Ano X - Nº 34 - Julho / Agosto / Setembro de 2009 x Impressa em papel reciclado
XX Encontro
Técnico AESabesp
Fenasan 2009
Tecnologia de ponta em saneamento ambiental
Palestras sobre os grandes temas do momento
Público assíduo, qualificado e interessado no setor
Expositores satisfeitos e formadores da elite do mercado
Entrevista
pág. 31
Com a Superintendente
Nacional de Serviços
Sanitários do Governo
do Chile, Magaly
Espinosa Sarria
mesas redondas
pág. 11
Importantes
pronunciamentos, como
o de Rogério de Paula
Tavares (Sup. Nacional
de Saneamento da CEF).
Troféu AESabesp
pág. 27
Grandes surpresas
marcaram a entrega
do troféu AESabesp,
durante a cerimônia de
encerramento.
Válvula redutora de pressão
Válvula de retenção de fechamento
Válvula de alívio
rápido com obturador em poliuretano
Válvula de altitude
Ventosa de alto desempenho
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Editorial
XX Encontro Técnico - Fenasan 2009:
Sustentabilidade com consciência e alta
tecnologia em saneamento
A AESabesp dedica esta edição da Revista Saneas
à realização do seu XX Encontro Técnico – Fenasan
2009, a começar pelo agradecimento aos seus participantes: congressistas; visitantes, especialmente aos
nossos associados, que levaram o seu prestígio a esta
realização, e aos nossos expositores, que em mais um
ano escolheram este evento para dar visibilidade aos
seus produtos, equipamentos, serviços e “now how”
tecnológico. É a junção da expertise de todos esses expoentes que alça este Encontro e Feira, como o maior
evento técnico-mercadológico da América Latina.
O tema escolhido para nortear o Encontro em 2009
foi “Sustentabilidade – caminho para universalização
do saneamento ambiental”, que evidenciou, com seriedade, as formas pró-ativas de se promover uma
equilibrada preservação do Planeta, principalmente
no tocante aos serviços de saneamento, responsáveis
pela qualidade de vida dos seus habitantes.
Esse XX Encontro Técnico – Fenasan 2009 também foi um evento caracterizado pela apresentação
das mais avançadas tecnologias e das palestras mais
contundentes, especialmente nas mesas redondas que
discutiram “cases” bem sucedidos de sustentabilidade;
o seu emprego nas contratações de projetos, equipamentos e obras; as metas do milênio; o papel das PPPs
(Parceria Público-Privada) para a universalização do
saneamento e a Regulação do setor de saneamento
na atualidade, na qual tivemos a expressiva participação do presidente da nossa Agência Reguladora, Hugo
de Oliveira, e o prazer de receber a visita da Superintendente Nacional do Governo do Chile, Eng. Magaly
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2009
Espinosa Sarria, que nos trouxe, além do seu conhecimento técnico, uma simpatia que impressionou a
todos. Uma entrevista exclusiva com esta autoridade
chilena e a grande repercussão de sua passagem pelo
nosso evento estão contempladas nesta edição.
Para nós, técnicos do setor, as palavras ganham
um peso mais concreto quando acompanhadas por
números, que em 2009 foram animadores, superaram os anos anteriores e a expectativas de sucesso.
No Encontro, tivemos 2.000 congressistas, 130 palestras técnicas, 5 mesas redondas e 2 seminários:
o de Automação, um dos segmentos de maior interesse atualmente no setor, e um internacional,
promovido pela “Missão Econômica de Israel”. E na
Fenasan 2009, 152 expositores mostraram o que há
de melhor em tecnologia, para cerca de 10.000 visitantes altamente qualificados. Motivadas pelo bom
fluxo de conhecimento e otimização de mercado, as
empresas expositoras já procuraram garantir o seu
espaço na Feira de 2010, comercializando 56% da
área disponível, ainda no evento de 2009.
Por tudo isso, orgulhosos destacamos o nosso XX
Encontro Técnico – Fenasan 2009, como um dos melhores eventos realizados pela nossa AESabesp. Isso
pode ser conferido nas páginas dessa edição e no
site www.fenasan.com.br.
E para reverenciar a nossa história, a seção “Causos
do Saneamento” nos traz um fato ocorrido no nosso I
Encontro Técnico, que envolveu o nosso eterno mestre, Milton Tsutya. Os sentimentos dos fortes laços de
amizade que nascem e crescem dentro do nosso setor também estão na crônica “Palavra de Amigo”, que
homenageia o nosso colega José Carlos Leitão, não
só pelas amizades que ele conquistou na Sabesp, mas
para registrar nossa solidariedade pelo momento difícil que enfrenta em sua vida profissional e pessoal.
Concluindo, desejo a todos uma boa leitura e
agradeço a confiança creditada às ações da AESabesp,
sempre elaboradas para atender às expectativas e necessidades do setor.
Eng. Luiz Narimatsu
Presidente da AESabesp
Saneas
3
Índice
Expediente
Saneas é uma publicação técnica trimestral da Associação dos
Engenheiros da Sabesp
DIRETORIA EXECUTIVA
Presidente - Luiz Yukishigue Narimatsu
Vice-Presidente - Pérsio Faulim de Menezes
1º Secretário - Nizar Qbar
2º Secretário - Ivo Nicolielo Antunes Junior
1º Tesoureiro - Luciomar Santos Werneck
2º Tesoureiro - Nélson Luiz Stábile
DIRETORIA ADJUNTA
Diretor de Marketing - Carlos Alberto de Carvalho
Diretor Cultural - Olavo Alberto Prates Sachs
Diretor de Esportes - Gilberto Margarido Bonifácio
Diretor de Pólos - José Carlos Vilela
Diretor de Projetos Socioambientais - Ivan Norberto Borghi
Diretora Social - Cecília Takahashi Votta
Diretor Técnico - Choji Ohara
06 XX Encontro Técnico
matéria tema
AESabesp - Fenasan 2009
Ponto de vista
05 Muito além da tecnologia
Visão de mercado
27 Fenasan, a grande feira do saneamento de 2009
entrevista
31 As considerações de Magaly Espinosa Sarria, a grande
autoridade chilena em saneamento
CONSELHO DELIBERATIVO
Aram Kemechian, Carlos Alberto de Carvalho, Choji Ohara, Gert
Wolgang Kaminski, Gilberto Margarido Bonifácio, Helieder
Rosa Zanelli, José Carlos Vilela, Ivan Norberto Borghi, Luis
Américo Magri, Marcos Clébio de Paula, Nélson César Menetti,
Olavo Alberto Prates Sachs, Ovanir Marchenta Filho, Sérgio
Eduardo Nadur e Valter Katsume Hiraichi
CONSELHO FISCAL
José Marcio Carioca, Gilberto Alves Martins e Paulo
Eugênio de Carvalho Corrêa
Pólos da Região Metropolitana de São Paulo - RMSP
Coordenador - Aram Kemechian
Costa Carvalho e Centro - Maria Aparecida S.P. dos Santos
Leste - Luis Eduardo Pires Regadas
Norte - Robson Fontes da Costa
Oeste - Evandro Nunes de Oliveira
Ponte Pequena - Mercedino Carneiro Filho
Sul - Paulo Ivan Morelli Fransceschi
Pólos AESABESP Regionais
Coordenador - Helieder Rosa Zanelli
Baixada Santista - Ovanir Marchenta Filho
Botucatu - Osvaldo Ribeiro Júnior
Franca - Marcos Marcelino de Andrade Cason
Itapetininga - Rubens Calazans Filho
Lins - Marco Aurélio Saraiva Chakur
Presidente Prudente - Robinson José de Oliveira Patricio
Vale do Paraíba - José Galvão F. Rangel de Carvalho
artigo técnico
34 Redução dos impactos produzidos pela poluição e
contaminação do Rio Paraitinga através do monitoramento
ambiental
42 O monitoramento da qualidade das águas realizado pela
Sabesp nos mananciais do Alto Tietê/Cabeceiras - Sistemas
Produtores Alto Tietê e Rio Claro
CONSELHO EDITORIAL - Jornal AESabesp
Sonia Regina Rodrigues (Coordenadora)
Luiz Américo Magri
Luiz Narimatsu
Nelson Luiz Stabile
Maria Lúcia da Silva Andrade.
encerramento
49 Encerramento do Encontro Técnico Aesabesp
Coordenador do site: Luis Américo Magri
50 vitrine
PROJETO VISUAL GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO
Neopix Design
[email protected]
www.neopixdesign.com.br
“causos” do saneamento
53 Tradição em Jogos - Tração Trativa X Gás Sulfídrico
palavra de amigo
54 A alegria e a garra do amigo José Carlos Leitão
4
Saneas
FUNDO EDITORIAL
Silvana de Almeida Nogueira (Coordenadora)
Antonio Soares Pereto, Dione Mari Morita, Luiz Narimatsu,
Maria Lúcia da Silva Andrade, Milton Tomoyuki Tsutiya (em
memória), Miriam Moreira Bocchiglieri
JORNALISTA RESPONSÁVEL
Maria Lúcia da Silva Andrade - MTb.16081
Associação dos Engenheiros da Sabesp
Rua 13 de maio, 1642, casa 1
Bela Vista - 01327-002 - São Paulo/SP
Fone: (11) 3284 6420 - 3263 0484
Fax: (11) 3141 9041
[email protected]
www.aesabesp.com.br
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ponto de vista
wilson passeto
Wilson Passeto
é presidente da
OSCIP “Água
& Cidade”, que
constituiu uma
parceria técnica
com a AESabesp,
na publicação e
distribuição do
livro “Água, sua
importância
em nossa vida”,
destinado a
professores
do ensino
fundamental, com
conceitos didáticos
do uso racional da
água.
Muito além da tecnologia
O aparato técnológico que a AESabesp sempre
consegue mostrar anualmente em seus Encontros
Técnicos, realizados juntos com as Feiras Nacionais
de Saneamento, que trazem o que há de melhor
no setor, tem um valor incontestável. Mas, apesar
disso, esta entidade também se preocupa com conceitos que a tecnologia não resolve, como a conscientização no uso racional da água e a educação
ambiental, passados para o indivíduo desde os seus
primeiros passos na cidadania.
Para nós, integrantes da OSCIP “Agua & Cidade”, trabalhar com água também é trabalhar com
comportamento humano, no qual pode-se inserir
o respeito com este bem precioso e a criatividade
em organizar formas de utilizá-lo. Daí, nasceu a
idéia de criar a Cartilha “Água, sua importância
em nossa vida”, destinada aos professores das escolas da rede pública e privada, para uso didático, com imagens que remetem a um universo
lúdico, apropriado aos escolares, cujo um lote foi
arrematado pela AESabesp, como primeiro projeto
próprio de sua própria OSCIP.
É sabido, mas vale à pena insistir na repetição,
que o uso racional de recursos naturais está entre
os desafios desse novo milênio, como forma de
construção de uma sociedade mais sustentável. A
Política Nacional de Recursos Hídricos inclui, entre seus objetivos, a utilização racional e integrada dos recursos hídricos, com vistas ao desenvolvimento sustentável, propiciando a maximização
de benefícios sócio-econômicos e a minimização
dos problemas decorrentes de sua escassez, principalmente voltados à esfera de saúde, habitação,
educação e de qualidade de vida.
Nesse sentido, a nossa organização é justamente o resultado de um processo de sensibilização, conhecimento e atuação, profissional e
voluntária, no sentido de envolver a sociedade na
questão do manejo da água. Um grupo de indústrias e empresas de serviços (sócios mantenedores), instituições (sócios institucionais), pessoas
físicas (sócios individuais) e voluntários da água
estão unidos no esforço de apregoar, no Brasil e
em outros países, a seguinte missão: “Temos que
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conscientizar e mobilizar a sociedade para o uso
racional da água de abastecimento urbano e a
conservação dos rios urbanos”.
A sociedade deve participar diretamente da
gestão da água, inicialmente no habitat humano,
as cidades, para depois estender esse conceito - a
gestão participativa - para o meio ambiente em
geral e os demais insumos.
Na questão da água é necessário que o exercício da democracia representativa evolua naturalmente para a democracia participativa, onde os
indivíduos exercem ações diretamente, executando ou induzindo os demais, para a sustentabilidade do ambiente onde vivem em comunidade e de
forma solidária.
Tendo como foco a preservação da vida no Planeta, a “Água & Cidade” pretende conscientizar
e mobilizar a sociedade para a necessidade de se
recuperar e conservar rios, lagos, praias e aqüíferos
para preservar a vida, especialmente a das crianças.
Incluindo-se as pessoas nessa tarefa com informações, conhecimento, ciência, tecnologia, conscientização e mobilização, todos estarão aprendendo,
por meio de mudanças de atitudes e comportamento, a lidar com a água e, por analogia, com os
demais insumos e as demais partes da natureza
que ainda não se tornaram “urbanas”.
A “Água & Cidade” nasceu como conseqüência natural do Programa de Uso Racional da Água
- PURA da Sabesp e da Universidade de São Paulo, iniciado em 1997, e do Programa Nacional de
Combate ao Desperdício de Água – PNDCA, iniciado em 1998, no Governo Federal. A entidade acredita que, com transparência e ética, prevalecendo a
ciência, a tecnologia e a prática, as pessoas vão agir
mais preparadas. Por isso que ela não possui uma
liderança única, não é o trabalho de um indivíduo
nem de um grupo deles, é uma organização onde
todos participam. É um movimento de democracia
participativa onde está em jogo o principal insumo
que garante a sobrevivência da sociedade: a água.
Saneas
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XX ENCONTRO
TÉCNICO DA
AESABESP
FENASAN 2009
Um evento, realizado pela Associação dos
Engenheiros da Sabesp, que divulgou as mais
modernas tecnologias, os serviços mais apropriados e
correspondeu à expansão do mercado do setor, acima
de todas as expectativas de sucesso.
Matéria tema
O amplo Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte ,
em São Paulo – SP, foi o cenário do XX Encontro Técnico da AESabesp, em caráter simultâneo com a sua
20ª edição da Fenasan (Feira Nacional de Saneamento
e Meio Ambiente), nos dias 12, 13 e 14 de agosto.
Sob o tema “Sustentabilidade – caminho para
universalização do saneamento ambiental”, o evento
foi considerado como o mais importante do setor na
América Latina e conseguiu que a sua área de exposição fosse 100% comercializada.
Dentro do Encontro Técnico, que contou com
aproximadamente 2.000 congressistas, foram apresentados 130 palestras técnicas de Companhias de
Saneamento de todo o País, de docentes de universidades, e de representantes da iniciativa privada, voltados para eficiência operacional, gestão ambiental,
resíduos sólidos, eficiência energética, novas tecnologias e políticas públicas do setor, além de cinco mesas
redondas, com debates das questões mais atuais e
pertinentes do setor.
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“A Fenasan 2009, contou
com 152 expositores e A
visitação foi em torno
de 10.000 pessoas.”
Já a Fenasan 2009, contou com 152 expositores,
empresas fabricantes e fornecedores de equipamentos para o setor, prestadoras de serviços e de demais
segmentos complementares à esfera do saneamento.
A visitação foi em torno de 10.000 pessoas.
Empresas internacionais, como as trazidas pelo
consulado de Israel, um país com sérios problemas de
captação e gestão de água, da Itália e dos EUA também
estiveram presentes neste evento, que ainda contou
com a visita da Superintendente Nacional de Saneamento do Governo do Chile, Magaly Espinosa Sarria.
Na oportunidade, a autoridade chilena apresentou o
modelo de regulação dos serviços sanitários do Chile.
Motivada pelos bons resultados de 2009, a AESabesp já definiu a data do próximo XXI Encontro Técnico
e Fenasan 2010, para os dias 10, 11 e 12 de agosto, no
mesmo local. E tal iniciativa tanto provocou o interesse
dos congressistas em preparar os seus trabalhos, como
dos expositores em garantir o seu espaço na Feira, com
a comercialização inicial de 56% da área disponível, sinalizando mais uma realização de sucesso.
Saneas
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Matéria tema
Abertura do Encontro
Acompanhe as realizações do XX Encontro Técnico da AESabesp
Solenidade de abertura
Na manhã do dia 12 de agosto, foi realizada a solenidade de abertura do XX Encontro Técnico da AESabesp
- Fenasan 2009. A cerimônia foi conduzida pelo presidente da AESabesp , Luiz Narimatsu, e contou com as
presenças de diversas lideranças do setor.
A Mesa de abertura foi composta por Luiz Narimatsu
(presidente da Associação dos Engenheiros da Sabesp),
Hugo de Oliveira (presidente da ARSESP- Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo
), Orlando Diniz Vulcano (presidente da ADM - Associação dos Administradores da Sabesp), Cláudio Antônio
Borges (presidente da Associação Sabesp), René Vicente
(presidente do Sintaema - Sindicato dos Trabalhadores
em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São
Paulo), Walter Sigolo (superintendente de RH da Sabesp),
José Aurélio Boranga (superintendente da UN Médio Tietê da Sabesp), Camil Eid (vice-presidente do Instituto
de Engenharia de São Paulo), Dante Ragazzi (presidente da ABES-SP - Associação Brasileira de Engenharia
Sanitária), Carlos Alberto Rosito (presidente da AIDIS
- Associação Interamericana de Engenharia Sanitária e
Ambiental), João Alberto Viol (presidente da APECS- Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços
em Saneamento e Meio Ambiente), João Carlos Bibbo
(presidente da CECRES - Cooperativa de Crédito dos Empregados e Servidores da Sabesp ), Daniel Castilho Azevedo (presidente da AAPS – Associação dos Aposentados
e Pensionistas da Sabesp), Luis Paulo Almeida Neto (Superintendente da UN Baixo Tietê e Grande), Wilson Passeto (presidente da OSCIP Água & Cidade) e Vera Bueno
(diretora do Sindicato dos Advogados).
Os pronunciamentos dos presentes à mesa giraram
em torno do tema do evento: “Sustentabilidade – caminho para universalização do saneamento ambiental”, o rumo para a universalização do saneamento e o
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Saneas
trabalho da AESabesp em disseminar a tecnologia do
setor e atrair o interesses da esfera pública, acadêmica
e do se setor privado, para a otimização e excelência
do saneamento nacional.
Lideranças de entidades de classe das mais altas esferas do saneamento
marcaram as suas presenças no XX Encontro Técnico – Fenasan 2009
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Matéria tema
Palestra com Washington Novaes:
“Os novos limites da sustentabilidade”
Após a cerimônia de solenidade de abertura, o advogado, jornalista e defensor das causas ambientais, Washington Novaes, ainda proferiu a palestra de abertura
do Encontro, intitulada: “Os novos limites da sustentabilidade”, na qual foi abordada as mudanças climáticas,
o crescimento econômico desordenado, o uso racional
da água e formas de preservação do meio ambiente para
salvarmos o Planeta.
Sem uso de “slides” ou qualquer outro recurso de
imagem, o palestrante só fez uso da sua voz séria e grave, para explanar um quadro de gravidade preocupante,
propenso a gerar tragédias ambientais. Perguntaram-lhe
ao final se ele era um pessimista, questão que Novaes
rebateu afirmando que existem soluções viáveis, porém
depende de uma enérgica e global vontade política.
Trechos contundentes da palestra:
“O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão científico da ONU para a Convenção do Clima, diz que as ações humanas já aumentaram
a temperatura do planeta em quase 0,8 grau Celsius, e
para evitar que o acréscimo vá além de 2 graus será preciso reduzir as atuais emissões em 80% até 2050. Mas
ela só cresce e deverá elevar-se em quase 6 graus neste
século. Assim, o nível dos oceanos poderá subir até 88
centímetros, o que produzirá aumento de secas, inundações e outros desastres.”
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“Cresce o número de vítimas decorrentes dos desastres naturais a cada ano. O último balanço referente a
2008 mostra que 200 milhões de pessoas no mundo já
foram atingidas por eles. E o Brasil já é o décimo primeiro
país nesse ranking. Tivemos furacão em Santa Catarina,
tornados, inundações e outros eventos extremos.”
“A Agência Internacional de Energia mostra que o
consumo de energia no Planeta vai aumentar 71% até
2030. E 80% das emissões se devem à queima de combustíveis fósseis, principalmente para geração de energia. Os
países industrializados consomem 51% da energia total,
mas como eles têm uma população que não chega a 20%
da mundial, cada habitante dos países ricos emite 11 vezes
mais do que um habitante das nações mais pobres.”
“É muito interessante o uso de fontes de energia
renováveis e limpas. Mas a grande questão é o custo
embutido na tecnologia para a sua produção. A Agência
Internacional de Energia (AIE) diz que serão necessários
investimentos de US$ 15 trilhões em 15 anos em novas
fontes de energia para chegar à emissão zero, mas que
isso custará menos do que enfrentar as consequências.”
“Há cenários para o Brasil, construídos pelo Inpe, que
mostram o seguinte: no ritmo atual, a temperatura na
Amazônia poderá subir até 6 graus e no centro-oeste até
4 graus até 2070. No semiárido poderá haver uma perda
de até 20% dos recursos hídricos e os prejuízos para a
agricultura serão progressivos.”
Saneas
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Matéria tema
“O nosso consumo está mais de 25% além da capacidade de reposição da biosfera planetária. É um déficit
que está aumentando de ano para ano. As previsões são
de que em meio século a exigência humana sobre a natureza será duas vezes superior à capacidade de reposição
da biosfera e é provável a exaustão dos ativos ecológicos,
assim como o colapso dos ecossistemas em larga escala.
Será indispensável praticar padrões de consumo que poupem recursos e não os desperdicem. Teremos de reformular as matrizes energéticas, de transportes, os métodos na
agropecuária, os padrões de construção. E os fatores de
custos ambientais terão de estar no centro e no início de
todas as políticas públicas e planejamentos privados.”
“De acordo com a ONU, um ser humano precisa de 3
litros diários para beber e 3 mil litros para seus alimentos. Doenças veiculadas pela água são a segunda causa
de morte de crianças com menos de 5 anos no mundo.
São 4,2 mil por dia e 125 milhões de crianças vivem em
casas sem água potável de boa qualidade. O problema
do saneamento é dramático, 23% da população mundial não tem sequer instalações sanitárias e defeca ao
ar livre. Se o saneamento fosse universalizado, as doenças diarréicas poderiam se reduzir em 32%. No Brasil,
80% das internações e das consultas pediátricas na rede
pública se devem a doenças veiculadas pela água, principalmente infecções intestinais. Nos países em desenvolvimento esses males matam 1,7 milhão de pessoas
por ano. As propostas no Fórum Mundial da Água precisariam de votação unânime, como ocorre em todos os
fóruns da ONU. Uma seria impedir a comercialização e a
privatização da água, porque em muitos países onde isso
acontece as populações mais pobres ficam sem água.”
“O Brasil, com seus 12% a 13% da água superficial do
planeta, fora os aquíferos subterrâneos, tem uma distribuição muito desigual: 72% estão na Amazônia, o sudeste
tem 6%, a bacia do São Francisco 1,7% e a do Paraíba do
Sul 1,8%. O nordeste apresenta problemas muito peculiares, tem 70 mil açudes com 36 bilhões de metros cúbicos,
mas essa água não é distribuída e tem altíssimo índice
de evaporação, que pode chegar até a 70%. Quanto ao
saneamento, o IPEA [Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada] divulgou em fevereiro de 2009 estes números:
34,5 milhões não contam com rede de esgotos nas áreas urbanas. Se acrescentarmos a isso as pessoas que têm
apenas fossas sépticas, vamos chegar perto de 50% da
população brasileira, e quase 10% não dispõem de abastecimento doméstico de água. Há lugares onde a situação
é dramática, como Belém, em que só 8% dos esgotos são
coletados e 3% tratados. No país todo, quase 80% dos
esgotos coletados não são tratados, e eles constituem o
fator mais grave de poluição. Temos de lembrar também
que mesmo nos pouco mais de 20% dos esgotos que são
tratados no Brasil, a quase totalidade passa apenas por
tratamento primário, que remove somente 50% da carga
orgânica, sendo o restante despejado de volta nos rios e
10
Saneas
no mar. Assim, os esgotos são a principal causa de poluição da água no Brasil, e nossos programas de saneamento
estão muito atrasados.”
“A perda de água nas grandes cidades brasileiras é
outro problema. Em São Paulo, até que ele está minimizado. Tivemos notícias de que a Sabesp começou a testar
equipamentos japoneses que permitem detectar furos e
vazamentos na rede sem fazer escavações, que são caras e demoradas. Isso é um progresso. Outro avanço que
houve em São Paulo foi a instalação de hidrômetros por
unidade em edifícios. Quando a conta é coletiva, a pessoa não se sente estimulada a economizar água, porque
o gasto se distribui por todos os apartamentos e não se
reflete na conta individual. A separação estimula a economia. Outro avanço seria uma maior diferenciação das
faixas de cobrança.”
“Temos obrigações com as futuras gerações. Cabe-nos
legar a elas um mundo sustentável e a água é um dos primeiros fatores. Vivemos em tempos de mudanças muito
velozes. O que antes levava um século para acontecer hoje
ocorre em uma década, o que demorava uma década leva
um ano. Quem não correr será atropelado pelos tempos,
porque a velocidade da informação é cada vez maior.”
O diretor cultural da AESabesp, Eng. Olavo
Prates Sachs, entregou o certificado de
participação no XX Encontro Técnico ao
palestrante, Washington Novaes, após a
conclusão do seu pronunciamento.
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Matéria tema
Mesas Redondas do encontro
Cinco mesas redondas foram realizadas no decorrer dos 3 dias do XX Encontro Técnico da AESabesp. Em cada
uma delas foram discutidos os assuntos mais atuais e pertinentes ao setor, por especialistas e personalidades
destacadas nos segmentos de cada tema proposto.
O download das palestras realizadas está disponível no site www.fenasan.com.br. Basta clicar no símbolo do
Encontro Técnico, no centro superior da página de abertura. As informações e imagens gerais do evento de 2009
também podem ser acessadas por este site.
po Santander, Linda Murasawa, que
abordou conceitos diferenciados de
Filantropia, Responsabilidade Social
e Desenvolvimento Sustentável. Posteriormente destacou o incentivo aos
negócios sustentáveis feitos por este
conglomerado financeiro, como os
Microcréditos, Investimentos Sociala
mente Responsáveis na Ecoeficiência,
nos Financiamentos de energias reEquilíbrio entre o capitalismo e sustentabilidade nováveis, nos Processos do mercado
numa empresa - cases bem sucedidos
de carbono, entre outros.
Também participou dessa mesa,
A primeira mesa redonda do Encontro, realizada na
Marcos Egydio Martins, da Apel Pesquisa e Desenvoltarde do dia 12 de agosto, apresentou o tema “Equilívimento de Projetos, profissional muito conhecido no
brio entre o capitalismo e sustentabilidade numa emsetor de saneamento, que inclusive já atuou na Sapresa - cases bem sucedidos”. Ela foi coordenada por
besp. Em seu depoimento sobre essa realização, ele
Marcelo Morgado (Sabesp) e contou com a participanos afirmou que “foi motivo de muita satisfação e
ção de Gesner Oliveira (presidente da Sabesp), Linda
aprendizado ter participado do Encontro da AESabesp
Murasawa (Grupo Santander) e Marcos Egydio Martins
‘Sustentabilidade – caminho para universalização do
(Apel Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos).
saneamento ambiental’, não somente pela riqueza
O presidente da Sabesp, Gesner Oliveira, iniciou sua
das informações trocadas, como também por constaapresentação, enfatizando que a Sabesp é uma empretar o nível de excelência das ações que a Sabesp está
sa pública com critérios de eficiência e afinada com os
tomando para se tornar cada vez mais um vetor innovos desafios do saneamento, cujas prioridades atudutor de um novo modelo de desenvolvimento, onde
ais são o novo marco regulatório do setor, a universaa noção de eficiência econômica está fortemente vinlização dos serviços e a proteção do meio ambiente.
culada aos conceitos de justiça social e qualidade de
Na sequencia, abordou os altos índices atingidos pela
vida para todos os habitantes do planeta”.
Companhia e sua postura de comprometimento com a
Em sua apresentação foi demonstrada uma cronosustentabilidade, tanto que conquistou sua posição no
logia da humanidade para com as necessidades de cada
rol de empresas do ISE (Índice de Sustentabilidade Emperíodo, desde a pré-história até a idade contemporâpresaraial) da Bolsa de São Paulo (Bovespa), no seletivo
nea, marcada pelo desenvolvimento e consolidação do
critério que qualificou apenas 32 empresas.
regime capitalista no ocidente e, conseqüentemente,
Para se chegar a esses resultados, as principais ações
pelas disputas das grandes potências européias por
executadas foram: Ampliação de tratamento de esgoterritórios, matérias-primas e mercados consumidores,
to, Redução de perda de água, Redução no consumo de
envolvendo os panoramas sociais e ambientais e a busenergia elétrica e as Práticas de Educação Ambiental.
ca pelo desenvolvimento sustentável.
Outra apresentação que obteve muita receptividade do público presente foi a da diretora do Gru-
1 mesa
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Saneas
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Matéria tema
2a mesa
Sustentabilidade nas contratações de projetos, equipamentos e obras
No dia 13 de agosto, na parte da manhã foi realizada a mesa “Sustentabilidade nas contratações de projetos, equipamentos e obras”, coordenada por Francisco
Kurimori (CREA), com a participação do deputado federal, Arnaldo Jardim; Gilson Cassini Afonso (Abimaq /
Sindesam), João Alberto Viol (APECS / Sinaenco), Marco
Antonio Botter (APEOP) e Umberto Cidade Semeghini
(diretor de Sistemas Regionais da Sabesp).
Pela Sabesp, o diretor Umberto Semeghini expôs
a necessidade da empresa em seguir as normas estabelecidas pelo Governo federal, para as contratações
de obras, mas a vigência atual da Lei Federal 8.666 foi
questionada pelos demais integrantes da mesa.
Representando o Sindesam (Sindicato Nacional de
Equipamentos para Saneamento Básico e Ambiental)
que é Câmara do Setor de Saneamento da Abimaq
(Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e
Equipamentos) e atua há mais de 30 anos no setor e
representa mais de 100 empresas associadas, Gilson
Cassini Afonso fez uma apresentação onde explanou o grande poder de demanda do setor industrial
e sugeriu que haja um apoio ao desenvolvimento de
tecnologias mais eficientes em empreendimentos em
Saneamento, às garantias de desempenho nos processos operacionais e uma melhor avaliação de custo de instalação, operação e manutenção. Aclamou
ainda para que as empresas de tecnologia fabricantes
de máquinas e equipamentos sejam formalmente reconhecidas no relacionamento direto com o cliente
final, no âmbito do contrato, e tenham participação
direta e efetiva nos programas de implantação das
obras de Saneamento Básico.
Nessa mesma linha, João Alberto Viol, representando a APECS (Associação Paulista de Empresas
de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio
Ambiente), afirmou que setor de saneamento bá-
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Saneas
sico ainda vive uma situação de atraso nos seus investimentos e no seu atendimento. E isso se deve
à dependência da disponibilidade ou liberação de
recursos, que interfere num planejamento adequado e na continuidade das obras. Viol argumentou
que para garantir a sustentabilidade do ambiente,
os empreendimentos nele construído devem atender
as necessidades não só da população atual, como
da futura, além de possuir qualidade e alcançar os
melhores índices de produtividade na relação aos investimentos aplicados.Utilizar soluções tecnológicas,
alterar conceitos e hábitos e realizar as transformações no ambiente urbano que permitam restabelecer
o equilíbrio com o ambiente natural, também foram
grandes motes de sua apresentação.
O representante da APEOP – Associação de Empresários de Paulista Obras Públicas, Marco Antonio Botter,
reafirmou que no cenário atual dos contratos de obras
públicas, a Lei Federal 8.666 precisa ser urgentemente
revisada. O deputado federal Arnaldo Jardim, presente
na ocasião se colocou como elemento de apoio a essas
reivindicações e a própria AESabesp se prontificou a ser
uma entidade de apoio às propostas mencionadas.
A mesa redonda deliberou pelo envio da manifestação ao Congresso Nacional, a ser encaminhada através
do Deputado Federal Arnaldo Jardim, com os principais
pontos da nova lei de licitações PLC032 que afetam
diretamente a engenharia nacional principalmente no
que tange a critérios para contratação de obras, equipamentos e serviços técnicos especializados.
Na oportunidade, a AESabesp, representada pelo
seu presidente Luiz narimatsu, também se colocou
como uma entidade de apoio a esta deliberação e às
questões propostas no desenrolar dos debates.
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Matéria tema
3a mesa
Estratégias para implementação das metas do milênio e do consumo de água
No dia 13 de agosto, à tarde, foi realizada a mesa
“Estratégias para implementação das metas do milênio e do consumo de água”, coordenada por Amauri
Pollachi (Subcomitê Cotia-Guarapiranga), com a participação de Ana Lúcia Brasil (ABES), Francisco Carlos Castro Lahóz (Agência de Água PCJ), Francisco
José de Toledo Piza (Agência de Bacias do Alto Tietê),
Rosa Maria Mancini (Secretaria do Meio Ambiente
do Estado de São Paulo) e Paulo Massato Yoshimoto
(diretor metropolitano da Sabesp).
A representante da Associação Brasileira de
Engenharia Sanitária, Ana Lúcia Brasil iniciou sua
apresentação com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2007) indicam
dificuldades para o Brasil cumprir Metas do Milênio
definidas pela ONU até 2015. Segundo a palestrante,
com base na média de investimentos dos últimos 7
anos e na inclusão de usuário ao sistema, o estudo
concluiu que as possibilidades de o Brasil cumprir as
Metas do Milênio estabelecidas para o Brasil são de
29,81% para o esgoto e de 71,39% para os serviços
de abastecimento de água”.
Já o representante da Agência de Água do Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), Francisco Carlos Castro Lahóz
, apresentou a caracterização de cada Bacia, a aplicação dos seus recursos, a participação do Consorcio
PCJ no Plano de Bacias a ser desenvolvido até 2020
e, sobretudo, falou sobre o processo de construção
de uma cultura pela valorização da água.
Rosa Maria Mancini, representante da Secretaria
do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, abordou,
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2009
em sua apresentação, a necessidade de ampliação
do acesso aos seguintes serviços: Água potável, Coleta e Tratamento de Esgoto, Disposição adequada
de Lixo, Proteção ao Meio Ambiente, com a redução
da perda de biodiversidade e o aumento da proteção
e fiscalização das áreas florestais, incluindo a proteção de nascentes e de mananciais.
Pela Sabesp, destacamos, nessa mesa, a participação do diretor metropolitano Paulo Massato, que
proferiu a palestra “Estratégias para Implementação
das Metas do Milênio e do Consumo de Água”, voltada para a finalidade de garantir a Sustentabilidade
Ambiental e reduzir à metade, até 2015, a proporção
da população sem acesso permanente e sustentável
a água potável e a saneamento básico. Imagens da
região metropolitana de São Paulo, principalmente as
favelas, foram exibidas para demonstrar os índices de
atendimento dessa região complexa, cujas captações
de água são feitas de distantes sistemas produtores.
Massato também destacou os Programas “Vida
Nova” e “Córrego Limpo”, da Sabesp, de recuperação
e proteção dos mananciais, bem como de despoluição de córregos; as ações de combates às perdas, as
ações do PURA -Programa de Uso Racional de Água,
os investimentos em coleta e tratamento de esgotos,
as fases e investimentos do Projeto Tietê, concluindo com a uma amostragem do cenário da Sabesp,
para 2012, que tende à universalização com 100%
de abastecimento de água, além de contemplar 88%
de coleta de esgoto e 85% de esgoto tratado.
Saneas
13
Matéria tema
4a mesa
A Parceria Pública Privada (PPP) como alternativa para a universalização
do saneamento básico no Brasil
No dia 14, pela manhã, foi realizada a mesa “A
Parceria Pública Privada (PPP) como alternativa para
a universalização do saneamento básico no Brasil”,
coordenada por Yves Besse (ABCON), com a participação de André Luiz de Paula Marques (SAEG - Cia. de
Serviços de Água, Esgoto e Resíduos de Guaratinguetá), Carlos R. V. Silva Filho (ABRELPE), Newton de Lima
Azevedo (Odebrecht Ambiental), Rogério de Paula
Tavares (Caixa Econômica Federal) e Marcelo Salles
Holanda de Freitas (diretor de Tecnologia, Empreendimentos e Meio Ambiente da Sabesp).
A experiência da Sabesp nas PPPs (Parcerias Público-Privadas) foi relatada pelo seu diretor de Tecnologia, Empreendimentos e Meio Ambiente, Marcelo Salles
Holanda, que fez uma explanação do funcionamento
dos Sistemas de Abastecimento da Empresa e das obras
incluídas nas modelagens de PPPs, com os consórcios
vencedores, as cláusulas contratuais, os resultados obtidos e os esperados e as informações gerais sobre a
licitação para o estabelecimentos das parcerias, que
envolvem Investimentos na ordem de R$ 17 bilhões, a
serem empregados entre 2009 e 2018.
Também representando a esfera pública, André
Luiz de Paula Marques, da SAEG - Companhia de
Serviços de Água, Esgoto e Resíduos de Guaratinguetá, enfatizou índices promissores conseguidos
pelas PPPs, em seu município.
14
Saneas
Como vice-presidente da ABDIB (Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base) e da
Odebrecht Engenharia Ambiental, Newton de Lima
Azevedo defendeu a a necessidade de aumento da
participação da iniciativa privada, para desenvolvimento do setor de saneamento.
E um dos grandes destaques dessa mesa foi a
participação do Superintendente Nacional de Saneamento e Infra-estrutura, da Caixa Econômica Federal,
Rogério de Paula Tavares, que apresentou o histórico da Caixa de importantes contratações em saneamento e “cases” de sucesso, como as edificações das
ETEs de Jaguaribe – BA, com o investimento de R$
259.178.069,42, e de Capivari – SP , com o investimento de R$ 51.115.396,94, realizadas em 2008.
Em depoimento à Revista Saneas, Tavares especificou os requisitos básicos dos contratos de PPP: valor
maior de R$ 20 milhões, prazo de realização entre 5
e 35 anos e indisponibilização dos recursos levantados apenas para contratação de obras públicas, sendo
obrigatória a participação do setor privado. Perguntado se para o setor de saneamento, era mais vantajoso
recorrer aos financiamentos propostos pela Caixa do
que os oferecidos pelos aos Bancos Internacionais de
Investimentos, como o japonês JBIC, que já financiou
projetos para a Sabesp, ele foi direto e enfático: “é
muito melhor se endividar em moeda nacional do que
ficar sujeito a flutuações do câmbio”.
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Matéria tema
5a mesa
Regulação do setor de saneamento na atualidade
No dia 14, à tarde, encerrando as sessões de mesas
redondas, foi realizada a mesa “Regulação do setor de
saneamento na atualidade”, coordenada por Paulo Ferreira (Instituto de Engenharia de São Paulo), com a participação de Alceu de Castro Galvão Junior (ARCE - Ag.
Reguldora de Serviços Públicos do Estado do Ceará),
Leonardo Levy (AIDIS), Ricardo Toledo Silva (Secretaria
de Estado de Saneamento e Energia do estado de São
Paulo), Hugo de Oliveira (ARSESP) e Magaly Espinosa
(Governo do Chile).
A convidada ilustre desse XX Encontro Técnico da AESabesp, Eng. Magaly Espinosa Sarria, superintendente nacional
de Serviços Sanitários do Governo do Chile, concedeu uma
entrevista exclusiva para a Saneas sobre o funcionamento
do setor em seu País, que também foi a base de seu pronunciamento nessa mesa redonda, disponível nesta edição.
Os desafios da regulação dos serviços de saneamento
no Estado de São Paulo foram apresentados pelo secretário adjunto de Saneamento e Energia, Ricardo Toledo
Silva, que focou como prioridades a universalização do
atendimento em água e esgoto com perenidade nos investimentos; a garantia de segurança, qualidade e transparência na prestação de serviços públicos; bem como o
fortalecimento institucional do setor, com a sua regulação. Mas para se conseguir atender a essas necessidades,
é imprescindível o aumento da eficiência e da profissionalização na prestação dos serviços, além da promoção
do uso eficiente da água e da infra-estrutura.
Representando a Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Ceará (ARCE ), Alceu de Castro Galvão
Junior conclamou o apoio aos arranjos para cooperação
federativa na regulação dos serviços. Em seu pronunciamento, ele também defendeu a independência e autonomia das Agências (contingenciamento de recursos e autorização para realização de concurso público), com criação
de estruturas organizacionais compatíveis, com pessoal
capacitado e bem remunerado; prover segurança jurídica
e estabilidade normativa ao setor; e buscar credibilidade
perante a sociedade, poder concedente e regulados.
Profissional renomado no saneamento de São Paulo, com atuações na Sabesp, Leonardo Levy, nessa mesa
representou a AIDIS – Associação Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental, cuja finalidade, segundo
ele próprio, é catalisar a luta pela água e esgotos para
todos na América Latina até 2025, tendo como resultado
intermediário o alcance das Metas de Desenvolvimento
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do Milênio. Mas para tanto ele defendeu veementemente a gestão responsável do setor, com regulação, comunicação transparente e investimentos em suas dimensões técnicas e sociais.
Consolidando a importância desta última mesa redonda deste Encontro, o presidente da ARSESP (Agência
Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São
Paulo), Hugo de Oliveira proferiu a sua palestra, com muita propriedade, a qual reproduzimos na página seguinte.
O presidente da ARSESP ainda fez a seguinte avaliação sobre esse evento promovido pela AESabesp.
“Considerado o mais importante evento de saneamento ambiental da América Latina, o Encontro Técnico
AESabesp/Fenasan, consolidou, em sua 20ª edição, sua
vocação de atrair o interesse das esferas pública, privada
e acadêmica, em torno do debate e troca de informações
sobre temas atuais e de grande relevância para o setor,
como a Sustentabilidade, as Parcerias Público Privadas e
a regulação dos serviços.
Para a ARSESP, participar deste Encontro foi uma
oportunidade de expor um panorama da regulação do
setor de saneamento na atualidade e explicitar o trabalho desenvolvido pela Agência na regulação e fiscalização dos serviços em mais de 150 municípios do Estado
de São Paulo. A regulação, por ser uma atividade recente, ainda tem muitos desafios a serem vencidos e a ARSESP tem buscado através de sua atuação estabelecer
padrões e normas para a prestação dos serviços, fiscalizar e garantir o cumprimento das metas dos contratos
e definir tarifas justas tanto para o prestador quanto
para o usuário. Com isso, a Agência pretende estimular a eficiência na prestação de serviços, a melhoria da
qualidade produtos e serviços oferecidos à população e
a conseqüente universalização do atendimento.
O Encontro Técnico contribui de forma efetiva para
o desenvolvimento do setor, ao dar espaço para a apresentação de novas tecnologias, que podem aumentar a
eficiência da prestação dos serviços, e, para a exposição
e discussão de cases de sucesso e experiências nacionais
e internacionais de gestão do saneamento. Assim, parabenizo a iniciativa da Associação dos Engenheiros da
Sabesp em promover anualmente este evento, que trata
com seriedade um tema de extrema importância para o
desenvolvimento e saúde da população: o saneamento
básico e ambiental.”
Saneas
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Regulação do Setor de Saneamento
A Atuação da ARSESP Por Hugo de Oliveira
1. Aspectos Conceituais
O que é Regulação
Nas economias de mercado, é a intervenção do Estado para regulamentar as relações entre produtores e
consumidores ante a existência de atividades que são
monopólio natural.
• A regulação requer um sistema de leis, regulamentos normas e políticas que permitam a intervenção
da autoridade para simular condições de concorrência nos serviços públicos de natureza monopólica.
• A regulação deve procurar o equilíbrio na relação
dos diferentes atores: prestadores de serviço, autoridades de governo e usuários.
• A regulação deve acontecer sem importar a entidade que preste os serviços públicos: Município,
organismo descentralizado ou uma empresa concessionária.
O Papel da Agência
Estrutura da Regulação
• Regulação Econômica
Normas que visam preços módicos e acessíveis a
população de baixa renda sem prejuízo do equilíbrio econômico-financeiro da concessão ou da
empresa prestadora do serviço.
• Regulação Técnica
Normas que visam garantir a quantidade, qualidade e confiabilidade mínima aceitável do serviço
prestado. Estas normas se estendem ao planejamento indicativo e a otimização do sistema.
Regulação Econômica- Modelo de
Contrato e Indicadores
Modelos de Contrato Regulatório:
• Taxa de Retorno
• Price Cap
• Combinação
Indicadores:
• Tarifas
• Subsídios
• Fluxo de Caixa
• Taxa de Retorno
• Custos Marginais
• Perdas Comerciais
Regulação Técnica - Funções e
Indicadores
Funções:
Categorias de Regulação
Estrutural
Que agentes participam do
mercado
De Conduta
como se comportam no mercado
Estrutura horizontal
Organização das atividades
em mercados ou regiões
geográficas (por meio de
licenças e concessões).
Regulação da qualidade do serviço
(o que recebe o usuário ou o “prestado” pela entidade operadora):
Aspectos Controlados:
- Produto: qualidade e quantidade
da água
- Serviço: pressão adequada e
continuidade
Controle da contaminação da água
Conceitos vinculados:
economias de escala e
subsídios cruzados.
Estrutura Vertical
Organização da atividade
em etapas tais como
produção, transporte e distribuição de água potável
Conceito vinculado:
economias tecnológicas
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Saneas
Regulação de preços
Modelos Utilizados:
Por taxa de rentabilidade
Por preços máximos
• Formular padrões de qualidade
• Subsidiar a regulação econômica
• Sugerir medidas de incentivo à competição
• Subsidiar análise dos programas de eficiência energética
Indicadores:
• Cobertura
• Perdas (físicas)
• Continuidade do fornecimento
• Consumo de Energia
Fiscalização
• Objetivo: verificar as não conformidades com as
normas estabelecidas.
• Tipos: periódica ou eventual.
• Instrumentos: Termos de Notificação, Auto de Infração, Advertência, Multa, Termos de Ajuste de
Conduta.
• Mecanismo de Defesa: Recursos Administrativos e
Recursos Judiciais.
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2. Aspectos Legais da
Lei Federal 11.445/07
Princípios Gerais de regulação
• Diretriz: a entidade reguladora dos serviços de sa-
Objeto:
• Princípios: independência decisória e autonomia
neamento deve ser previamente definida.
Estabelece diretrizes gerais para o setor de saneamento básico e define parâmetros para a política federal
de saneamento ambiental;
Princípios:
Universalização; integralidade; preservação de características locais e regionais; articulação com políticas
públicas correlatas; eficiência e sustentabilidade econômica; observação da capacidade de pagamento do
usuário; transparência das ações; controle social; segurança; qualidade e regularidade e integração com a
gestão dos recursos hídricos.
Diretrizes:
• Gestão associada, nos termos do art. 241 da Constituição Federal.
• Controle social, garantia de informações e participação da sociedade.
• Prestação regionalizada dos serviços: um único
prestador atende a dois ou mais titulares.
• Subsídios: instrumento de política social para garantir o acesso a todos, especialmente à população
de baixa renda.
• Ênfase na separação das funções e na regulação da
prestação dos serviços.
Responsabilidades do Poder
Concedente
• Elaborar o plano de saneamento; definir o responsável pela regulação e fiscalização dos serviços;
fixar direitos e deveres dos usuários; estabelecer
mecanismos de controle social, etc.
• Definir quais funções afetas aos serviços de saneamento podem ser delegadas, no âmbito da gestão
associada de serviços: organização, regulação, fiscalização e prestação dos serviços.
• Obrigatoriedade da celebração de contratos que
disciplinem a prestação dos serviços.
• Cumprir com os pré-requisitos de validade dos
contratos:
Plano de saneamento básico, estudo de viabilidade
técnica e econômico-financeira, indicação do órgão regulador e das normas reguladoras, e Realização prévia de audiência e consulta pública sobre o
edital e a minuta do contrato.
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administrativa, orçamentária e financeira da entidade, que deverá atuar com transparência, tecnicidade, celeridade e objetividade em suas decisões.
• Objetivos da regulação: estabelecer padrões e normas
para a prestação dos serviços; garantir o cumprimento das metas; prevenir e reprimir o abuso de poder
econômico; definir tarifas que assegurem o equilíbrio
econômico-financeiro e a modicidade tarifária e induzir à eficiência e à eficácia dos serviços.
Princípios econômicos de Regulação
• A sustentabilidade dos serviços de saneamento deverá se dar por meio da cobrança dos serviços.
• Serviços de água e esgoto serão remunerados preferencialmente por tarifas. A revisão e o reajuste
das tarifas serão homologados pelas entidades reguladoras, com base nos termos contratuais.
• Serviços de lixo e drenagem podem ser remunerados por taxas.
• Possibilidade de corte dos serviços no caso de
inadimplemento do usuário, desde que com notificação prévia e 30 dias de antecedência.
• Subsídios poderão ser diretos ou indiretos, tarifários ou fiscais, internos a cada titular, ou entre
localidades, quando houver gestão associada ou
prestação regionalizada.
• Os valores investidos pelo prestador em bens reversíveis geram créditos perante o titular, a serem recuperados durante a exploração dos serviços, desde que os valores sejam anualmente certificados e
auditados pela entidade reguladora.
Comparação dos Marcos:
Planasa
• Contrato de concessão
• Auto-regulação
• Financiamentos assegurados
• Ausência do poder concedente
• Foco em Obras
• Monopólio Natural
• Água como bem livre
Atual
• Contrato de Programa
• Agência reguladora
• Financiamento de mercado
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Cabeçalho
• Participação do poder concedente
• Foco no Usuário
• Monopólio Regulado
• Água como de Recursos Hídricos
3. A regulação do Setor de
Saneamento no Estado de São Paulo
Diretrizes da regulação em São Paulo
Pressuposto:
• Separação das funções de regulação, fiscalização,
planejamento e prestação dos serviços de saneamento.
Princípios:
• Participação municipal efetiva e aumento do interesse da sociedade;
• Novo ambiente institucional para renovação das
concessões;
• Papel do Estado: visão regional e articulada;
• Uso eficiente da água e da infraestrutura.
Objetivos:
• Universalização do atendimento;
• Melhoria da qualidade dos produtos e serviços oferecidos à população;
• Atuação eficiente e eficaz dos prestadores de serviços com vistas a alcançar a modicidade tarifária.
Concepção e características básicas
• Agência multissetorial (saneamento e energia incluindo energia elétrica e gás natural canalizado) e
Conselhos de Orientação distintos.
• Exercício de competências reguladoras próprias
(do Estado) ou delegadas pela União ou Municípios, conforme o caso.
• Possibilidade de regulação e/ou fiscalização de serviços funcionalmente integrados ou segmentados.
• Aproveitamento da experiência acumulada pela
CSPE (Comissão dos Serviços Públicos de Energia),
da sinergia dos setores de saneamento e energia e
busca de racionalidade administrativa no âmbito
de uma mesma Secretaria de Estado.
• Autarquia especial, com independência decisória, excelência profissional (concurso), mandato fixo e autonomia administrativa e financeira devido às receitas
próprias (taxa de regulação, controle e fiscalização).
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Saneas
Controle e participação social na
ARSESP
Controle social e atendimento aos
usuários:
• Principais decisões são precedidas de consultas ou
audiências públicas;
• Disponibilidade de informações na internet;
• Ouvidoria.
Representatividade nos Conselhos de
Orientação:
• Energia: representantes dos prestadores de serviços, trabalhadores, consumidores e sociedade civil.
• Saneamento: (idem energia) + participação significativa dos municípios.
Estrutura da ARSESP
Diretoria Colegiada:
• Diretor de Regulação Técnica e Fiscalização de serviços de distribuição de energia elétrica
• Diretor de Regulação Técnica e Fiscalização de serviços de gás canalizado
• Diretor de Regulação Técnica e Fiscalização de serviços de saneamento básico
• Diretor de Regulação Econômico-Financeira e de
mercados
• Diretor de Relações Institucionais
Conselhos de Orientação: Energia e
Saneamento
Organograma (figura 02)
Forma de Articulação Institucional
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Cabeçalho
figura 02
Primeiros Passos da ARSESP
Na sua estruturação funcional:
Pessoal
• Realização de concurso público para fazer frente à
capacidade técnica da concessionária;
• Formação da equipe de “reguladores”;
• Credenciamento de peritos.
Infra-estrutura
• Adequação à nova realidade.
Organização
• Instituição dos Conselhos de Orientação;
• Regimento interno e estrutura;
• Planejamento estratégico;
• Compatibilização de funções existentes com novas
atribuições.
Nas suas Atividades Regulatórias:
Aspectos de Relacionamento com o
Usuário:
• Levantamento junto ao PROCON das principais
reclamações relacionadas aos serviços de saneamento;
• Imposição de obrigação ao prestador de serviços
de disponibilização de informações aos usuários;
• Obrigação de informação dos números de ouvidoria do prestador nas faturas emitidas;
• Criação de projeto piloto para criação de Serviço
de Atendimento ao Usuário (SAU);
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• Regulamento de sanção e penalidades (que incorporou 56% das sugestões recebidas em Consulta Pública).
Aspectos Técnicos
• Consulta Pública de Regulamento das condições
gerais de prestação de serviços;
• Criação do sistema de comunicação de incidentes;
• Estudo e preparação de sistema de indicadores;
• Contratação de apoio técnico para a fiscalização.
Aspectos Econômico-Financeiros
• Participação no processo de reajuste tarifário da
Sabesp em 2008/2009;
• Estudo e elaboração de sistema de indicadores e de
plano de contas para contabilidade regulatória;
• Estudos e pesquisas preliminares sobre modelos de
estruturação tarifária para o setor de saneamento.
4. Desafios e Perspectivas
• Superposição de Funções – (meio ambiente, recursos
hídricos, código de consumidores, Ministério Público, Poder Legislativo, defesa da concorrência, etc.)
• Titularidade
• Assimetria da Informação
• Cultura Regulatória (entendimento da população,
cobrança de resultados imediatos, falta de colaboração pró-ativa dos diversos atores).
Saneas
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Matéria tema
Seminários que mobilizaram o evento de 2009
Foram realizados dois seminários, durante o XX Encontro Técnico - Fenasan 2009:
“Boas Práticas e Tendências de Automação em Saneamento” e “Inovação Tecnológica”
(Missão Econômica de Israel). Ambos suscitaram o interesse não só de Congressistas
como de visitantes da Feira.
Boas Práticas e Tendências de Automação
em Saneamento
Colaboração da Eng. Tânia Mara Pereira Marques (Sanepar – ISA)
A AESabesp, em parceria com a ISA Distrito 4,
realizou o Seminário “Boas Práticas e Tendências
de Automação em Saneamento”, durante o XX Encontro Técnico AESABESP. Esse Seminário foi uma
iniciativa inovadora da Associação dos Engenheiros da SABESP, objetivando incentivar a discussão
de tendências tecnológicas e fomentar a troca de
experiências nas aplicações de tecnologias de automação já realizadas pelas empresas de saneamento,
considerando os aspectos diferenciais, em termos
de processo produtivo, e responsabilidades sociais e
ambientais que este segmento representa.
Neste sentido, a parceria com a ISA Distrito 4, International Society of Automation, organização de padronização de automação em nível mundial, representou
o esforço comum das duas entidades para que as necessidades do segmento de automação sejam melhor
compreendidas e melhor traduzidas, em tecnologias
que se apliquem adequadamente aos processos de
saneamento e resultem em possibilidades efetivas de
otimização de custos para as empresas do setor.
O evento teve um total de 22 horas de programação, entre palestras, minicursos e uma mesa redonda,
apresentando diversos temas, padrões técnicos, PIMS,
MES sistemas SCADA, eficiência energética, plano diretor de automação, sistemas de comunicação wireless e
estratégias de controle. Teve como público alvo todos
os profissionais que desempenham atividades técnicas
ou de tomada de decisão em projetos, implantações,
operação e manutenção de sistemas de automação e
instrumentação aplicados em saneamento.
As empresas participantes a apoiadoras foram:
ISA Distrito 4, Aquarius Software, Cesan, Coester,
Copasa, GE Fanuc, Sabesp, Sanasa, Sanepar, Schneider e Softbrasil.
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Saneas
No dia 12 de agosto, o Eng. Jim Aliperti, representando a ISA Distrito 4, apresentou a palestra de abertura com o título “Gerenciamento de alarmes e a Norma
ISA S18.02”. O Eng. Aliperti, que atualmente é Diretor de
Vendas da empresa Honeywell do Brasil, é membro da
ISA, da Comissão de Automação do Instituto Brasileiro
de Petróleo e também atua na Comissão Editorial da
Revista Intech, uma das mais importantes publicações
de Automação no Brasil e nos EUA. Em sua palestra, foi
abordada a questão da gestão de alarmes, um assunto
de crescente importância para os profissionais que operam sistemas automatizados, e para o qual o segmento
de saneamento precisa voltar sua atenção. O palestrante discorreu para a importância do planejamento
e racionalização dos sistemas de alarmes, como forma
de aumentar a confiabilidade e disponibilidade dos sistemas automatizados, possibilitando que os operadores
confiem nos alarmes gerados e recebam informações
efetivamente úteis para as tomadas de decisões operacionais. Também foi apresentada uma visão geral da
novíssima Norma ISA S18.02, que veio preencher uma
lacuna com relação a publicações orientativas e disseminadoras das normas técnicas e boas práticas de
gerenciamento de alarmes.
Na seqüência, o Eng. José Bosco Fernandes de Castro, da Sabesp; o Eng. Pedro Augusto Mikowski, da Sanepar; a Eng. Selma Parreira Capanema, da Copasa e
o Técnico Joben Luiz Souza Ribeiro, da Sanepar, apresentaram palestras relacionadas ao tema PIMS, MES
e Sistemas de Supervisão, compondo posteriormente
uma mesa-redonda, abordando aspectos importantes
na utilização destas tecnologias.
A palestra do Eng. José Bosco, com o título “Engenharia de operação/automação como uma ferramenta para a lucratividade e parceria com a universidade”,
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Matéria tema
apresentou aplicações de novas tecnologias na Sabesp, entre elas os sistemas Scada e PIMS, e discutiu
estas aplicações como formas de melhorar a gestão
produtiva no setor de saneamento. Também abordou
a importância da implantação planejada destas tecnologias, utilizando parcerias qualificadas, como por
exemplo, as instituições de ensino.
Mesa redonda com participação das empresas Sanepar, representanda por Joben Ribeiro e Pedro Mikowski, e Copasa, representada por
Selma Capanema
Nos dias 13 e 14 de agosto, foram realizados dois
minicursos no período da manhã: a empresa Aquarius Software apresentou um mini-curso com tema
em sistemas MES, PIMS e SCADA, intitulado “Software
de automação: transformando dados de produção em
informação gerencial” e a empresa Schneider apresentou minicurso com foco em escolha de soluções
de automação, intitulado “Definindo o processo e conhecendo a automação em saneamento”.
A importância de normas técnicas e implantação planejada de novas
tecnologia: Jim Aliperti e José Bosco
“Otimização operacional com o uso do SSC – Sistema de Supervisão e Controle” foi o título da palestra do Eng. Pedro Augusto Mikowski, da Sanepar,
em que apresentou um breve histórico e resultados
do processo de implantação do sistema de supervisão
e controle, no Centro de Controle Operacional (CCO)
do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba
(SAIC) que atende, além da capital paranaense, mais
11 cidades da Região Metropolitana. Entre os resultados, o Eng. Pedro destacou a melhoria da qualidade
do abastecimento de água tratada para a população,
o controle efetivo da produção e a redução de gastos
com energia elétrica.
A Eng. Selma Parreira Capanema apresentou palestra com o título “PIMS – Aspectos importantes na
especificação” em que abordou aspectos diferenciais
entre sistemas Scada e PIMS, suas aplicações e destacou critérios importantes a considerar na especificação e implantação de sistemas PIMS.
Complementando as palestras da mesa-redonda
do primeiro dia, o Téc. Joben Luiz Souza Ribeiro apresentou palestra intitulada “Confiabilidade de informações de vazão em água e esgoto – manutenção preventiva e corretiva” em que destacou a importância
da qualificação profissional contínua em instrumentação e aspectos de manutenção corretiva e preventiva que viabilizam a integridade das informações de
vazão mostradas nos sistemas de supervisão e PIMS.
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2009
Inovação na Fenasan: a realização de minicursos de automação (na
foto, o instrutor Carlos Paiola)
Ainda foram apresentadas dez palestras por representantes das empresas Schneider, SoftBrasil,
Coester, Copasa, Sanasa, Cesan, GE Fanuc e Sanepar,
abordando importantes temas no contexto atual da
automação em saneamento. A importância das normas vigentes, tema discutido na palestra “Conjunto
de Manobra e Controle de BT. As Normas vigentes e
o Conceito TTA.”. Aspectos desafiadores da utilização
das novas tecnologias wireless, tema da palestra “Desafios no desenvolvimento de uma rede Wireless para
um sistema de controle de válvulas”. As possibilidades
de melhorar a eficiência energética, na palestra “Otimização da Capacitância de Reservação”. Alternativas
tecnológicas, tema da palestra “Novas arquiteturas
para sistemas de controle de processos de saneamento”. A automação como importante recurso de gestão
operacional, tema explorado na palestra “Água, um
dia pode faltar...conscientize-se. Melhore a captação,
tratamento e distribuição gerenciando toda a cadeia
de produção!”.
Saneas
21
Matéria tema
A utilização de tecnologias de automação como
valiosa ferramenta na gestão operacional também
foi destaque na palestra “Gerenciamento e Sintonia
de Malhas de Controle – Primeiro Passo na Redução
de Custos Operacionais”, na palestra “Coagulação Técnicas e ferramentas para controle” e na palestra
“Uma discussão sobre as tecnologias e estratégias de
controle para melhoria de desempenho e redução de
custos em sistemas de dosagem de produtos químicos”, esta última ministrada pelo Prof. Doutor Celso
Munaro, demonstrando resultados de uma parceria
entre Cesan e UFES (Universidade Federal do Espírito
Santo).
Finalizando o evento, o assunto das tecnologias
de comunicação necessárias para viabilizar o monitoramento e o controle à distância foi abordado na
palestra “Telemetria e Telecomando da Região Metropolitana de Vitória”, proferida pelo Eng. Afonso Celso
de S. Oliveira e na palestra “A Importância da Inclusão
do Planejamento de Tecnologias de Comunicação de
Longa Distância em Planos Diretores de Automação”,
que teve como palestrante a Eng. Tânia Mara Pereira
Marques.
Inovação Tecnológica (Missão Econômica de Israel)
Esse seminário, realizado em 13 de agosto, foi
promovido pela Missão Econômica de Israel no Brasil, em parceria com o Israel Newtech, programa
nacional de atuação nas indústrias israelenses que
desenvolvem soluções inovadoras para os setores
de água, saneamento e recursos hídricos. Além do
seminário, a Missão Econômica de Israel também
montou um estande na Fenasan 2009.
As empresas que formaram o “pool” israelense e
apresentaram as suas tecnologias e atuações nesse
evento foram:
■■ Arad Technologies (www.aradtec.com) atua
com leitores e medidores automáticos de consumo
de água.
■■ A.R.I. (www.arivalves.com) atua com dispositivos
para controle de vazão.
■■ MIYA (www.miya-water.com) que atua com soluções para evitar o desperdício e perda de água.
■■ Aqwise (www.aqwise.com) atua com tratamento
de esgoto (bioreatores de leito móvel).
■■ C-Valves (www.cvalves.com) atua com válvulas
de redução de pressão e controle de vazão.
■■ Arkal (www.arkal-filters.com) atua com filtração
automática para estações de tratamento de água.
■■ Amiad (www.amiad.com) atua com filtração automática.
■■ Bermad (www.bermad.com) atua com equipamentos para otimização de sistemas de abastecimento de água.
Foi unânime a disposição dessas oito empresas
israelenses em firmar parcerias com empresas brasileiras que tenham interesse em conhecer melhor
suas tecnologias.
22
Saneas
Sendo Israel um país cujo território é um dos
mais áridos do mundo (grande parte formada por
deserto), o país precisou superar obstáculos e desenvolver tecnologias e soluções de ponta para os
problemas de escassez de água, dentre outros, tornando-o bastante desenvolvido nestes segmentos.
Merecem destaque setores como o reuso da água,
o controle de perdas, o monitoramento e tratamento da água, irrigação e dessalinização.Os interessados podem se comunicar pelo endereço eletrônico:
[email protected]
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2009
Matéria tema
Visita Técnica à Natura
Colaboração: Eng. Sérgio Nadur (AESabesp)
Sendo “Sustentabilidade” a palavra de ordem no
nosso evento de 2009, o interesse em conhecer a
postura ambiental da Natura foi, justificadamente,
muito grande. Esta empresa apresenta um comportamento empresarial, em consonância com os
valores da sociedade, voltados ao bem-estar social
e ambiental e à exaltação da rica biodiversidade
botânica brasileira, sempre em evidências nos produtos de sua linha de cosméticos.
Na tarde do dia 13, no segundo dia do XX Encontro Técnico - Fenasan 2009, a AESabesp promoveu uma visita técnica ao complexo da empresa de
cosméticos NATURA, em Cajamar-SP, denominada
Cidade Natura. O grupo, coordenado pelo nosso
conselheiro, Eng. Sérgio Eduardo Nadur, reuniu 20
participantes, que conheceram as instalações dessa
empresa e suas ações de cunho socioambiental.
O objetivo da visita foi o de conhecer as instalações desse complexo industrial, que gerencia suas
atividades como empresa ambientalmente responsável. Dias antes de levar o grupo da AESabesp ao
local, Sérgio Nadur esteve neste complexo com coordenador das visitas à sede, Luciano Corletto, que
apresentou em linhas gerais o planejamento da Natura, em relação a sua postura com a preservação
da natureza. O ponto de partida, segundo ele, é a
identificação dos impactos sobre o meio ambiente,
para reduzir aqueles que são negativos e amplificar
os positivos, agindo para a manutenção e a melhoria das condições ambientais, minimizando
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Saneas
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Matéria tema
ações próprias potencialmente agressivas ao
meio ambiente e disseminando para outras empresas as práticas e os conhecimentos adquiridos na
experiência da gestão ambiental.
O sistema funciona apoiado pela Rede de Responsabilidade Corporativa, formada por colaboradores de todas as áreas da empresa. Um dos seus
principais papéis é atuar como facilitadora na etapa
de diagnóstico, realizado para identificar os pontos
críticos do relacionamento da Natura com todos os
seus públicos. Além disso, os cerca de 50 colaboradores da Rede atuam como disseminadores dos
princípios da gestão responsável por toda a empresa, para que os colaboradores possam entendê-los
e traduzi-los em ações no dia-a-dia.
A Natura optou, como uma de suas estratégias
de negócio, por investir em nova plataforma fundamentada no uso sustentável dos recursos naturais e na valorização das tradições culturais regionais e locais. Desse modo, a empresa estabelece
parcerias com fornecedores rurais (comunidades
tradicionais e grupos de agricultores familiares)
em algumas regiões do Brasil e integra uma rede
de excelência capaz de promover pesquisa e tecnologia, descobrir novos ativos e buscar o aprimoramento de produtos e processos, agregando valor
à biodiversidade brasileira.
Para acompanhamento das suas metas sociais,
a Natura, além dos procedimentos específicos das
áreas, faz diagnósticos e recomendações para a elaboração de planos de ação no campo da qualidade
das relações. Esses planos se transformam então
em metas e indicadores, que são acompanhados
pelos comitês de cada área.
Segundo Corletto, a política de meio ambiente
contempla a responsabilidade para com as gerações
futuras, a educação ambiental, o gerenciamento do
impacto do meio ambiente e do ciclo de vida de
produtos e serviços e a minimização de entradas e
saídas de materiais.
Afora o esmero organizacional, quem vai à Cidade Natura tem o privilégio de contemplar toda a
natureza exuberante presente no entorno, protegida por sua estação de tratamento de esgotos.
Os nossos visitantes conheceram as instalações industriais e as áreas destinadas à qualidade
de vida no ambiente corporativo. Há um espaço de
convivência com um canal que exala uma das leves
24
Saneas
fragrâncias oriundas do processo produtivo, perfumando todo o ambiente.
O programa de bem-estar proporciona intervalos de ginástica laboral durante o expediente, com
“a empresa estabelece
parcerias com comunidades
tradicionais e grupos de
agricultores familiares em
regiões do Brasil e integra
uma rede de excelência capaz
de promover pesquisa e
tecnologia, agregando valor
à biodiversidade brasileira.”
exercícios de alongamento e dança. Mas, como não
fosse suficiente, a Natura também oferece uma
academia de ginástica e um espaço destinado à
prática de esportes.
Todos os espaços são amplos, arejados, com
produção e escritórios em amplas fachadas de vidro, proporcionando comunicação e transparência
para colaboradores e visitantes.
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Matéria tema
“quem vai à Cidade
Natura tem o
privilégio de
contemplar toda a
natureza exuberante
presente no
entorno, protegida
por sua estação
de tratamento de
esgotos.
Depoimentos de nosso
grupo de visitantes:
“Esta visita foi uma surpresa para mim, quando
me inscrevi nem sabia que iria encontrar isso
tudo. Percebi que tudo aqui é bem empregado,
inclusive as idéias, que vou tentar implantá-las lá
em Salvador. Recomendo esta visita para todos
os profissionais de saneamento e meio ambiente”.
Aline Cruz, funcionária da área de tratamento
de resíduos em um hospital em Salvador-BA.,
que veio prestigiar a Fenasan e aproveitou
para conhecer o complexo Natura.
“Podemos agregar muito valor nesta visita, desde
a sua organização até a própria apresentação.
Vimos muita coisa: automação, produção e o
produto finalizado, pois quem compra o produto
da Natura não percebe o valor agregado por trás
de todo este trabalho. Outros pontos positivos são
o reconhecimento e a valorização do ser humano,
além da preocupação com o meio ambiente”.
Marco Aurélio (Sabesp-Metropolitana Centro)
A Natura oferece uma academia de ginástica
e um espaço destinado à prática de esportes.
Os espaços são amplos, arejados, com janelas
e fachadas de vidro, proporcionando transparência para colaboradores e visitantes.
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“Essa visita significou mais um avanço no
relacionamento com novas empresas que se
preocupam com a sustentabilidade. Percebemos que a Natura é uma empresa modelo, que
tem muito a nos ensinar, tanto em termos de
recursos quanto em relação ao cuidado com o
meio ambiente . A AESabesp está de parabéns
em proporcionar isso para nós.”
Júlio Hernandez (Sabesp-Avaré)
“A visita foi ótima e proveitosa. É muito bom saber
que existem empresas deste porte com a preocupação voltada ao meio ambiente e à sustentabilidade. Trata-se de um verdadeiro exempl. Agradeço
à AESabesp por proporcionar esta oportunidade
única e espero que visitas desse nível continuem a
ser promovidas por esta entidade.”
Fabiana Bassani, engenheira ambiental da Universidade Estadual de Maringá-PR
Saneas
25
Matéria tema
Atividades de nossa OSCIP
No estande da AESabesp, foi reservado
um espaço para o desenvolvimento do trabalho
da nossa OSCIP (Organização da Sociedade Civil de
Interesse Pública), conduzido pelo nosso diretor de
Projetos Socioambientais, Ivan Norberto Borghi, em
conjunto do a advogada da AESabesp, Vanessa Hasson,
que foi um dos m2 mais disputados do evento, tamanha
foi a sua repercussão positiva.
Os visitantes demonstraram um forte interesse em cadastrar suas propostas de atuação nos projetos sócioambientais da entidade, bem
como em se tornarem nossos associados e apresentarem os seus trabalhos que devem ser inseridos na “Carteira de Projetos AESabesp”, que se prontifica a buscar sua
viabilização com apoio de iniciativa pública e privada.
Para a Diretoria de Projetos Socioambientais da AESabesp, a Fenasan proporcionou
excelentes resultados. A Carteira de Projetos Socioambientais hoje conta com 27 projetos cadastrados, 05 projetos solicitados por empresas e 40 especialistas cadastrados
nas mais diversas áreas. A AESABESP está em pleno desenvolvimento de alguns destes
projetos e deverá apresentar ao Fundo Nacional de Meio Ambiente aqueles que se
adequarem ao edital que se encontra aberto até o dia 30 de novembro.
Nosso estande também continuou sendo o ponto de encontro dos velhos amigos,
para aquele bate papo e momentos de descontração.
Lançamento do livro
Ações desenvolvidas no
Selo
“Água, sua
importância
em nossa vida”
estande da
AESabesp
carbon free
No espaço da nossa OSCIP, a
AESabesp ainda lançou, durante o
evento, a publicação do livro “Água,
sua importância em nossa vida”,
que foi inserido nas pastas dos
congressistas do Encontro Técnico
e exposto no estande da Associação. Esse trabalho, que é uma
grande referência para as nossas
palestras de educação ambiental,
consolida o termo de cooperação técnica entre a nossa OSCIP
(Organização da Sociedade Civil de
Interesse Pública) e a OSCIP “Água
e Cidade”, autora do projeto.
26
Saneas
Além das atividades e produtos
inerentes à OSCIP, a AESabesp
também promoveu no seu
estande a distribuição da Revista
Saneas, do Jornal AESabesp, do
folder institucional da entidade,
num trabalhou motivacional de
arregimentação de novos associados, com um resultado muito
positivo que fortaleceu a sua
imagem no setor.
Pelo terceiro ano consecutivo, a
AESabesp renovou a parceria com
a ONG “Iniciativa Verde”, que desempenha um projeto de neutralização das emissões de Gases de
Efeito Estufa (GEE), por meio do
restauro florestal, tornando-se
detentora do selo “Carbon Free”,
a exemplo das grandes realizações
feitas, com consciência ambiental,
em todo o mundo. Este compromisso é assumido pela a AESabesp
desde o Fenasan de 2007.
Nosso estande também continuou
sendo o ponto de encontro dos velhos amigos, para aquele bate papo
e momentos de descontração.
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2009
visão de mercado
Fenasan,
a grande feira do saneamento de 2009
A Fenasan 2009 contou com 152 expositores, que realmente tiveram uma promissora visão de
mercado, pois além de marcarem presenças na maior Feira de Saneamento de 2009, tiveram seus produtos e suas tecnologias avalizadas pelo público visitante mais seletivo do País, formado por quem,
de fato, conhece o setor.
Foram três dias de excelência tecnológica e de alto fluxo de mercado entre as empresas nacionais e
internacionais, expositoras do evento. Motivada pelos bons resultados de 2009, a AESabesp já definiu
a data do próximo XXI Encontro Técnico e Fenasan 2010, para os dias 10, 11 e 12 de agosto, no mesmo
local, que acena com a promessa de outro sucesso, pois já comercializou, na própria feira, 56% de sua
área disponível para o próximo ano.
Prêmio AESabesp:
as empresas que se destacaram no evento
Tradicionalmente no último dia do evento, a
AESabesp realizou a cerimônia de entrega do “Troféu
AESabesp” aos expositores que mais se destacaram
em algumas categorias essenciais para o setor.
Neste ano houve uma alteração no regulamento
da premiação: ao invés de ser por acúmulo de votos depositados em urnas, chegou-se ao resultado
após a uma apuração de uma comissão de avaliação,
formada por cinco convidados, cuja capacidade e
isenção os qualificavam para um julgamento justo
e idôneo. São eles na foto: Adilson Menegatte (CSQSabesp), Célio de Almeida Prado (ABRAMAN), Osvaldo Niida (MO- Sabesp), Carlos Mussuyama (APECS) e
Primo Pereira (SINDESAM).
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Acima: detalhe do
troféu entregue aos
premiados.
Ao lado: Comissão do
Prêmio.
Saneas
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visão de mercado
Os ganhadores da categoria “Melhor
Estande”
Bugatti
Com um estande muito bem estruturado, a Bugatti Brasil é uma empresa
100% nacional, com 15 anos de mercado, e oferece uma linha de produtos
de alta performance e tecnologia. Sua diretora, Fernanda Levi, atestou que a
Fenasan traz melhores resultados para esta empresa a cada ano.
Glass
Linhas arredondadas e muito conteúdo à mostra caracterizaram o estande da
Glass Bombas e Equipamentos, que atua, há 20 anos, nos mercados da indústria química, sucro-alcooleiro, petróleo, papel e celulose, siderurgia, abastecimento e tratamento de água.
Valloy
Um estande com predomínio de cores claras, deixando bem visível toda a
sua linha de equipamentos, a Valloy Válvulas e Acessórios, uma empresa
totalmente brasileira, fundada em 1994, chamou muita atenção do seletivo
público do evento.
Os ganhadores da categoria “Inovação Tecnológica”
AMANCO
Os Tubos em PVC-bi orientado, da linha Amanco Biax, foi uma das inovações
mais comentadas da Fenasan. Leonardo Arantes, do setor de marketing da
Empresa, afirmou ter superado as expectativas de sucesso, aumentando a
responsabilidade para o ano que vem.
Centroprojeckt
A Centroprojeckt fornece, há 25 anos, no Brasil sistemas e equipamentos para
tratamento de água, efluentes industriais, esgoto sanitário e poluição atmosférica.
Em seu estande foram apresentados processos biológicos inovadores para
desinfecção e tratamento de efluentes.
Digimed
A Digimed, em parceria com a Escola Politécnica da USP, desenvolveu
um microship, batizado como digiship. Ele é um componente eletrônico
autônomo que gerencia processo e monitora equipamentos de uma
maneira miniaturizada.
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Saneas
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visão de mercado
Os ganhadores da categoria
“Atendimento Técnico”
EDRA
A Edra fabrica produtos em plásticos reforçados com fibra de vidro e atende
diversos setores industriais, principalmente obras de saneamento. O seu
departamento de engenharia oferece apoio técnico e acompanhamento em
todos os seus projetos.
EMEC
A Emec Brasil completou 10 anos e construiu, ao longo desse período, um
bom relacionamento com as empresa do setor. Sua linha de produtos (bombas
dosadoras e analisadores) se posiciona no mercado, com o oferecimento de uma
forte assistência técnica.
Hidrosul
A Hidrosul, há 38 anos no mercado de saneamento, oferece estações
compactas de tratamento de efluentes. Cristina Correia, do setor de
marketing, afirmou que a Fenasan é a maior feira da América latina, que
possibilita um atendimento qualificado.
Troféu Destaque AESabesp
ITT Brasil
A Itt Water & Wastewater é uma empresa global, que atua em 140 países,
conferindo um amplo atendimento ao setor. A empresa atua tanto localmente quanto globalmente, com uma linha de produtos inclui que marcas de
renome na indústria.
HIGRA
A empresa é a pioneira fabricante da Bomba Anfíbia Modular , para captação
de água em rios, barragens, saneamento e instalações industriais. Também
oferece o sistema booster para redes hidráulicas de alta pressão e aeradores
para estações de tratamento de efluentes.
Saint Gobain
Precursora no sanamento brasileiro, a Saint-Gobain Canalização fabrica sistemas completos para adução e distribuição de agia e coleta de esgoto,
integrados por tubos, conexões, válvulas, tampões e acessórios, com tecnologia 100% brasileira.
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Saneas
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visão de mercado
Destaque voltado ao tema
“Sustentabilidade”
Imperveg
A Imperveg apresentou uma tecnologia inovadora, derivada do óleo de mamona como matéria prima, resultando num material atóxico,
sólido sem solvente, dentro das necessidades
ambientais. Seu diretor Donizeti Curcio Luciano
afirmou que a Feira deu a grande visibilidade ao
seu produto.
Unidade da Sabesp que
apresentou mais
trabalhos
técnicos
Houve ainda uma premiação da AESABESP à
Unidade de Negócios que apresentou um maior
número de trabalhos técnicos no Encontro. A
vencedora dessa modalidade foi a Unidade de
Negócio de Produção da RMSP (MA), que no
evento, representada pelo superintendente,
Hélio Luiz de Castro, que recebeu o prêmio das
mãos da diretora social da AESabesp, Cecília
Takahashi Votta.
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Saneas
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entrevista
magaly espinosa
Magaly
Espinosa é
superrintendente
nacional de
Serviços Sanitários
do Governo
do Chile
As considerações de Magaly Espinosa
Sarria, a grande autoridade chilena
em saneamento
O XX Encontro Técnico e Fenasan 2009 receberam a
ilustre visita da grande autoridade do Governo do Chile,
no setor de saneamento: a superintendente nacional de
Serviços Sanitários, Magaly Espinosa Sarria.
Engenheira comercial, com mestrado em economia,
pela Universidade do Chile, e pós-graduação em economia pela Ilades-Georgetown University, há 23 anos
tem sua trajetória construída no setor público de seu
País, com passagens pelo Ministério da Economia e
pela Superintendência de Serviços Sanitários, pasta da
qual se tornou titular desde 2006.
Ela esteve na Fenasan, a convite da AESabesp, formulado pelo presidente, Luiz Narimatsu, e pelo diretor
técnico da entidade, Olavo Prates Sachs, durante o Congresso da AIDIS, no Chile, em 2008. A Superintendente
percorreu os corredores de toda a Fenasan e participou
da Mesa Redonda de encerramento do Encontro Técnico “Regulação do setor de saneamento na atualidade”,
na qual foi alvo de perguntas de vários interlocutores.
Demonstrando grande simpatia pessoal, além de
incontestável conhecimento técnico e social do setor
de saneamento, Magaly Espinosa respondeu a todos os
questionamentos dos presentes e ainda abriu um espaço para esta entrevista exclusiva para a Revista Saneas.
Saneas: O que suscitou o interesse da senhora
em visitar um evento do setor de saneamento
no Estado de São Paulo?
Magaly Espinosa: Eu recebi um gentil convite
dos dirigentes da Associação dos Engenheiros
da Sabesp e o aceitei porque tenho muito apreço pelo Brasil e interesse por conhecer os seus
processos dentro do saneamento. Neste evento,
vejo que estão reunidos grandes expoentes deste País, além da apresentação de boas tecnologias e um público que prestigia bastante esta
entidade, que representa a Sabesp, uma empresa de muita importância no contexto mundial
do nosso setor.
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Magaly Espinosa recebe o Relatório de
Sustentabilidade da Sabesp, entregue pelo
assessor de Meio Ambiente da Empresa,
Marcelo Morgado, acompanhados pelo
presidente da AESabesp, Luiz Narimatsu, e
pela coordenadora do Pólo Pinheiros, Maria
Aparecida dos Santos.
Saneas: Gostaríamos que a senhora nos descrevesse o perfil do seu País, com evidência
para o setor de saneamento.
Magaly Espinosa: O Chile é um país que abriga
16,7 milhões de habitantes, sendo que a grande
maioria (cerca de 14,4) residem nas áreas urbanas e por volta de 2,3 estão instalados nas
áreas rurais. Tanto na cidade quanto no campo,
o setor sanitário atende a demanda de 100%
de fornecimento de água potável, com serviços contínuos por 24 horas. Já a cobertura em
tratamento de esgoto alcança o índice de 98%
e de tratamento de águas residuais, na ordem
de 82%.
Saneas
31
entrevista
magaly espinosa
Saneas: Como se opera o saneamento em seu
País?
Magaly Espinosa: Na área urbana, são 15 operadores privados, para atender 15 regiões que cobrem
todo o País. São elas (em alinhamento geográfico):
Arica y Parinacota, Tarapacá, Antofagasta, Atacama,
Coquimbo, Valparaíso, Lib. Bernardo O`Higgins, Metropolitana, Del Maule, Bío Bío, De La Araucanía, De
los Ríos:Valdivia, De los Lagos: Puerto Montt, Carlos Ibañez Del Campo e Magallanes. Apenas uma só
empresa tem concessão para operar em cada região.
Já para o setor rural, os sistemas de abastecimento
são subsidiados pelo Estado, por meio do Programa
“Água Potável Rural”, criado pelo nosso Ministério
de Obras Públicas.
Saneas: E qual é o procedimento em relação à
cobrança de tarifas?
Magaly Espinosa: Se aplica tarifas eficientes e de
autofinanciamiento, num custo médio de US$1,3
por m3, considerando o fornecimento de água potável e também o tratamento de águas residuais.
Mas, além disso, existe o sistema de subsídio direto
para as famílias pobres, que cobrem o percentual
necessário, de acordo com a sua avaliação social,
em alguns casos chegando à totalidade.
Saneas: Em sua opinião, quais são os fatores que
propiciam este atendimento de acordo com a estratificação social?
Magaly Espinosa: Em primeiro plano, a base é a
estabilidade da política do setor, desde a adoção
do seu Marco Regulatório, em 1989, pelo qual se
definiu as regras do jogo: a incorporação de capitais privados, a aplicação de subsídios focalizados
na demanda, a transparência de resultados nos processos de privatização e a criação da Superintendência de Serviços Sanitários, com fortes atribuições de controle e fiscalização de serviços, inclusive
com autonomia para aplicação de multas.
Saneas: Dentro desse processo de fiscalização e
controle, qual foi o principal entrave?
Magaly Espinosa: O ponto mais complexo foi criar
bons mecanismos de controle de perdas com alta
funcionalidade, que incluiu desde a detectação de
ligações ilegais de água e esgoto, como o gasto excessivo de energia em operações diversas, por falta
de tecnologia e de gestão.
Saneas: Qual foi o impacto e a importância de se
empregar um marco regulatório no Chile?
Magaly Espinosa: O País começou a contar com
uma gestão mais eficiente das empresas prestadoras, que modernizaram os seu serviços. A adoção
de um sistema regulatório baseado em tarifas de
autofinanciamento também trouxe eficiência às
concessionárias, uma vez que o Estado ficou com
o papel de regulador e fiscalizador (fixando preços
e padrões de qualidade), transferindo ações (na ordem de 60%) para as empresas que detiveram os
direitos de exploração de cada área, em contratos
com a vigência de 30 anos.
Tanto na cidade quanto no
campo, o setor sanitário do
chile atende a demanda de
100% de fornecimento de
água potável, Já a cobertura
em tratamento de esgoto
alcança o índice de 98% e
de tratamento de águas
residuais, na ordem de 82%.
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Saneas
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entrevista
magaly espinosa
“nossa legislação permite
o corte ou a redução da
cobrança em 85 até 100%,
para as famílias socialmente
vulneráveis e necessitadas de
proteção social, geralmente
instaladas nas áreas rurais (...)
perfazendo um investimento de
US$ 70 milhões.”
Saneas: Uma declaração sua que despertou muito interesse de seus interlocutores foi referente
à cobrança de serviços para as famílias pobres. A
senhora poderia nos fornecer mais dados a respeito desse processo?
Magaly Espinosa: A situação econômica dos nossos
clientes é levantada e incorporada em nosso sistema tarifário. A fixação por metro cúbico consumido
se aplica a todos por igual. Porém, nossa legislação
permite o corte ou a redução da cobrança em 85
até 100%, para as famílias socialmente vulneráveis
e necessitadas de proteção social, geralmente instaladas nas áreas rurais. Este subsídio é aplicado pelas administrações municipais de cada região. Pelos
índices de até 2008, 682 mil famílias que contavam
com essa assistência significavam 18% da totalidade da aplicação dos serviços sanitários, perfazendo
um investimento de US$ 70 milhões.
saúde, com diminuição de moléstias causadas por
veiculação hídrica, que comprova uma boa qualidade de vida da população.
Saneas: Sustentabilidade em saneamento ambiental é o tema que norteia este Encontro Técnico de 2009. Como este conceito é tratado no
Chile?
Magaly Espinosa: O desenvolvimento sustentável
é uma questão de interesse nacional para otimizar vários setores da nossa economia. No caso do
nosso saneamento, a captação de capitais privados
se transformou em grandes investimentos no saneamento rural, na área agrícola, na tecnologia para
tratamento de nossas águas superficiais e subterrâneas e, principalmente, uma economia na área da
Saneas: A senhora apontaria o saneamento do
Chile como um modelo a ser seguido?
Magaly Espinosa: Cada País tem suas características próprias, mas para o Chile o modelo atualmente
operado é o ideal. A privatização permitiu o aumento da cobertura de tratamento de água e esgoto, superando amplamente as metas de coberturas
definidas por organismos internacionais. Contudo,
para a manutenção equilibrada desse processo, tem
que haver o controle rigoroso e respeito aos direitos das empresas, concessionárias, do Estado e dos
clientes, que forma a sociedade de nosso País.
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cobertura em tratamento
de esgoto no chile
Saneas
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artigo técnico
REDUÇÃO DOS IMPACTOS PRODUZIDOS
PELA POLUIÇÃO E CONTAMINAÇÃO
DO RIO PARAITINGA ATRAVÉS DO
MONITORAMENTO AMBIENTAL
Antonio José Molina
Graduado em Tecnologia em Qualidade Total pela Universidade Braz Cubas - UBC, Pós-graduado em Gestão Estratégica da
Qualidade pela Universidade Braz Cubas - UBC. Analista de Planejamento da Divisão de Recursos Hídricos Metropolitanos
Leste - Unidade de Negócio de Produção de Água da Metropolitana da SABESP.
Geraldo Camargo Junior
Técnico em Química. Encarregado do Posto de Operação de Salesópolis - Unidade de Negócio Leste da SABESP.
Marinho Celestino da Silva Neto
Graduado em Engenharia Ambiental pela Universidade Braz Cubas - UBC, Pó-Graduado em Engenharia de Segurança
do Trabalho pela Universidade de Mogi das Cruzes - UMC. Técnico em Sistemas de Saneamento da Divisão de Recursos
Hídricos Metropolitanos Leste - Unidade de Negócio de Produção de Água da Metropolitana da SABESP.
Endereço: Rua Waldemar Cusma, 701
Jd. Aeródromo Internacional - Suzano - SP
CEP: 08616-510 - Brasil
Tel: +55 (11) 4745-2714
Fax: +55 (11) 4745-2791
E-mail: [email protected]
RESUMO
Nesse trabalho abordamos um dos assuntos bastante discutidos nos últimos anos, a redução da poluição em corpos de água.
A degradação ambiental se dá, principalmente,
pelo aporte de nutrientes em cursos d’água, em decorrência da expansão desordenada, da falta de infraestrutura adequada e de ocupações rurais com vocação agropecuária.
A elevação no aporte de nutrientes, em especial o
nitrogênio e fósforo, acarreta o acréscimo na população
de algas e outras plantas, atingindo superpopulações.
Tais interferências geram poluição e gastos maiores com a recuperação dos mananciais e aumento
dos custos do tratamento da água, pois a presença
de algas afeta substancialmente o tratamento da
água captada, devido à necessidade de remoção da
própria alga, remoção de sabor e odor, maior consumo de produtos químicos, lavagens de filtros mais
freqüentes, entre outros, de forma a torná-la potá-
34
Saneas
vel e atender os padrões de consumo exigidos pelas
organizações de saúde.
Deste modo este trabalho objetiva encontrar
soluções para evitar a degradação dos recursos hídricos e problemas nas condições de tratamento e
quantidade de água armazenada, através do monitoramento, manutenção, recuperação de áreas e
projetos de educação ambiental.
PALAVRAS-CHAVE: Mananciais, Monitoramento, Qualidade.
INTRODUÇÃO
Mananciais são fontes de água utilizadas para o
abastecimento, onde se inicia o tratamento de água,
pois somente o trabalho preventivo para a preservação pode garantir a sua qualidade.
Embora a Sabesp não possua poder legal para
fiscalizar ou punir ações de degradação nos mananciais, a empresa desenvolve trabalhos de monitora-
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artigo técnico
mento, manutenção, recuperação de áreas e projetos
de educação ambiental.
O monitoramento realizado no Sistema Produtor
Alto Tietê - SPAT, envolve a represa de Paraitinga e de
Ponte Nova no município de Salesópolis, a represa de
Biritiba no município de Biritiba Mirim, a represa de
Jundiaí em Mogi das Cruzes e a represa de Taiaçupeba, localizado parte no município de Mogi das Cruzes
e parte no município de Suzano. O sistema funciona
interligado, no qual a água das represas de Paraitinga
e Ponte Nova, localizados próximos à nascente do Rio
Tietê, são parcialmente derivadas para a Estação Elevatória de Biritiba. As águas são recalcadas até o túnel
de interligação Tietê/Biritiba, a partir do qual todo o
escoamento é feito por gravidade. Por meio de sistemas canal-túnel-canal, a água é transferida para a
represa de Jundiaí e posteriormente, para a represa de
Taiaçupeba, onde é feita a captação e tratamento na
Estação de Tratamento de Água Taiaçupeba, responsável por parte do abastecimento de água da Região
Metropolitana Leste de São Paulo que (Figura 1).
OBJETIVO
O principal objetivo é evitar a degradação dos recursos hídricos e problemas nas condições de tratamento e quantidade de água armazenada.
Um dos aspectos que levam a degradação ambiental
é o deslocamento da população para as zonas periféricas urbanas, principalmente em áreas de proteção de
mananciais - APM e várzeas. A expansão desordenada e
a falta de infra-estrutura adequada acarretam poluição
e/ou contaminação destes mananciais. O maior fator
de deterioração está associado ao esgoto urbano, por
conter grandes concentrações de nitrogênio e fósforo,
presentes nas fezes e urina, nos restos de alimentos e
nos detergentes (SPERLING, 1996).
Um outro aspecto relevante são as ocupações rurais com vocação agropecuária. Na região encontra-se
o Cinturão Verde, formado pelos municípios de Arujá, Biritiba, Guararema, Mogi das Cruzes, Salesópolis,
Santa Isabel e Suzano, entre outras cidades, que abastecem os maiores centros populacionais do Brasil.
Os agricultores, visando garantir uma maior produção adicionam quantidades excessivas de fertilizantes,
frequentemente superiores à própria capacidade de
assimilação dos vegetais, assim os nutrientes presentes
nesses fertilizantes tendem a escoar superficialmente
pelo terreno, até atingir o curso d’água, o que pode vir
a comprometer a sua qualidade (SPERLING, 1996).
A elevação no aporte de nutrientes, em especial o nitrogênio e fósforo, acarreta o acréscimo na população de
algas e outras plantas, atingindo superpopulações, esse
evento é denominado floração das algas ou bloom.
Tais interferências geram poluição e gastos
maiores com a recuperação dos mananciais, busca
de fontes cada vez mais distantes e aumento dos
custos do tratamento da água, pois a presença de
algas afeta substancialmente o tratamento da água
captada, devido à necessidade de remoção da própria alga, remoção de sabor e odor, maior consumo
de produtos químicos, lavagens de filtros mais freqüentes, entre outros, de forma a torná-la potável
e atender os padrões de consumo exigidos pelas
organizações de saúde.
Figura 1: Sistema Produtor Alto Tietê - SPAT
Fonte: Sistema de Suporte à Decisão para os Grandes Sistemas Produtores (SABESP)
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artigo técnico
MATERIAIS E MÉTODOS
Hierarquização Das Bacias Hidrográficas
A Sabesp realiza o monitoramento de diversos pontos do Sistema Produtor Alto Tietê – SPAT, através de
análises físico-químicas. A hierarquização das bacias foi
realizada com base na carga de fósforo, sendo priorizadas aquelas que apresentaram maior carga diária.
Entre os que apresentaram maior indicação de poluição orgânica, nos destaca-se o rio Paraitinga, pois
está localizado nas nascentes da Bacia Hidrográfica
do rio Tietê Cabeceiras. Nesta região, o rio Tietê está
basicamente composto por dois afluentes principais:
o rio Paraitinga e o rio Claro. O rio Claro com suas nascentes localizadas em Salesópolis, no alto da Serra do
Mar, teve quase toda a sua bacia desapropriada pelo
governo do estado para a preservação do manancial
que abastece parte da RMSP. A maior parte de sua
área faz parte do Parque Estadual da Serra do Mar
- PESM - administrada pelo Instituto Florestal. O rio
Paraitinga nasce no município de Paraibuna - Serra
do Mar que corta o perímetro urbano de Salesópolis e
deságua no rio Tietê, no município de Biritiba Mirim.
Salesópolis possui um território de 427km2, com
perímetro urbano de somente 10km2 (Figura 2). A
população urbana corresponde a 65% da população
total. A silvicultura, cultura e formação de floresta,
neste caso, de eucaliptos é a principal atividade da
região, porém, atualmente com o enquadramento do
município na categoria de Estância Turística (2001),
tem sido enfatizado o turismo.
PARÂMETROS
O monitoramento é realizado utilizando-se como
parâmetro os padrões de qualidade para corpos
d’água, através resolução CONAMA nº. 357 (Figura 3),
conforme sua classe.
Os parâmetros selecionados para este avaliação
dos pontos de coleta foram os seguintes:
•
•
DBO5,20: Utilizada para quantificação da matéria
orgânica, e indica o potencial de consumo de oxigênio dissolvido na água. A DBO é um parâmetro
de fundamental importância na caracterização do
grau de poluição de um corpo d’água. Corresponde
ao oxigênio consumido após 5 dias pelos microrganismos na estabilização bioquímica da matéria
orgânica, na temperatura de 20º C.
OD: O oxigênio dissolvido é essencial para organis-
Figura 2: Uso e ocupação do solo do município de Salesópolis
Fonte: Uso e ocupação do solo do município de Salesópolis (EMPLASA)
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artigo técnico
Parâmetro
Unidade
Padrão para corpo d’água
1
2
3
4
≤3
≤5
≤ 10
-
Efluentes
Db05
mg/L
Od
mg/L
≥6
≥5
≥4
≥2
-
pH
-
6a9
6a9
6a9
6a9
5a9
NTU
≤ 40
≤ 100
≤ 100
-
-
Clorofila A
µg/L
≤ 10
≤ 30
≤ 60
-
-
Fósforo
mg/L
0,10
0,10
0,15
-
-
Org/100ml
200
1000
4000
-
-
3,7
3,7
13,3
-
2,0
2,0
5,6
-
1,0
1,0
2,2
-
0,5
0,5
1,0
-
Turbidez
Coliformes Fecais
pH ≤ 7,5
NH4
7,5 < pH ≤ 8,0
8,0 < pH ≤ 8,5
mg/L
pH > 8,5
*
20,0
Figura 3: CONAMA 357 - Classificação das Águas
* Decreto 8468 de 08 de setembro de 1976, os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, direto e indiretamente, nas coleções de água desde que a dbo520 seja no máximo de 60 mg/L
•
•
•
mos aquáticos aeróbios (que vivem na presença de
oxigênio). Durante a estabilização da matéria, as
bactérias fazem uso do oxigênio nos seus processos respiratórios. Caso o oxigênio seja totalmente
consumido ocorre a geração de maus odores, devido as condições anaeróbias (ausência de oxigênio).
Quando valores de OD são superiores à saturação
há um indicativo da presença de algas (fotossíntese), já valores de OD bem inferiores à saturação são
indicativos da presença de matéria orgânica (provavelmente esgotos).
pH: O potencial hidrogeniônico indica a condição
de acidez, neutralidade ou alcalinidade da água.
É importante em diversas fases do tratamento de
água como coagulação, desinfecção, controle da
corrosividade, remoção da dureza (em determinadas concentrações, causa sabor desagradável à
água), quando o pH é baixo há maior corrosividade
e agressividade nas águas de abastecimento, quando o pH é elevado há possibilidade de incrustações
nas águas de abastecimento. O pH varia de 0 a 14,
quando afastado da neutralidade (pH 7) tendem
a afetar as taxas de crescimento de microorganismos. Valores elevados de pH podem estar associados à proliferação de algas.
Turbidez: A turbidez representa o grau de interferência com a passagem da luz através da água,
devido aos sólidos em suspensão, conferindo uma
aparência turva a mesma, prejudicando a fotossíntese. A turbidez determina se a coagulação química é necessária antes da filtração.
Nitrogênio: O nitrogênio fornece informações so-
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•
•
•
bre o estágio da poluição. É um elemento indispensável para o crescimento de algas e, quando
em elevadas concentrações pode conduzir a um
crescimento exagerado desses organismos (eutrofização). Seu processo bioquímico envolve hidrólise
da uréia, conversão à amônia e a partir daí requer
consumo de oxigênio dissolvido para conversão
primeiro à nitrito e finalmente à nitrato. Com pH
elevado (período de elevada fotossíntese), a amônia se apresenta na forma livre (NH3), tóxica para
os peixes, ao invés de na forma ionizada (NH4), não
tóxica.
Fósforo: O fósforo é um nutriente essencial para o
crescimento dos microrganismos responsáveis pela
estabilização da matéria orgânica. O fósforo é um
elemento indispensável para o crescimento de algas, e quando em elevadas concentrações em lagos
e represas, pode conduzir a um crescimento exagerado desses organismos (eutrofização), levando a
um maior consumo de Oxigênio Dissolvido.
Clorofila: É a designação de um grupo de pigmentos fotossintéticos presente nos cloroplastos
das plantas. A clorofila está presente em todos os
organismos que realizam fotossíntese oxigênica.
A clorofila possui a capacidade de transformar a
energia da luz solar em energia química, isso se
dá através do processo de fotossíntese, no qual, a
energia absorvida pela clorofila transforma dióxido
de carbono e água em carboidratos e oxigênio.
E.Coli: Os coliformes fecais são um grupo de bactérias indicadoras de organismos originários do trato
intestinal humano e outros animais. O teste é feito a
Saneas
37
artigo técnico
uma elevada temperatura, na qual o crescimento de
bactérias de origem não fecal é suprimido (Thomann
e Mueller, 1987). A Escherichia coli é uma bactéria
pertencente a este grupo, a presença desta bactéria
indica a presença de fezes humanas na água.
DIAGNÓSTICO
Para o diagnóstico foram selecionados seis pontos
de coleta ao longo do Rio Paraitinga (Figura 4). Os
pontos estabelecidos avaliam o rio, antes de chegar
ao município, na área rural, na área urbana e após o
lançamento do efluente da ETE.
Na área urbana de Salesópolis localizam-se vários
córregos tributários ao rio Paraitinga (Figura 5), que
também foram selecionados como pontos de coleta
para verificar possíveis impactos de origem antrópica.
As análises revelaram que no trecho entre a nascente do rio Paraitinga e o final da área rural, os resultados estão dentro dos parâmetros do CONAMA
357/2005 para sua classe.
O rio começa a apresentar problema no início da
área urbana e se estende ao longo de seu curso em direção à represa. Os resultados demonstram que existe chegada de nutrientes no rio Paraitinga, e o E.Coli
indica a presença de esgoto domiciliar, portanto, são
necessárias soluções que eliminem essa contaminação, de forma a promover a recuperação da água do
rio, para atingir os padrões próprios de sua classe.
Figura 4: Mapa de Monitoramento
Ambiental do Rio Paraitinga
Fonte: Divisão de Recursos Hídricos
Metropolitanos Leste (SABESP)
Figura 5: Mapa de Monitoramento
Ambiental da Área Urbana - Salesópolis
Fonte: Divisão de Recursos Hídricos
Metropolitanos Leste (SABESP)
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artigo técnico
AÇÕES CORRETIVAS E PREVENTIVAS
De posse dos resultados, foram traçados planos
de ações objetivando eliminar as possíveis causas da
poluição do rio.
MONITORAMENTO AMBIENTAL
O primeiro passo foi sistematizar o Monitoramento Ambiental com o objetivo de avaliar a evolução dos
resultados conforme o andamento das ações;
Para este trabalho foram realizadas três campanhas ao longo do ano 2008, uma no início dos trabalhos para avaliar o cenário anterior às ações, e as
outras duas foram realizadas no decorrer da execução
das ações de forma a nortear os próximos passos.
LIGAÇÕES ÁGUA
Foram vistoriadas todas as ligações cadastradas
somente como água no sistema comercial da Sabesp,
identificando o motivo das mesmas ainda não possuírem o esgoto conectado à rede Sabesp (Figura 6).
Nessa vistoria constatou-se que 22% das ligações
já vinham esgotando na rede Sabesp, portanto foram
apenas atualizadas no cadastro, ligações que necessitavam de projeto, ou que eram factíveis de conexão à rede Sabesp, ou que já estavam sendo ligadas
correspondem a 10% do total de ligações e já foram
incluídas em carteira para sua conexão. Cerca de 7%
das ligações são imóveis em construção que já manifestaram intenção de conectar o esgoto à rede da
Sabesp assim que concluir a obra, e os outros 1% restantes são ligações que permanecerão como somente
água, pois trata-se de locais sem banheiro, por exemplo praça, Estação Elevatória de Esgoto, entre outros.
Destaca-se, na verdade, as ligações não factíveis
e em áreas embargadas, que juntas correspondem a
60% das ligações.
A ligação não factível, não permite a ligação do
imóvel à rede coletora da SABESP por impossibilidade
técnica, são os imóveis situados em regiões que não
existe rede coletora de esgoto, imóveis com soleira
negativa (o imóvel se encontra em nível mais baixo
do que a rede coletora), sendo necessária passagem
de servidão através do imóvel vizinho (necessita de
autorização do vizinho e geralmente envolve obras).
Há situações em que os imóveis com soleira negativa se encontram em fundo de vale (na parte traseira do imóvel passa um curso d’água), geralmente, os
casos citados acima se utilizam de tanque séptico ou
esgotam diretamente para o córrego, e demandam de
soluções específicas para afastamento do esgoto.
Figura 2: Uso e ocupação do solo do município de Salesópolis
Fonte: Uso e ocupação do solo do município de Salesópolis (EMPLASA)
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artigo técnico
Salesópolis esta inserida em Área de Proteção e
Recuperação de Mananciais – APRM (Lei Estadual nº
9866/97), por esse motivo, possui grande restrição
para o uso e ocupação do solo.
No município há vários embargos que se referem
ao parcelamento do solo, que vem se dando em áreas
de classe C (a mais restritiva da lei dos mananciais)
sem a devida autorização do DUSM, e por conseqüência qualquer infra-estrutura fica também proibida.
Atualmente, existem aproximadamente 200 ligações
em áreas consideradas de embargo, que não possuem
esgoto conectado à rede coletora da Sabesp.
REDE ESGOTO
Foram avaliados possíveis danos à rede coletora
através do histórico de ocorrências na rede e da
visita em loco.
Após as análises foram executadas ações corretivas
tais como o assentamento de mais de 2 km de rede
coletora, através de prolongamentos, remanejamentos
e interligações de rede coletoras, além de consertos de
rede e ramal de esgoto e de poços de inspeção e de visita, construção de novos poços de inspeção e de visita,
nivelamento de poços de inspeção, entre outros.
Além das ações corretivas, também foi realizado
de forma preventiva a limpeza da rede coletora através da utilização de equipamentos de JET e VACOL,
desassoreando a rede principal do município.
RESULTADOS
A Figura 7 apresenta os resultados obtidos no ano de
2008 para o parâmetro Escherichia Coli. Através desse
resultado é possível perceber uma diminuição significativa no número de organismos encontrados, fato ocorrido após o início das intervenções no município.
Os demais parâmetros acompanhados no ponto de
monitoramento PA-201 tiveram seus resultados dentro
dos valores estabelecidos pelo CONAMA.
Além do ganho qualitativo, obtivemos também
um ganho quantitativo em termos operacionais, o
Figura 7: Evolução do E.Coli em 2008
Fonte: Divisão de Recursos Hídricos Metropolitanos Leste (SABESP)
Figura 8: Evolução do número de desobstruções de coletor em 2008
Fonte: Posto de Operação de Salesópolis
(SABESP)
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artigo técnico
trabalho corretivo e preventivo na infra-estrutura do município contribuiu para uma melhor performance do sistema de esgotamento sanitário do município, eliminando possíveis extravasamentos provenientes de
obstruções da rede coletora, tais resultados podem ser comprovados na
Figura 8, que demonstra a redução de 70% no número de desobstruções
de coletor no município.
TECNOLOGIA DE
RECUPERAÇÃO
////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
TUBOS OBSTRUÍDOS
CONCLUSÃO
Com base nos resultados apresentados podemos afirmar que, apesar
da Sabesp não possuir poder legal para fiscalizar ou punir ações de degradação nos mananciais, podemos, ainda assim, atingir excelentes resultados, através do comprometimento e da parceria entre as diversas áreas
da empresa. Portanto, esse trabalho possui um começo, um meio, mas
não possui fim, pois o monitoramento contínuo, e a tomada de medidas
corretivas e preventivas são fundamentais para promover a recuperação e
manutenção da água do rio dentro dos padrões próprios de sua classe.
. limpeza e revestimento com argamassa
acrílica
. 300m de rede reabilitados em 12h
. garantia de 30 anos
////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
RESERVATÓRIOS
COM VAZAMENTO
RECOMENDAÇÕES
É preciso investir em educação ambiental. O envolvimento e o comprometimento da sociedade (prefeituras, organizações comunitárias, igrejas, escolas, dentre outros) é fundamental para auxiliar na recuperação e
manutenção de nossos corpos d’água. É necessário fazer com que todos
saibam a sua responsabilidade dentro desse processo, e que atuem como
multiplicadores desse conhecimento, se quisermos realmente fazer a diferença.
. recuperação definitiva da superfície com
mantas de PEAD
. estanqueidade absoluta
. 100% atóxico
. garantia superior a 60 anos
////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
ESTRUTURAS COMPROMETIDAS
SAÚDE EM RISCO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Von Sperling, Marcos . Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos . 2ª edição . Editora FCO . 1996
2. SÃO PAULO. Decreto nº 8.468, de 8 de setembro de 1976. Dispõe
sobre a Prevenção e o Controle da Poluição do Meio Ambiente. Legislação Estadual. 58 p.
3. SÃO PAULO. Decreto nº. 10.755, de 22 de novembro de 1977. Dispõe
sobre o enquadramento dos corpos de água receptores na classificação prevista no Decreto nº 8.468, de 8 de setembro de 1976, e dá
providências correlatas. Legislação Estadual. 12 p.
4. SÃO PAULO. Lei Estadual nº 9.866/97, de 28 de novembro de 1997.
Dispõe sobre diretrizes e normas para a proteção e recuperação das
bacias hidrográficas dos mananciais de interesse regional do Estado
de São Paulo e dá outras providências. 1997. 23 p.
5. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Conselho Nacional do Meio
Ambiente.Resolução CONAMA Nº 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais
para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e
padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. 23 p.
6. SÃO PAULO. Secretaria de Estado de Economia e Planejamento. Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano SA. Atlas de Uso e
Ocupação do Solo do Município de Salesópolis. 2003. 17 p.
. proteção de estruturas com PEAD
. métodos não destrutivos sem transtornos
. garantia acima de 50 anos
////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
TUBOS DE PEAD FLEXÍVEIS
. inserção de 1000m sem emendas
. pressão média de trabalho = 300 mca
////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
NIEDUNG
®
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www.niedung.com.br
[email protected]
Saneas
41
artigo técnico
O MONITORAMENTO DA QUALIDADE DAS ÁGUAS REALIZADO
PELA SABESP NOS MANANCIAIS DO ALTO TIETÊ/CABECEIRAS
- SISTEMAS PRODUTORES ALTO TIETÊ E RIO CLARO
Adilson Macedo
Graduado em Biologia pela Universidade de Mogi das Cruzes – UMC, Especialização em Tecnologias Ambientais pela
Faculdade de Tecnologia São Paulo - FATEC-SP. Biólogo do Laboratório de Limnologia da Divisão de Recursos Hídricos
Metropolitanos Leste da SABESP.
Luiz Rodrigues da Silva
Técnico de Sistemas de Saneamento da Divisão de Recursos Hídricos Metropolitanos Leste da SABESP.
Endereço: Rua Waldemar Cusma, 701
Jardim Aeródromo Internacional - Suzano - SP
CEP: 08616-510 - Brasil
Tel: +55 (11) 4745-2753
Fax: +55 (11) 4745-2791
E-mail: [email protected]
RESUMO
A SABESP através do Departamento de Recursos
Hídricos Metropolitanos atua no acompanhamento
sistemático da qualidade dos ambientes na Região
Metropolitana de São Paulo com três gerências de
Recursos Hídricos localizadas estrategicamente para
atuar nos Sistemas Produtores de água.
Na bacia do Alto-Tietê-Cabeceiras possui pontos de amostragem que compõem a rede de monitoramento em represas e rios para avaliar os parâmetros limnológicos.
Este acompanhamento contínuo e sistemático das
características limnológicas da água, permite avaliar
séries históricas de dados, tendências ao longo do
tempo, fornecendo resultados qualitativos e quantitativos sobre as regiões monitoradas.
O objetivo deste monitoramento é aprofundar o
conhecimento disponível sobre a geração e a afluência de cargas poluidoras às represas dos sistemas produtores e consolidar a prática de gestão de recursos
hídricos na região.
Neste trabalho será apresentado a rede de monitoramento da qualidade das águas nos Sistemas Produtores Alto Tietê e Rio Claro; os pontos de coleta,
freqüência de amostragem, parâmetros analisados,
indicadores utilizados e estrutura laboratorial.
42
Saneas
PALAVRAS-CHAVE: Monitoramento, Alto
Tietê-Cabeceiras, Qualidade das águas.
INTRODUÇÃO
O Estado de São Paulo está dividido, de acordo
com a Lei Estadual nº. 9034/94, de 27 de dezembro de
1994, em 22 Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos – UGRHIs. A UGRHI está estruturada no
conceito de bacia hidrográfica, onde os tais recursos
hídricos convergem para um corpo d`água principal.
A UGRHI-6 é composta por 34 municípios e abrange
a parte superior do rio Tietê, desde a sua cabeceira
até a barragem do reservatório de Pirapora, numa extensão de 133 km. Dada a complexidade dos sistemas
de abastecimento e de drenagem da Região Metropolitana de São Paulo – RMSP, adota-se a divisão de
sub-bacias, compatível com o definido pelo Comitê de
Bacia do Alto Tietê (CETESB, 2007).
A bacia hidrográfica do Alto Tietê é dividida em subbacias e o Alto Tietê-Cabeceiras (Figura 1) compõe este
grupo. Está no extremo leste do estado de São Paulo
compreendendo os seguintes municípios: Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, parte da zona leste de
São Paulo, Salesópolis e Suzano. Nesta sub-bacia estão
inseridos os Sistemas Produtores Alto Tietê e Rio Claro;
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artigo técnico
Figura 1: UGRHI-6 em destaque no mapa do Estado de São.
Fonte: FIA (Fundação Instituto de Administração) - Bacia do Alto Tietê, 2009
compostos pelas represas Paraitinga, Ribeirão do Campo e Ponte Nova no município de Salesópolis; represa
Biritiba Mirim em Biritiba Mirim; represa Jundiaí em
Mogi das Cruzes e represa Taiaçupeba localizado parte
em Mogi das Cruzes e parte em Suzano.
A sub-bacia Alto Tietê- Cabeceiras reúne atributos estratégicos únicos de preservação ambiental e de
oferta de água no complexo metropolitano paulista.
Menos urbanizada que as grandes sub-bacias de sul
e sudeste, apresenta riscos elevados de uma expansão
urbana acelerada, que teria efeitos bastante negativos
sobre todo o complexo metropolitano. Única sub-bacia
metropolitana a ainda abrigar atividade agrícola significativa e merecedora de atenção especial em relação a
medidas preventivas que possam atenuar as ameaças
de degradação que já se fazem presentes. (FIA, 2009).
Estas ameaças à degradação estão relacionadas à
interferência humana que é o fator de maior influência para contaminação dos recursos hídricos e conseqüentemente de alterações deste ambiente, tanto por
meio de lançamentos de cargas ou pelas alterações
conseqüentes do uso do solo rural e urbano.
A busca de subsídios para mitigar os impactos
negativos aos corpos d`água causados por poluições pontuais e difusas deve ser o objetivo de todo
plano de monitoramento.
No processo de gestão das águas o monitoramento permite obter informações estratégicas e direciona
as decisões. A Resolução CONAMA nº. 357/05 define
monitoramento como sendo a medição ou verificação
de parâmetros de qualidade e quantidade de água,
que pode ser contínua ou periódica, utilizada para
acompanhamento da condição e controle da qualidade do corpo de água.
O acompanhamento sistemático da qualidade dos
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2009
ambientes é atribuição legal dos órgãos da administração pública responsáveis pela proteção e melhoria da
qualidade ambiental. No estado de São Paulo a CETESB,
dentre outras atribuições, tem o papel institucional de
disponibilizar os resultados da avaliação do monitoramento dos corpos d`água paulistas. Na bacia do Alto
Tietê –Cabeceiras possui pontos de amostragem que
compõem a rede de monitoramento em locais estratégicos em represas e rios para avaliar os parâmetros
estabelecidos na resolução CONAMA 357/05.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado
de São Paulo - SABESP possui na RMSP um acompanhamento contínuo e sistemático das características limnológicas da água, que permite avaliar séries
históricas de dados, tendências ao longo do tempo,
fornecendo resultados qualitativos e quantitativos
sobre as regiões monitoradas.
O objetivo deste monitoramento é aprofundar o
conhecimento disponível sobre a geração e a afluência de cargas poluidoras às represas dos sistemas
produtores e consolidar a prática de gestão de recursos hídricos na região.
Neste trabalho será apresentado a rede de monitoramento da qualidade das águas nos Sistemas Produtores Alto Tietê e Rio Claro; os pontos de coleta,
freqüência de amostragem, parâmetros analisados,
indicadores utilizados e estrutura laboratorial.
OBJETIVO
O objetivo deste trabalho é apresentar a rede de
monitoramento da qualidade das águas realizado
pela SABESP nos mananciais dos municípios do Alto
Tietê-Cabeceiras que fazem parte dos Sistemas Produtores Alto Tietê e Rio Claro; descrever as variáveis
físico/químicas, microbiológicas e hidrobiológicas
Saneas
43
artigo técnico
realizadas; os indicadores utilizados para gestão dos
recursos hídricos e toda estrutura laboratorial.
MATERIAIS E MÉTODOS
ÁREA DE ESTUDO
Considerando a necessidade do levantamento de
informações para avaliação das características limnológicas dos rios e represas, foi consolidada uma estrutura subdividida em regiões para obter melhores
resultados com o trabalho descentralizado, com corpo
técnico qualificado, laboratórios, análises e equipamentos para acompanhar os parâmetros que influenciam os diversos usos dos recursos hídricos.
Esta rede de monitoramento é formada em três
grandes setores na RMSP. O Departamento de Recursos Hídricos Metropolitanos atua nestas áreas com
três gerências de Recursos Hídricos: Divisão de Recursos Hídricos Norte, Divisão de Recursos Hídricos
Sudoeste e Divisão de Recursos Hídricos Leste. Esta
última divisão compreende os Sistemas Produtores
Alto Tietê e Rio Claro, na região leste de São Paulo
(Figura 2).
Dentre as atribuições das Divisões de Recursos Hídricos que envolvem todas as questões relacionadas
à manutenção, proteção, conservação e recuperação
dos recursos hídricos estão o desenvolvimento de
ações de melhoria da qualidade da água bruta, controle de algas, contagem de células de cianobactérias
e a realização de monitoramento das características
limnológicas da água. No Alto Tietê-Cabeceiras a responsabilidade pelo monitoramento é da Divisão de
Recursos Hídricos Metropolitanos Leste – MARL.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A rede de monitoramento implantanda nos Sistemas Produtores Alto Tietê e Rio Claro têm como
finalidade acompanhar as alterações da qualidade da
água bruta em 28 pontos de amostragem nas bacias
das represas Taiaçupeba, Jundiaí, Biritiba, Paraitinga,
Ponte Nova e Ribeirão do Campo. Esse monitoramento inclui pontos de amostragem em represas e rios
contribuintes (Figura 3).
Os pontos de amostragem são todos georeferenciados, organizados em bases cartográficas, descritos
detalhadamente o acesso e localização do ponto, com
registro fotográfico do local e com trajetos criados em
GPS e Softwares específicos de geoprocessamento.
Importante ressaltar que existem 55 pontos de
Figura 2: Localização dos Sistemas Produtores na imagem da RMSP e Divisão de Recursos Hídricos da SABESP.
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artigo técnico
Figura 3: Mapa dos pontos de monitoramento nos Sistemas Produtores Alto Tietê
e Rio Claro.
Físicos
Transparência
Turbidez
Temperatura
Sólidos dissolvidos
Profundidade
Químicos
orgânicos
Condutividade
DBO
Fósforo total
Óleos e Graxas
Oxigênio Dissolvido
pH
Nitrogênio Amoniacal
Nitrogênio Albuminóide
Nitrato
Nitrito
Metilisoborneol
Geosmina
Microbiológicos
Coliformes totais
Escherichia coli
(E.coli)
Hidrobiológicos
Clorofila
Fitoplâncton
Cianobactérias
Toxicológicos
Microcistina
Tabela 1: Variáveis limnológicas avaliadas no monitoramento da Divisão de Recursos Hídricos Leste
monitoramento cadastrados nos dois sistemas produtores, mas atualmente somente 28 pontos estão
ativos e sendo monitorados.
As freqüências com que são coletadas amostras
nas represas vão de uma vez por semana, podendo até
ser duas vezes, no caso de florações de algas, mensais
ou até trimestrais em ambientes mais controlados.
Os rios são monitorados mensalmente para os
parâmetros físico/químicos e microbiológicos que
irão compor um indicador específico, o Indicador
Geral de Qualidade (IGQ).
Os parâmetros analisados são definidos pela contribuição do ponto na bacia e a sua representatividade. A
listagem das variáveis limnológicas está na Tabela 1.
entre as represas Jundiaí e Taiaçupeba (TA301)
PONTOS DE AMOSTRAGEM POR BACIA
Bacia da Represa Taiaçupeba
Esta bacia compreende a represa Taiaçupeba com
dois pontos de monitoramento (TA101 e TA104) e os
seus quatro principais contribuintes; rio Taiaçupeba
mirim (TA201), rio Barainho (TA202), rio Taiaçupeba
guaçú (TA203) e rio do açúcar, este último com contribuição através do canal de transferência de ligação
•
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Figura 4: Mapa dos pontos de monitoramento da bacia da represa
Taiaçupeba.
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artigo técnico
Bacia da represa Jundiaí
Esta bacia compreende a represa Jundiaí com quatro pontos de monitoramento (JU101, JU102, JU103
e JU104) e os seus principais contribuintes; ribeirão
Barroso (JU201), rio Vargem Grande (JU202), rio Jundiaí (JU203) e o ponto (JU301), este último com contribuição através do canal de transferência de ligação
entre as águas da represa Biritiba e principalmente
da Estação Elevatória de Água Bruta (EEAB) Biritiba
Mirim, proveniente das águas captadas no rio Tietê. O
ponto (JU302) refere-se ao efluente da represa Jundiaí no canal de transferência.
•
Bacia da represa Ponte Nova
Esta bacia compreende a represa Ponte Nova com
um ponto de monitoramento (PN101) e dois dos seus
principais contribuintes; o rio Tietê (PN201) e o rio
Claro (PN202).
•
Figura 7: Mapa dos pontos de monitoramento da bacia da represa
Ponte Nova
Bacia da represa Paraitinga
Esta bacia compreende a represa Paraitinga com
um ponto de monitoramento (PA101) e outro ponto
no rio Paraitinga (PA201).
•
Figura 5: Mapa dos pontos de monitoramento da bacia da represa
Jundiaí.
Bacia da represa Biritiba
Esta bacia compreende a represa Biritiba com um
ponto de monitoramento (BT101) e o seu principal
contribuinte, o rio Biritiba (BT201).
•
Figura 6: Mapa dos pontos de monitoramento da bacia da represa
Biritiba
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Figura 8: Mapa dos pontos de monitoramento da bacia da represa
Paraitinga
Bacia da represa Ribeirão do Campo
Esta bacia compreende a represa Ribeirão do
Campo com um ponto de monitoramento (RC101), o
rio Claro com dois pontos (RC208 e RC210) e o rio
Grande (RC209).
•
Figura 9: Mapa dos pontos de monitoramento da bacia da represa
Ribeirão do Campo.
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artigo técnico
Bacia remanescente do rio Tietê
Esta bacia está caracterizada para apresentar os
pontos de monitoramento que não afluem diretamente para represas, mas participam do Sistema Produtor.
Os pontos de monitoramento são os da EEAB Biritiba
Mirim (TI301) que recebe água do rio Tietê proveniente do canal construído e o ponto da zona de captação
da Estação de Tratamento de Água (ETA ) Biritiba Mirim (TI205), também com água do rio Tietê.
•
Figura 10: Mapa dos pontos de monitoramento da bacia remanescente do rio Tietê.
condicionada a capacidade de depuração da zona de
várzea existente entre as duas represas devido à vazão
da água transferida, intensidade de chuvas, nível das
represas e sazonalidade.
ESTRUTURA LABORATORIAL
A Divisão de Recursos Hídricos Leste tem espaço
físico e pessoal qualificado para a realização da maioria das variáveis limnológicas (Figura 11-a e Figura 11b), algumas das amostras são coletadas pela equipe e
enviada a outros laboratórios da SABESP.
Figura 11-a: Foto dos laboratórios de físico/química.
FREQÜENCIA E PARÂMETROS ANALISADOS
As coletas nas represas Taiaçupeba e Jundiaí são
semanais para os parâmetros: Temperatura do ar e da
água, Oxigênio Dissolvido, Clorofila, DBO, Fósforo total, Nitrogênio Amoniacal e Albuminóide, Cianobactérias, Transparência, pH, Turbidez, Metilisoborneol,
Geosmina e Condutividade, além de coletas mensais
para Microcistina.
As coletas nas represas Biritiba, Paraitinga e Ponte
Nova são mensais para os parâmetros: Temperatura
do ar e da água, Oxigênio Dissolvido, Clorofila, DBO,
Fósforo total, Nitrogênio Amoniacal e Albuminóide,
Cianobactérias, Microcistina, Transparência, pH, Turbidez, Metilisoborneol, Geosmina e Condutividade.
A represa Ribeirão do Campo é monitorada trimestralmente, com os parâmetros acima, por ter uma
qualidade de água boa e estável, e por se tratar de
um ambiente protegido essa freqüência permite uma
controle eficaz.
Os tributários das represas são monitorados mensalmente para os parâmetros: Temperatura do ar e
da água, Oxigênio Dissolvido, Clorofila, DBO, Fósforo
total, Nitrogênio Amoniacal e Albuminóide, Nitrato,
Nitrito, pH, Turbidez, E. coli, Coliformes totais e Condutividade.
Os dois pontos entre as represas Jundiaí e Taiaçupeba são monitorados quinzenalmente devido à
contribuição de cianobactérias e outras algas transferidos para a represa Taiaçupeba. Esta dinâmica está
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Figura 11-b: Foto dos laboratórios de hidrobiologia.
Os resultados gerados das análises são inseridos em
banco de dados específicos (Figura 11) da área para levantamento estatístico, acompanhamento da evolução
do parâmetro e emissão de relatórios internos.
Figura 12: Software para inclusão dos dados gerados das análises.
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artigo técnico
INDICADORES INTERNOS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Os indicadores utilizados estão relacionados à
presença de cianobactérias em represa e nutrientes nos rios.
O Indicador de Controle de Cianobactérias (ICC) utiliza os resultados da contagem semanal de células de cianobactérias e gera um gráfico de tendência da presença
destes microrganismos no ponto de amostragem.
O Indicador Geral de Qualidade (IGQ) utiliza os
resultados dos parâmetros Fósforo total, DBO, Nitrogênio total e E. coli para avaliar através de pesos específicos a condição do rio.
É utilizado também o canal de relacionamento
com as Estações de Tratamento de Água, onde, estes
são os clientes internos da Divisão de Recursos Hídricos, e a busca da melhoria da qualidade da água bruta
está diretamente relacionada à redução de consumo
de produtos químicos nas ETAs, eficiência operacional
e melhor qualidade da água distribuída pelas ETAs.
1. BRANCO, S.M. Hidrobiologia Aplicada à Engenharia Sanitária. CETESB. 3ª edição, 1986, pp.640.
2. BRASIL, Ministério da Saúde. Portaria n.º 518, de
03/2004. Diário Oficial da República Federativa do
Brasil. Poder Executivo. Brasília (DF), 26 mar. 2004,
Seção1, p.266-270
3. BRASIL, CONAMA. Resolução nº. 357, de 03/2005.
Diário Oficial da República Federativa do Brasil.
Poder Executivo. Brasília (DF), 18 mar. 2005, Seção1.
4. CETESB - São Paulo, Relatório de qualidade das
águas interiores do estado de São Paulo-2007, São
Paulo, 2008, pp. 537 (Série Relatórios).
5. FIA – Fundação Instituto de Administração. Bacia
hidrográfica do Alto Tietê., São Paulo, 2009. Disponível em http://www.fundacaofia.com.br/gdusm/
sub_bacia_at.htm. Acessado em Março de 2009.
6. LAMPARELLI, M.C. Grau de trofia em corpos d`água
do Estado de São Paulo: avaliação dos métodos
de monitoramento. Tese (Doutorado) – Instituto
de Biociências, Universidade de São Paulo-SP, São
Paulo, 2004.
CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES
O monitoramento nos mananciais dos Sistemas
Produtores Alto Tietê e Rio Claro tem sido eficiente
ferramenta apresentando respostas rápidas para tomada de medidas emergenciais, corretivas e preventivas.
Desta maneira este monitoramento promove o entendimento da dinâmica interna do ambiente aquático e a
adoção de medidas de recuperação e manejo.
AGRADECIMENTOS
Para a realização deste trabalho e também para
a implantação e manutenção da rede de monitoramento contamos com a colaboração de toda a equipe
do Laboratório de Limnologia da MARL. Agradeçemos
aos colegas de trabalho: Antonio José Molina, Airton
Silva Massari, Haroldo Terribeli, Luiz Rodrigues da Silva, Marinho Celestino Neto, Maurício Aparecido de Siqueira, Sergio Lourenço Corrêa e Vera Lucia da Silva.
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encerramento
encerramento do
encontro técnico aesabesp
Após três dias de muito trabalho, porém com resultados
compensadores, foi realizada a solenidade de encerramento
do Encontro, na tarde do dia 14 de agosto, após o término
das mesas redondas.
A mesa de trabalho desta solenidade foi integrada pelo
presidente da AESabesp Luiz Narimatsu, pelos diretores
Olavo Alberto Prates Sachs (cultural), Choji Ohara (técnico),
Carlos Alberto de Carvalho (marketing), além do deputado federal, Walter Ihoshi; da Superintendente Nacional de
Saneamento do Governo do Chile, Magaly Espinosa Sarria;
do subprefeito de Ermelino Matarazzo, Eduardo Camargo
Afonso; do presidente da Associação Brasileira de Manutenção e Tecnologia de Equipamento, Afonso Manele; do
presidente da Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente, João
Alberto Viol e do presidente da ABES-SP, Dante Ragazzi e
do presidente da Associação dos Aposentados da SABESP,
Daniel Castilho Azevedo.
O XX Encontro Técnico AESabesp e Fenasan 2009 ainda
contou com os apoios das respectivas entidades integradas
ao setor: AAPS (Associação dos Aposentados e Pensionistas da Sabesp), ABAR (Associação Brasileira de Agências de
Regulação), ABAS (Associação Brasileira de Águas Subterrâneas), ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária),
ABESCO (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de
Conservação de Energia), ABEE (Associação Brasileira de
Engenheiros Eletricistas), ABETRE (Associação Brasileira de
Empresas de Tratamento de Resíduos), ABCON (Associação
Brasileira das Concessionárias Privadas dos Serviços Públicos de Água e Esgoto), ABGE (Associação Brasileira de
Geologia e de Engenharia Ambiental), ABIMAQ (Associação
Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), ABIQUIM (Associação Brasileira da Indústria Química), ABMACO (Associação Brasileira de Materiais Compósitos), ABNT
(Associação Brasileira de Normas Técnicas), ABPE (Associação Brasileira de Tubos Poliolefínicos e Sistemas), ABRAMPA
(Associação Brasileira do Ministério Público de Meio Ambiente), ABRAMAN (Associação Brasileira de Manutenção),
ABRATT (Associação Brasileira de Tecnologia Não Destrutiva), AECESP (Associação dos Engenheiros das Companhias
Energéticas no Estado de São Paulo), AEAARP (Associação
de Engenharia Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto),
AIDIS (Asociación Interamericana de Ingeniería Sanitaria
y Ambiental), ANA (Agência Nacional de Águas), APECS
(Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente), ASEC (Associação
dos Engenheiros da Cetesb), BRASIL MEDIÇÃO (Associação
Brasileira das Empresas de Medição e Faturamento), CREA
(Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), CRQ-IV (Conselho Regional de Química), FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), IE- Instituto
De Engenharia do Estado de SP, ISA (International Society
of Automation), SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), SINAENCO (Sindicato Nacional
das Empresas de Engenharia Consultiva) e SEESP (Sindicato
dos Engenheiros no Estado de São Paulo).
patrocinador fenasan
apoio
apoio institucional
abraman
associação brasileira de manutenção
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Seção São Paulo
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vitrine
Ilha Sindesam
A Ilha Sindesam (Sindicato Nacional de Equipamentos para
Saneamento Básico e Ambiental) que é Câmara do Setor de
Saneamento da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria
de Máquinas e Equipamentos) e atua há mais de 30 anos
no setor, com mais de 100 empresas associadas, foi um dos
espaços mais visitados da Feira. Neste ano, as empresas
que compuseram este concorrido cenário foram: Abimaq,
Acquasan, Albrecht, Aquamec, Centroprojeckt, Degremont,
Ecosan, Edra, Imbil, Mizumo, Pieralisi, Sparsol e Vibropac.
Visita do Presidente da Sabesp
O presidente da Sabesp, Gesner Oliveira, após fazer
uma apresentação na mesa redonda “Equilíbrio entre o
capitalismo e sustentabilidade numa empresa – cases
bem sucedidos”, percorreu os corredores da Fenasan e
trocou informações com alguns expositores.
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vitrine
Prestígio aos expositores
O presidente da AESabesp, Luiz Narimatsu, visitou pessoalmente todos os
estandes dessa 20ª Feira, com registro fotográfico, disponível no site da
Fenasan. Em alguns, como os da empresa KSB (foto), Saint Gobain, ABS,
Kanaflex, Digitrol, Bugatti, entre outras, que marcam presenças desde o
primeiro evento, relembrou os seus 20 anos de história.
caixa econÔmica federal
Rogério de Paula Tavares, Superintendente
Nacional de Saneamento e Infraestrutura, da Caixa Econômica Federal,
à esquerda do presidente da AEsabesp,
Luiz Narimatsu, foi uma das figuras
mais assediadas das mesas redondas, ao
revelar os altos recursos destinados aos
financiamentos de obras para o setor.
Sabesp
Com evidente foco nas questões ambientais, a Sabesp mostrou
um “eco-estande”, em 2009, bem diferente das linhas arrojadas
apresentadas em edições passadas, de tamanho pequeno e composto
por materiais rústicos. Nesse espaço, a equipe da Empresa procurou
divulgar os serviços voltados para as “Soluções Ambientais”.
César Ciello
Causou frisson a chegada do campeão olímpico de natação, César
Ciello, à Fenasan. Na verdade, ele foi o garoto propaganda da empresa
expositora Ambientalbag, que elabora sistemas de contenção e
desaguamento de lodos. Logicamente, esse estande ficou lotado
de visitantes que queriam ficar perto desse ídolo do esporte. Na
foto, ele está entre o vice-presidente da AESabesp, Pérsio Faulim de
Menezes, e o superintendente da TB – Sabesp, José Luiz Lorenzi.
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vitrine
Osvaldo Niida, Metropolitana Oeste da Sabesp
Os trabalhos apresentados no Encontro Técnico de 2009 foram considerados de alto nível
e pertinentes ao tema voltado à sustentabilidade do setor de saneamento. Representando
todos os congressistas, destacamos Osvaldo Niida, da Metropolitana Oeste da Sabesp,
que explanou a palestra “Manutenção, Distribuição e Coleta em Ambiente Regulado
Metropolitana MO”.
Walter Ihoshi
O deputado federal Walter
Ihoshi (DEM/SP), terceiro
da esquerda para a direita,
preestigiou o Encontro
Técnico e Fenasan pelo
segundo ano consecutivo.
Na foto, ele é recepcionado
pelo
presidente
da
AESabesp, Luiz Narimatsu,
pelo presidente da APECS,
João Alberto Viol e demais
membros da diretoria
desta enmtidade.
AVK
O corpo técnico da AVK, representado
pelo seu “Product Manager”, Estevam
Fernandez Lopes, estava entusiasmado
com as visitas de projetistas de
Companhias de Água, especialmente da
região sul do País, com a perspectivas
de bons negócios.
fernco
A Fernco do Brasil saboreou a exposição
do seu primeiro ano como empresa
brasileira. Até a edição de 2008, ela
montava seus estandes na Fenasan sob
a tutela do grupo americano Fernco
Inc., do estado de Michigan.
hidroductil
A Hidroductil comemorava os bons
resultados de 2009 e já alinhavava
os novos projetos para feira em 2010.
Segundo o seu diretor Josebias Lopes,
as expectativas de público, negociações
e sedimentação de imagem foram
totalmente atendidas.
SMV
Estreante na Fenasan, a empresa SMV, segundo o seu representante Claudio Leme, ficou surpresa pela
receptividade: “esperávamos que fosse um evento próspero, mas foi muito além do que imaginávamos”.
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“causos” do saneamento
TRADIÇãO EM JOGOS
TRAÇÃO TRATIVA x GÁS SULFÍDRICO
Pelo Eng. José Roberto Guimarães
“Do I Encontro Técnico a gente nunca esquece”.
Por isso, guardo na memória, como se fosse hoje,
um momento ocorrido há 20 anos, na ante-sala do
Auditório da CETESB, completamente lotado. Dali a
instantes apresentaríamos nossos trabalhos no I Encontro Técnico AESabesp.
Na ocasião, aconteceu um fato pitoresto e duradouro, que passo a relatar.
Apesar de jovem, o já conceituado na época Eng.
Milton Tsutyia exporia o trabalho “Algumas Considerações Sobre Tensão Trativa e Velocidade Crítica “. E eu
apresentaria outro, denominado “Parâmetros Brasileiros e Engenharia de Segurança.”
Bem, eu sabia que coletores de esgoto, quando
mal dimensionados, propiciam a formação de sulfetos e maior emissão de gás sulfídrico. Mas uma
dúvida me assolava e recorri ao mestre e amigo ao
meu lado, perguntando: Miltinho, se me questionarem sobre tração trativa, para dimensionamento
de coletores com menor H2S, eu, modestamente,
não saberei responder...
Foi então que o professor pegou uma folha em
branco e me deu uma verdadeira aula de hidráulica:
o rompimento da coluna de esgoto foi o exemplo
que necessitava para uma resposta técnica correta,
se necessário. Aquele doutor em hidráulica sorriu e
me acalmou : “Guima, eu vou assistir sua explanação
e se perguntarem sobre o assunto, eu te ajudo. Boa
sorte! “. Foi o tranqüilizante que eu precisava naquele
momento de tensão e expectativa
Como forma de retribuição daquele gesto de amigo, afirmei que daquele dia em diante, em cada encontro nosso, eu iria agradecer, sempre, como um ritual.
Nossos trabalhos, graças ao I Encontro Técnico,
Revista Saneas e demais iniciativas da AESabesp, junto com nossos esforços, seguiram caminhos relevantes
no saneamento nacional, a ponto de se transformar
nesta mega-evento que vimos realizado em 2009.
Nos últimos 20 anos, cumprindo a promessa do
ritual, tornei nossos encontros alegres e pessoais,
recebendo sempre do professor e amigo a ponderação : “Deixa disso Guimarães”. Conheci sua família
em 2006, na festa de entrega do prêmio anual aos
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engenheiros, promovido pela AESabesp. Pedi licença e cumpri meu ritual. A foto que acompanha este
texto, registra nosso ritual e os cumprimentos dele
a mim, pelo Prêmio Armando Fonzari Pèra, que me
foi outorgado em 2008.
Bebericamos, naquela noite, o vinho da vida e nos
despedimos, sem saber que o professor estaria se despedindo, mais tarde, da própria engenharia da vida !
Saiba, presidente, respeitado, admirado, Luiz Narimatsu, que tenho saudade. Muitas saudades ! O Milton foi o grande vitorioso do nosso jogo alegre!
Tomemos o vinho da vida em sua homenagem!
Saúde, a todos os amigos
da AESabesp !
Saneas
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palavra de amigo
A alegria e a garra do amigo
José Carlos Leitão
Eu quero deixar bem claro que esta homenagem não
é feita só por mim. Eu só faço coro com inúmeros amigos
da Sabesp Metropolitana Sul e simpatizantes, com destaque para Eduardo Bulhões, Wagner Bertoletto, Nizar
Qbar, entre outros, que viram neste espaço, da Revista
Saneas, uma forma de registrar o grande carinho, admiração e amizade que temos pelo Eng. José Carlos Leitão.
Ser amigo não é coisa de um só dia. São atos, palavras e atitudes que se constroem no tempo e que ficam
para sempre como tudo que é feito com o coração aberto. E o Leitão é um exemplo vivo de tudo isso.
Engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da
USP, o conheci na Sabesp, desde 1984, e a cada ano que
se passava ele ia ficando cada vez mais famoso. Tudo
bem que ele sempre foi um profissional da maior competência, uma verdadeira fera em Tratamento de Água,
mas a sua fama aumentava por outras situações, que
fizeram dele um verdadeiro “Mister Benn”.
O Leitão desenvolveu uma capacidade ímpar de se
envolver em confusões. Ele sempre tinha para contar
uma história verdadeira que beirava o impossível...mas
só acontecia realmente com ele. Tem duas delas que ficaram impagáveis na minha memória. Dou risada sozinho quando me lembro.
Uma vez ele foi a uma reunião da Eletropaulo e,
como era no centro da cidade, resolveu ir sem carro. No
caminho, se encantou com uma promoção de tinteiros
para caneta. Não teve dúvida: comprou dois estojos e
os espremeu em sua pasta 007 e foi para o compromisso. Chegando lá, bastou ele acomodar a pastinha para
a fatalidade: os tinteiros estouraram, justamente em
cima do “dossiê” da bendita reunião, além de espalharem tinta para todos os lados.
Outra que foi legal foi a do copo do churrasco. Bem,
em toda a festa que Leitão aparecia era recomendável
não ter copos de vidros, pratos de louça ou qualquer coisa quebrável, pois o risco de acidente aumentava. Então
o pessoal da Sul fez um churrasco e tinha um amigo que
não tomava cerveja em copo plástico de jeito algum. Ele
levou um copo de vidro, mas ao ver o Leitão chegando, o
escondeu para seu uso próprio. E não é que o Leitão, sem
querer, achou o copo, derrubou a cerveja e conseguiu a
proeza de quebrar o copo do cara... Mas, vejam, esse “jeitinho” desastrado não espantava ninguém. Ao contrário,
as festas tinham mais graça quando ele aparecia.
54
Saneas
Além dessas ótimas recordações pessoais, tenho excelentes lembranças profissionais de sua atuação. Ele foi
meu gerente de Departamento em 1994, quando pude
desfrutar do seu bom humor no dia a dia, até para dizer
quando as coisas tinham que melhorar... Muito inteligente e intuitivo, era um chefe acessível que ouvia com
boa vontade os problemas levados para ele. Geralmente
compartilhava as decisões com a sua equipe, delegava
funções com parcimônia, cobrava resultados na medida
justa e participava a todos sobre as vitórias e as dificuldades de cada momento. Enfim, mais que um chefe, era
um cara justo, que sempre jogou limpo.
Mas, por essas voltas que a vida dá, ficamos privados do seu convívio na Sul, porque ele foi transferido para TG, na Ponte Pequena. E foi nesse período
que ele enfrentou uma provação pessoal muito grande
em termos de saúde. Mas maior ainda tem sido a sua
dignidade em superar este momento e percorrer o seu
caminho com a garra e alegria, que aprendemos a ver
como a sua grande dádiva. E para a nossa felicidade, foi
permitido que ele, embora sendo funcionário da TG, desenvolvesse o seu trabalho aqui na Sul novamente, na
Unidade da ABV. Sabemos que com todo o seu carisma,
ele deve ter feito um monte de fãs na Ponte Pequena,
mas nós da Sul temos mais direito: “o Leitão é nosso e
ninguém tasca, porque nós vimos primeiro”.
Esta homenagem foi elaborada por
Wady Roberto Bon
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sANeAMeNTO AMbIeNTAl É A NOssA pRIORIDADe
anunCie na
revista saneas
Revista saneas:
mais que uma Revista, um PRojeto sócio-ambiental.
conheça as oPoRtunidades de PaRticiPação na Revista.
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