ID: 61960455
21-11-2015
Tiragem: 8000
Pág: 12
País: Portugal
Cores: Cor
Period.: Diária
Área: 25,00 x 22,59 cm²
Âmbito: Regional
Corte: 1 de 1
Media têm responsabilidade social
mas nem sempre a cumprem
PAPEL DA COMUNICAÇÃO SOCIAL na consolidação de uma sociedade mais inclusiva foi debatido no X
encontro nacional de cooperativas de solidariedade social para concluir que todos devem fazer mais.
FENACERCI
| Teresa Marques Costa |
“Nem sempre conseguimos ser
inclusivos, mas há bom exemplos e a maioria quer sê-lo”. A
constatação é da jornalista da
‘Antena 1’, Rita Roque, no contexto do debate sobre ‘o papel da
comunicação social na consolidação de uma sociedade mais inclusiva”, integrado no X Encontro Nacional de Cooperativas de
Solidariedade Social que ontem
terminou em Braga.
Mais que oradora, a docente e
investigadora da Universidade
do Minho, Felisbela Lopes foi a
‘provocadora’ para uma conversa informal que juntou ainda o
director do ‘Correio do Minho’,
Paulo Monteiro, nesta iniciativa
promovida pela Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social (FENACERCI).
Felisbela Lopes abriu o painel
com exemplos diversificados de
como a opinião mediática muda,
conforme a actualidade, e como
ela cria notoriedade para realçar
que “os media têm enorme impacto social, mas nem sempre
têm a responsabilidade social
que, por lei, lhes é exigida”, esquecendo-se “daqueles que vivem nas margens”.
Rita Roque reconhece a res-
forte” dos órgãos de comunicação local e regionais que, conseguem, apesar de tudo, dar mais
espaço à temática da inclusão,
apontou Paulo Monteiro.
E foi com exemplos práticos
que o director do ‘Correio do
Minho’ mostrou a atenção dada
à problemática da deficiência e
da inclusão.
E as notícias locais e regionais
também, depois, ter eco nacional.
De encontro ao que foi defendido por Rita Roque e por Felisbela Lopes, Paulo Monteiro desafiou: “estamos prontos para
vos dar voz, mas essa voz tem
que chegar”.
+ homenagem
DR
Paulo Monteiro, Rita Roque e Felisbela Lopes conseguiram suscitar o debate a partir de conversa mais informal
“Os media têm enorme
impacto social, mas nem
sempre têm a
responsabilidade social que,
por lei, lhes é exigida”,
esquecendo-se “daqueles
que vivem nas margens”.
(Felisbela Lopes, investigadora
da UMinho)
ponsabilidade, mas contrapõe
com a lógica do dia-a-dia da rentabilidade e da concorrência entre meios de comunicação social.
Apesar de tudo, a jornalista devolve alguma desta responsabilidade às instituições e organizações que não “podem baixar os
braços e têm de convencer os
media que o trabalho que fazem
merece ser notícia”.
E nesta matéria, Felisbela Lopes até deixou algumas dicas para que as instituições tornem
mais apelativa a sua comunicação e alertou-as para os acontecimentos negativos. “Se quisermos ser notícia temos que estar
preparados para as notícias negativas” e, sempre que possível,
optar pela verdade e pela frontalidaede.
A proximidade é o “elo mais
O X Encontro Nacional de
Cooperativas de
Solidariedade Social ficou
ontem marcado pela
homenagem a João
Favinha, que durante 27
anos presidiu à direcção da
‘Cercizimbra’.
Foi uma homenagem
póstuma, mas pretende
reconhecer João Favinha
“por tudo o que fez e pelo
que representa para o
movimento CERCI”, sendo
apontando como “bom
exemplo desta casta”.
O objectivo da FENACERCI
é repetir esta
homenagem, a cada
encontro nacional, como o
que ontem encerrou em
Braga.
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Media têm responsabilidade social mas nem sempre a cumprem