REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS AA ANO LX - Nº 184 - SEXTA-FEIRA, 21 DE OUTUBRO DE 2005 - BRASÍLIA-DF MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (Biênio 2005/2006) PRESIDENTE ALDO REBELO - PCdoB - SP 1º VICE-PRESIDENTE JOSÉ THOMAZ NONÔ - PFL - AL 2º VICE-PRESIDENTE CIRO NOGUEIRA - PP - PI 1º SECRETÁRIO INOCÊNCIO OLIVEIRA - PL - PE 2º SECRETÁRIO NILTON CAPIXABA - PTB - RO 3º SECRETÁRIO EDUARDO GOMES - PSDB - TO 4º SECRETÁRIO JOÃO CALDAS - PL - AL 1º SUPLENTE GIVALDO CARIMBÃO - PSB - AL 2º SUPLENTE JORGE ALBERTO - PMDB - SE 3º SUPLENTE GERALDO RESENDE - PPS - MS 4º SUPLENTE MÁRIO HERINGER - PDT - MG CÂMARA DOS DEPUTADOS SEÇÃO I SUMÁRIO 1 – ATA DA 285ª SESSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, SOLENE, MATUTINA, DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA, DA 52ª LEGISLATURA, EM 20 DE OUTUBRO DE 2005 I – Abertura da sessão II – Leitura e assinatura da ata da sessão anterior III – Leitura do expediente OFÍCIOS Nº 562/05 – Do Senhor Senador Renan Calheiros, Presidente do Senado Federal, encaminhando o Ofício TRE/SP nº 10.427/05. ................. Nº 231/05 – Do Senhor Deputado Henrique Fontana, Líder do PT – indicando o Deputado Carlos Abicalil em substituição à Deputada Neyde Aparecida para integrar a Comissão Especial destinada a proferir parecer à PEC nº 536-A/97. ................... Nº 507/05 – Do Senhor Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL – indicando os Deputados do referido Partido que farão parte da Comissão Especial destinada a proferir parecer à PEC nº 358A/05. ...................................................................... Nº 1.184/05 – Do Senhor Deputado Mário Negromonte, Líder em Exercício do PP – indicando os Deputados que especifica para integrarem a Comissão Especial destinada a proferir parecer ao PL nº 5.877/05. ...................................................... Nº 1.205/05 – Do Senhor Deputado Mário Negromonte, Líder em Exercício do PP – indicando o Deputado Feu Rosa para integrar a Comissão de Seguridade Social e Família. ................................. Nº 1.206/05 – Do Senhor Deputado Mário Negromonte, Líder em Exercício do PP – indicando os Deputados que especifica para integrarem a Comissão Especial destinada a proferir parecer ao PL nº 5.580/05. ...................................................... Nº 455/05 – Do Senhor Deputado Renato Casagrande, Líder do PSB – indicando a Deputada Sandra Rosado para integrar a Comissão Especial destinada a proferir parecer ao PL nº 5.580/05. .... Nº 387/05 – Do Senhor Deputado Severiano Alves, Líder do PDT, indicando os Deputados Maurício Quintella e André Figueiredo para integrarem a Comissão Especial destinada a proferir parecer ao PL nº 5.580/05. ................................................. 51015 51019 51019 51019 51019 51019 51020 51020 Nº 435/05 – Do Senhor Deputado Dimas Ramalho, Líder do PPS – indicando os Deputados Cezar Silvestri e Rogério Teófilo para integrarem a Comissão Especial destinada a proferir parecer ao PL nº 4.679/01. ...................................................... Nº 438/05 – Do Senhor Deputado Dimas Ramalho, Líder do PPS – indicando os Deputados Geraldo Resende e Rogério Teófilo para integrarem a Comissão Especial destinada a proferir parecer ao PL nº 5.580/05. ................................................. Nº 160/05 – Do Senhor Deputado Renildo Calheiros, Líder do PCdoB – indicando o Deputado Daniel Almeida para integrar a Comissão Especial destinada a proferir parecer ao PL nº 4.679/01. .... Nº 951/05 – Do Senhor Deputado Ronaldo Caiado, Presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, comunicando a apreciação do PL nº 3.142/04 pela referida Comissão.................................................. Nº 253/05 – Do Senhor Deputado Jader Barbalho, Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, encaminhando ao exame do Conselho de Comunicação Social, a matéria contida no PL nº 5.040/01. ....................... Nº 349/05 – Do Senhor Deputado Antônio Carlos Biscaia, Presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, encaminhando o PL nº 3.466/04 apreciado pela referida Comissão. Nº 336/05 – Do Senhor Deputado Luiz Antônio Fleury Filho, Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, comunicando a apreciação do PL nº 2.133/03................................................................. Nº 639/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a rejeição do PL nº 5.109/05. .. Nº 640/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a aprovação, com emendas, do PL nº 5.050/05. ...................................................... Nº 641/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a aprovação do PL nº 6.782/02. . Nº 642/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a aprovação, com substitutivo, do PL nº 2.031/03. ................................................. 51020 51021 51021 51021 51021 51022 51022 51022 51022 51022 51023 51006 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nº 644/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a rejeição do PL nº 5.198/05. .. Nº 646/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a rejeição do PL nº 3.900/04. .. Nº 647/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a rejeição do PL nº 5.035/05. .. Nº 648/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a aprovação do PL nº 3.070/04. . Nº 649/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a aprovação do PL nº 4.350/04. . Nº 650/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a aprovação, com substitutivo, do PL nº 4.513/04. ................................................. Nº 651/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a aprovação do PL nº 3.687/04. . Nº 652/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a aprovação do PL nº 4.830/05. . Nº 653/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a aprovação do PL nº 5.161/05. . Nº 655/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a rejeição do PL nº 2.896/04. .. Nº 656/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a aprovação do PL nº 5.310/05. . Nº 657/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a aprovação do PL nº 906/03. . Nº 658/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a rejeição do PL nº 3.925/04. .. Nº 659/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a aprovação do PL nº 5.255/05. . Nº 660/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a rejeição do PL nº 5.020/05. .. Nº 661/05 – Do Senhor Deputado Paulo Delgado, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a aprovação do PL nº 5.483/05. . Nº 217/05 – Do Senhor Deputado Geddel Vieira Lima, Presidente da Comissão de Finanças e Tributação, encaminhando o PL nº 369-A/03, e transferindo ao Plenário a decisão quanto a apreciação devido a divergência de pareceres oferidos pelas Comissões incumbidas da análise do mérito. ............................ Nº 223/05 – Do Senhor Deputado Geddel Vieira Lima, Presidente da Comissão de Finanças 51023 51023 Outubro de 2005 e Tributação, encaminhando o PL nº 2.457-A/03, e transferindo ao Plenário a decisão quanto a apreciação devido a divergência de pareceres oferidos pelas Comissões incumbidas da análise do mérito. Nº 252/05 – Do Senhor Deputado Alexandre Cardoso, Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, comunicando o arquivamento da PFC nº 55/01. ................................................... 51023 COMUNICAÇÃO 51023 – Do Senhor Deputado Reinhold Stephanes, comunicando que aceita assumir o mandato de Deputado Federal. ................................................. 51026 51027 51027 PROJETOS DE LEI 51024 51024 51024 51024 51024 51025 51025 51025 51025 51025 51026 51026 51026 Nº 5.976/2005 – Do Sr. André Figueiredo – Altera o art. 2º da Lei nº 9.870, de 23 de novembro de 1999, que “dispõe sobre o valor total das anuidades escolares e dá providências”, visando ampliar o elenco de informações a serem divulgadas no período de matrículas. .......................................... Nº 5.978/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Concede isenção do pagamento de taxas relativas à renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), às pessoas portadoras de deficiência física e dá outras providências.” ...................................... Nº 5.981/2005 – Do Sr. Lino Rossi – Altera a Consolidação das Leis do Trabalho para tornar obrigatória a anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social da condição de devedor de pensão alimentícia....................................................... Nº 5.982/2005 – Do Sr. Paulo Bauer – Institui o Dia Nacional da Etnia Teuto-Brasileira. ............. Nº 5983/2005 – Do Sr. Inaldo Leitão – Dá nova redação aos artigos 178, 330 e 511 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil – , e dá outras providências. .............. Nº 5.990/2005 – Do Sr. Pastor Reinaldo – Altera a Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994, que dispõe sobre o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB. ......................................................... Nº 5.992/2005 – Do Sr. Nelson Bornier – Altera e renumera os parágrafos do art. 42 da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995........................ Nº 6.000/2005 – Do Sr. Fernando Coruja – Proíbe a associação de substâncias psicoativas e outras usadas em medicamentos para emagrecer. ......................................................................... Nº 6.002/2005 – Do Sr. Fernando Coruja – Acrescenta inciso ao art. 94 da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965, que institui o Código Eleitoral.... Nº 6.015/2005 – Do Sr. Beto Albuquerque – Institui o Fundo Nacional do Idoso e autoriza deduzir do imposto de renda devido pelas pessoas físicas e jurídicas as doações efetuadas aos Fundos Municipais, Estaduais e Nacional do Idoso. ......... Nº 6.021/2005 – Do Sr. Carlos Sampaio – Acrescenta § 3º ao art. 8º e os §§ 1º, 2º e 3º ao art. 51027 51027 51028 51029 51029 51030 51031 51032 51033 51033 Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 11 da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985, que “disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico e dá outras providências”. ................................................................ Nº 6.023/2005 – Do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame – Reduz a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS incidentes sobre farinha de arroz...................................................... Nº 6.037/2005 – Do Sr. Vignatti – Autorizo a criação da Universidade Federal da Mesorregião da Grande Fronteira do Mercosul – UFGFM e dá outras providências................................................ Nº 6.039/2005 – Do Sr. Paulo Rubem Santiago – Institui o Dia Nacional do Engenheiro de Pesca a ser comemorado na data de 14 de dezembro. ...... 51034 51035 51035 51040 PROJETOS DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.940/2005 – Da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional – Aprova o texto do Acordo de Cooperação Cultural entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo do Estado do Kuaite, assinado em Kuaite, em 23 de fevereiro de 2005. .................................................. Nº 1.941/2005 – Da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional – Aprova o texto do Acordo de Cooperação em Matéria de Comunicação entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Bolivariana da Venezuela, celebrado em Caracas, em 14 de fevereiro de 2005. ........................................................ 51040 51044 INDICAÇÕES Nº 6.506/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Rio das Flores – RJ.” ............................................. Nº 6.507/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Rio das Ostras – RJ.” ............................................. Nº 6.508/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município do Rio de Janeiro – RJ.” ............................................. Nº 6.509/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Natividade – RJ.”.................................................... Nº 6.510/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Nilópolis – RJ.” ....................................................... Nº 6.511/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Niterói – RJ.” .......................................................... 51047 51048 51048 51049 51049 51050 Sexta-feira 21 Nº 6.512/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Nova Friburgo – RJ.” .............................................. Nº 6.513/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Nova Iguaçú – RJ.” ................................................ Nº 6.514/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Mesquita – RJ.” ...................................................... Nº 6.515/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Miguel Pereira – RJ.”.............................................. Nº 6.516/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Miracema – RJ.” ..................................................... Nº 6517/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Cachoeiras de Macacu – RJ.” ................................ Nº 6518/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Cambuci – RJ.” ...................................................... Nº 6.519/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Campos dos Goytacazes – RJ.” ............................ Nº 6520/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Cantagalo – RJ.” .................................................... Nº 6.521/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Guapimirim- RJ.” .................................................... Nº 6.522/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Carapebús – RJ.” ................................................... Nº 6.523/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Cardoso Moreira – RJ.” .......................................... Nº 6524/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Carmo – RJ.”.......................................................... Nº 6.525/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Iguaba Grande – RJ.”............................................. 51007 51050 51050 51051 51051 51052 51052 51053 51053 51053 51054 51054 51055 51055 51056 51008 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nº 6.526/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Casimiro de Abreu – RJ.”....................................... Nº 6.527/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Comendador Levy Gasparian – RJ.”...................... Nº 6.528/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Itaboraí – RJ.” ........................................................ Nº 6.529/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Conceição de Macabu – RJ.” ................................. Nº 6.530/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Cordeiro – RJ.”....................................................... Nº 6.531/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Itaguaí – RJ.”.......................................................... Nº 6.532/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Duas Barras – RJ.”................................................. Nº 6.533/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Italva – RJ.” ............................................................ Nº 6.534/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Duque de Caxias – RJ.” ......................................... Nº 6.535/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Itaocara – RJ.”........................................................ Nº 6.536/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Itaperuna – RJ.” ..................................................... Nº 6.537/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Engenheiro Paulo de Frontim – RJ.” ...................... Nº 6.538/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Angra dos Reis – RJ.” ............................................ Nº 6.539/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Aperibé – RJ.” ........................................................ 51056 51056 51057 51057 51058 51058 Outubro de 2005 Nº 6.540/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Araruama – RJ.”..................................................... Nº 6.541/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Areal – RJ.” ............................................................ Nº 6.542/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Arraial do Cabo – RJ.”............................................ Nº 6.543/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Armação de Búzios – RJ.” ..................................... Nº 6.544/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Barra do Piraí – RJ.” .............................................. Nº 6.545/2005 – Do Sr. Carlos Nader – “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Barra Mansa – RJ.” ................................................ 51062 51063 51063 51063 51064 51064 REQUERIMENTOS 51059 51059 51059 51060 51060 51061 51061 51062 Nº 3.249/05 – Do Senhor Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL – requerendo a retirada dos Requerimentos de Informação que especifica. ..... Nº 3.297/05 – Do Senhor Deputado Mário Assad Júnior, Presidente da Comissão de Viação e Transportes, requerendo a reconstituição do PL nº 2.026/03. ........................................................... Nº 3.224/05 – Do Senhor Deputado Ildeu Araújo, Presidente da Frente Parlamentar das Indústrias Têxteis, de Confecção e Moda, requerendo o registro de voto de louvor à empresa Cia Paulista de Moda e a seu diretor Reginaldo Fonsêca. ........ Nº 2.884/05 – Do Senhor Deputado Carlito Merss, requerendo a retirada e o arquivamento do Requerimento de Informação nº 2.791/05............. Nº 2.929/05 – Do Senhor Deputado Francisco Garcia, requerendo a retirada do Requerimento de Informação nº 2.862/05. ........................................ Nº 3.288/05 – Do Senhor Deputado Luiz Couto, requerendo que seja registrada nos Anais da Casa, entrevista do Jornal O Globo com o compositor Wagner Tiso datado de 17.9.05. .................... Nº 3.294/05 – Do Senhor Deputado Geraldo Resende, requerendo a retirada do Requerimento de Informação nº 3.270/05. ................................... Nº 3.313/05 – Do Senhor Deputado Roberto Freire, requerendo a desapensação do PLP nº 256/05 do PLP 114/03. .......................................... Nº 3.337/05 – Do Senhor Deputado Osmânio Pereira, requerendo a retirada do Requerimento de Informação nº 3.308/05. ........................................ 51065 51081 51081 51081 51082 51082 51084 51085 51086 Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS SESSÃO SOLENE DE 20-10-05 IV – Homenagem Transcurso do Ano Mundial da Física e do cinqüentenário da morte do cientista Albert Einstein. PRESIDENTE (Eduardo Gomes) – Composição da Mesa Diretora dos trabalhos. Transcurso do Ano Mundial da Física e do cinqüentenário da morte do cientista Albert Einstein. ......................... Oradores: FEU ROSA (PP – ES. Discurso retirado pelo orador para revisão.), ALMIR MOURA (PFL – RJ), GILBERTO NASCIMENTO (PMDB – SP), ÁTILA LIRA (PSDB – PI), LOBBE NETO (PSDB – SP).......................................................... PRESIDENTE (Feu Rosa) – Homenagem prestada pela Casa aos professores Sérgio Mascarenhas Oliveira e Yvonne Primerano Mascarenhas. ...................................................................... Oradores: PASTOR FRANKEMBERGEN (PTB – RR), REINALDO BETÃO (PL – RJ), ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO (PRONA – SP). ................... PRESIDENTE (Lobbe Neto) – Agradecimento aos Parlamentares e convidados presentes. Documento encaminhado pelos professores Sérgio Mascarenhas Oliveira e Yvonne Primerano Mascarenhas. Entrega de placa aos docentes............. V – Encerramento 2 – ATA DA 286ª SESSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, ORDINÁRIA, DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA, DA 52ª LEGISLATURA, EM 20 DE OUTUBRO DE 2005 I – Abertura da sessão II – Leitura e assinatura da ata da sessão anterior III – Leitura do expediente SESSÃO ORDINÁRIA DE 20-10-05 PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Decisão da Presidência sobre questão de ordem apresentada pelo Deputado Luiz Sérgio em sessão anterior....... ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP. Pela ordem.) – Apresentação de recurso à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania contra a decisão da Presidência.......................................... PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Recebimento do recurso do Deputado Arnaldo Faria de Sá. . IV – Pequeno Expediente ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) – Manifesto da diretoria da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas em protesto contra o teor discriminatório, a beneficiários da Previdência, da Emenda nº 27 aprovada pelo Senado Federal ao projeto de lei de conversão da Medida Provisória nº 252, de 2005. Transcurso do Dia do Professor. Saudações aos membros da Associação dos Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo. ............................................ 51086 51086 51087 51093 51093 51097 51103 51103 51103 51103 Sexta-feira 21 EDISON ANDRINO (PMDB – SC) – Desempenho da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos no Estado de Santa Catarina. .................... GONZAGA PATRIOTA (PSB – PE) – Desperdício de energia elétrica no País. ......................... ZONTA (PP – SC) – Transcurso do 73º aniversário de fundação da SICOOB Creditapiranga – Cooperativa de Crédito Rural do Município de Itapiranga, Estado de Santa Catarina. .................. LÉO ALCÂNTARA (PSDB – CE) – Nomeação da Procuradora Iracema Vale para o cargo de Desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. ............................................................... REINALDO BETÃO (PL – RJ) – Lançamento do projeto Música nas Escolas pela Prefeitura Municipal de Barra Mansa, Estado do Rio de Janeiro. Acerto de decisão judicial sobre a isenção do ICMS das contas de água no Estado. Protesto contra reajuste nas tarifas de abastecimento de água autorizado pela Governadora Rosinha Matheus. ......... LINCOLN PORTELA (PL – MG) – Reivindicação do Prefeito Sílvio César de Oliveira, do Município de Mateus Leme, Estado de Minas Gerais, de liberação de recursos para obras infra-estruturais no Município. ......................................................... SIMÃO SESSIM (PP – RJ) – Considerações acerca de artigos de autoria do Presidente da Confederação Nacional do Comércio, Antonio Oliveira Santos, sobre a necessidade de redução de gastos públicos e os potenciais prejuízos socioeconômicos causados pela crise política. ................................. MÁRIO ASSAD JÚNIOR (PSB – MG. Pela ordem.) – Apresentação de proposição................. GERALDO RESENDE (PPS – MS) – Transcurso do Dia do Médico. Descaso do Poder Público com o setor de saúde. ........................................... LUIZ SÉRGIO (PT – RJ. Pela ordem.) – Esclarecimento da questão de ordem sobre correção de equívoco processual pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar............................................... ÁTILA LINS (PMDB – AM) – Acerto de decisão do Tribunal de Contas da União sobre repasse, pelo Governo Federal, de recursos ao Programa de Parcelamento de Débitos Fiscais a Estados e Municípios.............................................................. ALMIR MOURA (PFL – RJ) – Aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, de proposição sobre a instituição de 2006 como o Ano da Juventude. Precariedade das rodovias no Estado do Rio de Janeiro. Irregularidades no uso de áreas do Porto de Sepetiba. ............................. JOÃO GRANDÃO (PT – MS) – Vantagens produtivas do zoneamento agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Reivindicação da Prefeitura Municipal de Rio Brilhante, Estado de Mato Grosso do Sul, da inclusão da orizicultura irrigada em portaria sobre o zoneamento.............. 51009 51105 51106 51107 51107 51107 51108 51109 51109 51109 51110 51111 51111 51111 51010 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PAULO MAGALHÃES (PFL – BA) – Prejuízos causados à agropecuária brasileira pelo contingenciamento de recursos federais destinados ao setor. Descaso do Governo Federal com o tratamento fitossanitário. ........................................................... DR. ROSINHA (PT – PR) – Precariedade do atendimento público prestado pelo Hospital de Base de Brasília. Defesa de cumprimento da Emenda Constitucional nº 29, de 2000. Contrariedade à Medida Provisória nº 261, de 2005........................ IRINY LOPES (PT – ES) – Pioneirismo no Brasil do referendo sobre a proibição do comércio de armas de fogo e munição. Apoio à Campanha do Desarmamento. ................................................ ANTONIO CAMBRAIA (PSDB – CE) – Equívocos do processo de privatização do Banco do Estado do Ceará. Defesa de venda da instituição para banco público federal. ................................... PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Compromisso regimental e posse do Deputado Reinhold Stephanes. ............................................................ BABÁ (PSOL – PA) – Congratulação à Deputada Iriny Lopes, Presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Casa, pela aprovação de relatório em defesa da manutenção da Secretaria Nacional de Direitos Humanos com característica de Ministério. Leitura de boletim de Partido Socialismo e Liberdade sobre a visita do Presidente dos Estados Unidos da América, George W. Bush, ao Brasil. Protesto contra a viagem do Presidente norte-americano ao País............................................. BENJAMIN MARANHÃO (PMDB – PB) – Transcurso do 150º aniversário de fundação do Município de Mamanguape, Estado da Paraíba. Homenagem à memória de Flavio Clementino da Silva Freire, o Barão de Mamanguape. Esforço para solução de crise administrativa do Município. ....... LUIS CARLOS HEINZE (PP – RS) – Ineficácia da pretendida proibição do comércio de armas de fogo para combate à criminalidade. Necessidade da destinação de mais recursos para o setor de segurança pública no País..................................... THELMA DE OLIVEIRA (PSDB – MT) – Descontentamento com a extinção do Programa BID Pantanal................................................................. JOÃO CAMPOS (PSDB – GO) – Transcurso do Dia do Aviador. Homenagem à memória de Santos Dumont, o Pai da Aviação. Declaração de voto “não” no referendo sobre proibição do comércio de armas de fogo e munição no País. ........................ FÁTIMA BEZERRA (PT – RN) – Atividades da Comissão Especial destinada à análise da Proposta de Emenda à Constituição nº 415, de 2005, sobre criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB. Apresentação de emenda à matéria. Mobilizações em defesa da inclusão na proposta do FUNDEB das 51112 51113 51114 51115 51115 51116 51117 51118 51118 51118 Outubro de 2005 creches com atendimento a crianças de até 3 anos de idade. Negociações entre o Governo Federal e os professores e servidores das universidades públicas em greve. ..................................................... ROBERTO GOUVEIA (PT – SP) – Manifestação favorável ao desarmamento da população civil. Documento do Conselho Nacional de Saúde a respeito do comércio de armas e munições no País........................................................................ PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Declaração de voto do Deputado Inocêncio Oliveira pela proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil................................................................. EDUARDO SCIARRA (PFL – PR) – Prejuízos do ajuste fiscal imposto pelo Governo Federal para os Estados e Municípios. Impactos para o Estado do Paraná advindos da eventual aprovação do substitutivo apresentado pelo Deputado Fernando Ferro à Proposta de Emenda à Constituição nº 524, de 2002, sobre a destinação de recursos para a revitalização do Rio São Francisco. ............................ GONZAGA MOTA (PSDB – CE) – Importância da ampliação dos investimentos públicos na educação. ............................................................. CORIOLANO SALES (PFL – BA) – Matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo sobre estabelecimento, pelo Conselho Nacional de Justiça, do prazo de 90 dias para demissão de parentes de juízes contratados para cargo de confiança sem concurso público. .................................................. GASTÃO VIEIRA (PMDB – MA) – Consonância entre a situação socioeconômica do Estado do Maranhão e a desigualdade social no Brasil. Papel do Governo José Sarney no desenvolvimento do Maranhão............................................................... JANDIRA FEGHALI (PCdoB – RJ) – Luta da oradora em favor da saúde pública brasileira. Declaração de voto pela proibição do comércio de armas de fogo no País........................................... MAURÍCIO RANDS (PT – PE) – Associação ao pronunciamento da Deputada Jandira Feghali. Apoio à proibição do comércio de armas de fogo e munição no País. Defesa de aprovação da Emenda nº 311, apresentada à Medida Provisória nº 258, de 2005, sobre alteração da Administração Tributária Federal. Perplexidade ante os erros de arbitragem ocorridos no Campeonato Brasileiro de Futebol da Série B. ................................................................. LUIZA ERUNDINA (PSB – SP) – Declaração de voto favorável ao desarmamento da população civil. Impactos negativos da Medida Provisória nº 258, de 2005, sobre a gestão da receita previdenciária. ..................................................................... PEDRO FERNANDES (PTB – MA) – Vulnerabilidade do Brasil, em especial do Estado do Maranhão, ao vírus H5N1 responsável pela gripe aviária. Pedido às autoridades sanitárias para escla- 51119 51119 51120 51120 51122 51123 51123 51124 51125 51126 Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS recimento aos habitantes da baixada maranhense sobre a doença. ..................................................... FÉLIX MENDONÇA (PFL – BA) – Transferência de recursos públicos para a iniciativa com a pretendida execução do Projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco. ........................... CHICO ALENCAR (PT – RJ) – Razões do desligamento do Partido dos Trabalhadores e filiação ao Partido Socialismo e Liberdade. ............... ADELOR VIEIRA (PMDB – SC) – Inexistência de paridade entre o reajuste concedido ao salário mínimo e às aposentadorias e pensões. .............. JACKSON BARRETO (PTB – SE) – Posicionamento favorável à proibição do comércio de armas de fogo e munição no País. ........................ MARCO MAIA (PT – RS) – Vitória do Sport Club Internacional sobre a equipe do Boca Juniors. Assassinato do sindicalista Jair Antônio da Costa pela Brigada Militar, no Município de Sapiranga, Estado do Rio Grande do Sul. .............................. MAURÍCIO RABELO (PL – TO) – Inauguração de parque de vaquejada no Município de Araguaína, Estado do Tocantins. Contrariedade ao desarmamento da população civil. ................................. OLIVEIRA FILHO (PL – PR) – Votos de boasvindas ao Deputado Reinhold Stephanes. Matéria A Quase Infinita Riqueza da Nossa Flora, de autoria da jornalista Elaine Elizabetsky. ............................ ZÉ GERALDO (PT – PA) – Encaminhamento de indicações aos Ministérios da Defesa e da Integração Nacional para adoção de providências diante da seca na Amazônia. Manifestação favorável ao desarmamento da população civil. ........................ LINCOLN PORTELA (PL – MG. Pela ordem.) – Consulta do PSL ao Tribunal Superior Eleitoral sobre a verticalização das coligações partidárias nas eleições de 2006............................................. FERNANDO DE FABINHO (PFL – BA) – Aprovação, pela Comissão de Defesa do Consumidor, de proposição sobre a obrigatoriedade de comercialização de estoque mínimo de medicamentos genéricos por farmácias e drogarias no País. Coibição, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, de cartel de laboratórios farmacêuticos em boicote à expansão dos genéricos. Preocupação com o surgimento de foco de febre aftosa no rebanho bovino do Estado de Mato Grosso do Sul. Urgência nas medidas para contenção da gripe aviária no mundo. Determinação, pelo Tribunal de Contas da União, do cumprimento estrito pelo Governo Federal dos termos do Parcelamento Especial de arrecadação tributária. Transcurso do Dia do Comerciário. Comemoração do 43º aniversário da emancipação político-administrativa do Município de Teodoro Sampaio, Estado da Bahia. ................................... 51126 51127 51130 51136 51137 51137 51139 51139 51140 51141 51141 Sexta-feira 21 MARCUS VICENTE (PTB – ES) – Indícios de fraude na importação de locomotivas para funcionamento na Ferrovia Centro-Atlântica. ............ CARLOS NADER (PL – RJ) – Crescimento do alcoolismo entre jovens no País. ..................... MAURO BENEVIDES (PMDB – CE) – Inauguração de estátua do poeta Patativa do Assaré no Município de Santana do Cariri, Estado do Ceará. SANDES JÚNIOR (PP – GO) – Congratulação ao Conselho Nacional de Justiça pela Resolução nº 7, de 2005, proibitiva da prática de nepotismo no Poder Judiciário. .................................................... ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO (PRONA – SP) – Transcurso do Dia do Médico. .................. ÁTILA LIRA (PSDB – PI) – Transcurso do Dia do Piauí. Atuação parlamentar do orador em defesa dos interesses do Estado. .................................... INOCÊNCIO OLIVEIRA (PL – PE) – Desempenho do Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. ................................................................... OSVALDO REIS (PMDB – TO) – Resultados positivos da implantação do Plano Nacional de Saneamento. Posicionamento contrário ao Projeto de Lei nº 5.296, de 2005, sobre instituição das diretrizes para os serviços públicos de saneamento básico e da Política Nacional de Saneamento Básico. ........ NELSON MARQUEZELLI (PTB – SP) – Crise da citricultura brasileira. Solicitação ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de adoção de medidas em prol do setor. ................................ CARLOS MOTA (PSB – MG) – Desestruturação da Previdência Social pela Medida Provisória nº 258, de 2005, sobre a Administração Tributária Federal. ................................................................. MAURÍCIO QUINTELLA LESSA (PDT, AL) – Conveniência de revitalização do Rio São Francisco antes da anunciada transposição de suas águas. EUNÍCIO OLIVEIRA (PMDB – CE) – Transcurso do 17º aniversário de promulgação da Constituição Federal. Necessidade de aprimoramento da Carta Magna. Apoio ao Projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco. ............................... V – Grande Expediente DARCI COELHO (PP – TO) – Esclarecimento acerca de artigo com referências caluniosas ao orador, publicado pelo jornal Folha de S.Paulo. Influência de desigualdades regionais e sociais no desenvolvimento econômico do País. Razões históricas do empobrecimento das Regiões Norte e Nordeste. Urgência na interiorização de programas de desenvolvimento, com prioridade para Municípios de pequeno e médio portes. Crescimento urbano desordenado. Importância da continuidade da implementação da Ferrovia Norte-Sul. ............. JOÃO PAULO GOMES DA SILVA (PSB – MG. Pela ordem.) – Declaração de voto favorável à proi- 51011 51144 51145 51145 51145 51147 51148 51148 51149 51151 51151 51153 51153 51157 51012 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS bição do comércio de armas de fogo e munições no País................................................................... PRESIDENTE (Natan Donadon) – Saudação aos alunos do 11º Curso de Estudos de Políticas Estratégicas da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra do Município de Uberlândia, Estado de Minas Gerais, presentes nas galerias do plenário. ................................................................. DIMAS RAMALHO (PPS – SP) – Descaminhos da política econômica nacional. Má distribuição de renda, com aumento da miséria e da exclusão social, como conseqüência da prática sistemática de juros altos, da busca de maior superávit primário e da inibição cambial. Caráter recessivo da elevada dívida pública brasileira. Baixos índices de crescimento do País. Preocupação com a falta de estímulo aos investimentos produtivos em vista da atração pelos altíssimos lucros no mercado financeiro nacional. ....................................................... ALBERTO GOLDMAN (PSDB – SP. Pela ordem.) – Pedido à Presidência de início da Ordem do Dia. ................................................................... PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Resposta ao Deputado Alberto Goldman. ............................. MILTON CARDIAS (PTB – RS. Pela ordem.) – Urgente necessidade de aprovação da proposta de criação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. Apresentação de proposições em defesa do segmento. .............................................................. JAIME MARTINS (PL – MG. Pela ordem.) – Transcurso do 8º aniversário de emancipação político-administrativa do Município de Córrego Fundo, Estado de Minas Gerais. Desempenho do Prefeito Valdir Martins Ferreira. ............................. FERNANDO DE FABINHO (PFL – BA. Pela ordem.) – Alerta ao Governo Federal sobre a necessidade de adoção de medidas preventivas contra a gripe aviária. .......................................................... ALBERTO GOLDMAN (PSDB – SP. Pela ordem.) – Reivindicação à Presidência de início da Ordem do Dia. ....................................................... LUIZ COUTO (PT – PB. Pela ordem.) – Manifestação de entidades do Município de Patos, Estado da Paraíba, em defesa da transposição de águas do Rio São Francisco. Posicionamento favorável à proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil................................................................. RONALDO DIMAS (PSDB – TO) – Questão de Ordem sobre o início da Ordem do Dia. ........... PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Resposta ao Deputado Ronaldo Dimas................................. GERVÁSIO SILVA (PFL – SC. Pela ordem.) – Presença no plenário do Vice-Prefeito Danilo Daga, do Município de Águas Frias, Estado de Santa Catarina. Acirramento de conflitos fundiários pela política de demarcação de terras indígenas da FUNAI no Estado. .................................................. 51160 51160 51161 51165 51165 51165 51166 51167 51167 51167 51168 51168 51168 Outubro de 2005 Apresentação de proposições: COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA, JOÃO CAMPOS, CARLOS NADER, MÁRIO ASSAD JÚNIOR, VITORASSI, ROBERTO GOUVEIA, JOSÉ CARLOS MACHADO, RODRIGO MAIA, IVO JOSÉ, GERVÁSIO OLIVEIRA, ANTONIO CARLOS MENDES THAME, RENATO CASAGRANDE, JORGE GOMES, LUPÉRCIO RAMOS, VANDER LOUBET, PERPÉTUA ALMEIDA, VANESSA GRAZZIOTIN, DR. ROSINHA, GERVÁSIO OLIVEIRA. VI – Ordem do dia PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Discussão, em turno único, da Medida Provisória nº 258, de 2005, que dispõe sobre a Administração Tributária Federal e dá outras providências........................... Votação de requerimento de retirada de pauta da medida provisória. ............................................ Comunicação ao Plenário sobre estudo, por parte da Mesa Diretora, de medidas para início da Ordem do Dia no horário regimental. .................... RONALDO DIMAS (PSDB – TO. Pela ordem.) – Referência a questão de ordem apresentada anteriormente pelo orador sobre o horário de início da Ordem do Dia. ....................................................... PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Resposta ao Deputado Ronaldo Dimas...................................... Usaram da palavra para encaminhamento da votação os Srs. Deputados HENRIQUE FONTANA (PT – RS), ALBERTO GOLDMAN (PSDB – SP). . Usou da palavra pela ordem o Sr. Deputado COLBERT MARTINS (PPS – BA). ........................ PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Rejeição do requerimento. ........................................................ RODRIGO MAIA (PFL – RJ ) – Pedido de verificação de votação . ......................................... PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Deferimento do pedido de verificação de votação. .................... Usaram da palavra para orientação das respectivas bancadas os Srs. Deputados FERNANDO CORUJA (PPS – SC), ALBERTO GOLDMAN (PSDB – SP), MÁRCIO REINALDO MOREIRA (PP – MG), RODRIGO MAIA (PFL – RJ), HENRIQUE FONTANA (PT – RS), HUMBERTO MICHILES (PL – AM), SEVERIANO ALVES (PDT – BA). ......................... DR. ROSINHA (PT – PR. Pela ordem.) – Apresentação à Mesa Diretora de recurso para o imediato encerramento dos trabalhos da CPI da Biopirataria........................................................................... PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Saudação aos alunos da Escola Classe nº 12, da cidade-satélite de Sobradinho, Distrito Federal, presentes nas galerias do plenário. .................................................. Usaram da palavra para orientação das respectivas bancadas os Srs. Deputados HUMBERTO MICHILES (PL – AM), JOVINO CÂNDIDO (PV – SP), IRIS SIMÕES (PTB – PR), ROSE DE FREITAS (PMDB – ES), ROGÉRIO TEÓFILO (PPS – AL). . 51172 51176 51176 51176 51177 51177 51177 51178 51178 51178 51178 51178 51178 51178 51178 Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS RONALDO DIMAS (PSDB – TO. Pela ordem.) – Indagação à Presidência sobre o horário de encerramento da votação. ......................................... PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Resposta ao Deputado Ronaldo Dimas...................................... Usaram da palavra para orientação das respectivas bancadas os Srs. Deputados ARLINDO CHINAGLIA (PT – SP), RENATO CASAGRANDE (PSB – ES). ........................................................... PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Comunicação ao Plenário sobre o prazo estipulado para o encerramento da votação. .............................................. Usou da palavra para orientação da respectiva bancada o Sr. Deputado RENILDO CALHEIROS (PCdoB – PE). ....................................................... WALTER PINHEIRO (PT – BA. Pela ordem.) – Considerações sobre a Medida Provisória 258, de 2005, relativa à criação da Receita Federal do Brasil. Realização de negociações com vistas ao fim da greve dos professores e funcionários das universidades federais e escolas técnicas............. CHICO ALENCAR (PT – RJ. Pela ordem.) – Reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar para deliberação sobre acolhimento, pela Mesa, de questão de ordem suscitada pelo Deputado Luiz Sérgio acerca da leitura do parecer do Deputado Júlio Delgado simultaneamente com a realização da Ordem do Dia. Orientação da respectiva bancada.. Usaram da palavra para orientação das respectivas bancadas os Srs. Deputados PEDRO CANEDO (PP – GO), PAUDERNEY AVELINO (PFL – AM). .................................................................... HELENO SILVA (PL – SE. Pela ordem.) – Anúncio da realização de reunião especial da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural nas dependências da Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe, para discussão sobre o endividamento dos produtores rurais...................................................................... NILSON MOURÃO (PT – AC. Pela ordem.) – Perplexidade diante do voto do Deputado Júlio Delgado, Relator do processo instaurado contra o Deputado José Dirceu no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. .................................................. Usaram da palavra para orientação das respectivas bancadas os Srs. Deputados BENEDITO DE LIRA (PP – AL), SANDRO MABEL (PL – GO), JORGE ALBERTO (PMDB – SE), IRIS SIMÕES (PTB – PR), HENRIQUE FONTANA (PT – RS)..... Usou da palavra pela ordem o Sr. Deputado PAUDERNEY AVELINO (PFL – AM). .................... Usaram da palavra pela ordem, para orientação das respectivas bancadas, os Srs. Deputados HENRIQUE FONTANA (PT – RS), RENILDO CALHEIROS (PCdoB – PE), PASTOR AMARILDO (PSC – TO). ........................................................... 51179 51179 51180 51180 51180 51180 51180 51181 51181 51181 51182 51182 51182 Sexta-feira 21 PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Encerramento da votação e da Ordem do Dia.............................. RONALDO DIMAS (PSDB – TO. Pela ordem.) – Indagação à Presidência sobre o encerramento da Ordem do Dia. .................................................. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Resposta ao Deputado Ronaldo Dimas...................................... PAUDERNEY AVELINO (PFL – AM. Pela ordem.) – Defesa de revogação da Medida Provisória nº 258, de 2005, sobre a Administração Tributária Federal. Conveniência de encaminhamento à Casa, pelo Poder Executivo, de projeto de lei sobre a matéria. .. HENRIQUE FONTANA (PT – RS – Como Líder) – Declaração de voto pela proibição do comércio de armas de fogo e munição no País. ....... PAULO RUBEM SANTIAGO (PT – PE. Pela ordem.) – Declaração de voto pela proibição do comércio de armas de fogo e munição no País..... ALMIR SÁ (PL – RR. Pela ordem.) – Paralisação das votações na Casa em face dos trabalhos das CPMIs. ........................................................... ZÉ GERALDO (PT – PA. Pela ordem.) – Manifestação de voto favorável à proibição do comércio de armas de fogo e munição no País. ................... PASTOR FRANKEMBERGEN (PTB – RR. Pela ordem.) – Transcurso do 10º aniversário de criação dos Municípios de Uiramutã e Pacaraima, Estado de Roraima. Congratulação aos moradores de Água Fria pela realização da Festa do Tambaqui. Pesquisa da Organização das Nações Unidas sobre os portadores de deficiência. Louvor à iniciativa do Congresso Nacional de homenagem ao deficiente. Conveniência da implementação de políticas de inclusão social e de combate à pobreza e à discriminação. Texto do poeta Mário Quintana, intitulado Deficiências. .......................................................... LUPÉRCIO RAMOS (PMDB – AM. Pela ordem.) – Realização, pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, de audiência pública para debate do ensino superior na região amazônica. Apresentação de projeto de lei sobre criação da Universidade Pública de Excelência da Amazônia Brasileira.............. IVAN RANZOLIN (PFL – SC. Pela ordem.) – Contrariedade à proibição do comércio de armas de fogo e munição no País. Considerações sobre o Estatuto do Desarmamento. .................................. HUMBERTO MICHILES (PL – AM. Pela ordem.) – Efeitos da seca no Estado do Amazonas. Críticas ao IBAMA pelas restrições impostas à continuação das obras na BR-319. Contrariedade à proibição do comércio de armas de fogo e munição no País................................................................... JOÃO ALFREDO (PSOL – CE. Pela ordem.) – Realização da Assembléia Nacional do Conselho Pastoral de Pescadores. Transcurso do 21º aniver- 51013 51182 51186 51186 51186 51186 51187 51188 51189 51189 51191 51192 51192 51014 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS sário de criação do órgão. Linhas básicas de sua atuação. ................................................................. MAURÍCIO QUINTELLA LESSA (PDT – AL. Pela ordem.) – Contrariedade ao Projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco. ............. COSTA FERREIRA (PSC, MA. Pela ordem.) – Defesa de redução da maioridade penal. Editorial Governador no Livro dos Recordes, publicado pelo jornal O Estado do Maranhão. .............................. LUIZ CARREIRA (PFL – BA. Pela ordem.) – Nota da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais sobre a contradição entre o Projeto de Integração do Rio São Francisco com bacias do Nordeste Setentrional e o projeto de lei sobre instituição da Política Nacional de Saneamento. .................................................................... JORGE GOMES (PSB – PE. Pela ordem.) – Ato público realizado no Município de Caruaru, Estado de Pernambuco, em protesto contra a lentidão dos trabalhos de apuração do assassinato do Promotor de Justiça Rossini Alves Couto. Posicionamento favorável à proibição do comércio de armas de fogo e munição no País. ........................ BENJAMIN MARANHÃO (PMDB – PB. Pela ordem.) – Análise do quadro de segurança pública no País. Expectativa quanto ao voto do eleitorado brasileiro no referendo sobre a proibição do comércio de armas de fogo e munição............................ SILAS CÂMARA (PTB – AM. Pela ordem.) – Mobilização do Governo Federal e do Governo do Amazonas contra os efeitos da seca no Estado. Contingenciamento de recursos orçamentários destinados à Superintendência da Zona Franca de Manaus. Críticas ao IBAMA pela paralisação das obras da BR-319.................................................... PASTOR PEDRO RIBEIRO (PMDB – CE. Pela ordem.) – Apoio à pré-candidatura de Anthony Garotinho a Presidente da República.................... PRESIDENTE (Babá) – Expectativa dos servidores da Casa quanto à regularização do pagamento de valores referentes ao reajuste salarial de 15% concedido à categoria. .................................. OSMAR SERRAGLIO (PMDB – PR. Pela ordem.) – Registro de voto. ...................................... LUIZ ALBERTO (PT – BA. Pela ordem.) – Expectativa quanto à gestão do Presidente da Casa junto ao Governo Federal para garantia do reajuste salarial concedido aos servidores do Poder Legislativo. Manifestação de voto favorável à proibição do comercio de armas de fogo e munição no País..... BABÁ (PSOL – PA. Pela ordem.) – Intransigência do Governo Federal com as reivindicações dos professores universitários e servidores técnicos-administrativos em greve. ............................... 51193 51194 51194 51197 51197 51198 51198 51199 51199 51200 51200 51201 Outubro de 2005 FÁTIMA BEZERRA (PT – RN. Pela ordem.) – Apoio à greve de docentes das instituições federais de ensino superior. Declaração de voto pela proibição do comércio de armas de fogo e munição no País. Editorial sobre o desarmamento publicado pelo jornal Diário de Natal. .................................... MAURÍCIO RANDS (PT – PE. Pela ordem.) – Aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, de projeto de lei, de autoria do orador, sobre regulamentação de honorários de sucumbência. Anúncio da votação, pela Comissão Especial, da Proposta de Emenda à Constituição nº 7, de 2003, sobre processo seletivo público simplificado para os Agentes Comunitários de Saúde. .. COLBERT MARTINS (PPS – BA. Pela ordem.) – Posicionamento favorável à proibição do comércio de armas de fogo e munição no País. Apoio à proposta de emenda à Constituição sobre a regulamentação da profissão de Agente Comunitário de Saúde. Elogio ao jornal Valor Econômico por matérias publicadas sobre o surgimento de focos de febre aftosa no Estado de Mato Grosso do Sul. Necessidade de criação de plano nacional de sanidade animal. ....................................................... WASNY DE ROURE (PT – DF. Pela ordem.) – Pedido ao Governo Federal de atendimento às reivindicações dos servidores do Banco Central e das instituições federais de ensino em greve ........ PRESIDENTE (Maurício Rands) – Associação ao pronunciamento do Deputado Wasny de Roure. ................................................................... PRESIDENTE (Maurício Rands) – Saudação aos participantes no congresso do Partido Comunista do Brasil – PCdoB. ....................................... VII – Encerramento 3 – Decisão da Presidência Revê, por oportuno, o despacho de distribuição aposto à PFC nº 96/05, para determinar a exclusão da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle e a inclusão da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. ............... 4 – PARECERES – Projetos de Lei nºs 6.782B/02, 906-B/03, 2.031-A/03, 2.133-A/03, 2.896-A/04, 3.070-A/04, 3.142-B/04, 3.466-B/04, 3.687-B/04, 3.900-A/04, 3.925-A/04, 4.350-B/04, 4.513-B/04, 4.830-B/05, 5.020-A/05, 5.035-A/05, 5.050-A/05, 5.109-A/05, 5.161-A/05, 5.198-A/05, 5.255-A/05, 5.310-A/05 e 5.483-A/05; Proposta de Fiscalização e Controle nº 55-A/01. ........................................... SEÇÃO II 5 – MESA 6 – LÍDERES E VICE-LÍDERES 7 – DEPUTADOS EM EXERCÍCIO 8 – COMISSÕES 51201 51202 51203 51204 51205 51205 51222 51222 Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 21 51015 Ata da 285ª Sessão, Solene, Matutina, em 20 de outubro de 2005 Presidência dos Srs. Eduardo Gomes, 3º Secretário; Lobbe Neto, Feu Rosa, § 2º do artigo 18 do Regimento Interno I – ABERTURA DA SESSÃO (Às 10 horas e 33 minutos) O SR. PRESIDENTE (Eduardo Gomes) – Declaro aberta a sessão. Sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro iniciamos nossos trabalhos. II – LEITURA DA ATA O SR. PRESIDENTE (Eduardo Gomes) – Fica dispensada a leitura da ata da sessão anterior. O SR. PRESIDENTE (Eduardo Gomes) – Passase à leitura do expediente. O SR. LOBBE NETO, servindo como 1º Secretário, procede à leitura do seguinte III – EXPEDIENTE ocupação deste Tribunal Regional Eleitoral sobre as mudanças que se pretende realizar na Lei das Eleições, Lei nº 9.504 de 1997, principalmente no que respeita ao Registro de Candidaturas, pelo Projeto de Lei nº 275/2005 que tramita atualmente no Senado Federal (artigos 8º, 11 e 16). Solicito o especial obséquio de auxiliar esta Corte e contribuir para que a Justiça Eleitoral paulista possa realizar suas tarefas em tempo de proporcionar a 27.303.895 (vinte e sete milhões, trezentos e três mil, oitocentos e noventa e cinco) eleitores o direito de exercerem a sua cidadania e contribuir para a democracia brasileira. Eis o teor do ofício de início referido: Ofício TRE/SP- 9.741 São Paulo, 31 de agosto de 2005 OF. SF nº 562/2005 Brasília, 20 de setembro de 2005 Excelentíssimo Senhor Deputado Severino Cavalcanti Presidente da Câmara dos Deputados Nesta Senhor Presidente, Encaminho a V. Exª, anexo, o Ofício TER/SP nº 10.427/2005, de 8 de setembro do corrente e recebido nesta data, de autoria do Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, Desembargador Alvaro Lazzarinni, que versa sobre o Projeto de Lei nº 5.855, de 2005, tramitando nessa Casa (nº 275, de 2005 no Senado Federal). Aproveito a oportunidade para renovar protestos de estima e apreço. – Senador Renan Calheiros, Presidente do Senado Federal. Ofício TRE/SP nº 10.427/2005 São Paulo, 8 de setembro de 2005 A Sua Excelência, O Ministro Carlos Velloso Digníssimo Presidente do Colendo Tribunal Superior Eleitoral Brasília – DF Senhor Presidente, Encaminho a V. Exª a solicitação remetida ao Excelentíssimo Presidente do Colendo Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Carlos Velloso, demonstrando a pre- A Sua Excelência, O Ministro Carlos Velloso Digníssimo Presidente do Colendo Tribunal Superior Eleitoral Brasília – DF Senhor Ministro Presidente, Chega ao conhecimento deste Tribunal Regional o texto do Projeto de Lei nº 275/2005, em tramitação no Senado Federal, visando a alterar a Lei nº 9.504/1997, que estabelece normas para as eleições. Diante disso, peço Vênia para levar ao conhecimento de V. Exª as fundadas preocupações desta Corte com as mudanças que se pretende realizar, especialmente no que toca aos artigos 8º, 11 e 16 da Lei das Eleições. De acordo com o mencionado projeto, as convenções destinadas à escolha de candidatos e à deliberação sobre coligações deixariam de ser realizadas no período de 10 a 30 de junho do ano em que se realiza o pleito para ocorrerem entre 20 e 31 de julho, enquanto, por seu turno, o termo final para a entrega dos pedidos de registro dos candidatos não mais recairia em 5 de julho, passando a ser possível até o dia 5 de agosto. Verifica-se, em análise preliminar, que, caso aprovada a proposta, a Justiça Eleitoral veria subtraídos 30 dias do escasso tempo que dispõe para processar e julgar os pedidos de registro de candidaturas, que, 51016 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS especificamente no Estado de São Paulo, alcançaram a cifra de 2.509 nas eleições gerais de 2002. Releva apontar que o processamento dos pedidos de registro de candidatos obedece ao rito estabelecido pela Lei Complementar nº 64/1990, que fixa inúmeros prazos para a prática de todos os atos processuais – conforme demonstra o cronograma anexo – sendo que a observância de todos os lapsos temporais, aí incluídos aqueles desde a protocolização do requerimento até a inserção dos dados, com o devido aceite, nas urnas eletrônicas, supera o período atribuído aos Tribunais Eleitorais pelo projeto para a sua prática. Constata-se que são necessários 86 (oitenta e seis) dias para que decorra toda a tramitação processual determinada pela Lei Complementar nº 64/1990, além daqueles decorrentes das atividades técnicas para inserção dos dados nas urnas eletrônicas, enquanto, a considerar a realização das eleições em 1º de outubro de 2006 e a entrada dos pedidos de registro em 5 de agosto, restarão unicamente 56 (cinqüenta e seis) dias a intermediar as duas datas. Outrossim, a alteração do prazo para a realização das convenções partidárias, e via de conseqüência a entrega dos pedidos de registro de candidatos no dia 5 de agosto, torna letra morta o dispositivo inserto no artigo 13, § 3º da própria Lei nº 9.504/1997, que prevê a substituição de candidatos às eleições proporcionais, pois estabelece que a troca só se efetivará caso o novo pedido seja apresentado até 60 dias antes do pleito, enquanto, como já visto, o prazo para a entrada inicial dos pedidos de registro ocorreria com apenas 56 dias de anterioridade da eleição. A evidência, o pedido do substituto não pode ocorrer antes do pedido do eventual substituído. Idêntico raciocínio aplica-se às vagas remanescentes das convenções, eis que o artigo 10, § 5º, da Lei nº 9.504/1997, fixa o mesmo prazo de 60 dias anteriores ao pleito para que sejam preenchidas. Não se deve olvidar ainda, que a absoluta transparência do processo eleitoral, a cada pleito mais tornada evidente pelas resoluções regulamentadoras desse Colendo Tribunal Superior Eleitoral, exige que todos os procedimentos executados nos equipamentos de informática e nas urnas eletrônicas, relativos à preparação do pleito, à votação e à totalização dos resultados, sejam anunciados com antecedência, para a necessária e bem-vinda fiscalização dos partidos políticos, do Ministério Público e de legítimos interes- Outubro de 2005 sados, com o conseqüente acompanhamento e realização de todas as auditorias disponíveis, fato que, se por um lado acrescenta segurança ao processo, por outro o torna menos célere. Ressalte-se que os Tribunais Regionais Eleitorais, durante o período de processamento e julgamento dos pedidos de registro de candidaturas, contam, também, com a apreciação de outros processos de sua competência, como, v.g., os relativos à propaganda eleitoral, registro de pesquisas, além de toda a gama de atribuições que lhes são conferidas pela legislação, tornando-se impossível a tomada de decisão nos feitos, a prevalecer os prazos previstos pelo Projeto de Lei do Senado nº 275/2005. Por tais razões, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo postula, perante V. Exª e essa Colenda Corte Superior; que sejam envidados esforços junto ao Congresso Nacional no sentido de que os textos originais dos artigos 8º, 11 e 16 da Lei nº 9.504/1997 não constituam objeto de alteração. Ciente, contudo, que objetivo principal da mudança das datas para realização das convenções partidárias e dos pedidos de registro de candidatos, de acordo com a própria justificação do projeto, é o estreitamento do lapso reservado às campanhas, e que ocorreria um interstício entre o pedido de registro – em 5 de julho – e o início da propaganda – em 10 de agosto, nos termos da redação que se pretende atribuir ao artigo 36 da Lei nº 9.594/1997 – é de se propor que, durante esse período, seja autorizada a veiculação de propaganda eleitoral pela distribuição de folhetos, volantes e outros impressos, assim como por meio da fixação de faixas, placas, cartazes, pinturas ou inscrições em bens particulares, pois é cediço que se trata das formas menos custosas de publicidade, mantendo-se os demais modos de veiculação das postulações restritas aos prazos previstos no PLS nº 275/2005. Por derradeiro, aponta-se que o texto do artigo 22 § 4º, constante do projeto, prevê que “o uso de recursos oriundos de fontes diversas da que aqui se trata implica a nulidade das contas do candidato e conseqüente impugnação do registro de sua candidatura”. Contudo, tendo presente que tal verificação é levada a efeito após a realização do pleito, o dispositivo deveria estabelecer a impugnação do mandato eletivo. Na oportunidade, convicto da atenção que será dispensada ao presente expediente, renovo a V. Exª as manifestações de meu elevado apreço. – Álvaro Lazzarini, Presidente. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 21 51017 51018 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Reitero a Vossa Excelência a expressão de respeito e consideração. – Alvaro Lazzarini, Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo. A Sua Excelência, o Senhor Senador José Renan Vasconcelos Calheiros Outubro de 2005 Presidente do Senado Federal À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Oficie-se e, após, publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 21 51019 Of. Nº 1.184 Ofício nº 231/Plen Brasília, 20 de outubro de 2005 Brasília, 20 de outubro de 2005 Excelentíssimo Senhor Deputado Aldo Rebelo DD. Presidente da Câmara dos Deputados A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Senhor Presidente, Tenho a honra de dirigir-me a V. Exª a fim de indicar como titular o Deputado Carlos Abicalil PT/MT, em substituição a Deputada Neyde Aparecida PT/GO, que passará a ocupar a suplência da Comissão Especial destinada a proferir parecer à Proposta de Emenda à Constituição nº 536-A, de 1997, que “modifica o artigo 60 do Ato das Disposições Transitórias” (estabelecendo que a União complementará os recursos dos Fundos de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, de modo a que seja atingido o valor mínimo por aluno definido nacionalmente e não haja redução do gasto por aluno do ensino fundamental que foi praticado até dezembro do ano de 1997, em cada município, estado ou DF, alterando a nova Constituição Federal). Atenciosamente, – Deputado Henrique Fontana, Líder do PT. Senhor Presidente, Indico os Deputados Celso Russomanno – PP/ SP, e Márcio Reinaldo Moreira – PP/MG, como Titulares para a Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº 5.877, de 2005, do Poder Executivo, que “estrutura o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência e dispõe sobre a prevenção e repressão às infrações contra a ordem econômica e dá outras providências”. Atenciosamente, – Deputado Mário Negromonte, Líder em Exercício. Defiro. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício nº 507-L-PFL/05 Brasília, 19 de outubro de 2005 Excelentíssimo Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Nesta Senhor Presidente, Indico a V. Exª os Deputados do Partido da Frente Liberal que farão parte da Comissão Especial destinada a proferir parecer a Proposta de Emenda à Constituição nº 358-A, de 2005, do Senado Federal, que “altera dispositivos dos arts. 21, 22, 29, 48, 93, 95, 96, 98, 102, 103-B, 104, 105, 107, 111-A, 114, 115, 120, 123, 124, 125, 128, 129, 130-A e 134 da Constituição Federal, acrescenta os arts. 97-A, 105-A, 111-B e 116-A, e dá outras providências” (Reforma do Judiciário). TITULARES Deputado José Rocha Deputado Paulo Magalhães Deputado Robério Nunes Atenciosamente, – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. Publique-se. Em 20-10-2005. – Aldo Rebelo, Presidente. Publique-se Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Of. nº 1.205 Brasília, de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Senhor Presidente, Indico o Deputado Feu Rosa – PP/ES, como Suplente para a Comissão de Seguridade Social e Família – CSSF. Atenciosamente, – Deputado Mário Negromonte, Líder em Exercício. Defiro. Publique-se. Em 20-10-2005. – Aldo Rebelo, Presidente. Of. Nº 1.206 Brasília, 20 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Senhor Presidente, Indico os Deputados Professor Irapuan Teixeira – PP/SP, José Linhares – PP/CE, e Marcos Abramo – PP/SP, como Titulares, e o Deputado Zé Lima – PP/PA, como Suplente para a Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº 5.580, de 2005, do Sr. Paulo Delgado, que “dispõe sobre a criação da responsabilidade social na educação, alterando a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente; a Lei nº 8.429, de 2 de julho de 51020 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 1992, que dispõe sabre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta, ou fundacional; a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que dispõe sobre as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e a Lei nº 9.424, de dezembro de 1996, que dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, na forma prevista no art. 60, § 7º, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias”. Atenciosamente, – Deputado Mário Negromonte, Líder em Exercício. Publique-se Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. OF/A/PSB/455/05 Brasília, 19 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Nesta Senhor Presidente, Tenho a honra de indicar a V. Exª a Deputada Sandra Rosado para a vaga de titular da Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº 5.580, de 2005, do Sr. Paulo Delgado, que “Dispõe sobre a criação da lei de responsabilidade educacional, alterando a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente; a Lei nº 8.429, de 2 de julho de 1992, que dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional; a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que dispõe sobre as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e a Lei nº 9.424, de dezembro de 1996, que dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, na forma prevista no art. 60, § 7º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias Atenciosamente, – Deputado Renato Casagrande, Líder do PSB. Publique-se Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Outubro de 2005 Ofício nº 387/PDT Brasília, 19 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo DD. Presidente da Câmara dos Deputados Nesta Senhor Presidente, Em atenção ao Ofício nº 1.893/2005-SGM/P, indico a V. Exª o Deputado Maurício Quintella e André Figueiredo para integrarem, na condição de Titular e suplente, respectivamente, a Comissão Especial, destinada a proferir parecer ao PL nº 5.580, de 2005, que “dispõe sobre a criação da responsabilidade social na educação, alterando a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente; a Lei nº 8.429, de 2 de julho de 1992, que dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional; a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que dispõe sobre as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e a Lei nº 9.424, de dezembro de 1996, que dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, na forma prevista no art. 60, § 7º, do Ato das Disposições Constitucional Transitórias”. Na oportunidade reitero a V. Exª protestos de estima e consideração. Deputado Severino Alves, Líder do PDT. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. OF/LID/Nº 435/2005 Brasília, de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Senhor Presidente, Indico a V. Exª os deputados Cezar Silvestri e Rogério Teófilo para integrarem, como titular e suplente, respectivamente, a Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº 4.679, de 2001, do Senhor Aldo Rebelo que “dispõe sobre a obrigatoriedade de adição de farinha de mandioca refinada, de farinha de raspa de mandioca ou de fécula de mandioca à farinha de trigo”. Atenciosamente, – Deputado Dimas Ramalho, Líder. Publique-se. Em 20-10-2005. – Aldo Rebelo, Presidente. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS OF/LID/Nº 438/2005 Brasília, de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Senhor Presidente, Indico a Vossa Excelência os deputados Geraldo Resende e Rogério Teófilo para integrarem, como titular e suplente, respectivamente, a Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº 5.580, de 2005, do Senhor Paulo Delgado, que “dispõe sobre a criação da responsabilidade social na educação, alterando a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente; a Lei nº 8.429, de 2 de julho de 1992, que dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional; a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que dispõe sobre as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e a Lei nº 9.424, de dezembro de 1996, que dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, na forma prevista no art. 60, § 7º, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias”. Atenciosamente, – Deputado Dimas Ramalho, Líder. Publique-se. Em 20-10-2005. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício nº 160/05 Brasília, 20 de outubro de 2005 Excelentíssimo Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Nesta Assunto: Indicação de membro de Comissão Especial. Senhor Presidente, Indico, nos termos regimentais, o Deputado Daniel Almeida para integrar como membro titular a Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº 4.679, de 2601, do Sr. Aldo Rebelo, que “dispõe sobre a obrigatoriedade de adição de farinha de mandioca refinada, de farinha de raspa de mandioca ou de fécula de mandioca à farinha de trigo”. Respeitosamente, – Deputado Renildo Calheiros, Líder do PcdoB. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Sexta-feira 21 51021 COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL Ofício nº 951/2005 – CAPADR Brasília, 19 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: Apreciação do Projeto de Lei nº 3.142/2004 Senhor Presidente, Em cumprimento ao disposto no art. 58 do Regimento Interno desta Casa, comunico a Vossa Excelência a apreciação do Projeto de Lei nº 3.142/04 por este Órgão Técnico. Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação do referido projeto e do parecer a ele oferecido. Respeitosamente, – Deputado Ronaldo Caiado – PFL/GO, Presidente. Publique-se Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICÁ Of. Nº 253/2005-CCTCI/P Brasília, 24 de agosto de 2005 A Sua Excelência o Senhor Severino Cavalcanti Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: Solicitação de Parecer ao Conselho de Comunicação Social Senhor Presidente, Na reunião deliberativa ordinária deste Colegiado realizada na data de hoje foi discutido o Projeto de Lei nº 5.040/2001 que “tipifica como crime a exibição, por emissora de televisão, de cena de nudismo ou de relações sexuais”. 2. Na oportunidade, os membros da Comissão acataram sugestão da Deputada Luiza Erundina no sentido de que seja ouvido o Conselho de Social, órgão auxiliar do Congresso Nacional, antes de a matéria ser submetida a votação em plenário. Por esse motivo, diante desse encaminhamento, o projeto foi retirado de pauta a pedido do relator, Deputado Silas Câmara. 3. Assim, solicito a V.Exa. que remeta a matéria àquele Conselho para que emita posicionamento sobre o assunto. Ressalto que essa manifestação reveste-se de importância ímpar no contexto de discussões e que certamente dará mais subsídios para a consolidação da opinião dos parlamentares desta Comissão. Respeitosamente, – Jader Barbalho, Presidente. 51022 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Defiro. Encaminhe-se, consoante o disposto no art. 2º, da Lei nº 8.389, de 1991, ao exame do Conselho de Comunicação Social, a matéria contida no Projeto de Lei nº 5.040/01, que tipifica como crime a exibição, por emissora de televisão, de cena de nudismo ou de relações sexuais, conforme solicitado pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados. Oficie-se. Publique-se. Em 20-10-2005. – Aldo Rebelo, Presidente. OF. Nº 349-PP/2005-CCJC Brasília, 6 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo DD. Presidente da Câmara dos Deputados Nesta Senhor Presidente, Encaminho a Vossa Excelência, para as providências cabíveis, o Projeto de Lei nº 3.466/04, apreciado por este Órgão Técnico, nesta data. Aproveito o ensejo para reiterar a Vossa Excelência protestos de elevada estima e distinta consideração. – Deputado Antonio Carlos Biscaia, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Of. Pres. Nº 336/2005 Brasília, 30 de setembro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: Publicação do PL nº 2.133/2003 Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a apreciação do Projeto de Lei nº 2.133/2003, do Sr. João Paulo Gomes da Silva, que “acrescenta artigo à Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que institui o Código de Defesa do Consumidor” para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Luiz Antonio Fleury Filho, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Outubro de 2005 Ofício – Pres. nº 639 / CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 5.109/05. Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a rejeição do Projeto de Lei nº 5.109/05, do Sr. Carlos Nader, que “dispõe sobre a realização de testes vocacionais para alunos das escolas públicas e dá outras providências”, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício – Pres. nº 640/CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 5.050/05 Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a aprovação, com emendas, do Projeto de Lei nº 5.050/05, do Sr. Dr. Heleno, que “dispõe sobre a criação da Universidade da Região dos Lagos, com sede na cidade de Cabo Frio, no Estado do Rio de Janeiro e dá outras providências”, para publicação das referidas proposições e do parecer a elas oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício – Pres. nº 641 / CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 6.782/02 Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a apro- Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS vação do Projeto de Lei nº 6.782/02, do Sr. Luiz Carlos Hauly, que “autoriza o Poder Executivo a instituir a Fundação Universidade Federal do Norte do Paraná, e dá outras providências”, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício – Pres. nº 642 / CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 2.031/03. Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a aprovação, com substitutivo do Projeto de Lei nº 2.031/03, do Sr. Lobbe Neto, que “altera a redação dos arts. 3º e 4º, da Lei nº 7.395, de 31 de outubro de 1985”, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício – Pres. nº 644/CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 5.198/05. Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a rejeição do Projeto de Lei nº 5.198/05, do Sr. Professor Irapuan Teixeira, que “dispõe sobre a obrigatoriedade da adoção da Bíblia Sagrada como livro didático na disciplina de história nas escolas do ensino médio”, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Sexta-feira 21 51023 Ofício – Pres. nº 646 / CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 3.900/04. Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a rejeição do Projeto de Lei nº 3.900/04, do Sr. Celso Russomanno, que “altera a denominação da Fundação Universidade de Brasília para Universidade de Brasília Darcy Ribeiro”, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício – Pres. nº 647 / CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 5.035/05 Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a rejeição do Projeto de Lei nº 5.035/05, do Sr. Marcelo Ortiz, que “denomina a Praça do Cruzeiro, localizada no Eixo Monumental de Brasília, no Distrito Federal, como ‘Praça do Cruzeiro, Papa João Paulo II”, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício – Pres.nº 648/CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 3.070/04 Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a aprovação do Projeto de Lei nº 3.070/04 do Sr. José Ivo Sartori, que 51024 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS “denomina” “rodovia da Maçã” o trecho da BR, 285, entre as cidades de Vacaria, Monte Alegre dos Campos, Bom Jesus, São José dos Ausentes, até a divisa com o Estado de Santa Catarina, no Rio Grande do Sul”, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício – Pres. Nº 649 / CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 4.350/04 Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a aprovação do Projeto de Lei nº 4.350/04, do Sr. José Divino, que “confere à BR-356 a denominação ‘Rodovia Deputado Alair Ferreira”’, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício – Pres. nº 650 / CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 4.513/04 Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a aprovação do Projeto de Lei nº 4.513/04, do Sr. Luiz Carreira, que “denomina Rodovia Celso Furtado trecho da BR-101, na fronteira entre os Estados do Espírito Santo e Bahia até a cidade de Touros, no Rio Grande do Norte”, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado,Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Outubro de 2005 Ofício – Pres. Nº 651/CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 3.687/04 Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a aprovação do Projeto de Lei nº 3.687/04, do Sr. Rubens Otoni, que “denomina” “Viaduto Governador Henrique Santillo” o viaduto localizado no 432km da BR–153, no município de Anápolis, GO”, para publicação da referida proposição e do parecer ela oferecido. Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício – Pres. Nº 652/CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 4.830/05 Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a aprovação do Projeto de Lei nº 4.830/05, do Sr. Rodrigo Maia, que “denomina” “Viaduto Almirante Heleno de Barros Nunes” o viaduto a ser construído no trevo entre a BR-116 e a RJ-130, no município de Teresópolis – RJ”, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-2005. – Aldo Rebelo, Presidente. Oficio–Pres. Nº 653 / CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 5.161/05 Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS aprovação do Projeto de Lei nº 5.161/05, do Sr. Inácio Arruda, que “institui o ano de 2006 como “Ano Nacional Santos – Dumont”, em comemoração ao Centenário do Vôo do 14-Bis, em 23 de outubro de 1906” para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício – Pres. Nº 655/CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 2.896/04 Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a rejeição do Projeto de Lei nº 2.896/04, do Sr. Romel Anízio, que “institui o dia 10 de setembro como o Dia Nacional do Assessor de Imprensa”, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício – Pres. Nº 656 / CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 5.310/05 Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a aprovação do Projeto de Lei nº 5.310/05, do Sr. Daniel Almeida, que “institui o dia 9 de junho como ‘Dia Nacional do Cipeiro”, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Sexta-feira 21 51025 Ofício–Pres. Nº 657 / CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 906/03 Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, à aprovação, nos termos do substitutivo aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família, do Projeto de Lei nº 906/03, do Sr. Lincoln Portela, que “institui a ‘Semana de Orientação quanto às doenças sexualmente transmissíveis – DST’s”’ , para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício – Pres. Nº 658 / CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 3.925/04 Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a rejeição do Projeto de Lei nº 3.925/04, do Sr. Carlos Souza, que “institui o ano de 2006 como o ‘Ano da Reforma universitária”’, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício – Pres. nº 659 / CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 5.255/05 Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a apro- 51026 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS vação do Projeto de Lei nº 5.255/05, do Sr. Marcello Siqueira, que “institui a Semana Nacional de Combate ao Desperdício”, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício – Pres. nº 660 / CEC Brasilia, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 5.020/05. Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a rejeição do Projeto de Lei nº 5.020/05, do Sr. Manato, que “institui o dia 9 de dezembro como Dia Nacional Contra a Corrupção”, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício – Pres. nº 661 / CEC Brasília, 5 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: publicação do Projeto de Lei nº 5.483/05. Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a aprovação do Projeto de Lei nº 5.483/05, do Sr. Paulo Bauer, que “estabelece o dia 29 de março como o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa”, para publicação da referida proposição e do parecer a ela oferecido. Atenciosamente, – Deputado Paulo Delgado, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Outubro de 2005 Of.P – nº 217/2005 Brasília, 24 de agosto de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Severino Cavalcanti Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: Ofício de publicação. Senhor Presidente, Encaminho a Vossa Excelência, para as providências regimentais cabíveis, o Projeto de Lei nº 369-A/03, apreciado, nesta data, por este órgão técnico. No ensejo, remeto a Vossa Excelência a decisão quanto à apreciação da matéria pelo Plenário da Casa, dada a divergência de pareceres oferecidos pelas comissões incumbidas da análise do mérito da referida proposição, nos termos do art. 24, II, g, do Regimento Interno. Atenciosamente, – Deputado Geddel Vieira Lima, Presidente. Ciente. Transfira-se ao Plenário a competência para apreciar o PL nº 369 – A/2003, nos termos do art. 24, inciso II, alínea g, do RICD. Oficie-se e, após, publique-se. Em 20-10-2005. – Aldo Rebelo, Presidente. Of.P – nº 223/2005 Brasília, 31 de agosto de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Severino Cavalcanti Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: Ofício de publicação. Senhor Presidente, Encaminho a Vossa Excelência, para as providências regimentais cabíveis, Projeto de Lei nº 2.457-A/03, apreciado, nesta data, por este órgão técnico. No ensejo, remeto a Vossa Excelência a decisão quanto à apreciação da matéria pelo Plenário da Casa, dada a divergência de pareceres oferecidos pelas comissões incumbidas da análise do mérito da referida proposição, nos termos do art. 24,II, g, do Regimento Interno. Atenciosamente, – Deputado Geddel Vieira Lima, Presidente. Ciente. Transfira-se ao Plenário a competência para apreciar o PL nº 2.457-A/03, nos termos do art. 24, inciso II, alínea g, do RICD. Oficie-se e, após, publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Ofício nº 252/2005/CFFC – PR Brasília, 18 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: Publicação da PFC nº 55/2001. Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao art. 58 do Regimento Interno, que esta comissão, em reunião ordinária realizada no dia 24-8-2005, concluiu pelo arquivamento da Proposta de Fiscalização e Controle nº 55/2001, do Deputado Wellington Dias em que “Propõe que a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, fiscalize os Relatórios produzidos pela United States Departament of Agriculture e pelo Ministério da Agricultura do Brasil, nos quais há diferença nos valores indicados relativos à produção de soja no Brasil.” Atenciosamente, – Deputado Alexandre Cardoso, Presidente. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Brasília, 20 de outubro de 2005 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Nesta Senhor Presidente, Atendendo convocação de Vossa Excelência, comunico-lhe que aceito assumir o mandato de deputado federal, na qualidade de titular, pelo Estado do Paraná. Aproveito a oportunidade para apresentar protestos de consideração e apreço. – Reinhold Stefhanes, PMDB/PR. Publique-se, nos termos do artigo 241, inciso I, do RICD. Ao Senhor Diretor-Geral. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. PROJETO DE LEI Nº 5.976, DE 2005 (Do Sr. André Figueiredo) Altera o art. 2º da Lei nº 9.870, de 23 de novembro de 1999, que “dispõe sobre o valor total das anuidades escolares e dá providências”, visando ampliar o elenco de informações a serem divulgadas no período de matrículas. Sexta-feira 21 51027 Despacho: Às Comissões de Defesa do Consumidor; Educação e Cultura; Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24, II. O Congresso Nacional decreta: Art. 1o . O art. 2º da Lei n.º 9.870, de 23 de novembro de 1999, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 2º O estabelecimento de ensino deverá divulgar, em local de fácil acesso ao público, o texto da proposta de contrato, o valor apurado na forma do art. 1º, o número de salas-classes, as demonstrações financeiras para o exercício social vigente, com o parecer do conselho fiscal ou órgão similar, bem como os critérios adotados para reajuste da anuidade ou semestralidade, no período mínimo de quarenta e cinco dias antes da data final para matrícula, conforme calendário e cronograma da intituição de ensino.” Art. 2º . Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Justificação Trata-se de garantir aos interessados, os estudantes e seus responsáveis, na ocasião da matrícula, o acesso a informações que, pela legislação vigente, as instituições de ensinos já são obrigadas a manter e publicar, como é o caso de suas demonstrações financeiras. Nada mais justo que também sejam divulgados os critérios adotados para reajuste nas anuidades ou semestralidades. O objetivo da iniciativa, portanto, é o de ampliar o grau de transparência relativo ao financiamento da educação, melhorando as condições de diálogo e entendimento entre os estabelecimentos educacionais e as famílias, no momento do contrato ou de sua renovação. Estou convencido de que a relevância do projeto haverá de merecer o necessário apoio dos ilustres Pares para sua aprovação. Sala das Sessões, 29 de setembro de 2005. – Deputado André Figueiredo. PROJETO DE LEI Nº 5.978, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Concede isenção do pagamento de taxas relativas à renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), às pessoas portadoras de deficiência física e dá outras providências.” 51028 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Despacho: Às Comissões de Seguridade Social e Família; Viação e Transportes; Finanças e Tributação (Art. 54 RICD); Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24, II. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Ficam as pessoas portadoras de deficiência física, assim consideradas pelo Decreto Federal nº 3.298 de 20 de dezembro de 1999, alterado pelo Decreto 5.296 de 02 de dezembro de 2004, isentas do pagamento de quaisquer taxas relativas à renovação da Carteira Nacional de Habilitação, emitida pelo Departamento de Trânsito – DETRAN. Art. 3º Para a concessão do benefício, o órgão competente definirá os critérios que atestem a deficiência física. Art. 4º Esta Lei será regulamentada pelo Poder Executivo no prazo de 180 (cento e oitenta) dia a contar da data de sua publicação. Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Justificação As pessoas portadoras de deficiência, na sua grande maioria, sobrevivem de rendimentos baixos ou defasados, além de arcarem com inúmeras despesas de saúde em função da deficiência que possuem. Assim, a renovação da Carteira Nacional de Habilitação se torna um obstáculo para estas pessoas que necessitam regularizar a documentação, que torna-se uma necessidade, pois facilita a locomoção, no caso da minoria que possuem um automóvel. A Lei no 7.853, de 24 de outubro de 1989, que, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção, e regulamenta as seguintes atribuições: “Art. 3º Para os efeitos deste Decreto, considera-se: I – deficiência – toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano; II – ........................................................ III – incapacidade – uma redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social, com necessidade de equipamentos, adaptações, e meios ou recursos especiais para que a pessoa portadora de deficiência possa receber ou transmitir informações necessárias Outubro de 2005 ao seu bem-estar pessoal e ao desempenho de função ou atividade a ser exercida. Art. 4º É considerada pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas seguintes categorias: I – deficiência física – alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções; II – ........................................................ III – ....................................................... IV – deficiência mental – funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: a) comunicação; b) cuidado pessoal; c) habilidades sociais; d) utilização da comunidade; e) saúde e segurança; f) habilidades acadêmicas; g) lazer; e h) trabalho; V – deficiência múltipla – associação de duas ou mais deficiências.” Assim, com o único objetivo de facilitar a renovação da CNH das pessoas portadoras de deficiência, é que apresentamos o presente projeto de lei, que devido a sua importância rogo por sua aprovação. Sala das Sessões, 4 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL/RJ. PROJETO DE LEI Nº 5.981, DE 2005 (Do Sr. Lino Rossi) Altera a Consolidação das Leis do Trabalho para tornar obrigatória a anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social da condição de devedor de pensão alimentícia. Despacho: Às Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24, II. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O Congresso Nacional decreta: Art. 1º O art. 29 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, passa a vigorar acrescido do seguinte § 4º: “Art. 29. ................................................ § 4º Deverá ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social do trabalhador, quando for o caso, a sua condição de devedor de pensão alimentícia. Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Justificação O pagamento de pensão alimentícia é uma das principais obrigações a que a pessoa se sujeita, pois envolve, normalmente, o sustento de menores de idade. Nossa preocupação é dar uma maior efetividade ao cumprimento desse direito, tornando obrigatória a anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social do trabalhador da sua condição de devedor de pensão alimentícia, quando for o caso. Esperamos, com isso, evitar que o trabalhador se exima de sua responsabilidade ao mudar de emprego, pois o novo empregador, ao contratá-lo, poderá tomar conhecimento de que ele é devedor de pensão alimentícia, procedendo, dessa forma, o desconto diretamente na folha de pagamento. Os argumentos aqui expendidos, a nosso ver, demonstram de forma inequívoca o elevado alcance social da proposta, razão pela qual esperamos contar com o apoio de nossos ilustres Pares para a sua aprovação. Sala das Sessões, 4 de outubro de 2005. – Deputado Lino Rossi. PROJETO DE LEI Nº 5.982, DE 2005 (Do Sr. Paulo Bauer) Institui o Dia Nacional da Etnia TeutoBrasileira. Despacho: Às Comissões de Educação e Cultura; Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24, II. O Congresso Nacional decreta: Art. 1o Fica instituído o Dia Nacional da Etnia Teuto-Brasileira, a ser comemorado, anualmente, no dia 25 de julho, em todo o território nacional. Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Justificação Ao aproximar-se o dia 25 de julho quero prestar homenagem aos imigrantes alemães, que comemoraram no ano que passou, cento e oitenta anos da che- Sexta-feira 21 51029 gada dos primeiros imigrantes alemães no Rio Grande do Sul, na cidade de São Leopoldo. Em correspondência enviada pelo Presidente da Federação dos Centros de Cultura Alemã no Brasil – FECAB, rememoramos a contribuição para o desenvolvimento cultural, social, econômico e religioso do Brasil, dos valorosos imigrantes alemães e seus descendentes brasileiros. Em alguns estados brasileiros, a comemoração deste dia já é lei estadual. A instituição oficial do Dia Nacional da Etnia TeutoBrasileira visa reforçar cada vez mais o entrelaçamento dos segmentos étnicos do nosso povo, consequentemente, contribuirá para uma maior aproximação entre o Brasil e a Alemanha, permitirá uma maior divulgação da contribuição dos povos para o crescimento e desenvolvimento do nosso País, e proporcionará a visão pacífica, integradora, e reconhecida do Brasil para com todos os países. Espero contar com o apoio dos nobres Pares para a presente iniciativa, que abre a oportunidade para a apresentação de outras manifestações de reconhecimento dos diversos segmentos étnicos. Sala das Sessões, 4 de outubro de 2005. – Deputado Paulo Bauer. PROJETO DE LEI Nº 5.983, DE 2005 (Do Sr. Inaldo Leitão) Dá nova redação aos artigos 178, 330 e 511 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil – , e dá outras providências. Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Mérito e Art. 54, RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24, II. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta lei altera a redação dos artigos 178, 330 e 511 da Lei n.º 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil . Art. 2º Os artigos 178, 330 e 511 da Lei n.º 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil , passam a vigorar com a seguinte redação: “Art.178 ................................................. Parágrafo único. Nos prazos de cinco dias, ou menos de cinco dias, contar-se-ão apenas os dias úteis.”(NR) “Art.330 O juiz conhecerá de imediato do pedido, proferindo sentença: ......................................................”(NR) 51030 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS “Art. 511 No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela legislação pertinente, o respectivo preparo, que inclui o porte de remessa e retorno.(NR) §1º ........................................................ §2º. A sanção pelo não-cumprimento do preparo consiste na obrigação de pagamento em triplo do valor do preparo omitido, ou da diferença a menor, conforme cálculo a ser incluído na primeira conta de custas que venha a ser lançada nos autos, relevando-se esta pena em caso de justo impedimento.” (NR) Art. 3º A epígrafe da Secção II, do Capítulo V, do Título VIII, do Livro I, passa à seguinte redação: “ Seção II – Do Julgamento imediato da lide”. Art. 4º Esta lei entrará em vigor três meses após a data de sua publicação. Justificação O presente projeto de lei, inspirado em sugestões apresentadas por processualistas integrantes do Instituto Brasileiro de Direito Processual, em especial o ex-ministro Athos Carneiro, contém propostas de melhoria de dispositivos do atual CPC, pelos fundamentos a seguir expostos. A inserção de um parágrafo único ao art. 178, abolindo o ‘princípio da continuidade’ nos prazos pequenos, será muito vantajosa aos litigantes e aos advogados, pois permite a plena utilização dos prazos de cinco ou menos dias, freqüentemente ‘absorvidos’ pelos feriados intercalados. Pela norma atualmente vigente, feita uma intimação em quinta-feira, o qüinqüídio ficará reduzido a apenas três dias, ou a dois se a segunda-feira for também feriado. Nos casos dos recessos da Semana Santa, ou do Carnaval, a situação pode ser ainda mais grave. Note-se que as demoras no andamento dos processos não se devem aos prazos forenses, mas a dificuldades cartorárias e ao acúmulo de serviço. A redação do artigo 330 é modificada, a fim de aprimorar a técnica processual, pois o atual julgamento ‘antecipado’ da lide não tem nada de antecipado, como bem assinalam os autores. Trata-se isto sim, de um julgamento ‘imediato’ da lide, quando desnecessária a audiência de instrução. Além disso, de um ponto de vista didático, os alunos podem facilmente confundir este julgamento de mérito, dito ‘antecipado’, com instituto diverso, o de ‘antecipação da tutela’. Vale, pois, aproveitar a ocasião para a devida correção do texto. Com isso, igualmente necessário alterar a epígrafe da Seção, como proposto no artigo 2º deste Projeto. Outubro de 2005 Sugestão relevante a relativa ao art. 511. A ‘deserção’ do recurso, pelo não-pagamento das custas em tempo hábil, além de ter dado causa a graves problemas na prática forense (refletidos na jurisprudência), apresenta-se como sanção processual absolutamente desproporcionada, que implica (possível) perecimento dos mais respeitáveis direitos das partes em conseqüência de mera inadvertência do advogado ou do encarregado do preparo (as próprias custas, a rigor, são reminiscência medieval – bastaria uma taxa judiciária, devidamente dosada). Assim, razoavelmente, é proposto que a sanção para o pagamento tardio seja a exacerbação das próprias custas, e não a perda do (afirmado) direito material. Espero, pois, o apoio dos ilustres parlamentares à aprovação da presente proposição. Sala das Sessões, 4 de outubro de 2005. – Deputado Inaldo Leitão. PROJETO DE LEI Nº 5.990, DE 2005 (Do Sr. Pastor Reinaldo) Altera a Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994, que dispõe sobre o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB. Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Mérito e Art. 54, RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24, II. O Congresso Nacional decreta: Art. 1o Esta lei torna o exercício da advocacia incompatível para os ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do Ministério Público. Art. 2º O inciso IV do art. 28 da Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art.28. ................................................. .............................................................. IV – ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do Poder Judiciário ou do Ministério Público e os que exercem serviços notariais e de registro; .............................................................. §2º ............................................... (NR)” Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Justificação Com a apresentação deste projeto de lei, procuramos complementar a lei que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS tornando incompatível o exercício da advocacia para os que ocupem cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do Ministério Público. Cuida-se de proposição amparada pelo conceito da moralidade, haja vista a proximidade entre os servidores do Ministério Público e o Poder Judiciário, a qual pode ensejar tráfico de influências e a obtenção de informações privilegiadas, em detrimento do exercício ético da advocacia. A par disso, a norma projetada encontra similaridade com a incompatibilidade, hoje prevista, em relação aos ocupantes de cargos ou funções vinculados ao Poder Judiciário. Contamos com o esclarecido apoio de nossos ilustres Pares para a conversão deste projeto de lei em norma jurídica. Sala das Sessões, 4 de outubro de 2005. – Deputado Pastor Reinaldo. PROJETO DE LEI Nº 5.992, DE 2005 (Do Sr. Nelson Bornier) Altera e renumera os parágrafos do art. 42 da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995. Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Mérito e Art. 54, RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24, II. O Congresso Nacional decreta: Art. 1o. Esta lei altera a Lei dos Juizados Especiais, Lei 9.099, de 26 de setembro de 1995, para permitir a suplementação do preparo. Art. 2o. O art. 42 da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 42. O recurso será interposto no prazo de dez dias, contados da ciência da sentença, por petição escrita, da qual constarão as razões e o pedido do recorrente. § 1o. O preparo será feito, independentemente de intimação, nas quarenta e oito horas seguintes à interposição, sob pena de deserção. § 2o. A insuficiência no valor do preparo implicará deserção, se o recorrente intimado, não supri-lo no prazo de quarenta e oito horas, contados da intimação. § 3o. Após o preparo, a Secretaria intimará o recorrido para oferecer resposta escrita no prazo de dez dias.” Art. 3o. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Sexta-feira 21 51031 Justificação O pressuposto fundamental da deserção é falta de preparo e não a sua insuficiência, e desse modo, diante do declarado no art. 5.°, XXXV, da CRFB/88, “a lei não excluirá, da apreciação do poder judiciário lesão ou ameaça de direito”, permissa maxima venia, torna-se cristalino que o § 2.º aditado ao art. 5.º, lI do CPC, merece acolhida nos Juizados Especiais, de modo a permitir ao cidadão, o lídimo e democrático acesso à justiça, contemplando o amplo e irrestrito direito de defesa. Com a devida vênia, afastar do Juizado Especial dispositivo insculpido no Código de Processo Civil, diante do complexo critério de recolhimento de custas e preparo recursal, é colocar por terra os princípios ensejadores da jurisdição, diante do clamor de advogados e partes que tropeçam diante de modelos de guias, rubricas de receitas e valores de custas e taxa judiciária. Note-se neste particular, que cada Estado da Federação faz uso de critérios próprios (modelos de guias, rubrica de receitas e valores de custas e taxa judiciária) para o recolhimento do preparo conforme recomenda o parágrafo único do art. 54, da Lei no 9.099/95. A suplementação do preparo fora introduzida no ordenamento jurídico pátrio com a publicação do § 2º do art. 511, do Código de Processo Civil, que diz, in verbis: “A insuficiência no valor do preparo implicará deserção, se o recorrente, intimado, não vier a supri-lo no prazo de cinco dias.” Vale transcrever trechos do artigo intitulado “A INSUFICIÊNCIA DO RECOLHIMENTO DE CUSTAS NOS JUIZADOS ESPECIAIS” do ilustre advogado Dr. Sérgio Murilo H. Simões, Diretor Jurídico da ABAMI e Procurador Jurídico da OAB/RJ. “O acesso à Justiça, enquanto direito e garantia fundamental, elencado no art. 5°, XXXV, de nossa Carta Magna, constitui valor de maior densidade e importância do que o poder fiscal de cobrança das contribuições, para custear o aparelhamento judicial. No confronto entre os valores protegidos pela Constituição, deve o Juiz fazer prevalecer aquele de conteúdo mais denso e de maior relevância – no caso, o de garantir o direito fundamental de acesso à jurisdição. O Superior Tribunal de Justiça, com referência ao preparo dos recursos, adotou o entendimento de libertar o advogado dos naturais percalços oferecidos pelo complexo e desgastante sistema de recolhimento de cus- 51032 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS tas, principalmente neste Estado da Federação (AGA009802, 1.ª Turma, relator o Ministro Milton Pereira, unânime, julgado em 16/5/96, DJU de 24/6/96, p. 22.744) O pressuposto da deserção é a falta de preparo e não a sua insuficiência. A incorreção na elaboração de cálculos não veda a possibilidade de complementação das custas judiciais, passível de ser exigida, até mesmo, após o julgamento do recurso com a devolução dos autos à instância de origem. A par disso, a Lei nº 9.756/98 acrescentou o § 2º ao art. 511 do Código de Processo Civil, que assim dispõe: “A insuficiência no valor do preparo implicará deserção, se o recorrente, intimado não vier a supri-lo no prazo de cinco dias.” Entretanto, neste particular, repise-se, que cada Estado da Federação faz uso de critérios próprios e tal prática não vem sendo adotada nos Juizados Especiais, ceifando inúmeros recursos por insuficiência de preparo, causando prejuízo as partes e à própria aplicação da justiça. Essa é a razão pela qual peço a meus Pares o apoio ao presente projeto. Sala das Sessões, 4 de outubro de 2005. – Deputado Nelson Bornier. PROJETO DE LEI Nº 6.000, DE 2005 (Do Sr. Fernando Coruja) Proíbe a associação de substâncias psicoativas e outras usadas em medicamentos para emagrecer. Despacho: Às Comissões de Seguridade Social e Família; Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação: Proposição Sujeita À Apreciação Conclusiva Pelas Comissões. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º É proibida, em todo o território nacional, a fabricação, manipulação, comercialização ou dispensação de associações medicamentosas contendo as substâncias abaixo listadas, quando associadas entre si ou a outras subtâncias de ação no sistema nervoso central, inclusive as benzodiazepinas, ou associadas a substâncias com ação no sistema endócrino: I – dietilpropiona ou anfepramona; II – d-fenfluramina ou d-i-fenfluramina; III – fenproporex; IV – mazindol. Art. 2º É proibida a prescrição médica simultanea, com a finalidade de tratamento da obesidade ou Outubro de 2005 emagrecimento, de substâncias tipo anfetaminas, com um ou mais dos seguintes fármacos: I – benzodiazepínicos; II – diuréticos; III – hormônios ou extratos hormonais; IV – laxantes. Art. 3º As listagens constantes nos artigos anteriores podem ser complementadas por meio de regulamento do Poder Executivo por meio do Minitério da Saúde. Art. 4º Os estabelecimentos de fabricação, manipulação, comercialização e dispensação farmacêutica têm o prazo de noventa dias para o cumprimento das disposições desta lei, contados a partir da sua publicação. Art. 5º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Justificação O amplo uso de associações destas substâncias no tratamento da obesidade ou simplesmente com a finalidade de emagrecimento tem causado graves riscos à saúde pública, inclusive com numerosos casos de desenvolvimento de dependência. O consumo elevado deste tipo de drogas, no Brasil, tem sido objeto de preocupações das autoridades do Órgão Internacional para Controle de Entorpecentes, entidade da Organização das Nações Unidas que tem a função de realizar o controle de drogas psicotrópicas e entorpecentes em nível internacional por decisão da Convenção Única sobre Entorpecentes de 1961. O Conselho Federal de Medicina, preocupado com a banalização do consumo dessas drogas em fórmulas de associação, editou, em 1997, uma resolução (Resolução CFM nº 1.477/97) proibindo as prescrições simultâneas de um elenco destas substâncias. Antes disso, a extinta Secretaria de Vigilância Sanitária, do Ministério da Saúde, em agosto de 1994, havia publicado uma portaria (Portaria SVS nº 87/94) que proibia a fabricação, comercialização e dispensação de medicamentos contendo essas substâncias associadas. Entendemos que o consumo de associações de drogas psicoativas, com ação profunda no sistema nervoso central, é um tema bastante sério para a saúde pública e merece uma constante e rigorosa fiscalização. A regulamentação atual é suficiente mas é baseada em portaria ministerial e em resolução do conselho de medicina. Cremos que uma lei federal daria o necessário e sólido respaldo legal que pode melhor Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS amparar a ação fiscalizatória e punitiva firme e rigorosa nesse campo. São estes os motivos que nos levam a apresentar essa proposição para termos a atenção dos ilustres colegas Deputados no sentido da sua aprovação. Sala das Sessões, 5 de outubro de 2005. – Deputado Fernando Coruja, PPS/SC. PROJETO DE LEI Nº 6.002, DE 2005 (Do Sr. Fernando Coruja) Acrescenta inciso ao art. 94 da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965, que institui o Código Eleitoral. Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Mérito e Art. 54, RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação do Plenário. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º O art. 94 da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965, fica acrescido do seguinte inciso VII: “VII – com a certidão fornecida pela Comissão de Ética do Partido, homologado a candidatura. Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Justificação Este projeto tem por finalidade de garantir que o candidato possua uma boa conduta ética. Com o aval da comissão de Ética do Partido, o candidato terá a condição de se registrar para concorrer as eleições, caso contrário, ficará impossibilitado. Este documento será emitido pelo partido, e ele garantirá e terá toda a responsabilidade sobre as prerrogativas previstas neste documento sobre o candidato. Sala das Sessões, 5 de outubro de 2005. – Deputado Fernando Coruja, PPS/SC. PROJETO DE LEI Nº 6.015, DE 2005 (Do Sr. Beto Albuquerque) Institui o Fundo Nacional do Idoso e autoriza deduzir do imposto de renda devido pelas pessoas físicas e jurídicas as doações efetuadas aos Fundos Municipais, Estaduais e Nacional do Idoso. Despacho: Às Comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação (Mérito e Art. 54, RICD); e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva Pelas Comissões – Art. 24, II. Sexta-feira 21 51033 O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Fica instituído o Fundo Nacional do Idoso. Parágrafo único. O Fundo a que se refere o caput terá como receita: a) os recursos que, em conformidade com o art. 115 da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, foram destinados ao Fundo Nacional de Assistência Social, para aplicação em programas e ações relativos ao idoso; b) as contribuições referidas nos artigos 2º e 3º da presente Lei, que lhe forem destinadas; c) os recursos que lhe forem destinados no Orçamento da União; d) contribuições dos governos e organismos estrangeiros e internacionais; e) o resultado de aplicações do governo e organismo estrangeiros e internacionais; f) o resultado de aplicações no mercado financeiro, observada a legislação pertinente; g) outros recursos que lhe forem destinados. Art. 2º O art. 12, inciso I, da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 12 ................................................. I – as contribuições feitas aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional do Idoso; ............................................................. ” Art. 3º A pessoa jurídica poderá deduzir do imposto de renda devido, em cada período de apuração, o total das doações feitas aos Fundos do Idoso – nacional, estaduais ou municipais – devidamente comprovadas, vedada a dedução como despesa operacional. § 1º A dedução a que se refere o caput, somada à dedução relativa às doações efetuadas aos fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, a que se refere o art. 260 da Lei nº 8.242, de 12 de outubro de 1991, não poderá ultrapassar um por cento do imposto devido. Art. 4º Esta lei entra em vigor em 1º de janeiro do ano seguinte ao de sua publicação. Justificação A legislação que rege o imposto de renda permite que o contribuinte possa deduzir do imposto devido as doações efetuadas aos fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente. 51034 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Antes de ser instituído o incentivo fiscal a favor dos fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, as instituições que cuidam de crianças e adolescentes e as instituições que cuidam de idosos recebiam doações espontâneas, fundadas apenas no espírito de solidariedade e filantropia dos doadores. A opção, entre doar para um tipo de instituição ou outro, dependia apenas da sensibilidade do doador, que a exercitava altruisticamente. Isso permitia certo equilíbrio na distribuição de recursos entre os dois tipos de instituição beneficente. Após o aparecimento do mencionado incentivo fiscal, crescente parcela de doadores, que doavam às instituições que cuidam dos idosos, passou a optar em realizar doações às instituições que cuidam das crianças e dos adolescentes. Assim, o incentivo fiscal, que visava a atrair recursos para as entidades que cuidam das crianças e adolescentes, acabou produzindo um efeito perverso, não desejado por ninguém. A possibilidade de deduzir do imposto de renda o montante doado tem influenciado o doador, em prejuízo das instituições que cuidam dos idosos. E, o que é sumamente grave, a tendência é a migração dos colaboradores mais aquinhoados e a perda das doações mais expressivas. Essa discriminação prejudicial aos idosos decorre da inexistência de incentivo fiscal que, de forma idêntica ao que hoje contempla os fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, possa beneficiar as instituições que cuidam dos idosos. É até surpreendente que não tenha sido criado, quando da elaboração do Estatuto do Idoso, o incentivo fiscal correspondente, à semelhança do que ocorreu no caso do Estatuto da Criança e do Adolescente. Essa situação é injustificável, eis que significativa parcela de idosos vivem em asilos, que são mantidos com imensa dificuldade. Com a finalidade de corrigir essa distorção, estou apresentando o presente projeto de lei, que institui o Fundo Nacional do Idoso e estende aos Fundos dos Idosos o mesmo tratamento tributário hoje vigente, aplicável aos fundos relativos às crianças e aos adolescentes. O projeto de lei faculta às pessoas físicas e às pessoas jurídicas deduzir, do imposto de renda devido, as doações feitas aos Fundos dos Idosos – nacional, estaduais e municipais. Destarte, os Fundos dos Idosos passam a gozar de tratamento tributário idêntico ao hoje existente, relativamente aos fundos dos Direitos das crianças e dos Adolescentes. A proposição não acarretará diminuição da arrecadação tributária, pois tem o cuidado de manter os limites de dedução nos patamares hoje existentes. A Outubro de 2005 proposição permite ao doador nova opção, sem aumentar o limite máximo da dedução do imposto. Fica, portanto, assegurada a adequação financeira e orçamentária da proposição, sem ofensa ao Orçamento Anual, à Lei de Diretrizes Orçamentária e ao Plano Plurianual. Considerando que a presente proposição atende a justo clamor dos idosos, sendo urgente a necessidade de sanar a falha da legislação tributária, não tenho dúvidas de que a proposição receberá os votos favoráveis dos senhores deputados e senadores. Sala das Sessões, 5 de outubro de 2005. – Deputado Beto Albuquerque. PROJETO DE LEI Nº 6.021, DE 2005 (Do Sr. Carlos Sampaio) Acrescenta § 3º ao art. 8º e os §§ 1º, 2º e 3º ao art. 11 da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985, que “disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico e dá outras providências”. Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Mérito e Art. 54, RICD) Apreciação: Proposição sujeita à apreciação pelas Comissões – Art. 24, II. O Congresso Nacional decreta: Ficam acrescidos os seguintes parágrafos, 3º ao art. 8º e 1º, 2º e 3º ao art. 11, ambos da Lei n.º 7.347, de 24 de julho de 1985, que “disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico e dá outras providências”: “Art. 8º .................................................. § 1º ....................................................... § 2º ....................................................... § 3º O juiz poderá estabelecer determinações ao autor do fato considerado ilegal, bem como fixar multa pelo descumprimento de norma legal”. (NR) ............................................................. . “Art. 11 ................................................. § 1º Nas ações em que se questiona ato oriundo de função estatal, será citada pessoalmente a entidade que o emitiu e notificada a autoridade responsável. § 2º Os beneficiários do ato serão notificados por edital, do qual constará a rese- Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nha do caso, não sendo necessário nominar todos, se não tiverem participado da confecção do ato. § 3º A qualquer tempo os interessados poderão ajuizar ação judicial, provando que têm o direito contestado ou que não se inserem na questão posta como ilícita.” (NR) Art. 2º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Justificação A presente proposição visa aperfeiçoar a ação civil pública, bem como tornar mais célere o procedimento. É o caso da citação e, em se tratando de processo coletivo, toda a sociedade, em tese, está envolvida, podendo ser beneficiada ou prejudicada. Sala das Sessões, 6 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Sampaio. PROJETO DE LEI Nº 6.023, DE 2005 (Do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame) Reduz a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS incidentes sobre farinha de arroz. Despacho: Às Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Finanças e Tributação (Mérito e Art. 54, RICD); e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) Apreciação: Proposição sujeita à apreciação pelas Comissões – Art. 24, II. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta Lei reduz a 0 (zero) as alíquotas da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS incidentes na importação e sobre a receita bruta de venda no mercado interno de farinha de arroz. Art. 2º O inciso V do art. 1º da Lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 1º ................................................... .............................................................. V – produtos classificados nos códigos 0713.33.19, 0713.33.29, 0713.33.99, 1006.20, 1006.30, 1102.30.00 e 1106.20 da TIPI; .....................................................” (NR) Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sexta-feira 21 51035 Justificação A legislação das contribuições sociais sofreu várias alterações nos últimos dois anos. Foram instituídos regimes não-cumulativos para a Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e para a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). Além disso, essas contribuições passaram a incidir sobre as importações. O resultado imediato dessas mudanças foi um forte incremento da arrecadação tributária federal. O aumento da receita foi tão significativo que muitas reduções da carga tributária têm sido aprovadas e propostas pelo Congresso Nacional. Em especial, destacamos a redução a zero das alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, efetuada pela Lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004, que beneficiou, entre outras mercadorias, insumos agropecuários e produtos da cesta básica. A desoneração, contudo, não foi ampla o suficiente. Importantes itens da alimentação foram excluídos da redução de alíquotas. A farinha de arroz é um dos produtos que não foram contemplados pela sobredita lei. Esse tipo de farinha é um componente básico do macarrão de arroz, que não contém glúten. Como sabemos, muitas pessoas não podem consumir o glúten, porque têm rejeição a essa substância. Por meio do presente projeto, propomos a redução a zero das alíquotas da contribuição para o PIS/ PASEP e da COFINS incidentes sobre as operações com farinha de arroz. Com isso, além de estender o tratamento tributário mais favorável já dado a outros produtos alimentares, melhoraremos a qualidade de vida da parcela da população brasileira que está, por motivos totalmente alheios a sua vontade, restrita ao consumo de alimentos que não contém glúten. Tendo em vista os relevantes interesses sociais de que se reveste o projeto, contamos com o apoio dos nobres Pares. Sala das Sessões, 6 de outubro de 2005. – Deputado Antonio Carlos Mendes Thame. PROJETO DE LEI Nº 6.037, DE 2005 (Do Sr. Vignatti) Autorizo a criação da Universidade Federal da Mesorregião da Grande Fronteira do Mercosul – UFGFM e dá outras providências. Despacho: Às Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Educação e Cultura; Finanças e Tributação (Art. 54 RICD); e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). 51036 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Apreciação: Proposição sujeita à apreciação pelas Comissões – Art. 24, II. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º O Poder Executivo fica autorizado a criar, com sede e foro no Município de Chapecó, Estado de Santa Catarina, a Universidade Federal da Grande Fronteira do Mercosul – UFGFM. Parágrafo único – a UFGFM atenderá as populações dos municípios da Mesorregião da Grande Fronteira do Mercosul: Santa Catarina – Chapecó, Abdon Batista, Abelardo Luz, Água Doce, Águas de Chapecó, Águas Frias, Alto Bela Vista, Anchieta, Arabutã, Arroio Trinta, Arvoredo, Bandeirante, Barra Bonita, Belmonte, Bom Jesus, Bom Jesus do Oeste, Brunópolis, Caçador, Caibi, Calmon, Campo Erê, Campos Novos, Capinzal, Catanduvas, Caxambu do Sul, Concórdia, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Cunhataí, Curitibanos, Descanso, Dionísio Cerqueira, Entre Rios, Erval Velho, Faxinal dos Guedes, Flor do Sertão, Formosa do Sul, Fraiburgo, Frei Rogério, Galvão, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Guatambú, Herval d’Oeste, Ibiam, Ibicaré, Iomerê, Ipira, Iporã do Oeste, Ipuaçu, Ipumirim, Iraceminha, Irati, Itá, Itapiranga, Jaborá, Joacaba, Jardinópolis, Jupiá, Lacerdópolis, Lajeado Grande, Lebon Régis, Lindóia do Sul, Luzerna, Macieira, Maravilha, Marema, Matos Costa, Modelo, Mondaí, Monte Carlo, Nova Erechim, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Ouro, Ouro Verde, Paial, Palma Sola, Palmitos, Paraíso, Passos Maia, Peritiba, Pinhalzinho, Pinheiro Preto, Piratuba, Planalto Alegre, Ponte Alta, Ponte Alta do Norte, Ponte Serrada, Presidente Castelo Branco, Princesa, Quilombo, Rio das Antas, Riqueza, Romelândia, Salete, Saltinho, Salto Veloso, Santa Cecília, Santa Helena, Santa Terezinha do Progresso, Santiago do Sul, São Bernardino, São Carlos, São Cristovão do Sul, São Domingos, São João do Oeste, São José do Cedro, São Lourenço d’Oeste, São Miguel da Boa Vista, São Miguel d’Oeste, Saudades, Seara, Serra Alta, Sul Brasil, Taió, Tangará, Tigrinhos, Treze Tílias, Tunápolis, União do Oeste, Vargeão, Vargem, Vargem Bonita, Videira, Xanxerê, Xavantina, Xaxim e Zortéa; Paraná – Ampere, Barracão, Bela vista da Caroba, Boa Esperança do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Bom Jesus do Sul, Bom Sucesso do Sul, Capanema, Capitão Leonidas Marques, Catanduvas, Chopinzinho, Clevelândia, Coronel Vivida, Cruzeiro do Iguaçu, Dois Vizinhos, Eneas Marques, Flor da Serra do Sul, Francisco Beltrão, Honorio Serpa, Itapejara do Oeste, Manfrinópolis, Mangueirinha, Mariopolis, Marmeleiro, Matelândia, Nova Esperança do Sudoeste, Nova Prata do Iguaçu, Palmas, Pato Branco, Perola do Oeste, Pinhal de São Bento, Planalto, Pranchita, Realeza, Renascença, Salgado Filho, Salto do Lontra, Santa Iza- Outubro de 2005 bel do Oeste, Santo Antonio do Sudoeste, São João, São Jorge do Oeste, Saudade do Iguaçu, Sulina, Três Barra do Paraná, Vere e Vitorino; Rio Grande do Sul – Água Santa, Barra Funda, Camargo, Carazinho, Casca, Chapada, Ciriaco, Constantina, Coqueiros do Sul, Coxilha, David Canabarro, Ernestina, Gentil, Marau, Mato Castelhano, Muliterno, Nicolau Vergueiro, Nova Alvorada, Nova Boa Vista, Novo Barreiro, Palmeiras das Missões, Passo Fundo, Pontão, Ronda Alta, Rondinha, Santo Antonio do Palma, Santo Antonio do Planalto, São Domingos do Sul, São José das Missões Sarandi, Sertão, Soledade, Tapejara, Vanini, Vila Maria, Alecrim, Alegria, Boa Vista do Burica, Campina das Missões, Candido Godoi, Doutor Mauricio Cardoso, Horizontina, Indepedencia, Nova Candelária, Novo Machado, Porto Lucena, Porto Maua, Porto Vera Cruz, Santa Rosa, Santo Cristo, São José do Inhacora, Senador Salgado Filho, Três de Maio, Tucunduva, Tuparendi, Alpestre, Ametista do Sul, Boa Vista das Missões, Caiçara, Cerro Grande, Cristal do Sul, Dois Irmão das Missões, Engenho Velho, Erval Seco, Frederico Westphalen, Gramado dos Loureiros, Irai, Jaboticaba, Lajeado do Bugre, Liberato Salzano, Nonoai, Novo Tiradentes, Palmitinho, Pinhal, Pinheiro do Vale, Planalto, Rio dos Indios, Rodeio Bonito, Sagrada Familia, Seberi, Taguaruçu do Sul, Três Palmeiras, Trindade do Sul, Vicente Dutra, Vista Alegre, Bossoroca, Caibaté, Cerro Largo, Dezesseis de Novembro, Entre-Ijuis, Eugênio de Castro, Garruchos, Girua, Guarani das Missões, Itacurubi, Pirapo, Porto Xavier, Roque Gonzales, Salvador das Missões, Santo Angelo, Santo Antonio das Missões, São Luiz Gonzaga, São Miguel das Missões, São Nicolau, São Paulo das Missões, São Pedro do Butia, Sete de Setembro, Ubiretama, Vitória das Missões, André da Rocha, Cacique Doble, Caseiros, Charrua, Esmeralda, Ibiaça, Ibiraiaras, Lagoa Vermelha, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Monte Alegre dos Campos, Muitos Capões, Paim Filho, Sananduva, Santo Expedito do Sul, São João da Urtiga, São José do Ouro, Tupanci do Sul, Vacaria, Ajuricaba, Augusto Pestana, Barra do Guarita, Bom Progresso, Braga, Campo Novo, Catuipe, Chiapeta, Condor, Coronel Barros, Coronel Bicaco, Crissiumal, Derrubadas, Esperança do Sul, Humaitá, Ijuí, Inhacora, Miraguai, Joia, Nova Ramada, Panambi, Pejuçara, Redentora, Santo Augusto, Sao Martinho, Sao Valerio Do Sul, Sede Nova, Tenente Portela, Tiradentes Do Sul, Tres Passos, Vista Gaucha, Aratiba, Aurea, Barao De Cotegipe, Barra Do Rio Azul, Benjamin Constant Do Sul, Campinas Do Sul, Carlos Gomes, Centenario, Entre Rios Do Sul, Erebango, Erechim, Erval Grande, Estacao, Faxinalzinho, Floriano Peixoto, Gaurama, Getulio Vargas, Ipiranga Do Sul, Itatiba Do Sul, Jacutinga, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Ponte Preta, Sao Valentim, Severiano De Almeida, Tres Arroios, Viadutos, Alto Alegre, Campos Borges, Colorado, Cruz Alta, Espumoso, Fortaleza Dos Valos, Ibirapuita, Ibiruba, Lagoa Dos Tres Cantos, Mormaco, Nao-Me-Toque, Quinze De Novembro, Saldanha Marinho, Salto Do Jacui, Santa Barbara Do Sul, Selbach, Tapera e Victor Graeff. Art. 2º A UFGFM reger-se-á pela legislação de ensino superior vigente. Art. 3º A UFGFM terá como finalidade erradicar a pobreza e reduzir ao máximo as desigualdades sociais e regionais, na forma do art. 3º da Constituição Federal. Art. 4º A UFGFM ministrará ensino superior, pesquisa e extensão universitária, além de cursos de licenciatura vinculadas ao mercado de trabalho e à realidade socioeconômica da Mesorregião da Grande Fronteira do Mercosul. Art. 5º Fica a UFGFM autorizada a firmar convênio ou parcerias com entidades congêneres, federais, estaduais, comunitárias ou municipais. Parágrafo Único – A autorização constante do caput deste artigo aplica-se a convênios e parcerias celebrados com Universidade do Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina, com a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul e Universidade Estadual do Paraná. Art. 6º Fica a Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, Universidade Federal do Paraná – UFPR e Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS autorizadas a doarem, ou ceder em comodato com UFGFM, os bens móveis e imóveis de sua propriedade localizados na área de atuação da UFGFM. Art. 7º A UFGFM encaminhará sua proposta estatutária ao Ministério da Educação para a aprovação pelas instâncias competentes, no prazo de cento e oitenta dias, contados de sua criação autorizada por esta lei. Art. 8º Esta Lei entra em Vigor na data de sua publicação. Justificação Submetemos à deliberação dos nobres Pares o Projeto de Lei que autoriza o Poder Executivo a criar a Universidade Federal da Mesorregião da Grande Fronteira do Mercosul – UFGFM, com sede e foro na cidade de Chapecó – Santa Catarina e atenderá aos seguintes municípios: Santa Catarina – Abdon Batista, Abelardo Luz, Água Doce, Águas de Chapecó, Águas Frias, Alto Bela Vista, Anchieta, Arabutã, Arroio Trinta, Arvoredo, Bandeirante, Barra Bonita, Belmonte, Bom Jesus, Bom Jesus do Oeste, Brunópolis, Caçador, Caibi, Calmon, Sexta-feira 21 51037 Campo Erê, Campos Novos, Capinzal, Catanduvas, Caxambu do Sul, Chapecó, Concórdia, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Cunhataí, Curitibanos, Descanso, Dionísio Cerqueira, Entre Rios, Erval Velho, Faxinal dos Guedes, Flor do Sertão, Formosa do Sul, Fraiburgo, Frei Rogério, Galvão, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Guatambú, Herval d’Oeste, Ibiam, Ibicaré, Iomerê, Ipira, Iporã do Oeste, Ipuaçu, Ipumirim, Iraceminha, Irati, Itá, Itapiranga, Jaborá, Joacaba, Jardinópolis, Jupiá, Lacerdópolis, Lajeado Grande, Lebon Régis, Lindóia do Sul, Luzerna, Macieira, Maravilha, Marema, Matos Costa, Modelo, Mondaí, Monte Carlo, Nova Erechim, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Ouro, Ouro Verde, Paial, Palma Sola, Palmitos, Paraíso, Passos Maia, Peritiba, Pinhalzinho, Pinheiro Preto, Piratuba, Planalto Alegre, Ponte Alta, Ponte Alta do Norte, Ponte Serrada, Presidente Castelo Branco, Princesa, Quilombo, Rio das Antas, Riqueza, Romelândia, Salete, Saltinho, Salto Veloso, Santa Cecília, Santa Helena, Santa Terezinha do Progresso, Santiago do Sul, São Bernardino, São Carlos, São Cristovão do Sul, São Domingos, São João do Oeste, São José do Cedro, São Lourenço d’Oeste, São Miguel da Boa Vista, São Miguel d’Oeste, Saudades, Seara, Serra Alta, Sul Brasil, Taió, Tangará, Tigrinhos, Treze Tílias, Tunápolis, União do Oeste, Vargeão, Vargem, Vargem Bonita, Videira, Xanxerê, Xavantina, Xaxim e Zortéa; Paraná – Ampere, Barracão, Bela vista da Caroba, Boa Esperança do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Bom Jesus do Sul, Bom Sucesso do Sul, Capanema, Capitão Leonidas Marques, Catanduvas, Chopinzinho, Clevelândia, Coronel Vivida, Cruzeiro do Iguaçu, Dois Vizinhos, Eneas Marques, Flor da Serra do Sul, Francisco Beltrão, Honorio Serpa, Itapejara do Oeste, Manfrinópolis, Mangueirinha, Mariopolis, Marmeleiro, Matelândia, Nova Esperança do Sudoeste, Nova Prata do Iguaçu, Palmas, Pato Branco, Perola do Oeste, Pinhal de São Bento, Planalto, Pranchita, Realeza, Renascença, Salgado Filho, Salto do Lontra, Santa Izabel do Oeste, Santo Antonio do Sudoeste, São João, São Jorge do Oeste, Saudade do Iguaçu, Sulina, Três Barra do Paraná, Vere e Vitorino; Rio Grande do Sul – Água Santa, Barra Funda, Camargo, Carazinho, Casca, Chapada, Ciriaco, Constantina, Coqueiros do Sul, Coxilha, David Canabarro, Ernestina, Gentil, Marau, Mato Castelhano, Muliterno, Nicolau Vergueiro, Nova Alvorada, Nova Boa Vista, Novo Barreiro, Palmeiras das Missões, Passo Fundo, Pontão, Ronda Alta, Rondinha, Santo Antonio do Palma, Santo Antonio do Planalto, São Domingos do Sul, São José das Missões Sarandi, Sertão, Soledade, Tapejara, Vanini, Vila Maria, Alecrim, Alegria, Boa Vista do Burica, Campina das Missões, Candido Godoi, Doutor Mauricio Cardoso, Horizontina, 51038 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Indepedencia, Nova Candelária, Novo Machado, Porto Lucena, Porto Maua, Porto Vera Cruz, Santa Rosa, Santo Cristo, São José do Inhacora, Senador Salgado Filho, Três de Maio, Tucunduva, Tuparendi, Alpestre, Ametista do Sul, Boa Vista das Missões, Caiçara, Cerro Grande, Cristal do Sul, Dois Irmão das Missões, Engenho Velho, Erval Seco, Frederico Westphalen, Gramado dos Loureiros, Irai, Jaboticaba, Lajeado do Bugre, Liberato Salzano, Nonoai, Novo Tiradentes, Palmitinho, Pinhal, Pinheiro do Vale, Planalto, Rio dos Indios, Rodeio Bonito, Sagrada Familia, Seberi, Taguaruçu do Sul, Três Palmeiras, Trindade do Sul, Vicente Dutra, Vista Alegre, Bossoroca, Caibaté, Cerro Largo, Dezesseis de Novembro, Entre-Ijuis, Eugênio de Castro, Garruchos, Girua, Guarani das Missões, Itacurubi, Pirapo, Porto Xavier, Roque Gonzales, Salvador das Missões, Santo Angelo, Santo Antonio das Missões, São Luiz Gonzaga, São Miguel das Missões, São Nicolau, São Paulo das Missões, São Pedro do Butia, Sete de Setembro, Ubiretama, Vitória das Missões, André da Rocha, Cacique Doble, Caseiros, Charrua, Esmeralda, Ibiaça, Ibiraiaras, Lagoa Vermelha, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Monte Alegre dos Campos, Muitos Capões, Paim Filho, Sananduva, Santo Expedito do Sul, São João da Urtiga, São José do Ouro, Tupanci do Sul, Vacaria, Ajuricaba, Augusto Pestana, Barra do Guarita, Bom Progresso, Braga, Campo Novo, Catuipe, Chiapeta, Condor, Coronel Barros, Coronel Bicaco, Crissiumal, Derrubadas, Esperança do Sul, Humaitá, Ijuí, Inhacora, Miraguai, Joia, Nova Ramada, Panambi, Pejuçara, Redentora, Santo Augusto, Sao Martinho, Sao Valerio Do Sul, Sede Nova, Tenente Portela, Tiradentes Do Sul, Tres Passos, Vista Gaucha, Aratiba, Aurea, Barao De Cotegipe, Barra Do Rio Azul, Benjamin Constant Do Sul, Campinas Do Sul, Carlos Gomes, Centenario, Entre Rios Do Sul, Erebango, Erechim, Erval Grande, Estacao, Faxinalzinho, Floriano Peixoto, Gaurama, Getulio Vargas, Ipiranga Do Sul, Itatiba Do Sul, Jacutinga, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Ponte Preta, Sao Valentim, Severiano De Almeida, Tres Arroios, Viadutos, Alto Alegre, Campos Borges, Colorado, Cruz Alta, Espumoso, Fortaleza Dos Valos, Ibirapuita, Ibiruba, Lagoa Dos Tres Cantos, Mormaco, Nao-Me-Toque, Quinze De Novembro, Saldanha Marinho, Salto Do Jacui, Santa Barbara Do Sul, Selbach, Tapera e Victor Graeff. A Mesorregião Grande Fronteira do Mercosul abrange o norte do Rio Grande do Sul, o oeste de Santa Catarina e o Sudoeste do Paraná, compreendendo 415 municípios e com área total de 139.282,5 km². Sua criação originou-se da elaboração, em 1997, do Plano de Desenvolvimento Sustentável da Área da Bacia do Rio Uruguai, apresentado ao Ministério Outubro de 2005 do Planejamento e Orçamento e, posteriormente, à extinta Secretaria Especial de Políticas Sul e Santa Catarina e tendo como elemento estruturador a bacia hidrográfica. Na porção riograndense, os 238 municípios que compõem a Mesorregião pertencem a sete Conselhos Regionais de Desenvolvimento – Coredes (Alto Jacuí, Produção, Missões, Fronteira Nordeste, Médio Alto Uruguai, Norte e Nordeste) e parte de outros quatro (Hortências, Serra, Vale do Taquari e Vale do Rio Pardo). No oeste de Santa Catarina, a Mesorregião abarca Associações de Municípios (AMAI, AMARP, AMAUC, AMEOSC, AMERIOS, AMMOC, AMNOROESTE, AMOSC, AMPLASC ). Na porção paranaense da Mesorregião, partes dos municípios (trinta e seis) estão compreendidos pela Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná – Amsop. O restante dos municípios faz parte da Amop, da Amsulpar e da Cantuquiriguaçu, totalizando 47 municípios. A Mesorregião possui identidade própria, forjada desde a chegada dos imigrantes à toda Região Sul, quando houve a necessidade das famílias agirem em conjunto, a favor dos seus interesses individuais e coletivos. Essas vivências se refletem na dinâmica dos diferentes agentes sociais, atuantes na região, determinando o aprendizado para uma participação política e social organizada horizontalmente. Esta característica é identificada por uma densa rede de organizações com uma ativa participação nas ações comunitárias. Este capital social configurado como um dos principais ativos da sociedade regional, foi acionado de forma mais articulada diante da constatação da perda de competitividade da região revelada, dentro outros indicadores, pela redução de boa parte de sua força de trabalho e, conseqüentemente, do emprego, da renda, do mercado e da representatividade política. A consciência dessa realidade evidenciou que a retomada do dinamismo econômico necessária para gerar crescimento, oportunidades de trabalho, qualidade de vida e sustentabilidade, estava a demandar um processo de planejamento estratégico e a efetiva do Estado, em suas diferentes instâncias. Bons resultados já foram alcançados, tais como: a elaboração de um Plano Estratégico, com a definição de projetos estruturantes; ampla mobilização política, que culminou com a inclusão de um programa de desenvolvimento no Plano Pluri Anual (PPA) do Governo da União; a criação do Programa das Mesorregiões Diferenciadas, no Ministério de Integração Nacional e a alocação de recursos no Orçamento Geral da União, Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS para implementação de projetos de desenvolvimento na Mesorregião. Com a finalidade de dar maior organicidade ao conjunto de agentes institucionais que integram a Mesorregião, o Comitê Provisório de articulação da mesma, composto por representantes dos três Estados integrantes, definiu como diretriz central para o processo, a implementação do Fórum de Desenvolvimento Integrado e Sustentável da Mesorregião. OBJETIVOS > Definir diretrizes, estratégias e prioridades para o desenvolvimento da Mesorregião de acordo coma sua realidade, limites e potencialidades, orientados para sua inserção competitiva no mercado local, regional, nacional e global e principalmente para uma integração intra e inter-regional sustentável. > Fortalecer e consolidar a cooperação da sociedade civil e do setor público da Mesorregião discutindo, elaborando programas, projetos e desenvolvendo ações estratégicas de impacto na Mesorregião. > Coordenar os fóruns regionais já existentes nos três Estados com vistas à integração dos mesmos dentro dos objetivos do desenvolvimento da Mesorregião. Os Grandes problemas da Mesorregião, na atualidade, podem ser resumidos nos seguintes itens: crescente perda de dinamismo da economia regional, frente ao contexto de globalização e competitividade; dificuldade de inserção da pequena prioridade rural no mercado e as precárias condições de moradia de parcela significativa da população, com deficiências de saneamento básico, acesso à saúde e educação. Como conseqüência dos fatores elencados, advém a baixa capacidade de absorção de mão-de-obra e retenção da população, gerando êxodo rural e emigração regional. Verifica-se, também, uma grande disparidade da Mesorregião Grande Fronteira do Mercosul em relação ao restante da Região Sul. Apesar da Mesorregião compreender um quarto do território e abrigar um quarto da população da região, o seu Produto Interno Bruto representa pouco mais de um décimo do Produto Interno Bruto da Mesorregião Sul. Além disso, o PIB per capita da Mesorregião (US$ 3.285) é 40% menor que o da Região Sul (US$ 5.320). Apesar da existência de alguns centros industriais na Mesorregião, com relativa diversificação, porém fora do eixo de dinamismo da economia Macroregional, a agropecuária e a agroindústria constituem a base da Sexta-feira 21 51039 sua estrutura produtiva. Nesse aspecto, os produtos de maior relevância são grãos, suínos, aves, bovinos, aves, bovinos de corte e leite, frutas, erva-mate e fumo. Ressalta-se, também, a grande concentração de propriedades rurais de até 100 hectares na área de abrangência da Mesorregião. Ao mesmo tempo, devese considerar que, apesar do segmento das pequenas propriedades possuir relevante importância na base produtiva da Mesorregião , é, também, o mais vulnerável. Um importante eixo de desenvolvimento para a Mesorregião, ainda em construção, é o do turismo, com forte potencial de geração de emprego e renda. São muitos os municípios que apresentam potencial para o desenvolvimento de pólos de ecoturismo ou para o desenvolvimento de esportes de aventura, além do turismo rural. Algumas áreas já constituem pólos de ecoturismo, tais como o Parque Nacional Aparados da Serra, onde se localiza o cânion de Itaimbezinho, o maior da América do Sul, e o Parque Estadual do Turvo, onde se encontra o Salto de Yucumã, junto à fronteira Argentina. Em síntese, a caracterização sociocultural, política e geoeconômica da Mesorregião Grande Fronteira do Mercosul demonstra, de um lado, um conjunto de problemas econômicos e sociais que precisam ser atacados pela parceria entre o Poder Público, setor privado e organização da sociedade civil, e, de outro, o grande potencial de alavancagem do desenvolvimento a partir da potencialização do seu capital social e natural. Dessa forma, fazem-se necessárias ações que reforcem o processo de cooperação, materializando esses esforços em uma ação que reforcem o processo de cooperação, materializando esses esforços em uma ação de desenvolvimento integrado e sustentável, pela mobilização do potencial de desenvolvimento endógeno e objetivando a redução das desigualdades econômicas, sociais e regionais. Consideramos que a criação desta Universidade na Mesorregião trará benefícios para uma região que envolve os três estados do Sul do Brasil e encontra encontramos ensino público federal distante a mais de 400 km das Capitais de cada estado. Está alternativa possibilitará uma significativa oferta de ensino público superior gratuito, ao mesmo tempo, gerará conhecimentos científicos e tecnológicos necessários ao desenvolvimento, a prosperidade e ao bem-estar de milhares de habitantes dos três estados do sul. Com isso pretendemos atingir um dos grandes problemas da baixo Índice de Desenvolvimento Humano em toda a região da Mesorregião que é os maiores índices de Êxodo Rural. Sala de Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Vignatti (PT/SC), Vice Líder da Bancada do PT. 51040 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 6.039, DE 2005 (Do Sr. Paulo Rubem Santiago) Institui o Dia Nacional do Engenheiro de Pesca a ser comemorado na data de 14 de dezembro. Despacho: Às Comissões de Educação e Cultura; Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24, II. O Congresso Nacional decreta: Art. 1o Fica instituído o dia nacional do engenheiro de pesca a ser comemorado na data de 14 de dezembro. Art. 2º . Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Justificação Considerando o volume de águas continentais, as dimensões do litoral e a extensão do mar territorial brasileiro, a pesca é uma atividade econômica subdimensionada frente aos interesses do País. É freqüente que pequenas embarcações pesqueiras nacionais, por vezes, tripuladas por pescadores artesanais, cruzem com embarcações estrangeiras operando em nosso mares, dotados da mais moderna tecnologia. Algumas destas, como os japoneses, coreanas e tailandesas, chegando do outro lado do mundo para explorar nossos recursos pesqueiros. A questão tecnológica é crucial na atividade pesqueira, como nos demais setores econômicos da atualidade. Por isto reveste-se de singular importância a pessoa do engenheiro de pesca. A profissão de engenheiro de pesca é regulamentada pela lei n.º 5194, de 24/12/1966 e a legislação prevê a necessidade de um profissional habilitado como responsável técnico para atuar nas indústrias pesqueiras. A categoria profissional é organizada em diferentes instâncias, merecendo destaque a FAEP_ BR, “Federação das Associações dos Engenheiros de Pesca do Brasil”, que congrega e representa as congregações estaduais brasileiras. O objetivo do curso de engenheiro de pesca é o de capacitar profissionais para as funções de supervisão, planejamento, coordenação e execução de atividades integradas para o aproveitamento dos recursos naturais aquícolas, o cultivo e a exploração sustentável de recursos pesqueiros marítimos, fluviais e lacustres e sua industrialização. A formação do engenheiro de pesca inclui aspectos pertinentes das ciências exatas e da biologia, além das ciências humanas. A ecologia é um aspecto central Outubro de 2005 de seu treinamento, pois além da produção, a preocupação com a preservação dos recursos pesqueiros deve, sempre, estar presente em seu trabalho. Áreas excepcionalmente dinâmicas para o trabalho do engenheiro de pesca são as de aquicultura ( produção de formas jovens, “larvas, pós-larvas alevinos e/ou sementes” em laboratórios de reprodução, cultivo de adultos em escala industrial nas fazendas de criação de peixes, crustáceios e moluscos) pesca ( captura e confecção de equipamentos de pesca) e processamento de pescado. Existem também boas oportunidades nas áreas da pesquisa e produção de alevinos e nas fazendas de criação de peixes. No âmbito do Estado, um importante espaço profissional para os engenheiros de pesca são: a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca; o Ministério da Integração Nacional através do Departamento Nacional de Obras contra a Seca – DNOCS e da Companhia do Vale do São Francisco – CODEVASF; no Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Brasileiro do Meio ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA e nas Empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER. Nos Governos Estaduais e Municipais, estes profissionais elaboram programas, projetos, políticas pesqueiras, aquícola e ambiental, inspeciona o pescado, presta assistência técnica e fazem transferência de tecnologia, promovendo avanços sociais na área de extensão pesqueira. As organizações não governamentais voltadas à preservação do meio ambiente e ao apoio às populações pesqueiras tradicionais têm, também, empregado engenheiros de pesca. A pesca emprega centenas de milhares de brasileiros, de Norte a Sul. Integra a cultura e a economia brasileira. Sua potencial de crescimento é enorme. Seu desenvolvimento racional, associando o aumento da produtividade com a preservação dos recursos naturais só será possível com a participação do engenheiro de pesca. É, portanto, com o objetivo de valorizar a atividade pesqueira e homenagear aqueles que tanto têm a contribuir para o seu crescimento, que apresentamos este projeto de lei. Sala das Sessões, 11 de outubro 2005. – Deputado Paulo Rubem Santiago. PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.940, DE 2005 (Da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional) Aprova o texto do Acordo de Cooperação Cultural entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo do Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Estado do Kuaite, assinado em Kuaite, em 23 de fevereiro de 2005. Despacho: Às Comissões de Educação e Cultura; e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação do Plenário. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Fica aprovado o texto do Acordo de Cooperação Cultural entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo do Estado do Kuaite, assinado em Kuaite, em 23 de fevereiro de 2005. Parágrafo único. Ficam sujeitos à aprovação do Congresso Nacional quaisquer atos que possam resultar em revisão do referido Acordo, bem como quaisquer ajustes complementares que, nos termos do inciso I do art. 49 da Constituição Federal, acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação. Sala da Comissão, 5 de outubro de 2005. – Deputado Aroldo Cedraz, Presidente. MENSAGEM Nº 313, DE 2005 (Do Poder Executivo) AVISO Nº 511/2005 – C. Civil Submete, ao Congresso Nacional, o texto do Acordo de Cooperação Cultural entre a República Federativa do Brasil e o Governo do Estado do kuaite, assinado em kuaite, em 23 de fevereiro de 2005. Despacho: Às Comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; Educação e Cultura; e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) Apreciação: Proposição sujeita à apreciação do Plenário Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do disposto no art. 49, inciso I, combinado com o art. 84, inciso VIII da Constituição, submeto à elevada consideração de Vossas Excelências, acompanhado de exposição de motivos do Senhor Ministro de Estado, Interino, das Relações Exteriores, o texto do Acordo de Cooperação Cultural entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo do Estado do Kuaite, assinado em Kuaite, em 23 de fevereiro de 2005. Brasília, 23 de maio de 2005. – José de Alencar. Sexta-feira 21 51041 EM Nº 114 DAI/DAMC PAIN–BRAS–KUAITE Brasília, 13 de abril de 2005 Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Elevo à consideração de Vossa Excelência o anexo Acordo de Cooperação Cultural entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo do Estado do Kuaite, celebrado em Kuaite em 23 de fevereiro de 2005. 2. O instrumento tem por objetivo o aprimoramento das relações entre o Brasil e o Kuaite na área cultural, com a finalidade de contribuir para o melhor conhecimento recíproco, fortalecer as relações de amizade e incentivar a realização de atividades culturais nos dois países. 3. O acordo prevê, entre outras modalidades de cooperação, o intercâmbio de experiências nos campos das artes plásticas, das artes e da música, a colaboração nas áreas de rádio, cinema e televisão e o incentivo aos contatos entre museus dos dois países, bem como a instalação de uma Comissão Mista para acompanhar a execução dos programas de divulgação cultural. 4. Com vistas ao encaminhamento do aludido acordo à apreciação do Poder Legislativo, submeto a Vossa Excelência projeto de mensagem ao Congresso Nacional, juntamente com cópias autênticas do acordo. Respeitosamente, Assinado eletronicamente por: Samuel Pinheiro Guimarães Neto. ACORDO DE COOPERAÇÃO CULTURAL ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DO ESTADO DO KUAITE O Governo da República Federativa do Brasil e O Governo do Estado do Kuaite (doravante denominados “Partes Contratantes”), Convencidos de que a cooperação cultural contribuirá significativamente para o fortalecimento das relações de amizade existentes entre os dois países; Animados pelo desejo de desenvolver suas relações culturais, Acordam o seguinte: ARTIGO I As partes contratantes comprometem-se a promover a cooperação entre suas instituições, públicas e privadas, a fim de desenvolver atividades que contribuam para melhorar o conhecimento recíproco dos dois países e a difusão de suas respectivas culturas. 51042 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Outubro de 2005 ARTIGO II ARTIGO X As partes contratantes buscarão melhorar e aumentar o nível de conhecimento e o ensino da cultura em geral do outro país. 1. Para acompanhar a execução do presente acordo, cria-se uma Comissão Mista, a ser coordenada pelas respectivas chancelarias e integrada por representantes dos dois países, a qual se reunirá, quando necessário, alternadamente no Brasil e no Kuaite, na data combinada pelas partes contratantes. A Comissão Mista terá as seguintes funções: ARTIGO III As partes contratantes favorecerão o intercâmbio de experiências no campo das artes plásticas, das artes cênicas e da música. ARTIGO IV As partes contratantes estimularão os contatos entre seus museus, a fim de incentivar a difusão e o intercâmbio de suas manifestações culturais. Ademais, reconhecendo a importância do patrimônio cultural, as partes contratantes fornecerão o intercâmbio de experiências e a cooperação em material de restauração, proteção e conservação do referido patrimônio. ARTIGO V As partes contratantes tomarão medidas apropriadas para prevenir a importação, a exportação e a transferência ilícitas de bens que integram seus respectivos patrimônios culturais, de acordo com sua legislação nacional e conforme os tratados internacionais de que sejam parte. ARTIGO VI As partes contratantes apoiarão a realizaçào de atividades voltadas para a difusão de sua produção literária, por meio do intercâmbio de escritores, da participação em feiras do livro e da execução de projetos de tradução. ARTIGO VII As partes contratantes favorecerão a cooperação entre suas bibliotecas e arquivos, mediante o intercâmbio de informações, livros e publicações. a) avaliar e delimitar áreas prioritárias em que seria exeqüível a realização de projetos específicos de cooperação nas áreas cultural e artística, bem como os recursos necessários para sua execução; b) analisar, revisar, aprovar, acompanhar a implementação e avaliar os programas de cooperação cultural; c) supervisionar o bom andamento do presente acordo, bem como a execução dos projetos acordados, zelando para que os mesmos sejam concluídos nos prazos previstos; e d) formular recomendações que considere pertinentes às partes contratantes. 2. Sem prejuízo do previsto no parágrafo primeiro deste artigo, cada uma das partes contratantes poderá submeter à outra, a qualquer momento, projetos específicos de cooperação cultural, para a devida avaliação e posterior aprovação no âmbito da Comissão Mista. ARTIGO XI As partes contratantes encorajarão a participação de instituições não oficiais e privadas, cujas atividades sejam notoriamente voltadas para o campo cultural, com o propósito de fortalecer e ampliar os mecanismos que contribuam para a efetiva aplicação deste acordo. ARTIGO XII As partes contratantes favorecerão a cooperação nas áreas de rádio, cinema e televisão, com o objetivo de divulgar suas mais recentes produções e apoiar a difusão da cultura de ambos os países. As Partes Contratantes facilitarão a entrada, a permanência e a saída do seu território dos participantes que intervenham de forma oficial nos projetos de cooperação. Estes participantes se submeterão aos dispositivos migratórios, sanitários e de segurança nacional vigentes no país receptor e não poderão dedicar-se a nenhuma atividade alheia a suas funções sem a prévia autorização das autoridades competentes. ARTIGO IX ARTIGO XIII As partes contratantes se comprometem a fortalecer o intercâmbio de informação sobre suas respectivas instituições culturais e a estimular a realização de projetos conjuntos, por parte das referidas instituições. As Partes Contratantes facilitarão os trâmites administrativos e de inspeção necessários à entrada e saída dos equipamentos e materiais a serem utilizados na execução dos projetos, de acordo com a legislação nacional. Os bens destinados a exposições culturais ARTIGO VIII Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS poderão ser importados no âmbito de um sistema de admissão temporária específico. As facilidades de imigração, importação e exportação previstas no presente acordo reger-se-ão pela legislação em vigor nos territórios das Partes Contratantes. ARTIGO XIV 1. Cada Parte Contratante notificará a outra, pelos canais diplomáticos, do cumprimento das respectivas formalidades legais internas para aprovação deste acordo, o qual entrará em vigor a partir da data de recepção da última notificação. 2. O presente acordo terá vigência inicial de 5 (cinco) anos, renovável automaticamente por períodos de igual duração, a menos que uma das Partes Contratantes notifique a outra, por escrito, pelos canais diplomáticos, de sua intenção de denunciar o acordo. 3. O presente acordo poderá ser modificado de comum acordo entre as Partes Contratantes. As modificações acordadas entrarão em vigor de acordo com o estipulado no parágrafo 1 deste artigo. 4. O término do presente acordo não afetará a conclusão dos programas e projetos iniciados durante sua vigência. Feito na Cidade do Kuaite, Kuaite, em vinte e três de fevereiro de 2005, em três exemplares originais, nas línguas portuguesa, árabe e inglesa, sendo todos os textos igualmente autênticos. Em caso de divergência de interpretação, prevalecerá o texto em inglês. Pelo Governo da República Federativa do Brasil – Sua Excelência o Senhor Embaixador Celso Amorim, Ministro das Relações Exteriores Pelo Governo do Estado do Kuaite – Dr. Mohammed Sabah Al-Salem Al-Sabah, Ministro dos Negócios Estrangeiros COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL I – Relatório O Exmo. Sr. Presidente da República, nos termos do art. 49, I, combinado com o art. 84, VIII, da Constituição Federal, submete à apreciação do Congresso Nacional o texto do Acordo de Cooperação Cultural entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo do Estado do Kuaite, assinado em Kuaite, em 23 de fevereiro de 2005. O presente acordo tem como objetivo promover a cooperação entre instituições públicas e privadas do Brasil e do Kuaite “a fim de desenvolver atividades que contribuam para melhorar o conhecimento recíproco dos dois países e a difusão de suas respectivas culturas”. As Partes deverão fortalecer o intercâmbio de Sexta-feira 21 51043 experiências no campo das artes plásticas, das artes cênicas e da música, bem como estimular a realização de projetos conjuntos de suas instituições culturais. Conforme o texto do acordo em tela, será criada uma Comissão Mista com as funções de avaliar e delimitar áreas prioritárias de cooperação cultural e artística; cuidar dos programas de cooperação cultural supervisionar o andamento do acordo e a execução dos projetos acordados; bem como formular recomendações às Partes Contratantes. No desenvolvimento da cooperação cultural almejada, os dois países comprometem-se a facilitar a entrada, a permanência e a saída do seu território dos participantes dos projetos. Deverão ser facilitados também os trâmites administrativos e de inspeção necessários à entrada e saída dos equipamentos e materiais a serem utilizados. É o relatório. II – Voto da Relatora A diplomacia brasileira vem buscando, nesses últimos anos, a diversificação das relações políticas e comerciais do País por meio do contato com Estados antes esquecidos pela política externa nacional. Essa aproximação tanto tem importância para os debates travados em foros internacionais, como, por meio da multiplicação de parcerias, pode abrir novos mercados, diversificando a pauta de exportações brasileiras. No mundo fragmentado e dividido que adentrou o século XXI, os acordos culturais constituem uma primeira e fundamental etapa para a construção de uma sociedade internacional pacífica e solidária. É conhecendo e convivendo com outras culturas que podemos melhor construir a nossa identidade como nação e estabelecer uma convivência pacífica entre os povos. PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº , DE 2005 (Mensagem nº 313, de 2005) Aprova o texto do Acordo de Cooperação Cultural entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo do Estado do Kuait, assinado em Kuait, em 23 de fevereiro de 2005. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Fica aprovado o texto do Acordo de Cooperação Cultural entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo do Estado do Kuait, assinado em Kuait, em 23 de fevereiro de 2005. Parágrafo único. Ficam sujeitos à aprovação do Congresso Nacional quaisquer atos que possam resultar em revisão do referido Acordo, bem como quaisquer 51044 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ajustes complementares que, nos termos do inciso I do art. 49 da Constituição Federal, acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. Art. 2º. Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação. Sala da Comissão, de de 2005. – Deputada Terezinha Fernandes, Relatora. III – Parecer da Comissão A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela aprovação da Mensagem nº 313/2005, nos termos do projeto de decreto legislativo que apresenta, acatando o Parecer da Relatora, Deputada Terezinha Fernandes. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Aroldo Cedraz – Presidente, Jairo Carneiro e Nilson Mourão – Vice-Presidentes, André Costa, André de Paula, André Zacharow, Antonio Carlos Pannunzio, Arnon Bezerra, Dimas Ramalho, Francisco Rodrigues, Itamar Serpa, João Herrmann Neto, Lincoln Portela, Marcos de Jesus, Terezinha Fernandes, Antonio Carlos Mendes Thame, Francisco Dornelles, Jair Bolsonaro, Júnior Betão, Paulo Afonso e Zico Bronzeado. Plenário Franco Montoro, 5 de outubro de 2005. – Deputado Aroldo Cedraz, Presidente. PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.941, DE 2005 (Da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional) MENSAGEM Nº 451/2005 Aviso nº 728/2005 – C. Civil Aprova o texto do Acordo de Cooperação em Matéria de Comunicação entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Bolivariana da Venezuela, celebrado em Caracas, em 14 de fevereiro de 2005. Despacho: Às Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação pelo Plenário O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Fica aprovado o texto do Acordo de Cooperação em Matéria de Comunicação entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Bolivariana da Venezuela, celebrado em Caracas, em 14 de fevereiro de 2005. Parágrafo único. Ficam sujeitos à aprovação do Congresso Nacional quaisquer atos que possam resul- Outubro de 2005 tar em revisão do referido Acordo, bem como quaisquer ajustes complementares que, nos termos do inciso I do art. 49 da Constituição Federal, acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação. Sala da Comissão, 5 de outubro de 2005. – Deputado Aroldo Cedraz, Presidente. MENSAGEM Nº 451, DE 2005 (Do Poder Executivo) AVISO Nº 728/05 – C. CIVIL Submete, ao Congresso Nacional, o texto do Acordo de Cooperação em Matéria de Comunicação entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Bolivariana da Venezuela, celebrado em Caracas, em 14 de fevereiro de 2005. (Às Comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD)) Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do disposto no art. 49, inciso I, combinado com o art. 84, inciso VIII da Constituição, submeto à elevada consideração de Vossas Excelências, acompanhado de exposição de motivos do Senhor Ministro de Estado das Relações Exteriores, o texto do Acordo de Cooperação em Matéria de Comunicação entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Bolivariana da Venezuela, celebrado em Caracas, em 14 de fevereiro de 2005. Brasília, 21 de julho de 2005. – Luiz Inácio Lula da Silva. EM Nº 201/DAM II/DAI/MRE – PAIN–BRAS–VENE Brasília, 15 de junho de 2005 Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Elevo à consideração de Vossa Excelência o anexo texto do Acordo de Cooperação em Matéria de Comunicação ente o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Bolivariana da Venezuela, celebrado em Caracas, em 14 de fevereiro de 2005. 2. O presente acordo tem por objetivo estabelecer o quadro da cooperação entre as partes em atividades de mútuo interesse, com o propósito de promover o desenvolvimento e o uso regional dos meios de comunicação social do Estado. 3. A assinatura do acordo em apreço reflete o estágio adiantado em que se desenvolve o relaciona- Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS mento bilateral entre Brasil e Venezuela, promovendo o intercâmbio de informações, análises e prognósticos dos meios de comunicação social dos dois países, bem como a difusão de informações oficiais de ambos os governos, suas realizações, atividades culturais, belezas turísticas e aspectos históricos. 4. Com vistas ao encaminhamento do tema à apreciação legislativa, submeto a Vossa Excelência projeto de mensagem ao Congresso Nacional, juntamente com cópias do acordo em pauta. Respeitosamente, ACORDO DE COOPERACÃO EM MATÉRIA DE COMUNICACÃO ENTRE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A REPÚBLICA BOLIVARIANA DA VENEZUELA O Governo da República Federativa do Brasil e O Governo da República Bolivariana da Venezuela (doravante denominados “Partes”), Tendo em conta os vínculos históricos e de amizade que unem seus povos; Conscientes da importância do desenvolvimento tecnológico em matéria de telecomunicação e considerando a necessidade de afiançar e promover a integração nesta área; Convencidos dos benefícios de uma integração no campo das comunicações para o desenvolvimento integral dos povos da América Latina, mediante o uso, intercâmbio e acesso à informação gerada em cada um de seus países; Considerando o desejo das partes de promover a cooperação regional no campo das comunicações; Tomando em conta o espírito solidário de irmandade que existe entre ambos os governos; Ressaltando o compromisso manifesto pelos chefes de estado com a criação de um sistema de cooperação televisiva, radiofônica e de Internet para a divulgação de informações aos povos da América do Sul; Acordaram o seguinte: ARTIGO 1 1. O presente Acordo tem por objetivo estabelecer o quadro da cooperação entre as Partes em atividades de mútuo interesse, com o propósito de promover o desenvolvimento e o uso regional dos meios de comunicação social do Estado. 2. As atividades de cooperação no âmbito deste Acordo serão executadas com base nos princípios Sexta-feira 21 51045 de igualdade, reciprocidade e benefício mútuo das Partes. ARTIGO 2 A cooperação entre as Panes prevista neste Acordo poderá incluir as seguintes atividades: a) Intercâmbio de informações, análises e prognósticos dos meios de comunicação social das Partes, incluindo prognósticos para o curto, o médio e o longo prazos; b) Difusão de informações oficiais de ambos os Governos, suas realizações, atividades culturais, belezas turísticas e aspectos histéricos, bem como programas de divulgação científica, acadêmica e universitária e o intercâmbio de conteúdos que fortaleçam e enalteçam as relações entre ambos os países; c) Elaboração de atividades de formação e capacitação técnica, e de materiais educativos destinados a fortalecer as capacidades institucionais e a promover a criação de meios comunitários e alternativos; d) Intercâmbio de informação científica e tecnológica, métodos de pesquisa e desenvolvimento bem como de seus resultados, entre universidades, instituições e organizações públicas; e) Organização de seminários e de outros encontros sobre temas da área de comunicações selecionados por acordo mútuo; f) Desenvolvimento de acordos específicos de cooperação estratégica no campo das agências de notícia, rádio e televisão, incluindo outras manifestações artísticas, jornalísticas e técnicas na área dos audiovisuais; g) Outras atividades que as Partes, por meio de seus organismos competentes, acordem por escrito. ARTIGO 3 1. Para a coordenação, seguimento e execução dos compromissos derivados do presente Acordo, o Governo da República Federativa do Brasil designa a Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica (SECOM) e a RADIOBRÁS – Empresa Brasileira de Comunicações S. A. – e o Governo da República Bolivariana da Venezuela designa o Ministério de Comunicação e Informação. 2. As Partes se reunirão alternativamente em Brasília e em Caracas quando, considerem conveniente, a fim de impulsionar o cumprimento do presente Acordo. 51046 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ARTIGO 4 1. As Partes outorgarão proteção adequada e efetiva à propriedade intelectual e direitos conexos criados ou proporcionados ao amparo do presente Acordo, de conformidade com a legislação interna e com as convenções internacionais de que sejam parte. 2. Caso uma informação prestada ou gerada no contexto do presente Acordo seja identificada como “informação de caráter confidencial”, cada uma das Partes e seus órgãos executores protegerão tal informação de conformidade com suas leis, regulamentos e práticas administrativas vigentes aplicáveis. ARTIGO 5 1. A menos que as Partes ou seus órgãos executores acordem de outra forma, todos os gastos que resultem das atividades de cooperação reguladas no presente Acordo serão cobertos pela Parte que os realize. 2. Cada uma das Partes conduzirá as atividades contempladas neste Acordo de conformidade com seu ordenamento jurídico vigente e promoverá os recursos financeiros necessários em função da disponibilidade de fundos orçamentários e de pessoal. ARTIGO 6 As controvérsias que possam surgir a partir da interpretação e/ou aplicação do presente Acordo serão solucionadas pelas Partes mediante consultas diretas por via diplomática. ARTIGO 7 1. O presente Acordo entrará em vigor na data da segunda notificação em que uma das Partes comunique à outra o cumprimento dos requisitos legais internos para sua aprovação. Terá vigência de cinco (5) anos e será renovado automaticamente por sucessivos períodos de doze (12) meses, caso não seja denunciado por qualquer das Partes, por escrito e pela via diplomática. A denúncia surtirá efeito transcorridos noventa (90) dias a partir da notificação. A denúncia deste Acordo não afetará a conclusão de projetos ou programas em execução. 2. Este Acordo poderá ser emendado por consentimento mútuo das Partes. As emendas entrarão em vigor nos termos do parágrafo 1 deste Artigo. Feito em Caracas, em 14 de fevereiro de 2005, em dois exemplares originais nos idiomas português e castelhano, sendo ambos os textos igualmente autênticos. Pelo Governo da República Federativa do Brasil. Outubro de 2005 Pelo Governo da República Bolivariana da Venezuela. COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL I – Relatório O Excelentíssimo Senhor Presidente da República encaminha ao Congresso Nacional a Mensagem Nº 451, de 2005, acompanhada de exposição de motivos do Exmo. Sr. Ministro das Relações Exteriores, com vistas à aprovação legislativa a que se refere o inciso I do art. 49 da Constituição Federal, do texto do Acordo de Cooperação em Matéria de Comunicação entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Bolivariana da Venezuela, celebrado em Caracas, em 14 de fevereiro de 2005. Autuada pelo Departamento de Comissões da Câmara dos Deputados, a Mensagem foi distribuída inicialmente a esta Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, estando igualmente prevista a apreciação da matéria por parte da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em sua Exposição de Motivos, o Ministro Celso Amorim informa que o presente Acordo tem por objetivo estabelecer o quadro da cooperação entre as Partes em atividades de mútuo interesse, visando promover o desenvolvimento e o uso regional dos meios de comunicação social do Estado. O Chanceler Amorim acrescenta que o instrumento viabiliza “... o intercâmbio de informações, análises e prognósticos dos meios de comunicação social dos dois países, bem como a difusão de informações oficiais de ambos os Governos, suas realizações, atividades culturais, belezas turísticas e aspectos históricos”. Ao longo de seus sete artigos, o presente instrumento dispõe sobre as condições em que se dará a cooperação em matéria de comunicação entre os dois países, destacando-se o arts. I e II, nos quais se lê que o objetivo é o de estabelecer o quadro da cooperação entre as Partes em atividades de mútuo interesse, incluindo, dentre outras: o intercâmbio de informações, análises e prognósticos dos meios de comunicação social das Partes; a difusão de informações oficiais de ambos os Governos; o intercâmbio de informação científica e tecnológica entre universidades, instituições e organizações públicas e o desenvolvimento de acordos específicos de cooperação estratégica no campo das agências de notícia, rádio e televisão. A coordenação, acompanhamento e execução dos compromissos derivados do presente Acordo estarão, Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS do lado brasileiro, a cargo da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica – Secom e da Empresa Brasileira de Comunicações S.A – Radiobrás, e, do lado venezuelano, a cargo do Ministério de Comunicação e Informação (art. 3). O presente Acordo entrará em vigor na data de recepção da segunda notificação em que uma das Partes comunique à outra o cumprimento dos requisitos legais internos para a sua aprovação e terá a vigência de cinco anos, sendo renovado automaticamente por sucessivos períodos de doze meses, caso não seja denunciado por qualquer das Partes, por escrito e pela via diplomática (art. 7). É o relatório. II – Voto do Relator O presente Acordo revela uma vez mais a importância que tem sido dada pelo Governo do Presidente Lula ao intercâmbio Brasil-Venezuela. Esse instrumento foi assinado conjuntamente com uma série de outras avenças, dentre as quais, uma convenção para se evitar a dupla tributação em matéria de imposto sobre a renda, que tive a oportunidade de relatar nesta Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional dias atrás (Mensagem nº 272, de 2005). O ato internacional em comento visa a dispor sobre as condições de cooperação entre os dois países em matéria de comunicação, abrangendo atividades diversas, conforme relatado. É de imediata constatação que o presente Acordo atende aos interesses nacionais, coadunando-se com os princípios que regem a política externa brasileira, bastando lembrar, para tanto, que a busca de uma integração econômica, política, social e cultural com os povos da América Latina constitui preceito constitucional. Desse modo, considerando-se que o Acordo em apreciação encontra-se alinhado com os princípios que regem as nossas relações internacionais, notadamente com os princípios constitucionais prescritos no inciso IX e Parágrafo único do art. 4º da Constituição Federal, voto pela aprovação do texto do Acordo de Cooperação em Matéria de Comunicação entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Bolivariana da Venezuela, celebrado em Caracas, em 14 de fevereiro de 2005, nos termos do projeto de decreto legislativo em anexo. Sala da Comissão, setembro de 2005. – Deputado Antonio Carlos Pannunzio, Relator Sexta-feira 21 51047 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº , DE 2005 Aprova o texto do Acordo de Cooperação em Matéria de Comunicação entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Bolivariana da Venezuela, celebrado em Caracas, em 14 de fevereiro de 2005. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Fica aprovado o texto do Acordo de Cooperação em Matéria de Comunicação entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Bolivariana da Venezuela, celebrada em Caracas, em 14 de fevereiro de 2005. Parágrafo único. Ficam sujeitos à aprovação do Congresso Nacional quaisquer atos que possam resultar em revisão do referido Acordo, bem como quaisquer ajustes complementares que, nos termos do inciso I do art. 49 da Constituição Federal, acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação. Sala da Comissão, – Deputado Antonio Carlos Pannunzio, Relator III – Parecer da Comissão A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela aprovação da Mensagem nº 451/2005, nos termos do Projeto de Decreto Legislativo que apresenta, acatando o Parecer do Relator, Deputado Antonio Carlos Pannunzio. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Aroldo Cedraz – Presidente, Jairo Carneiro e Nilson Mourão – Vice-Presidentes, André Costa, André de Paula, André Zacharow, Antonio Carlos Pannunzio, Arnon Bezerra, Dimas Ramalho, Francisco Rodrigues, Itamar Serpa, João Herrmann Neto, Lincoln Portela, Marcos de Jesus, Terezinha Fernandes, Antonio Carlos Mendes Thame, Francisco Dornelles, Jair Bolsonaro, Júnior Betão, Paulo Afonso e Zico Bronzeado. Plenário Franco Montoro, 5 de outubro de 2005. – Deputado Aroldo Cedraz, Presidente INDICAÇÃO Nº 6.506, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Rio das Flores – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: 51048 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Rio das Flores – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.507, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Rio das Ostras – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Rio das Ostras – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na Outubro de 2005 formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ INDICAÇÃO Nº 6.508, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município do Rio de Janeiro – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município do Rio de Janeiro – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do co- Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.509, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Natividade – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Natividade – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação Sexta-feira 21 51049 entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.510, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Nilópolis – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Nilópolis – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a 51050 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.511, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Niterói – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Niterói – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. Outubro de 2005 INDICAÇÃO Nº 6.512, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Nova Friburgo – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Nova Friburgo – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.513, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Nova Iguaçú – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Nova Iguaçú – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.514, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Mesquita – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Mesquita – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação Sexta-feira 21 51051 inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.515, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Miguel Pereira – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Miguel Pereira – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do co- 51052 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.516, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Miracema – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Miracema – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação Outubro de 2005 e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.517, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Cachoeiras de Macacu – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Cachoeiras de Macacu – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.518, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Cambuci – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Cambuci – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. Sexta-feira 21 51053 INDICAÇÃO Nº 6.519, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Campos dos Goytacazes – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Campos dos Goytacazes – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.520, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Cantagalo – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. 51054 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Cantagalo – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.521, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Guapimirim- RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Guapimirim – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para Outubro de 2005 atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.522, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Carapebús – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Carapebús – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experi- Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.523, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Cardoso Moreira – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Cardoso Moreira – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, Sexta-feira 21 51055 no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.524, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Carmo – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Carmo – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a 51056 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.525, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Iguaba Grande – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Iguaba Grande – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. Outubro de 2005 INDICAÇÃO Nº 6.526, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Casimiro de Abreu – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Casimiro de Abreu – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.527, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Comendador Levy Gasparian – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Comendador Levy Gasparian – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.528, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Itaboraí – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Itaboraí – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida Sexta-feira 21 51057 a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.529, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Conceição de Macabu – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Conceição de Macabu – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a 51058 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.530, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Cordeiro – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Cordeiro – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos Outubro de 2005 significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.531, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Itaguaí – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Itaguaí – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.532, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Duas Barras – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Duas Barras – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. Sexta-feira 21 51059 INDICAÇÃO Nº 6.533, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Italva – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Italva – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.534, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Duque de Caxias – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: 51060 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Duque de Caxias – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.535, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Itaocara – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Itaocara – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação Outubro de 2005 inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.536, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Itaperuna – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Itaperuna – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.537, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Engenheiro Paulo de Frontim – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Engenheiro Paulo de Frontim – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua Sexta-feira 21 51061 novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.538, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Angra dos Reis – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Angra dos Reis – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as con- 51062 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS dições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.539, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Aperibé – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Aperibé – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a Outubro de 2005 classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.540, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Araruama – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Araruama – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS INDICAÇÃO Nº 6.541, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Areal – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Areal – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.542, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Arraial do Cabo – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Sexta-feira 21 51063 Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Arraial do Cabo – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.543, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Armação de Búzios – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Armação de Búzios – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida 51064 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.544, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Barra do Piraí – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Barra do Piraí – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a Outubro de 2005 atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. INDICAÇÃO Nº 6.545, DE 2005 (Do Sr. Carlos Nader) “Sugere ao Ministério da Educação a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Barra Mansa – RJ.” Despacho: Publique-se. Encaminhe-se. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação: Com cordiais cumprimentos, venho por meio desta sugerir a Vossa Excelência, a implantação do Programa PRÓ-LETRAMENTO no Município de Barra Mansa – RJ. A formação continuada é uma exigência da atividade profissional no mundo atual não podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade profissional, para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que solicitam intervenções adequadas. Assim a formação continuada deve desenvolver uma atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do que foi estudado. A formação continuada de caráter reflexivo considera o professor sujeito da ação, valoriza suas experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus saberes de prática e possibilita-lhe que, no processo, atribua novos significados a sua prática e compreenda e en- Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS frente as dificuldades com as quais se depara no dia a dia. Ainda não se pode perder de vista a articulação entre formação e profissionalização, na medida em que uma política de formação implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para a evolução funcional dos professores. Por esta razão, acreditamos que a implantação deste programa trará grandes benefícios não apenas a classe docente, mas também refletirá nas ações desses profissionais junto ao corpo discente. Certo de poder contar com ações de Vossa Excelência, para suprir esta carência que tanto prejudica a população escolar, agradeço antecipadamente. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Carlos Nader, PL-RJ. REQUERIMENTO Nº 3.249, DE 13 DE SETEMBRO DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita a retirada dos Requerimentos de Informações números 3.133, 3.134, 3.135, 3.136 e 3.145, 3.139, 3.145, 3.146 3.147, 3.148, 3.149, 3.150, 3.151, 3.152, 3.153, 3.154, 3.155 e 3.156. Requeiro a Vossa Senhoria à retirada dos Requerimentos de Informação números 3.133, 3.134, 3.135, 3136 e 3.145, 3.139, 3.145, 3.146 3.147, 3.148, 3.149, 3.150, 3.151, 3.152, 3.153, 3.154, 3.155 e 3.156, de minha autoria, com base no art. 104 e 114, inc. V do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Atenciosamente, – Rodrigo Maia, Líder do PFL. Defiro. Publique-se. Em 20-10-2005. – Aldo Rebelo, Presidente. REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.133, DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações ao Sr. Ministro da Ciência e Tecnologia sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício no Ministério com particulares, desde o início de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 52, § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inc. V e § 2º, 115, inc. I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. Exª seja encaminhado ao Ministro da Ciência e Tecnologia, Sr. Sérgio Rezende, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões rea- Sexta-feira 21 51065 lizadas com a participação de autoridades (Ministro, Secretários, Subchefes, etc.) em exercício no Ministério com particulares desde início de 2003: 1 – Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (ministros, secretários, subchefes, etc.) em exercício no Ministério dos Transportes, desde o início do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2 – Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3 – Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4 – Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5 – Quais os registros do setor de segurança do Ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações”, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões. O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da Sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que disciplina as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido decreto, considera-se: a) agente público todo aquele, civil ou militar, que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato ju- 51066 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS rídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão (a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e (b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas as autoridades da administração federal, tais informações merece ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, 11 de Agosto de 2005. – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.134, DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações ao Sr. Ministro das Comunicações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício no Ministério com particulares, desde o início de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 52, § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inc. V e § 2º, 115, inc. I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. Exa. seja encaminhado ao Ministro das Comunicações, Sr. Hélio Costa, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades (Ministro, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério com particulares desde início de 2003: 1. Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (Ministros, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério dos Transportes, desde o início do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? Outubro de 2005 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5. Quais os registros do setor de segurança do Ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões.” O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da Sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que disciplina as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido Decreto, considera-se: a) agente público todo aquele civil ou militar, que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão (a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e (b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas as autoridades da administração federal, tais informações merece ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, 11 de agosto de 2005. – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.135, DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações ao Sr. Ministro da Fazenda sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício no Ministério com particulares, desde o início de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 52, § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inciso V e § 2º, 115, inciso I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. Exa seja encaminhado ao Ministro da Fazenda Sr. Antônio Palocci, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades (ministro, secretários, subchefes, etc...) em exercício no Ministério com particulares desde inicio de 2003: 1. Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (ministros, secretários, subchefes, etc...) em exercício no Ministério dos Transportes, desde o início do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com Sexta-feira 21 51067 as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5. Quais os registros do setor de segurança do Ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões.” O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da Sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que disciplina as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido Decreto, considera-se: a) agente público todo aquele, civil ou militar, que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão (a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e (b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. 51068 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas as autoridades da administração federal, tais informações merecem ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, 11 de agosto de 2005. – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3136, DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações à Sra. Ministra do Meio Ambiente sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de’ autoridades em exercício no Ministério com particulares, desde o início de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 52, § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inc. V. E § 2º, 115, inc. I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. Exa. seja encaminhado à Ministra do Meio Ambiente, Sra. Maria Osmarina Marina da Silva Vaz de Lima, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades (Ministro, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério com particulares desde inicio de 2003: 1. Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (Ministros, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério dos Transportes, desde o inicio do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5. Quais os registros do setor de segurança do Ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: Outubro de 2005 “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões.” O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da Sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que diciplina as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido Decreto, considera-se: a) agente público todo aquele, civil ou militar, que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão (a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e (b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas as autoridades da administração federal, tais informações merecem ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, em de de 2005. – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.145, DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações a Sr. Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício no Ministério com particulares, desde o início de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 50, § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inc. V e § 2º, 115, inc. I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito à V. Exa seja encaminhado à Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Sr. Paulo Bernardo Silva, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades (ministro, secretários, subchefes, etc...) em exercício no Ministério com particulares desde início de 2003: 1. Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (ministros, secretários, subchefes, etc...) em exercício no Ministério dos Transportes, desde o início do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5. Quais os registros do setor de segurança do Ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione nacionalmente Sexta-feira 21 51069 e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões”. O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da Sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que discrimina as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido Decreto, considera-se: a) agente público todo aquele civil ou militar que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão (a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e (b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas as autoridades da administração federal, tais informações merecem ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, 11 de agosto de 2005, – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.139, DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações a Sra Ministra da Casa Civil sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício na Secretaria de Comu- 51070 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nicação com particulares, desde o início de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 52, § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24 inc. V e § 2º, 115, inc. I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados solicito a V. Exa seja encaminhado à Ministra da Casa Civil Sra Dilma Roussef, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades (ministro, secretários, subchefes, etc...) em exercício na Secretária de Comunicação com particulares desde início de 2003: 1. Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (ministros, secretários, subchefes, etc...) em exercício na Secretária de Comunicação, desde o início do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5. Quais os registros do setor de segurança do Ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões”. O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a Outubro de 2005 que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da Sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que disciplina as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido Decreto, considera-se: a) agente público todo aquele, civil ou militar, que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão (a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e (b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas as autoridades da administração federal, tais informações merecem ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, 11 de Agosto 2005, – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.146, DE DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações ao Sr. Ministro dos Esportes sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício no Ministério com particulares, desde o inicio de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 50, § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inc. V e § 2º, 115, inc. I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. Exa. seja encaminhado ao Ministro dos Esportes, Sr. Agnelo Santos Queiroz Filho, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de autoridades (Ministro, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério com particulares desde início de 2003: 1 – Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (Ministros, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério dos Transportes, desde o início do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5. Quais os registros do setor de segurança do Ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões.” O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da Sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que disciplina as audiências concedidas a particulares Sexta-feira 21 51071 por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido Decreto, considera-se: a) agente público todo aquele, civil ou militar, que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão: a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas as autoridades da administração federal, tais informações merece ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, 17 de agosto de 2005. – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.147 DE DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações ao Sr. Ministro da Educação sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício no Ministério com particulares, desde o início de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 50, § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inc. V e § 2º, 115, inc. I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. Exa. seja encaminhado ao Ministro da Educação, Sr. Fernando Haddad, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades (Ministro, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério com particulares desde início de 2003: 1 Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades 51072 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (Ministros, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério dos Transportes, desde o início do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5. Quais os registros do setor de segurança do Ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões. O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da Sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que disciplina as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido Decreto, considera-se: a) agente público todo aquele civil ou militar, que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou de- Outubro de 2005 cidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão: a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas as autoridades da administração federal, tais informações merece ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, 17 de agosto de 2005. – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.148, DE DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações ao Sr. Ministro do Desenvolvimento Agrário sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício no Ministério com particulares, desde o inicio de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 50, § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inc. V e § 2º, 115, inc. I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. Exa. seja encaminhado ao Ministro do Desenvolvimento Agrário, Sr. Miguel Soldatelli Rosseto, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades (Ministro, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério com particulares desde início de 2003: 1. Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (Ministros, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério dos Transportes, desde o início do ano de 2003, com particulares, Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS consoante o disposto no Decreto n. 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5. Quais os registros do setor de segurança do Ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões.” O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da Sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que disciplina as audiências concedidos a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido Decreto, considera-se: a) agente público todo aquele, civil ou militar, que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. Sexta-feira 21 51073 A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão: a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas as autoridades da administração federal, tais informações merece ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, 17 de agosto de 2005. – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.149, DE’ 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações ao Sr. Ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício no Ministério com particulares, desde o início de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 50, § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inciso V e § 2º, 115, inciso 1 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. Exª seja encaminhado ao Ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Sr. Luiz Fernando Furlan, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades (Ministro, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério com particulares desde inicio de 2003: 1. Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (Ministros, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério dos Transportes, desde o inicio do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 51074 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5. Quais os registros do setor de segurança do Ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões” O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da Sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que disciplina as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido Decreto, considera-se: a) agente público todo aquele, civil ou militar, que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/02, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), Outubro de 2005 pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão (a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e (b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas às autoridades da administração federal, tais informações merecem ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, de 2005. – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.150, DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações ao Sr. Ministro da Previdência Social sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício no Ministério com particulares, desde o início de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 50 § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inc. V e § 2º, 115, inc. I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. Exa. seja encaminhado ao Ministro da Previdência Social, Sr. Nelson Machado, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades (Ministro, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério com particulares desde início de 2003: 1. Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (Ministros, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério dos Transportes, desde o início do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 5. Quais os registros do setor de segurança do Ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões”. O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da Sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que disciplina as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido Decreto, considera-se: a) agente público todo aquele, civil ou militar que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão (a) objeto de Sexta-feira 21 51075 registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e (b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas as autoridades da administração federal, tais informações merecem ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, 17 de Agosto 2005. – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.151, DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações ao Sr. Ministro das Relações Exteriores sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício no Ministério com particulares, desde o início de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 50, § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inciso V e § 2º, 115, inciso I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. Exª seja encaminhado ao Ministro das Relações Exteriores, Sr. Embaixador Celso Amorim, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades (Ministro, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério com particulares desde inicio de 2003: 1. Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (Ministros, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério dos Transportes, desde o início do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5. Quais os registros do setor de segurança do Ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro 51076 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões. O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da Sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observados, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que disciplina as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido Decreto, considera-se: a) agente público todo aquele civil ou militar, que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão (a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e (b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas às autoridades da administração Outubro de 2005 federal, tais informações merecem ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, de 2005. – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.152, DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações ao Sr. Ministro da Defesa sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício no Ministério com particulares, desde o inicio de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 50, §20 da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inciso V e § 2º, 115, inciso I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V.Exª seja encaminhado ao Ministro da Defesa, Sr. José Alencar Gomes da Silva, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades (Ministro, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério com particulares desde inicio de 2003: 1. Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (Ministros, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério da Saúde, desde o início do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5. Quais os registros do setor de segurança do Ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o dever Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões.” O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da Sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 2 de agosto de 2002, que disciplina as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido Decreto, considera-se: a) agente público todo aquele, civil ou militar, que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão (a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e (b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas às autoridades da administração federal, tais informações merecem ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, de 2005. – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. Sexta-feira 21 51077 REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.153 , DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações ao Sr. Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício no Ministério com particulares, desde o início de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 50, § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inc. V e § 2º, 115, inc. I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. Exa seja encaminhado ao Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Sr. Patrus Ananias, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades (ministro, secretários, subchefes, etc...) em exercício no Ministério com particulares desde o início de 2003: 1. Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (ministros, secretários, subchefes, etc...) em exercício no Ministério da Saúde, desde o início do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5. Quais os registros do setor de segurança do Ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto 51078 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nº 4081, de 2002, que impõe o dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões”. O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da Sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que disciplina as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido Decreto, considera-se: a) agente público todo aquele, civil ou militar, que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão (a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e (b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas as autoridades da administração federal, tais informações merecem ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, 17 de Agosto 2005. – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. Outubro de 2005 REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.154 DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações ao Sr. Ministro do Turismo sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício no Ministério com particulares, desde o início de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 50, § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inc. V e § 2º, 115, inc. I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. Exa, seja encaminhado ao Ministro do Turismo, Sr. Walfrido dos Mares Guia, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades (Ministro, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério com particulares desde início de 2003: 1. Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (Ministros, Secretários, Subchefes, etc...) em exercício no Ministério da Saúde, desde o início do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5. Quais os registros do setor de segurança do Ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz, quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões.” O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da Sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que disciplina as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido Decreto, considera-se: a) agente público todo aquele, civil ou militar, que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão (a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e (b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas as autoridades da administração federal, tais informações merecem ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, 17 de Agosto 2005. – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. Sexta-feira 21 51079 REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.155, DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações ao Sr. Ministro do Trabalho e Emprego sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício no ministério com particulares, desde o início de 2003. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 50, § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inc. V e § 2º, 115, inc. I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. Exª seja encaminhado ao Ministro do Trabalho e Emprego, Sr. Luiz Marinho, o seguinte pedido de informação sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades (ministro, secretários, subchefes, etc...) em exercício no ministério com particulares desde início de 2003: 1. Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (ministros, secretários, subchefes, etc...) em exercício no Ministério da Saúde, desde o início do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5. Quais os registros do setor de segurança do ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões.” 51080 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na administração pública federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamente observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que disciplina as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido decreto, considera-se: a) agente público todo aquele, civil ou militar, que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/2002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão (a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e (b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas as autoridades da administração federal, tais informações merecem ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, 17 de agosto de 2005. – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.156, DE 2005 (Do Sr. Rodrigo Maia) Solicita informações ao Sr. Ministro de Minas Energia sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades em exercício no ministério com particulares, desde o início de 2003. Senhor Presidente, Outubro de 2005 Com fundamento no art. 50 § 2º da Constituição Federal de 1988 e nos arts. 24, inc. V e § 2º, 115, inc. I do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. Exª seja encaminhado ao Ministro de Minas Energia, Sr. Silas Rondeau C. Silva, o seguinte pedido de informações sobre as audiências e reuniões realizadas com a participação de autoridades (ministro, secretários, subchefes, etc...) em exercício no ministério com particulares desde início de 2003: 1. Quantas audiências e reuniões foram realizadas com a participação de autoridades (ministros, secretários, subchefes, etc...) em exercício no Ministério dos Transportes, desde o início do ano de 2003, com particulares, consoante o disposto no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002? 2. Quais os nomes das pessoas que compareceram a tais audiências e reuniões? 3. Quais os servidores civis ou militares presentes às audiências e reuniões realizadas? 4. Qual o inteiro teor dos registros (com cópia) das aludidas audiências e reuniões, com as matérias tratadas, consoante o disposto no Decreto nº 4.334/02? 5. Quais os registros do setor de segurança do ministério, informando as datas e horários de entrada e saída dos particulares? Justificação O relatório da Comissão de Sindicância que “investigou” as atividades realizadas pelo Sr. Waldomiro Diniz quando em exercício na Presidência da República constatou o seguinte: “Feitas estas considerações, de antemão, já se verifica que não fora observado o disposto nos incisos V e VI do art. 4º do Decreto nº 4.081, de 2002, que impõe o dever ético do agente público de divulgar e manter arquivada a agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas com as quais relacione funcionalmente e de conservar registro sumário das matérias tratadas nas reuniões.” O Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, dispõe sobre as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal direta, nas autarquias e fundações públicas federais. Estende, portanto, aos demais órgãos da administração direta e indireta os deveres éticos a que se refere o Decreto nº 4.081/2002, voltado apenas aos agentes em exercício na Presidência da República. O próprio relatório da sindicância assim compreende, pois “recomenda” que “doravante, sejam rigorosamen- Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS te observadas, no âmbito da Subchefia de Assuntos Parlamentares, as disposições do Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de 2002, que disciplina as audiências concedidas a particulares por agentes públicos em exercício na Administração Pública Federal”. Note-se que para fins do aludido decreto, considera-se: a) agente público todo aquele, civil ou militar, que por força de lei, contrato ou qualquer outro ato jurídico detenha atribuição de se manifestar ou decidir sobre ato ou fato sujeito à sua área de atuação; e b) particular todo aquele que, mesmo ocupante de cargo ou função pública, solicite audiência para tratar de interesse privado seu ou de terceiros. A violação dos deveres éticos constantes do Decreto nº 4.334/002, além de falta grave, punível, ainda segundo a Comissão de Sindicância, com a destituição do cargo (art. 135 da Lei nº 8.112/90), pode também configurar delitos penais como o de prevaricação. A observância, portanto, de tais determinações constitui questão de interesse público que está a merecer a devida fiscalização pelo Congresso Nacional. Conforme impõe o Decreto nº 4.334/02, as audiências e reuniões com particulares serão (a) objeto de registros específicos, que deverão ser mantidos para eventual consulta, e (b) acompanhadas de pelo menos um outro servidor público ou militar. A bem da transparência no serviço público e da observância dos mais altos interesses da ética pública, a que estão sujeitas as autoridades da administração federal, tais informações merecem ser prontamente prestadas. Sala das Sessões, 17 de agosto de 2005. – Deputado Rodrigo Maia, Líder do PFL. Sexta-feira 21 51081 REQUERIMENTO Nº 3.224, DE 2005 (Do Senhor Ildeu Araújo) Requer o registro de voto de louvor à empresa Cia Paulista de Moda e a seu diretor Reginaldo Fonseca pela organização da quinta edição do “Oscar Fashion Days” Senhor Presidente, Requeiro a Vossa Excelência, nos termos do inciso XIX do art. 117 do Regimento Interno, que se digne a registrar nos Anais desta Casa voto de louvor a empresa Cia Paulista de Moda e a seu diretor Reginaldo Fonseca pelo excelente trabalho de divulgação no país da moda brasileira, por meio da organização do projeto “Oscar Fashion Days”, em sua quinta edição. Com seu trabalho a empresa vem dando importante contribuição à preservação da identidade e da moda brasileira no Estado de São Paulo e no Brasil por meio da organização de eventos da mais alta qualidade e concepção artística. Sala das Sessões, 30 de agosto de 2005. – Deputado Ildeu Araújo, (PP/SP), Presidente da Frente Parlamentar das Indústrias Têxteis, de Confecções e Moda. Publique-se. Oficie-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. REQUERIMENTO Nº 2.884, DE 2005 Requerimento CM 106/2005 COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES REQUERIMENTO Nº 3.297, DE 2005 (Da Comissão de Viação e Transportes) Requer a reconstituição de proposição. Senhor Presidente, Requeiro a Vossa Excelência, nos termos do art. 106 do Regimento interno, a reconstituição, por encontrar-se extraviado, do Projeto de Lei nº 2.026/03 – Do Sr. Milton Cardias – que “modifica o art. 102 do Código de Trânsito Brasileiro, para dispor acerca das condições para o transportes de toras, e dá outras providências”. Sala da Comissão, 21 de setembro de 2005. – Deputado Mario Assad Junior, Presidente. Defiro, nos termos regimentais. Publique-se. Em, 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Brasília, 12 de Maio de 2005 Excelentíssimo Senhor Severino Cavalcanti Presidente da Câmara dos Deputados Senhor Presidente, Pelo presente, vimos requerer a retirada e o arquivamento do Requerimento de Informações 2.791/2005. Ocorre que as informações solicitadas já foram prestadas pelo Poder Executivo, motivo pelo qual toma-se desnecessário a manutenção do referido instrumento. Agradecendo a atenção e as providências adotadas, Atenciosamente, Carlito Merss, Deputado Federal, PT/SC. Defiro. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. 51082 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS REQUERIMENTO Nº 2.791, DE 2005 (Do Deputado Carlito Merss) Solicita informação ao Ministro do Planejamento, Gestão e Orçamento, acerca das propriedades da União em municípios de Santa Catarina. Senhor Presidente, Pelo presente, vimos requerer a Vossa Excelência, nos termos do § 2º do Art. 50 da Constituição Federal e na forma do Art. 115, I e 116 do Regimento Interno, que sejam solicitadas ao Excelentíssimo Senhor Paulo Bernardo, Ministro do Planejamento, Gestão e Orçamento, através da Secretaria do Patrimônio da União, as seguintes informações: 1. Quais as propriedades da União cadastradas nos municípios de Irineópolis, Três Barras, Bela Vista do Toldo, Canoinhas e Major Vieira em Santa Catarina. Justificação A medida visa instrumentalizar o Poder Legislativo, especialmente a representação catarinense, a fiscalizar o patrimônio público federal em Santa Catarina. Sala das Sessões, 4 de maio de 2005. – Carlito Merss, Deputado Federal PT/SC. REQUERIMENTO Nº 2.929, DE 2005 Brasília 1º de junho de 2005 Exmo.Sr. Severino Cavalcanti MD. Presidente da Câmara dos Deputados Edifício Principal Brasília – DF Requeiro a Vossa Senhoria a retirada do Requerimento de Informação nº 2.862/05, de minha autoria, por conseqüência da apresentação do Requerimento de Informação, sob o código de barras número E4767F5A41, com a devida substituição de versão. Atenciosamente, Francisco Garcia, Deputado Federal PP/AM. Defiro. Publique-se. Em 11-7-05. – Severino Cavalcanti, Presidente. Outubro de 2005 REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 2.862, DE 2005 Solicita ao Exmo. Sr. Ministro do Desenvolvimento, informações sobre proposta de permuta para uso do porto de Manta, no Equador, por exportadores brasileiros. Cumpre-nos requerer a Vossa Excelência, com base no art. 50, § 2º, da Constituição Federal, e na forma dos arts. 115 e 116 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados que, ouvida a Mesa, seja requerido ao Excelentíssimo senhor Ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, informações sobre proposta equatoriana de permuta de uso dos portos de Manaus e Manta para o incremento do comércio entre os dois países. Justificação O ministro da Economia do Equador, Rafael Correa, propôs recentemente acordo de cooperação ao Brasil em troca do uso do Porto de Manaus. Assim, o País poderia desembarcar seus produtos no Porto de Manta, abrindo a oportunidade de atingir o Atlântico e o Pacífico. Esse acordo, se firmado, seria altamente benéfico para as indústrias da Zona Franca de Manaus. Para consubstanciar as informações solicitadas, pedimos informar: 1 – A proposta equatoriana vem sendo avaliada? Qual a real possibilidade de se abrir as portas do Porto de Manta para os produtos brasileiros? 2 – Haveria empecilhos burocráticos para que esse acordo seja firmado no curto prazo? Quais? Sala das Sessões, 18 maio de 2005. – Francisco Garcia, PP/AM. REQUERIMENTO Nº 3.288, DE 2005 (Do Sr. Luiz Couto – PT/PB) Sr. Presidente, Requeiro a V. Exa, na forma regimental e após ouvido o Plenário, que seja registrada nos Anais da Casa, entrevista do Jornal O Globo com o compositor Wagner Tiso datada de 17 de setembro de 2005, intitulada, “Vou repetir o voto em Lula. Por que não? Autor da trilha da redemocratização, compositor faz defesa do governo apontando os avanços e erros. Sala das Sessões, 21 de setembro de 2005. – Luiz Couto, Deputado Federal PT/PB. Defiro a inserção nos Anais da Câmara, ad referendum da Mesa, nos termos do art. 115, inciso II, do RICD. Oficie-se ao requerente e, após, publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 21 51083 51084 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS REQUERIMENTO Nº 3.294, DE 2005 (Do Sr. Gemido Resende) Solicita a retirada do Requerimento de Informação nº 3.270 de 2005. Senhor Presidente, Requeiro a Vossa Excelência, nos termos do artigo 104, caput do Regimento Interno, a retirada do Requerimento de Informação nº 3.270 de 2005, de minha autoria, que “solicita informações ao Excelentíssimo Ministro da Controladoria-Geral da União – CGU, acerca das providências tomadas por esse Órgão no tocante aos contratos celebrados entre a Coordenação Regional da Funasa em Mato Grosso do Sul e o Centro Automotivo Quinhentas Milhas Ltda”. Sala das Sessões, 21 de setembro de 2004. – Geraldo Resende, Deputado Federal – PPS/MS. Presidência/SGM. Defiro. Publique-se. Em 29-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.270 2005 (Do Sr. Geraldo Resende) Solicita informações ao Excelentíssimo Ministro da Controladoria-Geral da União – CGU, acerca das providências tomadas por esse órgão no tocante aos contratos celebrados entre a Coordenação Regional da Funasa em Mato Grosso do Sul e o Centro Automotivo Quinhentas Milhas Ltda. Senhor Presidente, Com fundamento no art. 50 da Constituição Federal e na forma dos arts. 115 e 116 do Regimento Interno, solicito a V. Exª seja requerido ao Sr. Ministro da Controladoria-Geral da União, Waldir Pires, que preste as informações acerca das providências tomadas por esse órgão no tocante aos contratos celebrados entre a Coordenação Regional da Funasa em Mato Grosso do Sul e o Centro Automotivo Quinhentas Milhas Ltda. Por meio do relatório final, aprovado por unanimidade, em maio passado próximo, a Comissão Externa da Câmara dos Deputados – destinada a averiguar, in loco, a morte de crianças indígenas por desnutrição no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – concluiu que a situação da comunidade indígena nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul é precária e apresentou sugestões objetivando a melhoria no quadro sanitário das populações indígenas. O relatório final foi entregue a várias autoridades, incluindo a Controladoria-Geral da União. Outubro de 2005 Em 25 de agosto, o Sr. Ministro Waldir Pires encaminhou a este parlamentar, Coordenador da Comissão Externa, cópia do relatório preliminar elaborado pela CGU constatando serem procedentes a maioria dos indícios descritos no relatório final da Comissão Externa, por meio de dezoito ordens de serviço, das quais, doze apontaram tais infrações e as outras, ainda, estão sendo apuradas. Espera-se que as restantes ordens de serviço investiguem as irregularidades nos contratos de manutenção de veículos e motos e de máquinas de perfuração de poços artesianos, a seguir explanados. O contrato de prestação de serviços de manutenção corretiva, preventiva e substituição de peças em veículos e motos da Coordenação Regional da Fundação Nacional de Saúde em Mato Grosso do Sul – Funasa/Core-MS, celebrado entre esta e a empresa Centro Automotivo Quinhentas Milhas Ltda., CNPJ nº 33.736.190/0001-69, (Processo nº 25185.001.243/2004-15). Inicialmente o valor do contrato era de R$530.000,00 (quinhentos e trinta mil reais) e, em 5 de novembro de 2004, o valor foi alterado para R$1.060.000,00 (um milhão e sessenta mil reais). Após a alteração do valor do contrato a quantia depositada em caução não foi alterada mantendo o seu valor em R$26.500,00 (vinte e seis mil e quinhentos reais), equivalente à 5% do total acordado. Sendo que se o contratante tivesse seguido a risca o percentual de caução o valor deveria ser de R$53.000,00 (cinqüenta e três mil reais). Com fulcro na Lei Federal nº 8.666/93 (Lei de Licitações), art. 65, § 3º, nenhum acréscimo poderá exceder o limite de 25% (vinte e cinco por cento) que se fizerem nas obras, serviços ou compras do valor inicial atualizado do contrato. Ou seja, o valor do contrato não poderia ter sido dobrado e sim acrescido, de no máximo, 25% do valor acordado na licitação. Essa aberração jurídica praticada pelo contratante, a duplicação do valor do contrato, deveria ter sido anulada por infringir o art. 65, § 3º da Lei de Licitações. Outra suspeita de irregularidade no cumprimento do contrato é o aparente gasto excessivo em, apenas, quatro meses no valor de R$398.341,78 (trezentos e noventa e oito mil reais, trezentos e quarenta e um reais e setenta e oito centavos), restando apenas R$131.658,22 (centro e trinta e um mil reais, seiscentos e cinqüenta e oito reais e vinte e dois centavos) para os sete meses restantes para a manutenção dos veículos. Sugere-se as seguintes providências: Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a) Análise do processo nº 2.5185.001.243/2004-15 por auditores competentes; b) Avaliação da legalidade da alteração do contrato em dissonância com o Edital de licitação, conforme a Lei nº 8.666/93; c) Convocação dos responsáveis pela alteração contratual para esclarecimento; d) Convocação dos fiscais responsáveis que solicitaram a ordem de reparo dos veículos e motos; e) Convocação dos fiscais responsáveis pela execução do contrato nomeado pela Portaria do Coordenador Regional, conforme Cláusula Sétima – Da fiscalização do presente contrato administrativo; f) Convocação dos servidores que atestaram que os serviços foram apresentados; g) Convocação de quem autorizou o pagamento da nota fiscal; h) Elaboração de planilha de gasto por viaturas durante a vigência do contrato e verificar gastos por viaturas durante a vigência do contrato e verificar gastos por viaturas e se não há duplicidade de serviços; i) Investigação se realmente as viaturas sofreram reparos e em que período e confrontar com o relatório do motorista (T4), com o relatório de abastecimento (15) e o relatório de gastos gerais por viaturas (116) emitido pelo Setor de Transporte da Coordenação Regional da Funasa; e j) Exame detalhado do mês de Dezembro, onde há evidências de pagamento de serviços não realizados. Existem, ainda, indícios substanciais de irregularidades na contratação e na prestação de serviços de manutenção corretiva e preventiva das máquinas de perfuração de poços artesianos, celebrado pela Funasa/ CORE-MS e a empresa Centro Automotivo Quinhentas Milhas Ltda. (Processo nº 25185.002.072/2004-33). O valor do contrato é de R$400.000,00 (quatrocentos mil reais) e, somente, em dezembro de 2004 foram gastos R$240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais), sendo que, segundo informações, nos dois últimos meses do mesmo ano as máquinas estiveram em pleno funcionamento, época em que foram realizadas as supostas manutenções. Também, sugere-se as seguintes providências: a) Análise minuciosamente o processo por auditores competentes; Sexta-feira 21 51085 b) Convocação dos fiscais responsáveis que solicitaram a ordem de reparo das máquinas de perfuração; c) Convocação dos fiscais responsáveis pela execução do contrato nomeado pela Portaria do Coordenador Regional para o presente contrato administrativo; d) Convocação dos servidores que atestaram que os serviços foram prestados e quem autorizou o pagamento da nota fiscal; e e) Investigação se realmente as máquinas sofreram reparos e em que período e confrontar com o relatório técnico de perfuração dos poços, com as diárias pagas aos perfuradores e relatório de viagens. E por último, solicita-se o envio a este parlamentar da cópia do relatório final elaborado pela CGU, para que o mesmo sirva como documento a ser apensado à separata elaborada pela Câmara dos Deputados sobre a conclusão da Comissão Externa destinada a averiguar in loco a morte das crianças indígenas por desnutrição nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Aproveito a oportunidade para parabenizar a Vossa Excelência e a sua assessoria pela pronta resposta ao relatório final da Comissão Externa. Sala das Sessões, 15 de setembro de 2005. – Deputado Geraldo Resende, PPS/MS. REQUERIMENTO Nº 3.313, DE 2005 (Do Sr. Roberto Freire) Requer a desapensaçâo do Projeto de Lei Complementar nº 256, de 2005, do Projeto de Lei Complementar nº 114, de 2003. Senhor Presidente: Requeiro a V. Exª a desapensaçâo do Projeto de Lei Complementar nº 256, de 2005, de minha autoria, que “altera a Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, e dá outras providências” do Projeto de Lei Complementar nº 114, de 2003, que “acrescenta parágrafos ao art. 19 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 20 00”, por não satisfazer à s exigências previstas para apensarão de proposições contidas no art. 142 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, uma vez que PLP 256/2005 trata de matéria diretamente oposta à contemplada no PLP nº 114/2003. Destaca-se, ainda, que o PLP nº 256/2005, de minha autoria, limita os valores de despesas com pagamento dos cargos em comissão de servidores não concordados. Porém. o PLP nº 114/2003, do Deputado Jovino Cândido, exclui da verificação do limite de des- 51086 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS pesa com pessoal vinte por e cento das despesas com aposentadoria (inativo) e com a admissão de pessoal para o exercício de cargo em comissão ou em caráter temporário. Assim. as matérias são contrárias, sendo necessária a requerida desapensaçâo. Sala das Sessões, de setembro de 2005. – Deputado Roberto Freire, PPS/PE. Presidência/SGM Defiro. Desapense-se o PLP nº 256/05 do PLP nº 114/03. Distribua-se, por oportuno, o PLP nº 256/05 às Comissões de Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54); rito: prioridade (Novo Despacho). Oficie-se. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. REQUERIMENTO DE Nº 3.337, DE 2005 (Do Sr. Osmânio Pereira) Solicita a retirada do Requerimento de Informação no 3308/2005. Requeiro a Vossa Excelência, nos termos do artigo 104, caput, do Regimento Interno, a retirada do Requerimento de Informação nº 3308/2005, de minha autoria, que “solicita informações ao Senhor Ministro da Saúde a respeito de Registros de Planos de Saúde da Medial Saúde S.A., bem como a data em que os mesmos foram efetivados junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar”. A solicitação se justifica tendo em vista que as informações obtidas junto aos órgãos competentes ligados ao Ministério da Saúde/ANSS bem como junto às partes envolvidas são adequadas e suficientes para esclarecer as informações que originaram o referido requerimento. Sala das Sessões, 10 de outubro de 2005. – Deputado Osmânio Pereira, PTB/MG. Presidência/SGM Defiro. Publique-se. Em, 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº 3.308, DE 2005 (Do Sr. Osmânio Pereira) Requeiro o envio de solicitação de informações ao Senhor Ministro da Saúde, a respeito de Registros de Planos de Saúde da Medial Saúde SA., bem como a data em que os mesmos foram efetivados junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar. Senhor Presidente, Requeiro, ouvido o Plenário nos termos regimentais, a determinação pela Mesa da Câmara dos Outubro de 2005 Deputados o envio de solicitação de informações ao Senhor Ministro da Saúde, sobre a liberação de Registros de Planos de Saúde da Empresa Medial Saúde S.A., bem como a data em que os mesmos foram efetivados junto àquela Agência: – Plano Clássico I (Enfermaria) – compreende todas as coberturas do Plano de Referência, detalhado na Lei nº 9.656/98, com acomodação em enfermaria, em caso de internação, incluindo todos os insumos e medicamentos, despesas com serviços gerais (roupas de cama e de banho) e de alimentação (café, almoço e jantar); – Plano Clássico I (Enfermaria Participativo) – engloba todas as coberturas do Plano Clássico (Enfermaria), com a participação do usuário no custeio dos serviços utilizados, sob forma de Co-Participação a ser paga diretamente à Medial, limitado a 30% (trinta por cento) do custo; – Plano Clássico II (Superior) – compreende todas as coberturas do plano de referência, detalhado na lei nº 9.656/98, com acomodação cm apartamento individual, com banheiro privativo e direito a acompanhante, incluindo todos os insumos e medicamentos, despesas com serviços gerais (roupas de cama e de banho) e de alimentação (café, almoço e jantar); – Plano Clássico II (Superior Participativo) – engloba todas as coberturas do Plano Clássico li (Superior), com a participação do usuário no custeio dos serviços utilizados, sob forma de Co-Participação a ser paga diretamente à Medial, limitado a 30% (trinta por cento) do custo. Justificação O pedido se justifica uma vez que a matéria é de interesse público. Sala das Sessões, 4 de outubro de 2005. – Deputado Osmânio Pereira, PTB/MG. O SR. PRESIDENTE (Eduardo Gomes) – Finda a leitura do expediente, passa-se à IV – HOMENAGEM O SR. PRESIDENTE (Eduardo Gomes) – Sessão solene ao ensejo do transcurso do Ano Mundial da Física e dos 50 anos de morte do cientista Albert Einstein. Esta solenidade foi requerida pelos nobres Deputados Feu Rosa e Lobbe Neto. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Convido para compor a Mesa o Prof. Dr. Adalberto Fazzio, Presidente da Sociedade Brasileira de Física, a Profa. Yvonne Primerano Mascarenhas, física homenageada (palmas), Paulo Roberto Mascarenhas, filho do Prof. Sérgio Mascarenhas, e o Prof. Oswaldo Baptista Duarte Filho, Reitor da Universidade Federal de São Carlos (palmas). Convido a compor a Mesa o Prof. Dr. Silvio Crestana, Diretor-Presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA. (Palmas.) Convido todos para ouvirem, de pé, o Hino Nacional. (É executado o Hino Nacional.) O SR. PRESIDENTE (Eduardo Gomes) – Sras. e Srs. Deputados, autoridades presentes, demais senhoras e senhores, em nome do Presidente Aldo Rebelo e da Mesa Diretora apresento-lhes as nossas felicitações pela realização desta sessão solene ao ensejo do transcurso do Ano Mundial da Física e dos 50 anos da morte do cientista Albert Einstein. A partir do conhecimento, o ser humano fezse um pouco mais apto e um pouco mais dono de si mesmo, diante do insondável, ainda que em face da impossibilidade inarredável de interpretar o universo, de interpretar a vida e de interpretar a si próprio. Já em tempos imemoriais, o homem tinha necessidade de compreender os fenômenos que o cercavam. E desde então as ciências não pararam de se desenvolver. Com Arquimedes, na Antigüidade, ganharam importância e sistematização. Com Galileu e Newton continuaram evoluindo. Com Einstein deram um salto formidável. De tanto lutar para penetrar o coração da Física, Albert Einstein acabou por reinventá-Ia, mudando radicalmente a Física moderna e, assim, mudando o mundo. De tanto se deixar instigar pelos mistérios do tempo, a partir de reflexões sobre a luz e o movimento, acabou por se situar à margem dele: tornou-se imortal. Resultado de inteligência, ousadia, determinação, observação e, por incrível que pareça, simplicidade, a façanha de Einstein colocou-o no restrito panteão da eternidade. O modesto, discreto, meticuloso jovem funcionário do Escritório Suíço de Patentes acabou por se tornar o físico, o matemático e o filósofo genial que o mundo jamais deixará de venerar. Prova disso é a escolha de 2005 como Ano Mundial da Física, lembrança do centenário de publicação de 5 dos mais importantes trabalhos do cientista. Com apenas 26 anos então, tratou num deles do efeito fotoelétrico, pelo que em 1921 viria a receber o Prêmio Nobel; em outro, o que lhe conferiu a definitiva notoriedade, introduziu a Teoria Especial da Relatividade. Sexta-feira 21 51087 A sessão ora realizada nesta Casa, graças à lúcida iniciativa dos Deputados Feu Rosa e Lobbe Neto, está portanto repleta de nobres propósitos. Primeiramente, o de louvar Albert Einstein e sua inesgotável contribuição ao progresso humano. Depois, o propósito fundamental de chamar a atenção geral – das autoridades, dos meios acadêmicos, dos jovens, dos detentores do poder econômico – para a importância e o impacto da Física no mundo contemporâneo, e mais, para a necessidade de o Brasil se pôr a par de todos os movimentos, de todas as tecnologias, de todas as conquistas da ciência como fatores indissociáveis da soberania, do desenvolvimento sustentável, da inserção na modernidade e da presença, assim também do respeito, junto à comunidade internacional. A Física permeia todas as áreas do conhecimento, e a agenda brasileira para a ciência não pode desconsiderá-lo, na forma de priorização e vontade política. Não de outra maneira, inclusive com pesados investimentos na formação contínua de recursos humanos, vale dizer, pesquisadores, professores e técnicos, algumas nações tornaram-se mais ricas, mais avançadas e mais justas por sua contribuição. É o que desejamos para nosso País. Neste momento, tendo registrado as palavras iniciais do Presidente, da Mesa Diretora e dos demais integrantes da Casa, concedo, para as homenagens, a palavra a um dos autores do requerimento de realização desta sessão solene, o nobre, dedicado e competente Deputado Feu Rosa, ao mesmo tempo em que convido para presidir esta sessão, num gesto de reconhecimento à iniciativa dos autores, o Deputado Lobbe Neto. O SR. PRESIDENTE (Eduardo Gomes) – Concedo a palavra ao Deputado Feu Rosa. DISCURSO DO SR. DEPUTADO FEU ROSA QUE, ENTREGUE À REVISÃO DO ORADOR, SERÁ POSTERIORMENTE PUBLICADO. Durante o discurso do Sr. Feu Rosa, o Sr. Eduardo Gomes, 3º Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Lobbe Neto, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Lobbe Neto) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Almir Moura, que falará pelo PFL. O SR. ALMIR MOURA (PFL – RJ. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, senhores convidados, neste Ano Internacional da Física, ao mesmo tempo em que assinalamos o centenário da publicação dos trabalhos fundamentais de 51088 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Albert Einstein, objetivamos chamar a atenção do público em geral para a importância e o impacto da Física no mundo contemporâneo. Trata-se de propósito completamente adequado, uma vez que as teorias de Einstein a respeito do espaço, do tempo e da natureza da luz não apenas revolucionaram a Ciência, mas também ajudaram a moldar nossa visão do mundo em que vivemos. Para Galileu Galilei, outro revolucionário genial, “a natureza é como se fosse um livro a ser lido e entendido”. Einstein dedicou-se a buscar tal entendimento por meio da contemplação dos fenômenos do Universo, valendo-se para esse fim de sua poderosa imaginação, a par do uso de equações matemáticas e experiências em laboratório. Assim, possibilitou a abertura de novos e surpreendentes horizontes de pesquisa, no campo da Física Teórica, que acabaram resultando em avanços tecnológicos já incorporados ao nosso dia-a-dia, a exemplo das portas automáticas, das fotocopiadoras e da comunicação por satélites. Einstein tornou-se, até para seu próprio espanto, o primeiro cientista popular da História, ao ponto de a foto em que aparece mostrando a língua ser uma das 10 imagens mais utilizadas pela publicidade em todos os tempos. E não hesitou em correr riscos, ao fazer uso desse prestígio também em questões de ordem filosófica e política. Em conseqüência, enfrentou a ira do Kaiser Guilherme II, da Alemanha, ao assinar um manifesto contra a I Guerra Mundial. Mais tarde, com a ascensão do nazismo, passou a defender a criação de um Estado judeu, onde fossem igualmente respeitados os direitos dos habitantes árabes, e durante a II Guerra influenciou a produção da bomba atômica, para em seguida iniciar uma pregação fervorosa em prol do pacifismo. Foi um brilhante cientista, acima de tudo um homem consciente de sua responsabilidade para com o gênero humano. Merecidamente recebeu diversas honrarias, como o Prêmio Nobel, o título de Homem do Século XX e principalmente o reconhecimento de todos os povos do mundo. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, neste Ano Internacional da Física, motivado, como já foi dito, pelo centenário da publicação de trabalhos de Albert Einstein, procura-se também esclarecer a população a respeito da importância estratégica da ciência para o desenvolvimento tecnológico e econômico das nações. A Física está na base não somente das ciências naturais, mas de quase todas as ciências contemporâneas. Por isso, é preocupante verificar que nos últimos anos os recursos financeiros destinados pelo Governo Federal à ciência têm sido insuficientes para acompanhar as necessidades dos nossos pesquisadores, que, apesar Outubro de 2005 das condições desfavoráveis, ainda se empenham em fazer no País um trabalho de alto nível, na tradição de César Lattes, Mário Schenberg, Leite Lopes e muitos outros que contribuíram para tornar a Física brasileira reconhecida internacionalmente. Mas não se pode continuar aceitando que os bons resultados da área fiquem na dependência exclusiva do sacrifício desses abnegados cientistas. Assim, em nome da Liderança do PFL, do nobre Líder Rodrigo Maia, quero aproveitar esta oportunidade para cobrar do Governo Federal que cumpra seu dever assegurando os recursos necessários à pesquisa de base e ao desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. Sr. Presidente, tenho feito discursos na Casa mostrando a necessidade do desenvolvimento tecnológico nacional, e esta é uma oportunidade para que se diga que nosso Brasil hoje transfere verdadeiras montanhas de minérios para outros países, cavando do seu solo enormes crateras na retirada de matériaprima para receber em troca às vezes simples computadores. Isso ocorre exatamente por não darmos prioridade à tecnologia. A ciência no mundo avança a passos largos, enquanto em nosso País caminha a passo de tartaruga. O Governo brasileiro precisa acordar para a realidade. O mundo avança numa média de crescimento de até 10% ao ano, enquanto o Brasil, a despeito da satisfação dos governantes atuais, cresce a taxas de 2,5%, 3%, 3,5%. É um absurdo contentarem-se com tão pouco! Fico feliz quando vejo nas galerias tantos jovens interessados pela ciência e pelo desenvolvimento. Alguns têm poucas oportunidades, e muitas vezes deixam o jogo de futebol, a bolas de gude, a pipas, para pensar no futuro do Brasil. Fico satisfeito, e exalto desta tribuna esses jovens brasileiros que pensam na ciência e no futuro do País. O Deputado Maurício Rabelo e eu somos autores de um projeto propondo que o ano de 2006 seja consagrado como Ano Nacional da Juventude. Irei daqui a pouco à Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania com o intuito de aprovar esse projeto, que já foi inclusive acordado no Senado Federal. Eu, que não tive tanta oportunidade de estudar, que tenho até dificuldades com as palavras, tenho toda a consciência de que o País precisa avançar na ciência e na tecnologia. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Lobbe Neto) – Obrigado, Deputado Almir Moura, nobre representante do PFL. O SR. PRESIDENTE (Lobbe Neto) – A Presidência saúda o Sr. Edson Marcus Bucci, representando o Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Secretário de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, Prof. José Goldemberg; o Prof. Emerson Pires Leal, Vice-Prefeito de São Carlos, São Paulo, representando o Prefeito Newton Lima Neto; a Vereadora Diana Cury, Presidente da Câmara Municipal de São Carlos; o Vereador Azuaite França, da Câmara Municipal de São Carlos; o Vereador Moacir Maturo , da Câmara Municipal de Matão, São Paulo; o Prof. Sylvio Goulart Rosa Júnior, Presidente da Fundação Parque de Alta Tecnologia de São Carlos; o Sr. José Marques Póvoa, do Departamento de Física da Universidade Federal de São Carlos; o Sr. Roberto Faria, Diretor do Instituto de Física da USP, São Carlos, o Sr. Ladislau Martin Neto, Chefe Geral da EMBRAPA Instrumentação Agropecuária de São Carlos, e os jovens da Cooperativa Educacional de Matão. .O SR. PRESIDENTE (Lobbe Neto) – Passo a palavra ao próximo orador, Deputado Gilberto Nascimento, do PMDB de São Paulo. O SR. GILBERTO NASCIMENTO (PMDB – SP. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, meu amigo Deputado Lobbe Neto; Prof. Dr. Adalberto Fazzio, Presidente da Sociedade Brasileira de Física; Profa. Yvonne Primerano Mascarenhas, física homenageada neste momento; Sr. Paulo Roberto Mascarenhas, filho do Prof. Sérgio Mascarenhas; Prof. Oswaldo Baptista Duarte Filho, Reitor da Universidade Federal de São Carlos; Prof. Dr. Silvio Crestana, Diretor-Presidente da EMBRAPA, Sras. e Srs. Deputados, há homens que, pelo gênio de que são dotados e pela importância da obra com que engrandecem o mundo, não apenas revolucionam a época em que vivem, mas também marcam definitivamente a história da civilização. Vultos como Isaac Newton, Gregório Mendel, Charles Darwin, Louis Pasteur e Albert Einstein são exemplos de gigantes da ciência cujo saber extravasou as fronteiras dos laboratórios e das academias para se tornar patrimônio da espécie humana. Assim, é com o sentimento de admiração e respeito que a Liderança do PMDB participa desta sessão solene que marca a passagem do Ano Mundial da Física e dos 50 anos da morte do cientista Albert Einstein. Eu não poderia deixar de cumprimentar minha amiga Diana Cury, que também representa o PMDB de São Paulo, Presidente da Câmara Municipal da cidade de São Carlos, cuja região é tão bem representada nesta Casa pelo nosso querido Lobbe Neto. Cumprimentando-a, saúdo todas as mulheres presentes. Que pena que as pessoas morrem! Que pena que as pessoas tenham uma vida tão curta! O mundo Sexta-feira 21 51089 seria diferente se algumas pessoas ainda estivessem vivas, como por exemplo Albert Einstein. Nesta justa homenagem que hoje lhes prestamos, damos voz a todos os brasileiros ao expressar o reconhecimento e a gratidão que devemos a todos esses beneméritos da humanidade. Se um dia já foi conhecimento esotérico, exclusivo de uns poucos iniciados, a Física popularizou-se de tal maneira que passou a fazer parte do dia-a-dia do cidadão comum. Não há quem não a associe hoje à evolução da Medicina, da Informática, das Telecomunicações, da Engenharia Genética e de praticamente todos os setores da atividade humana. Credita-se tamanho progresso aos gênios de ontem e de agora, e igualmente aos professores, pesquisadores e técnicos que, anônima e silenciosamente, contribuem para as descobertas e invenções que enriquecem a vida e fazem o mundo melhor. Patrono desses cientistas, Albert Einstein foi uma das maiores e mais fascinantes personalidades de todos os tempos. Nascido na Alemanha, em 1879, foi estudante cuja pobreza de produção intelectual ocultou o lampejo do gênio. Quando, com 26 anos, publicou os primeiros trabalhos de importância, era apenas um modesto funcionário do Departamento Nacional de Patentes em Berna, na Suíça. Entre esses estudos, distinguiram-se a formulação inicial da Teoria da Relatividade e a célebre fórmula E=mc², da equivalência entre massa e energia. Em 1916, publicou Einstein, em Berlim, a Teoria da Relatividade Generalizada, que complementou o manuscrito de 1905 e lhe rendeu, em 1921, aos 42 anos de idade, o Prêmio Nobel de Física. Quatro anos depois, Albert Einstein veio ao Brasil, onde proferiu conferências na Escola de Engenharia do Rio de Janeiro e na Academia Brasileira de Ciências. Fascinado por nossa terra, declarou então o ilustre visitante: “Deus foi generoso com este País”. E Deus continua generoso, continua abençoando tantos outros cientistas alunos dessa teoria de Einstein. O Brasil já se ligou profundamente à vida e à obra de Albert Einstein, pois que foi na cidade cearense de Sobral que se comprovou experimentalmente, pela primeira vez, a deflexão da luz prevista pela Teoria da Relatividade, durante o eclipse total do sol ocorrido em 29 de maio de 1919. Do momento histórico participaram cientistas brasileiros e representantes da Royal Astronomical Society, de Londres. Era a prova definitiva de que espaço e tempo são valores relativos e não absolutos. Superava-se, assim, um dos dogmas 51090 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS da física newtoniana, que supunha a medição absoluta dos fenômenos do mundo material. Abriram-se então novos horizontes para o mundo, e pelo menos 2 caminhos para o homem: o que levava ao uso pacífico da energia nuclear e o que nos condenava à extinção pela bomba atômica. Esperançoso de que saberíamos escolher, Albert Einstein faleceu em 1955, aos 76 anos de idade. A ele, a homenagem respeitosa da Liderança do PMDB, nesta sessão solene que marca o transcurso do Ano Mundial da Física e o cinqüentenário da morte do pai da relatividade. Que o gênio de Albert Einstein nos inspire, a nós e a tantos estudiosos brasileiros, para fazermos da ciência o alicerce de um mundo melhor, em que o desenvolvimento econômico e a justiça social levem à concórdia entre os homens e à paz entre as nações. Que Deus ilumine e abençoe todos aqueles que se inspiram na teoria de Einstein. Bom dia a todos, e felicidades. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Lobbe Neto) – A Presidência saúda o Vereador Moacir Maturo, representando a Câmara Municipal de Matão; o Sr. Evandro Mantovani, Chefe de Secretaria de Gestão e Estratégia da EMBRAPA; o Sr. José Roberto Drugowich de Felício, Diretor de Programas Horizontais e Instrumentais do CNPq, meu professor no cursinho; o Sr. Alexandre Garcia Costa da Silva, Coordenador-Geral do CNPq, o Sr. Ênio Magalhães Freire, físico, membro da Sociedade Brasileira de Física e funcionário aposentado da Central Nuclear de Angra, e o Sr. Ildeu de Castro Moreira, Diretor de Popularização da Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia. O SR. PRESIDENTE (Lobbe Neto) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Átila Lira, representante do PSDB do Piauí. S.Exa. tem 5 minutos. O SR. ÁTILA LIRA (PSDB – PI. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente desta Mesa Deputado Lobbe Neto; Sr. Deputado Feu Rosa, co-autor do requerimento de homenagem aos físicos; Profa. Yvonne Primerano Mascarenhas, nossa homenageada; Prof. Sérgio Mascarenhas, aqui representado por seu filho, que também é um físico homenageado; Dr. Sílvio Crestana, que dirige a EMBRAPA, nossa empresa de pesquisa na agropecuária; Dr. Oswaldo Baptista, nosso Reitor, sempre presente no Congresso Nacional na defesa do sindicato das universidades; Dr. Adalberto Fazzio, Presidente da Sociedade Brasileira de Física; minhas senhoras e meus senhores, em nome do PSDB, cumprimento-os a todos. Neste Ano Mundial da Física, no cinqüentenário da morte do cientista Albert Einstein, o PSDB exalta o Outubro de 2005 significado e o alcance da Física, que, com seu conteúdo extremamente vasto, tem proporcionado a mais extraordinária contribuição ao mundo atual, caracterizado pelo constante avanço tecnológico e pela evolução do ensino dentro das novas teorias hoje descobertas. A Física, é redundante dizer, é a ciência contemporânea de grande importância para a compreensão dos mais diversos fenômenos do mundo do conhecimento. Realmente, quando se fala em desenvolvimento, é impossível dissociar a contribuição decisiva prestada pela Física. Quando falamos em ciência, estamos sempre pensando em Física. A Física abrange estudos sobre termologia, ótica, ondas, termodinâmica – que investiga os processos de transformação de energia –, mecânica, eletricidade e ainda muitas outras áreas, como a da Matéria Condensada, especializada na pesquisa de novas matérias-primas. Ganham evidência, então, áreas de conhecimento e atividades relativamente novas e que dependem da Física, como a Teleinformática e a Robótica. Vale citar também a Engenharia Genética, desenvolvida a partir do trabalho de 2 físicos, James Watson e Francis Crick, que em 1953 descobriram a estrutura do ácido ribonucléico, que contém todas as informações do código genético. O físico notabiliza-se sobretudo pela curiosidade, pelo interesse amplo, pela vocação para explorar e desvendar o desconhecido, buscando sempre novas idéias – o ser “apaixonadamente curioso”. Assim se distinguiu, por exemplo, Albert Einstein, que, insatisfeito com os princípios da Física de seu tempo, deu origem à Teoria da Relatividade, alterando a concepção de tempo e espaço e abrindo caminho para o desenvolvimento da energia nuclear e para profundas transformações econômicas, sociais e políticas. Inclusive, como confirmação da importância de Einstein, a escolha de 2005 como o Ano Mundial da Física tomou por referência a celebração de 100 anos da publicação de uma série de artigos nos quais o notável cientista apresentou uma visão radicalmente original acerca dos fundamentos físicos de 3 áreas: a Teoria da Relatividade, a Física Quântica e a Teoria do Movimento Browniano. A Física tem realmente uma visibilidade muito grande em nosso meio, inclusive quando se trata da Medicina, essa ciência moderna que engloba as várias formas de conhecer o corpo humano e combater as contradições do mundo da Ciência, da Biologia e suas distorções, assim como, repito, da Engenharia Genética, da Teleinformática e da Robótica, no campo da indústria – essa grande novidade que nos faz chorar, Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS do lado das Ciências Sociais, pela desorganização que cria no mundo do trabalho. O ano de 2005, portanto, coincide também com o cinqüentenário da morte de Albert Einstein, cujos trabalhos e idéias continuam atuais, fecundos e desafiadores. Gosto de destacar esse grande cientista por aquilo que mais estudo e a que mais me dedico, por sua contribuição à democracia, como pacifista que sou – inclusive, vou votar pelo desarmamento –, pois ele foi um grande lutador pela liberdade. Além de gênio da ciência, Einstein foi defensor da democracia, cidadão do mundo e pacifista. De acordo, pois, com esse espírito de valorização da ciência, da paz e do progresso, saudamos hoje os cientistas, pesquisadores, professores e estudantes da área, recordando Galileu, Kepler, Boyle, Newton, Rutherford, Einstein e muitos outros nomes famosos da Física. Observamos também, no entanto, que o extraordinário desenvolvimento da Física muito se deve ao trabalho freqüentemente anônimo e não reconhecido dos cientistas. Rendemos tributo, portanto, a todos esses cientistas dedicados e abnegados, merecedores sem dúvida de maior reconhecimento e apoio. Na oportunidade, cumpre também expressar nossa concordância com todas as iniciativas destinadas a aproximar a Física da comunidade, a chamar a atenção do público em geral e em especial dos jovens, dos estudantes, para a presença e o impacto da Física no mundo contemporâneo. O PSDB participa da presente sessão na certeza de que o somatório de tantos valores, como a inteligência, a sabedoria dos físicos, a excelência da contribuição de um dos mais importantes cientistas do último século, Albert Einstein, e a extraordinária relevância da Física, serve com efeito aos mais edificantes propósitos da difusão do conhecimento, ao ensino, à formação profissional e ao contínuo progresso da sociedade. Meus parabéns a todos. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Lobbe Neto) – Convido o Deputado Feu Rosa, co-autor do requerimento desta sessão, a assumir a Presidência. O Sr. Lobbe Neto, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Feu Rosa, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Feu Rosa) – Com a palavra o co-autor do requerimento de realização desta Sexta-feira 21 51091 sessão solene, nobre Deputado Lobbe Neto, do PSDB de São Paulo. O SR. LOBBE NETO (PSDB – SP. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Deputado Feu Rosa, do Espírito Santo, co-autor do requerimento desta sessão; Deputado Eduardo Gomes, do Tocantins, 3º Secretário da Câmara dos Deputados; Prof. Dr. Adalberto Fazzio, Presidente da Sociedade Brasileira de Física; Profa. Dra. Yvonne Primerano Mascarenhas, física homenageada; Paulo Roberto Mascarenhas, filho do grande pesquisador, cientista e físico Sérgio Mascarenhas; nosso reitor da Universidade Federal de São Carlos, Prof. Oswaldo Baptista Duarte Filho, mais conhecido como Barba; Prof. Dr. Sílvio Crestana, Diretor-Presidente da EMBRAPA, tio do Henrique, aqui presente, da Cooperativa Educacional de Matão; Vereadora Diana Cury, Presidenta da Câmara Municipal de São Carlos, e todas as mulheres presentes; Vice-Prefeito da cidade de São Carlos, Emerson Pires Leal, que também é físico; Vereador Azuaite Martins de França, professor; Vereador Moacir Maturo, da Câmara Municipal de Matão; autoridades presentes, professores físicos e demais convidados, estamos hoje comemorando o Ano Mundial da Física e também as grandes conquistas que Einstein trouxe para o mundo moderno da Física aplicada. Inicialmente gostaria de agradecer à Presidência da Câmara dos Deputados pela aprovação do requerimento para a realização dessa sessão solene em homenagem ao Ano Mundial da Física e dar as boasvindas aos ilustres convidados aqui presentes. Em 2001 diversas sociedades de física de todo o mundo, reunidas, propuseram que o ano de 2005 fosse considerado o Ano Mundial da Física. A idéia prosperou, sendo acolhida por unanimidade pela União Internacional de Física Pura Aplicada – IUPAP e pela Organização das Nações Unidas – ONU, que em assembléia adotou a Resolução A/58/L.62 em homenagem à Física, ao recomendar que a UNESCO organizasse atividades de celebrações do Ano Mundial da Física em colaboração com as sociedades de física de todo o mundo. A abertura das comemorações pela UNESCO foi realizada em Paris entre os dias 13 e 15 de janeiro desse ano. A idéia de escolher o ano de 2005 para homenagear a Física, senhoras e senhores, está ligada a um fato de grande importância histórica para a física moderna, pois, em 2005 completam 100 anos da publicação de 5 trabalhos de Albert Einstein que revolucionaram a física e, como diria Kuhn, trouxeram novo paradigma para o desenvolvimento da ciência. 51092 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Em 1905, trabalhando em um escritório de patentes na Suíça, Albert Einstein publicou os 5 trabalhos, que são as bases com que a física moderna se fundamenta. O primeiro artigo foi publicado em 18 de março daquele ano pela revista Annalen der Physik e tratava das conseqüências da natureza corpuscular da luz e seu efeito fotoelétrico, pelo qual, 16 anos após, viria a receber o Prêmio Nobel. Ainda em 1905, Einstein, com apenas 26 anos, apresentou sua tese de doutorado, que tratava das dimensões das moléculas e como estas contribuem para a mudança da viscosidade da água. Em seguida, publicou um trabalho sobre o incessante movimento de pequenas partículas na água, o chamado Movimento Browniano. Em junho do mesmo ano, senhoras e senhores, Einstein introduziu a mais extraordinária teoria das ciências físicas, a Teoria Especial da Relatividade, tomando como princípio o fato experimental de que a velocidade da luz é constante, mudando as leis da mecânica de forma a compatibilizá-las com a revolucionária Teoria Especial da Relatividade. Em setembro de 1905, como conseqüência dessa teoria, deduziu a equação mais famosa da física, E=mc², mostrando a equivalência de massa e energia em artigo publicado na revista Annalen der Physik. Assim, o maior objetivo das celebrações do Ano Mundial da Física, senhoras e senhores, é chamar a atenção do público em geral e em especial dos jovens para a importância e o impacto da Física no mundo moderno, o qual não se limita apenas aos avanços no conhecimento da física, mas também às contribuições da física em outras áreas do conhecimento e, principalmente, para a construção de um mundo melhor. O tempo de que dispomos para esta sessão solene, senhoras e senhores, é muito pequeno para que possamos descrever a extraordinária contribuição dada pela física moderna para o desenvolvimento e o bemestar da humanidade. Para citar alguns exemplos no século XX temos: a grande revolução da informática e da computação; na biologia, temos, graças aos estudos de Raios-X, o conhecimento da estrutura do DNA; os diagnósticos por imagens físicas na área médica; a nanociência e a nanotecnologia; a astrofísica; também na economia, na meteorologia, na metrologia, enfim, ela está presente em todas as áreas do conhecimento. No Brasil, a Física teve vigoroso desenvolvimento nos últimos 35 anos, em grande parte devido à criação de um sistema nacional de pós-graduação e de programas especiais de fomento à pesquisa. Entre os principais órgãos de estímulo ao desenvolvimento científico no Brasil, temos o CNPq – Conselho Nacio- Outubro de 2005 nal de Pesquisas, que, embora penalizado em seus orçamentos anuais, contribuiu para a formação de 4 mil doutores em Física nos últimos 30 anos. Sr. Presidente, muitos oradores que me antecederam já discorreram com muita sabedoria sobre muitos aspectos da vida e obra de Albert Einstein. Como ele mesmo diria, o tempo é relativo e, nesta sessão solene, o tempo se esvai rapidamente, o que nos impede de abordar outros temas tão importantes, quanto o que foi tratado pela Sociedade Brasileira de Física, que propôs elaborar um projeto de Física para o Brasil no decênio 2005 a 2015. Gostaria de homenagear todos os estudantes, professores, mestres e doutores em Física do País pelo exemplo de amor dedicado à ciência. Sérgio Mascarenhas de Oliveira e Yvonne Primerano Mascarenhas são referências mundiais do saber científico. Sérgio Mascarenhas nasceu no Rio de Janeiro em 2 de maio de 1928, formou-se em Química pela Universidade do Brasil em 1951 e em Física pela Universidade do Rio de Janeiro. Por concurso tornouse Livre Docente da Universidade de São Paulo em 1956, doutor, e catedrático em 1958. As realizações do Dr. Sérgio Mascarenhas em prol da ciência têm m amplo espectro e cobrem vastíssima área de atividades, desde colaborador a laureados cientistas que receberam o Prêmio Nobel, como o físico Abdus Salam, de Trieste, o químico Lars Onsager, da Universidade de Yale, a diversas outras instituições de ensino e pesquisa na Europa, no Japão, no México e nos Estados Unidos da América. Entre as principais atividades de ensino e pesquisa do Prof. Sérgio Mascarenhas, destacam-se as pesquisas em Física do Estado Sólido, termodinâmica dos processos irreversíveis, condutividade eletrotérmica (efeito descoberto na Universidade de São Carlos), introdutor do conceito de bioeletretos e várias outras contribuições científicas. Sérgio Mascarenhas implantou diversos centros e instituições de ensino e pesquisa, entre eles o Departamento de Física e Ciências dos Materiais da Escola de Engenharia de São Carlos – USP; o Instituto de Física de São Carlos; ajudou a construir a Universidade Federal de São Carlos; o Centro Nacional de Instrumentação Agropecuária da EMBRAPA, em São Carlos; o Instituto de Estudos Avançados da USP, em São Carlos, e a Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Foi membro ou fundador de praticamente todas as principais instituições de pesquisa do País, orientou 13 doutorados e 18 mestrados e colabora com 23 centros de pesquisa do Brasil e do exterior, além Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de ser autor de 200 trabalhos de pesquisa, publicados em livros e revistas nacionais e estrangeiras. Outro motivo de orgulho nacional, especialmente para as mulheres brasileiras, é a profícua vida acadêmica de Yvonne Primerano Mascarenhas. Nascida em Pederneiras, São Paulo, graduou-se em Química pela Universidade do Rio de Janeiro, em 1954; tornou-se doutora em Química em 1963 pela Universidade de São Paulo; livre docente em 1971, pela mesma Universidade; obteve o grau de pós-doutorado pela universidade de Harvard nos Estados Unidos da América, em 1973. A atuação da Dra. Yvonne destaca-se na área de estrutura molecular, na Física da Matéria Condensada e Biofísica Molecular, entre outras. Tem vastíssima produção bibliográfica, entre as quais nas áreas de cerâmicos, óxidos de tungstênio, terras raras e muitos outros, perfazendo 33 artigos completos publicados em periódicos, 37 trabalhos em eventos, 14 softwares, 8 produtos patenteados e 8 sem patente, além das teses de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Dra. Yvonne e Dr. Sérgio Mascarenhas certamente compõem os maiores expoentes científicos do Brasil. Pelos 2 exemplos citados, senhoras e senhores, a comunidade de São Carlos, por meio de seus representantes oficiais, irá homenagear no próximo ano, os professores que tanto admiramos e que tanto têm feito em benefício da cidade e, principalmente, pelo desenvolvimento do sistema educacional de nível superior do País, notadamente como responsáveis diretos pela implantação dos Institutos de Física e de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo. Senhoras e senhores, para nós, Deputado Federal por São Carlos, região central do Estado, é um orgulho e uma satisfação recebê-los neste evento tão importante para a Física. Agradecemos aos jovens a presença e esperamos que esta sessão de homenagem e a visita a Brasília sirva como grande exemplo para a futuro nas suas profissões. Quero deixar um abraço especial para esses 2 físicos, Sérgio e Yvonne Mascarenhas, aos quais entregarei uma pequena lembrança neste momento pela vinda a esta Casa e pela brilhante carreira profissional. Que Deus abençoe a todos. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Feu Rosa) – Antes de passar a palavra ao próximo orador, o Deputado Lobbe Neto fará a entrega da homenagem aos professores. Vamos interromper a sessão por 1 minuto para as formalidades fotográficas. (Pausa.) Sexta-feira 21 51093 O SR. PRESIDENTE (Feu Rosa) – Vou ler a homenagem prestada pela Câmara dos Deputados, por intermédio do Deputado Lobbe Neto: “Assim como um raio luminoso é composto também por partículas, a ciência em nosso País é feita por empreendedores do saber. Obrigado, Prof. Sérgio Mascarenhas Oliveira, célula vital do desenvolvimento científico brasileiro. Brasília, 20 de outubro de 2005. – Lobbe Neto, Deputado Federal”. Parabéns ao Prof. Sérgio e à sua digníssima família. Homenagem à Profa. Yvonne Primerano Mascarenhas: “Nas adversidades sobrepõem-se os verdadeiros idealistas. Obrigado, Profa. Yvonne Primerano Mascarenhas, pelo empreendedorismo em benefício do saber em nosso País. Brasília, 20 de outubro de 2005. – Lobbe Neto, Deputado Federal”. Parabenizamos a Profa. Yvonne Primerano Mascarenhas, sua digníssima família e todos os que ao longo de sua carreira se abrilhantaram com sua cultura e saber. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Feu Rosa) – Dando prosseguimento à sessão solene em homenagem ao Ano Mundial da Física e aos 50 anos da morte do cientista Albert Einstein, concedo a palavra ao ilustre Deputado Pastor Frankembergen, pelo PTB. O SR. PASTOR FRANKEMBERGEN (PTB – RR. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, senhores autores do requerimento que deu origem a esta sessão, Profa. Yvonne Primerano Mascarenhas, física homenageada nesta sessão, em nome do Partido Trabalhista Brasileiro rendemos homenagem aos presentes, a todos os físicos do Brasil e do mundo e àqueles que amam a Física. O ano de 2005, por marcar o centenário da publicação dos primeiros trabalhos científicos do físico Albert Einstein, foi declarado o Ano Mundial da Física. Sem dúvida, uma justa homenagem ao gênio que foi Albert Einstein e a todos quantos dedicam a vida à ciência e, principalmente, diante do incontestável fato de que os primeiros escritos daquele jovem, de apenas 26 anos, foram suficientes para dar trabalho a cientistas do mundo inteiro por mais de um século e, quem sabe, talvez por outro ainda continue a perseverar. Seus trabalhos, escritos em 1905 e que explicaram a natureza da luz, mostraram a relatividade restrita 51094 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS e comprovaram a relação entre massa e energia, simplesmente revolucionaram os conhecimentos de então e continuam causando profundo impacto na tecnologia e na cultura contemporâneas. Preparando este meu discurso, Senhor Presidente, por instantes fiquei a conjecturar sobre a equação E=mc², (energia é igual ao produto da massa vezes a velocidade da luz ao quadrado). Essa equação, a mais famosa fórmula da física, ainda considerada complexa e de difícil entendimento por milhões e milhões de humanos, ao mesmo tempo em que é ensinada para adolescentes no Ensino Médio, que impacto teria causado naquele ano de 1905? É assombroso, Sr. Presidente, ao mesmo tempo em que é fantástico e maravilhoso esse recuo no tempo. É fascinante a percepção, hoje, de que há exatamente 100 anos houve a mais importante revolução científica do século XX e de toda a história da ciência, e que essa revolução foi, praticamente, obra de um único homem. O fato é que naquele ano de 1905 – mesmo que ainda hoje nossa ignorância seja abismal – o jovem Albert Einstein mais uma vez provou ao mundo que o querer saber, que a busca pelo conhecimento é o que nos diferencia de nossos ancestrais das cavernas, da Idade Média, do Renascimento e até mesmo do anteontem e do ontem. A bem da verdade, assim como fez Santos Dumont, o passo de Einstein significou um vôo para a humanidade. Não fossem as descobertas desse gênio da Física, com certeza, hoje não teríamos como imortal a frase proferida pelo astronauta Neil Armstrong que, ao pisar o solo lunar, afirmou ser “um pequeno passo para um homem, mas um passo de gigante para a humanidade”. Seus estudos e teorias são um legado que nos fizeram e fazem enxergar além do escuro do cosmos. Da existência de moléculas, do micro ao macrocosmos, suas teorias permeiam toda a Física. Comparo esse legado a uma longa avenida que, aos poucos, conforme a compreendemos e trilhamos, percebemos que o Universo pode ser compreendido. Nada mais justo, portanto, a declaração do ano de 2005 como o Ano Mundial da Física. Entretanto, Sr. Presidente, devo também dizer que, além das homenagens que prestamos à celebridade inconteste que foi Albert Einstein, muito além de apenas relembrarmos fatos históricos e exaltarmos o conhecimento, a importância maior deste fato está nos inúmeros eventos que acontecem mundo afora e Outubro de 2005 que, sem dúvida, servirão para disseminar a consciência de que a Física está na base do desenvolvimento tecnológico e econômico da humanidade e também para reavivar o interesse da juventude em seguir carreiras científicas e expandir as fronteiras dos conhecimentos atuais. Afinal, a Física, como qualquer outra ciência, foi criada pelo homem e seu intento é o de compreender a natureza das coisas da maneira mais profunda. É a Física que, por meio das pesquisas, da análise, de estudos profundos e constantes, tenta nos explicar a origem e a evolução do universo, a constituição íntima da matéria e também os fenômenos térmicos, elétricos, mecânicos e magnéticos que ocorrem na natureza. Como qualquer outra ciência que procura elevar o conhecimento humano e com ele promover e disseminar a paz e a felicidade no mundo, o estudo da Física merece nossos aplausos. E, mais do que isso, merece nosso incessante apoio no sentido de cada vez mais ter o que preciso for para continuar suas buscas. Einstein, com apenas 26 anos, surpreendeu o mundo com suas idéias e determinação em buscar a compreensão das coisas até então invisíveis aos olhos humanos. Mais do que nos provar que massa é equivalente à energia, que luz é feita de partículas e que moléculas são uma realidade, foi além e, com a simples hipótese de que a velocidade da luz é sempre a mesma para qualquer observador, derrubou o conceito de espaço e tempo absolutos até então difundido e acreditado. Realmente, um gênio cuja simplicidade e dedicação aos estudos e à pesquisa surpreendiam a todos quantos o conheciam ou com ele conviviam. A nós brasileiros, inclusive, honrou-nos com uma visita de 8 dias em abril de 1925. Aqui veio, foi recebido pelo Presidente Arthur Bernardes, visitou pontos turísticos do Rio, proferiu palestras e se disse fascinado por nossa flora. Em 18 de abril de 1955, aos 76 anos, morreu em Princeton, nos Estados Unidos. Antes de encerrar este meu discurso, Sr. Presidente, quero repetir as palavras do Físico José Leite Lopes, professor emérito do Centro Brasileiro de Pesquisas em Física, hoje com 86 anos e que, durante os anos de 1944 e 1945, conheceu Albert Einstein nos Estados Unidos e assistiu a diversas conferências suas na Universidade de Princeton. Textualmente, afirmou o Prof. José Leite Lopes: “Einstein era um homem muito simpático. Preferia caminhar de sua casa até a universi- Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS dade. As comemorações pelo centenário de suas teorias são, em boa medida, uma forma de cultivar esse interesse pela ciência. A dedicação determinava seu caráter, que chegou a assinar manifestos e a escrever críticas contra a Segunda Guerra Mundial. Ironicamente, quando morreu, tinha uma angústia no coração: o fato de que suas pesquisas tiveram como conseqüência o desenvolvimento de armas nucleares. Einstein, defensor de um governo único mundial que fosse capaz de abolir as guerras, morreu triste”. Acho, sinceramente, que também os anos de 2006, 2007, 2008 e tantos quantos anos à frente tivermos a Terra como nosso lar, todos deveriam ser anos mundiais da física e de todas as demais ciências humanas. Assim, teríamos os anos inteiros recheados de eventos e ensinamentos constantes e nos quais o principal alicerce de todas as ciências humanas poderia ser difundido como premissa de paz e felicidade eternas: Deus e seu unigênito filho Nosso Senhor Jesus Cristo. Encerro este discurso, Sr. Presidente, com uma célebre frase de Einstein: “A palavra progresso não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes”. Concordo com que realmente o progresso não existe, porque, infelizmente, há muitas crianças infelizes no Brasil e no mundo. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Feu Rosa) – Com a palavra o nobre Deputado Reinaldo Betão, do PL, do Rio de Janeiro. O SR. REINALDO BETÃO (PL – RJ. Sem revisão do orador) – Sr. Presidente, Deputado Feu Rosa; Sr. Deputado Lobbe Neto, co-autor do requerimento de realização desta sessão solene; Prof. Dr. Adalberto Fazzio, Presidente da Sociedade Brasileira de Física; Profa. Yvonne Primerano Mascarenhas; Prof. Paulo Roberto Mascarenhas; Prof. Oswaldo Baptista e Prof. Dr. Sílvio Crestana, em nome do Partido Liberal e do nobre colega Jaime Martins, que está ausente em decorrência de uma viagem, meus cumprimentos a todos. Faço este discurso em homenagem ao Ano Mundial da Física, assim considerado em razão do centenário da Teoria da Relatividade, e ao cinqüentenário da morte de seu criador, o mais genial cientista de todos os tempos: Albert Einstein. A oportunidade é especialmente cara neste momento, porque, de um lado, põe em relevo a importância do desenvolvimento da ciência nos rumos da Sexta-feira 21 51095 civilização humana, convidando-nos à reflexão a respeito, principalmente no contexto da contemporaneidade, e de outro, releva a importância desse campo de trabalho no Brasil, medida pelo talento e esforço de nossos físicos, ao mesmo tempo em que nos desperta para as possibilidades que se abrem para as novas gerações. Desde a descoberta do fogo, foi longa a escalada do homem no desbravamento dos mistérios da natureza. De geração em geração, de conquista em conquista, a espécie acumulou conhecimentos em todas as áreas e alcançou patamares inimagináveis no domínio do planeta. E foi sobretudo na Física, campo vasto que abrange das partículas atômicas à Cosmologia, que o desejo humano de compreender e de se situar no universo materializou-se em pura ousadia: considera-se, de fato, à unanimidade, o pensamento de Einstein o maior feito do pensamento humano sobre a natureza, em toda a história da ciência. A incomparável inteligência de Einstein, realmente, mudou para sempre a face do mundo. A Teoria da Relatividade, derrubando os postulados estabelecidos pela Física clássica, unificou as noções de espaço e de tempo, estabeleceu a constância absoluta da velocidade da luz e mostrou que a matéria, por mínima que seja, abriga colossais quantidades de energia. Suas descobertas, elaboradas ao longo de décadas de solitário e incessante trabalho, foram apresentadas à comunidade científica em 1905, e dele fizeram, ao longo do século, o mais renomado cientista de todos os tempos. Einstein acumulava qualidades essenciais – inteligência, criatividade, disciplina – em níveis quase sobre-humanos. Sua intuição alcançou a própria estrutura cósmica; suas conclusões, ao lado da Mecânica Quântica, permitiram a descrição quase que completa dos fenômenos conhecidos pelo homem e abriram as portas para a utilização das mais avançadas tecnologias. Mas a contribuição de Albert Einstein não se restringiu ao domínio da ciência. Sensível ao sofrimento humano, crítico corajoso das tiranias políticas, tornouse um ardoroso pacifista, lutando abertamente contra o regime nazista que florescia em seu país de origem e que terminou por desencadear a Segunda Guerra Mundial. Ao mesmo tempo, foi absolutamente contrário ao uso bélico da energia atômica; seu posicionamento, desde o lançamento de bombas em Hiroshima e Nagasaki, ofereceu limites claros a uma questão que se tornou cada vez mais pungente e que vem atravessando, com seus controvertidos contornos éticos, a evolução de toda a ciência. 51096 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Na celebração do Ano Mundial da Física, não se poderia deixar de enaltecer a grande contribuição dos físicos brasileiros à ciência universal. A despeito do descaso com que os Governos vêm tratando a pesquisa científica no Brasil, podemos nos orgulhar de nomes que alcançaram reputação internacional, como o grande César Lattes, cujo trabalho de descoberta de partículas subatômicas chegou a ser indicado ao Prêmio Nobel. Ao lado dele, Mário Schenberg, Sérgio Mascarenhas e tantos outros têm realizado pesquisas importantes e de grande repercussão na comunidade científica internacional. Na esteira do esforço realizado por nossos cientistas, Sr. Presidente, encarecemos o incentivo ao desenvolvimento científico no Brasil, com real priorização de investimentos e devida valorização de nossos excelentes profissionais. Em regime de economia globalizada, com a especial circunstância do mercado, o progresso tecnológico e científico tornou-se imperativo de soberania e convívio igualitário no concerto das nações. Por essa razão, temos de oferecer condições cada vez melhores de capacitação e aperfeiçoamento, de modo a garantir às futuras gerações mercado de trabalho e participação efetiva na construção do destino do País. Finalmente, esperamos que, nas comemorações do Ano Mundial da Física, não escape à discussão a responsabilidade ética que deve alimentar o exercício da profissão. Expressão máxima da intervenção humana na natureza, a tecnologia, hoje mais do que nunca, deve buscar a preservação da vida na Terra e a dignidade inalienável do ser humano, em todas as circunstâncias. Como queria o grande Einstein, a ciência deve caminhar sempre para a paz e para o estabelecimento da fraternidade entre os homens. Esta é a mensagem que gostaríamos deixar em nome do Partido Liberal, que homenageia os presentes e todos os físicos do País. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Feu Rosa) – Dando continuidade à presente sessão, convido o Deputado Lobbe Neto para assumir a direção dos trabalhos. O Sr. Feu Rosa, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Lobbe Neto, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. Outubro de 2005 O SR. PRESIDENTE (Lobbe Neto) – Concedo a palavra ao Deputado Elimar Máximo Damasceno, que falará em nome do PRONA. O SR. ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO (PRONA – SP. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, nobres e admirados membros da Mesa, Sras. e Srs. Deputados, minhas senhoras e meus senhores, estamos comemorando o centenário de uma revolução. Uma revolução pacífica, desarmada, mas tão avassaladora que mudou para sempre diversos conceitos científicos e fez de seu mentor, Albert Einstein, um gênio reconhecido no mundo inteiro. A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura – UNESCO declarou 2005 o Ano Mundial da Física. É essa uma excelente iniciativa para tornar mais familiar uma ciência em geral considerada muito difícil, causadora de pânico em grande número de estudantes. Curiosamente, o autor de estudos complexos como o do fóton, da Teoria da Relatividade e da relação massa–energia, teve em vida e mantém ainda hoje, 50 anos depois de sua morte, a popularidade devida. Sua foto de língua de fora e olhos arregalados, brincando com os fotógrafos que o cercavam no dia do seu 72º aniversário, é apontada como uma das 10 imagens mais utilizadas em publicidade em todos os tempos. Sua luta pela paz repercutiu intensamente. Sua pouca idade, ao lançar teorias transformadoras (apenas 26 anos) e ao receber o Prêmio Nobel (42 anos), atiçou a imaginação de jovens de todos os países. Não temos a pretensão de, em curto pronunciamento, tentar explicar as descobertas desse brilhante e incomum cientista. Vale lembrar, a propósito, que, com ironia, ele mesmo afirmava não saber por que todos o adoravam, se ninguém entendia suas idéias. De qualquer forma, é de maior importância recordar seu exemplo, que pode servir a muitos, especialmente aos que hoje se assustam diante da necessidade de estudar Física – e principalmente se levarmos em conta que, à época de sua verdadeira explosão criativa, em 1905, Albert Einstein era um simples funcionário do Departamento de Patentes da Suíça e sequer conseguira emprego como professor. Ele não dispunha de laboratórios, não tinha equipe para ajudá-lo, pensou e escreveu sozinho os ensaios que mudaram as afirmativas dos físicos na época. No Brasil, as atividades do Ano Mundial foram abertas em janeiro com o XVI Simpósio Nacional de Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Ensino de Física e se estenderão até dezembro. Sob a coordenação da Sociedade Brasileira de Física, os diversos eventos que têm acontecido procuram chamar a atenção de todos para a importância e para o impacto dessa ciência no mundo contemporâneo. Não temos como saber, é claro, se o transcurso do Ano Mundial da Física e a divulgação que tem sido feita estimularão o surgimento de um gênio do porte de Einstein. Temos, porém, a certeza de que, destacando sua extraordinária obra, estamos valorizando essa ciência tão integrada ao nosso tempo. Em nome do PRONA e do nosso líder nacional, Dr. Enéas, parabenizamos o nobre Deputado Lobbe Neto pelo requerimento de realização desta sessão solene em que homenageamos uma das figuras mais importantes do século passado e, por extensão, também os físicos brasileiros, aqui representados pelo Dr. Paulo Roberto Mascarenhas, filho do Prof. Sérgio Mascarenhas; pela Dra. Yvonne Primerano Mascarenhas, pelos professores da Universidade de São Paulo e pelos demais homenageados, que tanto contribuem para o crescimento científico no nosso Estado de São Paulo e de todo o Brasil. Parabéns a todos! (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Lobbe Neto) – Anuncio a presença dos professores e pesquisadores do Instituto de Física da UnB Japaridze George, Érika Zimmermann, Marcos Duarte Maia, Maria Sueli Pedrosa Mundim, Viktor Dodpnov, Ademir Eugênio de Santana e Tarcisio Marciano da Rocha Filho; do Chefe da Assessoria Parlamentar da EMBRAPA, Sr. Moacir de Souza; do Prof. Júlio César Martins, representante da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo; do auditor fiscal da Receita Federal do Brasil, Sr. Marcos Ricardo Mariot, e do Presidente da Associação Catarinense dos Auditores Fiscais da Previdência Social – ACAFIP, Sr. Caetano Évora Silveira Neto. Agradeço aos Srs. Parlamentares e a todos os que compareceram a esta solenidade, ao Deputado Feu Rosa, que apresentou, junto conosco, o requerimento de realização desta sessão solene em homenagem aos físicos, a Albert Einstein e ao Ano Mundial da Física; agradeço sobretudo à Dra. Yvonne Primerano Mascarenhas e ao Dr. Sergio Mascarenhas. Como o Regimento Interno não permite que os convidados se pronunciem, lerei um trecho do documento que o Dr. Sergio e a Profa. Yvonne Mascarenhas nos entregaram e que será transcrito na íntegra nos Anais da Casa. Diz o texto: “Prezados senhores Deputados Sexta-feira 21 51097 Neste momento em que nos conferem tão honrosa homenagem queremos agradecer-lhes pelo reconhecimento que prestam ao papel da Física como elemento de desenvolvimento científico e tecnológico de nosso país. No caso particular da homenagem pessoal queremos também manifestar nosso entendimento de que somos apenas representantes do trabalho realizado no Instituto de Física de São Carlos, do Campus de São Carlos da USP, por todos os nossos companheiros cujo trabalho e perseverança levaram à formação de uma das menores unidades da USP que, entretanto, devido à competência e dedicação de seus docentes e funcionários pode ser considerada exemplar no panorama da ciência brasileira”. Logo após, há um relato que o Dr. Sergio faz sobre o instituto e os agradecimentos aos órgãos de fomento – CNPq, FAPESP, CAPES e FINEP – pelo apoio. Estão aqui a Vereadora Diana Cury, Presidente da Câmara de Vereadores de São Carlos; o Vice-Prefeito de São Carlos, Emerson Pires Leal; o professor e Vereador Azuaite de França, o Reitor Oswaldo Duarte; o Prof. Roberto Faria, do Instituto de Física, e o Sr. Sylvio Goulart, representante do Parque de Alta Tecnologia, que, por intermédio da Vereadora Diana Cury, entregarão uma placa comemorativa aos Drs. Paulo e Yvonne Mascarenhas. (Palmas.) Passo a ler, com muita honra, o que nela está escrito: “As instituições abaixo signatárias expressam o reconhecimento público à importante contribuição dos professores Yvonne Mascarenhas e Sergio Mascarenhas ao desenvolvimento da ciência e tecnologia no Brasil: Instituto de Física de São Carlos, CNPDIA/EMBRAPA, Instituto Internacional de Ecologia, ParqTec, Universidade Federal de São Carlos, Centro de Professorado Paulista, Câmara Municipal de São Carlos, Prefeitura Municipal de São Carlos”. Essa é uma homenagem e o reconhecimento daquele Município a esses dois grandes cientistas e pesquisadores do País e também do mundo. Agradeço a todos pela presença. Que Deus os abençoe! (Palmas.) DOCUMENTO A QUE SE REFERE O ORADOR 51098 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Outubro de 2005 Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS V – ENCERRAMENTO O SR. PRESIDENTE (Lobbe Neto) – Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a sessão. Sexta-feira 21 51099 O SR. PRESIDENTE (Lobbe Neto) – Está encerrada a sessão. (Encerra-se a Sessão às 12 horas e 3 minutos.) Ata da 286ª Sessão, em 20 de outubro de 2005 Presidência dos Srs. Aldo Rebelo, Presidente; Inocêncio Oliveira, 1º Secretário; Natan Donadon, Luiz Alberto, Babá, Maurício Rands, Colbert Martins, e Wasny de Roure, § 2º do artigo 18 do Regimento Interno ÀS 14 HORAS COMPARECEM À CASA OS SRS.: ALDO REBELO INOCÊNCIO OLIVEIRA EDUARDO GOMES GIVALDO CARIMBÃO JORGE ALBERTO GERALDO RESENDE MÁRIO HERINGEr RORAIMA DR. RODOLFO PEREIRA PDT FRANCISCO RODRIGUES PFL LUCIANO CASTRO PL PASTOR FRANKEMBERGEN PTB SUELY CAMPOS PP Total de Roraima: 5 AMAPÁ CORONEL ALVES PL DAVI ALCOLUMBRE PFL EDUARDO SEABRA PTB GERVÁSIO OLIVEIRA PMDB Total de Amapá: 4 PARÁ ANIVALDO VALE PSDB ANN PONTES PMDB ASDRUBAL BENTES PMDB BABÁ PSOL JOSÉ PRIANTE PMDB RAIMUNDO SANTOS PL SOCORRO GOMES PCdoB ZENALDO COUTINHO PSDB Total de Pará: 8 AMAZONAS ÁTILA LINS PMDB CARLOS SOUZA PP FRANCISCO GARCIA PP HUMBERTO MICHILES PL LUPÉRCIO RAMOS PMDB PAUDERNEY AVELINO PFL VANESSA GRAZZIOTIN PCdoB Total de Amazonas: 7 RONDÔNIA ANSELMO PT EDUARDO VALVERDE PT HAMILTON CASARA PSDB NATAN DONADON PMDB Total de Rondônia: 4 ACRE HENRIQUE AFONSO PT JOÃO TOTA PP PERPÉTUA ALMEIDA PCdoB RONIVON SANTIAGO PP Total de Acre: 4 TOCANTINS DARCI COELHO PP PASTOR AMARILDO PSC Total de Tocantins: 2 MARANHÃO ALBÉRICO FILHO PMDB ANTONIO JOAQUIM PSDB CÉSAR BANDEIRA PFL COSTA FERREIRA PSC DR. RIBAMAR ALVES PSB GASTÃO VIEIRA PMDB JOÃO CASTELO PSDB PEDRO FERNANDES PTB REMI TRINTA PL SARNEY FILHO PV SEBASTIÃO MADEIRA PSDB TEREZINHA FERNANDES PT WAGNER LAGO PDT Total de Maranhão: 13 CEARÁ ALMEIDA DE JESUS PL ANDRÉ FIGUEIREDO PDT 51100 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ANÍBAL GOMES PMDB ANTENOR NASPOLINI PSDB ANTONIO CAMBRAIA PSDB ARIOSTO HOLANDA PSB BISMARCK MAIA PSDB EUNÍCIO OLIVEIRA PMDB GONZAGA MOTA PSDB INÁCIO ARRUDA PCdoB JOSÉ PIMENTEL PT LÉO ALCÂNTARA PSDB MANOEL SALVIANO PSDB MAURO BENEVIDES PMDB MORONI TORGAN PFL PASTOR PEDRO RIBEIRO PMDB VICENTE ARRUDA PSDB ZÉ GERARDO PMDB Total de Ceará: 18 PIAUÍ ÁTILA LIRA PSDB JÚLIO CESAR PFL MARCELO CASTRO PMDB MORAES SOUZA PMDB MUSSA DEMES PFL Total de Piauí: 5 RIO GRANDE DO NORTE ÁLVARO DIAS PDT FÁTIMA BEZERRA PT Total de Rio Grande do Norte: 2 PARAÍBA BENJAMIN MARANHÃO PMDB CARLOS DUNGA PTB ENIVALDO RIBEIRO PP INALDO LEITÃO PL LUIZ COUTO PT MARCONDES GADELHA PSB PHILEMON RODRIGUES PTB WILSON SANTIAGO PMDB Total de Paraíba: 8 PERNAMBUCO ANDRÉ DE PAULA PFL JOAQUIM FRANCISCO PFL JORGE GOMES PSB JOSÉ CHAVES PTB JOSÉ MÚCIO MONTEIRO PTB LUIZ PIAUHYLINO PDT MAURÍCIO RANDS PT PASTOR FRANCISCO OLÍMPIO PSB PAULO RUBEM SANTIAGO PT PEDRO CORRÊA PP RENILDO CALHEIROS PCdoB Outubro de 2005 ROBERTO FREIRE PPS Total de Pernambuco: 12 ALAGOAS BENEDITO DE LIRA PP HELENILDO RIBEIRO PSDB MAURÍCIO QUINTELLA LESSA PDT ROGÉRIO TEÓFILO PPS Total de Alagoas: 4 SERGIPE BOSCO COSTA PSDB CLEONÂNCIO FONSECA PP HELENO SILVA PL JACKSON BARRETO PTB JOSÉ CARLOS MACHADO PFL Total de Sergipe: 5 BAHIA ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO PFL CLAUDIO CAJADO PFL COLBERT MARTINS PPS CORIOLANO SALES PFL EDSON DUARTE PV FÁBIO SOUTO PFL FÉLIX MENDONÇA PFL FERNANDO DE FABINHO PFL GEDDEL VIEIRA LIMA PMDB GUILHERME MENEZES PT JOÃO LEÃO PP JONIVAL LUCAS JUNIOR PTB JOSÉ CARLOS ALELUIA PFL JOSÉ CARLOS ARAÚJO PL JOSIAS GOMES PT JUTAHY JUNIOR PSDB LUIZ ALBERTO PT LUIZ BASSUMA PT LUIZ CARREIRA PFL MÁRIO NEGROMONTE PP MILTON BARBOSA PSC PAULO MAGALHÃES PFL PEDRO IRUJO PMDB ROBÉRIO NUNES PFL SEVERIANO ALVES PDT WALTER PINHEIRO PT ZEZÉU RIBEIRO PT Total de Bahia: 27 MINAS GERAIS ADEMIR CAMILO PDT ALEXANDRE MAIA PMDB ANA GUERRA PT CARLOS MOTA PSB DR. FRANCISCO GONÇALVES PTB Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS EDMAR MOREIRA PFL EDUARDO BARBOSA PSDB ELISEU RESENDE PFL IBRAHIM ABI-ACKEL PP IVO JOSÉ PT JOÃO MAGALHÃES PMDB JOÃO PAULO GOMES DA SILVA PSB LAEL VARELLA PFL LEONARDO MATTOS PV LEONARDO MONTEIRO PT LINCOLN PORTELA PL MARCELLO SIQUEIRA PMDB MÁRCIO REINALDO MOREIRA PP MAURO LOPES PMDB ODAIR CUNHA PT OSMÂNIO PEREIRA PTB REGINALDO LOPES PT ROBERTO BRANT PFL ROMEL ANIZIO PP ROMEU QUEIROZ PTB SÉRGIO MIRANDA PDT VIRGÍLIO GUIMARÃES PT VITTORIO MEDIOLI PV Total de Minas Gerais: 28 ESPÍRITO SANTO FEU ROSA PP IRINY LOPES PT JAIR DE OLIVEIRA PMDB MANATO PDT MARCUS VICENTE PTB NILTON BAIANO PP RENATO CASAGRANDE PSB ROSE DE FREITAS PMDB Total de Espírito Santo: 8 RIO DE JANEIRO ALDIR CABRAL PFL ALEXANDRE CARDOSO PSB ALEXANDRE SANTOS PMDB ALMERINDA DE CARVALHO PMDB ALMIR MOURA PFL BERNARDO ARISTON PMDB CARLOS NADER PL CARLOS SANTANA PT CHICO ALENCAR PT DELEY PSC EDUARDO CUNHA PMDB EDUARDO PAES PSDB ELAINE COSTA PTB FERNANDO GABEIRA PV FRANCISCO DORNELLES PP JAIR BOLSONARO PP Sexta-feira 21 51101 JANDIRA FEGHALI PCdoB JOÃO MENDES DE JESUS PSB JORGE BITTAR PT JOSÉ DIVINO PMR JOSIAS QUINTAL PSB JUÍZA DENISE FROSSARD PPS JULIO LOPES PP LEONARDO PICCIANI PMDB MOREIRA FRANCO PMDB REINALDO BETÃO PL REINALDO GRIPP PL RENATO COZZOLINO PDT RODRIGO MAIA PFL SIMÃO SESSIM PP Total de Rio de Janeiro: 30 SÃO PAULO ALBERTO GOLDMAN PSDB AMAURI GASQUES PL ANGELA GUADAGNIN PT ANTONIO CARLOS MENDES THAME PSDB ARLINDO CHINAGLIA PT ARNALDO FARIA DE SÁ PTB CHICO SARDELLI PV CLÁUDIO MAGRÃO PPS DELFIM NETTO PMDB DEVANIR RIBEIRO PT DURVAL ORLATO PT ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO PRONA ENÉAS PRONA FERNANDO ESTIMA PPS GILBERTO NASCIMENTO PMDB ILDEU ARAUJO PP IVAN VALENTE PSOL JAMIL MURAD PCdoB JOÃO BATISTA PP JOÃO HERRMANN NETO PDT JOÃO PAULO CUNHA PT JOSÉ EDUARDO CARDOZO PT JOSÉ MENTOR PT JULIO SEMEGHINI PSDB LOBBE NETO PSDB LUCIANO ZICA PT LUIZ EDUARDO GREENHALGH PT LUIZA ERUNDINA PSB MARCELO ORTIZ PV MARCOS ABRAMO PP MEDEIROS PL MICHEL TEMER PMDB NELSON MARQUEZELLI PTB ORLANDO FANTAZZINI PSOL PROFESSOR IRAPUAN TEIXEIRA PP PROFESSOR LUIZINHO PT 51102 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS RICARDO BERZOINI PT ROBERTO GOUVEIA PT SILVIO TORRES PSDB TELMA DE SOUZA PT VICENTINHO PT WALTER BARELLI PSDB ZULAIÊ COBRA PSDB Total de São Paulo: 43 MATO GROSSO CARLOS ABICALIL PT CELCITA PINHEIRO PFL LINO ROSSI PP PEDRO HENRY PP RICARTE DE FREITAS PTB THELMA DE OLIVEIRA PSDB Total de Mato Grosso: 6 DISTRITO FEDERAL ALBERTO FRAGA PFL JORGE PINHEIRO PL MANINHA PSOL OSÓRIO ADRIANO PFL TATICO PTB WASNY DE ROURE PT Total de Distrito Federal: 6 GOIÁS BARBOSA NETO PSB JOÃO CAMPOS PSDB LEANDRO VILELA PMDB NEYDE APARECIDA PT PEDRO CANEDO PP PEDRO CHAVES PMDB RONALDO CAIADO PFL SANDES JÚNIOR PP SANDRO MABEL PL Total de Goiás: 9 MATO GROSSO DO SUL ANTONIO CRUZ PP JOÃO GRANDÃO PT NELSON TRAD PMDB VANDER LOUBET PT WALDEMIR MOKA PMDB Total de Mato Grosso do Sul: 5 PARANÁ ABELARDO LUPION PFL AFFONSO CAMARGO PSDB CHICO DA PRINCESA PL DILCEU SPERAFICO PP DR. ROSINHA PT DRA. CLAIR PT Outubro de 2005 EDUARDO SCIARRA PFL GUSTAVO FRUET PSDB HERMES PARCIANELLO PMDB LUIZ CARLOS HAULY PSDB MOACIR MICHELETTO PMDB NELSON MEURER PP ODÍLIO BALBINOTTI PMDB RICARDO BARROS PP VITORASSI PT Total de Paraná: 15 SANTA CATARINA ADELOR VIEIRA PMDB CARLITO MERSS PT EDISON ANDRINO PMDB FERNANDO CORUJA PPS IVAN RANZOLIN PFL LEODEGAR TISCOSKI PP PAULO AFONSO PMDB VIGNATTI PT ZONTA PP Total de Santa Catarina: 9 RIO GRANDE DO SUL ADÃO PRETTO PT AFONSO HAMM PP CEZAR SCHIRMER PMDB DARCÍSIO PERONDI PMDB ÉRICO RIBEIRO PP FRANCISCO TURRA PP HENRIQUE FONTANA PT JÚLIO REDECKER PSDB LUCIANA GENRO PSOL LUIS CARLOS HEINZE PP MENDES RIBEIRO FILHO PMDB MILTON CARDIAS PTB NELSON PROENÇA PPS ORLANDO DESCONSI PT PASTOR REINALDO PTB PAULO PIMENTA PT POMPEO DE MATTOS PDT WILSON CIGNACHI PMDB Total de Rio Grande do Sul: 18 I – ABERTURA DA SESSÃO O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – A lista de presença registra na Casa o comparecimento de 312 Senhoras Deputadas e Senhores Deputados. Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro iniciamos nossos trabalhos. O Sr. Secretário procederá à leitura da ata da sessão anterior. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS II – LEITURA DA ATA O SR. REINALDO BETÃO, servindo como 2º Secretário, procede à leitura da ata da sessão antecedente, a qual é, sem observações, aprovada. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Passa-se à leitura do expediente. III – EXPEDIENTE Não há expediente a ser lido. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Antes do início da reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, vou ler uma decisão do Presidente da Câmara, Deputado Aldo Rebelo, referendada pela Mesa. Decisão do Presidente da Câmara dos Deputados em questão de ordem levantada pelo Deputado Luiz Sérgio (PT – RJ), em sessão do dia 19-10-2005: O Senhor Deputado Luiz Sérgio, em sessão do dia 19 de outubro do corrente, levantou questão de ordem acerca da validade de ato praticado em reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do dia 18 de outubro, consistente na leitura do parecer do Relator, Deputado Júlio Delgado, ao Processo nº 004/05, (Representação nº 38/05), instaurado pelo Partido Trabalhista Brasileiro contra o Deputado José Dirceu, uma vez que tal procedimento teria ocorrido em horário coincidente com a Ordem do Dia do Plenário da Câmara dos Deputados, com a infração do disposto no art. 46, § 1º, do Regimento Interno. Dos registros taquigráficos pertinentes, verificase que a Ordem do Dia do Plenário da Casa, na data em questão, teve início às 17h32min (dezessete horas e trinta e dois minutos), enquanto que a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar apenas foi encerrada às 17h54min (dezessete horas e cinqüenta e quatro minutos), tendo havido, portanto, superposição de horários, no período de 22 minutos. A Presidência chegou a advertir, em resposta a questionamento do Deputado Alberto Goldman, que a única maneira de proteger o resultado da ação produzida pelas Comissões e pelo Conselho de Ética seria por meio da suspensão das atividades desses Colegiados durante a Ordem do Dia. Ressalte-se, ainda, que durante o período de coincidência de horários, houve votação de matéria em Plenário, consistente em requerimento de inversão de pauta. Nesse período de coincidência com a Ordem do Dia do Plenário, procedia, a Comissão, à oitiva do parecer do Relator no processo mencionado. Os precedentes sobre a questão são claros na jurisprudência da Mesa. Cito a decisão da Presidência datada de 8 de junho deste ano, pela qual anulou- Sexta-feira 21 51103 se decisão da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, ainda, a de 27-6-02, que determinou a nulidade de procedimento do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, em ambos os casos por coincidência de horários das reuniões com a Ordem do Dia do Plenário. Assim, no estrito cumprimento da norma regimental inscrita no art. 46, §1º, torno sem efeito a leitura do parecer do Relator ao Processo nº 4/05, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, ocorrida no dia 18-1005, a partir da parte que coincidiu com a Ordem do Dia do Plenário, isto é, do parágrafo cuja leitura iniciou-se imediatamente antes da 17h32min (dezessete horas e trinta e dois minutos), bem como declaro a conseqüente nulidade dos atos praticados em seguida, no curso da mesma reunião. Deverá, portanto, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar retomar os trabalhos com a nova leitura da parte do parecer tornada sem efeito. Oficie-se ao Autor da Questão de Ordem e ao Presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. Nada mais fez o Presidente do que cumprir rigorosamente o Regimento Interno. Para tomarmos a decisão de suspender os trabalhos das Comissões Permanentes da Casa, ou seja, anular o seu funcionamento, está-se seguindo as normas, porque, ao iniciar a Ordem do Dia, nenhuma Comissão pode funcionar, e se o fizer consideram-se nulos seus atos. O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, respeitosamente, quero recorrer da decisão da Presidência à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – V.Exa. será atendido. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Passa-se ao IV – PEQUENO EXPEDIENTE Concedo a palavra ao Sr. Deputado Arnaldo Faria de Sá. O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, passarei a ler manifesto da diretoria da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas, que reclama do tratamento dado pelo Go- 51104 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS verno aos aposentados e pensionistas, principalmente nas eivadas escusas que têm sido apresentadas para que, na Medida Provisória nº 255, volte a famigerada Emenda nº 27, aprovada pelo Senado Federal ao projeto de lei de conversão da chamada MP do Bem e que quer inviabilizar os Juizados Especiais Previdenciários, alargando o prazo de pagamento e reduzindo o limite, transformando os atuais requisitórios em falsos precatórios. Este é o protesto que registramos nesta Casa. Ao mesmo tempo, relembramos que o Presidente Inocêncio Oliveira foi o grande baluarte na luta em defesa dos aposentados, quando chegou a esta Casa a MP nº 252. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ao encerramento do Congresso dos Aposentados e Pensionistas, Oswaldo Lourenço, ex-Presidente da COBAP, leu a Carta de Luziânia, que transcrevemos: “Os aposentados e pensionistas das mais longínquas regiões do nosso País, enfrentando dificuldades de toda ordem, inclusive de saúde, conseqüência da idade, como também, vítima de um atendimento de outras necessidades básicas para viver uma vida com dignidade. Após debaterem os problemas que enfrentam no dia-a-dia, se preocupam profundamente com os problemas do país e com a seguridade social, diante da dura e cruel previsão que, infelizmente, se avizinham com medidas governamentais, que se aprovadas, por certo causarão enormes prejuízos ao bolso de nosso povo e. em particular, dos aposentados e pensionistas Muitas dessas medidas através de mais uma reforma da Constituição, proposta da malfadada política neoliberal por orientação do FMI. Medidas que virão atingir profundamente a Previdência Social com a redução, mais ainda, dos benefícios previdenciários para pagar em dia uma dívida externa que não é de responsabilidade do povo brasileiro, muito menos dos aposentados e pensionistas. Por isso faz-se necessário que, juntamente com as demais forças patriotas da sociedade, o Movimento dos Aposentados se mobilizarem em todo o país por: 1 – Ministério da Seguridade Social; 2 – Restabelecimento do Conselho de Seguridade Social; 3 – Criação do Banco de Seguridade Social, para ser depositário de todas as arrecadações da seguridade social e não como a que vem sendo feito entregando os serviços de contribuições para a Fazenda, que deve Outubro de 2005 administrar impostos, iniciando, com isso, o fim da nossa previdência; 4 – Criação da Previdência Complementar Pública, para todos aqueles que possam contribuir para sua complementação; 5 – Restabelecer de imediato os valores das aposentadorias que se encontram com defasagem, que chegam por volta de 50%; Viva o movimento dos aposentados! Viva a COBAP! Viva o Brasil!” Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero registrar ainda, neste momento, os meus mais sinceros agradecimentos e cumprimentos a todos os professores pelo transcurso do seu dia, comemorado em 15 de outubro, sábado, e, particularmente, à Associação dos Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo – APAMPESP, que trava luta permanente e incansável dentro e fora do Congresso Nacional. Cumprimento sua Presidente, Professora Zilda Halben Guerra, e as Professoras Hilda do Tanque, Dalva Freitas Soares, Nair Moro, todas que constantemente desempenham sério, competente e pujante trabalho em defesa dos nossos professores, demonstrando que eles merecem o nosso profundo respeito, carinho, admiração e reconhecimento. Mesmo enfrentando todas as dificuldades, não desistem, e sim persistem; e persistem por uma vida mais digna e salário justo. Sei que muitos professores, na verdade, não têm razão para comemorar, até porque não existe hoje o mesmo respeito de outrora para com essa classe tão especial, principalmente, por parte do Poder Público. Relembro: quantos professores, depois de terem lecionado durante 25, 30, 35 anos e terem garantido o seu direito constitucional de receber uma aposentadoria diferenciada, freqüentemente, são aviltados nos seus direitos? Fazem-se manobras para não se cumprir o direito de estender aos professores já aposentados os direitos garantidos efetivamente. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, reitero neste momento que precisamos dar maior atenção e valor aos nossos professores, em especial essas nossas professoras aposentadas, que, apesar dos pesares, continuam ensinando a sociedade como se deve tratar o cidadão em geral. Tenho certeza de que esta singela homenagem, porém verdadeira, que prestamos no dia de hoje, pelo transcurso do Dia do Professor, em 15 de outubro, significa muito pouco diante de tudo aquilo que merecem. Portanto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, em nome da APAMPESP, suas regionais e escritórios de representação distribuídos em diversos Municípios do nosso Estado de São Paulo, cumprimento não só os Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS professores em atividade, mas também todos aqueles que já colaboraram, já contribuíram e contribuem com o engrandecimento do nosso País. Obrigado aos nossos queridos mestres! Professor aposentado merece respeito! O SR. EDISON ANDRINO (PMDB – SC. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, na atualidade, a Nação brasileira passa por várias denúncias, e os Correios, instituição brasileira de maior credibilidade, está no meio de toda essa confusão. Competência gerencial, excelência técnica, probidade administrativa, espírito republicano e agressividade mercadológica. O somatório dessas habilidades constrói os excepcionais indicadores estratégicos de gestão alcançados pela Regional dos Correios de Santa Catarina. Ambiciosas metas estabelecidas foram sumariamente pulverizadas e superadas, tornando a operação regional dos Correios em Santa Catarina padrão referencial de boa governança para a maioria das demais operações estaduais da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Aliás, ilustramos essa afirmativa com a posição conquistada pela Regional Catarinense no ranking das Diretorias Regionais em agosto de 2005, isto é, o 1º lugar. Caros colegas Parlamentares, não resta dúvida de que resultados dessa natureza permitem-nos atestar que a capacidade de trabalhar bem e com criatividade não apenas torna lucrativo o que era deficitário, ultrapassa metas antes insuperáveis e contribui com o azul dos balanços empresariais, mas, acima de tudo, resulta no bom atendimento da sociedade catarinense, em seus anseios e em suas necessidades de comunicação, de cidadania e de democracia. Esse processo, que em seu bojo enseja a idéia de que o cidadão é também um cliente, Sr. Presidente, se materializa numa operação mais rápida, mais eficiente, mais produtiva, mais eficaz, enfim, um atendimento com padrão elevado de qualidade que tem como objetivo final satisfazer de forma plena o cidadão. Mas o que me deixa mais satisfeito, nobres Parlamentares, é constatar que simultaneamente à evolução qualitativa da operação reduz-se de forma dramática o desperdício de recursos, tanto humanos quanto materiais, mas, sobretudo, públicos. Tecnicamente o que se verifica é o contínuo e progressivo incremento da produtividade, o que concorre, em última instância, para o desenvolvimento de toda a economia brasileira. Sociedade catarinense melhor atendida, maximização da produtividade dos recursos públicos, eficiência e eficácia gerencial, todos estes aspectos técnicos coroados e ratificados por indicadores estratégicos mostram que a Diretoria Regional dos Correios em Santa Catarina transita de uma operação tradicional- Sexta-feira 21 51105 mente deficitária rumo à sustentabilidade operacional. Os números falam por si: a receita total da operação, hoje, já atinge 84,9% das despesas totais, índice que representa 109,52% da meta estabelecida pela Diretoria Corporativa da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A título de comparação, em 2003, a cobertura das despesas totais pelas receitas totais era de 71,3%. Não tenho dúvida, Sr. Presidente, de que esses magníficos resultados que vêm sendo apresentados em 2005 pela Diretoria Regional dos Correios de Santa Catarina também serão superados. E o serão no momento em que todos os projetos e ações estratégicas planejadas estiverem implantadas. Novos e modernos sistemas informatizados, ações de redução do estoque de inadimplência, melhoria dos processos internos e do controle da despesa são vetores dessa verdadeira revolução modernizadora. Surpreendente também é o fato de que os novos produtos e serviços, como o Banco Postal, têm contribuído significativamente para o crescimento da receita operacional. Esse aspecto demonstra acurada competência mercadológica no que se refere à percepção dos anseios dos consumidores e dos cidadãos. Os relatórios gerenciais a que tive acesso, Sr. Presidente, demonstram que as projeções de tendências de participação desses novos produtos e serviços na formação da receita operacional são crescentes, corroborando a idéia do acerto nas decisões de investimento e prospecção de novos mercados, tanto da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em geral quanto da Regional em Santa Catarina em particular. Mas nem só de indicadores financeiros positivos vive uma empresa, e isso, caros Parlamentares, é o sentimento que tenho ao constatar também uma melhora sustentável dos indicadores de qualidade operacional, condições físicas do ambiente de trabalho e de satisfação dos clientes internos da empresa, além da redução do absenteísmo dos funcionários, aumento da capacitação do quadro funcional, redução das perdas provocadas por delitos externos e expansão significativa da quantidade de Municípios catarinenses com atendimento postal básico. Enfim, caros colegas Deputados e Deputadas, considero que os resultados alcançados no ano de 2005 pela equipe da Diretoria Regional dos Correios de Santa Catarina e seus funcionários representam a consolidação de um processo de modernização da gestão, de busca permanente pela superação de desafios e de implementação de mudanças por uma equipe que tem uma visão de gestão de longo prazo, com objetivos claros e definidos, além de metodologia 51106 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS e competência técnica para alcançá-los e, sobretudo, superá-los. Sr. Presidente, peço a V.Exa. que autorize a divulgação deste pronunciamento no programa A Voz do Brasil. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – V.Exa. será atendido. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Gonzaga Patriota. O SR. GONZAGA PATRIOTA (PSB – PE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, falei recentemente nesta Casa dos desperdícios de frutas na minha cidade, Petrolina. Agora vou falar do desperdício de energia no País. O Brasil é o país dos paradoxos. Creio que somos o único povo no mundo capaz de se orgulhar dos seus próprios desperdícios. Comumente nós, brasileiros, nos vangloriamos diante dos estrangeiros que nos visitam da fartura com que as carnes são servidas nas churrascarias. Causa estranheza a todos eles, sobretudo porque em seus países, principalmente os mais desenvolvidos, isso não acontece, e os restaurantes servem apenas aquilo que o cliente é capaz de consumir, onde tudo é dimensionado para evitar desperdícios, contrariamente à nossa tão decantada fartura de que tanto nos orgulhamos. Cabe-nos questionar de que lado está a racionalidade. Passamos, há 4 anos, por um grave período de racionamento de energia que nos levou a uma comoção nacional, porque ninguém estava preparado para uma economia compulsória de até 20% da energia consumida. A crise foi tão grave e de tamanha proporção que o não-cumprimento das metas de economia estabelecidas pelo órgãos gestores de energia gerava pesadas sanções para os perdulários. Só que nossa arraigada cultura dos desperdício nos fez esquecer dessa dramática experiência. Estive em Santa Maria da Boa Vista. Ali vão construir uma barragem, assim como em Orocó, mas sabemos que outros apagões virão, porque falta controle dos Governos em educar as pessoas contra o desperdício. Hoje ninguém mais se lembra dos apagões. Parece algo tão distante, apesar do pouquíssimo tempo decorrido, que relaxamos a tal ponto que o consumo voltou a níveis ainda maiores que os auferidos antes do racionamento. Vivemos hoje como se uma situação como aquela nunca mais fosse se repetir. São esses paradoxos, Sras. e Srs. Deputados, os principais responsáveis pela tão combativa e divulgada desigualdade social, que nos coloca em posição vergonhosa diante do mundo. Nenhum estrangeiro Outubro de 2005 que nos visita é capaz de acreditar que haja tanta desigualdade em um país aparentemente tão rico e tão perdulário. Desperdiçamos nossos recursos naturais como se fossem eternos. Desperdiçamos água, desperdiçamos comida, desperdiçamos energia, desperdiçamos, sobretudo, tempo na discussão de assuntos estéreis, quando deveríamos aproveitar esse tempo desperdiçado na busca de soluções para nossa insensata cultura do desperdício que de tão enraizada deixou de ser problema conjuntural, tornando-se estrutural. Com isso os esforços exigidos para combatê-lo passam a ser sobre-humanos. Cotejados com o primeiro mundo, podemos constatar que o desperdício é uma cultura terceiro-mundista. Chega a ser um acinte à miséria que nos cerca, Sr. Presidente, a divulgação de alguns dados que merecem nossa reflexão. Segundo o PROCEL – programa da ELETROBRÁS responsável pelo desenvolvimento de tecnologias que visam à racionalização do uso de energia –, o Brasil joga fora todos os anos o equivalente a 47 milhões de quilowatts/hora de energia por ano, volume suficiente para abastecer uma cidade com 25 milhões de residências, o que corresponde ao consumo de toda a Região Nordeste. Enquanto isso buscamos paliativos como o horário de verão, porque o mesmo relaxamento que domina os consumidores, domina também as autoridades do setor que deveriam dar continuidade às bem-sucedidas campanhas adotadas no período de racionamento, mesmo que seja em menor escala. Só o Estado, Sras. e Srs. Deputados, detém o poder coercitivo para obrigar a todos – sejam consumidores domésticos, empresários ou comerciantes – a adotarem as medidas necessárias, como troca de equipamentos elétricos e eletrônicos, lâmpadas e luminárias por modelos mais econômicos. Essas providências foram adotadas durante o racionamento e obteve o apoio de toda a população. Em todas as residências, comércios, indústrias e órgãos públicos buscou-se trocar as lâmpadas incandescentes, que consomem muito mais energia, por modelos fluorescentes compactos, que são mais econômicos e iluminam melhor. Tudo isso foi abandonado. As campanhas publicitárias, que deveriam ser permanentes, foram esquecidas, e ninguém mais se preocupa em economizar. Constatamos isso com a volta, apenas um ano após o término do racionamento, do brutal desperdício de energia no período natalino. Só nos resta deduzir com tudo isso que ou o Estado decide mobilizar toda a sociedade na busca da erradicação, de uma vez por todas, dessa nossa Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS perniciosa cultura do desperdício, ou vamos continuar ouvindo discursos inflamados, como o do Presidente Lula, que, ao participar de entrega, ao SESC, do certificado de entidade parceira do Fome Zero, afirmou: “Não é possível construir uma sociedade justa, solidária e republicana como Brasil quer ser, se a gente não abdicar pelo menos do desperdício. O desperdício é o escárnio da desigualdade; é o privilégio que vai para o lixo. O desperdício é uma fotografia escandalosa dos nossos desequilíbrios de renda. Excesso e escassez convivem lado a lado”. Concordo integralmente com as palavras do Presidente Lula, mas creio que cabe ao Estado criar normas coercitivas que evitem, a qualquer custo, que continuemos a cultuar tão desprezíveis hábitos. E cabe também a esse mesmo Estado dar o bom exemplo, o que inquestionavelmente não acontece. O SR. ZONTA (PP – SC. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, nesta oportunidade presto homenagem à SICOOB Creditapiranga, pelos seus 73 anos de fundação – pioneira no crédito rural no Estado de Santa Catarina. Modelo de associação coletiva que acompanhou a colonização, a Creditapiranga, através dos seus pioneiros, buscando melhoria na qualidade de vida, apostou em cooperação, criando mecanismos por meio do esforço local conjunto para construir as bases econômicas, políticas e sociais que dariam sustentação, ainda nos dias atuais, ao progresso e desenvolvimento daquela região. Fundada no dia 21 de outubro de 1932, na colônia de Porto Novo, a hoje SICOOB Creditapiranga mantém ainda os princípios de desenvolvimento da economia rural, retenção das economias na colônia e aplicação das mesmas na comunidade local, alicerces que nortearam o pleno desenvolvimento deste marco cooperativista do ramo crédito. Não poderíamos deixar de elencar e enaltecer os sócios fundadores desta denotada cooperativa de crédito, inciando com o primeiro Presidente eleito o Sr. José Werlang, sucedendo-o, respectivamente, os senhores: Ervino E. Jaeger, Lauro Theobaldo Giehl, Edgar Reynaldo Werlang, Hilário Bruxel, Gilberto Francisco Henkes, Norberto Luis Kohler, Ivo Blatt e José Adalberto Michels, atualmente no cargo. A participação efetiva da cooperativa de crédito no desenvolvimento econômico, político e social foi constante, salientando a participação desta cooperativa na elaboração do plano estratégico socioeconômico, o chamado Miserior da Europa, que, juntamente com o Poder Executivo local, alavancaram empreendimentos consideráveis àquela região. A Creditapiranga, a fim de aumentar a proximidade com os associados-clientes, bem como garantir a Sexta-feira 21 51107 melhoria na qualidade de atendimento e o crescimento efetivo do sistema de crédito regional, em novembro de 1993, instalou um posto avançado de atendimento na cidade de São João do Oeste, que atualmente conta com mais de 2.400 associados. Em maio de 1994, instalou-se outro posto na cidade de Tunápolis, que conta hoje com 1.300 associados. Atualmente, com o crescimento e fortalecimento de todo o sistema cooperativo, principalmente o de crédito, através do SICOOB, singulares que agregam as cooperativas nos diversos Estados, e o BANCOOB, banco de cúpula, representante forte e importantíssimo para o desenvolvimento do sistema, prestador de serviços que proporcionou maior autonomia, trouxeram ainda mais credibilidade e segurança ao sistema cooperativo de crédito, além do incremento, com uma ampla gama de novos produtos e serviços. Tais dados mostram a eficiência do sistema cooperativo, o qual tem buscado autonomia industrial e maior sintonia com suas filiadas, mudando a face do cooperativismo, principalmente no Estado de Santa Catarina. Nesta oportunidade, reiteramos nossas sinceras congratulações a toda a direção, associados, funcionários e colaboradores da Creditapiranga pela passagem desta data imensurável ao cooperativismo catarinense e brasileiro. Muito obrigado. O SR. LÉO ALCÂNTARA (PSDB – CE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, gostaria apenas de registrar a nomeação, no dia de ontem, pelo Governador do Estado do Ceará, da Desembargadora Iracema Vale, que era até então Procuradora-Geral de Justiça do Estado, dignificando ainda mais o Ministério Público do Estado do Ceará. Ela tem todos os predicados para honrar ainda mais o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. Portanto, parabenizo a Desembargadora Iracema Vale pela nomeação e o Governador pela decisão. Muito obrigado. O SR. REINALDO BETÃO (PL – RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, amanhã, dia 21, será o lançamento oficial do projeto Música nas Escolas, desenvolvido pela Prefeitura municipal de Barra Mansa, para os alunos da rede municipal de ensino. Por meio dele as crianças aprendem música clássica, ocupando o tempo ocioso em que não estão na escola e, com certeza, aumentando sua auto-estima. O trabalho, voltado ao estudo teórico e prático de instrumentos musicais nas escolas da rede pública de ensino, abrange 13 escolas e atende atualmente 1,2 mil crianças. 51108 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Com sede no Parque da Cidade, o projeto Musica nas Escolas transformou as escolas municipais em subsedes de ensino musical. Os alunos das escolas municipais são introduzidos na música por uma equipe de 36 profissionais qualificados sem sair do ambiente educacional. Voltadas para crianças e adolescentes, as aulas de música cumprem um papel educativo e social. O interessante, Sr. Presidente, é que a iniciação instrumental começa com os alunos da 2º série do ensino fundamental com o aprendizado de pífaro, para quem optar por instrumento de sopro e percussão, e com o método Suzuki (ensino pedagógico voltado para iniciar crianças na prática de instrumentos), para os que escolhem os instrumentos de cordas. Divididos em quatro pólos – cordas, madeiras, metais e percussão –, o projeto conta com alguns subgrupos, como o Quarteto de Sopros, o Quinteto de Metais e o grupo Drum Latas (com instrumentos recicláveis) que já se apresentam na região. Outro subgrupo formado é a Banda Marcial da FEBAN, destacado pelas premiações obtidas em concursos de bandas e fanfarras. Só este ano conquistou o primeiro lugar no concurso de Porto Real e no concurso Sul Fluminense de Bandas, realizado em Barra Mansa. Qualquer criança matriculada na rede pública pode participar do projeto. As aulas acontecem sempre em horários opostos ao do período de estudo na escola que o aluno freqüenta. Portanto, Sras. e Srs. Deputados, e todos aqueles que nos ouvem pela TV Câmara e Rádio Câmara, gostaria de parabenizar os alunos que participarão do referido projeto, bem como a população em geral e a Prefeitura de Barra Mansa, na pessoa do seu notável Prefeito Roosevelt Brasil, por trazer um projeto tão relevante para o povo barramansense. Passo a abordar outro assunto. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, felizmente o povo do Estado do Rio de Janeiro tem algo a comemorar. Beneficiados com o ditado popular “a justiça tarda mas não falha”, milhões de cidadãos cariocas e fluminenses poderão ter suas contas de água reduzidas em até 18%. Trata-se de uma excelente notícia, principalmente num momento de crise como o que estamos enfrentando. Dessa forma, toda economia é muito bem-vinda. Tudo começou quando o Supremo Tribunal Federal considerou que a água para abastecimento é bem da natureza, e não produto; portanto, não pode haver tributação no seu fornecimento. A cobrança de ICMS só pode ser feita sobre o produto se ele estiver engarrafado, por exemplo. Outubro de 2005 Segundo o Promotor Rodrigo Terra, da Coordenadoria de Defesa do Consumidor, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro vai pedir a devolução dos valores cobrados a mais de ICMS nos últimos 5 anos. Além disso, aquele órgão deu prazo de uma semana para que a concessionária CEDAE apresente proposta para reduzir o valor da tarifa. Na realidade, Sr. Presidente, o consumidor não tem que pagar a mais para cobrir déficits da CEDAE. Metade da água se perde antes de chegar às torneiras por causa de rompimentos em tubulações. Em todo esse contexto, o fato que nos causou estranheza foi a atitude da Governadora Rosinha Garotinho em autorizar um reajuste de 11,54% na tarifa de consumo de água, no momento em que o Supremo Tribunal Federal proíbe a cobrança do imposto, ficando quase sem efeito a decisão daquela ilibada Corte. Contudo, gostaria que ficasse registrado meu reconhecimento ao corpo de procuradores do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, na pessoa do ilustre Procurador-Chefe, Dr. Leonardo Cardoso de Freitas, pelo brilhante e já reconhecido trabalho que fazem em prol do cidadão carioca e fluminense. Sr. Presidente, solicito a V.Exa. que meu pronunciamento seja divulgado no programa A Voz do Brasil. Muito obrigado. O SR. LINCOLN PORTELA (PL – MG. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Prefeito Sílvio César de Oliveira, do Município de Mateus Leme – MG, e o chefe de gabinete Pastor Éderson estiveram em Brasília, em meu gabinete, e reivindicaram mais verbas para a área de infra-estrutura urbana (Ministério das Cidades); para a inclusão digital itinerante (Ministério das Comunicações); a aquisição de transporte escolar, os projetos educacionais de treinamento de merendeiras e professores (Ministério da Educação); a aquisição de unidades móveis de saúde, a construção do centro cirúrgico do Hospital Santa Terezinha, o saneamento básico (Ministério da Saúde); a construção de centros recreativos e a aquisição de kits de material esportivo (Ministério do Esporte). Todas essas áreas são importantes para a municipalidade, haja vista tratar-se de áreas prioritárias para o desenvolvimento do Município. Sr. Presidente, aqui fica meu apelo para que os Ministros correspondentes a cada Pasta analisem as reivindicações com carinho, pois as mesmas são extremamente significativas e provocarão mudanças benéficas não apenas para a saúde e a educação, mas principalmente para a população que espera que com Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS esses incrementos, na infra-estrutura e no saneamento básico, surjam novos empregos. Sr. Presidente, parabenizo o Prefeito Sílvio César de Oliveira e seu chefe de gabinete, Pastor Éderson, pela grande iniciativa. Era o que tinha a dizer. O SR. SIMÃO SESSIM (PP – RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a Confederação Nacional do Comércio – CNC, sempre preocupada com o desenvolvimento de nosso País, presta importante serviço ao esclarecer a opinião pública quanto a aspectos de nossa economia. Com efeito, Antonio Oliveira Santos, Presidente da entidade, recentemente publicou artigos no Jornal do Brasil em que, além de defender a redução de gastos dos Poderes Públicos em todos os níveis federativos, hoje no valor aproximado de 750 bilhões de reais, advoga que a economia brasileira pode ressentir-se, a médio e a longo prazo, dos efeitos da atual crise política. Possuidor de singular capacidade argumentativa, o articulista, ao reconhecer a viabilidade de nosso crescimento econômico, enfatiza que a racionalidade de redução do Estado brasileiro perpassa inclusive pela diminuição premente da carga tributária, hoje responsável por cerca de 40% do PIB. Ademais, ressalta que a crise política em que estamos imersos, se não for atalhada prontamente, imobilizará as instâncias decisórias e fragilizará a credibilidade de governantes em tal intensidade que as taxas de crescimento econômico sofrerão conseqüências. E taxas que se revelam, até o momento, extremamente promissoras. O quadro econômico do primeiro semestre deste ano aponta para uma inflação estabelecida dentro de metas das autoridades monetárias. Nos últimos 8 meses, as exportações atingiram a significativa cifra de 76,1 bilhões de dólares, o que resultou em auspicioso saldo comercial de 28,3 bilhões de dólares. Espera-se que o espetáculo anunciado continue e que a crise política não reverbere efeitos tão intensos. Nobres Parlamentares, em outros artigos apresentados pelo Jornal do Comércio ainda no mês de setembro, Antonio Oliveira Santos, a partir de acurado estudo, menciona outros dados econômicos de suma relevância. Evidencia, assim, que, em relatório divulgado pela Organização Econômica para o Desenvolvimento – OECD, se registra pequeno avanço da liberalização do comércio internacional de produtos da agropecuária nos 2 últimos decênios. Sexta-feira 21 51109 De fato, um dos excertos mostra que a política agrícola de países economicamente mais avançados acaba por distorcer não somente os mercados externos, mas sobretudo os próprios mercados internos. Desse modo, alguns mecanismos de sustentação de preços recrudescem os valores de alimentos no mercado doméstico, de forma a causar preocupante prejuízo a classes menos favorecidas. Nesse cenário, segundo o Presidente da CNC, a Organização Mundial do Comércio torna-se a cada dia fórum de importância elevada, por dirimir com êxito as controvérsias em torno de subsídios agrícolas, entre outros instrumentos de proteção, por mais conflituosas que sejam as relações entre periferia e centro na temática da liberalização do comércio internacional. Também analisa saldos em conta corrente relacionados ao PIB de diferentes países. Para o Brasil, por exemplo, a previsão é de um saldo positivo de 1,4% do PIB em 2005 e de 0,6% em 2006, o que representa aproximadamente 9 bilhões de dólares neste ano e 4 bilhões de dólares no próximo. Sras. e Srs. Deputados, pela atualidade e importância dos dados apresentados nos artigos da lavra de Antonio Oliveira Santos, Presidente da CNC, renovo minha esperança na pujança de nossa economia, com refração a qualquer espécie de óbice ao crescimento do setor. Muito obrigado. O SR. MÁRIO ASSAD JÚNIOR – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. MÁRIO ASSAD JÚNIOR (PSB – MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, encaminho à Mesa projeto de lei de minha autoria que denomina a Rodovia Deputado Jaime Martins do Espírito Santo, trecho da BR-494, entre a cidade de Divinópolis e o entroncamento com a BR-262. Sr. Presidente, solicito que V.Exa. dê o devido encaminhamento regimental ao projeto de lei. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Deputado Mário Assad Júnior, V.Exa. será atendido nos termos regimentais. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Geraldo Resende. O SR. GERALDO RESENDE (PPS – MS. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, mais uma vez depare com uma notícia triste no meu Estado. Venho compartilhar minha revolta e pedir ajuda para mudarmos essa realidade que vivenciamos em todo nosso País. O jornal Correio do Estado, do dia 18 do corrente mês, trouxe uma matéria que narra o drama de 51110 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS uma menina de apenas 2 anos, que esteve internada na Santa Casa de Campo Grande desde o dia 2 com leishmaniose. No dia 16, à noite, foi transferida para o Centro de Terapia Intensiva Pediátrico em estado grave de saúde. Tenho convicção de que os médicos pelos quais passou essa menina foram aos seus limites na busca do melhor tratamento. Contudo, seus esforços e sua dedicação sempre ficarão comprometidos, quando a saúde pública se torna um mero instrumento dos Governos para seus mais distintos interesses, geralmente divorciados da coletividade. O que podem fazer os médicos diante das inúmeras irregularidades patrocinadas por órgãos públicos das 3 esferas de Governo, que levaram à morte mais de 40 crianças indígenas? O que podem fazer os médicos diante da famigerada Lei do Rateio, que já retirou mais de R$260 milhões da saúde pública em Mato Grosso do Sul? Mas ao final, com mais uma morte, de quem é a responsabilidade imediata? Do médico, que quando salva uma vida, acoberta as mazelas impostas pelo Poder Público. E é nisso que muitos governantes irresponsáveis apostam. É com muita tristeza e indignação que vislumbramos esse cenário trágico, pois antes de ser Deputado sou médico. Sob essas condições “comemoramos” o Dia do Médico, em 18 de outubro, Dia de São Lucas. Convenhamos, não houve muito o que comemorar. Explorados por empresas mercantilistas, explorados pelo sistema oficial de saúde que chega a pagar menos de 10 reais por uma consulta; trabalhando, freqüentemente, em hospitais ou postos desprovidos de condições mínimas de funcionamento, um grande número de médicos ainda correm riscos físicos de agressões. Os profissionais são vítimas da violência disseminada na sociedade, que atinge todos os cidadãos, mas também são vítimas de agressões físicas e verbais nos locais de trabalho, onde pacientes e usuários exteriorizam no médico sua revolta diante das mazelas institucionais, diante da ausência de políticas públicas e sociais e do sucateamento dos serviços de saúde. Esse é o quadro real, pintado pelo descaso com a saúde pública, em os médicos lidam com problemas como a falta de materiais básicos, equipamentos e auxiliares; tratam afecções parasitárias, como esquistossomose, doença de Chagas e leishmaniose, já inexistentes em países desenvolvidos; enfrentam infecções graves, muitas vezes ligadas à desnutrição ou péssimas condições de limpeza e assepsia de muitos hospitais e ambulatórios. Nesse quadro catastrófico, esses mesmos colegas precisam tomar conhecimento e acompanhar Outubro de 2005 avanços como os transplantes de órgãos, a tele-cirurgia, as células-tronco, os modernos e sofisticados equipamentos de terapia intensiva e de diagnósticos por imagens etc. Na carreira de médico, a atualização das fronteiras da Medicina é indispensável. Não porque se espera que ele seja onipotente, capaz de executar pessoalmente cada avanço tecnológico, mas porque, até por um princípio ético, o médico se obriga a uma contínua busca do conhecimento para tratar seus pacientes da maneira mais eficiente possível e cumprir seu papel de agente transformador na busca de uma sociedade mais humana. Felizmente, a maior parte da população parece entender a vida sacrificada e o valor dos médicos. Tanto que a profissão tem sido considerada a mais confiável em levantamentos recentes do IBOPE. É incomensurável a satisfação de estar ajudando um doente a se recuperar, a alegria fugaz de um raro “muito obrigado” e, principalmente, o orgulho de exercer um misto de profissão, arte e religião, que enche cada um de nossos dias, mesmo em um mundo cada vez mais violento e desumano. Entendo que o Dia do Médico deve ser de reflexão e análises. O rápido progresso do conhecimento coloca o médico brasileiro, principalmente o que trabalha em centros menores ou na periferia das grandes cidades, em situação de perplexidade. Falo não só para mais de 439 mil médicos do nosso País, inscritos no Conselho Federal de Medicina, mas principalmente para os homens públicos que como eu devem engajar-se, lutar por essa causa justa que é a saúde pública do Brasil. Oxalá nas próximas comemorações da Dia do Médico tenhamos realmente o que comemorar. Gratos pela atenção. O SR. LUIZ SÉRGIO – Sr. Presidente, pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. LUIZ SÉRGIO (PT – RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, diz o ditado popular que a pressa é inimiga da perfeição. Levantei questão de ordem, que a Presidência da Câmara dos Deputados deferiu. Quero deixar claro, longe da crítica de alguns, que seria merecedor de elogios, porque se persistisse, como ocorreu o fato, esse processo poderia ser considerado nulo, uma vez que agredia o Regimento Interno. A minha questão de ordem permitirá ao Conselho de Ética corrigir o equívoco processual que estava cometendo. Todos os 513 Parlamentares precisam ser guardiões do Regimento Interno. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Foi exatamente isso que fiz. Solicitei, na questão de ordem, que o Regimento Interno da Casa prevalecesse contra a pressa de alguns. Espero que possa fazer a correção, mas longe de tentar impedir o trabalho. A minha questão de ordem permite que possam corrigir o equívoco que estavam cometendo. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Átila Lins. O SR. ÁTILA LINS (PMDB – AM. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Tribunal de Contas da União acaba de tomar uma decisão que vai proporcionar recursos extras neste final de ano para os Estados e Municípios. O Governo Federal vai ter de pagar, de uma só vez, no prazo de 60 dias, toda a dívida que acumulou com Estados e Municípios por nunca ter dividido com eles os tributos arrecadados pela Receita Federal no âmbito do PAES – Programa de Parcelamento de Débitos Fiscais, REFIS II. Desde que o PAES começou a gerar receitas, em junho de 2003, as empresas que aderiram ao programa já pagaram à Receita Federal cerca de R$6,1 bilhões, em impostos e contribuições em atraso, até agosto de 2005. Desses R$ 6,1 bilhões pelo menos 60%, R$3,66 bilhões, correspondem a Imposto de Renda e a IPI – Imposto de Produtos Industrializados. E todos sabem que tudo o que o Governo arrecada com IPI e Imposto de Renda deve ser repassado, ou seja, 22,5% aos Municípios e 21,5% aos Estados. Assim, calcula-se que cerca de pelo menos R$1,6 bilhões teriam que ter sido transferidos para os Estados e Municípios. O Tribunal de Contas deu ao Governo 60 dias de prazo para discriminar o tipo do tributo que arrecadou com o PAES, desde junho de 2003 até agosto deste ano. O TCU foi taxativo: mesmo que o levantamento não venha a ser feito, por qualquer motivo que seja, o repasse terá de ser feito assim mesmo, ainda em 2005, nem que essa transferência seja feita por estimativa. Então, Srs. Deputados, estamos diante de um processo em que o Governo Federal recebeu os tributos e não repassou as partes devidas aos Estados e Municípios. São recursos bem-vindos, principalmente por parte das Prefeituras, justamente nessa altura do ano, com os Prefeitos correndo atrás de recursos para pagamento do 13º salário. Ficamos, assim, no expectativa de que o Governo Federal cumpra realmente a decisão do Tribunal de Contas da União. Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente. Muito obrigado. O SR. ALMIR MOURA (PFL – RJ. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, informo ao Plenário e ao povo brasileiro que foi aprovado na CCJ, hoje, a instituição Sexta-feira 21 51111 de 2006 como o Ano da Juventude, cujo projeto é de minha autoria e do Deputado Maurício Rabelo. Quero ainda, Sr. Presidente, lastimar o estado em que se encontram as estradas do Rio de Janeiro e do País afora, demonstrando, assim, a inoperância e a ineficiência do Ministério dos Transportes. Recebemos também denúncias de que, no Porto de Sepetiba, muitas áreas não privatizadas estão sendo usadas por empresas privatizadas. E vamos querer saber por que isso está acontecendo no Estado do Rio de Janeiro, sobretudo no Porto de Sepetiba, onde estão sendo colocados minérios. Deverá ser paga uma multa de 3 milhões, e queremos saber quem vai pagá-la. Muito obrigado. O SR. JOÃO GRANDÃO (PT – MS. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, nos últimos anos, a agricultura nacional caracterizouse pela intensa assimilação das tecnologias que lhe foram postas à disposição e pela quebra sucessiva de recordes de produção. Destaco que tudo isso resultou do esforço tanto dos produtores, que buscaram incrementos de produtividade, investiram em uma melhor estrutura produtiva e diversificaram sua pauta de produtos, quanto dos setores privado e público da economia, que aprimoraram seus sistemas de pesquisa, de divulgação de resultados e de apoio financeiro ao setor agropecuário. Gostaria de ressaltar a relevância de se manter o vigor de tecnologias que se apresentam com um grau maior de neutralidade. E quero citar como exemplo o zoneamento agrícola, complexa e competente providência do Ministério da Agricultura, cujos benefícios alcançam todos produtores: pequenos, médios e grandes, sem distinção. Além de contribuir para a redução do risco climático inerente à atividade agrícola, pela delimitação das épocas de plantio, a medida induz o manejo adequado das lavouras e o uso de cultivares mais adaptadas às condições climáticas de cada localidade. Ganha o produtor, pelo aumento de sua eficiência produtiva, ganha a sociedade, pela elevação do bemestar. Por tudo isso, sou um defensor intransigente do zoneamento agrícola. Isso me faz reconhecer os esforços dessa Pasta para o aprimoramento e a ampliação do zoneamento agrícola em nosso País. Cumpriu-me, há poucos dias, transmitir ao Exmo. Sr. Ministro da Agricultura minha preocupação e a dos inúmeros produtores rurais de Mato Grosso do Sul, mais especificamente no que diz respeito à lacuna existente no zoneamento agrícola sul mato-grossense, que, até a safra passada, não incluía o arroz irrigado. Recentemente fui informado de que os estudos técnicos para a inclusão do arroz irrigado no zonea- 51112 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS mento agrícola de meu Estado já teriam sido realizados e que estaria o correspondente processo em fase adiantada de tramitação. Confesso que as expectativas eram de que a cultura estivesse entre as contempladas pelas portarias de zoneamento publicadas por esse Ministério no início deste mês, e ontem, em reunião com o Sr. Ministro interino Luiz Carlos Guedes, contando ainda com a presença do Prefeito da cidade de Rio Brilhante, Sr. Donato Lopes, recebemos uma resposta positiva sobre a situação. Está sendo publicada uma portaria que estabelece o zoneamento para o arroz irrigado em Mato Grosso do Sul, cultura que já é desenvolvida em mais de 35 mil hectares do Estado. Além dos benefícios antes comentados, a medida permitirá aos produtores, entre eles inúmeros de pequeno porte e agricultores familiares, o acesso aos financiamentos da safra 2005/2006. Finalizando, volto a enfatizar a forma de atuação do Governo Lula e o cumprimento de propósitos que vêm beneficiando cada dia o setor produtivo brasileiro, consolidando cada vez mais nossa posição de país produtor no cenário mundial. Sr. Presidente, com a sua aquiescência, solicito a V.Exa. que meu pronunciamento seja divulgado nos órgãos de comunicação dessa Casa. Muito obrigado. O SR. PAULO MAGALHÃES (PFL – BA. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é notória a constatação de que a agropecuária precisa de contínua e adequada participação governamental para maximizar seus benefícios, através do desenvolvimento sustentável. O inquestionável papel governamental é especialmente encontrado na questão da defesa agropecuária. As doenças e pragas que afetam as plantas e os animais abrangem espaços que extrapolam as propriedades rurais, os Municípios, as regiões e o próprio País. Portanto, isso obriga a presença do Governo Federal na normatização, orientação e no disciplinamento das providências e ações necessárias ao controle das doenças e pragas existentes e, especialmente, daqueles que devem ser evitadas. São necessárias complexas ações nas fronteiras nacionais, de exclusiva competência do Governo Federal, com o aporte dos recursos a tantos necessários. De pronto, evidencia-se o fundamental papel governamental preventivo, que exige inteligência, estratégia e prontidão operacional. Além disso, é necessário gozar de respeito e credibilidade para que se possa obter a participação efetiva de todos os envolvidos na produção agropecuária. Todavia, caros companheiros, estamos, lamentavelmente, atônitos, assistindo a um desastroso desdo- Outubro de 2005 bramento da inconseqüência do Governo brasileiro no que se refere à defesa agropecuária, pela ocorrência de febre aftosa no rebanho bovino de Mato Grosso do Sul, causando prejuízos incalculáveis aos criadores, ao Estado e ao Brasil. Reconhecemos a complexidade do controle dessa doença. Por isso mesmo, não podemos aceitar a grave omissão do Governo Federal na sua mais fundamental obrigação de custeio de ações preventivas, necessárias e suficientes, para se evitar com segurança a ocorrência de tão problemática doença. Uma ligeira análise das contas do Governo Federal, relativas aos recursos destinados à prevenção de doenças bovinas, mostra que apenas R$80 mil, correspondentes a 0,24% da dotação orçamentária de R$33,5 milhões, foram efetivamente gastos, enquanto o empenhado atingiu apenas R$3 milhões, ou seja, 9% do orçamento. Destinados à febre aftosa foram gastos R$537mil dos R$35,3 milhões, decorrentes de emendas parlamentares, vale registrar, correspondentes a 1,52% do previsto. Nem mesmo as advertências e alertas tempestivas do Tribunal de Contas da União, com todo respaldo legal, foram suficientes para provocar as necessárias e obrigatórias providências governamentais. Desde o primeiro semestre, o TCU já denunciava o problema do corte dos recursos do Orçamento federal, causa básica da situação precária da vigilância sanitária da agropecuária, especialmente nas regiões de fronteira. Segundo a revista Época, de 17 de outubro de 2005, dos R$169 milhões solicitados pelo Ministério da Agricultura, o Ministério da Fazenda liberou apenas R$91 milhões. Os R$78 milhões restantes foram economizados para reforço do superávit primário. Assim, essa economia de R$78 milhões deverá levar a um prejuízo de R$3,375 bilhões nas exportações de carne, só este ano. Nada justifica essa situação a não ser a incompreensão e a insensibilidade governamental em relação à importância de agropecuária brasileira e de sua essenciabilidade para a economia nacional. Isso é lamentável, ainda mais quando se tem no Governo um Ministro da Agricultura, Dr. Roberto Rodrigues, de competência reconhecida inclusive internacionalmente, que, mesmo assim, não encontrou o apoio necessário, a despeito de sua incessante luta, consubstanciada nos mais claros e contundentes argumentos e esclarecimentos. Dizer que não vai faltar recurso para o controle da aftosa não passa de sofisma, de apelo vazio e de artimanha de desvio do problema, como visto. Aliás, o Presidente Lula tem se mostrado um mestre no desvio dos caminhos das soluções, colocando problema sobre problema. Quer anular a preocupação da aftosa, Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS com a distante gripe aviária, a imprevisível seca na Amazônia, o Protocolo de Kyoto etc. Não foram poucas as vezes que todos nós ouvimos e participamos de questionamentos e manifestações de inquietude e revolta sobre o bloqueio dos recursos orçamentários destinados à agropecuária e à defesa sanitária. Ainda assim, os ditames burocráticos e inconseqüentes se sobrepuseram à lógica, aos protestos, deixando propriedades rurais, regiões e compromissos da própria economia nacional expostos a riscos, que se tornaram fatalidade, infeliz e desgraçadamente, em Mato Grosso do Sul. Ainda mais contraditório e impróprio é ver o Governo, atordoado e escondedor, lançar logo de imediato suspeitas e ameaças justamente sobre a maior vítima, o produtor rural, anunciando penalidades para os que, mesmo vacinando o gado, ficaram sob suspeita de provocar o problema. Parece não desconfiar que o maior interessado em evitar a aftosa é o próprio produtor, que mesmo cercado de todos os cuidados tem a ameaça das externalidades, tão presentes na sua atividade. Aliás, nada mais ameaçador que o gatilho de um Governo insensível e inoperante. Eximir o Governo e responsabilizar os produtores pela ocorrência da doença é desviar da verdade e ferir, inconseqüentemente, os princípios da solidariedade e do respeito que devem reinar entre os brasileiros, especialmente os que trabalham e produzem, mesmo porque os maiores prejudicados são os próprios produtores, repita-se, mais acentuadamente o proprietário da fazenda atingida. Quero propugnar que façamos uma corrente no sentido de monitorar as liberações de verbas e o destino dos recursos governamentais destinados à agropecuária, porque eles se comprovam fundamentais para o progresso e segurança de nossa economia. É hora de ordenarmos correções para se coibir transferências indevidas de responsabilidades. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Levando em conta que o prazo concedido para que pronunciamentos fossem dados como lidos se estendeu por 20 minutos, a Presidência, considerando também o número de inscritos, prorrogará o período do Pequeno Expediente até as 15h20min, para que ninguém seja prejudicado. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao ilustre Deputado Dr. Rosinha, por permuta com o nobre Deputado Babá. S.Exa. dispõe de 5 minutos. O SR. DR. ROSINHA (PT – PR. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ontem conversei com uma funcionária da Casa, por sinal Sexta-feira 21 51113 minha assessora, que me relatou o que está ocorrendo no Hospital de Base de Brasília. A instituição, por estar superlotada, não tem tido condições de oferecer bom atendimento às pessoas ali internadas. No setor ambulatorial de urgência e emergência há pessoas acamadas pelos corredores, o que até poderia ser compreensível, se fosse por 1 ou 2 dias. No entanto, essa situação permanece por mais tempo. Agrava ainda mais a situação, Sr. Presidente, o fato de os pacientes, quase sempre sem acompanhantes, não terem quem lhes dê medicamentos na hora certa. Com freqüência os remédios lhes são entregues para que os tomem por conta própria. Há quem diga que isso ocorra por falta de recursos. Apesar de estar em vigor a Emenda Constitucional nº 29, de 2000, o sistema de saúde pública ainda necessita de mais verba. Essa emenda vem sendo cumprida, pelo menos até o momento, pelo Governo Lula e por cerca de 70% dos Prefeitos, mas não pela grande maioria dos Governadores, dentre eles o do Distrito Federal, que alegam falta de recursos. Ocorre que não se despende na área de saúde o que deveria. O Governador do Rio Grande do Sul, por exemplo, do PMDB, não investiu mais do que 5% do orçamento em execução, quando deveria ter investido pelo menos 22%. Roberto Requião, também do PMDB, à frente de meu Estado, o Paraná, não gastou, no primeiro semestre deste ano, mais do que 1,2% do estabelecido pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000. Portanto, nos Estados em que os principais hospitais públicos reclamam falta de dinheiro, como é o caso do Hospital de Base de Brasília, há que se averiguar quanto seus Governadores estão investindo em saúde e se estão cumprindo a Emenda Constitucional nº 29, de 2000. A Medida Provisória nº 261, de 2005, que está tramitando na Casa, na minha concepção, não deve ser aprovada, porque vai dar mau exemplo aos Governadores. Ela retira 1,2 bilhão de reais do recurso destinado à saúde e o repassa para o Bolsa Família, que é realmente importante – é um santo que precisa ser vestido –, é um setor que necessita de verba. Mas por que tirar esse dinheiro de uma área que também necessita dele? Por que não tirá-lo do setor financeiro que tem lucratividade alta no País e para quem 1,2 bilhão de reais são mais ou menos o que deve receber por dia entre juros, pagamento de dívida, lucratividade no mercado e até mesmo cobrança de usuários em cada banco? Precisamos atender ao Bolsa-Família realmente, e a ele damos nosso apoio. Mas tirar recursos da saú- 51114 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de para isso não é adequado. Além de esse dinheiro fazer falta para a área para a qual é destinada, vai dar mau exemplo para todos os Governadores que não empregam os 12%. O Sr. Joaquim Roriz não destina recursos para o atendimento do setor saúde, que sequer atende às necessidades do Hospital de Base de Brasília. Portanto, na condição de Deputado da base do Governo que milita na área da saúde, peço ao Plenário que possamos rever essa medida provisória, que não tem razão de ser e apenas vai criar polêmica, pois um grupo de Deputados, que pensam como eu, vai se opor a ela. Seria bom se retirar essa medida da pauta, rever e buscar outra fonte para o Bolsa Família, e mais, ter moral, para, daí, sim, cumprir o disposto na Emenda Constitucional nº 29, de 2000, para que todos os Governadores também a cumpram. Muito obrigado, Sr. Presidente. A SRA. IRINY LOPES (PT – ES. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, hoje, desta tribuna, falarei sobre um assunto que toma as ruas do País e que, no próximo domingo, dia 23, será consagrado nas urnas pela população brasileira. Refiro-me ao referendo sobre proibição do comércio de armas de fogo e munição. Pela primeira vez na história do Brasil, uma decisão tomada pelo Congresso Nacional será submetida à apreciação da população. Neste caso, a proibição do comércio de armas e munição, já prevista no Estatuto do Desarmamento. A decisão é continuar a conviver com armas e suas conseqüências trágicas ou dizer “sim” a uma restrição eficaz desses instrumentos de matar. Lamento que a desinformação planejada esteja empobrecendo o debate, trazendo confusão e criando uma cortina de fumaça para ocultar os interesses econômicos e anti-sociais daqueles que lucram com a morte de nossos jovens, daqueles que amealham fortunas, que deixam para trás quase 40 mil mortos por armas de fogo, por quem o Brasil chora todos os anos. Na verdade, contra fatos não há argumentos. O Brasil é o país com o maior número de pessoas mortas por armas de fogo no mundo. Os estudos indicam: não há como reduzir a violência sem reduzir as armas em circulação. Da mesma forma, não há como reduzir o acesso dos criminosos às armas, sem proibir sua venda. Os números também demonstram, de forma cabal: ter armas em casa aumenta o risco da violência e não a proteção de quem as possui. Dados do FBI mostram que, para cada sucesso no uso defensivo com arma de fogo, há 185 mortes. As estatísticas são irrefutáveis: quem reage a assalto com arma de fogo Outubro de 2005 corre mais risco de morrer. Pesquisa realizada pelo ISER, no Rio de Janeiro, mostrou que a chance de morrer numa reação a roubo é 180 vezes maior do que se não houver reação. Uma arma pode transformar qualquer cidadão de bem em criminoso. Ao contrário do que muitos pensam, a maioria dos assassinatos não são cometidos por marginais, e sim pelo cidadão comum que tem uma arma ao alcance da mão. Dados da Polícia Civil de São Paulo mostram que briga de bar, de trânsito, conflito motivado pelo excesso de álcool e excesso de ciúmes, esses sim é que geram maior número de mortes. A Polícia de São Paulo mostra que menos de 5% dos homicídios decorrem de latrocínio. As armas de fogo transformam pequenas desavenças em tragédias irreversíveis. Na Comissão de Direitos Humanos, que tenho a honra de presidir nesta Casa, estamos cansados de receber relatos de sentenciados que, depois de uma vida correta, perderam o controle numa briga e, porque tinham à disposição uma arma de fogo, atiraram e mataram. Hoje, essas pessoas se arrependem amargamente. Perderam a liberdade, o convívio com a família, o trabalho, a dignidade. Muitos acabam perdendo a vida na cadeia, vítimas de presos ligados ao crime organizado, sem falar nos que passam pelo tormento da tortura. Cumprem pena nesse perigoso sistema prisional brasileiro, que não recupera ninguém, é trágico, porque transforma e brutaliza as pessoas. Sabemos que controlar as armas de fogo legais ajuda na luta contra o crime porque o mercado legal abastece o mercado ilegal. Isso não é opinião, é fato. No Rio de Janeiro, 30% das armas apreendidas entre 1993 e 2000 tinham registro legal. Em São Paulo, entre 1993 e 2000, foram roubadas, furtadas ou perdidas 100.146 armas. Bandidos não compram armas em lojas, é verdade, mas são as armas compradas em lojas que vão parar nas mãos de criminosos. Oitenta por cento das armas usadas em crimes são armas curtas, e 76% delas são brasileiras. Em todos os lugares, a proibição da venda de armas tem ajudado a diminuir o número de homicídios. Na Austrália, depois de uma lei que proibiu a venda de armas de fogo, a taxa de homicídios com essas armas caiu 50%. No Japão, onde as armas de fogo são proibidas, as taxas de homicídios são as mais baixas do mundo. E no Brasil? Aqui o número de mortes causadas por armas de fogo sempre aumentou. Só houve uma ruptura nessa tendência em 2004, quando diminuiu 8,2% em relação ao ano anterior. Foram 3.234 vidas poupadas. Essa queda no número de mortes foi decor- Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS rência direta da entrega voluntária de 443 mil armas. A Campanha do Desarmamento provocou também a redução das armas roubadas: de 40 mil em 2003 para 15 mil em 2004. Foram 25 mil armas a menos nas mãos de criminosos. Só nos 7 primeiros meses da Campanha do Desarmamento, as internações de vítimas de tiros nos hospitais de São Paulo caíram 7%; no Rio de Janeiro, caíram 10,5%! Ou seja, a proibição do porte de armas e a entrega dessas armas já produziram essa melhora, indicando que a proibição da venda de armas e de munição vai gerar resultados ainda mais significativos. A proibição do macabro comércio de armas é um passo fundamental e indispensável na direção de uma sociedade mais segura. Mas não é a única solução, porque a violência tem muitas causas, como a desigualdade social, o desemprego, a falta de ocupação para os jovens. Então, o voto “sim” ao desarmamento representa o começo de uma luta de todos nós pela redução das desigualdades de renda, para a exigência de mais espaços para a juventude, mais políticas públicas capazes de ampliar o acesso ao emprego e à educação de qualidade. Aprovada a proibição de armas, a sociedade será mais forte para cobrar de todas as instâncias do Poder Público mais investimentos, mais inteligência nas estratégias policiais, mais ação no desarmamento do crime organizado e dos marginais. Essa é nossa grande oportunidade histórica de agir contra a violência. É hora de dizer “sim” ao desarmamento, dizer “sim” à vida e à segurança de todos. Sr. Presidente, esses são alguns números que demonstram por que o nosso País, que chora por 39 mil mortes por armas de fogo em 2004, precisa e merece que o voto “sim” à proibição da comercialização de armas e munição prevaleça nesse referendo. Devemos defender a vida daqueles que tombam inocentemente todos os anos em nosso País. Muito obrigada. O SR. ANTONIO CAMBRAIA (PSDB – CE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Banco do Estado do Ceará foi federalizado há alguns anos, deixou de ser um banco estadual para ser um banco federal, um banco administrado pelo Governo Federal, como tantos outros antes pertencentes aos Governos Estaduais. Após um processo de enxugamento, com a introdução dos famosos PDVs, o Governo Federal tem tentado privatizar o BEC, mas as tentativas têm sido frustradas, porque, nas oportunidades em que foram publicados os editais para o leilão, havia falhas, e a Justiça suspendia o leilão. Na verdade, o Banco do Estado do Ceará é muito importante para o nosso Estado. A sociedade cearen- Sexta-feira 21 51115 se também não deseja a privatização daquele banco. Particularmente, sou favorável à sua incorporação a um banco público, como, por exemplo, o Banco do Nordeste, o Banco do Brasil ou a própria Caixa Econômica Federal. Algum banco público poderia comprálo por meio de um processo de incorporação. Assim seria mantida a conta única do Governo do Estado, que tem sido o principal fator atrativo para a venda do BEC. Mas não é possível colocar no edital de venda a garantia de que a conta única do Governo do Estado vai permanecer no banco, porque, constitucionalmente, as contas dos Governos Estaduais devem ser geridas em bancos oficiais. Portanto, Sr. Presidente, não adianta remar contra a maré. É isso que o Governo Federal tem feito. Ele já tentou por diversas vezes vender o BEC, e não conseguiu, porque há essa falha no processo. Já que o Governo Federal não quer ficar com o BEC nas condições atuais, prestando serviços à população do Ceará como presta, o melhor caminho será sua venda a um banco público, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal ou o BNB. Dessa maneira, os funcionários que lá estão teriam seus direitos garantidos. Esses trabalhadores – muitos deles à beira da aposentadoria –, que prestam relevantes serviços àquela instituição e ao povo do Ceará há tantos anos, estão ansiosos há algum tempo, porque vêem a cada mês a publicação de editais para a venda do Banco do Estado do Ceará. Devemos incorporar o BEC a um banco público federal. Vamos dar ao cearense e ao Brasil a condição de manter um banco público que presta serviços diferenciados. Está certo que hoje os bancos públicos do nosso País visam, antes de tudo, ao lucro. Estão aí o Banco do Brasil e outros bancos estatais querendo obter lucros. É justo, porque são empresas de economia mista. Mas, na condição de banco público, seus serviços aos cidadãos são diferenciados. E é isto que queremos: o BEC como banco público, ou incorporado a um outro banco federal. É isso que a sociedade do Ceará deseja. É isso que defendemos. Os políticos, as entidades associativas e os sindicatos pleiteiam isso. Com essa luta intensa e até agora vitoriosa, temos impedido a venda daquele banco a uma instituição particular, que certamente não terá o mesmo cuidado do BEC no que diz respeito à prestação de serviços à população cearense. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Encontra-se presente o Sr. Reinhold Stephanes, representante do Estado do Paraná, eleito pelo PMDB, 51116 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS que tomará posse em virtude de vaga decorrente de renúncia do titular. Convido S.Exa. a prestar o compromisso regimental, com o Plenário e as galerias de pé. (Comparece à Mesa o Sr. Reinhold Stephanes e presta o seguinte compromisso): “PROMETO MANTER, DEFENDER E CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO, OBSERVAR AS LEIS, PROMOVER O BEM GERAL DO POVO BRASILEIRO E SUSTENTAR A UNIÃO, A INTEGRIDADE E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL”. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Declaro empossado o Sr. Reinhold Stephanes. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Babá. O SR. BABÁ (PSOL – PA. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, inicialmente, parabenizo a Deputada Iriny Lopes pela vitória que a área de direitos humanos conseguiu ontem, por meio de sua relatoria, no sentido de que a Secretaria Nacional de Direitos Humanos continue com característica de Ministério. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, passo a ler boletim de meu partido sobre a vinda de Bush ao Brasil: “Fora, Bush, do Brasil e da América Latina! O governo Lula convidou o maior assassino e genocida do planeta para vir ao Brasil. O moderno Hitler, o homem mais odiado do mundo. O responsável pelo genocídio no Iraque; por armar Israel para que continue massacrando palestinos; por manter seqüestrados, em condições terríveis, milhares de pessoas na base de Guantánamo; por abandonar os pobres e negros na destruição do Katrina; por promover o golpe militar na Venezuela, por representar os agiotas internacionais que continuam saqueando nosso País e toda a América Latina através da dívida eterna. Ele virá da Argentina, onde se reunirá com 33 presidentes latino-americanos, todos menos Cuba, para tentar impor seus planos. Será a reunião da Cúpula das Américas, e o presidente Lula estará lá. Não é uma reunião protocolar; o Sr. George Bush irá a Mar del Plata e virá ao Brasil com vários objetivos: Continuar controlando econômica e militarmente o ‘quintal’, como os EUA consideram a América Latina. Exigir mais pagamentos da dívida. Possibilitar que as multinacionais e banqueiros ianques controlem nossas riquezas naturais como o petróleo, o gás, as florestas, rios e lagos, os mares, a pesca e um bem de extrema utilidade para a sobrevivência da espécie humana: a água. Outubro de 2005 As reservas de água dos EUA estão acabando, já que 40% dos seus rios e lagos estão contaminados. Querem se apropriar do ‘ouro azul’ e o continente latino-americano é um grande ‘butim’ porque tem 42% das reservas de água potável do mundo. No subsolo de uma grande área que atravessa as profundezas do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, se encontra a terceira reserva mundial de água, o ‘Aqüífero guarani’. Mas a América Latina tem protagonizado verdadeiros levantes contra as privatizações dos recursos básicos. Venezuela controla seu petróleo; o povo boliviano expulsou dois presidentes exigindo recuperar o petróleo e o gás. No Equador expulsaram Lúcio Gutierrez por querer impor o Tratado de Livre Comércio com os EUA; na Nicarágua cambaleia o presidente pró-ianque e em várias nações, como no Peru e no Paraguai houveram rebeliões que impediram privatizações. Bush precisa parar esta rebeldia para manter e reforçar o controle sobre as riquezas básicas. Bush tenta estabelecer bases militares permanentes no Paraguai, como já o conseguiu no Equador e na Colômbia, disfarçado como ‘luta contra o terrorismo’. Como podemos ver no Iraque, eles chamam ‘terroristas’ a todos os que defendem seu país contra a ocupação militar. Com esse argumento, conseguiram do governo do Paraguai a imunidade para colocar 400 marines ianques na Tríplice Fronteira. Como declarou a Comissão Nacional de Direitos Humanos desse país, são ‘para controlar a região, criminalizar as lutas sociais e usurpar nossos recursos’. São os próprios EUA os que declaram querer a ajuda de Lula para garantir a ‘democracia’ nos países da América Latina. O governo Lula deu mostras suficientes de subserviência, não só pelos bilhões que envia para os banqueiros pagando uma dívida, nunca auditada, que já foi paga. Ele curvou-se mais ainda frente aos EUA, mandando tropas para o Haiti, depois da invasão franco-americana que depôs o presidente Aristide, para cumprir o sujo trabalho de controlar os interesses imperialistas. Agora , mais uma vez ratificou seu caráter de capacho do imperialismo ao colaborar com o fascista Uribe, presidente da Colômbia, encarcerando o padre colombiano Olivério Medina, produto de uma inaceitável ação judicial visando à sua extradição e conseqüente entrega ao governo de Uribe, instrumento declarado da ação imperialista de Bush na América Latina. Mas os que estão ameaçados são os interesses imperialistas e os governos subservientes dos Estados Unidos, pelas lutas e insurreições dos povos massacrados pelas políticas aplicadas pelos ‘democráticos’ governos amigos de Bush. Foi o vice-secretário de Estado dos EUA, Roberto Zoellick, quem afirmou que a Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Bolívia, o Equador, a Venezuela, o Haiti e a Nicarágua são países cuja democracia está em risco” – porque não seguem a política norte-americana. “A colaboração de Lula para sustentar os governos pró-imperialistas da região, será o tema a ser discutido na visita que o presidente George W. Bush fará ao Brasil nos primeiros dias de novembro. Para tudo isto virá Bush ao Brasil e irá a Argentina. Por isso o rejeitamos e chamamos aos trabalhadores, os jovens, a intelectualidade, as entidades do movimento estudantil, sindical e popular a repudiar a visita de Bush e ao governo Lula e sua política de entrega, e a manifestar este repúdio organizando atos unitários como os que já estão sendo construídos em diversas capitais, pelos partidos de esquerda, e numerosas personalidades e entidades”. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Partido Socialismo e Liberdade repudia veementemente a vinda ao Brasil desse assassino, homicida, serial killer, que mata inocentes no Iraque, no Afeganistão, no mundo inteiro, com as bombas econômicas que lança, inclusive no Brasil. Era o que o Partido Socialismo e Liberdade gostaria de registrar. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. BENJAMIN MARANHÃO (PMDB – PB. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero, nesta oportunidade, fazer um importante registro. Trata-se das comemorações dos 150 anos de existência do Município de Mamanguape, no meu Estado. O sesquicentenário de Mamanguape é um acontecimento histórico e importante não só para o bravo povo da região, mas também para a Paraíba e o Brasil, pois foi naquela cidade que aconteceram importantes momentos da história, inclusive com a visita do Imperador D. Pedro II ao Município. No dia 25 de outubro de 1855, a Vila de Mamanguape passou a ser cidade, com a assinatura de lei pelo então Presidente Flavio Clementino da Silva Freire. Nessa época já se destacava pelo potencial econômico, o comércio da cana-de-açúcar e do algodão procedente do interior do Estado, que eram exportados pelo Porto de Salema. A programação de festividades dos 150 anos de existência do Município foi iniciada em agosto, com apresentações folclóricas, do grupo cultural Nau Catarineta, com muito forró pé-de-serra e participação de milhares de pessoas. E vão se estender até a próxima terça-feira, dia 25 de outubro, quando haverá as homenagens finais e entrega de comendas a personalidades da região, a exemplo da Medalha Barão do Mamanguape, instituída para registrar a passagem do sesquicentenário do Município. Sexta-feira 21 51117 É com orgulho que registro a data e faço esta homenagem a Mamanguape, Município que tenho a honra de representar nesta Casa e que recebe, merecidamente, todas as honras, pela importância que tem na história da Paraíba e pela participação expressiva no desenvolvimento histórico, econômico, político e social do meu Estado. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, não poderia deixar de lembrar figuras exponenciais que elevaram o nome da Paraíba no cenário nacional, desde o Império até os dias atuais. Cito especialmente o exemplo do Barão de Mamanguape. Como a segunda cidade mais importante do Estado – hospedou D. Pedro II –, tem-se destacado pelos filhos que ocuparam cargos de relevância na Paraíba, como Padre Azevedo (inventor da máquina de escrever), Aristides Lobo, Castro Pinto, Padre Aires, Carlos Dias Fernandes e membros da família Fernandes, que sempre ocuparam altos postos na política paraibana, a exemplo de João e de José Fernandes de Lima. Quanto ao Barão de Mamanguape, expoente maior do Município, trata-se de Flavio Clementino da Silva Freire, que ali nasceu, em 1816, e faleceu, em 26 de agosto de 1900. Casou com Carmem Freire, nascida no Rio de Janeiro a 2 de março de 1855 e falecida a 13 de setembro de 1891, nessa cidade. A baronesa teve uma vasta educação literária e escreveu várias poesias de valor. Bacharel em Direito, Flavio era importante fazendeiro na província da Paraíba do Norte, proprietário de fazenda de açúcar na província de Natal. Foi Deputado na 10ª e 11ª Legislaturas, de 1857 a 1864, pela província da Paraíba do Norte, que também representou como Senador nomeado em 1869. Presidiu a Província da Paraíba do Norte em 1873. Era Grande do Império e Oficial da Imperial Ordem da Rosa. Foi agraciado com o título de Barão de Mamanguape, por decreto de 14 de março de 1860, Paraíba do Norte, sendo elevado a 1º Barão com honras de grandeza. O título é de origem toponímica, tomado da cidade de mesmo nome. É, portanto, com muita honra, Sras. e Srs. Deputados, que faço o registro dessa importante data, para homenagear o Município e todos os seus habitantes, ao mesmo tempo em que renovo o compromisso de continuar lutando, sempre, pela defesa intransigente dos interesses maiores dos munícipes e de todos os que habitam o Vale do Mamanguape, região que honra a Paraíba e é motivo de orgulho para todos os paraibanos. Infelizmente, neste momento, a administração da cidade passa por uma de maiores crises. Mesmo assim, como representante do Vale do Mamanguape, 51118 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS enalteço os 150 anos do Município, sabendo de sua importância, do papel que já desempenhou para desenvolvimento da Paraíba, da posição que ainda pode ocupar como grande centro de desenvolvimento da região. Estamos engajados na luta em favor de seu soerguimento. Data tão importante como essa não poderia passar em branco, apesar de todas as dificuldades e da crise administrativa, algo imoral, que se abateu sobre o Município. Esperamos, conjuntamente com aqueles que fazem oposição no Município, resgatar toda a sua grandeza e história. Sr. Presidente, solicito a V.Exa. que autorize a divulgação deste pronunciamento pelos meios de comunicação. O SR. LUIS CARLOS HEINZE (PP – RS. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, no próximo domingo, acontecerá o referendo sobre a proibição do comércio de armas de fogo. Os que defendem o voto “sim” e pensam que, com isso, farão com que diminua a criminalidade no País estão redondamente enganados. Para diminuir os índices de criminalidade, o que é preciso é que mais recursos para a área de segurança pública sejam destinados pelos Governos Estaduais e Federal e que a legislação seja modificada no Congresso Nacional, a fim de que os criminosos, os bandidos sejam presos. A legislação os protege. Está à vista a onda de roubalheira com Delúbios, Lalaus e tantos outros, e ninguém vai para a cadeia ou devolve os recursos. Mais recursos estaduais e federais para a segurança! Dessa forma, contribuiremos para diminuir a criminalidade em nosso País, e não desarmando o cidadão de bem, uma vez que o bandido jamais será desarmado. Portanto, no próximo domingo, conclamo gaúchos e brasileiros a votar “não”, contra o desarmamento. A SRA. THELMA DE OLIVEIRA (PSDB – MT. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna para registrar minha indignação e tristeza ao ver publicada nos jornais de meu Estado matéria sobre o fim do Programa BID Pantanal, e sem perspectiva de retorno do investimento que seria feito nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O Programa BID Pantanal visava principalmente à conservação, à manutenção e a medidas preventivas relativamente ao Pantanal, ecossistema responsável por 5,24% da água do Brasil. Tratava de obras de infra-estrutura – construção de estradas, parques, pontes de concreto na Transpantaneira –, bem como, Sras. e Srs. Deputados, de investimento em sanea- Outubro de 2005 mento básico nos Municípios que integram a região da bacia no entorno do Pantanal. Esse programa se justifica, Sr. Presidente, uma vez que a Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai abriga um dos mais importantes e frágeis ecossistemas, O Pantanal abrange extensão territorial de aproximadamente 496 mil quilômetros quadrados, dos quais 396.600 pertencem ao Brasil – o restante diz respeito à Bolívia e ao Paraguai. O Programa BID Pantanal contemplava controle da qualidade das águas superficiais e subterrâneas, monitoramento das bacias hidrográficas, fiscalização, treinamento, educação ambiental, gestão de solos e agrotóxicos, monitoramento ecológico, estudos sobre a população ribeirinha e atividades econômicas regionais, como a pecuária pantaneira, além de análises físicoquímicas, análises ecossociais, recuperação de áreas degradadas, implantação de unidades de conservação e apoio ao ecoturismo. Pela primeira vez na história, poderíamos ver sistematizados os indicadores ecológicos, o que significa acesso a informações sobre a biodiversidade pantaneira e a população da área. Sr. Presidente, é lamentável o fim desse programa. Tenho certeza de que houve falta de vontade política dos Governos Federal e Estadual para resolver os impasses causados pelo contingenciamento dos recursos previstos no Orçamento Geral da União. Denuncio a negligência com que o Governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, e o Governo Lula trataram programa que seria de fundamental importância para aquele Estado e para o mundo. Registro a indignação dos mato-grossenses, que esperavam receber do Governador do Estado maior atenção para a questão do meio ambiente. Não foi por isso apenas que ele ganhou a Motosserra de Ouro, concedida pelo programa Pânico. S.Exa. tem como único objetivo o agronegócio do Estado. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são Estados que têm o privilégio de abrigar a maior planície alagada do planeta. Por isso temos a responsabilidade de preservar esse patrimônio mundial para as futuras gerações. Muito obrigada. O SR. JOÃO CAMPOS (PSDB – GO. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, às vésperas da comemoração do Dia do Aviador, homenageio a memória de Santos Dumont e saúdo os integrantes da nossa querida Aeronáutica e todos aqueles que trabalham na aviação do Brasil. Com relação ao referendo, Sr. Presidente, que na verdade quer o desarmamento da sociedade e dos bandidos, já temos um instrumento para isso: o Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Estatuto do Desarmamento. Basta tão-somente que o Governo Federal crie os programas para implementar essa legislação. Daí o nosso voto “não” no próximo domingo. Muito obrigado. A SRA. FÁTIMA BEZERRA (PT – RN. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, finalmente, nessa terça-feira, foi instaurada a Comissão Especial que tratará da Proposta de Emenda à Constituição nº 415, de 2005, que cria o FUNDEB. A Comissão vem intensificando seus trabalhos. Pela manhã, tivemos nova reunião com o Presidente da Comissão, Deputado Severiano Alves, e com a Relatora, Deputada Iara Bernardi. Na verdade, a Comissão está se esforçando para intensificar os trabalhos previstos em nosso calendário. Nesse sentido, na próxima terça-feira, a Comissão ouvirá o Ministro da Educação, Fernando Haddad; na quarta-feira, representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação – CONSED, do Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – UNDIME; na quinta-feira, representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE e de diversas entidades que participam da Campanha Nacional em Defesa da Educação Pública. Nosso objetivo é aprovar a PEC na Câmara dos Deputados até 30 de novembro, para que ela vá ao Senado Federal. Se aprovada no Senado, deverá ser sancionada pelo Presidente Lula até o final do ano, para vigorar a partir de janeiro de 2006. Destaco que, em parceria com a Deputada Maria do Rosário, apresentei à PEC sobre o FUNDEB emenda que visa permitir com que esse fundo alcance também a creche para crianças de zero a 3 anos, infelizmente não contemplada na proposta que o estabelece. Outra emenda que naturalmente será objeto de muita discussão é a que vai definir o piso salarial nacional para os profissionais da educação. Sr. Presidente, uma das agendas mais positivas para a educação brasileira neste momento é a criação do FUNDEB. Aliás, a Deputada Luiza Erundina, aqui presente, faz parte da Comissão. Não só os professores, mas toda a sociedade aguarda ansiosamente a aprovação da PEC relativa ao FUNDEB, porque representará um instrumento muito importante para a ampliação e o fortalecimento da educação básica no País. Juntamente com diversas entidades, sindicatos, secretarias e o Fórum em Defesa da Educação Infantil, realizaremos no Rio Grande do Norte, na próxima segunda-feira, um dia inteiro de mobilização pela inclusão das creches no FUNDEB. Pela manhã, ocorre- Sexta-feira 21 51119 rá um debate, no qual contaremos com a participação da Profa. Zuleide Teixeira, assessora da Comissão de Educação e Cultura desta Casa. Na parte da tarde, vamos fazer na praça cívica um ato cultural e político, no qual esperamos reunir não só professores e alunos, mas a sociedade em geral. É importante que movimentos como esse ocorram em todo o País, com vistas a intensificar o grau de mobilização pela aprovação do FUNDEB. Por fim, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, registro que ontem acompanhamos mais uma rodada de negociação entre o ANDES e o MEC, tratando da pauta dos docentes das universidades. Agora à tarde, haverá mais uma audiência, mas dessa vez com o SINASEFE, para tratar da pauta dos docentes das escolas técnicas federais, à qual estaremos presentes junto com outros Parlamentares. Mais uma vez renovo meu apelo ao MEC no sentido de reiniciar a negociação com a FASUBRA, cujos representantes estão neste momento realizando um ato no MEC com esse objetivo. Ontem, com uma comissão de Parlamentares, tivemos audiência com o Ministro Fernando Haddad, que foi receptivo ao nosso chamamento. Reiteramos, portanto, nosso apelo para que seja reiniciada imediatamente a negociação com a FASUBRA, para que enfim seja apresentada uma proposta que atenda às reivindicações dos servidores das nossas universidades federais, que estão em greve. O SR. ROBERTO GOUVEIA (PT – SP. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, quero manifestar claramente minha opção pelo “sim” no referendo a ser realizado no final de semana, votando 2, “não” às armas. Peço a V.Exa. que autorize a transcrição e divulgação, pelos órgãos de comunicação da Casa, de uma recomendação que acaba de ser aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde, que avalia dados irrefutáveis sobre a diminuição de mortes, particularmente de 2003 para 2004, já à vigência do estatuto e da campanha do desarmamento, segundo os quais 3.234 pessoas deixaram de tombar e ser assassinadas pelas armas. Essa recomendação do Conselho Nacional de Saúde conclui posicionando-se contra o comércio de armas e munições e manifestando-se pelo “sim” no referendo do próximo dia 23. Indica ainda à Presidência da República o apoio do Conselho Nacional de Saúde às políticas de segurança pública fundadas no respeito aos direitos humanos, que garanta o fim da impunidade, a agilização dos processos judiciais, o completo desarmamento dos delinqüentes, o desenvolvimento 51120 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS social e o incentivo em todos os espaços da vida social a uma cultura de paz, justiça e solidariedade. Sr. Presidente, solicito a V.Exa. que meu pronunciamento seja divulgado nos meios de comunicação desta Casa e no programa A Voz do Brasil. Muito obrigado, Sr. Presidente, Sras. Srs. Deputados. MATÉRIA A QUE SE REFERE O ORADOR: MINUTA DE RECOMENDAÇÃO nº , de 19 de outubro de 2005 O Conselho Nacional de Saúde, no uso de suas atribuições e considerando: Que entre os anos de 1990 a 2000 ocorreram mais de 400 mil mortes por homicídio no Brasil, das quais 70% por armas de fogo, número que veio crescendo a cada ano, Que em 2003 ocorreram 39.325 mortes por armas de fogo no Brasil, 108 por dia, 9 mortes a cada 2 horas, uma morte a cada 14 minutos, Que os homicídios por arma de fogo são a principal causa de morte entre jovens e adultos até 39 anos no Brasil, matando mais que os acidentes de trânsito, Que as mortes por arma de fogo exterminam especialmente nossos jovens, do sexo masculino, pobres ou moradores das periferias, Que a proporção de jovens adultos mortos por armas de fogo cresceu de 7,9% em 1979 para 34,4% em 2003, passando a responder por uma morte em cada três, conforme dados da UNESCO, Que estudos do Ministério da Saúde comprovaram uma diminuição de 3247 mortes por armas de fogo em 2004, numa relação direta com o Estatuto do Desarmamento e a Política Nacional de Recolhimento de Armas, invertendo uma tendência de 15 anos de crescimento, Que, caso não tivesse sido rompida a tendência de crescimento anterior, pelas políticas de desarmamento, teriam sido mortos mais 5563 pessoas, conforme dados da UNESCO, Que após o Estatuto do Desarmamento e o recolhimento de armas ocorreu uma diminuição de 4,6% no número de internações por armas de fogo no Brasil, atingindo níveis superiores a 10% em capitais como o Rio de Janeiro, Que, somente no ano de 2004, as 19.687 internações causadas por lesões de armas de fogo custaram ao Sistema Único de Saúde mais de 18 milhões de reais em gastos, conforme dados do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde Outubro de 2005 Que o impacto da violência, do sofrimento, das seqüelas e das mortes por armas de fogo tornaramse uma questão de saúde pública e de luta pelo direito à vida, RESOLVE: 1 – Posicionar-se contra o comércio de armas e munições, manifestando-se pelo SIM no referendo do próximo 23 de outubro de 2005, 2 – Encaminhar imediatamente esta Recomendação: aos Conselhos de Saúde do país, aos Conselheiros de Saúde, às entidades e movimentos da sociedade civil cadastrados pelo CNS, à Assessoria de Imprensa do MS, para ampla divulgação junto à mídia, ao Projeto Radis/Fiocruz, Canal Saúde e outros organismos de mídia do MS, aos Ministros, Secretários e Dirigentes de Órgãos da Administração Superior, direta e indireta, do Governo Federal, às Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, aos Deputados Federais e Senadores aos órgãos do Ministério da Saúde 3 – Indicar ao Ministério da Saúde a necessidade de incorporação, em todas suas políticas, de mecanismos de combate à iniqüidade social, à intolerância e ao preconceito. 4 – Indicar à Presidência da República o apoio do Conselho Nacional de Saúde às políticas de segurança pública fundadas no respeito aos direitos humanos, que garantam o fim da impunidade, a agilização dos processos judiciários, o completo desarmamento dos delinqüentes, o desenvolvimento social e o incentivo, em todos os espaços da vida social, a uma cultura de paz, justiça e solidariedade. Conselho Nacional de Saúde O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Despindo-me da condição de Presidente desta sessão, informo não só à Casa mas a todos que nos ouvem pela TV Câmara que vou votar “sim” no referendo. Se não resolver o problema da violência, pelo menos será mais um instrumento para se evitar crimes banais no País – se é que existe crime banal –, nos quais se utilizam armas de fogo no trânsito ou em acidentes domésticos e tantos outros que proliferam. Vou votar “sim”, com a convicção de que estou fazendo o melhor para o País. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Eduardo Sciarra. O SR. EDUARDO SCIARRA (PFL – PR. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Governo Lula vem trombeteando alguns Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS feitos na área macroeconômica, como, por exemplo, a expansão extraordinária do setor exportador e o rigoroso ajuste fiscal. De fato, é importante para o País a consolidação destes números. Mas o que o povo brasileiro não sabe é que o incentivo fiscal para as empresas exportadoras está sendo bancado pelos Estados e Municípios e que o tão necessário ajuste fiscal não foi feito pela União, que continua aumentando a dívida pública com a sua insana política de juros altos, mas sim pelos Estados e Municípios. Ademais, cada vez mais o Governo tenta jogar para os Estados e Municípios encargos que são de sua responsabilidade. A Lei Kandir, feita para compensar os Estados e Municípios pela isenção do ICMS para a exportação deixou de ser cumprida pela União. Entre julho de 2000 e junho de 2001, a União compensou quase 55% das perdas e em 2004 foram apenas 23%. Na prática, isso significa que os Estados e Municípios exportadores ficam sem as receitas dos impostos sobre os produtos exportados e ainda acabam arcando com os custos da infra-estrutura, como estradas, acessos, água, segurança, etc. O Governo Federal finge que o problema não existe e barra qualquer tentativa de solução. Vetou, recentemente, dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias, aprovados no Congresso Nacional, que asseguravam recursos para pagamento das compensações devidas a Estados e Municípios exportadores. A situação chegou a tal ponto que os Governadores deixaram de reconhecer os créditos gerados pelas exportações. Segundo os Governadores, a decisão da anulação de transferência de créditos será mantida até que a União libere os recursos que lhes são devidos. Há previsão de 18% de acréscimo no preço final dos produtos exportados, o que certamente inviabiliza grande parte das exportações brasileiras, que já começam a diminuir o ritmo devido também à valorização do real. Da mesma forma, o Governo anuncia em todos os fóruns internacionais os resultados da sua política de rigoroso ajuste fiscal, recebendo rasgados elogios do FMI. Mais uma vez, verificamos que Estados e Municípios fizeram doloroso ajuste fiscal, ao passo que a União, com sua política de juros altos e despesas sem controles, frustrou os esforços de todos e tornou inútil o ingente sacrifício imposto à Nação, especialmente aos mais pobres. Segundo o Conselho Nacional de Política Fazendária, de dezembro de 2004 a agosto de 2005, as dívidas dos Estados caíram o equivalente a 0,4% do PIB, enquanto as dos Municípios diminuíram o equivalente a 0,1% do PIB. Já as dívidas do Tesouro Nacional passaram de 32,9% a 33,4% do PIB e as do BC, que Sexta-feira 21 51121 eram negativas em 0,5% subiram para 0,2% do PIB. Além disso, Estados e Municípios pagaram volume de dívida maior do que contrataram em crédito. Em recente auditoria do Tribunal de Contas da União sobre as transferências de recursos, principalmente as do PAES, constatou-se que o Governo Federal repassou, através do Fundo de Participação dos Municípios e do Fundo de Participação dos Estados, menos recursos do que era devido legalmente. O TCU descobriu que os recursos foram arrecadados a partir do programa de parcelamento especial de débitos de empresas que deviam o COFINS e o IPI. De fato, o Governo Federal arrecadou por esse programa cerca de 6 bilhões e 100 milhões de reais. Supõe-se que pelo menos 1,5 bilhões deveriam ter sido transferidos a Estados e Municípios, como determina a lei, mas continuam depositados na conta do Tesouro Nacional. O TCU concedeu prazo de 60 dias para que o Ministério da Fazenda recalcule o que é devido. A mania de fazer cortesia com o chapéu alheio não se limita mais aos burocratas da chamada equipe econômica. Parece que o hábito começa transpor os umbrais desta Casa de Leis. O Governo Federal deseja realizar a transposição das águas do São Francisco, que, segundo afirmam os próprios governantes, deixará a marca do Governo Lula na solução de um dos mais graves e seculares problemas do País, que é a situação de penúria dos habitantes do semi-árido nordestino. Tramita nesta Casa, depois de aprovada no Senado, a Proposta de Emenda Constitucional nº 524, de 2002, que destina recursos para a revitalização do Rio São Francisco. O Governo tem pressa na aprovação dessa emenda, uma vez que após o affaire Dom Cappio de Cabrobó a revitalização foi trazida para primeiro plano, pois agora o Governo Federal sabe que sem programa sério de recuperação do rio, a sociedade civil não aceitará transposição. O Senado, ao votar a referida PEC, aprovou a destinação de 0,5% de todos os impostos federais, ou seja, cerca de 300 milhões por ano para o projeto. Em tese, não somos contrários à recuperação de um rio da importância do São Francisco, embora nessa versão do Senado todo o povo brasileiro iria pagar a conta. O substitutivo elaborado na Câmara pelo Deputado Fernando Ferro porém, inovou: agora quem pagaria a conta seriam os Estados produtores de energia elétrica. Como isso aconteceu? Simples, o substitutivo reduz de 0,5% (300 milhões) para 0,2%, (120 milhões) a destinação dos impostos federais para o programa. Para compensar a perda, foi inventada nova fonte de 51122 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS receita: retira-se 10% do montante repassado a cada um dos Estados pela União – oriundos da chamada compensação de energia elétrica, – que é de 6% do total arrecadado com as contas de luz residencial e comercial. Isso significa que quanto mais energia o Estado fornece para o resto do Brasil, maior será o montante que pagará para que outros Estados se beneficiem. Como justificar que em uma Federação 23 Estados assumam o ônus de obra que beneficia apenas 7? Desses 23, os maiores produtores serão ainda mais onerados. O meu Estado, o Paraná, por ser o maior exportador de energia do País, arcaria com a maior parte da conta. O Paraná teve milhares de hectares de suas melhores e mais férteis terras inundadas por barragens, milhares de pequenos agricultores tiveram de ser reassentados, com graves problemas sociais. Além do mais, por anomalia e injustiça do nosso sistema tributário, o ICMS sobre energia elétrica é cobrado no Estado consumidor e não no produtor, como acontece com todos os outros produtos. A exportação de energia, em vez de beneficiar o Estado, tornou-se um ônus. Além de subsidiar, com essa aberração tributária, os Estados consumidores, o Paraná agora vai pagar a conta da principal obra do Governo Lula. Ora, se o Governo Lula acha que essa obra é prioritária, que aloque os recursos no Orçamento da União. O que não pode, e o povo paranaense não aceita, é assumir mais essa conta. Todos esses fatos, cada vez mais freqüentes, têm um denominador comum: o péssimo hábito do Governo Lula de jogar sobre os ombros das populações e dos Governos Estaduais e Municipais os custos que são próprios de quem arrecada a maior parte dos impostos, taxas e contribuições neste País. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Gonzaga Mota, grande ex-Governador do Ceará, grande ex-funcionário do BNB e grande Parlamentar, que muito honra esta Casa e o Estado que representa. O SR. GONZAGA MOTA (PSDB – CE. Sem revisão do orador.) – Muito obrigado, Sr. Presidente, pela gentileza e bondade. Caro Presidente Inocêncio Oliveira, Sras. e Srs. Deputados, concordamos com a idéia de que a educação deve ser proporcionada a todos por constituir um direito e uma condição para o pleno desenvolvimento da pessoa humana. Além de constituir um direito, a educação também é um dos principais fatores, senão o mais importante, do desenvolvimento dos países. É fundamental que as nações entendam, em primeiro lugar, que a educação constitui não um gasto, Outubro de 2005 mas um investimento. Em segundo lugar, é investimento de longo prazo, que deve expressar o compromisso de gerações e ser elevado a um projeto do Estado democrático, para além das divergências partidárias das forças políticas que momentaneamente ocupam os papéis de Governo e Oposição, ou seja, precisamos ter certeza de que a educação não deve ser um programa de Governo, temporário, mas de Estado. Ademais, deve-se buscar a articulação dos diversos atores sociais, somando esforços de governos, setores empresariais e trabalhistas e da sociedade civil em geral. Há evidente correlação entre os níveis educacionais, cognitivos e comportamentais das populações e do desenvolvimento dos países. O trabalhador com maior nível de escolaridade tem melhor possibilidade de acesso ao mercado de trabalho, em constante evolução, característica da era da globalização. Com a melhoria da mão-de-obra, há mais atração de investimentos, qualificação de empregos e dinamização do consumo. De fato, Sras. e Srs. Deputados, a educação melhora a qualidade de vida do cidadão, o que permite torná-lo consumidor mais consciente e exigente, demandando da indústria e dos serviços a contínua melhoria de qualidade. Com o desenvolvimento de novas tecnologias e métodos produtivos são requeridas novas aptidões. Não basta acompanhar as transformações, há que se ter a capacidade de antecipá-las. Daí a necessidade da educação ao longo de toda a vida. É um processo irreversível, permanente. Dessa forma, o desenvolvimento passa a ser orientado a uma finalidade: o bem-estar humano. E, nesse contexto, a educação já não é o meio de atingilo, mas elemento dele constitutivo. Esse entendimento levou a adoção da educação como um dos fatores na elaboração do conhecido IDH – Índice de Desenvolvimento Humano, que tem orientado as políticas públicas em vários países e constituído importante indicador de avaliação de seus acertos ou insuficiências. Meu caro Deputado Gastão Vieira – um dos maiores especialistas em educação –, no Brasil, por exemplo, há grande consenso em prol da educação quando se analisam os discursos das mais diversas lideranças políticas. Ao mesmo tempo, a sociedade requer que os desafios colocados para a educação sejam enfrentados com mais disposição, com melhor qualidade e com mais recursos financeiros. Sr. Presidente, resta pois o passo mais difícil: transformar a retórica em ações concretas e priorizar os investimentos na educação, nas múltiplas dimensões do acesso, eqüidade e qualidade. Sem educação, não há desenvolvimento. Este será o caminho do desenvolvimento equilibrado, com Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 21 51123 distribuição de renda e participação de todos na riqueza das nações – “o verdadeiro desenvolvimento humano”, como diz Jacques Delors. Obrigado, Sr. Presidente. O SR. CORIOLANO SALES (PFL – BA. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, faço registro de louvor à decisão do Conselho Nacional de Justiça, o qual aprovou ontem o texto da resolução que estabelece o prazo de 90 dias para os tribunais de todo o País demitirem os parentes de juízes contratados para cargo de confiança, sem serem concursados. A proibição de nepotismo atinge o cônjuge, companheiro e parentes até terceiro grau, o que inclui filhos, netos, pais e irmãos. Essa decisão, já corporificada em resolução, abre a possibilidade para que outras instâncias do País também façam o mesmo. Sr. Presidente, peço a V.Exa. que a referida nota veiculada ontem, dia 19 de outubro, no jornal Folha de S.Paulo, intitulada Nepotismo em tribunais é proibido, seja publicada nos Anais da Casa, por considerá-la da maior relevância, tanto do ponto de vista ético quanto moral do País. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – V.Exa. será atendido. O SR. GASTÃO VIEIRA (PMDB – MA. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, parte da bancada do Maranhão dedicou a tarde de ontem para proferir uma série de conceitos, de análises e até de acusações no que diz respeito à pobreza em nosso Estado. E fiquei imaginando, Sr. Presidente, como alguns companheiros versados em ciências sociais interpretaram aqueles discursos, porque deu a entender que a pobreza em meu Estado é produto de determinada pessoa, ou família, ou clã, como se apenas o Mara- nhão fosse pobre e o resto do Brasil, rico, como se não fosse igual aos outros Estados do Norte, do Nordeste e tantos outros. Este País é socialmente injusto, com uma péssima distribuição de renda, em que a maioria da população vive das transferências diretas do Bolsa-Família, do Vale-Gás e de outros instrumentos sociais que comprovam que no Brasil de hoje tem que se dar o peixe para depois ensinar a pescar. Lembrei-me naquele momento de um colega de Governo da década de 70, o eminente Prof. Pedro NOTA A QUE SE REFERE O ORADOR: 51124 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Neiva de Santana, e do Dr. Lourenço Vieira da Silva, ex-Secretário de Agricultura, hoje Chefe da Casa Civil, que conseguiu executar 37% do orçamento do Estado dedicado ao setor agrícola. O Estado estava em fase de expansão da sua fronteira agrícola, e o Governo Pedro Neiva estruturou o sistema agrícola, criou várias empresas, companhias para estradas vicinais. Havia ainda as casas dos lavradores no interior do Maranhão, que vendiam produtos e implementos agrícolas a baixo custo. Foi criado grande programa que antecedeu o biodiesel de girassol, de mamona, enfim, de todas essas oleaginosas e que, se tivesse tido prosseguimento, hoje o Maranhão lideraria, com certeza, a produção de biodiesel. Dispúnhamos de instrumentos próprios de financiamento. Lembro-me de mim ainda jovem trabalhando no Projeto João de Barro, no Governo Sarney, que levou escolas para lugares em que não havia, construiu o Ginásio Bandeirante, implantou a televisão educativa, a primeira e a mais importante experiência de educação via televisão feita no Brasil. Mas foi dito aqui ontem, de forma absolutamente tranqüila, por aqueles que dormem com a verdade debaixo do travesseiro, que nunca se fez nada pelo Maranhão. Pelo contrário, promoveu-se o processo de empobrecimento daquele Estado na gestão do ex-Presidente José Sarney. Claro que em 40 anos de mando cometem-se erros, mas houve também acertos. Se sucessivas vitórias eleitorais forem defeito, não há como não acusar o ex-Presidente. Mas quero lembrar, Sr. Presidente, que a pobreza no Maranhão é estrutural. Começa com a ausência do setor público até o final da década de 50 – para ser mais preciso, até o Governo Newton Belo. A cidade de São Luís era completamente isolada do restante do Estado. Como promover desenvolvimento nesse isolamento? Foi exatamente no Governo José Sarney que se começou a criar condições de infra-estrutura indispensáveis para ligar o interior do Estado à Capital. Os primeiros grandes projetos – e os únicos – de desenvolvimento social na Capital do meu Estado foram promovidos ou pelo ex-Presidente José Sarney, quando criou um bairro, para nós muito conhecido, Deputado Pedro Fernandes, chamado Anjo da Guarda, ou pelo Prefeito Haroldo Tavares, na década de 70, que dotou São Luís dos primeiros trabalhos de troca de palafitas por residências decentes. Vejo tantos Governadores que devem ter dado sua contribuição para que vencêssemos o problema da pobreza, no entanto ela prevalece, porque é estrutural, é difícil e não se combate o problema apenas politizando a questão. É preciso um esforço continuado, algo que, tenho a mais absoluta certeza, muitos tentaram e reconhecem Outubro de 2005 hoje como é difícil, sem uma continuidade de política, vencer a pobreza. Não vamos passar para a população a idéia de que o País é rico e o Maranhão é pobre. O Maranhão reproduz o País, é tão pobre quanto todos os outros Estados, com uma diferença: nos outros Estados os esforços são reconhecidos. Ao contrário, no Maranhão, são apenas instrumentos políticos de um discurso que visa, acima de tudo, ferir a auto-estima dos maranhenses, daqueles que, ao longo do tempo, lutaram e contribuíram para transformar o Maranhão num Estado mais justo do ponto de vista econômico. A SRA. JANDIRA FEGHALI (PCdoB – RJ. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, colegas Parlamentares, funcionários, esta semana, no setor de saúde, ocorreram alguns fatos importantes, e gostaria de agregar a essa questão uma temática que vai ser decidida domingo no Brasil, quando será realizado o referendo sobre a comercialização das armas de fogo. No dia 18 de outubro, comemorou-se o Dia do Médico, e ontem houve aqui uma grande manifestação política de todos os representantes da área da saúde para tratar dos recursos que o Ministério da Saúde, os Estados e Municípios devem alocar para as políticas públicas de atendimento à população. Gostaria de juntar as duas coisas, porque hoje é impossível se discutir a profissão médica, políticas de saúde, condições de trabalho, inclusive salariais, sem falar das mortes por causas externas, violentas. Estamos desenvolvendo uma grande luta para dignificar a ação de saúde; que não seja o orçamento da saúde fonte de desvios, de confiscos ou de alocação inadequada do dinheiro do povo brasileiro, mas sim que redunde em serviços, seja na prevenção de doenças, na promoção da saúde, na assistência, seja na recuperação. Recentemente fizemos um simpósio nacional de saúde em que direcionamos todo nosso esforço e energia para lutar, de forma reiterada, pela saúde pública brasileira. A grande saída para a coletividade chama-se Poder Público. A responsabilidade sobre a saúde dos cidadãos é do Estado. O médico é um instrumento dessa ação diante do usuário e precisa ser valorizado como profissional que tem compromisso com a saúde e em suas próprias condições de trabalho, de requalificação e de formação. E são os médicos, junto com outros profissionais da saúde, que recebem nas emergências, nos postos, nas UTIs, as vítimas de arma de fogo. Como mulher, como médica, como cidadã, reconheço que essa temática, infelizmente, foi tratada na campanha do referendo de forma muito distorcida. Em nenhum momento essa foi uma questão que teve Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS um corte à direita ou à esquerda, um corte de situação ou de oposição. Em nenhum momento, quem fez a campanha pelo “sim”, como eu, que voto “2”, negou a realidade. Muito pelo contrário, o histórico de lutas por políticas de segurança pública neste País é nosso; o histórico de lutas no campo democrático é nosso; o histórico de lutas pelas opções e pelos direitos humanos e pelo direito de cidadania é muito nosso. Assim, ninguém nega a ineficiência do Estado ou a insegurança pública para dizer que o “sim” vai resolver tudo. Nós queremos, pelo menos, aproveitar essa oportunidade que tem a cidadania para construir um avanço civilizatório e reduzir a circulação de armas, reduzindo assim o número de mortes neste País. Isso está ao nosso alcance neste momento. Tal prática depende de nós, que vamos votar no referendo e decidir se queremos ou não dar continuidade à comercialização aberta de armas de fogo no Brasil. Votar “não” é deixar como está, e ninguém pode dizer que está bom. Votar “sim” é dar a possibilidade ousada à cidadania brasileira de pelo menos paralisar, minimizar uma fonte de mortes entre os cidadãos, principalmente os sem antecedentes criminais; de reduzir o número de mortes de mulheres – de cada 100 mulheres assassinadas neste País, 70 são mortas dentro de casa, e metade por armas de fogo –; de impedir que conflitos que poderiam ter outra conclusão terminem em morte, porque é impossível negar que o cidadão, no momento de tensão, em determinadas situações, tendo acesso a uma arma, vai utilizá-la. Queremos reduzir essa fonte de mortes e, igualmente, a possibilidade de que os chamados cidadãos de bem sejam a fonte involuntária de abastecimento de armas para o mundo do crime – os dados mostram que boa parte das armas usadas no mundo do crime vêm de pessoas que as compraram legalmente em lojas. Esse é o nosso esforço, é com o que podemos contribuir de imediato, de forma aberta, democrática e cidadã. Repito: votar “não” é deixar como está. Atentem para o fato de que os exemplos históricos dados foram distorcidos, e até Nelson Mandela está processando a Frente do Não pelo uso indevido de seu nome. Em homenagem aos médicos e à saúde brasileira, façamos uma homenagem à paz votando “sim”, votando “2”, e lutando por recursos para a área da saúde, a fim de impedir que pessoas morram por falta de atendimento em hospitais públicos. Muito obrigada. O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, meu conterrâneo e amigo Inocêncio Oliveira; Sras. e Srs. Deputados, en- Sexta-feira 21 51125 dosso as ponderações da Deputada Jandira Feghali e me declaro pelo “sim”, pelo “2” no referendo do próximo domingo. Não é verdade que nós, que apoiamos a proibição do comércio de armas, estejamos querendo passar à opinião pública a idéia de que a violência no Brasil teria solução caso a maioria do povo brasileiro venha, como espero, pronunciar-se pelo número “2” no referendo do domingo. Ninguém pode prometer isso. A violência no Brasil tem razões estruturais relacionadas a uma sociedade desigual, a uma situação de exclusão que construímos, a uma crise de valores, à deterioração da coesão e da harmonia social do nosso povo. Mas ninguém pode negar que, se reduzirmos o estoque de armas existente no País, estaremos, na fonte, atacando parte do problema. As estatísticas mostram que entre 60% e 70% das armas apreendidas pela polícia nas mãos dos bandidos originalmente eram de pessoas de bem, que as compraram e registraram legalmente. Então, se os bandidos encontram nos homens de bem a fonte das suas armas, e se diminuirmos essa fonte, certamente diminuiremos o abastecimento das armas aos bandidos que nos atacam diariamente nas ruas das grandes cidades brasileiras. Além disso, Sr. Presidente, há um outro argumento que me parece muito forte. Quero me referir ao fato de que outra estatística aponta que de 60% a 70% dos crimes cometidos por arma de fogo são aqueles crimes de proximidade. É o marido que ataca a mulher; são dois vizinhos que brigam; são dois amigos, companheiros ou até desconhecidos que discutem por conta do futebol ou do trânsito numa mesa de bar; é o suicida; é a criança que morre por um disparo acidental. Esses crimes de proximidade, que são volumosos, terão uma limitação muito grande quando o povo brasileiro disser “sim” no referendo de domingo. Se podemos, portanto, com um simples comparecimento às urnas, com a simples marcação do número 2, reduzir milhares de mortes anuais no Brasil, pergunto, Presidente Inocêncio Oliveira: por que não o fazemos? Argumenta-se que isso não eliminará totalmente a violência no Brasil. Já sabemos, mas podemos dar nossa contribuição de cidadão para diminuir o abastecimento de armas e reduzir os crimes de proximidade. Sr. Presidente, peço a tolerância de V.Exa. para fazer ainda dois registros. O primeiro é relativo à carreira dos Procuradores Federais do INSS. A Medida Provisória nº 258 unifica as estruturas da Receita Federal e da Receita Previdenciária e as carreiras de Auditor Fiscal da Receita Federal e de Auditor Fiscal da Previdência Social, mas, por uma falha na redação original, não está proceden- 51126 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS do à unificação dos Procuradores Federais. Existe a Emenda nº 311, que corrige esse defeito da medida, que, no fundamental, parece-me ser uma proposição correta do Governo Federal. Quero fazer um apelo a esta Câmara dos Deputados para que façamos essa correção, aprovando a Emenda nº 311, para que haja a unificação das carreiras de Procuradores da União, inclusive evitando o aumento de gastos com novos cargos que seriam criados. Finalmente, endosso o que disse V.Exa., Sr. Presidente, numa sessão da semana passada. Todos nós, pernambucanos, estamos muito atentos ao que está ocorrendo no Campeonato Brasileiro da Série B. Futebol é geração de emprego e renda, é autoestima, é cultura, é lazer, é importante para a sociedade. Os dois times de Pernambuco, o Náutico e o Santa Cruz, são hoje, seguramente, aqueles que estão em melhores condições na disputa do quadrangular final da Série B, mas estamos vendo alguns erros de arbitragem seriíssimos – pênaltis, impedimentos, gols anulados –, que parecem estar dando continuidade à máfia do apito, denunciada há pouco tempo. Incorporo-me a V.Exa., Deputado Inocêncio Oliveira, e ao Deputado André de Paula, que também está nesse esforço, já que o Santa Cruz de S.Exa. está com temor de que fatores extracampo retirem da primeira divisão esses dois times. Estaremos de olho. Obrigado. A SRA. LUIZA ERUNDINA (PSB – SP. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, colegas Parlamentares, jovens que nos visitam na tarde de hoje, telespectadores, meus cumprimentos. Bem que gostaria de ter tempo suficiente para falar do referendo – já declaro meu voto “sim”, número 2, no referendo do próximo domingo –, mas estou muito preocupada também com a Medida Provisória nº 258, de 2005, que tem trazido a esta Casa, durante semanas seguidas, grande número de servidores da Fazenda e da Previdência Social, preocupados com o impacto da aprovação dessa matéria em sua situação funcional. Há questões mais sérias, mais graves a considerar em relação a essa medida provisória. Pela sua complexidade e pelo seu aspecto polêmico, o assunto nunca poderia ser tratado por meio de medida provisória, mas por meio de projeto de lei, com ampla discussão com a sociedade, porque as conseqüências da aprovação dessa matéria ferirão interesses dos trabalhadores e aposentados. A unificação do caixa da Previdência e da União tirará do INSS a titularidade da gestão da receita pre- Outubro de 2005 videnciária, que se transferirá para a União, que, por sinal, é uma das maiores devedoras da Previdência Social. Se a titularidade dessa receita previdenciária se transferir para a União, não tenham dúvidas de que a dívida da União com a Previdência não será cobrada, porque teria de ser cobrada pelo próprio devedor, que é a União. Outro aspecto é o fato de a União estar autorizada, se aprovada essa medida provisória, a destinar 20% da receita da Previdência para o acerto de contas entre os credores da União e os devedores da Previdência Social, o que significará uma perda de 20% da receita previdenciária. Isso representa a retirada, em relação ao pagamento dos benefícios, de significativo montante dessa receita, formada pelos trabalhadores e aposentados, que continuam pagando à Previdência, devido à aprovação daquela reforma que os obrigou a continuar contribuindo. Sr. Presidente, são questões de muita gravidade. Se aprovada essa medida, a União estará autorizada a destinar outros 20% da receita previdenciária a qualquer título, inclusive ao acréscimo do superávit primário, para pagar juros de uma dívida que o povo já pagou muitas vezes. Será um crime contra os trabalhadores, os aposentados e a Previdência Social a aprovação dessa medida provisória, a pretexto de uma racionalização. Não se trata apenas de juntar cargos e funções, mas de alterar profundamente o conceito, a estrutura e as competências da receita previdenciária, que se junta à receita da União, que passa a ser a titular exclusiva da receita da Previdência. É preciso discutir melhor essa medida provisória, senão estaremos cometendo um grave crime contra os trabalhadores, a quem pertence a receita previdenciária. Muito obrigada, Sr. Presidente. O SR. PEDRO FERNANDES (PTB – MA. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no início do século, a gripe espanhola deixou um rastro de 50 milhões de mortos. Hoje, se houver a mutação do vírus H5N1 – e há expectativa nesse sentido – haverá 150 milhões de mortes no mundo. O Brasil é um país vulnerável a essa doença e o meu Estado, o Maranhão, mais ainda, primeiro porque é um lugar de pouso de aves migratórias, que todos os anos vêm do Ártico para os campos da baixada, um lugar pobre; segundo porque milhares de navios atracam no Porto de Itaqui, vindo de todos os lugares do mundo, principalmente da China. Hoje foi interditado um navio chinês porque um tripulante foi contaminado com a gripe, visto que entrou em contato com um frango que fazia parte do estoque Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de alimentos. Repito: meu Estado é altamente vulnerável a isso por causa do pouso migratório e do Porto de Itaqui, que recebe milhares de navios. Precisamos elaborar um plano de emergência, sem alarde, para levar as informações ao homem da baixada. O povo do Maranhão deve ser orientado. O Estado precisa de recursos para implantar esse plano, antes que seja tarde. Conforme disse, o Maranhão é vulnerável pelo pouso das aves, pela entrada de navios e pela pobreza muito grande. É necessário levarmos educação e informação aos cidadãos, porque o vírus dessa gripe pode mutar e afetar o ser humano, que seria o grande transmissor da doença, causando a morte de aproximadamente 150 milhões de pessoas, uma pandemia, o mal do século XXI. Apelo ao Ministro da Saúde, às autoridades sanitárias e ao Governo do meu Estado para que trate desse assunto com seriedade. Precisamos resolver o problema e instruir o povo. Muito obrigado. O SR. FÉLIX MENDONÇA (PFL – BA. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, mais uma vez, desta tribuna, falo sobre a transposição do Rio São Francisco. Já demonstrei aqui, com números técnicos, as divergências entre a realidade do rio e a ficção apresentada pelo Governo. Agora trago provas da real finalidade da transposição, que cada dia se configura como a transposição dos recursos públicos para a iniciativa privada. O Acórdão nº 1.523, de 2005, do Tribunal de Contas da União, traz os detalhes da empreitada do Governo Lula no seu Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias do Nordeste Setentrional (eixos norte e leste). Enquanto no Orçamento Geral da União estão previstos gastos para este ano da ordem de R$880 milhões, o Governo não inseriu um só real para as obras de irrigação, que já foram inicializadas, como a do Baixio de Irecê, na Bahia. O TCU, cumprindo o seu dever de cuidar dos maiores interesses do País, promoveu o Levantamento de Auditoria, para atender ao Congresso Nacional, sobre a Transposição do Rio São Francisco. Escolhido como Relator, o Ministro Benjamim Zymler elaborou um levantamento de auditoria que aponta nada menos que 40 (quarenta) irregularidades graves, que apontam para os interesses das empreiteiras e não do nosso País. Essas irregularidades apontam para os interesses das empreiteiras tal o montante dos valores que, graças ao TCU, foram detectados. Embora o Ministro da Integração Nacional respondesse com agilidade e presteza estranhas a nada Sexta-feira 21 51127 menos que 40 irregularidades apontadas, no intuito de saná-las, isso não impediu que o TCU prestasse um grande serviço, evitando prejuízos ao Erário de valores acima de meio milhão de reais. A urgência de sanar essas irregularidades tem o objetivo de começar uma obra que prejudica as populações ribeirinhas que vivem há séculos esperando pelos benefícios do Governo. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou inacabadas obras importantes já iniciadas nas margens do Rio São Francisco para construir 650 quilômetros de extensão a um custo astronômico de cerca de R$6 bilhões, desconhecendo a calha de 2.600 quilômetros com suas margens, também no semi-árido, desaproveitadas. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, transcrevo as irregularidades que assim foram classificadas no voto do eminente Relator: indícios de sobrepreço; indícios de restrição à competitividade e quanto à comprovação de capacidade econômico-fianceira; indícios relacionados à deficiência e omissões nos projetos básico e executivo; impropriedades nos procedimentos licitatórios. MATÉRIA A QUE SE REFERE O ORADOR: O RELATÓRIO Dos Indícios de Sobrepreço No que se refere aos indícios de sobrepreço, estes verificaram-se, precipuamente, em: taxas de BDI aparentemente superiores àquelas praticadas em mercado; previsão de pagamento de custos administrativos sobre despesas; e, também, na adoção de quantitativos e preços incorretos para orçar itens que compõem as planilhas de custos da obra. A questão do BDI foi objeto de questionamentos tanto no orçamento geral da obra (irregularidade n° 23 do relatório transcrito), como nos percentuais incidentes sobre o custo da mão-de-obra, em ambos os editais (irregularidades nos 2 e 4 do relatório). Quanto ao orçamento das obras, verificou-se a incidência de um BDI inicial de 41,96%. Ressalte-se que, de acordo com o relatório, a admissão de BDI de 41,96% implicaria acréscimo de R$445.122.375,85 no valor total orçado para a obra (R$3.498.868.907,82). Ainda por ocasião do levantamento de auditoria, o Ministério, após questionamento da equipe de auditoria, comunicou que procedera à redução daquele percentual para 37,26%. Para tanto, efetuou, inicialmente, correção na sistemática de cálculo da incidência do Imposto Sobre Serviços no custo da obra. A correção fez-se necessária porquanto no preço total de venda, em relação ao 51128 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS qual incidiu o tributo, foram incluídos, erroneamente, os custos de materiais, quando para o cálculo correto apenas os custos dos serviços deveriam ser computados. Com a exclusão dos custos de materiais na base de cálculo, verificou-se a redução da incidência do ISS sobre o preço de venda, reduzindo o percentual de 5% – inicialmente estimado – para 1,5%. Ademais, na reavaliação do benefício, procedeu-se à redução na margem de lucro, que passou de 10% para 8%. Malgrado a iniciativa do Ministério em efetuar a correção do cálculo do BDI, este ainda persistiu em patamar incompatível com os valores adotados no mercado. Conforme apurado, no BDI proposto foi considerada uma taxa de despesas indiretas de 5%, um lucro líquido (remuneração da construtora) de 10,98% e uma taxa de despesas financeiras de 1,75%, percentuais superiores àqueles adotados no Sistema SICRO, de 4%, 6,20% e 1,64%, respectivamente. A equipe técnica do Tribunal, após verificar a composição dos BDIs de obras similares contratadas pelo MI, observou que na amostra analisada integravam o BDI as despesas com administração local. Tal prática, como bem apontado na análise efetuada pelos ACEs responsáveis por este trabalho, representa grave impropriedade, na medida em que as despesas com administração local, por se tratarem de custos diretos, não integram o BDI. Em vista de sua natureza, devem tais despesas ser orçadas como custos unitários, detalhadas em planilhas, na forma preconizada no art. 7º, § 2º, II, da Lei nº 8.666/93. Em resposta a novo questionamento dirigido ao Ministério, sobre o valor do BDI, foi informado que este havia sido reavaliado e reduzido para 23,90%. Concorreu para a obtenção deste percentual a supressão da taxa de administração local, bem como reduções de outros componentes do BDI, visando à compatibilização com valores previstos no SICRO, tais como margem de lucro e despesas financeiras, além da redução do percentual relativo a seguros, garantias e risco. Tal como mencionei, em ambos os editais examinados, verificou-se a incidência de BDI no percentual de 56,29% tanto sobre o custo da mão-de-obra para execução do projeto executivo (Edital nº 1/2005), como sobre o custo da mão-de-obra, no Edital nº 2/2005 (irregularidades nos 2 e 4 do relatório). O percentual adotado suplanta os 41,96% inicialmente estabelecido para as obras civis, tal como tratado nas linhas precedentes. Já, com relação às questões da previsão editalícia de pagamentos de custos administrativos sobre despesas (irregularidade no 5 do relatório transcrito), e dos valores incorretos de quantitativos e preços Outubro de 2005 de itens orçamentários da obra – traços no custo do concreto e “Fornecimento, preparo e lançamento de Concreto Compactado a Rolo (CCR)” (irregularidades nos 1 e 22 do relatório transcrito) –, verifica-se que os valores adotados nos editais nos 1/2005 e 2/2005 mostraram-se, de fato, elevados, tal como indicado pela equipe de auditoria. Tal providência implicou a redução do preço unitário do m3 do CCR, que passou da cotação inicial de R$193,40 para R$127,55. Apresentou-se, ainda como indicativo de sobrepreço, a previsão de custos de mão-de-obra com utilização de encargos sociais superiores aos valores de mercado (irregularidades nos 3 e 5 do relatório transcrito). Estes custos foram minimizados com a redução dos encargos sociais de 93,56% para 81,62%. A redação original do Edital nº 2/2005 prescindia de critério de aceitabilidade de preços unitário e global, contrariando disposições do Estatuto das Licitações e Contratos Administrativos. Dos Indícios de Restrição à Competitividade No que se refere à possível restrição do caráter competitivo das Concorrências nos 1/2005 e 2/2005, foram detectados indícios relacionados a exigências de comprovação de experiência prévia, para fins de habilitação. Segundo consta do relatório conclusivo da auditoria, sob as irregularidades de nos 10, 12 e 13, na redação original do Edital nº 2/2005, constavam exigências de comprovada experiência na execução de serviços, cujos quantitativos foram considerados restritivos, em relação ao total dos lotes correspondentes. Foram também exigidas comprovações de experiências específicas na execução de serviços pouco relevantes em relação no lote; de baixa ou nenhuma complexidade técnica; e diversos daqueles que serão executados no lote (execução de gabiões, concreto projetado; construção de estradas de acesso ou serviço e momento de transporte de materiais de qualquer categoria), além da demonstração de experiência vinculadas a contratos anteriores (irregularidades nos 12 e 13, respectivamente). No entendimento da equipe técnica deste Tribunal, os quantitativos exigidos para a comprovação pretendida mostravam-se elevados, o que poderia induzir a restrição na competitividade do certame licitatório. Dos indícios de restrição à competitividade Exigências de Comprovação de Capacidade Econômico-Financeira Foram também apontadas como restrição ao caráter competitivo das licitações as condições 5.1.2 e 4.4, respectivamente dos Editais nos 1/2005 e 2/2005 (irregularidades nos 11 e 14 do relatório transcrito). Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Por meio destas, foi condicionada a participação de interessada em dois ou mais lotes licitados à comprovação de sua capacidade econômico-financeira, de forma cumulativa, devendo, para tanto, seu capital social ser igual ou superior ao somatório dos capitais sociais mínimos exigidos para cada lote. A redação original dos editais vedava que empresa ou consórcio fossem declaradas vencedoras em mais de dois lotes, independentemente dos eixos de implantação do Projeto (Eixo Norte e Eixo Leste). Esta circunstância pode ser atribuída à opção da Administração por reunir em apenas um certame licitatório a contratação dos 14 lotes em que se dividem o Projeto. A este respeito, consta no subitem 7.3 do encaminhamento proposto pela equipe de auditoria, sugestão de que seja alertado o Ministério da Integração Regional quanto aos “riscos de se licitar e executar simultaneamente os 14 lotes do Projeto, tendo em vista a complexidade técnica envolvida; o expressivo valor da obra; a ausência de garantia de que os recursos orçamentários e financeiros estejam disponíveis em sua totalidade; a inversão de prioridades ocorrida em virtude de mudanças de governo, não obstante a inclusão da obra no PPA, e os elevados custos decorrentes de possíveis paralisações e/ou atrasos na execução simultânea dos 14 lotes.” Dos Indícios Relacionados a Deficiências e Omissões nos Projetos Básico e Executivo A auditoria destacou a ausência de projeto básico para o serviço “Rodovia Pavimentada”, destinado ao acesso às estações de bombeamento dos Lotes 8 e 13. A composição de custo deste serviço fora calculada com base no quilometro de rodovia implantada, em vez dos serviços que compõem sua construção. A equipe de auditoria indicou que esta composição apresentava erro de cálculo resultante em majoração de R$12.851.247,37 no custo final do serviço, orçado em R$60.133.161,95. Ressaltou, ainda, que este item poderia ter sido objeto de licitação específica. Outros aspectos indicativos de deficiência e omissão no projeto básico, identificados por ocasião da auditoria, dos quais poderiam resultar vultosos prejuízos ao Erário, referem-se à ausência elementos imprescindíveis à correta orçamentação dos serviços contratados, tais como: os cálculos da cubação do movimento de terra; os quadros de distribuição e orientação do movimento de terra (origem/destino do material de corte ou empréstimo até o aterro ou bota-fora); o cálculo das distâncias de transporte. Além destas omissões, verificou-se a ausência de indicação do tratamento corretivo específico a ser dado a cada bota-fora e a cada caixa de empréstimo. Sexta-feira 21 51129 Ressalte-se que, na situação auditada, o custo de escavação, carga e transporte de material de 1ª, 2ª e 3ª categorias atingiam o montante de R$875.605.247,23; o custo de momento de transporte extraordinário desses materiais o montante de R$45.649.903,68; o custo de aterros compactados R$160.227.842,27; e os serviços de execução de pistas laterais atingiam a soma de R$51.045.410,96. Com relação às referidas pistas laterais, destinadas à manutenção do canal, verificou-se a ausência de projeto básico para sua execução. Tal como o serviço “Rodovia Pavimentada”, supra mencionado, a composição de custo correspondente fora calculada com base no quilometro de rodovia implantada, em vez dos serviços que compõem sua construção. Todas estas deficiências poderiam ter repercutido em serviços que totalizam mais de R$1,1 bilhão, ou 32% do valor global da licitação. Conforme o Relatório que precede este Voto, dos esclarecimentos apresentados pôde-se verificar que, de fato, o MI não possui projeto relativo às pistas laterais. Contudo, esta circunstância foi ponderada pela equipe de auditoria que registrou a pouca expressividade deste serviço no valor total dos lotes em que este se apresenta (menor do que 1%). Naquele lote em que ao serviço corresponde maior significância, seu valor atinge 2,78% do valor total. Conquanto tal percentual se afigure reduzido no contexto geral da obra, é de ter-se em conta que o valor do serviço de execução de pistas laterais monta a R$32.508.99,75. Quanto às omissões relativas à movimentação de terra, foram encaminhadas ao Tribunal planilhas indicando o balanceamento de materiais dos diversos trechos analisados. Não obstante, remanesceu indefinida a localização e geometria dos empréstimos e bota-foras, o que, em princípio, demonstraria a incompletude do projeto básico. Todavia, o projeto de terraplanagem apresentado revelou que o montante de serviços de empréstimo e bota-fora é pouco significativo no total dos serviços nele contemplados. Este aspecto, tal como em relação à execução dos serviços de pistas laterais, ensejou proposta de determinação, por parte da equipe de auditoria, objetivando que as omissões verificadas sejam sanadas nos projetos executivos, relativos à obra objeto da Concorrência nº 2/2005. Ainda com relação à movimentação de terra constante nas planilhas enviadas, verificou-se que não houve minimização nos custos de empréstimo/bota-fora, fato que ensejou proposta de determinação no sentido de que o Ministério, por ocasião da elaboração do projeto executivo, busque alternativas para otimizar os custos 51130 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS da obra, relativamente a espalhamento de bota-fora, escavação de material de empréstimo, momento extraordinário de transporte de materiais e recuperação de áreas degradadas. No que se refere às distâncias médias de transporte (DMT), a equipe de auditoria ressalvou que apesar de não terem sido apresentados os cálculos correspondentes, foi possível a identificação destas distâncias. Em vista disto, limitou-se a sugerir que seja determinado ao Ministério que exija os demonstrativos dos cálculos das DMTs, nos projetos executivos relacionados à Concorrência nº 2/2005. Outra omissão suscitada pela equipe de auditoria refere-se à ausência de informações acerca da adequação dos custos unitários aos preços de mercado dos itens Administração Local, Mobilização de Pessoal e Equipamentos, Implantação de Acampamento e Canteiro de Serviços, Manutenção de Acampamento e Canteiro de Serviços e Desmobilização de Pessoal e de Equipamentos. A ocorrência descrita sugere deficiência na orçamentação de serviços que compõem as planilhas de custos apresentadas. Das Impropriedades nos Procedimentos Licitatórios. A análise inicial dos Editais nos 1/2005 e 2/2005 evidenciou indícios classificados como irregularidades e impropriedades no procedimento licitatório, relacionados nos itens de nºS 9, 19, 20, 21, 24, 25, 26 e 27 do relatório transcrito. Dentre estas ocorrências, destaco a menção à ausência de parâmetros para graduação de pontuação das propostas apresentadas, no Edital n° 01/2005, o que poderia induzir à adoção de critérios subjetivos de julgamento (irregularidade nº 26 do relatório). Outro ponto elencado como indício de irregularidade, sob o n° 21 do relatório, refere-se ao pré-estabelecimento de ordem de lotes na abertura dos envelopes contendo as respectivas documentações de habilitação e qualificação técnica e as propostas comerciais. No entendimento da equipe de auditoria, estas condições editalícias permitiriam que uma empresa ou consórcio formulasse o dito jogo de propostas, mediante a cotação de preços menores para os primeiros lotes a serem abertos e maiores nos últimos. Desta maneira, supostamente estar-se-ia assegurando alguns dos lotes, pressupondo-se que as demais empresas já teriam esgotado sua capacidade econômico-financeira e técnica, o que possibilitaria a apresentação de preços mais elevados para os últimos lotes. Ressalto que a situação visualizada pela equipe poderia ter lugar na redação original dos editais, que Outubro de 2005 vedava que uma empresa ou consórcio fossem considerados vencedores de dois ou mais lotes. Os demais indícios referidos neste tópico tratam da ausência de orçamentos prevendo quantitativos e valores de serviços (Execução de Muretas Laterais – Lote 6 – irregularidade n° 9), e também de cláusulas relacionadas às jornadas de trabalho dos profissionais contratados para os trabalhos de supervisão (irregularidades nos 24 e 25 do relatório). O SR. CHICO ALENCAR (PT – RJ. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, percebo, quando tenho notícia dos acontecimentos que surgem nas CPMIs, que o tucanato, que sempre se houve como ardoroso defensor da moralidade pública, também praticou malfeitos com o caixa dois, inclusive para pagar o marqueteiro Duda Mendonça, o mesmo que trouxe desconforto e luz para o Partido dos Trabalhadores. Lembro-me, então, do dito popular que diz que em casa onde falta pão – leia-se decência –, todo mundo chia e ninguém tem razão. Espero que não haja polarização na disputa pelo troféu de quem corrompe mais ou quem pratica mais malfeitos. Por isso é bom que todos os políticos de todos os partidos, inclusive nós, do PSOL, que é recém-criado, modesto e pequeno, não tenhamos mais a pretensão e a arrogância de vestais intocáveis. Sr. Presidente, solicito a V.Exa. que autorize a transcrição nos Anais da Casa de pronunciamento que fiz na ocasião da minha entrada no Partido Socialismo e Liberdade, na Câmara Municipal do Rio, um “pentacontálogo” em que relacionei as 50 razões para entrar no PSOL. São 50 itens – número da legenda – e depoimentos de várias figuras importantes sobre a transição em defesa da democracia e da transparência. Muito obrigado, Sr. Presidente. PRONUNCIAMENTO A QUE SE REFERE O ORADOR: Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, esse pronunciamento reúne um conjunto de textos que se referem a minha saída do PT e minha filiação ao PSOL. Organizei-o em três blocos: no primeiro, aponto 50 razões para estar no PSOL. O segundo bloco traz inúmeros depoimentos de cientistas, artistas e apoiadores do meu mandado sobre a minha saída do PT. E, finalmente, no terceiro, transcrevo partes de alguns artigos de opinião publicados em jornais sobre a crise do PT e a organização do PSOL. Bloco I: “Pentacontálogo”: 50 RAZÕES PARA ESTAR NO PSOL Nestes tempos de incertezas, mais vale acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão! Relaciono Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS aqui 50 – o número da legenda – razões para esta nova caminhada no PSOL: 1) ter um projeto de sociedade que combina socialismo e liberdade; 2) proclamar o socialismo, hoje, como acúmulo para a socialização dos grandes meios de produção e, de imediato, dos meios de governar; 3) propagar o internacionalismo solidário dos povos; 4) defender a necessária soberania nacional; 5) tornar-se instrumento de consciência política e organização da população; 6) articular-se com os movimentos populares, para expressá-los e apoiá-los, e não para aparelhá-los; 7) compreender que a crise ambiental, que envenena o planeta, e o colapso social, derivam da expansão predatória do sistema capitalista mundial; 8) radicalizar a democracia participativa como valor universal; 9) agir com ética e transparência, inclusive no que diz respeito às estruturas internas; 10) forjar, em cada gesto militante, a humanidade nova, não competitiva nem consumista; 11) separar governo de partido, que deve sempre ser a consciência crítica do primeiro, e separar governo de sindicato; 12) perceber a diferença entre estar no governo e ter poder; 13) dissociar interesse público de interesse privado; 14) fazer a opção preferencial pelos explorados e oprimidos; 15) dinamizar a ocupação do espaço institucional com a energia questionadora do movimento social; 16) saber-se herdeiro de séculos de resistência indígena, negra, feminina e popular; 17) cooperar decisivamente na constituição de uma ampla frente antineoliberal; 18) elevar o horizonte utópico como mística imprescindível para avançar na luta social; 19) reiterar que os meios já são os fins, em processo de realização; 20) lutar pela justiça e pela paz sendo justo e pacífico desde já; 21) entender que a complexidade social não eliminou o embate entre esquerda e direita, nem os antagonismos de classe; 22) vivenciar o ser esquerda como crença generosa e militância de base pela igualdade total entre os seres humanos; 23) afirmar que a igualdade não suprime a diferença nem a saudável diversidade; Sexta-feira 21 51131 24) rejeitar a falácia do caminho único da economia globalitária de mercado; 25) recusar o pensamento único do individualismo burguês egocêntrico e anti-social; 26) subordinar o interesse das minorias ao interesse coletivo; 27) combater a ditadura do mercado e do capital financeiro; 28) denunciar a politicagem fisiológica que rebaixa as relações políticas; 29) criticar o mito da governabilidade parlamentar como pacto das elites conservadoras; 30) evitar que o organismo partidário torne-se máquina burocrática e negocista; 31) atuar não apenas nas disputas eleitorais, mas no cotidiano da vida do povo; 32) questionar todo vanguardismo; 33) cutucar todo imobilismo; 34) elaborar programas sempre abertos a novas formulações, mantendo seu compromisso de classe; 35) compor alianças programáticas e não pragmáticas; 36) construir uma imprensa alternativa e uma comunicação independente; 37) trabalhar com idéias e propostas, contrapondo-se a todo clientelismo; 38) respeitar a dignidade e capacidade de cada ser humano, contrapondo-se a todo paternalismo; 39) apostar no potencial das redes de economia solidária, na reforma agrária ecológica e libertária, nas cooperativas e nas formas alternativas de produção; 40) abrir caminhos novos de desenvolvimento auto-sustentável, com fontes renováveis de energia, rumo ao “comunismo solar”; 41) reduzir os gastos do aparelho de Estado com sua auto-reprodução, favorecendo investimentos no social; 42) ampliar o controle popular sobre os órgãos de governo; 43) incentivar a consolidação da identidade cultural brasileira; 44) fustigar a corrupção crônica e sistêmica das relações econômicas e políticas; 45) aproximar a força do mundo do trabalho e a energia criadora do mundo da cultura; 46) confrontar o personalismo, forjando, no debate fraterno, a vontade coletiva; 47) reconhecer derrotas e debilidades, ainda que sabendo-as não definitivas; 48) buscar a hegemonia do bom senso e não de imposições majoritárias; 49) ser a mudança que se quer no mundo; 50) viver Maiakovski: “gente é pra brilhar: este é o meu lema, e o do sol também!” 51132 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Pronunciamento feito na Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 14 de outubro de 2005. Bloco II: Palavras vitais “1. O líder não pode adiantar-se dez passos adiante de sua gente, pois perde a possibilidade de pegar na mão dela, para fazê-la avançar e para dela receber a energia que o impede de esmorecer. 2. Nem sempre todos compreendem o gesto de um homem público, mas se esse gesto for acertado, os fatos se encarregarão de esclarecer o povo e o reconhecimento disso compensará, com sobras, o momento de dúvida. 3. Entre dois parâmetros, há sempre riscos. Você, Chico, teve a coragem de tomar, numa conjuntura confusa, a posição que lhe pareceu a mais correta. Neste momento não há como dizer qual das verdades prevalecerá. Mas a coragem de assumir o risco, essa ninguém lhe negará. Estamos juntos na nova caminhada, que é a de sempre.” Plínio de Arruda Sampaio, advogado, ex-Deputado Federal, editor do Correio da Cidadania “Estava aguardando, ansioso, a chegada desses bravos companheiros, Chico, Eliomar, Léo Lince, César Benjamin e muitos outros, com quem tanto me identifico politicamente. Agora, juntos, vamos viver não mais sob imposições de Campos Majoritários, mas na hegemonia do bom senso. Ela ensina que partidos democráticos e populares têm princípios e valores irrenunciáveis. E programas abertos à realidade, em contínua reelaboração.” Carlos Nelson Coutinho, cientista político. “Saúdo a construção desse novo instrumento de luta da população brasileira, o Partido Socialismo e Liberdade! Com esse pessoal que agora chega, simbolizados por Chico e Eliomar, tenho certeza de que o PSOL somará nas batalhas, massivas e moleculares, rumo ao objetivo maior do ´comunismo solar`, isto é, de uma sociedade igualitária, ecossocialista, que repense suas fontes de energia e crie outro tipo de estado e de aparelho produtivo.” Michael Löwy, cientista político, diretor do Centro Nacional de Pesquisa Científica (Paris) “Querido Chico, tenho acompanhado, mesmo que aparentemente de longe, o momento complexo que você e outros valorosos companheiros parlamentares estão vivendo. Imagino como deve ser difícil tomar essa decisão. Quantos anos de envolvimento na luta com o PT e com tudo o que ele significou! Eu, que nunca fui filiado, sempre tive um carinho especial pelo PT e conheci muito de perto diversos dos que hoje ocupam cargos expressivos na política brasileira (...)Também sinto pelas falhas gravíssimas de companheiros que, Outubro de 2005 tendo tantos anos de luta, não podiam errar desta forma (...). Ainda estou atordoado com tudo isso. Sugeri ao Molon que, apesar de tudo, aguardasse um pouco mais, que deixasse a tempestade passar (...). Mas sei que ficar também é difícil... Que a gente continue mantendo viva a esperança, apesar de tudo. Com muita estima, Padre Ricardo Resende, Rio de Janeiro.” “Caro compadre e amigo, meu abraço com votos de paz e bem.” Dom Mauro Morelli “Caríssimo Deputado Chico Alencar, Carrego comigo alguns sentimentos, herança familiar, dos quais muito me orgulho: caráter e dignidade para reconhecer meus erros, não desanimar nas adversidades da vida e seguir em frente na busca da utopia (...) Quando chego lá na Vila Cascatinha e meus amigos me questionam sobre todas essas questões que tomaram as primeiras páginas durante o último semestre, e nos fazem perder o sono todas as noites, com medo do que vai estar nos jornais no dia seguinte, minha única resposta é: mas nós não fazemos parte desse grupo. Como se isso só bastasse. O que sinto mesmo é uma enorme vergonha! Nesse PT que sobra nós não podemos mais sequer ‘espernear’. Então, me pergunto como o companheiro Milton Temer: ‘Ficar pra quê?’. Conte comigo, Chico, para perseguirmos juntos o sonho de uma sociedade mais justa, solidária, fraterna e socialista. Com companheirismo, Andréa Cassa, professora da rede pública do Rio de Janeiro.” “Meu caro Chico, Você fez uma bela e poética carta e entendo suas razões. O que mais me preocupa é como construir um instrumento para mudar o Brasil. Infelizmente todos os partidos continuam só plantando alface, preocupandose apenas com cultivos de alguma semanas. Estamos preocupados em cultivar árvores... que dêem frutos a vida inteira. Já não bastam enxadas, usando sua expressão: é preciso mobilizar o trator do povão! Abração, João Pedro Stédile, coordenador do MST” “Chico querido, Acompanhei tudo de perto. Te apoio e te admiro como sempre. Não pude manifestar-me como me pediu que fizesse algumas vezes porque estou de afazeres até o topo. Estou no meio dos ensaios de uma peça que eu mesma escrevi. A vida seguirá. E pra você seguirá com tudo de bom que você merece. Beijos mil, Maitê Proença, atriz” “Palavras bonitas, pensadas, sinceras... Estamos com você para o que der e vier! Infelizmente não pude Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ir às reuniões devido, graças a Deus, aos shows nesses tempos tão nublados, em todos os sentidos. Abraços líteromusicais e do coração, Tunai, cantor e compositor” “Caro Chico, Já há algum tempo me perguntava: em que Chico ainda continua acreditando em relação ao PT? Estamos juntos, buscando, longe das sombras, um caminho de luz.” Bispo Celso Franco de Oliveira, Igreja Anglicana, Rio de Janeiro. “Querido Chico, Não posso avaliar plenamente, mas posso entrever e sentir o sofrimento dessa decisão política. Não vou avaliar, neste momento, sua decisão de sair agora e sua filiação ao PSOL. Pena.... Acho que o PSOL nasce um pouco como o PSDB: dissidência do PT, partido de quadros, sem base popular. Só o tempo dirá em que se transformará. No mais, querido amigo, acho que a ‘esquerda’ ou os que lutam por construir outras formas de sociabilidade precisam assistir (de novo) ao filme ‘Terra e Liberdade’. Tenho me lembrado muito da parte em que todos atiravam contra si mesmos, e esqueciam de atirar em quem deviam.” Adir Luz, pedagoga. “Vá em frente, Chico! Um grande abraço, Fernando Brant, compositor.“ “Querido Chico, Você não precisa de ‘estrela’ ou de ‘sol’. Você tem luz própria! Para mim você foi (e continuará sendo!) exemplo de ética, dignidade e cidadania. Com carinho, afeto e admiração, Terezinha Ouverney, advogada, Nova Friburgo.” “Caríssimo Chico Alencar, Antes de qualquer coisa, amigo, saiba: estou com você! Sua conduta política é o alicerce de minha confiança. Só Deus sabe de seu castelo interior ultrajado, despedaçado, entristecido, depois de tantos anos de luta. Apóio integralmente sua escolha, por que sua. Conte comigo. Fraterno abraço, Rogerio Dardeau, economista, Rio de Janeiro.” “Meu caro Chico, Deixar ou não a estrela cadente, na qual insistimos em enxergar alguma luz que talvez não seja mais que o reflexo de nossa longa militância, ou pior, o fogofátuo de um corpo em decomposição, é o dilema que nos acompanha e angustia. Discutimos à exaustão o tema em Cantagalo e se antes havia a certeza de uma saída em bloco, hoje opiniões como as de Leonardo Boff são levadas em conta por alguns. De qualquer forma, não entrarei no PSOL. Foi uma honra e um Sexta-feira 21 51133 orgulho pessoal levar a sua/nossa bandeira. Nossos caminhos divergem por enquanto, ainda que o ideal, creio, pulse em uníssono (...) Desconheço meu rumo. Estou na cômoda posição de poder esperar e afiar a enxada. Talvez eu simplesmente não me candidate uma segunda vez e volte para a luta antimanicomial, ou para os livros. Militarei de uma forma ou de outra e talvez nos encontremos adiante. Grande e afetuoso abraço, Henrique Bon, Vereador do PT, Cantagalo.” “Estimado Chico, Cada momento histórico tem suas circunstâncias. Pessoalmente sempre achei que o PT é maior que sua crise, olhando não como filiado, mas como um militante de esquerda. Certamente você, que a viveu intensamente, tem outro olhar e o respeito integralmente. Desejo a você e aos que com você deixaram o partido o mesmo trabalho profícuo e ético que sempre fizeram. Minha convicção é de que nenhuma sigla avança sem presença orgânica na sociedade. Espero que este momento passe rápido e os diferentes fragmentos ou estilhaços da esquerda e de outras forças que apostam num projeto nacional popular (como pauta mínima de mudanças na sociedade brasileira) possam se unir. Você terá, de imediato com teus companheiros, um grande papel no PSOL: não permitir que ele seja sectário. Sublinho isso porque torço sinceramente para que o PSOL seja uma grande força de esquerda. Sei que este novo espaço te cobrará ainda mais capacidade do que aquilo que bravamente construístes até hoje. Conte, nesta tarefa, com o apoio e admiração sempre renovada do amigo, Gaudêncio Frigotto, professor da UFF.” “Querido Chico, Entendo tua decisão, ainda que não me pareça a posição mais correta. Mas como contra-argumentar? Fica difícil... Sempre é melhor quando tudo está bem e navegamos em mar calmo. Mas os marinheiros se revelam na tormenta! E justamente vamos deixar os maus marinheiros tomando conta... eles, que traíram 20 anos de nossas vidas... Apesar de entender a urgência de uma definição, a opção pelo PSOL é para mim inadequada pois ele parece repetir o monopólio da ética e da verdade. Finalmente, cada dia mais penso que a melhor forma de construção é via os movimentos sociais, que não têm a verdade, são muitas vezes cooptados, avançam, desistem, erram, acertam, mas caminham. Muitas vezes quase sem alternativas, mas resistindo e freando a ‘ordem e o progresso’, o modelo neoliberal, a tecnociência, o individualismo. Enfim, os males do nosso tempo! Beijos carinhosos com o desejo de reconfortar seu ânimo, Graciela Rodriguez, socióloga.” “Deputado Chico Alencar, Há muito acompanho suas posições nesta crise e há muito me solidarizo com elas. Aprendi muito sobre 51134 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a promiscuidade entre empresas e políticos no Brasil. Lições inesquecíveis me foram dadas pelos que, apesar das pressões e tentações, mantiveram seus princípios e seus compromissos com o jogo parlamentar limpo, livre dos árbitros e jogadores vendidos. Estou com você e não abro. Que Deus o proteja nesta hora tão difícil. Alba Zaluar, antropóloga.” “Em princípio, a notícia de sua saída do PT me entristeceu. Como Emir Sader, eu achava que ainda seria possível mudar os rumos. Achei que o Campo Majoritário seria derrotado e que o partido daria uma virada, mas me enganei. Tudo leva a crer que, mesmo com bastante perda de poder, a política imposta por alguns membros do partido continuará. Tenho muito respeito por você. Uma grande amizade e admiração pelo seu caminhar político, pela sua vocação pedagógica. Confio em você e, se você tomou essa atitude, é porque não havia outro caminho. Eu não me esqueço da sua candidatura à Prefeitura e da imposição do PT nacional, para impingir a candidatura do Garotinho ao governo do RJ. Nós, do Estado do Rio temos sofrido com o autoritarismo de alguns elementos do partido. Como nós, cariocas, ficaremos em 2006? O PSOL fluminense apoiará Vladimir? Acho difícil ele sair do PT. São preocupações que, para você que vivencia 24 horas por dia estes problemas, devem estar tirando o sono. Amigo, no PT e agora no PSOL, o meu voto e o meu apoio, Bertha Valle, educadora.” “Mano velho, Eu vi, no vídeo e no jornal, você deixando mais um reduto que já julgou nicho eterno. Notei seu desapontamento duplo: pelo gesto de sair e pelas circunstâncias. Mando esse para reforçar a amizade e endossar seu gesto, mesmo que represente suicídio político. Não dava mesmo para ficar. Eles venceram e o sinal ficou fechado para gente como você. Paciência. Luzes não lhe faltarão. Você se ilumina com os faróis do caráter e da inteligência. No mais, estamos aí, Romeu Antunes, jornalista, Santa Rosa do Viterbo (SP).” “Chico, querido, Imagino que sair do PT tenha sido como um divórcio doloroso (...). Minha solidariedade e o desejo que esse novo caminho seja bom para você e para o Brasil. Com carinho, Barbara Mussumeci, antropóloga.” “Chico, mano querido, Acompanhamos, como sanchos, tua travessia por essa tempestade. Deus esteja! Beijos. Freis Paulo Botas e Edu Spiller, MTS.” “Chico, meu irmão: Segue esta mensagem de quem também sente, na alma, profunda dor... com muito menos militância que você, mas com os mesmos sonhos no coração, Outubro de 2005 eu também estou de saída do PT. Não sei se para o PSOL, posso esperar mais tempo, ou ficar sem partido, como Hélio Bicudo. Mas o PT não quero mais... Saudades, Guilherme Rocha, jornalista.” “Amigo Chico, Quando companheiros petistas foram agredidos na votação da PEC da Previdência escrevi uma crônica sobre os rumos do PT e de seus militantes históricos. Coloquei que o caminho natural dos éticos e coerentes seria a saída do Partido, resumida na frase ‘inclusive de meu amigo Chico Alencar, por mais que ele negue publica e mesmo reservadamente, pois está equivocadamente acreditando que o PT ainda tem salvação’. Muita gente aproveitou para te criticar. Alguns falavam até em mãe com câncer, que a gente insiste em dizer ‘que vai ficar boa’, mesmo sabendo que não vai. Filosofias à parte, te desejo todo o sucesso na nova etapa e auguro que jamais a gente esmoreça. Quanto ao PT, infelizmente, fica uma frase do Vítor Martins que teimosamente me ocorre a toda hora: ‘Não haverá mais conquistas e nem quem as conte’. Forte abraço, Jorge Vieira dos Santos, carteiro e poeta.” “Querido Chico, Desnecessário dizer do contentamento por tua decisão. E não fiques abalado com pressão de amigos: não demora muito, eles te darão razão. Você é um ‘moderado’ mas nem tanto, afinal... moderado que é apoiado por tantos trotskystas... Um grande abraço e vamos juntos!” Bid Teixeira, professor do Colégio Pedro II “Caríssimo Chico, É sempre um prazer poder ler suas razões e argumentos. Lucidez nunca lhe faltou, inteligência muito menos. Mas, especialmente, a sua ética sempre correta é a grande âncora do seu mandato. Tudo isto continua sendo. Acho que o único erro que eu vi você cometer nestes anos todos em que eu acompanho sua carreira foi agora, saindo do PT... (Brincadeira, você sabe que chargista não resiste!) Não sei se vou votar no PSOL algum dia, mas sei que você pode ser ‘zen’ o suficiente para contrabalançar o sectarismo. Abração do amigo, Aroeira, cartunista.” “Chico, meu irmãozinho, Entendo as razões de sua saída do PT, mais ainda sua fidelidade fundamental ao sonho do PT. Mas estimo que você não deveria ter saído. Com o capital pessoal de ética, mística, amor à democratização da palavra e do poder, você seria importante no resgate do sonho originário. Saindo, todos ficamos privados de sua contribuição. Ela quem sabe não seria dominante mas seria seguramente hegemônica. Quer dizer, não Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS iria ganhar o centro do poder mas moralmente triunfaria, pois apontaria a direção e o sentido. É por aí que o PT deve caminhar se quiser continuar sendo PT. Apenas com poder o partido não irradia e não move as pessoas (...) A política é, por natureza, da ordem das relatividades, da disputa pela melhor convergência, no meio de muita vaidade, autopromoção, inflação de egos. Por isso, nada em política deve ser definitivo. Você usou a navalha de Ockham e cortou fundo, na raiz. Mas em política não se pode fazer isso, senão eternizamos os fatos e dogmatizamos as conjunturas. Dentro de pouco elas mudam e você poderia ganhar uma importância no PT que lhe foi negada agora. Você tomou sua decisão, eu a respeito, mas não me eximo de pensar. Isso não diminuiu minha admiração por sua pessoa e pelo que significa de coerência e de sentido maior da política. Os tempos passam mas carregam um sentido que nos escapa, que é o desígnio do Spiritus Creator sobre cada pessoa e sobre o rumo da história. Que Ele nunca lhe falte, onde quer que você esteja. Um abraço bem fraterno, Leonardo Boff, teólogo.” “Chicos, que não és um só, és tantos... Mendes, de Assis, Buarque... e todos nossos: O Sol continuará brilhando para nós, que estaremos juntos, como sempre estivemos, lutando pelos mesmos sonhos e ideais. E se for à noite, combateremos o bom combate, mesmo no escuro – mas sempre juntos. Esperaremos o Sol nascer de novo, como sempre o faz, juntos. Abraço, Guido Gelli, ecologista.” “Meu pequeno aluno do Jardim de Infância Elza Campos: Guarde uma mensagem de carinho da sua primeira professora, de quem você se relembra sempre com tanta ternura. Nossa história é uma história de amor que se mantém viva durante 50 anos, ou mais, e que não morrerá jamais mesmo após esta vida. Você é para mim ‘o lírio imaculado do vale’ que consegue, pela sua integridade e caráter, florescer no meio do charco e da podridão da política brasileira. Como você há outros, graças a Deus, que ainda nos dão a esperança e a fé de acreditar no Brasil com que sonhamos: exemplo de dignidade, competência e grandeza. Nosso País ainda será um Brasil que não tenha a vergonha de mostrar ao mundo, como dizia Cazuza, ‘a tua cara’. E ele revelará o sabor da sua gente, do seu povo! Com amor, Elza Campos, professora em atividade, 85 anos.” “Querido Chico, Devo reconhecer que o que importa mesmo é sua pessoa: sua riqueza humana, religiosa e política. Sexta-feira 21 51135 Você enriquece qualquer grupo ou partido em que entrar. Seja lá onde estiver, você sempre ‘acrescenta’. Você foi, é e há de ser sempre alguém que contribui para tornar o mundo mais belo, especialmente em favor de povo mais sofrido. Esse é o grande objetivo: tudo o mais é apenas mediação. Esse é o verdadeiro critério de todas as escolhas políticas – sempre relativas e revisáveis.” Frei Clodovis Boff, (ordem religiosa????) “A coerência é a maior verdade. Para uma pessoa cristalina como você, Chico, tornou-se mesmo impossível permanecer no PT.” Marcos Frota, ator. Bloco III: Deu nos jornais Ricardo Antunes, sociólogo: ”(...)Lembro que em 1980, quando nasceu o PT, as organizações de esquerda o olhavam com certo desdém. E o PT foi responsável pela ‘’primeira vingança’’ da história: encontrou seu espaço, cresceu, foi parte das lutas da esquerda brasileira, tornou-se seu maior partido, até ser avassalado por um grupo mafioso que o levou ao fundo do poço, contra a vontade e com o desconhecimento completo de milhares de seus militantes. O mesmo desdém que existiu contra o PT foi usado pelos seus dirigentes para satirizar o nascente PSOL. Agora vemos a ‘’segunda vingança’’ da história: intelectuais e militantes da envergadura e coerência, hombridade e retidão, coragem e ideal socialista como Plínio de Arruda Sampaio, Ivan Valente, Jorginho das lutas sindicais, Plínio de Arruda Sampaio Jr., Deputada Maninha, Chico Alencar e tantos outros militantes de base – estes que muito fazem e pouco aparecem – que deram muito ao PT, agora se somarem à construção do PSOL. Que se sente feliz em recebê-los, pois passa a ser a nova casa política desses companheiros e companheiras cujas filiações honram o PSOL. Que, agora, inicia uma segunda fase.” (Jornal do Brasil, 29/09/2005) Dora Kramer, cronista política: “Ao sol O charme do ideário, a combatividade da porta-bandeira e a atração lúdica da utopia ajudam, mas não serão suficientes para fazer do PSOL um partido com representação social consistente. É uma evidência que seus integrantes não desconhecem. Ao mesmo tempo, a intenção não é repetir pari passo a trajetória do PT nem marcar presença como um contraponto ao partido que quase todos eles ajudaram a fundar. ‘Temos de tomar cuidado para não fazer como o PSTU e, por causa do discurso sectário, ficar 51136 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS isolados na sociedade’, diz o recente filiado deputado Chico Alencar. ‘Há muito mais no mundo além de burgueses e proletários’, brinca Alencar, quando o assunto é o rumo a ser adotado pelo novo partido e a pergunta diz respeito à possibilidade de o PSOL acabar sendo uma espécie de brinquedo de radicais politicamente inconseqüentes. Por isso Chico Alencar cita o PSTU como exemplo a ser evitado, embora não veja também razão para o novo partido se confrontar com os dilemas da conquista do poder no momento. O projeto é mesmo lançar a senadora Heloísa Helena candidata a presidente da República, ajudar a organizar o partido País afora, reunir a tropa de esquerda dispersa e desmotivada com a matroca do PT e, por que não, dar um trabalho danado a Lula em 2006.” (Estado de S. Paulo, 15-10-2005) Villas-Bôas Corrêa, repórter político: “(...) O PT agoniza, com as veias abertas. O expurgo dos radicais que empacaram na cobrança da coerência iniciou o estouro, seguido da advertência com a fundação do PSOL da senadora Heloísa Helena (AL), acompanhada por deputados e intelectuais. O que parecia uma aventura ganha consistência ao abrir os braços para acolher os que abandonam a legenda, com o lenço no nariz, na fuga dos que levam na bagagem a tradição e os compromissos históricos renegados pelo oportunismo: o jurista Hélio Bicudo, o candidato à presidência do PT, Plínio de Arruda Sampaio; os deputados federais Chico Alencar (RJ), Orlando Fantazzini (SP), Ivan Valente (SP), João Alfredo (CE) e Maninha (DF), que já se desligaram do partido (...).” (Jornal do Brasil, 28-9-2005) Marcelo Coelho, colunista político: (...) Embora PFL e PSDB façam o possível para tirar vantagem dos escândalos do ‘mensalão’, o fato é que nenhum partido – exceto o minoritário PSOLpode levar adiante um movimento de massas contra a corrupção. Todos estão envolvidos – como bem diz o líder Berzoini – com alguma irregularidade; punições em profundidade e moralizações não interessam a ninguém... Sem partidos por perto, e especialmente sem o PT velho de guerra, a sociedade civil se torna órfã, entregue a uma espécie de revolta desmobilizada, que lembra os anos anteriores ao processo de redemocratização.” (Folha de S.Paulo -16-10-05) Milton Temer, jornalista: “(...) Os fundamentalistas vão defender os atos e palavras do presidente Lula, esquecendo a anterior virulência do ataque à seguridade social e à regulamentação dos transgênicos, para além do atendimento à exigência dos banqueiros na lei de falências. Vão defender atos e palavras do presidente, mesmo Outubro de 2005 que ele não recue da sétima rodada de leilões dos poços de petróleo e gás que deveriam ser garantidos à Petrobras. Mesmo que ele dê andamento às já não ocultas manobras visando a privatização do IRB, estatal lucrativa e de valor estratégico que a agiotagem financeira internacional, e seus parceiros menores locais, não escondem ambicionar avidamente. Mesmo que ele insista com as reformas sindical e trabalhista destinadas a quebrar o que ainda resta de proteção na legislação social em vigor. Que ajam assim. É direito deles. Mas se pensam em unidade das esquerdas, ‘’onde estiverem’’, como já preconizaram em textos que assinaram quando faziam apologia da diversidade, que respeitem os discordantes. Ao invés de os atacarem, que saiam de suas redomas acadêmicas, ampliando suas reflexões à vida quotidiana do PT, disputando suas instâncias, e tentando influenciar decisivamente em suas formulações. Estarão, então, atirando no alvo correto.” (Jornal do Brasil, 11-10-2005) Agradeço a atenção. Sala das Sessões, 20 de outubro de 2005. – Chico Alencar, Deputado Federal, PSOL/RJ. O SR. ADELOR VIEIRA (PMDB – SC. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, faço hoje mais um pronunciamento em defesa dos aposentados. A LDO, que aprovamos recentemente, e o Orçamento, que esta Casa deve apreciar e votar até o final do ano legislativo, não atendem à expectativa dos aposentados. A cada ano que passa, são subtraídos seus direitos, porquanto não há a paridade entre o reajuste que se dá ao salário mínimo e o que se dá ao salário dos aposentados. Por esta razão, mais de 13 bilhões de aposentados no Brasil percebem apenas um salário mínimo. Essa diferença não pode continuar. Há necessidade de se legislar para que se restabeleça a paridade do salário mínimo com o salário do aposentado. Por outro lado, temos que encontrar uma fórmula de recompor essa diferença ao longo desses anos. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, esperança de tempos melhores é o desejo de toda pessoa que quer tranqüilidade para colher o que semeou. Esta esperança está bem viva no coração e na mente do trabalhador brasileiro, que contribuiu durante toda sua vida para um sistema previdenciário que hoje se mostra doente e sem capacidade de cura a curto e médio prazo. Homens e mulheres que construíram este País, produziram riquezas, ajudaram a modernizá-lo e acreditaram num futuro estável e razoavelmente feliz, estão hoje desesperançados. Profissionais das mais diversas categorias laborais, até mesmo o menos qualificado de todos, deu sua maior, menor ou singela contribuição para o País, e depois de alguns anos aposenta- Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS dos, quando conseguem, são obrigados, novamente, a voltar a um posto de trabalho para poder continuar sobrevivendo. Suas aposentadorias, a cada ano, sofre achatamento. Sr. Presidente, aprovamos recentemente a LDO para 2006 e não conseguimos avançar um milímetro sequer em relação aos direitos dos aposentados. Algumas poucas vantagens lineares garantidas no projeto como um todo foram vetadas pelo Presidente Lula. Só nos resta continuar levantando essa bandeira em favor dessa tão alijada classe. Para tanto, é necessário que as associações pertinentes a esta categoria se unam, e nós aqui no Congresso, de igual forma, façamos valer a representação a nos confiada por intermédio das urnas. Vamos juntos lutar para que os próximos aumentos dos aposentados e pensionistas não sejam diferenciados do salário mínimo, como vem acontecendo nos últimos anos, neste e nos governos anteriores. Vamos exigir isonomia salarial para todos, isto é, aplicar o mesmo índice de aumento que for concedido ao salário mínimo. Por outro lado, essa diferença entre o valor recebido e o que é de direito dos aposentados e pensionistas, ou seja, o valor real recebido em sua primeira aposentadoria e o valor atual, tem que ser resgatada. Muito obrigado. O SR. JACKSON BARRETO (PTB – SE. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a 3 dias do plebiscito em que a Nação brasileira está chamada a dizer “sim” ou “não” ao comércio de armas em nosso País, não posso deixar de vir a esta tribuna fazer um apelo ao Brasil para que reflita sobre o importante tema que a democracia brasileira coloca nas mãos dos cidadãos, deixando com cada um de nós a última palavra sobre o armamento ou o desarmamento da nossa sociedade. Quero iniciar dizendo, Sr. Presidente, meus colegas Deputados, que sou partidário do “sim”, da proibição à venda de armas no nosso País e do controle rigoroso da venda para os casos previstos na Lei nº 10.826, de 22 dezembro de 2003, conhecida como Estatuto do Desarmamento. As razões que me impelem a esta filiação ao “sim” são por demais óbvias, mas assim mesmo insistirei em relatá-las. O Brasil, Sr. Presidente, é o país com o maior número de pessoas mortas com armas de fogo no mundo. E isso só bastaria para sabermos que há algo errado na nossa sociedade, urgindo sua correção. Só em 2003 foram mais de 100 mortes por dia, quase 40 mil no ano, numa dramática estatística que aponta que a arma de fogo tornou-se mais mortífera que os acidentes de trânsito ou qualquer doença neste País, Sexta-feira 21 51137 inclusive a AIDS. Pior que isso, Sr. Presidente: a arma de fogo está dizimando nossa juventude, na medida em que, sozinha, já é a maior causa de mortes de jovens neste País. Não é só. Um país que ostenta tais números só pode nos levar a uma constatação inevitável: que já tem armas demais. Se ter uma arma fosse sinal de segurança, o nosso País seria a nação mais segura do mundo. Ao todo são cerca de 17,5 milhões de armas em circulação. E o mais grave: 90% delas estão nas mãos de civis! E contrariando a tese de que a proibição só desarmará os “homens de bem”, pois os bandidos usam armas ilegais, é preciso lembrar que 99% das armas de fogo no País são legalmente produzidas. No Rio de Janeiro, 30% das armas apreendidas na ilegalidade tinham sido vendidas originalmente para “cidadãos de bem” e depois desviadas para o mercado clandestino. A pesquisa mais recente divulgada pelo Governo do Rio de Janeiro mostra que das armas usadas em crimes entre 1999 e 2005, 61% pertenciam a “cidadãos de bem” (civis) e foram desviadas para o crime. Só no Estado de São Paulo, segundo a Secretaria de Segurança Pública, entre 1993 e 2000, foram roubadas, furtadas ou perdidas 100.146 armas legais (14.306 por ano). São 40 armas por dia apenas no Estado de São Paulo que saem das mãos dos civis que reivindicam o direito de tê-las, para as dos bandidos que se aproveitam disso que parece ser um direito. Além disso, Sr. Presidente, os bandidos não compram arma em loja, mas vão tomá-las nas casas de quem as comprou. No Estado de São Paulo, segundo a Polícia Civil, das 77 mil armas apreendidas em 1998, 71.400 foram roubadas de seus donos originais e 5.500 extraviadas por eles. Isso significa que quem está alimentando a criminalidade e municiando os bandidos com armas e munição é a própria sociedade, é o próprio comércio legal de armas. O desarmamento certamente não só vai ajudar a secar essa fonte de armas para a criminalidade, mas também dá meios à polícia para aprimorar o combate ao tráfico ilícito de armas e para desarmar os bandidos. É preciso lembrar também que o estatuto estabelece a integração entre as bases de dados da Polícia Federal, sobre armas apreendidas, e do Exército, sobre o comércio. Significa que as armas encontradas nas mãos de bandidos podem ser rastreadas e as rotas do tráfico desmontadas. Também pela nova lei, todas as novas armas serão marcadas na fábrica, o que vai ajudar a elucidar crimes e investigar as fontes do contrabando. Para evitar e reprimir desvios dos arsenais das forças de segurança pública, todas as munições vendidas para elas também vão ser marcadas. Isso significa mais controle e mais segurança no trato com as armas no País. 51138 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Além disso, está provado que menos armas em circulação significa menos mortes. Segundo o Ministério da Saúde, em 2004, quando o Estatuto do Desarmamento entrou em vigor e começou a campanha de recolhimento de armas que tirou 450 mil armas de circulação, pela primeira vez em 13 anos o número de mortes por arma de fogo diminuiu no País: foram 3.234 vidas poupadas, uma queda de 8% em âmbito nacional. Só isso já serviria como razão para votar “sim” à proibição da venda de armas, mas há outros argumentos também importantes. Todos nós sabemos que um cidadão que porta uma arma adquire uma autoconfiança que em muitos casos termina por causar acidentes e transformar um cidadão de bem em criminoso. Muitos cidadãos que só se armaram para a autodefesa, um dia perderam a razão e acabaram usando a arma numa situação extrema, transformando o que poderia ser uma simples agressão em um homicídio. É comum que as armas de fogo transformem desavenças banais em tragédias irreversíveis. Em São Paulo, segundo a Divisão de Homicídios da Policia Civil, o primeiro motivo para homicídios é “vingança” entre pessoas que se conhecem e que não possuem nenhum vínculo com o tráfico de drogas ou outras atividades criminosas. Por tudo isso, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, apóio a luta pelo “sim” à proibição do comércio de armas e munição em nosso País e defendo a plenitude do Estatuto do Desarmamento pois ali estão diversos avanços que permitem controlar as armas no País, combater o tráfico de armas e a criminalidade. Aspectos importantes desses avanços são a marcação das armas e das munições para permitir o rastreamento das armas ilegais; a criação de um banco de dados sobre armas roubadas; a proibição do porte de arma; penas altas para quem tem arma ilegal etc. Minha consciência de cidadão e Parlamentar crê que um Brasil sem armas é um Brasil menos violento e mais fraterno. Sei que há muita gente calada sem expressar sua posição, escondendo do povo, do seu eleitor o seu pensamento, escondendo seu voto. Tudo por mero oportunismo. Não sabemos o resultado que surgirá do plebiscito, mas não podemos ficar omissos diante de questão tão grave. O homem público precisa colocar publicamente sua posição. Parabenizo a CNBB pela posição na luta pela vida e pela defesa do “sim”. Eu também votarei pela vida. Eu também votarei pelo “sim”. Pela defesa da vida, eu voto “sim”. O SR. MARCO MAIA (PT – RS. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, em primeiro lugar, apesar de eu ser gremista, saúdo o Internacional, que ontem ganhou do Boca Juniors aos 48 minutos e 30 segundos Outubro de 2005 do segundo tempo. Quando um time brasileiro vence um argentino, temos de cumprimentá-lo. Portanto, parabenizo o Sport Clube Internacional pela vitória conquistada em Porto Alegre. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna externar minha indignação e repulsa diante dos fatos ocorridos no último final de semana, no Rio Grande do Sul, envolvendo a segurança pública. Na sexta-feira, dia 30, um sindicalista do ramo de sapatos foi assassinado por policiais, após manifestação pacífica e ordeira por mais emprego. O jovem dirigente do Sindicato dos Sapateiros de Igrejinha, Jair Antônio da Costa, de 31 anos, morreu por asfixia mecânica, contusão hemorrágica na laringe e traumatismo cervical, segundo o atestado de óbito. Este constata que a morte não foi natural, que houve homicídio. Ficamos indignados de ver trabalhadores sendo tratados como criminosos. Faz muito tempo que não vejo algo semelhante numa democracia. No domingo, dia 2 de outubro, o descontrole da Brigada Militar teve como resultado diversos feridos após jogo no Beira-Rio. A truculência foi tamanha que cerca de 290 crianças, entre 5 e 9 anos, que participam do Projeto Criança Colorada, ao entrarem no estádio tiveram suas bandeirinhas plásticas destruídas pela Brigada, com a alegação de que as pequenas astes de plástico poderiam representar prejuízo à “segurança”. O saldo foi este: 18 atendidos no Hospital de Pronto Socorro, mais de 30 feridos, crianças com dedos queimados, após a ação da Brigada de lançamento de granada de gás lacrimogêneo e tiros de borracha no público em geral. Vi de perto as terríveis cenas de sexta-feira, que culminaram com a morte de Jair, pois estava no Ato por Mais Empregos, no setor coureiro-calçadista, organizado por diversos sindicatos da região do Vale dos Sinos, em reconhecimento ao sindicalista e a outros tantos trabalhadores. É necessário olhar com mais cuidado o que ocorre com o setor coureiro-calçadista, no Rio Grande do Sul. Solicitei à Comissão do Trabalho audiência pública com o objetivo de aprofundar o debate sobre a queda do número de empregos nas indústrias de calçados no Estado. A força do setor coureiro-calçadista no Rio Grande do Sul é, sem dúvida, indiscutível. Estudos da Federação das Indústrias indicam que a cadeia do couro e do calçado gera 474,9 mil empregos – 10,7% do total do Estado. A assessoria econômica da entidade indica, ainda, que os trabalhadores do setor embolsam 4,46 bilhões de reais em salários, o que representa 17,11% do total de honorários pagos aos gaúchos. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Mesmo tendo consciência de que o setor coureiro-calçadista atravessa agudas crises ao longo do tempo, não podemos deixar de debater alternativas, diante da diminuição dos postos de trabalho e da ameaça de redução da presença desse importante setor na economia do Rio Grande do Sul. Também solicitei à Comissão do Trabalho audiência pública para debater o episódio do assassinato do sindicalista no Município de Sapiranga, na sextafeira. Solicito que sejam ouvidos o Secretário Estadual da Secretaria da Justiça e Segurança do Rio Grande do Sul, José Otávio Germano; o Presidente da Federação Democrática dos Sapateiros do Rio Grande do Sul, João Batista Xavier da Silva; e o Subsecretário de Direitos Humanos da Presidência da República, Mário Mamede. Ontem, a Justiça já determinou a prisão de 6 policiais envolvidos nesse assassinato e o Conselho Nacional de Defesa da Pessoa Humana aprovou a indicação de um relator para acompanhar todas as investigações feitas no Estado. A gravidade dos fatos assume contorno ainda mais grave quando buscamos informações que nos indicam falhas na política de segurança pública gaúcha. Ainda neste ano, segundo reportagem do jornal Zero Hora, do dia 15 de agosto, página 42, um cinegrafista gravou cenas de agressões de PMs em um garoto, num complexo esportivo no Município de Novo Hamburgo, na Região do Vale do Sinos, a mesma da morte do sindicalista. No dia 22 de maio do ano passado, outra reportagem do mesmo jornal, na página 5, conta a história de uma família em que o pai e o filho foram mortos por engano pela Polícia Civil. Poderia citar vários exemplos. Esses eventos não são ações isoladas ou de um ou outro trabalhador da segurança pública, no Estado do Rio Grande do Sul. Eles representam a política de recrudescimento das polícias, a visão de segurança pública que não traz segurança nem paz, mas que amedronta a população, imposta pelo Governador Rigotto. Em 2002 Germano Rigotto fez sua campanha eleitoral dizendo que uniria o Rio Grande, que pacificaria o Estado. Porém, o que se viu nestes últimos 2 anos foi crescimento da violência e desmando dos comandos. Na coluna Página Dez, de ontem, o jornal Zero Hora publicou: “Ao comentar os últimos episódios envolvendo a Brigada Militar, o Governador Rigotto disse que o Secretário José Otávio Germano está fazendo um excelente trabalho”. Quer dizer que um trabalhador é morto e diversos torcedores são agredidos e o trabalho do Secretário Sexta-feira 21 51139 de Justiça e Segurança, segundo o próprio Governador, é excelente? O que quero é que Germano Rigotto assuma sua condição de Governador e comande o Estado, principalmente quanto às questões que envolvem a segurança pública, para que episódios semelhantes aos que ocorreram no final de semana não se repitam com tanta freqüência. O SR. MAURÍCIO RABELO (PL – TO. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, venho à tribuna agradecer o convite da Prefeita da Cidade de Araguaína, no Tocantins, para a inauguração de um grande parque de vaquejada, amanhã, sexta-feira. Toda a região do Bico do Papagaio e de Imperatriz do Maranhão estará presente ao evento, que certamente trará muita alegria ao povo dos dois Estados. Agradeço à Prefeita Valderez Castelo Branco o convite e convido todos para estar conosco amanhã à noite. Sr. Presidente, registro também, com muita coragem, meu voto “não” no referendo do próximo domingo. Se o “sim” vencer, teremos mudanças, mas para pior. As pessoas de bem, inclusive nossos agricultores, ficarão mais vulneráveis. Ontem, na Faculdade ULBRA, em Palmas, travamos grande debate sobre o referendo. Temos a impressão de que o “não” dará um passeio em nosso Estado. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. OLIVEIRA FILHO (PL – PR. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, cumprimento V.Exa. com meu rotineiro abraço fraterno e dou boas-vindas ao Deputado Reinhold Stephanes, o mais novo membro desta Casa e representante do Estado do Paraná. Sras. e Srs. Deputados, chamou-me a atenção matéria da jornalista Elaine Elizabetsky, sob o título A quase infinita riqueza da nossa flora, publicada em revista de bordo. Leio: “Primeiro Mundo, Terceiro Mundo não são expressões simpáticas pela própria natureza. Mesmo assim, é bom lembrar que uma parte do planeta recebeu, milhões de anos atrás, um presente da natureza que hoje, mais do que nunca, precisa levar a sério. Tudo começou quando o impacto da última era glacial do Hemisfério Norte teve como conseqüência uma maior concentração da diversidade genética no que hoje se convenciona chamar de Terceiro Mundo. Isso significa que dos milhões de espécies que existem na Terra, cada uma contendo milhares de genes, a maioria se encontra, digamos assim, do nosso lado. Há até quem divida o mundo em ‘nações ricas, mas pobres em ge- 51140 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nes’ e ‘nações pobres, mas ricas em genes’. O Brasil seria, nessa visão, um país extremamente rico. Muito se tem falado na riqueza da biodiversidade brasileira – cerca de 20% de todo o planeta! –, mas eu gostaria de chamar a atenção para um dado igualmente animador: o Brasil não é apenas rico de diversidade genética, é também um país rico em culturas, em comunidades que, para sobreviver, tiveram de aprender a lidar bem com os recursos do seu meio ambiente. E que, ao fazer isso, desenvolveram inteligentes estratégias de manejo desses recursos naturais, conhecendo-os tanto nos seus detalhes como no todo de suas inter-relações. É essa chamada sociobiodiversidade que pode colocar o país em boa posição na economia global, pois hoje o grande propulsor do desenvolvimento industrial é a capacidade de gerar, acessar e rapidamente organizar novos conhecimentos, convertendoos em processos e produtos de qualidade. Assim, o conhecimento das propriedades de recursos genéticos por parte das nossas comunidades tradicionais é uma base valiosa para esse desenvolvimento. Desde criança, a gente aprende que há ervas de grande valor medicinal, já que nove entre dez brasileiros consomem alguma planta em forma de chá, pílula ou creme. O que pouca gente sabe é que 25% de todas as drogas alopáticas, ou seja, de tudo o que é comprado em farmácia de Londres, São Paulo, Paris e Nova York, incluem algum tipo de produto natural. Um mercado e tanto. Considerando apenas os 25 itens farmacêuticos de maior venda em 1997, o valor dos produtos naturais ou derivados foi, por exemplo, de 17,5 bilhões de dólares. A essa cifra pode-se somar o mercado de fitoterápicos, estimado em 22 bilhões de dólares. E mais: o potencial da biodiversidade inclui, além de remédios, toda uma gama de produtos como substâncias anticongelamento, superfícies autolimpantes, detectores de fogo, repelentes, fibras de alta tensão, fibras ópticas, enzimas industriais (polpa de papel, têxteis), cerâmicas, cristais, pigmentos, combustíveis... E sabe-se lá o que a chamada bioprospecção vai descobrir. O papel da bioprospecção é identificar, a partir da biodiversidade, novos recursos genéticos de valor econômico ou social. A bioprospecção envolve setores tão variados como o farmacêutico, o agrícola, o alimentar, mais as indústrias de cosméticos, manufaturados, construção civil e monitoração ambiental. São mercados respeitáveis. Só o setor de nutracêuticos, ingredientes ou produtos comestíveis com alegado benefícios à saúde, foi estimada em 16,7 bilhões de dólares em 1996. A indústria de cosméticos e higiene pessoal envolve uma série enorme de elementos naturais presentes em produtos de maquiagem, higiene Outubro de 2005 feminina, desodorantes, xampus, cuidados com bebês, unhas e pele, de higiene oral e fragrâncias. Das plantas provém os óleos, as saponinas, os antioxidantes, as soluções aromáticas... Uma profusão fantástica. Em 1997, o valor de produtos naturais ligados ao mercado de cosméticos nos Estados Unidos foi estimado em 2,8 milhões de dólares. Nesse cenário, não é difícil entender o súbito interesse por produtos brasileiros: a Associação Brasileira de Produtores de Cosméticos (ABIHPEC) estima em 26,9 milhões de dólares o volume de negócios de empresas brasileiras nos próximos 12 meses. O próprio valor de venda do conceito Amazônia, sempre tão associado aos mistérios e à sabedoria de seus povos, não pode ser subestimado. Recentemente, a empresa de cosméticos Shizedo requereu a patente de nada menos que 19 espécies vegetais brasileiras”. E a jornalista Elaine Elizabetsky finaliza a matéria dizendo: “Tudo indica que a sociobiodiversidade é um grande bem do Brasil e tem um longo e promissor caminho pela frente. A história mostra que menos de 1% das espécies do planeta tem provido a humanidade dos recursos básicos ao seu desenvolvimento. Isso significa que a aplicação de novas tecnologias na exploração da imensa maioria das espécies ainda não conhecidas deverá trazer benefícios ao planeta. Para o Brasil, significa que investimentos em bioprospecção poderão contribuir grandemente para o manejo sustentável dos nossos recursos naturais, para o desenvolvimento econômico e a redução da pobreza. Isso exige preservação ambiental”. Faço minhas as palavras da jornalista. Por fim, Sr. Presidente, solicito a V.Exa. seja este pronunciamento divulgado pelos órgãos de comunicação da Casa. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – V.Exa. será atendido. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Zé Geraldo. O SR. ZÉ GERALDO (PT – PA. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, os Municípios do Estado do Pará já sentem os reflexos da seca do Rio Amazonas e buscam ações e recursos para amenizar os problemas vivenciados pela população devido à falta de água potável, alimentos e até mesmo medicamentos. Com a intenção de propor alternativas para esses problemas enfrentados pela população de 10 Municípios paraenses, que já decretaram situação de emergência ou alerta, encaminhei uma indicação ao Ministro da Defesa, José Alencar, e ao Ministro da Integração Na- Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS cional, Ciro Gomes, solicitando providências urgentes do Governo Federal com a finalidade de atender essa parcela da população que, segundo levantamento da Defesa Civil, é de aproximadamente 130 mil pessoas no Estado do Pará. Além dessas indicações, também sugeri na manhã desta quarta, em reunião na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, uma audiência com o Ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, para expor os problemas enfrentados pelo Estado com a vazante dos rios e tentar estabelecer formas de captação de recursos para solucionar esses problemas. A seca dos rios tem deixado isolados os Municípios de Faro, Terra Santa, Juruti, Oriximiná, Óbidos, Curuá, Santarém, Itaituba, Alenquer e Monte Alegre, além de também colocar em risco a população devido a morte dos peixes que contaminam as águas. De acordo com a Companhia Docas do Pará, em Santarém, o nível do Tapajós atinge 2,10 metros, 2 metros mais seco que no mesmo período de 2004. Outra situação que me preocupa é que em todo o Estado já foram detectados pelo Instituto Nacional de Pesquisas – INPE mais de 200 focos de incêndios, somente nos últimos 2 dias, o que é considerado pelo INPE como uma situação preocupante, comparando aos focos identificados em Estados como o Acre, onde as queimadas estão controladas, e Rondônia, onde foram detectados apenas 2 focos de incêndio. Em Municípios como Itaituba, Terra Santa e Oriximiná, onde já foi decretado estado de emergência por causa da estiagem nos rios, não chove desde o fim de junho. A Defesa Civil já começou o trabalho de assistência a esses Municípios. Portanto se faz necessário também a atenção do Governo Federal para que as ações para amenizar esses problemas sejam implementadas de forma conjunta e eficaz. Precisamos intensificar a assistência à população do Pará que, como em outros Municípios do Estado, enfrenta uma situação delicada pela falta de água. Sr. Presidente, aproveito a oportunidade para declarar que sou a favor do desarmamento. No Estado do Pará, tenho visto pessoas mortas e paralíticas em razão do uso de armas indevidas. Meu voto é pelo desarmamento no País e para que o Estado brasileiro dê segurança ao cidadão que estará desarmado. O SR. LINCOLN PORTELA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. LINCOLN PORTELA (PL – MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero registrar o fato de que uma Sexta-feira 21 51141 consulta feita ao TSE pode levar ao fim da verticalização já nas eleições em 2006. O Secretário Nacional do Partido Social Liberal – PSL, Ronaldo Nóbrega, protocolizou no TSE a consulta CTA nº 1.185, que pode levar ao fim da verticalização nas próximas eleições, caso seja aprovada até lá. Na tentativa de convencer o TSE a permitir coligações diferentes, argumentou o Secretário Ronaldo, nessa consulta, que há confusão entre o art. 7º, § 1º, da Lei Eleitoral (Lei nº 9.504, de 1997) e o art. 6º, que gerou a verticalização. O Relator da consulta é o Ministro Marco Aurélio. Espera o Secretário Nóbrega que o Tribunal atenda à reivindicação do seu partido. Obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Fernando de Fabinho. O SR. FERNANDO DE FABINHO (PFL – BA. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, uma de nossas maiores lutas é em defesa do consumidor, do povo que paga seus impostos em dia, mas que não conhece realmente seus direitos, aliás, aprovados em lei; por isso, insistimos em fiscalizar e debater assuntos pertinentes ao tema, pois somente por meio do conhecimento, da cultura e do acesso às informações, conseguiremos deter abusos que porventura venham a acontecer. Recentemente, foi aprovado na Comissão de Defesa do Consumidor proposta de nossa autoria que obriga as farmácias, drogarias e estabelecimentos congêneres a ter disponíveis em seu estoque, para comercialização, um elenco mínimo de medicamentos genéricos, a ser definido pelo órgão sanitário competente com base na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais e de acordo com o perfil epidemiológico da região. Esse projeto atualmente se encontra na Comissão de Constituição e Justiça e tem caráter conclusivo. Com tudo isso, ainda nos deparamos com um cartel que atua nessa área. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE condenou e multou 20 laboratórios farmacêuticos por formação de cartel que objetiva boicotar a entrada dos medicamentos genéricos no mercado, em 1999. Dezenove laboratórios terão de pagar multa de 1% do faturamento, e o Janssen-Cilag, de 2%, por ter sido este o responsável pela organização da reunião, pela ata do encontro e pela liderança do acordo. Além da multa, o CADE determinou que os laboratórios mandassem publicar em jornais, por duas edições, anúncio de meia página com a íntegra da condenação. Embora as empresas possam recorrer, 51142 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS essa foi uma atitude correta do CADE, que tomou as providências necessárias. As empresas terão um prazo de 30 dias para apresentar ao CADE as informações sobre o faturamento bruto, descontados os impostos, relativamente ao ano de 1998, ano anterior ao do início das investigações do caso, e mais 30 dias para o pagamento da multa. Os valores, inclusive os da multa, deverão ser corrigidos até a data do recolhimento da mesma. A maioria dos laboratórios condenados é composta por multinacionais, que já sabiam como o mercado responderia à entrada dos genéricos. Só para termos uma idéia do que significa esse montante, quando os genéricos entraram no mercado americano, a perda foi de US$12 bilhões sobre um faturamento que era de US$100 bilhões anuais. Os recursos recolhidos com o pagamento das multas serão destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, que apóia projetos e entidades públicas ou civis nas áreas de defesa do consumidor, patrimônio histórico e meio ambiente. O CADE já estava investigando essa tentativa de boicote desde julho de 1999, quando representantes de 20 laboratórios se reuniram para definir uma estratégia de boicote à distribuição e venda de medicamentos genéricos. No mesmo ano, alguns meses após essa reunião, o Conselho Regional de Farmácias teve acesso à ata da reunião e apresentou denúncia. Diante disso, uma medida preventiva foi tomada para que os laboratórios se abstivessem de tomar atitudes para excluir distribuidores do mercado. Na mesma época, foi instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI para investigar reajustes de preços e falsificação de medicamentos, materiais hospitalares e insumos de laboratórios. Entre as conclusões dessa CPI, está a alta concentração do setor. O caso foi levado à justiça, e um processo criminal, aberto. Em 2002, no entanto, o processo foi arquivado e, em agosto de 2003, a Secretaria de Direitos Econômicos do Ministério da Justiça conclui seu parecer e pediu ao CADE a punição dos laboratórios por infringir a lei antitruste. Em abril desse ano, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica iniciou o julgamento do caso, concluído na semana passada com a decisão de pagamento de multa de 1% do faturamento bruto, descontados os impostos, de 1998. No caso do laboratório Janssen-Cilag, como disse, a multa foi de 2%, pois a empresa foi a líder do conluio. Os medicamentos genéricos representam importantíssimo instrumento para a regulação dos preços do mercado e para a melhoria do acesso da população aos remédios de que necessita. Outubro de 2005 A emergência dos genéricos deve ser uma oportunidade para o planejamento e a execução de gradativa transformação na assistência e na atenção farmacêutica, tendo em vista a liberalidade do comércio farmacêutico em nosso País e os sérios riscos à saúde pública aí envolvidos. Não basta afirmar que os medicamentos que estão no mercado preenchem os requisitos de qualidade. É preciso que o esquema de promoção dos medicamentos genéricos melhore, para que esses produtos se tornem competitivos, com o aval da informação científica sobre a sua qualidade, adequação terapêutica e segurança. Por outro lado, é fundamental que a competição se estabeleça dentro dos parâmetros do uso racional. Os medicamentos genéricos não podem ser vistos equivocadamente como simples instrumentos de fortalecimento do processo de medicalização, “empurroterapia” e automedicação, ao qual está sujeita a população brasileira. É preciso que as farmácias que não trabalham com medicamentos genéricos sejam citadas. Embora não exista ainda legislação punitiva para esses casos – e tramitam nesta Casa de leis projetos com esse teor –, é preciso que o consumidor faça valer seu direito, exigindo medicamentos genéricos e mais baratos. Quanto aos laboratórios produtores que venderem os genéricos com preços maiores que os dos medicamentos de referência, estes também devem ser alertados pelos órgãos competentes para que não cometam esse tipo de abuso contra o consumidor incauto. As matérias-primas, especialmente as substâncias farmacologicamente ativas, têm importantíssimo papel na qualidade, segurança e também nos preços dos medicamentos genéricos. A situação de grande dependência nessa área faz com que o Brasil seja um grande importador de insumos farmacológicos, provenientes das mais variadas origens e com grande variação de graus de qualidade. A liberalidade total para com as importações e a falta de controle sanitário das matérias-primas completam um quadro que constitui delicado ponto de estrangulamento para o bom desempenho da política de medicamentos genéricos, exatamente no seu item mais crítico: a qualidade dos produtos. Entretanto, essa qualidade tem melhorado, pois os órgãos de controle estão se aperfeiçoando registrando todas as substâncias ativas produzidas internamente ou importadas, assim como a autorização, mediante o cumprimento dos requisitos cabíveis, para os produtores, importadores e distribuidores, normas para armazenamento, transporte e fracionamento desses produtos e a respectiva fiscalização. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A política de medicamentos genéricos está no caminho correto tendo em vista o fato de ser imprescindível salvaguardar sua qualidade para que eles se tornem, de forma estável no tempo, alternativas confiáveis e seguras aos medicamentos de marca. Os medicamentos genéricos abriram um mercado para estudos clínicos que despertou o interesse de numerosos centros acadêmicos de pesquisas, que estão se aprofundando no sentido de estudar e preservar a segurança e a qualidade dos produtos sob sua responsabilidade. Dessa forma, Sr. Presidente, parabenizamos o CADE pela equilibrada e sensata decisão. É preciso que os laboratórios se enquadrem no sentido de cumprirem as decisões dos órgãos de controle e que não cometam mais essa falta de respeito para com o povo brasileiro. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é com muita preocupação que temos acompanhado as notícias sobre ocorrência de febre aftosa em significativa parte do rebanho do Estado de Mato Grosso. A febre aftosa é uma enfermidade altamente contagiosa que ataca a todos os animais de casco fendido, principalmente bovinos, suínos, ovinos e caprinos. A doença é produzida pelo menos por 6 tipos de vírus, sendo que 3 foram isolados na África, os demais apresentam ampla disseminação. Não há transmissores de aftosa, o vírus é veiculado pelo ar, pela água e pelos alimentos, apesar de sensível ao calor e à luz. A imunidade contra um deles não protege contra os outros. E a gravidade da aftosa não está apenas nas mortes que ocasiona, mas, principalmente, nos prejuízos econômicos, que atingem todos os pecuaristas, dos pequenos aos grandes produtores, sob a forma de quebra da produção leiteira, perda de peso dos animais, crescimento retardado e menor eficiência reprodutiva. A aftosa pode levar à morte principalmente animais jovens, e as propriedades que têm animais doentes são interditadas. A exportação da carne e dos produtos derivados torna-se difícil. Além disso, essa doença provoca aborto e infertilidade, e os animais doentes podem adquirir com maior facilidade outras doenças devido à sua fraqueza. A febre aftosa é uma doença extremamente infecciosa. Para livrar os países desse mal, o método geralmente empregado consiste no sacrifício dos animais doentes e suspeitos, na destruição dos cadáveres e na indenização dos proprietários. A forma de evitar a doença é a vacinação regular do gado de 6 em 6 meses a partir do terceiro mês de idade ou quando o médico veterinário assim o recomendar. Sexta-feira 21 51143 Recebida a primeira dose de vacina, os animais deverão ser revacinados 90 dias depois. Sensível à importância da agropecuária para a economia do Estado da Bahia, o Governador Paulo Souto tem participado das campanhas de vacinação pessoalmente e investido na fiscalização e no combate à doença, destinando mais de R$99 milhões à defesa da agropecuária, enquanto o Estado recebeu apenas R$7,8 milhões para serem usados na vacinação do rebanho. Aliás, em 2005, não foi feito nenhum repasse para o Governo da Bahia, e não há uma data agendada para que tal montante chegue aos cofres do Estado para a defesa da sanidade animal e vegetal. Para que o nosso rebanho não seja contaminado, redobraremos a vigilância nas barreiras. Sobre a reunião que aconteceu em Brasília, o Secretário de Agricultura da Bahia, Dr. Pedro Barbosa, disse que os Estados livres de febre aftosa cobraram o repasse de R$269 milhões que o Governo Federal assegurou para o ano de 2005 e não tiveram a garantia de liberação do recurso, o que gera difícil e perigosa situação, além de o rebanho ficar suscetível a doenças infecciosas. Outro surto que está nos deixando receosos é o da gripe das aves em países da União Européia, o que nos alerta para a urgência de tomarmos medidas eficazes no sentido de nos prevenir contra essa doença, pois a mutação do vírus que atinge as aves pode ser mais perigoso para os humanos. O responsável pelo combate à gripe aviária na ONU, David Nabarro, disse que um novo surto da doença pode matar até 150 milhões de pessoas. Segundo Nabarro, as chances de o vírus que atualmente atinge aves na Ásia sofrer uma mutação e passar para os humanos são muito altas. O primeiro foco da doença surgiu em 2003 e, desde então, matou milhões de aves e mais de 60 pessoas. Na sua forma atual, o vírus não é passado facilmente de uma pessoa para a outra, mas especialistas temem que isso posse mudar se o vírus sofrer mutação. É preciso que o Governo brasileiro tome medidas urgentes e eficazes para que não aconteça com o nosso País o que está ocorrendo com a Ásia. Outro assunto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados. Enquanto os Municípios minguam com os parcos recursos disponíveis, o Tribunal de Contas da União constatou que os recursos arrecadados no âmbito do Parcelamento Especial – PAES, criado pela Lei nº 10.684, de 2003, não estão sendo destinados às suas finalidades específicas. 51144 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Os valores arrecadados, estimados em R$6,1 bilhões de 2003 a agosto de 2005, ainda não foram classificados no Sistema Integrado de Administração Financeira – SIAFI, o que impede que sejam apropriados e destinados a suas finalidades legais e constitucionais. Uma das principais conseqüências da falta de classificação da arrecadação é a redução das transferências constitucionais e legais a Estados e Municípios, inclusive os Fundos de Participação. A Receita Federal do Brasil justificou, no processo, que a ocorrência se deve ao não-desenvolvimento de sistema informatizado específico que pudesse classificar essa arrecadação decorrente dos créditos recebidos no âmbito do PAES. A Secretaria do Tesouro Nacional, por sua vez, diz que, tão logo entre em operação o sistema, serão promovidos os repasses das transferências constitucionais e legais, sem prejuízo dos Municípios, dos Estados e do Distrito Federal, pois será constituído crédito orçamentário para pagamento do principal e dos encargos legais. O TCU determinou à Receita Federal do Brasil, à Secretaria do Tesouro Nacional e ao SERPRO a adoção de medidas, no prazo de 60 dias, para a implementação do sistema de classificação das receitas tributárias provenientes do PAES, e a promoção dos meios necessários para celeridade do repasse dos valores constitucionais e legais aos beneficiários. Agora, imaginem V.Exas. a situação calamitosa em que se encontram grande parte das Prefeituras, esperando esses recursos, enquanto o SIAFI não disponibiliza essas informações. Não podemos, em pleno século XXI, ficar reféns de informações não repassadas aos órgãos interessados, enquanto os Municípios vivem momentos de escassez e de penúria. Para encerrar, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero dizer no dia 30 de outubro comemoramos a data consagrada ao comerciário. Muitos não sabem a origem desse dia em que são comemoradas grandes conquistas do passado e do presente por esses que hoje permanecem na luta pela manutenção de direitos conquistados. Em 1908, um grande número de pessoas criou a União dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro, em torno da qual caixeiros (como eram chamados os empregados no comércio), escriturários, guarda-livros e outros se uniram contra os abusos e a escravidão a que eram submetidos pelos comerciantes. A história registra que, no dia 29 de outubro de 1932, às 10h da manhã, um punhado de caixeiros das Ruas Carioca, Gonçalves Dias, Largo de São Francis- Outubro de 2005 co, do Ouvidor e adjacências aglomerou-se no Largo da Carioca. O volume de gente foi aumentando com a chegada do pessoal do Lloyd Brasileiro, da Costeira, dos ferroviários da Central do Brasil, do pessoal da Ligth, bancários, professores e jornalistas. Juntos, eles marcharam para o Palácio do Catete, então sede do Governo Federal. Ao chegar lá, o grupo de caixeiros havia se multiplicado – já era de cerca de 5 mil pessoas ou mais. o Presidente Getúlio Vargas os recebeu na sacada do Palácio, e naquele memorável dia foi assinado o Decreto-Lei nº 4.042, de 29 de outubro de 1932, que regulamentou a jornada de trabalho, reduzindo a carga horária escrava de 12 horas diárias para 8 horas. Os frutos dessa luta dos comerciários foram estendidos a todos os trabalhadores brasileiros, que passaram também a ter a jornada de trabalho regulamentada nos mesmo moldes. O Decreto-Lei nº 4.042, de 1932, foi publicado no Diário Oficial da União em 30 de outubro daquele ano, e essa data ficou marcada como o Dia do Comerciário. Nossos parabéns a essa categoria importante, que faz girar o comércio. Ainda sobre datas, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, lembro que o dia 20 de outubro é muito especial para o Município de Teodoro Sampaio, que hoje está comemorando 43 anos de sua emancipação política e administrativa. Município religioso e hospitaleiro, Teodoro Sampaio originou-se com o desmembramento de Santo Amaro e faz divisa com os Municípios de Alagoinhas, Conceição do Jacuípe, Pedrão, Aramari, Catu, Coração de Maria e Terra Nova. Em suas terras, que abrangem cerca de 213 quilômetros quadrados, verificam-se ocorrências minerais como argila e calcário, e dista 89 quilômetros da nossa Capital, Salvador. Ao longo dos anos, esse Município vem conquistando a modernidade, o crescimento e o desenvolvimento sem perder a tradição e a cultura acumuladas. Nossos parabéns, portanto, a esse povo especial e hospitaleiro de Teodoro Sampaio. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. MARCUS VICENTE (PTB – ES. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho hoje a esta tribuna denunciar a existência de fortes indícios de fraude na importação de locomotivas para a Ferrovia Centro–Atlântica, subsidiária da Companhia Vale do Rio Doce. A suspeita recai sobre 19 locomotivas usadas, encomendadas pela Ferrovia Centro–Atlântica, apreendidas pela Receita Federal no Porto de Vitória, há cerca Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de 2 semanas. A Receita afirma que a carga, avaliada em 23 milhões de reais, foi retida porque a operação envolveu exportador fictício localizado no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, além de apresentar nome da importadora diferente do que consta na declaração de importação, o que caracterizaria fraude. A Receita Federal suspeita que essa operação teria o objetivo de facilitar remessas ilegais para o exterior e aproveitar a redução do ICMS oferecida como incentivo fiscal pelo Estado do Espírito Santo. Segundo a Receita Federal, os envolvidos responderão por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Sr. Presidente, nobres colegas, é um absurdo que uma empresa do porte da Companhia Vale do Rio Doce esteja envolvida em fraudes dessa natureza, valendo-se de estratagemas ilícitos para ganhar com os incentivos fiscais oferecidos pelo Estado do Espírito Santo, além de realizar remessas ilegais para o exterior. A encomenda da Ferrovia Centro–Atlântica foi feita à Corema, empresa paulista distribuidora exclusiva, no Brasil, da Eletro-Motive Diesel, divisão da General Motors. Segundo a Ferrovia Centro–Atlântica, a Corema é a responsável pela operação, pois foi contratada para fazer a importação e a reforma das máquinas. Tão lamentável quanto o indício de fraude, Sras. e Srs. Deputados, é assistir a esse “jogo de empurra” entre as empresas envolvidas na operação quando é constatada alguma irregularidade. A Corema, por sua vez, nega terminantemente qualquer problema na importação das locomotivas. Segundo seu presidente, Lélio Ravagnani Filho, a negociação realizada com a empresa das Ilhas Virgens foi regular e já fora efetuada pela Corema muitas outras vezes. Quanto ao nome do importador, Ravagnani afirmou que se trata da Trop Companhia de Comércio Exterior, empresa de logística contratada para efetuar a transação. Ele negou terminantemente que a Trop tenha sido escolhida para aproveitar o incentivo fiscal do Espírito Santo. O presidente da Corema afirma que os critérios da escolha foram exclusivamente técnicos, uma vez que Vitória era o porto mais adequado para o desembarque da mercadoria. Segundo a Ferrovia Centro–Atlântica, a escolha por locomotivas usadas deveu-se ao excesso de demanda no mercado internacional. Hoje, a entrega de uma locomotiva nova leva até 15 meses, enquanto uma usada pode ser entregue em apenas 6. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, esperamos que a Receita Federal realize o completo e urgente esclarecimento de todos esses fatos, punindo os eventuais responsáveis por fraudes na operação de importação das locomotivas da Ferrovia Centro–Atlântica. Todos sabemos que a impunidade é um dos maiores incen- Sexta-feira 21 51145 tivos ao crime, e o volume de delitos fiscais no nosso País tem assumido proporções escandalosas. Era o que eu tinha a dizer. O SR. CARLOS NADER (PL – RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, tenho andado impressionado com um problema já abordado por tantos especialistas e muitos colegas nesta Casa: o alcoolismo entre a juventude brasileira. Hoje, qualquer festa de adolescentes é geralmente regada a álcool, embora a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos seja proibida. Como ressaltam os especialistas, quando mais cedo começa a ingestão do álcool, mais cedo a pessoa se tornará dependente. No início, um copo de cerveja provoca num garoto ou garota de 13, 14 anos, uma leve sensação de bem-estar. Em poucas semanas, ela já precisará, para sentir a mesma sensação, de 3 ou 4 copos e assim por diante, até chegar a um grau de dependência que o fará embriagar-se diariamente. É preocupante quando se vê meninos que ainda estão em fase de crescimento com copos de cerveja na mão. Depois, começa o contato com outras bebidas, ainda mais fortes, as destiladas, como a cachaça e o uísque. A procura por centros de tratamento de dependentes químicos é crescente em todo o País. O alcoolismo, como qualquer diagnóstico psiquiátrico, é estigmatizante. Fazer com que uma pessoa reconheça o próprio estado de dependência alcoólica, é exigir dela uma forte quebra da auto-imagem e, conseqüentemente, da auto-estima. Com a auto-estima enfraquecida a pessoa já não tem a mesma disposição para viver e, portanto, lutar contra a própria doença. É uma situação paradoxal para a qual não se obteve uma solução satisfatória. Dependerá da arte de conduzir cada caso particularmente, dependerá da habilidade de cada profissional e de cada dependente. Aliás, são os profissionais que explicam: a identificação precoce do alcoolismo quase sempre é prejudicada porque o paciente nega a aceitar sua condição de dependente. Quando o diagnóstico é evidente e o paciente concorda em se tratar é porque já se passou muito tempo, e diversos prejuízos foram consumados. Então, é claro que será mais difícil de se reverter o processo. Portanto, combater o alcoolismo é uma tarefa de todos. Desestimular a juventude ao consumo do álcool é primordial. Fiscalizar a venda e punir aqueles que desrespeitam a lei, ainda mais. Não é possível que fiquemos assistindo a um número cada vez maior de brasileiros, na sua fase de formação, serem entregues ao consumo desmedido de álcool, com resultados nefastos no futuro. Muito obrigado. O SR. MAURO BENEVIDES (PMDB – CE. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e 51146 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Srs. Deputados, com a presença do próprio Governador do Estado, Lúcio Alcântara, a população do Cariri prestou significativa homenagem ao saudoso poeta Patativa do Assaré, com a inauguração de uma estátua sua em tamanho natural. Essa estátua foi colocada diante do memorial mantido em sua homenagem naquela cidade do sul do Estado e que é visitada com freqüência por quantos desejam conhecer de perto peças do apreciável acervo, devidamente catalogado, que lembra o vulto carismático do inolvidável cordelista. Afinal, o prestígio desse conterrâneo ultrapassou as fronteiras do Nordeste e alcançou segmentos que se dedicam à pesquisa do estilo folclórico, do qual foi mestre o poeta Patativa do Assaré, a quem me vinculei pelos liames da admiração, respeito e estima pessoal. Recordo, com imensa emoção, que, em 1974, quando disputei pela primeira vez a cadeira de Senador e vivíamos uma fase de arbítrio instalada em nosso País, fui saudado por Patativa em concentração pública na cidade de Santana do Cariri, ao lado de prestigiosos líderes que, na ocasião, aderiram à minha candidatura, num arrojado lance de disputa empreendida na legenda do minúsculo, mas aguerrido Movimento Democrático Brasileiro. Ainda hoje, guardo como relíquia de minha vitoriosa trajetória política as estrofes que ele próprio recitou, sob os aplausos de quantos participaram do evento, depois ritmadas pelo jornalista Teobaldo Landim, coordenador de minha caminhada na busca de vaga no Parlamento nacional, em competição reputada inviável, para muitos observadores políticos da época. Todas as vezes em que nos encontrávamos, ele ainda tentava reproduzir algumas estrofes, tocando-me a alma e o coração, pelas lembranças brotadas com tanta espontaneidade por aquele que é considerado um dos maiores poetas populares e nascido em terras cearenses. Na década passada, já com a saúde combalida e em idade provecta, foi contemplado com a Sereia de Ouro, honraria outorgada pelo Grupo Edson Queiroz, em acontecimento social dos mais prestigiados, levado a efeito, a cada ano, na última sexta-feira de setembro. Ao falecer, no dia 8 de julho de 2002, Patativa do Assaré recebeu comoventes homenagens póstumas, para as quais se deslocaram até o sul do Ceará personalidades de várias Unidades da Federação. Uma de suas mais festejadas produções culturais, A Triste Partida, chegou a ser musicada pelo sanfoneiro Luiz Gonzaga e reprisada, sempre sob aplausos, em auditórios formais ou praças públicas, durante apresentações do autor da sempre lembrada Asa Branca. Medindo 1 metro e 60 centímetros, em tamanho natural, portanto, a estátua, recém-inaugurada já passou a ser visitada por quantos demandam ao memorial, em Assaré, autêntico centro de estudos para os Outubro de 2005 que desejam conhecer de perto o talento de uma figura lendária que realça o quadro cultural do Cariri. É célebre o cordel O Meu Padim, numa alusão ao Pe. Cícero Romão Batista, cuja atuação em defesa dos pobres e humildes serviu de mote para inúmeras das criações poéticas de Patativa do Assaré. Ao fazer o registro do magno acontecimento do último dia 7 naquela urbes, desejo homenagear o saudoso amigo, por justificadas razões, considerado uma das mais expressivas vocações, no campo da poesia popular, da qual foi considerado sempre intérprete legítimo e incomparável. A ele, pois, a reiteração do meu apreço e a certeza de que a sua obra restará imperecível, reverenciada pela atual geração e, com certeza, igualmente pelas porvindouras. Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente. O SR. SANDES JÚNIOR (PP – GO. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, hoje quero parabenizar o Conselho Nacional de Justiça pela brilhante decisão que, por meio da Resolução nº 7, de 18 deste mês, proibiu terminantemente a prática de nepotismo – emprego de parentes – no Poder Judiciário. Ao contrário do que alguns possam pensar, Sr. Presidente, esse tipo de medida não enfraquece o Judiciário, mas fortalece aquele Poder perante a opinião pública. A sociedade brasileira não aceita a manutenção de práticas atrasadas, fisiológicas, como é o nepotismo. A medida também não expõe o Judiciário à execração pública, mas realça o princípio da visibilidade, da transparência, tão importante nos dias de hoje. A resolução acaba com o “nepotismo cruzado”, em que um magistrado nomeia o parente de um colega e o outro retribui com o mesmo gesto. Pela regra aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça, os presidentes de tribunais que não demitirem parentes de juízes contratados sem concurso para ocupar cargos de confiança poderão sofrer ação de improbidade administrativa. O CNJ não deverá fiscalizar os tribunais, mas vai julgar denúncias de associações de juízes, sindicatos e entidades de servidores. É importante frisar nesse momento: o conselho está se saindo melhor do que a encomenda. Não há dúvida de que a partir de agora casos de nepotismo virão a público. Gostaria aqui, Sr. Presidente, de elogiar o Tribunal de Justiça de São Paulo pelo posicionamento assumido. Em nota oficial, informou que “é contrário ao nepotismo e considera louvável a iniciativa do CNJ”. Segundo a assessoria daquele tribunal, “há catorze anos a instituição não admite que parentes de magistrados ocupem cargo em comissão”, ao cumprir a Lei Estadual nº 7.451, de 1991. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS É preciso ressaltar também, Sras. e Srs. Deputados, que não há levantamentos consolidados sobre a contratação de parentes nos tribunais. Trata-se de uma decisão histórica, aprovada dias depois da divulgação de que o Tribunal de Justiça de Pernambuco abrigava 127 parentes de juízes entre os 316 funcionários em cargos de confiança. Pela resolução, os tribunais têm prazo de 90 dias para demitirem os parentes de juízes contratados para cargo de confiança, sem serem concursados. A proibição de nepotismo atinge cônjuge, companheiro e parentes até terceiro grau, o que inclui filhos, netos, pais e irmãos. Ainda de acordo com a resolução, não poderá haver vínculo de parentesco nem com juízes do tribunal ou da vara para o qual for nomeado nem com servidores em cargo de confiança. Outra restrição imposta pelo CNJ é a contratação de parentes por empresas que prestam serviço terceirizado ao tribunal onde o magistrado atua, durante a vigência do contrato de prestação do serviço. Esse tipo de contrato é freqüente nas áreas de informática, segurança e limpeza. Expirado o prazo de 90 dias, quem for contratado para cargo de confiança terá de declarar, por escrito, que não há nenhum parente que seja juiz ou que ocupe outra função de confiança na estrutura da Justiça. Essa é a mais importante decisão tomada até agora pelo CNJ, o órgão de controle externo do Judiciário instalado no início de junho. O conselho já tinha aprovado o fim do nepotismo há 3 semanas. Ontem, definiu o texto da resolução e o grau de parentesco. Por fim, é importante dizer que o nepotismo é uma tradição no Judiciário, particularmente nos Tribunais de Justiça dos Estados e nos Tribunais Regionais do Trabalho. Quem é contra a proibição poderá, em tese, recorrer ao STF – Supremo Tribunal Federal. No Judiciário da União, o nepotismo está proibido por lei desde 1996, mas na época os tribunais interpretaram a lei e disseram que ela não tinha efeito retroativo. A maioria das associações de classe da Magistratura é contrária. Agradeço o apreço a V.Exa., que me garantiu a palavra de forma absolutamente democrática. Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente. O SR. ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO (PRONA – SP. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a vida e a saúde de todos nós têm passado pelos benefícios da medicina. No parto, as primeiras mãos que nos tocaram foram, sem dúvida, as de um médico. Ontem o Brasil comemorou o Dia do Médico e nós, do PRONA, nos unimos a essa celebração para homenagear e congratular os profissionais da saúde, do bem estar e da vida. Sexta-feira 21 51147 Essa data, 18 de outubro, foi escolhida em homenagem a São Lucas, padroeiro da Medicina, cuja festa também se celebra hoje. São Lucas exercia a profissão de médico além de discípulo de Cristo, o que lhe proporcionava curar não só o corpo, mas a alma do enfermo. O exemplo desse santo médico vem confirmar que a medicina é muito mais que uma profissão, que um trabalho; é uma vocação e uma missão. Vocação de servir, de ajudar, de resgatar a vida, de sanar os corpos. O médico não deve trabalhar pelo lucro, mas pela vida. É por isso que devemos oferecer uma remuneração condigna ao nobre ofício da medicina, de modo que o médico exerça sua profissão sem preocupações ou interesses que não sejam o benefício da pessoa humana. É também a medicina uma missão de defender os princípios morais que sustentam o exercício dessa profissão. A medicina, Sr. Presidente, constitui apanágio das almas generosas. Sua razão de existir remete à própria vida, no que pode contribuir para poupá-la, melhorála e prolongá-la de forma digna. Onde quer que se situem no planeta, os médicos integram uma só família – numerosa, abarcadora do semelhante. Somos ramos de uma mesma árvore fecunda, cujas raízes estão firmemente plantadas à história de Hipócrates, de Asclepíades e de tantos outros, responsáveis pela glória da medicina, como conquista grandiosa da humanidade. Este Parlamento, nobres colegas, congrega entre seus membros muitos que, tendo acumulado experiência, testemunhado o sofrimento e lidado cotidianamente com a cura e a dor, o brilho da juventude e o ocaso da velhice, a vida e a morte, decidiram-se por uma nova forma de servir. Trouxemos para a cena política a sensibilidade, a coragem, o ideal e a fé adquiridos no exercício da profissão médica, não raro sob as mais adversas situações. Contam-se às dezenas os que assim se encontram, dentro da Câmara dos Deputados, alguns verdadeiramente luminares, muitos ainda acumulando com as lides políticas o atendimento em clínicas e hospitais. Queremos dedicar esta homenagem aos médicos e rememorar um juramento que todos nós, quando recém-formados médicos, fizemos, o juramento de Hipócrates, e que por capital importância vale a pena renovar: “Prescreverei o diagnóstico aos pacientes buscando como fim seu real benefício, de acordo com minha capacidade e juízo, abstendo-me de todo mal e injustiça. Por nenhum meio levarei alguém à morte, mesmo que me peça e nem aceitarei influências neste sentido, menos ainda darei abortivos a nenhuma mulher”. 51148 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Comparando o compromisso acima com a realidade atual de violência aos princípios éticos, desperta-nos um sentimento de revolta e de indignação, pois juramos defender a vida e hoje vemos que ela vem sendo atacada e ameaçada até mesmo antes de nascer. Aos médicos, conclamamos que não permitam que essas mentiras sejam vendidas aos nossos pacientes à custa da inocência. Lembrem-se dos juramentos feitos no início de nossas carreiras, defendam a vida desde sempre. A nós, Srs. Deputados, cabe a responsabilidade de representar o povo legislando para o bem comum e da pessoa humana. Ora, um projeto dessa natureza, que tramita nesta Casa e que busca a legalização do aborto não pode ser aprovado, visto que representamos o povo, e não é de sua vontade que o aborto seja legalizado. Sr. Presidente, não podemos deixar de homenagear essa classe tão importante para nossa sociedade, tampouco, referindo-me a ela, deixar de manifestar nossa indignação aos graves danos contra os valores perenes da nossa civilização. Concluimos voltando a mencionar apenas o último parágrafo de Hipócrates, que é um sério compromisso com a verdade: “Se cumpro fielmente este juramento, que me seja outorgado gozar felizmente da vida e da minha arte, e ser honrado sempre entre os homens. Caso chegue a violar, que me ocorra o contrário”. Muito obrigado. O SR. ÁTILA LIRA (PSDB – PI. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Piauí é um grande Estado. A grandeza do Piauí está no seu povo, sempre batalhador e com vocação para empreender. Conquistamos a independência em 1822 e, desde então, construímos uma história de lutas e vitórias. No Nordeste, poucas foram as lutas armadas para conquistar a Independência de Portugal. A mais sangrenta delas foi exatamente no Piauí. Trata-se da Batalha do Jenipapo, às margens do riacho Jenipapo, naquele que hoje é o Município de Campo Maior. O Piauí não se furtou à batalha para ajudar nosso Brasil a ganhar a independência. Da mesma forma, conquistou sua própria independência. No dia 19 de outubro é comemorado o Dia do Piauí. Quero parabenizar a brava gente piauiense pela data e lembrar que nossa jornada para tornar o Estado próspero e desenvolvido deve continuar, dia após dia. De nossa parte, contribuímos com leis e emendas para ajudar o Piauí a alcançar sua vocação para ser grande. Temos pautado nossa atuação nesta Casa legislativa na pretensão de fazer sempre mais e melhor pelo nosso Estado, sem esquecer que ele está inseri- Outubro de 2005 do numa região, o Nordeste, que também precisa de atenção especial. Destacamos que o Piauí ainda carece de algumas políticas públicas de extrema importância, como a atração de novas indústrias e empreendimentos. Da mesma forma, necessita de uma infra-estrutura básica, incluindo malha de transporte e energia, para alavancar sua economia. Na área social, os investimentos na melhoria da qualidade de vida da população tornam-se urgentes, tendo em vista a situação crítica no semi-árido, com famílias dependendo de doações para sobreviver. Essas medidas, que são políticas, precisam ser tomadas logo. Felizes são aqueles que conquistam sua independência. Parabéns, Piauí! Era o que tinha a dizer. Durante o discurso do Sr. Átila Lira, o Sr. Inocêncio Oliveira, 1º Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Natan Donadon, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Natan Donadon) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Inocêncio Oliveira. O SR. INOCÊNCIO OLIVEIRA (PL – PE. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, vasto território de dimensões continentais, o Brasil precisa ampliar, manter e conservar sua malha rodoviária para transportar as suas riquezas, servir à locomoção coletiva e promover a integração nacional. Esta é a missão abrangente e estratégica a que se dedica com operosidade e competência o Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, com resultados os mais auspiciosos nestes últimos meses de sua gestão governamental. Antes de registrar os êxitos e o desempenho do Ministério dos Transportes, vale lembrar que o Ministro Alfredo Nascimento, nosso correligionário do Partido Liberal, vem de uma brilhante trajetória política e administrativa como Prefeito de Manaus, Capital do Amazonas, onde foi aclamado em exercícios sucessivos como o melhor governante daquela cidade. A liderança política, a capacidade administrativa e a representatividade partidária são títulos que credenciam o social-liberal Alfredo Nascimento a ocupar o Ministério dos Transportes como representante do Partido Liberal. Desde que Alfredo Nascimento assumiu o comando da Pasta, o Ministério dos Transportes passou a compor a agenda positiva do Governo. A atuação do Ministério saiu das manchetes negativas na imprensa para o saldo concreto das realizações. Assinalamos com justo orgulho e satisfação nesta tribuna parlamentar que nos últimos meses sob a Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS gestão de Alfredo Nascimento, o Ministério dos Transportes alcançou a recuperação de 6 mil quilômetros de rodovias, sendo este o marco mais expressivo dos últimos 20 anos. Foi estabelecido, como critério de prioridade, a realização das obras, sobretudo nas estradas federais classificadas como corredores de escoamento agrícola. Essa prioridade resulta, portanto, em mais produtividade nos agronegócios, dinamismo nas exportações agrícolas, estímulo ao Programa Nacional de Agricultura Familiar e melhores condições de vida para o homem do campo. Além da recuperação das estradas, também foram construídos e adequados 269 quilômetros de rodovias e realizada a sinalização em várias rodovias federais. As realizações do Ministério dos Transportes apresentam uma performance ascendente neste período sob a gestão do Ministro Alfredo Nascimento. As principais obras estão incluídas no Programa de Recuperação e Manutenção de Rodovias, lançado em 2003. O plano inclui trechos cuja escolha seguiu critérios técnicos de prioridade e atendimento a demandas apresentadas pelos Governos Estaduais, pelo Ministério da Agricultura e pela Confederação Nacional do Transporte. Recursos da ordem de R$1,45 bilhão foram disponibilizados para cumprir as metas, estando empenhado R$1,28 bilhão desse montante. Em nosso Estado de Pernambuco assinalamos o início de recuperação da BR-232, a principal rodovia federal que corta quase todo o território do litoral ao sertão. Com mais R$25 milhões, haverá condições para recuperar toda a BR no trecho Recife–Parnamirim, Sertão Central, com quase 700 quilômetros. Obras projetadas há anos ou décadas ou não concluídas estão saindo do papel para cronogramas de execução e se transformando em realidade. Rodovias emblemáticas, em todas as latitudes do País, fazem parte do canteiro de obras em execução sob o gerenciamento do Ministro Alfredo Nascimento. Entre essas realizações citamos a duplicação da BR381, chamada de Rodovia Fernão Dias, em São Paulo, cujos trabalhos haviam sido iniciados há 10 anos. Com investimentos programados de R$500 milhões de reais, saiu do papel a duplicação de 348 quilômetros da BR-101 Sul, de Palhoça em Santa Catarina a Osório no Rio Grande do Sul. As BR-116, 376 e 101, em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, ganharam a duplicação de 435 quilômetros e a restauração de 669,8 quilômetros entre São Paulo e Florianópolis. Uberaba e Uberlândia, as duas principais cidades do Triângulo Mineiro, conquistaram a duplicação e restauração dos seus 135,9 quilômetros, atendendo a uma antiga aspiração das comunidades. O chamado Corredor do MERCOSUL é integrado pelas BR-101, 116 e 381. Esse traçado constitui, sem Sexta-feira 21 51149 dúvida, um fator estratégico de integração nacional com nossos irmãos fronteiriços da Argentina, do Paraguai e Uruguai. De tal modo é que o Corredor do MERCOSUL está inserido no cronograma de obras a serem tocadas pelo Ministro Alfredo Nascimento, seus operosos técnicos e colaboradores na área de Transportes. Também estão previstas a duplicação da BR-101, no trecho Palmares/ PE a Natal/RN, e da BR-408, no trecho São Lourenço da Mata–Carpina, em Pernambuco. As dimensões continentais do Brasil, as crescentes demandas e as reconhecidas limitações orçamentárias num país de tantas carências constituem sempre um desafio aos gestores governamentais do Ministério dos Transportes. São desafios que estão sendo vencidos mercê da competência administrativa, da capacidade de liderança e do espírito público do Ministro Alfredo Nascimento e sua equipe como integrantes do primeiro escalão governamental no Ministério dos Transportes. Congratulo-me, com justos motivos, com nosso correligionário Ministro Alfredo Nascimento por suas realizações e pelo seu dinamismo administrativo. Muito obrigado. O SR. OSVALDO REIS (PMDB – TO. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, até o início da década de 70, apenas metade da população urbana brasileira tinha acesso ao abastecimento de água e 20% contava com serviço de coleta de esgotos. A partir daí, o Governo Federal implantou um arrojado programa de financiamento para o saneamento, com a criação do Plano Nacional de Saneamento – PLANASA, que tinha como objetivo a melhoria dos níveis de atendimento da população por meio de um modelo baseado na criação de companhias estaduais de saneamento. Os avanços do setor de saneamento nessa época são incontestáveis, com a elevação do nível de cobertura, ao final do plano, em 1986, para aproximadamente 80% no caso de abastecimento de água e 35% no caso do esgotamento sanitário. Existia naquela época uma política firme do Governo Federal para o setor de saneamento, que foi encerrada, como afirmamos, em 1986, com a extinção do Banco Nacional da Habitação e, por conseguinte, do PLANASA. Desde então, a União deixou de ter uma política contínua para o setor, com reflexos diretos nos níveis de investimento em água e esgoto. A partir de 1986, vários projetos foram apresentados na Câmara dos Deputados e no Senado Federal com o objetivo de regulamentar a prestação de serviços públicos de saneamento básico. A última tentativa ocorreu em 2001, com a apreciação do Projeto de Lei nº 2.763, de 2000, dos Deputados Maria do Carmo 51150 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Lara e Sérgio Novaes, ao qual foi apensado o Projeto de Lei nº 4.147, de 2001, originário do Poder Executivo, que enfatizava a regulação dos serviços de saneamento, em especial do abastecimento de água e do esgotamento sanitário em áreas urbanas. O parecer sobre esses projetos, no entanto, não chegou a ser votado, pois as divergências existentes entre os setores que operam os serviços de saneamento não foram superadas antes do fim da Legislatura encerrada em 2002. Este ano, nobres colegas, o tema saneamento básico voltou ao centro das discussões no Congresso Nacional, com o encaminhamento, pelo Poder Executivo, do Projeto de Lei nº 5.296, de 2005, que “institui as diretrizes para os serviços públicos de saneamento básico e a Política Nacional de Saneamento Básico – PNS”. O projeto do Governo, que tramita em conjunto com outras 5 proposições sobre o mesmo tema, recebeu nesta Casa, vejam os senhores, 862 emendas. Esta quantidade demonstra o quanto a matéria é complexa e o quanto está polarizada em torno de questões relacionadas, geralmente, aos meios pelos quais se pretende estender o acesso de todos os cidadãos brasileiros a serviços adequados de saneamento básico. Uma das maiores polêmicas trazidas pelo projeto de lei do Governo é com relação à titularidade dos serviços de saneamento básico. A proposta praticamente inviabiliza a prestação dos serviços de forma integrada pelas concessionárias estaduais, uma vez que dá ao Município plena autonomia sobre a distribuição de água e a coleta de esgoto, reservando às companhias estaduais as etapas de captação e tratamento de água e também tratamento e destinação final dos esgotos. Ficarão a cargo delas, portanto, as etapas mais caras do sistema, com necessidade de investimentos vultosos e baixa margem de rentabilidade. Nem mesmo nas regiões metropolitanas, onde as redes são interligadas, as etapas de distribuição de água e a coleta de esgotos estão sendo reconhecidas como de competência estadual, pois, segundo o projeto de lei, cabe a cada Município definir, de forma independente, quem será o prestador dos serviços. Outro ponto crucial da proposta é a extinção dos subsídios cruzados, prevista para 5 anos após a publicação da lei. O mecanismo do subsídio utilizado atualmente é o que garante às pequenas localidades o atendimento com saneamento básico por meio da transferência de recursos tarifários arrecadados nas cidades de maior porte, em geral mais rentáveis. Sem esses repasses, os sistemas das cidades menores ficarão inviabilizados economicamente, em razão da ausência do ganho de escala, que permite baratear os custos de implantação e manutenção dos serviços. Outubro de 2005 O projeto determina, ainda, que os recursos destinados ao subsídio sejam segregados num fundo para ser utilizado para a universalização dos serviços em sua área de abrangência. Dessa forma, o resultado superavitário gerado em um Município não poderá ser, via de regra, repassado como subsídio para os usuários de uma outra localidade. Acreditamos que esse modelo proposto pelo Governo Federal apenas sobreviverá com aporte de recursos orçamentários do Município, alternativa esta praticamente descartada em virtude do aperto fiscal por que passam atualmente os entes municipais. O Governo não admite, mas, na prática, será o fim do subsídio cruzado, que vem sendo operado com sucesso desde a década de 70, com a instituição do PLANASA. O Projeto de Lei nº 5.296, de 2005, Sras. e Srs. Deputados, desmonta o atual modelo de saneamento básico no Brasil, mas não cria instrumentos de financiamento que garantam a ampliação e melhoria dos serviços para toda a população. Pelo contrário, criará para os Estados um passivo de dezenas de bilhões de reais dos financiamentos contraídos pelas companhias estaduais de saneamento, que, sem a receita tarifária, não terão condições de arcar com o pagamento das operações de crédito já realizadas. Perdem, ainda, os milhares de trabalhadores dessas empresas, que terão seus empregos ameaçados com a diminuição das atividades das companhias, em virtude da esperada redução da quantidade de sistemas municipais a elas concedidos. Enfim, caros Deputados, o projeto de lei joga no lixo a experiência de sucesso de quase 40 anos do setor de saneamento no Brasil. Passa uma borracha em tudo o que se fez até hoje, como se a partir de agora uma nova realidade fosse instalada em nosso País, com Municípios ricos e independentes dos governos federal e estaduais, e população igualmente abastada e disposta a pagar qualquer preço para ter água tratada e coleta de esgoto. Não conseguimos perceber até o momento quais motivos levaram o Governo Federal a apresentar um projeto de lei que desestrutura todo o setor de saneamento e centraliza todas as decisões no âmbito do Ministério das Cidades. Não conseguimos entender por que este Governo insiste em adotar um modelo único de administração dos serviços de saneamento básico, sem levar em consideração as experiências estaduais de sucesso. Não conseguimos enxergar como o Governo Lula quer aprovar um projeto de lei que descontenta a maior parte dos administradores e técnicos que construíram o setor de saneamento no Brasil. Como mostramos, nobres colegas, a matéria tem muitos obstáculos que precisam ser vencidos para que seja aprovada. Queremos, sim, um marco regulatório Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS para o saneamento básico. Mas queremos um modelo que seja calcado na realidade brasileira, que considere as experiências de sucesso e principalmente que possa contribuir para o incremento dos investimentos no setor de saneamento, para que, num curto espaço de tempo, todos os brasileiros possam ter acesso à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto sanitário. Era o que tínhamos a dizer. Muito obrigado. Durante o discurso do Sr. Osvaldo Reis, o Sr. Natan Donadon, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Inocêncio Oliveira, 1º Secretário. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Nelson Marquezelli. O SR. NELSON MARQUEZELLI (PTB – SP. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ocupo esta tribuna para, mais uma vez, fazer um alerta às autoridades envolvidas, de uma forma ou de outra, com a agricultura. Há mais de 8 anos, venho chamando a atenção do Governo e das lideranças do setor citrícola, que, a meu ver está a caminho da extinção. Em todos esses anos, com a prática dos piores preços para os citricultores, a debandada do setor dia a dia é visível e preocupante. A média é de U$3,00, embutida a colheita e o fruto do pomar até a fábrica, sempre de responsabilidade da firma compradora, ficando, ao final, apenas U$1,80 para o produtor. Essa importância é inferior ao custo de produção, não pagando sequer os adubos e os defensivos agrícolas. Acredito que já estamos com a morte da atividade anunciada e seremos convidados para a missa, em breve, pelo Governo. O setor sucroalcooleiro, diariamente, acrescenta centenas de hectares à sua produção, oriundos da erradicação dos pomares paulistas. Mais uma vez, solicito ao Ministro da Agricultura, Dr. Roberto Rodrigues, que verifique a situação e convoque o setor para debater a crise, buscando soluções e aumentando a remuneração dos agricultores. A medida tem de ser adotada com urgência, pois o País não pode acabar com um setor que dá mais de 500 mil empregos diretos e indiretos ao povo brasileiro. Era o que tinha a dizer. O SR. CARLOS MOTA (PSB – MG. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, em 22 de julho deste ano, o Governo encaminhou ao Congresso Nacional a Medida Provisória nº 258. Falando no Seminário Internacional Previdência Social e Pública – Desafios para sua Preservação, em 2001, o auditor fiscal da Previdência Social, Álvaro Sexta-feira 21 51151 Solón de França, depois secretário-executivo do Ministério da Previdência Social na gestão do Ministro Ricardo Berzoini, insurgia-se: “Quanto à vedação da utilização das receitas da Seguridade Social para pagamentos e despesas que não lhe dizem respeito, sou contrário a que o Governo utilize sistematicamente esses recursos para pagar despesas de outra natureza (...)” Não é, portanto, no interesse dos trabalhadores e segurados, nem da Previdência, nem da sociedade que foi editada a Medida Provisória nº 258. Ao retirar da esfera da Previdência seus recursos de arrecadação direta, pretende o Governo, fundamentalmente, transferi-los da Previdência para a livre disposição da área econômica, atendendo à gula insaciável do Ministério da Fazenda. É por demais evidente o enorme prejuízo potencial conseqüente à desvinculação institucional entre o ingresso da receita previdenciária e a realização das despesas pertinentes em favor dos segurados do Regime Geral de Previdência Social. Os cofres dessa contribuição já vêm sendo sangrados pela Desvinculação da Receita da União – DRU, que retira 20% da sua arrecadação para compor o superávit primário, que, como se sabe, se destina a pagar os juros da dívida pública, favorecendo banqueiros e cumprindo recomendações do FMI. Resta claro que o que se quer com a Medida Provisória nº 258, de 2005, é criar um caixa único especialmente para que seja aumentada a base de cálculo da DRU. Essa intenção é particularmente preocupante na medida em que já se estuda um aumento da DRU, prevista no art. 76 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 20% para 40%, permitindo que o Governo Federal utilize os recursos dos trabalhadores, que deveriam garantir sua futura aposentadoria, para outras finalidades que não o pagamento de benefícios previdenciários. A absorção da arrecadação previdenciária pela Receita Federal do Brasil e a concentração de recursos da Previdência em caixa único da Fazenda são um verdadeiro esbulho do patrimônio da Previdência Social, dos trabalhadores e da sociedade. Queira ou não, essa medida provisória assinala o começo do desmonte da Previdência Social, que restará totalmente inviabilizada no que diz respeito ao cumprimento da finalidade para a qual foi criada a autarquia securitária. Sem dúvida, ela será uma bomba de efeito retardado de difícil reversão no futuro caso o Congresso Nacional não a rejeitar imediatamente, como adverte o Presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Ceará, Ítalo Balreira. Sras. e Srs. Deputados, embora haja alguns brados chamando a atenção, poucos se têm dado conta do iminente furto do patrimônio do trabalhador! 51152 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS É necessário que todos fiquem alertas em relação aos riscos, porque, no dizer de Álvaro Solón de França, a “Previdência Social não é do Governo, não é dos partidos que apóiam o Governo, não é dos partidos da Oposição, não é dos servidores da Previdência, é da sociedade brasileira. (...) Não há melhor assepsia do que a luz do controle social sobre os interesses dela própria. Se não tivermos controle social efetivo sobre a Previdência Social, não adianta aumentar o número de auditores fiscais, não adianta mudar a legislação”. Ora, se a Previdência é da sociedade, não pode o Governo aproveitar-se da névoa que se levanta do momento político para fazer, de forma apressada, por meio de medida provisória, alteração legal que envolve mudanças radicais nos destinos da Previdência Social. Com a finalidade de minimizar as conseqüências gravosas da edição precipitada da Medida Provisória nº 258, foi apresentada a Emenda nº 58, de autoria do Deputado Carlos Mota. Por meio das alterações que seriam promovidas pela referida Emenda nº 58, as contribuições previdenciárias continuariam a ser tratadas como dívida ativa do INSS, de modo que os auditores da Receita Federal do Brasil fariam lançamento das contribuições em nome do INSS, ingressando tais valores diretamente no caixa da Previdência Social. A proposta apresentada pelo Relator, Deputado Pedro Novais, apesar de prever que a gestão das contribuições previdenciárias incumbe ao INSS (o que, de outro modo, já previa o texto anterior, na medida em que o pagamento dos benefícios previdenciários permanecia sendo competência do INSS), incorre, no entanto, nos mesmos equívocos da proposta original: as contribuições previdenciárias permanecem sendo tratadas incorretamente, como dívida ativa da União (arts. 3º e 16); mantém-se também o ataque ao patrimônio da Previdência Social (art. 23 da proposta original e art. 31 da proposta do Relator), colocando sobre o INSS o ônus de equipar a Receita Federal do Brasil, incumbência da própria União; continua prevendo que o INSS dependa do repasse das contribuições previdenciárias para o pagamento de benefícios previdenciários; permite, ainda, que os recursos da União e os da Previdência Social sejam misturados num caixa único, possibilitando a incidência da DRU sobre a contribuição previdenciária, na medida em que se tornará impossível identificar quais créditos são da União e quais são recursos dos trabalhadores. A previsão de que os repasses ao fundo do Regime Geral de Previdência Social – RGPS serão fiscalizados pelo Conselho Nacional da Previdência Social (art. 2º, § 2º) não escapa também às mesmas críticas, principalmente por ser cediço que tal órgão é compos- Outubro de 2005 to majoritariamente por membros do Governo (art. 3º, Lei nº 8.213, de 1991). As distorções decorrentes do tratamento da dívida ativa previdenciária como sendo dívida ativa da União trazem ainda, como conseqüência inarredável, o afastamento de 711 procuradores federais responsáveis pela defesa do INSS e da Previdência Social do exercício de suas funções – sendo dívida ativa da União, a defesa se fará por procuradores da Fazenda Nacional, de outro turno, permanecendo a dívida ativa no âmbito do INSS, sua defesa será feita por procuradores federais. Temos então que, em havendo conflito de interesses entre a Previdência Social e a União, teríamos de ambos os lados um procurador da Fazenda Nacional. Tal incoerência evidencia-se ainda mais quando se imagina um procurador da Fazenda Nacional, que representa a União, buscando receber da própria União os valores que são devidos à Previdência Social. A solução proposta pelo Relator, ademais, não afasta a grave distorção detectada pelo colunista Josias de Sousa que, criticando a criação de 1.200 cargos de procurador da Fazenda Nacional para executar um trabalho que já sendo executado por 711 procuradores federais, aduz que “a Procuradoria da Fazenda, que já estava desaparelhada para cobrar a dívida ativa de tributos federais (algo como 270 bilhões de reais), terá agora de executar também os débitos inscritos nos cadastros da Previdência (cerca de 110 bilhões de reais). Sem contar o acompanhamento dos milhares de processos em tramitação na Justiça do Trabalho”. (Artigo publicado no dia 28 de agosto, na Folha de S.Paulo). Note-se que os gastos com a criação desses cargos e da estrutura proposta ultrapassarão a cifra dos 110 milhões de reais por ano, o que contradiz o argumento falacioso do Governo de redução de custos, pois, como constatou o próprio Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional (SINPROFAZ), a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional não tem estrutura para suportar o aumento de sua competência para abarcar a arrecadação previdenciária, que, diga-se de passagem, vem sendo exercida há décadas, apesar de todas as dificuldades, pelos procuradores federais. Todas essas distorções, com a “blindagem” dos recursos previdenciários e manutenção da defesa judicial dos recursos da Previdência, são plenamente contempladas pela Emenda nº 58, única que de se opõe verdadeiramente, portanto, ao desmonte da Previdência Social. As constantes investidas contra os recursos da Seguridade Social impõem que segurados, beneficiários, empresários e políticos compromissados com a estabilidade e a paz social, defensores da Previdência e a sociedade em geral impeçam esta tentativa e empunhem a bandeira de um novo paradigma de gestão Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS para a Previdência, este banco central dos trabalhadores e da cidadania: a bandeira da autonomia e do efetivo controle da Previdência pelos atores sociais. O SR. MAURÍCIO QUINTELLA LESSA (PDT – AL. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a greve de fome do Bispo da Barra, na Bahia, Dom Luiz Flávio Cappio, fez o Brasil retomar, nos últimos dias, a discussão acerca da transposição do Rio São Francisco. A transposição pretende solucionar um assunto que vem sendo arrastado em nosso País durante muitos anos e tem sido causa de muito sofrimento ao povo do Nordeste. A falta de água no semi-árido nordestino, onde hoje vivem 12 milhões de pessoas, é uma vergonha nacional. Apenas quem acompanha de perto o drama da seca pode compreender a importância de se resolver em definitivo essa questão. A água é um direito do cidadão, um bem fundamental para o consumo humano e animal, além de essencial para a produção local. Descoberto em 1502, o “Velho Chico”, desde suas nascentes, na Serra da Canastra, em Minas Gerais, até sua foz, na divisa de Sergipe e Alagoas, percorre 2.700 quilômetros. Aquele rio recebe água de 168 afluentes e banha 5 Estados brasileiros. Sua bacia tem área total de 634 mil quilômetros quadrados, abrangendo 504 Municípios, ou seja, quase 10% do total brasileiro. Um verdadeiro tesouro do Brasil. No entanto, a degradação desse esplêndido bem natural pode ser percebida há mais de cem anos, com os grandes impactos causados pela ação do homem, como poluição por esgotos, assoreamentos ocasionados pelo desmatamento e agressão às matas ciliares, entre outras. Informação apresentada na coluna da jornalista Míriam Leitão no último dia 6 de outubro, no jornal O Globo, aponta que apenas Belo Horizonte joga 30% de seus dejetos nos afluentes daquele rio e cerca de outras 200 cidades fazem o mesmo. A colunista afirma ainda que “qualquer transfusão exige um doador saudável. Portanto, primeiro é preciso fortalecê-lo”. Não há dúvida de que a transposição, precedida por um sério projeto de revitalização, será de grande importância ao desenvolvimento do sertão, pois, com ela, atingiremos a economia sustentável em Alagoas e nos demais Estados do Nordeste, que compartilham conosco esse drama da falta de água. Entretanto, essa obra não pode ser um fim em si mesma. Ela deve ser uma mola propulsora para o equilíbrio ambiental no Polígono das Secas. A revitalização do rio da integração nacional, com ações que contemplem reflorestamento de áreas, construção de barragens, educação ambiental, tratamento de esgoto das cidades lindeiras ao Rio, além Sexta-feira 21 51153 do controle da irrigação, torna-se fundamental antes de qualquer outra medida. Assim, é necessário revitalizar o “Velho Chico” para termos segurança de que esse grande patrimônio nacional está sendo preservado e que, bem cuidado, será inesgotável fonte de abastecimento de água para todo o semi-árido brasileiro. Além disso, é preciso a certificação de que o projeto vai beneficiar a população mais carente de recursos hídricos e não apenas servir ao agronegócio e à criação de camarões em cativeiro, como afirma o Comitê da Bacia do São Francisco, contrário ao desvio das águas do rio. O Governo de Alagoas, juntamente com a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco – CODEVASF, tem se empenhado incansavelmente no sentido de promover ações que visem à melhoria da qualidade de vida do povo das regiões do Baixo São Francisco, em especial, do meu Estado, Alagoas. Essa parceria tem nos dado a esperança de que conseguiremos modificar o perfil socioeconômico dos nordestinos que dependem do Velho Chico para sustentar suas famílias. O Plano de Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio São Francisco e do Semi-Árido Nordestino consiste na integração e coordenação das ações estruturantes, programadas pelos vários segmentos do Governo, com ênfase nas áreas energética, agropecuária, hídrica e de transportes, conciliadas com ações dos setores da saúde, educação, saneamento, meio ambiente e ciência e tecnologia, tendo como premissa básica a garantia do suprimento hídrico a partir do Rio São Francisco, objetivando o crescimento econômico e o desenvolvimento social da região. Dessa forma, vemos que é possível implementar soluções responsáveis e definitivas para a seca no Nordeste, esse mal que já se tornou crônico e anacrônico em nosso País. Vamos rediscutir esse projeto da transposição com toda a sociedade brasileira e executá-lo de forma responsável, para beneficiar toda a população que depende daquele rio, mas sem o risco de prejudicar ou esgotar esse patrimônio brasileiro. Muito obrigado. O SR. EUNÍCIO OLIVEIRA (PMDB – CE. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, em solenidade histórica, no dia 5 de outubro de 1988, o Deputado Ulysses Guimarães, Presidente da Assembléia Nacional Constituinte, promulgou a nova Constituição da República brasileira, hoje com 17 anos de vigência, pondo fim a longo e duro período de exceção, que oprimiu a Nação por mais de 2 decênios. A Carta Magna promulgada foi o marco do reencontro dos cidadãos brasileiros com o Estado de Direito, a democracia e o exercício das garantias e direitos fundamentais. 51154 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Durante a ditadura instaurada em 31 de março de 1964, o País foi mantido em estado de exceção, com uma Constituição outorgada e Atos Institucionais, dos quais o de nº 5, editado em 13 de dezembro de 1968, concedia ao Presidente da República o poder de decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras Municipais, por ato complementar, em estado de sítio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando o entendesse o chamado governo revolucionário. O AI-5 autorizava, ainda, o Governo a decretar a intervenção nos Estados e Municípios sem as limitações previstas na Constituição. Suspendia as garantias constitucionais ou legais da vitaliciedade, inamovibilidade, estabilidade e exercício em funções por prazo certo. Conferia ao Presidente da República o direito de determinar, por decreto, a demissão, remoção ou aposentadoria, por em disponibilidade os titulares de cargos e reformar militares. Permitia o confisco de bens de servidores públicos, mediante investigação sumária. Suspendia a garantia do habeas-corpus nos casos de crimes políticos contra a “segurança nacional”, a ordem econômica e a economia popular, excluindo-se de qualquer apreciação judicial os atos praticados. Um elenco, como se vê, de poderes arbitrários, ao critério do sistema dominante, que se considerava acima da Constituição. Custou muito superar esse duro e abominável período de violência. Foram 20 anos de ditadura. Isolados, os opressores acabaram vencidos pelo clamor nacional em prol da redemocratização do País, que culminou com a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte para elaboração de uma nova Constituição, promulgada em 5 de outubro de 1988. Coube ao bravo Deputado Ulisses Guimarães a tarefa de promulgá-la, momento em que fez memorável pronunciamento, em que disse: “Foi a sociedade mobilizada nos colossais comícios das Diretas-Já, que pela transição e pela mudança derrotaram o Estado usurpador. A Nação quer mudar, a Nação vai mudar. A Constituição será a voz, a letra, a vontade política da sociedade rumo à mudança. Que a promulgação seja nosso grito. Mudar para vencer!” A ditadura de 1964 não foi única em nossa história republicana. Em 10 de novembro de 1937, uma outra manteve, por vários anos, o País em regime de exceção, com a institucionalização do chamado Estado Novo, no Governo de Getúlio Vargas, de inspiração fascista. Recorreu-se também a duras medidas de repressão. Um Tribunal de Segurança Nacional foi instalado, para julgamento sumário dos dissidentes do regime. Todos os direitos e garantias constitucionais foram suspensos, a imprensa foi mantida sob censura e os Estados governados por interventores de confiança do ditador. Outubro de 2005 Esses 2 abomináveis períodos de exceção não podem ser esquecidos, para que se possa avaliar, em qualquer época, a importância extraordinária da democracia para o pleno exercício da cidadania e do Estado de Direito. Há 17 anos o País tem-se mantido sob o império da lei. Com a Constituição, superamos crises graves, mantendo-se o País nos limites da ordem jurídica, da legalidade e do respeito aos direitos e garantias assegurados a todos os cidadãos, indistintamente. A Nação aprendeu a superar suas dificuldades institucionais sem se afastar da legalidade mesmo nos momentos mais dramáticos. Há hoje no Brasil um consenso nacional de que a democracia é a melhor forma de governo. Com esta consciência, continuaremos a manter o País unido, definitivamente integrado na plenitude do Estado de Direito, sob o império do qual haveremos de fazer do Brasil uma grande nação, mais justa e soberana. A Constituição de 1988 não é certamente a Constituição ideal. Ela própria o reconhece ao admitir sua reforma por meio de propostas de emenda à Constituição. Nos 17 anos de sua vigência já foram aprovadas 48 (quarenta e oito) emendas ao seu texto, além das relativas à revisão geral de 1993. Entre outras, a do restabelecimento das prerrogativas do Congresso Nacional, perdidas durante a ditadura militar; a redução do mandato do Presidente da República, de 5 para 4 anos; a criação do Fundo Social de Emergência, hoje Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira; a quebra dos monopólios do petróleo, do gás, da exploração do subsolo, da energia elétrica e da telefonia; o direito à reeleição do Presidente da República, dos governadores dos Estados e dos Prefeitos municipais; a reforma administrativa, com a instituição dos contratos de gestão e do direito de participação dos usuários nas administrações públicas direta e indireta. Mas vários de seus dispositivos ainda estão por ser regulamentados por leis complementares, competindo ao Congresso Nacional fazê-lo oportunamente. Entre elas, a do direito de greve dos servidores públicos, a que assegura aos empregados participação nos lucros das empresas e a que concede direito ao aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. A Constituição vigente tem sido julgada com rigor por alguns dos nossos constitucionalistas, que a consideram excessivamente detalhista e com um número considerável de dispositivos sobre direitos e garantias individuais, tornando seu texto desnecessariamente prolixo. Trata-se de um julgamento talvez equivocado, considerando-se o momento histórico em que a Carta foi elaborada pela Assembléia Nacional Constituinte. Deve-se reconhecer que, à época, havia colossal Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS pressão popular pela redemocratização do País, com multidões indo às ruas, em todas as cidades brasileiras, clamando por eleições diretas e a reintegração desta Nação ao Estado de Direito. A Constituição tornava-se, assim, o marco desse reencontro, o que bem explica seu conteúdo liberalizante. Decorridos 17 anos de sua vigência, necessário se faz agora prosseguir no aprimoramento das instituições democráticas, com a efetivação de reformas estruturais profundas, que possibilitem mudanças corajosas e definitivas na ordem social e econômica da Federação. Mas essas reformas só serão possíveis se existir uma firme e determinada vontade política de promovê-las. Acreditamos que elas serão feitas por existir uma conscientização nacional de que sem mudanças das estruturas, os bolsões de pobreza absoluta não serão reduzidos significativamente. Para correção das distorções existentes no campo econômico, vêm sendo defendidos, já há algum tempo, o fortalecimento das atividades produtivas, a elevação social das comunidades mais carentes e o aproveitamento, em favor do homem brasileiro, das consideráveis potencialidades naturais do País. Na atual conjuntura nacional, meu partido, o PMDB, vem reafirmando que o compromisso fundamental de suas bancadas no Congresso Nacional – Senado Federal e Câmara dos Deputados – continua a ser com a democracia, não como tática, mas como princípio primordial e inarredável. Um compromisso para assegurar a todos os brasileiros dignidade humana e justiça social, considerando, prioritariamente, os interesses sociais, políticos e econômicos da grande massa dos marginalizados, desde os trabalhadores rurais, sob todas as formas, aos trabalhadores urbanos – servidores públicos, estudantes, técnicos e profissionais liberais. Hoje, como ontem, o PMDB defende a necessidade de se promoverem grandes reformas estruturais por reconhecer que “só o amplo acesso das camadas populares às responsabilidades políticas e aos benefícios econômicos poderá garantir a unidade, a segurança e o desenvolvimento integrado do País”. Identificado e solidário com esta linha programática, ocupo hoje esta tribuna para saudar o 17º aniversário de vigência da Carta Magna, convicto de ser ela o instrumento mais legítimo ao pleno exercício da democracia, dos direitos fundamentais e da ordem jurídica. Ao fazê-lo, evoco, por sua oportunidade, a irretocável lição de eminente constitucionalista brasileiro: “A liberdade não é um valor absoluto, que se conquista com o mero gesto da vontade. Ela se constrói a cada dia, na medida em que se constroem as nações. Para que se goze de liberdade é preciso, antes de mais Sexta-feira 21 51155 nada, que se tenha a consciência da sua necessidade e o sentimento de sua importância”. A Constituição é o instrumento mais legítimo e eficaz de que se pode valer o cidadão para fazer prevalecer o direito sobre o arbítrio. A Constituição é também o escudo de defesa dos fracos contra os fortes. “A observância da lei é o princípio específico da perseverança das instituições livres, e sobretudo nas organizações democráticas não há outra salvação para as sociedades”. Passo a abordar outro assunto, Sr. Presidente. A decisão de adiar o início das obras do projeto de transposição de águas do Rio São Francisco ao SemiÁrido do Nordeste Setentrional brasileiro, integrando-o às bacias hidrográficas da área, repercutiu negativamente entre as populações do interior dos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte e parte de Pernambuco, levando-as a uma mobilização em favor de sua execução a curto prazo. Sobretudo no Ceará e na Paraíba, o movimento pró início do polêmico projeto aglutina as mais representativas lideranças dos 2 Estados. A transposição é um anseio secular das comunidades do Nordeste Setentrional, tendo recebido, inclusive, ao tempo do Império, o apoio entusiasta do Imperador do Brasil, D. Pedro II, mas mesmo assim não se viabilizou, sempre prevalecendo as manifestações contrárias à sua execução. Um dos argumentos dos que se opõem ao projeto é o de que o desvio do Rio importaria em prejuízos para 521 Municípios dos Estados da Bahia, Alagoas e Sergipe, de parte de Pernambuco e de Minas Gerais. Trata-se de avaliação improcedente e equivocada, como já foi exaustivamente demonstrado em debates técnicos sobre o projeto. Ao contrário, o Ministério da Integração Nacional tem demonstrado que o São Francisco será alimentado por bacias hidrográficas reconhecidamente consistentes, beneficiando regiões menos povoadas, tendo por suporte 720 quilômetros de canais, a serem construídos, o que permitirá o abastecimento de água suficiente para a implantação de sistemas produtivos por parte dos agricultores do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e grande parte do semi-árido de Pernambuco, além de garantir o abastecimento de água a cerca de 13 milhões de pessoas. A transposição abrirá, ainda, uma nova fronteira agrícola de importância considerável, contemplando 14 milhões de hectares. Essa avaliação é sustentada, inclusive, pelo Presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA, Wilson Lang, que disse recentemente, em conferência proferida em Brasília, ser a integração do Rio São Francisco com as bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional 51156 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS obra estratégica e fundamental ao desenvolvimento socioeconômico integrado do País. “A integração do São Francisco”, acentuou Wilson Lang, “melhorará significativamente a qualidade de vida de milhões de pessoas que, em alguns meses do ano, não têm água sequer para beber, sendo abastecidas por carros pipas”. Ainda na avaliação insuspeita do Presidente do CONFEA, o projeto de transposição de águas do Rio São Francisco “contribuirá para solução adequada do preocupante problema do crescente êxodo rural na região do Semi-Árido do Nordeste brasileiro por propiciar condições favoráveis à implementação de pequenos, médios e grandes projetos de produção agrícola, garantindo a fixação definitiva do homem à terra”. O projeto da transposição permitirá a captação de 26 metros cúbicos de água por segundo, ou seja, 1,4% do volume de água que o rio leva ao mar. Tem, ainda, uma importante característica geopolítica, que é a de por fim à exploração de milhões de pessoas, hoje marginalizadas, vivendo em condições precárias e submetidas ao flagelo de secas periódicas e cíclicas. No tocante à tese de que o projeto da transposição importará em comprometimento da geração de energia elétrica pela Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco – CHESF, o depoimento do Presidente do CONFEA é também esclarecedor e preciso. Diz Wilson Lang: “O pequeno volume de água que será retirado não comprometerá a produção de energia. É um desconhecimento da tecnologia e da dimensão do nosso sistema hidrelétrico”. A Agência Nacional de Águas – ANA já se manifestou favoravelmente à utilização das águas do São Francisco para transposição à região do Nordeste Setentrional ao conceder a necessária licença, publicada no Diário Oficial da União. Há ainda a se considerar como ponto relevante do projeto a formação de pólos agrícolas de qualidade em áreas críticas, tidas como inóspitas, como ocorreu com os Municípios de Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia, transformados em celeiros agrícolas, cujos produtos vêm sendo exportados em quantidades expressivas para o exigente mercado internacional, notadamente para a Europa. Porém, não só o depoimento do Presidente do CONFEA deve ser considerado. De igual importância é a avaliação do Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, Manoel dos Santos, que em recente pronunciamento defendeu, com igual ênfase, a execução do projeto, enfatizando: “Um rio com a dimensão do São Francisco não deve existir apenas para beneficiar populações ribeirinhas, mas, igualmente, assegurar a sobrevivência, com dignidade e qualidade, a milhões de outras pes- Outubro de 2005 soas que poderão se beneficiar da implementação de projetos de desenvolvimento, com o emprego de sistemas de irrigação”. Santos esclareceu que o projeto se completará com um plano de revitalização do Rio. Para tanto, está em tramitação ao Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição nº 524, de 2002, do Senado Federal, que cria o Fundo para a Revitalização Hidroambiental e o Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio São Francisco, com vigência por 20 anos e possibilidade de renovação ao seu término. A redação da PEC já aprovada pelo Senado e agora em tramitação na Câmara dos Deputados destina 0,5% de todos os impostos federais, ou seja, 300 milhões de reais para operacionalizar o projeto. O Relator da PEC na Câmara, Deputado Federal Fernando Ferro, entendeu, porém, que seriam suficientes apenas 120 milhões, reduzindo o percentual para 0,2%. Vale destacar, por último, que o projeto da transposição de águas do São Francisco tem sobretudo o apoio do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o colocou como uma das principais prioridades do seu programa de Governo, apresentado quando da campanha eleitoral à suprema magistratura desta Nação. O Presidente vem sendo um defensor determinado do projeto, assegurando ao Ministério da Integração Nacional, sob o comando do Ministro Ciro Gomes, ao qual competirá sua execução, apoio efetivo e valioso. O custo total do projeto está orçado em 4,5 bilhões de reais, com liberação inicial prevista de 1,7 bilhão de reais. Nos últimos dias, foi vencida mais uma etapa da estratégia estabelecida para que as obras do projeto sejam iniciadas pelo Ministério da Integração Nacional: a Agência Nacional de Águas autorizou a utilização das águas para a transposição, sendo o ato respectivo publicado no Diário Oficial. A outorga do direito de uso das águas do R um instrumento previsto na Lei nº 9.433, de 1997, sendo sua concessão atribuição da ANA. E terá validade de 20 anos, podendo ser renovada, ao seu término, por igual prazo. Resta agora a aprovação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA para que o Ministério da Integração Nacional possa dar início efetivo à execução do projeto da transposição. A concretização do projeto será uma vitória das comunidades do Nordeste Setentrional, por criar condições favoráveis a um planejamento de desenvolvimento econômico e social, com implementação de projetos de fomento à produção, assegurando-se assistência técnica, financiamento a longo prazo e juros reduzidos aos produtores agrícolas estabelecidos à margem das Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS áreas favorecidas com a transposição de águas do São Francisco. Será a grande e definitiva marcha para o desenvolvimento socioeconômico do Semi-Árido do Nordeste Setentrional brasileiro e a abertura para a consolidação da unidade nacional e a gradativa redução dos bolsões de pobreza regional. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Antes de encerrarmos esta fase da sessão, pedimos desculpas aos oradores do Grande Expediente pela extensão do período destinado ao Pequeno Expediente. Em razão do grande número de Parlamentares inscritos, permitimos que apresentassem suas mensagens e discutissem os problemas nacionais e de interesse de sua representação. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Passa-se ao V – GRANDE EXPEDIENTE Concedo a palavra ao Sr. Deputado Darci Coelho. O SR. DARCI COELHO (PP – TO. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, antes de dar início ao discurso que preparei para o Grande Expediente, quero rapidamente referir-me ao noticiário divulgado hoje pela imprensa sobre fatos ocorridos ontem, no que tange a processos de cassação de mandato de membros desta Casa. Compreendo que o julgamento de recurso por mim relatado na CCJC ontem, por seu caráter eminentemente técnico e jurídico, mas com repercussões políticas – e tudo que se faz nesta Casa tem repercussões políticas – suscite dificuldade de compreensão pelo público. Mas, de modo geral, a matéria está bem exposta na mídia. Quero, porém, em benefício da verdade e em defesa da minha honra, referir-me a trecho inserto pelo jornal Folha de S.Paulo, nestes termos: “Em 2002, foi acusado de receber propina para liberar recursos do Orçamento”. A ofensa é feita sem maiores informações: quando? Por quem? De que forma? O que aconteceu com essa acusação? Sabido que o Deputado Federal só pode ser processado pelo Supremo Tribunal Federal, teria sido correta, ética e honesta uma busca ao site da Suprema Corte para completar a informação. Tive o cuidado de buscar ontem, mais uma vez, informações nesse site. Com o meu nome constam 3 registros. O primeiro presume-se que seja de um homônimo. É o habeas-corpus nº 52.471, do Rio de Janeiro, relatado pelo Ministro Xavier de Albuquerque. Paciente: Darcy Coelho – com y; impetrante: o mesmo; data: 27 de maio de 1974; baixa ao arquivo do STJ. Em 1974, morava em Goiânia, era Procurador da República e não teria como impetrar, em meu benefício ou de quem quer que fosse, habeas-corpus no Sexta-feira 21 51157 Rio de Janeiro. Não consegui saber a fonte, presumo que seja de um homônimo. Do site consta outro registro: Recurso Ordinário em habeas-corpus nº 71.189. Origem: Tocantins. Relator: Ministro Francisco Resek. Há recorrente. Advogado: Darci Martins Coelho. Atuei, nesse caso, como advogado. Vejam V.Exas. que essas coisas não são simples. No Supremo Tribunal Federal, a pessoa atua como advogado de um processo e seu nome consta do site. Isso deve ocorrer para que as informações fiquem para a eternidade. Esse último registro é de 22 de fevereiro de 1994. Fui advogado de um colega em recurso de habeascorpus contra decisão do Tribunal Superior Eleitoral, no Supremo Tribunal Federal, em 1994, e o processo foi arquivado em 4 de outubro de 1995. Quanto ao terceiro registro, consta dos arquivos do Supremo Tribunal Federal o Inquérito nº 1.920, queixa privada em que o autor, querelante, é Mário Lúcio de Avelar. E eu – Darci Martins Coelho – sou o querelado. Neste caso, acusei, demonstrei e encaminhei ao Procurador-Geral da República representação contra Procurador da República do meu Estado por enriquecimento ilícito. Ele comprou 18 imóveis na nova Capital por preços que variam de 87 centavos a R$2.877,00; R$5.250,00; R$5.250,00; R$2.708,00; R$3.800,00; R$7.080,00; R$8.200,00; R$1.600,00; R$1.902,00; e R$2.260,00. Por fim, ele comprou 18 imóveis por 49 mil reais. E o valor venal deles seria de R$1.098,00. Encaminhei ao Procurador-Geral da República a representação, mas o corporativismo fez com que a tramitação parasse. O Procurador se sentiu ofendido e moveu contra mim queixa que foi recusada. Diz o seguinte: “Rejeito a presente queixa. Publique-se. Em 29 de maio de 2003”. Foi rejeitada por despacho do Relator, Ministro Maurício Corrêa. O agravo regimental foi encaminhado ao Pleno no dia 15 de outubro de 2003. E o tribunal, por decisão unânime, negou provimento ao agravo. A baixa ao arquivo do Superior Tribunal de Justiça foi no dia 12 de janeiro de 2004. Tudo o que existe lá em relação a este processo está arquivado. Não existe nenhum procedimento em andamento no Supremo Tribunal Federal que envolva o meu nome. O noticiário está incompleto. Espero que o jornal Folha de S.Paulo, para continuar a merecer a credibilidade de seus leitores, complete a notícia e não assaque informações incompletas contra a honra de ninguém. Sr. Presidente, passo agora ao discurso que preparei para o Grande Expediente de hoje. Disse Celso Furtado: “A disparidade de níveis de renda existente entre o Nordeste e o Centro-Sul do País constitui, sem lugar a dúvida, o mais grave problema econômico a 51158 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS enfrentar na etapa presente do desenvolvimento econômico nacional”. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no momento em que se vê o País dividido entre o “sim” e o “não” do referendo sobre a campanha do desarmamento, quando a questão central é a violência, considero mais do que oportuno trazer a esta tribuna tema igualmente recorrente, exatamente por sua estreita ligação com o assunto em debate. Refiro-me às desigualdades regionais e sociais, fator restritivo ao desenvolvimento regional e principal responsável pelo processo migratório do campo para as cidades, processo este que tem realimentado o círculo vicioso da pobreza e da violência urbana e impedido o crescimento harmônico do País. Com suas dimensões continentais, vasta riqueza natural e imensidão de terras férteis, o Brasil tem tudo para se transformar no celeiro do mundo e construir sociedade coesa e solidária. Entretanto, apresenta realidade social adversa que não condiz com sua natural vocação de nação justa e igualitária. Entendo que a desigualdade regional e social está na própria origem do processo de colonização brasileiro, marcado por ocupações que ocorreram de forma aleatória. Como se sabe, no ciclo da cana-de-açúcar o Nordeste brasileiro era centro financeiro e pólo exportador. Com o declínio deste ciclo econômico, a Região Centro-Sul se tornou referência para o resto do País, principalmente com a ampliação do processo migratório do campo para a cidade, estimulado ainda mais a partir da década de 50 com o plano desenvolvimentista implementado pelo Governo Juscelino Kubitschek, que permitiu a concentração industrial no Sudeste do País em detrimento das demais regiões. Como essa situação se manteve ao longo de meio século, o resultado foi o esvaziamento e o empobrecimento do Norte e do Nordeste, que permaneceram no esquecimento ao longo de todos esses anos. A exceção foi a Região Centro-Oeste, com a expansão do agronegócio e com o advento da Capital no Planalto Central, o que acabou estimulando o adensamento populacional e o desenvolvimento regional. É evidente que sempre tem-se debatido alternativas de ações voltadas para o desenvolvimento, inclusive com a criação de organismos como as Superintendências de Desenvolvimento Regional. Podemos citar o caso da SUDAM, no Norte; da SUDENE, no Nordeste; e da SUDECO, no Centro-Oeste, instituições que acabaram extintas por causa do esgotamento político do ciclo de contribuição ao desenvolvimento dessas regiões. Hoje novas versões desses antigos organismos estão em vigor. A Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA), criada por medida provisória em 2001, Outubro de 2005 em substituição à SUDAM, com a missão de planejar e promover ações estruturadas que induzam ao desenvolvimento eqüitativo e sustentável da Amazônia, bem como a sua integração competitiva nos contextos nacional e internacional, visando à emancipação econômica e social das populações da Amazônia. Da mesma forma, foi criada a Agência de Desenvolvimento do Nordeste (ADENE), que gerencia o Fundo do Desenvolvimento do Nordeste (FNE) e está voltada para apoiar o desenvolvimento regional com ações focadas para a solução dos problemas da região. Além disso, o País ainda conta com outros valiosos instrumentos de estímulo e apoio ao processo desenvolvimentista. É o caso de instituições financeiras federais, como o Banco da Amazônia (BASA), o Banco do Nordeste, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Essas instituições operam os chamados Fundos Constitucionais de Apoio ao Desenvolvimento, como o FNO, na Região Norte; o FCO, na Região CentroOeste; e o FNE, no Nordeste. Entretanto, a exemplo das antigas Superintendências Regionais de Desenvolvimento, esses organismos e demais mecanismos de fomento, por si sós, não bastam para promover o desenvolvimento regional. É necessária e urgente a implementação de amplo programa de desenvolvimento nacional que inclua verdadeiro projeto de interiorização do desenvolvimento, que priorize os médios e pequenos Municípios com fortes investimentos públicos e privados nas áreas de infra-estrutura, no fortalecimento e na ampliação dos pólos industriais já em fase de implementação, no estímulo aos Municípios com vocação turística para ampliar a oferta de emprego e renda no País. Só a partir desse processo de interiorização das ações desenvolvimentistas será possível estancar de vez o processo migratório para os grandes centros urbanos, estimular o regresso dos migrantes para suas regiões de origem, reduzir a pressão por demandas sociais nas principais regiões metropolitanas. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, como é do conhecimento de todos nesta Casa, o crescimento urbano desordenado torna os recursos públicos cada vez mais insuficientes para atender a essas demandas, com um agravante: quanto mais o Poder Público realiza em termos de investimentos sociais, mais aguça o processo migratório, o que realimenta o círculo vicioso do inchamento das maiores cidades. Qual o resultado desse crescimento desordenado? A violência urbana; a expansão do crime organizado; o desemprego; a desagregação social e da família, que Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS criam a desesperança, fruto da pobreza e da falta de melhores oportunidades para os menos afortunados. A tudo isso se soma a incapacidade do Estado de continuar dando pronta resposta a crescente demanda social, até porque a solução dos graves problemas urbanos está exatamente na reversão do processo migratório e na ampliação das oportunidades no interior do País, onde a implementação de ações sociais e a aplicação de novos investimentos podem ser feitos a custos infinitamente menores. Sem perspectivas de solução a curto e a médio prazos, os problemas urbanos têm elevado custo social para a população, em função da falta de segurança e de melhores condições de vida. Isso sem falar no pesado ônus para o Poder Público em termos de gastos sociais com saúde, educação, moradia e infra-estrutura urbana. Sr. Presidente, é evidente que as desigualdades regionais não se limitam à questão econômica. Se analisarmos alguns indicadores sociais, como na área da educação, poderemos constatar pequena parte dessas disparidades. A taxa média de analfabetismo no Brasil, por exemplo, é de 13.3%. Entretanto, nas regiões mais desenvolvidas, como o Sul do País, a taxa é de apenas 7,8% contra 26,6% no Nordeste e 11,6% na Região Norte, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja, a variação do menor índice na Região Sul para o maior percentual do Nordeste é superior a 3 vezes. Ainda na área de educação, outras disparidades podem ser constatadas em relação ao número de jovens matriculados no ensino superior nas regiões mais ricas e nas demais regiões. Ou mesmo quando nos referimos ao trabalho infantil, que tira das salas de aula 1 milhão de jovens das Regiões Norte e Nordeste, para colocá-los precocemente no mercado de trabalho, interrompendo o sonho de futuro promissor para a maioria deles. Citei apenas o caso da educação para mostrar os imensos desafios que temos pela frente para construir um país justo e que universalize a oportunidade a todos. Entretanto, outro estudo realizado pelo IBGE sobre a distribuição do Produto Interno Bruto (PIB) por Município mostra os efeitos da concentração da produção no aprofundamento das desigualdades regionais. Em 2002, metade do PIB nacional se concentrava em apenas 1,3% dos Municípios brasileiros, cerca de 70 cidades, onde morava um terço da população. Além disso, 9 Municípios sozinhos, dos quais 6 se localizam na Região Sudeste, respondiam naquele ano por 25% de todos os bens e serviços produzidos no País. No outro extremo da pesquisa, o mesmo percentual de 25% da produção ficava a cargo de um contingente de quase 93% das cidades existentes Sexta-feira 21 51159 (5.153 Municípios), que reuniam 43,3% da população. E, dos 50 Municípios com menor PIB em 2002, 48 (96%) são das Regiões Norte, mais precisamente do Estado de Tocantins; e Nordeste, dos Estados do Piauí e da Paraíba. Entendo, portanto, que a saída para esses problemas está na implementação de um projeto de interiorização do desenvolvimento que leve em conta a vocação econômica de cada Município ou microrregião, ao priorizar investimentos nos pequenos pólos industriais já em desenvolvimento, como é o caso dos Municípios de Gurupi e Araguaína, no Tocantins, a partir de maior parceria entre o setor público e a iniciativa privada. Nesse sentido, já dispomos de valioso instrumento de apoio ao desenvolvimento nacional: o Programa de Parcerias Público-Privadas (PPPs) aprovado por esta Casa e na dependência apenas da regulamentação por parte do Executivo para ser implementado. Só que, por sua importância estratégica, essa etapa de regulamentação das parcerias deve ser executada com a máxima urgência, o que parece não estar ocorrendo junto às instâncias encarregadas do assunto. Com isso, muitos investimentos, particularmente do setor privado, estão sendo adiados ou revistos, em prejuízo para a sociedade como um todo. No caso da Região Norte, essas parcerias são de fundamental importância para ajudar a viabilizar importantes projetos na área de infra-estrutura, como é o caso da Ferrovia Norte–Sul, cujo trecho entre Aguiarnópolis, no Tocantins, e Senador Canedo, na região metropolitana de Goiânia, exige recursos públicos e privados para ser executado. Sem falar na importância do próprio Estado do Tocantins como novo pólo de desenvolvimento regional. Com a criação do Estado, a partir de 1988, a região pobre e abandonada do então norte goiano se transformou numa alternativa concreta de desenvolvimento econômico e social. E, o que é mais positivo, numa região estratégica para a integração nacional, pois o Estado ocupa posição geográfica privilegiada, servindo de elo entre a Região Norte e as Regiões Centro-Sul do País. Com a economia fortalecida pelo avanço do agronegócio e privilegiado por estar situado no delta dos Rios Araguaia e Tocantins, o Estado dispõe de potencial agrícola capaz de transformá-lo em novo celeiro do País. Essas condições favoráveis foram reforçadas por moderna infra-estrutura construída pelo ex-Governador Siqueira Campos ao longo de seus 3 mandatos. Com isso o Tocantins consegue atrair investidores de todo o País. O Estado reúne todas as condições para ocupar posição de destaque num eventual projeto de interiorizarão do desenvolvimento a ser implementado pelo Governo Federal, em parceria com o setor privado e os 51160 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS demais entes federados. Afinal, seu potencial não se limita ao agronegócio ou à agroindústria, mas se expande também aos setores de turismo e de serviços. Quando se fala em fortalecimento do desenvolvimento, não se pode ignorar a Ferrovia Norte–Sul. Afinal, a obra, iniciada há mais de 18 anos, não se volta apenas para a melhoria da infra-estrutura regional. Ela representa importante instrumento de integração nacional, por ligar a Região Norte às Regiões CentroSul, barateando o custo dos transportes e contribuindo para melhorar a competitividade dos produtos regionais no mercado interno e externo. A conexão da Norte–Sul com a Ferrovia Carajás, que liga o sul do Pará ao Porto de Itaqui, no Maranhão, permitiu a abertura de novo caminho para escoar a produção da região, principalmente o minério de Carajás e a soja cultivada no Pará, Maranhão e Tocantins para o mercado externo, fortalecendo significativamente a economia da Região Norte. Temos de ter em mente que, só com o crescimento harmônico de todas as regiões, o Brasil poderá superar todos os seus problemas econômicos e sociais, alcançando a plena integração nacional. A crise do inchaço populacional dos grandes centros urbanos decorre em parte da própria condição de subdesenvolvimento das regiões mais pobres. Essa realidade adversa não pode continuar. O Poder Público, com o apoio desta Casa, da iniciativa privada e da própria sociedade, deve adotar mecanismos inovadores e buscar a alternativa de novas políticas públicas que contribuam para a redução das disparidades regionais, das desigualdades sociais, pondo fim a estes 2 Brasis: o rico e desenvolvido, do Sul e do Sudeste; e o pobre, do Norte e do Nordeste. Muito obrigado. Durante o discurso do Sr. Darci Coelho, o Sr. Inocêncio Oliveira, 1º Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Natan Donadon, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Natan Donadon) – Peço encarecidamente a compreensão dos companheiros, dado o atraso para o início da Ordem do Dia. Estamos atrasadíssimos, mas gostaria de contar com a colaboração dos colegas, pois prometi conceder a palavra, para breve comunicação, ao Deputado João Paulo Gomes da Silva, inscrito para falar antes do Grande Expediente. E vou abrir a exceção em favor do nobre Deputado. Peço, portanto, a compreensão dos nobres colegas. Ouviremos, em seguida, o segundo orador inscrito para o Grande Expediente e, imediatamente, daremos início à Ordem do Dia. Outubro de 2005 Desde já esclareço que todos os oradores inscritos para breves comunicações falarão, sucessivamente, ao término da Ordem do Dia. O SR. PRESIDENTE (Natan Donadon) – Concedo a palavra, pela ordem, ao nobre Deputado João Paulo Gomes da Silva, para breve registro. O SR. JOÃO PAULO GOMES DA SILVA (PSB – MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero manifestar, de forma inequívoca e induvidosa, meu posicionamento a favor do voto “sim” no referendo a realizar-se no próximo domingo. Creio que nenhum brasileiro pode se sentir no direito de fomentar, ainda que involuntariamente, a indústria da morte no País. Sou pela paz, sou pela vida. Penso que o voto “sim” deve prevalecer. Não é porque o Estado não tem conseguido prover a segurança pública que vamos incentivar a compra de armas de fogo e munição, para nos responsabilizarmos pela própria segurança. Creio ser esse dever do Estado, inclusive das Forças Armadas, segundo lei votada nesta Casa, que permite, subsidiariamente, que sejam empregadas na segurança pública deste País. Vou votar, portanto, pela vida e pela paz. E recomendo às pessoas de bem deste País que, apesar do desastre que tem sido a campanha em favor do “sim”, numa tomada de consciência, optem pelo desarmamento, pela proibição da venda de armas de fogo e munição neste País. Se porventura o voto “não” ganhar, será interpretado como grande incentivo para o crescimento da violência no Brasil, infelizmente. Sr. Presidente, peço a V.Exa. que faça veicular este meu ponto de vista nos meios de comunicação da Casa. O SR. PRESIDENTE (Natan Donadon) – V.Exa. será atendido, nobre Deputado João Paulo Gomes da Silva. O SR. PRESIDENTE (Natan Donadon) – Esta Presidência, em nome do Presidente da Casa, Deputado Aldo Rebelo, e da Mesa Diretora, gostaria de fazer uma breve saudação de boas-vindas aos alunos do 11º Curso de Estudos de Políticas Estratégias, da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – Delegacia de Uberlândia, presentes nas galerias. Sejam bem-vindos! Muito obrigado pela presença e sintam-se bem em nosso meio. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Natan Donadon) – Dando seqüência ao Grande Expediente, concedo a palavra ao nobre Deputado Dimas Ramalho, do PPS do Estado de São Paulo. S.Exa. dispõe de até 25 minutos para o seu pronunciamento. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. DIMAS RAMALHO (PPS – SP. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, de uns tempos para cá, a cada mês, a Nação pára por um instante para saber como o COPOM irá fixar o novo valor da taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia, a nossa conhecida taxa SELIC. É ela que define os juros a serem pagos pelo Tesouro Nacional, pelos títulos lançados no mercado. E, praticamente, nada mais. Nenhum cidadão brasileiro que se queira valer de um empréstimo bancário, seja na modalidade de consignação em folha de pagamento, seja na dos cheques especiais ou do cartão de crédito, paga esse percentual. O mais barato de todos os financiamentos, e mais barato porque realizado com risco mínimo e mínimos custos administrativos, o de consignação, anda por volta dos 35% a 45% ao ano. Qualquer fatura de cartão de crédito ou de cheque especial não tem o menor pejo em informar que os juros anuais estão beirando os 200%. Somos campeões mundiais também nos juros. Alega-se que tantas e tais restrições ao consumo têm o objetivo de frear qualquer bolha inflacionária. Pode ser. Desde que implantada a nova moeda, o real, não mais assistimos àqueles surtos inflacionários, que em alguns momentos chagaram a mais de 80% ao mês. Aliás, quando da implantação do real estavam em cerca de 40% mensais. Mas essa moeda tem outra face: menor circulação de mercadorias, menor produção, e, com isso, mais desemprego e mais e mais exclusão social. Diz o Governo – e o diz de forma a mais repetitiva – que é preciso garantir por algum tempo esse padrão de sacrifício para que o País possa, enfim, retomar o caminho do desenvolvimento de forma sustentável e, sobretudo, perene. No entanto, nossas autoridades e suas Lideranças no Congresso se esquecem de que tais e tantos sacrifícios estão sendo enfrentados por nosso povo pelo menos há mais de duas décadas. Isso quer dizer que uma geração inteira se perdeu no caminho por não ter, a bem da verdade, nem caminho a percorrer. Essas falácias governamentais, Sr. Presidente, têm um claro objetivo: impedir que se faça em nossa sociedade o exato debate sobre o que de fato acontece. E, assim, nos vão entregando, às vezes até mesmo de forma leviana, as explicações mais estapafúrdias, ou mesmo as mais lógicas, mas que se mostram sem fundamentação no campo prático. Permitam-me examinar alguns exemplos dessa espécie. No início da década de 1970, a propaganda oficial da ditadura alardeava as conquistas do que então se chamava ufanisticamente de “Milagre Brasileiro”, respaldado, aliás, pela conquista do tricampeonato mundial de futebol. O ditador de então, General Médici, cunhou, no entanto, uma frase que jogava por terra tanto entusiasmo ao reconhecer que “a economia vai bem, mas o povo vai mal.” Sexta-feira 21 51161 Reclamava-se, de fato, do arrocho salarial, mas os sindicatos estavam sob intervenção; o poder castrense brandia um todo-poderoso AI-5, o famigerado Ato Institucional nº 5, impedindo quaisquer demonstrações de reivindicação e revolta. A imprensa vivia sob a mais severa censura e, no Parlamento, as poucas vozes que tinham condição de falar – e protestar, é certo – insistiam na necessidade de que o quadro fosse revertido para que o povo e a economia pudessem seguir juntos, e bem. Foi então que surgiu a famosa idéia de que o bolo deveria crescer para então ser dividido, havendo nisso tudo uma lógica, já que um bolo pequeno não poderia em tese ser repartido por muitos famintos. Sucede que os números de nossa realidade desmentem esse engodo. E vamos prová-lo. Quando se realizaram as primeiras eleições do século XX, e isso em 1902, a população brasileira era de 17 milhões de habitantes. No primeiro embate eleitoral deste século XXI, nossa gente já contava com 170 milhões de almas. Para um malthusiano isso seria uma heresia. No final do século XVIII, esse economista demonstrou, com precisas equações matemáticas, que a população mundial crescia em progressão geométrica, ao passo que a produção de alimentos o fazia em progressão apenas aritmética. Ou seja, estávamos diante de um quadro indicativo de fome e mais fome. Então, o nosso País estaria fadado ao desespero. Mas, ao contrário do que se pretende difundir para a nossa gente, o bolo nesse período cresceu, e cresceu muito. O PIB nacional, nos albores de século passado, poderia ser calculado em 10 bilhões de reais. Ao se iniciar o século XXI, esse mesmo PIB, o nosso PIB, nosso Produto Interno Bruto é medido em mais de 1 trilhão de reais. Ou seja, a população se multiplicou por 10, mas o PIB, por 100. Quer dizer, houve de fato o vasto crescimento do bolo da nossa economia em montante muito superior àquele que indica o crescimento populacional. Mas, ao contrário do que se dizia há cerca de 30 anos, não se repartiu esse banquete; ao contrário, hoje temos milhões e milhões que vivem bem abaixo da linha da miséria absoluta e que, portanto, não recebem nada, nem a mínima fatia desse bolo. Vamos adiante com mais um exemplo. A área econômica do Governo tem por norma o contingenciamento de verbas já constantes do Orçamento da República, esse contingenciamento representando, na prática, cortes brutais nas áreas de saúde, educação e saneamento básico – esta última intimamente ligada à questão de saúde pública –, nos investimentos em infra-estrutura, tudo com o declarado objetivo de manter e mesmo ampliar o chamado superávit primário. O objetivo de tudo isso é garantir recursos para o pagamento, pelo menos, dos juros da colossal dívida pública 51162 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS e, assim, conseguir sua redução ou que ela não cresça ainda mais assustadoramente do que ocorre. Aqui, como na repartição do bolo, os dados de nossa realidade comprovam a incongruência de tais medidas, com a observação básica de que esse superávit nada mais é que uma forma de esterilizar recursos, diante de uma nação que se estiola na miserabilidade e na exclusão. E por que os dados da realidade não concordam com a ação governamental? Por estes simples dados: em 1995, nos diz o próprio Banco Central, o superávit primário representava 0,3% do PIB; em 2005, pelo menos até agosto, já representa 6,3% desse mesmo PIB. Foi multiplicado por 21; teve um aumento de mais de 2.000%! E como deveria se comportar a dívida? Pela argumentação oficial, teria que, pelo menos, manter-se estável. Puro engano. No mesmo período de 10 anos, a dívida pública, que em 1995 representava 30,6% do PIB nacional, está agora cifrada em 51,7%. Isso é tudo ao contrário do previsto, tudo o oposto do que se tem alardeado como caminho e solução para a crise brasileira. Essa dívida, é bom lembrar, ainda vai exigir do Governo e, portanto, do povo brasileiro, somente para o pagamento dos seus juros, a estupefaciente quantia de 154 bilhões de reais. Isso somente neste exercício. Ao contrário do que se poderia supor, tendo crescido o bolo da riqueza nacional e, ao mesmo passo, o almejado superávit primário, o quadro de distribuição a renda continua sendo mais iníquo, um dos mais constrangedores do mundo. Ouço, com prazer, o nobre Deputado Fernando Coruja. O Sr. Fernando Coruja – Deputado Dimas Ramalho, V.Exa. aborda questão crucial que este Congresso deveria examinar. Ficamos nesta Casa discutindo superficialidades, se destinamos mais recursos para uma área ou para outra, tudo em migalhas, enquanto, evidentemente, o grande problema brasileiro é o modelo econômico, pelo qual transferimos recursos originários dos tributos para o sistema financeiro, e não, como diz V.Exa., para a saúde e a educação, além de outras áreas. Esse modelo econômico faz com que o País se desenvolva na menor taxa de crescimento, se comparada com a de outros países em desenvolvimento. Entre 42 países em desenvolvimento, talvez estejamos em 41º lugar em matéria de crescimento. Portanto, é de falsidade a idéia de que o País está indo bem. A dívida interna é cada vez maior, pois saltou de 700 bilhões de reais para quase 1 trilhão de reais recentemente. E é isso o que temos de atacar. Precisamos, urgentemente, de um modelo econômico diferente, de uma equipe econômica que não seja nem aquela de Fernando Henrique nem esta de Lula, que são semelhantes. Meu Líder, Deputado Dimas Ramalho, V.Exa. está de parabéns, sempre brilhante por colocar o dedo Outubro de 2005 onde deve, na política econômica que o Brasil utiliza, absolutamente equivocada. O SR. DIMAS RAMALHO – Agradeço ao Deputado Fernando Coruja o aparte. S.Exa. é sempre oportuno e preciso em suas interlocuções. Prossigo, Sr. Presidente. O Governo, aliás, os governos, porque isso ocorre em âmbito federal, estadual e municipal, se aferram a políticas compensatórias, à distribuição desigual de bolsa-isso e bolsa-aquilo, de vale-isso e vale-aquilo, como solução salvadora. Não é, no entanto, o que ocorre. Nem poderia ocorrer. Estamos diante do menor esforço: fingir que se faz alguma coisa, de forma até mesmo leviana e, pior que tudo, sem vencer a corrupção que grassa no meio desses programas, ao invés de enfrentar de peito esses tantos problemas sociais. Políticas dessa espécie não geram direito algum e somente fazem com que nossos miseráveis continuem miseráveis ao receber 50 ou mesmo 100 reais por mês, enquanto seria possível estimular a população mais carente a se organizar, ensinando-a a reivindicar e a defender a definição de direitos por meio de diplomas legais, mas nunca por intermédio de ordens de serviço partidas de um mero comissionado em qualquer Ministério. Daí para o desalento, para a desesperança é um passo! Um passo a mais e se cairia naquele cinismo: “plantando, dá; não plantando, dão”. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, minha intenção, neste Grande Expediente, é mostrar o descaminho por que segue a política econômica do País, um descaminho que nossas autoridades, infelizmente, não se animam a admitir, mas, o que nos parece pior, ficam a buscar explicações as mais canhestras – explicações que, quando dão de cara com os dados colhidos em nossa própria realidade, deveriam fazê-los morrer de vergonha! Mas ocorre exatamente o contrário: tomam isso como motivo de mais bravatas, de comemorações infundadas e descabidas. Essa injustificada taxa SELIC tenta fazer crer que se luta bravamente contra uma inflação, que, se retornada ao cenário de nossa economia, somente viria trazer mais miséria ao nosso povo. Sucede que ela mesma está na raiz dessa miséria, sendo, como é, responsável pela mais brutal transferência de recursos públicos para o setor privado, um setor que, no caso, é representado quase que exclusivamente pelo sistema financeiro nacional. A Constituição Cidadã, que é como Ulysses Guimarães se referia à Carta de 1988, pretendia, em seu art. 192, que o sistema financeiro nacional fosse “estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade”. Pois os senhores do capital não se conformavam com Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS as disposições nem de seu caput nem de suas alíneas, razão por que pressionaram o Governo para que esse dispositivo fosse, na prática, revogado (Emenda nº 40, de 2003), admitindo que a regulamentação – que se faz a cada dia mais necessária –, venha fatiada na forma de diversas leis complementares, nada mais fazendo senão reproduzir a velha tática de dividir para reinar. Sem legislação específica desde 1988, quando da promulgação da Constituição, o Banco Central se tem negado sistematicamente a intervir na ação deletéria dos bancos, que parecem descompromissados com os interesses da clientela, buscando tão-somente lucros só por si indecorosos. É por isso que o cliente paga para ter uma conta corrente, paga para saber seu saldo, paga para sacar – a malsinada CPMF –, paga para emitir cheque inferior a 20 reais, e ainda paga se o cheque de qualquer valor for compensado em outra agência que não a sua, ainda que seja do mesmo banco – vejam só! Quem quiser saber do saldo de sua conta, ou se precisar de um talonário extra de cheques, paga taxas exorbitantes aos bancos, que não sofrem qualquer limitação oficial. Aliás, este é o grande problema: sobre isso não há limitação oficial, nenhum regramento jurídico. Mais adiante vamos acabar pagando pelo ar que respiramos numa agência bancária... O Banco Central não exige sequer que se uniformize a nomenclatura dessas taxas, razão pela qual o cidadão não sabe o que paga nem por que paga. Moisés, levando seu povo em fuga do cativeiro no Egito, não recebeu dos céus tanto maná! E digo mais: sem justificativa plausível, as máquinas de auto-atendimento, que se espalham por todo o País, reduziram a categoria bancária quase à metade, reduzindo, ao mesmo passo, os custos salariais e sociais dos bancos e, com isso, o compromisso com os funcionários, que, de tanto desanimados, não mais reivindicam direitos e, portanto, não fazem greve, não tiram férias nem exigem planos de saúde. Quero dizer com isso que o lógico seria uma redução dos valores cobrados dos usuários, enquanto o que acontece é exatamente o contrário. Concedo o aparte, com muito prazer, ao nobre Deputado Ivan Paixão, de Sergipe. O Sr. Ivan Paixão – Nobre colega, Deputado Dimas Ramalho, nosso Líder do PPS, primeiro parabenizo V.Exa. por trazer a debate nesta Casa tema tão importante. Vou tentar contribuir com o pronunciamento, porque a sociedade está acostumada, vamos assim dizer, a assistir ao Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e ao Ministro da Fazenda, Antonio Palocci, dizerem que, a despeito de todas as questões nacionais, os fundamentos da economia serão mantidos. Salvo engano, esses fundamentos passam exatamente pelos pontos que V.Exa. apresenta e sobre os quais tece Sexta-feira 21 51163 comentário críticos, ou seja, o câmbio flutuante, uma taxa de juros elevada para refrear o consumo interno, uma meta de inflação perseguida de 5,1% e um superávit primário acima até do que o FMI preconiza para a Nação brasileira. Isso está asfixiando nossa economia, Deputado Dimas Ramalho. E a Medida Provisória nº 261, de 2003, que vai chegar em breve a esta Casa, retira do Sistema Único de Saúde 1,2 bilhão de reais, destinando-os ao Programa Fome Zero. V.Exa. trata de assunto atual, importante. Parabenizo-o pela iniciativa de trazer o tema a debate. O SR. DIMAS RAMALHO – Deputado Ivan Paixão, obrigado pelo aparte. Prossigo, Sr. Presidente. Permitam-me, retomar o assunto taxa SELIC, que, ao que se alega, entra aqui como mais um aspecto dessa luta contra a inflação. Juros altos inibem o crédito bancário e, com isso, o consumo. Pura balela! Os juros cobrados em forma de crédito pessoal estão na estratosfera. O Banco do Brasil, que pratica, por certo, as menores taxas, cobra 150% ao ano nos seus cartões de crédito. Inibidora do desenvolvimento, lá isso ela é, pelo menos enquanto mantida nos níveis atuais. Quando se cifrava em 24,48% ao ano, isso em 1996, nosso PIB crescia a 2,66%. Mantida praticamente nesse índice, o PIB de 2002 subiu apenas 1,93%. Neste ano, a taxa SELIC está por volta dos 19%, para um crescimento da economia previsto em 3,5%. Pois bem. No Chile – valha-nos um exemplo – a taxa de juros caiu, de 2000 para 2005, de 9,6% para 3,4%, período em que seu PIB teve um aumento de 21%. O que esses juros inibem, de fato, é o financiamento do setor produtivo, sendo impossível a um industrial, a um comerciante, a um agricultor, enfrentar 4% ou 5% de juros ao mês para modernizar, ampliar suas plantas, fortalecer-se, gerar emprego e renda. E impede, quase que por completo, que alguém recorra a um banco para dar início a negócios de uma microempresa. O País está sem controle do fluxo de capitais que vêm do exterior. Uma medida que entendemos polêmica, é certo, mas que precisa ser enfrentada, nem que seja por meio de formas mais amenas desse controle. Afinal, o País vê entrar enxurradas de dólares. Capitais extremamente voláteis desorganizam as contas públicas, valem-se desses juros assim, tão gordos, e depois saem daqui carregando lucros indecorosos. Por isso, por essa enxurrada de dólares, a cotação da moeda norte-americana vem caindo sistematicamente frente ao real, prejudicando enormemente as exportações, principalmente o setor agropecuário, que hoje compõe uma vasta fatia de nosso comércio exterior. Basta que se veja que insumos e implementos agrícolas são ad- 51164 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS quiridos lá fora a um dólar que, quando da exportação dos produtos, já acusa aqui queda substancial. Nosso Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, professor e doutor em agronegócios, seguindo, aliás, os passos de seu pai, já alertou: a agricultura brasileira chegou ao fundo do poço. E, ao que conheço, tem procurado dar respostas positivas ao setor. Mas, impossível negar, as dificuldades são enormes! A inflação tem outras frentes de combate. O Banco Central do Brasil exige, por portarias periódicas, a variação dos índices de depósitos compulsórios que os bancos privados estão obrigados a fazer naquele BACEN. É, para os monetaristas mais ortodoxos, uma forma de enxugar o meio circulante, reduzindo ainda mais o consumo. E tudo isso são palavras, nada mais do que palavras. Primeiro, porque se quer inibir o consumo num país em que pelo menos 40 milhões de pessoas estão afastadas da vida econômica. O correto seria a adoção de políticas públicas que estimulasse a inclusão social e não que mantivesse dessa forma esdrúxula a exclusão. Depois, esses depósitos compulsórios, pelo menos há uns 3 anos, ou seja, desde o Governo anterior, estão sendo remunerados pelo Banco Central, tornando-se não apenas um inibidor do consumo, um enxugador do meio circulante, mas sim e essencialmente uma maior fonte de lucro para os banqueiros. Que política é essa, Sr. Presidente? Os salários têm sido sistematicamente arrochados. As taxas de juros para o crédito pessoal já entraram em órbita de tão elevadas. As alíquotas referentes aos depósitos compulsórios, que em alguns instantes ultrapassam os 80%, continuam bem altas. Então, que é que se pretende mais para impedir qualquer surto inflacionário? Tais medidas, é sempre bom lembrar, compõem uma espécie de catecismo do fundamentalismo econômico, nada tendo de original. Com essas normas, até que relativamente simples, conseguem manter o País na periferia do mundo capitalista central; não o deixam alcançar, conforme necessário, preço e qualidade em produtos que possam, assim, melhor competir no mercado externo e, é lógico, serem oferecidos ao mercado interno. E assim seguem, levando somas monumentais para os cofres sempre abarrotados e rentáveis de nossos bancos, que, é de justiça lembrar, montaram um dos mais sofisticados sistemas financeiros de todo o mundo. Mas também – é de justiça observar – esse modelo tem recebido forte e paternal ajuda do Poder Público, que, à força de armadilhas que não tem conseguido desarmar, acaba por se tornar um autêntico refém desse mesmo sistema. E onde reside essa substancial ajuda? Veja-se que, quando se quer diferenciar dinheiro de capital, costuma-se dizer que dinheiro é o que trazemos no bolso e capital é o que o empresariado guarda no cofre. Outubro de 2005 Mas não se pode esquecer algo essencial. É que capital, para ser assim entendido, tem 2 atributos essenciais: o lucro e o risco. Ninguém em sã consciência iria aplicar seu dinheiro acumulado, ou melhor dizendo, seu capital, se não soubesse antecipadamente os lucros que está para obter. Mas também conscientemente sabe que corre riscos. Daí por que todos os investimentos buscam de uma só vez reduzir riscos e aumentar lucros. Até aqui nada demais. Ocorre que, no Brasil, inventaram um capital somente com lucros e que, aplicado, nenhum risco há de enfrentar. Está aí mesmo a nossa injustificável SELIC a garantir que, chova ou faça sol, os títulos públicos adquiridos pelo sistema financeiro serão resgatados pela polpuda taxa aí estabelecida. Ora, se esse lucro está garantido – quase 20% de juros numa inflação inferior a 6% – por que enfrentar riscos e financiar, por exemplo, um investimento industrial, ou ajudar Municípios na construção de rede de esgotos e em tantas e tantas coisas que dependem desses dinheiros bancários inteiramente esterilizados? Tal comportamento, vale observar, faz com que o Brasil apresente uma das menores taxas de financiamento bancário de todo o mundo, calculado, também, frente ao nosso PIB. É que, enquanto no Japão esses empréstimos representam valor superior a 100% do PIB, em nossa terra não chegam aos 30%. Edacidade dos senhores banqueiros? Esta é somente parte da explicação, porque por trás dessa voracidade estão as medidas protecionistas, perdão, paternalistas de nossos seguidos governos republicanos, em especial nas duas últimas décadas, não por acaso aquelas consideradas perdidas para a economia nacional. O resultado disso está à vista de todos. O Governo quer comemorar – e o faz com estardalhaço – um crescimento do PIB, que neste ano será de 3,5%. Esse pessoal deveria enfrentar o problema com, digamos assim, um pouco mais de pudor! Permitam-me, ao finalizar, examinar esse dado, ou seja, o crescimento do PIB. Sincera e conscientemente, nada há a comemorar. Se olharmos para trás, vamos ver que, ano passado, esse crescimento foi de 5%. Estamos, assim, perdendo e não ganhando. Se olharmos para os lados, a quota de desastre é maior ainda. A Argentina e o Chile estão crescendo a 7% e 9%, respectivamente. E, se dirigirmos nosso olhar para frente, por favor, o sinal é de quase tragédia! A China ainda guarda bolsões de miséria, com quase 1 bilhão e meio de habitantes, mas segue crescendo num ritmo quase frenético diante da necessidade de alimentar, vestir, educar e tratar da saúde desse imenso batalhão. Nossos bolsões de miséria estão aí mesmo. Na periferia das grandes cidades se morre de malária, dengue, Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS tuberculose e Mal de Chagas, pois que miséria e moléstia migram juntas do campo para a cidade. Assim, comemorar – e é isso mesmo o que o Governo está fazendo – um crescimento que nem chega a 4% é quase que agredir essa miséria! Um crescimento de 2% ou 3% ao ano é comum aos países mais ricos do planeta. É que esses percentuais, pequenos em sua expressão, são aplicados sobre produtos internos brutos 10, 20 vezes maiores que o nosso. Não podemos, portanto, nos considerar satisfeitos com resultados que, comparados com o que quisermos comparar, não nos trazem qualquer entusiasmo. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, tive o cuidado de mostrar de que forma o discurso oficial está distanciado de nossa realidade. E de que como práticas econômicas malsãs não estão atendendo, de forma alguma, aos interesses nacionais, às urgências e carências de nosso povo. É porque – assim quero entender – o povo, o ser humano, ele mesmo, não entra nas cogitações dos que elaboram, implementam e não se ruborizam em defender essas tais e tantas políticas alienadas no nosso dia-a-dia. Transformaram, ou pelo menos assim o pretenderam, a economia em uma ciência exata. Gostam de dizer “econometria”. Não o é; não pode sê-lo. Assim como não é exata, por exemplo, a Sociologia. Porque são ciências que envolvem, em sua essência, os seres humanos, no seu agir diversificado, no seu pensar múltiplo e nos resultados que obtêm assim agindo, assim pensando. As equações matemáticas, até mesmo as que se referem ao cálculo das probabilidades, têm resultado exato ou, pelo menos, indicam as possíveis margens de erro, margens que, vale observar, não aberram frente aos totais obtidos. Já a economia depende ainda da natureza, do meio ambiente em que vive o ser humano e das maneiras por ele utilizadas para interagir com esse ambiente, modificando-o, no mais das vezes e, por isso mesmo, enfrentando as reações que a natureza lhe apresenta. E essa ação modificadora e criadora de riqueza não pode ser transformada numa equação matemática em que “x”, “y” e “z” são, é certo, incógnitas, mas que têm seus valores perfeitamente encontráveis quando se chega ao resultado dessa mesma equação. Nossa realidade não é calculada nem definida por números, mas pela vontade livre do homem que pensa e sonha, sonho e pensamento sendo as variáveis com que podemos ir modificando a nossa vida. Mudanças na economia é o que desejamos e pregamos imediatamente! Durante o discurso do Sr. Dimas Ramalho, o Sr. Natan Donadon, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Inocêncio Oliveira, 1º Secretário. Sexta-feira 21 51165 O SR. ALBERTO GOLDMAN – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. ALBERTO GOLDMAN (PSDB – SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, solicito que se dê início à Ordem do Dia imediatamente. Já há quorum. Há sobre a mesa, inclusive, requerimento de retirada de matéria da pauta. Não há razão alguma para que não se vote de imediato esse requerimento. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – O Presidente da Casa, Deputado Aldo Rebelo, já está se dirigindo ao plenário para dar início à Ordem do Dia. O SR. MILTON CARDIAS – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. MILTON CARDIAS (PTB – RS. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero nesta oportunidade abordar assunto do mais alto relevo e de extrema urgência. Refiro-me à aprovação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. O anteprojeto elaborado pelo SEBRAE, após numerosos debates com entidades representativas dos negócios de menor porte de todo o País, dormita nas gavetas dos Ministérios, notadamente do Ministério da Fazenda. A falta de ousadia do Governo Federal faz com que prevaleçam os argumentos de curto prazo das autoridades fazendárias, que só vislumbram a arrecadação. Enquanto isso, os empresários sobrevivem a duras penas com legislação que, em vez de incentivar a livre iniciativa e lhes oferecer todos os meios para o seu pleno florescimento, só lhes opõe obstáculos. É verdade que há iniciativa por parte de muitos Parlamentares, que trazem as linhas gerais da proposta do SEBRAE para as proposições de sua autoria. Embora elogiável o esforço, há uma série de problemas em tal estratégia. O principal deles é o vício de iniciativa de alguns itens do anteprojeto, que muitos juristas entendem ser privativos do Presidente da República. Srs. Deputados, a Lei Geral trará inúmeros benefícios. Ela altera o regime tributário, criando o SIMPLES geral, extensivo a Estados e Municípios. Trata da definição de microempresa e de empresa de pequeno porte, ampliando os limites de enquadramento no novo SIMPLES. Cria mecanismos para ampliar o acesso aos mercados governamentais. Promove ainda a desburocratização das relações de trabalho, notadamente no que tange a uma série de obrigações acessórias, além de determinar que o foco das fiscalizações trabalhistas seja orientadora, em vez de repressora, como a que prevalece atualmente. 51166 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Prevê também estímulos à inovação tecnológica, exigindo que instituições tecnológicas públicas mantenham, sempre que solicitadas, convênio com entidades representativas de pequenas e microempresas, priorizando tecnologias voltadas para os negócios de menor porte. Facilita ainda o acesso ao Poder Judiciário, permitindo que as microempresas proponham ações perante os Juizados Especiais, atualmente só acessíveis às pessoas físicas. Cria mecanismos de ampliação do acesso ao crédito, notadamente no sistema financeiro oficial. Traz importantes mudanças no campo das regras civis, empresariais e de recuperação judicial e de falência, além de muitos outros pontos de extrema relevância. Srs. Parlamentares, um dos nossos compromissos tem sido o de lutar em favor dos pequenos empreendimentos. Temos a sincera convicção de que esse segmento merece tratamento melhor do que o que lhe tem sido dispensado até o momento. Os números atuais já são expressivos, mas poderiam ser muito mais significativos. Elas representam 20% do PIB, abrangem quase 5 milhões de empreendimentos existentes no País e empregam aproximadamente 60% dos trabalhadores formais brasileiros. Por tais razões, estamos, ao lado de inúmeros outros colegas Parlamentares, na incansável batalha em busca de melhores condições de negócio para os pequenos. Nesse sentido, integramos a Frente Parlamentar de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Entre outras proposições, apresentamos projeto para corrigir as tabelas do SIMPLES, congeladas desde 1996, no caso de microempresas, e desde 1998, no caso de empresas de pequeno porte. Propusemos também a alteração do dia de recolhimento do INSS, do dia 2 para o dia 7 de cada mês, de forma a proporcionar alívio de caixa para as empresas. É hora de nos mobilizarmos em prol dessa causa nobre. O apoio aos pequenos negócios significa o apoio ao emprego, à renda, ao espírito empreendedor do povo brasileiro e, principalmente, aos segmentos mais frágeis da população brasileira. A aprovação da Lei Geral é urgente. Há forte movimento da sociedade civil em prol de sua célere aprovação. Dele participam diversas entidades empresariais, como a Associação dos Contabilistas de Panambi, Estado do Rio Grande do Sul, que tem como Presidente o Sr. Jétson Dhein; e a Associação Comercial e Industrial de Panambi, através do Presidente Setorial dos Escritórios de Contabilidade de Panambi, Sr. Edison Ketzer; além do próprio SEBRAE. Assim, conclamamos todos os Deputados a pressionarem o Poder Executivo, a se juntarem neste esforço de melhoria do arcabouço de funcionamento dos Outubro de 2005 pequenos negócios brasileiros. Entendo que cada dia de atraso significa menos empregos, menos renda, menos desenvolvimento econômico e social para o Brasil. Meu muito obrigado a todos e que Deus em Cristo Jesus nos ajude e nos abençoe. O SR. JAIME MARTINS – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. JAIME MARTINS (PL-MG. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, demais senhoras e senhores aqui presentes e os que sintonizam a Rádio Câmara ou a TV Câmara, comemoram-se neste próximo domingo, dia 23 de outubro, os 8 anos de emancipação políticoadministrativa do Município de Córrego Fundo, situado próximo à cidade de Formiga, ambos pertencentes à região centro-oeste de Minas Gerais. Sr. Presidente, o antigo Distrito de São José do Córrego Fundo há tempos pleiteava seu desmembramento de Formiga. A almejada emancipação veio a ocorrer em 23 de outubro de 1997. Razões não faltavam para tal: desde a pujança econômica da localidade à vontade política de seus habitantes em se auto-administrarem. Consolidada a conquista, o Município retirou o nome do santo de sua nova denominação, passando a chamar-se tão-somente Córrego Fundo. São José, porém, continua velando, na condição de padroeiro, pelas 5.500 almas do local. O clima e a temperatura agradáveis, evidentemente, também continuam os de sempre, graças à altitude de 844 metros. Córrego Fundo, nobres colegas, tem crescido de forma contínua. Para se ter uma idéia, o total da arrecadação municipal entre 1999 e 2002 praticamente dobrou, passando de 2 milhões de reais para pouco mais de 4 milhões de reais. Além da atividade agropecuária, o Município destaca-se pela extração e pela transformação de minerais não-metálicos. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, demais senhoras e senhores, parabenizo os moradores de Córrego Fundo pelo transcurso de mais um aniversário de consolidação de sua independência. Representando com inteira justiça a população da cidade, envio saudação especial ao dinâmico Prefeito Municipal, Valdir Martins Ferreira. Cumprimento ainda todos os Vereadores e cada cidadão que ali reside pelo transcurso da data. Parabéns, Córrego Fundo! Muito obrigado. O SR. FERNANDO DE FABINHO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. FERNANDO DE FABINHO (PFL – BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, venho a esta tribuna um pouco preocupado com a questão da gripe do franco. Ela não chegou ainda neste País, mas os jornais de hoje trazem uma preocupação por parte do próprio Governo Federal, que já prevê a chegada no Brasil dessa gripe, o que vai trazer prejuízos muito grandes para a área econômica e para a vida de todos nós. O que queremos é que o Governo não repita o mesmo pecado cometido quando da não liberação de recursos para a febre aftosa. O Executivo percebeu que houve um erro na parte de liberação de recursos. Talvez não tenha havido por parte do Ministério. Mas ele precisa estar atento a essa realidade. O Governo tem que se preocupar com este momento que atinge os países da Europa e da Ásia. Queremos ter a tranqüilidade de que, se chegar ao Brasil – que Deus nos livre disso –, haja essa preocupação. Vai haver prejuízo econômico. E não estamos preparados para ter mais um. Já estamos enfrentando esse prejuízo na exportação da carne de boi. Inclusive o mercado interno sofre de uma forma desnecessária, porque hoje estamos vendo despencar o preço da arroba do boi justamente por conta foco de febre aftosa que se instalou no País. Queremos deixar esse nosso apelo e chamar a atenção do Governo e do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que tenham cuidado com essa realidade nacional. Muito obrigado. O SR. ALBERTO GOLDMAN – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. ALBERTO GOLDMAN (PSDB – SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, vamos votar. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – O Presidente Aldo Rebelo está preso pela imprensa. O SR. ALBERTO GOLDMAN – V.Exa. está na Presidência, é o Presidente. Vamos votar, Sr. Presidente, já está na hora, estamos todos aqui. Termine o Grande Expediente, vamos parar com esse negócio de breves comunicações aos milhares. Vamos votar! O Regimento existe para ser cumprido! O Presidente Aldo Rebelo cobrou nossa presença em plenário até as 16h30min, no limite. S.Exa. sabe por que precisamos fazer essa sessão agora, tem plena consciência, para reunir o Conselho de Ética e terminar o que deixou de ser feito. Então, pediria a V.Exa. que iniciasse a Ordem do Dia, cumprindo o Regimento. Já passamos do horário. Sexta-feira 21 51167 O SR. LUIZ COUTO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. LUIZ COUTO (PT – PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, diversas entidades da cidade de Patos, Estado da Paraíba, encaminharam correspondência ao Exmo. Sr. Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestando total solidariedade e apoio ao Governo para que seja executada a integração de bacias a partir do Rio São Francisco, a chamada transposição de águas. Assinam essa correspondência o Grupo Independente de Análise e Ação Social e Política de Patos; o Rotary Club de Patos; o Rotary Club de Patos Norte e Sul; a Associação Comercial de Patos; o Conselho de Cristandade de Patos; e a Associação dos Industriais de Doces da Paraíba. Essa é mais uma manifestação em prol da transposição de águas do Rio São Francisco. Sr. Presidente, aproveito o momento para ressaltar a importância do referendo do próximo domingo, quando a população brasileira poderá dizer que não aceita a comercialização de armas de fogo e munição. Esperamos que a sociedade perceba a importância de votar “sim”. Infelizmente, as armas compradas legalmente e registradas terminam caindo nas mãos de quadrilhas de assaltantes. Segundo depoimento de testemunha da CPI do Tráfico de Armas, no Rio Grande do Sul há um consórcio de quadrilhas: pessoas compram armas, com registro e porte, e as emprestam a quadrilhas para que cometam crimes. E cobram pelo empréstimo. Esse é mais um motivo para acabarmos com o comércio de armas e munições. Somente aqueles que têm condição de assegurar a ordem e a tranqüilidade podem ter porte e registro de arma. Temos o direito fundamental à vida, à integridade física, à tranqüilidade, à paz e à segurança. Não podemos agora admitir que a posse de arma de fogo seja um direito. Se fosse um direito, seria para todos. Não existe direito para A ou B. A arma é responsável por diversas mortes, por acidentes em casa, por suicídios. Mas a população brasileira terá a possibilidade, no domingo, de dizer “sim”, ou seja, de se manifestar favoravelmente à proibição do comércio de armas e munição em nosso País. O SR. RONALDO DIMAS – Sr. Presidente, peço a palavra para uma questão de ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. 51168 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. RONALDO DIMAS (PSDB – TO. Questão de Ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o art. 82 do Regimento Interno diz: “Art. 82. Às onze ou às dezesseis horas, conforme o caso, passar-se-á a tratar da matéria destinada à Ordem do Dia (...)”. É impositiva a regra, Sr. Presidente. O § 2º do mesmo artigo determina: “Art. 82. ................................................ .............................................................. § 2º Havendo matéria a ser votada e número legal para deliberar, proceder-se-á imediatamente à votação, interrompendo-se o orador que estiver na tribuna”. Sr. Presidente, é muito claro o Regimento. A questão de ordem que apresento a V.Exa. tem o objetivo de suscitar o início imediato da Ordem do Dia. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – V.Exa. tem razão. A questão de ordem é fundamentada. Esta Presidência a recebe e informa que o Deputado Aldo Rebelo, Presidente da Casa, vai dar início à Ordem do Dia. O SR. GERVÁSIO SILVA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. GERVÁSIO SILVA (PFL – SC. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, com muita satisfação registro a presença de Danilo Daga, VicePrefeito do Município de Águas Frias, Santa Catarina, e dos assessores Eldimar Jagnow e Cleto Cadias. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o pronunciamento que faço hoje serve para retratar a indignidade de um povo justo e correto ante a irresponsável e absurda atitude tomada pela FUNAI, ao designar um Grupo Técnico para apresentar relatório a fim de demarcar área localizada no oeste de Santa Catarina, meu Estado natal, área esta que há mais de 80 anos é cultivada e cuidada por descendentes de alemães, italianos, poloneses, espanhóis e portugueses, que para lá se deslocaram na década de 20 do século passado e, de forma inquestionável e indiscutível, tomaram posse e legitimaram suas propriedade perante a lei e o Estado brasileiro. Mas, apesar destas evidências inequívocas, ainda assim indígenas instigados pelo Conselho Indigenista Missionário, braço operativo vinculado a Igreja Católica, conforme relatou o magistrado da 1ª Vara Federal de Chapecó, invadiram a propriedade do agricultor Carlos Flaviano Zimmer, um destes valorosos colonizadores a que me referi anteriormente, em 10 de julho 2000, de forma arbitrária e ilegal. Por esta razão, necessários, justos e oportunos são os esclarecimen- Outubro de 2005 tos que aqui apresento, na forma de resumo de alguns aspectos críticos do relatório do Prof. Hilário Rosa, antropólogo contratado pelos agricultores para, junto com o Dr. Leocir Roque Dacroce, contestar o relatório de Kimiye Tomasino, antropóloga contratada e designada pela FUNAI para elaboração de laudo antropológico. Iniciamos afirmando, com base nos estudos realizados, que: 1) este conflito injusto foi fabricado por forças inimigas da justiça, da paz e do bem-estar social do nosso País; 2) através dele, com tristeza, vemos, mais uma vez, o comprometimento e a imagem de uma instituição criada com a nobre missão de ser o braço do Governo para administrar os interesses das comunidades indígenas do Brasil; 3) da FUNAI, como sucessora do antigo SPI, esperava-se muito no sentido de que fosse capaz de superar alguns erros ou vícios do passado no trato com o problema indígena; que adotasse uma nova filosofia a respeito das relações étnicas em nosso País, capaz de interpretar com equilíbrio e justiça as nossas relações sociais, promovesse a integração nacional, e que nunca perdesse de vista o que está estatuído no art. 5º da Constituição Federal de 1988; 4) A Constituição é um verdadeiro hino à liberdade e à igualdade dentre os povos formadores da nacionalidade brasileira, rejeitando todas e quaisquer formas de discriminações e de preconceitos, funcionando como um verdadeiro instrumento do Governo na construção de um ambiente social, onde, sem prejuízo da justiça, estivessem garantidos os objetivos nacionais permanentes da integração nacional e da paz social, onde os conflitos fossem evitados, quando não administrados de uma forma ética e justa, em nome da nacionalidade, da lei e da ordem pública em geral; 5) infelizmente, neste caso, com este processo administrativo, assiste-se exatamente ao contrário. Isto porque a FUNAI desertou do seu dever institucional e do seu compromisso ético e político com a integração nacional, determinada pela Lei Maior do nosso País, ficando a reboque de ONGs, como o CIMI, que, como é público e notório, deixou-se levar por uma visão sectária e carregada de condicionamentos político-ideológicos sobre o problema indígena; 6) o CIMI e os antropólogos sob o seu controle, como é o caso da antropóloga Kimiye Tomasino, que presidiu e coordenou os trabalhos do Grupo Técnico, para elaboração do relatório de identificação de área indígena, instituído pela Portaria da FUNAI nº 928, de 06 de setembro de 2000, tudo fizeram para ridicularizar e Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS desrespeitar aqueles objetivos nacionais, e, com um sentimentalismo exagerado, mal orientado, quando não falso, a respeito dos nossos índios, não fazem senão defender interesses escusos e sombrios de poderosos interesses internacionais que querem amarrar o Brasil, impedindo o seu desenvolvimento social e econômico; 7) este conflito agrário, nos Municípios de Cunha Porã e Saudades, patrocinado pela FUNAI contra pobres e indefesos produtores rurais, que vivem em suas pequenas chácaras ou sítios, produzindo alimentos para o nosso País e para o mundo, gerando milhares de empregos e muitos impostos para os Governos Federal, Estaduais e Municipais, praticando uma exemplar experiência de agricultura familiar no oeste catarinense, foi artificialmente criado pelo CIMI; 8) como se sabe – é de domínio público –, esta ONG religiosa, criada em 1972, como uma decorrência do famigerado Congresso Multirracial de Barbados, na América Central, ligada à Igreja Católica, compromissada com ONGs estrangeiras, teve o desplante de pressionar as autoridades do Poder Executivo, e até mesmo do Ministério Público, para que fosse criado um Grupo de Trabalho e se instaurasse um processo administrativo, questionando a legalidade e a legitimidade das posses e propriedades daqueles pobres colonos do oeste catarinense, em nome dos supostos direitos indígenas, dos Guaranis que vivem em Nonoai, Rio Grande do Sul, há mais de 80 anos, onde dispõem de terras abundantes e de excelente qualidade, com mais de 35.000 hectares; 9) a conseqüência inevitável desta atitude do órgão tutor é a leitura nada abonadora que a sociedade local e nacional está fazendo desse comportamento institucional, concluindo que a FUNAI precisa que o CIMI lhe abra os olhos para a realidade indígena, pois essa autarquia do Governo Federal confessa-se incapaz de tratar com um problema que, constitucional e institucionalmente, é de competência exclusivamente sua; 10) incrível que, dispondo de todas as informações a respeito, constantes dos seus arquivos, e as de pleno conhecimento público sobre a realidade étnica, socioeconômica e cultural do oeste catarinense, tenha se deixado levar pelas manipulações daquela realidade patrocinadas pelo braço operativo da Igreja Católica, vinculado a Diocese de Chapecó, restando claro, para todos os que tiveram acesso aos documentos – eis que público são – que tal instituição ficou completamente desmoralizada nas suas dúbias atitudes para com os direitos dos pequenos agricultores daquela área, eis, que, com o registro nas informações prestadas, às fls. 280 dos autos do habeas-corpus nº 2000.04.01.129402-4, pelo Meritíssimo Juiz Federal, Sexta-feira 21 51169 Dr. Narciso Leandro Xavier Baes, ao Exmo. Sr. Juiz Relator, Dr. José Luiz B. Germano da Silva, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região de Porto Alegre, em 23 de outubro de 2000, restou assim relatado sua indesculpável atuação; 11) transcrevemos na íntegra nos exatos termos relatados: “Em Julho de 2000, um grupo de aproximadamente 150 (cento e cinqüenta) indígenas da comunidade Guarani-Araçá, orientados e instigados por integrantes do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), foram deslocados da reserva indígena de Nonoai/RS, onde viviam em paz e harmonia há mais de 70 (setenta) anos, para ocupar uma área de terras particulares, no Município de Saudades/SC, escrituradas desde 1927, passando a reivindicar o domínio desse local, sob o argumento de que seus antepassados ali viveram. Em razão dessa ocupação, os proprietários dos imóveis esbulhados ingressaram com ação de reintegração de posse nº 2000.72.02.001916-1 “; 12) portanto, Sr. Presidente, fácil concluir que a FUNAI só deu origem ao processo administrativo, após a invasão e as insistentes campanhas pela mídia e pela Internet por parte do CIMI, conclamando autoridades, desde a Presidência da República, ao Ministério da Justiça, à FUNAI e Procuradoria-Geral da República a fazê-lo. Os documentos constantes nos anexos do processo administrativo instituído pela Portaria n° 928 FUNAI/MJ, não deixam a menor dúvida neste sentido; 13) resumindo, a FUNAI só instaurou este processo administrativo porque o Conselho Indigenista Missionário assim o exigiu; 14) o resultado, infelizmente, e que já é do pleno domínio público, é a insegurança jurídica criada em toda aquela região do oeste catarinense, pois o Governo brasileiro, numa afronta ao que determina a Constituição Federal e a Lei Federal n° 9.784, de 29 de janeiro de 1999, permitiu a instalação de tal grupo de estudos para aquela área; 15) na área, exclusivamente voltada ao trabalho e à produção de uma respeitável fatia do PIB Nacional – R$17 bilhões, só no ano de 2004, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas – agora reina a instabilidade, a insegurança, o desânimo e a desmotivação nas comunidades originárias daqueles antigos imigrantes alemães, italianos, teuto-russos, espanhóis e de migrantes filhos de colonos alemães e italianos, já radicados no Rio Grande do Sul desde o século XIX; 51170 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 16) a região sempre foi um orgulho para o Brasil, pelos seus padrões de eficiência, de produtividade, de equilíbrio social, admirada e conhecida no mundo todo como a área mais eficiente em produtividade de proteína animal por metro quadrado do mundo; 17) agora é comum ouvir-se, na região do Araçá, o desespero das famílias que, repetidamente, assim se manifestam: “Compramos as áreas do próprio Governo que adora quer expropriar-nos. É um roubo! A FUNAI e o CIMI, com a anuência do Governo, querem nos levar para a miséria e a indigência, pois, sem nossas propriedades e o nosso trabalho de todos os dias, onde vamos obter o sustento nosso e de nossos filhos com dignidade e respeito? Não sobreviveremos”. Ou então: “É uma injustiça contra nós que trabalhamos de sol a sol. Os índios têm terra de sobra, milhares de hectares lá, em Nonoai, e não precisam dessas terras aqui! É uma birra desses falsos irmãos leigos do CIMI, que não tendo o que fazer, são agitadores que ficam desgraçando a vida dos outros, ou se prestam a vender a nossa pátria e sua soberania, avidamente sujeitando-se às esmolas do dinheiro inescrupuloso de algumas ONGs internacionais, visando se apropriar das nossas terras e do seu rico subsolo, como, as águas do Aqüífero Botucatu, que estranhamente, de 1999 e 2000 para cá, coincidentemente inicio do conflito local pela terra com os índios, passou a ser denominado de Aqüífero Guarani”; 18) é penoso e pungente ver aquela situação e sentir aquele estado de espírito. O desânimo é geral. Colonos de áreas vizinhas acham que a FUNAI não vai parar mais e, guiada pelo CIMI, vai acabar querendo as ares deles também. É uma situação de pânico social, franca e explícita, sentida por todos que por lá passarem; 19) e tudo isto está acontecendo porque as autoridades do Ministério da Justiça, da FUNAI e do Governo Federal, de modo equivocado fazem uma interpretação e aplicação inadequada do Direito Indígena; 20) confundem posse imemorial, tradicionalidade histórica, com o princípio constitucional de: terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e as por eles ocupadas em caráter permanente; 21) conclui-se assim, Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, pelo relatório crítico de contestação do Prof. Hilário Rosa, Mestre em Ciências Humanas e Sociais, Antropólogo e Sociólogo Outubro de 2005 e Historiador, que ficou mais do que demonstrado – eu diria verdadeiramente escancarado – que a antropóloga Kimiye Tomasino, por mais que se tenha esforçado, sequer conseguiu comprovar a posse imemorial daquelas terras do Rio Araçá e Araçazinho em Cunha Porá e Saudades, no Estado de Santa Catarina, pelos Guarany de Nonoai do Rio Grande do Sul; 22) e é bom que se repita: a Constituição Federal de 1988 não fala em posse imemorial, mas em terras tradicionalmente ocupadas no presente e de habitação permanente. E isto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, nunca se comprovou em relação às terras de Araçá/Araçazinho em Cunha Porã e Saudades. A referida antropóloga Kimiye Tomasino, que presidiu o GT da FUNAI, não teve a independência necessária para a elaboração e formulação do mérito desta questão. Limitou-se a seguir a ótica do CIMI; 23) portanto, pode-se concluir deste processo que a FUNAI e o GT que ela instituiu para a identificação e delimitação da errônea terra indígena Guarani de Araçá deixaram-se influenciar e monitorar pelo Conselho Indigenista Missionário, ONG, ligada a Igreja Católica, que, como provam os diversos documentos acostados ao processo, teve um papel decisivo e determinante para esta irresponsável, injusta e descabida atitude de parte da FUNAI; 24) resta claro que está mais do que evidente, que a FUNAI deixou-se monitorar, atropelar, conduzir pela catilinária ideológica deflagrada pelo CIMI; 25) infelizmente a antropóloga Kimiye Tomasino, ficou refém de toda a documentação produzida por aquela ONG, braço da Igreja Católica para os assuntos Indígenas. Ela não foi capaz de libertar-se daqueles condicionamentos ideológicos, nem mesmo em questões cruciais do mérito da questão, submetendo-se, criticamente, a toda visão ideológica da cultura guarani importada do Paraguai, via Jesuíta Bartyomeu Meliá e Rubem F. Thomaz de Almeida, ignorando importantes fontes documentais existentes em nossos arquivos, que poderiam ter dado fundamentação cientifica, verdadeira e justa ao seu trabalho. 26) Ora, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, esta postura ideológica da FUNAI e do GT é vedada pelo que dispõe o art. 37 da nossa Carta Magna de 1988, que submete a administração pública aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; 27) assim, alternativa não resta aos cidadãos de bem e que queiram respeitar o Estado Democrático de Direito cantado e decantado em nossa Constituição Republicana de 1988, a não ser concluir, por- Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS tanto, que o laudo antropológico de lavra da senhora Kimiye Tomasino, afastando-se dos cânones de uma adequada fundamentação cientifica que o trabalho requeria, deixou muito claro que ela se submeteu perfeitamente às exigências ideológicas do CIMI, o que não é admissível na elaboração de um trabalho desta natureza; 28) e isto constituiu um vício irreparável, que comprometeu toda a credibilidade do seu trabalho, pois fere frontalmente o que dispõe os art. 1º e 2º do Decreto nº 1.775, de 1996, e os considerandos técnicos e regulamentadores da Portaria da FUNAI nº 14, de 9 de janeiro de 1996; 29) materializando e comprovando as conclusões da CPI do Congresso Nacional de 1999 sobre a FUNAI, no que se refere à interferência ideológica das ONGs na produção dos relatórios de identificação e delimitação de supostas áreas indígenas no território brasileiro, restou meridianamente claro que o entendimento da FUNAI e da antropóloga Kimiye Tomasino, quanto à identificação de uma terra indígena, está completamente divorciado do entendimento atual do STF, externado pela Súmula 650-STF, que consolidou a jurisprudência sobre o reconhecimento de terras indígenas, com base nos seguintes julgados: Recurso Extraordinário nº 219.983-3 – Relator Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ 17 de setembro de 1999, e Recurso Extraordinário nº 174.488.0 SP – Relator Ministro Ilmar Galvão, 2ª Turma, DJ 13 de agosto de 1999; 30) como todos sabem, esta súmula não reconhece a doutrina de posse imemorial e consagra o princípio jurídico da ocupação atual e permanente das terras tradicionais de ocupação indígena. Explicando que os supostos direitos da suposta comunidade indígena de Araçá só mereciam o abrigo constitucional se os índios lá estivessem em 05 de outubro de 1988. Como se sabe, isto não ocorreu, pois eles lá somente foram postos em 10 de julho de 2000, tentando legitimar uma operação criada e montada por algumas instituições que a custa da boa-fé alheia tenta vender o nosso País ao interesse antinacional; 31) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputadas, o Congresso Nacional, e esta Casa em particular, trata das matérias mais variadas e importantes que dizem respeito á vida de todos os brasileiros. É, portanto, o foro adequado para deliberar e discutir; ou ainda, para denunciar e anunciar os absurdos que se cometem contra nosso povo. Por isto, é importante deixar muito claro para todos que o nós queremos e exigimos do Governo uma postura adequada, justa, perfeita e legal para esta situação que requer atu- Sexta-feira 21 51171 ação firme e com a responsabilidade que a mesma reclama; 32) não podemos esquecer que a condição de legítimos proprietários e possuidores, dos pequenos agricultores familiares da região oeste de Santa Catarina, é patente e induvidosa; 33) as terras que exploram e da qual tiram o sustento para suas famílias e alimento para o mundo, além de divisas para nosso País, foram adquiridas, originariamente do Estado de Santa Catarina, por delegação da União, de forma correta e legal, têm cadeias dominiais perfeitas e irrepreensíveis; 34) no que tange à posse, a situação não é diferente, pois aqueles trabalhadores rurais com suas famílias exercitam a detenção corpórea daqueles imóveis rurais há mais de 80 anos, de forma mansa, pacífica, sem oposição ou mesmo interrupção; 35) muitas e muitas benfeitorias estão erigidas sobre tais áreas e todos nós sabemos que a FUNAI, ou mesmo a União, não tem recursos para prover as indenizações cabíveis, caso esta absurda e irresponsável pretensão de demarcar uma reserva indígena em terras onde nunca existiu uma antes prospere; 36) nós precisamos de uma vez por todas compreender que estas demarcações e ampliações de áreas indígenas pretendidas pela FUNAI são absurdas, inoportunas e censuráveis, tanto do âmbito do bom senso, como no campo jurídico, pois o direito de propriedade, consagrado e insculpido em nossa Constituição e nas demais legislações pátrias, estão sendo ameaçados, e, se isto prosperar, além de corrermos o risco de uma desestabilização geral do Estado Democrático de Direito, poderá acabar com um modelo de distribuição de renda exemplar para o mundo com a extinção de propriedades familiares rurais de colonos brasileiros que só cometeram um deslize em suas vidas acreditar na Nação brasileira. “Não” às absurdas demarcações! Viva a justiça! Viva a liberdade! Viva a verdadeira democracia! Viva o Brasil! Era o que tinha a dizer. O Sr. Inocêncio Oliveira, 1º Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Aldo Rebelo, Presidente. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Apresentação de proposições. Os Senhores Deputados que tenham proposições a apresentar queiram fazê-lo. 51172 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Outubro de 2005 Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS VI – ORDEM DO DIA PRESENTES OS SEGUINTES SRS. DEPUTADOS: RORAIMA Alceste Almeida PTB Dr. Rodolfo Pereira PDT Luciano Castro PL Maria Helena PSB Suely Campos PP Total de Roraima: 5 AMAPÁ Coronel Alves PL Davi Alcolumbre PFL Eduardo Seabra PTB Gervásio Oliveira PMDB Total de Amapá: 4 PARÁ Ann Pontes PMDB Asdrubal Bentes PMDB Nilson Pinto PSDB Raimundo Santos PL Vic Pires Franco PFL Zé Geraldo PT Zé Lima PP Total de Pará: 7 AMAZONAS Átila Lins PMDB Lupércio Ramos PMDB Silas Câmara PTB Vanessa Grazziotin PCdoB Total de Amazonas: 4 Sexta-feira 21 51173 Maurício Rabelo PL Osvaldo Reis PMDB Ronaldo Dimas PSDB Total de Tocantins: 5 MARANHÃO Albérico Filho PMDB Antonio Joaquim PSDB Clóvis Fecury PFL Dr. Ribamar Alves PSB Gastão Vieira PMDB João Castelo PSDB Pedro Fernandes PTB Remi Trinta PL Sarney Filho PV Terezinha Fernandes PT Total de Maranhão: 10 CEARÁ Almeida de Jesus PL Antenor Naspolini PSDB Antonio Cambraia PSDB Ariosto Holanda PSB Bismarck Maia PSDB Eunício Oliveira PMDB Gonzaga Mota PSDB Inácio Arruda PCdoB João Alfredo PSOL José Pimentel PT Léo Alcântara PSDB Moroni Torgan PFL Pastor Pedro Ribeiro PMDB Vicente Arruda PSDB Zé Gerardo PMDB Total de Ceará: 15 PIAUÍ RONDÔNIA Anselmo PT Hamilton Casara PSDB Natan Donadon PMDB Total de Rondônia: 3 ACRE Henrique Afonso PT João Correia PMDB João Tota PP Nilson Mourão PT Perpétua Almeida PCdoB Ronivon Santiago PP Total de Acre: 6 TOCANTINS Darci Coelho PP Homero Barreto PTB Átila Lira PSDB Ciro Nogueira PP Moraes Souza PMDB Mussa Demes PFL Total de Piauí: 4 RIO GRANDE DO NORTE Álvaro Dias PDT Fátima Bezerra PT Iberê Ferreira PSB Total de Rio Grande do Norte: 3 PARAÍBA Benjamin Maranhão PMDB Domiciano Cabral PSDB Enivaldo Ribeiro PP Inaldo Leitão PL 51174 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Luiz Couto PT Marcondes Gadelha PSB Philemon Rodrigues PTB Wilson Santiago PMDB Total de Paraíba: 8 PERNAMBUCO André de Paula PFL Gonzaga Patriota PSB Inocêncio Oliveira PL Joaquim Francisco PFL Jorge Gomes PSB José Chaves PTB José Múcio Monteiro PTB Luiz Piauhylino PDT Maurício Rands PT Pastor Francisco Olímpio PSB Paulo Rubem Santiago PT Pedro Corrêa PP Roberto Freire PPS Roberto Magalhães PFL Total de Pernambuco: 14 ALAGOAS Benedito de Lira PP Helenildo Ribeiro PSDB Maurício Quintella Lessa PDT Olavo Calheiros PMDB Rogério Teófilo PPS Total de Alagoas: 5 SERGIPE Bosco Costa PSDB Cleonâncio Fonseca PP Heleno Silva PL Ivan Paixão PPS Jackson Barreto PTB Jorge Alberto PMDB José Carlos Machado PFL Total de Sergipe: 7 BAHIA Claudio Cajado PFL Colbert Martins PPS Coriolano Sales PFL Daniel Almeida PCdoB Edson Duarte PV Fábio Souto PFL Félix Mendonça PFL Fernando de Fabinho PFL Guilherme Menezes PT João Almeida PSDB Jonival Lucas Junior PTB Josias Gomes PT Jutahy Junior PSDB Luiz Carreira PFL Milton Barbosa PSC Paulo Magalhães PFL Severiano Alves PDT Walter Pinheiro PT Zelinda Novaes PFL Zezéu Ribeiro PT Total de Bahia: 20 MINAS GERAIS Ademir Camilo PDT Alexandre Maia PMDB Ana Guerra PT Aracely de Paula PL Carlos Mota PSB Carlos Willian PMDB César Medeiros PT Eduardo Barbosa PSDB Eliseu Resende PFL Ivo José PT Jaime Martins PL João Paulo Gomes da Silva PSB Lael Varella PFL Leonardo Monteiro PT Lincoln Portela PL Marcello Siqueira PMDB Márcio Reinaldo Moreira PP Maria do Carmo Lara PT Mário Assad Júnior PSB Mário Heringer PDT Mauro Lopes PMDB Odair Cunha PT Reginaldo Lopes PT Roberto Brant PFL Romel Anizio PP Sérgio Miranda PDT Virgílio Guimarães PT Total de Minas Gerais: 27 ESPÍRITO SANTO Iriny Lopes PT Manato PDT Marcelino Fraga PMDB Marcus Vicente PTB Nilton Baiano PP Renato Casagrande PSB Rose de Freitas PMDB Total de Espírito Santo: 7 RIO DE JANEIRO Aldir Cabral PFL Alexandre Cardoso PSB Almerinda de Carvalho PMDB Outubro de 2005 Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Almir Moura PFL Antonio Carlos Biscaia PT Bernardo Ariston PMDB Carlos Nader PL Carlos Santana PT Deley PSC Edson Ezequiel PMDB Eduardo Cunha PMDB Eduardo Paes PSDB Jandira Feghali PCdoB João Mendes de Jesus PSB Jorge Bittar PT José Divino PMR Josias Quintal PSB Julio Lopes PP Leonardo Picciani PMDB Luiz Sérgio PT Miro Teixeira PDT Reinaldo Betão PL Rodrigo Maia PFL Simão Sessim PP Vieira Reis PMR Total de Rio de Janeiro: 25 SÃO PAULO Alberto Goldman PSDB Aldo Rebelo PCdoB Amauri Gasques PL Angela Guadagnin PT Antonio Carlos Mendes Thame PSDB Arnaldo Faria de Sá PTB Ary Kara PTB Carlos Sampaio PSDB Celso Russomanno PP Cláudio Magrão PPS Corauci Sobrinho PFL Devanir Ribeiro PT Dimas Ramalho PPS Durval Orlato PT Elimar Máximo Damasceno PRONA Enéas PRONA Ivan Valente PSOL Jamil Murad PCdoB João Batista PP José Dirceu PT Jovino Cândido PV Julio Semeghini PSDB Luiz Carlos Santos PFL Luiz Eduardo Greenhalgh PT Luiza Erundina PSB Marcelo Barbieri PMDB Marcelo Ortiz PV Milton Monti PL Sexta-feira 21 51175 Nelson Marquezelli PTB Orlando Fantazzini PSOL Professor Irapuan Teixeira PP Professor Luizinho PT Ricardo Izar PTB Roberto Gouveia PT Salvador Zimbaldi PSB Silvio Torres PSDB Telma de Souza PT Vadão Gomes PP Vicentinho PT Walter Barelli PSDB Wanderval Santos PL Total de São Paulo: 41 MATO GROSSO Carlos Abicalil PT Celcita Pinheiro PFL Lino Rossi PP Pedro Henry PP Teté Bezerra PMDB Thelma de Oliveira PSDB Total de Mato Grosso: 6 DISTRITO FEDERAL Alberto Fraga PFL Jorge Pinheiro PL Maninha PSOL Osório Adriano PFL Tatico PTB Wasny de Roure PT Total de Distrito Federal: 6 GOIÁS João Campos PSDB Luiz Bittencourt PMDB Neyde Aparecida PT Pedro Canedo PP Pedro Chaves PMDB Professora Raquel Teixeira PSDB Ronaldo Caiado PFL Sandes Júnior PP Vilmar Rocha PFL Total de Goiás: 9 MATO GROSSO DO SUL Antonio Cruz PP Geraldo Resende PPS João Grandão PT Nelson Trad PMDB Vander Loubet PT Waldemir Moka PMDB Total de Mato Grosso do Sul: 6 51176 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PARANÁ Affonso Camargo PSDB Airton Roveda PTB Cezar Silvestri PPS Chico da Princesa PL Colombo PT Dilceu Sperafico PP Dr. Rosinha PT Dra. Clair PT Eduardo Sciarra PFL Giacobo PL Gustavo Fruet PSDB Iris Simões PTB Nelson Meurer PP Odílio Balbinotti PMDB Oliveira Filho PL Osmar Serraglio PMDB Reinhold Stephanes PMDB Ricardo Barros PP Vitorassi PT Total de Paraná: 19 SANTA CATARINA Adelor Vieira PMDB Carlito Merss PT Edison Andrino PMDB Fernando Coruja PPS Gervásio Silva PFL Ivan Ranzolin PFL Jorge Boeira PT Leodegar Tiscoski PP Paulo Afonso PMDB Vignatti PT Zonta PP Total de Santa Catarina: 11 RIO GRANDE DO SUL Afonso Hamm PP Beto Albuquerque PSB Francisco Turra PP Henrique Fontana PT Júlio Redecker PSDB Luis Carlos Heinze PP Marco Maia PT Mendes Ribeiro Filho PMDB Milton Cardias PTB Onyx Lorenzoni PFL Orlando Desconsi PT Pastor Reinaldo PTB Paulo Gouvêa PL Paulo Pimenta PT Pompeo de Mattos PDT Wilson Cignachi PMDB Outubro de 2005 Yeda Crusius PSDB Total de Rio Grande do Sul: 17 O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – A lista de presença registra o comparecimento de 294 Senhoras Deputadas e Senhores Deputados. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Passa-se à apreciação da matéria sobre a mesa e da constante da Ordem do Dia. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Item 1. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 258, DE 2005 (Do Poder Executivo) Discussão, em turno único, da Medida Provisória nº 258, de 2005, que dispõe sobre a Administração Tributária Federal e dá outras providências. Pendente de parecer da Comissão Mista. PRAZO NA COMISSÃO MISTA: 4-8-05 PRAZO NA CÂMARA: 18-8-05 SOBRESTA A PAUTA EM: 5-9-05 (46º DIA) PRORROGAÇÃO (CN): 20-9-05 a 1811-05. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Sobre a mesa requerimento do Líder do PSDB, Deputado Alberto Goldman, em que solicita a retirada de pauta da Medida Provisória nº 258, de 2005. Sr. Presidente, requeiro a V. Exa., nos termos do inciso VI do art. 117, combinado com item 1, alínea a, inciso I, do art. 101 do Regimento Interno, a retirada de pauta da MP nº 258/05, que “dispõe sobre a Administração Tributária Federal e dá outras providências”. Sala das Sessões, 20 de outubro de 2005. – Alberto Goldman, Líder do PSDB. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Antes de passar a palavra aos Deputados que vão encaminhar a matéria, presto um esclarecimento e dou uma satisfação às companheiras e companheiros Deputados. Temos assumido o compromisso de iniciar a Ordem do Dia sempre a partir das 16h. Estamos ainda em processo de adaptação. Isso não pode ser feito também de maneira truculenta. Ontem tentamos começar às 16h30min, mas, de vez em quando, não temos condições de evitar que o Grande Expediente invada o período da Ordem do Dia. É também uma violência retirar o nome de um companheiro que se inscreveu por um sorteio, que nem sempre contempla os Deputados, e cancelar sua inscrição para o Grande Expediente. De qualquer forma, vamos estudar, na próxima semana, em conjunto com a Mesa Diretora, medidas que assegurem que a Ordem do Dia tenha início e Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS que haja tempo para o Pequeno Expediente e para o Grande Expediente. Uma que eu cogito e que adianto aqui para a reflexão das senhoras e dos senhores, a qual vou submeter à Mesa, é que, no caso dos discursos dados como lidos, eles venham automaticamente para a Mesa, porque termina sendo um “Mini pequeno” Expediente. O Deputado pede para encaminhar o discurso como lido, e ali fica por 2 ou 3 minutos. Atrasamos, assim, aquilo que é regimentalmente obrigatório: o Pequeno Expediente e o Grande Expediente. Mas vamos, com paciência, sem prejudicar ninguém e beneficiando todos, como ensinava o poeta argentino, adaptando as nossas providências. Por essa razão, houve esse atraso, em função dessa contingência. Então, peço desculpas às senhoras e aos senhores. O SR. RONALDO DIMAS – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. RONALDO DIMAS (PSDB – TO. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, formulei uma questão de ordem há pouco e gostaria de colocá-lo a par do assunto. O art. 82 do Regimento Interno determina: “Art. 82. Às onze ou às dezesseis horas, conforme o caso, passar-se-á a tratar da matéria destinada à Ordem do Dia”. Ele é impositivo. “§ 2º Havendo matéria a ser votada e número legal para deliberar, proceder-se-á imediatamente à votação, interrompendo-se o orador que estiver na tribuna”. Então, havendo quorum, a Ordem do Dia tem de ser iniciada às 16h. Foi essa a questão de ordem que eu levei à Mesa agora há pouco. Acho que devemos cumprir o Regimento, para não termos dissabores como o que estamos tendo agora, de precisar repetir sessões porque não foi cumprido o Regimento na íntegra. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Deputado Ronaldo Dimas, V.Exa. está coberto de razão. Mas para chegarmos a cumprir, rigorosamente e com razão, como combinamos, aquilo que V.Exa. suscita em questão de ordem, vamos fazer um esforço coletivo para que não aconteça também uma violência, levando em conta a tradição que a Casa tinha de flexibilidade e certa tolerância. V.Exa. tem razão, e a Presidência – V.Exa. pode anotar – terá todo o empenho para que o Regimento seja integralmente cumprido na sua letra. Sexta-feira 21 51177 O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Para encaminhar contra o requerimento, concedo a palavra ao Deputado Líder do PT, Henrique Fontana. O SR. HENRIQUE FONTANA (PT – RS. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, quero cumprimentar os colegas Parlamentares e ponderar que temos tido reuniões de Líderes extremamente produtivas, procurando encontrar um caminho – eu, aliás, tenho dito isto – pelo qual possamos discutir não 10, 20, 30 projetos que nos coloquem num eventual conflito de opiniões, mas 3, 4 ou 5 projetos que nos permitam dar ritmo às votações da Casa, o que é positivo para todos nós: para V.Exa., que nos preside, para os partidos do Governo, da Oposição e todos os demais partidos. Nesse sentido, entendemos que a leitura do relatório da Medida Provisória nº 258 poderá ser feita hoje, o que nos permitirá votá-la na próxima terça-feira. Além disso, Sr. Presidente, há intensa negociação para conseguir mecanismos regimentais que nos permitam retomar um conjunto de medidas de redução da carga tributária, especialmente do PIS/COFINS. Por conflitos de opinião, não conseguimos votar a Medida Provisória nº 252. Essa medida provisória entrou em caducidade, mas nós, tanto do Governo como da Oposição, queremos retomar especialmente seu conteúdo inicial. Essa é a vontade do Presidente Lula, do Governo e do nosso partido. Seguramente isso vai contribuir para a melhoria da estrutura tributária do País. Meu apelo ao Líder Alberto Goldman é no sentido de que iniciemos a Ordem do Dia sem a retirada de pauta da MP nº 258 e que ouçamos o relatório do Deputado Pedro Novais. Estamos dispostos a fazer um acordo para não votar essa matéria hoje, antes que mais negociações sejam feitas. Mas entendemos que é muito importante dar o passo da leitura. Obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Para encaminhar, concedo a palavra ao nobre Deputado Alberto Goldman, que falará pela Liderança do PSDB. O SR. ALBERTO GOLDMAN (PSDB – SP. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, não há relatório e não há Relator; portanto, não há o que fazer. Se o relatório estiver pronto, é só nos entregar uma cópia hoje. Na próxima terça-feira, lemos o relatório e o votamos. Isso não elimina, não obstrui, não atrasa nada. Não faz nenhuma diferença a leitura do relatório agora. Portanto, sugiro que seja entregue cópia do relatório hoje, para que possamos eventualmente até sugerir alguma mudança. De qualquer forma, repito, não há relatório nem Relator. 51178 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Em votação o requerimento. O SR. COLBERT MARTINS – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. COLBERT MARTINS (PPS – BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, eu indago da Mesa se existe relatório da Medida Provisória nº 258 e se ele foi distribuído às Lideranças e aos Deputados. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Nós vamos considerar o questionamento e a exigência de V.Exa. tão logo seja votado o requerimento, Deputado Colbert Martins. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Em votação o requerimento. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Aqueles que o aprovam permaneçam como se acham. (Pausa.) REJEITADO. O SR. RODRIGO MAIA (PFL – RJ. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, peço verificação de votação. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Verificação concedida ao Líder Rodrigo Maia, do PFL. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Como vota o PRONA? (Pausa.) Como vota o PMR? (Pausa.) Como vota o PSOL? (Pausa.) Como vota o PSC? (Pausa.) Como vota o PV? (Pausa.) Como vota o PCdoB? (Pausa.) Como vota o PPS? (Pausa.) Como vota o PDT? (Pausa.) Como vota o PSB? (Pausa.) Como vota o PL? (Pausa.) Como vota o PTB? Como vota o PPS? O SR. FERNANDO CORUJA (PPS – SC. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PPS vota “não”. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Como vota o PSDB? O SR. ALBERTO GOLDMAN (PSDB – SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Vota “sim”, Sr. Presidente, mas em obstrução. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Como vota o PP? O SR. MÁRCIO REINALDO MOREIRA (PP – MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Obstrução, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Como vota o PFL? Outubro de 2005 O SR. RODRIGO MAIA (PFL – RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PFL sabe que infelizmente neste horário a falta de quorum será evidente. Portanto, assim que iniciar a votação, peço a V.Exa. que estabeleça um prazo para o encerramento dela. Aproveito a oportunidade para parabenizar V.Exa. pela decisão de hoje. Apesar de o PFL querer de forma urgente a votação do processo do Deputado José Dirceu, V.Exa. acertou em respeitar o Regimento. Hoje, beneficiou a ele, amanhã certamente o cumprimento do Regimento beneficiará as minorias. Parabéns. O PFL está em obstrução. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Como vota o PMDB? (Pausa.) Como vota o PT? O SR. HENRIQUE FONTANA (PT – RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PT vota “não”. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – A Presidência solicita aos Srs. Deputados que tomem os seus lugares, a fim de ter início a votação pelo sistema eletrônico. Está iniciada a votação. Queiram seguir a orientação do visor de cada posto. O SR. HUMBERTO MICHILES – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. HUMBERTO MICHILES (PL – AM. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PL se declara em obstrução. O SR. SEVERIANO ALVES (PDT – BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PDT está em obstrução. O SR. DR. ROSINHA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. DR. ROSINHA (PT – PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, quero aproveitar este intervalo da votação e apresentar um recurso à Mesa. Não vou ler todo o recurso porque ele é um pouco longo, mas vou expor suas razões. A súmula do requerimento solicita o imediato encerramento dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o tráfico de animais e plantas silvestres brasileiros, a exploração e comércio ilegal de madeira e a biopirataria no País – CPI da Biopirataria – e/ou, alternativamente, a imediata submissão das prorrogações ao Plenário da Câmara dos Deputados. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Formulo a V.Exa., com fundamento no art. 35, § 3º, art. 57, inciso XXI, e art. 95, todos do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, e no que prescreve o § 2º do art. 5º da Lei nº 1.579, de 18 de março de 1952, o seguinte recurso: A vertente Comissão Parlamentar de Inquérito, CPI da Biopirataria, foi instalada em 25 de agosto de 2004, com prazo certo e determinado de funcionamento, devendo ter sido encerrada em 28 de dezembro de 2004. Não obstante, em 17 de novembro de 2004, foi apresentado o Requerimento nº 2.290/04, solicitando a prorrogação dos respectivos trabalhos por mais 60 dias. O pedido foi deferido em 15 de dezembro de 2004, mediante decisão monocrática do Presidente da Câmara, ad referendum do Plenário da Casa, tendo como sucedâneo o parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação, adotado em face da questão de ordem apresentada na sessão do dia 26 de outubro de 1999. Registre-se que a referida decisão monocrática ainda não foi apreciada pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Contudo, em 12 de abril de 2005, através do Requerimento nº 2.744/05, foi solicitada nova prorrogação dos trabalhos. Mais recentemente, no dia 5 do mês vigente, novo requerimento e novamente decidiuse monocraticamente, como as decisões anteriores. Em resumo, solicito de V.Exa., considerando que o vencimento do prazo de funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito, CPI da Biopirataria, há muito se encerrou, sem que o Plenário da Câmara dos Deputados houvesse se manifestado acerca da sua prorrogação, que, em cumprimento aos dispositivos constitucionais, judiciais e regimentais destacados, determine, de imediato, o encerramento da CPI da Biopirataria, haja vista ausência de amparo legal e regimental para seu funcionamento. Alternativamente, e caso entenda de forma adversa, o que não se espera, requer-se que V.Exa. submeta, de imediato, ao Plenário as decisões que prorrogam os trabalhos da CPI. Registre-se, por fim, que o presente recurso se apresenta tempestivo, na medida em que a decisão de solicitação da prorrogação dos trabalhos da Comissão, bem como seu deferimento, foi adotada de forma unilateral e ex-officio, tanto pelo Presidente da CPI, como pelo Presidente da Câmara dos Deputados, inviabilizando questionamentos acerca das decisões. Requer-se, por derradeiro, se for o caso, o recebimento e o processamento do presente recurso, aplicando-se o princípio da fungibilidade. É o que se apresenta. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – A Presidência saúda os alunos e as alunas da Escola Classe nº Sexta-feira 21 51179 12, de Sobradinho, que visitam as dependências da nossa Casa. Sejam bem-vindos. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Para orientar a bancada, com a palavra o Deputado Humberto Michiles. O SR. HUMBERTO MICHILES (PL – AM. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PL quer rever sua posição. Sai da obstrução e recomenda o voto “não”. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – O PL vota “não”. O Deputado Humberto Michiles encaminha pela Liderança do seu partido. Deputado Jovino Cândido, como vota o PV? O SR. JOVINO CÂNDIDO (PV – SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, a bancada do Partido Verde, em razão de não termos recebido o relatório, declara-se em obstrução. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – O PV está em obstrução. Deputado Iris Simões, como vota o PTB? O SR. IRIS SIMÕES (PTB – PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – O PTB encaminha o voto “não”, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – O PTB orienta o voto “não”. Deputada Rose de Freitas, como vota o PMDB? A SRA. ROSE DE FREITAS (PMDB – ES. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, o PMDB orienta sua bancada a votar “não”. Estamos ansiosos para ler o relatório e então proceder à votação. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – A Deputada Rose de Freitas orienta o voto “não” pelo PMDB. Deputado Rogério Teófilo, como vota o PPS? O SR. ROGÉRIO TEÓFILO (PPS – AL. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PPS revê sua posição e declara-se em obstrução. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – O PPS orienta pela obstrução. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Deputado Ronaldo Dimas, como vota o PSDB? O SR. RONALDO DIMAS (PSDB – TO. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, V.Exa. vai determinar horário para o encerramento da votação? O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Será determinado. O SR. RONALDO DIMAS – Senão ficaremos aqui a tarde toda e não alcançaremos o quorum. A maioria dos partidos está em obstrução, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Vou solicitar a orientação do Deputado Inocêncio Oliveira, detentor de sabedoria e experiência, sobre o tempo que será concedido para a presente votação. 51180 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Como vota a Liderança do Governo? O SR. ARLINDO CHINAGLIA (PT – SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o Governo orienta o voto “não”. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Deputado Arlindo Chinaglia orienta o voto “não” pela Liderança do Governo. Deputado Renato Casagrande, como vota o PSB? O SR. RENATO CASAGRANDE (PSB – ES. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PSB orienta o voto “não”. Temos de fazer o que V.Exa. nos solicitou, votarmos nas quintas-feiras à tarde. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Muito obrigado, Deputado Renato Casagrande. O PSB orienta o voto “não”. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Esta Presidência, como anunciou, pediu orientação ao nosso ex-Presidente Inocêncio Oliveira e concluiu que, pelo razoável tempo de 15 minutos, sem constituir precedente, as Sras. Deputadas e os Srs. Deputados poderão comparecer para a votação. Teremos mais 15 minutos a partir de agora. O SR. RENILDO CALHEIROS – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. RENILDO CALHEIROS (PCdoB – PE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PCdoB vota “não”. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – O Deputado Renildo Calheiros, do PCdoB, orienta o voto “não”. O SR. WALTER PINHEIRO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. WALTER PINHEIRO (PT – BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, esta matéria, cuja retirada está sendo solicitada pelo requerimento que ora apreciamos, tem vários pontos, diria, de controvérsia, mas tem a espinha dorsal, que é o chamado ponto de equilíbrio. Há concordância geral quanto à unificação da autuação no que se refere à fiscalização. Porém, é bom salientar que o ponto que preocupa localiza-se exatamente na questão que foi levantada por diversas categorias e que diz respeito à arrecadação, à receita previdenciária, e obviamente a preocupação é a sua destinação. Outro aspecto para o qual chamo a atenção trata do conflito interno nos planos de carreiras desses servidores. Por isso, o mais lúcido nesse debate é de- Outubro de 2005 finirmos clara e nitidamente as atribuições da SuperReceita, a fim de a cravarmos de forma mais contundente e eficaz, não permitindo assim as migrações, tampouco as confusões que hoje ensejam o maior embate nesta Casa. Desde aquela época, quando a MP foi enviada, posicionamo-nos contra, mas chamamos a atenção para o projeto de lei porque desejávamos ganhar espaço para o debate. A Medida Provisória nº 258 já está há algum tempo se arrastando na Casa e até agora poucos debates foram travados. Seria fundamental nesse período, portanto, até a próxima semana, promover de modo mais eficiente, com o Relator e demais partidos, ajustes normais, que advêm da apresentação de emendas e do debate produzido nesta Casa pelos Deputados. Sr. Presidente, aproveito ainda para falar de outra negociação que ocorre paralelamente à Medida Provisória nº 258 e que envolve os docentes, os servidores das universidades e dos centros federais de ensino, das escolas técnicas e os técnicos administrativos das universidades. Envolve, portanto, 3 setores: FASUBRA, SINASEFE e ANDES. Ainda que de forma separada, apelamos para os Ministros Jacques Wagner e Paulo Bernardo, que nos garantiram se empenhar para encontrar um caminho que atenda às reivindicações dos sindicatos e às pendências relativas aos técnicos administrativos, principalmente, à base do SINASEFE e do ANDES. Nesse sentido, foi importante intensificarmos e tornarmos claras algumas questões, principalmente no que se refere à ampliação de recursos para o atendimento da demanda desses servidores e, assim, conseguirmos não apenas restabelecer o bom canal de convivência, como também atender ao justo pleito desses 3 setores. Muito obrigado. O SR. CHICO ALENCAR – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. CHICO ALENCAR (PT – RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o Deputado Ricardo Izar, Presidente do Conselho de Ética, convocou reunião a ser realizada agora devido ao acolhimento, pela Mesa Diretora, de questão de ordem levantada pelo Deputado Luiz Sérgio, que argüiu a necessidade de releitura do relatório e do voto do Deputado Júlio Delgado no processo de cassação do mandato do Deputado José Dirceu, sob a alegação de que a leitura do mesmo avançou 22 minutos após o início da Ordem do Dia. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS São os embargos regimentais em busca da protelação legal. Como a reunião do Conselho está prestes a ser aberta, e estamos na Ordem do Dia – por esse único e exclusivo motivo –, e considerando relevante a conclusão da leitura feita naqueles 22 minutos, estamos em obstrução, em defesa da reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Obrigado. O SR. PEDRO CANEDO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. PEDRO CANEDO (PP – GO. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PP altera a orientação à bancada e pede a todos os seus Parlamentares que votem “não”. O SR. PAUDERNEY AVELINO (PFL – AM. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o Líder da Minoria, Deputado José Carlos Aleluia, orienta a bancada a se declarar em obstrução. O SR. HELENO SILVA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. HELENO SILVA (PL – SE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, amanhã, a Comissão de Agricultura desta Casa realizará reunião especial na Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe, para tratar do endividamento agrícola dos produtores rurais. Já falamos com V.Exa. sobre esse assunto, que é da máxima gravidade para o Nordeste. Há no Governo a errada concepção de que na região apenas os grandes produtores estão endividados. Estão faltando com a verdade os que levam essa informação ao Presidente Lula. Endividados estão mais de 1 milhão de pequenos produtores do País. A lei por nós votada e aprovada em 2003 não conseguiu solucionar esse problema. Nos últimos 6 ou 7 anos, temos votado leis e medidas provisórias que visam favorecer os produtores em geral, em especial os do Nordeste, mas estes têm sido deixados de lado. Amanhã teremos grande oportunidade de debater esse importante assunto para o Nordeste com técnicos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, Deputados Federais membros da Comissão de Agricultura desta Casa e especializados em crédito rural, Deputados Estaduais e lideranças sindicais. Sexta-feira 21 51181 Se não forem liberados recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste – FNE para a agricultura, os produtores estarão fadados ao fracasso. A agricultura familiar é responsável pela geração de emprego e renda naquele Estado. Infelizmente, o setor primário está inviabilizado em face das dívidas. Os bancos oficiais, principalmente o Banco do Nordeste, têm executado dívidas – que sabemos impagáveis – e pressionado os produtores a pagá-las. Enfim, esperamos encontrar rapidamente solução para o problema dos produtores rurais. Muito obrigado. O SR. NILSON MOURÃO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. NILSON MOURÃO (PT – AC. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, venho à tribuna manifestar ao Plenário a minha estranheza e a minha perplexidade em relação ao parecer apresentado pelo Deputado Júlio Delgado, Relator, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, do processo movido contra o Deputado José Dirceu. A minha estranheza decorre, Sras. e Srs. Deputados, do fato de o parecer do Deputado Júlio Delgado concluir pela cassação do mandato do Deputado José Dirceu, sob a alegação de que este foi omisso, pois tudo indica que tinha conhecimento dos fatos. Sr. Presidente, isso é brincadeira; isso é falta de responsabilidade! Como alguém pode propor a cassação do mandato de um Parlamentar, eleito pelas urnas, com base na afirmação de que “tudo indica”, sem provas concretas, materiais, robustas? Se essa informação tiver procedência, vou propor ao Conselho de Ética a cassação do mandato do Sr. Júlio Delgado por omissão, por não ter proposto políticas contra a pobreza no Vale do Jequitinhonha. S .Exa. é Deputado por Minas Gerais e deveria saber o que ocorreu de ruim no seu Estado. Se não sabe, é por omissão. Sr. Presidente, estamos no mundo do absurdo. Nada tenho contra a cassação do mandato do Deputado José Dirceu, desde que haja provas, fundamentos reais. Imaginem V.Exas., Srs. Deputados, se cada um de nós for submetido a julgamento dessa natureza, eminentemente político! Imaginem se propuserem a cassação do nosso mandato com base em “ouvir dizer”. Isso é muito sério, Sr. Presidente. A imprensa pode lavar a alma. Se o companheiro José Dirceu tiver o mandato cassado com base em parecer sem fundamento, amanhã será o seu dia, porque também usaremos as expressões “ouvi 51182 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS dizer”, “foi omisso”, “disseram isso”, sem apresentar nenhuma prova concreta. Sr. Presidente, essa histeria precisa acabar nesta Casa. Se a imprensa brasileira, atendendo a outros interesses, já examinou o processo, condenou o réu e definiu a pena, é problema dela e não nosso. Não tenho medo da imprensa, mas tenho a impressão de que vários Relatores têm. Estão pensando em seu mandato, no que ocorrerá com eles, e não em examinar os processos pelos quais são responsáveis. Quero advertir os Relatores que cuidem dos processos que envolvem os demais Deputados. Se pegar a moda implantada por Júlio Delgado, do “ouvi dizer”, do “tudo indica” e do “era omisso”, quem escapará neste plenário? A Casa precisa ter soberania. Aqui estão sendo examinadas denúncias contra pessoas eleitas pelo voto do povo. Não pode ser qualquer parecer, mas, sim, fundamentado, sério e qualificado. Meus pêsames ao Deputado Júlio Delgado. Espero que os demais Relatores não sigam a sua linha de raciocínio, para o bem desta Casa. Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente. O SR. BENEDITO DE LIRA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem, para reorientar a bancada do meu partido. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. BENEDITO DE LIRA (PP – AL. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, peço a V.Exa. que determine a mudança, no painel eletrônico, da orientação do PP, de “não” para “obstrução”. O SR. SANDRO MABEL (PL – GO. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Da mesma forma orienta o PL, Sr. Presidente. O SR. JORGE ALBERTO (PMDB – SE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PMDB também orienta a obstrução. O SR. IRIS SIMÕES (PTB – PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PTB também entra em obstrução. O SR. HENRIQUE FONTANA (PT – RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PT também está em obstrução. O SR. PAUDERNEY AVELINO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. PAUDERNEY AVELINO (PFL – AM. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, há exatos 18 minutos, V.Exa. disse que às 17h31min en- Outubro de 2005 cerraria a Ordem do Dia. Já são 17h33min. Portanto, já é de 2 minutos e meio a tolerância. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Prometo a V.Exa. que vou trocar a tolerância pela intolerância e encerrar a votação. O SR HENRIQUE FONTANA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR HENRIQUE FONTANA (PT – RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PT está em obstrução. E, se V.Exa. quiser encerrar a votação, não há problema algum para nós. Peço apenas que, depois, conceda-me a palavra na condição de Líder da bancada do PT. O SR. RENILDO CALHEIROS (PCdoB – PE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PCdoB também quer reorientar o voto e se declara em obstrução. O SR. PASTOR AMARILDO (PSC – TO. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o PSC vota “não”. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Então, os partidos reorientam o voto para “obstrução”. O PSC mantém o voto “não”? O SR. PASTOR AMARILDO – Sr. Presidente, mantemos o voto “não”. (Pausa.) Todos estão em obstrução? Então, o PSC está em obstrução. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Sendo evidente a falta de quorum, a Presidência vai encerrar a votação. (Pausa.) Está encerrada a votação. Esta Presidência vai anunciar o resultado da votação: VOTARAM SIM 2 NÃO 92 ABSTENÇÃO 1 TOTAL 95 EM FACE DA EVIDENTE FALTA DE QUORUM, FICA PREJUDICADO O REQUERIMENTO DE RETIRADA DE PAUTA DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 258, DE 2005, E ADIADA A APRECIAÇÃO DA MATÉRIA. LISTAGEM DE VOTAÇÃO Proposição: MPV Nº 258/2005 – REQUERIMENTO DE RETIRADA DE PAUTA – Nominal Eletrônica Início da votação: 20-10-2005 17:08 Encerramento da votação: 20-10-2005 17:34 Presidiram a Votação: Aldo Rebelo Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 21 51183 51184 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Outubro de 2005 Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 21 51185 51186 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Está encerrada a Ordem do Dia. O SR. RONALDO DIMAS – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. RONALDO DIMAS (PSDB – TO. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, está encerrada a Ordem do Dia? O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Está encerrada a Ordem do Dia. O SR. PAUDERNEY AVELINO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Aldo Rebelo) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. PAUDERNEY AVELINO (PFL – AM. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, quero falar da importância da Medida Provisória nº 258, e refiro-me a questão de Estado. Não farei discurso de oposição, por saber que os Deputados da base do Governo vão defender a matéria, mas sustento uma posição de Estado. Neste momento, a medida provisória não pode ser votada porque está criando conflagração dentro da Receita Federal. Como um dos principais órgãos do Governo, responsável pela arrecadação federal, a Receita não pode permanecer conflagrada da forma como está – os funcionários estão tendo dificuldade inclusive de conversar entre si. Não podemos vendar os olhos, não podemos tapar os ouvidos, porque temos que ser o eco dos anseios da população brasileira. Temos de ser favoráveis ao mérito da matéria, mas em outra circunstância, e desde que recebamos o auxílio dos auditores, da cúpula da Receita Federal, dos técnicos do Ministério da Fazenda e da Previdência Social. Precisa haver ampla discussão para que possamos votar essa matéria pela via do projeto de lei. Dessa forma, apararemos todas as arestas. É responsabilidade do Congresso Nacional dotar o Estado brasileiro de carreiras essenciais à sua existência, mas é preciso realizar essa tarefa com justiça. Entendemos que essa matéria é de extrema importância, mas as condições do momento são completamente insalubres e adversas para que seja votada. Portanto, somos pela retirada ou pela revogação através de outra medida provisória, e que o Governo nos envie projeto de lei para discutirmos amplamente a questão. O Sr. Aldo Rebelo, Presidente, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Inocêncio Oliveira, 1º Secretário. Outubro de 2005 O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Henrique Fontana, para uma Comunicação de Liderança, pelo PT. O SR. HENRIQUE FONTANA (PT – RS. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Deputado Inocêncio Oliveira; Sras. e Srs. Deputados, demais cidadãos que acompanham esta sessão da Câmara dos Deputados, quero me referir ao referendo do próximo domingo, no qual votaremos todos nós, brasileiros. Primeiro, quero ressaltar o meu respeito às opiniões diferentes da que defenderei desta tribuna. Venho a este plenário auxiliar na decisão dos que ainda estão refletindo sobre o melhor voto. Neste momento, defendo o “sim” e o desarmamento progressivo da sociedade brasileira como mecanismo eficaz para diminuir a violência e as mortes causadas por armas de fogo em nosso País, seja em assaltos, seja em conflitos banais, sempre acabando numa grande tragédia. Ao iniciar meu pronunciamento, homenageio meu companheiro de partido e ex-Deputado Marcos Rolim, que escreveu livro intitulado Desarmamento – Evidências Científicas, que tenho em mão. (Exibe livro.) Isso é tudo que o lobby a favor das armas não gostaria que os cidadãos soubessem. Todos que tiverem a oportunidade de ler este livro verão um conjunto de informações baseadas em estudos de caráter científico, que nos apresentarão argumentos favoráveis ao desarmamento e ao voto “sim”. Um dos argumentos que tem sido utilizado nesse debate é o da liberdade. Os defensores do voto “não” apresentam na propaganda a idéia de que o cidadão, para ser de fato livre, deveria ter também o direito de decidir se quer ou não comprar uma arma. Em contraposição a esse argumento, quero dizer que a sociedade é mais livre quando avança no conhecimento de variáveis sobre determinada decisão que pode proteger vidas e quando de forma democrática decide adotar regra que nos deixe mais protegidos coletivamente. Houve polêmica quando se tornou lei a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança. Argumentava-se, à época, que havia controvérsias se o cinto ajudava ou prejudicava no momento de acidente. Quando as evidências científicas demonstraram que ele nos beneficiava, democraticamente tornamos lei, para que a sociedade, abrindo mão de sua liberdade individual de andar sem cinto de segurança, ficasse mais protegida. Considero falaciosa a idéia de que, para uma sociedade ser livre, deve ter o direito de fazer qualquer coisa. Desde que foi implementado o Estatuto do Desarmamento, votado por esta Casa, o número de mortes Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS causadas por armas de fogo diminuiu para 5.563, se comparado ao mesmo período do ano anterior à vigência do Estatuto do Desarmamento. Portanto, vidas foram salvas por essa medida. Outro argumento é: como a população desarmada poderá se defender diante de eventual assalto ou roubo? Primeiro, 90% da população civil do País está sem arma em casa. Se o critério de segurança fosse ter uma arma, 90% da população brasileira estaria vulnerável, por opção ou por dificuldade econômica. Estudos indicam que, diante de roubo em que o assaltante está armado, se a população reage com arma de fogo, na imensa maioria dos casos, o prejuízo é maior para o cidadão de bem, pois o assaltante é mais treinado, tem sangue frio e vivência de situações de conflito. A morte é mais comum quando há reação do homem de bem do que quando não há. É importante também, como bem aborda o exDeputado Marcos Rolim neste pequeno livro Desarmamento – Evidências Científicas, notar a diferença que ocorreu em países que decidiram pelo armamento progressivo da população civil e países que optaram pelo desarmamento. Eu teria dezenas de dados a apresentar, mas escolherei um para ilustrar meu pronunciamento. Quando se comparam os Estados Unidos e o Canadá – no primeiro, a população civil é extremamente armada; no segundo, praticamente desarmada –, o número de mortes causadas por outros motivos que não armas de fogo é 40% maior em situações de violência e conflito nos Estados Unidos. O dado fica mais contundente quando comparamos o número de mortes ocorridas por armas de fogo em situações de conflito: nos Estados Unidos, esse número é quinze vezes maior que no Canadá. Ou seja, quando se leva em consideração um país onde a população civil tem muitas armas, o número de mortes causadas por armas de fogo em conflitos que envolvem a população civil é quinze vezes maior. Isso acontece nos Estados Unidos com relação ao Canadá, onde os conflitos são menores, assim como é muito menor o número de mortes por armas de fogo. Sr. Presidente, faço homenagem ao jornalista e intelectual Luís Fernando Veríssimo, que há poucos dias escreveu coluna sobre suas razões para defender o desarmamento e usou argumento bem humorado e extremamente lúcido para nosso debate: uma sociedade cada vez mais armada nos tornaria cada vez mais seguros, ou uma sociedade cada vez mais desarmada seria cada vez mais segura? A opção do escritor é também a minha. Devemos caminhar para uma cultura de desarmamento, com paz e sistema de segurança moderno, qualificado, eficaz. Devemos ter uma polícia mais bem armada, Sexta-feira 21 51187 com acesso a equipamentos e a ações de inteligência cada vez maiores. O intelectual e escritor Luís Fernando Veríssimo diz que, para ser conseqüente com a lógica do “não”, deveríamos providenciar progressivamente uma arma para cada família brasileira. Todas deveriam ter acesso a esse bem fundamental. Seria uma maneira de garantir maior segurança à população. Estou convicto de que esse não é o caminho. Sr. Presidente, é importante dizer que a experiência da Austrália, Inglaterra e Japão, que optaram pelo desarmamento progressivo, mostra quedas de 50% no número de mortes causadas por arma de fogo cinco anos após a adoção de legislação que proibiu a comercialização de armas. Esse é o caminho que o Brasil está trilhando, sem radicalismo, de forma responsável. Espero que não seja coibido a partir de domingo. É bom lembrar que os que fazem parte de associações de tiro, os caçadores etc., continuarão tendo acesso às armas. Sr. Presidente, defendo o “sim” com a convicção de que a medida do desarmamento progressivo não é suficiente para resolver os problemas de segurança pública no País. Não aceitem o falso argumento de que armar cada vez mais a população civil resolveria o grave problema de insegurança que existe no Brasil. Vamos investir mais em segurança inteligente e qualificada, em polícias mais bem treinadas. O Estado tem de representar o seu papel fundamental de garantir segurança a todos os brasileiros. Devemos aprovar neste Parlamento a ampliação de verbas para a segurança pública e para a qualificação das guardas municipais, das Polícias estaduais e Federal, à qual presto homenagem pela qualidade do trabalho desenvolvido. Não vendamos para o povo a ilusão de que, se estivesse mais armado, se cada brasileiro possuísse uma arma, estaríamos no paraíso da segurança. Ao contrário. Do meu ponto de vista, estaríamos regredindo a uma situação primitiva, na qual cada pessoa deveria defender-se por conta própria. Esse não é o caminho para uma sociedade que quer evoluir e civilizar as relações entre homens e mulheres. Muito obrigado. O SR. PAULO RUBEM SANTIAGO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. PAULO RUBEM SANTIAGO – (PT – PE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ocupo esta tribuna como cidadão brasileiro, professor da Universidade Federal de Pernambuco, pai e, especialmente, Deputado da 51188 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Comissão de Educação e Cultura e da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Em rápidas palavras, manifesto, mais uma vez, a minha opinião e declaro o meu voto no referendo que se realizará no próximo domingo. Mas não quero fazê-lo defendendo as armas da ilusão, tampouco a ilusão das armas. Tenho acompanhado pelo rádio e pela televisão a campanha do “sim” e a campanha do “não”. Acredito que não estejam sendo bem feitas, pois não esclarecem para a população o que é o referendo, o que significa o “sim” e o que pode significar o “não”. Essa campanha não é feita no sentido de retirar ou de respeitar direitos da população brasileira. Não pretende, com a proibição do comércio de armas, resolver definitivamente os problemas da violência e da criminalidade no País. Sou do Estado de Pernambuco. A Capital, Recife, lamentavelmente, é uma das cidades que apresentam o maior número de homicídios por armas de fogo. Como ocorre em muitos outros Municípios brasileiros, a juventude tem sido a maior vítima ou o maior agente do crime com arma de fogo e da violência a mão armada. O referendo deste domingo não vai resolver o problema da ineficiência e dos baixos orçamentos das Polícias Civil e Militar; não vai resolver a desarticulação entre as Polícias, o Ministério Público e o Poder Judiciário; não vai acrescentar um centavo aos investimentos em educação, profissionalização e infra-estrutura dos principais agrupamentos urbanos populares, onde, lamentavelmente, a violência se multiplica. Não vende a ilusão de que, com a proibição do comércio de armas, conseguiremos baixar, na semana seguinte, a estatística da violência e da criminalidade. Precisamos, porém, dar o primeiro passo nessa direção. Temos de continuar caminhando no sentido de aumentar o orçamento da segurança pública. Os Governadores de Estado precisam parar de definir os investimentos da Polícia Militar e da Polícia Civil em gabinetes fechados. Devem aproximar as Polícias das organizações populares, das entidades empresariais, dos conselhos comunitários. Só assim teremos uma polícia comunitária. Há necessidade de realização de concursos públicos para preenchimento dos cargos vagos nas instituições policiais. Refiro-me especialmente a essa questão, porque, no dia 17 de junho deste ano, quando realizamos audiência da Comissão de Segurança Pública em Pernambuco, o delegado de uma das delegacias da Região Metropolitana afirmou que estão vagos 4.600 cargos de agentes de polícia, 620 de escrivães e 62 de delegados de polícia, no quadro de pessoal Outubro de 2005 da Polícia Civil do Estado, que foi definido em lei em 1981 – portanto, há 24 anos. Desse jeito não há como acreditar que a polícia possa ter estrutura e eficiência para defender a sociedade. Por isso, expresso minha manifestação pelo “sim”, no próximo domingo. E digo àqueles que defendem o “não” que, se não há condições de defesa social, temos de investir na polícia e na segurança. O SR. ALMIR SÁ – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. ALMIR SÁ (PL – RR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a crise em que se envolveu o Governo, o PT e a maioria dos partidos da chamada base aliada já está completando 150 dias. Cinco meses em que o País parou para acompanhar os trabalhos das Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito (CPMIs) dos Correios, do Mensalão e dos Bingos. Cinco meses em que os brasileiros acompanham as transmissões pela TV dos embates envolvendo Governo e Oposição num dos episódios mais tristes da história recente da política brasileira. Muito temos ouvido nesse período sobre os riscos da instabilidade política para as instituições democráticas, para a economia e para o desenvolvimento do País. Embora muitos afirmem que não há riscos para as instituições democráticas, o que se percebe numa análise mais criteriosa é que, sim, as instituições foram contaminadas e suspenderam o cumprimento de suas atribuições para acompanharem, atônitas, o desenrolar de denúncias contra o Governo, Ministros e Parlamentares. Desde o início da crise, a Câmara dos Deputados, Casa em que tenho a honra de representar o povo de Roraima, permanece com a pauta trancada por inúmeras medidas provisórias que aguardam votação e que impedem a análise de projetos importantes para o País, entre os quais a tão esperada reforma política, cujo prazo para aprovação foi encerrado sem solução satisfatória. Tenho cumprido meu papel ao insistir na necessidade de o Parlamento superar os problemas internos, apontando e punindo rapidamente os responsáveis pela crise, para que possa retomar as votações importantes para o País. Tenho também cobrado do Governo a liberação dos recursos aprovados no Orçamento da União, principalmente aqueles que beneficiam o agronegócio e também os servidores civis e militares que, legitimamente, reivindicam a reparação de suas perdas salariais. Teremos eleições no próximo ano, infelizmente, reguladas pela legislação atual, a mesma que favore- Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ceu o surgimento da atual crise. Será, provavelmente, mais um ano perdido para o Congresso, uma vez que a maioria dos Parlamentares estará envolvida em suas próprias campanhas. Será o momento de o eleitor, com o instrumento mais legítimo de todos, o voto, tomar providências para corrigir as falhas que a política insiste em preservar e que as denúncias dos últimos meses trouxeram a público. Será que estamos preparados para esse julgamento? Não há dúvida de que a eleição do próximo ano se dará à luz dos atuais acontecimentos, e muitos pagarão pelos erros de poucos. O que não nos impede de fazer um esforço para resgatar a competência da Câmara dos Deputados para discutir e legislar sobre os problemas do País. Esta Casa não conseguiu sequer votar, em tempo hábil, a chamada MP do Bem. Embora estivessem ali contidas algumas maldades contra os aposentados e os proprietários de terras na Amazônia, ficou claro para todos que os mecanismos previstos para desonerar a atividade produtiva voltada ao setor de tecnologia e de exportações não só eram necessários, mas exigiam urgência diante do câmbio desfavorável, da alta taxa de juros e de tributos. Vemos agora que o Governo começa a superar sua própria crise e, indicam as pesquisas, a recuperar a popularidade. Será que esse fenômeno se estenderá ao Parlamento? Duvido muito que isso possa acontecer, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, se não formos capazes de romper a apatia, a despeito das investigações que continuam sendo necessárias, para começarmos de fato a votar matérias importantes para toda a sociedade. O tempo é cada vez mais curto. Sr. Presidente, solicito a V.Exa. que autorize a devida divulgação do meu pronunciamento no programa A Voz do Brasil. Era o que tinha a dizer. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – V.Exa. será atendido. O SR. ZÉ GERALDO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. ZÉ GERALDO (PT – PA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, senhoras e senhores que me ouvem neste momento, venho à tribuna para defender o desarmamento neste País. Estou acompanhando a questão da violência no Pará e, por onde ando, a cada semana que passa, vejo o estrago feito pelas pessoas que andam armadas sem que tenham a menor condição para tal. Ontem , foi ao meu gabinete um cidadão que tem duas balas alojadas na coluna. Ele ia para Goiânia tentar uma cirurgia particular cujo custo é de 5 mil reais. Sexta-feira 21 51189 Há 30 dias, o Prefeito de Brejo Grande do Araguaia estava em um bar com seus amigos, quando chegou uma pessoa de moto e deu 4 tiros certeiros. Infelizmente, S.Exa. ficou paralítico e deixou de ser Prefeito. Em outro Município, em uma briga de bar, um jovem de 18 anos foi morto por outro a tiros de revólver 38. Há pessoas que querem se armar para se proteger, mas não há argumentos para defender o armamento. Quando for proibido o comércio de armas, o Estado brasileiro terá de ter mais responsabilidade para dar segurança ao cidadão. É uma vergonha o que ocorre no Pará. Em uma linha de ônibus de Marabá a Belém, as pessoas são assaltadas 1, 2, 3 vezes por semana. E também ocorrem uns 3 assaltos a bancos, em uma semana, no Estado do Pará. Há 15 dias, no Município de Medicilândia, na Transamazônica, 6 cidadãos fizeram um assalto que durou 40 minutos. O carro da Polícia Civil chegou a uns 500 metros, recebeu um balaço no pára-brisa e as pessoas saíram correndo. Essas pessoas pertencem àquela região, onde há a presença do Exército, um batalhão da Polícia Militar e a Polícia Civil. Até agora nem um cidadão foi preso. Espero que a Polícia Civil do Estado do Pará esteja investigando. É preciso um pouco de inteligência, de compromisso, de planejamento da segurança pública para desarmar essas pessoas que se agrupam e fazem o que quer no interior dos Estados, em qualquer região do Brasil. O Estado do Pará tem recebido dinheiro do Governo Federal, em convênios, para combater a violência. Esse debate é importante. Precisamos que os nossos governos procurem dar à segurança pública melhor planejamento, mais inteligência para dar segurança àqueles que realmente gostam de andar desarmados. Andar armado não é uma boa coisa, porque a arma é perigosa. Uma criança pega uma arma e atira nela mesma, como tem acontecido. O que um cidadão armado com um pequeno revólver pode fazer quando 4, 5 bandidos o enfrenta? Essa a minha posição. Precisamos cobrar dos Governadores do País mais recursos para que os Municípios comecem ter um plano de segurança para a sua população. O SR. PASTOR FRANKEMBERGEN – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. PASTOR FRANKEMBERGEN (PTB – RR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, uso a tribuna neste momento para cumprimentar 51190 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS o povo ordeiro, lutador e trabalhador do Município de Uiramutã, que faz fronteira com a Venezuela e tem sido ultrajado na demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Há 10 anos foi criado aquele Município. Os administradores que por ali passaram têm procurado realizar um bom trabalho, como é o caso da atual Prefeita, Florani Mota, descendente de índios. Quero saudar a população e pedir-lhe que continue lutando por melhores dias. Temos naquela região várias comunidades com infra-estrutura, inclusive prédios do Poder Público. Recursos foram alocados para atender àquelas vilas. Parabenizo os moradores de Água Fria, que, por sinal, no próximo mês farão a grande Festa do Tambaqui. Tanto os indígenas quanto os demais habitantes têm procurado o desenvolvimento da região. Dirijo-me também aos moradores de Mutum, Socó, Nova Vida, Monte Moriá I e Monte Moriá II – índios, brancos, cafuzos e mamelucos, todos brasileiros, o que é o mais importante. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero referir-me, em especial, ao Município de Pacaraima e a todos os seus habitantes, verdadeiros guardiões da fronteira do nosso enorme Brasil com a Venezuela. Pacaraima completou 10 anos no dia 17 de outubro, bastante festejado. O Prefeito, Paulo César Quartiero, presenteou o Município com três importantes e belíssimos símbolos: o Hino, o Brasão e a Bandeira. Os símbolos retratam as riquezas, o povo, a economia, as cores e as belezas naturais de Pacaraima. O Hino fala das qualidades geográficas e humanas de Pacaraima. Um trecho canta: “Extremo norte exuberante do Brasil Felicidade mora aqui nesta serra Somos da fronteira do amor O cesto cheio de carinho é Pacaraima”. O Brasão destaca os ícones do Município: a Pedra Pintada simboliza o potencial turístico e arqueológico; as Orquídeas embelezam Pacaraima e encantam todos que por ali moram e passam; a Flâmula representa o comércio; o Arco-Íris simboliza a esperança de novos tempos de paz e tranqüilidade; os Ramos fazem alusão ao potencial agrícola, que inclui o primeiro projeto de arroz irrigado por indígenas em todo o Estado; a Trama simboliza a presença dos povos indígenas e a sua diversidade cultural; e, finalmente, o Marco caracteriza o Município como guardião de fronteira. A Bandeira exprime toda a riqueza e as maravilhas naturais do Município. Outubro de 2005 Pacaraima é motivo de orgulho para todos nós, roraimenses, e deveria ser, também, de todo o Brasil, pois é Município de fronteira. As pessoas que lá estão sentem-se responsáveis por proteger nossas fronteiras e manter relação saudável com os nossos vizinhos da Venezuela. São brasileiros de garra, que não fogem de lutas, que vivem e sobrevivem com intensidade e vigor. É uma pena que alguns órgãos do Governo Federal não pensem assim. Querem expulsar cidadãos de bem de suas casas. Querem expulsar o povo brasileiro de sua própria terra. Com a homologação das reservas indígenas São Marco e Raposa Serra do Sol e a evacuação dos brasileiros que ali residem, nossas fronteiras ficarão desprovidas de segurança, nossos índios serão abandonados e viverão isolados. Querem extinguir uma cidade e deixar nossa fronteira à mercê de forças que desejam roubar as riquezas minerais e vegetais do Brasil e escravizar nossos índios. Vamos nos unir contra esse disparate! Vamos lutar pela preservação de nossas cidades e pela representação brasileira em nossas fronteiras. Precisamos defender nosso País, nossas riquezas, nossa fauna e nossa flora, nossa cultura e, principalmente, nosso povo: o caboclo, o mulato, o índio, enfim, todos os brasileiros, natos ou naturalizados, todos os que amam este imenso Brasil. Vamos unir nossas forças. Povo de Pacaraima, estou com vocês na luta pelos seus direitos! Gostaria de tratar de outro assunto, Sr. Presidente, bastante delicado e que, devo reconhecer, está em evidência graças à iniciativa da mídia nacional: a situação das pessoas portadoras de deficiência. Pesquisa da ONU me deixou estarrecido: 82% das pessoas com deficiência vivem abaixo da linha da pobreza nos países em desenvolvimento, o que corresponde a cerca de 400 milhões. Entre elas, as crianças são maioria. De acordo com o Fórum European Disability, nos próximos 30 anos a população com deficiência nos países em desenvolvimento aumentará 120%, contra 40% nas nações desenvolvidas. Em alguns de renda média e alta, a prevalência da deficiência vem oscilando entre 15% e 20% do total da população. Os estudos demonstram que existe um ciclo vicioso de causa e efeito entre a pobreza e a deficiência. Aqueles que nascem com problemas de formação congênita e são socialmente desfavorecidos enfrentam risco maior de continuar nessa condição e ter filhos com as mesmas características. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS De acordo com estatísticas da ONU, a má nutrição é a causa da deficiência em um quarto dessa população. Quem vive em situação de risco social tem mais probabilidade de adquirir deficiência por enfrentar gravidez e parto traumáticos, trabalhar em piores situações de segurança e saúde, habitar casas precárias e com condições mínimas de higiene. Além de serem submetidos à má nutrição ou à fome, freqüentemente, são atingidos por guerras civis e conflitos armados em suas comunidades. Pessoas com deficiência no Brasil são discriminadas por não existir uma política de inclusão social forte. Elas não contam sequer com meios de se locomoverem sem perigos à sua integridade física. É recente a preocupação com os deficientes físicos, e só agora eles têm espaço para mostrar suas habilidades e qualidades. São pessoas comuns, como qualquer cidadão, e estão lutando por seus direitos. Graças à iniciativa da mídia em conscientizar a população, pessoas com deficiência estão nos mostrando que podem ser mais fortes e corajosas que muitas outras consideradas “normais”. Enfrentam obstáculos com garra e vontade, conseguem se destacar na música, na dança e na literatura. No Congresso Nacional, esta semana está sendo dedicada aos portadores de deficiência. Lutamos em prol dos nossos irmãos, por medidas que lhes permitam viver com segurança, dignidade e inserção na comunidade. Precisamos de políticas fortes de inclusão social, de elaboração e implementação de políticas públicas de combate simultâneo a dois grandes problemas brasileiros: a pobreza e a discriminação. Gostaria de aproveitar a oportunidade para fazer a leitura de um texto do poeta Mário Quintana, intitulado Deficiências: “‘Deficiente’ é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. ‘Louco’ é quem não procura ser feliz com o que possui. ‘Cego’ é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores. ‘Surdo’ é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês. Sexta-feira 21 51191 ‘Mudo’ é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia. ‘Paralítico’ é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. ‘Diabético’ é quem não consegue ser doce. ‘Anão’ é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois ‘Miseráveis’ são todos que não conseguem falar com Deus”. Disse também o poeta: “A amizade é um amor que nunca morre”. Era o que tinha a dizer. Obrigado. O SR. LUPÉRCIO RAMOS – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. LUPÉRCIO RAMOS (PMDB – AM. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Deputado Inocêncio Oliveira, Sras. e Srs. Deputados, a Comissão da Amazônia promoveu hoje audiência pública para tratar de assunto de grande importância para a nossa região: o ensino superior. A audiência teve a participação de alguns reitores de universidades federais da região amazônica e do Dr. Nelson Maculan, Secretário Nacional de Ensino Superior do MEC. Infelizmente, em vez de se discutir a atividade-fim essencial e primordial dessas instituições, a educação, debateram-se, durante muito tempo, as limitações orçamentárias e financeiras que impedem as universidades da Região Norte de crescer, seja na ampliação dos campi e cursos, seja no aprimoramento de seus quadros. A propósito, Srs. Deputados, há alguns dias venho me dedicando à questão e hoje tomo a iniciativa de dar entrada a projeto de lei que cria a Universidade Pública de Excelência da Amazônia brasileira. Proponho uma universidade atípica, não moldada à estrutura tradicional, mas que se amoldasse à região amazônica, levando em consideração os mais variados temas. Estamos conscientes de que jamais vamos encontrar solução plausível para a preservação da Amazônia brasileira e da vida da população ribeirinha se não for pelo conhecimento, pela pesquisa, pela ciência, pela biociência. Para encerrar, Sr. Presidente, proponho a esta Casa um grande debate. Mesmo que não seja feita a reforma universitária, que se antecipe a discussão sobre uma universidade que vá ao encontro dos anseios e necessidades da Amazônia, que se busque uma alternativa, 51192 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS um modelo econômico que salve a região, sobretudo, aquela população eternamente abandonada. Era o que tinha a dizer. O Sr. Inocêncio Oliveira, 1º Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Luiz Alberto, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. IVAN RANZOLIN – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. IVAN RANZOLIN (PFL – SC. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, estamos às vésperas do referendo popular. Domingo, por uma decisão equivocada, vamos levar às urnas milhões de brasileiros. Uma despesa enorme para o Erário, mobilização dos Tribunais Eleitorais nos Estados, mobilização dos juízes eleitorais nos Municípios, uma total mobilização para um referendo que, a meu ver, é intempestivo e inadequado. Votamos, em dezembro de 2003, a Lei nº 10.826, publicada no dia 22 desse mesmo mês, que dispõe sobre o registro, posse, comercialização de armas de fogo e munição e também sobre o Sistema Nacional de Armas. Esse estatuto foi aprovado nesta Casa praticamente pela unanimidade de seus membros. Foi para o Senado Federal e veio de lá também com uma votação praticamente unânime. O Estatuto fala, no Capítulo I, sobre Sistema Nacional de Armas; no Capítulo II, sobre Porte de Armas; no seguinte, sobre Crimes e Penalidades. Quero me ater a este capítulo. Sr. Presidente, este Capítulo estabelece as punições para o porte e a posse irregular de armas de fogo, para o disparo de arma de fogo, para a posse ou porte ilegal de armas de fogo, comércio ilegal e tráfico internacional. A punição é violenta: para o comércio ilegal, de 3 a 6 anos; para o tráfico internacional, de 4 a 8 anos. A lei está em vigor e até hoje não vimos, ou pelo menos não tivemos notícia, as pessoas pegas com arma, especialmente bandidos e quadrilhas organizadas, presas. Com a grande quantidade de armas apanhadas pela Polícia, não houve sequer uma prisão, uma condenação com a reclusão de 4 a 8 anos e de 3 a 6 anos como crime inafiançável. Portanto, ouvi vários pronunciamentos: uns pelo “sim”, outros pelo “não”, mas não estamos, com este referendo, prestando serviço à sociedade. A primeira coisa que teremos de fazer é exigir das autoridades o cumprimento da lei. Se exigíssemos o cumprimento da lei, o cidadão comum, que freqüenta a sociedade, que é de bem, se desarma naturalmente, Outubro de 2005 entrega a arma. Mas o Estado não cumpre sua obrigação em desarmar bandidos, aqueles que se utilizam do crime organizado e das armas para assaltar, atacar, e a sociedade fica indefesa. Não queríamos que acontecesse este referendo, mas vai acontecer. É inarredável. O que queremos fazer? Não faço propaganda, mas voto “não”, porque é inoportuno, não sabemos o que está por trás de tudo isso. A violência do contrabando de armas vai ser um negócio gigantesco, vai ser o melhor negócio do mundo. A lei é boa, pune os fabricantes que não registram as vendas de armas. Esta Casa e todos nós temos de lutar para que a lei seja cumprida, a fim de que também se cumpra o Código de Trânsito Brasileiro, porque a autoridade não coíbe aqueles que desrespeitam a codificação estabelecida no trânsito – e é também uma situação igual. O Estatuto do Desarmamento foi elaborado e votado por esta Casa. É excelente, mas não é cumprido: nem a autoridade nem o Estado o cumprem, e ficamos à mercê da violência do cidadão. Temos de votar “não” para dar um troco àqueles que não querem a aprovação e não sabemos o motivo. Esta é uma posição que tomamos em função de um referendo inadequado e intempestivo para o País. Muito obrigado. O SR. HUMBERTO MICHILES – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. HUMBERTO MICHILES (PL – AM. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho à tribuna para falar de 2 dramas, quase tragédias, vividos no Estado do Amazonas. A imprensa tem mostrado ostensivamente a seca que assola o Amazonas. Municípios estão isolados, várias comunidades não têm água potável. Esse é um dos dramas do Estado. O outro, Sr. Presidente, diz respeito à tentativa de se impedir a construção da BR319, tema principal deste pronunciamento. Deputado Silas Câmara, por ocasião da realização do referendo, no próximo domingo, afirmo que não consigo compreender a coerência de certos pronunciamentos. Ouvi ainda há pouco, sem entender perfeitamente, o pronunciamento do Deputado Zé Geraldo, do Pará, relatando a violência naquele Estado. S.Exa. disse que um carro da polícia sofreu agressão de bandidos, que as linhas de ônibus são assaltadas pelo menos 2 vezes por dia. Ainda assim, defende que o cidadão entregue sua arma. Tudo isso sem esclarecer que não é permitido o porte de arma. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Há quase 2 anos, uma vez aprovado o Estatuto do Desarmamento, porte de arma é crime inafiançável. Como fica o cidadão de bem, aquele que não recebe proteção do Estado? Como deve agir, se a Polícia não está desarmando nem aqueles que atiram na viatura? Pergunto: o que falta para a Polícia desarmar os bandidos? Qual a providência necessária? Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a BR-319 é uma verdadeira via de integração da Amazônia ao restante do País. A estrada foi construída, asfaltada de ponta a ponta, na década de 70, pelos Governos Militares. De lá para cá, outros Governos se sucederam, a estrada foi praticamente abandonada, não se investiu em manutenção e a BR-319, com o tempo, ficou intrafegável em alguns trechos. Srs. Parlamentares, na Amazônia basta um pedaço de estrada ficar intrafegável para que seja interrompida. Como fazer um desvio de estrada em plena selva? Mas a BR-319 é mais do que uma ligação terrestre, é uma opção de desenvolvimento econômico para a região. Cito um exemplo: a imprensa mostra todos os dias a seca no Amazonas e as dificuldades enfrentadas por causa da assustadora redução do nível das águas de todos os seus rios. Com a seca do Rio Madeira, a única alternativa para ligação do Amazonas com o resto do Brasil é a BR-319. As indústrias da Zona Franca de Manaus têm na BR-319 uma esperança, mais do que uma alternativa de transporte. Mesmo diante dos fatos aqui expostos, o IBAMA abastece as ações contra a recuperação da BR-319. Há pareceres absurdos, que embasam ações e mais ações contra a obras de recuperação da estrada. Há uma inacreditável insistência, por parte do Instituto, em considerar que a BR-319 não existe e que se tenta ali construir uma nova estrada. Relatórios do próprio IBAMA citam explicitamente que a estrada tem vários trechos que nem sequer possuem pavimentos em boas condições de tráfego. Ao mesmo tempo, os relatórios ignoram portaria interministerial que dispensa as rodovias pavimentadas do Estudo de Impacto Ambiental, o chamado EIA/RIMA. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, desejamos preservar a Amazônia, mas não admitimos que queiram o seu isolamento. O IBAMA se soma a uma série de órgãos que elaboram regulamentos, portarias e regras absurdas, que impõem ao homem amazônico uma criminosa e forçada renúncia à vida. Pela primeira vez na história temos um Ministro dos Transportes amazônida, cuja origem política é o Estado do Amazonas. Imagino que seja uma oportunidade única. Não sei, honestamente, se teremos ou- Sexta-feira 21 51193 tra como essa. Talvez tenhamos de esperar mais 30 anos de abandono. A BR-319 é patrimônio público abandonado no tempo. A burocracia, os pareceres e relatórios alheios à realidade amazônica não podem prevalecer. O Amazonas foi o Estado que mais reduziu os índices de desmatamento. Tem quase 98% de sua floresta intacta. Ninguém – mas ninguém mesmo – pode ter a pretensão de impor ao homem e ao povo amazônico eterno isolamento geográfico, como se não fôssemos capazes de cuidar dos nossos interesses e preservá-los. Antes de concluir, reafirmo o absurdo que são as restrições à continuação da BR-319 e peço que a lucidez volte àqueles que ainda teimam em impedir o desenvolvimento de nosso Estado. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Luiz Alberto) – Solicito aos nobres Deputados que usem estritamente o tempo de 3 minutos para que todos os companheiros possam falar. O SR. JOÃO ALFREDO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. JOÃO ALFREDO (PSOL – CE. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Deputado Luiz Alberto, Sras. e Srs. Deputados, ontem e durante todo o dia de hoje, a regional cearense do Conselho Pastoral de Pescadores realiza sua assembléia nacional e, ao mesmo tempo, celebra os 21 anos de trabalho do CPP junto aos pescadores e pescadoras do litoral do Ceará. O CPP tem três linhas de atuação – meio ambiente, geração de renda e direitos sociais e trabalhistas – e tem exercido papel fundamental na organização e melhoria da qualidade de vida das comunidades de pescadores que tradicionalmente habitam nossa costa. Não fossem essa e outras entidades e organizações não-governamentais, os que sobrevivem da pesca estariam à mercê da especulação imobiliária, do turismo predatório e da pesca ilegal, para citar os principais problemas que enfrentam. Fui Relator do Grupo de Trabalho criado nesta Casa para analisar, no âmbito da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, os impactos sociais e ambientais da criação de camarões em cativeiro, a carcinicultura, uma das atividades comerciais que mais se desenvolveram no Nordeste na última década, deixando, no entanto, um rastro de destruição por onde passa. A carcinicultura, conforme descrevemos em nosso relatório, aprovado em junho último após visitas do GT a cinco Estados e análise de documentos técnicos e outras denúncias, está devastando o manguezal, um dos ecossistemas mais ricos de nosso planeta; expulsando 51194 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS pescadores, índios e pequenos agricultores das terras que ocupam há séculos ou tirando sua fonte de sobrevivência; além de ameaçar de extinção os traços culturais dos povos que tradicionalmente ocupam a zona costeira. Na mesma linha de descaso com as populações tradicionais, e mesmo de violência contra elas, de ataques ao meio ambiente e falta de sustentabilidade, inclusive econômica, vêm invadindo nossa costa os grandes empreendimentos governamentais e particulares de turismo e a pesca predatória, entre outras atividades. O Conselho Pastoral de Pescadores busca solucionar os conflitos entre os que querem explorar o litoral economicamente e aqueles que tiram dele seu sustento, defendendo seus interesses e sua cultura e, sobretudo, fomentando sua consciência e organização para que possam eles próprios, de forma autônoma, garantir sua subsistência, preservar o meio ambiente, conquistar os direitos sociais que assegurem o exercício de sua cidadania e ter uma vida com mais qualidade para si e para suas famílias. Existem, hoje, cinco regionais do CPP atuando no País: a do Nordeste, abrangendo Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Rio Grande do Norte; uma só para cuidar do Ceará; outra da Bahia; e, finalmente, a da Região Norte, instalada no Pará. No meu Estado, o Conselho nasceu no início da década de 80, graças à atuação da Congregação das Irmãs Mensageiras de Santa Maria, e se fundou oficialmente em 1988, no Município de Cascavel. Hoje, o trabalho abrange diversas comunidades em cinco Municípios: Cascavel, Paraipaba, Trairi, Fortim e Aracati. Quero registrar aqui meus parabéns aos voluntários e voluntárias do CPP, que tem somado pontos importantes na luta de nosso povo por uma sociedade mais justa e solidária, ecológica e ambientalmente sustentável, humanamente diversa e politicamente democrática. Muito obrigado. O SR. MAURÍCIO QUINTELLA LESSA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. MAURÍCIO QUINTELLA LESSA (PDT – AL. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, esta é a primeira vez que utilizo a tribuna, depois de assumir meu mandato nesta Casa. Estive afastado por 2 anos para compor a equipe do Governador Ronaldo Lessa na área da educação, no Estado. Como eu estava na base, que fica localizada principalmente no sertão de Alagoas e nas cidades que compõem o Rio São Francisco, trago a esta Casa uma reflexão sobre a transposição das águas do Rio São Francisco, sob 2 aspectos: a solidariedade e a responsabilidade. Outubro de 2005 Sr. Presidente, não existe povo mais solidário que o nordestino, em especial o alagoano, o sergipano, o pernambucano. As pessoas do sertão de Alagoas, de Sergipe e de Pernambuco são testemunhas da situação em que se encontra o Rio São Francisco, que está em total degradação. Esta Casa deve ter ouvido falar na obra do Canal do Sertão, que nada mais é do que a minitransposição do Rio São Francisco. Ela tem cerca de 10 anos. Na verdade, é obrigação do Governo do Estado, mas também contou, durante todo esse tempo, com o apoio do Governo Federal. A bancada federal de Alagoas já cansou de apresentar emenda individual, emenda de bancada. E só agora, depois de uma década, é que estamos terminando a primeira etapa do Canal do Sertão. Se não conseguimos fazer nem um canal no Estado de Alagoas, como é que poderemos, efetivamente, confiar nesse gigantesco investimento, um ano antes das eleições, sem o debate necessário com a sociedade? Além disso, o Rio São Francisco encontra-se em estado de degradação. Não há uma única ação do Governo Federal no sentido de recuperar o São Francisco. Portanto, Sr. Presidente, manifesto meu apoio a todos os que são contrários à transposição. Não quero dizer que somos contrários à transposição – na qualidade de nordestinos, desejamos que o rio cumpra sua função de levar água a todo o sertão do País –, mas queremos que ela seja feita com responsabilidade, após debate com toda a sociedade. Não se pode exigir de um doente que doe sangue. A mesma situação ocorre com o São Francisco. É preciso revitalizar o rio e discutir o projeto seriamente com a sociedade antes de dar início a essa gigantesca obra de transposição. Obrigado. O SR. COSTA FERREIRA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. COSTA FERREIRA (PSC – MA. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, nestes tempos em que se contabilizam números alarmantes de violência, quando a sociedade discute a proibição do comércio de arma de fogo e munição no território nacional, a participação crescente de menores em crimes diversos convoca-nos a refletir sobre as realidades que os envolve e sobre medidas capazes de inibir, mesmo reduzir drasticamente a incidência dessas ocorrências. A redução da maioridade penal, portanto, figura como uma das soluções viáveis. Vê-se o recrutamento de menores para o tráfico de drogas, assaltos e homicídios, portando armas, devido Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS à eficiência com que podem desempenhar as funções criminosas e à perspectiva de punição mais leve. Pela lei vigente, o cidadão é considerado menor até o dia que completa 18 anos, mas os padrões de atuais de desenvolvimento físico e psicológico dos jovens brasileiros indicam plena compreensão da ilicitude e grande força física, perigosamente utilizada para o mal. Pesquisas revelam que as punições, tidas por brandas, se não constituem fator de incentivo, pelo menos servem para a possibilidade de troca das penas maiores cabíveis aos adultos, sendo de 3 anos a internação máxima aplicada aos menores. Por conta desse abrandamento das conseqüências, os crimes violentos praticados por ou com a participação de menores de 18 anos vêm ocorrendo em número cada vez maior. Considerando que a maioria deles tem consciência da natureza de seus atos e são inteiramente capazes de entender o caráter ilícito do que fazem e de agir de acordo com tal entendimento, esses jovens deveriam responder penalmente pelos crimes que praticam. Precisamos adequar-nos à modernidade nesse aspecto, o que implica considerar esses 2 aspectos, tanto o maior grau de conscientização dos menores quanto os fatores que os conduzem para o mal. Por isso, os mais variados sistemas jurídicos do mundo alteraram sua legislação, reduzindo a maioridade penal. Portugal, Cuba, Chile e Espanha reduziram a maioridade penal para 16 anos. Já os franceses reduziram-na para os 13 anos. Volto a lembrar desta tribuna que nossa lei considerou a idade de 14 anos como afirmativo legal de maioridade já 1830. Entretanto, a idade, como hoje se aplica ao maior, não era fator decisivo para a pena, cabendo à defesa de todo cidadão a concorrência de profissionais psiquiátricos na comprovação da sanidade mental ou da compreensão do ilícito. Comprovada a incapacidade de discernir a ilicitude do seu ato, o menor deveria recolhido a uma casa de correção, onde deveria permanecer até aos 17 anos. Esse flexibilidade de procedimento na busca da justa pena acompanhará a redução da maioridade penal. Quais as razões que justificariam a manutenção da idade penal em 18 anos? O critério biopsicológico adotado por nosso Direito é sem dúvida alguma suscetível de reavaliação. “Urge abandonar-se o simulado critério da luta de classes, ainda oculto em formulações que defendem a atual idade penal, e tratar o problema com a seriedade coletiva que ele merece. A sociedade não pode ficar à mercê de irresponsabilidades passionais no campo legislativo”, lembra Marcello Fortes Barbosa, na revista Lex, edição nº 138, à página 18. É certo que, conforme dispõe o nosso novel Código Civil, a incapacidade civil acaba aos 18 anos. Elencam-se ali as hipóteses em que a menoridade civil pode terminar Sexta-feira 21 51195 antes daquela. Dentre essas, podemos destacar aquela que extingue a incapacidade ou menoridade pelo estabelecimento civil ou comercial, com economia própria. Em tal situação, o menor de 16 anos poderá ser emancipado. Mas como ficam as relações comerciais nas quais podem existir crimes, como a sonegação de impostos, fraudes de toda sorte, estelionatos etc.? Em casos tais o menor não responderá penalmente pelos fatos, pois a capacidade civil é diferente da penal. Haveria justiça em tal resposta jurídica? Evidentemente, não! Todavia, devemos anotar também os aspectos positivos de diminuição da idade penal para os 16 anos. Pela nossa Constituição Federal, o menor de 18 e maior de 16 pode votar, ou seja, dar rumos políticos ao País, modificando, em conseqüência, a própria estrutura econômica e social. Pode também ser testemunha, inclusive em juízo e em testamento. Pode até ser Procurador. Enganam-se, ou tentam enganar, aqueles que defendem como cláusula pétrea a inimputabilidade penal do menor de 18 anos. A Constituição Federal, quando quis estabelecer quais eram os direitos e garantias individuais, definiu-os no art. 5º e somente ali, e não há indicação de idade para a responsabilidade penal. Outros direitos e garantias individuais, por ressalva expressa, podem ser adotados, conforme o art. 5º, § 2º. Somente no art. 228 é que se faz menção à imputabilidade penal. Não cremos que exista aí um direito individual à maioridade penal aos 18 anos, mas simplesmente uma diretriz que pode ser modificada, tendo em vista, principalmente, que dezenas de outros países adotam idades de imputabilidade penal em limites inferiores, o que significa que não há tratados dispondo a esse respeito para que essa idade se torne um direito individual. Em não havendo cláusula pétrea, pode-se com toda a certeza afirmar que a idade penal pode e deve ser modificada, não somente para penalizar o jovem, mas também para dar-lhe direitos. E somente podem ser dados direitos àqueles que cumprem seus deveres. Portanto, a maioridade deve ser reduzida para pelo menos os 16 anos. Reduzir a menoridade penal não agride a dignidade da pessoa humana. É, sim, um ajuste necessário aos novos tempos, quando as pessoas são responsabilizadas juridicamente pela sua maturidade em relação aos atos que cometem, e não exclusivamente pelo transcurso temporal. Sr. Presidente, solicito ainda que seja registrado nos Anais da Casa o editorial intitulado Governador no Livro dos Recordes, publicado na edição de terça-feira passada do jornal O Estado do Maranhão. Muito obrigado. EDITORIAL A QUE SE REFERE O ORADOR: 51196 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Outubro de 2005 Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. LUIZ CARREIRA – Sr. Presidente, peça a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. LUIZ CARREIRA (PFL – BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente Luiz Alberto, meu companheiro da Bahia, Sras. e Srs. Deputados, tive acesso a uma importante nota técnica da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais, que mostra a existência de uma contradição entre o projeto de integração do Rio São Francisco com bacias do Nordeste Setentrional e o Projeto de Lei das Diretrizes e Políticas de Saneamento do Governo Federal. Em outras palavras, o Governo Federal não sabe sequer o que faz. Ou bem aprova sua lei de saneamento, ou bem faz o seu projeto de integração. Eles são antagônicos, como mostra claramente a referida nota, em que se busca, evidentemente, ressaltar a contradição entre esses 2 projetos do Governo Federal, uma vez que ambos caminham em sentidos e com objetivos opostos. Se o Governo Federal de fato considera o Projeto de Integração do Rio São Francisco sua prioridade maior, então deverá modificar substancialmente seu projeto de saneamento. Se, ao contrário, o projeto de saneamento não for alterado, fica inviabilizado e insustentável aquele projeto de integração. Na nota faz-se também uma análise minuciosa de 15 ou 16 pontos fundamentais dessa contradição. Destaco aqui apenas alguns desses aspectos, como, por exemplo, o antagonismo que há entre o projeto de integração e a lei de saneamento no que se refere ao modelo de planejamento e gestão da infra-estrutura e do serviço de abastecimento de água: enquanto o primeiro exige uma visão integrada, de âmbito regional, o segundo estimula a visão local, isolada do contexto regional ou estadual, sem observar as condições reais do ambiente natural, hídrico, econômico, social e administrativo existentes naquela região. O projeto de lei de saneamento propõe que um modelo baseado nas cidades médias, ricas e ribeirinhas das Regiões Sul e Sudeste do País deve também ser implementado nas cidades pequenas, pobres e secas do semi-árido nordestino. Leio aqui os parágrafos finais do documento: “Pelo exposto nesta breve nota, o País se defronta com duas propostas do mesmo Governo que, mais do que contraditórias e antagônicas, anulam-se, se forem, de fato, implementadas da forma como estão. Se o Governo quer, de fato, implementar sua prioridade maior na área de infra-estrutura física, econômica e social – o projeto de integração do São Francisco –, Sexta-feira 21 51197 ele precisa, urgentemente, rever profundamente seu projeto de lei e sua política de saneamento. Ao contrário, se o Governo mantiver a proposta de lei e sua política de saneamento como propostas, ele pode desistir do projeto de integração do São Francisco. Se mantiver ambos, mais do que dar argumentos aos opositores e críticos do Projeto de Integração do São Francisco, vai fazer uma aposta no fracasso futuro de sua prioridade presente, o que custará caro ao País, especialmente ao povo do semi-árido nordestino”. Muito obrigado. O SR. JORGE GOMES – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. JORGE GOMES (PSB – PE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ocupo a tribuna para fazer 2 breves registros. Ontem, nesta tribuna, relatamos a realização de ato público na nossa cidade, Caruaru, no agreste de Pernambuco, promovido pelos promotores públicos da região, em função da lentidão dos trabalhos de apuração do crime ocorrido em maio que vitimou o Promotor Dr. Rossini. Hoje volto para dizer que, não sei se por coincidência, porque não daria tempo, já que o protesto foi ontem, mas talvez as notícias que chegaram surtiram efeito, a Polícia Federal designou o Delegado Servilio Silva de Paiva para auxiliar nas investigações do assassinato, provando o que constituídos do Ministério Público têm dito no sentido de que realmente a Polícia do Estado estava aquém das suas responsabilidades. O Dr. Servilio irá desenvolver seus trabalhos, mas os componentes do Ministério Público continuarão em suas manifestações a partir do próximo mês. Em torno do dia 10, vão manifestar-se novamente em Caruaru, exigindo a apuração desse crime de morte, como também farão um protesto durante o XVI Congresso Nacional do Ministério Público, que se realizará em Minas Gerais. Mais ainda: como eu disse ontem e repito hoje, eles darão entrada em ações civis para forçar a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco a aumentar o efetivo policial na região. O segundo registro é no sentido de reafirmar o que tenho dito para muitos de nossos companheiros em Pernambuco e Brasília, por meio desta tribuna, da TV Câmara e demais órgãos de comunicação da Casa. Na qualidade de médico acostumado com os serviços de emergência e com o atendimento de vítimas da violência, atingidas principalmente por arma 51198 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de fogo, na condição de cidadão e de pai de família e com a responsabilidade do mandato de Deputado Federal, votarei “sim” no referendo do dia 23, no próximo domingo, naturalmente compreendendo as razões daqueles que votarão “não”, mas em função da luta pela paz, que sempre defendi. As razões apresentadas pelos que defendem o “não”, entre elas a falta de uma política nacional para a segurança pública, devem ser cobradas dos Estados e do Governo Federal. Em defesa da paz, reafirmamos o voto “sim”. Obrigado. O SR. BENJAMIN MARANHÃO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. BENJAMIN MARANHÃO (PMDB – PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srs. Deputados, acompanhei os últimos pronunciamentos de vários companheiros que ocuparam a tribuna para pedir à população o apoio ao voto “sim” no referendo a ser realizado no próximo domingo. Entendo essa posição. Votei favoravelmente ao Estatuto do Desarmamento, legislação moderna, que impede as pessoas de andarem armadas, que faz sérias restrições ao porte de arma e à comercialização ilegal e que coibiu – é bem verdade – o número de mortes desde que foi sancionada. Mas, ao mesmo tempo, quero fazer análise do quadro atual do País, que leva grande contingente da população, para surpresa de muitos, a optar pelo voto “não”. Por que chegamos a esse quadro? Oitenta por cento da população é contra as armas, mas quando se fala em proibir sua comercialização, dizem “não”. Isso é reflexo, Sr. Presidente, da desastrosa política de segurança pública. Não é só culpa do Governo Federal, que não dá prioridade à segurança pública, mas principalmente dos Governos Estaduais. Vemos falta de estruturação, policiais mal pagos, viaturas caindo aos pedaços, sem combustível, sem pneus, policiais mal armados e mal treinados, que muitas vezes têm de morar na favela dominada pelo traficante, porque o Estado não lhe garante moradia digna. Qual o resultado disso? Quando se iniciou o debate sobre a proibição da venda de armas de fogo, 80% da população era a favor. Agora vemos que há no País mais eleitores favoráveis, segundo as últimas pesquisas, à manutenção do status quo, ou seja, à proibição do porte de arma, mas à existência da venda legalizada. Isso se deve única e exclusivamente à ausência do Estado. Outubro de 2005 Para ilustrar o que digo, vou ler um parágrafo da coluna de hoje do jornalista Helder Moura, do jornal Correio da Paraíba: “De vez em quando, um fato que ocorre na Paraíba expõe o Estado ao escárnio nacional. É o caso do bingo que o juiz Edailton Medeiros, da Comarca de Cuité, decidiu promover para bancar a reconstrução da cadeia pública da cidade, porque o Governo não quis investir extraordinários R$3 mil na obra”. Esse é o retrato da política de segurança pública no Estado da Paraíba. Essa é a prova inconteste de que a revolta que a população vai manifestar no próximo domingo é culpa direta do Governo Estadual, que abandonou completamente a segurança pública, como também do Governo Federal, que antes de propor e abraçar qualquer medida como essa deveria mostrar que está fazendo a sua parte. O combate ao crime é dever do Governo. E o resultado do próximo domingo, com todos os dados que estamos recebendo das pesquisas, vai refletir isso. Quisera tivéssemos a proibição completa da comercialização das armas de fogo. Mas só se contássemos, como disse o Deputado Henrique Fontana, com muita propriedade, com ação policial similar à que existe na Inglaterra, Austrália, Canadá e Alemanha, e que permite, sim, o completo desarmamento da população. Com o quadro policial que temos, infelizmente, a situação vai piorar. Sr. Presidente, espero que os Governos Estaduais, assim como o Governo Federal, entendam o recado que será dado domingo pelas urnas. Precisamos cuidar da defesa do cidadão brasileiro. Era o que tinha a dizer. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. SILAS CÂMARA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Alberto) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. SILAS CÂMARA (PTB – AM. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ilustres compatriotas que assistem à TV Câmara e ouvem a Rádio Câmara, venho fazer alguns registros referentes ao Amazonas. Começo evidenciando a situação lastimável em que se encontra o Estado, já veiculada pela mídia nacional, neste momento de seca. Sobre este momento, faço um registro positivo da ação do Governo do Amazonas, liderado pelo Governador Eduardo Braga, com toda a sua equipe, e do Governo Federal, que imediatamente se mobilizaram e fizeram com que o sofrimento do povo, das cerca de 1.000 comunidades, fosse amenizado com a presença do Estado, levando conforto às famílias, Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS colocando à disposição dos moradores de cada uma dessas comunidades cestas básicas e tornando a água potável por meio de um tratamento mínimo da água disponível, para que eles possam consumi-la, além da distribuição de medicamentos e do envio de profissionais de saúde. Mas quero aqui fazer um pedido ao Governo do Presidente Lula: que o Governo priorize as emendas referentes ao Estado do Amazonas, não apenas as individuais como também as de bancada, até mesmo as alocadas para a Região Norte. Ainda mais grave que essa retenção das verbas das emendas é o contingenciamento que se impõe à Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA, fazendo com que os Municípios da Amazônia ocidental sejam gravemente punidos. Ora, esses recursos não são arrecadados por meio de impostos ou taxas federais, não são recursos a que tenha direito o Governo Federal! Deixo aqui meu pedido ao Ministro Palocci, que nos prometeu liberar parte dessa verba: aproveite este momento, nesta lastimável situação em que se encontra o nosso Estado, e libere os recursos contingenciados da Superintendência da Zona Franca de Manaus. Quero ainda, Sr. Presidente, fazer um registro sobre a BR-319. Não bastasse o momento que vivemos por conta da seca, quando várias balsas estão encalhadas no Rio Madeira, balsas que transportam a produção do Distrito Industrial da Zona Franca de Manaus para o restante do Brasil, produção essa que faz o percurso entre Manaus e Porto Velho para depois pegar a estrada, o IBAMA, por meio de sua assessoria jurídica, conseguiu uma liminar e paralisou as obras da BR-319, demonstrando a total falta de compromisso de alguns segmentos do Governo Lula para com o progresso do Estado do Amazonas, que tem 98% de seu território preservado. Isso é uma contradição! Eu represento aqui os Municípios de Humaitá, por coincidência o primeiro depois de Porto Velho, descendo o Rio Madeira, e de Careiro Castanho, o primeiro para quem sai de Manaus pela BR-319 no sentido de Porto Velho. Ambos estão extremamente prejudicados, repito, pela falta de compromisso de alguns segmentos do Governo com o desenvolvimento do Amazonas. Sr. Presidente, deixo este apelo, e peço a V.Exa. que autorize a divulgação deste pronunciamento pelos órgãos de imprensa da Casa. Era o que tinha a dizer. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Luiz Alberto) – Sou eu que agradeço, nobre Deputado Silas Câmara. Sexta-feira 21 51199 O SR. PASTOR PEDRO RIBEIRO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Alberto) – Tem V.Exa. a palavra, por 3 minutos. O SR. PASTOR PEDRO RIBEIRO (PMDB – CE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, ontem fiquei contente com as ações tomadas pelo meu partido, o PMDB, que mobilizou toda a sua direção, de forma especial o Presidente, Deputado Michel Temer, para receber o ex-Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sr. Anthony Garotinho. Reunimo-nos no Plenário 2, na sala das Comissões, local privilegiado. Garotinho veio fazer sua inscrição como précandidato à Presidência da República. Creio eu que é o coroamento de um trabalho que já vinha sido encetado há vários meses, numa luta para que, de fato, o PMDB assuma sua posição de partido forte e poderoso e ofereça oportunidade aos brasileiros de, nas próximas eleições, votar em um candidato próprio do nosso partido. Essa decisão começou a ser tomada numa convenção realizada em Brasília, quando ficou definido que marcharíamos com candidatura própria. E ontem recebemos a primeira inscrição, de Anthony Garotinho. Acredito que outros se inscreverão como pré-candidatos à Presidência da República, pelo PMDB. O partido precisa oferecer ao País essa opção, pois tem grandes lideranças. Parabenizo o ex-Governador Anthony Garotinho por sua performance e denodo, pois conseguiu mobilizar Senadores, Deputados Federais, Deputados Estaduais, Prefeitos, Secretários e outros que vieram aplaudi-lo e cumprimentá-lo. Está de parabéns o PMDB! Ao chegar aqui, cumprimentei o Presidente do PMDB do Estado do Ceará, ilustre Deputado Eunício Oliveira, ex-Ministro das Comunicações, que esteve prestigiando o evento por ser homem de alta estatura democrática. Mais uma vez, felicito o ex-Governador Anthony Garotinho por sua garra e determinação. Certamente, obterá vitória na convenção da escolha. Muito obrigado. O Sr. Luiz Alberto, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Babá, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Babá) – Antes de passar a palavra ao Deputado Luiz Alberto, aproveito esta oportunidade em que estou no exercício da Presidência para ressaltar que os servidores da Casa aguardam que o Presidente Aldo Rebelo pressione o Governo 51200 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Federal no sentido de liberar verba para o pagamento dos atrasados referentes ao aumento de 15% concedido à categoria. Esperamos que isso seja cumprido o mais rápido possível. O SR. OSMAR SERRAGLIO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Babá) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. OSMAR SERRAGLIO (PMDB – PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, justifico meu voto: votei com o partido na votação realizada hoje. O SR. LUIZ ALBERTO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Babá) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. LUIZ ALBERTO (PT – BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Deputado Babá, associo-me às palavras de V.Exa. sobre o pagamento de valores referentes ao aumento de 15% concedido aos funcionários da Casa, que, de forma justa, devem ter garantido o seu direito. Esperamos que o Presidente Aldo Rebelo faça gestão junto ao Governo Federal nesse sentido. Sras. e Srs. Deputados, no próximo domingo ocorrerá o referendo do desarmamento. Passei longo tempo sem posicionar-me a respeito do assunto. Participei, nos últimos dias, de vários debates, principalmente com estudantes de escolas públicas de 2º grau. Percebi que a população que vai votar no domingo está extremamente confusa com o que vai acontecer após o resultado. Antes de a população ser chamada para votar, deveria participar de um grande debate para entender exatamente a questão. Muitos eleitores imaginam que, no domingo, vão votar em algo que se refere ao conjunto do Estatuto do Desarmamento. Poucos sabem que votarão “sim” ou “não” em relação ao art. 35 do Estatuto, cujo conteúdo o povo desconhece. Em todo esse debate, cheguei à conclusão, inclusive diante de várias estatísticas e dados apresentados, de que o motivo de parte da população andar armada – e com armas ilegais – deve-se ao fato de 85% dessas armas ilegais terem sido adquiridas nas lojas de forma legal, registradas. Depois, percorreram um caminho nebuloso, chegando às mãos dessas pessoas. As pesquisas também demonstram que a maioria dos homicídios ocorridos com armas de fogo, no caso do confronto de cidadãos com o que se chama popularmente de bandido, deve-se ao fato de haver reação, por parte de quem está armado, à tentativa de assalto. Outubro de 2005 Com esses dados a que tive acesso, cheguei à conclusão de que, no domingo, vou votar “sim”, porque a maioria dos movimentos sociais deste País sempre lutou por justiça social e paz. Não estou falando dessa paz etérea, em que o povo sai pelas ruas quando o filho de alguém da classe média é vítima da violência, mas daquela que diz respeito à justiça, ao emprego, a uma vida digna. Os setores que defendem o “não” têm motivação central: a defesa do patrimônio acumulado com as desigualdades, em relação às quais este País insiste em ser campeão. No debate surgem conceitos como este: cidadão do bem e cidadão do mal. Quem é o cidadão do bem? Provavelmente aquele que tem patrimônio a defender. O cidadão do mal é aquele que é encarado como marginal, inclusive pela polícia. O que está por trás desse referendo? Será a tentativa de a Oposição tentar relacioná-lo à defesa do “sim” ao Governo Lula, como se este determinasse a sua realização? O referendo foi uma decisão do Congresso Nacional, que decidiu apresentar à população um mecanismo importante, que inclusive deveria ser utilizado com muito mais freqüência. É a tentativa de se promover a democracia direta. Por ele, a população toma uma decisão em casos como esse e até em outros de mais importância. Por exemplo, naquela sessão solene em homenagem à PETROBRAS, propus que discutíssemos nesta Casa a possibilidade de aplicação do plebiscito para que a população decidisse quem deveria se apropriar de riqueza tão importante como o petróleo. Portanto, Sr. Presidente, deixo registrada a minha posição: votarei “sim” no domingo. Conclamo aqueles que querem justiça social, que sabem que as vítimas principais dos homicídios praticados com arma de fogo no País são os mais pobres para agirem da mesma forma. Na Bahia , um jornal estampou que só no primeiro semestre 651 pessoas, entre 14 e 24 anos de idade – detalhe fundamental: todas negras –, foram assassinadas por armas que estão à disposição não só da população, mas também do aparelho policial do Estado. Muito obrigado. O Sr. Babá, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Maurício Rands, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. BABÁ – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. PRESIDENTE (Maurício Rands) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. BABÁ (PSOL – PA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, telespectadores da TV Câmara, hoje os companheiros da FASUBRA estiveram com o comando instalado o dia inteiro na frente do ME, uma vez que já se prolonga a greve por muito tempo, fruto da insensibilidade do Governo com categoria tão importante. Trava-se discussão com os companheiros do SINASEFE , que estão também em greve, e com os companheiros do ANDES, sindicato nacional dos professores das universidades. Ontem, houve negociação em que esteve presente a Deputada Fátima Bezerra, que coordena uma comissão de Parlamentares, da qual estou participando também; e hoje houve negociação com o SINASEFE. Mas, infelizmente, o Governo continua apresentando uma proposta rebaixada para os companheiros que estão englobados nesses sindicatos, ligados ao CEFET. No caso da FASUBRA, evidentemente há promessas não cumpridas de negociações de greves anteriores, que os companheiros suspenderam. Dizem respeito ao plano de cargos e salários e a um orçamento para essas categorias. Não podemos aceitar que a situação se prolongue por mais tempo. Mas os professores das universidades, representados pelo ANDES, o sindicato nacional, os servidores técnico-administrativos, representados pela FASUBRA, os companheiros do SINASEFE, que estão representando os trabalhadores do CEFET, continuam em greve por culpa do Governo. Na verdade, dizer que não há dinheiro para atender às reivindicações desses trabalhadores é simplesmente ridículo. Os recursos do Orçamento, que deveriam ser destinados para a educação, para a saúde, para as nossas universidades, para o CEFET, para o pagamento dos salários desses profissionais, infelizmente são usados para pagar juros abusivos aos banqueiros. Essa tem sido a tônica do Governo Lula, e não podemos aceitá-la. São destinados anualmente bilhões de reais para encher os cofres dos banqueiros, enquanto que para os servidores não há nada. Basta ver o exemplo do próximo ano. O Governo não ficou satisfeito em ter pago bilhões de reais até junho. Isso é fruto da herança maldita do Governo Fernando Henrique Cardoso, que congelou o salário dos funcionários públicos federais por longos anos – a perda já ultrapassa os 150%. O Governo Lula, que veio para romper com essa lógica, infelizmente dá continuidade a ela. O valor reservado no Orçamento do ano que vem para as negociações que estão sendo feitas com os servidores do Executivo e para as futuras negociações é de 1,4 bilhão Sexta-feira 21 51201 de reais. Parece muito dinheiro, mas não é nada, se comparado ao que o Governo destina no Orçamento do ano que vem para pagar os banqueiros internacionais, os juros da dívida pública. Simplesmente, estão destinados no Orçamento de 2006, enviado ao Congresso Nacional, 178 bilhões de reais para pagamento de juros, enquanto que para centenas de milhares de servidores, para as negociações que possam vir ou estão sendo feitas, o valor destinado foi de 1,4 bilhão de reais. É simplesmente um absurdo! Por isso, Sr. Presidente, queremos nos solidarizar com a greve dos servidores técnico-administrativos das universidades, dos professores universitários, que tanto têm contribuído para este País em nossas universidades federais – orgulho-me de fazer parte de uma delas –, e dos companheiros do CEFET. O Governo está oferecendo, para resolver o problema dessas pessoas, apenas 75 milhões de reais. O pior é que nesses 75 milhões de reais está incluída uma parcela de cerca de 39 milhões de reais para atendimento de negociações passadas, que não foram cumpridas desde 2001. Portanto, queremos protestar contra essa política econômica neoliberal que o Governo Lula vem implementando, porque ataca duramente o interesse dos trabalhadores para atender aos insaciáveis banqueiros, que se alimentam da fome e da miséria do povo da América Latina, principalmente dos países devedores. Os servidores federais, que foram peças importantíssimas, inclusive, na eleição de Lula, estão sendo atacados duramente por este Governo. Por isso, manifesto o meu apoio a esses companheiros. Continuem a greve, porque só assim poderão alcançar a vitória. Muito obrigado. A SRA. FÁTIMA BEZERRA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Maurício Rands) – Tem V.Exa. a palavra. A SRA. FÁTIMA BEZERRA (PT – RN. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, também quero solidarizar-me com os servidores e os docentes das instituições federais de ensino em greve. Acompanhei há pouco uma audiência à qual estiveram presentes representantes do SINASEFE e do ME, e constatei que, infelizmente, a proposta apresentada pelo Governo ainda é muito insatisfatória. Ficou marcada uma nova reunião para a quarta-feira. Esperamos que até lá a proposta melhore substancialmente, no sentido de atender às legítimas reivindicações dos docentes das escolas técnicas, para que enfim possamos chegar ao entendimento. 51202 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sr. Presidente, no próximo domingo teremos o referendo, uma importante iniciativa em que a população brasileira estará sendo convocada a dizer “sim” ou “não” ao comércio de armas e munição, e, por oportuno, quero ler aqui um editorial do jornal Diário de Natal O Poti, do meu Estado Rio Grande do Norte: “Dono de uma opinião pública ainda com graves e profundas lacunas de formação, o Brasil corre o risco de ver uma decisão popular importante como o referendo sobre a venda de armas descambar, mais uma vez, em oportunidade perdida. É preciso, primeiro, dizer que a decisão sobre a venda de armas será fundamental no tipo de nação que queremos ser. Se buscamos um modelo de tranqüilidade ou se vamos privilegiar uma nação em que a força de quem se acha poderoso vai valer mais do que a lei. Diante disso, é deplorável que se desvirtue tanto o sentido do referendo proposto. Põe-se a questão como se a venda de armas fosse propor desarmar os bandidos, quando se sabe que bandidos não se desarmam diante de nenhuma lei, em nenhuma parte do mundo. A verdade é que o referendo destina-se mesmo a desarmar o cidadão. Porque não são apenas bandidos que matam. O Brasil é campeão mundial de mortes por armas de fogo, e a maior parte dessas mortes nasce das mãos de pessoas que não são nem querem ser bandidos. Mas terminam matando alguém porque têm uma arma à mão e, num momento de desatino, disparam-na contra um cidadão como elas. É assim que morrem pessoas numa reles discussão de trânsito. E é também pela disposição de se encontrar uma arma que morrem cônjuges, crianças e vizinhos, pelos motivos mais banais. A proibição da venda de armas que se busca é exatamente para acabar com essas mortes. As outras, feitas por bandidos, é outra questão. É dever do Estado, e é isso que devemos cobrar, sem misturar crimes de pessoas comuns com os de bandidos”. Sr. Presidente, deixo registrado nos Anais da Casa esse editorial ao meu ver muito bem feito, que reflete exatamente o que penso acerca da temática. Conclamo os brasileiros e as brasileiras, todos os eleitores, especialmente os do meu Estado, para neste domingo irem às urnas e votarem “sim”, para que se proíba a venda de armas e munições. Dessa forma com certeza estaremos dando um passo para construir a Nação que sonhamos, uma Nação pacifista, solidária e fraterna. É claro que uma medida isolada não resolverá o problema da violência e da criminalidade, até porque, como sabemos, isso remete ao debate da desigualdade social e das políticas públicas, mas estou convencida, como espero que esteja também a maioria Outubro de 2005 da população do meu Estado e do País, de que esse será um importante passo. Vamos torcer para que o “sim” vença no domingo. Obrigada, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Maurício Rands) – Deputada Fátima Bezerra, endosso o posicionamento de V.Exa. em defesa do voto “sim”. Com isso, daremos um passo em direção a uma sociedade mais pacífica. O SR. PRESIDENTE (Maurício Rands) – Como estou inscrito para fazer uma breve intervenção, passarei a Presidência ao nobre Deputado Colbert Martins, representante do povo da Bahia, que honra esta Casa com seu mandato. O Sr. Maurício Rands, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Colbert Martins, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Colbert Martins) – Concedo a palavra, pela ordem, ao nobre Deputado Maurício Rands. O SR. MAURÍCIO RANDS (PT – PE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, tratarei de 2 assuntos. O primeiro é sobre a aprovação, na reunião de hoje da Comissão de Constituição e Justiça, de projeto de minha autoria que restabelece a justiça em algumas decisões judiciais em ações cuja parte sucumbente era a Fazenda Pública Municipal, Estadual ou a União. Qual era a injustiça que ocorria? E m algumas decisões judiciais o magistrado fixava honorários de sucumbência simbólicos. Muitas vezes, ações judiciais percorrem todas as instâncias do Poder Judiciário, algumas até chegando ao Supremo Tribunal Federal, ações muitas vezes de grande complexidade, e há fixação dos honorários de sucumbência, ou seja, uma determinação do juiz, em qualquer processo judicial, para que a parte perdedora no litígio se responsabilize pelo pagamento de honorários advocatícios à parte vencedora. Isso ocorre por uma razão muito simples: para que a parte vencedora, que tem reconhecido seu crédito, não seja obrigada a diminuir parte dele para satisfazer as responsabilidades com os honorários profissionais do advogado que a assistiu. Então, para que não haja empobrecimento ilícito da parte que teve seu crédito reconhecido pela Justiça, diz o art. 20 do Código de Processo Civil que a parte perdedora deve ser condenada ao ressarcimento dos honorários advocatícios da parte vencedora. E esse ressarcimento não estava sendo feito, porque em muitas e reiteradas decisões judiciais o magistrado atribuía honorários simbólicos. O que acontecia, então? Ou o profissional da advocacia, que tinha trabalhado 10, 15 Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS anos naquele processo, ficava sem receber seus honorários e até o ressarcimento de despesas adiantadas, ou esses honorários tinham de ser pagos pelo autor, que tinha, portanto, diminuição indevida do crédito que lhe foi reconhecido pelo Poder Judiciário. Para sanar essa injustiça, a Comissão de Constituição e Justiça hoje aprovou projeto de minha autoria que estabelece para os processos em que é sucumbente a Fazenda Pública que deve valer a mesma regra dos processos em que é sucumbente o réu privado. Portanto, honorários advocatícios a serem arbitrados entre 10% e 20%, respeitados os requisitos do art. 20. Finalmente, Sr. Presidente, dou conhecimento ao Plenário, à Câmara dos Deputados e aos que nos ouvem neste momento que na próxima semana a Comissão Especial que examina a Proposta de Emenda à Constituição nº 7, de 2003, também de minha autoria, que trata do processo seletivo público simplificado para os agentes comunitários de saúde, deve ser votada. Com essa PEC visamos, Deputado Wasny de Roure, satisfazer um problema de estrangulamento que há no Programa de Saúde da Família, que tem no agente comunitário de saúde seu elemento basilar, seu elemento dinâmico, aquele que vai às residências ensinar ações preventivas. Hoje, todos esses agentes comunitários de saúde, cerca de 270 mil em todo o Brasil, têm relações empregatícias precárias, têm contratos temporários e formas atípicas de contratação e, portanto, não têm integração permanente no gestor público municipal de saúde. A PEC nº 7 propõe que seja feita a contratação permanente dos agentes comunitários de saúde não com concurso público de provas e títulos, mas mediante processo seletivo simplificado público, para que os requisitos de confiança com a comunidade sejam considerados na seleção pelas Prefeituras. Apelo para a Câmara dos Deputados a fim de que vote o mais breve possível a PEC nº 7, que dará solução definitiva a um problema com a contratação permanente pelo gestor público municipal dos agentes comunitários, sem os quais não se pode pensar em levar avante o Programa Saúde da Família. Tal programa é referência internacional a partir do grande movimento nacional, a reforma sanitária, que continua avançando no Governo do Presidente Lula, seja na bem-sucedida gestão do Ministro Humberto Costa, seja também na bem-sucedida gestão do atual Ministro Saraiva Felipe. Muito obrigado. O Sr. Colbert Martins, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Wasny de Roure, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. Sexta-feira 21 51203 O SR. COLBERT MARTINS – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Wasny de Roure) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. COLBERT MARTINS (PPS – BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Deputado Wasny de Roure, Sras. e Srs. Deputados, senhores funcionários, informo inicialmente que, no referendo do próximo dia 23, meu voto será “sim”. Espero que as pessoas entendam isso como um importante aspecto para a segurança pública e contra a violência no País. Afirmo também que a PEC dos agentes comunitários de saúde é absolutamente necessária. O PPS e eu votaremos favoravelmente a ela. Srs. Parlamentares, vou tecer comentários sobre a febre aftosa no Rio Grande do Sul. Parabenizo o jornal Valor Econômico e a jornalista Marli Lima pela grande reportagem de hoje. Repórteres foram à fronteira e percorreram 60 quilômetros da chamada linha internacional, entre os Municípios de Mundo Novo e Japorã. Encontraram gado passeando livremente, fazendas divididas ao meio – Paraguai de um lado, Brasil de outro; bois brasileiros soltos na faixa de fronteira; uma fazenda com 2 mil alqueires e 4 mil cabeças de gado – parte do lado paraguaio e parte do lado brasileiro. Viram uma pessoa consertando uma cerca frágil, a pedido do Controle Estadual de Mato Grosso; uma pessoa do Paraguai num sítio de 15 alqueires – o encarregado, Miguel Rios, contou que estava ali há 2 anos e nunca tinha visto o rebanho ser vacinado. O gado solto era identificado como brasileiro. E foram ao Sítio São Benedito, onde há suspeita de febre aftosa. Isso aconteceu ontem. Não se toma nenhuma medida. E a responsabilidade não é apenas do Governo Federal, mas também do Governo de Mato Grosso. Aliás, esse controle é de responsabilidade estadual, e vemos que não funciona. O mais grave, Sr. Presidente, é que o Paraguai está exportando mil toneladas de carne bovina para a União Européia. Há certeza de que o gado brasileiro é vacinado, de que o gado afetado veio do Paraguai. Se este país está vendendo o produto, provavelmente tem condições. Aliás, o Chile fez uma suspensão em determinadas áreas. Mas é provável que a razão não seja apenas essa. Se o Paraguai está credenciado para vender, muito provavelmente a situação ainda não foi convenientemente explicada. A carne paraguaia é vendida à Rússia, que não quer comprar do Brasil. O foco é só brasileiro? Ou é paraguaio? Ou as explicações ainda não foram completamente corretas? O Paraguai vende para Estados Unidos, Egito, Japão, Coréia do Sul e Taiwan. Sabemos que o país tem grandes dificuldades 51204 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS econômicas. Está muito pior, em termos econômicos, do que o Brasil. Aliás , o Governo paraguaio liberou 1 milhão de dólares para cobrir perdas de pecuaristas que estão na iminência de ter prejuízos. Como é que o Brasil não liberou nada até agora? O Governo Federal é completamente responsável por isso. Por último, Sr. Presidente, parabenizo o jornal Valor Econômico e a jornalista Cibelle Bouças, pela entrevista com uma veterinária do Estado de São Paulo, mostrando a potencialidade da contaminação do vírus. Além da obrigação de se fazer o teste para verificar se o animal que transita tem febre aftosa, ele é obrigado a ficar de quarentena por 15 dias. Este País tem leis bastantes; só que, lamentavelmente, não são aplicadas. De quem é a responsabilidade? Do Governo Federal, porque se trata de grande negócio para o Brasil; dos Governos Estaduais, a exemplo da Bahia, onde nem gasolina os carros têm para fazer a intervenção – o extremo sul do Estado conta apenas com um veterinário. Para concluir, Sr. Presidente, quero dizer que precisamos não apenas de um plano de combate à febre aftosa – esse já caducou –, mas também de um grande plano nacional de sanidade animal. Como disse, trata-se de grande negócio para o Brasil, não apenas para um ou outro criador. Aliás, os criadores na linha de fronteira estão preocupados, porque podem ser confundidos com contrabandistas. Todos nós nos preocupamos com isso. Lembro ao Governo brasileiro que é importante a venda de carnes para o mundo. Portanto, temos de contar com uma política nacional diferente, que não trate apenas da erradicação da febre aftosa; com uma política de sanidade animal nova, importante e boa para o País como um todo. Muito obrigado. O Sr. Wasny de Roure, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Maurício Rands, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. WASNY DE ROURE – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Maurício Rands) – Concedo a palavra, pela ordem, ao Deputado Wasny de Roure, competente e combativo representante do povo do Distrito Federal. O SR. WASNY DE ROURE (PT – DF. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Deputado Maurício Rands, em primeiro lugar, manifesto à Casa Outubro de 2005 e à sociedade brasileira a minha preocupação com o avanço da greve dos servidores do Banco Central. Não há dúvida de que essa instituição tem papel fundamental na formulação da política monetária do País. Possui um conjunto de servidores públicos altamente qualificados, que têm pauta específica. A instituição perde profissionais sistematicamente, quando não remunerados à altura. Assim sendo, faço um apelo ao Ministério da Fazenda no sentido de que encontre entendimento com os servidores. Três sindicatos – o dos técnicos; o dos servidores como um todo, SINAL; e o SINDSER – disputam a base, mas trabalham articuladamente no sentido de consolidar avanços para a categoria. Portanto, é necessário que o Governo entenda os prejuízos de uma instituição que vive vulnerável a um processo de greve, porque não houve entendimento nas negociações. Esses prejuízos atingem não apenas a sociedade, mas uma instituição financeira do porte do Banco Central, principalmente no que se refere às suas responsabilidades quanto à fiscalização do Sistema Financeiro, quanto às negociações que estabelece com o Sistema Financeiro Nacional e com o Sistema Financeiro Internacional e também quanto ao processo de formulação e gerenciamento da política monetária, que envolve não só a taxa de juros, mas a própria administração, junto com o Ministério da Fazenda, das dívidas interna e externa brasileiras. Sr. Presidente, o apelo que faço decorre da importância da instituição. Hoje, houve manifestação em frente ao Banco Central. Não pude participar dela, mas trago o resultado das negociações, no âmbito do Ministério da Educação. Não há dúvida de que o Governo apresentou avanços nas negociações com o corpo docente das universidades brasileiras. Ao propor, inicialmente, 395 milhões de reais e hoje pôr na mesa de negociações em torno de 520 milhões de reais, deu demonstração do que pode fazer. Entendemos que essa proposta não satisfaz a categoria, que há anos e anos tem os salários defasados, diante das reivindicações que foram desconhecidas pelos Governos anteriores. Ainda é necessário que o Governo Lula reconheça algumas dessas negociações, sobretudo no que diz respeito ao plano de carreira. Não é possível pensar uma política de educação pública qualificada que represente apenas a criação de novas universidades – são 7 novas universidades –, ainda que por transformação. Precisamos avançar para consolidar essa negociação. Simultaneamente, ocorre entendimento em relação aos servidores das escolas técnicas e das escolas Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS mantidas pelo Governo Federal, como colégios militares, escolas agrícolas, entre outros que compõem o conjunto, e negociação em que o Governo oferece 76 milhões de reais. Sabemos que esse é um montante passível de fazer avançar as negociações, mas o Governo não pode desconhecer que já havia tratativas que representavam um aporte de 39 milhões de reais relativos à classe especial, num acordo que já havia sinalizado para os servidores. Quanto aos servidores de apoio das universidades e à FASUBRA, na verdade foi criado o plano de carreira, que representou grande avanço, aprovado nesta Casa. Mas agora passaremos à implantação de parte desse plano de carreira, como também do VBC, que diz respeito aos servidores de nível superior que compõem a carreira de apoio das universidades e que precisam encontrar uma solução para o seu problema, uma vez que ficaram prejudicados com a implantação do plano de carreira. Sr. Presidente, deixo ao MEC e ao Ministério do Planejamento este apelo, a fim de que as universidades e escolas técnicas possam voltar a funcionar normalmente. Sabemos que há avanços, reconhecemos essas conquistas, mas ainda entendemos que estão distante do mínimo necessário para que possamos, de fato, dizer que o Brasil investe em educação pública de qualidade. Acredito que os avanços sejam notórios, mas eles só se consolidarão na medida em que o professor e o servidor sentirem satisfação e realização e quando a escola pública e o projeto de escola pública forem prioridade não apenas no discurso, mas na existência prática do servidor e nas prioridades das políticas públicas governamentais. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Maurício Rands) – Deputado Wasny de Roure, incorporo-me à preocupação de V.Exa. quanto às negociações do MEC, do Ministério do Planejamento e do Governo Federal com os docentes das instituições federais de ensino superior e também com os servidores, incluindo as escolas técnicas. Esperamos que essa negociação avance. A Câmara dos Deputados votará brevemente o projeto da reforma universitária, que assegura, inclusive, recursos da ordem de 75% para que a universidade pública, gratuita e universal seja fortalecida. Esse fortalecimento, evidentemente, passa pelo fortalecimento da condição profissional dos docentes, na qual me incluo. Sou professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco e conheço Sexta-feira 21 51205 bem a realidade, a luta dos docentes que constróem, no seu dia-a-dia, a universidade federal. Que na próxima semana possamos avançar na negociação, porque a reforma universitária, no Brasil – inclusive essa política de centralização, de interiorização do ensino das universidades federais no País –, é algo estratégico, nunca visto. E só poderá ser feita – concordo com V.Exa. – se tivermos uma política de valorização dos docentes e dos servidores. Ouvi V.Exa. com muito prazer e me incorporo à preocupação de que, na próxima semana, possamos avançar no entendimento, numa negociação que atenda às reivindicações dos docentes e dos servidores das universidades federais e das escolas técnicas. O SR. WASNY DE ROURE – Deputado Maurício Rands, permita-me apenas uma argumentação. Peço desculpas se estou desrespeitando o Regimento Interno, mas falo apenas para que não fique algum mal-entendido. Nesse processo de negociação, sabemos que a ANDES tem cumprido papel fundamental, porque é o sindicato do corpo docente das universidades. O SR. PRESIDENTE (Maurício Rands) – Do qual tive a honra de ser advogado, durante muito tempo. O SR. WASNY DE ROURE – Sabemos que ela é a interlocutora da base que se encontra em greve, que tem sofrido enorme desgaste na sociedade. Sabemos também que está na interlocução o PROIFES, entidade recentemente criada, que não se encontra em greve e que participa da mesa de negociação. Sr. Presidente, neste momento, o quadro é bastante delicado politicamente. O movimento de greve representado pela ANDES, que é a interlocutora da categoria, não pode ser colocado à parte no processo de negociação. Há um processo político em disputa, mas eles têm a legítima representação. Isso não significa que o PROIFES, entidade que tem acúmulo na discussão da matéria, não esteja incluído no debate. Mas não podemos tergiversar, utilizar as entidades de acordo com o sabor das negociações. Sabemos que é difícil, mas o bom senso e o equilíbrio do diálogo vão exigir das autoridades postura absolutamente equilibrada, de razão, para que mantenhamos o grau de credibilidade e possamos encontrar uma saída para esse momento tão delicado para as universidades brasileiras. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Maurício Rands) – Perfeitamente. Fica estendido o apelo. O SR. PRESIDENTE (Maurício Rands) – Associome aos milhares de militantes do Partido Comunista do Brasil que hoje, em Brasília, iniciam mais um congresso. Parabéns a todos os que fazem o Partido Comunista do Brasil. Para lá nos dirigiremos de imediato. 51206 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS VII – ENCERRAMENTO O SR. PRESIDENTE (Maurício Rands) – Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a sessão. O SR. PRESIDENTE (Maurício Rands) – COMPARECEM MAIS OS SRS.: RORAIMA Almir Sá PL Francisco Rodrigues PFL Pastor Frankembergen PTB Total de Roraima: 3 PARÁ Babá PSOL José Priante PMDB Nicias Ribeiro PSDB Socorro Gomes PCdoB Total de Pará: 4 AMAZONAS Humberto Michiles PL Pauderney Avelino PFL Total de Amazonas: 2 ACRE Júnior Betão PL Zico Bronzeado PT Total de Acre: 2 TOCANTINS Pastor Amarildo PSC Total de Tocantins: 1 MARANHÃO Costa Ferreira PSC Pedro Novais PMDB Sebastião Madeira PSDB Wagner Lago PDT Total de Maranhão: 4 CEARÁ Mauro Benevides PMDB Total de Ceará: 1 PERNAMBUCO Carlos Batata PSDB Renildo Calheiros PCdoB Total de Pernambuco: 2 ALAGOAS Givaldo Carimbão PSB Total de Alagoas: 1 BAHIA Alice Portugal PCdoB Antonio Carlos Magalhães Neto PFL Outubro de 2005 Jairo Carneiro PFL José Carlos Aleluia PFL Luiz Alberto PT Total de Bahia: 5 MINAS GERAIS Edmar Moreira PFL Júlio Delgado PSB Total de Minas Gerais: 2 RIO DE JANEIRO Chico Alencar PT Elaine Costa PTB Total de Rio de Janeiro: 2 SÃO PAULO Arlindo Chinaglia PT Gilberto Nascimento PMDB Ildeu Araujo PP João Paulo Cunha PT José Eduardo Cardozo PT José Mentor PT Lobbe Neto PSDB Total de São Paulo: 7 DISTRITO FEDERAL José Roberto Arruda PFL Sigmaringa Seixas PT Total de Distrito Federal: 2 GOIÁS Sandro Mabel PL Total de Goiás: 1 PARANÁ Hermes Parcianello PMDB Total de Paraná: 1 RIO GRANDE DO SUL Luciana Genro PSOL Total de Rio Grande do Sul: 1 DEIXAM DE COMPARECER OS SRS.: AMAPÁ Badu Picanço PL Dr. Benedito Dias PP Hélio Esteves PT Janete Capiberibe PSB Total de Amapá: 4 PARÁ Anivaldo Vale PSDB Jader Barbalho PMDB Josué Bengtson PTB Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Wladimir Costa PMDB Zenaldo Coutinho PSDB Zequinha Marinho PSC Total de Pará: 6 AMAZONAS Carlos Souza PP Francisco Garcia PP Total de Amazonas: 2 RONDÔNIA Agnaldo Muniz PP Eduardo Valverde PT Marinha Raupp PMDB Miguel de Souza PL Nilton Capixaba PTB Total de Rondônia 5 TOCANTINS Eduardo Gomes PSDB Kátia Abreu PFL Total de Tocantins: 2 Sexta-feira 21 51207 PARAÍBA Carlos Dunga PTB Lúcia Braga PMDB Ricardo Rique PL Wellington Roberto PL Total de Paraíba: 4 PERNAMBUCO Armando Monteiro PTB Carlos Eduardo Cadoca PMDB Eduardo Campos PSB Fernando Ferro PT José Mendonça Bezerra PFL Marcos de Jesus PFL Osvaldo Coelho PFL Raul Jungmann PPS Ricardo Fiuza PP Total de Pernambuco: 9 ALAGOAS MARANHÃO César Bandeira PFL Luciano Leitoa PSB Neiva Moreira PDT Nice Lobão PFL Total de Maranhão: 4 João Caldas PL João Lyra PTB José Thomaz Nonô PFL Total de Alagoas: 3 SERGIPE João Fontes PDT Total de Sergipe: 1 CEARÁ André Figueiredo PDT Aníbal Gomes PMDB Arnon Bezerra PTB José Linhares PP Manoel Salviano PSDB Marcelo Teixeira PSDB Total de Ceará: 6 PIAUÍ B. Sá PSB Júlio Cesar PFL Marcelo Castro PMDB Nazareno Fonteles PT Paes Landim PTB Simplício Mário PT Total de Piauí: 6 RIO GRANDE DO NORTE Betinho Rosado PFL Henrique Eduardo Alves PMDB Nélio Dias PP Ney Lopes PFL Sandra Rosado PSB Total de Rio Grande do Norte: 5 BAHIA Aroldo Cedraz PFL Geddel Vieira Lima PMDB Gerson Gabrielli PFL João Carlos Bacelar PL João Leão PP José Carlos Araújo PL José Rocha PFL Luiz Bassuma PT Marcelo Guimarães Filho PFL Mário Negromonte PP Nelson Pellegrino PT Pedro Irujo PMDB Reginaldo Germano PP Robério Nunes PFL Total de Bahia: 14 MINAS GERAIS Bonifácio de Andrada PSDB Cabo Júlio PMDB Carlos Melles PFL Cleuber Carneiro PTB Custódio Mattos PSDB Dr. Francisco Gonçalves PTB Fernando Diniz PMDB 51208 Sexta-feira 21 Geraldo Thadeu PPS Gilmar Machado PT Ibrahim Abi-Ackel PP Isaías Silvestre PSB João Magalhães PMDB João Magno PT José Militão PTB José Santana de Vasconcellos PL Leonardo Mattos PV Maria Lúcia Cardoso PMDB Narcio Rodrigues PSDB Osmânio Pereira PTB Paulo Delgado PT Rafael Guerra PSDB Romeu Queiroz PTB Vadinho Baião PT Vittorio Medioli PV Total de Minas Gerais: 24 ESPÍRITO SANTO Feu Rosa PP Jair de Oliveira PMDB Neucimar Fraga PL Total de Espírito Santo: 3 RIO DE JANEIRO Alexandre Santos PMDB André Costa PDT Dr. Heleno PSC Fernando Gabeira PV Fernando Gonçalves PTB Fernando Lopes PMDB Francisco Dornelles PP Itamar Serpa PSDB Jair Bolsonaro PP Juíza Denise Frossard PPS Laura Carneiro PFL Márcio Fortes PSDB Moreira Franco PMDB Nelson Bornier PMDB Paulo Baltazar PSB Paulo Feijó PSDB Reinaldo Gripp PL Renato Cozzolino PDT Sandro Matos PTB Total de Rio de Janeiro: 19 SÃO PAULO Antonio Carlos Pannunzio PSDB Chico Sardelli PV Delfim Netto PMDB Edinho Montemor PSB Edna Macedo PTB Fernando Estima PPS DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Outubro de 2005 Iara Bernardi PT Jefferson Campos PTB João Herrmann Neto PDT Luciano Zica PT Luiz Antonio Fleury PTB Marcos Abramo PP Medeiros PL Michel Temer PMDB Neuton Lima PTB Paulo Lima PMDB Ricardo Berzoini PT Robson Tuma PFL Vanderlei Assis PP Vicente Cascione PTB Xico Graziano PSDB Zulaiê Cobra PSDB Total de São Paulo: 22 MATO GROSSO Ricarte de Freitas PTB Wellington Fagundes PL Total de Mato Grosso: 2 GOIÁS Barbosa Neto PSB Carlos Alberto Leréia PSDB Enio Tatico PL Jovair Arantes PTB Leandro Vilela PMDB Rubens Otoni PT Sérgio Caiado PP Total de Goiás: 7 MATO GROSSO DO SUL Antônio Carlos Biffi PT Murilo Zauith PFL Total de Mato Grosso do Sul: 2 PARANÁ Abelardo Lupion PFL Alex Canziani PTB André Zacharow PMDB Assis Miguel do Couto PT José Janene PP Luiz Carlos Hauly PSDB Max Rosenmann PMDB Moacir Micheletto PMDB Selma Schons PT Takayama PMDB Total de Paraná: 10 SANTA CATARINA Edinho Bez PMDB João Pizzolatti PP Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Luci Choinacki PT Mauro Passos PT Paulo Bauer PSDB Total de Santa Catarina: 5 RIO GRANDE DO SUL Adão Pretto PT Alceu Collares PDT Cezar Schirmer PMDB Darcísio Perondi PMDB Eliseu Padilha PMDB Enio Bacci PDT Érico Ribeiro PP Francisco Appio PP Kelly Moraes PTB Maria do Rosário PT Nelson Proença PPS Osvaldo Biolchi PMDB Tarcísio Zimmermann PT Total de Rio Grande do Sul: 13 O SR. PRESIDENTE (Maurício Rands) – Encerro a sessão, convocando outra, para amanhã, sexta-feira, dia 21 de outubro, às 9h. AVISOS PROPOSIÇÃO EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS OU RECURSOS I – EMENDAS II- RECURSOS 1. CONTRA APRECIAÇÃO CONCLUSIVA DE COMISSÃO – ART. 24, II, DO RICD INTERPOSIÇÃO DE RECURSO: art. 58, § 3º, combinado com o art. 132, § 2º, do RICD. Prazo para apresentação de recurso, art. 58, § 1º, do RICD: 5 Sessões Sexta-feira 21 51209 prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Cachoeira Dourada, Estado de Goiás. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 Nº 1.730-A/05 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Maranata a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Guamaré, Estado do Rio Grande do Norte. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 Nº 1.765-A/05 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação de Moradores “Rádio Comunitária Sentinela das Águas” – “Amorosa” a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Umuarama, Estado do Paraná. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 Nº 1.806-A/05 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária São Vicente de Paulo a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Moraújo, Estado do Ceará. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 PROJETOS DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.842-A/05 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Cultural Comunitária Tapiratibense a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Tapiratiba, Estado de São Paulo. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 Nº 1.403-A/04 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a ACAC – Associação Comunitária de Apoio à Cidadania a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Guarará, Estado de Minas Gerais. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 Nº 1.845-A/05 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Cultural e Comunitária de Itaberaí a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Itaberaí, Estado de Goiás. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 Nº 1.690-A/05 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária dos Moradores de Cachoeira Dourada – GO e Distritos a executar, pelo Nº 1.848-A/05 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Sociedade Serrado Verdes de Comunicações Ltda. para explorar serviço de radiodi- 1.1 COM PARECERES FAVORÁVEIS 51210 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Outubro de 2005 fusão sonora em freqüência modulada, na cidade de São Simão, Estado de Goiás. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 1.2 COM PARECERES, QUANTO AO MÉRITO, CONTRÁRIOS (Art. 133, DO RICD). Nº 1.852-A/05 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Louvores ao Rei Integração Comunitária a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 Nº 1.333-B/03 (CARLOS NADER) – Autoriza o Poder Executivo a criar o Fundo de Apoio à Microempresa a ser administrado pelo BNDES – Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Nº 1.865-A/05 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação de Comunicação Comunitária Cultural de Nova Ibiá a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Nova Ibiá, Estado da Bahia. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 Nº 1.872-A/05 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Sociedade dos Amigos de Magalhães de Almeida a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Magalhães de Almeida, Estado do Maranhão. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 Nº 1.895-A/05 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga concessão à Fundação Educacional e Cultural das Águas Quentes para executar serviço de radiodifusão de sons e imagens, com fins exclusivamente educativos, na cidade de Caldas Novas, Estado de Goiás. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 Nº 1.910-A/05 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Fundação Arnóbio Abreu para executar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, com fins exclusivamente educativos, na cidade de Assú, Estado do Rio Grande do Norte. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 PROJETOS DE LEI Nº 2.414-A/03 (BENJAMIN MARANHÃO) – Altera a Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para modificar o Auxílio-Reclusão e prever proteção aos dependentes de vítima de homicídio. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Nº 2.843-A/03 (CHICO ALENCAR) – Dispõe sobre a padronização, pelo Poder Executivo, das denominações e siglas dos serviços bancários oferecidos aos clientes. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Nº 3.233-A/04 (CONFÚCIO MOURA) – Dispõe sobre a destinação dos prêmios prescritos de concursos de prognósticos e dá outras providências. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Nº 3.255-A/04 (GERALDO RESENDE) – Acrescenta alínea “e” ao inciso I do artigo 6º da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Nº 3.583-A/04 (NELSON MARQUEZELLI) – Acrescenta parágrafo único ao artigo 531 do Decreto-Lei nº 5.452, de 1943 – Consolidação das Leis do Trabalho. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Nº 4.214-B/04 (ALMIR MOURA) – Dispõe sobre a presença de Nutricionistas nas escolas do ensino fundamental e médio. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 PROJETO DE LEI Nº 4.783-A/05 (BISMARCK MAIA) – Dispõe sobre a criação do Programa Nacional de Microcrédito do Turismo. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Nº 4.802-C/05 (RENATO CASAGRANDE) – Denomina “Aeroporto de Vitória – Augusto Ruschi “ o aeroporto da cidade de Vitória do Estado do Espírito Santo. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Nº 4.865-A/05 (CARLOS NADER) – “Dispõe sobre a criação do “Programa Odonto-Móvel” e dá outras providências”. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 2. CONTRA PARECER TERMINATIVO DE COMISSÃO – ART 54, DO RICD. (SUJEITAS A DELIBERAÇÃO DO PLENÁRIO EM APRECIAÇÃO PRELIMINAR, NOS TERMOS DO ART. 144, DO RICD). INTERPOSIÇÃO DE RECURSO: art. 58, § 3º, combinado com o art. 132, § 2º, do RICD. Prazo para apresentação de recurso, art. 58, § 1º, do RICD: 5 Sessões 2.2 – PELA INADEQUAÇÃO FINANCEIRA E/OU ORÇAMENTÁRIA PROJETOS DE LEI Sexta-feira 21 51211 tico e dá outras providências”, facultando o acesso ao salário-família, e dá outras providências. (Obs.: o PL nº 2/95 do Dep PAULO PAIM, PRINCIPAL, recebeu parecer pela adequação financeira e orçamentária da CFT). DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Nº 6.322-B/02 (POMPEO DE MATTOS) – Assegura o oferecimento, preventivo e gratuito, pelo Estado, no âmbito do SUS, do exame de triagem de diagnóstico de deficiência de alfa-1-antitripsina e dá outras providências. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Nº 383-B/95 (MARQUINHO CHEDID) – Dispõe sobre incentivos fiscais nas áreas dos Impostos sobre Renda e Proventos de Qualquer Natureza – IR sobre Produtos Industrializados – IPI, e sobre Operações Financeiras – IOF, concedidos a empresas que mantenham escolas para a formação de atletas. (APENSADOS: PL nº 888/95 do Dep Elias Murad, PL nº 1.217/95 do Dep Dilceu Sperafico, PL nº 1.887/96 da Dep Maria Elvira, PL nº 2.143/96 do Dep Agnelo Queiroz, PL nº 2.945/97 do Dep Aldo Arantes, PL nº 250/99 do Dep Edinho Araúlo, PL nº 1.680/99 do Dep Freire Júnior, PL nº 2.632/00 do Dep Ronaldo Vasconcellos, PL nº 4.627/01 do Dep Edison Andrino, PL nº 4.644/01 da Dep Elcione Barbalho, PL nº 5.050/01 do Dep Dilceu Sperafico , PL nº 5.955/01 da Dep Teté Bezerra, PL nº 6.478/02 do Dep José Carlos Coutinho e PL nº 6.660/02 do Dep Darcísio Perondi. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Nº 675-A/03 (DR. HELENO) – Dá nova redação ao art. 2º da Lei nº 10.182, de 2001, que restaura a vigência da Lei nº 8.989, de 1995, e dispõe sobre a isenção de Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para a aquisição de automóveis movidos a combustíveis de origem renovável e não renovável, incluindo aqueles destinados à conversão para Gás Natural. (APENSADO: PL nº 3.644/04 do Dep Ronaldo Vasconcellos). DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 PL nº 2.477/00 (MARINHA RAUPP) – Altera o texto dos incisos I e II ao artigo 66 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, que “dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências”. (Obs.: o PL nº 2/95 do Dep PAULO PAIM, PRINCIPAL, recebeu parecer pela adequação financeira e orçamentária da CFT). DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 PROJETOS DE LEI PL Nº 2.597/00 (MARINHA RAUPP) – Altera o texto do art. 65 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, que “dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências”. (Obs.: o PL nº 2/95 do Dep PAULO PAIM, PRINCIPAL, recebeu parecer pela adequação financeira e orçamentária da CFT). DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 PL 2.598/00 (MARINHA RAUPP) – Altera a redação do art. 4º da Lei nº 5.859, de 11 de dezembro de 1972, que “dispõe sobre a Profissão de Empregado Domés- Nº 2.606-B/03 (GONZAGA PATRIOTA) – Cria a Área de Livre Comércio no Município de Petrolina, no Estado do Pernambuco, e dá outras providências. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 4. DEVOLVIDOS AOS AUTORES, nos termos do artigo 137, § 1º, do RICD. Prazo para apresentação de recurso, artigo 137, § 2º do RICD: 05 sessões. Nº 5.951/05 (VIC PIRES FRANCO) – Altera o inciso IV do Art. 473 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e o Art. 97 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, para permitir a ausência ao serviço de até seis dias por ano para doação voluntária de sangue. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Nº 5.954/05 (WASNY DE ROUSE) – Dispõe sobre a criação da Carreira de Especialista em Políticas Educacionais do Ministério da Educação, FNDE e INEP e dá outras providências. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 INDICAÇÕES Nº 5.505/05 (JOSÉ LINHARES) – Sugere ao Ministro dos Transportes a adoção de medidas que dêem 51212 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS condições para tráfego de veículos na BR – 222, no Estado do Ceará, especificamente no trecho entre as cidades de Umirim – Sobral. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Nº 5.641/05 (JOÃO GRANDÃO) – Sugere ao Ministério da Integração Nacional a adoção de providências necessárias ao funcionamento do sistema de irrigação da Gleba Santa Terezinha, em Itaporã – MS. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Nº 6.128/05 (ILDEU ARAÚJO) – Sugere à UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas – São Paulo a construção de um novo campus universitário no município de Limeira – São Paulo. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 ORADORES SORTEADOS PARA O GRANDE EXPEDIENTE DO MÊS DE OUTUBRO DE 2005 Dia 21, 6ª-feira 10:00 JOSÉ THOMAZ NONÔ (PFL – AL) 10:25 CORONEL ALVES (PL – AP) 10:50 ÁTILA LINS (PMDB – AM) 11:15 LAURA CARNEIRO (PFL – RJ) 11:40 COLOMBO (PT – PR) 12:05 SOCORRO GOMES (PCdoB – PA) 12:30 RAUL JUNGMANN (PPS – PE) 12:55 PAULO BAUER (PSDB – SC) 13:20 MAURÍCIO QUINTELLA LESSA (PDT – AL) Dia 24, 2ª-feira 15:00 JAIR BOLSONARO (PP – RJ) 15:25 B. SÁ (PSB – PI) 15:50 YEDA CRUSIUS (PSDB – RS) 16:15 TARCÍSIO ZIMMERMANN (PT – RS) 16:40 TAKAYAMA (PMDB – PR) 17:05 CEZAR SCHIRMER (PMDB – RS) 17:30 EDINHO BEZ (PMDB – SC) 17:55 ISAÍAS SILVESTRE (PSB – MG) 18:20 ANTÔNIO CARLOS BIFFI (PT – MS) Dia 25, 3ª-feira 15:00 ANDRÉ COSTA (PDT – RJ) 15:25 LUIZ EDUARDO GREENHALGH (PT – SP) Dia 26, 4ª-feira 15:00 LUCIANA GENRO (PSOL – RS) 15:25 ROBERTO BRANT (PFL – MG) Dia 27, 5ª-feira 15:00 CARLOS ABICALIL (PT – MT) 15:25 LUIZ CARLOS HAULY (PSDB – PR) Outubro de 2005 Dia 28, 6ª-feira 10:00 TEREZINHA FERNANDES (PT – MA) 10:25 MILTON CARDIAS (PTB – RS) 10:50 MARIA DO ROSÁRIO (PT – RS) 11:15 WILSON SANTIAGO (PMDB – PB) 11:40 HOMERO BARRETO (PTB – TO) 12:05 VANESSA GRAZZIOTIN (PCdoB – AM) 12:30 JAIME MARTINS (PL – MG) 12:55 ANTONIO CARLOS BISCAIA (PT – RJ) 13:20 JÚLIO DELGADO (PSB – MG) Dia 31, 2ª-feira 15:00 MARIA DO CARMO LARA (PT – MG) 15:25 WLADIMIR COSTA (PMDB – PA) 15:50 JACKSON BARRETO (PTB – SE) 16:15 BETINHO ROSADO (PFL – RN) 16:40 REGINALDO LOPES (PT – MG) 17:05 SIGMARINGA SEIXAS (PT – DF) 17:30 MARCELO CASTRO (PMDB – PI) 17:55 FRANCISCO APPIO (PP – RS) 18:20 HAMILTON CASARA (PSDB – RO) ORDEM DO DIA DAS COMISSÕES I – COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL LOCAL: Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe – Avenida Ivo do Prado, s/nº – Aracajú/SE HORÁRIO: 10h REUNIÃO A – Outros Eventos: Tema: “Renegociação das dívidas agrícolas dos produtores rurais do Estado de Sergipe e da região Nordeste” Convidados Dr. Salminio da Silva Nascimento – Superintendente Estadual do Banco do Nordeste do Brasil em Sergipe; Dr. Everton dos Santos Teixeira – Superintendente Estadual do Banco do Brasil em Sergipe; Dr. Manoel Hora Batista – Superintendente Federal da Agricultura do Estado de Sergipe; Dr. Roberto Alves – Presidente do Departamento Estadual de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe; – Dr. Carlos Antônio de Siqueira – Presidente do INCRA/SE; Dr. Joel José Farias – Presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Sergipe; e Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Dr. Nelson Vieira Fraga Filho – Consultor em Crédito Rural. Autor do Requerimento nº 377/2005 – Deputado Heleno Silva PL/SE. AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 26-10-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) Sexta-feira 21 51213 para outorga de concessão ou permissão para exploração de serviços de radiodifusão”. RELATORA: Deputada LUIZA ERUNDINA. COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS A PARTIR DE SEGUNDA-FEIRA (DIA 24-10-2005) Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 5.191/05 – Do Sr. Moacir Micheletto – que “da nova redação ao artigo 96 da Lei nº 4.504 (Estatuto da Terra) de 30 de novembro de 1964”. (Apensado: PL nº 5.656/2005) RELATOR: Deputado CEZAR SILVESTRI. PROJETO DE LEI Nº 5.952/05 – Do Sr. Leonardo Monteiro – que “altera a Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, que dispõe sobre os registros públicos, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado VICENTE CASCIONE. COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA PROJETO DE LEI Nº 5.973/05 – Do Senado Federal – Waldeck Ornelas – (PLS nº 401/2003) – que “altera o inciso IV do art. 117 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, para definir como causa interruptiva da prescrição a publicação da sentença ou acórdão condenatório recorrível”. RELATOR: Deputado MENDES RIBEIRO FILHO. AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS A PARTIR DE SEGUNDA-FEIRA (DIA 24-10-2005) Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 4.568/04 – Do Sr. Carlos Nader – que “ “Dispõe sobre a publicação nos classificados, dos jornais, de advertência quando a exploração sexual e maus tratos contra crianças e adolescentes e dá outra providências.”” RELATOR: Deputado DURVAL ORLATO. PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 568/03 – Do Sr. Rogério Silva – que “estabelece a modalidade de técnica na licitação B – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 5.908/01 – Do Senado Federal – MARINA SILVA – que “dispõe sobre o fornecimento de transporte, alimentação e pousada, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), aos pacientes cujo tratamento se realizar fora de seu domicílio, em atendimento aos preceitos da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990 (Lei Orgânica da Saúde)”. (Apensados: PL nº 6.625/2002 e PL nº 1.485/2003) RELATOR: Deputado SIGMARINGA SEIXAS. PROJETO DE LEI Nº 206/03 – Do Sr. Roberto Magalhães – que “acrescenta um parágrafo ao art. 482 da Consolidação das Leis do Trabalho, versando sobre a justa causa na rescisão de contrato de trabalho em caso de alcoolismo”. (Apensado: PL nº 4.518/2004) RELATOR: Deputado ANDRÉ DE PAULA. PROJETO DE LEI Nº 374/03 – Do Sr. Lincoln Portela – que “assegura aos idosos o direito de dispor, prioritariamente, de assentos em estações e terminais de transporte de passageiros”. RELATOR: Deputado ALCEU COLLARES. 51214 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 640/03 – Do Sr. Celso Russomanno – que “altera a Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, para acrescentar normas de acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência em hotéis, bares, restaurantes e similares”. RELATORA: Deputada IRINY LOPES. PROJETO DE LEI Nº 981/03 – Do Sr. Carlos Nader – que “”Modifica dispositivo da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990””. (Apensado: PL nº 4.586/2004) RELATOR: Deputado ROBSON TUMA. PROJETO DE LEI Nº 1.176/03 – Do Sr. Alberto Fraga – que “dá nova redação à Lei nº 7.289, de 1984”. RELATOR: Deputado VICENTE ARRUDA. PROJETO DE LEI Nº 1.244/03 – Do Sr. João Alfredo – que “altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, e dá outras providências”. RELATORA: Deputada LAURA CARNEIRO. PROJETO DE LEI Nº 1.498/03 – do Sr. Mário Negromonte – que “altera a Lei nº 6.088, de 16 de julho de 1974, que “dispõe sobre a criação da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco – Codevasf – e dá outras providências””. (Apensado: PL nº 5.464/2005) RELATOR: Deputado LUIZ ALBERTO. PROJETO DE LEI Nº 1.727/03 – Do Sr. Coronel Alves – que “dispõe sobre a divulgação do telefone da Ouvidoria e Corregedoria através da frota oficial da Segurança Pública da União, dos Estados e do Distrito Federal, e dá outras providências”. (Apensado: PL nº 4.062/2004) RELATOR: Deputado LUIZ ANTONIO FLEURY. Outubro de 2005 PROJETO DE LEI Nº 2.339/03 – Do Sr. Sandro Mabel – que “determina a inclusão de procedimentos de primeiros socorros na grade curricular dos cursos de formação de soldados das polícias militares”. RELATOR: Deputado GONZAGA PATRIOTA. PROJETO DE LEI Nº 2.693/03 – Do Sr. Roberto Gouveia e outros – que “regulamenta a negociação coletiva de trabalho no setor público”. RELATOR: Deputado WAGNER LAGO. PROJETO DE LEI Nº 3.687/04 – Do Sr. Rubens Otoni – que “denomina “Viaduto Governador Henrique Santillo” o viaduto localizado no km 432 da BR-153, no Município de Anápolis – GO”. RELATOR: Deputado BENEDITO DE LIRA. PROJETO DE LEI Nº 3.880/04 – Do Sr. Celso Russomanno – que “dispõe sobre a exposição do Código de Defesa do Consumidor nos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços”. (Apensado: PL nº 4.179/2004) RELATOR: Deputado PAES LANDIM. PROJETO DE LEI Nº 3.933/04 – Do Sr. Nilson Pinto – que “inclui a pesca industrial nas atividades vinculadas ao setor rural e dá outras providências”. RELATOR: Deputado MAURO BENEVIDES. PROJETO DE LEI Nº 5.630/05 – Do Poder Executivo – que “revoga o Decreto-Lei nº 7.270, de 25 de janeiro de 1945, e o Decreto-Lei nº 7.776, de 25 de julho de 1945”. RELATOR: Deputado ANDRÉ DE PAULA. PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) PROJETO DE LEI Nº 1.907/03 – Do Sr. Rubens Otoni – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de publicação de mensagens educativas sobre os males e os riscos do tabaco e do álcool, em cadernos e livros escolares” RELATOR: Deputado COLBERT MARTINS. DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 27-10-05 PROJETO DE LEI Nº 2.031/03 – Do Sr. Lobbe Neto – que “altera a redação dos arts. 3º e 4º, da Lei nº 7.395, de 31 de outubro de 1985”. RELATORA: Deputada ANN PONTES. A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 2.133/03 – Do Sr. João Paulo Gomes da Silva – que “acrescenta artigo à Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que institui o Código de Defesa do Consumidor”. RELATOR: Deputado ADEMIR CAMILO. PROJETO DE LEI Nº 2.187/03 – Do Sr. Ronaldo Vasconcellos – que “dispõe sobre o registro obrigatório das empresas organizadoras de eventos no órgão competente”. (Apensado: PL nº 2.411/2003) RELATOR: Deputado IVAN RANZOLIN. Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 5.890/05 – Do Senado Federal – César Borges – (PLS nº 458/2003) – que “altera o caput do art. 983 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), dilatando o prazo para o requerimento do inventário e da partilha”. (Apensado: PL nº 3.373/1997 (Apensado: PL nº 2.881/2000)) RELATOR: Deputado JAIME MARTINS. PROJETO DE LEI Nº 6.025/05 – Do Senado Federal – César Borges – (PLS nº 37/2004) – que “altera o art. 666 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, para dispor acerca da penhora so- Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS bre máquinas, instrumentos e implementos agrícolas”. (Apensado: PL nº 4.386/2004) RELATOR: Deputado MAURO BENEVIDES. B – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 3.615/00 – Do Sr. João Herrmann Neto – que “dispõe sobre o fomento mercantil especial de exportações ou “factoring” de exportação e dá outras providências”. (Apensado: PL nº 3.896/2000) RELATOR: Deputado LÉO ALCÂNTARA. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 346/99 – Do Sr. Roberto Pessoa – que “estabelece a obrigatoriedade de os laboratórios farmacêuticos inscreverem nas embalagens e rótulos de seus produtos alerta sobre a necessidade de orientação médica para o uso de medicamentos”. (Apensado: PL nº 3.545/2000) RELATOR: Deputado JAMIL MURAD. DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 26-10-05 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 3.424/04 – Do Sr. Moreira Franco – que “altera a Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001, que “regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece as diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências”, para dispor sobre o Estudo de Impacto Ambiental”. RELATOR: Deputado SARNEY FILHO. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 4.752/01 – Do Sr. Rafael Guerra – que “transforma os Conselhos de Consumidores de que trata o art. 13 da Lei nº 8.631, de 4 de março de 1993, em Comitês de Conservação de Energia”. RELATOR: Deputado LUCIANO ZICA. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 24-10-05 Sexta-feira 21 51215 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 4.127/04 – Do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame – que “acrescenta alínea ao inciso II do art. 275 do Código de Processo Civil”. RELATOR: Deputado VICENTE ARRUDA. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 21-10-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 2.500/96 – Do Sr. Serafim Venzon – que “revoga o § 2º do artigo 172 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, que “institui o Código do Processo Civil”, de forma a assegurar ao trabalhador o descanso aos domingos”. RELATOR: Deputado FERNANDO CORUJA. B – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 1.863/03 – Do Sr. Carlos Nader – que “”Altera dispositivos da Lei nº 9.711, de 20 de novembro de 1998, e dá outras providências.” “. (Apensado: PL nº 3.406/2004) RELATOR: Deputado ANTONIO CARLOS PANNUNZIO. COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 21-10-05 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 3.613/00 – Do Sr. Ricardo Izar – que “dispõe sobre a venda fracionada de medicamentos nas farmácias”. RELATORA: Deputada ANA GUERRA. PROJETO DE LEI Nº 58/03 – Do Sr. Wilson Santos – que “acrescenta parágrafo único ao art. 67 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990”. RELATOR: Deputado MARCELO GUIMARÃES FILHO. 51216 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 3.479/04 – Do Sr. Leonardo Mattos – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de informação nas embalagens e rótulos de alimentos que contenham produtos ou substâncias de origem animal ou seus derivados em sua composição”. (Apensado: PL nº 5.158/2005) RELATOR: Deputado MÁRCIO FORTES. PROJETO DE LEI Nº 4.609/04 – Do Sr. Marcos de Jesus – que “dispõe sobre a destinação de multas e indenizações por lesão a direitos do consumidor, arrecadadas pela União, institui mecanismos de incentivo à conduta cidadã dos fornecedores de bens e serviços, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado LUIZ BASSUMA. PROJETO DE LEI Nº 5.729/05 – Do Sr. Reginaldo Germano – que “dispõe sobre critérios para a venda de chips para celulares GSM”. RELATOR: Deputado JOSÉ CARLOS ARAÚJO. PROJETO DE LEI Nº 5.765/05 – Do Sr. Celso Russomanno – que “altera o art. 42 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que “dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências” RELATOR: Deputado LUIZ BITTENCOURT. PROJETO DE LEI Nº 5.846/05 – Do Sr. Celso Russomanno – que “revoga a Lei nº 10.962, de 11 de outubro de 2004”. RELATOR: Deputado MAX ROSENMANN. COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 26-10-05 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 5.033/05 – Do Sr. Carlos Nader – que “”Dispõe sobre a impressão de aviso nas embalagens de alimentos, remédios e bebidas energéticas que contenham álcool em sua composição e dá outras providências.”” RELATOR: Deputado EDSON EZEQUIEL. PROJETO DE LEI Nº 5.911/05 – Do Sr. Carlito Merss – que “altera a Lei nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950, alterada pela Lei nº 7.889, de 23 de novembro de 1989, que “Dispõe sobre inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal”, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado SÉRGIO CAIADO. Outubro de 2005 PROJETO DE LEI Nº 6.011/05 – Do Sr. Vittorio Medioli – que “altera a Lei nº 10.674, de 16 de maio de 2003, que “obriga a que os produtos alimentícios comercializados informem sobre a presença de glúten, como medida preventiva e de controle da doença celíaca.”” RELATOR: Deputado FERNANDO DE FABINHO. COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS LOCAL: Plenário 2 do Anexo II HORÁRIO: 9h SEMINÁRIO A – Seminário: TEMA: Há Banalização nos Atos de Interdição Judicial no Brasil? Promoção: Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia, Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, Comissão de Direitos Humanos da OAB e Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial. Apoio: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – Secretaria Nacional de Assistência Social, Ministério Público Federal, Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. Programação Conferência – Reforma Psiquiátrica e Justiça – Espaço de Banalização da Interdição Judicial Proferida por: Pedro Gabriel Godinho Delgado – Coordenador da Área Técnica de Saúde Mental do Ministério da Saúde 10h às 11h30 Mesa Redonda – Laudo, Perícia e Interdição Judicial: Fragilidades e Desafios para os Direitos Humanos. Representante da Associação Brasileira de Psiquiatria – Dr. Talvane M. de Moraes; Representante do INSS; Perito Médico; Representante da Assoc. Médica; Procurador do INSS; Representante da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial – Mark Napoli; Representante da Associação Brasileira de Magistrados 14h às 15h30 Mesa Redonda – A Questão do Controle das Interdições Judiciais no Brasil Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Subsecretaria de Direitos Humanos; Representante da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados; Conselho Nacional dos Procuradores da Justiça; Subprocuradora Geral do Trabalho – Maria Aparecida Gugel 16h às 17h30 Mesa de Encerramento – Apresentação de propostas; carta de compromissos das entidades envolvidas com a produção do problema e a busca de soluções. Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Conselho Federal de Psicologia, Ministério Público, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome/SNAS, INSS, Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina e Associação Brasileira de Psiquiatria e Comissão de Direitos Humanos da OAB. Sexta-feira 21 51217 PROJETO DE LEI Nº 5.647/05 – Do Sr. Marcus Vicente – que “acrescenta inciso ao Art. 20 da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, que dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, para autorizar a movimentação da conta vinculada por motivo de casamento”. RELATOR: Deputado JOSÉ MILITÃO. PROJETO DE LEI Nº 5.894/05 – Do Sr. Itamar Serpa – que “dispõe sobre a Isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, e concessão de linhas especiais de crédito na aquisição de caminhões para utilização no transporte de cargas, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado LUIZ CARLOS HAULY. B – Da Análise da Adequação Financeira e Orçamentária (art. 54): COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 3.009/04 – Do Sr. Leônidas Cristino – que “altera a Medida Provisória nº 2.165-36, de 23 de agosto de 2001, que “institui o Auxílio-Transporte, dispõe sobre o pagamento dos militares e dos servidores do Poder Executivo Federal, inclusive de suas autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ENIVALDO RIBEIRO. AVISOS Substitutivo (Art. 119, II e §1º) PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 27-10-05 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Adequação Financeira e Orçamentária e do Mérito: PROJETO DE LEI Nº 5.004/05 – Do Sr. Cabo Júlio – que “institui a obrigatoriedade de apresentação de documento oficial de identificação na realização de pagamentos com cartões de crédito e de débito”. RELATOR: Deputado ANTONIO CAMBRAIA. PROJETO DE LEI Nº 5.025/05 – Do Sr. Cabo Júlio – que “dispõe sobre a informação ao consumidor do direito de, ao saldar antecipadamente seus débitos, obter redução de juros e outros encargos”. RELATOR: Deputado MUSSA DEMES. PROJETO DE LEI Nº 5.359/05 – Do Sr. Capitão Wayne – que “altera a tabela de taxas constante do anexo à Lei nº 10.826 de 22 de dezembro de 2003, sobre o registro de arma de fogo”. RELATOR: Deputado CARLOS SOUZA. A – Da Análise da Adequação Financeira e Orçamentária e do Mérito: PROJETO DE LEI Nº 3.792/04 – Da Sra. Laura Carneiro – que “dispõe sobre a concessão de empréstimo financeiro a pessoas que queiram empreender e gerar emprego e renda, criando o programa “Talento Empreendedor””. RELATOR: Deputado FÉLIX MENDONÇA. COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 27-10-05 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 623/99 – Do Sr. Ricardo Izar – que “dispõe sobre a conservação e o uso sustentável das florestas e demais formas de vegetação natural brasileiras”. RELATORA: Deputada KELLY MORAES. 51218 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 5.972/05 – Do Senado Federal -Teotonio Vilela Filho – (PLS nº 212/2002) – que “altera o art. 36 do Decreto-Lei nº 221, de 28 de fevereiro de 1967, que “dispõe sobre a proteção e estímulos à pesca e dá outras providências””. RELATOR: Deputado SARNEY FILHO. PROJETO DE LEI Nº 5.995/05 – Do Senado FederalJosé Sarney – (PLS nº 107/2004) – que “institui o Plano de Desenvolvimento Regional dos Municípios do Entorno do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Estado do Amapá, e acrescenta § 2º ao art. 13 da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981”. RELATOR: Deputado SARNEY FILHO. DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 26-10-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 1.546/03 – Do Sr. Ricardo Izar – que “institui o Fundo Nacional de Apoio às Florestas Plantadas e dá outras providências”. (Apensado: PL nº 3.842/2004) RELATOR: Deputado CEZAR SILVESTRI. COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 27-10-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 5.183/05 – Da Sra. Laura Carneiro – que “obriga as empresas concessionárias dos serviços de distribuição de água e energia elétrica a incluírem, em suas faturas mensais, mensagens de esclarecimento sobre racionalização de consumo” RELATOR: Deputado BETINHO ROSADO. COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 27-10-05 Outubro de 2005 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 5.917/05 – Do Sr. Gilberto Nascimento – que “altera a redação do art. 83 da Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, que “Institui a Lei de Execução Penal””. RELATORA: Deputada PERPÉTUA ALMEIDA. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 21-10-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 5.415/05 – Da Sra. Edna Macedo – que “altera a redação do inciso VII, do art. 6º, da Lei nº 10.826, de 2003, autorizando o porte de arma para os Oficiais de Justiça”. RELATOR: Deputado JAIR BOLSONARO. COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 27-10-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 4.226/04 – Do Sr. Milton Cardias – que “modifica a redação do artigo 245 do Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990”. (Apensado: PL nº 4.494/2004) RELATORA: Deputada TETÉ BEZERRA. COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 27-10-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 5.658/05 – Do Poder Executivo – que “altera a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais”. RELATOR: Deputado VICENTINHO. DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 26-10-05 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 1.846/99 – Do Senado Federal – Ernandes Amorim – (PLS nº 493/1999) – que “autoriza a criação do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais dos Técnicos Industriais”. RELATOR: Deputado VICENTINHO. PROJETO DE LEI Nº 3.534/04 – Do Sr. Orlando Fantazzini – que “dispõe sobre a profissão de Pesquisador de Mercado, Opinião e Mídia, regula seu exercício, cria e organiza os Conselhos Federal e Regionais e dá outras providências”. RELATORA: Deputada DRA. CLAIR. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 5.200/05 – do Sr. Murilo Zauith – que “altera a Lei nº 10.820, de 17 de dezembro de 2003, que “Dispõe sobre a autorização para desconto de prestações em folha de pagamento, e dá outras providências””. RELATOR: Deputado PEDRO CANEDO. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 6.846/02 – Do Sr. Marcelo Teixeira – que “regulamenta a profissão de cabeleireiro, barbeiro, manicuro e pedicuro”. (Apensados: PL nº 6.995/2002, PL nº 7.011/2002, PL nº 7.494/2002, PL nº 1.360/2003, PL nº 1.953/2003, PL nº 1.942/2003, PL nº 2.409/2003 e PL nº 4.806/2005) RELATOR: Deputado VICENTINHO. COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 21-10-05 Sexta-feira 21 51219 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 4.464/04 – Do Sr. Deley – que “estabelece medidas para o controle de avifauna nas imediações de aeródromos”. RELATOR: Deputado MAURO LOPES. PROJETO DE LEI Nº 1.408/03 – Da Sra. Lúcia Braga – que “estabelece para idosos a partir de sessenta e cinco anos vantagem na compra de passagem em transporte rodoviário intermunicipal e interestadual”. (Apensados: PL nº 1.758/2003, PL nº 2.722/2003, PL nº 2.879/2004, PL nº 2.907/2004, PL nº 3.528/2004 e PL nº 5.132/2005) RELATOR: Deputado DOMICIANO CABRAL. PROJETO DE LEI Nº 3.530/04 – Do Sr. Leônidas Cristino – que “obriga a impressão de mensagens educativas sobre normas de trânsito em embalagens de fósforos”. RELATOR: Deputado AFFONSO CAMARGO. PROJETO DE LEI Nº 4.273/04 – Do Sr. João Caldas – que “autoriza o Poder Executivo criar o Fundo Nacional para a Manutenção dos Transportes”. RELATOR: Deputado PHILEMON RODRIGUES. PROJETO DE LEI Nº 5.827/05 – Do Sr. Marcos Abramo – que “modifica o Código Brasileiro de Aeronáutica, para alterar o período de tempo de atraso do transporte aéreo a partir do qual o transportador fica obrigado a assumir determinadas responsabilidades em relação ao passageiro “. RELATOR: Deputado CARLOS SANTANA. PROJETO DE LEI Nº 5.847/05 – Do Senado Federal – Aelton Freitas – (PLS nº 153/2005) – que “denomina “Aeroporto de Uberaba – MG- Mário de Almeida Franco”, o aeroporto da cidade de Uberaba, no Estado de Minas Gerais”. RELATOR: Deputado LAEL VARELLA. PROJETO DE LEI Nº 5.887/05 – Do Senado Federal – Sérgio Zambiasi – (PLS nº 193/2004) – que “altera a Lei nº 5.917, de 10 de setembro de 1973, que aprova o Plano Nacional de Viação, para incluir, na Relação Descritiva das Rodovias do Sistema Rodoviário Nacional, o acesso da BR-293 à fronteira do Brasil com o Uruguai, no Município de Quaraí, no Estado do Rio grande do Sul”. RELATOR: Deputado BETO ALBUQUERQUE. PROJETO DE LEI Nº 5.889/05 – Do Senado Federal – Magno Malta – (PLS nº 319/2004) – que “altera a Lei nº 5.917, de 10 de setembro de 1973, que aprova o Plano Nacional de Viação, para incluir, na Relação Descritiva das Rodovias do Sistema Rodoviário Nacional, trecho rodoviário que contorna a cidade de Serra, situado entre o km 249 e o km 275 da BR-101, no Estado do Espírito Santo”. (Apensado: PL nº 4.466/2004) RELATOR: Deputado JAIR DE OLIVEIRA. 51220 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS II – COMISSÕES TEMPORÁRIAS COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 446-A, DE 2005, DO SR. NEY LOPES, QUE “DISPÕE SOBRE A NÃO APLICAÇÃO DA RESSALVA DO ART. 16 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL AO PLEITO ELEITORAL DE 2006” (AMPLIANDO PARA 31 DE DEZEMBRO DE 2005 O PRAZO PARA APROVAÇÃO E VIGÊNCIA DE LEI QUE ALTERE O PROCESSO ELEITORAL DE 2006). AVISO PROPOSIÇÃO EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (10 SESSÕES) DECURSO: 8ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 25-10-05 Proposta de Emenda à Constituição (Art. 202, §3º) PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 446/05 – do Sr. Ney Lopes e outros – que “dispõe sobre a não aplicação da ressalva do art. 16 da Constituição Federal, ao pleito eleitoral de 2006”. (Apensados: PEC nº 456/2005 e PEC nº 466/2005) RELATOR: Deputado MARCELO BARBIERI. COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 536-A, DE 1997, DO SR. VALDEMAR COSTA NETO, QUE “MODIFICA O ARTIGO 60 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS” (ESTABELECENDO QUE A UNIÃO COMPLEMENTARÁ OS RECURSOS DOS FUNDOS DE MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL E DE VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO, DE MODO A QUE SEJA ATINGIDO O VALOR MÍNIMO POR ALUNO DEFINIDO NACIONALMENTE E NÃO HAJA REDUÇÃO DO GASTO POR ALUNO DO ENSINO FUNDAMENTAL QUE FOI PRATICADO ATÉ DEZEMBRO DO ANO DE 1997, EM CADA MUNICÍPIO, ESTADO OU DF, ALTERANDO A NOVA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). AVISO PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (10 SESSÕES) DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 01-11-05 Outubro de 2005 Proposta de Emenda à Constituição (Art. 202, §3º) PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 536/97 – Do Sr. Valdemar Costa Neto – que “modifica o artigo 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias”. (Apensados: PEC nº 312/2000, PEC nº 190/2003, PEC nº 216/2003 (Apensados: PEC nº 247/2004 e PEC 415/2005), PEC nº 105/2003 (Apensado: PEC nº 160/2003) e PEC nº 415/2001) RELATORA: Deputada IARA BERNARDI. COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 2.377, DE 2003, QUE “DISPÕE SOBRE LINHAS DE CRÉDITO FEDERAIS DIRECIONADAS ÀS ATIVIDADES TURÍSTICAS QUE MENCIONA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”. AVISO PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 26-10-05 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 2.377/03 – Do Sr. Carlos Eduardo Cadoca – que “dispõe sobre linhas de crédito federais direcionadas às atividades turísticas que menciona e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ALEX CANZIANI. III – COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMANENTES ENCAMINHAMENTO DE MATÉRIA ÀS COMISSÕES EM 20-10-2005: Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática: ATO DE CONCESSÃO E RENOVAÇÃO DE CONCESSÃO DE EMISSORA DE RÁDIO E TELEVISÃO Nº 738/2005 ATO DE CONCESSÃO E RENOVAÇÃO DE CONCESSÃO DE EMISSORA DE RÁDIO E TELEVISÃO Nº 739/2005 ATO DE CONCESSÃO E RENOVAÇÃO DE CONCESSÃO DE EMISSORA DE RÁDIO E TELEVISÃO Nº 740/2005 ATO DE CONCESSÃO E RENOVAÇÃO DE CONCESSÃO DE EMISSORA DE RÁDIO E TELEVISÃO Nº 741/2005 Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ATO DE CONCESSÃO E RENOVAÇÃO DE CONCESSÃO DE EMISSORA DE RÁDIO E TELEVISÃO Nº 742/2005 ATO DE CONCESSÃO E RENOVAÇÃO DE CONCESSÃO DE EMISSORA DE RÁDIO E TELEVISÃO Nº 743/2005 Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania: PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 572/2003 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 698/2003 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.507/2004 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.605/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.642/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.674/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.708/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.724/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.726/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.778/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.779/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.804/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.823/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.846/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.858/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.924/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.925/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.926/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.927/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.928/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.929/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.930/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.931/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.932/2005 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.933/2005 PROJETO DE LEI Nº 4.110/2001 PROJETO DE LEI Nº 127/2003 PROJETO DE LEI Nº 2.706/2003 PROJETO DE LEI Nº 3.840/2004 PROJETO DE LEI Nº 4.418/2004 PROJETO DE LEI Nº 5.983/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.990/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.992/2005 PROJETO DE LEI Nº 6.002/2005 PROJETO DE LEI Nº 6.013/2005 PROJETO DE LEI Nº 6.021/2005 PROJETO DE RESOLUÇÃO (CD) Nº 266/2005 Comissão de Defesa do Consumidor: PROJETO DE LEI Nº 5.976/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.989/2005 Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio: PROJETO DE LEI Nº 6.023/2005 Comissão de Desenvolvimento Urbano: Sexta-feira 21 51221 PROJETO DE LEI Nº 6.020/2005 Comissão de Educação e Cultura: PROJETO DE LEI Nº 5.982/2005 PROJETO DE LEI Nº 6.039/2005 Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional: MENSAGEM Nº 642/2005 MENSAGEM Nº 643/2005 Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado: PROJETO DE LEI Nº 6.030/2005 Comissão de Seguridade Social e Família: PROJETO DE LEI Nº 5.934/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.938/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.978/2005 PROJETO DE LEI Nº 6.000/2005 PROJETO DE LEI Nº 6.005/2005 PROJETO DE LEI Nº 6.015/2005 PROJETO DE LEI Nº 6.026/2005 Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público: PROJETO DE LEI Nº 5.935/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.937/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.948/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.963/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.966/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.967/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.968/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.969/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.981/2005 PROJETO DE LEI Nº 6.004/2005 PROJETO DE LEI Nº 6.037/2005 Comissão de Viação e Transportes: PROJETO DE LEI Nº 5.927/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.928/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.929/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.930/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.941/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.945/2005 PROJETO DE LEI Nº 5.957/2005 PROJETO DE LEI Nº 6.016/2005 Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº 203, de 1991, que “dispõe sobre o acondicionamento, a coleta, o tratamento, o transporte e a destinação final dos resíduos de serviços de saúde”.: PROJETO DE LEI Nº 6.014/2005 (Encerra-se a sessão às 19 horas e 25 minutos.) 51222 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Outubro de 2005 DECISÃO DA PRESIDÊNCIA II – Voto do Relator Encontra-se em tramitação nesta Casa a Proposta de Fiscalização e Controle nº 96, de 2005, da Deputada Kátia Abreu que propõe que a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural apure responsabilidades e motivos que inviabilizam os registros de agrotóxicos genéricos pela indústria nacional e os registros de importação de agrotóxicos objetos de acordo com o Mercosul. Publicação do Parecer da Comissão de Educação e Cultura Compete à Comissão de Educação e Cultura a avaliação do mérito das matérias que lhes são encaminhadas, âmbito ao qual ficará restrito este parecer. Como bem demonstra a justificativa do Projeto de Lei, o Norte do Paraná, com o dinamismo econômico que o caracteriza, necessita da sua universidade federal. A iniciativa, do ponto de vista educacional é notavelmente relevante, pois as instituições públicas de ensino superior preenchem uma função que a rede particular é incapaz de suprir. É nas universidades públicas que se concentra a maior parte da pesquisa e da pósgraduação. Nelas constrói-se o padrão de qualidade que baliza todo o ensino superior brasileiro. Dentre as prioridades do atual governo está a criação de novas universidades em diferentes estados brasileiros. A interiorização da universidade pública representa um avanço importante facilitando e, portanto, democratizando o acesso ao ensino superior. Novas universidades têm sido criadas em diferentes estados brasileiros. O Estado do Paraná, não obstante sua contribuição econômica ancorada na pujança de seu setor produtivo, têm, tão somente uma única universidade federal, o que o coloca em desvantagem frente a muitos estados brasileiros, com especial destaque para Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Esses dois estados, além de já contarem com um número muito maior de instituições federais, ainda tiveram esta quantidade aumentada, recentemente, pela criação de novas unidades de ensino superior. Considerando o aporte não apenas produtivo, como também tributário do Estado do Paraná à União, é do bom federalismo fiscal no campo da educação, a distribuição mais equânime do apoio do governo central. Por essas razões nosso parecer é favorável ao projeto de lei em epígrafe. Sala da Comissão, 1º de setembro de 2005. – Deputado Chico Alencar, Relator. I – Relatório III – Parecer da Comissão Este projeto de lei autoriza o Poder Executivo a criar uma nova universidade federal, na cidade de Londrina. Apreciada na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, a proposição foi aprovada sem emendas. Esgotado o prazo regimental, o projeto de lei não recebeu emendas nesta Comissão de Educação e Cultura. É o relatório. A Comissão de Educação e Cultura, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimementeo Projeto de Lei nº 6.782/2002, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Chico Alencar. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Paulo Delgado – Presidente, Maria do Rosário, Celcita Pinheiro e João Correia – Vice-Presidentes, Alice Portugal, Antenor Naspolini, Átila Lira, César Bandeira, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, Lobbe Neto, Murilo Zauith, Neuton Lima, Neyde Aparecida, Revejo, por oportuno, o despacho de distribuição aposto à Proposta de Fiscalização e Controle nº 96, de 2005, para determinar a exclusão da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle e a inclusão Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Publique-se. Em 20-10-05. – Aldo Rebelo, Presidente. PARECERES PROJETO DE LEI Nº 6.782-B, DE 2002 (Do Sr. Luiz Carlos Hauly) Autoriza o Poder Executivo a instituir a Fundação Universidade Federal do Norte do Paraná, e dá outras providências.; tendo pareceres da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, pela aprovação (relator: Deputado Isaías Silvestre) e da Comissão de Educação e Cultura, pela aprovação (relator: Deputado Chico Alencar). Despacho: Às Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público, de Educação e Cultura, de Finanças e Tributação (Art. 54); e Constituição e Justiça e de Redação (Art. 54). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Onyx Lorenzoni, Osvaldo Biolchi, Professor Irapuan Teixeira, Ricardo Izar, Rogério Teófilo, Carlos Abicalil, Chico Alencar, Dr. Heleno, Itamar Serpa, Luiz Bittencourt, Paulo Lima, Severiano Alves e Zé Lima. Sala da Comissão, 5 de outubro de 2005. – Deputada Celcita Pinheiro, Vice-Presidente no exercício da Presidência. PROJETO DE LEI Nº 906-B, DE 2003 (Do Sr. Lincoln Portela) Institui a “Semana de Orientação quanto às doenças sexualmente transmissíveis – DST’s”; tendo pareceres: da Comissão de Seguridade Social e Família, pela aprovação deste, com substitutivo, e da emenda nº 3 apresentada ao substitutivo, e pela rejeição das emendas nºs 1 e 2 apresentadas ao substitutivo (relator: Deputado Durval Orlato) ); e da Comissão de Educação e Cultura, pela aprovação deste, nos termos do substitutivo aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família (relator: Deputado Átila Lira). Despacho: Às Comissões de: Seguridade Social e Família; Educação e Cultura; e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II. Publicação do Parecer da Comissão de Educação e Cultura I – Relatório Sexta-feira 21 51223 São essas informações de extrema importância frente à cultura do mundo de hoje e a informação é a melhor arma para a prevenção dessas moléstias. Cabe à escola, um papel central na divulgação de tais informações e na orientação aos jovens. Nosso parecer é, por este motivo, favorável ao projeto de lei , mas nos termos do substitutivo aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família, mais claro e preciso do que o texto original Sala da Comissão, 11 de agosto de 2005. – Deputado Átila Lira, Relator. III – Parecer da Comissão A Comissão de Educação e Cultura, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o Projeto de Lei nº 906/2003, nos termos do substitutivo aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Átila Lira. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Paulo Delgado – Presidente, Maria do Rosário, Celcita Pinheiro e João Correia – Vice-Presidentes, Alice Portugal, Álvaro Dias, Antenor Naspolini, Átila Lira, César Bandeira, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, Lobbe Neto, Murilo Zauith, Neuton Lima, Neyde Aparecida, Onyx Lorenzoni, Osvaldo Biolchi, Professor Irapuan Teixeira, Ricardo Izar, Rogério Teófilo, Carlos Abicalil, Chico Alencar, Dr. Heleno, Itamar Serpa, Luiz Bittencourt, Paulo Lima e Zé Lima. Sala da Comissão, 5 de outubro de 2005. – Deputada Celcita Pinheiro, Vice-Presidente no exercício da Presidência. PROJETO DE LEI Nº 2.031-A, DE 2003 (Do Sr. Lobbe Neto) Este projeto de lei prevê, sem prejuízo das atividades normais da escola, que, anualmente, uma semana seja dedicada à informação e orientação dos estudantes quanto ás doenças sexualmente transmissíveis. Apreciado na Comissão de Seguridade Social e Família, o nobre relator naquele colegiado, Deputado Durval Orlato, apresentou substitutivo com o objetivo de uma identificação mais clara do público alvo, bem como, a ampliação dos temas a serem abordados durante as atividades previstas no evento. Não foram apresentadas emendas na Comissão de Seguridade Social e Família e, esgotado o prazo regimental, também, não foram apresentadas emendas nesta Comissão de Educação e Cultura. É o relatório. Publicação do Parecer da Comissão de Educação e Cultura II – Voto do Relator I – Relatório Concordamos com a posição do ilustre relator na Comissão de Seguridade Social e Família de que as medidas preconizadas no projeto contribuirão para a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. O projeto de Lei em análise, de autoria do nobre Deputado Lobbe Neto, visa alterar a Lei nº 7.395, de 1985, que dispõe sobre os órgãos de representação dos estudantes de nível superior. Altera a redação dos arts. 3º e 4º, da Lei nº 7.395, de 31 de outubro de 1985; tendo parecer da Comissão de Educação e Cultura, pela aprovação, com substitutivo (relatora: Deputada Alice Portugal). Despacho: Às Comissões de: Educação e Cultura Constituição e Justiça e de Redação (Art. 54 RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II. 51224 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A tramitação dá-se conforme o disposto no art. 24, II do Regimento Interno das Câmara dos Deputados. A apreciação é conclusiva por parte desta Comissão de Educação e Cultura. Cumpridos os procedimentos e esgotados os prazos, não foram apresentadas emendas à proposição. É o relatório. II – Voto da Relatora O nobre autor apresenta sua proposta justificando-a como uma iniciativa destinada a fortalecer as entidades estudantis de base, denominadas Centros ou Diretórios Acadêmicos. Trata-se, pois, de proposta meritória, que merece nosso aplauso. Em consonância com o espírito da proposição e objetivando resguardar o vitorioso conteúdo da Lei nº 7.395/1985, que vigora há mais de vinte anos e já criou uma situação consolidada no meio estudantil universitário, acreditamos que a forma mais adequada de unificar a conceituação legal das entidades estudantis universitárias deve ser a explicitação daquilo que é inquestionável entre os estudantes: a União Nacional dos Estudantes – UNE, as Uniões Estaduais dos Estudantes – UEE’s, os Diretórios Centrais dos Estudantes – DCE’s e os Centros e Diretórios Acadêmicos – CA’s e DA’s são as entidades representativas do conjunto dos estudantes em seus respectivos âmbitos. Todas estas entidades estudantis ajudaram a forjar a história de nosso País e, em muitos momentos, lideraram levantes populares contra injustiças e arbitrariedades tomando as ruas e despertando multidões na defesa de causas justas. A União Nacional dos Estudantes, que destacou-se nas campanhas do “Petróleo é Nosso” e da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, que esteve à frente da campanha da legalidade em defesa da posse do vice-presidente João Goulart, que foi uma das primeiras entidades a resistir ao golpe militar de 1964, prosseguiu, mesmo na clandestinidade, com sua sede incendiada e seus dirigentes perseguidos, sua intrépida luta contra o regime militar, em defesa da liberdade, da anistia e da universidade pública e gratuita para todos. Não existe no Brasil nenhum momento político relevante que não tenha contado com a decisiva participação dos estudantes liderados por suas entidades. E a história da UNE é e sempre será pautada por esta rebeldia em defesa de causas nobres, que marca a atuação organizada e unificada dos estudantes brasileiros desde 1937. Seu prestígio e sua representatividade são de tal forma inquestionáveis que todas as tentativas de dividir a entidade naufragaram diante do repúdio da ampla maioria dos estudantes. A Lei nº 7.395/1985 foi uma das primeiras iniciativas legislativas do período pós-ditadura e pretendeu positivar o que já era uma realidade conquistada pelos Outubro de 2005 estudantes brasileiros, qual seja, a unicidade e a plena liberdade de organização das entidades estudantis antes tolhidas pela famigerada Lei Suplicy e pelo Decreto Lei nº 477/1968. A Lei Suplicy previa a transformação dos antigos Centros Acadêmicos em Diretórios Acadêmicos, totalmente subordinados às direções das faculdades. O Decreto Lei nº 477/1968 definia infrações disciplinares praticadas por professores, alunos, funcionários ou empregados de estabelecimentos de ensino público ou particulares e permitia a expulsão de todos aqueles que ousassem contestar as leis da ditadura no âmbito acadêmico. Portanto, o texto da Lei nº 7.391/1985 não se choca com a pretensão da proposta apresentada pelo ilustre deputado Lobbe Neto, até porque ele apenas quer exprimir na forma da lei a realidade presente no movimento estudantil universitário desde antes da queda do regime militar. Assim, atendendo a preocupação contida na proposição ora em apreço, apresentamos Substitutivo visando unificar no art. 4º da Lei nº 7.391/85 os termos presentes e já consolidados em seus artigos 1º, 2º e 3º e estabelecer, explicitamente, que “os Centros ou Diretórios Acadêmicos – CA’s e DA’s são entidades representativas do conjunto dos estudantes de cada curso de nível superior”. O substitutivo tem o claro propósito de contemplar as preocupações manifestadas pelo eminente Deputado Lobbe Neto na justificação de sua proposta e, ao mesmo tempo, unificar o nível de abrangência e a unicidade de cada entidade estudantil universitária conforme o disposto na referida Lei. Diante do exposto, votamos pela aprovação do Projeto de Lei nº 2.031, de 2003, na forma do Substitutivo em anexo. Sala da Comissão, 25 de agosto de 2005. – Deputada Alice Portugal, Relatora. PROJETO DE LEI Nº 2.031, DE 2003 Altera a redação dos arts. 3º e 4º, da Lei nº 7.395, de 31 de outubro de 1985. SUBSTITUTIVO O Congresso Nacional decreta:: “Art. 1º O artigo 4º da Lei nº 7.395, de 31 de outubro de 1985, passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 4º Os Centros e Diretórios Acadêmicos – CA’s e DA’s são as entidades representativas do conjunto dos estudantes de cada curso superior.” Sala da Comissão, 25 de agosto de 2005. – Deputada Alice Portugal, Relatora. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS III – Parecer da Comissão A Comissão de Educação e Cultura, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente, com substitutivo, o Projeto de Lei nº 2.031/2003, nos termos do Parecer da Relatora, Deputada Alice Portugal. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Paulo Delgado – Presidente, Maria do Rosário, Celcita Pinheiro e João Correia – Vice-Presidentes, Alice Portugal, Antenor Naspolini, Átila Lira, César Bandeira, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, Lobbe Neto, Murilo Zauith, Neuton Lima, Neyde Aparecida, Onyx Lorenzoni, Osvaldo Biolchi, Professor Irapuan Teixeira, Ricardo Izar, Rogério Teófilo, Carlos Abicalil, Chico Alencar, Dr. Heleno, Itamar Serpa, Luiz Bittencourt, Paulo Lima, Severiano Alves e Zé Lima. Sala da Comissão, 5 de outubro de 2005. – Deputada Celcita Pinheiro, Vice-Presidente no exercício da Presidência. PROJETO DE LEI N.º 2.133-A, DE 2003 (Do Sr. João Paulo Gomes da Silva) Acrescenta artigo à Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que institui o Código de Defesa do Consumidor; tendo parecer da Comissão de Defesa do Consumidor, pela aprovação, com substitutivo (relator: Deputado Fernando de Fabinho). Despacho: Às Comissões de Defesa do Consumidor; e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II. Publicação do Parecer da Comissão de Defesa do Consumidor I – Relatório A proposição em exame tem por escopo proibir que os estabelecimentos comerciais procedam à coleta de dados pessoais de pessoas físicas, com o pretexto de possibilitar a participação em sorteio de bem. Esgotado o prazo regimental nesta Comissão, não foram apresentadas emendas ao projeto. II – Voto do Relator Em boa hora a iniciativa parlamentar, na lavra do ilustre Deputado João Paulo Gomes da Silva, apresenta-se novamente para coibir prática abusiva contra o consumidor. De fato, já não é sem tempo que o Parlamento Brasileiro debruça-se sobre uma proposição tão clara e objetiva, quanto útil e necessária, uma vez que é inadmissível a conduta que grandes empresas, redes varejistas ou condomínios de lojas comerciais tem adotado para induzir, maliciosamente, o consumidor Sexta-feira 21 51225 ou o visitante de “shoppings”, hipermercados e outras unidades congêneres a preencher fichas e mais fichas, com uma gama extensa de dados pessoais, com o oferecimento de um prêmio (carro, casa, computador, etc) para alguns felizes sorteados. Na verdade, o que pretendem é obter graciosamente informações para compor um banco de dados, para realizar futuras ofertas de produtos ou para ser negociado com outras empresas comerciais. O que é ainda mais grave é que, geralmente, os cartões ou fichas preenchidos não contêm a informação de que os dados poderão ser utilizados diretamente pela empresa promotora, inclusive para venda das informações a terceiros. Chega-se ao cúmulo de colocar quiosques computadorizados em que o próprio participante digita os dados, trabalhando de graça para a organizadora do certame! Portanto, em promoções comerciais com sorteios de prêmios, fica vedada aos estabelecimentos comerciais em geral a coleta de dados pessoais, de clientes ou não, sob qualquer forma que não seja exclusivamente para fins de identificação e localização dos contemplados. Esta última condição, excepcionando apenas alguns dados básicos, é a única alteração de substância em relação à proposta sob análise, parecendo-nos desnecessária a regra que obriga a que tais promoções dos sejam realizadas por meio de cupons numerados, destacando-se o canhoto para o concorrente, eis que a forma de operacionalização escolhida poderá ser diversa da que o Autora especificou, assegurando-se assim a criatividade do estabelecimento promotor. O mesmo vale quanto ao procedimento de sorteio e sua publicidade. Como se vê, trata-se de proposição moralizadora, que merece todo nosso aplauso, razão pela qual, quanto ao seu mérito, votamos pela aprovação do Projeto de Lei nº 2.133, de 2003, nos termos do Substitutivo em anexo. Sala da Comissão, 24 de agosto de 2005. – Deputado Fernando de Fabinho, Relator. SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI Nº 2.133, DE 2003 Acrescenta artigo à Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que institui o Código de Defesa do Consumidor, restringindo a coleta de dados pessoais em promoções com sorteio. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Fica acrescido o seguinte art. 44-A à Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 2005: 51226 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS “Art. 44-A. Fica vedada, aos estabelecimentos comerciais em geral, a coleta de dados pessoais, de clientes ou não, em fichas ou formulários, para fins de sorteio, devendo constar somente o endereço e o telefone do portador.” Sala da Comissão, 24 de agosto de 2005. – Deputado Fernando de Fabinho, Relator. III – Parecer da Comissão A Comissão de Defesa do Consumidor, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou, com substitutivo, o Projeto de Lei nº 2.133/2003, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Fernando de Fabinho. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Luiz Antonio Fleury – Presidente, Eduardo Seabra e Júlio Delgado – Vice-Presidentes, Ana Guerra, Celso Russomanno, Chico Sardelli, Jonival Lucas Junior, José Carlos Araújo, Luiz Bittencourt, Marcelo Guimarães Filho, Márcio Fortes, Paulo Lima, Pedro Canedo, Selma Schons, Simplício Mário, Wladimir Costa, Leandro Vilela, Sandro Matos e Yeda Crusius. Sala da Comissão, 21 de setembro de 2005. – Deputado Luiz Antonio Fleury Filho, Presidente. PROJETO DE LEI Nº 2.896-A, DE 2004 (Do Sr. Romel Anizio) Institui o dia 10 de setembro como o Dia Nacional do Assessor de Imprensa; tendo parecer da Comissão de Educação e Cultura, pela rejeição (relator: Deputado Severiano Alves). Despacho: Às Comissões de Educação e Cultura e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II. Publicação do Parecer da Comissão de Educação e Cultura I – Relatório O projeto de lei em epígrafe, de autoria do Deputado Romel Anízio, visa a instituir a data anual de 10 de setembro como o Dia Nacional do Assessor de Imprensa, em homenagem a essa categoria profissional. Cabe, nos termos do Regimento Interno desta Casa, à Comissão de Educação e Cultura (CEC) examinar a matéria quanto ao mérito cultural. Durante o prazo regimental, não foram apresentadas emendas ao projeto. É o relatório. Outubro de 2005 II – Voto do Relator A Comissão de Educação e Cultura tem sido cautelosa ao analisar os vários projetos de lei que instituem dias comemorativos que aparecem em sua pauta. O art. 215, § 2º, da Constituição Federal estabelece que “a lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes segmentos étnicos nacionais”. De acordo com a orientação presente na Súmula de Recomendações aos Relatores nº 1, aprovada por esta Comissão em 2001 e por ela ratificada em 2005, consistem em “de alta significação” as datas que apresentam “evidente significação nacional” ou “especial interesse público”. Não há exagero em afirmar que a profissão de Assessor de Imprensa é essencial à transparência e à boa imagem tanto de artistas, atletas e de empresas privadas, quanto das entidades representativas das classes profissionais e dos órgãos públicos deste País. Contudo, devemos considerar o fato de que os assessores de imprensa são profissionais do jornalismo, registrados nos seus respectivos conselhos regionais. Igualmente, devemos considerar que, como jornalistas profissionais, já mereceram da sociedade a destinação de uma data específica para a homenagem nacional à categoria e a cada um de seus integrantes – o dia 7 de abril. A data foi escolhida por registrar o aniversário de fundação da Associação Brasileira de Imprensa – ABI, órgão sobejamente conhecido por uma firme atuação no asseguramento do exercício dos direitos e garantias fundamentais da liberdade de imprensa, da opinião e expressão. Malgrado reconheçamos os méritos da proposta sentimo-nos obrigados a recomendar a sua rejeição, porquanto a criação de uma nova data para homenagear profissionais já em outra data homenageados não constituirá medida de evidente significação nacional ou especial interesse público. É oportuno lembrar, ainda, que o excesso de homenagens satura o calendário de datas nacionais e acaba por esvaziar o sentido desse tipo de comemoração. Em razão do exposto, votamos pela rejeição do PL nº 2.896 de 2004. Sala da Comissão, 19 de julho de 2005. – Deputado Severiano Alves, Relator. III – Parecer da Comissão A Comissão de Educação e Cultura, em reunião ordinária realizada hoje, rejeitou unanimemente o Projeto de Lei nº 2.896/2004, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Severiano Alves. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Paulo Delgado – Presidente, Maria do Rosário, Celcita Pinheiro e João Correia – Vice-Presidentes, Alice Portugal, Álvaro Dias, Antenor Naspolini, Átila Lira, Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS César Bandeira, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, Lobbe Neto, Murilo Zauith, Neuton Lima, Neyde Aparecida, Onyx Lorenzoni, Osvaldo Biolchi, Professor Irapuan Teixeira, Ricardo Izar, Rogério Teófilo, Carlos Abicalil, Chico Alencar, Dr. Heleno, Itamar Serpa, Luiz Bittencourt, Paulo Lima, Zé Lima e Severiano Alves. Sala da Comissão, 5 de outubro de 2005. – Deputada Celcita Pinheiro, Vice-Presidente no exercício da Presidência. PROJETO DE LEI Nº 3.070-B, DE 2004 (Do Sr. José Ivo Sartori) Denomina “Rodovia da Maçã” o trecho da BR-285, entre as cidades de Vacaria, Monte Alegre dos Campos, Bom Jesus, São José dos Ausentes, até a divisa com o Estado de Santa Catarina, no Rio Grande do Sul; tendo pareceres: da Comissão de Viação e Transportes, pela aprovação (relator: Deputado Francisco Appio); e da Comissão de Educação e Cultura, pela aprovação (relatora: Deputada Kelly Moraes). Despacho: Às Comissões de: Viação e Transportes; Educação e Cultura; e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II. Publicação do Parecer da Comissão de Educação e Cultura I – Relatório O projeto de Lei do ilustre Deputado José Ivo Sartori pretende denominar “Rodovia da Maçã” o trecho da BR-285, entre as cidades de Vacaria, Monte Alegre dos Campos, Bom Jesus, São José dos Ausentes, até a divisa com o Estado de Santa Catarina, no Rio Grande do Sul. Nos termos do art. 32, IX, aliena f, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, cabe a este órgão técnico pronunciar-se sobre o mérito da homenagem. Antes desta Comissão de Educação e Cultura, a Comissão de Viação e Transportes já se manifestou, favorável à proposição que, por despacho da Mesa, também será examinada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Durante o prazo regimental, não foram apresentadas emendas, nesta Comissão. É o relatório. II – Voto da Relatora O Autor do Projeto pretende dar o nome “Rodovia da Maçã” a um trecho rodoviário que passa por mu- Sexta-feira 21 51227 nicípios onde é considerável e marcante a produção desta fruta, dada a peculiaridade do clima temperado e do solo. A cultura macieira, nesta esteira, acaba por se revelar importante ocupação econômica da região, gerando emprego, renda e fomentando negócios e a circulação de riquezas. Ante todo o exposto e considerando também que tal homenagem contribuiria, ainda, para referenciar toda a região atingida e referida no Projeto, vinculando o lugar a uma atividade econômica relevante e característica, entendemos ser perfeitamente cabível e justa a proposição, razão pela qual votamos pela aprovação do Projeto de Lei nº 3.070, de 2004, do ilustre Deputado José Ivo Sartori. Sala da Comissão, 4 de agosto de 2005. – Deputada Kelly Moraes, Relatora. III – Parecer da Comissão A Comissão de Educação e Cultura, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o Projeto de Lei nº 3.070/2004, nos termos do Parecer da Relatora, Deputada Kelly Moraes. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Paulo Delgado – Presidente, Maria do Rosário, Celcita Pinheiro e João Correia – Vice-Presidentes, Alice Portugal, Antenor Naspolini, Átila Lira, César Bandeira, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, Lobbe Neto, Murilo Zauith, Neuton Lima, Neyde Aparecida, Onyx Lorenzoni, Osvaldo Biolchi, Professor Irapuan Teixeira, Kelly Moraes, Rogério Teófilo, Carlos Abicalil, Chico Alencar, Dr. Heleno, Itamar Serpa, Luiz Bittencourt, Paulo Lima, Severiano Alves e Zé Lima. Sala da Comissão, 5 de outubro de 2005. – Deputada Celcita Pinheiro, Vice-Presidente no exercício da Presidência. PROJETO DE LEI Nº 3.142-B, DE 2004 (Da Sra. Laura Carneiro) Assegura à mulher, na condição de chefe de família, o direito de aquisição de terras públicas; tendo pareceres: da Comissão de Seguridade Social e Família, pela aprovação (relatora: Deputada Celcita Pinheiro); e da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, pela aprovação (relatora: Deputada Kátia Abreu). Despacho: Às Comissões de: Seguridade Social e Família; Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). 51228 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II. Publicação do Parecer da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural I – Relatório O Projeto de Lei nº 3.142, de 2004, de autoria da Deputada Laura Carneiro, é, conforme assegura, uma reapresentação do Projeto de Lei nº 336, de 1995, de autoria da ex-Deputada Fátima Pelaes, e assegura às mulheres, na condição de chefes de família, o direito de aquisição de terras públicas, oriundas de processo desapropriatório ou de ações discriminatórias. Também, garante-lhes o direito: à participação igualitária nas Comissões Agrárias, órgão competente para instruir e encaminhar os pedidos de aquisição e de desapropriação de terras; de manifestar-se sobre a lista de candidatos selecionados para a adjudicação de lotes; de oferecer sugestões na elaboração e execução da reforma agrária; e, finalmente, de acompanhar, até a sua implantação, os programas de reforma agrária nas áreas escolhidas. O Projeto é justificado, pela Autora, não só pela disposição do parágrafo único do art. 189, da Constituição Federal, mas também pela crescente participação da mulher na composição da população economicamente ativa nacional, levando, inclusive, a uma nova formulação do conceito de organização familiar. Seu objetivo primordial é o de permitir o exercício da cidadania pela mulher trabalhadora no meio rural, garantindo sua participação no processo produtivo e nas decisões que envolvem seu destino. Este Projeto foi distribuído às Comissões de Seguridade Social e Família; Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e Constituição e Justiça e de Cidadania, tendo sido aprovado unanimemente na primeira Comissão. Não foram apresentadas emendas no prazo regimental. É o relatório. II – Voto da Relatora Na mesma esteira do princípio constitucional expresso no art. 5º, inciso I, da Constituição Federal, que garante a igualdade entre homens e mulheres em direitos e obrigações, o parágrafo único do art. 189, também estabelece uma igualdade de direitos entre o homem e a mulher no tocante à distribuição de imóveis rurais pela reforma agrária, dispondo que “o título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, indepen- Outubro de 2005 dentemente do estado civil, nos termos e condições previstos em lei”. O padrão secular encontrado no meio rural brasileiro revela uma situação de desigualdade social marcada pela subordinação e pela negação das mulheres enquanto sujeitos políticos e econômicos do mundo rural. Fato que se expressa num número maior de mulheres entre os mais pobres do campo e numa participação expressiva nas ocupações não remuneradas do setor agropecuário. Mesmo reconhecendo-se que cada vez é maior a presença das mulheres enquanto demandantes da reforma agrária, na verdade ainda é pequeno o número de mulheres atendidas diretamente pelo Programa. Assumindo que cabe ao Estado encontrar os meios para superar essa situação, o Projeto de Lei nº 3.142, de 2004, que assegura à mulher, chefe de família, o direito de aquisição de terras públicas e de participação igualitária na composição das Comissões Agrárias, previstas nos arts. 37 e 42 da Lei nº 4.504/64, é extremamente conveniente e meritório, representando mais um passo em direção à consolidação da igualdade entre os gêneros em nossa sociedade. Ante o exposto, no mérito relativo a esta Comissão, votamos pela aprovação do Projeto de Lei nº 3.142, de 2004. Sala da Comissão, 20 de setembro de 2005. – Deputada Kátia Abreu, Relatora. III – Parecer da Comissão A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o Projeto de Lei nº 3.142/2004, nos termos do Parecer da Relatora, Deputada Kátia Abreu. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Ronaldo Caiado – Presidente, Luis Carlos Heinze, Francisco Turra e Assis Miguel do Couto – Vice-Presidentes, Abelardo Lupion, Alexandre Maia, Almir Sá, Carlos Dunga, Cezar Silvestri, Dilceu Sperafico, Dr. Rodolfo Pereira, Enéas, Heleno Silva, João Grandão, Josias Gomes, Kátia Abreu, Leandro Vilela, Moacir Micheletto, Nelson Marquezelli, Orlando Desconsi, Osvaldo Coelho, Vander Loubet, Waldemir Moka, Wilson Cignachi, Xico Graziano, Zé Lima, Zonta, Airton Roveda, Antonio Carlos Mendes Thame, Dr. Francisco Gonçalves, Eduardo Sciarra, Odair Cunha, Pedro Chaves, Rose de Freitas e Vadinho Baião. Sala da Comissão, 19 de outubro de 2005. – Deputado Ronaldo Caiado, Presidente. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 3.466-B, DE 2004 (Do Sr. Inocêncio Oliveira) Estabelece critérios para a edição de lista referencial de honorários médicos, no âmbito nacional, e dá outras providências; tendo pareceres: da Comissão de Seguridade Social e Família, pela aprovação, com substitutivo (relator: Deputada Rafael Guerra); da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, pela aprovação deste e do substitutivo adotado pela Comissão de Seguridade Social e Família, com substitutivo (Relator: Deputado Ronaldo Dimas); e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa deste e do substitutivo da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, com subemendas (Relator: Deputado Nelson Pellegrino). Despacho: Às Comissões de: Seguridade Social e Família; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação do Plenário. Publicação dos Pareceres das Comissões de Seguridade Social de Família, de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e de Constituição e Justiça e de Cidadania Comissão de Seguridade Social e Família I – Relatório A proposição em tela, de autoria do ilustre Deputado Inocêncio de Oliveira, objetiva “o estabelecimento de critérios para a edição de lista referencial de honorários médicos, no âmbito nacional e dá outra providências”. Durante a sua tramitação, foi apensado e desapensado o Projeto de Lei nº 4.732, de 2001, de autoria da eminente Deputado Serafim Venzon, que “dispõe sobre a elaboração de tabela de honorários médicos, odontológicos e de outros profissionais”, que recebeu tratamento em separado. Estando a matéria submetida a regime de urgência, nos termos do art. 155 do Regimento Interno, a apresentação de emendas poderá ocorrer em Plenário, conforme prevê o § 4º do art. 120 do mesmo instrumento. De uma maneira geral, a proposição pretende instrumentar ação do Poder Público, para dirimir o conflito de interesses entre as operadoras de planos e seguros de assistência privada à saúde, os prestadores terceirizados de serviços médicos e os usuários, que atingem, segundo a própria justificativa do autor, Sexta-feira 21 51229 trinta e oito milhões de pessoas em todo o País. Para esse efeito, prevê a edição de uma lista referencial de honorários e serviços médicos, a ser homologada e editada, até 1º de julho de cada ano, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, a partir de acordo com representantes das operadoras, em nível nacional, e a Comissão de Honorários das Entidade Médicas, representada, entre outros, pelo Conselho Federal de Medicina – CFM. Caso as negociações, que tomarão por base a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos – CBHPM, da Associação Médica Brasileira, não cheguem a contento, até trinta dias antes da data-limite, a definição passa para uma Câmara Arbitral, com doze diferentes membros, que incluem representantes do Poder Legislativo, da Advocacia Geral da União e do Ministério Público, do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Saúde, das Operadoras e Entidades Médicas, de Entidade de Defesa do Consumidor e de Entidade Especializada em Negociação, Mediação e Arbitragem. Como desdobramento desta solução, há o estabelecimento de correlação automática, em proporção igual ou superior, entre os reajustamento das mensalidades e prêmios, que as operadoras virem a cobrar dos usuários, e o que vier a ser repassado aos prestadores de serviços médicos. Além disso, fixa-se prazos, procedimentos e condições, para processamento e efetivação de pagamentos das operadoras aos prestadores de serviços. As medidas administrativas e punitivas, em razão do descumprimento de suas disposições, subordinamse aos termos da legislação em vigor, ficando a indicação do órgão incumbido da sua aplicação a cargo do Poder Executivo. Em coerência com o despacho inicial, a matéria situa-se no âmbito da competência deste Órgão Técnico, no que concerne ao mérito, embora haja vertentes de análise que alcancem a esfera de atribuição da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, devendo ainda manifestar-se a Comissão de Constituição, Justiça e de Redação, em relação aos pressupostos enunciados no art. 54 do Regimento Interno. É o relatório. II – Voto do Relator A evolução dos acontecimentos, relatada pela mídia nos últimos meses, dá conta de ostensiva divergência entre as operadoras do sistema de assistência privada á saúde, regulado pela Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, e pela Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, e suas respectivas alterações, e os seus prestadores de serviços, como tal entendidos 51230 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS aqueles contratados, referenciados ou credenciados, em regime de terceirização, pelas entidades de autogestão, pelas empresas de medicina de grupo, pela cooperativas médicas e pelas seguradoras que atuam no ramo de seguro-saúde, envolvendo a questão de preço dos serviços. Mercê de um nível de radicalização poucas vezes observado no Brasil, a situação assumiu contornos dramáticos, pelas suas repercussões no atendimento da população, que viu suspenso o seu acesso às respectivas redes terceirizadas, salvo sob pagamento prévio e posterior solicitação de reembolso às operadoras. Obviamente, o problema não se circunscreve à classe médica, estendo-se também, embora sem tanta veemência, às atividades hospitalares, diagnósticas e terapêuticas, nem sempre situadas, de forma dominante e direta, no espectro da atuação médica. Um quadro com tamanha amplitude e complexidade acarreta contratempos ao público-alvo do setor, constituído por àqueles, que, pertencendo em sua maioria, à sacrificada classe média, enfrentam crescente dificuldade em arcar com o ônus das suas mensalidades ou prêmios, para que não sejam surpreendidos ou pelo menos possam minimizar despesas de saúde, muitas vezes fortuitas e repentinas. Diante da falta de progresso sensível na sua abordagem ou equacionamento, a tendência, longe de passar pela exaustão dos atores, pode caminhar para o agravamento, e na sua repetição, ensejar uma tal nível de desgaste, que acabará levando ao colapso da saúde privada no Brasil. O foco visível desse desentendimento, segundo o autor, reside no descompasso entre a prática do pagamento de um valor aviltado para os honorários e serviços médicos, praticamente sem alteração nos últimos doze anos, e a realidade de um patamar de reajustamento das mensalidades e prêmios de planos e seguros privados de saúde, beirando duzentos e cinqüenta por cento, neste mesmo período. De qualquer modo, isso põe a descoberto a incapacidade jurídica e organizacional dos órgãos competentes de fazerem frente a impasses dessa ordem, o que exige um amplo processo participativo, que aumente o nível de controle social na superação dos problemas e na construção de alternativas viáveis, a cuja responsabilidade naturalmente o Poder Legislativo, as demais instituições, e a sociedade civil organizada não podem se furtar. Neste sentido, a iniciativa do Deputado Inocêncio de Oliveira traz uma grande contribuição ao debate e ao aprofundamento dessa questão, que, na minha condição de Relator, procurei honrar, enriquecendo e aperfeiçoando a sua proposta inicial, na medida das Outubro de 2005 possibilidades. Para isso, promovi algumas reuniões com representantes das operadoras e das entidades médicas, sobre o qual elaborei substitutivo que me pareceu mais consentâneo com as necessidades. Como resultado desses antecedentes, tomei como inspiração e ponto de partida, manifestações mais completas, materializadas pela ABRAMGE – Associação Brasileira de Medicina de Grupo e pela FENASEG – Federação Nacional de Seguros Privados, ao lado de outras mais pontuais e menos detalhadas da UNIDAS – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde. Dentre as entidades médicas, obtive a colaboração do Conselho Federal de Medicina – CFM, da Federação Nacional dos Médicos e da Associação Médica Brasileira – AMB. Como os interesses envolvidos nesta questão não se restringem ou resumem a estas instituições, procurei colher subsídios em outras áreas, aproveitando da minha vivência profissional e de outros contatos decorrentes de uma longa militância no setor saúde, hoje coroada pela minha condição de Presidente da Frente Parlamentar da Saúde. Apesar da boa-vontade de que desfrutei, não tenho dúvidas de que a Relatoria deste Projeto de lei constitui um dos maiores desafios de minha vida, ao qual procurei dar o melhor de mim e que continuarei a fazer, na medida do andamento desta matéria, já que, com certeza, esta terá pela frente muitas outras etapas a vencer. Por essa razão não a considero um produto pronto e acabado, até porque dependerá do crivo dos meus pares. De início, tomei o cuidado de inserir esta proposição no contexto da atual legislação que trata dos planos e seguros de assistência privada à saúde, fora do qual qualquer tratamento inerente ao assunto perde a consistência e o sentido. Isso significa utilizar da legislação pertinente que regula as atividades das operadoras e disciplina os próprios planos e seguros privados de saúde, além da que estabelece a criação e define competências da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS. Por isso, trabalhei a nomenclatura, os objetivos, os conceitos e demais tratamentos, de modo a incrementar a eficácia da proposta, remetendo e complementando a Lei nº 9.656/98, e pela Lei nº 9.961/00, e suas respectivas alterações, e reduzindo a margem para eventuais questionamentos, tornando inequívocos a sua aplicação e o seu alcance. Assim, enfatizei a padronização, o aumento da transparência e a racionalidade do processo de discussão de reajustamentos e de atribuição de valoração aos procedimentos serviços, que tornei mais incisivas, como meio de corrigir desvios e dirimir os conflitos. No seguimento, tornei ostensiva a possibilidade desse mecanismo afetar, Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS tanto a clientela dos planos e seguros de saúde privados, como os prestadores de serviços terceirizados de saúde, que propositadamente alarguei, para que contemplasse todas as outras situações paralelas, na área hospitalar, diagnóstica e terapêutica, além daquelas inerentes aos serviços médicos, que enfrentam o mesmo problema de remuneração. Não vejo outra forma de lidar com o problema, senão direta e frontalmente, apesar de abrir mão, em virtude das resistências, de mecanismos da criação de um órgão natureza arbitral, que substitui por uma Câmara Técnica consultiva, que passa a assumir o papel de Câmara Setorial – mais de acordo com a nossa tradição administrativa –, vinculada a ANS, quando, anualmente, for examinar e se manifestar obrigatoriamente, acerca do Rol de Procedimentos e Serviços Médicos – RPSM e sua respectiva valoração. Numa variação da sua competência ordinária, já prevista em lei, poderá o Poder Executivo, neste caso, contar com um órgão de características especialíssimas, já que, apenas na circunstância, proferirá decisões de caráter deliberativo, sujeitas à homologação da ANS, que contará com um fórum de apoio, de participação quantitativamente equilibrada, entre os atores naturais desse processo, nestes incluídos os Órgãos Estaduais de Defesa do Consumidor, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC, o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB. As demais mudanças de composição, com expurgo de representantes do Poder Legislativo e de outros órgãos da União ou do Governo Federal, tencionaram completar esse ajustamento. No mais, mantive, com alguma adaptação o dispositivo que trata da aplicação de medidas administrativas e punitivas a serem aplicadas nos termos da legislação em vigor, dentro da mesma lógica que norteou todo o restante do conjunto, que toma a ANS peça chave desse conjunto, consolidando e liderando tudo o que disser respeito a preços, seja de mensalidades e prêmios, seja de honorários. Concluindo, voto pela aprovação do Projeto de Lei nº 3.466, de 2004, na forma do substitutivo em anexo, o que ajusta, reforça e amplia a abrangência da proposição original. Sala da Comissão, 14 de dezembro de 2004. – Deputado Rafael Guerra, Relator. 1º SUBSTITUTIVO AO PROJETO Nº 3.466, DE 2004 O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Fica instituído o Rol de Procedimentos e Serviços Médicos – RPSM, acompanhado da respectiva valoração, a ser elaborado, revisado e editado Sexta-feira 21 51231 anualmente, até 31 de março de cada período, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, nos termos do inciso III do art. 4º da Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000. § 1º A utilização do RPSM, no âmbito das relação das operadoras e seguros privados de saúde com os profissionais médicos ou empresas prestadoras de serviços de saúde e com a própria ANS, cumprirá aos seguintes objetivos: a) Padronizar instrumentação de monitoramento da evolução de custos das operadoras de planos e seguros privados de saúde com a assistência à saúde de seus beneficiários ou consumidores; b) Balizar a política de remuneração dos contratos e a realização de negociações, a intervalos de doze meses, entre as operadoras de planos e seguros privados de saúde e os prestadores de serviços de saúde terceirizados, sejam profissionais médicos ou empresas prestadoras de serviços de saúde; c) Aumentar a racionalidade do reajustamento das mensalidades e dos prêmios das operadoras, a partir de um trabalho de acompanhamento e de avaliação da realidade do setor pelos órgãos competentes, em favor da transparência e da confiabilidade do processo; d) Possibilitar a criação de mecanismos para dirimir conflitos e preservar o equilíbrio dos contratos, evitando prejuízos às partes e assegurando a continuidade do atendimento dos beneficiários ou consumidores, em nível nacional, regional ou municipal. § 2º Para efeito desta lei, entende-se como: a) profissionais médicos, aqueles profissionais legalmente habilitados para o exercício da Medicina, de acordo com a Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957 e suas alterações; b) empresas prestadoras de serviços de saúde, as pessoas jurídicas que tenham como atividade principal a execução de serviços médicos, nos termos da alínea anterior, ou ainda de serviços hospitalares, diagnósticos e terapêuticos; c) operadoras de planos ou seguros privados de saúde, as pessoas, jurídicas assim classificadas, nos termos da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, e suas alterações, detentoras de registros definitivos ou não de autorização de funcionamento, expedidos pela ANS, de acordo com a legislação em vigor; 51232 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS d) beneficiários ou consumidores, aqueles que contratarem Planos ou Seguros Privados de Assistência à Saúde junto às Operadoras aludidas na alínea anterior. § 3º O RPSM também poderá ser observado na relação entre os órgãos que integrem o Sistema Único de Saúde – SUS e os profissionais médicos ou empresas prestadoras de serviços de saúde, contratados ou conveniados. Art. 2º A ANS, na elaboração, revisão e implantação do RPSM, tomará como referência a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos – CBHPM, editada pela Associação Médica Brasileira – AMB, além das seguintes diretrizes: I) O emprego da nomenclatura, códigos e os critérios de hierarquização dos procedimentos e serviços médicos compatíveis com o Rol de Procedimentos Médicos Mínimos a serem cobertos pelos contratos dos Pianos e Seguros Privados de Assistência à Saúde, de acordo com as respectivas Resoluções das Diretoria Colegiada da ANS; II) A aplicação do RPSM nas negociações, a que se refere na alínea b do § 1º do art. 1º desta Lei, em âmbito nacional, regional ou municipal, conforme o caso, deverá ater-se às peculiaridades decorrentes da classificação e segmentação das Operadoras da ANS, sem prejuízo do porte delas e da realidade de mercado nesses diferentes níveis geoeconômicos, dentro da margem de variação de valores não superior a vinte por cento. Art. 3º Anualmente, antes da edição inicial ou de revisão do RPSM, a ANS publicará resumo dos indicadores de variação dos custos médico-hospitalares, entre os dois períodos anteriores, considerados para esse efeito os custos médios, em nível nacional e regional ao lado das respectivas freqüências de utilização de eventos legalmente cobertos pelos planos e seguros privados de assistência à saúde. Art. 4º O Poder Executivo fica autorizado a constituir Câmara Técnica permanente, de caráter consultivo e de apoio à decisão, nos termos do previsto no inciso VIII, do art. 4º da Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, com seguinte composição: I. Quatro representantes do Governo Federal, sendo um do Ministério da Saúde e três da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS; II. Quatro representantes de entidades representativas das operadoras dos planos ou Outubro de 2005 seguros privados de saúde, em nível nacional, sendo um do sistema de autogestão – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde – UNIDAS, um do sistema de cooperativas médicas – Aliança Cooperativa Nacional Unimed – Aliança Unimed, um do sistema de seguro saúde – Federação Nacional de Seguros Privados e de Capitalização – FENASEG e um do sistema de medicina de grupo – Associação Brasileira de Medicina de Grupo – ABRAMGE; III. Um representante da Confederação Nacional de Saúde – CNS e três das entidades médicas, sendo um do Conselho Federal de Medicina – CFM, um representante da Federação Nacional dos Médicos – FENAM, um da Associação Médica Brasileira – AMB; IV. Quatro representantes de entidades de defesa e proteção dos direitos e interesses dos beneficiários ou consumidores, sendo um das Promotorias de Defesa do Consumidor dos Ministérios Públicos Estaduais ou do Distrito Federal e Territórios, um do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC, um do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor dos Estados ou do Distrito Federal e Territórios, e um do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB. § 1º Quando a Câmara Técnica, a que se refere o caput estiver reunida, em oitiva obrigatória, para apreciar e se manifestar sobre a proposta do RPSM, e a respectiva valoração, decorrentes do caput do art. 1º desta Lei, atuará como Câmara Setorial, em regime deliberativo, ficando as sua decisões sujeitas à homologação da ANS. § 2º Para a organização de seus trabalhos, a Câmara Técnica aprovará Regimento Interno, mediante proposta da ANS, prevendo a aprovação de suas manifestações pela maioria dos presentes, respeitado um quorum mínimo, e a coordenação de um dos Diretores da Agência, a quem incumbirá exercer, em caso de empate, além do voto pessoal o voto de minerva. Art. 5º Sempre que houver modificação do RPSM que implicar em aumento do custo assistencial ou dos valores dos honorários e serviços médico-hospitalares, respaldada em manifestação conclusiva da Câmara Técnica, mencionada no § 1º do art. 4º, acolhida pela ANS, esta reconhecerá o seu impacto sobre o custo médico-assistenciais das operadoras sobre as contraprestações pecuniárias dos contratos da operadoras com o seus beneficiários ou consumidores. Parágrafo único. Caberá a ANS a divulgação dos percentuais de reajustamento e das correspondentes justificativas, para a sua fixação. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Art. 6º O descumprimento do disposto nesta lei implicará em medidas administrativas e outras punitivas a serem aplicadas, nos termos da legislação vigente, pela ANS, sem prejuízo da edição de atos conjuntos com a Superintendência Nacional de Seguros Privados – SUSEP, quando assim se justificar. Art. 7º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir da data da sua regulamentação, em prazo não superior a 60 (sessenta) dias. Sala da Comissão, 14 de dezembro de 2004. – Deputado Rafael Guerra, Relator. COMPLEMENTAÇÃO DE PARECER Na reunião deliberativa desta Comissão, realizada no dia 14 de dezembro de 2004, após a leitura do meu parecer ao Projeto de Lei nº 3.466/04, foram sugeridas algumas modificações ao substitutivo, que foram acatadas por este Relator: a exclusão do § 3º do artigo 1º e a alteração dos incisos I, II, III e IV do artigo 4º do projeto. Diante do exposto, votamos pela Aprovação do Projeto de Lei nº 3.466/04, com o novo substitutivo que apresentamos em anexo. Sala da Comissão, 14 de dezembro de 2004. – Deputado Rafael Guerra, Relator. 2º SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI Nº 3.466, DE 2004 Institui e estabelece critérios para a edição do “Rol de Procedimentos e Serviços Médicos”, e dá outras providências. Sexta-feira 21 51233 dos, sejam profissionais médicos ou empresas prestadoras de serviços de saúde; g) Aumentar a racionalidade do reajustamento das mensalidades e dos prêmios das operadoras, a partir de um trabalho de acompanhamento e de avaliação da realidade do setor pelos órgãos competentes, em favor da transparência e da confiabilidade do processo; h) Possibilitar a criação de mecanismos para dirimir conflitos e preservar o equilíbrio dos contratos, evitando prejuízos às partes e assegurando a continuidade do atendimento dos beneficiários ou consumidores, em nível nacional, regional ou municipal. § 2º Para efeito desta lei, entende-se como: e) profissionais médicos, aqueles profissionais legalmente habilitados para o exercício da Medicina, de acordo com a Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957 e suas alterações; f) empresas prestadoras de serviços de saúde, as pessoas jurídicas que tenham como atividade principal a execução de serviços médicos, nos termos da alínea anterior, ou ainda de serviços hospitalares, diagnósticos e terapêuticos; g) operadoras de planos ou seguros privados de saúde, as pessoas, jurídicas assim classificadas, nos termos da Lei nº 9.656, de 03 de junho de 1.998, e suas alterações, detentoras de registros definitivos ou não de autorização de funcionamento, expedidos pela ANS, de acordo com a legislação em vigor; h) beneficiários ou consumidores, aqueles que contratarem Planos ou Seguros Privados de Assistência à Saúde junto às Operadoras aludidas na alínea anterior. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Fica instituído o Rol de Procedimentos e Serviços Médicos – RPSM, acompanhado da respectiva valoração, a ser elaborado, revisado e editado anualmente, até 31 de março de cada período, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, nos termos do inciso III do art. 4º da Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000. § 1º A utilização do RPSM, no âmbito das relações das operadoras e seguros privados de saúde com os profissionais médicos ou empresas prestadoras de serviços de saúde e com a própria ANS, cumprirá aos seguintes objetivos: Art. 2º A ANS, na elaboração, revisão e implantação do RPSM, tomará como referência a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos – CBHPM, editada pela Associação Médica Brasileira – AMB, além das seguintes diretrizes: e) Padronizar instrumentação de monitoramento da evolução de custos das operadoras de planos e seguros privados de saúde com a assistência à saúde de seus beneficiários ou consumidores; f) Balizar a política de remuneração dos contratos e a realização de negociações, a intervalos de doze meses, entre as operadoras de planos e seguros privados de saúde e os prestadores de serviços de saúde terceiriza- III) O emprego da nomenclatura, códigos e os critérios de hierarquização dos procedimentos e serviços médicos compatíveis com o Rol de Procedimentos Médicos Mínimos a serem cobertos pelos contratos dos Planos e Seguros Privados de Assistência à Saúde, de acordo com as respectivas Resoluções da Diretoria Colegiada da ANS; IV) A aplicação do RPSM nas negociações, a que se refere na alínea b do § 1º do 51234 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS art. 1º desta Lei, em âmbito nacional, regional ou municipal, conforme o caso, deverá ater-se às peculiaridades decorrentes da classificação e segmentação das Operadoras da ANS, sem prejuízo do pode delas e da realidade de mercado nesses diferentes níveis geoeconômicos, dentro da margem de variação de valores não superior a vinte por cento. Art. 3º Anualmente, antes da edição inicial ou de revisão do RPSM, a ANS publicará resumo dos indicadores de variação dos custos médico-hospitalares, entre os dois períodos anteriores, considerados para esse efeito os custos médios, em nível nacional e regional ao lado das respectivas freqüências de utilização de eventos legalmente cobertos pelos planos e seguros privados de assistência à saúde. Art. 4º O Poder Executivo fica autorizado a constituir Câmara Técnica permanente, de caráter consultivo e de apoio à decisão, nos termos do previsto no inciso VIII, do art. 4º da Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, com seguinte composição: V. Quatro representantes do Governo Federal, sendo um do Ministério da Saúde e quatro da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS; VI. Cinco representantes de entidades representativas das operadoras dos planos ou seguros privados de saúde, em nível nacional, sendo um do sistema de autogestão – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde – UNIDAS, um da UNIMED do Brasil, um do sistema de seguro saúde – Federação Nacional de Seguros Privados e de Capitalização – FENASEG, um do sistema de medicina de grupo – Associação Brasileira de Medicina de Grupo – ABRAMGE, e um da Confederação das Misericórdias do Brasil – CMB; VII. Um representante da Confederação Nacional de Saúde – CNS e quatro das entidades médicas, sendo um do Conselho Federal de Medicina – CFM, um representante da Federação Nacional dos Médicos – FENAM, um da Associação Médica Brasileira – AMB e um da Federação Brasileira de Hospitais – FBH; VIII. cinco representantes de entidades de defesa e proteção dos direitos e interesses dos beneficiários ou consumidores, sendo um das Promotorias de Defesa do Consumidor dos Ministérios Públicos Estaduais ou do Distrito Federal e Territórios, um do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC, um do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor Outubro de 2005 dos Estados ou do Distrito Federal e Territórios, um do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, e um do Conselho Nacional de Saúde – CNS. § 1º Quando a Câmara Técnica, a que se refere o caput, estiver reunida, em oitiva obrigatória, para apreciar e se manifestar sobre a proposta do RPSM, e a respectiva valoração, decorrentes do caput do art. 1º desta Lei, atuará como Câmara Setorial, em regime deliberativo, ficando as sua decisões sujeitas à homologação da ANS. § 2º Para a organização de seus trabalhos, a Câmara Técnica aprovará Regimento Interno, mediante proposta da ANS, prevendo a aprovação de suas manifestações pela maioria dos presentes, respeitado um quorum mínimo, e a coordenação de um dos Diretores da Agência, a quem incumbirá exercer, em caso de empate, além do voto pessoal o voto de minerva. Art. 5º Sempre que houver modificação do RPSM que implicar em aumento do custo assistencial ou dos valores dos honorários e serviços médico-hospitalares, respaldada em manifestação conclusiva da Câmara Técnica, mencionada no § 1º do art. 4º acolhida pela ANS, esta reconhecerá o seu impacto sobre o custo médico-assistenciais das operadoras sobre as contraprestações pecuniárias dos contratos da operadoras com o seus beneficiários ou consumidores. Parágrafo único. Caberá a ANS a divulgação dos percentuais de reajustamento e das correspondentes justificativas, para a sua fixação. Art. 6º O descumprimento do disposto nesta lei implicará em medidas administrativas e outras punitivas a serem aplicadas, nos termos da legislação vigente, pela ANS, sem prejuízo da edição de atos conjuntos com a Superintendência Nacional de Seguros Privados – SUSEP, quando assim se justificar. Art. 7º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir da data da sua regulamentação, em prazo não superior a 60 (sessenta) dias. Sala da Comissão, 14 de dezembro de 2004. – Deputado Rafael Guerra, Relator. III – Parecer Da Comissão A Comissão de Seguridade Social e Família, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela aprovação, com substitutivo do Projeto de Lei nº 3.466/2004, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Rafael Guerra, que apresentou complementação de voto. Estiveram presentes os Senhores Deputados Eduardo Paes – Presidente, Eduardo Barbosa, Dr. Francisco Gonçalves e Selma Schons – Vice-Presidentes, Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Amauri Gasques, Arnaldo Faria de Sá, Athos Avelino, Benjamin Maranhão, Darcísio Perondi, Elimar Máximo Damasceno, Geraldo Resende, Guilherme Menezes, Henrique Fontana, Hermes Parcianello, Homero Barreto, Jandira Feghali, José Linhares, Manato, Milton Barbosa, Neucimar Fraga, Rafael Guerra, Roberto Gouveia, Sandra Rosado, Saraiva Felipe, Alexandre Cardoso, André Zacharow, Jorge Gornes, Luci Choinacki e Zelinda Novaes. Sala da Comissão, 14 de dezembro de 2004. – Deputado Eduardo Paes, Presidente. I – Relatório Dentro de sua atribuição regimental e de acordo com o correspondente despacho de distribuição, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, foi chamada a se pronunciar sobre o Projeto de Lei nº 3.466, de 2004, apresentado pelo Deputado Inocêncio Oliveira, “que estabelece critérios para a edição de lista referencial de honorários médicos, no âmbito nacional e dá outras providencias”. Com a referida proposição, pretendeu o autor dotar o Poder Público de mecanismos que viabilizem a negociação e a edição de uma lista referencial de honorários e serviços médicos, capaz de dirimir conflitos entre as operadoras de planos e seguros privados de saúde e os prestadores de serviços médicos, para minimizar os intermináveis desentendimentos entre as duas partes, que vêm culminando com freqüentes e sucessivos prejuízos à normalidade do atendimento dos usuários, beneficiários ou consumidores da Saúde Suplementar. Em caráter acessório à questão principal, a proposição original define procedimentos relacionados com prazos, glosa e outras condições de pagamento de faturas, encaminhadas às operadoras pelos prestadores de serviços médicos pelo atendimento a sua clientela. Sob regime de urgência, aprovado em Plenário, desde 11-8-04, a matéria recebe apreciação simultânea, deste órgão técnico, da Comissão de Seguridade Social e Família e da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação, logrando obter parecer com substitutivo de apenas de uma delas, dado o esforço no âmbito da Comissão de Seguridade Social e Família. Neste sentido, vale destacar o trabalho do Deputado Rafael Guerra, enquanto Relator, no sentido de ouvir e colher contribuições das entidades representativas das operadoras de planos e seguros privados de saúde, das entidades médicas e do próprio Governo, através da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, no que, em fase subseqüente, foi acompanhado pelos Relatores das demais Comissões. Sexta-feira 21 51235 Desse trabalho paciente e democratizado, indispensável em assunto tão árido, surgiu, como resultado, o Substitutivo da Comissão de Seguridade Social e Família, que, como exercício do consenso, compete a este Relator, que sucedeu o Dep. Dr. Francisco Gonçalves na mesma incumbência, junto à Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, considerar a experiência anterior. Convém, igualmente registrar que os debates sobre o tema prosseguiram informalmente, mesmo depois de encerrada a formalização daquela etapa, quando o assunto estava prestes a ser examinado e deliberado em Plenário, o que, em virtude do acúmulo de Medidas Provisórias bloqueando a pauta, ainda não aconteceu. É o relatório. II – Voto do Relator A regulação dos planos e seguros de assistência privada à saúde, representa hoje um difícil desafio para qualquer Governo, até porque esta atividade se desenvolveu, em muitas de suas vertentes – exceção feita à área de seguro, que contava com regras específicas mais antigas –, sem qualquer normatização ou fiscalização, até que sobreviesse a Lei nº 9.656/98. Esta legislação sofreu sucessivos aperfeiçoamentos e complementações, a ponto de estruturar o arcabouço jurídico atual, composto ainda pela Lei nº 9.961/00, e suas alterações, tratando da criação e atribuições da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS e da Lei nº 10.185/01, versando sobre os seguros especializados, entre os quais incluem-se os de assistência privada à saúde, o que constituiu passo fundamental para a unificação da abordagem consolidada deste segmento, a despeito das tentativas anteriores. Neste contexto, sobre o qual repousam os interesses e direitos de 40 milhões de brasileiros, que integram a clientela dos planos e seguros de assistência privada à saúde é que se desenvolve toda a análise dessa matéria, que, sem dúvida, perpassa o Código de Defesa do Consumidor e as disposições legais e constitucionais atinentes à livre concorrência, ao abuso de poder econômico e à exploração de atividade econômica, com todas as limitações daí decorrentes. Exatamente sobre esse vértice de preocupação, surgiu a preocupação do autor da proposta original, Dep. Inocêncio de Oliveira, hoje consideravelmente alentada pelos diversos subsídios, organizados pelo Deputado Rafael Guerra e provenientes, inclusive, das contribuições do Deputado Ney Lopes, Relator da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação, o que, 51236 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS no conjunto, sinto-me no dever de aproveitar, a fim de não recomeçar o trabalho da estaca zero. Como motivadores dessa discussão, constam: a) a falta de reajustamento pelas operadoras, em suas tabelas de remuneração, sem qualquer reajuste nos últimos doze anos, conforme assevera em sua justificação o autor, o que prejudica a qualidade do atendimento aos beneficiários; b) a indução da utilização de tabelas corporativas pela classe médica, em clara atitude de fechamento de questão, num autêntico cabo de guerra com as operadoras, estancado por decisão do CADE; e c) a denúncia dos contratos ou a suspensão unilateral do atendimento, levando a população a deixar de contar com o serviço ou a arcar adicionalmente com o custo da consulta, do exame ou do procedimento terapêutico, mesmo pagando regularmente mensalidades ou prêmios, para depois diligenciar o respectivo reembolso junto à operadora. Também não escapam à observação, os reajustes de planos e seguros de assistência privada à saúde, freqüentemente acima dos índices aprovados pelo órgão regulador e fiscalizador, determinando, ao lado de problemas vinculados às coberturas, uma enxurrada de reclamações junto aos órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, afora ações impetradas por estes, individualmente, ou pelas Promotorias de Defesa do Consumidor junto à própria Justiça. Em resumo, cristaliza-se nível de insatisfação, sem precedentes, que a continuar, desse modo, caminha para a cristalização de impasses cada vez mais graves, demandando a construção de soluções urgentes, que fatalmente passam pela negociação e pelo acordo, para não descambar, ante as circunstâncias, para o desrespeito aos contratos, o aumento arbitrário de lucros ou a intervenção no domínio econômico, que, em nada somariam a favor da consolidação do mercado de saúde suplementar e de suas operadoras, do direito à justa remuneração dos prestadores ou do adequado atendimento dos beneficiários, mediante custo compatível. Por essa razão, é que a opção legislativa, enunciada pelo Dep. Inocêncio Oliveira e notavelmente enriquecida pela Comissão de Seguridade Social e Família, possui o condão de colocar em tomo da mesma mesa, sob o patrocínio do órgão regulador e fiscalizador, que detém a competência efetiva de normatizar, acompanhar e corrigir os eventuais desvios de curso das atividades do setor, representantes das operadoras, dos prestadores de serviços médicos, e dos próprios beneficiários. Logicamente, o texto ainda se ressente de algum aprimoramento, que enfatize ainda mais a via negocial, proporcionando elementos consistentes de decisão Outubro de 2005 para o Governo Federal, caso os entendimentos não logrem consenso e que ressalve os princípios jurídicos cabíveis em situações da espécie, sem incorrer em problemas de inconstitucionalidade e de injuridicidade, como os que decorreriam, por exemplo, da autorização de criação de um órgão com composição e competências definidas. Face ao exposto, este Relator apresenta um novo Substitutivo, coerente com os postulados desta Comissão, depurado das resistências, que ainda persistiam, apesar dos cuidados para fomentar o consenso, tomados até agora, o que significou expurgá-lo de certos detalhes e acrescê-lo de alguns outros, no bojo de um novo padrão de organização do texto mais direto e condizente com suas finalidades precípuas, na convicção de que esses ajustamentos tendem a facilitar a sua aprovação, nas várias instâncias que ainda deve percorrer. Nestes termos, acreditando que a matéria, devidamente instruída, esteja em condições de merecer a apreciação e deliberação desta Comissão, o voto do Signatário é pela aprovação do Projeto de Lei nº 3.466, de 2004, do Substitutivo da Comissão de Seguridade Social e Família na forma do Substitutivo, em anexo, subscrito por este Relator. Sala da Comissão, 26 de abril de 2005. – Deputado Ronaldo Dimas, Relator. SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI Nº 3.466, DE 2004 (Do Sr. Inocêncio Oliveira) Estabelece critérios para a edição do “Rol de Procedimentos e Eventos Médicos – RPEM”, e da outras providências. Art. 1º A Agencia Nacional de Saúde Suplementar – ANS –, na forma do art. 4º, da Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, editará anualmente o “Rol de Procedimentos e Eventos Médicos – RPEM”, após o término de negociação realizada no prazo improrrogável de noventa (90) dias, antes do dia 31 de março de cada ano-calendário. § 1º A negociação a que se refere o caput consistirá, dentre outros aspectos, no estabelecimento de critérios normativos, em relação ao credenciamento e descredenciamento de prestadores de serviço às operadoras, classificação, valores e complexidade dos procedimentos, rotinas de faturamento, pagamento e critérios de reajuste. § 2º A ANS examinará a legalidade do acordo feito entre as panes, preservando, em qualquer hipótese, a estrita observância do art. 173, § 4º da Constituição Federal, eliminando, se porventura existirem, as vedações do art. 20 e seguintes da Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS § 3º Na hipótese de vencido o prazo previsto no caput deste artigo, a ANS, quando for o caso, definirá o índice de reajuste. § 4º O RPEM será utilizado, no âmbito da relação das operadoras de planos e seguros privados de saúde com os profissionais médicos ou pessoas jurídicas prestadoras de serviços de saúde e com a própria ANS, com os seguintes objetivos: a) Acompanhar a evolução de custo das operadoras de planos e seguros privados de saúde com a assistência à saúde de seus beneficiários e consumidores; b) Balizar a política de remuneração dos contratos e a realização de negociações acordadas entre as entidades representativas das operadoras de planos e seguros privados de saúde e dos profissionais médicos, de modo a preservar a qualidade dos serviços, a compatibilidade da remuneração e a capacidade econômica do usuário, respeitado o principio da equidade; c) Aumentar a racionalidade do reajustamento das mensalidades e dos prêmios das operadoras, a partir de um trabalho de acompanhamento e de avaliação da realidade do setor pelos órgãos competentes, em favor da transparência e da confiabilidade do processo; d) Possibilitar a criação na Agência Nacional de Saúde Suplementar de mecanismos para dirimir conflitos, facilitar a negociação e preservar o equilíbrio dos contratos, evitando prejuízo às partes e assegurando a continuidade do atendimento dos beneficiários ou consumidores, em nível nacional ou estadual. § 5º Para efeito desta lei, entende-se como: a) profissionais de saúde, aqueles profissionais legalmente habilitados para o exercício da medicina, de acordo com a Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957 e suas alterações; b) pessoas jurídicas prestadoras de serviços de saúde, aquelas que tenham como atividade principal a execução de procedimentos médicos, nos termos da alínea anterior; c) operadoras de planos ou seguros privados de saúde, as pessoas jurídicas assim classificadas, nos termos da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, e suas alterações e da Lei nº 10.185, de 12 de fevereiro de 2001, detentoras de registros definitivos ou não de autorização de funcionamento, expedidos pela ANS, de acordo com a legislação em vigor; Sexta-feira 21 51237 d) beneficiários ou consumidores, aqueles que contratarem planos ou seguros privados de saúde, individuais ou coletivos, junto às operadoras, incluídas as entidades de autogestão, ou seguradoras aludidas na alínea anterior. Art. 2º A ANS, na elaboração, revisão e implantação do RPEM, tomará como referência a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos – CBHPM, editada pela Associação Médica Brasileira, além das seguintes diretrizes: I – o emprego da nomenclatura, códigos e critérios técnicos de hierarquização da complexidade de procedimentos e eventos médicos que sejam compatíveis com o rol de coberturas mínimas dos contratos de planos e seguros privados de saúde; II – a negociação da RPEM, a que se refere o art. 1º desta Lei, em âmbito nacional ou estadual, conforme o caso, deverá ater-se às peculiaridades decorrentes da classificação e segmentação das operadoras de planos e seguradoras privadas de saúde da ANS, dentro de uma margem de variação estabelecida na negociação, que não signifique a perda de qualidade dos serviços e remuneraçao justa, respeitada a legislação vigente; III – os custos operacionais dos procedimentos médicos, quando da negociação prevista no art. 1º desta Lei, serão negociados separadamente dos honorários médicos. Art. 3º Para a edição anual do rpem será levado em conta na negociação e na decisão da ANS, quando for o caso, o resumo dos indicadores de variação de custos diretos de assistência à saúde, entre os dois períodos anteriores, considerados para esse efeito os custos médios em âmbito nacional e estadual, ao lado das respectivas freqüências de utilização, em procedimentos e eventos cobertos pelos contratos dos planos e seguros privados de saúde. Art. 4º A ANS considerará o impacto da variação anual dos valores pagos pelas operadoras de planos de assistência à saúde aos prestadores de serviços, pelos procedimentos previstos na negociação do rpem, em seus custos operacionais e assistenciais, para fins do disposto no art. 4º, inciso XVII, da Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000. Art. 5º A ANS poderá constituir, na forma da legislação vigente, câmara técnica com representação proporcional das partes envolvidas para o adequado cumprimento desta Lei. Art. 6º O Poder Executivo regulamentará a presente lei no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar de sua publicação. 51238 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Art. 7º Esta lei entre em vigor na data de sua publicação. Sala da Comissão, 26 de abril de 2005. – Deputado Ronaldo Dimas, Relator. COMPLEMENTAÇÃO DE VOTO Em reunião do dia 26 de abril de 2005, apresentamos a esta egrégia Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio nosso parecer ao Projeto de Lei nº 3.466, de 2004, que “estabelece critérios para a edição de lista referencial de honorários médicos, no âmbito nacional”. Na ocasião, oferecemos substitutivo que enfatiza a via negocial, capaz de dirimir conflitos entre operadoras de pianos e seguros privados de saúde e prestadores de serviços médicos. Observamos, pouco antes de sua leitura, a possibilidade de melhorar o projeto quanto à redação e técnica legislativa, o que faço agora, mantendo o voto pela aprovação do Projeto de Lei nº 3.466, de 2004, na forma do novo substitutivo anexo. Sala da Comissão, 21 de junho de 2005. – Deputado Ronaldo Dimas, Relator. SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI Nº 3.466, DE 2004 (Do Sr. Inocêncio Oliveira) Estabelece critérios para a edição do “Rol de Procedimentos e Eventos Médicos – RPEM”, e dá outras providências. Art. 1º Para efeito desta lei, entende-se como: I – profissionais de saúde, aqueles profissionais legalmente habilitados para o exercício da medicina, de acordo com a Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957 e suas alterações; II – pessoas jurídicas prestadoras de serviços de saúde, aquelas que tenham como atividade principal a execução de procedimentos médicos, nos termos da alínea anterior; III – operadoras de planos ou seguros privados de saúde, as pessoas jurídicas assim classificadas, nos termos da Lei nº 9.656, de 03 de junho de 1998, e suas alterações e da Lei nº 10.185, de 12 de fevereiro de 2001, detentoras de registros definitivos ou não de autorização de funcionamento, expedidos pela ANS, de acordo com a legislação em vigor; IV – beneficiários ou consumidores, aqueles que contratarem planos ou seguros privados de saúde, individuais ou coletivos, junto às operadoras, incluídas as entidades de autogestão, ou seguradoras aludidas na alínea anterior. Art. 2º A Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, na forma do art. 4º, da Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, elaborará, implantará e, sendo ne- Outubro de 2005 cessário, revisará o “Rol de Procedimentos e Eventos Médicos – RPEM”. § 1º O RPEM tomará como referência a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos – CBHPM, editada pela Associação Médica Brasileira. § 2º O emprego da nomenclatura, códigos e critérios técnicos de hierarquização da complexidade de procedimentos e eventos médicos no RPEM deverão ser compatíveis com o rol de coberturas mínimas dos contratos de planos e seguros privados de saúde. § 3º O RPEM será utilizado, no âmbito da relação das operadoras de planos e seguros privados de saúde com os profissionais médicos ou pessoas jurídicas prestadoras de serviços de saúde e com a própria ANS, com os seguintes objetivos: a) acompanhar a evolução de custo das operadoras de planos e seguros privados de saúde com a assistência à saúde de seus beneficiários e consumidores; b) balizar a política de remuneração dos contratos e a realização de negociações acordadas entre as entidades representativas das operadoras de planos e seguros privados de saúde e dos profissionais médicos, de modo a preservar a qualidade dos serviços, a compatibilidade da remuneração e a capacidade econômica do usuário, respeitado o princípio da eqüidade. c) aumentar a racionalidade do reajustamento das mensalidades e dos prêmios das operadoras, a partir de um trabalho de acompanhamento e de avaliação da realidade do setor pelos órgãos competentes, em favor da transparência e da confiabilidade do processo; d) possibilitar a criação na ANS de mecanismos para dirimir conflitos, facilitar a negociação e preservar o equilíbrio dos contratos, evitando prejuízo às panes e assegurando a continuidade do atendimento dos beneficiários ou consumidores, em nível nacional ou estadual. § 4º O RPEM será editado anualmente pela ANS, após o término de negociação entre as operadoras de planos e seguros privados de saúde com os profissionais médicos e/ou pessoas jurídicas prestadoras de serviços de saúde, até o dia 31 de março de cada ano-calendário. § 5º Para a edição anual do RPEM será levado em conta na negociação e na decisão da ANS, quando for o caso, o resumo dos indicadores de variação de custos diretos de assistência à saúde, entre os dois Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS períodos anteriores, considerados para esse efeito os custos médios em âmbito nacional e estadual, ao lado das respectivas freqüências de utilização, em procedimentos e eventos cobertos pelos contratos dos planos e seguros privados de saúde. Art. 3º A negociação a que se referem os §§ 4º e 5º do artigo 2º tem como objetivo a realização de acordo entre as partes e: I – será realizada no prazo improrrogável de noventa (90) dias, no início de cada ano-calendário; II – será em âmbito nacional ou estadual, conforme o caso; III – consistirá, dentre outros aspectos, no estabelecimento de critérios normativos, em relação ao credenciamento e descredenciamento de prestadores de serviço às operadoras, classificação, valores e complexidade dos procedimentos, rotinas de faturamento, pagamento e critérios de reajuste; IV – deverá ater-se às peculiaridades decorrentes da classificação e segmentação das oneradoras de planos e seguradoras privadas de saúde da ANS, dentro de uma margem de variação estabelecida na negociação, que não signifique a perda de qualidade dos serviços e remuneração justa, respeitada a legislação vigente; V – terá os custos operacionais dos procedimentos médicos negociados separadamente dos honorários médicos. § 1º A ANS examinará a legalidade do acordo feito entre as partes, preservando, em qualquer hipótese, a estrita observância do art. 173, § 4º da Constituição Federal, eliminando, se porventura existirem, as vedações do art. 20 e seguintes da Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994. § 2º Na hipótese de vencido o prazo previsto no inciso I do caput deste artigo, a ANS. quando for o caso, definirá o índice de reajuste. Art. 4º Para fins do disposto no art. 4º, inciso XVII, da Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, a ANS considerará o impacto da variação anual dos valores pagos pelas operadoras de planos de assistência à saúde aos prestadores de serviços, pelos procedimentos previstos na negociação do RPEM, em seus custos operacionais e assistenciais. Art. 5º A ANS poderá constituir, na forma da legislação vigente, câmara técnica com representação proporcional das partes envolvidas para o adequado cumprimento desta lei. Art. 6º O Poder Executivo regulamentará a presente Lei no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar de sua publicação. Art. 7º Esta lei entre em vigor na data de sua publicação. Sexta-feira 21 51239 Sala da Comissão, 26 de abril de 2005. – Deputado Ronaldo Dimas, Relator. COMPLEMENTAÇÃO DE VOTO Em reunião do dia 3 de agosto de 2005, apresentamos a esta egrégia Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio nosso parecer ao Projeto de Lei nº 3.466, de 2004, que “estabelece critérios para a edição de lista referencial de honorários médicos, no âmbito nacional”, sendo apresentado o substitutivo anexo à complementação de voto de 21 de junho de 2005. A partir da pertinente e oportuna intervenção do Ilustre Deputado Leo Alcântara, observamos que o texto poderia ser aprimorado, tornando compulsória a constituição, pela ANS, de câmara técnica para o adequado cumprimento das determinações desta proposição. Assim, incorporamos essa modificação ao texto, e mantemos o voto pela aprovação do Projeto de Lei nº 3.466, de 2004, na forma do novo substitutivo anexo, que contempla a modificação mencionada. Sala da Comissão, 8 de agosto de 2005. – Deputado Ronaldo Dimas, Relator. SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI Nº 3.466, DE 2004 Estabelece critérios para a edição do “Rol de Procedimentos e Eventos Médicos – RPEM”, e dá outras providências. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Para efeito desta lei, entende-se como: I – profissionais de saúde, aqueles profissionais legalmente habilitados para o exercício da medicina, de acordo com a Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957 e suas alterações; II – pessoas jurídicas prestadoras de serviços de saúde, aquelas que tenham como atividade principal a execução de procedimentos médicos, nos termos da alínea anterior; III – operadoras de planos ou seguros privados de saúde, as pessoas jurídicas assim classificadas, nos termos da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, e suas alterações e da Lei nº 10.185, de 12 de fevereiro de 2001, detentoras de registros definitivos ou não de autorização de funcionamento, expedidos pela ANS, de acordo com a legislação em vigor; IV – beneficiários ou consumidores, aqueles que contratarem planos ou seguros privados de saúde, individuais ou coletivos, junto às operadoras, incluídas as entidades de autogestão, ou seguradoras aludidas na alínea anterior. 51240 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Art. 2º A Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, na forma do art. 4º, da Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, elaborará, implantará e, sendo necessário, revisará o “Rol de Procedimentos e Eventos Médicos – RPEM”. § 1º O RPEM tomará como referência a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos – CBHPM, editada pela Associação Médica Brasileira. § 2º O emprego da nomenclatura, códigos e critérios técnicos de hierarquização da complexidade de procedimentos e eventos médicos no RPEM deverão ser compatíveis com o rol de coberturas mínimas dos contratos de planos e seguros privados de saúde. § 3º O RPEM será utilizado, no âmbito da relação das operadoras de planos e seguros privados de saúde com os profissionais médicos ou pessoas jurídicas prestadoras de serviços de saúde e com própria ANS, com os seguintes objetivos: a) acompanhar a evolução de custo das operadoras de planos e seguros privados de saúde com a assistência à saúde de seus beneficiários e consumidores; b) balizar a política de remuneração dos contratos e a realização de negociações acordadas entre as entidades representativas das operadoras de planos e seguros privados de saúde e dos profissionais médicos, de modo a preservar a qualidade dos serviços, a compatibilidade da remuneração e a capacidade econômica do usuário, respeitado o princípio da eqüidade; c) aumentar a racionalidade do reajustamento das mensalidades e dos prêmios das operadoras, a partir de um trabalho de acompanhamento e de avaliação da realidade do setor pelos órgãos competentes, em favor da transparência e da confiabilidade do processo; d) possibilitar a criação na ANS de mecanismos para dirimir conflitos, facilitar a negociação e preservar o equilíbrio dos contratos, evitando prejuízo às partes e assegurando a continuidade do atendimento dos beneficiários ou consumidores, em nível nacional ou estadual. § 4º O RPEM será editado anualmente pela ANS, após o término de negociação entre as operadoras de planos e seguros privados de saúde com os profissionais médicos e/ou pessoas jurídicas prestadoras de serviços de saúde, até o dia 31 de março de cada ano-calendário. Outubro de 2005 § 5º Para a edição anual do RPEM será levado em conta ria negociação e na decisão da ANS, quando for o caso, o resumo dos indicadores de variação de custos diretos de assistência à saúde, entre os dois períodos anteriores, considerados para esse efeito os custos médios em âmbito nacional e estadual, ao lado das respectivas freqüências de utilização, em procedimentos e eventos cobertos pelos contratos dos planos e seguros privados de saúde. Art. 3º A negociação a que se referem os §§ 4º e 5º do artigo 2º tem como objetivo a realização de acordo entre as partes e: I – será realizada no prazo improrrogável de noventa (90) dias, no início de cada ano-calendário; II – será em âmbito nacional ou estadual, conforme o caso; III – consistirá, dentre outros aspectos, no estabelecimento de critérios normativos, em relação ao credenciamento e descredenciamento de prestadores de serviço às operadoras, classificação, valores e complexidade dos procedimentos, rotinas de faturamento, pagamento e critérios de reajuste; IV – deverá ater-se às peculiaridades decorrentes da classificação e segmentação das operadoras de planos e seguradoras privadas de saúde da ANS, dentro de uma margem de variação estabelecida na negociação, que não signifique a perda de qualidade dos serviços e remuneração justa, respeitada a legislação vigente; V – terá os custos operacionais dos procedimentos médicos negociados separadamente dos honorários médicos. § 1º A ANS examinará a legalidade do acordo feito entre as partes, preservando, em qualquer hipótese, a estrita observância do art. 173, § 4º da Constituição Federal, eliminando, se porventura existirem, as vedações do art. 20 e seguintes da Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994. § 2º Na hipótese de vencido o prazo previsto no inciso I do caput deste artigo, a ANS, quando for o caso, definirá o índice de reajuste. Art. 4º Para fins do disposto no art. 4º, inciso XVII, da Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, a ANS considerará o impacto da variação anual dos valores pagos pelas operadoras de planos de assistência à saúde aos prestadores de serviços, pelos procedimentos previstos na negociação do RPEM, em seus custos operacionais e assistenciais. Art. 5º A ANS deverá constituir, na forma da legislação vigente, câmara técnica com representação proporcional das partes envolvidas para o adequado cumprimento desta lei. Outubro de 2005 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Art. 6º O Poder Executivo regulamentará a presente Lei no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar de sua publicação. Art. 7º Esta lei entre em vigor na data de sua publicação. Sala da Comissão, 8 de agosto de 2005. – Deputado Ronaldo Dimas, Relator. III – Parecer da Comissão A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela aprovação do Projeto de Lei nº 3.466/2004, e do substitutivo adotado pela Comissão de Seguridade Social e Família, com substitutivo, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Ronaldo Dimas, que apresentou complementação de voto. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Romeu Queiroz – Presidente, Ildeu Araújo, Reginaldo Lopes e Fernando de Fabinho – Vice-Presidentes, Bernardo Ariston, Edson Ezequiel, Joaquim Francisco, Júlio Redecker, Léo Alcântara, Reinaldo Betão, Ronaldo Dimas, André Figueiredo e Dr. Benedito Dias. Sala da Comissão, 3 de agosto de 2005. – Deputado Ildeu Araújo, Presidente em exercício. PROJETO DE LEI Nº 3.466, DE 2004 Estabelece critérios para a edição do “Rol de Procedimentos e Eventos Médicos – RPEM”, e dá outras providências. SUBSTITUTIVO ADOTADO PELA COMISSÃO O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Para efeito desta Lei, entende-se como: I – profissionais de saúde, aqueles profissionais legalmente habilitados para o exercício da medicina, de acordo com a Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957 e suas alterações; II – pessoas jurídicas prestadoras de serviços de saúde, aquelas que tenham como atividade principal a execução de procedimentos médicos, nos termos da alínea anterior; III – operadoras de planos ou seguros privados de saúde, as pessoas jurídicas assim classificadas, nos termos da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, e suas alterações e da Lei nº 10.185, de 12 de fevereiro de 2001, detentoras de registros definitivos ou não de autorização de funcionamento, expedidos pela ANS, de acordo com a legislação em vigor; IV – beneficiários ou consumidores, aqueles que contratarem planos ou seguros privados de saúde, individuais ou coletivos, junto às operadoras, incluídas as entidades de autogestão, ou seguradoras aludidas na alínea anterior. Sexta-feira 21 51241 Art. 2º A Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, na forma do art. 4º, da Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, elaborará, implantará e, sendo necessário, revisará o “Rol de Procedimentos e Eventos Médicos – RPEM”. § 1º O RPEM tomará como referência a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos – CBHPM, editada pela Associação Médica Brasileira. § 2º O emprego da nomenclatura, códigos e critérios técnicos de hierarquização da complexidade de procedimentos e eventos médicos no RPEM deverão ser compatíveis com o rol de coberturas mínimas dos contratos de planos e seguros privados de saúde. § 3º O RPEM será utilizado, no âmbito da relação das operadoras de planos e seguros privados de saúde com os profissionais médicos ou pessoas jurídicas prestadoras de serviços de saúde e com a própria ANS, com os seguintes objetivos: a) acompanhar a evolução de custo das operadoras de planos e seguros privados de saúde com a assistência à saúde de seus beneficiários e consumidores; b) balizar a política de remuneração dos contratos e a realização de negociações acordadas entre as entidades representativas das operadoras de planos e seguros privados de saúde e dos profissionais médicos, de modo a preservar a qualidade dos serviços, a compatibilidade da remuneração e a capacidade econômica do usuário, respeitado o princípio da eqüidade; c) aumentar a racionalidade do reajustamento das mensalidades e dos prêmios das operadoras, a partir de um trabalho de acompanhamento e de avaliação da realidade do setor pelos órgãos competentes, em favor da transparência e da confiabilidade do processo; d) possibilitar a criação na ANS de mecanismos para dirimir conflitos, facilitar a negociação e preservar o equilíbrio dos contratos, evitando prejuízo às partes e assegurando a continuidade do atendimento dos beneficiários ou consumidores, em nível nacional ou estadual. § 4º O RPEM será editado anualmente pela ANS, após o término de negociação entre as operadoras de planos e seguros privados de saúde com os profissionais médicos e/ou pessoas jurídicas prestadoras de serviços de saúde, até o dia 31 de março de cada ano-calendário. 51242 Sexta-feira 21 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS § 5º Para a edição anual do RPEM será levado em conta na negociação e na decisão da ANS, quando for o caso, o resumo dos indicadores de variação de custos direto’s de assistência à saúde, entre os dois períodos anteriores, considerados para esse efeito os custos médios em âmbito nacional e estadual, ao lado das respectivas freqüências de utilização, em procedimentos e eventos cobertos pelos contratos dos planos e seguros privados de saúde. Art. 3º A negociação a que se referem os §§ 4º e 5º do artigo 2º tem como objetivo a realização de acordo entre as partes e: I – será realizada no prazo improrrogável de 90 (noventa) dias, no início de cada ano-calendário; II – será em âmbito nacional ou estadual, conforme o caso; III – consistirá, dentre outros aspectos, no estabelecimento de critérios normativos, em relação ao credenciamento e descredenciamento de prestadores de serviço às operadoras, classificação, valores e complexidade dos procedimentos, rotinas de faturamento, pagamento e critérios de reajuste; IV – deverá ater-se às peculiaridades decorrentes da classificação e segmentação das operadoras de planos e seguradoras privadas de saúde da ANS, dentro de uma margem de variação estabelecida na negociação, que não signifique a perda de qualidade dos serviços e remuneração justa, respeitada a legislação vigente; V – terá os custos operacionais dos procedimentos médicos negociados separadamente dos honorários médicos. § 1º A ANS examinará a legalidade do acordo feito entre as partes, preservando, em qualquer hipótese, a estrita observância do art. 173, § 4º da Constituição Federal, eliminando, se porventura existirem, as vedações do art. 20 e seguintes da Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994. § 2º Na hipótese de vencido o prazo previsto no inciso I do caput deste artigo, a ANS, quando for o caso, definirá o índice de reajuste. Art. 4º Para fins do disposto no art. 4º, inciso XVII, da Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, a ANS considerará o impacto da variação anual dos valores pagos pelas operadoras de planos de assistência à saúde aos prestadores de serviços, pelos procedimentos previstos na negociação do RPEM, em seus custos operacionais e assistenciais. Art. 5º A ANS deverá constituir, na forma da legislação vigente, câmara técnica com representação proporcional das partes envolvidas para o adequado cumprimento desta lei. Outubro de 2005 Art. 6º O Poder Executivo regulamentará a presente Lei no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar de sua publicação. Art. 7º Esta lei entre em vigor na data de sua publicação. Sala da Comissões, 3 de agosto de 2005. – Deputado Ildeu Araújo. I – Relatório A proposta em exame dispõe que a lista referencial de honorários e serviços para, os procedimentos médicos a serem adotados pelos médicos e pelas instituições de saúde privadas, filantrópicas e outras, bem como pelas Operadoras de Planos e Seguros de Saúde que mantém convênios e contratos em âmbito nacional, regional ou local será editada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, a partir de 1º de julho de cada ano, observados os critérios estabelecidos pela proposição. O projeto de lei inicialmente apensado a outro, por deliberação do Presidente da Câmara dos Deputados foi desapensado e distribuído às Comissões de Seguridade Social e Família; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, para juízo de mérito, e a esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania para o de sua exclusiva competência. Posteriormente, passou a tramitar em regime de urgência, com fulcro no art. 155 do Regimento Interno, tendo, então, recebido Substitutivo do Relator da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio dando nova forma à proposição. É o relatório. COMPLEMENTAÇÃO DE VOTO Acolhendo as ponderações dos membros desta Comissão em sessão deliberativa, opinamos nesta oportunidade, pelas seguintes alterações ao substitutivo da Comissão de Resenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio ao Projeto de Lei nº 3.466, de 2004. Assim fazendo, deve-se consignar que estão satisfeitos os mandamentos dos artigos 22, I da Constituição Federal. Contudo o PL original (nº 3.466/2004), contém artigos que ferem a alínea b do artigo 61 da Carta Magna. Neste sentido para suprir as inconstitucionalidades foi elaborado e aprovado no âmbito da Comissão de Desenvolvimento Ecônomico, Indústria e Comércio, o substitutivo do Deputado Ronaldo Dimas, que aprimora o PL nº 3.466/2004 e coloca-o em consonância com a artigo 61 de nossa Carta Magna. Lado outro, a proposta original e o substitutivo da Comissão de Mérito não contrariam Princípio de Direito, de onde decorre a juricidade de seus dispositivos