www.jhoje.com.br LOCAL 07 Cascavel, 24 de março de 2013 VITÓRIO ARAÚJO JÁ SÃO, PELO MENOS, 20 ANOS DE ESPERA Moradores cobram asfalto de rua com dois nomes ua Vitório Araújo ou Rua Hélio Willy Fauth. Ambos os nomes denominam uma rua em que o problema é único, mas gera bastante transtorno: a falta de asfalto. O que era para ser a entrada do Bairro 14 de Novembro, em Cascavel, acabou no abandono. Há pelo menos 20 anos a dona de casa Jeni dos Santos espera pela pavimentação. “É horrível sem asfalto, o barro que a gente precisa enfrentar em dias de chuva. Já sofremos bastante com isso, mas até agora, nem sinal de mudança”, lamentou. Apenas algumas pedras foram jogadas na rua para tentar amenizar o barro e a poeira, mas pouco adiantou. “Quando chove, forma uma poça bem grande na entrada, os carros mal conseguem passar”, comentou. A rua, que fica ao lado da área de preservação que rodeia o Rio Quati, ainda é invadida pelo mato. “O problema é que os marginais aproveitam para entrar e fumar droga. É um perigo”, reclamou. Como o serviço da roçada não é feito, o trabalho de acabar com o mato fica por conta de um bezerrinho, cuidado por outro morador. “É claro que na área de preservação é preciso ter muito verde, mas não mato invadindo a rua, já chega não ter asfalto”, disparou o pedreiro Francisco Stein. A reportagem entrou em contato, via Secom (Secretaria de Comunicação), para saber da Secretaria de Obras quando a R AÍLTON SANTOS Sem asfalto, moradores sofrem com o barro pavimentação será feita e também com a Secretaria de Planejamento sobre o fato de a rua ter dois nomes, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. (Tatiane Bertolino) 08 LOCAL www.jhoje.com.br Cascavel, 24 de março de 2013 SOFRIMENTO HISTÓRIA DE VIDA DE “MAURO” É MARCADA POR VIOLÊNCIA E ABANDONO Osmar procura família separada há 35 anos FOTOS: AÍLTON SANTOS “ primeira lembrança que tenho é do meu pai trabalhando na lavoura de feijão. Após colher, ele os colocou expostos ao sol, para secar. Ele saiu e deixou aos cuidados do meu irmão mais velho, que se descuidou e não os protegeu da chuva. Quando meu pai retornou, ficou furioso e começou a espancar minha mãe. Meu irmão se atravessou e meu pai começou a bater nele. Muito. Ele caiu no chão e ele pisava em seu peito. O fim da história é que meu irmão foi parar no hospital, muito mal, e meu pai na cadeia”, conta o aposentado Osmar Lindolfo da Cruz. “A última coisa que ele falou foi que mataria minha mãe quando saísse. Apavorada, ela fugiu do sítio onde morávamos e nos abandonou. Foi aí que minha história começou”. Osmar não se lembra bem onde morava com a primeira família, pois na época tinha entre quatro e cinco anos. Por intermédio de investigações recentes, ele acredita que residia em uma área rural próxima aos municípios de São José das Palmeiras ou São Clemente, em uma fazenda intitulada com algo semelhante a “Sestak”. No entanto, são somente especulações. O fato é que o espancamento do irmão foi o clímax do roteiro da infância dele, apagando as memórias anteriores que normalmente são raras. As restantes, foram ofuscadas pelo ato de violência extre- A Osmar hoje aos 40 anos de idade Algumas pistas Após o interesse em reencontrar a família biológica, Osmar da Cruz apurou algumas informações que podem ser úteis na busca, mesmo correndo o risco de não serem verdadeiras. Na época em que sua mãe os abandonou, o radialista Lourival Neves – famoso na região irradiou matérias procurando a mulher que deixou os filhos na casa da dona Sebastiana. Outra dica é que um dos cinco irmãos dele teria sido adotado por alguém com o sobrenome “Cattani”. Sobre o pai biológico, especula-se que ele tinha dois apelidos: “Sinhozinho” e “Sergipano” – o que pode ser o estado de origem dele. O fato ganha força com o depoimento que o próprio Osmar ouviu da filha da dona Sebastiana, há pouco tempo. “Ela me contou que eu falava ‘maínha’ e ‘painho’. Como eu tinha essa fala diferente e carregada, os filhos da Sebastiana adoravam conversar comigo. Posso ter adquirido esse sotaque do meu pai, mas não acredito que morava no nordeste também”, disse. Quem tiver alguma pista ou quiser ajudar, entre em contato com o Hoje no (45) 3321-1000 ou para o próprio Osmar, no (45) 9949-0224. (P.S) ma. “Não sei por quanto tempo andamos. Lembro-me de minha mãe e meus irmãos caminhando juntos por uma estrada rural. Meu pai fumava e me lembro de que quando avistávamos uma brasa distante ao fundo nos escondíamos no cafezal. Minha mãe sempre achava que poderia ser meu pai voltando”, conta. Depois disso, ele se recorda de pouco e só sabe que chegou a Cascavel. Estima-se que o ano era 1976 ou 1977. A primeira parada da família foi na casa da dona Sebastiana, localizada no Parque São Paulo, ao lado em um antigo albergue do bairro. “Éramos quatro irmãos. Lembro que minha mãe pediu para o meu irmão João me deixar na casa da dona Sebastiana. E ele me deixou. Depois disso nunca mais os vi ”, disse. Na época, ele se chamava Mauro. “A lembrança que tenho do meu antigo nome é exatamente essa, quando na despedida me chamaram de Mauro”, diz. Entre idas e vindas para o Recanto da Criança, próximo da casa onde foi deixado, Osmar foi adotado três vezes. Na primeira foi de- Osmar em seu primeiro registro fotográfico, feito pela família adotiva Aproximadamente um ano e meio após a adoção, ao lado do novo irmão; ele acredita que tinha sete anos na foto volvido e não se recorda muito. Na segunda, ele se lembra bem: “Um casal me adotou e ficou alguns dias comigo, mas acabou me devolvendo também. Como eu tive paralisia infantil, sequela da poliomielite, eles não quiseram uma criança como eu. Chorei muito, mas não teve jeito. Lembro da mulher me arrastando pela mão para a casa da dona Sebastiana”. Depois de muito tempo de sofrimento, Mauro encontrou uma família. “Só na terceira vez fui adotado pela minha mãe. Como não era registrado, eles me deram o nome de Osmar e estou aí até hoje e agora quero encontrar minha família biológica”, diz. Questionado sobre a origem do desejo tardio, ele explicou que recentemente conversou com uma senhora com uma história de vida parecida com a dele, o que lhe reacendeu a curiosidade sobre os familiares e seu paradeiro. “Nunca tive vontade, mas agora comecei a pesquisar e espero encontrá-los”, diz. Sobre quem gostaria de encontrar primeiro, Osmar responde com um sentimento de mágoa que, mesmo com o passar dos anos, não foi superado. “Quero encontrar meus irmãos. Já a minha mãe eu ainda tenho um sentimento de tristeza, por ter sido abandonado. Por várias vezes, após ser adotado, chorava muito de saudades delas. Doíame muito pensar que nunca mais a veria. Mesmo assim, se ela aparecer, gostaria de vê-la, afinal, mãe é mãe”. (Pedro Sarolli) www.jhoje.com.br LOCAL 09 Cascavel, 24 de março de 2013 URGÊNCIA VEÍCULOS ESTARIAM QUEBRADOS, O QUE PREJUDICA O ATENDIMENTO Ambulâncias sem manutenção fazem Samu pedir socorro ao Siate AILTON SANTOS falta de manutenção preventiva pode ser o fator que tirou de circulação neste fim de semana pelo menos quatro das sete ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de Cascavel. A estrutura ficou prejudicada porque os veículos estariam parados ou teriam sido enviados para o conserto, todos de uma única vez. A ambulância apenas para transportes também estava funcionando na manhã de ontem. Os problemas teriam se acentuado nos últimos dias, A quando os carros equipados para atendimento de urgência começaram a apresentar problemas. As ambulâncias estão todas na responsabilidade da Secretaria de Saúde de Cascavel. Para dar conta dos trabalhos, o Siate (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência) teria sido acionado para atendimentos em situações mais graves. O Hoje tentou contato com o secretário municipal de Saúde, Reginaldo Andrade, mas nenhuma ligação foi atendida. No Samu ninguém quis se manifestar sobre o LORENA MANARIN Hoje é o Dia Mundial da Tuberculose e o Dia Mundial da Juventude. A primeira data não sei como se comemora, mas o segundo é fácil demais, afinal, jovem vive em festa!! No encontro entre o Papa eleito Francisco e o Papa renunciante Bento XVI, ontem, parece que a conversa foi bem “papas” na língua!! A numerologia assunto e a informação repassada é que detalhes sobre essa situação só podem ser repassadas pelo setor administrativo, na segunda-feira. (Juliet Manfrin) Na sede provisória do Samu, duas ambulâncias estavam no estacionamento ontem, terceira estaria em atendimento Parada da Diversidade levanta bandeiras contra o preconceito Jovens estudantes, negros, dançarinos de capoeira, gays, lésbicas, deficientes, mulheres guerreiras e diversas pessoas que passavam pelo Centro de Cascavel paravam para olhar o diferente. Esse era o cenário do Calçadão da Avenida Brasil ontem pela manhã. Foi realizada ontem a primeira Parada da Diversidade no Município, com o intuito de pedir respeito à sociedade com o que é diferente. O coordenador do evento Jeferson Kaibers diz que pretende tornar o evento anual. “Temos que fazer a sociedade ter contato com o diferente, e não torcer o nariz quando encontra algo inusitado, todos têm o direito de ser como quer e gostar do que quiser, se tivermos apoio pretendemos fazer esse evento todos os anos e cada vez com mais participantes”, afirma. Amanda Carrara, participante do Movimento Mulher em Luta, diz que é de extrema importância um evento como esse para a sociedade. “Nós mulheres ainda sofremos muito preconceito, tem muita gente que pensa que não somos capazes de comandar uma empresa, por exemplo, temos que acabar com esse tabu, e só se acaba com isso se lutarmos” relata. (Larissa Ludwig) Se o presidente do Senado tivesse um lampejo de responsabilidade e resolvesse cortar 10% nas despesas da Casa, economizaria R$ 270 milhões. Valor que a maioria dos 5.564 municípios brasileiros não tem!! Na segurança Se cada vez que apreenderem uma boa quantidade de drogas, o governador vir a Cascavel elogiar o pessoal, logo poderemos ser a Capital do Estado, com Beto direto aqui! Para saber Comentam que todo fósforo existente no corpo humano seria suficiente para a fabricação de 3 mil palitos de fósforos. Portanto, fique aceso!! Loira gelada Quem bebe sabe bem o que eu vou dizer: é uma cerveja que deixa o cara bebum. O ruim é ter certeza se é na vigésima ou vigésima primeira garrafa!!! Trânsito feliz Sabia que os furões só darão um “furo” no orçamento pela multa aplicada a quem não sabe ainda que o sinal vermelho significa pare?!!! Só risos EM CASCAVEL UGT inaugura nova sede A UGT (União Geral dos Trabalhadores) realizou ontem a cerimônia de inauguração da sede da Regional Oeste UGTParaná. O objetivo de se construir uma nova sede foi para regionalizar mais as UGTs, pois assim os presidentes nacionais têm uma ideia maior dos problemas que ocorrem nas cidades e nos estados por meio de seus representantes regionais. O secretário de relações institucionais, da UGT Nacional, Bom-dia! A conversa INÉDITO Evento foi realizado no Calçadão da Avenida Brasil [email protected] Miguel Salaberry, diz que a luta do sindicato não é pelos donos de empresas e bancários, mas sim pelo povo que sofre às vezes por injustiças causadas por elas. “Hoje nossas principais lutas são pela redução das taxas de juros do cartão de crédito e a diminuição da carga horária para 40 horas semanais. Essas lutas são todas em beneficio da população, esse é nosso papel, identificar os problemas e tentar resolver”, afirma. (Larissa Ludwig) Certa vez Joaquim, um anão muito paquerador, resolve dar um passeio na praia. Ele passa o fim de semana todo na praia, na volta é recebido pelos amigos que também eram anões, e eles nunca foram à praia, muito curiosos, perguntam para o Joaquim: - E aí, como é lá? O Joaquim responde: - Muito legal, tinha cada joelho!! Avaliação Tão interessante quanto ler esta coluna é ver que todas as pessoas do mundo têm pelo menos uma coisa em comum: são diferentes! LORENA MANARIN Encerrando Burocracia é a arte de criar obstáculos para conseguir facilidades! Representantes da UGT e algumas autoridades estavam presentes