Fundamentos de Meio Ambiente Fernando Duque Barros Fundamentos de Educação Ambiental • A humanidade se encontra em um momento de definição histórica. • Defrontamo-nos com a perpetuação das disparidades existentes entre as nações e no interior delas, o agravamento da pobreza, da fome, das doenças e do analfabetismo, e com a deterioração contínua dos ecossistemas de que depende nosso bem-estar. • O ser humano, dentre todas as espécies animais existentes, é a que apresenta a maior capacidade de adaptação ao meio ambiente, e pode ser encontrado no deserto mais causticante, no frio continente antártico, nas profundezas da floresta amazônica, sob o oceano ou voando na atmosfera e além dela. • Esta incrível capacidade de adaptação só foi possível porque o homem sempre criou no seu entorno um meio ambiente próprio. • A construção pelos seres humanos de um espaço próprio se deu sempre à revelia e com modificação do ambiente natural. • Para superar suas limitações, o homem aprendeu a criar ferramentas que multiplicavam suas capacidades. • O homem compreendeu que sua resistência ao meio hostil era mais facilmente superada com a formação de grupos, que, organizadas em torno de um objetivo, multiplicavam suas capacidades individuais. • Quanto maiores as aglomerações humanas, mais destrutivas eram do ponto de vista ambiental. • Com crescimento acentuado da população humana, muitas espécies desapareceram, pois conferiam risco ao desenvolvimento local. • A civilização romana foi, na Antiguidade, a que mais criou espaços urbanos em todo o Mediterrâneo, e a que mais contribuiu para a diminuição da diversidade. – Uma das perdas mais sensíveis foi o leão de Atlas. • Nas Américas, a civilização Maia teve seu declínio acentuado pela destruição de seu habitat natural. • Não obstante, caso se integrem as preocupações relativas ao meio ambiente e ao desenvolvimento, e a elas se dedique mais atenção, será possível satisfazer às necessidades básicas, elevar o nível da vida de todos, obter ecossistemas melhor protegidos e gerenciados e construir um futuro mais próspero e seguro. O estudo da EA remonta esforços que se desdobram desde a década de 1960. O livro PRIMAVERA SILENCIOSA (Rachel Carson, 1962) transformou-se no marco ambientalista. Datas Importantes 1972 – Conferência de Estocolmo 1975 – UNESCO cria o Programa Internacional de EA (PIEA) 1978 – Criação de cursos ambientais no Brasil 1992 – Rio-92 (Agenda 21) 1997 – Conferência Internacional sobre Meio Ambiente e Sociedade: Educação e Conscientização Pública para a Sustentabilidade (Grécia) 1999 – Lei 9.795 (dispõe sobre a educação ambiental e institui a Política Nacional de Educação Ambiental) Definição Lei 9795/99, Art 1º: Entende-se por EDUCAÇÃO AMBIENTAL os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, ambiente bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. sustentabilidade Objetivos Lei 9795/99, Art 5º I compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações; II democratização das informações ambientais; III crítica sobre a problemática ambiental e social; IV preservação do equilíbrio do meio ambiente, através do exercício da cidadania; Objetivos Lei 9795/99, Art 5º V – cooperação entre as diversas regiões do país, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada; VI – integração com a ciência e a tecnologia; VII – fortalecimento da cidadania. Justificativa de se estudar EA O único planeta dentro do universo conhecido que pode oferece condições para a vida é o planeta Terra. Desta forma temos a responsabilidade de zelar pelo nosso habitat. Portanto a EA cria o ciclo: Divisão da EA • É subdividida em formal e informal: – Formal é um processo institucionalizado que ocorre nas unidades de ensino; – Informal se caracteriza por sua realização fora da escola, envolvendo flexibilidade de métodos e de conteúdos e um público alvo muito variável em suas características (faixa etária, nível de escolaridade, nível de conhecimento da problemática ambiental, etc.). EA e o Currículo Escolar Lei 9795: Art. 10. A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal. § 1º A educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de ensino. Principais Acordos Internacionais Acordos Ano Breve relato Conferência de Estocolmo 1972 A qualidade ambiental foi reconhecida como direito humano e reafirmou-se a necessidade de realizar um uso sustentável dos recursos da Terra. Relatório Bruntland 1987 Neste relatório define-se o conceito de desenvolvimento sustentável. Protocolo de Montreal 1987 Discutiu os problemas da diminuição da “camada de ozônio”. Criou um cronograma de substituição dos CFCs. Convenção de Basiléia 1989 Regulou a movimentação transfronteiriça de resíduos perigosos e a sua eliminação. Eco-92 1992 Marco sobre as mudanças climáticas. Criou-se a “Agenda 21”. Principais Acordos Internacionais Acordos Ano Breve relato ISO 14.000 1996 Uma série de normas genéricas voluntárias desenvolvidas pela Organização Mundial de Padronização. Rio+5 (NY) 1997 Realizada em NY, teve como objetivo analisar a implementação do programa da Agenda 21 Protocolo de Kyoto 1997 Acordo a fim de limitar as emissões de gases de efeito estufa pelos países industrializados. I foro Mundial Ministerial (Malmo / Suécia) 2000 Aprovação da Declaração de Malmo, que examina as novas questões ambientais para o séc. XXI. Rio+10 (Johannesburgo) 2002 Realizou-se um balanço das atividades desenvolvidas a partir da ECO-92. Agenda 21 "A Agenda 21 reúne o conjunto mais amplo de premissas e recomendações sobre como as nações devem agir para alterar seu vetor de desenvolvimento em favor de modelos sustentáveis e a iniciarem seus programas de sustentabilidade". Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente do Brasil. A questão ambiental • Nos últimos 300 anos: – O desenvolvimento tecnológico da humanidade foi inigualável. – Em nenhum outro período histórico foram feitas tantas descobertas. – É o período histórico em que o ser humano gerou os meios que podem levá-lo à extinção. – Segundo HOBBES, o homem, sem predadores naturais, torna-se o lobo de si mesmo. Pesca e Pecuária • Pesca: • A produção dobrou quase 5X desde 1900; • A pesca predatória é agora uma regra, não a exceção. • Pecuária: • As áreas Triplicaram de 1950-1990, porém a produção de carne pouco aumentou nos anos recentes. A Agricultura • No início do séc. XX cada fazendeiro americano poderia alimentar 7 pessoas. • No final do mesmo séc. poderia alimentar 96 pessoas. • A área irrigada multiplicou-se 6X desde 1900. • Os Fertilizantes agrícola em 40%. incrementaram a produção • A produção de Grãos aumentou cerca de 5X desde 1900. A revolução industrial • A exploração industrial do meio ambiente manteve-se sem contestação durante todo o século XIX e a maior parte do século XX. • A visão equivocada de que os recursos naturais eram ilimitados e estavam à disposição do homem somente começou a ser questionada na década de 70. A revolução industrial • Embora o início do desenvolvimento industrial tenha quase 3 séculos, é somente nas 2 últimas décadas do séc. XX que o volume físico da produção industrial cresceu espetacularmente. • Na 2ª metade do séc. XX foram empregados mais recursos naturais na produção de bens que em toda a história anterior da humanidade. Principais acidentes ambientais no séc. XX Ano Descrição 1947 Navio com nitrato de amônia explode no Texas. 500 mortos e 3.000 feridos. 1956 Baía de Minamata. Contaminação com Hg. 1966 Feyzin, França. Vazamento de GLP causa morte de 18 pessoas e deixa 65 intoxicadas. 1976 Seveso, Itália. Fábrica libera nuvem de agente laranja. 733 famílias foram evacuadas. 1978 San Carlos, Espanha. Caminhão com propano explode. 216 mortos e mais 200 feridos Principais acidentes ambientais no séc. XX Ano Descrição 1984 Bhopal, Índia. Vazamento de 25 t de isocianato de metila. 3.000 mortos e mais 200.000 intoxicados. 1984 San Juanito, México. Explosão com GLP. 650 mortos e 6.400 feridos. 1986 Chernobyl. Lançou na atmosfera radiação 30 vezes maior que bomba de Hiroshima. 1986 Basiléia, Suíça. 30 t de pesticidas derramadas no rio Reno 1989 Navio tanque encalha e vaza 44 milhões de L de petróleo no Alasca. O caso das águas no Brasil • “O estado real das águas no Brasil 2003/2004” – Relatório elaborado pela Defensoria das Águas. – A contaminação das águas de rios, lagos e lagoas quintuplicou nos últimos 10 anos. – O relatório foi realizado a partir do mapeamento de 35 mil denúncias de agressão ao meio ambiente e ações civis que já receberam sentença judicial. O caso das águas no Brasil – O relatório aponta que a principal fonte de contaminação no país é o despejo de material tóxico proveniente das atividades agroindustriais e industriais. – Estas atividades são responsáveis pelo consumo de 90% das águas e que são devolvidas contaminadas após o uso. –A pesquisa apontou 20.000 áreas contaminadas no país. SÍNTESE DOS ASPECTOS POLUIDORES E EPIDEMIOLÓGICOS DOS LIXÕES Poeiras Mau cheiro Gases Botulismo Tétano Poluição do ar Lençol d’água subterrâneo Cursos d’água Poluição do solo Poluição da água Poluição visual Diretamente, atingem o homem através de poluição. LIXÕES Indiretamente, atingem o homem através de vetores Insetos Moscas Amebíase Verminoses Viroses Febre tifo Para-tifo Gastrenterite Ratos Mosquitos Febre amarela Malária Filariose (Elefantíase) Baratas Giardíase Amebíase Febre tifo Atrai escorpiões Suínos Peste bubônica Triquinose (pulgas de rato) Leptospirose (urina Cisticercose de rato) Tifo murino Toxoplasmose Disenterias Sodoku (mordida de rato) Aves Toxoplasmose (urubus) Fundamentos de Ecologia Fundamentos Ecologia Eco (oikos): casa Logia (logos): estudo, conhecimento Portanto: É o estudo do lugar onde se vive, com ênfase sobre a totalidade ou padrão de relações entre os organismos e o seu ambiente (Odum, 1988). De forma simplificada: É o estudo das relações entre os seres vivos e Ecologia X Economia Ecologia Eco (oikos): casa Logia (logos): estudo “lugar onde se vive” Economia ? Eco (oikos): casa Nomia: manejo “o manejo da casa” Deveriam ser disciplinas companheiras Escalas Ecológicas Níveis Ecológicos Escala Espacial (Km) Escala Temporal (Anos) Área Relevante Biosfera 103 – 105 Ecossistema 101 - 104 102 – 106 Biol./ Física/ Química/ Geol. Comunidade 100 – 102 101 – 103 Interações População 100 – 102 100 – 104 Genética Demografia Indivíduo 10-6 – 10-1 10-3 – 102 Fisiologia, Anatomia e Morfologia 103 – 4.6X109 Biogeografia Evolução ECOLOGIA Espécie Organização da Vida ECOLOGIA Espécie População Organização da Vida ECOLOGIA Organização da Vida Comunidade Espécie População ECOLOGIA ECOLOGIA Organização da Vida Espécie População Ecossistema Ecossistemas • É a unidade básica no estudo da ecologia • O conjunto de seres vivos interage entre si e com o meio natural de maneira equilibrada, por meio da reciclagem de matéria e do uso eficiente da energia solar. Ecossistemas • É qualquer unidade que abranja todos os organismos que funcionam em conjunto numa área, interagindo com o ambiente físico de tal forma que um fluxo de energia produza estruturas bióticas claramente definidas e uma ciclagem de materiais entre as partes vivas e não-vivas (Odum, 1988). • É um sistema aberto. Ecossistemas Entidades dinâmicas integrando, de forma interdependente, as componentes biológica, física e química. Exemplos simples complexo ECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Atmosfera Radiação solar Água Organismos ECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Atmosfera Radiação solar Água Organismos Contém: •Fragmentos de rochas •Partículas minerais •Organismos Fornece: •Nutrientes •Água •Abrigo •Substrato para a vegetação ECOSSISTEMAS ECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Atmosfera Radiação solar Água Organismos • Gases necessários à respiração e à fotossíntese • Circulação da água entre a atmosfera e a superfície da Terra através da evaporação, transpiração e precipitação. ECOSSISTEMAS ECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Atmosfera Radiação solar Água Organismos • Aquecimento da atmosfera, promovendo a transpiração e a evaporação. • Fornece a energia essencial à fotossíntese ECOSSISTEMAS ECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Atmosfera Radiação solar Água Organismos • Essencial aos processos biológicos (alguns organismos contêm mais de 90% de água). ECOSSISTEMAS ECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Atmosfera Radiação solar Água Organismos • Produtores (autotróficos) • Consumidores (heterotróficos) Habitat e Nicho Ecológico • Habitat – O local ocupado pela espécie, com todas as suas características abióticas. – É o “endereço” de uma espécie ou indivíduo. • Nicho ecológico – É a função da espécie dentro do conjunto do ecossistema e suas relações com as demais espécies e com o ambiente. – Seria a “profissão” da espécie ou indivíduo. Nicho Ecológico • Para definir nicho ecológico de uma dada espécie é necessário: – Conhecer suas fontes de energia e alimento, suas taxas de crescimento e metabolismo, seus efeitos sobre outros organismos e sua capacidade de modificar o meio que vive. • Num meio equilibrado, cada espécie possui um nicho diferente do de outras espécies, caso contrário haverá competição • Espécies que ocupam nichos semelhantes, em regiões distintas, são denominadas de equivalentes ecológicos. Homeostase • Estado de equilíbrio dinâmico por meio de mecanismos de autocontrole e autoregulação, que entram em ação assim que ocorre qualquer mudança. • Tem por função manter o equilíbrio do ecossistema. ECOSSISTEMAS Principais Componentes e Inter-relações Energia Solar Herbivoros Carnivoros Plantas Detritivoros Decompostores Atmosfera Solo Reciclagem de matéria e fluxo de energia • A energia provém da alimentação. – Autótrofos: sintetizam seu alimento. • Quimiossintetizantes (oxidação de comp. inorg.) • Fotossintetizantes (utilizam o sol como fonte en.) – Heterótrofos • Decompositores • Herbívoros • Carnívoros Fluxos de Energia e Matéria Cadeia alimentar (exemplo) Heterotróficos 3º Nível Trófico Predadores Parasitas 2º Decompositores Nível Trófico Predadores Decompositores 1º Nível Trófico Parasitas Autotróficos Energia Solar • Sol – – – – – Gigantesco reator de fusão nuclear Diâmetro 110 vezes maior que a Terra Massa 329.400 vezes maior que a Terra Taxa: 2 cal/cm2/min constante Potência média: 3,92 x 1026 W • Reflexão e absorção – 34% albedo – Do que chega na superfície da Terra • 10% UV • 45% radiação visível • 45% IV Fluxo de Energia e de Nutrientes Inorgânicos Calor Energia Solar Fluxo de Energia proveniente da quebra das ligações C-C Fluxo de Nutrientes Inorgânicos Produtores Nutrientes Calor Consumidores Decompostores Inorgânicos Calor Importante • O Sol é a fonte de energia por excelência, para a vasta maioria dos ecossitemas. •As perdas de calor constituem o fim último da energia. •A energia e os nutrientes são passados de um organismo para o outro através das cadeias alimentares. •Os decompositores retiram a última parcela de energia contida nos restos dos organismos. •Os nutrientes inorgânicos são reciclados. •A energia não é reciclada. Produtividade primária • Apenas uma parte do que é produzido torna-se utilizável como alimento aos consumidores. • Só se aproveita 10% por cada nível 1 cal trófico. Consumidor 10 cal 100 cal 1000 cal Produtores (fitoplâncton) Consumidores Primários (zooplâncton) Consumidor Secundário (peixe) Terciário (homem) Amplificação Biológica É o aumento de concentração de poluentes ao longo da cadeia alimentar. Tabela – DDT na cadeia alimentar, Long Island (USA) Elementos Água DDT (ppm) 0,00005 Plâncton 0,04 Peixe de pequeno porte 0,23 Peixe predador 1,33 Peixe espada 2,07 Gaivota 6,00 Ovo de gavião marinho 13,8 Pato que se alimenta de peixe 22,8 Pelicano 26,4 Fonte: Odum, 1971 in Braga et al. 2002 Biomas • Ecossistemas aquáticos – Água doce – Água salgada • Ecossistemas terrestres Biomas: ecossistemas aquáticos Os seres aquáticos podem se divididos em 3 categorias principais, em função de seu modo de vida: Seres aquáticos Características Plânctons São organismos em suspensão na água, sem meios de locomoção própria. Bentos São organismos que vivem na superfície sólida submersa, podendo ser fixos ou móveis. Néctons São organismos providos de meio de locomoção própria, como os peixes. Biomas: ecossistemas aquáticos Água doce Sistemas Lênticos Exemplo Lagos Pântanos Lóticos Rios Nascentes Corredeiras Tipo de vida Algas, moluscos, insetos, crustáceos, peixes, bactérias e fungos. Biomas: ecossistemas terrestres Tundra Floresta de coníferas Florestas temperadas Florestas tropicais Campos Desertos Hipótese de Gaia • Os organismos evoluíram junto com o ambiente físico, formando um sistema complexo de controle, o qual mantém favoráveis à vida as condições da Terra. James Lovelock Gaia = deusa da Terra Depois disto tudo...será que os ecossistemas nos prestam algum serviço? Ciclos biogeoquímicos • Ciclo do carbono • Ciclo do nitrogênio • Ciclo do fósforo • Ciclo do enxofre • Ciclo hidrológico Ciclo do Carbono • Fotossíntese: 6 CO2 + 6 H2O + E.S. C6H12 O6 + 6 O2 • Respiração: C6H12 O6 + 6 O2 6 CO2 + 6 H2O + 640 kcal • Equilíbrio entre reservatórios aquático e atmosférico Ciclo do Nitrogênio • Ciclo gasoso • Segue 4 mecanismos: – Fixação do nitrogênio atmosférico em nitratos • Organismos simbióticos – Amonificação • Processo de redução – Nitrificação • Processo aeróbio – Desnitrificação • Processo anaeróbio Ciclo do Fósforo Ciclo do Enxofre Ciclo Hidrológico Lei do Mínimo: fator ecológico O crescimento é limitado pelo elemento cuja concentração é inferior ao valor mínimo (abaixo do qual não existe crescimento). Lei da Tolerância Cada ser vivo apresenta, face aos diversos fatores ecológicos, limites de tolerância entre os quais se situa o ótimo ecológico. Biodiversidade • Significa diversidade, ou seja, o número de espécies diferentes sejam elas animais, plantas e/ou microorganismos que compõe um determinado ecossistema ou mesmo o próprio planeta. • Desta forma, toda a variedade de vida que compõe um determinado local, ou mesmo o próprio planeta pode ser chamada de biodiversidade. Histórico da poluição ambiental Histórico da poluição ambiental • O domínio do fogo, há meio milhão de anos atrás, criou a primeira fonte de poluição do ar. • Roma antiga: surgiram as primeiras reclamações (2.000 anos atrás). • O problema ficou registrado na história do séc. XIII, na Inglaterra. – A fumaça resultante do emprego em larga escala de carvão betuminoso, tornou-se rapidamente incomoda, particularmente em Londres. Mais tarde, em 1303, promulgou-se um decreto, proibindolhe o uso. Apesar desta e de outras medidas restritivas, difundiu-se o uso de combustíveis fósseis, e a contaminação do ar tornou-se problema de crescente importância. Histórico da poluição ambiental • No fim do século XIX, foram feitos estudos sobre as causas da poluição por fumaça e sobre sua prevenção e controle, sob a responsabilidade de uma comissão inglesa, em 1881, e de comissões alemãs e francesas, em 1894. • Em 1890, foi fundada em Leeds a “Smoke Abatement Society”, com a finalidade de analisar a poluição causada pela fumaça de carvão, estudar o consumo deste combustível em caldeiras, fornalhas e lareiras e examinar os sistemas de controle empregados”. Principais episódios Local Sintomas/Mortes Poluente Vale do Meuse, Dores no peito, tosse, dificuldade de Presumiu-se que uma 1930 (Bélgica) respiração, irritação nasal e dos olhos. combinação de diversos A partir do 3º dia o problema acentuouse. Ao final de 1 semana 60 pessoas morreram, principalmente pessoas idosas portadoras de doenças do coração e pulmões. 43% da população (14.000 habitantes) Donora, 1948 adoeceu, cuja sintomatologia era de (Pensilvania, E.U.A.) - outubro irritação do trato respiratório e dos olhos. 48 poluentes esteve associada com o episódio; é destacada a presença de gotículas de ácido sulfúrico resultante de altas concentrações de dióxido de enxofre com presença de gotículas d’água. Presumiu-se que a presença de dióxido de enxofre e material particulado em suspensão no ar esteve associada com o episódio. 20 pessoas morreram, principalmente Uma fundição de zinco, 1 as que já eram portadoras de doenças fundição de aço e numerosas metalúrgicas foram as fontes cardíaca e do sistema respiratório. causadoras. Principais episódios Local Sintomas/Mortes Poluente Poza Rica, 1955 (México) Duração: 25 minutos. 320 pessoas foram hospitalizadas, das quais 22 morreram. Presença de gás sulfídrico na atmosfera, lançado acidentalmente por uma indústria de recuperação de enxofre de gás natural, foi responsável pelo episódio Londres, 1952 (Inglaterra) Duração de 5 dias. Grande número de pessoas adoeceu sendo portadores de doenças respiratórias. Cerca de 3.500 a 4.000 pessoas morreram a mais do esperado para este período. A mortalidade foi maior para o grupo de pessoas idosas, e naqueles que já eram portadores de bronquite, bronco-pneumonia e doenças do coração. À presença de poeira em suspensão (4,46 mg/m3) e de dióxido de enxofre (3,75 mg/m3) atribuiu-se o episódio. Principais episódios Local Sintomas/Mortes Poluente Sevezo (Itália, julho de 1976) Foram registrados pelo menos 30 casos de mortes causadas por câncer de fígado e um número não calculado de pessoas com graves distúrbios gastrintestinais que estavam na região. Descobriu-se que foram lançados na atmosfera 2 kg de dioxina – quantidade enorme, já que ela é capaz de alterar os cromossomos humanos, mesmo à dose de 0,2 ppb. Lago da Paz (Rep. dos Camarões, 21 de agosto de 1986) Uma gigantesca nuvem de gases tóxicos sai do fundo de um lago vulcânico e mata mais de 1.700 pessoas. Gás sulfídrico, monóxido de carbono, dióxido de carbono e ácido sulfúrico (anidrido sulfuroso). Características da atmosfera Composição da atmosfera • A atmosfera terrestre nada mais é do que uma mistura de gases, inodora e incolor que forma uma capa delgada ao redor da Terra. • A composição desta mescla, desde o nível do solo até uma altura de 70 km é notavelmente constante, com pequenas variações devido a presença de um corpo estranho: o vapor d’água. • A atmosfera regula a temperatura, igualando, aproximadamente, a de dia com a de noite. – se na lua, carente de atmosfera, durante a exposição do sol a temperatura se aproxima aos 200 °C, e ao chegar da noite lunar desce a quase -200 °C. Composição da atmosfera • O peso da atmosfera representa um milionésimo do peso total da Terra. • O vapor d’água resulta de um processo físico de evaporação, não sendo integrante da mistura de gases, utiliza a ATM como meio de transporte. – Sua composição varia de 0 - 4%, no máximo. • 0% ar seco • 4% ar saturado • 0-4% ar úmido Composição da atmosfera seca Componentes gasosos Nitrogênio Oxigênio Argônio Dióxido de carbono Neônio Hélio Metano Criptônio Óxido nitroso Hidrogênio Xenônio Composição ppm (vol) 780.900 209.500 9.300 300 18 5,2 2,2 1 1 0,5 0,08 Composição ppm (peso) 755.100 231.500 12.800 460 12,5 0,72 1,2 2,9 1,5 0,03 0,36 Composição da atmosfera seca • Outros componentes gasosos de origem natural e de concentração variável: óxidos de nitrogênio: produzidos pelas descargas elétricas durante as tempestades; dióxido de enxofre; fluoreto de hidrogênio e o cloreto de hidrogênio (erupções vulcânicas); sulfeto de hidrogênio: escapa das acumulações de gás natural ou dos vulcões; ozônio: elétricas. formado fotoquimicamente ou por descargas O meio atmosférico O meio atmosférico • Troposfera • 10 km • Onde ocorre o processos climáticos que regem a vida na Terra. • Ocorre a maioria dos fenômenos com a poluição. • Estratosfera • 10 – 45 km • No limite superior pode chegar a 270K • Ozonosfera – Absorção dos raios UV O meio atmosférico • Mesosfera • 50 - 85 km • A temperatura do ar diminui a quase 175 K – Ponto mais frio da atmosfera • Termosfera • É a camada superior da atmosfera • Densidade molecular = 103 moléculas/cm3 – No nível do mar é 2,5x109 moléculas/cm3 Distribuição da temperatura Poluição do ar Poluição do ar • A atmosfera pode ser considerada como um local onde, permanentemente, ocorrem reações químicas. • Ela absorve uma grande variedade de sólidos, gases e líquidos provenientes de fontes, tanto naturais como industriais, que podem dispersar ou reagir entre si (ou com outras substâncias já presentes na atmosfera). Definição • Poluição atmosférica pode ser entendida como a contaminação da atmosfera por inserção, ou permanência temporária, de materiais alheios a sua composição natural, ou em proporção superior ao natural, nos estados de agregação da matéria – gás, líquido ou sólido – ou, ainda, na forma de radiações (BARRENETXEA et al., 2003). • Poluente atmosférico é toda e qualquer forma de matéria (sólida, líquida ou gasosa) ou de energia que, presente na atmosfera, pode torná-la poluída (ASSUNÇÃO e MALHEIROS, 2005). Classificação do Poluente • Estado físico: – Material particulado; – Gases e vapores • Classe química: – Orgânicos – Inorgânicos • Origem: – Primários – Secundários Sub-classificação: Odores incômodos Poluentes altamente tóxicos Classificação: Estado físico • Material particulado – Partículas sólidas e líquidas: • poeiras, fumos, névoas e fumaças. • Limite superior: bem definido: entre 100 µ m - 200 µ m. • Limite inferior: 0,5 µ m (no caso de poeiras). – Em aerossóis formados por condensação (fumos e névoas), o tamanho da partícula varia entre 0,5 e 0,001 µ m • Gases e vapores – CO, CO2, SO2, NO2 Estado físico - Aerossóis • São partículas em suspensão no ar, em forma sólida ou líquida. • O uso de combustíveis fósseis (carvão, petróleo) e a queima da vegetação são algumas das causas de formação dos aerossóis. • Os aerossóis contribuem para o resfriamento da superfície da Terra, por produzirem espalhamento e reflexão da luz solar incidente. Estado físico - Poeiras • São partículas sólidas produzidas por manipulação, esmagamento, trituração, impacto rápido, explosão e desintegração de substâncias orgânicas ou inorgânicas, tais como rochas, minérios, metais, madeira ou cereais. As poeiras não tendem a flocular, a não ser sob a ação de forças eletrostáticas; não se difundem no ar, porém sedimentam sob a ação da gravidade. • Exemplo: poeira de sílica, poeira de asbesto, poeira de algodão. • Observação: 1 micron ( µ m ) equivale a 1/1000 de milímetro ou 1 milionésimo do metro. A menor partícula visível ao olho humano mede, aproximadamente, 1/10 de milímetro. Estado físico - Fumos • São partículas sólidas resultantes da condensação ou sublimação de gases, geralmente após volatilização de metais fundidos, que se acompanha amiúde de reação química, como oxidação. Os fumos floculam e as vezes coalescem. Partículas < 0,5 µ m diâmetro. • Exemplos: fumos metálicos em geral (chumbo, alumínio, zinco e etc.) e fumos de cloreto de amônio. • Fumaça: fumo resultante da combustão incompleta de materiais orgânicos (combustíveis em geral). Se a combustão for completa e o combustível não tiver cinzas, não teremos fumaça. São constituídas por partículas com diâmetros inferiores a 1 µ m. Estado físico - Névoas • São gotículas líquidas em suspensão, produzidas pela condensação de gases e vapores ou pela passagem de um líquido a estado de dispersão, por respingo, formação de espumas e atomização. Partículas < 0,5 µ m diâmetro. • Exemplo: névoas de ácido sulfúrico, névoas de tinta e névoas de óleo. Estado físico – Vapores • Forma gasosa de substâncias normalmente sólidas ou líquidas (ou seja, a 25°C e 760mmHg), que podem voltar a estes estados ou por aumento de pressão, ou por diminuição de temperatura. – Os vapores são difusíveis. – Os vapores são substâncias que existem no estado sólido ou líquido nas condições usuais do ambiente. – O seu tamanho é o molecular. Estado físico – Gases • São normalmente fluídos sem forma que ocupam o espaço que os contém e só podem liquefazer-se ou solidificar-se sob a ação combinada de aumento de pressão e diminuição de temperatura. • Em outras palavras, os gases verdadeiros não estão presentes na forma líquida ou sólida nas condições usuais do ambiente em termos de temperatura e pressão. – O seu tamanho logicamente é o molecular. – Os gases são difusíveis, não sedimentam nem se aglomeram, chegando a sua divisão ao nível molecular, permanecendo, portanto, intimamente misturados com o ar, sem se separarem por si mesmos. Estado físico Sub-classificação • Independente do estado físico, tem importância a sub-classificação como substâncias causadoras de: – odores incômodos – poluentes altamente tóxicos Sub-classe: odores incômodos • A percepção de um odor é uma resposta psicofisiológica a inalações de compostos químicos odoríferos que, infelizmente, ainda não podem ser quimicamente medidos (GODISH, 2004). • Dentre as muitas fontes de odores desagradáveis estão as graxarias, fábricas de sabão, plantas petroquímicas, refinarias, fábricas de papel e celulose, plantas de processamento de pescado, estações de tratamento de esgoto, exaustão de diesel e operações relacionadas à agricultura, sendo que os principais compostos responsáveis são aminas, gases sulfurosos, fenol, amônia, aldeídos e ácidos graxos (GODISH, 2004). Sub-classe: poluentes altamente tóxicos • Estes compostos decorrem principalmente da era industrial, formados, principalmente, como subproduto de vários processos envolvendo cloro e seus compostos. • As principais classes de componentes são: – Dioxinas – Furanos – Hidrocarbonetos policíclicos aromáticos HPAs – Metais pesados e em geral. Sub-classe: poluentes altamente tóxicos – dioxinas e furanos • Dioxinas: – PCDDs: dibenzo-p-dioxinas policloradas. • Furanos: – PCDFs: dibenzofuranos policlorados. • São duas classes de compostos aromáticos tricíclicos, de função éter, com estrutura quase planar e que possuem propriedades físicas e químicas semelhantes. • Os isômeros com substituição de cloro na posição 2,3,7 e 8 são de interesse especial devido a sua toxicidade, estabilidade e persistência. • São formadas nas combustões entre 250 e 400ºC Sub-classe: poluentes altamente tóxicos – HPAs • Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos são compostos formados por dois ou mais anéis aromáticos condensados, contendo somente átomos de carbono e hidrogênio. • Sua formação se dá principalmente por combustão incompleta ou pirólise de matéria orgânica. • Entre os mais importantes destacam-se: – Acenafteno, acenaftileno, antraceno, fenantreno, benzo-antraceno, benzo-pirenos, pireno e naftaleno. Classificação: Classe Química • Poluentes orgânicos: – hidrocarbonetos; – aldeídos e cetonas. • Poluentes inorgânicos: – H2S; – HF; – NH3 Classificação: Origem • Poluentes primários: – estão presentes na atmosfera na forma em que são emitidos como resultado de algum processo. • Poluentes secundários: – são produzidos na ATM pela reação entre dois ou mais poluentes primários, ou pela reação com constituintes normais atmosféricos, com ou sem foto ativação. Fontes de poluentes gasosos • Tipos básicos de fontes de poluição: – FONTES ESPECÍFICAS são FIXAS em determinado território, ocupam na comunidade área relativamente limitada e permitem uma avaliação na base de fonte por fonte. • Indústrias. – FONTES MÚLTIPLAS podem ser FIXAS ou MÓVEIS, geralmente se dispersam pela comunidade, oferecendo grande dificuldade de serem avaliadas na base de fonte por fonte. • casas ⇒ múltiplas fixas • carros ⇒ múltiplas móveis Fontes: origem • Segundo a origem do poluente, é possível classificar as fontes de poluição como: 1 - Fontes naturais; 2 - Fontes Industriais; 3 - Queima de combustíveis; 4 - Queima de resíduos sólidos, 5 - Evaporação de produtos de petróleo; 6 - Atividades produtoras de odores; 7 - Fontes de radiações; 8 - Outras atividades. Fontes Naturais • A poluição natural é originada fenômenos biológicos e geoquímicos. • Entre as fontes naturais pode-se apontar: – o solo, – a vegetação (polinização), – os oceanos, – vulcões, – fontes naturais de líquidos, gases e vapores, – descargas elétricas atmosféricas, etc. por Fontes Naturais • Vulcanismo – joga poeira a 20-30 km de altura. – partículas que chegam aos níveis mais altos tem diâmetro de aproximadamente 1 µ m. – Estas partículas demoram de 2 a 12 anos na estratosfera antes de cair na troposfera, onde são rapidamente lavadas. – Um vulcão emite óxidos de nitrogênio e de enxofre, H2S, HCl, HF, SCO (sulfeto de carbonila), cinzas e partículas sólidas. Fontes Naturais • A vegetação orgânicos. emite muitos compostos • O solo emite N2O (desnitrificação), NH3 (processos aeróbios) e gases redutores, como CH4, NO, H2S (fermentação anaeróbia em zonas úmidas, como pântanos, arrozais, bosques úmidos, etc.) Fontes Naturais • Os oceanos são armazéns químicos, importantes fontes de emissão de componentes atmosféricos. – Variações de temperatura na superfície do mar modificam as concentrações de uma grande diversidade de gases dissolvidos: CO, CO2, CH4, N2O, CS2, SCO, ClCH3, etc. • Em geral, a contaminação proveniente de fenômenos naturais é assimilada pela natureza, a qual possui mecanismos físicos e químicos suficientes para degradar os contaminantes emitidos. Fontes Antrópicas • O ser humano através da atividade industrial e urbana, joga resíduos à atmosfera, de forma incontrolada e constante, em amplas zonas do planeta. • Aproximadamente 65 mil produtos químicos, provenientes de uma variedade de atividades industriais, encontram-se na atmosfera. Fontes Antrópicas: industriais • Quanto as fontes industriais, a quantidade e qualidade do poluente emitido por este tipo de fonte dependem de vários fatores interdependentes da fabricação. • Influem no tipo e concentração do poluente expelido, em razão do processo industrial, as matérias primas e combustíveis envolvidos no processo, o produto fabricado o próprio processo e as suas operações, a eficiência dos trabalhos de processamento e o grau das medidas acauteladoras contra a poluição. • Ex: Indústrias de petróleo; materiais não metálicos, metalúrgicas; mecânicas; têxteis, madeira e mobiliário; papel; produtos alimentares, etc. Fontes Antrópicas: combustão • Os poluentes do ar originam-se principalmente da combustão incompleta de combustíveis fósseis, para fins de transporte, aquecimento e produção industrial. • Aproximadamente 80% dos contaminantes gasosos na atmosfera são formados durante a queima de combustíveis fósseis. A fonte emissora poderá ser FIXA ou MÓVEL. Ambas utilizam como matéria prima, o carvão, óleos minerais, gases liquefeitos de petróleo, álcool, etc. • A poluição depende da eficiência da combustão e do percentual de enxofre no combustível. Fontes Antrópicas: Radiações • Existem as fontes de radiações, sendo que o Sol é a maior fonte produtora de radiações e tem pouca influência no cômputo geral da poluição do ar. • Os tipos de radiações emitidas pelas indústrias ficam restritas aos locais de produção, geralmente em ambientes fechados (raios infravermelhos, ultravioletas, etc.). • São utilizados radiações ionizantes em vários setores industriais e na medicina. Principais poluentes atmosférico F FONTES ESTACIONÁRIAS Poluentes do ar • Cinco compostos significam mais de 90% do problema da contaminação do ar: 1. Monóxido de carbono (CO); 2. Óxidos de nitrogênio (NOx); 3. Hidrocarbonetos (HC); 4. Óxidos de enxofre (SOx); 5. Material Particulado. Monóxido de Carbono - CO • O CO é um poluente altamente tóxico, pois afeta a capacidade do sangue de transportar oxigênio. • Ele apresenta uma afinidade química com a hemoglobina 210 vezes maior que o oxigênio. • Forma com a hemoglobina a carboxihemoglobina, que nas concentrações de 5% provoca alterações nervosas, de comportamento e no funcionamento do miocárdio. • Sua principal fonte antrópica é a combustão incompleta. Compostos nitrogenados • Na atmosfera, o nitrogênio encontra-se nas seguintes formas: – N2O – NO – NO2 – NH3 – NO3– NO2– NH4+ – N2O3 – N2O4 – NO3 – N2O5 Compostos nitrogenados • O NO2 absorve a luz solar na zona do espectro visível. – Pode produzir uma névoa de cor amarela ou laranja. • O N2O é um gás incolor. – Fonte natural: ação bacteriana no solo e reações na atmosfera superior. – Fonte antrópica: queima de combustíveis sólidos. – Incremento: 0,5-1,1 ppbv/ano (fonte antropogênica) • Os NOx são produzidos: – Fonte natural: relâmpagos, atividade microbiana, oxidação da amônia e processos fotolíticos ou biológicos nos oceanos. – Fonte antrópica: queima de combustíveis fósseis e biomassa. Compostos Orgânicos Voláteis COV • O COV são hidrocarbonetos do tipo: – – – – – – – Aldeídos Cetonas Solventes clorados Substâncias refrigerantes Alcanos (C1-C6) Aromáticos (Benzeno, tolueno e etc.) Compostos nitrogenados (PAN – peroxiacetil nitrato) • As principais fontes antropogênicas dos COV são processos industriais (46%) e o transporte automotivo (30%). Compostos sulfurosos • Na atmosfera, o enxofre encontra-se nas seguintes formas: – COS : carbonil sulfeto; – CS2 : sulfeto de carbono; – (CH3)2S : dimetil sulfeto; – H2S : sulfeto de hidrogênio; – SO2 : dióxido de enxofre; – SO42- : sulfatos. • O SO2 é um gás incolor, com odor irritante e azedo e solúvel em água. • O H2S é altamente tóxico e com odor de ovo podre. Poluentes Elemento Chave Poluente Fonte S SO2 Gases de caldeiras SO3 Fabricação de ácido sulfúrico, combustões. H2S Esgotos, processamento de gás natural, papel e celulose. R-SH Petroquímica e papel e celulose NO / NO2 Fabricação de ácido nítrico, oxidação em alta temperatura, nitrogenação NH3 Fabricação de amônia outros Esgotos, processo com gorduras e tecidos cárneos N Poluentes Elemento Chave Poluente Fonte X HF Fertilizante fosfático, alumínio. SiF4 Cerâmica, fertilizantes. HCl PVC, cloração e outros. Cl2 Cloração e fabricação de cloro. CO / CO2 Combustão. HC Solventes e operações petroquímicas COV Desengraxamento, processamento de tecidos cárneos e outros C Níveis máximos de poluentes (OMS) Indicador Concentração máxima recomendada (μg/m3) Tempo de exposição SO2 125 24 h NO2 200 1h CO 10.000 8h O3 120 8h MP Não estipulada1 1- há risco associado a qualquer exposição. Níveis de referência • Padrão de qualidade do Ar – Níveis de referência para diferenciar a atm poluída da não poluída – CONAMA 3 de 28/6/90. • Padrão de emissão – Limite estabelecido legalmente e que deve ser respeitado para a emissão da fonte. – Podem estar expressos em concentração (mg / Nm3), taxas (kg / hora) ou parâmetro (kg / t incinerada). – Em geral são fixados pela autoridade estadual. Níveis de referência • Padrão de condicionamento e projeto – Representa parâmetros de projeto, ou exigências, como temperatura e tempo de residência. – Art. 38, decreto 8468/76: nos pós-queimadores é necessário tmin de 850°C e tempo de residência mínimo de 0,8 segundos. • Fator de emissão – Expressam a emissão em função de um parâmetro da fonte. – USEPA – AP42 – Útil no inventário de emissões de determinadas regiões. Padrão primário e secundário • Padrão primário: – Representa a concentração de poluente que, ultrapassada, poderá afetar a saúde da população. – É o nível máximo tolerável. – Meta de curto e médio prazos. • Padrão secundário: – É a concentração de poluente abaixo do qual se prevê o mínimo efeito adverso. – É o nível desejado – Meta de longo prazo. Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar • Enquadramento das áreas do território nacional em classes de uso do ar Classe Enquadramento I Áreas de observação, lazer e turismo (parques, reservas e etc.). Nessas áreas deverá ser mantida a qualidade do ar em nível o mais próximo possível do verificado sem a interferência antropogênica. II Áreas onde o nível da deterioração da qualidade do ar seja limitado pelo padrão secundário de qualidade. III Áreas de desenvolvimento onde o nível de deterioração da qualidade seja limitado pelo padrão primário de qualidade. Padrões nacionais de qualidade do Ar (CONAMA 3/90) Poluente Padrão primário μg/m3 Padrão secundário μg/m3 Período de exposição MP 240 150 24 h 80 60 Anual 150 150 24 h 50 50 Anual 150 100 24 h 60 40 Anual 365 100 24 h 80 40 Anual 40.000 40.000 1h 10.000 10.000 8h O3 160 160 1h NO2 320 190 1h 100 100 Anual Part. Inaláveis Fumaça SO2 CO Cálculos utilizados na poluição atmosférica Unidades usuais • Unidades de volume/volume: – cm3/m3 (ppm) – mm3/m3 (ppb) • Unidades de massa/volume: – mg/m3 – μg/m3 Mudanças de bases • Para converter mg/m3 para ppm, e viceversa, é necessário utilizar a equação de estado: – P.V = n.R.T • É freqüente encontrar a letra “N” na frente de unidades de volume. – Ela indica que o volume gasoso está na CNTP: • 1 atm • 273 K = 0°C Exemplo 1 • Transforme 20 ppm de CO em mg CO/Nm3 de ar. 20 ppm = 20 cm3 (0,02 L) de CO em 1 m3 de AR na CNTP. Massa Molar (M) do CO = 28 g/mol. CNTP: 1 atm e 273K P.V = n.R.T → P.V.M = m.R.T → 1x0,02x28=mx0,082x273 m = 0,025 g = 25 mg de CO em 1 m3 de AR na CNTP Portanto, 20 ppm de CO = 25 mg de CO/Nm3 de AR Exemplo 2 • O monitor de uma estação de controle de contaminação atmosférico indica uma concentração diária média de 480 μg SO2 / m3 Ar a 30ºC e 1 atm. Calcule a concentração de SO2 em ppm. Resolução: ppm = cm3/m3 M = 64 g/mol P.V=n.R.T ⇒ P.V.M=m.R.T 1.V.64=0,00048.0,082.(30+273) V=0,0001845 L = 0,1845 cm3 ppm = 0,1845 cm3 / 1 m3 Resposta = 0,1845 ppm Danos relacionados à poluição atmosférica Efeitos atmosféricos • Danos Materiais • Danos à vegetação • Efeitos Globais – Chuva ácida – Aquecimento global – Diminuição da camada de ozônio • Danos à saúde Danos aos materiais • Deposição de partículas de poeira e fumaça. – Suja edificações e monumentos • PA provoca – Aumento de corrosão metálica – Envelhecimento de polímeros – Ataque químico a mármores e não-metálicos – Perda de resistência em tecidos, com redução de vida útil Danos à vegetação • Principais efeitos: – – – – – Alterações no crescimento Colapso foliar Envelhecimento precoce Descoloração Necrose do tecido foliar • Principais poluentes – Ozônio – PAN (peroxiacetilnitrato) • Algumas espécies => bioindicadores Efeitos globais • Chuva ácida – Lavagem da atmosfera • Arrasta os óxidos de enxofre e nitrogênio – pHnormal = 5,6 ( em virtude do CO2) – pHchuvaácida < 5,6 – Regiões com termoelétricas a carvão mineral são fortes candidatas a apresentarem águas de chuva ácida. Efeitos globais • Efeito estufa – Aumento da temperatura da Terra • Provocada pela maior retenção de radiação Infravermelha. • Gases que provocam a retenção: – CO2 ; CH4 ; CFC ; N2O – O problema é o aumento dessa retenção de calor ocasionada pela crescente concentração dos GEE – Kioto (1997) • Países ind. => redução de 5% (base 1990) Efeitos globais • Efeito estufa – Principal vilão: CO2 – Início do séc. XX = 290 ppm – Início do séc. XXI = 365 ppm • CO2 – 55 % do efeito estufa – Fonte: queima de combustíveis fósseis • CH4 e N2O – 21 % do efeito estufa – Fonte: atividades agrícolas • CFCs – 24 % do efeito estufa Efeitos globais • Efeito estufa – Efeitos adversos • Aumento do nível do mar • Alteração do suprimento de H2O doce • Maior número de Ciclones • Tempestades de chuva e neve fortes e freqüentes • Rápido e forte ressecamento do solo Efeitos globais • Redução da camada de Ozônio – Observou-se que a concentração de ozônio estratosférico vem se reduzindo, desde de 1995, em especial na Antártica, entre a primavera austral (set/out). – Agentes da redução: • Cloro e Bromo • CFCs • NOx • Erupções vulcânicas • Gás Halon • Brometo de metila (inseticida) • CCl4 Efeitos globais • Redução da camada de Ozônio – Protocolo de Montreal (1987) • CFCs => produção proibida desde 95 – Tem de ser eliminado até » 2010 países desenvolvidos » 2015 países em desenvolvimento • Brasil => signatário (proibiu o uso de CFCs em 89) • CFCs têm sido trocado por: – Butano e propano em sprays – HFCs em refrigeração • 16 de setembro dia do ozônio Danos à saúde Principais efeitos • Problemas oftálmicos • Doenças dermatológicas • Gastrintestinais • Cardiovasculares • Pulmonares • Alguns tipos de câncer Efeitos à saúde • Um aumento na temperatura do ar provoca impactos na distribuição da flora e da fauna e, consequentemente, influencia na distribuição de doenças transmitidas por vetores. • A exposição humana pode se dar por inalação, ingestão ou contato com a pele, mas a inalação pode ser considerada a via mais importante e mais vulnerável Efeitos à saúde • A poluição do ar é caracterizada pela OMS como um fator de risco para várias doenças, como infecções respiratórias das vias aéreas superiores. Efeitos à saúde • Estudos nacionais têm verificado associações positivas entre poluição do ar e doenças respiratórias e mesmo mortalidade. – Os efeitos são sentidos principalmente por crianças e idosos. Efeitos à saúde • Material Particulado (MP) – MP é qualquer substância que existe como líquido ou sólido na atm e tem dimensões microscópicas, porém maiores que as moleculares. • Exceção: água – Particulados • Grossos => dp > 2,5 μm • Finos => dp < 2,5 μm – São respiráveis causando prejuízos aos alvéolos pulmonares. Efeitos à saúde • Material Particulado (MP) – Fontes • Naturais – Pólen – Aerossol marinho – Poeira ressuspensa do solo • Antrópicas – – – – – Processos industriais Queima de combustíveis fósseis Poeira ressuspensa de ruas Queima de biomassa Aerossol secundário Efeitos à saúde • Material Particulado (MP) – Causa • • • • • Doenças Pulmonares Doenças Asmáticas Bronquites Aumento de mortandade Aumento de mortalidade Efeitos à saúde • Dióxido de Enxofre – Causa desconforto na respiração e doenças cardiovasculares. – Pessoas com asma e doenças crônicas de coração e pulmão são mais sensíveis a esse poluente. – O SO2 emitido na atmosfera sofre em poucas horas oxidação a SO3. • O resultado final é a aparição do H2SO4, sulfatos de amônio e de distintos metais. – Causam o smog úmido. Efeitos à saúde • Monóxido de Carbono – Provoca a redução da habilidade do sistema circulatório em transportar oxigênio. – Altos níveis de CO estão associados a prejuízos: • • • • • nos reflexos; na capacidade de estimar intervalos de tempo; na aprendizagem; no trabalho; na capacidade visual. Efeitos à saúde • Monóxido de Carbono Efeitos mgCO/Nm3 ar % COHb no sangue <4 <1 Não há efeitos aparentes. 4-12 1-2 Há alguma evidência de efeitos sobre a conduta. 12-35 2-5 Efeitos no sistema nervoso central (discernimento, acuidade visual, luminosidade e psicomotricidade). 35-74 5-10 74-625 10-80 Alterações cardíacas e pulmonares. Dores de cabeça, fadiga, sonolência, coma, falhas respiratórias e morte. Efeitos à saúde • Óxidos de Nitrogênio – De todos os possíveis óxidos de nitrogênio, se detectam na atmosfera o N2O, NO e NO2, uma vez que os restantes são instáveis e se dissociam. – Os NOx estão implicados em um ciclo, chamado de ciclo fotolítico de óxidos de nitrogênio, que causa a aparição de um contaminante secundário, o ozônio. Efeitos à saúde • Óxidos de Nitrogênio – A presença de outras substâncias no meio, como os HC, pode alterar notavelmente o ciclo e conduzir a aparição de importantes contaminantes secundários. – Até alguns anos atrás o N2O não era considerado um poluente. • Recentemente detectou-se sua participação: – No controle dos níveis de ozônio estratosférico – No efeito estufa – Na chuva ácida Efeitos à saúde • Óxidos de Nitrogênio Óxidos N2O Cor Toxicidade FN FA Incolor Não tóxico. Solo e atm superior Combust. Sólidos NO Incolor Tóxico, interfere em processos fotoquímicos troposféricos. NO2 Marromavermalhado Idem NO Relâmpagos, Transporte e atividades qualquer outro microbianas. processo de combustão a altas temperaturas Idem NO Idem NO Efeitos à saúde • Ozônio e oxidantes fotoquímicos – Principais componentes da névoa fotoquímica. – A radiação solar produz esses componentes através de processos fotoquímicos na presença de óxidos de nitrogênio e COV, em condições metereológicas propícias (inversão térmica e calmaria). – Provocam irritações nos olhos e vias respiratórias, além de diminuírem a capacidade pulmonar. Efeitos à saúde • Hidrocarbonetos e outros COV – São os grandes agentes da produção do smog fotoquímico. – Os efeitos diretos dependem do HC ou dos COVs envolvidos: • Ex. Benzeno e HC policíclicos » Neoplasias. • Ex. Aldeídos (formal e acroleína) » Irritantes dos olhos, vias respiratórias e mucosas. POLUIÇÃO DO SOLO INTRODUÇÃO • Por tradição, o solo tem sido utilizado como receptor de substâncias resultantes das atividades humanas. • O solo, uma vez degradado e/ou contaminado, trará conseqüências ambientais, sanitárias, econômicas, sociais e políticas que poderão limitar ou até mesmo inviabilizar seu uso posterior. Introdução • Uma vez no solo, os poluentes sofrem uma constante migração descendente, podendo atingir as águas subterrâneas, prejudicando a qualidade e pondo em risco as populações. • A poluição do solo pode ser dividida em: – Natural – Artificial DEFINIÇÃO • A poluição do solo consiste numa das formas de poluição, que afeta particularmente a camada superficial da crosta terrestre, causando malefícios diretos ou indiretos à vida humana, à natureza e ao meio ambiente em geral. • Consiste na presença indevida, no solo, de elementos químicos estranhos, de origem humana, que prejudiquem as formas de vida e seu desenvolvimento regular. T i p o s E R O S L I X O Ã O d e D M E T A A G e g r a d a R I S O T Ó P E S X I POLUIÇÃO NATURAL • Não associada à atividade humana • Pode dar-se por meio de: – Erosão – Desastres naturais – Atividades vulcânicas – Irradiação natural – Presença de elementos inorgânicos • Principalmente metais POLUIÇÃO ARTIFICIAL • Poluição de origem antrópica. • Pode ocorrer por: i. ii. iii. iv. v. vi. vii. Urbanização e ocupação do solo Atividades agropastoris Atividades extrativas Armazenamento de resíduos perigosos Acidentes no transporte de carga Lançamento de águas residuárias Disposição de resíduos sólidos Urbanização e ocupação do solo • Urbanização crescente – Ocupação desordenada do solo • – Descontrole do zoneamento residencial, industrial e agrícola. Impactos presentes e futuros • – Apresenta-se como um problema ambiental e de saúde pública. Diminuição da qualidade de vida • Poluição visual, geração de odores e diminuição de espaços de circulação. Atividades agropastoris • Utilização de fertilizantes e defensivos agrícolas – Impactos conhecidos • • • • • ambientais imediatos bem Eutrofização e contaminação de lençóis freáticos Mudanças na biota local Acidificação do terreno Contaminação por metais pesados Contaminação do terreno por acúmulo de fertilizantes Atividades agropastoris • Defensivos agrícolas – Os efeitos ambientais podem ser: • Mortandade – Por meio da propagação pela cadeia alimentar a mortandade pode tornar-se inespecífica. • Redução => natalidade e fecundidade Mineração • Enorme potencial de degradação do solo. • Modifica a paisagem e gera resíduos da lavra. • Atualmente, exige-se plano de recuperação para as áreas degradadas pela atividade mineradora. Transporte • Acidentes nos transportes de cargas perigosas têm origem: – nas condições de manutenção das estradas – Situação dos veículos – Capacidade e preparo do motorista – Fiscalização • Os acidentes, embora pontuais, podem ganhar grandes proporções quando os poluentes atingem corpos de água. Armazenamento • Armazéns não projetados adequadamente para produtos perigosos podem ser fonte de poluição do solo, seja decorrente de vazamento ou derramamento, ou ainda operações inadequadas. • Exemplo – Postos e revenda de combustíveis. Águas residuárias • Esgotos sanitários e efluentes industriais – Provoca poluição: • dos mananciais • do solo • das águas subterrâneas – Incorpora substâncias ou elementos ao solo, provocando alterações na composição e reduzindo a biodiversidade. – Os efeitos são os mesmos apresentados pelos resíduos sólidos. Disposição de resíduos sólidos • Fator de maior importância para a poluição antrópica do solo. • Praticamente: – Poluição do solo = poluição por resíduos sólidos • O gerenciamento sólidos: – Um dos maiores municipais adequado desafios dos para os resíduos governos Disposição de resíduos sólidos • A quantidade e a qualidade de resíduos sólidos gerados em uma localidade é influenciada pelas condições: – Econômicas – Culturais – Sociais • O problema do LIXO nem sempre é visível, pois, culturalmente, os resíduos sempre foram afastados da proximidade da população que os gerou. Disposição de resíduos sólidos • O gerenciamento adequado é importante para minimizar riscos de poluição ambiental e impactos sanitários. • Compreende as etapas: – Acondicionamento – Coleta – Transporte – Tratamento – Disposição final (etapa mais complicada) Disposição de resíduos sólidos • Paradoxalmente, onde se produz maior quantidade de resíduos é mais difícil conseguir área adequada à sua disposição. • Os agravos ao meio ambiente não são percebidos de imediato e de forma direta, mas gradativo e muitas vezes cumulativo. – Normalmente são deixados para segundo plano, não sendo considerados prioritários. Disposição de resíduos sólidos • Em termos ambientais podem contribuir: – Poluição do ar – Poluição das águas – Poluição do solo – Poluição visual – Impactos negativos ao ecossistema – Impactos econômicos • Em relação aos aspectos sanitários: – Vetores de doenças – Intoxicação alimentar RESÍDUOS SÓLIDOS DEFINIÇÃO • Os conceitos de resíduos e lixo são bastante próximos e muitas vezes entende-se que ambos sejam sinônimos. • No dicionário diferenciá-los. é quase impossível • A norma NBR 10004/97 define resíduo sólido DEFINIÇÃO NBR10004 “Resíduos nos estados sólidos e semi-sólidos, que resultam de atividades da comunidade, de origem: industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Consideram-se também resíduos sólidos os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos, cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpo d´água, ou exijam para isso soluções técnicas e economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia dispónível.” Matéria Prima Produto Processo RESÍDUOS •Sub-produtos •Materiais não-convertidos •Auxiliares Componentes Reutilizáveis Reciclagem, uso dentro da rede de produção integrada Componentes Não-reutilizáveis (Rejeitos) Disposição/Tratamento RESÍDUO E REJEITO • Rejeito – algo inservível, cuja única aplicação é a disposição final • Resíduo – tudo que serve para um processo produtivo próprio ou de terceiros • Sub-produto – algo que forneça uma remuneração ao negócio menor que a atividade principal • Co-produto – algo de valor compatível com o produto da atividade fim do negócio • Produto – atividade fim de um negócio CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS • A forma mais convencional leva em consideração a origem: – Industriais – Urbanos – Serviço de saúde – Portos, aeroportos e terminais rodoviários – Agrícolas – Radioativos – Entulhos Resíduos Industriais • Variam entre 65 a 75% do total de resíduos gerados em regiões mais industrializadas. • A responsabilidade pelo manejo e destinação desses resíduos é sempre da empresa geradora. • Dependendo da forma de destinação, a empresa de serviço passa a ser coresponsável. Resíduos Industriais • Divisão dos resíduos industriais – Classe I • Resíduos perigosos – Pode apresentar riscos à saúde pública e ao meio ambiente por causa de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. – Classe II • Resíduos não-inertes – Resíduos potencialmente combustíveis. biodegradáveis – Classe III • Resíduos inertes – Resíduos inertes e não combustíveis. ou Destinação dos Resíduos INORGÂNICOS Classe I Orgânicos Classe II Classe III • Reciclagem • Aterro Industrial p/ Resíduos Não Perigosos • Reciclagem • Aterro Sanitário • Reciclagem • Aterro Industrial • Tratamentos FísicosQuímicos • Reciclagem • Tratamento Biológico • Incineração CONAMA 257 • Trata da coleta, reutilização e reciclagem, tratamento e disposição final de pilhas e baterias usadas. • Pela resolução, os fabricantes, os importadores, redes autorizadas de assistência técnica e comerciantes de pilhas e baterias devem ter um sistema que contemple a coleta, o transporte e o armazenamento desses materiais após a utilização. Resíduos Urbanos • Tipos de Resíduos Urbanos – Domiciliares – Comercial • Escritórios, lojas, restaurantes hotéis, supermercados e – Limpeza pública urbana • Varrição de ruas, limpeza de galerias, praias e podas Lixo: pode ser classificado como doméstico, comercial, público, hospitalar e industrial. 75% do lixo coletado no Brasil é jogado em lixões a céu aberto, contaminando o solo e conseqüentemente poluindo lençóis subterrâneos de água. Resíduos Urbanos • São de responsabilidade das prefeituras. • No caso de estabelecimento comerciais, a prefeitura é responsável pela coleta e disposição de pequenas quantidades, geralmente abaixo de 50 kg/dia. • Acima dessa quantidade, a responsabilidade fica transferida para o estabelecimento. Entulhos • Em razão de suas características e volumes, são classificados separadamente dos resíduos urbanos • Constituem basicamente de resíduos de construção civil: – Demolições – Restos de obras – Solos de escavações – Materiais afins Resíduos de Serviço de Saúde • Resíduos produzidos em hospitais, clínicas médicas e veterinárias, laboratório de análises clínicas, farmácias, centros de saúde, consultórios odontológicos, entre outros • São agrupados em 2 níveis: – Comuns • Restos de alimentos, papéis, invólucros e etc. – Sépticos • Material médico. cirúrgico e de tratamento Resíduos Agrícolas • Embalagens de – adubos, – defensivos agrícolas, e – ração • Restos de colheitas • Esterco animal Resíduos Radioativos • Resíduos provenientes dos: – Combustíveis nucleares – Equipamentos que usam elementos radioativos • A responsabilidade por essa categoria de resíduos é da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) Resíduos de Portos, Aeroportos, Rodoviárias e Ferroviárias • São resíduos sépticos que podem conter organismos patogênicos, como materiais higiênicos e de asseio pessoal, além de restos de comida. • Possuem capacidade de veicular doenças de outras cidades, estados e países. • Cabe ao gerador a responsabilidade pelo gerenciamento dos resíduos LIMPURB • Modelo de Gerenciamento CLASSES e QUALIDADE DAS ÁGUAS Tipos de águas – Água Doce • Dentro das águas doces, as águas residuais ou residuárias são todas as águas descartadas que resultam da utilização para diversos processos. Exemplos destas águas são: • Águas residuais domésticas: - provenientes de banhos; - provenientes de cozinhas; - provenientes de lavagens de pavimentos domésticos. Águas residuais industriais: - resultantes de processos de fabricação. Águas de infiltração: - resultam da infiltração nos coletores de água existente nos terrenos. • Águas urbanas: - resultam de chuvas, lavagem de pavimentos, regas, etc. Água Salgada (Salina) • O Brasil apresenta uma extensa área costeira. O mar representa uma importante fonte de alimento, emprego e energia. • Sendo assim, as questões relacionadas aos oceanos assumem importância fundamental para o povo brasileiro. • Os recursos estão diretamente associados com a sustentabilidade exploratória dos recursos pesqueiros através da pesca artesanal, do turismo e através das comunidade tradicionais da orla marítima - folclore, tradições, estilo de vida. Água Salobra • Quando um rio encontra o mar, as águas se misturam, é o que ocorre em áreas de mangue e estuários. • Esta água não é doce nem salgada, mas sim água salobra. Os organismos que aí vivem são adaptados às condições deste ambiente. Água Mineral • O Código de Águas Minerais do Brasil define as águas minerais como águas provenientes de fontes naturais ou artificiais captadas, que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa. RESOLUÇÃO No 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005 • Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. CLASSIFICAÇÃO DE ÁGUAS DOCES, SALOBRAS E SALINAS DO TERRITÓRIO NACIONAL • São classificadas, segundo seus usos preponderantes, em nove classes, as águas doces, salobras e salinas do Território Nacional: Águas Doces I - Classe Especial - águas destinadas: a) ao abastecimento doméstico sem prévia ou com simples desinfecção; b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas. • II - Classe 1 - águas destinadas: a) ao abastecimento doméstico após tratamento simplificado; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário (natação, esqui aquático e mergulho); d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que ingeridas cruas sem remoção de película; e) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana. III - Classe 2 - águas destinadas: a) ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário (esqui aquático, natação e mergulho); d) à irrigação de hortaliças e plantas frutíferas; e) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana • IV - Classe 3 - águas destinadas: a) ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional; b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras; c) à dessedentação de animais. • V - Classe 4 - águas destinadas: a) à navegação: b) à harmonia paisagística; c) aos usos menos exigentes. Águas Salinas • VI - Classe 5 - águas destinadas: a) à recreação de contato primário; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana • VII - Classe 6 - águas destinadas: a) à navegação comercial; b) à harmonia paisagística; c) à recreação de contato secundário. Águas Salobras • VII - Classe 7 - águas destinadas: a) à recreação de contato primário; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana. • IX - Classe 8 - águas destinadas: a) à navegação comercial; b) à harmonia paisagística; c) à recreação de contato secundário. Fonte: Conselho Nacional do Meio Ambiente - Resolução nº 20 de 18 de junho de 1986. LEGISLAÇÃO • A obrigatoriedade de preservação da qualidade da água em todo território nacional está estabelecida na Constituição Federal, de 1988, como conseqüência do artigo 225, que estabelece o preceito da proteção ao meio ambiente, sendo este um direito difuso. • Nos artigos 23 e 24 é estabelecida a competência para o combate à poluição em todas as suas formas. A Resolução Conama nº. 357, de 17 de março de 2005, que dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, em seu artigo 48 diz que o não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores, entre outras às sanções previstas na Lei nº. 9.605, de fevereiro de 1998, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Fonte: GT - Águas - publicação eletrônica da 4ª Câmara de Meio Ambiente e Patrim Monitoramento da Qualidade das Águas Agência Nacional de Águas - ANA • é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente é responsável pela implementação da gestão dos recursos hídricos brasileiros • Foi criada à partir da chamada Lei das Águas, lei 9.433/97, que regulamentou o Sistema Nacional de Recursos Hídricos (SNRH). Rede de Monitoramento de Qualidade de Águas • A rede de monitoramento de qualidade das águas, em operação desde o final da década de 70, tem como objetivo: • manter um banco de dados de referência com informações sobre a qualidade da água dos rios, • fornecer subsídios para avaliação de estudos e projetos de aproveitamento de múltiplos usos dos recursos hídricos e • fornecer informações complementares para o enquadramento dos corpos de água em classes e para o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos. Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental - CETESB • A CETESB é responsável pelo acompanhamento da qualidade das águas dos rios, praias e reservatórios do Estado de São Paulo desde o início da década de 70. • Esta demanda é atendida por meio da rede básica de monitoramento e dos monitoramentos regionais, bem como pela rede automática de monitoramento, onde a caracterização da qualidade da água é realizada por meio de análises de variáveis físicas, químicas e biológicas tanto da água quanto do sedimento. MONITORAMENTO DE RIOS • A CETESB iniciou em 1974 a operação da Rede de Monitoramento da Qualidade das Águas Interiores (rios e reservatórios), que tem possibilitado o conhecimento adequado das condições reinantes nos principais cursos d’água do Estado de São Paulo. • Atualmente, esse monitoramento é realizado em 149 estações de qualidade distribuídas ao longo das 22 Unidades de Gerenciamento dos Recursos Hídricos (UGRHIs), em que foi dividido o Estado de São Paulo, através da Lei Estadual Nº. 7.663 de dezembro de 1991 ESTAÇÕES DE MONITORAMENTO DE RIOS • Os objetivos da Rede de Monitoramento da CETESB são: • avaliar a evolução da qualidade das águas interiores para cada ponto de amostragem; • propiciar o levantamento das áreas prioritárias para o controle da poluição das águas; • subsidiar o diagnóstico da qualidade das águas doces utilizadas para o abastecimento público e outros usos; • dar subsídio técnico para a elaboração dos Relatórios de Situação dos Recursos Hídricos, realizados pelos Comitês de Bacias Hidrográficas; • identificar trechos de rios onde a qualidade d’água possa estar mais degradada, possibilitando ações preventivas e de controle da CETESB, como a construção de ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto) por parte do município responsável pela poluição ou a adequação de lançamentos industriais. • Para realizar o controle da poluição das águas de nossos rios e reservatórios, utilizam-se os padrões de qualidade, que definem os limites de concentração a que cada substância presente na água deve obedecer. • Esses padrões dependem da classificação das Águas Interiores, que é estabelecida segundo seus usos preponderantes, por legislação específica, variando da Classe Especial, a mais nobre, até a Classe 4, a menos nobre • São determinados 33 parâmetros físicos, químicos e microbiológicos de qualidade da água em análise em laboratório. • Desses 33 parâmetros, nove compõem o Índice da qualidade das águas (IQA). • São eles: • . Oxigênio dissolvido (OD) . Demanda bioquímica de oxigênio (DQO) . Coliformes fecais . Temperatura da água . pH da água . Nitrogênio total . Fósforo total . Sólidos totais . Turbidez • Ressalta-se que nos pontos de amostragem da Rede de Monitoramento coincidentes com captações utilizadas para o abastecimento público, são também levantados parâmetros específicos tais como: • Teste de Ames (para avaliação de mutagenicidade), potencial de formação de THMs, absorbância no UV, Carbono orgânico dissolvido, Giardia / Cryptosporidium, Clostridium e Estreptococos fecais. • São realizadas amostragens bimestrais, a fim de se observar as variações que ocorrem, ao longo do ano, na qualidade das águas doces, em função, não só das atividades humanas, mas também das variações climáticas Parâmetros Químicos • Oxigênio Dissolvido (OD): É um dos parâmetros mais importantes para exame da qualidade da água, pois revela a possibilidade de manutenção de vida dos organismos aeróbios, como peixes, por exemplo. • A escassez de OD pode levar ao desaparecimento dos peixes de um determinado corpo d'água, dado que esses organismos são extremamente sensíveis à diminuição do OD de seu meio. Pode também ocasionar mau cheiro. • Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO): • É a determinação da quantidade de oxigênio dissolvida na água e utilizada pelos microorganismos na oxidação bioquímica da matéria orgânica. • Grandes quantidades de matéria orgânica utilizam grandes quantidades de oxigênio. Assim, quanto maior o grau de poluição, maior a DBO • Sais minerais: São inúmeros os minerais possíveis de ocorrerem na água. • O Nitrogênio e o Fósforo dependendo de quantidade são importantes porque são responsáveis pela alimentação de algas, vegetais superiores e outros organismos aquáticos . • Em dosagens elevadas podem provocar sérios problemas sérios problemas, como proliferação excessiva de algas, causando o fenômeno conhecido como eutrofização (boa nutrição) de lagos e represas. • Nesses casos a água tem mau cheiro, gosto desagradável e ocorre morte generalizada de peixes. Principais Parâmetros Biológicos • A quantidade de matéria orgânica presente nos corpos d'água depende de uma série de fatores incluindo todos os organismos que aí vivem, os resíduos de plantas e animais carregados para as águas e também o LIXO e os ESGOTOS nela jogados. • Se a quantidade de matéria orgânica é muito grande a poluição das águas é alta e uma série de processos vão ser alterados. • Haverá muito alimento à disposição e conseqüentemente proliferação dos seres vivos. Vai haver maior consumo de oxigênio que ocasionará a diminuição de Oxigênio dissolvido provocando a mortalidade de peixes. • É difícil se restabelecer o equilíbrio se o processos poluidores não são controlados. • Os principais componentes de matéria orgânica encontrados na água são proteínas, aminoácidos, carboidratos, gorduras, além de uréia, surfactantes (capacidade de alterar as propriedades superficiais e interfaciais de um líquido.) e fenóis • Os microorganismos desempenham diversas funções de fundamental importância para a qualidade das águas. • Participam das diversas transformações da matéria nos ciclos biogeoquímicos como o do N, P, S, Hg, C e da água. • Outro aspecto de grande relevância em termos de qualidade biológica da água é a presença de agentes patogênicos e a transmissão de doenças. • A detecção dos agentes patogênicos, principalmente bactérias, protozoários e vírus, em uma amostra de água é extremamente difícil, em razão de suas baixas concentrações. • Portanto, a determinação da potencialidade de um corpo d'água ser portador de agentes causadores de doenças pode ser feita de forma indireta, através dos organismos indicadores de contaminação FECAL do grupo dos COLIFORMES. • Os coliformes estão presentes em grandes quantidades nas fezes do ser humano e dos animais de sangue quente. • A presença de coliformes na água não representa, por si só, um perigo à saúde, mas indica a possível presença de outros organismos causadores de problemas à saúde. • Os principais indicadores de contaminação fecal são as concentrações de coliformes totais e coliformes fecais, expressa em número de organismos por 100 ml de água. • Coliformes totais: • As bactérias do grupo coliforme são consideradas os principais indicadores de contaminação fecal. • O grupo coliforme é formado por um número de bactérias que inclui os generos Klebsiella, Escherichia, Serratia, Erwenia e Enterobactéria. • Todas as bactérias coliformes são gramnegativas manchadas, de hastes não esporuladas que estão associadas com as fezes de animais de sangue quente e com o solo. • Coliformes fecais: • O uso da bactéria coliforme fecal para indicar poluição sanitária mostra-se mais significativo que o uso da bactéria coliforme "total", porque as bactérias fecais estão restritas ao trato intestinal de animais de sangue quente. • A determinação da concentração dos coliformes assume importância como parâmetro indicador da possibilidade da existência de microorganismos patogênicos, responsáveis pela transmissão de doenças de veiculação hídrica, tais como febre tifóide, febre paratifóide, desinteria bacilar e cólera. • De modo geral, nas águas para abastecimento o limite de Coliformes Fecais legalmente tolerável não deve ultrapassar 4.000 coliformes fecais em 100 ml de água em 80% das amostras colhidas em qualquer período do ano. MONITORAMENTO DAS PRAIAS • Atualmente possui 155 pontos de amostragem em praias com alta freqüência de banhistas, ou com a presença de adensamento urbano próximo que apresente fonte de poluição fecal. • Abrange 136 praias que possuem estas características, das cerca de 293 existentes ao longo da costa paulista. Pontos de Monitoramento • Dos 427 km de praias no litoral paulista, cerca de 230 km que contêm as praias selecionadas são monitorados, o que resulta em 1 ponto a cada 1,6 Km, em média. • Cobre 15 municípios litorâneos do Estado de São Paulo, excetuando-se o Município de Cananéia. • O monitoramento é realizado através de coletas semanais, de água do mar. • Todos os domingos 6 técnicos percorrem o litoral para a realização das amostragens. • A amostra de água é colhida no mar na profundidade média de 1m onde encontrase a maioria dos banhistas. • As amostras de água são encaminhadas para análises microbiológicas para a determinação de coliformes fecais ou E. coli que são indicadores de poluição fecal. • Semanalmente é emitido um boletim contendo a classificação das praias quanto à sua qualidade em termos de balneabilidade, que é divulgado através da imprensa e distribuído para diversos órgãos e entidades. • Nas praias, em frente ao ponto de amostragem, existem bandeiras de sinalização indicando as condições de balneabilidade. • Se a praia está imprópria a bandeira é vermelha, se a praia está própria a bandeira é verde. • A atualização da sinalização é feita semanalmente com a troca das bandeiras, logo após a emissão do novo boletim. Bandeiras de Sinalização • Para a balneabilidade das praias, consideramse representativos locais em que já tenha ocorrido a mistura das águas do mar com aquelas provenientes de corpos de água potencialmente poluídos. • Já para os rios, córregos e canais, é realizada a determinação da densidade de coliformes fecais em zonas em que não haja influência das marés, ou seja, as coletas são realizadas antes do córrego atingir a faixa de areia das praias. Fundamentos de Gestão Ambiental Sistema Nacional do Meio Ambiente Sistema Nacional do Meio Ambiente • O SISNAMA foi criado pela Lei 6938/81, tendo sua estrutura, composição e competência estabelecidas pelo Decreto 99.355/90 SISNAMA • Estrutura: – Órgão superior: o Conselho de Governo. – Órgão Consultivo e Deliberativo: o Conama. – Órgão Central: o MMA. – Órgão Executor: Ibama – Órgãos Seccionais: entidades públicas federais e estaduais que atuam na proteção ambiental. – Órgãos Locais: entidades municipais responsáveis pelo controle e fiscalização ambiental. CONAMA • Conselho nacional do Meio Ambiente. – Principais competências: • Assessorar, estudar e propor diretrizes. • Baixar normas à execução e implementação da Política Nacional do Meio Ambiente. • Estabelecer normas e critérios para licenciamento de atividades efetiva e potencialmente poluidora. • Estabelecer normas, critérios e padrões relativos ao controle e manutenção ambiental. • Estabelecer os critérios para a declaração de áreas críticas, saturadas ou em vias de saturação. Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos • Lei 9433/97. • Objetivos: – Assegurar a necessária disponibilidade de água, a utilização racional e integrada dos recursos e a prevenção e defesa contra eventos hidrológicos. Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos • Princípios – “a água é um bem de domínio público; – a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico; – em situação de escassez, o uso prioritário de água é o consumo humano e a dessedentação de animais: – a gestão dos recursos hídricos deve promover o uso múltiplo das águas; – a bacia hidrográfica é a unidade territorial para a gestão dos recursos hídricos; – a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do poder público, dos usuários e das comunidades.” Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos • Instrumentos – “Planos de Recursos Hídricos; – enquadramento dos corpos de água em classes de uso; – outorga dos direitos de uso da água; – a cobrança pelo uso da água; – o Sistema de informação sobre Recursos Hídricos.” Padrões de qualidade das águas • Em relação aos padrões de qualidade de água, o principal regulamento é a Resolução CONAMA 20/86, que estabeleceu a classificação das águas em: – Doces; – Salobras; – Salinas Padrões de qualidade das águas • No caso de águas doces: Classe Características Especial Abastecimento doméstico, sem prévia ou simples desinfecção, e destinadas à preservação das comunidades aquáticas. 1 Abastecimento doméstico após tratamento simplificado, e também destinadas à proteção das comunidades aquáticas, à irrigação de hortaliças, à aquicultura e à recreação de contato primário. 2 Abastecimento doméstico após tratamento convencional e demais usos de Classe 1. 3 Abastecimento doméstico após tratamento convencional, à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras e a de animais. 4 Destinadas à navegação, à harmonia paisagística e a outros usos menos exigentes. Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar • Objetivo: – O programa foi criado para a proteção da saúde e bem-estar das populações e melhoria da qualidade de vida pela limitação dos níveis de emissão de poluentes decorrentes de poluição atmosférica. • Visa: – Uma melhoria na qualidade do ar; – atendimento aos padrões estabelecidos; – o não-comprometimento da qualidade do ar em áreas consideradas não degradadas. Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar • Estratégia: – Limitar (nível nacional) as emissões por tipologia de fontes e poluentes, reservando o uso dos padrões de qualidade do ar como ação complementar de controle. Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar • Limites máximos de emissão: – Quantidade de poluentes que pode ser lançado por fontes poluidoras para a atmosfera. – São diferenciados em função da classificação de usos pretendidos para as diversas áreas e serão mais rígidos para as fontes novas de poluição. • Fontes novas: empreendimentos que não tenham obtido a licença prévia do órgão licenciador na data da publicação da resolução. – São definidos por meio de resoluções específicas do Conama. Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar • Padrões de qualidade do ar – Primários • São os padrões que quando ultrapassados poderão afetar a saúde da população. • São os níveis máximos toleráveis de poluentes atmosféricos. • São metas de curto e médio prazo. – Secundários • São as concentrações de poluentes atmosféricos abaixo das quais se prevê o mínimo efeito adverso sobre o bem-estar da população, assim como o mínimo dano à fauna e flora, aos materiais e meio ambiente. • São os níveis desejados de concentração de poluentes. • São metas de longo prazo. Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar • Enquadramento das áreas do território nacional em classes de uso do ar Classe Enquadramento I Áreas de observação, lazer e turismo (parques, reservas e etc.). Nessas áreas deverá ser mantida a qualidade do ar em nível o mais próximo possível do verificado sem a interferência antropogênica. II Áreas onde o nível da deterioração da qualidade do ar seja limitado pelo padrão secundário de qualidade. III Áreas de desenvolvimento onde o nível de deterioração da qualidade seja limitado pelo padrão primário de qualidade. Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar • Monitoramento da qualidade do ar – Criação de uma rede nacional para monitoramento. • Gerenciamento do licenciamento de fontes de poluição do ar – Estabelecer um sistema que discipline a ocupação do solo baseado no licenciamento prévio das fontes de poluição. • Inventário nacional de fontes e poluentes do ar – Desenvolvimento de metodologias que permitam o cadastramento e a estimativa das emissões. • Desenvolvimento nacional na área de poluição do ar – Desenvolvimento de tecnologias de controle de poluição. – Fomento a Centros de Pesquisas. Aspectos Legais e institucionais relativos ao meio terrestre • Existem várias Leis, Decretos, Portarias e Resoluções nas 3 esferas legais. • As principais tratam de: – Fertilizantes – Agrotóxicos – Resíduos sólidos – Aterros sanitários – Destino final Políticas e Gestão Ambiental Política e gestão ambiental • Até metade da década 80, o Estado ditou a política ambiental a ser seguida no Brasil. • Depois de 80, a política ambiental passou a ser formada pela interação de idéias entre os vários atores da sociedade. Os 3 principais períodos • 1930 – 1971: – Construção de uma base de regulação dos usos dos recursos naturais. • 1972 – 1987: – Ação intervencionista do Estado chega ao ápice, ao mesmo tempo em que aumenta uma percepção de crise ecológica global. • 1988 aos dias atuais: – Marcado pelos processos de democratização de descentralização decisórias e pela rápida disseminação da noção de desenvolvimento sustentável. Tipos de Políticas Ambientais • Os 3 tipos de políticas ambientais: – Regulatórias – Estruturadas – Indutoras de comportamento Tipos de Políticas Ambientais • Regulatórias – Elaboração de legislação específica para estabelecer ou regulamentar normas e regras de uso e acesso ao ambiente natural e seus recursos, bem como à criação de aparatos institucionais que garantam o comprimento da lei. Tipos de Políticas Ambientais • Estruturadas – Implicam na intervenção direta do poder público ou de organismos não-governamentais na proteção ao meio ambiente. – Exemplo: • Criação de unidades de conservação; financiamento de projetos e zoneamento ecológico. Tipos de Políticas Ambientais • Indutoras de comportamento – Objetivam influenciar o comportamento de indivíduos ou grupos sociais. – São normalmente identificadas com a noção de desenvolvimento sustentável e são implementadas por meio de linhas especiais de financiamento ou de políticas fiscais e tributárias. – São iniciativas destinadas a otimizar a alocação de recursos. – Buscam privilegiar certas práticas consideradas ambientalmente corretas e inviabilizar aquelas que podem resultar em degradação ecológica. Crenças, Idéias e Valores • O processo de formulação de políticas públicas é influenciado pela percepção que os indivíduos têm da realidade. • As mudanças nas diretrizes e nos objetivos dessas políticas não são definidas unicamente por processos de inovação tecnológica e crescimento econômico, mas também, por transformações nas crenças, idéias e valores dominantes que formam paradigmas sociais. Crenças, Idéias e Valores • O paradigma do desenvolvimento sustentável tem emergido como um conjunto alternativo de crenças, idéias e valores num processo de contestação à até então dominante percepção do planeta como uma fronteira aberta de recursos naturais ilimitados. • Na economia neoclássica: – O paradigma da fronteira aberta acreditava no pressuposto de que o mercado livre maximizaria o bemestar social e providenciaria, pela inovação tecnológica e substituição de matérias-primas, a postergação da escassez absoluta para o futuro, indefinidamente. Nova percepção da realidade • Diversos atores sociais passaram a compartilhar a percepção de que os índices de desenvolvimento econômico e de crescimento populacional ameaçavam ultrapassar a capacidade de suporte do planeta e de que era necessário definir limites para o crescimento e repensar a noção de desenvolvimento. Abordagens filosóficas • Ecocêntrica – Vê a Terra como um ser vivo que a humanidade tem a obrigação moral de salvar da degradação mediante uma mudança radical de consciência. • Instrumental – Prega a proteção do planeta por seu valor econômico, sem desafiar os fundamentos filosóficos da sociedade industrial. – O termo conservação é sinônimo de manejo eficiente dos recursos com o objetivo de obter níveis ótimos de produção sem ameaçar a reposição de seus estoques. – Comprometida com o discurso do progresso. Ecocêntrica x Instrumental • Corrente ecocêntrica • Salve o Planeta. • Corrente instrumental • Maneje o Planeta. • Atualmente, a corrente instrumental apresenta uma hegemonia em relação à corrente ecocêntrica. A política e a gestão ambiental • Os objetivos da política ambiental incidem sobre os aspectos econômicos, sociais e ambientais. • Ao instituir uma política ambiental, é necessário que o governo estabeleça os objetivos, defina as estratégias de ação, crie as instituições e estrutura legislativa que a contém e que orienta sua aplicabilidade. A política e a gestão ambiental • Nos últimos anos, o conceito de gestão ambiental vem sendo utilizado para incluir, além da gestão pública do meio ambiente, os programas de ação desenvolvidos por empresas e instituições não-governamentais, dentro dos modernos princípios de proteção do meio ambiente. • Dessa forma, o conceito de gestão ambiental tem evoluído na direção de uma perspectiva de gestão compartilhada entre os diferentes agentes envolvidos e articulados em seus diferentes papeis. Gestão Ambiental • Gestão ambiental é, portanto, um processo político administrativo de responsabilidade do poder constituído, destinado a, com participação social, formular, implementar e avaliar políticas ambientais a partir da cultura, realidade e potencialidade de cada região, em conformidade com os princípios do desenvolvimento sustentável. Os instrumentos de gestão ambiental da política de meio ambiente Os instrumentos de gestão ambiental da política de meio ambiente • • • • • • • • Licenciamento ambiental Fiscalização ambiental Qualidade ambiental Monitoramento da qualidade ambiental Unidades de conservação e biodiversidade Planejamento e zoneamento ambiental Educação ambiental Avaliação de impacto ambiental Licenciamento ambiental e o controle das atividades poluidoras • Definição (art. 10, Lei 6938/91): – “A construção ou instalação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, bem como os capazes de, sob qualquer forma, causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento por órgão estadual competente, integrante do SISNAMA, e do IBAMA em caráter supletivo, sem prejuízo de outras licenças exigíveis.” Licenciamento ambiental e o controle das atividades poluidoras • O sistema consiste na emissão de 3 licenças sucessivas: – Licença Prévia (LP) – Licença de Instalação (LI) – Licença de Operação (LO) Fiscalização ambiental • O objetivo central em programas de fiscalização ambiental é mudar o comportamento social para que os requerimentos sejam cumpridos. • Atingir esse objetivo envolve motivação, estímulo à mudança de atitudes, remoção de barreiras e redução de fatores que encorajem o não-cumprimento da legislação. Fiscalização ambiental • Os mecanismos de comando e controle utilizados no sistema de licenciamento e de controle ambiental no Brasil têm na fiscalização a base para que tanto o Ibama quanto os sistemas ambientais estaduais e municipais tenham poder de polícia para fazer cumprir os requerimentos legais, especialmente no que diz respeito aos padrões de emissão e à imposição de multas aos infratores. Fiscalização ambiental • O conjunto de ações necessárias ao atendimento da legislação e dos requerimentos envolve: – Inspeções usadas para aferir o nível de cumprimento de medidas de controle e detectar violações dos padrões ambientais exigidos; – Negociações para desenvolver cronogramas de atendimento e ajustes que viabilizem o cumprimento dos regulamentos; – Ações legais, necessárias à imposição do cumprimento ou conseqüências para as violações da lei, ou colocar em risco a saúde pública ou a qualidade ambiental; – Promoção de programas educacionais, assistência técnica e outras medidas para encorajar o cumprimento dos requerimentos; – Divulgação do desempenho ambiental. Qualidade ambiental • É o estado do meio ambiente numa determinada área ou região. • Refere-se aos resultados dos processos dinâmicos e interativos dos componentes físicos, bióticos, sociais e econômicos. • A Lei 6938/91 estabeleceu os padrões ambientais nacionais para a qualidade do ar e das águas. Monitoramento da Qualidade Ambiental • O monitoramento é destinado a apoiar as ações de controle ambiental para a divulgação dos resultados à população, envolvendo atividades de campo, laboratório, produção de normas técnicas e padrões específicos. Monitoramento da Qualidade Ambiental Fontes de informação Vantagens Desvantagens Inspeção conduzidas 1) Provêem as mais relevantes 1) Alto custo de operação. por técnicos de órgãos informações. ambientais Automonitoramento e 1) Extensas informações. relatórios realizados 2) Dividem os custos. pelo próprio agente ou 3) Ampliam nível de fonte poluidora gerenciamento. Apoio de cidadãos e organizações comunitárias 1) Dependem da integridade da fonte. 2) Ampliam o papel e os custos. 1) Detectar violações. 1) Esporádico. 2) Participação da comunidade 2) Baixa qualidade de e ONGs. informação. Monitoramento de área 1) realizada por órgãos ambientais ou 2) instituições parceiras Detecta possíveis violações sem visitar fontes. Útil para determinar os resultados do controle ambiental. 1) Dificuldade de prover correlação entre poluição e fontes. 2) Obter informações precisas. Unidades de conservação e Biodiversidade • Instrumentos da política ambiental destinados à proteção dos espaços territoriais pelo poder público (CONAMA 011/87). • Uma política ambiental conseqüente e eficaz abrange não apenas ações de controle da poluição e degradação ambiental, mas, da mesma forma, incorpora ações previstas voltadas para a conservação dos recursos naturais, a fim de manter sistemas e processos naturais. Planejamento e Zoneamento Ambiental • O planejamento é um processo dinâmico e permanente, destinado a identificar e organizar em programas coerentes o conjunto das ações requeridas para a gestão ambiental. • Seu objetivo é organizar e orientar o uso dos recursos ambientais de uma determinada área e a distribuição das atividades humanas. Educação Ambiental • A educação ambiental formal e não-formal devem tratar das dimensões físico-bióticas, socioeconômicas e culturais do meio ambiente e do desenvolvimento humano, inclusive da dimensão espiritual. • Deve ser desenvolvida através de grupos consultivos para coordenar as atividades educativas. Avaliação de Impacto Ambiental • O impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetem: – – – – – (i) a saúde, a segurança e o bem-estar da população; (ii) as atividades sociais e econômicas; (iii) a biota; (iv) as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; (v) a qualidade dos recursos ambientais. • (Resolução CONAMA 001/86) Avaliação de Impacto Ambiental • O impacto ambiental pode ser visto como parte de uma relação de causa e efeito. • Pode ser considerado como a diferença entre as condições ambientais que existiriam com a implantação de um projeto proposto e as condições ambientais que existiriam sem essa ação. Instrumentos Econômicos de Gestão Ambiental Princípio Poluidor-Pagador • A aplicação do princípio atribui ao poluidor a responsabilidade pelas despesas relativas aos serviços públicos executados pelo ESTADO para que as condições do meio ambiente permaneçam aceitáveis. • O poluidor deve arcar com o ônus financeiro proporcional às alterações que provoca no ambiente. Princípio Poluidor-Pagador • O PPP tem a vantagem de incidir sobre o poluidor inicial. • É amplamente utilizado em diversos países, particularmente para reduzir a poluição da água e do ar. • Até agora, não foi aplicado aos problemas ambientais globais. Cobrança ou Taxação de Poluição • Os custos ambientais não são espontaneamente assumidos pelos poluidores e, portanto, não são incluídos nos custos de produção. • Nessa modalidade, a cobrança deve ser realizada por meio de taxação ou de tarifação sobre os processos produtivos poluidores para que internalizem os danos ambientais causados. Cobrança ou Taxação de Poluição • O efeito do aumento de custo no processo produtivo força uma redução dos níveis de produção. • Dessa maneira, o agente poluidor é forçado a implantar sistemas de controle de poluição para gerar volumes maiores de produção. • Se fixadas a um nível igual ao custo social ótimo, as taxas permitem um ajustamento automático das atividades poluidoras e maximizam os ganhos coletivos. Mecanismos de Mercado • O incentivo de direitos de emissão enquadra-se como mecanismo de mercado de controle de poluição à medida que procura ir de encontro do interesse privado, para induzir a adoção de soluções de controle. • O programa de negociação de emissão baseiase no chamado “CRÉDITO DE REDUÇÃO DE EMISSÕES”. Mecanismos de Mercado • O crédito de redução de emissões são títulos que podem ser negociados para atender políticas de controle de poluição ambiental. Política de direitos de Permite que novas fontes de poluição sejam implantadas emissão e operem em áreas que não estão atendendo aos padrões de qualidade, desde que adquiram créditos de redução de emissões de fontes existentes. Política do conceito Permite que as fontes de poluição existentes satisfaçam bolha aos planos estaduais de controle, através de tecnologia de controle de emissões e crédito de redução de emissão. Política do conceito Permite que os créditos de redução de emissão ganhos malha com o controle de outras fontes de poluição na mesma fábrica sejam utilizados no controle de suas emissões. Seguros Ambientais • Consiste no estabelecimento de uma caução associada à garantia da aplicação dos procedimentos de recuperação ambiental de áreas degradadas ou ao cumprimento das regras ambientais. • Podem estar articuladas com um processo de reciclagem ou com a devolução de embalagens, sendo uma possibilidade a ser desenvolvida para as atividades minerais. A produção mais limpa e a ecoeficiência P+L • A Produção mais Limpa (P+L) é a aplicação contínua de uma estratégia ambiental preventiva integrada, aplicada a processos, produtos e serviços, para aumentar a eficiência global e reduzir riscos para a saúde humana e o meio ambiente. • A Produção mais Limpa pode ser aplicada a processos usados em qualquer indústria, a produtos em si e a vários serviços providos na sociedade. P+L • Para processos de produção: – a P+L resulta em medidas de • conservação de matérias-primas, água e energia; • eliminação de substâncias tóxicas e matériasprimas perigosas; • redução da quantidade e toxicidade de todas as emissões e resíduos na fonte geradora. P+L • Para produtos: – a P+L visa: • reduzir os impactos ambientais e de saúde, ao longo do ciclo de vida do produto, desde a extração das matérias-primas até sua disposição final, através de design adequado aos produtos. P+L • Para serviços: – a P+L incorpora: • a preocupação ambiental no projeto e na realização dos serviços. P+L • As ações de P+L são incursões aos processos produtivos com visão crítica, de modo a identificar oportunidades de melhoria. • As estratégias de P+L são resultado da mudança de enfoque na abordagem da questão ambiental no âmbito das empresas, antes focado no controle da contaminação, passando-se a privilegiar a prevenção. Ecoeficiência • A ecoeficiência atinge-se através da oferta de bens e serviços a preços competitivos, que, por um lado, satisfaçam as necessidades humanas e contribuam para a qualidade de vida e, por outro, reduzam progressivamente o impacto ecológico e a intensidade de utilização de recursos ao longo do ciclo de vida, até atingirem um nível, que pelo menos, respeite a capacidade de sustentação estimada para o planeta Terra. » World Business Council for Sustainable Development (2000). Ecoeficiência • Objetivos: – Redução de consumo; – Redução de impacto na natureza; – Melhoria do valor do produto ou serviços. Ecoeficiência • Fatores para se alcançar com êxito a ecoeficiência: – – – – – – – Reduzir a intensidade de uso de materiais; Diminuir a demanda intensa de energia; Reduzir a dispersão de substâncias tóxicas; Incentivar a reciclagem dos materiais; Maximizar o uso sustentável dos recursos renováveis; Prolongar a vida útil dos produtos; Incrementar a intensidade de serviços. Ecoeficiência • Existem 4 áreas que proporcionam possibilidades para melhorar a ecoeficiência: – Reorientação dos processos; – Revalorização dos subprodutos; – Redesenho dos produtos; – Recolocação dos mercados. Ecoeficiência • De maneira simplificada, pode dizer-se que a ecoeficiência consiste em produzir mais com menos, reduzindo consumo de materiais e energia, a geração de resíduos e a liberação de poluição, assim como os custos de operação e as possíveis responsabilidades por danos a terceiros. • Do ponto de vista da empresa, – ter uma P+L ou ecoeficiência é um diferencial competitivo em relação às empresas que não procuram inovar. – Uma empresa inovadora transforma o que é visto tradicionalmente como “constrangimento ambiental” em novas “oportunidades de negócios”. Sistemas de gestão ambiental Gestão Ambiental • É o principal instrumento para se obter um desenvolvimento industrial sustentável. • Está profundamente vinculado a normas elaboradas pelas instituições públicas. Sistema de Gestão Ambiental (SGA) Política Ambiental Reativa Métodos Corretivos Política Ambiental Pró-ativa Métodos Preventivos SGA • Em função da cultura ambiental predominante nas empresas, a maior parte dos esforços tecnológicos e financeiros que são aplicados nos SGA está ligada à aplicação de técnicas corretivas. • Exemplo: – – – – Reciclagem Armazenamento de resíduos Filtragem de emissões Depuração e etc. SGA • Para conseguir alcançar o desenvolvimento sustentável, é necessário que as medidas corretivas sejam substituídas por políticas preventivas. • Uma das melhores maneiras de diferenciar os produtos que respeitam o meio ambiente é a adoção de um “selo verde”. Rotulagem Ambiental Principais selos ecológicos mundiais País Selo Ano Comunidade Européia Ecolabel 1992 Suécia Environmental Choice 1990 Suécia Nordic Swan 1986 Canadá Ecological Choice 1988 Alemanha Blue Angel 1977 EUA Green Seal 1990 Japão Eco-Mark 1989 França NF Environment 1989 ISO 14.000 • Em 1991 a ISO criou um Grupo Assessor Estratégico sobre Meio Ambiente (Strategic Advisory Group on Environment – SAGE), para analisar a necessidade de desenvolvimento de normas internacionais na área do meio ambiente. • Em março de 1993, a ISO estabeleceu o Comitê Técnico de Gestão Ambiental para desenvolver uma série de normas internacionais de gestão ambiental, a exemplo do que já vinha sendo feito com a série ISO 9.000 de Gestão de Qualidade. ISO 14.000 • A ISO 14000 é a norma através da qual, as empresas ou interessados se autodeclararão em conformidade ou buscarão certificação junto a terceiros. • A norma descreve os requisitos básicos de um Sistema de Gestão Ambiental. O principal uso da ISO 14.000 é a certificação junto a uma terceira entidade, embora ela possa ser usada internamente com finalidades de autodeclaração e para o atendimento a demandas específicas. ISO 14.000 • Uma certificação ISO 14.000 não garante que uma empresa ou ente em particular, alcance o melhor desempenho ambiental possível. • Ela somente atesta que foram instalados os elementos básicos de um sistema de gestão ambiental. • As melhorias contínuas a que se faz referência na norma reportam-se a melhorias continuas no sistema gerencial, e não no desempenho ambiental diretamente. ISO 14.000 • A finalidade principal de um sistema de gestão ambiental é a de fornecer a uma organização um processo estruturado e um contexto de trabalho com os quais ela possa alcançar e controlar sistematicamente o nível de desempenho ambiental que estabelecer para si. • O nível real de desempenho, os sucessos e o resultado em relação a todo o entorno, depende do contexto econômico, da regulamentação e de outras circunstancias que impactam direta e indiretamente o processo. ISO 14.000 • Em relação a certificação ISO 14.000, para que um Sistema de Gestão Ambiental possa ser certificado, a empresa, através de sua política ambiental, deve estar comprometida em atender 3 requisitos mínimos, sendo eles: – Comprometimento à melhoria contínua; – Comprometimento à prevenção a poluição; – Comprometimento ao atendimento da legislação ambiental. SGA • A adoção de SGA nas empresas deve vir acompanhada de uma mudança cultural, em que as pessoas têm que estar mais envolvidas com a nova perspectiva. • Nesse sentido, alguns hábitos e costumes arraigados que são consolidados no ambiente externo das empresas devem ser combatidos e outros positivos devem ser assimilados pelo conjunto da organização. Marketing verde ou ecológico Consciência ambiental • Aumento da consciência ambiental: – Consolidou um novo tipo de consumidor, preocupado com o meio ambiente. • Esse novo consumidor manifesta suas preocupações no ato de comprar: – Busca produtos considerados ambientalmente corretos. – Valoriza empresas ambientalmente responsáveis. – Paga mais por produto ecologicamente correto. Conceito de Marketing Ecológico • Corrente do Marketing envolvida com as necessidades recentes do cliente-cidadão consciente da importância da preservação da natureza. • O conceito de marketing está diretamente relacionado com a premissa de que qualquer empresa que desempenhe uma atividade na sociedade é responsável diante dela pelos produtos ou serviços que presta. Público-alvo • • • • • • • Cliente Grupos ambientalistas Fornecedores Distribuidores Governo Comunidade do entorno da fábrica Etc. Empresa X MKT • O mkt ambiental é uma mudança de perspectiva na forma de fazer negócios. • Exige uma responsabilidade e um compromisso ambiental global. • A empresa, antes de lançar-se em um programa de mkt ambiental, deve começar o processo de consciência interna, adquirindo um compromisso de gestão da qualidade total. Os 5 P do MKT • Produto • Preço • Ponto de venda Os 4 P tradicionais do MKT • Promoção • Plus É o algo a mais Posicionamento de marcas ecológicas • Começar já é metade de toda ação (provérbio grego). • O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário (Eistein). • Se consegui enxergar mais longe é porque procurei ver acima dos ombros dos gigantes (Newton). Artigo 1 A gestão ambiental nas indústrias brasileiras: um estudo de caso. Empresa • Tetra Pak – Líder de mercado – Praticamente não tem concorrente • Visão – Tornar-se e manter-se líder mundial em processamento e envase de alimentos líquidos e viscosos. • Missão – Contribuir, juntamente com nossos clientes e fornecedores, para a produção e distribuição de alimentos líquidos e viscosos aos consumidores de todo o mundo, de forma segura, eficiente e em harmonia com o meio ambiente. Caracterização do problema • Embalagem – Papel – Plástico – Alumínio – Pigmentos orgânicos • Transporte • Coleta Gestão ambiental • Enfoque no ciclo de vida do produto. • A empresa atua como importante personagem na própria comunidade. • Excelência Tetra Pak – Não se traduz apenas em melhorar a sua eficiência e seus resultados, mas também assegurar vantagem competitiva aos seus clientes e valorizar nossas pessoas. • A diretoria de MA ocupa a mesma importância e autonomia das demais. Gestão ambiental • 3 pontos principais: – Atender e exceder continuamente as expectativas. – Eliminar os perigos através de melhoria contínua. – Reduzir continuamente os impactos ambientais. Gestão ambiental • Pontos fundamentais (interno): – Participação dos funcionários da empresa. – Campanhas e treinamento contínuo – Palestras mensais – Dia do MEIO AMBIENTE Gestão ambiental • Pontos fundamentais (externo): – Coleta seletiva • Incentivo – Auditoria e controle orçamentário – Responsabilidade social • Programas “Combata a Dengue” – Marketing Interpretação dos fatos • Filosofia – Mais ecocêntrico do que instrumental • Estágio da empresa – Pró-ativa • Tipo de enfoque: – “end of pipe” e prevenção Interpretação dos fatos • Ecoeficiência – Realiza • Revalorização dos subprodutos • Reorientação dos processos • Recolocação dos mercados – Não realiza • Redesenho dos produtos Artigo 2 Introduzindo práticas de produção mais limpa em sistemas de gestão ambiental certificáveis: uma proposta prática. Empresa • Refinaria de petróleo. – Petrobrás S. A. – Localizada no Nordeste. – Produz 36 tipos diferentes de produtos. Estudo • Análise quantitativa de alguns focos de impacto ambiental. • Levantamento de dados – Ferramenta • estatística – Fatores importantes • Freqüência dos eventos • Potencial de gerar resíduos Análise dos dados • A empresa está no limite entre os enfoques de fim de tubo, tratamento e disposição, e os processos de reciclagem e reaproveitamento dos resíduos. • Esse fato é compatível com a estratégia ambiental, onde a ênfase atual está voltada para a normalidade operacional do sistema de tratamento de efluentes, de modo a garantir o atendimento da legislação ambiental. Análise dos dados • Permanecendo desta forma, o Sistema de Gestão Ambiental corre o risco muito acentuado de conviver por muito tempo com procedimentos inadequados ou pobres do ponto de vista de performance ambiental. Interpretação dos fatos • Filosofia – Instrumental • Estágio da empresa – Reativa • Tipo de enfoque: – “end of pipe” Nascentes e Mananciais Nascentes • Entende-se por nascente o afloramento do lençol freático, que vai dar origem a uma fonte de água de acúmulo (represa), ou cursos d’água (regatos, ribeirões e rios). • A nascente ideal é aquela que fornece água de boa qualidade, abundante e contínua, localizada próxima do local de uso e de cota topográfica elevada, possibilitando sua distribuição por gravidade, sem gasto de energia. Nascentes • O manejo de bacias hidrográficas deve contemplar a preservação e melhoria da água quanto à quantidade e qualidade, além de seus interferentes em uma unidade geomorfológica da paisagem como forma mais adequada de manipulação sistêmica dos recursos de uma região. • As nascentes, cursos d’água e represas, embora distintos entre si por várias particularidades quanto às estratégias de preservação, apresentam como pontos básicos comuns o controle da erosão do solo por meio de estruturas físicas e barreiras vegetais de contenção, minimização de contaminação química e biológica e ações mitigadoras de perdas de água por evaporação e consumo pelas plantas. Nascentes • Quanto à qualidade, deve-se atentar que, além da contaminação com produtos químicos, a poluição da água resultante de toda e qualquer ação que acarrete aumento de partículas minerais no solo, da matéria orgânica e dos coliformes totais pode comprometer a saúde dos usuários – homem ou animais domésticos. • Deve-se estar ciente de que a adequada conservação de uma nascente envolve diferentes áreas do conhecimento: – hidrologia, conservação do solo, reflorestamento, etc. Mananciais • Mananciais de água são as fontes, superficiais ou subterrâneas, utilizadas para abastecimento humano e manutenção de atividades econômicas. • As áreas de mananciais compreendem as porções do território percorridas e drenadas pelos cursos d´água, desde as nascentes até os rios e represas. Mananciais de São Paulo • Para dar conta do abastecimento atual de sua população, são necessários oito sistemas produtores de água, que produzem aproximadamente 68 mil litros de água por segundo (ou 5,8 bilhões de litros de água por dia), uma quantidade de água suficiente para encher 2.250 piscinas olímpicas por dia. Mananciais de São Paulo A RMSP importa mais da metade da água que consome da Bacia do Rio Piracicaba: Sistema Cantareira - que está a mais de 70 Km do centro de São Paulo e conta com seis represas interligadas por túneis. O restante da água é produzida pelos mananciais que ainda restam na região: Billings, Guarapiranga e cabeceiras do Rio Tietê - e que sofrem intenso processo de ocupação, a despeito da Lei de Proteção aos Mananciais. Mananciais de São Paulo A quantidade de água produzida para abastecimento está muito próxima da disponibilidade hídrica dos mananciais existentes. Essa pequena folga coloca a região em uma situação frágil, onde um período de estiagem mais prolongado pode resultar em racionamento de água para grande parte da população. E, em pouco tempo, a região precisará de mais água. Porém, novas fontes de água dependem de construção de represas, que demandam áreas para serem alagadas, tempo e recursos financeiros que são pouco acessíveis atualmente, o que reforça a necessidade de preservação e uso adequado dos mananciais existentes. Preservação das nascentes • Proteção do solo • Proteção da vegetação – A mata ciliar não deve ser plantada em cima da nascente. Respeitar um espaço mínimo de 30 m de distância. • Construção de fossas sépticas nas residências rurais • Controlar o uso de defensivos agrícolas • Construção de cercas, fechando a área da nascente. Zona Saturada do solo • Formada por material poroso onde todos os espaços, ou praticamente todos, são preenchidos por água. Zona Saturada • Aqüífero – Formação que contenha água subterrânea e seja suficientemente permeável para transmiti-la em quantidade utilizável. Aqüífero Guarani Aqüíferos • Não-confinado – Lençol freático – Superfície livre • Submetida à pressão atmosférica Aqüíferos • Confinado – Limitado por camadas – Submetido à pressão • Caracterizada pela superfície piezométrica – Aqüífero artesiano • A água flui para fora dos poços sem bombeamento. Ciclo hidrológico Ciclo Hidrológico precipitação transpiração evaporação (interceptação) evaporação infiltração zona de aeração ou zona não saturada percolação escoamento superficial fluxo ascendente lençol freático zona saturada rocha de origem escoamento sub-superficial Bibliografia 1. AB´SABER, A. N.; PLANTENBERG, C. M. (coord.). Previsão de impactos. 2. BASSOL, J. Produção mais Limpa, uma ferramenta para o desenvolvimento sustentável, com a conscientização e participação do setor produtivo. <www.brasilpnuma.org.br/pordentro/artigos_019.htm> 3. BRAGA, B. et al. Introdução à engenharia ambiental. 4. CUNHA, S. B.; GUERRA, A. J. T. (coord.). A questão ambiental: diferentes abordagens. 5. DIAS, R. Gestão ambiental: responsabilidade social e sustentabilidade. 6. GOLDEMBERG, J. Energia, meio ambiente e desenvolvimento. 7. LORA, E. E. S. Prevenção e controle da poluição nos setores energético, industrial e de transporte. 8. PHILIPPI JR, A.; PELICIONI, M. C. F. (coord.). Educação ambiental e sustentabilidade.