PEQUENA VIAGEM PELO MUNDO DA PINTURA Hildegard Feist (Formada em Letras pela Universidade de São Paulo, é professora de português, francês e espanhol. Escritora e tradutora, cursou Sociologia de Comunicações na American University, em Washington, DC, EUA.) SUPLEMENTO DIDÁTICO Elaborado por Eliana Pougy – Mestranda em Psicologia e Educação pela Faculdade de Educação da USP. É autora de coleção de livros didáticos de Artes Visuais para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental I e trabalhou como professora da rede particular de ensino. Ministra cursos de capacitação de professores e presta serviços em diversas entidades de formação de professores, como FAFE, Instituto Singularidades e Centro Universitário Mariantonia. POR QUE TRABALHAR COM O LIVRO PEQUENA VIAGEM PELO MUNDO DA PINTURA Pequena viagem pelo mundo da pintura oferece ao leitor um recorte histórico em relação à disciplina Arte, tratando especificamente dos principais momentos da história da pintura ocidental, dos seus protagonistas e das obras significativas de cada período. O conteúdo do livro casa-se perfeitamente, portanto, com as orientações dos PCNs do ensino fundamental no sentido de propiciar ao aluno a compreensão da dinâmica sociocultural da arte na vida humana, pois é assim que a perspectiva cultural da arte se revela. Como a arte é uma linguagem que favorece trabalhos interdisciplinares, o professor de arte e os de outras disciplinas poderão planejar, a partir das informações do livro, seqüências didáticas e atividades interligadas e articuladas a conhecimentos culturais aprendidos pelos alunos, a fim de despertar neles o interesse por novas possibilidades de aprendizado, de ações e de trabalho ao longo da vida. Baseando-se no conteúdo do livro Pequena viagem pelo mundo da pintura, este suplemento oferece uma sugestão de projeto pedagógico para ser desenvolvido com alunos de 5a a 8a série do ensino fundamental. Fica a seu critério aproveitar as atividades para outros projetos ou adaptá-las ao perfil de sua turma. A Editora POR QUE ESTUDAR HISTÓRIA DA ARTE VISUAL NO ENSINO FUNDAMENTAL Com a Lei n0 9.394/96, a arte é considerada obrigatória na educação básica: “O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos” (artigo 26, parágrafo 20). Além disso, conforme nos falam os PCNs de Arte para o terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental, o professor deve ensinar História da Arte “com o objetivo de que os alunos compreendam que os trabalhos de arte não existem isoladamente, mas relacionam-se com as idéias e tendências de uma determinada época e localidade. A apreensão da arte se dá como fenômeno imerso na cultura e que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local, o nacional e o internacional”. Representação e comunicação • Produzir arte visual em diversos espaços por meio de desenho, pintura, colagem, gravura, construção, escultura, instalação, fotografia, cinema, vídeo, meios eletroeletrônicos, design, artes gráficas e outros. • Observar, analisar e utilizar os elementos da linguagem visual e suas articulações nas imagens produzidas. • Conhecer e utilizar os materiais, suportes, instrumentos, procedimentos e técnicas nos trabalhos pessoais, explorando e pesquisando suas qualidades expressivas e construtivas, para realizar trabalhos individuais e de grupo. Investigação e compreensão • Analisar as formas visuais presentes nos próprios trabalhos, nos dos colegas, na natureza e nas diversas culturas, percebendo elementos comuns e específicos de sistemas formais (natureza e cultura). • Observar os elementos básicos da linguagem visual, em suas articulações nas imagens produzidas, na dos colegas e nas apresentadas em diferentes culturas e épocas. • Identificar, observar e analisar as diferentes técnicas e procedimentos artísticos presentes nos próprios trabalhos, nos dos colegas e em diversas culturas. • Identificar os múltiplos sentidos na apreciação de imagens. 2 Peq viagem mundo pintura.indd 1 artísticos de diversas culturas (regional, nacional e internacional) e em diferentes tempos da história. • Refletir sobre a ação social que os produtores de arte concretizam em diferentes épocas e culturas, situando conexões entre vida, obra e contexto. SUGESTÃO DE PROJETO PEDAGÓGICO PARA TURMAS DE 5A. A 8A SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL • O que é arte? • Quais são os tipos de arte que vocês conhecem? • Por que será que os homens fazem arte? • O que é arte visual? • O que diferencia a pintura da escultura? • Como as tintas são feitas? • O lugar e o tempo em que vive ou viveu um artista influem no tipo de tinta que ele utiliza em seus trabalhos? • O material utilizado pelo artista influencia na interpretação da obra? • O que é suporte numa pintura? Quais são os tipos de suporte que você conhece? Trabalho interdisciplinar: História, Geografia, Língua Portuguesa e Ciências. Tema transversal: Pluralidade cultural. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES A SER DESENVOLVIDAS (COM REFERÊNCIA NOS PCNs DE ARTE) Professor Contextualização sociocultural • Discutir, refletir e comunicar o trabalho de apreciação das imagens por meio de fala, escrita ou registros (gráfico, sonoro, dramático, videográfico etc.), mobilizando a troca de informações com os colegas e outros jovens. • Observar, pesquisar e conhecer diferentes obras de artes visuais, produtores e movimentos ATIVIDADE PARA ANTES DA LEITURA: TINTAS E SUPORTES, CULTURAS E LUGARES Apresente aos alunos o assunto do livro: a história da pintura ocidental. Mas, antes de mais nada, há dois conceitos que precisam ser trabalhados: o que é Pintura e o que é Cultura Ocidental. Na aula de Arte, os conceitos podem, e devem, ser trabalhados estimulando a imaginação, a sensibilidade e a criatividade dos alunos. Desse modo, mais do que explicar e conceituar de forma racional, os assuntos tratados poeticamente visam a experimentação e o prazer. É muito mais do que compreender apenas com a razão, é vivenciar através de sensações e sentimentos. Incentive os alunos a participar da discussão. Instigue-os a expressar seu conhecimento acerca do assunto, ainda que algumas questões fiquem momentaneamente sem resposta. Depois, divida a classe em cinco grupos. Cada grupo irá pesquisar os seguintes tipos de tinta: guache, têmpera, óleo, aquarela, acrílica. (Aproveite para trabalhar com o professor de ciências.) As tintas são formadas por pigmento, aglutinante e solvente. Os pigmentos, que dão a cor às tintas, em geral são encontrados na natureza, como os minerais e as plantas, e são utilizados em pó. O aglutinante é a liga: ele une o pó do pigmento e dá as características da tinta, conforme detalhamos a seguir: PINTURA Os limites entre pintura, desenho e gravura são muito tênues. Podemos dizer que pintura é a arte e a técnica de aplicar tintas sobre uma superfície, com a finalidade de representar, esteticamente, seres, figuras, formas abstratas etc. Desse modo, proponho que os alunos experimentem manufaturar tintas e suportes, e que façam pinturas livres utilizando esses materiais. • a tinta a óleo tem como aglutinante óleo de linhaça; • a tinta guache tem como aglutinante goma e gesso; • a tinta aquarela tem como aglutinante água; • a têmpera tem como aglutinante gema de ovo; • a acrílica tem como aglutinante resina acrílica. 1a parte: Inicialmente, deixe os alunos falarem livremente a respeito de pintura. Encaminhe a conversa a partir de algumas questões (ver boxe na página 7 deste Suplemento): 3 os pedaços do jornal estejam bem encharcados e macios. • No copo do liquidificador, coloque 2/3 de água e 1/3 de pedacinhos de jornal encharcados. Quanto mais você bater, mais as fibras do papel se desmancharão, resultando em um papel reciclado mais delicado. • Repita a operação até encher pela metade uma bacia grande com a pasta de papel. • Agora, coloque água até completar a bacia. Nesse momento você pode acrescentar corante para colorir a pasta de papel, ou acrescentar pequenas folhas secas de árvore, pequenos pedaços de casca de cebola ou flores secas. • Repita a operação em outra bacia. • Agora você vai fazer suas folhas de papel reciclado. Mergulhe dentro da bacia uma peneira nas medidas 20 cm X 28 cm. Ao retirar a peneira da água, a pasta de papel repousará em sua superfície. Tome cuidado para que a pasta fique uniforme na superfície da peneira. Deixe escorrer, tomando cuidado para não balançar a peneira. • Apóie a peneira numa mesa coberta com plástico. Coloque um pedaço de morim em cima da peneira. Desse modo, a pasta de papel “grudará” no morim. Com a ajuda de uma esponja retire o excesso de água da pasta de papel, apertando a esponja delicadamente no morim. • Quando o excesso de água for retirado, vire a peneira rapidamente, fazendo com que o morim se apóie na mesa. Dessa forma, o morim e a pasta de papel se desgrudarão da peneira. • Retire a peneira com cuidado. Agora, sua folha de papel reciclado estará grudada no morim, mas permanecerá bem úmida. • Coloque outro pedaço de morim em cima da pasta, fazendo um “sanduíche”: morim, pasta de papel, morim. • Prense o “sanduíche” entre dois pedaços de madeira, nas medidas 40 cm X 50 cm. Aperte bem para retirar o que restou de água na pasta. • Retire o “sanduíche” da prensa e coloque-o em uma superfície seca e horizontal, de preferência em algum local longe do sol e do vento. • O papel deve secar primeiramente deitado e depois pendurado num varal (ele vai demorar aproximadamente um dia para ficar pronto). • Depois de seco, retire o papel do tecido delicadamente. Aí está sua folha de papel reciclado. O solvente é o líquido que dissolve a tinta: o solvente da tinta a óleo, por exemplo, é a terebintina; o do guache, da têmpera, da acrílica e da aquarela é a água. Peça-lhes que socializem a pesquisa para o grande grupo. Nesse momento, seria interessante que a classe fizesse experiências com pigmentos e aglutinantes (o laboratório de ciências pode ser o local ideal para isso). 2a parte: Outra atividade interessante é a oficina de papel reciclado, pois o papel é um dos suportes para a pintura. E a oficina pode servir de ponte para que outros suportes venham a ser manufaturados pelos alunos, como a tela de tecido, por exemplo. A tela de tecido é uma armação de madeira coberta por um pedaço de morim. Depois, o morim recebe duas camadas de tinta látex branca. Outros suportes utilizados para pintura podem ser discutidos com a classe: uma parede natural, uma parede construída, folhas, um pedaço de couro, uma placa de gesso, um azulejo, o nosso próprio corpo etc. Oficina de papel reciclado Para fazer cinqüenta folhas de papel reciclado nas medidas 20 cm X 28 cm, você vai precisar de: • uma sala preparada para atividades com água (de preferência, forre a mesa e o chão com plástico de construção); • 3 bacias grandes, mais largas que profundas; • liquidificador; • aproximadamente 20 folhas de jornal velho picado em pedacinhos; • 5 peneiras retangulares, nas dimensões 20 cm X 28 cm; • 100 pedaços de morim, 25 cm X 35 cm; • 3 esponjas comuns; • 2 pedaços de madeira, 40 cm X 50 cm; • corante em pó (pó xadrez), nas cores que você quiser; • cascas de cebola, folhas secas de árvore, flores secas. Procedimento: • Pique as folhas do jornal em pedaços bem pequenos e deixe-os de molho em uma bacia, de preferência de um dia para o outro, até que 4 26/04/2005 11:18:35 PEQUENA VIAGEM PELO MUNDO DA PINTURA Hildegard Feist (Formada em Letras pela Universidade de São Paulo, é professora de português, francês e espanhol. Escritora e tradutora, cursou Sociologia de Comunicações na American University, em Washington, DC, EUA.) SUPLEMENTO DIDÁTICO Elaborado por Eliana Pougy – Mestranda em Psicologia e Educação pela Faculdade de Educação da USP. É autora de coleção de livros didáticos de Artes Visuais para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental I e trabalhou como professora da rede particular de ensino. Ministra cursos de capacitação de professores e presta serviços em diversas entidades de formação de professores, como FAFE, Instituto Singularidades e Centro Universitário Mariantonia. POR QUE TRABALHAR COM O LIVRO PEQUENA VIAGEM PELO MUNDO DA PINTURA Pequena viagem pelo mundo da pintura oferece ao leitor um recorte histórico em relação à disciplina Arte, tratando especificamente dos principais momentos da história da pintura ocidental, dos seus protagonistas e das obras significativas de cada período. O conteúdo do livro casa-se perfeitamente, portanto, com as orientações dos PCNs do ensino fundamental no sentido de propiciar ao aluno a compreensão da dinâmica sociocultural da arte na vida humana, pois é assim que a perspectiva cultural da arte se revela. Como a arte é uma linguagem que favorece trabalhos interdisciplinares, o professor de arte e os de outras disciplinas poderão planejar, a partir das informações do livro, seqüências didáticas e atividades interligadas e articuladas a conhecimentos culturais aprendidos pelos alunos, a fim de despertar neles o interesse por novas possibilidades de aprendizado, de ações e de trabalho ao longo da vida. Baseando-se no conteúdo do livro Pequena viagem pelo mundo da pintura, este suplemento oferece uma sugestão de projeto pedagógico para ser desenvolvido com alunos de 5a a 8a série do ensino fundamental. Fica a seu critério aproveitar as atividades para outros projetos ou adaptá-las ao perfil de sua turma. A Editora POR QUE ESTUDAR HISTÓRIA DA ARTE VISUAL NO ENSINO FUNDAMENTAL Com a Lei n0 9.394/96, a arte é considerada obrigatória na educação básica: “O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos” (artigo 26, parágrafo 20). Além disso, conforme nos falam os PCNs de Arte para o terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental, o professor deve ensinar História da Arte “com o objetivo de que os alunos compreendam que os trabalhos de arte não existem isoladamente, mas relacionam-se com as idéias e tendências de uma determinada época e localidade. A apreensão da arte se dá como fenômeno imerso na cultura e que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local, o nacional e o internacional”. Representação e comunicação • Produzir arte visual em diversos espaços por meio de desenho, pintura, colagem, gravura, construção, escultura, instalação, fotografia, cinema, vídeo, meios eletroeletrônicos, design, artes gráficas e outros. • Observar, analisar e utilizar os elementos da linguagem visual e suas articulações nas imagens produzidas. • Conhecer e utilizar os materiais, suportes, instrumentos, procedimentos e técnicas nos trabalhos pessoais, explorando e pesquisando suas qualidades expressivas e construtivas, para realizar trabalhos individuais e de grupo. Investigação e compreensão • Analisar as formas visuais presentes nos próprios trabalhos, nos dos colegas, na natureza e nas diversas culturas, percebendo elementos comuns e específicos de sistemas formais (natureza e cultura). • Observar os elementos básicos da linguagem visual, em suas articulações nas imagens produzidas, na dos colegas e nas apresentadas em diferentes culturas e épocas. • Identificar, observar e analisar as diferentes técnicas e procedimentos artísticos presentes nos próprios trabalhos, nos dos colegas e em diversas culturas. • Identificar os múltiplos sentidos na apreciação de imagens. 2 Peq viagem mundo pintura.indd 1 artísticos de diversas culturas (regional, nacional e internacional) e em diferentes tempos da história. • Refletir sobre a ação social que os produtores de arte concretizam em diferentes épocas e culturas, situando conexões entre vida, obra e contexto. SUGESTÃO DE PROJETO PEDAGÓGICO PARA TURMAS DE 5A. A 8A SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL • O que é arte? • Quais são os tipos de arte que vocês conhecem? • Por que será que os homens fazem arte? • O que é arte visual? • O que diferencia a pintura da escultura? • Como as tintas são feitas? • O lugar e o tempo em que vive ou viveu um artista influem no tipo de tinta que ele utiliza em seus trabalhos? • O material utilizado pelo artista influencia na interpretação da obra? • O que é suporte numa pintura? Quais são os tipos de suporte que você conhece? Trabalho interdisciplinar: História, Geografia, Língua Portuguesa e Ciências. Tema transversal: Pluralidade cultural. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES A SER DESENVOLVIDAS (COM REFERÊNCIA NOS PCNs DE ARTE) Professor Contextualização sociocultural • Discutir, refletir e comunicar o trabalho de apreciação das imagens por meio de fala, escrita ou registros (gráfico, sonoro, dramático, videográfico etc.), mobilizando a troca de informações com os colegas e outros jovens. • Observar, pesquisar e conhecer diferentes obras de artes visuais, produtores e movimentos ATIVIDADE PARA ANTES DA LEITURA: TINTAS E SUPORTES, CULTURAS E LUGARES Apresente aos alunos o assunto do livro: a história da pintura ocidental. Mas, antes de mais nada, há dois conceitos que precisam ser trabalhados: o que é Pintura e o que é Cultura Ocidental. Na aula de Arte, os conceitos podem, e devem, ser trabalhados estimulando a imaginação, a sensibilidade e a criatividade dos alunos. Desse modo, mais do que explicar e conceituar de forma racional, os assuntos tratados poeticamente visam a experimentação e o prazer. É muito mais do que compreender apenas com a razão, é vivenciar através de sensações e sentimentos. Incentive os alunos a participar da discussão. Instigue-os a expressar seu conhecimento acerca do assunto, ainda que algumas questões fiquem momentaneamente sem resposta. Depois, divida a classe em cinco grupos. Cada grupo irá pesquisar os seguintes tipos de tinta: guache, têmpera, óleo, aquarela, acrílica. (Aproveite para trabalhar com o professor de ciências.) As tintas são formadas por pigmento, aglutinante e solvente. Os pigmentos, que dão a cor às tintas, em geral são encontrados na natureza, como os minerais e as plantas, e são utilizados em pó. O aglutinante é a liga: ele une o pó do pigmento e dá as características da tinta, conforme detalhamos a seguir: PINTURA Os limites entre pintura, desenho e gravura são muito tênues. Podemos dizer que pintura é a arte e a técnica de aplicar tintas sobre uma superfície, com a finalidade de representar, esteticamente, seres, figuras, formas abstratas etc. Desse modo, proponho que os alunos experimentem manufaturar tintas e suportes, e que façam pinturas livres utilizando esses materiais. • a tinta a óleo tem como aglutinante óleo de linhaça; • a tinta guache tem como aglutinante goma e gesso; • a tinta aquarela tem como aglutinante água; • a têmpera tem como aglutinante gema de ovo; • a acrílica tem como aglutinante resina acrílica. 1a parte: Inicialmente, deixe os alunos falarem livremente a respeito de pintura. Encaminhe a conversa a partir de algumas questões (ver boxe na página 7 deste Suplemento): 3 os pedaços do jornal estejam bem encharcados e macios. • No copo do liquidificador, coloque 2/3 de água e 1/3 de pedacinhos de jornal encharcados. Quanto mais você bater, mais as fibras do papel se desmancharão, resultando em um papel reciclado mais delicado. • Repita a operação até encher pela metade uma bacia grande com a pasta de papel. • Agora, coloque água até completar a bacia. Nesse momento você pode acrescentar corante para colorir a pasta de papel, ou acrescentar pequenas folhas secas de árvore, pequenos pedaços de casca de cebola ou flores secas. • Repita a operação em outra bacia. • Agora você vai fazer suas folhas de papel reciclado. Mergulhe dentro da bacia uma peneira nas medidas 20 cm X 28 cm. Ao retirar a peneira da água, a pasta de papel repousará em sua superfície. Tome cuidado para que a pasta fique uniforme na superfície da peneira. Deixe escorrer, tomando cuidado para não balançar a peneira. • Apóie a peneira numa mesa coberta com plástico. Coloque um pedaço de morim em cima da peneira. Desse modo, a pasta de papel “grudará” no morim. Com a ajuda de uma esponja retire o excesso de água da pasta de papel, apertando a esponja delicadamente no morim. • Quando o excesso de água for retirado, vire a peneira rapidamente, fazendo com que o morim se apóie na mesa. Dessa forma, o morim e a pasta de papel se desgrudarão da peneira. • Retire a peneira com cuidado. Agora, sua folha de papel reciclado estará grudada no morim, mas permanecerá bem úmida. • Coloque outro pedaço de morim em cima da pasta, fazendo um “sanduíche”: morim, pasta de papel, morim. • Prense o “sanduíche” entre dois pedaços de madeira, nas medidas 40 cm X 50 cm. Aperte bem para retirar o que restou de água na pasta. • Retire o “sanduíche” da prensa e coloque-o em uma superfície seca e horizontal, de preferência em algum local longe do sol e do vento. • O papel deve secar primeiramente deitado e depois pendurado num varal (ele vai demorar aproximadamente um dia para ficar pronto). • Depois de seco, retire o papel do tecido delicadamente. Aí está sua folha de papel reciclado. O solvente é o líquido que dissolve a tinta: o solvente da tinta a óleo, por exemplo, é a terebintina; o do guache, da têmpera, da acrílica e da aquarela é a água. Peça-lhes que socializem a pesquisa para o grande grupo. Nesse momento, seria interessante que a classe fizesse experiências com pigmentos e aglutinantes (o laboratório de ciências pode ser o local ideal para isso). 2a parte: Outra atividade interessante é a oficina de papel reciclado, pois o papel é um dos suportes para a pintura. E a oficina pode servir de ponte para que outros suportes venham a ser manufaturados pelos alunos, como a tela de tecido, por exemplo. A tela de tecido é uma armação de madeira coberta por um pedaço de morim. Depois, o morim recebe duas camadas de tinta látex branca. Outros suportes utilizados para pintura podem ser discutidos com a classe: uma parede natural, uma parede construída, folhas, um pedaço de couro, uma placa de gesso, um azulejo, o nosso próprio corpo etc. Oficina de papel reciclado Para fazer cinqüenta folhas de papel reciclado nas medidas 20 cm X 28 cm, você vai precisar de: • uma sala preparada para atividades com água (de preferência, forre a mesa e o chão com plástico de construção); • 3 bacias grandes, mais largas que profundas; • liquidificador; • aproximadamente 20 folhas de jornal velho picado em pedacinhos; • 5 peneiras retangulares, nas dimensões 20 cm X 28 cm; • 100 pedaços de morim, 25 cm X 35 cm; • 3 esponjas comuns; • 2 pedaços de madeira, 40 cm X 50 cm; • corante em pó (pó xadrez), nas cores que você quiser; • cascas de cebola, folhas secas de árvore, flores secas. Procedimento: • Pique as folhas do jornal em pedaços bem pequenos e deixe-os de molho em uma bacia, de preferência de um dia para o outro, até que 4 26/04/2005 11:18:35 PEQUENA VIAGEM PELO MUNDO DA PINTURA Hildegard Feist (Formada em Letras pela Universidade de São Paulo, é professora de português, francês e espanhol. Escritora e tradutora, cursou Sociologia de Comunicações na American University, em Washington, DC, EUA.) SUPLEMENTO DIDÁTICO Elaborado por Eliana Pougy – Mestranda em Psicologia e Educação pela Faculdade de Educação da USP. É autora de coleção de livros didáticos de Artes Visuais para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental I e trabalhou como professora da rede particular de ensino. Ministra cursos de capacitação de professores e presta serviços em diversas entidades de formação de professores, como FAFE, Instituto Singularidades e Centro Universitário Mariantonia. POR QUE TRABALHAR COM O LIVRO PEQUENA VIAGEM PELO MUNDO DA PINTURA Pequena viagem pelo mundo da pintura oferece ao leitor um recorte histórico em relação à disciplina Arte, tratando especificamente dos principais momentos da história da pintura ocidental, dos seus protagonistas e das obras significativas de cada período. O conteúdo do livro casa-se perfeitamente, portanto, com as orientações dos PCNs do ensino fundamental no sentido de propiciar ao aluno a compreensão da dinâmica sociocultural da arte na vida humana, pois é assim que a perspectiva cultural da arte se revela. Como a arte é uma linguagem que favorece trabalhos interdisciplinares, o professor de arte e os de outras disciplinas poderão planejar, a partir das informações do livro, seqüências didáticas e atividades interligadas e articuladas a conhecimentos culturais aprendidos pelos alunos, a fim de despertar neles o interesse por novas possibilidades de aprendizado, de ações e de trabalho ao longo da vida. Baseando-se no conteúdo do livro Pequena viagem pelo mundo da pintura, este suplemento oferece uma sugestão de projeto pedagógico para ser desenvolvido com alunos de 5a a 8a série do ensino fundamental. Fica a seu critério aproveitar as atividades para outros projetos ou adaptá-las ao perfil de sua turma. A Editora POR QUE ESTUDAR HISTÓRIA DA ARTE VISUAL NO ENSINO FUNDAMENTAL Com a Lei n0 9.394/96, a arte é considerada obrigatória na educação básica: “O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos” (artigo 26, parágrafo 20). Além disso, conforme nos falam os PCNs de Arte para o terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental, o professor deve ensinar História da Arte “com o objetivo de que os alunos compreendam que os trabalhos de arte não existem isoladamente, mas relacionam-se com as idéias e tendências de uma determinada época e localidade. A apreensão da arte se dá como fenômeno imerso na cultura e que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local, o nacional e o internacional”. Representação e comunicação • Produzir arte visual em diversos espaços por meio de desenho, pintura, colagem, gravura, construção, escultura, instalação, fotografia, cinema, vídeo, meios eletroeletrônicos, design, artes gráficas e outros. • Observar, analisar e utilizar os elementos da linguagem visual e suas articulações nas imagens produzidas. • Conhecer e utilizar os materiais, suportes, instrumentos, procedimentos e técnicas nos trabalhos pessoais, explorando e pesquisando suas qualidades expressivas e construtivas, para realizar trabalhos individuais e de grupo. Investigação e compreensão • Analisar as formas visuais presentes nos próprios trabalhos, nos dos colegas, na natureza e nas diversas culturas, percebendo elementos comuns e específicos de sistemas formais (natureza e cultura). • Observar os elementos básicos da linguagem visual, em suas articulações nas imagens produzidas, na dos colegas e nas apresentadas em diferentes culturas e épocas. • Identificar, observar e analisar as diferentes técnicas e procedimentos artísticos presentes nos próprios trabalhos, nos dos colegas e em diversas culturas. • Identificar os múltiplos sentidos na apreciação de imagens. 2 Peq viagem mundo pintura.indd 1 artísticos de diversas culturas (regional, nacional e internacional) e em diferentes tempos da história. • Refletir sobre a ação social que os produtores de arte concretizam em diferentes épocas e culturas, situando conexões entre vida, obra e contexto. SUGESTÃO DE PROJETO PEDAGÓGICO PARA TURMAS DE 5A. A 8A SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL • O que é arte? • Quais são os tipos de arte que vocês conhecem? • Por que será que os homens fazem arte? • O que é arte visual? • O que diferencia a pintura da escultura? • Como as tintas são feitas? • O lugar e o tempo em que vive ou viveu um artista influem no tipo de tinta que ele utiliza em seus trabalhos? • O material utilizado pelo artista influencia na interpretação da obra? • O que é suporte numa pintura? Quais são os tipos de suporte que você conhece? Trabalho interdisciplinar: História, Geografia, Língua Portuguesa e Ciências. Tema transversal: Pluralidade cultural. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES A SER DESENVOLVIDAS (COM REFERÊNCIA NOS PCNs DE ARTE) Professor Contextualização sociocultural • Discutir, refletir e comunicar o trabalho de apreciação das imagens por meio de fala, escrita ou registros (gráfico, sonoro, dramático, videográfico etc.), mobilizando a troca de informações com os colegas e outros jovens. • Observar, pesquisar e conhecer diferentes obras de artes visuais, produtores e movimentos ATIVIDADE PARA ANTES DA LEITURA: TINTAS E SUPORTES, CULTURAS E LUGARES Apresente aos alunos o assunto do livro: a história da pintura ocidental. Mas, antes de mais nada, há dois conceitos que precisam ser trabalhados: o que é Pintura e o que é Cultura Ocidental. Na aula de Arte, os conceitos podem, e devem, ser trabalhados estimulando a imaginação, a sensibilidade e a criatividade dos alunos. Desse modo, mais do que explicar e conceituar de forma racional, os assuntos tratados poeticamente visam a experimentação e o prazer. É muito mais do que compreender apenas com a razão, é vivenciar através de sensações e sentimentos. Incentive os alunos a participar da discussão. Instigue-os a expressar seu conhecimento acerca do assunto, ainda que algumas questões fiquem momentaneamente sem resposta. Depois, divida a classe em cinco grupos. Cada grupo irá pesquisar os seguintes tipos de tinta: guache, têmpera, óleo, aquarela, acrílica. (Aproveite para trabalhar com o professor de ciências.) As tintas são formadas por pigmento, aglutinante e solvente. Os pigmentos, que dão a cor às tintas, em geral são encontrados na natureza, como os minerais e as plantas, e são utilizados em pó. O aglutinante é a liga: ele une o pó do pigmento e dá as características da tinta, conforme detalhamos a seguir: PINTURA Os limites entre pintura, desenho e gravura são muito tênues. Podemos dizer que pintura é a arte e a técnica de aplicar tintas sobre uma superfície, com a finalidade de representar, esteticamente, seres, figuras, formas abstratas etc. Desse modo, proponho que os alunos experimentem manufaturar tintas e suportes, e que façam pinturas livres utilizando esses materiais. • a tinta a óleo tem como aglutinante óleo de linhaça; • a tinta guache tem como aglutinante goma e gesso; • a tinta aquarela tem como aglutinante água; • a têmpera tem como aglutinante gema de ovo; • a acrílica tem como aglutinante resina acrílica. 1a parte: Inicialmente, deixe os alunos falarem livremente a respeito de pintura. Encaminhe a conversa a partir de algumas questões (ver boxe na página 7 deste Suplemento): 3 os pedaços do jornal estejam bem encharcados e macios. • No copo do liquidificador, coloque 2/3 de água e 1/3 de pedacinhos de jornal encharcados. Quanto mais você bater, mais as fibras do papel se desmancharão, resultando em um papel reciclado mais delicado. • Repita a operação até encher pela metade uma bacia grande com a pasta de papel. • Agora, coloque água até completar a bacia. Nesse momento você pode acrescentar corante para colorir a pasta de papel, ou acrescentar pequenas folhas secas de árvore, pequenos pedaços de casca de cebola ou flores secas. • Repita a operação em outra bacia. • Agora você vai fazer suas folhas de papel reciclado. Mergulhe dentro da bacia uma peneira nas medidas 20 cm X 28 cm. Ao retirar a peneira da água, a pasta de papel repousará em sua superfície. Tome cuidado para que a pasta fique uniforme na superfície da peneira. Deixe escorrer, tomando cuidado para não balançar a peneira. • Apóie a peneira numa mesa coberta com plástico. Coloque um pedaço de morim em cima da peneira. Desse modo, a pasta de papel “grudará” no morim. Com a ajuda de uma esponja retire o excesso de água da pasta de papel, apertando a esponja delicadamente no morim. • Quando o excesso de água for retirado, vire a peneira rapidamente, fazendo com que o morim se apóie na mesa. Dessa forma, o morim e a pasta de papel se desgrudarão da peneira. • Retire a peneira com cuidado. Agora, sua folha de papel reciclado estará grudada no morim, mas permanecerá bem úmida. • Coloque outro pedaço de morim em cima da pasta, fazendo um “sanduíche”: morim, pasta de papel, morim. • Prense o “sanduíche” entre dois pedaços de madeira, nas medidas 40 cm X 50 cm. Aperte bem para retirar o que restou de água na pasta. • Retire o “sanduíche” da prensa e coloque-o em uma superfície seca e horizontal, de preferência em algum local longe do sol e do vento. • O papel deve secar primeiramente deitado e depois pendurado num varal (ele vai demorar aproximadamente um dia para ficar pronto). • Depois de seco, retire o papel do tecido delicadamente. Aí está sua folha de papel reciclado. O solvente é o líquido que dissolve a tinta: o solvente da tinta a óleo, por exemplo, é a terebintina; o do guache, da têmpera, da acrílica e da aquarela é a água. Peça-lhes que socializem a pesquisa para o grande grupo. Nesse momento, seria interessante que a classe fizesse experiências com pigmentos e aglutinantes (o laboratório de ciências pode ser o local ideal para isso). 2a parte: Outra atividade interessante é a oficina de papel reciclado, pois o papel é um dos suportes para a pintura. E a oficina pode servir de ponte para que outros suportes venham a ser manufaturados pelos alunos, como a tela de tecido, por exemplo. A tela de tecido é uma armação de madeira coberta por um pedaço de morim. Depois, o morim recebe duas camadas de tinta látex branca. Outros suportes utilizados para pintura podem ser discutidos com a classe: uma parede natural, uma parede construída, folhas, um pedaço de couro, uma placa de gesso, um azulejo, o nosso próprio corpo etc. Oficina de papel reciclado Para fazer cinqüenta folhas de papel reciclado nas medidas 20 cm X 28 cm, você vai precisar de: • uma sala preparada para atividades com água (de preferência, forre a mesa e o chão com plástico de construção); • 3 bacias grandes, mais largas que profundas; • liquidificador; • aproximadamente 20 folhas de jornal velho picado em pedacinhos; • 5 peneiras retangulares, nas dimensões 20 cm X 28 cm; • 100 pedaços de morim, 25 cm X 35 cm; • 3 esponjas comuns; • 2 pedaços de madeira, 40 cm X 50 cm; • corante em pó (pó xadrez), nas cores que você quiser; • cascas de cebola, folhas secas de árvore, flores secas. Procedimento: • Pique as folhas do jornal em pedaços bem pequenos e deixe-os de molho em uma bacia, de preferência de um dia para o outro, até que 4 26/04/2005 11:18:35 PEQUENA VIAGEM PELO MUNDO DA PINTURA Hildegard Feist (Formada em Letras pela Universidade de São Paulo, é professora de português, francês e espanhol. Escritora e tradutora, cursou Sociologia de Comunicações na American University, em Washington, DC, EUA.) SUPLEMENTO DIDÁTICO Elaborado por Eliana Pougy – Mestranda em Psicologia e Educação pela Faculdade de Educação da USP. É autora de coleção de livros didáticos de Artes Visuais para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental I e trabalhou como professora da rede particular de ensino. Ministra cursos de capacitação de professores e presta serviços em diversas entidades de formação de professores, como FAFE, Instituto Singularidades e Centro Universitário Mariantonia. POR QUE TRABALHAR COM O LIVRO PEQUENA VIAGEM PELO MUNDO DA PINTURA Pequena viagem pelo mundo da pintura oferece ao leitor um recorte histórico em relação à disciplina Arte, tratando especificamente dos principais momentos da história da pintura ocidental, dos seus protagonistas e das obras significativas de cada período. O conteúdo do livro casa-se perfeitamente, portanto, com as orientações dos PCNs do ensino fundamental no sentido de propiciar ao aluno a compreensão da dinâmica sociocultural da arte na vida humana, pois é assim que a perspectiva cultural da arte se revela. Como a arte é uma linguagem que favorece trabalhos interdisciplinares, o professor de arte e os de outras disciplinas poderão planejar, a partir das informações do livro, seqüências didáticas e atividades interligadas e articuladas a conhecimentos culturais aprendidos pelos alunos, a fim de despertar neles o interesse por novas possibilidades de aprendizado, de ações e de trabalho ao longo da vida. Baseando-se no conteúdo do livro Pequena viagem pelo mundo da pintura, este suplemento oferece uma sugestão de projeto pedagógico para ser desenvolvido com alunos de 5a a 8a série do ensino fundamental. Fica a seu critério aproveitar as atividades para outros projetos ou adaptá-las ao perfil de sua turma. A Editora POR QUE ESTUDAR HISTÓRIA DA ARTE VISUAL NO ENSINO FUNDAMENTAL Com a Lei n0 9.394/96, a arte é considerada obrigatória na educação básica: “O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos” (artigo 26, parágrafo 20). Além disso, conforme nos falam os PCNs de Arte para o terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental, o professor deve ensinar História da Arte “com o objetivo de que os alunos compreendam que os trabalhos de arte não existem isoladamente, mas relacionam-se com as idéias e tendências de uma determinada época e localidade. A apreensão da arte se dá como fenômeno imerso na cultura e que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local, o nacional e o internacional”. Representação e comunicação • Produzir arte visual em diversos espaços por meio de desenho, pintura, colagem, gravura, construção, escultura, instalação, fotografia, cinema, vídeo, meios eletroeletrônicos, design, artes gráficas e outros. • Observar, analisar e utilizar os elementos da linguagem visual e suas articulações nas imagens produzidas. • Conhecer e utilizar os materiais, suportes, instrumentos, procedimentos e técnicas nos trabalhos pessoais, explorando e pesquisando suas qualidades expressivas e construtivas, para realizar trabalhos individuais e de grupo. Investigação e compreensão • Analisar as formas visuais presentes nos próprios trabalhos, nos dos colegas, na natureza e nas diversas culturas, percebendo elementos comuns e específicos de sistemas formais (natureza e cultura). • Observar os elementos básicos da linguagem visual, em suas articulações nas imagens produzidas, na dos colegas e nas apresentadas em diferentes culturas e épocas. • Identificar, observar e analisar as diferentes técnicas e procedimentos artísticos presentes nos próprios trabalhos, nos dos colegas e em diversas culturas. • Identificar os múltiplos sentidos na apreciação de imagens. 2 Peq viagem mundo pintura.indd 1 artísticos de diversas culturas (regional, nacional e internacional) e em diferentes tempos da história. • Refletir sobre a ação social que os produtores de arte concretizam em diferentes épocas e culturas, situando conexões entre vida, obra e contexto. SUGESTÃO DE PROJETO PEDAGÓGICO PARA TURMAS DE 5A. A 8A SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL • O que é arte? • Quais são os tipos de arte que vocês conhecem? • Por que será que os homens fazem arte? • O que é arte visual? • O que diferencia a pintura da escultura? • Como as tintas são feitas? • O lugar e o tempo em que vive ou viveu um artista influem no tipo de tinta que ele utiliza em seus trabalhos? • O material utilizado pelo artista influencia na interpretação da obra? • O que é suporte numa pintura? Quais são os tipos de suporte que você conhece? Trabalho interdisciplinar: História, Geografia, Língua Portuguesa e Ciências. Tema transversal: Pluralidade cultural. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES A SER DESENVOLVIDAS (COM REFERÊNCIA NOS PCNs DE ARTE) Professor Contextualização sociocultural • Discutir, refletir e comunicar o trabalho de apreciação das imagens por meio de fala, escrita ou registros (gráfico, sonoro, dramático, videográfico etc.), mobilizando a troca de informações com os colegas e outros jovens. • Observar, pesquisar e conhecer diferentes obras de artes visuais, produtores e movimentos ATIVIDADE PARA ANTES DA LEITURA: TINTAS E SUPORTES, CULTURAS E LUGARES Apresente aos alunos o assunto do livro: a história da pintura ocidental. Mas, antes de mais nada, há dois conceitos que precisam ser trabalhados: o que é Pintura e o que é Cultura Ocidental. Na aula de Arte, os conceitos podem, e devem, ser trabalhados estimulando a imaginação, a sensibilidade e a criatividade dos alunos. Desse modo, mais do que explicar e conceituar de forma racional, os assuntos tratados poeticamente visam a experimentação e o prazer. É muito mais do que compreender apenas com a razão, é vivenciar através de sensações e sentimentos. Incentive os alunos a participar da discussão. Instigue-os a expressar seu conhecimento acerca do assunto, ainda que algumas questões fiquem momentaneamente sem resposta. Depois, divida a classe em cinco grupos. Cada grupo irá pesquisar os seguintes tipos de tinta: guache, têmpera, óleo, aquarela, acrílica. (Aproveite para trabalhar com o professor de ciências.) As tintas são formadas por pigmento, aglutinante e solvente. Os pigmentos, que dão a cor às tintas, em geral são encontrados na natureza, como os minerais e as plantas, e são utilizados em pó. O aglutinante é a liga: ele une o pó do pigmento e dá as características da tinta, conforme detalhamos a seguir: PINTURA Os limites entre pintura, desenho e gravura são muito tênues. Podemos dizer que pintura é a arte e a técnica de aplicar tintas sobre uma superfície, com a finalidade de representar, esteticamente, seres, figuras, formas abstratas etc. Desse modo, proponho que os alunos experimentem manufaturar tintas e suportes, e que façam pinturas livres utilizando esses materiais. • a tinta a óleo tem como aglutinante óleo de linhaça; • a tinta guache tem como aglutinante goma e gesso; • a tinta aquarela tem como aglutinante água; • a têmpera tem como aglutinante gema de ovo; • a acrílica tem como aglutinante resina acrílica. 1a parte: Inicialmente, deixe os alunos falarem livremente a respeito de pintura. Encaminhe a conversa a partir de algumas questões (ver boxe na página 7 deste Suplemento): 3 os pedaços do jornal estejam bem encharcados e macios. • No copo do liquidificador, coloque 2/3 de água e 1/3 de pedacinhos de jornal encharcados. Quanto mais você bater, mais as fibras do papel se desmancharão, resultando em um papel reciclado mais delicado. • Repita a operação até encher pela metade uma bacia grande com a pasta de papel. • Agora, coloque água até completar a bacia. Nesse momento você pode acrescentar corante para colorir a pasta de papel, ou acrescentar pequenas folhas secas de árvore, pequenos pedaços de casca de cebola ou flores secas. • Repita a operação em outra bacia. • Agora você vai fazer suas folhas de papel reciclado. Mergulhe dentro da bacia uma peneira nas medidas 20 cm X 28 cm. Ao retirar a peneira da água, a pasta de papel repousará em sua superfície. Tome cuidado para que a pasta fique uniforme na superfície da peneira. Deixe escorrer, tomando cuidado para não balançar a peneira. • Apóie a peneira numa mesa coberta com plástico. Coloque um pedaço de morim em cima da peneira. Desse modo, a pasta de papel “grudará” no morim. Com a ajuda de uma esponja retire o excesso de água da pasta de papel, apertando a esponja delicadamente no morim. • Quando o excesso de água for retirado, vire a peneira rapidamente, fazendo com que o morim se apóie na mesa. Dessa forma, o morim e a pasta de papel se desgrudarão da peneira. • Retire a peneira com cuidado. Agora, sua folha de papel reciclado estará grudada no morim, mas permanecerá bem úmida. • Coloque outro pedaço de morim em cima da pasta, fazendo um “sanduíche”: morim, pasta de papel, morim. • Prense o “sanduíche” entre dois pedaços de madeira, nas medidas 40 cm X 50 cm. Aperte bem para retirar o que restou de água na pasta. • Retire o “sanduíche” da prensa e coloque-o em uma superfície seca e horizontal, de preferência em algum local longe do sol e do vento. • O papel deve secar primeiramente deitado e depois pendurado num varal (ele vai demorar aproximadamente um dia para ficar pronto). • Depois de seco, retire o papel do tecido delicadamente. Aí está sua folha de papel reciclado. O solvente é o líquido que dissolve a tinta: o solvente da tinta a óleo, por exemplo, é a terebintina; o do guache, da têmpera, da acrílica e da aquarela é a água. Peça-lhes que socializem a pesquisa para o grande grupo. Nesse momento, seria interessante que a classe fizesse experiências com pigmentos e aglutinantes (o laboratório de ciências pode ser o local ideal para isso). 2a parte: Outra atividade interessante é a oficina de papel reciclado, pois o papel é um dos suportes para a pintura. E a oficina pode servir de ponte para que outros suportes venham a ser manufaturados pelos alunos, como a tela de tecido, por exemplo. A tela de tecido é uma armação de madeira coberta por um pedaço de morim. Depois, o morim recebe duas camadas de tinta látex branca. Outros suportes utilizados para pintura podem ser discutidos com a classe: uma parede natural, uma parede construída, folhas, um pedaço de couro, uma placa de gesso, um azulejo, o nosso próprio corpo etc. Oficina de papel reciclado Para fazer cinqüenta folhas de papel reciclado nas medidas 20 cm X 28 cm, você vai precisar de: • uma sala preparada para atividades com água (de preferência, forre a mesa e o chão com plástico de construção); • 3 bacias grandes, mais largas que profundas; • liquidificador; • aproximadamente 20 folhas de jornal velho picado em pedacinhos; • 5 peneiras retangulares, nas dimensões 20 cm X 28 cm; • 100 pedaços de morim, 25 cm X 35 cm; • 3 esponjas comuns; • 2 pedaços de madeira, 40 cm X 50 cm; • corante em pó (pó xadrez), nas cores que você quiser; • cascas de cebola, folhas secas de árvore, flores secas. Procedimento: • Pique as folhas do jornal em pedaços bem pequenos e deixe-os de molho em uma bacia, de preferência de um dia para o outro, até que 4 26/04/2005 11:18:35 Com as folhas de papel reciclado e as tintas manufaturadas no laboratório de ciências, seus alunos podem criar lindas pinturas! Deixe-os livres para se expressar. Lembre-se de registrar as oficinas com fotografias ou com relatos dos próprios alunos. Depois, monte uma exposição com os registros das oficinas e com as pinturas feitas pelos alunos. Convide a escola para apreciar! • E as moradias? • Como eram os utensílios usados para alimentação, nos dois filmes? • Existiam obras de arte nos filmes, tais como pinturas e esculturas? Como eram elas? • Como as mulheres eram tratadas nos dois filmes? • Como eram os guerreiros dos dois filmes? • Qual filme lhe pareceu mais delicado? E qual o mais violento? • De modo geral, qual filme mais lhe agradou? Por quê? CULTURA OCIDENTAL X CULTURA ORIENTAL Olhando para o mapa-múndi, o ocidente fica do lado esquerdo e compreende parte da Europa, África e Américas. Porém, mais do que determinar um espaço no globo terrestre, o conceito de ocidente ou oriente engloba também –– e principalmente –– os valores culturais, morais e de costumes, além das artes e do conhecimento científico de cada civilização. As diferenças existentes entre ocidente e oriente são, principalmente, de origem religiosa. O que caracteriza a cultura ocidental é ser a síntese de três culturas: a grega, a romana e a judaico-cristã. A essa cultura assimilaram-se os povos germânicos. Mais tarde, com o advento das grandes navegações, a cultura ocidental chegou também às Américas e à Oceania. Para que seus alunos possam perceber as diferenças entre as culturas ocidental e oriental, proponho que vocês assistam a dois filmes: Ajude seus alunos a perceber a origem das grandes diferenças culturais existentes entre Ocidente e Oriente. ORGANIZANDO AS IDÉIAS Aproveite o tema cultura ocidental e divida a classe em grupos. Peça que cada grupo pesquise os tipos de pigmentos e materiais de pintura característicos de determinados locais do Ocidente. Esse pode ser um bom momento para trabalhar em conjunto com o professor de geografia e utilizar o laboratório de informática. (Por exemplo: as cores encontradas nos pigmentos das areias e das plantas do nordeste do Brasil são muito diferentes das cores encontradas nos pigmentos das pedras da Europa Ocidental. Em conseqüência, as obras de arte acabam por carregar características peculiares e específicas da geografia de cada lugar.) Para finalizar, peça que cada grupo crie um cartaz relacionando um local do Ocidente e os pigmentos e suportes de pintura característicos desse local. • Tróia, de Wolfgang Peterson, 2004, 162 minutos – Em 1193 a.C., um triângulo amoroso entre Páris, o príncipe de Tróia, a bela Helena, e Menelau, o príncipe de Esparta, provoca entre as duas nações uma guerra sangrenta. • O tigre e o dragão, de Ang Lee, 2000, 120 minutos – Mestre do Kung-Fu tem sua poderosa espada roubada por uma prepotente e jovem aprendiz das artes marciais. ATIVIDADE PARA DURANTE A LEITURA: VIAJANDO NA HISTÓRIA Antes de exibir cada um dos filmes, comente o enredo com os alunos. Peça para prestarem atenção nas roupas, nas moradias, no tipo de alimentação, nas obras de arte, nos deuses que adoravam, no motivo das guerras e lutas etc. Organize a classe em grupos. Peça que os alunos criem folders de turismo para divulgar lugares, artistas e obras de arte visitados no livro. A autora se utiliza desse recurso para envolver o leitor, brincando com o conceito de turismo e local a ser visitado. Você pode dividir a turma em grupos, responsabilizando cada qual por um capítulo. Essa é uma excelente oportunidade de trabalhar com o professor de português. Depois, promova um pequeno debate com a classe. Sugestões de questões a serem discutidas: • As roupas usadas pelos personagens dos dois filmes eram diferentes em quê? 5 Peq viagem mundo pintura.indd 2 ATIVIDADE PARA DEPOIS DA LEITURA: LENDO E RELENDO Um folder, ou folheto de propaganda, serve para vender um produto ou serviço. Nesse sentido deve apresentar algumas características fundamentais: • título chamativo • texto persuasivo • imagens que chamem a atenção do leitor e que o convençam a comprar ou usar o que está sendo divulgado (o visual do folder é tão importante quanto seu conteúdo) Marque um dia para que os folders criados pelos grupos sejam socializados. Caso a escola possua laboratório de informática com impressora, aproveite! Num primeiro debate, sintetize num quadro a viagem que fizeram lendo o livro. Junto com seus alunos, crie um roteiro de tempo e lugar para que eles compreendam o processo histórico apresentado no livro. Sensibilize seus alunos levando CDs de história da música ocidental e poemas de diversos períodos da literatura ocidental (ver sugestões no quadro a seguir). Organize um verdadeiro sarau! Faça-os perceber que as imagens apreciadas no livro têm muita coisa em comum com as músicas e poesias. Divida a classe em grupos. Peça que cada grupo escolha, no livro, uma imagem de um período da história da pintura ocidental. Peçalhes que redijam um texto de crítica de imagem, conforme roteiro a seguir. Roteiro de crítica de imagens reproduzidas no livro • Quem é o autor dessa obra? • Qual é o tipo de linguagem presente na obra? • Qual foi a técnica utilizada pelo autor e de que modo ela influencia em sua interpretação? Sugestão de músicas: • Cantos gregorianos: O mistério do canto gregoriano – série Millennium – gravadora Universal Music. • Salmos e hinos religiosos dos judeus: endereço para download: http://www.yidishmusic.com. br/BR_PT/download_p.htm • Música renascentista: Claudio Monteverdi – Un concert spirituel – gravadora RKR, CD importado. • Música barroca: Vivaldi – Nova Filarmônica Portuguesa – Álvaro Cassuto – gravadora Movieplay. • Música clássica: Mozart – Nova Filarmônica Portuguesa – Álvaro Cassuto – gravadora Movieplay. • Música romântica: Beethoven – Beethoven – gravadora Sum Records. • Música moderna: Villa-Lobos – Heitor Villa-Lobos – gravadora EMI. • Música contemporânea: Philip Glass – 1000 airplanes on the roof – Philip Glass – gravadora EMI. Sugestão de poesias: • Literatura grega: Odisséia, – Homero, adapt. Leonardo Chianca – Editora Scipione. • Trovas renascentistas: http://www.graudez.com.br/literatura/trovadorismo.html • Poesias quinhentistas: Poesias completas, de José de Anchieta – Editora Villa Rica. • Poesias clássicas: Os lusíadas, de Luís de Camões – Editora Martin Claret. • Poesias barrocas: Poemas satíricos, de Gregório de Matos – Editora Martin Claret. • Poesias árcades: Glaura, de Silva Alvarenga – Editora Cia. das Letras. • Poesias românticas: Lira dos vinte anos, de Álvares de Azevedo – Editora Martins Fontes. • Poesias parnasianas: Poesias, de Olavo Bilac – Editora Martin Claret. • Poesias simbolistas: Só a noite é que amanhece, de Alphonsus de Guimaraens – Editora Record. • Poesias modernistas: A cor de cada um, de Carlos Drummond de Andrade – Editora Record. • Poesias contemporâneas: A teus pés, de Ana Cristina César – Editora Ática. 6 • Que sentimentos essa imagem despertou em vocês? • Trata-se de uma obra abstrata ou figurativa? De que maneira cores, formas, linhas, texturas, representação do espaço, do tempo, do movimento, tratamento da luz influenciam na interpretação? Existem elementos de outras linguagens presentes nessa obra? Eles podem ser interpretados de que forma? • Essa imagem conta alguma história? Qual? • Que título vocês dariam a esse trabalho? Agora, cada grupo fará uma releitura da obra escolhida. Lembre-se: a releitura de uma obra de arte não precisa obedecer a mesma linguagem em que foi feita. Em sentido amplo, releitura é re-significação, é dar novos sentidos a uma determinada obra de arte. Por exemplo: uma pintura pode ser re-significada em forma de música; uma música pode ser relida em poesia; uma poesia, relida em forma de pintura. Marque um dia para a apresentação das releituras feitas pelos grupos. Quanto mais público, melhor! Avaliação da seqüência didática Pode-se avaliar a participação da classe nos debates iniciais, o interesse de cada um em participar das oficinas de arte, a participação individual no momento da apreciação das obras, a competência do grupo em relação ao acabamento da releitura, a pesquisa plástica, o apuro estético. Especificamente em relação à atividade do folder de turismo, a avaliação deverá ser feita também em relação à sintaxe da língua portuguesa. O QUE É ARTE? Nós, seres humanos, somos racionais. Mas não é apenas a capacidade de raciocinar que nos diferencia dos outros animais. Somos, também, seres simbólicos, pois criamos símbolos cheios de significados para interpretar o que percebemos do mundo e de nós mesmos. Nenhuma outra espécie é capaz de simbolizar, fantasiar, sonhar, criar, imaginar... A arte é um tipo de produção simbólica do ser humano. Ela é um dos produtos da união entre o pensamento e a ação do homem, e se manifesta por meio de imagens, como na pintura; de sons, como na música; de gestos, como na dança; ou por meio de todas essas manifestações ao mesmo tempo, como no teatro. O que é arte visual? A arte visual é o tipo de expressão artística captada pela visão. Ela também é definida conforme a técnica utilizada para se criar a obra: desenho, pintura, escultura, arquitetura, fotografia, por exemplo. A arte visual pode ser útil, como a cerâmica e a tecelagem. Ou ser feita apenas para apreciação, como as esculturas e pinturas. Pode também ser encarada como uma manifestação natural que faz parte do desenvolvimento humano, pois as crianças e os povos primitivos utilizam desenhos e pinturas para expressar seus sentimentos e o que apreendem do mundo a sua volta. A arte visual é uma linguagem? A arte visual também é definida como uma linguagem, que em sentido amplo é qualquer procedimento utilizado para a comunicação. Além disso, existe um conjunto de elementos que estrutura a arte visual e que pode ser ensinado e aprendido. Esses elementos carregam consigo interpretações e significados que estão ligados aos sentimentos humanos. Não estão associados ao discurso lógico e racional da linguagem escrita ou da matemática, pois cada pessoa pode interpretar a seu modo uma obra de arte visual. Todos os trabalhos de arte visual são composições, e para compreendê-las é necessário conhecer os elementos que estruturam a linguagem e os princípios que regem a combinação desses elementos. Os elementos que estruturam a linguagem visual são o ponto, a linha, a textura, a cor, a luz, a forma, o espaço, o tempo e o movimento, e os princípios que regem a linguagem visual são a harmonia, o equilíbrio, a proporção, a variedade, o padrão e a ênfase. Chamamos de composição visual o conjunto de elementos que são organizados conforme determinados princípios. Mas isso não quer dizer que existam regras para se criar uma obra de arte visual. É, justamente, a liberdade, a originalidade e a criatividade na organização desses elementos que caracterizam a arte. BIBLIOGRAFIA Arte ARGAN, Giulio Carlo. Arte e crítica de arte. Lisboa: Estampa, 1988. ______.Clássico e anticlássico. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. ARNHEIM, Rudolf. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira/Edusp, 1980. BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 1988. BENJAMIN, Walter. A obra de arte no tempo de suas técnicas de reprodução. In: VELHO, Gilberto (org.). Sociologia da Arte IV. Rio de Janeiro: Zahar, 1969. DONDIS, Donis A. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 1991. GOMBRICH, E. H. Arte e ilusão. São Paulo: Martins Fontes, 1986. ______. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1989. PROENÇA, G. História da Arte. São Paulo: Ática, 1989. SANTOS, Jair Ferreira dos. O que é pós-moderno. São Paulo: Brasiliense, 1986. Arte-educação ARGAN, G. C. Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. BARBOSA, A. M. Arte-educação: conflitos/ acertos. São Paulo: Ateliê Editorial, 1997. ______. A imagem do ensino da arte: anos oitenta e novos tempos. São Paulo/Porto Alegre: Perspectiva/Fundação Iochpe, 1981. ______. Arte-educação no Brasil: das origens ao modernismo. São Paulo: Perspectiva,1997. IAVELBERG, Rosa. Para gostar de aprender arte: sala de aula e formação de professores. Porto Alegre: Artmed, 2002. JANSON, H. W. Iniciação à História da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1996. MARTINS, M. C. et alii. Didática do ensino da arte: a língua do mundo – Poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998. PARSONS, M. J. Compreender a arte. 1. ed. Lisboa: Presença, 1992. ROSSI, M. H. W. A compreensão das imagens da arte. Arte & Educação em revista. Porto Alegre: UFRGS/Iochpe. I: 27-35, out. 1995. Dicionários DICIONÁRIO DA PINTURA MODERNA. São Paulo: Hemus,1981. DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE. São Paulo: Martins Fontes, 1996. MARCONDES, Luis Fernando (org.). Dicionário de termos artísticos. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1988. READ, Herbert (org.). Dicionário da arte e dos artistas. Lisboa: Edições 70, 1989. Enciclopédia ENCICLOPÉDIA DOS MUSEUS. Museu de Arte de São Paulo. São Paulo: Melhoramentos, 1978. 7 26/04/2005 11:18:39 Com as folhas de papel reciclado e as tintas manufaturadas no laboratório de ciências, seus alunos podem criar lindas pinturas! Deixe-os livres para se expressar. Lembre-se de registrar as oficinas com fotografias ou com relatos dos próprios alunos. Depois, monte uma exposição com os registros das oficinas e com as pinturas feitas pelos alunos. Convide a escola para apreciar! • E as moradias? • Como eram os utensílios usados para alimentação, nos dois filmes? • Existiam obras de arte nos filmes, tais como pinturas e esculturas? Como eram elas? • Como as mulheres eram tratadas nos dois filmes? • Como eram os guerreiros dos dois filmes? • Qual filme lhe pareceu mais delicado? E qual o mais violento? • De modo geral, qual filme mais lhe agradou? Por quê? CULTURA OCIDENTAL X CULTURA ORIENTAL Olhando para o mapa-múndi, o ocidente fica do lado esquerdo e compreende parte da Europa, África e Américas. Porém, mais do que determinar um espaço no globo terrestre, o conceito de ocidente ou oriente engloba também –– e principalmente –– os valores culturais, morais e de costumes, além das artes e do conhecimento científico de cada civilização. As diferenças existentes entre ocidente e oriente são, principalmente, de origem religiosa. O que caracteriza a cultura ocidental é ser a síntese de três culturas: a grega, a romana e a judaico-cristã. A essa cultura assimilaram-se os povos germânicos. Mais tarde, com o advento das grandes navegações, a cultura ocidental chegou também às Américas e à Oceania. Para que seus alunos possam perceber as diferenças entre as culturas ocidental e oriental, proponho que vocês assistam a dois filmes: Ajude seus alunos a perceber a origem das grandes diferenças culturais existentes entre Ocidente e Oriente. ORGANIZANDO AS IDÉIAS Aproveite o tema cultura ocidental e divida a classe em grupos. Peça que cada grupo pesquise os tipos de pigmentos e materiais de pintura característicos de determinados locais do Ocidente. Esse pode ser um bom momento para trabalhar em conjunto com o professor de geografia e utilizar o laboratório de informática. (Por exemplo: as cores encontradas nos pigmentos das areias e das plantas do nordeste do Brasil são muito diferentes das cores encontradas nos pigmentos das pedras da Europa Ocidental. Em conseqüência, as obras de arte acabam por carregar características peculiares e específicas da geografia de cada lugar.) Para finalizar, peça que cada grupo crie um cartaz relacionando um local do Ocidente e os pigmentos e suportes de pintura característicos desse local. • Tróia, de Wolfgang Peterson, 2004, 162 minutos – Em 1193 a.C., um triângulo amoroso entre Páris, o príncipe de Tróia, a bela Helena, e Menelau, o príncipe de Esparta, provoca entre as duas nações uma guerra sangrenta. • O tigre e o dragão, de Ang Lee, 2000, 120 minutos – Mestre do Kung-Fu tem sua poderosa espada roubada por uma prepotente e jovem aprendiz das artes marciais. ATIVIDADE PARA DURANTE A LEITURA: VIAJANDO NA HISTÓRIA Antes de exibir cada um dos filmes, comente o enredo com os alunos. Peça para prestarem atenção nas roupas, nas moradias, no tipo de alimentação, nas obras de arte, nos deuses que adoravam, no motivo das guerras e lutas etc. Organize a classe em grupos. Peça que os alunos criem folders de turismo para divulgar lugares, artistas e obras de arte visitados no livro. A autora se utiliza desse recurso para envolver o leitor, brincando com o conceito de turismo e local a ser visitado. Você pode dividir a turma em grupos, responsabilizando cada qual por um capítulo. Essa é uma excelente oportunidade de trabalhar com o professor de português. Depois, promova um pequeno debate com a classe. Sugestões de questões a serem discutidas: • As roupas usadas pelos personagens dos dois filmes eram diferentes em quê? 5 Peq viagem mundo pintura.indd 2 ATIVIDADE PARA DEPOIS DA LEITURA: LENDO E RELENDO Um folder, ou folheto de propaganda, serve para vender um produto ou serviço. Nesse sentido deve apresentar algumas características fundamentais: • título chamativo • texto persuasivo • imagens que chamem a atenção do leitor e que o convençam a comprar ou usar o que está sendo divulgado (o visual do folder é tão importante quanto seu conteúdo) Marque um dia para que os folders criados pelos grupos sejam socializados. Caso a escola possua laboratório de informática com impressora, aproveite! Num primeiro debate, sintetize num quadro a viagem que fizeram lendo o livro. Junto com seus alunos, crie um roteiro de tempo e lugar para que eles compreendam o processo histórico apresentado no livro. Sensibilize seus alunos levando CDs de história da música ocidental e poemas de diversos períodos da literatura ocidental (ver sugestões no quadro a seguir). Organize um verdadeiro sarau! Faça-os perceber que as imagens apreciadas no livro têm muita coisa em comum com as músicas e poesias. Divida a classe em grupos. Peça que cada grupo escolha, no livro, uma imagem de um período da história da pintura ocidental. Peçalhes que redijam um texto de crítica de imagem, conforme roteiro a seguir. Roteiro de crítica de imagens reproduzidas no livro • Quem é o autor dessa obra? • Qual é o tipo de linguagem presente na obra? • Qual foi a técnica utilizada pelo autor e de que modo ela influencia em sua interpretação? Sugestão de músicas: • Cantos gregorianos: O mistério do canto gregoriano – série Millennium – gravadora Universal Music. • Salmos e hinos religiosos dos judeus: endereço para download: http://www.yidishmusic.com. br/BR_PT/download_p.htm • Música renascentista: Claudio Monteverdi – Un concert spirituel – gravadora RKR, CD importado. • Música barroca: Vivaldi – Nova Filarmônica Portuguesa – Álvaro Cassuto – gravadora Movieplay. • Música clássica: Mozart – Nova Filarmônica Portuguesa – Álvaro Cassuto – gravadora Movieplay. • Música romântica: Beethoven – Beethoven – gravadora Sum Records. • Música moderna: Villa-Lobos – Heitor Villa-Lobos – gravadora EMI. • Música contemporânea: Philip Glass – 1000 airplanes on the roof – Philip Glass – gravadora EMI. Sugestão de poesias: • Literatura grega: Odisséia, – Homero, adapt. Leonardo Chianca – Editora Scipione. • Trovas renascentistas: http://www.graudez.com.br/literatura/trovadorismo.html • Poesias quinhentistas: Poesias completas, de José de Anchieta – Editora Villa Rica. • Poesias clássicas: Os lusíadas, de Luís de Camões – Editora Martin Claret. • Poesias barrocas: Poemas satíricos, de Gregório de Matos – Editora Martin Claret. • Poesias árcades: Glaura, de Silva Alvarenga – Editora Cia. das Letras. • Poesias românticas: Lira dos vinte anos, de Álvares de Azevedo – Editora Martins Fontes. • Poesias parnasianas: Poesias, de Olavo Bilac – Editora Martin Claret. • Poesias simbolistas: Só a noite é que amanhece, de Alphonsus de Guimaraens – Editora Record. • Poesias modernistas: A cor de cada um, de Carlos Drummond de Andrade – Editora Record. • Poesias contemporâneas: A teus pés, de Ana Cristina César – Editora Ática. 6 • Que sentimentos essa imagem despertou em vocês? • Trata-se de uma obra abstrata ou figurativa? De que maneira cores, formas, linhas, texturas, representação do espaço, do tempo, do movimento, tratamento da luz influenciam na interpretação? Existem elementos de outras linguagens presentes nessa obra? Eles podem ser interpretados de que forma? • Essa imagem conta alguma história? Qual? • Que título vocês dariam a esse trabalho? Agora, cada grupo fará uma releitura da obra escolhida. Lembre-se: a releitura de uma obra de arte não precisa obedecer a mesma linguagem em que foi feita. Em sentido amplo, releitura é re-significação, é dar novos sentidos a uma determinada obra de arte. Por exemplo: uma pintura pode ser re-significada em forma de música; uma música pode ser relida em poesia; uma poesia, relida em forma de pintura. Marque um dia para a apresentação das releituras feitas pelos grupos. Quanto mais público, melhor! Avaliação da seqüência didática Pode-se avaliar a participação da classe nos debates iniciais, o interesse de cada um em participar das oficinas de arte, a participação individual no momento da apreciação das obras, a competência do grupo em relação ao acabamento da releitura, a pesquisa plástica, o apuro estético. Especificamente em relação à atividade do folder de turismo, a avaliação deverá ser feita também em relação à sintaxe da língua portuguesa. O QUE É ARTE? Nós, seres humanos, somos racionais. Mas não é apenas a capacidade de raciocinar que nos diferencia dos outros animais. Somos, também, seres simbólicos, pois criamos símbolos cheios de significados para interpretar o que percebemos do mundo e de nós mesmos. Nenhuma outra espécie é capaz de simbolizar, fantasiar, sonhar, criar, imaginar... A arte é um tipo de produção simbólica do ser humano. Ela é um dos produtos da união entre o pensamento e a ação do homem, e se manifesta por meio de imagens, como na pintura; de sons, como na música; de gestos, como na dança; ou por meio de todas essas manifestações ao mesmo tempo, como no teatro. O que é arte visual? A arte visual é o tipo de expressão artística captada pela visão. Ela também é definida conforme a técnica utilizada para se criar a obra: desenho, pintura, escultura, arquitetura, fotografia, por exemplo. A arte visual pode ser útil, como a cerâmica e a tecelagem. Ou ser feita apenas para apreciação, como as esculturas e pinturas. Pode também ser encarada como uma manifestação natural que faz parte do desenvolvimento humano, pois as crianças e os povos primitivos utilizam desenhos e pinturas para expressar seus sentimentos e o que apreendem do mundo a sua volta. A arte visual é uma linguagem? A arte visual também é definida como uma linguagem, que em sentido amplo é qualquer procedimento utilizado para a comunicação. Além disso, existe um conjunto de elementos que estrutura a arte visual e que pode ser ensinado e aprendido. Esses elementos carregam consigo interpretações e significados que estão ligados aos sentimentos humanos. Não estão associados ao discurso lógico e racional da linguagem escrita ou da matemática, pois cada pessoa pode interpretar a seu modo uma obra de arte visual. Todos os trabalhos de arte visual são composições, e para compreendê-las é necessário conhecer os elementos que estruturam a linguagem e os princípios que regem a combinação desses elementos. Os elementos que estruturam a linguagem visual são o ponto, a linha, a textura, a cor, a luz, a forma, o espaço, o tempo e o movimento, e os princípios que regem a linguagem visual são a harmonia, o equilíbrio, a proporção, a variedade, o padrão e a ênfase. Chamamos de composição visual o conjunto de elementos que são organizados conforme determinados princípios. Mas isso não quer dizer que existam regras para se criar uma obra de arte visual. É, justamente, a liberdade, a originalidade e a criatividade na organização desses elementos que caracterizam a arte. BIBLIOGRAFIA Arte ARGAN, Giulio Carlo. Arte e crítica de arte. Lisboa: Estampa, 1988. ______.Clássico e anticlássico. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. ARNHEIM, Rudolf. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira/Edusp, 1980. BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 1988. BENJAMIN, Walter. A obra de arte no tempo de suas técnicas de reprodução. In: VELHO, Gilberto (org.). Sociologia da Arte IV. Rio de Janeiro: Zahar, 1969. DONDIS, Donis A. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 1991. GOMBRICH, E. H. Arte e ilusão. São Paulo: Martins Fontes, 1986. ______. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1989. PROENÇA, G. História da Arte. São Paulo: Ática, 1989. SANTOS, Jair Ferreira dos. O que é pós-moderno. São Paulo: Brasiliense, 1986. Arte-educação ARGAN, G. C. Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. BARBOSA, A. M. Arte-educação: conflitos/ acertos. São Paulo: Ateliê Editorial, 1997. ______. A imagem do ensino da arte: anos oitenta e novos tempos. São Paulo/Porto Alegre: Perspectiva/Fundação Iochpe, 1981. ______. Arte-educação no Brasil: das origens ao modernismo. São Paulo: Perspectiva,1997. IAVELBERG, Rosa. Para gostar de aprender arte: sala de aula e formação de professores. Porto Alegre: Artmed, 2002. JANSON, H. W. Iniciação à História da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1996. MARTINS, M. C. et alii. Didática do ensino da arte: a língua do mundo – Poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998. PARSONS, M. J. Compreender a arte. 1. ed. Lisboa: Presença, 1992. ROSSI, M. H. W. A compreensão das imagens da arte. Arte & Educação em revista. Porto Alegre: UFRGS/Iochpe. I: 27-35, out. 1995. Dicionários DICIONÁRIO DA PINTURA MODERNA. São Paulo: Hemus,1981. DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE. São Paulo: Martins Fontes, 1996. MARCONDES, Luis Fernando (org.). Dicionário de termos artísticos. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1988. READ, Herbert (org.). Dicionário da arte e dos artistas. Lisboa: Edições 70, 1989. Enciclopédia ENCICLOPÉDIA DOS MUSEUS. Museu de Arte de São Paulo. São Paulo: Melhoramentos, 1978. 7 26/04/2005 11:18:39 Com as folhas de papel reciclado e as tintas manufaturadas no laboratório de ciências, seus alunos podem criar lindas pinturas! Deixe-os livres para se expressar. Lembre-se de registrar as oficinas com fotografias ou com relatos dos próprios alunos. Depois, monte uma exposição com os registros das oficinas e com as pinturas feitas pelos alunos. Convide a escola para apreciar! • E as moradias? • Como eram os utensílios usados para alimentação, nos dois filmes? • Existiam obras de arte nos filmes, tais como pinturas e esculturas? Como eram elas? • Como as mulheres eram tratadas nos dois filmes? • Como eram os guerreiros dos dois filmes? • Qual filme lhe pareceu mais delicado? E qual o mais violento? • De modo geral, qual filme mais lhe agradou? Por quê? CULTURA OCIDENTAL X CULTURA ORIENTAL Olhando para o mapa-múndi, o ocidente fica do lado esquerdo e compreende parte da Europa, África e Américas. Porém, mais do que determinar um espaço no globo terrestre, o conceito de ocidente ou oriente engloba também –– e principalmente –– os valores culturais, morais e de costumes, além das artes e do conhecimento científico de cada civilização. As diferenças existentes entre ocidente e oriente são, principalmente, de origem religiosa. O que caracteriza a cultura ocidental é ser a síntese de três culturas: a grega, a romana e a judaico-cristã. A essa cultura assimilaram-se os povos germânicos. Mais tarde, com o advento das grandes navegações, a cultura ocidental chegou também às Américas e à Oceania. Para que seus alunos possam perceber as diferenças entre as culturas ocidental e oriental, proponho que vocês assistam a dois filmes: Ajude seus alunos a perceber a origem das grandes diferenças culturais existentes entre Ocidente e Oriente. ORGANIZANDO AS IDÉIAS Aproveite o tema cultura ocidental e divida a classe em grupos. Peça que cada grupo pesquise os tipos de pigmentos e materiais de pintura característicos de determinados locais do Ocidente. Esse pode ser um bom momento para trabalhar em conjunto com o professor de geografia e utilizar o laboratório de informática. (Por exemplo: as cores encontradas nos pigmentos das areias e das plantas do nordeste do Brasil são muito diferentes das cores encontradas nos pigmentos das pedras da Europa Ocidental. Em conseqüência, as obras de arte acabam por carregar características peculiares e específicas da geografia de cada lugar.) Para finalizar, peça que cada grupo crie um cartaz relacionando um local do Ocidente e os pigmentos e suportes de pintura característicos desse local. • Tróia, de Wolfgang Peterson, 2004, 162 minutos – Em 1193 a.C., um triângulo amoroso entre Páris, o príncipe de Tróia, a bela Helena, e Menelau, o príncipe de Esparta, provoca entre as duas nações uma guerra sangrenta. • O tigre e o dragão, de Ang Lee, 2000, 120 minutos – Mestre do Kung-Fu tem sua poderosa espada roubada por uma prepotente e jovem aprendiz das artes marciais. ATIVIDADE PARA DURANTE A LEITURA: VIAJANDO NA HISTÓRIA Antes de exibir cada um dos filmes, comente o enredo com os alunos. Peça para prestarem atenção nas roupas, nas moradias, no tipo de alimentação, nas obras de arte, nos deuses que adoravam, no motivo das guerras e lutas etc. Organize a classe em grupos. Peça que os alunos criem folders de turismo para divulgar lugares, artistas e obras de arte visitados no livro. A autora se utiliza desse recurso para envolver o leitor, brincando com o conceito de turismo e local a ser visitado. Você pode dividir a turma em grupos, responsabilizando cada qual por um capítulo. Essa é uma excelente oportunidade de trabalhar com o professor de português. Depois, promova um pequeno debate com a classe. Sugestões de questões a serem discutidas: • As roupas usadas pelos personagens dos dois filmes eram diferentes em quê? 5 Peq viagem mundo pintura.indd 2 ATIVIDADE PARA DEPOIS DA LEITURA: LENDO E RELENDO Um folder, ou folheto de propaganda, serve para vender um produto ou serviço. Nesse sentido deve apresentar algumas características fundamentais: • título chamativo • texto persuasivo • imagens que chamem a atenção do leitor e que o convençam a comprar ou usar o que está sendo divulgado (o visual do folder é tão importante quanto seu conteúdo) Marque um dia para que os folders criados pelos grupos sejam socializados. Caso a escola possua laboratório de informática com impressora, aproveite! Num primeiro debate, sintetize num quadro a viagem que fizeram lendo o livro. Junto com seus alunos, crie um roteiro de tempo e lugar para que eles compreendam o processo histórico apresentado no livro. Sensibilize seus alunos levando CDs de história da música ocidental e poemas de diversos períodos da literatura ocidental (ver sugestões no quadro a seguir). Organize um verdadeiro sarau! Faça-os perceber que as imagens apreciadas no livro têm muita coisa em comum com as músicas e poesias. Divida a classe em grupos. Peça que cada grupo escolha, no livro, uma imagem de um período da história da pintura ocidental. Peçalhes que redijam um texto de crítica de imagem, conforme roteiro a seguir. Roteiro de crítica de imagens reproduzidas no livro • Quem é o autor dessa obra? • Qual é o tipo de linguagem presente na obra? • Qual foi a técnica utilizada pelo autor e de que modo ela influencia em sua interpretação? Sugestão de músicas: • Cantos gregorianos: O mistério do canto gregoriano – série Millennium – gravadora Universal Music. • Salmos e hinos religiosos dos judeus: endereço para download: http://www.yidishmusic.com. br/BR_PT/download_p.htm • Música renascentista: Claudio Monteverdi – Un concert spirituel – gravadora RKR, CD importado. • Música barroca: Vivaldi – Nova Filarmônica Portuguesa – Álvaro Cassuto – gravadora Movieplay. • Música clássica: Mozart – Nova Filarmônica Portuguesa – Álvaro Cassuto – gravadora Movieplay. • Música romântica: Beethoven – Beethoven – gravadora Sum Records. • Música moderna: Villa-Lobos – Heitor Villa-Lobos – gravadora EMI. • Música contemporânea: Philip Glass – 1000 airplanes on the roof – Philip Glass – gravadora EMI. Sugestão de poesias: • Literatura grega: Odisséia, – Homero, adapt. Leonardo Chianca – Editora Scipione. • Trovas renascentistas: http://www.graudez.com.br/literatura/trovadorismo.html • Poesias quinhentistas: Poesias completas, de José de Anchieta – Editora Villa Rica. • Poesias clássicas: Os lusíadas, de Luís de Camões – Editora Martin Claret. • Poesias barrocas: Poemas satíricos, de Gregório de Matos – Editora Martin Claret. • Poesias árcades: Glaura, de Silva Alvarenga – Editora Cia. das Letras. • Poesias românticas: Lira dos vinte anos, de Álvares de Azevedo – Editora Martins Fontes. • Poesias parnasianas: Poesias, de Olavo Bilac – Editora Martin Claret. • Poesias simbolistas: Só a noite é que amanhece, de Alphonsus de Guimaraens – Editora Record. • Poesias modernistas: A cor de cada um, de Carlos Drummond de Andrade – Editora Record. • Poesias contemporâneas: A teus pés, de Ana Cristina César – Editora Ática. 6 • Que sentimentos essa imagem despertou em vocês? • Trata-se de uma obra abstrata ou figurativa? De que maneira cores, formas, linhas, texturas, representação do espaço, do tempo, do movimento, tratamento da luz influenciam na interpretação? Existem elementos de outras linguagens presentes nessa obra? Eles podem ser interpretados de que forma? • Essa imagem conta alguma história? Qual? • Que título vocês dariam a esse trabalho? Agora, cada grupo fará uma releitura da obra escolhida. Lembre-se: a releitura de uma obra de arte não precisa obedecer a mesma linguagem em que foi feita. Em sentido amplo, releitura é re-significação, é dar novos sentidos a uma determinada obra de arte. Por exemplo: uma pintura pode ser re-significada em forma de música; uma música pode ser relida em poesia; uma poesia, relida em forma de pintura. Marque um dia para a apresentação das releituras feitas pelos grupos. Quanto mais público, melhor! Avaliação da seqüência didática Pode-se avaliar a participação da classe nos debates iniciais, o interesse de cada um em participar das oficinas de arte, a participação individual no momento da apreciação das obras, a competência do grupo em relação ao acabamento da releitura, a pesquisa plástica, o apuro estético. Especificamente em relação à atividade do folder de turismo, a avaliação deverá ser feita também em relação à sintaxe da língua portuguesa. O QUE É ARTE? Nós, seres humanos, somos racionais. Mas não é apenas a capacidade de raciocinar que nos diferencia dos outros animais. Somos, também, seres simbólicos, pois criamos símbolos cheios de significados para interpretar o que percebemos do mundo e de nós mesmos. Nenhuma outra espécie é capaz de simbolizar, fantasiar, sonhar, criar, imaginar... A arte é um tipo de produção simbólica do ser humano. Ela é um dos produtos da união entre o pensamento e a ação do homem, e se manifesta por meio de imagens, como na pintura; de sons, como na música; de gestos, como na dança; ou por meio de todas essas manifestações ao mesmo tempo, como no teatro. O que é arte visual? A arte visual é o tipo de expressão artística captada pela visão. Ela também é definida conforme a técnica utilizada para se criar a obra: desenho, pintura, escultura, arquitetura, fotografia, por exemplo. A arte visual pode ser útil, como a cerâmica e a tecelagem. Ou ser feita apenas para apreciação, como as esculturas e pinturas. Pode também ser encarada como uma manifestação natural que faz parte do desenvolvimento humano, pois as crianças e os povos primitivos utilizam desenhos e pinturas para expressar seus sentimentos e o que apreendem do mundo a sua volta. A arte visual é uma linguagem? A arte visual também é definida como uma linguagem, que em sentido amplo é qualquer procedimento utilizado para a comunicação. Além disso, existe um conjunto de elementos que estrutura a arte visual e que pode ser ensinado e aprendido. Esses elementos carregam consigo interpretações e significados que estão ligados aos sentimentos humanos. Não estão associados ao discurso lógico e racional da linguagem escrita ou da matemática, pois cada pessoa pode interpretar a seu modo uma obra de arte visual. Todos os trabalhos de arte visual são composições, e para compreendê-las é necessário conhecer os elementos que estruturam a linguagem e os princípios que regem a combinação desses elementos. Os elementos que estruturam a linguagem visual são o ponto, a linha, a textura, a cor, a luz, a forma, o espaço, o tempo e o movimento, e os princípios que regem a linguagem visual são a harmonia, o equilíbrio, a proporção, a variedade, o padrão e a ênfase. Chamamos de composição visual o conjunto de elementos que são organizados conforme determinados princípios. Mas isso não quer dizer que existam regras para se criar uma obra de arte visual. É, justamente, a liberdade, a originalidade e a criatividade na organização desses elementos que caracterizam a arte. BIBLIOGRAFIA Arte ARGAN, Giulio Carlo. Arte e crítica de arte. Lisboa: Estampa, 1988. ______.Clássico e anticlássico. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. ARNHEIM, Rudolf. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira/Edusp, 1980. BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 1988. BENJAMIN, Walter. A obra de arte no tempo de suas técnicas de reprodução. In: VELHO, Gilberto (org.). Sociologia da Arte IV. Rio de Janeiro: Zahar, 1969. DONDIS, Donis A. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 1991. GOMBRICH, E. H. Arte e ilusão. São Paulo: Martins Fontes, 1986. ______. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1989. PROENÇA, G. História da Arte. São Paulo: Ática, 1989. SANTOS, Jair Ferreira dos. O que é pós-moderno. São Paulo: Brasiliense, 1986. Arte-educação ARGAN, G. C. Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. BARBOSA, A. M. Arte-educação: conflitos/ acertos. São Paulo: Ateliê Editorial, 1997. ______. A imagem do ensino da arte: anos oitenta e novos tempos. São Paulo/Porto Alegre: Perspectiva/Fundação Iochpe, 1981. ______. Arte-educação no Brasil: das origens ao modernismo. São Paulo: Perspectiva,1997. IAVELBERG, Rosa. Para gostar de aprender arte: sala de aula e formação de professores. Porto Alegre: Artmed, 2002. JANSON, H. W. Iniciação à História da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1996. MARTINS, M. C. et alii. Didática do ensino da arte: a língua do mundo – Poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998. PARSONS, M. J. Compreender a arte. 1. ed. Lisboa: Presença, 1992. ROSSI, M. H. W. A compreensão das imagens da arte. Arte & Educação em revista. Porto Alegre: UFRGS/Iochpe. I: 27-35, out. 1995. Dicionários DICIONÁRIO DA PINTURA MODERNA. São Paulo: Hemus,1981. DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE. São Paulo: Martins Fontes, 1996. MARCONDES, Luis Fernando (org.). Dicionário de termos artísticos. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1988. READ, Herbert (org.). Dicionário da arte e dos artistas. Lisboa: Edições 70, 1989. Enciclopédia ENCICLOPÉDIA DOS MUSEUS. Museu de Arte de São Paulo. São Paulo: Melhoramentos, 1978. 7 26/04/2005 11:18:39 Com as folhas de papel reciclado e as tintas manufaturadas no laboratório de ciências, seus alunos podem criar lindas pinturas! Deixe-os livres para se expressar. Lembre-se de registrar as oficinas com fotografias ou com relatos dos próprios alunos. Depois, monte uma exposição com os registros das oficinas e com as pinturas feitas pelos alunos. Convide a escola para apreciar! • E as moradias? • Como eram os utensílios usados para alimentação, nos dois filmes? • Existiam obras de arte nos filmes, tais como pinturas e esculturas? Como eram elas? • Como as mulheres eram tratadas nos dois filmes? • Como eram os guerreiros dos dois filmes? • Qual filme lhe pareceu mais delicado? E qual o mais violento? • De modo geral, qual filme mais lhe agradou? Por quê? CULTURA OCIDENTAL X CULTURA ORIENTAL Olhando para o mapa-múndi, o ocidente fica do lado esquerdo e compreende parte da Europa, África e Américas. Porém, mais do que determinar um espaço no globo terrestre, o conceito de ocidente ou oriente engloba também –– e principalmente –– os valores culturais, morais e de costumes, além das artes e do conhecimento científico de cada civilização. As diferenças existentes entre ocidente e oriente são, principalmente, de origem religiosa. O que caracteriza a cultura ocidental é ser a síntese de três culturas: a grega, a romana e a judaico-cristã. A essa cultura assimilaram-se os povos germânicos. Mais tarde, com o advento das grandes navegações, a cultura ocidental chegou também às Américas e à Oceania. Para que seus alunos possam perceber as diferenças entre as culturas ocidental e oriental, proponho que vocês assistam a dois filmes: Ajude seus alunos a perceber a origem das grandes diferenças culturais existentes entre Ocidente e Oriente. ORGANIZANDO AS IDÉIAS Aproveite o tema cultura ocidental e divida a classe em grupos. Peça que cada grupo pesquise os tipos de pigmentos e materiais de pintura característicos de determinados locais do Ocidente. Esse pode ser um bom momento para trabalhar em conjunto com o professor de geografia e utilizar o laboratório de informática. (Por exemplo: as cores encontradas nos pigmentos das areias e das plantas do nordeste do Brasil são muito diferentes das cores encontradas nos pigmentos das pedras da Europa Ocidental. Em conseqüência, as obras de arte acabam por carregar características peculiares e específicas da geografia de cada lugar.) Para finalizar, peça que cada grupo crie um cartaz relacionando um local do Ocidente e os pigmentos e suportes de pintura característicos desse local. • Tróia, de Wolfgang Peterson, 2004, 162 minutos – Em 1193 a.C., um triângulo amoroso entre Páris, o príncipe de Tróia, a bela Helena, e Menelau, o príncipe de Esparta, provoca entre as duas nações uma guerra sangrenta. • O tigre e o dragão, de Ang Lee, 2000, 120 minutos – Mestre do Kung-Fu tem sua poderosa espada roubada por uma prepotente e jovem aprendiz das artes marciais. ATIVIDADE PARA DURANTE A LEITURA: VIAJANDO NA HISTÓRIA Antes de exibir cada um dos filmes, comente o enredo com os alunos. Peça para prestarem atenção nas roupas, nas moradias, no tipo de alimentação, nas obras de arte, nos deuses que adoravam, no motivo das guerras e lutas etc. Organize a classe em grupos. Peça que os alunos criem folders de turismo para divulgar lugares, artistas e obras de arte visitados no livro. A autora se utiliza desse recurso para envolver o leitor, brincando com o conceito de turismo e local a ser visitado. Você pode dividir a turma em grupos, responsabilizando cada qual por um capítulo. Essa é uma excelente oportunidade de trabalhar com o professor de português. Depois, promova um pequeno debate com a classe. Sugestões de questões a serem discutidas: • As roupas usadas pelos personagens dos dois filmes eram diferentes em quê? 5 Peq viagem mundo pintura.indd 2 ATIVIDADE PARA DEPOIS DA LEITURA: LENDO E RELENDO Um folder, ou folheto de propaganda, serve para vender um produto ou serviço. Nesse sentido deve apresentar algumas características fundamentais: • título chamativo • texto persuasivo • imagens que chamem a atenção do leitor e que o convençam a comprar ou usar o que está sendo divulgado (o visual do folder é tão importante quanto seu conteúdo) Marque um dia para que os folders criados pelos grupos sejam socializados. Caso a escola possua laboratório de informática com impressora, aproveite! Num primeiro debate, sintetize num quadro a viagem que fizeram lendo o livro. Junto com seus alunos, crie um roteiro de tempo e lugar para que eles compreendam o processo histórico apresentado no livro. Sensibilize seus alunos levando CDs de história da música ocidental e poemas de diversos períodos da literatura ocidental (ver sugestões no quadro a seguir). Organize um verdadeiro sarau! Faça-os perceber que as imagens apreciadas no livro têm muita coisa em comum com as músicas e poesias. Divida a classe em grupos. Peça que cada grupo escolha, no livro, uma imagem de um período da história da pintura ocidental. Peçalhes que redijam um texto de crítica de imagem, conforme roteiro a seguir. Roteiro de crítica de imagens reproduzidas no livro • Quem é o autor dessa obra? • Qual é o tipo de linguagem presente na obra? • Qual foi a técnica utilizada pelo autor e de que modo ela influencia em sua interpretação? Sugestão de músicas: • Cantos gregorianos: O mistério do canto gregoriano – série Millennium – gravadora Universal Music. • Salmos e hinos religiosos dos judeus: endereço para download: http://www.yidishmusic.com. br/BR_PT/download_p.htm • Música renascentista: Claudio Monteverdi – Un concert spirituel – gravadora RKR, CD importado. • Música barroca: Vivaldi – Nova Filarmônica Portuguesa – Álvaro Cassuto – gravadora Movieplay. • Música clássica: Mozart – Nova Filarmônica Portuguesa – Álvaro Cassuto – gravadora Movieplay. • Música romântica: Beethoven – Beethoven – gravadora Sum Records. • Música moderna: Villa-Lobos – Heitor Villa-Lobos – gravadora EMI. • Música contemporânea: Philip Glass – 1000 airplanes on the roof – Philip Glass – gravadora EMI. Sugestão de poesias: • Literatura grega: Odisséia, – Homero, adapt. Leonardo Chianca – Editora Scipione. • Trovas renascentistas: http://www.graudez.com.br/literatura/trovadorismo.html • Poesias quinhentistas: Poesias completas, de José de Anchieta – Editora Villa Rica. • Poesias clássicas: Os lusíadas, de Luís de Camões – Editora Martin Claret. • Poesias barrocas: Poemas satíricos, de Gregório de Matos – Editora Martin Claret. • Poesias árcades: Glaura, de Silva Alvarenga – Editora Cia. das Letras. • Poesias românticas: Lira dos vinte anos, de Álvares de Azevedo – Editora Martins Fontes. • Poesias parnasianas: Poesias, de Olavo Bilac – Editora Martin Claret. • Poesias simbolistas: Só a noite é que amanhece, de Alphonsus de Guimaraens – Editora Record. • Poesias modernistas: A cor de cada um, de Carlos Drummond de Andrade – Editora Record. • Poesias contemporâneas: A teus pés, de Ana Cristina César – Editora Ática. 6 • Que sentimentos essa imagem despertou em vocês? • Trata-se de uma obra abstrata ou figurativa? De que maneira cores, formas, linhas, texturas, representação do espaço, do tempo, do movimento, tratamento da luz influenciam na interpretação? Existem elementos de outras linguagens presentes nessa obra? Eles podem ser interpretados de que forma? • Essa imagem conta alguma história? Qual? • Que título vocês dariam a esse trabalho? Agora, cada grupo fará uma releitura da obra escolhida. Lembre-se: a releitura de uma obra de arte não precisa obedecer a mesma linguagem em que foi feita. Em sentido amplo, releitura é re-significação, é dar novos sentidos a uma determinada obra de arte. Por exemplo: uma pintura pode ser re-significada em forma de música; uma música pode ser relida em poesia; uma poesia, relida em forma de pintura. Marque um dia para a apresentação das releituras feitas pelos grupos. Quanto mais público, melhor! Avaliação da seqüência didática Pode-se avaliar a participação da classe nos debates iniciais, o interesse de cada um em participar das oficinas de arte, a participação individual no momento da apreciação das obras, a competência do grupo em relação ao acabamento da releitura, a pesquisa plástica, o apuro estético. Especificamente em relação à atividade do folder de turismo, a avaliação deverá ser feita também em relação à sintaxe da língua portuguesa. O QUE É ARTE? Nós, seres humanos, somos racionais. Mas não é apenas a capacidade de raciocinar que nos diferencia dos outros animais. Somos, também, seres simbólicos, pois criamos símbolos cheios de significados para interpretar o que percebemos do mundo e de nós mesmos. Nenhuma outra espécie é capaz de simbolizar, fantasiar, sonhar, criar, imaginar... A arte é um tipo de produção simbólica do ser humano. Ela é um dos produtos da união entre o pensamento e a ação do homem, e se manifesta por meio de imagens, como na pintura; de sons, como na música; de gestos, como na dança; ou por meio de todas essas manifestações ao mesmo tempo, como no teatro. O que é arte visual? A arte visual é o tipo de expressão artística captada pela visão. Ela também é definida conforme a técnica utilizada para se criar a obra: desenho, pintura, escultura, arquitetura, fotografia, por exemplo. A arte visual pode ser útil, como a cerâmica e a tecelagem. Ou ser feita apenas para apreciação, como as esculturas e pinturas. Pode também ser encarada como uma manifestação natural que faz parte do desenvolvimento humano, pois as crianças e os povos primitivos utilizam desenhos e pinturas para expressar seus sentimentos e o que apreendem do mundo a sua volta. A arte visual é uma linguagem? A arte visual também é definida como uma linguagem, que em sentido amplo é qualquer procedimento utilizado para a comunicação. Além disso, existe um conjunto de elementos que estrutura a arte visual e que pode ser ensinado e aprendido. Esses elementos carregam consigo interpretações e significados que estão ligados aos sentimentos humanos. Não estão associados ao discurso lógico e racional da linguagem escrita ou da matemática, pois cada pessoa pode interpretar a seu modo uma obra de arte visual. Todos os trabalhos de arte visual são composições, e para compreendê-las é necessário conhecer os elementos que estruturam a linguagem e os princípios que regem a combinação desses elementos. Os elementos que estruturam a linguagem visual são o ponto, a linha, a textura, a cor, a luz, a forma, o espaço, o tempo e o movimento, e os princípios que regem a linguagem visual são a harmonia, o equilíbrio, a proporção, a variedade, o padrão e a ênfase. Chamamos de composição visual o conjunto de elementos que são organizados conforme determinados princípios. Mas isso não quer dizer que existam regras para se criar uma obra de arte visual. É, justamente, a liberdade, a originalidade e a criatividade na organização desses elementos que caracterizam a arte. BIBLIOGRAFIA Arte ARGAN, Giulio Carlo. Arte e crítica de arte. Lisboa: Estampa, 1988. ______.Clássico e anticlássico. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. ARNHEIM, Rudolf. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira/Edusp, 1980. BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 1988. BENJAMIN, Walter. A obra de arte no tempo de suas técnicas de reprodução. In: VELHO, Gilberto (org.). Sociologia da Arte IV. Rio de Janeiro: Zahar, 1969. DONDIS, Donis A. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 1991. GOMBRICH, E. H. Arte e ilusão. São Paulo: Martins Fontes, 1986. ______. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1989. PROENÇA, G. História da Arte. São Paulo: Ática, 1989. SANTOS, Jair Ferreira dos. O que é pós-moderno. São Paulo: Brasiliense, 1986. 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