“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto HOJE é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver” (Dalai Lama). Começo este discurso falando do hoje, este hoje que propicia tantas oportunidades, espelha grandes missões. Este hoje que é instrumento de realização da vida; e que é o ponto único de contato entre passado e futuro, refletindo o trabalho do ontem que se foi, e antecipando o futuro que virá. E HOJE para mim, como representante do Ministério Público Especial, minha missão é falar do passado e futuro que hoje se cruzam, se somam e completam. Passado da gestão que ora se finda. Futuro da gestão que ora se inicia. Passado e futuro que, como veremos, soam complementares, sintonizados entre si e com a sociedade. Sigamos a ordem de tempo e falemos primeiro do ontem, sobre a mesa diretora que se despede. Excelentíssimo Conselheiro Reinaldo Moura Ferreira, dirijo-me inicialmente a Vossa Excelência para dizer o essencial: muito obrigado. Muito obrigado por ter aproveitado a conjuntura positiva do país e da própria Corte, e, de forma prática e objetiva, ter promovido, junto com sua equipe, uma verdadeira revolução neste Tribunal de Contas. Uma verdadeira revolução democrática, pois posso dizer, sem medo nenhum de errar, que nestes quase nove anos de experiência na Corte sergipana, nunca houve tanto diálogo interno e externo como na gestão de Vossa Excelência. Diálogo revelado na democracia quanto à condução dos rumos do Sodalício, sempre ouvindo todos os segmentos internos de nosso Tribunal; e na cooperação inter-institucional, calcada no reconhecimento de que todos os Poderes e Instituições Públicas têm uma mesma essência, simbolizada na efígie da república. Esforços de habilidade e experiência, que resultaram num relevante, concreto e elogiável encontro com a sociedade. E, neste ponto, Excelentíssimas Autoridades, Senhoras e senhores, o acerto foi muito grande. Exatamente porque o Tribunal de Contas não existe para si mesmo. Não se controla por controlar. O Tribunal de Contas existe para garantir que a gestão pública, e tudo o que ela envolve, notadamente os recursos públicos, sejam direcionados ao seu legal e constitucional destinatário: a Sociedade. Então, para que a missão do TCE seja realizada a contento, tem que haver uma sinergia, uma harmonia entre o controle e seu beneficiário, um elo de cidadania ligando o TCE e a Sociedade. Como isto se consegue? Como se estabelece este liame, a que eu chamo de confiança? Respondo: provendo proteção e acolhimento à população. Proteção, em seu papel de guardião, de garantidor de que as políticas públicas e os recursos públicos terão a destinação devida. E quando houver qualquer ameaça, estará lá a Corte de Contas para defender a gestão pública correta e desejada. E acolhimento no sentido de que o cidadão aqui reconheça a sua casa, aquela em que está seguro para pleitear e discutir os seus direitos e as políticas públicas. A sua casa, seu espelho, à altura de seus anseios e dirigida por legítimos representantes. E Vossa Excelência, Conselheiro Reinaldo Moura, trabalhou brilhantemente na construção deste vínculo de confiança; pois com sensibilidade percebeu, na esteira da célebre frase, que quando pensamos saber todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas... E Vossa excelência percebeu com sua aguçada intuição de homem público, que as perguntas a este Tribunal modificaram-se nestes 40 anos. As cobranças são maiores, e não há como obter resultados diferentes se as ações são as mesmas. E Vossa Excelência investiu em modernidade, abraçando e implementando com sucesso o PROMOEX, Programa de Modernização dos Tribunais de Contas, e todas suas ferramentas, das quais merecem destaque o Planejamento Estratégico e a Auditoria Operacional. O Planejamento estratégico essencial para formular as novas perguntas, que devem ser respondidas a contento, para maximizar a atuação da Corte perante a Sociedade. E Auditoria Operacional para garantir que a gestão pública atenda os anseios e cumpra o seu dever para com a mesma sociedade. Mas, indo além do PROMOEX, Vossa Excelência, Conselheiro Reinaldo Moura, também percebeu que a comunicação no mundo atual mudou. Mudou e mudou muito. Quem não se lembra como era um telefone celular no começo dos anos 90 ? Grande, pesado, bateria curta e que não se assentava no bolso. Monitor de fósforo laranja – era telefone apenas. A Internet, há pouco mais de quinze anos, era uma novidade restrita às universidades. Hoje celulares mínimos, leves são ferramentas, são TV, maquina fotográfica, filmadora, interface de acesso à internet. A internet é meio para tudo: informações, jornais, enciclopédias, compras, comunicação. O e-mail aposentou a carta; e as redes sociais, facebook, orkut, twitter, eliminam distâncias em termos de relacionamento e comunicação. E Vossa Excelência, Dr. Reinaldo, atento à evolução dos gadgets, notadamente no que tange ao binômio informática/comunicação, promoveu um avanço exemplar na área de comunicação institucional desta Corte, sobre o qual podemos citar: melhorias na estrutura de informática como um todo; reestruturação do site na internet; implantação da rádio web, transmissão do áudio das sessões, criação de perfil no twittter. Conquistas que levaram o Ministro Ubiratan Aguiar a elogiar a política de comunicação do TCESE, reconhecendo a mesmo como um exemplo para todo o país. Exemplo que em menor medida seguimos no Ministério Público Especial, onde já inauguramos o nosso twitter institucional @MPTCESE e pleitearemos à Eminente Presidente Isabel Nabuco um espaço para home-page na internet. Tais medidas, sem sombra de dúvidas contribuíram com este novo marco de aproximação de nossa Corte com a sociedade. Hoje o TCE é pauta positiva dos órgãos de comunicação, e instituição reconhecida como acessível a todos que dela precisam; e Vossa Excelência, junto com toda sua equipe, Dr. Gílson, Dr. Marcos Britto, Dr. Paulo Matheus, Dr. Jeferson, Dr. Edgar, somente para citar alguns de seus leais e competentes colaboradores, têm grande mérito nesta conquista. Por fim, mas não menos importante, não poderíamos deixar de agradecer o apoio irrestrito dado ao Ministério Público Especial ao longo de sua gestão; seja em termos de chancelamento de nossas proposituras; seja em termos de suporte material para o funcionamento do parquet especial; seja no reconhecimento de que o MPEspecial é um parceiro relevante e indispensável na concretização do controle efetivado por esta Corte, e que a sintonia das duas instituições, é essencial para um controle de qualidade em prol da sociedade. Mas é certo que, apesar de protagonista, o Presidente não brilha sozinho. A Administração é colegiada, e sem dúvida houve intensa colaboração, para o sucesso de sua gestão, do seu Vice-Presidente, Conselheiro Heráclito Rollemberg e do seu Corregedor-Geral, Conselheiro Carlos Pinna de Assis. Registremos, primeiro, a valiosa contribuição do Conselheiro Heráclito Rollemberg. Contribuição dada em dois sentidos. O primeiro, no legado positivo da gestão do Conselheiro Heráclito, no que pertine ao corte necessário de despesas com pessoal, ao acatamento e implementação dos ditames da Súmula 13 do STF, e ao exaurimento de uma agenda espinhosa que estava pendente e que foi cumprida, liberando a Corte para os desafios futuros. E a segunda contribuição, sem dúvida, na fidelidade e confiança passada nas substituições eventuais quanto ao exercício da Presidência, onde Vossa Excelência, sempre pôde contar com o apoio e a experiência do Conselheiro Heráclito. Aliás, por falar em apoio e experiência do Conselheiro Heráclito Rollemberg, entendo que este é um patrimônio incomensurável deste Tribunal, e espero que a Corte possa sempre usufruir, de forma constante, da presença e amizade de Sua Excelência em nosso convívio. Quanto à Corregedoria-Geral, há que se destacar o trabalho, sempre brilhante, do Eminente Conselheiro Carlos Pinna de Assis, que foi responsável por avanços muito interessantes à frente da Corregedoria; conseguindo, com base em sua larga experiência em termos de Tribunais de Contas, e em parceria com Vossa Excelência, Dr. Reinaldo, implantar pela primeira vez uma estrutura interna própria da Corregedoria-Geral; fato que conferiu agilidade e uma maior efetividade no controle dos documentos e processos enviados a esta Corte. E, o legado positivo e estruturante do Conselheiro Carlos Pinna, certamente permitirá ao próximo Corregedor, que será Vossa Excelência, Conselheiro Reinaldo Moura, ampliar a área de atuação correicional, avançando sobre aquilo que talvez seja um dos grandes desafios desta Corte, que é exatamente estabelecer uma rotina de correição interna, notadamente no que tange ao controle gerencial de processos neste Sodalício, já que é de interesse social a diminuição do tempo de tramitação dos processos neste Tribunal. Este será mais um desafio para Vossa Excelência, tarefa que, apesar de por demais relevante, se apresenta bastante simples diante das suas conquistas e do seu histórico, Conselheiro Reinaldo Moura, à frente da presidência da Corte. Bem, esta é a saudação do passado; o muito obrigado; o parabéns pelo brilhantismo do que foi. Passemos agora à saudação do futuro. Às boas vindas, à nova mesa diretora. Ora, na realidade, tal trabalho já foi iniciado quando saudamos Conselheiro Reinaldo Moura e exortamos nossa confiança de que a experiência já demonstrada, na própria Corregedoria e na Presidência, credenciam Sua Excelência ao novo mister de Corregedor-Geral deste Egrégio Tribunal. Passemos então a saudar o novo Vice-Presidente, Conselheiro Carlos Alberto Sobral de Souza, realçando que esta é certamente uma grande aquisição, pois Vossa Excelência, Dr. Carlos Alberto, muito colaborará com a gestão da Presidente Isabel Nabuco, seja por sua condição de decano da Corte; seja por sua imensa bagagem jurídica reconhecida nacionalmente: seja por seu tirocínio nas questões de administração pública, seja por sua vasta experiência, reconhecendo soluções onde somente se viam problemas. Feito o necessário preâmbulo, chegamos finalmente à saudação da grande protagonista desta tarde-noite, a novel presidente, e o fazemos com uma exortação: Presidente Maria Isabel Carvalho Nabuco d´Ávila, estamos ao seu lado. Estamos ao seu lado, para esta que promete ser mais uma gestão marcante e vitoriosa no âmbito deste Tribunal. Vejamos por quê. Primeiro, pelo ineditismo de ser a primeira mulher a assumir a Presidência deste Tribunal; e isto em um momento histórico totalmente favorável já que a Presidência da República é comandada por uma mulher – a Presidente Dilma Roussef. E a Chefia do Legislativo também pertence a uma representante do sexo feminino a Deputada Dra. Angélica Guimarães. E isto traz repercussões, pois, como sabemos, apesar da igualdade de potencialidades entre homens e mulheres; eles são diferentes entre si, agindo, raciocinando e administrando de forma diferente. Sendo que, nós homens, temos que reconhecer que, apesar da igualdade, filosófica e jurídica, as mulheres são especiais. Especiais, pois o dom de carregar a vida certamente foi, por escolha divina, dado àquele mais apto a tal mister. E nesse ponto, não há que negar, a mulher foi escolhida. E foi escolhida por quê? Talvez pela maior paciência, e sabedoria das mulheres, habilidades desenvolvidas na arte de atender reclamações, desejos e vontades de vários filhos ao mesmo tempo. Talvez pela flexibilidade e precisão, talhadas no cuidado de colocar uma criança para dormir, ato que exige extrema coordenação e carinho, para sair de uma cadeira de balanço, sem mudar a criança de posição, para alfim, suavemente colocá-la de forma segura, consistente, no berço sem que ela acorde. Talvez pela sensibilidade e ternura, pois os olhos femininos lêem, percebem e interpretam muito além do que qualquer informação dita Assim, Dra. Isabel todas estas qualidades femininas serão de forma relevante desafiadas nesta gestão, e sua vitória como mãe, esposa, avó certamente será espraiada por esta Corte. Não tenho dúvidas disso ao verificar os olhares carinhosos do seu marido Desembargador Manuel Pascoal Nabuco d´Ávila, de seus filhos, de seus netos e todos aqueles que sabem de suas qualidades e do seu caráter. Mas, seria extremamente insuficiente, tacanho e até mesmo injusto creditar o sucesso de sua futura gestão e o caráter especial desta solenidade, apenas pelo fato da condição feminina de Vossa Excelência. Isto diz muito pouco, pois estamos falando não só de uma mulher, mas também de uma gestora altamente capacitada. Com efeito, a Conselheira Maria Isabel Carvalho Nabuco d´Ávila possui um notável currículo, que sem dúvida a credencia ao exercício desta presidência. O currículo de Sua Excelência expõe um grande número de honrarias, 18 ao todo, das quais destaco as homenagens do Colar do Mérito Gumercindo Bessa, a Medalha em Grau de Comendador da Ordem do Mérito Aperipê e a medalha de honra ao mérito Serigy. O ilustrado currículo demonstra, ainda, larga experiência como servidora e dirigente, ao ter ocupado as posições de Coordenadora e Assistente Social da FEBEM, como ainda, Diretora Técnica e Assistente Social da FUNDESE, chegando posteriormente à Presidência de tal fundação. Foi também Secretária Adjunta de Governo, assumindo por diversas vezes aquela secretaria; tudo isto até atingir o seu ápice no serviço público, nas duas últimas funções por Sua Excelência desempenhadas: Secretária de Estado de Administração e Conselheira do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe. Como Secretária de Estado da Administração, Vossa Excelência, Dra. Isabel, notabilizou-se por um excepcional trabalho de organização daquela Secretaria, inclusive capitaneando o Projeto dos CEACs, exemplos para o Brasil de racionalização e excelência na prestação de serviços públicos. Como Conselheira, Dra. Isabel, sou testemunha da liderança que Vossa Excelência exerce sobre seus subordinados, e o carinho que eles devotam à senhora. E sei o motivo: porque, apesar da rigidez da liderança e das intensas cobranças, o exemplo começa em Vossa Excelência, que vê o exato cumprimento do expediente como um sacerdócio, e antes de cobrar muito de outrem, cobra muito de si mesma. E este comportamento exemplar de Conselheira, será agora coroado com a assunção à Presidência da Corte, para mais uma vez mostrar sua face de gestora e brilhante controladora de recursos públicos. Mas isto ainda não diz tudo, pois não é na sua condição feminina, nem nas suas grandes qualidades de gestora que vejo o atributo mais eloqüente e relevante para sua investidura no cargo de Presidente desta Corte. E este terceiro atributo, já podem todos imaginar, é o comprometimento. Dra.Isabel convivemos há cerca de 8 anos e meio, e sempre fui admirador de Vossa Excelência, pois sempre percebi em sua pessoa algo que eu considero essencial ao agente público. O orgulho de ser servidor, e a exata noção de que trabalhar no serviço público é um privilégio. Pois a possibilidade de servir ao seu Estado, ao seu Município, ao seu próximo, é muito gratificante. Ainda mais em uma instituição como o Tribunal de Contas, em que por trás de cada Auditoria, de cada dispêndio verificado, há pessoas, há crianças e idosos; e a boa atuação desta Corte de Contas é pilar essencial para que estas pessoas, crianças e idosos possam ter uma vida digna, de qualidade e feliz. E Vossa Excelência sempre externou esta noção de que laborar neste Sodalício é um privilégio, Lembro-me, como se fosse hoje, eu recém-chegado a este Tribunal, e Vossa Excelência dizendo-me do orgulho de trabalhar aqui, e que por causa deste orgulho e privilégio, não admitia que, em uma instituição tão relevante, tão estruturada e organizada, o servidor aqui lotado não rendesse o máximo de sua potencialidade. E esta percepção do comprometimento, cristalizou-se ainda mais, neste último ano de 2010, ano em que tivemos oportunidade de trabalhar em parceria em alguns processos; e, a cada debate de cada situação envolvida, percebi a pureza da sua vontade de acertar, da sua vontade de fazer o certo, apenas e simplesmente porque fazer o certo é o certo, independentemente de outras considerações metajurídicas. Mesmo correndo o risco da solidão, Vossa Excelência diversas vezes sustentou sua opinião no pilar forte de sua consciência, mesmo às vezes contra turbilhões e correntezas. Uma postura límpida, transparente e comprometida. Comprometimento é então uma palavra certa nos próximos meses que se iniciam. E dessa forma, Dra. Isabel, Vossa Excelência está mais do que apta a fazer diferença na Presidência deste Tribunal, continuando o legado do Conselheiro Reinaldo Moura e de seus antecessores. Porém, para tanto, Excelência, alguns desafios se impõem e devem ser vencidos. E se o desafio do Conselheiro Reinaldo Moura foi o encontro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe com a sociedade, o desafio de sua gestão, Dra. Isabel, será o encontro deste Tribunal com o futuro. Encontro com o futuro, o futuro que traz esperança, mas que para realizá-la exige muitas cobranças. Explico. Com efeito, Excelentíssimas Autoridades, Senhoras e Senhores, o futuro que nos cobra e que se avizinha, é sem dúvidas um tempo de transformação. É o tempo, tenho certeza, da igualdade de oportunidades, é o tempo da eliminação de diferenças, é o tempo em que a dignidade da pessoa humana não será um argumento, mas sim uma realidade. E para implementação deste futuro, serão necessários muitos recursos, e como o bolo é único, e a fatia a ser repartida maior; uma solução para tal dilema é encarar o tempo futuro como tempo de correção, perfeição, combate ao desperdício. O tempo futuro será, sem dúvida, o tempo da premência da excelência na gestão. E como isto repercute na atuação do Tribunal? Muito. Primeiro na necessidade de uma reengenharia de seus processos de atuação, de modo a propiciar um melhor aproveitamento de seus recursos internos. Como, por exemplo, o redesenho da divisão de competências internas de fiscalização, as chamadas áreas de jurisdição, já que ao se replicarem seis áreas generalistas, em seis Coordenadorias; não se favorece a uniformidade, e se acaba por gerar redundâncias. E se os recursos são escassos, tais redundâncias têm que ser excluídas, do mesmo modo que especializações têm que ser fomentadas; pois não vemos como um único técnico ser especialista em áreas tão díspares como a legislação da saúde, da educação, procedimentos de licitação e análise contábil de sociedades de economia mista. É a hora da especialização, para que o Tribunal possa fazer mais com os técnicos que tem à disposição. Do mesmo modo, urge o redesenho legislativo das carreiras que compõem o quadro de pessoal desta Corte. Um plano de cargos e salários para servidores comissionados e efetivos, que estabeleça uma melhor relação área meio/área fim, e uma exata fixação das estruturas disponíveis a cada setor ou gabinete. Como também urge uma melhor relação quantitativa entre servidores efetivos, servidores requisitados, servidores comissionados, privilegiando-se os servidores efetivos, de modo que se possa ter à disposição da Corte uma carreira sólida, profissionalizada, no esteio do Mandamento da Emenda Constitucional nº 20. E, para tal fim, urge a realização do concurso público, já autorizado pelo Plenário do Sodalício e que certamente trará muita luz à profissionalização da mãode-obra da Corte, aspecto relevante para atuação imediata. Como também não vemos por que não se implementar neste Tribunal o modelo de atuação de Auditores existente no TCU. Modelo em que os mesmos participam da distribuição, e presidem processos emitindo propostas de voto. Este seria, sem dúvidas, um passo largo em direção da agilidade na tramitação e julgamento de maior número de processos. Por fim, entendo que a atuação de Excelência é aquela que consegue o maior resultado social possível. E assim, a fiscalização e diagnóstico da atuação pública, especialmente por meio de auditorias operacionais, têm que ser priorizadas nas áreas que afetam diretamente o bem-estar e a vida digna da população. Assim, desde já proponho, sem prejuízo da formalização posterior devida, que Vossa Excelência, Dra. Isabel, lidere a sinergia dos recursos deste Tribunal em prol de um grande diagnóstico de dois setores públicos essenciais à vida dos cidadãos sergipanos: Saúde e Educação. Proponho que este Tribunal estabeleça um plano de trabalho que congregue esforços no sentido visitar in loco e verificar a situação de cada escola, seja estadual ou municipal. Do mesmo modo, que seja verificada a situação física de cada hospital e de cada clínica à disposição da população sergipana. Tenho certeza que ações-diagnóstico como estas, repercutirão positivamente na gestão pública do Estado, pois, com a efetiva sinergia entre Controle, Governo do Estado e Governo dos Municípios, será com certeza concretizada a brilhante visão de futuro do Excelentíssimo Governador Marcelo Deda, que vislumbra a possibilidade da erradicadação da miséria em nosso Estado a partir do ano de 2016. E, por falar em futuro, Presidente Isabel Nabuco, Governador Marcelo Deda, Excelentíssimos Conselheiros, a música Aquarela, imortalizada na voz de Toquinho nos ensina que nós todos, em nossa jornada, somos como um menino que caminha e caminhando chega no muro. E ali logo em frente, a esperar pela gente o futuro está... E o futuro é uma astronave Que tentamos pilotar Não tem tempo, nem piedade Nem tem hora de chegar Sem pedir licença Muda a nossa vida E depois convida A rir ou chorar... O futuro vem e mudará nossa vida. Trabalhemos todos, servidores públicos, para que o futuro mude para melhor, e encha de júbilo, a vida de todos os sergipanos. Muito obrigado.