INSTRUÇÕES DE INSTALAÇÃO, FUNCIONAMENTO
E MANUTENÇÃO PARA BOMBA KIRLOSKAR
TIPO "SCT"
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GARANTIA
Garantimos que a bomba que fornecemos não apresenta defeitos de
material e mão-de-obra. Esta garantia é válida por um período de 12 meses
a partir da data de colocação em funcionamento do equipamento ou 18
meses a partir da data de expedição da nossa fábrica, consoante o que
ocorrer primeiro. As nossas obrigações no âmbito de qualquer reclamação
limitam-se à substituição gratuita de peça(s), sem responsabilidade pelo
seu transporte, ou a reparação de peça(s) com defeito, e apenas se essa
substituição ou reparação for imputável unicamente a defeitos de material
ou mão-de-obra.
A garantia é válida apenas para os produtos fabricados por nós.
KIRLOSKAR BROTHERS LIMITED
KIRLOSKAR BROTHERS LIMITED
Udyog Bhavan, Tilak Road, Pune 411 002 (India)
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ÍNDICE:
1.
INDICAÇÕES GERAIS
2.
INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA
3.
INSTALAÇÃO
4.
FUNCIONAMENTO
5.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
6.
MANUTENÇÃO
7.
REVISÃO
8.
DIMENSÕES GERAIS EXTERNAS
9.
TABELA DE DIAGNÓSTICO DE ANOMALIAS
10. LISTA DE PEÇAS DE RESERVA E DESENHOS EM CORTE
11. ELIMINAÇÃO
Deve ler todas estas instruções antes de instalar a bomba e colocá-la em funcionamento. Quando
encomendar peças de reserva, indique todos os dados da chapa de características, bem como a descrição,
o número de referência, o material e a quantidade das peças.
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1.
INDICAÇÕES GERAIS
1.1
O manual apresenta instruções relativas aos tipos de bombas SCT abaixo especificados.
INTRODUÇÃO
As bombas SCT são organizadas em grupos de peças, conhecidos por módulos, cujos números, que
podem ser identificados na tabela abaixo apresentada, servirão de base às próximas secções.
TIPO DE BOMBA
65/24
80/24
100/24
125/24
150/24
125/29
80/30
100/30
125/30
80/38
50/38
150/30
200/30
250/24
250/30
100/38
125/38
150/38
200/38
250/38
150/48
200/48
250/40
1.2
N.º DO
MÓDULO
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
3
Este documento refere-se a bombas de corpo bipartido de montagem horizontal com bocais de
aspiração e descarga e os pés de suporte totalmente fundidos na metade inferior do corpo. Esta
construção permite remover a unidade rotativa para inspeção e reparações retirando apenas a metade
superior do corpo e as tampas dos rolamentos sem perturbar o alinhamento, a ligação da tubagem ou
a unidade de acionamento.
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1.3
As bombas, mediante uma instalação correta e uma utilização e manutenção cuidadosas, devem
funcionar de modo satisfatório durante longos períodos.
1.4
Depois de receber a bomba, deve inspecioná-la e colocá-la num local seco antes de a utilizar. O
acoplamento deve ser rodado periodicamente (uma vez por mês) para evitar a corrosão localizada
das superfícies de apoio.
1.5
Normalmente, todas as bombas SCT acima referidas têm construções semelhantes, apresentando
apenas pequenas diferenças em algumas peças.
1.6
Identificação da bomba: Todas as bombas são identificadas através do número de série, número de
modelo, tamanho e tipo de equipamento. Estes dados constam de uma chapa de características
fixada na bomba.
2.
INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA
2.1
Informações gerais
Antes de efetuar qualquer operação descrita nestas instruções, deve ler e compreender plenamente as
instruções de saúde e segurança relativas ao local da instalação. Deve também ler e compreender
plenamente as instruções deste manual.
Sempre que o equipamento for operado, mantido ou utilizado, devem ser cumpridos os
procedimentos descritos no Dossiê de Saúde e Segurança (DSS) e quaisquer procedimentos
descritos nestas instruções. A bomba fornecida pela Kirloskar Brothers Limited (KBL) foi
concebida tendo em mente a segurança; nas situações em que não é possível evitar alguns perigos,
os riscos são minimizados através da utilização de proteções e outros elementos funcionais. Alguns
perigos são inevitáveis e, por esse motivo, as instruções a seguir apresentadas TÊM DE SER
CUMPRIDAS para garantir um funcionamento seguro. Estas instruções não podem abranger todas
as circunstâncias. O utilizador do equipamento é responsável por manter sempre práticas de trabalho
seguras.
2.1.1 Os produtos KBL são concebidos para serem instalados em áreas específicas, que devem
permanecer limpas e sem obstruções passíveis de limitar um acesso seguro aos controlos e aos
pontos de acesso para manutenção.
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2.1.2
É colocada em cada unidade uma chapa de características que não pode ser removida. A perda
desta chapa pode impossibilitar a identificação do equipamento. Este facto pode, por sua vez,
afetar a segurança e dificultar a obtenção de peças de reserva. Se perder ou danificar
inadvertidamente a chapa, contacte de imediato a KBL.
2.1.2
O acesso ao equipamento deve ser limitado ao pessoal responsável pela instalação, funcionamento
e manutenção, que tem de possuir qualificações e formação adequadas e dispor das ferramentas
necessárias para o cumprimento das suas funções.
2.1.3
A KBL insiste vivamente em que todo o pessoal responsável pela instalação, funcionamento e
manutenção do equipamento leia as instruções do manual antes de efetuar qualquer trabalho.
2.1.4
Devem ser usados protetores auditivos nos locais onde o nível de ruído do equipamento exceda os
níveis seguros definidos a nível local. Devem ser usados óculos de segurança ou viseiras de
proteção nos trabalhos com sistemas pressurizados e substâncias perigosas. É necessário usar
outros equipamentos de proteção pessoal sempre que as regras locais o exijam.
2.2
NÃO use vestuário largo ou rasgado nem joalharia, pois estes objetos podem interferir com os
controlos ou ficar presos no equipamento.
2.3
A utilização do equipamento numa aplicação não indicada pelo fornecedor pode aumentar os
riscos resultantes de situações perigosas. Consulte a KBL antes de alterar a aplicação do
equipamento.
2.4
Se a instalação, o funcionamento e a manutenção do produto fornecido pela KBL não forem
adequados, podem ocorrer ferimentos ou mortes.
2.5
No manual, as instruções de segurança são assinaladas com símbolos de segurança.
Perigo
Este símbolo diz respeito a aspetos mecânicos gerais de segurança.
Perigo
Este símbolo diz respeito à segurança elétrica.
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2.6
Transporte, manuseamento e armazenamento
2.6.1
Transporte
As bombas, quando são expedidas, estão devidamente montadas. As bombas são protegidas contra
a corrosão e lubrificadas para serem transportadas nos percursos rodoviários, ferroviários e
marítimos normais.
2.6.2
Manuseamento
Perigo de esmagamento
Quando elevar a bomba ou o grupo de bombagem, utilize equipamento de elevação com uma carga
de segurança adequada ao peso especificado. Utilize estropos adequados para elevar qualquer
bomba que não tenha pontos de elevação.
Recomenda-se a utilização de empilhadoras adequadas e estropos para grua com quatro correntes,
mas pode também ser utilizado equipamento aprovado a nível local e de uma classe adequada. A
bomba deve ser suspensa como indica a imagem.
O grupo de bombagem tem de ser elevado a partir dos furos de elevação utilizando um
equipamento de elevação adequado e com quatro correntes.
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No
máximo 90 °
2.6.3
Armazenamento
2.6.3.1
Armazenamento temporário até seis semanas
Se a unidade de bombagem não for utilizada de imediato, deve ser cuidadosamente armazenada
em posição horizontal, num local abrigado e seco. É importante aplicar massa anticorrosiva
adicional a todas as peças não pintadas de aço carbono ou ferro fundido e removê-la apenas antes
da instalação final.
2.6.3.2
Armazenamento prolongado
Se não estiver prevista a instalação e o funcionamento da bomba pouco depois da sua entrega,
armazene-a num local limpo e seco com mudanças lentas e moderadas da temperatura ambiente.
Deve procurar proteger a bomba da humidade, do pó, da sujidade e de corpos estranhos.
Recomendam-se os seguintes procedimentos:
a)
Certifique-se de que os rolamentos são lubrificados com a massa recomendada para evitar a
entrada de humidade em redor do veio.
b)
Retire as juntas de vedação, as guarnições e os anéis espaçadores da caixa de empanque se a
bomba estiver equipada com estas peças. Se a bomba estiver equipada com um empanque
mecânico, desmonte-o e cubra-o com óleo leve.
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c)
Certifique-se de que a tubagem de aspiração e descarga da bomba e todas as outras aberturas estão
tapadas com cartão, madeira ou fita adesiva para evitar a entrada de objetos estranhos na bomba.
d)
Se pretender armazenar a bomba num local sem uma cobertura de proteção, é aconselhável tapar a
unidade com uma cobertura de lona ou outra cobertura adequada.
e)
O veio deve ser rodado manualmente de forma periódica para evitar a corrosão localizada das
superfícies de apoio provocada pela humidade.
Perigo de cortes
NÃO coloque os dedos, as mãos, etc., nas saídas da tubagem de aspiração ou descarga e NÃO
toque no impulsor porque este, ao rodar, pode provocar ferimentos graves. Para evitar a entrada de
quaisquer objetos, mantenha as coberturas de proteção ou as guarnições no seu lugar até ser
necessário retirá-las para efetuar a instalação. Se as guarnições ou as coberturas de aspiração e
descarga forem removidas para ser efetuada uma inspeção, volte a colocá-las no final da inspeção
para proteger a bomba e manter a segurança.
Encha a caixa de rolamentos com uma massa lubrificante recomendada para assegurar que o veio e
os rolamentos resistam à corrosão.
2.6.3.3
Armazenamento sem proteção ou em condições extremas
Nos casos de armazenamento sem proteção ou em condições atmosféricas ou ambientais
extremas, consulte a KBL para obter instruções especiais de armazenamento que lhe permitam
criar condições aceitáveis.
3.
INSTALAÇÃO
3.1
Receção da bomba
Após a receção da bomba, deve ser efetuada uma verificação visual para determinar se ocorreram
danos durante o transporte ou o manuseamento. Importa procurar sobretudo os seguintes
problemas:
a) Equipamento partido ou com fraturas, incluindo na base, no motor ou nos pés e nas flanges da
bomba.
b) Veio dobrado.
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c) Campânulas do motor partidas, olhais dobrados ou caixas do motor danificadas.
d) Peças em falta.
e) Rotação livre do veio da bomba.
Por vezes, as peças ou acessórios são empacotados individualmente ou fixados ao
equipamento. Se tiverem ocorrido danos ou perdas, notifique de imediato o representante da
KBL, o revendedor da KBL e a transportadora que entregou a bomba.
Ao descarregar unidades de bombagem, apoie uniformemente a respetiva base em quatro ou mais
pontos. NÃO ELEVE APENAS A UNIDADE DE ACIONAMENTO OU A BOMBA.
3.2
Preparação
Antes de instalar a bomba, limpe minuciosamente as flanges de aspiração e descarga. Remova o
revestimento protetor do veio da bomba. Se a bomba tiver estado armazenada e tiver sido
preparada para armazenamento da forma acima indicada, remova toda a massa lubrificante dos
rolamentos. Os rolamentos devem depois ser lavados com tetracloreto de carbono ou querosene e
novamente lubrificados.
3.3
Localização
A bomba deve ser instalada o mais perto possível da origem do líquido com a tubagem de
aspiração mais curta e mais direta possível. Deve igualmente ser instalada com acessibilidade
suficiente para os trabalhos de inspeção e manutenção. Deve proporcionar-se espaço e altura
suficientes para a utilização de uma ponte ou pórtico rolante suficientemente forte para elevar a
unidade. Certifique-se de que existe uma fonte de alimentação adequada e disponível para a
unidade de acionamento da bomba. Nas bombas acionadas por motor elétrico, as características
elétricas devem corresponder às indicadas na chapa de características do motor.
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3.4
Maciço
O maciço deve ser suficientemente forte para reduzir as vibrações e suficientemente rígido para
evitar qualquer torção ou desalinhamento. O betão do maciço deve ser depositado sem
interrupções até 20 a 40 mm da altura final. A superfície superior do maciço deve ser devidamente
sulcada e coberta com adesivo antes de o betão assentar. Desta forma, cria-se uma superfície
aderente para a argamassa. Os parafusos de ancoragem devem ser inseridos no betão como indica a
figura 1 (página 13). Deve proporcionar-se espaço suficiente para a argamassa, os calços, a flange
da base de assentamento inferior, as porcas e as anilhas. Deve deixar-se curar o betão do maciço
durante vários dias antes de colocar os calços e a argamassa na base de assentamento.
3.5
Colocação da base de assentamento
Utilize suportes e calços sob a base para aumentar o apoio aos parafusos de ancoragem,
nomeadamente na sua zona intermédia, posicionando assim a base 25 mm acima do maciço de
betão com pernos a atravessar os orifícios da base de assentamento. Adicionando ou removendo
calços sob a base, nivele o veio e as flanges da bomba. A base de assentamento não tem de ser
nivelada. Aperte as porcas dos parafusos de ancoragem à base de assentamento e verifique o
alinhamento dos veios da bomba e do motor ou dos cubos de acoplamento. Verifique se a tubagem
pode ser alinhada com as flanges da bomba sem provocar tensão na tubagem das flanges. Coloque
argamassa em toda a base de assentamento e deixe-a secar completamente antes de ligar a tubagem
à bomba (24 horas é um período suficiente nos procedimentos de gunitagem aprovados).
3.6
Procedimento de gunitagem
A argamassa compensa um maciço desnivelado, distribui o peso da unidade e evita deslocamentos.
Utilize uma argamassa anti-retração aprovada da forma abaixo descrita depois de colocar e nivelar
a unidade (ver figura 2, página 13).
a) Crie uma forma sólida em torno do maciço para conter a argamassa.
b) Molhe toda a parte de cima do maciço de betão e, em seguida, remova a água de superfície.
c) A base de assentamento deve ser completamente enchida com argamassa e o utilizador deve, se
necessário, criar orifícios de purga para remover o ar preso.
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d) Quando a argamassa estiver totalmente endurecida, verifique os parafusos de ancoragem e
aperte-os, se necessário.
e) Verifique o alinhamento depois de apertar os parafusos de ancoragem.
f) Aproximadamente 14 dias após a colocação da argamassa ou quando esta estiver totalmente
seca, aplique uma tinta de óleo nos bordos expostos da argamassa para evitar que o ar e a
humidade entrem em contacto com a argamassa.
3.7
Procedimento de alinhamento
A unidade de acionamento da bomba, caso exista, é corretamente alinhada sobre a base de
assentamento na fábrica. É possível que ocorra alguma deformação na base de assentamento
durante o transporte e, por esse motivo, é essencial verificar o alinhamento antes da gunitagem
final.
Um acoplamento flexível compensa apenas um pequeno nível de desalinhamento, pelo que
não deve ser utilizado para compensar um desalinhamento excessivo dos veios da bomba e da
unidade de acionamento. Um alinhamento impreciso resulta em vibração e em desgaste
excessivo dos rolamentos, da camisa do veio, do veio e dos anéis de desgaste.
O alinhamento do acoplamento também pode ser verificado com o indicador do comparador. O
alinhamento deve ser efetuado depois de a base de assentamento ter sido devidamente colocada e
de a argamassa ter secado totalmente de acordo com as instruções. O alinhamento final deve ser
efetuado apenas através da colocação de calços. O alinhamento deve ser realizado a temperaturas
de funcionamento. Após o alinhamento final, é necessário utilizar cavilhas para fixar os pés da
bomba e da unidade de acionamento à base de assentamento.
FATORES QUE PODEM PERTURBAR O ALINHAMENTO
O alinhamento da unidade deve ser periodicamente verificado. O facto de a unidade não estar
alinhada mesmo após uma instalação adequada pode dever-se aos seguintes motivos:
a) Colocação e secagem do maciço.
b) Deformações na tubagem que inclinam ou deslocam os equipamentos.
c) Desgaste dos rolamentos.
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Base de assentamento
Argamassa
Cunhas de
nivelamento
Maciço de betão
PARAFUSO DE
ANCORAGEM
Maciço
Encher base de
assentamento
com argamassa
Base de assentamento
FIGURA 1
Argamassa enformada
Argamassa
Forma
Calços
Permitir 10 a 30 mm
para a argamassa
Placa
Maciço de betão
Parafuso de ancoragem
Colocar a base de assentamento e a argamassa
FIGURA 2
Alinhamento paralelo
Alinhamento angular
FIGURA 4
FIGURA 3
ALINHAMENTO DO ACOPLAMENTO
3.8
Tubagem de aspiração e descarga
Quando instalar a tubagem da bomba, deve tomar algumas precauções. Em primeiro lugar, a
tubagem deve sempre encaminhar-se para a bomba. Em segundo lugar, não deve deslocar a bomba
em direção à tubagem. Esta ação pode impossibilitar o alinhamento final.
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A tubagem de aspiração e descarga deve ser colocada em suportes de forma independente e
junto à bomba para que não seja transmitida tensão para a bomba quando os parafusos das
flanges estiverem apertados. Utilize pendurais ou outros suportes nos pontos necessários
para sustentar a tubagem. Se forem utilizadas juntas de expansão no sistema de tubagens, é
necessário instalá-las a seguir aos suportes da tubagem mais próximos da bomba.
É aconselhável aumentar o tamanho da tubagem de aspiração e descarga na ligação da bomba para
diminuir a perda de altura manométrica provocada pelo atrito. Instale a tubagem de forma tão reta
quanto possível, evitando curvas desnecessárias. Sempre que necessário, utilize acessórios de 45
graus ou acessórios longos de 90 graus para diminuir as perdas provocadas pelo atrito.
Certifique-se de que todas as juntas da tubagem estão estanques. Instale juntas de dilatação
na tubagem se tencionar bombear fluidos quentes. Se forem utilizados redutores, devem ser
instalados redutores excêntricos nas linhas de aspiração e redutores cónicos e cilíndricos nas
linhas de descarga e verticais (ver figura 5). Uma utilização incorreta dos redutores pode
provocar a formação de bolsas de ar na tubagem impedindo, dessa forma, o funcionamento
correto da bomba. A tubagem de aspiração deve ser tão curta e direta quanto possível. Se a
altura de aspiração não for muito elevada, é aconselhável utilizar uma válvula de pé. Uma
linha de aspiração horizontal tem de ter uma subida gradual até à bomba.
A tubagem de descarga é normalmente precedida de uma válvula de corte ou de retenção e de uma
válvula de cunha para descarga (ver figura 5). A válvula de retenção destina-se a proteger a bomba
de contra-pressão excessiva e da rotação inversa da unidade e a impedir o retorno do líquido para a
bomba em caso de paragem ou avaria da unidade de acionamento. A válvula de descarga é
utilizada na ferragem, no arranque e na desativação da bomba.
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4.
FUNCIONAMENTO
4.1
Antes de efetuar o arranque
Antes do primeiro arranque da bomba, verifique os seguintes pontos:
4.1.1
A base de assentamento da unidade está fixada com argamassa e parafusos ao maciço.
4.1.2
A bomba e o motor estão alinhados.
4.1.3 O motor está corretamente ligado ao dispositivo de arranque; verifique se a tensão, a fase e a
frequência indicadas na chapa de características do motor correspondem ao circuito em linha.
Certifique-se de que o sentido de rotação está correto antes do acoplamento à bomba. Execute esta
verificação efetuando o arranque do motor e desligando-o imediatamente a seguir. Confirme se o
sentido de rotação corresponde à seta existente no corpo da bomba.
4.1.4
Os rolamentos estão lubrificados (ver a secção relativa à lubrificação); verifique também a
lubrificação da unidade de acionamento.
4.1.5
O empanque mecânico foi colocado ou a caixa de empanque foi guarnecida.
4.1.6
Todas as peças rotativas movimentam-se livremente quando rodadas manualmente.
4.1.7
Foi efetuada a ferragem da bomba. Não coloque a unidade a funcionar a seco. O líquido existente
na bomba serve como lubrificante para os elementos de vedação da bomba, pelo que esta pode
ficar danificada se funcionar a seco. É possível efetuar a ferragem da bomba utilizando um ejetor,
um aspirador ou uma bomba de vácuo. Se for utilizada uma válvula de pé na linha de aspiração, é
possível efetuar a ferragem da bomba purgando e enchendo o corpo com líquido.
4.2
Arranque
4.2.1
Feche a válvula da linha de descarga.
4.2.2
Abra completamente todas as válvulas da linha de aspiração.
4.2.3
Active a circulação de água de vedação para a caixa de empanque se existir tubagem externa.
4.2.4
Efetue a ferragem da bomba.
4.2.5
Inicie a unidade de acionamento da bomba.
4.2.6
Quando a bomba estiver a funcionar na velocidade máxima, abra lentamente a válvula de descarga.
Não deixe a bomba funcionar durante períodos prolongados com a válvula de descarga fechada
para evitar o seu sobreaquecimento. A bomba deve ser desligada e reparada de imediato se estiver
a funcionar à velocidade nominal e apresentar algum dos seguintes problemas:
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a)
Não é descarregado líquido.
b)
Não é descarregado líquido suficiente.
c)
Não existe pressão suficiente.
d)
Perda de líquido após o arranque.
e)
Vibração excessiva.
f)
O motor aquece.
g)
Sobreaquecimento dos rolamentos da bomba.
4.3
Bombagem
Quando a bomba estiver em funcionamento, devem inspecionar-se periodicamente os seguintes
pontos:
a)
Caixa de empanque (apenas nas bombas com empanque de gacheta). Certifique-se de que existe
uma fuga suficiente para lubrificar as guarnições.
b)
Rolamentos. Verifique a temperatura dos rolamentos, que não deve ultrapassar a temperatura do
líquido bombeado ou 80 ºC, consoante o que for mais baixo.
c)
Nas bombas equipadas com empanques mecânicos, verifique se não existem fugas da caixa de
empanque.
d)
Leituras dos manómetros de aspiração e descarga.
4.4
Paragem
a)
Feche lentamente a válvula de descarga e desligue a unidade de acionamento em conformidade
com as instruções do fabricante.
b)
Desligue o abastecimento de líquido de vedação externa, caso exista, para aliviar a pressão sobre a
caixa de empanque.
c)
O bom funcionamento da bomba depende de um alinhamento preciso. Recomenda-se voltar a
verificar o alinhamento após a primeira utilização.
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Válvula de retenção
Tubagem de
aspiração
Válvula
de cunha
Tubagem de
descarga
Extensor
Correto
Válvula de
retenção
Bolsa de ar
Válvula de
cunha
Tubagem de
descarga
Extensor
Incorreto
Tubagem de aspiração
Figura 5
5.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
5.1
Sentido de rotação
O sentido de rotação padrão é igual ao dos ponteiros do relógio quando observado a partir do lado
movido. Quando solicitadas, podem ser fornecidas bombas com sentido de rotação inverso
(contrário ao dos ponteiros do relógio). O sentido de rotação pode ser invertido facilmente sem se
trocar qualquer peça.
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5.2
As bombas estão equipadas com rolamentos de esferas industriais no lado movido e no lado livre.
Em seguida, são apresentados os dados relativos às guarnições, aos anéis e aos rolamentos.
TIPO DE
BOMBA
I
65/24
80/24
125/24
1 50/24
125/29
80/30
100/30
125/30
50/38
80/38
II
100/24
250/24
150/30
200/30
250/30
100/38
125/38
150/38
250/40
III
200/38
250/38
150/48
200/48
TAMANHO DAS
GUARNIÇÕES
Comprimento
Secção
aprox. de um
quadrada
anel
Pol.
mm
TAMANHO DO ANEL
ROLAMENTOS
DI X DE
pol. X pol.
mm x
mm
Pol.
mm
3/8
10
6 7/8
175
1¾X1½
45 X 65
6306
6306
40
½
12
9
230
2
3
61 X 85
6309
6309
40
½
12
11
280
3X4
76 X 100
6312
6312
40
3/8 X
3/8
MOV. LIVRE
Quantidade de
massa
lubrificante
por rolamento
em gramas
As designações dos rolamentos são as mesmas do catálogo da SKF. Contudo, podem também ser
utilizados rolamentos de outra marca equivalente.
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5.3
Cuidados especiais a ter com os rolamentos
Estas instruções não invalidam quaisquer informações provenientes dos fabricantes dos
rolamentos, a quem o pessoal responsável pelo tratamento dos rolamentos deve solicitar
documentação mais completa para efetuar um estudo pormenorizado. O tratamento e a manutenção
dos rolamentos exigem os seguintes procedimentos:
a)
Lubrificação correta dentro dos intervalos previstos na tabela de manutenção periódica.
b)
Remoção, limpeza e reinstalação com cuidado.
c)
Limpeza das ferramentas utilizadas e das áreas de trabalho.
Para remover um rolamento, utilize o equipamento correto e adequado a essa operação.
ATENÇÃO: A aplicação de força no anel externo de um rolamento de esferas pode causar danos.
Os rolamentos de esferas não devem ser desmontados. Limpe minuciosamente os rolamentos com
um líquido aprovado. Seque os rolamentos fazendo-os rodar com ar comprimido seco ou à mão.
Não rode um rolamento seco e limpo. Inspecione o rolamento para ver se apresenta desgaste,
fraturas, fendas, corrosão ou outros danos que possam exigir a sua substituição. Aplique massa
lubrificante nos dois lados do rolamento. Verifique se o rolamento, o veio e a caixa estão limpos e
não apresentam danos. Volte a encher os rolamentos com massa lubrificante até dois terços da sua
capacidade. Reinstale o rolamento no veio e pressione-o para o fixar na posição correta.
5.4
Informações sobre a lubrificação
Inicialmente, os rolamentos são lubrificados durante a montagem. No período de relubrificação,
estes rolamentos devem ser lubrificados com uma massa de lítio de elevada qualidade para
rolamentos de esferas e de rolos, sem resinas nem ácidos, que não endureça nem se desintegre e
que possua propriedades de prevenção da corrosão. O intervalo de relubrificação depende da
velocidade de funcionamento da unidade.
19
Velocidade de funcionamento
Intervalo de relubrificação
1450 RPM
4.000 horas
2000 RPM
3.000 horas
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Para voltar a encher os rolamentos com nova massa lubrificante, utilize uma pistola de massa
através dos dois copos de lubrificação fornecidos.
NÃO APLIQUE LUBRIFICANTE COM A BOMBA EM FUNCIONAMENTO.
Após 10.000 horas ou dois anos de utilização, consoante o que ocorrer primeiro, remova os
rolamentos das bombas, retire a massa lubrificante, limpe minuciosamente os rolamentos, aplique
nova massa lubrificante e reinstale os rolamentos de acordo com as instruções de montagem.
Especificações recomendadas da massa lubrificante
IOCL SERVOGEM-3 ou equivalente
Texaco Regal Multi-fak All Purpose EP2 ou equivalente
Grau NLGI 2
SKF LGMT 2
Shell Alvania #2
Ponto de escorrimento: no mínimo 180 °C
5.5
Informações sobre o desgaste
As bombas são fornecidas com anéis de desgaste no corpo. O diâmetro das folgas entre o impulsor
e os anéis do corpo deve situar-se entre um mínimo de 0,25 mm e um máximo de 0,70 mm.
5.6
Informações sobre o impulsor
Todos os modelos têm impulsores de duas entradas.
5.7
Informações sobre a caixa de empanque
Na versão standard, são utilizadas guarnições de algodão de grafite gorduroso Champion Style
3116. No entanto, podem ser também fornecidas guarnições adequadas ao líquido utilizado,
mediante um pedido específico.
Tamanho das guarnições das juntas de vedação e posição do anel espaçador
As guarnições das juntas de vedação são instaladas numa disposição 2 + L + 2, sendo L = anel
espaçador.
20
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5.8
Informações sobre o acoplamento
As bombas são fornecidas com acoplamentos flexíveis de tipo Lovejoy. Seguem-se os dados sobre
o tipo e o tamanho do acoplamento para cada bomba.
TIPO DE BOMBA
65/24
80/24
100/24
125/24
150/24
125/29
80/30
100/30
125/30
80/38
50/38
150/30
200/30
250/24
250/30
100/38
125/38
150/38
200/38
250/38
150/48
200/48
250/40
21
Tipo e tamanho do
acoplamento
SW150
SW225
SW276
SW150
SW190
SW150
SW225
SW226
SW225
SW150
SW150
SW225
SW226
SW225
SW276
SW225
SW225
SW226
SW276
RB228
RB228
RB228
RB228
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80/24
125/24
150/24
125/29
80/30
100/30
125/30
50/38
12200 01
METADE SUPERIOR DO
CORPO
22
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10 11 12
12300 01
METADE INFERIOR DO
CORPO
22
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10 11 12
15900 01
IMPULSOR
23
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10 11 12
18001 01
VEIO DA BOMBA
5
1
1
2
2
1
1
1
2
1
1
3
4
19000 01
ANEL DE DESGASTE
9
1
1
5
5
2
1
2
5
3
3
4
7
19900 01
ANEL DE REBAIXO
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
22300 01
JUNTA DE VEDAÇÃO
4
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
22700 01
ANEL ESPAÇADOR
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
23600 01
DEFLECTOR
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
24001 01
CAIXA DE ROLAMENTOS,
LADO MOVIDO
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
24002 01
CAIXA DE ROLAMENTOS,
LADO LIVRE
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
27000 01
31000 01
ROLAMENTO DE ESFERAS,
LADOS MOVIDO E LIVRE
PROTEÇÃO DE
ROLAMENTOS, LADOS
MOVIDO E LIVRE
CAMISA DO VEIO, LADOS
MOVIDO E LIVRE
250/24
N.º TOTAL DE
PEÇAS
26000 01
100/24
NOME DA PEÇA
80/38
CÓDIGO DA
PEÇA
65/24
Intermutabilidade dos componentes
32000 01
CHAVE DO IMPULSOR
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
32100 01
CHAVE DO ACOPLAMENTO
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
33600 01
PORCA DE FIXAÇÃO DO
ROLAMENTO
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
50000 01
JUNTA ESTANQUE A ÓLEO
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
52201 01
O-RING PARA ENCAIXE
5
1
1
3
3
2
1
2
3
2
2
2
4
52202 01
O-RING DA CAMISA DO VEIO
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
97900 01
ENCAIXE, LADOS MOVIDO E
LIVRE
8
1
1
3
3
2
1
2
3
2
2
4
6
22
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ISSUE DATE: 29/02/2008 LAST REV. DATE:
250/40
200/48
150/48
250/38
200/38
150/38
125/38
100/38
250/30
N.º TOTAL DE
PEÇAS
200/30
NOME DA PEÇA
150/30
CÓDIGO DA
PEÇA
1220 001
METADE SUPERIOR DO CORPO
22
13 14 15 16 17 18 19 20 21
22 20
1230 001
METADE INFERIOR DO CORPO
22
13 14 15 16 17 18 19 20 21
22 20
1590 001
IMPULSOR
23
13 14 15 16 17 18 19 20 21
22 23
1800 101
VEIO DA BOMBA
5
3
4
4
3
3
3
5
5
5
5
4
1900 001
ANEL DE DESGASTE
9
6
7
7
4
6
6
8
8
9
8
9
1990 001
ANEL DE REBAIXO
3
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
2
2230 001
JUNTA DE VEDAÇÃO
4
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
4
2270 001
ANEL ESPAÇADOR
3
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
2
2360 001
DEFLECTOR
3
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
3
2400 101
CAIXA DE ROLAMENTOS, LADO
MOVIDO
3
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
2
2400 201
CAIXA DE ROLAMENTOS, LADO
LIVRE
3
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
2
2600 001
ROLAMENTO DE ESFERAS,
LADOS MOVIDO E LIVRE
3
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
2
2700 001
PROTEÇÃO DE ROLAMENTOS,
LADOS MOVIDO E LIVRE
3
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
2
3100 001
CAMISA DO VEIO, LADOS
MOVIDO E LIVRE
3
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
2
3200 001
CHAVE DO IMPULSOR
3
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
2
3210 001
CHAVE DO ACOPLAMENTO
3
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
2
3360 001
PORCA DE FIXAÇÃO DO
ROLAMENTO
3
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
2
5000 001
JUNTA ESTANQUE A ÓLEO
3
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
2
5220 101
O-RING PARA ENCAIXE
5
3
4
4
2
3
3
5
5
5
5
5
5220 201
O-RING DA CAMISA DO VEIO
3
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
2
9790 001
ENCAIXE, LADO MOVIDO
8
5
6
6
4
5
5
7
7
7
7
8
23
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6.
MANUTENÇÃO
6.1
Instruções de manutenção no âmbito da Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA)
Podem verificar-se as situações de perigo a seguir descritas durante os trabalhos de manutenção.
Perigos de jatos de líquidos sob pressão
Certifique-se de que a bomba está a funcionar abaixo da pressão de serviço máxima especificada.
Materiais perigosos
Use uma máscara ou um respirador adequado quando trabalhar com materiais químicos.
Gases, vapores, projeções e fugas perigosos
Esteja atento aos perigos relacionados com o líquido bombeado, em especial o perigo de inalação
de gases nocivos e tóxicos, bem como o risco de contacto com a pele e os olhos ou de penetração.
Solicite e analise as fichas de dados das substâncias perigosas relativas ao líquido bombeado e
tome nota dos procedimentos recomendados para emergências e primeiros socorros.
Antes de tentar efetuar qualquer trabalho de manutenção de uma bomba, particularmente se esta
tiver funcionado com um líquido perigoso, certifique-se de que é seguro trabalhar na unidade. A
bomba tem de ser lavada minuciosamente com um produto de limpeza adequado para purgar
qualquer resíduo desse líquido nos componentes da bomba. Cabe ao operador da instalação
realizar esta tarefa, sendo necessário obter um certificado de limpeza antes do seu início. Para
evitar qualquer risco para a saúde, é também aconselhável usar vestuário de proteção recomendado
pelo responsável pela segurança do local, em especial ao remover guarnições antigas que podem
estar contaminadas.
24
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Perigo de choques elétricos e de arranque acidental
Isole o equipamento antes de efetuar qualquer trabalho de manutenção. Desligue a alimentação
elétrica, retire os fusíveis, aplique bloqueios onde for possível e afixe sinais de aviso adequados
sobre o isolamento para evitar ligações inadvertidas.
Para evitar a possibilidade de o pessoal de manutenção inalar fumos ou vapores perigosos, é
aconselhável efetuar os trabalhos de manutenção longe das bombas transferindo o conjunto da
unidade rotativa para uma zona de manutenção adequada.
6.2
Tabela de manutenção periódica
O programa de manutenção preventiva consiste em verificações e precauções periódicas que
permitem minimizar a probabilidade de avarias e paragens.
TODAS AS
SEMANAS
Verificar visualmente a existência de fugas.
Verificar a vibração.
Ajustar a junta de vedação conforme necessário para manter uma ligeira fuga.
Testar manualmente a caixa de rolamentos para procurar sinais de temperatura
excessiva.
Tensão e corrente.
TODOS OS MESES
Verificar a temperatura dos rolamentos com um termómetro.
DE 3 EM 3 MESES
Verificar se ocorreu saponificação nos rolamentos lubrificados com massa.
DE 6 EM 6 MESES
Verificar as guarnições e substituí-las, se necessário.
Verificar se existem riscos no veio ou na camisa do veio.
Verificar o alinhamento da bomba e do motor.
Verificar se os parafusos de fixação estão bem apertados.
Verificar o casquilho do acoplamento/estrela de borracha.
TODOS OS ANOS
Verificar se o elemento rotativo apresenta desgaste.
Verificar a folga dos anéis de desgaste.
Limpar e lubrificar novamente os rolamentos.
Medir a altura manométrica total de aspiração e descarga para testar as ligações da
tubagem.
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7.
REVISÃO
Se for utilizada em períodos de funcionamento diários normais, a bomba necessitará de uma
revisão ao fim de aproximadamente 5.000 horas de trabalho. Esta operação deve ser realizada por
pessoal qualificado. Consulte o desenho em corte quando desmontar e reinstalar a bomba. Consulte
igualmente a tabela apresentada no fim deste manual.
7.1
Procedimento de desmontagem
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
26
Drene a bomba abrindo a válvula de purga de ar [45000] e remova o bujão de drenagem
[60000].
Retire todas as principais porcas de união [58001] e cavilhas [61100] do corpo. Remova a
tubagem de lavagem.
Introduza uma chave de fendas ou uma régua de cavilhas nas fendas entre as metades
superior e inferior do corpo e separe-as puxando para cima a metade superior do corpo.
Bata nos encaixes da caixa de empanque [97900] com um martelo macio para abrir o
vedante entre o encaixe da caixa de empanque e a metade inferior do corpo e puxe para
cima o elemento rotativo da mesma metade inferior.
Remova quatro parafusos de cabeça sextavada [57100] de cada caixa de rolamentos [24001
e 2] e retire posteriormente as caixas.
Remova a porca de fixação [33600] e a arruela de segurança [41500] do rolamento da
extremidade exterior do veio e, utilizando um extrator, retire o rolamento [26000] do veio.
Remova o rolamento do lado movido [26000] da mesma forma. NOTA: Não se utilizam
porcas de fixação nem arruelas de segurança no rolamento do lado movido.
Remova os anéis de rebaixo [19900] do veio. Retire as juntas estanques a óleo [50000] do
quadro de apoio [22000].
Remova quatro porcas [50002] de cada quadro de apoio [22000] ligado ao veio, retirando
ao mesmo tempo o empanque de junção [23000] do veio.
Deslize os encaixes da caixa de empanque [97900] para fora do veio. Remova o empanque
mecânico de junção [23000] de cada encaixe da caixa de empanque.
Retire os anéis do corpo [19000] do impulsor [15900].
A.
Rotação no sentido dos ponteiros do relógio - Desaperte a porca do impulsor
[33000] do lado livre e deslize-a para fora do veio.
B.
Rotação no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio - Desaperte a porca do
impulsor [33000] do lado movido e deslize-a para fora do veio.
Remova o impulsor [15900], volte a deslizar a chave do impulsor [32000] e retire a porca
do impulsor [33000] do lado movido. Remova o lado movido. Retire a chave do impulsor.
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7.2
Procedimento de montagem
Módulos 1 e 2 de bombas com caixa de empanque de gacheta. Rotação no sentido dos ponteiros
do relógio.
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
14.
15.
27
Esfregue o veio [18000] com óleo leve limpo. Aperte a porca do impulsor [33000] no veio,
no lado movido, de acordo com a dimensão "A" indicada na página 29.
Coloque a chave do impulsor [32000] na respetiva ranhura e introduza o anel maquinado do
lado movido por baixo da camisa.
Verifique se o impulsor está no sentido de rotação correto [página 30] e deslize-o para o veio
a partir do lado livre.
Aparafuse a segunda porca do impulsor [33000] no veio, no lado livre, e aperte-a contra o
cubo e a primeira porca do impulsor.
Deslize os anéis do corpo [19000] pelo impulsor.
Bloqueie a linha de lavagem do empanque mecânico em cada encaixe [97900] com um pino
de aço inoxidável e Araldite.
Verifique se os O-rings têm cortes ou falhas e elimine-os se detetar defeitos. Lubrifique e
coloque os O-rings nas estrias em cada encaixe [97900].
Deslize o encaixe [97900] para o veio com a palheta-guia na posição superior.
Deslize o empanque mecânico [23000] para o casquilho do encaixe.
Instale o anel de rebaixo [19900] no veio e, em seguida, pressione a junta estanque a óleo
[50000] contra o encaixe.
Aqueça o rolamento de esferas [26000] até aproximadamente 100 °C [212 °F] utilizando
uma chapa quente ou uma solução de água e óleo [10 a 15% solúvel]. NOTA: Não exceda
os 120 °C [250 °F].
Deslize o rolamento aquecido pelo veio até ao anel de rebaixo [19900] [lado livre].
Use luvas quando manusear rolamentos aquecidos. Coloque a arruela de segurança
[41500] no veio e aperte a porca de fixação do rolamento [36000] utilizando uma chave de
gancho. Aperte-a contra o rolamento.
Deixe o rolamento arrefecer até à temperatura ambiente e cubra ambos os lados com massa
lubrificante recomendada.
Cubra o interior da caixa de rolamentos [24002] com massa lubrificante e deslize-a para a
posição correta sobre o rolamento. Fixe a caixa de rolamentos [24002] no encaixe [22000]
com quatro parafusos [57100].
Para a extremidade do acoplamento, aqueça o rolamento [26000] até aproximadamente
100 °C [212 °F] utilizando uma chapa quente ou uma solução de água e óleo. NOTA: Não
exceda os 120 °C [250 °F].
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16.
17.
18.
19.
20.
21.
22.
23.
24.
28
Deslize o rolamento aquecido pelo veio aproximadamente até ao anel de rebaixo [19900]
[extremidade do acoplamento].
Deixe o rolamento arrefecer até à temperatura ambiente e cubra ambos os lados com massa
lubrificante recomendada.
Cubra o interior da caixa de rolamentos [24001] com massa lubrificante e deslize-a para a
posição correta sobre o rolamento. Fixe a caixa de rolamentos [24001] no encaixe [22000]
com quatro parafusos de cabeça sextavada [57100].
Coloque o elemento rotativo na metade inferior do corpo da bomba [12300]. Posicione
ambas as linguetas de encaixe nas respetivas ranhuras existentes no corpo. Posicione os
pinos 610.2 e 610.3 nas respetivas fendas. Corrija qualquer ondulação excessiva do O-ring.
Verifique se o impulsor está centralizado no corpo, com uma folga de ±2,5 mm, e se não
existe atrito.
Instale a junta do corpo [51900] com uma pequena camada de massa lubrificante, disponível
no mercado, em ambas as superfícies da junta. Alinhe cuidadosamente a extremidade interna
da junta com os O-rings do encaixe.
Baixe a metade superior do corpo [12200] para a devida posição e instale as respetivas
porcas de união.
NOTA: Ao instalar a metade superior do corpo, certifique-se de que os O-rings não estão
cortados nem trilhados e que a junta está bem encostada aos O-rings.
Introduza as cavilhas de união do corpo [61100] até ao fundo. Aperte as porcas de união
[50001] de acordo com as instruções da página 27.
Instale a tubagem de lavagem da caixa de empanque [56000].
Rode o veio manualmente para verificar se a rotação é adequada e se não existem atritos nem
bloqueios.
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‘A’
TIPO DE BOMBA
DIN DO EMPANQUE
MECÂNICO: 'A' mm
EMPANQUE DE
GACHETA: 'A' mm
65/24
80/24
100/24
125/24
150/24
125/29
80/30
100/30
125/30
150/30
200/30
250/30
50/24
100/38
125/38
150/38
200/38
250/38
150/48
200/48
198
198
256
252
252
198
198
198
252
256
316
316
198
256
256
256
330
330
330
330
283
283
355
337
337
283
283
283
337
355
415
415
283
355
355
355
419
419
419
419
29
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Rotação
DESC.
ASP.
ROTAÇÃO NO SENTIDO DOS PONTEIROS DO
RELÓGIO VISTA A PARTIR DA EXTREMIDADE
DO ACOPLAMENTO
Rotação
ASP.
DESC.
ROTAÇÃO NO SENTIDO CONTRÁRIO AO DOS
PONTEIROS DO RELÓGIO VISTA A PARTIR DA
EXTREMIDADE DO ACOPLAMENTO
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FLANGE DE AJUSTAMENTO
BINÁRIOS DE APERTO E SEQUÊNCIA DAS PEÇAS
Os pernos e as porcas desta flange de ajustamento principal das bombas UP devem ser apertados
de acordo com os binários indicados na tabela 1 e na sequência ilustrada pela figura.
TAMANHO DO PERNO
BINÁRIOS DE APERTO
M12
250 kg*cm
M16
650 kg*cm
M20
1.270 kg*cm
M24
2.200 kg*cm
2.
Sequência de aperto
2.1
Aperte os pernos angulares 1, 2, 3 e 4, assinalados com 'X'.
2.2
Trabalhe para fora ao longo do eixo do veio, em direção às caixas de empanque, em quartos
opostos, apertando as porcas das áreas 5, 6, 7 e 8.
2.3
Trabalhe para fora ao longo do tubo e em quartos opostos, apertando os parafusos das áreas 9, 10,
11 e 12.
2.4
Repita toda a sequência.
x
x
x
x
FIG
31
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LOCALIZAÇÃO DA CAMISA
CORRESPONDÊNCIA ENTRE A SALIÊNCIA DO
VEIO E A FACE POSTERIOR DA CAMISA EM
BOMBAS COM ROTAÇÃO NO SENTIDO
CONTRÁRIO AO DOS PONTEIROS DO RELÓGIO
CORRESPONDÊNCIA ENTRE A SALIÊNCIA DO
VEIO E A FACE POSTERIOR DA CAMISA EM
BOMBAS COM ROTAÇÃO NO SENTIDO DOS
PONTEIROS DO RELÓGIO
INSTALAÇÃO DAS GUARNIÇÕES DA CAIXA DE EMPANQUE
1.
Consulte os dados relativos à caixa de empanque para determinar o tamanho e o número de anéis
necessários.
2.
Se for necessário cortar as guarnições de uma bobina ou de comprimento maior:
a)
Enrole as guarnições em torno de um veio auxiliar com o mesmo diâmetro que a camisa do veio.
b)
Para auxiliar no corte dos anéis, é possível desenhar na espiral duas linhas-guia paralelas ao eixo
do veio e separadas por uma distância igual à secção das guarnições.
c)
Corte os anéis da espiral na diagonal, a 45 °, ao longo das linhas-guia, sem deixar qualquer
distância entre as extremidades.
3.
Introduza o primeiro anel e acondicione-o no fundo da caixa de empanque. Cada um dos anéis
seguintes deve ser instalado da mesma forma e posicionado na caixa de empanque de tal forma que
a divisão avance 90 º. Instale o anel espaçador na posição correta para o alinhar com a ligação de
vedação, permitindo o movimento do anel para uma posição mais profunda na caixa à medida que
as guarnições são comprimidas.
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4.
Quando tiver sido introduzido o número correto de anéis, o último anel de guarnição não deve
estar saliente em relação à face da caixa de empanque para que junta de vedação possa assentar
com firmeza no orifício da caixa de empanque.
5.
Fixe com firmeza o retentor da junta de vedação ao último anel de guarnição e aperte as
porcas de modo uniforme para criar pressão.
6.
Rode o veio para assegurar que o mesmo não fica preso no orifício nem no retentor da junta de
vedação.
7.
Pressurize a caixa de empanque, certificando-se de que não existe ar preso no seu interior. Uma
junta de vedação guarnecida tem de permitir uma fuga, que deve iniciar-se pouco depois da
pressurização da caixa de empanque.
8.
Enquanto não existir uma fuga estável, a bomba pode sobreaquecer. Se isso acontecer, é necessário
parar a bomba e deixá-la arrefecer para que, depois de a reiniciar, exista uma fuga na junta de
vedação. Se esta operação não resultar, deve repeti-la. As porcas da junta de vedação não devem
ser desapertadas.
9.
Depois de a bomba estar em funcionamento durante 10 minutos com uma fuga estável, aperte as
porcas da junta de vedação um sexto de volta. Continue a efetuar este ajuste de dez em dez
minutos, sempre com um sexto de volta, até que a fuga seja reduzida até um nível aceitável. Deve
existir uma fuga de 60 a 80 gotas por minuto.
ATENÇÃO: Uma pressão excessiva sobre a junta de vedação causará danos devido ao corte da
lubrificação das guarnições, queimando as mesmas e danificando a camisa.
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8.
DIMENSÕES GERAIS EXTERNAS
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TABELA DE DIAGNÓSTICO DE ANOMALIAS
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•
•
•
•
•
•
•
Sobreaquecimento dos rolamentos da
bomba
Cavitação - ruído
Vibração
O motor aquece
A bomba consome demasiada energia
Perda de líquido após o arranque
Não existe pressão suficiente
Não é descarregado líquido suficiente
CAUSAS
A ferragem da bomba ficou incompleta ou não foi efetuada
Desaceleração
Altura de aspiração demasiado elevada
Altura manométrica de descarga demasiado elevada
Velocidade demasiado reduzida
Sentido de rotação errado
Impulsor total ou parcialmente obstruído
Fuga de ar na tubagem
Fuga de ar na caixa de empanque
Altura manométrica da entrada insuficiente
Danos no impulsor e tamanho do impulsor errado
Guarnições com defeitos
Válvula de pé demasiado pequena ou parcialmente obstruída
Tubagem de entrada insuficientemente submersa
Impulsor demasiado pequeno
Obstruções à passagem do líquido
Ar ou gás no líquido
Altura manométrica inferior ao valor nominal
Peso do líquido superior ao valor nominal
Viscosidade do líquido superior ao valor nominal
Veio dobrado
Rolamento desgastado
Desalinhamento da bomba e da unidade de acionamento
Defeitos no motor
Tensão e/ou frequência inferiores aos valores nominais
Rolamento do rotor desgastado
Velocidade demasiado elevada
Rigidez da porca de ancoragem
Óleo/massa lubrificante sujos ou contaminados
AVARIAS
Não é descarregado líquido
TABELA DE PROCURA DE AVARIAS
A bomba funciona pouco tempo e depois
9.
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
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•
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•
•
•
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•
•
•
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•
ANÁLISE DO PROBLEMA
CAUSAS
SOLUÇÕES
A ferragem da bomba ficou
incompleta ou não foi efetuada
Encha completamente a bomba e a tubagem de aspiração com líquido.
Desaceleração
Verifique se existem fugas nas juntas e nos acessórios da tubagem de aspiração.
Purgue o corpo para remover ar acumulado. Verifique se a válvula de pé apresenta
danos.
Se não houver obstruções à entrada, verifique se há perdas por atrito na tubagem.
Altura de aspiração demasiado
elevada
A altura estática pode ser demasiado elevada; meça-a com um manómetro de vácuo
com a bomba em funcionamento. Se a altura estática for demasiado elevada, é
necessário subir o líquido bombeado ou descer a bomba.
Altura manométrica de descarga
demasiado elevada
Verifique se existem perdas por atrito na tubagem. Uma tubagem maior pode
corrigir o problema. Verifique se as válvulas estão totalmente abertas. Verifique a
altura manométrica total no local.
Velocidade demasiado reduzida
Verifique se o motor está diretamente no enfiamento da linha e a receber toda a
tensão necessária. A frequência pode ser demasiado reduzida. O motor pode ter
uma fase aberta.
Sentido de rotação errado
Compare a rotação do motor com a seta de direção no corpo da bomba.
Impulsor totalmente obstruído
Impulsor parcialmente obstruído
Desmonte a bomba e limpe o impulsor.
Fuga de ar na tubagem
Se o líquido bombeado for água ou um líquido não explosivo, verifique se as
flanges têm fugas utilizando uma chama. No caso de um líquido como a gasolina, é
possível testar a linha de aspiração desligando ou bloqueando a entrada e colocando
a linha sob pressão. O manómetro indicará que existe uma fuga se assinalar uma
descida da pressão.
Aumente a pressão do lubrificante do vedante acima do valor atmosférico e amplie
o tamanho das guarnições da junta de vedação.
Fuga de ar na caixa de empanque
Altura manométrica da entrada
insuficiente
Aumente a altura manométrica de aspiração positiva baixando a bomba.
Impulsor danificado
Inspecione o impulsor. Substitua-o se estiver danificado ou se houver secções da
palheta muito desgastadas.
Guarnições com defeitos
Substitua as guarnições e camisas muito desgastadas.
Válvula de pé demasiado pequena ou A área contida entre as portas da válvula deve ter, pelo menos, 1,5 do tamanho da
parcialmente obstruída
tubagem de aspiração. Se for utilizado um filtro, a área livre efetiva deve ser 3 a 4
vezes superior à da tubagem de aspiração.
Tubagem de entrada
insuficientemente submersa
Se não for possível baixar a entrada, prenda uma placa à tubagem de aspiração.
Gerar-se-ão contracorrentes, retendo o vórtice.
Impulsor demasiado pequeno
Contacte o fornecedor para perceber se pode ser utilizado um impulsor maior ou,
em alternativa, reduza as perdas da tubagem e/ou aumente a velocidade, tendo
sempre o cuidado de não sobrecarregar a unidade de acionamento.
Obstruções à passagem do líquido
Desmonte a bomba e inspecione as passagens do impulsor e do corpo. Remova as
obstruções.
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Ar ou gás no líquido
Pode ser possível aumentar as características da bomba até um ponto em que a
mesma gere uma pressão adequada apesar das condições desfavoráveis.
Altura manométrica inferior ao
valor nominal
Efetue a maquinação do impulsor até conseguir o DE aconselhado pelo fornecedor.
Peso do líquido superior ao valor
nominal
Utilize uma unidade de acionamento maior. Consulte o fornecedor para obter o
tamanho recomendado.
Viscosidade do líquido superior ao
valor nominal
Utilize uma unidade de acionamento grande. Consulte o fornecedor para obter o
tamanho recomendado.
Veio dobrado
Verifique a deflexão do rotor. O desvio total do indicador não deve exceder 0,05
mm no veio e 0,10 mm na superfície do anel de desgaste do impulsor.
Rolamento desgastado
Verifique se os rolamentos apresentam danos ou desgaste excessivo. Qualquer
irregularidade provocará resistência no veio.
Desalinhamento da bomba e da
unidade de acionamento
Volte a alinhar a bomba e a unidade de acionamento.
Defeitos no motor
Verifique se existem defeitos no motor. O motor pode não estar a ser devidamente
ventilado devido a uma má localização.
Tensão e/ou frequência
inferiores aos valores nominais
A tensão e a frequência da corrente elétrica podem ser inferiores aos valores
nominais associados à bomba. Consulte o fornecedor para obter um abastecimento
de energia correto.
Bloqueio do rotor
Verifique a deflexão do rotor. Verifique se os rolamentos apresentam danos ou
desgaste excessivo.
Velocidade demasiado elevada
Verifique a tensão do motor.
Falta de rigidez do maciço
Verifique se as porcas dos parafusos de ancoragem estão devidamente apertadas
contra a base. Verifique o maciço de acordo com as recomendações das instruções.
Óleo/massa lubrificante
sujos ou contaminados
Limpe os rolamentos e as respetivas caixas de acordo com as instruções e volte a
lubrificá-los.
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10.
LISTA DE PEÇAS DE RESERVA E DESENHOS EM CORTE
CÓDIGO DA PEÇA
12200
12300
15900
18000
19000
19900
20700
22000
22300
22700
24001
24002
26000
30300
31000
32000
32100
33600
41500
43000
44100
45000
50000
51900
52201
52202
53000
54200
55900
56000
58001
58002
58200
59001
59002
59003
59200
60000
60501
61002
61003
61100
97900
39
DESCRIÇÃO DA PEÇA
METADE SUPERIOR DO CORPO
METADE INFERIOR DO CORPO
IMPULSOR
EMPANQUE DE GACHETA DO VEIO
ANEL DE DESGASTE
ANEL DE REBAIXO
GUARNIÇÕES DA CAIXA DE EMPANQUE
TAMPA DA CAIXA DE EMPANQUE, LADO DO
ROLAMENTO
JUNTA DE VEDAÇÃO
ANEL ESPAÇADOR
CAIXA DE ROLAMENTOS
CAIXA DE ROLAMENTOS
ROLAMENTO
OLHAL
CAMISA DO VEIO
CHAVE DO IMPULSOR
CHAVE PARA ACOPLAMENTO
PORCA DE FIXAÇÃO PARA ROLAMENTO
ARRUELA DE SEGURANÇA PARA ROLAMENTO
GUARNIÇÕES DA JUNTA DE VEDAÇÃO
COPO DE LUBRIFICAÇÃO
VÁLVULA DE PURGA
JUNTA ESTANQUE A ÓLEO
JUNTA ENTRE METADES
O-RING PARA ENCAIXE
O-RING PARA CAMISA
PONTEIRA ROSCADA
JOELHO
PERNO DE ACOPLAMENTO
TUBAGEM PARA VEDAÇÃO
PORCA SEXTAVADA
PORCA SEXTAVADA PARA ENCAIXE
PORCA SEXTAVADA PARA JUNTA DE VEDAÇÃO
PERNO PARA CORPO
PERNO PARA CORPO
PERNO PARA ENCAIXE
PERNO PARA JUNTA DE VEDAÇÃO
BUJÃO
BUJÃO DE VEDAÇÃO
PINO DE FIXAÇÃO
PINO DE LAVAGEM
PINO INDICADOR
ENCAIXE - EMPANQUE DE GACHETA
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BOMBA SCT COM EMPANQUE DE GACHETA (LUBRIFICAÇÃO COM MASSA)
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41
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INSTRUÇÕES GERAIS
DE INSTALAÇÃO, FUNCIONAMENTO
E MANUTENÇÃO DE
BOMBAS CENTRÍFUGAS DA KIRLOSKAR
AVISO
O equipamento fornecido foi concebido para trabalhar com capacidades, velocidades, pressões e temperaturas específicas. Não utilize o
equipamento em situações que exijam capacidades superiores àquelas para que foi criado. Depois de fabricado, o equipamento é também
ensaiado na fábrica para se assegurar um desempenho satisfatório e, se funcionar em condições mais exigentes do que aquelas a que se
destina, o equipamento ficará sujeito a tensões e esforço excessivos.
LOCALIZAÇÃO
A bomba deve ficar localizada o mais perto possível da origem do líquido. Desta forma, minimiza-se a altura de aspiração e a bomba tem um
melhor desempenho.
Deve manter-se um espaço amplo à volta de toda a bomba para que esta possa ser inspecionada durante o seu funcionamento e
adequadamente reparada sempre que necessário.
MACIÇO
O maciço deve ser suficientemente sólido para amortecer qualquer vibração e formar um suporte rígido permanente para a base de
assentamento. Este aspeto é importante para manter o alinhamento de uma unidade ligada diretamente. É aconselhável utilizar um maciço de
betão sobre uma base sólida. Devem ser introduzidos no betão parafusos de ancoragem de tamanho adequado, determinando-se a sua
localização através de um desenho ou esquema. Deve utilizar-se uma manga de atravessamento com um diâmetro aproximadamente duas
vezes e meia superior ao do parafuso para permitir algum movimento na definição da posição final dos parafusos de ancoragem.
ALINHAMENTO
As bombas e unidades de acionamento fornecidas pelos fabricantes são montadas numa base de assentamento comum e rigorosamente
alinhadas antes de serem expedidas. Contudo, sendo provável que os alinhamentos sejam perturbados, em certa medida, durante o transporte,
não se pode presumir que cheguem ao seu destino com o mesmo alinhamento de fábrica. É necessário efetuar um realinhamento após o
nivelamento da unidade completa no maciço e novamente depois de a argamassa ser aplicada e os parafusos de ancoragem serem apertados.
O alinhamento tem de ser verificado após a instalação da tubagem na unidade e depois verificado periodicamente.
ACOPLAMENTO FLEXÍVEL
Um acoplamento flexível não compensa o desalinhamento entre os veios da bomba e da unidade de acionamento. O objetivo do acoplamento
flexível é compensar alterações de temperatura e permitir o movimento dos veios sem que estes interfiram um com o outro durante a
transmissão de energia da unidade de acionamento para a bomba.
TIPO DE DESALINHAMENTO (VER FIGURA 1)
Existem dois tipos de desalinhamento entre o veio da bomba e o veio da unidade de acionamento.
(a)
Desalinhamento angular:
Veios com eixo concêntrico, mas não paralelo.
(b)
Desalinhamento paralelo:
Veios com eixo paralelo, mas não concêntrico.
DESALINHAMENTO ANGULAR
DESALINHAMENTO PARALELO
Figura 1
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NIVELAMENTO DA UNIDADE
Quando a unidade é recebida com a bomba e a unidade de acionamento montadas na base de assentamento, deve ser colocada no maciço,
separando-se os seus semi-acoplamentos. O acoplamento só deve ser novamente ligado quando estiverem concluídas todas as operações de
alinhamento. A base de assentamento tem de ser suportada de modo uniforme por cunhas introduzidas sob os seus quatro cantos para não
ficar inclinada nem suspensa devido à distribuição desigual do peso. Ajuste as cunhas até que os veios da bomba e da unidade de acionamento
estejam nivelados. Verifique a posição horizontal ou vertical das faces do acoplamento, bem como das flanges de aspiração e descarga,
através de um nível de bolha.
ALINHAMENTO DO ACOPLAMENTO FLEXÍVEL (VER FIGURA 2)
Os dois semi-acoplamentos devem estar afastados, pelo menos, 4 mm para não se poderem tocar quando o veio da unidade de acionamento é
rodado. As ferramentas necessárias para uma verificação aproximada são uma régua de traçar e um compasso de espessuras.
CUNHA DE
MEDIÇÃO
Reservatório em vácuo
Linha de equalização do vácuo
Válvula
Linha de abastecimento
do líquido de vedação
Válvula
Linha de ligação
Válvula
RÉGUA DE TRAÇAR
Figura 2
A verificação do alinhamento paralelo é efetuada através da colocação de uma régua de traçar entre a periferia dos dois semi-acoplamentos na
parte de cima, na parte de baixo e em ambos os lados. A unidade estará em alinhamento paralelo quando a régua de traçar ficar nivelada sobre
a periferia dos semi-acoplamentos em todas as posições. É necessário ter o cuidado de colocar a régua de traçar paralela ao eixo dos veios.
A verificação do alinhamento angular é efetuada através da colocação de um compasso de espessuras ao longo do comprimento das faces do
acoplamento em vários pontos.
O alinhamento do acoplamento pode ser verificado com um indicador de comparador como indica a figura 2.
GUNITAGEM
Quando o alinhamento estiver correto, os parafusos de ancoragem devem ser apertados de modo uniforme mas não com demasiada firmeza. A
unidade pode depois ser gunitada através da aplicação de betão fluido sob os bordos. Os parafusos de ancoragem só devem ser totalmente
apertados quando a argamassa tiver endurecido, normalmente 48 horas após a sua aplicação.
FATORES QUE PODEM PERTURBAR O ALINHAMENTO
O alinhamento da unidade deve ser periodicamente verificado. O facto de a unidade não estar alinhada mesmo após uma instalação adequada
pode ter as seguintes causas:
(a)
Colocação e secagem do maciço
(b)
Deformações na tubagem que inclinam ou deslocam os equipamentos
(c)
Desgaste dos rolamentos
TUBAGEM
A tubagem e os acessórios de aspiração e descarga devem ser colocados em suportes, de forma independente, e junto à bomba para que,
quando os parafusos das flanges forem apertados, não seja transmitida tensão ao corpo da bomba. Normalmente, é aconselhável aumentar o
tamanho quer da tubagem de aspiração, quer da tubagem de descarga, nos bocais da bomba a fim de diminuir a perda de altura manométrica
devido ao atrito; pelo mesmo motivo, a tubagem deve ser configurada reduzindo ao máximo as curvas ou utilizando, sempre que possível,
curvas com raios longos. A tubagem não deve ter cascão, resíduos de soldadura, etc., e tem de ser montada de forma a poder ser ligada às
flanges de aspiração e descarga sem transmitir qualquer tensão à bomba. Devem ser colocados suportes adequados na tubagem para que o seu
peso não recaia sobre a bomba. A utilização do mínimo possível de curvas e outros acessórios irá minimizar as perdas por atrito.
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TUBAGEM DE ASPIRAÇÃO
A tubagem de aspiração deve ser tão curta quanto possível. Para o conseguir, deve colocar-se a bomba junto ao líquido que se pretende
bombear. É importante manter a tubagem de aspiração sem fugas de ar. Este aspeto é particularmente importante quando a altura de aspiração
é elevada. Uma linha de aspiração horizontal tem de ter uma subida gradual até à bomba. Qualquer ponto elevado da tubagem será enchido
com ar, impedindo, dessa forma, um funcionamento adequado da bomba. Não deve utilizar uma peça de fixação concêntrica numa linha de
aspiração horizontal já que essa peça forma uma bolsa de ar na parte de cima do redutor e da tubagem. Utilize, em vez disso, uma peça
excêntrica.
A extremidade da tubagem de aspiração tem de estar devidamente submersa para evitar a agitação da água e a entrada de ar mas deve estar
afastada de depósitos de lama, vasa, areia, etc. Deve manter-se a tubagem a, pelo menos, 450 mm de qualquer parede próxima. A extremidade
da tubagem de aspiração deve receber um filtro com uma área aberta suficiente.
TUBAGEM DE DESCARGA
Devem ser instalados na linha de descarga uma válvula de retenção (de corte) e uma válvula de cunha ou de guilhotina (válvula reguladora).
A válvula de retenção colocada entre a bomba e a válvula de cunha destina-se a proteger a bomba de pressões excessivas e a evitar que a água
volte a entrar na bomba em caso de avaria da unidade de acionamento. A tubagem de descarga deve ser equipada com uma válvula de
guilhotina adjacente à flange de descarga para controlar a descarga, se necessário.
LINHA DE EQUALIZAÇÃO DO VÁCUO (E LINHA DO LÍQUIDO) (VER FIGURA 3)
Se a bomba funcionar a partir de um sistema em vácuo, é necessário colocar tubagem de equalização desde o ponto mais elevado da linha de
aspiração, mas sempre o mais próximo possível da flange de aspiração, até à parte de cima do reservatório de alimentação para impedir que as
bolhas de gás que possam ter ficado aprisionadas no caudal entrem na bomba. A linha deve ser equipada com uma válvula de isolamento que
só deve ser fechada para trabalhos de manutenção no grupo de bombagem.
Aplique líquido de vedação (vedação externa) na caixa de empanque para impedir a entrada de ar no caso das bombas com caixa de
empanque guarnecida. É conveniente impedir o líquido de vedação de chegar à linha de descarga acima da válvula de corte.
VÁLVULA DE PÉ
É aconselhável instalar uma válvula de pé para facilitar a ferragem. A válvula de pé deve ter passagem livre suficiente para a água. É
importante ter o cuidado de impedir que substâncias estranhas sejam aspiradas pela bomba ou bloqueiem a válvula de pé, pelo que deve ser
colocado um filtro eficiente.
CAIXAS DE EMPANQUE E GUARNIÇÕES
As caixas de empanque devem ser cuidadosamente limpas para receberem as guarnições. Certifique-se de que são colocadas guarnições
suficientes na parte de trás da caixa de empanque. Se a água a bombear estiver suja ou tiver areia, deve ser encaminhada água limpa de uma
fonte externa para evitar danos nas guarnições e no veio. Ao colocar as guarnições, cada anel deve ser cortado até que as suas extremidades se
toquem mas não se sobreponham. Os anéis seguintes não devem sofrer uma pressão demasiado elevada, pois isso poderia queimar todas as
guarnições e cortar o veio. Se a caixa de empanque não tiver guarnições adequadas, o atrito da própria caixa de empanque impede que se
consiga rodar o rotor manualmente. No arranque da bomba, é aconselhável ter as guarnições com uma ligeira folga mas sem provocar uma
fuga de ar; se lhe parecer que existe uma fuga, em vez de exercer demasiada pressão sobre a junta de vedação, coloque um pouco de óleo
pesado na caixa de empanque até que a bomba funcione e depois aperte gradualmente a junta de vedação. As guarnições devem ser
ocasionalmente mudadas.
ROLAMENTOS DE ESFERAS
Uma manutenção correta dos rolamentos de esferas é essencial. Os fabricantes de rolamentos sugerem a periodicidade de relubrificação a
seguir indicada em condições de funcionamento normais. De três em três meses quando a bomba está em serviço contínuo.
De seis em seis meses quando a bomba está em serviço oito horas por dia.
Os rolamentos e as caixas devem ser totalmente limpas e novamente enchidas com massa lubrificante ao fim de 2.500 horas de
funcionamento ou na data de revisão mais próxima.
FERRAGEM
A bombagem só ocorre se o corpo da bomba estiver cheio com líquido. Por conseguinte, o corpo da bomba e a tubagem de aspiração têm de
ser totalmente cheios com líquido para remover todo o ar e permitir o arranque da bomba. É possível utilizar diferentes métodos de ferragem
consoante o tipo de instalação e o serviço em causa.
(1) Nível de líquido acima do nível da bomba
A bomba é configurada abaixo do nível de líquido da fonte de abastecimento para que o líquido entre na bomba abaixo da altura
manométrica.
(2) Ferragem com válvula de pé
(a) Quando a bomba faz parte de uma instalação de aspiração e existe uma válvula de pé no final da linha de aspiração, encha a
bomba com água a partir de uma qualquer fonte externa até que todo o ar seja expulso e a água se movimente pelo purgador
de ar.
(b) Se houver líquido sob alguma pressão na tubagem de descarga, a ferragem pode ser efetuada fazendo passar o líquido sob
pressão em torno da válvula de retenção e da válvula de cunha. Naturalmente, a ferragem inicial tem de ser realizada a partir
de uma qualquer fonte externa.
NOTA: Neste caso, a válvula de pé tem de ser capaz de sustentar a pressão da bomba e um possível pico de caudal.
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(3)
Ferragem por ejetor: É possível utilizar um ejetor movido a vapor, com ar comprimido ou água sob pressão, e ligado ao purgador na
parte de cima do corpo, para remover ar da bomba e efetuar a ferragem da bomba em instalações de aspiração.
(4) Ferragem por bomba de vácuo de funcionamento a seco: Uma bomba manual ou uma motobomba aspira todo o ar do corpo e da
tubagem efetuando, dessa forma, a ferragem do sistema.
ARRANQUE
Não deve efetuar o arranque da bomba sem proceder à ferragem. Certifique-se de que a unidade de acionamento roda no sentido correto
indicado numa seta colocada no corpo da bomba.
FUNCIONAMENTO
Devido à sua construção simples, a bomba centrífuga praticamente não exige qualquer intervenção enquanto está a funcionar. A lubrificação
dos rolamentos e a manipulação das juntas de vedação são os únicos aspetos que exigem a atenção do operador.
PARAGEM
Antes de parar a bomba, feche a válvula de cunha. Esta ação impedirá golpes de aríete na válvula de retenção.
CAIXAS DE EMPANQUE
Não aperte excessivamente as juntas de vedação. A saída de algumas gotas de água das caixas de empanque quando a bomba está a funcionar
ajuda a manter as guarnições em bom estado.
ANÉIS DO CORPO
Os anéis do corpo são instalados no corpo para reduzir a quantidade de água que volta do lado de alta pressão para o lado da aspiração. Estes
anéis do corpo são instalados para manter uma pequena folga e dependem da água existente na bomba para se manterem lubrificados. Quando
ficam desgastados, a folga aumenta, fazendo regressar mais água para o lado da aspiração. Os anéis têm de ser ocasionalmente substituídos
para recuperar os valores normais de eficiência da bomba.
PEÇAS DE RESERVA
É necessário ter sempre disponíveis um conjunto de rolamentos de esferas, um conjunto de anéis do corpo e um conjunto de anéis de
guarnição da junta de vedação para assegurar o funcionamento ininterrupto da bomba. Quando encomendar peças de reserva, indique sempre
o tipo, o tamanho e o número de série das bombas indicados na chapa de características.
ANOMALIAS NA BOMBA
Quando procurar anomalias nas bombas Kirloskar, lembre-se sempre de que as bombas foram testadas na fábrica e não tinham problemas
mecânicos quando foram expedidas. Embora possa haver danos provocados pelo transporte, a maioria das anomalias ocorridas em obra
deve-se a uma instalação incorreta. A investigação mostra que a maioria das anomalias relacionadas com bombas centrífugas resulta de
condições incorretas no lado da aspiração.
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AVARIA – CAUSA – PONTOS A VERIFICAR
Em caso de avaria, recomendamos que procure detetar a falha utilizando a tabela a seguir apresentada.
AVARIA
PONTOS A VERIFICAR
1
7
8
9
10
11
12
14
18
19
23
25
26
56
57
58
1
2
3
4
5
6
7
11
22
12
56
13
57
14
58
15
17
O desempenho em termos de descarga
deteriorou-se
1
20
3
21
7
22
9
23
10
24
A bomba efetua uma descarga excessiva
16
56
57
58
1
3
6
7
A descarga é interrompida
14
58
15
62
16
19
1
2
5
6
19
20
22
54
A bomba não efetua a descarga
A bomba efetua a descarga a uma capacidade
reduzida
Depois de parar, a bomba funciona no sentido
inverso
Muito ruído
15
17
8
9
10
18
19
20
21
11
53
12
57
13
62
14
19
8
9
10
11
12
13
22
23
25
26
56
57
7
8
11
12
13
15
55
56
57
62
52
19
20
22
31
32
33
35
36
37
38
Funcionamento instável da bomba
39
55
40
58
43
44
47
48
49
50
51
54
A caixa de empanque tem uma fuga excessiva
24
27
28
29
30
31
47
48
49
53
Saem fumos da caixa de empanque
22
42
23
43
24
25
26
27
28
29
30
41
Rotor da bomba bloqueado em posição de repouso
22
45
46
50
A bomba aquece e fica bloqueada
23
42
24
45
25
47
26
48
27
49
28
50
29
54
30
40
41
19
20
21
22
31
32
33
34
35
36
A temperatura dos rolamentos aumenta
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
49
51
54
55
58
O motor não arranca
14
22
60
O motor aquece ou queima
14
58
22
59
27
60
28
61
40
43
50
55
56
57
É difícil efetuar o arranque do motor
14
22
27
28
45
46
50
58
59
60
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PONTOS A VERIFICAR
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
Na tubagem de aspiração, a válvula de pé está
bloqueada.
O diâmetro nominal da linha de aspiração é demasiado
reduzido.
A tubagem de aspiração não está suficientemente
submersa.
Existem demasiadas curvas na linha de aspiração.
O espaço livre em torno da boca de aspiração não é
suficiente.
A válvula de corte da linha de aspiração está numa
posição desfavorável.
A implantação da linha de aspiração é incorreta
(formação de bolsas de ar).
A válvula da linha de aspiração não está totalmente
aberta.
As juntas da linha de aspiração não são estanques.
10. Existem fugas de ar pela linha de aspiração, caixa de
empanque, etc.
11. A altura de aspiração é demasiado elevada.
12. A altura de aspiração é demasiado reduzida (a
diferença entre a pressão na ligação de aspiração e a
pressão de vapor é demasiado reduzida).
13. O líquido descarregado contém demasiado gás e/ou ar.
14. O líquido descarregado é demasiado viscoso.
15. A purga é insuficiente.
16. O número de rotações é demasiado elevado.
17. O número de rotações é demasiado reduzido.
18. O sentido de rotação está incorreto (o motor elétrico
pode estar ligado incorretamente, com fases trocadas
no bloco de terminais).
19. O impulsor está obstruído.
20. O impulsor está danificado.
21. Os anéis do corpo estão desgastados.
22. Os cristais são separados do caudal do líquido
bombeado (situando-se abaixo do limite de
temperatura/equilíbrio térmico).
23. A linha do líquido de vedação está obstruída.
24. O líquido de vedação está contaminado.
25. O anel espaçador da caixa de empanque não está
posicionado por baixo da boca do líquido de vedação.
26. Falta líquido de vedação.
27. As guarnições estão instaladas incorretamente.
28. A junta de vedação foi apertada em demasia ou está
inclinada.
29. As guarnições não são adequadas às condições de
funcionamento.
30. A camisa do veio está desgastada na zona das
guarnições.
31. Rolamento desgastado.
47
32. Não foi mantido o nível de óleo especificado.
33. A lubrificação dos rolamentos é insuficiente.
34. Os rolamentos de esferas estão demasiado lubrificados.
35. A qualidade do óleo/massa lubrificante não é adequada.
36. Um rolamento de esferas está instalado incorretamente.
37. Existe tensão axial sobre os rolamentos de esferas (não há
folga axial para o rotor).
38. Os rolamentos estão sujos.
39. Os rolamentos apresentam ferrugem (corrosão).
40. O impulso axial é demasiado elevado devido a anéis do
corpo desgastados ou orifícios de descarga obstruídos.
41. O abastecimento de água de arrefecimento para a caixa de
empanque é insuficiente.
42. Existem sedimentos na câmara da água de arrefecimento da
caixa de empanque.
43. O alinhamento do acoplamento é incorreto ou o
acoplamento tem demasiada folga.
44.
45.
46.
47.
48.
49.
O elemento elástico do acoplamento está desgastado.
O corpo da bomba está sob tensão.
A tubagem está sob tensão.
O veio está desviado.
O veio está dobrado.
O equilíbrio das peças do rotor é insuficiente.
50.
51.
52.
53.
Existem peças do rotor que tocam no corpo.
A tubagem apresenta vibração.
A válvula de corte fica presa.
O líquido descarregado está contaminado.
54. Existe uma obstrução na linha de descarga.
55. O débito é demasiado elevado.
56. A bomba não é adequada para funcionamento em paralelo.
57. O tipo de bomba não é adequado.
58. Foi escolhida uma bomba incorreta face às condições de
funcionamento.
59. A tensão é demasiado reduzida ou houve uma sobrecarga na
alimentação elétrica.
60. Ocorreu um curto-circuito no motor.
61. A configuração do arranque do motor é demasiado elevada.
62. A temperatura do líquido descarregado é demasiado
elevada.
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11.
ELIMINAÇÃO
Elimine todos os resíduos, como juntas, guarnições, óleo, baterias, material de vedação, etc.,
de acordo com os regulamentos locais.
Deve verificar se a grua está a funcionar corretamente antes de elevar a bomba/componentes da
bomba. Além disso, deve verificar o estado das roldanas, correntes e manilhas de elevação antes da
sua utilização.
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instruções de instalação, funcionamento e manutenção para bomba