Universidade Federal de Juiz de Fora I tit t de Instituto d Ciências Ciê i Biológicas Bi ló i Programa de Pós-graduação em Ecologia Faculdade de Engenharia Curso de Engenharia de Produção ECOLOGIA INDUSTRIAL Aula relativa ao Estágio de Docência do Mestrado em Ecologia Aplicada ao Manejo e Conservação dos Recursos Naturais Mestrando: Márcio de Oliveira Orientador: Prof. D.Sc. Cézar Henrique Barra Rocha SUMÁRIO • Introdução • O contexto ambiental O contexto ambiental • A Ecologia Industrial: 9 A metáfora biológica 9 Materiais e energia g 9 Ferramentas 9 Experiências • Considerações finais INTRODUÇÃO • O que é ECOLOGIA? q oikos → casa logos → estudo ESTUDO DA CASA ESTUDO DA CASA “[[...] ecologia é o ] ecologia é o ‘estudo estudo do lugar onde se vive do lugar onde se vive’, com ênfase sobre com ênfase sobre ‘aa totalidade ou padrão de relações entre os organismos e o seu ambiente’[...]” (Webster’s Unabridged Dictionary apud ODUM, 1988, p.1) “Ecologia é a ciência através da qual estudamos como os organismos (animais, plantas e microorganismos) interagem dentro do e no mundo natural”. (RICKLEFS, 1996, p.1) INTRODUÇÃO • ECOLOGIA INDUSTRIAL... ECOLOGIA INDUSTRIAL Percepção dos ecossistemas industriais como P ã d it i d ti i ecossistemas naturais. (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006) O CONTEXTO AMBIENTAL • O período pré‐industrial: O período pré industrial: 9 Consumo de recursos e descarte de resíduos em escala inferior à capacidade de suporte do ambiente; 9 Abundância de recursos, capacidade de degradação de resíduos → para quê se preocupar? • Aumento da população mundial: Aumento da população mundial: 9 Aumento do consumo de recursos e da geração de resíduos. resíduos O CONTEXTO AMBIENTAL • Com Com a eclosão da Revolução Industrial, a partir a eclosão da Revolução Industrial a partir do século XVIII... 9 Aumento do consumo de recursos naturais; 9 Combustíveis fósseis; 9 Desenvolvimento e sintetização de novas substâncias , g g ç , → tóxicas, não degradáveis ou de difícil degradação, bio‐acumulativas ... 9 Descarte de resíduos → indústrias e residências... Descarte de resíduos → indústrias e residências O CONTEXTO AMBIENTAL ... 9 Urbanização acelerada → falta de saneamento básico, ocupação de áreas impróprias; 9 Agricultura intensiva → defensivos agrícolas, monoculturas ... 9 Tudo isso, e muito mais, vem desembocar na CRISE AMBIENTAL O CONTEXTO AMBIENTAL • Gradualmente Gradualmente, a sociedade vem envidando a sociedade vem envidando esforços a fim de mitigar os efeitos desta crise: 9 Governos → leis e regulamentos, gestão pública; 9 Sociedade → manifestações, relações de consumo, mudança cultural ... 9 Setor produtivo → ações de gestão ambiental ... p ç g Produção Produção Mais Limpa Ecoeficiência ... entre outros modelos! Atuação Atuação Responsável Série Série ISO 14000 O CONTEXTO AMBIENTAL • Todavia Todavia, os modelos de gestão citados são os modelos de gestão citados são pontuais, com foco em determinadas organizações produtos ou processos organizações, produtos ou processos... É É preciso tratar a questão de forma SISTÊMICA! Ê ECOLOGIA INDUSTRIAL O CONTEXTO AMBIENTAL Mas, então, qual a relação da CRISE AMBIENTAL com a abordagem sistêmica da ECOLOGIA INDUSTRIAL ? A ECOLOGIA INDUSTRIAL A METÁFORA BIOLÓGICA • O modelo sistêmico. A B C Circuito de retroalimentação Este modelo pode explicar... A predação por organismos “corrente a baixo” (C), que reduzem e , portanto, tendem a controlar o crescimento de herbívoros ou plantas (A e B) que estão “corrente (A e B) que estão corrente acima acima” na cadeia alimentar. na cadeia alimentar (ODUM, 1988, p.6) A ECOLOGIA INDUSTRIAL A METÁFORA BIOLÓGICA • O modelo sistêmico. A B C Circuito de retroalimentação Mas também pode explicar... Sistema econômico desejável: os recursos (A) são convertidos em produtos e serviços úteis (B) com a produção de resíduos (C), que são reciclados e reutilizados no processo de conversão reduzindo desta forma reciclados e reutilizados no processo de conversão, reduzindo desta forma a saída de resíduos do sistema. (ODUM, 1988, p.6) A ECOLOGIA INDUSTRIAL A METÁFORA BIOLÓGICA ((1) Limites do ) sistema • O modelo sistêmico. Z Y ZX ESTADO YX (2) Componentes (2) Componentes ou subsistemas (3) Intervalo de tempo (ODUM, 1988, p7) A ECOLOGIA INDUSTRIAL A METÁFORA BIOLÓGICA • Ecossistema natural: 9 organismos i ffuncionando i d em conjunto j t numa d dada d á área; 9 interação com ambiente físico; 9 fluxo de energia; 9 ciclagem de materiais. (ODUM, 1988, p.9) • Ecossistema industrial: 9 INDÚSTRIAS funcionando em conjunto numa dada área; 9 interação com ambiente físico → impacto ambiental; 9 fluxo de energia → g cogeração; g ç 9 ciclagem de materiais → reciclagem. A ECOLOGIA INDUSTRIAL A METÁFORA BIOLÓGICA • Metabolismo biológico: anabolismo (síntese) ou catabolismo (degradação) ( g ç ) Materiais ricos em energia e de baixa entropia Manutenção, crescimento, movimento, reprodução... ORGANISMO RESÍDUOS A ECOLOGIA INDUSTRIAL A METÁFORA BIOLÓGICA • Metabolismo industrial: “ORGANISMO” A ECOLOGIA INDUSTRIAL A METÁFORA BIOLÓGICA • Metabolismo natural: Produtor Consumidor Reciclador ((Adaptado p p ) de ALMEIDA & GIANNETTI,, 2006,, p.21) 9 Produtores: organismos autotróficos, principalmente as plantas verdes; 9 Consumidores: organismos heterotróficos, principalmente animais; 9 Recicladores: saprófagos, saprófagos decompositores decompositores, organismos heterotróficos heterotróficos, principalmente bactérias e fungos. (ODUM, 1988, p.9) A ECOLOGIA INDUSTRIAL A METÁFORA BIOLÓGICA • Metabolismo natural: Produtor Consumidor Reciclador 9 Produtores: energia, minerais, combustíveis, agricultura; 9 Consumidores: sistema industrial; 9 Recicladores: reciclagem e tratamento de resíduos resíduos, efluentes e emissões. (Adaptado de ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.21) A ECOLOGIA INDUSTRIAL A METÁFORA BIOLÓGICA • As empresas são unidades de análise dos sistemas econômicos, onde existem: sistemas econômicos, onde existem: instituições instituições reguladoras, relações de consumo, moeda comum, governados por estruturas políticas comum, governados por estruturas políticas comuns. (AYRES, 1994, p.23) A ECOLOGIA INDUSTRIAL A METÁFORA BIOLÓGICA • As empresas são economicamente análogas aos organismos biológicos, porém com algumas organismos biológicos, porém com algumas diferenças interessantes: (AYRES, 1994, p.23) Os organismos biológicos são reprodutores. As empresas produzem produtos e serviços, e não outras empresas. outras empresas. Os organismos biológicos são Os organismos biológicos são altamente especializados e não podem mudar seu comportamento num curto comportamento num curto espaço de tempo (evolução). As empresas não são As empresas não são especializadas, podendo mudar seu produto ou ramo de negócio. A ECOLOGIA INDUSTRIAL A METÁFORA BIOLÓGICA • Mas o centro das atenções é o CICLO DE VIDA! Os ciclos biogeoquímicos são Os ciclos biogeoquímicos são fechados... ...Enquanto os ciclos industriais Enquanto os ciclos industriais são abertos... As empresas não reciclam o material e ainda retiram do meio p ambiente recursos de alta qualidade (combustíveis fósseis, minérios) que são devolvidos à natureza de forma degradada (resíduos). (AYRES, 1994, p.25) A ECOLOGIA INDUSTRIAL A METÁFORA BIOLÓGICA • A maior parte da matéria é transferida do produtor ao ambiente, e do consumidor ao produtor ao ambiente, e do consumidor ao ambiente... (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.23) A reciclagem representa uma parcela muito pequena dessa matéria! muito pequena dessa matéria! Isso caracteriza o sistema industrial como um sistema aberto! Extração E Separação S A METÁFORA BIOLÓGICA Matérias primas Ambiente Combinaçã C ão A ECOLOGIA INDUSTRIAL Materiais puros Materiais combinados Formato RESÍDUOS Manufatura Mon ntagem Produto Uso Resíduo De escarte Tratamento e/ou Disposição final (Adaptado de ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.25) A ECOLOGIA INDUSTRIAL A METÁFORA BIOLÓGICA • Assim, o objetivo de se estudar o metabolismo industrial é fazer com que a energia seja industrial é fazer com que a energia seja aproveitada com a máxima eficiência no fluxo e que os materiais circulem o máximo possível de que os materiais circulem o máximo possível de modo a retardar sua disposição final no meio ambiente! 9Reduzir a extração de recursos naturais; 9Reduzir a geração de resíduos; Intensificar o reuso e a reciclagem! 9Intensificar (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.23) A ECOLOGIA INDUSTRIAL Ecologia Industrial: interpretar e adaptar a • Ecologia Industrial: interpretar e adaptar a compreensão do sistema natural e aplicar essa compreensão no sistema industrial! compreensão no sistema industrial! 9 Aplicar a Teoria dos Sistemas e a Termodinâmica aos sistemas industriais Termodinâmica aos sistemas industriais. 9 Definir os limites do sistema incorporando o sistema natural. it t l 9 Otimizar o sistema. (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.30) A ECOLOGIA INDUSTRIAL • Algumas questões: 9 O sistema industrial irá se estabilizar sem interferências externas? 9 Em caso afirmativo, quando e em que configuração? 9 Se não acontecer, poderá haver alguma saída para um estado estável (isto é, um sistema fechado de ciclos de materiais)? Poderá se alcançar o equilíbrio termodinâmico com a ajuda de uma tecnologia viável de "correção"? ? 9 Se sim, qual é a natureza da correção, e o quanto vai ser caro? 9 Se não, quanto tempo nós temos até o inevitável colapso do sistema da biosfera que tornará a Terra inabitável? (AYRES, 1994, p.27) A ECOLOGIA INDUSTRIAL Assim a, Ecologia Industrial tem por objetivo • Assim a, Ecologia Industrial tem por objetivo principal transformar o caráter linear do sistema industrial em um sistema cíclico, no qual industrial em um sistema cíclico, no qual matéria‐prima, energia e resíduos sejam sempre reutilizados. Energia Componentes do ecossistema Componentes do ecossistema Componentes do ecossistema (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.31, 32) A ECOLOGIA INDUSTRIAL O objeto de estudo é a inter relação entre • O objeto de estudo é a inter‐relação entre empresas, entre seus produtos e processos em escala local, regional e global... escala local, regional e global... Produtos Avaliação do Ciclo de Vida Processos Cadeia Produtiva • ... E principalmente as interações entre os sistemas industrial e ecológico e seus efeitos sistemas industrial e ecológico e seus efeitos ambientais nos componentes bióticos e abióticos. abióticos (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.31) A ECOLOGIA INDUSTRIAL Não se deve ver o sistema industrial apenas • Não se deve ver o sistema industrial apenas como um aglomerado de empresas... Um sistema é mais que a soma das partes Um sistema é mais que a soma das partes... Propriedades p emergentes (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.34) A ECOLOGIA INDUSTRIAL ECOPARK INDUSTRIAL (CERVANTES, 2003, p.6) A ECOLOGIA INDUSTRIAL PARK ECOINDUSTRIAL (CERVANTES, 2003, p.6) A ECOLOGIA INDUSTRIAL A sociedade humana como um sistema, • A sociedade humana como um sistema, interagindo com o meio ambiente... Assim, o sistema industrial pode ser visto como um subsistema da sociedade. (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.34) • Para Odum (1988), uma região metropolitana é um ecossistema heterotrófico ... Necessita de grandes áreas externas a ele para a obtenção de energia, alimentos, fibras, água e outros materiais. (ODUM, 1988, p.45) A ECOLOGIA INDUSTRIAL (ODUM, 1988, p.47) ... Mas diferentemente de um sistema • ... Mas diferentemente de um sistema heterotrófico natural, um área metropolitana apresenta: Metabolismo muito mais intenso por unidade de , g g área, exigindo um influxo maior de energia concentrada (combustíveis fósseis, eletricidade); 9 Grande necessidade de entrada de materiais (alimentos, matéria‐prima) acima e além do necessário para a sustentação da própria vida; 9 Saída maior e mais venenosa de resíduos (substâncias tóxicas sintéticas). 9 Maior dependência dos ambientes de entrada e saída... A ECOLOGIA INDUSTRIAL (Adaptado de ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.35) Energia Energia Produtos Materiais INDUSTRIAL SOCIEDADE MEIO AMBIENTE Resíduos A observação do sistema como um todo permite compreender as A observação do sistema como um todo permite compreender as dimensões do impacto global causado pelas atividades humanas. A ECOLOGIA INDUSTRIAL MATERIAIS E ENERGIA • Para que o sistema industrial seja fechado, como os sistemas naturais (ciclagem de materiais), ( g ) deve contar com processadores e recicladores. É preciso conhecer o metabolismo de cada • É preciso conhecer o metabolismo de cada indústria para conhecer o sistema. • Conhecer o fluxo Conhecer o fluxo (recurso→indústria→consumo→descarte); (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.36) A ECOLOGIA INDUSTRIAL MATERIAIS E ENERGIA • Neste contexto, o objetivo da Ecologia Industrial é a “emissão‐zero”! • Aqui surge o aspecto mais crítico da ecologia industrial → cooperação entre as empresas pela industrial → cooperação entre as empresas pela troca de... 9 Materiais; 9 Energia; 9 Informação. (produtos, processos, planejamento de produção, etc.) (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.37) A ECOLOGIA INDUSTRIAL FERRAMENTAS – AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA • Busca, em cada estágio da existência do produto, desde a extração de matéria‐prima até a ç p disposição final, fatores que possam interferir de forma negativa no meio ambiente. g • Análise do fluxo de materiais e energia... ... ao longo da cadeia produtiva! (BARBIERI, 2006) A ECOLOGIA INDUSTRIAL FERRAMENTAS – AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA “Análise TRANSVERSAL do fluxo LONGITUDINAL...” Recursos Recursos Recursos Recursos E i õ Emissões E i õ Emissões E i õ Emissões E i õ Emissões A ECOLOGIA INDUSTRIAL FERRAMENTAS – AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA • Etapas da ACV, segundo NBR ISO 14040:2004: 9 Definição dos objetivos e escopo; Definição dos objetivos e escopo; 9 Análise do inventário; 9 Avaliação dos impactos ambientais; A li ã d i t bi t i 9 Interpretação dos resultados. A ECOLOGIA INDUSTRIAL FERRAMENTAS – AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA • A indústria utiliza a ACV para: 9 Avaliação sistêmica de produtos; Avaliação sistêmica de produtos; 9 Análise das trocas ambientais; 9 Quantificação das emissões de poluentes; Q tifi ã d i õ d l t 9 Avaliação dos efeitos de consumo e emissões; 9 Identificação de oportunidades de melhoria. (IBICT, 2008) A ECOLOGIA INDUSTRIAL FERRAMENTAS – AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA • No setor público, a ACV pode ser aplicada para: 9 Gestão dos recursos naturais; Gestão dos recursos naturais; 9 Fornecer informações ao público sobre produtos e serviços; produtos e serviços; 9 Alternativas de utilização dos resíduos. (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006) A ECOLOGIA INDUSTRIAL FERRAMENTAS – AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA • Limitações da ACV: 9 Sempre será necessário simplificar alguns Sempre será necessário simplificar alguns aspectos; 9 É uma avaliação de cada etapa, não fornece É uma avaliação de cada etapa não fornece uma visão dinâmica; 9 Exige padronização de procedimentos; E i d i ã d di t 9 Os dados disponíveis podem ser pobres ou mesmo inexistentes. (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006) A ECOLOGIA INDUSTRIAL FERRAMENTAS – PROJETO PARA O MEIO AMBIENTE • Design of the environment, Ecodesign ou Design Sustentável; • Foco no PRODUTO → concepção, processo de produção, distribuição, utilização e descarte. produção, distribuição, utilização e descarte. • Surgiu em 1992, na indústria eletrônica, com o objetivo de integrar → saúde e segurança dos objetivo de integrar → saúde e segurança dos trabalhadores e consumidores, conservação de recursos prevenção de acidentes e gestão de recursos, prevenção de acidentes e gestão de resíduos. (BARBIERI, 2007) A ECOLOGIA INDUSTRIAL FERRAMENTAS – PROJETO PARA O MEIO AMBIENTE • Examinar todo o ciclo de vida do produto e p p propor alterações no projeto; ç p j • Os projetistas devem: 9 Conhecer o fluxo de materiais; Conhecer o fluxo de materiais; 9 Desenvolver métodos e ferramentas de projetos; j t 9 Pesquisar e desenvolver materiais; 9 Desenvolver novas tecnologias e sistemas de produção. (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006) A ECOLOGIA INDUSTRIAL FERRAMENTAS – PROJETO PARA O MEIO AMBIENTE • Integração da Cadeia → fornecedores, empresa, canal de distribuição; ç • Vantagens de se atacar os problemas ambientais na fase de projeto: na fase de projeto: 9 Maior facilidade em solucionar os problemas; 9 Mais barato, evita retrabalhos; M i b t it t b lh 9 Compreender a utilidade do produto. (BARBIERI, 2007) A ECOLOGIA INDUSTRIAL FERRAMENTAS – PROJETO PARA O MEIO AMBIENTE • O projeto do produto deve ser voltado para: 9 Desmontagem do produto ; Desmontagem do produto ; 9 Reciclagem ; 9 Facilitar o descarte ; F ilit d t 9 Reutilizar componentes; 9 Redução do consumo de energia; 9 Reduzir Riscos Crônicos. Reduzir Riscos Crônicos. (BARBIERI, 2007) A ECOLOGIA INDUSTRIAL FERRAMENTAS – RÓTULO ECOLÓGICO • Certificação de produtos que apresentam menor impacto no meio ambiente em relação a outros p ç semelhantes; Desempenho ambiental com base na Avaliação • Desempenho ambiental com base na Avaliação do Ciclo de Vida; • São certificações voluntárias; São certificações voluntárias; • Vantagem de mercado. (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006) A ECOLOGIA INDUSTRIAL FERRAMENTAS – RÓTULO ECOLÓGICO Brasil, 2004 – Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT. Comunidade Européia, 1992 – O European Ecolabel foi o primeiro de alcance regional. EUA, 1989 – O Green Seal foi criado por uma organização independente. Alemanha, 1977 – O Blue Angel é de propriedade do Ministério do Meio Ambiente Ambiente, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear. (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006) A ECOLOGIA INDUSTRIAL EXPERIÊNCIAS • Existem experiências de ecologia industrial em diversas partes do mundo: p 9 Europa: Dinamarca, Áustria, Finlândia, Noruega, Itália; g 9 Canadá; 9 EUA; 9 Ásia: Japão,Índia, Indonésia, Filipinas, Tailândia e China; 9 Austrália; 9 México; 9 África: Namíbia. (CERVANTES, 2003, p. 9) A ECOLOGIA INDUSTRIAL EXPERIÊNCIAS - KALUNDBORG • O exemplo clássico é o parque industrial de Kalundborg, na Dinamarca; g 9 Os resíduos de umas empresas são utilizados como energia e matéria‐prima por outras; g p p 9 Não resultou de um planejamento, mas de um desenvolvimento gradual de cooperação; g p ç 9 Aos poucos, outras empresas foram sendo atraídas... (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006) A ECOLOGIA INDUSTRIAL EXPERIÊNCIAS - KALUNDBORG A ECOLOGIA INDUSTRIAL EXPERIÊNCIAS ‐ KALUNDBORG (CERVANTES, 2003, p. 13) A ECOLOGIA INDUSTRIAL EXPERIÊNCIAS ‐ KALUNDBORG • Além da interação das empresas, a sociedade também é beneficiada: 9 O lodo gerado nas ETE’s é utilizado como fertilizante pelas fazendas vizinhas e na criação p ç de peixes; 9 As cinzas geradas pela termelétrica entram na g p pavimentação de estradas; 9 Os fluxos de calor são utilizados para p manutenção de estufas e para o aquecimento da cidade... (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006) A ECOLOGIA INDUSTRIAL EXPERIÊNCIAS – UM PROJETO BRASILEIRO • Projeto Muais (Miniusinas de Álcool Integradas): 9 Estabelecimentos de porte médio para a p p produção de álcool combustível; 9 Mas, além do álcool, podem produzir p p hortifrutícolas, levedura seca usada em rações, energia e criação de gado; g ç g 9 Eleva o tempo de trabalho anual da usina de 8 meses para 12 meses por ano! p p 9 Economiza petróleo, gera empregos, diminui a emissão de gases estufa... (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006) (Adaptado de ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.89) A ECOLOGIA INDUSTRIAL EXPERIÊNCIAS – UM PROJETO BRASILEIRO Lavoura de cana e sorgo Energia elétrica Tratamento do bagaço Extração do caldo Bagaço g ç Palha seca Ponteiras e folhas verdes Tratamento do caldo Levedura Tratamento da levedura Levedura seca Biogás Mosto Dornas Lodo Leite Carne Couro Caldeira Vinhoto Cinzas Biodigestor Fertilizantes Dejetos Fabricação de álcool de álcool Biodigestor Álcool hidratado Álcool anidro Vinho Biodigestor A ECOLOGIA INDUSTRIAL CONSIDERAÇÕES FINAIS • Ecologia Industrial como uma estratégia para a sustentabilidade; ECOLOGIA INDUSTRIAL Produção Mais Limpa e Ecoeficiência Prevenção à poluição Reciclagem Tratamento SUSTEENTABILID DADE Metabolismo Industrial Descarte Reativo Pró-ativo (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.96) A ECOLOGIA INDUSTRIAL CONSIDERAÇÕES FINAIS • A Ecologia Industrial deve ser tratada de modo transversal nos currículos... 9 Custo ambiental real: não apenas aquele referente aos sistemas de controle, mas o referente aos sistemas de controle, mas o custos dos bens e serviços naturais; 9 Estratégias e tecnologias para evitar ou Estratégias e tecnologias para evitar ou reduzir os impactos ambientais dos processos; A ECOLOGIA INDUSTRIAL CONSIDERAÇÕES FINAIS • Ainda necessita de mais pesquisas e desenvolvimento; • Necessidade de se encontrar alternativas economicamente viáveis; • Necessidade de cooperação entre as empresas e a sociedade; • Críticas: não aborda a real necessidade dos p produtos → consumo sustentável; (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006) A ECOLOGIA INDUSTRIAL CONSIDERAÇÕES FINAIS • A “mãe natureza” ainda tem muito para nos ensinar... Aranhas Caçadoras X Aranhas Construtoras de Teias ¾ A teia “custa caro” em termos de energia.... ¾ As aranhas que constroem teias reciclam o material digerindo‐o... ¾ Com isso, o custo energético total da teia é de cerca da Com isso o custo energético total da teia é de cerca da metade do consumo basal de energia, que é menos que a energia que gastam na caça algumas aranhas que não constroem teias!!! (ODUM, 1988) FIM REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABNT ‐ Associação Brasileira de Normas Técnicas. Gestão Ambiental: Avaliação do ciclo de vida Definição de objetivo e escopo e análise de Avaliação do ciclo de vida ‐ Definição de objetivo e escopo e análise de inventário. Rio de Janeiro, 2004. ALMEIDA, Cecília M. V. B. de. GIANNETTI, Biagio F.. Ecologia Industrial:conceitos, ferramentas e aplicações. São Paulo: Edgard Blücher 2006 Blücher, 2006. AYRES, Robert U.. Industrial Metabolism: theoty and policy. In: ALLENBY, Braden R., RICHARDS Deanna J. (Ed.). The greening of industrial ecosystens. Washington: National Academy Press, 1994. BARBIERI, José Carlos. Gestão Ambiental Empresarial: conceito, modelos e instrumentos. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2007. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS IBICT, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Disponível em <http //acv ibict br/uso> Acesso em 04 nov 08. Disponível em <http://acv.ibict.br/uso>. Acesso em 04 nov 08 ODUM, Eugene P.. Ecologia. Trad. Christopher J. Tribe. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A, 1988. RICKLEFS, Robert E.. A Economia da Natureza. Trad. Cecíla Bueno, Pedro P. de Lima e Silva. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A,1996.