UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS BACHARELADO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO AILTON ROCHA VAZ JUNIOR Perfil de utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle pelos professores da Universidade Estadual de Goiás Anápolis Fevereiro, 2015 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS BACHARELADO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO AILTON ROCHA VAZ JUNIOR Perfil de utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle pelos professores da Universidade Estadual de Goiás Trabalho de conclusão apresentado ao Departamento de Sistemas de Informação da Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas da Universidade Estadual de Goiás, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Sistemas de Informação. Orientador: Prof. Me. Joilson Dos Reis Brito Anápolis Fevereiro, 2015 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS BACHARELADO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO AILTONROCHA VAZJUNIOR Perfil de utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle pelos professores da Universidade Estadual de Goiás Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento de Sistemas de Informação da Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas da Universidade Estadual de Goiás, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Sistemas de Informação. Aprovado por: '--~ (vtJ Me. J LSON DOS REIS BRITO O i ntador(a) - UEGlUnUCET Anápolis, 22 de janeiro de 2015. • UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas TERMO DE AUTORlZAÇÃO PARA DISPONIBILIZAÇÃO DE TRABALHOS DE CURSOS NO BANCO DE DADOS ELETRÔNICO DA UNIDADE UNIVERSITÁRlA DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS - UNUCET Eu, AIL TON ROCHA VAZ JUNIOR, portador do RG n° 5628490 Org. Exp. SSP-GO, inscrito no CPF n": 041.404.261-10, domiciliado no logradouro Rua Paulo Afonso 0.18 L.07, Jd. Das Oliveiras CEP: 75144-700, na cidade de Anápolis, estado de Goiás. Na qualidade de titular dos direitos de autor que recaem sobre o meu trabalho de conclusão de curso, tipo: monografia, intitulado - Perfil de utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle pelos professores da Universidade Estadual de Goiás, defendido em 22/01/2015, fundamento junto a banca examinadora nas disposições disponibilização leitura, impressão do curso de Sistemas de Informação, com da lei n" 9.610 de 19 de fevereiro de 1998, autorizo a total da obra citada, sem ressarcimento de direitos autorais, para fins de elou downloading pela Internet, a título de divulgação da produção científica gerada pela Universidade Estadual de Goiás 1 UNUCET de Anápolis, a partir desta data. Assim, autorizo a disponibilização total do meu trabalho, estando ciente que o conteúdo disponibilizado é de minha inteira responsabilidade. Anápolis, 22 de janeiro de 2015. to. FICHA CATALOGRÁFICA JUNIOR, Ailton Rocha Vaz. Perfil de utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle pelos professores da Universidade Estadual de Goiás. Anápolis, 2014. (UEG / UnUCET, Bacharelado em Sistemas de Informação, 2014). Monografia. Universidade Estadual de Goiás, Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas. Departamento de Sistemas de Informação. 1. Ambientes virtuais de aprendizagem 2. Educação a distância 3. Moodle REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA JUNIOR, Ailton Rocha Vaz. Perfil de utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle pelos professores da Universidade Estadual de Goiás. Anápolis, 2015. 89 p. Monografia – Curso de Sistemas de Informação, UnUCET, Universidade Estadual de Goiás. CESSÃO DE DIREITOS NOME DO AUTOR: Ailton Rocha Vaz Junior TÍTULO DO TRABALHO: Perfil de utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle pelos professores da Universidade Estadual de Goiás. GRAU/ANO: Graduação / 2015. É concedida à Universidade Estadual de Goiás permissão para reproduzir cópias deste trabalho, emprestar ou vender tais cópias para propósitos acadêmicos e científicos. O autor reserva outros direitos de publicação e nenhuma parte deste trabalho pode ser reproduzida sem a autorização por escrito do autor. Ailton Rocha Vaz Junior Rua Paulo Afonso Q.18 L.07 – Jardim das Oliveiras CEP 75144-700 – Anápolis – GO – Brasil AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus por ter me abençoado com a sua infinita graça, e ter me dado capacidade para realizar esse trabalho e superar as dificuldades. À minha mãe Regina, por sempre ser um exemplo de honestidade e perseverança, e pelo apoio incondicional. À minha vó Terezília, e para minha irmã Samara, pelo amor. Ao meu orientador Prof. Ms. Joilson dos Reis Brito, pela orientação, pelo seu comprometimento, disposição, paciência e compreensão. A todos os professores do curso de Sistemas de Informação da Universidade Estadual de Goiás e a todos os meus amigos, os meus sinceros agradecimentos. “Moments of clarity are so rare I better document this...” (Björk) LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Cinco estágios das funções do professor no ensino a distância.................................6 Figura 2 – Principais eixos de ambientes virtuais de aprendizagem.........................................16 Figura 3 - Os 10 ambientes virtuais de aprendizagem mais populares do mercado.................18 Figura 4 – Homepage do ambiente Blackboard da Universidade do Colorado........................20 Figura 5 – Homepage do ambiente TelEduc da UNICAMP....................................................22 Figura 6 – Chat de discussão entre alunos utilizando o AVA Solar.........................................24 Figura 7 – Homepage do ambiente E-proinfo...........................................................................25 Figura 8 – Botão de ativação do modo de edição para incluir recursos ou atividades….........28 Figura 9 – “Boxes” de disponibilização de conteúdo...............................................................30 Figura 10 – Recurso “Página de texto simples”........................................................................49 Figura 11 – Recurso “Página de texto web”.............................................................................50 Figura 12 – Recurso “Link a arquivo ou site”..........................................................................51 Figura 13 – Recurso “Visualizar um diretório”........................................................................51 Figura 14 – Atividade “Atribuições / Laboratório de Avaliação”................................................52 Figura 15 – Atividade “Atribuições / Laboratório de Avaliação”................................................53 Figura 16 – Atividade “Chat”...................................................................................................53 Figura 17 – Atividade “Enquete”..............................................................................................54 Figura 18 – Atividade “Base de dados”....................................................................................55 Figura 19 – Atividade “Pesquisas de avaliação / Feedback”....................................................56 Figura 20 – Atividade “Tópicos do fórum”..............................................................................56 Figura 21 – Atividade “Fórum”................................................................................................56 Figura 22 – Atividade “Glossário”............................................................................................57 Figura 23 – Atividade “Lição / Trabalho”................................................................................58 Figura 24 – Atividade “Questionário”......................................................................................58 Figura 25 – Atividade “Wiki”...................................................................................................59 Figura 26 – Pôster apresentado na VI Semana de Iniciação Científica do curso de Sistemas de Informação da UEG/UnUCET............................................................................................69 LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Paralelo entre funções do professor.........................................................................3 Quadro 2 – Cronologia do uso das mídias aplicadas a EaD.......................................................6 Quadro 3 – Acontecimentos que marcaram a história da EaD no Brasil...................................8 Quadro 4 – Variação das matrículas em cursos a distância na graduação................................11 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Número de ambientes por Unidade Universitária.................................................37 Gráfico 2 – Utilização do ambiente Moodle por Unidade Universitária..................................38 Gráfico 3 – Distribuição da utilização do Moodle por Curso de Graduação............................39 Gráfico 4 – Utilização de ferramentas por Ambiente Moodle..................................................40 Gráfico 5 – Distribuição de professores que dominam as ferramentas Moodle.......................41 Gráfico 6 – Recursos que já foram utilizados pelos professores..............................................42 Gráfico 7 – Recursos os professores sabem utilizar.................................................................43 Gráfico 8 – Atividades que já foram utilizadas pelos professores............................................44 Gráfico 9 – Atividades que os professores sabem utilizar........................................................45 Gráfico 10 – Ferramentas Moodle que os professores gostariam de utilizar............................46 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS Siglas Descrição AVA Ambiente Virtual de Aprendizagem DVD Digital Versatile Disc EaD Educação a Distância FAQ Frequently Asked Questions GPL General Public License HTML HyperText Markup Language INEP Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira LDB Lei de diretrizes e bases LMS Learning Management System MEC Ministério da Educação MOODLE Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment SCORM Sharable Content Object Reference Model UEG Universidade Estadual de Goiás UNICAMP Universidade Estadual de Campinas UnU Unidade Universitária UnUCET Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas UnUCSEH Unidade Universitária de Ciências Socio-Econômicas e Humanas UnUEAD Unidade Universitária de Educação a Distância WEB World Wide Web RESUMO É notável o avanço da educação a distância no decurso dos últimos anos, no Brasil o avanço ficou evidente a partir da aprovação da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, no qual a aprendizagem a distância passou a ser incentivada e programas de desenvolvimento de aprendizagem a distância começaram a ser estimulados em todos os níveis da educação no País. O objetivo do trabalho é desenvolver um estudo sobre os ambientes virtuais de aprendizagem, com enfoque no ambiente utilizado na UEG, o sistema de gestão de aprendizagem Moodle, afim de investigar o perfil de utilização dos professores da UEG. Espera-se que os dados e conclusões aqui apresentados, possam ser utilizadas como um referencial de suporte para a comunidade acadêmica da UEG, no que abrange a utilização do ambiente de virtual de aprendizagem Moodle. A construção do trabalho foi realizada por intermédio de pesquisa bibliográfica e de campo que foi realizada por meio de levantamento teórico, questionário eletrônico e investigação do uso de todos os ambientes Moodle da UEG. Por meio da pesquisa de campo foi possível reconhecer a utilização do ambiente Moodle na UEG, quantificar o número de ambientes Moodle online, quantos professores utilizam a plataforma, quantas Unidades Universitárias da UEG fazem uso do Moodle e quais ferramentas (atividades e recursos) são utilizadas pelos professores em seus ambientes. Muitos fatores foram levantados na pesquisa de campo, foi possível notar a não utilização de grande parte das Unidades Universitárias da UEG, a falta de domínio dos professores sobre as ferramentas (atividades e recursos) do ambiente Moodle e a disponibilização de um grande número de ambientes virtuais Moodle que não estão sendo utilizados pelos professores e alunos. Palavras-chave: Ambiente virtual de aprendizagem, Educação a Distância, Moodle. ABSTRACT The advancement of distance learning in the recent years is evident. In Brazil this improvement became noticeable after the approval of Law No. 9.394, 20th December, 1996, in which distance learning started being encouraged and the development of programs for distance learning started being delivered to all levels of education in the country. The goal of this work is to develop a study about learning virtual environment, focusing in UEG environment, the learning system Moodle, to investigate the use profile of UEG professors. It is expected that the information an conclusion here presented may be used as a support for the academic community from UEG, involving the use of the learning virtual environment Moodle. The base for this work is by bibliographic and field research made by theory bases, electronic quizzes and search about all UEG Moodle environments. By this field research, it was possible to understand the use of Moodle environment in UEG, identify the numbers of Moodle environment online, how many professors use the platform, how many UEG campus use the Moodle and which tools (activities and resources) are used by the professors in the virtual environment. Many things were studied in the campus research, it was possible to see the no utilization of the program of most UEG campus, the lack of knowledge from the professors about the tools of Moodle environment and a large number of learning virtual environment that are not being used by professors nor students. Keywords: Virtual learning environment, Distance Education, Moodle. SUMÁRIO INTRODUÇÃO .......................................................................................................................... 1 CAPÍTULO 1 – REFERENCIAL TEÓRICO ............................................................................ 3 1. Educação a distância........................................................................................................... 3 1.1 Histórico e cenário da EaD no Brasil ........................................................................... 6 1.2 Universidade aberta do Brasil..................................................................................... 11 2. Ambientes Virtuais de Aprendizagem .............................................................................. 13 2.1 Ambientes Web para EaD .......................................................................................... 18 2.1.1 Blackboard ........................................................................................................... 19 2.1.2 TelEduc................................................................................................................ 21 2.1.3 Solar ..................................................................................................................... 23 2.1.4 E-proinfo .............................................................................................................. 24 3. Moodle .............................................................................................................................. 26 3.1 Ferramentas do ambiente Moodle .............................................................................. 27 3.2 Ferramentas de interação ............................................................................................ 31 3.3 Ferramentas de avaliação............................................................................................ 31 CAPITULO 2 - METODOLOGIA DA PESQUISA................................................................ 33 1.1 Problema da pesquisa ..................................................................................................... 33 1.2 Questões a serem respondidas com a pesquisa ............................................................... 33 1.3 Hipótese da pesquisa ...................................................................................................... 33 1.4 Objetivo geral ................................................................................................................. 33 1.5 Objetivo específico da pesquisa ..................................................................................... 34 1.6 Tipos da pesquisa ........................................................................................................... 34 1.6.1 Quanto aos fins ........................................................................................................ 34 1.6.2 Quanto aos meios .................................................................................................... 34 1.7 Universo e amostra ......................................................................................................... 35 1.8 Seleção dos sujeitos ........................................................................................................ 35 1.9 Instrumentos e procedimentos de coleta de dados ......................................................... 36 2.0 Tratamentos dos dados ................................................................................................... 36 2.1 Resultados obtidos .......................................................................................................... 37 CAPITULO 3 – APLICAÇÃO DO ESTUDO DE CASO E RESULTADOS ........................ 38 3.1 Análise dos dados obtidos por meio da investigação dos ambientes Moodle da UEG .. 38 3.2 Análise dos dados obtidos por meio da aplicação do questionário eletrônico ............... 42 3.3 Aplicação das ferramentas Moodle em um ambiente de teste........................................ 49 CONCLUSÃO / RECOMENDAÇÕES ................................................................................... 60 REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 62 GLOSSÁRIO ............................................................................................................................ 66 APÊNDICES ............................................................................................................................ 67 Apêndice A - Cronograma.................................................................................................... 67 Apêndice B – Pôster ............................................................................................................. 69 Apêndice C – Questionário sobre a utilização do AVA Moodle na UEG ........................... 70 1 INTRODUÇÃO Com a evolução exponencial e a popularização da tecnologia da informação nas gerações passadas, diversas ferramentas e produtos foram desenvolvidos para explorar integralmente os seus benefícios. Por intermédio desse avanço, o estudo e a análise das estratégias de ensino e aprendizagem foram direcionadas para a tecnologia, com a finalidade de dirigir a educação para uma experiência inovadora de aprendizagem. Seguindo o surgimento e a grande utilização da internet como meio de comunicação no início dos anos noventa, o uso da tecnologia se tornou realidade em todos âmbitos das relações humanas, na área educacional não foi diferente. A disseminação das tecnologias, consequentemente, impulsionou os sistemas virtuais a serem moldados para auxiliar os métodos de aprendizagem para aprimorar e propiciar a aplicação de práticas acadêmicas mais dinâmicas e acessíveis. O método tradicional de ensino, aluno e professor em sala de aula, passou a contar com um grande aliado, os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), que manifesta para os alunos e professores novos modos de aprender e ensinar, conforme Maturana (2001): Sem dúvida, a interconectividade atingida através da internet é muito maior do que a que vivemos há cem ou cinquenta anos através do telégrafo, do rádio ou do telefone. Todavia, nós ainda fazemos com a internet nada mais nada menos do que o que desejamos no domínio das opções que ela oferece, e se nossos desejos não mudarem, nada muda de fato, porque continuamos a viver através da mesma configuração de ações (de emocionar) que costumamos viver. (MATURANA, 2001, p. 198). Esses ambientes são um conjunto de ferramentas de software de apoio acadêmico, para auxiliar a continuidade nos processos de ensino e aprendizagem, independentemente da localização geográfica dos alunos e professores. Os AVAs, com o apoio da internet, têm a capacidade de fornecer um serviço com foco central nos alunos e professores, para a entrega de materiais de aprendizagem, ferramentas de avaliação, acompanhamento do aluno, colaboração e comunicação, acessíveis em tempo integral de qualquer computador conectado à internet. Do modo que a troca de informações e a comunicação são cada vez mais realizadas por meio da internet, os sistemas virtuais de aprendizagem tornaram-se essenciais para infraestrutura educacional na maioria das instituições de ensino básico e superior. Da 2 mesma maneira que em um serviço de e-mail, nos ambientes virtuais de aprendizagem os serviços são centralizados, disponibilizados e entregues em um único portal virtual, para que os alunos e professores acessem o ambiente pelo mesmo endereço eletrônico. Existem diferentes tipos de ambientes virtuais de aprendizagem, as soluções pagas de código fechado, as soluções livres e de código aberto e as desenvolvidas por instituições de ensino para atender suas próprias necessidades individuais. O Moodle, acrônimo de Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment, é sistema gratuito de gestão de aprendizagem on-line, presente em mais duzentos países, disponível em mais de cem idiomas e utilizado por mais de setenta mil instituições, e atualmente é um dos principais sistemas para gerenciamento de aprendizagem existentes Moodle (2014)1. O Moodle é um software livre, de código aberto, e apresenta diversificadas configurações para os seus utilizadores, os professores, administradores e alunos. A Universidade Estadual de Goiás (UEG) adota o Moodle como sistema oficial de gestão de aprendizagem da instituição. A ferramenta Moodle apresenta um diversificado número de ferramentas (atividades e recursos), contudo, nem sempre as instituições de ensino utilizam essas ferramentas com eficácia. Com a pesquisa, foi verificado o nível de utilização das ferramentas Moodle por parte dos professores da UEG. Essa pesquisa apresenta a utilização dos ambientes virtuais no âmbito educacional, e tem um enfoque no estudo do perfil de utilização do ambiente virtual de aprendizagem Moodle pelos professores da UEG. As informações que serviram de base para esta pesquisa foram coletadas em livros, artigos, sites, questionário eletrônico, que foi aplicado aos professores que utilizam o Moodle na UEG, configuração de um ambiente Moodle de teste e também por meio de uma investigação do perfil de utilização do ambiente Moodle pelos professores da UEG. O trabalho foi organizado em três componentes, os elementos pré-textuais, elementos textuais, divididos em três capítulos (referencial teórico, metodologia da pesquisa e aplicação do estudo de caso e resultados) e elementos pós-textuais. O referencial teórico conceitua a EaD, seu histórico e cenário no Brasil, os ambientes virtuais de aprendizagem e o sistema de gestão da aprendizagem Moodle, a metodologia da pesquisa aborta os mecanismos metodológicos utilizados na pesquisa e o estudo de caso e resultados apresenta as informações provenientes da pesquisa de campo. 1 Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=wop3FMhoLGs> 3 CAPÍTULO 1 – REFERENCIAL TEÓRICO O desenvolvimento tecnológico, datado na segunda metade do século XX, fez surgir novas linhas de disseminação do conhecimento, transformou a maneira de aprender e ensinar. O ensino, antes centrado na delimitação geográfica, e com utilização de materiais impressos, hoje vai dando lugar para fontes eletrônicas e comunicação a distância, com o uso da internet. A intensa mudança do ritmo globalizado do mundo e a complexidade exponencial de tarefas que envolvem informação e tecnologia fazem com que o processo educativo não possa se manter alheio e ultrapassado. Neste novo cenário, professor e aluno assumem novos papéis no processo de ensino aprendizado. O professor acolhe novas responsabilidades, além de praticar as atividades historicamente atribuídas a ele no método convencional de ensino, e o aluno determina o ritmo do processo de ensino. 1. Educação a distância Por muitos anos, lecionar e estudar foram atos que ocorreram com proximidade física, estabelecendo-se esse padrão como ideal para aprendizagem, no subconsciente das pessoas. Deste modo, o processo de aprendizagem a distância era considerado excepcional e difícil. Uma ideia desde os tempos antigos é o ensino por correspondência, que sugere diminuir a distância entre professores e alunos por meio da troca de informações e conhecimentos por correspondência. Esta cultura é antiga e tem grande tradição. Platão transmitiu seus pensamentos por esse meio, e o apóstolo Paulo escreveu muitas cartas aos romanos, aos coríntios, aos efésios, aos filipenses e aos tessalonicenses a fim de divulgar o cristianismo. Com a introdução do ensino obrigatório universal, ampliou-se o círculo daqueles que faziam uso da correspondência (PETERS, 2001 apud PENTERICH, 2006). No Brasil, a Educação a Distância (EaD) surgiu na década de 30, por meio da fundação do Instituto Rádio Monitor e Instituto Universal Brasileiro, de acordo com Delpizzo et al. (2004). A partir disso, a EaD passou a ser a cada dia mais utilizada em diversos ambientes da sociedade, como instituições privadas e públicas e universidades. A EaD é definida de diversas maneiras. O termo geralmente é relacionado à falta de proximidade física entre alunos e professores. Pode-se dizer que a EaD “é o processo de 4 ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e aluno estão separados espacial e/ou temporalmente” (MORAN, 2002). Com o surgimento das NTICs (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação), as relações interpessoais e interinstitucionais, sobretudo na EAD, passam por uma revolução muito grande, sem precedentes quanto aos seus efeitos e possibilidades. Não se trata apenas de inovações tecnológicas, mas, sim, de uma série de desenvolvimentos simultâneos, que atualmente se convergem e se potencializam: primeiro, o desenvolvimento do computador com a possibilidade de armazenar informações e de chamá-las novamente à tela, num piscar de olhos ou de oferecer programas interativos; segundo, a evolução das telecomunicações, que disponibilizam tecnologias de áudio e vídeo com desempenho cada vez maior; terceiro, o desenvolvimento das tecnologias multimidiáticas, que estão revolucionando a produção de conteúdo para diferentes suportes (CDs, DVDs, computadores, palmtops, celulares, rádio digital e tv digital), permitindo a interação cada vez maior; e, quarto, a criação de grandes e abrangentes bancos de dados e sua ligação com as redes globais de computadores de vários países, interligados pela internet (BALDWIN, MCVOY, STENFIELD, 1996 apud PENTERICH, 2006). A presencialidade, no entanto, não é o único fator que difere a EaD do método tradicional de ensino, o Quadro 1 apresenta um paralelo de diferenças entre o ensino presencial e o ensino a distância. O processo de ensino não é mais centralizado na figura do professor, e na pressuposição que aprendizagem só ocorre a partir de uma aula realizada com a presença de um docente e alunos. Porém, equivalente ao método tradicional de ensino, um sistema EaD deve conter elementos que viabilizem o seu efetivo andamento. EDUCAÇÃO PRESENCIAL EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Conduzida pelo Professor Acompanhada pelo professor Predomínio de exposições o tempo inteiro Atendimento ao aluno, em consultas individualizadas ou em grupo, em situações em que o professor mais ouve do que fala Processo centrado no professor Processo centrado no aluno Processo como fonte central de informação Diversificadas fontes de informações (material impresso e multimídias) Convivência, em um mesmo ambiente Interatividade entre aluno e professor, sob 5 físico, de professores e alunos, o tempo inteiro outras formas, não descartada a ocasião para os “momentos presenciais” Ritmo de processo ditado pelo professor Ritmo determinado pelo aluno dentro de seus próprios parâmetros Contato face a face entre professor e aluno Múltiplas formas de contato, incluída a ocasional face a face Elaboração, controle e correção das avaliações pelo professor Avaliação de acordo com parâmetros definidos, em comum acordo, pelo tutor e pelo aluno Atendimento, pelo professor, nos rígidos horários de orientação e sala de aula Atendimento, pelo professor, com flexíveis horários, através de meios diversos. Quadro 1 – Paralelo entre funções do professor Fonte: Educação a Distância: Processo Contínuo de Inclusão Social2 (SÁ, I. 1998 apud MACHADO, L. MACHADO, E. 2004) Com a difusão da internet, as novas tecnologias abreviaram espaços, atingindo uma camada maior de pessoas da sociedade, principalmente aquelas que estão em constante movimento, permitindo transmitir informações e avaliar o conhecimento de forma extremamente ágil. O ensino a distância se baseia na aprendizagem autônoma, porém essa realidade não admite o isolamento do estudante, esse fato apenas significa o autocontrole do aluno no processo de aprendizado. O estudo a distância só será bem sucedido, se possuir um professor capaz de administrar os conteúdos e processos de ensino, e um aluno motivado. Na EaD, o professor tem função fundamental no processo de ensino aprendizagem a distância, visto que ele colabora com o aluno ao promover interrogações, desenvolver lições e na formulação de equipes de estudo. Além de realizar as atividades que teria de executar no processo clássico, ele acaba realizando outras funções de acompanhamento diário do ambiente virtual de aprendizagem, tornando-se peça elementar para o sucesso dos alunos e do curso. Consequentemente o professor começa a assumir novas responsabilidades no seu método de ensino. 2 Disponível: < http://www.abed.org.br/congresso2004/por/htm/022-TC-A2.htm > 6 O professor está a abandonar aos poucos a sua posição tradicional de transmissor de conhecimento para se transformar num organizador, orientador e facilitador, isto é, num gestor de informação útil e pedagógica, onde seus estudantes podem ter acesso ao seu ritmo de aprendizagem. (LAGARTO, 1994 apud FERREIRA 2008). Figura 1 - Cinco estágios das funções do professor no ensino a distância Fonte: A importância do professor no ambiente de aprendizagem a distância3 Com essa transformação do professor e a modernização dos métodos de ensino aprendizagem, ele está cada vez mais encarregado da tutoria de seus alunos nos ambientes virtuais de ensino a distância, seja em cursos de ensino misto (semipresenciais) ou interativos (totalmente a distância). Esses fundamentos apresentam uma mudança no paradigma da educação convencional, os professores cada vez mais utilizam materiais tecnológicos nas aulas presencias, o que remete a democratização do ensino EaD. 1.1 Histórico e cenário da EaD no Brasil 3 Disponível em: < http://pt.slideshare.net/guestbd90c38/papel-do-professor-em-educao-a-distncia-presentation> 7 A contar das primeiras décadas do século XX, algumas experiências na EaD, foram formadas com a utilização de materiais impressores e rádio, tecnologias de comunicação que eram acessíveis à época. Tendo por base a disseminação das tecnologias de comunicação e informação nos anos 90, começam a surgir programas oficiais e formais de EAD propostos pelas secretariais de educação municipais e estaduais, iniciativas predominantemente de universidades. Seguindo a segunda metade do século XX, em virtude das novas necessidades e das novas abordagens na EaD, os estudos e pesquisas relacionadas a aprendizagem a distância cresceram consideravelmente, com as principais discussões acerca das interfaces e metodologias adequadas para as novas ferramentas de ensino. A legalidade para o ensino superior a distância no Brasil se deu pela lei de diretrizes e bases (LDB) da educação nacional, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Em suas principais disposições, Artigo 80, a LDB atribuiu ao poder público o papel de incentivar “[...] o desenvolvimento de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades [...], e de educação continuada” (BRASIL, 1996). Antes mesmo da publicação da LDB em 1996, algumas universidades já desenvolviam isoladamente suas atividades envolvendo a EaD, em 1994 a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizou o primeiro processo seletivo para um curso a distância no Brasil, o método de ensino era auxiliado por materiais impressores e tutoria nas cidades polo das turmas, segundo Vidal & Maia (2010) o modelo adotado pela UFMT passou a servir como referência para outras instituições de ensino superior. O período pós LDB foi definido pela inclusão não só dos materiais impressos que já eram utilizados até então, mas também pela utilização de tecnologias digitais que eram disponíveis, como por exemplo, vídeo aulas, e-mail eletrônicos e páginas da web. A difusão da internet, moldou uma visão pedagógica para atender os alunos online, por intermédio disso sugiram os primeiros cursos à distância pela internet. Vale ressaltar que o uso de novas tecnologias não necessariamente elimina o uso de outras já existentes, no quadro 2, Vianney (2006) apresenta a cronologia do início da utilização das mídias tecnológicas administradas no ensino à distância no Brasil: 8 Quadro 2 - Cronologia do uso das mídias aplicadas a EaD Fonte: Modelos utilizados pela Educação a Distância: Uma síntese centrada nas Instituições de Ensino Superior4 (VIANNEY et al. 2011) No ano de 1998, Vidal & Maia destacam o início de cursos de pós-graduação pela internet: Em 1998 se inicia a oferta de cursos de pós-graduação latu sensu via internet, o que gera a expansão desta modalidade de oferta no País. Com a oferta de cursos de graduação e de pós-graduação, as instituições de ensino superior procuram a certificação oficial para atuar em EaD o que faz o MEC elaborar um conjunto de documentos que normatizam e estabelecem parâmetros de qualidade para implantação destes tipos de cursos (VIDAL & MAIA, 2010, p. 16). A aprovação da Portaria 2.253/2001 do Ministério da Educação (MEC) que depois foi substituída pela Portaria 4.059/2004, foi oficializada a possibilidade de oferta de 20% (vinte por cento) de disciplinas, na modalidade não presencial, nos cursos regulares das instituições de ensino superior, essa lei trouxe bastante desafios e oportunidade para as instituições de ensino superior (IES). Esta portaria trouxe para as IES a discussão de como pensar, criar, propor e desenvolver metodologias de ensino que vislumbrem novas maneiras de lecionar, diferente daquelas que estamos habituados, da sala de aula tradicional e presencial. 4 Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/gual/article/viewFile/1983-4535.2011v4n3p153/21984> 9 Segundo Vianney (2009) apud Vidal & Maia (2010), podemos afirmar que a EaD no Brasil, de 1994 até os dias de hoje, se desenvolveu a partir de cinco metodologias, que são: • O modelo de tele-educação com transmissão ao vivo e via satélite em canal aberto para todo o país. O exemplo mais conhecido e de alcance nacional é o telecurso da Fundação Roberto Marinho. • O modelo de vídeo educação com reprodução pré-gravada em forma de tele aulas. • O modelo semipresencial, com uma proposta de interiorização universitária que combina a educação a distância com a presencial em polos regionais, que funcionam como unidades presenciais de apoio para acesso dos alunos a laboratórios, bibliotecas, e salas de aula para realização de tutoria presencial em parceria com as prefeituras municipais. Este modelo foi adotado inicialmente pela UFMT. • O modelo de universidade virtual, com uma EaD caracterizada pelo uso intensivo de tecnologias digitais para a entrega de conteúdos e atividades para os alunos e para promover a interação destes com professores, colegas e suporte técnico e administrativo. Neste modelo as etapas presenciais são reservadas para a realização de provas, com as demais atividades sendo realizadas a distância. • O modelo em que os alunos dos cursos a distância permanecem períodos regulares na instituição (de forma presencial) onde realizam não apenas provas, mas atividades em laboratório, por exemplo. O fim do século XX e início do século XXI marcaram a história da EaD no Brasil, com avanços acelerados no processo de ensino à distância no país. Devido a base legal que norteou a expansão da EaD por meio de certificações de instituições, autorizações de cursos e por meio do estímulo ao desenvolvimento de pesquisas que levaram a fortalecer a EaD no país, conforme Alves (2011), o quadro 3 apresenta a evolução cronológica da EaD no Brasil: 10 • 1904 – O Jornal do Brasil registra, na primeira • 1974 – Surge o Instituto Padre Reus e na TV edição da seção de classificados, anúncio que Ceará começam os cursos das antigas 5ª à 8ª série oferece profissionalização por correspondência (atuais 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental), para datilógrafo. com material televisivo, impresso e monitores. • 1923 – Um grupo liderado por Henrique Morize • 1983 – O SENAC desenvolveu uma série de e Edgard Roquette-Pinto criou a Rádio Sociedade programas radiofônicos sobre orientação profisdo Rio de Janeiro que oferecia curso de sional Português, Francês, Literatura na área de comércio e serviços, Francesa, denominada “Abrindo Caminhos”. Esperanto, Radiotelegrafia e Telefonia. • 1934 – Edgard Roquette-Pinto instalou a • 1992 – É criada a Universidade Aberta de Rádio–Escola Municipal no Rio de Janeiro, Brasília, acontecimento bastante importante na projeto para a então Secretaria Municipal de Educação a Distância do nosso país. Educação do Distrito Federal. • 1941 – Surge o Instituto Universal Brasileiro, • 1996 – É criada a Secretaria de Educação a segundo instituto brasileiro a oferecer também Distância (SEED), pelo Ministério da Educação, cursos profissionalizantes sistematicamente. dentro de uma política que privilegia a democratização e a qualidade da educação brasileira. • 1947 – Surge a nova Universidade do Ar, pa- • 2005 – É criada a Universidade Aberta do trocinada pelo Serviço Nacional de Brasil, uma parceria entre o MEC, estados e Aprendizagem Comercial (SENAC), Serviço municípios; integrando cursos, pesquisas e Social do Comércio (SESC) e emissoras programas de educação superior a distância. associadas. • 1967 – O Instituto Brasileiro de Administração • 2011 – A Secretaria de Educação a Distância é Municipal inicia suas atividades na área de extinta. Os projetos da Secretaria de educação pública, utilizando-se de metodologia Educação a Distância migraram para a de ensino por correspondência. Secretaria de Educação Básica ou de Ensino Superior. Quadro 3 – Acontecimentos que marcaram a história da EaD no Brasil Fonte: Educação a distância: conceitos e história no Brasil e no mundo5 (MAIA et al 2007; MARCONCIN, 2010; RODRIGUES, 2010; SANTOS, 2010 apud ALVES 2011) 5 Disponível em: <http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2011/Artigo_07.pdf> 11 1.2 Universidade aberta do Brasil A Universidade Aberta do Brasil (UAB) surge como mecanismo de diversificação e ampliação da oferta de cursos de ensino superior no Brasil. Criada em 2005 pelo MEC, a UAB possibilitou a expansão e a democratização de cursos de nível superior gratuitos, com o apoio da EaD e a junção de novos métodos de ensino, utilizando tecnologias da informação. Em 2006, seguindo a evolução da educação a distância na UEG, surge Unidade Universitária de Educação a Distância (UnUEAD), em 2009 a UEG foi credenciada pelo MEC no âmbito do sistema da UAB, a partir daí a UnUEAD se estruturou e ampliou suas ações na oferta de cursos de graduação e pós-graduação a distância, UEG (2014)6. A legalidade da UAB se deu pela criação da Lei n° 11.273 de 2006 e pela Lei n° 11.502 de 2007, afim de promover as instituições públicas a ingressarem nos programas de formação inicial e continuada de professores para educação básica na modalidade tradicional ou a distância. O processo sistemático da UAB agrega as universidades públicas em polos de apoio, espalhados em diferentes regiões estratégicas. Os polos são montados em prédios públicos, esses centros são equipados com materiais didáticos e tecnológicos para receber os estudantes, também foi aplicada uma estrutura profissional para atender os alunos nestes polos, como por exemplo, professores tutores, biblioteca e a coordenação de curso. A coordenação de curso na UAB tem as seguintes responsabilidades, segundo Hack (2011): • Criar arquitetura pedagógica do curso dentro da modalidade a distância. • Implementar a proposta pedagógica nos materiais didáticos. • Coordenar a produção dos materiais didáticos (impresso e online). • Identificar problemas relativos à modalidade da EaD, a partir das observações e das críticas recebidas dos professores, alunos e tutores e buscar encaminhamentos de solução junto ao coordenador do curso. • Organizar e executar o processo de pesquisa e avaliação do curso. • Realizar estudos sobre a EaD. • Participar do programa de formação das equipes de trabalho (professores, alunos, tutores, técnicos) para atuarem na modalidade a distância. 6 Disponível em: < http://www.unuead.ueg.br/conteudo/3990_sobreunuead# > 12 Por intermédio da expansão da UAB, os professores do ensino tradicional, presencial, foram estimulados a ingressar em projetos de ensino a distância. Os conteúdos produzidos pelos professores e tutores são disponibilizados em DVD ou na WEB. Para dar apoio ao desenvolvimento de materiais multimidiáticos, a UAB determinou uma base institucional multidisciplinar que atuam como: • Os professores conteudistas de diversas áreas do conhecimento, encarregados da elaboração do material didático, do conteúdo a ser ministrado nas disciplinas, das aulas, da supervisão dos tutores a distância e presenciais. • A equipe de design instrucional, que planeja e confecciona o material impresso e online. • A equipe de produção gráfica e de hipermídia, cuja função é o desenvolvimento e a manutenção do AVA. • A equipe de videoconferência e videoaula, que dirige os passos relacionados ao planejamento, execução e difusão dos produtos audiovisuais. Em síntese a UAB estruturou o ensino à distância nas IES, que agora parte de uma cooperação entre profissionais para reduzir a desigualdade na oferta de cursos superiores e ampliar a EaD no Brasil. O quadro 4 demonstra a variação na matrícula de cursos de graduação a distância no Brasil: 13 Quadro 4 - Variação das matrículas em cursos a distância na graduação Fonte: Introdução à Educação a Distância7 (INEP, 2010 apud VIDAL & MAIA 2010) 2. Ambientes Virtuais de Aprendizagem Os primeiros ambientes virtuais de aprendizagem surgiram como projetos isolados dentro das instituições de ensino superior, utilizando os recursos da própria web, há cerca de 10 anos. Os cursos, que eram ofertados a distância, eram apresentados basicamente como páginas da internet, com muitos textos, poucas figuras e animações e a única interação entre aluno e professor, era feita quase que exclusivamente por meio do tradicional correio eletrônico. Com a popularização da internet, surgiram novas ferramentas de comunicação, algumas, revolucionárias, os recursos síncronos, como por exemplo: os chats (bate-papos), fóruns, listas e grupos de discussão (e-groups), etc. Com essa facilidade muitos professores passaram a utilizar esses meios de forma isolada em suas disciplinas e cursos, pois era possível realizar a disponibilização de conteúdo, materiais didáticos de apoio e era uma boa forma interação com os alunos. A próxima etapa foi buscar novas formas de reunir os recursos de interação que já existiam na internet e eram utilizados de forma informal, assim surgiu a ideia de criar páginas de conteúdo com as informações geradas pelos professores e alunos em suas atividades durante os cursos. De acordo com Porter (1997), nascia o conceito Learning Management System (LMS), ou sistemas gerenciadores de aprendizagem, posteriormente também chamados de Learning and Content Managment System, sistemas gerenciadores de conteúdo e aprendizagem. 7 Disponível em: < http://www.fe.unb.br/catedraunescoead/areas/menu/publicacoes/livros-de-interesse-na-area-dee-tics-naeducacao/introducao-a-educacao-a-distancia> 14 Por meio deste desenvolvimento, surgem os ambientes virtuais, que envolvem um cenário capaz de conceder ao indivíduo aptidão e informação por intermédio da utilização de diversas mídias, textos, gráficos, fóruns, dentre outros, podendo ser banco de informações e conteúdo que possam proporcionar a interação e conhecimento. Este espaço facilita a exposição de ambientes inovadores e atrativos disponíveis a todos que tenham um computador e acesso à Internet. Braga & Ulbricht (2007) apresentam a seguinte concepção: Os AVAs, concebidos como metáforas da escola convencional, são um apoio consistente à EaD, bem como, estão modificando as práticas de ensinar/aprender e propiciando uma educação mais significativa e motivadora para os alunos (BRAGA & ULBRICHT, 2007) Nos últimos anos, os AVAs, estão cada vez mais sendo utilizados no meio acadêmico como uma opção tecnológica para atender a demanda educacional. Contudo, destaca-se a importância de um entendimento mais crítico sobre o conceito que orienta o desenvolvimento ou o uso desses ambientes virtuais, assim como, o tipo de estrutura humana e tecnológica que está sendo formada a partir da utilização desses ambientes. Os AVAs são ambientes que fazem uso das tecnologias de informação e comunicação para dar suporte à aprendizagem além da sala de aula. A continuidade do processo de aprendizagem pode ser feita de modo totalmente à distância. Esses ambientes vão além da disponibilização de conteúdo instrucional, postagem de arquivos pelos dos professores, por meio de páginas da Web, pois integram ferramentas de interação, a fim de possibilitar cenários para trocas entre alunos e professores. Encorajado pelos avanços científicos e tecnológicos nos últimos anos e aliado com a crescente demanda social, a oferta de cursos à distância aumentou. As tecnologias de informação começaram a ser utilizadas com AVAs, rompendo a barreira geográfica entre alunos e professores. Em 2003, Mckimm et al. destacaram que os AVAs consistem em um conjunto de ferramentas eletrônicas voltadas ao processo ensino-aprendizagem. Os principais componentes incluem sistemas que podem organizar conteúdos, acompanhar atividades e fornecer ao estudante suporte on-line e comunicação eletrônica. Segundo Milligan (1999), para a gestão do aprendizado e a disponibilização de materiais ocorrerem de maneira organizada e eficaz, um ambiente virtual de aprendizagem deve apresentar as seguintes ferramentas: 15 Controle de acesso: geralmente realizado por senha. Administração: refere-se ao acompanhamento dos passos do estudante dentro do ambiente, registrando seu progresso por meio das atividades e das páginas consultadas. Controle de tempo: feito por algum meio explícito de disponibilizar materiais e atividades em determinados momentos do curso, por exemplo, o recurso calendário. Avaliação: usualmente formativa (como por exemplo, a auto avaliação) Comunicação: promovida de forma síncrona e assíncrona. Espaço privativo: disponibilizado para os participantes trocarem e armazenarem arquivos. Gerenciamento de uma base de recursos: como forma de administrar recursos menos formais que os materiais didáticos, tais como FAQ (Frequently Asked Questions) e sistema de busca. Diante dos tópicos apresentados por Milligan (1999), pode-se propor que os ambientes virtuais de aprendizagem utilizam quatro eixos: (I) internet para possibilitar de maneira integrada e gradual o acesso à informação, bem como o armazenamento e disponibilização de arquivos; (II) comunicação síncrona e assíncrona; (III) a coordenação de processos administrativos pedagógicos; (IV) a produção de atividades individuais ou em grupo. A figura 2 representa os quatros eixos dos AVAs: 16 Figura 2 – Principais eixos de ambientes virtuais de aprendizagem Fonte: Seminário de ambientes virtuais de aprendizagem8 Assim como no ensino aprendizagem tradicional, em sala de aula, nos AVAs também deve ser reforçado o uso de técnicas, para manter o aluno dedicado ao aprendizado, Ally (2004, p.16) sugere a atenção em quatro fases para que o aprendizado significativo realmente aconteça. São as fases: • Atenção: Captar a atenção dos alunos no início da aula e mantê-la durante toda a aula. Os Materiais virtuais de aprendizagem devem incluir uma atividade logo no início da sessão de aprendizagem virtual. • Relevância: Informar os alunos sobre a importância da lição e como tirar a lição poderia beneficiá-los na vida real, visa contextualizar e ser mais significativa de maneira a manter o interesse. • Confiança: Usar estratégias, como a concepção de sucesso e informar aos alunos das expectativas da aula. Projeção para o sucesso por 8 Disponível em: < http://disciplinas.stoa.usp.br/pluginfile.php/133410/mod_resource/content/1/Semin%C3%A1rio%20%20Ambientes%20Virtuais%20de%20Aprendizagem.pdf> 17 sequenciamento do simples ao complexo, do conhecido para o desconhecido, e usar uma abordagem baseada em competências, onde os são dadas a oportunidade do aluno utilizar diferentes estratégias para completar as lições. • Satisfação: fornece feedback sobre o desempenho e permitir aos alunos a aplicação do que aprenderam em situações da vida real. Os alunos gostam de saber como estão e gostam de se contextualizar com que estão aprendendo, aplicando a informação na vida real. (ALLY, 2004, p.16, tradução livre). Para que os AVAs possam auxiliar no processo do aprendizado significativo, é necessário que estes ambientes possuam vários recursos, como vídeo, áudio, gráficos, textos. Esses artifícios apresentam inúmeras vantagens: promover o desenvolvimento de habilidade e formação de conceitos, possibilitar inúmeras modalidades de aprendizagem, aumentar a interatividade, facultar a individualidade. Podendo assim, o aluno administrar o seu tempo, permitir aos alunos maior compreensão dos conteúdos, por conta da aplicação de vários recursos audiovisuais. Os inúmeros instrumentos e recursos desenvolvidos, e em desenvolvimento, para a educação baseada na internet, incentiva a utilização dos ambientes virtuais como apoio ao ensino presencial e como modalidade única de ensino-aprendizagem. Diante das diversas opções no mercado, torna-se cada vez mais difícil escolher, entre as ofertas, as que melhor ajustam-se às necessidades e aos objetivos dos programas educacionais. Certamente não existe uma escolha perfeita, mas sim ambientes que atendem melhor determinados propósitos. Estas ferramentas, se utilizadas corretamente, permitem que os participantes os utilizem para a interação, a colaboração e o suporte do processo ensino-aprendizagem. Porém, a seleção de ferramentas e serviços oferecidos pela internet deve ser realizada minuciosamente e ir de encontro com as necessidades do público-alvo e da proposta pedagógica do curso. O gerenciamento dos ambientes virtuais, a gestão de usuários, o cenário de comunicação e distribuição e a produção de conteúdos didáticos, interativos e virtuais, fizeram com que, em anos recentes surgissem sistemas gratuitos e comerciais, simples e complexos, porém a maioria deles com características e possibilidades de atender as demandas educacionais e corporativas. Os AVAs surgiram e sofreram adaptações e correções 18 para atender à necessidade dos professores, alunos e instituições de ensino. O que se tem notado ao longo dos últimos anos é uma tendência de migração da maioria das instituições de ensino superior que oferecem cursos semipresenciais e ambientes virtuais, de desenvolver seus próprios ambientes, tendo em vista as necessidades de integração com os demais sistemas de controle acadêmicos e financeiros da instituição, contudo o AVA Moodle ainda é o mais utilizado do mercado, conforme pesquisa realizada pelo site Capterra em 2012, apresentada na figura 3. Figura 3 – Os 10 ambientes virtuais de aprendizagem mais populares do mercado Fonte: Site Capterra - Top LMS Software9 2.1 Ambientes Web para EaD Na atualidade, existem inúmeras ferramentas de ensino aprendizagem baseados na WEB, muitas originadas do meio acadêmico, porém algumas desenvolvidas pela iniciativa 9 Disponível em: <http://www.capterra.com/learning-management-system-software/#infographic> 19 comercial. Cada solução apresenta de forma explícita ou implícita a metodologia do processo de ensino aprendizagem e cada uma serve para determinada finalidade. Cada ferramenta expõe mecanismos que a definem como AVA, por meio de recursos que proporcionam interatividade, coordenação e cooperação. Os ambientes agrupam interfaces visuais que possibilitam a produção de conteúdo, gerenciamento de banco de dados e controle de acesso do ambiente. Esses recursos simultâneos de acesso e controle estão permitindo a interatividade de pessoas em um ambiente educacional, independentemente do tempo e espaço. Contudo muitos AVAs são utilizados apenas como um repositório de arquivos, para troca de documentos entre alunos, professores e a administração do curso, conforme Santos (2003) caracterizou: Entretanto alguns AVA ainda assumem estéticas que tentam simular as clássicas práticas presenciais, utilizando signos e símbolos comumente utilizados em experiências tradicionais de aprendizagem. É impressionante, por exemplo, o uso de metáforas da escola clássica como interface. “Sala de aula” para conversas formais sobre conteúdo do curso, “cantinas ou cafés” para conversas livres e informais, “biblioteca” para acessar textos ou outros materiais, “mural” para envio de notícias por parte, quase sempre, do professor ou tutor, “secretaria”, para assuntos técno-administrativos. O “ranço” do currículo tradicional ainda impera inclusive no ciberespaço. Precisamos desafiar os educadores, comunicadores e designers a criarem e gerirem novas formas e conteúdos para que tenhamos no ciberespaço mais de que depósitos de conteúdo, mas de fato AVA (SANTOS, 2003). Em diferentes ambientes a colaboração é utilizada como estratégia para motivar o aluno a realizar o que já foi definido, preparado e apresentado pelo tutor, sendo esse o aspecto principal para o fluxo da aprendizagem cooperativa, que é resultado de um processo de interação que proporciona ao aluno autoria, autonomia e dinamismo no seu processo de aprendizagem. Segue abaixo alguns exemplos de AVAs: 2.1.1 Blackboard O Blackboard é um software pago, de código fechado, desenvolvido pela Blackboard Inc, organização especializada em serviços de educação online. O Blackboard é um AVA com recursos de comunicação e tutoria. Foi fundado em 1997, com desenvolvimento colaborativo da Universidade Cornell. O propósito inicial da ferramenta era apresentar um ambiente que possibilitasse a criação de um curso virtual. 20 A ferramenta possui uma interface para desenho de curso que combina mecanismos educacionais e administrativos, é apresentado como um recurso de fácil utilização, de alta flexibilidade, praticidade e baixo custo. A figura 4 apresenta a página inicial do acesso de alunos, e dentre outras funcionalidades, exibi as atividades que estão pendentes para aquele aluno, calendário, e cursos inscritos, Ferreira (2004) especificou o Blackboard como: Como não requer conhecimento especializado de HTML ou de qualquer outra habilidade mais avançada na área de computação gráfica, nem programas de autoria complementares, este AVA, viabiliza aos professores a criação de cursos na Internet, seguindo o manual, sem que seja necessário conhecimento prévio e específico em computação. Os professores/instrutores e/ou designers podem adicionar componentes on-line a suas aulas, abrigar um curso completo na web e publicar materiais suplementares para seus cursos presenciais (FERREIRA, 2004). Figura 4 – Homepage do ambiente Blackboard da Universidade do Colorado Fonte: Learning Management System for Online Classes10 10 Disponível em: <http://www.ccu.edu/uploadedImages/Pages/CAGS/Online_Education/Course-Landing-Page.jpg?n=4380> 21 2.1.2 TelEduc O TelEduc é um ambiente para desenvolvimento, interação e administração de cursos online. Ele é um software livre sob os termos da General Public License (GPL), o ambiente foi concebido pelo Núcleo de Informática Aplicada à Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O seu lançamento se deu no ano de 2001, o sistema apresenta uma interface simples e intuitiva. O ambiente alcançou de imediato um grande aceite por parte de diversas IES do Brasil. Tem como elemento central a ferramenta que disponibiliza atividades. Isto possibilita a ação na qual o aprendizado de conceitos em qualquer domínio do conhecimento é feito a partir da resolução de problemas, com o subsídio de diferentes materiais didáticos como textos, softwares, referências na internet, dentre outros, que podem ser colocados à disposição do aluno, usando-se ferramentas como Material de Apoio, Leituras, Perguntas Frequentes, etc (UNICAMP, 2011). A figura 5 expõe a tela inicial do tutor no TelEduc e dentro outras, as principais ferramentas que se destacam no ambiente são as seguintes abaixo, (UNICAMP, 2011): • Dinâmica do Curso: contém informações sobre a metodologia e a organização do curso. • Agenda: permite ao professor postar o que pretende ministrar em futuras aulas. • Parada Obrigatória: espaço onde o professor pode colocar atividades ou anúncios de maior prioridade. • Fórum de Discussão: ambiente onde os alunos podem discutir sobre determinado tópico criado pelo professor, através de respostas e comentando as respostas do colega. • Bate-Papo: ambiente onde os alunos podem interagir em tempo real, onde cada comentário feito é visto por todos que estiverem na sala. • Perfil: espaço onde o aluno pode falar um pouco de si mesmo, tal como áreas de interesse e histórico de atividades já realizadas. • Diário de Bordo: ambiente que o aluno pode colocar pequenas anotações do que foi observado recentemente em materiais de estudo ou relatar atividades e experiências realizadas. 22 • Material de Apoio: apresenta informações úteis relacionadas à temática do curso, subsidiando o desenvolvimento das atividades propostas. • Leituras: apresenta artigos relacionados à temática do curso e algumas sugestões de revistas, jornais, endereços na Web, etc. Perguntas Frequentes: contém a relação das perguntas realizadas com maior frequência durante o curso e suas respectivas respostas. • • Correio: sistema de correio eletrônico que é interno ao ambiente. • Grupos: permite a criação de grupos de pessoas para facilitar a distribuição de tarefas. Figura 5 - Homepage do ambiente TelEduc da UNICAMP Fonte: TelEduc11 Atualmente, dentre outras, alguns exemplos de IES que utilizam o TelEduc como AVA: • • • • 11 Faculdade Sete de Setembro. Universidade Católica de Pernambuco. Universidade Estadual de Campinas. Universidade Federal de Itajubá. Disponível em: < http://proex.ufabc.edu.br/uab/images/FTEaD/aula5/image003.jpg> 23 2.1.3 Solar O Solar é um AVA lançado em 2001 por concepção do instituto de informática da Universidade Federal do Ceará (UFC). O ambiente é voltado para pesquisa e desenvolvimento de metodologias para serem aplicadas na EaD. Um dos objetivos do sistema foi estruturar de forma prática a publicação e a divulgação de cursos a distância. Funcionalidades e características do Solar, UFC (2014): • Gerência de usuários e controle de acesso: módulo responsável pelo cadastro de usuário, controle de senhas, criptografia de informações, controle de acesso do usuário, controle de permissões por perfil, dentre outras funcionalidades; • Integrador do AVA com sistema acadêmico: módulo responsável pela integração entre o sistema de controle acadêmico utilizado pela Universidade Federal do Ceará e o AVA Solar. • Espaço pessoal do interagente: módulo de controle do espaço individual de cada usuário, que deverá conter suas atividades, agenda, comunicação com amigos e acesso a disciplinas/cursos que está realizando. • Avaliação e acompanhamento: módulo responsável pelo acompanhamento das atividades e interações dos participantes de uma disciplina ou curso, bem como do processo de Avaliação dos cursistas, tutores e professores que atuam no sistema. • Ferramentas de comunicação: criação das ferramentas de fórum, Chat (conforme figura 6 apresenta), Mensagens Instantâneas, Avisos, E-mail. • Ferramentas de conteúdo: ferramentas que possibilitem Publicação de Aulas (desenvolvidos externos ao ambiente), Cadastro de Objetos de Aprendizagem e Materiais Didáticos, Busca de Conteúdos, Importação/Exportação de Material didático e Aulas. • Ferramentas administrativas: módulo responsável pela geração de Relatórios do Sistema e dos interagentes, Criação de Perfis etc. • Ferramentas de curso: módulo responsável pela Criação e Estruturação de Cursos; Alocação de Alunos, Criação de Turmas, etc. O ambiente Solar possui quatro perfis diferentes de acesso para proporcionar uma melhor interface ao usuário. O aluno tem acesso a opções de interação, arquivos publicados, fóruns, bate-papo, etc. O professor além de possuir as mesmas permissões que o aluno, 24 também tem a opção de fazer postagem de arquivos e conteúdo além de poder avaliar os alunos. Figura 6 – Chat de discussão entre alunos utilizando o AVA Solar. Fonte: Chat Solar semiótica12 2.1.4 E-proinfo O E-proinfo é um sistema colaborativo de EaD, estruturado em tecnológica WEB, e permite a administração e desenvolvimento de cursos a distância, complementação online para cursos presenciais, projetos colaborativos e diferentes formas de ensino aprendizagem a distância, de forma gratuita para instituições públicas. O ambiente foi desenvolvido pela Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação em parceria com renomadas instituições de ensino, MEC (2013). No ambiente os administradores e os professores credenciados pelas IES públicas conveniadas, coordenam os cursos a distância, adequando as funcionalidades do sistema com a realidade do curso que é ofertado, a fim de produzir um ciberespaço que proporcione maior interatividade entre professores e alunos. 12 Disponível em: <http://cleiltonps-semiotica.blogspot.com.br/> 25 Os usuários do ambiente possuem fórum de discussão, onde os participantes de cada turma podem trocar informações e conteúdo; diário de bordo que permite ao aluno poder realizar anotações diárias a respeito do conteúdo estudado; enquetes com prazos determinados, entre outras ferramentas, a figura 7 que está presente no manual do ambiente, apresenta a página inicial do aluno no sistema. Conforme Pithon & Brochado (2006, p.02) descrevem: “A estrutura do E-proinfo está dívida em curso, módulo e turma, onde o curso disponibiliza as ferramentas que dão acesso a todos os participantes do curso de forma geral. O módulo é formado por um conjunto de disciplinas ou tópicos que compõem o curso.” Figura 7 – Homepage do ambiente E-proinfo Fonte: Manual de utilização E-proinfo13 13 Disponível em: < e-proinfo.mec.gov.br/eproinfo/ajuda/manual/acessar_manual_ajuda.htm> 26 3. Sistema de gestão da aprendizagem: Moodle O Moodle é um sistema de gestão da aprendizagem, oficialmente o Moodle é o AVA que é utilizado pela UEG, é um ambiente gratuito e utilizado na maioria das universidades públicas. Por ser um software livre, aberto e gratuito, sob a licença GPL, o Moodle pode ser utilizado, modificado e distribuído. O Moodle é um projeto antigo, porém o seu desenvolvimento é contínuo, a atualização das suas ferramentas é feita constantemente por uma comunidade de centenas de programadores no mundo todo. Por propor uma aprendizagem colaborativa on-line, ele é considerado um ambiente baseado numa proposta sócio construtivista. Segundo o seu criador Martin Dougiamas, que lidera o projeto até hoje, “não se trata a aprendizagem como atividade social, mas focaliza a atenção da aprendizagem que acontece enquanto construímos ativamente artefatos (como textos, por exemplo), para que outros vejam ou utilizem” (MUZINATTI, 2005). Moodle, acrônimo de Modular Object Oriented Distance Learning (ambiente modular de aprendizagem dinâmica orientada a objetos) é um sistema de ensino à distância orientado a objetos. O termo “orientado a objetos” está relacionado ao paradigma de programação que foi utilizado na construção do software. Trata-se de um paradigma de análise, projeto e programação de sistemas de software baseado na composição e interação entre diversas unidades de software chamadas de objetos. Segundo, Teodoro e Rocha (2007), na prática, o Moodle é um sistema construído para criar ambientes virtuais voltados à aprendizagem. Ou ainda, um “sistema para gerenciamento de cursos destinado a auxiliar educadores na implantação de cursos em um ambiente virtual. Podemos dizer também que o Moodle é um Sistema de Gerenciamento de Aprendizagem (SGA) em trabalho colaborativo”. O sistema foi fundado em 2001, a proposta do ambiente, de acordo com Martin Dougiamas, desenvolvedor do projeto e líder até hoje, é bastante diferenciada. Trata-se de aprender em colaboração no ambiente on-line, baseando-se na pedagogia sócio construtivista. A doutrina educacional sobre a qual se baseia o Moodle é a do construtivismo Moodle (2011), que afirma que o conhecimento é construído na mente do estudante, ao invés de ser transmitido sem mudanças a partir de livros, aulas expositivas ou outros recursos tradicionais de instrução. Deste ponto de vista os cursos desenvolvidos no Moodle são criados 27 em um ambiente centrado no estudante e não no professor. O aluno é ajudado pelo professor a construir este conhecimento com base nas suas habilidades e conhecimentos próprios, ao invés de simplesmente publicar e transmitir este conhecimento. Por este motivo, o Moodle dá uma grande ênfase nas ferramentas de interação entre os protagonistas e participantes de um curso. A filosofia pedagógica do Moodle também fortalece a noção de que o aprendizado ocorre particularmente bem em ambientes colaborativos. Neste sentido, o Moodle inclui ferramentas que apoiam o compartilhamento de papéis dos participantes (nos quais eles podem ser tantos formadores quanto aprendizes e a geração colaborativa de conhecimento). Teodoro e Rocha (2007) nos apresenta um conceito detalhado acerca da doutrina construtivista: “O Construtivismo afirma que a aprendizagem é especialmente efetiva quando se realiza tendo em vista a partilha com outros. Essa experiência pode ser, por exemplo, uma frase pronunciada; uma mensagem na internet ou elementos mais complexos como uma pintura, uma casa ou uma aplicação informática. O conceito de construtivismo social amplia as ideias expostas e as direciona a um grupo social que constrói a sua aprendizagem conjuntamente, criando em colaboração uma cultura de partilha de conteúdos e significados. Quando nos submergimos em uma cultura como essa, vamos aprender continuamente como ser uma parte desta cultura em muitos níveis.” (TEODORO e ROCHA 2007). 3.1 Ferramentas do ambiente Moodle As ferramentas do ambiente Moodle são divididas em dois aspectos distintos, elas são classificadas com atividades ou recursos. No modo de edição do curso Moodle o ambiente separa a inserção de conteúdo por atividade ou recurso. 3.1.1 Conteúdo Instrucional: Recursos Os recursos do ambiente Moodle são aplicados para apresentar o conteúdo para os alunos. Para acrescentar recursos Moodle, primeiramente deve-se estar logado como professor ou tutor do respectivo curso, para adicionar um novo recurso, é necessário habilitar no canto superior direito no botão “Ativar edição”, conforme figura 8: 28 Figura 8 – Botão de ativação do modo de edição para incluir recursos ou atividades Fonte: Ambiente Moodle UEG, elaborado pelo autor. A oferta dos materiais disponibilizados no ambiente Moodle possibilita a utilização de várias ferramentas diferentes, permitindo ao aluno uma maior dinâmica de estudo. Esses recursos podem variar de acordo com a versão do ambiente, módulos ou plugins instalados. A decisão de qual recurso utilizar devem ser analisados durante o planejamento do curso, não existindo um limite na quantidade permitida de recursos. Segue abaixo recursos Moodle disponíveis, conforme Moodle (2010): • Criar uma página de texto simples: utilizado quando for necessária a inserção de um texto pequeno e sem formatação. • Criar uma página web: utilizado para textos maiores que precisam de formatação (mudança de cores, inserção de figuras, vídeos, sons, etc.). Segundo Silva, 2010, “as possibilidades de criação são incontáveis, dependendo apenas do poder criativo do autor do curso”. • Link a um arquivo ou site: Este recurso tem dupla função, permite tanto a disponibilização de arquivos (*.doc,*.pdf,*.zip), quanto a disponibilização de link (endereço) para um site, que será aberto em outra aba ou janela do navegador. • Visualizar um diretório: permite que o aluno visualize os arquivos armazenados em uma pasta do ambiente. 29 3.1.2 Conteúdo Instrucional: Atividades As atividades do ambiente Moodle são ferramentas de interação, comunicação e avaliação que são disponibilizadas para os alunos. A inclusão de uma atividade é feita da mesma forma do recurso, habilitando o modo de edição no ambiente. As atividades são um dos pontos fortes do Moodle enquanto AVA. Segue abaixo atividades Moodle disponíveis, conforme Moodle (2010): • Atribuições / Laboratório de Avaliação: As atribuições permitem ao professor classificar e comentar na página materiais submetidos pelos alunos, ou atividades offline como por exemplo apresentações. As notas são do conhecimento do próprio aluno e o professor pode exportar em planilha os resultados. • Chats: O Chat permite uma comunicação síncrona, em tempo real, entre professores e alunos. Pode ser útil como espaço de esclarecimento de dúvidas, mas pode ter outros usos. A sessão de chat pode ser agendada, com repetição. • Enquete: A enquete pode ser usada de diversas formas, como recolhimento de opinião, inscrição numa determinada atividade, entre outras, sendo dado aos alunos a escolher de uma lista de opções (até um máximo de 10) definida pelo professor. É possível definir um número de vagas por opção. • Base de dados: É uma galeria para imagens e/ou arquivos em que os alunos podem enviar seus materiais que ficarão disponíveis para todos. É possível fazer comentários nos arquivos enviados, dar notas, o professor pode configurar para aguardar sua moderação. • Ferramenta externa / SCORM: Sharable Content Object Reference Model (SCORM) é uma coleção de regras e especificações que o Ministério da Defesa Norte-Americano e diversas empresas privadas definiram e adaptaram de várias fontes, de forma a uniformizar e fornecer um conjunto de possibilidades nos conteúdos de e-learning, nomeadamente interoperabilidade, acessibilidade ou reutilização. Com o SCORM é possível importar para o Moodle conteúdos de e-learning já produzidos, ou partilhá-los com colegas. • Pesquisas de avaliação / Feedback: As pesquisas de avaliação consistem num conjunto de instrumentos de consulta de opinião aos alunos inscritos numa página, fornecendo uma forma de avaliação da aprendizagem bastante rápida. • Fóruns: Os fóruns são uma ferramenta de discussão por natureza, mas podem ter outro tipo de uso, como por exemplo, um blog, um wiki ou mesmo um espaço de reflexão sobre um determinado conteúdo. Os fóruns do Moodle podem ser estruturados de diversas formas (discussão geral, uma única discussão, sem respostas, etc.) e podem permitir classificação de cada mensagem. As mensagens podem também incluir anexos. • Glossário: O glossário permite aos participantes da disciplina criar dicionários de termos relacionados com a disciplina, bases de dados documentais ou de arquivos, galerias de imagens ou mesmo links que podem ser facilmente pesquisados. 30 • Lição / Trabalho: Permite a junção de texto e questões para avaliação, que podem ter questões intercaladas com classificação e em que o prosseguimento do aluno depende das suas respostas. • Questionários: Os questionários permitem construir inquéritos quer a participantes de uma página, quer a participantes que não estão inscritos no sistema. É possível manter o anonimato dos inquiridos, e os resultados, apresentados de uma forma gráfica, podem ser exportados para planilhas eletrônicas. • Wiki: O Wiki, para quem não conhece a Wikipédia, torna possível a construção de um texto (com elementos multimídia) com vários participantes, onde cada um dá a sua contribuição e/ou revê o texto. É sempre possível acessar às várias versões do documento e verificar diferenças entre versões. Afora o conjunto standard de atividades do Moodle, a comunidade aberta regularmente está desenvolvendo novas atividades e funções para o ambiente. As atividades adicionais podem ser acessadas no CVS da Sourceforge14. A página inicial de uma disciplina em um ambiente Moodle é totalmente personalizável, em termos de aparência visual e organização e disposição dos blocos de informação, que são chamados de “boxes”. Isso confere grande flexibilidade aos formadores para organizar o material na página e torná-los mais atrativos e funcionais, conforme figura 9: Figura 9 – “Boxes” de disponibilização de conteúdo Fonte: Ambiente Moodle de Química aplicada a biologia, elaborado pelo professor Marcos Perpétuo de Carvalho15 14 Disponível em: <http://sourceforge.net/projects/moodle/> 31 3.2 Ferramentas de interação Além dos repositórios de arquivos para a interação de professores e alunos, o ambiente Moodle disponibiliza fórum de discussão, para os usuários debaterem sobre a disciplina e também sobre o ambiente. A ferramenta de chat é uma atividade da plataforma Moodle e é utilizada em ambientes mais atualizados e estáveis. São ferramentas (atividades) de interação: • Chat (bate-papo) • Fórum de discussão • Repositório de arquivos 3.3 Ferramentas de avaliação A plataforma Moodle apresenta diversas ferramentas que dinamizam a implantação de diversas metodologias de avaliação dos alunos. São elas: • Avaliação por acessos: o Moodle oferta uma ferramenta denominada log de atividades, que permite colocar em gráfico os acessos dos participantes ao site, quais recursos foram utilizados, que módulos ou materiais ou atividades foram acessadas, em que dia, em que hora, a partir de que computador, e por quanto tempo. • Avaliação por participação: todas as intervenções dos alunos no ambiente (envio de perguntas e de respostas, atividades colaborativas, entradas no diário, etc., também são separadas sob o perfil do aluno, permitindo sua rápida avaliação. • Existem ferramentas específicas que permitem ao professor passar ensaios, exercícios e tarefas, com datas e horários limites para entrega. • Avaliação somativa e formativa: o Moodle permite a criação de enquetes, questionários de múltipla escolha, dissertativos, etc., com variedade de formatos. As 15 Disponível em: <http://www.moodle.ueg.br/course/view.php?id=59> 32 avaliações podem ser submetidas aos alunos em datas específicas, podem ter tempo máximo para resposta, podem ter suas questões e alternativas misturadas. Os métodos de avaliação usados em cada disciplina e curso são definidos pelos professores que mantêm os ambientes, ou por professores tutores responsáveis pelos critérios de avaliações a distância, e podem ser constituídos por uma combinação de todos acima citados. A coleta das notas e graus concedidos automaticamente (por exemplo, para questionários de avaliação do aprendizado de múltipla escolha) e aqueles concedidos pelo professor aos trabalhos e exercícios submetidos, contagens de acesso e de participações, etc., podem ser acessadas em uma única base de dados e aplicada conjuntamente para avaliar o aluno. 33 CAPITULO 2 - METODOLOGIA DA PESQUISA Este capítulo descreve os processos metodológicos utilizados na pesquisa, fundamentados em seus objetivos. Os métodos utilizados na pesquisa foram aplicados para descrever os conceitos e principais ambientes virtuais de aprendizagem, com o emprego particular, no ambiente Moodle, especificamente, na investigação de sua utilização pelos professores da UEG. 1.1 Problema da pesquisa Os professores da UEG que possuem ambientes virtuais Moodle, fazem utilização de seus ambientes e ferramentas? 1.2 Questões a serem respondidas com a pesquisa • Quantos professores utilizam o ambiente virtual de aprendizagem Moodle na UEG? • Quais ferramentas o ambiente virtual de aprendizagem Moodle disponibiliza para seus usuários? • Quais ferramentas do Moodle os professores da UEG utilizam? • Os professores utilizam ou não todas as ferramentas disponíveis no ambiente Moodle, por quê? • Quantas UnU da UEG utilizam o Moodle? • Todos ambientes Moodle online estão sendo utilizados? 1.3 Hipótese da pesquisa A utilização do ambiente virtual de aprendizagem Moodle, por parte dos professores da UEG faz uso de poucas ferramentas ofertadas pelo ambiente. 1.4 Objetivo geral O objetivo desta pesquisa é desenvolver um estudo sobre os ambientes virtuais de aprendizagem, com enfoque no ambiente utilizado na UEG, o sistema de gestão de 34 aprendizagem Moodle. Afim de investigar o perfil de utilização da plataforma pelos professores da UEG. 1.5 Objetivo específico da pesquisa • Contextualizar os ambientes virtuais de aprendizagem. • Montar um ambiente virtual de aprendizagem Moodle de teste para configurar suas ferramentas (atividades e recursos). • Levantar a quantidade de professores da UEG que utilizam o Moodle. • Identificar quais ferramentas (atividades e recursos) são utilizados pelos professores da UEG, e por que outros não são utilizados. 1.6 Tipos da pesquisa Para a categorização da pesquisa, toma-se como base a taxionomia, apresentada por Vergara (2000), que a qualifica em relação a duas dimensões: quantos aos fins e quanto aos meios. 1.6.1 Quanto aos fins Quanto aos fins esta pesquisa utilizou o método exploratório. Exploratório, pois, existe pouco conhecimento acumulado a respeito do AVA que é utilizado na UEG. Por consequência desse fato, se faz necessário a exploração de conceitos e levantamento bibliográfico. 1.6.2 Quanto aos meios Quanto aos meios esta pesquisa utilizou os métodos de pesquisa de campo e bibliográfica. A Pesquisa de campo foi utilizada como um dispositivo para investigação, em um local que predispõe elementos, informações suficientes para que o estudo devolva resultados. Uma investigação foi desempenhada nos ambientes Moodle dos professores da UEG, por intermédio desse estudo os dados foram coletados e analisados. Bibliográfica porque foram utilizados materiais publicados, por exemplo, livros, revistas, sites, para obter 35 informações acerca dos ambientes virtuais de aprendizagem, sobre seus conceitos, utilizações e técnicas mais utilizadas. 1.7 Universo e amostra A pesquisa de campo foi realizada mediante a investigação dos ambientes virtuais de aprendizagem Moodle dos professores da UEG, que foi colocada em prática, possuindo como universo: • Todos os professores da UEG Quanto a amostra, utilizou-se o critério de acessibilidade, Vergara (2000), sendo como amostra, todos os ambientes Moodle, utilizados pelos professores da UEG. O critério de acessibilidade constitui o menos rigoroso de todos os tipos de amostragem. Por isso mesmo é destituído de qualquer rigor estatístico. O pesquisador seleciona os elementos a quem tem acesso, admitindo que estes possam, de alguma forma, representar o universo. (GIL, 1999, p.104). A seleção da amostra foi realizada após a investigação de todos ambientes Moodle da UEG, por meio desta investigação, foi possível relacionar os professores que utilizam a plataforma e quais ambientes virtuais eles matem. Amostra: • Todos os professores da UEG que utilizam o ambiente virtual Moodle. • Os ambientes Moodle de todos professores da UEG. 1.8 Seleção dos sujeitos Os sujeitos de uma pesquisa são aqueles que fornecerão os dados que o autor necessita para fazer a pesquisa (Vergara 2000), portanto, o sujeito objeto da pesquisa de campo foi selecionado, sendo: 36 • Professores da UEG que utilizam Moodle. • Todos os ambientes virtuais Moodle utilizados pelos professores da UEG. 1.9 Instrumentos e procedimentos de coleta de dados Os dados para elaboração dessa monografia foram coletados por meio de pesquisas bibliográficas em materiais publicados, livros, sites da internet e artigos para acrescentar um embasamento teórico científico para o desenvolvimento da pesquisa. Por meio deste estudo, foi possível obter informações sobre a situação atual dos ambientes virtuais de aprendizagem, levantar os conceitos conhecidos, explorar os ambientes e ferramentas disponíveis dos ambientes virtuais de aprendizagem. A pesquisa de campo foi realizada por intermédio do acesso aos ambientes virtuais Moodle, utilizados por todos professores da UEG e também por meio de um questionário eletrônico que foi aplicado aos professores, conforme (Apêndice C). Foram desenvolvidas planilhas eletrônicas para organizar os dados, a segregação dos ambientes Moodle foi realizada por UnU da UEG, onde os professores foram relacionados aos seus ambientes virtuais. Uma planilha eletrônica também foi desenvolvida para listar as ferramentas (atividades e recursos) que estão sendo utilizado por ambiente virtual. 2.0 Tratamentos dos dados Os dados advindos da pesquisa bibliográfica serviram como suporte para o desenvolvimento desta monografia, e também como base para a implementação da parte prática da pesquisa. Os dados coletados nos ambientes Moodle da UEG foram utilizados para selecionar os professores que utilizam o Moodle, o número de ambientes por UnU, as ferramentas (atividades e recursos) que são utilizadas. Por meio do questionário eletrônico que foi aplicado aos professores que utilizam o ambiente Moodle (Apêndice C), foi possível identificar os motivos da não utilizam das ferramentas Moodle. Os dados coletados por meio da investigação dos ambientes Moodle da UEG e obtidos por meio da aplicação do questionário eletrônico foram organizados e classificados em planilhas eletrônicas para a elaboração dos gráficos finais. 37 2.1 Resultados obtidos O processo de tratamento de dados aplicado na pesquisa resultou em dados que formaram uma referência para as informações que foram trabalhadas no Capitulo 3. Por meio dessas informações foi possível definir a situação atual dos ambientes virtuais Moodle da UEG. Em resumo, atualmente, a maioria das UnU da UEG não utilizam o Moodle, grande número de ambientes virtuais Moodle estão online, porém não estão sendo utilizados, existem ferramentas da plataforma que nunca foram utilizadas em nenhum ambiente, e existem professores que, apesar de possuir um ambiente Moodle, não sabe utilizar nenhuma funcionalidade da plataforma. 38 CAPITULO 3 – APLICAÇÃO DO ESTUDO DE CASO E RESULTADOS Esta pesquisa foi elaborada com o objetivo de compreender os AVAs, com ênfase no ambiente Moodle da UEG. A pesquisa buscou responder alguns questionamentos ligados diretamente ao uso do ambiente na UEG. Em um primeiro momento da pesquisa foi necessário construir um levantamento bibliográfico sob perspectiva da aprendizagem a distância, com enfoque em três pontos: EaD, AVAs e Moodle. Feito o levantamento bibliográfico, foi preciso realizar uma pesquisa de campo, afim obter informações capazes de expor a realidade atual do ambiente Moodle na UEG. Os dados necessários para o desenvolvimento do estudo de caso foram coletados por meio do acesso a todos os ambientes Moodle dos professores da UEG. Posteriormente à construção do referencial teórico e a pesquisa de campo, foi aplicado um questionário eletrônico (Apêndice C) a todos os professores da UEG que utilizam o ambiente Moodle. Este capítulo expõe a análise dos dados obtidos por meio da pesquisa bibliográfica e de campo. Os dados resultantes da pesquisa de campo e do questionário eletrônico foram quantificados e as informações obtidas foram aplicadas para alcançar os objetivos da pesquisa. 3.1 Análise dos dados obtidos por meio da investigação dos ambientes Moodle da UEG Conforme a metodologia definida para pesquisa, os tratamentos dos dados coletados foram baseados em procedimentos quantitativos e qualitativos. Por meio do acesso aos ambientes Moodle da UEG, foi possível relacionar as unidades universitárias que utilizam ou não o ambiente Moodle, quantificar os ambientes Moodle que estão online no ano de 2014 na UEG, separados por unidade universitária, quantificar a utilização das ferramentas Moodle (atividade e recurso) por ambiente, determinar a real utilização dos ambientes, demostrando relação entre ambientes online porém sem uso. Ao acessar aos ambientes, foi possível enxergar 148 ambientes virtuais ativos na plataforma Moodle da UEG no ano de 2014. Dessa maneira os dados resultantes da pesquisa de campo foram baseados em uma amostra de 148 ambientes Moodle da UEG. 39 Gráfico 1 – Número de ambientes por Unidade Universitária Fonte: Acesso aos ambientes Moodle da UEG, elaborado pelo autor. Sobre a utilização do ambiente Moodle nas unidades universitárias da UEG, apresentada no gráfico 1, temos empatadas em primeiro lugar a UnU-Iporá e a UnUPalmeiras com 28 ambientes virtuais cada, estas duas unidades somadas, representam 37% do uso da plataforma na UEG. Ainda que a UnUCET possua a maior quantidade de cursos de graduação dentro todas as unidades universitárias da UEG, dez, ao todo, entretanto a unidade possui apenas 25 ambientes ativos, ficando em terceiro lugar em utilização, representando 16% do uso da ferramenta de aprendizagem a distância. 40 Gráfico 2 – Utilização do ambiente Moodle por Unidade Universitária Fonte: Acesso aos ambientes Moodle da UEG, elaborado pelo autor. Apesar da UEG possuir 148 ambientes Moodle ativos no ano de 2014, somente 14 unidades universitárias utilizam a plataforma, o que representa 34% do total de unidades. Por outro lado, 27 unidades não possuem nenhum curso online na plataforma, representando assim 66% das unidades, a grande maioria, conforme apresentado no gráfico 2. O quadro 5 que apresenta as unidades universitárias da UEG que não utilizam o ambiente Moodle: Unidades Universitárias da UEG que não utilizam o Moodle UnUCSEH UnU-Caldas Novas UnU-Campos Belos UnU-Crixás UnU-Edéia UnU-Goianésia UnU-Goiânia-Eseffego UnU-Goiânia-Laranjeiras UnU-Inhumas UnU-Ipameri UnU-Itaberaí UnU-Itapuranga UnU-Itumbiara UnU-Jataí UnU-Jussara UnU-Minaçu UnU-Morrinhos UnU-Niquelândia UnU-Pirenópolis UnU-Pires do Rio UnU-Posse UnU-Sanclerlândia UnU-Santa Helena de Goiás UnU-São Luiz dos Belos UnU-São Miguel do Araguaia UnU-Trindade UnU-Uruaçu Quadro 5 – Unidades Universitárias da UEG que não utilizam o Moodle Fonte: Acesso aos ambientes Moodle da UEG, elaborado pelo autor. Montes 41 As 14 unidades universitárias que fazem utilização do Moodle na UEG, ofertam, no total, 57 cursos de graduação, dentre eles, 33 cursos de graduação utilizam a ferramenta de aprendizagem a distância, assim perfazendo 57% do total, e 24 cursos de graduação não utilizam o ambiente Moodle, sendo 43% do total, conforme apresentado no gráfico 3. Gráfico 3 – Distribuição da utilização do Moodle por Curso de Graduação Fonte: Acesso aos ambientes Moodle da UEG, elaborado pelo autor. A respeito da utilização das ferramentas (atividades e recursos) por parte dos professores em seus ambientes virtuais Moodle, foi realizado uma investigação por meio do acesso aos ambientes, 148 ambientes foram utilizados como amostra, cinco ambientes foram descartados da amostra, pois esses ambientes são colaborativos e são utilizados para treinamento de professores, 01 ambiente, do mesmo modo, também foi retirado da amostra pois ele somente é utilizado para realização de testes que são efetuados devido a um curso de extensão. Uma planilha foi utilizada para organizar os dados da investigação, na planilha os ambientes foram separados por unidade universitária, após a segregação dos ambientes, foi realizado o acesso aos ambientes, e a cada ferramenta implementada no ambiente, foi atribuído o valor “1” para representar que aquela ferramenta foi utilizada. 42 Dentre as 12 atividades disponíveis na versão standard do Moodle seis não foram utilizadas em nenhum ambiente, o que representa 50% das atividades totais. No entanto do total de quatro recursos standard do Moodle, todos foram utilizados, inclusive o recurso “Página de texto simples” foi a ferramenta mais requisitada de todos os ambientes, ficando presente em 73 ambientes Moodle. Em segundo lugar em aplicação, e em primeiro lugar dentre as atividades utilizadas, o “Fórum” foi requisitado em 67 ambientes Moodle. O gráfico 4 representa as informações coletadas acerca do uso das ferramentas nos ambientes Moodle da UEG: Gráfico 4 – Utilização de ferramentas por Ambiente Moodle Fonte: Acesso aos ambientes Moodle da UEG, elaborado pelo autor. 3.2 Análise dos dados obtidos por meio da aplicação do questionário eletrônico Por intermédio da exploração aos ambientes Moodle da UEG além de investigar a utilização dos ambientes Moodle, também foi possível coletar os e-mails de contato dos professores que utilizam os ambientes, 65 e-mails únicos foram coletados, três professores não possuem endereço de e-mail cadastrado no ambiente, portanto esses três professores ficaram de fora da pesquisa de campo. Apesar de terem sido coletados 65 e-mails, durante o envio do questionário eletrônico quatro endereços apresentaram falha e não foram entregues aos destinatários, portanto esses quatro professores também ficaram fora da pesquisa de 43 campo. Assim sendo, do total de 68 professores que utilizam o ambiente Moodle na UEG, 61 professores efetivamente receberam o e-mail para participação na pesquisa de campo. Baseado no universo de 61 professores, 29 responderam à pesquisa que ficou disponível para o preenchimento entre os dias 07 e 15 de novembro de 2014, o questionário eletrônico foi constituído de seis perguntas de múltipla escolha (Apêndice C), de caráter anônimo. Desse modo os resultados obtidos por meio da pesquisa de campo acerca da utilização das ferramentas Moodle (atividades e recursos) por parte dos professores da UEG foram baseados em uma amostra de 29 respostas. Dentre os 29 professores questionados, sete professores informaram não saber utilizar nenhum recurso e nenhuma atividade do ambiente Moodle, ou seja, 24% dos professores que utilizam o sistema, não sabem utilizar nenhuma ferramenta ao menos, contra 76% que dominam pelo menos uma ferramenta, conforme o gráfico 5 apresenta. Desses sete professores que não dominam nenhuma ferramenta Moodle, quatro professores afirmaram utilizar o ambiente Moodle apenas como repositório de arquivos, três professores afirmaram não ter conhecimento para utilizar as ferramentas Moodle e/ou disponibilidade para ficar online no ambiente. Gráfico 5 – Distribuição de professores que dominam as ferramentas Moodle Fonte: Resultado do questionário eletrônico (Apêndice C), elaborado pelo autor. 44 Com relação aos recursos do Moodle, no questionário eletrônico foi perguntado aos professores quais recursos eles já utilizaram em seus ambientes, 22 professores selecionaram pelo menos um recurso, todos recursos foram selecionados pelo menos uma vez, o gráfico 6 apresenta a distribuição da utilização dos recursos, 62% dos professores, relataram já terem usado o recurso “Página de texto simples”, 45% dos professores afirmaram ter utilizado o recurso “Link a um arquivo ou site”, 45% deles também confirmaram ter utilizado o recurso Moodle “Página de texto web”, 28% dos professores responderam que já fizeram o uso do recurso “Visualizar um diretório” e conforme gráfico 5, 24% não utilizaram nenhum recurso do ambiente. Gráfico 6 – Recursos que já foram utilizados pelos professores Fonte: Resultado do questionário eletrônico (Apêndice C), elaborado pelo autor. Em seguida, uma pergunta de múltipla escolha foi realizada, os professores foram questionados a respeito dos recursos Moodle que eles sabem utilizar, 22 professores selecionaram pelo menos um recurso, todos recursos foram selecionados pelo menos uma vez, o gráfico 7 exibe o resultado das respostas dos professores, 66% dos professores, afirmaram saber utilizar o recurso “Página de texto simples”, 62% dos docentes que participaram do questionário eletrônico relataram saber utilizar o recurso “Link a um arquivo ou site”, 45% 45 dos professores responderam que sabem utilizar o recurso “Visualizar um diretório”, e conforme gráfico 5, 24% não sabem utilizar nenhum recurso do ambiente. Gráfico 7 – Recursos que os professores sabem utilizar Fonte: Resultado do questionário eletrônico (Apêndice C), elaborado pelo autor. Em relação as atividades do Moodle, duas perguntas de múltipla escolha foram realizadas com os professores por meio do questionário eletrônico, uma pergunta foi realiza com a finalidade de identificar as atividades do Moodle que os professores já utilizaram, representada pelo gráfico 8 e outra foi realizada com o propósito de apontar as atividades que os professores sabem utilizar, apresentada pelo gráfico 09. Dentre os 29 professores que responderam o questionário eletrônico, 66% afirmaram já terem utilizado a atividade “Fórum”, 59% admitiram já terem usado a atividade “Atribuições”, 48% já utilizaram a atividade “Bate-papo”, 45% dos professores, já utilizaram a atividade “Lição”, 28% a atividade “Questionário”, 24% a atividade “Banco de dados”, 24% a atividade “Enquete”, conforme gráfico 5, 24% dos professores afirmaram não saber utilizar nenhuma atividade, 17% informaram já terem utilizado a atividade “Glossário”, 14% a atividade “Ferramenta Externa”, 7% a atividade “Inspeção / pesquisa” e também apenas 7% dos professores informaram já terem utilizado a atividade “Wiki”. 46 Gráfico 8 – Atividades que já foram utilizadas pelos professores Fonte: Resultado do questionário eletrônico (Apêndice C), elaborado pelo autor. Em referência as atividades que os professores sabem utilizar, o gráfico 9 apresenta os dados coletados por meio do questionário eletrônico, 19 professores responderam que sabem utilizar a atividade “Fórum”, ou seja 66%, 18 professores afirmaram saber utilizar a atividade “Bate-papo”, isto é 62%, 15 docentes responderam que sabem utilizar a ferramenta “Atribuições, representando 52%, 14 professores marcaram que sabem utilizar a atividade “Bate-papo”, o que representa 48% dos professores, 11 professores marcaram que sabem utilizar a atividade “Enquete”, o que totaliza 38% do total de professores, 10 participantes do questionário responderam que sabem usar a atividade “Questionário”, o que representa 34%, nove professores sabem utilizar a atividade “Banco de dados”, totalizando 31% do total, oito professores sabem utilizar a atividade “Glossário”, 28% do total, 24% dos professores, ou seja, sete professores sabem utilizar a atividade “Feedback”, 24% do total de professores sabem utilizar a atividade “Ferramenta externa”, conforme gráfico 5, sete professores responderam que não sabem utilizar nenhuma atividade, totalizando 24%, seis docentes sabem utiliza a atividade “Inspeção / Pesquisa”, ou seja, 21% e cinco professores sabem utilizar a ferramenta “Wiki”, ou seja 17%. 47 Gráfico 9 – Atividades que os professores sabem utilizar Fonte: Resultado do questionário eletrônico (Apêndice C), elaborado pelo autor. Dentre as doze atividades e quatro recursos disponíveis no Moodle, os professores foram perguntados, dentre esses instrumentos, quais deles eles gostariam de utilizar em seus ambientes Moodle, todas as ferramentas foram escolhidas pelo menos uma vez, a ferramenta mais cobiçada pelos professores foi a “Banco de dados”, 55% dos professores marcaram essa ferramenta como interessante, ou seja 16 professores do total de 29 que participaram do questionário eletrônico, outras ferramentas desejadas pelos docentes, empatadas em segundo lugar de preferência foram o “Questionário” e o “Wiki”, representando, cada uma, 45% da preferência dos professores, duas ferramentas que são bastante utilizadas pelos professores, o recurso “Página de texto simples” e a atividade “Fórum” não foram selecionadas como desejadas, apenas representaram 10% e 14% de preferência, o restante dos dados coletados por meio do questionário eletrônico segue no gráfico 10. 48 Gráfico 10 – Ferramentas Moodle que os professores gostariam de utilizar Fonte: Resultado do questionário eletrônico (Apêndice C), elaborado pelo autor. 49 3.3 Aplicação das ferramentas Moodle em um ambiente de teste Conforme a metodologia de pesquisa definida para esta pesquisa, quanto aos meios, foi desempenhada uma pesquisa bibliográfica, por meio desta pesquisa, as características gerais e especificas do Moodle foram levantadas para nortear a configuração de um ambiente de teste que explore todas as suas ferrametas. Um curso no ambiente virtual Moodle foi disponibilizado pela UEG para que as implementações das ferramentas de utilização do Moodle fossem configuradas, acessadas e testadas. No curso de teste, foram utilizados os tópicos “Literatura”, “Música”, “Filmes” e “Seriados”, apenas como alegoria para a realização dos testes no ambiente Moodle. As ferramentas do Moodle são divididas em dois tipos, recursos e atividades, as funcionalidades de recurso são aplicadas para apresentar conteúdo aos estudantes, por outro lado, as atividades são ferramentas que são utilizadas para promover a comunicação e interação entre professores e alunos. A seguir será apresentada as ferramentas que foram implementadas no ambiente Moodle de testes. No Moodle, temos quatro recursos disponíveis, são eles: • Página de texto simples • Página de texto web • Link a arquivo ou site • Visualizar um diretório O primeiro recurso a ser implementado foi o recurso de “Página de texto simples”, este recurso é de simples configuração, e foi empregado na página inicial do curso, conforme apresentado no quadro vermelho da figura 10: Figura 10 – Recurso “Página de texto simples” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. 50 Seguindo a ordem de recursos Moodle, o segundo a ser configurado, foi o recurso “Página de texto web”, o recurso foi configurado em outra página em decorrência da organização do curso, este recurso é de simples configuração, porém a utilização de código HTML pode demandar mais tempo e conhecimento, a figura 11, apresenta o recurso. Figura 11 – Recurso “Página de texto web” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. O terceiro recurso disposto foi “Link a arquivo ou site”, este recurso é exibido sobre a página inicial do curso, no curso de teste, foi utilizado um link a um site, e configurado para ser aberto em uma janela pop-up, o quadro vermelho destaca o recurso, o link foi aberto em uma nova janela ao lado do link, a figura 12 exibe a sua utilização. 51 Figura 12 – Recurso “Link a arquivo ou site” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. O último recurso configurado foi o “Visualizar um diretório”, este recurso pode ser exibido em uma página separada, ou na mesma página inicial do curso, sua utilização é simples e intuitiva, a figura 13 apresenta os arquivos que foram disponibilizados nos diretórios “Livros” e “Capas de livros” do curso, como exemplo. Figura 13 – Recurso “Visualizar um diretório” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. 52 No ambiente Moodle, 11 atividades estão disponíveis para utilização, são elas: • Atribuições / Laboratório de Avaliação • Chats • Enquete • Base de dados • Ferramenta externa / SCORM • Pesquisas de avaliação / Feedback • Fóruns • Glossário • Lição / Trabalho • Questionários • Wiki A primeira atividade configurada foi a “Atribuições / Laboratório de Avaliação”, esta atividade sempre é exibida em uma nova página, o conteúdo de exibição da tela é diferente para professor e estudante, essa atividade é de configuração complexa, o professor precisa configurar 5 fases para que a atividade ocorra corretamente, a fase de configuração, fase de envio, fase de avaliação, fase de classificação e encerramento, conforme figura 14 apresenta. Figura 14 – Atividade “Atribuições / Laboratório de Avaliação” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. 53 O aluno só consegue enxergar e submeter seu arquivo de avaliação após o professor configurar todas as etapas e liberar o laboratório de avaliação para os estudantes, o professor também pode autorizar a auto avaliação, e autorizar os estudantes avaliar os trabalhos dos colegas de sala, a figura 15 apresenta a atividade depois de ser submetida no laboratório de avaliações. Figura 15 – Atividade “Atribuições / Laboratório de Avaliação” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. A atividade “Chat” é uma ferramenta de fácil configuração, as sessões de batepapo podem ser configuradas para iniciarem automaticamente em dias e horários determinados, as mensagens podem ser eliminadas ou salvas no histórico de conversas, a atividade é apresentada em uma nova janela, conforme a figura 16 exibe. Figura 16 – Atividade “Chat” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. 54 A atividade “Enquete” é uma ferramenta de fácil configuração, a atividade é apresentada em uma janela de exibição separada, o professor pode incluir itens de múltipla escolha para os alunos responderem, o professor pode autorizar a edição da resposta pelo estudante e também bloquear a exibição da resposta de outros alunos, na figura 17, a exibição da resposta está habilitada. Figura 17 – Atividade “Enquete” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. A atividade “Base de dados” é uma atividade complexa, de difícil configuração, ela é exibida em outra janela de exibição, nesta atividade, o professor necessita cadastrar os campos da base de dados, os modelos de arquivos, para que os estudantes possam submeter seus arquivos no ambiente corretamente. No ambiente de teste, para exemplificação, foi criado uma base de dados de músicas, conforme figura 18. Após configurada corretamente a atividade funciona bem, porém uma limitação é a obrigatoriedade de submeter apenas um arquivo por vez na base de dados. 55 Figura 18 – Atividade “Base de dados” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. A sexta atividade disposta foi a “Pesquisas de avaliação / Feedback”, esta atividade é stantard do Moodle, ela é utilizada pelos professores para realizar um apanhado de como o seu curso está sendo recebido pelos estudantes, existem cinco pesquisas préconfiguradas no ambiente, são elas, a pesquisa “ATTLS”, conforme figura 19, a pesquisa de “Incidentes críticos”, a pesquisa “COLLES expectativas” que deve ser implementada no início do curso, a pesquisa “COLLES expectativas e experiências efetivas” que dever ser usada ao decorrer do curso e a “COLLES experiência efetiva” que deve ser utilizada ao final do curso. 56 Figura 19 – Atividade “Pesquisas de avaliação / Feedback” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. A atividade “Fórum” é de simples implementação, sua exibição é realizada em janela separada da página inicial do curso. O professor e os estudantes podem incluir tópicos de discussão, também pode ser realizado o envio de arquivos para o fórum, como anexo, a figura 20 apresenta o layout de tópicos do fórum e a figura 21 apresenta uma discussão no fórum. Figura 20 – Atividade “Tópicos do fórum” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. Figura 21 – Atividade “Fórum” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. 57 A seguinte atividade “Glossário” foi implementada, esta atividade é de fácil configuração, o professor realiza o cadastro de conceitos e inclui a sua descrição, para cada conceito do glossário pode ser submetido um arquivo auxiliar para consulta, o ambiente Moodle realiza automaticamente a classificação dos conceitos por ordem alfabética, conforme figura 22. Figura 22 – Atividade “Glossário” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. A atividade “Lição / Trabalho” é uma atividade de simples configuração, é possível configurar o ambiente para receber trabalhos como texto simples, arquivo ou comentários, a disponibilidade de entrega é definida pelo professor e também pode ser configurado diferentes tipos de feedback para as lições, a atividade é apresentada na figura 23. 58 Figura 23 – Atividade “Lição / Trabalho” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. A atividade “Questionário” é uma ferramenta de configuração complexa, exibição em tela própria, nesta atividade o professor deve configurar as tentativas que os alunos podem executar o questionário, o layout da página do questionário, as opções de revisão visualização e feedback. A figura 24 apresenta um questionário com quatro perguntas de múltipla escolha. Figura 24 – Atividade “Questionário” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. 59 A última atividade configurada foi “Wiki”, atividade de simples implementação, com tela de exibição própria, esta atividade permite o desenvolvimento de textos colaborativos onde todos cadastrados no curso podem editar o texto, o ambiente Moodle registram um histórico e é possível incluir comentários nas edições, a figura 25 ilustra. Figura 25 – Atividade “Wiki” Fonte: Curso de testes, ambiente Moodle da UEG, elaborado pelo autor. 60 CONCLUSÃO / RECOMENDAÇÕES No estudo dos ambientes virtuais de aprendizagem e educação a distância existem diversas linhas de estudo para serem investigadas. O objetivo deste trabalho foi investigar o perfil de utilização do ambiente Moodle pelos professores da UEG, por meio dessa investigação foi possível identificar pontos consideráveis referente ao uso do ambiente e de suas ferramentas. As ferramentas do Moodle são divididas em atividades e recursos, na análise dos dados referentes a utilização do ambiente Moodle por parte dos professores da UEG, foi constado que existem ferramentas Moodle que não são utilizadas pelos professores da UEG. Todos os recursos disponíveis no Moodle foram aplicados nos ambientes virtuais da UEG, contudo nem todas atividades foram utilizadas, seis atividades do Moodle não foram configuradas em nenhum ambiente da plataforma na UEG. Também a respeito da utilização das ferramentas, ficou comprovado que os professores fazem uso de poucas ferramentas Moodle, a maioria dos ambientes possuem poucas ferramentas configuradas, os professores se prendem a utilização de ferramentas mais utilizadas e conhecidas, e não buscam aprender e utilizar as ferramentas menos populares, poucos ambientes possuem mais de cinco ferramentas configuradas e nenhum ambiente possui todas as ferramentas implementadas. Outro destaque a respeito da utilização dos professores do ambiente Moodle se observa pelo número de ambientes por professor, cada professor que acessa o ambiente, mantém aproximadamente cerca de 2,3 cursos, isto é, em mais de duas disciplinas que ele leciona, esses dados atestam que poucos professores utilizam a plataforma na UEG, porém os que utilizam, mantém mais de um ambiente. Referente ao uso dos ambientes online, foi observado que uma grande parte dos ambientes virtuais Moodle, que estão online não são utilizados pelos professores e alunos, esses ambientes existem porém nunca foram utilizados e não possuem nenhuma ferramenta configurada. Um dos pontos críticos da utilização do Moodle pelos professores da UEG é a disseminação da cultura de utilização de um ambiente virtual auxiliar para complementação do ensino aprendizagem em sala de aula, e a motivação dos professores, essa divulgação somente acontece quando o professor possui o conhecimento prático para realizar por conta própria uma mudança no seu processo de ensino. 61 Com entendimento desta realidade, uma possibilidade para trabalhos futuros seria a aplicação de treinamentos de capacitação dos professores, afim de divulgar as proporções da plataforma Moodle e multiplicar o conhecimento das ferramentas proporcionadas pelo ambiente, para que assim os professores da UEG possam usufruir e proporcionar aos seus alunos um ambiente de aprendizagem colaborativa onde o conhecimento é construído por meio da interação social. 62 REFERÊNCIAS ALLY, M. Foundations of Education Theory for online learning. 2004. 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Estou realizando uma pesquisa com os professores que utilizam o Moodle na UEG, por isso peço que você responda um questionário com 6 (seis) questões objetivas sobre a sua experiência de utilização do ambiente Moodle, a sua participação é de grande importância para o enriquecimento do meu trabalho. O questionário que você irá preencher é anônimo, e não possui nenhuma marcação que possa identifica-lo(a), em hipótese alguma saberemos a sua identidade, resguardando assim sua discrição. 71 72