Universidade Federal de Juiz de Fora
I tit t de
Instituto
d Ciências
Ciê i Biológicas
Bi ló i
Programa de Pós-graduação em Ecologia
Faculdade de Engenharia
Curso de Engenharia de Produção
ECOLOGIA INDUSTRIAL
Aula relativa ao Estágio de Docência do Mestrado em Ecologia Aplicada ao
Manejo e Conservação dos Recursos Naturais
Mestrando: Márcio de Oliveira
Orientador: Prof. D.Sc. Cézar Henrique Barra Rocha
SUMÁRIO
• Introdução
• O contexto ambiental
O contexto ambiental
• A Ecologia Industrial:
9 A metáfora biológica
9 Materiais e energia
g
9 Ferramentas
9 Experiências
• Considerações finais
INTRODUÇÃO
• O que é ECOLOGIA?
q
oikos → casa
logos → estudo
ESTUDO DA CASA
ESTUDO DA CASA
“[[...] ecologia é o ] ecologia é o ‘estudo
estudo do lugar onde se vive
do lugar onde se vive’, com ênfase sobre com ênfase sobre ‘aa totalidade ou padrão de relações entre os organismos e o seu ambiente’[...]”
(Webster’s Unabridged Dictionary apud ODUM, 1988, p.1)
“Ecologia é a ciência através da qual estudamos como os organismos (animais, plantas e microorganismos) interagem dentro do e no mundo natural”.
(RICKLEFS, 1996, p.1)
INTRODUÇÃO
• ECOLOGIA INDUSTRIAL...
ECOLOGIA INDUSTRIAL
Percepção dos ecossistemas industriais como P
ã d
it
i d ti i
ecossistemas naturais.
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006)
O CONTEXTO AMBIENTAL
• O período pré‐industrial:
O período pré industrial:
9
Consumo de recursos e descarte de resíduos em escala inferior à capacidade de suporte do ambiente;
9
Abundância de recursos, capacidade de degradação de resíduos → para quê se preocupar?
• Aumento da população mundial:
Aumento da população mundial:
9
Aumento do consumo de recursos e da geração de resíduos.
resíduos
O CONTEXTO AMBIENTAL
• Com
Com a eclosão da Revolução Industrial, a partir a eclosão da Revolução Industrial a partir
do século XVIII...
9
Aumento do consumo de recursos naturais;
9
Combustíveis fósseis;
9
Desenvolvimento e sintetização de novas substâncias ,
g
g
ç ,
→ tóxicas, não degradáveis ou de difícil degradação, bio‐acumulativas ...
9
Descarte de resíduos → indústrias e residências...
Descarte de resíduos →
indústrias e residências
O CONTEXTO AMBIENTAL
...
9
Urbanização acelerada → falta de saneamento básico, ocupação de áreas impróprias;
9
Agricultura intensiva → defensivos agrícolas, monoculturas ...
9
Tudo isso, e muito mais, vem desembocar na
CRISE AMBIENTAL
O CONTEXTO AMBIENTAL
• Gradualmente
Gradualmente, a sociedade vem envidando a sociedade vem envidando
esforços a fim de mitigar os efeitos desta crise:
9
Governos → leis e regulamentos, gestão pública;
9
Sociedade → manifestações, relações de consumo, mudança cultural ...
9
Setor produtivo →
ações de gestão ambiental ...
p
ç
g
Produção Produção
Mais Limpa
Ecoeficiência
... entre outros modelos!
Atuação Atuação
Responsável
Série Série
ISO 14000
O CONTEXTO AMBIENTAL
• Todavia
Todavia, os modelos de gestão citados são os modelos de gestão citados são
pontuais, com foco em determinadas organizações produtos ou processos
organizações, produtos ou processos...
É
É preciso tratar a questão de forma SISTÊMICA!
Ê
ECOLOGIA
INDUSTRIAL
O CONTEXTO AMBIENTAL
Mas, então, qual a relação da CRISE AMBIENTAL com a abordagem sistêmica da ECOLOGIA INDUSTRIAL ?
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
A METÁFORA BIOLÓGICA
• O modelo sistêmico.
A
B
C
Circuito de retroalimentação
Este modelo pode explicar...
A predação por organismos “corrente a baixo” (C), que reduzem e , portanto, tendem a controlar o crescimento de herbívoros ou plantas (A e B) que estão “corrente
(A e B) que estão corrente acima
acima” na cadeia alimentar.
na cadeia alimentar
(ODUM, 1988, p.6)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
A METÁFORA BIOLÓGICA
• O modelo sistêmico.
A
B
C
Circuito de retroalimentação
Mas também pode explicar...
Sistema econômico desejável: os recursos (A) são convertidos em produtos e serviços úteis (B) com a produção de resíduos (C), que são reciclados e reutilizados no processo de conversão reduzindo desta forma
reciclados e reutilizados no processo de conversão, reduzindo desta forma a saída de resíduos do sistema.
(ODUM, 1988, p.6)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
A METÁFORA BIOLÓGICA
((1) Limites do )
sistema
• O modelo sistêmico.
Z
Y
ZX
ESTADO
YX
(2) Componentes (2) Componentes
ou subsistemas
(3) Intervalo de tempo
(ODUM, 1988, p7)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
A METÁFORA BIOLÓGICA
• Ecossistema natural:
9 organismos
i
ffuncionando
i
d em conjunto
j t numa d
dada
d á
área;
9 interação com ambiente físico;
9 fluxo de energia;
9 ciclagem de materiais.
(ODUM, 1988, p.9)
• Ecossistema industrial:
9 INDÚSTRIAS funcionando em conjunto numa dada área;
9 interação com ambiente físico → impacto ambiental;
9 fluxo de energia →
g
cogeração;
g ç
9 ciclagem de materiais → reciclagem.
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
A METÁFORA BIOLÓGICA
• Metabolismo biológico: anabolismo (síntese) ou catabolismo (degradação)
( g
ç )
Materiais ricos em energia e de baixa entropia
Manutenção,
crescimento,
movimento,
reprodução...
ORGANISMO
RESÍDUOS
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
A METÁFORA BIOLÓGICA
• Metabolismo industrial:
“ORGANISMO”
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
A METÁFORA BIOLÓGICA
• Metabolismo natural:
Produtor
Consumidor
Reciclador
((Adaptado
p
p )
de ALMEIDA & GIANNETTI,, 2006,, p.21)
9 Produtores: organismos autotróficos, principalmente as plantas verdes;
9 Consumidores: organismos heterotróficos, principalmente animais;
9 Recicladores: saprófagos,
saprófagos decompositores
decompositores, organismos heterotróficos
heterotróficos,
principalmente bactérias e fungos.
(ODUM, 1988, p.9)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
A METÁFORA BIOLÓGICA
• Metabolismo natural:
Produtor
Consumidor
Reciclador
9 Produtores: energia, minerais, combustíveis, agricultura;
9 Consumidores: sistema industrial;
9 Recicladores: reciclagem e tratamento de resíduos
resíduos, efluentes e
emissões.
(Adaptado de ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.21)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
A METÁFORA BIOLÓGICA
• As empresas são unidades de análise dos sistemas econômicos, onde existem:
sistemas econômicos,
onde existem: instituições instituições
reguladoras, relações de consumo, moeda comum, governados por estruturas políticas
comum, governados por estruturas políticas comuns.
(AYRES, 1994, p.23)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
A METÁFORA BIOLÓGICA
• As empresas são economicamente análogas aos organismos biológicos, porém com algumas organismos biológicos,
porém com algumas
diferenças interessantes:
(AYRES, 1994, p.23)
Os organismos biológicos são reprodutores.
As empresas produzem produtos e serviços, e não outras empresas.
outras empresas.
Os organismos biológicos são Os organismos biológicos são
altamente especializados e não podem mudar seu comportamento num curto
comportamento num curto espaço de tempo (evolução).
As empresas não são As
empresas não são
especializadas, podendo mudar seu produto ou ramo de negócio.
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
A METÁFORA BIOLÓGICA
• Mas o centro das atenções é o CICLO DE VIDA!
Os ciclos biogeoquímicos são Os
ciclos biogeoquímicos são
fechados...
...Enquanto os ciclos industriais Enquanto os ciclos industriais
são abertos...
As empresas não reciclam o material e ainda retiram do meio p
ambiente recursos de alta qualidade (combustíveis fósseis, minérios) que são devolvidos à natureza de forma degradada (resíduos).
(AYRES, 1994, p.25)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
A METÁFORA BIOLÓGICA
• A maior parte da matéria é transferida do produtor ao ambiente, e do consumidor ao
produtor ao ambiente, e do consumidor ao ambiente...
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.23)
A reciclagem representa uma parcela muito pequena dessa matéria!
muito pequena dessa matéria!
Isso caracteriza o sistema
industrial como um sistema aberto!
Extração
E
Separação
S
A METÁFORA BIOLÓGICA
Matérias primas
Ambiente
Combinaçã
C
ão
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
Materiais puros
Materiais combinados
Formato
RESÍDUOS
Manufatura
Mon
ntagem
Produto
Uso
Resíduo
De
escarte
Tratamento e/ou Disposição final
(Adaptado de ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.25)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
A METÁFORA BIOLÓGICA
• Assim, o objetivo de se estudar o metabolismo industrial é fazer com que a energia seja
industrial é fazer com que a energia seja aproveitada com a máxima eficiência no fluxo e que os materiais circulem o máximo possível de
que os materiais circulem o máximo possível de modo a retardar sua disposição final no meio ambiente!
9Reduzir a extração de recursos naturais;
9Reduzir a geração de resíduos;
Intensificar o reuso e a reciclagem!
9Intensificar
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.23)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
Ecologia Industrial: interpretar e adaptar a • Ecologia
Industrial: interpretar e adaptar a
compreensão do sistema natural e aplicar essa
compreensão no sistema industrial!
compreensão no sistema industrial!
9 Aplicar a Teoria dos Sistemas e a Termodinâmica aos sistemas industriais
Termodinâmica aos sistemas industriais.
9 Definir os limites do sistema incorporando o sistema natural.
it
t l
9 Otimizar o sistema.
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.30)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
• Algumas questões:
9
O sistema industrial irá se estabilizar sem interferências
externas?
9
Em caso afirmativo, quando e em que configuração?
9
Se não acontecer, poderá haver alguma saída para um
estado estável (isto é, um sistema fechado de ciclos de
materiais)? Poderá se alcançar o equilíbrio termodinâmico
com a ajuda de uma tecnologia viável de "correção"?
?
9
Se sim, qual é a natureza da correção, e o quanto vai ser
caro?
9
Se não, quanto tempo nós temos até o inevitável colapso
do sistema da biosfera que tornará a Terra inabitável?
(AYRES, 1994, p.27)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
Assim a, Ecologia Industrial tem por objetivo • Assim
a, Ecologia Industrial tem por objetivo
principal transformar o caráter linear do sistema industrial em um sistema cíclico, no qual
industrial em um sistema cíclico, no qual matéria‐prima, energia e resíduos sejam sempre reutilizados.
Energia
Componentes do ecossistema
Componentes do ecossistema
Componentes do ecossistema
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.31, 32)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
O objeto de estudo é a inter
relação entre • O
objeto de estudo é a inter‐relação
entre
empresas, entre seus produtos e processos em escala local, regional e global...
escala local, regional e global...
Produtos
Avaliação do Ciclo de Vida
Processos
Cadeia Produtiva
• ... E principalmente as interações entre os sistemas industrial e ecológico e seus efeitos
sistemas industrial e ecológico e seus efeitos ambientais nos componentes bióticos e abióticos.
abióticos
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.31)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
Não se deve ver o sistema industrial apenas • Não
se deve ver o sistema industrial apenas
como um aglomerado de empresas...
Um sistema é mais que a soma das partes
Um sistema é mais que a soma das partes...
Propriedades p
emergentes
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.34)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
ECOPARK INDUSTRIAL
(CERVANTES, 2003, p.6)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
PARK ECOINDUSTRIAL
(CERVANTES, 2003, p.6)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
A sociedade humana como um sistema, • A
sociedade humana como um sistema,
interagindo com o meio ambiente...
Assim, o sistema industrial pode ser visto como um subsistema da sociedade.
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.34)
• Para Odum (1988), uma região metropolitana é um ecossistema heterotrófico ...
Necessita de grandes áreas externas a ele para a obtenção de energia, alimentos, fibras, água e outros materiais.
(ODUM, 1988, p.45)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
(ODUM, 1988, p.47)
... Mas diferentemente de um sistema • ...
Mas diferentemente de um sistema
heterotrófico natural, um área metropolitana apresenta:
Metabolismo muito mais intenso por unidade de , g
g
área, exigindo um influxo maior de energia concentrada (combustíveis fósseis, eletricidade);
9 Grande necessidade de entrada de materiais (alimentos, matéria‐prima) acima e além do necessário para a sustentação da própria vida;
9 Saída maior e mais venenosa de resíduos (substâncias tóxicas sintéticas).
9
Maior dependência dos ambientes de entrada e saída...
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
(Adaptado de ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.35)
Energia
Energia
Produtos
Materiais
INDUSTRIAL
SOCIEDADE
MEIO AMBIENTE
Resíduos
A observação do sistema como um todo permite compreender as A
observação do sistema como um todo permite compreender as
dimensões do impacto global causado pelas atividades humanas.
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
MATERIAIS E ENERGIA
• Para que o sistema industrial seja fechado, como os sistemas naturais (ciclagem de materiais), (
g
)
deve contar com processadores e recicladores.
É preciso conhecer o metabolismo de cada
• É preciso conhecer o metabolismo de cada indústria para conhecer o sistema.
• Conhecer o fluxo Conhecer o fluxo
(recurso→indústria→consumo→descarte);
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.36)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
MATERIAIS E ENERGIA
• Neste contexto, o objetivo da Ecologia Industrial é a “emissão‐zero”!
• Aqui surge o aspecto mais crítico da ecologia industrial → cooperação entre as empresas pela industrial →
cooperação entre as empresas pela
troca de...
9 Materiais;
9 Energia;
9 Informação. (produtos, processos, planejamento de produção, etc.) (ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.37)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
FERRAMENTAS – AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA
• Busca, em cada estágio da existência do produto, desde a extração de matéria‐prima até a ç
p
disposição final, fatores que possam interferir de forma negativa no meio ambiente.
g
• Análise do fluxo de materiais e energia...
... ao longo da cadeia produtiva!
(BARBIERI, 2006)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
FERRAMENTAS – AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA
“Análise TRANSVERSAL do fluxo LONGITUDINAL...”
Recursos
Recursos
Recursos
Recursos
E i õ
Emissões
E i õ
Emissões
E i õ
Emissões
E i õ
Emissões
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
FERRAMENTAS – AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA
• Etapas da ACV, segundo NBR ISO 14040:2004:
9 Definição dos objetivos e escopo;
Definição dos objetivos e escopo;
9 Análise do inventário;
9 Avaliação dos impactos ambientais;
A li ã d i
t
bi t i
9 Interpretação dos resultados.
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
FERRAMENTAS – AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA
• A indústria utiliza a ACV para:
9 Avaliação sistêmica de produtos;
Avaliação sistêmica de produtos;
9 Análise das trocas ambientais;
9 Quantificação das emissões de poluentes;
Q
tifi ã d
i õ d
l
t
9 Avaliação dos efeitos de consumo e emissões;
9 Identificação de oportunidades de melhoria.
(IBICT, 2008)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
FERRAMENTAS – AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA
• No setor público, a ACV pode ser aplicada para:
9 Gestão dos recursos naturais;
Gestão dos recursos naturais;
9 Fornecer informações ao público sobre produtos e serviços;
produtos e serviços;
9 Alternativas de utilização dos resíduos.
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
FERRAMENTAS – AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA
• Limitações da ACV:
9 Sempre será necessário simplificar alguns Sempre será necessário simplificar alguns
aspectos;
9 É uma avaliação de cada etapa, não fornece É uma avaliação de cada etapa não fornece
uma visão dinâmica;
9 Exige padronização de procedimentos;
E i
d i ã d
di
t
9 Os dados disponíveis podem ser pobres ou mesmo inexistentes.
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
FERRAMENTAS – PROJETO PARA O MEIO AMBIENTE
• Design of the environment, Ecodesign ou Design Sustentável;
• Foco no PRODUTO → concepção, processo de produção, distribuição, utilização e descarte.
produção, distribuição, utilização e descarte.
• Surgiu em 1992, na indústria eletrônica, com o objetivo de integrar → saúde e segurança dos objetivo de integrar →
saúde e segurança dos
trabalhadores e consumidores, conservação de recursos prevenção de acidentes e gestão de
recursos, prevenção de acidentes e gestão de resíduos.
(BARBIERI, 2007)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
FERRAMENTAS – PROJETO PARA O MEIO AMBIENTE
• Examinar todo o ciclo de vida do produto e p p
propor alterações no projeto;
ç
p j
• Os projetistas devem:
9 Conhecer o fluxo de materiais;
Conhecer o fluxo de materiais;
9 Desenvolver métodos e ferramentas de projetos;
j t
9 Pesquisar e desenvolver materiais;
9 Desenvolver novas tecnologias e sistemas de produção.
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
FERRAMENTAS – PROJETO PARA O MEIO AMBIENTE
• Integração da Cadeia → fornecedores, empresa, canal de distribuição;
ç
• Vantagens de se atacar os problemas ambientais na fase de projeto:
na fase de projeto:
9 Maior facilidade em solucionar os problemas;
9 Mais barato, evita retrabalhos;
M i b t
it
t b lh
9 Compreender a utilidade do produto.
(BARBIERI, 2007)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
FERRAMENTAS – PROJETO PARA O MEIO AMBIENTE
• O projeto do produto deve ser voltado para:
9 Desmontagem do produto ;
Desmontagem do produto ;
9 Reciclagem ;
9 Facilitar o descarte ;
F ilit
d
t
9 Reutilizar componentes;
9 Redução do consumo de energia;
9 Reduzir Riscos Crônicos.
Reduzir Riscos Crônicos.
(BARBIERI, 2007)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
FERRAMENTAS – RÓTULO ECOLÓGICO
• Certificação de produtos que apresentam menor impacto no meio ambiente em relação a outros p
ç
semelhantes;
Desempenho ambiental com base na Avaliação
• Desempenho ambiental com base na Avaliação do Ciclo de Vida;
• São certificações voluntárias;
São certificações voluntárias;
• Vantagem de mercado.
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
FERRAMENTAS – RÓTULO ECOLÓGICO
Brasil, 2004 – Associação Brasileira de Normas
Técnicas ABNT.
Comunidade Européia, 1992 – O European Ecolabel foi
o primeiro de alcance regional.
EUA, 1989 – O Green Seal foi criado por uma
organização independente.
Alemanha, 1977 – O Blue Angel é de propriedade do
Ministério do Meio Ambiente
Ambiente, Conservação da Natureza
e Segurança Nuclear.
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
EXPERIÊNCIAS
• Existem experiências de ecologia industrial em diversas partes do mundo:
p
9 Europa: Dinamarca, Áustria, Finlândia, Noruega, Itália;
g
9 Canadá;
9 EUA;
9 Ásia: Japão,Índia, Indonésia, Filipinas, Tailândia e China;
9 Austrália;
9 México;
9 África: Namíbia.
(CERVANTES, 2003, p. 9)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
EXPERIÊNCIAS - KALUNDBORG
• O exemplo clássico é o parque industrial de Kalundborg, na Dinamarca;
g
9 Os resíduos de umas empresas são utilizados como energia e matéria‐prima por outras;
g
p
p
9 Não resultou de um planejamento, mas de um desenvolvimento gradual de cooperação;
g
p ç
9 Aos poucos, outras empresas foram sendo atraídas...
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
EXPERIÊNCIAS - KALUNDBORG
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
EXPERIÊNCIAS ‐ KALUNDBORG
(CERVANTES, 2003, p. 13)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
EXPERIÊNCIAS ‐ KALUNDBORG
• Além da interação das empresas, a sociedade também é beneficiada:
9 O lodo gerado nas ETE’s é utilizado como fertilizante pelas fazendas vizinhas e na criação p
ç
de peixes;
9 As cinzas geradas pela termelétrica entram na g
p
pavimentação de estradas;
9 Os fluxos de calor são utilizados para p
manutenção de estufas e para o aquecimento da cidade...
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
EXPERIÊNCIAS – UM PROJETO BRASILEIRO
• Projeto Muais (Miniusinas de Álcool Integradas):
9 Estabelecimentos de porte médio para a p
p
produção de álcool combustível;
9 Mas, além do álcool, podem produzir p
p
hortifrutícolas, levedura seca usada em rações, energia e criação de gado;
g
ç
g
9 Eleva o tempo de trabalho anual da usina de 8 meses para 12 meses por ano!
p
p
9 Economiza petróleo, gera empregos, diminui a emissão de gases estufa...
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006)
(Adaptado de ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.89)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
EXPERIÊNCIAS – UM PROJETO BRASILEIRO
Lavoura de
cana e sorgo
Energia
elétrica
Tratamento
do bagaço
Extração do
caldo
Bagaço
g ç
Palha seca
Ponteiras
e folhas
verdes
Tratamento do caldo
Levedura
Tratamento da levedura
Levedura
seca
Biogás
Mosto
Dornas
Lodo
Leite
Carne
Couro
Caldeira
Vinhoto
Cinzas
Biodigestor
Fertilizantes
Dejetos
Fabricação de álcool
de álcool
Biodigestor
Álcool hidratado
Álcool anidro
Vinho
Biodigestor
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Ecologia Industrial como uma estratégia para a sustentabilidade;
ECOLOGIA INDUSTRIAL
Produção Mais Limpa e Ecoeficiência
Prevenção à poluição
Reciclagem
Tratamento
SUSTEENTABILID
DADE
Metabolismo Industrial
Descarte
Reativo
Pró-ativo
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006, p.96)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• A Ecologia Industrial deve ser tratada de modo transversal nos currículos...
9 Custo ambiental real: não apenas aquele
referente aos sistemas de controle, mas o
referente aos sistemas de controle, mas o custos dos bens e serviços naturais;
9 Estratégias e tecnologias para evitar ou Estratégias e tecnologias para evitar ou
reduzir os impactos ambientais dos processos;
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Ainda necessita de mais pesquisas e desenvolvimento;
• Necessidade de se encontrar alternativas economicamente viáveis;
• Necessidade de cooperação entre as empresas e a sociedade;
• Críticas: não aborda a real necessidade dos p
produtos → consumo sustentável;
(ALMEIDA & GIANNETTI, 2006)
A ECOLOGIA INDUSTRIAL
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• A “mãe natureza” ainda tem muito para nos ensinar...
Aranhas Caçadoras X Aranhas Construtoras de Teias
¾ A teia “custa caro” em termos de energia....
¾ As aranhas que constroem teias reciclam o material digerindo‐o...
¾ Com isso, o custo energético total da teia é de cerca da Com isso o custo energético total da teia é de cerca da
metade do consumo basal de energia, que é menos que a energia que gastam na caça algumas aranhas que não constroem teias!!!
(ODUM, 1988)
FIM
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABNT ‐ Associação Brasileira de Normas Técnicas. Gestão Ambiental: Avaliação do ciclo de vida Definição de objetivo e escopo e análise de Avaliação do ciclo de vida ‐
Definição de objetivo e escopo e análise de
inventário. Rio de Janeiro, 2004.
ALMEIDA, Cecília M. V. B. de. GIANNETTI, Biagio F.. Ecologia Industrial:conceitos, ferramentas e aplicações. São Paulo: Edgard Blücher 2006
Blücher, 2006.
AYRES, Robert U.. Industrial Metabolism: theoty and policy. In: ALLENBY, Braden R., RICHARDS Deanna J. (Ed.). The greening of industrial ecosystens. Washington: National Academy Press, 1994.
BARBIERI, José Carlos. Gestão Ambiental Empresarial: conceito, modelos e instrumentos. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2007.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
IBICT, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Disponível em <http //acv ibict br/uso> Acesso em 04 nov 08.
Disponível em <http://acv.ibict.br/uso>. Acesso em 04 nov
08
ODUM, Eugene P.. Ecologia. Trad. Christopher J. Tribe. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A, 1988.
RICKLEFS, Robert E.. A Economia da Natureza. Trad. Cecíla Bueno, Pedro P. de Lima e Silva. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A,1996.
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