EST ESTADO MATO GROSSO PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PEDRO DA CIPA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇAO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 1 PME: Compromisso, Trabalho e Inovação PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PEDRO DA CIPA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 2015/2025 2 GESTÃO ADMINISTRATIVA DA PREFEITURA DE SÃO PEDRO DA CIPA PREFEITO ALEXANDRE RUSSI VICE VICE-PREFEITO PREFEITO EDUARDO JOSÉ DA SILVA ABREU VEREADOR CARLOS EDUARDO ALVES QUEIROZ VEREADOR JEFFERSON SOUZA SILVA VEREADOR JEFERSON SILVA DOS SANTOS VEREADOR JOSÉ COSTA VEREADOR EMERSON ATANÁSIO BRASILEIRO VEREADOR MARCOS DA SILVA SOUZA VEREADOR PAULO CEZAR MOREIRA DA SILVA VEREADOR PAULO MARÇAL, VEREADOR VANILDO BORTO FAURO SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO SONIA ONIA MARIA PINHEIRO DE OLIVEIRA MASSA SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS ELIANA NOGUEIRA LEÃO DE MORAES SECRETARIA MUNICIPAL DE AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE APARECIDO JÚNIOR DA SILVA SECRETARIA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL RAFAELE DA SILVA OLIVEIRA SECRETARIA MUNICIPAL DE TURISMO ECULTURA REGINALDO CEZÁRIO DE OLIVEIRA SECRETARIA MUNICIPAL DE ESPORTE E LAZER MARCUS DOURADO BASTOS SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS, VIAÇÃO, SER. URB. E TRANSPORTE DANIEL FRANCISCO FARIAS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE EDILÉIA INGRID DA SILVA 3 COMISSÃO DE ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INSTITUIÇÃO OU PROFISSIONAL E OU ENTIDADES REPRESENTANTE DA REPRESENTADA INSTITUIÇÃO OU ENTIDADES CARGO Maurina Maria Pereira Coordenadora Rosana Rita Castelli de Souza Coordenadora Sônia Maria Pinheiro de O. Massa Secretária Municipal Vilma Camilo de Araújo Coordenadora Diulvany Rosa Ribeiro Diretora da Unidade Maria de Jesus Dias dos Santos Coord. Pedagógica Marilene Rosa de Moraes Professora Luzia Margarete Moreira Sanches Secretaria escolar Escola Municipal Gessy Luciana Marques da S.Cavalcante Diretora da Unidade Antonio da Silva Maria Aparecida de Souza Santos Professora Cleuza Inês de Jesus Diretora Flavia Rodrigues da Silva Articuladora Maria Lucineide Araújo Girotto PROEMI Secretaria Municipal de Educação C.M.E.I. Marcio Alessandro Gomes Machado Escola Estadual Irmã Miguelina Corso Coordenadora Conselho Tutelar Sindicato dos S. P. Municipal Walter Luiz dos Santos Conselheiro Elizabete Rosa da Silva Conselheira Eliana Vanderli do Nascimento Presidente Déa Lucia Ribeiro Presidente da (SISPMUSP) Sindicato do Ensino Público do Subsede Municipal Estado (SINTEP) Luzimar Alexandre dos S. Amorim Assistente Social Andressa Pedroso Enfermeira Padrão Elizabete Martins de Souza Agente Contábil Marcos Dourado Secretaria Municipal Vanildo Borto Fauro Vereador Daniel Francisco Farias Ex- Prefeito Colaboradores na Redação dos Eduardo Jose da Silva Abreu Ex- Prefeito Fatos Históricos do Município Raimundo Nonato da Silva Antigo Morador Reny Gonçalves da Silva Antiga Moradora Assistência Social Secretaria de Saúde Secretaria de Finanças Secretaria M. de Esporte Câmara de Vereadores 4 A elaboração do PME exige um trabalho de agilidade e organização do o Município. TTerá erá a responsabilidade de traduzir e conciliar os desejos, as necessidades e as capacidades educacionais do município para a oferta da educação em todas as suas etapas e modalidades modalidades, em consonância com os demais instrumentos de planejamento. Equipe da Secretaria 5 6 SUMÁRIO: 1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 08 2. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO ...............................................................11 2.1. Aspectos Históricos ....................................................................................11 2.2. Aspectos Geográficos .................................................................................27 2.3. Aspectos Populacionais ..............................................................................29 2.4. Economia Municipal e Dinâmica Produtiva ...........................................31 2.5. Níveis de Vida .............................................................................................33 3. HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO ...................................................37 4. NÍVEIS DE ENSINO ................................................................................................46 4.1. Educação Infantil .......................................................................................46 4.2. Ensino Fundamental ..................................................................................53 4.3. Ensino Médio ..............................................................................................70 4.4. Educação Especial ......................................................................................78 4.5. Ensino Superior .........................................................................................87 4.6. Financiamento ............................................................................................90 5. METAS E ESTRATÉGIAS DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO ........94 6. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO ...........................................................117 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................119 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................120 7 1- INTRODUÇÃO São Pedro da Cipa tem um grande avanço na qualidade educativa ao elaborar, de forma democrática e participativa, o Plano Municipal de Educação – PME, para os próximos dez anos. O PME trata do conjunto da educação, no âmbito Municipal, expressando uma política educacional para todos os níveis, bem como as etapas e modalidades de educação e de ensino. Sua elaboração está preconizada no Plano Nacional de Educação - PNE, aprovado pela lei nº 13.005 de 25 de junho de 2014, que estabelece em seu artigo 8º o prazo de 1 ano para que o Distrito Federal, Estados e Municípios faça a devida adequação de seus planos, alinhando-se ao Plano Nacional, devendo, estes três documentos, comporem um conjunto integrado e articulado”. Obedecendo ao princípio constitucional de gestão democrática do ensino público, preconizada na Constituição Federal Art. 206, Inciso VII, observando a gestão democrática de ensino e da educação, a garantia de princípios de transparência e impessoalidade, a autonomia e a participação, a liderança e o trabalho coletivo, a representatividade e a competência, foi construído o presente Plano Municipal de Educação, um plano decenal. Requer de todos, que dele participarem, clareza e objetividade a respeito de qual educação necessita. Este processo de construção coletiva, com a demonstração de um forte espírito de cidadania, autonomia e de comprometimento, com a formação plena dos cidadãos, apontando para um caminho em que a educação é alicerce para o desenvolvimento da sociedade do conhecimento, marca do século XXI. O PME preconiza o que está exposto no Plano Nacional de Educação, de forma resumida, sendo os principais aspectos norteadores abordados: a elevação global do nível de escolaridade da população de São Pedro da Cipa; a melhoria da qualidade do ensino em todos os níveis; a redução das desigualdades sociais e regionais no tocante ao acesso e à permanência na educação pública e a democratização da gestão do ensino público nos estabelecimentos oficiais. 8 Espera-se que o Plano Municipal de Educação de São Pedro da Cipa aponte para uma Educação Plena, que contribua para a formação de cidadãos, com uma nova visão de mundo, em condições para interagir na contemporaneidade, de forma construtiva, solidária, participativa e sustentável. A Constituição Federal, Art. 214, determina a elaboração de Plano Nacional de Educação, ratificada no Art. 87 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996: “Art. 87 É instituída a década da Educação, a iniciar-se um ano a partir desta Lei. E ainda, a Lei Complementar 049/98, dispõe: Art. 1º Pela presente Lei Complementar fica criado, no âmbito do Estado de Mato Grosso, o Sistema Estadual de Ensino, de que trata a Lei Federal nº 9.394/96, que dispõe sobra as diretrizes e bases da educação nacional. Toma-se ainda, como base a Lei do Plano de Educação Estadual nº 8.806/2008 em seu Artigo 2°: Art. 2º A partir da vigência desta lei, os Municípios deverão, com base no Plano Estadual de Educação, elaborar ou adequar seus planos decenais correspondentes. Tendo em vista, o que dispõe o Artigo 42° da Constituição Estadual a Lei nº 10.111/2014, revisa e altera a Lei nº 8.806/2008 do Plano Estadual de Educação, instituído em seu Artigo 1°: Art. 1º Fica alterado o Anexo I da Lei nº 8.806, de 10 de janeiro de 2008, que institui o Plano Estadual de Educação, de acordo com o diagnóstico elaborado pela Conferência de Avaliação do Plano Estadual de Educação – 2011, cujas metas passam a vigorar nos termos do Anexo Único desta lei. Mas o presente documento foi elaborado a partir da Lei Nacional de nº13.005/2014, tendo em vista, construir um Plano Municipal de Educação de forma científica, estratégica e participativa na busca de um novo paradigma de educação para 9 as escolas representa um instrumento de apoio ao processo de ensino-aprendizagem de forma coletiva e democrática. Art. 8o Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar seus correspondentes planos de educação, ou adequar os planos já aprovados em lei, em consonância com as diretrizes, metas e estratégias previstas neste PNE, no prazo de 1 (um) ano contado da publicação desta Lei. § 1o Os entes federados estabelecerão nos respectivos planos de educação estratégias que: I - assegurem a articulação das políticas educacionais com as demais políticas sociais, particularmente as culturais; II - considerem as necessidades específicas das populações do campo e das comunidades indígenas e quilombolas, asseguradas a equidade educacional e a diversidade cultural; III - garantam o atendimento das necessidades específicas na educação especial, assegurado o sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades; IV - promovam a articulação interfederativa na implementação das políticas educacionais. § 2o Os processos de elaboração e adequação dos planos de educação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de que trata o caput deste artigo, serão realizados com ampla participação de representantes da comunidade educacional e da sociedade civil. Portanto, além do cumprimento da determinação constitucional e legislação decorrente, há a necessidade de sistematizar a organização da educação e ensino no município, em todos os níveis e modalidades da Educação Básica, e, em todas as redes, a fim de concretizar a oferta de serviços de melhor qualidade, evidenciando avanços construídos ao longo do tempo e identificando lacunas que precisam maior atenção nos próximos 10 anos. 10 2. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO 2.1. ASPECTOS HISTÓRICOS As origens históricas do estado do Mato Grosso, segundo as informações do livro de Elizabeth Siqueira, Histórias do Mato Grosso: da ancestralidade aos dias atuais estão ligadas às descobertas de veios auríferos no território do estado no início do século XVIII por expedições de bandeirantes paulistas. Segundo o referido livro, inicialmente o interesse dos bandeirantes paulistas que adentraram o estado era a captura de índios para o trabalho escravo nas lavouras paulistas e nas minas de pedras preciosas na Capitania de Minas Gerais. Entretanto, no ano de 1719, a expedição do bandeirante Pascoal Moreira Cabral Leme teria descoberto minas auríferas na região do Rio Coxipó, atualmente município de Cuiabá. A divulgação da descoberta das denominadas “Minas de Cuiabá” atraiu grande número de moradores para o território do Mato Grosso no período de 1722 a 1726. Cabe destacar que no ano de 1722 o Arraial Cuiabano foi elevado à categoria de distrito da Capitania de São Paulo e, em 1748, foi criada a Capitania de Mato Grosso. No período da Capitania do Mato Grosso, Portugal se empenhou na defesa das fronteiras conquistadas do território brasileiro. Dessa forma, favorecimentos foram oferecidos pela Coroa Portuguesa e, posteriormente, pelo governo Imperial, para a ocupação do seu território e para favorecer a ocupação do território no norte do Brasil através dos rios Madeira, Arinos e Tapajós. Nessa trajetória de ocupação e povoamento da Capitania de Mato Grosso outros povoados surgiram no caminho até Cuiabá, especialmente os povoados às margens do Rio Araguaia, do Rio Garças e do Rio São Lourenço. No ano de 1894 os Salesianos chegaram ao Mato Grosso e iniciaram um processo de aculturação da comunidade local, já iniciada com os indígenas no estado: 11 (...) a Missão Salesiana no Brasil, aos 18.06.1894 estabeleceu uma de suas dependências no lugar denominado “Merure” em pleno centro dos índios bororos, e essa dependência denominou-se “Colônia Indígena Sagrado Coração de Jesus” sob a direção do padre João Duroure de origem Francesa (IBGE, 2012). A região acompanhou o desenvolvimento do município de Jaciara, que foi colonizado pela CIPA - Companhia Industrial Pastoril e Agrícola. Nicola Rádica, italiano de nascimento e paulista por vocação, foi o grande pioneiro de São Pedro da Cipa. Encantou-se com as terras e matas banhadas pelo Rio São Lourenço e adquiriu terras na região. Rádica chegou ao Vale do Rio São Lourenço em 1949. Veio atraído pela intensa propaganda que se fazia das terras férteis e virgens do lugar. O italiano Nicola chegou após uma viagem aérea, realizada juntamente com Milton Ferreira, colonizador, um dos sócios da Companhia Industrial Pastoril e Agrícola, que havia adquirido 70 mil hectares de terras do governo estadual na região (IBGE, 2012). A viagem de avião foi trágica. Uma pane ocorrida quando a aeronave sobrevoava o Pantanal mato-grossense obrigou o piloto a um pouso forçado. Não se verificou nenhuma baixa. No entanto os dias que se seguiram foram de pânico. Os sobreviventes percorreram quilômetros de área pantanosa, enfrentando todo tipo de adversidade que o ecossistema oferece. Nicola Rádica fixou residência às margens do Rio São Lourenço, numa homenagem ao belo rio que banha a região (IBGE, 2012). Formou-se então um pequeno povoado, às margens da rodovia que liga Rondonópolis à Cuiabá, nas proximidades de Jaciara. O primeiro nome que o núcleo recebeu foi Centro-Nápolis, em referência à nacionalidade do fundador da cidade. Por fim, em atenção à Companhia Colonizadora Cipa e em homenagem ao padroeiro local, o distrito recebeu o nome de São Pedro da Cipa (IBGE, 2012). As terras férteis atraíram muita gente à região. Os primeiros povoadores ficaram entusiasmados com a idéia de plantarem café, já que os colonos vinham de região cafeeira paulista. O café foi a primeira grande cultura do lugar. Mas território do município de São Pedro da Cipa já era habitado pelo povo indígena bororos. Quando os paulistas iniciaram a preia indígena em terras matogrossenses, no final do século XVII, deparou-se com índios desta nação - chamaramnos de Porrudos - julgando que estes índios possuíam órgãos genitais de gigantescas proporções. Isto se deveu ao uso comum, por parte dos homens bororos, de um protetor genital. Na verdade defendiam-se das piranhas, que abundavam nos rios da região. Por 12 isto, os paulistas deram o nome de Rio dos Porrudos ao Rio São Lourenço, que banha a sede municipal de São Pedro da Cipa. O território do município foi amplamente movimentado por conta de investidas garimpeiras. A região tem tradição garimpeira, pois o Rio de Pombas é reduto de garimpagem há muito tempo. No início da exploração os aventureiros do garimpo tinham mais facilidade em suas atividades, pois os diamantes afloravam nas encostas e leitos de rios. A Lei nº 1.120, de 17 de outubro de 1958, criou o distrito de Pombas, na região eminentemente garimpeira. A terceira atividade econômica na Região do Vale de são Lourenço foi à produção de cana-de-açúcar, que na busca de alternativas que prendesse o homem no município e desse melhores condições de trabalho às famílias Jaciarense, o governo estadual em 1.962 promoveu a fusão da compra da produção de cana em território municipal, tendo em vista que já nesta época, o Vale se projetava como um dos mais promissores produtores de cana - de - açúcar. Até meados de 1.961, existiam vários pequenos engenhos que produziam rapadura e outros derivados da cana de forma artesanal. Numa iniciativa então inédita no Brasil, o governo estadual promoveu a partir da safra de 1.962 a compra de toda plantação de cana, e os canavieiros em troca de incentivos fiscais e financiamento oficial, se comprometeram a vender suas safras para o governo via Usina Jaciara. Com tudo oficializado por parte dos plantadores de cana, em 10 de novembro de 1.962, o Estado, pela Lei 1.765, criou a Usina Jaciara, que teve a sua implantação iniciada logo no ano seguinte (1.963) e em 1.965, produziu a primeira safra. Em 1.972, o governo estadual resolve privatizar a Usina Jaciara. Era a primeira privatização de um chamado bem produtivo e/ou industrial a ser realizado nos moldes das atuais privatizações. A partir desta iniciativa, os irmãos Naoum - Mounir, Wiliam Habib e George Habib - passaram a ter o controle acionário da empresa e assumiram a direção da Usina. Desde os anos de 1960, o setor canavieiro é praticamente o único pilar sobre o qual se assentava a economia de São Pedro da Cipa. Em 20 de Dezembro de 1991, através da Lei Estadual nº 5.906, de autoria do deputado estadual Hermes de Abreu foi criado o município de São Pedro da Cipa. "Artigo 1º - Fica criado o município de São Pedro da Cipa, desmembrado dos municípios de Jaciara e Dom Aquino... 13 Artigo 2º - O município criado é constituído de dois distritos, o da Sede e de Pombas. Parágrafo Único - O município somente será instalado com a eleição e posse do prefeito, vice-prefeito e vereadores, realizada de conformidade com a Legislação Federal. " Em 03 de outubro de 1992, realizou-se a primeira eleição municipal. Nesta ocasião foi eleito como Prefeito do Município Damião José Ferbônio, tendo como VicePrefeito Ivo Martins Santana. Damião José Ferbônio, homem do povo, trabalhador braçal e eleito presidente do sindicato dos trabalhadores rurais no Vale de São Lourenço, dedicou sua vida na defesa dos direitos dos trabalhadores rurais. Sendo ele um homem muito carismático e detentor de um grande conhecimento, o que fazia dele um líder nato, fato que levou ao reconhecimento da população, dando-lhe uma expressiva vitória no pleito em que foi eleito como o primeiro prefeito de São Pedro da Cipa. Sendo eleito, tinha que buscar meios para estruturar no município os atos legais e administrativos para estabelecer uma sede para o Paço Municipal, bem como, a Câmara de vereadores. Assim, no dia trinta de Novembro de 1992, deslocou-se à Capital Matogrossense, juntamente com um vereador eleito e um dos seus futuros secretários em busca de recursos para implantar a sede da prefeitura, bem como, buscar soluções para os entraves burocráticos, visando sanar os problemas legais que surge quando da implantação do poder executivo municipal. Ao retornar para o município, após ter cumprido a agenda da viagem, no trevo do Tijucal, na capital do Estado, teve sua vida ceifada em um trágico acidente automobilístico, trinta e um dias antes da sua posse, sendo empossado em seu lugar o Vice-Prefeito Ivo Martins Santana. Todo começo é difícil e não foi diferente para um Município recém emancipado. Esse fato pode ser observado no primeiro mandato de (1993 a 1996), uma vez que o governante do município, homem de pouco conhecimento sobre política administrativa, visto ter pouco estudo, além de ter um município para administrar sem nenhum preparo, muito menos sem um plano de governo para nortear suas ações, enfrentou vários problemas de ordem administrativa e financeira. Mesmo com toda dificuldade, pode-se dizer que em sua gestão Ivo Martins Santana implantou a primeira sede do paço municipal em uma escola já existente, já que 14 não havia naquela ocasião nenhum terreno ou mesmo prédio próprio do município. Após estabelecer através de ato legal a sede do paço municipal nesta escola, o prefeito foi em busca de mobiliar e equipar a prefeitura, bem como, mobiliar e equipar o prédio da Câmara Municipal, pois o poder legislativo alugava um espaço, mais não tinha meios para equipá-lo. Ressalta-se que logo em seguida a Câmara Municipal comprou com recursos próprios o espaço que antes alugava. Além de organizar a estrutura física para instalação da máquina pública, Ivo Martins Santana ainda realizou o primeiro concurso público em 1993, tendo em vista legalizar a situação dos trabalhadores no município. Ainda neste mandato, apesar das inúmeras dificuldades vale lembrar que foi na gestão de Ivo Martins Santana, que São Pedro da Cipa adquiriu seu primeiro ônibus escolar, através de parceria com o FNDE. Ressalta-se que esse veículo foi de suma importância nessa ocasião, visto ser grande o número de alunos que eram transportados da zona rural em uma caçamba para a Escola Estadual na sede do Município, ou mesmo para Jaciara, já que a rede de ensino municipal nesta época era incipiente. Considerando a dificuldade em criar a estrutura administrativa de um município recém emancipado, abre-se aqui um parênteses para colocar que o primeiro Prefeito realizou alguns feitos de grande relevância para o município, além do já exposto acima, destaca-se: aquisição de um veículo gol para educação, aquisição de um veículo Santana para o Gabinete e um veículo uno para a administração. Para a Secretaria de Obras foi adquirida uma caçamba e uma patrol, além de iniciar as negociações de compra dos terrenos do Sr Benedito Pires, espaço este onde em mandatos seguintes foram construído o Centro Administrativo, Centro de Conviver e uma Unidade de Educação Infantil. Ainda tecendo considerações acerca do inicio da vida administrativa, apesar de apontar algumas benfeitorias realizadas no município, não se pode deixar de fazer referencia ao fato de que por falta de organização e visão administrativa, o município foi entregue ao segundo prefeito eleito com um grande déficit financeiro, incluindo de 5 a 8 folhas de pagamento atrasadas, bem como, a paralisação da máquina administrativa por má aplicação de recurso. Ressalta-se ainda que dentre os profissionais com salários atrasados encontravam-se também os professores, que só vieram a receber seus vencimentos já no segundo mandato do Prefeito Daniel Francisco Farias, após ação judicial. 15 Os vereadores que compuseram o primeiro pleito na câmara municipal de 1993 a 1996 eram: Juventino Campos, João Alberto Ferreira, Esmeraldo Lopes de Souza, Djalma Souza Nascimento, Aparecido Donizete Ruis, Ailton Gomes de Oliveira, Saul Quintão, Rosa Cesário da Silva, Carlos Alberto Benício. O Segundo Mandato Administrativo (1997 a 2000), o governante do município, homem com pouco mais de visão administrativa, porém com atitudes rústicas, visto que a exemplo do prefeito anterior que era açougueiro e corretor de gado, o atual era pecuarista. De descendência puramente italiana, viu em sua gestão a oportunidade de promover o crescimento da cidade, loteando parte de suas terras e doando aos munícipes. Em sua primeira gestão, Osvaldo Fulador, possibilitou melhor qualidade de vida aos munícipes, dando seguimento a captação de água iniciada no governo anterior. Mudando a captação de água, que até aquele momento era do rio São Lourenço, pois através do INTERMAT, financiou a abertura de um poço artesiano utilizado até os dias atuais, para distribuição de água potável para todos os munícipes. Lembra-se, porém, que nesse mesmo mandato aconteceu a terceirização da rede de distribuição de água. Além da abertura do poço artesiano na área central da cidade, foi aberto também e um poço artesiano na comunidade da Vila Érica. Da mesma forma que se destaca como feitos de Fulador a doação do loteamento da Vila Érica, e ainda, o patrolamento nos trieiros existentes no bairro, pois o mesmo carecia de demarcação para abertura de ruas e cascalhamento, tendo em vista facilitar o deslocamento dos moradores daquela comunidade, bem como, a iluminação pública no bairro. No que tange a educação, o prefeito Osvaldo Fulador, entendia que devia investir no aluno, visto ser esta sua principal meta, pois acreditava que a educação daria retorno ao município. Tanto que em sua gestão a rede municipal de ensino, superou todas as expectativas, passando de 73 alunos, para 706, distribuídos em três turnos. A rede municipal passou a ter material didático-pedagógico para alunos e professores e merenda de excelente qualidade. Osvaldo Fulador foi pioneiro na Educação do Município, firmando convenio com a UNIVAG em 1999, qualificando gratuitamente 40 professores, antes de lançar concurso público em 2001, dando oportunidade e qualificação para a população trabalhar dentro do município. Lembra-se, porém, que o seu sucessor Daniel Francisco 16 Farias, após muitas negociações efetuou a quitação das parcelas inadimplente, possibilitando a conclusão dos estudos dos acadêmicos. Outro fato relevante ainda da administração de Osvaldo Fulador que deve ser lembrado é a implantação do primeiro PCC para os profissionais do magistério, pois na primeira gestão municipal fora feito somente um plano de carreira único para todos os profissionais do município. Os Vereadores no segundo mandato, (1997 a 2000), os vereadores eram: Rosa Cesária da Silva, Maria Marleuda de Souza Ferreira, Jonas de Souza Fontes, Eduardo José da Silva Abreu, Adão Ferreira da Silva, Nelcino Ramos Ponce, Nelci Vitório Tomazelli, Francisco Nunes da Mata e Paulo Davi da Silva. Osvaldo Fulador foi reeleito para o segundo mandato, sendo o terceiro prefeito eleito para administrar o município de 2001/2004, com intuito de dar continuidade aos trabalhos no município, porém só governou por dois anos e dois meses, pois fora cassado duas vezes. Sendo a primeira cassação pela câmara de vereadores por improbidade administrativa, tomando posse neste interstício de tempo, o seu vice, Silvio Degaspery da Silva Nesse intervalo, Osvaldo Fulador, deixou um legado para o seu vice Silvio Degaspery da Silva, o qual governou exatos seis meses, que apesar de pouco tempo, executou a pavimentação asfáltica em algumas ruas no centro da cidade; a construção do centro conviver, (espaço cultural para os munícipes da melhor idade); e a creche municipal na Vila Érica. Com a segunda cassação do prefeito Osvaldo Fulador, agora pela justiça eleitoral, juntamente com o seu vice, por crime de compra de votos, toma posse o segundo colocado nas eleições municipais, Daniel Francisco Farias, que permaneceu no poder por cinco anos e oito meses, visto ter sido reeleito. Fulador com a saúde bastante frágil devido a três acidentes automobilístico anteriores a sua vida política, faleceu em 2009. O terceiro mandato (2001/2004) a câmara era composta como vereadores: Vineci de Araújo, Jonas de Souza Fontes, Francisco Nunes da Mata, Paulo Marçal, Marcos da Silva Souza, Adão Ferreira da Silva, Dorizete Cinza Souza, João Francisco da Silva e Wilson Virgílio de Lima. Daniel Francisco Farias, Policial Militar, com uma grande capacidade de lutar contra as adversidades, buscou o progresso do município ao longo do seu mandato, 17 sendo prejudicado por questões judiciais, uma vez que o segundo colocado nas eleições, não se conformava com a mínima diferença de votos. O prefeito Daniel Francisco Farias, fez inúmeras viagens a Capital do País, tendo em vista angariar recursos federais para a implantação de obras, bem como, realizou incontáveis viagens a Capital do Estado, com o intuito de firmar convênios e buscar recursos para o município. Como resultado dessas buscas, o município recebeu recursos tanto do Governo Federal quanto do Governo Estadual para investimento em obras tais como: aquisição de duas ambulâncias sendo uma S10 e uma Doblo; aquisição de um trator e implementos; Reforma do ponto de táxi para a praça central; criação de um ponto de táxi na Vila Érica; reforma e ampliação da Unidade de Saúde Damião Jose Ferbônio; construção de 50 casas, criando o conjunto habitacional Jardim Estrela; construção de 40 casas em parceria com o FETAB, distribuídas a pessoas da comunidade com baixa renda, que já tivesse seu terreno; construção do espaço cultural a margem do Rio São Lourenço; ampliação da pavimentação asfáltica do centro da cidade; implantação de energia elétrica através do Programa “Luz para Todos”, para a comunidade do Garimpo de Pombas; criação da Biblioteca Pública Municipal Marielza de Medeiros em parceira com a Secretaria de Cultura do Estado Mato Grosso; construção do Centro Administrativo Municipal com recursos próprios; ampliação da Escola Municipal Gessy Antonio da Silva, com mais quatro salas de aulas; construção de quatro salas na creche Municipal Maria Sierra Benício; construção de galpão para funcionamento da feira livre municipal; Criação da cozinha piloto para atendimento das unidades escolares; quitação das mensalidades inadimplentes do curso de graduação dos professores; Centro de Reabilitação Dalila Paula da Costa; reforma e aquisição de ambulâncias; construção de várias pontes nas vias rurais, inclusive a ativação da ponte do Rio de Pombas no distrito do Garimpo de Pombas, interligando ao município de Dom Aquino. Ressalte-se que a construção dessa ponte foi um marco bastante significativo, uma vez, que encontrava-se desativada desde os anos de 1970. Um feito de extrema importância para São Pedro da Cipa no ano de 2007, ainda na gestão de Daniel Francisco Farias, foi o Assentamento Rural Laço de Ouro, através de convênio com o INTERMAT, possibilitando a doação de dois hectares e meia para 24 famílias, dando oportunidade na atualidade para que essas famílias trabalhem a terra utilizando-a para a agricultura familiar, para que em um futuro próximo, seja inserida na merenda escolar. 18 Destaca-se principalmente, que neste mesmo mandato, no ano de 2008, a rede municipal de ensino recebeu uma equipe de treinamento para elaboração do PAR (Plano de Ação Articuladas) no qual, foram criadas várias metas e ações para serem executadas nos quatro anos seguintes, que resultou em benefícios, tais como: consignação de 02 micro ônibus através da cessão de uso pelo Governo Estadual, aquisição de 01 micro ônibus com recurso do Governo Federal, Construção do Centro de Educação Infantil, padrão FNDE, aquisição de mobiliários, equipamentos, brinquedos, utensílios domésticos, material didáticos e pedagógicos, dentre outros, tanto para o Ensino Fundamental quanto para Educação Infantil, todos com recurso do FNDE. Apesar dos fatos acima serem de grande relevância para o município, não se pode deixar de mencionar que o prefeito Daniel Francisco Farias, deixou pendências para o seu sucessor, a qual destaca-se uma dívida significativa com o INSS, acumulada ao longo dos mandatos anteriores. Além de pendências em várias obras realizadas em seu mandato, por mau uso dos recursos. De 2005 a 2008, no quarto mandato os vereadores eram: Vineci de Araújo, Eduardo José da Silva Abreu, Carlos Eduardo Alves Queiroz, Alex Maciel Diogo de Oliveira, Joaquim da Silva, Mauro Nascimento, Armando Martins Souza Filho, Wilson Virgínio de Lima e Emerson Atanásio Brasileiro. No ano de 2009 toma posse Wilson Virgínio de Lima, sucessor de Daniel Francisco Farias, com intuito de dar continuidade aos projetos já firmados no município, principalmente na educação. Ao assumir o governo municipal, o prefeito entendeu que devia solucionar os problemas de contratação de servidores públicos vindos do governo anterior, assim, em 2009 lançou concurso publico para os diversos cargos existentes no município, dentre eles os profissionais docentes. Porém, mesmo com concurso público, as contratações continuaram acontecendo, fato que ocasionou oscilação nas datas de pagamentos dos servidores, tendo atrasos de até 20 dias por várias vezes. A administração de Wilson Virgínio de Lima, teve como legado do prefeito anterior, inúmeros projetos e convênios em andamento, porém, ressalta-se que por pendências burocráticas e administrativas junto aos entes federados, o município permaneceu inadimplente, vencendo prazos de entrega de documentos para que as obras fossem iniciadas. 19 Assim, apesar dos recursos já adquiridos desde 2009 a Construção do Centro de Educação Infantil só foi iniciada em 2010 e concluída em 2012, na interrupção de seu mandato, uma vez que o mesmo fora cassado, acusado de compra de voto. Vale lembrar que no curto mandato de Eduardo José da Silva Abreu, de Outubro de 2009, a julho de 2010, adquiriu um veículo para o Conselho Tutelar; consignação de 02 micro ônibus cedidos pelo Governo Estadual, aquisição de 01 micro ônibus com recurso do Governo Federal; 2 caminhões caçamba e uma patrol através de parceria com o governo Estadual, mediante cessão de uso, reforma da Escola Municipal Gessy Antônio da Silva; Implantação do Centro de Informática em parceria com o governo estadual; reformas de pontes e cascalhamento da rodovia MT/472, através de convênio com a SINFRA; convenio com a CEMAT, para instalação da rede elétrica do Jardim Ceará e reforma da praça municipal. Ressalta-se, que em seu mandato Eduardo José da Silva Abreu, estipulou uma data base para efetuar o pagamento dos profissionais do município, aos quais passou quitado para o prefeito titular ao retomar o cargo. Além desse feito vale lembrar que ainda efetuou a contrapartida do município para a construção da Unidade de Educação Infantil, e, negociou a quitação dos encargos tributários, no intuito de legalizar o município no que tange as certidões negativas, inclusive a certidão do INSS, porém, o pagamento das parcelas continuou pendente. Destaca-se também que apesar de demonstrar grande empenho em solucionar os problemas administrativos do Município, Eduardo José da Silva Abreu cometeu uma grande falha com a Educação Municipal, pois além de rejeitar a tabela de coeficientes e a inclusão dos demais profissionais da educação, conforme plano municipal já aprovado moveu uma ação judicial alegando que a tabela era uma “aberração”. Uma vez que entendeu que os valores ali estipulados levariam o município a falência, tanto que provou judicialmente a inconsistência dessa tabela. Destaca-se então que ao reassumir o mandato, Wilson Virgílio de Lima, atendendo o apelo dos profissionais docente, corrigiu a tabela salarial, permanecendo o coeficiente anterior, e, em 2011 lançou um novo plano de carreira com a participação dos profissionais da educação, porém não colocou em prática. Fato que trouxe como conseqüência a defasagem salarial, o que culminou com uma greve dos profissionais da educação por 35 dias. Sendo que esta só teve fim quando houve intervenção da promotoria que ordenou ao executivo atender as 20 reivindicações dos profissionais do ensino, tendo em vista amenizar os prejuízos dos estudantes. Um fato de relevância para a educação municipal nessa gestão foi à elaboração da segunda etapa do PAR (2010 a 2014), na qual, teve como resultado várias metas e ações que foram executadas em parte nesse mesmo mandato e parte no mandato seguinte. Ainda com relação ao prefeito Wilson Virgínio de Lima, há que se comentar que houve várias perdas, dentre as quais se destaca: o rompimento da parceria com o governo Estadual acerca do transporte escolar; a construção de uma escola; a construção de um ginásio poliesportivo, bem como, convênios firmados pela Secretaria de Educação com o MEC e SEDUC, que por falta de documentação legal, os convênios não foram concretizados. Os vereadores do quinto mandato, de 2009 a 2012, eram: Emerson Atanásio Brasileiro, Vineci de Araújo, Carlos Eduardo Alves Queiroz, Edilson Costa Barros, Joaquim da Silva, Valter Souza Catarino, Adão Ferreira da Silva, Marcos da Silva Souza, Vanildo Borto Fauro. Para a sexta Gestão Administrativa do Município, foi eleito, Alexandre Russi, jovem apenas com 32 anos de idade, mais conhecido pelo seu estilo arrojado dos empreendedores da rede privada, visto ser um empresário bem sucedido no ramo de comércio de combustível do Vale de São Lourenço e adjacências. Fato que pode ser o indicador de sua grande visão e capacidade administrativa, uma vez, que o seu tino empresarial faz com que perceba as oportunidades de crescimento do município, em aspectos que nunca antes fora pensado pelos gestores anteriores. O Prefeito Alexandre Russi, ao assumir o comando do Município em 2013 encontrou dívidas deixadas pelo prefeito anterior, dentre elas, a folha de pagamento de dezembro de 2012 de todos os servidores do município. Fato que se agravou quando se deparou com dívidas com vários fornecedores e pendências no INSS que vinha se arrastando por vários mandados. Porém, não se deixou intimidar, já no inicio de sua administração, com apoio de políticos do escalão federal, negociou a implantação no município de um canteiro de obras para duplicação da BR 364. Para tanto, como não havia uma área própria do município para implantação deste canteiro, buscou a desapropriação de uma faixa de terra que pertencia à usina de Jaciara, que até então tinha sido utilizada como filial da empresa central, mas que por essa ocasião encontrava-se desativada. 21 Nesse ínterim, buscou junto ao INSS o parcelamento da dívida do município, que nessa altura já estava em torno de R$ 800.000,00. Vale lembrar que o parcelamento fora feito para ser pago em 04 anos, assegurando assim o cumprimento desse parcelamento ainda em seu mandato, mesmo porque, efetua o pagamento através de débito automático nas contas da prefeitura. Ainda no início da atual administração, negociou com os servidores do município o pagamento da folha em atraso do mandato anterior, uma vez que não pretendia atrasar a folha de janeiro, assim, acertou o pagamento desta para Abril deste mesmo ano. Ressalta-se ainda, que mostrando compromisso com os profissionais do município, estipulou uma data base para o pagamento de seus vencimentos, visto que decorrido dois anos e cinco meses de sua administração, os pagamentos estão sendo efetuados na data programada. O compromisso dessa administração com os servidores municipais torna-se evidente ao observar que já em 2013, através de Lei aprovada deu um reajuste de 6,5%, fracionado em duas etapas, para Dezembro/2013 e Janeiro/2014. Sendo que a partir Junho de 2014 houve a aplicação do piso nacional para os professores da rede municipal, cujo, a carga horária é de trinta horas semanais, e, para os demais profissionais o reajuste foi de 6,78%. Apesar de inúmeras dificuldades encontradas no primeiro ano de administração, vale lembrar que o Prefeito Alexandre Russi ainda através da receita federal conseguiu para o município a doação de 04 veículos. Sendo que nesse mesmo ano efetuou a reforma da Unidade Básica de Saúde Damião José Ferbônio, visto ser necessário reparo emergencial, tendo em vista aparar arestas deixadas pela péssima reforma realizada no mandato anterior. Aponta-se também que ao assumir a administração do município encontrou a frota de veículos toda sucateada, sendo necessário em regime de urgência efetuar reparos, com o objetivo de executar os serviços essenciais para a comunidade. Da mesma forma que recuperou estradas e pontes na zona rural, mesmo porque entende que a população das diversas localidades também deve ser assistida em suas necessidades. Além de manter os programas já existentes, no ano de 2014, o Prefeito Alexandre Russi, implantou as modalidades esportivas, capoeira, Jiujutsu, e implementou Futebol e Futsal, atendendo as demandas do município. Ressalta-se ainda, que considerando a necessidade de valorizar as práticas esportivas no município, efetuou também, reforma no prédio da Secretaria Municipal de Esporte. 22 No que tange as reformas ainda em 2014, o executivo municipal entendeu que a comunidade da Vila Érica necessitava de assistência na saúde pública, assim, utilizando recursos próprios, reformou e equipou um prédio do município ali existente, criando a Unidade Básica de Saúde - PSF II, Wilma Alves Pimenta Figueiredo, com o intuito de diminuir a sobrecarga do PSF central, bem como, encurtar a distancia para os moradores daquela localidade. Nesse mesmo sentido, houve o entendimento de que a comunidade rural também deveria ser contemplada com assistência do município na saúde pública, assim, buscando parceria com o Ministério da Saúde, firmou convenio para reformar e equipar o Posto de Saúde, Rosa Velosa, já existente na Gleba Pombal. Assim, a reativação desse posto também tem como objetivo diminuir a demanda de pessoas atendidas no PSF central, bem como, para uma maior comodidade dos moradores daquela comunidade e das comunidades adjacentes, uma vez que não é mais necessário o seu deslocamento até a sede do município. Pensando ainda na melhoria do atendimento da saúde pública, e, considerando as incontáveis emergências médicas no dia-dia existente no município, Alexandre Russi, adquiriu com recursos próprios um veículo palio e uma ambulância Van. Sendo que o veículo pálio para ser utilizado pelos gestores da saúde no município, bem como, atender as demandas de deslocamento dos profissionais da saúde, tendo em vista prestar assistência para os munícipes. E, a ambulância Van, para transportar os pacientes que necessitam de atendimento médico especializado ou mesmo exames de alta precisão, que são realizados em locais como Rondonópolis ou na Capital do Estado. Destaca-se também na área da saúde como feito da atual administração, a adesão do Município ao programa Mais Médico e implantação do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, (NASF), em parceria firmada com o Ministério da Saúde. Ainda valorizando as comunidades rurais de São Pedro da Cipa, o executivo municipal buscou atender a reivindicação da comunidade Laço de Ouro, uma vez que desde que o assentamento foi efetivado, os assentados sofrem com falta de água potável. Assim, através de parceria com o governo Estadual iniciou os trabalhos de instalação da rede de água para aquela localidade, ficando para o ano de 2015 a sua conclusão. Destaca-se também, conforme colocado anteriormente, na segunda gestão do Município, a rede de abastecimento de água foi passada a terceiros no regime de cessão de uso por tempo determinado. Dessa forma, decorridos dez anos, ainda na administração de Wilson Virgínio de Lima, o mesmo solicitou a retomada da rede de 23 abastecimento de água para o Município, porém, não teve êxito neste projeto. Assim, em 2013, o atual chefe do executivo fez novamente a solicitação, conseguindo retomar a rede de água para o município. No que diz respeito à infraestrutura, ruas da Vila Érica e ruas do centro do Município de São Pedro da Cipa, foram contempladas com pavimentação asfáltica. Aponta-se que para esta obra foi utilizado recursos próprios do município, pavimentando assim, uma faixa de um kilômetro e quinhentos metros, distribuídos em várias ruas da cidade. Outrossim, ressalta-se que juntamente com a pavimentação asfáltica, foi construído também com recursos próprios o meio fio das ruas asfaltadas no ano de 2014. O executivo municipal fechou o exercício de 2014 com todas as certidões negativas em dia, bem como, folhas de pagamentos quitadas. Com relação aos maquinários vale lembrar que além da manutenção dos já existentes, adquiriu através do programa PAC II, um veículo caçamba, uma patrol e uma retro escavadeira. Outra obra importante para o município iniciada em 2015, é o Centro do Idoso. Para tanto, buscou-se parceria com o Governo Federal, através do programa MDS, tendo em vista proporcionar maior assistência para a comunidade da terceira idade. Observa-se então que a construção dessa obra parte do entendimento do executivo municipal de que a construção do Centro do Idoso vem de encontro a atender as necessidades de lazer daqueles que já contribuíram muito para o crescimento do município. Ainda pensando no lazer da comunidade, o administrador do município buscou junto ao Governo Federal, parceria para reconstrução da praça central, uma vez, que a referida praça vem ao longo dos anos, necessitando de adequação de seus espaços. Outro marco importante para toda população, é a aquisição de uma área com objetivo de ampliar o cemitério local. Essa aquisição é importante, considerando que o Executivo Municipal entendeu que a perda de um ente querido é traumática para qualquer ser humano. Buscando também melhorar a qualidade de vida da população, Alexandre Russi entendeu que se fazia necessário prestar assistência a população no quesito habitação. Assim, tomando conhecimento de que ainda no Mandato de Eduardo José da Silva Abreu fora conveniado através do programa Minha Casa Minha Vida II a construção de 40 casas populares, buscou apoio do escalão federal para liberação deste convenio. 24 De acordo com o que já fora colocado anteriormente, aos assumir a gestão do Município em 2013, o Prefeito Alexandre Russi se deparou com várias pendências, e com relação à educação, encontrou vários recursos bloqueados por falta de prestação de contas. Assim fez-se necessário que a equipe da educação empreendesse esforços para legalizar a situação do município, buscando meios para refazer a prestação de contas junto ao (PNAE) Merenda Escolar; (PNATE) Transporte Escolar; (PDDE) Dinheiro Direto na Escola, desde 2004 a 2012. Assim, com as prestações de conta legalizadas, o município voltou a receber recursos da merenda e do transporte escolar do governo federal, e como também, a cota do governo estadual relativo ao transporte escolar. Quanto aos investimentos na área da educação Municipal nessa gestão, destacase que foram executadas várias ações, legado deixado pelo PAR 2010, o que resultou em vários benefícios tanto para Educação Infantil, quanto para o Ensino Fundamental, conforme descrito a seguir: Aquisição de mobiliários; equipamentos; brinquedos; utensílios domésticos; material didático e pedagógico. Ressalta-se que estes benefícios foram adquiridos com recurso do FNDE. Além dos benefícios acima mencionados destaca-se que o município contou ainda outros recursos e programas, firmados em parceria com o FNDE, tais como: Suplementação de Creches (MDS); Programa Saúde na Escola (PSE); Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa (PACTO); Programa de Erradicação da Fome e da Miséria das Famílias em Vulnerabilidade (PBF); Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social (BPC); Programa de Formação Esportiva na Escola (ATLETA NA ESCOLA). Destaca-se que dos programas acima mencionados, mesmo os que já existiam, o executivo municipal buscou implementá-los e manter as ações em funcionamento para que os beneficiários não tivessem prejuízos, e, dando assistências para que os novos programas fossem realizados. Um marco importante nessa gestão foi à formação do pró-funcionário (formação de nível técnico aos profissionais da educação, como apoio a nutrição – merendeira, infraestrutura - guardas, serviços gerais, motoristas, apoio administrativo – secretário escolar e agente administrativo). Conforme já fora mencionado, o Município nas gestões anteriores foi contemplado com uma Unidade de Educação Infantil, a qual foi entregue como concluída no ano de 2012, aumentando consideravelmente o número de crianças 25 atendidas. Porém, após assumir o governo do município, o gestor observou várias inadequações no prédio recém construído, sendo necessário efetuar alguns reparos para que viesse atender de forma adequada os alunos da Educação Infantil, conforme a seguir: adequação do banheiro do berçário; instalação elétrica; caixa d’ água; forro do refeitório e reparos na rede de escoamento de água de chuva, através do recurso de manutenção da educação infantil. Vale lembrar que além, da adequação do prédio da Educação Infantil, a atual gestão efetuou uma ampla reforma no prédio da Escola de Ensino Fundamental, Gessy Antônio da Silva, utilizando recursos próprios do município para custear esta reforma. Finalizando as considerações acerca da gestão atual, cabe ainda colocar que hoje há recursos em conta para construção de uma Escola de 06 salas na Vila Érica. Informase que a construção dessa escola é em parceria com o FNDE, através do PAR, a mesma vem atender os anseios daquela comunidade, uma vez que assim, os alunos não mais correrão risco ao atravessa a perigosa BR 364 para freqüentar as escolas do centro. Não se pode deixar de comentar ainda que nos dias atuais existe um diálogo entre os representantes dos profissionais da educação e dos demais servidores públicos para adequação do Plano de Carreira. No sexto mandato, de 2013 a 2016, Vanildo Borto Fauro, Paulo Marçal, José Costa, Marcos da Silva Souza, Paulo Cezar Moreira da Silva, Emerson Atanásio Brasileiro, Carlos Eduardo Alves Queiroz, Jefferson Souza Silva, Jeferson Silva dos Santos. 26 2.2. ASPECTOS GEOGRAFICOS De acordo com as divisões geográficas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2007), São Pedro da Cipa pertence à microrregião de Jaciara e à mesorregião de Rondonópolis, situadas na porção sudeste do estado brasileiro de Mato Grosso. São Pedro da Cipa tem como pólo comercial e de serviços a cidade de Jaciara, distante 7,3km a oeste pela rodovia federal BR-364. No estudo Regiões de Influência das Cidades (IBGE, 2007), Jaciara é classificada como Centro de Zona B, nível composto por cidades de menor porte e com atuação restrita à sua área imediata exercendo funções de gestão elementares. Enquanto Rondonópolis é classificada como Centro Sub-regional A, níveis compostos por centros urbanos que têm área de atuação mais reduzida e seu relacionamento com centros externos à sua própria rede dão-se, em geral, apenas com as metrópoles nacionais. Rondonópolis é quase sempre o destino dos Cipenses que querem prosseguir nos estudos, através de cursos superiores ou profissionalizantes, ou na busca por outros serviços e comércios de maior complexidade e porte. Localiza-se em Rondonópolis o aeroporto comercial mais próximo de São Pedro da Cipa. O território do município possui extensão aproximada de 342,97km², sendo delimitado a oeste pelo Rio São Lourenço, a norte pelo Rio de Pombas, a sul pela combinação do Córrego Caninana com o Rio Areia e uma linha imaginária até o ponto de deságüe do Córrego São Domingos no Córrego Corguinho, sendo que este último marca o limite do município em sua porção leste. Os municípios limítrofes são: Dom Aquino, Jaciara, Juscimeira e Poxoréo. A capital estadual, Cuiabá, está a152km na direção oeste saindo pela rodovia federal BR-364 e seguindo pelas rodovias federais BR-070e BR-163. O acesso ao município se dá principalmente pela rodovia estadual MT-472, que atravessa a porção oeste do município no sentido leste-oeste e o liga ao município vizinho Juscimeira, e pela rodovia federal BR-364, que atravessa no sentido leste-oeste 27 no extremo oeste do município inclusive seccionando a sede. No município não há ferrovia ativa, nem aeroporto. 28 2.3. ASPECTOS POPULACIONAIS A dimensão populacional de um município é, de fato, o principal elemento avaliativo para o planejamento e execução de políticas públicas tanto no contexto municipal como estadual e federal. Nessa medida, entende-se a importância do conhecimento dessa dimensão, em especial, para a execução de políticas públicas de planejamento urbano e regional. O município de São Pedro da Cipa possuía segundo dados do Censo Demográfico (IBGE, 2010), um contingente populacional de aproximadamente 4.158 habitantes no ano de 2010, sendo que do total, 89,05% dessa população concentra-se na área urbana, com uma densidade demográfica de 12,12 hab/km². Destaca-se que a densidade demográfica do estado de Mato Grosso, para aquele ano, era de 3,36 hab/km², cerca de 3,6 vezes menor que a de São Pedro da Cipa. O percentual de habitantes da área urbana aumentou progressivamente ao longo das duas décadas de emancipação de São Pedro da Cipa e, em 2010, chegou a 89,05%,taxa superior àquela apresentada no estado de Mato Grosso naquele ano, cuja taxa era de 81,80% TABELA 01: POPULAÇÃO SEGUNDO SITUAÇÃO DE DOMICÍLIO E GRAU DE URBANIZAÇÃO EM 2010: UNIDADE POPULAÇÃO GRAU DE URBANIZAÇÃO TERRITORIAL Total Urbana Rural (%) São Pedro da Cipa 2.969 526 3.495 89,05 Mato Grosso 2.482.801 552.321 3.035.122 81,80 Fonte:IBGE, Censo Demográfico, 2010. 29 FIGURA 01: 1: GRÁFICO DA OSCILAÇÃO POPULACIONAL DE SÃO PEDRO DA CIPA SEGUNDO O IBGE:: Fonte:IBGE. IBGE. Censo Demográfico, 2000, 2010. O município de São Pedro da Cipa acumulou crescimento no contingente populacional total de 18,9% entre os anos de 2000 e 2010. A análise demográfica categorizada pela situação do domicílio demonstra que o município de São Pedro da Cipa vem vivenciando, na nass duas últimas décadas, um processo de crescimento do contingente populacional total e, especialmente, de êxodo rural municipal, apesar da criação do Projeto de Assentamento Vila Rural Laço de Ouro no ano de 2007, o qual possuía 24 famílias assentadas no aano de 2012. 30 2.4. ECONOMIA MUNICIPAL E DINÂMICA PRODUTIVA Do ponto de vista das atividades econômicas, a soma de todos os serviços e bens produzidos pelo município compõe o Produto Interno Bruto Municipal (PIB). O município produziu, no ano de 2009, uma riqueza econômica de R$27.308.000,00, que é representada pelo Produto Interno Bruto. O setor de prestação de serviços foi o que mais contribuiu para a produção dessa riqueza econômica no ano de 2009. Segundo os dados do IBGE (IBGE, 2012), no ano de 2009 o setor foi responsável por 66% do volume total de riquezas produzidas em São Pedro da Cipa. O segundo setor em participação na produção econômica no município de São Pedro da Cipa foi o setor agropecuário, responsável por 25,1% do PIB municipal. O setor industrial, incipiente no município, foi responsável por 8,9% da geração de riquezas econômicas Cipense. Cabe destacar que o setor de serviços foi o que apresentou os maiores estoques de mão de obra no mesmo ano. No referido período, o número de prestadores de serviço empregados formalmente foi superior ao número de pessoas empregadas no setor industrial e agropecuário, conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) para o ano de 2009. Tradicionalmente, os dados do CAGED (O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) evidenciam uma sazonalidade negativa (entressafra agrícola, término do ciclo escolar, esgotamento da bolha de consumo no final do ano e fatores climáticos), e observando esta tendência em São Pedro da Cipa-MT, no período de 2002 a 2013, tem a seguinte aparência: TABELA 02: EVOLUÇÃO DO EMPREGO FORMAL DE JANEIRO A OUTUBRO DE CADA ANO POR MUNICÍPIO: 31 2013 2012 2011 2010 2009 2008 2007 2006 2005 2004 2003 2002 EVOLUÇAO DO EMPREGO FORMAL DE JANEIRO A OUTUBRO DE CADA ANO POR MUNICIPIO, COM AJUSTES Período: JANEIRO A DEZEMBRO DE 2002 a 2013 257 1.117.171 26.147 6 36.517 1.301.842 67 33.611 1.944.560 -187 30.091 2.543.177 -29 17.039 1.296.233 8 1.669.717 31.735 5 34.308 1.893.567 5 1.747.259 11.929 38.850 821.704 1.485.581 2 23.449 973.593 18 5 16.814 BRASIL 3.278 -8 MATO GROSSO 1.514.686 SÃO PEDRO DA CIPA FONTE: CAGED -LEI 4923/65 - MTE AJUSTES RECEBIDOS DE JANEIRO A DEZEMBRO DE CADA ANO, RELATIVO AOS MESES DE JANEIRO A NOVEMBRO DE CADA ANO. Fonte: portal. mte.gov.br/data/files/FF8080814373793B0143AF8BF77E3ED8/tabela.PDF No ano de 2002, verificou-se uma redução de 08 postos de trabalho, em 2009 de 29 postos, em 2010 187 postos de trabalho celetistas. Mas tomando como referência o estoque de emprego no ano de 2013, ultrapassa todos os pontos negativos dos anos anteriores. Tal expansão deveu-se principalmente ao crescimento do emprego nos setores de construção civil com 263 postos. TABELA 03: EVOLUÇÃO DO EMPREGO NO SETOR DE ATIVIDADE ECONÔMICA DE 2010 A 2013: SERV IND UP CONSTR CIVIL COMERCIO SERVIÇOS ADM PUBLICA 0 2 0 -2 -3 8 0 2011 -2 0 0 0 9 22 0 38 67 2012 2 0 0 0 8 -6 0 2 6 2013 1 0 0 263 -8 -1 0 2 257 TOTAL IND TRANSF 2010 AGROPECUARIA MT- SÃO PEDRO DA CIPA EXTR MINERRAL EVOLUÇAO DO EMPREGO NO SETOR DE ATIVIDADE ECONONICA Período: JANEIRO A DEZEMBRO DE 2010 a 2013 -192 -187 FONTE: CAGED -LEI 4923/65 – TEM AJUSTES RECEBIDOS DE JANEIRO A DEZEMBRO DE CADA ANO, RELATIVO AOS MESES DE JANEIRO A NOVEMBRO DE CADA ANO. Fonte: portal.mt.gov.br 32 2.5. NÍVEIS DE VIDA Os dados referentes à composição etária do município de São Pedro da Cipa indicam que o contingente populacional no ano de 2010 estava concentrado na faixa etária de 15 a 64 anos, denominada população em idade ativa (PIA) conforme definição do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Naquele ano, 67% dos moradores compunham a PIA municipal conforme dados da TABELA o4. TABELA 04: DISTRIBUIÇÃO ETÁRIA DA POPULAÇÃO DE SÃO PEDRO DA CIPA, SEGUNDO O CENSO DEMOGRÁFICO DE 2010: Faixa Etária Percentual por grupo Populacional no ano de 2010 Menos de 14 anos de idade 25,4% Entre 15 e 64 anos de idade 67,0 % Acima de 64 anos de idade 7,6 % Fonte: IBGE. Censo Demográfico, 2010. Segundo o Plano Diretor Municipal, baseado no Censo Demográfico 2010, específica que para cada indivíduo economicamente ativo, existia um percentual de dependência econômica daqueles considerados não economicamente ativos. A queda na referida medida sinalizava que um maior contingente populacional apto a produzir riquezas estava em atividade nos setores econômicos do município, exercendo pressão gradativamente menor sobre o sistema educacional, assistencial e de saúde. A Razão de Dependência era um conceito demográfico que avaliava o peso da população considerada inativa (0 a 15 anos de idade e 65 anos ou mais de idade) sobre a população potencialmente ativa (de 15 a 65 anos). Portanto, a razão de dependência é um indicador síntese da estrutura etária e de alta relevância para uma análise demográfica, pois através deste indicador é possível avaliar as prioridades dos investimentos públicos. O plano diretor diz ainda, que nos municípios com elevada razão de dependência há uma forte necessidade de se investir em educação, saúde e em assistência aos idosos, já nos que possuem baixa razão de dependência as prioridades de investimento recaem 33 sobre as atividades econômicas devido à necessidade de se empregar a população em idade ativa. No município de São Pedro da Cipa a razão de dependência no ano de 2010, segundo o Censo Demográfico, foi de 0,49, ou seja, para cada indivíduo dependente, existem 2,04 indivíduos em idade ativa na economia municipal. Por tanto, São Pedro da Cipa é uma cidade cujas prioridades de investimento devem recair sobre as atividades econômicas. As análises dos indicadores de longevidade, descritas anteriormente, associados aos de educação e renda foram os componentes utilizados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na formulação do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) que pretende mensurar a qualidade de vida dos munícipes. TABELA 05: IDH-M DO MUNICÍPIO DE SÃO PEDRO DA CIPA EM 1991, 2000, 2010: Município São Pedro da Cipa IDH-M IDH-M IDH-M 1991 2000 2010 0,630 0,717 0,660 Fonte: http://portal.cnm.org.br/sites/6700/6745/AtlasIDHM2013_Perfil_Sao-Pedro-Da-Cipa_mt.pdf O IDH-M de São Pedro da Cipa para o ano de 2000 é considerado médio segundo escala de classificação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em 2000, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de São Pedro da Cipa era de 0,717. Segundo a classificação do PNUD, o município está entre as regiões consideradas de médio desenvolvimento humano (IDH entre 0,5 e 0,8). Em relação aos outros municípios do Brasil, São Pedro da Cipa em 2000, apresentava uma situação intermediária: ocupa a 2.668ª posição, sendo que 2.667 municípios (48,4%) estão em situação melhor e 2.839 municípios (51,6%) estão em situação pior ou igual. Em relação aos outros municípios do estado de Mato Grosso, São Pedro da Cipa apresenta uma situação ruim: ocupa a 86ª posição, sendo que 85 municípios (67,5%) estão em situação melhor e 40 municípios (32,5%) estão em situação pior ou igual. Segundo a Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, em 2010, São Pedro da Cipa ocupa a 2898ª posição, em relação aos 5.565 municípios do Brasil, sendo que 2897 (52,06%) municípios estão em situação melhor e 2.668 (47,94%) municípios estão em situação igual ou pior. Em relação aos 141 municípios de Mato Grosso, São 34 Pedro da Cipa ocupa a 109ª posição, sendo que 108 (76,60%) municípios estão em situação melhor e 33 (23,40%) municípios estão em situação pior ou igual. A evolução entre 1991 e 2000 do IDH-M, passou de 0,365 em 1991 para 0,563 em 2000 - uma taxa de crescimento de 54,25%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 31,18% entre 1991 e 2000. De 2000 a 2010 o IDH-M passou de 0,563 para 0,660 em 2010 - uma taxa de crescimento de 17,23%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDH-M do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 22,20% entre 2000 e 2010. Entre 1991 e 2010 São Pedro da Cipa teve um incremento no seu IDH-M de 80,82% nas últimas duas décadas, acima da média de crescimento nacional (47,46%) e acima da média de crescimento estadual (61,47%). O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDH-M do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 46,46% entre 1991 e 2010. E ainda, segundo a Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil de 2013, a proporção de crianças e jovens frequentando ou tendo completado determinados ciclos indica a situação da educação entre a população em idade escolar do município e compõe o IDH-M Educação. No período de 2000 a 2010, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola cresceu 30,25% e no de período 1991 e 2000, 198,96%. A proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental cresceu 38,04% entre 2000 e 2010 e 311,52% entre 1991 e 2000. A proporção de jovens entre 15 e 17 anos com ensino fundamental completo cresceu -20,29% no período de 2000 a 2010 e 223,46% no período de 1991 a 2000. E a proporção de jovens entre 18 e 20 anos com ensino médio completo cresceu 55,66% entre 2000 e 2010 e 0,00% entre 1991 e 2000. Em 2010, 66,63% dos alunos entre 6 e 14 anos de São Pedro da Cipa estavam cursando o ensino fundamental regular na série correta para a idade. Em 2000 eram 51,27% e, em 1991, 25,87%. Entre os jovens de 15 a 17 anos, 22,43% estavam cursando o ensino médio regular sem atraso. Em 2000 eram 20,17% e, em 1991, 2,39%. Entre os alunos de 18 a 24 anos, 3,46% estavam cursando o ensino superior em 2010, 9,64% em 2000 e 0,00% em 1991. Nota-se que, em 2010, 2,54% das crianças de 6 a 14 anos não frequentavam a escola, percentual que, entre os jovens de 15 a 17 anos atingia 20,10%. 35 Em 2010, 39,35% da população de 18 anos ou mais de idade tinha completado o ensino fundamental e 25,18% o ensino médio. Em Mato Grosso, 53,20% e 35,59% respectivamente. Esse indicador carrega uma grande inércia, em função do peso das gerações mais antigas e de menos escolaridade. A taxa de analfabetismo da população de 18 anos ou mais diminuiu 9,18% nas últimas duas décadas. Os anos esperados de estudo indicam o número de anos que a criança que inicia a vida escolar no ano de referência tende a completar. Em 2010, São Pedro da Cipa tinha 9,97 anos esperados de estudo, em 2000 tinha 8,91 anos e em 1991 8,84 anos. Enquanto que Mato Grosso, tinha 9,29 anos esperados de estudo, em 2010; 9,02 anos em 2000; e 8,16 anos em 1991. 36 3-HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO A Educação em São Pedro da Cipa teve início em 1954, com o funcionamento de salas anexas do município de Jaciara. Estas salas de aula receberam a denominação “Escolas Reunidas de São Pedro“, sendo seu funcionamento na Av. Presidente Dutra, esquina com a Rua São Lourenço. Salienta-se que a abertura destas salas foi a partir da nomeação de alguns professores por Fernando Correia da Costa, eleito governador do Estado entre 1951 a 1956. Assim, somente em 18 de junho de 1974 através do decreto n° 2.119 foi criada a Escola Estadual de 1º Grau “São Pedro”. Com sede na Av. Presidente Vargas, onde funciona atualmente o Posto de Saúde Damião José Ferbônio, sendo esta a primeira unidade escolar oficial com as primeiras turmas de 1ª a 4ª série no município. Com o passar dos anos o espaço escolar não comportava mais as turmas, precisou alocar espaços na comunidade para funcionamento de salas anexas. Dessa forma, no mandato do Prefeito Municipal Raimundo José de França de 1973 a 1976, que assumiu em lugar de Artur Ramos da Costa, falecido seis meses após a sua posse em um acidente automobilístico, foram construídas na Rua Floriano Peixoto, 04 salas de aulas, mudando o endereço da Escola Estadual de 1º Grau “São Pedro”. Anos depois a Escola Estadual de 1º Grau “São Pedro” muda para a Rua São Paulo, com outra denominação através da Lei 4.085 de 10 de julho de 1979, para Escola Estadual 1º Grau Irmã Miguelina Corso, já no governo de Frederico Carlos Soares Campos de 1979 a 1983. Nesse período, já atendia toda clientela de 1ª a 8ª serie. Com o passar do tempo voltou a utilizar o antigo prédio na Rua Floriano Peixoto como anexo da Escola para suportar o fluxo de atendimento. O Ensino Médio no então Distrito de São Pedro da Cipa teve início em 1988, sendo uma extensão da Escola Marechal Rondon da cidade de Jaciara que oferecia ensino médio técnico profissional em magistério, administração e contabilidade. Sendo que, para São Pedro da Cipa era somente Magistério. E, se houvesse algum interesse em cursar outra modalidade de ensino médio os alunos precisavam custear seu transporte 37 para frequentar as aulas na sede do município, em Jaciara. A partir da emancipação nos anos 90, e com o fim dos cursos técnicos profissionalizantes deu início então chamado Propedêutico já com autorização para funcionamento no município. No governo Arnildo Helmuth Sulzbacher, Prefeito de Jaciara, criada através da presente Lei 461/91, em 02 de abril de 1991, a Escola Municipal de 1º Grau, localizada no Distrito de São Pedro da Cipa, denominando Escola Municipal de 1º Grau Gessy Antônio da Silva. Porém, a mesma continuou cedida para a rede estadual, funcionando como salas anexas da Escola Estadual Irmã Miguelina Corso. Em 1991, o distrito de São Pedro da Cipa foi emancipado, tornando-se município por força da Lei 596/91, de 20 de dezembro de 1991. A partir da emancipação em 1993, ao assumir a pasta da educação, percebeu-se que o atendimento da Rede Municipal estava destinado somente para a Zona Rural, com 01 escola em cada distrito com funcionamento de forma multisseriada de 1ª a 4ª série. Essa situação prorrogou até 1998, sendo que em 1999 o Município começou a assumir a demanda da Educação Infantil e o atendimento da Educação de Jovens e Adultos. TABELA 06: NÚMERO DE ALUNOS MATRICULADOS EM SÃO PEDRO DA CIPA DE 1997 A 1999: NÚMERO DE ALUNOS MATRICULADOS EMSAO PEDRO DA CIPA Município Rede Estadual 1997 1998 1999 Rede Municipal 808 827 776 Estadual e Municipal 73 48 248 881 875 1.024 Fonte: http://matricula.educacenso.inep.gov.br/controller.php TABELA 07: NÚMERO DE ALUNOS MATRICULADOS EM 2001 NO MUNICÍPIO: EJA(*) (Supletivo) Fundamental 116 EJA(*) (Supletivo) Total 273 Educação Especial Fundamental 147 Educação Especial Total Ensino Fundamental 5ª a 8ª Série 420 Ensino Médio Ensino Fundamental 1ª a 4ª Série Pré-Escola 0 Ensino Fundamental Creche 0 Classe de Alfabetização Dependência 0 SÃO PEDRO DA Estadual Município Número de Alunos Matriculados em 2001 6 6 78 0 38 Municipal 68 81 0 419 297 122 0 0 0 138 138 Total 68 81 0 839 444 395 116 6 6 216 138 Fonte: http://matricula.educacenso.inep.gov.br/controller.php Até esse momento, a Educação Infantil era mantida pelas Cáritas, desde a década de 70. As Cáritas da Diocese de Rondonópolis (Igreja Católica) trouxe para o município a primeira Creche denominada “Creche Menino Jesus”, sob a direção dos Padres Franciscanos. A unidade Infantil foi instalada no prédio da antiga Igreja Católica aos fundos da Praça Municipal, com o intuído de amparar crianças de 02 a 07 anos de idade, filhos de famílias de baixa renda. Em 12 de Dezembro de 2002 através da lei 190/02, a creche municipal passa a ser denominada de “Creche Municipal Maria Sierra Benício”, agora localizada a Rua Irmã Valdina Tambosi na Vila Érica. Só em 2007 o Município solicitou credenciamento e autorização de funcionamento da Educação Infantil de 0 a 06 anos no CEE/MT, no período compreendido entre 2008 a 2014. Em 2012, através do Par (Plano de Ação Articulada) o município foi contemplado com uma unidade de Educação Infantil modelo tipo B FNDE, na Rua Marcio Cassiano da Silva, transferindo todos os alunos da antiga unidade e duplicando a clientela consideravelmente. Mas a unidade ganha outra denominação através da Lei n° 407 de 15 de Julho de 2012, “Centro de Educação Infantil Marcio Alessandro Gomes Machado”, Além da unidade de Educação infantil, com PAR (Plano de Ação Articulada) o município foi contemplado com vários programas/projetos, desde sua criação. E, atualmente o município foi contemplado com a construção de outra Unidade de Ensino Fundamental. Contando ainda com projetos para equipamentos, brinquedos, mobiliários, formação e outros. Em abril de 2007, com o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), apresentado pelo Ministério da Educação, colocou à disposição dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, instrumentos eficazes de avaliação e de implementação de políticas de melhoria da qualidade da educação. Sobretudo da educação básica pública, como o Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, instituído pelo Decreto 6.094 de 24 de abril de 2007, que se torna programa estratégico do PDE, e renova o 39 regime de colaboração, entre os entes federados, envolvendo primordialmente a decisão política, a ação técnica e atendimento da demanda educacional, visando à melhoria dos indicadores educacionais. Nesses termos, São Pedro da Cipa é considerado um dos municípios prioritários do grupo 1.827 municípios brasileiros, aqueles com baixo desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2005 e 2007, que foi de 4,2 nas séries iniciais do ensino fundamental. Estes Municípios tiveram prioridade no atendimento pelo Ministério da Educação (MEC) para melhorar a qualidade do ensino nas escolas públicas de educação básica. Na tabela 08 mostra quais são os programas e projetos que o município possui atualmente: TABELA 08: PROGRAMAS E PROJETOS DO MEC E DA SEDUC/MT: ACESSIBILIDADE SISPACTO ENSINO MÉDIO PDDE ÁGUA NA ESCOLA PDDE ESCOLA DO CAMPO PDDE ESCOLA SUSTENTÁVEL PDDE ESCOLA PRIORITÁRIA MAIS CULTURA E.I. MANUTENÇÃO TRANSPORTE ESCOLAR PNATE OUTROS. - - X X - - X X X - - - - - - X X X X X - - X X - X X X X X - X X - - X X - - x x x x x x x x - x x x x x x x x - x x - - - - - - - - - - - FEDERAL EDUCAÇÃO DO CAMPO PROINFO EJA ATLETA NA ESCOLA ENSINO MÉDIO TÉCNICO E PROF. SAÚDE NA ESCOLA ENSINO MÉDIO PROINFÂNCIA ENSINO FUNDAMENTAL PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA EDUCAÇÃO INFANTIL PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL FILANTRÓPICO/ ONG PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO ESTADUAL PROGRAMA SEGMENTO CONTEMPLADO MUNICIPAL ORIGEM 40 Comprovadamente, a principal preocupação da política pública consiste em combater o crescimento do analfabetismo. Isso requer que 100% das crianças de 06 a 07 anos estejam na escola e que, aos 8 anos, já estejam plenamente (100%) alfabetizadas, inclusive para não comprometer o êxito escolar nas etapas seguintes de escolarização. Os elevados índices atuais de analfabetismo no Brasil refletem as condições educacionais e sócio-econômicas do País e do Estado no passado e, possivelmente, o baixo esforço empreendido na alfabetização de adultos ao longo do tempo. Embora a taxa de analfabetismo atinja 1,5% na população de 15 a 19 anos, à medida que se avança na estrutura etária vai a 2,1% (20 a 29 anos), 4,4% (30 a 39 anos), 8,9% (40 a 49 anos), 15,5% (50 a 59 anos) e 32,3% na população com 60 anos ou mais. No conjunto da população de 15 anos ou mais a taxa é de 8,5%, segundo o Censo Demográfico de 2010. Como a população está em processo de envelhecimento, em função da redução da natalidade e do aumento da expectativa de vida (dois acontecimentos desejáveis), a taxa de analfabetismo seguirá em ritmo mais lento de redução, a menos que se intensifiquem os programas de alfabetização de adultos. Segundo levantamento, feito em 2013, pela Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral, Mato Grosso tem aproximadamente 191,7 mil analfabetos com 15 anos ou mais de idade, assim distribuídos: 2,2% (4,2 mil) com idade entre 15 a 19 anos; 6,2% (11,8 mil) com idade entre 20 e 29 anos; 11,6% (22,3 mil) com idade entre 30 e 39 anos; 18,5% (35,5 mil) com idade entre 40 e 49 anos; 21,1% (40,5 mil) com idade entre 50 e 59 anos; e 40,4% (77,5 mil) com 60 anos ou mais. Há outros 18,2 mil analfabetos na população de 7 a 14 anos, mas usualmente não são considerados nas estatísticas, uma vez que integram uma faixa de escolarização obrigatória. A ocorrência simultânea de fecundidade alta e taxa de escolarização crescente na infância foi o combustível que induziu à queda mais elevada do analfabetismo até meados dos anos 90 a nível nacional. Ao contrário do município de São Pedro da Cipa que a taxa de fecundidade se manteve na mesma variável, em média 2 % ao ano. No entanto, o atendimento escolar atingiu seu auge no início dos anos 2000, com praticamente 97% das crianças de 7 a 14 anos matriculadas. Ao mesmo tempo a rede de ensino trabalhava com uma clientela de jovens e adultos oriundas dos estados do nordeste, pessoas que sofrem com o estigma de serem migrantes em busca de trabalho e melhores condições de vida. Com isso, a contribuição das gerações mais novas para a redução do analfabetismo tornou-se progressivamente menos significativa. 41 Em São Pedro da Cipa, a taxa de analfabetismo declinou, em média, 2,17 pontos percentuais a cada ano, entre 2010 e 2012, e apenas 0.74 pontos percentuais ao ano, entre 2013 e 2015. As tabelas abaixo demonstram o total de população alfabetizada e não alfabetizadas dos últimos 06 anos, representando em percentagem com relação a todos os habitantes de município: TABELA 09: TOTAL DE PESSOAS ALFABETIZADAS NO MUNICÍPIO: 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Pessoas % Pessoas % Pessoas % Pessoas % Pessoas % Pessoas % 2.293 80,40 2.358 84,64 2.391 84,73 2.453 85,47 2.508 86,39 2.561 86,87 TABELA 10: TOTAL DE PESSOAS NÃO ALFABETIZADASNO MUNICÍPIO: 2010 555 19,60 2011 428 15,36 2012 431 15,27 2013 417 14,53 2014 395 2015 13,61 387 13,13 A escolaridade da população adulta é importante indicador de acesso a conhecimento e também compõe o IDH-M Educacional. Em 2010, 39,35% da população de 18 anos ou mais de idade tinha completado o ensino fundamental e 25,18% o ensino médio. Em Mato Grosso, 53,20% e 35,59% respectivamente. Esse indicador carrega uma grande inércia, em função do peso das gerações mais antigas e de menos escolaridade. A taxa de analfabetismo da população de 18 anos ou mais diminuiu 9,18% nas últimas duas décadas. Em São Pedro da Cipa, entre os anos de 2010 e 2014 a taxa de analfabetismo de 18 anos ou mais diminuiu 8,38%, como é percebido na tabela 11. TABELA 11: NÍVEL DE ESCOLARIDADE DA POPULAÇÃO DE 18 A 29 ANOS: NÍVEL DE ESCOLARIDADE Ensino Fundamental (anos iniciais) Ensino Fundamental (anos finais) 2010 2011 2012 2013 2014 513 505 493 488 470 71 79 62 66 72 42 Ensino Médio Ensino Superior 130 149 172 179 190 103 134 156 169 192 FONTE: Estimativa de população Até o ano de 2012, a Rede Municipal oferecia a sua clientela a modalidade ensino fundamental EJA, no primeiro e segundo segmento, no período noturno. O Estado oferecia segundo segmento fundamental e Ensino Médio EJA. Porém o município decidiu que a partir de 2013, não mais ofereceria à modalidade EJA, passando toda responsabilidade para Rede Estadual. A tabela 12 apresenta o número de matrícula nas redes de ensino com uma progressão significativa na quantidade de alunos em sala de aula: TABELA 12: NÚMERO DE MATRÍCULAS E POPULAÇÃO DE 18 A 29 ANOS: NÍVEL DE ESCOLARIDAD E 2011 1 SE G População de 18 a 29 anos Ensino Fundamental (anos iniciais) Ensino Fundamental (anos finais) Ensino Médio Ensino Superior 2012 2 SE G 1 SE G 867 2013 2 SE G 1 SE G 883 2014 2 SE G 1 SE G 902 2015 2 SE G 1 SE G 924 2 SE G 950 - - - 9 15 8 25 11 23 - 25 52 10 39 30 3 35 28 19 30 28 27 41 26 45 100 41 31 28 23 - - - - - - - - - - FONTE: Estimativa da população / Ata de resultado final da Escola Miguelina Corso Na rede municipal de ensino, o cargo de diretor de escola, desde 1999, era um cargo indicado pelo poder executivo sendo que passou pelo cargo inúmeros diretores. A direção mais duradoura iniciou seus trabalhos em 2003 á 2008. No ano 2009 assumiu uma nova direção que durou apenas seis meses, logo a Secretaria Municipal de Educação precisou no meio do ano letivo indicar um novo diretor temporário, pois no município já existia o desejo de eleição democrática para o ano 2010. 43 Observou-se que no ano de 2009, a exemplo dos anos anteriores, talvez pelo fato de ser indicado, o diretor não conseguia obter a confiabilidade da comunidade escolar quanto às medidas condizente com sua realidade e resultado no Plano de desenvolvimento escolar. Uma vez que, a escola possuía todas as normas de funcionamento atualizadas (PPP, Regimento, PDE - Escola) com a participação da comunidade escolar na elaboração. E reconhecimento e autorização de funcionamento para o ensino fundamental do Conselho Estadual de Educação. Notou-se que na rede municipal possuía um grande número de recursos humanos capacitados e materiais didáticos e pedagógicos em abundância. Mas, as práticas pedagógicas não condiziam com essa realidade, bastava observar o resultado das avaliações da Prova Brasil, numa escala de 0 a 10 teve como nota, 3,3 para os anos iniciais e 2,5 para os anos finais. Contando ainda, com o resultado da repetência e abandono na escola, que era assustador. Mais uma vez remete a figura da gestão escolar, nesse contexto surpreendente de contradição de resultados, em que a escola teria tudo para ter resultado eficiente, eficaz e um ensino de excelência. Mesmo depois da implantação da gestão democrática, a “falta de autonomia do diretor” é compreendida como um processo que não democratiza a prática pedagógica e não permite a participação da comunidade escolar no processo de deliberar em caráter consultivo, deliberativo e normativo nos âmbitos pedagógico, administrativo e financeiro. Pois deixa de existir no município uma administração escolar em articulação com o nível superior de administração do sistema educacional na jurisdição de recursos. Nota-se ainda que outra fragilidade da escola para se estabelecer um trabalho coletivo é a dificuldade em mobilizar o corpo docente para esta tarefa: dificilmente é possível reunir o coletivo de professores para uma reunião pedagógica. Muitos professores trabalham em outras unidades, havendo assim, dificuldades em conseguir dispensa da outra instituição para participar da reunião pedagógica, também não há flexibilidade no calendário escolar. Desta forma, o professor tem sempre que optar por estar nesta ou naquela escola. Contribuindo assim para a descontinuidade de seu trabalho, uma vez que a dificuldade em participar das reuniões pedagógicas o deixa a margem das questões relacionadas ao cotidiano escolar. Outro segmento importante para se efetivar um trabalho coletivo na escola é a equipe pedagógica, esta tem, necessariamente, a função de acompanhar e coordenar todo esse processo de formação do educando, porém, o pedagógico, não tem sido desenvolvido de forma satisfatória nas unidades escolares. 44 A lei de número 7.040 de 1º de Outubro de 1998, de autoria do poder executivo que tinha à sua frente o então governador Dante Martins de Oliveira é o ponto de partida para o exercício da gestão democrática na rede estadual de ensino de Mato Grosso. Pois regulamenta os dispositivos do artigo 14 da lei federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (lei de diretrizes e bases da educação nacional). Bem como, o inciso VI do artigo 206 da constituição federal, que estabelece a gestão democrática do ensino público estadual, adotando o sistema seletivo para escolha dos dirigentes dos estabelecimentos de ensino e a criação dos conselhos deliberativos da comunidade escolar nas unidades de ensino. A tabela abaixo mostra que tanto a rede municipal, quanto a rede estadual possui Gestão Escolar Democrática em suas unidades escolares. TABELA 13: A GESTÃO DAS INSTITUIÇÕES ESCOLARES NO MUNICÍPIO OCORRE: Instituições Municipal Estadual Federal Eleição Direta X X - Indicação/ Cargo comissionado Outros: - - - - - - Fonte: Secretaria Municipal de Educação 45 4-NÍVEIS DE ENSINO 4.1-EDUCAÇÃO INFANTIL Ao longo da história da educação brasileira observa-se que a Educação Infantil até meados dos anos 70, tem em suas primeiras organizações de creches, asilos e orfanatos, um caráter assistencialista, ou seja, tinha como objetivo auxiliar as mães que trabalhavam fora, ou mesmo as viúvas desamparadas. Salienta-se ainda que o alto índice de mortalidade infantil, a desnutrição e um grande número de acidentes domésticos, podem ser apontados como fatores que contribuíram para que setores da sociedade, como educadores, religiosos e empresários, sentissem a necessidade de pensar num espaço para cuidar das crianças fora do circulo familiar. Com esse intuito que surgiram às primeiras organizações destinadas a atender crianças, que eram vistas pela sociedade com o sentimento de filantropia. Essa situação veio adquirir um novo formato a partir de 1988, uma vez que na Constituição Federal em seu Artigo 208, no inciso IV aponta que: “[...] O dever do Estado para com a educação será efetivado mediante a garantia de oferta de creches e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade”. [Brasil, 1988]. Observa-se assim que a mola propulsora para a educação infantil sair da visão de assistencialismo foi à pressão sofrida pelos parlamentares para assegurar a inclusão da creche e pré-escola no sistema educativo. Essa mudança na concepção de Educação Infantil também é afirmada na Lei de Diretrizes e Bases, em seu Art. 29, no qual expressa que a Educação Infantil é a primeira etapa da educação básica, e tem por finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, tendo em vista complementar a ação da família e da comunidade. Da mesma forma, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil em seu Art. 5º, aponta que sendo essa à primeira etapa da educação básica, é oferecida em creches e pré-escolas, as quais se caracterizam como espaços institucionais não 46 domésticos que constituem estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no período diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e supervisionados por órgão competente do sistema de ensino e submetidos a controle social. Nesse contexto salienta-se que a Educação Infantil no Município de São Pedro da Cipa, por meados dos anos 70, era mantida pelas Cáritas da Diocese de Rondonópolis, que tinha como objetivo contribuir com a família no sentido do cuidar e alimentar. Somente no final dos anos 90, após desentendimento entre o chefe do executivo municipal e o Padre responsável pelas Caritas, a Educação Infantil passa a ser de responsabilidade única do Município. Passando assim, à adquirir um enfoque educativo, sendo a cada ano, aprimorado o trabalho pedagógico pelos educadores na unidade escolar. Dessa forma, tomando como referencia os estudos realizados, e, com base na tabela abaixo, observa-se que existe no Município apenas uma unidade escolar para atender a demanda da Educação Infantil. Verifica-se ainda, que essa única unidade escolar encontra-se situada na zona urbana, uma vez que na zona rural não existe clientela suficiente para formar turmas. TABELA 14: TOTAL DE INSTITUIÇÕES: Educação Infantil Educação Infantil 0 a 3 anos Urbana Mun Camp Es Pr t iv 4 e 5 anos Indíge Quilo Urbana Campo Indígena Quilombola o na mbola Mun. Mun Mun. Mun Est Priv Mun. Mun. Mun. Total 2010 1 - - - - - 1 - - - - - 1 2011 1 - - - - - 1 - - - - - 1 2012 1 - - - - - 1 - - - - - 1 2013 1 - - - - - 1 - - - - - 1 2014 1 - - - - - 1 - - - - - 1 2015 1 - - - - - 1 - - - - - 1 Fonte: EDUCACENSO – INEP Seguindo nessa mesma linha de pensamento, observa-se que de acordo com o índice de natalidade no município por ano, é prudente colocar, que uma unidade de ensino para atender a demanda é suficiente. Porém, considerando as tabelas 15 e 16, 47 pelo número de criança fora da sala de aula há necessidade de no mínimo ampliar a escola já existente. TABELA 15: TAXA DE NATALIDADE DO MUNICÍPIO: Natalidade; (nascidos vivos) 2010 2011 2012 2013 2014 77 71 71 52 69 Fonte: SISVAN - CARTÓRIO DE REGISTRO CIVIL O entendimento que se chega ao analisar essa tabela é que o município necessita intensificar suas ações tendo em vista fazer um chamamento para que todas essas crianças tenham acesso à educação. Uma vez que pode-se observar em 2010, 120 crianças ficaram fora da escola, esse número vai para 124 em 2012, ficando na faixa de 100 crianças nos anos subseqüentes. Esses números refletem a necessidade de um olhar mais atento dos responsáveis pela educação tendo em vista resgatar a cada ano essa clientela que se encontra até agora desassistida. Além de que, observa-se que de acordo com os números apresentados, os pais ainda acreditam que deve matricular o filho somente quando já estão com mais idade, visto que o número de matrícula pelo que se pode notar é bem mais elevado entre as crianças de 04 e 05 anos. TABELA 16: NÚMERO DE CRIANÇAS DE 0 A 3 ANOS NO MUNICÍPIO: 16 36 16 53 2 anos 30 24 48 29 51 20 43 28 28 24 3 anos 35 37 41 13 53 24 47 24 54 17 TOTAL 88 115 43% 108 93 129 90 106 88 98 94 59% 55% % de matric. 46 54% Não matriculadas 25 Matriculadas 51 % de matric. 19 Matriculadas Não matriculadas 54 % de matric. Matriculadas 23 % de matric. Não matriculadas 0a1 anos % de matric. Matriculadas 2015 Não matriculadas 2014 2013 Não matriculadas 2012 Matriculadas 2011 51% Fonte: EDUCACENSO – IBGE 48 Nível REDE 2014 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA 127 25 90% 18 78% 63 84% % de matric. Não matriculadas Matriculadas 2014 Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO % de matric. 82% 14 7 100% 123 64 90% Não matriculadas 0 Nº DE PROFESSORES Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO 2013 Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO 60 Matriculadas 2013 Nº DE PROFESSORES % de matric. 12 96% 114 14 86% 10 63 90% Não matriculadas 62 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA 2012 Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO Matriculadas 2012 Nº DE PROFESSORES 2011 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA 31 % de matric. 115 68% 08 2 89% 66 52 79% 23 Nº DE MATRÍCULA NA NO CAMPO 5 Não matriculadas 2011 Nº DE PROFESSORES 136 Matriculadas TOTAL Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA 5 % de matric. 78 100% 5 anos 49 94% 0 96% 58 Nº MATRÍCULAA NO CAMPO Não matriculadas 4 anos Nº DE PROFESSORES Matriculadas TABELA 17: NÚMERO DE CRIANÇAS DE 4 A 5 ANOS NO MUNICÍPIO: 2015 Fonte: EDUCACENSO – IBGE Da mesma forma, a próxima tabela aponta o número de professor compatível com o número de aluno matriculado em cada turma. Observa-se então que o município tem procurado cumprir o estabelecido em lei, porém em alguns casos faz-se necessário exceder o número de aluno por sala. TABELA 18: NÚMERO DE MATRÍCULAS E PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL DAS REDES DE ENSINO DO MUNICÍPIO: 2015 49 CRECHE (0 A 1 ANO) CRECHE (2 ANOS) CRECHE (3 ANOS) Municipal Estadual Privada/F ilantrópic a Total: Municipal Estadual Privada/F ilantrópic a Total: Municipal Estadual Privada/F ilantrópic a Total: PRÉ-ESCOLA (5 ANOS) PRÉESCOLA (4 ANOS) Municipal Estadual Privada/F ilantrópic a Total: Municipal Estadual Privada/F ilantrópic a Total: 3 - - 23 - 3 - - 18 - 3 - - 25 - 3 - - 16 - 3 - - 16 - - - - - - -- - - - - - - - - - 2 2 - - 23 30 - 2 3 - - 18 48 - 3 3 - - 25 51 - 3 3 - - 16 43 - 3 2 - - 16 28 - - - - - - - - - - - - - - - - 2 2 - - 30 35 - 3 3 - 3 2 - - 51 53 - 3 - 48 41 - - 2 - 43 47 - 2 2 - - 28 54 - - - - - - - - - - - - - - - - 2 - 35 3 - 41 2 - 53 - 2 47 2 - 54 3 - - 58 - 2 - - 49 - 2 - - 52 - - 3 - 63 - 3 - - 64 - - - - - - - - - - - - - - - - 3 3 - - 58 78 - 2 3 - - 49 66 - 2 3 - - 52 62 - - 3 3 - 63 63 - 3 3 - - 64 63 - 3 - 78 3 - 66 3 - 62 - 3 63 3 - 63 FONTE: EDUCACENSO - IBGE A tabela seguinte especifica o número de instituição que oferta a educação em tempo integral, sendo que no município há somente uma unidade para Educação Infantil, e essa só não oferta educação integral para a clientela de 04 e 05 anos. Ressaltase ainda, que tendo em vista além do pedagógico, a Educação Infantil também necessita zelar pelas condições de higiene, alimentação. Enfim, zelar em todos os sentidos pelo bem estar dos alunos, para tanto, há um auxiliar em cada turma, com exceção as turmas de 05 anos. Total de Instituiçõe s TABELA 19: INSTITUIÇÕES QUE OFERECEM ATENDIMENTO EM EDUCAÇÃO DE TEMPO INTEGRAL DE 0 A 05 ANOS: Total de alunos atendidos de 0 a 5 anos. 2011 2012 2013 2014 2015 50 01 01 Total - 4e5 01 01 0a3 01 01 Total - 4e5 01 - 0a3 01 01 Total - 4e5 01 01 0a3 01 01 Total - 4e5 01 01 0a3 Total Privada TOTAL 01 01 4e5 Estadual 0a3 Municipal 01 01 - 01 01 Fonte: EDUCACENSO – SME Com relação à formação dos professores, observa-se pela tabela abaixo apresentada que no quadro de pessoal da Educação Infantil, há somente um professor no nível de graduação, os demais possuem cursos de especialização. Ressalta-se então que a educação municipal deve investir mais em formação continuada, tendo em vista o aperfeiçoamento desses profissionais. TABELA 20: FORMAÇÃO DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL: Etapa Educaçã o Infantil 0a3 anos Educaçã o Infantil 4e5 anos Quantidade de professores por nível de escolaridade Ensino Ensin PósMédio o Graduaçã graduação/ Mestrad com Médi o Especializaç o Magistéri o ão o TOTA L Rede de ensino Ensino fundament al Municipal - - - - 7 - - - 7 -- - - - - - - - - - - - 1 - 5 - - - 6 - - - - - - - - - Estadual Privada/ Filantrópi ca Municipal Estadual Privada/ Filantrópi ca Doutorad o Fonte:EDUCACENSO O mesmo não se pode colocar com relação à tabela dos profissionais de apoio, uma vez que no quadro abaixo apresenta 08 profissionais ainda em nível de ensino médio e 06 profissionais em nível de pós-graduação. Coloca-se então que nesse aspecto ainda há um trabalho a ser feito, considerando as novas diretrizes educacionais, os profissionais que atuam na educação deve buscar qualificação, tendo em vista melhorar a qualidade de seu trabalho. TABELA 21: FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE APOIO EM SALA DE AULA NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO INFANTIL: 51 Quantidade de profissionais de apoio em sala de aula por nível de escolaridade Ensino fundamental Ensino Médio Ensino Médio com Magistério Graduação Pósgraduação/ Especialização Mestrado Doutorado Estadual - 7 - - - 4 - - - Privada/ Filantrópica - - - - - - - Municipal - 1 - - 2 - Estadual - - - - - - Rede de ensino Etapa Municipal Educação Infantil 0a3 anos Educação Infantil 4 e 5 anos Privada/ Filantrópica - Fonte: EDUCACENSO Finalizando essa analise no que diz respeito à Educação Infantil, essa última tabela, situação dos espaços físicos, observa-se que a unidade de ensino apresenta espaços adequados, para a clientela de 0 a 03 anos e de 04 a 05 anos. Porém, ressalta-se a necessidade de ampliar o espaço escolar, considerando o número de crianças não matriculadas que aparece nas tabelas 16 e 17. Uma vez que certamente será feito um trabalho para atender os alunos que se encontram fora da escola, sendo necessário ampliar esse espaço, para acolher de forma adequada essa nova clientela. TABELA 22: SITUAÇÃO E PREVISIBILIDADE DOS ESPAÇOS FÍSICOS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL: Instituições de Ensino: Em funcionamento Educação Infantil 4 a 5 anos Urbana Rural 01 - 01 - 01 - - - - - - - - - - - - - 1 - 1 - - - - - Regularizada 01 - 01 - Não regularizada - - - - Com espaço adequado Necessidade de construção Recurso próprio Em fase de construção Recurso do PAR Com necessidade de reforma e ampliação Sem autorização e credenciamento Situação fundiária Educação Infantil 0 a 3 anos Urbana Rural 01 - 52 4.2 - ENSINO FUNDAMENTAL: Com base nos dados apurados, observa-se que no município de São Pedro da Cipa, na gestão de 1996 a 1999, por uma questão de economia, e de melhoria na qualidade do ensino oferecido, seria viável transportar os alunos das escolas da zona rural, para uma escola pólo na zona urbana. Entendeu-se que, com a concentração dos alunos da rede municipal em uma única escola, o trabalho pedagógico seria mais eficiente, uma vez que sairiam da enturmação multisseriada, para enturmação por idade/série/ano. Ressalta-se, que quando ocorreu a criação de uma escola pólo municipal, passou atender a demanda dos alunos de 1º ao 9º ano/série e EJA. Porém, já existia no Município uma escola estadual, que atendia a Educação Básica. Observa-se assim, que as duas unidades de ensino em conjunto procura atender a demanda do município, do Ensino Fundamental ao Ensino Médio e EJA. Assim, de acordo com o observado a população de São Pedro da Cipa, em sua maioria é composta de famílias carentes, visto que o município está entre os menores índices de IDH-M do Brasil. Salienta-se que esse grande número de famílias carentes vem da falta de oportunidade de trabalho, pois além de haver pouca oferta de emprego, agrava-se a situação considerando, que grande parte dessa população não tem qualificação profissional, o que recai a responsabilidade de reverter ou quem sabe amenizar esse quadro de pobreza para a educação. Visto que a falta de estudo de grande parte dessa população pode ser visto como um dos fatores principais desse nível de qualidade de vida. Destaca-se conforme observado na tabela 23 que no município há somente duas unidades escolares para atender toda demanda do ensino fundamental, considerando o número de criança nessa faixa etária, as duas escolas conseguem atender na medida do possível todos os alunos em idade escolar. TABELA 23: TOTAL DE INSTITUIÇÕES: 53 Ensino Fundamental Ensino Fundamental EJA X X X X X X X X X X X X Campo 2º Seg Urbano Campo 1º Seg Urbano Mun. Est. Quilom bola Est. Indígena Mun. X X X X X X Campo Est. X X X X X X Priv. Est. 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Mun. Urbana Mun. Ensino Fundamental Regular TOTAL 02 02 02 02 02 02 Pelos números apresentados na tabela 24, observa-se que, considerando os problemas estruturais do município, há um aumento gradativo no atendimento da demanda do ensino fundamental, em que nota-se uma ligeira vantagem da rede municipal com relação aos anos iniciais. Já com relação aos anos finais, observa-se que há uma maior concentração de alunos matriculados na rede estadual. Outro aspecto que se observa é o crescimento de matricula na rede estadual nos últimos anos. Um ponto que também chama atenção nesse contexto é o número de matricula no 9º ano, pois com exceção de 2012, o número apresentado é inferior ao número de ingresso dos alunos matriculados no 1º ano. Deve-se refletir se essa diminuição de matricula no 9º ano é reflexo da rotatividade das famílias ou se insere outro fator de migração dos alunos, já que o município recebe no período de safra canavieira, um grande número de trabalhadores vindos principalmente do nordeste, que vão embora quando termina a safra. Da mesma forma que é prudente colocar que deve-se refletir se essa diminuição no número de matrícula no 9º ano, tem origem no trabalho pedagógico desenvolvido nas unidades escolares. TABELA 24: NÚMERO DE MATRÍCULAS E PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL DAS REDES DE ENSINO DO MUNICÍPIO: 2011 2012 2013 2014 2015 54 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA 56 14 70 58 26 84 42 29 71 49 18 67 04 02 06 03 01 04 03 01 04 01 03 04 - 91 19 110 49 22 71 60 25 75 47 32 79 02 01 03 04 01 05 02 01 03 02 01 03 - 47 23 70 89 25 114 48 27 75 58 29 87 - 38 28 66 35 21 56 21 36 57 14 37 51 25 44 69 01 01 02 12 10 22 7 18 25 7 18 25 7 9 16 - 49 18 67 41 30 71 27 33 60 23 45 68 17 40 57 02 01 03 12 12 24 11 8 19 08 13 21 07 14 21 - 48 30 78 45 26 71 45 29 74 19 32 51 17 43 60 Nº DE PROFESSORES - Nº DE PROFESSORES Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO 02 38 02 45 02 Municipal 01 25 01 19 01 Estadual Privada 03 63 03 64 03 Total 06 11 13 27 20 Municipal 09 41 16 27 13 Estadual Privada 15 52 54 33 Total 13 48 8 17 10 Municipal 10 39 20 43 16 Estadual Privada 23 87 20 60 26 Total 14 33 14 35 10 Municipal 10 42 19 40 17 Estadual Privada 24 75 33 75 27 Total Municipal 08 34 8 24 10 Estadual 09 48 17 51 12 Privada Total 17 82 25 75 22 Fonte: http://educacenso.inep.gov.br/Unidades Escolares Nº DE MATRÍCULAS NA ZONA UURBANA 03 01 04 03 01 04 02 01 03 02 01 03 Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO 65 19 84 50 25 75 48 19 67 50 24 74 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA - Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO 03 01 04 02 02 04 02 01 03 02 02 04 Nº DE PROFESSORES 59 17 76 35 18 53 48 23 71 62 26 88 Nº DE MATRÍCULA NA NO CAMPO Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA - Nº DE PROFESSORES Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA 03 01 04 03 01 04 02 01 03 02 01 03 Nº MATRÍCULAA NO CAMPO Nº DE PROFESSORES REDE 1º ANO (6 ANOS) * NÍVEL 2º ANO 3º ANO 4º ANO 5º ANO 6º ANO 7º ANO 8º ANO 9º ANO Municipal Estadual Privada Total Municipal Estadual Privada Total Municipal Estadual Privada Total Municipal Estadual Privada Total Ainda nesse contexto, parte-se para reflexão da tabela de aproveitamento dos alunos do Ensino Fundamental, em que se observa que do 1º ao 3º ano não há 55 reprovação nas duas unidades de ensino. Constata-se assim, que com a reformulação do ensino, a reprovação deixou de fazer parte da cultura dos educadores dos anos iniciais, mesmo por que, com as novas diretrizes educacionais, não há espaço para reprovação. TABELA 25: LEVANTAMENTO DA TAXA DE APROVAÇÃO/REPROVAÇÃO DO 1º AO 3º ANOS DO ENSINO FUNDAMENTAL: Ano Estadual Municipal 2010 Aprov. 100% Reprov. Aprov. Reprov. Aprov. Reprov 0,0% 98,70% 0,0% Aprov. 99,1% Reprov. 0,0% 2011 2012 2013 2014 100% 100% 100% 100% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 99,2% 99% 100% 100% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 98,60% 98,78% 100% 100% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% Privada - Total - Na tabela 26, nota-se que apesar da reformulação pela qual vem passando a educação nos últimos tempos, à reprovação ainda está presente nos dados apresentados pela rede municipal. Haja vista, ser possível observar, que em 2010 o índice era de 4.95%; e, em 2013 de 4% de reprovação. Sendo que esse índice é somente com base na proporcionalidade dos alunos matriculados na rede municipal de ensino do 4º ao 6º ano, e, na somatória de todos os alunos da rede de ensino, esse percentual é de 2.4% em 2010 e 2% em 2013. Salienta-se então que há um fator que pode explicar a reprovação na rede municipal, talvez seja pelo fato de que a escola municipal ainda não aderiu ao sistema de ensino no ciclo de formação humana. TABELA 26: LEVANTAMENTO DA TAXA DE APROVAÇÃO/REPROVAÇÃO DO 4º AO 6º ANOS DO ENSINO FUNDAMENTAL: Ano Estadual Municipal Aprov. Reprov. Aprov. Reprov . 2010 100% 0,0% 95,04% 4,95% 2011 100% 0,0% 100% 0,0% 2012 100% 0,0% 98,37% 0,0% 2013 100% 0,0% 92,80% 4% 2014 100% 0,0% 100% 0,0% Fonte: http://www.qedu.org.br/escola Privada Aprov . - Total Reprov. Aprov. Reprov. - 2,4% 0,0% 0,0% 2% 0,0% 97,60% 100% 99% 96% 100% 56 Comprova-se o exposto acima, se tomar como referência a tabela 27, com os dados do 7º ao 9º ano, em que se observa a reprovação nos anos de 2010, 2011 e 2013, tanto na rede estadual, como na rede municipal, fato que leva ao entendimento de que considerando o ciclo de formação humana, nessa etapa o aluno pode ser retido apenas pelo número de faltas no decorrer do ano letivo. Assim, pode-se observar que em 2010 apresenta um índice de 2,75% de reprovação na rede estadual e 7,4% de reprovação na rede municipal. Em 2011, 2,29% na rede estadual e 5,13% na rede municipal. Em 2012 não há reprovação na rede estadual, em contrapartida, na rede municipal apresenta um índice de 3,79% de reprovação. Já em 2013, a rede estadual aparece com um índice de 4, 24% de reprovação, a rede municipal com um índice de 8, 07% de reprovação, e em 2014 o fato se inverte, não há reprovação na rede municipal, enquanto que na rede estadual aparece um índice de 4,62% de reprovação. Ressalta-se, que mesmo havendo mudanças nas concepções educacionais, a cultura da reprovação ainda se encontra centrada na prática pedagógica da escola, visto que o índice de reprovação ainda é elevado. TABELA 27: LEVANTAMENTO DA TAXA DE APROVAÇÃO/REPROVAÇÃO DO 7º AO 9º ANOS DO ENSINO FUNDAMENTAL: Ano Estadual Municipal Privada Total Aprov. Reprov. Aprov. Reprov. Aprov. Reprov. Aprov. Reprov. 2010 90,34% 2,75% 92,59% 7,4% - - 91% 2% 2011 96,18% 2,29% 94,87% 5,13% - - 96% 3% 2012 100% 0,0% 84,81% 3,79% - - 94% 1% 2013 95,76% 4,24% 91,93% 8,07% - - 94% 3% 2014 95,38% 4,62% 100% 0,0% - - 91,52% 4,23% Fonte: http://www.qedu.org.br/escola Por outro lado, partindo para análise da tabela seguinte, há que se refletir que apesar de não haver reprovação nos anos iniciais, a pesquisa realizada indica um número significativo de criança em situação de defasagem escolar. Sendo que conforme o observado somente no 1º ano não apresenta distorção idade ano/fase. Um dado preocupante é que já no 2º ano a rede estadual apresenta um índice de 4% de distorção e a rede municipal 2% em 2012, apresenta também nesse mesmo ano 57 um índice de 6% na rede municipal e 4% na rede estadual no 4º ano. Já em 2013 a rede municipal apresenta um índice de 5% no 3º ano e 6% no 4º ano, e, em 2014 a rede municipal apresenta um índice 3% no quarto ano. Esse é um ponto para reflexão em âmbito da educação no município, se não há retenção nos anos iniciais, se a enturmação é feita com base em idade estipulada por lei, qual será a causa dessa defasagem nos anos iniciais? Ressalta-se que esse fenômeno pode ser ocasionado pela chegada de alunos oriundos de outros estados, porém, levanta-se o questionamento, mesmo que o aluno chegue à unidade escolar enturmado fora da faixa etária, à escola tem autonomia para enturmá-lo em turma compatível com sua idade. Para tanto, há legislação expedida pelos órgãos competentes, dando embasamento para as escolas procederem à reclassificação dos alunos. TABELA 28: LEVANTAMENTO DO PERCENTUAL DA TAXA DE DISTORÇÃO IDADE/ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: Estadual Privada Municipal - 0% 4% - 2% 0% - 6% 4% - 0% 0% - 0% 0% - 5% 0% - 0% 6% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 3% 0% - Privada 0% Estadual Privada Municipal Estadual Municipal Estadual 0% Privada Municipal 4º ano 2012 3º ano 2013 2º ano 2014 1º ano Fonte: http://www.qedu.org.br/brasil/ideb TABELA 29: LEVANTAMENTO DO PERCENTUAL DISTORÇÃO IDADE/ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: 5º ano 6º ano 7º ano 8º ano DA TAXA DE 9º ano 58 Municipal Estadual Privada Municipal Estadual Privada Municipal Estadual Privada Municipal Estadual Privada Municipal Estadual 2012 26% - 4% 7% - 41% 21% - 23% 13% - 13% 6% - 2013 5% 4% - 11% 0% - 10% 0% - 43% 5% - 32% 23% - 2014 Privada 4% 0% 3% - 2% 1% - 8% 0% - 9% 0% - 38% 8% - Fonte: http://www.qedu.org.br/brasil/ideb Nos anos finais a questão da defasagem idade/ano/fase, torna-se mais grave, visto constar que em 2012 apresenta na rede municipal um índice de 4% no 5º ano, 4% no 6º ano, 41% no 7º ano, 23% no 8º ano e 13% no 9º ano. Nesse mesmo ano a rede estadual apresenta um índice de 26% no 5º ano, 7% no 6º ano, 21% no 7º ano, 23% no 8º ano e 6% no 9º ano. O mesmo pode ser observado nos anos subseqüentes, em que a rede municipal ainda permanece com índice bem elevado no 8º e 9º ano, e, a rede estadual com um índice elevado apenas no 9º ano. Observa-se dessa forma, uma ligeira diminuição desses índices em 2014 nas duas redes de ensino. É pertinente colocar que essa defasagem certamente é reflexo do observado na tabela 26 e 27 que apresenta um grande índice de reprovação, e na tabela abaixo que expõem o índice de abandono. Ressalta-se, mais uma vez, a necessidade da educação municipal rever a questão da reprovação, bem como, procurar solucionar o problema da evasão. Além disso, as unidades escolares necessariamente devem fazer uso mais freqüente da prerrogativa ao seu dispor, conforme lei especifica expedida pelos órgãos competentes, e partir para reclassificação desses alunos em defasagem idade/ano/fase. A próxima tabela traça a questão do abandono escolar nos anos iniciais, apresentando na rede municipal em 2012, 2,2% de abandono no 3º ano, 2,6% de abandono no 4º ano, e, em 2013 2,1% de abandono no 4º ano. Fato relevante é que na rede estadual não há abandono nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Diante do observado evidencia-se a urgência em que a rede municipal deva realizar um trabalho 59 no sentido de descobrir a causa da evasão, para se criar ações e estratégias tendo em vista erradicar essa fraqueza. TABELA 30: LEVANTAMENTO DO PERCENTUAL DA TAXA DE ABANDONO DO ENSINO FUNDAMENTAL: Municipal Estadual Privada Municipal Estadual Privada 2012 0% 0% 0% 0% 2013 0% 0% 0% 0% 2014 0% 0% 0% 0% Fonte:http://www.qedu.org.br/brasil/ideb 4º ano Privada Estadual Privada 3º ano Municipal 2º ano Estadual Municipal 1º ano - 2,2% 0% 0% 0% 0% 0% - 2,6% 2,1% 0% 0% 0% 0% - A tabela que apresenta o percentual do índice de abandono nos anos finais do Ensino Fundamental é preocupante na rede municipal em 2012 e 2013, já em 2014 não há evasão nem na rede estadual e nem na rede municipal. Assim, de acordo com o que fora colocado anteriormente, a rede municipal de ensino deve intensificar uma vigilância nos anos finais, visto que em 2012 e 2013, o percentual dos índices de abandono é elevado. Faz-se necessário que seja averiguado se a causa está relacionada com o trabalho pedagógico desenvolvido dentro da unidade escolar, e se este esteja desmotivando os alunos, ou se esse abandono tem relação com a negligência dos pais ou mesmo pela condição social da clientela atendida pela unidade escolar. TABELA 31: LEVANTAMENTO DO PERCENTUAL DA TAXA DE ABANDONO DO ENSINO FUNDAMENTAL: - 0% - 6,6% 0% - 2013 0% 0% - 2,9% 0% - 0% - 0% 0% 0% 0% 0% 2014 0% 0% - 0% Fonte:http://www.qedu.org.br/brasil/ideb - 0% 0% 13,3 % 9,1% Privada Privada 0% Estadual Estadual 0% Municipal Municipal Privada - 9º ano Privada Estadual 0% 8º ano Estadual Municipal 2012 0% Municipal Privada 7º ano Estadual 6º ano Municipal 5º ano 0% - - 12,5 % 8,3% 0% - - 0% 0% - 60 Sabe-se que o IDEB foi criado em 2007 com o intuito de medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino. Sendo assim, a avaliação não se centra somente no resultado da prova Brasil, mais sim, em todos os aspectos do desenvolvimento escolar. Dessa forma, sabendo que o IDEB é um instrumento que mede a qualidade da educação, observando a tabela abaixo a rede estadual leva uma ligeira vantagem com relação à rede municipal, no que tange os anos iniciais do Ensino Fundamental, nota-se ainda que as duas redes estão acima do resultado do Brasil, com exceção da média da rede municipal em 2013 que foi de 4,3, sendo que a media do país é 4,7. Outro aspecto que se observa é que na média dos anos finais do ensino fundamental, há uma alternância entre as duas redes, sendo que em 2009 e 2011 ambas ficaram acima da media do Brasil. Porém, em 2013 tanto a rede municipal, quanto a rede estadual estão abaixo da media geral do país. Assim, vale aqui ressaltar que nas tabelas anteriores observou-se um índice alto de evasão e repetência na rede municipal, explicita-se dessa forma que o município necessariamente deve promover ações tendo em vista equacionar o problema da repetência e da evasão, uma vez que pelo resultado apresentado pelas duas redes em 2013, o resultado alcançado ficou muito distante da média do país. TABELA 32: IDEB (ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA): Brasil Rede mun. Rede est. Brasil Ensino Fundamental (anos iniciais) 4,3 4,7 4,0 4,5 Ensino Fundamental (anos finais) 3,8 3,6 3,4 4,0 Fonte: http://ideb.inep.gov.br/resultado/ 2013 Rede est. Rede mun. Brasil 2011 Rede est. Rede mun. 2009 5,4 4,4 4,3 5,0 4,7 4,1 3,7 3,8 3,5 4,1 A tabela a seguir apresenta a projeção das metas do IDEB a partir do ano de 2015 até 2025 para as redes de ensino do município de São Pedro da Cipa. Assim, observando a projeção, comparando com a média do IDEB alcançado em 2013 pelas escolas do município, observa-se que enquanto nos anos iniciais o IDEB alcançado pela 61 rede municipal em 2013 é de 4,3, a meta projetada para o Brasil é de 5,0 já para o ano de 2015. O mesmo se observa nos anos finais do Ensino Fundamental, visto que a média atingida é de 3,8 e a meta projetada para 2015 é de 4,5. Seguindo essa reflexão observa-se que fator semelhante é visto nos resultados alcançados pela rede estadual, uma vez que em 2013 nos anos iniciais, a média atingida é de 4,4 e a meta projeta para 2015 é de 4,7. Nos anos finais o resultado alcançado é de 3,6 em 2013 e a meta projetada para o Brasil é de 4,5 para 2015. Aponta-se ainda que apesar da média da rede estadual em 2013 ficar acima da média do Brasil nos anos iniciais, o resultado dos anos finais evidencia uma queda bem acentuada. Observa-se então que enquanto a média do país foi de 4,1, a média da rede estadual foi de 3,5. Diante de exposto entende-se que o ensino do município deve buscar uma intensa reformulação de seu fazer pedagógico, bem como, identificar e buscar solução para a causa da evasão e repensar a questão da repetência, pois, considerando que a junção de todos aspectos do desenvolvimento escolar, contribui com a somatória para a média final do IDEB. A reflexão final dessa tabela deixa implícito para todos os envolvidos na educação em âmbito do município, seja na rede estadual, seja na rede municipal, deve buscar implementar no cotidiano práticas pedagógicas mais eficiente, caso os envolvidos no processo educativo almejam atingir a média do país. TABELA 33: METAS PROJETADAS DO IDEB: 5,3 5,6 5,8 4.2 4,8 5,2 Brasil 5,5 5,0 Rede est. 5,3 4,5 Rede mun. 5,0 3,9 Brasil 5,2 4,7 Rede est. 5,0 4,2 Rede mun. 4,7 3,7 Brasil 5,0 E.F.(anos finais) 4,5 Rede est. 4,7 Rede mun. E.F.(anos iniciais) 4,0 Brasil 2021 2019 4,4 Rede est. 2017 3,4 Rede mun. 2015 Fonte: http://www.qedu.org.br/brasil/ideb 62 Nessa discussão elenca-se que ainda com base nos dados da prova Brasil foi criado um mecanismo para considerar qual o domínio do aluno da competência avaliada, para tanto, de acordo com o número de ponto obtido, são distribuídos em 04 níveis em uma escala de proficiência que são: Insuficiência, Básico, Proficiente e Avançado. Dessa forma, parte-se desses dados para analisar o nível de proficiência dos alunos do 5º e 9º ano do Município de São Pedro da Cipa nos anos de 2009 a 2013. Aponta-se então que a rede municipal em 2009 de um total de 59 alunos, apenas 40 foram avaliados em português (Leitura e Interpretação) no 5º ano, sendo a taxa de participação de 68%. A proficiência do total de alunos avaliados foi de 25% assim distribuídos: 3% Avançados (1 aluno além da expectativa), 22% Proficiente (09 alunos com aprendizado esperado), 45% Básico (18 alunos com pouco aprendizado), 30% Insuficiente (12 alunos com quase nenhum aprendizado). Em matemática no ano de 2009 (Resolução de Problemas), do total de 59 alunos, apenas 40 foram avaliados no 5º ano, uma taxa de 68%, sendo a proficiência dos alunos avaliados 13% assim distribuídos: 0% Avançado (nenhum aluno além da expectativa), 3% Proficiente (05 alunos com aprendizado esperado), 32% Básico (13 alunos com pouco aprendizado), 55% Insuficiente (22 alunos com quase nenhum aprendizado). Ressalta-se que em 2009 não houve avaliação do 9º ano, uma vez que não foi formado turma na rede municipal nesse ano. Em 2011 do total de 38 alunos, 32 foram avaliados, em português (Leitura e Interpretação) no 5º ano, perfazendo uma taxa de 84% de participação. A proficiência do total de aluno avaliado foi de 18%, assim distribuídos: 6% Avançados (02 alunos além da expectativa), 12% Proficiente (05 alunos com aprendizado esperado), 43% Básico (16 alunos com pouco aprendizado), 39% Insuficiente (15 alunos quase sem nenhum aprendizado). No ano de 2011 em matemática (Resolução de Problemas) de um total de 38 alunos, 32 realizaram a avaliação no 5º ano, uma taxa de 84% de participação, sendo a taxa de proficiência de 13%, assim distribuídos: 3% Avançados (01 aluno além da expectativa); 10% Proficiente (04 alunos com aprendizado esperado); 51% Básico (13 alunos com pouco aprendizado); 36% Insuficiente (14 alunos com quase nenhum aprendizado). Com relação ao 9º ano, em 2011 de 34 alunos 22 participaram da avaliação em português (Leitura e Interpretação), sendo uma taxa de 65% de participação, com a proficiência de 10%, assim distribuídos: 4% Avançado (1 aluno além da expectativa): 63 6% Proficiente (02 alunos com aprendizado esperado); 66% Básico (22 alunos com pouco aprendizado); 24% Insuficiente (08 alunos com quase nenhum aprendizado). Em matemática (resolução de Problema) o 9º ano em 2011, de 34 alunos 22 participaram da avaliação, com uma taxa de 0%, assim distribuídos: 0% Avançado (nenhum aluno além da expectativa); 0% Proficiente (0 aluno com aprendizado esperado); 44% Básico (15 alunos com pouco aprendizado); 56% Insuficiente (19 alunos com quase nenhum aprendizado). O 5º ano na avaliação de português (Leitura e Interpretação) em 2013, de um total de 38 alunos 36 participou da avaliação, com uma taxa de proficiência de 21% assim distribuídos: 0% Avançado (nenhum aluno além da expectativa); 21% Proficiente (08 alunos com aprendizado esperado); 44% Básico (17 alunos com pouco aprendizado); 35% Insuficiente (13 alunos com quase nenhum aprendizado). Na avaliação de matemática (Resolução de Problemas) em 2013 no 5º ano, de um total de 38 alunos, 36 participaram da avaliação, com uma taxa de proficiência de 8% assim distribuídos: 6% Avançado (02 alunos além da expectativa); 2% Proficiente (01 aluno com aprendizado esperado); 38% Básico (14 alunos com pouco aprendizado); 54% Insuficiente (21 alunos com quase nenhum aprendizado). No ano de 2013 em português (Leitura e Interpretação) de um total de 25 alunos no 9º ano, apenas 19 realizaram a avaliação, sendo uma taxa de 76% de participação, com 5% de proficiência assim distribuída: 0% Avançado (0 aluno além da expectativa); 5% Proficiente (01 aluno com aprendizado esperado); 63% Básico (16 alunos com pouco aprendizado); 32% Insuficiente (18 alunos com quase nenhum aprendizado). Em matemática (Resolução de Problemas) no ano de 2013, do total de 25 alunos, 19 realizaram a avaliação, sendo uma taxa de 76% de participação, com uma taxa de proficiência de 5% assim distribuídos: 0% Avançado (nenhum aluno além da expectativa), 5% Proficiente (01 aluno com aprendizado esperado); 32% Básico (08 alunos com pouco aprendizado); 63% (16 alunos com quase nenhum aprendizado). Parte-se agora para analise dos dados da avaliação de português (Leitura e Interpretação) dos alunos do 5º ano da rede estadual, sendo que em 2009, do total de 26 alunos, 25 realizaram a avaliação, perfazendo uma taxa de 96% de alunos avaliados. A taxa de proficiência desses alunos foi de 28%, assim distribuídos: 0% Avançados (nenhum aluno além da expectativa); 28% Proficiente (07 alunos com aprendizado esperado); 52% Básico (13 alunos com pouco aprendizado); 20% Insuficiente (11 alunos com quase nenhum aprendizado). 64 Em 2009 em matemática (Resolução de Problemas), de 26 alunos 25 fizeram avaliação, perfazendo uma taxa de 96%, com uma taxa de proficiência de 16%, assim distribuído: 0% Avançado (nenhum aluno além da expectativa); 16% Proficiente (04 alunos com aprendizado esperado); 40% Básico (10 alunos com pouco aprendizado); 44% Insuficiente (11 alunos com quase nenhum aprendizado). No 9º ano em 2009, de 62 alunos, 40 participou da avaliação Leitura e interpretação (Português), uma taxa de 65%, atingindo a proficiência de 24% assim distribuídas: 0% Avançado (nenhum aluno com aprendizagem além da expectativa); 15% Proficiente (06 alunos com aprendizado esperado); 57% Básico (23 alunos com pouca aprendizagem); 28% Insuficiente (06 alunos com quase nenhum aprendizado). Em matemática (Resolução de Problemas) em 2009, dos 62 alunos do 9º ano, 40 realizou a avaliação, uma taxa de 62%, sendo a proficiência de 3%, assim distribuídos: 0% Avançado (nenhum aluno com aprendizado além da expectativa); 3% Proficiente (01 aluno com aprendizado esperado); 52% Básico (21 alunos com pouco aprendizado); 54% insuficiente (18 alunos com quase nenhum aprendizado). A avaliação de (Português) Leitura e Interpretação em 2011, no 5º ano, dos 25 alunos, 25 participou da avaliação, uma taxa de 100%, com uma proficiência de 43%, assim distribuídos: 8% Avançados (02 alunos com aprendizado além da expectativa); 35% Proficiente (09 alunos com aprendizado esperado); 38% Básico (10 alunos com pouco aprendizado); 19% Insuficiente (05 alunos com quase nenhum aprendizado). Em matemática (Resolução de Problemas) em 2011, dos 25 alunos, 25 realizaram a avaliação, com percentual de 100% de alunos avaliados, com uma proficiência de 4%, assim distribuídas: 4% Avançado (01 aluno com aprendizado além da expectativa); 31% Proficiente (08 alunos com aprendizado esperado); 42% Básico (11 alunos com pouco aprendizado); 23% Insuficiente (06 alunos com quase nenhum aprendizado). Em Português (Leitura e Interpretação) em 2011, dos 48 alunos do 9º ano, 35 participou da avaliação, uma taxa de 73% de participação, sendo a proficiência de 13%, assim distribuídas: 0% Avançado (nenhum aluno com aprendizado além da expectativa); 13% Proficiente (06 alunos com aprendizado esperado); 49% Básico (24 alunos com pouco aprendizado); 38% Insuficiente (06 alunos com quase nenhum aprendizado). No ano de 2011 em Matemática (Resolução de Problemas), no 9º ano, dos 48 alunos, 35 realizaram a avaliação, com um percentual de 73% de participação, com uma 65 proficiência de 4%, assim distribuídas: 0% Avançado (nenhum aluno com aprendizado além da expectativa); 4% Proficiente (02 alunos com aprendizado esperado); 49% Básico (24 alunos com pouco aprendizado); 47% Insuficiente (23 alunos com quase nenhum aprendizado). Em 2013, de um total de 28 alunos do 5º ano, 28 participaram da avaliação em Português (Leitura e Interpretação), atingindo a percentagem de 100% de participação, com uma proficiência de 21%, assim distribuídos: 4% Avançado (01 aluno com aprendizado além da expectativa); 17% Proficiente (05 alunos com aprendizado esperado); 48% Básico (14 alunos com pouco aprendizado); 31% Insuficiente (09 alunos com quase nenhum aprendizado). Em matemática (Resolução de Problemas), em 2013, dos 28 alunos do 5º ano, 28 participaram da avaliação, com uma taxa de participação de 100%, atingindo uma proficiência de 24%, assim distribuídos: 14% Avançado (04 alunos com aprendizado além da expectativa); 10% Proficiente (03 alunos com aprendizado esperado); 41% Básico (12 alunos com pouco aprendizado); 35% Insuficiente (10 alunos com quase nenhum aprendizado). Já o 9º ano em 2013, em Português (Leitura e Interpretação), de um total de 44 alunos, 34 foram avaliados, com uma taxa de 77% de participação, atingindo uma proficiência de 0%, assim distribuídos: 0% Avançado, (nenhum aluno com aprendizado além da expectativa); 0% Proficiente (nenhum aluno com aprendizado esperado); 57% Básico (25 alunos com pouco aprendizado); 43% Insuficiente (19 alunos com quase nenhum aprendizado). Em 2013, no 9º Ano, em matemática (Resolução de Problemas), de um total de 44 alunos 34 participaram da avaliação, com uma taxa de 77% de participação, com uma proficiência de 0%, assim distribuídos: 0% Avançado (nenhum aluno com aprendizado além da expectativa); 0% Proficiente (nenhum aluno com aprendizado esperado); 39% Básico (17 alunos com pouco aprendizado); 61% Insuficiente (27 alunos com quase nenhum aprendizado). De acordo com os dados da proficiência das escolas do Município de São Pedro da Cipa, observa-se uma grande defasagem entre o ensinado nas escolas e as reais necessidades de aprendizagem dos alunos. Observa-se então que partindo da premissa do que pede na atualidade as novas diretrizes educacionais, há que se rever todo o trabalho pedagógico que vem sendo utilizado nas escolas, haja vista que é inaceitável o 66 resultado obtido no ensino aprendizagem, observando que o número total de aluno de cada sala, a minoria atingiram o aprendizado esperado. Dessa forma, aponta-se então que pelo apresentado há que se refletir que, se a maioria dos alunos não atinge o aprendizado esperado para ano/fase, necessariamente deve-se redirecionar todo trabalho pedagógico, para contemplar as reais necessidades do aluno. Uma vez que entende-se que o foco de trabalho pedagógico deve ser é o aluno, sendo assim, a aprendizagem acadêmica deve ser a prioridade no fazer pedagógico do educador. TABELA 34: PROFICIÊNCIA: E.F.(anos iniciais) E.F.(anos finais) 2009 2009 2011 Língua Portuguesa Matemática Língua Portuguesa Mun. 25% Est. 28% Brasil 36% Mun. Est. Brasil Mun. Est. Brasil 13% 16% 34% 18% 43% 40% - 15% 24% - 3% 11% 10% 13% 23% Fonte: http://www.qedu.org.br/brasil/ideb TABELA 35: PROFICIÊNCIA: Língua Portuguesa Matemática 36% 21% 21% 47% 8% 24% 42% 0% 4% 12% 5% 0% 25% 5% 0% 12% Est. Mun. 35% Est. 13% Mun. E.F.(anos iniciais) E.F.(anos finais) Brasil Matemática Mun. 2013 Brasil 2013 Est. 2011 Brasil Fonte: http://www.qedu.org.br/brasil/ideb Seguindo a análise dos dados educacionais do município, a tabela 36 levanta a perspectiva do Ensino em tempo Integral, coloca-se assim, que ainda não há nenhuma escola atendendo essa modalidade, mesmo porque as unidades educacionais não têm estrutura física para atender essa modalidade. Ressalta-se então que até o presente 67 momento as escolas do município contam somente com o Programa Mais Educação, sendo trabalhado no contraturno. 36-INSTITUIÇÕES QUE OFERECEM ATENDIMENTO EM EDUCAÇÃO DE TEMPO INTEGRAL NO ENSINO FUNDAMENTAL: Total de alunos matriculados x Total de alunos atendidos Matríc. Atendidos Matríc. Atendidos Matríc. Atendidos Matríc. Atendidos Matríc. Atendidos 2015 Total de Instituições 2014 Municipal 2013 - - - - - - - - - - - Estadual 2012 - - - - - - - - - - - Privada 2011 - - - - - - - - - - - Esse próximo quadro nos remete novamente a tabela da proficiência, pois, se os alunos apresentam pouco aprendizado, há uma incoerência nesse fato, uma vez que os professores que atuam no Ensino Fundamental todos tem graduação ou especialização. Pelo exposto entende-se mais uma vez que o redirecionamento do trabalho pedagógico nas unidades de ensino não é mais uma prerrogativa dos educadores, mas sim, de um esforço conjunto de todos os profissionais do ensino. E, considerando que grande parte dos educadores que atua no Ensino Fundamental não tem especialização na área em que atua, deve se buscar meios para oportunizar cursos em suas respectivas áreas. Bem como, buscar cursos de aperfeiçoamento, uma vez que a formação continuada se bem pensada e se bem aceita, o resultado certamente será a melhora do aprendizado. Tabela 37: FORMAÇÃO DOS PROFESSORES: Etapa Rede de ensino Ensino Ensino Médio Médio com PósGraduação graduação/ Mestrado Doutorado Especialização 68 Magistério - - 03 09 - - - - 01 04 - - Privada/ Filantrópica - - - - - - Municipal - - 02 06 - Estadual - - 02 06 - - Privada/ Filantrópica - - - - - - Municipal Anos Estadual iniciais Anos finais - Fonte: EEFM “IRMÃ MIGUELINA CORSO”/ Secretaria Municipal de Educação Com a preocupação dos governos em uma educação de qualidade, observa-se que a educação cresceu muito nos últimos anos, principalmente neste Município, que não dispunha de recursos próprios para atingir uma educação de qualidade, mas enfatiza-se que mesmo com a aplicação do governo, as mudanças são gradativas, não tendo como ser alcançada de imediato, mas visa o aperfeiçoamento dos ambientes e construção para o melhor atendimento, oferecendo todos os recursos necessários. 38- SITUAÇÃO E PREVISIBILIDADE DOS ESPAÇOS FÍSICOS PARA O ENSINO FUNDAMENTAL: Instituições de Ensino: Em funcionamento Com espaço adequado Necessidade de construção Recurso próprio Em fase de construção Recurso do PAR Com necessidade de reforma e ampliação Sem autorização e credenciamento Regularizada Situação fundiária Não regularizada Ensino Fundamental Urbana Rural 02 02 01 01 02 - - Fonte: Secretaria Municipal de Educação 69 4.3 - ENSINO MÉDIO: O Ensino Médio no Município de São Pedro da Cipa teve início na década de 90, mais precisamente em 1993, quando no Município consegue formar a primeira turma de ensino Médio, na modalidade Magistério regular, na Escola Irmã Miguelina Corso, tirando nossos jovens da dependência do município vizinho, porém, a sua regularização somente veio acontecer com a Resolução 049/94 do Conselho Estadual de Educação, do Estado de Mato Grosso, datada de 15 de Março de 1994. Vale salientar que essa primeira turma de Ensino Médio funcionava no período noturno, pois era comum os alunos concluírem o Ensino Fundamental e deslocarem para as escola de Jaciara em busca desta modalidade. Explica-se essa dependência considerando que São Pedro da Cipa era um distrito de Jaciara, então era um fato normal que até mesmo os alunos do Ensino Fundamental procurassem as escolas do município vizinho. Essa situação veio a modificar-se no primeiro mandato eletivo de 1993 a 1996 de São Pedro da Cipa, tendo sua primeira Secretaria Municipal de Educação, que em parceria com a Direção da Escola Estadual resolveram estabelecer alguns critérios para que esses alunos ficassem no município. Essa decisão partiu do entendimento de que sendo agora um município, gerar receitas era um pressuposto para melhorar a sua economia. Dessa forma, a Secretaria Municipal de Educação recebendo o aval do executivo Municipal e em conjunto com a Direção da Escola Estadual, conscientizou os pais da necessidade desses alunos estudarem em São Pedro da Cipa. Ficando liberado para o deslocamento à Jaciara, com transporte escolar, somente os cursos que não eram oferecidos no município, sendo formada assim a primeira turma de Ensino Médio. Aponta-se que deste então, o ensino médio em São Pedro da Cipa tem funcionado tanto no diurno, quanto no noturno, não havendo necessidade do deslocamento para os municípios vizinhos, conforme será analisado na tabela 39, o total de Instituição no município, representada pela única unidade estadual que oferece o ensino médio. 70 TABELA 39: TOTAL DE INSTITUIÇÕES: - - 01 01 01 01 01 01 - - Total Campo Urbano Quilombola - Est. Est. - Priv. Est. - Ensino Médio EJA Est. Priv. 01 01 01 01 01 01 Est. Fed Indígena Est. 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Campo Urbano Ensino Médio Ensino Médio Regular 01 01 01 01 01 01 Fonte: Secretaria Municipal de Educação De acordo com o que fora exposto até agora, observa-se que São Pedro da Cipa é pequeno, fato que explica existir no Município somente uma escola para atender o ensino Médio Regular e EJA. Salienta-se que de acordo com o número de matriculas nessa modalidade, essa única escola consegue abranger toda demanda no município, mesmo por que, conforme o acima colocado, para criar a primeira turma, foi necessário um esforço conjunto dos responsáveis pelo município. Na tabela 40, observa-se que tanto as matriculas do Ensino Médio, quanto às matrículas da EJA, há uma grande oscilação, tomando como referência as matriculas de um ano para o outro. Percebe-se que essa oscilação pode ter origem nas condições de trabalho das famílias, que é de grande rotatividade no município por época da safra canavieira, ou mesmo por falta de um incentivo maior para que esses jovens busquem uma formação. Com relação à EJA, percebe-se um grande interesse dos alunos, porém, a sobrecarga do trabalho braçal, que é a profissão de grande parte dos moradores do município, tem por vezes, dificultado o retorno desses adultos aos bancos escolares, mesmo porque após um dia cansativo de labor, é humanamente impossível haver motivação para permanecer por horas a fio sentados em uma carteira escolar. 71 Nesse sentido cabe ainda salientar que deve-se voltar o olhar para esses adultos que realmente hoje tem o desejo de buscar conhecimento, oportunizando a eles quem sabe, um horário alternativo para que não se sintam desestimulados, buscando adequar um currículo que contemplem a necessidade de aprendizagem desses adultos que não tiveram oportunidade quando jovem. Em relação ao número de professores, estes são lotados de acordo com sua pontuação de classe e títulos. Esses profissionais são lotados com uma carga horária de 30 horas semanais, assim distribuídas: 20 horas em sala e 10 de horas atividades. TABELA 40: NÚMERO DE MATRÍCULAS E PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO DAS REDES DE ENSINO NO MUNICÍPIO ENTRE 2011 E 2015: Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES Nº DE MATRÍCULA NA NO CAMPO Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO Nº DE MATRÍCULAA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA 11 - 83 11 - 99 12 - 137 10 - 89 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 12 - 76 10 - 67 10 - 55 12 - 91 12 - 70 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 11 - 60 09 - 64 09 - 58 13 - 69 09 - 58 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 28 10 - 51 06 - 45 05 - 04 09 - 06 - - - - - - - - - - - - - - - 10 - 27 10 - 26 07 - 56 10 - 31 10 - 10 - - - - - - - - - - - - - - - 3º ANO DO ENSINO MÉDIO 1º ANO DA EJA Privada Estadual Federal Privada Privada Privada 2015 77 Federal Estadual 2014 - Privada Estadual 2013 12 Federal Estadual 2012 Nº MATRÍCULAA NO CAMPO Estadual Nº DE PROFESSORES REDE 2º ANO DA EJA 2º ANO DO ENSINO MÉDIO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO Nível 2011 5 Fonte: EEFM “ IRMÃ MIGUELINA CORSO” 72 Na tabela 41, observa-se que a exemplo do ensino fundamental, a reprovação também está presente no ensino médio. Observe que o ano 2010 teve a menor reprovação que foi de 0,8%, enquanto que no ano de 2012 teve a maior taxa 12,5% de reprovação, nos outros anos pesquisados também aparece a reprovação. Sendo que em 2011 a taxa ficou em 4,9%, em 2013 8,6% e em 2014 essa taxa caiu para 3,75%. Pelos números apresentados acima, observa-se um percentual expressivo de reprovação, um fato verdadeiramente preocupante, considerando o número de aluno matriculado a cada ano. Levando em consideração que no ano de 2012, o número de alunos matriculados ficou em torno de 291, com uma taxa de reprovação de 12,5%. Há que se fazer uma indagação, se a reprovação pode reforçar a resistência para a retomada dos estudos no ano seguinte. TABELA 41: LEVANTAMENTO DA TAXA DE APROVAÇÃO/REPROVAÇÃO DO ENSINO MÉDIO: 2010 2011 2012 2013 2014 Aprov. Aprov. Reprov. Total Reprov. Privada Reprov. Federal Aprov. Reprov. Estadual Aprov. Ano 71,3% 0,8% - - - - 71,3% 0,8% 74,0% 4,9% - - - - 74,0% 4,9% 62,4% 12,5% - - - - 62,4% 12,5% 68,3% 64.64% 8,6% 3,57% - - - - - - - - 68,3% 64.64% 8,6% 3,57% Fonte:http://www.qedu.org.br/escola/251235-ee-ir-miguelina-corso/taxas-rendimento/?year=2010. Sabe-se que o Ensino Médio EJA é frequentado pelos adultos que não puderam estudar na idade apropriada, e agora na fase adulta vem em busca de conhecimento, ao concluir o ano com grande sacrifício, a reprovação pode ser um desestímulo para prosseguir os estudos. É prudente refletir acerca da validade da reprovação: 1- Será que no decorrer do ano tudo fora feito para que o aluno adquirisse conhecimento para progredir para o ano seguinte? 2- Será que se esse não demonstrou interesse em aprender e a escola buscou aulas diferenciadas para fazê-lo se interessar pela aprendizagem? 73 3- O aluno mesmo tendo interesse, porém, apresenta muita dificuldade, será que a escola vem buscando conhecer essas dificuldades para ajudá-lo? Assim, salienta-se ainda que a busca por alternativas, tendo em vista mudar a cultura da reprovação é fundamental para que a escola venha cumprir sua função mais elementar, ou seja, educar para a vida. A tabela 42 traz para reflexão o debate acerca da Evasão no Ensino Médio regular, na qual se pode observar que em 2012, de 83 alunos matriculados no 1º ano, a taxa de evasão foi de 28,4%, sendo que desse total 20 reprovaram, 24 abandonaram e somente 40 foram aprovados. Observa-se ainda, que a soma dos evadidos e reprovados é maior do que os que concluíram. TABELA 42: LEVANTAMENTO DO PERCENTUAL DA TAXA DE ABANDONO DO ENSINO MÉDIO: ENSINO MÉDIO REGULAR Federal Privada Estadual 3º ano Federal Privada Estadual 2º ano Federal Privada Estadual 1º ano 24.6% 2012 28.4% 21,5% 2013 21,5% 26,7% 22,3% 9.32% 20,93% 2014 16,66% Fonte: http://www.qedu.org.br/escola/251235-ee-ir-miguelina-corso/taxas-rendimento/? Em 2013, no 1º ano foram 101 alunos matriculados, sendo que a taxa de evasão foi de 21,5%, perfazendo um total de 22 alunos desistentes, 11 reprovados e 68 concluíram o ano. Observa-se dessa forma uma melhora significativa no índice de aproveitamento com relação ao ano anterior. Já em 2014, no 1º ano foram matriculados 137 alunos e a taxa de evasão foi de 16,66%, notando uma ligeira melhora na taxa de evasão de 2013 para 2014, com um hiato de 4,84% para menos desistência dos alunos. No 2º ano, em 2012, foram matriculados 56 alunos, a taxa de evasão foi de 24,6%. Sendo que do total de alunos matriculados, 3 reprovaram, 15 abandonaram e somente 38 concluíram o ano. 74 Ainda no 2º ano em 2013, foram 56 alunos matriculados, a taxa de evasão foi de 24,6%, sendo desse total 3 alunos reprovados, 15 alunos desistentes e 38 concluíram o ano. Em 2014, no 2º ano foram matriculados 91 alunos e a taxa de evasão foi de 9, 32%, ressalta-se que com relação ao ano de 2014, a fonte pesquisada não apresenta todos os dados como o apresentado para os anos anteriores. O total de matriculas no 3º ano em 2012 foi de 65 alunos, a taxa de evasão foi de 21,5%, desse total, houve 2 reprovações, 14 abandonos e 49 aprovações. TABELA 43: LEVANTAMENTO DO PERCENTUAL DA TAXA DE ABANDONO ENSINO MÉDIO EJA: EJA 2012 Estadual 40% 2013 58.97% 2014 34.54% 1º ano Privada - Total Estadual 19,23% 2º ano Privada - 34.78% - 5.55% - Total Fonte: http://www.qedu.org.br/escola/251235-ee-ir-miguelina-corso/taxas-rendimento/? A tabela 43 traz para discussão a taxa de abandono no Ensino Médio EJA, na qual se observa que no ano de 2012 uma taxa de abandono 40%, sendo o número de matriculas no 1º ano ficou em torno de 51 alunos. Observa-se então, que dos 51 alunos matriculados, somente 60% entre aprovados e reprovados concluíram o ano letivo. O mesmo se observa no número de matricula no 2º ano em 2012, de um total de 26 alunos, teve uma taxa de evasão de 19,23%. Em 2013, de 45 alunos matriculados no 1º ano, a taxa de evasão foi de 58,97%, e, de 56 alunos matriculados no 2º ano em 2013, a taxa de evasão foi de 34,78%. No ano de 2014, de 04 alunos matriculados, teve uma taxa de evasão de 34, 54%, o mesmo se observa no 2º ano, de 31 alunos matriculados, a taxa de evasão foi de 5,55%. A reflexão acerca dos dados apresentados, é que considerando o número de matrícula a cada ano, há uma ligeira diminuição na evasão entre 2012 a 2014, tanto no 75 1º ano quanto no 2º ano. Observa-se assim, que esse é um fator positivo, uma vez que nessa faixa-etária, o abandono pode significar a não terminalidade dos estudos. Pelo quadro apresentado nas tabelas 42 e 43 há que se refletir que se os alunos do Ensino Médio e EJA vêm, conforme se observa nos anos pesquisados, apresentando pouco rendimento, o mesmo não tem origem com a falta de qualificação do professor. Haja vista observar que todos já estão em nível de graduação ou especialização, isso posto, chega-se ao entendimento de que o pouco aproveitamento pode estar relacionado com as práticas de ensino utilizada em sala de aula. Na tabela 44, observa-se que do total de professores que atuam no Ensino Médio Regular, 14 estão em nível de graduação e 14 estão em nível de especialização, o mesmo se observa nos professores que atuam no Ensino Médio EJA, 10 em nível de graduação e 10 em nível de especialização. Ensino Médio com Magistério Graduação Pósgraduação/ Especializaç ão Mestrado Doutorado Etapa TABELA 44: FORMAÇÃO DOS PROFESSORES: - 14 14 - - - - - - - - - - - - - 10 10 - - - - - Rede de ensino Ensino Médio EJA Ensino Médio Regular Estadual Estadual - Fonte: EEFM “ IRMÃ MIGUELINA CORSO” Essa reflexão só terá validade se houver o entendimento de que o aluno nessa etapa da aprendizagem, espera o conhecimento que possa ter relação com o seu dia-adia. Para ele não tem sentido saber se x é igual y, ou mesmo qual é o sujeito ou qual é o predicado. Ele quer saber mesmo, quanto vai receber de troco no mercado, quando comprar uma sacola de arroz. E ainda, quer entender qual o significado de um versículo da Bíblia. 76 Com isso, há que se rever como o fazer pedagógico vem sendo conduzido na unidade escolar, uma vez que este tem que ser concebido com o foco na necessidade de aprendizagem do aluno. Salienta-se que essas considerações vêm do entendimento que, considerando os dados de evasão apresentados nessa etapa, uma nova roupagem para o trabalho pedagógico se faz necessário. 77 4.4- EDUCAÇÃO ESPECIAL A história da Educação Especial no Brasil pode ser contada a partir de 1854, quando foi criado o Instituto dos Meninos Cegos, o qual hoje recebe o nome de Instituto Benjamin Constant, e, a criação do Instituto dos Surdos-Mudos em 1857, hoje, Instituto Nacional de Educação de Surdos -INES. Coloca-se que de início a implantação da educação especial no Brasil, teve mais relação com o atendimento clínico especializado, sendo que o principal enfoque era a preocupação eugênica e higienizadora com a criação de escolas em hospitais, e, estes com tendência mais segregadora de atendimento aos deficientes. Nota-se que a Educação Especial no Brasil foi estruturada seguindo modelos que primam pelo assistencialismo, pela tentativa de segregação e por uma segmentação das deficiências, contribuindo significativamente para que a formação escolar e a vida social dos jovens e crianças com deficiência fossem constituídas em um mundo a parte. Nota-se ainda que a Educação Especial nesse período centrava-se em uma conceituação mais precisa para a anormalidade e defendia a educação dos indivíduos considerados anormais. Assim o atendimento era com base em escala métrica de inteligência e em seu encaminhamento para as escolas ou classes especiais, nas quais seriam atendidos por professores especializados. Dessa forma, nessa vertente por um lado utilizavam recursos pedagógicos alternativos e por outro lado, desenvolviam e adaptavam escala de inteligência, que era usado para identificação dos diferentes níveis intelectuais dos jovens e crianças. Sendo que esta última vertente prevaleceu sobre a primeira, junto com a tendência diagnóstica, fato que veio reforçar a implementação de medidas segregadoras, uma vez que deram origem as classes especiais para os deficientes mentais. Destaca-se ainda nesse contexto, a criação da Sociedade Pestalozzi no Brasil, que na verdade era uma associação de Pais e Amigos dos excepcionais, portanto, é uma entidade civil, de direito privado, sem fins lucrativos. E, tem por finalidade, promover o estudo, assistência, educação e integração social da Pessoa portadora de Necessidades Especiais. 78 Por volta do final do século XX, por meados da década de 70, surge o movimento de integração social dos indivíduos com deficiência, tendo como objetivo integrá-los em ambiente escolares, o mais próximo possível dos oferecidos a pessoas ditas normais. Salienta-se ainda o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, que tinha como pressuposto a pedagogia de preocupação política e social, valorizando a liberdade, a criatividade e a psicologia infantil. Assim, de acordo com este princípio, os indivíduos que apresentavam deficiência deviam ser educados num ambiente o mais normal possível, oferecendo a eles recursos materiais e ambientais os mais próximos possíveis dos demais alunos, evitando-se a segregação. Porém, ainda hoje, observa-se que o atendimento ao aluno com deficiência não é feito de maneira adequada, o que implica na exclusão do sistema educacional, apesar de que neste modelo de integração, esperava-se que o aluno a partir da educação especial se tornasse competente o suficiente para acompanhar o ensino regular. Surge então o conceito de integração, que é a classe especial dentro da escola comum, em que a inteligência desempenha um papel relevante, no sentido de identificar e selecionar apenas as crianças com potencial acadêmico. A idéia de integração esteve estreitamente associada à utilização do conceito de necessidades educativas especiais. Entendeu-se que a necessidade da integração surge dos direitos dos alunos e é a concretização na prática social do princípio de igualdade. Ou seja, todos os alunos devem ter acesso à educação de forma não segregadora. Ressalta-se assim, que a integração não deve ser entendida como um movimento que procura somente inserir os alunos das escolas especiais a escola regular, juntamente com seus professores e os recursos materiais e técnicos que existem nelas. Mais sim, o principal objetivo é a educação dos alunos com necessidades especiais. E, nos dias atuais o debate centra-se na questão da Educação Inclusiva. A inclusão de pessoas com deficiência na educação geral vem sendo implementada no Brasil há bem pouco tempo, nesse sentido já foram realizadas várias discussões sobre este tema. A inclusão faz parte de um movimento, que é a inclusão social de todas as pessoas que ao longo da história foram discriminadas, segregadas e afastadas da convivência com outras pessoas consideradas normais. Cabe ainda apontar que, com as mudanças que vem ocorrendo na sociedade, tornando-se uma sociedade mais democrática, dando embasamento para as famílias das pessoas com deficiência lutarem pelo direito a escola. 79 Nesse contexto de inclusão na história da educação brasileira, ressalta-se que o direito à educação é assegurado na Constituição brasileira em seu art. 205, no qual estabelece que “a educação será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. No tocante a Educação Especial, essa vem assegurada no Art. 208, Inciso III, em que “garante o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino”. E, esse princípio também é reafirmado na LDB em seu Art. 58, o qual esclarece que “se entende por Educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação”. Essa mesma lei ainda especifica acerca do direito da criança com deficiência, colocando que se necessário “terá apoio especializado na escola regular”, tendo em vista “Atender as peculiaridades da clientela de educação especial”. Especifica ainda que a essas crianças seja assegurado “o atendimento educacional feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. Sendo este “um dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil”. A LDB ainda no Art. 59 trata do currículo, “assegurando aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, “currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos”. E, ainda a “terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados”. Nesse mesmo Artigo, específica no Inciso III, que o aluno com necessidades especiais, terá “professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns”. Destaca-se ainda a Declaração de Salamanca- 1994, que é uma resolução das Nações Unidas que trata dos princípios, políticos e prática em educação especial. Adotada em Assembléia Geral, apresenta os procedimentos-padrões das Nações Unidas 80 para a equalização de oportunidades para pessoas com deficiência. Nesse documento assegura que todas as pessoas com deficiência têm direito de expressar os seus desejos em relação a sua educação. Da mesma forma que, os pais têm direito inerente de ser consultados sobre a forma de educação que melhor se adapte as necessidades, circunstancias e aspirações dos seus filhos. É sabido que a Declaração de Salamanca afirma que, todas as crianças têm necessidades e aprendizagens únicas, tem direito a ir à escola de sua comunidade, com acesso ao Ensino Regular, e os sistemas Educacionais devem implantar programas, considerando a diversidade e desenvolvendo uma pedagogia voltada para a criança, nesse contexto insere-se a Sala de Recursos Multifuncional. Vale lembrar que, a Sala de recursos Multifuncional contribui com o processo de inclusão educacional da seguinte forma: Trabalha com os alunos no contraturno ao ensino regular a que estão matriculados, e, conforme cronograma e horários orienta pais e professores para complementar os serviços educacionais comuns. Dentre as atividades curriculares especificas desenvolvida no atendimento educacional especializado destaca-se: música, pintura, teatro, ensino de libras, comunicação alternativa (internet, pesquisas, vídeos), oficinas, palestras, etc. Nesse sentido, há uma grande variedade de materiais e recursos pedagógicos que podem ser utilizados para o trabalho na sala de recursos ou, até mesmo, na sala regular, entre eles destacam-se os jogos pedagógicos que valorizam os aspectos lúdicos, a criatividade e o desenvolvimento de estratégias de lógica e pensamento e os jogos adaptados, como aqueles confeccionados em LIBRAS (língua Brasileira de Sinais), livros didáticos e paradidáticos e digitais em LIBRAS. Em relação ao aluno com Surdez, além do atendimento na Sala de Recursos é necessário que esse aluno seja acompanhado na sala de aula regular. É importante lembrar que o atendimento proporcionado pelo professor de AEE não pode ser confundido com reforço escolar ou mera repetição dos conteúdos programáticos desenvolvidos na sala de aula regular. Mas devem construir um conjunto de procedimentos específicos mediadores do processo de apropriação e produção de conhecimentos. Dessa forma, cabe ao professor da referida sala atuar como docente nas atividades de complementação curricular específica que constituem o atendimento educacional especializado. 81 Deve também atuar de forma colaborativa com o professor da classe comum para definir estratégias pedagógicas que favoreçam o acesso do aluno com necessidades educacionais especiais ao currículo e a sua interação no grupo. E, ainda promover as condições desses alunos em todas as atividades da escola, orientar as famílias para o seu envolvimento e sua participação no processo educacional, informar a comunidade escolar acercada da legislação e normas educacionais vigentes que asseguram a inclusão educacional. Como também, participar do processo de identificação e tomadas de decisão acerca do atendimento as necessidades especiais dos alunos; preparar material específico para o uso dos alunos na sala de recursos, orientar a elaboração de material didático – pedagógico que possam ser utilizados pelos alunos nas classes comuns do ensino regular e articular, com gestores e professores, para que o projeto pedagógico da instituição de ensino se organize coletivamente numa perspectiva de educação inclusiva. Em relação à forma de atendimento, pode ser individual ou em pequenos grupos, desde que os alunos apresentem necessidades educacionais semelhante, em horário diferente daquele em que frequentam o ensino regular. Salienta-se que nesse sentido, o Município de São Pedro da Cipa, foi criado em 1991, tendo seu primeiro prefeito eleito no ano de 1992, sendo 1993 o primeiro ano de administração política. Após a posse o primeiro ato do prefeito eleito foi à nomeação dos secretários, destaca-se aqui especificamente, o Secretário Municipal de Educação, que ao assumir a pasta deparou-se com inúmeros problemas, dentre eles uma educação municipal inexpressiva. Buscou-se estratégias para alavancar a Educação Municipal, que nessa ocasião era incipiente, visto ter somente uma clientela de 47 alunos herdados do Município de Jaciara, dentre este se deparava também com a clientela da educação especial, que até então eram assistidas pela Escola Pestalozzi. Sendo esta uma entidade filantrópica, com sede no Município de Jaciara, conveniada com os governos municipal, estadual e federal, passando a atender os alunos do recém emancipado Município de São Pedro da Cipa na modalidade, educação especial. Nesse convenio, o Município de São Pedro da Cipa arcava com os gastos relativos ao transporte desses alunos, bem como, com os honorários de uma professora, sendo esta a contrapartida do Município. Vale lembrar que esse convênio foi quebrado em 1999, com a eleição do segundo prefeito. 82 Dessa forma, em 1999 o município começou a atender aos alunos com necessidades especiais na Escola Municipal Gessy Antônio da Silva, nas chamadas salas especiais, sendo que estes não eram computados no censo escolar. O processo para ingresso na sala especial não era diferente do utilizado nas outras escolas, ou seja, o aluno com dificuldade na sala regular era encaminhado para o professor da sala especial, e este se encarregava junto com a direção da escola de conversar com os pais da criança. Salienta-se ainda, que o professor da sala especial não tinha formação nessa área, normalmente essa vaga era preenchida por um professor mais antigo da escola. Destaca-se que a rede municipal de ensino mudou essa visão de sala especial, somente em 2013, com a implantação da Sala de Recursos, passando a atender essa clientela no contraturno. Para tanto, a rede municipal através de parceria com o MEC, assinou convenio de aquisição dos equipamentos essenciais para o atendimento aos AEE, bem como, ao longo da implantação dessa sala, buscou-se a capacitação de uma professora para atender essa clientela. Vale lembrar no contexto de educação especial, que a rede estadual de ensino no município de São Pedro da Cipa, também atendia a clientela da educação especial nas chamadas salas especiais já em meados do ano de 1991. O critério para seleção desses alunos era o mesmo já elencando acima, sendo que nessa sala eram atendidas em torno de 8 a 10 crianças, as quais eram retiradas do convívio dos demais uma vez que não conseguiam avançar na aprendizagem. Assim, essas crianças eram excluídas do processo escolar, visto que normalmente o professor em formação, porém, permaneciam por vários anos até desistirem, ou mesmo atingir a maioridade, sem avançar um milímetro em sua aprendizagem. Essa situação só veio mudar com a implantação da Sala de Recursos Multifuncional, que deve ter acontecido por volta de 2009 ou 2010. Assim, a primeira triagem foi realizada pela SEDUC, que utilizando critérios próprios para detectar que tipo de deficiência o aluno apresenta, com objetivo de orientar o professor a elaborar a intervenção pedagógica mais adequada para aquela deficiência. Vale lembrar ainda que uma das exigências para a escola tornar-se apta a adquirir uma sala de recurso multifuncional, era ter um professor com qualificação específica na Educação Especial, buscou-se então a formação de uma professora que hoje atende tanto a rede municipal quanto a rede estadual. Então, cabe a essa professora fazer a triagem desses alunos, para que a partir desse diagnóstico elabore sua forma de 83 intervenção. Lembra-se ainda que esses alunos são atendidos no contraturno, pois em outro horário são enturmados na sala regular. Em relação a esse Atendimento Educacional Especializado no contraturno, no Município de São Pedro da Cipa há uma dificuldade em trazer os alunos que moram na Zona Rural para esse atendimento, sendo assim, o aluno precisa ser retirado da sala de aula regular para ter o atendimento especializado. Ressalta-se então que se faz necessário que esta situação seja resolvida, pois não é correto em se tratando de inclusão, retirar um aluno da aula regular e o mesmo ficar sem atendimento educacional especializado. Diante desse fato, aponta-se para a reflexão que deve-se buscar a solução deste problema, garantindo ao aluno que mora na zona rural o direito ao transporte no horário de atendimento na Sala de Recursos. Outro problema enfrentado no Município de São Pedro da Cipa, tendo em vista se for considerar a adequação da Educação Especial ao disposto nos artigos 58, 59 e 60 da Lei nº 9.394/96, é a falta de acompanhamento de profissionais especializados para dar apoio aos alunos como: psicólogo e fonoaudiólogo. Informa-se que existem sim estes profissionais, mas para atender toda a demanda do município o que acaba não sendo suficiente, pois necessita-se desses profissionais para atender especificamente as escolas, uma vez que o acompanhamento deve ser constante, considerando melhorar o grau de compreensão do professor acerca das necessidades de aprendizagem desses alunos. Ressalta-se também que em relação à Educação Infantil, não existe um trabalho para identificar alunos com necessidades educativas especiais nessa faixa etária. Se esse trabalho fosse realizado, os educandos da Educação Infantil poderiam começar receber o atendimento especializado em uma das duas unidades de ensino que já tem Sala de Recurso Multifuncional, o que favoreceria seu desenvolvimento educacional. Finalmente ressalta-se a importância de cumprir as leis que dão sustentação a inclusão. É preciso colocar em prática o que já está legalmente garantindo para que a diversidade seja respeitada e valorizada, e assim proporcionar a todos os seres humanos o desenvolvimento integral de suas capacidades favorecendo e reconhecendo o direito as diferenças. Assim, tomando como referência o que fora exposto acima e o contexto atual do atendimento dessa modalidade, faz-se uma breve análise dos dados apresentados na 84 tabela a seguir que aponta como está o atendimento na Educação Especial de 2010 a 2015 no Município de São Pedro da Cipa. Em São Pedro da Cipa de acordo a população de 4.158 habitantes, conforme dados do IBGE censo de 2010, o município apresentou um percentual 0,28% em 2010, 0,38% em 2011, 0,40% em 2012, 0,72% em 2013, 0,69% em 2014 e 0,33% por estimativa em 2015, de crianças que apresenta algum tipo de deficiência transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Desse percentual, todos contam hoje com acompanhamento extraclasse no ambiente escolar, sendo que as unidades educacionais foram modificadas parcialmente para que se possa atender essa demanda, mas sabe-se que nas unidades de ensino ainda existem barreiras arquitetônicas que necessitam ser aprimoradas. Pode-se perceber ainda pela tabela 45 que há uma ligeira variação no número de alunos com atendimento educacional especializado, pois em 2010 o total foi de 12 crianças, sendo 08 na rede municipal e 04 na rede estadual. Observa-se que em 2012 esse número subiu para 17, sendo desse total, 06 atendidos pela rede municipal e 11 pela rede estadual. O mesmo se observa em 2013, do total de 34 alunos, 19 são atendidos pela rede municipal e 15 atendidos pela rede estadual, observa-se que nesse ano o record de alunos atendidos. Nos anos subsequentes observa-se uma ligeira queda nesse atendimento com relação ao ano de 2013, pois em 2014 foram atendidos 31 alunos, sendo 16 pela rede municipal e 15 pela rede estadual. Salienta-se ainda que observando a tabela, somente a partir de 2013 aparecem alunos da zona rural tendo atendimento educacional especializado. Finaliza-se essa análise com o entendimento de que deve-se buscar aprimorar o atendimento aos alunos com necessidades especiais, buscando efetuar as adequações de acessibilidade das unidades escolares, bem como, buscar um meio para equacionar o problema do transporte escolar para atendimento no contraturno dos alunos da zona rural. E ainda, intensificar a formação continuada tanto do professor que atende essa modalidade, quanto aos professores e demais servidores das unidades escolares para que possam contribuir com a inclusão dessas crianças no mundo do conhecimento. Tabela 45: Atendimento a alunos com deficiência, transtorno global do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação: 85 Anos 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Total Municipal Estadual Privada Urbana Rural Urbana Rural Urbana Rural Urbana Rural 12 8 4 16 9 7 17 6 11 30 4 15 4 15 29 2 14 2 15 14 3 7 3 7 - Fonte: http://www.qedu.org.br/brasil/ideb 86 4.5- ENSINO SUPERIOR O desenvolvimento na educação de São Pedro da Cipa, a partir do ano 2000, começou com um crescimento explosivo de matrícula na rede municipal aos níveis de educação infantil e ensino fundamental, quando a Escola Municipal Gessy Antônio da Silva tornou-se pólo. Esse crescimento deve-se aos investimentos do poder executivo municipal, que tinha como gestor o senhor Osvaldo Fulador, prefeito eleito por dois mandatos consecutivos de 1997 a 2002. Nesse sentido, o Executivo Municipal acreditava que para ofertar um ensino de qualidade na rede municipal, deveria partir da premissa que o primeiro passo seria capacitar os profissionais do magistério. Para tanto, buscou-se uma instituição em nível superior com o intuito da valorização profissional em troca de um rendimento de qualidade em sala de aula. Por meio deste investimento, São Pedro da Cipa-MT foi palco do maior desenvolvimento regional em educação superior, através de suas ações acadêmicas ensino e extensão distribuídas em várias faculdades particulares, oferecendo de 1999 a 2009, mais de 15 (quinze) turmas de graduação com curso de licenciatura plena em pedagogia, letras, administração, normal superior e biologia. Atualmente, no que diz respeito aos aspectos e rede de serviços da educação de São Pedro da Cipa, este oferece de forma satisfatória o serviço público educacional aos estudantes, no que tange a Educação Infantil ao Ensino Médio. Entretanto é necessário recorrer aos municípios vizinhos, ou até mesmo mudar de cidade para fazer cursos profissionalizantes e superiores. Dessa forma, pode-se comprovar o exposto acima observando a tabela abaixo, na qual apresenta um número de alunos frequentando curso superior no município de Jaciara, nos cursos de Administração de Empresa, Agronomia, Ciências Contábeis, Educação Física, Ciências da Natureza e Pedagogia. Salienta-se que esse deslocamento para outro município é necessário, levando em consideração que em São Pedro da Cipa não tem nenhuma instituição de nível superior. Assim, entende-se que o município tem a obrigação de contribuir para que esses 87 acadêmicos concluam seus estudos, para tanto, o transporte escolar para os que estudam em Jaciara, é fornecido gratuitamente pelo município. Observa-se ainda que pelo número de alunos moradores desse município que frequentam um curso de graduação, deve-se ao fato de que hoje há mais aberturas para que se prossigam os estudos, uma vez que são várias as formas de financiamentos proporcionados pelo governo federal. Diante disso, cabe a educação municipal incentivar para que estes acadêmicos consigam atingir seus objetivos, mesmo que seja com o transporte escolar. Tabela: Número de alunos cursando nível superior em Jaciara: 2015 Instituição Particular Instituição Publica Administração 12 - Agronomia 05 - Contabilidade 03 - Educação Física 01 - - 07 Pedagogia 08 - Total 29 07 Ciência da Natureza Fonte: Secretaria Municipal de Educação O quadro a seguir aponta o número de alunos que frequentam cursos de graduação na cidade de Rondonópolis, nas áreas de Agronomia; Engenharia Civil; Engenharia de Produção, Enfermagem, Educação Física, Psicologia e Direito. Ressalta-se que para os acadêmicos de Rondonópolis fica inviável para o município arcar com o transporte, uma vez que a distância é maior, o que originaria uma maior despesa para a Educação Municipal. Fato que viria ter como consequência a diminuição dos investimentos na educação básica, a qual é obrigação do município. Informa-se ainda que grande parte desses acadêmicos ao concluírem seus estudos necessariamente tem que procurar trabalho em outros municípios, quando conseguem em uma localidade mais próxima, permanecem morando em São Pedro da Cipa, dependendo da distância, a solução é mudar-se de cidade. Vale lembrar que destes 88 alunos que concluem os estudos poucos conseguem trabalhar no município, pois conforme se observa as oportunidades de trabalho são muito irrisórias. Tabela: Número de alunos cursando nível superior em Rondonópolis: 2015 Instituição Particular Instituição Publica Agronomia 01 - Engenharia Civil 03 - Engenharia de Produção 01 - Enfermagem 01 - Educação Física 01 - Psicologia 01 - Direito 08 - Total 16 - Fonte: Secretaria Municipal de Educação 89 4.6 - FINANCIAMENTO: Nas questões educacionais brasileira, voltou-se muita atenção à gestão na educação como condutor do aspecto limitado de administração. Bem como, a transformação da própria identidade da educação brasileira e de suas escolas, ainda carentes de liderança clara e competente, de referencial teórico-metodológico avançado de gestão, de uma perspectiva de superação efetiva das dificuldades cotidianas, pela adoção de mecanismos e métodos estratégicos para a solução dos seus problemas. Nesse sentido, o choque das ações implantadas durante a década de 1990 instalou a necessidade de busca de novos caminhos para uma melhor compreensão dos conflitos advindos das mudanças impostas no cotidiano escolar. Nesse sentido, o balanço de desenvolvimento das políticas educacionais no Brasil nesse período aponta um quadro de profundas mudanças estruturais com o objetivo de produzir novos avanços na educação. Pois o governo federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), vem desenvolvendo uma diversidade de programas, projetos e ações educacionais de alcance nacional. A legislação atual prevê o compartilhamento das responsabilidades entre União, estados e municípios na área da educação. Ela determina uma dinâmica de funcionamento das ações educacionais e de transferências de recursos a serem repassados aos Estados, Distrito Federal e Municípios para garantir uma educação de qualidade a todos os brasileiros. Como o FNDE é uma autarquia do MEC que tem como missão prover recursos e executar ações para o desenvolvimento da educação, visando garantir educação de qualidade a todos. É por meio do FNDE que o governo transfere os recursos e fiscaliza diversos programas educacionais que nasce a idéia de contribuir na formação de gestores, técnicos, conselheiros e representantes da comunidade envolvidos com a execução, acompanhamento e avaliação dos programas do FNDE. Percebe-se que São Pedro da Cipa vem trabalhando com o intuito de manter a parceria entre os três poderes para manter os recursos nos cofres municipais, uma vez que somente com a arrecadação própria não seria possível manter o funcionamento da educação a nível Municipal, conforme demonstrativo na tabela 46. 90 Salário Educação PAR PNAE PDDE Transporte Esc./Est. RECURSOS do MUNICÍPIO Total 780.687,52 - 13.446,00 20.236,00 61.985,23 1.033.744,63 3.110.682,47 2011 1.292.211,31 75.156,45 635.256,51 6.977,45 44.220,00 15.338,60 - 1.056.113,92 3.125.274,24 2012 1.359.815,04 92.066,66 239.779,91 10.400,36 53.988,00 - - 921.120,57 2.677.190,54 2013 1.483.536,23 108.322,91 35.899,60 6.714,16 60.180,00 12.807,00 64.423,04 1.002.380,51 2.774.263,45 1.606.562,80 109.011,16 319.626,10 9.873,76 69.552,00 26.185,00 62.053,34 1.260.614,33 3.463.478,50 PNATE FUNDEB 64.178,94 Ano 2010 1.136.404,15 2014 TABELA 46: RECEITAS DA EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO: Fonte: www.fnde.gov.br / FIPLAN-MT Observando a tabela 46 e 48, pouco se pode gastar do recurso próprio do município para melhoria do sistema educacional, contando sempre com recursos federais ou estaduais, pois a maior parcela dos recursos aplicados na educação fica a cargo da folha de pagamento com profissionais de apoio. Desse modo, foram aplicados em 2010 em torno de R$606.529,34 com folha e encargos, enquanto a receita ficava entorno de R$1.033.744,63, gastando para esse fim a média de 58,67%. Em 2011, gastou-se a média de 61,85%. Já entre 2012 a 2014 a média é 87,7% a cada ano, essa realidade retratada é devido a aplicação do Plano de Cargos e Carreira aos demais Profissionais da Educação. Sobrando pouco para outros investimentos, valendo-se dos programas, projetos e ações educacionais. Vale lembrar, que apesar do município ter praticamente seu recurso comprometido com folha de pagamento atendeu acima da meta estabelecida dos 25%, conforme está representada na tabela 47. TABELA 47: RECURSOS APLICADOS NA MELHORIA E QUALIDADE DA EDUCAÇÃO: 91 Despesas com educação % 2010 3.110.682,47 33,59% 301.741,18 669.354,27 2.139.587,02 3.110.682,47 2011 3.125.274,24 35,85% 289.359,00 908.447,42 1.927.467,82 3.125.274,24 2012 2.677.190,54 27,99% 376.737,62 940.637,88 1.359.815,04 2.677.190,54 2013 2.774.263,45 32,63% 680.960,00 617.885,63 1.475.417,82 2.774.263,45 2014 3.463.478,50 34,59% 772.586,72 900.934,90 1.789.956,88 3.463.478,50 Ano Educação Infantil (1) Ensino Fundamental (2) Outros (3) Total (1+2+3) Fonte: Secretaria de Finança A partir de 2013 o município começou a aplicar efetivamente na educação infantil e no ensino fundamental regular, deixando a cargo do estado a educação de jovens e adultos. A partir de então, houve uma equivalência na aplicação de recursos nas duas modalidades de ensino, caracterizado melhores distribuição de recursos para ambas as etapas. TABELA 48: RECURSOS APLICADOS COM PESSOAL: Encargos (4) % Total (1+2+3+4) Arrecadado No % 2010 Município 984.869,12 2011 % Valor 1.080.116,73 316.743,57 108,1 520.816,87 132.470,86 8,0 2.050.148,03 8.155.752,78 25,1 2012 Encargos (2) Despesas com pagamento (técnicos, apoio, vigias, motoristas, etc) (3) TOTAL GERAL 1.217.501,43 384.643,98 117,8 605.501,92 170.355,98 9,3 2.378.003,31 8.365.531,77 28,4 2013 Despesas com pagamento de professores (1) RECEITA MUNICIPAL 1.247.635,06 371.898,62 109,2 708.910,87 196.212,33 10,5 2.524.656,88 8.915.732,79 28,3 2014 Ano FUNDEB 1.334.192,03 412.408,68 108,7 870.335,89 245.946,57 10,6 2.862.883,17 10.529.670,61 27,2 275.763,77 110,9 486.076,73 120.452,61 8,4 1.867.162,23 7.234.244,79 25,8 Fonte: Departamento Pessoal 92 Destaca-se ainda que levando-se em consideração os respectivos âmbitos de atuação prioritária conforme (art. 211 da Constituição Federal), o qual delimita a atuação dos Estados e Municípios em relação à educação básica. Ou seja, os Municípios devem utilizar recursos do FUNDEB na educação infantil e no ensino fundamental e os Estados no ensino fundamental e médio, sendo que no mínimo de 60% na remuneração dos profissionais do magistério da educação básica pública e o restante dos recursos em outras despesas de manutenção e desenvolvimento da Educação Básica pública. De acordo com o acima exposto nas tabelas 46 e 48, e considerando a necessidade dos profissionais da educação e comunidade local a compreensão do funcionamento dos recursos do FUNDEB, vindos para educação do Município de São Pedro da Cipa-MT, busca-se através desse estudo levantar possibilidade para atingir a meta que todos profissionais almejam. Ressalta-se ainda, que a principal problemática é a não aplicação do piso nacional, uma vez, que os gastos com folha no âmbito municipal chegam em média52% de receita liquida anual, ficando a margem da responsabilidade fiscal. Em consonância com a linha de comparação levantada na tabela 49, percebe-se uma realidade muito significativa no município na evolução salarial do profissional docente com média 158,4% entre 2008 e 2014, atendendo o piso nacional na carga horária de 30 horas para 2014. Na comparação na linha progressão do salário base, entre 2008 e 2015, a média é de 180,3%, mas o piso a ser negociado não atende o piso nacional no ano de 2015. Sendo que, para o piso nacional 2015 a taxa teria variação de 191% em comparação com o ano de 2008. Subtende-se ainda que o município esteja gastando além dos recursos, ultrapassando a média de 10% além do recurso do FUNDEB. Outrossim, demonstra anos anteriores, que os recursos recebidos equivalem a mesma quantia gasta nos anos seguintes, justificando-se que a aplicação se faz com a melhoria salarial do reajuste em 2013 e o piso salarial aos professores em 2014 para 30 horas, em virtude da administração na redistribuição de serviços, acarretando-se assim a diminuição de contratados, como demonstrado na tabela 49. TABELA 49: TABELA SALARIAL DE DESPESA COM PESSOAL EVOLUÇÃO DO PISO SALARIAL MUNICIPAL: 93 CARGO/FUNÇÃO CARGA HORÁRIA TABELA SALARIAL DE VALOR DO PISO INICIAL DO MUNICÍPIO 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 PROF/MAGISTÉRIO 30 492,68 492,68 720,00 720,00 891,00 949,85 1.273,32 1.375,18 PROF/GRADUAÇÃO 30 753,80 753,80 1.101,60 1.101,60 1.336,50 1.424,78 1.909,98 2.062,77 PROF/ESPECIALIZAÇÃO 30 867,12 867,12 1.267,20 1.267,20 1.514,70 1.614,75 2.164,64 2.337,81 PROF/MESTRADO 30 980,44 980,44 1.432,80 1.432,80 1.782,00 1.899,71 2.574,65 2.780,61 PROF/DOUTORADO 30 - - 1.648,80 1.648,80 2.049,30 2.184,66 2.928,64 3.162,91 APOIO/AUXILIAR ADMINIST. 30 521,00 543,00 543,00 545,00 660,00 703,59 751,29 817,40 APOIO/VIGIA 30 443,70 465,00 510,00 545,00 620,00 660,95 705,76 811,64 APOIO/SERVIÇOS GERAIS 30 443,70 465,00 510,00 545,00 620,00 660,95 705,76 811,64 APOIO/MOTORISTA 30 623,00 749,00 749,00 749,00 780,00 831,52 887,89 914,52 OUTROS(CARGO NA EDUCAÇÃO INFANTIL) 30 466,02 553,00 553,00 553,00 660,00 703,59 751,29 811,64 Fonte: Departamento De Pessoal Em relação aos Profissionais da Educação a linha de progressão do salário base tem média de 59% entre 2008 e 2014. Já a comparação para 2015 é de 76%. Percebe-se ainda o achatamento da base salarial dos profissionais de apoio, pois o salário base na maioria dos cargos acompanha o salário mínimo federal, sendo que os outros cargos estão muito próximos da mesma realidade. 94 5 - METAS E ESTRATÉGIAS DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO Meta 1: Universalizar a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade até 2016 e ampliar a oferta de educação infantil, de forma a atender, no mínimo, 70% (setenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PME. Estratégia: 1.1- Criar e Manter um banco de dados atualizado da Educação Infantil, em parceria com a Secretaria de Saúde, Conselho Tutelar, Assistência Social e outras entidades, para atendimento da demanda da população da 0 a 5 anos existente no Município; 1.2. Realizar levantamento anual da demanda para a população de até 03 anos e da préescola de 4 e 5 anos, criando banco de dados, estabelecendo normas, procedimentos e publicizando-o para planejar a oferta e atendimento da demanda manifesta. 1.3 Garantir relação professor/criança, infraestrutura, e material didático ao processo educativo, considerando as características das distintas faixas etárias conforme os padrões do CAQ (Custo aluno Qualidade) em parceria com a União e o Estado; 1.4. Ampliar e reformar em parceria com a União, o prédio da Educação Infantil, assegurando o cumprimento dos padrões de infraestrutura, adequando-o até 2020 para o funcionamento ecologicamente regularizado respeitando os padrões de qualidade, definidos na legislação vigente; 1.5. Ampliar e assegurar a qualidade do espaço físico e brinquedos de playground, em parceria com a União e o Estado, prevendo espaços externos arborizados, de acordo com os padrões estabelecidos na legislação vigente na instituiçõe de Educação Infantil. 95 1.6. Implantar, até o terceiro ano de vigência deste PME, avaliação da educação infantil, a ser realizada a cada 2 (dois) anos, com base em parâmetros nacionais de qualidade, a fim de aferir a infraestrutura física, o quadro de pessoal, as condições de gestão, os recursos pedagógicos, a situação de acessibilidade, entre outros indicadores relevantes; 1.7. Implantar no município, Encontro bimestral, envolvendo todos profissionais para discutir dificuldades no ensino em consonância com os indicadores de avaliação municipal; 1.8. Garantir alimentação escolar adequada para todas as crianças atendidas na Educação Infantil, com acompanhamento de um nutricionista em parceria com as demais secretarias, conforme legislação prevista a partir da aprovação deste PME; 1.9. Ampliar e assegurar a inclusão das crianças com deficiência transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na Educação Infantil, oferecendo condições de acessibilidade, materiais, equipamentos especializados e formação continuada para todos os profissionais que atuam na Instituição educativa, buscando parceria com a União e o Estado; 1.10. Estabelecer parceria a partir da aprovação do PME com as Escolas do município que possuem sala de recursos multifuncionais, tendo em vista ofertar atendimento especializado para a clientela da Educação Infantil. 1.11. Promover em parceria com a União e o Estado a formação continuada dos (as) profissionais da educação infantil, garantindo, progressivamente, o atendimento por profissionais com formação superior; 1.12. Implementar, em caráter complementar, programas de orientação e apoio às famílias, por meio da articulação das áreas de educação, saúde e assistência social, com foco no desenvolvimento integral das crianças de até 5 (cinco) anos de idade; 1.13. Preservar as especificidades da educação infantil na organização das redes escolares, garantindo o atendimento da criança de 0 (zero) a 5 (cinco) anos em estabelecimentos que atendam a parâmetros nacionais de qualidade, e a articulação com a etapa escolar seguinte, visando ao ingresso do (a) aluno(a) de 6 (seis) anos de idade no ensino fundamental; 96 1.14. Fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do acesso e da permanência das crianças na educação infantil, em especial dos beneficiários de programas de transferência de renda, em colaboração com as famílias e com os órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à infância; Meta 2: Universalizar o ensino fundamental de 9 (nove) anos para toda a população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e garantir que pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PME. Estratégias: 2.1. Pactuar com a União e o Estado, no âmbito da instância permanente de que trata o § 5º do art. 7º da Lei Federal 13005/2014 do PNE, a implantação dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a base nacional comum curricular do ensino fundamental; 2.2. Realizar em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, Promoção Social e Conselho Tutelar, o levantamento da população fora da escola em idade escolar obrigatória no município; 2.3. Garantir relação professor/criança, infraestrutura e material didático adequados ao processo educativo, considerando as características das distintas faixas etárias, conforme os padrões do CAQ (Custo Aluno Qualidade), em parceria com a União e o Estado; 2.4. Reduzir em 100% (cem por cento) a distorção idade/ano, com qualidade na aprendizagem até a vigência deste PME; 2.5. Reduzir em 100% (cem por cento) a repetência e a evasão no ensino fundamental, primando pela qualidade da Educação, com mecanismos para acompanhar individualmente o desenvolvimento do aluno na rede de ensino, e o monitoramento do acesso, da permanência e do aproveitamento escolar dos beneficiários de programas de transferência de renda; 97 2.6. Atender a demanda de transporte escolar para alunos oriundos da zona rural e terras ocupadas por assentados, em regime de colaboração com a União e o Estado, observando aos princípios básicos de segurança exigidos pelo Departamento Nacional de Trânsito; 2.7. Promover a busca ativa de crianças e adolescentes fora da escola, em parceria com órgãos públicos de assistência social, saúde e Conselho Tutelar; 2.8. Desenvolver tecnologias pedagógicas que combinem, de maneira articulada, a organização do tempo e das atividades didáticas entre a escola e o ambiente comunitário, considerando as especificidades da educação especial; 2.9. Disciplinar, no âmbito dos sistemas de ensino, a organização flexível do trabalho pedagógico, incluindo a adequação do calendário escolar de acordo com a realidade das unidades de ensino, incentivando a participação dos pais ou responsáveis no acompanhamento das atividades de seus filhos por meio do estreitamento das relações entre as escolas e as famílias; 2.10. Buscar parceria com a União e o Estado para a realização de atividades extracurriculares de incentivo aos (às) estudantes e de estímulo a habilidades, inclusive mediante certames e concursos nacionais; 2.11. Promover atividades de desenvolvimento e estímulo á habilidades esportivas nas escolas, interligadas a um plano de disseminação do desporto educacional e de desenvolvimento esportivo nacional, em parceria com a União e Estado; 2.12. Implantar na rede de ensino a Hora Pedagógica, envolvendo o coordenador e professor, para discutir bimestralmente o Plano de Ensino em consonância com os indicadores de avaliação municipal e o nacional; 2.13. Implantar instrumento de planejamento de Avaliação e de Monitoramento nas Unidades de Ensino para o registro do desenvolvimento pedagógico do profissional e dos resultados alcançados pelo aluno. 2.14. Assegurar acompanhamento pedagógico extraclasse aos alunos em distorção idade/ano/fase e com desafio de aprendizagem distribuído por ciclo/ano. 98 2.15. Garantir profissional psicopedagogo efetivo para atendimento dentro da Unidade escolar com os alunos com déficit no aprendizado. 2.16. Implantar desde os anos iniciais do ensino fundamental aulas de educação física com profissional habilitado. Meta 3: Universalizar o atendimento escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar em 20% a taxa líquida de matrículas do ensino médio até o final do período de vigência deste PME. Estratégias 3. 1. Apoiar a implantação através da União e do Estado o programa nacional de renovação do ensino médio, a fim de incentivar práticas pedagógicas com abordagens interdisciplinares estruturadas pela relação entre teoria e prática, por meio de currículos escolares que organizem, de maneira flexível e diversificada, conteúdos obrigatórios e eletivos articulados em dimensões como ciência, trabalho, linguagens, tecnologia, cultura e esporte, garantindo-se a aquisição de equipamentos e laboratórios, a produção de material didático específico, a formação continuada de professores e a articulação com instituições acadêmicas, esportivas e culturais; 3.2. Apoiar a pactuação com a União e o Estado, no âmbito da instância permanente de que trata o § 5º do art. 7º da Lei Federal 13005/2014 do PNE, a implantação dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a base nacional comum curricular do ensino médio; 3.3. Incentivar a busca de parceria entre a União e Estado, para a ampliação da prática desportiva integrada ao currículo escolar, incentivando a fruição de bens e espaços culturais; 3.4. Incentivar a adesão de programas e ações de correção de fluxo, por meio do acompanhamento individualizado do educando com rendimento escolar defasado e pela adoção de práticas, como apoio pedagógico no turno complementar de forma a reposicioná-lo no ciclo escolar de maneira compatível com sua idade; 3.5. Incentivar a estruturação e o fortalecimento do acesso e da permanência dos jovens beneficiários (as) de programas de transferência de renda, no ensino médio, quanto à 99 frequência, ao aproveitamento escolar e à interação com o coletivo, bem como das situações de discriminação, preconceitos e violências, práticas irregulares de exploração do trabalho, consumo de drogas, gravidez precoce, em colaboração com as famílias e com órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à adolescência e juventude; 3.6. Promover a busca ativa da população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos fora da escola, em articulação com os serviços de assistência social, saúde e proteção à adolescência e à juventude; 3.7. Incentivar a adesão de programas de educação e de cultura para a população urbana e do campo de jovens, na faixa etária de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos, e de adultos, com qualificação social e profissional para aqueles que estejam fora da escola e com defasagem no fluxo escolar em parceria com a União e o estado; 3.8. Estimular a adesão de políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito ou quaisquer formas de discriminação, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão, em parceria com a União e o estado e demais instituições governamentais no município e adjacência; 3.9. Propor a inserção no currículo de atividades que utilizem outros espaços pedagógicos além da sala de aula, possibilitando o acesso a esses locais em todos os turnos; 3.10. Estimular a parceria com União e o estado, para garantir a relação professor/estudante, com infraestrutura e material didático adequado ao processo educativo, considerando as características desta etapa de ensino, conforme os padrões do CAQ -Custo Aluno Qualidade; 3.11. Apoiar a consolidação para a identidade do Ensino Médio, aperfeiçoando a concepção curricular que proporciona formação geral e específica; 3.12. Apoiar a Adesão a cursos profissionalizantes presenciais e a distância, em parceria com a União e o estado, com elevação da escolaridade, para atender demandas específicas, especialmente a trabalhadores que atuam em setores econômicos e adolescentes em processo de ressocialização; 100 3.13. Apoiar a parceria entre a União e o estado a Adesão de equipamentos de informática, na proporção mínima de um conjunto (computador conectado à internet, impressora e data show) para cada 35 alunos em parceira, nas escolas de ensino médio. Meta 4: Universalizar o atendimento aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, oportunizando ao acesso à educação básica e atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados. Estratégias: 4.1. Buscar parcerias com as áreas de Assistência social, saúde e Conselho Tutelar para a realização de mapeamento e busca ativa de pessoas com deficiência fora da escola; 4.2. Garantir a continuidade das salas de recursos já existentes nas escolas da rede pública de Educação básica do Município, buscando estabelecer parceria com o Estado e União para adequação do espaço físico e aquisição de equipamentos específicos para acessibilidade; 4.3. Articular junto a Unidade de Ensino que oferta a modalidade EJA para ampliar o atendimento de jovens e adultos no período diurno, tendo em vista contemplar os estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades; 4.4. Capacitar, em parceria com o Estado e União, os profissionais da educação das unidades escolares, para que se assegure, na proposta pedagógica, a inclusão dos estudantes com necessidades educacionais especiais, nos termos do art. 22 do Decreto no 5.626, de 22 de dezembro de 2005, e dos Arts. 24 e 30 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência; 4.5. Garantir transporte adaptado, através de parceria com a União e Estado, aos estudantes com necessidades especiais em período regular e contraturno tanto da zona urbana, quanto da zona rural; 101 4.6 – Buscar parceria com instituição de assistência social, cultura e organizações não governamentais, União e Estado, para aquisição de livros de literatura e didáticos em Braille, falados e em caracteres ampliados, para disponibilizar as escolas que têm estudantes cegos e de baixa visão, bem como livros adaptados para alunos com deficiência física; 4.7 - Buscar parcerias com a área de saúde e assistência social, Estado e União, previdência e outras instituições civis afins, para atendimento especializado aos estudantes das instituições de educação básica com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, realizando testes de acuidade visual, auditiva e demais exames especializados; 4.8 – Buscar parceria com as Secretarias de Saúde e de Assistência Social, de profissionais especializados para dar atendimento aos alunos e às famílias dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação; 4.9–Buscar parcerias junto ao Estado e União, para a implantação de ações e programas de inclusão digital às pessoas com necessidades educacionais especiais; 4.10 – Buscar parceria junto a Secretaria Municipal de Esporte, visando ofertar treinamento esportivo com profissional habilitado aos estudantes com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação; 4. 11. Buscar parceria com as Secretarias de Saúde e de Assistência Social e Conselho Tutelar, para acompanhamento de profissionais especializado para orientar, conscientizar e sensibilizar as famílias dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Meta 5: Alfabetizar 95% das crianças, até o final do 3º (terceiro) ano do ensino fundamental. Estratégias: 5.1. Implementar os processos pedagógicos de alfabetização, nos anos iniciais do ensino fundamental, articulando-os com as estratégias desenvolvidas na pré-escola, com 102 qualificação e valorização dos (as) professores (as) alfabetizadores, afim de garantir a alfabetização de todas as crianças; 5.2 Monitorar a participação das unidades escolares nos instrumentos de avaliação nacional, periódicos e específicos, buscando aferir os níveis de alfabetização das crianças; 5.3 Estimular as unidades de ensino a criar instrumento de avaliação e monitoramento periódicos e específicos para aferir a alfabetização das crianças, tendo em vista implementar medidas pedagógicas para alfabetizar 95% dos alunos até o final do terceiro ano do ensino fundamental; 5.4 Fomentar o desenvolvimento de tecnologias educacionais e de práticas pedagógicas inovadoras que assegurem a alfabetização e favoreçam a melhoria do fluxo escolar e a aprendizagem dos (as) alunos (as), consideradas as diversas abordagens metodológicas e sua efetividade, com parceira e assistência técnica do Estado e da União; 5.5 Promover e estimular a formação continuada de professores (as) para a alfabetização de crianças, com o conhecimento de novas tecnologias educacionais e práticas pedagógicas inovadoras; Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) dos (as) alunos (as) da educação básica. Estratégias: 6.1. Aderir com o apoio da União, a oferta de educação básica pública em tempo integral, por meio de atividades de acompanhamento pedagógico e multidisciplinares, inclusive culturais e esportivas, de forma que o tempo de permanência dos (as) alunos (as) na escola, ou sob sua responsabilidade, passe a ser igual ou superior a 7 (sete) horas diárias durante todo o ano letivo, com a ampliação progressiva da jornada de professores em uma única escola; 6.2. Aderir em regime de colaboração, com o Estado e a União; programa de construção de escolas com padrão arquitetônico e de mobiliário adequado para atendimento em tempo integral; 103 6.3- Assegurar com o apoio do Estado e União, estrutura física adequada, materiais pedagógicos, recursos financeiros e profissionais da educação necessários para o atendimento da carga horária ampliada; 6.4. Aderir em regime de colaboração, programa nacional de ampliação e reestruturação das escolas públicas, por meio da instalação de quadras poliesportivas, com vestiários, banheiros, bebedouros, arquibancadas, laboratórios, inclusive de informática, espaços para atividades culturais, bibliotecas, auditórios, cozinhas, refeitórios, almoxarifado e outros equipamentos, bem como da produção de material didático e da formação de recursos humanos para a educação em tempo integral; 6.5. Garantir a educação em tempo integral para pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na faixa etária de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos, assegurando atendimento educacional especializado complementar e suplementar ofertado em salas de recursos multifuncionais da própria escola ou em instituições especializadas, em parceira com a União e o Estado; 6.6. Adequar o Centro de Educação Infantil para atendimento de crianças de 0 a 05 anos, em tempo integral, de acordo com os padrões mínimos exigidos pela Legislação, conforme Lei 13005/2014 do PNE, em parceira com a União e o Estado; 6.7. Garantir, no mínimo, 03 (três) refeições diárias em todas as escolas que implantarem carga horária de 07 horas, em parceira com a União e o Estado; Meta 7: Elevar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as metas municipais estipuladas pelo IDEB, para cada ano até o final deste Plano. Estratégias: 7.1. Implantar, mediante pactuação com a União e o Estado as diretrizes pedagógicas para a educação básica e a base nacional comum dos currículos, com direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento dos (as) alunos (as) para cada ano do ensino fundamental e médio, respeitada a diversidade regional, estadual e local; 104 7.2 Aderir em colaboração com a União e o Estado, um conjunto nacional de indicadores de avaliação institucional com base no perfil do alunado e do corpo de profissionais da educação, nas condições de infraestrutura das escolas, nos recursos pedagógicos disponíveis, nas características da gestão e em outras dimensões relevantes, considerando as especificidades das modalidades de ensino; 7.3. Implantar processo contínuo de autoavaliação das escolas de educação básica, por meio da constituição de instrumentos de avaliação que orientem as dimensões a serem fortalecidas, destacando-se a elaboração de planejamento estratégico, a melhoria contínua da qualidade educacional, a formação continuada dos (as) profissionais da educação e o aprimoramento da gestão democrática; 7.4. Implantar o sistema de avaliação da educação básica, bem como apoiar o uso dos resultados das avaliações nacionais pelas escolas e redes de ensino para a melhoria de seus processos e práticas pedagógicas, alimentando continuamente os instrumentos de avaliação da qualidade do ensino fundamental e médio; 7. 5. Implantar indicadores específicos de avaliação da qualidade da educação especial, bem como da qualidade da educação bilíngue para surdos, em parceria com a União e o Estado; 7.6. Acompanhar e divulgar bienalmente os resultados pedagógicos dos indicadores do sistema nacional de avaliação da educação básica e do Ideb, relativos às escolas, da rede pública de educação básica, assegurando a contextualização desses resultados, com relação a indicadores sociais relevantes, como os de nível socioeconômico das famílias dos (as) alunos (as), e a transparência e o acesso público às informações técnicas de concepção e operação do sistema de avaliação; 7.8. Melhorar o desempenho dos alunos da educação básica nas avaliações da aprendizagem no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes - PISA, tomado como instrumento externo de referência, internacionalmente reconhecido, de acordo com as seguintes projeções: Pisa 2015 -2018 -2021 / média dos resultados em matemática, leitura e ciência 438 – 455 – 473; 7.9. Incentivar o desenvolvimento, selecionar, certificar e divulgar tecnologias educacionais para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio e incentivar práticas pedagógicas inovadoras que assegurem a melhoria do fluxo escolar e 105 a aprendizagem, assegurada a diversidade de métodos e propostas pedagógicas, com preferência para softwares livres e recursos educacionais abertos, bem como o acompanhamento dos resultados nos sistemas de ensino em que forem aplicadas com apoio técnico da União e do Estado; 7.10. Disponibilizar transporte escolar, obedecendo padrões de legislação de trânsito, para alunos do ensino fundamental, educação infantil, educação de jovens e adultos, ensino médio na área urbana e rural que comprovadamente necessitem de atendimento mediante renovação e padronização integral da frota de veículos, de acordo com especificações definidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - INMETRO, e financiamento compartilhado, com a participação da União e do Estado, visando a reduzir a evasão escolar e o tempo médio de deslocamento a partir de cada situação local; 7.11. Implantar até o quinto ano de vigência deste PME, em parceria com a União e o Estado o acesso à rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade e triplicar, até o final da década, a relação computador/aluno (a) nas escolas da rede pública de educação básica, promovendo a utilização pedagógica das tecnologias da informação e da comunicação; 7.12. Garantir a participação da comunidade escolar no planejamento e na aplicação dos recursos da união e ou estado, visando à ampliação da transparência e ao efetivo desenvolvimento da gestão democrática; 7.13. Ampliar programas e aprofundar ações de atendimento ao (à) aluno (a), em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde; 7.14. Assegurar a todas as escolas públicas de educação básica, em parceria com a União e Estado, o acesso a energia elétrica, abastecimento de água tratada, esgotamento sanitário e manejo dos resíduos sólidos, garantir o acesso dos alunos a espaços para a prática esportiva, a bens culturais e artísticos e a equipamentos e laboratórios de ciências e, em cada edifício escolar, garantir a acessibilidade às pessoas com deficiência; 106 7.15. Implantar e manter, em regime de colaboração, programa nacional de reestruturação e aquisição de equipamentos para escolas públicas, visando à qualização regional das oportunidades educacionais; 7.16. Prover equipamentos e recursos tecnológicos digitais, em parceria com a União e Estado, para a utilização pedagógica no ambiente escolar a todas as escolas públicas da educação básica, criando, inclusive, mecanismos para implementação das condições necessárias para a universalização das bibliotecas nas instituições educacionais, com acesso a redes digitais de computadores, inclusive a internet; 7.17. O município, em regime de colaboração com os entes federados, adotará, parâmetros mínimos de qualidade dos serviços da educação básica, a serem utilizados como referência para infraestrutura das escolas, recursos pedagógicos, entre outros insumos relevantes, a ser implantado pela União no prazo de 2 (dois) anos contados da publicação da Lei, bem como instrumento para adoção de medidas para a melhoria da qualidade do ensino; 7.18. Informatizar integralmente, em parceria com a União e Estado, a gestão das escolas públicas e da secretaria de educação do Município, bem como manter programa nacional de formação inicial e continuada para o pessoal técnico da secretaria de educação; 7.19. Garantir políticas de combate à violência na escola, inclusive pelo desenvolvimento de ações destinadas à capacitação de educadores para detecção dos sinais de suas causas, como a violência doméstica e sexual, favorecendo a adoção das providências adequadas para promover a construção da cultura de paz e um ambiente escolar dotado de segurança para a comunidade, visando a inclusão e permanência na escola para adolescentes e jovens que se encontram em regime de liberdade assistida e em situação de rua, assegurando os princípios da Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 Estatuto da Criança e do Adolescente; em parceria com o Conselho Tutelar e a Secretaria Municipal de Assistência Social; 7.21. Implementar as articulação entre os órgãos responsáveis pelas áreas da saúde e da educação, o atendimento aos (às) estudantes da rede escolar pública de educação básica por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde; 107 7.22. Estabelecer ações efetivas específicas periodicamente voltadas para a promoção, prevenção, atenção e atendimento à saúde e à integridade física, mental e emocional dos (das) profissionais da educação, como condição para a melhoria da qualidade educacional; 7.23. Aderir, com a colaboração técnica e financeira da União e Estado, os sistemas de avaliação nacional e estadual para a educação básica, para orientar as políticas públicas e as práticas pedagógicas, com o fornecimento das informações às escolas e à sociedade; 7.24. Aderir, em consonância com as diretrizes do Plano Nacional do Livro e da Leitura, a formação de leitores e a capacitação de professores, bibliotecários e agentes da comunidade para atuarem como mediadores da leitura, de acordo com a especificidade das diferentes etapas do desenvolvimento e da aprendizagem em parceria com a União e o Estado; 7.25. Aderir, em articulação com a União e o Estado, programa nacional de formação de professores e de alunos para promover e consolidar política de preservação da memória municipal; 7.26. Estabelecer políticas de estímulo às escolas que melhorarem o desempenho no Ideb, de modo a valorizar o mérito do corpo docente, da direção e da comunidade escolar; META 8: Elevar a escolaridade média de 50% população de 18 (dezoito) a 29 (vinte e nove) anos, de modo a alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos de estudo no último ano de vigência deste Plano. Estratégias: 8.1. Institucionalização, entre a União e Estado, de programas e desenvolver tecnologias para correção de fluxo, para acompanhamento pedagógico individualizado e para recuperação e progressão parcial, bem como priorizar estudantes com rendimento escolar defasado, considerando as especificidades dos segmentos populacionais considerados; 108 8.2. Garantia de implementação, entre a União e Estado de programas de educação de jovens e adultos para os segmentos populacionais considerados, que estejam fora da escola e com defasagem idade-série, associados a outras estratégias que garantam a continuidade da escolarização, após a alfabetização inicial; 8.3. Garantia, entre a União e Estado relação professor/aluno, infraestrutura e materiais didáticos adequados ao processo educativo, considerando as características das distintas faixas etárias, conforme os padrões do CAQ - Custo Aluno Qualidade; 8.4. Promoção, em parceria com as áreas de saúde e assistência social, o acompanhamento e o monitoramento do acesso à escola específico para os segmentos populacionais considerados, identificar motivos de absenteísmo e colaborar com o Estado a União para a garantia de frequência e apoio à aprendizagem, de maneira a estimular a ampliação do atendimento desses (as) estudantes na rede pública regular de ensino; 8.5. Estabelecer parcerias Estado/município para a realização de mapeamento e busca ativa de estudantes fora da escola em parceria com as áreas de assistência social, saúde e demais instituições de assistência ao homem do campo, por residência ou local de trabalho; 8.6. Colaborar na promoção para a formação continuada em Educação Ambiental do trabalhador rural e agricultor familiar para a conservação e sustentabilidade ambiental: reflorestamento, culturas adaptadas à região e conservação do solo, por intermédio de parcerias entre diferentes esferas de governo e outros órgãos e instituições; 8.7. Acompanhar a implantação das políticas de ações afirmativas a partir de pesquisas, junto ao censo escolar sobre reprovação, evasão/abandono escolar, fazendo um recorte de cor/raça, renda e nível de escolaridade dos pais; 8.8. Colaborar para Manutenção e ampliação de programas e ações de correção de fluxo por meio do acompanhamento individualizado do estudante com rendimento escolar defasado e em condição socialmente vulnerável e da adoção de práticas, com apoio pedagógico, de forma a reposicioná-lo no ciclo escolar de maneira compatível com sua idade; 109 8.9. Instituir oficialmente a Semana da Consciência Negra na Educação do município de São Pedro da Cipa dentro do cronograma oficial e do calendário escolar das redes educacionais pública, oportunizando a avaliação da implementação da Lei Federal nº 10.639/03. Meta 9: Universalizar o atendimento da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de forma a atender a 80% (oitenta por cento) da demanda existente, buscando diminuir o índice de analfabetismo no município. Estratégias: 9.1. Realizar parceria Estado/município para a realização de mapeamento e busca ativa de jovens e adultos fora da escola, com as áreas de assistência social, saúde e proteção à juventude, por residência ou local de trabalho, visando identificar a demanda e programar a oferta da EJA desde a alfabetização ao ensino médio; 9.2. Colaboração para Alfabetização de todos os jovens e adultos no Município com objetivo de garantir a continuidade da escolarização básica em todos os turnos, conforme a necessidade; 9.3. Realizar parceira com o Estado para assegurar a oferta gratuita da educação de jovens e adultos a todos os que não tiveram acesso à educação básica na idade própria; 9.4. Realizar parceira com o Estado para chamadas públicas regulares para educação de jovens e adultos, promovendo-se busca ativa em regime de colaboração entre entes federados e em parceria com organizações da sociedade civil; 9.5. Incentivar a realização de avaliação, por meio de exames específicos, que permita aferir o grau de alfabetização de jovens e adultos com mais de 15 (quinze) anos de idade; 9.6 Fomentar idéias para estabelecer mecanismos e incentivos que integrem os segmentos empregadores, públicos e privados, e os sistemas de ensino para promover a compatibilização da jornada de trabalho dos empregados com a oferta das ações de alfabetização e de educação de jovens e adultos. 110 Meta 10: Incentivar a parceria entre a União e o Estado, para oferta de educação profissional técnica de nível médio, no mínimo de 25% das matrículas de educação de jovens e adultos. Estratégias: 10.1. Incentivar a Implantação Ensino Médio Integrado à Educação Profissional, concomitante ou subseqüente aos estudantes da EJA; 10.2. Incentivar a Elaboração de programas para garantir o acesso e a permanência dos jovens e adultos em cursos de Educação Profissional e Tecnológica; 10.3. Incentivar a Oferta, na rede pública estadual, cursos referentes ao eixo tecnológico de serviços de apoio escolar por meio de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional. Meta 11: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior buscando parcerias junto as instituição de nível superior pública e particular, oportunizando pelo menos o acesso de 30% (trinta por cento) de novas matrículas, apoiado os cidadãos aptos a ingressar na educação superior e pós graduação. Estratégias: 11.1. Realizar anualmente, em parceria com as unidades escolares, o mapeamento da população que concluiu o ensino médio, bem como, realizar busca ativa dessa faixa etária que se encontra fora da escola, por residência e local de trabalho; 11.2. Buscar parceria com o Estado e União, para aquisição de recursos no atendimento da demanda dos alunos de nível superior no transporte escolar para a população do Município nas instituições de ensino superior com distância no limite máximo de 80 km, a partir do segundo ano da vigência do PME. De acordo com a Lei Federal de nº 12.816 de 05 de junho de 2013 111 11.3. Estabelecer parceira junto as instituições de ensino superior e as unidades escolares para a oferta de estágio como parte da formação na educação superior. Meta 12: Possibilitar formação específica inicial e continuada, de modo que todos que atuam na educação possuam formação em nível superior até 2025. Estratégias: 12.1 - Oportunizar aos profissionais da educação formação inicial e continuada com ênfase na educação especial, educação para o trabalho e respeito às diversidades em parceria com os CEFAPRO (Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica) e instituições superiores públicas; 12.3. Buscar parceria com o Estado à oferta de curso de formação continuada em serviço aos profissionais da educação, de forma articulada e integrada com a prática no contexto do processo educativo; 12.4. Acompanhar e auxiliar a formação docente inicial e continuada dos profissionais da educação. 12.5. Estabelecer parceria com a União e o Estado para ofertar formação continuada aos profissionais na função de gestores da educação pública; 12.6. Oferecer em parceria com a União e o Estado, formação continuada com especialistas aos profissionais da educação básica pública para atendimento no âmbito escolar; 12.7. Buscar condições de formação aos professores das redes de ensino que atuam em língua espanhola ou inglesa para atender a demanda estabelecida; 12.8. Oferecer cursos de formação continuada, em parceria com a União e o Estado, sobre História e Cultura Afro-Brasileiras e Relações Étnico-Raciais aos profissionais da educação e de maneira específica aos professores das redes pública que atuam nas disciplinas referidas nas Leis Federais nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003, e 11.645, de 10 de março de 2008; 112 12.9. Oferecer formação continuada aos profissionais da educação pública, em parceria com a União e o Estado, referente à orientação sexual, dentro do segmento diversidade, na perspectiva dos direitos humanos; 12.10. Oferecer formação continuada na área de agroecologia, sustentabilidade e economia solidária aos profissionais da educação, em parceria com as Secretarias Estadual de Meio Ambiente, Agricultura, Educação e outras instituições; 12.11. Buscar parceria com a União e o Estado para garantir e aplicar recursos pedagógicos, financeiros, humanos e físicos para a participação dos profissionais da educação em fóruns, seminários e grupos de estudos relativos à temática da educação. Meta 13: Formar, em nível de pós-graduação, 100% (cem por cento) dos professores da educação básica, até o último ano de vigência deste PME, e garantir a todos (as) os (as) profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de ensino. Estratégias: 13.1. Realizar, em regime de colaboração, o planejamento estratégico para dimensionamento da demanda por formação continuada, buscando parceria junto às instituições públicas de educação superior, de acordo com as políticas de formação do Estado e da União; 13.2. Aderir, junto a União, programas de ofertas de bolsas de estudo para pós- graduação dos professores e demais profissionais da educação básica; 13.3. Aderir, junto a União e o Estado, programas de fortalecimento para a formação dos professores das escolas públicas de educação básica, por meio da implementação das ações do Plano Nacional do Livro e Leitura e da instituição de programa nacional de disponibilização de recursos para acesso a bens culturais pelo magistério público; 13.4. Estabelecer parcerias com União, Estado e instituições públicas e privadas, a fim de oportunizar aos profissionais da educação de São Pedro da Cipa a possibilidade de formação continuada em curso de pós-graduação. 113 Meta: 14- Assegurar a valorização e a carreia dos profissionais da educação básica, como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal na Lei Federal nº 11.738, de 16 de julho de 2008. Estratégias: 14.1. Garantir que o município reestruture a cada 02 anos planos de carreiras já existentes; 14.2. Utilizar a Lei Federal nº 11.738, de 16 de julho de 2008, como patamar mínimo de referência para a reestruturação do Plano de Carreiras, Cargos e Salários para os profissionais docentes; 14.3. Garantir no plano de carreira a permanência até o nível doutorado aos profissionais da educação; 14.4. Assegurar o direito à licença-prêmio por assiduidade aos profissionais da rede pública municipal; 14.5. Garantir concursos públicos para a rede municipal de ensino, respeitando o plano de carreira, a habilitação e as qualificações exigida para os cargos e a disponibilidade de vagas reais; 14.6. Assegurar 02 horas de formação continuada computada na hora de trabalho dos profissionais técnicos e apoio da educação; 14.7. Elaborar e executar instrumentos legais que amparem o profissional da educação pública preservando a integridade física, psíquica e moral em caso de agressões de natureza verbal, física e psicológica, denúncias sem provas, punições sem justa causa; 14.8. Estabelecer planos anuais de trabalho com base nos resultados do processo de avaliação institucional, assegurando aos profissionais da educação que prestam serviço na unidade central as condições necessárias a sua atualização profissional; 14.9. Garantir vigia nas unidades escolares públicas em todos os turnos de funcionamento; 114 14.10. Garantir meios para que os profissionais de contratos temporários da rede pública de ensino tenham direito à remuneração de férias e décimo terceiro, bem como, remuneração e carga horária equivalente a dos profissionais efetivo; 14.11. Garantir, em parceria com a União e o Estado, que os profissionais da educação tenham acesso à aquisição de equipamentos essenciais à sua qualificação profissional e aprimoramento de suas condições de trabalho; 14.12. Realizar fórum permanente, com representação do Poder Executivo, Poder Legislativo, das Categorias Sindicais e dos trabalhadores da educação, para acompanhamento da atualização progressiva do valor do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica; 14.13. Buscar assistência financeira específica da União para implementação de políticas de valorização dos (as) profissionais do magistério, em particular o piso salarial nacional profissional. Meta 15- Manter e implementar a gestão democrática na rede de ensino, associada a critérios técnicos e desempenho e à consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas publicas, prevendo recursos e apoio técnico da União e Estado. Estratégias: 15.1. Aderir a programas de repasse de transferências voluntárias da União na área da educação para que tenham aprovado legislação específica que regulamente a matéria na área de sua abrangência, respeitando-se a legislação nacional, e que considere, conjuntamente, para a nomeação dos diretores e diretoras de escola, critérios técnicos de mérito e desempenho, bem como a participação da comunidade escolar; 15.2. Aderir os programas de apoio e formação aos (às) conselheiros (as) dos conselhos de acompanhamento e controle social do FUNDEB, dos conselhos de alimentação escolar e de outros e aos (às) representantes educacionais em demais conselhos de acompanhamento de políticas públicas; 115 15.3. Realizar Fóruns Permanentes de Educação, com o intuito de coordenar as conferências municipais, bem como efetuar o acompanhamento da execução deste PME; 15.4. Estimular as unidades de ensino a constituir e/ou fortalecer os grêmios estudantis e CDCE; 15.5. Fomentar e criar conselhos escolares e conselhos municipais de educação, como instrumentos de participação e fiscalização na gestão escolar e educacional, buscando parceria por meio de programas de formação de conselheiros, assegurando-se condições de funcionamento autônomo; 15.6. Estimular a participação e a consulta de profissionais da educação, alunos (as) e seus familiares na formulação dos projetos político-pedagógicos, currículos escolares, planos de gestão escolar e regimentos escolares, assegurando a participação dos pais na avaliação de docentes e gestores escolares; 15.7. Fomentar e implantar processos de autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira nos estabelecimentos de ensino; 15.8. Desenvolver em parceria com a União e o Estado, programas de formação continuada para gestores escolares; Meta 16: Garantir, a aplicabilidade integral dos recursos financeiros públicos, conforme previsto em Lei, destinados à Educação. Estratégias: 16.1. Garantir a aplicabilidade integral dos recursos financeiros públicos destinados à educação, conforme o estabelecido na Lei Orgânica Municipal; 16.2 Utilizar o piso salarial profissional nacional pautado na Lei Federal nº 11.738 de 16 de julho de 2008, como patamar mínimo de referência para a elaboração do Plano de Carreiras Cargos e Salários para os profissionais da Educação; 116 16.3. Implantar um padrão de gestão que priorize a destinação de recursos para as atividades-fim, a descentralização, a autonomia da escola, a equidade, o foco na aprendizagem dos alunos e a participação da comunidade; 16.4. Assegurar, por intermédio de instrumentos legais, a autonomia administrativa, pedagógica e financeira das escolas públicas, garantindo o repasse direto de recursos para despesas de manutenção e capital para o cumprimento de sua proposta didáticopedagógica; 16.5. Avaliar os mecanismos atualmente existentes de gestão dos recursos financeiros da escola, construindo um plano de trabalho conjunto órgão gestor/unidade escolar/CDCE; 16.6. Assegurar, mediante instrumentos legais específicos, que os recursos para reformas nas escolas sejam depositados diretamente na conta-corrente do Conselho Deliberativo e geridos pelo mesmo, com assistência técnica do Estado e/ou das respectivas prefeituras; 16.7. Assegurar, mediante instrumentos legais específicos, que o recebimento definitivo da obra seja feito pela unidade executora da escola e respectivo responsável técnico do órgão fiscalizador central; 16.8. Assegurar, por intermédio de instrumentos legais específicos, que o pagamento das tarifas de água, energia elétrica, telefônica e internet das escolas públicas seja mantido pelas respectivas entidades mantenedoras, independente dos repasses de manutenção e conservação. 117 6. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO Partindo da premissa de que planejamento é uma ferramenta utilizada para prever e organizar ações e processos que vão acontecer no futuro, sendo este um processo que identifica metas e objetivos que se espera alcançar. Assim, busca-se produzir estratégias para atingir o que se propõe, organizando meios que serão utilizados para atingir os objetivos esperados. É pertinente colocar que o PME é um planejamento das questões educacionais, em que busca-se através deste, estabelecer um norte para perceber a realidade, avaliar os caminhos a serem seguidos, construindo um referencial futuro, tendo em vista a continuidade das ações educativas. Assim, nessa perspectiva que a Comissão Municipal com base em fatos reais traça metas para a educação do Município de São Pedro da Cipa para os próximos dez anos, e, trabalhará na sua implantação e execução. Dessa forma, buscando a eficácia das ações, a Comissão Municipal, trabalhará de forma continua no realinhamento das propostas, registrando, sistematizando e analisando, constantemente o desenvolvimento das ações, operacionalizando as metas estabelecidas e realizando avaliações com levantamentos periódicos dos resultados alcançados e, de acordo com o apresentado, buscando replanejamento ou mesmo elaboração de novas ações. Nesse contexto, salienta-se que o acompanhamento a execução e a avaliação do PME serão realizadas de dois em dois anos, com a participação efetiva da sociedade civil, com o objetivo de promover balanços dos resultados alcançados, garantindo o princípio da participação e o exercício da democracia. Tendo como meta, assegurar condições para execução, acompanhamento e avaliação do Plano Municipal de Educação, a partir de sua aprovação. E, buscando observar o grau de eficácia das ações colocadas em prática, traça-se como estratégia o debate das questões educacionais, através de Fórum Permanente a cada dois anos para acompanhamento e avaliação do presente plano, para tanto, sendo 118 necessário será coletado dados para avaliação das metas e estratégias do PME, tendo em vista assegurar sua efetivação. Estes debates contarão com a equipe da SME, da Assessoria Pedagógica, dos Sindicatos, dos Conselhos Educacionais, dos Gestores Escolares e dos profissionais da Educação e de membros da sociedade civil organizada. 119 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS O documento final do Plano Municipal de Educação de São Pedro da Cipa-MT, mantendo o princípio da participação democrática, constituiu-se em uma aula de democracia, um momento ímpar, no qual segmentos das esferas pública, bem como a comunidade civil e organizada de São Pedro da Cipa-MT, definiram os caminhos da educação do município para os próximos dez anos, após sua aprovação. Uma ação, cujo processo percorreu os seguintes passos: levantamento diagnóstico da situação educacional do município, análise dessa realidade e definição de metas e estratégias do PME com a sociedade, consolidação do texto base sobre as políticas educacionais para o município, culminando com a realização da I Conferência Municipal de Educação. De forma articulada com o Plano Nacional de Educação (PNE) e o Plano Estadual de Educação (PEE) e em consonância com a Constituição Federal de 1988, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96, o PME responde as expectativas e especificidades da educação para atender aos anseios da comunidade Cipense. Uma realidade que, tendo em vista a adequação às constantes mudanças sofridas pela sociedade, precisa ser constantemente considerada. Nesse contexto, faz-se necessário criar mecanismos de acompanhamento e avaliação da implementação do mesmo, assegurando que prioridades sejam respeitadas, atingindo objetivos e metas estabelecidos através da análise de resultados e redirecionamento de estratégias e execução. De acordo com determinação prevista em legislação afim, o Fórum Municipal de Educação, por meio de seus membros e comissões instituídas, acompanhará e avaliará o PME após sua aprovação. É importante ressaltar que o respectivo órgão contará com o apoio e assessoramento técnico da Secretaria Municipal de Educação. 120 8 . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 1988. BRASIL, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. São Pedro da Cipa – Dados Populacionais e Aspectos Socioeconômicos. Disponível em < http://www.ibge.gov.br. Acesso em 30 de Abril de 2015. BRASIL, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 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