1 INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – ICS FUNORTE/SOEBRÁS CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM IMPLANTONDONTIA IMPLANTE IMEDIATO APÓS EXTRAÇÃO – UMA REVISÃO LITERATURA CHAPECÓ-SC 2014 DE 2 PEDRO ROBERTO SODER IMPLANTE IMEDIATO APÓS EXTRAÇÃO – UMA REVISÃO DE LITERATURA Monografia apresentada ao programa de pós-graduação do Instituto de Ciências da Saúde FUNORTE/SOEBRÁS núcleo Chapecó, como pré-requisito para obtenção do título de Especialista em Implantodontia. Orientador: Prof. MS. Rafael Lacerda Zandoná CHAPECÓ-SC 2014 3 PEDRO ROBERTO SODER Monografia Apresentada ao programa de pós-graduação do Instituto de Ciências da Saúde FUNORTE/SOEBRÁS núcleo Chapecó, em cumprimento ao requisito parcial para obtenção do título do título de Especialista em Implantodontia. Chapecó, de março de 2014. _________________________________________ Prof. MS. Rafael Lacerda Coordenador do Curso BANCA EXAMINADORA _________________________________________ Prof. Me. Rafael Lacerda Zandoná (Orientador) FUNORTE - Fundação Universidade do Norte de Minas Gerais ___________________________________________ Prof. Prof. Me. Carlos Lane Fogaça FUNORTE - Fundação Universidade do Norte de Minas Gerais __________________________________________ Prof. Alexandre Biavaschi de Souza FUNORTE - Fundação Universidade do Norte de Minas Gerais 4 Dedico este trabalho À minha esposa e filhos, pela paciência, Compreensão, dedicação, incentivo, amor, e Por toda a ajuda dedicada a mim para a conclusão deste trabalho. 5 AGRADECIMENTO Agradeço ao professor Rafael Lacerda Zandoná, mestre e amigo, que me ajudou no aprofundamento da implantodontia. Aos professores Alexandre Biavaschi de Souza, Carlos Lane Fogaça, e José Roberto Bordignon Junior pelos ensinamentos repassados. Também a minha esposa Roberta, a meus filhos Matheus Vinícius, Pedro Henrique e Luís Gustavo que sempre estiveram ao meu lado, incentivando e ajudando em todos os momentos. Ao meu irmão Silvio, meus colegas e amigos, que fizeram parte deste momento de crescimento, pelo carinho e estimulo. E um agradecimento especial aos nossos pacientes da clínica. OBRIGADO! 6 “A glória em sua mais simples versão percebe-se naquele que, usando de humildade, consegue reconhecer e reparar seus próprios erros, pois ela não reside no fato de nunca ter errado, mas de levantar-se frente o equívoco e continuar acreditando sempre, após cada adversidade”. (Ivan Teorilang) 7 RESUMO Com o advento da implantodontia moderna, os implantes ósseo-integráveis foram se destacando entre os procedimentos de reposição de dentes perdidos. A partir desta nova visão e com o crescente desenvolvimento tecnológico, partiu-se para a busca de instalação de implantes, com a maior preservação da arquitetura estético-gengival. Hoje, os implantes pós-extração são uma grande realidade e apresentam níveis de sucesso elevados, o que garante sua previsibilidade. Os implantes pós-extração são inseridos no osso alveolar no mesmo ato cirúrgico da extração. Suas indicações vêm crescendo em razão deste procedimento reduzir o custo, o tempo de tratamento, preservar a altura e espessura do osso alveolar, e a dimensão do tecido gengival. A estabilidade primaria do implante é fundamental, sendo geralmente obtida com a instalação do implante 2 a 4 mm além do ápice alveolar. Quando o espaço entre o implante e as paredes do alvéolo (gap) forem superiores de 2 mm podemos fazer uso do enxerto. O índice de sucesso do implante pós-extração, dependendo do autor, varia de 92% a 100%. E as principais indicações para a imediata instalação de implantes pós-extração seriam entre outros, por falhas irreversíveis no tratamento endodôntico, doenças periodontais avançadas, fraturas radiculares e cáries avançadas subgengivalmente. Este trabalho tem o objetivo de fazer um levantamento bibliográfico sobre a instalação imediata de implantes pós-extração, e discutir alguns aspectos relacionados à sua correta conduta e indicações. Palavras-Chave: Implantodontia. Implantes Imediatos pós – extração. 8 ABSTRACT With the coming of the modern implantology , the implants of the integrable- bone were standing out among the procedures for replacement of missing teeth . From this new vision and with the increasing technological development, depart into the search facility implants, with greater preservation of aesthetic and gingival architecture. Today, post- extraction implants are a great reality and have high levels of success, which ensures its predictability. The post- extraction implants are inserted into the alveolar bone in the same surgical extraction. Indications have been increasing to lower the cost of this procedure, the treatment time, preserve the height and width of the alveolar bone, and the size of the gingival tissue. The primary stability of the implant is important, and usually achieved with the installation of the implant 2-4 mm beyond the cellular apex. When the space between the implant and the walls of the alveoli (gap) is higher than 2 mm, may make use of the grafting. The success rate of post- extraction implant, depending on the author ranges from 92% to 100%. And the main indications for immediate implant placement after extraction would include, for catastrophic failure in endodontic treatment, advanced periodontal disease, root fractures and advanced subgingival caries. This paper aims to review the literature on immediate postextraction facility implants, and discuss some aspects related to their proper conduct and directions. Keywords : Implantology. Immediate Implants post - extraction. 9 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS BIC – Contato Osso-Implante CG – Grupo de Controle DE – Implante Tardio DP – Desvio Padrão DPTFE – Membrana de alta Densidade Politetrafluiretileno DR – Espaço Vertical Residual FBR – Regeneração Óssea Rápida GAP – Espaço Vazio Osso-Implante GBR – Regeneração Óssea Guiada IFC – Implantes da Família Espiral IM – Implante Imediato IP – Índice de Placa KMW – Largura da Mucosa Queratinizada MBI – Indice de Sangramento Modificado MPI – Indice de Placa Modificada NCI – Nível Clìnico de Inserção PI – Índice de Placa PIC – Nível Clínico de Inserção S-CO – Crista Óssea Exterior SG – Grupo de Estudo S-IC – Diferença Horizontal SS – Sangramento á Sondagem TAP – Implante do Tipo Cônico TG – Grupo de Teste 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................. 11 2 PROPOSIÇÃO ................................................................................................. 13 3 - REVISÃO DA LITERATURA .......................................................................... 14 4 – DISCUSSÃO .................................................................................................. 30 5 - CONCLUSÃO ................................................................................................ 35 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 36 11 1 INTRODUÇÃO A perda de dente pode alterar a qualidade de vida das pessoas, principalmente quando afeta a estética e a função daquele dente, prejudicando assim o nosso sorriso e a capacidade de mastigação. (ZANI et al. 2011). No início, os implantes eram utilizados para reabilitação de áreas edêntulas e somente eram instalados entre dois e quatro meses após a extração dos dentes, devendo ficar livres de carga por um período de três a seis meses. (ROSENQUIST E GRENTHE 1996). Com o advento da implantodontia e, consequentemente, de novos conceitos da clínica odontológica, a conduta de orientações terapêuticas foi modificada e reavaliada substancialmente. A visão artesanal também foi deixada de lado, onde o cirurgião-dentista busca uma excelência na qualidade do trabalho. A partir dessa nova visão e o crescente desenvolvimento tecnológico, a implantodontia atual, apresenta aos profissionais da área odontológica um desafio, que consiste na busca de uma arquitetura gengival estética, que satisfaça os objetivos do profissional dentro do planejado e, também, o resultado esperado pelo paciente que é submetido a esse tipo de tratamento. (GUILHERME et al. 2009). As funções do sistema estomatognático devem sempre estar claras, quando se propõe a algum tipo de tratamento ao paciente. Assim sendo, um dos elementos fundamentais para que o equilíbrio do sistema seja preservado é o dente. Com esse conceito claro, o segundo passo seria a análise da quantidade e qualidade do osso de suporte. Em diversas situações a maxila e ou a mandíbula não apresentam quantidade, altura ou volume ósseo suficiente para acomodar um implante, resultado de defeitos promovidos por traumas, patologia reabsorções fisiológicas e principalmente extrações dentárias. (GUILHERME et al. 2009). Diversos autores tem relatado a instalação imediata de implantes nos alvéolos de dentes extraídos; a razão para esse procedimento seria para reduzir o 12 tempo e o custo de tratamento, preservar altura, espessura óssea alveolar e a dimensão do tecido mole. (YOUMIS et al. 2009; ATALAY et. al. 2013). A indicação para extração dentária e instalação de implantes imediatos é: Dentes com falhas irreversíveis no tratamento endodôntico, dentes com doenças periodontais avançadas, fraturas radicular e cárie avançada abaixo da margem da gengiva. (HENRY, 1996; OLIVEIRA, 2002). Alguns fatores são considerados determinantes para a obtenção de resultados positivos no tratamento de instalação de implantes colocados imediatamente nos alvéolos de dentes extraídos atraumaticamente, como a preservação das margens ósseas do alvéolo durante a extração, a estabilidade primária do implante na porção apical ou ao longo das paredes do alvéolo, o cuidadoso controle do retalho tecidual, o fechamento estreito adaptado ao pescoço do implante e o meticuloso controle de placa por todo o período de cicatrização. (BHOLA et al. 2008). A estabilidade primária deve ser conseguida, geralmente, com a instalação do implante em 2 – 4 mm, além do ápice alveolar; assim como o perfil de emergência é conseguido, inserindo o implante em 1 – 3 mm abaixo da crista óssea adjacente. (JACQUES,1999). Na literatura, muitos autores enfatizam o sucesso da colocação imediata de implantes instalados após a extração; no decorrer deste trabalho, poderemos observar vários experimentos e as técnicas utilizadas neste procedimento que se tornou comuns, mas que revolucionou a implantodontia e provocou uma grande satisfação por parte do paciente. (BHOLA et al. 2008). O objetivo do presente estudo é, através da revisão da literatura vigente, demonstrar os principais fatores envolvidos no sucesso na instalação de implantes imediatamente após a extração e discutir alguns aspectos relativos a técnica. 13 2 PROPOSIÇÃO Este trabalho tem o objetivo de, através de um levantamento bibliográfico, discorrer sobre a instalação imediata de implantes em sítios de extrações recentes e, dessa maneira, discutir aspectos relacionados à sua correta conduta e indicações. 14 3 - REVISÃO DA LITERATURA Estudos em animais e humanos têm relatado altos índices de sucesso clínico, radiográfico e histológico à longo prazo, utilizando implantes imediatamente após exodôntia, quando o protocolo correto é respeitado e a técnica cirúrgica considera a anatomia do alvéolo dentário. (ROSENQUIST & GRENTHE, 1996; WATZEK et al. 1995). Nos últimos dezesseis anos, numerosos estudos em animais e humanos têm confirmado a previsibilidade da instalação de implantes pós-extração (ROSENQUIST & GRENTHE, 1996; GRUNDER et al.1999), classificaram o momento da instalação do implante em imediato, no momento da extração do dente, e imediato-tardio, após um período de três a cinco semanas de remodelação e reparo, que os autores consideraram ser um período suficiente para o reparo dos tecidos moles. Bhola et al. (2008) verificaram que a colocação de implantes em cavidades pós-extração, juntamente com a adequada regeneração óssea guiada, é bem documentada. A decisão de extrair dentes e substituí-los por implantes imediatos é determinada por diversos fatores que, por fim, afetam totalmente o plano de tratamento do paciente. O objetivo deste artigo é revisar algumas das considerações clínicas mais importantes na seleção de pacientes para a colocação de implantes imediatos, e discutir as vantagens e desvantagens dessa forma de terapia. As principais vantagens de colocar implantes imediatos são a redução no tempo de terapia, a redução de atos cirúrgicos, e a preservação dos tecidos do osso e da gengiva. Já as desvantagens da colocação de implantes imediatos são a falta de controle sobre a posição final do implante, a dificuldade de obter estabilidade, a cobertura inadequada do tecido mole, a inabilidade de inspecionar todos os aspectos do local de extração, que pode possuir defeitos e infecções, a dificuldade em preparar a osteotomia devido ao movimento nas paredes do local de extração. Embora todas as desvantagens listadas acima não 15 estejam presentes em cada situação, qualquer uma delas pode acabar comprometendo um caso. O objetivo de Danza et.al. (2009) foi o de realizar um estudo retrospectivo de colocação de implantes da família-espiral (IFC) em alvéolos pós-extração. No período de maio de 2004 a novembro de 2007, 133 implantes foram inseridos em alvéolos pós-extração, e os mesmos tiveram um acompanhamento médio de 12 meses. Os fatores de cirurgia e implantes relacionados foram investigados, e o algoritmo de Kaplan-Meier e a regressão de Cox foram utilizados para detectar essas variáveis, associada à evolução clínica. Os resultados apontam que sete dos 133 implantes inseridos foram perdidos, dando uma taxa de sobrevivência de 94,7%, e não foram detectados diferenças entre as variáveis estudadas. Além disso, neste caso, nenhuma variável tem impacto na evolução clínica. Foi concluído então, que implantes (IFC) pós-extração tem uma taxa alta de sobrevivência, que é semelhante as relatadas em estudos anteriores sobre os procedimentos de 2 estágios, ou em implantes com carga imediata inseridos em osso cicatrizado. Sanctis et al. (2009), realizaram um estudo com o objetivo de descrever as diferenças na cicatrização óssea, ao serem colocados quatro diferentes sistemas de implantes em alvéolos frescos. Foram utilizados oito cães Beagle que receberam implantes instalados aleatoriamente na tomada distal de três P3 e quatro P4. Os quatro sistemas de implante foram avaliados e todos os animais foram sacrificados 6 semanas após a colocação do implante, o que forneceu amostras para análise histo-morfométrica de osso para contato de implante, BIC, área óssea, formação de osso novo, como também medições histométricas das alterações cume. Não pôde ser observada nenhuma diferença significativa entre os quatro implantes, pois a média BIC% variou entre 58,5% e 72,1%. A modelação óssea da placa bucal foi marcada e totalizou, aproximadamente, 2,5mm. Apesar de utilizarem quatro sistemas de implantes diferentes, o estudo não conseguiu demonstrar diferenças em sua cicatrização após seis semanas de observação. Mesmo tendo realizado a osteointegração com os quatro implantes estudados, a ocorrência de reabsorção óssea bucal pode vir a limitar o uso dessa abordagem cirúrgica. 16 O objetivo de Vignoletti (2009), foi descrever as fases iniciais de cicatrização no rebordo alveolar ao redor de implantes dentários colocados em alvéolos pós-extração em cães beagle. Foram feitos 64 testes e colocados implantes de controle aleatoriamente na tomada distal de 3P3 e 4P4 em dezesseis cães beagle. O ombro do implante foi nivelado com a crista marginal óssea, e os animais foram sacrificados nos períodos de quatro horas, 01,0 2, 04 e 08 semanas para exame histológico. Os resultados do estudo mostraram perda óssea na crista bucal entre os intervalos de cura de quatro horas e uma semana, sendo mais pronunciada no terceiro sítio pré-molar perda óssea vertical entre o dia 0 e 8 semanas, 1,1 (o,5) mm. A perda correspondente no quarto sítio prémolar foi de 0,3 (0,5) mm. Concluíram, portanto, que as dimensões da tomada influenciam no processo de cicatrização de feridas de implantes colocados em cavidades de extração frescas, com mais perda ósseas nas margens mais estreitas. Em seu estudo Younis et al. (2009), compararam a cicatrização e remodelação óssea ao redor dos implantes colocados de maneira imediata (pósextração), com o tardio (osso cicatrizado). Neste estudo incluíram 49 pacientes que necessitassem de implantes na região da maxila ou mandíbula. 23 pacientes receberam 37 implantes imediatos (IM) e 26 pacientes receberam 37 implantes tardios (DE). Os implantes (IM) foram colocados no alvéolo imediatamente após a extração. E os implantes do grupo DE foram inseridos cerca de seis meses após a extração. Para medir a largura e profundidade dos defeitos ósseos marginais foi usada uma análise radiográfica com software de computador. A redução média de defeitos ósseos ao longo do tempo foi de 48% (de 3.4 para 1.3mm) no grupo IM; enquanto que a diminuição média do grupo DE foi de 17% (2.1 a 1.9mm) e concluíram que implantes colocados imediatamente nos alvéolos pós-extração preservam o volume ósseo alveolar, e antecipam a colocação da prótese para o seu funcionamento. O objetivo do estudo feito por Kahnbert (2009), foi estudar os resultados da colocação de implantes em extrações imediatas com a utilização simultânea de partículas de material de enxerto ósseo. Uma serie de pacientes adequados para colocação imediata em combinação com extração foi submetido à cirurgia de 17 implante. O espaço entre os implantes e o alvéolo preenchido com material de enxerto ósseo autógeno. Um procedimento cirúrgico em dois estágios foi planejado para otimizar a cicatrização óssea marginal. Todos os pacientes foram acompanhados clínica e radiograficamente durante dois anos. Quarenta implantes foram colocados em 26 pacientes com idade média de 60 anos. O local mais frequente para a colocação do implante na região anterior da maxila. Todos os implantes foram ósseo-integrados, nenhuma complicação pôde ser observada. O exame radiográfico mostrou uma ligeira redução de osso marginal de 0,13mm na mesial, e 0,19mm na distal. Conclui-se, então, que os implantes podem ser colocados com sucesso em sítios de extração frescas com material de enxerto ósseo autógeno. Essa técnica demonstrou resultados clínicos e radiográficos aceitáveis ao longo de dois anos. Um trabalho feito por Smith et al. (2009), propõe uma abordagem na colocação de implantes imediatos, com colocação de uma prótese provisória, na substituição dos quatro incisivos inferiores, comprometidos por uma periodontite crônica grave. A substituição dos quatro incisivos por implantes imediatos carregados com uma prótese provisória e simples foi bem sucedida. Foram apresentados 10 casos clínicos e após um período de acompanhamento de seis anos, obteve-se uma taxa de sobrevivência dos implantes em 100%. Com base nos resultados, o tratamento deveria se tornar uma boa opção para pacientes que requerem a substituição dos quatro incisivos inferiores. Acocella et al. (2010) avaliaram a previsibilidade de um tratamento, incluindo a colocação de implantes, utilizando uma técnica de inserção modificada, no momento da extração dos molares superiores. Foram incluídos no estudo 68 pacientes para a colocação de implantes após extração de dentes. Em caso de necessidade, uma terapia de regeneração óssea foi realizada. Após um período de três meses de cicatrização, os implantes foram restaurados com coroa individual. Os resultados apontam que, após 36 meses de monitoramento, apenas três implantes falharam, obtendo assim, uma taxa de sobrevivência de 97,96%. Sendo assim, observa-se que a combinação de uma extração de molares superiores, tendo osso interradicular residual suficiente, e da utilização de 18 material de regeneração apropriado no momento da inserção do implante, representam um tratamento previsível à longo prazo. Bersani et al. (2010) tiveram como objetivo apresentar um protocolo na substituição de dentes perdidos, na região de molares com implantação imediata de implantes em dentes recém extraídos, sem enxerto e sem carga imediata. Vinte e três implantes foram colocados em 20 pacientes entre os anos de 2000 e 2006. Nenhum implante foi perdido e não houve sinais significativos de reabsorção óssea ou complicações nos tecidos moles ao redor dos implantes. Os resultados deste estudo indicam que este protocolo pode ser uma alternativa viável na substituição de molares condenados. Deng et al. (2010), em seu trabalho, tiveram por finalidade avaliar pacientes com periodontite severa, o desempenho clínico dos implantes colocados imediatamente após a extração dos dentes remanescentes, compará-los com a colocação de implantes em sítios cicatrizados. Os implantes foram colocados com um guia de modelo cirúrgico, com colocação de uma prótese provisória. Imediatamente as próteses definitivas foram colocadas após seis meses. Avaliaram através de exames clínicos e radiográficos a estabilidade do implante e prótese, e a resposta inflamatória. Para tanto, colocaram 84 implantes com superfície rugosa (50 na maxila – 34 na mandíbula) 32 pós-extração – 52 em sítios cicatrizados. Nos implantes colocados pós-extração (32) houve uma perda de quatro implantes e todos na maxila. Dos 54 colocados em sítios curados, não houve perda. A taxa de sobrevivência dos implantes na maxila foi de 92% (46/50) e na mandíbula 100% (34/34). Portanto, concluíram que na maxila que ocorre maior perda de implantes em locais pós-extração, com dentes periodontalmente comprometidos. Um sucesso protético satisfatório foi alcançado após um ano. Estudo realizado por Gökçen-Röhlig et al. (2010), para examinar os resultados clínicos e radiográficos depois de dois anos, de implantes colocados em dentes pós-extração. Um protocolo que envolva a extração de dentes remanescentes na mandíbula com colocação de quatro implantes, sendo dois em cavidades de dentes recentemente extraídos (grupo teste) e dois implantes em locais com osso cicatrizado (grupo controle), foi realizado em pacientes (seis homens e quatro mulheres) Todos os implantes osteointegraram. A marca MPI foi 19 de 80,3% em SG, 82,7% em CG, e a marca MPI foi de 13,4 % em SG e 14,9% em CG ao final de um ano, e continuou estável após dois anos. Nenhuma diferença significativa em MPI, MBI, KMW, e DPD foi observada entre o exame nas linhas de base e controle. Concluiu-se a partir deste resultado, que a colocação de implante em alvéolos pós-extração, é uma alternativa de tratamento confiável. Muitos autores têm investigado os resultados de implantes colocados em locais recém-extraídos, mas poucos estudos foram feitos analisando a colocação de implantes a um longo prazo com analise de dados clínicos e radiográficos. O estudo feito por (MALCHIODI et al. 2010) avaliararam as previsibilidade do protocolo de carga imediata com regeneração óssea rápida (FBR) em locais pósextração da maxila. Foram inseridos 158 implantes pós-extração de dentes em 70 pacientes. 112 implantes foram colocados na região anterior da maxila, e 46 na região posterior da maxila. Os dados do implante foram coletados antes do planejamento cirúrgico, no momento da inserção e depois de três e cinco anos de carga oclusal. O resultado no acompanhamento após cinco anos, apontam para uma perda de dois implantes, resultando numa taxa de sobrevivência de 98,7 %. Os exames apontam também que os tecidos moles e duros continuam bem conservados. Concluiu-se que esta técnica de carregamento imediato pósextração é uma técnica previsível em casos selecionados tendo um elevado cuidado no posicionamento. Em um estudo experimental Sanctis et al. (2010), quiseram avaliar se diferentes sistemas de implantes podem alterar a dimensão e composição dos tecidos moles peri-implante. Oito cães Beagle receberam implantes imediatos pós-extração na tomada distal de 3P3 e 4P4, utilizando quatro tipos de implantes diferentes, em quatro locais diferentes do mesmo cão. Após seis semanas da colocação dos implantes, os animais foram sacrificados, proporcionando amostras histométricas a fim de avaliar as dimensões do tecido mole. Como resultado, apurou-se um epitélio juncional entre dois e 2,7mm e um componente de tecido conjuntivo entre 01 e 1,8mm, e não houve diferenças estatísticas entre os quatro sistemas de implante. Concluíram, que não houve diferença na utilização de diferentes sistemas de implantes, no entanto, o comprimento do epitélio é mais longo, do que tem sido relatado, quando comparado com a colocação de implantes em osso já cicatrizado. 20 Park (2010), constatou em seu estudo que a extração de dentes anteriores da maxila comprometidos periodontalmente, pode levar a complicações estéticas devido ao posicionamento do implante. Portanto, a colocação imediata de implantes dentários tem sido sugerida, pelo fato de poder impedir a perda óssea pós-extração traumática. Neste caso, a harmonia de tecidos moles e duros foi conseguida através da colocação do implante imediato com aumento ósseo em uma situação esteticamente desafiante. Para isso, um molde cirúrgico foi utilizado para localizar a posição desejada do implante, o que mostrou que a instalação de um implante no local não almejado pode comprometer a sua estabilidade inicial e o resultado estético. O estudo de Proper et al. (2010) comparou as taxas de sucessos à longo prazo de implantes de grande diâmetros colocados na região posterior da mandíbula, colocados logo após a extração, com o de uma espera de três meses de período de cicatrização. Foram colocados 120 implantes em 71 pacientes logo após a extração dos dentes. 60 implantes foram inseridos no alvéolo logo após a extração e 60 foram implantados após o período de cicatrização de 90 dias. Exames radiográficos foram feitos no inicio e do primeiro ao quinto ano após a colocação dos implantes. A taxa de sobrevivência dos implantes foi de 96,67%. Quatro implantes foram perdidos, dois pós-extração e dois de carga retardada. Concluiu-se que após analise clinica e radiográfica, os implantes de largo diâmetro colocados em locais pós-extração, ou em locais pós-período de cicatrização, não apresentam dados significativos. Sanz et al. (2010) tiveram como objetivo principal deste estudo, determinar a associação entre o tamanho do vazio criado, usando formas diferentes de implantes, e a quantidade de perda óssea alveolar que ocorreu durantes 16 semanas de cicatrização, após a imediata instalação de implantes. Foram selecionados adultos, com necessidade de extração e colocação de um ou mais implantes na região da maxila. O grupo recebeu implantes cilíndricos, e o grupo B cônicos. Após a instalação de implantes, uma série de medições foi efetuada, para determinar a dimensão da altura do espaço vazio entre o implante e o osso (gap). Essas medidas foram repetidas após 16 semanas e resultaram em alterações acentuadas da dimensão do rebordo ósseo (43% e 30%) e a horizontal 21 (80-63%) bem como a vertical (gap) (69-65%). Pode-se concluir que a colocação de implantes em alvéolos de extração, irá resultar em diminuição da perda de osso alveolar. Tomasi et al. (2010) realizaram um estudo sobre as variações dimensionais ósseas que podem afetar implantes colocados em alvéolos pré-extraídos. Os dados inclusos na análise atual foram obtidos a partir de um ensaio clínico em que uma série de medidas foi realizada para caracterizar o local da instalação de um implante numa pré-extração e na reentrada quatro meses mais tarde. Um modelo de regressão de vários níveis multivariada foi construído para analisar os fatores que afetam os seguintes variáveis: (I) a distância entre a superfície do implante e a crista óssea exterior (S-CO), (II) a diferença horizontal (S-IC), (III) o espaço vertical residual (DR) e (IV) da posição vertical da crista do osso do implante. Resultados demonstravam que I – a mudança de S-CI foi significativamente afetada pela espessura da crista do osso, II- o tamanho da abertura residual era dependente do tamanho da abertura inicial e da espessura da crista óssea, e III- da redução do espaço vertical bucal foi dependente da idade do sujeito. Além disso, a posição oposta da crista alveolar do rebordo bucal e a sua posição de implante, buco-lingual influenciam na quantidade de reabsorção da crista óssea. Em suas conclusões, alertamos os clínicos para que considerem a espessura da parede óssea alveolar, a altura vertical, e o posicionamento horizontal de implante na cavidade, pois os mesmos terão influência na cicatrização dos tecidos duros. Zafiropoulos et al. (2010), fizeram um estudo retrospectivo sobre o uso de implantes com ou sem restauração, usando protocolos diferentes. Neste estudo, avaliaram 241 implantes unitários em 241 pacientes. Foram utilizados implantes do tipo cônico (TAP; M = 118) e cilíndrico tipo parafuso (M = 123) C4L, e foram agrupados por categorias: - colocação imediata, - colocação tardia, - carregamento não oclusal imediato, - carregamento tardio. Os parâmetros clínicos, incluindo nível clínico de inserção (NCI), índice de placa (IP), e Sangramento a Sondagem (SS) foram registrados em exames no início do estudo (BSL) e 01 (E1), 03 (E3) e 05 anos (E5) depois de carregar com a restauração final. Como resultado, onze implantes foram perdidos:05 – C4L e 06 – TAP. O CAL 22 e PI foram semelhantes para os dois tipos de implantes. Não foi observada influência significativa da posição do implante. A perda CAL de 1,5mm foi observada durante os primeiros três anos. O tipo de implante e tempo de colocação não mostrou nenhuma influência significativa sobre a taxa de sobrevivência, ao passo que a taxa de reprovação foi menor para os implantes imediatos não carregados oclusamente, concluindo assim que o tipo, posição e o tempo de colocação de carga não influenciam sobre a taxa de sobrevivência neste método de tratamento. Aguirre-Zorzano et al. (2011), estudaram e avaliaram a sobrevivência de implantes unitários, sua perda óssea marginal e outras complicações. Foram colocados 78 implantes em 57 pacientes: 56 pós-extração, e 22 em osso cicatrizado. Imediatamente após a colocação do implante, foram colocadas as próteses provisórias sem contato oclusal; durante o estudo foram feitas três radiografias por paciente. A duração média do estudo foi de 92 semanas. Houve a perda de um implante, dando uma taxa de sobrevivência de 98,7%. A média da perda óssea medial e distal foi de 0,2 ± 0,4mm. Não houve grandes diferenças estatísticas entre os implantes imediatos pós-extração e os implantes em osso cicatrizado. 67 implantes mostraram uma perda de osso inferior a 0,1mm, as principais complicações foram a colocação de 11 novas próteses, a presença de restos de cimento gengival, e o desenvolvimento de lesões apicais em seis implantes. Pode-se concluir que a restauração imediata com implantes de elementos unitários pode ser considerada como uma técnica previsível. Esta experiência de Barone et al. (2011), comparou a remodelação óssea fisiológica em modelos de cães Beagle após a colocação do implante pósextração com e sem regeneração óssea guiada (GBR). Foram utilizados cinco animais, e os sítios de teste e controle foram selecionados aleatoriamente. Os dentes experimentais foram hemi-dissecados, preparado a remoção das raízes distais e a colocação de implantes. Para preencher o espaço em torno do implante foi colocada enxerto ósseo, e uma membrana reabsorvível foi utilizada para cobrir a área. Os cães foram colocados em diferentes momentos e as medidas foram tomadas imediatamente e em duas, quatro e 12 semanas após a colocação do implante. Os resultados apontaram que, após duas semanas, 23 poucos sinais de reabsorção foram detectados. Após quatro semanas foi observada ligeira remodelação óssea, e no local de teste foram detectados pequenos sinais de reabsorção e um aumento nos níveis de osso. Após doze semanas a crista alveolar mostrou diferentes graus de remodelação, e foi observado níveis ósseos estáveis e um aumento na crista óssea. Os resultados mostraram também que as técnicas GBR foram capazes de limitar a reabsorção do rebordo alveolar após a extração do dente. Um padrão de remodelação óssea após a colocação do implante e a extração foi observado nos locais de controle, bem como nos locais de teste. Mas mais estudos são necessários para confirmar estes resultados e esclarecer as causas precisas da remodelação óssea em cavidades pós-extração. Yun et al. (2011), produziram um estudo em dois casos clínicos, testar a colocação de implantes imediatos na região posterior com a colocação da membrana de colágeno mais a membrana de alta densidade politetrafluioretileno (DPTFE) sobre o alvéolo de extração. O dente era extraído traumaticamente com a colocação imediata dos implantes, a diferença entre o implante e as paredes ósseas adjacentes preenchidas com material de enxerto, e sobre o enxerto era colocado duas membranas; a mais inferior, membrana de colágeno e sobre esta, a de DPTFE, o que permitiu o fechamento da cavidade da extração, nesta condição o alvéolo foi deixado exposto por quatro semanas, após o qual, foi removida a membrana mais superficial. Como resultado, na remoção da membrana mais superficial, houve uma considerável deposição de placa bacteriana, mas não na membrana interna. O tecido Peri-implantar após a análise clinico-radiográfica, teve uma condição favorável, concluindo que é um procedimento indicado. Lang et al. (2012) fizeram uma revisão na literatura para estimar as taxas de sobrevivência e sucesso dos implantes e próteses implanto-suportadas, a prevalência de complicações biológicas, técnicas e estética, e a magnitude das alterações dos tecidos moles e duros após a colocação de implante em alvéolo fresco. Utilizaram uma busca eletrônica na MEDLINE (PubMed) e da biblioteca Cochrane 1991 à 2010. As taxas de sobrevivência foram calculadas usando o software estatístico STATA. A média ponderada de mudanças nos tecidos moles e 24 duros foi obtida pelo método de variância inversa. Foram utilizados 46 estudos prospectivos, com a média de segmento de 2,08 anos. A taxa de falhas anual de implantes imediatos foi de 5% e a taxa de sobrevivência de dois anos foi de 98,4%. Foi difícil avaliar devido à escassa informação as complicações biológicas, técnicas e estéticas, mas as alterações mais significativas dos tecidos moles ocorreram nos três primeiros meses, e a perda marginal no tecido duro foi inferior a 01 mm no primeiro ano. Concluíram que apesar da elevada taxa de sobrevivência mais estudos de longo prazo são necessários para determinar o sucesso da colocação de implante imediatamente após a extração do dente. Corbella et al. (2012), fizeram uma revisão de literatura com o objetivo de avaliar os resultados de implantes colocados após a extração de dentes com infecções. Foi realizada uma busca eletrônica, e somente artigos sobre seres humanos foram considerados. Foi necessário o implante estar em boca por 12 meses para ser incluído nesta revisão. Os resultados dos estudos mostraram que as taxas de sobrevivência de implantes colocados em locais com infecção são de 92% a 100% de um total de 497 implantes. Em nove dos dez estudos, o uso de enxertos ósseos foi associado com a colocação imediata de implantes. Puderam concluir, então, que por causa do baixo número de estudos incluídos e da heterogeneidade no desenho do estudo, são necessários estudos mais profundos para avaliar a relevância dessa alternativa de tratamento. Covani et al. (2012) em seu trabalho avaliaram o resultado do tratamento de protocolos superiores e inferiores depois de até 04 anos de função. Foram selecionados 19 pacientes desdentados ou com dentes com prognostico sem esperança, que receberam 06 implantes na mandíbula ou 08 na maxila. Foram implantados 164 implantes sendo que 119 pós-extração de dentes e 45 implantes em osso cicatrizado. Os resultados apontam para uma perda de 08 implantes, com uma taxa de sobrevivência de 95,1%. Foi concluído, então, que a reabilitação da maxila e mandíbula desdentadas representa uma alternativa de tratamento viável. O objetivo da pesquisa realizada por Vignoletti et al. (2012) foi descrever histologicamente a cicatrização de cavidades de extração frescas quando comparada com a colocação de implantes. Após a extração do 3P3 e do 4P4, 25 foram inseridos implantes em oito cães Beagle nas tomadas distais dos prémolares, enquanto os alvéolos mesiais foram deixados para cicatrizar espontaneamente. Cada animal foi a quatro locais de extração (controle), e a quatro locais de implantes (de teste), após seis semanas, os oito cães foram sacrificados e seus blocos de tecido foram dissecados e preparados para o corte de lâmina. Puderam observar que a reabsorção óssea bucal vertical em relação ao osso lingual foi semelhante em ambos os grupos de teste e de controle. Porém, nos locais de implantes imediatos, a perda óssea bucal absoluta observada foi de 2,32 (DP 0,36) mm. Os resultados mostraram que a reabsorção óssea ocorreu em ambos os locais de teste e controle após a extração de dente na parede da cavidade bucal. Essa reabsorção pareceu ser maior nos locais de implante, embora as limitações do método de avalição histológica utilizada impeçam uma conclusão definitiva. A pesquisa realizada por Jiansheng et al. (2012), foi determinar a taxa de sucesso a curto prazo de implantes de curto e longo diâmetro colocados em locais de extração frescos na região posterior de molares. Um total de 145 pacientes receberam 162 implantes de curto comprimento e grande diâmetro entre 2006 e 2009, com uma altura mínima de osso residual entre sete e nove mm disponível em todos os locais de implantes, e a gengiva tinha pelo menos dois milímetros de espessura. Todos os implantes foram colocados nas regiões de molares e foi colocada uma prótese unitária. Vinte implantes Ankylos foram colocados com 5,5 a 07 mm de diâmetro, e 8mm de comprimento, e 142 implantes hidroxiapatita revestido, com 5 a 6mm de diâmetro e 5,7 a 8mm de comprimento. Um dos 162 implantes, não osteointegrou, resultando numa taxa de sobrevivência de 99,4%. Os pacientes foram acompanhados até 56 meses após a colocação da prótese e os dados clínicos e radiográficos revelaram que os tecidos duros e moles continuaram bem preservados. Conclui-se que a colocação imediata de implantes de curto comprimento e grande diâmetro, em locais de extração frescos pode oferecer uma alternativa de tratamento simples e previsível se os implantes forem posicionados de forma adequada após uma analise préoperatória completa. 26 O estudo de Colombo et al. (2012), investigou a influência de três superfícies de implantes clinicamente empregadas no osso recém extraído e cicatrizado. Implantes lisos e usinados foram moídos a partir do titânio grau 5. Superfícies moderadamente ásperas por jateamento de areia, foram revestidas com fosfato tricálcico. Os implantes foram colocados em órbitas incisivas recémextraídas de mandíbulas de ratos Wistar normais, e a cicatrização do tecido ósseo ao redor dos implantes foi examinada por histoquímica e imunocitoquímica para localizar células proliferativas PCNA, e marcadores de diferenciação dos osteoblastos osteopontina e osteocalcina. Os resultados da pesquisa não indicaram diferenças na quantidade ou no padrão de formação do osso dentro do tecido de cicatrização em torno das diferentes superfícies de implantes. Não foram observadas diferenças no número ou no tempo de PCNA, osteopontina e osteocalcina em células positivas dentro do tecido ósseo de cura em torna de cada um dos implantes analisados. Conclui-se então, que para implantes imediatamente colocados, as modificações da superfície investigada pareceram ter pouca influência sobre a atividade de células formadoras do osso em torno do implante. Em uma revisão sistemática sobre implantes imediatos pós-extração de dentes, (ORTEGA et al. 2012) analisaram seus prós e contras, e as indicações clínicas e contraindicações. Uma pesquisa bibliográfica exaustiva foi realizada na The Cochrane Library, e bases de dados eletrônicas MEDLINE de 2004 / 2009 foram utilizadas. Uma meta-análise não pôde ser realizada devido à heterogeneidade dos dados. Foram incluídos 20 estudos de 135 artigos; e foram analisados um total de 1139 implantes imediatos com no mínimo 12 meses de colocação; os resultados, comparados com outros trabalhos disponíveis na literatura, obtiveram resultados semelhantes. Os implantes imediatos tem resultado previsível e com várias vantagens sobre a colocação do implante convencional. No entanto, a técnica cirúrgica e a necessidade de colocação de enxerto são citadas como desvantagens e complicações. Concluindo, há uma necessidade de se fazer um estudo, com um prazo mais longo, para se evidenciar os benefícios do implante imediato pós-extração, sobre o implante instalado de maneira convencional. 27 O artigo de Scala et al. (2012), descreve um caso clínico em que um canino superior fraturado foi substituído por um implante pós-extração de maneira simplificada, reduzindo o número de componentes protéticos e diminuindo o custo do tratamento. Paciente do sexo masculino com 68 anos de idade, fumante, apresentava um estado de periodontite crônica, compareceu à clínica com a fratura de um canino superior esquerdo, o qual foi cuidadosamente removido com luxador e fórceps, tendo o cuidado em preservar as paredes ósseas alveolares, e a imediata colocação de um implante com a prótese. Este caso ilustra uma colocação imediata de implante, onde conseguimos resultados estéticos aceitáveis, redução de custo ao paciente, além de aumentarmos a gama de pacientes que procurarão por este serviço. Vários autores demonstraram que os implantes com carga imediata pós-extração tem uma taxa de sobrevida de 94,5 a 100% após um acompanhamento de um ano. Soardi et al. (2012) analizou o índice de sucesso clínico e radiográfico de implantes unitários colocados imediatamente após extrações carregados funcionalmente. Foram selecionados 46 pacientes com idade média de 45,5 anos de onde foram submetidos a extrações de dentes perdidos, com a imediata colocação do implante com a prótese sem contato oclusal. Os resultados apontam uma taxa de sobrevivência de 95,7% dos implantes. A perda óssea marginal média após um ano foi de 0,80mm (DPO 0,53mm. Após um ano de acompanhamento não foi encontrada nenhuma diferença estatisticamente significativa e quanto mais profundamente colocados abaixo da crista, maior foi a perda do osso marginal. No entanto, nenhuma diferença na perda do osso marginal foi observada como consequência das três variáveis seguintes: comprimento do implante (10, 11.5 ou 13 mm), diâmetro do implante (3, 3.7, ou 4.7mm) e período de tempo de 3 a 6 meses após a colocação do implante. Com base nos dados obtidos, concluiu-se que implantes unitários com prótese infraoclusal poderão ser colocados com sucesso após a extração, sem que haja perda de osso Peri-implante. Atalay et al. (2013), realizaram um estudo retrospectivo, com um acompanhamento de cinco anos, da colocação imediata de implantes sem uso de material de enxerto. Este procedimento diminuiu o número de cirurgias, como 28 também diminuiu o custo e o tempo de tratamento. Neste estudo, foram selecionados 72 pacientes nos quais foram colocados 110 implantes imediatos pós-extração, onde os critérios de seleção foram: - Presença de pelo menos 02 mm de osso além do ápice da raiz, - ausência de sinais agudos de infecção ou inflamação no local da instalação do implante e ausência de patologias sistêmicas. Como resultado, 105 implantes sobreviveram. Quatro foram perdidos por infecção nos três primeiros meses, e um foi perdido um ano após a colocação da prótese. Os tecidos moles ao redor dos implantes eram clinicamente aceitáveis. Os implantes colocados nos alvéolos de dentes infecciosos também tiveram uma sobrevivência aceitável e sucesso clínico. Concluindo, a seleção adequada de pacientes, com a colocação imediata de implantes sem enxerto ósseo tem uma taxa de sobrevivência previsível e sucesso clínico. Em um estudo retrospectivo Mangano et al. (2013), tiveram como objetivo comparar resultados estéticos entre implantes do tipo cone Morse colocados na região anterior da maxila, em locais pós-extração, com locais cicatrizados. Um pré-requisito do local da cirurgia foi a necessidade das paredes ósseas estarem intactas e com uma boa espessura gengival. O resultado foi avaliado usando a pontuação estética rosa/branco (PES/WES). O teste U de Mann-Whitney foi utilizado para comparar o PES e WES entre os dois grupos. 22 pacientes receberam implantes imediatamente pós-extração, e 18 pacientes foram submetidos a cirurgia convencional. A média de acompanhamento foi 31,09 meses (DP 5,57; faixa de 24 – 26) para implantes colocados imediatamente, e 34,33 meses (DP 7,10; faixa de 24 – 48) para implantes inseridos de maneira convencional em osso cicatrizado. Nenhum implante foi perdido, todos preencheram os critérios de sucesso. A média de PES/WES foi de 14,50 (DP 2,52; faixa de 9 – 19) e 15,61 (DP 3,20; faixa de 8 – 20) para implantes colocados imediatamente com os colocados de maneira convencional respectivamente. Os implantes imediatos tiveram uma média PES de 7,45 (DP 1,62; faixa de 4 – 10) e uma WES média de 7,04 (DP 1,29; faixa de 5 – 10). Os implantes colocados de maneira convencional tiveram uma média de PES de 7,83 (SD 1,58; faixa de 4 – 10) e uma WES média de 7,77 (DP 1,66; faixa de 4 – 10). A diferença entre os dois grupos não foi significativa, e renderam bons resultados estéticos. 29 Neste estudo prospectivo, elaborado por Sanz et al. (2013), comparou o resultado clínico, ao longo de três anos, da estabilidade dos tecidos moles e duros, usando implantes de configurações diferentes colocados em alvéolos pósextração. O grupo A foi de implantes cilíndricos e o grupo B de implantes cônicos. Após 22 semanas, foram colocadas as próteses sobre os implantes, com um acompanhamento clínico dos tecidos moles e duros feito anualmente. Como resultado, 8,8 a 10,2% dos sítios apresentaram alguma inflamação. Mais de 70% (54 de 76) dos implantes não sofreram perda óssea. Além disso, houve um ganho do volume de tecido mole interproximal, e cerca de 25% das aberturas do vão foram preenchidas com “papilas”. Como conclusão, em ambos os implantes a inflamação gengival foi pouco frequente, o osso marginal foi mantido, e o volume de tecido mole aumentado após a colocação da prótese permanente. Thomas et al. (2013), se propuseram a avaliar o sucesso e a sobrevivência de implantes cônicos colocados imediatamente na maxila e na mandíbula com carga imediata pós-extração. O estudo foi prospectivo, multicêntrico, não intervencionista de pacientes que necessitam de extração do dente com prótese implanto-suportada na maxila ou mandíbula. Cada paciente recebeu pelo menos um implante cônico, tiveram pilares colocados entre 42 a 56 dias após a cirurgia, como também, próteses colocadas após mais de 14 dias. 376 pacientes foram incluídos na análise de segurança. 77% receberam implantes individuais. 16% receberam dois implantes, enquanto o restante -7%- recebeu três implantes ou mais. A taxa de sobrevivência para implantes imediatamente colocados foi de 98,3% depois de um ano, e de 97,7% para dois a cinco anos. Puderam concluir, então, que a taxa de sobrevivência de implantes cônicos imediatamente colocados foi comparável ao encontrado em outros estudos. A colocação de implantes imediatos com implantes cônicos pode permitir uma reabilitação rápida, sem impactos negativos sobre a sobrevivência do implante. 30 4 – DISCUSSÃO Segundo autores Lang et al. (2012) apesar da elevada taxa de sobrevivência de implantes imediatos mais estudos de longo prazo são necessários para determinar o sucesso da terapia. Já segundo Zafiropoulos et.al. (2010) não foi observada influência significativa na posição de implantes. O tipo de implantes e o tempo de colocação não mostrou influências reprovação foi menor em implantes sem carregamento oclusal imediato. Tomasi et al. (2010) alertam os clínicos para que considerem a espessura da parede óssea alveolar, a altura vertical, e o posicionamento horizontal de implante na cavidade, pois os mesmos terão influência na cicatrização dos tecidos duros. Kahnbert (2009) destaca que implantes podem ser colocados com sucesso em sítios de extração frescos com material de enxerto ósseo autógeno. No que diz respeito a implantes curtos, autores como Jiansheng et. al. (2010), destacam que locais de extração frescos podem oferecer uma alternativa de tratamento simples e previsível se os implantes forem posicionados de forma adequada após uma análise pré-operatória completa. Sabe-se que, mesmo em pacientes com doença periodontal pregressa, a terapia de implantes imediatos pode ser aplicada. Os pacientes devem estar com a doença controlada no momento da extração, para evitar a contaminação dos implantes. Se os critérios de seleção e os devidos cuidados forem adotados, os índices de sucesso se equiparam aos encontrados em pacientes periodontalmente saudáveis. (DENG et al. 2010). Outros autores recomendam que implantes imediatos, principalmente quando instalados em regiões posteriores, devem ser realizados sem o carregamento imediato e que não há a necessidade de realização de enxertos. (BERSANI et al. (2010). 31 A instalação de implantes em alvéolos fornece um tratamento com alta previsibilidade de sucesso. Além disso, a utilização de implantes imediatos possui inúmeras vantagens, quando comparado ao procedimento tradicional, reduzindo o tempo de tratamento e a morbidade, levando a uma maior satisfação do paciente e menor reabsorção óssea, otimizando a função e a estética desde a primeira cirurgia. (LANDSBERG, 1997). De acordo com Rosenquist e Grenthe (1996), algumas complicações podem estar presentes. Os autores afirmam que pacientes podem apresentar presença de uma microbiota mais patogênica, e uma menor quantidade e qualidade óssea, com menor formação de gengiva ceratinizada na região Periimplantar, ambos importantíssimos para a sobrevida do implante instalado em alvéolos frescos. Já no estudo feito por Malchiodi et al. (2010) concluíram que a técnica de carregamento imediato pós-extração é previsível, quando se tem um elevado cuidado no posicionamento correto do implante. Segundo o trabalho feito por (PROPER et. al. 2010) onde o mesmo comparou a instalação de implantes de grande diâmetro na região posterior da mandíbula, colocados em locais pósextração, com locais em período pós-cicatrização, não apresentaram alterações significativas. Para (RÖHLIG et al. 2010) a instalação de implantes imediatos pósextração é uma alternativa de tratamento confiável. que os reabilitação de pacientes desdentados, tanto da maxila como da mandíbula, representam uma alternativa de tratamento viável. No estudo Segundo o trabalho apresentado por (COVANI et al. 2012), concluíram que a realizado por (ACOCELLA et al. 2010), observaram, que a combinação de uma extração de molares superiores, tendo osso residual inter-radicular suficiente, combinado com a utilização de material de regeneração apropriado no momento da extração, representa, um tratamento previsível num longo prazo. Com base nos dados obtidos por (SOARDI et al. 2012), concluíram implantes unitários pós-extração, carregados oclusalmente em infra-oclusão, podem ser colocados com sucesso, sem que haja perda de osso Peri-implantar. 32 Um tratamento que se tornou simples, previsível e bem sucedido, foi o que resultou de um trabalho feito por Smith et al. (2009), que substituiu os quatro incisivos inferiores, por implantes imediatamente carregados por uma prótese provisória; com base nos resultados, o tratamento é uma boa opção para o paciente. Com a finalidade de colocar implantes imediatos, sem a presença de material de enxerto, (ATALAY et al. 2013), fizeram um estudo, onde concluíram que, o profissional que fizer uma seleção adequada do paciente, terá uma taxa de sobrevivência dos implantes previsível, e um sucesso clínico. Já o objeto de estudo realizado por Danza et al. (2009), concluíram que implantes da família espiral (IFC) colocados imediatamente, tiveram o mesmo comportamento em termos de sobrevivência, quando comparados com os implantes de carga imediata, inseridos em osso cicatrizado. (VIGNOLETTI, 2009), concluiu na sua descrição, que na cicatrização do processo alveolar pós-extração ocorre uma maior perda de osso nas marginais mais estreitas. Já o mesmo autor, em 2012, comparou, em um estudo idêntico, que a perda de osso em cavidades pós-extração, onde foram inseridos implantes, é menor, quando comparada com os implantes inseridos em osso cicatrizado, embora as limitações do método avaliado. Na experiência de (BARONE et al. 2011), objetivou comparar a remodelação óssea fisiológica, concluiu que mais estudos são necessários para confirmar os resultados, mas que as técnicas GBR foram capazes de limitar a reabsorção do rebordo alveolar após a extração do dente. Em uma outra experiência, Colombo et al. (2012), concluíram que, para implantes colocados imediatamente, as modificações das suas superfícies parecem ter pouca influência sobre a atividade de células formadoras de osso ao redor do implante. No artigo escrito por Scala (2012), em que um canino superior fraturado foi substituído por um implante pós-extração, ilustra uma colocação imediata do implante, onde conseguimos resultados estéticos aceitáveis, redução de custo ao paciente, além de aumentarmos a gama de pacientes que procurarão por este serviço. 33 Para se conseguir a colocação de implante imediato sem comprometimento estético, Park (2010) sugere que se use um modelo cirúrgico no momento da instalação do implante, para se conseguir a posição e localização desejada do implante no alvéolo pós-extração. Em um estudo retrospectivo de cinco anos feito por (ATALAY et al. 2013), implantes imediatos foram colocados em alvéolos frescos sem uso de material de enxerto. Como resultado, os tecidos moles ao redor dos implantes eram clinicamente aceitáveis, assim como foi aceitável a sobrevida de implantes colocados nos alvéolos de dentes infeccionados, o que acabou sendo considerado um sucesso clínico. Nesta revisão de literatura feita por (CORBELLA et al. 2012), avaliaram a sobrevida de implantes colocados de maneira imediata após a extração de dentes com infecções. Em nove dos dez estudos feitos, fez-se o uso de enxerto ósseo. A sobrevivência foi considerada um sucesso, embora o autor sugira um estudo mais aprofundado para avaliar a relevância dessa alternativa de tratamento. Em um estudo produzido por Jeong-Ho et al. (2011), testou o uso de duas membranas de colágeno sobre o alvéolo de dentes extraídos traumaticamente, com a colocação de implante imediato mais enxerto de osso. Como resultado, sobre a membrana externa houve uma considerável deposição de placa bacteriana, o mesmo não ocorrendo com a membrana interna; com isso o tecido Peri-implantar teve uma condição favorável, sendo um procedimento indicado pelo autor. Para avaliar a sobrevivência de implantes unitários, sua perda óssea marginal e outras complicações, o autor (AGUIRRE-ZORZANO et al. 2011), fez um estudo onde constatou que não houve grande diferença estatística entre implantes imediatos pós-extração, com implantes colocados em osso cicatrizado, e concluiu que a restauração imediata de implantes unitários pode ser considerada uma técnica previsível. Em outro estudo experimental, (SANCTIS et al. 2010), avaliaram diferentes sistemas de implantes na composição dos tecidos moles Peri-implantar, e concluíram que não houve diferença na utilização de diferentes sistemas de implantes, no entanto, o comprimento do epitélio é mais longo do que tem sido relatado, quando da colocação de implantes em osso cicatrização. No estudo da colocação implantes em alvéolos pós-extração, com 34 utilização de material de enxerto, (KAHNBERG, 2009), concluiu que todos os implantes osteointegraram, e nenhuma complicação foi observada, sendo, portanto, um procedimento cirúrgico indicado com sucesso. 35 5 - CONCLUSÃO - Não foi constatada uma diferença significante na osteointegração, de implantes inseridos de maneira imediata, comparados com os implantes inseridos de maneira tardia. - Os implantes imediatos encurtam o tempo de reabilitação, eliminam uma segunda cirurgia, diminuem a reabsorção óssea no alvéolo residual pós-extração e possibilitam uma melhor estética do tecido mole. - Na comparação entre implantes colocados de maneira imediata, sem qualquer tipo de enxerto, com implantes inseridos de maneira imediata com qualquer tipo de enxerto, o sucesso, e a sobrevivência clínica foi a mesma. - A maioria das perdas de implantes acontecem na arcada superior (maxila). - O tipo de implante - cilíndrico ou cônico - não teve influência na taxa de sobrevivência dos mesmos. - Quanto maior o contato intimo da superfície do implante com o osso receptor ao longo do alvéolo, e na sua porção mais apical, maior o índice de sucesso. - As principais desvantagens na técnica são a falta de controle sobre a posição final do implante, a dificuldade de obter a estabilidade, a cobertura inadequada do tecido mole, a inabilidade de inspecionar todos os aspectos do local da extração, que podem possuir defeitos e infecções. 36 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ACOCELLA, A.; BERTOLAI, R. e SACCO, R. 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