Concurso Rádio Escola Resultados Ministério da Educação Secretaria de Educação a Distância Programa Alfabetização Solidária Presidente da República Fernando Henrique Cardoso Ministro da Educação Paulo Renato Souza Secretário de Educação a Distância Pedro Paulo Poppovic Presidente do Conselho da Comunidade Solidária Ruth Cardoso Coordenadora Executiva Nacional do Programa Alfabetização Solidária Regina Célia Vasconcelos Esteves PROJETO RÁDIO ESCOLA Coordenação geral Ana Valeska Amaral Gomes Consultoria Nélia R. Del Bianco Apresentação A Secretaria de Educação a Distância – SEED, do Ministério da Educação, e o Programa Alfabetização Solidária - PAS apresentam os resultados do Concurso Rádio Escola “Revele seu talento de poeta”, que contou com a participação dos alunos inscritos no módulo X do PAS, realizado entre agosto e dezembro de 2001. O concurso foi lançado juntamente com a série de programas radiofônicos educativos Tirando versos da imaginação, produzida pela Rádio Escola. O projeto Rádio Escola propõe-se a apoiar a capacitação de alfabetizadores e instrumentalizar o trabalho em sala de aula. Desta forma, o tema do concurso foi a cantoria de viola nordestina, foco da série em questão. Entre os objetivos do concurso, destacam-se a valorização do alfabetizando como agente principal do processo educacional e o incentivo à integração de cultura e educação nas atividades pedagógicas. Uma comissão de triagem formada por professores e alunos da Universidade de Brasília selecionou as trinta melhores poesias e uma comissão julgadora nacional escolheu as três finalistas. A comissão foi formada por três especialistas na área de educação: Cássia Cristina Aguiar Janeiro, José Carmello Braz de Carvalho e Mindé Badauy de Menezes. As poesias foram selecionadas seguindo os critérios de criatividade, adequação ao tema e capacidade de reflexão do alfabetizando. Os vencedores do Concurso Rádio Escola receberam prêmios e certificados por sua participação. Parabenizamos seus alfabetizadores e os coordenadores envolvidos pelo trabalho realizado e o desafio vencido. Os textos aqui apresentados demonstram a disposição de seus autores para reverter a alta taxa de analfabetismo entre jovens e adultos, bem como comprovam seu esforço em construir uma nova realidade para o país. © 2001 Ministério da Educação – MEC Supervisão editorial Ana Valeska Amaral Gomes Projeto gráfico e editoração Jorge R. Del Bianco Fotolito e impressão Gráfica Brasil Tiragem: 4 mil exemplares Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Concurso rádio escola : revele seu talento de poeta : resultados / Rádio Escola, Programa Alfabetização Solidária. - Brasília : MEC, SEED, 2002. 68 p. : il. 1.Concurso. 2. Poesias. I. Título. II. Secretaria de Educação a Distância. CDU 869.0(81)-1 Ministério da Educação Secretaria de Educação a Distância Esplanada dos Ministérios, Bloco L, sobreloja, sala 100 Caixa Postal 9659 - CEP 70001-970 - Brasília, DF fax (0_ _ 61) 410. 9158 fone (0_ _ 61) 410-8585 e-mail: [email protected] site na Internet:http://www.mec.gov.br/seed POESIAS VENCEDORAS 1º Lugar Oficial 6 Aluno:: José Milton dos Santos - Idade: 45 anos NO SERTÃO DO CARIRI No sertão do Cariri serto tempo um fazendeiro mandou carta a meu padrinho e disse para o romeiro comprando um tustão de chuva o padre do juazeiro dizia carta sitada seu Padre Siso Ramão disse que milagroso compra sua obrigação mim mande um tustão de chuva para agua minhas plantação, o meu gado esta morendo, minha baragem cecano e este romeiro besta em você acreditando Seu Padre Cico Ramão espero você compri.Tenho muito dinheiro cara mais rico daqui domino ceis municipo no vale do cariri, tenho catoze alambique dose enjem de raspadura, oito vazante de dez vazante de verdura, cem mil arqueiro de terra todas passado a escritura nunca encrontei castigo para acaba minha riqueza para causa um tostão não de mande chuva com francesa e depois mande dizer quanto foi toda dispesa.Se você não manda chuva daqui para anoitecer para causa a mancer ou dia nas minha terra não chuver ou tustão queu mandei você tem que devover. Quando o Padre leu a carta deu tres passos endiante resou e pediu perdão para aquele enginorante e disse para o romeiro com tres vintem e bastante das tres para quatro hora o temporal si formo com relampado e trovão forte, chuva desabou nas terra do fazendeiro e que tinha si arazou demoio todos todo engenho, não escapou nem um taxo partisse todas barajem, em mendou rio com o riaxo, tres mil cabesa de gado dessero de agua abaixo foi si mala de dinheiro com papel e escritura gado fazenda e dinheiro acabou todas faltura na rejião obitava entre grande e miudo um sego e um paralítico e tambem um rapaz mudo nesta hora ele falou ou meu Deus si acaba tudo no meio do aguaceiro, um alejado nadou no estrondo do trovão ou mudo tambem falou nor carliar do relampado, o rapaz sego exergou a casa grande caiu, o fazendeiro escapou ele a muher e uma filha na casa do morador onde tinha um oratorio foi o unico que restou disse que si arempendeu e perdeu sua vareja não pode reconstrui mais sua grande riqueza ou governo, repartil suas terra com a pobreza disse que si arempendeu e ate hoje e romeiro anda de noite e de dia como loco em disepeiro mais nunca pode aserta ou caminho do juazeiro. Com tres dia e diante um mensajeiro chegou trazendo nas suas mão o que Padre Cicio mandou foi ou troco do tustão foi o unico que restou. Macambira - Sergipe Instituição de ensino responsável: Universidade Federal de Sergipe Alfabetizador: Evandro Rocha Teles 7 2º Lugar Oficial 8 Aluno:: Francisco Nunes de Santana - Idade: 37 anos A CANTORIA DE VIOLA NA EDUCAÇÃO Eu sou nordestino lá do meu sertão trabalhar na ração é a minha profisão agora vou estudar na alfabetização mais com muita categoria Deus criou o mundo com a boa intenção entregou para o homem da aterminação e nois nordestino seguimos o destino com educação Escute agora meus amigos o que eu vou lhi contar falo da minha escola e tudo que pude estudar não pense que tudo foi farcil basta você mi escutar Ao chegar foi meio difícil por causa da preocupação como seria o meu prémiro dia mais fiquei prestando atenção no que a professora falava com muita dedicação Já sentei nos primeiros istante que precisa mim identificar para poder com os colegas com eles mim introzar e através de brincadeiras começou a melhorar Depois de um mês de ensino já mim senti diferente já sabia um pouco mais e isso foi um presente que Jezus mim deu neste dias Eu fiquei muito contente O que eu achava interesante e que de tudo a gente aprendia portugues matematica ciência e geografia de um jeito muito emgraçado As letras do alfabeto eu já sabia embaralhar por isso ficou mais fácil nas leituras mim grajar mais a matemática era milho pois eu já sabia calcular Trabalhar com a matemática agora é muito melhor pois com o material didático aprende tudo de có mais o que mais mim ajudou foi jogo do dominar Trabalhamos até com o OVL as quatro operações centena, dezena e milhar e todas as suas funções so não si de onde a professora tirava todas aquelas invensões Eu vou falar um pouco das coisas que aprende nas aulas de portugues dificuldade eu sinti entrando pra matemática muitas coisa eu aprendi Trabalhamos com does r e ate com um r só teve gente que sofria que chega fazia dó vemos desenvolver com o jogo do dominó Depois veio a ciencia historia e geografia na minha sala de aula de tudo se escrevia ate jogo de baralho pra vê se a gente aprendia Na parte de história eu achei legal dimais que a gente falou muito da quilo que a gente faiz entre todos os estudo foi o que eu gostei mais Fomos obrigado a falar mais um pouco do oceano por que para se poeta precisa ter muito plano ate que podemos entrar no perfio do paltrono Fizemos ate entrevista para realizar atividade entrevistamos pessoas mais velhas para falar sobre a nossa cidade fizemos novas descoberto o que mim trouse felicidade Quando íamos estudar os testos era aquela confussão a professora fazia uma total de prediças saia tanta coisa engraçada até de chegar a conclusão Na nossa sala di ala formamos agrupamento cada qual tinha a tarefa de mostra o seu talento escrever nomes por nomes tirado do pensamento Já estamos no final das aulas mas um ano vai passando vai entrar does mil dois que venha com muito planos tivemos que trabalhar com algarismo romano Eu estudei cinco meses se que esse tenpo não bastou mais na minha sala de aula respeitava o professor sinto falta da escola E de quem mim ensinou. Palhano - Ceará Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Ceará Alfabetizadora: Maria Marcilene de Lima 9 3º Lugar Oficial 10 Aluno: Enéas Figueredo de Oliveira - Idade: 31 anos VIOLEIRO DO SERTÃO Pesso a Deus unipotente, que me estenda suas mãos que abra a minha mente, com essa minha invenssão, vou escrever um poema o mesmo tem como tema Violeiro do Sertão. Violeiro do sertão é um cara gente fina com o dom da poêzia que tudo que dis combina mesmo sendo analfabeto tudo o que dis dá serto, com seus versos e suas rimas. Violeiro do Sertão são pessoas divertida, mesmo sendo de uma região muito pobre e sofrida, com sua viola no peito seus verços todos são feitos para alegrar muitas vidas. É um povo muito alegre que gostam de animação, pra divertir numa boua nas noites de São João, ficam a redor da fogueira e as moças namoradeiras procurando a escuridão. São pessoas muito alegres que gostam de diveção. Eles vão levando a vida para fazer animação, cantando rimas e verços fazendo muito sucesso nas quebradas do sertão. Vou terminar meu poema com uma poêzia clara, por que eu gosto do Programa Alfabetização Solidária, e os que não se entereção é porque eles não meresem possuir uma coisa rara. Eu gosto de vesos e rimas, também gosto de canção, adoro um desafio e acho bonito um quadrão, gosto de martelo e coco cantado por dois cabouclos Violeiro do Sertão. Aqui termino meus versos com muita sastifação, abença de Deus eu pesso pra todos os nossos irmãos, que Deus abençoe a todos em cluzive os cabouclos, Violeiros do Sertão. Ser poeta é um dom, é coisa que me facina Para ser violeiro tem que nascer com a sina Os versos sai da memoria e no braço da viola Nada ninguém lhe emsina. Bragança - Pará Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Pará Alfabetizadora:Antonia Elisangela Magalhães de Aviz 11 Menção Honrosa 12 Aluno: Jentil Pereira da Masceno - Idade: 38 anos A POESIA NORDESTINA NA EDUCAÇÃO Nossa escola tem Muita solidariedade, Tanto faz no sítio Como ser na cidade, Deixando nosso povo Com muita capacidade. Nosso sítio é muito bom, Embora pobre demais Inverno que é bom, não vem, Falta até o sereais E a tristeza toma conta De todos os sabiás. Ministro da educação, Tem se empenhado demais Pelo povo brasileiro, Moça, menino, rapaz, Por uma educação correta Por tudo que ele faz. Está morrendo os animais Por falta de alimentação O bem-te-vi fica triste Não canta mais uma canção Isso tudo é um retrato De uma seca no sertão. Na nossa educação tem Surgido alguns atletas, Jogadores e artistas Que entende nossa meta Valorizando o Brasil Na arte de um bom poeta. O rochinó animado Solta um canto moderno E a brisa sai rastejando Um vento muito galerno Mais ta faltando a chuva Pra mato criar seu terno. Riacho de Santana - Rio Grande do Norte Instituição de ensino responsável: Universidade Estadual do Rio Grande do Norte Alfabetizadora: Elizabeth Maria Nunes Almeida 13 Menção Honrosa 14 Aluno: José Ferreira Filho - Idade: 30 anos A CANTORIA DE VIOLA NORDESTINA Vivo no certão não tem muito progreço eu invento o meu verço com uma toada um amor desaba no meu coração com muita atensão tem uma nobresa não sofre tristreza com minha viola eu conto uma estória e forme uma rima falando com o povo sobre a viola nordestina. A viola sugíu de um cantador com muito amor Formou o repente no meio da gente formou um Espaço com a violas nus braços cantando um Poema formando um dilema com muita alegria Vendo o céu que brilha com muita clareza Que tem uma certeza formando uma rima no nosso Certão falando com o coração Sobre a viola nordestina. Vou agradecer os nossos cantadores que Com muito amores cantam todos os dias Trazendo alegria pur nosso certão Que ceja no inverno ou mesmo no verão E uma tradisão dos nossos violeiros Tocando com os dedos e soltando uma voz Atravez de uma rima que tem muito Valou a nossa viola nordestina. Saboeiro - Ceará Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Ceará Alfabetizador: Francisco Gomes de Souza 15 Menção Honrosa 16 Aluna: Maria Francisca de Lima - Idade: 46 anos AS FANTASIAS DO SERTÃO Vamos minha gente mostrar Nossos valores do sertão Vamos valorizar o nordestino Eu não quero menosprezar O romantismo nem o forrozão Mas quero dar vida As coisas do sertão Eu fui uma vaqueijada Na serra do piolho Macaco cortando cana Raposa tirando olho E o soin pedindo esmola Pra o enterro do piolho Xique xique e pau de espinho Emburana e pau de abelha Rusaro de boi e canga e Palito de negro é peia Vou falar com exatidam Essa era uma cantoria de viola Mas hoje é tema da educação. Alexandria - Rio Grande do Norte Instituição de ensino responsável: Universidade Estadual do Rio Grande do Norte Alfabetizadora:Adriana Cristina dos Santos 17 Menção Honrosa 18 Aluna: Maria Luciene dos Santos - Idade: 36 anos VIOLA DO SERTÃO Um dia de tardezinha foi chegando um postador meu pai mandou dizer lá tem um ego cantador meu amigo que avisa menino diga a esse sego que vá tirando a camisa manda benzer o lombo que eu vou dar uma piza quando foi meu dia foi chegando a cavalaria o preto vinha na frente todo vistido de branco riscaro tudo só ves tudo do primeiro arranco seu cavalo encapotado com seus passos muito franca riscaram tudo do primeiro arranco eu sai correndo correndo com meus pés no chão casei minhas apercatas nesse alto no sertão pegei minha viola sentei no sofá assistindo televisão sei que o brasileiro não veve sem estudar nesse alto no sertão chamei os amigos e fiz uma reunião pra nós estudar e cantar viola no sertão e comendo arroz e carne assada e feijão nesse lindo alto do sertão vou findar minha moda de viola com dor no coração vou chamar meus amigos pra cantar no sertão lendo e escrevendo desse pedaco de chão vendo crianca chorando passando fome porque os pais não estudam para dar uma boa educação faltando leite e café e feijão e um pedaço de pão. Poço Verde - Sergipe Instituição de ensino responsável: Universidade Federal de Sergipe Alfabetizadora: Maria Creuza de Jesus Santos 19 POESIAS FINALISTAS Poesia Finalista 22 Aluno: Aguinaldo Oliveira Santos - Idade: 29 anos VESOS IMPROVIZADOS Apezar di não ter estudo Mas presto bem atencão agora Estou estudando nesta alfabetização Quem sabe da qui a um ano eu seja um campeão Estudar nesse salão era tudo que Eu queria pra aisinudver a mente E fabricar poesia e ser um grande Artista quem sabe um dia Eu seio bater viola aprendir des de menino e seio fazer repente e vou seguino o meu destino queria ser repentista ser um grande jenuino Queria ter mais estudo para mim seguir em frente fazendo versos bem feito e proucurando mais talento isso e a poesia Muito desevolvimento. Areia Branca - Sergipe Instituição de ensino responsável: Universidade Federal de Sergipe Alfabetizadora: Josefa Gomes Santos 23 Poesia Finalista 24 Aluno: Antonio Faustino de Queiroz - Idade: 26 anos Um lado só tem sofrer o outro felicidade um lado é faltando chuva meu Deus que nessecidade sou feliz porque estudo e sim com muita vontade. Uma escola de verdade e que tem educação muitos alunos aprendendo a alfabetização mais está faltando uma coisa é a chuva no sertão. Jucurutu - Rio Grande Norte Instituição de ensino responsável: Fundação Municipal de Ensino Superior de Bragança Paulista Alfabetizadora: Marinice Bezerra Gomes 25 Poesia Finalista 26 Aluno: Antonio Mauro Oliveira Silva - Idade: 32 anos VERSOS PARA CANTORIA Pra cantar não é preciso me oferecer dinheiro canto sozinho ou com outro até no meio do terreiro pra isso estou estudando não preciso desespero e a menina mais bonita eu agarro e dou um cheiro Mesmo na sala de aula desta alfabetização toda noite estou presente com os meus livros na mão eu adoro a professora de todo meu coração também respeito as colegas pra rimar não erro não Já leio conto e escrevo as coisas do meu lugar quem me conhece diz logo esse cabra é de lascar ele era analfabeto mais já conquistou lugar só assina a carta embaixo quando vê o que tem lá Vou encerrando meus versos terminar a cantoria agradeço a Karilene que sempre no dia a dia junto a dona Conceição que mesmo lá da Bahia unida ao nosso Prefeito trabalhando em parceria. Satubinha - Maranhão Instituição de ensino responsável: Universidade do Estado da Bahia Alfabetizadora: Maria Nilça Lima Oliveira 27 Poesia Finalista 28 Aluno: Antonio Moreno da Silva Filho - Idade: 24 anos Peguei meu violão e cantei uma cansão para meu povo do meu certão canto esta tuada em São Luiz do Maranhão. Eu vou para o Japão estuda com a tensão para que meu Deus mim ajude e meu Padre Frei Damião cantando com meu violão no meio do motedão. Eu tenho uma viola toco verso e toco canturia no Juazeiro da Baiha junto com meus colega e meu Padre Cícero da romaria. É importante cantar com a viola canto para o povo nordestino canto para minha professora e o povo de Petrolina. É importante canta com minha viola canto por que gosto de cantá canto com meus colega no Belém do Pará. Araripe - Ceará Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Ceará Alfabetizadora: Maria Silvia Alves da Silva 29 Poesia Finalista 30 Aluno: Elias Barbosa de Lima - Idade: 58 anos IMPROVISO DE VIOLA Amigos caros litouris atodos pesso lisesia para pidi a Jesuis que um grande Onipotente para eu rima um pocu com a minha intelijesia. Quando eu pego na viola para tocar um baiano meo repente e seguro e no martelo eu sou tirano e nuca fui repreeendido nem si quer por um ingano Eu vor faser um trabalho que a professora insirjia vou pucha pela mimoria i fazer como ela pidia e uma rima de viola pertecente a poisia. Agora eu vou falar no meos grandes profesoris que e Italei e Lusineide que são plendas de valour que a qui na facha da terra são grandes educadoris A minha veia poetica esta meia disativada mais a gaveta da mimoria não ta cabendo mais nada puriso eu vou fazer uma rima improvisada. Agora falo em Michele que a nossa cordenadoura quando ela vem do Belém so trais para nois muito amor ela e bonita e bela e a formosura dela parese com um tisouro. Eu vou pedi aos governantis que pagi o nossos profesoris estes joveis intelijente que são bos educadouris porem si não fose eles eu não era trovador. A minha parada e dura i so amnda ela quem pode quando eu chego numa festa ou a te mesmo num pagode comeso no violão i termino com a viola Agradesso ao presidente que e quem guverna a nassão eu seio quele e um homem que tem um bom coração istendeo no nosso pais alfabetisação com sertesa eu agora vou ganhar mais de um milhão Vou terminar a poisia que a tarefa e tirana mesmo eu fui operado não estar mais aguetando vou fazer o meo reposo como dise selugeano. Santa Maria - Pará Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Pará Alfabetizadora: Lucineide da Silva 31 Poesia Finalista 32 Aluno: João Fernandes Pimenta Neto - Idade: 50 anos Assunção minha cidade querida Você é a minha vida Você tem gente boa e gente mau Você tem doutor e também tem animal. Proposta que desabafou Vamos fundar a cidade Que nós vamos ser avô. O minero é demais, mas O que a gente faz para puder estrair Eu vivo preocupado E não posso desistir. Minha professora Camila Quem é que diga que ela Faleceu com 100 anos de Idade com muita dificuldade Ela desapareceu. A fruta é muita boa, não É atôa que gosto muito dela É uma donzela me fortifica Eu do fé, é minha alimentação Na hora do meu café. Eu naici no Cosme e Pinto que É a fazenda de vovô, para Onde lá eu vô com toda liberdade mas eu sinto saudade dos tempos que passou. A pesca é muito boa mas se Torna uma tristeza porque a seca acabou com o fruto da natureza. Dona França imigrante Da cidade de Assunção Pessoa de coração, não tinha Maldade nem com o povoão Com os 106 anos de idade Ela dava a sua mão. Nosso cariri é muito bom Mas se torna uma tristeza Eu lhe digo com toda certeza Que um dia vai melhorar para os Açudes encher e o peixe nós pegar José Pedro Diniz que é uns dos fundadores Foi uns dos criadores Da nossa Assunção Hoje cidade querida que é a minha vida dentro do meu coração. Pio Salvador se encontrou Com meu avô com uma Chico Baldoino homem De bom coração Nunca teve opinião E não falava besteira E era fazendeiro da Fazenda Cajazeira. Joca Grande meu saudoso Homem de bom coração Ajudasse a seu povão Com toda cinceridade Hoje estas na eternidade Para onde lá eu vô Juntamente com você Ficar bem perto do Senhor. Assunção - Paraíba Instituição de ensino responsável: Universidade Federal da Paraíba Alfabetizadora: Manica Paula Gomes Martins 33 Poesia Finalista 34 Aluno: José Lopes (Piola) - Idade: 40 anos O INFERNO E O PARAÍSO NA TERRA Olhando ao redor fico triste Na garganta um nó, no peito Um aperto com um olhar de tristeza de ver o que fizeram e fazem com a mãe natureza Porque? Insistir em matar Porque? Destruir e não preservar Se a maior concentração natural está na Amazônia? Porque o mundo não é da maneira como pensamos quando criança Como seria maravilhoso se todos se amassem sem pensar em vingança Há como seria bom se nesse mundo existice mais felicidade e não esse mundo de perversidade Mundo cruel cheio de maldade Mais isso graças aos instintos dos homens que não se contentão com a paz, criam blindados aviões poderosos, mísseis sofisticados harmas mortais O engraçado e que os pais desas armas todos se julgam donos da mina Não minha opinião não passam de loucos, homens anormais criaturas assassinas Queremos apenas direitos iguais para o branco e o negro ídios horientais, se isso um dia vir acontecer o mundo talvez venha ter paz. Borba - Amazonas Instituição de ensino responsável: Estadual de Montes Claros Alfabetizador:Vilames da Silva Pereira 35 Poesia Finalista 36 Aluno: José Maria da Silva - Idade: 21 anos É preciso muito talento E também de teoria Pra brilhar em este evento Que se chama poesia. No nordeste brasileiro Cada qual tem seu destino Para ocupar em primeiro Na viola nordestina O Ceará vem em destaque Em ritmo de poesia Ocupando um grande espaço Em termo de cantoria Aretuza vívia e Sonia Em fim toda comissão Saio da qui convecido Que não sou poeta não Que poeta e quem inventa Em boa improvisação. Como rima os cantadores Que é a sua profissão Como faz os profissionais Bom cantador do sertão. A todos os quais humilde desse programa Mando a minha saudação Por que sou um nordestino E vivo aqui no sertão Represento o Sitio Grossos Com uma boa educação. Milhã - Ceará Instituição de ensino responsável: Universidade Estadual de Montes Claros Alfabetizador:Antônio Anísio de Almeida Filho 37 Poesia Finalista 38 Aluno: José Paulo Alexandre da Silva - Idade: 23 anos MÚSICA Esse é meu esporte, gosto de ver ele chorar, agora escute o que eu vou dizer o que diz essas palavras em versos em tom de viola. Le vi a primeira vez fiquei emosionado, mim canarei em seus olhos por ele fui dominado, quando a gente se beijou meu corpo se arepiou e o coração confirmou vou ficar apaixonado. Por ela fiquei gamado e ela ficou também, chegou a mim descrariceu te amo mais que ninguém, começou nossa novela fiquei logo ao lado dela, então declarei a ela é você que quero bem, nunca gostei de alguém como gosto de você, não posso ficar auxente um instante sem li ver, seus dentes da cor de giz mim fazem muito feliz você parece a atriz mais bonita da TV. Uma hora sem você é um ano de saudade se vou dormir falta sono, se vou comer passa vontade, quando você se auxenta a saudade mim atormenta é você quem alimenta a minha felicidade. Essa é a pura verdade, minha verdadeira flor, eu passo noites pensando em seu corpo cedutor, a sua beleza é tanta o seu olhar mim encanta e a voz que sai da garganta só le chama meu amor. Seu sorriso em cantador iluminou meus caminhos me alegro quando te vejo me animo quando le abraço, você é minha querida minha jóia preferida passo sem tudo na vida mais sem minha viola não passo. Girau do Ponciano - Alagoas Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Paraná Alfabetizadora: Jeane Priscilla Maciel Santos de Sandes 39 Poesia Finalista 40 Aluno: Kátia Valéria Pereira Silva - Idade: 21 anos A MINHA VIDA NO SERTÃO A vida do sertão é muito dura Lá na roça e emcima da chapada Lá não tem água Lá ninguem tem mordomia Todo mundo trabalha Lá o horário do trabalho E de seis da manha a seis da tarde O descanso é de oito a cinco da manhã E a agua e uma dificuldade Quando a gente aruma a agua Tem é que pagar Uma pipa não dá prá começar O povo dá graça a Deus Quando o inverno vem chegando Vai ter arroz milho verde E o povo se alegrando Paulo Ramos - Maranhão Instituição de ensino responsável: Universidade Veiga de Almeida do Rio de Janeiro Alfabetizadora: Josiléia da Silva Lima 41 Poesia Finalista 42 Aluno: Manoel Joaquim de Sousa - Idade: 42 anos A ORIGEM DA CANTORIA ALFABETIZAÇÃO SOLIDÁRIA A SECA NO NORDESTE Homero cantou na Grécia Pra o povo juvenil O cordel passou pra França Num cordão cor de anil E Gregório foi o primeiro Poeta no meu Brasil Se você não souber ler Na sua luta diária Pra se tornar secretário Seja sócio da escola Alfabetização Solidária O nordeste em que moramos Vê-se o sol tustar o chão O pobre e o cientista Chegaram a uma conclusão Que o inverno no nordeste É um ano e oito não Monsenhor Hipolito - Piauí Instituição de ensino responsável: Universidade Estadual de Filosfia, Ciências e Letras do Paraná. Alfabetizador: Francisco David Andrade Neto 43 Poesia Finalista 44 Aluna: Maria Braz de Farias - Idade: 61 anos No sitio onde eu morava tinha cantoria de viola Chico Pedro e Constantino eram os cantadores temidos Mas esso meu amigo eu tenho que lhe contar essa historia O Itajá é uma cidade em aucã vis que é grande a população Só não são benidas por falta de paz e união e seus maiores governantes que não tem bom coração Quando no sitio eu morava colhia milho e feijão preto hoje eu guardo no peito tristeza e recordação das cachoeiras do rio que cantavam as canções amenizando o sofrimento do povo do meu sertão Quando eu aqui cheguei trabalhava na cerâmica para ganhar o pão e pedia muito adeus que me desse uma solução para me adaptar longe do meu torrão e poder viver feliz aqui nessa região que me acolheu com carinho e grande satisfação. Mas veio pra região uma grande construção que se tornou uma barragem mais imensa do sertão e me tirou do aconchego do meu lar fazendo con que eu migrasse pra cá pra essa cidade que agora eu vou falar Itajá - Rio Grande do Norte Instituição de ensino responsável: não informado Alfabetizadora: Jussara Maria Barbosa Lopes 45 Poesia Finalista 46 Aluna: Maria de Fátima Feitosa - Idade: 46 anos A CANTORIA DE VIOLA NO NORDESTE Quando o inverno é normal Tudo tem felicidade Até os pássaros se animam Ao romper da madrugada Na mata sombria e forte Ouço os bemtivis canta O beijaflo bater aza Pra suas flores beijar A lavora é muito boa Di arois milho e feijão quando Deus manda a fartura de todos tem compaixão Mas começa o sofrimento Desse povo nordestino devido a grande seca que chegou pra arasar e todos sofrendo muito não tem pra quem apela Pois as crianças padeci, sofrimento e dizadouro sem ninguem ter compaxão Agora para desgraça veio o tal do apagão i deixa nordestino pior situação. São Miguel - Rio Grande do Norte Instituição de ensino responsável: Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Alfabetizador: José Nilton Feitosa 47 Poesia Finalista 48 Aluno: Maria de Fátima Mendes Soares - Idade: 37 anos VIOLA NORDESTINA Ah! Viola nordestina Foi com tua rima Que quando menina Aprendi amar Também com teu canto Escondi meus prantos Vivi teus encantos E parei de chorar Canta, viola, canta Pois com teus tinidos Um povo sofrido Tú acalentou Em tempos de secas De fome e miséria Nas mãos do caboclo Tú sempre cantou De tantos instrumentos Te escolhi rainha para escrever linhas Que tú me inspirou. Irauçuba - Ceará Instituição de ensino responsável: Universidade Veiga de Almeida do Rio de Janeiro Alfabetizadora: Patrícia Girlane Araújo Lopes 49 Poesia Finalista 50 Aluna: Maria de Lurdes de Souza - Idade: 38 anos A CANTORIA DE VIOLA NORDESTINA Amigos começarei uma longa historia você fala do meu sertão tirando da memória o quanto fiquei felez lá dentro da minha escola No meu sertão nós tem muitas coisas vantajosa tem roça e bolsa renda só a seca apavora mais para nos alegrar temos um curso raidio e escola Vou lhe dizer professor o quanto é bom estudar a gente sem saber escrever temos as mão cotada e sem saber ler? garanto não é nada. Sertão seco é ruim mais deus estar com nós não vai deixar as criança penar assim como nós pois elas não merecem os pecadores somos nós Nessa época difícil que nós estamos passando tempo de fome guerra por quem podemos chamar trabalhando na roça numa seca de rachar Cantoria é arte podemos salientar o cantor fala muito na arte popular falar de vários setores e da questão estudar Os cantadores feras não tem medo de falar educação política de tudo sabem falar valoriza o sabido e manda o burro estudar Os poetas do sertão são muito informado cantam tudo que sabe até da educação política corrupção canta também a cidade Não sou uma poetisa mais gosto de poesia falando de cantador já mim causa alegria você sempre pede a Deus não se acabar cantoria A cantoria nos dá prazer e satisfação então digo a vocês que chame o poeta que já está careca de cantar nosso sertão Muitos políticos não querem admitir o valor da poesia que olhando por céu se lembra de um poente escrito poesia O cantor revela tudo que a terra dá eu te digo que minha alma de alegria a cantar falando do meu sertão vou até o sol raiar Quando nascei já tinha cantoria nesse mundo por isso é cultura nossa e de todo mundo a nossa diferença narrando no fim do mundo Só falo com carinho do meu querido sertão digo a quem quizer ouvir que amo de coração gosto também da escola que ajuda nas questão Estudar e preciso ouvir canção também e queria ser poeta porém não deu serto não só es simples estudante mais arrei meu sertão Pendendo sua atenção falarei do meu sertão do arroz e do feijão agradeça que sai do chão de tudo que nela dar dou gloria de coração dá medo e também dor pesso a Jesus Cristo os ajude meu Senhor Gostaria de falar só de gloria e de paiz porem não é possível da medo de satanais que mete medo mim mais trazendo guerra e na paiz Acabou-se o tempo de paes e outrora só vemos sangue no ar e isso apavora ainda temos aqui alegria de viola O curso da escola nos alegra pouco mais quando o cançaço vem penso, a escola traiz além do sabe curso completo é bom de mais Com tudo que já falei digo abosei vocês pra falar do meu sertão palavras não há mias não enserrarei por aqui pois rimar não sei mais não Falei que estou cançada do sertão arasador penssando nos trabalhos Salitre - Ceará Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Ceará Alfabetizadora: Josiane Ribeiro Rodrigues 51 Poesia Finalista 52 Aluna: Maria Ivoneide da Silveira Nascimento - Idade: 39 anos A CANTÓRIA DE VIOLAS NORDESTINA Não há coisa melhor que um forró no sertão e saborear no Medeiros carne assada com feijão leite queijo e rapadura pode fazer a mistura sentada ao lado do fogão. Numa noite de são João é jeito logo matança de uma galinha gorda pra negrada encher a pança com serteza nesta noite é preparada uma dança. é grande as rescordações do meu tempo de menina minha mãe não deixava eu passear em esquina quase mesmo que ficava moça velha vitalina. No meu sertão e assim se vive de qualquer jeito porque tem sinceridade aqui não tem preconceito não existe covardia o povo daqui e direito. A cultura da praia e diferente do sertão lá se cultiva o pescado aqui se cultiva algodão na praia tem pescador aqui só tem lavrador com um machado na mão. Acaraú – Ceará Instituição de ensino responsável: Universidade Estudual Vale do Caraú Alfabetizadora:Vera Sandra Silveira Araújo 53 Poesia Finalista 54 Aluno: Maria Socorro Braga - Idade: 36 anos NO SERTÃO Todos ficam triste Com a seca no sertão A gente imagina O que fazer neste verão Como é triste a seca no sertão O filho chora pedindo pão O sapo canta pedindo chuva E nada aparece nas nuvens O inverno chegou Vamos comemorar Peque a foice e a enchada Vamos todos trabalhar A chuva cai no chão Todos se animam Com a enchada na mão Para plantar milho e feijão Assim é a vida no sertão. Itapajé - Ceará Instituição de ensino responsável: Universidade Veiga de Almeida do Rio de Janeiro Alfabetizadora: Edinete Sales Matias 55 Poesia Finalista 56 Aluna: Nadir Inácio de Lima - Idade: 58 anos A todos peço licença para uma poesia contar Falando de umas criaturas Que ha no nosso lugar São os chamados violeiros Mas que tem bom tom para cantar Eles habitam no nordeste Mas tem gente que diz que cantar e umas coisa que alegra o nosso País E verdade pois quando cantam Faz muita gente feliz O nordeste e terra pobre Mas tem muitos violeiros que vive cantando e animando muita gente nos terreiros Do agreste ao Centro Oeste Em todo solo brasileiro. Lagoa Salgada - Rio Grande do Norte Instituição de ensino responsável: Universidade de Taubaté Alfabetizador: Francisco Aracildo Guedes 57 Poesia Finalista 58 Aluna: Otaciana Correia de Lima - Idade: 15 anos A CANTORIA DE VIOLA NORDESTINA Nordestino que procura Sua viola melhora Sai da sua naturalidade Viajando pra outro lugar A procura de melhores dias Pra ter na viola a alegria Que sai no destino a procura O nordestino se reclama da sua terra fracassada Além de tudo sem lucra Por está já bem cansada Assina de tudo saída Com a cantoria em outro lugar Por não poder fazer mais nada Também tem artista nordestino Com a fama de vaqueiro O poeta e o cantor E também o fazendeiro Também tem o mais famosso Assina de tudo vaidoso Que é o grande violeiro Que pra conquista seu luga la no mundo da fama sai do lugar procurando da poténha da rama sai se lanentado sofrendo e chorando do lugar que tanto amar. Buíque - Pernanbuco Instituição de ensino responsável: Universidade Castelo Branco Alfabetizadora: Maria Adriana e Silva 59 Poesia Finalista 60 Aluno: Ranulfo Vicente da Silva - Idade: 54 anos POESIA NORDESTINA Poesia é um dom pela mão divina Quem nasce com esse dom, parece que tem um imã Toda palavra que diz de qualquer jeito dá rima. Um pedia um martelo outro pedia morão Um galope beira mar e outra uma canção E assim passava a noite em grande animação. A poesia surgiu lá nos países europeus Veio aqui para o nordeste onde ela se estendeu O nordestino segurou e com carinho acolheu. A moça pedia um mote para o seu namorado Outro a volta do vaqueiro para recorda o gado Eu pedia a gemedeira e um martelo agalopado. Para acompanhamento era feito ao som do pinho Mais não era com viola era com o violino Que os poetas faziam os seus versos com carinho. Depois que apareceu os meios de comunicações Nunca mias vi cantoria aqui em nosso sertão Só se escuta no rádio ou na televisão. Os países foram a França, Espanha e Portugal Veio para o Brasil e foi fundamental Nos estados do nordeste do sertão a capital. Mas ninguém fique pensando que a poesia vai acabar Nunca vai se acabar aquilo que Deus deixou Nunca vai faltar poeta repentista e cantador. O poeta nordestino era comunicador Transmitia as notícias para todo interior Quando não havia rádio e nem televisor. Peço a todos que me desculpe-me se eu não estou correto Por que todo mundo erra até quem anda na reta Imaginem que não tem o cheiro de poeta. Quando eu era menino eu assistia demais Tinha muita cantoria lá na casa do meu pai Quando a iluminação era a lampião de gás. Quero agradecer a todos que sempre me incentivou Alfabetização solidária e todos os professores Também agradeço a Deus o nosso pai criador. A casa ficava cheia para assistir o repente Vendo os poetas cantar o passado e o presente O vizinho só não vinha se estivesse doente. Agradeço a Rociênio e a Rosangela também Agradeço a Cidinha que ensina muito bem E ao professor Raimundo uma pessoa de bem. Barcelona - Rio Grande do Norte Instituição de ensino responsável:Associação Varzeograndese de Ensino e Cultura Alfabetizadora: Maria Aparecida Targino 61 Poesia Finalista 62 Aluna: Rosa Lúcio de Sousa Martins - Idade: 23 anos REALIDADE DO SERTÃO O clima quente do sertão nem sempre nesta região atormenta esta nação Nem sempre castiga gente, não mata a semente, nem gado, e a esperança dessa gente aumenta em permanecer no sertão. O pobre trabalhador do sertão, que tira seu sustento do chão, sem ter de onde tirar o pão vende o gado para ter sua alimentação e assim vai embora do sertão. Bem longe do sertão, o agricultor tem notícia de que a seca ainda castiga sua região. A seca no sertão faz sol e chuva não, o agricultor se preocupa, a seca lhe pertuba, como fazer a plantação do arroz e do feijão? A fé e esperança que alimenta seu coração, o agricultor espera um dia voltar para sua região e continuar sua missão, de cultivar e irrigar seu rico sertão. Nova Russas – Ceará Instituição de ensino responsável: Unifac Associação de Ensino de Botucatu Alfabetizador: Francisco José Camelo Nascimento 63 Poesia Finalista 64 Aluno: Severino Celestino dos Santos - Idade: 61 anos O BEBADO AMUADO Para quem não me conhece, Meu nome é Severino, Natural de Sairé, Onde estou residindo, Onde sou mais conhecido Por nome Bio de Santino E venho cumprindo a sorte Traçada pelo destino. Pois sou um agricultor Nesta mesma região E no ramo de mangaeiro Faço a minha profissão, Assumindo meus compromissos Que é de minha obrigação. Com 30 anos no álcool Eu comecei a pensar Que não dava resultado E eu tinha que parar E só encontrei a saída Com a a ajuda do A.A. Assim, o A.A. para mim representa uma nova vida de quando eu estava na lama e encontrei uma saída. Foi a força do A.A. Que meu a nova vida. Minha esposa fez promessa Para eu parar de beber, Eu fui a São Severino, Pagar com todo prazer Depois de tempos passados Voltei novamente a beber. A vontade era profunda De mim deixar a bebida E fazia toda cura Mas, nenhuma me dava guarida, Só quando conheci o A.A. É que tive sucesso na vida. Como conheci o A.A. é que foi muito legal, era um dia de domingo e estava lendo um jornal quando encontrei uma frase que trazia este edital: Aconteceu em um almoço Em casa de um amigo Quando ele trouxe uma cerveja E disse: beba comigo, Que um copo no almoço Não atrapalha amigo. “Se você quer beber, o problema é seu. Se você quer parar de beber O problema é nosso! Alcoólicos Anônimos. Escreva para o Grupo Jerônimo, Caixa postal 37”. Quando saí dali Já saí descontrolado Bebi numas três barracas E cheguei em casa melado, Do outro dia em diante Fui beber continuado. Fui trabalhar só pensando No que ia acontecer, Como era essa cura Que por certo iam fazer. Com poucos dias depois Em minha porta ouvi bater. Voltei para o mesmo lodaçal E fiquei muito envergonhado, Para procurar outro grupo Fiquei meio desorientado E somente levando revés Sem obter resultado. Era a mensagem do A.A. Que um cidadão veio trazer, Lá do Grupo Jerônimo Convidando-me a conhecer E logo ao chegar do trabalho Quis ao grupo comparecer. Procurei o Grupo Ouro Preto, Por meu mano convidado, Onde fiz meu reingresso Passando bom tempo afastado Desse vício maldito Que por ele fui dominado. Fui com este rapaz E assisti uma reunião, Por ele fui apadrinhado Com toda satisfação, Foi em maio de 76 Quando obtive essa benção. Hoje, no Grupo Sairé, A esta data fundado Foi a 21 de setembro de 86 E já me sinto realizado, Digo com muita emoção Quero que fique gravado. Com onze meses e meio De minha sobriedade Vou lhes dar um exemplo Com a maior fidelidade Tomei um copo de cerveja Que me deram sem maldade. Que o amigo traga mais um, Para que seja apadrinhado, Daqueles que têm problemas E ficaram ao nosso lado, Pois confiando em Deus Não tema ser ajudado. Sairé – Pernambuco Instituição de ensino responsável: UNORP – Centro Universitário do Norte Paulista Alfabetizadora: 65 Poesia Finalista 66 Aluna: Tânia Nazaré Leal Cardoso - Idade:41 anos Eu sou da escola Guajarino Mas, não quero falar dela Eu falo mesmo é da musica nordestina Que é uma coisa bela Quando ouço a musica nordestina Meu coração pula miudinho faca só uma idéia do nosso irmão nordestino. Eu queria ter essa força Eu queria ter esse destino. De poder um dia saudar Esse povo nordestino. A musica nordestina Encanta o povão Seja nos programas de rádio ou na televisão. Todo mundo ouve Toca e dança Não tem idade Do idoso até criança. Espero colaborar com o concurso radio escola Que pena que não tenho Um triângulo, uma sanfona e uma viola. Barcarena - Pará Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Pará Alfabetizador:Anderson Clayton Leal Cardoso 67