TRABALHANDO COM ENDOPHOTON
LASERTERAPIA
Elaborado por Elaine Canhassi e Bianca Longo com base em Literatura
A palavra laser é uma sigla oriunda da língua inglesa:
Light
Amplification
Stimulation
Emission
Radiation
Ou seja, “Amplificação de luz por emissão estimulada da irradiação”.
HISTÓRICO
Em 1917, Albert Einstein, iniciou os estudos de Laser, sendo o mesmo o primeiro a
expor o princípio físico de emissão estimulada de irradiação.
Os grandes avanços de descorbertas foram adquiridos através da interligação dos
estudos realizados nas áreas da Física, Química, Biofísica, Medicina entre outras.
Os principais fatos de desenvolvimento da radiação Laser são:
1950: Townes, Gordon e Zeiger construíram o primeiro oscilador na gama de ondas
milimétricas.
1958: Os norte-americanos e russos demonstraram e construíram o primeiro Laser.
1960: Theodoro H. Maiman construiu --os primeiros Lasers sólidos, utilizando-se do
material Rubi.
1961: Realizou-se a primeira cirurgia a Laser, e com isso estudos demonstrando, que
a cicatrização e a epitelização eram acelerados após a cirurgia Laser.
1962: Foi criado o primeiro Laser semicondutor e dois anos após surgiram os
primeiros lasers de gases e o primeiro laser molecular de CO2.
1965: Dr. Sinclain e Dr. Knoll adaptaram o Laser para a prática terapêutica.
É importante ressaltar que os conhecimentos da física e outras áreas são
necessários, pois a terapia Laser exige conhecimentos do tipo de energia
aplicada, de uma investigação dos efeitos produzidos no organismo e
conseqüentemente do modo de aplicação.
CONCEITOS FÍSICOS BÁSICOS
Período: é o tempo necessário para executar um ciclo completo. Seu símbolo é T e
sua unidade é dada em segundos (s).
Freqüência: é o número de períodos realizados em um segundo. Recebe o símbolo f e
sua unidade de medida é dada em Hertz (Hz).
Relação entre período e freqüência: o período e freqüência guardam entre si uma
relação inversa expressa pela seguinte equação:
T=1/f
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Ou
f= 1/T
A partir destas fórmulas é fácil de deduzir que quanto maior a freqüência menor é o
período.
Velocidade de propagação: toda a onda eletromagnética se propaga a uma
velocidade de 300.000 Km/s e seu símbolo é c.
Comprimento de onda: é a distância percorrida por uma onda em um período. Seu
símbolo é λ e sua unidade é em nanômetros (Nm):
λ = c/f
Com isso denota-se que quanto maior a freqüência maior o comprimento de onda.
Energia: é a capacidade de efetuar um trabalho. Símbolo E e sua unidade de trabalho
é o Joule (J).
Potência: é a quantidade de energia transmitida por unidade de tempo. O símbolo é P
e a unidade de medidas em Watts (W) e sua fórmula da seguinte forma.
P=E/t
Ou seja:
E (j)=P (w)X t(s)
Densidade de Energia: é a quantidade de energia aportada em uma superfície
determinada e sua fórmula é:
D= E/S
Dada em Joules por centímetro quadrado (j/cm2), sendo:
D= densidade de energia
E= energia
S= superfície a ser irradiada
A densidade de energia será maior quanto maior for a energia depositada a quanto
menor for a superfície de aplicação.
Radiação Eletromagnética: emissão de ondas de energia associada à campos
elétricos e magnéticos. Estes campos podem se propagar sem necessidade de um meio
de suporte possui uma disposição perpendicular entre si e a direção de propagação. A
irradiação eletromagnética é emitida pela matéria em unidades chamadas fótons.
Espectro Eletromagnético: gama total de freqüências ou comprimento de ondas nas
quais se propaga a radiação de rádio, depois aumentando a freqüência seguem-se
radiações infravermelhas, luz invisível, radiação ultravioleta, raios X, raios gama e
radiações cósmicas.
Unidades Utilizadas freqüentemente:
•
Energia: Joule (J)
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•
•
•
•
Potência: Watts (W) 1W=1j/seg
Tempo: segundos
Comprimento de Ondas: Nanômetro (nm)
Freqüência: Hertz (Hz), 1 Hz= 1 ciclo/seg.
Parâmetros do Laser a serem considerados:
Laser de Emissão Contínua
•
Potência;
Divergência do feixe;
•
•
Diâmetro do feixe:
Comprimento de onda de emissão.
•
Laser de Emissão Pulsada
•
•
•
•
•
•
Potência de pico;
Potência média;
Freqüência de repetição de pulsos;
Divergência do feixe;
Diâmetro do feixe;
Comprimento de onda de emissão.
CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS DA RADIAÇÃO LASER
O laser possui quatro características fundamentais que permitem diferenciá-lo das
demais irradiações. São elas:
Monocromaticidade: A luz Laser possui um comprimento de onda específico e uma
pureza de cor.
Coerência: Durante a emissão, suas ondas lúminicas apresentam oscilações
uniformes e ordenadas ao contrário de uma fonte de luz convencional.
Polarização: Mínima divergência entre os raios. O laser pela sua constituição física,
quando emitida, tem a capacidade de seguir uma única direção com raios paralelos.
CLASSIFICAÇÃO DOS LASERS
Os Lasers são divididos em três grandes grupos, sendo que esta ocorre segundo a
presença ou não de efeito térmico:
Biodestrutivo (Biodegenerativo)
São os Lasers que possuem efeito térmico e potência.
•
Power Laser
Neste grupo estão os aparelhos de alta potência, promovendo ação de corte e
coagulação dos tecidos, devido a produção de calor que ele provoca.
Estes Lasers são utilizados na prática cirúrgica trazendo grandes vantagens como a
diminuição do período de hospitalização, diminuindo os riscos de infecção no pós
operatório e provocando também uma queda nas transfusões sanguíneas (pois a perda
de sangue é pequena.
Para exemplificar podemos citar o Laser de CO2, Laser de Argônio e o Laser de Rubi.
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O Laser de CO2 tem como absorvente o meio aquoso, por isso volatiza os tecidos
realizando desta forma um corte fino, rápido e limpo.
O Laser de Argônio tem sua energia absorvida pela hemoglobina, sendo assim um
fotogoagulador com grande atuação em hemorragias superficiais, intervenções
dérmicas, eliminação de tatuagens e destruição de angiomas.
O Laser de Rubi é muito indicado para tratamento de hemorragias arteriais profundas.
Em cirurgias é utilizado em intervenções na retina por causa de seu comprimento de
onda que permite que a radiação se transmita do meio aquoso e seja absorvida pela
retina.
•
Biodestritivo ou Bioestimulante
É o Laser que pode ou não ter efeito térmico.
•
MID Laser
É um Laser que provoca a bioestimulação com ou sem efeito térmico.
•
Bioestimulante (Biopositivo)
É o Laser que não apresenta efeito térmico.
SOFT Laser: este tipo é usado na prática terapêutica,e os mais usados são AsGa e
AsGaAl, que serão descritos à seguir:
LASER SEMI CONDUTOR
É aquele que é formado por substâncias que apresentam uma condutibilidade inferior a
dos metais.
Arsieneto de Gálio (AsGa)
O Laser mais empregado atualmente é o Arsieneto de Gálio o qual possui comprimento
de onda de 904nm, situando–se no espectro infravermelho e emite potência média de
50 mW e potência de pico de 50 Watts (Endophoton).
Arsieneto de Gálio Alumínio (AsGaAl)
Usado desde os anos 80, gerados por diodo. O comprimento de onda é de 660 nm
(Endophoton caneta emissora 660 nm).
EFEITOS BIOLÓGICOS
A laserterapia produz efeitos pela absorção de uma radiação incidida sobre o tecido,
produzindo e ou transformando a energia luminosa em calórica, química e propagando
seus efeitos aos tecidos e zonas circundantes.
1. EFEITOS BIOQUÍMICOS
Estimula a liberação de substâncias pré-formadas (autacóide), como a histamina,
serotonina, bradicinina etc.
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Modifica as reações enzimáticas normais, tanto no sentido de excitação como os de
inibição.
Segundo diversos autores (Low & Reed. 2000) (Karu, 1999; TUNER RODE, 2004,
CALDERHEAD S.D.), a radiação Laser estimula a produção de ATP no interior das
células, originando e provocando aceleração da mitose (que se produz quando há
aumento do ATP e das mitocôndrias). Os efeitos bioquímicos, em alguns casos,
interferem na produção de certas substâncias como as prostaglandinas. Dentre estes
também incluímos a ação fibrinolítica.
2. EFEITO BIOELÉTRICO
Há a normalização do potencial de membrana. Toda célula tem, em seu interior, mais
cargas negativas que positivas e exteriormente há substâncias com diferentes
concentrações de cargas positivas, como o potássio e o sódio.
A membrana é mais permeável a íons de potássio que as de sódio, com isso há uma
diferença de potencial entre as cargas internas e externas. A propagação de qualquer
impulso nervoso (equivalente a uma passagem e corrente elétrica), produz um
movimento dos íons de sódio através da membrana celular, desde o exterior até o
interior.
O sódio é abundante e penetra com facilidade, com isso, a célula deve expulsá-lo
mediante a “Bomba de Sódio e Potássio”, onde a energia para seu funcionamento é
extraída da quebra de ATP.
Em condições patológicas as células não podem manter seu potencial de membrana,
ou seja, o gradiente iônico de ambos os lados da membrana se transformam.
Sendo assim a ação do Laser é dupla: atua diretamente na mobilidade iônica e
indiretamente da quantidade de ATP produzido.
Seu efeito bioelétrico ajuda a normalizar o potencial de membrana, atuando como
reequilibrante e normalizador da atividade funcional celular.
3. EFEITO BIOENERGÉTICO
As radiações do Laser proporcionam às células e tecidos do organismo em conjunto,
uma energia que estimula todos os níveis de sua troficidade e fisiologia, normalizando
diferenças e equilibrando desigualdades.
•
ESTÍMULO A MICROCIRCULAÇÃO
As arteríola e vênulas possuem uma comunicação direta que serve como corta circuito
e uma comunicação mediante as redes capilares, que se inicia junto à arteríola e se
abre e fecha mediante a atuação do esfíncter pré-capilar. Em condições normais,
funciona de forma periódica, ativando e cessando o funcionamento das diferentes
zonas permitindo assim sua alternância.
A radiação laser possui uma ação indireta sobre o esfíncter pré-capilar, através de
mediadores químicos paralisando-os, o que produz suas aberturas constantes,
estimulando assim a microcirculação, que é um dos intermediários na liberação da
histamina.
O possível aumento da temperatura não é só conseqüência da radiação efetuada, mas
também do aumento do metabolismo celular e da vasodilatação provocada, com isso
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melhorando a troficidade zonal pelo aumento de nutrientes e oxigênio, eliminando os
catabólitos também.
Ocorre o aporte de elementos defensivos, tanto humorais como celulares, que
presumem a capacidade antiinflamatória.
•
AUMENTO DA TROFICIDADE LOCAL
Tem como conseqüência um aumento da troficidade das células, dos tecidos e órgãos.
A produção de ATP mitocôndrial é ativada e com isso aumentando a velocidade
mitótica celular. O Laser aumenta o processo de reparação devido à capacidade de
cicatrização do tecido conjuntivo, assim como a neoformação de vasos a partir dos já
existentes. Ambos contribuem para reparar perdas de substâncias, principalmente em
úlceras de diversas origens, feridas traumáticas ou pós-operatórias (exemplo pós
cirurgia plástica, lipoaspiração etc).
Podemos destacar também:
•
•
•
•
•
•
Aumento da velocidade de regenação das fibras nervosas danificadas;
Estimulação da reparação do tecido ósseo
Estimulo geral sobre a hematopoiese na medula;
Aumento da troficidade na pele;
Ativação do folículo piloso e dos fibroblastos responsáveis pela formação das
fibras colágenas e elásticas.
Incidência no desaparecimento das calcificações;
EFEITOS TERAPÊUTICOS GERAIS
Os benefícios terapêuticos podem ser agrupados em três classes:
1. Efeito analgésico;
2. Efeito Anti Inflamatório, anti-edematoso e normalizador da circulação;
3. Estimulador do trofismo tissular.
• EFEITO ANALGÉSICO
Nas camadas superficiais da pele, alguns tecidos do periósteo, nas articulações, nas
paredes arteriais, nas superfícies articulares, há terminações nervosas de recebem o
nome de receptores da dor (RD). Estes se excitam mediante diferentes tipos de
agressões tissulares, classificando-se segundo este critério em:
RD mecanossensíveis (sensíveis a estímulos mecânicos)
RD termossensíveis (sensíveis a estímulos de calor e frio)
RD quimiosensíveis (sensíveis à substância químicas)
Entre as substâncias químicas, cabe citar a bradicinina, a serotonina e a histamina
como fundamentais. Outros elementos podem excitar qualquer receptor de dor, como
os íons de K+ em excesso, ácidos, prostaglandinas, acetilcolina e enzimas
proteolíticas.
A isquemia tissular e o espasmo muscular podem produzir uma reação dolorosa. Sendo
que, uma vez estimulados os RD por qualquer dos mecanismos citados, os sinais são
transmitidos ao SNC através de vias nervosas sensitivas, penetrando na medula
espinhal dorsal posteriormente e se unem no feixe espinitalâmico que transmite o
estímulo ao tálamo e par ao córtex cerebral pelo feixe talâmico cortical.
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Distinguem-se dois tipos de dor:
Dor rápida (como picada de agulha)
Dor lenta (como cólica renal, onde a dor é generalizada).
As fibras nervosas que transmitem estes dois tipos são diferentes. A dor rápida
estimula as fibras A alfa e beta, e a dor lenta estimula as fibras do tipo C.
As fibras A alfa Beta são de condução rápida (velocidade de 6 a 30 m/s), enquanto que
as C são de condução lenta (0,5 a 2 m/s). Este sistema de dupla enervação permite a
chegada de informação rápida ao cérebro, sendo assim possível uma reação rápida
para afastar o estímulo doloroso.
Ambos tipos se diferenciam pela localização da dor. As fibras A localizam-se entre 10 a
20 cm da zona estimulada, já a dor lenta procede das fibras C, (onde a localização é
difusa e extensa) em toda a perna, (por exemplo).
A ação antálgica ocorre pela soma de intervenções a níveis distintos, pois exerce uma
analgesia de curto período (12 a 24hrs), sendo que no decorrer das sessões
transforma-se em duradoura ou definitiva. Os níveis que o Laser pode atuar são:
Nível Local: reduzindo a inflamação, provocando a reabsorção de exsudados e
favorecendo a eliminação de substâncias algógenas.
Interfere na mensagem elétrica durante a transmissão do estímulo, mantendo o
gradiente iônico de ambos lados da membrana celular evitando ou reduzindo a
despolarização da mesma.
Estimula a produção de betaendorfinas;
Atua sobre as fibras nervosas grossas (tácteis), que provocam através do Laser
bloqueio das fibras finas (dolorosas).
Evita a descida do umbral doloroso dos RD;
Normaliza e equilibra a energia presente no ponto doloroso.
A ação fisiológica reduz os níveis de bradicinina no local e ativa a liberação de
peptídeos endógenos (endorfinas), que atuam como inibidores da sensação dolorosa.
A carga fotônica do Laser exerce uma ação sobre os lipídios. Estes normalmente se
posicionam perpendicularmente à membrana de estrutura de dupla camada, o que dá
liberdade ao movimento da mesma, esta ação consistiria em movimentação dos
lipídios, bloqueando os canais de penetração dos íons.
•
EFEITO ANTI INFLAMATÓRIO,
CIRCULATÓRIO
ANTI
EDEMATOSO
E
NORMALIZADOR
A inflamação é uma reação dos tecidos às agressões. Os agentes causadores são:
bactérias e outros microorganismos, traumatismos, agentes químicos, calóricos,
reações imunológicas etc. O tecido lesionado libera substâncias anormais como a
histamina, bradicinina e serotonina, que atuam principalmente aumentando o fluxo
sanguíneo local e a permeabilidade dos capilares venosos e vênulas, o que provoca
uma grande saída de líquidos e proteínas dos vasos para o líquido intersticial,
produzindo edema local. Entre as proteínas que saem do sangue está o pirogênio, que
junto com as substâncias liberadas pelas células, coagula o líquido extracelular e
linfático, formando um edema duro ao redor das células lesadas.
As respostas das células defensoras do organismo iniciam rapidamente, sendo que
todos os tecidos derivados do conjuntivo possuem células móveis de vários tipos, que
possuem em comum a capacidade de fagocitar os agentes estranhos que se encontram
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no local, que são os macrófagos. Esta é a primeira forma de defesa contra a infecção
no momento inicial. Num segundo momento são liberadas substancias no tecido
lesionado que provocam um aumento do numero de neutrófilos no sangue, após
algumas horas do início da inflamação.
Existem três mecanismos que os leucócitos chegam à região lesionada através do
sangue:
Marginação: os neutrófilos aderem às paredes lesionadas dos capilares;
Diapedese: passam ao espasmo tissular facilmente, pois há uma
permeabilidade aumentada dos capilares e vênulas.
•
Quimiotaxia: o produto bacteriano ou celular, fatores da coagulação, antígenos,
anticorpos e alguns componentes provocam migração dos neutrófilos em
direção a região inflamada. Em poucas horas teremos um acumulo de
neutrófilos na lesão que realizarão a fagocitose do material estranho e
finalmente produz um aumento progressivo de macrófagos na região lesionada.
Isso depende de sua reprodução e da migração de um número de monócitos.
O Laser atuará neste complexo sistema de defesa do organismo, frente à
sintomatologia clássica de tumefação, dor, rubor e calor, conseguindo uma melhora
bastante favorável.
•
•
Mecanismo de Ação: centra-se na circulação local, provocando um estímulo desta e
vasodilatação arteriolar, ao aumentar a renovação do sangue, favorecendo o aporte de
neutrófilos e monócitos e a reabsorção de exsudado fibroso. A eliminação da estase
sanguínea favorece a resolução de uma reação inflamatória mais rapidamente do que
o organismo é capaz.
•
EFEITO BIOESTIMULATIVO DO TROFISMO CELULAR
O estímulo trófico ocorre da união do efeito circulatório com o potencializador da
produção de energia disponível na célula. Uma irradiação posterior aumenta a
neoformação capilar e a multiplicação celular, que se aplica em tratamentos de úlceras
varicosas e de decúbito.
Alguns estudos demonstram:
O aumento de fibroblastos e fibras colágenas;
Acelera a velocidade de crescimento dos nervos seccionados;
Incremento da reepitelização a partir de restos basais e do ritmo de divisão
celular.
PRECAUÇÕES AO UTILIZAR O LASER
A irradiação do laser, se transpassar o meio aquoso e transparente do olho, será
absorvida ou depositada na retina, produzindo um efeito degenerativo que poderia
conduzir a cegueira.
Sempre se deve evitar a irradiação direta com os óculos escuros especiais que
somente permitem a passagem de 5% da irradiação.
Também evitar que no local do tratamento possua objetos metálicos, espelhos que
possam refletir a irradiação Laser.
CONTRA INDICAÇÕES ABSOLUTAS
•
•
Retina
Áreas Neoplásicas
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•
•
Processos infecciosos bacterianos
Zonas tumorais
CONTRA INDICAÇÕES RELATIVAS
•
•
•
•
•
Pacientes submetidos a tratamentos com medicamentos esteróides;
Na mama de pacientes com mastopatia fibrocística;
Pacientes epiléticos (há um fator psicossomático frente a um tratamento
estranho);
Gestantes;
Disfunções tireoidianas, arritmias cardíacas e marca-passos.
TÉCNICAS DE APLICAÇÃO DO LASER (ENDOPHOTON)
PONTUAL: consiste na aplicação do Laser sobre os pontos anatômicos e aleatórios da
região lesada.
No Laser de AsGa (904 nm), o tratamento ocorre com a ponta em contato direto com a
região a ser tratada, pois este possui certa divergência do seu feixe. O feixe deve
sempre estar perpendicular a área da lesão para serem evitadas perdas devido à
reflexão que irá surgir. Recomenda-se distanciar os pontos de 1 a 2 cm.
Este método também é aplicado em pontos de acupuntura (Laserpuntura). Não se
deve encostar a ponta da caneta quando a pele apresentar ulcerações ou muita dor.
Nas aplicações pontuais geralmente em tendões, grupos musculares ou ossos, deve-se
buscar o fechamento da área com diversos pontos. Se possível irradiar a estrutura nas
suas diversas faces.
VARREDURA: este método somente deve ser empregado em lesões dermatológicas
como úlceras de decúbito, diabéticas ou outras alterações nas quais se busca acelerar
o processo cicatricial (pós-cirurgias plásticas e ou reconstrutoras).
Em função de suas indicações, ela requer muita atenção do profissional que irá operar,
principalmente quanto ao estabelecimento da determinação da dose a ser empregada.
O tamanho e a profundidade da área, a velocidade da mão para movimentar a caneta
aplicadora, o tempo total de aplicação, a manutenção da distância e da posição
perpendicular da caneta em relação à área são fatores determinantes da eficácia do
tratamento.
Usada para Laser AsGaAl (660 nm).
LASERPUNTURA
A técnica consiste no uso do laser em substituição das técnicas de acupuntura clássica
(agulhas, moxas) ou como coadjuvante das mesmas.
Assim, diversos autores deixam bem claro que a acupuntura e a laserpuntura são
diferentes em suas indicações e efeitos.
As vantagens do Laser como estímulo no ponto de acupuntura são:
•
•
•
•
Assepsia;
Rapidez;
Ausência de dor e estress
Método não invasivo.
•
A Laserterapia se limita entre as os primeiros centímetros de tecido. Já através
dos pontos da acupuntura podemos alcançar órgãos internos.
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Por analogia, tem-se considerado o raio de Laser como um moxa (o soft laser libera
aproximadamente uma caloria a cada 40 minutos e eleva a temperatura da pele entre
0,5 e 1° C) alumínica ou uma agulha eletromagnética. Esta idéia, todavia, é
incompleta, mas pode servir, em princípio para juntar a concepção do bioplasma com a
concepção do sistema bioenergético humana da medicina chinesa. Esta provem da
fusão da energia ancestral (a informação genética que portam as gametas), a energia
celeste (que inalamos através da respiração) e a energia terrestre ( que assimilamos a
partir da alimentação)
As técnicas próprias da acupuntura e da eletroacupuntura servem de modelo para
descrever o uso do laser nesta combinação terapêutica (FERREIROS ET AL, 1983):
• Para estimular se utiliza tempos curtos e freqüências pulsadas
• Para inibir se utiliza tempos maiores e freqüência contínua.
O resultado terapêutico se nota após 15 minutos.
Localização dos Pontos generalizados:
Existem três métodos clássicos de localização de pontos de acupuntura. Uns
seguem a extensão dos ossos, outros seguem a localização anatômica e por último,
o que usaremos, a medida do cun.
O dedo polegar das mãos é usualmente utilizado para o estabelecimento de
uma unidade de medida relativa corporal, conhecida em chinês como cun e que se
pronuncia tsun.
O cun ou polegada chinesa, medido no dedo polegar, é a medida tomada da
falange distal do polegar na sua parte mais larga, ao nível da articulação
interfalangeana.
Para distâncias maiores que 1,0 cun, podem ser utilizados como referência
outros dedos da mão do paciente, como: para 1,5 cun, o dedo indicador e o médio,
para 2,0 cun, os dedos indicador, médio e anular e para 3,0 cun, os dedos indicador,
médio, anular e mínimo. Contudo, à medida que a distância aumenta, maiores serão
as dificuldades encontradas para o correto estabelecimento do ponto de acupuntura.
Alterações foram encontradas quando se avaliou as distâncias de 1,5, 2,0 e 3,0
cun tomadas em várias partes dos dedos (altura das articulações interdigitais distais
ou proximais) propostos para localização, não sendo portanto confiáveis, as medidas
encontradas por este método8.
Assim, instrumentos ou métodos que possam facilitar e determinar com maior
precisão a localização exata do ponto de acupuntura, oferecendo aos indivíduos o
resultado mais adequado para o seu tratamento, será sempre bem-vindo.
É necessário, para se conseguir o máximo de rendimento da Laserpuntura,
localizar com a maior precisão a localização exata dos pontos. Um método mais
avançado, prático e exato de localizar os pontos são os detectores eletrônicos, o que
exclui o método anterior.
PONTOS DA ORELHA
Os pontos da orelha podem ser localizados consultando o mapa topográfico dos pontos
auriculares ou com a ponta de uma caneta sem carga ou também pelo sistema de
detecção eletrônica.
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Sensibilidade Física e Elétrica dos Pontos
Geralmente os pontos de acupuntura são sensíveis a pressão. As vezes esta sensação
pode ser dolorosa, dado que terá que ser anotado a medida que for localizado, pois
servirá para selecionar os pontos de tratamento.
Localização dos Trajetos de Meridianos
O trajeto dos meridianos está localizado em ilustrações respectivas, para descrições
mais detalhadas consulte bibliografia que se referem a acupuntura clássica. A
localização não é difícil, mas requer prática.
Sinalização dos Pontos
Uma vez detectado o ponto, este será demarcado com um lápis dermatofráfico, mas
não em cima do ponto (como se faz habitualmente), e sim e volta do ponto como um
pequeno círculo ao seu redor. Deste modo evitaremos a reflexão, refração e absorção
por tecidos adjacentes, provocados pelo material do lápis. Outra forma é recortar um
círculo em um papel branco e colocar o mesmo ao redor do ponto.
Para demarcar os pontos da orelha, já que os mesmo são inúmeros, usaremos um
lápis com ponta bem fina e afiada, afim de não estimular pontos indesejáveis.
Em meridianos, nunca marcaremos com o lápis em cima do trajeto, a melhor forma é
demarcar pontos de referencia para os mesmos, que indiquem as possíveis mudanças
do sentido dos trajetos retilíneos.
Toposcopia Do Laser
O botão da sensibilidade tem a função de localizar os pontos de menor
impedância da pele (local onde se tem a maior passagem de corrente) com isso
você localiza os pontos motores, pontos de dor e acupuntura, e dependendo
da umidade e textura da pele regulamos a sensibilidade de acordo cima
dificuldade de encontrar os pontos (quando a caneta localizadora passa pelo
ponto o aparelho soa um alarme e quando sai do ponto o mesmo desliga o
alarme).
Nota: se em qualquer local a caneta localizadora acusar ponto deve-se
diminuir a sensibilidade.
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DOSIMETRIA
LASER AsGa (904nm)
A dosimetria é de suma importância para o sucesso da laserterapia. Alguns fatos
colocam em evidência a observação de dois fatores:
1. Limiar fotônico do tecido
2. Quantidade de energia depositada
Estes fatores levam a uma dosimetria que, para efeito de entendimento, pode ser
comparada à de um fármaco injetável, ou seja:
Para dosificar um produto injetável é necessário saber sua concentração do princípio
ativo e que volume desse produto deve ser injetado no tecido.
Podemos comparar:
Concentração --------------- Limiar Fotônico= DENSIDADE
Volume ---------------------- Energia depositada= TEMPO DE APLICAÇÃO
LIMIAR FOTÔNICO
A intensidade luminosa, ou tecnicamente densidade de energia luminosa é fator
imprescindível na obtenção de efeitos fisiológicos. Por definição a energia é dada em
Joules (J). a potência é a quantidade de energia fornecida em um segundo e dada em
Watts:
1 W = 1 J/cm2
Nestas condições, a densidade é a concentração de energia (ou de potência) e é
dada por unidade de área, ou seja, um feixe luminoso de uma dada potência (ou
energia) pode ter valores de densidade diferentes dependendo do diâmetro (ou área)
desse feixe. Comparando-se com uma lupa exposta ao sol, veremos que é possível
concentrar o feixe luminoso solar de maneira a obter um diâmetro (ponto) pequeno,
conseguindo-se provocar até queimaduras. Assim não variamos a quantidade de
energia (ou potência) mas aumentamos a densidade luminosa. Em equações
teremos:
Onde:
Dp= P/A = Watts/cm2
Ou
De= E/ A= Joules/cm2
Dp: densidade de potência
De= densidade de energia
P = Potência luminosa dada em Watts
E = Energia luminosa dada em Joules
A= Área do feixe luminoso, dada em centímetros quadrados
Não esquecer que a potência é igual a energia por tempo, ou seja:
Exemplo:
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P= E/s= 1 Watt= 1 Joule/ 1 segundo
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Um laser de diodo de 45 W deve ser utilizado para laserterapia. Calcularemos a
potência média, pois este laser é pulsado. Pelos dados do fabricante teremos:
45 watts (instantâneos)
Tempo de Pulso: 200 nanosegundos= 200x 10-9 s
Freqüência de trabalho = 1100 pulsos por segundo= 1,1 x 10-3 Hz
Portanto, potência média é:
P= 45 . 200x10-9
1100
P= 8, 18
De acordo com investigações recentes (T. Karu-Laser Science & Tecnology) que os
tecidos possuem limiares fotônicos específicos que se situam na faixa de décimos
de miliwatts/cm2,
Por exemplo 0, 7 mW/cm2 para síntese de DNA
Portanto, com um equipamento que produz centenas de miliwatts/cm estamos bem
acima do limiar fotônico.
Este dado, no entanto, é válido para a superfície da pele. Se houver necessidade de
abranger tecidos mais profundos, deveremos levar em conta as perdas (atenuação) do
feixe.
Através da tabela abaixo vemos que existe uma enorme atenuação do feixe, à medida
que penetra nos tecidos:
PROFUNDIDADE ALCANÇADA
15 mm
5 mm
1 cm
2 cm
3 cm
4 cm
5 cm
6 cm
7 cm
8 cm
INTENSIDADE ATENUADA
100%
50 %
25%
10%
5%
1%
0,5%
0,25%
0,1%
0,5
Aplicando-se as características da tabela anterior, compreendemos que a uma
profundidade de 4 a 5 cm estaremos no limiar fotônico e abaixo disto não teremos
efeito terapêutico, conforme a tabela a seguir:
PROFUNDIDADE ALCANÇADA
DENSIDADE FORNECIDA (mJ/cm2)
15 mm
5 mm
1 cm
2 cm
3 cm
140
70
35
14
7
Rev. 01-30/01/2008
13
4 cm
5 cm
6 cm
1,4
0,7 (limiar fotônico)
0,35
ENERGIA DEPOSITADA NO TECIDO
Este fator é tão importante quanto limiar fotônico, pois se é necessário atingir (ou
sobrepassar) este limiar, é também necessário que depositemos um mínimo de
energia no local.
Podemos conceituar estes dois pontos da seguinte maneira:
•
Para uma aplicação eficaz é necessário um depósito mínimo de energia
transmitida (ou depositada) com DENSIDADE mínima de energia para se obter
os efeitos fisiológicos. Se uma das duas condições (ou as duas) não forem
atingidas, a aplicação será inócua.
No caso do Laser Infra vermelho (Endophoton 904 nm), é impossível determinar a
área da irradiação Laser em função da profundidade (uso em Traumato-Ortopedia),
por isso utiliza-se a dosimetria em mJ, pois através deste é possível determinar a
absorção em profundidade.
Trabalhando com Endophoton (904)-Colocação dos Parâmetros
1º Passo: Escolher a Dosimetria
•
•
Energia (mJ) para uso em profundidade;
Densidade de energia (j/cm2) em superfície;
2º Passo: Escolher a dose
Tabela Sugerida para utilização por ponto:
Efeito Antálgico: 20 a 40 mJ
Efeito Anti Inflamatório: 10 a 30 mJ
Efeito Regerativo: 30 a 60 mJ
Efeito Circulatório: 10 a 30 mJ
3º Passo: escolha da profundidade
Esta é feita de acordo com a profundidade da estrutura a ser tratada. Varia de 1 a 40
mm.
4º Passo: Corrigir a dose já estabelecida
5º Passo: Freqüência
Escolha Contínuo ou uma das freqüências de pulso (variam de 2 a 80 Hz) de acordo
com seu objetivo e patologia.
6º Clique start e acione o plug da caneta e comece sua aplicação pontual.
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Endophoton LASER AsGaAl (660 nm)
Dosimetria utilizada:
Para o laser de 660 nm deve-se considerar a área a ser tratada e as condições do
paciente para que se possa atribuir a quantidade de energia distribuída pelo
equipamento.
No laser de 660 nm, consideram-se os fatores regenerativos, portanto as doses
recomendadas são de 3 a 6 J/cm².
Para calcular a densidade de energia que será entregue ao tecido devem-se
considerar:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
Idade
Nutrição
Hidratação da pele
Estado geral
Estado fisiopatológico
Doenças concomitantes
7. Idade
Quanto maior for a idade do paciente, menor será a quantidade de energia entregue,
ou seja, pacientes idosos, menos energia.
8. Nutrição
Quanto maior o nível de nutrição do paciente, mais energia terá de ser distribuída.
9. Hidratação da pele
Quanto maior for a condição de hidratação cutânea do paciente, maior será a
quantidade de energia.
10. Estado geral
O estado geral engloba distúrbios e disfunções como estado febril ou pressão arterial
descompensada. Se o estado geral for ruim ou regular, deverá ser entregue
quantidades menores de energia.
11. Estado fisiopatológico
Nesse item, considera-se o estágio da afecção, então, em um estado agudo, menor
quantidade de energia, em um estado subagudo, pode-se aumentar a quantidade e em
um estágio crônico, mais energia deverá ser depositada no tecido em questão.
12. Doenças concomitantes
Se o paciente tem uma doença associada ou concomitante, por exemplo, diabetes
deve ser dada uma menor quantidade de energia.
•
Para calcular o tempo por ponto de aplicação, as variáveis abaixo devem ser
consideradas:
Rev. 01-30/01/2008
15
Densidade de energia: J/cm²
Potência: em watts*
Tempo: em segundos
Área do feixe: cm² *
Então, é utilizada a fórmula:
De= P(w) x T(s)
área do feixe
*A área do feixe e a potência constam no manual de seu equipamento.
Técnica de Aplicação:
•
•
Pontual
Varredura
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