (RS), a primeira na região Sul do país,
que sem dúvida fortalece a atuação da Solví em saneamento. O novo contrato em São Gabriel representa um
marco, ao combinar investimentos em expansão da rede de água e implantação da rede de esgoto com novas
tecnologias e tarifas menores para a população. Além disso, a Manaus Ambiental, nova denominação da ADA,
obteve a repactuação do contrato de concessão e passa a atuar em parceria com um novo sócio.
Outra conquista importante é o tema de capa desta edição: o contrato de concessão para os serviços de limpeza urbana,
coleta e destinação de resíduos em São Bernardo do Campo (SP), dentro do conceito de Cidade Limpa. Se São Paulo foi
um marco por ser a primeira cidade brasileira a adotar o modelo, São Bernardo, no Grande ABC, inova ao adotar um sistema verdadeiramente integrado, no qual a SBC Valorização de Resíduos cuidará desde a limpeza das ruas até a destinação
e o tratamento dos resíduos, no que acreditamos ser o desenho do futuro nos contratos públicos.
Entre os indicadores de que estamos trilhando o caminho correto estão os reconhecimentos recebidos este ano pela Solví:
fomos considerados uma das quatro melhores empresas do país na gestão de Inovação e Qualidade, dentro do segmento
de Serviços Especializados, pelo ranking “As Melhores da Dinheiro - 2012”, publicado pela revista IstoÉ ­Dinheiro; também
fomos apontados como “a empresa mais destacada na área de responsabilidade socioambiental” dentro do segmento
de Água e Saneamento, pelo 1º anuário 360° da Época Negócios.
Congratulações a todos nós pelas conquistas. Que elas sirvam de estímulo para que continuemos a inovar continuamente, promovendo melhorias que beneficiam de forma efetiva a população.
Boa leitura!
Carlos Leal Villa
Presidente do Grupo Solví
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entrevista
o lastro da
Vilfredo Schürmann
Navegador, fundador da Schürmann Corporate
Em 1984 Vilfredo e Heloísa
­ chürmann moravam em Florianópolis
S
com os filhos Pierre, David e ­Wilhelm,
na época com 15, 10 e 7 anos, respectivamente, quando abandonaram a
casa, os negócios, a cidade e todo o
conforto para partir em uma viagem de
volta ao mundo a bordo de um veleiro.
Prevista para durar dois a três anos,
a viagem se estendeu por dez anos e
moldou o futuro de toda a família, que
nunca mais abandonou o mar e soube
transformar o nome Schürmann em
uma bem-sucedida marca associada
a expedições marítimas e à produção
de conteúdos educativos. De 1997 a
2000 eles deram a segunda volta ao
mundo, seguindo a rota percorrida por
Fernão de Magalhães (1519-1521) e
agora se preparam para o seu próximo
e maior desafio: refazer a rota de navegação dos chineses, que teriam sido os
primeiros a explorar todos os oceanos,
chegando até a América do Sul em pleno século XV. A “Expedição Oriente”
parte em 2013 e reunirá novamente
a família a bordo de um veleiro, construído especialmente para o projeto.
Aventura ou empreendimento? O que
o comandante de uma embarcação tem
em comum com os líderes em terra firme? Na entrevista a seguir, concedida
no escritório da Schürmann Corporate
em São Paulo, Vilfredo traça um rápido paralelo entre o mar e o ambiente
­corporativo.
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REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012
Revista Solví - Na década de 80 o senhor e sua família, incluindo os três
filhos ainda crianças, abandonaram
uma vida estável para viver uma grande aventura no mar. O que os levou a
tomar a decisão por uma mudança tão
drástica de vida?
Vilfredo Schürmann - Foi a realização
de um sonho, que eu e Heloísa descobrimos que tínhamos em comum em 1974,
quando passamos alguns dias de férias
na ilha de Saint Thomas, no Caribe, e fizemos um passeio de catamarã. Ao nos
despedirmos da ilha prometemos que
um dia voltaríamos em nosso próprio
barco. Foram 10 anos trabalhando para
isso. Começamos comprando um pequeno barco, depois nos mudamos para
uma casinha de frente para o mar em
Florianópolis, aprendemos juntos a navegar pelos astros. Depois compramos
outro barco, começamos a competir em
regatas. Bem no início, o David, nosso
filho do meio, estava ­engatinhando, e
eu falei para a Heloísa: quando ele fizer
10 anos nós sairemos para a nossa volta ao mundo. E assim foi. Em 1984 ele
completou 10 anos em uma sexta-feira
13, e só por garantia, nós partimos no dia
14 (risos). Saímos para dois, três anos,
e esse sonho durou dez anos e mudou
toda a nossa vida. Mas para isso foi preciso determinação, planejar muito, dar
um passo de cada vez e estabelecer metas, ou nunca sairíamos. Quatro meses
antes de partirmos me convidaram para
assumir a presidência de uma estatal, e
eu recusei. Acharam que eu estava louco, é claro, mas eu estava sendo coerente com o nosso sonho.
Como o sonho se transformou em um
meio de vida também?
Nós tínhamos feito uma reserva para
os dois ou três anos que havíamos
previsto navegar. Quando vimos que
não iríamos voltar tão cedo, a Heloísa começou a escrever matérias para
­ ublicações americanas e brasileiras, começamos a fazer
p
charters, passeios pagos para pessoas que chamávamos de
“amigos pagantes”, e assim ficamos dez anos no mar. E já
nessa primeira viagem começamos a fazer filmagens, que
apresentamos no Fantástico (programa dominical da Rede
Globo) e acabaram divulgando nacionalmente nossa aventura. Quando voltamos da primeira viagem já estávamos pensando na segunda, a rota de Fernão de Magalhães, e de lá
para cá nunca mais paramos, passamos a criar produtos – filmes, livros, documentários, conteúdos educativos – a partir
de nossas viagens. Demos a nossa segunda volta ao mundo
entre 1997 e 2000, quando a internet ainda estava começando, e mesmo assim os programas educativos que criamos tiveram mais de 2,5 milhões de alunos só nos Estados
Unidos, e depois, quando a Unesco indicou o material como
ferramenta educativa, passamos a ter 44 países nos acompanhando e mais de 35 milhões de visitas em nosso site! Eu
diria que, quando você acredita nos seus sonhos e se prepara para vivê-los, as energias vão fluindo de forma positiva, e
tudo dá certo.
Como lidar com o imponderável quando se está em alto mar?
Quando você está no mar, tudo pode acontecer, e você tem
que estar preparado. Num momento de perigo você precisa
ter cabeça fria, ter serenidade. Quem entra em pânico representa um perigo para todos os outros. Em nossa primeira viagem, quando saímos da Nova Zelândia estávamos em pleno
inverno, com muitas frentes frias em movimento. Saímos com
tempo bom, mas na segunda noite pegamos uma tempestade muito violenta, com ventos de 130 km por hora e ondas
de dez metros. Rapidamente baixamos as velas, mas mesmo assim perdemos os dois mastros e tivemos que cortá-los
para que não batessem no casco e afundassem o veleiro. Sem
mastros, demoramos 11 dias para retornar à Nova Zelândia
e ainda pegamos outras duas tempestades na volta. Mas
­chegamos a um porto seguro. Esse foi o momento mais difícil pelo qual passamos, mas nos recompomos e continuamos
viagem, e a previdência em relação a aspectos como peças
sobressalentes de equipamentos, por exemplo, foi essencial,
além de mantermos a serenidade e trabalharmos em equipe.
O que de mais importante aprendeu sobre liderança em todos
os anos que passou navegando com sua ‘família-tripulação’?
Eu tenho o seguinte conceito de liderança: o líder precisa
conversar com as pessoas, ele tem que ser entendido pela
tripulação, fazer com que as pessoas formem um time, e
também compartilhar com elas algumas tomadas de decisão,
pois é importante ter outras visões e perspectivas. É preciso saber trabalhar em equipe, trazer os talentos para perto
de si, e não afastá-los, respeitar o papel desempenhado por
cada membro. Eu me lembro de uma ocasião em que o ­­David
gravou uma cena na qual eu e a Heloísa subíamos uma montanha. Foi cansativo, nós subimos, depois descemos, ele gravou as cenas, e quando chegamos lá embaixo de volta ele
conversou com a equipe e nos pediu que subíssemos de novo,
pois queria gravar de outra forma. Eu sou o pai dele, poderia ter dito que não, mas eu entendi o papel que ele estava
desempenhando, entendi que ele queria fazer o melhor, ter
as melhores imagens para o filme que queríamos. Então nós
subimos de novo, apesar do cansaço. Mais recentemente,
em 2011, nós encontramos um submarino alemão afundado
na segunda guerra mundial, a 85 km da costa catarinense.
Para encontrá-lo foram necessários cinco anos de trabalho,
era como procurar uma agulha no palheiro, mas as pessoas
da equipe se envolveram, acreditaram, e nós o encontramos,
com muita perseverança e análise. Liderança é isso, unir as
pessoas, trabalhar com elas e criar um ambiente propício,
deixá-las orgulhosas de fazer parte, de participar das decisões, sabendo que são ouvidas e respeitadas. É isso que faz
com que as empresas cresçam.
Fotos: Divulgação
“Liderança é isso, unir as pessoas,
trabalhar com elas e criar um ambiente
propício, deixá-las orgulhosas de
fazer parte, de participar das decisões,
sabendo que são ouvidas e respeitadas.
É isso que faz com que as empresas
cresçam.”
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CAPA
São Bernardo adota
Cidade Limpa
Cidade do Grande ABC implanta modelo de concessão
totalmente alinhado à Política Nacional de Resíduos Sólidos
Letra “B” do ABC paulista, terra de
tropeiros, bandeirantes, índios, imigrantes e migrantes vindos para trabalhar
na lavoura e depois nas indústrias. São
Bernardo do Campo, que completa 459
este ano, acaba de criar um marco na
área ambiental: a implantação de um
modelo integrado de limpeza urbana e
destinação dos resíduos que conduzirá a
cidade a um ponto muito próximo do que
preconiza a Política Nacional de Resíduos
Sólidos, com aproveitamento máximo do
seu potencial econômico.
Depois de uma longa experiência
atuando no município, o novo processo
licitatório finalmente deu à Vega ABC
a oportunidade de trabalhar dentro do
conceito “Cidade Limpa”. Para assumir o
contrato, a Vega deu origem à SBC Valorização de Resíduos.
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REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012
“Sem dúvida este é o mais completo
contrato de serviços de limpeza urbana e valorização de resíduos já fechado
no ­Brasil, superando, nesse aspecto, inclusive o de São Paulo”, diz o gerente de
novos negócios da Vega Bruno Gornatti,
destacando que o escopo de serviços de
São Bernardo inclui desde a limpeza das
ruas dentro do conceito de Cidade Limpa
(receber para manter a cidade limpa e ser
avaliado pela população por esse critério)
até a coleta dos resíduos domiciliares e
sua destinação, o que possibilitará uma
maior integração do sistema.
Tratamento
Batizado de SPAR-URE (Sistema de
Aproveitamento e Processamento de Resíduos e Unidade de Recuperação de Energia), o modelo, além do escopo totalmente afinado com o que determina a Política
Nacional de Resíduos Sólidos, contempla
vários desafios. Um deles é a remediação
do lixão do Alvarenga, área de 223 mil m2
localizada na divisa entre os municípios de
São Bernardo e Diadema, às margens da
represa Billings, considerada uma das mais
contaminadas da região do ABC. O contrato prevê a remediação do solo no local, a
exaustão do biogás acumulado em 30 anos
e a sua transformação em um parque público. Para a efetiva implantação do projeto de
remediação, a prefeitura decretou o local
de utilidade pública em 2010.
Um dos desafios do novo
contrato será a remediação
do Lixão do Alvarenga,
considerado uma das áreas
mais poluídas da região.
“Apesar de estar interditado, o Alvarenga ainda recebe entulhos e outros descartes irregulares, além de ter o entorno
ocupado por comunidades carentes; nossa primeira preocupação é impedir que a
área continue a receber lixo; a seguir iniciaremos os estudos de solo para elaborar
o projeto de remediação, que a partir do
seu início deverá se estender por pelo menos 24 meses”, explica o diretor superintendente da SBC Valorização de Resíduos
S.A., Marco Seixas.
Outro ponto que diferencia o modelo
de concessão de São Bernardo é o tipo de
destinação previsto para os resíduos da
cidade, no longo prazo: o tratamento, por
meio da Unidade de Recuperação de Energia, que, no momento em que for implantada, será a primeira e única em atividade
no país. Sua sustentabilidade econômica
depende da produção de energia elétrica
a partir da queima dos resíduos e da sua
venda, já que a implantação desta tecnologia é uma das mais caras disponíveis no
mercado. “Quando pensamos que mais
de 50% do território de São Bernardo está
em áreas de mananciais e que o município
não possui áreas disponíveis para a instalação de aterro sanitário, essa opção ganha outro sentido”, pondera Marco.
são a adoção de novos uniformes pelas
equipes operacionais, que somam mais de
mil Colaboradores, a renovação da frota
de veículos e a aquisição de novas tecnologias, como varredoras e sugadores.
Além disso, quatro mil novas papeleiras
serão instaladas, como parte do esforço
de conscientização da população para necessidade de manter a cidade limpa.
Dentro do que determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dar a correta
destinação a cada tipo de resíduo é um
dos desafios. A começar pelos recicláveis:
hoje, das 700 toneladas/dia de resíduos
gerados pela população de São Bernardo, apenas 1% é reciclada. A intenção é
aumentar esse percentual para 10%. Para
isso, o primeiro passo será a reforma e
automatização de duas centrais de triagem, que serão operadas por cooperativas
locais de catadores. Até o quinto ano de
contrato, outras quatro centrais deverão
ser implantadas para viabilizar a meta de
aumentar em dez vezes o percentual de
resíduos reciclados.
Também estão previstos novos Ecopontos (hoje a cidade possui apenas quatro, e
outros 26 deverão ser instalados) e Postos
de Entrega Voluntária (PEVs), que deverão chegar a 200 dentro do novo modelo. Enquanto a população deixa materiais
recicláveis nos PEVs, colaborando para
aumentar o volume recolhido e consequentemente reduzir o que vai para aterro, os Ecopontos receberão materiais que
hoje vão parar nas ruas, nos chamados
10 vezes mais reciclagem
Já entre as ações para implantação imediata está uma campanha de comunicação
sobre a nova empresa, com o lançamento
da identidade visual da SBC, (cujo logotipo remete ao formato do próprio mapa de
São Bernardo do Campo) e destaque para
o novo modelo de limpeza urbana. Outras
Instalação de novas lixeiras nas ruas da cidade
7
CAPA
“pontos viciados”, incluídas aí as mais de 250 toneladas de entulho da construção civil que, estima-se sejam descartadas todos
os dias em São Bernardo.
Outra mudança significativa diz respeito à limpeza de áreas
de difícil acesso, como comunidades carentes. Nestes locais,
serão instalados cerca de 200 contêineres metálicos com capacidade de 1.200 litros e 500 de poliuretano com capacidade
para 1.000 litros, o que facilitará o trabalho de recolhimento dos
resíduos. “Já temos um grupo de agentes ambientais que atuará
nessas comunidades e em outros pontos da cidade, realizando um importante trabalho de conscientização sobre a relação
entre saúde e saneamento e a importância do uso correto dos
equipamentos”, explica Marco Seixas.
A previsão de investimentos da SBC ao longo da concessão
chega a R$ 600 milhões. “A determinação da administração de
São Bernardo em investir em mudanças profundas no modelo
de limpeza urbana certamente a colocará em uma posição de
vanguarda no Brasil, e nós da Solví estamos orgulhosos de poder contribuir neste processo”, afirma o diretor regional da Vega
Reginaldo Bezerra.
Um novo
começo
Quase 50% dos cerca de 1.100 funcionários da SBC Valorização de Resíduos S.A. têm mais de 10 anos na Vega ABC.
São encarregados, fiscais, coletores, varredores e outros profissionais que agora integram uma nova empresa e um novo
modelo de limpeza urbana. É o caso de Jaime Simplício Toloza, verdadeiro patrimônio da Vega, com 30 anos de empresa.
Ele iniciou como coletor e hoje é encarregado de operações
de coleta. Um dos seus desafios é justamente ajudar a implementar as mudanças decorrentes do novo contrato junto
às equipes de coleta, que somam cerca de 200 profissionais.
“Talvez o ponto mais crítico esteja no comportamento da
própria população, por isso o trabalho educativo será fundamental, e nós poderemos ajudar nisso”, avalia Jaime. Embora
já tenha completado o tempo para a aposentadoria, ele nem
pensa em parar. “Adoro desafios e mudanças, e agora é hora
de trabalhar para que a população veja a SBC VR como uma
empresa pioneira e inovadora”.
Caminhão da SBC fazendo a coleta dos contêineres em frente ao ginásio poliesportivo de São Bernardo do Campo
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REVISTA SOLVÍ | maio/agosto 2012
Detalhe de área do antigo Lixão do Alvarenga que será remediado pela SBC
Destaques do
contrato
Remediação do lixão do Alvarenga
A SBC será responsável pela remediação da área de 223 mil m2, que será
transformada em um parque.
Fotos: Marcello Vitorino/Fullpress
Triagem da Coleta
Os resíduos recicláveis deverão chegar a 10% do volume total coletado, e
serão entregue às cooperativas de catadores, que trabalharão em galpões
reformados ou construídos pela SBC. Em cinco anos, seis galpões deverão
estar funcionando (hoje são dois).
PEVs e Ecopontos
A meta é ter cerca de 200 PEVs em funcionamento em cinco anos, além de
30 Ecopontos, responsáveis também pela coleta de entulho.
Limpeza de comunidades carentes
A SBC está instalando contêineres nestas comunidades; ao todo, serão instalados cerca de 700 equipamentos, ao mesmo tempo que equipes de educação ambiental fazem o trabalho de conscientização sobre o uso correto dos
equipamentos.
Operação de Ecopontos
Feira Limpa
Contêineres estão sendo posicionados nas extremidades das feiras, que também passaram a receber banheiros químicos; um intenso trabalho de informação e
conscientização será realizado junto aos trabalhadores
das 48 feiras que acontecem todas as semanas na cidade, para que não joguem restos de alimentos na rua.
Educação ambiental
Será feita por meio de campanhas na mídia e também
por meio da ação direta de equipes de educação ambiental nas comunidades; a previsão é que os investimentos em educação sejam crescentes no médio
prazo, acompanhando a evolução da própria infraestrutura em limpeza.
Limpeza de feiras livres
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CAPA
São Bernardo
da Borda do Campo
São Bernardo é a maior cidade do ABC, com 765 mil habitantes; sua
fundação, como vila parte de Santo André da Borda do Campo, se deu pelo
português João Ramalho, em 1553.
A data oficial do aniversário da cidade é 20 de agosto, dia dedicado ao santo que dá nome
ao município.
O brasão da cidade, criado em 1926, é constituído por um escudo ladeado
por um bandeirante, de um lado, e por um índio, de outro. O fundador da
cidade, João Ramalho, casou-se com a índia Bartira, filha de Tibiriçá, cacique
dos índios guaianases.
Da área total de São Bernardo, pouco mais da metade (53%) encontra-se em áreas de Proteção aos
Mananciais e 18,6% são compostos exclusivamente pela Represa Billings. Tomando por base as
sete cidades, o município ocupa 47% da área de proteção a mananciais.
Originalmente a vila de São Bernardo compreendia em seu território todas
as demais cidades que hoje compõem o chamado ABC paulista: Santo
André, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande
da Serra. A região de Santo Amaro, hoje pertencente à capital, também já
integrou o município de São Bernardo.
Em 1938 Ademar de Barros, então governador de São Paulo, declarou Santo André como sede do
município de São Bernardo; a emancipação político-administrativa do município só foi reconquistada
em 1944, ao ser desmembrado de Santo André.
Nas décadas de 50 e 60 a instalação do parque automobilístico
fez com que houvesse uma explosão demográfica no município,
que em 1960 possuía apenas 60 mil habitantes. Apesar da
produção automobilística ter se descentralizado desde os anos
90, a cidade ainda abriga montadoras como Volkswagen, Ford,
Mercedes-Benz, Scania e Toyota.
Outro segmento pelo qual a cidade é conhecida é o moveleiro, este
implantado pelos imigrantes europeus que chegaram a São Bernardo no
século XIX.
Com as montadoras surgiram os sindicatos de trabalhadores da
indústria automobilística, entre eles o Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC, responsável pelo comando de grandes graves nos anos
80, e de onde saíram políticos como o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, morador da cidade, e o atual prefeito
de São Bernardo, Luiz Marinho.
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REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012
gestão e NEGÓCIOS
Novo contrato em
saneamento
Município de São Gabriel terá melhorias imediatas
no sistema de abastecimento de água, além da
universalização dos serviços de esgoto até 2020
São Gabriel, município de 60 mil habitantes localizado na região Sudoeste do
Rio Grande do Sul, tem grandes desafios
a superar na área de saneamento, como
milhares de outras cidades brasileiras.
Esses desafios, que dizem respeito tanto
à qualidade do abastecimento de água
quanto à universalização dos serviços de
esgoto, começam a ser resolvidos com
a assinatura do contrato de concessão
com a São Gabriel Saneamento, a mais
nova empresa do Grupo Solví.
Válida para a área urbana da cidade,
a concessão de longo prazo prevê, em
primeiro lugar, a recuperação da infraes-
trutura em abastecimento de água. Nesta etapa, que vai até 2014, estão previstas a reforma da estação de tratamento
e dos oito reservatórios que abastecem
São Gabriel, além da instalação de cinco novas estações de bombeamento e a
implantação de 21 quilômetros de redes.
Outro aspecto importante é a melhoria da qualidade dos serviços, tanto no
que diz respeito à estrutura tecnológica (automatização da dosagem de químicos usados no tratamento da água,
instalação de válvulas redutoras de
pressão e implantação de um sistema de
controle operacional para acompanhar o
Arquivo Institucional Solví Saneamento
Folder institucional distribuído à população
f­ uncionamento dos sistemas e identificar
rapidamente os problemas que venham
a ocorrer) quanto no relacionamento
com a população e na questão ambiental. Uma das primeiras preocupações
será com a destinação correta do lodo
resultante do processo de tratamento de
água, até então jogado no rio Vacacaí, o
mesmo que abastece a cidade.
Segundo o diretor de desenvolvimento da Solví Saneamento, Leonardo Silva
Macedo, o investimento total ao longo
do contrato será substancial, sendo uma
parte expressiva destinada a universalizar os serviços de esgoto até 2020. Afinal, hoje apenas 15% da população é beneficiada com a coleta e o tratamento do
esgoto, enquanto na distribuição de água
tratada esse percentual chega a 97%.
Esta segunda etapa de trabalho, que iniciará em 2014, envolve a construção de
uma rede coletora com 211 quilômetros,
a construção de 11 estações elevatórias e
de uma estação de tratamento de esgoto
para atender toda a cidade.
Tudo isso será feito com uma redução
entre 8% e 15% das tarifas cobradas
pela concessionária anterior. Segundo
o presidente da Solví Saneamento, Luiz
Gomes, isso será possível graças às melhorias em produtividade e eficiência.
“Depois de um longo período no qual os
serviços de saneamento estiveram sob a
responsabilidade de companhias estatais, nosso objetivo claro é estabelecer
um patamar superior de qualidade, que
certamente contribuirá para criar referências positivas sobre o modelo privado, que de forma alguma perde de vista
os interesses públicos”.
Trabalhadores iniciam as obras de recuperação da rede de distribuição de água
11
gestão e NEGÓCIOS
Vista geral da antiga área do lixão da Alemoa, durante as obras de remediação e construção do novo terminal
Paisagem renovada
Essencis conduz projeto de descontaminação da área da Alemoa, junto ao
Porto de Santos, que se transformará em um moderno terminal de cargas
O Porto de Santos é o maior do ­Brasil
e o 41º mais importante do mundo, movimentando milhões de toneladas de
mercadorias todos os anos. Até recentemente, no entanto, ao mesmo tempo em
que precisava ampliar sua capacidade, o
porto possuía nos seus limites uma área
inativa e completamente degradada, o
chamado “Lixão da Alemoa”. Recuperar
esta área foi um desafio levado a cabo
com sucesso pela Essencis Engenharia e
Consultoria Ambiental.
A Essencis iniciou os estudos de solo
no local em 2006, tendo como contratante a Brasil Terminal Portuário (BTP),
empresa constituída para construir e
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REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012
operar um terminal multiuso para contêineres na região da Alemoa. A área
pertence à CODESP (Companhia Docas
do Estado de São Paulo), e o arrendamento à iniciativa privada foi uma forma
de viabilizar a descontaminação deste
que era considerado um dos maiores
passivos ambientais do Estado, além da
construção do novo terminal. A estimativa é que os investimentos cheguem a
R$ 1,8 bilhão.
O projeto, gerenciado pela Essencis
juntamente com a Empresa Waterloo,
incluiu três etapas: 1) investigação do
solo para determinar a quantidade e os
tipos de poluentes presentes (após mais
de 50 anos de descarte de resíduos industriais, domésticos, hospitalares e da
construção civil, entre outros); 2) estudo das alternativas para a remediação;
3) a remediação propriamente dita.
Logística
Só na primeira etapa, foram realizadas
100 sondagens para retirada de amostras do solo, que revelaram a presença
de metais e substâncias químicas como
benzeno, mercúrio, cloreto de vinila e
chumbo nas águas subterrâneas, confirmando sua contaminação. O volume dos
resíduos depositados na área central do
terreno chegava a 680 mil m3. Na etapa
de remediação, iniciada em setembro de
2010, a área foi dividida em centenas de
Arquivo Institucional BTP
Arquivo Institucional Essencis
células medindo 20m X 20m, escavadas uma a uma para retirada de toda a terra contaminada, que foi enviada para o aterro
de Caieiras. Na última etapa, o solo foi recomposto com terra
não contaminada.
“Um dos maiores desafios do projeto esteve justamente
nesta logística da retirada e envio de milhares de toneladas
de material contaminado para o aterro de Caeiras, sendo que
tínhamos um prazo para finalizar o trabalho”, diz Giovanna
Setti, superintendente da Essencis Engenharia e Consultoria
Ambiental, enfatizando que o prazo foi rigorosamente cumprido, e para isso durante parte do projeto as equipes tiveram
que se revezar 24 horas por dia. Ao todo, foram 336 dias de
trabalho na etapa de recuperação, durante os quais foram realizadas 28.955 viagens para a destinação de 1,1 milhão de
toneladas de resíduos no aterro. O transporte da terra contaminada foi realizado por várias empresas, entre elas a Koleta
Ambiental.
Finda a execução do processo de descontaminação, em julho o trabalho recebeu o parecer favorável da Cetesb. O monitoramento do solo e das águas subterrâneas, no entanto, ainda
continuará por dois anos, juntamente com o gerenciamento
ambiental das obras civis do novo terminal, que vêm sendo
executadas pela Andrade Gutierrez.
Com uma área total de 490 mil m2, o novo terminal da BTP
deve iniciar suas operações no 1º trimestre de 2013, ampliando
significativamente a capacidade do Porto de Santos. Se hoje
as operações com contêineres atingem 2.9 milhões de TEUs
(“twenty foot equivalent units” - unidade equivalente a um
contêiner de 20 pés), com o novo terminal elas deverão ser
ampliadas em pelo menos 1,2 milhão de TEUs ao ano.
Técnicos realizam trabalho de retirada de amostras do solo
NÚMEROS
Inaugurado em 1892, o Porto de Santos é o maior da América Latina e o 41° maior do mundo em volume de
contêineres movimentados, com 2,9 milhões de TEUs. A área total do porto é de 7,8 milhões de m2.
O novo terminal multiuso da BTP terá um cais com capacidade para cinco navios e 490 mil m2 de área total,
com previsão de movimentar mais de 1,2 milhões de TEUs/ano, graças à utilização de equipamentos de alta
tecnologia.
Na fase de construção o terminal está empregando,aproximadamente três mil trabalhadores, e quando iniciar
as operações vai oferecer cerca de 1.500 empregos diretos e nove mil indiretos.
R$ 1,6 bilhão será o investimento total no novo terminal, que funcionou por mais de 50 anos, até 2002,
quando foi fechado por exigência da Cetesb.
Perspectivas do novo
terminal quando
estiver em operação
13
Marcello Vitorino/Fullpress
gestão e NEGÓCIOS
Lilian (no alto) e parte dos Colaboradores da Vega que participam do programa Oficina
Academia de Excelência
Divididas em nove programas, atividades de desenvolvimento
de talentos envolvem todos os níveis, áreas e empresas
Com 16 mil Colaboradores espalhados em 37 unidades de negócios, a
Vega estabeleceu uma prioridade clara
a partir de 2012: o desenvolvimento
de seus talentos internos. Seguindo as
premissas da Solví, de que as empresas do Grupo estruturem programas
de desenvolvimento e gestão coerentes com sua realidade, a Vega criou
a sua Academia de Excelência, com
programas que já estão sendo implementados em todas as empresas e unidades.
Para dar suporte na implantação do
programa, o primeiro investimento da
Vega foi na contratação de quadros de
RH focados em desenvolvimento em
todas as suas regionais. Ao todo, são
sete profissionais dedicados à Academia de Excelência. “O seu papel é
multiplicar os treinamentos customizados de acordo com as necessidades
do negócio e garantir a qualificação e
14
REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012
formação dos Colaboradores, dando
o apoio necessário às empresas para
que se apropriem de fato do programa,
aplicando-o de maneira efetiva, para
que no médio e longo prazo haja um
impacto real na vida das pessoas e das
empresas”, comenta Lilian Caetano
Soares, gerente de gestão de pessoas
da Vega.
Ela ressalta que o objetivo é atingir todos os níveis das empresas. Os
futuros profissionais, por exemplo,
são contemplados pelos programas
de Estágio e Trainees; supervisores,
coordenadores e talentos potenciais
são impactados pelo Programa de Excelência; o Nossa Gente tem a função
de apresentar Vega e Solví a todos os
novos Colaboradores, de forma que
compreendam quais são suas áreas de
atuação, suas prioridades estratégicas
e Valores; o Programa de Sucessão
tem o objetivo de desenvolver talentos
reconhecidos como potenciais sucessores na gestão das empresas; o Programa Oficina, realizado em parceria
com a FGV em São Paulo, com objetivo
de transformar o gestor de hoje no líder empresarial de amanhã; os programas de Coaching e Desenvolvimento
de Executivos são voltados aos altos
cargos executivos, com o objetivo de
desenvolver suas habilidades na gestão estratégica das empresas e como
líderes de pessoas. E, por fim, o Programa Avante é voltado às áreas operacionais, envolvendo desde encarregados e fiscais operacionais.
Este último programa é um dos destaques da Academia, na avaliação de
Lilian. “Nossos principais clientes são
municipalidade e as populações das
cidades que atendemos, e os novos
contratos, dentro do conceito de Cidade Limpa, trouxeram consigo um novo
paradigma, que se estende ao próprio
“Com a Academia de Excelência a Vega
atende não apenas as estratégias de
crescimento do grupo, mas também
promove uma mudança na vida dos
Colaboradores, por meio de oportunidades
para ampliar a visão que eles têm de
seu próprio potencial. Além disso, os
treinamentos contribuem para um
relacionamento interpessoal mais saudável,
um clima organizacional mais agradável e
isso resulta em equipes mais motivadas,
na medida em que sentem que são
valorizadas”.
Lilian Soares, gerente de gestão de pessoas da Vega
Grupo de participantes do programa Excelência
Arquivo Intitucional Vega
papel desempenhado pelos Colaboradores das áreas operacionais”, diz a gerente, destacando que “dentro desta nova
realidade, encarregados e fiscais precisam cada vez mais
atuar como líderes efetivos”.
Já iniciado em empresas como Viasolo, SBC Valorização
de Resíduos e na regional Norte/Nordeste, o programa
Avante envolve mais de 200 Colaboradores neste primeiro
momento, e tem recebido retornos entusiasmados dos participantes. Entre os temas abordados pelo programa estão
Liderança, Gestão de equipe, Tomada de decisão e Administração de conflitos, Departamento Pessoal, Comunicação e
feedback , ministrados em cinco módulos mensais, cada um
com oito horas de duração.
A Academia de Excelência da vega faz parte da Superintendência de Gestão Estratégica, gerida por Pedro Pierucci.
A expectativa é que todos os seus programas sejam implementados nas empresas até o final de 2012, alcançando cerca de dois mil Colaboradores.
Colaboradores da área operacional participam do Programa Avante
Marcello Vitorino/Fullpress
A EQUIPE DA ACADEMIA DE EXCELÊNCIA VEGA
ALESSANDRA CAVALCANTI DE MELO | Unidade São Bernardo do Campo
FERNANDA APARECIDA GOMES | Vega Escritório Central (São Paulo)
LILIAN CRISTINA CAETANO SOARES | Vega Escritório Central (São Paulo)
MARIA CÉLIA CAMPOS DE SOUZA | Viasolo (Minas Gerais)
MARIA DE FÁTIMA BANDEIRA VIRGENS | Regional Nordeste
REGINA CLÁUDIA MATHEUS FERNANDES | Inova (São Paulo)
A partir da esquerda: Alessandra, Lilian, Regina Cláudia, Maria
Célia, Fernanda, Maria Fátima, Talita.
TALITA RACHEL DO AMARAL | Regional Sul
15
gestão e NEGÓCIOS
Fotos: Marcello Vitorino/Fullpress
O novo sistema durante a suspensão do contêiner para recolhimento: sem odor e sem lixo espalhado na praça
Melhorias para todos
Contêineres subterrâneos e de superfície para a coleta de resíduos já estão em
operação na cidade; até o final do ano serão mais de 900, dos Jardins à periferia
Em breve, os moradores da Vila Nova
União, na região de Parada de Taipas, Zona
Oeste de São Paulo, pretendem realizar
um mutirão para pintar suas casas. A intenção é deixá-las mais coloridas para dar
um visual alegre e bem-cuidado ao bairro,
localizado a 13 quilômetros do centro da
cidade. Um estímulo extra a essa postura
zelosa dos moradores veio em junho deste ano, com a instalação de um contêiner
subterrâneo para a coleta de resíduos na
praça central de Vila União. A providência
acabou com o lixo espalhado pelas ruas e
ajudou a mudar a percepção dos moradores sobre o local em que vivem.
O contêiner da Vila Nova União é um dos
três que a Loga já instalou nesta fase piloto do programa de coleta mecanizada
em São Paulo. Os outros estão na esquina
das avenidas Brigadeiro Faria Lima com
Rebouças e no Mercado Municipal, no
centro da cidade. Até o final do ano, outros
30 equipamentos subterrâneos e 895 de
superfície serão instalados no quadrilátero entre as avenidas Rebouças, 9 de julho,
Paulista e Marginal Pinheiros, e também
em comunidades carentes. Todos farão
parte dos estudos que a Loga fará sobre o
sistema, para avaliar sua expansão para o
restante da região Noroeste da cidade.
16
REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012
Com capacidade para 20 mil litros, o contêiner subterrâneo possui um coletor de
aço na superfície, que permite a abertura
da tampa por meio de um cartão magnético, distribuído aos moradores do entorno.
Já os modelos de superfície possuem capacidade para 3,2 mil litros e são acionados por meio de um pedal. Em ambos os
casos, a nova tecnologia traz vantagens
como a possibilidade dos moradores depositarem os resíduos a qualquer hora, o
Abimael: “O comportamento das pessoas mudou”
fim do mau cheiro provocado pelos resíduos expostos nas calçadas, evitando sujeira
e entupimento de bueiros, a melhoria do
visual da cidade, além da menor circulação
de caminhões, o que significa menos congestionamentos e poluição. Na Vila Nova
União, por exemplo, a coleta tem sido feita
em média uma vez por semana, por um
dos seis caminhões especiais adquiridos
pela empresa com este fim.
“A limpeza do bairro mudou muito, e também mudou o comportamento das pessoas, que passaram a se sentir mais valorizadas”, comenta o líder comunitário Abimael
Cavalcanti, presidente da Associação dos
Trabalhadores Nova União, que reúne cerca de 150 famílias. A iniciativa foi tão bemrecebida na região que a Loga já avalia a
distribuição de cartões a outras 150 famílias da comunidade vizinha. Para o presidente da Loga, Luiz Gonzaga, “a instalação
deste contêiner em Parada de Taipas tem
um enorme valor simbólico, pois mostra
que quando valorizamos o espaço público
e realizamos um trabalho prévio de informação e conscientização, como foi feito
nesta comunidade, as pessoas reconhecem e se apropriam daquela benfeitoria,
pois reconhecem-na efetivamente como
um elemento de melhoria”.
Marcello Vitorino/Fullpress
Limpeza e
consciência
A busca da Inova
por ruas limpas e
cidadãos conscientes
inclui presença forte
em grandes eventos,
mutirões nos bairros e
também uma grande
campanha na mídia
Manter limpa a maior cidade do país é
um desafio e tanto, que a Inova Gestão
de Serviços Urbanos vem vencendo, utilizando-se para isso não apenas da mão de
obra e da tecnologia, mas também de estratégias especiais para alcançar o maior
número de cidadãos com a ideia de que
todos devem participar deste movimento
por uma cidade melhor.
Se manter a cidade limpa no dia a dia
exige grande esforço e planejamento, atingir esse objetivo durante a realização de
grandes eventos é quase uma operação de
guerra, uma vez que estes chegam a reunir milhões de pessoas. De acordo com o
São Paulo Convention & Visitors Bureau,
os três maiores eventos de São Paulo são
a Virada Cultural, reunindo um público de
quatro milhões de pessoas, a Parada GLBT,
com três milhões, e o Réveillon, com dois
milhões, todos realizados dentro da área
atendida pela Inova (região Noroeste).
Para dar conta da Tarefa, a Inova mobiliza uma verdadeira “tropa de choque”,
de acordo com o esquema de trabalho
previamente definido com a Amlurb
Varredeira green machine em ação durante a Virada Cultural
(­ Autoridade Municipal de Limpeza Urbana). Além dos agentes ambientais, que
podem chegar à totalidade dos Colaboradores, como no caso da Virada Cultural,
outros recursos são mobilizados, como
varredeiras mecânicas, sugadores, papeleiras extras e até a montagem de tendas
que funcionam como PEVs, para a entrega
de materiais recicláveis.
Na Virada Cultural, que reúne mais de
mil atrações em 24 horas de programação
e que em 2012 aconteceu nos dias 5 e 6
de maio, o esquema de trabalho mobilizou uma equipe para cada um dos palcos
principais reunidos no centro da cidade. O
resultado foi algo até então inédito: ruas,
praças e avenidas limpas, não após, mas
ainda durante os shows e apresentações.
“O esforço foi reconhecido, a ponto de
os agentes ambientais serem aplaudidos
pelo público, sem dúvida algo digno de
nota”, diz o superintendente de comunicação da Inova, Carlos Balote.
No Carnaval, outro destaque na agenda
cultural da cidade, o desafio foi percorrer os 530 metros de passarela do Sambódromo do Anhembi de forma rápida e
eficiente a cada passagem de escola de
samba, deixando tudo limpo para a próxima agremiação entrar e fazer bonito. Para
isso, três equipes se revezaram de forma
ininterrupta durante os desfiles, utilizando
também equipamentos como as varredeiras green machine e pelikan.
A estimativa é que mais de 463 toneladas de resíduos tenham sido retiradas das
ruas da cidade só nos grandes eventos
realizados durante o primeiro semestre.
“Áreas como o Anhembi, o centro da cidade e a Avenida Paulista estão dentro da região atendida pela Inova; isso significa que
o atendimento a essas demandas passou
a ser quase uma rotina”, comenta Balote,
lembrando ainda dos eventos esportivos
como os jogos de futebol no Pacaembu,
que acontecem praticamente todas as semanas. Atender a esse tipo de demanda é
uma das atribuições das equipes de serviços especiais. A Inova mantém 14 destas equipes, sendo duas na subprefeitura
da Sé de e uma em cada uma das demais
subprefeituras.
Ação nas comunidades
Mas nem só de eventos especiais ou turísticos se faz o trabalho das equipes da
Inova, que têm sido mobilizadas ­também
para missões bem diferentes, como a
limpeza, em regime de mutirão de áreas
degradadas da cidade. Um bom exemplo
foi a operação “Glicério Limpo”, realizada
17
Nário Barbosa/Fullpress
gestão e NEGÓCIOS
durante um sábado inteiro no mês de abril, com a participação de
80 agentes ambientais da Inova. Os resultados falam por si: em
um único dia, foi retirado do quadrilátero formado pelas ruas Tabatinguera, Teixeira Leite, Conselheiro Furtado e Viaduto Glicério,
onde vivem cerca de 50 mil pessoas, o equivalente ao volume de
lixo produzido pela cidade inteira no mesmo período: 12 mil toneladas. Além disso, a equipe realizou a limpeza de bocas de lobo,
capina e pintura do meio-fio, lavagem das calçadas, instalação de
novas papeleiras/lixeiras.
O projeto foi coordenado pela ONG Instituto Actos, como parte
da campanha Biblioteca para Todos do Glicério”, que prevê a construção de um espaço de 100 metros quadrados na Praça Ministro
Francisco Sá Carneiro, já revitalizada. A ação de limpeza envolveu
ainda 55 voluntários, que também auxiliaram em um trabalho porta a porta de conscientização sobre a importância da implantação
de coleta seletiva através da separação do lixo, de serem respeitados os horários de coleta e de não jogar lixo e entulho nas ruas.
“A ação vai continuar e somente com a persistência de todos
será possível mudar esse comportamento de jogar lixo nas ruas.
Vamos reforçar a conscientização ambiental com os moradores
dos locais onde ainda não há colaboração, e também junto aos
alunos e pais das escolas da região. E a fiscalização será feita pela
própria comunidade”, explica a responsável pelo Instituto Actos,
Sylvia Pariz Campos. Para Carlos Balote, “o envolvimento da comunidade foi importante para sensibilização dos moradores e comerciantes da região, para que se apropriem do espaço e passem
a zelar por ele, pois é desta forma que conseguiremos ter de fato
uma cidade limpa”. Balote lembra que iniciativa semelhante já foi
realizada no bairro da Bela Vista ou Bexiga, e que em breve estará
em outra comunidade, o Jardim Vista Alegre.
Nário Barbosa/Fullpress
Colaborador da Inova durante ação de limpeza no Glicério
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REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012
Evento
Volume de resíduos
São Silvestre
9,5 toneladas
Réveillon
14 toneladas
Virada Cultural
323 toneladas
Parada GLBT
117 toneladas
Campanha de conscientização
Para atingir maciçamente a população com o novo conceito de
Cidade Limpa, a Inova iniciou em junho, conjuntamente com a
Soma (empresa responsável pela limpeza na região Sudeste da
cidade), uma grande campanha de conscientização em veículos
como TVs abertas, rádio, jornais, revistas e redes sociais. Batizada de “Eu limpo São Paulo”, a campanha, que também está estampada por meio de adesivos nas milhares de papeleiras e nos
equipamentos da Inova, chama a atenção para a responsabilidade de cada cidadão na manutenção da cidade limpa.
Segundo Balote, de agosto a outubro a campanha “Eu limpo
São Paulo” terá continuidade com ações pontuais que envolvem
o uso de mídias em metrô e ônibus, faixas estendidas nos cruzamentos, distribuição de folders, adesivos e sacolinhas, ações com
artistas nos chamados “pontos viciados”, de descarte de lixo e
entulho, ilusionistas no centro da cidade, papeleira que “agradece” aos munícipes pelo descarte correto do lixo e até um concurso para eleger o bairro mais limpo de São Paulo. E, numa terceira
etapa, os anúncios na mídia retornam, reiterando a mensagem.
Com investimentos elevados, a estimativa é de que a campanha
atinja um público de 14 milhões de pessoas, especialmente nas
chamadas classes B, C e D.
solví em números
Nos primeiros seis meses
de atuação, a Inova retirou
248.306 toneladas de
resíduos das ruas de São Paulo.
A instalação de 85.000 papeleiras
ao longo dos 4.079 quilômetros
de ruas sob a responsabilidade da
Inova reforçam as ações para a
conscientização da população.
9.500m2/h é a produtividade
média da green machine, uma das
varredeiras mecânicas adotadas
pela Inova para a limpeza de áreas
com grande fluxo de pessoas.
800 apresentações educativas em escolas,
ONGs e comunidades deverão ser feitas pela
empresa até o final de 2012, com o objetivo
de orientar sobre a importância da correta
disposição dos resíduos domiciliares.
Colaboradores da Inova
trabalham na limpeza das
ruas de São Paulo
19
19
INSTITUTO SOLVÍ
Pegada social
Instituto Solví auxilia empresas a implementar seus Programas
de Responsabilidade Social, tendo como referência as diretrizes da ISO 26000
Ao longo das últimas décadas, a Responsabilidade Social Corporativa evoluiu
da visão de “política de boa vizinhança”
com a comunidade do entorno para outra, mais complexa e sistêmica, de que a
RSC envolve os próprios processos decisórios e todos os públicos com os quais
a empresa se relaciona: Clientes, Comunidade, Acionistas, Colaboradores, Fornecedores, em um esforço contínuo para
criar valores compartilhados, inovar e ser
sustentável. É disso que trata a Norma
ISO 26000, publicada em 2010. O documento vem sendo utilizado pelo Instituto
20
REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012
Solví como uma referência para apoiar
as empresas, participantes do programa
Pegada Social, a elaborar a sua própria
Política de Responsabilidade Social.
“O foco da responsabilidade social corporativa passou a ser a sustentabilidade de toda a sociedade, dentro de uma
perspectiva cada vez mais ampla, de que
se eu pensar no desenvolvimento da sociedade como um todo, favoreço a mim
mesmo, e, por outro lado, ao pensar em
mim, acabo favorecendo também o todo
da sociedade”, diz a coordenadora do
Instituto Solví Claudia Sérvulo da Cunha
Dias, lembrando que a qualidade das relações que a empresa mantém com cada
uma das partes com as quais se relaciona é essencial para a sustentabilidade do
próprio negócio.
Indicadores
A ISO 26000 não fornece certificação, apenas parâmetros, e abarca essas
relações por meio de sete temas: Governança, Direitos Humanos, Práticas
de Trabalho, Meio Ambiente, Práticas
Operacionais, Questões de Consumidor
iStockphoto
e Engajamento e Desenvolvimento Comunitário, cada um deles contendo vários aspectos a serem observados. A ISO
abrange ainda outras normas utilizadas
como referenciais para a implementação
da RSC, tais como o Pacto Global (que
promove valores nas áreas de direitos humanos, trabalho e meio ambiente), GRI
(Global Reporting Initiative, estabelece
parâmetros para a divulgação de dados
corporativos), além do SA8000 (metodologia para avaliação das condições do
local de trabalho).
O primeiro passo do trabalho feito nas
empresas aderentes ao Pegada Social,
explica Claudia, é um alinhamento com
os gestores e os comitês locais de Responsabilidade Social, focado no relacionamento com stakeholders (partes interessadas) e nas prioridades do negócio
nesse próximo ciclo de dois anos. Após
essa primeira sensibilização, um Grupo
de Trabalho é criado, com a função de
mapear ações e dados utilizando a ISO
26000 e os indicadores GRI como referência para coleta e sistematização das
informações.
“Desta forma conseguimos fazer um
diagnóstico aprofundado das ações de
responsabilidade social nas empresas, a
partir do qual elas implementarão seus
programas de Responsabilidade Social,
que por sua vez nortearão o planejamento anual de suas ações e projetos”, diz
Claudia. Outro passo essencial é a promoção do engajamento dos stakeholders
Um passo essencial
é o engajamento dos
stakeholders na discussão
do planejamento das ações,
para saber se o que é
prioridade para a empresa
também é para este público.
da empresa, envolvendo-os na discussão
do planejamento das ações, ouvindo suas
percepções e sugestões, para saber se o
que é prioridade para a empresa é também para este público e, caso não seja,
planejar ações que permitam a harmonização das expectativas.
Todo esse processo deve levar cerca de
um ano para ser implementado. Um piloto será iniciado ainda este ano na Viasolo
e na GRI - Gerenciamento de Resíduos
Industriais. Outros grupos de trabalho
poderão ser criados em outras empresas,
caso haja a aderência ao programa. Além
dos Comitês de Responsabilidade Social
das empresas, o processo de implementação dos programas de RSC terá o suporte de um grupo de trabalho criado na
holding especificamente com o propósito
de dar apoio aos grupos locais.
Marcello Vitorino/Fullpress
“Aqui na Viasolo nós sempre mantivemos nossos valores, e um deles é a
preocupação com os projetos sociais
e o envolvimento dos colaboradores
nestas ações, reflexo de coisas nas
quais eu acredito como pessoa e que
levo para a empresa, como gestor”, diz
o diretor executivo da Viasolo Marcos
Savoi. “Fazemos muitas ações em parceria com a comunidade, os clientes, as
municipalidades, e eu promovo o engajamento dos voluntários. O que nos
faltava era justamente isso que o Instituto Solví veio trazer: formalização e
direcionamento destas ações, por meio
de uma Política de Responsabilidade
Social. Certamente esse foco e esse
direcionamento serão bons para a Viasolo, pois já percebemos que toda ação
positiva que fazemos lá fora se reflete
aqui, no bem-estar e na ligação dos Colaboradores com a empresa.”
Passo a passo
na criação do
Programa de RSC
1) Treinamento dos gestores e dos
comitês de Responsabilidade Social
nas empresas.
2) Formação de um grupo de trabalho
para mapear ações e dados referentes
a indicadores da ISO 26000, Pacto
Global e GRI, entre outros.
3) Com base nos mapeamentos,
elaboração de proposta de um
PROGRAMA e de uma POLÍTICA
DE RESPONSABILIDADE SOCIAL
para a empresa, contemplando as
expectativas de todas as partes
interessadas para o setor de atuação
da empresa
Claudia Sérvulo e Marcos Savoi (Viasolo) durante a entrega do Prêmio Solví de Responsabilidade Social
4) Grupo de trabalho promove o
engajamento (com apoio externo),
acompanha indicadores e subsidia
a liderança com dados analíticos
relativos à responsabilidade social da
gestão da empresa.
21
OPINIão
Ecoeficiência
e boas práticas
Os dois pilares que nortearam os
debates da RIO + 20, realizada recentemente no Rio de Janeiro, foram o
desenvolvimento sustentável e
a ecoeficiência. Não basta
somente nos desenvolvermos e crescermos
como sociedade e país:
é necessário investir em um modelo de
desenvolvimento que
satisfaça as necessidades do presente, mas
sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas
próprias necessidades.
Arquivo pessoal
No âmbito empresarial, tal premissa
se materializa na ecoeficiência e nas
chamadas “melhores práticas”, com
uma atuação empresarial pautada no
fornecimento de bens e serviços que
satisfaçam as necessidades humanas,
gerem valor para a empresa e a sociedade mas que, ao mesmo tempo e progressivamente, reduzam os impactos
ambientais e a exploração de recursos
naturais. As boas práticas empresariais
são, portanto, ações planejadas que têm
em comum:
• a prevenção da poluição e da exploração desenfreada dos recursos naturais
do planeta;
• a adoção das melhores tecnologias
disponíveis e economicamente viáveis;
• o cumprimento de requisitos legais;
• a aplicação de procedimentos de medição e verificação para confirmação
da adequabilidade e viabilidade da boa
prática; e
• a melhoria continua do desempenho
empresarial.
Eleusis di Creddo
é gerente de meio ambiente e
melhores práticas da Solví
22
REVISTA SOLVÍ | maio/agosto 2012
Existem boas práticas que demandam
por parte das empresas um significativo
aporte de recursos humanos, financeiros e tecnológicos para a sua implementação e manutenção. Nessa categoria,
podemos elencar várias ações da Solví,
como a produção de energia a partir do
biogás na Termoverde Salvador, a geração de combustível a partir dos resíduos plásticos, projeto em implantação
também em Salvador, a recuperação
de metais existentes no lodo galvânico
realizada pela Essencis, a revitalização
de lâmpadas consideradas inservíveis
pela Revitalamp, a operacionalização da
Organosolví, em Coroados (SP) para a
produção de composto orgânico a partir de resíduos industriais orgânicos, a
implementação de sistemas de logística
reversa pela Essencis e GRI, entre muitos outros.
Mas existem também boas práticas
que revelam inovação e pragmatismo
elevados, embora não sejam necessariamente tecnológicas. São claros
exemplos disso as soluções aplicadas
pelas áreas comerciais para melhorar
o relacionamento com os clientes e o
fluxo dos documentos internos e externos, além da sensibilização para a
poupança de energia e de papel. Nosso
desafio, como Colaboradores, é nortear
sempre nossas ações, sejam elas de alta
ou baixa visibilidade, pelos preceitos da
­ecoeficiência. Não será somente a empresa que lucrará com isso. Todos nós
ganhamos ao deixar um planeta melhor
para nossos descendentes.
Arquivo Institucional Instituto Solví
NOTAS
Gincana ecológica
No dia 25 de agosto centenas de estudantes caminharam pelas
ruas do Jaguaré com pás, rastelos e vassouras. A cena, inusitada,
marcou o encerramento do 1º Movimento Reciclação do Jaguaré,
uma gincana de reciclagem nas escolas do bairro. A iniciativa, que
envolveu nove escolas da região, partiu dos jovens que integram
a Incubadora Ambiental Jovens em Ação (IAJA), criada dentro da
Sociedade Benfeitora Jaguaré com o apoio da Loga. Dividida em
quatro etapas, a gincana conseguiu arrecadar 28.011 embalagens,
enviadas para à ONG TerraCycle para serem recicladas. Além da
conscientização sobre a importância da destinação adequada dos
resíduos e das melhorias na praça, a gincana cumpriu plenamente
outro objetivo, o de aproximar a Sociedade Benfeitora do Jaguaré
das escolas do bairro.
O ranking “As Melhores da Dinheiro 2012”, publicado pela revista IstoÉ Dinheiro
posicionou a Solví como uma das quatro
melhores empresas do país na gestão de
Inovação e Qualidade, dentro do segmento de Serviços Especializados. Em seu 8º
ano, o prêmio avaliou um universo de mil
empresas entre as maiores do Brasil. Os dados sigilosos que compõem o estudo foram
cedidos pelas empresas, tabulados e analisados pela KPMG e pela Trevisan Escola de
Negócios. A entrega do prêmio às empresas vencedoras foi realizada no dia 16 de agosto, em São Paulo. A Solví também
foi reconhecida pelo 1º anuário 360° da Época Negócios como a mais destacada
na área de responsabilidade socioambiental, dentro do segmento de Água e Saneamento. A análise, realizada pela equipe da Época Negócios juntamente com a
Fundação Dom Cabral (considerada a 5ª melhor escola de negócios do mundo),
considerou ao todo seis dimensões relevantes para o sucesso das empresas: situação financeira, política de RH, governança corporativa, capacidade de inovar,
responsabilidade socioambiental e visão e planejamento de futuro. A premiação
acontece no dia 25 de setembro.
Kaizen no CSC
Ferramentas de melhoria como os eventos Kaizen vêm sendo aplicadas
no último ano pelas áreas do CSC Solví com o objetivo de mapear seus
processos-chave, eliminar desperdícios, aumentar a eficiência e estabelecer uma cultura de melhoria contínua. No Kaizen, os colaboradores
aprendem técnicas para analisar o status atual dos processos e, a partir
de suas observações e conhecimento, identificar oportunidades e definir ações a serem adotadas no curto prazo. Das ações sugeridas pelos
colaboradores nos Kaizen, 75% foram implementadas com sucesso,
de acordo com auditorias posteriores realizadas nos processos. A experiência rendeu ao CSC um convite para participar do Congresso Six
Sigma, a ser realizado em maio de 2013 em São Paulo. No evento, serão
apresentadas as melhores práticas e cases de sucesso das empresas.
Escolinha
GPO
Em junho a GPO – Gestão de Projetos e Obras criou a “Escolinha GPO”
dentro da obra Senai/Cimatec, em Salvador. Implantada em parceria com o
Sesi, que designou um professor e um
coordenador pedagógico para implantar uma turma de EJA (Educação de
Jovens e Adultos), a escola beneficia
10 Colaboradores, identificados como
analfabetos pela área de RH. De segunda a quinta-feira eles frequentam
as aulas com 2,5 horas de duração, incluindo atividades lúdicas e dinâmicas
de grupo, além de orientações sobre
meio ambiente, cidadania e qualidade
de vida. O curso tem previsão de seis
meses de duração. Em dezembro será
realizada a formatura da turma, com a
distribuição dos certificados de conclusão do Ensino Fundamental registrado
pelo MEC.
Arquivo Institucional CSC
Solví entre
as melhores
23
EM FOCO
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24
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Rua Itapeva, 538, 11º, 12º e 13º andares
Bela Vista - 01332-000 - São Paulo - SP
Fone: (55 11) 3848-4500 - Fax: (55 11) 3848-4551
e-mail: [email protected]
www.essencis.com.br
GRI Gerenciamento de Resíduos Industriais
Rua Presidente Costa Pinto, 33
Mooca - 03108-030 - São Paulo - SP
Fone: (55 11) 2065-3500 - Fax: (55 11) 2065-3741
e-mail: [email protected]
www.grisolvi.com.br
Koleta Ambiental S.A.
Av. Pastor Martin Luther King Júnior, 8.745
Colégio – 21530-012 – Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (55 21) 3278-9300 – Fax: (55 21) 3278-9331
e-mail: [email protected]
www.koleta.com.br
Vega Engenharia Ambiental S.A.
Rua Clodomiro Amazonas, 249
04537-010 - Itaim Bibi - São Paulo - SP
Fone: (55 11) 3491-5133 - Fax: (55 11) 3491-5134
e-mail: [email protected]
www.vega.com.br
EN OBJETIVO
Colaborador da SBV Valorização de Resíduos durante
operação nas ruas de São Bernardo do Campo
Empleado de SBV Valorização de Resíduos durante
operación en las calles de São Bernardo do Campo
Foto: Marcello Vitorino/Fullpress
Foto: Marcello Vitorino/Fullpress
A Solví é uma Holding controladora de empresas de
reconhecida competência que atuam nos segmentos
de resíduos, saneamento, valorização energética e
engenharia, presentes em todas as regiões do Brasil e
no Peru. A Solví baseia suas ações no desenvolvimento
sustentável e trabalha para manter um compromisso
primordial: oferecer soluções para a vida, com serviços
integrados, diferenciados e inovadores, capazes de
contribuir para a preservação dos recursos essenciais e
para o bem-estar das comunidades onde atua.
Solví es un holding controlador de empresas de reconocida
competencia que actúan en los segmentos de residuos,
saneamiento básico, valorización energética e ingeniería, presentes
en todas las regiones de Brasil y en Perú. Solví basa sus acciones en
el desarrollo sustentable y trabaja para mantener un compromiso
primordial: ofrecer soluciones para la vida, con servicios integrados,
diferenciados e innovadores, capaces de contribuir para la
preservación de los recursos esenciales y para el bienestar de las
comunidades donde actúa.
Solví Saneamento
Rua Bela Cintra, 967 – 10º andar
01415-000 – Consolação
São Paulo (SP) Tel.: (55 11) 3124-3500
e-mail: [email protected]
Solví Valorização Energética
Rua Bela Cintra, 967 - 10º andar
01415-000 - São Paulo - SP
PABX: (55 11) 3124-3500
e-mail: [email protected]
www.solvi.com
GPO
Av. Tancredo Neves, 1.632 - Sala 2.011
Ed. Salvador Trade Center - Torre Norte
41820-020 – Salvador (BA)
Tel.: (55 71) 3114-5300 – Fax: (55 71) 3113-2008
e-mail: [email protected]
www.solvi.com/engenharia
Vega Peru
Av. República de Panamá, 3.535 – Of. 1603
San Isidro – Lima 27 – Peru
Tel.: (51-1) 616-9191 – Fax: (51-1) 616-9195
e-mail: [email protected]
Relima Ambiental S.A.
Av. Tomas Marsano, 432
Surquillo - Lima 34 - Peru
Fone: (511) 618-5400 - Fax: (511) 618-5429
e-mail: [email protected]
www.relima.com.pe
Águas do Amazonas S.A.
Rua do Bombeamento, 01 - Compensa
69029-160 - Manaus - AM
Fone: (55 92) 3627-5515 - Fax: (55 92) 3627-5520
e-mail: [email protected]
www.aguasdoamazonas.com.br
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NOVOS CAmiNHOS são Bernardo: