MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA – ADA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZONIA - UFRA CENTRO DE PESQUISA E GESTÃO DE RECURSOS PESQUEIROS DO LITORAL NORTE - CEPNOR RELATÓRIO DO CENSO ESTRUTURAL DA PESCA DE ÁGUAS CONTINENTAIS NA REGIÃO NORTE Convênio ADA/UFRA Nº 018/2004 Belém - outubro de 2006 MINISTERIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL Pedro Brito do Nascimento AGENCIA DE DESENVOLVIMENTO DA AMAZONIA Dijalma Bezerra Mello UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZONIA Marco Aurélio Leite Nunes FUNDAÇÃO DE APOIO A PESQUISA, EXTENSÃO E ENSINO EM CIÊNCIAS AGRARIAS Pierre Nader Mattar CENTRO DE PESQUISA E GESTÃO DE RECURSOS PESQUEIROS DO LITORAL NORTE – CEPNOR Italo José Araruna Vieira COORDENAÇÃO GERAL Ítalo José Araruna Vieira COORDENAÇÃO TECNICA José Augusto Negreiros Aragão e Sonia Maria Martins de Castro e Silva EQUIPE TÉCNICA Acre Amapá Amazonas Pará Rondônia Roraima Adriana Cabral Kloster Antônio Marreiro Carlos Leopoldo Lima de Oliveira Domingos Leão do Amaral Junior Francisco Júlio Wanderley Rezende - Coordenador Jocicleide Bessa da Silva Sami Pinheiro Michele Gonçalves Dias Ivan Furtado Junior (Coordenador) Alcilene Barreto José dos Santos Oliveira Carlos Antônio Pantoja Cleudo Brasil Bernardo de Oliveira Francisco Eduardo Moraes Ivo da Rocha Calado - Coordenador João Ferreira F. de Amorim José Geraldo de Pontes e Souza José Maria Batista Damasceno Lucivaldo Ribeiro Pereira Sidney Souza de Araújo Ubiraci Andrade Silva Carla Suzy Freire de Brito – Coordenadora Edwaldo Adrião Gadelha Élcio Paulo da Rocha José Maria dos Santos Gadelha – Coordenador Michele Gonçalves Dias Raimundo Otávio da Silva Mendes Walmir Mário Alves Lima Júnior Zulmira Costa da Silva Jacomo Antonio Mediote Ricardo Lopes da Cruz Jenner Tavares Bezerra de Menezes Carlos Alberto Pinto de Sá Erica Cristina Pupp Ana Fátima Coutinho Mello Rodrigo de Barros Feltran - Coordenador EQUIPE TÉCNICA Tocantins Jacimar Alves de Moraes Dione Weider Ribeiro da Silva Bruno Gomes Costa Elcio Paulo da Rocha - Coordenador O Chefe do CEPNOR, na qualidade de executor do convênio ADA/UFRA/FUNPEA, agradece a todos os técnicos, auxiliares, coletores, presidentes de colônias, pescadores, digitadores, enfim a todos que contribuíram de forma direta ou indireta para elaboração do Censo Pesqueiro de Águas Continentais da Amazônia. Expressamos também, nossos agradecimentos aos Engenheiros de Pesca José Augusto Negreiros Aragão e Sonia Martins de Castro e Silva, pela coordenação, organização, compilação e formatação do relatório do Censo Pesqueiro. Ítalo José Araruna Vieira Chefe do CEPNOR/IBAMA 1. APRESENTAÇÃO A adequada gestão da explotação dos recursos pesqueiros, de forma a garantir um desenvolvimento sustentável da atividade, exige fundamentalmente que se conheça as espécies capturadas, como são capturadas, o quanto é capturado, a sua biologia e dinâmica, a forma de comercialização etc. Sem um programa contínuo de coleta de dados estatísticos sobre a pesca não é possível pretender qualquer ingerência racional no setor, seja para desenvolver, incentivar ou desacelerar a exploração de um recurso. Por isso, a coleta sistemática de informações pesqueiras não é um fim em si mesmo, mas uma etapa indispensável para a tomada de decisões políticas por parte do governo ou do setor produtivo devendo, portanto, ser considerada uma atividade prioritária (ARAGÃO, 1977). O passo inicial é a caracterização da pesca, através de censo estrutural nos locais de desembarque de pescado e, a partir daí, definir e implementar um programa permanente de coleta de dados estatísticos com vistas à geração de informações para estudos sobre avaliação dos recursos pesqueiros em exploração, potenciais pesqueiros alternativos e análises setoriais diversas (ARAGÃO, op. cit.). Dentro deste contexto se justifica a realização da estatística pesqueira, bem como a capacitação de recursos humanos para realizar as mais diversas atividades, desde a coleta confiável de dados até a sua análise e manipulação nas pesquisas sobre recursos pesqueiros desenvolvidas pelo Cepnor. No caso da Região Norte, é imperiosa a necessidade de preencher a grande lacuna existente no tocante à geração de dados e informações necessárias para subsidiar o processo de ordenamento da pesca continental, dando ênfase ao aprofundamento do conhecimento sobre o uso dos recursos pesqueiros, direcionando as pesquisas pesqueiras e geração de dados confiáveis para subsidiar políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável do setor pesqueiro. Considerando ainda que os últimos dados estatísticos sobre as pescarias continentais brasileiras foram produzidos por visitas técnicas sem uma metodologia cientifica confiável, a implantação do Projeto Estatística Pesqueira de Águas Interiores da Região Norte do Brasil é uma forma de contribuir para solucionar a inaceitável e inconseqüente situação de descaso observada nas atividades de geração de dados estatísticos da pesca interior do Brasil, o que vem comprometendo todo o processo decisório com relação ao ordenamento do setor. Diante deste contexto, a Agencia de desenvolvimento da Amazônia – ADA, através de convênio firmado com a Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA, tendo como órgão executor o Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Norte – CEPNOR/IBAMA, elaborou e aprovou a implantação do Projeto Estatística Pesqueira da Amazônia, procedendo inicialmente o Primeiro Censo Estrutural da Pesca de Águas Continentais na região Norte para posteriormente estabelecer o Desenho Amostral da pesca nos Estados, e conseqüentemente implantar um sistema de coleta de dados de desembarque pesqueiro na região. Esperava-se com isso conhecer o universo da pesca na Região Amazônica, informação que se reveste de importância fundamental, tanto para o ordenamento da atividade pesqueira, quanto no sentido de vir a subsidiar políticas públicas para o setor. O presente relatório apresenta os resultados finais do Censo Estrutural da pesca de Águas Continentais na Região Norte. As análises realizadas são embasadas em tabelas padronizadas emitidas para cada estado, em número de quatorze (14), as quais apresentam uma caracterização dos locais de desembarque, das embarcações pesqueiras, das pescarias, dos pescadores e das espécies capturadas. 2. INTRODUÇÃO A hidrologia da bacia amazônica configura-se como um imenso complexo de rios, igarapés, lagos, canais e furos nos quais abriga cerca de 20,0% de toda água doce da terra. A pesca é uma das atividades mais importantes nessa região, constituindo-se em fonte de alimento, comércio, renda e lazer para grande parte de sua população, especialmente a que reside nas margens dos rios de grande e médio porte (SANTOS; SANTOS, 2006). A complexidade da pesca amazônica é muito alta. O predomínio de procedimentos artesanais na detecção dos cardumes e nas operações de captura é refletido na variedade de apetrechos e estratégias de pesca (FREITAS; RIVAS, 2006). Coexistem seis modalidades de pesca na bacia amazônica: a) a pesca predominantemente de subsistência, praticada por grupos familiares, pequenas comunidades, subestruturas étnicas (???) e outras estruturas de pequeno porte que buscam a sobrevivência física; b) a pesca comercial multiespecífica, destinada ao abastecimento dos centros urbanos regionais e praticada, em geral, por pescadores residentes nesses centros; c) a pesca comercial monoespecífica, voltada para a exportação e dirigida principalmente à captura de bagres como a piramutaba e o surubim; d) a pesca em reservatórios, resultante da construção de grandes represas para geração de energia elétrica, como Tucuruí e Balbina, que vem sendo desenvolvida por uma nova categoria de pescadores denominados "barrageiros"; e) a pesca esportiva, que tem como espécie alvo o tucunaré e vem sendo praticada principalmente em rios de águas pretas; e, f) a pesca de espécies ornamentais destinadas, principalmente, à exportação e realizada predominantemente no rio Negro e em seus afluentes. Muito embora a pesca de subsistência seja uma atividade difusa, praticada pelas populações ribeirinhas de toda a Amazônia, sem local específico para desembarque. O elevado consumo de pescado, cerca de 550 g/per capita.dia na Amazônia Central fornece uma idéia da importância social dessa pescaria, que pode representar até 60,0% de todo o pescado capturado anualmente na região. (FREITAS; RIVAS, 2006). A atividade pesqueira é praticada por seus habitantes desde o período précolombiano. Há cerca de oito mil anos, quando a região era explorada apenas pelos índios, os peixes já se constituíam em recursos naturais importantes para a manutenção das populações humanas (MEGGERS, 1977; ROOSEVELT et al., 1991). Apesar dessa longa trajetória no uso dos peixes, somente a partir da criação da Superintendência do Desenvolvimento da Pesca - SUDEPE, em 1962, foi possível consolidar as bases do até então incipiente segmento industrial da pesca. O crescimento desta atividade na Amazônia se insere em um processo nacional, iniciado pelo Estado, que respondeu a políticas e estratégias desenvolvimentistas idealizadas para a região. O modelo adotado baseou-se em incentivos a grandes empresas. Assim, transferiram-se volumes consideráveis de recursos financeiros dos cofres públicos para grupos econômicos privados. O período entre 1960 e 1988 caracteriza-se como uma etapa de significativo crescimento e expansão de todas as atividades produtivas na Amazônia. Apesar de não ser dirigida prioritariamente para a pesca, essa política promoveu significativas mudanças na atividade pesqueira (RUFFINO, 2005). É neste contexto histórico que surge a Lei Federal No. 5.174 de outubro de 1966, que concedeu incentivo fiscal a empreendimentos na Amazônia, e o Decreto-lei Federal No. 221, de 28 de fevereiro de 1967 e movidos pelos incentivos fiscais, vários empresários estrangeiros ou oriundos do centro-sul do Brasil instalaram-se na Amazônia. Nos arredores de Belém surgiram as primeiras empresas de pesca industrial. Assim, importantes mudanças tecnológicas ocorreram na pesca amazônica entre os anos de 1950 e 1970, com a introdução dos motores a diesel e das fibras de náilon monofilamento para as redes de emalhar, bem como a instalação de frigoríficos e a expansão da pesca comercial, incentivados pelos planos governamentais. (PEREIRA, 2004). O número de barcos com poder de pesca cresceu vertiginosamente sem que qualquer restrição fosse colocada. Na década de 1970, mais de cem barcos de pesca industrial operavam no estuário do Rio Amazonas na pesca da piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii) e de camarões (Penaeus spp.) (PENNER, 1984). Entretanto, na década de 1980 estes incentivos fiscais perderam a sua validade e não foram renovados. Justamente nesse período começaram a ser observadas quedas significativas nas capturas de alguns estoques de peixes tradicionalmente explorados. A produção da pesca industrial da piramutaba no estuário, que atingiu 20 mil toneladas em 1977, caiu para 15 mil toneladas em 1987, chegando às 10 mil toneladas (TORRES; SILVA; BUENNDIA., 1995). Nas águas continentais, os desembarques em Manaus demonstravam uma tendência similar para as espécies mais exploradas comercialmente. Os volumes de pirarucu caíram de 1.140 toneladas em 1979, para 364 toneladas em 1986. Atualmente, o pirarucu no Estado do Amazonas encontra-se com sua pesca proibida por 5 anos. O tambaqui que representava 45% do pescado desembarcado nesse porto em 1976, perdeu importância, passando para menos de 10% do total em peso em 1982 (SUDEPE, 1998). Apesar de toda a crise, a Região Norte é a mais produtiva do País, participando, na década de 1991 a 2000, com 65,5% do pescado continental desembarcado no Brasil (OLIVEIRA, 2005). No entanto, há pouca informação científica disponível sobre a pesca na Amazônia. Durante séculos ela só foi divulgada por intermédio de viajantes e de registros históricos isolados, como os de Veríssimo (1895) e Meschkat (1961). Os primeiros bancos de dados e estudos sistematizados sobre a atividade pesqueira nessa região só foram iniciados na década de 1970, com os trabalhos de Petrere (1978a e b) no Estado do Amazonas; Goulding (1979 e 1980), em Rondônia e Smith (1979), no município de Itacoatiara (AM). Apenas nos últimos 10 anos, projetos de pesquisa desenvolvidos por pesquisadores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), do Museu Paraense Emílio Goeldi e Universidades de Rio Claro (UNESP) e do Amazonas (UFAM) (SANTOS; SANTOS, 2006) começaram a gerar dados sistemáticos sobre captura, esforço e biologia de alguns estoques de peixes, bem como sobre aspectos sociais e econômicos dos conflitos que ocorrem nos diversos sistemas de pesca. Esse tipo de informação é ainda incipiente diante da dimensão da biodiversidade e da complexidade do ecossistema amazônico, para que se formulem novas estratégias de manejo, uma vez que as regulamentações pesqueiras existentes se baseiam em suposições e consistem em esforços isolados e esporádicos de agências de governos regionais (RUFFIINO, 2005). 3. OBJETIVOS 3.1. OBJETIVO GERAL Realizar um Censo Estrutural da Pesca Continental dos estados da região Norte do Brasil, procurando caracterizar os locais de desembarques, as embarcações e artes de pesca utilizadas, as pescarias e as espécies capturadas, bem como os produtores, e, a partir daí, delinear um programa de coletada de dados para estimar os desembarques e o esforço de pesca aplicados nos diversos estados. 3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 9 Identificar e caracterizar todos os locais de desembarque de pescado 9 Cadastrar e quantificar as embarcações por tipo, por local e por município; 9 Identificar e caracterizar as artes de pesca utilizadas 9 Identificar e caracterizar as pescarias e as operações de pesca 9 Identificar e caracterizar as espécies que compõe as capturas 4. MATERIAL E MÉTODOS Para execução dos trabalhos do Censo Estrutural foi adotada a metodologia de levantamento de dados descrita por Aragão (1977) e Aragão e Castro e Silva (2006), com as devidas adequações. Inicialmente, contatos foram mantidos pela direção do CEPNOR com as Superintendências Estaduais do IBAMA e com as Coordenações estaduais da SEAP na região, no sentido de identificar os potenciais parceiros para execução das atividades do censo. Nesse contexto, foram identificadas em cada estado e convidadas a participar, aquelas instituições que, de uma forma ou de outra, tinham alguma experiência com estatística pesqueira ou alguma capilaridade no estado. Assim, participaram efetivamente do Censo Estrutural da Pesca de Águas Continentais na Região Norte as seguintes Instituições (Quadro 1). Quadro 1 – Instituições parceiras do Censo Estrutural da Pesca de Águas Continentais na Região Norte, por estado. Instituições Estado SEAP UFRA X X Acre Amapá SEBRAE X SEATER IDAM UNIR SEPA PESCAP X X X X X Amazonas X X X X Pará Rondônia X Roraima X Tocantins X Colônias X X X X X X Em reuniões mantidas com as diversas Instituições envolvidas, foram apresentados a metodologia e os formulários a serem aplicados, adaptando-os à realidade de cada estado e dirimindo as dúvidas quanto ao seu preenchimento. Na oportunidade foi feito um levantamento das bacias hidrográficas e dos municípios potencialmente pesqueiros de cada estado, e, com base nesses dados, definiu-se a área de abrangência do censo, ficando a coordenação do projeto nos estados sob a responsabilidade do IBAMA, exceto o Estado do Amazonas que teve a coordenação a cargo da SEPA. Para facilitar o desenvolvimento dos trabalhos os estados foram divididos em regiões e cada região sob o controle de um técnico de alguma das instituições engajadas no censo. Foram utilizados 4 modelos de formulários sugeridos na metodologia já citada e 2 outros para atender as necessidades da Agência de Desenvolvimento da Amazônia – ADA, num total de 6, os quais continham informações sobre a caracterização das embarcações, das pescarias, dos locais de desembarque (2 formulários), das espécies capturadas e dos produtores (Anexos 1 a 6). No formulário destinado ao cadastramento das embarcações, além das características dos barcos, constavam ainda dados sobre o proprietário e os métodos de pesca utilizados. O censo foi realizado em cada estado, simultaneamente, nos principais locais de desembarque, no período de maio a outubro de 2005, constando das seguintes etapas : ¾ Levantamento bibliográfico sobre os sistemas de coleta de dados e a atividade pesqueira no Estado; ¾ Reconhecimento dos Locais de Desembarques: viagens de reconhecimento foram realizadas às comunidades pesqueiras selecionadas, com o objetivo de localizar e quantificar os pontos de desembarque e obter informações preliminares sobre as principais espécies capturadas, os períodos de safra, os diversos tipos e quantidades aproximadas de embarcações e artes de pesca utilizadas. Ao mesmo tempo, mantiveram-se contatos com lideranças locais, visando a divulgação do projeto e identificação de pessoas que poderiam colaborar na sua execução. Foram identificadas ainda as possíveis dificuldades no deslocamento e na aplicação dos questionários. ¾ Seleção e treinamento dos entrevistadores: os entrevistadores foram selecionados pelos coordenadores de área, conforme critérios próprios de cada região, segundo disponibilidade, naturalidade (escolhendo pessoas das próprias comunidades pesqueiras) e interesse destas em participar do Programa. Os coletores selecionados eram treinados para a utilização dos questionários e compreensão dos termos nele contidos, abordagem de pescadores e donos de embarcação, organização dos dados e como promover reuniões para agilizar a obtenção dos dados. O número de entrevistadores variou conforme o tamanho do município e importância da atividade pesqueira. A rede de coleta envolvida com o censo pesqueiro nos estados da Região Norte é apresentada no Quadro 2. Quadro 2 – Pessoas envolvidas com o Censo Estrutural da Pesca de Águas Continentais na Região Norte, por estado. Estado Coordenação Supervisão Cadastradores Apoio TOTAL Acre 01 04 13 09 27 Amapá 01 03 12 02 18 Amazonas 01 09 33 - 43 Pará 02 04 67 06 78 Rondônia 01 01 05 09 16 Roraima 01 01 06 08 16 Tocantins 01 01 03 01 06 TOTAL 08 23 139 35 205 ¾ Aplicação do Censo: cada entrevistador ficou responsável por uma área de trabalho, compatível com sua capacidade de deslocamento, tendo o seu desempenho supervisionado esporadicamente, mantinha pela reunião equipe com os de coordenação, mesmos, que, verificando o preenchimento dos formulários e tirando as dúvidas ainda existentes. Ao chegarem aos municípios, os entrevistadores procuravam as unidades locais das Instituições envolvidas, que, previamente comunicadas, lhes serviam como base de apoio e fornecimento de informações gerais sobre o município. Proprietários de embarcações e pescadores eram abordados nos portos, colônias de pescadores, terminais de desembarque e mercados locais onde foram aplicados os questionários e obtidas informações adicionais. A abordagem era feita conforme o dado a ser pesquisado, como por exemplo, para o preenchimento do formulário de cadastro de embarcações, os pescadores eram entrevistados dentro das mesmas, nas próprias residências, nos centros comunitários, nos portos ou bares próximos (Figura 1). Para as informações sobre as espécies e os preços de primeira comercialização, os coletores se deslocavam até os mercados ou pontos de venda à margem do rio, em frente à cidade ou próximo ao terminal de desembarque. Já os dados sobre os locais de desembarque foram obtidos nas prefeituras, órgãos de abastecimento (de luz elétrica, água e telefone) e hospitais e/ou postos de saúde. Vale destacar que em alguns estados, técnicos responsáveis pela execução do censo também participaram da coleta de dados, contando com o apoio de lideranças locais e das colônias de pescadores. ¾ Recolhimento e checagem dos formulários: os formulários eram recolhidos, sempre que possível semanalmente, e verificadas as informações fornecidas. Em alguns municípios esta etapa ocorreu somente no final do projeto, em virtude da dificuldade de deslocamento. ¾ Processamento dos dados: uma vez recolhidos e checadas as informações, os formulários foram encaminhados à sede do CEPNOR para digitação, com exceção do Acre e de Rondônia que tiveram seus dados digitados no próprio estado. Um sistema computadorizado, conhecido como ESTATWEB, foi desenvolvido especialmente para atender as necessidades do projeto, gerando o banco de dados e emitindo os relatórios desejados. Vale salientar que as Colônias de Pescadores, bem como a maioria das Prefeituras, Superintendências do IBAMA e escritórios da SEAP, foram de fundamental importância para a realização do Censo, viabilizando estrutura, pessoal para execução dos trabalhos, divulgação em rádios, carros de som e promovendo reuniões com as colônias e capatazias informando sobre a importância do censo pesqueiro para a comunidade (Figura 2). As embarcações pesqueiras foram classificadas de acordo com suas características, conforme Glossário de Embarcações em anexo (Anexo 8), constatando-se a existência de embarcações desde as mais rudimentares (movidas a remo), até embarcações industriais motorizadas, com sistema de frigorífico a bordo, que lhes confere grande autonomia de viagem. De acordo com o tamanho, as embarcações foram classificadas em pequenas, médias e grandes, dentro de suas respectivas categorias, ou seja, com casco de madeira (pequenas – até 8m de comprimento, médias – de 8m a 12m e grandes – acima de 12m), com casco de ferro (pequena – até 15m, média – de 15m a 25m e grande – acima de 25m). (a) (b) Figura 1 – (a) pescadores a espera do cadastramento das embarcações pesqueiras no Pará, (b) cadastramento de embarcações pesqueiras, no Pará. Figura 2 - Sensibilização dos pescadores sobre a importância do censo pesqueiro, no Pará. 5. RESULTADOS 5.1. CENSO ESTRUTURAL DA PESCA NO ESTADO DO ACRE O Estado do Acre localiza-se na Amazônia Ocidental fazendo fronteira com a Bolívia e o Peru. Com uma população aproximada de 650.000 habitantes, tem como capital a cidade de Rio Branco, situada nas margens do Rio Acre, afluente do Rio Purus. A pesca no Acre, apesar de ser exercida de forma totalmente artesanal, é importante fonte protéica para as comunidades localizadas ao longo da calha dos rios e, em algumas cidades e certas comunidades, é a principal fonte de proteínas de origem animal existente. A atividade congrega cerca de 3.333 pescadores (registrados na SEAP) e em alguns municípios, como em Cruzeiro do Sul (nas margens do Rio Juruá), é a 2ª atividade de maior importância econômica. A frota pesqueira do estado é caracterizada basicamente por pequenas embarcações, como “canoas” e “batelões” e alguns barcos de maior porte chamados “geleiras”. As principais espécies capturadas são o mandi, a branquinha, a curimatã, o surubim, o tambaqui, o filhote, a dourada, o pirarucu, o tucunaré e a pescada. Três grandes bacias hidrográficas são encontradas no Estado do Acre (Figura 1): a) a Bacia do Rio Juruá, que tem como principais afluentes os rios Tarauacá, Envira, Muru e o Moa. Ao longo desses rios estão localizados os municípios de Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Feijó; b) a Bacia do Rio Purus, cujos principais afluentes são o Rio Acre, Rio Iaco, Rio Chandles e o Rio Caeté, encontrando-se às margens dos mesmos os municípios de Rio Branco, Brasiléia, Xapuri, Assis Brasil, Sena Madureira, Manuel Urbano e Porto Acre; e c) a Bacia do Rio Madeira que, apesar desse rio não cruzar o estado, tem um afluente, o Rio Abunã, que serve de limite entre o Acre e a Bolívia. Os principais municípios localizados às suas margens são Plácido de Castro e Acrelândia. Figura 1 – Sub-bacias hidrográficas do Estado do Acre. Além de fonte de alimento, a pesca é uma das principais atividades geradoras de emprego e renda para a população. Alguns municípios destacam-se quanto ao volume de produção desembarcada, entre eles, Cruzeiro do Sul, nas margens do Rio Juruá (Figura 2). Este município é considerado o maior produtor de pescado do estado, com uma produção anual estimada de 1.000 toneladas, constituídas, principalmente, de mandi, branquinha e surubim. Acredita-se que a produção pesqueira desse município se encontra estabilizada, sendo um dos poucos municípios acreanos que a pesca não apresenta declínio comprovado. Cruzeiro do Sul Tarauacá Feijó Sena Madureira Rio Branco Figura 2 – Mapa do Estado do Acre, com indicação dos municípios de maior produção de pescado. O município de Sena Madureira, localizado às margens do Rio Iaco, afluente do Rio Purus, é o 2º maior produtor de pescado do estado. A pesca encontra-se em estado de sobre-explotação, já tendo atingindo, em anos passados a produção de 220 toneladas de pescado. A exemplo de Cruzeiro do Sul, o mandi e a branquinha representam as espécies de peixe mais capturadas. Entre os municípios de maior produção também se destacam Rio Branco, Tarauacá e Feijó, onde desembarcam de 40 a 100 toneladas de pescado por ano/município. Vale salientar que, em anos anteriores, a produção atribuída ao Município de Rio Branco correspondia não só ao pescado ali desembarcado, mas também ao total importado de outros centros produtores, como o Amazonas e Rondônia. É importante frisar que o Estado do Acre se caracteriza por desenvolver uma política ambientalista, onde o extrativismo (castanha, borracha, madeira e pesca) é prioridade governamental. A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca do Governo Federal, em parceria com o Governo Estadual, vêm incentivando a implantação de fábricas de gelo e câmaras frigoríficas em alguns municípios. Da mesma forma, verifica-se que a organização dos pescadores tem-se intensificado nos últimos anos, com a criação de novas colônias/associações de Pescadores. Há cerca de uma década existiam no estado cerca de 1.000 (um mil) pescadores, número que hoje já ultrapassa 3.333 pescadores registrados na SEAP-PR. Esse incremento decorre não só do aumento da produção de pescado nos rios, mas, provavelmente, em função do apoio governamental, em infraestrutura de frio, crédito bancário (financiamento) e, principalmente, pelo seguro desemprego, pago durante os 4 meses referentes ao defeso da pesca Ressalte-se que a produção pesqueira artesanal/profissional do Acre não vem apresentando crescimento ao longo dos anos, ao contrário do que se observa com a Piscicultura, que hoje é responsável por uma produção de pescado equivalente ao volume de pescado proveniente da pesca extrativa. 5.1.1 Caracterização dos Locais de Desembarque No Estado do Acre existem 22 locais de desembarque, sendo os mais importantes, aqueles localizados nos municípios de Cruzeiro do Sul (Porto da Castanhola, Porto do Donário e Porto da Ponte) e Sena Madureira (Porto da Antiga Feira, Porto da Nova Feira e Porto do Amarílio). Os municípios citados são, depois da capital, também os de maior população (Tabela 1). Os principais locais de desembarque por município são apresentados, a seguir (Figura 3): • Cruzeiro do SuL – Porto da Castanhola, Porto do Donário e Porto da Ponte • Sena Madureira – Porto da Antiga Feira, Porto da Nova Feira e Porto do Amarilío • Tarauacá- Porto da Praia e Porto do Mercado • Feijó- Porto dos Pescadores e Porto Municipal • Rio Branco- Porto do Mercado Elias Mansur e Porto do Areial A maioria dos municípios é ligada à capital por estradas asfaltadas, no entanto, as estradas que dão acesso aos Municípios de Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Feijó, no vale do Juruá, e Manuel Urbano, no vale do Purus, não possuem pavimentação e, na época invernosa, ficam praticamente intransitáveis. Vale ressaltar que Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Feijó são também os municípios mais distantes da capital do estado e que todos os municípios têm aeroportos para pequenas aeronaves (Tabela 1). Nas diversas localidades onde ocorrem desembarques de pescado existe energia elétrica, serviços de saúde, escolas etc., destacando-se os municípios de Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Rio Branco, que apresentam uma melhor infraestrutura de serviços. (Tabela 2). No que diz respeito ao associativismo, são encontradas colônias e associações de pescadores, nos vários municípios pesqueiros do Estado do Acre (Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Feijó, Manuel Urbano, Sena Madureira, Rio Branco, Plácido de Castro, Brasiléia e Assis Brasil) contando ainda com uma Federação de Pescadores, sediada no Município de Feijó. Não são encontrados sindicatos de pescadores e armadores em nenhum dos municípios, mas em alguns deles existem sindicatos de trabalhadores rurais e cooperativas . Ressalta-se que, de acordo com a direção da SEAP/PR, todas as Associações de Pescadores do Acre se fundiram com as Colônias de Pescadores nos respectivos municípios, e não existe nenhuma cooperativa nem sindicato de pescadores/armadores de pesca no estado (Tabela 3). Figura 2 – Locais de desembarque do Estado do Acre: (a), (b) e (c) Porto de Cruzeiro do Sul - Cruzeiro do Sul, (d) Porto do Amarílio - Sena Madureira. Os municípios que apresentam um maior número de pescadores colonizados, por ordem de importância, são: • Cruzeiro do Sul, com 1.444; • Sena Madureira, com 520; • Rio Branco, com 486; e • Mâncio Lima, com aproximadamente 400 pescadores, município este que, por não ter porto, não foi objeto do cadastramento. Em geral, nos locais de desembarque não existem infra-estruturas de apoio à pesca, nenhum trapiche construído. O que se verifica em alguns municípios (portos) é que alguns comerciantes/pescadores colocam pranchas de madeira entre a praia e o barco, no momento de descarregar o pescado, não se caracterizando como trapiche (Tabela 4). Em Sena Madureira existem 05 salgadeiras construídas de forma artesanal. Em alguns municípios são encontradas apenas pequenas escadarias temporárias que facilitam as operações de desembarque do pescado num determinado período de tempo. Na realidade não existe nenhuma estrutura de desembarque de pescado, construída de forma definitiva. A manutenção das embarcações é feita de forma artesanal, em carpintaria familiar, uma vez que não existem grandes estaleiros no estado. Os municípios de Cruzeiro do Sul, Rio Branco e Sena Madureira são aqueles que apresentam uma melhor infra-estrutura para manutenção das embarcações, onde são encontrados pequenos estaleiros artesanais (Tabela 4). Além da pesca, outras atividades também são desenvolvidas nas localidades onde ocorrem desembarques de pescado, tais como o extrativismo da borracha, da madeira e da castanha. A pecuária é, entretanto, a principal atividade empresarial do estado. Os municípios de Rio Branco e Cruzeiro do Sul são aqueles que apresentam maior desenvolvimento econômico. Existia apenas um único salão de beneficiamento em Manuel Urbano, que está desativado. Em geral, o pescado de pequeno e médio porte (curimatã, piau, tambaqui, mandi, branquinha etc.) é comercializado na forma resfriado inteiro, enquanto os peixes de couro (bagres, piraíba, surubim etc.) são comercializados resfriados, descabeçados e eviscerados (Tabela 5). Apenas em Sena Madureira a comercialização de peixe eviscerado acontece com maior intensidade. Outra forma de comercializar o pescado, em menor escala, é na forma de pescado salgado seco (pirarucu, jaú, pirarara, bagres, curimatã, matrinxã etc.). Raramente o pescado é congelado (somente quando é comercializado para outro estado). Ainda não existe no estado uma unidade de processamento do pescado a nível empresarial. O porto com melhor infra-estrutura de frio destinada à pesca é Cruzeiro do Sul. Ressalta-se que em Manuel Urbano a infra-estrutura de frio existente se encontra desativada. Em Tarauacá existe uma fábrica de gelo, segundo informações colhidas junto a SEAP/PR. Apenas em Assis Brasil, Manuel Urbano, Brasiléia e Plácido de Castro não são encontradas fábricas de gelo (Tabela 7). Vale ressaltar que em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Sena Madureira existem outras fábricas de gelo que atendem a outras atividades (frango, gado etc) que também podem ser utilizadas pelos pescadores. Em Rio será inaugurada em breve uma câmara e uma fábrica de Gelo, dos próprios pescadores. A maior parte do pescado é comercializada dentro dos próprios municípios. Apenas pequenas quantidades saem para outros municípios e quase nenhuma para outros estados. As colônias de pescadores são os maiores intermediários na venda do pescado, repassando o produto para os vendedores nos mercados municipais. Apenas em Sena Madureira o pescado é comprado e vendido na capital por intermediários e, algumas vezes, pela própria colônia (Tabela 8). 5.1.2 Caracterização das Embarcações A frota cadastrada no Estado do Acre é constituída de 312 embarcações, sendo 75 barcos a motor, 139 canoas e 98 batelões, muito embora se tenha conhecimento que esse total gire em torno de 500 embarcações (Tabela 9 e Figura 4). Essa diferença é representada, principalmente, de pequenas canoas que, além da pesca, são utilizadas em outras atividades. Os municípios de Cruzeiro do Sul e Feijó tiveram um maior número de embarcações cadastradas, correspondendo a 42,3% e 13,1% do total, enquanto que em Assis Brasil foram cadastradas apenas 10 barcos, o equivalente a 3,2% (Tabela 9). Boa parte das pequenas embarcações são canoas e não fizeram parte do censo. Das embarcações cadastradas, 70,5% medem entre 8m e 18m (Tabela 10). Apesar de se tratarem de embarcações de maior porte, apenas uma apresentou casco de madeira revestido com fibra de vidro, todas as demais são de madeira (Tabela 10). Considerando-se o ano de construção das embarcações, verifica-se que se trata de uma frota relativamente nova, uma vez que somente 2,9% das embarcações têm mais de 10 anos de construída (Tabela 10). Pelo caráter artesanal da frota do Acre, é expressivo o número de embarcações que opera com até 2 pescadores (34,6%). No entanto, como a maior frota cadastrada media entre 8 e 18m,46,8% das embarcações operam com uma tripulação de 3 a 6 pessoas (Tabela 10). Quanto à conservação do pescado a bordo, verifica-se que 98,7% das embarcações utilizam gelo (Tabela 10). No que diz respeito ao local de atração das embarcações, não existe nenhum específico para a pesca (Tabela 10). Figura 4 – Embarcações pesqueiras do Estado do Acre: (a), (b) e (c) Barco a motor Quanto à situação da frota junto aos órgãos governamentais, constata-se que um percentual muito pequeno de embarcações (0,6%) é registrado na Capitania dos Portos. As embarcações com Registro Geral da Pesca - RGP representam 20,2%, sendo que desse total somente 3,2% são registradas na SEAP, constatando-se na Tabela 11 que a maioria ainda detém registro no IBAMA e no MAPA, no entanto sem nenhuma validade jurídica. Muito embora seja expressivo o total de embarcações motorizadas no estado (295), somente 6 têm sido beneficiadas com o subsídio do óleo diesel, ou seja, 1,9% dessa frota (Tabela 11). 5.1.3 Caracterização das Pescarias Não há maiores diferenciações nas operações de pesca entre as bacias hidrográficas do estado. Em ordem de importância, a malhadeira, a tarrafa e o anzol são as artes de pesca mais usadas, variando apenas quanto ao quantitativo utilizado nas fainas de pesca. Apesar de não constarem nas pescarias das Bacias dos rios Purus, Acre e Tarauacá, o uso do anzol é comum entre as embarcações em todo o estado (Tabela 12). A maior parte do pescado é capturado com malhadeira, cujo comprimento varia de 50m a 100m de comprimento. O número de redes transportadas pelas embarcações varia de acordo com o comprimento dos barcos. Nas pescarias com anzol, linha e espinhel são utilizados como isca, principalmente, o minhocão e a piaba (Tabela 13). À semelhança das malhadeiras, as tarrafas também diferem quanto ao tamanho e ao total de redes usadas nas pescarias, correspondendo, em média, a 6 tarrafas de 3m de comprimento. Muito embora não tenha sido registrado o uso de espinhel nas pescarias realizadas nas bacias do Juruá e Purus, dispõe-se de informações de que esse tipo de aparelho é bastante utilizado. O tempo de duração das pescarias varia de acordo com o tamanho da embarcação (Tabela 12) e a época do ano, no período de safra a duração da pescaria (horas efetivas de pesca), de uma maneira geral, aumenta. 5.1.4 Caracterização das Espécies Capturadas Tendo em vista que o censo foi realizado no período da entressafra, a maior parte das espécies, de importância tanto comercial quanto produtiva, não constaram nos dados levantados em algumas bacias, o que justifica o pequeno número de espécies cadastradas, como por exemplo, a ausência do surubim e do pirarucu na Bacia do Abunã, do surubim e do filhote na Bacia do Envira. O período de safra da maioria das espécies varia de julho a setembro, podendo esse período ser maior, se estendendo de junho a outubro, em função da vazão e das cheias dos rios. Entretanto, espécies como a dourada apresentam uma maior produção em outro período (Tabela 13). As principais espécies capturadas no Acre são a branquinha e o mandi que têm baixo preço no mercado (peixe de segunda), chegando a custar R$ 1,00/Kg na época da safra (piracema trófica). Os peixes com grande aceitação no mercado (ótimo preço) são o tambaqui, filhote, dourada, pirarucu, tucunaré, pescada e o surubim, cujo preço chega a atingir R$ 10,00/Kg. Ao longo dos anos a produção estimada de pescado no Acre (não oficial), avaliada pelos pescadores e órgãos estaduais/federais, nunca ultrapassou a casa das 2.000 toneladas/ano. 5.1.5 Caracterização dos Pescadores Durante o censo, foram cadastrados no Estado do Acre 1.447 pescadores, no entanto, em levantamento junto à SEAP-PR, identificou-se um total de 3.333 pescadores registrados no estado. A idade média dos pescadores no Acre é de 39,8 anos. Nos municípios de Plácido de Castro e Rio Branco, essa média aumenta para 45,2 anos e 45,0 anos, respectivamente (Tabela 14). Já em Tarauacá os pescadores apresentam a menor média, com 31,4 anos. O tempo médio de permanência dos pescadores na atividade pesqueira é de 11,1 anos, variando de 5,1 anos em Rio Branco a 20,4 anos, em Assis Brasil. Tendo em vista o fato de Cruzeiro do Sul ser o município com colônia de pescadores mais antigo, era de se esperar que os pescadores com maior tempo na pesca fossem encontrados nesse município. No entanto, com o advento do seguro desemprego, supõe-se que o ingresso na atividade de significativo número de novos pescadores, provavelmente interessados apenas no acesso ao benefício, contribuiu para a redução da idade média de atuação dos mesmos. A classe de pescadores do Acre sempre foi caracterizada como artesanal. A atividade pesqueira é considerada em sua grande parte como artesanal e de subsistência. Em contato verbal, com o Superintendente do BASA no estado, os pescadores encontram muitas dificuldades em honrar seus compromissos financeiros com aquela instituição, uma vez que a pesca encontrar-se na sua capacidade máxima de exploração ou mesmo em sobre-explotação. Este fato é público e notório, devido a diminuição do desembarque no mercado local de algumas espécies, como é o caso do tambaqui, dourada e do pirarucu. No entanto há a necessidade de se realizarem pesquisas de avaliação do nível de explotação dos estoques para comprovar a veracidade dessas informações. TABELAS ACRE Tabela 1 - Informações gerais sobre as localidades pesqueiras do estado do Acre. Coleção d`água Município Rio Envira e afluentes Feijó Rio Juruá e afluentes Cruzeiro do Sul Rio Abunã e afluentes Plácido de Castro Assis Brasil Brasiléia Rio Acre e afluentes Plácido de Castro Rio Branco Manuel Urbano Rio Purus e afluentes Sena Madureira Rio Tarauacá e afluentes Tarauacá Localidade Porto dos Pescadores Porto Municipal Porto da Castanhola Porto da Ponte Porto Donário Porto do Loló Porto do Rapirã (pantanal) Porto do Tuta Porto Internacional Catraia Ponte Velha Porto do Havaí Porto Internacional Mercado Elias Mansur Porto do Areial Porto da Baixada Porto da Escada Porto de Baixo Porto do Baião Porto da Antiga Feira Porto da Nova Feira Praia do Amarílio Porto da Praia Porto do Mercado População 27.834 69.772 15.508 5.000 17.000 15.508 320.000 7.000 29.420 26.338 Tipo de Acesso Asfalto Asfalto Sem Pavimentação Asfalto Asfalto Asfalto Asfalto Asfalto Asfalto Asfalto Asfalto Asfalto Asfalto Asfalto Asfalto Sem Pavimentação Sem Pavimentação Sem Pavimentação Sem Pavimentação Asfalto Asfalto Asfalto Asfalto Asfalto Distância da Capital 350 650 100 336 230 100 215 144 400 Tabela 2 - Serviços disponíveis nas localidades pesqueiras do estado do Acre. Coleção d`água Município Localidade Porto dos Pescadores Porto Municipal Porto da Castanhola Cruzeiro do Sul Rio Juruá e afluentes Porto da Ponte Porto Donário Porto do Loló Rio Abunã e afluentes Plácido de Castro Porto do Rapirã (pantanal) Porto do Tuta Assis Brasil Porto Internacional Catraia Brasiléia Ponte Velha Rio Acre e afluentes Porto do Havaí Plácido de Castro Porto Internacional Mercado Elias Mansur Rio Branco Porto do Areial Porto da Baixada Porto da Escada Manuel Urbano Porto de Baixo Rio Purus e afluentes Porto do Baião Porto da Antiga Feira Sena Madureira Porto da Nova Feira Praia do Amarílio Porto da Praia Rio Tarauacá e afluentes Tarauacá Porto do Mercado Rio Envira e afluentes Feijó Energia Serviços de Saude Escolas Outras Facilidades Elétrica Eólica Posto Hospit. Matern. Crech Alfab. EEF EEM P.Telf. Banco Ag.Lot. Correio Centro Com. Clube x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Tabela 3 - Associativismo nas localidades pesqueiras do estado do Acre. Coleção d`água Município Localidade Porto dos Pescadores Rio Envira e afluentes Feijó Porto Municipal Porto da Castanhola Rio Juruá e afluentes Cruzeiro do Sul Porto da Ponte Porto Donário Porto do Loló Rio Abunã e afluentes Plácido de Castro Porto do Rapirã (pantanal) Porto do Tuta Assis Brasil Porto Internacional Catraia Brasiléia Ponte Velha Rio Acre e afluentes Porto do Havaí Mercado Elias Mansur Rio Branco Porto do Areial Porto da Baixada Porto da Escada Manuel Urbano Porto de Baixo Rio Purus e afluentes Porto do Baião Porto da Antiga Feira Sena Madureira Porto da Nova Feira Praia do Amarílio Porto da Praia Rio Tarauacá e afluentes Tarauacá Porto do Mercado Associações Sindicatos Pesca. Arma. Morad. Pesca. Arma. x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Outras Entidades Trab. Colôn. Capat. Coop. x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Colonizados Pescadores Não Colonizados Total 82 14 96 1.444 200 1.644 70 70 96 96 182 182 486 486 22 22 520 60 580 140 17 157 Tabela 4 - Infra-estrutura de apoio à produção nas localidades pesqueiras do estado do Acre. Coleção d`água Município Apoio à Produção Localidade Trapiche Rio Envira e afluentes Feijó Rio Juruá e afluentes Cruzeiro do Sul Rio Abunã e afluentes Plácido de Castro Assis Brasil Brasiléia Rio Acre e afluentes Plácido de Castro Rio Branco Manuel Urbano Rio Purus e afluentes Sena Madureira Rio Tarauacá e afluentes Tarauacá * Total no município Porto dos Pescadores Porto Municipal Porto da Castanhola Porto da Ponte Porto Donário Porto do Loló Porto do Rapirã (pantanal) Porto do Tuta Porto Internacional Catraia Ponte Velha Porto do Havaí Porto Internacional Mercado Elias Mansur Porto do Areial Porto da Baixada Porto da Escada Porto de Baixo Porto do Baião Porto da Antiga Feira Porto da Nova Feira Praia do Amarílio Porto da Praia Porto do Mercado Barracão Salgadeira Secadeira Empresas de Pesca Defumador Matriz Filial Manutenção Embarcac. Estal. Carp. Outro x x x x x x x x x x x x x x 1* 5* x x x x x x x x x x x x x Tabela 5 - Atividades desenvolvidas e produtos comercializados nas localidades pesqueiras do estado do Acre. Coleção d`água Município Rio Envira e afluentes Feijó Rio Juruá e afluentes Cruzeiro do Sul Rio Abunã e afluentes Plácido de Castro Assis Brasil Rio Acre e afluentes Brasiléia Rio Branco Manuel Urbano Rio Purus e afluentes Sena Madureira Rio Tarauacá e afluentes Tarauacá Localidade Porto dos Pescadores Porto Municipal Porto da Castanhola Porto da Ponte Porto Donário Porto do Loló Porto do Rapirã (pantanal) Porto do Tuta Porto Internacional Catraia Ponte Velha Porto do Havaí Mercado Elias Mansur Porto do Areial Porto da Baixada Porto da Escada Porto de Baixo Porto do Baião Porto da Antiga Feira Porto da Nova Feira Praia do Amarílio Porto da Praia Porto do Mercado Atividade Principal pecuária pecuária/agricultura/pesca pecuaria/agricultura/pesca pecuaria/agricultura/pesca agricultura agricultura agricultura pecuária/extrativismo pecuária/agricultura/extrativismo pecuária/agricultura/extrativismo pecuária/agricultura/extrativismo pecuária/agricultura/piscultura pecuária/agricultura/piscultura pecuária/agricultura/extrativismo pecuária/agricultura/extrativismo pecuária/agricultura/extrativismo pecuária/agricultura/extrativismo pecuária/agricultura/extrativismo pecuária/agricultura/extrativismo pecuária/agricultura/extrativismo pecuaria/agricultura/extrativismo pecuaria/agricultura/extrativismo Salão de Beneficiamento No. Capac. (t) Produtos Comercializados Peixe Camarão Inteiro Eviscer. Filetado Inteiro S/Cabeça Filetado x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Tabela 6 - Infra-estrutura de estocagem do pescado, nas localidades pesqueiras do estado do Acre. Coleção d`água Município Rio Envira e afluentes Feijó Rio Juruá e afluentes Cruzeiro do Sul Rio Abunã e afluentes Plácido de Castro Assis Brasil Brasiléia Rio Acre e afluentes Rio Branco Manuel Urbano Rio Purus e afluentes Sena Madureira Rio Tarauacá e afluentes Tarauacá * Total no município Localidade Porto dos Pescadores Porto Municipal Porto da Castanhola Porto da Ponte Porto Donário Porto do Loló Porto do Rapirã (pantanal) Porto do Tuta Porto Internacional Catraia Ponte Velha Porto do Havaí Mercado Elias Mansur Porto do Areial Porto da Baixada Porto da Escada Porto de Baixo Porto do Baião Porto da Antiga Feira Porto da Nova Feira Praia do Amarílio Porto da Praia Porto do Mercado Câmara Resfriado No. Capac.(t) 1* 50* 1* 3* 3* 100* 1* 12* Infra-estrutura de Estocagem Câmara Congelado Frezeer No. Capac.(t) Tipo No. Capac.(t) Vertical 3 450 kg Vertical 3 450kg vertical* 2* Outras Formas de Estocagem Tipo No. Capac.(t) 600kg* isopor isopor isopor 2 1 2 150kg 100kg 120kg isopor isopor isopor 2 2 2 100kg 100kg 100kg geleira* 31* 10* Tabela 7 - Infra-estrutura de frio existente nas localidades pesqueiras do estado do Acre. Coleção d`água Município Rio Envira e afluentes Feijó Rio Juruá e afluentes Cruzeiro do Sul Rio Abunã e afluentes Plácido de Castro Assis Brasil Rio Acre e afluentes Brasiléia Rio Branco Manuel Urbano Rio Purus e afluentes Sena Madureira Rio Tarauacá e afluentes Tarauacá Localidade Porto dos Pescadores Porto Municipal Porto da Castanhola Porto da Ponte Porto Donário Porto do Loló Porto do Rapirã (pantanal) Porto do Tuta Porto Internacional Catraia Ponte Velha Porto do Havaí Mercado Elias Mansur Porto do Areial Porto da Baixada Porto da Escada Porto de Baixo Porto do Baião Porto da Antiga Feira Porto da Nova Feira Praia do Amarílio Porto da Praia Porto do Mercado Congelamento Gelo Ar Forçado Armário de Placa Fábrica Gelo Esc. Fábrica Gelo Barra Câmara No. Capac.(t/dia) No. Capac.(t/dia) No. Capac.(t/dia) No. Capac.(t/dia) No. Capac.(t) 1* 13* 1* 2* 2* 1* 1* 500kg* 1* 10* Silo de Estocagem No. Capac.(t) Tabela 8 - Informações sobre comercialização do pescado desembarcado nas localidades pesqueiras do estado do Acre. Coleção d`água Município Localidade Porto dos Pescadores Porto Municipal Porto da Castanhola Rio Juruá e afluentes Cruzeiro do Sul Porto da Ponte Porto Donário Porto do Loló Rio Abunã e afluentes Plácido de Castro Porto do Rapirã (pantanal) Porto do Tuta Assis Brasil Porto Internacional Catraia Brasiléia Ponte Velha Rio Acre e afluentes Porto do Havaí Mercado Elias Mansur Rio Branco Porto do Areial Porto da Baixada Porto da Escada Manuel Urbano Porto de Baixo Rio Purus e afluentes Porto do Baião Porto da Antiga Feira Sena Madureira Porto da Nova Feira Praia do Amarílio Porto da Praia Rio Tarauacá e afluentes Tarauacá Porto do Mercado Ro Envira e afluentes Feijó Destino da Produção (%) Peixe Camarão Comun. Munic. Outros Comun. Munic. Outros 100 100 95 5 90 10 100 100 100 Cons. 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 80 Compradores (%) Peixe Interm. 100 20 80 100 100 20 Empr. Cons. Camarão Interm. Empr. Tabela 9 - Frota pesqueira cadastrada no estado do Acre, por município e tipo de embarcação. Tipo de embarcação Barco a Motor Batelão 1 1 5 58 62 5 17 2 3 2 6 5 6 Município Assis Brasil Brasiléia Cruzeiro do Sul Feijó Manuel Urbano Plácido de Castro Rio Branco Sena Madureira Tarauacá TOTAL % 75 24,0 Canoa TOTAL 9 33 12 19 10 7 3 16 30 139 44,6 98 31,4 % 10 39 132 41 12 10 11 27 30 312 100,0 3,2 12,5 42,3 13,1 3,8 3,2 3,5 8,7 9,6 100,0 Tabela 10 - Principais características das embarcações pesqueiras do estado do Acre. Características das Embarcações < 4m Remo Motor Vela Não informou TOTAL 3 14 Madeira Madeira rev. c/ Fibra TOTAL 17 < 1 Ano 2-5 Anos 5-10 Anos > 10 Anos TOTAL 17 17 10 5 2 17 < 2 Tripulantes 3-6 Tripulantes 7- 10 Tripulantes > 10 Tripulantes TOTAL 4 12 In natura Gelo TOTAL 1 16 17 Nenhum Cais Próprio Cais de Terceiro Cais Público Na Praia TOTAL 12 1 17 5 17 4-6m 4 18 Comprimento 6-8m 8-12m Propulsão 7 1 43 107 12-18m 1 50 109 Material do casco 22 49 109 1 22 50 109 Idade da frota 2 9 23 16 35 75 4 6 9 2 22 50 109 Total de tripulantes 10 38 36 12 10 65 2 6 2 22 50 109 Sistema de Conservação a Bordo 1 1 1 21 49 108 22 50 109 Local de atracação 21 44 94 22 1 22 6 50 15 109 Total > 18m 110 3 1 111 3 111 3 111 3 7 78 21 5 111 2 1 3 % 15 295 0 2 312 4,8 94,6 0,0 0,6 100,0 311 1 312 99,7 0,3 100,0 41 216 46 9 312 13,1 69,2 14,7 2,9 100,0 34,3 46,8 10,9 8,0 100,0 18 47 25 21 111 1 1 1 3 107 146 34 25 312 111 111 3 3 4 308 312 1,3 98,7 100,0 104 3 7 111 3 278 0 0 0 34 312 89,1 0 0 0 10,9 100 Tabela 11 - Situação de registro das embarcações pesqueiras do estado do Acre e número beneficiado pelo subsídio do óleo diesel Situação das Embarcações Não Sim TOTAL SUDEPE IBAMA MAPA SEAP Não Informado TOTAL Não Sim TOTAL < 4m 17 17 1 1 17 17 Comprimento 4-6m 6-8m 8-12m 12-18m Inscrição na Capitania dos Portos 22 50 109 109 2 22 50 109 111 Registro Geral da Pesca 3 10 15 1 6 8 7 1 5 4 1 10 23 Subsídio do Óleo Diesel 22 50 106 3 22 50 109 Total > 18m 3 % 3 310 2 312 99,4 0,6 100,0 26 0 2 28 23 10 0 312 0,6 9,0 7,4 3,2 79,8 100,0 108 3 111 3 306 6 312 98,1 1,9 100,0 3 Tabela 12 – Principais características das pescarias realizadas no estado do Acre, por bacia hidrográfica, tipo de barco e aparelho de pesca. Bacia hidrográfica Tipo de barco Barco a Motor Bacia do Abunã Canoa Barco a Motor Bacia do Envira Batelão Canoa Barco a Motor Bacia do Juruá Batelão Canoa Barco a Motor Bacia do Purus Batelão Canoa Batelão Bacia do Rio Acre Canoa Bacia do Tarauacá Canoa Características Qtde. por Viagem Comprimento médio (m) Tempo de operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento médio (m) Tempo de operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento médio (m) Tempo de operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento médio (m) Tempo de operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento médio (m) Tempo de operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento médio (m) Tempo de operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento médio (m) Tempo de operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento médio (m) Tempo de operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento médio (m) Tempo de operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento médio (m) Tempo de operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento médio (m) Tempo de operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento médio (m) Tempo de operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento médio (m) Tempo de operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento médio (m) Tempo de operação (h) Anzol 20 Linha 4 35 20 4 30 5 10 3 20 10 30 12 10 5 100 8 6 50 10 4 9 12 5 Aparelho de pesca Espinhel Malhadeira 2 3 10 100 6 4 3 10 100 2 6 10 100 12 15 100 10 5 100 6 8 100 12 20 100 12 7 100 12 3 100 10 5 100 12 3 100 8 3 5 25 100 7 6 5 3 30 100 12 6 10 100 12 Rede Tarrafa 2 3 2 5 3 3 1 3 2 3 3 2 1 3 2 2 3 6 4 3 2 3 3 3 1 3 3 2 4 4 1 4 2 5 4 2 3 3 2 6 5 4 Tabela 13 - Principais características das espécies de peixe capturadas no Estado do Acre, por bacia hidrográfica. Bacia Hidrográfica Bacia do Abunã Espécie Curimatã Mandubé Traíra Bodó Curimatã Bacia do Envira Mandí Mocinha (Branquinha) Pacu Traíra Acará-açu Caparari Cará Cuiú Cuiú Curimatã Jandiá Mandí Bacia do Juruá Mocinha (Branquinha) Pacu Piau Pirapitinga Sardinha Petrecho malhadeira anzol anzol malhadeira tarrafa malhadeira malhadeira tarrafa malhadeira malhadeira tarrafa tarrafa espinhel malhadeira tarrafa malhadeira malhadeira rede tarrafa espinhel malhadeira espinhel malhadeira tarrafa malhadeira tarrafa malhadeira malhadeira tarrafa malhadeira malhadeira tarrafa espinhel Surubim Tambaqui Traíra Tucunaré Bodó Curimatã Mandí Mocinha (Branquinha) Bacia do Tarauacá Muela Pacu Piau Surubim malhadeira malhadeira malhadeira tarrafa malhadeira tarrafa malhadeira tarrafa tarrafa tarrafa malhadeira tarrafa malhadeira malhadeira tarrafa malhadeira tarrafa Isca minhocão minhocão minhocão minhocão Piaba Safra Inicio maio maio maio maio junho abril julho março Fim setembro junho setembro agosto setembro outubro outubro novembro maio janeiro junho julho setembro outubro outubro outubro janeiro julho julho janeiro outubro outubro junho outubro julho outubro junho outubro junho junho outubro outubro julho maio outubro outubro junho outubro maio janeiro outubro dezembro maio maio junho setembro agosto setembro julho março junho outubro novembro dezembro maio maio setembro setembro junho agosto Piaba minhocão Piaba Tabela 13 – Continuação Surubim malhadeira tarrafa malhadeira malhadeira malhadeira malhadeira malhadeira espinhel linha malhadeira tarrafa tarrafa malhadeira malhadeira espinhel linha espinhel espinhel malhadeira malhadeira malhadeira malhadeira espinhel malhadeira espinhel anzol espinhel Linha malhadeira espinhel tarrafa malhadeira tarrafa malhadeira malhadeira linha tarrafa malhadeira tarrafa espinhel espinhel linha Traíra malhadeira Bagre Bodó Branquinha Curimatã Dourado Filhote Jandiá Jaú Bacia do Purus Mandí Mandubé Mapará Pescada Piracatinga Piranambú Pirapitinga Surubim Bodó Branquinha caparari Curimatã Filhote Jandiá Mandí Bacia do Rio Acre Matrinchã Pacu Piau Piranambú janeiro junho junho junho janeiro janeiro janeiro janeiro maio outubro outubro outubro maio maio maio maio julho setembro junho junho junho maio outubro outubro outubro setembro janeiro maio abril setembro maio junho junho abril abril junho maio julho outubro outubro outubro agosto outubro outubro minhocão maio outubro minhocão junho junho junho outubro outubro outubro janeiro abril junho outubro junho outubro Piaba Piaba minhocão minhocão minhocão Piaba minhocão minhocão Piaba Piaba minhocão Piaba minhocão Piaba Piaba minhocão Tabela 14 - Idade média e tempo de atuação na atividade dos pescadores do Estado do Acre por município. Municipio Assis Brasil Brasiléia Cruzeiro do Sul Feijó Manuel Urbano Plácido de Castro Rio Branco Sena Madureira Tarauacá TOTAL No. de Pescadores Idade Média 51 39,1 63 38,6 731 40,0 50 44,3 36 40,0 24 45,2 299 45,0 121 35,0 72 31,4 1.447 39,8 Tempo de Pesca 20,4 13,9 6,0 13,9 8,0 13,0 5,1 13,0 7,0 11,1 5.2. CENSO ESTRUTURAL DA PESCA NO ESTADO DO AMAPÁ O estado do Amapá está localizado no extremo norte brasileiro, encontrando-se a maior parte de seu território acima da linha do Equador. Trata-se de um dos pontos limítrofes do país, delimitado pelo rio Oiapoque. Tem o estado como fronteiras internacionais, a Guiana Francesa, numa grande faixa ao norte e a noroeste uma pequena fronteira com o Suriname. Ao sul, tem por limite o Rio Amazonas, fazendo fronteira com o Pará e a leste limita-se com o Oceano Atlântico, região esta considerada a mais povoada do estado e caracterizada pela grande presença de mangues. O Estado é banhado principalmente pelos rios Araguari, Calçoene, Jari (que divide o Amapá e o Pará, sendo o principal rio tributário do Amazonas), Maracá, Amapari, Cassiporé e Oiapoque (que estabelece o limite entre o estado e a Guiana Francesa). Cerca de 40% de sua bacia hidrográfica são pertencentes à Bacia Amazônica e os 60% restantes à Bacia do Atlântico Sul. Entre os rios citados, os de maior extensão são: o Araguari, o Oiapoque e o Jarí (Figura 1). O espelho de água do estado do Amapá possuí uma área aproximada de 1.200 km2, compreendendo rios, igarapés, riachos, lagos e outros mananciais (PROVAM, 1990). Predomina no estado do Amapá um clima de feição equatorial, com temperatura e umidade média elevadas, variando as temperaturas anuais em torno de 25°C e 30°C e apresenta um regime de chuvas com índices pluviométricos superiores a 2500 mm anuais. A formação vegetal que predomina em mais de 70% do território é caracterizada pela Floresta Amazônica ou Hiléia Brasileira. A parcela territorial restante tem sua vegetação representada, principalmente, pelo cerrado e por manguezais, estes últimos localizados na região da planície litorânea. O relevo do estado é constituído por terras de baixa altitude, localizadas em regiões que circundam a foz do Amazonas (o litoral e a bacia do Oiapoque). Já nas regiões centro-oeste (subordinada ao Planalto das Guianas, com altitudes de mais de 200 metros) e noroeste do estado, as altitudes apresentadas são mais elevadas, tendo na última região seu ponto mais alto, representado pela Serra do Tumucumaque, com cerca de 500 metros de altitude. Figura 1 - Mapa hidrográfico do Estado do Amapá. O Amapá já possuiu as maiores reservas minerais de manganês do Brasil e, como conseqüência, a maior parte da industrialização implantada no estado foi dominada pela exploração mineral, ao lado de algumas indústrias voltadas à pesca e à madeira. Atualmente, as reservas de manganês já se encontram em estágio de total esgotamento, o que pode piorar ainda mais as condições de vida da população amapaense, aumentando assim as preocupações com relação ao destino da unidade federal. Outros minerais, como o granito e o ouro, também são objetos da atividade extrativa no estado. Uma outra atividade de destaque no Amapá é a produção de energia elétrica, que tende a superar a demanda de consumo do próprio estado, situação esta resultante de investimentos feitos nesse setor, com recursos provenientes da extração do manganês. Grande parcela da população (cerca de 80%), habita as regiões urbanas, apresentando o estado uma densidade demográfica de 3 habitantes por quilômetro quadrado. A capital Macapá é uma de suas cidades mais populosas, onde vivem por volta de 75% da população, seguida de Santana (Tabela 1). Cerca de 20% da população residem, portanto, na zona rural. A população indígena é calculada em 4.723 habitantes, distribuída em áreas já oficialmente delimitadas pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio). O Amapá foi transformado em estado em 1988, após a promulgação da nova Constituição e passou a viver uma nova realidade, com prerrogativas que lhe possibilitou agir com maior autonomia na administração dos seus interesses econômicos e financeiros, objetivando fomentar o desenvolvimento dos municípios e o progresso do estado. Na década de 90, com os incentivos instituídos pelos programas do FNO (federal) e do FRAP (estadual), ocorreu um incremento significativo no número de barcos de pesca. Considerando a importância e extensão do ambiente aquático na região, é evidente que a pesca é uma atividade de grande importância para o estado, mesmo que o verdadeiro valor e o dimensionamento desta ainda sejam pouco conhecidos. Um elevado número de espécies de peixes e crustáceos de origem marinha, estuarina e de água doce é capturado, envolvendo particularmente os moradores da faixa litorânea e do estuário, na região da costa do Canal do Rio Amazonas. Os organismos aquáticos são utilizados tanto para o consumo familiar, como comercializados nas feiras regionais e distribuídos no mercado interno, mas também beneficiados para outros estados do Brasil e para o exterior (ISAAC, 1997). A pesca no Estado do Amapá pode ser dividida de acordo com a sua finalidade econômica e o grau de tecnologia empregado em: a) pesca de subsistência sem fins comerciais, b) pesca artesanal de pequena escala, c) pesca artesanal de maior escala e d) pesca industrial. A pesca de subsistência ocorre de maneira difusa em todo o estado, nos locais onde há disponibilidade de corpos d`água, enquanto que a pesca artesanal tem finalidade comercial e ocorre em diferentes intensidades em todo o litoral, bem como dentro do estuário do Rio Amazonas. As frotas de maior poder de pesca, quase na sua totalidade de origem paraense, quando desembarcam no estado dirigem-se preferencialmente para Santana e Calçoene. Apesar de estar constituída de barcos de madeira, pelo volume de produção, número de pescadores por barco e tamanho das embarcações, esta pesca pode ser considerada ”pesca artesanal de maior escala”. Nos demais locais (Macapá, Amapá, Oiapoque etc.) existem frotas locais de pequeno porte, que desembarcam e comercializam a produção de forma mais ou menos localizada. Muitos pescadores que trabalham nesta frota possuem outras atividades complementares à renda familiar (agricultura, extrativismo etc.). O Estado do Amapá é constituído de 16 Municípios, estando os pescadores organizados em 01 (uma) Federação, 14 (quatorze) colônias e sete capatazias, distribuídas desde o Município de Oiapoque, ao norte (CARDOSO, 2003). As características das pescarias, no que diz respeito às espécies alvo, tipo de embarcação, duração, artes de pesca e rendimento, estão relacionadas com o ambiente onde a captura tem lugar, se lago, rio, estuário, costa, mar aberto etc. A principal atividade pesqueira profissional ocorre em ambientes estuarinos e marinhos localizados na costa, no litoral ou plataforma continental do estado, envolvendo 13 municípios, (dos 16 municípios existentes no estado em 3 as pescarias são insignificantes: Serra do Navio, Itaubal do Piririm e Vitória do Jari), dos quais se destacam como maiores centros produtores de pescado os municípios de Santana, Macapá, Amapá e Targarugalzinho (Figuras 2 e 3). Estima-se que aproximadamente 30.000 indiretamente do setor pesqueiro no Amapá. pessoas dependam direta ou 5.2.1 Caracterização dos Locais de Desembarque A maioria dos municípios é ligada à capital por estradas sem pavimentação, apenas as sedes dos municípios de Ferreira Gomes, Calçoene, Santana, Mazagão e Itaubal do Piririm têm acesso por estradas asfaltadas, (Tabela 1). Aquela que do acesso entre os municípios de Calçoene e Oiapoque no extremo norte do Estado na época invernosa se tornam intransitáveis, ficando o acesso restrito às vias aérea e marítima. Vale ressaltar que esses municípios são os mais distantes da capital do estado (Tabela 1). Também é importante frisar que todos os municípios têm aeroportos para pequenas aeronaves e o deslocamento entre eles também acontece por via fluvial. Os municípios de Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari têm acesso por ferrovia. Nos diversos municípios onde ocorrem desembarques de pescado existe energia elétrica de origem hidrelétrica ou termoelétrica, sendo na comunidade de Sucuriju, no município de Amapá, de origem solar, postos de saúde e hospitais, a população do município de Santana tem atendimento hospitalar em Macapá devido à proximidade com a capital. Na maioria dos municípios, no entanto, a especialidade maternidade funciona nos hospitais, somente em Macapá existem hospitais diferenciados em maternidade. Nas comunidades mais isoladas ainda existe a “parteira” ou agente de saúde que auxilia nas emergências. Figura 2 – Mapa do Estado do Amapá com indicação dos municípios de maior produção de pescado. Figura 3 – Locais de desembarque do Estado do Amapá: a) Porto de Santana Santana, b) Porto de Macapá - Macapá. São encontrados estabelecimentos de ensino de alfabetização em todas as localidades e ensino fundamental e nível médio nas mais importantes do Estado. Outros tipos de serviços também são encontrados em boa parte das localidades pesqueiras, como posto telefônico, bancos, agências lotéricas, correios, centros comunitários e clubes. As sedes dos municípios de Macapá, Laranjal do Jarí, Oiapoque, Mazagão Serra do Navio e Santana apresentam uma melhor infraestrutura de serviços, por outro lado, Pedra Branca do Amaparí é aquele cuja infra-estrutura de serviços é a mais deficitária, as demais comunidades utilizam os serviços da sede ou da capital do Estado (Tabela 2). No que diz respeito ao associativismo são encontradas colônias e associações de pescadores nos vários municípios do Estado contando ainda com uma Federação de Pescadores, sediada no Município de Macapá. Também em muitos municípios existem associações de moradores. Nos municípios de Santana e Calçoene são encontradas associações informais de armadores. A categoria de Trabalhadores Rurais tem representação sindical em Macapá e a categoria de pescadores tem representação sindical em Santana, Associações de Pescadores em vários municípios, contando ainda essa categoria com 01 cooperativa no Município de Pracuúba (Tabela 3). De acordo com informações da FEPAP (1997), o total de Pescadores cadastrados é de 5000. Estima-se que aproximadamente 8000 pescadores atuem em todo o estado, porém apenas 5000 estão cadastrados em suas respectivas Colônias ou registrados no setor de pesca do IBAMA/AP (Tabela 3). Os municípios que apresentam maior índice de pescadores colonizados são: Santana e Tartarugalzinho, com 1500 e 600 pescadores colonizados, respectivamente, enquanto aquelas colônias com um menor número são: Mazagão, Santa Luzia e Pracuuba, com 43; 50 e 56, respectivamente. Uma melhor organização social é observada no município de Macapá, provavelmente por ser a capital do estado. Em alguns municípios não estão disponíveis as informações sobre pescadores colonizados e não colonizados (Tabela 3). Em geral, nos locais de desembarque não existem infra-estruturas de apoio à pesca, apenas poucos trapiches e barracões. Em alguns pontos são encontradas apenas pequenas rampas que facilitam as operações de desembarque do pescado, conforme pode ser observado na Tabela 4. A manutenção das embarcações é feita de forma artesanal, em carpintaria familiar, uma vez que só existem estaleiros artesanais no estado no município de Santana. Os municípios de Santana, Macapá, Oiapoque e Calçoene são aqueles que apresentam uma melhor infra-estrutura para manutenção das embarcações. Outras atividades econômicas já desenvolvidas pelo Estado podem tornarse alternativas, como a extração de madeiras nobres, que ainda oferece problemas como método predatório e antiquado de exploração comercial, e a extração da borracha. Destacam-se também as explorações do palmito e da castanha-do-pará. Vale salientar, que as atividades desenvolvidas na região rural são relativamente escassas pela desigualdade observada na distribuição populacional, onde os centros urbanos tendem a um inchamento. Nessa região são desenvolvidas, principalmente, a pecuária, voltada, sobretudo, à criação do gado bovino e de búfalos, e a agricultura, cujos principais produtos cultivados são a mandioca e o arroz (Tabela 5). Existem apenas três únicas empresas de pesca no estado com salão de processamento, localizadas duas em Santana e outra em Calçoene. Cada empresa conta com um salão de beneficiamento, com capacidade para processar 25 toneladas/dia de peixes, na forma de inteiro, eviscerado e filé. Em geral, o pescado é comercializado inteiro ou eviscerado, porém também é encontrado filetado. O camarão é comercializado inteiro em todos os municípios é também comercializado após ser cozido em salmoura e seco (Tabela 5). De uma maneira geral, o pescado é comercializado resfriado. Em poucos casos, salgado seco, e em se tratando dos grandes bagres, estes são eviscerados e comercializados sem cabeça. Em Calçoene e Santana é comercializado filetado e raramente o pescado é congelado. Calçoene, Santana, Amapá, Oiapoque e Tartarugalzinho apresentam uma melhor infra-estrutura de frio, com fábricas de gelo e algumas câmaras de frio. Ressalte-se que em todos os municípios existem freezers destinados à armazenagem do pescado e que o gelo produzido no estado é em forma de escama. No município de Santana existem dois túneis de congelamento do tipo ar forçado (Tabelas 6 e 7). A maior parte do pescado é comercializada dentro dos próprios municípios. Apenas a produção de Amapá, Calçoene, Macapá e Santana sai para outros estados, em especial para o Pará. A comercialização é feita, principalmente, pelos intermediários, sendo as fábricas de gelo os maiores intermediários na venda do pescado, para outros estados e ou repassando o produto para os vendedores nos mercados municipais (Tabela 8). 5.2.2 Caracterização das Embarcações Segundo Pinto (1989), no final da década de 80 existiam registradas no estado 1.329 embarcações, divididas em cinco diferentes categorias. Quase 800 montarias, construídas de madeira e movidas a remo, representavam as unidades de pesca mais abundantes. Os barcos de transporte de carga e pescado, denominados de batelões ou reboques e movidos a motor e/ou à vela, somavam 220 unidades. As lanchas motorizadas totalizavam 204 unidades. Constavam ainda 70 canoas motorizadas e 42 barcos de pesca. As embarcações são elementos fundamentais nas operações de pesca. Suas dimensões, sistema de propulsão, comportamento nos corpos d’água, disposição da casaria, equipamentos auxiliares da pesca, capacidade de porão etc., determinam sua eficiência e seu modo de utilização (Quadro 1). Por ocasião do censo foram cadastradas 1065 embarcações no Amapá, constituídas de montarias (MON), canoas motorizadas (CAM) e a vela (CAN) barcos de pequeno (BPP) e de médio porte (BMP). A frota amapaense é eminentemente artesanal, uma vez que, 49,6% são do tipo montaria e canoa a vela (Tabela 9 – Figura 4). A pesca em águas interiores, onde a grande maioria dos pescadores visa somente a subsistência, se caracteriza por embarcações de pequeno porte, fáceis de operar e de baixos custos de construção e manutenção, razão porque nas águas continentais do estado predominam embarcações de pequeno porte com propulsão a remo. Essa frota é construída de forma artesanal, sem projeto ou desenho estrutural, em pequenos estaleiros (carreiras) situados nas margens dos rios. Ainda que existam semelhanças marcantes nas estruturas das obras mortas, a ausência de projeto dificulta a padronização das embarcações. Observa-se uma grande variação no comprimento dos barcos e na potência dos motores. Nem sempre existe um equilíbrio entre o tamanho da embarcação e a potência do motor, principalmente quando o barco não foi construído inicialmente para a atividade da pesca. O tamanho do barco e sua capacidade de carga determinam sua armação fixa perante a Capitania dos Portos. Contudo, a época do ano, o método de pesca e a espécie procurada, e o total de tripulantes/pescadores sofrem grandes variações. Figura 4 – Embarcações pesqueiras do Estado do Amapá: (a) Montaria, (b) Canoa a vela, (c) Canoa motorizada, (d) Barco de pequeno porte, (e) Barco de médio porte e (f) Barco industrial Os municípios de Macapá, Tartarugalzinho, e Santana têm a maior participação relativa no total de embarcações cadastradas, com 29,8%, 18,2% e 12,7% respectivamente (Tabela 9). Tartarugalzinho, por ser uma região de lagos, é tradicionalmente grande produtora de pescado de água doce, sendo a população residente praticamente toda de pescadores lavradores. A Tabela 10 apresenta a quantidade de embarcações por faixa de comprimento e propulsão. Das 1065 embarcações cadastradas no Estado 49,6% são movidas a remo e a vela e 50,4% a motor, sendo que a maior parte encontrase na faixa de 4m a 6m (41,2%) o que indica um estado ainda rudimentar da frota, com propulsão a remo e vela. Essas embarcações têm como objetivo a pesca de subsistência, exercida com o propósito único de obtenção de alimento, não tendo finalidade comercial. As canoas motorizadas e os barcos motorizados de pequeno porte constituem 73,6% da frota motorizada, por apresentarem uma maior produtividade relativa, o que permite cobrir com mais facilidade as elevadas despesas de armação, onde o óleo diesel, o óleo lubrificante e o gelo somam mais de 70%. A quase totalidade das embarcações pesqueiras do estado do Amapá é construída de madeira 99,3% (Tabela 10). Pelo fato de ser abundante, de fácil acesso e também apropriada para a construção de embarcações, a madeira predomina como material utilizado, tanto no casco, como em casarias, mastros e outras partes. Muito embora a maioria das embarcações (50,4%) tenha entre 5 e 10 anos, dependendo da manutenção, nos climas tropicais úmidos essas, por serem de madeira, têm uma vida útil de até 25 anos. Por se tratar de uma frota de pequeno porte, com características artesanais, 66,7% das embarcações atuam com menos de dois pescadores e apenas 0,1% operam com mais de 10 tripulantes (Tabela 10). O sistema de conservação de pescado utilizado a bordo por 89,0% das embarcações é o gelo, enquanto 7,1% das embarcações usam a salga como sistema de conservação (Tabela 10). Nas viagens de pequena duração provavelmente não seja utilizado nenhum sistema de conservação e, quando usado, o gelo é o preferido. Em geral os desembarques ocorrem na porta de casa (pescaria de subsistência), porém quando é época de safra, ou quando a embarcação é de maior porte, essas atraca nos locais onde ocorre a comercialização do pescado (Tabela 10) No que diz respeito à situação da frota frente aos Órgãos governamentais verifica-se na Tabela 11 que 96,2% das embarcações não têm registro na Capitania dos Portos, nem possuem Registro Geral da Pesca (RGP). Geralmente os proprietários de embarcações de pequeno porte não procuram os Órgãos oficiais para fazerem seus registros. Com relação ao Programa de Subvenção do Óleo Diesel, 100,0% das embarcações não participam do Programa (Tabela 11). As embarcações de águas interiores, por serem de pequeno porte, consomem pequenas quantidades de combustível, e para participarem do Programa necessitaria que seus proprietários estivessem organizados em cooperativas para tornar viável o sistema de abastecimento com subvenção. 5.2.3 Caracterização das Pescarias Cada comunidade tem um ou vários ambientes que são preferencialmente visitados durante as pescarias, dentre estes predominam: lagos, igapós, rios, paranás, praias e capins. O ciclo hidrológico determina a freqüência e a preferência de um tipo de ambiente sobre o outro. O período da manhã, nas primeiras horas do dia, é o preferido para a pesca. Isto caracteriza o papel secundário da pesca como atividade geradora de renda no cotidiano do ribeirinho, que procura garantir as três refeições básicas da sua família e realizar atividades agrícolas e/ou pecuárias durante o resto do dia. Os meios de deslocamento até os locais de captura são bastante limitados. A canoa movida a remo é o meio de transporte predominante para toda a família. Uma minoria de canoas do tipo motorizada (CAM) utiliza motores de popa de baixa potência (1,5 hp a 3,0 hp) denominados “rabetas”. Na época de seca, o acesso aos lagos mais centrais é feito por via terrestre, sendo a pescaria realizada em pequenas canoas, previamente deixadas nas margens desses lagos. A frota pesqueira do Amapá utiliza nas fainas de pesca: arpões (ARP), zagaias (ZAG), linhas (LIN), espinhéis de meia água (ESM), espinhéis de fundo (ESF), matapis (MAT), redes de arrasto para camarão (RCA), redes de emalhar de superfície (MAS), redes de emalhar de fundo (MAF), redes de emalhar de meia água (MAM), redes de emalhar de deriva boieira (MAB) e tarrafas (TAR), sendo estas últimas, preferencialmente usadas pelas montarias. Não são observadas diferenças expressivas entre as características das pescarias realizadas pelos barcos a motor ou canoas. A malhadeira, a tarrafa e o espinhel são as artes de pesca mais usadas, variando apenas quanto ao tamanho dos aparelhos e ao quantitativo utilizado. Como era de se esperar, observa-se uma tendência das embarcações de maior porte de transportarem um maior número de aparelhos de pesca, como também estes apresentarem um maior comprimento (Tabela 12). Em geral, são usados aparelhos de pesca bastante seletivos e muito dependentes da habilidade do pescador. Os principais, em ordem decrescente de importância, são: malhadeira (rede de emalhar ou de espera), tarrafa, linha, zagaia, arpão, matapi e redinha (rede de arrasto para camarão). O regime hidrológico determina o tipo de ambiente onde se realizará a pescaria. Durante a época de enchente-cheia, as pescarias mais produtivas são efetuadas sobre os estoques que realizam migração reprodutiva “piracema”. Ocorrem ainda pescarias com malhadeiras nas áreas inundadas, que apresentam, em geral, baixa produtividade. No período de vazante-seca, as pescarias concentram-se nos lagos e predomina o emprego de malhadeira. Nesta época, são freqüentes os conflitos entre ribeirinhos e pescadores da frota comercial. Sendo que, os primeiros reivindicam o uso exclusivo do lago que serve para abastecimento familiar e reclamam o emprego de métodos de pesca pouco seletivos. A produção proveniente da frota comercial também apresenta um período de safra, correspondente à época de seca, e um período de entressafra, correspondente à cheia. A ausência de estoque regulador, geralmente, provoca problemas de abastecimento e elevação no preço do pescado. O aparelho de pesca, o local das pescarias, as espécies capturadas e o tipo de isca usado apresentam, em geral, intensa sazonalidade, mostrando a forte interação entre o homem rural e o meio ambiente na Amazônia e a influência do pulso de inundação sobre todo o ecossistema de várzea (JUNK; BAYLEY; SPARKS, 1989). Em geral, as pescarias são mais produtivas no período de vazante-seca. A diminuição da área inundada e a pouca profundidade característica dos lagos da região, restringe a área de distribuição dos peixes e facilita a captura nos “poços” remanescentes, com uso de aparelhos de baixa seletividade. Ao contrário, durante a época de enchente-cheia, o aumento da área de dispersão com a inundação da floresta e/ou da várzea diminui a probabilidade de captura e gera a necessidade de maior dispêndio de tempo para a obtenção do pescado, ocasionando, algumas vezes, problemas pela falta de tempo disponível para as atividades agropecuárias. A conservação do pescado se dá através da salga, feita de forma rudimentar, e do resfriamento, quando existe gelo disponível. Uma forma peculiar de conservação do peixe a bordo é mantê-lo vivo: amarrado pelo focinho ou pela cauda, no caso das pescarias de tambaqui (C. macropomum), e dentro de cestos e caixas, nas pescarias do bodó (várias espécies dos gêneros Plecostomus e Pterygoplichthys). A pesca comercial é realizada por pescadores profissionais em barcos motorizados sediados nas principais cidades do estado, sendo o principal agente no abastecimento de proteína animal dos centros urbanos regionais. Atua, predominantemente, nas zonas de influência das águas brancas: rios, lagos, paranás, praias, etc. As capturas efetuadas com fins comerciais mantêm características artesanais que se traduzem principalmente na alta diversidade de aparelhos usados. Alguns em comum com a pesca de subsistência como: malhadeira, rede-de-cerco, espinhel dentre outros. As pescarias no estado do Amapá são tipicamente multiespecíficas, em função de fatores que vão da seletividade dos apetrechos de pesca empregados, até a elevada diversidade ictiológica, típica da faixa intertropical. Contudo, a importância de mercado direciona as pescarias para algumas espécies de elevado valor econômico, verificando-se uma menor diversidade nos desembarques da frota comercial do que nos resultados da pesca de ribeirinhos. 5.2.4 Caracterização das Espécies Capturadas As espécies mais capturadas são curimatã, jaraqui, pacu (várias espécies dos gêneros Myleus, Mylossoma e Metynnis), aracús (várias espécies dos gêneros Leporinus, Schizodon, Rhytiodus e Laemolyta), sardinha, branquinha (várias espécies do gênero Curimata spp.), juvenis de tambaqui “ruelo”, pirapitinga, tucunaré, surubim, caparari, dourada, pirarucu, cuiu-cuiu, aruanã e, várias espécies de ciclideos. O Jaraqui, a curimatã, o matrichã, as branquinhas e os pacus predominam nos desembarques, constituindo cerca de 75% do total. O tambaqui, que competia com o jaraqui na produção total desembarcada, teve uma queda acentuada e hoje se tornou pescado de consumo restrito às classes de poder econômico elevado. Jaraqui, curimatã, pacus, sardinha, branquinha e tambaqui são freqüentes em todos os ambientes (rios, lagos, igapós, etc...); tucunaré, aruanã, acará-açu e pirarucu predominam nas pescarias em igapós e lagos; enquanto que os bagres dos gêneros Brachyplatystoma e Pseudoplatystoma são pescados quase que exclusivamente na calha principal dos rios. 5.2.5 Caracterização dos Produtores Foram considerados para caracterização dos proprietários de embarcaçoes, a idade média dos mesmos e o tempo de exercício na atividade pesqueira. Dos 1.065 cadastrados, verifica-se que os produtores do Amapá têm, em média, 29 anos e estão envolvidos com a pesca há 5 anos. Vale destacar que em Tartarugalzinho, os produtores são mais antigos na atividade (9 anos), apesar de terem uma idade média de 25 anos (Tabela 13). TABELAS AMAPÁ Tabela 1 - Informações gerais sobre as localidades pesqueiras do estado do Amapá Coleção d`água Município Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Frechal Amapá Rio Calçoene Calçoene Rio Araguari Cutias do Araguari Rio Araguari Ferreira Gomes Rio Jari Laranjal do Jari Rio Amazonas Macapá Rio Cajary Mazagão Rio Oiapoque Oiapoque Rio Araguari Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Sucuriju dos Lagos Porto Grande Pracuuba Rio Amazônas Santana Lago Tartarugalzinho Tartarugalzinho Rio Jari Rio Araguari Rio Piririm Rio Cupixi Vitória de Jari Serra do Navio Itaubal do Piririm Pedra Branca do Amapari Localidade Rampa Trapiche Vila Flexal Sede Sucuriju Lago Piratuba Cunani Sede Goiabal Beira Rio Sede Beira da Praia Rio Araguari Cais Feira Santa Luzia São Tomé Liberdade São Joaquim Sede Canal do Jandia Fazendinha Rampa de Santa Inês Macedônia Progresso Itamatatuba Trapiche Porto da Sede Vila Velha do Caciporé Sede Porto da Caesa Porto do Franco Sede Igarape da Fortaleza Elesbão Sede Andiroba Lago Novo Sede Sede Sede Sede População 7.121 4.285 4.321 35.872 13.913 16.226 14.675 2.829 98.600 8.642 11.041 3.294 2.894 3.993 Tipo de acesso Asfalto Asfalto Sem pavimentação Marítima Fluvial Sem pavimentação Asfalto Sem pavimentação Sem pavimentação Asfalto Sem pavimentação Sem pavimentação Sem pavimentação Sem pavimentação Sem pavimentação Sem pavimentação Sem pavimentação Sem pavimentação Asfalto Asfalto Asfalto Asfalto Marítima Marítima Marítima Asfalto Sem pavimentação Sem pavimentação Sem pavimentação Sem pavimentação Sem pavimentação Asfalto Asfalto Asfalto Sem pavimentação Sem pavimentação Sem pavimentação Sem pavimentação Ferrovia Asfalto Ferrovia Distância da Capital 302 372 235 140 212 36 590 103 235 12 230 213 197 90 180 Tabela 2 - Serviços disponíveis nas localidades pesqueiras do estado do Amapá. Energia Coleção d`água Município Elétrica Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Frechal Amapá Rio Calçoene Calçoene Rio Araguari Cutias do Araguari Rio Araguari Ferreira Gomes Rio Jari Laranjal do Jari Rio Amazonas Macapá Rio Cajary Mazagão Rio Oiapoque Oiapoque Rio Araguari Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Sucuriju dos Porto Grande Rio Amazônas Santana Lago Tartarugalzinho Tartarugalzinho Rio Jari Rio Araguari Rio Piririm Rio Cupixi Vitória de Jari Serra do Navio Itaubal do Piririm Pedra Branca do Amapari Pracuuba Serviços de Saúde Escolas Outras Facilidades Localidade Rampa Trapiche Vila Flexal Sede Sucuriju Lago Piratuba Cunani Sede Goiabal Beira Rio Sede Beira da Praia Rio Araguari Cais Feira Santa Luzia São Tomé Liberdade São Joaquim Sede Canal do Jandia Fazendinha Rampa de Santa Inês Macedônia Progresso Itamatatuba Trapiche Porto da Sede Vila Velha do Caciporé Sede Porto da Caesa Porto do Franco Sede Igarape da Fortaleza Elesbão Sede Andiroba Lago Novo Sede Sede Sede Sede x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Solar x Posto Hospit. x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Matern. Alfab. x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x EEF EEM x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x P.Telf. Banco Correi. C.Com. Clube x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Tabela 3 - Associativismo nas localidades pesqueiras do estado do Amapá. Coleção d`água Município Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Frechal Amapá Rio Calçoene Calçoene Rio Araguari Cutias do Araguari Rio Araguari Ferreira Gomes Rio Jari Laranjal do Jari Rio Amazonas Macapá Rio Cajary Mazagão Rio Oiapoque Oiapoque Rio Araguari Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Sucuriju dos Porto Grande Rio Amazônas Santana Lago Tartarugalzinho Tartarugalzinho Rio Jari Rio Araguari Rio Piririm Rio Cupixi Vitória de Jari Serra do Navio Itaubal do Piririm Pedra Branca do Amapari Pracuuba Localidade Rampa Trapiche Vila Flexal Sede Sucuriju Lago Piratuba Cunani Sede Goiabal Beira Rio Sede Beira da Praia Rio Araguari Cais Feira Santa Luzia São Tomé Liberdade São Joaquim Sede Canal do Jandia Fazendinha Rampa de Santa Inês Macedônia Progresso Itamatatuba Trapiche Porto da Sede Vila Velha do Caciporé Sede Porto da Caesa Porto do Franco Sede Igarape da Fortaleza Elesbão Sede Andiroba Lago Novo Sede Sede Sede Sede Pescadores Não Colonizados Colonizados Pesca. Arma. Morad. Pesca Arma. Trab. Colon. Capat. Coop. x x Z2 105 795 Associações x Sindicatos Outras Entidades x Z4 95 Total 900 95 Z9 x x 460 210 670 x x x x Z 13 86 86 344 244 430 330 x x Z 10 57 50 107 x x x Z 15 50 20 70 x x x Z1 342 1.458 1.800 x x 43 121 77 289 120 410 178 56 224 178 280 Z6 1.500 200 1.700 Z 12 600 Z 14 Z5 x x x Z8 Z3 x x x x Z 11 x x x x x x x x x 600 100 100 Tabela 4 - Infra-estrutura de apoio à produção nas localidades pesqueiras do estado do Amapá. Coleção d`água Município Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Frechal Amapá Rio Calçoene Calçoene Rio Araguari Cutias do Araguari Rio Araguari Ferreira Gomes Rio Jari Laranjal do Jari Rio Amazonas Macapá Rio Cajary Mazagão Rio Oiapoque Oiapoque Rio Araguari Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Sucuriju dos Porto Grande Pracuuba Rio Amazônas Santana Lago Tartarugalzinho Tartarugalzinho Rio Jari Rio Araguari Rio Piririm Rio Cupixi Vitória de Jari Serra do Navio Itaubal do Piririm Pedra Branca do Amapari Localidade Rampa Trapiche Vila Flexal Sede Sucuriju Lago Piratuba Cunani Sede Goiabal Beira Rio Sede Beira da Praia Rio Araguari Cais Feira Santa Luzia São Tomé Liberdade São Joaquim Sede Canal do Jandia Fazendinha Rampa de Santa Inês Macedônia Progresso Itamatatuba Trapiche Porto da Sede Vila Velha do Caciporé Sede Porto da Caesa Porto do Franco Sede Igarape da Fortaleza Elesbão Sede Andiroba Lago Novo Sede Sede Sede Sede Empresas Manutenção de Pesca Embarcac. Trapiche Rampa Salgadeira Secadeira Barracão Matriz Filial Estal. Carp. Outro x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Apoio à Produção x x x Tabela 5 - Atividades desenvolvidas e produtos comercializados nas localidades pesqueiras do estado do Amapá. Coleção d`água Município Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Frechal Amapá Rio Calçoene Calçoene Rio Araguari Cutias do Araguari Rio Araguari Ferreira Gomes Rio Jari Laranjal do Jari Rio Amazonas Macapá Rio Cajary Mazagão Rio Oiapoque Oiapoque Rio Araguari Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Sucuriju dos Porto Grande Pracuuba Rio Amazônas Santana Lago Tartarugalzinho Tartarugalzinho Rio Jari Rio Araguari Rio Piririm Rio Cupixi Vitória de Jari Serra do Navio Itaubal do Piririm Pedra Branca do Amapari Localidade Rampa Trapiche Vila Flexal Sede Sucuriju Lago Piratuba Cunani Sede Goiabal Beira Rio Sede Beira da Praia Rio Araguari Cais Feira Santa Luzia São Tomé Liberdade São Joaquim Sede Canal do Jandia Fazendinha Rampa de Santa Inês Macedônia Progresso Itamatatuba Trapiche Porto da Sede Vila Velha do Caciporé Sede Porto da Caesa Porto do Franco Sede Igarape da Fortaleza Elesbão Sede Andiroba Lago Novo Sede Sede Sede Sede Atividade Principal Pesca Pesca Pesca Pesca Pesca Pesca Pesca Pesca Pesca Agricultura Pesca Pesca Extração Mineral Extração Mineral Pesca Agricultura Agricultura Agricultura Comércio Agricultura Agricultura Agricultura Pesca Pesca Pesca Agricultura Pesca Agricultura Agricultura Agricultura Agricultura Madeira Pesca Agricultura Agricultura Pesca Pesca Agricultura Extração Mineral Agropecuária Extração Mineral Salão de Beneficiamento Produtos Comercializados Peixe Camarão No. Sem EvisceFilet Inteiro Filet rado cabeça Capac. (t) Inteiro 1 5 2 20 x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Tabela 6 - Infra-estrutura de estocagem do pescado, nas localidades pesqueiras do estado do Amapá. Coleção d`água Município Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Frechal Amapá Rio Calçoene Calçoene Rio Araguari Cutias do Araguari Rio Araguari Ferreira Gomes Rio Jari Laranjal do Jari Rio Amazonas Macapá Rio Cajary Mazagão Rio Oiapoque Oiapoque Rio Araguari Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Sucuriju dos Porto Grande Rio Amazônas Santana Lago Tartarugalzinho Tartarugalzinho Rio Jari Rio Araguari Rio Piririm Rio Cupixi Vitória de Jari Serra do Navio Itaubal do Piririm Pedra Branca do Amapari Pracuuba Localidade Rampa Trapiche Vila Flexal Sede Sucuriju Lago Piratuba Cunani Sede Goiabal Beira Rio Sede Beira da Praia Rio Araguari Cais Feira Santa Luzia São Tomé Liberdade São Joaquim Sede Canal do Jandia Fazendinha Rampa de Santa Inês Macedônia Progresso Itamatatuba Trapiche Porto da Sede Vila Velha do Caciporé Sede Porto da Caesa Porto do Franco Sede Igarape da Fortaleza Elesbão Sede Andiroba Lago Novo Sede Sede Sede Sede Câmara Resfriado No. Capac.(t) 5 300 3 30 2 70 1 1 Infraestrutura de Estocagem Câmara Congelado Frezeer No. Capac.(t) Tipo No. Capac.(t) Horizontal 45 9,0 Horizontal 45 9,0 Horizontal 5 1,0 Horizontal 5 1,0 Horizontal 1 0,2 Horizontal 1 0,2 Horizontal 67 13,4 Horizontal 1 0,2 Horizontal 43 8,6 Horizontal 30 6,0 Horizontal 1 0,2 Horizontal 1 0,2 Horizontal 5 1,0 Horizontal 5 1,0 Horizontal 7 1,4 Horizontal 1 0,2 Horizontal 1 0,2 Horizontal 1 0,2 Horizontal 45 9,0 Horizontal 15 3,0 Horizontal 5 1,0 Horizontal 30 6,0 Horizontal 5 1,0 Horizontal 5 1,0 Horizontal 5 1,0 Horizontal 12 2,4 Horizontal 10 2,0 Horizontal 2 0,4 Horizontal 10 2,0 Horizontal 14 2,8 Horizontal 14 2,8 4 940 Horizontal 75 15,0 Horizontal 5 1,0 Horizontal 5 1,0 1 1 Horizontal 26 5,2 Horizontal 2 0,4 Horizontal 2 0,4 Horizontal Horizontal Horizontal Horizontal 8 1,6 Outras Formas de Estocagem Tipo No. Capac.(t) Caixa isopor 23 0,9 Caixa isopor 23 0,9 Caixa isopor Caixa isopor 22 15 0,9 0,6 Caixa isopor Caixa isopor 5 1 0,2 0,0 Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor 38 3 3 13 1 1 1,5 0,1 0,1 0,5 0,0 0,0 Tabela 7 - Infra-estrutura de frio existente nas localidades pesqueiras do estado do Amapá. Coleção d`água Município Localidade Rampa Trapiche Amapá Vila Flexal Sede Sucuriju Lago Piratuba Cunani Rio Calçoene Calçoene Sede Goiabal Rio Araguari Cutias do Araguari Beira Rio Sede Rio Araguari Ferreira Gomes Beira da Praia Rio Araguari Cais Rio Jari Laranjal do Jari Feira Santa Luzia São Tomé Liberdade São Joaquim Sede Rio Amazonas Macapá Canal do Jandia Fazendinha Rampa de Santa Inês Macedônia Progresso Itamatatuba Rio Cajary Trapiche Mazagão Porto da Sede Rio Oiapoque Oiapoque Vila Velha do Caciporé Sede Rio Araguari Porto Grande Porto da Caesa Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Pracuuba Sucuriju dos Lagos Porto do Franco Sede Rio Amazônas Santana Igarape da Fortaleza Elesbão Sede Lago Tartarugalzinho Tartarugalzinho Andiroba Lago Novo Rio Jari Sede Vitória de Jari Sede Rio Araguari Serra do Navio Rio Piririm Sede Itaubal do Piririm Rio Cupixi Pedra Branca do Amapari Sede Congelamento Ar Forçado Armário de Placa No. Capac.(t/dia) No. Capac.(t/dia) Fábrica Gelo Escama No. Capac.(t/dia) 1 10 Gelo Fábrica Gelo Barra Câmara No. Capac.(t/dia) No. Capac.(t) 1 30 Silo de Estocagem No. Capac.(t) Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Frechal 2 50 3 50 3 30 2 9 1 24 1 6 3 100 3 15 10 245 1 2 2 5 Tabela 8 - Informações sobre comercialização do pescado desembarcado nas localidades pesqueiras do estado do Amapá. Coleção d`água Município Destino da produção (%) Peixe Camarão Localidade Comun. Munic. Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Frechal Amapá Rio Calçoene Calçoene Rio Araguari Cutias do Araguari Rio Araguari Ferreira Gomes Rio Jari Laranjal do Jari Rio Amazonas Macapá Rio Cajary Mazagão Rio Oiapoque Oiapoque Rio Araguari Rio Amapá Grande, Rio Araguari, Rio Sucuriju dos Porto Grande Rio Amazônas Santana Lago Tartarugalzinho Tartarugalzinho Rio Jari Rio Araguari Rio Piririm Rio Cupixi Vitória de Jari Serra do Navio Itaubal do Piririm Pedra Branca do Amapari Pracuuba Rampa Trapiche Vila Flexal Sede Sucuriju Lago Piratuba Cunani Sede Goiabal Beira Rio Sede Beira da Praia Rio Araguari Cais Feira Santa Luzia São Tomé Liberdade São Joaquim Sede Canal do Jandia Fazendinha Rampa de Santa Inês Macedônia Progresso Itamatatuba Trapiche Porto da Sede Vila Velha do Caciporé Sede Porto da Caesa Porto do Franco Sede Igarape da Fortaleza Elesbão Sede Andiroba Lago Novo Sede Sede Sede Sede 20 20 20 20 20 20 20 100 100 100 100 100 100 100 5 100 100 100 50 50 5 50 5 5 5 100 20 100 100 100 100 20 20 20 50 50 50 Outros 80 80 80 80 80 80 80 95 50 50 95 50 95 95 95 80 80 80 80 50 50 50 Comun. Munic. 20 20 20 80 80 80 20 20 20 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 50 50 50 50 50 50 50 100 20 100 100 100 100 20 20 20 100 100 100 80 80 100 50 0 50 50 50 80 80 80 Peixe Outros Cons. 20 20 20 20 20 20 80 20 100 100 100 100 100 100 100 5 100 100 100 50 50 50 50 0 5 50 50 0 5 0 5 0 5 100 20 100 100 100 100 80 20 20 20 50 50 50 100 Compradores (%) Camarão Interm. Empr. Cons. Interm. Empr. 50 80 80 80 80 80 30 30 50 95 0 0 0 50 50 95 50 95 95 95 80 50 80 80 50 50 50 30 20 20 20 80 80 80 20 20 20 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 50 50 50 50 50 50 50 100 20 100 100 100 100 20 20 20 100 100 100 80 80 80 100 50 50 50 50 50 50 50 80 80 80 80 Canoa Motorizada Barco de P. Porte Barco de M. Porte Amapá Calçoene Cutias do Araguari Ferreira Gomes Laranja do Jari Macapá Mazagão Oiapoque Pedra Branca do Amapari Porto grande Pracuuba Santana Tartarugalzinho Total geral Canoa a Vela Município Montaria Tabela 9 - Frota pesqueira cadastrada no estado do Amapá, por município. 30 46 25 22 11 83 22 1 5 24 54 5 159 487 0 0 0 0 0 41 0 0 0 0 0 0 0 41 19 4 2 3 4 51 4 3 1 28 19 8 26 172 4 1 9 3 15 95 5 15 1 11 4 52 8 223 0 0 7 3 6 47 3 2 0 2 1 70 1 142 TOTAL 53 51 43 31 36 317 34 21 7 65 78 135 194 1.065 % 5 5 4 3 3 30 3 2 1 6 7 13 18 100 Tabela 10 – Principais características das embarcações pesqueiras do estado do Amapá. Características das Embarcações < 4m Remo Motor Vela Não informou TOTAL 81 4 2 0 87 Madeira Madeira rev. c/ Fibra Aço Aluminio Fibra Outros TOTAL 86 0 0 1 0 0 87 < 2 Anos 2-5 Anos 5-10 Anos > 10 Anos TOTAL 8 28 51 0 87 <= 2 Tripulantes 3-6 Tripulantes 7- 10 Tripulantes > 10 Tripulantes TOTAL 77 10 0 0 87 In natura Gelo Frigorifico Salga Nenhum TOTAL 11 70 0 6 0 87 Nenhum Cais Próprio Cais de Terceiro Cais Público Na Praia TOTAL % 0 87 0 0 0 87 8,2 Comprimento 6-8m 8-12m 12-18m Propulsão 357 44 5 0 57 111 271 84 25 12 1 1 0 0 0 0 439 167 277 85 Material do casco 438 165 277 82 0 0 0 0 0 0 0 3 1 2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 439 167 277 85 Idade da frota 41 21 14 5 154 58 89 23 242 75 130 33 2 13 44 24 439 167 277 85 Total de tripulantes 380 111 123 19 59 55 154 65 0 1 0 1 0 0 0 0 439 167 277 85 Sistema de Conservação a Bordo 20 3 2 1 388 150 252 78 0 0 0 0 31 14 21 4 0 0 2 2 439 167 277 85 Local de atracação 40 0 0 0 315 42 156 0 84 105 68 51 0 20 53 34 0 0 0 0 439 167 277 85 41,2 15,7 26,0 8,0 4-6m > 18m TOTAL % 0 10 0 0 10 487 537 41 0 1.065 45,7 50,4 3,8 0,0 100,0 10 0 0 0 0 0 10 1.058 0 3 4 0 0 1.065 99,3 0,0 0,3 0,4 0,0 0,0 100,0 0 1 6 3 10 89 353 537 86 1.065 8,4 33,1 50,4 8,1 100,0 0 8 1 1 10 710 351 3 1 1.065 66,7 33,0 0,3 0,1 100,0 0 10 0 0 0 10 37 948 0 76 4 1.065 3,5 89,0 0,0 7,1 0,4 100,0 0 0 10 0 0 10 0,9 40 600 318 107 0 1.065 100,0 3,8 56,3 29,9 10,0 0,0 100,0 Tabela 11 - Situação de registro das embarcações pesqueiras do estado do Amapá e número beneficiado pelo subsídio do óleo diesel Situação das Embarcações < 4m Não Sim TOTAL 87 0 87 SUDEPE IBAMA MAPA SEAP Não Informado TOTAL 0 0 0 0 87 87 Não Sim TOTAL 87 0 87 Comprimento 4-6m 6-8m 8-12m 12-18m Inscrição na Capitania dos Portos 439 165 251 73 0 2 26 12 439 167 277 85 Registro Geral da Pesca 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 439 167 277 85 439 167 277 85 Subsídio do Óleo Diesel 439 167 277 85 0 0 0 0 439 167 277 85 > 18m TOTAL % 10 0 10 1.025 40 1.065 96,2 3,8 100,0 0 0 0 0 10 10 1.065 1.065 100,0 100,0 10 0 10 1.065 1.065 100,0 100,0 Tabela 12 – Principais características das pescarias realizadas no estado do Amapá, por bacia hidrográfica e tipo de barco. Aparelho de Pesca Bacia Hidrográfica Município Tipo de Barco Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Canoa Tempo de Operação (h) Barco de Qtde. por Viagem pequeno Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) porte Qtde. por Viagem Montaria Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Canoa Comprimento Médio (m) motorizada Tempo de Operação (h) Barco de Qtde. por Viagem pequeno Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) porte Qtde. por Viagem Montaria Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Canoa Comprimento Médio (m) motorizada Tempo de Operação (h) Barco de Qtde. por Viagem pequeno Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) porte Qtde. por Viagem Barco de Comprimento Médio (m) médio porte Tempo de Operação (h) Montaria Bacia do Atlântico Sul Bacia do Atlântico Sul Bacia do Atlântico Sul Amapá Calçoene Cutias do Araguari Caracteristicas das pescarias Rede de Rede de Rede de Rede de emalhar emalhar emalhar de emalhar de meia de fundo superfície boieira água 1 530 4 1 800 4 1 900 4 1 200 4 1 270 4 1 300 4 1 115 4 1 120 4 1 110 4 1 124 4 1 130 4 1 550 4 Espinhel de meia água 30 90 4 Espinhel Linha de fundo Matapí Rede de arrasto para camarão Arpão 2 6 390 1.170 4 22 66 4 150 450 4 150 450 4 150 450 4 Zagaia Tarrafa 2 4 8 2 5 8 2 6 2 6 2 6 3 6 1 5 8 Tabela 12 – Continuação Montaria Bacia do Atlântico Sul Canoa motorizada Ferreira Gomes Barco de pequeno porte Barco de médio porte Montaria Bacia do Atlântico Sul Canoa motorizada Laranjal do Jari Barco de pequeno porte Barco de médio porte Montaria Canoa a vela Bacia do Atlântico Sul Macapá Canoa motorizada Barco de Barco de Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) 1 66 4 1 100 4 1 480 4 1 620 4 1 98 4 1 500 4 1 1.340 4 1 1.380 4 1 85 4 1 190 4 1 423 4 1 735 4 1 1.022 4 2 4 8 2 5 8 1 30 4 1 490 4 1 198 4 1 240 4 1 1.500 4 1 200 4 1 100 4 1 846 4 175 525 4 1 100 4 240 720 4 200 600 4 500 1.500 4 300 900 4 580 1.740 4 427 1.281 4 44 4 100 4 89 4 130 4 1 6 8 1 7 8 1 10 8 1 4 8 1 9 8 2 5 8 2 4 8 2 0 Tabela 12 - Continuação Montaria Canoa Bacia do Atlântico Sul Mazagão Barco de pequeno porte Barco de médio porte Montaria Bacia do Atlântico Sul Canoa motorizada Oiapoque Barco de pequeno porte Barco de médio porte Montaria Bacia do Atlântico Sul Pedra Branca do Amapari Canoa Barco de Montaria Bacia do Atlântico Sul Canoa motorizada Porto Grande Barco de pequeno porte Barco de médio porte Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) 1 85 4 1 450 4 1 735 4 1 1.022 4 1 75 4 1 120 4 1 132 4 1 268 4 1 530 4 1 800 4 1 900 4 1 124 4 1 219 4 1 242 4 1 250 4 66 2 4 8 4 2 5 8 1 130 4 1 550 4 30 90 4 70 210 4 2 6 500 1.500 4 2 300 8 2 90 8 2 5 8 1 5 8 Tabela 12 – Continuação Montaria Bacia do Atlântico Sul Canoa motorizada Pracuúba Barco de pequeno porte Barco de médio porte Montaria Bacia do Atlântico Sul Canoa motorizada Santana Barco de pequeno porte Barco de médio porte Montaria Bacia do Atlântico Sul Canoa motorizada Tartarugalzinho Barco de pequeno porte Barco de médio porte Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) 1 250 4 1 225 4 1 300 4 1 330 4 1 80 4 1 320 4 1 950 4 1 1.276 4 1 265 4 1 912 4 1 1.523 4 1 1.600 4 2 4 8 2 5 8 150 450 4 1 2.014 4 186 558 4 2 0 2 4 8 Tabela 13 - Principais características das espécies de peixe capturadas no estado do Amapá, por bacia hidrográfica Bacia Hidrográfica Municipio Bacia do Atlântico Sul Cutias do Araguari Bacia do Atlântico Sul Ferreira Gomes Bacia Amazônica Laranjal do Jari Bacia Amazônica Mazagão Bacia do Atlântico Sul Porto Grande Bacia do Atlântico Sul Pracuúba Bacia do Atlântico Sul Tartarugalzinho Espécie Cará Dourada Piramutaba Surubim Tambaqui Tucunaré Mapará Pacu Piranha Acari Camarão Curimatã Aruanã Filhote Pescada branca Pirarucu Tainha Acari Jiju Pescada branca Traíra Petrecho Tarrafa Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Linha Linha Rede de espera Linha Tarrafa Matapi Rede de espera Rede de espera Espinhel Rede de espera Zagaia Rede de espera Tarrafa Linha Rede de espera Linha Isca Peixe Peixe Babaçu Peixe Peixe Peixe Safra Inicio Maio Maio Julho Junho Janeiro Abril Janeiro Junho Agosto Agosto Abril Abril Junho Maio Janeiro Julho Março Agosto Setembro Janeiro Agosto Fim Dezembro Dezembro Dezembro Julho Março Dezembro Outubro Outubro Setembro Setembro Dezembro Dezembro Setembro Junho Setembro Dezembro Junho Setembro Dezembro Setembro Dezembro Tabela 14 - Informações gerais sobre os produtores do estado do Amapá. Município Amapá Calçoene Cutias do Araguari Ferreira Gomes Laranja do Jari Macapá Mazagão Oiapoque Pedra Branca do Amapari Porto grande Pracuuba Santana Tartarugalzinho TOTAL Nº de Idade Tempo Produtores Média de Pesca 53 51 43 31 36 317 34 21 7 65 78 135 194 1.065 29 33 25 45 39 31 23 25 25 26 22 31 25 29 4 5 3 4 6 8 5 2 3 7 6 8 9 5 5.3. CENSO ESTRUTURAL DA PESCA NO ESTADO DO AMAZONAS A bacia Amazônica apresenta mais de 6.300.000 Km2 de área total (AYRES, 1995), sendo que 3.581.180 Km2 se encontram no Brasil, correspondendo a 60,0% do território nacional, ocupando ainda parte do território de mais cinco países latino-americanos (RUFFINO; ISAAC, 2000) (Figura 1). O Rio Amazonas e seus afluentes deságuam, aproximadamente, 200.000 m3/s no oceano atlântico, o correspondente a 20,0% de toda a água doce do mundo. Muda de nome sete vezes nos três países por onde corre. No Brasil, é chamado de Solimões até a confluência com o Rio Negro, quando novamente é chamado de Amazonas até a sua foz. O Rio Solimões-Amazonas brasileiro, do limite colombiano/peruano até o Atlântico, percorre aproximadamente 3.000km (BARTHEM; GOULDING, 1997). A importância da pesca na região do Amazonas remonta o período précolonial, época em que o pescado já era utilizado pelos nativos como parte essencial de sua alimentação (VERÍSSIMO, 1895; SMITH, 1979; GOULDING, 1983). A pesca é uma das atividades extrativistas mais tradicionais e importantes do ponto de vista socioeconômico, ecológico e cultural dessa região. É uma atividade de caráter artesanal, realizada por moradores da zona rural, para subsistência, e por pescadores profissionais, com pouco investimento e uma remuneração baseada num sistema de parcerias. Em ambos os casos é uma pescaria multiespecífica e que utiliza vários apetrechos (BAYLEY; PETRERE JR., 1989). As capturas têm grande importância para o consumo local, sendo pouco expressivas as exportações em relação ao volume total desembarcado. A exceção se dá com a pesca da piramutaba, que tem um caráter industrial, realizada por embarcações munidas com rede de arrasto de porta, com o objetivo de produzir filés para exportação. As pescarias artesanais exploram uma alta diversidade de espécies, de médio e grande porte, com predominância de espécies migradoras como o tambaqui, o jaraqui, a curimatã, a matrinxã, a piramutaba, a dourada o surubim, e a piraíba (FREITAS, 2002). Figura 1 – Sub-bacias hidrográficas do Estado do Amazonas O consumo per capita de pescado foi estimado em 369g/dia no Médio Amazonas ou 134,7kg/ano (CERDEIRA; RUFFINO; ISAAC, 1997), 490-600g/dia no Baixo Solimões/Alto Amazonas ou 178,9-219,0kg/ano (BATISTA, 1998) e 500800g/dia no Alto Solimões ou 182,5-292,0kg/ano (FABRÉ; ALONSO, 1998). Considerando que o pescado seja comercializado ao preço de um dólar por quilo, a nível de primeira comercialização, deduz-se que a pesca movimente mais de 200 milhões de dólares por ano (BARTHEM et al., 1997). Atualmente existem as seguintes modalidades de pesca no Amazonas: a pesca de subsistência, a pesca comercial destinada ao mercado local, a pesca comercial destinada à exportação e a pesca de peixes ornamentais. Na prática, a coexistência se restringe às pescarias de subsistência e comercial para abastecimento local, que ocorrem simultaneamente nas várzeas e no leito dos rios. Além das modalidades de pesca tradicionais, que são praticadas em ambientes naturais como lagos e rios, existe uma outra mais recente, praticada em reservatórios de hidrelétricas as quais produzem uma quantidade significativa de pescado (PETRERE JR., 1992). No reservatório de Balbina vem sendo realizada uma intensa atividade pesqueira sobre os estoques de tucunaré e da qual participam cerca de 100 a 160 pescadores, responsáveis por uma produção de até 706 toneladas/ano. (SANTOS; OLIVEIRA, 1999). A cidade de Manaus abriga o mercado mais importante do Amazonas, com um volume de desembarques médio de cerca de 30.000 t/ano (MERONA, 1993). A frota pesqueira de Manaus explora uma região extensa, incluindo o curso do Rio Solimões – Amazonas desde a fronteira do Brasil-Peru ate o limite leste do Estado do Amazonas com o Pará, e certos barcos chegam a atingir grandes distâncias a partir da foz dos rios, como é o caso do Rio Juruá. Essas distâncias são percorridas, algumas vezes em viagens longas, de quase dois meses (MERONA, op. cit.); (PETRERE JR., 1978 b). Os lagos do Rei e Janauacá são dois dos mais antigos e tradicionais pesqueiros da região próxima a Manaus. O primeiro está a 85Km de Manaus pelo Rio Amazonas (margem direita) e o segundo a 72Km pelo Rio Solimões (margem direita) (PETRERE JR., 1978a). Apesar do número de espécies no Amazonas ser bastante elevado, são poucas as espécies ou grupos de espécies que são responsáveis pela maioria dos desembarques. Entre 6 e 12 espécies representam mais de 80% dos desembarques nos principais portos da região. (BARTHEM; FABRÉ, 2004). De forma geral, a curimatã, o pacu, o jaraqui, o tambaqui, a sardinha, o matrinxã, o surubim, a dourada, o filhote, o pirarucu e a piramutaba são as espécies de maior importância para o estado, esta última voltada à exportação. Até aproximadamente a década de 40, a pesca no Amazonas era realizada por uma frota muito primitiva, formada por embarcações pequenas, exclusivamente de madeira e com propulsão a remo. Nos anos 60, a liberação de incentivos fiscais para a região e a abertura da economia a grandes empresas provenientes de outras regiões do Brasil, favoreceu o rápido desenvolvimento tecnológico da pesca. As embarcações ganharam motores e artes de pesca mais resistentes (redes de nylon) e mais eficientes na captura de peixes e crustáceos (BATISTA; ISAAC; VIANA, 2004). Nas pescarias de águas interiores, existem unicamente embarcações artesanais, todas de madeira, as quais podem ser divididas em canoas e barcos geleiros. As canoas, não possuem casaria e nem porão para guardar gelo ou pescado. Podem ser motorizadas ou movidas a remo. São de menor porte e quando motorizadas podem alcançar até 10m de comprimento e transportar em média 500kg de pescado. (BATISTA; ISAAC; VIANA, op. cit.). Os barcos geleiros podem ser classificados de acordo com a sua modalidade de atuação. Na maior parte dos casos, a captura é realizada por pequenas canoas, que transportam o pescador até o local da pescaria, sendo o “barco-mãe” o depósito da produção, que é conservada em gelo. Os barcos de pesca (pescadores) são embarcações que possuem a sua própria tripulação. Os barcos “compradores” apenas percorrem as comunidades ribeirinhas ou locais de pesca, comprando pescado. Existem também barcos “mistos” que tanto levam pescadores como efetuam compras. (BATISTA; ISAAC; VIANA, op. cit.). Segundo Cerdeira et al. (1997) e Batista et al. (2004), as taxas de consumo de pescado na Amazônia são as maiores do mundo, com média estimada em 369g/pessoa/dia ou 135kg/ano, chegando a cerca de 600g/dia ou 22kg/pessoa/ano em certas áreas do baixo Rio Solimões e alto Amazonas, constituindo-se na principal fonte de proteínas para as populações humanas residentes. A pesca no Rio Amazonas é realizada tanto por pescadores das principais cidades do Estado do Amazonas, como por pescadores de cidades de outros estados, como: Santarém, Óbidos, Monte Alegre, Alenquer, Prainha, Belém e Abaetetuba (Pará) e Macapá (Amapá). Os lagos de várzea são numerosos e estendem-se nas duas margens, em alguns locais chegando a atingir 50km na formação desses lagos, na época das cheias. A pesca nos lagos, principalmente de peixes de escama, ocorre durante todo o ano, enquanto que a captura de peixes lisos na calha do rio é mais sazonal e vinculada ao ciclo hidrológico e ao ciclo de vida das espécies (BATISTA; ISAAC; VIANA, 2004.). A pesca no Alto Solimões e Baixo Amazonas é realizada por cerca de 20 mil pescadores profissionais baseados em Manaus e cidades de áreas ribeirinhas, principalmente de Manacapuru, Itacoatiara e Parintins, e por cerca de 70 mil pescadores ribeirinhos das comunidades das várzeas da região (BATISTA, 1998). Ocorre durante o ano todo nos rios e lagos; a pesca nos rios ocorre freqüentemente nas imediações da boca de lagos. A intensidade das capturas é maior nos rios e paranás durante os períodos migratórios dos peixes (abril a junho; agosto a novembro), e nos lagos durante a estação seca (setembro a novembro) (BATISTA; ISAAC; VIANA, op. cit.). O principal centro consumidor é Manaus, onde são comercializadas entre 40 e 50 mil toneladas por ano, principalmente no posto de comercialização do Mercado Municipal “Adolpho Lisboa”, no porto de desembarque de pescado de Manaus e na Feira Manaus Moderna. A comercialização do pescado no Alto Solimões está centralizada no mercado de Letícia, o qual recebe, com freqüência, pescado originado mesmo de Manacapuru, no Baixo Solimões e de cidades próximas de Letícia, como São Paulo de Olivença e Santo Antonio do Içá, que têm sua economia fortemente relacionada com a atividade pesqueira (BATISTA; ISAAC; VIANA, op. cit.). De uma maneira geral, Manaus, Itacoatiara, Manacapuru, Coari, Tefé, Tabatinga e Lábrea constituem os municípios de maior expressão na pesca, tanto em volume de produção, quanto em comercialização, lembrando que na capital é onde se concentra o maior volume de pescado comercializado no estado (Figuras 2 e 3). Tabatinga Coari Tefé Manacapuru Lábrea Itacoatiara Manaus Figura 2 – Mapa do Estado do Amazonas, com indicação dos municípios de maior produção/comercialização de pescado. Figura 3 – Pontos de desembarque do Estado do Amazonas: (a) Porto de desembarque de pescado – Manaus, (b) Porto de desembarque de pescado – Novo Airão. 5.3.1 Caracterização dos Locais de Desembarque No Estado do Amazonas existem 62 municípios, dos quais 34 foram cadastrados por ocasião do censo, estando os principais pontos de desembarque localizados nas próprias sedes dos municípios. Municípios como Barcelos, Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira apresentam vários locais de desembarque. Destacam-se em volume de pescado desembarcado os municípios de Manaus, Manacapuru, Itacoatiara, Parintins, Iranduba e Tabatinga (Figura 1). O acesso da capital aos demais municípios do estado se dá, principalmente, por via fluvial, em alguns casos por via asfaltada (Tabela 1). Todos os municípios possuem energia elétrica e dispõem de algum tipo de serviço de saúde como Posto, Hospital ou Maternidade (Tabela 2). Verifica-se que na maioria dos municípios são encontradas escolas de nível fundamental, nível médio e alfabetização (Tabela 2). Em quase todos existe sistema de telefonia fixa ou móvel e outras facilidades como serviços bancários, de Correio, Centros Comunitários, Clubes Sociais e Igrejas. No que diz respeito ao associativismo são encontradas colônias e associações de pescadores nos vários municípios do estado. Em Manaus existe uma Federação de Pescadores e uma Federação das Associações de Pescadores, como ainda uma Associação de Armadores de Pesca e Proprietários de Barcos. Encontra-se em fase de formação, em Manaus, um Sindicato de Armadores de Pesca e Proprietários de Barcos. Os municípios com maior número de pescadores associados em colônias são Manaus, Parintins, Itacoatiara, Manacapuru, com 4.000, 2.780, 2.600 e 2.400, respectivamente, enquanto que o município de Uarini apresenta o menor número de pescadores ligados à colônia (Tabela 3). Tendo em vista a dificuldade de atracação das embarcações, em praticamente todos os municípios existe trapiche, alguns deles bem estruturados à semelhança de um porto, como em Manaus, Iranduba, Itacoatiara, Parintins, Manacapuru e Lábrea. Também são encontrados barracões (entrepostos) e salgadeiras na maioria dos municípios (Tabela 4). A manutenção das embarcações é feita em estaleiros de pequeno, médio e grande porte, em carpintarias artesanais e pelos próprios pescadores (Tabela 4). Além da pesca, diversas outras atividades são exercidas nos municípios do Estado do Amazonas, destacando-se entre elas a agricultura, extrativismo, avicultura, piscicultura e a pecuária (Tabela 5). Doze unidades de beneficiamento são responsáveis pela evisceração e filetagem do pescado desembarcado no Amazonas. Em geral, o pescado é comercializado inteiro, entretanto, cerca de 20% da produção é eviscerada e descabeçada ou filetada (Tabela 5). Existe um frigorífico no Município de Iranduba, que destina parte de sua produção ao mercado internacional. A infra-estrutura de frio instalada no Estado do Amazonas, atende, relativamente, às necessidades dos municípios. No entanto, há uma carência de pessoas capacitadas para manutenção e operação dos equipamentos. Ressaltese ainda a existência de freezers e caixas isotérmicas destinadas à armazenagem do pescado em alguns municípios, destinadas à armazenagem do pescado (Tabelas 6 e 7). O pescado é comercializado dentro dos próprios municípios, nos municípios vizinhos e/ou se destina à capital. Cerca de 15% da produção são exportados para outros estados e para o mercado internacional (em torno de 3%). A comercialização é feita principalmente pelos intermediários, mas em alguns municípios empresas de pesca participam efetivamente do processo (Tabela 8). 5.3.2 Caracterização das Embarcações A frota pesqueira cadastrada no Estado do Amazonas é constituída de 2.616 embarcações, sendo 1.672 canoas motorizadas, 635 barco de pesca, 211 canoas a remo, 83 canoa a vela, 11 barcos de pequeno porte, 2 geleiras e 2 rabetas (Tabela 9 e Figura 4), o correspondente a cerca de 40% da frota total do estado. As canoas motorizadas constituem 63,9%, seguidas dos barcos de pesca com 24,3%. Verifica-se uma maior concentração de embarcações nos municípios de Manaus (14,4%), Tabatinga (11,7%) e Lábrea (9,9%), entretanto, se observa uma distribuição dessa frota, mais ou menos eqüitativa entre os demais municípios (Tabela 9). A maioria das embarcações (61,0%) mede entre 8m e 18m, podendo ser considerada, portanto, uma frota de médio a grande porte, das quais 91,2% são motorizadas (Tabela 10). Apesar de se tratarem de embarcações de maior porte, apenas sete têm casco de madeira revestido com fibra de vidro, sendo todas as demais de madeira (Tabela 10). Tendo como base o ano de construção das embarcações, pode-se afirmar que se trata de uma frota relativamente nova, uma vez que 74,4% das embarcações têm menos de dez anos de construída (Tabela 10), o que se deve, principalmente, ao fato das canoas constituírem a maioria da frota. Pelo caráter artesanal da frota do Estado do Amazonas, é expressivo o número de embarcações que opera com apenas um pescador (62,6%) (Tabela 10). A quase totalidade das embarcações (93,8%) utiliza gelo para conservação do pescado a bordo (Tabela 10). Figura 4 – Embarcações pesqueiras do Estado do Amazonas: (a) canoa a remo, (b) rabeta, (c) barco de pequeno porte, (d) barco de grande porte. A inexistência de estruturas apropriadas para atracação das embarcações é comum em grande parte dos municípios, dessa forma, os desembarques ocorrem, em especial, nos barrancos. Somente cerca de 10,1% desembarcam suas produções em cais público (Tabela 10). No que diz respeito à situação da frota junto aos órgãos governamentais, constata-se que um percentual muito pequeno de embarcações (1,7%) é registrado na Capitania dos Portos, como também nas instituições que fornecem o Registro Geral da Pesca (RGP). Vale ressaltar, no entanto, que 58,9% da frota de maior porte são registrados nos órgãos competentes, muito embora grande parte delas ainda detenha o registro no Ministério da Agricultura (MAPA) (Tabela 11). Apesar de expressivo o total de embarcações motorizadas que poderiam ter acesso ao subsídio do óleo diesel, somente 6 embarcações cadastradas receberam o benefício, ou seja, 0,2% da frota (Tabela 11). No entanto, quando considerado o total de embarcações existente no estado, esse número aumenta consideravelmente, correspondendo, em 2005, segundo informação do IDAM, a 700 embarcações pesqueiras beneficiadas. 5.3.3 Caracterização das Pescarias A frota pesqueira do estado do Amazonas utiliza, principalmente, nas fainas de pesca: linhas, espinhéis, redes de cerco e redes de espera. Não são observadas diferenças expressivas entre as características das pescarias realizadas pelas canoas motorizadas, barcos de pesca ou barco de pequeno porte. A rede de espera, o espinhel e a rede de cerco são as artes de pesca mais usadas, variando apenas quanto ao tamanho dos aparelhos e ao quantitativo utilizado, por tipo de embarcação. Como era de se esperar, observa-se uma tendência das embarcações de maior porte transportarem um maior número de aparelhos de pesca, como também estes apresentarem um maior comprimento (Tabela 12). Tanto os barcos a motor (BAM), como os barcos de pequeno porte (BPP) não realizam operações de pesca, estes apenas recolhem e transportam a produção capturada pelas canoas a remo. 5.3.4 Caracterização das Espécies Capturadas De acordo com os dados levantados pelo censo, foi registrada a ocorrência de 16 espécies de peixes nas bacias hidrográficas do Estado do Amazonas (Tabela 13). A rede de espera constitui-se o aparelho com um maior número de espécies capturadas (12), salientando-se que algumas delas são pescadas por mais de um tipo de equipamento de pesca. Apenas nas pescarias com linhas e espinhéis se utiliza isca, sendo o camarão e peixes pequenos as preferidas dos pescadores (Tabela 12). A época de safra das espécies, de uma maneira geral, varia de junho a novembro, entretanto são registrados aumentos na produção de algumas espécies em outros meses, fenômeno este conhecido como “repiquete”. Observa-se também, que o período de safra difere entre os municípios (Tabela 13 5.3.5 Caracterização dos Pescadores Dos 2.574 pescadores cadastrados no Estado do Amazonas, quase a metade (43,0%) se concentra nos municípios de Manaus, Tabatinga, Lábrea, e Envira, enquanto que no Município de Presidente Figueiredo, foi registrado o menor número de pescadores cadastrados (Tabela 14). De acordo com dados levantados pela SEAP, os pescadores do Amazonas têm entre 20 e 65 anos, com uma idade média de 40 anos, permanecendo os mesmos na atividade pesqueira por cerca de 12 anos. Devido ao seguro desemprego muitos pescadores só têm sido considerados como tal a partir da data de sua regularização junto à SEAP, assim, permanecem na atividade até a aposentadoria, o que corresponde a aproximadamente a 35 de exercício da profissão. De fato, os antigos pescadores ainda não legalizados, são prejudicados com a contagem do tempo de serviço, mascarando então as estatísticas. TABELAS AMAZONAS Tabela 1 - Informações gerais sobre as localidades pesqueiras do estado do Amazonas. Coleção d`água Rio Juruá Rio Solimões Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Javari Rio Uatumã, Urubu Rio Negro Rio Juruá Rio Solimões Rio Amazonas Rio Solimões Rio Negro Rio Purus Rio Purus Rio Juruá Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Juruá Rio Amazonas/ Madeira Rio Madeira Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Purus Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Madeira Rio Amazonas Rio Maués Rio Madeira Rio Negro Rio Negro/ Amazonas Rio Amazonas Rio Purus Rio Coari/ Amazonas Rio Juruá Rio Envira Rio Negro Rio Uatumã Rio Solimões Rio Amazonas Rio Purus Rio Solimões Rio Solimões Rio Amazonas Rio Amazonas Município Ipixuna Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Presidente Figueredo Localidade Alto Juruá Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Balbina Balsa Barcelos Barcelos Escadaria do Nazaré Juruá Balsa Porto Bananal Tabatinga Tabatinga Tauaru Palmares Barrerinha Barrerinha Benjamim Constant Bejamim Constant Camanaus São Gabriel da Cachoeira Praia Queiroz Galvão Beruri Beruri Canutama Canutama Carauari Carauari Careiro da varzea Careiro da Varzea Castanho Castanho Codajás Codajás Eirunepé Eirunepé Autases Flutuante da Colonia Humaitá Humaitá Iranduba Iranduba Itacoatiara Itacoatiara Labrea Labrea Itapiranga Itapiranga Manaquiri Manaquiri Manicoré Manicoré Manacapuru Mauacapuru Maués Maués Nova Olinda do Norte Nova Olinda Nova Airão Novo Airão Manaus Panair Parintins Parintins Pauini Pauini Coari Porto de Coari Guajará Rio Juruá Envira Rio Tarauaca Santa Izabel do Rio Negro Santa Izabel do Rio Negro São Sebastião do Uatumã São Sebastião do Uatumã São Paulo de Olivença São Paulo de Olivença Silves Silves Tapauá Tapauá Tefé Tefé Uarini Uarini Urucará Urucará Urucurituba Urucurituba População Tipo de Acesso Distância da Capital 14.759 12.150 6.568 11.320 11.294 23.636 Via fluvial Via fluvial Via fluvial Via fluvial Via fluvial Asfalto 1.368 538 179 200 1.135 107 24.197 Via fluvial 405 6.584 Via fluvial 6.584 37.919 Via fluvial 1.110 25.545 23.219 Via fluvial Via fluvial 328 1.118 29.947 Via fluvial 858 11.038 10.737 23.421 17.267 27.554 17.507 26.074 33.104 32.796 32.303 78.425 26.475 8.337 12.711 38.038 73.695 44.552 28.827 7.580 159.255 105.002 17.902 67.006 12.538 19.060 10.561 8.401 31.605 8.771 20.595 64.457 10.254 21.707 9.703 Via fluvial Via fluvial Via fluvial Via fluvial Asfalto Via fluvial Via fluvial Asfalto Via fluvial Asfalto Asfalto Via fluvial Via fluvial Via fluvial Via fluvial Asfalto Via fluvial Via fluvial Asfalto 170 555 782 29 102 237 1.245 108 600 25 175 783 222 60 333 68 268 126 115 Via fluvial Via fluvial Via fluvial Via fluvial Via fluvial Via fluvial Via fluvial Via fluvial Via fluvial Via fluvial Via fluvial Via fluvial Via fluvial Via fluvial 325 935 368 1.570 1.218 620 245 1.190 238 450 525 560 270 212 Tabela 2 - Serviços disponíveis nas localidades pesqueiras do estado do Amazonas. Coleção d`água Rio Juruá Rio Solimões Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Javari Rio Uatumã, Urubu Rio Negro Rio Juruá Rio Solimões Rio Amazonas Rio Solimões Rio Negro Rio Purus Rio Purus Rio Juruá Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Juruá Rio Amazonas/ Madeira Rio Madeira Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Purus Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Madeira Rio Amazonas Rio Maués Rio Madeira Rio Negro Rio Negro/ Amazonas Rio Amazonas Rio Purus Rio Coari/ Amazonas Rio Juruá Rio Envira Rio Negro Rio Uatumã Rio Solimões Rio Amazonas Rio Purus Rio Solimões Rio Solimões Rio Amazonas Rio Amazonas Município Ipixuna Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Presidente Figueredo Energia Localidade Alto Juruá Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Balbina Balsa Barcelos Barcelos Escadaria do Nazaré Juruá Balsa Porto Bananal Tabatinga Tabatinga Tauaru Palmares Barrerinha Barrerinha Benjamim Constant Bejamim Constant Camanaus São Gabriel da Cachoeira Praia Queiroz Galvão Beruri Beruri Canutama Canutama Carauari Carauari Careiro da varzea Careiro da Varzea Castanho Castanho Codajás Codajás Eirunepé Eirunepé Autases Flutuante da Colonia Humaitá Humaitá Iranduba Iranduba Itacoatiara Itacoatiara Labrea Labrea Itapiranga Itapiranga Manaquiri Manaquiri Manicoré Manicoré Manacapuru Mauacapuru Maués Maués Nova Olinda do Norte Nova Olinda Nova Airão Novo Airão Manaus Panair Parintins Parintins Pauini Pauini Coari Porto de Coari Guajará Rio Juruá Envira Rio Tarauaca Santa Izabel do Rio Negro Santa Izabel do Rio Negro São Sebastião do Uatumã São Sebastião do Uatumã São Paulo de Olivença São Paulo de Olivença Silves Silves Tapauá Tapauá Tefé Tefé Uarini Uarini Urucará Urucará Urucurituba Urucurituba Elétrica x x x x x x Serviços de Saude Eólica Posto x x x x Escolas Outras Facilidades Hospit. x x x x x x Matern. x x x x x x Alfab. x x x x x x EEF x x x x x x EEM x x x x Banco x x x x Correi. x P.Telf. x x x x x x x x x x x x C.Com. Clube x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Tabela 3 - Associativismo nas localidades pesqueiras do estado do Amazonas. Coleção d`água Município Associações Localidade Pesca. Rio Juruá Rio Solimões Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Javari Rio Uatumã, Urubu Ipixuna Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Presidente Figueredo Rio Negro Barcelos Rio Juruá Juruá Rio Solimões Tabatinga Rio Amazonas Rio Solimões Barrerinha Benjamim Constant Rio Negro São Gabriel da Cachoeira Rio Purus Rio Purus Rio Juruá Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Juruá Rio Amazonas/ Madeira Beruri Canutama Carauari Careiro da varzea Castanho Codajás Eirunepé Alto Juruá Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Balbina Balsa Barcelos Escadaria do Nazaré Balsa Porto Bananal Tabatinga Tauaru Palmares Barrerinha Bejamim Constant Camanaus Praia Queiroz Galvão Beruri Canutama Carauari Careiro da Varzea Castanho Codajás Eirunepé Autases Humaitá Iranduba Itacoatiara Labrea Itapiranga Manaquiri Manicoré Manacapuru Maués Nova Olinda do Norte Nova Airão Manaus Parintins Pauini Coari Guajará Envira Santa Izabel do Rio Negro São Paulo de Olivença São Sebastião do Uatumã Silves Tapauá Tefé Uarini Urucará Urucurituba Flutuante da Colonia Humaitá Iranduba Itacoatiara Labrea Itapiranga Manaquiri Manicoré Mauacapuru Maués Nova Olinda Novo Airão Panair Parintins Pauini Porto de Coari Rio Juruá Rio Tarauaca Santa Izabel do Rio Negro São Paulo de Olivença São Sebastião do Uatumã Silves Tapauá Tefé Uarini Urucará Urucurituba Rio Madeira Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Purus Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Madeira Rio Amazonas Rio Maués Rio Madeira Rio Negro Rio Negro/ Amazonas Rio Amazonas Rio Purus Rio Coari/ Amazonas Rio Juruá Rio Envira Rio Negro Rio Uatumã Rio Solimões Rio Amazonas Rio Purus Rio Solimões Rio Solimões Rio Amazonas Rio Amazonas Arma. x x x x x x x x x Sindicatos Morad. Pesca. Arma. Pescadores Outras Entidades Trab. Colon. x x x x x x Capat. Coop. Colonizados Não Colonizados 300 350 300 661 186 197 Total 300 350 300 661 186 197 x 564 564 x 610 610 x 1.227 1.227 x x 390 1.080 390 1.080 x 898 898 x x x x x x x 417 462 425 1.087 180 270 939 x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x 489 1.030 926 2.600 600 218 628 780 2.400 2.300 480 452 4.000 2.780 306 1.700 325 262 320 1.190 320 110 870 1.430 60 612 1.250 140 200 872 266 20 557 462 425 1.087 180 270 939 489 1.230 926 2.600 600 218 628 780 2.400 2.300 1.352 452 4.000 2.780 306 1.700 325 528 320 1.190 320 110 870 1.450 60 612 1.250 Tabela 4 - Infra-estrutura de apoio à produção nas localidades pesqueiras do Estado do Amazonas. Coleção d`água Municipio Rio Juruá Rio Solimões Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Javari Rio Uatumã, Urubu Ipixuna Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Presidente Figueredo Rio Negro Barcelos Rio Juruá Juruá Rio Solimões Tabatinga Rio Amazonas Rio Solimões Barrerinha Benjamim Constant Rio Negro Rio Purus Rio Purus Rio Juruá Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Juruá Rio Amazonas/ Madeira Rio Madeira Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Purus Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Madeira Rio Amazonas Rio Maués Rio Madeira Rio Negro Rio Negro/ Amazonas Rio Amazonas Rio Purus Rio Coari/ Amazonas Rio Juruá Rio Envira Rio Negro Rio Uatumã Rio Solimões Rio Amazonas Rio Purus Rio Solimões Rio Solimões Rio Amazonas Rio Amazonas São Gabriel da Cachoeira Beruri Canutama Carauari Careiro da varzea Castanho Codajás Eirunepé Apoio à Produção Localidade Alto Juruá Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Trapiche Entreposto x x x x x x x x x x Balbina Balsa Barcelos Escadaria do Nazaré Balsa Porto Bananal Tabatinga Tauaru Palmares Barrerinha x Bejamim Constant Camanaus Praia Queiroz Galvão Beruri Canutama Carauari x Careiro da Varzea Castanho Codajás Eirunepé x Salgadeira x x x x x Secadeira Empresas de Pesca Defumador Matriz Filial Manutenção Embarcac. Estal. Carp. Outro x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Autases Humaitá Iranduba Itacoatiara Labrea Itapiranga Manaquiri Manicoré Manacapuru Maués Nova Olinda do Norte Nova Airão Flutuante da Colonia Humaitá Iranduba Itacoatiara Labrea Itapiranga Manaquiri Manicoré Mauacapuru Maués x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Nova Olinda Novo Airão x x x x x x Manaus Parintins Pauini Panair Parintins Pauini x x x x x x x Coari Guajará Envira Santa Izabel do Rio Negro São Paulo de Olivença São Sebastião do Uatumã Silves Tapauá Tefé Uarini Urucará Urucurituba Porto de Coari Rio Juruá Rio Tarauaca Santa Izabel do Rio Negro São Paulo de Olivença São Sebastião do Uatumã Silves Tapauá Tefé Uarini Urucará Urucurituba x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Tabela 5 - Atividades desenvolvidas e produtos comercializados nas localidades pesqueiras do estado do Amazonas. Coleção d`água Rio Juruá Rio Solimões Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Javari Rio Uatumã, Urubu Município Localidade Ipixuna Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Alto Juruá Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Rio Negro Presidente Figueredo Balbina Balsa Barcelos Barcelos Rio Juruá Juruá Rio Solimões Rio Amazonas Rio Purus Rio Solimões Rio Solimões Rio Amazonas Rio Amazonas x Pecuária Agricultura Agricultura Agricultura Agricultura e pecuaria Pesca Pecuária Agricultura agricultura pesca e pecuaria agricultura piscicultura e extrativismo Manaus Parintins Pauini Panair Parintins Pauini Coari Guajará Envira Santa Izabel do Rio Negro São Paulo de Olivença São Sebastião do Uatumã Silves Tapauá Tefé Uarini Urucará Urucurituba Porto de Coari Rio Juruá Rio Tarauaca Santa Izabel do Rio Negro São Paulo de Olivença São Sebastião do Uatumã Silves Tapauá Tefé Uarini Urucará Urucurituba industria e comercio Pecuária, agricultura e agricultura hortifruticultura e extrativismo Pecuaria e extrativismo pesca e gricultura Rio Negro São Gabriel da Cachoeira Rio Uatumã x Flutuante da Colonia Humaitá Iranduba Itacoatiara Labrea Itapiranga Manaquiri Manicoré Mauacapuru Maués Nova Olinda Novo Airão Barrerinha Benjamim Constant extrativismo e agricultura x x pesca x Pesca e agricultura Pesca e agricultura Produtos Comercializados Peixe Camarão Eviscer. Filet Inteiro S/Cabeça x x x agricultura e extrativismo Autases Humaitá Iranduba Itacoatiara Labrea Itapiranga Manaquiri Manicoré Manacapuru Maués Nova Olinda do Norte Nova Airão Rio Amazonas Rio Solimões Inteiro x Pesca ornamental e extrativismo Beruri Canutama Carauari Careiro da varzea Castanho Codajás Eirunepé Tabatinga Salão de Beneficiamento No. Capac. (t) hortifruticultura Agricultura agricultura e extrativismo agricultura extrativismo vegetal Escadaria do Nazaré Balsa Porto Bananal Tabatinga Tauaru Palmares Barrerinha Bejamim Constant Camanaus Praia Queiroz Galvão Beruri Canutama Carauari Careiro da Varzea Castanho Codajás Eirunepé Rio Solimões Rio Purus Rio Purus Rio Juruá Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Juruá Rio Amazonas/ Madeira Rio Madeira Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Purus Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Madeira Rio Amazonas Rio Maués Rio Madeira Rio Negro Rio Negro/ Amazonas Rio Amazonas Rio Purus Rio Coari/ Amazonas Rio Juruá Rio Envira Rio Negro Atividade Principal 1 2 x Comercio x Comercio Agricultura Agricultura e pecuaria agricultura Avicultura e pecuaria Pesca Agricultura x x x x x x x x x 1 1 1 2 1 x x x x x x 2 1 x x x x Agricultura x Extrativismo x Pesca e agricultura Pecuária e agricultura agricultura e extrativismo estrativismo agricultura e extrativismo Extrativismo e Pecuaria Agricultura e pecuaria x x x x x x x 1 1 x x Filet Tabela 6 - Infra-estrutura de estocagem do pescado, nas localidades pesqueiras do estado do Amazonas. Coleção d`água Municipio Localidade Rio Juruá Rio Solimões Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Javari Rio Uatumã, Urubu Ipixuna Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Presidente Figueredo Alto Juruá Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Rio Negro Barcelos Rio Juruá Juruá Rio Solimões Rio Amazonas Rio Solimões Rio Negro Rio Purus Rio Purus Rio Juruá Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Juruá Rio Amazonas/ Madeira Rio Madeira Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Purus Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Madeira Rio Amazonas Rio Maués Rio Madeira Rio Negro Rio Negro/ Rio Amazonas Rio Purus Rio Coari/ Rio Juruá Rio Envira Rio Negro Rio Uatumã Rio Solimões Rio Amazonas Rio Purus Rio Solimões Rio Solimões Rio Amazonas Balbina Balsa Barcelos Escadaria do Nazaré Balsa Porto Bananal Tabatinga Tabatinga Tauaru Palmares Barrerinha Barrerinha Benjamim Constant Bejamim Constant Camanaus São Gabriel da Praia Cachoeira Queiroz Galvão Beruri Beruri Canutama Canutama Carauari Carauari Careiro da varzea Careiro da Varzea Castanho Castanho Codajás Codajás Eirunepé Eirunepé Autases Humaitá Iranduba Itacoatiara Labrea Itapiranga Manaquiri Manicoré Manacapuru Maués Nova Olinda do Nova Airão Manaus Parintins Pauini Coari Guajará Envira Santa Izabel do Rio Negro São Paulo de Olivença São Sebastião do Uatumã Silves Tapauá Tefé Uarini Urucará Infra-estrutura de Estocagem Câmara Resfriado Câmara Congelado Frezeer No. Capac.(t) No. Capac.(t) Tipo No. Capac.(t) Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum 1 10 Nenhum Flutuante da Colonia Humaitá Iranduba Itacoatiara Labrea Itapiranga Manaquiri Manicoré Mauacapuru Maués Nova Olinda Novo Airão Panair Parintins Pauini Porto de Coari Rio Juruá Rio Tarauaca Santa Izabel do Rio Negro São Paulo de Olivença São Sebastião do Uatumã Silves Tapauá Tefé Uarini Urucará Nenhum Nenhum Horizontal 2 20 2 10 2 1 2 1 20 20 10 4 45 1 20 10 2 1 1 6 125 1 1 20 150 2 20 3 1 Horizontal Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Horizontal Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Caixa Isopor Nenhum Nenhum 2 150 Nenhum Nenhum 1.800* Nenhum 2000**** Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum 2000** Nenhum 80 Nenhum Nenhum 20 Nenhum 900*** Nenhum Nenhum Nenhum 20 Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum 30 5 Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Caixa Isopor Nenhum Nenhum Nenhum Caixa Isopor Nenhum Nenhum Caixa Isopor Nenhum Caixa Isopor Caixa Isopor Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Caixa Isopor Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Caixa Isopor Caixa Isopor Nenhum Vertical Nenhum Nenhum Horizontal Nenhum Nenhum Nenhum Outras Formas de Estocagem Tipo No. Capac.(t) Caixa Isopor Nenhum Caixa Isopor Caixa Isopor Caixa Isopor Caixa Isopor 8 Nenhum Nenhum 300 Caixa Isopor Nenhum Nenhum Caixa Isopor 1 * capacidade total de 2 frigoríficos, ** capacidade total de 4 frigoríficos, *** capacidade total de 3 frigoríficos, **** capacidade total de 1 frigorífico Tabela 7 - Infra-estrutura de frio existente nas localidades pesqueiras do estado do Amazonas. Coleção d`água Rio Juruá Rio Solimões Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Javari Rio Uatumã, Urubu Rio Negro Rio Juruá Rio Solimões Rio Amazonas Rio Solimões Rio Negro Rio Purus Rio Purus Rio Juruá Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Juruá Rio Amazonas/ Madeira Rio Madeira Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Purus Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Madeira Rio Amazonas Rio Maués Rio Madeira Rio Negro Rio Negro/ Amazonas Rio Amazonas Rio Purus Rio Coari/ Amazonas Rio Juruá Rio Envira Rio Negro Rio Uatumã Rio Solimões Rio Amazonas Rio Purus Rio Solimões Rio Solimões Rio Amazonas Municipio Localidade Ipixuna Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Presidente Figueredo Alto Juruá Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Balbina Balsa Barcelos Barcelos Escadaria do Nazaré Juruá Balsa Porto Bananal Tabatinga Tabatinga Tauaru Palmares Barrerinha Barrerinha Benjamim Constant Bejamim Constant Camanaus São Gabriel da Cachoeira Praia Queiroz Galvão Beruri Beruri Canutama Canutama Carauari Carauari Careiro da varzea Careiro da Varzea Castanho Castanho Codajás Codajás Eirunepé Eirunepé Autases Humaitá Iranduba Itacoatiara Labrea Itapiranga Manaquiri Manicoré Manacapuru Maués Nova Olinda do Norte Nova Airão Flutuante da Colonia Humaitá Iranduba Itacoatiara Labrea Itapiranga Manaquiri Manicoré Mauacapuru Maués Nova Olinda Novo Airão Manaus Parintins Pauini Panair Parintins Pauini Coari Porto de Coari Guajará Rio Juruá Envira Rio Tarauaca Santa Izabel do Rio Negro Santa Izabel do Rio Negro São Paulo de Olivença São Paulo de Olivença São Sebastião do Uatumã São Sebastião do Uatumã Silves Silves Tapauá Tapauá Tefé Tefé Uarini Uarini Urucará Urucará No. 1 Congelamento Ar Forçado Armário de Placa Capac.(t/dia) No. Capac.(t/dia) 10 2 39 1 3 1 1 Fábrica Gelo Escama No. Capac.(t/dia) 1 3 1 3 2 19 1 1 6 2 1 4 1 1 1 0,5 1 3 1 1 3 6 2 3 1 2 1 2 2 1 1 1 2 1 6 100 1 2 2 6 6 35 146 6 16 250 24 25 6 144 1 Gelo Fábrica Gelo Barra Câmara Estocagem No. Capac.(t/dia) No. Capac.(t) 1 30 2 5 1 10 40 3 6 1 2 30 11 1 3 2 300 1 1 4 3 2 1 3 5 100 1 2 3 24 2 5 1 1 20 10 2 2 1 1 2 1 1 1 11 3 6 132 2 8 1 1 10 20 1 0,5 1 1 0,9 2 1 5 1 15 1 3 1 13 9 1 1 No. 1 1 Silo de Capac.(t) 5 5 1 1 1 10 15 5 1 3 1 15 1 10 1 20 1 1 1 1 1 1 50 9 20 6 20 20 1 2 2 20 70 440 1 1 4 1 1 1 3 20 40 210 60 100 20 500 1 60 2 1 1 1 1 1 1 25 5 10 300 5 30 5 3 155 Tabela 8 - Informações sobre comercialização do pescado desembarcado nas localidades pesqueiras do Estado do Amazonas. Destino da Produção Coleção d`água Municipio Rio Negro Barcelos Rio Juruá Juruá Rio Solimões Tabatinga Rio Amazonas Rio Solimões Barrerinha Benjamim Constant Rio Negro São Gabriel da Cachoeira Rio Purus Rio Purus Rio Juruá Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Juruá Rio Amazonas/ Madeira Rio Madeira Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Purus Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Madeira Rio Amazonas Rio Maués Rio Madeira Rio Negro Rio Negro/ Amazonas Rio Amazonas Rio Purus Rio Coari/ Amazonas Beruri Canutama Carauari Careiro da varzea Castanho Codajás Eirunepé Alto Juruá Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Balbina Balsa Barcelos Escadaria do Nazaré Balsa Porto Bananal Tabatinga Tauaru Palmares Barrerinha Bejamim Constant Camanaus Praia Queiroz Galvão Beruri Canutama Carauari Careiro da Varzea Castanho Codajás Eirunepé Autases Humaitá Iranduba Itacoatiara Labrea Itapiranga Manaquiri Manicoré Manacapuru Maués Nova Olinda do Norte Nova Airão Flutuante da Colonia Humaitá Iranduba Itacoatiara Labrea Itapiranga Manaquiri Manicoré Mauacapuru Maués Nova Olinda Novo Airão Manaus Parintins Pauini Panair Parintins Pauini Coari Guajará Envira Santa Izabel do Rio Negro São Paulo de Olivença São Sebastião do Uatumã Silves Tapauá Tefé Uarini Urucará Urucurituba Porto de Coari Rio Juruá Rio Tarauaca Santa Izabel do Rio Negro São Paulo de Olivença São Sebastião do Uatumã Silves Tapauá Tefé Uarini Urucará Urucurituba Rio Juruá Rio Solimões Rio Amazonas Rio Amazonas Rio Javari Rio Uatumã, Urubu Rio Juruá Rio Envira Rio Negro Rio Uatumã Rio Solimões Rio Amazonas Rio Purus Rio Solimões Rio Solimões Rio Amazonas Rio Amazonas Ipixuna Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Presidente Figueredo Localidade Comun. 100 10 30 70 10 Peixe Munic. 80 90 70 30 90 Outros 20 Comun. Compradores Camarão Munic. Outros Cons. 100 80 100 100 100 100 50 50 100 30 70 100 80 20 100 10 40 10 80 40 80 70 70 70 80 50 20 80 90 10 100 90 90 10 100 90 20 60 20 100 90 20 50 60 50 30 30 20 30 30 40 80 30 90 80 80 50 100 20 100 20 100 100 100 Peixe Interm. 20 10 80 80 10 50 100 20 30 30 100 100 100 40 80 100 90 80 60 80 20 40 20 40 60 80 40 20 20 80 40 20 50 10 20 75 20 60 40 100 40 20 60 80 40 100 100 30 100 75 20 60 40 100 40 20 60 50 70 70 60 20 70 25 80 40 60 60 Empr. 50 50 40 40 30 30 30 60 20 10 50 25 80 20 60 60 20 20 20 20 Cons. Camarão Interm. Empr. Tabela 9 - Frota pesqueira cadastrada no estado do Amazonas, por município. Tipo de embarcação Município Alvarões Anamã Anori Atalaia do Norte Autases Barcelos Barrerinha Benjamim Constant Beruri Canutama Carauari Careiro da varzea Castanho Coari Codajás Eirunepé Envira Guajará Humaitá Ipixuna Iranduba Itacoatiara Itapiranga Juruá Lábrea Manacapuru Manaquiri Manaus Manicoré Maués Nova Airão Nova Olinda do Norte Parintins Pauini Presidente Figueredo Santa Izabel do Rio Negro São Gabriel da Cachoeira São Paulo de Olivença São Sebastião do Uatumã Silves Tabatinga Tapauá Tefé Uarini Urucará Urucurituba TOTAL % Barco de Barco de Canoa Canoa a pequeno pesca motorizada vela Porte 16 5 17 74 5 11 4 13 2 10 2 8 11 4 49 Canoa a remo Geleira TOTAL Rabeta 2 11 35 20 1 32 139 9 34 14 13 13 57 128 147 9 2 12 20 38 56 16 1 1 1 20 2 7 1 6 21 7 349 30 1 3 5 1 7 9 5 21 1 1 3 635 24,3 81 39 10 4 1 1 11 8 6 18 177 1 11 27 11 0,4 25 29 1 15 10 13 13 8 214 177 30 18 19 3 1.672 63,9 4 3 1 80 1 2 11 211 8,1 2 0,1 2 0,1 2 83 3,2 16 5 24 85 11 48 20 1 46 142 9 44 16 22 26 73 197 185 20 72 2 15 7 24 258 22 18 377 30 40 3 5 32 43 1 19 14 15 25 8 306 184 52 18 22 14 2.616 100,0 % 0,6 0,2 0,9 3,2 0,4 1,8 0,8 0,0 1,8 5,4 0,3 1,7 0,6 0,8 1,0 2,8 7,5 7,1 0,8 2,8 0,1 0,6 0,3 0,9 9,9 0,8 0,7 14,4 1,1 1,5 0,1 0,2 1,2 1,6 0,0 0,7 0,5 0,6 1,0 0,3 11,7 7,0 2,0 0,7 0,8 0,5 100,0 Tabela 10 – Principais características das embarcações pesqueiras do estado do Amazonas. Características das Embarcações < 4m 4-6m Remo Motor Vela Não informou TOTAL 41 139 72 76 2 182 1 149 Madeira Madeira rev. c/ Fibra Aço Aluminio Fibra Outros TOTAL 174 < 1 Ano 2-5 Anos 5-10 Anos > 10 Anos TOTAL 15 75 18 74 182 < 2 Tripulantes 3-6 Tripulantes 7- 10 Tripulantes > 10 Tripulantes TOTAL 130 45 6 1 182 In natura Gelo Frigorifico Salga Nenhum TOTAL 1 160 Nenhum Cais Próprio Cais de Terceiro Cais Público Na Praia TOTAL 168 1 2 11 174 21 182 182 Comprimento 6-8m 8-12m Propulsão 52 36 632 967 12-18m Total > 18m % 5 11 689 1.014 Material do casco 145 680 1.006 1 2 1 4 492 1 90 211 2.386 0 19 2.616 459 2 84 1 2.609 7 146 461 85 2.616 100 0 0 0 0 0 100 32 122 72 266 492 5 19 15 51 90 272 1.217 456 671 2.616 10 47 17 26 100 152 221 108 11 492 25 21 24 20 90 1.637 775 168 36 2.616 63 30 6 1 100 11 2.454 1 0 150 2.616 0 94 0 0 6 100 2.309 7 14 265 21 2.616 88 0 1 10 1 100 682 1.007 Idade da frota 27 72 121 76 382 543 20 149 182 26 86 168 149 689 1.014 Total de tripulantes 138 571 621 11 112 365 6 24 4 149 689 1.014 Sistema de Conservação a Bordo 2 3 4 118 654 955 29 149 32 55 689 1.014 Local de atracação 122 594 913 2 3 5 5 27 75 87 13 6 149 689 1.014 5 483 89 1 481 86 1 10 492 3 90 432 80 1 2 56 2 492 9 90 8 91 0 1 100 Tabela 11 - Situação de registro das embarcaçòes pesqueiras do estado do Amazonas e número beneficiado pelo subsídio do óleo diesel. Situação das Embarcações < 4m Não Sim TOTAL 180 22 202 SUDEPE IBAMA MAPA SEAP Não Informado TOTAL 2 3 8 3 166 182 Não Sim TOTAL 182 182 Comprimento 4-6m 6-8m 8-12m 12-18m Inscrição na Capitania dos Portos 149 688 1.007 467 36 146 216 81 185 834 1.223 548 Registro Geral da Pesca 1 6 1 2 15 24 11 16 40 89 24 13 49 40 19 118 584 855 437 149 689 1.014 492 Subsídio do Óleo Diesel 147 688 1.012 491 2 1 2 1 149 689 1.014 492 > 18m Total % 81 11 92 2.572 44 2.616 98 2 100 3 1 4 82 90 10 58 178 128 2.242 2.616 0 2 7 5 86 100 2.610 6 2.616 100 0 100 90 90 Tabela 12 - Principais características das pescarias realizadas no estado do Amazonas, por bacia hidrográfica e tipo de barco. Bacia hidrográfica Solimões Município Alvarães Tipo de Barco Canoa motorizada Barco de pequeno porte Amazonas Anori Canoa motorizada Amazonas Autases Barco de pequeno porte Barco de pequeno porte Negro Barcelos Canoa motorizada Barco a motor Purus Beruri Canoa Purus Canutama Barco de pequeno porte Amazonas Castanho Rabeta Amazonas Codajás Barco a motor Canoa motorizada Juruá Guajará Canoa motorizada Madeira Humaitá Barco de pequeno porte Juruá Ipixuna Canoa motorizada Amazonas Itacoatiara Juruá Juruá Barco a motor Purus Lábrea Barco a motor Amazonas Manaquiri Rabeta Rabeta Caracteristicas das Rede de cerco Pescarias Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem 3 Comprimento Médio (m) 400 Tempo de Operação (h) 12 Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Pescaria de Comprimento Médio (m) peixe Tempo de Operação (h) ornamental Qtde. por Viagem Pescaria de Comprimento Médio (m) peixe Tempo de Operação (h) ornamental Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem 7 Comprimento Médio (m) 200 Tempo de Operação (h) 12 Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem 7 Comprimento Médio (m) 200 Tempo de Operação (h) 12 Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem 7 Comprimento Médio (m) 200 Tempo de Operação (h) 12 Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem 3 Comprimento Médio (m) 400 Tempo de Operação (h) 12 Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Aparelho de Pesca Espinhel Linha Rede de espera 1 42 8 200 12 15 200 12 10 100 12 200 12 1 50 12 50 100 12 80 0 12 1 42 8 1 42 8 1 108 0 2 200 0 Tabela 12 - Continuaçào Amazonas Maués Madeira Nova Olinda do Norte Purus Pavini Amazonas Presidente Figueredo Negro Santa Izabel do Rio Negro Solimões São Paulo de Olivença Negro São Gabriel da Cachoeira Amazonas São Sebastião do Uatumã Amazonas Silves Purus Tapauá Solimões Tefé Solimões Uarini Amazonas Urucurituba Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Barco de Comprimento Médio (m) pequeno porte Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Barco de Comprimento Médio (m) pequeno porte Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Canoa Comprimento Médio (m) motorizada Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Barco de Comprimento Médio (m) pequeno porte Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Barco a motor Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Canoa Comprimento Médio (m) motorizada Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Canoa Comprimento Médio (m) motorizada Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Canoa Comprimento Médio (m) motorizada Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Canoa Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Barco a motor Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Canoa Comprimento Médio (m) motorizada Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Canoa Comprimento Médio (m) motorizada Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Canoa Comprimento Médio (m) motorizada Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Canoa Comprimento Médio (m) motorizada Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Canoa Comprimento Médio (m) motorizada Tempo de Operação (h) 11 35 Canoa motorizada 15 200 12 15 200 12 20 8 5 8 15 200 12 10 100 12 3 50 12 3 100 12 7 50 12 3 20 6 10 300 12 3 50 12 3 50 12 3 100 12 1 88 12 1 100 12 Tabela 13 - Principais características das espécies de peixe capturadas no estado do Amazonas, por bacia hidrográfica. Bacia hidrográfica Município Solimões Amazonas Rio Negro Purus Purus Juruá Amazonas Amazonas Juruá Juruá Amazonas Amazonas Juruá Purus Amazonas Amazonas Rio Negro/Amazonas Amazonas Rio Negro Madeira Purus Amazonas Negro Alvarões Anori Barcelos Beruri Canutama Carauari Castanho Codajás Guajará Ipixuna Itacoatiara Itapiranga Juruá Lábrea Manacapuru Manaquiri Manaus Maués Nova Airão Nova Olinda do Norte Pavini Presidente Figueredo Santa Izabel do Rio Negro Solimões São Paulo de Olivença Negro São Gabriel da Cachoeira Amazonas Amazonas São Sebastião do Uatumã Silves Tabatinga Tapauá Tefé Uarini Urucará Urucurituba Purus Solimões Solimões Amazonas Amazonas Espécie Tambaqui Cará Pescada branca Aruanã Jaraqui Tambaqui Branquinha Jaraqui Mandii Pirapitinga Matrinchã Sardinha Pacú Jaraqui Jaraqui Jaraqui Cará Curimatã Pacú Curimatã Curimatã Tucunaré Surubim Surubim Dourada Piraíba Bodo Pescada branca Surubim Curimatã Aracu Tucunaré Tucunaré Surubim Matrinchã Curimatã Matrinchã Petrecho Rede de espera Tramalha Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Tarrafa Espinhel Rede de espera Caniço Rede de espera Rede de espera Arrastão Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Linha Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede e linha Rede de espera Caniço Espinhel Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Isca Peixe Camarão Camarão Peixe Piaba Camarão Peixe Safra Inicio Fim Agosto Setembro Junho Setembro Setembro Outubro Março Junho Março Novembro Abril Setembro Janeiro Abril Maio Junho Maio Novembro Dezembro Fevereiro Agosto Novembro Setembro Dezembro Julho Setembro Novembro Fevereiro Março Dezembro Janeiro Maio Maio Junho Julho Agosto Março Junho Maio Junho Janeiro Setembro Março Outubro Maio Agosto Maio Agosto Setembro Novembro Setembro Novembro Janeiro Dezembro Agosto Dezembro Março Agosto Janeiro Dezembro Março Outubro Agosto Setembro Junho Setembro Dezembro Março Março Junho Agosto Outubro Agosto Junho 5.4. CENSO ESTRUTURAL DA PESCA NO ESTADO DO PARÁ Dentre os estados brasileiros, o Pará possui a segunda maior extensão geográfica, com 1.253.164,5 km2, correspondendo a cerca de 15,0% do território nacional. O seu sistema hidrográfico e suas áreas de produção pesqueira estão distribuídos nos 98.292 km2 de águas interiores; 70.000 km2 de plataforma continental; 67.972 km2 de área oceânica e 562 km de costa (Brasil, Projeto Radam, 1973). No Estado do Pará, a pesca é uma atividade de grande importância do ponto de vista social e econômico, representada através dos seus dois segmentos produtivos – artesanal e industrial, sendo a principal fonte de proteína animal para a maioria população do Estado. , A atividade é praticada desde que os primeiros grupos humanos se estabeleceram na região e continuou com a formação e expansão das cidades. Além de participarem na dieta alimentar, os produtos oriundos da pesca funcionam também como fonte de recursos financeiros para a população das comunidades ribeirinhas. O Pará atualmente é responsável pela maior produção de pescado desembarcada no País, com 154.546 toneladas em 2003, e apresenta a maior participação relativa na captura total, equivalente a 15,6% de toda a produção pesqueira do Brasil (IBAMA/CEPENE, 2004). O seguimento pesca artesanal destaca-se tanto no volume de produção, quanto no contingente de pessoal envolvido, além de sua importância para o abastecimento local, regional e nacional. Os dados existentes indicam que este seguimento é responsável por aproximadamente 60,0% do pescado total produzido no estado, supondo-se inclusive que tal contribuição seja de fato superior a atualmente registrada, haja vista a dificuldade encontrada no tocante à coleta de dados, por as áreas de produção serem muito mais dispersas e mais variadas, diferentemente da pesca industrial. As comunidades pesqueiras encontram-se instaladas nas áreas estuarinas, ribeirinhas e lacustres, salientando-se que 1/3 da extensão do território paraense é formado por uma grande rede hidrográfica, constituída de rios, igarapés, riachos, lagos etc., destacando-se obviamente o rio Amazonas. Em sua trajetória dentro do estado do Pará, o Rio Amazonas possui como principais afluentes na sua margem esquerda os rios Parú, Jarí, Trombetas e Inhamundá, e em sua margem direita os rios Tapajós e Xingu, propiciando não tão somente um significativo manancial para utilização da pesca como meio de sobrevivência das populações ribeirinhas, mas também, atuando como uma grande malha de navegação, sendo este o principal meio de transporte da região. Outro rio de grande importância para o estado é o Rio Tocantins e seu afluente Araguaia, que formam a maior bacia hidrográfica totalmente brasileira, com área de 803.250 km2. Em seu curso em território paraense, além de sua importância para a pesca artesanal, também é de relevante importância na geração de energia elétrica, através da Hidroelétrica de Tucuruí (Figura 1), responsável pelo abastecimento dos grandes projetos instalados na Amazônia Oriental, como o Projeto Grande Carajás, Albrás/Alunorte, Alumar, bem como por 87,0% do abastecimento de energia do Estado do Pará, 99,0% do Estado do Maranhão e 65,0% do Estado do Tocantins (ELETRONORTE, 2005). Os principais lagos do estado estão localizados em áreas de várzea, dentre os quais se destacam o lago Arari com cerca de 100 km2, situado na ilha de Marajó, assim como os lagos Grande do Curuaí, Itandeua, Poção (próximo à divisa com o Amazonas) e Grande de Maicurú (próximo de Monte Alegre). Entre a foz do Rio Amazonas e o Oceano atlântico está localizada a maior das ilhas brasileiras, a Ilha de Marajó, com 47.964 Km2, sendo que em toda a sua extensão existem várias outras ilhas importantes como: Grande Gurupi, Apara,Janacú, Caviana, Mexiana e outras formações geográficas como; o canal do norte, a Baia do Marajó, a Baia do Guajará, a Boca do Caeté e os Cabos de Maguari e de Gurupi. Figura 1 – Sub-bacia hidrográfica do Araguaia-Tocantins e Lago de Tucuruí. Fonte: Eletronorte Figura 2 - Estado do Pará e suas principais regiões hidrográficas. Fonte: Sectam 5.4.1 Caracterização dos Locais de Desembarque Existem no Estado do Pará, 143 municípios, dos quais em 100% ocorrem pescarias de água doce destacando-se em volume de produção desembarcada, em ordem de maior produção, os municipios: • Município de Belém • Município de Santarém • Município de Abaetetuba • Município de Óbidos • Município de Tucuruí • Município de Itupiranga • Belém Óbidos Santarém Itupiranga Abaetetuba Figura 3 – Mapa do Estado do Pará com indicação dos municípios de maior produção. Por ocasião do censo, foram cadastrados 34 municípios dos 143 existentes no estado, estando os principais pontos de desembarque localizados nas próprias sedes dos municípios. (c) (d) (e) (f) Figura 4 - Locais de desembarque do Estado do Pará: a) Vila Maiuatá-IgarapéMirí, b) Porto de desembarque de Barcarena, c) Mercado Ver-o-Peso – Belém, d) Porto de desembarque de Itupiranga, e) Porto do Mercado Municipal – Tucuruí (jusante) e f) Porto do km11 – Tucuruí (montante). Na maior parte dos municípios o acesso se dá por via terrestre, aérea e hidroviária. Devido à localização ribeirinha dos municípios trabalhados, a pesca tem grande importância na atividade econômica principalmente nos municípios de Santarém, que funciona como centro receptor de pescado da região, e, pela proximidade de Belém, o Município de Abaetetuba, cujo pescado é desembarcado no Mercado do Ver-o-Peso (Tabela 1 e Figura 5 ). Em todos os municípios existe disponibilidade de energia elétrica e de algum tipo de serviço de saúde como Posto, Hospital ou Maternidade, muito embora seja reduzido o total de maternidades existente no estado (Tabela 2). No que se refere à educação são encontradas escolas de nível fundamental, nível médio e alfabetização em quase todos os municípios, e em alguns deles inclusive ensino superior. Da mesma forma possuem sistema de telefonia fixa ou móvel e são encontradas também outras facilidades como serviços bancários, de Correio, Centros Comunitários e Clubes Sociais (Tabela 2). No que se refere ao associativismo, só não existe colônia de pescadores no Município de Mojú. Em muitos dos municípios existe ainda associação e sindicato de pescadores, armadores e moradores (Tabela 3 e Figura 5). Os municípios que apresentam maior índice de pescadores colonizados são: Salvaterra, Cametá, Muaná, Oriximiná e Abaetetuba, com 8.200, 8.070, 5.420, 3.650 e 3.500 pescadores colonizados, respectivamente, enquanto aqueles com menores números de pescadores colonizados são: Curuá, Santarém, Senador José Porfírio e Faro, com 460, 314, 188 e 43, respectivamente (Tabela 3) Como infra-estrutura de apoio à pesca, os municípios possuem apenas trapiches de desembarque. Em alguns pontos também são encontradas escadarias, que facilitam o desembarque da produção. Vale ressaltar que Abaetetuba é o único município que possui barracão e que a manutenção das embarcações no estado é feita tanto em estaleiros quanto em carpintarias (Tabela 4). Apenas nos municípios de Belém, Santarém e Óbidos foi registrada a presença de empresas de pesca, sendo que o maior número se encontra na capital, Belém (Tabela 4). Além da pesca, outras atividades também são desenvolvidas nas localidades onde ocorrem desembarques de pescado, tais como a agricultura, o extrativismo mineral e vegetal e a pecuária (Tabela 5). Na mesma tabela pode-se observar que, de uma maneira geral o pescado capturado é comercializado inteiro e eviscerado, com raras exceções filetado, e os camarões são encontrados no mercado inteiro e sem cabeça. O pescado é comercializado, preferencialmente, resfriado, em poucos casos seco ou salgado. Todos os municípios utilizam caixa isotérmica na conservação do pescado, apenas nos municípios de Aveiro, Baião e Igarapé Miri foi registrada a utilização de freezers na conservação do pescado. Em Alenquer, Belém, Óbidos e Santarém infra-estruturas de frio permitem a armazenagem do pescado sob a forma de resfriado e congelado (Tabela 6). De acordo com a Tabela 7, em muitos municípios existem fabricas de gelo, que produzem gelo em forma de escama e barra. A maior parte do pescado é comercializada dentro dos próprios municípios, diretamente ao consumidor ou através de atravessadores. Naqueles onde há empresas de pesca, parcela da produção é comercializada pelas mesmas (Tabela 8). 5.4.2 Caracterização das Embarcações A frota do Estado do Pará é constituída de 20.826 (embarcações, sendo 3.582 montarias (MON), 11.210 canoas a vela (CAN), 1.477 canoas motorizadas (CAM), 1.181 barcos a motor (BAM), 11 barcos de linha (BAL), 497 barcos de pequeno porte (BPP), 32 barcos de médio porte (BMBP), 998 bajaras (BAJ), 28 geleiras (GEL), 2 barcos de ferro (BAF) e 29 barcos industriais (BIN) (Tabela 9 – Figura 5). Predominam no estado as embarcações movidas a remo e a vela (Tabela 9), que representam 68,8% da frota paraense, o que confere ao setor pesqueiro continental do Estado do Pará um caráter eminentemente artesanal, muito embora também atuem em águas interiores embarcações motorizadas de maior porte. Verifica-se uma maior concentração de embarcações nos municípios de Cametá, Santarém e Abaetetuba correspondendo, respectivamente, a 19,4%, 17,9% e 8,2% do total, enquanto que no Município de Muaná foi cadastrada uma única embarcação (Tabela 9). Por sua característica artesanal, a maioria das embarcações que atua na pesca de águas continentais (68,6%), mede até 6m de comprimento e 99,9% têm casco de madeira (Tabela 10). Tendo como base o ano de construção das embarcações, pode-se afirmar que se trata de uma frota relativamente nova, uma vez que 86,2% das embarcações têm menos de dez anos de construída (Tabela 10). Por se tratarem de embarcações de pequeno porte, verifica-se que 83,0% das embarcações operam com um pescador e apenas 0,3% atuam com mais de 10 tripulantes (Tabela 10). Cerca de 76,6% das embarcações utilizam o gelo na conservação do pescado a bordo, enquanto que em 5,8% da frota o pescado é trazido “in natura” (Tabela 10). Figura 5 – Embarcações pesqueiras do Estado do Pará: (a) Montaria, (b) Rabeta, (c) Bajara, (d) Canoa motorizada, (e) Barco de pequeno porte e (f) Barco de linha. Quanto ao local de atracação das embarcações, a maioria dos proprietários não informou (66,9%) e 23,6% desembarcam em cais público (Tabela 10). No que se refere à situação da frota junto aos órgãos governamentais, consta-se que um percentual muito pequeno de embarcações (0,6%) são inscritas na Capitania dos Portos, ou registradas no Registro Geral da pesca (RGP) – 20,2%. Com relação ao Programa de Subvenção do Óleo Diesel, apenas 1,9% da frota é subsidiada (Tabela 11). 5.4.3 Caracterização das Pescarias A frota pesqueira do Estado do Pará utiliza diversos petrechos em suas pescarias, tais como: zagaia, arpão, tarrafa, linhas, redes de arrasto, matapi, espinheis e rede de espera (malhadeiras). Não são observadas diferenças expressivas entre as características das pescarias realizadas pelos diversos tipos de barcos existentes no Estado. Como era de se esperar, observa-se uma tendência das embarcações de maior porte a transportarem um maior número de aparelhos de pesca, como também estes apresentarem um maior comprimento. A rede de espera, o espinhel e o matapi são as artes de pesca mais usadas, variando apenas quanto ao tamanho dos aparelhos e ao quantitativo utilizado. (Tabela 12). 5.4.4 Características das Espécies Capturadas Nas bacias hidrográficas do Estado do Pará foi registrada a ocorrência de 56 espécies de peixes. Essas espécies são capturadas com redes de emalhar (redes de espera), tarrafa, arpão, matapi, espinhel ou linha de mão. A rede de espera constitui-se o aparelho de pesca com um maior número de espécies capturadas (42), seguido do espinhel e da linha de mão com 6 espécies cada, salientando-se que algumas espécies são capturadas por mais de um tipo de aparelho de pesca. Apenas nas pescarias com espinhel e linha de mão se utiliza isca, sendo o peixe e o camarão aquelas preferidas pelos pescadores (Tabela 13). No Pará poucas espécies apresentam um período de safra definido, no entanto, observa-se que os meses correspondentes ao segundo semestre do ano coincidem com a safra de um número significativo de espécies (Tabela 13). 5.4.5 Caracterização dos Produtores Dos 20.037 pescadores cadastrados no estado, 20,0% se concentram no Município de Cametá, 18,0% no Município de Santarém, enquanto os municípios de Salvaterra, Moju e Muaná são os que apresentam o menor número de pescadores, com 1, 6 e 8 pescadores, respectivamente (Tabela 13) TABELAS DO PARÁ Tabela 1 - Informações gerais sobre as localidades pesqueiras do estado do Pará Coleção d`água Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Município Abaetetuba Alenquer População Tipo de Acesso Distância da Capital 131.158 Asfalto 51 40.015 Sem pavimentação e fluvial 695 Via fluvial Almerim 34.280 Rio Xingu e afluentes Altamira 84.398 Asfalto e Sem pavimentação 455 Rio Tapajos e afluentes Aveiro 18.398 Fluvial 795 Baião 21.775 Asfalto 197 Barcarena 74.120 Asfalto 15 303 Rio Tocantins e afluentes Belém 453 1.405.875 Rio Tocantins e afluentes Breu Branco 44.147 Asfalto Rio Marajó e afluentes Cachoeira do Arari 17.372 Sem pavimentação e fluvial 71 Rio Tocantins e afluentes Cametá 105.416 Asfalto e fluvial 141 44.224 Asfalto 761 9.835 Sem pavimentação e fluvial 736 919 Rio Araguaia e afluentes Rio Amazonas e afluentes Conceição do Araguaia Curuá Faro 14.280 Fluvial Rio Tocantins e afluentes Igarapé Mirim 59.346 Asfalto 77 Rio Tapajos e afluentes Itaituba 96.246 Sem pavimentação e fluvial 887 Rio Tocantins e afluentes Itupiranga 62.856 Asfalto e Sem pavimentação 419 Rio Amazonas e afluentes Juruti 36.170 Fluvial 843 Limoeiro do Ajuru 21.499 Fluvial 109 195.807 Asfalto 440 Mocajuba 21.824 Asfalto 168 Mojú 60.809 Asfalto 56 Rio Amazonas e afluentes Monte Alegre 67.811 Sem pavimentação e fluvial 621 Rio Marajó e afluentes Muaná 27.409 Fluvial 80 Óbidos 49.111 Sem pavimentação e fluvial 781 Oriximiná 53.135 Sem pavimentação e fluvial 818 Ponta de Pedras 20.069 Fluvial 41 Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Marabá Rio Xingu e afluentes Porto de Moz 28.923 Sem pavimentação 416 Rio Amazonas e afluentes Prainha 30.160 Fluvial 554 Rio Marajó e afluentes Salvaterra 17.141 Fluvial 78 Rio Amazonas e afluentes Santarém 274.012 Afalto e Sem pavimentação 698 11.113 Sem pavimentação 403 5.556 Sem pavimentação e fluvial 115 Fluvial 890 Rio Xingu e afluentes Senador Jose Perfirio Rio Marajó e afluentes Sta. Cruz do Arari Rio Amazonas e afluentes Terra Santa 16.968 Rio Tocantins e afluentes Rio Xingu e afluentes Tucuruí Vitoria do Xingu 85.499 Asfalto 10.349 Asfalto e Sem pavimentação 288 420 Tabela 2 - Serviços disponíveis nas localidades pesqueiras do estado do Pará. Coleção d`água Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Tapajos e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Araguaia e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Tapajos e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Xingu e afluentes Município Abaetetuba Alenquer Almerim Altamira Aveiro Baião Barcarena Belém Breu Branco Cachoeira do Arari Cametá Conceição do Araguaia Curuá Faro Igarapé Miri Itaituba Itupiranga Juruti Limoeiro do Ajuru Maraba Mocajuba. Mojú Monte Alegre Muaná Obidos Oriximina Ponta de Pedras Porto de Moz Prainha Salvaterra Santarém Senador Jose Porfirio Sta. Cruz do Arari Terra Santa Tucuruí Vitoria do Xingu Energia Serviços de Saude Escolas Outras Facilidades Elétrica Eólica Posto Hospit. Matern. Crech Alfab. EEF EEM P.Telf. Banco Ag.Lot. Correi. C.Com Clube x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Tabela 3 - Associativismo nas localidades pesqueiras do estado do Pará. Coleção d`água Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Tapajos e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Araguaia e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Tapajos e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Xingu e afluentes Associações Município Abaetetuba Alenquer Almerim Altamira Aveiro Baião Barcarena Belém Breu Branco Cachoeira do Arari Cametá Conceição do Araguaia Curuá Faro Igarapé Mirí Itaituba Itupiranga Juruti Limoeiro do Ajuru Maraba Mocajuba Mojú Monte Alegre Muaná Óbidos Oriximiná Ponta de Pedras Porto de Moz Prainha Salvaterra Santarém Senador Jose Perfirio Sta. Cruz do Arari Terra Santa Tucuruí Vitoria do Xingu Sindicatos Pesca. Arma. Morad. Pesca. Arma. x x x x x x x x x x X x x x x x x x x x x x x x x x Outras Entidades Trab. Colon. Capat. Coop. x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Pescadores Não Colonizados 1.610 Colonizados Total 3.500 2.200 1.428 667 118 2.500 1.200 800 1.300 650 8.070 600 460 43 1.230 750 1.517 1.470 666 1.100 790 5.110 2.200 6.928 1.267 118 3.500 1.800 800 1.300 650 8.070 600 960 43 1.230 750 5.000 1.470 666 2.000 790 0 4.500 10.000 900 5.300 2.738 4.000 2.000 12.000 5.400 188 1.200 1.200 8.000 474 4.500 5.420 900 1.300 2.738 3.046 2.000 8.200 5.000 188 1.200 1.200 8.000 474 5.500 600 1.000 600 500 3.483 900 4.580 4.000 954 3.800 400 Tabela 4 – Infra-estrutura de apoio à produção nas localidades pesqueiras do estado do Pará Coleção d`água Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Tapajos e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Araguaia e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Tapajos e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Xingu e afluentes Apoio à Produção Município Abaetetuba Alenquer Almerim Altamira Aveiro Baião Barcarena Belém Breu Branco Cachoeira do Arari Cametá Conceição do Araguaia Curuá Faro Igarapé Mirí Itaituba Itupiranga Juruti Limoeiro do Ajuru Maraba Mocajuba Mojú Monte Alegre Muaná Óbidos Oriximiná Ponta de Pedras Porto de Moz Prainha Salvaterra Santarém Senador Jose Perfirio Sta. Cruz do Arari Terra Santa Tucuruí Vitoria do Xingu Trapiche x x x x x x x x x x x Barracão Salgadeira Secadeira Empresas de Pesca Defumador Matriz Filial x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Manutenção Embarcac. Estal. Carp. Outro x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Tabela 5 - Atividades desenvolvidas e produtos comercializados nas localidades pesqueiras do estado do Pará. Coleção d`água Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Tapajos e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Araguaia e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Tapajos e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Xingu e afluentes Município Abaetetuba Alenquer Almerim Altamira Aveiro Baião Barcarena Belém Breu Branco Cachoeira do Arari Cametá Conceição do Araguaia Curuá Faro Igarapé Mirí Itaituba Itupiranga Juruti Limoeiro do Ajuru Maraba Mocajuba Mojú Monte Alegre Muaná Óbidos Oriximiná Ponta de Pedras Porto de Moz Prainha Salvaterra Santarém Senador Jose Perfirio Sta. Cruz do Arari Terra Santa Tucuruí Vitoria do Xingu Atividade Principal Pesca Pecuária Pesca Agropecuária Agropecuária/pesca Agropecuária Indústria Indústria Pesca Pecuária/pesca Agropecuária Agricultura Agropecuária/pesca Pesca Agricultura Agropecuária/extrativismo mineral Agricultura Pesca Extrativismo vegetal Mineração/Pecuária Agricultura Exrativismo vegetal Agricultura Pesca Extrativismo vegetal/Agropecuária/Pesca Extrativismo mineral Pesca Extrativismo vegetal Pecuária Agricultura Agropecuária/pesca Agropecuária Pecuária Agropecuária/Pesca Extrativismo vegetal/pesca Agropecuária Salão de Produtos Comercializados Peixe Camarão Beneficiamento No. Capac. (t) Inteiro Eviscer. Filet Inteiro S/Cabeç Filet x x x x x x x x x x x x x x x x x x x 10 491,5 x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x 1 6 x x x x x x x x x x x x x x x x x x 2 25 x x x x x x x x x x x x x Tabela 6 - Infra-estrutura de estocagem do pescado, nas localidades pesqueiras do estado do Pará. Coleção d`água Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Tapajos e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Araguaia e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Tapajos e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Xingu e afluentes Municipio Abaetetuba Alenquer Almerim Altamira Aveiro Baião Barcarena Belém Breu Branco Cachoeira do Arari Cametá Conceição do Araguaia Curuá Faro Igarapé Mirí Itaituba Itupiranga Juruti Limoeiro do Ajuru Maraba Mocajuba Mojú Monte Alegre Muaná Óbidos Oriximiná Ponta de Pedras Porto de Moz Prainha Salvaterra Santarém Senador Jose Perfirio Sta. Cruz do Arari Terra Santa Tucuruí Vitoria do Xingu Câmara Resfriado No. Capac.(t) 3 Infra-estrutura de Estocagem Câmara Congelado Frezeer No. Capac.(t) Tipo No. Capac.(t) 60 5 30 10 730 50 7.700 10 2 16 2 225 3 45 7 750 2 Outras Formas de Estocagem Tipo Númer Capac.(t) Caixa Isopor 846 25 Caixa Isopor 2.000 10 Caixa Isopor 50 2 Caixa Isopor 81 2 Caixa Isopor 264 7 Caixa Isopor 302 30 Caixa Isopor 264 7 Caixa Isopor 9 0 Caixa Isopor 70 2 Caixa Isopor 93 2 Caixa Isopor 2.005 6 Caixa Isopor 57 1 Caixa Isopor 341 10 Caixa Isopor 92 2 Caixa Isopor 800 20 Caixa Isopor 109 3 Caixa Isopor 5 0 Caixa Isopor 195 5 Caixa Isopor 259 7 Caixa Isopor 15 0 Caixa Isopor 247 7 Caixa Isopor 3 0 Caixa Isopor 66 1 Caixa Isopor 3 0 Caixa Isopor 87 2 Caixa Isopor 1 0 Caixa Isopor 340 10 Caixa Isopor 62 1 Caixa Isopor 485 14 Caixa Isopor 1 0 Caixa Isopor 200 6 Caixa Isopor 78 2 Caixa Isopor 98 2 Caixa Isopor 90 2 Caixa Isopor 319 9 Caixa Isopor 96 2 Tabela 7 - Infra-estrutura de frio existente nas localidades pesqueiras do estado do Amapá. Coleção d`água Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Tapajos e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Araguaia e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Tapajos e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Xingu e afluentes Municipio Abaetetuba Alenquer Almerim Altamira Aveiro Baião Barcarena Belém Breu Branco Cachoeira do Arari Cametá Conceição do Araguaia Curuá Faro Igarapé Mirí Itaituba Itupiranga Juruti Limoeiro do Ajuru Maraba Mocajuba Mojú Monte Alegre Muaná Óbidos Oriximiná Ponta de Pedras Porto de Moz Prainha Salvaterra Santarém Senador Jose Perfirio Sta. Cruz do Arari Terra Santa Tucuruí Vitoria do Xingu Congelamento Ar Forçado Armário de Placa No. Capac.(t/dia) No. Capac.(t/dia) Fábrica Gelo Esc. No. Capac.(t/dia) 2 20 1 14 2 3 402 22 44 4 12 10 2 8 2 1 14 10 2 7 13 1 12 7 2 4 18 20 1 5 1 2 1 2 2 10 40 25 2 2 60 10 1.200 2 1 95 15 1 135 2 40 10 444 41 1 3 Gelo Fábrica Gelo Barra Câmara Estocagem Silo de Estocagem No. Capac.(t/dia) No. Capac.(t) No. Capac.(t) 14 Tabela 8 - Dados sobre a comercialização do pescado desembarcado nas localidades pesqueiras do estado do Pará. Coleção d`água Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Tapajos e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Araguaia e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Tapajos e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Xingu e afluentes Rio Marajó e afluentes Rio Amazonas e afluentes Rio Tocantins e afluentes Rio Xingu e afluentes Destino da Produção (%) Peixe Camarão Comun. Munic. Outros Comun. Munic. Outros Abaetetuba 30 70 Alenquer 40 60 Almerim 20 80 Altamira 95 5 Aveiro 40 60 Baião 85 15 Barcarena 90 10 Belém 40 60 Breu Branco 10 90 Cachoeira do Arari 95 5 Cametá 70 30 Conceição do Araguaia 90 10 Curuá 40 60 Faro 40 60 Igarapé Mirí 80 20 Itaituba 70 30 Itupiranga 100 Juruti 50 50 Limoeiro do Ajuru 65 35 Maraba 15 85 Mocajuba 100 Mojú 100 Monte Alegre 100 Muaná 55 45 Óbidos 10 90 Oriximiná 30 70 Ponta de Pedras 90 10 Porto de Moz 90 10 Prainha 70 30 Salvaterra 30 70 Santarém 70 30 Senador Jose Perfirio 90 10 Sta. Cruz do Arari 70 30 Terra Santa 80 20 Tucuruí 30 70 Vitoria do Xingu 40 60 Compradores (%) Municipio Cons. x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Peixe Interm. x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Empr. x x x Cons. Camarão Interm. Empr. Tabela 9 - Frota pesqueira cadastrada no estado do Pará, por município. Município Abaetetuba Alenquer Almerim Altamira Aveiro Baião Barcarena Belém Breu Branco Cachoeira do Arari Cametá Conceição do Araguaia Curuá Faro Igarapé-Mirim Itaituba Jacaré Acanga Juruti Limoeiro do Ajurú Mocajuba Mojú Monte Alegre Muaná Novo Breu Óbidos Oriximiá Ponta de Pedras Porto de Moz Prainha Salvaterra Santarém Senador Jose Perfirio Sta. Cruz do Arari Terra Santa Tucuruí Vitória do Xingu TOTAL % Barco Bajara de ferro 159 40 1 14 20 4 9 1 8 98 2 83 35 2 1 8 9 266 19 23 1 2 0,0 164 2 1 7 2 21 998 4,8 Tipo de embarcação Barco Barco Barco de Barco de TOTAL Barco Canoa Canoa de a médio pequeno Geleira Montaria Rabeta Outros industrial a motor a vela linha motor porte porte 1.700 28 14 134 312 307 716 30 28 1 779 1 99 948 104 82 1 17 3 42 1 1 72 82 198 658 43 585 2 14 622 5 42 2 32 514 6 1 64 11 58 238 6 381 210 3 92 5 9 87 3 2 3 11 38 33 64 149 196 2 9 185 270 3 2 8 449 2.888 8 327 76 4.040 112 1 2 86 23 670 7 2 483 1 17 62 15 1 165 10 79 272 862 6 89 87 18 1 557 21 39 153 34 1 227 2 2 3 25 1 15 5 25 1 254 364 508 7 4 35 8 451 1 489 36 55 388 4 5 1 1 2 4 146 28 2 3 90 4 11 1 1 173 38 4 105 17 29 4 381 9 36 725 21 1 63 27 131 936 31 12 198 690 1 1 3 1 1 566 81 1 239 222 1 1 3.731 10 222 1 21 11 2.619 4 303 376 20 30 164 8 225 4 22 173 1 201 209 27 1 86 88 48 4 122 173 316 122 787 277 1 29 9 191 1 25 11 1.181 29 32 497 1.477 11.210 28 3.582 1.775 4 20.826 0,1 5,7 0,1 0,2 2,4 7,1 53,8 0,1 17,2 8,5 0,0 100,0 % 8,2 4,6 0,5 1,0 3,2 3,0 1,8 1,0 0,7 0,9 19,4 0,5 3,2 1,3 4,1 1,1 0,0 1,7 2,4 2,3 0,0 0,7 0,0 0,8 3,5 0,6 4,5 0,0 2,7 0,0 17,9 1,1 1,0 1,0 3,8 1,3 100,0 Tabela 10 - Características das embarcações pesqueiras do estado do Pará. Características das Embarcações < 4m Remo e vela Motor Não informou TOTAL 5.244 474 348 6.066 Madeira Madeira rev. c/ Fibra Aço Aluminio Fibra Outros TOTAL 6.064 1 0 0 1 0 6.066 < 1 Ano 2-5 Anos 5-10 Anos > 10 Anos TOTAL 486 3.037 1.401 1.142 6.066 < 2 Tripulantes 3-6 Tripulantes 7- 10 Tripulantes > 10 Tripulantes TOTAL 5.754 298 5 9 6.066 In natura Gelo Frigorifico Salga Nenhum TOTAL 271 4.768 2 0 1.025 5.039 Nenhum Cais Próprio Cais de Terceiro Cais Público Na Praia TOTAL 4.042 407 43 1.275 299 6.066 Comprimento 6-8m 8-12m 12-18m Propulsão 7.334 1.392 295 35 617 1.381 2.792 447 294 56 58 10 8.245 2.829 3.145 492 Material do casco 8.241 2.828 3.140 491 3 1 3 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 0 1 0 8.245 2.829 3.145 492 Idade da frota 884 315 266 42 5.121 1.624 1.440 201 1.501 591 867 130 739 299 572 119 8.245 2.829 3.145 492 Total de tripulantes 7.267 2.227 1.791 220 951 573 1.287 251 12 21 49 15 15 8 18 6 8.245 2.829 3.145 492 Sistema de Conservação a Bordo 558 175 192 9 5.796 2.178 2.728 441 8 3 2 2 0 0 1 0 1.883 473 222 40 6.354 2.353 2.920 450 Local de atracação 5.744 1.826 1.971 304 251 100 94 5 65 7 25 3 1.808 701 956 162 377 195 99 18 8.245 2.829 3.145 492 4-6m > 18m Total % 25 23 1 49 14.325 5.734 767 20.826 68,8 27,5 3,7 100,0 49 0 0 0 0 0 49 20.813 9 0 1 1 2 20.826 99,9 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 7 28 9 5 49 2.000 11.451 4.499 2.876 20.826 9,6 55,0 21,6 13,8 100,00 31 17 1 0 49 17.290 3.377 103 56 20.826 83,0 16,2 0,5 0,3 100,0 1 38 0 0 10 49 1.206 15.949 17 1 3.653 20.826 5,8 76,6 0,1 0,0 17,5 100,0 37 1 0 11 0 49 13.924 858 143 4.913 988 20.826 66,9 4,1 0,7 23,6 4,7 100,0 Tabela 11 - Situação de registro das embarcações pesqueiras do estado do Pará e número beneficiado pelo subsídio do óleo diesel Situação das Embarcações < 4m Não Sim TOTAL 6.059 7 6.066 SUDEPE IBAMA MAPA SEAP Não Informado TOTAL 4 19 11 116 5.916 6.066 Não Sim TOTAL 6.038 0 6.038 Comprimento 4-6m 6-8m 8-12m 12-18m Inscrição na Capitania dos Portos 8.241 2.824 2.983 478 4 5 162 14 8.245 2.829 3.145 492 Registro Geral da Pesca 7 10 12 3 26 30 8 1 24 12 5 0 91 20 42 9 8.097 2.757 3.078 479 8.245 2.829 3.145 492 Subsídio do Óleo Diesel 8.230 2.827 3.136 492 0 0 0 0 8.230 2.827 3.136 492 > 18m Total % 49 20.634 192 20.826 99,4 0,6 100,0 0 0 0 1 48 49 36 84 52 279 20.375 20.826 0,6 9,0 7,4 3,2 0,0 100,0 49 0 49 20.826 0 20.826 100,0 0,0 100,0 49 Tabela 12 - Principais características das pescarias realizadas no estado do Pará, por bacia hidrográfica e tipo de barco. Bacia hidrográfica Município Tipo de Barco Montaria Canoa Canoa motorizada Barco a motor Abaetetuba Rabeta Barco de pequeno porte Barco de médio porte Bajara Montaria Canoa Canoa motorizada Araguaia/Tocantins Baião Rabeta Barco de pequeno porte Barco de médio porte Bajara Montaria Canoa Canoa motorizada Barcarena Rabeta Barco de médio porte Bajara Características das pescarias Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Rede de espera Espinhel 1 2 150 6 4 1 2 150 6 6 1 2 300 8 8 1 2475 12 2 2 290 6 6 1 1 993 12 6 1 3142 12 1 1 400 6 6 1 2 150 6 4 1 2 150 6 6 1 2 300 8 8 2 2 290 6 6 1 1 993 12 6 1 3142 12 1 1 400 6 6 1 2 150 6 4 1 2 150 6 6 1 2 300 8 8 2 2 290 6 6 1 3142 12 1 1 400 6 6 Aparelho de Pesca Matapi Arrasto Linha 50 12 50 12 40 8 1 100 4 24 12 50 12 50 12 40 8 24 12 50 12 50 12 40 8 24 12 Tarrafa Arpão Zagaia Tabela 12 - Continuação Montaria Canoa Canoa motorizada Barco a motor Cametá Rabeta Barco de pequeno porte Barco de médio porte Araguaia/Tocantins Bajara Montaria Canoa Canoa motorizada Igarapé-Mirí Rabeta Barco de pequeno porte Barco de médio porte Bajara Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) 1 150 6 1 150 6 1 300 8 1 2475 12 2 290 6 1 993 12 1 3142 12 1 400 6 1 150 6 1 150 6 1 300 8 2 290 6 1 993 12 1 3142 12 1 400 6 2 50 4 2 12 50 6 2 12 40 8 8 1 100 4 2 24 6 1 12 6 1 6 2 50 4 2 12 50 6 2 12 40 8 2 8 24 6 1 12 6 1 6 Tabela 12 - Continuação Montaria Canoa Mocajuba Canoa motorizada Barco a motor Rabeta Montaria Canoa Canoa motorizada Araguaia/Tocantins Santarém Barco a motor Rabeta Barco de pequeno porte Bajara Canoa Barco a motor Alenquer Rabeta Bajara Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) 1 150 6 1 150 6 1 300 8 1 2475 12 2 290 6 1 36 4 1 300 6 1 514 8 1 700 8 1 300 4 1 280 6 1 150 6 1 300 6 1 700 8 1 300 4 1 150 6 2 50 4 2 12 50 6 2 12 40 8 8 1 100 4 2 24 6 1 12 4 2 2 2 6 4 1 6 2 2 1 4 4 2 2 6 2 2 1 4 4 2 Tabela 12 – Continuação Montaria Canoa Curuá Rabeta Bajara Canoa Rabeta Juruti Barco de pequeno porte Bajara Canoa Monte Alegre Barco a motor Araguaia/Tocantins Rabeta Canoa Barco a motor Prainha Rabeta Bajara Montaria Canoa Faro Barco a motor Rabeta Bajara Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) 1 36 4 1 300 6 1 300 4 1 150 6 1 300 6 1 300 4 1 280 6 1 150 6 1 300 6 1 700 8 1 300 4 1 300 6 1 700 8 1 300 4 1 150 6 2 2 1 380 2 5 3000 6 2 300 6 1 200 4 1 2 4 2 2 6 2 2 1 4 4 2 2 6 2 2 1 4 4 2 2 2 1 4 2 4 2 2 6 6 2 2 1 4 4 2 1 5 1 2 3 3 1 2 3 6 8 8 2 3 4 1 750 4 4 4 8 3 2 4 1 4 8 Tabela 12 – Continuação Canoa Barco a motor Oriximiná Rabeta Bajara Canoa Barco a motor Terra Santa Rabeta Bajara Araguaia/Tocantins Canoa Barco a motor Aveiro Rabeta Bajara Canoa Itaituba Barco a motor Rabeta Canoa Almerim Barco a motor Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) 1 380 2 5 3000 6 2 300 6 1 200 4 1 380 2 5 3000 6 2 300 6 1 200 4 1 85 4 1 100 4 1 100 4 1 50 4 1 85 4 1 100 4 1 100 3 3 100 4 1 629 4 3 1 2 4 8 4 2 1 750 3 3 3 4 1 2 4 3 1 2 4 2 1 750 3 3 3 2 1 2 4 1 1 2 3 4 1 2 2 1 2 10 1 3 2 2 1 1 2 3 1 1 2 2 1 1 2 10 4 3 2 1 2 1 2 1 1 1 2 Tabela 12 – Continuação Altamira Canoa Barco a motor Rabeta Montaria Canoa Breu Branco Canoa motorizada Rabeta Cachoeira do Canoa Arari Canoa Conceição do Araguaia Canoa motorizada Araguaia/Tocantins Itupiranga Rabeta Montaria Limoeiro do Ajuru Canoa motorizada Rabeta Marabá Canoa motorizada Canoa Barco a motor Òbidos Rabeta Bajara Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) 3 80 4 6 600 6 3 80 4 1 100 3 1 200 4 1 830 4 1 525 4 1 200 2 1 70 3 1 150 3 1 1000 6 1 40 2 1 230 6 1 600 4 1 600 4 1 200 6 1 400 6 1 350 6 1 400 4 2 9 2 7 2 2 1 1 4 1 1 2 1 1 1 40 1 2 40 1 2 1 2 10 2 2 2 1 2 3 2 1 50 4 1 300 4 1 50 4 1 200 4 Tabela 12 – Continuação Canoa Canoa motorizada Ponta de Pedras Barco a motor Barco de pequeno porte Canoa Porto de Moz Barco a motor Rabeta Canoa Senaor J Porfirio Canoa motorizada Barco a motor Canoa Araguaia/Tocantins Santa Cruz do Arari Canoa motorizada Montaria Canoa Tucuruí Canoa motorizada Barco a motor Rabeta Canoa Canoa motorizada Vitória do Xingu Barco a motor Rabeta Bajara Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) 1 80 6 1 600 6 1 300 6 1 260 8 1 200 8 1 255 8 1 362 6 1 60 4 1 75 4 1 100 4 1 400 6 1 1000 6 1 200 6 1 493 4 1 850 6 1 1060 4 1 542 6 5 64 4 3 314 5 2 137 3 4 68 2 1 50 4 40 1 1 8 40 6 1 2 1 8 12 8 2 1 6 20 2 1 6 2 6 2 6 5 6 1 5 1 1 4 1 8 5 6 1 8 1 4 8 1 8 8 5 1 8 1 6 6 4 5 6 9 5 7 6 10 8 4 8 5 4 3 1 8 3 8 8 3 8 Tabela 13 – Principais características das espécies de peixe capturadas no estado do Pará, por bacia hidrográfica. Bacia Hidrográfica Municipio Abaetetuba Alenquer Almerim Araguaia/Tocantins Altamira Aveiro Espécie Bagre Dourada Mapará Gurijuba Acari Aracu Aruanã Cujuba Curimatã Dourada Filhote Mapará Pacu Pescada branca Pirapitinga Pirarara Pirarucu Surubim Tambaqui Tucunaré Acari Aracu Aruanã Curimatã Dourada Filhote Jaraqui Matrinchã Pacu Pescada branca Piabinha Pirapitinga Pirarara Pirarucu Surubim Tambaqui Aracu Ariduia Curimatã Fidalgo Pacu Pescada branca Pirarara Surubim Tucunaré Acaratinga Acari Aracu Cujuba Curimatã Dourada Filhote Jaraqui Jatuarana Mapará Pacu Pescada branca Pirarucu Surubim Tambaqui Tucunaré Petrecho Isca Rede de espera Rede de espera Puçá de arrasto Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede e Linha Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede e Linha Rede e Linha Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede e Linha Linha Rede e Linha Rede e Linha Linha Linha Linha Linha Tarrafa Rede de espera Rede de espera Rede de espera Espinhel Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Tarrafa Arpão Espinhel Espinhel Rede de espera Peixe Peixe Fruta Peixe Fruta Peixe Peixe Fruta Peixe Peixe Peixe Peixe Minhoca Peixe Peixe Peixe Fruta - Safra Inicio Fim Junho Dezembro Junho Novembro Julho Novembro Junho Dezembro Março Novembro Março Novembro Março Novembro Junho Dezembro Março Novembro Junho Dezembro Junho Dezembro Julho Novembro Junho Setembro Janeiro Dezembro Julho Novembro Junho Dezembro Junho Novembro Junho Dezembro Junho Novembro Julho Dezembro Janeiro Dezembro Março Novembro Janeiro Dezembro Junho Agosto Julho Outubro Julho Outubro Junho Setembro Julho Novembro Junho Setembro Janeiro Dezembro Janeiro Dezembro Julho Novembro Junho Dezembro Junho Novembro Junho Dezembro Junho Novembro Novembro Dezembro Maio Outubro Junho Outubro Maio Outubro Junho Setembro Janeiro Dezembro Junho Dezembro Junho Dezembro Julho Dezembro Abril Outubro Agosto Novembro Abril Outubro Julho Novembro Maio Setembro Maio Julho Maio Junho Junho Agosto Maio Setembro Julho Novembro Junho Setembro Janeiro Dezembro Junho Novembro Junho Dezembro Junho Novembro Julho Dezembro Tabela 13 – Continuação Baião Barcarena Cachoeira do Arari Araguaia/Tocantins Cametá Conceição do Araguaia Apapá Aracu Branquinha Curimatã Dourada Filhote Jatuarana Pescada branca Surubim Tucunaré Branquinha Curimatã Dourada Filhote Jaraqui Mapará Pacu Pescada branca Pescada cururuca Piau Sarda Aracu Cachorra Jiju Piranha Tamoatá Traíra Apapá Aracu Branquinha Camarão Caratinga Curimatã Dourada Filhote Jacundá Mandubé Mapará Pacu Pescada branca Tainha Tucunaré Barbado Cachorra Corvina Fidalgo Jaraqui Pacu Piau Piranha Pirosca Surubim Tucunaré Rede e Linha Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede e Linha Rede e Linha Rede e Linha Rede e Linha Rede e Linha Rede e Linha Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Puçá de arrasto Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Anzol Rede e Linha Rede de espera Matapi Rede e Linha Rede de espera Rede e Linha Espinhel Rede e Linha Rede e Linha Puçá de arrasto Rede e Linha Rede e Linha Rede e Linha Rede e Linha Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Peixe Peixe Peixe Minhoca Camarão Peixe Piaba Camarão Minhoca Babaçu Minhoca Peixe Peixe Camarão Minhoca Camarão Camarão - Junho Maio Junho Abril Junho Junho Abril Janeiro Junho Julho Junho Janeiro Março Março Fevereiro Julho Junho Janeiro Janeiro Julho Agosto Maio Maio Janeiro Janeiro Junho Janeiro Agosto Maio Junho Maio Janeiro Maio Janeiro Junho Janeiro Janeiro Julho Junho Janeiro Junho Julho Abril Maio Março Maio Maio Junho Julho Janeiro Março Junho Julho Novembro Novembro Novembro Maio Dezembro Novembro Junho Dezembro Dezembro Dezembro Novembro Dezembro Outubro Agosto Novembro Novembro Setembro Dezembro Dezembro Dezembro Outubro Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Outubro Dezembro Outubro Junho Dezembro Julho Dezembro Novembro Dezembro Dezembro Novembro Setembro Dezembro Novembro Dezembro Outubro Dezembro Outubro Outubro Outubro Setembro Dezembro Dezembro Outubro Dezembro Dezembro Tabela 13 – Continuação Curuá Faro Igarapé Mirí Araguaia/Tocantins Juruti Limoeiro do Ajurú Maraba Acará-açu Acari Apapá Bacu Branquinha Cujuba Curimatã Fura calça Jaraqui Jatuarana Mapará Pacu Pescada branca Pirarucu Tambaqui Tucunaré Jaraqui Matrinchã Tambaqui Camarão Caratinga Mapará Pescada branca Tucunaré Acari Apapá Aracu Aruanã Cujuba Curimatã Dourada Filhote Fura calça Jaraqui Jatuarana Jaú Mapará Pacu Pescada branca Surubim Tucunaré Camarão Dourada Filhote Mapará Branquinha Caranha Curimatã Jaraqui Mandi moela Mapará Pacu Cachorra Pescada branca Piau Surubim Tucunaré REL Tarrafa Rede e Linha Rede e Linha Tarrafa Rede de espera Rede de espera Tarrafa Rede de espera Rede e Linha Rede de espera Rede e Linha Rede e Linha Arpão Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Puçá e Matapi Caniço Puçá de arrasto Rede de espera Caniço Tarrafa Rede de espera Tarrafa Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Matapi e Puçá Rede de espera Rede de espera Puçá de arrasto Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Puçá de arrasto Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Camarão Peixe Fruta Fruta Peixe Fruta - Junho Agosto Maio Junho Junho Junho Junho Março Março Março Julho Junho Janeiro Junho Junho Julho Setembro Setembro Junho Maio Janeiro Julho Janeiro Julho Setembro Agosto Agosto Junho Agosto Agosto Agosto Agosto Janeiro Maio Maio Agosto Julho Junho Janeiro Junho Julho Janeiro Maio Maio Julho Agosto Março Março Setembro Maio Julho Junho Maio Janeiro Julho Junho Julho Novembro Novembro Setembro Setembro Setembro Setembro Setembro Junho Junho Setembro Novembro Setembro Dezembro Novembro Novembro Dezembro Dezembro Dezembro Novembro Setembro Dezembro Novembro Dezembro Dezembro Outubro Outubro Setembro Outubro Outubro Outubro Dezembro Outubro Agosto Junho Junho Novembro Novembro Setembro Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Junho Junho Novembro Novembro Outubro Outubro Novembro Junho Novembro Setembro Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Tabela 13 – Continuação Mocajuba Monte Alegre Araguaia/Tocantins Óbidos Oriximiná Branquinha Camarão Curimatã Dourada Filhote Jurupiranga Pescada branca Pirarara Tucunaré Acará-açu Acari Aracu Curimatã Dourada Filhote Jatuarana Jaú Mapará Pacu Pescada branca Piramutaba Pirapitinga Pirarara Pirarucu Surubim Tambaqui Tucunaré Acari Aracu Cujuba Dourada Filhote Fura calça Jaraqui Mapará Pescada branca Surubim Tambaqui Acari Aracu Aruanã Cujuba Curimatã Dourada Filhote Fura calça Jaraqui Mapará Pacu Piranha Pirarara Pirarucu Surubim Rede de espera Matapi Rede de espera Espinhel Espinhel Rede de espera Rede de espera Espinhel Linha Rede de espera Rede de espera Rede e Linha Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede e Linha Rede de espera Rede de espera Rede e Linha Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede e Linha Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Arpão Rede de espera Peixe Peixe Camarão Peixe Peixe Fruta Peixe Peixe Peixe Fruta Peixe Peixe - Maio Janeiro Maio Janeiro Janeiro Janeiro Janeiro Junho Julho Agosto Agosto Março Março Agosto Agosto Abril Agosto Julho Junho Janeiro Julho Julho Junho Junho Junho Junho Julho Setembro Junho Junho Junho Junho Março Março Julho Janeiro Junho Junho Junho Junho Junho Junho Junho Junho Junho Junho Junho Julho Junho Janeiro Junho Junho Junho Outubro Dezembro Outubro Junho Junho Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Novembro Novembro Novembro Novembro Novembro Novembro Junho Novembro Novembro Setembro Dezembro Novembro Novembro Dezembro Novembro Dezembro Novembro Dezembro Outubro Outubro Novembro Outubro Setembro Agosto Junho Novembro Dezembro Dezembro Novembro Setembro Setembro Setembro Setembro Setembro Setembro Setembro Setembro Setembro Novembro Setembro Dezembro Dezembro Novembro Dezembro Tabela 13 – Continuação Ponta de Pedras Porto de Moz Araguaia/Tocantins Prainha Santarém Aracu Bacu Dourada Filhote Pescada branca Piramutaba Piranha Traíra Tucunaré Acari Apaiari Aracu Branquinha Carapeua Charuto Curimatã Dourada Erana Filhote Mapará Pacu Pescada branca Sardinha Tambaqui Tucunaré Acari Aracu Cará Curimatã Dourada Jaraqui Pacu Tambaqui Tamoatá Tucunaré Aracu Cachorra Curimatã Dourada Jaraqui Jatuarana Pacu Piramutaba Piranha Sardinha Surubim Tambaqui Rede e Linha Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede e Linha Rede de espera Rede e Linha Rede e Linha Rede e Linha Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede e Linha Rede de espera Rede de espera Rede e Linha Rede de espera Tarrafa Rede e Linha Rede e Linha Rede e Linha Rede de espera Rede de espera Rede de espera Camarão Peixe Peixe Peixe Camarão Peixe Peixe Peixe Camarão Peixe Peixe Peixe - Julho Julho Julho Julho Janeiro Julho Janeiro Janeiro Julho Maio Junho Junho Maio Maio Janeiro Junho Março Maio Junho Julho Junho Janeiro Junho Junho Julho Janeiro Agosto Agosto Outubro Junho Agosto Junho Junho Junho Julho Abril Maio Agosto Agosto Abril Abril Junho Julho Janeiro Junho Junho Junho Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Novembro Dezembro Dezembro Dezembro Novembro Novembro Agosto Junho Outubro Março Setembro Setembro Outubro Novembro Novembro Setembro Dezembro Novembro Novembro Dezembro Dezembro Setembro Outubro Dezembro Novembro Setembro Setembro Novembro Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Outubro Agosto Agosto Setembro Novembro Dezembro Novembro Dezembro Novembro Tabela 13 – Continuação Senador Jose Perfirio Sta. Cruz do Arari Araguaia/Tocantins Tucuruí Vitoria do Xingu Cará Curimatã Erana Filhote Mapará Pacu Pescada branca Piau Pirarucu Tambaqui Tucunaré Aracu Jiju Pescada branca Piranha Tamoatá Traíra Cachorra Caranha Curimatã Dourada Filhote Mapará Pescada branca Pirarara Tucunaré Aracu Cará Curimatã Dourada Erana Filhote Mapará Pacu Pescada branca Sarda Tucunaré Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Caniço Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede e Linha Rede e Linha Rede de espera Rede e Linha Rede e Linha Rede de espera Rede e Linha Rede e Linha Linha Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Piaba Piaba Piaba Piaba Piaba Piaba Piaba - Janeiro Julho Janeiro Junho Julho Junho Janeiro Julho Junho Junho Julho Janeiro Janeiro Janeiro Janeiro Junho Janeiro Maio Maio Maio Maio Maio Julho Janeiro Junho Julho Agosto Agosto Janeiro Junho Agosto Junho Julho Junho Janeiro Agosto Julho Dezembro Dezembro Fevereiro Novembro Novembro Setembro Dezembro Dezembro Novembro Novembro Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Dezembro Outubro Novembro Outubro Outubro Novembro Dezembro Dezembro Dezembro Outubro Outubro Abril Novembro Outubro Novembro Novembro Setembro Dezembro Outubro Dezembro 5.5. CENSO ESTRUTURAL DA PESCA NO ESTADO DE RONDÔNIA O Estado de Rondônia, com uma população aproximada de 1.490.000 habitantes, localiza-se na Amazônia Ocidental, fazendo fronteira com a Bolívia (cerca de 1300 Km) e com os estados do Mato Grosso, Amazonas e Acre. A pesca profissional no estado é exercida de forma totalmente artesanal, sendo uma importante fonte protéica para as comunidades ribeirinhas localizadas ao longo da rede hidrográfica, como também para várias outras cidades, inclusive para Porto Velho, a capital, que conta com cerca de 400.000 habitantes. A atividade pesqueira é de extrema importância para a economia do estado, uma vez que congrega 2.500 pescadores registrados e é responsável pela sobrevivência de cerca de 40.000 pessoas, entre famílias de pescadores, carregadores, comerciantes, ribeirinhos, carpinteiros e de outras atividades ligadas ao setor, nas localidades onde ocorre desembarque de pescado. A Colônia Z1 de Porto Velho é a principal e a mais tradicional do estado, com aproximadamente 1.800 sócios. A frota pesqueira é caracterizada por embarcações de pequeno porte (com capacidade de 4 a 5 toneladas) e por centenas de pequenas canoas, distribuídas pelos rios no interior do estado, com capacidade média variando de 300kg a 500kg. As principais espécies capturadas variam conforme a localização das colônias, sendo: • Tipo escama: Curimatã, Jaraqui, Sardinha, Branquinha, Cubio, Pacu, piau, Apapá, Pescada, Tucaré, Pirapitinga, Jatuarana, tambaqui. • Peixe de couro: Surubim, Dourada, Filhote, Jaú, Pirarará, Barba chata, Mapará, Pintadinho, Jundiá. O Estado de Rondônia possui 7 sub-bacias hidrográficas, sendo que a maior parte da pesca artesanal está concentrada nas 4 principais: Madeira, Guaporé, Mamoré e do Rio Machado (Figura 1). a) Sub-bacia do Rio Madeira: tem como principais afluentes, Jamari, Machado, Verde e Preto. Nesta sub-bacia está localizada a maior colônia do estado, a Z1 de Porto Velho. O Rio Madeira constitui o rio de maior produção e de maior número de comunidades pesqueiras artesanais, destacando-se as comunidades da Cachoeira do Teotônio (a mais antiga), Santo Antonio, Belmont, São Carlos, Nazaré, Terra Caída, Santa Catarina, Cuniã, Calama, entre outras. Cerca de 60,0% da produção dessa sub-bacia são originários da pesca artesanal. b) Sub-bacia do Mamoré: tem como principais afluentes, o Ribeirão da Lagoa e o Rio Pacaás Novos. Nesta sub-bacia está localizada a colônia Z2 de Guajará-Mirim, a segunda maior do estado em número de associados e em volume de produção. c) Sub-bacia do Guaporé: Tem como afluentes principais os rios: São Miguel, Mequéns, Cautário, Curumbiára e Cabixi. Nesta sub-bacia estão localizadas duas importantes colônias de pescadores, a Z3 de Pimenteiras do Oeste e a Z4 de Costa Marques. d) Sub-bacia do Rio Machado: onde estão localizadas as colônias Z6 de Candeias do Jamari, Z7 de Itapuã d’Oeste e Z8 de Ariquemes. O potencial hidrográfico do Estado de Rondônia é considerável no que diz respeito à sua navegabilidade, superando os 1.500km de extensão, exceto no trecho Porto Velho/Guajará-Mirim. Os rios que compõem as sub-bacias hidrográficas do estado exercem grande influência sócioeconômica, principalmente nas regiões de Guajará-Mirim, Nova Mamoré, Costa Marques e Pimenteiras do Oeste. Figura 1- Principais rios que compõem as sub-bacias hidrográficas do estado de Rondônia. A pesca é uma das principais atividades e responsáveL pela geração de renda e alimentação. Alguns municípios se destacam quanto ao volume de pescado desembarcado, entre eles Porto Velho, Guajará-Mirim, Costa Marques e Pimenteiras do Oeste (Figura 2). A colônia Z1 de Porto Velho tem uma produção anual estimada em cerca de 800 toneladas, seguida pela colônia Z2 de GuajaráMirim, cuja produção gira em torno de 500 toneladas/ano. Além das colônias acima citadas, a Z3 e a Z4, de Pimenteiras do Oeste e Costa Marques, respectivamente, destacam-se tanto pelo volume desembarcado, como pelo número de associados, além de serem colônias tradicionais no estado. Rondônia se caracteriza por possuir um forte setor extrativista (madeira, cassiterita, borracha e pesca), no entanto, a SEAP-PR/RO vem incentivando a implantação e recuperação de unidades frigoríficas em alguns municípios. Neste contexto vale salientar a reforma total do terminal pesqueiro de Porto Velho (Figura 3), obra orçada em R$600.000,00, que recuperou todo o sistema elétrico, hidráulico, de frio, a cobertura, além de urbanizar as áreas interna e externa do prédio. A SEAP-PR de Rondônia também realizou o recadastramento de todos os pescadores artesanais do estado e implementou, juntamente com outros órgãos, financiamento para pescadores. A produção pesqueira artesanal de Rondônia não vem apresentando um crescimento expressivo nos últimos anos, como conseqüência de uma série de fatores, tanto ambientais como sócioeconômicos. A piscicultura, no entanto, é considerada responsável pela maior parte do pescado produzido no estado, principalmente em algumas cidades do interior. Figura 2 – Mapa do Estado de Rondônia, com indicação dos municípios de maior produção de pescado. Figura 3 – Terminal pesqueiro de Porto Velho 5.5.1 Caracterização dos Locais de Desembarque No estado de Rondônia os desembarques de peixes “in natura” se concentram em 8 colônias de pescadores , sendo as mais importantes a Z1 de Porto Velho e as colônias localizadas no vale do Mamoré/Guaporé (Guajará- Mirim, Costa Marques e Pimenteiras d’Oeste) Os principais locais de desembarque, por município, são (Figura 4): • Flutuante da Colônia Z1 (Figura 3), Terminal Pesqueiro, Cachoeira do Teotônio, Porto da Balsa, no Município de Porto Velho, • Colônia de pescadores, Porto do Valeriano e Porto Carlito, no Município de Guajará-Mirim, • Flutuante da Colônia Z3, no Município de Costa Marques, • Flutuante da Colônia Z4, no Município de Pimenteiras do Oeste, Lago do Samuel, Caju com mel, Beira Mucuim, no Município de Candeias do Jamari, Por ocasião do censo estrutural da pesca, foram cadastrados 12 municípios dos 52 existentes no estado, situados em 5 das 7 sub-bacias hidrográficas do estado. Figura 4 – Locais de Desembarque do estado de Rondônia: (a), (b), (c) Flutuante da Colônia Z-1- Porto Velho e (d) Porto da Colônia – Guajará-Mirim. O acesso da capital aos municípios pesqueiros, normalmente, se dá por via asfaltada, entretanto, para se chegar a alguns deles parte da estrada é sem pavimentação. Vale ressaltar que o deslocamento para as comunidades pesqueiras, principalmente, nos rios Madeira, Mamoré e Guaporé, o deslocamento da sede do município até as mesmas só é possível através de transporte fluvial (Tabela 1). Excetuando as comunidades de Balsa Linha 28, Porto II de Novembro e Setor Barragem, as demais dispõem de energia elétrica. Também são encontradas outras estruturas de apoio, como postos de saúde, escolas, correio, postos telefônicos etc., mas, de uma maneira geral, os locais de desembarque apresentam infra-estrutura de serviços deficiente (Tabela 2). Porto Velho e Guajará-Mirim são considerados os pontos de desembarque mais bem estruturados (Tabela 2), apesar de apresentarem deficiências principalmente no setor de transporte de pescado, das embarcações aos pontos de beneficiamento e/ou armazenagem. Colônias de pescadores são encontradas nos vários municípios do estado, além de associações de produtores rurais e de moradores, em cujos quadros existe uma parcela significativa de pescadores artesanais. Não há registro de sindicato de pescadores em Rondônia, os únicos sindicatos existentes são pertencentes a trabalhadores rurais (Tabela 3). Os municípios que apresentam maiores índices de pescadores profissionais artesanias, colonizados e não colonizados são (Tabela 3): a) Porto Velho, com 2.400 pescadores b) Guajará-Mirim, com 430 pescadores c) Candeias do Jamari, com 330 pescadores d) Ji-Paraná, com 300 pescadores e) Machadinho, com 240 pescadores Além da pesca, outras atividades importantes são desenvolvidas em Rondônia, entre elas destacam-se a agropecuária e o extrativismo vegetal e mineral (Tabela 4). Existem no estado 2 salões de beneficiamento, situados em Costa Marques e Porto Velho, com capacidade de processamento, de 2 e 4 toneladas, respectivamente (Tabela 4). Excetuando em Costa Marques, Porto Velho e Guajará-Mirim, onde também é encontrado pescado eviscerado, nos demais municípios toda a produção desembarcada é comercializada sob a forma de peixe inteiro (Tabela 4). A maioria do pescado é comercializado nas colônias e revendido aos municípios mais próximos (Tabela 5). As colônias de Porto Velho e Guajará-Mirim comercializam parte de sua produção com o estado do Acre, em especial as espécies de couro (surubim, dourada, filhote, caparari), como também o matrinxã, nas eventuais grandes safras No que diz respeito às infra-estruturas de apoio à pesca, o estado não possui nenhum trapiche, o pescado é desembarcado no próprio barranco dos rios, nas colônias de pescadores e em seus flutuantes, da mesma forma não é encontrada nenhuma empresa de pesca em Rondônia (Tabela 6). A manutenção das embarcações é feita de forma artesanal, utilizando-se de carpinteiros, geralmente, vinculados à família dos próprios pescadores. Porto Velho, capital do Estado é uma exceção, pois conta com um pequeno estaleiro, embora pouco utilizado pelos pescadores artesanais (Tabela 6). A infra-estrutura de frio existente no Estado de Rondônia é constituída de uma câmara de congelados, no Município de Ariquemes, de propriedade de uma empresa local, 5 câmaras em Porto Velho (uma de pescado resfriado e outra de pescado congelado, pertencente a um particular, e 3 instaladas no Terminal Pesqueiro de Porto Velho, administradas pela Colônia de Pescadores) além de 3 câmaras de resfriado, com capacidade de armazenagem de 4 toneladas, no Município de Costa Marques, de propriedade da colônia (Tabela 7). Vale ressaltar que, em Ariquemes, encontra-se em fase final de construção, um frigorífico destinado ao pescado produzido em cativeiro, com capacidade de recebimento de 5 toneladas/dia, da mesma forma em Vilena, já se encontra em funcionamento 1 frigorífico privado, com capacidade de processamento de 100 toneladas/ano. Estruturas de frio destinadas à produção de produtos oriundos de projetos de piscicultura também são encontradas em Pimenta Bueno (em funcionamento) e no Município de Rolim de Moura (em fase de construção). Porto Velho é o centro polarizador da comercialação de pescado do estado e onde está localizada a principal infra-estrutura de frio, administrada pela Colônia Z-1, com capacidade de armazenar 180 toneladas. Em localidades onde não há infraestrutura de frio, o pescado é conservado, até a sua comercialização, em freezers e caixas de isopor (Figura 5). Figura 5 - Conservação do pescado através de caixas térmicas e de isopor. Túneis de congelamento e fábricas de gelo também são encontrados em Rondônia, destacando-se os municípios de Porto Velho, Guajará-Mirim, Costa Marques, Pimenteiras do Oeste, Ji-Paraná e Candeias, onde se verifica uma maior concentração dessas estruturas. Os municípios de Machadinho e Itapuã do Oeste apresentam infra-estrutura de frio precária, principalmente em seus distritos (Tabela 8). 5.5.2 Caracterização das Embarcações A frota cadastrada no Estado de Rondônia atingiu 465 embarcações, correspondendo a cerca de 90,0% das embarcações pesqueiras do estado, sendo 12 barcos a motor, 136 botes, 234 canoas, 60 chatas e 23 santaréns (Figura 6). Aproximadamente 92,5% do total cadastrado são considerados barcos de pequeno e médio porte, constituídos, principalmente, de canoas de madeira com motor rabeta (50,3%) (Tabela 9). (a) (b) (c) Figura 6 – Embarcações pesqueiras do estado de Rondônia: (a) barcos a motor, tipo santarém, (b) canoa motorizada, (c) canoa motorizada, (d) canoa a remo. A maioria das embarcações mede até 8 metros de comprimento (72,2%), possui casco de madeira (95,4%) e tem mais de 10 anos de construída (34,4%). Operam com até 2 pescadores (83,8%) e utilizam gelo na conservação do pescado (65,5%) (Tabela 10). De acordo com os dados da Tabela 10, não há local específico para atracação das embarcações, embora algumas unidades desembarquem nos portos das colônias de pescadores e de particulares. Pelo fato da maior parte da frota de Rondônia ser constituída de embarcações de até 8m de comprimento, não foi cadastrado nenhum barco com registro na Capitania dos Portos, apesar de, existirem nos registros da SEAPPR/RO, em torno de 20 embarcações com inscrição na Capitania. De acordo com os dados do censo, a totalidade das embarcações cadastradas possui registro ou na SUDEPE, ou no IBAMA, entretanto, de acordo com informações da SEAPPR/RO, cerca de 100 embarcações se encontram registradas nesse Órgão. Apesar da existência de barcos motorizados no estado, pelo reduzido número existente, não têm sido beneficiados com o subsídio do óleo diesel. 5.5.3 Caracterização das Pescarias As operações de pesca apresentam sistemas diferentes, de acordo com a localização da colônia e a respectiva atuação na rede hidrográfica. Os materiais mais comuns são as malhadeiras, rede de lance e linhada. A tarrafa e o espinhel, embora com restrição na legislação pesqueira estadual, são artes de pesca eventualmente utilizadas na sub-bacia do Rio Madeira e seus afluentes (Tabela 12). As redes apresentam comprimento que varia de 30 a 100 metros, dependendo da largura dos rios onde é utilizada e do tamanho da embarcação. A quantidade de petrechos utilizada também é proporcional ao comprimento e capacidade de armazenagem e transporte do barco. As pescarias com anzol ocorrem em todo o estado, principalmente, em embarcações movidas a remo e com motores de rabeta. Em média, são levados de 10 a 20 anzóis, cujo tamanho varia de acordo com a espécie objeto da captura (Tabela 12). A linhada é muito utilizada nas pescarias de espécies de pequeno porte, como o piau, mandi, pacu, matrinxã etc. 5.5.4 Caracterização das Espécies Capturadas O maior percentual das espécies capturadas é representado pela curimatã, piau, jaraqui, pacu, sardinha, tambaqui e branquinha, que representam cerca de 70,0% da pesca comercial. Em seguida vêm os bagres, como a dourada, piraíba, filhote, surubim, pirarara, jaú, barba-chata, cuiu-cuiu, cachara e outras de maior porte, que totalizam aproximadamente 20,0% das capturas. Os ciclídios têm na espécie tucunaré o seu principal representante, com uma captura significativa, principalmente nas colônias estabelecidas no vale do Guaporé/Mamoré. As redes tipo malhadeira, bem como outros tipos de redes permitidos pela legislação federal, são os equipamentos de pesca mais utilizados na captura dos peixes no Estado de Rondônia, seguidas dos anzóis (Tabela 13). Como isca são usadas nas capturas: peixes de pequeno porte, minhoca, restos de carne etc. Algumas espécies como, a piranha, pirarara, mandubé e a traíra não têm período de safra definido, ocorrendo nas pescarias durante todo o ano. Aquelas que realizam migração trófica, normalmente têm seu pico de produção nos meses de março a novembro, enquanto outras são mais freqüentes nos desembarques realizados no período de novembro a março, a exemplo do apapá amarelo (Tabela 13) 5.5.5 Caracterização dos Produtores Não foram cadastrados pescadores em Rondônia por ocasião do Censo Estrutural da Pesca. De acordo com a SEAP, existem registrados no estado 2.992 pescadores, o que representa cerca de 70% do total estimado. As entrevistas realizadas no censo restringiram-se a alguns pescadores proprietários de embarcações. Segundo os dados obtidos, a idade média desses pescadores variou de 43,0 anos em Nova Mamoré a 56,0 anos em Ariquemes, registrando uma média para o estado de 45,2 anos, muito embora o tempo médio de exercício na atividade pesqueira seja de 8,3 anos. Dessa forma, pode-se inferir que o pescador no Estado de Rondônia ingressa na pesca com uma idade acima dos 30 anos (Tabela 14). TABELAS RONDÔNIA Tabela 1 - Dados gerais sobre as localidades pesqueiras do estado de Rondônia. Coleção d`água Município Machadinho Rio Machado Ji-Paraná Presidente Médici Jaru* Rio Jamary Ariquemes Pimenteiras Rio Guaporé Costa Marques* Rio Madeira Localidade 5°BEC Balsa linha 28 Cachoeira São José Casa Preta Ponte do Rio Belem Porto II de Novembro Setor Barragem Tabajara Duque de Caxias Nazaré Nova Brasilia Pedro Serrador Urupá Porto Muqui Principe Rio Jaru *Ariquemes Rio Jamary Rio Preto Cabixi Colônia Flutuante da Colônia Pimenteiras colônia Porto Costa Marques Porto da Colônia Guajará -Mirim* Porto Karlito Valeriano Nova Mamoré Vila Murtinho São Carlos Calama Santa Catarina Cachoeira Teotonio Porto Velho *Cai n´agua/PVH Nazaré Lago do cuniã Belmont Jamari Lago do Samuel Caju com mel Candeias do Jamari* Beira Mucuim Praia das antas Porto da Balsa Rei do peixe Itapuã do Oeste* Balsa Porto seguro Tipo de Acesso Distância da capital Asfalto e sem pavimentação 280 Asfalto 360 Asfalto 280 Asfalto 290 Asfalto 190 Asfalto e sem pavimentação 900 Asfalto e sem pavimentação 800 Asfalto 360 Asfalto Asfalto 23 Asfalto 100 * Se refere a população total da cidade, pois a localidade se localiza na cidade Tabela 2 - Serviços disponíveis nas localidades pesqueiras do estado de Rondônia. Coleção d`água Município Machadinho Rio Machado Ji-Paraná Presidente Médici Jaru Rio Jamary Rio Guaporé Ariquemes Pimenteiras Costa Marques Guajará -Mirim Nova Mamoré Porto Velho Rio Madeira Candeias do Jamari Itapuã do Oeste Energia Localidade 5°BEC Balsa linha 28 Cachoeira São José Casa Preta Ponte do Rio Belem Porto II de Novembro Setor Barragem Tabajara Duque de Caxias Nazaré Nova Brasilia Pedro Serrador Urupá Porto Muqui Principe Rio Jaru Ariquemes Rio Jamary Rio Preto Cabixi Colônia Flutuante da Colônia Pimenteiras colônia Porto Costa Marques Porto da Colônia Porto Karlito Valeriano Vila Murtinho São Carlos Calama Santa Catarina Cachoeira Teotonio Cai n'água Jamari Lago do Samuel Caju com mel Beira Mucuim Praia das antas Porto da Balsa Rei do peixe Balsa Porto seguro Elétrica x x x x Eólica Serviços de Saude Posto x x Hospit. Escolas Matern. x x x Alfab. x EEF Outras Facilidades EEM x x P.Telf. Banco x x x x Correi. x x x C.Com. x Clube x x X x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Tabela 3 - Associativismo nas localidades pesqueiras do estado de Rondônia. Coleção d`água Municipio Pesca. Rio Machado Rio Jamary Rio Guaporé Rio Madeira 5°BEC Balsa linha 28 Cachoeira São José Casa Preta Machadinho Ponte do Rio Belem Porto II de Novembro Setor Barragem Tabajara Duque de Caxias Nazaré Ji-Paraná Nova Brasilia Pedro Serrador Urupá Presidente Porto Muqui Médici Principe Jaru Rio Jaru Ariquemes Ariquemes Rio Jamary Rio Preto Cabixi Colônia Pimenteiras Flutuante da Colônia Pimenteiras colônia Costa Marques Porto Costa Marques Porto da Colônia Guajará -Mirim Porto Karlito Valeriano Nova Mamoré Vila Murtinho São Carlos Calama Santa Catarina Porto Velho Cachoeira Teotonio Cai n'água Rio Jamari Lago do Samuel Caju com mel Candeias do Beira Mucuim Jamari Praia das antas Porto da Balsa Rei do peixe Itapuã do Oeste Balsa Porto seguro Sindicatos Associações Localidade Arma. Morad. Pesca. Arma. Pescadores Não Colonizados Colonizados Colon. Capat. Coop. x x x Outras Entidades Trab. x x x x x x x x x x x x x Total 200 40 240 287 23 300 x x x x x x x x incluídos na colônia de Ji-Paraná incluídos na colônia de Ji-Paraná 117 100 217 128 40 168 130 100 230 350 80 430 x x x x x x x x x x x x x x incluídos na colônia de Costa Marques x x x x x x x x x x x x x x x 2.100 300 2.400 280 50 330 70 40 110 x x x x x x x x x Tabela 4 - Infra-estrutura de apoio à produção nas localidades pesqueiras do estado de Rondônia. Coleção d`água Municipio Machadinho Rio Machado Ji-Paraná Presidente Médici Jaru Rio Jamary Rio Guaporé Ariquemes Pimenteiras Costa Marques Guajará -Mirim Nova Mamoré Porto Velho Rio Madeira Candeias do jamari Itapuã do Oeste Apoio à Produção Localidade 5°BEC Balsa linha 28 Cachoeira São José Casa Preta Ponte do Rio Belem Porto II de Novembro Setor Barragem Tabajara Duque de Caxias Nazaré Nova Brasilia Pedro Serrador Urupá Porto Muqui Principe Rio Jaru Ariquemes Rio Jamary Rio Preto Cabixi Colônia Flutuante da Colônia Pimenteiras colônia Porto Costa Marques Porto da Colônia Porto Karlito Valeriano Vila Murtinho São Carlos Calama Santa Catarina Cachoeira Teotonio Cai n'água /PVH Jamari Lago do Samuel Caju com mel Beira Mucuim Praia das antas Porto da Balsa Rei do peixe Balsa Porto seguro Trapiche Barracão Salgadeira x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Secadeira Defumador Empresas de Pesca Matriz Filial Manutenção Embarcac. Estal. x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Carp. x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Outro Tabela 5 - Atividades desenvolvidas e produtos comercializados nas localidades pesqueiras do estado de Rondônia. Coleção d`água Municipio Machadinho Rio Machado Ji-Paraná Presidente Médici Jaru Rio Jamary Rio Guaporé Ariquemes Pimenteiras Costa Marques Guajará -Mirim Nova Mamoré Porto Velho Rio Madeira Candeias do jamari Itapuã do Oeste Localidade 5°BEC Balsa linha 28 Cachoeira São José Casa Preta Ponte do Rio Belem Porto II de Novembro Setor Barragem Tabajara Duque de Caxias Nazaré Nova Brasilia Pedro Serrador Urupá Porto Muqui Principe Rio Jaru Ariquemes Rio Jamary Rio Preto Cabixi Porto da Colônia Z-3 Porto Costa Marques Porto da Colônia Porto Carlito Valeriano Vila Murtinho São Carlos Calama Santa Catarina Cachoeira Teotonio Cai n'água/PVH Jamari Lago do Samuel Caju com mel Beira Mucuim Praia das antas Porto da Balsa Rei do peixe Balsa Porto seguro Atividade Principal Salão de Beneficiamento No. Capac. (t) Inteiro Produtos Comercializados Peixe Camarão Eviscer. Filet Inteiro S/Cabeça x x Agropecuária/extrativismo x x x x x x x x Agropecuária Agropecuária x x x x Agropecuária Agropecuária Agropecuária/pesca Agropecuária/pesca Agropecuária/pesca 1 2 Agropecuária Agropecuária/comércio/pesca Agropecuária/pesca Agropecuária/pesca 1 4 x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Filet Tabela 6 - Infra-estrutura de estocagem do pescado, nas localidades pesqueiras do estado de Rondônia. Coleção d`água Rio Machado Rio Jamary Rio Guaporé Rio Madeira Municipio Localidade 5°BEC Balsa linha 28 Cachoeira São José Casa Preta Machadinho Ponte do Rio Belem Porto II de Novembro Setor Barragem Tabajara Duque de Caxias Nazaré Ji-Paraná Nova Brasilia Pedro Serrador Urupá Porto Muqui Presidente Médici Principe Jaru Rio Jaru Ariquemes Ariquemes Rio Jamary Rio Preto Cabixi Colônia Pimenteiras Flutuante da Colônia Pimenteiras colônia Costa Marques Porto Costa Marques Porto da Colônia Guajará -Mirim Porto Karlito Valeriano Nova Mamoré Vila Murtinho São Carlos Calama Santa Catarina Porto Velho Cachoeira Teotonio Cai n'água/PVH Jamari Lago do Samuel Caju com mel Candeias do jamari Beira Mucuim Praia das antas Porto da Balsa Rei do peixe Itapuã do Oeste Balsa Porto seguro Câmara Resfriado Câmara Congelado No. Capac.(t) No. Capac.(t) 3 1 1 0,2 4 230 4 30 Infraestrutura de Estocagem Frezeer Tipo No. Capac.(t) Horizontal 10 4 Vertical 3 1,2 Horizontal 50 10 Nenhum 0 Horizontal 3 1,2 Nenhum 0 0 Horizontal 3 1,2 Horizontal 5 2 horizontal 2 1 horizontal 2 1 horizontal 3 1,5 horizontal 1 0,5 horizontal 1 0,5 Horizontal 2 1 Horizontal 2 1 Horizontal 3 1,2 Horizontal 5 2 Horizontal 10 4 Horizontal 5 2 Horizontal 10 4 Horizontal 30 1,2 Nenhum 0 0 Horizontal 30 1,2 Nenhum Nenhum 0 0 Nenhum Nenhum Nenhum 0 0 Horizontal 15 6Ton Horizontal 20 8Ton Horizontal 4 1,6Ton Horizontal 10 4Ton Horizontal 70 28Ton Horizontal 3 1,2Ton Horizontal 30 12Ton Outras Formas de Estocagem Tipo Número Capac.(t) Caixa térmica Nenhum Nenhum Caixa Isopor Nenhum Caixa Isopor Nenhum Nenhum Nenhum Caixa térmica Nenhum Nenhum Nenhum Caixa Isopor Caixa térmica Nenhum Caixa térmica Nenhum Nenhum Caixa térmica Nenhum Caixa de isopor Nenhum Nenhum Caixa de isopor Caixa térmica Nenhum Caixa de isopor Caixa térmica Caixa de isopor Caixa térmica Caixa de isopor Horizontal 15 6Ton Caixa térmica Caixa de isopor Tabela 7 - Infra-estrutura de frio existente nas localidades pesqueiras do estado de Rondônia. Coleção d`água Municipio Machadinho Rio Machado Ji-Paraná Presidente Médici Jaru Rio Jamary Rio Guaporé Ariquemes Pimenteiras Costa Marques Guajará -Mirim Nova Mamoré Porto Velho Rio Madeira Candeias do Jamari Itapuã do Oeste Localidade 5°BEC Balsa linha 28 Cachoeira São José Casa Preta Ponte do Rio Belem Porto II de Novembro Setor Barragem Tabajara Duque de Caxias Nazaré Nova Brasilia Pedro Serrador Urupá Porto Muqui Principe Rio Jaru Ariquemes Rio Jamary Rio Preto Cabixi Colônia Flutuante da Colônia Pimenteiras colônia Porto Costa Marques Porto da Colônia Porto Karlito Valeriano Vila Murtinho São Carlos Calama Santa Catarina Cachoeira Teotonio Cai n'água /PVH Jamari Lago do Samuel Caju com mel Beira Mucuim Praia das antas Porto da Balsa Rei do peixe Balsa Porto seguro Congelamento Ar Forçado Armário de Placa No. Capac.(t/ No. Capac.(t/ 1 2 Fábrica Gelo Escama No. Capac.(t/dia) 1 2 1 2 4 20 1 0,3 1 4 4 1 50 Gelo Fábrica Gelo Barra Câmara Estocagem No. Capac.(t/d No. Capac.(t) 2 2 5 18 Silo de Es No. 1 2 0,1 2 10 2 10 1 1 2 1,5 6 1 1 12,5 Tabela 8 - Informações sobre comercialização do pescado desembarcado nas localidades pesqueiras do estado de Rondônia. Destino da Produção Coleção d`água Municipio Localidade Comun. Machadinho Rio Machado Ji-Paraná Presidente Médici Jaru Rio Jamary Rio Guaporé Ariquemes Pimenteiras Costa Marques Guajará -Mirim Nova Mamoré Porto Velho Rio Madeira Candeias do jamari Itapuã do Oeste 5°BEC Balsa linha 28 Cachoeira São José Casa Preta Ponte do Rio Belem Porto II de Novembro Setor Barragem Tabajara Duque de Caxias Nazaré Nova Brasilia Pedro Serrador Urupá Porto Muqui Principe Rio Jaru Ariquemes Rio Jamary Rio Preto Cabixi Colônia Flutuante da Colônia Pimenteiras colônia Porto Costa Marques Porto da Colônia Porto Karlito Valeriano Vila Murtinho São Carlos Calama Santa Catarina Cachoeira Teotonio Cai n'água/PVH Jamari Lago do Samuel Caju com mel Beira Mucuim Praia das antas Porto da Balsa Rei do peixe Balsa Porto seguro Peixe Munic. 80 20 Outros Comun. Compradores Camarão Munic. Outros Cons. Peixe Interm. 10 80 90 20 80 10 20 30 20 90 80 70 20 80 20 80 10 90 50 50 10 90 40 60 100 100 20 80 40 60 40 60 30 70 70 30 70 30 90 10 10 90 70 30 30 70 40 60 30 70 Empr. Cons. Camarão Interm. Empr. Tabela 9 - Frota pesqueira cadastrada no estado de Rondônia, por município. Município Candeias do Jamari Costa Marques Guajará -Mirim Itapuã do Oeste Ji-Paraná Machadinho Nova Mamoré Pimenteiras Porto Velho Presidente Médici Santa Catarina TOTAL % Barco a Motor 1 2 1 8 12 3,0 Tipo de embarcação Bote Canoa Chata Santarém 37 10 1 12 12 2 6 10 1 14 5 1 98 6 5 14 1 29 57 36 1 9 4 11 1 136 234 60 23 34,4 59,2 15,2 5,8 TOTAL 38 35 18 20 107 5 14 31 102 13 12 395 100,0 % 9,6 8,9 4,6 5,1 27,1 1,3 3,5 7,8 25,8 3,3 3,0 100,0 Tabela 10 - Principais características das embarcações pesqueiras do estado de Rondônia. Características das Embarcações Remo Motor Vela Não informou TOTAL < 4m Comprimento 6-8m 8-12m 4-6m 34 7 39 73 51 58 24 12-18m 1 Madeira Madeira rev. c/ Fibra Aço Aluminio Fibra Outros TOTAL 70 1 2 130 90 154 91 Material do casco 55 144 89 1 3 1 2 7 1 73 58 < 1 Ano 2-5 Anos 5-10 Anos > 10 Anos TOTAL 6 14 5 48 73 < 2 Tripulantes 3-6 Tripulantes 7- 10 Tripulantes > 10 Tripulantes TOTAL 67 5 1 In natura Gelo Frigorifico Salga Não informou TOTAL 4 52 4 Nenhum Cais Próprio Cais de Terceiro Cais Público Na Praia TOTAL 73 13 73 TOTAL > 18m 154 91 Idade da frota 9 20 7 27 74 48 3 21 14 19 39 22 58 154 91 Total de tripulantes 52 140 66 6 13 25 1 58 154 91 Sistema de Conservação a Bordo 10 23 7 26 86 76 1 4 21 58 0,0 16,7 0,0 83,3 100,0 377 6 12 0 0 0 395 95,4 1,5 3,0 0,0 0,0 0,0 97,0 42 172 45 136 395 10,6 43,5 11,4 34,4 100,00 2 2 17 2 17 2 8 2 7 17 1 1 2 5 12 1 1 331 62 2 17 2 395 83,8 15,7 0,5 0,0 100,0 16 2 44 258 9 0 84 395 11,1 65,3 2,3 0,0 21,3 100,0 395 0 0 0 0 395 100,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 1 17 2 73 17 2 73 58 17 2 91 0 66 0 329 395 17 17 41 8 154 91 Local de atracação 58 154 91 154 % Tabela 11 - Situação de registro das embarcações pesqueiras do estado de Rondônia e número beneficiado pelo subsídio do óleo diesel Situação das Embarcações < 4m Não Sim TOTAL 73 SUDEPE IBAMA MAPA SEAP Não Informado TOTAL 71 2 Não Sim TOTAL 73 73 Comprimento 4-6m 6-8m 8-12m 12-18m Inscrição na Capitania dos Portos 58 154 91 17 58 154 91 Registro Geral da Pesca 55 148 89 3 6 2 Total > 18m 2 395 17 2 395 100,0 0,0 100,0 16 1 2 381 14 0 0 0 395 96,5 3,5 0,0 0,0 0,0 100,0 395 0 395 100,0 0,0 100,0 17 2 73 58 154 91 Subsídio do Óleo Diesel 58 154 91 17 2 73 58 17 2 154 91 % Tabela 12 – Principais características das pescarias realizadas no estado de Rondônia, por bacia hidrográfica e tipo de barco. Bacia hidrográfica Guaporé-Mamoré Município Costa Marques Ji-Paraná Tipo de Barco Barco a Motor Barco a Motor Madeira Machadinho Canoa Barco a Motor Canoa Guaporé;Mamoré Pimenteiras Chata Santarém Barco a Motor Presidente Médici Canoa Remo Caracteristicas das pescarias Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Porto Velho Madeira Itapuã do Oeste Candeias do jamari Barco a Motor Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Canoa Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Remo Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Barco a Motor Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Canoa Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Remo Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Barco a Motor Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Canoa Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Remo Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Anzol 20,0 4,0 10,0 4,0 10,0 4,0 20,0 4,0 10,0 4,0 20,0 4,0 20,0 4,0 10,0 4,0 10,0 4,0 Aparelho de Pesca Linhada Malhadeira Redes diversas 5,0 3,0 2,0 100,0 80,0 4,0 8,0 8,0 5,0 3,0 30,0 1,0 6,0 5,0 3,0 50,0 1,0 6,0 5,0 3,0 100,0 4,0 8,0 5,0 3,0 50,0 1,0 6,0 5,0 3,0 15,0 100,0 4,0 8,0 20,0 5,0 3,0 100,0 4,0 8,0 5,0 3,0 50,0 1,0 6,0 5,0 3,0 30,0 1,0 6,0 30,0 4,8 20,0 5,0 4,0 10,0 4,0 5,0 4,0 10,0 1,0 4,0 10,0 5,0 4,0 10,0 1,0 5,0 4,0 10,0 1,0 4,0 10,0 5,0 4,0 10,0 1,0 5,0 4,0 10,0 1,0 4,0 3,0 2,0 100,0 8,0 3,0 50,0 6,0 100,0 8,0 3,0 50,0 6,0 3,0 50,0 6,0 3,0 50,0 6,0 3,0 50,0 6,0 Tabela 13 - Principais características das espécies de peixe capturadas no estado de Rondônia, por bacia hidrográfica. Bacia hidrográfica Guaporé-Mamoré Município Costa Marques Guajará -Mirim Ji-Paraná Madeira Machadinho Nova Mamoré Espécie Petrecho Acará Apapá amarelo Bacu Barbado Cuiú Cuiú Dourado Filhote Matrinchã Pacu Pescada Piau comum Surubim Apapá amarelo Branquinha Cuiú Cuiú Dourado Jaraqui Jatuarana Pacu Piau comum Piranha Surubim Tambaqui Tucunaré Acará Branquinha Cuiú Cuiú Curimatã Filhote Jaraqui Jatuarana Mandubé Matrinchã Pacu Pescada Piau comun(Leporinus friderici ) Piranha Pirarara Surubim Traíra Tucunaré Acará Barbado Curimatã Dourado Matrinchã Pacu Piau comum Piranha Sardinha Tambaqui Traíra Bacu Dourado Filhote Jatuarana Pacu Piaba Piau comun(Leporinus friderici) Pintado(Pseudoplatystoma coru Tambaqui Traíra Tucunaré Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Anzol Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Anzol Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Anzol Anzol Anzol Anzol Anzol Anzol Malhadeira Malhadeira Espinhel Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Anzol Malhadeira Malhadeira Anzol Anzol Malhadeira Linha Anzol Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Linha Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Anzol Malhadeira Malhadeira Anzol Anzol Anzol Anzol Anzol Anzol Anzol Isca Peixe Peixe Peixe Peixe Peixe Peixe Peixe Peixe Peixe Peixe Peixe Peixe artificial Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Peixe artificial Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Piaba Minhoca Minhoca Minhoca Peixe Minhoca Peixe Minhoca Peixe Minhoca Carne Carne Carne Carne Minhoca Minhoca Minhoca Carne Carne Minhoca Minhoca Carne Carne Carne Carne Peixe Peixe Peixe Peixe Peixe Peixe Peixe Peixe Peixe Peixe Peixe Safra Inicio Fim Maio Agosto Novembro Março Setembro Outubro Março Novembro Março Novembro Maio Outubro Março Novembro Março Novembro Março Novembro Junho dezembro Novembro Janeiro Junho Novembro Novembro Março Junho Novembro Março Novembro Maio Outubro Maio Outubro Maio Setembro Março Novembro Janeiro Janeiro Janeiro Janeiro Junho Novembro Maio Agosto Maio Outubro Maio Agosto Maio Outubro Março Novembro Março Novembro Março Novembro Maio Outubro Maio Setembro Janeiro dezembro Março Novembro Março Novembro Junho dezembro Maio Outubro Janeiro Janeiro Janeiro Janeiro Junho Novembro Janeiro dezembro Maio Outubro Maio Agosto Março Novembro Março Novembro Maio Outubro Março Novembro Março Novembro Janeiro Janeiro Janeiro Janeiro Junho Novembro Maio Agosto Janeiro dezembro Setembro Outubro Maio Outubro Março Novembro Maio Setembro Março Novembro Janeiro dezembro Maio Outubro Maio Setembro Maio Agosto Janeiro dezembro Maio Outubro Tabela 13 – Continuação Guaporé-Mamoré Pimenteiras Presidente Médici Porto Velho Madeira Candeias do jamari Itapoã do Oeste Acará açu Apapá amarelo Barbado Branquinha Curimatã Dourado Filhote Jaraqui Piau comun(Leporinus friderici) Acará Cuiú Cuiú Curimatã Filhote Mandubé Matrinchã Pacu Piau comun(Leporinus friderici) Piranha(Serrasalmus spp. ) Pirarara Traíra Curimatã Tucunaré Piranha(Serrasalmus spp. ) Pirarara Pacu Tambaqui Matrinchã Pintado(Pseudoplatystoma coru Filhote Jaraqui Curimatã Tucunaré Piranha(Serrasalmus spp. ) Pirarara Pacu Tambaqui Matrinchã Pintado(Pseudoplatystoma coru Filhote Curimatã Tucunaré Piranha(Serrasalmus spp. ) Pirarara Pacu Tambaqui Matrinchã Pintado(Pseudoplatystoma coru Molinete Malhadeira Anzol Anzol Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Espinhel Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Malhadeira Caniço Malhadeira Anzol Malhadeira Malhadeira Malhadeira Anzol Malhadeira Anzol Malhadeira Malhadeira Malhadeira Anzol Malhadeira Malhadeira Malhadeira Anzol Malhadeira Anzol Malhadeira Malhadeira Anzol Malhadeira Malhadeira Malhadeira Anzol Malhadeira Anzol Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Peixe Peixe Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Minhoca Peixe Minhoca Minhoca Minhoca Peixe Minhoca Peixe Minhoca Peixe Minhoca Peixe Minhoca Minhoca Minhoca Peixe Minhoca Peixe Minhoca Minhoca Peixe Minhoca Minhoca Minhoca Peixe Minhoca Peixe Agosto Novembro Março Agosto Março Maio Março Maio Março Maio Março Março Março Janeiro Março Março Março Março Março Janeiro Março Maio Março Março Março Maio Março Maio Março Maio Março Maio Março Março Março Maio Março Maio Março Março Maio Março Março Março Maio Março Maio Novembro Março Novembro Novembro Novembro Outubro Novembro Outubro Novembro Agosto Novembro Novembro Novembro dezembro Novembro Novembro Novembro Novembro Novembro dezembro Novembro Outubro Novembro Novembro Novembro Agosto Novembro Setembro Novembro Outubro Novembro Outubro Novembro Novembro Novembro Agosto Novembro Setembro Novembro Novembro Outubro Novembro Novembro Novembro Agosto Novembro Setembro Tabela 14 - Idade média e tempo de atuação na atividade dos pescadores do estado de Rondônia, por município. Município Ariquemes Candeias do Jamari Costa Marques Guajará -Mirim Itapuã do Oeste Ji-Paraná Machadinho Nova Mamoré Pimenteiras Porto Velho Presidente Médici TOTAL Nº de Pescadores 87 190 130 380 70 200 240 60 125 1.500 10 2.992 Idade Média 56,0 52,5 48,4 49,4 39,6 46,0 46,6 43,0 43,3 43,4 51,7 45,2 Tempo de Pesca 8 7,2 8,9 15,3 3,7 6,5 11,2 7,7 8,8 10,0 7,7 8,3 5.6. CENSO ESTRUTURAL DA PESCA NO ESTADO DE RORAIMA Parcialmente encravado entre a Venezuela e a Guiana, o Estado de Roraima ocupa o extremo norte do país, considerando-se que sua maior parte está situada no hemisfério norte. Possui uma área territorial de 225.116 km 2 , o equivalente a 2,6% do território brasileiro e 5,8% da Região Norte. Existem no estado 15 municípios, sendo que todos ou são fronteiriços ou apresentam parte de seu território na faixa de fronteira (S EPLAM , 2003) A capital, Boa Vista, localizada a 212km da fronteira do Brasil com a Venezuela, à margem direita do Rio Branco, ocupa uma área de 5.711,9km², com população de 200.568 habitantes e uma densidade demográfica de 35,11 hab/km² (IBGE 2000). O Município está situado em terrenos de altitude quase uniforme, localizado entre a Floresta Amazônica e as elevações do sistema das Guianas. De acordo, com o Sistema de Classificação de Koeppen, o estado de Roraima possui três tipos de clima: o tipo Afi (clima tropical chuvoso com predomínio de floresta); Awi (clima tropical chuvoso com predomínio de savanas); e Ami (clima tropical chuvoso com predomínio de chuvas de monção), que interferem diretamente sobre o comportamento das espécies de peixe que ocorrem no estado. 0 Rio Branco, sistema de drenagem principal de Roraima, atravessa quase a totalidade do estado no sentido Norte-Sul, é formado por dois afluentes extensos: o Uraricoera e o Tacutu e dividido em alto, médio e baixo Rio Branco. O alto Rio Branco se estende da confluência de seus rios formadores até Boa Vista, o médio corresponde ao trecho entre Boa Vista e Vista Alegre e o baixo começa em Vista Alegre, se deslocando até a foz . Com uma extensão de 14 km e próxima da cidade de Caracaraí (RR), as corredeiras do Bem Querer separam o curso de 543 km do Rio Branco em dois estirões principais situados a montante e a jusante das mesmas, interrompendo a navegação até Boa Vista. O alto rio Branco percorre 139km desde a confluência de seus dois rios formadores até as corredeiras do Bem Querer, a partir das quais o baixo Rio Branco percorre os 390 km do seu curso até alcançar as águas do Rio Negro Segundo dados da AMBTEC (1994), a sub-bacia do Rio Branco abrange uma área de 204.640km2, sendo que aproximadamente 5,0% desta área está localizada na Guiana e o restante no Brasil. A parte brasileira da sub-bacia abrange apenas as terras do Estado de Roraima. Tem como seus principais afluentes: na margem direita – os rios Mucajaí, Água Boa do Univini, Catrimani e Xeruini, e an margem esquerda - os rios Anauá e Itapará (Figura 1). O Rio Branco é o afluente mais importante da margem esquerda do Rio Negro e sua navegabilidade é função do regime pluviométrico regional, embora o acesso de embarcações maiores ao Município de Boa Vista seja comprometido por formações rochosas existentes à montante da cidade de Carararaí As pescarias no Estado de Roraima se desenvolvem principalmente nos municípios de Boa Vista, Caracaraí, Mucajaí e Rorainópolis, localizados ao longo da bacia do Rio Branco, com características eminentemente artesanais (Figuras 2 e 3). Dados da Diretoria de Fauna e Recursos Pesqueiros - DIFAP/ IBAMA mostram que em 2003 a produção total de pescado no estado girou em torno de 1.649 toneladas, contribuindo a pesca extrativa com 349 toneladas (21,2%) e a atividade aquícola com 1300 toneladas (78,8%). Figura 1 – Sub-bacias hidrográficas do estado de Roraima Figura 2 – Mapa do estado de Roraima, com indicação dos municípios de maior produção de pescado. Figura 3 – Locais de desembarque do estado de Roraima: (a) Porto do Cimento – Boa Vista, (b) Porto do Bombeamento – Caracaraí, (c) Porto flutuante – Caracaraí, (d) Porto da Prainha – Caracaraí, (e) Caracaraí e (f) Beiral – Boa Vista. Este relatório apresenta os dados obtidos no Censo Estrutural da Pesca de Águas Continentais do Estado de Roraima, realizado durante o segundo semestre de 2005, em 4 dos 15 municípios existentes no estado, onde se encontra a maioria dos pescadores. 5.6.1 Caracterização dos Locais de Desembarque O acesso da capital aos diversos municípios de Roraima se dá por via asfaltada, como também da sede aos locais de desembarque, tendo em vista a proximidade dos mesmos (Tabela 1). Em todo o estado existe uma boa infra-estrutura de serviços de saúde, de educação, rede bancária, correios etc. que atende, de uma maneira geral, à população envolvida com o setor pesqueiro. A energia elétrica está presente em quase todos os locais de desembarque (Tabela 2). São encontradas no estado 3 colônias de pescadores, uma em Boa Vista, uma em Rorainópolis e uma outra em Caracaraí, vinculadas à Federação de Pescadores do Estado do Amazonas, além de associações e sindicatos de pescadores em todos os municípios cadastrados. Em Boa Vista uma Federação dos Sindicatos de Pescadores congrega os sindicatos existentes. Estima-se que existam no estado 5.197 pescadores, desses 1.603 são colonizados (Tabela 3). A infra-estrutura de apoio à produção é precária, somente poucas rampas que facilitam o desembarque do pescado são encontradas em Boa Vista e Caracaraí. Não existem em Roraima trapiches, barracões, salgadeiras, ou defumadores. A manutenção das embarcações de menor porte é feita pelos próprios pescadores, enquanto que aquelas de maior porte em carpintarias artesanais (Tabela 4). Além da pesca, outras atividades se destacam no estado, no Município de Rorainópolis a extração de madeira, em Boa Vista o comércio e em Mucajaí a agricultura e a pecuária (Tabela 5). O pescado é comercializado na forma de peixe inteiro e eviscerado. A evisceração é feita nos portos de desembarque, em bancas, nos mercados, nas kombis etc., por ocasião da própria venda, não sendo encontrados salões de beneficiamento no estado (Tabela 5). O produção de pescado desembarcada em Roraima, quando necessário, é toda ela armazenada em caixas de isopor. Não há no estado qualquer infraestrutura de estocagem (Tabela 6). O gelo utilizado na conservação do pescado a bordo e em terra é produzido nos municípios de Caracaraí e Boa Vista, onde são encontradas 7 fábricas de gelo em escama, 2 em Caracaraí e 5 em Boa Vista, e uma de gelo em barra em Boa Vista, com capacidade total de produção correspondente a 47 toneladas de gelo em escama e 7,5 toneladas de gelo em barra (Tabela 7). A produção desembarcada em Rorainópolis, Mucajaí e Boa Vista é totalmente comercializada dentro do município, excetuando a sede de Mucajaí, onde cerca de 20% do pescado se destina a outros municípios. Em Caracaraí, um percentual significativo da produção se destina a outros municípios. O pescado é adquirido, na maioria dos municípios, pelos intermediários, responsáveis pela distribuição nos centros consumidores. Em Boa Vista e Caracaraí, uma pequena parcela da produção é comercializada por empresas locais (Tabela 8). 5.6.2 Caracterização das Embarcações As embarcações cadastradas no estado são predominantemente artesanais, sendo a maioria (50,2%) do tipo canoa motorizada (CAM) (Figura 4). Verifica-se uma maior concentração de embarcações nos municípios de Rorainópolis e Caracaraí, onde a frota corresponde, respectivamente, a 30,9% e 29,0% do total (Tabela 9). Cerca de 80% das embarcações pesqueiras existentes em Roraima medem até 8m de comprimento, o que reforça o caráter artesanal das mesmas (Tabela 10). Embora artesanais, a maioria (79,1%) é motorizada, com motor geralmente de popa, com potência que varia de 5 a 7Hp. Ressalte-se que esses motores também são utilizados nas casas de farinha, no processo de moagem. Figura 4 – Embarcações pesqueiras do estado de Roraima: (a) canoa a remo, (b) barco de médio porte, (c) canoa motorizada Com casco de madeira (94,1%), as embarcações do Estado de Roraima são relativamente novas, uma vez que, 71,7% da frota foi construída a menos de 5 anos (Tabela 10). Como a frota é essencialmente de embarcações artesanais, em média, operam com 2 tripulantes (71,9%). As embarcações de maior porte realizam suas fainas de pesca com uma tripulação que varia de 2 a 6 pessoas, sendo mais comum a utilização de 4 tripulantes (Tabela 10). A exemplo dos demais estados da região Amazônica, a conservação do pescado a bordo é feita exclusivamente com o uso de gelo (98,9%), mesmo nos barcos de maior porte (Tabela 10). Não existem no estado locais apropriados para atração das embarcações, o desembarque do pescado ocorre em barrancos e ao longo do leito dos rios (Tabela 10). Conforme se observa na Tabela 11, a frota do Estado de Roraima opera de forma totalmente irregular, uma vez que as embarcações não são inscritas na Capitania dos Portos, nem tampouco possuem Registro Geral da Pesca. A inexistência de Agência da Capitania dos Portos no estado contribui para esse quadro. 5.6.3 Caracterização das Pescarias Tendo em vista que os formulários de Caracterização das Pescarias e Caracterização das Espécies não foram aplicados no estado, os comentários acerca desses itens serão baseados no trabalho realizado no Estado de Roraima por Bezerra e Cintra (2003). As pescarias são realizadas, principalmente, com redes de espera, que variam quanto à dimensão, tamanho da malha e tipo de fio, selecionados em função da espécie. Também são observadas pescarias realizadas com espinhéis horizontais, que, à semelhança das redes, diferem em comprimento, número e tamanho de anzóis e espessura da linha. Além das redes e espinhéis também são utilizados o carote (constituído de uma bóia especial – recipiente ou balde fechado de 3 a 5 litros – presa a uma linha com anzol e chumbada na extremidade inferior) e a tarrafa. 5.6.4 Caracterização das Espécies Capturadas As espécies capturadas no Estado de Roraima podem ser divididas em peixes lisos, ou de couro, e peixes de escama. Entre os peixes de couro destacam-se: o caparari, surubim, dourada, filhote, piraíba e o jundiá; e entre os de escama: tucunaré, pirarucu, aracu cabeça gorda, curimatã, branquinha, jaraqui, matrinxã, pacu e a pescada, os quais são pescados, especialmente, com redes de espera, tipo malhadeira. O período de safra da maioria das espécies acontece entre os meses de julho a dezembro, variando entre as mesmas. 5.6.5 Caracterização dos Pescadores De acordo com a SEAP-PR/RR, existem no Estado de Roraima 5.197 pescadores registrados na Instituição (dados de 2006). Desse total foram cadastrados 527 pescadores, entretanto não se dispõe de informações acerca da idade média dos mesmos nem do tempo de permanência na atividade. Segundo Bezerra e Cintra (2003), os pescadores de Roraima têm, em média, 43 anos e estão na atividade pesqueira há cerca de 10 anos. TABELA RORAIMA Tabela 1 - Informações gerais sobre as localidades pesqueiras do estado de Roraima. Coleção d`água Municipio Rio Jauaperi Rorainópolis Rio Branco Caracaraí Localidade Associação dos criadores Carriador do Travessão Ecuador V.04 Pastor do Baiano Ponte do Anaúa Br-174 Ponte R. Trairí V.04 Rio Branquim Rio dos peixes V.01-V.02-V.04 Santa Maria V. 01 do Ladeirão Baixo Rio branco Caracaraí Porto da Antártica Porto da Balsa Porto da CER Porto da Colônia Porto da delgacia velha Porto da Delzira Porto da Dona Fátima Porto da fábrica de gelo Porto da Funabem Porto da Maria preta Porto da Olaria Porto da prainha Porto da Samaúma Porto da praia do sol Porto da prainha Porto da Vera Porto da Vista Alegre Porto do 44 (Jaranin) Porto do ferro velho Porto do manezinho Porto do Rock Porto do seu Luiz Porto dos Milagres II Porto Tranzamérica Porto/em baixo da ponte Porto do Pelé População Tipo de Acesso Distância da Capital 17.393 Asfalto 300 14.265 Asfalto 150 Tabela 1 – Continuação Rio Mucajai Mucajaí Rio Branco Boa Vista Porto da beira do rio Porto beira rio Lago do Capim Lago do Cariri Lago do Chaleira Lago do Manoel Morgimirim Mucajaí Igarapé da Safira Cachoeirinha Porto da buzina Porto da dona Sueli Porto do Ottomar Porto do Quena Porto do Ramiro Porto do Roldão Porto do Sandro Porto do seu maneco Porto do Sgt. Bosco Porto Jerusalém Próprio porto Rancho Campolina Tamandaré Porto do Simião Porto dos pescadores Porto fluvial Porto Marina Porto piedade Porto Pipas Porto S. Francisco Beirau Boa Vista Condado Faz. Bamerinda Faz. Bezerra Germano Ilha Canto Verde Parimé Ponte do Amajarí Ponte do Baruana Ponte do Mucajaí Ponte do rio cachorro Porto 13 de Setembro Porto Açari Porto Calunga Porto Caxangá Porto Coca-cola Porto da bamba Porto da Bomba Porto da Caer Porto da copaíba Porto da Uraricuera Porto do Babaco Porto do cimento Porto do Marcelino Porto do Material Sitio do Bio Sítio recanto dos netos Tamandaré Truarú 11.247 Asfalto 200.568 Asfalto 50 Tabela 2 - Serviços disponíveis nas localidades pesqueiras do estado de Roraima. C o le çã o d `á g u a M u n ic ip io L o ca lid ad e A ssociação d os criad o res R io Jau a pe ri R io B ra nco R ora in óp olis C ara ca ra í E n erg ia E lé trica E ó lica x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x P orto da d elgacia ve lh a P orto da D elzira x x P orto da D on a F á tim a P orto da V era P orto da V ista A le gre P orto do 4 4 (Ja ra nin ) P orto do ferro ve lh o P orto do m a ne zinh o P orto do R ock P orto do se u Lu iz P orto do s M ila gre s II P orto T ran zam é rica P orto/em b a ixo d a p on te V ista A le gre (a ntiga B r 1 74 ) P orto do P elé E s co las O u tras F ac ilid a d e s H o sp it. M a tern . Alfab . E E F E E M P .T elf. B an co x C arriad or do T ra vessão E cu ad o r V .04 P asto r d o B a ian o P on te d o A n aú a B r-1 74 P o nte R . T ra irí V .0 4 R io B ra n quim R io do s p e ixes V .01 V .0 2-V .0 4 S an ta M aria V . 0 1 do L ad e irão B aixo R io bra n co C ara ca ra í P orto da A ntártica P orto da B alsa P orto da C ér P orto da C olô nia x S e rviç o s d e S aú d e P o s to C o rrei. C .C o m . C lu b e x x X X X x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Tabela 2 – Continuação R io M u c a ja í R io B r a n c o M u c a ja í B o a V is ta P o r to d a b e ir a d o r io P o r to b e ir a r io L a g o d o C a p im L a g o d o C a r ir i L a g o d o C h a le ir a Lago do M anoel M o r g im ir im M u c a ja í Ig a r a p é d a S a f ir a C a c h o e ir in h a P o r to d a b u z in a P o r to d a d o n a S u e li P o rto d o O tto m a r P o rto d o Q u e n a P o r to d o R a m ir o P o r to d o R o ld ã o P o rto d o S a n d ro P o rto d o s e u m a n e c o P o rto d o S g t. B o s c o P o r to J e r u s a lé m P r ó p r io p o r to R a n c h o C a m p o lin a T a m a n d a ré P o r to d o S im iã o P o rto d o s p e s c a d o re s P o r to f lu v ia l P o r to p ie d a d e P o r to P ip a s P o r to S . F r a n c is c o B e ra u B o a V is ta Condado F a z . B a m e r in d a F a z . B e z e rra G e rm a n o Ilh a C a n to V e r d e P a r im é P o n te d o A m a ja r í P o n te d o B a ru a n a P o n te d o M u c a ja í P o n te d o r io c a c h o r r o P o rto 1 3 d e S e te m b ro P o rto C a ç a ri P o r to C a lu n g a P o rto C a x a n g á P o rto d a b a m b a P o rto d a B o m b a P o rto d a c o p a íb a P o r to d a U r a r ic u e r a P o rto d o B o b o c o P o r to d o c im e n t o P o r to d o M a r c e lin o P o r to d o M a te r ia l T ru a rú x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Tabela 3 - Associativismo nas localidades pesqueiras do estado de Roraima. Coleção d`água Rio Jauaperi Rio Branco Municipio Associações Localidade Pesca. Arma. Associação dos criadores Carriador do Travessão Ecuador V.04 Pastor do Baiano Ponte do Anaúa Rorainópolis Br-174 Ponte R. Trairí V.04 Rio Branquim Rio dos peixes V.01-V.02V.04 Santa Maria V. 01 do Ladeirão Baixo Rio branco Caracaraí Porto da Antártica Porto da Balsa Porto da Cér Porto da Colônia Porto da delgacia velha Porto da Delzira Porto da Dona Fátima Porto da fábrica de gelo Porto da Funabem Porto da Maria preta Porto da Olaria Porto da praia do sol Caracaraí Porto da prainha Porto da Samaúma Porto da Vera Porto da Vista Alegre Porto do 44 (Jaranin) Porto do ferro velho Porto do manezinho Porto do Rock Porto do seu Luiz Porto dos Milagres II Porto Tranzamérica Porto/em baixo da ponte Porto do Pelé Sindicatos Pescadores Não Total Colonizados Outras Entidades Morad. Pesca. Arma. Trab. Colon. Capat. Coop. Colonizados x x 150 150 x x 977 977 Tabela 3 – Continuação R io M u c a ja í M u c a ja í R io B r a n c o B o a V is ta P o r t o d a b e ir a d o r io P o r t o b e ir a r io L a g o d o C a p im L a g o d o C a r ir i L a g o d o C h a le ir a Lago do M anoel M o r g im ir im M u c a ja í Ig a r a p é d a S a f ir a C a c h o e ir in h a P o r t o d a b u z in a P o r to d a d o n a S u e li P o r to d o O tto m a r P o rto d o Q u e n a P o r to d o R a m ir o P o r t o d o R o ld ã o P o rto d o S a n d ro P o rto d o s e u m a n e c o P o r to d o S g t. B o s c o P o r to J e r u s a lé m P r ó p r io p o r t o R a n c h o C a m p o lin a T a m a n d a ré P o r to d o S im iã o P o rto d o s p e s c a d o re s P o r t o f lu v ia l P o r t o M a r in a P o r t o p ie d a d e P o r to P ip a s P o r t o S . F r a n c is c o B e ra u B o a V is t a C ondado F a z . B a m e r in d a F a z. B e ze rra G e rm a n o Ilh a C a n to V e r d e P a r im é P o n te d o A m a ja r í P o n te d o B a r u a n a P o n te d o M u c a ja í P o n te d o r io c a c h o r r o P o rto 1 3 d e S e te m b ro P o rto A ç a ri P o r to C a lu n g a P o rto C a x a n g á P o r to C o c a - c o la P o rto d a b a m b a P o rto d a B o m b a P o rto d a C a e r P o rto d a c o p a íb a P o r t o d a U r a r ic u e r a P o rto d o B a b a c o P o r t o d o c im e n t o P o r t o d o M a r c e lin o P o r t o d o M a t e r ia l S it io d o B io S ítio r e c a n to d o s n e to s T a m a n d a rí T ru a rú 166 x x x 166 Tabela 4 - Infra-estrutura de apoio à produção nas localidades pesqueiras do estado de Roraima. Coleção d`água Municipio Localidade Associação dos criadores Carriador do Travessão Ecuador V.04 Pastor do Baiano Ponte do Anaúa Br-174 Ponte Rio Jauaperi Rorainópolis R. Trairí V.04 Rio Branquim Rio dos peixes V.01-V.02V.04 Santa Maria V. 01 do Ladeirão Baixo Rio branco Caracaraí Porto da Antártica Porto da Balsa Porto da Cér Porto da Colônia Porto da delgacia velha Porto da Delzira Porto da Dona Fátima Porto da fábrica de gelo Porto da Maria preta Porto da Olaria Porto da praia do sol Porto da prainha Rio Branco Caracaraí Porto da Samaúma Porto da Funabem Porto da Vera Porto da Vista Alegre Porto do 44 (Jaranin) Porto do ferro velho Porto do manezinho Porto do Rock Porto do seu Luiz Porto dos Milagres II Porto Tranzamérica Porto/em baixo da ponte Vista Alegre (antiga Br Porto do Pelé Porto da beira do rio Porto beira rio Lago do Capim Lago do Cariri Lago do Chaleira Lago do Manoel Morgimirim Mucajaí Igarapé da Safira Cachoeirinha Porto da buzina Porto da dona Sueli Rio Mucajaí Mucajaí Porto do Ottomar Porto do Quena Porto do Ramiro Porto do Roldão Porto do Sandro Porto do seu maneco Porto do Sgt. Bosco Porto Jerusalém Próprio porto Rancho Campolina Tamandaré Empresas de Pesca Secadeira Defumador Matriz Filial Apoio à Produção Trapiche Barracao Salgadeira Manutenção Embarcac. Estal. Carp. Outro x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Tabela 4 – Continuação Rio Branco Boa Vista Porto do Simião Porto dos pescadores Porto fluvial Porto Marina Porto piedade Porto Pipas Porto S. Francisco Berau Boa Vista Condado Faz. Bamerinda Faz. Bezerra Germano Ilha Canto Verde Parimé Ponte do Amajarí Ponte do Baruana Ponte do Mucajaí Ponte do rio cachorro Porto 13 de Setembro Porto Açari Porto Calunga Porto Caxangá Porto Coca-cola Porto da bamba Porto da Bomba Porto da Caer Porto da copaíba Porto da Uraricuera Porto do Babaco Porto do cimento Porto do Marcelino Porto do Material Sitio do Bio Sítio recanto dos netos Tamandarí Truarú x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Tabela 5 - Atividades desenvolvidas e produtos comercializados nas localidades pesqueiras do estado de Roraima. Coleção d`água Municipio Localidade Associação dos criadores Carriador do Travessão Equador V.04 Pastor do Baiano Ponte do Anaúa Br-174 Ponte Rio Jauaperi Rorainópolis R. Trairí V.04 Rio Branquim Rio Branco Rio Mucajaí Caracaraí Mucajaí Rio dos peixes V.01-V.02-V Santa Maria V. 01 do Ladeirão Baixo Rio branco Caracaraí Porto da Antártica Porto da Balsa Porto da Cér Porto da Colônia Porto da delgacia velha Porto da Delzira Porto da Dona Fátima Porto da fábrica de gelo Porto da Funabem Porto da Maria preta Porto da Olaria Porto da praia do sol Porto da prainha Porto da Samaúma Porto da fábrica de gelo Porto da Funabem Porto da Maria preta Porto da Olaria Porto da praia do sol Porto da prainha Porto da Samaúma Porto da Vera Porto da Vista Alegre Porto do 44 (Jaranin) Porto do ferro velho Porto do manezinho Porto do Rock Porto do seu Luiz Porto dos Milagres II Porto Tranzamérica Porto/em baixo da ponte Atividade Principal Extrativismo vegetal Pesca Vista Alegre (antiga Br 174 Porto do Pelé Porto da beira do rio Porto beira rio Lago do Capim Lago do Cariri Lago do Chaleira Lago do Manoel Morgimirim Mucajaí Igarapé da Safira Cachoeirinha Porto da buzina Agropecuária Porto da dona Sueli Porto do Ottomar Porto do Quena Porto do Ramiro Porto do Roldão Porto do Sandro Porto do seu maneco Porto do Sgt. Bosco Porto Jerusalém Próprio porto Rancho Campolina Tamandaré Salão de Beneficiamento No. Capac. Produtos Comercializados Peixe Camarão Inteiro Eviscer. Filet Inteiro S/Cabeça x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Filet Tabela 5 – Continuação Rio Branco Boa Vista Porto do Simião Porto dos pescadores Porto fluvial Porto Marina Porto piedade Porto Pipas Porto S. Francisco Berau Boa Vista Condado Faz. Bamerinda Faz. Bezerra Germano Ilha Canto Verde Parimé Ponte do Amajarí Ponte do Baruana Ponte do Mucajaí Ponte do rio cachorro Porto 13 de Setembro Porto Açari Porto Calunga Porto Caxangá Porto Coca-cola Porto da bamba Porto da Bomba Porto da Caer Porto da copaíba Porto da Uraricuera Porto do Babaco Porto do cimento Porto do Marcelino Porto do Material Sitio do Bio Sítio recanto dos netos Tamandarí Truarú Comércio x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Tabela 6 - Infra-estrutura de estocagem do pescado, nas localidades pesqueiras do estado de Roraima. Coleção d`água Rio Jauaperi Rio Branco Rio Mucajaí Municipio Localidade Associação dos criadores Carriador do Travessão Ecuador V.04 Pastor do Baiano Ponte do Anaúa Br-174 Ponte Rorainópolis R. Trairí V.04 Rio Branquim Rio dos peixes V.01-V.02V.04 Santa Maria V. 01 do Ladeirão Baixo Rio branco Caracaraí Porto da Antártica Porto da Balsa Porto da Cér Porto da Colônia Porto da delgacia velha Porto da Delzira Porto da Dona Fátima Porto da fábrica de gelo Porto da Funabem Porto da Maria preta Porto da Olaria Porto da praia do sol Porto da prainha Porto da Samaúma Porto da fábrica de gelo Porto da Funabem Caracaraí Porto da Maria preta Porto da Olaria Porto da praia do sol Porto da prainha Porto da Samaúma Porto da Vera Porto da Vista Alegre Porto do 44 (Jaranin) Porto do ferro velho Porto do manezinho Porto do Rock Porto do seu Luiz Porto dos Milagres II Porto Tranzamérica Porto/em baixo da ponte Vista Alegre (antiga Br 174) Porto do Pelé Porto da beira do rio Porto beira rio Lago do Capim Lago do Cariri Lago do Chaleira Lago do Manoel Morgimirim Mucajaí Igarapé da Safira Cachoeirinha Porto da buzina Mucajaí Porto da dona Sueli Porto do Ottomar Porto do Quena Porto do Ramiro Porto do Roldão Porto do Sandro Porto do seu maneco Porto do Sgt. Bosco Porto Jerusalém Próprio porto Rancho Campolina Tamandaré Câmara Resfriado No. Capac.(t) Infraestrutura de Estocagem Frezeer Outras Formas de Estocagem Tipo No. Capac.(t) Tipo Número Capac.(t) Caixa isopor 0,2 Caixa isopor 0,2 Caixa isopor 0,2 Caixa isopor 0,2 Caixa isopor 0,2 Caixa isopor 0,2 Caixa isopor 0,2 Caixa isopor 0,2 Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa Caixa isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor isopor 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 Tabela 6 – Continuação Rio Branco Boa Vista Porto do Simião Porto dos pescadores Porto fluvial Porto Marina Porto piedade Porto Pipas Porto S. Francisco Berau Boa Vista Condado Faz. Bamerinda Faz. Bezerra Germano Ilha Canto Verde Parimé Ponte do Amajarí Ponte do Baruana Ponte do Mucajaí Ponte do rio cachorro Porto 13 de Setembro Porto Açari Porto Calunga Porto Caxangá Porto Coca-cola Porto da bamba Porto da Bomba Porto da Caer Porto da copaíba Porto da Uraricuera Porto do Babaco Porto do cimento Porto do Marcelino Porto do Material Sitio do Bio Sítio recanto dos netos Tamandarí Truarú Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor Caixa isopor 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 Tabela 7 - Infra-estrutura de frio existente nas localidades pesqueiras do estado de Roraima. Coleção d`água Municipio Localidade Congelamento Ar Forçado Armário de Placa Gêlo Fábrica Gelo Fábrica Gelo Câmara Silo de Escama Barra Estocagem Estocagem No. Capac.(t/dia) No. Capac.(t/dia) No. Capac.(t/dia) No. Capac.(t/dia) No. Capac.(t) No. Capac.(t) Associação dos criadores Carriador do Travessão Ecuador V.04 Pastor do Baiano Ponte do Anaúa Rio Jauaperi Rorainópolis Br-174 Ponte R. Trairí V.04 Rio Branquim Rio dos peixes V.01V.02-V.04 Santa Maria V. 01 do Ladeirão Baixo Rio branco Caracaraí Porto da Antártica Porto da Balsa Porto da Cér Porto da Colônia Porto da delgacia velha Porto da Delzira Porto da Dona Fátima Rio Branco Caracaraí Rio Mucajaí Mucajaí Porto da fábrica de gelo Porto da Funabem Porto da Maria preta Porto da Olaria Porto da praia do sol Porto da prainha Porto da Samaúma Porto da Vera Porto da Vista Alegre Porto do 44 (Jaranin) Porto do ferro velho Porto do manezinho Porto do Rock Porto do seu Luiz Porto dos Milagres II Porto Tranzamérica Porto/em baixo da ponte Vista Alegre (antiga Br 174) Porto do Pelé Porto da beira do rio Porto beira rio Lago do Capim Lago do Cariri Lago do Chaleira Lago do Manoel Morgimirim Mucajaí Igarapé da Safira Cachoeirinha Porto da buzina Porto da dona Sueli Porto do Ottomar Porto do Quena Porto do Ramiro Porto do Roldão Porto do Sandro Porto do seu maneco Porto do Sgt. Bosco Porto Jerusalém Próprio porto Rancho Campolina Tamandaré 2 14 2 85 Tabela 7 – Continuação Rio Branco Boa Vista Porto do Simião Porto dos pescadores Porto fluvial Porto Marina Porto piedade Porto Pipas Porto S. Francisco Berau Boa Vista Condado Faz. Bamerinda Faz. Bezerra Germano Ilha Canto Verde Parimé Ponte do Amajarí Ponte do Baruana Ponte do Mucajaí Ponte do rio cachorro Porto 13 de Setembro Porto Açari Porto Calunga Porto Caxangá Porto Coca-cola Porto da bamba Porto da Bomba Porto da Caer Porto da copaíba Porto da Uraricuera Porto do Babaco Porto do cimento Porto do Marcelino Porto do Material Sitio do Bio Sítio recanto dos netos Tamandarí Truarú 5 33 1 7,5 1 16 5 46 Tabela 8 - Informações sobre comercialização do pescado desembarcado nas localidades pesqueiras do estado de Roraima. Coleção d`água Municipio Localidade Associação dos criadores Carriador do Travessão Ecuador V.04 Pastor do Baiano Ponte do Anaúa Br-174 Ponte Rio Jauaperi Rorainópolis R. Trairí V.04 Rio Branquim Rio dos peixes V.01-V.02V.04 Santa Maria V. 01 do Ladeirão Baixo Rio branco Caracaraí Porto da Antártica Porto da Balsa Porto da Cér Porto da Colônia Porto da delgacia velha Porto da Delzira Porto da Dona Fátima Porto da fábrica de gelo Porto da Funabem Porto da Maria preta Porto da Olaria Porto da praia do sol Porto da prainha Porto da Samaúma Porto da fábrica de gelo Porto da Funabem Rio Branco Caracaraí Porto da Maria preta Porto da Olaria Porto da praia do sol Porto da prainha Porto da Vera Porto da Vista Alegre Porto do 44 (Jaranin) Porto do ferro velho Porto do manezinho Porto do Rock Porto do seu Luiz Porto dos Milagres II Porto Tranzamérica Porto/em baixo da ponte Vista Alegre (antiga Br 174) Porto do Pelé Porto da beira do rio Porto beira rio Lago do Capim Lago do Cariri Lago do Chaleira Lago do Manoel Morgimirim Mucajaí Igarapé da Safira Cachoeirinha Porto da buzina Porto da dona Sueli Rio Mucajaí Mucajaí Porto do Ottomar Porto do Quena Porto do Ramiro Porto do Roldão Porto do Sandro Porto do seu maneco Porto do Sgt. Bosco Porto Jerusalém Próprio porto Rancho Campolina Tamandaré Destino da Produção (%) Peixe Camarão Comun. Munic. Outros Comun. Munic. Outros Cons. 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 20 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 5 5 5 5 5 60 5 30 100 10 70 70 70 70 70 70 70 70 70 70 70 70 70 80 70 70 70 70 70 70 70 70 70 70 70 95 95 95 95 95 95 70 100 100 100 100 100 100 100 80 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 Compradores (%) Peixe Camarão Interm. Empr. Cons. Interm. Empr. 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 90 90 90 90 90 90 80 10 10 10 10 10 10 Tabela 8 – Continuação Rio Branco Boa Vista Porto do Simião Porto dos pescadores Porto fluvial Porto Marina Porto piedade Porto Pipas Porto S. Francisco Berau Boa Vista Condado Faz. Bamerinda Faz. Bezerra Germano Ilha Canto Verde Parimé Ponte do Amajarí Ponte do Baruana Ponte do Mucajaí Ponte do rio cachorro Porto 13 de Setembro Porto Açari Porto Calunga Porto Caxangá Porto Coca-cola Porto da bamba Porto da Bomba Porto da Caer Porto da copaíba Porto da Uraricuera Porto do Babaco Porto do cimento Porto do Marcelino Porto do Material Sitio do Bio Sítio recanto dos netos Tamandarí Truarú 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 Tabela 9 - Frota pesqueira cadastrada no estado de Roraima. Alto Alegre Boa Vista Caracaraí Mucajaí Rorainópolis TOTAL % 2 3 1 6 1,0 2 13 18 2 35 5,5 14 14 2,2 19 19 3,0 2 73 115 32 95 317 50,2 1 15 5 33 65 119 18,9 Rabeta Montaria Canoa a vela Canoa motorizada Barco de pequeno porte Bajara Barco a Motor Município Barco de médio porte Tipo de embarcação 2 4 6 1,0 32 9 41 33 115 18,2 TOTAL 5 137 183 111 195 631 100,0 % 0,8 21,7 29,0 17,6 30,9 100,0 Tabela 10 - Principais características das embarcações pesqueiras do estado de Roraima. Características das Embarcações < 4m 4-6m Remo Motor Vela Não informou TOTAL 15 7 94 106 22 2 202 Madeira Madeira rev. c/ Fibra Aço Aluminio Fibra Outros TOTAL 21 197 1 5 22 202 < 1 Ano 2-5 Anos 5-10 Anos > 10 Anos TOTAL 1 18 2 1 22 18 146 24 14 202 < 2 Tripulantes 3-6 Tripulantes 7- 10 Tripulantes > 10 Tripulantes TOTAL 21 1 158 44 In natura Gelo Frigorifico Salga Nenhum TOTAL Nenhum Cais Próprio Cais de Terceiro Cais Público Na Praia TOTAL 22 21 1 22 22 22 Comprimento 6-8m 8-12m Propulsão 14 2 269 109 12-18m 4 287 111 Material do casco 264 103 23 287 111 Idade da frota 35 17 168 47 40 24 44 23 287 111 Total de tripulantes 217 57 70 54 287 7 1 1 7 2 7 2 7 2 1 1 3 3 7 1 2 7 1 1 7 2 7 2 7 2 7 2 7 2 8 202 287 111 Sistema de Conservação a Bordo 1 198 286 110 2 2 1 202 287 111 Local de atracação 202 287 111 202 Total > 18m 111 % 126 499 0 6 631 20,0 79,1 0,0 1,0 100,0 594 0 0 37 0 0 631 94,1 0,0 0,0 5,9 0,0 0,0 100,0 73 379 94 85 631 11,6 60,1 14,9 13,5 100,0 454 177 0 0 631 71,9 28,1 0,0 0,0 100,0 1 624 2 2 2 631 0,2 98,9 0,3 0,3 0,3 100,0 631 0 0 0 0 631 100,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 Tabela 11 - Situação de registro das embarcações pesqueiras do estado de Roraima e número beneficiado pelo subsídio do óleo diesel Situação das Embarcações Não Sim TOTAL SUDEPE IBAMA MAPA SEAP Não Informado TOTAL Não Sim TOTAL < 4m 22 22 22 22 Comprimento 4-6m 6-8m 8-12m 12-18m Inscrição na Capitania dos Portos 201 287 111 7 1 201 287 112 7 Registro Geral da Pesca 1 1 Total > 18m 2 2 630 1 631 99,8 0,2 100,0 1 1 0 0 629 631 0,2 0,2 0,0 0,0 99,7 100,0 631 0 631 100,0 0,0 100,0 7 7 2 2 22 201 287 110 202 287 111 Subsídio do Óleo Diesel 202 287 111 7 2 22 202 7 2 287 111 % 5.7. CENSO ESTRUTURAL DA PESCA NO ESTADO DO TOCANTINS O Estado do Tocantins está localizado no centro geodésico do Brasil, possui uma área de 278.420,7 Km2 e uma população de 1.157.098 habitantes (IBGE 2000). Faz divisa com seis estados: Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso e Goiás. e, por estar em uma área de transição, apresenta características climáticas e físicas tanto da Amazônia quanto da região central do Brasil, com duas estações distintas: seca e chuvosa. O clima é tropical e a vegetação predominante é o cerrado, cobrindo 87,8% do estado, sendo os 12,2% restantes ocupados por florestas. O relevo tocantinense é formado por depressões, na maior parte do território, planaltos, ao sul e nordeste, e planícies na região central. No Tocantins são encontradas diversas belezas naturais, entre elas a Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo, o Parque Nacional do Araguaia e o Parque Nacional Indígena. Também fazem parte do cenário tocantinense o Parque Estadual do Jalapão, com vegetação formada há milhares de anos, quando o mar cobria essa área. O Tocantins é caracterizado por dois sistemas hidrográficos, cujos eixos de drenagem são os rios Tocantins e Araguaia. Esse divisor de águas corta o estado no sentido Sul-Norte. A maior bacia hidrográfica totalmente brasileira está localizada no estado - a bacia dos rios Tocantins – Araguaia, com uma área superior a 800.000 km2. Seu principal rio formador é o Tocantins, cuja nascente localiza-se em Goiás, ao norte de Brasília (Figura 1). Dentre os principais afluentes da bacia hidrográfica Tocantins - Araguaia destacam-se os rios do Sono, Palma e Manuel Alves, todos localizados na margem direita do rio Araguaia. Figura 1 – Bacia hidrográfica Tocantins-Araguaia. A economia tocantinense tem sua base na pecuária de corte. Na agricultura, o plantio de soja e arroz representa a segunda maior fonte de riquezas, representando o setor industrial apenas 6% da receita gerada pelo ICMS no estado. Com uma produção estimada de 5,0 mil toneladas/ano, das quais 60% são provenientes da aquicultura, a pesca não constitui uma atividade econômica relevante no Tocantins. Há de considerar que o estado tem uma legislação própria que proíbe a pesca de algumas espécies nos rios que cortam o estado. (Portaria Naturatins N° 264/2003 de 10/06/2003). O Estado do Tocantins é formado por 139 municípios, porém em poucos a pesca extrativa é praticada, estando os principais localizados nas margens do rio Tocantins: Filadélfia, Babaçulândia, Palmeiras, Tocantinópolis, Itaguatins, São Miguel, Praia Norte, Sampaio e S. Sebastião; e nas margens do rio Araguaia: Caseara, Araguacema, Couto Magalhães, Pau D’arco, Nova Olinda, Santa Fé, Aragominas, Araguanã, Xambioá, Araguatins e Esperantina (Figuras 2 e 3). Os principais portos de desembarque estão situados na sede da Colônia de cada município. Alguns municípios também se destacam como pólo de pesca esportiva tais como: Formoso do Araguaia, São Miguel, Lagoa da Confusão e outros próximos à Ilha de Bananal. As canoas motorizadas e a remo constituem os principais componentes da frota pesqueira do estado. Esperantina São Sebastião Araguatins Tocantinópolis Xambioá Araguaína Babaçulândia Filadélfia Araguacema Caseara Figura 2 – Mapa do estado do Tocantins com indicação dos municípios de maior produção de pescado. Figura 3 – Local de desembarque do estado de Tocantins: Caracterização dos Locais de Desembarques Foram identificados 23 portos de desembarque no estado do Tocantins, no entanto em muitos municípios as informações obtidas por ocasião do censo não foram suficientes para uma analise detalhada de cada ponto. Assim sendo, as informações ora apresentadas referem-se ao porto principal de desembarque, que, em geral, é a própria sede do município O estado é constituído por 139 municípios, dos quais em 19 deles a pesca extrativa é praticada com maior intensidade. Os municípios pesqueiros estão ligados à capital por estradas asfaltadas e em boas condições de trafegabilidade, exceção apenas ao município de Filadélfia, que ainda apresenta um trecho sem pavimentação (Tabela 1). Os principais portos de desembarque são dotados de energia elétrica, serviços de saúde, escolas, agências bancárias, agências lotéricas, correios e serviços de telefonia, destacando o município de AraguaÍna, que, depois da capital, é o que apresenta melhor infra-estrutura de serviços (Tabela 2). No tocante ao associativismo, são encontradas associações de moradores em todos os municípios. Em alguns foi observada também a presença de cooperativas (Santa Fé, Araguanã, Xambioá, Caseara e Araguaina). Com exceção dos municípios de Filadélfia, Santa Fé e Esperantina cujas colônias estão em processo de formação, nos demais existe colônia de pescadores, destacando-se os municípios de Araguanã e Tocantinopolis com, respectivamente, 750 e 426 pescadores filiados. As colônias de pescadores estão vinculadas à Federação Tocantinense dos Pescadores – FETOPESCA, cuja sede fica na capital, Palmas (Tabela 3). Não foi possível obter o total de pescadores envolvidos com a atividade pesqueira no estado. Considerando que a pesca não é a principal atividade econômica da maioria dos municípios pesquisados, é de se entender que a infra-estrutura de apoio à pesca ainda seja bastante precária. No entanto, observou-se que, em praticamente todos os portos, há trapiche, barracão para apoio aos pescadores e ainda são encontradas salgadeiras nos municípios de Santa Fé, Araguacema, Araguanã, Araguatins, Pau D’ arco, Couto Magalhães, Palmeiras do Tocantins, Xambioá, Caseara, São Sebastião e Araguaina (Porto Garimpinho). Em nenhum município identificou-se a presença de empresa de pesca nem tampouco de locais próprios para construção e manutenção das embarcações. (Tabela 4) Apenas nos municípios de Pau D’arco, Esperantina e Couto Magalhães, a pesca se constituí na principal atividade econômica, nos demais se destaca a pecuária que, sem dúvida, é o alicerce da economia tocantinense. O pescado desembarcado no estado é comercializado na forma de eviscerado, enquanto que o camarão, inteiro. Apenas no município de São Sebastião do Tocantins é encontrado salão de beneficiamento (Tabela 5). Com relação à infra-estrutura de estocagem da produção esta também ainda é bastante precária. Não existem no estado câmaras de resfriamento, nem de congelamento. A produção é sempre estocada e conservada em freezeres ou em caixas de isopor, utilizando gelo em barra, produzido em pequenas fábricas de reduzida capacidade de produção e de estocagem. (Tabelas 6 e 7). Verifica-se que nos municípios de Filadélfia, Babaçulandia e Araguaina (Porto de Garimpinho), a quase totalidade do pescado desembarcado é consumido na própria comunidade. Já nos municípios de Santa Fé, Araguanã, Pau D”arco e Caseara praticamente toda a produção é comercializada para outros municípios, nesses casos se observa a presença do intermediário, que compra o produto no local de desembarque e o transporta e comercializa em outros municípios (Tabela 8). Caracterização das Embarcações A frota cadastrada no estado do Tocantins é constituída de 561 embarcações, sendo 13 barcos a motor, 59 canoas motorizadas, 109 canoas, 18 montarias e 362 rabetas (Tabela 9 e Figura 4). A maioria é de pequeno porte, com comprimento entre 6 e 8 metros, propulsionadas a motor (73,8%) e construídas de madeira (100%) (Tabela 10). Cerca de 74,9% das embarcações têm menos de 5 anos de construída, podendo ser considerada, portanto, uma frota nova, uma vez que apenas 9% apresentam idade superior a 10 anos (Tabela 10). Dada a característica artesanal das pescarias, é expressivo o número de embarcações que opera com dois pescadores (97,9%) e que utiliza gelo na conservação do pescado a bordo. (Tabela 10). (a) (b) (c) Figura 4 – Embarcações pesqueiras do estado do Tocantins: (a) rabeta, (b) canoa, (c) barco a motor. Vale ressaltar que todas as embarcações cadastradas no estado não possuem registro na Capitania dos Portos, nem estão licenciadas na SEAP/PR para o exercício da pesca. Muito embora a maioria das embarcações do Tocantins seja motorizada, nenhuma delas recebe o subsídio do óleo diesel (Tabela 11). Caracterização das Pescarias As embarcações pesqueiras utilizam em suas pescarias linhas, espinhéis, redes de espera e tarrafas (Tabela 12). As linhas são de nylon fixado em varas ou não. Os anzóis normalmente utilizados são os de numero 6 a 10, sendo este petrecho mais utilizado na captura do tucunaré e da pescada branca. Os espinhéis são constituídos de uma linha grossa de nylon onde são fixados os anzóis, normalmente com um espaçamento de 1 metro entre eles, usados, principalmente, nas pescarias de bagres. As redes de pesca utilizadas no estado do Tocantins são predominantemente de espera, com uma das extremidades ou as duas fixadas à embarcação, a qual desce o rio levada pela correnteza. A extremidade que por ventura não esteja fixa, é identificada por uma bóia. Este é o principal petrecho utilizado no estado e captura diversas espécies que vivem em meia-água. Em todos os municípios pesquisados foi constatado a utilização deste petrecho, cujo comprimento varia de 30 metros, em Babaçulandia, a 350 metros, em Santa Fé sendo que na grande maioria dos municípios o tamanho varia entre 100 a 200 metros (Tabela 12) A tarrafa é o petrecho de menor utilização nos rios do estado, mas geralmente tem entre 3 a 6 metros de diâmetro aberto e é mais utilizada para a captura de espécies que habitam o fundo dos rios, como o curimatã. Em todos os municípios em que se verificou a utilização de tarrafas, o tamanho das mesmas é praticamente o mesmo. Já com relação à rede de espera e ao espinhel, o tamanho é muito variado, porém independe do tipo de embarcação em que são utilizados (Tabela 12). Caracterização das Espécies Foi registrado um total de 29 espécies presentes nas pescarias realizadas nos rios Tocantins/Araguaia, sendo que a maioria é capturada em meia-água com a utilização do rede de espera (Tabela 13) Talvez em decorrência de todos os municípios se situarem na mesma Bacia Hidrográfica, as espécies capturadas são praticamente as mesmas em todos eles. (Tabela 13) A rede de espera se constituiu no petrecho com o maior número de espécies capturadas, seguida do espinhel, da tarrafa e da linha de mão, respectivamente. No entanto verifica-se que algumas espécies são capturadas com mais de um aparelho de pesca. Quando o aparelho é a linha de mão e o espinhel, a isca predominante é peixe pequeno, registrando-se também o uso de frutas. (Tabela 13). No que diz respeito ao período da safra dessas espécies, este ocorre, principalmente, entre os meses de março a outubro, período que coincide com o disposto na Instrução Normativa N° 49/05 que estabelece como período de defeso para a principal Bacia hidrográfica do estado. Caracterização dos Pescadores Por ocasião do censo, foram cadastrados 2.309 pescadores, junto às colônias de pescadores existentes nos diversos municípios do estado. Com uma idade média de 49 anos, nos municípios de Araguaina e Xambioá foram encontrados os pescadores com menor e maior média de idade, respectivamente com 47 e 52 anos, podendo-se deduzir que os pescadores do estado do Tocantins são relativamente novos.(Tabela 14). Esses pescadores estão na atividade pesqueira, em média, há 8 anos, porém nos municípios de Araguanã e Couto Magalhães essa média é 6 anos de pescarias, enquanto que em Araguaína e Xambioiá os pescadores estão envolvidos com a pesca há cerca de 10 anos (Tabela 14). TABELAS TOCANTINS Tabela 1 - Informações gerais sobre as localidades pesqueiras do estado do Tocantins. Coleção d`água Município Rio Tocantins Filadelfia Rio Araguaia Santa Fé do Araguai Rio Araguaia Araguacema Rio Araguaia Araguanã Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Araguatins Pau D'arco Babaçulândia Esperantina Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Couto Magalhães Palmeiras Xambioá Caseara São Sebastião Araguaina Tocantinópolis Localidade Filadelfia Porto da Balsa Pontão-Porto Lemos Porto da Balsa Porto das Mulheres Porto do Avião Porto do Cais Porto dos Padres Porto Jatobá Porto da Balsa Porto da Colônia Porto do Cais Porto da Colônia Porto da Rampa Porto da Tobasa Tocantinópolis Porto do Matadouro Porto do João Pinto Porto do Pedral Porto do Seu Eloi Porto do seu Juca Porto dos Homens Porto Garimpinho População * Tipo de Acesso Distância da Capital 8.541 Sem Pavimentação 498 6.387 Asfalto 455 5.830 Asfalto 295 5.095 Asfalto 475 28.373 Asfalto 760 4.600 10.888 8.800 Asfalto Asfalto Asfalto 423 445 760 25.316 Asfalto 530 4.068 5.409 12.345 4.054 4.190 127.521 Asfalto Asfalto Asfalto Asfalto Asfalto Asfalto 205 493 502 260 720 350 Tabela 2 - Serviços disponíveis nas localidades pesqueiras do estado do Tocantins. Coleção d`água Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Município Localidade Filadelfia Porto da Balsa Santa Fé Pontão-Porto Lemos Porto da Balsa Porto das Mulheres Porto do Avião Araguacema Porto do Cais Porto dos Padres Porto Jatobá Araguanã Porto da Balsa Porto da Colônia Araguatins Porto do Cais Pau D'arco Porto da Colônia Babaçulândia Porto da Rampa Esperantina Porto da Tobasa Tocantinópolis Tocantinópolis Porto do Matadouro Couto Magalhães Porto do João Pinto Palmeiras Porto do Pedral Xambioá Porto do Seu Eloi Caseara Porto do seu Juca São Sebastião Porto dos Homens Araguaina Porto Garimpinho Filadelfia Energia Elétrica Eólica x Serviços de Saude Posto x Hospit. Matern. x Escolas Outras Facilidades Alfab. x EEF x EEM x P.Telf. x Banco x Correi. x C.Com. x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Clube x x x Tabela 3 - Associativismo nas localidades pesqueiras do estado do Tocantins. Coleção d`água Município Localidade Associações Pesca. Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Filadelfia Filadelfia Porto da Balsa Santa Fé Pontão-Porto Lemos Porto da Balsa Porto das Mulheres Porto do Avião Araguacema Porto do Cais Porto dos Padres Porto Jatobá Araguanã Porto da Balsa Porto da Colônia Araguatins Porto do Cais Pau D'arco Porto da Colônia Babaçulandia Porto da Rampa Esperantina Porto da Tobasa Tocantinópolis Tocantinópolis Porto do Matadouro Couto Magalhães Porto do João Pinto Palmeiras Porto do Pedral Xambioá Porto do Seu Eloi Caseara Porto do seu Juca São Sebastião Porto dos Homens Araguaina Porto Garimpnho Arma. Morad. Pesca. x Sindicatos Arma. Outras Entidades Trab. Colon. Capat. Coop. x Pescadores Não Colonizados Colonizados 48 * Total 48 x x x x 76 154 76 154 x x x x x x 750 180 750 180 x x x x x x 207 38 79 426 207 38 79 426 x x x x x x x x x 32 28 200 100 115 55 32 28 200 100 115 55 x x x x x x x x Tabela 4 - Infra-estrutura de apoio à produção nas localidades pesqueiras do estado do Tocantins. Coleção d`água Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Município Filadelfia Porto da Balsa Santa Fé Pontão-Porto Lemos Porto da Balsa Porto das Mulheres Porto do Avião Araguacema Porto do Cais Porto dos Padres Porto Jatobá Araguanã Porto da Balsa Porto da Colônia Araguatins Porto do Cais Pau D'arco Porto da Colônia Babaçulandia Porto da Rampa Esperantina Porto da Tobasa Tocantinópolis Tocantinópolis Porto do Matadouro Couto Magalhães Porto do João Pinto Palmeiras Porto do Pedral Xambioá Porto do Seu Eloi Caseara Porto do seu Juca São Sebastião Porto dos Homens Araguaina Porto Garimpinho Filadelfia Apoio à Produção Localidade Trapiche Barracao Salgadeira x Secadeira Empresas de Pesca Defumador Matriz Filial Manutenção Embarcac. Estal. Carp. Outro x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Tabela 5 - Atividades desenvolvidas e produtos comercializados nas localidades pesqueiras do estado do Tocantins. Coleção d`água Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Município Localidade Filadelfia Porto da Balsa Santa Fé Pontão-Porto Lemos Porto da Balsa Porto das Mulheres Porto do Avião Araguacema Porto do Cais Porto dos Padres Porto Jatobá Araguanã Porto da Balsa Porto da Colônia Araguatins Porto do Cais Pau D'arco Porto da Colônia Babaçulandia Porto da Rampa Esperantina Porto da Tobasa Tocantinópolis Tocantinópolis Porto do Matadouro Couto Magalhães Porto do João Pinto Palmeiras Porto do Pedral Xambioá Porto do Seu Eloi Caseara Porto do seu Juca São Sebastião Porto dos Homens Araguaina Porto Garimpinho Filadelfia Atividade Principal Salão de Beneficiamento No. Capac. (t) Pecuária Pecuária Inteiro Produtos Comercializados Peixe Camarão Eviscer. Filet Inteiro S/Cabeça x x x x x x x Pecuária Agricultura Comercio Pesca Pecuária Pesca x x x x x x x x x x x x x x x x x x Pecuária Pesca Pecuária Pecuária Pecuária Pecuária Pecuária 1 100 x x x x x x Filet Tabela 6 - Infra-estrutura de estocagem do pescado, nas localidades pesqueiras do estado do Tocantins. Coleção d`água Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Município Localidade Filadelfia Porto da Balsa Santa Fé Pontão-Porto Lemos Porto da Balsa Porto das Mulheres Porto do Avião Araguacema Porto do Cais Porto dos Padres Porto Jatobá Araguanã Porto da Balsa Porto da Colônia Araguatins Porto do Cais Pau D'arco Porto da Colônia Babaçulandia Porto da Rampa Esperantina Porto da Tobasa Tocantinópolis Tocantinópolis Porto do Matadouro Couto Magalhães Porto do João Pinto Palmeiras Porto do Pedral Xambioá Porto do Seu Eloi Caseara Porto do seu Juca São Sebastião Porto dos Homens Araguaina Porto Garimpinho Filadelfia Infra-estrutura de Estocagem Câmara Resfriado Câmara Congelado Frezeer Outras Formas de Estocagem No. Capac.(t) No. Capac.(t) Tipo No. Capac.(t) Tipo Número Capac.(t) Frezeer 2 0,1 Caixa de Isopor Variada Frezeer Frezeer 2 0,6 Caixa de Isopor Caixa de Isopor Frezeer Frezeer 1 1 0,3 0,04 Caixa de Isopor Caixa Isopor Frezeer Frezeer Frezeer Frezeer 3 5 0,6 0,25 Caixa Isopor Caixa Isopor Caixa Isopor Caixa Isopor Frezeer Frezeer Frezeer Frezeer Frezeer Frezeer 6 0,6 2 0,6 3 0,6 Caixa Isopor Caixa Isopor Caixa Isopor Caixa Isopor Caixa Isopor Caixa Isopor Tabela 7 - Infra-estrutura de frio existente nas localidades pesqueiras do estado do Tocantins. Coleção d`água Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Rio Araguaia Rio Tocantins Rio Araguaia Município Localidade Filadelfia Porto da Balsa Santa Fé Pontão-Porto Lemos Porto da Balsa Porto das Mulheres Porto do Avião Araguacema Porto do Cais Porto dos Padres Porto Jatobá Araguanã Porto da Balsa Porto da Colônia Araguatins Porto do Cais Pau D'arco Porto da Colônia Babaçulandia Porto da Rampa Esperantina Porto da Tobasa Tocantinópolis Tocantinópolis Porto do Matadouro Couto Magalhães Porto do João Pinto Palmeiras Porto do Pedral Xambioá Porto do Seu Eloi Caseara Porto do seu Juca São Sebastião Porto dos Homens Araguaina Porto Garimpinho Congelamento Ar Forçado Armário de Placa No. Capac.(t/dia) No. Capac.(t/dia) Fábrica Gelo Escama No. Capac.(t/dia) Gelo Fábrica Gelo Barra Câmara Estocagem No. Capac.(t/dia) No. Capac.(t) Filadelfia 1 3 1,5 1,5 1 1 3 0,56 2 1 1 0,5 1 0,5 Silo de Estocagem No. Capac.(t) Tabela 8 - Informações sobre comercialização do pescado desembarcado nas localidades pesqueiras do estado do Tocantins. Coleção d`água Município Localidade Filadelfia Porto da Balsa Pontão-Porto Rio Araguaia Santa Fé Porto da Balsa Porto da Porto das Porto do Avião Rio Araguaia Araguacema Porto do Cais Porto dos Padres Porto Jatobá Porto da Balsa Rio Araguaia Araguanã Porto da Colônia Araguatins Porto do Cais Rio Araguaia Porto da Colônia Rio Araguaia Pau D'arco Rio Araguaia Babaçulandia Porto da Rampa Porto da Tobasa Rio Araguaia Esperantina Tocantinópolis Rio Tocantins Tocantinópolis Porto do Matadouro Couto Porto do João Pinto Rio Araguaia Magalhães Porto do Pedral Rio Tocantins Palmeiras Porto do Seu Eloi Rio Araguaia Xambioá Porto do seu Rio Araguaia Caseara Rio Tocantins São Sebastião Porto dos Porto Garimpinho Rio Araguaia Araguaina Rio Tocantins Filadelfia Destino da Produção (%) Compradores (%) Peixe Camarão Peixe Camarão Comun. Munic. Outros Comun. Munic. Outros Cons. Interm. Empr. Cons. Interm. Empr. 90 0 10 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 96,25 0 0 95 3,75 0 0 0 0 0 0 0 0 95 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 60 0 0 95 40 0 0 0 0 0 0 0 60 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 10 100 80 80 0 0 0 0 90 0 20 20 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 10 0 0 0 90 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30 50 50 3,75 35 100 0 0 0 0 0 0 70 50 50 96,25 65 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 96,25 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Tabela 9 - Frota pesqueira cadastrada no estado do Tocantins, por município e tipo de embarcação. Município Araguacema Araguaina Araguanã Araguatins Babaçulândia Caseara Couto Magalhães Filadelfia Pau D'arco Santa Fé São Sebastião Tocantinópolis Xambioá TOTAL % Barco a motor 2 7 1 2 1 13 2,3 Tipo de embarcação Canoa Canoa Montaria motorizada 14 4 2 1 2 4 2 13 1 31 34 10 1 13 4 9 1 3 1 15 1 20 59 109 18 10,5 19,4 3,2 Rabeta 8 11 24 102 6 1 2 6 61 18 23 47 53 362 64,5 TOTAL 26 14 32 124 8 68 12 20 75 22 24 62 74 561 100,0 % 4,6 2,5 5,7 22,1 1,4 12,1 2,1 3,6 13,4 3,9 4,3 11,1 13,2 100,0 Tabela 10 - Principais características das embarcações pesqueiras do estado do Tocantins. Características das Embarcações < 4m 4-6m Remo Motor Vela Não informou TOTAL 22 44 71 48 1 67 3 122 Madeira Madeira rev. c/ Fibra Aço Aluminio Fibra Outros TOTAL < 1 Ano 2-5 Anos 5-10 Anos > 10 Anos TOTAL 10 47 3 7 67 < 2 Tripulantes 3-6 Tripulantes 7- 10 Tripulantes > 10 Tripulantes TOTAL 63 4 In natura Gelo Frigorifico Salga Nenhum TOTAL Nenhum Cais Próprio Cais de Terceiro Cais Público Na Praia TOTAL Comprimento 6-8m 8-12m Propulsão 46 287 29 12-18m TOTAL > 18m 1 6 6 1 66 3 336 29 Material do casco 122 336 29 6 1 66 122 6 1 4 1 2 6 1 67 66 1 67 336 29 Idade da frota 17 40 7 80 202 13 18 63 5 7 31 4 122 336 29 Total de tripulantes 120 331 29 1 4 1 1 122 336 29 Sistema de Conservação a Bordo 1 1 121 335 27 1 122 5 1 1 6 1 6 1 6 1 67 1 336 29 Local de atracação 122 336 29 6 1 67 122 6 1 336 29 % 140 414 0 7 561 25,0 73,8 0,0 1,2 100,0 560 0 0 0 0 0 560 100,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 74 347 89 51 561 13,19 61,85 15,86 9,09 100,00 549 10 0 2 561 97,9 1,8 0,0 0,4 100,0 2 556 0 0 3 561 0,4 99,1 0,0 0,0 0,5 100,0 561 0 0 0 0 561 100,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 Tabela 11 - Situação de registro das embarcações pesqueiras do estado do Tocantins e número beneficiado pelo subsídio do óleo diesel Situação das Embarcações Não Sim TOTAL SUDEPE IBAMA MAPA SEAP Não Informado TOTAL Não Sim TOTAL < 4m 67 Comprimento 4-6m 6-8m 8-12m 12-18m Inscrição na Capitania dos Portos 122 336 29 6 TOTAL > 18m % 1 561 100,0 67 122 336 29 Registro Geral da Pesca 6 1 561 100,0 67 67 6 6 1 1 561 561 100,0 100,0 67 122 336 29 122 336 29 Subsídio do Óleo Diesel 122 336 29 6 1 67 122 6 1 561 0 561 100,0 0,0 100,0 336 29 Tabela 12 - Principais características das pescarias realizadas no estado do Tocantins, por bacia hidrográfica, tipo de barco e aparelho de pesca. Bacia hidrográfica Município Araguacema Araguanã Araguaia/Tocantins Babaçulândia Caseara Espécie Petrecho Barbado Cachorro Cará Corvina Curimatã Jaraqui Mapará Pacu Piau Pirosca Surubim Tubarana Tucunaré Barbado Cará Curimatã Fidalgo Jaraqui Jaú Pacu Pescada branca Piau Pirosca Surubim Tubarana Tucunaré Barbado Cachorro Cará Corvina Curimatã Jaraqui Mapará Pacu Piau Surubim Tubarana Tucunaré Barbado Cará Curimatã Fidalgo Jaraqui Outros Pacu Pescada branca Piau Pirarara Pirosca Surubim Tubarana Tucunaré Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede e linha Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera 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Outubro Outubro Tabela 12 – Continuação Couto Magalhães Filadelfia Araguaia/Tocantins Palmeiras Pau D'arco Bagre Barbado Cachorro Cará Dourada Jaraqui Mapará Pacu Pescada branca Piau Pirarara Pirosca Surubim Tubarana Tucunaré Uritinga Barbado Cachorro Cará Curimatã Jaraqui Mapará Pacu Pescada branca Piau Pirarara Surubim Tubarana Tucunaré Avoador Barbado Branquinha Cará Curimatã Jaraqui Jaú Mandi moela Mapará Pacu Pacú Pescada branca Piau Pirarara Pirosca Surubim Tubarana Tucunaré Barbado Cará Curimatã Jaraqui Mapará Pacu Pescada branca Piau Pirarara Pirosca Surubim Tubarana Tucunaré Espinhel Peixe pequeno Rede de espera Rede de espera Rede de espera Espinhel Peixe pequeno Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Espinhel Peixe pequeno Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede e linha Fruta Rede 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Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Setembro Outubro Outubro Outubro Tabela 12 – Continuação Santa Fé São Sebastião Araguaia/Tocantins Tocantinópolis Xambioá Barbado Cachorro Cará Curimatã Fidalgo Jaraqui Pacu Pescada branca Piau Pirosca Surubim Tubarana Tucunaré Acari Avoador Barbado Branquinha Corvina Jaraqui Jaú Mandii Mapará Pacú Pescada branca Piabinha Piau Piranha Pirarara Sardinha Surubim Avoador Barbado Branquinha Caranha Cari Curimatã Jaraqui Jaú Mandii Mapará Pacu Pescada branca Piau Piranha Tucunaré Barbado Caranha Cari Filhote Jaraqui Jaú Mapará Pacú Piau Pirosca Surubim Tambaqui Tucunaré Linha Piaba Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede de espera Rede 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Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Março Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Outubro Tabela 13 - Principais características das espécies de peixe capturadas no estado do Tocantins, por bacia hidrográfica Bacia hidrográfica Município Tipo de Barco Araguacema Canoa Araguaina Rabeta Araguanã Rabeta Araguatins Rabeta Babaçulândia Rabeta Caseara Rabeta Couto Magalhães Canoa Filadelfia Rabeta Palmeiras Rabeta Pau D'arco Rabeta Santa Fé Rabeta São Sebastião Rabeta Tocantinópolis Rabeta Xambioá Rabeta Araguaia/Tocantins Características das Pescarias Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Qtde. por Viagem Comprimento Médio (m) Tempo de Operação (h) Aparelho de Pesca Rede de espera Tarrafa 3 1 100 3 Espinhel Linha 3 15 Não Informou 3,7 0,3 2 20 2 10 2 100 2 3 50 15 2 20 6 300 2 4 100 12 3 18 1 70 51 25 2 20 2,5 30,3 2 4,0 10 41,5 20 2 10 3 150 2 3 2 18 4 20 3 20 18 1 25 4 0,3 3 5 2 15 1 50 0 4 200 100 20 3 18 5 300 1 4 50,5 25 3 20 7 350 1 4,25 5 3 20 4 20 3 3,5 7 100 50 15 5 20 3 100 4 4 2 20 1 12 6 200 1 4 2 6 Tabela 14 - Informações sobre os produtores do estado do Tocantins. Município Araguacema Araguaina Araguanã Araguatins Babaçulândia Caseara Couto Magalhães Filadelfia Palmeiras Pau D'arco Santa Fé São Sebastião Tocantinópolis Xambioá TOTAL Nº de Produtores 154 14 180 750 38 100 32 48 28 207 15 115 428 200 2309 Idade Média 49 47 49 50 48 49 50 51 49 48 50 51 50 52 49 Tempo de Pesca 8 10 6 8 7 6 7 9 8 8 7 8 9 10 8 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARAGÃO, J. A. N. Análise da Consistência Estatística do Programa de Coleta de Dados de Desembarque de Pescado, executado pelo IBAMA, no Nordeste do Brasil. 1997. 193f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Pesca) Departamento de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Ceara, Fortaleza. ARAGÃO, J. A. N.; CASTRO E SILVA, S. M. M. Censo Estrutural da Pesca: Coleta de Dados e Estimação de Desembarques de Pescado. Brasília: IBAMA, 2006. 180p. AYRES, J. M. As matas de várzea do Mamirauá. Brasília: CNPq/SCM, 1995. 123 p. BARTHEM, R. B.; FABRÉ, N. N. Biologia e diversidade dos recursos pesqueiros da Amazônia. 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Glossário de Embarcações TIPO DENOMINAÇÃO BAF Barco de ferro BAJ Bajara BAL Barco de linha BAM Barco a motor BIN Barco Industrial BMP Barco de Médio Porte BPP Barco de Pequeno Porte CAM Canoa a motor CAN Canoa a remo ou vela GEL Geleira DESCRIÇÃO Barco de ferro podendo atuar na pesca ou no transporte de pescado. Canoa de madeira de pequeno porte movida a motor de centro com ou sem tolda. Barco de madeira utilizado para transporte de passageiros e cargas que rotineiramente conduzem o pescado (barco de frete, barco de transporte, barco de passageiros) Barco de madeira, de pequeno, médio ou grande porte, com motor de centro (barco a motor, barco de pesca...) Embarcação motorizada com casco de aço, dotada de equipamentos de apoio a navegação, captura e conservação de pescado, comprimento igual ou maior que 15 metros, com casaria, convés fechado e com maior autonomia, conhecida vulgarmente como barco industrial ou barco de ferro; Embarcação movida a motor ou motor e vela, com caso de madeira ou ferro, com casaria, convés fechado, com comprimento igual ou maior que 12 metros, conhecida vulgarmente como barco de médio porte; Embarcação movida a motor ou motor e vela, com casco de madeira, convés fechado ou semi-fechado, com ou sem casaria, comprimento entre 8 e 11,99 metros, conhecida vulgarmente como barco motorizado de pequeno porte; Canoa de madeira movida a motor de centro, com ou sem tolda. Canoa de madeira movida a remo ou vela (canoa, montaria, casco, faia...) Barco de madeira movido a motor, utilizado para compra de peixe sem efetuar atividade de pesca. TIPO DENOMINAÇÃO MON Montaria RAB Rabeta DESCRIÇÃO Embarcação movida a remo, casco de pequeno porte, conhecida vulgarmente como bote a remo, casquinho ou montaria Canoa de madeira movida a motor tipo rabeta podendo ou não possuir tolda. 7.2. Glossário de Espécies NOME VULGAR Acará Acará-açu Acaratinga Acarí-bodó Apaiari Apapá Aracu Arraia Aruanã Avoador Bacu Bagre Bagre-mandi Barbado, Barba-chata Branquinha Cação Cachorra Cambeua Camorim Cangatá Caranha Charuto Corvina Cubiu Cuiú-cuiú Curimatã Curimatã-pacu Dourada Dourado Enchova Espada Fidalgo Filhote Gurijuba Ituí Jacundá Jaraqui Jatuarana Jaú Jeju Jundiá Jurupiranga Lambari Mandubé Mapará Matrinxã Pacamon Pacu Pescada Pescada-amarela Pescada-branca Pescadinha Piau Piramutaba Piranha Pirapitinga Pirarara Pirarucu Sarda Sardinha Surubim Tainha Tambaqui Tamoatá Traíra Tucunaré Uritinga NOME CIETÍFICO Geophagus spp.; Cichlasoma Astronotus ocellatus Geophagus proximus Pterygoplichthys spp. Astronotus ocellatus Pellona spp. Schizodon spp. Várias espécies Osteoglossum bicirrhosum, Hemiodus spp. Platydoras costatus Várias espécies Pimelodus spp. Pinirampus pirinampu Anodus spp. Várias espécies Hydrolycus scomberoides Arius grandicassis Centropomus spp. Arius quadriscutis Piaractus mesopotamicus Leporellus spp. Plagioscion squamosissimus, Micropogonias furnieri Anodus spp. Oxydoras niger Prochilodus spp. Prochilodus spp. Brachyplatystoma rousseauxii Salminus brasiliensis Pomatomus saltatrix Trichiurus lepturus Ageneiosus spp. Brachyplaty stoma filamentosum Hexanematichthys parkeri Sternopygus macrurus Crenicichla spp. Semaprochilodus spp. Argonectes spp., Hemiodus spp. Zungaro zungaro Hoplerythrinus unitaeniatus Rhamdia spp. Arius rugispinis Astyanax spp. Ageneiosus spp. Hypophthalmus spp. Brycon spp. Zungaro zungaro Várias espécies Plagioscion spp. Cynoscion acoupa Plagioscion spp. Macrodon ancylodon Leporinus spp. Brachyplaty stoma vaillanti Pygocentrus spp. Piaractus brachypomus Phractocephalus hemiliopterus Arapaima gigas Pellona spp. Triportheus spp. Pseudoplatystoma fasciatum Mugil spp. Colossoma macropomum Hoplosternum spp. Hoplias malabaricus Cichla spp. Arius proops FAMÍLIA Cichlidae Cichlidae Cichlidae Loricariidae Cichlidae Pristigasteridae Anostomidae Osteoglossidae Hemiodontidae Doradidae Ariidae Pimelodidae Pimelodidae Curimatidae Cynodontidae Ariidae Centropomidae Ariidae Characidae Anostomidae Sciaenidae Characidae Doradidae Prochilodontidae Prochilodontidae Pimelodidae Characidae Pomatomidae Xiphiidae Auchenipteridae Pimelodidae Ariidae Sternopygidae Cichlidae Prochilodontidae Hemiodontidae Pimelodidae Erythrinidae Heptapteridae Ariidae Characidae Auchenipteridae Pimelodidae Characidae Pimelodidae Characidae Sciaenidae Sciaenidae Sciaenidae Sciaenidae Anostomidae Pimelodidae Characidae Characidae Pimelodidae Arapaimidae Pristigasteridae Characidae Pimelodidae Mugilidae Characidae Callichthyidae Erythrinidae Cichlidae Ariidae