UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS – GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
FACULDADE INTEGRADA AVM
PERSPECTIVAS E ESTRATÉGIAS DA INTEGRAÇÃO ENTRE
MEDICINA VETERINÁRIA E CIÊNCIAS BIOLÓGICAS NAS
UNIVERSIDADES DO RIO DE JANEIRO
Por: Fabiane Camilo Lopes
Orientador
Prof. Monica Melo
Rio de Janeiro
2011
2
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS – GRADUAÇÃO “LATU SENSU”
FACULDADE INTEGRADA AVM
PERSPECTIVAS E ESTRATÉGIAS DA INTEGRAÇÃO ENTRE
MEDICINA VETERINÁRIA E CIÊNCIAS BIOLÓGICAS NAS
UNIVERSIDADES DO RIO DE JANEIRO
Apresentação de monografia à Universidade Candido
Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de
especialização em Docência do Ensino Superior.
Por: . Fabiane Camilo Lopes
3
AGRADECIMENTOS
...aos amigos, e familiares em especial meu pai Paulo
Roberto Couto Lopes e minha mãe Marilda Camilo pelo
incentivo que nunca deixaram de me dar na minha vida
profissional e acadêmica.
4
DEDICATÓRIA
Dedico esta monografia ao meu grande amor Marcio
Gomes de Carvalho que com grande paciência soube
conviver comigo durante os anos em que estamos juntos.
5
RESUMO
O estudo da presente monografia tem o propósito de diagnosticar as
funções de Médicos Veterinários e Biólogos que podem desempenhar suas
atividades em um mesmo local como a descrição relata a Fundação Rio Zôo
que oferece para ambos os profissionais uma ampla área de atuação visto que
possuem fundamentação teórica e prática para alcançar os objetivos propostos
da instituição. Além disso, é realizada uma descrição de cada profissão
apresentando
histórico,
áreas
de
conhecimento,
perfil
profissional,
competências assim como uma breve análise da estrutura curricular nas
universidades do Rio de Janeiro comparando e correlacionado – as.
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METODOLOGIA
A metodologia utilizada é baseada na pesquisa bibliográfica,
webgrafia e pesquisa de campo (estágio observatório) realizado na Fundação
Rio Zôo em setembro de 2010.
Durante a graduação do curso de Ciências Biológicas, percebi
muitos pontos comuns com a Medicina Veterinária que havia concluído em
2003 pela Universidade Federal Fluminense. Possuem muitas disciplinas em
comuns, mas frequentemente com abordagem diferenciada. Baseado nas suas
diferenças despertou - me a curiosidade em analisar como dois profissionais
com formação tão similar podem conviver e trabalhar em um mesmo local de
uma forma produtiva e harmoniosa. Para confecção do presente trabalho,
destaca-se as idéias expostas pelo Médico Veterinário José Brites Neto, Flosi e
pela
Bióloga
Cristiane
Maria
Farrapeira
de
enriqueceram muito o conteúdo desta monografia.
Assunção.
Suas
idéias
7
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
08
CAPÍTULO I
10
CONHECENDO A FUNDAÇÃO RIO ZOO
CAPÍTULO II
24
VETERINÁRIOS NO DIVÃ
CAPÍTULO III
38
SER BIÓLOGO
CONCLUSÃO
48
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
50
INDICE
51
8
INTRODUÇÃO
Muitas vezes o trabalho desses dois profissionais se confunde visto
que podem trabalhar em diversos locais juntos, tais como, laboratórios,
instituições de ensino, zoológicos entre outros. Com isso frequentemente o
trabalho de ambos podem se confundir gerando conflitos.
Para isto foi feita no capítulo I uma descrição de um local onde os
dois profissionais, no caso o Instituto Rio Zôo, podem atuar relatando suas
atividades sendo muitas delas desconhecidas que auxiliam na formação
cultural principalmente das crianças com relação à educação ambiental.
O
capítulo II consiste
na análise da Medicina Veterinária
caracterizando a profissão através da descrição das funções do Médico
Veterinário. Um histórico breve do início desta profissão no Brasil também foi
relatado. A formação do Médico Veterinário das universidades também ganhou
destaque onde se relatou a duração do curso, algumas disciplinas cursadas
assim como as modificações que estão ocorrendo. As áreas de atuação e as
particularidades foram descritas detalhadamente. Muitas pessoas pensam que
o Médico Veterinário é simplesmente o “Médico dos Bichos” porém essa
realidade vem sofrendo transformação radical. Assim como o Médico que sai
da universidade como generalista e pode vir a se especializar-se através de um
curso de pós – graduação ou residência, o Médico Veterinário assim também
pode fazer. Com isso, atualmente podemos contar no mercado de trabalho com
os
especialistas
veterinários
como
endocrinologistas,
cardiologistas,
fisioterapeutas, ortopedistas, entre outros. O mercado pet teve um crescimento
9
estrondoso nos últimos anos e isso tem estimulado os Médicos Veterinários a
estudarem a se especializarem cada vez mais.
No capítulo III a Biologia foi descrita com suas áreas de
conhecimento, atuação e assim como áreas de atuação. Como o Biólogo
possui uma vasta área de conhecimento consequentemente possui grande
área de atuação proporcionando maiores chances de inserção no mercado de
trabalho. Foi realizado também um breve histórico da profissão no Brasil. Uma
característica importante da carreira é a diferenciação entre os tipos de cursos
de Ciências Biológicas que faz com que um Biólogo não seja igual a outro
ampliando ou restringindo seus locais de atuação de acordo com a sua
formação. Assim como na Medicina Veterinária, as especializações em
Ciências Biológicas são vastas e devem ser exploradas pelo acadêmico com
relatadas no capítulo.
A comparação entre as duas graduações foi efetivada na conclusão
baseada nas idéias apresentadas nos capítulos fazendo um fechamento da
idéia central do presente trabalho.
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CAPÍTULO I
CONHECENDO A FUNDAÇÃO RIOZOO
1.1 – APRESENTAÇÃO
O Jardim Zoológico do Rio de Janeiro localiza-se no bairro de São
Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro, nos fundos da Quinta da Boa Vista. É o
mais antigo do Brasil e completou 60 anos no dia 18 de março de 2005.
A estrutura administrativa da Fundação RIOZOO conta com
Mônica Valéria Blum Rocha como presidente, Paulo Roberto de Almeida como
diretor executivo, Vera Lopes diretora de administração e finanças, Luiz Paulo
Luzes Fedullo como diretor técnico, Arnaldo Félix como assessor jurídico e
Esther Nazareth como assessora de comunicação.
Com uma área de 138 mil m2, mais de 2.100 animais entre répteis,
mamíferos e aves, a Fundação RIOZOO possui um dos maiores plantéis de
mamíferos brasileiros. No setor de fauna reproduzem-se espécies raras e
ameaçadas de extinção como o Urubu Rei, a Ararajuba, o Mico Leão Dourado
e o Tamanduá Bandeira. Além de espécimes nativos da Região Amazônica, do
Pantanal e do Cerrado brasileiro, destacam-se ainda animais de outros países.
O Jardim Zoológico da Quinta da Boa Vista está aberto a visitação
de terça – feira a domingo das 9 horas da manhã até 16: 30. Com uma
visitação mensal de 70 mil pessoas em média, os visitantes podem desfrutar de
restaurante, lanchonete, sorveteria, anfiteatro, roteiros guiados, rampas para
deficientes e estacionamento.
A Fundação RIOZOO é reconhecida mundialmente como centro de
referência no desenvolvimento de pesquisas na área de fauna selvagem, bem
11
como nas áreas de educação e conservação ambiental, além de entidade que
busca o bem-estar animal e a responsabilidade social e ambiental, preservando
sempre a bioética no trabalho com os animais.
1.2 – HISTÓRICO
A exposição pública de animais vivos na cidade do Rio de Janeiro foi
iniciada com a inauguração de um jardim zoológico a 16 de janeiro de 1888,
pelo empresário João Batista Viana Drummond que no mesmo ano recebeu o
título de barão de Drummond.
Impressionado com o urbanismo da cidade de Paris, o barão
adquiriu a Fazenda dos Macacos onde implantou um grande projeto de
urbanização. Grande apreciador dos animais, ele mantinha em sua residência
exemplares de diferentes espécies com a devida autorização do Império para
importação dos mesmos.
Assim, instalou o primeiro jardim zoológico moderno da cidade e do
país em um parque com riachos e lagos artificiais, no bairro de Vila Isabel, em
16 de janeiro de 1888.
Porém, a manutenção do jardim e seus animais tornou-se muito
difícil após a proclamação da República e sem a ajuda de custo garantida pelo
imperador. Como solução, o barão concebeu uma loteria para financiá-lo.
Diariamente fazia pendurar uma gaiola coberta por um pano, ocultando um
animal de pequeno porte, no lato do portão do jardim zoológico. Cada ingresso
dava direito um sorteio diário do “bicho”, à hora do encerramento das
atividades do parque. O dinheiro arrecadado era revertido, parte para aquisição
de mais espécies e parte como prêmio para os apostadores. O Jogo dos
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Bichos, devido ao baixo valor do ingresso, revelou-se muito popular, e
encontra-se na origem do atual Jogo do Bicho, no país.
Com o passar dos anos, o antigo jardim zoológico viu-se obrigado a
encerrar suas atividades, que ocorreu na década de 1940. Seu espaço,
recentemente foi revitalizado pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro,
sendo renomeado como “Jardim Princesa”.
Segundo Tommy Freund, profissional da área hoteleira, autor de
vários liros e professor universitário, o Jardim Zoológico da Quinta da Boa Vista
foi inaugurado em 1945, no parque da histórica Quinta da Boa Vista, residência
da Família Real Portuguesa e da Família Imperial Brasileira, junto ao Museu
Nacional do Brasil.
Alternando períodos de prosperidade e dificuldades, o Jardim
Zoológico foi transformado, em 1985, na Fundação RIOZOO, ligada à
Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro. A mudança proporcionou maior
agilidade administrativa, permitindo um extenso processo de modernização que
transformou a instituição em um respeitado centro de pesquisas e educação
ambiental, reconhecido em todo país e no exterior.
Em 8 de janeiro de 2005 a Fundação RIOZOO, com o apoio da
VITAE – Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social, inaugurou o Museu da
Fauna, um projeto voltado à educação ambiental que permite conhecer os
ecossistemas brasileiros (website http://www.rio.gov.br/riozoo).
1.3 – OBJETIVOS
Conforme o relato do website da Fundação RIOZOO, a missão da
Fundação RioZoo é praticar a conservação ambiental, através de trabalhos de
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manejo e reprodução em cativeiro, colaborando com a manutenção de um
banco genético de espécies ameaçadas de extinção, bem como desenvolver
programas de educação ambiental, difundindo conceitos sobre biologia dos
animais e conscientizando a população sobre a importância da preservação
ambiental, além de representar um centro de desenvolvimento científico e
importante espaço de lazer e entretenimento para a sociedade.
O objetivo geral da Fundação RioZoo é praticar a conservação e
educação ambiental o desenvolvimento científico nas áreas afins e oferecer
serviços de infra-estrutura e suporte para visitantes.
Os objetivos específicos incluem:
Na conservação ambiental:
a) Colaborar com os planos de manejo, grupos de pesquisadores
destinados a desenvolver ações para auxiliar na preservação
das espécies ameaçadas, através do manejo e reprodução
destas espécies em cativeiro, proporcionando a formação de um
banco genético que evite sua extinção.
b) Subsidiar as ações dos planos de manejo com informações das
espécies em extinção mantidas sob sua guarda.
c) Realizar intercâmbios com outros zoológico e instituições afins,
aumentando a distribuição geográfica dos animais ameaçados e
reduzindo o risco sanitário sobre populações envolvidas.
Na educação ambiental:
a) Desenvolver programas de visitas monitoradas, despertando em
segmentos científicos como alunos escolares, universitários,
14
portadores de necessidades especiais, entre outros, bem como
na população geral, a curiosidade sobre os hábitos dos animais
e de sua biologia, estimulando o aprendizado e a formação e
uma consciência ecológica.
b) Atender as escolas da rede pública, colaborando com as
atividades pedagógicas de ensino, e com a formação de
cidadãos ambientalmente responsáveis.
c) Informar, através de sinalização de cunho educativo espalhados
pelo parque, sobre os aspectos da coleção de animais, bem
como sobre curiosidades a seu respeito e mensagens alinhadas
com seus objetivos gerais.
No desenvolvimento científico:
a) Desenvolver pesquisas com os animais em cativeiro, sendo
centro de referência na área de animais selvagens, bem como
disponibilizar acesso a pesquisadores para, obedecendo à
legislação vigente e os preceitos de bioética e bem estar animal,
utilizar material genético para o desenvolvimento de pesquisas.
Na prestação de serviços de infra-estrutura ao visitante:
a) Garantir a segurança dos visitantes através do monitoramento
da área e da repressão de atitudes isoladas que possa
comprometer o bem estar coletivo.
b) Oferecer opções de fornecimento de alimentação para famílias,
bem como locais apropriados para este fim.
15
c) Disponibilizar espaços e meios para higiene pessoal e asseio
dos visitantes.
d) Oferecer informações básicas para orientação aos visitantes das
opções de percursos a serem realizadas.
e) Manter sempre equipe para atendimento ao público, na
satisfação de seus anseios e na manutenção da ordem, bem
como resolução de contingências.
1.4 – OS ANIMAIS
Para manter esta estrutura ativa e funcionante proporcionando um
atendimento de qualidade à população, mas sem perder o propósito do bem
estar dos animais confinados, a fundação conta com uma eficiente equipe de
tratadores, veterinários e biólogos que dão suporte técnico visando reduzir o
impacto do habitat diferenciado dos animais criados em cativeiro. Cada um
com sua função específica e determinada, mas trabalhando em sincronia para
que os animais selvagens sejam bem assistidos em todos os seus aspectos
alimentação, reprodução, sanidade, entre outros.
Com a crescente urbanização e as nossas cidades avançando
impiedosamente para as regiões que antes eram habitat natural de animais
silvestres, é cada dia mais comum a captura de animais silvestres,
especialmente de filhotes, que acabam sendo criados em cativeiro pelos
órgãos públicos como zoológicos, até que possam novamente serem soltos na
natureza, quando isto é possível.
Manejo de fauna em cativeiro é a intervenção humana de forma
sistemática, visando manter e recuperar populações silvestres em cativeiro
16
para diminuir a pressão de retirada de espécies da natureza, ofertando à
sociedade animais com origem legal, dentro do princípio da sustentabilidade.
Todo
manejo
deve
pressupor
conhecimento,
controle
e
monitoramento. Sem esses requisitos, que devem ser estabelecidos em regras
e normas, não há manejo. A ética no manejo é fundamental para que seja bem
sucedido.
Existem vários regulamentos para criação de animais silvestres em
cativeiro. Pode-se pleitear a criação conservacionista, científica, comercial ou
parque zoológico. Para cada uma dessas categorias há uma legislação
específica que regulamenta o uso da fauna silvestre visando um manejo
sustentado para as espécies contempladas.
Tratar de animais silvestres em cativeiros, de forma a fazer com que
estes animais se adaptem ao ambiente adverso é um dos principais desafios
dos biólogos e médicos veterinários que trabalham em órgãos ambientais e de
preservação do meio ambiente. O manejo adequado dos animais capturados,
assim como a criação desses animais, seja mamíferos, répteis ou aves, requer
muita dedicação, paciência, disponibilidade, sensibilidade e estudo sobre as
características dos diversos animais, para tentar reproduzir da melhor forma
possível o ecossistema natural, evitando desta forma as condições de estresse
e possibilitando a sobrevivência saudável da espécie.
Segundo Orr, “são necessários profissionais para estudar todos os
aspectos de vida dos vertebrados. Muitas investigações intensivas já foram
conduzidas e outras estão a caminho, porém são necessárias mais
informações sobre as condições ambientais, comportamento e atividade
17
reprodutora da maioria dos vertebrados. O próprio homem, através da poluição
do ar, terra e água, está alterando muitos ambientes a tal ponto e tão
rapidamente, que espécies nativas estão sendo eliminadas numa proporção
alarmante. Para sabermos os efeitos da poluição, devemos conhecer
a
composição natural do meio ambiente. Isto tem-se tornado cada vez mais
difícil, porque há atualmente poucas regiões na Terra, se houver, que não
tenha sido afetada pela atividade humana, até certo ponto.
As atribuições básicas dos biólogos do zoológico incluem manejo
dos recintos, contenção física, ecotização dos ambientes, ambientação,
enriquecimento ambiental, manejo de filhotes órfãos, inspeção de todos os
recintos do zôo (ronda diária), inspeção do fornecimento de água, registrar a
compatibilidade dos indivíduos de espécies diferentes em recintos coletivos,
colocar os animais para banho de sol, observar a hierarquia e dominância entre
os indivíduos em cada recinto, comportamento reprodutivo, tipos e quantidades
de alimentos oferecidos a cada espécie, identificar a espécie e o número de
ovos colocados (postura), verificar os pais, data de postura, estado dos ovos,
recinto e local onde foi coletado, controle do plantel em geral e intercâmbio
entre os zoológicos.
Os médicos veterinários atuam na inspeção dos animais sob
tratamento médico veterinário e em quarentena, avaliação clínica, de escore e
de mucosas, vermifugação, cirurgias, administração da medicação prescrita,
coleta de materiais biológicos para exames, contenção química e controle de
desinfecção de pisos, poleiros e recintos, vacinação anual, controle de
18
ectoparasitos e limpeza dentária. Em suma, os médicos veterinários atuam
efetivamente no controle sanitário do plantel.
O trabalho com populações em cativeiro tem como objetivo revigorar
a população selvagem, contemplando duas linhas de ação, a reprodução de
matrizes em cativeiro para reintrodução de filhotes na natureza e readaptação
e reintrodução de indivíduos apreendidos recentemente capturados na
natureza.
Para alcançar estes objetivos, é desejável que se criem vários
centros de reprodução, em localidades do Brasil, com o intuito de formar
populações reprodutivas isoladas evitando, catástrofes naturais ou doenças
que dizimem os exemplares de cativeiro. Este trabalho é desenvolvido
principalmente com aves.
1.5 - ATIVIDADES
A Fundação Jardim Zoológico do Rio de Janeiro através do Centro
de Educação e Pesquisa (Ceap) possui o programa ZOOEDUCAR, que
abrange os seguintes projetos de educação ambiental: MiniFazenda, Zôo à
noite, ZooEventos, ZooBastidores, Bicho do Mês, ZooMóvel, ZooEspecial,
Fauna, Zôo da Melhor Idade, Falando com o Técnico, Pulando a Cerca,
EnergiZoo e Curso de Atualização. Tais programas já existentes e ainda em
andamento podem ser definidos da seguinte maneira:
a) MiniFazenda: apresenta os animais domésticos e mostra sua
interação com o homem procurando envolver os participantes na
rotina de uma fazenda e mostrando como é feito o manejo de
animais, o plantio e quais são os materiais utilizados. O
19
programa permite ainda o visitante poder observar as diferenças
dos animais domésticos para os animais selvagens, além de
interagir com os animais de maneira a alimentar os animais
domésticos.
b) Zoo à Noite: tem como intuito popularizar conhecimentos sobre
animais da fauna brasileira e as peculiaridades do ambiente
noturno, bem como valorizar os hábitos e as adaptações
especiais dos animais. É importante frisar que a visitação é
acompanhada por orientadores (biólogos).
c) ZooEventos: programação de atividades anual onde são
realizados eventos com atividades relacionadas as datas
comemorativas relacionadas à fauna, meio ambiente e parcerias
com iniciativa privada, como por exemplo, a Páscoa, o Dia do
Índio, a Semana do Meio Ambiente, o Dia do Fazendeiro, a
Benção dos Animais, a Semana da Tecnologia, o Mês da
Criança, etc.
d) ZooColônia: com oficinas e trações diversas relacionadas as
atividades ambientais, as crianças aprendem curiosidades e
vivenciam na prática a rotina dos animais.
e) Bicho do Mês: um animal da fauna brasileira é homenageado,
sendo
suas
características
destacadas
em
um
folheto
informativo com sua biologia, comportamento, reprodução e
curiosidades.
20
f)
ZooMóvel: o ônibus, que reproduz em seu interior o ecossistema
brasileiro tem como objetivo a conscientização pública sobre
projetos e temas relacionados à conservação da fauna, flora e
meio ambiente. A proposta educativa conta com passeios
virtuais no Zoo e na natureza, estimulando as crianças a
pensarem sobre o ambiente em que vivem e o que fazer para
conservá-lo, difundindo conhecimentos e valores sobre a
biodiversidade nacional como forma de valorização do nosso
patrimônio nacional.
g) ZooEspecial: proporciona aos portadores de necessidades
especiais experiências sensoriais da relação homem-animal
despertando assim como um vínculo afetivo e terapêutico,
influenciando
desta
forma
positivamente
os
parâmetros
fisiológicos e psicológicos.
h) Fauna: no enfoque educativo abordam-se as espécies selvagens
estrangeiras e nativas dando destaque à fauna brasileira em
relação aos hábitos alimentares, reprodução em cativeiro e na
natureza, animais em extinção e curiosidades.
i)
Zoo da Melhor Idade: programa dedicado a terceira idade.
Turmas
com
cerca
de
30
participantes
conhecem
o
funcionamento interno do Zoológico, a cozinha dos animais, o
tratamento dedicado aos mesmos, além de assistirem palestras
e participarem de brincadeiras ecológicas.
21
j)
Falando com o Técnico: proporciona ao visitante o contato direto
com os profissionais da Fundação RioZoo tornando possível que
técnicos, veterinários e biólogos transmitam informações sobre
os animais.
k) Pulando a Cerca: proporciona ao visitante contato direto com os
animais da minifazenda que ficam próximos as crianças em um
espaço amplo e tornando possível alimentar, tocar e até brincar
com alguns animais.
l)
EnergiZoo: programa realizado em parceria com a Furnas
realizado mensalmente dando enfoque na conservação de
energia.
m) Curso
de
Atualização:
o
programa
visa
oferecer
para
professores do Ensino Fundamental da rede municipal de ensino
com o objetivo de capacitar professores para que se tornem
aptos a explorar os recursos educativos da Fundação RioZoo de
maneira multidisciplinar abordando temas como origem da
evolução dos zoológicos até estudos da biodiversidade e
comportamento animal, entre outros.
1.6 – ATRAÇÕES
As atrações disponíveis que merecem destaque, de acordo com
Tommy Freund são:
-
A maior coleção de primatas e aves do país;
-
O portão monumental, oferecido em 1816 pelo Duque de
Northumberland como presente de casamento a D. Pedro I e à
22
futura imperatriz, Maria Leopoldina de Áustria. O porão é uma
réplica do existente na residência daquele nobre na Inglaterra, e
serviu como entrada do Paço Imperial da Quinta da Boa Vista;
-
As Alamedas, margeadas de palmeiras imperiais;
-
A Casa Noturna, um recinto para observação de espécies de
hábitos noturnos, como aranhas, cobras, corujas e morcegos;
-
O chamado Viveirão, onde os visitantes podem entrar e
caminhar livremente entre as diversas espécies de aves em
semi – liberdade, como o maguari, o íbis – sagrado, o flamingo,
o guará, o grou – coroado, o grou – senhourinha, o sanhaço – de
– encontro, o sanhaço – de – mamoueiro, o pato – do – mato, o
tiê – preto, o melro e pequenos animais, como o ratão – do –
banhado.
-
A Passarela da Fauna, uma passarela elevada, inaugurada em
17 de setembro de 2004, que permite ao visitante caminhar por
entre vários animais (cervídeos, aves e tartarugas) em semi –
liberdade, em uma grande área aberta.
-
O Aquário Público, projetado por Auguste François Marie
Glaziou a pedido do Imperador D. Pedro II, mas inaugurado
somente em 1910. Décadas depois, foi restaurado por iniciativa
da Fundação RIOZOO, sendo – lhe devolvidas as características
originais;
-
O viveiro de águas marinhas;
23
-
O ProáguaZOO, o sistema de tratamento e reuso de água do
zoológico;
-
Um aquário do Projeto TAMAR, com espécimes de tartarugas –
marinhas.
Pelo que foi exposto no capítulo, ficou claro a diversidade de opções
que a Fundação Rio Zoo oferece para crianças, profissionais da educação
ambiental e para família em geral. Muitas atividades desconhecidas que
colocam os freqüentadores em contato coma fauna brasileira familiarizando
com suas características assim como suas formas de preservação.
24
CAPÍTULO II
VETERINÁRIOS NO DIVÃ
2.1 – CONCEITO
A Medicina Veterinária é uma das muitas áreas de conhecimento
ligada à manutenção e restauração da saúde. Trabalha num sentido amplo
com a prevenção e cura das doenças animais e humanas num contexto
médico.
Medicina, derivada do grego ars medicina, significa a arte da cura.
Veterinária, derivada do mandarim ars veterinária, significa animal irracional.
Assim, Medicina Veterinária é a “arte da cura de animais irracionais”, assim
como Medicina Humana é a “arte da cura de humanos”. São ramos dinâmicos
da medicina tanto em termos de investigação e avanço científico como em
termos de controle e erradicação de doenças.
A Medicina Veterinária é a ciência médica que se dedica à
prevenção, controle, erradicação e tratamento das doenças, traumatismos ou
qualquer outro agravo à saúde dos animais, além do controle da sanidade dos
produtos e subprodutos de origem animal para consumo humano. Busca
também assegurar a qualidade, quantidade e a segurança dos estoques de
alimentos de origem animal através de do controle da saúde dos animais e dos
processos que visam obter seus subprodutos.
Em um conceito estrito, a Medicina Veterinária busca a saúde animal
e pública por meio de estudos, diagnósticos e tratamentos, e no conceito mais
amplo, aliviar o sofrimento e manter o bem estar global.
25
O Médico Veterinário é o profissional autorizado pelo estado para
exercer a Medicina Veterinária, ocupando-se da saúde animal, prevenindo,
diagnosticando e curando as doenças, o que requer conhecimento detalhado
das disciplinas acadêmicas por detrás das doenças e do tratamento – a ciência
da medicina – e também competência na sua prática aplicada – a arte da
medicina.
2.2 – HISTÓRICO
A Medicina Veterinária é tão antiga quanto à ligação que os seres
humanos realizaram com os animais. A ars veterinária estava registrada no
Papiro de Kahoun, de cerca de 400 a.C. Os códigos Eshn Unna e de
Humurabi, na Babilônia, trazem referências ao pagamento e atribuições dos
médicos dos animais.
Na Grécia Antiga, a profissão, então chamada de hipiátrica, data do
século VI a.C.; já em Roma alguns tratados foram dedicados às doenças
animais, como em Catão e Columela.
Apsirtos, considerado o “Pai da Medicina Veterinária” no Ocidente,
nasceu em Clazômenas, em 300, foi autor de 121 dos 400 artigos do tratado
publicado no século VI, em Bizâncio, chamado Hippiatrika. Formado em
Medicina, em Alexandria, foi o Médico Veterinário chefe no exército de
Constantino.
Foi durante o reinado de Afonso V de Aragão, na Espanha, que o
estudo básico teve início; no governo de Fernando e Isabel, foi disciplinado o
cargo de albeitar – palavra derivado do nome de um grande médico dos
26
animais, de origem árabe (cujo nome era Eb – Ebb-Beithar), e que foi traduzido
para o português como alveitar.
Seu estudo sistemático, porém, só veio com a fundação da primeira
escola de Medicina Veterinária, pelo francês Claude Bougerlat, em 4 de agosto
de 1761, à qual se seguiram o surgimento na Europa de vários outros cursos,
tais como escolas de Viena, em 1768, Turim (1769) e Gôttingen (1771).
Com a chegada da família real ao Brasil, em 1808, a cultura
científica e literária brasileira recebeu novo alento, pois até então não havia
bibliotecas, imprensa e ensino superior no Brasil Colônia. São fundadas,
inicialmente, as Faculdades de Medicina (1815), Direito (1827) e a Engenharia
Politécnica (1874). Quanto ao ensino das Ciências Agrárias, seu interesse só
foi despertado quando o Imperador D. Pedro II, ao viajar para a França, em
1875, visitou a Escola de Medicina Veterinária de Alfort, impressionou-se cm
uma conferência ministrada pelo Médico Veterinário Dr. Collin. Ao regressar ao
Brasil, tentou propiciar condições para criação de entidade semelhante no país.
Entretanto, somente no início do século XX, já sob regime
republicano, autoridades brasileiras decretaram a criação das duas primeiras
instituições de ensino de Medicina Veterinária no Brasil, a Escola de Medicina
Veterinária do Exército, pelo Dec. No 2232, de 06 de janeiro de 1910 e a Escola
Superior de Agricultura e Medicina Veterinária, através do Dec. No 8919 de 20
de outubro de 1910, ambas na cidade do Rio de Janeiro.
Em 1911, em Olinda, Pernambuco, a Congregação Beneditina
Brasileira do Mosteiro de São Bento, através do Abade D. Pedro Roeser,
sugere a criação de uma instituição destinada ao ensino das ciências agrárias,
27
ou seja, Agronomia e Veterinária. No dia 1o de julho de 1914, eram
inaugurados os cursos de Agronomia e Medicina Veterinária nesta instituição.
Todavia, antes da abertura oficial do curso, um farmacêutico formado pela
Faculdade de Medicina e Farmácia da Bahia solicitava matrícula no curso de
Medicina Veterinária, na condição de “portador de outro diploma do curso
superior”. A Congregação além de aceitar dispensa das matérias já cursadas
indica um professor particular, para lhe transmitir os conhecimentos
necessários para obtenção do diploma antes dos quatro anos regimentares.
Assim, no dia 13/11/1915 recebia o grau de Médico Veterinário o senhor Dr.
Dyonysio Meilli, primeiro Médico Veterinário formado e diplomado no Brasil.
Desde o início de suas atividades até o ano de 1925, foram diplomados 24
Médicos Veterinários. Em 29 de janeiro, após 13 anos de funcionamento, a
Escola foi fechada por ordem do Abade D. Pedro Roeser.
A primeira mulher diplomada em Medicina Veterinária no Brasil foi a
Dra. Nair Eugênia Lobo, na turma de 1929 pela Escola Superior de Agricultura
e Veterinária, hoje Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
“A Medicina Veterinária pode ser considerada uma
profissão jovem no Brasil, tendo sido criada em 1918. Desde
então, o Médico Veterinário vem ganhando destaque em
diversos setores da sociedade. Devido ao seu amplo leque de
competências, que vai desde a prevenção e cura das afecções
de diversas espécies animais, produção e inspeção de
alimentos, defesa sanitária animal, saúde publica, ensino
técnico e superior, pesquisa, extensão rural até a preservação
ambiental e ecológica, a Medicina veterinária é, hoje uma das
28
profissões mais importantes do Brasil e do mundo.” (FLOSI,
2004, p.35)
Recentemente a aplicação da Medicina Veterinária tem se
expandido por causa da disponibilidade de técnicas avançadas de diagnóstico
de terapia para a maioria as espécies animais, bem como pelos avanços
científicos em outras áreas, como a genética, a biotecnologia, a fisiologia, que
proporcionam melhoramentos nos sistemas de produção animal. (Wikipédia, a
enciclopédia livre).
2.3 – FORMAÇÃO
Muitas universidades têm cursos de graduação que conferem grau
ou título de bacharel em Medicina Veterinária. No Brasil seus praticantes são
registrados e tem atuação regulada em nível nacional e estadual pelos
Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária. A inscrição no
Conselho Regional é obrigatória para o exercício da profissão de Médico
Veterinária.
No Brasil a duração do curso é no mínimo de 5 anos. Alguns anos
introdutórios (com disciplinas de anatomia, bioquímica, genética, histologia,
biofísica, bioquímica, biofísica, fisiologia, farmacologia, patologia, parasitologia,
virologia, microbiologia, estatística) são seguidos por disciplinas profissionais
(produção e nutrição animal, radiologia, clínica cirúrgica, saúde pública,
tecnologia de alimentos entre outras) Após a regulamentação que ocorreu
recentemente, algumas escolas fornecem a possibilidade de residência
médica.
29
“A formação acadêmica do Médico Veterinário engloba o
estudo de várias atividades que podem vir a ser desenvolvidas
por este profissional. Um estudo realizado, recentemente, nas
oito Instituições mais antigas de medicina Veterinária no Brasil
demonstrou que a maioria dos conhecimentos passados
nestes cursos é referente à prática de clínica veterinária,
estando as áreas de zootecnia e produção animal em segundo
lugar. Este trabalho também revelou que os assuntos
concernentes a Medicina Veterinária Preventiva e Saúde
Pública ocupam um espaço bem pequeno dentro da grade
curricular de todas estas instituições.” (PFUETZENREITER,
2004, p.10)
2.4 – PARTICULARIDADES
Devido ao seu amplo leque de competências, o Médico Veterinário
é, hoje, um dos profissionais mais importantes do Brasil e do mundo. Seus
conhecimentos o capacitam a planejar e executar medidas de prevenção e
controle de enfermidades, ajudando a manter os níveis de saúde da população
elevados. Além disto, sua formação básica em ciências biomédicas, com
conhecimentos nas áreas de epidemiologia e saneamento ambiental, o torna
apto a desenvolver atividades que antes eram comuns apenas a outros
profissionais das equipes de saúde coletiva.
“Nas últimas décadas, este profissional também começou
a ocupar seu espaço nas áreas relacionadas à Saúde Pública.
Seus conhecimentos específicos o capacitam a manter os
níveis de saúde elevados, à medida que orienta a população
30
humana quanto aos princípios básicos de saúde e proporciona
melhores condições ambientais.” (BRITES NETO, 2003, p.45)
Pela sua abrangência em áreas de atuação, as universidades devem
focar na formação de um profissional capaz de atuar nas áreas de Medicina
Preventiva e Saúde Pública, Patologia Animal, Clínica Médica, Clínica
Cirúrgica, Reprodução Animal, Higiene e Tecnologia de Produtos de Origem
Animal e Produção Animal (Zootecnia).
Se até cinco anos atrás a maioria dos médicos veterinários tinha
como opção trabalhar em clínicas de pequenos animais ou instituições
públicas, hoje esses profissionais contam com um vasto campo de atuação na
iniciativa privada. Podem prestar serviços de consultoria para pequenas e
médias
empresas
rurais
(agropecuárias),
como
atuar
em
empresas
agroindustriais e de produção de alimentos de origem animal. O mercado exige
um profissional competente, criativo e de senso crítico apurado, que possa
acompanhar as mudanças decorrentes do rápido processo de globalização da
economia e da inserção do Brasil no mercado mundial de produção de
alimentos de origem animal. Com isso ele também deve acompanhar os
avanços do conhecimento científico e tecnológico. Não basta se graduar. É
necessário se especializar em pelo menos uma das mais de 40 áreas de ação
que a profissão oferece. Outro campo de trabalho em crescimento é o da
saúde pública. A municipalização do Sistema Único de Saúde prevê a criação
de superintendências de Vigilância Sanitária, onde há opção de trabalho nas
áreas de produção e proteção de alimentos, proteção ambiental, vigilância e
controle de zoonoses e doenças transmitidas por vetores, entre muitas outras.
Isso é ressaltado no site do website http://www.uff.br/veterinaria.
31
Em 1946, a OMS criou a Saúde Pública Veterinária, designando
algumas atribuições para este profissional: controle de zoonoses, higiene dos
alimentos e os trabalhos de laboratório, de biologia e as atividades
experimentais. Desde então, o Médico Veterinário tem demonstrado sua
capacidade
e
competência
para
atuar
nas
equipes
de
Vigilâncias
Epidemiológica, Sanitária e Ambiental.
“Dentro da estrutura profissional multidisciplinar da Saúde
Pública, não há dúvidas da importância do Médico Veterinário
como promotor da saúde humana, sendo esta amplamente
reconhecida e divulgada pela OMS, que tem solicitado,
insistentemente, aos países membros, a participação destes
nas equipes de administração, planificação e coordenação de
programas de saúde.” (BRITES NETO, 2003. p.23)
No Brasil, este espaço vem sendo ocupado gradativamente nos
diferentes níveis de gestão (federal, estadual e municipal). Grande parte da
população ainda desconhece a importância da atuação deste profissional como
promotor da saúde humana, sendo a clínica médica veterinária e inspeção
sanitária dos matadouros as atividades mais conhecidas desenvolvidas por
este profissional.
“A entrada de Médicos Veterinários no campo de
prevenção e controle das doenças transmissíveis a humanos e
nos serviços de Saúde Pública em geral foi possível não só
pelo reconhecimento de que estes possuem conhecimentos e
habilidades em medicina populacional, mas também pela
importância que as zoonoses têm no campo das doenças
32
transmissíveis, chegando a totalizar 80% destas em humanos.
As habilidades e atribuições próprias de sua profissão que os
veterinários levam para Saúde Pública fazem com que exista
um elo de ligação entre a saúde humana e os demais fatores
que a cercam.” (ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA
SALUD, 1975)
Outro aspecto importante a ser mencionado é o fato de que a
maioria dos cursos de Medicina Veterinária brasileiros não possui uma
estrutura favorável ao desenvolvimento de atividades, o que dificulta a
ocupação de novos espaços nessa área de atuação na maioria dos países em
desenvolvimento. Isso foi sendo reformulado ao longo dos anos culminando
com a elaboração do novo currículo das disciplinas da Medicina Veterinária da
Universidade Federal Fluminense como segue em anexo. Isto resultou em uma
maior preocupação na formação deste profissional priorizando o ensino mais
dinâmico e prático. Por isso o último período do curso de graduação em
Medicina Veterinária a monografia foi substituída por um Relatório feito
basicamente nos mesmos moldes da mesma em que o aluno descreve no
mínimo 3 atividades práticas desenvolvidas sob supervisão durante o último
período da graduação, ou seja, o 10o período. Claro que durante o curso, os
alunos podem realizar estágios extra – curriculares
de acordo com as
oportunidades e interesses.
Muitos desafios surgem a cada dia para este profissional e torna-se
cada vez mais necessária a consolidação das posições conquistadas pelo
Médico Veterinário na Saúde Pública, bem como a conquista de outros,
principalmente, nas equipes de Vigilância Epidemiológica e Ambiental.
33
Os cursos de Medicina Veterinária necessitam aprimorar o conteúdo
teórico das disciplinas de uma forma geral como já esta sendo feito, bem como
proporcionar oportunidades para a realização de atividades práticas como a
realizada no estágio supervisado no Instituto RioZoo, com o intuito de preparar
melhor o profissional para o mercado de trabalho emergente.
2.5 – ÁREAS DE ATUAÇÃO
As clínicas médica e cirúrgica de pequenos e grandes animais são
áreas de atuação exclusiva do Médico Veterinário (Lei nº. 5.517/1968), sendo
as mais associadas a este profissional e fazendo com que grande parte da
sociedade o considere apenas como o “médico dos bichos” (FLOSI, 2004).
Esta idéia vem sofrendo modificações lentas à medida que novos profissionais
ganham destaque na atuação em outras áreas que a Medicina Veterinária
abrange.
O Médico Veterinário exerce um papel de grande relevância na área
de produção animal, principalmente em países com fortes características
agropecuárias, como o Brasil. Neste contexto, seus conhecimentos de clínica
médica veterinária, associados aos de nutrição, manejo de pastagens,
administração, higiene e inspeção de alimentos de origem animal, permitem
que ele atue não só na produção de proteína animal para o abastecimento do
mercado interno e externo, mas também no planejamento e execução das
atividades relacionadas à defesa sanitária animal.
“Dentro da estrutura profissional multidisciplinar da Saúde
Pública, não há dúvidas da importância do Médico Veterinário
como promotor da saúde humana, sendo esta amplamente
34
reconhecida e divulgada pela OMS, que tem solicitado,
insistentemente, aos países membros, a participação deste nas
equipes de administração, planificação e coordenação de
programas de saúde” (BRITES NETO, 2003, p.77).
Embora a importância da atuação do Médico Veterinário no contexto
da Saúde Pública seja facilmente demonstrada pela simples observação das
atribuições designadas a estes profissionais, ainda faz-se necessário discutir o
seu desempenho profissional nesta área, bem como reavaliar as grades
curriculares dos cursos de Medicina Veterinária brasileiros.
“Dentro deste contexto, o Médico Veterinário atua na
realização de inquéritos epidemiológicos minuciosos, utilizando
tanto os registros de Saúde Pública quanto os de saúde
animal, recolhidos nas clínicas veterinárias, propriedades
rurais, indústrias de laticínios, matadouros públicos e Centros
de Controles de Zoonoses.” (BENESON, 1986, p.39)
De uma forma geral, as áreas de atuação do Médico Veterinário são:
-
Exercício da profissão em regime liberal;
-
Tratamento das enfermidades e dos traumatismos que afetam
os animais;
-
Indústrias Farmacêuticas;
-
Laboratórios de Análises;
-
Saúde Pública;
-
Inspeção e Segurança Alimentar;
-
Organismos do Ministério da agricultura e Saúde e Direções
Regionais;
35
-
Indústrias Alimentares de Produtos de Origem Animal;
-
Indústrias de Alimentos Compostos para animais;
-
Administração Autárquica;
-
Pesquisa em diversos campos da saúde, Humana e Veterinária.
2.6 – ESPECIALIZAÇÕES
Com o crescimento do mercado Pet e do número das universidades
veterinárias houve um estímulo para que Médicos Veterinários se dedicassem
a uma área de interesse e se especializassem visto que o Clínico Geral já não
supria todas as necessidades desse mercado em ascensão.
Sendo assim, as especialidades existentes dentro da Medicina
Veterinária atualmente são:
-
Acupuntura Médico – Veterinária;
-
Anestesiologia Médico – Veterinária;
-
Bem – Estar e Comportamento Animal;
-
Clínica e Técnica Cirúrgica;
-
Clínica Médica de Grandes Animais – Ruminantes, Eqüídeos e
Suínos;
-
Clínica
Médica
de
Pequenos
Animais
–
Dermatologia, Odontologia, Oftalmologia, Ortopedia;
-
Ecologia e Gestão Ambiental;
-
Farmacologia e Terapêutica Médico – Veterinária;
-
Fisiologia e Endocrinologia Médico – Veterinária;
-
Hematologia Médico – Veterinária;
-
Homeopatia Médico – Veterinária;
Cardiologia,
36
-
Inspeção Higiênica, Sanitária e Tecnológica de Produtos de
Origem Animal – Carnes e Derivados, Leite e Derivados,
Pescado e Derivados, Ovos e Derivados, Mel e Derivados,
Controle Físico – Químico e Microbiológico de Produtos de
Origem Animal;
-
Medicina e Produção de Animais Aquáticos;
-
Medicina e Produção de Animais Silvestres como é feito pelos
Médicos Veterinários do Instituto RioZoo;
-
Medicina Veterinária Intensiva;
-
Medicina Veterinária Legal;
-
Medicina Veterinária Preventiva – Saúde Pública, Epidemiologia,
Zoonoses
e
Planejamento
em
Saúde
Animal,
Doenças
Infecciosas e Parasitárias, Vigilância Sanitária;
-
Microbiologia Médico – Veterinária – Virologia, Bacteriologia e
Micologia;
-
Morfologia Médico – Veterinária – natomia, Histologia, Citologia
e Embriologia;
-
Odontologia Médico – Veterinária;
-
Oncologia Médico – Veterinária;
-
Parasitologia Médico – Veterinária;
-
Patologia Clínica Veterinária;
-
Patologia
Médico
–
Veterinária
Histopatologia e Ornitopatologia;
–
Anatomia
Patológica,
37
-
Radiologia e Diagnóstico por Imagem Médico – Veterinária –
Ultrassonografia,
Ressonância
Magnética,
Tomografia
Computadorizada e Endoscopia;
-
Reprodução Animal ou Teriogenologia – Andrologia, Tecnologia
do sêmen e Inseminação Artificial, Ginecologia e Obstetrícia
Médico – Veterinária, Produção “in vitro” de Embriões,
Transferência de Embriões, Clonagem Animal, Trans gênese
Animal, Fisiologia e Manejo Reprodutivo;
-
Toxicologia Médico – Veterinária.
Todas essas possibilidades de especializações possibilitaram uma
maior eficiência no tratamento e/ou manejo dos animais assim como uma maior
rentabilidade para os Médicos Veterinários.
38
CAPÍTULO III
SER BIÓLOGO
Biologia é a ciência que estuda os seres vivos. Dedica-se ao
funcionamento dinâmico dos organismos desde uma escala molecular
subcelular até o nível populacional e interacional, tanto intraespecíficamente
quanto interespecíficamente, bem como a interação da vida com seu ambiente
físico – químico. A biologia abrange um espectro amplo de áreas acadêmicas
frequentemente consideradas disciplinas independentes, mas que, no seu
conjunto, estudam a vida nas mais diferentes escalas tais como escala
anatômica e molecular estudada pela biologia molecular, bioquímica e pela
genética molecular, no que se refere à célula pela biologia celular, na escala
multicelular pela fisiologia, anatomia e histologia entre outros.
Biólogo é o pesquisador envolvido com a Biologia e suas áreas.
Desenvolve seus estudos por meio do Método Científico. A função do biólogo é
estudar a vida em todas as suas formas e manifestações analisando as
principais características das formas de vida, o seu papel na natureza e
também sua interação com outras formas de vida com o objetivo de evoluir o
conhecimento científico e aplicar esse conhecimento na melhoria da qualidade
de vida. Ele pode atuar em diversos campos desde a biologia molecular
trabalhando com um microscópio até pesquisa e classificação de novas
espécies de plantas e animais trabalhando no meio de uma floresta.
3.1 – HISTÓRICO
Formado por combinação bios, que significa vida, e logos, que
significa palavra, idéia, a apalavra biologia no seu sentido moderno parece ter
39
sido introduzida independentemente por Gottfried Reinhold Treviranus (Biologie
oder Philosophie der lebenden Natur, 1802).e por Jean-Baptiste Lamanrk
(Hydrogéologie, 1802). A palavra propriamente dita pode ter sido cunhada em
1800 por Karl Friedrich Burdach, mas aparece no título do volume 3 da obra de
Michael Cristoph Hanov Philosophiae naturalis sive physicae dogmaticae:
Geologia, biologia, phytologia generalis et dendrologia, publicada em 1766.
“O maior destaque da Biologia foi feito em 1944, através
da descoberta do DNA, pelo bacteriologista norte – americano
Oswald Theodore Avery, através da identificação do código
genético que cada ser vivo possui, determinando suas
características, sua herança genética.” (BARROS, 2010, p.57)
3.2 – TIPOS DE CURSO DE BIOLOGIA
Durante o curso de biologia, o aluno vai adquirir grandes
conhecimentos sobre as formas de vida, conhecimentos sobre pesquisa
científica e fazer muitas descobertas interessantes sobre o funcionamento e
origens da vida. Devido ao fato da biologia ser uma das ciências mais amplas
que existem é muito comum que os alunos graduados no curso de biologia
posteriormente façam uma pós graduação ou então uma especialização.
“O profissional formado em biologia não sai da faculdade
pronto, por isso após a graduação, é necessário se
especializar, conhecer a dinâmica do que está fora da sala de
aula para buscar oportunidades de trabalho que não faltam
para
quem
tem
(MARTINS, 2010)
curiosidade
e
vontade
de
aprender.”
40
3.2.1 – CURSO DE BIOLOGIA – BACHARELADO
O curso de biologia bacharelado tem duração média de 4 anos. O
estágio é sempre obrigatório, mas a produção de um trabalho de conclusão de
curso pode não ser, varia de acordo com cada faculdade. Sendo nas federais
sempre obrigatório.
Boa parte da carga horária se passa em aulas práticas e em
laboratórios envolvendo matérias variadas tais como física, química, um pouco
de matemática,além das matérias da própria biologia.
O curso de bacharelado vai oferecer uma formação geral para o
futuro biólogo, preparando o profissional para se especializar em qualquer área
da biologia tornando – o um pesquisador, cientista apto para trabalhar em
laboratórios e empresas.
3.2.2 – CURSO DE BIOLOGIA – LICENCIATURA
Também possui duração de 4 anos. A principal diferença entre os
cursos de bacharelado e licenciatura consiste que no curso de biologia
licenciatura é dado um enfoque menor na questão científica e um enfoque mais
na parte pedagógica. Por isso, o biólogo formado em licenciatura não é
formado para ser um pesquisador, mas para ser um professor de biologia para
crianças, adolescentes em escolas e até mesmo dentro de faculdades. Para
lecionar em universidades, é necessário que o biólogo faça uma especialização
ou uma pós – graduação.
3.2.3 – CURSO DE BIOLOGIA – TECNOLÓGICO
Tem por objetivo formar profissionais especializados para entrar
diretamente no mercado de trabalho pois forma o aluno dentro de uma
41
especialidade bem definida podendo trabalhar em empresas. Como exemplo,
é possível citar Ciências Agrárias, Ciências Naturais, Ciências Biomédicas e
Curso Técnico de Biotecnologia.
3.3 – EXERCÍCIO DA PROFISSÃO
No Brasil, o exercício da profissão exige dupla habilitação: a técnico
– científica e a legal. A habilitação técnico – científica é expressa através da
comprovação da capacidade intelectual do indivíduo, pela posse do diploma,
fornecido pela autoridade educacional e pelo currículo efetivamente realizado.
A habilitação legal cumpre-se co o registro profissional no órgão competente
para fiscalização de seu exercício, no caso dos biólogos, o Conselho Regional
de Biologia de sua jurisdição.
3.3.1 – ÁREAS DE CONHECIMENTO
As áreas de conhecimento e subáreas do conhecimento do Biólogo
foram definidas pela Resolução CFBio No 10, de 05 de Julho de 2003.
Algumas delas podem ser citadas, tais como: Análises Clínicas, Biofísica,
Biologia Celular, Bioquímica, Botânica, Ciências Morfológicas (Anatomia
Humana,
Citologia,
Embriologia,
Histologia,
Histoquímica,
Morfologia),
Ecologia, Educação, Ética, Fisiologia, Genética, Imunologia, Informática,
Limnologia,
Micologia,
Microbiologia,
Oceanografia,
Paleontologia,
Parasitologia, Saúde Pública e Zoologia.
3.3.2 – ÁREAS DE ATUAÇÃO
O Biólogo pode atuar nas seguintes áreas: Conservação, Manejo e
Sustentabilidade da biodiversidade e dos ecossistemas, Ecotoxicologia, Gestão
Ambiental, Ecoturismo, Estudos Ambientais, Estudos e Inventários das
42
espécies animais, vegetais e microbianas, Gestão de Bacias Hidrográficas,
Gestão de Efluentes e Resíduos, Gestão de Museus, Jardins, Botânicos e
Zoológicos, Gestão de Parques, Reservas e Outras Unidades de Conservação,
Jardinagem e Paisagismo, Licenciamento e Controle Ambiental, Recuperação
e
Restauração
de
Ambientes
Degradados,
Tratamento,
Controle
e
Monitoramento biológico da qualidade do ar, água e solo, Bioensaios,
Bioinformática, Bio prospecção, Biorremediação, Bioterismo, Desenvolvimento,
Controle e Comercialização de Equipamentos e Materiais de laboratórios,
Engenharia Genética, Floricultura, Genômica, Processos Fermentativos,
Produção, Cultivo, Criação e Comercialização de Espécies Animais e Vegetais
Nativas, Exóticas e Domesticadas, Produção de células, tecidos, órgãos e
organismos, Produção de kits biológicos, Tecnologia Ambiental, Tecnologia de
produtos e processos de interesse para áreas de meio ambiente, saúde e
agroindústria,
Melhoramento
Genético
animal
e
vegetal,
Análise
e
Aconselhamento Genético, Reprodução Humana assistida, Biologia Forense,
Análises Clínicas, gestão Laboratorial, Análises Radiobiológicas, Circulação
Extracorpórea, Citopatologia, Anatomopatologia, Banco de Sangue, Banco de
Sêmen, Banco de Órgãos, Controle Biológico de vetores e pragas, Análises
Bromatológicas, Coleta de Materiais biológicos para diagnóstico laboratorial,
Análises Ambientais, Controle de zoonoses, Epidemiologia e Saúde Pública,
Vigilância Sanitária, Educação Ambiental, Ensino de Nível Fundamental e
Médio, Produção Científica e Extensão. Universidades e Instituições de Ensino
Superior, entre outras.
43
“Se há pouco tempo, o mercado de trabalho ficava
restrito às áreas de saúde ou ensino, hoje a realidade dos
biólogos é outra. Quem gosta de plantas e animais, domina a
legislação e possui perfil empreendedor tem boas chances de
conquistar uma vaga na área ambiental, que ampliou as
oportunidades aos biólogos e criou um nicho e absorve
também os recém – formados. Institutos de pesquisa na
iniciativa pública ou privada, museus zoológicos e reservas
naturais são locais que empregam os profissionais que
estudam a vida e se enveredam para o meio ambiente.
Também há opção de trabalhar como autônomo prestando
consultoria a empreendimentos que t~em de construir sem
desreitr a natureza.” (FAJARDO, 2010)
3.3.3 – LOCAIS DE ATUAÇÃO
Os locais de atuação do profissional Biólogo baseado nas áreas de
conhecimento e atuação são Instituições de Ensino Superior e Médio, Institutos
de Pesquisa, Órgãos Governamentais, Empresas Públicas e Privadas,
Indústrias, Hospitais, Laboratórios, Museus e Similares, Jardins Zoológicos e
Botânicos, Parques e Reservas Naturais, Estações Bio – Ecológicas e Áreas
de Proteção Ambiental, Empresas de Turismo Ecológico, Imprensa, Herbários,
Biotérios, Criadouros, Estações de Cultivo e como Autônomo prestando
consultorias, perícias, assessoriais, outras.
3.3.4 – ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAIS
Os Biólogos executam atividades Técnico – Científicas de grau
superior, de grande complexidade, que envolvem: Ensino, Planejamento,
44
Supervisão, Coordenação e Execução de trabalhos relacionados com Estudos,
Pesquisas, Projetos, Consultorias, Emissão de laudos e pereceres técnicos e
Assessoramento Técnico – Científico nas Áreas das Ciências Biológicas.
3.3.5 – PERFIL DO PROFISSIONAL
O perfil desejado do profissional de Ciências Biológicas é entre
outras generalista, crítico, ético, detentor de adequada fundamentação teórica
que inclua o conhecimento profundo da diversidade dos seres vivos bem como
sua organização e funcionamento em diferentes níveis, suas relações
filogenéticas e evolutivas, suas respectivas distribuições e relações com o meio
em que vivem, consciência da necessidade de atuar com qualidade e
responsabilidade em prol da conservação e manejo da biodiversidade, políticas
de saúde, meio ambiente, biotecnologia, bioprospecção, biossegurança, na
gestão ambiental, tanto nos aspectos técnicos – científicos, quanto na
formulação de políticas, e de se tornar agente transformador da realidade
presente na busca da melhoria da qualidade de vida, comprometimento com os
resultados de sua atuação, consciência de sua responsabilidade como
educador, nos vários contextos da atuação profissional, apto a atuar multi e
interdisciplinarmente, adaptável à dinâmica do mercado de trabalho e às
situações de mudança contínua do mesmo, preparado para desenvolver idéias
inovadoras e ações estratégicas, capazes de ampliar e aperfeiçoar sua área de
atuação.
“Biólogo não come, degusta.
Biólogo não cheira, olfata.
Biólogo não toca, tateia.
45
Biólogo não respira, quebra carboidratos
Biólogo não tem depressão, tem disfunção do hipotálamo.
Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema.
Biólogo não elogia, descreve processos.
Biólogo não tem reflexos, tem mensagem neurotransmitida
involuntária.
Biólogo não facilita discussões, catalisa substratos.
Biólogo não transa, copula.
Biólogo não admite algo sem resposta, diz que é hereditário.
Biólogo não fala, coordena vibrações nas cordas vocais.
Biólogo não pensa, faz sinapses.
Biólogo não toma susto, recebe reposta galvânica incoerente.
Biólogo não deixa filhos, apresenta sucesso reprodutivo.
Biólogo não deixa herança, deixa pool gênico.
Biólogo não tem inventário, tem hereditário.
Biólogo não deixa herdeiros ricos, pois seu valor é por peso
vivo.”
(EQUIPE
PORTAL
EDUCAÇÃO
DE
ENSINO
A
DISTÂNCIA)
3.4 – ESPECIALIZAÇÕES
Na área de pesquisa entre as principais especializações pode-se
destacar:
a) Biomedicina: atuação em hospitais junto a equipe médica,
prestando consultoria, analisando dados e desenvolvendo novas
técnicas.
b) Engenharia
Biomédica:
atuação
junto
com
engenheiros
ajudando a desenvolver máquinas para diagnóstico e tratamento
46
de doenças.
c) Engenharia Genética: pode trabalhar no campo desenvolvendo
melhoramento genético de plantas e animais ou então em
laboratórios pesquisando doenças.
d) Biotecnologia: ramo da especialização da biologia onde o
profissional passa a atuar em pesquisas avançadas e amplas
tais como células tronco e genoma humano.
3.5 – PONTOS POSITIVOS DA PROFISSÃO DE BIÓLOGO
O principal ponto positivo da carreira é o tamanho do campo de
atuação. Do ponto vista prático o mercado para Biomedicina no Brasil está bem
atrativo com grandes ofertas de vagas, principalmente em laboratórios de
Análises Clínicas e Hospitais Particulares. Há também uma excelente oferta de
vagas bem remuneradas para licenciatura em biologia, principalmente em
cursinhos. Para tanto, exige-se constante atualização do profissional já que as
ciências biológicas são as ciências que mais evoluem atualmente.
“Todas estas atividades dependem de um Curriculum
efetivamente realizado na área / subárea específica, traduzido
pelo cumprimento de disciplinas na Graduação e / ou Pós –
Graduação; realização de monitorias, estágios e treinamentos;
participação
em
especialização
Seminários,
pesquisas
Cursos
e
outros;
Simpósios
básicas
de
ou
e
extensão,
participação
similares;
aplicadas
Aperfeiçoamento,
em
Congressos,
desenvolvimento
e/ou
apresentação
de
e
publicação de trabalhos científicos em Eventos e Revistas
Científicas, respectivamente.” (ASSUNÇÃO, CRB – 5)
47
A construção de um currículo bem elaborado e atualizado com
cursos, palestras, congressos é essencial para inserção e manutenção do
profissional de Ciências Biológicas no mercado de trabalho. Quanto mais
direcionado, especializado o profissional se torna, maior facilidade de
estabilidade e remuneração ele terá dentro das Ciências Biológicas.
48
CONCLUSÃO
De acordo com o que foi exposto, fica fácil perceber o crescimento
das duas profissões visto que cada um tem como área de atuação ou
conhecimento quase todos os setores da nossa sociedade estabelecendo
conexões entre ciência, tecnologia e sociedade. A inserção desses
profissionais no mercado de trabalho depende muito de uma boa formação
acadêmica com aulas práticas, teóricas e estágio para que saia da
universidade com uma bagagem forte para competir com os demais. E essa é
uma realidade que vem se transformando nas universidades do Rio de Janeiro
que oferecem esses cursos. A grade curricular das universidades vem se
ajustando para se adequar a nova realidade.
Além disso, após a conclusão do curso o profissional deve buscar
sempre a atualização, desenvolvimento constante através de cursos, palestras
congressos, especializações tanto na Medicina Veterinária quanto em Ciências
Biológicas buscando sempre um comprometimento cada vez maior com os
resultados de sua atuação e se adaptando à dinâmica do mercado de trabalho
e às situações de mudança contínua do mesmo.
As duas profissões sofreram graduais modificações ao longo dos
anos. O Médico Veterinário não é visto somente como o “médico dos bichos” e
o Biólogo não é mais só o ”tio de ciências”. As suas áreas de atuação se
expandiram. O Médico Veterinário pode atuar na produção animal, saúde
pública, vigilância epidemiológica, entre outras. Enquanto o Biólogo atua em
diferentes pesquisas como DNA, monitora a qualidade de nossas águas,
49
descoberta de medicamentos e acima de tudo luta pela preservação e proteção
do nosso planeta.
Em uma análise da grade curricular de ambos é possível notas
semelhanças de disciplinas estudadas com cargas horárias diferenciadas. E
isto acaba se refletindo em locais comuns em que ambos podem atuar juntos
como Jardim Zoológico da quinta da Boa Vista que oferece não só um local de
lazer, divertimento, mas também de profunda aprendizagem e atividades.
Sendo que cada profissional atua dentro de sua competência e consciente de
sua responsabilidade.
Com tudo isto, as universidades do Rio de Janeiro devem estar
comprometidas na formação de profissionais que detenham fundamentação
teórica e prática preparando o acadêmico para desenvolver idéias inovadoras e
ações estratégicas, capazes de ampliar e aperfeiçoar suas áreas de atuação.
50
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Amorim, A.M, Carneiro, F.F. A participação do Médico Veterinário nas questões
ambientais. Disponível em: http:// www.famev.ufu.br/documentos
Arámbulo, P.Ruíz. Situación actual e futura de la medicina veterinaria. Educ.
Méd. Salud, V.26, n.2, p.263-272, 1992.
Arruda, B.V. O Espelho. Revista do Conselho Federal de Medicina Veterinária.
Ano 10, n.31, p.84, 2004.
A importância do Médico Veterinário na sociedade do 3o milênio. Disponível
em http:// www.faj.br/newsc.ph.d?id=100+&+cat=3
Conselho Federal de Medicina Veterinária. Comissão Nacional de Ensino de
Medicina Veterinária. O ensino da Medicina Veterinária no Brasil. Brasília:
CFMV, 1992.
Lei Federal no 6.684 – De 3 de Setembro de 1979, Capítulo I – Da profissão de
Biólogo.
Atribuições Profissionais do Biólogo. Texto compilado pela Bióloga Cristina
Maria Farrapeira de Assunção do CRB – 5.
Conselho Federal de Biologia – Resolução no 11, de 19 de novembro de 1991.
51
ÍNDICE
INTRODUÇÃO
08
CAPÍTULO I
CONHECENDO A FUNDAÇÃO RIO ZOO
1.1 – Apresentação
1.2 – Histórico
1.3 – Objetivos
1.4 – Os Animais
1.5 – Atividades
1.6 – Atrações
10
10
11
12
15
18
21
CAPÍTULO II
VETERINÁRIOS NO DIVÃ
2.1 – Conceito
2.2 – Histórico
2.3 – Formação
2.4 – Particularidades
2.5 – Áreas de Atuação
2.6 – Especializações
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CAPÍTULO III
SER BIÓLOGO
3.1 – Histórico
3.2 – Tipos de Curso de Biologia
3.2.1 – Curso de Biologia – Bacharelado
3.2.2 – Curso de Biologia – Licenciatura
3.2.3 – Curso de Biologia – Tecnológico
3.3 – Exercício da Profissão
3.3.1 – Áreas de Conhecimento
3.3.2 – Áreas de Atuação
3.3.3 – Locais de Atuação
3.3.4 – Atribuições Profissionais
3.3.5 – Perfil Profissional
3.4 – Especializações
3.5 – Pontos Positivos da Profissão
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CONCLUSÃO
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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universidade candido mendes pós – graduação “lato sensu”