Banco Ribeirão Preto S.A. Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras 30 de junho de 2015 Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos Administradores e Acionistas Banco Ribeirão Preto S.A. Examinamos as demonstrações financeiras do Banco Ribeirão Preto S.A. (“Banco”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2015 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras A administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil - BACEN e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação das demonstrações financeiras para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos do Banco. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. 2 PricewaterhouseCoopers, Av. Antônio Diederichsen 400, 21o e 22o, Ed. Metropolitan Business Center, Ribeirão Preto, SP, Brasil 14020-250 Caixa Postal 308, T: (16) 3516-6600, F: (16) 3516-6685, www.pwc.com/br Banco Ribeirão Preto S.A. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Ribeirão Preto S.A. em 30 de junho de 2015, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Ribeirão Preto, 24 de julho de 2015 PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5 "F" Mauricio Cardoso de Moraes Contador CRC 1PR035795/O-1 ”T” SP 3 Índice Balanço patrimonial Demonstração do resultado Demonstração das mutações do patrimônio líquido Demonstração dos fluxos de caixa Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras 1 Contexto operacional 2 Apresentação das demonstrações financeiras 3 Descrição das principais políticas contábeis 4 Caixa e equivalentes de caixa 5 Aplicações interfinanceiras de liquidez 6 Títulos e valores mobiliários 7 Instrumentos financeiros derivativos 8 Operações de crédito 9 Outros valores e bens 10 Depósitos 11 Captações no mercado aberto e emissões de títulos 12 Obrigações por empréstimos e repasses 13 Outras obrigações 14 Imposto de renda e contribuição social 15 Títulos e créditos a receber 16 Contingências 17 Patrimônio líquido 18 Gerenciamento de capital, riscos de mercado, crédito, liquidez e operacional 19 Limites operacionais 20 Transações com partes relacionadas 21 Outras informações 1 de 22 2 3 4 5 6 6 6 10 10 10 11 12 14 15 15 16 16 17 18 18 19 19 20 21 22 Banco Ribeirão Preto S.A. Balanço patrimonial em 30 de junho Em milhares de reais Ativo Nota Circulante Disponibilidades Aplicações interfinanceiras de liquidez 4 5 Aplicações no mercado aberto Títulos e valores mobiliários 6 Carteira própria Vinculados a compromissos de recompra Vinculados à prestação de garantias Relações interfinanceiras Pagamentos e recebimentos a liquidar Operações de crédito 8 2015 2014 237.936 131.487 234 17.999 25 19.497 17.999 19.497 64.978 22.144 20.651 43.138 1.189 19.037 1.761 1.346 1.170 349 1.170 349 146.128 82.814 147.726 (1.598) 84.786 (1.972) Passivo e patrimônio líquido Depósitos Outros créditos Rendas a receber Créditos tributários Impostos e contribuições a compensar Títulos e créditos a receber Diversos Outros valores e bens 14 15 9 Bens não de uso próprio Provisões para desvalorizações Realizável a longo prazo Operações de crédito 8 Setor privado Provisão para crédito de liquidação duvidosa 5.427 3.076 1.191 1.740 658 927 911 469 851 1.261 495 2.000 3.582 4.043 (2.043) 5.625 (2.043) 146.095 73.386 143.952 70.338 144.554 (602) 70.352 (14) 2.143 3.048 10 Depósitos à vista Depósitos a prazo Captações no mercado aberto 11 Carteira própria Relações interfinanceiras Recursos de aceites e emissão de títulos 11 Recursos de letras de crédito imobiliário Recursos de letras de crédito do agronegócio Obrigações por repasses do País - Instituições oficiais Setor privado Provisão para crédito de liquidação duvidosa Nota Circulante 12 BNDES FINAME FUNCAFÉ Instrumentos financeiros derivativos 7 Outras obrigações 13 Sociais e estatutárias Fiscais e previdenciárias Diversas Exigível a longo prazo Depósitos 10 Depósitos a prazo Recursos de aceites e emissão de títulos 11 Recursos de letras de crédito imobiliário Outros créditos Obrigações por repasses do País - Instituições oficiais Créditos tributários Títulos e créditos a receber Permanente Investimentos Imobilizado de uso Outras imobilizações de uso Depreciações acumuladas Total do ativo 14 15 1.602 541 1.892 1.156 1.425 1.197 1.208 968 217 229 503 (286) 545 (316) 385.456 206.070 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 2 de 22 12 BNDES FINAME FUNCAFÉ Patrimônio líquido Capital de domiciliados no País Reserva de capital Reservas de lucros Total do passivo e patrimônio líquido 17 2015 2014 152.051 100.695 21.905 40.026 11.623 10.282 7.501 32.525 42.897 1.749 42.897 1.749 27 85 46.355 31.864 42.776 3.579 30.905 959 33.063 24.769 3.979 9.576 19.508 2.593 10.409 11.767 14 7.804 2.188 2.059 3.431 2.314 380 389 1.419 157.297 34.641 39.772 11.619 39.772 11.619 91.859 6.709 91.859 6.709 25.666 16.313 2.840 9.843 12.983 1.783 9.302 5.228 76.108 72.937 117 3.054 70.734 70.352 78 304 385.456 206.070 Banco Ribeirão Preto S.A. Demonstração do resultado Semestres findos em 30 de junho Em milhares reais, exceto quando indicado de outra forma Nota Receitas da intermediação financeira Operações de crédito Resultado de operações com títulos e valores mobiliários 2015 2014 29.551 12.394 25.677 3.687 8.854 3.942 Resultado com instrumentos financeiros derivativos 187 (402) (14.827) (5.451) (12.739) (1.991) (97) (4.874) (981) 404 Resultado bruto da intermediação financeira 14.724 6.943 Outras receitas (despesas) operacionais (6.659) (5.629) 334 (3.757) (2.501) (745) 10 380 (3.295) (2.335) (379) 8.065 1.314 Despesas da intermediação financeira Operações de captação no mercado Operações de empréstimos e repasses Reversão (provisão) para créditos de liquidação duvidosa Receitas de prestação de serviços Despesas de pessoal Outras despesas administrativas Despesas tributárias Outras receitas operacionais 8 (e) 21 (i) 21 (ii) Resultado operacional (75) Resultado não operacional 7.989 Resultado antes da tributação sobre o lucro e participações Imposto de renda e contribuição social Imposto de renda e contribuição social corrente Imposto de renda e contribuição social diferidos Participações no resultado 32 1.346 (1.922) (216) 14 (a) 14 (c) (3.070) 1.148 (216) 21 (iii) (954) (446) Lucro líquido no semestre 5.113 684 Juros sobre capital próprio (2.059) (380) Número de ações (em milhares) 72.004 69.419 0,07 0,01 Lucro líquido por ação - R$ As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 3 de 22 Banco Ribeirão Preto S.A. Demonstração das mutações do patrimônio líquido Em milhares de reais Reserva de capital Saldos em 31 de dezembro de 2013 Aumento de capital social Atualização de títulos patrimoniais Lucro líquido no semestre Destinações: Reserva legal Lucros a disposição dos acionistas Juros sobre o capital próprio Nota Capital social 17 69.978 374 Saldos em 30 de junho de 2015 Reserva legal Reservas especiais de lucro 17 (17) 164 (164) 52 (52) 78 34 270 17 70.352 78 70.352 2.585 189 (189) 117 17 17 17 34 138 (138) 117 256 70.211 141 78 684 (380) 70.734 1.121 (1.121) 5.113 71.800 1.137 117 5.113 (256) (2.798) (2.059) (2.059) 2.798 72.937 (34) (270) (380) Total 270 256 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 4 de 22 Lucros acumulados 684 Saldos em 30 de junho de 2014 Saldos em 31 de dezembro de 2014 Aumento de capital social Atualização de títulos patrimoniais Lucro líquido no semestre Destinações: Reserva legal Lucros a disposição dos acionistas Juros sobre o capital próprio Atualização de títulos patrimoniais Reservas de lucros 2.798 76.108 Banco Ribeirão Preto S.A. Demonstração dos fluxos de caixa Semestres findos em 30 de junho Em milhares de reais 2015 2014 5.113 684 1.922 39 97 232 216 45 (404) 209 Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro líquido do semestre Provisão para impostos sobre o lucro corrente e diferido Depreciações Provisão (reversão) para créditos de liquidação duvidosa Ajuste a valor de mercado de títulos e valores mobiliários Variação de ativos e passivos Títulos e valores mobiliários Relações interfinanceiras Operações de crédito Outros créditos Outros valores e bens Depósitos Obrigações por operações compromissadas Recursos de letras de crédito imobiliário Relações interfinanceiras Obrigações por repasses Instrumentos financeiros derivativos Outras obrigações Resultados de exercícios futuros Imposto de renda e contribuição social pagos (12.430) (25.397) (19.344) (422) (32.570) 737 16.366 129 (43.368) 477 38 2.870 1.749 12.581 85 (14.457) 14 (1.852) (29) (19.740) 42.897 21 47.772 (31.249) (8) 118 (642) Fluxo de caixa das atividades de investimentos Adição de ativo imobilizado Baixa de ativo imobilizado (22) (22) 7 (23) 30 Redução de caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa No início do semestre No fim do semestre (5.049) (24.641) 23.282 18.233 44.163 19.522 Redução de caixa e equivalentes de caixa (5.049) (24.641) As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 5 de 22 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma 1 Contexto operacional O Banco Ribeirão Preto S.A. (“Banco” ou “BRP”), banco múltiplo, iniciou suas atividades em 10 de abril de 1995 e tem por objetivo a prática de operações inerentes às carteiras comercial, crédito, financiamento, investimento e leasing. O Banco tem por missão principal fomentar a intermediação financeira, colaborando assim com a promoção do desenvolvimento socioeconômico da região, além de fomentar as atividades mercantil, industrial e de agropecuária. 2 Apresentação das demonstrações financeiras As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e normas do Conselho Monetário Nacional - CMN e demais normas do Banco Central do Brasil BACEN, consubstanciadas no Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro – COSIF, e com as diretrizes contábeis emanadas da Lei nº 6.404/76 e as alterações introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pela Lei nº 11.941/09, quando aplicável. Estas demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de administração em 22 de junho de 2015. 3 Descrição das principais políticas contábeis As principais políticas contábeis adotadas para o registro das operações e para a elaboração das demonstrações financeiras do Banco são as seguintes: (a) Apuração do resultado As receitas e despesas são apropriadas pelo regime de competência, observando-se o critério “pro rata” dia para aquelas de natureza financeira. (b) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa: são representados por dinheiro em caixa e depósitos em instituições financeiras, incluídos na rubrica de disponibilidades, aplicações em depósitos interfinanceiros, aplicações em cotas de fundo de investimento e em títulos de renda fixa livres, com prazo total de aplicação de até 90 dias, sendo o risco de mudança no valor de mercado destes considerado insignificante. Os equivalentes de caixa são aqueles recursos mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo e não para investimento ou outros fins. 6 de 22 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma (c) Aplicações interfinanceiras de liquidez As aplicações interfinanceiras de liquidez são registradas pelo valor de aplicação, acrescido dos rendimentos auferidos até a data dos balanços, calculados “pro rata dia”, com base na variação do indexador e na taxa de juros pactuados. (d) Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros De acordo com a Circular do BACEN nº 3.068/01, os títulos e valores mobiliários são classificados de acordo com a intenção da administração em três categorias específicas: (i) Negociação: classificam-se nesta categoria aqueles títulos e valores mobiliários adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. Por isso, são apresentados no ativo circulante, independentemente do seu prazo de vencimento. São ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; (ii) Disponíveis para venda: classificam-se nesta categoria aqueles títulos e valores mobiliários que podem ser negociados, porém não são adquiridos com o propósito de serem frequentemente negociados ou de serem mantidos até o seu vencimento. Os rendimentos intrínsecos (“accrual”) são reconhecidos na demonstração de resultado e as variações no valor de mercado ainda não realizados em contrapartida a conta destacada do patrimônio líquido, líquido dos efeitos tributários; e (iii) Mantidos até o vencimento: nesta categoria são classificados aqueles títulos e valores mobiliários para os quais o banco tem a intenção e capacidade financeira de mantê-los em carteira até seu vencimento. São contabilizados ao custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos intrínsecos. A reavaliação quanto à classificação dos títulos e valores mobiliários é efetuada por ocasião da elaboração dos balanços semestrais, levando em conta a intenção e a capacidade financeira, observado os procedimentos estabelecidos pela Circular do BACEN nº 3.068/01. (e) Instrumentos financeiros derivativos De acordo com a Circular do BACEN nº 3.082/02 e regulamentações posteriores, os instrumentos financeiros derivativos são classificados na data de sua aquisição de acordo com a intenção da administração para fins ou não de proteção (“hedge”). Por não adotar os critérios de hedge contábil estabelecidos pelo Banco Central do Brasil as operações de instrumentos financeiros derivativos efetuados pelo Banco são contabilizadas pelo valor de mercado com as valorizações e desvalorizações reconhecidas diretamente no resultado do exercício. Adicionalmente, quando o instrumento financeiro derivativo é contratado em negociação associada à operação de captação ou aplicação de recursos, a valorização ou desvalorização decorrente de ajuste a valor de mercado pode ser desconsiderada, conforme previsto na Circular do BACEN nº 3.150/02, desde que observada condições específicas. As posições desses instrumentos financeiros têm seus valores referenciais registrados em contas de compensação e os valores a receber e a pagar, referentes às operações de futuros, são registrados em contas patrimoniais. 7 de 22 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma O BRP participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos que se destinam às necessidades próprias, a fim de reduzir sua exposição a riscos de mercado, de moeda e de juros. O Banco administra os riscos por meio de políticas de controles, estabelecimento de estratégias operacionais, determinação de limites e diversas técnicas de acompanhamento das posições. O Banco também efetua operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos que se destinam a clientes, associadas a operações de captação ou aplicação de recursos, de acordo com os termos da Circular do BACEN nº 3.150/02. (f) Mensuração do valor de mercado A metodologia aplicada para mensuração do valor de mercado (valor provável de realização) dos títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos é baseada no cenário econômico e nos modelos de precificação desenvolvidos pela administração, que incluem a captura de preços médios praticados no mercado, aplicáveis para a data-base do balanço. Assim, quando da efetiva liquidação financeira destes itens, os resultados poderão vir a ser diferentes dos estimados. (g) Operações de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa Demonstradas a valor presente com base no indexador e na taxa de juros contratuais, calculadas “pro rata temporis” até a data do balanço. As receitas relativas a operações que apresentam atraso igual ou superior a 60 dias são reconhecidas no resultado somente quando recebidas, independentemente do seu nível de classificação de risco. As operações de crédito são classificadas quanto ao nível de risco, de acordo com os critérios que levam em consideração a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos em relação às operações, aos devedores e garantidores, observados os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do Conselho Monetário Nacional (CMN) que requer a análise periódica da carteira e sua classificação em nove níveis (de AA a H). As operações classificadas como nível H (100% de provisão) permanecem nessa classificação por seis meses e, desde que apresente atraso superior a 180 dias, são baixadas contra a provisão existente e controladas, por cinco anos, em conta de compensação, não mais figurando no balanço patrimonial. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. Admite-se a reclassificação para categoria de menor risco quando houver amortização significativa da operação ou quando fatos novos relevantes justificarem a mudança do nível de risco. As renegociações de operações de crédito anteriormente baixadas contra provisão e que estavam em conta de compensação são classificadas como nível H, e os eventuais ganhos provenientes das renegociações somente são reconhecidos como receita quando efetivamente recebidos. (h) Outros valores e bens Compostos basicamente por bens não destinados a uso, notadamente aqueles recebidos em dação de pagamento, cujo valor é ajustado ao seu valor de realização quando inferior ao saldo devedor da operação original; e despesas antecipadas, correspondentes a aplicações de recursos cujos benefícios ou prestação de serviços decorrentes ocorrerão em períodos futuros. 8 de 22 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma (i) Permanente É demonstrado pelo custo de aquisição. A depreciação do imobilizado é calculada com base no método linear, considerando taxas anuais que contemplam a vida útil e econômica dos bens, como segue: máquinas, equipamentos, móveis e utensílios 10%; veículos e equipamentos de processamento de dados 20%; edificações 4%. Ativos não financeiros estão sujeitos à avaliação ao valor recuperável (impairment) em períodos anuais, ou em maior frequência, se as condições ou circunstâncias indicarem a possibilidade de redução do valor de recuperação dos mesmos. (j) Passivos circulante e exigível a longo prazo São demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, deduzidos, quando aplicável, das correspondentes despesas a apropriar, incluindo os encargos incorridos. (k) Imposto de renda e contribuição social A provisão para imposto de renda foi calculada pela alíquota de 15% do lucro tributável, acrescida do adicional de 10% sobre o lucro anual excedente a R$ 240. A provisão para contribuição social é constituída pela alíquota de 15%. Os créditos tributários sobre prejuízo fiscal, base negativa de contribuição social e adições temporárias foram constituídos, de acordo com as alíquotas vigentes, considerando as suas perspectivas de recuperação, e estão registrados no ativo circulante e realizável a longo prazo (Nota 14). (l) Estimativas contábeis A elaboração das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, requer que a administração use de julgamento na determinação e no registro de estimativas contábeis. Ativos e passivos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem, substancialmente, a provisão para créditos de liquidação duvidosa, a provisão para desvalorização de certos ativos, a constituição de imposto de renda diferido, a marcação a mercado dos instrumentos financeiros e a provisão para contingências. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, em razão de imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. O Banco revisa as estimativas e as premissas mensalmente. (m) Ativos e passivos contingentes e obrigações legais, fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação dos ativos e passivos contingentes e obrigações legais são efetuados de acordo com a Resolução do CMN n.º 3.823/09, que aprovou o Pronunciamento Contábil (CPC 25) e a Carta Circular nº 3.429/10, da seguinte forma: Ativos contingentes - não são reconhecidos, exceto quando da existência de evidências que assegurem elevado grau de confiabilidade de realização, usualmente representado pelo trânsito em julgado da ação e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro exigível. 9 de 22 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma Contingências passivas - são reconhecidas nas demonstrações financeiras quando, baseado na opinião de assessores jurídicos e da administração, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, com uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança, enquanto aqueles classificados como perda remota não requerem provisão ou divulgação. Causas classificadas como perda possível são apenas divulgadas. Obrigações legais (fiscais e previdenciárias) - referem-se às demandas judiciais, onde estão sendo contestadas a legalidade e a constitucionalidade de tributos e contribuições. O montante discutido é quantificado, integralmente provisionado e atualizado mensalmente. 4 Caixa e equivalentes de caixa O caixa e equivalentes de caixa apresentado nas demonstrações dos fluxos de caixa estão constituídos por: Disponibilidade A plicações interfinanceiras de liquidez 5 2015 2014 234 1 7 .999 25 1 9.497 1 8.233 1 9.522 Aplicações interfinanceiras de liquidez Representadas por operações compromissadas, remuneradas a taxas prefixadas e lastreadas por títulos públicos. LTN - Letras do tesouro nacional 2015 2014 1 7 .999 5.000 1 4.497 1 7 .999 1 9.497 NTN - Notas do tesouro nacional 6 Títulos e valores mobiliários Composição, vencimento e avaliação pelo valor de mercado A carteira é composta de aplicações em títulos públicos, certificados de recebíveis imobiliários e ações de companhias abertas, classificados na categoria títulos para negociação. 10 de 22 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma 2015 2014 Prazo de venciment o Cust o corrigido Carteira própria Ajust e ao v alor de mercado Valor de mercado (cont ábil At é 360 dias 2 0.4 66 1 85 2 0.651 LFT - Letra financeira do tesou ro LTN - Letra do tesouro nacional CRI - Certificado de recebív el im obiliário Ações de com panhias abertas 1 6 .885 3 .581 (3 4 1 ) 52 6 1 6 .544 4 .1 07 3 .87 4 Vincu lados a com prom isso de r ecom pra: LTN 4 3 .9 00 (7 6 2 ) 43 .1 3 8 2 2 .9 6 0 1 .2 04 (1 5) 1 .1 89 1 .1 89 65.57 0 (592 ) 6 4 .9 7 8 Vincu lados à prestação de garantias: LTN 3 .87 4 2 8.02 3 Acima de 360 dias Valor de mercado (cont ábil) 1 6 .7 7 7 1 9 .03 7 1 2 .6 7 0 4.1 07 2 0.1 7 8 99 1 3 .9 04 4 .507 52 7 1 .7 6 1 1 .3 4 6 3 6 .9 55 2 2 .1 4 4 Os títulos privados estão custodiados na CETIP S.A. – Mercados organizados e os títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). As ações de companhias abertas estão custodiadas na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). Não ocorreu reclassificação de títulos entre categorias durante o semestre. 7 Instrumentos financeiros derivativos Futuros 2014 Quant idade Valor de referência Valor de mercado Ajust e de fut uro Venciment o at é de 1 ano Futu ro v endido – DI (i) Futu ro com prado – Dólar (i) (2 00) 20 1 7 .03 6 1 7 .03 4 2 2 .2 2 2 2 .2 3 4 12 Operação contratada pelo Banco para proteção de variações de taxas pré-fixadas da carteira de títulos e valores mobiliários (LTN – Letras do tesouro nacional). Em 30 de junho de 2015 não havia contratos de instrumentos financeiros derivativos em aberto. 11 de 22 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma 8 Operações de crédito (a) Composição da carteira por modalidade de operação - Setor privado Capital de gir o Conta garantida Desconto/Com pror/CDC - Crédito dir eto ao consu m idor Repasses de recur sos do BNDES/FINAME Operações v incu ladas ao BNDES/FINAME Ru ral Crédito pessoal Financiam ento rur al/Agroindustriais/FUNCAFÉ Cessão de crédito im obiliár io CCBI/CCI - Cédu la de crédito im obiliár io Prov isão para créditos de liqu idação du v idosa (b) 2014 7 5.4 87 9 59 2 .3 1 4 2 2 .9 3 4 3 .3 6 0 8.1 3 3 3 2 .4 9 1 4 6 .82 8 9 9 .7 7 4 4 9 .1 2 7 1 .4 83 1 .085 2 3 .3 6 6 86 0 2 .7 53 1 9 .02 7 1 6 .558 4 0.87 9 2 9 2 .2 80 1 55.1 3 8 (2 .2 00) (1 .9 86 ) 2 9 0.080 1 53 .1 52 2015 2014 1 7 .02 7 3 1 .4 81 1 3 3 .2 2 5 1 04 .889 5.6 58 1 6 .86 8 1 3 .7 2 4 7 3 .4 4 1 4 6 .9 09 4 .1 9 6 2 9 2 .2 80 1 55.1 3 8 Composição da carteira por setor de atividade - Setor privado Indústr ia Com ércio Serv iços Pessoas físicas Rural (c) 2015 Composição da carteira por faixa de vencimento das parcelas - Setor privado A v encer até 9 0 dias A v encer entre 9 0 e 3 6 0 dias A v encer acim a de 3 6 0 dias Vencidas 12 de 22 2015 2014 53 .2 6 3 9 3 .4 84 1 4 4 .554 97 9 1 8.6 86 6 5.86 5 7 0.3 52 235 2 9 2 .2 80 1 55.1 3 8 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma (d) Concentração de crédito Maior 1 0 m aiores 2 0 m aiores (e) 2015 2014 % sobre % sobre Valor Cart eira PL Valor Cart eira PL 1 8.7 9 1 1 1 2 .586 1 56 .3 6 4 6 ,4 3 3 8,52 53 ,50 2 4 ,51 1 4 6 ,87 2 03 ,9 8 1 3 .4 3 1 7 1 .53 1 9 4 .84 0 8,6 6 4 6 ,1 1 6 1 ,1 3 1 9 ,01 1 01 ,2 2 1 3 4 ,2 1 Provisão para créditos de liquidação duvidosa A provisão para créditos de liquidação duvidosa apresentou a seguinte movimentação: 2015 2014 Saldo inicial Baixas no sem estre Constituição de pr ov isão Rev ersões de pr ov isão (2 .1 03 ) (7 9 2 ) 695 (2 .3 9 1 ) 1 (3 82 ) 7 86 Saldo final (2 .2 00) (1 .9 86 ) Em atendimento às Resoluções nºs 2.682/99 e 2.697/00, do Conselho Monetário Nacional, o cálculo da provisão para créditos de liquidação duvidosa é feito com base nos níveis de risco das operações de créditos. O risco da carteira e a provisão para créditos de liquidação duvidosa estavam assim distribuídos: 2015 Níveis de risco Curso normal AA A B C D E F G H 51 .1 58 2 04 .2 64 1 8.1 1 5 3 .61 6 55 2 7 7 .2 08 13 de 22 At raso Tot al das operações % de part icipação Prov isão para créditos de liquidação duvidosa 3 .7 62 4 .81 2 3 .9 48 1 .01 7 1 .1 42 175 1 64 51 51 .1 58 2 08.02 5 2 2 .92 7 7 .56 4 1 .07 2 1 .1 4 2 175 1 64 51 1 7 ,50 7 1 ,1 7 7 ,84 2 ,59 0,3 7 0,3 9 0,06 0,06 0,02 1 .04 0 229 227 1 07 343 88 115 51 1 5.07 2 2 9 2 .2 80 1 00,00 2 .2 00 % de exigida pela Resolução nº 2.682 0,5 1 3 10 30 50 70 1 00 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma 2014 Nív eis de risco AA A B C D E F G H Curso normal At raso Tot al das operações % de part icipação Prov isão para crédit os de liquidação duv idosa 2 0.59 5 84 .82 8 3 8.1 4 9 2 .4 4 3 82 0 2 .1 7 4 1 .09 6 3 .06 4 1 .4 6 8 2 01 38 2 0.59 5 85.9 2 4 4 1 .2 1 3 3 .9 1 1 1 .02 1 2 .2 1 2 1 3 ,2 8 55,3 9 2 6 ,57 2 ,52 0,6 6 1 ,4 3 430 41 2 117 1 02 663 3 2 59 3 2 59 0,1 7 3 2 59 6 .1 2 9 1 55.1 3 8 1 00,00 1 .9 86 1 4 9 .009 % de exigida pela Resolução nº 2.682 0,5 1 3 10 30 50 70 1 00 O valor de R$ 15.072 (2014 - R$ 6.129), apresentado na coluna atraso, é representado pelo saldo de contratos que possuem alguma parcela vencida acima de 14 dias, mesmo que haja parcelas vincendas. O Banco não tem como prática a cessão de créditos a terceiros e nos primeiros semestres de 2015 e 2014 não efetuou operação dessa natureza. No semestre foram recuperados créditos baixados como prejuízo no valor de R$ 561 (2014 - R$ 580), cujo valor está registrado em “Receita da intermediação financeira – Operações de crédito” no resultado do semestre. Nos primeiros semestres de 2015 e 2014, não houve operações de crédito renegociadas. 9 Outros valores e bens Imóv eis Prov isão para impairment 14 de 22 2015 2014 4 .04 3 (2 .04 3 ) 5.6 2 5 (2 .04 3 ) 2 .000 3 .582 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma 10 Depósitos (a) Composição por vencimento Sem v enciment o Depósito à v ista Depósito à prazo At é 90 dias Acima de 360 dias Tot al 2015 1 1 .6 2 3 1 1 .6 2 3 Sem v enciment o Depósito à v ista Depósito à prazo 3 .1 3 8 7 .1 4 4 3 9 .7 7 2 1 1 .6 2 3 50.054 3 .1 3 8 7 .1 4 4 3 9 .7 7 2 6 1 .6 7 7 At é 90 dias De 90 a 360 dias Acima de 360 dias Tot al 2014 7 .501 7 .501 (b) De 90 a 360 dias 2 4 .6 83 7 .84 2 1 1 .6 1 9 7 .501 4 4 .1 4 4 2 4 .6 83 7 .84 2 1 1 .6 1 9 51 .6 4 5 Maiores depositantes 2015 2014 % sobre Maior 1 0 m aior es 2 0 m aiores 11 Valor Cart eira 1 5.09 1 4 0.7 9 7 51 .052 2 4 ,4 7 6 6 ,1 5 82 ,7 7 % sobre PL 1 9 ,6 9 53 ,2 2 6 6 ,6 0 Valor Cart eira 2 2 .4 51 4 1 .3 7 6 4 3 .3 1 0 4 3 ,4 7 80,1 2 83 ,86 PL 3 1 ,7 7 58,55 6 1 ,2 9 Captações no mercado aberto e emissões de títulos Venciment o At é 90 dias Capta ções no m ercado a berto - Carteira própria Recur sos de aceites e em issão de títu los - LCI/LCA Acima de 360 dias Tot al 2015 4 2 .89 7 7 .008 3 9 .3 4 7 9 1 .859 4 2 .89 7 1 3 8.2 1 4 4 9 .9 05 3 9 .3 4 7 9 1 .859 1 81 .1 1 1 At é 90 dias Capta ções no m ercado a berto - Carteira própria Recur sos de aceites e em issão de títu los - LCI/LCA De 90 a 360 dias De 90 a 360 dias Acima de 360 dias Tot al 2014 1 .7 4 9 5.3 6 8 2 6 .4 9 6 6 .7 09 1 .7 4 9 3 8.57 3 7 .1 1 7 2 6 .4 9 6 6 .7 09 4 0.3 2 2 Os recursos de aceites e emissão de títulos são representados principalmente por LCI – Letras de crédito imobiliário que são lastreadas pelas operações de crédito vinculadas a CCI – Cédula de crédito imobiliário. 15 de 22 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma 12 Obrigações por empréstimos e repasses Venciment o At é 90 dias Repasses do BNDES (i) Repasses do BNDES / FINAME (i) Repasses FUNCAFÉ (ii) 7 05 2 .6 9 3 1 1 .1 6 2 3 .2 7 4 6 .883 8.3 4 6 1 4 .56 0 1 8.503 At é 90 dias Repasses do BNDES (i) Repasses do BNDES / FINAME (i) Repasses FUNCAFÉ (ii) De 90 a 360 dias Acima de 360 dias 2 .84 0 9 .84 3 1 2 .9 83 2 5.6 6 6 De 90 a 360 dias Acima de 360 dias Tot al 2015 6 .81 9 1 9 .4 1 9 3 2 .4 9 1 58.7 2 9 Tot al 2014 84 8 2 .800 4 .57 5 1 .7 4 5 7 .6 09 7 .1 9 2 1 .7 83 9 .3 02 5.2 2 8 4 .3 7 6 1 9 .7 1 1 1 6 .9 9 5 8.2 2 3 1 6 .54 6 1 6 .3 1 3 4 1 .082 (i) Referem-se a repasses de recursos do BNDES/FINAME, com vencimento final em 2022, sobre as quais incide a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). (ii) Referem-se a repasses de recursos do FUNCAFÉ, com vencimento final em 2019, sobre as quais incide a taxa de juros de 7,50% a.a. (2014 – 6,5% a.a.) para os recursos liberados aos clientes e a Taxa Selic para os recursos ainda não liberados. 13 Outras obrigações Prov isões e encargos trabalhistas Juros sobre capital próprio Im posto de renda e contrbuição social Credores div ersos Fornecedores div ersos Tributos a pagar Passiv o tributário diferido Prov isões para contingências Outros 16 de 22 2015 2014 (1 .56 8) (2 .059 ) (3 .07 0) (4 08) (1 3 ) (3 6 0) (1 .02 7 ) (3 80) (1 00) (2 2 6 ) (2 86 ) (1 4 6 ) (1 4 1 ) (9 3 ) (1 00) (1 5) (7 .804 ) (2 .1 88) Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma 14 Imposto de renda e contribuição social (a) Conciliação de alíquota (b) 2015 2014 Resultado antes dos im postos sobre lu cros e participações Despesas de participações no resu ltado Resultado antes dos im postos sobre os lucr os Adições (exclusões) per m anentes, líquidas Adições (exlusões) tem porárias, líquidas 7 .9 89 (9 54 ) 7 .03 5 56 81 1 1 .3 4 6 (4 4 6 ) 9 00 21 (2 .84 6 ) Base de cálculo IRPJ (1 5%) Adicional (1 0%) Incentiv os fiscais 7 .9 02 1 .1 85 778 (7 8) (1 .9 2 5) IRPJ (2 5%) CSLL (1 5%) 1 .885 1 .1 85 Im posto de r enda e contribuição social corrente 3 .07 0 Composição dos tributos diferidos Crédit os t ribut ários IRPJ e CSL diferido sobre: · Pr eju ízos fiscais e base de cálcu lo negativ a · Pr ov isão para créditos de liqu idação duv idosa · I mpairment de ou tros v alor es e bens · Pr ov isão para contingências · Ju ros sobre capital próprio · Par ticipações no r esultado · Outras diferenças tributárias 2015 2014 9 84 81 7 40 82 4 37 8 299 770 804 81 7 40 1 52 1 44 15 3 .3 4 2 2 .7 4 3 Débit os t ribut ários IRPJ e CSL diferido sobre: · Ajuste a m ercado de instr um entos financeiros (9 3 ) (9 3 ) Tribut os diferidos, líquidos 17 de 22 3 .3 4 2 2 .6 50 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma (c) Movimentação dos tributos diferidos Saldo inicial Prov isão para créditos de liqu idação du v idosa Constitu ição dos créditos tributários diferidos sobre prejuízo fiscal e base de cálculo negativ a Juros sobre capital próprio Par ticipações no r esultado Ajuste ao v alor de m ercado de deriv ativ os Outros créditos Saldo final % Sobre o pat rimônio líquido 2015 2014 2 .1 9 4 2 .86 6 39 (1 .2 05) 82 4 113 81 91 770 1 52 (2 2 4 ) 296 (5) 3 .3 4 2 2 .6 50 4 ,3 9 3 ,7 5 Em 30 de junho de 2015 e 2014, não havia créditos tributários não registrados. Estimativas de realização Com base na estimativa da administração do Banco, para a realização dos créditos tributários, o valor presente desse crédito, utilizando a taxa CDI de 30 de junho de 2015 de 1,0658% a.m., é de R$ 2.866. (d) Medida provisória 675/15 Por meio da MP 675/15 o Governo Federal elevou, a partir de setembro de 2015, a alíquota de Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), devida pelas instituições financeiras, de 15 para 20%. 15 Títulos e créditos a receber Refere-se à venda de bens não de uso próprio do Banco recebidos em dação para pagamento de dívidas, com vencimento final em janeiro de 2017. 16 Contingências O Banco é parte em ações judiciais tributárias, trabalhistas e cíveis, decorrentes do curso normal das operações. As contingências tributárias são representadas por processos em que se discute a inconstitucionalidade ou ilegalidade de determinada norma ou movidos pela Administração Tributária Federal, nas situações de hipotético pagamento insuficiente ou em desacordo com o entendimento do órgão fiscalizador. As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por ex-empregados que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. Atualmente, existem ações movidas contra o Banco sendo avaliadas pelos advogados como probabilidade de perda provável cujo risco mensurado está provisionado na rubrica “Outras obrigações” no montante de R$ 100 (Nota 13). 18 de 22 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma As contingências cíveis estão constituídas por processos movidos pelo Banco referente às operações de créditos inadimplentes e, também, ações movidas por terceiros, pleiteando revisões contratuais dos créditos ou por danos morais. Conforme avaliação dos assessores legais do Banco, existem causas com probabilidade possível de perda que montam a R$ 531 (2014 – R$ 326) e que, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, não estão provisionadas. Também conforme a referida avaliação, não há processos tributários e cíveis avaliados com probabilidade de perda provável e processos tributários avaliados com probabilidade de perda possível. 17 Patrimônio líquido O capital social está representado por 72.003.962 ações (69.418.814 de ações em 2014) ordinárias e nominativas, sem valor nominal, totalmente subscrito e integralizado por acionistas domiciliados no País no montante de R$ 72.937. Conforme Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em 27 de abril de 2015, foi aprovado o aumento do capital social, da seguinte forma: com reserva legal R$ 138, com atualização de títulos patrimoniais R$ 189, em espécie R$ 1.137 e com reserva de lucros R$ 1.121, com a emissão de 2.585.148 novas ações ordinárias. O referido aumento de capital foi homologado pelo BACEN em 24 de junho 2015. A reserva legal é constituída pela apropriação de 5% do lucro líquido do exercício, até o limite definido pela legislação societária. Aos acionistas está assegurado um dividendo mínimo correspondente a 25% do lucro líquido, após as deduções estatutárias, ajustado nos termos da Lei nº 6.404/76. O valor de R$ 2.798 em 30 de junho de 2015, refere-se ao saldo remanescente do lucro após as destinações estatutárias, levado para a reserva especial de lucros cuja destinação será deliberada pelos acionistas. Conforme prevê o Estatuto Social, o Conselho de Administração aprovou em reunião realizada em 17 de junho de 2015, a distribuição de Juros sobre Capital Próprio (JCP) no montante de R$ 2.059 que está demonstrado, líquido dos impostos, na rubrica “Outras obrigações – Sociais e Estatutárias”. A administração propôs que esse montante seja considerado como distribuição de dividendos do semestre e, como ele supera o mínimo obrigatório, não há destaque do mínimo obrigatório no patrimônio em 30 de junho de 2015. Essa proposição será deliberada na próxima Assembleia Geral Ordinária. 18 Gerenciamento de capital, riscos de mercado, crédito, liquidez e operacional (a) Gerenciamento de capital Visando atendimento à Resolução nº 3.988/11 do CMN, o Banco Ribeirão Preto S.A. tem adotado uma política de gerenciamento de capital que constitui um conjunto de princípios e procedimentos e instrumentos que asseguram a adequação de capital do Banco de forma tempestiva, abrangente e compatível com os riscos incorridos pela instituição, de acordo com natureza e complexidade dos produtos e serviços oferecidos a seus clientes. 19 de 22 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma (b) Risco de mercado A análise de risco de mercado é feita com base nos diversos fatores de mercado que podem afetar as posições do Banco, entre os quais se destacam: taxa de juros, dólar, preço de mercado de ações e outros. O Banco utiliza a metodologia “value-at-risk” para mensurar o risco. Essa metodologia é baseada em técnicas de simulação histórica e análise dos cenários. O “value-at-risk” é calculado diariamente, considerando todos os ativos. O risco é segregado em três níveis: por ativo, categoria e “portfolio”. Os cenários históricos usados permitem a correlação entre os ativos e as suas classes, o que possibilita a estruturação de estratégias de hedge. A área de Gestão de Risco é a responsável pela atividade de gerenciamento do risco de mercado da instituição. Em cumprimento ao que determina a Resolução no 3.464/07 do CMN, a estrutura de gerenciamento foi efetivamente constituída, bem como foram adequadamente implementados os procedimentos e sistemas responsáveis por identificar, mapear, consolidar, mensurar e gerenciar riscos. (c) Risco de crédito As contrapartes do Banco são submetidas a um rigoroso processo de análise de crédito, cujo foco principal é a avaliação da capacidade de pagamento, tomando-se por base simulações do fluxo de caixa, alavancagem e cronograma da dívida, qualidade dos ativos, cobertura de juros e capital de giro. Aspectos de natureza qualitativa, tais como orientação estratégica, setor de negócios, áreas de especialização, eficiência, ambiente regulatório e participação no mercado, são sistematicamente avaliados e complementam o processo de análise de crédito. Os limites de crédito das contrapartes do Banco são analisados e aprovados pelo Comitê de crédito a cada nova operação. As garantias prestadas pelo Banco a terceiros montam a R$ 4.135 (2014 – R$ 6.060), representadas, substancialmente, por avais e fianças, não sendo esperadas pela administração quaisquer perdas em decorrência dessas operações. (d) Risco de liquidez O Banco gerencia o risco de liquidez concentrando sua carteira em ativos de alta qualidade e de grande liquidez. O Banco mantém uma forte estrutura de capital e um baixo grau de alavancagem. Os eventuais descasamentos entre ativos e passivos são monitorados, considerando o impacto de condições extremas de mercado, a fim de avaliar a sua capacidade de realizar ativos ou reduzir alavancagem. (e) Risco operacional A área de Gestão de Riscos é responsável pela atividade de gerenciamento do risco operacional do Banco. Com a estrutura definida, visando ao estabelecido na Resolução Bacen nº 3.380/06 do CMN, foram implementados a política institucional, os processos, os procedimentos e os sistemas necessários para que a gerência identifique, avalie, monitore e controle os riscos associados ao Banco. 19 Limites operacionais De acordo com a Resolução nº 2.099/94 do CMN e das alterações introduzidas pelas Resoluções nº 3.444/07, 3.490/07, 3.380/06 e Circular n º 3.360/07, o Banco Central exige que o Patrimônio de Referência (PR) corresponda no mínimo a 11% do montante das exposições relativas aos riscos de crédito, operacional e de mercado. O Banco, em 30 de junho de 2015, atingiu o índice de 13,56% (2014 22,11%). 20 de 22 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma (a) Cálculo do Índice de Basileia 2015 Patrim ônio líquido Patrim ônio de referência - Nív el I Patrim ônio de referência - Nív el II 7 6 .1 08 7 6 .1 08 7 0.7 3 4 7 0.7 3 4 Patrim ônio de r eferência total - Nív el I + Nív el II (a) 7 6 .1 08 7 0.7 3 4 Alocação de capital por risco Risco de crédito Risco de m ercado Risco operacional 3 2 .001 2 .57 2 2 .4 3 3 1 7 .82 0 1 .6 01 2 .7 6 2 Patrim ônio de r eferência Exigido - PRE (b) 3 7 .006 2 2 .1 83 Risco de taxa de ju ros "banking" (c) Margem (d= a - b - c) 2 4 .7 4 6 1 4 .3 56 1 3 .005 3 5.54 6 56 1 .3 7 9 3 1 9 .89 1 1 3 ,56 2 2 ,1 1 Ativ os Ponderados pelo risco (e= b + c / 0,1 1 ) % Índice de Basileia - (f= a / e) (b) 2014 Limites operacionais 2015 Patr im ônio líquido exigido Capital m ínim o Im obilizações 20 2014 Exigência (limit e) Sit uação Margem Exigência (limit e) Sit uação Margem 3 1 .500 3 1 .500 3 4 .83 3 7 6 .1 08 7 2 .9 3 7 217 4 4 .6 08 4 1 .4 3 7 3 4 .6 1 6 3 1 .500 3 1 .500 3 4 .83 3 7 0.7 3 4 7 0.3 52 229 3 9 .2 3 4 3 8.852 3 4 .6 04 Transações com partes relacionadas Partes relacionadas ao Banco são seus acionistas, empresas a eles ligadas, seus administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da Administração e seus familiares, conforme definições contidas no Pronunciamento Técnico CPC n° 05, aprovado pelo CMN através da Resolução nº 3.750/09. As transações foram realizadas dentro das características normais dos respectivos produtos e são remuneradas levando em consideração o índice do CDI, taxas prefixadas ou indexadas a índices de inflação, e apresentam os seguintes saldos e operações em 30 de junho: 21 de 22 Banco Ribeirão Preto S.A. Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 30 de junho de 2015 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma (a) Saldos e operações 2015 Descrição Depósitos Depósitos LCI - Letr as de crédito im obiliário LCA - Letras de crédito do agronegócio (b) 2014 Parte relacionada Ativo (Passivo) Receita (Despesa) Ativo (Passivo) Receita (Despesa) Pessoa Física Pessoa Jurídica Pessoa Física Pessoa Física (4 ) (1 2 ) (1 1 .06 5) (9 7 1 ) (1 ) (7 4 ) (7 6 3 ) (4 9 ) (1 3 0) (1 1 ) (9 .59 1 ) (4 9 3 ) (1 2 .052 ) (887 ) (9 .7 2 1 ) (504 ) Remuneração da administração As despesas no semestre com remuneração dos administradores compostas basicamente de salários e encargos, participação nos lucros e gratificações, estão registrados na rubrica “Despesas de pessoal” e “Participação nos resultados” na demonstração do resultado do semestre. 21 Outras informações (i) Despesas de pessoal – Referem-se a salários, encargos e benefícios. (ii) Outras despesas administrativas – Referem-se, substancialmente, a despesas com tecnologia e informação R$ 871 (2014 - R$ 966), despesas de aluguéis e instalações R$ 287 (2014 - R$ 274) e despesas de serviços prestados R$ 428 (2014 - R$ 308). (iii) Durante o semestre foram provisionadas participações no resultado no montante de R$ 954 (2014 – R$ 446) baseado nas diretrizes definidas pela administração. * 22 de 22 * *