UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
INSTITUTO A VEZ DO MESTRE
ANÁLISE DA RESOLUÇÃO CNE/CES N° 1, DE 8 DE JUNHO DE
2007 ARTIGO 04 UM CONVITE AO DEBATE
Por: Eliane Rodrigues Silva
Orientador: Prof. Vilson Sérgio de Carvalho
Co-orientador: Prof. Leonardo Silva da Costa
Belo Horizonte
2010
2
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
INSTITUTO A VEZ DO MESTRE
ANÁLISE DA RESOLUÇÃO CNE/CES N° 1, DE 8 DE JUNHO DE
2007 ARTIGO 04 UM CONVITE AO DEBATE
Apresentação de monografia ao Instituto A Vez do
Mestre – Universidade Candido Mendes como
requisito
parcial
para
obtenção
do
grau
especialista em Docência do Ensino Superior.
Por: Eliane Rodrigues Silva
de
3
AGRADECIMENTOS
Primeiramente a Deus por permitir que
fizesse este curso, aos meus alunos e
amigos que participaram comigo desta
jornada.
4
DEDICATÓRIA
Dedico ao meu querido Tio Paulo, por
sempre acreditar em meus sonhos e me
dar sempre “asas” para voar....
5
“O valor das coisas não está no tempo
que elas duram, mas na intensidade que
elas
acontecem.
momentos
Por
isso
inesquecíveis,
existem
coisas
inexplicáveis e pessoas incomparáveis”.
Fernando Pessoa
6
RESUMO
O objetivo deste estudo é evidenciar a importância de uma revisão
da lei que norteia os cursos de Pós Graduação (Lato Sensu), para que seja
adequada para a realidade do mercado de trabalho, uma vez que estes cursos
possuem como principal função capacitar o profissional para as inúmeras
funções e demandas do universo organizacional.
Será utilizada uma análise de questionários referente a um curso de
Pós Graduação em Gestão Organizacional em saúde realizado em BH, sendo
que foram selecionadas somente as avaliações realizadas com os Professores
com titulo de Mestre ou Doutor, e as conseqüências destas escolhas.
Por fim, estaremos apresentando através da análise destes resultados
as bases que poderá servir de debate junto aos órgãos competentes para a
mudança na Resolução CNE-CES número 01 de 01-08-2007 – Artigo quatro.
METODOLOGIA
A metodologia utilizada foi à pesquisa de campo, consultora
bibliográfica, internet, e análise do objeto de estudo.
Foram
utilizadas
pesquisas
bibliográficas,
análise
de algumas
avaliações realizadas pelos alunos do curso Lato Sensu em Gestão
Organizacional em Saúde que foi realizado no período de 2006 a 2009 em
uma faculdade de médio porte situada em BH.
Foi escolhida a metodologia acima, para que fosse possível verificar
com exatidão o que acontece na prática nos cursos de pós graduação focado
em gestão organizacional em Saúde, quando se aplica a Resolução do Mec.
É importante ressaltar que foram selecionadas somente as matérias que
foram ministradas pelos Professores com título de Mestre ou Doutor e sem
experiência no mercado sobre o tema. Sendo assim, foram consideradas as
seguintes matérias:
Matéria: Gestão Ambiental
Motivo: Foi selecionada Professora com titulação de Mestre, para ministrar a
referida matéria para a turma I, mas, quando a mesma foi ministrar a aula, não
foi aceita pelos alunos, devido não possuir vivência no tema focado para a
área de saúde e somente ter atuado com pesquisa, que resultou na
contratação de um outro Professor (com título de Especialista e vasta
experiência no assunto) para assessorá-la nas aulas.
Matéria: Metodologia Cientifica
Motivo: Foi selecionado Professor com titulação de Mestre, que ministrou a
matéria para a turma I, houve vários questionamentos dos alunos, e quando
ocorreu à turma II, foi necessário, que outro Professor (com titulação de
Especialista e bons conhecimentos na área da Saúde), elaborasse um
8
Seminário para poder sanar as diversas dúvidas dos alunos, pois o professor
anterior não conseguiu resolver.
Matéria: Gestão Contábil e Gerencial
Motivo: Foi selecionado um Professor com titulação de Doutor para a turma I,
mas, não o entendimento da matéria ficou a desejar, sendo necessária, uma
inclusão de outro professor através de um Seminário, para esclarecimento das
dúvidas na aplicação da teoria na prática.
PROPOSTA DE SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
CAPITULO I - AS LEIS EDUCACIONAIS DO ENSINO SUPERIOR
CAPITULO II - HISTÓRICO DO MERCADO DE TRABALHO
10
13
16
CAPÍTULO III - ANÁLISE DOS DADOS
24
CONCLUSÕES
37
BIBLIOGRAFIA
40
ANEXO
42
FOLHA DE AVALIAÇÃO
43
INTRODUÇÃO
São muitas as razões que se baseiam a busca dos profissionais na
continuidade da “educação continuada”, mais precisamente em cursos de Pós
Graduação “Lato Sensu”, segundo Ricardo de Almeida Prado Xavier (2006), o
profissional, para conquistar e sustentar o sucesso precisa sintonizar-se com o
mundo em que vive, e uma das bases para estar em sintonia, é através da
educação, ou seja, da atualização profissional.
Para isto é necessário, pesquisar no mercado opções de cursos
direcionados ao seu interesse, sendo considerada correta esta busca quando o
interessado avalia vários itens, entre eles, instituição, grade curricular, ementas
e equipe docente.
Também é necessário, que se saiba a diferença de se buscar uma
Pós Graduação onde o foco principal é o desenvolvimento de pesquisas, quer
seja através de Estudo de Caso ou Artigos Cientifico.
O Parecer n 977-65, que instituiu os cursos de Pós Graduação retrata que:
“b. De Pós-Graduação: abertos à matrícula de candidatos que hajam
concluído o curso de graduação e obtido respectivo diploma...”
Apresentam titulação (Lato Sensu) é sua característica fundamental “... e a
natureza acadêmica e de pesquisa e mesmo atuando em setores
profissionais tem objetivo essencialmente cientifico”.
Particularmente no quesito equipe docente, é seguido à determinação da
Resolução número 1 de 08 de junho de 2007, artigo 4 que esclarece:
“O corpo docente de cursos de pós-graduação
lato Sensu, em nível de especialização, deverá
11
ser constituído por professores especialistas ou
de reconhecida capacidade técnico-profissional,
sendo que 50% (cinqüenta por cento) destes,
pelo menos, deverão apresentar titulação de
mestre ou de doutor obtido em programa de pósgraduação.”
É notória a necessidade de se reavaliar esta determinação uma vez
que nem sempre os Professores com títulos de Mestre ou Doutor, possuem
experiência (vivência), de mercado no assunto que irão ministrar, ocorrendo
com isto, à desmotivação dos alunos, por não encontrarem aplicabilidade na
realidade diária.
O que em muitas vezes resulta em investimento de tempo e dinheiro
em uma Pós Graduação, com o objetivo de “atualização profissional”, e no final
não ser entregue o serviço contratuado entre aluno e instituição.
Sendo assim o tema desta pesquisa é “A importância de se exigir
experiência profissional dos Docentes dos cursos Lato Sensu em Gestão
Organizacional e não somente titulação de Mestre ou Doutor”.
O Objetivo geral é analisar a Resolução CNE – CES 01 – 2007 –
artigo 04 e a necessidade de se exigir como pré-requisito experiência de
mercado na matéria a ser ministrada, e não somente titulação de Mestre ou
Doutor.
Tendo como objetivos específicos, apresentar a necessidade de se
avaliar os pré-requisitos exigidos referente à seleção de professores nos
cursos Lato Sensu;
Apresentar algumas avaliações realizadas por alunos de curso de Põs
Graduação em Gestão Organizacional de Saúde.
12
Apresentar a importância dos cursos Lato Sensu para o mercado de
trabalho, e por conseqüência a necessidade de se ter na equipe docente
professores, que possam conciliar teoria e prática profissional, resultando em
conhecimento agregado ao aluno.
Após os levantamentos bibliográficos, Leis, Normas especificas do
MEC e avaliações dos alunos, será apresentado à necessidade de se
reformular o referido artigo da Resolução acima mencionada.
Relacionar a importância dos cursos Lato Sensu para o mercado de
trabalho, e a necessidade de se visualizar uma preparação dos docente mais
voltada para prática mercadológica do que o foco em pesquisa.
O presente trabalho apresenta três capítulos sendo que o primeiro
envolve o conhecimento referente Leis do Ensino Superior, dando ênfase para
as Resoluções que regem os cursos de Pós Graduação.
O segundo capitulo apresenta a evolução do mercado de trabalho até
aos dias atuais, reforçando com isto a importância da educação continuada.
O terceiro e último capitulo retrata a análise dos dados encontrados, para
com isto o fortalecer a conclusão do estudo apresentado.
13
CAPITULO I
AS LEIS EDUCACIONAIS DO ENSINO SUPERIOR
A educação superior passou a ser um quesito de singular importância a
partir do momento que o homem conscientizou-se que mesmo sem um maior o
interesse e boa vontade política a humanidade carecia de visualizar um mundo
além do seu espaço físico.
Com isto, surgiram muitas ideologias e ações transfigurada através das
pessoas que foram as ruas para exigir um conceito melhor do ensino e com
isto fosse possível fazer a educação sobressair dos muros das escolas básicas
Acompanhando estas mudanças, surgiu à lei nº 9.394, de 20 de
dezembro de 1996, que estabeleceu as diretrizes e bases da educação
nacional e em seu artigo de número 44 retrata os programas que delimitam o
ensino superior.
Mais adiante em 2007, surge a Resolução CNE/CES 1/2007 que
estabeleceu normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação lato
sensu em nível de especialização, apresentando os quesitos exigidos das
instituições para o fornecimento dos cursos lato sensu.
Surgiu também com objetivo de estabelecer Normas a seleção da equipe
docente, através do artigo 04, que apresenta os pré-requisitos necessários
para compor o quadro de professores.
Mas, considerando que os cursos na modalidade Lato Sensu, passaram
a ter um foco mercadológico e com isto tornou-se uma ferramenta válida para
capacitar o profissional que sinta a necessidade de se atualizar, em sua área
de trabalho de acordo com a demanda do mercado.
14
Mas, esta atualização no âmbito das especializações somente é
possível, se os projetos educacionais forem desenvolvidos de acordo com a
demanda que o mercado de trabalho exige, e do outro lado, seja possível
compor uma equipe docente de Mestres, mas em um conceito inovador da
palavra, ou seja, detentores do conhecimento e vivência, que possa com isto
fazer o aluno se encantar pelo aprendizado, e no decorrer do curso formá-lo
para suprir as demandas que sua profissão exige.
Cláudio de Moura e Castro retrata em seu texto: Ensino de Massa: do
artesanato à revolução industrial, que:
“A pós graduação vinha se mantendo tradicionalmente como um sistema préfabril, isto é, adotava à relação do mestre-aprendiz dos sistemas medievais de
preparação de mão-de-obra. Isso porque a pós graduação tem muito a ver
com o aprendizado da pesquisa e esta se ensina fazendo e não em salas de
aula. Aprende-se trabalhando com o mestre. Imita-se o mestre, obedece-se ao
mestre, ouve-se o mestre. Nada diferente de um aprendiz de ferreiro ou
carpinteiro da Idade média.”
Sendo assim, podemos afirmar que a necessidade do mestre-professor
é essencial para o aprendizado do aluno-aprendiz, e conforme retrata acima,
não se forma somente em sala de aula, mas através do aprendizado constante
(diário).
É necessário retratar que mesmo com as mudanças exigidas nas leis
educacionais a mesma ainda não acompanha a evolução do mercado, pois
houve um potencial crescimento das oportunidades de entrada do futuro aluno
ao mundo acadêmico, mas está demanda, não consegue ainda acompanhar
as demandas mercadológicas do trabalho, conforme cita Cláudio de Moura e
Castro em abaixo:
15
“Em praticamente todos os lados, perdeu-se uma relação biunívoca onde a
cada diploma correspondia uma ocupação – e vice-versa. O crescimento dos
diplomados é muitíssimo mais rápido do que o da economia e o das
ocupações clássicas. Assim sendo, muitos dos graduados jamais chegarão
perto das ocupações que possuem o mesmo nome do diploma. Assim
aconteceu em todos os países de rápido crescimento. Portanto, muda a
natureza da educação oferecida.”
É necessário que nós coordenadores e professores, tenhamos a
consciência desta mudança no “ensinar” e não nos apeguemos somente no
conceito de saber somente para nós, mas, saber a ponto de poder transmitir
este conhecimento para o outro, pois está nascendo uma nova forma de
ensinar, conforme Moran retrata em seu livro A educação que desejamos –
novos desafios e como chegar lá – Capitúlo 03 – Novos desafios para o
educador:
“O importante, como educadores, é acreditarmos no potencial de
aprendizagem pessoal, na capacidade de evoluir, de integrar sempre novas
experiências e dimensões do cotidiano, ao mesmo tempo que compreendemos
e aceitamos nosso limites, nosso jeito de ser, nossa história pessoal.”
Sendo necessário que se faça uma mudança dos conceitos, através das
leis e decretos, e com isto quebrar paradigmas e iniciar uma nova era de
educação mai voltada para o conceito real da empregabilidade, uma vez que
os cursos Lato Sensu, apresentam como característica básica a capacitação
do profissional para o mercado de trabalho.
Enfim, somente através de um conhecimento prático e realista é que
será possível aprimorar o conhecimento dos profissionais e resultar com isto,
fortalecimento da imagem institucional e cumprimento do papel principal da
instituição que é aprender, e transformar este aprendizado em algum
diferencial.
16
CAPÍTULO II
HISTÓRICO DO MERCADO DE TRABALHO
O mercado de trabalho desde seus primórdios tempos, buscou através
de várias alternativas a capacitação profissional, que no inicio era considerada
necessária os seguintes quesitos:
-
Capacitação para os trabalhos manuais;
-
Capacitação para leitura e escrita.
Com o avanço industrial, tornou-se necessário, saber além dos
quesitos acima, surgindo-se então a necessidade de se buscar a educação
(capacitação), sendo nesta fase a preocupação impar de se fazer uma
graduação, que nesta fase eram considerados básicos possuir os seguintes
cursos:
-
Engenharia;
-
Medicina
-
Direito
Sendo que estes profissionais quando no mercado, ou ainda
acadêmicos, já eram titulados em Doutores, mesmo sem ter defendido
nenhuma tese e com espaço garantido no mercado de trabalho.
Nesta fase iniciou-se através dos grupos católicos a inserção de
fundações de ensino no Brasil (Pontifícias Católicas), e também a implantação
da Universidade de São Paulo, através da Faculdade de Filosofia, Ciências e
Letras, foi criada em 1934, sendo incorporada posteriormente pelas Escolas
Estaduais de Medicina, Direito e Engenharia.
Após a Segunda Guerra Mundial, houve um avanço do ensino na
América Latina, que repercutiu aos meios universitários, mas com o golpe
17
militar, este avanço retrocedeu e muitas personalidades engajadas neste
movimento foram barradas de suas ideologias. .
A partir dos anos 70 começa no Brasil o avanço dos cursos de
graduação, com incentivo do governo, e também foram definidas, leis para os
cursos (Graduação, Põs Graduação e Extensão).
Considerando que no item Pós Graduação, houve uma divisão em: Lato
Sensu e Estritu Sensu.
Podemos fazer uma ligação deste tempo para o mercado de trabalho,
onde após o avanço industrial onde a necessidade de produção em escala,
que se atrelava a mão de obra barata e falta de condições básicas de trabalho.
Mas, ainda nesta época ainda não era possível para todos a melhoria de
sua condições através dos estudos, pois este direito ainda era para poucos.
Na fase Pós Guerra surge o modelo de especialização e também da
produção em massa que se fortalece, por conseqüência surge à melhoria das
condições de trabalho, leis trabalhistas, e o aumento da inserção das mulheres
no mercado de trabalho.
Quando se inicia a fase da tecnologia (era Digital), torna-se mais ainda
necessário a capacitação profissional e o desenvolvimento da criatividade,
resultando na busca pela realização pessoal no trabalho, e também ao
excesso de trabalho, pois, entramos em uma era que a tecnologia encartou as
distancias, sendo assim nos tornamos mais fáceis de sermos encontrados.
Com isto os profissionais passaram a buscar um foco maior na educação
continuada (capacitação profissional) em busca de melhoria de sua carreira e
melhor acompanhamento destas mudanças.
18
Pois, conforme é demonstrado em abaixo, o perfil do colaborador mudou,
sendo necessário que o profissional esteja atento a estas mudanças.
O NOVO PERFIL DOS COLABORADORES:
DE
Empregado burocrático
Foco na manutenção e conservação
Ênfase na rotina e no cotidiano
Executor de tarefas rotineiras e repetitivas
Trabalho mecânico e repetitivo
Atividade manual e física
Obediência cega e conformismo
Vontade de fazer
Apego aos regulamentos internos
Ênfase nos meios e métodos
Trabalho individual e isolado
Trabalho dentro da empresa
PARA
Parceiro no negócio
Foco na mudança e inovação
Ênfase na inovação e na criatividade
Tomador de decisões e solucionador
de problemas
Trabalho mental e variado
Atividade intelectual e cerebral
Contestação e inconformismo
Vontade de melhorar continuamente
Idéias novas e sugestões de
mudanças
Ênfase nas metas e nos resultados
Trabalho em equipe
Trabalho em casa ou em tempo
parcial
Fonte: Carreira e Competência – idalberto Chiavennato - Editora Saraiva - 2002
Mas, está busca nem sempre é realizada de maneira planejada,
resultando em alta expectativa e baixo retorno do investimento realizado,
devido a várias questões, entre elas:
-
A escolha de uma Pós Graduação, não é sinônimo de empregabilidade,
ou seja, não é garantia de trabalho no mercado;
-
Escolha inadequada do curso de Pós Graduação, visando muitas vezes
somente uma carga horária ou custo menor, sem verificar, quem está
ministrando, qual é a faculdade, qual é a grade curricular e o mais
importante qual é o objetivo do curso para a carreira;
“Podemos também retratar uma pesquisa feita pelo Economista Italiano
Francesco Ferrante, da Universidade de Cassino, na Itália, que retrata que a
Educação”.. torna o profissional mais exigente, ou seja, se investe em algo,
19
quer um retorno daquele investimento, pois, para Ferrante, “quanto mais
educação, maiores as expectativas do trabalhador – e também maior a
frustração, caso esses sonhos não se realizem.” De fato, a educação, e o
acesso a ambientes estimulantes podem ter um efeito perverso na satisfação
do trabalho.”.
Mesmo se tratando dos cursos de Graduação que a partir do final do
Governo Fernando Henrique Cardoso, começaram a surgir alternativas de
popularizá-lo, resultando no inicio do “boom das faculdades”, que não se
traduziu também em crescimento em qualidade, mas em ensino de massa.
Hernan Chaimobich retrata também em seu texto “Os deságios do
Ensino Superior no Brasil que “... A eleição de Lula de 2020 marca uma nova
inflexão, colocando como tema dominate a inclusão. O programa do Partido
dos Trabalhadores menciona, como principal problema da educação superior
brasileira, a pouca cobertura do sistema e a dificuldade que os estudantes
encontram em pagar as instituições privadas, na ausência de um sistema
adequado de credito educativo. “São tarefas inadiáveis”. dizia o programa, a
ampliação
significativa
das
vagas
nas
Universidades
públicas,
e
a
reformulação do sistema de crédito educativo vigente. Na prática, limitações
orçamentárias não permitiram muitos avanços em nenhuma dessas áreas, e o
governo optou por duas outras políticas de menor custo: a ação afirmativa
através de cotas, e o programa “Universidade para Todos”, de compra de
vagas no sistema privado através da isenção fiscal.
Estas alternativas resultaram no crescimento do número de acadêmicos,
que com esta oportunidade se viam próximos da realização de seus sonhos, se
formar, e por conseqüência a concretização de seus sonhos pessoais entre
eles: carreira, status, melhoria de vida financeira e pessoal.
Mas em um mercado capitalista onde a procura de trabalho, sempre é
maior que a oferta, e sendo fortalecida esta tese pelas mudanças bruscas nos
20
processos organizacionais, os profissionais começaram a perceber que ser
graduado nos dias atuais, tornou-se básico, para ter êxito no mercado.
Atualmente o mercado está em busca de talentos, e ser graduado não
apresenta um dos principais requisitos, para se poder ocupar o tão sonhado
espaço no mercado de trabalho.
Resultando mais uma vez na busca da especialização especifica para as
oportunidades que o mercado de trabalho oferece, ou seja, existem vagas,
mas, se carece de profissionais capacitados para ocupar estes cargos,
resultando para os setores de Recursos Humanos das empresas uma busca
em no mínimo nove meses (ou mais) para encontrar o perfil desejado, ou
captar nos talentos internos profissionais e através disto capacitá-lo para
ocupar o cargo em aberto.
Falar sobre carreira, mercado, talentos, se esbarra nos dias na
importância do planejamento desta carreira, pois conforme retratamos acima,
possuir graduação, títulos, não é garantia para este sucesso, e planejar uma
carreira, inclui-se também pesquisar o que está acontecendo no mercado, qual
é minha potencialidade (ou seja, qual é o seu talento, em qual é a minha
habilidade), com isto seu êxito será maior.
A maneira arcaica de nossos pais de construir uma carreira, já não é
mais valida para os dias atuais, pois, de um conceito da empresa ser
responsável pelo nosso crescimento e formação, passamos hoje responsáveis
pela rédea de nosso crescimento profissional e responsável pelo nosso
crescimento, vejam em abaixo a evolução desta mudança, conforme nos
apresenta a Revista VOCE SA em sua edição de Fevereiro de 2010.
As mudanças no planejamento
A maneira convencional de planejar a carreira não funciona mais. Entenda o
que mudou na escolha das metas profissionais.
21
Fonte Revista Você SA, Edição 02 - 2010
22
Para melhor entendimento retratamos em abaixo as etapas de um bom
planejamento de carreira, conforme dados da Revista VOCE SA..
Etapas do Planejamento de Carreira
O passo a passo da construção de um projeto profissional
1 – Autoconhecimento:
E a parte mais difícil do processo. Avalie suas realizações e personalidade.
Tente lembra a maneira como reagiu a determinadas situações e que tipo de
atividades lhe trazem mais prazer.
2 – Conhecimento de mercado:
Mantenha-se antenado no mercado. Observe as opções de atuação,
tendências, tecnologias e alternativas de desenvolvimento, sempre com olhar
no futuro, e não em como as coisas são agora.
3 – Objetivos de carreira:
Trace objetivos pessoais e profissionais. Pense na pergunta: “Como posso
estar mais feliz profissionalmente daqui a cinco anos. Considere também
aspectos como a relação com a família e a situação financeira.
4 – Estratégia:
Definidos os objetivos, pense nos caminhos que levarão, até eles. Verifique se
você precisa de competências ou habilidades técnicas para chegar a sua meta.
5 – Execução:
Deve conter metas de curto prazo, criar indicadores de sucesso e uma
avaliação dos recursos de tempo e dinheiro e aperfeiçoamentos necessários.
6 – Acompanhamento do plano:
As estratégias de carreira devem ser avaliadas, usando os objetivos que você
traçou. A revisão de todos estes pontos deve ser feita com freqüência.
Fonte: os livros Administração de Carreira (1996) e Gestão de Pessoas (2002),
ambos do Professor Joel Dutra (Editora Atlas)
Enfim, para todos estes assuntos, iremos sempre nos esbarrar no
conhecimento, na necessidade de aprender sempre, pois conforme retrata
Jaques Delors em Educação: um tesouro a descobrir – Relatório para a
23
UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI – 2
edição – São Paulo: Cortez: Brasília DF: MEC: UNESCO.
“... a educação deve transmitir, de fato, de forma maciça e eficaz, cada vez
mais saberes e saber-fazer evolutivos, adaptados à civilização cognitiva, pois
são as bases das competências do futuro.”. ”...”
Para poder das respostas ao conjunto das suas missões, a educação deve
organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de
toda a vida, serão de algum modo para cada individuo os pilares do
conhecimento: aprender a conhecer isto é adquirir os instrumentos de
compreensão, aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente,
aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas
as atividades humanas, finalmente aprender a ser, via essencial que integra as
três precedentes...”.
Reforçamos assim a necessidade de que nós profissionais do ensino,
possamos avaliar com outra ótica o que pretendemos com os cursos de
especialização que ofertamos, e mais ainda qual resultado queremos
encontrar, e qual imagem institucional no mercado estamos formando.
24
CAPITULO II
ANÁLISE DOS DADOS
A primeira etapa foi à análise das avaliações realizadas pelos alunos
do curso de Pós Graduação em Gestão Organizacional em Saúde no período
de 2005 a 2009, esclarecemos também que alguns alunos se abstiveram de
responder algumas perguntas.
Sendo que está análise foi realizadas somente em cursos de Pós
Graduação em Gestão Organizacional em Saúde, realizado no período de
2006 a 2009 em uma faculdade de médio porte situada em BH.
É importante ressaltar que a implantação do projeto foi realizada
através de duas turmas do referido curso, sendo que cada turma era composta
de em torno de 20 alunos, e que estes alunos eram graduados em diversos
cursos, entre eles: Enfermagem, Fisioterapia, Medicina, Administração,
Assistência Social, Farmácia, Bioquímica, Terapia Ocupacional, Odontologia, e
também que a maioria já atuava no mercado de trabalho nas suas respectivas
áreas.
Outro fator limitante foi o foco em curso direcionado a gestão
organizacional em Saúde, não podendo esta análise, ser incorporada para os
demais cursos, sem avaliação previa do projeto pedagógico, alunos, e objetivo
do curso.
Não foi solicitada a identificação do aluno buscando com isto o não
constrangimento para registrar posicionamento negativo.
A segunda etapa foi à seleção das matérias, que seriam importantes
para o estudo em questão, sendo consideradas as seguintes matérias (dados
em abaixo), devido à particularidade que no decorrer do curso houve a
25
necessidade de mudanças, devido à falta de experiência do professor
selecionado no assunto em tela, mas cumprindo a exigência de titulação.
Outro fator importante é que o foi dado foco na análise somente nos
itens pertinentes ao quesito avaliação do professor as outras questões (espaço
físico, atendimento e Financeiro, não fazem parte do foco do assunto em
questão).
Matéria: Metodologia Cientifica
Motivo: Foi selecionado Professor com titulação de Mestre, ministrou a
matéria para a turma I, na avaliação final houve vários questionamentos dos
alunos. Quando ocorreu à turma II, mesmo com as adequações e orientações
passadas, foi necessário, que outro Professor (com titulação de Especialista e
bons conhecimentos na área da Saúde), elaborasse um Seminário para poder
sanar as diversas dúvidas dos alunos, pois o Professor selecionado não
conseguiu resolver.
Total de alunos que responderam ao questionário - 09 – turma I
As alternativas das respostas variavam de acordo com os dados em
abaixo:
Excelente: 4 - Bom: 3 - Regular: 2 - Fraco: 1
N QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA:
1
A disciplina cumpriu com os objetivos propostos
2
Houve informações novas oferecidas pela matéria
3
Os recursos audiovisuais utilizados foram adequados
4
Os textos, os materiais, e as referencias bibliográficas apresentaram
qualidade satisfatória
5
A carga horária proposta foi adequada ao desenvolvimento do programa
6
Houve adequação e seqüência do conteúdo
7
Houve seqüência das atividades diárias
8
Houve integração do grupo
26
Respostas - QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA:
Número:
Excelente
Bom
Regular
1
5
3
2
2
5
1
1
3
5
1
3
4
5
2
2
5
3
3
2
6
5
2
2
7
5
2
2
8
5
3
1
Fraco
1
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
N QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE:
1
Dominou o assunto
2
Cumpriu o conteúdo programático
3
A explanação do assunto foi adequada
4
Apresentou habilidade de comunicação
5
Houve planejamento das aulas
6
Houve habilidade para criar interesse dos alunos pelo assunto
7
Foi pontual
8
Atendeu prontamente quando solicitado (a)
9
A didática utilizada adequou-se ao conteúdo apresentado
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
Respostas - QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE:
Número:
Excelente
Bom
Regular
1
4
4
1
2
4
2
2
3
3
4
2
4
4
3
2
5
5
2
2
6
4
2
2
Fraco
1
1
27
7
6
2
1
8
4
3
1
9
4
3
2
1
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
N QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL
A disciplina possibilitou uma boa aprendizagem dos temas abordados?
A disciplina é relevante para os interesses?
Recomendaria o curso para outras pessoas?
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
Respostas - QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL:
Excelente
Bom
Regular
1
3
5
1
2
4
3
1
1
3
5
2
1
1
Número:
Fraco
Fonte: Pesquisa de avaliação - 2006
Observações dos alunos:
““.. não gostei da maneira do professor dar a matéria...”
“... professor não deu atenção a questionamentos realizados pelos alunos.
Falta de disponibilidade do professor...”
“... professor desenvolveu a disciplina sem exemplos adequados...”
“... a disciplina não conseguiu despertar interesse e muito menos agregar...”
Análise dos resultados matéria Metodologia Cientifica – turma I:
É importante ressaltar que mesmo com as avaliações positivas os
quesitos referentes ao Professor e sua maneira de ministrar as aulas, ficaram a
desejar, ou seja, o mesmo não conseguiu transferir os conhecimentos de
maneira plena e objetiva, não por não possuir as competências técnicas, mas
sim por não possuir vivência no mundo organizacional.
Outro fator importante ressaltar é sobre a didática utilizada, que ficou a
desejar, mas, sendo este tema, conteúdo para outra análise.
28
Total de alunos que responderam ao questionário - 18 – turma II - matéria:
Metodologia Científica
As alternativas das respostas variavam de acordo com os dados em
abaixo:
Excelente: 4 - Bom: 3 - Regular: 2 - Fraco: 1
N QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA:
1
A disciplina cumpriu com os objetivos propostos
2
Houve informações novas oferecidas pela matéria
3
Os recursos audiovisuais utilizados foram adequados
4
Os textos, os materiais, e as referencias bibliográficas apresentaram
qualidade satisfatória
5
A carga horária proposta foi adequada ao desenvolvimento do programa
6
Houve adequação e seqüência do conteúdo
7
Houve seqüência das atividades diárias
8
Houve integração do grupo
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2007
Respostas - QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA:
Número:
Excelente
Bom
Regular
Fraco
1
2
8
1
6
2
6
4
5
2
3
5
8
3
1
4
3
6
5
3
5
2
6
5
4
6
1
7
4
5
7
2
7
4
4
8
3
5
4
5
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2007
N QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE:
1
Dominou o assunto
29
2
Cumpriu o conteúdo programático
3
A explanação do assunto foi adequada
4
Apresentou habilidade de comunicação
5
Houve planejamento das aulas
6
Houve habilidade para criar interesse dos alunos pelo assunto
7
Foi pontual
8
Atendeu prontamente quando solicitado (a)
9
A didática utilizada adequou-se ao conteúdo apresentado
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2007
Respostas - QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE:
Número:
Excelente
Bom
Regular
1
9
5
3
2
3
9
4
1
3
1
7
5
4
4
2
5
5
5
5
4
8
4
1
6
1
4
3
9
7
13
3
1
8
2
6
7
2
6
7
4
9
Fraco
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2007
N QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL
A disciplina possibilitou uma boa aprendizagem dos temas abordados?
A disciplina é relevante para os interesses?
Recomendaria o curso para outras pessoas?
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2007
Respostas - QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL:
Número:
1
Excelente
Bom
Regular
Fraco
1
5
6
1
30
2
10
4
3
3
6
2
2
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2007
Observações dos alunos:
“... sugiro a substituição do professor...”
“... acho que o professor para essa disciplina deve ter flexibilidade para
trabalhar com alunos de formações diversas. Nem todos os participantes do
curso possuem atividade de monografia durante o curso especialmente alunos
de formação técnica (Bioquímicos, Enfermeiros, etc) que tem a avaliação do
curso em forma de estagio...”
“... o item acima (questões referentes ao Docente) já expõe tal sugestão. Vale
ressaltar que não há interesse em denegrir o professor. O domínio e
conhecimento do assunto foi visível. Faltou habilidade para levar a diferença
individual dos participantes. Houve uma certa falta de humildade para
compreender as dificuldades de alguns alunos...”
“... o professor domina todo conteúdo. Porém insatisfaz em sua maneira de se
expressar...”
“... sugiro troca de professor. Pessoa inflexível, acha que suas idéias e
opiniões sãos as corretas...”
Análise dos resultados matéria Metodologia Cientifica – turma II:
Conforme os dados apresentados acima foi diagnosticado, que
mesmo com as orientações, para melhoria do aprendizado feito pelo
Coordenador do curso a turma II, teve mais dificuldades em “trabalhar” com o
professor, e o mesmo, mostrou também mais dificuldade em adequar o
aprendizado para a turma, sendo que conforme foi relatado acima foi
adicionado um Seminário de Metodologia Cientifica focado em Saúde, para
sanar as dúvidas dos alunos, e que resultou na melhoria do conhecimento e
entrega de mais de 70% das Monografias.
31
Matéria: Gestão Ambiental
Motivo: Foi selecionada Professora com titulação de Mestre, para ministrar a
referida matéria para a turma I, mas, quando a mesma foi ministrar a aula, não
foi aceita pelos alunos, devido não possuir vivência no tema focado para a
área de saúde e somente ter atuado com pesquisa, que resultou na
contratação de um outro Professor (com título de Especialista e vasta
experiência no assunto) para assessorá-la nas aulas nas turmas I e II.
Total de alunos que responderam ao questionário - 13 – turma I – Matéria:
Gestão Ambiental
As alternativas das respostas variavam de acordo com os dados em
abaixo:
Excelente: 4 - Bom: 3 - Regular: 2 - Fraco: 1
N QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA:
1
A disciplina cumpriu com os objetivos propostos
2
Houve informações novas oferecidas pela matéria
3
Os recursos audiovisuais utilizados foram adequados
4
Os textos, os materiais, e as referencias bibliográficas apresentaram
qualidade satisfatória
5
A carga horária proposta foi adequada ao desenvolvimento do programa
6
Houve adequação e seqüência do conteúdo
7
Houve seqüência das atividades diárias
8
Houve integração do grupo
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
Respostas - QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA:
Número:
Bom
Regular
Fraco
1
6
5
1
2
9
2
1
3
4
Excelente
3
9
1
10
2
32
2
9
1
1
6
8
1
3
7
6
3
3
7
2
2
5
1
8
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
N QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE:
1
Dominou o assunto
2
Cumpriu o conteúdo programático
3
A explanação do assunto foi adequada
4
Apresentou habilidade de comunicação
5
Houve planejamento das aulas
6
Houve habilidade para criar interesse dos alunos pelo assunto
7
Foi pontual
8
Atendeu prontamente quando solicitado (a)
9
A didática utilizada adequou-se ao conteúdo apresentado
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
Respostas - QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE:
Número:
Excelente
Bom
Regular
Fraco
1
2
3
2
4
2
2
7
2
2
3
2
5
1
5
4
3
3
1
6
5
2
4
3
4
6
1
4
3
5
7
7
7
8
9
9
3
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
4
1
2
3
1
4
33
N QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL
A disciplina possibilitou uma boa aprendizagem dos temas abordados?
A disciplina é relevante para os interesses?
Recomendaria o curso para outras pessoas?
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
Respostas - QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL:
Excelente
Bom
Regular
Fraco
1
2
4
5
1
2
4
6
1
1
3
2
4
5
1
Número:
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
Observações dos alunos:
“... tema é extremamente interessante, no entanto a professora deixou muito a
desejar...”
Análise dos resultados matéria Gestão Ambiental – turma I:
Conforme é retratado acima a aceitação da professora Mestre, se deu com
várias ressalvas, e o que contribuiu para a continuidade e entendimento da
matéria, foi à assessoria de um profissional com vivência no assunto em tela.
Matéria: Gestão Contábil e Gerencial
Motivo: Foi selecionado um Professor com titulação de Doutor para a turma I,
mas, não o entendimento da matéria ficou a desejar, sendo necessária, uma
inclusão de outro professor através de um Seminário, para esclarecimento das
dúvidas na aplicação da teoria na prática.
Total de alunos que responderam ao questionário - 14 – turma I
As alternativas das respostas variavam de acordo com os dados em
abaixo:
Excelente: 4 - Bom: 3 - Regular: 2 - Fraco: 1
N QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA:
34
1
A disciplina cumpriu com os objetivos propostos
2
Houve informações novas oferecidas pela matéria
3
Os recursos audiovisuais utilizados foram adequados
4
Os textos, os materiais, e as referencias bibliográficas apresentaram
qualidade satisfatória
5
A carga horária proposta foi adequada ao desenvolvimento do programa
6
Houve adequação e seqüência do conteúdo
7
Houve seqüência das atividades diárias
8
Houve integração do grupo
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
Respostas - QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA:
Número:
Excelente
Bom
Regular
1
1
13
2
7
7
3
5
9
4
3
9
2
5
1
9
4
6
1
7
2
7
3
10
1
8
5
8
1
Fraco
1
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
N QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE:
1
Dominou o assunto
2
Cumpriu o conteúdo programático
3
A explanação do assunto foi adequada
4
Apresentou habilidade de comunicação
5
Houve planejamento das aulas
6
Houve habilidade para criar interesse dos alunos pelo assunto
7
Foi pontual
35
8
Atendeu prontamente quando solicitado (a)
9
A didática utilizada adequou-se ao conteúdo apresentado
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
Respostas - QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE:
Número:
Excelente
Bom
Regular
1
8
5
1
2
4
10
3
5
7
4
5
9
5
7
4
3
6
3
8
3
7
9
5
8
7
5
1
9
3
10
1
Fraco
2
1
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
N QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL
A disciplina possibilitou uma boa aprendizagem dos temas abordados?
A disciplina é relevante para os interesses?
Recomendaria o curso para outras pessoas?
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
Respostas - QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL:
Número:
Excelente
Bom
Regular
1
1
10
3
2
4
10
3
3
9
Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006
Observações dos alunos:
“... achei ele muito despreparado...”
1
Fraco
36
“... acho que os professores deveriam envolver mais os alunos porque está
ficando cansativo...”
“... a disciplina necessita de uma seqüência definida, pois o próprio professor
ficou perdido...”
“... aumentar a carga horária...”
“... aumento da carga horária...”
“... a disciplina foi muito bem apresentada, mas como o assunto é de difícil
entendimento seria necessário aumentar a carga horária ou colocar uma
disciplina introdutória de contabilidade...”
“... para cada módulo deveria ter mais de um professor. É cansativo ter um
módulo inteiro com o mesmo professor. Fica uma sugestão: 1 módulo com
várias disciplinas e cada um com seu professor. É mais produtivo do ponto de
vista de aproveitamento...”
Análise dos resultados matéria Gestão Contábil e Gerencial – turma I:
O resultado apresentado acima mesmo considerando a porcentagem
positiva pode verificar que ficamos na média maior de bom a regular, devido a
várias, questões, entre elas: falta de conhecimento no assunto dos alunos por
serem da área técnica da saúde, falta de envolvimento do professor e se
colocar no lugar do aluno, entendendo seu nível de conhecimento do assunto
em questão.
Enfim, mesmo com os resultados positivos, considerando a dificuldade de
entendimento dos alunos, foi necessária a inclusão de um Seminário com outro
professor com vivência no assunto (experiência no mercado), para que os
alunos saíssem do curso com um nível de conhecimento mínimo para
conciliarem a teoria e a prática.
CAPÍTULO III
CONCLUSÔES
Conforme foi retratado acima, conclui-se que somente será possível
implantarmos um projeto educacional focado em gestão organizacional se for
levado em consideração à vivência do professor no tema e não somente sua
titulação.
É importante ressaltar que os cursos de pós graduação (lato Sensu) se
encontram em aceleração devido a várias questões, entre elas:
-
Expansão da infra estrutura do pais;
-
Preparação do pais para os eventos Copa do Mundo e Jogos Olímpicos;
-
Aumento da formação em massa dos processos educacionais, ou seja,
ser graduado em qualquer curso, não é mais um diferencial para o
mercado de trabalho e sim requisito, para começar uma carreira;
-
Avanço
contínuo das mudanças organizacionais, obrigando os
profissionais a estarem preparados para atuar com estas mudanças
para saber utilizá-las.
A realização de mudanças educacionais resultará na aceleração
para suprir está demanda do mercado, e teremos como resultados,
aumento
da
qualificação
profissional,
melhoria
dos
salários
e
fortalecimento da economia.
A reportagem do Jornal Estado de Minas – intitulada “Qualificação
eleva os salários dos brasileiros” de Mariella Castro que diz: “O
crescimento da economia está transformando o perfil do mercado de
trabalho. A demanda por profissionais qualificados cresce em ritmo
acelerado, praticamente acompanhando a oferta. Com efeitos diretos na
remuneração de quem investiu na formação.”
38
Este encontro de oportunidades e profissionais acontecerá também
principalmente se estes atuantes do mercado os “profissionautas”,
tiverem a consciência da necessidade de se planejar, para ocupar as
demandas oferecidas em um período de “boom” econômico e financeiro
do país. Simon Franco, cita em seu livro “O Profissionauta” – capitulo 04
intitulado de A criação de novos mundos, que:
“O planejamento estratégico é indispensável para gerenciar a própria
carreira. Esse planejamento deve levar em conta a necessidade de
ocupar um lugar criativo nos processos de trabalho, revalorizando a
capacidade imaginativa e de invenção. Isso requer domínio não apenas
das técnicas da informática, mas também da nova linguagem com a
qual essa mesma informática estrutura todo o mundo da produção. Um
mundo que migra progressivamente para o setor terciário,
transformando todas as atividades profissionais em prestação de
serviços.”
Reforçamos a importância de se conciliar a demanda de
oportunidades com a oferta de talentos, e fazer esta equação, somente
será possível, se trabalharmos com um objetivo claro, que é “preparar”
os profissionais para ocuparem este nicho de mercado.
Enfim, motivos e necessidades foram citados acima, que “obriga” o
profissional a estar apto para o mercado.
Esta
preparação
profissional somente
será possível se for
trabalhado de maneira diferenciada os curso de educação continuada, e
neste estudo com foco na pós graduação (lato sensu).
Para finalizar retratamos em abaixo o depoimento do Professor
Oswaldo Fortini Levindo Coelho, Professor Assistente da Clinica Médica da
Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Coordenador e perceptor
da Residência em Clinica Médica do Ipsemg. Presidente da Sociedade
Brasileira de Clinica Médica – Regional Minas Gerais – em seu texto
titulado: O valor da especialização X o valor da titulação, retrata que: “...
39
as escolas de ensino superior deveriam anunciar com orgulho e com
destaque que seu corpo docente é formado por grandes Especialistas com
reconhecida experiência, ao invés de anunciarem com toda ênfase que
todos seus professores possuem Titulo de Mestrado e ou Doutorado,
porque para se ensinar com segurança é fundamental a vivência...”.
40
BIBLIOGRAFIA
STEINER, João E. e MALNIC, Gerhard. Ensino Superior – Conceito e
Dinâmica. Editora USP, 2006.
MORAN, José Manuel – A Educação que desejamos – novos desafios e cmo
chegar lá. Editora Papirus, 2007.
FRANCO. Simon, O Profissionauta. Editora Futura, 2002.
CHIAVENATO, Idalberto, Carreira e Competência. Editora Saraiva, 2002.
Ministério da Educação - Parecer número 977 BRASILIA-DF, 1965
Ministério da Educação - Resolução número 1- 2007
Ministério da Educação – Lei número 9394
XAVIER, P. RICARDO, Sua carreira – planejamento e gestão – Editora
Pearson Prentice Hall – 2006.
FRANCO SIMON, O Profissionauta, Editora Futura – 2002.
Fonte Revista Você SA, Edição 02 - 2010
DUTRA, Joel, Administração de Carreira – Editora Atlas – 1996
DUTRA, Joel, Gestão de Pessoas – Editora Atlas – 2002.
CASTRO, Mariella. Qualificação eleva os salários dos brasileiros. Estado de
Minas.
2010.
Disponivel
em
http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/05/01/noticia_economia=1579
44/Q...01/05/2010.
41
COELHO, Oswaldo Fortini Levindo, O valor da especialização X O valor da
titulação. Jornal da Associação Médica de Minas Gerais. Belo Horizonte. 2007.
06
ANEXO
FOLHA DE AVALIAÇÃO
Nome da Instituição:
Título da Monografia:
Autor:
Data da entrega:
Avaliado por:
Conceito:
Download

Eliane Rodrigues Silva - AVM Faculdade Integrada