Sumário 1. Introdução Conceitos básicos 2. Sistema internacional de unidades Eletricidade I 3. Notação científica e de engenharia 4. Calculadora científica Prof. Fabiano Rodrigo Borges 5. Carga elétrica e corrente elétrica Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo Câmpus São José dos Campos 6. Tensão elétrica 7. Potência elétrica e energia 8. Aplicações 8.1 Tubo de imagem de um televisor 8.2 Contas de energia elétrica 9. Resumo 10. Lista de símbolos 11. Referências Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 1 / 95 Citação Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 2 / 95 Perfis históricos Alessandro Volta (1 745–1 827) Físico italiano, inventou a bateria elétrica, a qual proveu o primeiro fluxo de corrente elétrica contínua, e o capacitor. Nascido em uma família nobre de Como, na Itália, Volta começou a realizar experimentos elétricos aos 18 anos. A invenção da bateria, por Volta, em 1 796, revolucionou o uso da eletricidade. O início da teoria de circuitos elétricos foi marcado com a publicação de seu trabalho em 1 800. Volta recebeu diversas menções honrosas durante sua vida, e a unidade de tensão elétrica ou da diferença de potencial elétrico, o volt, é assim chamada em homenagem a Volta. A tecnologia alimenta a si mesma. A tecnologia faz mais tecnologia. — Alvin Toffler Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 3 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 4 / 95 Perfis históricos Introdução André-Marie Ampère (1 775–1 836) A teoria de circuitos elétricos é básica para a engenharia elétrica. Matemático e físico francês, lançou as bases da eletrodinâmica (hoje conhecida como eletromagnetismo). Durante os anos de 1 820, ele definiu a corrente elétrica e desenvolveu um método para medi-la. Nascido em Lyon, na França, Ampère dominou o latim rapidamente porque estava interessado em matemática, e muitos dos melhores trabalhos em matemática àquela época eram em latim. Foi um brilhante cientista e um escritor prolífico. Inventou o eletroímã e o amperímetro, e formulou as leis do eletromagnetismo. A unidade de corrente elétrica, o Ampère, é assim chamada em sua homenagem. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos I I I I 5 / 95 Introdução I Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Tal conexão é referida como um circuito elétrico, e cada componente desse circuito elétrico é conhecido com um elemento. Assim, 6 / 95 Um circuito elétrico simples é mostrado na Fig. 1, o qual é constituído de três componentes básicos: uma bateria, uma lâmpada e fios conectores. I Esse circuito elétrico simples é utilizado em lanternas e holofotes, entre outros dispositivos. Um circuito elétrico mais complexo é apresentado na Fig. 2. I Trata-se de um diagrama esquemático de um transmissor de rádio. F um circuito elétrico é uma interconexão de elementos elétricos. F Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos Introdução Na área de elétrica, está-se sempre interessado em comunicar ou transferir energia de um ponto para outro, o que requer a interconexão de dispositivos elétricos. I Muitos ramos da engenharia elétrica — tal como sistemas de potência elétrica, máquinas elétricas, sistemas de controle, eletrônica, computadores, telecomunicação e instrumentação — são baseados na teoria de circuitos elétricos. A teoria de circuitos elétricos é o ponto de partida para um estudante iniciante no ensino na área de elétrica. A teoria de circuitos é também valiosa para os estudantes se especializarem em outros ramos da física, porque os circuitos elétricos são bons modelos para o estudo dos sistemas de energia em geral e em razão da matemática aplicada, da física e das topologias envolvidas. Praticamente tudo que se conecta a uma tomada de parede ou utiliza bateria, ou de alguma forma utiliza eletricidade, pode ser analisado com base nas técnicas descritas neste material. Conceitos básicos 7 / 95 Embora pareça complicado, ele pode ser analisado utilizando as técnicas abordadas neste material. Um dos objetivos deste material é ensinar várias técnicas analíticas e programas de computadores para descrever o comportamento de circuitos elétricos como esse. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 8 / 95 Introdução Introdução Figura 1: Circuito elétrico simples. Figura 2: Circuito elétrico de um transmissor de rádio. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 9 / 95 Introdução Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 10 / 95 Sistema internacional de unidades Tecnologistas lidam com quantidades mensuráveis. I Os circuitos elétricos são utilizados em inúmeros sistemas elétricos para realizar diferentes tarefas. I I I O objetivo deste material não é o estudo dos diversos usos e aplicações dos circuitos elétricos. Pelo contrário, a maior preocupação é a análise dos circuitos elétricos, ou seja, o estudo do comportamento do circuito elétrico: F F Como ele responde a uma determinada entrada? Como os elementos e dispositivos interconectados interagem? F F Começa-se o estudo definindo alguns conceitos básicos, como carga elétrica, corrente elétrica, tensão elétrica, elementos de circuito elétrico, potência elétrica e energia. I I Antes de definir esses conceitos, deve-se estabelecer o sistema de unidades que será utilizado ao longo do material. Conceitos básicos I 11 / 95 A Tab. 1 mostra as sete unidades do SI. A Tab. 2 mostra unidades derivadas do SI úteis a este material. Embora as unidades do SI tenham sido oficialmente adotadas pelo Instituto de Engenharia Elétrica e Eletrônica (IEEE — Institute of Electrical and Electronics Engineers) e sejam utilizadas ao longo deste material, certas unidades inglesas (isto é, não definidas no SI) são comumente empregadas na prática nos Estados Unidos. I Prof. Fabiano (IFSP, SJC) As medidas, entretanto, devem ser comunicadas numa linguagem padronizada, tal que todos os profissionais possam entender. Essa linguagem é o Sistema Internacional (SI) de Unidades, adotado pela Conferência Geral de Pesos e Medidas, em 1 960. Nesse sistema, existem sete principais unidades das quais as unidades de todas as outras quantidades físicas podem ser derivadas. Isso acontece porque os Estados Unidos simplesmente reconhecem o sistema SI, mas não estão oficialmente o seguindo. Por exemplo, as distâncias são ainda especificadas em pés e milhas, enquanto os motores elétricos são classificados em cavalos. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 12 / 95 Sistema internacional de unidades Sistema internacional de unidades Tabela 2: Unidades derivadas do SI. Tabela 1: Sete unidades básicas do SI. Grandeza física Unidade básica Comprimento Massa Tempo Corrente elétrica Temperatura termodinâmica Quantidade de matéria Intensidade luminosa Prof. Fabiano (IFSP, SJC) metro quilograma segundo ampère kelvin mol coulomb Símbolo m kg s A K mol C Conceitos básicos 13 / 95 Grandeza física No SI Ângulo Frequência Intensidade de campo magnético Energia elétrica Potência elétrica Carga elétrica Densidade de campo elétrico Tensão elétrica Intensidade de campo elétrico Capacitância Resistência elétrica Condutância elétrica Fluxo magnético Densidade de campo magnético Indutância Temperatura m/m s−1 A/m kgm2 s−2 kgm2 s−3 sA s A/m2 kgm2 s−3 A−1 kgms−3 A−1 kg−1 m−2 s4 A2 kgm2 s−3 A−2 kg−1 m−2 s3 A2 kgm2 s−2 A−1 kgs−2 A−1 kgm2 s−2 A−2 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Fora do SI N m ou W s J/s ou V A C/m2 J/C ou W/A V/m C/V ou s/Ω V/A Ω−1 ou A/V Vs Wb/m2 Wb/A ou s Ω Símbolo Nome rad Hz radiano hertz J W C joule watt coulomb V volt F Ω S Wb T H ◦C farad ohm siemens weber tesla henry grau Celsius Conceitos básicos Sistema internacional de unidades Sistema internacional de unidades Exemplo 1.1, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Problema Prático 1.1, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Exemplo 1 Problema Proposto 1 Converta 42 pol para metro. Considere que 1 pol = 0,025 4 m. Converta 36 mi para quilometro. Considere que 1 mi = 1,609 344 km. Exemplo 1 – Resposta Problema Proposto 1 – Resposta 42 pol = 1,066 8 m Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 14 / 95 36 mi = 57,936 384 km 15 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 16 / 95 Sistema internacional de unidades Sistema internacional de unidades Exemplo 1.2, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1 ed. Problema Prático 1.2, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. a Exemplo 2 Um motor elétrico possui potência elétrica nominal de 900 W. Expresse essa potência elétrica em cavalo-vapor e em horse-power. Considere que 1 CV ≈ 735,5 W e que 1 HP ≈ 746 W. Problema Proposto 2 Exemplo 2 – Resposta Problema Proposto 2 – Resposta Uma força de 50 N é aplicada a um objeto. Expresse essa força em libra. Considere que 1 lb = 4,448 221 615 260 5 N. 50 N ≈ 11,240 447 154 985 524 145 501 970 670 016 lb 900 W ≈ 1,223 657 375 934 738 273 283 480 625 425 CV 900 W ≈ 1,206 434 316 353 887 399 463 806 970 509 HP Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 17 / 95 Notação científica e de engenharia Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 18 / 95 Notação científica e de engenharia A notação científica emprega a potência de 10. I Em ciência e engenharia, encontra-se frequentemente números muito pequenos e muito grandes. I Esses números muito pequenos ou grandes podem ser expressos por uma das seguintes notações: F F Notação científica. Notação de engenharia. Nesse tipo de notação, um número é normalmente expresso como W, XYZ · 10n . Na notação científica, expressa-se um número em potência de 10 com um único dígito diferente de zero à esquerda do ponto decimal. Para escrever um número em notação científica, utilizamo-no como um coeficiente multiplicado por 10 elevado a um expoente. I I Por exemplo, converte-se o número 0,000 578 para notação científica deslocando-se o ponto decimal quatro posições para a direita, isto é, 5,78 · 10−4 . De modo semelhante, em notação científica, o número 423,56 torna-se 4,235 6 · 102 , o qual é obtido movendo-se o ponto decimal duas posições para a esquerda. F Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 19 / 95 Assim, nota-se que 3,276 · 106 está em notação científica, enquanto que 32,76 · 105 não está. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 20 / 95 Notação científica e de engenharia Notação científica e de engenharia Em notação de engenharia, expressa-se um número utilizando determinadas potências de 10, conforme mostrado na Tab. 3. Tabela 3: Prefixos adotados no SI. Potência Em engenharia e na teoria de circuitos elétricos, tem-se mais interesse pela notação de engenharia. I I I Isso porque a notação de engenharia refere-se à aplicação da notação científica em que as potências de 10 são múltiplas de três. Na verdade, uma grande vantagem das unidades do SI é que elas utilizam prefixos baseados na potência de 10 para se referir a unidades maiores ou menores do que a unidade básica. Tais prefixos e seus símbolos são mostrados na Tab. 3. F F Observe que os prefixos são dispostos em incrementos de três nos expoentes das potências de 10. Na notação de engenharia, um número pode ter de um a três dígitos à esquerda do ponto decimal. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 21 / 95 Notação científica e de engenharia I I Move-se o ponto decimal seis posições para a direita, e o prefixo representando 10−6 é expresso como µ (micro). I Nesse caso, o ponto decimal foi deslocado três posições para a esquerda, e o prefixo representando 10+3 é expresso como k (quilo). Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Potência Y Z E P T G M k h da 10−24 10−21 10−18 10−15 10−12 10−9 10−6 10−3 10−2 10−1 Conceitos básicos Prefixo yocto zepto atto femto pico nano micro mili centi deci Símbolo y z a f p n µ m c d 22 / 95 Em engenharia elétrica, é melhor utilizar a notação de engenharia do que a potência de 10 e a notação científica. De modo semelhante, 145 300 m é o mesmo que 145,3 km em notação de engenharia. F yotta zetta exa peta tera giga mega quilo hecto deca Símbolo Notação científica e de engenharia Por exemplo, 0,000 6 s é expresso em notação de engenharia como 600 µs. F 10+24 10+21 10+18 10+15 10+12 10+9 10+6 10+3 10+2 10+1 Prefixo 23 / 95 I Certamente, encontra-se a notação de engenharia sendo utilizada em todos os livros e manuais técnicos que se deverá utilizar e ler. Embora isso possa parecer difícil em um primeiro momento, esses prefixos se tornarão naturais à medida que for se utilizando-os. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 24 / 95 Notação científica e de engenharia Notação científica e de engenharia Exemplo 1.3, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1 ed. Problema Prático 1.3, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Exemplo 3 Problema Proposto 3 Expresse cada um dos números seguintes em notação científica: Expresse os seguintes números em notação científica: (a) 621 409. (a) 46 130 000. (b) 0,000 005 48. (b) 0,000 245. Exemplo 3 – Respostas Problema Proposto 3 – Respostas (a) 6,214 09 · 10+5 . (a) 4,613 · 10+7 . (b) 5,48 · 10−6 . (b) 2,45 · 10−4 . a Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 25 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos Notação científica e de engenharia Notação científica e de engenharia Exemplo 1.4, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Problema Prático 1.4, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Exemplo 4 Problema Proposto 4 Expresse os seguintes números em notação científica: Escreva os seguintes números em notação científica: (a) 2 563 m. (a) 0,921 s. (b) 23,6 µs. (b) 145,6 km. Exemplo 4 – Respostas Problema Proposto 4 – Respostas (a) 2,563 · 10+3 m. (a) 9,21 · 10−1 s. (b) 2,36 · 10−5 s. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) 26 / 95 (b) 1,456 · 10+5 m. Conceitos básicos 27 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 28 / 95 Notação científica e de engenharia Notação científica e de engenharia Exemplo 1.5, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1 ed. Problema Prático 1.5, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Exemplo 5 Problema Proposto 5 Utilize notação de engenharia para representar os seguintes números: Escreva os seguintes números em notação de engenharia: (a) 451 000 000 m. (a) 34 700 000 000 m. (b) 0,000 078 2 s. (b) 0,003 2 s. Exemplo 5 – Respostas Problema Proposto 5 – Respostas (a) 451 Mm. (a) 34,7 Gm. (b) 78,2 µs. (b) 3,2 ms. a Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 29 / 95 Calculadora científica Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 30 / 95 Calculadora científica Como a análise de circuitos elétricos envolve uma grande quantidade de cálculos, deve-se saber utilizar uma calculadora científica. I I I I A velocidade e a precisão dos cálculos de uma calculadora científica justificam o investimento. A simplicidade de uma calculadora científica é preferível à sofisticação de um computador pessoal. Conversões, notação científica e notação de engenharia podem ser facilmente realizadas utilizando uma calculadora científica. Certifique-se de que sua calculadora faça ao menos as seguintes operações: aritmética (+, −, ×, ÷), raiz quadrada, seno, cosseno, tangente, logaritmo (base 10), logaritmo (base e), x y (potência) e exponencial (e) e possa converter de coordenadas retangular para polar e vice-versa. F A maioria das calculadoras pode apresentar números com 8 ou 10 dígitos. I I Não é razoável trabalhar com todos os números que se pode ver no visor da calculadora. Na prática, em geral os números são arredondados para três ou quatro dígitos significativos. F Por exemplo, o número 1,648 547 143 é arrendado e guardado como 1,649, enquanto o número 0,007 543 128 é guardado como 0,007 543. Não há necessidade de ter recursos para programação. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 31 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 32 / 95 Calculadora científica Calculadora científica Separador decimal e separador de milhar; veja a Fig. 3. Grado, grau e radiano. Polar e retangular. Precedência de operações. 1. 2. 3. 4. Parênteses. Potenciação. Multiplicação e divisão. Adição e subtração. Figura 3: Separador decimal: azul = ponto; verde = vírgula; vermelho = numerais indo-arábicos; cinza = numerais ainda desconhecidos. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 33 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos Calculadora científica Calculadora científica Exemplo 1.6, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Problema Prático 1.6, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Exemplo 6 Problema Proposto 6 Expresse o número 23 600 em notação de engenharia utilizando a calculadora. Utilize a calculadora para expressar 124 700 em notação de engenharia. Problema Proposto 6 – Resposta Exemplo 6 – Resposta 124 700 = 124,7 · 103 23 600 = 23,6 · 103 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) 34 / 95 Conceitos básicos 35 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 36 / 95 Calculadora científica Calculadora científica Exemplo 1.7, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1 ed. Problema Prático 1.7, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Exemplo 7 Problema Proposto 7 Utilize a calculadora para calcular r Com uma calculadora, determine a 45 − 7 2 √ Problema Proposto 7 – Resposta Exemplo 7 – Resposta 53,94 4,359 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 37 / 95 Carga elétrica e corrente elétrica I Prof. Fabiano (IFSP, SJC) I A quantidade mais básica em um circuito elétrico é a carga elétrica. Todos já experimentaram o efeito da carga elétrica quando se tenta retirar uma blusa de lã, e ela fica presa ao corpo. Isso significa que todos os fenômenos elétricos são manifestações das cargas elétricas. Cargas elétricas têm polaridade; são positivas (+) ou negativas (−). Como os elétrons carregam cargas elétricas negativas, a carga elétrica transportada por um elétron é Conceitos básicos e ≈ −1,602 · 10−19 C I I 39 / 95 p ≈ 1,602 · 10−19 C (1) medida em coulomb, C. I A carga elétrica é uma propriedade da matéria responsável por fenômenos elétricos. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) 38 / 95 Sabe-se da física elementar que toda matéria é feita de blocos de construção fundamentais, conhecidos como átomos, e que cada átomo é composto por elétrons, prótons e nêutrons, conforme a Fig.4. Cargas elétricas de mesma polaridade (ou sinal) repelem uma a outra, enquanto cargas elétricas de polaridades opostas se atraem. I Conceitos básicos Carga elétrica e corrente elétrica Uma vez vistos os prefixos do SI e a calculadora científica, está-se pronto para iniciar a jornada pela análise de circuitos elétricos. I 125π 36 + 17 Um próton carrega o mesmo montante de carga elétrica, porém, com polaridade positiva. A presença de um número igual de elétrons e de prótons deixa um átomo eletricamente neutro. A carga elétrica vem em múltiplos da carga elétrica do elétron ou do próton. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 40 / 95 Carga elétrica e corrente elétrica Carga elétrica e corrente elétrica Qualquer material ou corpo com excesso de elétrons está com carga elétrica negativa, enquanto qualquer material ou corpo com excesso de prótons (ou deficiência de elétrons) está com carga elétrica positiva. I Como mostrado na Fig. 5, cargas elétricas diferentes atraem uma a outra, enquanto cargas elétricasc iguais repelem uma a outra. (a) Figura 5: (a) Cargas elétricas opostas se atraem; (b) cargas elétricas iguais se repelem. Figura 4: Estrutura atômica ilustrando o núcleo e os elétrons. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos (b) 41 / 95 Carga elétrica e corrente elétrica Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 42 / 95 Carga elétrica e corrente elétrica Os seguintes pontos devem ser observados sobre a carga elétrica: 1. O coloumb é uma unidade grande para as cargas elétricas. F F Em 1 C de carga elétrica existem 1 1,602 · 10−19 = 6,242 · 1018 elétrons. Assim, valores práticos ou de laboratório para as cargas elétricas são da ordem de pC, nC ou µC. 2. De acordo com observações experimentais, as cargas elétricas que ocorrem na natureza são múltiplos inteiros da carga de um elétron; isto é Qe = −Ne Qp = Ne I Quando um fio condutor consistindo em trilhões de átomos é conectado a uma bateria (uma fonte de força eletromotriz), as cargas elétricas são forçadas a se mover; as cargas elétricas positivas movem-se em uma direção, enquanto as cargas elétricas negativas movem-se na direção oposta. F I Esse movimento de cargas elétrica cria uma corrente elétrica. É convencionado adotar a direção da corrente elétrica como o movimento das cargas elétricas positivas (isto é, oposto ao fluxo das cargas elétricas negativas). F sendo N um número inteiro. 3. A lei da conservação de carga elétrica estabelece que a carga elétrica não pode ser criada nem destruída, apenas transferida. F Considere agora o fluxo de cargas elétricas. F Essa convenção foi introduzida por Benjamin Franklin (1 706–1 790). Embora se saiba que a corrente elétrica em um condutor metálico se deve aos elétrons, será adotada a convenção universal de que a corrente elétrica é o fluxo líquido de cargas elétricas positivas — veja a Fig. 6. Assim, a soma algébrica das cargas elétricas em um sistema fechado não se altera. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 43 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 44 / 95 Carga elétrica e corrente elétrica Carga elétrica e corrente elétrica Assim, A corrente elétrica é a variação no tempo da quantidade de carga elétrica. Matematicamente, ∆Q (2) ∆t em que a corrente elétrica é medida em ampère, A — isto é, 1 A é 1 C/s. I = Figura 6: Corrente elétrica devido ao fluxo de cargas elétricas em um condutor. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 45 / 95 Carga elétrica e corrente elétrica Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 46 / 95 Carga elétrica e corrente elétrica Uma corrente elétrica variante no tempo é representada pelo símbolo i (letra i minúscula). Existem vários tipos de corrente elétrica; a carga elétrica pode variar no tempo de várias maneiras, as quais são representadas por diferentes tipos de funções matemáticas. I Se a corrente elétrica não varia com o tempo, diz-se que a corrente elétrica é contínua (CC). F F I I I Essa é a corrente elétrica criada por uma bateria. O símbolo I (letra i maiúscula) é utilizado para representar uma corrente elétrica constante. Uma forma comum de corrente elétrica variante no tempo é a corrente elétrica senoidal ou corrente elétrica alternada (CA). A corrente alternada é encontrada em casas, usada para que o aquecedor, o condicionador de ar, a geladeira, a máquina de lavar e outros aparelhos elétricos funcionem. A Fig. 7 mostra gráficos de correntes elétricas ao longo do tempo para corrente elétrica contínua e para corrente elétrica alternada, os dois tipos mais comuns de corrente elétrica. F A corrente elétrica contínua é aquela que permanece constante no tempo. F F Em geral, as correntes elétricas alternadas são correntes que periodicamente invertem a direção do fluxo de corrente elétrica. A corrente elétrica senoidal é certamente o tipo mais comum e mais importante. Outros tipos de corrente elétrica serão considerados posteriormente neste material. A corrente elétrica alternada é aquela que varia periodicamente no tempo. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 47 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 48 / 95 Carga elétrica e corrente elétrica Carga elétrica e corrente elétrica Uma vez definida a corrente elétrica como o movimento de cargas elétricas, espera-se que a corrente elétrica tenha um sentido de fluxo associado. I I (a) (b) I Figura 7: Dois tipos comuns de corrente elétrica: (a) corrente elétrica contínua (CC); (b) corrente elétrica alternada (CA). Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 49 / 95 Carga elétrica e corrente elétrica Como mencionado anteriormente, a direção da corrente elétrica é convencionalmente adotada como sendo a direção do movimento das cargas elétricas positivas. Baseado nessa convenção, uma corrente elétricas de 5 A pode ser positiva ou negativa, conforme mostrado na Fig. 8. Em outras palavras, uma corrente elétrica negativa de −5 A fluindo numa direção como mostrado na Fig. 8(b) é a mesma corrente elétrica de +5 A fluindo na direção contrária, conforme a Fig. 8(a). Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 50 / 95 Carga elétrica e corrente elétrica É conveniente considerar os diferentes tipos de materiais que podem ser encontrados. I De modo geral, os materiais podem ser divididos em três categorias, dependendo de quão facilmente o fluxo de carga elétrica se dará atraves deles: F F F (a) Cada classe de material é baseada no número de elétrons de valência na camada externa do material. A maioria dos materiais é condutora ou isolante. (b) I Figura 8: Corrente elétrica convencional: (a) corrente elétrica positiva; (b) corrente elétrica negativa. I Conceitos básicos Nos condutores, os elétrons estão fracamente ligados aos seus átomos de modo que eles estão livres para se mover. F I Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Condutores (por exemplo, cobre, ouro e prata). Semicondutores (por exemplo, silício e germânio). Isolantes (por exempo, borracha, madeira e plástico). 51 / 95 Em outras palavras, um condutor é um material contendo elétrons livres capazes de se mover de um átomo para outro. Nos isolantes, por outro lado, os elétrons estão fortemente ligados aos seus átomos de modo que não estão livres para se movimentar. Os semicondutores são materiais cujo comportamento está entre o de um condutor e de um isolante. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 52 / 95 Carga elétrica e corrente elétrica Carga elétrica e corrente elétrica Exemplo 1.8, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1 ed. Problema Prático 1.8, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. a Problema Proposto 8 Exemplo 8 Determine a quantidade de carga elétrica representada por 2 milhões de prótons. Determine a carga elétrica representada por 4 600 elétrons. Exemplo 8 – Resposta Problema Proposto 8 – Respostas Q = −736,9 aC Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos Q = 320,4 fC 53 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos Conceitos básicos Conceitos básicos Exemplo 1.9, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Problema Prático 1.9, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Problema Proposto 9 Exemplo 9 A corrente elétrica através de um certo elemento é medida como 8,6 A. Determine o tempo será gasto para 2 mC de carga elétrica fluir pelo elemento. Uma carga elétrica de 4,5 C flui através de um elemento por 200 ms; determine a quantidade de corrente elétrica através desse elemento. Exemplo 9 – Resposta Problema Proposto 9 – Respostas I = 22,5 A Prof. Fabiano (IFSP, SJC) 54 / 95 Conceitos básicos ∆t = 232,6 µs 55 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 56 / 95 Tensão elétrica Tensão elétrica Para mover um elétron em uma direção específica, exige-se algum trabalho ou transferência de energia. I I I I Esse trabalho é realizado por uma força eletromotriz (fem) externa, tipicamente representada pela bateria da Fig. 6. Essa fem é também conhecida como diferença de potencial. A tensão elétrica Vab entre dois pontos a e b de um determinado circuito elétrico é a energia elétrica (ou trabalho) W necessária para mover uma carga elétrica Q do ponto a ao ponto b, dividida pela carga elétrica. Matematicamente, W (3) Vab = Q A tensão elétrica através de um elemento conectado entre os pontos a e b é mostrada na Fig. 9. I I Os sinais positivo (+) e negativo (−) são utilizados para definir a polaridade da tensão elétrica. A tensão elétrica Vab pode ser interpretada de dois modos: 1. o ponto a está em um potencial elétrico de Vab maior que o do ponto b, ou 2. o potencial elétrico no ponto a em relação ao ponto b é Vab . I Segue-se logicamente que, em geral, (4) Vab = −Vba em que W é a energia elétrica e Q é a carga elétrica. A tensão elétrica (ou diferença de potencial elétrico) é a energia elétrica necessária para mover 1 C de carga elétrica através de um elemento. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 57 / 95 Tensão elétrica Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 58 / 95 Tensão elétrica Por exemplo, na Fig. 10, são mostradas duas representações para a mesma tensão elétrica. I I F Figura 9: Polaridade da tensão elétrica Vab . Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos Na Fig. 10(a), o ponto a está +9 V acima do ponto b; na Fig. 10(b), o ponto b está −9 V abaixo do ponto a. Pode-se dizer que na Fig. 10(a) há uma queda de tensão elétrica de −9 V do ponto a para o b ou, equivalentemente, um aumento de +9 V do ponto b para o a. 59 / 95 Em outras palavras, a queda de tensão elétrica de a para b é equivalente ao aumento de tensão elétrica de b para a. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 60 / 95 Tensão elétrica Tensão elétrica Corrente elétrica e tensão elétrica são as duas variáveis básicas nos circuitos elétricos. I (a) (b) I Figura 10: Duas representações equivalentes para a mesma tensão elétrica Vab : (a) o ponto a está 9 V acima do ponto b; (b) o ponto b está −9 V abaixo do ponto a. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 61 / 95 Tensão elétrica Como a corrente elétrica, uma tensão elétrica constante é chamada de tensão elétrica CC, enquanto uma tensão elétrica variando no tempo de forma senoidal é conhecida como tensão elétrica CA. Uma tensão elétrica CC é comumente produzida por uma bateria como a mostrada na Fig. 11; a tensão elétrica CA é produzida por um gerador elétrico como apresentado na Fig. 12. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos Tensão elétrica (a) Conceitos básicos (b) Figura 12: Duas fotos de geradores CA em uma usina hidrelétrica. Figura 11: Carro elétrico. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) 62 / 95 63 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 64 / 95 Tensão elétrica Tensão elétrica Exemplo 1.10, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1 ed. Problema Prático 1.10, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. a Exemplo 10 Problema Proposto 10 Se 20 J de energia elétrica são necessários para mover 5 mC de carga elétrica através de um elemento, determine a tensão elétrica sobre esse elemento. Determine a energia elétrica necessária para uma bateria de 12 V mover uma carga elétrica de 4,25 C. Problema Proposto 10 – Respostas Exemplo 10 – Resposta W = 51 J V = 4 kV Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 65 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 66 / 95 Conceitos básicos Tensão elétrica Exemplo 1.11, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Problema Prático 1.11, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Exemplo 11 Problema Proposto 11 Determine o trabalho realizado por uma bateria de 3 V durante 8 s, se a corrente elétrica no condutor for 5 mA. Uma corrente elétrica de 200 mA flui através de um elemento e libera 9 J de energia. Determine a tensão elétrica sobre esse elemento. Exemplo 11 – Resposta Problema Proposto 11 – Respostas W = 120 mJ Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos V = 15 V 67 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 68 / 95 Potência elétrica e energia Potência elétrica e energia Embora a corrente elétrica e a tensão sejam duas variáveis básicas em um circuito elétrico, a entrada e a saída do circuito elétrico podem ser expressas em termos de potência elétrica e energia. I I I I Para fins práticos, precisa-se saber qual a potência elétrica que um dispositivo elétrico pode lidar. Todos sabem por experiência que uma lâmpada de 100 W produz mais luminosidade que uma de 60 W. Sabe-se também que quando paga-se a conta de energia elétrica para a concessionária, está-se pagando pela energia consumida durante certo período de tempo. Assim, potência elétrica e energia são conceitos importantes na análise de circuito elétrico. Para relacionar potência elétrica e energia elétrica à tensão elétrica e à corrente elétrica, utiliza-se a física: potência elétrica é a taxa de consumo ou de produção de energia elétrica. Assim, ∆W (5) ∆t em que P é a potência elétrica, W é a energia elétrica t é o tempo. P= De (2), (3) e (5), segue-se que ∆W ∆VQ P= = =V ∆t ∆t ∆Q ∆t = VI ou (7) P = VI Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 69 / 95 Potência elétrica e energia Prof. Fabiano (IFSP, SJC) (6) Conceitos básicos 70 / 95 Potência elétrica e energia Desse modo, a potência elétrica absorvida ou fornecida por um elemento é o produto da tensão elétrica sobre esse elemento pela corrente elétrica que o percorre. I I I Se a potência elétrica tem um sinal positivo, ela está sendo fornecida ao elemento ou sendo consumida por ele. Se, por outro lado, a potência elétrica tem sinal negativo, a potência elétrica está sendo fornecida pelo elemento. Mas como saber se a potência elétrica é positiva ou negativa? A direção da corrente elétrica e a polaridade da tensão elétrica têm um papel importante na determinação do sinal da potência elétrica. I I I Uma carga elétrica ou um elemento pode estar absorvendo ou fornecendo potência elétrica. Conforme mostrado na Fig. 13(a), quando a corrente elétrica entra no elemento pelo ponto de maior potencial elétrico, o elemento está absorvendo potência elétrica. Por outro lado, se a corrente elétrica sai do ponto de maior potencial elétrico, como na Fig. 13(b), o elemento está fornecendo potência elétrica. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 71 / 95 (a) (b) Figura 13: (a) Elemento absorvendo potência elétrica; (b) elemento fornecendo potência elétrica. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 72 / 95 Potência elétrica e energia Potência elétrica e energia A lei da conservação de energia elétrica tem que ser obedecida em um circuito elétrico. I Por essa razão, a soma algébrica das potências elétricas no circuito elétrico, em qualquer instante de tempo, deve ser zero, isto é, X P=0 (8) F Exemplo 12 Uma fonte de 24 V entrega 3 A de seu terminal positivo. Determine a potência elétrica que está sendo entregue por essa fonte. Isso confirma o fato de que a potência elétrica total fornecida ao circuito elétrico deve ser igual à potência elétrica total absorvida. A partir de (6), a energia elétrica absorvida ou fornecida por um elemento durante um período de tempo ∆t é W = P∆t = VI ∆t Exemplo 1.12, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Exemplo 12 – Resposta P = 72 W (9) As concessionárias de energia elétrica medem a energia elétrica em watt-hora, sendo 1 W h = 3,6 kJ (10) Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 73 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos Potência elétrica e energia Potência elétrica e energia Problema Prático 1.12, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Exemplo 1.13, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Problema Proposto 12 Exemplo 13 Uma lâmpada de 30 W está conectada a uma fonte de 120 V. Determine a corrente elétrica que circula pela lâmpada. Determine a energia elétrica consumida por uma lâmpada de 100 W durante duas horas. Problema Proposto 12 – Respostas Exemplo 13 – Resposta W = 200 W h = 720 kJ I = 250 mA Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 74 / 95 75 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 76 / 95 Aplicações Potência elétrica e energia Problema Prático 1.13, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1 ed. a Problema Proposto 13 Nesta seção são consideradas duas aplicações práticas dos conceitos desenvolvidos neste capítulo. Um fogão elétrico consome 15 A quando ligado a uma fonte de 120 V. Determine o tempo necessário para esse fogão consumir 30 kJ. I Problema Prático 13 – Respostas A primeira trata-se do tubo de imagem de um televisor, e outra aborda como as concessionárias de energia elétrica determinam o valor da conta de energia. ∆t = 16,67 s Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 77 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Aplicações Aplicações Tubo de imagem de um televisor Tubo de imagem de um televisor Conceitos básicos 78 / 95 Na recepção, a imagem é reconstruída utilizando um tubo de raios catódicos (TRC) ou o CRT (cathode-ray tube) localizado no receptor de TV; O TRC está representado na Fig. 14. I Uma aplicação importante do movimento de elétrons é encontrada tanto nos receptores quanto nos transmissores de sinal de TV. I I Ao contrário do iconoscópio, que produz um feixe de elétrons de intensidade constante, o feixe de elétrons do TRC varia de intensidade de acordo com o sinal recebido. F Na transmissão, uma câmera de TV captura uma imagem e a converte em um sinal elétrico. A captura da imagem é feita por um feixe de elétrons em um iconoscópio. F F F F Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 79 / 95 O canhão de elétrons, mantido a um alto potencial elétrico, dispara o feixe de elétrons, o qual passa por dois conjuntos de placas para a deflexão vertical e a deflexão horizontal, de modo que o ponto na tela onde o feixe se choca pode mover-se para direita e esquerda, para cima e para baixo. Quando o feixe de elétrons atinge a tela fluorescente, emite luz naquele ponto. Assim, o feixe de elétrons “desenha” uma imagem na tela da TV. Embora o tubo de imagem ilustre o que foi feito nesse capítulo, um dispositivo mais moderno seriam as câmeras de carga acoplada (CCD — charge-coupled device). Na verdade, os televisores de cristal líquido (LCD — liquid-crystal display) são superiores aos televisores que utilizam o CRT. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 80 / 95 Aplicações Aplicações Tubo de imagem de um televisor Exemplo 1.14, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Exemplo 14 O feixe de elétrons em um tubo de imagem de uma TV transporta 1015 elétrons/s. Determine a tensão elétrica Vo necessária para acelerar o feixe de elétrons para alcançar 4 W. Veja a Fig. 15. Figura 15: Um diagrama simplificado de um tubo de raios catódicos para o Exemplo 14. Figura 14: Tubo de raios catódicos. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 81 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos Aplicações Aplicações Exemplo 1.14, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Problema Prático 1.14, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. 82 / 95 Problema Proposto 14 Se um feixe de elétrons de um tubo de imagem de uma TV transporta 1013 elétrons/s e está passando por placas mantidas a uma tensão elétrica de 30 kV, determine a potência elétrica do feixe de elétrons. Veja a Fig. 16. Exemplo 14 – Resposta Vo = 25 kV Figura 16: Um diagrama simplificado de um tubo de raios catódicos para o Exemplo 14. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 83 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 84 / 95 Aplicações Aplicações Problema Prático 1.14, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1 ed. Contas de energia elétrica a A segunda aplicação trata de como as empresas concessionárias de energia elétrica cobram os seus clientes. I Problema Proposto 14 – Respostas F P = 48 mW I I I Prof. Fabiano (IFSP, SJC) O custo da eletricidade depende da quantidade de energia consumida em quilowatt-hora, kWh. Conceitos básicos 85 / 95 Outros fatores que afetam o custo incluem a demanda e o fator de potência; esses fatores serão ignorados por enquanto, mas serão abordados em capítulos posteriores. Mesmo que o consumidor não consuma energia, há uma taxa mínima que deve ser paga, referente ao custo de manter uma residência conectada à rede elétrica. À medida que o consumo aumenta, o custo por quilowatt-hora cai. É interessante observar o consumo médio de eletrodomésticos para uma família típica americana de 5 pessoas, conforme mostrado na Tab. 4. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos Aplicações Potência elétrica e energia Contas de energia elétrica Exemplo 1.15, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1a ed. Tabela 4: Consumo médio típico de eletrodomésticos. Aparelho Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Exemplo 15 Um proprietário consumiu 3 300 kWh em janeiro. Determine o valor de sua conta de energia elétrica para o mês utilizando as seguintes tarifas residenciais: Tarifa mensal mínima: R$ 12,00 Os 100 primeiros kWh por mês: 0,16 R$/kWh Os próximos 200 kWh por mês: 0,10 R$/kWh Mais que 300 kWh por mês: 0,06 R$/kWh Energia elétrica consumida, kWh Aquecedor de água Máquina de lavar Geladeira/freezer Lâmpada Fogão Secador Lava-louças Forno micro-ondas Ferro elétrico Computador pesssoal TV 500 120 100 100 100 80 35 25 15 12 10 Conceitos básicos 86 / 95 Exemplo 15 – Resposta 228,00 R$/mês ou 0,069 09 R$/kWh 87 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 88 / 95 Potência elétrica e energia Resumo Problema Prático 1.15, Sadiku, Análise de circuitos elétricos com aplicações, 1 ed. a 1. Um circuito elétrico consiste em elementos elétricos interligados. 2. O Sistema Internacional de Unidades (SI) é uma linguagem internacional de medidas, que permite os engenheiros transmitirem seus resultados. I Problema Proposto 15 Utilizando as tarifas residenciais do Exemplo 15, determine o custo médio por quilowatt-hora se apenas 400 kWh são consumidos em julho, quando a família está em férias na maior parte do tempo. Problema Prático 15 – Respostas Das sete principais unidades, as outras quantidades físicas podem ser derivadas. 3. Quantidades muito grandes ou muito pequenas podem ser expressas em potência de 10, em notação científica, ou em notação de engenharia. 4. A calculadora científica é uma ferramenta importante que o estudante deve dominar. 5. Corrente elétrica é a variação da carga elétrica no tempo em um dado ponto em uma determinada direção. 0,135 0 R$/kWh I = ∆Q ∆t sendo I a corrente elétrica, Q a carga elétrica e t o tempo. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 89 / 95 Resumo Conceitos básicos 90 / 95 Resumo 6. Tensão elétrica é a energia necessária para mover 1 C de carga elétrica através de um elemento. ∆W V = ∆Q sendo V a tensão elétrica, W a energia ou trabalho realizado e Q a carga elétrica. 7. Potência elétrica é a energia fornecida ou absorvida por unidade de tempo. I Prof. Fabiano (IFSP, SJC) 9. A lei de conservação de energia deve ser obedecida por um circuito elétrico. I Portanto, a soma algébrica da potência elétrica em um circuito elétrica em qualquer instante deve ser zero. X Ela é também o produto da tensão elétrica pela corrente elétrica. P=0 10. Duas aplicações dos conceitos abordados neste capítulo são o tubo de imagem das TVs e o procedimento para determinação da conta de energia elétrica. ∆W = VI ∆t sendo P a potência elétrica, W a energia, t o tempo, V a tensão elétrica e I a corrente elétrica. P= 8. A energia fornecida ou absorvida por um elemento por um intervalo de tempo ∆t é W = P∆t = VI ∆t Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 91 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 92 / 95 Lista de símbolos Lista de símbolos Latinos Gregos e Carga elétrica elementar do elétron medida em coulomb, C. I Corrente elétrica medida em ampère, A. p Carga elétrica elementar do prótron medida em coulomb, C. P Potência elétrica medida em watt W. ∆ Variação, admensional. Q Carga elétrica medida em coulomb, C. Qe Carga elétrica do elétron medida em coulomb, C. Qp Carga elétrica do prótron medida em coulomb, C. t Tempo medido em segundo, s. V Tensão elétrica medida em volt, V. W Energia medida em joule J. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 93 / 95 Referências SADIKU, Matthew N. O.; Musa, Sarhan M.; Alexander, Charles K. Análise de circuitos elétricos com aplicações. 1 ed. Porto Alegre: AMGH. 2014. 680 p. ALEXANDER, Charles K.; SADIKU, Matthew N. O. Fundamentos de circuitos elétricos. 5 ed. Porto Alegre: Bookman. 2013. 874 p. NAVI, Mahmood; Edminister, Joseph A. Circuitos elétricos. 4 ed. Coleção Schaum. Porto Alegre: Bookman. 2003. 469 p. BOYLESTAD, Robert L. Introdução à análise de circuitos. 12 ed, São Paulo: Pearson. 2012. 976 p. Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 95 / 95 Prof. Fabiano (IFSP, SJC) Conceitos básicos 94 / 95