Concurso Rádio Escola
Resultados
Ministério da Educação
Secretaria de Educação a Distância
Programa Alfabetização Solidária
Presidente da República
Fernando Henrique Cardoso
Ministro da Educação
Paulo Renato Souza
Secretário de Educação a Distância
Pedro Paulo Poppovic
Presidente do Conselho da Comunidade Solidária
Ruth Cardoso
Coordenadora Executiva Nacional do
Programa Alfabetização Solidária
Regina Célia Vasconcelos Esteves
PROJETO RÁDIO ESCOLA
Coordenação geral
Ana Valeska Amaral Gomes
Consultoria
Nélia R. Del Bianco
Apresentação
A
Secretaria de Educação a Distância – SEED, do Ministério da Educação, e o
Programa Alfabetização Solidária - PAS apresentam os resultados do Concurso
Rádio Escola “Revele seu talento de poeta”, que contou com a participação dos
alunos inscritos no módulo X do PAS, realizado entre agosto e dezembro de 2001.
O concurso foi lançado juntamente com a série de programas radiofônicos
educativos Tirando versos da imaginação, produzida pela Rádio Escola. O projeto
Rádio Escola propõe-se a apoiar a capacitação de alfabetizadores e instrumentalizar o
trabalho em sala de aula. Desta forma, o tema do concurso foi a cantoria de viola
nordestina, foco da série em questão.
Entre os objetivos do concurso, destacam-se a valorização do alfabetizando como
agente principal do processo educacional e o incentivo à integração de cultura e educação nas atividades pedagógicas.
Uma comissão de triagem formada por professores e alunos da Universidade de
Brasília selecionou as trinta melhores poesias e uma comissão julgadora nacional escolheu as três finalistas. A comissão foi formada por três especialistas na
área de educação: Cássia Cristina Aguiar Janeiro, José Carmello Braz de Carvalho
e Mindé Badauy de Menezes.
As poesias foram selecionadas seguindo os critérios de criatividade, adequação ao tema e capacidade de reflexão do alfabetizando. Os vencedores
do Concurso Rádio Escola receberam prêmios e certificados por sua
participação. Parabenizamos seus alfabetizadores e os coordenadores
envolvidos pelo trabalho realizado e o desafio vencido.
Os textos aqui apresentados demonstram a disposição de seus
autores para reverter a alta taxa de analfabetismo entre jovens e
adultos, bem como comprovam seu esforço em construir uma
nova realidade para o país.
© 2001 Ministério da Educação – MEC
Supervisão editorial
Ana Valeska Amaral Gomes
Projeto gráfico e editoração
Jorge R. Del Bianco
Fotolito e impressão
Gráfica Brasil
Tiragem: 4 mil exemplares
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Concurso rádio escola : revele seu talento de poeta :
resultados / Rádio Escola, Programa Alfabetização
Solidária. - Brasília : MEC, SEED, 2002.
68 p. : il.
1.Concurso. 2. Poesias. I. Título. II. Secretaria de
Educação a Distância.
CDU 869.0(81)-1
Ministério da Educação
Secretaria de Educação a Distância
Esplanada dos Ministérios, Bloco L, sobreloja, sala 100
Caixa Postal 9659 - CEP 70001-970 - Brasília, DF
fax (0_ _ 61) 410. 9158 fone (0_ _ 61) 410-8585
e-mail: [email protected]
site na Internet:http://www.mec.gov.br/seed
POESIAS VENCEDORAS
1º Lugar Oficial
6
Aluno:: José Milton dos Santos - Idade: 45 anos
NO SERTÃO DO CARIRI
No sertão do Cariri serto tempo um fazendeiro mandou carta a meu
padrinho e disse para o romeiro comprando um tustão de chuva o padre
do juazeiro dizia carta sitada seu Padre Siso Ramão disse que milagroso
compra sua obrigação mim mande um tustão de chuva para agua
minhas plantação, o meu gado esta morendo, minha baragem cecano e
este romeiro besta em você acreditando Seu Padre Cico Ramão espero
você compri.Tenho muito dinheiro cara mais rico daqui domino ceis
municipo no vale do cariri, tenho catoze alambique dose enjem de
raspadura, oito vazante de dez vazante de verdura, cem mil arqueiro de
terra todas passado a escritura nunca encrontei castigo para acaba
minha riqueza para causa um tostão não de mande chuva com francesa
e depois mande dizer quanto foi toda dispesa.Se você não manda chuva
daqui para anoitecer para causa a mancer ou dia nas minha terra não
chuver ou tustão queu mandei você tem que devover. Quando o Padre leu
a carta deu tres passos endiante resou e pediu perdão para aquele
enginorante e disse para o romeiro com tres vintem e bastante das tres
para quatro hora o temporal si formo com relampado e trovão forte,
chuva desabou nas terra do fazendeiro e que tinha si arazou demoio
todos todo engenho, não escapou nem um taxo partisse todas barajem,
em mendou rio com o riaxo, tres mil cabesa de gado dessero de agua
abaixo foi si mala de dinheiro com papel e escritura gado fazenda e
dinheiro acabou todas faltura na rejião obitava entre grande e miudo um
sego e um paralítico e tambem um rapaz mudo nesta hora ele falou ou
meu Deus si acaba tudo no meio do aguaceiro, um alejado nadou no
estrondo do trovão ou mudo tambem falou nor carliar do relampado, o
rapaz sego exergou a casa grande caiu, o fazendeiro escapou ele a muher
e uma filha na casa do morador onde tinha um oratorio foi o unico que
restou disse que si arempendeu e perdeu sua vareja não pode reconstrui
mais sua grande riqueza ou governo, repartil suas terra com a pobreza
disse que si arempendeu e ate hoje e romeiro anda de noite e de dia como
loco em disepeiro mais nunca pode aserta ou caminho do juazeiro. Com
tres dia e diante um mensajeiro chegou trazendo nas suas mão o que
Padre Cicio mandou foi ou troco do tustão foi o unico que restou.
Macambira - Sergipe
Instituição de ensino responsável: Universidade Federal de Sergipe
Alfabetizador: Evandro Rocha Teles
7
2º Lugar Oficial
8
Aluno:: Francisco Nunes de Santana - Idade: 37 anos
A CANTORIA DE VIOLA NA EDUCAÇÃO
Eu sou nordestino
lá do meu sertão
trabalhar na ração
é a minha profisão
agora vou estudar
na alfabetização
mais com muita categoria
Deus criou o mundo
com a boa intenção
entregou para o homem
da aterminação
e nois nordestino
seguimos o destino
com educação
Escute agora meus amigos
o que eu vou lhi contar
falo da minha escola
e tudo que pude estudar
não pense que tudo foi farcil
basta você mi escutar
Ao chegar foi meio difícil
por causa da preocupação
como seria o meu prémiro dia
mais fiquei prestando atenção
no que a professora falava
com muita dedicação
Já sentei nos primeiros istante
que precisa mim identificar
para poder com os colegas
com eles mim introzar
e através de brincadeiras
começou a melhorar
Depois de um mês de ensino
já mim senti diferente
já sabia um pouco mais
e isso foi um presente
que Jezus mim deu neste dias
Eu fiquei muito contente
O que eu achava interesante
e que de tudo a gente aprendia
portugues matematica ciência
e geografia de um jeito muito emgraçado
As letras do alfabeto
eu já sabia embaralhar
por isso ficou mais fácil
nas leituras mim grajar
mais a matemática era milho
pois eu já sabia calcular
Trabalhar com a matemática
agora é muito melhor
pois com o material didático
aprende tudo de có
mais o que mais mim ajudou
foi jogo do dominar
Trabalhamos até com o OVL
as quatro operações
centena, dezena e milhar
e todas as suas funções
so não si de onde a professora tirava
todas aquelas invensões
Eu vou falar um pouco
das coisas que aprende
nas aulas de portugues
dificuldade eu sinti
entrando pra matemática
muitas coisa eu aprendi
Trabalhamos com does r
e ate com um r só
teve gente que sofria
que chega fazia dó
vemos desenvolver
com o jogo do dominó
Depois veio a ciencia
historia e geografia
na minha sala de aula
de tudo se escrevia
ate jogo de baralho
pra vê se a gente aprendia
Na parte de história
eu achei legal dimais
que a gente falou muito
da quilo que a gente faiz
entre todos os estudo
foi o que eu gostei mais
Fomos obrigado a falar
mais um pouco do oceano
por que para se poeta
precisa ter muito plano
ate que podemos entrar
no perfio do paltrono
Fizemos ate entrevista
para realizar atividade
entrevistamos pessoas mais velhas
para falar sobre a nossa cidade
fizemos novas descoberto
o que mim trouse felicidade
Quando íamos estudar os testos
era aquela confussão
a professora fazia uma
total de prediças
saia tanta coisa engraçada
até de chegar a conclusão
Na nossa sala di ala
formamos agrupamento
cada qual tinha a tarefa
de mostra o seu talento
escrever nomes por nomes
tirado do pensamento
Já estamos no final das aulas
mas um ano vai passando
vai entrar does mil dois
que venha com muito planos
tivemos que trabalhar
com algarismo romano
Eu estudei cinco meses
se que esse tenpo não bastou
mais na minha sala de aula
respeitava o professor
sinto falta da escola
E de quem mim ensinou.
Palhano - Ceará
Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Ceará
Alfabetizadora: Maria Marcilene de Lima
9
3º Lugar Oficial
10
Aluno: Enéas Figueredo de Oliveira - Idade: 31 anos
VIOLEIRO DO SERTÃO
Pesso a Deus unipotente, que me estenda
suas mãos que abra a minha mente,
com essa minha invenssão, vou escrever
um poema o mesmo tem como tema
Violeiro do Sertão.
Violeiro do sertão é um cara gente fina
com o dom da poêzia que tudo que
dis combina mesmo sendo analfabeto
tudo o que dis dá serto, com seus
versos e suas rimas.
Violeiro do Sertão são pessoas divertida,
mesmo sendo de uma região muito
pobre e sofrida, com sua viola no peito
seus verços todos são feitos para alegrar
muitas vidas.
É um povo muito alegre que gostam de
animação, pra divertir numa boua nas
noites de São João, ficam a redor da fogueira
e as moças namoradeiras procurando
a escuridão.
São pessoas muito alegres que gostam de
diveção. Eles vão levando a vida para fazer
animação, cantando rimas e verços fazendo
muito sucesso nas quebradas do sertão.
Vou terminar meu poema com uma poêzia
clara, por que eu gosto do Programa
Alfabetização Solidária, e os que não se
entereção é porque eles não meresem possuir
uma coisa rara.
Eu gosto de vesos e rimas, também gosto
de canção, adoro um desafio e acho
bonito um quadrão, gosto de martelo e
coco cantado por dois cabouclos
Violeiro do Sertão.
Aqui termino meus versos com muita
sastifação, abença de Deus eu pesso pra
todos os nossos irmãos, que Deus
abençoe a todos em cluzive os cabouclos,
Violeiros do Sertão.
Ser poeta é um dom, é coisa que me facina
Para ser violeiro tem que nascer com a sina
Os versos sai da memoria e no braço da viola
Nada ninguém lhe emsina.
Bragança - Pará
Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Pará
Alfabetizadora:Antonia Elisangela Magalhães de Aviz
11
Menção Honrosa
12
Aluno: Jentil Pereira da Masceno - Idade: 38 anos
A POESIA NORDESTINA NA EDUCAÇÃO
Nossa escola tem
Muita solidariedade,
Tanto faz no sítio
Como ser na cidade,
Deixando nosso povo
Com muita capacidade.
Nosso sítio é muito bom,
Embora pobre demais
Inverno que é bom, não vem,
Falta até o sereais
E a tristeza toma conta
De todos os sabiás.
Ministro da educação,
Tem se empenhado demais
Pelo povo brasileiro,
Moça, menino, rapaz,
Por uma educação correta
Por tudo que ele faz.
Está morrendo os animais
Por falta de alimentação
O bem-te-vi fica triste
Não canta mais uma canção
Isso tudo é um retrato
De uma seca no sertão.
Na nossa educação tem
Surgido alguns atletas,
Jogadores e artistas
Que entende nossa meta
Valorizando o Brasil
Na arte de um bom poeta.
O rochinó animado
Solta um canto moderno
E a brisa sai rastejando
Um vento muito galerno
Mais ta faltando a chuva
Pra mato criar seu terno.
Riacho de Santana - Rio Grande do Norte
Instituição de ensino responsável: Universidade Estadual do Rio Grande do Norte
Alfabetizadora: Elizabeth Maria Nunes Almeida
13
Menção Honrosa
14
Aluno: José Ferreira Filho - Idade: 30 anos
A CANTORIA DE VIOLA NORDESTINA
Vivo no certão não tem muito progreço eu invento
o meu verço com uma toada um amor desaba
no meu coração com muita atensão tem uma
nobresa não sofre tristreza com minha viola
eu conto uma estória e forme uma rima falando
com o povo sobre a viola nordestina.
A viola sugíu de um cantador com muito amor
Formou o repente no meio da gente formou um
Espaço com a violas nus braços cantando um
Poema formando um dilema com muita alegria
Vendo o céu que brilha com muita clareza
Que tem uma certeza formando uma rima no nosso
Certão falando com o coração
Sobre a viola nordestina.
Vou agradecer os nossos cantadores que
Com muito amores cantam todos os dias
Trazendo alegria pur nosso certão
Que ceja no inverno ou mesmo no verão
E uma tradisão dos nossos violeiros
Tocando com os dedos e soltando uma voz
Atravez de uma rima que tem muito
Valou a nossa viola nordestina.
Saboeiro - Ceará
Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Ceará
Alfabetizador: Francisco Gomes de Souza
15
Menção Honrosa
16
Aluna: Maria Francisca de Lima - Idade: 46 anos
AS FANTASIAS DO SERTÃO
Vamos minha gente mostrar
Nossos valores do sertão
Vamos valorizar o nordestino
Eu não quero menosprezar
O romantismo nem o forrozão
Mas quero dar vida
As coisas do sertão
Eu fui uma vaqueijada
Na serra do piolho
Macaco cortando cana
Raposa tirando olho
E o soin pedindo esmola
Pra o enterro do piolho
Xique xique e pau de espinho
Emburana e pau de abelha
Rusaro de boi e canga e
Palito de negro é peia
Vou falar com exatidam
Essa era uma cantoria de viola
Mas hoje é tema da educação.
Alexandria - Rio Grande do Norte
Instituição de ensino responsável: Universidade Estadual do Rio Grande do Norte
Alfabetizadora:Adriana Cristina dos Santos
17
Menção Honrosa
18
Aluna: Maria Luciene dos Santos - Idade: 36 anos
VIOLA DO SERTÃO
Um dia de tardezinha foi chegando um postador meu pai
mandou dizer lá tem um ego cantador meu amigo que avisa
menino diga a esse sego que vá tirando a camisa manda
benzer o lombo que eu vou dar uma piza quando foi meu dia
foi chegando a cavalaria o preto vinha na frente todo vistido de
branco riscaro tudo só ves tudo do primeiro arranco seu cavalo
encapotado com seus passos muito franca riscaram tudo do
primeiro arranco eu sai correndo correndo com meus pés no
chão casei minhas apercatas nesse alto no sertão pegei minha
viola sentei no sofá assistindo televisão sei que o brasileiro não
veve sem estudar nesse alto no sertão chamei os amigos e fiz
uma reunião pra nós estudar e cantar viola no sertão e
comendo arroz e carne assada e feijão nesse lindo alto do
sertão vou findar minha moda de viola com dor no coração
vou chamar meus amigos pra cantar no sertão lendo e
escrevendo desse pedaco de chão vendo crianca chorando
passando fome porque os pais não estudam para dar uma boa
educação faltando leite e café e feijão e um pedaço de pão.
Poço Verde - Sergipe
Instituição de ensino responsável: Universidade Federal de Sergipe
Alfabetizadora: Maria Creuza de Jesus Santos
19
POESIAS FINALISTAS
Poesia Finalista
22
Aluno: Aguinaldo Oliveira Santos - Idade: 29 anos
VESOS IMPROVIZADOS
Apezar di não ter estudo
Mas presto bem atencão agora
Estou estudando nesta alfabetização
Quem sabe da qui a um ano eu seja
um campeão
Estudar nesse salão era tudo que
Eu queria pra aisinudver a mente
E fabricar poesia e ser um grande
Artista quem sabe um dia
Eu seio bater viola aprendir
des de menino e seio fazer
repente e vou seguino o meu
destino queria ser repentista
ser um grande jenuino
Queria ter mais estudo para
mim seguir em frente fazendo
versos bem feito e proucurando
mais talento isso e a poesia
Muito desevolvimento.
Areia Branca - Sergipe
Instituição de ensino responsável: Universidade Federal de Sergipe
Alfabetizadora: Josefa Gomes Santos
23
Poesia Finalista
24
Aluno: Antonio Faustino de Queiroz - Idade: 26 anos
Um lado só tem sofrer
o outro felicidade
um lado é faltando chuva
meu Deus que nessecidade
sou feliz porque estudo
e sim com muita vontade.
Uma escola de verdade
e que tem educação
muitos alunos aprendendo
a alfabetização
mais está faltando uma coisa
é a chuva no sertão.
Jucurutu - Rio Grande Norte
Instituição de ensino responsável: Fundação Municipal de Ensino Superior de Bragança Paulista
Alfabetizadora: Marinice Bezerra Gomes
25
Poesia Finalista
26
Aluno: Antonio Mauro Oliveira Silva - Idade: 32 anos
VERSOS PARA CANTORIA
Pra cantar não é preciso
me oferecer dinheiro
canto sozinho ou com outro
até no meio do terreiro
pra isso estou estudando
não preciso desespero
e a menina mais bonita
eu agarro e dou um cheiro
Mesmo na sala de aula
desta alfabetização
toda noite estou presente
com os meus livros na mão
eu adoro a professora
de todo meu coração
também respeito as colegas
pra rimar não erro não
Já leio conto e escrevo
as coisas do meu lugar
quem me conhece diz logo
esse cabra é de lascar
ele era analfabeto
mais já conquistou lugar
só assina a carta embaixo
quando vê o que tem lá
Vou encerrando meus versos
terminar a cantoria
agradeço a Karilene
que sempre no dia a dia
junto a dona Conceição
que mesmo lá da Bahia
unida ao nosso Prefeito
trabalhando em parceria.
Satubinha - Maranhão
Instituição de ensino responsável: Universidade do Estado da Bahia
Alfabetizadora: Maria Nilça Lima Oliveira
27
Poesia Finalista
28
Aluno: Antonio Moreno da Silva Filho - Idade: 24 anos
Peguei meu violão e cantei uma
cansão para meu povo do meu certão
canto esta tuada em São Luiz do Maranhão.
Eu vou para o Japão estuda
com a tensão para que meu Deus
mim ajude e meu Padre Frei Damião
cantando com meu violão
no meio do motedão.
Eu tenho uma viola toco verso
e toco canturia no Juazeiro da
Baiha junto com meus colega
e meu Padre Cícero da romaria.
É importante cantar com a viola
canto para o povo nordestino
canto para minha professora
e o povo de Petrolina.
É importante canta com minha viola
canto por que gosto de cantá
canto com meus colega no Belém do Pará.
Araripe - Ceará
Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Ceará
Alfabetizadora: Maria Silvia Alves da Silva
29
Poesia Finalista
30
Aluno: Elias Barbosa de Lima - Idade: 58 anos
IMPROVISO DE VIOLA
Amigos caros litouris
atodos pesso lisesia
para pidi a Jesuis
que um grande Onipotente
para eu rima um pocu
com a minha intelijesia.
Quando eu pego na viola
para tocar um baiano
meo repente e seguro
e no martelo eu sou tirano
e nuca fui repreeendido
nem si quer por um ingano
Eu vor faser um trabalho
que a professora insirjia
vou pucha pela mimoria
i fazer como ela pidia
e uma rima de viola
pertecente a poisia.
Agora eu vou falar
no meos grandes profesoris
que e Italei e Lusineide
que são plendas de valour
que a qui na facha da terra
são grandes educadoris
A minha veia poetica
esta meia disativada
mais a gaveta da mimoria
não ta cabendo mais nada
puriso eu vou fazer
uma rima improvisada.
Agora falo em Michele
que a nossa cordenadoura
quando ela vem do Belém
so trais para nois muito amor
ela e bonita e bela
e a formosura dela
parese com um tisouro.
Eu vou pedi aos governantis
que pagi o nossos profesoris
estes joveis intelijente
que são bos educadouris
porem si não fose eles
eu não era trovador.
A minha parada e dura
i so amnda ela quem pode
quando eu chego numa festa
ou a te mesmo num pagode
comeso no violão
i termino com a viola
Agradesso ao presidente
que e quem guverna a nassão
eu seio quele e um homem
que tem um bom coração
istendeo no nosso pais alfabetisação
com sertesa eu agora
vou ganhar mais de um milhão
Vou terminar a poisia
que a tarefa e tirana
mesmo eu fui operado
não estar mais aguetando
vou fazer o meo reposo
como dise selugeano.
Santa Maria - Pará
Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Pará
Alfabetizadora: Lucineide da Silva
31
Poesia Finalista
32
Aluno: João Fernandes Pimenta Neto - Idade: 50 anos
Assunção minha cidade querida
Você é a minha vida
Você tem gente boa e gente mau
Você tem doutor e também tem animal.
Proposta que desabafou
Vamos fundar a cidade
Que nós vamos ser avô.
O minero é demais, mas
O que a gente faz para puder estrair
Eu vivo preocupado
E não posso desistir.
Minha professora Camila
Quem é que diga que ela
Faleceu com 100 anos de
Idade com muita dificuldade
Ela desapareceu.
A fruta é muita boa, não
É atôa que gosto muito dela
É uma donzela me fortifica
Eu do fé, é minha alimentação
Na hora do meu café.
Eu naici no Cosme e Pinto que
É a fazenda de vovô, para
Onde lá eu vô com toda liberdade
mas eu sinto saudade
dos tempos que passou.
A pesca é muito boa mas se
Torna uma tristeza
porque a seca acabou
com o fruto da natureza.
Dona França imigrante
Da cidade de Assunção
Pessoa de coração, não tinha
Maldade nem com o povoão
Com os 106 anos de idade
Ela dava a sua mão.
Nosso cariri é muito bom
Mas se torna uma tristeza
Eu lhe digo com toda certeza
Que um dia vai melhorar para os
Açudes encher e o peixe nós pegar
José Pedro Diniz que
é uns dos fundadores
Foi uns dos criadores
Da nossa Assunção
Hoje cidade querida
que é a minha vida
dentro do meu coração.
Pio Salvador se encontrou
Com meu avô com uma
Chico Baldoino homem
De bom coração
Nunca teve opinião
E não falava besteira
E era fazendeiro da Fazenda Cajazeira.
Joca Grande meu saudoso
Homem de bom coração
Ajudasse a seu povão
Com toda cinceridade
Hoje estas na eternidade
Para onde lá eu vô
Juntamente com você
Ficar bem perto do Senhor.
Assunção - Paraíba
Instituição de ensino responsável: Universidade Federal da Paraíba
Alfabetizadora: Manica Paula Gomes Martins
33
Poesia Finalista
34
Aluno: José Lopes (Piola) - Idade: 40 anos
O INFERNO E O PARAÍSO NA TERRA
Olhando ao redor fico triste
Na garganta um nó, no peito
Um aperto com um olhar de tristeza
de ver o que fizeram e fazem com a mãe natureza
Porque? Insistir em matar
Porque? Destruir e não preservar
Se a maior concentração natural
está na Amazônia?
Porque o mundo não é da maneira
como pensamos quando criança
Como seria maravilhoso
se todos se amassem
sem pensar em vingança
Há como seria bom se nesse mundo
existice mais felicidade
e não esse mundo de perversidade
Mundo cruel cheio de maldade
Mais isso graças aos instintos
dos homens que não se contentão
com a paz, criam blindados
aviões poderosos, mísseis sofisticados
harmas mortais
O engraçado e que os pais desas armas
todos se julgam donos da mina
Não minha opinião não passam
de loucos, homens anormais
criaturas assassinas
Queremos apenas direitos iguais
para o branco e o negro
ídios horientais, se isso
um dia vir acontecer
o mundo talvez venha ter paz.
Borba - Amazonas
Instituição de ensino responsável: Estadual de Montes Claros
Alfabetizador:Vilames da Silva Pereira
35
Poesia Finalista
36
Aluno: José Maria da Silva - Idade: 21 anos
É preciso muito talento
E também de teoria
Pra brilhar em este evento
Que se chama poesia.
No nordeste brasileiro
Cada qual tem seu destino
Para ocupar em primeiro
Na viola nordestina
O Ceará vem em destaque
Em ritmo de poesia
Ocupando um grande espaço
Em termo de cantoria
Aretuza vívia e Sonia
Em fim toda comissão
Saio da qui convecido
Que não sou poeta não
Que poeta e quem inventa
Em boa improvisação.
Como rima os cantadores
Que é a sua profissão
Como faz os profissionais
Bom cantador do sertão.
A todos os quais humilde desse programa
Mando a minha saudação
Por que sou um nordestino
E vivo aqui no sertão
Represento o Sitio Grossos
Com uma boa educação.
Milhã - Ceará
Instituição de ensino responsável: Universidade Estadual de Montes Claros
Alfabetizador:Antônio Anísio de Almeida Filho
37
Poesia Finalista
38
Aluno: José Paulo Alexandre da Silva - Idade: 23 anos
MÚSICA
Esse é meu esporte, gosto de ver ele chorar, agora escute o que eu vou dizer
o que diz essas palavras em versos em tom de viola.
Le vi a primeira vez fiquei emosionado, mim canarei em seus olhos por ele
fui dominado, quando a gente se beijou meu corpo se arepiou e o coração
confirmou vou ficar apaixonado.
Por ela fiquei gamado e ela ficou também, chegou a mim descrariceu te
amo mais que ninguém, começou nossa novela fiquei logo ao lado dela,
então declarei a ela é você que quero bem, nunca gostei de alguém como
gosto de você, não posso ficar auxente um instante sem li ver, seus dentes
da cor de giz mim fazem muito feliz você parece a atriz mais bonita da TV.
Uma hora sem você é um ano de saudade se vou dormir falta sono, se vou
comer passa vontade, quando você se auxenta a saudade mim atormenta é
você quem alimenta a minha felicidade.
Essa é a pura verdade, minha verdadeira flor, eu passo noites pensando em
seu corpo cedutor, a sua beleza é tanta o seu olhar mim encanta e a voz
que sai da garganta só le chama meu amor.
Seu sorriso em cantador iluminou meus caminhos me alegro quando te
vejo me animo quando le abraço, você é minha querida minha jóia
preferida passo sem tudo na vida mais sem minha viola não passo.
Girau do Ponciano - Alagoas
Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Paraná
Alfabetizadora: Jeane Priscilla Maciel Santos de Sandes
39
Poesia Finalista
40
Aluno: Kátia Valéria Pereira Silva - Idade: 21 anos
A MINHA VIDA NO SERTÃO
A vida do sertão é muito dura
Lá na roça e emcima da chapada
Lá não tem água
Lá ninguem tem mordomia
Todo mundo trabalha
Lá o horário do trabalho
E de seis da manha a seis da tarde
O descanso é de oito a cinco da manhã
E a agua e uma dificuldade
Quando a gente aruma a agua
Tem é que pagar
Uma pipa não dá prá começar
O povo dá graça a Deus
Quando o inverno vem chegando
Vai ter arroz milho verde
E o povo se alegrando
Paulo Ramos - Maranhão
Instituição de ensino responsável: Universidade Veiga de Almeida do Rio de Janeiro
Alfabetizadora: Josiléia da Silva Lima
41
Poesia Finalista
42
Aluno: Manoel Joaquim de Sousa - Idade: 42 anos
A ORIGEM DA CANTORIA
ALFABETIZAÇÃO SOLIDÁRIA
A SECA NO NORDESTE
Homero cantou na Grécia
Pra o povo juvenil
O cordel passou pra França
Num cordão cor de anil
E Gregório foi o primeiro
Poeta no meu Brasil
Se você não souber ler
Na sua luta diária
Pra se tornar secretário
Seja sócio da escola
Alfabetização Solidária
O nordeste em que moramos
Vê-se o sol tustar o chão
O pobre e o cientista
Chegaram a uma conclusão
Que o inverno no nordeste
É um ano e oito não
Monsenhor Hipolito - Piauí
Instituição de ensino responsável: Universidade Estadual de Filosfia, Ciências e Letras do Paraná.
Alfabetizador: Francisco David Andrade Neto
43
Poesia Finalista
44
Aluna: Maria Braz de Farias - Idade: 61 anos
No sitio onde eu morava
tinha cantoria de viola
Chico Pedro e Constantino
eram os cantadores temidos
Mas esso meu amigo eu tenho
que lhe contar essa historia
O Itajá é uma cidade em aucã
vis que é grande a população
Só não são benidas
por falta de paz e união
e seus maiores governantes
que não tem bom coração
Quando no sitio eu morava
colhia milho e feijão preto
hoje eu guardo no peito
tristeza e recordação
das cachoeiras do rio
que cantavam as canções
amenizando o sofrimento
do povo do meu sertão
Quando eu aqui cheguei
trabalhava na cerâmica
para ganhar o pão e
pedia muito adeus
que me desse uma solução
para me adaptar
longe do meu torrão
e poder viver feliz
aqui nessa região
que me acolheu com
carinho e grande satisfação.
Mas veio pra região
uma grande construção
que se tornou uma barragem
mais imensa do sertão
e me tirou do aconchego
do meu lar fazendo con que
eu migrasse pra cá
pra essa cidade que agora eu vou falar
Itajá - Rio Grande do Norte
Instituição de ensino responsável: não informado
Alfabetizadora: Jussara Maria Barbosa Lopes
45
Poesia Finalista
46
Aluna: Maria de Fátima Feitosa - Idade: 46 anos
A CANTORIA DE VIOLA NO NORDESTE
Quando o inverno é normal
Tudo tem felicidade
Até os pássaros se animam
Ao romper da madrugada
Na mata sombria e forte
Ouço os bemtivis canta
O beijaflo bater aza
Pra suas flores beijar
A lavora é muito boa
Di arois milho e feijão
quando Deus manda a fartura
de todos tem compaixão
Mas começa o sofrimento
Desse povo nordestino devido
a grande seca que chegou pra arasar e todos sofrendo
muito não tem pra quem apela
Pois as crianças padeci, sofrimento
e dizadouro sem ninguem ter compaxão
Agora para desgraça veio o tal
do apagão i deixa nordestino pior situação.
São Miguel - Rio Grande do Norte
Instituição de ensino responsável: Universidade do Estado do Rio Grande do Norte
Alfabetizador: José Nilton Feitosa
47
Poesia Finalista
48
Aluno: Maria de Fátima Mendes Soares - Idade: 37 anos
VIOLA NORDESTINA
Ah! Viola nordestina
Foi com tua rima
Que quando menina
Aprendi amar
Também com teu canto
Escondi meus prantos
Vivi teus encantos
E parei de chorar
Canta, viola, canta
Pois com teus tinidos
Um povo sofrido
Tú acalentou
Em tempos de secas
De fome e miséria
Nas mãos do caboclo
Tú sempre cantou
De tantos instrumentos
Te escolhi rainha
para escrever linhas
Que tú me inspirou.
Irauçuba - Ceará
Instituição de ensino responsável: Universidade Veiga de Almeida do Rio de Janeiro
Alfabetizadora: Patrícia Girlane Araújo Lopes
49
Poesia Finalista
50
Aluna: Maria de Lurdes de Souza - Idade: 38 anos
A CANTORIA DE VIOLA NORDESTINA
Amigos começarei
uma longa historia
você fala do meu sertão
tirando da memória
o quanto fiquei felez
lá dentro da minha escola
No meu sertão nós tem
muitas coisas vantajosa
tem roça e bolsa renda
só a seca apavora
mais para nos alegrar
temos um curso raidio e escola
Vou lhe dizer professor
o quanto é bom estudar
a gente sem saber escrever
temos as mão cotada
e sem saber ler?
garanto não é nada.
Sertão seco é ruim
mais deus estar com nós
não vai deixar as criança
penar assim como nós
pois elas não merecem
os pecadores somos nós
Nessa época difícil
que nós estamos passando
tempo de fome guerra
por quem podemos chamar
trabalhando na roça
numa seca de rachar
Cantoria é arte
podemos salientar
o cantor fala muito
na arte popular
falar de vários setores
e da questão estudar
Os cantadores feras
não tem medo de falar
educação política
de tudo sabem falar
valoriza o sabido e
manda o burro estudar
Os poetas do sertão
são muito informado
cantam tudo que sabe
até da educação
política corrupção
canta também a cidade
Não sou uma poetisa
mais gosto de poesia
falando de cantador
já mim causa alegria
você sempre pede a Deus
não se acabar cantoria
A cantoria nos dá
prazer e satisfação
então digo a vocês
que chame o poeta
que já está careca
de cantar nosso sertão
Muitos políticos
não querem admitir
o valor da poesia
que olhando por céu
se lembra de um poente
escrito poesia
O cantor revela
tudo que a terra dá
eu te digo que minha alma
de alegria a cantar
falando do meu sertão
vou até o sol raiar
Quando nascei já tinha
cantoria nesse mundo
por isso é cultura
nossa e de todo mundo
a nossa diferença
narrando no fim do mundo
Só falo com carinho
do meu querido sertão
digo a quem quizer ouvir
que amo de coração
gosto também da escola
que ajuda nas questão
Estudar e preciso
ouvir canção também e
queria ser poeta
porém não deu serto não
só es simples estudante
mais arrei meu sertão
Pendendo sua atenção
falarei do meu sertão
do arroz e do feijão
agradeça que sai do chão
de tudo que nela dar
dou gloria de coração
dá medo e também dor
pesso a Jesus Cristo
os ajude meu Senhor
Gostaria de falar
só de gloria e de paiz
porem não é possível
da medo de satanais
que mete medo mim mais
trazendo guerra e na paiz
Acabou-se o tempo
de paes e outrora
só vemos sangue no ar
e isso apavora
ainda temos aqui
alegria de viola
O curso da escola
nos alegra pouco mais
quando o cançaço vem
penso, a escola traiz
além do sabe curso
completo é bom de mais
Com tudo que já falei
digo abosei vocês
pra falar do meu sertão
palavras não há mias não
enserrarei por aqui
pois rimar não sei mais não
Falei que estou cançada
do sertão arasador
penssando nos trabalhos
Salitre - Ceará
Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Ceará
Alfabetizadora: Josiane Ribeiro Rodrigues
51
Poesia Finalista
52
Aluna: Maria Ivoneide da Silveira Nascimento - Idade: 39 anos
A CANTÓRIA DE VIOLAS NORDESTINA
Não há coisa melhor
que um forró no sertão
e saborear no Medeiros
carne assada com feijão
leite queijo e rapadura
pode fazer a mistura
sentada ao lado do fogão.
Numa noite de são João
é jeito logo matança
de uma galinha gorda
pra negrada encher a pança
com serteza nesta noite
é preparada uma dança.
é grande as rescordações
do meu tempo de menina
minha mãe não deixava
eu passear em esquina
quase mesmo que ficava
moça velha vitalina.
No meu sertão e assim
se vive de qualquer jeito
porque tem sinceridade
aqui não tem preconceito
não existe covardia
o povo daqui e direito.
A cultura da praia
e diferente do sertão
lá se cultiva o pescado
aqui se cultiva algodão
na praia tem pescador
aqui só tem lavrador
com um machado na mão.
Acaraú – Ceará
Instituição de ensino responsável: Universidade Estudual Vale do Caraú
Alfabetizadora:Vera Sandra Silveira Araújo
53
Poesia Finalista
54
Aluno: Maria Socorro Braga - Idade: 36 anos
NO SERTÃO
Todos ficam triste
Com a seca no sertão
A gente imagina
O que fazer neste verão
Como é triste a seca no sertão
O filho chora pedindo pão
O sapo canta pedindo chuva
E nada aparece nas nuvens
O inverno chegou
Vamos comemorar
Peque a foice e a enchada
Vamos todos trabalhar
A chuva cai no chão
Todos se animam
Com a enchada na mão
Para plantar milho e feijão
Assim é a vida no sertão.
Itapajé - Ceará
Instituição de ensino responsável: Universidade Veiga de Almeida do Rio de Janeiro
Alfabetizadora: Edinete Sales Matias
55
Poesia Finalista
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Aluna: Nadir Inácio de Lima - Idade: 58 anos
A todos peço licença
para uma poesia contar
Falando de umas criaturas
Que ha no nosso lugar
São os chamados violeiros
Mas que tem bom tom para cantar
Eles habitam no nordeste
Mas tem gente que diz
que cantar e umas coisa
que alegra o nosso País
E verdade pois quando cantam
Faz muita gente feliz
O nordeste e terra pobre
Mas tem muitos violeiros
que vive cantando e animando
muita gente nos terreiros
Do agreste ao Centro Oeste
Em todo solo brasileiro.
Lagoa Salgada - Rio Grande do Norte
Instituição de ensino responsável: Universidade de Taubaté
Alfabetizador: Francisco Aracildo Guedes
57
Poesia Finalista
58
Aluna: Otaciana Correia de Lima - Idade: 15 anos
A CANTORIA DE VIOLA NORDESTINA
Nordestino que procura
Sua viola melhora
Sai da sua naturalidade
Viajando pra outro lugar
A procura de melhores dias
Pra ter na viola a alegria
Que sai no destino a procura
O nordestino se reclama
da sua terra fracassada
Além de tudo sem lucra
Por está já bem cansada
Assina de tudo saída
Com a cantoria em outro lugar
Por não poder fazer mais nada
Também tem artista nordestino
Com a fama de vaqueiro
O poeta e o cantor
E também o fazendeiro
Também tem o mais famosso
Assina de tudo vaidoso
Que é o grande violeiro
Que pra conquista seu luga
la no mundo da fama
sai do lugar procurando
da poténha da rama
sai se lanentado
sofrendo e chorando
do lugar que tanto amar.
Buíque - Pernanbuco
Instituição de ensino responsável: Universidade Castelo Branco
Alfabetizadora: Maria Adriana e Silva
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Poesia Finalista
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Aluno: Ranulfo Vicente da Silva - Idade: 54 anos
POESIA NORDESTINA
Poesia é um dom pela mão divina
Quem nasce com esse dom, parece que tem um imã
Toda palavra que diz de qualquer jeito dá rima.
Um pedia um martelo outro pedia morão
Um galope beira mar e outra uma canção
E assim passava a noite em grande animação.
A poesia surgiu lá nos países europeus
Veio aqui para o nordeste onde ela se estendeu
O nordestino segurou e com carinho acolheu.
A moça pedia um mote para o seu namorado
Outro a volta do vaqueiro para recorda o gado
Eu pedia a gemedeira e um martelo agalopado.
Para acompanhamento era feito ao som do pinho
Mais não era com viola era com o violino
Que os poetas faziam os seus versos com carinho.
Depois que apareceu os meios de comunicações
Nunca mias vi cantoria aqui em nosso sertão
Só se escuta no rádio ou na televisão.
Os países foram a França, Espanha e Portugal
Veio para o Brasil e foi fundamental
Nos estados do nordeste do sertão a capital.
Mas ninguém fique pensando que a poesia vai acabar
Nunca vai se acabar aquilo que Deus deixou
Nunca vai faltar poeta repentista e cantador.
O poeta nordestino era comunicador
Transmitia as notícias para todo interior
Quando não havia rádio e nem televisor.
Peço a todos que me desculpe-me se eu não estou correto
Por que todo mundo erra até quem anda na reta
Imaginem que não tem o cheiro de poeta.
Quando eu era menino eu assistia demais
Tinha muita cantoria lá na casa do meu pai
Quando a iluminação era a lampião de gás.
Quero agradecer a todos que sempre me incentivou
Alfabetização solidária e todos os professores
Também agradeço a Deus o nosso pai criador.
A casa ficava cheia para assistir o repente
Vendo os poetas cantar o passado e o presente
O vizinho só não vinha se estivesse doente.
Agradeço a Rociênio e a Rosangela também
Agradeço a Cidinha que ensina muito bem
E ao professor Raimundo uma pessoa de bem.
Barcelona - Rio Grande do Norte
Instituição de ensino responsável:Associação Varzeograndese de Ensino e Cultura
Alfabetizadora: Maria Aparecida Targino
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Poesia Finalista
62
Aluna: Rosa Lúcio de Sousa Martins - Idade: 23 anos
REALIDADE DO SERTÃO
O clima quente do sertão
nem sempre nesta região
atormenta esta nação
Nem sempre castiga gente,
não mata a semente,
nem gado, e a esperança
dessa gente aumenta em
permanecer no sertão.
O pobre trabalhador do sertão,
que tira seu sustento do chão,
sem ter de onde tirar o pão
vende o gado para ter sua alimentação
e assim vai embora do sertão.
Bem longe do sertão, o agricultor
tem notícia de que a seca ainda
castiga sua região.
A seca no sertão
faz sol e chuva não,
o agricultor se preocupa,
a seca lhe pertuba, como
fazer a plantação do
arroz e do feijão?
A fé e esperança que alimenta
seu coração, o agricultor espera
um dia voltar para sua região
e continuar sua missão, de cultivar
e irrigar seu rico sertão.
Nova Russas – Ceará
Instituição de ensino responsável: Unifac Associação de Ensino de Botucatu
Alfabetizador: Francisco José Camelo Nascimento
63
Poesia Finalista
64
Aluno: Severino Celestino dos Santos - Idade: 61 anos
O BEBADO AMUADO
Para quem não me conhece,
Meu nome é Severino,
Natural de Sairé,
Onde estou residindo,
Onde sou mais conhecido
Por nome Bio de Santino
E venho cumprindo a sorte
Traçada pelo destino.
Pois sou um agricultor
Nesta mesma região
E no ramo de mangaeiro
Faço a minha profissão,
Assumindo meus compromissos
Que é de minha obrigação.
Com 30 anos no álcool
Eu comecei a pensar
Que não dava resultado
E eu tinha que parar
E só encontrei a saída
Com a a ajuda do A.A.
Assim, o A.A. para mim
representa uma nova vida
de quando eu estava na lama
e encontrei uma saída.
Foi a força do A.A.
Que meu a nova vida.
Minha esposa fez promessa
Para eu parar de beber,
Eu fui a São Severino,
Pagar com todo prazer
Depois de tempos passados
Voltei novamente a beber.
A vontade era profunda
De mim deixar a bebida
E fazia toda cura
Mas, nenhuma me dava guarida,
Só quando conheci o A.A.
É que tive sucesso na vida.
Como conheci o A.A.
é que foi muito legal,
era um dia de domingo
e estava lendo um jornal
quando encontrei uma frase
que trazia este edital:
Aconteceu em um almoço
Em casa de um amigo
Quando ele trouxe uma cerveja
E disse: beba comigo,
Que um copo no almoço
Não atrapalha amigo.
“Se você quer beber, o problema é seu.
Se você quer parar de beber
O problema é nosso!
Alcoólicos Anônimos.
Escreva para o Grupo Jerônimo,
Caixa postal 37”.
Quando saí dali
Já saí descontrolado
Bebi numas três barracas
E cheguei em casa melado,
Do outro dia em diante
Fui beber continuado.
Fui trabalhar só pensando
No que ia acontecer,
Como era essa cura
Que por certo iam fazer.
Com poucos dias depois
Em minha porta ouvi bater.
Voltei para o mesmo lodaçal
E fiquei muito envergonhado,
Para procurar outro grupo
Fiquei meio desorientado
E somente levando revés
Sem obter resultado.
Era a mensagem do A.A.
Que um cidadão veio trazer,
Lá do Grupo Jerônimo
Convidando-me a conhecer
E logo ao chegar do trabalho
Quis ao grupo comparecer.
Procurei o Grupo Ouro Preto,
Por meu mano convidado,
Onde fiz meu reingresso
Passando bom tempo afastado
Desse vício maldito
Que por ele fui dominado.
Fui com este rapaz
E assisti uma reunião,
Por ele fui apadrinhado
Com toda satisfação,
Foi em maio de 76
Quando obtive essa benção.
Hoje, no Grupo Sairé,
A esta data fundado
Foi a 21 de setembro de 86
E já me sinto realizado,
Digo com muita emoção
Quero que fique gravado.
Com onze meses e meio
De minha sobriedade
Vou lhes dar um exemplo
Com a maior fidelidade
Tomei um copo de cerveja
Que me deram sem maldade.
Que o amigo traga mais um,
Para que seja apadrinhado,
Daqueles que têm problemas
E ficaram ao nosso lado,
Pois confiando em Deus
Não tema ser ajudado.
Sairé – Pernambuco
Instituição de ensino responsável: UNORP – Centro Universitário do Norte Paulista
Alfabetizadora:
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Poesia Finalista
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Aluna: Tânia Nazaré Leal Cardoso - Idade:41 anos
Eu sou da escola Guajarino
Mas, não quero falar dela
Eu falo mesmo é da musica nordestina
Que é uma coisa bela
Quando ouço a musica nordestina
Meu coração pula miudinho
faca só uma idéia
do nosso irmão nordestino.
Eu queria ter essa força
Eu queria ter esse destino.
De poder um dia saudar
Esse povo nordestino.
A musica nordestina
Encanta o povão
Seja nos programas de rádio
ou na televisão.
Todo mundo ouve
Toca e dança
Não tem idade
Do idoso até criança.
Espero colaborar
com o concurso radio escola
Que pena que não tenho
Um triângulo, uma sanfona e uma viola.
Barcarena - Pará
Instituição de ensino responsável: Universidade Federal do Pará
Alfabetizador:Anderson Clayton Leal Cardoso
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