Faculdade de Ciências Humanas Faculdade de Ciências Humanas –– ESUDA
Curso de Arquitetura e Urbanismo
Disciplina: Estudos Sócio ‐‐ filosóficos
Disciplina: Estudos Sócio Professora: Márcia Williams
Avenida Boa Viagem
Contexto Histórico, Processo de
de Urbanização e Acessibilidade
Urbanização e Acessibilidade
Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
A povoação da Boa Viagem, situada no litoral, a 2 quilômetros ao sul da cidade do Recife, que pertencente à paróquia de Nossa Senhora da Paz dos Afogados, tem uma remota origem.
A capela de Boa Viagem foi construída pelo Pe. Leandro de Carvalho nas terras doadas por Baltazar da Costa Passos e sua esposa, em 6 de janeiro de 1707.
Por volta de 1906 o bairro já possuía cerca de 60 casas, mas o progresso só chegou com a l d
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construção da Av. Beira Mar em 1924. Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
A igreja sofreu muitas reformas nos seus 300 anos de existência. Deu impulso a região desenvolvendo o transe do bairro, quando foi ligado uma linha de g
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trem em 1858. Uma linha de bonde de burros também ligou a Estação da ferroviária à praça, incentivando assim os períodos de veraneio na praia e aos banhos de mar.
Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
A foto acima, tirada na direção do sul, mostra a atual Avenida Herculano Bandeira, no A
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Pina, a Igreja do Pina e aos fundos, o que iria ser Boa Viagem.
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Bonde a Burros ‐ Recife
Recife foi uma das primeiras cidades Bonde Elétrico ‐ Recife ‐ Anos 20
brasileiras a dispor de transporte urbano
brasileiras a dispor de transporte urbano Os bondes elétricos iniciaram seu serviço em por bondes. Isso se deu no ano de 1867, Recife em 13 de maio de 1914. Sua bitola era pela empresa Estrada de Ferro de Caxangá, métrica, e a empresa responsável foi a e os veículos eram puxados por uma p
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Pernambuco Tramways & Power Co., firma b
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locomotiva a vapor. Os bondes de tração Inglesa. Na foto, de 1923, vemos um bonde animal começaram a circular em 1871, os elétrico com reboque nas ruas da cidade.
quais pertenciam à empresa Ferro‐Carril de Pernambuco. A foto é de 1910.
Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
Foi depois dos bondes e da procura por Boa Viagem para veraneio que se deu a abertura da Avenida Boa Viagem, após o período da segunda Guerra Mundial e a ampliação dos transportes aéreos, como o novo Aeroporto dos Guararapes e o seu primeiro Hotel de Boa Viagem, inaugurado em outubro de 1954.
Mesmo sem a totalidade de suas obras concluídas, foi inaugurada em 20 de outubro de 1924. P
Para concretizar essa importante iniciativa urbanística, muitos mocambos foram demolidos e ti
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terras demarcadas. O ato da inauguração aconteceu, justamente, na data do encerramento das comemorações do segundo aniversário da gestão do Governador Sérgio Loreto, que compareceu à solenidade acompanhado de numerosa comitiva e visitou o vasto canteiro de
compareceu à solenidade acompanhado de numerosa comitiva e visitou o vasto canteiro de obras dessa avenida, sendo ali recebido, festivamente, pelos raros moradores daquele bairro praieiro.
Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
Hotel de Boa Viagem, construído pelo empresário Luís Dias Lins, e Hotel
de Boa Viagem construído pelo empresário Luís Dias Lins e
inaugurado em outubro de 1954.
Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
Foto aérea do Hotel Boa Viagem e da Igreja de Boa Viagem
Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
Prédios em construção no local do Hotel Boa Viagem
Prédios em construção no local do Hotel Boa Viagem
Luiz Dias Lins e Maria Ângela Lucena
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Edifício em construção na área onde até poucos meses atrás existia o Hotel Boa Viagem
Igreja de Boa Viagem em 11 de maio de 2010
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Boa Viagem vista do mar, com as residências Cena típica da década de 40, na Avenida
das famílias de classe média da época.
Beira Mar, as lotações, a confusão do trânsito.
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Para ir a Boa Viagem tinha que pegar um bonde, atravessar a antiga ponte do Pina,
que deixava o pessoal em plena avenida, à beira mar. Ali, a mão era dupla, com os
bondes indo até o circular e dali voltando.
Ponte Agamenon Magalhães
Postal datado 1971.
Na foto: Cabanga Iate Clube, Girador DETRAN e COMPESA
Girador, DETRAN e COMPESA.
Em 1953 foi inaugurada a ponte conhecida como ponte do Pina, que era a ponte Agamenon Magalhães e em 1978 a ponte Paulo Guerra.
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Um grande símbolo de Boa Viagem foi a Casa Navio. Construída pelo empresário Adelmar da Costa Carvalho em 1940 era equipada com sala de reuniões, cinema, salão de jogos, restaurante e até uma cabine de comando completa. N l
Nela se hospedaram governadores, ministros nacionais e estrangeiros e até o h
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presidente John Kennedy. Foi demolida em 1981 para dar lugar a um edifício.
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Duas fotos impressionantes de um bar‐restaurante conhecido como Castelinho, em dois momentos diferentes (década de 40 e década de 70) que está preservado até hoje, graças q
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à Prefeitura do Recife que não permitiu a destruição deste símbolo de Boa Viagem.
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O Castelinho foi preservado, e no terreno duas torres residenciais
duas torres residenciais foram construídas.
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ACERVO IBGE ‐ 1956‐1958
Fotos da Orla
Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
Alguns fatores contribuíram para o desenvolvimento do bairro de Boa Viagem e, consequentemente, o processo de urbanização da Avenida Boa Viagem como uma das principais avenidas do Recife:
* As cheias do Rio Capibaribe em 1966, 70 e 75, que atingiram, p
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drasticamente, residências de bairros ribeirinhos, como Casa Forte, Parnamirim, Santana, Graça, Torre, Madalena, Caxangá, Cordeiro e Ilha do Leite, entre outros.
* O crescimento desenfreado da criminalidade urbana, ainda mais ç
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as casas, principalmente de bairros mais ,p
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constante e ameaçadora, tornando
aristocráticos, alvos vulneráveis de roubos e assaltos.
* O diminuto espaço territorial
O diminuto espaço territorial do Recife, com apenas 209 Km
do Recife com apenas 209 Km2, que impõe que impõe o crescimento vertical.
Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
A avenida Boa Viagem é um da mais verticalizadas do Recife, e com uma peculiaridade, onde quase todos os edifícios são de uso residencial, salvo aqueles d id
i l l l utilizados pelo serviço hoteleiro.
Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
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Desde o início da sua construção, a Avenida Boa Viagem tem como
Boa Viagem tem como aspecto importante a beleza e o padrão arquitetônico, sendo este q
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um elemento atrativo para especulação imobiliária.
Segundo Lei Municipal,
Municipal e devido à ocupação do solo do Recife de 1996,
1996 a Avenida
estaria inserida em algumas zonas de classificação especial:
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* ZUP 01 – Zona de Urbanização Especial 01
* ZEPH ‐ Zona Especial de Patrimônio Histórico (onde está localizada a igreja de Boa Viagem)
* ZEPA – Zona Especial de Proteção Ambiental (abrange praia do Pina e Boa * ZEPA Z
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Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
Dessa forma, a Avenida Boa Viagem, tornou‐se peculiar no contexto da Cidade do Recife, podendo ser classificada como corredor de transporte metropolitano, corredor turístico e via Cartão Postal devido à Cartão‐Postal devido à maneira como foi consumindo o seu espaço.
* São áreas que possibilitam alto e médio potencial construtivo compatível com suas condições geográficas e infra‐estrutura e paisagística.
* São áreas de preservação do Patrimônio Histórico‐cultural, formada por sítios, ruínas e conjuntos antigos de relevante expressão arquitetônico, histórico, cultural e paisagístico.
* São áreas de interesse ambiental e paisagístico, destinado às atividades esportivas e recreativas de uso público.
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Projeto Orla
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Estacionamentos
Os espaços de estacionamento serão sinalizados de forma a não intervir na ciclovia. As áreas de estacionamento, que atualmente representam 1.100 vagas, serão devidamente ordenadas. Os estacionamentos vão atender às áreas hoteleiras, banhistas e quiosques de coco, inclusive ,
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com vagas destinadas à carga e descarga para abastecimento do comércio local.
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Projeto Orla
Projeto Orla
Iluminação Uma nova tecnologia, inclusive com rede elétrica subterrânea, novos postes e luminárias oferecerão mais segurança para quem freqüenta a orla à noite. Os novos postes serão realocados com maior espaçamento, em média a cada 60 metros. A medida vai diminuir a poluição visual da orla, além de possibilitar uma maior economia no consumo de energia elétrica. Já as quadras esportivas e mini‐campos também serão revitalizados e receberão iluminação adequada para a prática de esportes à noite.
Ciclovia
A ciclofaixa, que hoje existe na beira‐mar, será ampliada, passando de 2,52 para 8 quilômetros de extensão margeando toda avenida Boa Viagem Além
extensão, margeando toda avenida Boa Viagem. Além disso, o equipamento passa a ter uma maior separação física do tráfego de automóveis, com o objetivo de dar mais segurança para quem pedala pela área Outra novidade é que a malha cicloviária não
área. Outra novidade é que a malha cicloviária não terá mais interrupções por conta das áreas de estacionamento. Ela agora será contínua.
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E do outro...
D De um lado há acesso.
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A rampa de acesso está semi obstruída pela árvore e o poste.
Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
Aqui existem acesso nos dois lados – rampas, com piso de alerta. (Poderiam ter projetado piso direcional na extensão da travessia da faixa.
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Aqui a idéia seria ótima se os ciclistas respeitassem a sinalização.
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Nessa rampa a sinalização com piso de alerta está mal feita. Economizaram material e não sinalizaram toda a borda da i li
d b d d rampa. E o poste também quase na rampa.
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Parque Dona Lindu e Oscar Niemayer
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Parque Dona Lindu em construção
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Edifícios que marcam a Avenida Boa Viagem
Edifício Califórnia
Edifício Acaiaca
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Até os anos 50 Boa Viagem permaneceu como local de veraneio e de colônia de
“ Até os anos 50, Boa Viagem permaneceu como local de veraneio e de colônia de pescadores. A Avenida Beira‐Mar, inicialmente chamada, tinha em toda sua extensão apenas cerca de 200 casas. De lá pra cá, muita coisa mudou, como foi visto nesse trabalho Boa Viagem estaria mais “perto”
visto nesse trabalho. Boa Viagem estaria mais perto do Recife, no entanto, do Recife no entanto
segundo crítica da época, ficou porém para trás, perdida na memória de muitos. Aquela Boa Viagem das retretas de domingo, das casas só para veraneio, do bonde que a brisa do mar tornava mais lento e preguiçoso; aquela tranquilidade dos que a brisa do mar tornava mais lento e preguiçoso; aquela tranquilidade
dos
chamados banhos salgados, depois banhos de mar, depois banhos de águas mornas, em piscinas naturais; aquela praia que acabava, praticamente, no terminal g j
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da igreja, no terreno de João Cardoso Ayres...”
Sabemos que o design para todos como se diz, só atingirá o seu objetivo quando for aplicado a todas as áreas da vida: Moradia, educação, trabalho, lazer, transportes, etc. E é nosso dever como futuros arquitetos colocar para frente o que vai eliminar as barreiras existentes na vida daqueles que necessitam de adaptações para ter um cotidiano normal em suas condições especiais e proporcionar independência .
Avenida Boa Viagem: Contexto Histórico, Processo de Urbanização e Acessibilidade
BIBLIOGRAFIA
CAVALCANTI, Carlos Bezerra. O Recife e suas ruas. Recife: Edições Edificantes, 2002.
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Carlos Bezerra. O Recife e suas ruas. Recife: Edições Edificantes, 2002.
COSTA, F. A. Pereira da. Arredores do Recife. Recife: Editora Massangana, 2001.
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BIBLIOTECA On‐line. Disponível em: www.guiapernambuco.wordpress.com.br Acesso em 08 mai. 2010. BIBLIOTECA On‐line. Disponível em: www.recife.pe.gov.br Acesso em 08 mai. 2010
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COLABORAÇÃO:
Professora Márcia Willinas
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Estudos Sócio –
Estudos Sócio – Filosóficos
Professor André Lemoine
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Psicologia e Percepção Ambiental
Professor Arthur Baptista
Desenho Universal
EQUIPE:
Amanda Pereira de Sousa
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Ednilton de Melo Cavalcanti
Emygdio Tenório Neto
Helbert Geraldo Ferreira
José Edilberto
José Edilberto Sousa e Silva
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