CENTRO TECNOLÓGICO UNIVERSIDADE POSITIVO JOSÉ CARLOS GOMES JÚNIOR LUCIANA RAMOS DOS SANTOS MARCELO TADEU AMORIM NÍLVIA SILVA URBANETZ DE ARAÚJO VANESSA BELOTTI PLANO DE NEGÓCIOS RECICLAGEM DE LIXO NAS EMPRESAS CURITIBA 2010 JOSÉ CARLOS GOMES JÚNIOR LUCIANA RAMOS DOS SANTOS MARCELO TADEU AMORIM NÍLVIA SILVA URBANETZ DE ARAÚJO VANESSA BELOTTI PLANO DE NEGÓCIOS RECICLAGEM DE LIXO NAS EMPRESAS Trabalho apresentado como requisito à obtenção do grau de Tecnólogo em Gestão Comercial do Programa Graduação em Gestão Comercial, de Curitiba, da Universidade Tecnológica Positivo. Orientador: Prof.ª Deise L. Farias Hofmeister CURITIBA 2010 TERMO DE ANUÊNCIA Pelo presente Termo de Anuência, declaro estar de pleno acordo com as informações contidas neste projeto, o qual se apresenta apto a ser entregue à banca examinadora. Orientador: Professora Deise Hofmesteir Centro Tecnológico – Universidade Positivo ,_______________________________ Assinatura do Orientador Curitiba, 16 de Novembro de 2010. RESUMO O início deste trabalho se deu com base em transmitir algo realista e sustentável para a diminuição do lixo orgânico, um grande problema em alguns tipos de varejo. Estudos que apontam Supermercados e Shoppings Center como grandes geradores deste lixo orgânico, principal foco da existência da empresa cujo plano de negócios foi estruturado. Como se não bastasse mostra-se abaixo alguns fatos que comprovam que a ciência atual aponta diversos problemas da humanidade e não os resolve em definitivo. Por isso, o foco da nossa proposta é trazer algo sustentável. O conceito de desenvolvimento sustentável mundialmente conhecido é “O desenvolvimento que satisfaz as necessidades da geração presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades” (RELATÓRIO BRUNDTLAND, 1991, p 46). Assim quando nos propomos a criar uma empresa não temos como pretensão resolver o problema da sustentabilidade, mas sim ajudar a reduzir o problema dando um destino mais decente as sobras orgânicas de certos estabelecimentos, garantindo assim um processo coerente e de qualidade para reciclagem do mesmo. Esta atividade tem dois pontos principais aos clientes, como aponta o trabalho. O primeiro é a busca por manutenção de ambiente limpo e saudável para atividade do varejista, a outra é a busca por posicionamento da marca junto ao consumidor, como empresa consciente que busca a melhora da situação do meio-ambiente. A intenção da Pense Verde, nome da empresa para a qual estamos montando o plano de negócios, é fazer uma coleta seletiva de lixo e levar a uma usina de beneficiamento onde os materiais orgânicos, matéria-prima do nosso negócio, serão transformados em adubo, ajudando assim na tentativa de um futuro mais sustentável e menos gerador de lixo. Hoje um grande problema no planeta terra. Palavras-chave: Desenvolvimento Equilibrado. ABSTRACT The beginning of this work was made based on realistic and sustainable convey something to the reduction of organic waste, a major problem in some types of retail. Studies show that supermarkets and malls and large generators of organic waste, the main focus of the existence of the company whose business plan were structured. If nothing else shows up below some facts that prove that modern science points to several problems of humanity and not solving them permanently. Therefore, the focus of our proposal is to bring something sustainable. The concept of sustainable development world-known is development that meets the needs of present generations without compromising the ability of future generations to meet their own needs (Brundtland Report, 1991, p 46). So when we set up a business we cannot claim to solve the problem of sustainability, but rather to help reduce the problem by giving a more decent target the organic remains in certain establishments, thus ensuring a coherent process and quality for recycling. This activity has two main customers, as pointed out by the job. The first is an attempt to maintain clean and healthy environment for retail activity, the other is the search for brand positioning to consumers, as conscious company that seeks to improve the situation of the environment. The intention of the Think Green, company name, for which we are setting the business plan, is to do a garbage collection and lead to a processing plant where the organic matter, the raw material of our business will be turned into compost, helping in the attempt to a more sustainable future and produces less waste. Today, it‟s a big problem on planet earth. Word-keys: balanced development LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 - CICLO NATURAL DO LIXO................................................................... 16 FIGURA 2 - CICLO DE VIDA DO PLÁSTICO. .......................................................... 17 FIGURA 3 - RECICLAGEM DO VIDRO. ................................................................... 18 FIGURA 4 - RECICLAGEM DO ALUMÍNIO. ............................................................. 18 FIGURA 5 - RECICLAGEM DE MATERIAL ORGÂNICO. ......................................... 19 FIGURA 6 - RECICLAGEM DE MATERIAL ORGÂNICO.....................................19 FIGURA 7 - SLOGAN E CONCEITO....................................................................20 LISTA DE TABELAS TABELA 1 - ITENS DE OPERAÇÃO ......................................................................... 41 TABELA 2 - ITENS DE ESCRITÓRIO ....................................................................... 41 TABELA 3 - NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS ............................................................ 42 TABELA 4 - CUSTO SALÁRIO FIXO ........................................................................ 43 TABELA 5 - CUSTOS FUNCIONÁRIOS ................................................................... 46 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 9 1.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................. 10 1.1.1 Objetivos Específicos ...................................................................................... 10 1.2 JUSTIFICATIVA .................................................................................................. 10 1.3 METODOLOGIA ................................................................................................. 12 1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO .......................... 12 1.5 CRONOGRAMA ................................................................................................. 13 2 REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................... 14 2.1 TRIPÉ DA SUSTENTABILIDADE ........................................................................ 14 2.2 LIXO QUE PRODUZIMOS .................................................................................. 14 2.3 CICLO NATURAL DO LIXO ORGANICO ............................................................ 15 2.3.1 Ciclo de Vida do Plástico ................................................................................ 16 2.3.2 Ciclo de Vida do Vidro .................................................................................... 17 2.3.3 Ciclo de Vida do Alumínio ............................................................................... 18 2.3.4 Ciclo da Matéria Orgânica .............................................................................. 19 3 A EMPRESA - PENSE VERDE ............................................................................ 19 3.1 SLOGAN E CONCEITO ...................................................................................... 20 3.2 OBJETIVOS, CENÁRIO E ATIVIDADES............................................................. 20 3.3 PLANO DE NEGÓCIOS ...................................................................................... 22 3.3.1 Dados da Empresa ......................................................................................... 22 3.3.2 Sumário Executivo .......................................................................................... 23 3.3.3 Visão ............................................................................................................... 23 3.3.4 Missão ............................................................................................................ 24 3.3.5 Propósitos, Objetivos e Metas ........................................................................ 24 3.3.6 Estratégia de MKT / Processo Diferencial ...................................................... 24 3.3.7 Equipe Gerencial ............................................................................................ 24 3.3.8 Assessorias de Especialistas.......................................................................... 26 3.3.9 Investimentos e Retorno Financeiro ............................................................... 27 3.3.10 Análise de Mercado ...................................................................................... 27 3.3.11 Serviços ........................................................................................................ 28 3.3.11.1 Descrição.................................................................................................... 28 3.3.12 Área Mínima Necessária .............................................................................. 32 3.3.13 Plano de MKT ............................................................................................... 32 3.3.14 Plano Operacional ........................................................................................ 40 3.3.15 Estrutura da Empresa ................................................................................... 42 3.3.16 Plano de Cargos e Salários .......................................................................... 43 3.3.17 Cronograma de Implantação ........................................................................ 44 3.3.18 Plano Financeiro ........................................................................................... 44 4 METODOLOGIA DO TRABALHO ........................................................................ 48 4.1 METODOLOGIA, MÉTODOS E PROCEDIMENTOS UTILIZADOS .................... 48 5 ANÁLISE DOS RESULTADOS ............................................................................ 49 5.1 SÍNTESE DOS RESULTADOS ........................................................................... 49 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 51 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 53 APENDICE – A ......................................................................................................... 55 9 1 INTRODUÇÃO Como estudantes de gestão comercial, percebemos, um grande problema que é o de lixo orgânico, que ocupa muito espaço e gera ainda outros transtornos, com mal cheiro e sobrecarga os aterros sanitários. Esta pesquisa tem como objetivo, levar uma proposta assertiva e viável economicamente, que minimize o acúmulo de resíduos orgânicos nos varejos, onde os mesmos são produzidos. Com o crescimento das grandes redes supermercadistas e das áreas de alimentação dos shoppings, a produção de lixo orgânica aumentou consideravelmente, e com isso um novo problema foi gerado, onde depositá-lo? Percebemos outro problema que foi agravado, o excesso de lixo no único aterro sanitário da cidade. Assim nos ocorreu criar uma empresa que trabalhe com logística reversa, cooperando no transporte e beneficiamento destes resíduos através de parcerias com indústrias, e ainda fazendo um marketing positivo para as empresas parceiras. Em Curitiba, capital do Paraná, o único aterro sanitário está no seu limite de depósito; Uma avaliação concluiu que serão gastos mensalmente entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões a mais do que é gasto atualmente com a contratação emergencial dos aterros particulares, ou seja, significará gastos bem maiores do que os aplicados para o gerenciamento dos resíduos no Aterro da Caximba. De acordo com Walter (2010), estudos apontam os Hipermercados, Supermercados e Shoppings Center como os maiores geradores de lixo orgânico, sendo assim, o projeto mira esse nixo. O termo sustentabilidade se refere á exploração ou uso de recursos naturais de forma com que não prejudique o equilíbrio entre o meio ambiente e a comunidade que se utiliza dos recursos do ambiente em que vivem freqüentemente muitas empresas acreditam ser economicamente inviável, mas observa-se que em várias atividades empresariais tornam-se possíveis projetos de sustentabilidade. 10 De acordo com Oliveira e Zilbetstain (2009) sustentável é olhar o presente sem perder de vista o longo prazo, buscando formas de equilíbrio entre o crescimento econômico, desenvolvimento humano e proteção do meio ambiente, Lins (2010) ressalta que a sustentabilidade se assenta em uma visão de equilíbrio e de conservação do meio ambiente. Segundo Brennand (2004), a conservação do meio ambiente, redução dos custos de energia, investimento em pesquisa e desenvolvimento e responsabilidade social esses são considerados os aspectos mais importantes das empresas na dinâmica atual dos negócios, a conservação do meio ambiente e responsabilidade social se tornaram uma necessidade e não uma opção. 1.1 OBJETIVO GERAL Desenvolver um modelo de negócios de uma empresa do ramo de reciclagem e logística reversa de lixos orgânicos para prestar estes serviços aos grandes varejistas. 1.1.1 Objetivos Específicos Para concluir o objetivo geral, os seguintes objetivos específicos são desenvolvidos: 1.Identificar potenciais varejistas de Curitiba e região metropolitana que sejam possíveis clientes; 2.Estimar quantidade de reciclagem necessária para sustentabilidade do plano de negócios; 1.2 JUSTIFICATIVA Não é preciso ser nenhum cientista ambiental ou ecologista para perceber que a deterioração do meio ambiente é um fato presente e uma realidade dolorosa nos dias atuais, para isto basta caminhar pelas ruas para perceber. Também, não é necessário ser sociólogo para observar a degradação da condição humana destas mesmas cidades por diversos motivos como constante verificação de lixões a céu 11 aberto, falta em grande número de residências de saneamento básico e moradias em locais inadequados. A justificativa desse trabalho está em relacionar os fatos que a ciência moderna aponta problemas do atual momento histórico da humanidade. Pois a reciclagem de matérias ainda é a saída para vários problemas ambientais, principalmente no que se diz respeito à devastação de florestas, poluição de rios, acúmulo de lixo e escassez de matéria-prima. Não se deve ter vergonha de olhar para o lixo e descobrir que ali existe uma mina de possibilidades. Assim, é possível reciclar materiais, poupar recursos naturais, fazendo uma coleta seletiva de maneira ordenada, onde se desenvolva um nível de conscientização na população, com os benefícios revertidos a ela mesma, abrindo seus horizontes, conquistando uma melhor qualidade de vida e exercendo a cidadania. Cada ser humano deve contribuir e fazer a sua parte, pois o progresso das idéias e práticas ecológicas tem sua origem em organizações não-governamentais. Por isso deve-se entender que faz parte da cidadania empreender em atitudes e campanhas educativas que gerem mudanças nesse sentido, seja buscando criar organizações não-governamentais que suportem a melhoria das condições humanas, ou apoiando instituições e empresas que já promovam este tipo de ação. É importante realizar parcerias com empresas que tenham a preocupação de associar a sua imagem as necessidades de uma melhoria ambiental e que buscam uma melhor qualidade de vida a todos os envolvidos do Projeto. Entretanto, os frutos desses investimentos não são imediatos, sendo fundamentais para que a população conquiste um futuro melhor, inclusive na formação de cada cidadão. Com esse ideal de parceria que a Pense Verde vem até esta empresa buscar métodos que alavanquem a implementação do projeto de gerenciamento de resíduos e de coletas seletivas, pois os procedimentos usados nos dias de hoje são antigos e deficientes. Conforme COMPAM (2008), a reciclagem no Brasil é sustentada pelos garimpeiros do lixo (catação informal) . Méritos: reduzir o volume de lixo de difícil degradação, contribuir para a economia de recursos naturais, prolongar a vida útil dos aterros sanitários, diminuir a poluição do solo, da água e do ar e evitar o desperdício, contribuindo para a 12 preservação do meio ambiente, Curitiba (PR), programa "Lixo que não é lixo", há 10 anos, representa essas experiências bem-sucedidas. Curitiba é uma das campeãs em reciclagem: caminhões que recolhem o lixo seco, sem restos orgânicos. O lixo mais limpo vendido por um preço mais alto às indústrias. Isso ajuda no sistema de coleta seletiva em Curitiba mais barato (e viável) que o da maioria das cidades brasileiras. 1.3 METODOLOGIA Para atingir-se o objetivo Geral realizou-se um levantamento bibliográfico e documental, identificaram-se informações sobre as formas de reciclagem do lixo e modelos de logística reversa relacionados com o assunto. Coletaram-se informações com a empresa Pense Verde e correlacionou-se com a pesquisa a fim de desenvolver-se praticas adequada de reciclagem de lixo. De acordo com Gil (1991), a pesquisa bibliográfica abrange leitura, análise e interpretação de livros, periódicos, documentos e materiais a fim de produzir uma fundamentação teórica de estudo. 1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Além do capítulo introdutório, composto por justificativa da pesquisa e os objetivos gerais e específicos, este trabalho apresenta mais cinco capítulos. O capítulo dois apresenta uma revisão bibliográfica sobre lixo reciclável, os diferentes processos de reciclagem. O capítulo três apresenta a empresa Pense Verde com suas atividades e plano de negócios. O capítulo quatro mostra a metodologia de pesquisa, para melhorar o entendimento quanto aos modelos e métodos utilizados. No capítulo cinco apresenta a análise parcial dos resultados obtidos com a pesquisa até o momento. 13 1.5 CRONOGRAMA Este trabalho possui o planejamento conforme mostrado nas atividades abaixo: FONTE: Os autores (2010) 14 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 TRIPÉ DA SUSTENTABILIDADE O tripé da sustentabilidade leva em conta três aspectos, econômicos, ambientais e sociais, o tripé da sustentabilidade também é conhecido como 3 P's que são: Profit que se trata do lucro, essa perna do tripé deve levar em conta, não adianta lucrar devastando, por exemplo, Planet refere-se ao capital natural de uma empresa ou sociedade. É a perna ambiental do tripé. A princípio, praticamente toda atividade econômica tem impacto ambiental negativo e por último People, refere-se ao tratamento do capital humano de uma empresa ou sociedade. Criar um ambiente de trabalho agradável, pensando na saúde do trabalhador e da sua família; Contribuir com a sociedade como educação, violência e até o lazer (NETO, 2004). Para sustentar o tripé deve-se levar em conta outros aspectos que interferem diretamente ou indiretamente no tripé, no caso são os aspectos políticos e culturais, os aspectos políticos tem a ver com a parte interna e externa da organização, por exemplo se a política da empresa anda em conformidade com os projetos de sustentabilidade e no campo externo a política governamental para incentivar ou não as práticas da instituição (NETO, 2004). Em relação aos aspectos culturais é essencial a empresa conhecer as práticas e a cultura da sociedade que a envolve, a sociedade pode gerar uma pressão para que a empresa tome atitudes de sustentabilidade e pode ser uma vantagem competitiva para a empresa estar em harmonia com a sociedade que convive com ela. 2.2 LIXO QUE PRODUZIMOS O lixo que produzimos classifica-se em quatro grupos, o lixo domiciliar que é produzido nas residências, o lixo comercial que é produzido nas lojas, comércio, o lixo industrial que é produzido nas indústrias tais como resíduos de matérias-primas 15 e o lixo hospitalar que é produzido nos hospitais, farmácias e clinicas (BARBARA, 1997). Assim, torna-se necessário entender a origem de cada lixo para saber qual destino será dado a cada lixo e a possibilidade de reciclagem e redução de resíduos para diminuir o impacto no meio ambiente. FIGURA 1 - LIXO QUE PRODUZIMOS FONTE: BARBARA (1997) 2.3 CICLO NATURAL DO LIXO ORGANICO O que acontece com pássaros e animais quando morrem e as folhas das árvores quando caem? Passam pelo processo de reciclagem da natureza, pois todos os animais e plantas apodrecem, se decompõe e suas substâncias são utilizadas novamente pela natureza, propriamente na natureza não há lixo, pois todos os animais e plantas se transformam em substâncias aproveitáveis (JAMES, 1997). 16 FIGURA 2.3 - CICLO NATURAL DO LIXO FONTE: BARBARA (1997) 2.3.1 Ciclo de Vida do Plástico O lixo brasileiro contém de 5 a 10% de plásticos, conforme o local. São materiais que, como o vidro, ocupa um considerável espaço no meio ambiente. O ideal: serem recuperados e reciclados. Plásticos são derivados do petróleo, produto importado (60% do total no Brasil). A reciclagem do plástico exige cerca de 10% da energia utilizada no processo primário. Do total de plásticos produzidos no Brasil, só reciclamos 15%. Um dos empecilhos é a grande variedade de tipos de plásticos. Uma das alternativas seria definir um tipo específico de plástico para ser coletado. Os plásticos recicláveis são: potes de todos os tipos, sacos de supermercados, embalagens para alimentos, vasilhas, recipientes e artigos domésticos, tubulações e garrafas de PET, que convertida em grânulos é usada para a fabricação de cordas, fios de costura, cerdas de vassouras e escovas. Os não recicláveis são: cabos de panela, botões de rádio, pratos, canetas, bijuterias, espuma, embalagens a vácuo, fraldas descartáveis. A fabricação de plástico reciclado economiza 70% de energia. 17 O plástico reciclado tem infinitas aplicações, tanto nos mercados tradicionais das resinas virgens, quanto em novos mercados. FIGURA 3 - CICLO DE VIDA DO PLÁSTICO. FONTE: BARBARA (1997) 2.3.2 Ciclo de Vida do Vidro A reciclagem do vidro atinge 35% no Brasil, E a grande vantagem do vidro é que ele pode ser reciclado infinitas vezes. Em compensação, quando não é reciclado, o vidro pode demorar 1 milhão de anos para se decompor. Com um quilo de vidro se faz outro quilo de vidro, além da vantagem de se reciclar 100% do vidro, preservam-se recursos naturais importantes como areia, calcário, barrilha, água entre outros. Também proporciona a redução de custos de limpeza urbana e diminuição do volume do lixo em aterros sanitários. 18 FIGURA 4 - RECICLAGEM DO VIDRO FONTE: BARBARA (1997) 2.3.3 Ciclo de Vida do Alumínio Para se ter uma idéia desse valor sucata de latas de alumínio vale atualmente 33 vezes mais do que as de aço e 55 vezes mais que as garrafas de vidro. FIGURA 5 - RECICLAGEM DO ALUMÍNIO FONTE: BARBARA (1997) 19 2.3.4 Ciclo da Matéria Orgânica FIGURA 2.3 - RECICLAGEM DE MATERIAL ORGÂNICO FONTE: BARBARA (1997) Mercados e shoppings reciclam lixo orgânico. O processo se baseia em um modelo da Holanda e consiste basicamente na separação criteriosa do lixo orgânico. Os resíduos são levados a um triturador e, em seguida, despejados em um misturador, que mantém a “mistura” em constante movimento. Mais tarde, o produto é levado a uma estufa – aquecida a 90ºC, seguindo a legislação – com o objetivo de eliminar possíveis bactérias e micro-organismos. Depois do processo, essa espécie de “lavagem” é usada como ração para suínos em uma granja de posse da Abdalla Ambiental. As embalagens também são recicladas. “É a solução para a geração dos resíduos orgânicos, porque tudo pode ser aproveitado no processo”, afirma Pedro Joanir Zonta, presidente do grupo Condor. 3 A EMPRESA - PENSE VERDE Este capítulo apresenta a Empresa Pense ver com o intuito de mostrar as principais atividades da empresa e o contexto em que a mesma se encontra. 20 3.1 SLOGAN E CONCEITO FIGURA 7 - SLOGAN PENSE VERDE FONTE: Os autores (2010) 3.2 OBJETIVOS, CENÁRIO E ATIVIDADES A Pense Verde tem uma estrutura verticalizada, totalmente voltada a destinação adequada de resíduos. Papel principal é fazer com que as grandes geradoras de lixo, descarte cada vez menos seus dejetos, pois os mesmos devem ser realinhados a fim de tornar-se um novo subproduto, com características e finalidades distintas do seu processo produtivo. Investimentos em: • Tecnologia de transporte e armazenamento. • Equipamentos roll on/ roll off. • Caçambas compactadas de lixo. • Caçambas ecológicas. 21 • Poli guindastes e caçambas de até 1m3. Tecnologia de destruição: • Investimos em tecnologias de destinação de resíduos, atuando no ramo de gerenciamento, que dispõe de um reator Boiller1. Tecnologia de segregação: • Sistema diferenciado para regregar resíduos, contando com profissionais qualificados, com alto conhecimento de características tecno-fisicas de cada produto gerado, sendo assim só será descartado o que for impossível de ser reciclado. Tecnologia de conscientização: • Um sistema de coleta seletiva própria, com coletadores fabricados a partir de resíduos descartados. • Ministramos palestras, orientamos e sinalizamos com mídias de comunicação no intuito de implantar a consciência ecológica no quadro de funcionários e sempre associando o gerador a preocupação ambiental. Logo a oportunidade de vender um serviço de coleta do lixo orgânico em supermercados e restaurante. Transformando, processando e utilizando esse lixo como adubo e ração animal. Assim, busca-se analisar o contexto em que as pessoas vivem hoje que valorizam as empresas que priorizam o descarte consciente de seus resíduos. Este serviço além de ter um peso social ainda é um grande jogo de marketing, atraindo simpatizantes da sustentabilidade para suas empresas. A empresa Pense Verde foi criada, com o objetivo de desenvolver técnicas de gerenciamento de resíduos e se aplica a conscientização ambiental através do desenvolvimento sustentável. As empresas e sua força financeira não podem e nem devem ser sinônimo de degradação e geração de resíduos, mas sim de sustentabilidade e 1 Equipamento que destrói 99% da massa em uso de matrizes energéticas. 22 reaproveitamento de materiais com destinação adequada, pode usufruir dos benefícios da sua imagem de preservação do ecossistema. Análise Interna: Pontos Fortes: o excesso de matéria-prima, conhecimento da coleta e separação da mesma e dominar a técnica e também ter o maquinário necessário para o processamento do lixo. Pontos Fracos: Serviço inovador e por isso sem muita credibilidade de sua eficácia. Análise Externa: Oportunidades: Empresa inovadora e única no mercado, sem concorrência na prestação deste serviço. Serviço este cada dia mais necessário nas grandes cidades. Ameaças: Custo do serviço e o treinamento dos funcionários do cliente envolvidos no processo. 3.3 PLANO DE NEGÓCIOS O plano de negócios, mostra dados específicos da empresa Pense Verdes, que contribuem para o entendimento das atividades citadas no item 2.2. 3.3.1 Dados da Empresa Razão Social: AMBIENTAL RECICLE RECICLAGEM DE LIXO LTDA Nome Fantasia: PENSE VERDE CNPJ: 11.111.111/1111-11 Inscrição Estadual: 222.222.222 Ano de fundação: 2010 Endereço: Rua Da Penha 1 - Curitiba – PR 23 3.3.2 Sumário Executivo A idéia surgiu dos quatro Sócios que devido ao problema do Caximba, aterro Sanitário da Cidade de Curitiba que já tem sua capacidade preenchida, enxergaram a oportunidade de desenvolver um projeto para reaproveitamento do lixo e devido aos mesmos trabalharem em segmentos diferentes, resolveram investir em inovação e abraçar esta excelente oportunidade. Temos o objetivo de reduzir o lixo em 90%, do que é hoje jogado no aterro onde nosso público-alvo são os considerados grandes geradores de lixo como Hipermercados e Supermercados. Nosso foco no início será trabalhar fortemente o lixo orgânico, onde em um primeiro momento desenvolveremos parcerias com indústria de adubos e posteriormente, implementaremos este produto em nossa empresa. O objetivo dos sócios é de criar uma empresa que consiga não só partir em busca de uma solução para um dos maiores problemas que é o lixo, mais de fazer algo diferente que envolva um trabalho de treinamento com a equipe dos Hipermercados e Supermercados, procurando assim contribuir culturalmente com o futuro de nosso planeta. Neste primeiro momento trabalharemos no recolhimento dos materiais plástico, papelão, metal e orgânico, porém conforme já dito, daremos foco na transformação do material orgânico em parceria com indústrias de adubo. 3.3.3 Visão Criar uma empresa com foco em reciclagem de lixo, que busque constantemente a inovação em seu segmento. 24 3.3.4 Missão Ser reconhecido como a melhor empresa em seu segmento, transparente, e eficiente através da excelência em serviços prestados. 3.3.5 Propósitos, Objetivos e Metas Superação de expectativas do cliente, buscando atender e se adequando rapidamente a necessidade do mesmo, e cada vez mais prospectar novos clientes. 3.3.6 Estratégia de MKT / Processo Diferencial Será a primeira empresa de reciclagem de Curitiba que trabalhará o conceito de como se tratar o lixo nas empresas através do treinamento de todos os funcionários dos seus clientes, procurando com isto a educação cultural das pessoas e procurando contribuir com a conservação do planeta. A estratégia de marketing está baseada no desenvolvimento do conceito conforme já dito, porém procurando parcerias dos próprios fornecedores dos materiais gerados pelo lixo. 3.3.7 Equipe Gerencial A Equipe Gerencial será formada pelos sócio-operadores, com forte conhecimento em vendas e administração estudando em uma das melhores universidades da Cidade. Participação Societária: 25 Marcelo Amorim – 60% o Dados Idade: 36 anos Data de Nascimento: 24/05/1974 Estado Civil: separado judicialmente Escolaridade: Cursando Tecnólogo em Gestão Comercial – Universidade Positivo em Curitiba - PR Profissão: Comerciário RG: 23.128.673.9 – SSP/SP CPF: 182.994.508-45 Telefone: 41- 3360-3528 Celular: 41- 8818-3434 Email: [email protected] o Histórico Profissional Cursando Gestão comercial no varejo, com experiência de 21 anos em vendas, na área de supermercados, já passou por diversas áreas como: setor de compras, operacional, contratação de pessoas, formação de pessoas, participou de grandes negociações e trabalhou em três grandes empresas do ramos, são elas: SÉ SUPERMERCADOS SP, GRUPO PORTUGUES JERONIMO MARTINS E ATUALMENTE NA CIA. BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO, sendo a maior empresa de varejo do país com mais de 1800 lojas espalhadas por todo o País. Nilvia – 40% o Dados Idade: 48 anos Data de Nascimento: 24/02/1965 Estado Civil: solteira 26 Escolaridade: Cursando Gestão Comercial na Faculdade Positivo em Curitiba – PR. Profissão: Comerciária RG: 28.392.027-0 CPF: 248.496.718-70 Celular: 41- 9200-9000 Email: [email protected] o Histórico Profissional: Cursando Gestão Comercial do Varejo na Cidade de Curitiba, tem amplo conhecimento no varejo de informática onde gerencia uma equipe de 10 pessoas, seu foco é vender gerar lucro para a empresa. 3.3.8 Assessorias de Especialistas Todo o projeto e ações tomadas foram realizados com a assessoria da Empresa GMV acessória em sustentabilidade: Luciana – Consultoria e Acessoria em Sustentabilidade Consultoria em sustentabilidade e processos ambientais tem 15 anos no mercado, com ampla experiência no ramo onde já participou em aproximadamente 100 projetos por todo o Brasil. O consultor que está trabalhando no projeto é Diretor da Empresa localizada em Campinas SP e o próprio fundador Vanessa - Contabilidade Empresa responsável pela contabilidade e operacionalização das contratações e demissões realizadas pela Administração da Empresa de reciclagem. Junior - Advocacia 27 Empresa responsável pelo respaldo jurídico para contratos e demais questões legais relacionadas a meio ambiente, trabalhista e assuntos gerais. 3.3.9 Investimentos e Retorno Financeiro Esse projeto demanda investimento de R$ 200.000,00 (Duzentos mil reais), na criação e construção de uma Mini Usina com forte potencial de sucesso, possibilitando retorno líquido de R$ (18,01%). 3.3.10 Análise de Mercado 3.3.10.1 Análise Setorial Nos últimos anos, a população da Cidade de Curitiba aumentou muito, porém não houve aumento dos lixões da prefeitura na mesma proporção, o que prejudicou e muito o desenvolvimento neste segmento, fazendo com que a Cidade ficasse parada no tempo, não buscando assim outras alternativas e esperando chegar em sua totalidade da capacitação do lixão do Caximba localizado na própria cidade. Temos hoje em nossa cidade mais de 160 entre hipermercados e supermercados. 3.3.10.2 Definição do Nicho de Mercado Um nicho de mercado corresponde a um segmento de mercado constituído por um reduzido número de consumidores, com características e necessidades homogêneas e facilmente identificáveis, devido á sua pequena dimensão normalmente os nichos de mercado são desprezados pelas grandes empresas, constituindo assim grande oportunidade para as pequenas empresas (NUNES, 2007). 28 Trabalharemos de forma segmentada os materiais descartados dos supermercados e hipermercados, respeitando cada região e especificações de materiais descartados, pois sabemos que cada classe social, região geográfica é consumidora de produtos diferentes. Especializar-nos-emos no lixo “regional”, com isto ganhando velocidade e rentabilidade em nosso negócio. 3.3.10.3 Análise da Concorrência Por ainda não existir uma empresa que trabalhe o conceito do lixo, os principais concorrentes são os que recolhem o lixo e o transportam para os aterros, porém aquém da nossa proposta que é sempre buscar a inovação e eficiência em nosso trabalho. Dentre elas esta a Scaravagio e outros concorrentes menores. 3.3.10.4 Diferenciais Competitivos Os principais diferenciais competitivos serão: Qualidade dos serviços Agilidade no recolhimento do material Treinamento da equipe da Empresa contratante no que se refere as informações de como tratar ao lixo na empresa Esses diferenciais competitivos serão suportados tanto pela estrutura e experiência dos sócios, quanto pelas parcerias já realizadas. 3.3.11 Serviços 3.3.11.1 Descrição O principal diferencial será o serviço oferecido, sendo acompanhamento diário da supervisão em todo o processo desde segregação até a agilidade na assistência em qualquer necessidade do cliente relacionada ao lixo. 29 A parceria e prestatividade com nosso cliente é nossa prioridade. 3.3.11.2 Data de Lançamento O lançamento ocorrerá 90 dias após o fechamento do contrato. 3.3.11.3 Análise SWOT A Análise SWOT é uma ferramenta de gestão muito utilizada pelas empresas como parte do plano de marketing ou do plano de negócios. O termo SWOT vem do inglês e representa as iniciais das palavras Strength (força), Weakness (fraqueza), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças). A idéia central é avaliar os pontos fortes, os pontos fracos, as oportunidades e as ameaças da organização e do mercado onde ela está atuando. Sua importância no apoio à formulação de estratégias, depende da capacidade de promover um confronto entre as variáveis externas e internas, facilitando as alternativas de escolhas estratégicas, bem como de possíveis linhas de ação. Análise SWOT – Ambientes Internos e Externos Como já havia sido mencionada, a análise é dividida em duas partes: o ambiente externo e o ambiente interno à organização. Isto acontece devido a necessidade da organização em agir de forma diferente em determinadas situações. O ambiente interno precisa ser mudado devido ao resultado das estratégias de atuação, definidas pela própria empresa. Desta forma, ao verificarmos um ponto forte na análise, devemos ressaltá-lo; ao encontrarmos um ponto fraco, devemos agir para minimizar seu efeito. Já o ambiente externo foge do controle da organização. Isso não significa que não seja útil conhecê-lo. Apesar de não podermos controlá-lo, podemos monitorá-lo e procurar aproveitar as oportunidades da maneira mais ágil e eficiente e evitar as ameaças enquanto for possível. 30 Ambiente Externo Fatores externos à organização podem afetar o desempenho da empresa. E as mudanças no ambiente podem representar oportunidades ou ameaças ao desenvolvimento do plano estratégico de qualquer organização. A avaliação do ambiente externo costuma ser dividida em duas partes: • Fatores macro ambientais – tecnológicas, políticas, legais, etc. • Fatores micro ambientais – beneficiários, suas famílias, as organizações congêneres, os principais parceiros, os potenciais parceiros, etc. questões demográficas, econômicas, Na prática, significa que mudanças que estão fora do controle da organização podem afetar (positiva ou negativamente) seu desempenho e sua forma de atuação. As mudanças no ambiente externo sempre afetam de maneira homogênea TODAS as organizações que atuam numa mesma área geográfica e num mesmo mercado e, desta forma, representam oportunidades ou ameaças iguais para todo mundo. Quando ocorre uma mudança na legislação, por exemplo, todas as organizações são afetadas. Uma organização que perceba que o ambiente externo está mudando e que tenha agilidade para se adaptar a esta mudança, aproveitará melhor as oportunidades e sofrerá menos as conseqüências das ameaças. Por isso, a análise do ambiente externo é tão importante. A análise da situação deve levar em consideração não apenas o que está sendo sinalizado como uma alternativa de cenário, mas também qual é a probabilidade de que aquele cenário se concretize. Esta análise de cenários deve ser permanente, porque o ambiente externo é muito dinâmico e está sendo alterado constantemente. O ambiente externo corresponde às oportunidades e ameaças, como segue abaixo: • Oportunidades – correspondem às oportunidades para crescimento, lucro e fortalecimento da empresa, tais como: • Necessidades não satisfeitas do consumidor; • Aumento do poder de compra do mercado; 31 • Disponibilidade de linhas de crédito. • Ameaças – correspondem a mudanças no ambiente que apresentam ameaças à sobrevivência da empresa, tais como: • Mudanças nos padrões de consumo; • Lançamento de Produtos substitutivos no mercado; • Redução no poder de compra dos consumidores. Uma coisa é perceber que o ambiente externo está mudando, outra, é ter competência para adaptar-se a estas mudanças (aproveitando as oportunidades e/ou enfrentando as ameaças). Com a grande competitividade no mercado hoje, o diferencial é criar algo eficaz, e que seja uma inovação tanto financeira quanto do ponto de vista de contribuição social. Ambiente Interno Da mesma maneira que ocorre em relação ao ambiente externo, o ambiente interno deve ser monitorado permanentemente. É importante relacionar quais as variáveis que monitoraremos, por exemplo: capacidade de atendimento, demanda pelos serviços prestados, satisfação do público-alvo com o atendimento, dedicação dos funcionários, crescimento do número de contribuintes, flexibilidade da organização, nível de renovações das contribuições, capacidade de gestão das lideranças da organização, etc. É importante avaliar, os principais concorrentes que são relacionados aos tópicos, para que possamos ter uma visão ampla do cenário, detectando os diferenciais competitivos de cada organização, fazendo uma ponte com as demais organizações concorrentes. (TULESKI, 2009). Forças: o Inovação no mercado; o Diferencial no conceito em treinamento de pessoas; o Foco no atendimento; o Conhecimento da matéria-prima gerada por um dos sócios, por trabalhar em supermercado; 32 Oportunidades: o Primeiro com este conceito na cidade de Curitiba; o Poucos concorrentes e demanda latente na região; o Crescimento rápido devido à expansão da Cidade o Diversificar os ganhos decorrentes da matéria-prima; Fraquezas: o Possível enfraquecimento da economia; Ameaças: o Possibilidade de abertura de concorrentes através de investidores. 3.3.12 Área Mínima Necessária Para segregar 200 toneladas mês de lixo, é necessário um espaço mínimo de 1000 m2. Em um galpão ou área coberta de no mínimo de 250m 2, estamos falando de Curitiba ou Região. 3.3.13 Plano de MKT Nessa seção tem o objetivo de apresentar a teoria de marketing dos 4 P‟s (produto, preço, promoção e ponto de venda), escrita Codibelli (2002). 3.3.13.1 Estratégia de MKT (4 “P”s) Criada na década de 50, a Teoria dos 4 P's foi, durante todos estes anos, a base do marketing pois, através destas variáveis, se poderia administrar o composto mercadológico de uma empresa. E, para refrescar a memória, quais são estas variáveis? · PRODUTO · PREÇO · PROMOÇÃO 33 · PONTO DE VENDA (ou Canal de Distribuição) Administrando com parcimônia estes 4 P's, uma empresa poderia ter sucesso na sua empreitada de conquista de mercado. E, a primeira vista, nada mais certo pois, se você tiver o produto certo, com o preço certo, corretamente promovido e distribuído, o que pode dar errado? Muita coisa. E é sobre estas muitas coisas que queremos falar. A medida que o mundo evoluiu, os conceitos mudaram e o consumidor começou a se tornar melhor informado e, conseqüentemente, passou a gastar seu dinheiro com mais critério. Eu costumo dizer que o marketing se baseava na ignorância dos clientes, e como era bom! Bastava dizer que o sabão em pó tem nova formulação (agora com Lipolase) e a clientela se mandava para o Ponto de Venda para comprar esta nova maravilha. Hoje em dia, há escolas de marketing que agregaram muito mais P's à teoria original e tem gente trabalhando com até 18 P's (Posicionamento, Poder Público, Public Opinion - senão não dá certo o P -, Pessoas - tem a ver com endomarketing-, e por aí vai). Só que ainda estamos usando P‟s. Estamos usando a terminologia e as definições criadas em 1950 e que não servem mais para o mundo de hoje. E que quero propor, não é apenas um jogo de palavras ou a substituição de uma palavra pela outra. Na realidade, palavras são símbolos fortes e exprimem conceitos e dão significados a ações e atitudes. Em nossa opinião, deveríamos promover a revolução na base mudando os conceitos. Vamos hoje apenas analisar o conceito PRODUTO, deixando para outras ocasiões PREÇO, PROMOÇÃO e PONTO DE VENDA. UTILIDADE NO LUGAR DE PRODUTO A coisa é simples. Quando você tem um produto, você idealizou uma coisa que você quer que alguém compre. E você vai fazer todo o esforço possível e imaginário para vender este produto (não importa o que seja). Mas a grande questão é: O cliente quer, ou precisa, naquele momento? Vamos fazer um teste para que você entenda o conceito de UTILIDADE, propondo a seguinte pergunta: 34 Quem, das empresas abaixo, é um concorrente direto da FORD? a) GENERAL MOTORS; b) GOMES DE ALMEIDA FERNANDES (construtora); c) ESTELA BARROS TURISMO; Se você respondeu a alternativa a) (GM) você acertou. Mas se respondeu a b) ou a c) também acertou. Como uma construtora ou uma agência de turismo podem ser concorrentes de um carro? Simples. Hoje o cliente tem uma maior poder de escolha sobre onde vai gastar o dinheiro que tem e, assim, pode-se optar de, ao invés de trocar de carro, ir com toda a família para a Disney, pois, naquele momento, esta ação terá maior utilidade para quem compra. Por isso, a guerra do marketing ficou mais intensa. Porque hoje a FORD teria de, primeiro convencer o cidadão da UTILIDADE de trocar de carro, para depois convencê-lo que o seu modelo é a melhor opção. E isto serve para qualquer tipo de produto ou serviço, não importa o mercado ou o país. Portando, você não deve mais pensar que sua empresa fabrica PRODUTOS para serem consumidos. Ela deve fabricar UTILIDADES que o cliente reconhece com indispensáveis para sua vida. Ao criar este conceito, ainda que momentâneo, você tem a certeza de que um carro, como no caso do exemplo, ele vai comprar. Agora a batalha pode ser outra. Mas este tipo de conceito, nos remeterá a um outro: Mas que preço o camarada está disposto a pagar por este PRODUTO (ops, desculpe) UTILIDADE? O VALOR NO LUGAR DO PREÇO Na parte anterior, fizemos uma análise de porque o conceito de PRODUTO deveria ser trocado pelo conceito de UTILIDADE para uma modificação radical da TEORIA DOS 4 P's. Nesta, faremos uma análise do conceito PREÇO. Queremos começar a nossa análise fazendo uma indagação: - Quanto custa um copo de água mineral em qualquer esquina? Por volta de R$ 0,70. 35 Mas quanto valeria este copo de água para quem está no Deserto do Saara, sob um sol abrasador? Muito mais do que isto. E é este o ponto. Quando o consumidor reconhece o valor daquilo que está comprando, o preço passa a ter um valor secundário (note que eu disse secundário e não inexistente), nas transações comerciais. O grande desafio do marketing moderno - moderno porque é praticado dentro de um mercado atual e altamente competitivo -, é de criar valores que possam deixar o cliente cada vez menos sensível ao preço. Alguns de vocês poderão perguntar: "Mas como, se o mercado todo está comprando PREÇO?” Não é verdade. Se assim o fosse, não se fabricariam carros de luxo, não se construiriam imóveis de alto padrão, pais não procurariam escolas de bom nível para seus filhos e você andaria com o porta-luvas de seu caro cheio de chocolates que compraria em uma oferta de farol de 10 X R$ 10,00 (não é barato?) O problema é que o marketing das companhias (entenda-se da comunicação às vendas) não está preparado para vender valor. Muitos vendedores e muita gente dentro da empresa não conhecem a fundo o que fabrica como fábrica, porque vende e como vende. Equipes de vendas inteiras estão despreparadas para vender valor, por não saberem agregar valor. E vão para a estratégia do preço. Porque é mais fácil e dá resultado mais rápido. Em muitos casos que já tive a oportunidade de intervir, basta que o comprador cite o nome de nosso concorrente para que nosso vendedor abra a temporada dos descontos. Um dia, na padaria perto de casa, onde tomo café, vi duas pessoas conversando ao meu lado. Não me intrometi porque estava atrasado e não queria abrir um debate aquela altura da manhã. Mas percebia-se que eram dois vendedores e um disse para o outro: "Na próxima concorrência vou jogar o preço lá embaixo. Você sabe né? É preciso ganhar o cliente." Aí um caso típico de quem não sabe - ou até pior, não tem - valor nenhum para vender e vai usar o preço como uma ferramenta para atrair o cliente. 36 Mas sabe o que ele vai atrair. FREGUÊS. Este comprará a oportunidade enquanto ela durar e vai pular para outra oferta melhor assim que ela surgir. Ou então vai todo o santo dia chantageá-lo com a ameaça de um concorrente com preço menor. Uma coisa muito perigosa tem acontecido no varejo. Tradicionais fabricantes tirando dinheiro de sua verba de publicidade, que serve para criar conceitos de marca e valor, para direcioná-las para descontos na rede varejista, para que estes possam repassar aos consumidores que, por sua vez terão preço mais baixos. Pode ser uma estratégia suicida, pois em alguns casos ganhar no volume pode não ser tão compensador assim. Muitas empresas desconhecem que produtos têm curva de elasticidade, ou seja, se houver diminuição de preço, haverá aumento de venda. Mas esta curva não é linear e não se aplica a todo o tipo de produto. E nem de serviço. Para resumir, se você muda o conceito de sua empresa para que passe a produzir, não PRODUTOS e sim UTILIDADES, o seu cliente vai lhe dar mais VALOR e vai ficar mais sensível ao PREÇO. Isto não é uma tarefa fácil, mas para isto você está aí. Para criar estes diferenciais. COMUNICAÇÃO NO LUGAR DA PROMOÇÃO Depois de analisarmos os dois primeiros "P's" do marketing - Produto e Preço -, e verificarmos que estes conceitos podem ser trocados por UTILIDADE e VALOR, vamos dar uma olhada em outro "P" - PROMOÇÃO -, e entender sua nova conceituação, dentro deste novo panorama. Segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, PROMOÇÃO é o ato de PROMOVER que, por sua vez, significa: "Dar impulso à, favorecer o progresso de, fazer avançar." Em suma, toda e qualquer iniciativa no sentido de dar impulso ao estoque das companhias foi qualificado de PROMOÇÃO. E, dentre as inúmeras ferramentas, a PROPAGANDA é uma das mais utilizadas. Claro que as ações de ponto-de-venda, as ações de merchandising e outros tipos de atrativos que induzem o cliente a comprar, também estão envolvidos por este "P", dentro do que se convencionou chamar de Composto Promocional. Todavia, desde que a Teoria dos 4 "P's" foi criada, até hoje, muita coisa mudou. Mas o conceito não. 37 Senão vejamos. Quando a Teoria dos 4 P's foi idealizada, estávamos em meados do século passado - longe não? - e as condições para a propagação das mensagens eram completamente diferentes. Naquela época, o rádio e a televisão, que começavam a se mostrar, aliados ao cinema, eram os grandes disseminadores do American Way of Life, um estilo de vida consumista e que foi sendo rapidamente absorvido pelos outros países, inclusive o Brasil. Havia uma clara preocupação nas empresas em oferecer novidades, estimular o consumo, criar novas modas e demandas para que seus estoques abaixassem. E tome propaganda. A mídia utilizada (rádio, TV, cinema e revistas) atuava como o Grande Irmão lembra-se do livro 1984, de George Orwell? -, e despejava sobre o público indefeso, e ávido por novidades, estímulos do tipo: "COMPRE! COMPRE! COMPRE!" E o pessoal disparava para as lojas, os mercados e as butiques para desfrutar das maravilhas prometidas pelos objetos de desejo. Só que isto foi mudando. As mulheres queimaram os sutiãs em praça pública, iniciando o movimento de libertação feminina que tirou a mulher do estigma de dona de casa consumista e a inseriu dentro do mercado com uma nova roupagem. Os movimentos de contracultura - hippies, e outros -, foram despertando uma nova consciência de como lidar com o ter e o ser modificando a ordem das coisas. O consumidor foi ficando mais bem informado e mais crítico e, principalmente, mais cético com relação à propaganda, começando, inclusive, a desconfiar dela. A comunicação que era absolutamente unilateral (a empresa fala e o consumidor escuta) passou a ser bidirecional (onde os dois falam e escutam). Serviços de Atendimento ao Consumidor (SAC's) utilizando-se dos recursos do telemarketing receptivo com ligação gratuita (0800), links de comunicação via INTERNET, ombudsmen e outras formas de poder ouvir e interpretar os anseios dos clientes e suas reivindicações colocou o composto de comunicação em outro patamar. Hoje, quando uma empresa duvida da eficácia de sua propaganda, pode ter certeza de que ela está com um mínimo de razão. Pois o peso dos meios modificou-se e, nem sempre, o velho mix de propaganda convencional ainda funciona. Para se ter sucesso no processo de comunicação com o mercado, é preciso olhar as mídias com uma nova óptica e procurar tirar o máximo de sinergia entre elas. Aliar os benefícios da eletrônica, com o melhor da rede, salpicando com um sistema bem 38 estruturado de telemarketing prospectivo e de marketing direto ativo, pode otimizar resultados e, o que é melhor, fidelizar clientes. Que é o que as empresas têm procurado, sem muito sucesso, em um ambiente com excesso de oferta. Isto significa fundamentalmente planejar. Não aqueles compêndios de 500 páginas com milhões de gráficos multicoloridos que ficam lindos quando projetados no Power Point. Mas saber o que quer, como conseguir e, principalmente, como aferir se está indo bem. DISPONIBILIDADE NO LUGAR DO PONTO-DE-VENDA Nos três últimas partes, procuramos analisar como a Teoria dos 4 "P's" - Produto, Preço, Promoção e Ponto-de-venda -, estaria ultrapassada em função das mudanças conceituais e culturais que vêm acontecendo no mundo. Vimos como o conceito PRODUTO pode, e deve, ser substituído por UTILIDADE, PREÇO por VALOR e PROMOÇÃO por COMUNICAÇÃO. Resta-nos ver agora como vai se comportar o conceito PONTO-DE-VENDA dentro desta mudança de foco analítico sobre os termos tradicionais do marketing. Como já salientamos, quando a Teoria dos 4 "P's" foi desenvolvida, estávamos em um tempo onde o conceito do "american way of life" vinha sendo vendido para o mundo e, dentro deste conceito, "ir às compras", era mais do que uma necessidade. Era uma forma de mostrar o "poder de consumo". E poder ostentar, perante os olhos maravilhados da vizinhança, o quão cheio estava o seu carrinho de supermercado, como é bonito seu carro novo, como você pilota bem o novo cortador de grama, ou como está chique seu cabelo depois que você comprou aquele novo secador, e assim por diante. Resumindo, "ir às compras" se tornou um ritual que se devia praticar periodicamente para agradecer os "Deuses do Consumo". Mas, com o risco de parecer repetitivo, os tempos foram mudando e os valores também. Com as atribulações do dia-a-dia, com todas as preocupações com segurança, com as mudanças dos hábitos de consumo, "ir às compras" já não é tão essencial assim. E, para muitos, se tornou um martírio. Pensando nisto, várias empresas começaram a transformar o ato de comprar em atividades de recreação e lazer - nos shoppings centers as áreas de alimentação e lazer têm espaço cativo. As facilidades do "Delivery" começam a ser oferecidas para que as pessoas não precisem se preocupar em buscar suas compras. Compras via catálogos se tornam 39 práticas cada vez mais comuns e a coisa vai. Com a facilidade de se comprar, criada pela rede, o conceito de "ponto-de-venda" sofre, definitivamente, um baque. De repente, o tal do "ponto-de-venda" passa a ser uma tela de computador e as transações podem ser feitas com muito mais comodidade. Então, se o "ponto-devenda" era o local onde se disponibilizavam mercadorias para o consumo, com estas mudanças, O que passa a ser o conceito "PONTO-DE-VENDA"? “É sobre esta óptica que acho que este conceito deve ser mudado para „DISPONIBILIDADE”. Ao pensar, hoje, estrategicamente no seu negócio, não importa qual seja ele, você deve ter em mente não um canal de venda, mas uma forma de DISPONIBLIZAR para o cliente sua UTILIDADE. Isto pode ser determinante no entendimento de VALOR que o cliente possa vir a perceber. Assim você deve sempre descobrir como, onde, de que jeito e a que tempo o cliente quer receber sua utilidade e fazer o máximo para colocar, a tempo e a hora, aquilo que ele encomendou. Ao raciocinarmos dentro desta nova proposta, que tem por objetivo repensar a Teoria dos 4 "P's", teríamos: 1) Apresentar ao mercado uma UTILIDADE; 2) Vender seu VALOR; 3) COMUNICAR-SE com os clientes no sentido de reavaliar sistematicamente sua UTILIDADE; 4) DISPONIBILIZAR sua UTILIDADE de qualquer maneira para comodidade do cliente; Ao mudarmos os paradigmas (usar esta palavra já está se tornando um paradigma) e adotarmos uma nova forma de pensamento, usando novas palavras que traduzem novos conceitos, estaremos dando um verdadeiro salto qualitativo no sentido de repensar nossos próprios negócios e dar um novo rumo às nossas companhias. Isto nos remete para um repensar inteiro sobre nossas estratégias de marketing e não agir de forma pontual como estamos agindo atualmente. O que vemos é que empresas vão para a Internet praticar E-Commerce, sem se estruturar em logística. Fazem propaganda dando descontos para aumentar as vendas, sem se preocupar em agregar valor ao produto. Ainda entendem seus produtos como sendo algo intocável, que levou anos e anos para ser desenvolvido e 40 não é qualquer pessoa que vai dizer se ele bom ou ruim. Principalmente quem não entende do assunto. Segundo John Kenneth Galbrait: "As empresas nascem para poder propiciar a plena satisfação de seus clientes. O lucro ou prejuízo que ela obtém desta atividade, mostra o quão bem ou mal ela faz isto." Público: Hipermercados e Supermercados de porte médio/grande. Público secundário: supermercados de pequeno porte. Praça: Curitiba e Região Preço: de acordo com o estudo do tipo de lixo e a distância a ser coletado. Promoção: a ser definido posteriormente 3.3.13.2 Conceito e Marca Conceito Ambiental Recicle: Tem como propósito, trabalhar a reciclagem de lixo orgânico e reciclável em parceria com outras empresas, atendendo os Hipermercados e Supermercados, é mais que uma tendência, é o futuro devido à grande questão ambiental tanto discutida em todo o Brasil bem como em todo o mundo é um segmento que crescerá gradativamente, pois faltará espaço físico para armazenamento do lixo em geral, bem como todos terão que se educar para evitar o desperdício, bem como deixar tudo que é relacionado a sustentabilidade fazer parte de sua vida. Marca: Buscamos uma marca “forte”, fácil de falar, e que não seja comparado a nada, porém lembrado pela facilidade e traduza a preocupação com reciclagem e meio ambiente. 3.3.14 Plano Operacional 41 3.3.14.1 Capacidade de segregamento de material Para segregar 200 toneladas mês de lixo, é necessário um espaço mínimo de 1000 m2. Em um galpão ou área coberta de no mínimo de 250m 2, estamos falando de Curitiba ou Região. Necessita de 15 pessoas trabalhando horário das 08h às 17h20. 3.3.14.2 Equipamentos e Máquinas Necessárias Os itens de maior valor agregado a serem adquiridos são: TABELA 1 - ITENS DE OPERAÇÃO FONTE: Os autores (2010) TABELA 2 - ITENS DE ESCRITÓRIO FONTE: Os autores (2010) Outros materiais de menor valor agregado: facas, potes, bem como pequenos utensílios. 42 3.3.15 Estrutura da Empresa 3.3.15.1 Estrutura Organizacional e Equipe de Gestão A estrutura Organizacional será dividida em Equipe Administrativa, Equipe operacional e um gerente geral. Trabalharemos no horário das 08h00min às 17h20min, servindo ticket para almoço dos funcionários. Considerando uma demanda mínima de 20 toneladas, será montada uma equipe de aproximadamente 15 pessoas. Os sócios serão os operadores responsáveis pela gestão do negócio. A Nilvia irá coordenar as áreas de: RH, Compras em geral e Marketing, enquanto o sócio Marcelo será responsável pelas áreas: Finanças, Processos e Operacional. Segue abaixo a relação de pessoas necessárias: TABELA 1 - NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS FONTE: Os autores (2010) Diretoria RH compras e MKT Coordenação das compras, garantindo o abastecimento de todo material de uso. (Seleção, registro e acompanhamento dos fornecedores), juntamente com o respectivo gerente operacional; Divulgação da Empresa nos diversos meios de comunicação. 43 Diretoria Finanças, Processos e Operações Pagamento de todos os fornecedores, prestadores de serviços; Coordenação das contas a receber; Responsável pelo contato e envio de informações para o contador; Responsável pelo fluxo de caixa e capital de giro; Análises financeiras e construção de P&L; Demonstração de todas as movimentações e resultados para os sócios; Gestão dos investimentos bancários; Responsável pela equipe de operações; Gerente Operacional Coordenação de toda a equipe operacional; Criar manual de operação a equipe, visando manter um padrão; Controle de banco de horas dos colaboradores; Responsável pelo motorista e ajudante; Visita a clientes; Segue as orientações do maitre no quesito atendimento, abordagem, apresentação ao cliente final. 3.3.16 Plano de Cargos e Salários O salário final será composto do variável classificado como comissão. TABELA 4 - CUSTO SALÁRIO FIXO FONTE: Os autores (2010) 44 3.3.17 Cronograma de Implantação 90 dias a partir da assinatura do contrato. 3.3.18 Plano Financeiro Os cálculos que representam os resultados referentes aos itens abaixo estão disponíveis no apêndice A. 3.3.18.1 Fontes de Recursos Financeiros O investimento poderá ser realizado com recursos próprios através de linha de crédito (BRDE, PROGER BB ou BADESC). 3.3.18.2 Estimativas de Investimentos Máquinas e equipamentos: R$ 100.000,00 Móveis e utensílios: R$ 5.0000,00 3.3.18.3 Capital de Giro O Capital de Giro previsto, R$ 40 mil. 3.3.18.4 Investimentos Pré-Operacionais 45 Consultoria: R$ 3.000,00 Abertura de Empresa: R$ 1.000,00 Projeto arquitetônico: R$ 3.000,00 MKT, logo, registro, plano: R$ 5.000,00 Treinamento de equipe: R$ 3.000,00 Gastos com locomoção: R$ 1.000,00 Total Das Despesas Pré-Operacionais: R$ 16.000,00. 3.3.18.5 Investimento total Máquinas e equipamentos: R$ 100.000 Móveis: R$ 5.000 Despesas pré operacionais: R$ 16.000 Capital de Giro: R$ 40.000 3.3.18.6 Estimativa de faturamento mensal da empresa Faturamento mínimo: R$ 35.000 3.3.18.7 Estimativas de custos com mão-de-obra 46 TABELA 2 - CUSTOS FUNCIONÁRIOS FONTE: Os autores (2010) 3.3.18.8 Demonstrativos de resultados Os demonstrativos de resultados acontecerão mediante aos cálculos acima efetuados. 3.3.18.9 Ponto-de-equilíbrio O ponto-de-equilíbrio acontece com a freqüência média de tonelagem de material trabalhado, partindo da condição mínima de 200 toneladas mês. 3.3.18.10 Lucratividade A lucratividade líquida estimada para o primeiro ano é de 18% sobre o faturamento Bruto. 47 3.3.18.11 Rentabilidade A rentabilidade de investimento estimada considerando capital investido só terá retorno após cinco anos e o lucro líquido será em torno de 18,01%. 3.3.18.12 Prazo de retorno do investimento O prazo de retorno para o investimento é de 5 anos. 48 4 METODOLOGIA DO TRABALHO 4.1 METODOLOGIA, MÉTODOS E PROCEDIMENTOS UTILIZADOS Atualmente, existe uma grande preocupação da população quanto ao futuro do planeta com o excesso de lixo produzido por empresas e principalmente por empresas varejistas de alimentos. Em Curitiba o acumulo de lixo da Caximba e a falta de opções para o depósito de lixo orgânico é um dos desafios que a cidade possui. Nesse sentido o trabalho propõe a reciclagem inteligente de lixo orgânico, visando uma melhor qualidade de vida para população através da metodologia de utilização da mini usina, que facilita a empresa Pense Verde no processo de reciclagem. 49 5 ANÁLISE DOS RESULTADOS Este capítulo apresenta os resultados gerados ao longo das pesquisas e análise feitas pela equipe do projeto. 5.1 SÍNTESE DOS RESULTADOS É considerado resíduo todo tipo de material que gerado pela indústria ou pela comunidade que tenha que ser descartado, pois o mesmo já foi utilizado ou foi rejeitado pelo processo produtivo. Dentre os resíduos existem varias classificações e características, com os mais perigosos (classe 1, classe 1ª, infectantes, químicas, etc.) e os menos perigosos (classe 2, classe 1 e 2 – não inertes e inertes - restos de alimentos, resíduos que não contem características químicas contaminantes). O que acontece é que esses resíduos precisam ser separados de uma maneira mais elaborada e consciente, pois hoje 70% do que é depositado em aterro sanitário pode ser reprocessado, separado ou realinhado. Isso não é feito, por não ser viável economicamente a empresas que fazem coletas e aos grandes geradores de resíduos. Principal papel da Pense Verde é mudar esse pensamento independente da viabilidade econômica. Transformar lixo em matéria-prima. Sistema de coleta seletiva própria, com coletadores fabricados a partir de resíduos descartáveis, com mídia de conscientização e sempre amaciando o gerador a preocupação ambiental. O Brasil simplesmente ignora a importância da agenda ambiental. O empresariado não se sente responsável. Existe uma inércia nas duas direções: se o governo tivesse uma posição clara, mas não tem. Se os empresários tivessem uma posição clara, mas também não têm (LINS, 2010). Impactos ao solo, á água e ao ar se avolumam, impactos a saúde pública, já que vetores não são mais o único agente da transmissão de doenças ao homem constata-se, que 80% do lixo gerados em nossas cidades são despejados a céu 50 aberto, salienta-se que as prefeituras são as principais responsáveis pela má destinação (GRIPPI, 2006). Segundo Grippi (2006), descreve que “O assunto da reutilização de materiais pelo mundo, diferente do que se pensava, parece bastante antigo”. No início do século XX, com o incremento da indústria gráfica, o papel já era reciclado; os papéis de segunda mão passavam por processos industriais sucessivos que os tornavam perfeitamente reutilizáveis. Com a ampliação do mercado, obter um modelo de desenvolvimento compatível com: 1.A capacidade finita de provisão do planeta, 2.Criar uma empresa que seja parceira dos mercados que produzem muito lixo, 3.Prestar serviço aos mesmos, fazer o papel social tão comentado e importante para as comunidades, 4.Ajudar a crias um marketing benéfico aos estabelecimentos parceiros. 51 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS A prática de uma atividade que proporciona prazer em cuidar do meio ambiente, e a realização pessoal, torna indiferente o cumprimento de horários, mesmo que estes comprometam finais de semana, noites e feriados, pois os locais usados pela pesquisa estão nestes períodos, em pleno funcionamento, e todos geramos lixo independente do dia. Neste contexto, e após realizarmos o plano de viabilidade técnico econômico, percebemos que um projeto que teve na sua composição e imaginação a separação de lixo em casa que fazemos de maneira habitual, nos trouxe elementos que oferecem um aprendizado baseado na paixão pela vida dos seres vivos, transformando este projeto numa atividade extremamente lucrativa. Pode-se dizer que este projeto atinge e penetra no cotidiano das empresas levantadas nas pesquisas de campo, no sentido de que esta é a continuação das experiências e atitudes de trabalho com o lixo, visando atrelar a lucratividade objetivada e a correta destinação do lixo produzido pelas empresas. Concluímos que dentre as empresas de futuro, o nosso projeto, não só é viável, como o mesmo se paga, remunera o investimento e nos Dara ao longo de cinco anos, o retorno do investimento e uma lucratividade de mais de 19% ao mês, fato este que comparado aos demais negócios existentes se mostra altamente lucrativo, sem contar com um desempenho extremamente prazeroso e realizador por se tratar de ajudar com o mesmo a preservar nosso eco sistema. Após a conclusão desta pesquisa percebeu-se que a profissão de chef de cozinha vem demonstrar que o binômio trabalho-lazer é possível, pois os 52 entrevistados demonstraram que buscam nesta profissão a realização pessoal e profissional, não se atendo a uma carga horária específica, tornando seu ambiente de trabalho, a cozinha, um local extremamente prazeroso, que lhe permite estar em contato com o que mais lhe dá prazer, independente de seu ambiente de trabalho, por estar aberto e atuar em um segmento intangível e sofrer pressões constantes. 53 REFERÊNCIAS AMBIENTE BRASIL. Reciclagem de plástico: classificação dos plásticos, tipos de reciclagem. Disponível em: <http://ambientes.ambientebrasil.com.br/ resíduos/reciclagem/reciclagem_de_plastico.html>. Acesso em: 08/08/2010. BARBARA, J. Lixo e reciclagem, 5. ed. São Paulo: Scipione, 1997. BOREKI, V. Mercado e shopping reciclam lixo orgânico. Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=876041. 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