1 AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS NO NÚCLEO INDUSTRIAL DE RECICLAGEM DE RESÍDUOS SOLIDOS DO INSTITUTO DOM FERNANDO – GOIÂNIA, GOIÁS _____________________________________ Ana Lúcia Gomes Borges1 Elaine Lopes Noronha Farinelli2 Ilton Luis Guimarães de Siqueira3 Orientador: Antonio Pasqualetto 4 RESUMO O Núcleo Industrial de Reciclagem (NIR) de resíduos sólidos do Instituto Dom Fernando constitui-se em uma usina de reciclagem de lixo, unidade que surgiu na perspectiva de atender às diversas demandas sócio-ambientais e como alternativa para a geração de renda nas comunidades que integram a região leste de Goiânia. O NIR estruturou suas unidades de produção a partir da implantação da coleta e reciclagem do lixo: plástico, papel e rejeitos orgânicos. No presente artigo trataremos da análise minuciosa e comprovada dos impactos ambientais e sociais causados pelo Núcleo Industrial de Reciclagem, objetivando assim a mitigação desses impactos e a otimização da produção de produtos reciclados. Palavra-chave: Usina de reciclagem, lixo, gestão ambiental, impactos ABSTRACT The Industrial Solids Recycling Nucleus (ISRN), of the Dom Fernando Institute, comprises a garbage recycling plant. It aims to meet a variety of social and environmental goals, and also to provide an alternative source of income for the communities in the eastern section of Goiania. The ISRN hás implemented programs for collection and recycling of solid waste, i.e., plastics, paper and organic waste. In this article, we present detailed analyses of the social and environmental impacts of the ISRN, with a view to impact mitigation and optimizing production of recycled material products. Key –word: Recyclyng plant, Garbage, Environmental Management, Impacts. 1 Bacharel em Direito, Especialista em Educação Ambiental e Pós Graduando em Gestão Ambiental Administradora de Empresas, Especialista em Gestão de Responsabilidade Social e graduando em Gestão Ambiental Engenheiro Agrícola, Especialista em segurança do trabalho e graduando em Gestão Ambiental 4 Engenheiro Agrônomo, Dr. Professor UCG/SENAI/CEFET-Goiás. [email protected] 2 3 2 1. INTRODUÇÃO A palavra lixo sempre foi associada à sujeira, restos. Derivada do latim lix (cinza), o lixo tecnicamente é conhecido como Resíduo Sólido Urbano (RSU). Se até o começo da Revolução Industrial o lixo era composto basicamente de restos e sobras de alimentos, a partir dessa era passou a ser identificado, também, por todo e qualquer material descartado e rejeitado pela sociedade (Teixeira, 2004). O desenvolvimento para o conforto e o bem-estar humanos produzido a partir da Revolução Industrial levou à intensificação do material descartado, ocasionando um aumento da quantidade de resíduos gerados e não utilizados pelo Homem, muitos deles provocando a contaminação do meio ambiente e riscos à saúde humana, basicamente nas áreas urbanas (Teixeira, 2004). O crescimento das áreas urbanas não levou em consideração a necessidade de adequação de locais específicos para depósito e tratamento dos resíduos sólidos. No Brasil de hoje, por exemplo, estima-se que a produção anual de lixo esteja em torno de 44 milhões de toneladas, sendo que a maior parte dos resíduos recolhidos nos centros urbanos é simplesmente jogada sem qualquer cuidado em depósitos existentes nas periferias das cidades. (Teixeira, 2004) A miséria socioeconômica brasileira faz com que o lixo acabe se transformando numa fonte de sustento para milhares de pessoas, adultos e crianças, homens e mulheres. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF (2003), 45 mil crianças e adolescentes brasileiros vivem da garimpagem do lixo. São filhos de famílias muito pobres que ajudam os pais a catar embalagens plásticas, papéis, latinhas de alumínio, a separar vidros e restos de comida. Essa triste constatação torna-se ainda pior pelo fato de que em alguns lixões, mais de 30% das crianças em idade escolar nunca pisaram nas salas de aula. (Teixeira, 2004) Existem três opções tecnológicas básicas para a disposição adequada de Resíduos: aterros sanitários, reciclagem/compostagem e incineração, destacamos a importância das unidades de reciclagem e compostagem. São 3 alternativas importantes todas as vezes que se verificarem a existência de mercados para absorção de materiais recicláveis produzidos. A falta de novas áreas para a implantação de aterros sanitários é um fator que tem contribuído para a implementação de sistemas de reciclagem e compostagem. Estudos apontam que as técnicas utilizadas pela compostagem são capazes de reduzir à metade a massa de lixo processada e, num prazo de 60 a 90 dias, levar à obtenção de um composto orgânico para utilização na agricultura sem causar danos ao meio ambiente. Está claro que, lixo “não é lixo”, e que a reciclagem desses resíduos sólidos podem gerar empregos e renda, além de proporcionar o reaproveitamento de produtos para a fabricação de novos utensílios, o que representa diversos benefícios ambientais. Esta técnica vem sendo realizada em Goiânia pelo Instituto Dom Fernando, através da Cooperativa de reciclagem – COOPREC, que tem por missão contribuir com a construção da cidadania e a luta pela justiça social, por meio de ações sócio-educativas-culturais e ambientais qualificadas, visando o atendimento das necessidades básicas humanas da população que vive na região leste do município de Goiânia, em situação de exclusão social. Apesar da contribuição da usina de reciclagem ao meio ambiente, não se descarta a geração de impactos ambientais durante a sua operação, que devem ser avaliados, identificados, analisados a fim de se estabelecer medidas mitigadoras. Este estudo tem o objetivo de avaliar, de acordo com a Norma ISO 14001, os impactos ambientais no Núcleo Industrial de Reciclagem, contribuindo para a otimização do sistema de reciclagem. 4 2. BASES TEÓRICAS 2.1. CONCEITOS Buscou-se o desenvolvimento uniforme das seguintes definições e conceitos referenciais para o estudo: aspecto ambiental, impacto ambiental, e medidas mitigadoras. Aspecto Ambiental: Elementos das atividades, produtos e ou serviços de uma organização que pode interagir com o meio ambiente (Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABTN, 1996). Impacto Ambiental: Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente afetam a saúde, a segurança e o bem estar da população, atividades sociais e econômicas, a biota, as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente, a qualidade dos recursos ambientais (Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, 1986). Pode ser também qualquer alteração no sistema ambiental físico, químico, biológico, cultural e sócio-econômico que possa ser atribuído a atividades humanas relativas às alternativas em estudo para satisfazer as necessidades de um projeto Cabral, (1998). Outra forma de defini-lo é apresentando pela ABTN (1996), caracterinzando-o como qualquer modificação do meio ambiente, adversa ou benéfica, que resulte, no todo ou em parte, das atividades, produtos ou serviços de uma organização. Este último parece adequar-se melhor a realidade. Medidas Mitigadoras: Segundo (Moreira, 2004) Medidas mitigadoras são aquelas que visam à minimização dos impactos adversos, compreendendo: natureza das medidas preventivas ou corretivas; fases do empreendimento em que serão aplicadas; fator ambiental a que se destinam (físico, biológico ou antrópico); prazo de permanência de sua aplicação; e responsabilidade por sua implantação. Para (Dashefsky, 1997) medidas mitigadoras ou minimizadoras são aquelas capazes de diminuir ou potencializar os impactos, ou mesmo a sua gravidade, não compensando danos. Portanto, são medidas que objetivam 5 minimizar os impactos de forma preventiva prevista na fase de planejamento do projeto, podendo ser implantadas nas diferentes fases do mesmo. 3. REQUISITOS LEGAIS É recomendado que a cooperativa estabeleça e mantenha procedimentos para identificar, acessar e compreender os requisitos legais para ela subscritos, diretamente aplicáveis aos aspectos ambientais das suas atividades e serviços. Por tais razões, os projetos e programas que envolvam o gerenciamento dos resíduos devem estar adequados às normas e às leis. 3.1. DIREITO AMBIENTAL INTERNACIONAL - Resoluções, Declarações, Decisões. Assembléia-Geral das Nações Unidas (Resoluções nº 2.994/XXVII e 2.996/XXVII, de 15 de dezembro de 1972 aprova a Conferência sobre o Meio Ambiente Humano, Estocolmo, de 16 de junho de 1972. - Resolução nº 3.281 (XXIX) da ONU - "Carta dos Direitos e Deveres Econômicos dos Estados"- art. 3º - reitera os princípios de informação e consulta prévia adotados pela Resolução 3.129 (XXVIII), e de "não causar danos aos legítimos interesses de outros Estados". - Resolução 37/7 da Assembléia-Geral das Nações Unidas, de 28.10.1982 aprova a "Carta Mundial da Natureza" - dispões sobre as Diretrizes e Princípios de Direito Ambiental. 3.1.2. LEIS FEDERAIS E NORMAS - Lei nº 6803, de 2 de julho de 1980, dispõe sobre as diretrizes básicas para o Zoneamento Industrial, prevê que os Estados estabeleçam leis de zoneamento, nas áreas críticas de poluição, que compatibilize as atividades industriais com a proteção ambiental. 6 - Lei nº 6938, de 31 de agosto de 1981 - Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação, e dá outras providências. - Art. 2 - dispõe que a Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivos a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental. - Art. 14 § 3º - Princípio de Poluidor Pagador ou da Responsabilidade - "sem obstar a aplicação da penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade". - Lei nº 7347, de 24 de julho de 1985 - Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, histórico. turístico e paisagís tico, e dá outras providências. - Lei nº 5.357, de 17 de novembro de 1967 - estabelece penalidades para embarcações e terminais marítimos ou fluviais que lançam detritos ou óleo em águas brasileiras. 3.1.3. CONAMA - CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - Resolução Conama nº 1, de 23 de janeiro de 1986 - Define Impacto Ambiental, Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental e demais disposições gerais. - Resolução Conama nº 1-A, de 23 de janeiro de 1986 - Estabelece normas ao transporte de produtos perigosos que circulem próximos a áreas densamente povoadas, de proteção de mananciais e do ambiente natural. - Resolução Conama nº 6, de 15 de junho de 1988 - No processo de Licenciamento ambiental de Atividades Industriais os resíduos gerados e/ou existentes deverão ser objetos de controle específico. - Resolução Conama nº5, de 5 de agosto de 1993 - Resíduos Sólidos - definição de normas mínimas para tratamento de resíduos sólidos oriundos de serviços de 7 saúde portos e aeroportos bem como a necessidade de estender tais exigências aos terminais ferroviários e rodoviários. - Resolução Conama nº 6, de 31 de agosto de 1993 - Resíduos Sólidos: óleos lubrificantes. - Resolução Conama nº 9, de 31 de agosto de 1993 - Define os diversos óleos lubrificantes, sua reciclagem, combustão e seu refino, prescreve diretrizes para a sua produção e comercialização e proíbe o descarte de óleos usados onde possam ser prejudiciais ao meio ambiente. 3.1.4. ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - GERAIS NBR 10.004 - Resíduos Sólidos - Classificação NBR 10.005 - Lixiviação de Resíduos Procedimento NBR 10.006 - Solubilização de resíduos - Procedimentos NBR 10.007 - Amostragem de resíduos - Procedimentos Aterros Sanitários/Industriais NBR 10157 - Aterros de Resíduos Perigosos - Critérios para Projeto, Construção e Operação. Esta norma fixa as condições mínimas exigíveis para projetos e operação de aterros de resíduos perigosos, de forma a proteger adequadamente as coleções hídricas superficiais e subterrâneas próximas, bem como os operadores destas instalações e populações vizinhas. NBR 8418 - Apresentação de projetos de aterros de resíduos industriais perigosos. NBR 8419 - Apresentação de Projetos de Aterros Sanitários de Resíduos Urbanos. Tratamentos de Resíduos NB 1265/ NBR 11175 - Dezembro/89 Incineração de resíduos sólidos perigosos - Padrões de desempenho. Esta norma fixa as condições exigíveis de desempenho do equipamento para incineração de resíduos sólidos perigosos 8 exceto aqueles assim classificados apenas por patogeneidade ou inflamabilidade. Armazenamento/Transporte NB 1183 - Novembro/88 - Armazenamento de Resíduos Sólidos Perigosos. NB 98 - Armazenamento e Manuseio de Líquidos inflamáveis e Combustíveis. NBR 7505 - Armazenamento de Petróleo e seus Derivados Líquidos. NB 1264 - Armazenamento de Resíduos Classe II - Não Inerte e III - Inertes NBR 7500 - Transporte de Cargas Perigosas - Simbologia Diversas NBR 9897 - Planejamento de Amostragem de Efluentes Líquidos e Corpos Receptores NBR 12807 - Resíduos de Serviços de Saúde - Terminologia NBR 12809 - Manuseio de Resíduos de serviços de Saúde NBR 12810 - Coleta de Resíduos de Serviços de Saúde 3.1.5. LEIS ESTADUAIS Constituição do Estado de Goiás Art. 127 do Capítulo V - trata da Proteção dos Recursos Naturais e da Preservação do Meio Ambiente, podemos verificar que os dizeres são os mesmos da Constituição da Republica Federativa do Brasil, com a diferença do acréscimo de um item que por sinal é de muita importância. Segundo o art. 127 cabe ao Poder Público e à coletividade o dever de recuperação do meio ambiente, além de defendê-lo e preservá-lo como é colocado no art. 225 da Constituição Federal. Decreto Nº 14.250 de junho/81 - Regulamenta dispositivos da Lei Nº 5.793 de outubro/80, referentes à proteção e a melhoria da qualidade ambiental. 9 Capítulo II - Seção II - Da Proteção do Solo e do Controle dos Resíduos Sólidos - Art. 21 - O solo somente poderá ser utilizado para destino final de resíduos de qualquer natureza, desde que sua disposição seja feita de forma adequada, estabelecida em projetos específicos, ficando vedada a simples descarga ou depósito, seja em propriedade pública ou particular. - Art. 22 - Os resíduos de qualquer natureza, portadores de patogênicos ou de alta toxidade, bem como inflamáveis, explosivos, radioativos e outros prejudiciais, deverão sofrer, antes de sua disposição final no solo, tratamento e/ou acondicionamento adequados fixados em projetos específicos, que atendam os requisitos de proteção à saúde pública e ao meio ambiente. - Art. 24 - o tratamento, quando for o caso, o transporte e a disposição de resíduos de qualquer natureza de estabelecimentos industriais, comerciais e de prestação de serviços quando não forem de responsabilidade de Município, deverão ser feitos pela própria empresa e as suas custas. Parágrafo 1 - A execução, pelo município, dos serviços mencionados neste artigo, não exime a responsabilidade da empresa, quanto a eventual transgressão de dispositivos deste Regulamento. Capitulo II – Seção III da Proteção Atmosférica - Art. 25 - É proibida a queima ao ar livre de resíduos sólidos, líquidos ou de qualquer outro material combustível, desde que cause degradação da qualidade ambiental, na forma estabelecida no artigo 3. - Art. 26 - É proibida a instalação e o funcionamento de incineradores domiciliares, prediais e industriais, de qualquer tipo, exceto os incineradores hospitalares e congêneres. Capítulo II - Seção IV Do Controle de Sons e Ruídos - Art. 35 - A emissão de ruídos e sons produzidos por veículos automotores e os produzidos no interior dos ambientes de trabalho, obedecerão às normas expedidas, respectivamente, pelo Conselho Nacional de trânsito - CONTRAM e pelo Ministério do Trabalho. 10 4. HISTÓRICO Em 1995, a Sociedade Goiana de Cultura – SGC, face civil da Arquidiocese de Goiânia, criou o Instituto Dom Fernando – IDF, uma instituição sem fins lucrativos, com a missão de contribuir com a construção da cidadania e com o desenvolvimento sócio-ambiental dentro de uma perspectiva sustentável. Um ano depois de seu surgimento, o IDF implantou o Projeto Meia Ponte nos bairros Jd. Dom Fernando I e II, Jd. das Aroeiras I e II e Jd. Conquista. Historicamente, o Projeto tem essa denominação por localizar-se na região próxima ao Rio Meia Ponte, ou seja, na região leste do município de Goiânia. Seu propósito é sempre lembrado através da metáfora que consiste na construção da “Ponte da Cidadania”, onde através de uma ponte simbólica, de um lado sendo construída pelo IDF e do outro pela comunidade, abriria passagem para uma sociedade mais justa, mais solidária e mais democrática, com a geração de trabalho e renda; recuperação do meio ambiente; educação e saúde; resgate de culturas dos moradores; proteção à criança e ao adolescente e contribuir para o acesso à justiça. A partir disso, foram criados os Projetos: • Centro de Arte Educação e cultura Escola de Circo; • Centro de Educação Profissional Dom Fernando; • Horto de Plantas medicinais; • Núcleo de Educação Ambiental; • Núcleo Industrial de Reciclagem. O Núcleo Industrial de Reciclagem (NIR) constitui-se, em uma Usina de reciclagem de lixo, unidade que surgiu na perspectiva de atender às diversas demandas sócio ambiental e como alternativa para a geração de trabalho e renda, nas comunidades que integram a região leste de Goiânia. Buscando o desenvolvimento sócio-ambiental sustentável e sensibilizando para a conservação do meio ambiente, o NIR estruturou suas unidades de produção a 11 partir da implantação da coleta seletiva e reciclagem do lixo: papel, plástico e matéria orgânica. A materialização das ações do NIR e a operacionalização de seus equipamentos são efetivadas por uma Cooperativa de trabalho, portanto uma Cooperativa de Reciclagem de Lixo - COOPREC. Criada em 1998, com forma e natureza jurídica própria, a COOPREC é constituída atualmente por 30 (trinta) cooperados homens e mulheres, que nela tem uma alternativa de trabalho e renda. Através do NIR a COOPREC coleta e recicla resíduos sólidos para a fabricação de telhas fibro asfálticas, grânulos e húmus, produtos que quando reciclados, estão prontos para a comercialização. Esta iniciativa tornou-se referência nacional, devido ao seu trabalho social e ambiental. É sabido que desde a implantação do projeto, o índice de adesão da população atingiu níveis altamente satisfatórios de eficiência na separação dos resíduos, conforme, verifica-se nos bairros Jardim Dom Fernando II e Jardim Conquista (fig.1). Porém quando se trata da verificação global, compreendendo os cinco bairros5 os índices caem para menos de 5% de separação dos resíduos sólidos coletados. A COOPREC é gerida de acordo com os princípios do associativismo, ou seja, adesão voluntária e livre, gestão democrática pelos membros, autonomia e independência, formação, intercooperação, interesse pela comunidade, alem de serem todos responsáveis pelas despesas com direito de participar do rateio das sobras solidariamente. Um dos requisitos para integrar a COOPREC é residir em um dos cinco bairros atendidos pelo instituto Dom Fernando, quais sejam, Jd. D. Fernando I e II, Jd. Aroeiras I e II e Jd. Conquista. 5 os bairros de atuação do IDF são: Jardim Dom Fernando I e II, Aroeiras I e II e Jardim Conquista. 12 Figura 1- Adesão a coleta Seletiva de resíduo sólidos na região leste de Goiânia na área de atuação da COOPREC. Sim(22%) Não(78%) NEA, Pesquisa de Campo, realizada em Dezembro de 2002 no bairro Jardim Conquista e Jardim .Dom Fernando I 5. PROCESSOS 5.1. COLETA O processo inicia-se com a coleta do lixo é feita pela cooperativa de reciclagem no período da manhã, já previamente separado pela comunidade. 5.2. RECEPÇÃO E PESAGEM Os caminhões são pesados cheios e vazios ao entrar e sair da usina. Após a pesagem o material é lançado na rampa receptora. 13 5.3. UNIDADE DE TRIAGEM E SEPARAÇÃO O lixo é coletado da moega levado manualmente para a mesa separadora onde é feita a separação dos materiais (plástico, papel, metais e outros). Após a separação o papel é direcionado para a unidade de processamento. O plástico tipo polietileno de baixa densidade é direcionado para a unidade de processamento de plástico, os demais tipos de plástico e metais são vendidos para outros recicladores. 5.4.PROCESSAMENTO DE PLÁSTICO O plástico a ser utilizado para a reciclagem é armazenado em um container, e retirado de acordo com a necessidade de produção, na próxima etapa é colocado no triturador que automaticamente transfere o material para um tanque onde é lavado e triturado. Logo após é soprado para a retirada do excesso de umidade. Em seguida o material é colocado manualmente na aglutinadora, onde é aquecido e transformado em pequenos pedaços, denominado de aglutinado, que é transferido para a extrusora. O atrito dos fragmentos contra a parede do equipamento rotativo provoca elevação da temperatura, levando à formação de uma massa plástica. A extrusora funde e torna a massa plástica homogênea. Na saída da extrusora, encontra-se o cabeçote, do qual sai um espaguete continuo, que é resfriado com água. Em seguida, o espaguete é picotado em um granulador e 14 transformado em pellet aglutinador também é utilizado para incorporação de aditivos – como cargas, pigmentos onde é fundido e originado os filetes com extensão de aproximadamente 3 metros, passando por um canalete onde sofre choque térmico, para resfriamento e enrijecimento. Finalizando o processo os filetes são picotados resultando nos grânulos. 5.5. PROCESSAMENTO DO PAPEL O processo tem inicio com a retirada de grampos metálicos e fitas adesivas, logo após é colocado no moinho onde é triturado e mergulhado em água e transformado em uma massa de papel, de onde é transferido para um tanque de deposito que mantém a massa em agitação para que essa massa se mantenha homogênea, em seguida é transferida e distribuída em uma esteira rolante de onde são formadas e cortadas as mantas (papel moído e prensado). As mantas são transferidas manualmente para o pátio a céu aberto, onde são colocadas nos estrados (moldes) para ondulação e aproximadamente secagem, três dias. por Após a secagem as telhas são refiladas (as bordas são aparadas) e bandadas com betume para impermeabilização. 5.6. UNIDADE DE PRODUÇÃO DO HÚMUS O material orgânico na usina de reciclagem é disposto no primeiro canteiro, onde permanece por sessenta dias, neste período é revolvido e molhado 15 diariamente. As variações de temperatura variam de 65º a 35ºC. Em seguida o material é removido para outro canteiro quando então são colocadas as minhocas, as quais irão processar o material orgânico e transforma-lo em composto orgânico. Numa fase seguinte as minhocas são retiradas e o material segue para o terceiro canteiro, para o processo de secagem. Depois de seco, será peneirado para que sejam retirados os rejeitos. Por fim o húmus é ensacado e destinado à venda 16 Recepção Triagem e Separação MATERIAL PLÁSTICO Armazenado Papel Retirada de grampos e fitas Material rejeitado Vendido a outros recicladores Enviado ao aterro sanitário Triturado Lavado Soprado para secagem Aquecido e aglutinado Aquecido e Fundido Resfriado e enrijecido Picotado e transformado em grânulos Triturado e mergulhado em água Tanque de Agitação Esteira rolante Corte Manta Forma e secagem Bordas aparadas Impermeabilização Figura 2 – Fluxograma do processo de papel, plástico e material rejeitado no NIR – Núcleo Industrial de Reciclagem 17 6. METODOLOGIA O trabalho foi desenvolvido utilizando pesquisas em diversas fontes, sempre com a preocupação central de se fazer análise qualitativa, de acordo com Roesch (1999, p.33) que cita que a pesquisa qualitativa parte da perspectiva de que o mundo e a realidade não são objetivos exteriores ao homem, mas socialmente construídos e recebem um significado a partir do homem. Foram realizadas entrevistas com técnicos e cooperados que trabalham no local, para fornecimento de informações de todas as rotinas desenvolvidas nos processos de produção. Realizou-se um levantamento qualitativo dos aspectos e impactos ambientais do Núcleo de industrialização de Reciclagem através de observações e reconhecimento durante visita técnica. Utilizou-se o método de “GUT” que multiplica os valores de Gravidade x Urgência x Tendência para priorizar os impactos ambientais e auxiliar nas ações mitigadoras., onde: TENDENCIA (PROBABILIDADE) GxUxT Representam riscos de altos custos para a correção do impacto ambiental e imagem extremamente danificada organização Representa alta probabilidade de ocorrência do impacto ambienta!. É esperado que ocorra ao menos um vez durante a vida útil das instalações. 27 2 Os prejuízos são muito graves, implicando em problemas para as políticas da organização e o atendimento dos objetivos e metas. Representam riscos de moderados custos para correção do impacto ambiental e imagem muito danificada da organização Representa moderada probabilidade de ocorrência do impacto ambienta!. É provável que ocorra ao menos uma vez durante a vida útil das instalações . 8 1 Os prejuízos são graves, porém não impedem o atendimento dos objetivos e metas da organização e não representam o descumprimento das suas políticas. Representa riscos de pequenos custos para correção do impacto ambiental e pequeno dano na imagem da organização. Representa pequena ou remota probabilidade de ocorrência do impacto ambienta!. É improvável que ocorra ao menos uma vez durante a vida útil das instalações. 1 NOTA GRAVIDADE (SEVERIDADE) 3 OS prejuízos ou dificuldades são extremamente graves, comprometendo a integridade física, saúde e a própria vida das pessoas, bem como a capacidade operacional da organização. URGENCIA (RISCOS) Santos, 2002 - Gravidade diz respeito à severidade do impacto ambiental ou gravidade intrínseca, 18 - Urgência refere-se aos riscos quanto aos custos para correção do impacto ambiental, bem como ao efeito gerado na imagem da organização e - Tendência diz respeito à probabilidade de ocorrência do impacto ambiental durante a vida útil das instalações da organização Elaborarou-se a matriz de interação de atividades, aspectos, fatores ambientais do NIR, identificando os impactos positivos e negativos. Em um trabalho acadêmico a materialização de tais observações somadas a uma criteriosa atividade de pesquisa bibliográfica, das resoluções do CONAMA, da Norma ISO 14001, documentações do IDF, visitas e entrevistas, está fundamentada na convicção de que a produção do cientista social não pode se prender apenas a interpretação de séries numéricas e históricas, mesmo que elaboradas com impecável rigor metodológico, mas principalmente na diversidade de interpretações das vivências experimentadas pelas pessoas que, ao longo do tempo, vão se transformando em atores de uma história de sucessos e de fracassos. 19 7. RESULTADO E DISCUSSÃO Das observações identificaram-se as principais atividades e processos e seus respectivos aspectos e impactos ambientais, conforme Tabela 1: Tabela 01 – Atividades, aspectos e impactos ambientais da Usina de Reciclagem Dom Fernando, Goiânia, Goiás. Processo Coleta Recepção Triagem Atividade Coleta de Lixo nas residências e captação de material em outros estabelecimentos Descarregamento do Caminhão Separação Lavagem do plástico Aspectos Ambientais Acidente Exalação de Odores Impacto Ambiental Lesão do cooperado Desconforto olfativo para o cooperado Ruído do caminhão Perda auditiva pelo Cooperado Resíduo liquido Trituração Poluição Visual Exalação de Odores Desconforto para o cooperado Ruído do caminhão Perda auditiva pelo cooperado Acidente Lesão do cooperado Exalação de odores Desconforto para o cooperado Resíduos Contaminação do cooperado Alto consumo de água e energia Redução do nível de água no reservatório da cidade Aumento da geração de energia Aumento de efluente na lagoa de tratamento Ruído Perda de Calor Centrifugação Processamento de Papel Contaminação do Solo Amontoado de Lixo Geração de efluentes Processamento de Plástico Contaminação do Cooperado Perda auditiva Desconforto ao cooperado Aumento do consumo de energia Ruído Perda auditiva Armazenamento Arranjo Físico Poluição Visual Agitação Geração de efluentes Aumento de efluente na lagoa de tratamento Substancia Química Contaminação do Ar; Danos a saúde do Cooperado. Uso de produtos químicos Gases e vapores Exalação de Odores Desconforto para o Cooperado Resíduo liquido Contaminação do solo Tratamento Criação de minhoca Geração do Húmus Tratamento Lona Furada Contaminação do solo e água Recepção do material Compostagem Tratamento de Efluentes Pode-se observar que nas etapas do processo de coleta, recepção e triagem o cooperado, pertencente ao meio antrópico, é o mais afetado dos integrantes do 20 meio ambiente, principalmente nos aspectos de acidentes, ruído e exalação de odores. Na coleta, que é realizada em caminhões basculantes, durante 4 horas diárias em média, um cooperado fica na caçamba e dois outros arremessam os resíduos que se encontram dentro de sacos plásticos nas calçadas, podendo ocorrer acidentes, como cortes devido a cacos de vidros ou laminas metálicas, no momento da coleta e do arremesso , contaminações biológicas devido a resíduos orgânicos que possam estar presentes nos materiais recicláveis ou ainda devido à queda durante o percurso tanto do cooperado que fica na caçamba quanto dos que ficam no solo. Os sacos que contém os resíduos não são vedados hermeticamente podendo exalar odores durante a coleta, causando desconforto. Devido a proximidade dos cooperados com o caminhão o ruído gerado deste pode provocar perda auditiva. Na recepção não acontece o contato dos cooperados com os resíduos, pois o descarregamento é realizado pelo tombamento da caçamba do caminhão, porém podem ocorrer perda auditiva nos cooperados devido ao ruído do caminhão, desconforto devido à exalação de odores pelos motivos acima comentados e poluição visual. Na triagem o trabalho é realizado manualmente envolvendo um numero maior de cooperados. Devido ao contato podem ocorrer acidentes devido a cortes e contaminação biológica pelos mesmos fatores da coleta, além da exalação de odores. No processamento do plástico o impacto maior no cooperado é a perda auditiva nas etapas de trituração e centrifugação, além da geração de calor na etapa de centrifugação que causa desconforto térmico e a poluição visual em função do armazenamento inadequado. No processamento de papel a etapa de impermeabilização pode gerar contaminação nos cooperados devido ao contato ou através de gases e vapores uma vez que são utilizadas substâncias voláteis. 21 O processo de compostagem gera o desconforto em função dos odores exalados. Outro integrante do meio ambiente afetado é o meio físico, ou seja, a água o ar e o solo. A etapa de lavagem do plástico gera impactos na água devido ao consumo e geração de efluentes, assim como no processamento do papel, na etapa de agitação, que utiliza água para a formação de massa, sendo o excesso escoado como efluente. No tratamento de efluentes pode ocorrer vazamento contaminado a água. O ar é afetado principalmente no processamento de papel, pela emissão de gases e vapores no tratamento químico com o uso de betume durante a impermeabilização Nas etapas de coleta e compostagem a presença de resíduos líquidos juntamente com o material reciclável pode provocar a contaminação do solo, o que também pode ser gerado pelo tratamento de efluentes caso haja vazamento. A geração de húmus durante a etapa de tratamento da compostagem gera um impacto no solo positivo em função da produção de adubo orgânico que será utilizado em substituição aos adubos químicos que geram impactos negativos. Na tabela 2 encontram-se os resultados da prioridade dos impactos, auxiliando na tomada de decisão para solucionar os problemas. 22 Tabela 02 – Matriz de interação de atividades, aspectos e impactos ambientais na usina de reciclagem de lixo – Instituto Dom Fernando. Alto consumo de água e energia Amontoado de Lixo Uso do solo Uso da Água Interferências Melhoria de qualidade de Vida Saúde Interferências População Doença Habitat e Comunidad es Acidente no trabalho Solo Interferências Meio Antrópico Contaminação Nível de Particulados Contaminação Ar Nível de Ruído Água Contaminação Aspectos / Atividade Meio Biótico Meio Físico Melhoria de Indicadores Fatores Ambientais - - Arranjo Físico Calor + + Coleta de lixo Criação de minhoca Emissão de gases e vapores Químicos Exalação de Odores Geração de efluentes - Lona Furada Resíduo liquido + - - - + Limpeza do setor Lixiviação do resíduo + - Ruído Característica de Valor Positivo Negativo + - + - - - - - - 23 Tabela 03 – Priorização dos Impactos Ambientais na Usina de Reciclagem do Instituto Dom Fernando, Goiânia, Goiás. Gravidade (Severidade) Urgência (Riscos) Tendência (Probabilidade) Nota Prioridade Acidente 3 2 1 6 5 Contaminação do Solo 2 2 1 4 6 Desconforto olfativo para o Cooperado 1 1 2 2 8 Desconforto para o cooperado 2 2 3 12 3 Perda auditiva pelo cooperado 3 1 1 3 7 Poluição Visual 1 3 3 9 4 Lesão no cooperado 3 1 1 3 7 Desconforto olfativo para o cooperado 2 3 3 18 2 Aumento da geração de energia Redução do nível de água no reservatório da cidade Desconforto térmico para o cooperado 3 3 3 27 1 3 3 3 27 1 3 3 3 27 1 Perda auditiva 3 3 3 27 1 Poluição Visual 1 1 3 3 7 Contaminação do Ar. 3 3 3 27 1 Danos a saúde do Cooperado 3 3 3 27 1 Contaminação do solo 3 3 3 27 1 Desconforto para o Cooperado 1 2 1 2 8 3 2 3 12 3 Processo Coleta Recepção Triagem Processamento de Plástico Processamento Papel Compostagem Impacto Ambiental Geração do Húmus Tratamento de Efluentes Contaminação do solo e água 24 A tabela 3 mostra a priorização dos impactos ambientais segundo o método GUT, mostrando que o processamento de plástico e de papel e a compostagem são os processos que requerem ações mitigadoras prioritárias para minimização dos impactos da usina de reciclagem , seguido da triagem, tratamento de efluentes , recepção e coleta Sugere-se no processamento de plástico a verificação do sistema elétrico para avaliar possível redimensionamento dos motores e fiação reduzindo o gasto de energia, a implantação de sistema de reciclagem de água, isolamento térmico das paredes externas da centrifuga reduzindo o desconforto térmico e a avaliação quantitativa de ruídos para adequação do protetor auricular adequado e uso continuo deste além da organização do material a ser reciclado minimizando a poluição visual. No processamento de papel instalações de filtros na chaminé no tanque de betume e o uso de mascara, luvas ou creme de proteção de pele pelos cooperados. Na compostagem a canalização do chorume para o tratamento de efluentes e o uso de mascaras adequadas pelos cooperados seriam ações mitigadoras sugeridas. Na triagem o uso de mascaras adequadas e a redução no tempo de processo minimizaria o desconforto olfativo. A lesão dos cooperados pode ser evitada com o uso de luvas de material resistente a cortes. Na recepção o uso de mascara e protetor auditivo, ou seja, EPI Equipamento de Proteção Individual - adequado, organização do material e a redução do tempo de permanência do material no local reduziriam os impactos. No tratamento de efluentes a monitorização da integridade da lona. Na coleta o uso de mascaras e luvas adequadas bem como o treinamento e conscientização dos cooperados minimizariam a possibilidade de acidentes. 25 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS O lixo doméstico tem sua coleta extremamente onerosa, alem de exigências e multas dos órgãos destinados à preservação do meio ambiente, resistência dos municípios vizinhos às grandes cidades em ceder terrenos para novos aterros sanitários, procura de restos de comida entre os detritos por pessoas carentes, proliferação de ratos, insetos, enfim uma série de problemas que precisam urgentemente ser resolvido, assim a usina de reciclagem tem grande importância na redução de aspectos e impactos ambientais no município, porém tem repercussões locais que envolvem o solo, água, ar e o homem. Dentre estes impactos ambientais podemos citar como negativos o desconforto olfativo e térmico, perda auditiva, poluição visual, lesões e acidentes no cooperado, contaminação biológica do solo e da água, contaminação química do ar, aumento da geração de energia e redução do nível de água. Como impacto positivo podem ser citadas a geração de húmus e a redução do resíduo no meio ambiente . As ações mitigadoras dos impactos negativos da usina de reciclagem são exeqüíveis não necessitando de investimentos vultuosos exigindo na maior parte apenas o estabelecimento de procedimentos, capacitação dos cooperados e o monitoramento Para maior otimização da produção de telhas sugere-se que seja instalada uma estufa para a secagem das telhas durante o período das chuvas, uma vez que este processo é interrompido em períodos chuvosos. É conveniente observarmos que antes mesmo da produção do lixo muito podemos fazer para evitar ou minimizar suas conseqüências negativas. Eliminando o desperdício e buscando consumir somente o que for necessário podemos gerar um impacto positivo bastante significativo. 26 8. REFERÊNCIAS Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABTN, Sistema de Gestão Ambiental: especificações e diretrizes para o uso. Série ISO 14.000. Rio de Janeiro, 1996. AMBIENTEBRASIL - disponível em www.ambientebrasil.com.br/notícias.htm> Acesso em 22 de Março de 2004 BARBIERI, J. C. Desenvolvimento e Meio Ambiente: as estratégias de mudanças da Agenda 21. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997. BRASIL. Resolução Conama n° 001/86 – Define impacto ambiental. Disponível em: http://www.faep.com.br/legislacao/RESOLUÇÃO/CONAMA. Acesso 02 de junho de 2004. CABRAL, F. J. M., 1998. ISO 14.001 Define Diretrizes de Gestão. In revista Livre Mercado - Diário do Grande ABC, edição 100, ano VIII, julho, São Paulo, Grande ABC Editora Gráfica. CALDERONI, S. Os bilhões perdidos no lixo. 2ª ed. São Paulo: 1998. DASHEFSKY, H. S. Dicionário de Ciência Ambientais - guia de A a Z. Editora Gaia, São Paulo, 1997. Compromisso Empresarial para a Reciclagem, CEMPRE. Lixo Municipal. Manual de Gerenciamento integrado. 2ªed. São Paulo: IPT/CEMPRE, 2000 DEMING, W. E. Qualidade, a revolução da administração. São Paulo: Saraiva, 1990 FACHIN, O Fundamentos de Metodologia. São Paulo, Editora Atlas, 1993, 153p FRANCO, A. Porque Precisamos de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável. Instituto de Política. Millennium, Brasília, 2000. FREITAS, E e CERQUEIRA, L. Reciclagem um Mercado Promissor. Saneamento Ambiental, São Paulo: 2000. FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA - UNICEF – Notícias e indicadores sobre crianças e adolescentes – http://www.unicef.org.brazil – acesso em junho de 2004. MOREIRA, S.M. Passivo Ambiental o Conceito em Debate. Revista Banas Ambiental – Ed. Maio 2004. disponível em <http://www.ind.com.br> acesso maio/2004. 27 Núcleo de Educação Ambiental – NEA, Pesquisa de Campo, realizada em dezembro 2002, no bairro Jardim Conquista e Jardim Dom Fernando PLANETA ORGÂNICO – Disp.<http:// www. Planetaorganico .com.br desenvs .htm> acesso em 17 de maio de 2004. ROESCH, S. M. A. Projetos de Estágio e de Pesquisa em Administração: guias para estágios, trabalhos de conclusão, dissertações e estudo de casos. 2.ed. São Paulo: Atlas, 1999. TEIXEIRA, A.C. : Lixo ou rejeitos reaproveitáveis? Revista Eco 21, ano XIV, ed. 87 – fevereiro 2004 VAZ, A. P. R, PEREIRA, A. R, LEAL. C. P. DUCATI, M.L. Projeto de Implantação de Sistema de Gestão Ambiental na Estação de Tratamento de Esgotos Domésticos, ETE Lajes – Aparecida de Goiânia, Goiânia. SENAI/UCG, 2003. (Especialização em Gestão Ambiental – Processos Gerenciais).