Fundamentos
de Meio
Ambiente
Fernando Duque Barros
Fundamentos de
Educação Ambiental
• A humanidade se encontra em um
momento de definição histórica.
• Defrontamo-nos com a perpetuação
das disparidades existentes entre as
nações e no interior delas, o
agravamento da pobreza, da fome, das
doenças e do analfabetismo, e com a
deterioração
contínua
dos
ecossistemas de que depende nosso
bem-estar.
• O ser humano, dentre todas as
espécies animais existentes, é a que
apresenta a maior capacidade de
adaptação ao meio ambiente, e pode
ser encontrado no deserto mais
causticante, no frio continente
antártico, nas profundezas da floresta
amazônica, sob o oceano ou voando
na atmosfera e além dela.
• Esta
incrível
capacidade
de
adaptação só foi possível porque o
homem sempre criou no seu entorno
um meio ambiente próprio.
• A construção pelos seres humanos de
um espaço próprio se deu sempre à
revelia e com modificação do
ambiente natural.
• Para superar suas limitações, o
homem aprendeu a criar ferramentas
que multiplicavam suas capacidades.
• O homem compreendeu que sua
resistência ao meio hostil era mais
facilmente superada com a formação
de grupos, que, organizadas em torno
de um objetivo, multiplicavam suas
capacidades individuais.
• Quanto maiores as aglomerações
humanas, mais destrutivas eram do
ponto de vista ambiental.
• Com crescimento acentuado da
população humana, muitas espécies
desapareceram, pois conferiam risco
ao desenvolvimento local.
• A civilização romana foi, na
Antiguidade, a que mais criou
espaços urbanos em todo o
Mediterrâneo, e a que mais contribuiu
para a diminuição da diversidade.
– Uma das perdas mais sensíveis foi o
leão de Atlas.
•
Nas Américas, a civilização Maia
teve seu declínio acentuado pela
destruição de seu habitat natural.
• Não obstante, caso se integrem as
preocupações relativas ao meio
ambiente e ao desenvolvimento, e a
elas se dedique mais atenção, será
possível satisfazer às necessidades
básicas, elevar o nível da vida de
todos, obter ecossistemas melhor
protegidos e gerenciados e construir
um futuro mais próspero e seguro.
O estudo da EA remonta esforços que
se desdobram desde a década de
1960.
 O livro PRIMAVERA SILENCIOSA (Rachel
Carson, 1962) transformou-se no marco
ambientalista.
Datas Importantes
1972 – Conferência de Estocolmo
1975 – UNESCO cria o Programa Internacional de EA (PIEA)
1978 – Criação de cursos ambientais no Brasil
1992 – Rio-92 (Agenda 21)
1997 – Conferência Internacional sobre Meio Ambiente e
Sociedade: Educação e Conscientização Pública para a
Sustentabilidade (Grécia)
1999 – Lei 9.795 (dispõe sobre a educação ambiental e institui a
Política Nacional de Educação Ambiental)
Definição
Lei 9795/99, Art 1º:
Entende-se por EDUCAÇÃO AMBIENTAL os
processos por meio dos quais o indivíduo e a
coletividade
constroem
valores
sociais,
conhecimentos,
habilidades,
atitudes
e
competências voltadas para a conservação do
meio ambiente,
ambiente bem de uso comum do povo,
essencial à sadia qualidade de vida e sua
sustentabilidade.
sustentabilidade
Objetivos
Lei 9795/99, Art 5º
I compreensão integrada do meio ambiente em
suas múltiplas e complexas relações;
II democratização das informações ambientais;
III crítica sobre a problemática ambiental e social;
IV preservação do equilíbrio do meio ambiente,
através do exercício da cidadania;
Objetivos
Lei 9795/99, Art 5º
V – cooperação entre as diversas regiões
do país, com vistas à construção de uma
sociedade ambientalmente equilibrada;
VI – integração com a ciência e a
tecnologia;
VII – fortalecimento da cidadania.
Justificativa de se estudar EA
O único
planeta
dentro do universo
conhecido que pode
oferece
condições
para a vida é o planeta
Terra.
Desta forma temos a
responsabilidade
de
zelar
pelo
nosso
habitat.
Portanto a EA cria o ciclo:
Divisão da EA
• É subdividida em formal e informal:
– Formal é um processo institucionalizado que ocorre nas
unidades de ensino;
– Informal se caracteriza por sua realização fora da
escola, envolvendo flexibilidade de métodos e de
conteúdos e um público alvo muito variável em suas
características (faixa etária, nível de escolaridade, nível
de conhecimento da problemática ambiental, etc.).
EA e o Currículo Escolar
Lei 9795:
Art. 10. A educação ambiental será
desenvolvida como uma prática educativa
integrada, contínua e permanente em todos
os níveis e modalidades do ensino formal.
§ 1º A educação ambiental não deve
ser
implantada
como
disciplina
específica no currículo de ensino.
Principais Acordos
Internacionais
Acordos
Ano
Breve relato
Conferência de
Estocolmo
1972
A qualidade ambiental foi reconhecida como
direito humano e reafirmou-se a necessidade de
realizar um uso sustentável dos recursos da
Terra.
Relatório Bruntland
1987
Neste relatório define-se o conceito de
desenvolvimento sustentável.
Protocolo de Montreal
1987
Discutiu os problemas da diminuição da
“camada de ozônio”. Criou um cronograma de
substituição dos CFCs.
Convenção de Basiléia
1989
Regulou a movimentação transfronteiriça de
resíduos perigosos e a sua eliminação.
Eco-92
1992
Marco sobre as mudanças climáticas. Criou-se a
“Agenda 21”.
Principais Acordos
Internacionais
Acordos
Ano
Breve relato
ISO 14.000
1996
Uma série de normas genéricas voluntárias
desenvolvidas pela Organização Mundial de
Padronização.
Rio+5 (NY)
1997
Realizada em NY, teve como objetivo analisar a
implementação do programa da Agenda 21
Protocolo de Kyoto
1997
Acordo a fim de limitar as emissões de gases
de efeito estufa pelos países industrializados.
I foro Mundial Ministerial
(Malmo / Suécia)
2000
Aprovação da Declaração de Malmo, que
examina as novas questões ambientais para o
séc. XXI.
Rio+10 (Johannesburgo)
2002
Realizou-se um balanço das atividades
desenvolvidas a partir da ECO-92.
Agenda 21
"A Agenda 21 reúne o conjunto mais amplo
de premissas e recomendações sobre como
as nações devem agir para alterar seu vetor
de desenvolvimento em favor de modelos
sustentáveis e a iniciarem seus programas
de sustentabilidade".
Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente do Brasil.
A questão ambiental
• Nos últimos 300 anos:
– O desenvolvimento tecnológico da humanidade
foi inigualável.
– Em nenhum outro período histórico foram feitas
tantas descobertas.
– É o período histórico em que o ser humano
gerou os meios que podem levá-lo à extinção.
– Segundo HOBBES, o homem, sem predadores
naturais, torna-se o lobo de si mesmo.
Pesca e Pecuária
• Pesca:
• A produção dobrou quase 5X desde 1900;
• A pesca predatória é agora uma regra, não
a exceção.
• Pecuária:
• As áreas Triplicaram de 1950-1990, porém
a produção de carne pouco aumentou nos
anos recentes.
A Agricultura
•
No início do séc. XX cada fazendeiro americano
poderia alimentar 7 pessoas.
• No final do mesmo séc. poderia alimentar 96
pessoas.
• A área irrigada multiplicou-se 6X desde 1900.
• Os Fertilizantes
agrícola em 40%.
incrementaram
a
produção
• A produção de Grãos aumentou cerca de 5X desde
1900.
A revolução industrial
• A exploração industrial do meio ambiente
manteve-se sem contestação durante
todo o século XIX e a maior parte do
século XX.
• A visão equivocada de que os recursos
naturais eram ilimitados e estavam à
disposição do homem somente começou
a ser questionada na década de 70.
A revolução industrial
• Embora o início do desenvolvimento industrial
tenha quase 3 séculos, é somente nas 2 últimas
décadas do séc. XX que o volume físico da
produção industrial cresceu espetacularmente.
• Na 2ª metade do séc. XX foram empregados
mais recursos naturais na produção de bens
que em toda a história anterior da humanidade.
Principais acidentes ambientais no séc. XX
Ano
Descrição
1947
Navio com nitrato de amônia explode no Texas.
500 mortos e 3.000 feridos.
1956
Baía de Minamata. Contaminação com Hg.
1966
Feyzin, França. Vazamento de GLP causa
morte de 18 pessoas e deixa 65 intoxicadas.
1976
Seveso, Itália. Fábrica libera nuvem de agente
laranja. 733 famílias foram evacuadas.
1978
San Carlos, Espanha. Caminhão com propano
explode. 216 mortos e mais 200 feridos
Principais acidentes ambientais no séc. XX
Ano
Descrição
1984
Bhopal, Índia. Vazamento de 25 t de isocianato
de metila. 3.000 mortos e mais 200.000
intoxicados.
1984
San Juanito, México. Explosão com GLP. 650
mortos e 6.400 feridos.
1986
Chernobyl. Lançou na atmosfera radiação 30
vezes maior que bomba de Hiroshima.
1986
Basiléia, Suíça. 30 t de pesticidas derramadas
no rio Reno
1989
Navio tanque encalha e vaza 44 milhões de L
de petróleo no Alasca.
O caso das águas no Brasil
• “O estado real das águas no Brasil
2003/2004”
– Relatório elaborado pela Defensoria das
Águas.
– A contaminação das águas de rios, lagos e
lagoas quintuplicou nos últimos 10 anos.
– O relatório foi realizado a partir do
mapeamento de 35 mil denúncias de
agressão ao meio ambiente e ações civis que
já receberam sentença judicial.
O caso das águas no Brasil
– O relatório aponta que a principal fonte de
contaminação no país é o despejo de material
tóxico
proveniente
das
atividades
agroindustriais e industriais.
– Estas atividades são responsáveis pelo
consumo de 90% das águas e que são
devolvidas contaminadas após o uso.
–A
pesquisa
apontou
20.000
áreas
contaminadas no país.
SÍNTESE DOS ASPECTOS POLUIDORES E
EPIDEMIOLÓGICOS DOS LIXÕES
Poeiras
Mau cheiro
Gases
Botulismo
Tétano
Poluição do ar
Lençol d’água subterrâneo
Cursos d’água
Poluição do solo
Poluição da água
Poluição visual
Diretamente, atingem o homem
através de poluição.
LIXÕES
Indiretamente, atingem o homem
através de vetores
Insetos
Moscas
Amebíase
Verminoses
Viroses
Febre tifo
Para-tifo
Gastrenterite
Ratos
Mosquitos
Febre amarela
Malária
Filariose
(Elefantíase)
Baratas
Giardíase
Amebíase
Febre tifo
Atrai
escorpiões
Suínos
Peste bubônica
Triquinose
(pulgas de rato)
Leptospirose (urina Cisticercose
de rato)
Tifo murino
Toxoplasmose
Disenterias
Sodoku (mordida
de rato)
Aves
Toxoplasmose
(urubus)
Fundamentos de Ecologia
Fundamentos
Ecologia
Eco (oikos): casa
Logia (logos): estudo, conhecimento
Portanto:
É o estudo do lugar onde se vive, com
ênfase sobre a totalidade ou padrão de
relações entre os organismos e o seu
ambiente (Odum, 1988).
De forma simplificada:
É o estudo das relações entre os seres vivos e
Ecologia X Economia
Ecologia
Eco (oikos): casa
Logia (logos): estudo
“lugar onde se vive”
Economia
?
Eco (oikos): casa
Nomia: manejo
“o manejo da casa”
Deveriam ser disciplinas companheiras
Escalas Ecológicas
Níveis
Ecológicos
Escala
Espacial (Km)
Escala Temporal
(Anos)
Área
Relevante
Biosfera
103 – 105
Ecossistema
101 - 104
102 – 106
Biol./ Física/
Química/ Geol.
Comunidade
100 – 102
101 – 103
Interações
População
100 – 102
100 – 104
Genética
Demografia
Indivíduo
10-6 – 10-1
10-3 – 102
Fisiologia,
Anatomia e
Morfologia
103 – 4.6X109 Biogeografia
Evolução
ECOLOGIA
Espécie
Organização da Vida
ECOLOGIA
Espécie
População
Organização da Vida
ECOLOGIA
Organização da Vida
Comunidade
Espécie
População
ECOLOGIA
ECOLOGIA
Organização da Vida
Espécie
População
Ecossistema
Ecossistemas
• É a unidade básica no estudo da ecologia
• O conjunto de seres vivos interage entre
si e com o meio natural de maneira
equilibrada, por meio da reciclagem de
matéria e do uso eficiente da energia
solar.
Ecossistemas
• É qualquer unidade que abranja todos os
organismos que funcionam em conjunto numa
área, interagindo com o ambiente físico de tal
forma que um fluxo de energia produza
estruturas bióticas claramente definidas e uma
ciclagem de materiais entre as partes vivas e
não-vivas (Odum, 1988).
• É um sistema aberto.
Ecossistemas
Entidades dinâmicas integrando, de forma interdependente,
as componentes biológica, física e química.
Exemplos
simples
complexo
ECOSSISTEMAS
Principais Componentes:
Solo
Atmosfera
Radiação solar
Água
Organismos
ECOSSISTEMAS
Principais Componentes:
Solo
Atmosfera
Radiação
solar
Água
Organismos
Contém:
•Fragmentos de rochas
•Partículas minerais
•Organismos
Fornece:
•Nutrientes
•Água
•Abrigo
•Substrato para a vegetação
ECOSSISTEMAS
ECOSSISTEMAS
Principais Componentes:
Solo
Atmosfera
Radiação
solar
Água
Organismos
• Gases necessários à respiração e à
fotossíntese
• Circulação da água entre a atmosfera e a
superfície da Terra através da evaporação,
transpiração e precipitação.
ECOSSISTEMAS
ECOSSISTEMAS
Principais Componentes:
Solo
Atmosfera
Radiação
solar
Água
Organismos
• Aquecimento da atmosfera, promovendo a
transpiração e a evaporação.
• Fornece a energia essencial à fotossíntese
ECOSSISTEMAS
ECOSSISTEMAS
Principais Componentes:
Solo
Atmosfera
Radiação
solar
Água
Organismos
• Essencial aos processos biológicos (alguns
organismos contêm mais de 90% de água).
ECOSSISTEMAS
ECOSSISTEMAS
Principais Componentes:
Solo
Atmosfera
Radiação
solar
Água
Organismos
• Produtores (autotróficos)
• Consumidores (heterotróficos)
Habitat e Nicho Ecológico
• Habitat
– O local ocupado pela espécie, com todas as suas
características abióticas.
– É o “endereço” de uma espécie ou indivíduo.
• Nicho ecológico
– É a função da espécie dentro do conjunto do
ecossistema e suas relações com as demais
espécies e com o ambiente.
– Seria a “profissão” da espécie ou indivíduo.
Nicho Ecológico
• Para definir nicho ecológico de uma dada
espécie é necessário:
– Conhecer suas fontes de energia e alimento, suas
taxas de crescimento e metabolismo, seus efeitos
sobre outros organismos e sua capacidade de
modificar o meio que vive.
• Num meio equilibrado, cada espécie possui um
nicho diferente do de outras espécies, caso
contrário haverá competição
• Espécies que ocupam nichos semelhantes, em
regiões distintas, são denominadas de
equivalentes ecológicos.
Homeostase
• Estado de equilíbrio dinâmico por meio de
mecanismos de autocontrole e
autoregulação, que entram em ação
assim que ocorre qualquer mudança.
• Tem por função manter o equilíbrio do
ecossistema.
ECOSSISTEMAS
Principais Componentes
e Inter-relações
Energia
Solar
Herbivoros
Carnivoros
Plantas
Detritivoros
Decompostores
Atmosfera
Solo
Reciclagem de matéria e
fluxo de energia
• A energia provém da alimentação.
– Autótrofos: sintetizam seu alimento.
• Quimiossintetizantes (oxidação de comp. inorg.)
• Fotossintetizantes (utilizam o sol como fonte en.)
– Heterótrofos
• Decompositores
• Herbívoros
• Carnívoros
Fluxos de Energia e Matéria
Cadeia alimentar (exemplo)
Heterotróficos
3º
Nível
Trófico
Predadores
Parasitas
2º
Decompositores
Nível
Trófico
Predadores
Decompositores
1º
Nível
Trófico
Parasitas
Autotróficos
Energia Solar
• Sol
–
–
–
–
–
Gigantesco reator de fusão nuclear
Diâmetro 110 vezes maior que a Terra
Massa 329.400 vezes maior que a Terra
Taxa: 2 cal/cm2/min constante
Potência média: 3,92 x 1026 W
• Reflexão e absorção
– 34% albedo
– Do que chega na superfície da Terra
• 10% UV
• 45% radiação visível
• 45% IV
Fluxo de Energia e de Nutrientes Inorgânicos
Calor
Energia
Solar
Fluxo de Energia
proveniente da
quebra das ligações
C-C
Fluxo de Nutrientes
Inorgânicos
Produtores
Nutrientes
Calor
Consumidores
Decompostores
Inorgânicos
Calor
Importante
• O Sol é a fonte de energia por excelência, para a vasta maioria dos
ecossitemas.
•As perdas de calor constituem o fim último da energia.
•A energia e os nutrientes são passados de um organismo para o outro
através das cadeias alimentares.
•Os decompositores retiram a última parcela de energia contida nos
restos dos organismos.
•Os nutrientes inorgânicos são reciclados.
•A energia não é reciclada.
Produtividade primária
• Apenas uma parte do que é produzido
torna-se utilizável como alimento aos
consumidores.
• Só se aproveita 10% por cada nível 1 cal
trófico.
Consumidor
10 cal
100 cal
1000 cal
Produtores
(fitoplâncton)
Consumidores
Primários
(zooplâncton)
Consumidor
Secundário
(peixe)
Terciário
(homem)
Amplificação Biológica
 É o aumento
de
concentração
de poluentes
ao longo da
cadeia
alimentar.
Tabela – DDT na cadeia alimentar, Long Island (USA)
Elementos
Água
DDT (ppm)
0,00005
Plâncton
0,04
Peixe de pequeno porte
0,23
Peixe predador
1,33
Peixe espada
2,07
Gaivota
6,00
Ovo de gavião marinho
13,8
Pato que se alimenta de peixe
22,8
Pelicano
26,4
Fonte: Odum, 1971 in Braga et al. 2002
Biomas
• Ecossistemas aquáticos
– Água doce
– Água salgada
• Ecossistemas terrestres
Biomas: ecossistemas aquáticos
Os seres aquáticos podem se divididos em 3 categorias
principais, em função de seu modo de vida:
Seres aquáticos
Características
Plânctons
São organismos em suspensão na água,
sem meios de locomoção própria.
Bentos
São organismos que vivem na superfície
sólida submersa, podendo ser fixos ou
móveis.
Néctons
São organismos providos de meio de
locomoção própria, como os peixes.
Biomas: ecossistemas aquáticos
Água doce
Sistemas
Lênticos
Exemplo
Lagos
Pântanos
Lóticos
Rios
Nascentes
Corredeiras
Tipo de vida
Algas, moluscos,
insetos,
crustáceos,
peixes, bactérias
e fungos.
Biomas: ecossistemas terrestres
Tundra
Floresta de coníferas
Florestas temperadas
Florestas tropicais
Campos
Desertos
Hipótese de Gaia
• Os organismos evoluíram junto com o
ambiente físico, formando um sistema
complexo de controle, o qual mantém
favoráveis à vida as condições da Terra.
James Lovelock
Gaia = deusa da Terra
Depois disto
tudo...será que
os ecossistemas
nos prestam
algum serviço?
Ciclos biogeoquímicos
• Ciclo do carbono
• Ciclo do nitrogênio
• Ciclo do fósforo
• Ciclo do enxofre
• Ciclo hidrológico
Ciclo do Carbono
• Fotossíntese:
6 CO2 + 6 H2O + E.S.
C6H12 O6 + 6 O2
• Respiração:
C6H12 O6 + 6 O2
6 CO2 + 6 H2O + 640 kcal
• Equilíbrio entre reservatórios aquático e
atmosférico
Ciclo do Nitrogênio
• Ciclo gasoso
• Segue 4 mecanismos:
– Fixação do nitrogênio atmosférico em nitratos
• Organismos simbióticos
– Amonificação
• Processo de redução
– Nitrificação
• Processo aeróbio
– Desnitrificação
• Processo anaeróbio
Ciclo do Fósforo
Ciclo do Enxofre
Ciclo Hidrológico
Lei do Mínimo:
fator ecológico
O crescimento é limitado
pelo elemento cuja
concentração é inferior ao
valor mínimo (abaixo do
qual não existe
crescimento).
Lei da Tolerância
Cada ser vivo
apresenta, face aos
diversos fatores
ecológicos, limites de
tolerância entre os
quais se situa o
ótimo ecológico.
Biodiversidade
• Significa diversidade, ou seja, o número de
espécies diferentes sejam elas animais, plantas
e/ou microorganismos que compõe um
determinado ecossistema ou mesmo o próprio
planeta.
• Desta forma, toda a variedade de vida que
compõe um determinado local, ou mesmo o
próprio planeta pode ser chamada de
biodiversidade.
Histórico da
poluição
ambiental
Histórico da poluição ambiental
• O domínio do fogo, há meio milhão de anos atrás, criou a
primeira fonte de poluição do ar.
• Roma antiga: surgiram as primeiras reclamações (2.000
anos atrás).
•
O problema ficou registrado na história do séc. XIII, na
Inglaterra.
– A fumaça resultante do emprego em larga escala de carvão
betuminoso, tornou-se rapidamente incomoda, particularmente em
Londres. Mais tarde, em 1303, promulgou-se um decreto, proibindolhe o uso. Apesar desta e de outras medidas restritivas, difundiu-se
o uso de combustíveis fósseis, e a contaminação do ar tornou-se
problema de crescente importância.
Histórico da poluição ambiental
• No fim do século XIX, foram feitos estudos sobre as causas
da poluição por fumaça e sobre sua prevenção e controle,
sob a responsabilidade de uma comissão inglesa, em 1881,
e de comissões alemãs e francesas, em 1894.
• Em 1890, foi fundada em Leeds a “Smoke Abatement
Society”, com a finalidade de analisar a poluição causada
pela fumaça de carvão, estudar o consumo deste
combustível em caldeiras, fornalhas e lareiras e examinar
os sistemas de controle empregados”.
Principais episódios
Local
Sintomas/Mortes
Poluente
Vale do Meuse, Dores no peito, tosse, dificuldade de Presumiu-se que uma
1930 (Bélgica) respiração, irritação nasal e dos olhos. combinação de diversos
A partir do 3º dia o problema acentuouse.
Ao final de 1 semana 60 pessoas
morreram, principalmente pessoas
idosas portadoras de doenças do
coração e pulmões.
43% da população (14.000 habitantes)
Donora, 1948
adoeceu, cuja sintomatologia era de
(Pensilvania,
E.U.A.) - outubro irritação do trato respiratório e dos
olhos.
48
poluentes esteve associada com
o episódio; é destacada a
presença de gotículas de ácido
sulfúrico resultante de altas
concentrações de dióxido de
enxofre com presença de
gotículas d’água.
Presumiu-se que a presença de
dióxido de enxofre e material
particulado em suspensão no ar
esteve associada com o episódio.
20 pessoas morreram, principalmente Uma fundição de zinco, 1
as que já eram portadoras de doenças fundição de aço e numerosas
metalúrgicas foram as fontes
cardíaca e do sistema respiratório.
causadoras.
Principais episódios
Local
Sintomas/Mortes
Poluente
Poza Rica,
1955
(México)
Duração: 25 minutos. 320 pessoas
foram hospitalizadas, das quais 22
morreram.
Presença de gás sulfídrico na
atmosfera, lançado
acidentalmente por uma indústria
de recuperação de enxofre de gás
natural, foi responsável pelo
episódio
Londres,
1952
(Inglaterra)
Duração de 5 dias. Grande número
de pessoas adoeceu sendo
portadores de doenças respiratórias.
Cerca de 3.500 a 4.000 pessoas
morreram a mais do esperado para
este período. A mortalidade foi maior
para o grupo de pessoas idosas, e
naqueles que já eram portadores de
bronquite, bronco-pneumonia e
doenças do coração.
À presença de poeira em
suspensão (4,46 mg/m3) e de
dióxido de enxofre (3,75
mg/m3) atribuiu-se o episódio.
Principais episódios
Local
Sintomas/Mortes
Poluente
Sevezo (Itália,
julho de 1976)
Foram registrados pelo menos 30
casos de mortes causadas por
câncer de fígado e um número não
calculado de pessoas com graves
distúrbios gastrintestinais que
estavam na região.
Descobriu-se que foram lançados
na atmosfera 2 kg de dioxina –
quantidade enorme, já que ela é
capaz de alterar os cromossomos
humanos, mesmo à dose de 0,2
ppb.
Lago da Paz
(Rep. dos
Camarões, 21
de agosto de
1986)
Uma gigantesca nuvem de gases
tóxicos sai do fundo de um lago
vulcânico e mata mais de 1.700
pessoas.
Gás sulfídrico, monóxido de
carbono, dióxido de carbono e
ácido sulfúrico (anidrido
sulfuroso).
Características
da atmosfera
Composição da atmosfera
• A atmosfera terrestre nada mais é do que uma
mistura de gases, inodora e incolor que forma
uma capa delgada ao redor da Terra.
• A composição desta mescla, desde o nível do
solo até uma altura de 70 km é notavelmente
constante, com pequenas variações devido a
presença de um corpo estranho: o vapor d’água.
• A atmosfera regula a temperatura, igualando,
aproximadamente, a de dia com a de noite.
– se na lua, carente de atmosfera, durante a exposição
do sol a temperatura se aproxima aos 200 °C, e ao
chegar da noite lunar desce a quase -200 °C.
Composição da atmosfera
• O peso da atmosfera representa um
milionésimo do peso total da Terra.
• O vapor d’água resulta de um processo
físico de evaporação, não sendo
integrante da mistura de gases, utiliza a
ATM como meio de transporte.
– Sua composição varia de 0 - 4%, no máximo.
• 0%
 ar seco
• 4%
 ar saturado
• 0-4%  ar úmido
Composição da atmosfera seca
Componentes gasosos
Nitrogênio
Oxigênio
Argônio
Dióxido de carbono
Neônio
Hélio
Metano
Criptônio
Óxido nitroso
Hidrogênio
Xenônio
Composição ppm (vol)
780.900
209.500
9.300
300
18
5,2
2,2
1
1
0,5
0,08
Composição ppm (peso)
755.100
231.500
12.800
460
12,5
0,72
1,2
2,9
1,5
0,03
0,36
Composição da atmosfera seca
• Outros componentes gasosos de origem
natural e de concentração variável:
óxidos de nitrogênio: produzidos pelas descargas elétricas
durante as tempestades;
dióxido de enxofre; fluoreto de hidrogênio e o cloreto de
hidrogênio (erupções vulcânicas);
sulfeto de hidrogênio: escapa das acumulações de gás
natural ou dos vulcões;
ozônio:
elétricas.
formado
fotoquimicamente
ou
por
descargas
O meio atmosférico
O meio atmosférico
• Troposfera
• 10 km
• Onde ocorre o processos climáticos que regem a
vida na Terra.
• Ocorre a maioria dos fenômenos com a poluição.
• Estratosfera
• 10 – 45 km
• No limite superior pode chegar a 270K
• Ozonosfera
– Absorção dos raios UV
O meio atmosférico
• Mesosfera
• 50 - 85 km
• A temperatura do ar diminui a quase 175 K
– Ponto mais frio da atmosfera
• Termosfera
• É a camada superior da atmosfera
• Densidade molecular = 103 moléculas/cm3
– No nível do mar é 2,5x109 moléculas/cm3
Distribuição da temperatura
Poluição
do ar
Poluição do ar
• A atmosfera pode ser considerada como um
local onde, permanentemente, ocorrem reações
químicas.
• Ela absorve uma grande variedade de sólidos,
gases e líquidos provenientes de fontes, tanto
naturais como industriais, que podem dispersar
ou reagir entre si (ou com outras substâncias já
presentes na atmosfera).
Definição
• Poluição atmosférica pode ser entendida como a
contaminação da atmosfera por inserção, ou
permanência temporária, de materiais alheios a sua
composição natural, ou em proporção superior ao
natural, nos estados de agregação da matéria – gás,
líquido ou sólido – ou, ainda, na forma de radiações
(BARRENETXEA et al., 2003).
• Poluente atmosférico é toda e qualquer forma de
matéria (sólida, líquida ou gasosa) ou de energia que,
presente na atmosfera, pode torná-la poluída
(ASSUNÇÃO e MALHEIROS, 2005).
Classificação do Poluente
• Estado físico:
– Material particulado;
– Gases e vapores
• Classe química:
– Orgânicos
– Inorgânicos
• Origem:
– Primários
– Secundários
Sub-classificação:
Odores incômodos
Poluentes altamente tóxicos
Classificação: Estado físico
• Material particulado
– Partículas sólidas e líquidas:
• poeiras, fumos, névoas e fumaças.
• Limite superior: bem definido: entre 100 µ m - 200 µ m.
• Limite inferior: 0,5 µ m (no caso de poeiras).
– Em aerossóis formados por condensação (fumos e névoas), o
tamanho da partícula varia entre 0,5 e 0,001 µ m
• Gases e vapores
– CO, CO2, SO2, NO2
Estado físico - Aerossóis
• São partículas em suspensão no ar, em forma
sólida ou líquida.
• O uso de combustíveis fósseis (carvão, petróleo)
e a queima da vegetação são algumas das
causas de formação dos aerossóis.
• Os aerossóis contribuem para o resfriamento da
superfície
da
Terra,
por
produzirem
espalhamento e reflexão da luz solar incidente.
Estado físico - Poeiras
• São partículas sólidas produzidas por manipulação,
esmagamento, trituração, impacto rápido, explosão e
desintegração de substâncias orgânicas ou inorgânicas,
tais como rochas, minérios, metais, madeira ou cereais.
As poeiras não tendem a flocular, a não ser sob a ação de
forças eletrostáticas; não se difundem no ar, porém
sedimentam sob a ação da gravidade.
• Exemplo: poeira de sílica, poeira de asbesto, poeira de
algodão.
• Observação: 1 micron ( µ m ) equivale a 1/1000 de
milímetro ou 1 milionésimo do metro. A menor partícula
visível ao olho humano mede, aproximadamente, 1/10 de
milímetro.
Estado físico - Fumos
• São partículas sólidas resultantes da condensação ou
sublimação de gases, geralmente após volatilização de
metais fundidos, que se acompanha amiúde de reação
química, como oxidação. Os fumos floculam e as vezes
coalescem. Partículas < 0,5 µ m diâmetro.
• Exemplos: fumos metálicos em geral (chumbo, alumínio,
zinco e etc.) e fumos de cloreto de amônio.
• Fumaça: fumo resultante da combustão incompleta de
materiais orgânicos (combustíveis em geral). Se a
combustão for completa e o combustível não tiver cinzas,
não teremos fumaça. São constituídas por partículas com
diâmetros inferiores a 1 µ m.
Estado físico - Névoas
• São gotículas líquidas em suspensão, produzidas
pela condensação de gases e vapores ou pela
passagem de um líquido a estado de dispersão,
por respingo, formação de espumas e
atomização. Partículas < 0,5 µ m diâmetro.
• Exemplo: névoas de ácido sulfúrico, névoas de
tinta e névoas de óleo.
Estado físico – Vapores
• Forma gasosa de substâncias normalmente
sólidas ou líquidas (ou seja, a 25°C e 760mmHg),
que podem voltar a estes estados ou por aumento
de pressão, ou por diminuição de temperatura.
– Os vapores são difusíveis.
– Os vapores são substâncias que existem no estado
sólido ou líquido nas condições usuais do ambiente.
– O seu tamanho é o molecular.
Estado físico – Gases
• São normalmente fluídos sem forma que ocupam o espaço
que os contém e só podem liquefazer-se ou solidificar-se
sob a ação combinada de aumento de pressão e diminuição
de temperatura.
• Em outras palavras, os gases verdadeiros não estão
presentes na forma líquida ou sólida nas condições usuais
do ambiente em termos de temperatura e pressão.
– O seu tamanho logicamente é o molecular.
– Os gases são difusíveis, não sedimentam nem se aglomeram,
chegando a sua divisão ao nível molecular, permanecendo, portanto,
intimamente misturados com o ar, sem se separarem por si mesmos.
Estado físico
Sub-classificação
• Independente do estado físico, tem
importância a sub-classificação como
substâncias causadoras de:
– odores incômodos
– poluentes altamente tóxicos
Sub-classe: odores incômodos
• A percepção de um odor é uma resposta psicofisiológica
a inalações de compostos químicos odoríferos que,
infelizmente, ainda não podem ser quimicamente medidos
(GODISH, 2004).
• Dentre as muitas fontes de odores desagradáveis estão
as graxarias, fábricas de sabão, plantas petroquímicas,
refinarias, fábricas de papel e celulose, plantas de
processamento de pescado, estações de tratamento de
esgoto, exaustão de diesel e operações relacionadas à
agricultura, sendo que os principais compostos
responsáveis são aminas, gases sulfurosos, fenol,
amônia, aldeídos e ácidos graxos (GODISH, 2004).
Sub-classe: poluentes altamente
tóxicos
• Estes compostos decorrem principalmente
da era industrial, formados, principalmente,
como subproduto de vários processos
envolvendo cloro e seus compostos.
• As principais classes de componentes são:
– Dioxinas
– Furanos
– Hidrocarbonetos policíclicos aromáticos HPAs
– Metais pesados e em geral.
Sub-classe: poluentes altamente
tóxicos – dioxinas e furanos
• Dioxinas:
– PCDDs: dibenzo-p-dioxinas policloradas.
• Furanos:
– PCDFs: dibenzofuranos policlorados.
• São duas classes de compostos aromáticos tricíclicos, de
função éter, com estrutura quase planar e que possuem
propriedades físicas e químicas semelhantes.
• Os isômeros com substituição de cloro na posição 2,3,7 e 8 são
de interesse especial devido a sua toxicidade, estabilidade e
persistência.
• São formadas nas combustões entre 250 e 400ºC
Sub-classe: poluentes altamente
tóxicos – HPAs
• Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos são
compostos formados por dois ou mais anéis
aromáticos condensados, contendo somente
átomos de carbono e hidrogênio.
• Sua formação se dá principalmente por
combustão incompleta ou pirólise de matéria
orgânica.
• Entre os mais importantes destacam-se:
– Acenafteno, acenaftileno, antraceno, fenantreno,
benzo-antraceno, benzo-pirenos, pireno e naftaleno.
Classificação: Classe Química
• Poluentes orgânicos:
– hidrocarbonetos;
– aldeídos e cetonas.
• Poluentes inorgânicos:
– H2S;
– HF;
– NH3
Classificação: Origem
• Poluentes primários:
– estão presentes na atmosfera na forma em
que são emitidos como resultado de algum
processo.
• Poluentes secundários:
– são produzidos na ATM pela reação entre dois
ou mais poluentes primários, ou pela reação
com constituintes normais atmosféricos, com
ou sem foto ativação.
Fontes de poluentes gasosos
• Tipos básicos de fontes de poluição:
– FONTES ESPECÍFICAS são FIXAS em determinado
território, ocupam na comunidade área relativamente
limitada e permitem uma avaliação na base de fonte por
fonte.
• Indústrias.
– FONTES MÚLTIPLAS podem ser FIXAS ou MÓVEIS,
geralmente se dispersam pela comunidade, oferecendo
grande dificuldade de serem avaliadas na base de fonte
por fonte.
• casas ⇒ múltiplas fixas
• carros ⇒ múltiplas móveis
Fontes: origem
• Segundo a origem do poluente, é possível
classificar as fontes de poluição como:
1 - Fontes naturais;
2 - Fontes Industriais;
3 - Queima de combustíveis;
4 - Queima de resíduos sólidos,
5 - Evaporação de produtos de petróleo;
6 - Atividades produtoras de odores;
7 - Fontes de radiações;
8 - Outras atividades.
Fontes Naturais
• A poluição natural é originada
fenômenos biológicos e geoquímicos.
• Entre as fontes naturais pode-se apontar:
– o solo,
– a vegetação (polinização),
– os oceanos,
– vulcões,
– fontes naturais de líquidos, gases e vapores,
– descargas elétricas atmosféricas, etc.
por
Fontes Naturais
• Vulcanismo
– joga poeira a 20-30 km de altura.
– partículas que chegam aos níveis mais altos tem
diâmetro de aproximadamente 1 µ m.
– Estas partículas demoram de 2 a 12 anos na
estratosfera antes de cair na troposfera, onde
são rapidamente lavadas.
– Um vulcão emite óxidos de nitrogênio e de
enxofre, H2S, HCl, HF, SCO (sulfeto de
carbonila), cinzas e partículas sólidas.
Fontes Naturais
• A vegetação
orgânicos.
emite
muitos
compostos
• O solo emite N2O (desnitrificação), NH3
(processos aeróbios) e gases redutores,
como CH4, NO, H2S (fermentação anaeróbia
em zonas úmidas, como pântanos, arrozais,
bosques úmidos, etc.)
Fontes Naturais
• Os oceanos são armazéns químicos, importantes
fontes de emissão de componentes atmosféricos.
– Variações de temperatura na superfície do mar modificam
as concentrações de uma grande diversidade de gases
dissolvidos: CO, CO2, CH4, N2O, CS2, SCO, ClCH3, etc.
• Em geral, a contaminação proveniente de
fenômenos naturais é assimilada pela natureza, a
qual possui mecanismos físicos e químicos
suficientes para degradar os contaminantes
emitidos.
Fontes Antrópicas
• O ser humano através da atividade industrial
e urbana, joga resíduos à atmosfera, de
forma incontrolada e constante, em amplas
zonas do planeta.
• Aproximadamente 65 mil produtos químicos,
provenientes de uma variedade de
atividades industriais, encontram-se na
atmosfera.
Fontes Antrópicas: industriais
• Quanto as fontes industriais, a quantidade e qualidade do
poluente emitido por este tipo de fonte dependem de vários
fatores interdependentes da fabricação.
• Influem no tipo e concentração do poluente expelido, em
razão do processo industrial, as matérias primas e
combustíveis envolvidos no processo, o produto fabricado o
próprio processo e as suas operações, a eficiência dos
trabalhos de processamento e o grau das medidas
acauteladoras contra a poluição.
• Ex: Indústrias de petróleo; materiais não metálicos,
metalúrgicas; mecânicas; têxteis, madeira e mobiliário;
papel; produtos alimentares, etc.
Fontes Antrópicas: combustão
• Os poluentes do ar originam-se principalmente da
combustão incompleta de combustíveis fósseis,
para fins de transporte, aquecimento e produção
industrial.
• Aproximadamente
80%
dos
contaminantes
gasosos na atmosfera são formados durante a
queima de combustíveis fósseis. A fonte emissora
poderá ser FIXA ou MÓVEL. Ambas utilizam como
matéria prima, o carvão, óleos minerais, gases
liquefeitos de petróleo, álcool, etc.
• A poluição depende da eficiência da combustão e
do percentual de enxofre no combustível.
Fontes Antrópicas: Radiações
• Existem as fontes de radiações, sendo que o Sol é
a maior fonte produtora de radiações e tem pouca
influência no cômputo geral da poluição do ar.
• Os tipos de radiações emitidas pelas indústrias
ficam restritas aos locais de produção, geralmente
em ambientes fechados (raios infravermelhos,
ultravioletas, etc.).
• São utilizados radiações ionizantes em vários
setores industriais e na medicina.
Principais poluentes atmosférico
F
FONTES
ESTACIONÁRIAS
Poluentes do ar
• Cinco compostos significam mais de 90% do
problema da contaminação do ar:
1. Monóxido de carbono (CO);
2. Óxidos de nitrogênio (NOx);
3. Hidrocarbonetos (HC);
4. Óxidos de enxofre (SOx);
5. Material Particulado.
Monóxido de Carbono - CO
• O CO é um poluente altamente tóxico, pois afeta a
capacidade do sangue de transportar oxigênio.
• Ele apresenta uma afinidade química com a hemoglobina
210 vezes maior que o oxigênio.
• Forma com a hemoglobina a carboxihemoglobina, que nas
concentrações de 5% provoca alterações nervosas, de
comportamento e no funcionamento do miocárdio.
• Sua principal fonte antrópica é a combustão incompleta.
Compostos nitrogenados
• Na atmosfera, o nitrogênio encontra-se nas seguintes
formas:
– N2O
– NO
– NO2
– NH3
– NO3– NO2– NH4+
– N2O3
– N2O4
– NO3
– N2O5
Compostos nitrogenados
• O NO2 absorve a luz solar na zona do espectro visível.
– Pode produzir uma névoa de cor amarela ou laranja.
• O N2O é um gás incolor.
– Fonte natural: ação bacteriana no solo e reações na atmosfera
superior.
– Fonte antrópica: queima de combustíveis sólidos.
– Incremento: 0,5-1,1 ppbv/ano (fonte antropogênica)
• Os NOx são produzidos:
– Fonte natural: relâmpagos, atividade microbiana, oxidação da
amônia e processos fotolíticos ou biológicos nos oceanos.
– Fonte antrópica: queima de combustíveis fósseis e biomassa.
Compostos Orgânicos Voláteis
COV
• O COV são hidrocarbonetos do tipo:
–
–
–
–
–
–
–
Aldeídos
Cetonas
Solventes clorados
Substâncias refrigerantes
Alcanos (C1-C6)
Aromáticos (Benzeno, tolueno e etc.)
Compostos nitrogenados (PAN – peroxiacetil nitrato)
• As principais fontes antropogênicas dos COV são
processos industriais (46%) e o transporte automotivo
(30%).
Compostos sulfurosos
• Na atmosfera, o enxofre encontra-se nas seguintes formas:
– COS : carbonil sulfeto;
– CS2 : sulfeto de carbono;
– (CH3)2S : dimetil sulfeto;
– H2S : sulfeto de hidrogênio;
– SO2 : dióxido de enxofre;
– SO42- : sulfatos.
•
O SO2 é um gás incolor, com odor irritante e azedo e solúvel
em água.
• O H2S é altamente tóxico e com odor de ovo podre.
Poluentes
Elemento
Chave
Poluente
Fonte
S
SO2
Gases de caldeiras
SO3
Fabricação de ácido sulfúrico, combustões.
H2S
Esgotos, processamento de gás natural, papel e
celulose.
R-SH
Petroquímica e papel e celulose
NO /
NO2
Fabricação de ácido nítrico, oxidação em alta
temperatura, nitrogenação
NH3
Fabricação de amônia
outros
Esgotos, processo com gorduras e tecidos cárneos
N
Poluentes
Elemento
Chave
Poluente
Fonte
X
HF
Fertilizante fosfático, alumínio.
SiF4
Cerâmica, fertilizantes.
HCl
PVC, cloração e outros.
Cl2
Cloração e fabricação de cloro.
CO / CO2
Combustão.
HC
Solventes e operações petroquímicas
COV
Desengraxamento, processamento de tecidos
cárneos e outros
C
Níveis máximos de poluentes
(OMS)
Indicador
Concentração máxima
recomendada (μg/m3)
Tempo de exposição
SO2
125
24 h
NO2
200
1h
CO
10.000
8h
O3
120
8h
MP
Não estipulada1
1- há risco associado a qualquer exposição.
Níveis de referência
• Padrão de qualidade do Ar
– Níveis de referência para diferenciar a atm poluída da
não poluída
– CONAMA 3 de 28/6/90.
• Padrão de emissão
– Limite estabelecido legalmente e que deve ser
respeitado para a emissão da fonte.
– Podem estar expressos em concentração (mg / Nm3),
taxas (kg / hora) ou parâmetro (kg / t incinerada).
– Em geral são fixados pela autoridade estadual.
Níveis de referência
• Padrão de condicionamento e projeto
– Representa parâmetros de projeto, ou exigências,
como temperatura e tempo de residência.
– Art. 38, decreto 8468/76: nos pós-queimadores é
necessário tmin de 850°C e tempo de residência
mínimo de 0,8 segundos.
• Fator de emissão
– Expressam a emissão em função de um parâmetro da
fonte.
– USEPA – AP42
– Útil no inventário de emissões de determinadas
regiões.
Padrão primário e secundário
• Padrão primário:
– Representa a concentração de poluente que,
ultrapassada, poderá afetar a saúde da população.
– É o nível máximo tolerável.
– Meta de curto e médio prazos.
• Padrão secundário:
– É a concentração de poluente abaixo do qual se
prevê o mínimo efeito adverso.
– É o nível desejado
– Meta de longo prazo.
Programa Nacional de Controle da
Qualidade do Ar
• Enquadramento das áreas do território nacional em
classes de uso do ar
Classe
Enquadramento
I
Áreas de observação, lazer e turismo (parques, reservas e
etc.). Nessas áreas deverá ser mantida a qualidade do ar
em nível o mais próximo possível do verificado sem a
interferência antropogênica.
II
Áreas onde o nível da deterioração da qualidade do ar seja
limitado pelo padrão secundário de qualidade.
III
Áreas de desenvolvimento onde o nível de deterioração da
qualidade seja limitado pelo padrão primário de qualidade.
Padrões nacionais de qualidade
do Ar (CONAMA 3/90)
Poluente
Padrão primário
μg/m3
Padrão secundário
μg/m3
Período de
exposição
MP
240
150
24 h
80
60
Anual
150
150
24 h
50
50
Anual
150
100
24 h
60
40
Anual
365
100
24 h
80
40
Anual
40.000
40.000
1h
10.000
10.000
8h
O3
160
160
1h
NO2
320
190
1h
100
100
Anual
Part. Inaláveis
Fumaça
SO2
CO
Cálculos
utilizados na
poluição
atmosférica
Unidades usuais
• Unidades de volume/volume:
– cm3/m3 (ppm)
– mm3/m3 (ppb)
• Unidades de massa/volume:
– mg/m3
– μg/m3
Mudanças de bases
• Para converter mg/m3 para ppm, e viceversa, é necessário utilizar a equação de
estado:
– P.V = n.R.T
• É freqüente encontrar a letra “N” na frente
de unidades de volume.
– Ela indica que o volume gasoso está na
CNTP:
• 1 atm
• 273 K = 0°C
Exemplo 1
• Transforme 20 ppm de CO em mg CO/Nm3 de ar.
20 ppm = 20 cm3 (0,02 L) de CO em 1 m3 de AR na CNTP.
Massa Molar (M) do CO = 28 g/mol.
CNTP: 1 atm e 273K
P.V = n.R.T → P.V.M = m.R.T → 1x0,02x28=mx0,082x273
m = 0,025 g = 25 mg de CO em 1 m3 de AR na CNTP
Portanto,
20 ppm de CO = 25 mg de CO/Nm3 de AR
Exemplo 2
• O monitor de uma estação de controle de contaminação
atmosférico indica uma concentração diária média de 480
μg SO2 / m3 Ar a 30ºC e 1 atm. Calcule a concentração de
SO2 em ppm.
Resolução:
ppm = cm3/m3
M = 64 g/mol
P.V=n.R.T ⇒ P.V.M=m.R.T
1.V.64=0,00048.0,082.(30+273)
V=0,0001845 L = 0,1845 cm3
ppm = 0,1845 cm3 / 1 m3
Resposta = 0,1845 ppm
Danos
relacionados
à poluição
atmosférica
Efeitos atmosféricos
• Danos Materiais
• Danos à vegetação
• Efeitos Globais
– Chuva ácida
– Aquecimento global
– Diminuição da camada de ozônio
• Danos à saúde
Danos aos materiais
• Deposição de partículas de poeira e
fumaça.
– Suja edificações e monumentos
• PA provoca
– Aumento de corrosão metálica
– Envelhecimento de polímeros
– Ataque químico a mármores e não-metálicos
– Perda de resistência em tecidos, com
redução de vida útil
Danos à vegetação
• Principais efeitos:
–
–
–
–
–
Alterações no crescimento
Colapso foliar
Envelhecimento precoce
Descoloração
Necrose do tecido foliar
• Principais poluentes
– Ozônio
– PAN (peroxiacetilnitrato)
• Algumas espécies => bioindicadores
Efeitos globais
• Chuva ácida
– Lavagem da atmosfera
• Arrasta os óxidos de enxofre e nitrogênio
– pHnormal = 5,6 ( em virtude do CO2)
– pHchuvaácida
< 5,6
– Regiões com termoelétricas a carvão mineral
são fortes candidatas a apresentarem águas
de chuva ácida.
Efeitos globais
• Efeito estufa
– Aumento da temperatura da Terra
• Provocada pela maior retenção de radiação
Infravermelha.
• Gases que provocam a retenção:
– CO2 ; CH4 ; CFC ; N2O
– O problema é o aumento dessa retenção de calor
ocasionada pela crescente concentração dos GEE
– Kioto (1997)
• Países ind. => redução de 5% (base 1990)
Efeitos globais
• Efeito estufa
– Principal vilão: CO2
– Início do séc. XX = 290 ppm
– Início do séc. XXI = 365 ppm
• CO2
– 55 % do efeito estufa
– Fonte: queima de combustíveis fósseis
• CH4 e N2O
– 21 % do efeito estufa
– Fonte: atividades agrícolas
• CFCs
– 24 % do efeito estufa
Efeitos globais
• Efeito estufa
– Efeitos adversos
• Aumento do nível do mar
• Alteração do suprimento de H2O doce
• Maior número de Ciclones
• Tempestades de chuva e neve fortes e freqüentes
• Rápido e forte ressecamento do solo
Efeitos globais
• Redução da camada de Ozônio
– Observou-se que a concentração de ozônio estratosférico
vem se reduzindo, desde de 1995, em especial na Antártica,
entre a primavera austral (set/out).
– Agentes da redução:
• Cloro e Bromo
• CFCs
• NOx
• Erupções vulcânicas
• Gás Halon
• Brometo de metila (inseticida)
• CCl4
Efeitos globais
• Redução da camada de Ozônio
– Protocolo de Montreal (1987)
• CFCs => produção proibida desde 95
– Tem de ser eliminado até
» 2010 países desenvolvidos
» 2015 países em desenvolvimento
• Brasil => signatário (proibiu o uso de CFCs em 89)
• CFCs têm sido trocado por:
– Butano e propano em sprays
– HFCs em refrigeração
• 16 de setembro dia do ozônio
Danos à saúde
Principais efeitos
• Problemas oftálmicos
• Doenças dermatológicas
• Gastrintestinais
• Cardiovasculares
• Pulmonares
• Alguns tipos de câncer
Efeitos à saúde
• Um aumento na temperatura do ar provoca
impactos na distribuição da flora e da fauna
e,
consequentemente,
influencia
na
distribuição de doenças transmitidas por
vetores.
• A exposição humana pode se dar por
inalação, ingestão ou contato com a pele,
mas a inalação pode ser considerada a via
mais importante e mais vulnerável
Efeitos à saúde
• A poluição do ar é caracterizada pela OMS
como um fator de risco para várias doenças,
como infecções respiratórias das vias aéreas
superiores.
Efeitos à saúde
• Estudos
nacionais
têm
verificado
associações positivas entre poluição do ar e
doenças respiratórias e mesmo mortalidade.
– Os efeitos são sentidos principalmente por
crianças e idosos.
Efeitos à saúde
• Material Particulado (MP)
– MP é qualquer substância que existe como líquido ou
sólido na atm e tem dimensões microscópicas, porém
maiores que as moleculares.
• Exceção: água
– Particulados
• Grossos => dp > 2,5 μm
• Finos
=> dp < 2,5 μm
– São respiráveis causando prejuízos aos alvéolos pulmonares.
Efeitos à saúde
• Material Particulado (MP)
– Fontes
• Naturais
– Pólen
– Aerossol marinho
– Poeira ressuspensa do solo
• Antrópicas
–
–
–
–
–
Processos industriais
Queima de combustíveis fósseis
Poeira ressuspensa de ruas
Queima de biomassa
Aerossol secundário
Efeitos à saúde
• Material Particulado (MP)
– Causa
•
•
•
•
•
Doenças Pulmonares
Doenças Asmáticas
Bronquites
Aumento de mortandade
Aumento de mortalidade
Efeitos à saúde
• Dióxido de Enxofre
– Causa desconforto na respiração e doenças
cardiovasculares.
– Pessoas com asma e doenças crônicas de coração
e pulmão são mais sensíveis a esse poluente.
– O SO2 emitido na atmosfera sofre em poucas
horas oxidação a SO3.
• O resultado final é a aparição do H2SO4, sulfatos de
amônio e de distintos metais.
– Causam o smog úmido.
Efeitos à saúde
• Monóxido de Carbono
– Provoca a redução da habilidade do sistema
circulatório em transportar oxigênio.
– Altos níveis de CO estão associados a prejuízos:
•
•
•
•
•
nos reflexos;
na capacidade de estimar intervalos de tempo;
na aprendizagem;
no trabalho;
na capacidade visual.
Efeitos à saúde
• Monóxido de Carbono
Efeitos
mgCO/Nm3 ar
% COHb no
sangue
<4
<1
Não há efeitos aparentes.
4-12
1-2
Há alguma evidência de efeitos sobre a
conduta.
12-35
2-5
Efeitos no sistema nervoso central
(discernimento, acuidade visual,
luminosidade e psicomotricidade).
35-74
5-10
74-625
10-80
Alterações cardíacas e pulmonares.
Dores de cabeça, fadiga, sonolência, coma,
falhas respiratórias e morte.
Efeitos à saúde
• Óxidos de Nitrogênio
– De todos os possíveis óxidos de nitrogênio, se
detectam na atmosfera o N2O, NO e NO2, uma
vez que os restantes são instáveis e se
dissociam.
– Os NOx estão implicados em um ciclo, chamado
de ciclo fotolítico de óxidos de nitrogênio, que
causa a aparição de um contaminante
secundário, o ozônio.
Efeitos à saúde
• Óxidos de Nitrogênio
– A presença de outras substâncias no meio, como
os HC, pode alterar notavelmente o ciclo e
conduzir a aparição de importantes contaminantes
secundários.
– Até alguns anos atrás o N2O não era considerado
um poluente.
• Recentemente detectou-se sua participação:
– No controle dos níveis de ozônio estratosférico
– No efeito estufa
– Na chuva ácida
Efeitos à saúde
• Óxidos de Nitrogênio
Óxidos
N2O
Cor
Toxicidade
FN
FA
Incolor
Não tóxico.
Solo e atm
superior
Combust.
Sólidos
NO
Incolor
Tóxico, interfere
em processos
fotoquímicos
troposféricos.
NO2
Marromavermalhado
Idem NO
Relâmpagos, Transporte e
atividades qualquer outro
microbianas. processo de
combustão a
altas
temperaturas
Idem NO
Idem NO
Efeitos à saúde
• Ozônio e oxidantes fotoquímicos
– Principais componentes da névoa fotoquímica.
– A radiação solar produz esses componentes
através de processos fotoquímicos na presença
de óxidos de nitrogênio e COV, em condições
metereológicas propícias (inversão térmica e
calmaria).
– Provocam irritações nos olhos e vias
respiratórias, além de diminuírem a capacidade
pulmonar.
Efeitos à saúde
• Hidrocarbonetos e outros COV
– São os grandes agentes da produção do smog
fotoquímico.
– Os efeitos diretos dependem do HC ou dos
COVs envolvidos:
• Ex. Benzeno e HC policíclicos
» Neoplasias.
• Ex. Aldeídos (formal e acroleína)
» Irritantes dos olhos, vias respiratórias e mucosas.
POLUIÇÃO DO
SOLO
INTRODUÇÃO
• Por tradição, o solo tem sido utilizado
como receptor de substâncias resultantes
das atividades humanas.
• O solo, uma vez degradado e/ou
contaminado,
trará
conseqüências
ambientais,
sanitárias,
econômicas,
sociais e políticas que poderão limitar ou
até mesmo inviabilizar seu uso posterior.
Introdução
• Uma vez no solo, os poluentes sofrem
uma constante migração descendente,
podendo atingir as águas subterrâneas,
prejudicando a qualidade e pondo em
risco as populações.
• A poluição do solo pode ser dividida em:
– Natural
– Artificial
DEFINIÇÃO
• A poluição do solo consiste numa das formas de
poluição, que afeta particularmente a camada
superficial da crosta terrestre, causando
malefícios diretos ou indiretos à vida humana, à
natureza e ao meio ambiente em geral.
• Consiste na presença indevida, no solo, de
elementos químicos estranhos, de origem
humana, que prejudiquem as formas de vida e
seu desenvolvimento regular.
T i p o s
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I
POLUIÇÃO NATURAL
• Não associada à atividade humana
• Pode dar-se por meio de:
– Erosão
– Desastres naturais
– Atividades vulcânicas
– Irradiação natural
– Presença de elementos inorgânicos
• Principalmente metais
POLUIÇÃO ARTIFICIAL
•
Poluição de origem antrópica.
•
Pode ocorrer por:
i.
ii.
iii.
iv.
v.
vi.
vii.
Urbanização e ocupação do solo
Atividades agropastoris
Atividades extrativas
Armazenamento de resíduos perigosos
Acidentes no transporte de carga
Lançamento de águas residuárias
Disposição de resíduos sólidos
Urbanização e ocupação do solo
•
Urbanização crescente
–
Ocupação desordenada do solo
•
–
Descontrole do zoneamento residencial, industrial e
agrícola.
Impactos presentes e futuros
•
–
Apresenta-se como um problema ambiental e de
saúde pública.
Diminuição da qualidade de vida
•
Poluição visual, geração de odores e diminuição de
espaços de circulação.
Atividades agropastoris
•
Utilização de fertilizantes e defensivos
agrícolas
–
Impactos
conhecidos
•
•
•
•
•
ambientais
imediatos
bem
Eutrofização e contaminação de lençóis freáticos
Mudanças na biota local
Acidificação do terreno
Contaminação por metais pesados
Contaminação do terreno por acúmulo de
fertilizantes
Atividades agropastoris
•
Defensivos agrícolas
–
Os efeitos ambientais podem ser:
•
Mortandade
– Por meio da propagação pela cadeia
alimentar a mortandade pode tornar-se
inespecífica.
•
Redução => natalidade e fecundidade
Mineração
• Enorme potencial de degradação do solo.
• Modifica a paisagem e gera resíduos da
lavra.
• Atualmente,
exige-se
plano
de
recuperação para as áreas degradadas
pela atividade mineradora.
Transporte
• Acidentes nos transportes de cargas
perigosas têm origem:
– nas condições de manutenção das estradas
– Situação dos veículos
– Capacidade e preparo do motorista
– Fiscalização
• Os acidentes, embora pontuais, podem
ganhar grandes proporções quando os
poluentes atingem corpos de água.
Armazenamento
• Armazéns
não
projetados
adequadamente para produtos perigosos
podem ser fonte de poluição do solo, seja
decorrente
de
vazamento
ou
derramamento, ou ainda operações
inadequadas.
• Exemplo
– Postos e revenda de combustíveis.
Águas residuárias
• Esgotos sanitários e efluentes industriais
– Provoca poluição:
• dos mananciais
• do solo
• das águas subterrâneas
– Incorpora substâncias ou elementos ao solo,
provocando alterações na composição e reduzindo a
biodiversidade.
– Os efeitos são os mesmos apresentados pelos
resíduos sólidos.
Disposição de resíduos sólidos
• Fator de maior importância para a poluição
antrópica do solo.
• Praticamente:
– Poluição do solo = poluição por resíduos sólidos
• O gerenciamento
sólidos:
– Um dos maiores
municipais
adequado
desafios
dos
para
os
resíduos
governos
Disposição de resíduos sólidos
• A quantidade e a qualidade de resíduos sólidos
gerados em uma localidade é influenciada pelas
condições:
– Econômicas
– Culturais
– Sociais
• O problema do LIXO nem sempre é visível, pois,
culturalmente, os resíduos sempre foram
afastados da proximidade da população que os
gerou.
Disposição de resíduos sólidos
• O gerenciamento adequado é importante
para minimizar riscos de poluição
ambiental e impactos sanitários.
• Compreende as etapas:
– Acondicionamento
– Coleta
– Transporte
– Tratamento
– Disposição final (etapa mais complicada)
Disposição de resíduos sólidos
• Paradoxalmente, onde se produz maior
quantidade de resíduos é mais difícil
conseguir área adequada à sua
disposição.
• Os agravos ao meio ambiente não são
percebidos de imediato e de forma direta,
mas gradativo e muitas vezes cumulativo.
– Normalmente são deixados para segundo
plano, não sendo considerados prioritários.
Disposição de resíduos sólidos
• Em termos ambientais podem contribuir:
– Poluição do ar
– Poluição das águas
– Poluição do solo
– Poluição visual
– Impactos negativos ao ecossistema
– Impactos econômicos
• Em relação aos aspectos sanitários:
– Vetores de doenças
– Intoxicação alimentar
RESÍDUOS
SÓLIDOS
DEFINIÇÃO
• Os conceitos de resíduos e lixo são
bastante próximos e muitas vezes
entende-se que ambos sejam sinônimos.
• No dicionário
diferenciá-los.
é
quase
impossível
• A norma NBR 10004/97 define resíduo
sólido
DEFINIÇÃO NBR10004
“Resíduos nos estados sólidos e semi-sólidos, que
resultam de atividades da comunidade, de
origem:
industrial,
doméstica,
hospitalar,
comercial, agrícola, de serviços e de varrição.
Consideram-se também resíduos sólidos os lodos
provenientes de sistemas de tratamento de
água, aqueles gerados em equipamentos e
instalações de controle de poluição, bem como
determinados líquidos, cujas particularidades
tornem inviável o seu lançamento na rede
pública de esgotos ou corpo d´água, ou exijam
para isso soluções técnicas e economicamente
inviáveis em face da melhor tecnologia
dispónível.”
Matéria Prima
Produto
Processo
RESÍDUOS
•Sub-produtos
•Materiais não-convertidos
•Auxiliares
Componentes
Reutilizáveis
Reciclagem, uso dentro da
rede de produção integrada
Componentes
Não-reutilizáveis
(Rejeitos)
Disposição/Tratamento
RESÍDUO E REJEITO
• Rejeito
– algo inservível, cuja única aplicação é a disposição final
• Resíduo
– tudo que serve para um processo produtivo próprio ou de terceiros
• Sub-produto
– algo que forneça uma remuneração ao negócio menor que a
atividade principal
• Co-produto
– algo de valor compatível com o produto da atividade fim do negócio
• Produto
– atividade fim de um negócio
CLASSIFICAÇÃO DOS
RESÍDUOS
• A forma mais convencional leva em
consideração a origem:
– Industriais
– Urbanos
– Serviço de saúde
– Portos, aeroportos e terminais rodoviários
– Agrícolas
– Radioativos
– Entulhos
Resíduos Industriais
• Variam entre 65 a 75% do total de
resíduos gerados em regiões mais
industrializadas.
• A responsabilidade pelo manejo e
destinação desses resíduos é sempre da
empresa geradora.
• Dependendo da forma de destinação, a
empresa de serviço passa a ser coresponsável.
Resíduos Industriais
• Divisão dos resíduos industriais
– Classe I
• Resíduos perigosos
– Pode apresentar riscos à saúde pública e ao meio
ambiente por causa de suas características de
inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e
patogenicidade.
– Classe II
• Resíduos não-inertes
– Resíduos
potencialmente
combustíveis.
biodegradáveis
– Classe III
• Resíduos inertes
– Resíduos inertes e não combustíveis.
ou
Destinação dos Resíduos
INORGÂNICOS
Classe I
Orgânicos
Classe II
Classe III
•
Reciclagem
•
Aterro Industrial p/
Resíduos Não Perigosos
• Reciclagem
• Aterro Sanitário
• Reciclagem
• Aterro Industrial
• Tratamentos FísicosQuímicos
• Reciclagem
• Tratamento
Biológico
• Incineração
CONAMA 257
• Trata da coleta, reutilização e
reciclagem, tratamento e disposição final
de pilhas e baterias usadas.
• Pela resolução, os fabricantes, os
importadores, redes autorizadas de
assistência técnica e comerciantes de
pilhas e baterias devem ter um sistema
que contemple a coleta, o transporte e o
armazenamento desses materiais após a
utilização.
Resíduos Urbanos
• Tipos de Resíduos Urbanos
– Domiciliares
– Comercial
• Escritórios,
lojas,
restaurantes
hotéis,
supermercados
e
– Limpeza pública urbana
• Varrição de ruas, limpeza de galerias, praias e podas
Lixo:
pode
ser
classificado
como
doméstico, comercial,
público, hospitalar e
industrial.
75% do lixo coletado no Brasil
é jogado em lixões a céu
aberto, contaminando o solo e
conseqüentemente
poluindo
lençóis subterrâneos de água.
Resíduos Urbanos
• São de responsabilidade das prefeituras.
• No caso de estabelecimento comerciais, a
prefeitura é responsável pela coleta e
disposição de pequenas quantidades,
geralmente abaixo de 50 kg/dia.
• Acima dessa quantidade, a responsabilidade
fica transferida para o estabelecimento.
Entulhos
• Em razão de suas características e
volumes, são classificados separadamente
dos resíduos urbanos
• Constituem basicamente de resíduos de
construção civil:
– Demolições
– Restos de obras
– Solos de escavações
– Materiais afins
Resíduos de Serviço de Saúde
• Resíduos
produzidos
em
hospitais, clínicas médicas e
veterinárias,
laboratório
de
análises
clínicas,
farmácias,
centros de saúde, consultórios
odontológicos, entre outros
• São agrupados em 2 níveis:
– Comuns
• Restos de alimentos, papéis, invólucros
e etc.
– Sépticos
• Material
médico.
cirúrgico
e
de
tratamento
Resíduos Agrícolas
• Embalagens de
– adubos,
– defensivos agrícolas, e
– ração
• Restos de colheitas
• Esterco animal
Resíduos Radioativos
• Resíduos provenientes dos:
– Combustíveis nucleares
– Equipamentos que usam elementos
radioativos
• A responsabilidade por essa categoria de
resíduos é da Comissão Nacional de
Energia Nuclear (CNEN)
Resíduos de Portos, Aeroportos,
Rodoviárias e Ferroviárias
• São resíduos sépticos que podem conter
organismos patogênicos, como materiais
higiênicos e de asseio pessoal, além de restos
de comida.
• Possuem capacidade de veicular doenças de
outras cidades, estados e países.
• Cabe ao gerador a responsabilidade pelo
gerenciamento dos resíduos
LIMPURB
• Modelo de Gerenciamento
CLASSES e QUALIDADE DAS
ÁGUAS
Tipos de águas – Água Doce
• Dentro das águas doces, as águas
residuais ou residuárias são todas as
águas descartadas que resultam da
utilização para diversos processos.
Exemplos destas águas são:
• Águas residuais domésticas:
- provenientes de banhos;
- provenientes de cozinhas;
- provenientes de lavagens de pavimentos
domésticos.
Águas residuais industriais:
- resultantes de processos de fabricação.
Águas de infiltração:
- resultam da infiltração nos coletores de
água existente nos terrenos.
• Águas urbanas:
- resultam de chuvas, lavagem de
pavimentos, regas, etc.
Água Salgada (Salina)
• O Brasil apresenta uma extensa área costeira.
O mar representa uma importante fonte de
alimento, emprego e energia.
• Sendo assim, as questões relacionadas aos
oceanos assumem importância fundamental
para o povo brasileiro.
• Os recursos estão diretamente associados com
a sustentabilidade exploratória dos recursos
pesqueiros através da pesca artesanal, do
turismo e através das comunidade tradicionais
da orla marítima - folclore, tradições, estilo de
vida.
Água Salobra
• Quando um rio encontra o mar, as águas
se misturam, é o que ocorre em áreas de
mangue e estuários.
• Esta água não é doce nem salgada, mas
sim água salobra. Os organismos que aí
vivem são adaptados às condições deste
ambiente.
Água Mineral
• O Código de Águas Minerais do Brasil define
as águas minerais como águas provenientes de
fontes naturais ou artificiais captadas, que
possuam composição química ou propriedades
físicas ou físico-químicas distintas das águas
comuns, com características que lhes confiram
uma ação medicamentosa.
RESOLUÇÃO No 357, DE 17 DE
MARÇO DE 2005
• Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e
diretrizes ambientais para o seu enquadramento,
bem como estabelece as condições e padrões de
lançamento de efluentes, e dá outras providências.
CLASSIFICAÇÃO DE ÁGUAS DOCES,
SALOBRAS E SALINAS DO
TERRITÓRIO NACIONAL
• São classificadas, segundo seus usos
preponderantes, em nove classes, as águas doces,
salobras e salinas do Território Nacional:
Águas Doces
I - Classe Especial - águas destinadas:
a) ao abastecimento doméstico sem
prévia ou com simples desinfecção;
b) à preservação do equilíbrio natural das
comunidades aquáticas.
• II - Classe 1 - águas destinadas:
a) ao abastecimento doméstico após tratamento
simplificado;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário (natação,
esqui aquático e mergulho);
d) à irrigação de hortaliças que são consumidas
cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao
solo e que ingeridas cruas sem remoção de
película;
e) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura)
de espécies destinadas à alimentação humana.
III - Classe 2 - águas destinadas:
a) ao abastecimento doméstico, após
tratamento convencional;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário (esqui
aquático, natação e mergulho);
d) à irrigação de hortaliças e plantas frutíferas;
e) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura)
de espécies destinadas à alimentação humana
• IV - Classe 3 - águas destinadas:
a) ao abastecimento doméstico, após
tratamento convencional;
b) à irrigação de culturas arbóreas,
cerealíferas e forrageiras;
c) à dessedentação de animais.
• V - Classe 4 - águas destinadas:
a) à navegação:
b) à harmonia paisagística;
c) aos usos menos exigentes.
Águas Salinas
• VI - Classe 5 - águas destinadas:
a) à recreação de contato primário;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à criação natural e/ou intensiva
(aqüicultura) de espécies destinadas à
alimentação humana
• VII - Classe 6 - águas destinadas:
a) à navegação comercial;
b) à harmonia paisagística;
c) à recreação de contato secundário.
Águas Salobras
• VII - Classe 7 - águas destinadas:
a) à recreação de contato primário;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à criação natural e/ou intensiva
(aqüicultura) de espécies destinadas à
alimentação humana.
• IX - Classe 8 - águas destinadas:
a) à navegação comercial;
b) à harmonia paisagística;
c) à recreação de contato secundário.
Fonte: Conselho Nacional do Meio Ambiente - Resolução nº 20 de 18 de junho de 1986.
LEGISLAÇÃO
• A obrigatoriedade de preservação da qualidade
da água em todo território nacional está
estabelecida na Constituição Federal, de 1988,
como conseqüência do artigo 225, que
estabelece o preceito da proteção ao meio
ambiente, sendo este um direito difuso.
• Nos artigos 23 e 24 é estabelecida a
competência para o combate à poluição em
todas as suas formas.
A Resolução Conama nº. 357, de 17 de março de
2005, que dispõe sobre a classificação dos
corpos de água e diretrizes ambientais para o seu
enquadramento, bem como estabelece as
condições e padrões de lançamento de efluentes,
em seu artigo 48 diz que o não cumprimento ao
disposto nesta Resolução sujeitará os infratores,
entre outras às sanções previstas na Lei nº.
9.605, de fevereiro de 1998, que dispõe sobre as
sanções penais e administrativas derivadas de
condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.
Fonte:
GT - Águas - publicação eletrônica da 4ª Câmara de Meio Ambiente e Patrim
Monitoramento da Qualidade das
Águas
Agência Nacional de Águas - ANA
• é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério do
Meio Ambiente é responsável pela implementação da
gestão dos recursos hídricos brasileiros
• Foi criada à partir da chamada Lei das Águas, lei
9.433/97, que regulamentou o Sistema Nacional de
Recursos Hídricos (SNRH).
Rede de Monitoramento de Qualidade de Águas
• A rede de monitoramento de qualidade das
águas, em operação desde o final da década de
70, tem como objetivo:
• manter um banco de dados de referência com
informações sobre a qualidade da água dos rios,
• fornecer subsídios para avaliação de estudos e
projetos de aproveitamento de múltiplos usos
dos recursos hídricos e
• fornecer informações complementares para o
enquadramento dos corpos de água em classes
e para o Sistema Nacional de Informações sobre
Recursos Hídricos.
Companhia de Tecnologia de
Saneamento Ambiental - CETESB
• A CETESB é responsável pelo
acompanhamento da qualidade das águas dos
rios, praias e reservatórios do Estado de São
Paulo desde o início da década de 70.
• Esta demanda é atendida por meio da rede
básica de monitoramento e dos monitoramentos
regionais, bem como pela rede automática de
monitoramento, onde a caracterização da
qualidade da água é realizada por meio de
análises de variáveis físicas, químicas e
biológicas tanto da água quanto do sedimento.
MONITORAMENTO DE RIOS
• A CETESB iniciou em 1974 a operação da Rede
de Monitoramento da Qualidade das Águas
Interiores (rios e reservatórios), que tem
possibilitado o conhecimento adequado das
condições reinantes nos principais cursos
d’água do Estado de São Paulo.
• Atualmente, esse monitoramento é realizado
em 149 estações de qualidade distribuídas ao
longo das 22 Unidades de Gerenciamento dos
Recursos Hídricos (UGRHIs), em que foi
dividido o Estado de São Paulo, através da Lei
Estadual Nº. 7.663 de dezembro de 1991
ESTAÇÕES DE MONITORAMENTO DE RIOS
• Os objetivos da Rede de Monitoramento da CETESB são:
• avaliar a evolução da qualidade das águas interiores para cada
ponto de amostragem;
• propiciar o levantamento das áreas prioritárias para o controle
da poluição das águas;
• subsidiar o diagnóstico da qualidade das águas doces
utilizadas para o abastecimento público e outros usos;
• dar subsídio técnico para a elaboração dos Relatórios de
Situação dos Recursos Hídricos, realizados pelos Comitês de
Bacias Hidrográficas;
• identificar trechos de rios onde a qualidade d’água possa estar
mais degradada, possibilitando ações preventivas e de controle
da CETESB, como a construção de ETEs (Estações de
Tratamento de Esgoto) por parte do município responsável
pela poluição ou a adequação de lançamentos industriais.
• Para realizar o controle da poluição das águas
de nossos rios e reservatórios, utilizam-se os
padrões de qualidade, que definem os limites de
concentração a que cada substância presente
na água deve obedecer.
• Esses padrões dependem da classificação das
Águas Interiores, que é estabelecida segundo
seus usos preponderantes, por legislação
específica, variando da Classe Especial, a mais
nobre, até a Classe 4, a menos nobre
• São determinados 33 parâmetros físicos,
químicos e microbiológicos de qualidade da
água em análise em laboratório.
• Desses 33 parâmetros, nove compõem o Índice
da qualidade das águas (IQA).
• São eles:
• . Oxigênio dissolvido (OD)
. Demanda bioquímica de oxigênio (DQO)
. Coliformes fecais
. Temperatura da água
. pH da água
. Nitrogênio total
. Fósforo total
. Sólidos totais
. Turbidez
• Ressalta-se que nos pontos de amostragem da
Rede de Monitoramento coincidentes com
captações utilizadas para o abastecimento
público, são também levantados parâmetros
específicos tais como:
• Teste de Ames (para avaliação de
mutagenicidade), potencial de formação de
THMs, absorbância no UV, Carbono orgânico
dissolvido, Giardia / Cryptosporidium,
Clostridium e Estreptococos fecais.
• São realizadas amostragens bimestrais, a fim de
se observar as variações que ocorrem, ao longo
do ano, na qualidade das águas doces, em
função, não só das atividades humanas, mas
também das variações climáticas
Parâmetros Químicos
• Oxigênio Dissolvido (OD):
É um dos parâmetros mais importantes para
exame da qualidade da água, pois revela a
possibilidade de manutenção de vida dos
organismos aeróbios, como peixes, por
exemplo.
• A escassez de OD pode levar ao
desaparecimento dos peixes de um determinado
corpo d'água, dado que esses organismos são
extremamente sensíveis à diminuição do OD de
seu meio. Pode também ocasionar mau cheiro.
• Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO):
• É a determinação da quantidade de oxigênio
dissolvida na água e utilizada pelos
microorganismos na oxidação bioquímica da
matéria orgânica.
• Grandes quantidades de matéria orgânica
utilizam grandes quantidades de oxigênio.
Assim, quanto maior o grau de poluição, maior a
DBO
• Sais minerais:
São inúmeros os minerais possíveis de
ocorrerem na água.
• O Nitrogênio e o Fósforo dependendo de
quantidade são importantes porque são
responsáveis pela alimentação de algas,
vegetais superiores e outros organismos
aquáticos .
• Em dosagens elevadas podem provocar sérios
problemas sérios problemas, como proliferação
excessiva de algas, causando o fenômeno
conhecido como eutrofização (boa nutrição) de
lagos e represas.
• Nesses casos a água tem mau cheiro, gosto
desagradável e ocorre morte generalizada de
peixes.
Principais Parâmetros Biológicos
• A quantidade de matéria orgânica presente nos
corpos d'água depende de uma série de fatores
incluindo todos os organismos que aí vivem, os
resíduos de plantas e animais carregados para
as águas e também o LIXO e os ESGOTOS
nela jogados.
• Se a quantidade de matéria orgânica é muito
grande a poluição das águas é alta e uma série
de processos vão ser alterados.
• Haverá muito alimento à disposição e
conseqüentemente proliferação dos seres vivos.
Vai haver maior consumo de oxigênio que
ocasionará a diminuição de Oxigênio dissolvido
provocando a mortalidade de peixes.
• É difícil se restabelecer o equilíbrio se o
processos poluidores não são controlados.
• Os principais componentes de matéria orgânica
encontrados na água são proteínas,
aminoácidos, carboidratos, gorduras, além de
uréia, surfactantes (capacidade de alterar as
propriedades superficiais e interfaciais de um
líquido.) e fenóis
• Os microorganismos desempenham diversas
funções de fundamental importância para a
qualidade das águas.
• Participam das diversas transformações da
matéria nos ciclos biogeoquímicos como o do N,
P, S, Hg, C e da água.
• Outro aspecto de grande relevância em termos
de qualidade biológica da água é a presença de
agentes patogênicos e a transmissão de
doenças.
• A detecção dos agentes patogênicos,
principalmente bactérias, protozoários e vírus,
em uma amostra de água é extremamente difícil,
em razão de suas baixas concentrações.
• Portanto, a determinação da potencialidade
de um corpo d'água ser portador de agentes
causadores de doenças pode ser feita de
forma indireta, através dos organismos
indicadores de contaminação FECAL do
grupo dos COLIFORMES.
• Os coliformes estão presentes em grandes
quantidades nas fezes do ser humano e dos
animais de sangue quente.
• A presença de coliformes na água não
representa, por si só, um perigo à saúde, mas
indica a possível presença de outros
organismos causadores de problemas à saúde.
• Os principais indicadores de contaminação
fecal são as concentrações de coliformes totais
e coliformes fecais, expressa em número de
organismos por 100 ml de água.
• Coliformes totais:
• As bactérias do grupo coliforme são
consideradas os principais indicadores de
contaminação fecal.
• O grupo coliforme é formado por um número de
bactérias que inclui os generos Klebsiella,
Escherichia, Serratia, Erwenia e Enterobactéria.
• Todas as bactérias coliformes são gramnegativas manchadas, de hastes não
esporuladas que estão associadas com as fezes
de animais de sangue quente e com o solo.
• Coliformes fecais:
• O uso da bactéria coliforme fecal para indicar
poluição sanitária mostra-se mais significativo
que o uso da bactéria coliforme "total", porque
as bactérias fecais estão restritas ao trato
intestinal de animais de sangue quente.
• A determinação da concentração dos coliformes
assume importância como parâmetro indicador
da possibilidade da existência de
microorganismos patogênicos, responsáveis
pela transmissão de doenças de veiculação
hídrica, tais como febre tifóide, febre paratifóide,
desinteria bacilar e cólera.
• De modo geral, nas águas para
abastecimento o limite de Coliformes
Fecais legalmente tolerável não deve
ultrapassar 4.000 coliformes fecais em
100 ml de água em 80% das amostras
colhidas em qualquer período do ano.
MONITORAMENTO DAS PRAIAS
• Atualmente possui 155 pontos de amostragem
em praias com alta freqüência de banhistas, ou
com a presença de adensamento urbano
próximo que apresente fonte de poluição fecal.
• Abrange 136 praias que possuem estas
características, das cerca de 293 existentes ao
longo da costa paulista.
Pontos de Monitoramento
• Dos 427 km de praias no litoral paulista,
cerca de 230 km que contêm as praias
selecionadas são monitorados, o que
resulta em 1 ponto a cada 1,6 Km, em
média.
• Cobre 15 municípios litorâneos do Estado
de São Paulo, excetuando-se o Município
de Cananéia.
• O monitoramento é realizado através de
coletas semanais, de água do mar.
• Todos os domingos 6 técnicos percorrem
o litoral para a realização das
amostragens.
• A amostra de água é colhida no mar na
profundidade média de 1m onde encontrase a maioria dos banhistas.
• As amostras de água são encaminhadas para
análises microbiológicas para a determinação
de coliformes fecais ou E. coli que são
indicadores de poluição fecal.
• Semanalmente é emitido um boletim contendo a
classificação das praias quanto à sua qualidade
em termos de balneabilidade, que é divulgado
através da imprensa e distribuído para diversos
órgãos e entidades.
• Nas praias, em frente ao ponto de amostragem,
existem bandeiras de sinalização indicando as
condições de balneabilidade.
• Se a praia está imprópria a bandeira é
vermelha, se a praia está própria a bandeira é
verde.
• A atualização da sinalização é feita
semanalmente com a troca das bandeiras, logo
após a emissão do novo boletim.
Bandeiras de Sinalização
• Para a balneabilidade das praias, consideramse representativos locais em que já tenha
ocorrido a mistura das águas do mar com
aquelas provenientes de corpos de água
potencialmente poluídos.
• Já para os rios, córregos e canais, é realizada a
determinação da densidade de coliformes fecais
em zonas em que não haja influência das
marés, ou seja, as coletas são realizadas antes
do córrego atingir a faixa de areia das praias.
Fundamentos
de Gestão
Ambiental
Sistema Nacional
do Meio Ambiente
Sistema Nacional do Meio
Ambiente
• O SISNAMA foi criado pela Lei 6938/81,
tendo sua estrutura, composição e
competência estabelecidas pelo Decreto
99.355/90
SISNAMA
• Estrutura:
– Órgão superior: o Conselho de Governo.
– Órgão Consultivo e Deliberativo: o Conama.
– Órgão Central: o MMA.
– Órgão Executor: Ibama
– Órgãos Seccionais: entidades públicas
federais e estaduais que atuam na proteção
ambiental.
– Órgãos Locais: entidades municipais
responsáveis pelo controle e fiscalização
ambiental.
CONAMA
• Conselho nacional do Meio Ambiente.
– Principais competências:
• Assessorar, estudar e propor diretrizes.
• Baixar normas à execução e implementação da
Política Nacional do Meio Ambiente.
• Estabelecer normas e critérios para licenciamento
de atividades efetiva e potencialmente poluidora.
• Estabelecer normas, critérios e padrões relativos
ao controle e manutenção ambiental.
• Estabelecer os critérios para a declaração de
áreas críticas, saturadas ou em vias de saturação.
Sistema Nacional de
Gerenciamento de Recursos
Hídricos
• Lei 9433/97.
• Objetivos:
– Assegurar a necessária disponibilidade de
água, a utilização racional e integrada dos
recursos e a prevenção e defesa contra
eventos hidrológicos.
Sistema Nacional de
Gerenciamento de Recursos
Hídricos
• Princípios
– “a água é um bem de domínio público;
– a água é um recurso natural limitado, dotado
de valor econômico;
– em situação de escassez, o uso prioritário de
água é o consumo humano e a
dessedentação de animais:
– a gestão dos recursos hídricos deve
promover o uso múltiplo das águas;
– a bacia hidrográfica é a unidade territorial
para a gestão dos recursos hídricos;
– a gestão dos recursos hídricos deve ser
descentralizada e contar com a participação
do poder público, dos usuários e das
comunidades.”
Sistema Nacional de
Gerenciamento de Recursos
Hídricos
• Instrumentos
– “Planos de Recursos Hídricos;
– enquadramento dos corpos de
água em classes de uso;
– outorga dos direitos de uso da
água;
– a cobrança pelo uso da água;
– o Sistema de informação sobre
Recursos Hídricos.”
Padrões de qualidade das
águas
• Em relação aos padrões de qualidade de
água, o principal regulamento é a
Resolução CONAMA 20/86, que
estabeleceu a classificação das águas
em:
– Doces;
– Salobras;
– Salinas
Padrões de qualidade das águas
• No caso de águas doces:
Classe
Características
Especial Abastecimento doméstico, sem prévia ou simples
desinfecção, e destinadas à preservação das comunidades
aquáticas.
1
Abastecimento doméstico após tratamento simplificado, e
também destinadas à proteção das comunidades aquáticas,
à irrigação de hortaliças, à aquicultura e à recreação de
contato primário.
2
Abastecimento doméstico após tratamento convencional e
demais usos de Classe 1.
3
Abastecimento doméstico após tratamento convencional, à
irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras e a
de animais.
4
Destinadas à navegação, à harmonia paisagística e a outros
usos menos exigentes.
Programa Nacional de Controle
da Qualidade do Ar
• Objetivo:
– O programa foi criado para a proteção da saúde e
bem-estar das populações e melhoria da qualidade
de vida pela limitação dos níveis de emissão de
poluentes decorrentes de poluição atmosférica.
• Visa:
– Uma melhoria na qualidade do ar;
– atendimento aos padrões estabelecidos;
– o não-comprometimento da qualidade do ar em áreas
consideradas não degradadas.
Programa Nacional de Controle
da Qualidade do Ar
• Estratégia:
– Limitar (nível nacional) as emissões por
tipologia de fontes e poluentes, reservando o
uso dos padrões de qualidade do ar como
ação complementar de controle.
Programa Nacional de Controle
da Qualidade do Ar
• Limites máximos de emissão:
– Quantidade de poluentes que pode ser lançado por
fontes poluidoras para a atmosfera.
– São diferenciados em função da classificação de
usos pretendidos para as diversas áreas e serão
mais rígidos para as fontes novas de poluição.
• Fontes novas: empreendimentos que não tenham obtido a
licença prévia do órgão licenciador na data da publicação da
resolução.
– São definidos por meio de resoluções específicas do
Conama.
Programa Nacional de Controle
da Qualidade do Ar
• Padrões de qualidade do ar
– Primários
• São os padrões que quando ultrapassados poderão afetar a
saúde da população.
• São os níveis máximos toleráveis de poluentes atmosféricos.
• São metas de curto e médio prazo.
– Secundários
• São as concentrações de poluentes atmosféricos abaixo das
quais se prevê o mínimo efeito adverso sobre o bem-estar
da população, assim como o mínimo dano à fauna e flora,
aos materiais e meio ambiente.
• São os níveis desejados de concentração de poluentes.
• São metas de longo prazo.
Programa Nacional de Controle da
Qualidade do Ar
• Enquadramento das áreas do território nacional em
classes de uso do ar
Classe
Enquadramento
I
Áreas de observação, lazer e turismo (parques, reservas e
etc.). Nessas áreas deverá ser mantida a qualidade do ar
em nível o mais próximo possível do verificado sem a
interferência antropogênica.
II
Áreas onde o nível da deterioração da qualidade do ar seja
limitado pelo padrão secundário de qualidade.
III
Áreas de desenvolvimento onde o nível de deterioração da
qualidade seja limitado pelo padrão primário de qualidade.
Programa Nacional de Controle da
Qualidade do Ar
• Monitoramento da qualidade do ar
– Criação de uma rede nacional para monitoramento.
• Gerenciamento do licenciamento de fontes de poluição do ar
– Estabelecer um sistema que discipline a ocupação do solo baseado
no licenciamento prévio das fontes de poluição.
• Inventário nacional de fontes e poluentes do ar
– Desenvolvimento de metodologias que permitam o cadastramento e
a estimativa das emissões.
• Desenvolvimento nacional na área de poluição do ar
– Desenvolvimento de tecnologias de controle de poluição.
– Fomento a Centros de Pesquisas.
Aspectos Legais e institucionais
relativos ao meio terrestre
• Existem várias Leis, Decretos, Portarias e
Resoluções nas 3 esferas legais.
• As principais tratam de:
– Fertilizantes
– Agrotóxicos
– Resíduos sólidos
– Aterros sanitários
– Destino final
Políticas e Gestão
Ambiental
Política e gestão ambiental
• Até metade da década 80, o Estado ditou
a política ambiental a ser seguida no
Brasil.
• Depois de 80, a política ambiental passou
a ser formada pela interação de idéias
entre os vários atores da sociedade.
Os 3 principais períodos
• 1930 – 1971:
– Construção de uma base de regulação dos usos dos
recursos naturais.
• 1972 – 1987:
– Ação intervencionista do Estado chega ao ápice, ao
mesmo tempo em que aumenta uma percepção de crise
ecológica global.
• 1988 aos dias atuais:
– Marcado pelos processos de democratização de
descentralização decisórias e pela rápida disseminação
da noção de desenvolvimento sustentável.
Tipos de Políticas Ambientais
• Os 3 tipos de políticas ambientais:
– Regulatórias
– Estruturadas
– Indutoras de comportamento
Tipos de Políticas Ambientais
• Regulatórias
– Elaboração de legislação específica para
estabelecer ou regulamentar normas e regras
de uso e acesso ao ambiente natural e seus
recursos, bem como à criação de aparatos
institucionais que garantam o comprimento da
lei.
Tipos de Políticas Ambientais
• Estruturadas
– Implicam na intervenção direta do poder público
ou de organismos não-governamentais na
proteção ao meio ambiente.
– Exemplo:
• Criação de unidades de conservação; financiamento
de projetos e zoneamento ecológico.
Tipos de Políticas Ambientais
• Indutoras de comportamento
– Objetivam influenciar o comportamento de indivíduos ou
grupos sociais.
– São normalmente identificadas com a noção de
desenvolvimento sustentável e são implementadas por
meio de linhas especiais de financiamento ou de políticas
fiscais e tributárias.
– São iniciativas destinadas a otimizar a alocação de
recursos.
– Buscam privilegiar certas práticas consideradas
ambientalmente corretas e inviabilizar aquelas que
podem resultar em degradação ecológica.
Crenças, Idéias e Valores
• O processo de formulação de políticas públicas é
influenciado pela percepção que os indivíduos têm
da realidade.
• As mudanças nas diretrizes e nos objetivos dessas
políticas não são definidas unicamente por
processos de inovação tecnológica e crescimento
econômico, mas também, por transformações nas
crenças, idéias e valores dominantes que formam
paradigmas sociais.
Crenças, Idéias e Valores
• O paradigma do desenvolvimento sustentável tem emergido
como um conjunto alternativo de crenças, idéias e valores
num processo de contestação à até então dominante
percepção do planeta como uma fronteira aberta de
recursos naturais ilimitados.
• Na economia neoclássica:
– O paradigma da fronteira aberta acreditava no
pressuposto de que o mercado livre maximizaria o bemestar social e providenciaria, pela inovação tecnológica e
substituição de matérias-primas, a postergação da
escassez absoluta para o futuro, indefinidamente.
Nova percepção da realidade
• Diversos atores sociais passaram a
compartilhar a percepção de que os
índices de desenvolvimento econômico e
de crescimento populacional ameaçavam
ultrapassar a capacidade de suporte do
planeta e de que era necessário definir
limites para o crescimento e repensar a
noção de desenvolvimento.
Abordagens filosóficas
• Ecocêntrica
– Vê a Terra como um ser vivo que a humanidade tem
a obrigação moral de salvar da degradação mediante
uma mudança radical de consciência.
• Instrumental
– Prega a proteção do planeta por seu valor
econômico, sem desafiar os fundamentos filosóficos
da sociedade industrial.
– O termo conservação é sinônimo de manejo eficiente
dos recursos com o objetivo de obter níveis ótimos de
produção sem ameaçar a reposição de seus
estoques.
– Comprometida com o discurso do progresso.
Ecocêntrica x Instrumental
• Corrente ecocêntrica
• Salve o Planeta.
• Corrente instrumental
• Maneje o Planeta.
• Atualmente, a corrente instrumental
apresenta uma hegemonia em relação à
corrente ecocêntrica.
A política e a gestão ambiental
• Os objetivos da política ambiental incidem
sobre os aspectos econômicos, sociais e
ambientais.
• Ao instituir uma política ambiental, é
necessário que o governo estabeleça os
objetivos, defina as estratégias de ação, crie
as instituições e estrutura legislativa que a
contém e que orienta sua aplicabilidade.
A política e a gestão ambiental
• Nos últimos anos, o conceito de gestão ambiental vem
sendo utilizado para incluir, além da gestão pública do meio
ambiente, os programas de ação desenvolvidos por
empresas e instituições não-governamentais, dentro dos
modernos princípios de proteção do meio ambiente.
• Dessa forma, o conceito de gestão ambiental tem evoluído
na direção de uma perspectiva de gestão compartilhada
entre os diferentes agentes envolvidos e articulados em
seus diferentes papeis.
Gestão Ambiental
• Gestão ambiental é, portanto, um processo
político administrativo de responsabilidade
do poder constituído, destinado a, com
participação social, formular, implementar
e avaliar políticas ambientais a partir da
cultura, realidade e potencialidade de cada
região, em conformidade com os
princípios
do
desenvolvimento
sustentável.
Os instrumentos
de gestão
ambiental da
política de meio
ambiente
Os instrumentos de gestão ambiental da
política de meio ambiente
•
•
•
•
•
•
•
•
Licenciamento ambiental
Fiscalização ambiental
Qualidade ambiental
Monitoramento da qualidade ambiental
Unidades de conservação e biodiversidade
Planejamento e zoneamento ambiental
Educação ambiental
Avaliação de impacto ambiental
Licenciamento ambiental e o
controle das atividades poluidoras
• Definição (art. 10, Lei 6938/91):
– “A construção ou instalação e funcionamento
de estabelecimentos e atividades utilizadoras
de recursos ambientais, consideradas efetiva
ou potencialmente poluidoras, bem como os
capazes de, sob qualquer forma, causar
degradação ambiental, dependerão de prévio
licenciamento por órgão estadual
competente, integrante do SISNAMA, e do
IBAMA em caráter supletivo, sem prejuízo de
outras licenças exigíveis.”
Licenciamento ambiental e o
controle das atividades poluidoras
• O sistema consiste na emissão de 3
licenças sucessivas:
– Licença Prévia (LP)
– Licença de Instalação (LI)
– Licença de Operação (LO)
Fiscalização ambiental
• O objetivo central em programas de fiscalização
ambiental é mudar o comportamento social para
que os requerimentos sejam cumpridos.
• Atingir esse objetivo envolve motivação,
estímulo à mudança de atitudes, remoção de
barreiras e redução de fatores que encorajem o
não-cumprimento da legislação.
Fiscalização ambiental
• Os mecanismos de comando e controle
utilizados no sistema de licenciamento e de
controle ambiental no Brasil têm na fiscalização
a base para que tanto o Ibama quanto os
sistemas ambientais estaduais e municipais
tenham poder de polícia para fazer cumprir os
requerimentos legais, especialmente no que diz
respeito aos padrões de emissão e à imposição
de multas aos infratores.
Fiscalização ambiental
• O conjunto de ações necessárias ao atendimento da
legislação e dos requerimentos envolve:
– Inspeções usadas para aferir o nível de cumprimento de medidas de
controle e detectar violações dos padrões ambientais exigidos;
– Negociações para desenvolver cronogramas de atendimento e
ajustes que viabilizem o cumprimento dos regulamentos;
– Ações legais, necessárias à imposição do cumprimento ou
conseqüências para as violações da lei, ou colocar em risco a saúde
pública ou a qualidade ambiental;
– Promoção de programas educacionais, assistência técnica e outras
medidas para encorajar o cumprimento dos requerimentos;
– Divulgação do desempenho ambiental.
Qualidade ambiental
• É o estado do meio ambiente numa
determinada área ou região.
• Refere-se aos resultados dos processos
dinâmicos e interativos dos componentes
físicos, bióticos, sociais e econômicos.
• A Lei 6938/91 estabeleceu os padrões
ambientais nacionais para a qualidade do
ar e das águas.
Monitoramento da Qualidade
Ambiental
• O monitoramento é destinado a apoiar as
ações de controle ambiental para a
divulgação dos resultados à população,
envolvendo atividades de campo,
laboratório, produção de normas técnicas
e padrões específicos.
Monitoramento da Qualidade Ambiental
Fontes de informação
Vantagens
Desvantagens
Inspeção conduzidas 1) Provêem as mais relevantes 1) Alto custo de operação.
por técnicos de órgãos
informações.
ambientais
Automonitoramento e 1) Extensas informações.
relatórios realizados
2) Dividem os custos.
pelo próprio agente ou 3) Ampliam nível de
fonte poluidora
gerenciamento.
Apoio de cidadãos e
organizações
comunitárias
1) Dependem da integridade
da fonte.
2) Ampliam o papel e os
custos.
1) Detectar violações.
1) Esporádico.
2) Participação da comunidade 2) Baixa qualidade de
e ONGs.
informação.
Monitoramento de área 1)
realizada por órgãos
ambientais ou
2)
instituições parceiras
Detecta possíveis violações
sem visitar fontes.
Útil para determinar os
resultados do controle
ambiental.
1) Dificuldade de prover
correlação entre poluição
e fontes.
2) Obter informações
precisas.
Unidades de conservação e
Biodiversidade
• Instrumentos da política ambiental destinados à
proteção dos espaços territoriais pelo poder
público (CONAMA 011/87).
• Uma política ambiental conseqüente e eficaz
abrange não apenas ações de controle da poluição
e degradação ambiental, mas, da mesma forma,
incorpora ações previstas voltadas para a
conservação dos recursos naturais, a fim de
manter sistemas e processos naturais.
Planejamento e Zoneamento
Ambiental
• O planejamento é um processo dinâmico e
permanente, destinado a identificar e organizar em
programas coerentes o conjunto das ações
requeridas para a gestão ambiental.
• Seu objetivo é organizar e orientar o uso dos
recursos ambientais de uma determinada área e a
distribuição das atividades humanas.
Educação Ambiental
• A educação ambiental formal e não-formal
devem tratar das dimensões físico-bióticas,
socioeconômicas e culturais do meio
ambiente e do desenvolvimento humano,
inclusive da dimensão espiritual.
• Deve ser desenvolvida através de grupos
consultivos para coordenar as atividades
educativas.
Avaliação de Impacto Ambiental
• O impacto ambiental é qualquer alteração das
propriedades físicas, químicas e biológicas do meio
ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou
energia resultante das atividades humanas que, direta ou
indiretamente, afetem:
–
–
–
–
–
(i) a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
(ii) as atividades sociais e econômicas;
(iii) a biota;
(iv) as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;
(v) a qualidade dos recursos ambientais.
• (Resolução CONAMA 001/86)
Avaliação de Impacto Ambiental
• O impacto ambiental pode ser visto como
parte de uma relação de causa e efeito.
• Pode ser considerado como a diferença
entre as condições ambientais que
existiriam com a implantação de um projeto
proposto e as condições ambientais que
existiriam sem essa ação.
Instrumentos
Econômicos de
Gestão
Ambiental
Princípio Poluidor-Pagador
• A aplicação do princípio atribui ao poluidor
a responsabilidade pelas despesas
relativas aos serviços públicos executados
pelo ESTADO para que as condições do
meio ambiente permaneçam aceitáveis.
• O poluidor deve arcar com o ônus
financeiro proporcional às alterações que
provoca no ambiente.
Princípio Poluidor-Pagador
• O PPP tem a vantagem de incidir sobre o
poluidor inicial.
• É amplamente utilizado em diversos
países, particularmente para reduzir a
poluição da água e do ar.
• Até agora, não foi aplicado aos problemas
ambientais globais.
Cobrança ou Taxação de
Poluição
• Os custos ambientais não são
espontaneamente assumidos pelos poluidores
e, portanto, não são incluídos nos custos de
produção.
• Nessa modalidade, a cobrança deve ser
realizada por meio de taxação ou de tarifação
sobre os processos produtivos poluidores para
que internalizem os danos ambientais causados.
Cobrança ou Taxação de
Poluição
• O efeito do aumento de custo no processo produtivo
força uma redução dos níveis de produção.
• Dessa maneira, o agente poluidor é forçado a implantar
sistemas de controle de poluição para gerar volumes
maiores de produção.
• Se fixadas a um nível igual ao custo social ótimo, as
taxas permitem um ajustamento automático das
atividades poluidoras e maximizam os ganhos coletivos.
Mecanismos de Mercado
• O incentivo de direitos de emissão enquadra-se
como mecanismo de mercado de controle de
poluição à medida que procura ir de encontro do
interesse privado, para induzir a adoção de
soluções de controle.
• O programa de negociação de emissão baseiase no chamado “CRÉDITO DE REDUÇÃO DE
EMISSÕES”.
Mecanismos de Mercado
• O crédito de redução de emissões são títulos que podem
ser negociados para atender políticas de controle de
poluição ambiental.
Política de direitos de Permite que novas fontes de poluição sejam implantadas
emissão
e operem em áreas que não estão atendendo aos padrões
de qualidade, desde que adquiram créditos de redução de
emissões de fontes existentes.
Política do conceito Permite que as fontes de poluição existentes satisfaçam
bolha
aos planos estaduais de controle, através de tecnologia de
controle de emissões e crédito de redução de emissão.
Política do conceito Permite que os créditos de redução de emissão ganhos
malha
com o controle de outras fontes de poluição na mesma
fábrica sejam utilizados no controle de suas emissões.
Seguros Ambientais
• Consiste no estabelecimento de uma caução
associada à garantia da aplicação dos
procedimentos de recuperação ambiental de
áreas degradadas ou ao cumprimento das regras
ambientais.
• Podem estar articuladas com um processo de
reciclagem ou com a devolução de embalagens,
sendo uma possibilidade a ser desenvolvida para
as atividades minerais.
A produção mais
limpa e a
ecoeficiência
P+L
• A Produção mais Limpa (P+L) é a aplicação contínua de
uma estratégia ambiental preventiva integrada, aplicada
a processos, produtos e serviços, para aumentar a
eficiência global e reduzir riscos para a saúde humana e
o meio ambiente.
• A Produção mais Limpa pode ser aplicada a processos
usados em qualquer indústria, a produtos em si e a
vários serviços providos na sociedade.
P+L
• Para processos de produção:
– a P+L resulta em medidas de
• conservação de matérias-primas, água e
energia;
• eliminação de substâncias tóxicas e matériasprimas perigosas;
• redução da quantidade e toxicidade de todas
as emissões e resíduos na fonte geradora.
P+L
• Para produtos:
– a P+L visa:
• reduzir os impactos ambientais e de saúde,
ao longo do ciclo de vida do produto, desde
a extração das matérias-primas até sua
disposição final, através de design
adequado aos produtos.
P+L
• Para serviços:
– a P+L incorpora:
• a preocupação ambiental no projeto e na
realização dos serviços.
P+L
• As ações de P+L são incursões aos processos
produtivos com visão crítica, de modo a identificar
oportunidades de melhoria.
• As estratégias de P+L são resultado da mudança de
enfoque na abordagem da questão ambiental no âmbito
das empresas, antes focado no controle da
contaminação, passando-se a privilegiar a
prevenção.
Ecoeficiência
• A ecoeficiência atinge-se através da oferta de
bens e serviços a preços competitivos, que, por
um lado, satisfaçam as necessidades humanas e
contribuam para a qualidade de vida e, por outro,
reduzam progressivamente o impacto ecológico e
a intensidade de utilização de recursos ao longo
do ciclo de vida, até atingirem um nível, que pelo
menos, respeite a capacidade de sustentação
estimada para o planeta Terra.
» World Business Council for Sustainable Development (2000).
Ecoeficiência
• Objetivos:
– Redução de consumo;
– Redução de impacto na natureza;
– Melhoria do valor do produto ou serviços.
Ecoeficiência
• Fatores para se alcançar com êxito a ecoeficiência:
–
–
–
–
–
–
–
Reduzir a intensidade de uso de materiais;
Diminuir a demanda intensa de energia;
Reduzir a dispersão de substâncias tóxicas;
Incentivar a reciclagem dos materiais;
Maximizar o uso sustentável dos recursos renováveis;
Prolongar a vida útil dos produtos;
Incrementar a intensidade de serviços.
Ecoeficiência
• Existem 4 áreas que proporcionam possibilidades para
melhorar a ecoeficiência:
– Reorientação dos processos;
– Revalorização dos subprodutos;
– Redesenho dos produtos;
– Recolocação dos mercados.
Ecoeficiência
• De maneira simplificada, pode dizer-se que a ecoeficiência
consiste em produzir mais com menos, reduzindo consumo
de materiais e energia, a geração de resíduos e a liberação
de poluição, assim como os custos de operação e as
possíveis responsabilidades por danos a terceiros.
• Do ponto de vista da empresa,
– ter uma P+L ou ecoeficiência é um diferencial competitivo em
relação às empresas que não procuram inovar.
– Uma empresa inovadora transforma o que é visto tradicionalmente
como “constrangimento ambiental” em novas “oportunidades de
negócios”.
Sistemas de
gestão ambiental
Gestão Ambiental
• É o principal instrumento para se obter um desenvolvimento
industrial sustentável.
• Está profundamente vinculado a normas elaboradas pelas
instituições públicas.
Sistema de Gestão Ambiental
(SGA)
Política
Ambiental
Reativa
Métodos
Corretivos
Política
Ambiental
Pró-ativa
Métodos
Preventivos
SGA
• Em função da cultura ambiental predominante
nas empresas, a maior parte dos esforços
tecnológicos e financeiros que são aplicados nos
SGA está ligada à aplicação de técnicas
corretivas.
• Exemplo:
–
–
–
–
Reciclagem
Armazenamento de resíduos
Filtragem de emissões
Depuração e etc.
SGA
• Para conseguir alcançar o desenvolvimento
sustentável, é necessário que as medidas
corretivas sejam substituídas por políticas
preventivas.
• Uma das melhores maneiras de diferenciar
os produtos que respeitam o meio ambiente
é a adoção de um “selo verde”.
Rotulagem Ambiental
Principais selos ecológicos mundiais
País
Selo
Ano
Comunidade Européia
Ecolabel
1992
Suécia
Environmental Choice
1990
Suécia
Nordic Swan
1986
Canadá
Ecological Choice
1988
Alemanha
Blue Angel
1977
EUA
Green Seal
1990
Japão
Eco-Mark
1989
França
NF Environment
1989
ISO 14.000
• Em 1991 a ISO criou um Grupo Assessor
Estratégico sobre Meio Ambiente (Strategic
Advisory Group on Environment – SAGE), para
analisar a necessidade de desenvolvimento de
normas internacionais na área do meio ambiente.
• Em março de 1993, a ISO estabeleceu o Comitê
Técnico de Gestão Ambiental para desenvolver
uma série de normas internacionais de gestão
ambiental, a exemplo do que já vinha sendo feito
com a série ISO 9.000 de Gestão de Qualidade.
ISO 14.000
• A ISO 14000 é a norma através da qual, as
empresas ou interessados se autodeclararão em
conformidade ou buscarão certificação junto a
terceiros.
• A norma descreve os requisitos básicos de um
Sistema de Gestão Ambiental.
O principal uso da ISO 14.000 é a certificação junto
a uma terceira entidade, embora ela possa ser
usada internamente com finalidades de
autodeclaração e para o atendimento a demandas
específicas.
ISO 14.000
• Uma certificação ISO 14.000 não garante que uma
empresa ou ente em particular, alcance o melhor
desempenho ambiental possível.
• Ela somente atesta que foram instalados os
elementos básicos de um sistema de gestão
ambiental.
• As melhorias contínuas a que se faz referência na
norma reportam-se a melhorias continuas no
sistema gerencial, e não no desempenho ambiental
diretamente.
ISO 14.000
• A finalidade principal de um sistema de gestão
ambiental é a de fornecer a uma organização um
processo estruturado e um contexto de trabalho
com os quais ela possa alcançar e controlar
sistematicamente o nível de desempenho ambiental
que estabelecer para si.
• O nível real de desempenho, os sucessos e o
resultado em relação a todo o entorno, depende do
contexto econômico, da regulamentação e de outras
circunstancias que impactam direta e indiretamente
o processo.
ISO 14.000
• Em relação a certificação ISO 14.000, para que um
Sistema de Gestão Ambiental possa ser certificado,
a empresa, através de sua política ambiental, deve
estar comprometida em atender 3 requisitos
mínimos, sendo eles:
– Comprometimento à melhoria contínua;
– Comprometimento à prevenção a poluição;
– Comprometimento ao atendimento da legislação
ambiental.
SGA
• A adoção de SGA nas empresas deve vir
acompanhada de uma mudança cultural, em
que as pessoas têm que estar mais envolvidas
com a nova perspectiva.
• Nesse sentido, alguns hábitos e costumes
arraigados que são consolidados no ambiente
externo das empresas devem ser combatidos e
outros positivos devem ser assimilados pelo
conjunto da organização.
Marketing verde
ou ecológico
Consciência ambiental
• Aumento da consciência ambiental:
– Consolidou um novo tipo de consumidor, preocupado
com o meio ambiente.
• Esse novo consumidor manifesta suas
preocupações no ato de comprar:
– Busca produtos considerados ambientalmente
corretos.
– Valoriza empresas ambientalmente responsáveis.
– Paga mais por produto ecologicamente correto.
Conceito de Marketing Ecológico
• Corrente do Marketing envolvida com as
necessidades recentes do cliente-cidadão
consciente da importância da preservação da
natureza.
• O conceito de marketing está diretamente
relacionado com a premissa de que qualquer
empresa que desempenhe uma atividade na
sociedade é responsável diante dela pelos
produtos ou serviços que presta.
Público-alvo
•
•
•
•
•
•
•
Cliente
Grupos ambientalistas
Fornecedores
Distribuidores
Governo
Comunidade do entorno da fábrica
Etc.
Empresa X MKT
• O mkt ambiental é uma mudança de perspectiva
na forma de fazer negócios.
• Exige uma responsabilidade e um compromisso
ambiental global.
• A empresa, antes de lançar-se em um programa
de mkt ambiental, deve começar o processo de
consciência interna, adquirindo um compromisso
de gestão da qualidade total.
Os 5 P do MKT
• Produto
• Preço
• Ponto de venda
Os 4 P
tradicionais
do MKT
• Promoção
• Plus
É o algo a mais
Posicionamento de marcas
ecológicas
• Começar já é metade de toda ação
(provérbio grego).
• O único lugar onde o sucesso vem antes
do trabalho é no dicionário (Eistein).
• Se consegui enxergar mais longe é
porque procurei ver acima dos ombros
dos gigantes (Newton).
Artigo 1
A gestão ambiental nas
indústrias brasileiras: um estudo
de caso.
Empresa
• Tetra Pak
– Líder de mercado
– Praticamente não tem concorrente
• Visão
– Tornar-se e manter-se líder mundial em processamento e
envase de alimentos líquidos e viscosos.
• Missão
– Contribuir, juntamente com nossos clientes e fornecedores, para
a produção e distribuição de alimentos líquidos e viscosos aos
consumidores de todo o mundo, de forma segura, eficiente e em
harmonia com o meio ambiente.
Caracterização do problema
• Embalagem
– Papel
– Plástico
– Alumínio
– Pigmentos orgânicos
• Transporte
• Coleta
Gestão ambiental
• Enfoque no ciclo de vida do produto.
• A empresa atua como importante personagem
na própria comunidade.
• Excelência Tetra Pak
– Não se traduz apenas em melhorar a sua eficiência e
seus resultados, mas também assegurar vantagem
competitiva aos seus clientes e valorizar nossas
pessoas.
• A diretoria de MA ocupa a mesma importância e
autonomia das demais.
Gestão ambiental
• 3 pontos principais:
– Atender e exceder continuamente as
expectativas.
– Eliminar os perigos através de melhoria
contínua.
– Reduzir continuamente os impactos
ambientais.
Gestão ambiental
• Pontos fundamentais (interno):
– Participação dos funcionários da empresa.
– Campanhas e treinamento contínuo
– Palestras mensais
– Dia do MEIO AMBIENTE
Gestão ambiental
• Pontos fundamentais (externo):
– Coleta seletiva
• Incentivo
– Auditoria e controle orçamentário
– Responsabilidade social
• Programas “Combata a Dengue”
– Marketing
Interpretação dos fatos
• Filosofia
– Mais ecocêntrico do que instrumental
• Estágio da empresa
– Pró-ativa
• Tipo de enfoque:
– “end of pipe” e prevenção
Interpretação dos fatos
• Ecoeficiência
– Realiza
• Revalorização dos subprodutos
• Reorientação dos processos
• Recolocação dos mercados
– Não realiza
• Redesenho dos produtos
Artigo 2
Introduzindo práticas de
produção mais limpa em
sistemas de gestão ambiental
certificáveis: uma proposta
prática.
Empresa
• Refinaria de petróleo.
– Petrobrás S. A.
– Localizada no Nordeste.
– Produz 36 tipos diferentes de produtos.
Estudo
• Análise quantitativa de alguns focos de
impacto ambiental.
• Levantamento de dados
– Ferramenta
• estatística
– Fatores importantes
• Freqüência dos eventos
• Potencial de gerar resíduos
Análise dos dados
• A empresa está no limite entre os enfoques de
fim de tubo, tratamento e disposição, e os
processos de reciclagem e reaproveitamento
dos resíduos.
• Esse fato é compatível com a estratégia
ambiental, onde a ênfase atual está voltada para
a normalidade operacional do sistema de
tratamento de efluentes, de modo a garantir o
atendimento da legislação ambiental.
Análise dos dados
• Permanecendo desta forma, o Sistema de
Gestão Ambiental corre o risco muito
acentuado de conviver por muito tempo
com procedimentos inadequados ou
pobres do ponto de vista de performance
ambiental.
Interpretação dos fatos
• Filosofia
– Instrumental
• Estágio da empresa
– Reativa
• Tipo de enfoque:
– “end of pipe”
Nascentes
e
Mananciais
Nascentes
• Entende-se por nascente o afloramento do
lençol freático, que vai dar origem a uma
fonte de água de acúmulo (represa), ou
cursos d’água (regatos, ribeirões e rios).
• A nascente ideal é aquela que fornece
água de boa qualidade, abundante e
contínua, localizada próxima do local de
uso e de cota topográfica elevada,
possibilitando
sua
distribuição
por
gravidade, sem gasto de energia.
Nascentes
• O manejo de bacias hidrográficas deve contemplar a
preservação e melhoria da água quanto à quantidade e
qualidade, além de seus interferentes em uma unidade
geomorfológica da paisagem como forma mais adequada
de manipulação sistêmica dos recursos de uma região.
• As nascentes, cursos d’água e represas, embora distintos
entre si por várias particularidades quanto às estratégias de
preservação, apresentam como pontos básicos comuns o
controle da erosão do solo por meio de estruturas físicas e
barreiras vegetais de contenção, minimização de
contaminação química e biológica e ações mitigadoras de
perdas de água por evaporação e consumo pelas plantas.
Nascentes
• Quanto à qualidade, deve-se atentar que, além da
contaminação com produtos químicos, a poluição
da água resultante de toda e qualquer ação que
acarrete aumento de partículas minerais no solo,
da matéria orgânica e dos coliformes totais pode
comprometer a saúde dos usuários – homem ou
animais domésticos.
• Deve-se estar ciente de que a adequada
conservação de uma nascente envolve diferentes
áreas do conhecimento:
– hidrologia, conservação do solo, reflorestamento, etc.
Mananciais
• Mananciais de água são as fontes,
superficiais ou subterrâneas, utilizadas
para
abastecimento
humano
e
manutenção de atividades econômicas.
• As áreas de mananciais compreendem as
porções do território percorridas e
drenadas pelos cursos d´água, desde as
nascentes até os rios e represas.
Mananciais de São Paulo
• Para dar conta do abastecimento atual de
sua população, são necessários oito
sistemas produtores de água, que
produzem aproximadamente 68 mil litros
de água por segundo (ou 5,8 bilhões de
litros de água por dia), uma quantidade de
água suficiente para encher 2.250
piscinas olímpicas por dia.
Mananciais de São Paulo
A RMSP importa mais da metade da água
que consome da Bacia do Rio Piracicaba:
Sistema Cantareira - que está a mais de 70 Km do
centro de São Paulo e conta com seis represas
interligadas por túneis.
O restante da água é produzida pelos
mananciais que ainda restam na região:
Billings, Guarapiranga e cabeceiras do Rio Tietê - e
que sofrem intenso processo de ocupação, a
despeito da Lei de Proteção aos Mananciais.
Mananciais de São Paulo
A quantidade de água produzida para abastecimento está
muito próxima da disponibilidade hídrica dos mananciais
existentes.
Essa pequena folga coloca a região em uma situação frágil,
onde um período de estiagem mais prolongado pode
resultar em racionamento de água para grande parte da
população.
E, em pouco tempo, a região precisará de mais água.
Porém, novas fontes de água dependem de construção de
represas, que demandam áreas para serem alagadas,
tempo e recursos financeiros que são pouco acessíveis
atualmente, o que reforça a necessidade de preservação e
uso adequado dos mananciais existentes.
Preservação das nascentes
• Proteção do solo
• Proteção da vegetação
– A mata ciliar não deve ser plantada em cima
da nascente. Respeitar um espaço mínimo de
30 m de distância.
• Construção de fossas sépticas nas
residências rurais
• Controlar o uso de defensivos agrícolas
• Construção de cercas, fechando a área
da nascente.
Zona Saturada do solo
• Formada por material poroso onde todos
os espaços, ou praticamente todos, são
preenchidos por água.
Zona Saturada
• Aqüífero
– Formação que contenha água subterrânea e
seja
suficientemente
permeável
para
transmiti-la em quantidade utilizável.
Aqüífero Guarani
Aqüíferos
• Não-confinado
– Lençol freático
– Superfície livre
• Submetida à pressão atmosférica
Aqüíferos
• Confinado
– Limitado por camadas
– Submetido à pressão
• Caracterizada
pela
superfície piezométrica
– Aqüífero artesiano
• A água flui para fora
dos
poços
sem
bombeamento.
Ciclo hidrológico
Ciclo Hidrológico
precipitação
transpiração
evaporação (interceptação)
evaporação infiltração
zona de aeração
ou
zona não saturada
percolação
escoamento
superficial
fluxo
ascendente
lençol freático
zona saturada
rocha de origem
escoamento
sub-superficial
Bibliografia
1. AB´SABER, A. N.; PLANTENBERG, C. M. (coord.). Previsão de
impactos.
2. BASSOL, J. Produção mais Limpa, uma ferramenta para o
desenvolvimento sustentável, com a conscientização e participação do
setor produtivo. <www.brasilpnuma.org.br/pordentro/artigos_019.htm>
3. BRAGA, B. et al. Introdução à engenharia ambiental.
4. CUNHA, S. B.; GUERRA, A. J. T. (coord.). A questão ambiental:
diferentes abordagens.
5. DIAS, R. Gestão ambiental: responsabilidade social e
sustentabilidade.
6. GOLDEMBERG, J. Energia, meio ambiente e desenvolvimento.
7. LORA, E. E. S. Prevenção e controle da poluição nos setores
energético, industrial e de transporte.
8. PHILIPPI JR, A.; PELICIONI, M. C. F. (coord.). Educação ambiental e
sustentabilidade.
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Fundamentos do meio ambiente