Pibid/UFABC
e o Processo Ensino-Aprendizagem em
Ciências e Matemática
coletânea de artigos
Mirian Pacheco Silva
Meiri Aparecida Gurgel de Campos Miranda
Márcia Helena Alvim
(Orgs.)
Conselho Editorial
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Ed. Altos do Anhangabaú, 2º Andar, Sala 21
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©2014 Mirian Pacheco Silva; Meiri Aparecida Gurgel de Campos Miranda; Márcia Helena Alvim (Orgs.)
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S3375 Silva, Mirian Pacheco; Miranda, Meiri Aparecida Gurgel de Campos;
Alvim, Márcia Helena (Orgs.).
Pibid/UFABC e o Processo Ensino-Aprendizagem em Ciências e Matemática: coletânea de artigos/Mirian Pacheco Silva; Meiri Aparecida Gurgel
de Campos Miranda; Márcia Helena Alvim (Orgs.). Jundiaí, Paco Editorial:
2014.
204 p. Inclui bibliografia.
ISBN: 978-85-8148-539-3
1. Ensino-Aprendizagem 2. Formação de professores 3. Pibid/UFABC
4. Métodos de ensino I. Silva, Mirian Pacheco; II. Miranda, Meiri Aparecida
Gurgel de Campos; III. Alvim, Márcia Helena (Orgs.)
CDD: 370
Índices para catálogo sistemático:
Ciência e Tecnologia
372.35
Matemática
372.7
Formação de professores
370.71
IMPRESSO NO BRASIL
PRINTED IN BRAZIL
Foi feito Depósito Legal
Sumário
Apresentação...............................................................................7
SEÇÃO 1 Estratégias Didáticas utilizadas nas regências do Pibid: limites
e possibilidades............................................................................9
Capítulo 1 – Experiência Investigativa do Pibid/UFABC
– Subprojeto Biologia – Utilizando Simulação Na E.E. Visconde
de Taunay (Santo André, Sp).....................................................11
Aline Nicoletti | Carolina Boccuzzi | Kathleen Dourado Rossi | Adriana Miranda | Amanda Nascimento
Regina Célia Souza | Daniela Lopes Scarpa | Natalia Pirani Ghilardi-Lopes
Capítulo 2 – Experimentação: quais os impactos causados
por uma aula experimental de Física e quais seus
obstáculos...................................................................................19
Antonio Romualdo de Lorena Neto | Maria Inês Ribas Rodrigues
Capítulo 3 – Números decimais em seus significados: uma
construção aritmética com alunos do 6º ano do ensino
fundamental...............................................................................33
Caroline Miano Lima | Daniele Rocha | Alessandro Jacques Ribeiro | Francisco José Brabo Bezerra
Capítulo 4 – Ensino por meio da investigação científica:
sequência didática “A caixa de Pandora” aplicada por alunos
do Pibid-Biologia da UFABC na E.E. Amaral Wagner (Santo
André - SP)..................................................................................51
Erik Flavio Vinturi | Suzane da Silva Melo | Ana Luiza Abrahão | Deise Alves Vitorino | Rodrigo de Oliveira Vecchi
Manuela Petagna | Patrícia Vieira | Daniela Lopes Scarpa | Natalia Pirani Ghilardi-Lopes
Capítulo 5 – O uso da mídia na contextualização de temas
biológicos – contribuições para licenciandos e alunos da
educação básica..........................................................................63
Ingrid Caroline de Almeida Zia | Roberto Ernesto Camacho Mansani | Rodrigo Luiz de Lima | Márcia Rufino
Meiri Aparecida Gurgel de Campos Miranda | Rosana Louro Ferreira Silva
Capítulo 6 – Física Moderna no Ensino Médio: o efeito
fotoelétrico em quatro focos.....................................................83
Natália Pimenta e Silva | Maria Inês Ribas Rodrigues
Capítulo 7 – “Matemática quadro a quadro”: uma proposta
metodológica diferenciada para o uso da História da
Matemática em sala de aula.......................................................89
Thaís Conconi Silva | Plínio Zornoff Táboas
SEÇÃO 2 Reflexão sobre a contribuição do Pibid na formação inicial e
continuada de professores de Ciências e Matemática............101
Capítulo 8 – Análise dos processos avaliativos nas aulas
ministradas pelos bolsistas do Pibid......................................103
Jacqueline Bonardi Tavares | Mariana Tambellini Faustino | Melissa Lemos dos Santos | Sílvia Gomes Passos
Patrícia Tufanetto | Andréa Regina Buratti Leite | Meiri A. Gurgel de Campos Miranda | Rosana Louro Ferreira Silva
Capítulo 9 – O pensamento reflexivo como produto de uma
experiência sociodramática com bolsistas do Pibid..............125
Maisa Helena Altarugio | Maria Candida Varone de Morais Capecchi
Capítulo 10 – O Pibid e a formação da identidade docente
de licenciandos em Física........................................................131
Maria Candida Varone de Morais Capecchi | Maria Beatriz Fagundes
Capítulo 11 – O enfoque cts no ensino de ciências: narrativas
de licenciandos do Pibid/UFABC...........................................137
Paula Aparecida Borges de Oliveira | Mirian Pacheco Silva
Capítulo 12 – Reflexão sobre a prática: as experiências de
uma professora de Ciências na supervisão do Pibid..............151
Yuli Yamamoto Nakanishi | Maisa Helena Altarugio
SESSÃO 3 Reflexões sobre o ensino-aprendizagem de Ciências e
Matemática no contexto do Pibid..........................................159
Capítulo 13 – Estimulando o ensino investigativo: análise dos
trabalhos inscritos pelos alunos da E.E. Amaral Wagner (Santo
André, SP) para a I Feira de Ciências da UFABC1....................161
Kathleen Dourado Rossi | Adriana Miranda | Amanda Nascimento | Aline Nicoletti
Carolina Boccuzzi | Patrícia Vieira | Natalia Pirani Ghilardi-Lopes
Capítulo 14 – “Minhas aulas de Ciências”: análise da
concepção de Ciência em alunos do Ensino Fundamental
II................................................................................................169
Mayara Araujo Romano | Aline Batista Viana | Vinícius da Costa Almeida | Rubens Arias Capitan Junior
Yuli Yamamoto Nakanishi | Maisa Helena Altarugio
Capítulo 15 – Concepções Alternativas de Alunos do Ensino
Médio sobre um Experimento de Dilatação do Ar.................179
Natália Pimenta e Silva | Maria Inês Ribas Rodrigues
Capítulo 16 – Sentidos do Pibid Biologia para alunos da
Educação Básica........................................................................189
Rosana Louro Ferreira Silva | Jacqueline Bonardi Tavares | Silvia Gomes Passos
Andréa Regina Buratti Leite | Meiri Aparecida Gurgel de Campos Miranda
APRESENTAÇÃO
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência
− Pibid é uma iniciativa da Capes visando a valorização da formação de professores para atuarem na Educação Básica. Na Universidade Federal do ABC, o Pibid é desenvolvido sob a forma
de dois projetos que são intitulados: Integração Escola-Universidade na Formação de Professores das Ciências e Matemática;
e Formação de Professores de Filosofia, de Ciências e de Matemática em contextos colaborativos. Esses projetos contemplam subprojetos das seguintes áreas: Biologia, Filosofia, Física,
Matemática e Química. Cada área possui um coordenador, dois
supervisores e dez bolsistas. A forma de execução do projeto envolve reuniões frequentes para planejamento e preparação das
atividades, acompanhamento e participação nas atividades que
o professor supervisor realiza na escola e, também, participação
em eventos científicos com publicação de trabalhos relatando
resultados do projeto.
Desde o início do programa na UFABC, os referenciais da
pesquisa colaborativa orientaram o desenvolvimento das ações
realizadas no Pibid. Por este motivo, ao mesmo tempo em que os
participantes atuam como bolsistas do projeto, atuam também
como pesquisadores. Neste sentido, a parceria com a escola pública para a realização dos projetos tem apresentado resultados
surpreendentes que foram publicados em forma de resumos e
trabalhos completos em diferentes eventos científicos. Visando
fazer uma consolidação dessas publicações, organizamos essa
coletânea que tem como objetivo agrupar trabalhos publicados
no período de 2010-2012. Os estudos aqui apresentados contemplam resultados de pesquisas e relatos de experiências dos
subprojetos de Biologia, Física, Matemática e Química, organizados em três seções, a saber:
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Mirian Pacheco Silva | Meiri Aparecida Gurgel de Campos Miranda | Márcia Helena Alvim (Orgs.)
Seção 1 - Estratégias Didáticas utilizadas nas regências do
Pibid: limites e possibilidades, composta por nove artigos que
analisam diferentes estratégias didáticas utilizadas nas aulas
dos bolsistas do Programa, em especial no que concerne aos resultados alcançados e aos obstáculos e dificuldades encontrados.
Seção 2 - Reflexão sobre a contribuição do Pibid na formação inicial e continuada de professores de Ciências e Matemática, contendo cinco trabalhos que apresentam análises de licenciandos e professores supervisores, bolsistas do Programa, a
respeito da formação e da prática docente no contexto do Pibid.
Seção 3 - Reflexões sobre o ensino-aprendizagem de Ciências e Matemática no contexto do Pibid, totalizando quatro
artigos que contemplam resultados obtidos com alunos da Educação Básica das escolas parceiras a respeito de suas concepções
prévias sobre temas específicos de Ciências; da sua avaliação
sobre a participação de bolsistas do programa nas aulas, além
de uma análise dos projetos desenvolvidos por eles para participação na 1ª Feira de Ciências de Santo André, realizada na Universidade Federal do ABC.
De um modo geral, os artigos evidenciam a importância da
parceria entre Universidade e escola para uma melhoria no ensino de Ciências e Matemática e na formação de professores, seja
inicial ou continuada.
Organizadoras
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SEÇÃO 1
Estratégias Didáticas utilizadas nas regências
do Pibid: limites e possibilidades
Capítulo 1
Experiência Investigativa do Pibid/UFABC –
Subprojeto Biologia – Utilizando Simulação
Na E.E. Visconde De Taunay (Santo André, Sp)1
Aline Nicoletti2
Carolina Boccuzzi2
Kathleen Dourado Rossi2
Adriana Miranda2
Amanda Nascimento2
Regina Célia Souza3
Daniela Lopes Scarpa4
Natalia Pirani Ghilardi-Lopes4
Introdução
O subprojeto de Biologia do Pibid-UFABC (2011–2013) objetiva trabalhar com alfabetização científica para que o aluno
consiga questionar, discutir e procurar respostas para os questionamentos das ciências naturais; além disso, visa promover o
desenvolvimento de habilidades que permitam a familiarização
com as inovações científicas e tecnológicas presentes no cotidiano dos alunos da escola básica, ajudando-os a compreender
melhor o seu papel e também o papel da Biologia na sociedade. Para isso são fundamentais o ensino por investigação e a
1. Trabalho original: Nicoletti; et al, 2012. Experiência investigativa do Pibid
UFABC biologia utilizando simulação na E.E. Visconde de Taunay. Simpósio do
Pibid/UFABC, v. 01, p. 15-17.
2. Licenciandos/as Bolsistas do subprojeto de Biologia – UFABC/Pibid/Capes
– Brasil.
3. Supervisora do subprojeto de Biologia – UFABC/Pibid/Capes - Brasil.
4. Coordenadora do subprojeto de Biologia – UFABC/Pibid/Capes - Brasil.
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Mirian Pacheco Silva | Meiri Aparecida Gurgel de Campos Miranda | Márcia Helena Alvim (Orgs.)
abordagem CTSA (Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente)
(Ricardo, 2007), auxiliando na formação de cidadãos críticos e
autônomos capazes de refletir, discutir, relatar e se posicionar
diante das situações de seu cotidiano (Munford e Lima, 2007).
Uma vez que as salas de aula são heterogêneas em relação aos
estilos de aprendizagem dos alunos (Gardner, 1993), o professor
constantemente necessita utilizar metodologias diversificadas se
o seu objetivo é atender o máximo de alunos com suas atividades
e aulas. O debate e a simulação, por exemplo, são metodologias
de ensino na qual os alunos expressam suas opiniões sobre determinado tema, contribuindo para a construção do senso crítico
dos mesmos. Já a construção de dioramas permite aos alunos
representar seu entendimento em relação a um tema proposto.
Dioramas são usados para representar cenas reais de ambientes
naturais com caráter educativo (Oliveira e Monaco, 2010).
Essas estratégias são interessantes para trabalhar questões
ambientais em sala de aula, indo ao encontro dos que apontam
os PCNEM (2000) e PCN+ (2002), estabelecendo que o aluno
deve ser capaz de analisar dados referentes a problemas ambientais, compreender e emitir opinião sobre notícias relativas
à ciência e tecnologia, e se posicionar criticamente por meio de
argumentação, apresentando justificativas claras, de maneira
crítica e analítica. Assim sendo, o objetivo geral do presente estudo foi o aperfeiçoamento das práticas didático-pedagógicas
dos bolsistas do subprojeto de Biologia do Pibid-FABC. Como
objetivos específicos, buscou-se o planejamento de uma sequência didática com enfoque investigativo e abordagem CTSA, a
aplicação da sequência didática planejada e avaliação da sequência didática e do desempenho dos alunos bolsistas do Pibid.
1. Metodologia
A sequência didática foi preparada seguindo a teoria de Pluralismo Metodológico, que mostra que
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Pibid/UFABC e o Processo Ensino-Aprendizagem em Ciências e Matemática: coletânea de artigos
o uso de estratégias de ensino variadas tende a atingir,
por aproximação, e elevar as ressonâncias individuais
em momentos do processo de ensino, o que maximiza a
possibilidade de aprendizagem dos diferentes estudantes. (Laburu et al, 2003).
Aplicada a duas classes do primeiro ano (1ºE e 1ºF) do período noturno da Escola Estadual Visconde de Taunay (Santo
André, SP), a sequência iniciou-se com uma aula expositiva dialogada abordando os temas: eras geológicas, ciclo do carbono,
ciclo da água, fotossíntese e efeito estufa, para revisão e embasamento teórico para as próximas etapas, com a intenção de que
os alunos conseguissem relacionar o aquecimento global com as
ações antrópicas no meio ambiente. Em seguida, passou-se um
roteiro com: 1) informações para pesquisa (a ser realizada em
casa) sobre os temas mencionados, a ser entregue na aula seguinte; 2) roteiro da “Simulação de uma audiência pública para a
decisão sobre a conversão do Parque Pignatari em um condomínio fechado” e 3) instruções para construção do diorama.
Na simulação, em uma situação hipotética, o Parque Pignatari, localizado em Santo André (SP), seria adquirido por uma
construtora e transformado em um condomínio fechado. Haveria, então, a convocação para uma audiência pública de empresários, ambientalistas, cientistas e moradores locais, com os
alunos representando estes setores, para a decisão do futuro do
parque. Tentou-se mostrar aos alunos a importância da manutenção de áreas verdes e a ligação disso com os temas abordados
na primeira aula, trazendo a visão de CTSA para a sala.
No 1ºE, os alunos foram divididos em quatro grupos sem
que se revelasse qual papel ocupariam na simulação, os quais
foram sorteados na aula seguinte. Já no 1ºF, os grupos foram
divididos de acordo com os papéis a serem representados na
próxima aula. Isso foi feito para testar diferentes alternativas
para uma mesma regência.
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Mirian Pacheco Silva | Meiri Aparecida Gurgel de Campos Miranda | Márcia Helena Alvim (Orgs.)
Durante a simulação, os alunos inicialmente apontaram
seus pontos de vista, de acordo com a perspectiva do papel de
seu grupo, e com o embasamento teórico adquirido nas etapas
anteriores. Então, cada grupo sorteou outro grupo para fazer
perguntas, com direito a réplica e tréplica. Finalizou-se a simulação com o posicionamento que cada grupo tinha sobre o futuro do parque. Após a simulação, cada grupo realizou a construção do diorama, com materiais que os bolsistas providenciaram,
representando o desfecho que gostaria que a audiência tivesse.
Por fim, foi realizada uma pesquisa com os alunos, com um
questionário de avaliação das três atividades da regência e do
desempenho dos alunos bolsistas na condução das atividades.
Foi dividido em três partes: na primeira parte, buscou-se avaliar o desempenho individual do aluno durante a atividade com
oito perguntas, avaliando o seu grau de satisfação a partir da
seguinte escala de opinião: Excelente, Muito bom, Bom, Regular e Ruim. Procurou-se identificar informações utilizadas pelos
alunos para a produção de seus argumentos e sugestões, além
do grau de satisfação e entendimento dos objetivos da atividade
(Silva et al., 2009). Na segunda parte do questionário os alunos avaliaram a participação dos bolsistas do Pibid, contendo os
mesmos cinco valores de avaliação relativos à aula teórica ministrada, à clareza do conteúdo e das atividades que foram desenvolvidas, realização da pesquisa, coordenação do debate e a realização do diorama. A última parte foi reservada para os alunos
se expressarem com opiniões, sugestões, críticas e reclamações.
2. Resultados e discussão
Como o tema “Aquecimento Global” é bastante complexo e
atual, foi necessária uma adaptação do conhecimento (transposição didática), envolvendo a relação saber-ensino/professor-aluno dentro da sala de aula. Cabe ao professor estar inserido
nesses temas atuais e trazê-los para a sala de aula para serem
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Pibid/UFABC e o Processo Ensino-Aprendizagem em Ciências e Matemática: coletânea de artigos
debatidos e questionados, gerando no aluno habilidades argumentativas e respeito a diferentes opiniões (Leite, 2004).
Sobre a condução da atividade, cada sala precisou de intervenções diferenciadas. Os alunos do 1ºE mostraram-se desinteressados e agitados, fazendo poucas perguntas sobre o tema. Já
no 1ºF, os alunos se mostraram participativos e interessados.
Um ponto que precisa ser melhorado é a questão da pesquisa em
casa, pois mesmo com o roteiro e as indicações de referências,
observou-se que grande parte dos alunos não a realizou, sendo necessário um estímulo ao hábito de pesquisar. A simulação
mostrou-se uma estratégia eficaz, pois os alunos pareceram motivados por participarem de uma atividade diferenciada, porém
ambas as turmas apresentaram reações diferentes quanto ao
debate. O 1ºE apresentou dificuldade de expressão, argumentação, organização das ideias e do grupo, sendo necessária a intervenção dos bolsistas para ajudá-los com informações, de forma
que o debate pudesse ocorrer. Já o 1ºF mostrou grande interesse
pela simulação e boa argumentação, apresentando informações
que lhes foram passadas na aula anterior, e conseguindo relacioná-las com o tema. O aprendizado é uma estimulação cognitiva que o professor precisa trabalhar na sala de aula através
dos conhecimentos, competências e habilidades (Laburú et al,
2003). Assim, a construção do diorama veio para estimular essas diferentes abordagens de ensino e aprendizado dentro da
sala de aula, pois visava ampliar a expressão da opinião dos alunos de forma não verbal. Também serviu para promover uma
forma de avaliação diferenciada, pois a prática avaliativa atual
nas escolas têm resultado na mera classificação dos alunos de
forma quantitativa, tornando o trabalho do professor um ato de
atribuir notas e classificar os alunos (Libâneo, 1991). Os alunos
representaram o Parque Pignatari tanto se mantendo como uma
área verde, quanto se tornando um condomínio de luxo. Mesmo os alunos que não haviam se saído bem no debate conseguiram se expressar, sendo um dos pontos fortes da regência, com
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