UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU INSTITUTO A VEZ DO MESTRE ANÁLISE DA RESOLUÇÃO CNE/CES N° 1, DE 8 DE JUNHO DE 2007 ARTIGO 04 UM CONVITE AO DEBATE Por: Eliane Rodrigues Silva Orientador: Prof. Vilson Sérgio de Carvalho Co-orientador: Prof. Leonardo Silva da Costa Belo Horizonte 2010 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU INSTITUTO A VEZ DO MESTRE ANÁLISE DA RESOLUÇÃO CNE/CES N° 1, DE 8 DE JUNHO DE 2007 ARTIGO 04 UM CONVITE AO DEBATE Apresentação de monografia ao Instituto A Vez do Mestre – Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau especialista em Docência do Ensino Superior. Por: Eliane Rodrigues Silva de 3 AGRADECIMENTOS Primeiramente a Deus por permitir que fizesse este curso, aos meus alunos e amigos que participaram comigo desta jornada. 4 DEDICATÓRIA Dedico ao meu querido Tio Paulo, por sempre acreditar em meus sonhos e me dar sempre “asas” para voar.... 5 “O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade que elas acontecem. momentos Por isso inesquecíveis, existem coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”. Fernando Pessoa 6 RESUMO O objetivo deste estudo é evidenciar a importância de uma revisão da lei que norteia os cursos de Pós Graduação (Lato Sensu), para que seja adequada para a realidade do mercado de trabalho, uma vez que estes cursos possuem como principal função capacitar o profissional para as inúmeras funções e demandas do universo organizacional. Será utilizada uma análise de questionários referente a um curso de Pós Graduação em Gestão Organizacional em saúde realizado em BH, sendo que foram selecionadas somente as avaliações realizadas com os Professores com titulo de Mestre ou Doutor, e as conseqüências destas escolhas. Por fim, estaremos apresentando através da análise destes resultados as bases que poderá servir de debate junto aos órgãos competentes para a mudança na Resolução CNE-CES número 01 de 01-08-2007 – Artigo quatro. METODOLOGIA A metodologia utilizada foi à pesquisa de campo, consultora bibliográfica, internet, e análise do objeto de estudo. Foram utilizadas pesquisas bibliográficas, análise de algumas avaliações realizadas pelos alunos do curso Lato Sensu em Gestão Organizacional em Saúde que foi realizado no período de 2006 a 2009 em uma faculdade de médio porte situada em BH. Foi escolhida a metodologia acima, para que fosse possível verificar com exatidão o que acontece na prática nos cursos de pós graduação focado em gestão organizacional em Saúde, quando se aplica a Resolução do Mec. É importante ressaltar que foram selecionadas somente as matérias que foram ministradas pelos Professores com título de Mestre ou Doutor e sem experiência no mercado sobre o tema. Sendo assim, foram consideradas as seguintes matérias: Matéria: Gestão Ambiental Motivo: Foi selecionada Professora com titulação de Mestre, para ministrar a referida matéria para a turma I, mas, quando a mesma foi ministrar a aula, não foi aceita pelos alunos, devido não possuir vivência no tema focado para a área de saúde e somente ter atuado com pesquisa, que resultou na contratação de um outro Professor (com título de Especialista e vasta experiência no assunto) para assessorá-la nas aulas. Matéria: Metodologia Cientifica Motivo: Foi selecionado Professor com titulação de Mestre, que ministrou a matéria para a turma I, houve vários questionamentos dos alunos, e quando ocorreu à turma II, foi necessário, que outro Professor (com titulação de Especialista e bons conhecimentos na área da Saúde), elaborasse um 8 Seminário para poder sanar as diversas dúvidas dos alunos, pois o professor anterior não conseguiu resolver. Matéria: Gestão Contábil e Gerencial Motivo: Foi selecionado um Professor com titulação de Doutor para a turma I, mas, não o entendimento da matéria ficou a desejar, sendo necessária, uma inclusão de outro professor através de um Seminário, para esclarecimento das dúvidas na aplicação da teoria na prática. PROPOSTA DE SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPITULO I - AS LEIS EDUCACIONAIS DO ENSINO SUPERIOR CAPITULO II - HISTÓRICO DO MERCADO DE TRABALHO 10 13 16 CAPÍTULO III - ANÁLISE DOS DADOS 24 CONCLUSÕES 37 BIBLIOGRAFIA 40 ANEXO 42 FOLHA DE AVALIAÇÃO 43 INTRODUÇÃO São muitas as razões que se baseiam a busca dos profissionais na continuidade da “educação continuada”, mais precisamente em cursos de Pós Graduação “Lato Sensu”, segundo Ricardo de Almeida Prado Xavier (2006), o profissional, para conquistar e sustentar o sucesso precisa sintonizar-se com o mundo em que vive, e uma das bases para estar em sintonia, é através da educação, ou seja, da atualização profissional. Para isto é necessário, pesquisar no mercado opções de cursos direcionados ao seu interesse, sendo considerada correta esta busca quando o interessado avalia vários itens, entre eles, instituição, grade curricular, ementas e equipe docente. Também é necessário, que se saiba a diferença de se buscar uma Pós Graduação onde o foco principal é o desenvolvimento de pesquisas, quer seja através de Estudo de Caso ou Artigos Cientifico. O Parecer n 977-65, que instituiu os cursos de Pós Graduação retrata que: “b. De Pós-Graduação: abertos à matrícula de candidatos que hajam concluído o curso de graduação e obtido respectivo diploma...” Apresentam titulação (Lato Sensu) é sua característica fundamental “... e a natureza acadêmica e de pesquisa e mesmo atuando em setores profissionais tem objetivo essencialmente cientifico”. Particularmente no quesito equipe docente, é seguido à determinação da Resolução número 1 de 08 de junho de 2007, artigo 4 que esclarece: “O corpo docente de cursos de pós-graduação lato Sensu, em nível de especialização, deverá 11 ser constituído por professores especialistas ou de reconhecida capacidade técnico-profissional, sendo que 50% (cinqüenta por cento) destes, pelo menos, deverão apresentar titulação de mestre ou de doutor obtido em programa de pósgraduação.” É notória a necessidade de se reavaliar esta determinação uma vez que nem sempre os Professores com títulos de Mestre ou Doutor, possuem experiência (vivência), de mercado no assunto que irão ministrar, ocorrendo com isto, à desmotivação dos alunos, por não encontrarem aplicabilidade na realidade diária. O que em muitas vezes resulta em investimento de tempo e dinheiro em uma Pós Graduação, com o objetivo de “atualização profissional”, e no final não ser entregue o serviço contratuado entre aluno e instituição. Sendo assim o tema desta pesquisa é “A importância de se exigir experiência profissional dos Docentes dos cursos Lato Sensu em Gestão Organizacional e não somente titulação de Mestre ou Doutor”. O Objetivo geral é analisar a Resolução CNE – CES 01 – 2007 – artigo 04 e a necessidade de se exigir como pré-requisito experiência de mercado na matéria a ser ministrada, e não somente titulação de Mestre ou Doutor. Tendo como objetivos específicos, apresentar a necessidade de se avaliar os pré-requisitos exigidos referente à seleção de professores nos cursos Lato Sensu; Apresentar algumas avaliações realizadas por alunos de curso de Põs Graduação em Gestão Organizacional de Saúde. 12 Apresentar a importância dos cursos Lato Sensu para o mercado de trabalho, e por conseqüência a necessidade de se ter na equipe docente professores, que possam conciliar teoria e prática profissional, resultando em conhecimento agregado ao aluno. Após os levantamentos bibliográficos, Leis, Normas especificas do MEC e avaliações dos alunos, será apresentado à necessidade de se reformular o referido artigo da Resolução acima mencionada. Relacionar a importância dos cursos Lato Sensu para o mercado de trabalho, e a necessidade de se visualizar uma preparação dos docente mais voltada para prática mercadológica do que o foco em pesquisa. O presente trabalho apresenta três capítulos sendo que o primeiro envolve o conhecimento referente Leis do Ensino Superior, dando ênfase para as Resoluções que regem os cursos de Pós Graduação. O segundo capitulo apresenta a evolução do mercado de trabalho até aos dias atuais, reforçando com isto a importância da educação continuada. O terceiro e último capitulo retrata a análise dos dados encontrados, para com isto o fortalecer a conclusão do estudo apresentado. 13 CAPITULO I AS LEIS EDUCACIONAIS DO ENSINO SUPERIOR A educação superior passou a ser um quesito de singular importância a partir do momento que o homem conscientizou-se que mesmo sem um maior o interesse e boa vontade política a humanidade carecia de visualizar um mundo além do seu espaço físico. Com isto, surgiram muitas ideologias e ações transfigurada através das pessoas que foram as ruas para exigir um conceito melhor do ensino e com isto fosse possível fazer a educação sobressair dos muros das escolas básicas Acompanhando estas mudanças, surgiu à lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabeleceu as diretrizes e bases da educação nacional e em seu artigo de número 44 retrata os programas que delimitam o ensino superior. Mais adiante em 2007, surge a Resolução CNE/CES 1/2007 que estabeleceu normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação lato sensu em nível de especialização, apresentando os quesitos exigidos das instituições para o fornecimento dos cursos lato sensu. Surgiu também com objetivo de estabelecer Normas a seleção da equipe docente, através do artigo 04, que apresenta os pré-requisitos necessários para compor o quadro de professores. Mas, considerando que os cursos na modalidade Lato Sensu, passaram a ter um foco mercadológico e com isto tornou-se uma ferramenta válida para capacitar o profissional que sinta a necessidade de se atualizar, em sua área de trabalho de acordo com a demanda do mercado. 14 Mas, esta atualização no âmbito das especializações somente é possível, se os projetos educacionais forem desenvolvidos de acordo com a demanda que o mercado de trabalho exige, e do outro lado, seja possível compor uma equipe docente de Mestres, mas em um conceito inovador da palavra, ou seja, detentores do conhecimento e vivência, que possa com isto fazer o aluno se encantar pelo aprendizado, e no decorrer do curso formá-lo para suprir as demandas que sua profissão exige. Cláudio de Moura e Castro retrata em seu texto: Ensino de Massa: do artesanato à revolução industrial, que: “A pós graduação vinha se mantendo tradicionalmente como um sistema préfabril, isto é, adotava à relação do mestre-aprendiz dos sistemas medievais de preparação de mão-de-obra. Isso porque a pós graduação tem muito a ver com o aprendizado da pesquisa e esta se ensina fazendo e não em salas de aula. Aprende-se trabalhando com o mestre. Imita-se o mestre, obedece-se ao mestre, ouve-se o mestre. Nada diferente de um aprendiz de ferreiro ou carpinteiro da Idade média.” Sendo assim, podemos afirmar que a necessidade do mestre-professor é essencial para o aprendizado do aluno-aprendiz, e conforme retrata acima, não se forma somente em sala de aula, mas através do aprendizado constante (diário). É necessário retratar que mesmo com as mudanças exigidas nas leis educacionais a mesma ainda não acompanha a evolução do mercado, pois houve um potencial crescimento das oportunidades de entrada do futuro aluno ao mundo acadêmico, mas está demanda, não consegue ainda acompanhar as demandas mercadológicas do trabalho, conforme cita Cláudio de Moura e Castro em abaixo: 15 “Em praticamente todos os lados, perdeu-se uma relação biunívoca onde a cada diploma correspondia uma ocupação – e vice-versa. O crescimento dos diplomados é muitíssimo mais rápido do que o da economia e o das ocupações clássicas. Assim sendo, muitos dos graduados jamais chegarão perto das ocupações que possuem o mesmo nome do diploma. Assim aconteceu em todos os países de rápido crescimento. Portanto, muda a natureza da educação oferecida.” É necessário que nós coordenadores e professores, tenhamos a consciência desta mudança no “ensinar” e não nos apeguemos somente no conceito de saber somente para nós, mas, saber a ponto de poder transmitir este conhecimento para o outro, pois está nascendo uma nova forma de ensinar, conforme Moran retrata em seu livro A educação que desejamos – novos desafios e como chegar lá – Capitúlo 03 – Novos desafios para o educador: “O importante, como educadores, é acreditarmos no potencial de aprendizagem pessoal, na capacidade de evoluir, de integrar sempre novas experiências e dimensões do cotidiano, ao mesmo tempo que compreendemos e aceitamos nosso limites, nosso jeito de ser, nossa história pessoal.” Sendo necessário que se faça uma mudança dos conceitos, através das leis e decretos, e com isto quebrar paradigmas e iniciar uma nova era de educação mai voltada para o conceito real da empregabilidade, uma vez que os cursos Lato Sensu, apresentam como característica básica a capacitação do profissional para o mercado de trabalho. Enfim, somente através de um conhecimento prático e realista é que será possível aprimorar o conhecimento dos profissionais e resultar com isto, fortalecimento da imagem institucional e cumprimento do papel principal da instituição que é aprender, e transformar este aprendizado em algum diferencial. 16 CAPÍTULO II HISTÓRICO DO MERCADO DE TRABALHO O mercado de trabalho desde seus primórdios tempos, buscou através de várias alternativas a capacitação profissional, que no inicio era considerada necessária os seguintes quesitos: - Capacitação para os trabalhos manuais; - Capacitação para leitura e escrita. Com o avanço industrial, tornou-se necessário, saber além dos quesitos acima, surgindo-se então a necessidade de se buscar a educação (capacitação), sendo nesta fase a preocupação impar de se fazer uma graduação, que nesta fase eram considerados básicos possuir os seguintes cursos: - Engenharia; - Medicina - Direito Sendo que estes profissionais quando no mercado, ou ainda acadêmicos, já eram titulados em Doutores, mesmo sem ter defendido nenhuma tese e com espaço garantido no mercado de trabalho. Nesta fase iniciou-se através dos grupos católicos a inserção de fundações de ensino no Brasil (Pontifícias Católicas), e também a implantação da Universidade de São Paulo, através da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, foi criada em 1934, sendo incorporada posteriormente pelas Escolas Estaduais de Medicina, Direito e Engenharia. Após a Segunda Guerra Mundial, houve um avanço do ensino na América Latina, que repercutiu aos meios universitários, mas com o golpe 17 militar, este avanço retrocedeu e muitas personalidades engajadas neste movimento foram barradas de suas ideologias. . A partir dos anos 70 começa no Brasil o avanço dos cursos de graduação, com incentivo do governo, e também foram definidas, leis para os cursos (Graduação, Põs Graduação e Extensão). Considerando que no item Pós Graduação, houve uma divisão em: Lato Sensu e Estritu Sensu. Podemos fazer uma ligação deste tempo para o mercado de trabalho, onde após o avanço industrial onde a necessidade de produção em escala, que se atrelava a mão de obra barata e falta de condições básicas de trabalho. Mas, ainda nesta época ainda não era possível para todos a melhoria de sua condições através dos estudos, pois este direito ainda era para poucos. Na fase Pós Guerra surge o modelo de especialização e também da produção em massa que se fortalece, por conseqüência surge à melhoria das condições de trabalho, leis trabalhistas, e o aumento da inserção das mulheres no mercado de trabalho. Quando se inicia a fase da tecnologia (era Digital), torna-se mais ainda necessário a capacitação profissional e o desenvolvimento da criatividade, resultando na busca pela realização pessoal no trabalho, e também ao excesso de trabalho, pois, entramos em uma era que a tecnologia encartou as distancias, sendo assim nos tornamos mais fáceis de sermos encontrados. Com isto os profissionais passaram a buscar um foco maior na educação continuada (capacitação profissional) em busca de melhoria de sua carreira e melhor acompanhamento destas mudanças. 18 Pois, conforme é demonstrado em abaixo, o perfil do colaborador mudou, sendo necessário que o profissional esteja atento a estas mudanças. O NOVO PERFIL DOS COLABORADORES: DE Empregado burocrático Foco na manutenção e conservação Ênfase na rotina e no cotidiano Executor de tarefas rotineiras e repetitivas Trabalho mecânico e repetitivo Atividade manual e física Obediência cega e conformismo Vontade de fazer Apego aos regulamentos internos Ênfase nos meios e métodos Trabalho individual e isolado Trabalho dentro da empresa PARA Parceiro no negócio Foco na mudança e inovação Ênfase na inovação e na criatividade Tomador de decisões e solucionador de problemas Trabalho mental e variado Atividade intelectual e cerebral Contestação e inconformismo Vontade de melhorar continuamente Idéias novas e sugestões de mudanças Ênfase nas metas e nos resultados Trabalho em equipe Trabalho em casa ou em tempo parcial Fonte: Carreira e Competência – idalberto Chiavennato - Editora Saraiva - 2002 Mas, está busca nem sempre é realizada de maneira planejada, resultando em alta expectativa e baixo retorno do investimento realizado, devido a várias questões, entre elas: - A escolha de uma Pós Graduação, não é sinônimo de empregabilidade, ou seja, não é garantia de trabalho no mercado; - Escolha inadequada do curso de Pós Graduação, visando muitas vezes somente uma carga horária ou custo menor, sem verificar, quem está ministrando, qual é a faculdade, qual é a grade curricular e o mais importante qual é o objetivo do curso para a carreira; “Podemos também retratar uma pesquisa feita pelo Economista Italiano Francesco Ferrante, da Universidade de Cassino, na Itália, que retrata que a Educação”.. torna o profissional mais exigente, ou seja, se investe em algo, 19 quer um retorno daquele investimento, pois, para Ferrante, “quanto mais educação, maiores as expectativas do trabalhador – e também maior a frustração, caso esses sonhos não se realizem.” De fato, a educação, e o acesso a ambientes estimulantes podem ter um efeito perverso na satisfação do trabalho.”. Mesmo se tratando dos cursos de Graduação que a partir do final do Governo Fernando Henrique Cardoso, começaram a surgir alternativas de popularizá-lo, resultando no inicio do “boom das faculdades”, que não se traduziu também em crescimento em qualidade, mas em ensino de massa. Hernan Chaimobich retrata também em seu texto “Os deságios do Ensino Superior no Brasil que “... A eleição de Lula de 2020 marca uma nova inflexão, colocando como tema dominate a inclusão. O programa do Partido dos Trabalhadores menciona, como principal problema da educação superior brasileira, a pouca cobertura do sistema e a dificuldade que os estudantes encontram em pagar as instituições privadas, na ausência de um sistema adequado de credito educativo. “São tarefas inadiáveis”. dizia o programa, a ampliação significativa das vagas nas Universidades públicas, e a reformulação do sistema de crédito educativo vigente. Na prática, limitações orçamentárias não permitiram muitos avanços em nenhuma dessas áreas, e o governo optou por duas outras políticas de menor custo: a ação afirmativa através de cotas, e o programa “Universidade para Todos”, de compra de vagas no sistema privado através da isenção fiscal. Estas alternativas resultaram no crescimento do número de acadêmicos, que com esta oportunidade se viam próximos da realização de seus sonhos, se formar, e por conseqüência a concretização de seus sonhos pessoais entre eles: carreira, status, melhoria de vida financeira e pessoal. Mas em um mercado capitalista onde a procura de trabalho, sempre é maior que a oferta, e sendo fortalecida esta tese pelas mudanças bruscas nos 20 processos organizacionais, os profissionais começaram a perceber que ser graduado nos dias atuais, tornou-se básico, para ter êxito no mercado. Atualmente o mercado está em busca de talentos, e ser graduado não apresenta um dos principais requisitos, para se poder ocupar o tão sonhado espaço no mercado de trabalho. Resultando mais uma vez na busca da especialização especifica para as oportunidades que o mercado de trabalho oferece, ou seja, existem vagas, mas, se carece de profissionais capacitados para ocupar estes cargos, resultando para os setores de Recursos Humanos das empresas uma busca em no mínimo nove meses (ou mais) para encontrar o perfil desejado, ou captar nos talentos internos profissionais e através disto capacitá-lo para ocupar o cargo em aberto. Falar sobre carreira, mercado, talentos, se esbarra nos dias na importância do planejamento desta carreira, pois conforme retratamos acima, possuir graduação, títulos, não é garantia para este sucesso, e planejar uma carreira, inclui-se também pesquisar o que está acontecendo no mercado, qual é minha potencialidade (ou seja, qual é o seu talento, em qual é a minha habilidade), com isto seu êxito será maior. A maneira arcaica de nossos pais de construir uma carreira, já não é mais valida para os dias atuais, pois, de um conceito da empresa ser responsável pelo nosso crescimento e formação, passamos hoje responsáveis pela rédea de nosso crescimento profissional e responsável pelo nosso crescimento, vejam em abaixo a evolução desta mudança, conforme nos apresenta a Revista VOCE SA em sua edição de Fevereiro de 2010. As mudanças no planejamento A maneira convencional de planejar a carreira não funciona mais. Entenda o que mudou na escolha das metas profissionais. 21 Fonte Revista Você SA, Edição 02 - 2010 22 Para melhor entendimento retratamos em abaixo as etapas de um bom planejamento de carreira, conforme dados da Revista VOCE SA.. Etapas do Planejamento de Carreira O passo a passo da construção de um projeto profissional 1 – Autoconhecimento: E a parte mais difícil do processo. Avalie suas realizações e personalidade. Tente lembra a maneira como reagiu a determinadas situações e que tipo de atividades lhe trazem mais prazer. 2 – Conhecimento de mercado: Mantenha-se antenado no mercado. Observe as opções de atuação, tendências, tecnologias e alternativas de desenvolvimento, sempre com olhar no futuro, e não em como as coisas são agora. 3 – Objetivos de carreira: Trace objetivos pessoais e profissionais. Pense na pergunta: “Como posso estar mais feliz profissionalmente daqui a cinco anos. Considere também aspectos como a relação com a família e a situação financeira. 4 – Estratégia: Definidos os objetivos, pense nos caminhos que levarão, até eles. Verifique se você precisa de competências ou habilidades técnicas para chegar a sua meta. 5 – Execução: Deve conter metas de curto prazo, criar indicadores de sucesso e uma avaliação dos recursos de tempo e dinheiro e aperfeiçoamentos necessários. 6 – Acompanhamento do plano: As estratégias de carreira devem ser avaliadas, usando os objetivos que você traçou. A revisão de todos estes pontos deve ser feita com freqüência. Fonte: os livros Administração de Carreira (1996) e Gestão de Pessoas (2002), ambos do Professor Joel Dutra (Editora Atlas) Enfim, para todos estes assuntos, iremos sempre nos esbarrar no conhecimento, na necessidade de aprender sempre, pois conforme retrata Jaques Delors em Educação: um tesouro a descobrir – Relatório para a 23 UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI – 2 edição – São Paulo: Cortez: Brasília DF: MEC: UNESCO. “... a educação deve transmitir, de fato, de forma maciça e eficaz, cada vez mais saberes e saber-fazer evolutivos, adaptados à civilização cognitiva, pois são as bases das competências do futuro.”. ”...” Para poder das respostas ao conjunto das suas missões, a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão de algum modo para cada individuo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer isto é adquirir os instrumentos de compreensão, aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente, aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas, finalmente aprender a ser, via essencial que integra as três precedentes...”. Reforçamos assim a necessidade de que nós profissionais do ensino, possamos avaliar com outra ótica o que pretendemos com os cursos de especialização que ofertamos, e mais ainda qual resultado queremos encontrar, e qual imagem institucional no mercado estamos formando. 24 CAPITULO II ANÁLISE DOS DADOS A primeira etapa foi à análise das avaliações realizadas pelos alunos do curso de Pós Graduação em Gestão Organizacional em Saúde no período de 2005 a 2009, esclarecemos também que alguns alunos se abstiveram de responder algumas perguntas. Sendo que está análise foi realizadas somente em cursos de Pós Graduação em Gestão Organizacional em Saúde, realizado no período de 2006 a 2009 em uma faculdade de médio porte situada em BH. É importante ressaltar que a implantação do projeto foi realizada através de duas turmas do referido curso, sendo que cada turma era composta de em torno de 20 alunos, e que estes alunos eram graduados em diversos cursos, entre eles: Enfermagem, Fisioterapia, Medicina, Administração, Assistência Social, Farmácia, Bioquímica, Terapia Ocupacional, Odontologia, e também que a maioria já atuava no mercado de trabalho nas suas respectivas áreas. Outro fator limitante foi o foco em curso direcionado a gestão organizacional em Saúde, não podendo esta análise, ser incorporada para os demais cursos, sem avaliação previa do projeto pedagógico, alunos, e objetivo do curso. Não foi solicitada a identificação do aluno buscando com isto o não constrangimento para registrar posicionamento negativo. A segunda etapa foi à seleção das matérias, que seriam importantes para o estudo em questão, sendo consideradas as seguintes matérias (dados em abaixo), devido à particularidade que no decorrer do curso houve a 25 necessidade de mudanças, devido à falta de experiência do professor selecionado no assunto em tela, mas cumprindo a exigência de titulação. Outro fator importante é que o foi dado foco na análise somente nos itens pertinentes ao quesito avaliação do professor as outras questões (espaço físico, atendimento e Financeiro, não fazem parte do foco do assunto em questão). Matéria: Metodologia Cientifica Motivo: Foi selecionado Professor com titulação de Mestre, ministrou a matéria para a turma I, na avaliação final houve vários questionamentos dos alunos. Quando ocorreu à turma II, mesmo com as adequações e orientações passadas, foi necessário, que outro Professor (com titulação de Especialista e bons conhecimentos na área da Saúde), elaborasse um Seminário para poder sanar as diversas dúvidas dos alunos, pois o Professor selecionado não conseguiu resolver. Total de alunos que responderam ao questionário - 09 – turma I As alternativas das respostas variavam de acordo com os dados em abaixo: Excelente: 4 - Bom: 3 - Regular: 2 - Fraco: 1 N QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA: 1 A disciplina cumpriu com os objetivos propostos 2 Houve informações novas oferecidas pela matéria 3 Os recursos audiovisuais utilizados foram adequados 4 Os textos, os materiais, e as referencias bibliográficas apresentaram qualidade satisfatória 5 A carga horária proposta foi adequada ao desenvolvimento do programa 6 Houve adequação e seqüência do conteúdo 7 Houve seqüência das atividades diárias 8 Houve integração do grupo 26 Respostas - QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA: Número: Excelente Bom Regular 1 5 3 2 2 5 1 1 3 5 1 3 4 5 2 2 5 3 3 2 6 5 2 2 7 5 2 2 8 5 3 1 Fraco 1 Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 N QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE: 1 Dominou o assunto 2 Cumpriu o conteúdo programático 3 A explanação do assunto foi adequada 4 Apresentou habilidade de comunicação 5 Houve planejamento das aulas 6 Houve habilidade para criar interesse dos alunos pelo assunto 7 Foi pontual 8 Atendeu prontamente quando solicitado (a) 9 A didática utilizada adequou-se ao conteúdo apresentado Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 Respostas - QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE: Número: Excelente Bom Regular 1 4 4 1 2 4 2 2 3 3 4 2 4 4 3 2 5 5 2 2 6 4 2 2 Fraco 1 1 27 7 6 2 1 8 4 3 1 9 4 3 2 1 Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 N QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL A disciplina possibilitou uma boa aprendizagem dos temas abordados? A disciplina é relevante para os interesses? Recomendaria o curso para outras pessoas? Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 Respostas - QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL: Excelente Bom Regular 1 3 5 1 2 4 3 1 1 3 5 2 1 1 Número: Fraco Fonte: Pesquisa de avaliação - 2006 Observações dos alunos: ““.. não gostei da maneira do professor dar a matéria...” “... professor não deu atenção a questionamentos realizados pelos alunos. Falta de disponibilidade do professor...” “... professor desenvolveu a disciplina sem exemplos adequados...” “... a disciplina não conseguiu despertar interesse e muito menos agregar...” Análise dos resultados matéria Metodologia Cientifica – turma I: É importante ressaltar que mesmo com as avaliações positivas os quesitos referentes ao Professor e sua maneira de ministrar as aulas, ficaram a desejar, ou seja, o mesmo não conseguiu transferir os conhecimentos de maneira plena e objetiva, não por não possuir as competências técnicas, mas sim por não possuir vivência no mundo organizacional. Outro fator importante ressaltar é sobre a didática utilizada, que ficou a desejar, mas, sendo este tema, conteúdo para outra análise. 28 Total de alunos que responderam ao questionário - 18 – turma II - matéria: Metodologia Científica As alternativas das respostas variavam de acordo com os dados em abaixo: Excelente: 4 - Bom: 3 - Regular: 2 - Fraco: 1 N QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA: 1 A disciplina cumpriu com os objetivos propostos 2 Houve informações novas oferecidas pela matéria 3 Os recursos audiovisuais utilizados foram adequados 4 Os textos, os materiais, e as referencias bibliográficas apresentaram qualidade satisfatória 5 A carga horária proposta foi adequada ao desenvolvimento do programa 6 Houve adequação e seqüência do conteúdo 7 Houve seqüência das atividades diárias 8 Houve integração do grupo Fonte: Pesquisa de avaliação – 2007 Respostas - QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA: Número: Excelente Bom Regular Fraco 1 2 8 1 6 2 6 4 5 2 3 5 8 3 1 4 3 6 5 3 5 2 6 5 4 6 1 7 4 5 7 2 7 4 4 8 3 5 4 5 Fonte: Pesquisa de avaliação – 2007 N QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE: 1 Dominou o assunto 29 2 Cumpriu o conteúdo programático 3 A explanação do assunto foi adequada 4 Apresentou habilidade de comunicação 5 Houve planejamento das aulas 6 Houve habilidade para criar interesse dos alunos pelo assunto 7 Foi pontual 8 Atendeu prontamente quando solicitado (a) 9 A didática utilizada adequou-se ao conteúdo apresentado Fonte: Pesquisa de avaliação – 2007 Respostas - QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE: Número: Excelente Bom Regular 1 9 5 3 2 3 9 4 1 3 1 7 5 4 4 2 5 5 5 5 4 8 4 1 6 1 4 3 9 7 13 3 1 8 2 6 7 2 6 7 4 9 Fraco Fonte: Pesquisa de avaliação – 2007 N QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL A disciplina possibilitou uma boa aprendizagem dos temas abordados? A disciplina é relevante para os interesses? Recomendaria o curso para outras pessoas? Fonte: Pesquisa de avaliação – 2007 Respostas - QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL: Número: 1 Excelente Bom Regular Fraco 1 5 6 1 30 2 10 4 3 3 6 2 2 Fonte: Pesquisa de avaliação – 2007 Observações dos alunos: “... sugiro a substituição do professor...” “... acho que o professor para essa disciplina deve ter flexibilidade para trabalhar com alunos de formações diversas. Nem todos os participantes do curso possuem atividade de monografia durante o curso especialmente alunos de formação técnica (Bioquímicos, Enfermeiros, etc) que tem a avaliação do curso em forma de estagio...” “... o item acima (questões referentes ao Docente) já expõe tal sugestão. Vale ressaltar que não há interesse em denegrir o professor. O domínio e conhecimento do assunto foi visível. Faltou habilidade para levar a diferença individual dos participantes. Houve uma certa falta de humildade para compreender as dificuldades de alguns alunos...” “... o professor domina todo conteúdo. Porém insatisfaz em sua maneira de se expressar...” “... sugiro troca de professor. Pessoa inflexível, acha que suas idéias e opiniões sãos as corretas...” Análise dos resultados matéria Metodologia Cientifica – turma II: Conforme os dados apresentados acima foi diagnosticado, que mesmo com as orientações, para melhoria do aprendizado feito pelo Coordenador do curso a turma II, teve mais dificuldades em “trabalhar” com o professor, e o mesmo, mostrou também mais dificuldade em adequar o aprendizado para a turma, sendo que conforme foi relatado acima foi adicionado um Seminário de Metodologia Cientifica focado em Saúde, para sanar as dúvidas dos alunos, e que resultou na melhoria do conhecimento e entrega de mais de 70% das Monografias. 31 Matéria: Gestão Ambiental Motivo: Foi selecionada Professora com titulação de Mestre, para ministrar a referida matéria para a turma I, mas, quando a mesma foi ministrar a aula, não foi aceita pelos alunos, devido não possuir vivência no tema focado para a área de saúde e somente ter atuado com pesquisa, que resultou na contratação de um outro Professor (com título de Especialista e vasta experiência no assunto) para assessorá-la nas aulas nas turmas I e II. Total de alunos que responderam ao questionário - 13 – turma I – Matéria: Gestão Ambiental As alternativas das respostas variavam de acordo com os dados em abaixo: Excelente: 4 - Bom: 3 - Regular: 2 - Fraco: 1 N QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA: 1 A disciplina cumpriu com os objetivos propostos 2 Houve informações novas oferecidas pela matéria 3 Os recursos audiovisuais utilizados foram adequados 4 Os textos, os materiais, e as referencias bibliográficas apresentaram qualidade satisfatória 5 A carga horária proposta foi adequada ao desenvolvimento do programa 6 Houve adequação e seqüência do conteúdo 7 Houve seqüência das atividades diárias 8 Houve integração do grupo Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 Respostas - QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA: Número: Bom Regular Fraco 1 6 5 1 2 9 2 1 3 4 Excelente 3 9 1 10 2 32 2 9 1 1 6 8 1 3 7 6 3 3 7 2 2 5 1 8 Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 N QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE: 1 Dominou o assunto 2 Cumpriu o conteúdo programático 3 A explanação do assunto foi adequada 4 Apresentou habilidade de comunicação 5 Houve planejamento das aulas 6 Houve habilidade para criar interesse dos alunos pelo assunto 7 Foi pontual 8 Atendeu prontamente quando solicitado (a) 9 A didática utilizada adequou-se ao conteúdo apresentado Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 Respostas - QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE: Número: Excelente Bom Regular Fraco 1 2 3 2 4 2 2 7 2 2 3 2 5 1 5 4 3 3 1 6 5 2 4 3 4 6 1 4 3 5 7 7 7 8 9 9 3 Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 4 1 2 3 1 4 33 N QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL A disciplina possibilitou uma boa aprendizagem dos temas abordados? A disciplina é relevante para os interesses? Recomendaria o curso para outras pessoas? Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 Respostas - QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL: Excelente Bom Regular Fraco 1 2 4 5 1 2 4 6 1 1 3 2 4 5 1 Número: Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 Observações dos alunos: “... tema é extremamente interessante, no entanto a professora deixou muito a desejar...” Análise dos resultados matéria Gestão Ambiental – turma I: Conforme é retratado acima a aceitação da professora Mestre, se deu com várias ressalvas, e o que contribuiu para a continuidade e entendimento da matéria, foi à assessoria de um profissional com vivência no assunto em tela. Matéria: Gestão Contábil e Gerencial Motivo: Foi selecionado um Professor com titulação de Doutor para a turma I, mas, não o entendimento da matéria ficou a desejar, sendo necessária, uma inclusão de outro professor através de um Seminário, para esclarecimento das dúvidas na aplicação da teoria na prática. Total de alunos que responderam ao questionário - 14 – turma I As alternativas das respostas variavam de acordo com os dados em abaixo: Excelente: 4 - Bom: 3 - Regular: 2 - Fraco: 1 N QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA: 34 1 A disciplina cumpriu com os objetivos propostos 2 Houve informações novas oferecidas pela matéria 3 Os recursos audiovisuais utilizados foram adequados 4 Os textos, os materiais, e as referencias bibliográficas apresentaram qualidade satisfatória 5 A carga horária proposta foi adequada ao desenvolvimento do programa 6 Houve adequação e seqüência do conteúdo 7 Houve seqüência das atividades diárias 8 Houve integração do grupo Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 Respostas - QUESTÕES REFERENTES À DISCIPLINA: Número: Excelente Bom Regular 1 1 13 2 7 7 3 5 9 4 3 9 2 5 1 9 4 6 1 7 2 7 3 10 1 8 5 8 1 Fraco 1 Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 N QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE: 1 Dominou o assunto 2 Cumpriu o conteúdo programático 3 A explanação do assunto foi adequada 4 Apresentou habilidade de comunicação 5 Houve planejamento das aulas 6 Houve habilidade para criar interesse dos alunos pelo assunto 7 Foi pontual 35 8 Atendeu prontamente quando solicitado (a) 9 A didática utilizada adequou-se ao conteúdo apresentado Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 Respostas - QUESTÕES REFERENTES AO DOCENTE: Número: Excelente Bom Regular 1 8 5 1 2 4 10 3 5 7 4 5 9 5 7 4 3 6 3 8 3 7 9 5 8 7 5 1 9 3 10 1 Fraco 2 1 Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 N QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL A disciplina possibilitou uma boa aprendizagem dos temas abordados? A disciplina é relevante para os interesses? Recomendaria o curso para outras pessoas? Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 Respostas - QUESTÕES REFERENTES AVALIAÇÃO GERAL: Número: Excelente Bom Regular 1 1 10 3 2 4 10 3 3 9 Fonte: Pesquisa de avaliação – 2006 Observações dos alunos: “... achei ele muito despreparado...” 1 Fraco 36 “... acho que os professores deveriam envolver mais os alunos porque está ficando cansativo...” “... a disciplina necessita de uma seqüência definida, pois o próprio professor ficou perdido...” “... aumentar a carga horária...” “... aumento da carga horária...” “... a disciplina foi muito bem apresentada, mas como o assunto é de difícil entendimento seria necessário aumentar a carga horária ou colocar uma disciplina introdutória de contabilidade...” “... para cada módulo deveria ter mais de um professor. É cansativo ter um módulo inteiro com o mesmo professor. Fica uma sugestão: 1 módulo com várias disciplinas e cada um com seu professor. É mais produtivo do ponto de vista de aproveitamento...” Análise dos resultados matéria Gestão Contábil e Gerencial – turma I: O resultado apresentado acima mesmo considerando a porcentagem positiva pode verificar que ficamos na média maior de bom a regular, devido a várias, questões, entre elas: falta de conhecimento no assunto dos alunos por serem da área técnica da saúde, falta de envolvimento do professor e se colocar no lugar do aluno, entendendo seu nível de conhecimento do assunto em questão. Enfim, mesmo com os resultados positivos, considerando a dificuldade de entendimento dos alunos, foi necessária a inclusão de um Seminário com outro professor com vivência no assunto (experiência no mercado), para que os alunos saíssem do curso com um nível de conhecimento mínimo para conciliarem a teoria e a prática. CAPÍTULO III CONCLUSÔES Conforme foi retratado acima, conclui-se que somente será possível implantarmos um projeto educacional focado em gestão organizacional se for levado em consideração à vivência do professor no tema e não somente sua titulação. É importante ressaltar que os cursos de pós graduação (lato Sensu) se encontram em aceleração devido a várias questões, entre elas: - Expansão da infra estrutura do pais; - Preparação do pais para os eventos Copa do Mundo e Jogos Olímpicos; - Aumento da formação em massa dos processos educacionais, ou seja, ser graduado em qualquer curso, não é mais um diferencial para o mercado de trabalho e sim requisito, para começar uma carreira; - Avanço contínuo das mudanças organizacionais, obrigando os profissionais a estarem preparados para atuar com estas mudanças para saber utilizá-las. A realização de mudanças educacionais resultará na aceleração para suprir está demanda do mercado, e teremos como resultados, aumento da qualificação profissional, melhoria dos salários e fortalecimento da economia. A reportagem do Jornal Estado de Minas – intitulada “Qualificação eleva os salários dos brasileiros” de Mariella Castro que diz: “O crescimento da economia está transformando o perfil do mercado de trabalho. A demanda por profissionais qualificados cresce em ritmo acelerado, praticamente acompanhando a oferta. Com efeitos diretos na remuneração de quem investiu na formação.” 38 Este encontro de oportunidades e profissionais acontecerá também principalmente se estes atuantes do mercado os “profissionautas”, tiverem a consciência da necessidade de se planejar, para ocupar as demandas oferecidas em um período de “boom” econômico e financeiro do país. Simon Franco, cita em seu livro “O Profissionauta” – capitulo 04 intitulado de A criação de novos mundos, que: “O planejamento estratégico é indispensável para gerenciar a própria carreira. Esse planejamento deve levar em conta a necessidade de ocupar um lugar criativo nos processos de trabalho, revalorizando a capacidade imaginativa e de invenção. Isso requer domínio não apenas das técnicas da informática, mas também da nova linguagem com a qual essa mesma informática estrutura todo o mundo da produção. Um mundo que migra progressivamente para o setor terciário, transformando todas as atividades profissionais em prestação de serviços.” Reforçamos a importância de se conciliar a demanda de oportunidades com a oferta de talentos, e fazer esta equação, somente será possível, se trabalharmos com um objetivo claro, que é “preparar” os profissionais para ocuparem este nicho de mercado. Enfim, motivos e necessidades foram citados acima, que “obriga” o profissional a estar apto para o mercado. Esta preparação profissional somente será possível se for trabalhado de maneira diferenciada os curso de educação continuada, e neste estudo com foco na pós graduação (lato sensu). Para finalizar retratamos em abaixo o depoimento do Professor Oswaldo Fortini Levindo Coelho, Professor Assistente da Clinica Médica da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Coordenador e perceptor da Residência em Clinica Médica do Ipsemg. Presidente da Sociedade Brasileira de Clinica Médica – Regional Minas Gerais – em seu texto titulado: O valor da especialização X o valor da titulação, retrata que: “... 39 as escolas de ensino superior deveriam anunciar com orgulho e com destaque que seu corpo docente é formado por grandes Especialistas com reconhecida experiência, ao invés de anunciarem com toda ênfase que todos seus professores possuem Titulo de Mestrado e ou Doutorado, porque para se ensinar com segurança é fundamental a vivência...”. 40 BIBLIOGRAFIA STEINER, João E. e MALNIC, Gerhard. Ensino Superior – Conceito e Dinâmica. Editora USP, 2006. MORAN, José Manuel – A Educação que desejamos – novos desafios e cmo chegar lá. Editora Papirus, 2007. FRANCO. Simon, O Profissionauta. Editora Futura, 2002. CHIAVENATO, Idalberto, Carreira e Competência. Editora Saraiva, 2002. Ministério da Educação - Parecer número 977 BRASILIA-DF, 1965 Ministério da Educação - Resolução número 1- 2007 Ministério da Educação – Lei número 9394 XAVIER, P. RICARDO, Sua carreira – planejamento e gestão – Editora Pearson Prentice Hall – 2006. FRANCO SIMON, O Profissionauta, Editora Futura – 2002. Fonte Revista Você SA, Edição 02 - 2010 DUTRA, Joel, Administração de Carreira – Editora Atlas – 1996 DUTRA, Joel, Gestão de Pessoas – Editora Atlas – 2002. CASTRO, Mariella. Qualificação eleva os salários dos brasileiros. Estado de Minas. 2010. Disponivel em http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/05/01/noticia_economia=1579 44/Q...01/05/2010. 41 COELHO, Oswaldo Fortini Levindo, O valor da especialização X O valor da titulação. Jornal da Associação Médica de Minas Gerais. Belo Horizonte. 2007. 06 ANEXO FOLHA DE AVALIAÇÃO Nome da Instituição: Título da Monografia: Autor: Data da entrega: Avaliado por: Conceito: