ANO Vi • número 17 maio/agosto de 2012 São Bernardo: NOVOS CAMINHOS Solví será responsável pela implantação de PPP com modelo integrado de limpeza urbana na cidade do Grande ABC SUMÁRIO Marcello Vitorino/Fullpress Varredeira mecânica em operação pelas ruas do centro de São Paulo EXPEDIENTE A revista Solví é uma publicação quadrimestral interna, editada pela área de Comunicação do Grupo Solví. Os textos assinados por articulistas não traduzem necessariamente a visão da empresa. Presidente: Carlos Leal Villa 04 ENTREVISTA 06 CAPA Coordenação: Nathalia de Oliveira Gomes Edição, reportagem e textos: Nilva Bianco (MTb 514/SC) Fotografia: Marcello Vitorino (Mtb 27.290/SP) Projeto editorial e gráfico: Fullpress – textos, fotos e ideias Impressão: D’Lippi Print Tiragem: 2.800 exemplares Foto da capa: Marcello Vitorino/Fullpress Comentários e sugestões: Rua Bela Cintra, 967, 10º andar, Bela Vista, São Paulo, SP, CEP 01415-000 e-mail: [email protected] Site: www.solvi.com Solví inicia contrato integrado de limpeza urbana em São Bernardo 11 GESTão e negócios 12 GESTão e negócios 14 GESTão e negócios 16 GESTão e negócios 17 GESTão e negócios São Gabriel (RS) e o novo contrato em saneamento básico Essencis recupera área degradada ao lado do Porto de Santos Vega cria Academia de Excelência com nove programas de desenvolvimento Loga inaugura contêineres para coleta mecanizada em São Paulo Em campanhas e ações especiais, Inova investe em conscientização 19 Solví em Números 20 Instituto Solví 22 opinião 23 Notas 24 em foco Diretor Financeiro: Celso P edroso Diretor de Desenvolvimento Organizacional e Gestão de Pessoas: Delmas Penteado Vilfredo Schürmann fala sobre o papel do líder em terra e no mar Números dos primeiros seis meses de atuação da Inova Instituto apoia empresas na criação de programa de RSC Eleusis Di Creddo fala sobre meio ambiente e melhores práticas EDITORIAL NOVOS CONTRATOS Realizado este ano pelo Ibope, o estudo “A percepção da população quanto ao Saneamento Básico e a responsabilidade do Poder Público” com entrevistas em 26 cidades brasileiras, mostrou que a consciência sobre a importância dos serviços de saneamento vem aumentando no Brasil: 79% dos entrevistados os consideram muito importantes. Este dado confirma a demanda e a necessidade da sociedade em relação ao saneamento básico, para as quais a Solví Saneamento está preparada e oferece soluções. Dentro desta perspectiva, fechamos o primeiro semestre de 2012 com grandes notícias. Uma delas é a conquista da concessão plena dos serviços de saneamento na cidade de São Gabriel (RS), a primeira na região Sul do país, que sem dúvida fortalece a atuação da Solví em saneamento. O novo contrato em São Gabriel representa um marco, ao combinar investimentos em expansão da rede de água e implantação da rede de esgoto com novas tecnologias e tarifas menores para a população. Além disso, a Manaus Ambiental, nova denominação da ADA, obteve a repactuação do contrato de concessão e passa a atuar em parceria com um novo sócio. Outra conquista importante é o tema de capa desta edição: o contrato de concessão para os serviços de limpeza urbana, coleta e destinação de resíduos em São Bernardo do Campo (SP), dentro do conceito de Cidade Limpa. Se São Paulo foi um marco por ser a primeira cidade brasileira a adotar o modelo, São Bernardo, no Grande ABC, inova ao adotar um sistema verdadeiramente integrado, no qual a SBC Valorização de Resíduos cuidará desde a limpeza das ruas até a destinação e o tratamento dos resíduos, no que acreditamos ser o desenho do futuro nos contratos públicos. Entre os indicadores de que estamos trilhando o caminho correto estão os reconhecimentos recebidos este ano pela Solví: fomos considerados uma das quatro melhores empresas do país na gestão de Inovação e Qualidade, dentro do segmento de Serviços Especializados, pelo ranking “As Melhores da Dinheiro - 2012”, publicado pela revista IstoÉ Dinheiro; também fomos apontados como “a empresa mais destacada na área de responsabilidade socioambiental” dentro do segmento de Água e Saneamento, pelo 1º anuário 360° da Época Negócios. Congratulações a todos nós pelas conquistas. Que elas sirvam de estímulo para que continuemos a inovar continuamente, promovendo melhorias que beneficiam de forma efetiva a população. Boa leitura! Carlos Leal Villa Presidente do Grupo Solví 3 entrevista o lastro da Vilfredo Schürmann Navegador, fundador da Schürmann Corporate Em 1984 Vilfredo e Heloísa chürmann moravam em Florianópolis S com os filhos Pierre, David e Wilhelm, na época com 15, 10 e 7 anos, respectivamente, quando abandonaram a casa, os negócios, a cidade e todo o conforto para partir em uma viagem de volta ao mundo a bordo de um veleiro. Prevista para durar dois a três anos, a viagem se estendeu por dez anos e moldou o futuro de toda a família, que nunca mais abandonou o mar e soube transformar o nome Schürmann em uma bem-sucedida marca associada a expedições marítimas e à produção de conteúdos educativos. De 1997 a 2000 eles deram a segunda volta ao mundo, seguindo a rota percorrida por Fernão de Magalhães (1519-1521) e agora se preparam para o seu próximo e maior desafio: refazer a rota de navegação dos chineses, que teriam sido os primeiros a explorar todos os oceanos, chegando até a América do Sul em pleno século XV. A “Expedição Oriente” parte em 2013 e reunirá novamente a família a bordo de um veleiro, construído especialmente para o projeto. Aventura ou empreendimento? O que o comandante de uma embarcação tem em comum com os líderes em terra firme? Na entrevista a seguir, concedida no escritório da Schürmann Corporate em São Paulo, Vilfredo traça um rápido paralelo entre o mar e o ambiente corporativo. 4 REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012 Revista Solví - Na década de 80 o senhor e sua família, incluindo os três filhos ainda crianças, abandonaram uma vida estável para viver uma grande aventura no mar. O que os levou a tomar a decisão por uma mudança tão drástica de vida? Vilfredo Schürmann - Foi a realização de um sonho, que eu e Heloísa descobrimos que tínhamos em comum em 1974, quando passamos alguns dias de férias na ilha de Saint Thomas, no Caribe, e fizemos um passeio de catamarã. Ao nos despedirmos da ilha prometemos que um dia voltaríamos em nosso próprio barco. Foram 10 anos trabalhando para isso. Começamos comprando um pequeno barco, depois nos mudamos para uma casinha de frente para o mar em Florianópolis, aprendemos juntos a navegar pelos astros. Depois compramos outro barco, começamos a competir em regatas. Bem no início, o David, nosso filho do meio, estava engatinhando, e eu falei para a Heloísa: quando ele fizer 10 anos nós sairemos para a nossa volta ao mundo. E assim foi. Em 1984 ele completou 10 anos em uma sexta-feira 13, e só por garantia, nós partimos no dia 14 (risos). Saímos para dois, três anos, e esse sonho durou dez anos e mudou toda a nossa vida. Mas para isso foi preciso determinação, planejar muito, dar um passo de cada vez e estabelecer metas, ou nunca sairíamos. Quatro meses antes de partirmos me convidaram para assumir a presidência de uma estatal, e eu recusei. Acharam que eu estava louco, é claro, mas eu estava sendo coerente com o nosso sonho. Como o sonho se transformou em um meio de vida também? Nós tínhamos feito uma reserva para os dois ou três anos que havíamos previsto navegar. Quando vimos que não iríamos voltar tão cedo, a Heloísa começou a escrever matérias para ublicações americanas e brasileiras, começamos a fazer p charters, passeios pagos para pessoas que chamávamos de “amigos pagantes”, e assim ficamos dez anos no mar. E já nessa primeira viagem começamos a fazer filmagens, que apresentamos no Fantástico (programa dominical da Rede Globo) e acabaram divulgando nacionalmente nossa aventura. Quando voltamos da primeira viagem já estávamos pensando na segunda, a rota de Fernão de Magalhães, e de lá para cá nunca mais paramos, passamos a criar produtos – filmes, livros, documentários, conteúdos educativos – a partir de nossas viagens. Demos a nossa segunda volta ao mundo entre 1997 e 2000, quando a internet ainda estava começando, e mesmo assim os programas educativos que criamos tiveram mais de 2,5 milhões de alunos só nos Estados Unidos, e depois, quando a Unesco indicou o material como ferramenta educativa, passamos a ter 44 países nos acompanhando e mais de 35 milhões de visitas em nosso site! Eu diria que, quando você acredita nos seus sonhos e se prepara para vivê-los, as energias vão fluindo de forma positiva, e tudo dá certo. Como lidar com o imponderável quando se está em alto mar? Quando você está no mar, tudo pode acontecer, e você tem que estar preparado. Num momento de perigo você precisa ter cabeça fria, ter serenidade. Quem entra em pânico representa um perigo para todos os outros. Em nossa primeira viagem, quando saímos da Nova Zelândia estávamos em pleno inverno, com muitas frentes frias em movimento. Saímos com tempo bom, mas na segunda noite pegamos uma tempestade muito violenta, com ventos de 130 km por hora e ondas de dez metros. Rapidamente baixamos as velas, mas mesmo assim perdemos os dois mastros e tivemos que cortá-los para que não batessem no casco e afundassem o veleiro. Sem mastros, demoramos 11 dias para retornar à Nova Zelândia e ainda pegamos outras duas tempestades na volta. Mas chegamos a um porto seguro. Esse foi o momento mais difícil pelo qual passamos, mas nos recompomos e continuamos viagem, e a previdência em relação a aspectos como peças sobressalentes de equipamentos, por exemplo, foi essencial, além de mantermos a serenidade e trabalharmos em equipe. O que de mais importante aprendeu sobre liderança em todos os anos que passou navegando com sua ‘família-tripulação’? Eu tenho o seguinte conceito de liderança: o líder precisa conversar com as pessoas, ele tem que ser entendido pela tripulação, fazer com que as pessoas formem um time, e também compartilhar com elas algumas tomadas de decisão, pois é importante ter outras visões e perspectivas. É preciso saber trabalhar em equipe, trazer os talentos para perto de si, e não afastá-los, respeitar o papel desempenhado por cada membro. Eu me lembro de uma ocasião em que o David gravou uma cena na qual eu e a Heloísa subíamos uma montanha. Foi cansativo, nós subimos, depois descemos, ele gravou as cenas, e quando chegamos lá embaixo de volta ele conversou com a equipe e nos pediu que subíssemos de novo, pois queria gravar de outra forma. Eu sou o pai dele, poderia ter dito que não, mas eu entendi o papel que ele estava desempenhando, entendi que ele queria fazer o melhor, ter as melhores imagens para o filme que queríamos. Então nós subimos de novo, apesar do cansaço. Mais recentemente, em 2011, nós encontramos um submarino alemão afundado na segunda guerra mundial, a 85 km da costa catarinense. Para encontrá-lo foram necessários cinco anos de trabalho, era como procurar uma agulha no palheiro, mas as pessoas da equipe se envolveram, acreditaram, e nós o encontramos, com muita perseverança e análise. Liderança é isso, unir as pessoas, trabalhar com elas e criar um ambiente propício, deixá-las orgulhosas de fazer parte, de participar das decisões, sabendo que são ouvidas e respeitadas. É isso que faz com que as empresas cresçam. Fotos: Divulgação “Liderança é isso, unir as pessoas, trabalhar com elas e criar um ambiente propício, deixá-las orgulhosas de fazer parte, de participar das decisões, sabendo que são ouvidas e respeitadas. É isso que faz com que as empresas cresçam.” 5 CAPA São Bernardo adota Cidade Limpa Cidade do Grande ABC implanta modelo de concessão totalmente alinhado à Política Nacional de Resíduos Sólidos Letra “B” do ABC paulista, terra de tropeiros, bandeirantes, índios, imigrantes e migrantes vindos para trabalhar na lavoura e depois nas indústrias. São Bernardo do Campo, que completa 459 este ano, acaba de criar um marco na área ambiental: a implantação de um modelo integrado de limpeza urbana e destinação dos resíduos que conduzirá a cidade a um ponto muito próximo do que preconiza a Política Nacional de Resíduos Sólidos, com aproveitamento máximo do seu potencial econômico. Depois de uma longa experiência atuando no município, o novo processo licitatório finalmente deu à Vega ABC a oportunidade de trabalhar dentro do conceito “Cidade Limpa”. Para assumir o contrato, a Vega deu origem à SBC Valorização de Resíduos. 6 REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012 “Sem dúvida este é o mais completo contrato de serviços de limpeza urbana e valorização de resíduos já fechado no Brasil, superando, nesse aspecto, inclusive o de São Paulo”, diz o gerente de novos negócios da Vega Bruno Gornatti, destacando que o escopo de serviços de São Bernardo inclui desde a limpeza das ruas dentro do conceito de Cidade Limpa (receber para manter a cidade limpa e ser avaliado pela população por esse critério) até a coleta dos resíduos domiciliares e sua destinação, o que possibilitará uma maior integração do sistema. Tratamento Batizado de SPAR-URE (Sistema de Aproveitamento e Processamento de Resíduos e Unidade de Recuperação de Energia), o modelo, além do escopo totalmente afinado com o que determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos, contempla vários desafios. Um deles é a remediação do lixão do Alvarenga, área de 223 mil m2 localizada na divisa entre os municípios de São Bernardo e Diadema, às margens da represa Billings, considerada uma das mais contaminadas da região do ABC. O contrato prevê a remediação do solo no local, a exaustão do biogás acumulado em 30 anos e a sua transformação em um parque público. Para a efetiva implantação do projeto de remediação, a prefeitura decretou o local de utilidade pública em 2010. Um dos desafios do novo contrato será a remediação do Lixão do Alvarenga, considerado uma das áreas mais poluídas da região. “Apesar de estar interditado, o Alvarenga ainda recebe entulhos e outros descartes irregulares, além de ter o entorno ocupado por comunidades carentes; nossa primeira preocupação é impedir que a área continue a receber lixo; a seguir iniciaremos os estudos de solo para elaborar o projeto de remediação, que a partir do seu início deverá se estender por pelo menos 24 meses”, explica o diretor superintendente da SBC Valorização de Resíduos S.A., Marco Seixas. Outro ponto que diferencia o modelo de concessão de São Bernardo é o tipo de destinação previsto para os resíduos da cidade, no longo prazo: o tratamento, por meio da Unidade de Recuperação de Energia, que, no momento em que for implantada, será a primeira e única em atividade no país. Sua sustentabilidade econômica depende da produção de energia elétrica a partir da queima dos resíduos e da sua venda, já que a implantação desta tecnologia é uma das mais caras disponíveis no mercado. “Quando pensamos que mais de 50% do território de São Bernardo está em áreas de mananciais e que o município não possui áreas disponíveis para a instalação de aterro sanitário, essa opção ganha outro sentido”, pondera Marco. são a adoção de novos uniformes pelas equipes operacionais, que somam mais de mil Colaboradores, a renovação da frota de veículos e a aquisição de novas tecnologias, como varredoras e sugadores. Além disso, quatro mil novas papeleiras serão instaladas, como parte do esforço de conscientização da população para necessidade de manter a cidade limpa. Dentro do que determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dar a correta destinação a cada tipo de resíduo é um dos desafios. A começar pelos recicláveis: hoje, das 700 toneladas/dia de resíduos gerados pela população de São Bernardo, apenas 1% é reciclada. A intenção é aumentar esse percentual para 10%. Para isso, o primeiro passo será a reforma e automatização de duas centrais de triagem, que serão operadas por cooperativas locais de catadores. Até o quinto ano de contrato, outras quatro centrais deverão ser implantadas para viabilizar a meta de aumentar em dez vezes o percentual de resíduos reciclados. Também estão previstos novos Ecopontos (hoje a cidade possui apenas quatro, e outros 26 deverão ser instalados) e Postos de Entrega Voluntária (PEVs), que deverão chegar a 200 dentro do novo modelo. Enquanto a população deixa materiais recicláveis nos PEVs, colaborando para aumentar o volume recolhido e consequentemente reduzir o que vai para aterro, os Ecopontos receberão materiais que hoje vão parar nas ruas, nos chamados 10 vezes mais reciclagem Já entre as ações para implantação imediata está uma campanha de comunicação sobre a nova empresa, com o lançamento da identidade visual da SBC, (cujo logotipo remete ao formato do próprio mapa de São Bernardo do Campo) e destaque para o novo modelo de limpeza urbana. Outras Instalação de novas lixeiras nas ruas da cidade 7 CAPA “pontos viciados”, incluídas aí as mais de 250 toneladas de entulho da construção civil que, estima-se sejam descartadas todos os dias em São Bernardo. Outra mudança significativa diz respeito à limpeza de áreas de difícil acesso, como comunidades carentes. Nestes locais, serão instalados cerca de 200 contêineres metálicos com capacidade de 1.200 litros e 500 de poliuretano com capacidade para 1.000 litros, o que facilitará o trabalho de recolhimento dos resíduos. “Já temos um grupo de agentes ambientais que atuará nessas comunidades e em outros pontos da cidade, realizando um importante trabalho de conscientização sobre a relação entre saúde e saneamento e a importância do uso correto dos equipamentos”, explica Marco Seixas. A previsão de investimentos da SBC ao longo da concessão chega a R$ 600 milhões. “A determinação da administração de São Bernardo em investir em mudanças profundas no modelo de limpeza urbana certamente a colocará em uma posição de vanguarda no Brasil, e nós da Solví estamos orgulhosos de poder contribuir neste processo”, afirma o diretor regional da Vega Reginaldo Bezerra. Um novo começo Quase 50% dos cerca de 1.100 funcionários da SBC Valorização de Resíduos S.A. têm mais de 10 anos na Vega ABC. São encarregados, fiscais, coletores, varredores e outros profissionais que agora integram uma nova empresa e um novo modelo de limpeza urbana. É o caso de Jaime Simplício Toloza, verdadeiro patrimônio da Vega, com 30 anos de empresa. Ele iniciou como coletor e hoje é encarregado de operações de coleta. Um dos seus desafios é justamente ajudar a implementar as mudanças decorrentes do novo contrato junto às equipes de coleta, que somam cerca de 200 profissionais. “Talvez o ponto mais crítico esteja no comportamento da própria população, por isso o trabalho educativo será fundamental, e nós poderemos ajudar nisso”, avalia Jaime. Embora já tenha completado o tempo para a aposentadoria, ele nem pensa em parar. “Adoro desafios e mudanças, e agora é hora de trabalhar para que a população veja a SBC VR como uma empresa pioneira e inovadora”. Caminhão da SBC fazendo a coleta dos contêineres em frente ao ginásio poliesportivo de São Bernardo do Campo 8 REVISTA SOLVÍ | maio/agosto 2012 Detalhe de área do antigo Lixão do Alvarenga que será remediado pela SBC Destaques do contrato Remediação do lixão do Alvarenga A SBC será responsável pela remediação da área de 223 mil m2, que será transformada em um parque. Fotos: Marcello Vitorino/Fullpress Triagem da Coleta Os resíduos recicláveis deverão chegar a 10% do volume total coletado, e serão entregue às cooperativas de catadores, que trabalharão em galpões reformados ou construídos pela SBC. Em cinco anos, seis galpões deverão estar funcionando (hoje são dois). PEVs e Ecopontos A meta é ter cerca de 200 PEVs em funcionamento em cinco anos, além de 30 Ecopontos, responsáveis também pela coleta de entulho. Limpeza de comunidades carentes A SBC está instalando contêineres nestas comunidades; ao todo, serão instalados cerca de 700 equipamentos, ao mesmo tempo que equipes de educação ambiental fazem o trabalho de conscientização sobre o uso correto dos equipamentos. Operação de Ecopontos Feira Limpa Contêineres estão sendo posicionados nas extremidades das feiras, que também passaram a receber banheiros químicos; um intenso trabalho de informação e conscientização será realizado junto aos trabalhadores das 48 feiras que acontecem todas as semanas na cidade, para que não joguem restos de alimentos na rua. Educação ambiental Será feita por meio de campanhas na mídia e também por meio da ação direta de equipes de educação ambiental nas comunidades; a previsão é que os investimentos em educação sejam crescentes no médio prazo, acompanhando a evolução da própria infraestrutura em limpeza. Limpeza de feiras livres 9 CAPA São Bernardo da Borda do Campo São Bernardo é a maior cidade do ABC, com 765 mil habitantes; sua fundação, como vila parte de Santo André da Borda do Campo, se deu pelo português João Ramalho, em 1553. A data oficial do aniversário da cidade é 20 de agosto, dia dedicado ao santo que dá nome ao município. O brasão da cidade, criado em 1926, é constituído por um escudo ladeado por um bandeirante, de um lado, e por um índio, de outro. O fundador da cidade, João Ramalho, casou-se com a índia Bartira, filha de Tibiriçá, cacique dos índios guaianases. Da área total de São Bernardo, pouco mais da metade (53%) encontra-se em áreas de Proteção aos Mananciais e 18,6% são compostos exclusivamente pela Represa Billings. Tomando por base as sete cidades, o município ocupa 47% da área de proteção a mananciais. Originalmente a vila de São Bernardo compreendia em seu território todas as demais cidades que hoje compõem o chamado ABC paulista: Santo André, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. A região de Santo Amaro, hoje pertencente à capital, também já integrou o município de São Bernardo. Em 1938 Ademar de Barros, então governador de São Paulo, declarou Santo André como sede do município de São Bernardo; a emancipação político-administrativa do município só foi reconquistada em 1944, ao ser desmembrado de Santo André. Nas décadas de 50 e 60 a instalação do parque automobilístico fez com que houvesse uma explosão demográfica no município, que em 1960 possuía apenas 60 mil habitantes. Apesar da produção automobilística ter se descentralizado desde os anos 90, a cidade ainda abriga montadoras como Volkswagen, Ford, Mercedes-Benz, Scania e Toyota. Outro segmento pelo qual a cidade é conhecida é o moveleiro, este implantado pelos imigrantes europeus que chegaram a São Bernardo no século XIX. Com as montadoras surgiram os sindicatos de trabalhadores da indústria automobilística, entre eles o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, responsável pelo comando de grandes graves nos anos 80, e de onde saíram políticos como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, morador da cidade, e o atual prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho. 10 REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012 gestão e NEGÓCIOS Novo contrato em saneamento Município de São Gabriel terá melhorias imediatas no sistema de abastecimento de água, além da universalização dos serviços de esgoto até 2020 São Gabriel, município de 60 mil habitantes localizado na região Sudoeste do Rio Grande do Sul, tem grandes desafios a superar na área de saneamento, como milhares de outras cidades brasileiras. Esses desafios, que dizem respeito tanto à qualidade do abastecimento de água quanto à universalização dos serviços de esgoto, começam a ser resolvidos com a assinatura do contrato de concessão com a São Gabriel Saneamento, a mais nova empresa do Grupo Solví. Válida para a área urbana da cidade, a concessão de longo prazo prevê, em primeiro lugar, a recuperação da infraes- trutura em abastecimento de água. Nesta etapa, que vai até 2014, estão previstas a reforma da estação de tratamento e dos oito reservatórios que abastecem São Gabriel, além da instalação de cinco novas estações de bombeamento e a implantação de 21 quilômetros de redes. Outro aspecto importante é a melhoria da qualidade dos serviços, tanto no que diz respeito à estrutura tecnológica (automatização da dosagem de químicos usados no tratamento da água, instalação de válvulas redutoras de pressão e implantação de um sistema de controle operacional para acompanhar o Arquivo Institucional Solví Saneamento Folder institucional distribuído à população f uncionamento dos sistemas e identificar rapidamente os problemas que venham a ocorrer) quanto no relacionamento com a população e na questão ambiental. Uma das primeiras preocupações será com a destinação correta do lodo resultante do processo de tratamento de água, até então jogado no rio Vacacaí, o mesmo que abastece a cidade. Segundo o diretor de desenvolvimento da Solví Saneamento, Leonardo Silva Macedo, o investimento total ao longo do contrato será substancial, sendo uma parte expressiva destinada a universalizar os serviços de esgoto até 2020. Afinal, hoje apenas 15% da população é beneficiada com a coleta e o tratamento do esgoto, enquanto na distribuição de água tratada esse percentual chega a 97%. Esta segunda etapa de trabalho, que iniciará em 2014, envolve a construção de uma rede coletora com 211 quilômetros, a construção de 11 estações elevatórias e de uma estação de tratamento de esgoto para atender toda a cidade. Tudo isso será feito com uma redução entre 8% e 15% das tarifas cobradas pela concessionária anterior. Segundo o presidente da Solví Saneamento, Luiz Gomes, isso será possível graças às melhorias em produtividade e eficiência. “Depois de um longo período no qual os serviços de saneamento estiveram sob a responsabilidade de companhias estatais, nosso objetivo claro é estabelecer um patamar superior de qualidade, que certamente contribuirá para criar referências positivas sobre o modelo privado, que de forma alguma perde de vista os interesses públicos”. Trabalhadores iniciam as obras de recuperação da rede de distribuição de água 11 gestão e NEGÓCIOS Vista geral da antiga área do lixão da Alemoa, durante as obras de remediação e construção do novo terminal Paisagem renovada Essencis conduz projeto de descontaminação da área da Alemoa, junto ao Porto de Santos, que se transformará em um moderno terminal de cargas O Porto de Santos é o maior do Brasil e o 41º mais importante do mundo, movimentando milhões de toneladas de mercadorias todos os anos. Até recentemente, no entanto, ao mesmo tempo em que precisava ampliar sua capacidade, o porto possuía nos seus limites uma área inativa e completamente degradada, o chamado “Lixão da Alemoa”. Recuperar esta área foi um desafio levado a cabo com sucesso pela Essencis Engenharia e Consultoria Ambiental. A Essencis iniciou os estudos de solo no local em 2006, tendo como contratante a Brasil Terminal Portuário (BTP), empresa constituída para construir e 12 REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012 operar um terminal multiuso para contêineres na região da Alemoa. A área pertence à CODESP (Companhia Docas do Estado de São Paulo), e o arrendamento à iniciativa privada foi uma forma de viabilizar a descontaminação deste que era considerado um dos maiores passivos ambientais do Estado, além da construção do novo terminal. A estimativa é que os investimentos cheguem a R$ 1,8 bilhão. O projeto, gerenciado pela Essencis juntamente com a Empresa Waterloo, incluiu três etapas: 1) investigação do solo para determinar a quantidade e os tipos de poluentes presentes (após mais de 50 anos de descarte de resíduos industriais, domésticos, hospitalares e da construção civil, entre outros); 2) estudo das alternativas para a remediação; 3) a remediação propriamente dita. Logística Só na primeira etapa, foram realizadas 100 sondagens para retirada de amostras do solo, que revelaram a presença de metais e substâncias químicas como benzeno, mercúrio, cloreto de vinila e chumbo nas águas subterrâneas, confirmando sua contaminação. O volume dos resíduos depositados na área central do terreno chegava a 680 mil m3. Na etapa de remediação, iniciada em setembro de 2010, a área foi dividida em centenas de Arquivo Institucional BTP Arquivo Institucional Essencis células medindo 20m X 20m, escavadas uma a uma para retirada de toda a terra contaminada, que foi enviada para o aterro de Caieiras. Na última etapa, o solo foi recomposto com terra não contaminada. “Um dos maiores desafios do projeto esteve justamente nesta logística da retirada e envio de milhares de toneladas de material contaminado para o aterro de Caeiras, sendo que tínhamos um prazo para finalizar o trabalho”, diz Giovanna Setti, superintendente da Essencis Engenharia e Consultoria Ambiental, enfatizando que o prazo foi rigorosamente cumprido, e para isso durante parte do projeto as equipes tiveram que se revezar 24 horas por dia. Ao todo, foram 336 dias de trabalho na etapa de recuperação, durante os quais foram realizadas 28.955 viagens para a destinação de 1,1 milhão de toneladas de resíduos no aterro. O transporte da terra contaminada foi realizado por várias empresas, entre elas a Koleta Ambiental. Finda a execução do processo de descontaminação, em julho o trabalho recebeu o parecer favorável da Cetesb. O monitoramento do solo e das águas subterrâneas, no entanto, ainda continuará por dois anos, juntamente com o gerenciamento ambiental das obras civis do novo terminal, que vêm sendo executadas pela Andrade Gutierrez. Com uma área total de 490 mil m2, o novo terminal da BTP deve iniciar suas operações no 1º trimestre de 2013, ampliando significativamente a capacidade do Porto de Santos. Se hoje as operações com contêineres atingem 2.9 milhões de TEUs (“twenty foot equivalent units” - unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), com o novo terminal elas deverão ser ampliadas em pelo menos 1,2 milhão de TEUs ao ano. Técnicos realizam trabalho de retirada de amostras do solo NÚMEROS Inaugurado em 1892, o Porto de Santos é o maior da América Latina e o 41° maior do mundo em volume de contêineres movimentados, com 2,9 milhões de TEUs. A área total do porto é de 7,8 milhões de m2. O novo terminal multiuso da BTP terá um cais com capacidade para cinco navios e 490 mil m2 de área total, com previsão de movimentar mais de 1,2 milhões de TEUs/ano, graças à utilização de equipamentos de alta tecnologia. Na fase de construção o terminal está empregando,aproximadamente três mil trabalhadores, e quando iniciar as operações vai oferecer cerca de 1.500 empregos diretos e nove mil indiretos. R$ 1,6 bilhão será o investimento total no novo terminal, que funcionou por mais de 50 anos, até 2002, quando foi fechado por exigência da Cetesb. Perspectivas do novo terminal quando estiver em operação 13 Marcello Vitorino/Fullpress gestão e NEGÓCIOS Lilian (no alto) e parte dos Colaboradores da Vega que participam do programa Oficina Academia de Excelência Divididas em nove programas, atividades de desenvolvimento de talentos envolvem todos os níveis, áreas e empresas Com 16 mil Colaboradores espalhados em 37 unidades de negócios, a Vega estabeleceu uma prioridade clara a partir de 2012: o desenvolvimento de seus talentos internos. Seguindo as premissas da Solví, de que as empresas do Grupo estruturem programas de desenvolvimento e gestão coerentes com sua realidade, a Vega criou a sua Academia de Excelência, com programas que já estão sendo implementados em todas as empresas e unidades. Para dar suporte na implantação do programa, o primeiro investimento da Vega foi na contratação de quadros de RH focados em desenvolvimento em todas as suas regionais. Ao todo, são sete profissionais dedicados à Academia de Excelência. “O seu papel é multiplicar os treinamentos customizados de acordo com as necessidades do negócio e garantir a qualificação e 14 REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012 formação dos Colaboradores, dando o apoio necessário às empresas para que se apropriem de fato do programa, aplicando-o de maneira efetiva, para que no médio e longo prazo haja um impacto real na vida das pessoas e das empresas”, comenta Lilian Caetano Soares, gerente de gestão de pessoas da Vega. Ela ressalta que o objetivo é atingir todos os níveis das empresas. Os futuros profissionais, por exemplo, são contemplados pelos programas de Estágio e Trainees; supervisores, coordenadores e talentos potenciais são impactados pelo Programa de Excelência; o Nossa Gente tem a função de apresentar Vega e Solví a todos os novos Colaboradores, de forma que compreendam quais são suas áreas de atuação, suas prioridades estratégicas e Valores; o Programa de Sucessão tem o objetivo de desenvolver talentos reconhecidos como potenciais sucessores na gestão das empresas; o Programa Oficina, realizado em parceria com a FGV em São Paulo, com objetivo de transformar o gestor de hoje no líder empresarial de amanhã; os programas de Coaching e Desenvolvimento de Executivos são voltados aos altos cargos executivos, com o objetivo de desenvolver suas habilidades na gestão estratégica das empresas e como líderes de pessoas. E, por fim, o Programa Avante é voltado às áreas operacionais, envolvendo desde encarregados e fiscais operacionais. Este último programa é um dos destaques da Academia, na avaliação de Lilian. “Nossos principais clientes são municipalidade e as populações das cidades que atendemos, e os novos contratos, dentro do conceito de Cidade Limpa, trouxeram consigo um novo paradigma, que se estende ao próprio “Com a Academia de Excelência a Vega atende não apenas as estratégias de crescimento do grupo, mas também promove uma mudança na vida dos Colaboradores, por meio de oportunidades para ampliar a visão que eles têm de seu próprio potencial. Além disso, os treinamentos contribuem para um relacionamento interpessoal mais saudável, um clima organizacional mais agradável e isso resulta em equipes mais motivadas, na medida em que sentem que são valorizadas”. Lilian Soares, gerente de gestão de pessoas da Vega Grupo de participantes do programa Excelência Arquivo Intitucional Vega papel desempenhado pelos Colaboradores das áreas operacionais”, diz a gerente, destacando que “dentro desta nova realidade, encarregados e fiscais precisam cada vez mais atuar como líderes efetivos”. Já iniciado em empresas como Viasolo, SBC Valorização de Resíduos e na regional Norte/Nordeste, o programa Avante envolve mais de 200 Colaboradores neste primeiro momento, e tem recebido retornos entusiasmados dos participantes. Entre os temas abordados pelo programa estão Liderança, Gestão de equipe, Tomada de decisão e Administração de conflitos, Departamento Pessoal, Comunicação e feedback , ministrados em cinco módulos mensais, cada um com oito horas de duração. A Academia de Excelência da vega faz parte da Superintendência de Gestão Estratégica, gerida por Pedro Pierucci. A expectativa é que todos os seus programas sejam implementados nas empresas até o final de 2012, alcançando cerca de dois mil Colaboradores. Colaboradores da área operacional participam do Programa Avante Marcello Vitorino/Fullpress A EQUIPE DA ACADEMIA DE EXCELÊNCIA VEGA ALESSANDRA CAVALCANTI DE MELO | Unidade São Bernardo do Campo FERNANDA APARECIDA GOMES | Vega Escritório Central (São Paulo) LILIAN CRISTINA CAETANO SOARES | Vega Escritório Central (São Paulo) MARIA CÉLIA CAMPOS DE SOUZA | Viasolo (Minas Gerais) MARIA DE FÁTIMA BANDEIRA VIRGENS | Regional Nordeste REGINA CLÁUDIA MATHEUS FERNANDES | Inova (São Paulo) A partir da esquerda: Alessandra, Lilian, Regina Cláudia, Maria Célia, Fernanda, Maria Fátima, Talita. TALITA RACHEL DO AMARAL | Regional Sul 15 gestão e NEGÓCIOS Fotos: Marcello Vitorino/Fullpress O novo sistema durante a suspensão do contêiner para recolhimento: sem odor e sem lixo espalhado na praça Melhorias para todos Contêineres subterrâneos e de superfície para a coleta de resíduos já estão em operação na cidade; até o final do ano serão mais de 900, dos Jardins à periferia Em breve, os moradores da Vila Nova União, na região de Parada de Taipas, Zona Oeste de São Paulo, pretendem realizar um mutirão para pintar suas casas. A intenção é deixá-las mais coloridas para dar um visual alegre e bem-cuidado ao bairro, localizado a 13 quilômetros do centro da cidade. Um estímulo extra a essa postura zelosa dos moradores veio em junho deste ano, com a instalação de um contêiner subterrâneo para a coleta de resíduos na praça central de Vila União. A providência acabou com o lixo espalhado pelas ruas e ajudou a mudar a percepção dos moradores sobre o local em que vivem. O contêiner da Vila Nova União é um dos três que a Loga já instalou nesta fase piloto do programa de coleta mecanizada em São Paulo. Os outros estão na esquina das avenidas Brigadeiro Faria Lima com Rebouças e no Mercado Municipal, no centro da cidade. Até o final do ano, outros 30 equipamentos subterrâneos e 895 de superfície serão instalados no quadrilátero entre as avenidas Rebouças, 9 de julho, Paulista e Marginal Pinheiros, e também em comunidades carentes. Todos farão parte dos estudos que a Loga fará sobre o sistema, para avaliar sua expansão para o restante da região Noroeste da cidade. 16 REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012 Com capacidade para 20 mil litros, o contêiner subterrâneo possui um coletor de aço na superfície, que permite a abertura da tampa por meio de um cartão magnético, distribuído aos moradores do entorno. Já os modelos de superfície possuem capacidade para 3,2 mil litros e são acionados por meio de um pedal. Em ambos os casos, a nova tecnologia traz vantagens como a possibilidade dos moradores depositarem os resíduos a qualquer hora, o Abimael: “O comportamento das pessoas mudou” fim do mau cheiro provocado pelos resíduos expostos nas calçadas, evitando sujeira e entupimento de bueiros, a melhoria do visual da cidade, além da menor circulação de caminhões, o que significa menos congestionamentos e poluição. Na Vila Nova União, por exemplo, a coleta tem sido feita em média uma vez por semana, por um dos seis caminhões especiais adquiridos pela empresa com este fim. “A limpeza do bairro mudou muito, e também mudou o comportamento das pessoas, que passaram a se sentir mais valorizadas”, comenta o líder comunitário Abimael Cavalcanti, presidente da Associação dos Trabalhadores Nova União, que reúne cerca de 150 famílias. A iniciativa foi tão bemrecebida na região que a Loga já avalia a distribuição de cartões a outras 150 famílias da comunidade vizinha. Para o presidente da Loga, Luiz Gonzaga, “a instalação deste contêiner em Parada de Taipas tem um enorme valor simbólico, pois mostra que quando valorizamos o espaço público e realizamos um trabalho prévio de informação e conscientização, como foi feito nesta comunidade, as pessoas reconhecem e se apropriam daquela benfeitoria, pois reconhecem-na efetivamente como um elemento de melhoria”. Marcello Vitorino/Fullpress Limpeza e consciência A busca da Inova por ruas limpas e cidadãos conscientes inclui presença forte em grandes eventos, mutirões nos bairros e também uma grande campanha na mídia Manter limpa a maior cidade do país é um desafio e tanto, que a Inova Gestão de Serviços Urbanos vem vencendo, utilizando-se para isso não apenas da mão de obra e da tecnologia, mas também de estratégias especiais para alcançar o maior número de cidadãos com a ideia de que todos devem participar deste movimento por uma cidade melhor. Se manter a cidade limpa no dia a dia exige grande esforço e planejamento, atingir esse objetivo durante a realização de grandes eventos é quase uma operação de guerra, uma vez que estes chegam a reunir milhões de pessoas. De acordo com o São Paulo Convention & Visitors Bureau, os três maiores eventos de São Paulo são a Virada Cultural, reunindo um público de quatro milhões de pessoas, a Parada GLBT, com três milhões, e o Réveillon, com dois milhões, todos realizados dentro da área atendida pela Inova (região Noroeste). Para dar conta da Tarefa, a Inova mobiliza uma verdadeira “tropa de choque”, de acordo com o esquema de trabalho previamente definido com a Amlurb Varredeira green machine em ação durante a Virada Cultural ( Autoridade Municipal de Limpeza Urbana). Além dos agentes ambientais, que podem chegar à totalidade dos Colaboradores, como no caso da Virada Cultural, outros recursos são mobilizados, como varredeiras mecânicas, sugadores, papeleiras extras e até a montagem de tendas que funcionam como PEVs, para a entrega de materiais recicláveis. Na Virada Cultural, que reúne mais de mil atrações em 24 horas de programação e que em 2012 aconteceu nos dias 5 e 6 de maio, o esquema de trabalho mobilizou uma equipe para cada um dos palcos principais reunidos no centro da cidade. O resultado foi algo até então inédito: ruas, praças e avenidas limpas, não após, mas ainda durante os shows e apresentações. “O esforço foi reconhecido, a ponto de os agentes ambientais serem aplaudidos pelo público, sem dúvida algo digno de nota”, diz o superintendente de comunicação da Inova, Carlos Balote. No Carnaval, outro destaque na agenda cultural da cidade, o desafio foi percorrer os 530 metros de passarela do Sambódromo do Anhembi de forma rápida e eficiente a cada passagem de escola de samba, deixando tudo limpo para a próxima agremiação entrar e fazer bonito. Para isso, três equipes se revezaram de forma ininterrupta durante os desfiles, utilizando também equipamentos como as varredeiras green machine e pelikan. A estimativa é que mais de 463 toneladas de resíduos tenham sido retiradas das ruas da cidade só nos grandes eventos realizados durante o primeiro semestre. “Áreas como o Anhembi, o centro da cidade e a Avenida Paulista estão dentro da região atendida pela Inova; isso significa que o atendimento a essas demandas passou a ser quase uma rotina”, comenta Balote, lembrando ainda dos eventos esportivos como os jogos de futebol no Pacaembu, que acontecem praticamente todas as semanas. Atender a esse tipo de demanda é uma das atribuições das equipes de serviços especiais. A Inova mantém 14 destas equipes, sendo duas na subprefeitura da Sé de e uma em cada uma das demais subprefeituras. Ação nas comunidades Mas nem só de eventos especiais ou turísticos se faz o trabalho das equipes da Inova, que têm sido mobilizadas também para missões bem diferentes, como a limpeza, em regime de mutirão de áreas degradadas da cidade. Um bom exemplo foi a operação “Glicério Limpo”, realizada 17 Nário Barbosa/Fullpress gestão e NEGÓCIOS durante um sábado inteiro no mês de abril, com a participação de 80 agentes ambientais da Inova. Os resultados falam por si: em um único dia, foi retirado do quadrilátero formado pelas ruas Tabatinguera, Teixeira Leite, Conselheiro Furtado e Viaduto Glicério, onde vivem cerca de 50 mil pessoas, o equivalente ao volume de lixo produzido pela cidade inteira no mesmo período: 12 mil toneladas. Além disso, a equipe realizou a limpeza de bocas de lobo, capina e pintura do meio-fio, lavagem das calçadas, instalação de novas papeleiras/lixeiras. O projeto foi coordenado pela ONG Instituto Actos, como parte da campanha Biblioteca para Todos do Glicério”, que prevê a construção de um espaço de 100 metros quadrados na Praça Ministro Francisco Sá Carneiro, já revitalizada. A ação de limpeza envolveu ainda 55 voluntários, que também auxiliaram em um trabalho porta a porta de conscientização sobre a importância da implantação de coleta seletiva através da separação do lixo, de serem respeitados os horários de coleta e de não jogar lixo e entulho nas ruas. “A ação vai continuar e somente com a persistência de todos será possível mudar esse comportamento de jogar lixo nas ruas. Vamos reforçar a conscientização ambiental com os moradores dos locais onde ainda não há colaboração, e também junto aos alunos e pais das escolas da região. E a fiscalização será feita pela própria comunidade”, explica a responsável pelo Instituto Actos, Sylvia Pariz Campos. Para Carlos Balote, “o envolvimento da comunidade foi importante para sensibilização dos moradores e comerciantes da região, para que se apropriem do espaço e passem a zelar por ele, pois é desta forma que conseguiremos ter de fato uma cidade limpa”. Balote lembra que iniciativa semelhante já foi realizada no bairro da Bela Vista ou Bexiga, e que em breve estará em outra comunidade, o Jardim Vista Alegre. Nário Barbosa/Fullpress Colaborador da Inova durante ação de limpeza no Glicério 18 REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012 Evento Volume de resíduos São Silvestre 9,5 toneladas Réveillon 14 toneladas Virada Cultural 323 toneladas Parada GLBT 117 toneladas Campanha de conscientização Para atingir maciçamente a população com o novo conceito de Cidade Limpa, a Inova iniciou em junho, conjuntamente com a Soma (empresa responsável pela limpeza na região Sudeste da cidade), uma grande campanha de conscientização em veículos como TVs abertas, rádio, jornais, revistas e redes sociais. Batizada de “Eu limpo São Paulo”, a campanha, que também está estampada por meio de adesivos nas milhares de papeleiras e nos equipamentos da Inova, chama a atenção para a responsabilidade de cada cidadão na manutenção da cidade limpa. Segundo Balote, de agosto a outubro a campanha “Eu limpo São Paulo” terá continuidade com ações pontuais que envolvem o uso de mídias em metrô e ônibus, faixas estendidas nos cruzamentos, distribuição de folders, adesivos e sacolinhas, ações com artistas nos chamados “pontos viciados”, de descarte de lixo e entulho, ilusionistas no centro da cidade, papeleira que “agradece” aos munícipes pelo descarte correto do lixo e até um concurso para eleger o bairro mais limpo de São Paulo. E, numa terceira etapa, os anúncios na mídia retornam, reiterando a mensagem. Com investimentos elevados, a estimativa é de que a campanha atinja um público de 14 milhões de pessoas, especialmente nas chamadas classes B, C e D. solví em números Nos primeiros seis meses de atuação, a Inova retirou 248.306 toneladas de resíduos das ruas de São Paulo. A instalação de 85.000 papeleiras ao longo dos 4.079 quilômetros de ruas sob a responsabilidade da Inova reforçam as ações para a conscientização da população. 9.500m2/h é a produtividade média da green machine, uma das varredeiras mecânicas adotadas pela Inova para a limpeza de áreas com grande fluxo de pessoas. 800 apresentações educativas em escolas, ONGs e comunidades deverão ser feitas pela empresa até o final de 2012, com o objetivo de orientar sobre a importância da correta disposição dos resíduos domiciliares. Colaboradores da Inova trabalham na limpeza das ruas de São Paulo 19 19 INSTITUTO SOLVÍ Pegada social Instituto Solví auxilia empresas a implementar seus Programas de Responsabilidade Social, tendo como referência as diretrizes da ISO 26000 Ao longo das últimas décadas, a Responsabilidade Social Corporativa evoluiu da visão de “política de boa vizinhança” com a comunidade do entorno para outra, mais complexa e sistêmica, de que a RSC envolve os próprios processos decisórios e todos os públicos com os quais a empresa se relaciona: Clientes, Comunidade, Acionistas, Colaboradores, Fornecedores, em um esforço contínuo para criar valores compartilhados, inovar e ser sustentável. É disso que trata a Norma ISO 26000, publicada em 2010. O documento vem sendo utilizado pelo Instituto 20 REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012 Solví como uma referência para apoiar as empresas, participantes do programa Pegada Social, a elaborar a sua própria Política de Responsabilidade Social. “O foco da responsabilidade social corporativa passou a ser a sustentabilidade de toda a sociedade, dentro de uma perspectiva cada vez mais ampla, de que se eu pensar no desenvolvimento da sociedade como um todo, favoreço a mim mesmo, e, por outro lado, ao pensar em mim, acabo favorecendo também o todo da sociedade”, diz a coordenadora do Instituto Solví Claudia Sérvulo da Cunha Dias, lembrando que a qualidade das relações que a empresa mantém com cada uma das partes com as quais se relaciona é essencial para a sustentabilidade do próprio negócio. Indicadores A ISO 26000 não fornece certificação, apenas parâmetros, e abarca essas relações por meio de sete temas: Governança, Direitos Humanos, Práticas de Trabalho, Meio Ambiente, Práticas Operacionais, Questões de Consumidor iStockphoto e Engajamento e Desenvolvimento Comunitário, cada um deles contendo vários aspectos a serem observados. A ISO abrange ainda outras normas utilizadas como referenciais para a implementação da RSC, tais como o Pacto Global (que promove valores nas áreas de direitos humanos, trabalho e meio ambiente), GRI (Global Reporting Initiative, estabelece parâmetros para a divulgação de dados corporativos), além do SA8000 (metodologia para avaliação das condições do local de trabalho). O primeiro passo do trabalho feito nas empresas aderentes ao Pegada Social, explica Claudia, é um alinhamento com os gestores e os comitês locais de Responsabilidade Social, focado no relacionamento com stakeholders (partes interessadas) e nas prioridades do negócio nesse próximo ciclo de dois anos. Após essa primeira sensibilização, um Grupo de Trabalho é criado, com a função de mapear ações e dados utilizando a ISO 26000 e os indicadores GRI como referência para coleta e sistematização das informações. “Desta forma conseguimos fazer um diagnóstico aprofundado das ações de responsabilidade social nas empresas, a partir do qual elas implementarão seus programas de Responsabilidade Social, que por sua vez nortearão o planejamento anual de suas ações e projetos”, diz Claudia. Outro passo essencial é a promoção do engajamento dos stakeholders Um passo essencial é o engajamento dos stakeholders na discussão do planejamento das ações, para saber se o que é prioridade para a empresa também é para este público. da empresa, envolvendo-os na discussão do planejamento das ações, ouvindo suas percepções e sugestões, para saber se o que é prioridade para a empresa é também para este público e, caso não seja, planejar ações que permitam a harmonização das expectativas. Todo esse processo deve levar cerca de um ano para ser implementado. Um piloto será iniciado ainda este ano na Viasolo e na GRI - Gerenciamento de Resíduos Industriais. Outros grupos de trabalho poderão ser criados em outras empresas, caso haja a aderência ao programa. Além dos Comitês de Responsabilidade Social das empresas, o processo de implementação dos programas de RSC terá o suporte de um grupo de trabalho criado na holding especificamente com o propósito de dar apoio aos grupos locais. Marcello Vitorino/Fullpress “Aqui na Viasolo nós sempre mantivemos nossos valores, e um deles é a preocupação com os projetos sociais e o envolvimento dos colaboradores nestas ações, reflexo de coisas nas quais eu acredito como pessoa e que levo para a empresa, como gestor”, diz o diretor executivo da Viasolo Marcos Savoi. “Fazemos muitas ações em parceria com a comunidade, os clientes, as municipalidades, e eu promovo o engajamento dos voluntários. O que nos faltava era justamente isso que o Instituto Solví veio trazer: formalização e direcionamento destas ações, por meio de uma Política de Responsabilidade Social. Certamente esse foco e esse direcionamento serão bons para a Viasolo, pois já percebemos que toda ação positiva que fazemos lá fora se reflete aqui, no bem-estar e na ligação dos Colaboradores com a empresa.” Passo a passo na criação do Programa de RSC 1) Treinamento dos gestores e dos comitês de Responsabilidade Social nas empresas. 2) Formação de um grupo de trabalho para mapear ações e dados referentes a indicadores da ISO 26000, Pacto Global e GRI, entre outros. 3) Com base nos mapeamentos, elaboração de proposta de um PROGRAMA e de uma POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL para a empresa, contemplando as expectativas de todas as partes interessadas para o setor de atuação da empresa Claudia Sérvulo e Marcos Savoi (Viasolo) durante a entrega do Prêmio Solví de Responsabilidade Social 4) Grupo de trabalho promove o engajamento (com apoio externo), acompanha indicadores e subsidia a liderança com dados analíticos relativos à responsabilidade social da gestão da empresa. 21 OPINIão Ecoeficiência e boas práticas Os dois pilares que nortearam os debates da RIO + 20, realizada recentemente no Rio de Janeiro, foram o desenvolvimento sustentável e a ecoeficiência. Não basta somente nos desenvolvermos e crescermos como sociedade e país: é necessário investir em um modelo de desenvolvimento que satisfaça as necessidades do presente, mas sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades. Arquivo pessoal No âmbito empresarial, tal premissa se materializa na ecoeficiência e nas chamadas “melhores práticas”, com uma atuação empresarial pautada no fornecimento de bens e serviços que satisfaçam as necessidades humanas, gerem valor para a empresa e a sociedade mas que, ao mesmo tempo e progressivamente, reduzam os impactos ambientais e a exploração de recursos naturais. As boas práticas empresariais são, portanto, ações planejadas que têm em comum: • a prevenção da poluição e da exploração desenfreada dos recursos naturais do planeta; • a adoção das melhores tecnologias disponíveis e economicamente viáveis; • o cumprimento de requisitos legais; • a aplicação de procedimentos de medição e verificação para confirmação da adequabilidade e viabilidade da boa prática; e • a melhoria continua do desempenho empresarial. Eleusis di Creddo é gerente de meio ambiente e melhores práticas da Solví 22 REVISTA SOLVÍ | maio/agosto 2012 Existem boas práticas que demandam por parte das empresas um significativo aporte de recursos humanos, financeiros e tecnológicos para a sua implementação e manutenção. Nessa categoria, podemos elencar várias ações da Solví, como a produção de energia a partir do biogás na Termoverde Salvador, a geração de combustível a partir dos resíduos plásticos, projeto em implantação também em Salvador, a recuperação de metais existentes no lodo galvânico realizada pela Essencis, a revitalização de lâmpadas consideradas inservíveis pela Revitalamp, a operacionalização da Organosolví, em Coroados (SP) para a produção de composto orgânico a partir de resíduos industriais orgânicos, a implementação de sistemas de logística reversa pela Essencis e GRI, entre muitos outros. Mas existem também boas práticas que revelam inovação e pragmatismo elevados, embora não sejam necessariamente tecnológicas. São claros exemplos disso as soluções aplicadas pelas áreas comerciais para melhorar o relacionamento com os clientes e o fluxo dos documentos internos e externos, além da sensibilização para a poupança de energia e de papel. Nosso desafio, como Colaboradores, é nortear sempre nossas ações, sejam elas de alta ou baixa visibilidade, pelos preceitos da ecoeficiência. Não será somente a empresa que lucrará com isso. Todos nós ganhamos ao deixar um planeta melhor para nossos descendentes. Arquivo Institucional Instituto Solví NOTAS Gincana ecológica No dia 25 de agosto centenas de estudantes caminharam pelas ruas do Jaguaré com pás, rastelos e vassouras. A cena, inusitada, marcou o encerramento do 1º Movimento Reciclação do Jaguaré, uma gincana de reciclagem nas escolas do bairro. A iniciativa, que envolveu nove escolas da região, partiu dos jovens que integram a Incubadora Ambiental Jovens em Ação (IAJA), criada dentro da Sociedade Benfeitora Jaguaré com o apoio da Loga. Dividida em quatro etapas, a gincana conseguiu arrecadar 28.011 embalagens, enviadas para à ONG TerraCycle para serem recicladas. Além da conscientização sobre a importância da destinação adequada dos resíduos e das melhorias na praça, a gincana cumpriu plenamente outro objetivo, o de aproximar a Sociedade Benfeitora do Jaguaré das escolas do bairro. O ranking “As Melhores da Dinheiro 2012”, publicado pela revista IstoÉ Dinheiro posicionou a Solví como uma das quatro melhores empresas do país na gestão de Inovação e Qualidade, dentro do segmento de Serviços Especializados. Em seu 8º ano, o prêmio avaliou um universo de mil empresas entre as maiores do Brasil. Os dados sigilosos que compõem o estudo foram cedidos pelas empresas, tabulados e analisados pela KPMG e pela Trevisan Escola de Negócios. A entrega do prêmio às empresas vencedoras foi realizada no dia 16 de agosto, em São Paulo. A Solví também foi reconhecida pelo 1º anuário 360° da Época Negócios como a mais destacada na área de responsabilidade socioambiental, dentro do segmento de Água e Saneamento. A análise, realizada pela equipe da Época Negócios juntamente com a Fundação Dom Cabral (considerada a 5ª melhor escola de negócios do mundo), considerou ao todo seis dimensões relevantes para o sucesso das empresas: situação financeira, política de RH, governança corporativa, capacidade de inovar, responsabilidade socioambiental e visão e planejamento de futuro. A premiação acontece no dia 25 de setembro. Kaizen no CSC Ferramentas de melhoria como os eventos Kaizen vêm sendo aplicadas no último ano pelas áreas do CSC Solví com o objetivo de mapear seus processos-chave, eliminar desperdícios, aumentar a eficiência e estabelecer uma cultura de melhoria contínua. No Kaizen, os colaboradores aprendem técnicas para analisar o status atual dos processos e, a partir de suas observações e conhecimento, identificar oportunidades e definir ações a serem adotadas no curto prazo. Das ações sugeridas pelos colaboradores nos Kaizen, 75% foram implementadas com sucesso, de acordo com auditorias posteriores realizadas nos processos. A experiência rendeu ao CSC um convite para participar do Congresso Six Sigma, a ser realizado em maio de 2013 em São Paulo. No evento, serão apresentadas as melhores práticas e cases de sucesso das empresas. Escolinha GPO Em junho a GPO – Gestão de Projetos e Obras criou a “Escolinha GPO” dentro da obra Senai/Cimatec, em Salvador. Implantada em parceria com o Sesi, que designou um professor e um coordenador pedagógico para implantar uma turma de EJA (Educação de Jovens e Adultos), a escola beneficia 10 Colaboradores, identificados como analfabetos pela área de RH. De segunda a quinta-feira eles frequentam as aulas com 2,5 horas de duração, incluindo atividades lúdicas e dinâmicas de grupo, além de orientações sobre meio ambiente, cidadania e qualidade de vida. O curso tem previsão de seis meses de duração. Em dezembro será realizada a formatura da turma, com a distribuição dos certificados de conclusão do Ensino Fundamental registrado pelo MEC. Arquivo Institucional CSC Solví entre as melhores 23 EM FOCO Rua Bela Cintra, 967 - 10º andar CEP: 01415-000 - São Paulo - SP PABX:a (55 11) 3124-3500 - e-mail: [email protected] www.solvi.com Instituto Solví Rua Bela Cintra, 967 - 10º andar 01415-000 - São Paulo - SP PABX: (55 11) 3124-3500 e-mail: [email protected] www.institutosolvi.com Centro de Serviços Compartilhados Av. Maria Coelho Aguiar, 215 Bloco B, 8º andar 05804-900 - São Paulo - SP PABX: (55 11) 3748-1200 e-mail: comunicacao. [email protected] 24 REVISTA SOLVÍ | MAIO/AGOSTO 2012 Essencis Soluções Ambientais S.A. Rua Itapeva, 538, 11º, 12º e 13º andares Bela Vista - 01332-000 - São Paulo - SP Fone: (55 11) 3848-4500 - Fax: (55 11) 3848-4551 e-mail: [email protected] www.essencis.com.br GRI Gerenciamento de Resíduos Industriais Rua Presidente Costa Pinto, 33 Mooca - 03108-030 - São Paulo - SP Fone: (55 11) 2065-3500 - Fax: (55 11) 2065-3741 e-mail: [email protected] www.grisolvi.com.br Koleta Ambiental S.A. Av. Pastor Martin Luther King Júnior, 8.745 Colégio – 21530-012 – Rio de Janeiro - RJ Tel.: (55 21) 3278-9300 – Fax: (55 21) 3278-9331 e-mail: [email protected] www.koleta.com.br Vega Engenharia Ambiental S.A. Rua Clodomiro Amazonas, 249 04537-010 - Itaim Bibi - São Paulo - SP Fone: (55 11) 3491-5133 - Fax: (55 11) 3491-5134 e-mail: [email protected] www.vega.com.br EN OBJETIVO Colaborador da SBV Valorização de Resíduos durante operação nas ruas de São Bernardo do Campo Empleado de SBV Valorização de Resíduos durante operación en las calles de São Bernardo do Campo Foto: Marcello Vitorino/Fullpress Foto: Marcello Vitorino/Fullpress A Solví é uma Holding controladora de empresas de reconhecida competência que atuam nos segmentos de resíduos, saneamento, valorização energética e engenharia, presentes em todas as regiões do Brasil e no Peru. A Solví baseia suas ações no desenvolvimento sustentável e trabalha para manter um compromisso primordial: oferecer soluções para a vida, com serviços integrados, diferenciados e inovadores, capazes de contribuir para a preservação dos recursos essenciais e para o bem-estar das comunidades onde atua. Solví es un holding controlador de empresas de reconocida competencia que actúan en los segmentos de residuos, saneamiento básico, valorización energética e ingeniería, presentes en todas las regiones de Brasil y en Perú. Solví basa sus acciones en el desarrollo sustentable y trabaja para mantener un compromiso primordial: ofrecer soluciones para la vida, con servicios integrados, diferenciados e innovadores, capaces de contribuir para la preservación de los recursos esenciales y para el bienestar de las comunidades donde actúa. Solví Saneamento Rua Bela Cintra, 967 – 10º andar 01415-000 – Consolação São Paulo (SP) Tel.: (55 11) 3124-3500 e-mail: [email protected] Solví Valorização Energética Rua Bela Cintra, 967 - 10º andar 01415-000 - São Paulo - SP PABX: (55 11) 3124-3500 e-mail: [email protected] www.solvi.com GPO Av. Tancredo Neves, 1.632 - Sala 2.011 Ed. Salvador Trade Center - Torre Norte 41820-020 – Salvador (BA) Tel.: (55 71) 3114-5300 – Fax: (55 71) 3113-2008 e-mail: [email protected] www.solvi.com/engenharia Vega Peru Av. República de Panamá, 3.535 – Of. 1603 San Isidro – Lima 27 – Peru Tel.: (51-1) 616-9191 – Fax: (51-1) 616-9195 e-mail: [email protected] Relima Ambiental S.A. Av. Tomas Marsano, 432 Surquillo - Lima 34 - Peru Fone: (511) 618-5400 - Fax: (511) 618-5429 e-mail: [email protected] www.relima.com.pe Águas do Amazonas S.A. Rua do Bombeamento, 01 - Compensa 69029-160 - Manaus - AM Fone: (55 92) 3627-5515 - Fax: (55 92) 3627-5520 e-mail: [email protected] www.aguasdoamazonas.com.br 25