EMBRAPA
INSTITUTO INTERAMERlCANO DE CI2NCIAS AGRICOLAS - I1CA-OEA
EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA - EMBRAPA
Gilberto pãez*
O ENFOQUE DE SISTEMA NO
GERENClAMENT,J
DA
INFORMAÇÃO
(RESUMO DA PALESTRA)
*Coordenador do Coutrato IICA/EMBRAPA
Brasília, Abril de 1976
VINCULADA AO MINISTE.RIO DA AGRICUL TURA
1.
EMBRAPA
1.
INTRODUÇÃO:
A maneira de fixar ide ias em torno do assunto que discutiremos no
transcurso de nossa apresentaçao, como ponto de partida, consideraremos as três
palavras chaves que aparecem no título desta palestra introdutória ao curso
de
Administração da Informação, que tem inicio hoje. O triplete de chaves, sistemaadministração-informação serão consideradas no seu contexto relacional.
Em principio consideraremos o termo sistema de informação
como
a unidade dominante do · assunto a tratar, e em volta dele ou concatenado a
ele
nos referiremos ao sistema de gerenciamento. A interpretação conjunta destes
do
is termos gera o enfoque de sistema no gernciamento da informação.
Talves uma maneira de caracterizar melhor os itens,
tratamentos
e a orientação deste módulo do curso, partiremos conceituando o enfoque de siste
ma no gerenciamento da informação como um sistema duplo-pentagonal; onde
cada
vertice do pentágono base representa as atividades gerenciais principais;
estas
atividades serão executadas concomitantemente com as inerentes ao sistema de
in
formação representado pelo outro pentágono; que está localizado sobre cada verti
ce do pentágono base.
Uma ilustração diagramatica do sistema se apresenta na Figura
a seguir:
VINCUL.AOA. Ao MINISTaRJO DA AORICUL TURA
1,
Coleta
de
Dados
Coleta
de
Dados
Manutenção
RecupeColeta
de
Dados
Manutençao
Diretrizes
Recupe- ~
ração (DB) -q
difusão
,
Planejamento
\
Transcriçao
Armazenamento
Manutençao
Recupe-
~'.'ção~DB) ...._ _ _ _ _ ! atualização (DB) ração (DB)
dl.fusao
,.,.
(!)
Transcrição
Organização
~
etArmazenamento
. , . a t u a l i z a ç ã o (DB)
difusão
. Transeriça0
I Armazenamento
atualização (DB)
Coleta
de
Dados
Manutençao
Coleta
Transcrição
Execução
Controle
Rec\1peração (DB)
difusão
~OI
Transcrição
Manutençao
Recupe- ~
Armazenamento
elatualização(DB) ração(DB).,.
difus~o
/
~rmazenamento
atualização (DB)
Fig. I - Ilustração das atividades prülcipais envolvidas no sistema de gerenciamento de· informação.
N
3.
B\IIBRAPA
Da Figura 1 deduz-se que as atividades gerenciais ou
administra
tivas filtram em cada módulo do sistema de informação, afetando aos dados desde
sua origem até seu destino final. Como todo sistema, se falhar algum componente
nao pode funcionar normalmente sem afetar o produto final; dar a complexidade ad
ministrativa para operar adequadamente um sistema de Informação.
2.
PREMISAS FUNDAMENTAIS
1) O enfoque de sistema no gerenciamento da informação permite uma
integr~
ção e aproveitamento dos recursos comprometidos na sistematização
dos
dados da maneira mais eficaz (quantidade, qualidade, menor tempo e custo)
possível.
2) O enfoque de sistema tem sucesso quando o produto do sistema está
valida
mente definido e guarda simetria com os recursos comprometidos na
siste
matização da informação.
3) O
c o .envo1vimento de qualquer sistema de informação deve responder a
ne
. rn t n>-io n.a.d.o
cessidades reais e permanentes dos usuários, adequadamente d1SGemln4~8.
4) Um sistema tem sucesso quando é possível delinear a estratégia ou
nativa de ação sobre um perrodo de tempo relativamente longo.
VINCULADA AO MINIST~RIO DA AGRICULTURA
alter
4.
BWlRAPA
5) O funcionamento do sistema requer de um mecanismo centralizado, ágil
flexível, capaz de acompanhar e controlar o processo em todas suas
e
fases
de operação.
3.
CONCEITOS BÁSICOS ENVOLVIDOS NO ENFOQUE
3.1. Informação. Na introdução foi dada uma idéia geral do enfoque
sistêmi
co, mas para facilitar a nossa apresentaçao é necessário ampliar ou especifi
g~
car alguns conceitos e terminologias envolvidos no enfoque de sistema no
renciamento da informação. Em primeiro lugar, nos referiremos a
informação
em seu contexto real ou essencial prescindindo dos seus aspectos de forma
operacional ou manipulativa.
Para o nosso propósito, informação e dados serao usados
indiscri
minadamente, ainda que se reconheça a diferença que existe entre o
signific~
do dos vocábulos e que os especialistas assinalam como importante. Correntemente a informação é interpretada como um conjunto de dados organizados, que
possui significado completo e explica uma situação; por outra parte os dados
são considerados como símbolos ou algarismos que não possuem significado pr§
prio. Esta diferença e aparentemente sutil e não tem muita importância práti
ca.
Desde o ponto de vista de gerenciamento de informação,e dentro do
enfoque sistêmico, podemos olhar ~s informações desde vários ângulos de inte
resse. Por exemplo podemos considerar as informações nos seus aspectos
lógicos ou datalógicos; no seu sentido físico ou simbólico; no seu
info
contexto
estrutural: entidades-atributos-estados; na sua expressão comercial ou cien-
VINCULADA. AO MINISTe:RIO DA AGRICUL TUAA
5.
EMBRAPA
tIfica ou interpretá-la considerando a forma de sua geração, como:
Informa
çoes de censores orbitais, censores aereos e censores terrestres. Como vemos
ê possIvel considerá-la desde vários pontos de vista.
Para evitar usar definições e classificações artificiais, consíde
raremos a informação no seu aspecto natural. A maneira de ilustração se apr~
senta a Figura 2,0 que ilustra os dados no seu contexto natural ou essencial.
VINCULADA AO MIN I ST~RIO OA AGRICUL TUAA
Objeto do mundo real
(espaço
sal)
6.
atributos ou descrit~.~~____________~
que caracterizam
os objetos
r---------------~res
N
s
Tecnologia de
ção de Dados
Capta-~
Percepção
____________~
N
Informação
s
representatividade
das informações com
os dados
N
s
Tecnologia
de
manejo
N
Informações
Potenciais
Fig. 2 - Aspectos essenciais da informação aomo atributo do mundo real.
7.
EMBRAPA
Neste contexto a informação não tem muito a ver
com a
manipul~
ção gerencial ou administrativa de banco de dados, senão elas se concebem
como
atributos dos objetos do mundo real. A caracterização lógica das informações, co
mo ê apresentada aqui deve ser de interesse de qualquer bom administrador
de
sistema de informação; já que os aspectos essenciais dos dados constituem compl~
mento importante para o gerente operar racionalmente o Sistema.
3.2. Gerenciamento. Na seção anterior, foram tratadas as informações, consideradas como atributos do mundo real; agora nos referiremos ao gerenciamento nos
se
us aspectos principais; logo passaremos a considerar a gerencia conjuntamente com
as informações dentro do enfoque de sistema.
O gerenciamento de sistema de dados está direta ou indiretamente
relacionada com a fixação da polrtica de informação (diretrizes fundamentais); a
partir das diretrizes delineam-se o curso de ação para O empreendimento das
ati
vidades que demandam o sistema (planejamento); monta-se a estrutura básica e op~
rativa capaz de ativar o plano delineado (organização); desenvolve-se coordenada
mente as atividades, de acordo com os planos traçados (execução); acompanha-se o
processo, analisando, avaliando, corrigindo constantemente o desempenho do siste
ma e prevendo novos 'eventos (controle).
Nos seus aspectos essenciais a lógica gerencial, principalmente '
baseia-se em cinso componentes, o que já foi mencionado anteriormente ao referirse ao pentágono básico, que serve de suporte ao gerenciamento das informações. A
Figura 3, apresentada a seguir descreve os aspectos fundamentais por meio de
fluxo da lógica das atividades e operaçoes gerenciais.
VINCUI.ADA AO
MINIST~RIO
OA AGRICULTURA
um
Formulação
politica de
formação
8.
Planejamento do
processo
N
5
Organização estrutural e funcional
~~-----
Insumos
N
Normativos
s
l - - - - - - - - I l I I Execução/
Operação
N
~-----êI
Acompanhamento e
controle
N
Fig. 3 - Aspectos fundamentais da lógica de gerenciamento.
9.
EMBRAPA
3.3. Sistema. O vocábulo sistema interpretado na sua concepçao "globalísta"
ap,!
rece como uma peça fundamental a ser considerada no gerenciamento da informação;
já que o gerenciamento envolve tarefas extremamente complexas
interrelacionadas
e interdependente entre si. A continuação dá-se uma pincelada geral a este
con
ceito essencial para o desenvolvimento deste curso.
Sistemas. Em termos gerais se interpreta como um conjunto interdependente de com
ponentes que cumprem um determinado objetivo. Os componentes sao as partes de um
sistema, que podem variar em nÚmero· e função. Normalmente as partes ou componentes se classificam em essenciais e secundários; os componentes essenciais
sao
aqueles sem cuja presença o sistema · não tem existência real, ou a ausência
dela
altera profundamente suas propriedades, a tal ponto de passar a constituir outro
sistema. Os componentes secundários são .queles cuja presença afeta favoravelmea
te ao sistema e cuja ausência provoca algum disturbio mas nao a tal ponto de afe
tar as propriedades fundamentais do sistema.
A
~!~E~~~E!
de um sistema fica definida pela forma em que os
com
- subordinados e relacionados para cumprir seu objetivo. Dito de
ponentes sao
ou
tra forma os sistemas são entidades e os componentes constituem as partes estruturais, com propriedades caracterrsticas toma um valor especrfico em um "instar"
dado.
Um sistema vive em um ambiente dado e na maioria das vezes o
am
biente determina a própria natureza do sistema. Isto significa que o ambiente do
sistema existe como um componente externo dele; mas, cujo atributo afeta ao
tema ou ~ versa, a operação do sistema afeta ao ambiente.
VINCUL.AOA AO
t"IlNI STt!~IO
OA AGAICUL TURA
sis
10.
EMBRAPA
Os sistemas sbertos se caracterizam principslmente porque ele afe
tam e sao afetados pelo próprio ambiente, em outras palavras ha intercâmbio
energia. Os sistemas fechados nao
de
interagem com seu meio, ou seja, não ha inter
câmbio de energia entre eles e seu ambiente .
O estado natural que define a existência de um sistema se
na
denomi
ontologia de sistemas; isto estabelece a diferença entre sistema real,
con
ceitual ou simbólico e abstrato. A existência de um sistema real se concebe pela
percepção ou se infere da observação e existe independentemente do seu observador.
Os sistemas conceituais utilizam a lógica e a matematica para representar o
sis
tema. Os .sistemas abstratos formam um sub-conjunto do sistema conceitual com uma
contra-parte real.
O conceito de sistema, no seu sentido classico se interpreta como
a interrelação de insumo-processo-produto-retroalimentação de informação
atingir um objetivo bem. definido. A sua expressão diagramatica apresenta-se
para
na
Figura 4. Ainda que na figura aparece muito globalizado os componentes sistêmi cos, ela permite ter uma idéia clara do seu conteúdo e significado.
VINCULAOA. AO MINIST€RIO OA .o.GR ICUL njRA
11.
r-________~Insumos
positivoa e
normativos
N
S
Informação
------~--~~.r-----~
Processo/
Atividades
Sistema
N
S
~
Produtos positivos
________~~ e normativos
N
S
Transferência
Fig. 4 - Expressaõ Diagramatica do conceito do sistema
12.
ElltmRAPA
4.
ATIVIDADES FUNDAMENTAIS DA ADMINISTRAÇÃO DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO
Tratando de manter a orientação sistêmica aplicada a gerência e a
informação concomitantemente,e para facilitar a apresentação
fixaremos
como
administr~
função objetiva o sistema de informação, girando sobre ele o mecanismo
tivo capaz de otimizar d'output" do sistema de dados, no seu contexto mais
possível. Isto necessariamente exige que as tecnicas gerenciais atuem
amplo
coerenteme~
passa~
te sobre o sistema de Informação, desde sua origem ate seu destino final,
do por todos os processos intermediários necessários para garantir o funcionamen
to desejado.
Uma classificação convencional para a administração do sistema de
informação, pode-se conceber, descrevendo o gerenciamento como um sistema
com
dois componentes fundamentais: gerenciamento ou Administração extrinseca, e
~
renciamento intrinseco. Isto é compatível como as cinco atividades fundamentais
mencionadas na apresentação introdutória.
O gerenciamento extrinseco se referem da: administração
mercado
lógica, administração da produção, administração de material, administração
de
patrimônio, administração financeira e administração de pessoal; a ordem de enumeraçao nao significa nenhuma sequência, nem ordem de importância.
çoes de per
~,
O gerenciamento intrinseco se refere a administração das
informa
considerada no seu aspecto mais puro, geração de dados,
process~
mento, etc.
VINCULADA AO MINISTéRIO DA .a.GRICUL TURA
13.
BlllBRAPA
4.1. Gerenciamento Extrinseco
4;1.1. Gerenciamento Mercadológico
Este componente administrativo desempenha um rol de capital impor
tância para qualquer instituição ou órgãos responsáveis pelo sistema de informação. Sua funçâo principal é detectar e interpretar as demandas dos usuários;
di
to de outra forma descobrir o "padron de consumo" de informações, correlacioná las com a oferta de informação e analisar a capacidade de serviço do órgão
res
ponsável pelo abastecimento.
Aplicando as técnicas gerenciais já mencionadas aos principais as
pectos associados ao mercado de dados, se gera uma matriz, de incidência que
lembra um processo de jogo, usuário-gerente, que interativamente influi
sobre
todo o sistema.
Os usuários de informação tem características e padrões de
consu
mo que nao acompanha normalmente um "standard rigido". O nível e agregaçao de in
formação requerida varía consideravelmente de usuário a usuário; a frequência
e
periodicidade de uso, também é variável; como tambêm varia a quantidade e qualidade de dados exigidas, etc. Este aspecto cria dificuldades para o gerente de
i~
formação, que deve atender uma população heterogênea de consumidores de dados.
Talvez uma maneira gráfica de apreciar melhor o problema mercadolâgico de informação e considerado ao gerente como o jogador n9 1 e ao usuário '
como
o jogador n9 2. O jogo se estabelece entre os dois jogadores e cada um de-
les toma uma serie de decisões ou que equivale a dizer, selecionam uma serie
VINCULADA AO MINISTe.~IO OA AGRICuLTURA
de
14.
EMBRAPA
estratégias ou alternativas para enfrentar-se mutuamente. O objetivo de
cada
jogador é maximizar seu "beneficio".
A estratégia ou alternativa "ótima" selecionando por ambos jogad.2,
res se considera como a melhor solução, para as duas partes. A matriz que se
apresenta no Quadro 1, tenta explicar as ações e operações de cada jogador.
Quadro 1. Matriz de Estratégia Gerencial versus .Estratégia do Usuario
Estratégia dos Usuarios de Informação
Estratégia
Gerencial
Discri
minação
procuraI distri teC1 dên
oferta buição/ ci ..
prom.2, quant.!. bala~
çao
dade
ço
outros
Diretrizes
X
X
X
X
X
X
X
X
Planejamento
X
X
X
X
X
X
X
X
Organização
X
X
X
X
X
X
X
X
Execução
X
X
X
X
X
X
X
X
Controle
X
X
X
X
X
X
X
X
VINCUl.AOA AO M1NISTttRtO CA AG~ I CUL TURA
15.
EMBRAPA
4.1.2. Gerenciamento da Produção
o gerenciamento
da produção, ainda que seja uma atividade interna,
ela está altamente orientada pela procura de informação e a polrtica institucional de estimular ou desestimular a oferta/demanda de certas linhas de informação.
Os esforços comprometidos na produção, devem operar em forma sincromatizada com
os demais componentes, procurando a máxima produtividade doa fatores de produção
comprometido no sistema de informação.
A produção de informação normalmente segue uma tipologia
altamen
te correlacionada com componentes mercadológicos. Tambem e uma operação extremamente complexa, pelo fato de que os fatores meio ambientais, um tanto "aleatórios",
atuam sobre ela.
Parece ilustrativo, e, para guardar consistência com o nosso esti
10 de apresentação, consideraremos tambem este acapite como um jogo estabelecido
entre o jogador-gerente e o jogador produto; evidentemente que este caso também
existe uma estrategia de alternativa ótima, que se deseja lograr. A matriz apresentada no Quadro 2 explica alguns dos aspectos mais importantes do jogo gerenteprodução.
VINCULADA AO MINISTE:RJO DA AGRICUL TUAA
16.
EMBRAPA
Quadro 2. Matriz de estratégia gerencial versus estratégia-produção
Estratégia Produção de Informação
Estratégias
Gerenciais
Diretrizes
Discriminação
Capacidade
Capacidade
quantidade
qualidade
instala
da
necessa
ria
de in
forma-
da in
forma-
-
-
-
çao
çao
oport~
nidade
balanço outros
fisico
da pr,2.
dução
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Organização
X
X
X
X
X
X
X
X
Execução
X
X
X
X
X
X
X
X
Controle
X
X
X
X
X
X
X
X
Planejamento
~.
4.1.3. Gerenciamento de Materiais
Este é um item extremamente ;mportante para que a maquinaria admi
nistrativa opere racional e eficientemente. Não é difici1 encontrar órgãos de
informação paralisado por falta de um fornecimento adequado e oportuno de material
necessário para o funcionamento.
VINCULADA AO MINIST~RIO DA AGRICUL TURA
17.
EMBRAPA
o abastecimento e reabastecimento de materiais necessários
para
a operação e manutenção do ciclo produtivo ê de primordial importância para
o
bom funcionamento de qualquer empresa dedicada a operar um sistema de informação.
Os recursos materiais comprometidos na produção de informaçâo c~
preende desde um simples formulário de captação de dados, material de escritorio
ate sofisticada forma de expressão e de comunicação das informações. Não discuti
remos este aspecto em sua forma discriminada, já que tomaria muito tempo
e
esp~
ço, mais normalmente este item ê bem caracterizado para cada tipo de empresa pro
dutora de dados.
Mantendo simetria com as apresentações anteriores, oferecem-se
a
matriz do Quadro 3, que ilustra sumariamente este item, com o jogo estabelecido
entre jogador-gerente e jogador-materíal de consumo. Novamente diremos que existe uma estrategia ou alternativa otima que e a melhor que poderia ser escolhida
pelo jogador-gerente para maximizar seu beneficio.
VINCULADA. AO M IN I S TER 10 DA. A,3FIICUL TURA.
18.
EMBRAPA
Quadro 3 . Matriz de estratégia gerencial versus materiais
Estratégia Materiais de Consumo
Estratégia
Gerencial
.
discri
minaçao
-
aquisição
rota- estoque estoque movimen
opera- estraté taçãor
çao
cional glco
consumo
-
.
seg,!!. PEevi. balanço
fisico
ran- sao
ça
outros
Diretrizes
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Planejamento
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Organização
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Execução
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Controle
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
4.1.4. Gerenciamento Patrimonial
Ao referirmos ã administração de patrimônios comprometidos na op~
ração do sistema de informação, devemos esclarecer que faz-se uma distinção co~
vencional entre os materiais de consumo e os bens patrimoniais, tais como
acont~
ce em outras atividades empresariais. Normalmente os critérios ou parâmetros de
classificação usados são a durabilidade e o valor; em que o patrimônio tem
uma
vida util mais longa; em contraste com o material de consumo que perece no
pr~
cesso produtivo ou que tem vida curta. Com respeito ao valor também se faz
uma
distinção similar, em que normalmente o patrimônio tem um valor superior ao
de
material de consumo.
V INC ULA.OA. AO M tNIST E RtO DA A G RICUL T U R A
19.
EMBRAPA
Ambos critérios nao sao absolutos e devem distinguir-se e aplicarse outros parâmetros complementares, tais como imprecindibilidade, critéri os
técnicos, funcionabilidade, etc. Os recursos patrimoniais comprometidos no
sis
tema de dados pode ter uma grande complexidade fisica e operacional, dependendo
do tipo de empresa, es·c ala de operação, abrangência, etc.
Para guardar homogeneidade com a nossa apresentaçao anterior
tinguiremos também os dois jogadores empenhados cada um em ganhar o jogo;
nao se trata de dominação de um sobre
dis
mas
o outro, senão de uma estratégia ótima
que resolve o problema na "melhor" maneira poss!vel. O Quadro 4 ilustra a gerê!!·
cia patrimonial nos seus aspectos gerais.
Quadro 4. Matriz de Estratégia Gerencial versus Bens Patrimoniais
Estratégia Bens Patrimoniais
Estratégia
Gerencial
Discriminaçao
edifíca
çoes
-
equipamentos
manutenção
seg.\!, balanço
rança físico
inven-
outros
tário
Diretrizes
X
X
X
X
X
X
X
X
Planejamento
X
X
X
X
X
X
X
X
Organização
X
X
X
X
X
X
X
X
Execução
X
X
X
X
X
X
X
X
Controle
X
X
X
X
X
X
X
X
V INC ULADA A O M INISTe.A IO DA A G R ICUL TURA
20.
EllllBRAPA
4.1.5. Gerenciamento Financeiro
Talvez os manejos de recursos financeiros sejam um dos aspectos
mais predominantes nos conjuntos de estratégia gerencial dos sitemas de dados;
isto
também é válido para qualquer outro sistema. Da captação e aplicação
dos recursos financeiros necessários para o funcionamento normal do sistema,
depende em grande parte o sucesso de uma empresa. Isto requer grande dose de
capacidade e habilidade do gerente. Os recursos financeiros constituem o fator
centralizador e dinamizados das operações de qualquer instituição.
E importante
chamar a atenção, no sentido de relacionar este item com todos os outros aspectos
discutidos até aqui; o que evidentemente indica a significação e complexidade
da situação. Fazendo referência a nossa clássica matriz de jogo se oferece o
Quadro 5, que descreve algumas das relevantes
estrategias do processo de
gere~
ciamento financeiro.
Quadro 5. Matriz de estratégia gerencial versu~ estratégia
financeira
Estrategia Financeiras
~stratégia
Gerencial
orçamento
captação de
recursos
Diretrizes.
X
X
Planejamento
X
X
Execução
X
Organização
Contr~".
aplicaçao de
recursos
fluxo de
caixa
ajustes e
outros
correçao
-
-
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
-
,
.
21.
4.1.6. Gerenciamento de Recursos Humanos
o
pleno desenvolvimento das atividades de qualquer empresa
depe~
de em grande medida do pessoal, quantitativo e qualitativamente habilitado para
operar o sistema de informação, em todas suas fases e suas expressões. O gerenciamento de pessoal é uma atividade que requer do gerente grande habilidade,fl~
xibilidade, bom relacionamento, atitude positiva e muita pericia na oportunidade ·
e frequência ·de aplicação dos instrumentos normativos e medidas compulsórias.
Em particular a nossa experiência indica que o pessoal dedicado as
atividades de automaçao, processamento eletrônico de dados, etc, tem um padrão
de comportamento não muito favorável e adepto a respeitar horários rigidos
e
disposições de movimentação e rotação de pessoal. Talvez isto seja devido a
na
tureza e exigência do próprio serviço; por isso o gerente de pessoal requer
fa
zer uso suficiente pericia e bom senso para gerenciar pessoal. Normalmente
se
distinguem três grandes áreas de pessoal dedicado a Informação; o pessoal
de
desenvolvimento técnico-científico, o pessoal administrativo e o pessoal de pr~
cessamento de dados. Cada um destes grupos se subdividem em várias categorias
funcionais e níveis dependendo do tipo de sistema que. se deseja operar.
Neste processo complexo de jogo participam dois jogadores sobre '
uma base comum, de mudar as regras do jogó com igual probabilidade de sucessoou
fracasso, A seguir se apresenta no Quadro 6 a matriz de jogo estratégico in
V INCULADA AO MINlSTE:RIO .DA AGRICUL TURA.
~.
22.
EPIIBRAPA
Quadro 6. Estrategia Gerencial versus Estrategia de Pessoal
Estrategia de Pessoal
Estrategia
Gerencial
-
c1assificação
condi se1eção do çao
mercado de
trabalho
recru
treina
tamen mento
to -
Begu- rendi
rança mento
e recreaçao
salário halanço 'lua
litatT
e quan
titatT
vo
outros
Diretrizes
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Organização
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Planejamento
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Execução
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Controle
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
4.2. Gerenciamento Intrinseco
Este e um tipo de gerenciamento que tem uma relação direta com a
própria geraçao, tratamento e manejo da informação. Evidentemente as ativid~
des inerentes a esta área são mais tecnicas e mais estruturadas, embora seja
inseparável do gerenciamento extrinseco. A seguir faz-se referência aos aspe~
tos mais relevantes do pentágono de informação que mencionamos anteriormente.
VINCULADA Ao MINISTE:.RIO DA AGRICULTURA
,,
23.
EMBRAPA
4.2.1. O espaço informacional
Existem dois aspectos fundamentais em qualquer "base de dados",
que devem levar-se em consideração: a natureza dos dados e a maneira como deve
ser estruturados para que caracterize o objeto referencial ou entidade do mundo real. Alem disso o conjunto de entidades (entity set) se caracteriza
por
possuir alguns aspectos em comum; as entidades que formam parte de um conjunto
possui pelo menos uma propriedade que o distingue dos demais no conjunto. Esta
propriedade generica recebe o nome de identificador.
A maneira de simplificar a noção de informação, ela pode
ser
reproduzida a três conceitos fundamentais: entidades-atributos-valores ou itemdescritores-estados. Uma entidade pode possuir vários atributos, e, as entidades com atributo comum formam uma coleção de entidades (entity set). Cada atri
buto toma valores especificos para definir as entidades nos seus aspectos rele
vantes.
A intercepção entre entidades (E), atributos (A) e o valor (V).
VINCUL,AOA AO MINIS TER 10 OA AGRICU\... TURA.
24.
EMBRAPA
(EI\ A "V) determina a unidade de informação; esta unidade informacional
pode
ser representada por um grafico tridimensional, como o que aparece na Figura 5.
Entidade
(item)
Atributo
(descri tor)
Valor
(estado)
Fig. 5 - Representação grafica dos elementos ou unidade informacional.
VINCUL.ADA AO MINISTe:RIO DA AGRICULTURA
25.
EllllBRAPA
4.2.2. Levantamento de Informação
o processo
de levantamento de dados nao é independente da
estru
tura trilogitica apresentada no item anterior, ou seja, entidade-atributo-valor,
(item-descritor-estado). As entidades constituem objetos com características
próprias que as distinguem das demais. Os descritores ou atributos são variaveis
que identificam aos objetos e os estados dos descritores especificam o "valor"
qualitativos ou quantitativos que possuem o descritor em um momento dado.
Por
tanto o levantamento de informação tem levado em conta as entidades que se dese
ja caracterizar, e, que dados cumpriria essa função.
Os dados visto deste ponto de vista, configura um simples arranjo matricial em que as linhas são
entidad~~
ou itens, as colunas são formadas
pelo descritor e em cada célula matricial fica definido um valor especifico que
toma o descritor. A sistemática de levantamento de dados se ilustra na Figura 6,
o que descreve as atividades fundamentais envolvidas nela. Evidentemente que ca
da etapa de levantamento precisam ser melhor especificado para poder operar
cada casa e sistema de dados.
VINCULADA AO MINIST~RIO DA. AGFUCUL TURA
em
26.
Desenho de
Coleta
N
1-------------~
Coleta e conferência
preliminar de descri
tores
Informa ao
N
Normativa
s
Armazenamento
Temporário
N
Envio para transcri
çao
N
Fig. 6 - Processo de Coleta e Conferência Preliminar de Dados
27.
EMBRAPA
4.2.3. Transcrição de Dados
Dentro deste gruop se incluem uma série de atividades de
prep,!
raçao das informações já levantadas que deve servir de "input" básico ao sistema de informação, considerado no seu sentido de manejo de informação ou gerenci,!
mento intrinseco dos dados.
Com referência a este aspecto e possível conceber vários tiposde
transcrição e vários níveis dos mesmos. Para o propósito deste trabalho introdu
tório, consideraremos que a transcrição será feita, orientado a sistema automatizado de manejo da informação. As atividades e eventos principais se apresentam
na Figura 7. Novamente aqui relembramos que os aspectos indicados devem ser
mados como guia e requerem de mais efeito para operacionalizaçâo.
VINCUL.ADA AO MINISTERIO DA AGR ICUL TURA.
to
28.
Modelo de codificar-------------~ção e identifica~ão
N
s
Codificação e
Conferência
N
s
Informação
Digitação e conferên
----N-o-rma---t-i~v~a----~·~~r------------~~ cia em veículo apro=~------------~
priado
s
Envio e estocagem em~____________4
veículos de armazen~
ara CP
N
s
Fig. 7 -
Esquema simplificado de transcrição de dados.
29.
EMBRAPA
4.2.4.
Base de Dados
Como mencionamos anteriormente, o armazenamento, a recuperaçao,a
manutençao e a difusão de informação requer de técnicos especializados. Aqui fa
remos referência a base de dados como sistemática de manejo de informação.
A
seguir se apresentam alguns aspectos importantes que caracterizam a base de
da
dos.
a) Conceito de.Base de Dados. No sentido estrito da palavra, uma base de dados
constitue um subconjunto de·pontos no espaço universal de informação. Em ter
mos operacionais diremos que banco de dados é uma coleção organizada de
dos, armazenado em um lugar comum (normalmente verculos
da
magnéticos de comp~
tação) com a finalidade de facilitar seu uso.
O usuário de uma base de dados é considerado como um operador ou
manipulador de descritores, que é associado a uma entidade de interesse
esp~
crfico. Desde o ponto de vista de aplicação do computador, os descritores
são considerados como parte integral ou dependente do modelo de dados.
b) Gerência de Base de Dados.
Desde o ponto de vista prático ,a gerencia de uma
base de dados consiste de uma série de atividades visando a utilização racio
nal das facilidades computacionais para comunicar-se com os usuários.
Para
isto precisa-se de uma estrutura e de um mecanismo operacional eficiente.
Existem dois tipos de gerentes, o normativo (pessoa) e o operativo (computador e Soft). Alguns dos componentes associados às gerencias são:
- Linguagem Descritiva da Base de Dados (LDBD). Tanto o usuário como o
gere~
te normativo deve utilizar a linguagem que descreve a base de dados,
para
poder especificar os arquivos.
VINCULADA AO MINISTE::RIQ DA AGRICUL TURA
30.
EMBRAPA
o gerente normativo desempenha a função de descrever dados, defi
nir normas gerais e relações, definir mapa de dados, de·f inir o mecanismo de
se
gurança, especificar os parâmetros de desempenho do sistema, etc.
O gerente operativo da base de dados (GOBD) ,éomumente recebe
es
te nome, o conjunto · computador-programas-mecanismos de operação da base
de
dados. Isto é, a operacionalização da necessidade do usuário, estabelecendo
uma relação entre arquivo de dados e o sub-conjunto de espaço informacional.
O gerente operativo desempenha a função de manipular os dados
(open, read, write, etc), garantir a segurança dos dados, garantir a integri
dade dos dados, e fornecer as informações sobre sistema.
A linguagem de comando da base de dados (LCBD) é uma linguagem '
especifica e necessária para que o usuário possa ter acesso ao arquivo na ba
se de dados.
Rotina de Acesso (RA). Isto permite que a base de dados seja
acessado da forma mais fácil e eficiente poss!vel.
A Fig. 8 ilustra sumariamente um sistema de Gerenciamento da
se de Dados
VINCULADA. AO MINISTERIO DA AGRICULTURA
Ba
31.
EllllBRAPA
gerente norma
tivo de Base de Dados
(LOBO)
LCBD
14----...
gerente opera
tivo da Base
de
Dados
Rotina de
Acesso
Base de
D
s
Fig. 8 - Esquema Simplificado do Sistema de Gerenciamento da Base de Dados.
VINCULADA Ao
MINIST~RIO
DA AGFUCUL TUAA
32.
ELBlAPA
c) Ambiente da Base de Dados. O avanço da tecnologia computacional tem
acarret~
do uma serie de mudanças colaterais no Sistema Informacional, em particulár,
no que taqe ao habito de. Wiu&rio.quantidade e qualidade de illfo;.maçõee.query
e respostas; os aumentos cada vez mais do tamanho de arquivos, etc; daí
importância de evitar redundância. Estas mudanças se refletem de uma
a
forma
expressiva nos arquivos de dados.
Convencionalmente um arquivo de dados se define como um conjunto
de registros de dados relacionados entre si; um registro de dsdos se
refere
a um conjunto de campos ou espaços (fields) que são ocupados por caracteres.
Quando não existe uma estrutura e dispositivos bem desenhados de gerenciame~
to de dados, a organização de arquivos é idêntica a organização de dados,isto
faz com que a aplicação de computador a esse tipo de organização de arquivo
seja muito limitadõ e específico.
A disponibilidade de dispositivos modernos de gerenciamento de '
dados exige que seja diferenciada à organização de arquivo da organização de
dados e também dos sistemas de acesso de dados. A diferença entre os dois es
quemas se ilustram na Fig. 9.
VINCULADA AO MINIS TER 10 DA AGRICULTURA.
33.
EMBRAPA
organizaçao
de
organizaçao
organi
de
zaçao
dados ·
organ·
zação
ttrquivo
de
arquivo
dados
---.......----"
'-'
(a)
Fig. 9 - Interpretação do arquivo e da organização de dados
a) Sem dispositivo adequado
b) Com dispositivo de Gerenciamento de Dados.
VINCUL ADA A O M IN IS TE R 10 DA AG~ I CUL TURA
,
,
(b)
-
34.
EM8RAPA
d) Independência dos Dados. A independência dos dados logrados com as bases
de
dados significa que os dados não dependem da maneira em que a informação
ar
mazenada e não depende dos programas. A independência dos dados implica
que
o acesso de dados é
~~ocessado
em forma interpretativa. A arquitetura
bases já estão desenhadas de maneira a interpendizar-se dos dados, como
das
por
exemplo:
- Tabela de descritores e mecanismos relacional sao armazenados
independe~
temente dos dados;
- Facilidade para acessar dados direta ou indiretamente por meio de pointers
Ou dispositivos de conversão;
Existe a capacidade de utilizar os dados independentemente da associação
inerente a organização de armazenamento;
outras
,
.
caracter~st~cas
' f '1cas.
espec~
e) Armazenamento e Dados. A informação na base de dados se armazenam em
"volu
mes" de dispositivo secundário de armazenamento, tais como disco magnetico •
ou fitas magnéticas. As informações são armazenadas por meio de progr~suti
lizando o próprio sistema da base de dados. O armazenamento de dados se
pr~
cessa com "bit" e "bytes" ou "words", posteriormente são associados com atri
butos fisicos do dispositivo de armazenamento. O dispositivo de armazenamento
p·rincipal normalmente se caracteriza pelo fato de que e diretamente referenciado, e a unidade de armazenamento é o I"bit", ttbyt~811, ou "wór d".
VINCULADA A.O MINISTéRIO DA AGRICUL TURA.
35.
o dado
normalmente se diferencia pela forma de sua organizaçã. •
orientado-a-aplicação e orientado-a-sistema. A diferença entre ambos tipos
dados podem ser observados na seguinte figura:
registro lógico
a)
campo (casa)
~
(
________________
•
~A~
______________
~
"
~
Banco de Dados
Data Set
~---
b)
o
Extent
Bloco
registro
elemento
Fig. la-Esquema de dados: a) orientado-a-áplicação; b) orientado-a-sistema.
VINCULADA AO MINIST~RIO DA AGRtCUL. TUAA
de
36.
EMBRAPA
f) Hierarquia dos Dados. Como foi mencionado ~nteriormente, a descrição da
formação normalmente é feita em termos de entidades, estados ou valores.
in
Is
to é, que cada entidade tem suas propriedades, os atributos caracterizam as
entidades e os estados especificam os atributos. Relembramos que no computador se armazenam uma representação simbólica dos eventos e não os de per
g) Mapeamento de Dados. Recebe este nome a relação que se estabelece entre
~.
os
membros de dois (ou mais) conjuntos; sejam por exemplo: A e B, dois . conjuntos
tal que A mapea em B, A + B; isto é, que para cada. elemento de A corresponde
O ou I ou mais elementos do conjunto B. Os .-peamentos podem ser simples
complexos. Na figura que se
aprese~ta
a seguir ilustra o caso de mapeamento
bastante simples entre o conjunto A ... B.
A
01
B
Branco
02
03
Preto
04
OS
06
ou
Vermelho
VINCULADA AO MINISTERIO DA AGRICULTURA
37.
EMBRAPA
h) Característica de um Sistema de Gerência de Base de Dados.
Entre os aspectos msis preponderantes do: Data Base, Management
System se destacam os seguintes:
Sua função
I
a de atender usuários de vários níveis, por exemplo:
Gerente
e Executivo; têcnicos e Cientistas; Eventuais (donas de casa) e outros.
- A modalidade de funcionamento pode ser: em Batch, On line, Teleprocessamento.
- A forma de atender as demandas dos usuários que diferem em suas exigências
o que vai desde um pedido rotineiro a um pedido sofisticado, ou desde
uma
resposta lenta ate uma rápida.
A linguagem de comunicação com a base de dados tambem são variedades; normal
mente se usam três tiplos de linguagem: Operacional e "Database sub-language",
Linguagem de consulta (Query) e a Linguagem natural.
- A base de dados mantêm a integridade dos dados:
Mantê-lo a consistência dos dados, permite o controle da evolução do BD, esque
ma de "back up" (Dumps - logging), conservar a privacidade dos dados, atender
os processos concorrentes, etc.
- A linguagem de comunicação com a base de dados depende do "nível em que se
opera", normalmente se usam três categorias de linguagem: linguagem natural e
lingu·agem de consulta (query) e a linguagem iíperacional e "database
geu.
VINCULADA AO MINIST€RIO DA AGRICUL TURA
sub-langu~
38.
EMBRAPA
Linguagem Natural de comunicação com o Banco de Dados é usada pelo usuário nao-·
programador, que pensa em agregados de dados ignorando a existência de iteração.
A seleção ocorre em forma linear, é dizer:
Se A então B
Se C entao D
Se R então S
Este tipo de comunicação não usa IF A
THEN B
ELSE
C
Por outra parte este tipo de linguagem nao usa transferência de controle tais como:
condicional ou incondicional, etc.
As propriedades desejáveis de uma linguagem de consulta sao: semelhança ã linguagem
natural; completa semanticamente; manipulação de conjuntos (U, R,
~);
manipulação
de rel<".;: '~ s; qualificação, operações , boolea"as e comparações 0 - {-,~,
<, ~ ,> ,> }
biblioteca de funções para agregados (X, Max., Min., Tot., etc); função CONTAR em
multiconjuntos, etc. Deve possuir as facilidades de MACROS para a definição de rotinas especiaia do usuário; facilidade de criar relações computadas a partir das
relações no Banco de Dados (cálculos aritméticos (+, -, *, I, **, etc), etc.
VINCULADA AO MINlSTE.AIO "DA. AGRICULTURA
39.
EMBAAPA
As linguagena de consulta e .ub-linguagens para dado. se caracterizam pela. consu! ·
ea.
(query) que compreendem o deaempenho na faae de •• leção e comunicação. A faae de
leção em que ae especifica o "target list" de tuplas ou componentes de tuplas
e se quantifica, com uma expreaaão do cálculo relacional ou algebra relacional
ou equivalente. A fase de comunicação em que se estabelece o interface usuáriorelatório de saída e por outro lado a comunicação com o Banco de Dados para mo
~ificar,
adicionar , ou retirar informação (dados).
Os tipos de consultas para recuperação de informação pode ser
das mais variadas naturezas, tais como: simples, qualificada, ordenada com quota;
com ordenamento e quota; "Range Variable" utilizada com quantificador; um ou
vários quantificadores existenciais; com "target 1ist" de várias relações; uso
do quantificador universal; uso de ambos os tipos (~e ~ ); uso de implicação
A
+
B (-A v B);etc.
Por outra parte 08 tipos de consultas para modificação tambem
8ao de naturezas diferentes, tais como: simples, relações mÚltiplas para atual!
zaçao; inserção simples e com ordenamento; retirada de tuplas, relações,etc.
VINCULADA AO MIN ISTER IO DA AGR ICULTURA
40.
4.3. MODELO·RELACIONAL - DE DADOS
4.3.1. Conceitos Básicos
Uma relação R definido sobre os conjuntos Di' D2' ••• , Dn nao-nece~
sariamente distintos
e um subconjunto
do produto cartesiano dos D. , i6n.
1
-
..
.-essimo
O conjunto D. e o 1
domínio de R.
1
R
ê de grau n.
Cada elemento
(dI' d , ••• , dn > E R
3
ê uma n - tupla ou tupla de R.
...
.-essimo
Cada d.
e o 1
componente da tupla.
-1
R pode ser unária, i.e., definido sobre· um único dom!nio.
Um atributo ê um nome dado a um dom!nio.
Uma relação R pode ser visualizada em forma de tabela, com nomes da
relação, atributos, e tuplas.
4.3.2. A Álgebra Relacional, envolve uma serie de regras e operações Tradi
cionais, como por exemplo
- Produto Cartesiano
R8S = [r"'s' r
f
R As
~
S ]
onde ~ denota a concatenação das tuplas.
- União: RUS= {r
I rER
Vr E S ]
{r I r to
- Interseção:
RnS =
- Diferência:
R-s={rlrfR
R V
r
r
f.
f
S
s)
J
41.
- .u peraçoes
~.pee1a1s
.
~a1s
como;
.
- Projeção é equivalente algébricamente ao quantificador existencial.
(3)
- Junção (Join)
- Restrição
- Oivisão é equivalente algebrieamente ao quantificador universal (1f)
As Operaçõee Especiais signifieam:
":' Projeção: Seja
1) Para j
R
..
fj l'
(A)-
r
.-essimo
r ( j) e o J
E~.
2) Para A -
f 01 x 03 x '" x 0m com r
j 2' .•• • jk} j i
E R;
componente de r
em
(r 01) • r (j2) ••• • • r (jk)
3) A projeção de R em A é
R(A) - {r (A) : r E~}
- Junção (join)
Sej am
de
R •
S relações com domínios
e
€
{ .,
~. < t~ ~ >
A
e
B
que sao
e-
comparáveis. on
,)}
Entie a e-junção de R e S em A e B é
- Fato: R (c e O) S U R (c - O) s V R (c>O) S - R 8 S
- Def: A junção natural de R e S é obtido pela. junção de R e S
seguida pela projeção que exclue um domínio
( R (c
c
O)S) (Todos - D)
42.
- Restrição
Seja R uma relação com dominios A e B que sao S-comparãveis. En
tão a restrição de R em A , B é
R (MB) - {r: r
_
E
R 1\ (r ( A) 0r (B ) ) }
Divisão
Seja A uma lista que identifica domrnios
A o complemento de A em ordem crescente
Definimos a divisão de uma relação R em A por uma relação S em B
- Fator 1)
R 9S ..;- S - R
- Fator 2)
R (c';'DJ S -
- Interpretação:
( r
(Ã ) • y)
E
r
(Ã)
R(;;) E
« R(;;)es
R (A -:-B) S
R para todo
y E
SI (B )
SS!:
(O) ) - R)
Cc)
43.
EllllBRAPA
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