UMA EXPERIÊNCIA QUE VÊM SE CONSOLIDANDO: GEM – GRUPO DE ESTUDOS DE MATEMÁTICA DA REGIÃO DE CONCÓRDIA-SC Anemari Roesler Luersen Vieira Lopes – UNOESC- [email protected]* Carlete Bortolanza – EEBPIBM – [email protected]** Rosemar Aparecida Guerini Fiorentin – UnC – [email protected]*** Um dos marcos históricos da educação pública estadual catarinense foi o movimento que originou a Proposta Curricular (primeira versão)1, resultado de ampla discussão entre os educadores deste estado, no início da década de 80. Seu Documento Norteador coloca como grande desafio do educador catarinense a não produção da exclusão, através de um ensino voltado para uma pedagogia que atenda às classes majoritárias da população, que são marginalizadas. Assim, tanto a escola, quanto a sociedade, tem condições de contribuir para o processo de transformação social. Lopes (1997) ressalta que este documento apresenta a necessidade de levar em consideração as experiências de vida do educando e o saber popular trazido de seu cotidiano, bem como evitar a fragmentação dos conteúdos, levando-o à integração e a compreensão dos mesmos na sua totalidade. Decorrente disso, concebe a educação como um processo dinâmico que exige a apropriação de alguns pressupostos: desenvolvimento de cada conteúdo no seu contexto histórico; compreensão da totalidade da vida e da educação; da educação como colaboradora do processo de transformação social, do dinamismo da história humana; da percepção que, através da compreensão da totalidade, dimensionam-se as partes; da clareza da dimensão sóciopolítica da clientela-alvo da educação pública; e, acima de tudo da compreensão de que * Mestre em Educação Matemática, Doutoranda em Educação pela USP Mestre em Educação Matemática *** Mestre em Educação Matemática 1 ESTADO DE SANTA CATARINA, Secretaria de Estado e da Educação. Coordenadoria Geral de Ensino. Proposta Curricular: uma contribuição para a escola pública do pré-escolar, 1o grau, 2o grau e educação de adultos. Florianópolis, IOESC, 1991. ** Anais do VIII ENEM – Relato de Experiência GT 7 - Formação de Professores que Ensinam Matemática 2 a vinculação do ato educativo ao ato político e ao produtivo possibilita mudanças no conjunto social do qual fazemos parte. As idéias principais da proposta Curricular concentram-se basicamente no seguinter: 1. compreensão do funcionamento da prática social, econômica e política da sociedade são fundamentais à luta pela superação das desigualdades; 2. escolarização básica como um direito de todos, constituindo-se um fator indispensável para a construção de uma sociedade participante e democrática; 3. a importância de garantir a permanência do aluno na escola, via melhoria da qualidade de ensino, diminuição da repetência e aumento da permanência do aluno na escola; 4. a necessidade de que o aluno realmente aprenda. Tais idéias embasam-se na concepção de que a escola pública estadual tem uma função social importante a ser cumprida e a passagem do aluno por ela deve resultar “... na apropriação de conhecimentos e habilidades significativas para, não só participar da sociedade, mas, principalmente, ser atuante e determinante no processo de transformação.” (ESTADO DE SANTA CATARINA, 1991, p.11) Após a elaboração da Proposta Curricular, por fatores diversos, sua implementação não aconteceu efetiva e imediatamente. Foi retomada parcialmente no final de 1994 e demaneira mais intensa à partir do ano seguinte, sendo que o Plano de Ação 1995/1998 da Secretaria Estadual de Educação e Desporto - SED, ressaltava que “... a escola qualquer que seja, tem a função de socializar o conhecimento científico, elaborado pelos homens através da história”, entendendo que a contribuição de pensadores marxistas como Vygotsky, Lúria, Wallon e Leontiev “...foi importante devido a maior compreensão da influência histórico-cultural no processo de elaboração do conhecimento.” (ESTADO DE SANTA CATARINA, 1995, p.4). Por isto, estabelece como um dos seus oito grandes projetos a “Revisão da Proposta Curricular”, já que esta entende que: ... a função principal da escola é oportunizar aos alunos a apropriação, a elaboração e a reelaboração do conhecimento, conhecimento este condição necessária para a cidadania, sendo que a clientela alvo da escola pública - classe trabalhadora, tem oportunidade de ser cidadãs, à medida que se iguala culturalmente às camadas dominantes. (ESTADO DE SANTA CATARINA, 1995, p.4). Anais do VIII ENEM – Relato de Experiência GT 7 - Formação de Professores que Ensinam Matemática 3 Este Projeto teve como objetivo não somente a sua revisão, mas também a sua efetiva implementação, pois até então, uma parte considerável dos professores não havia se apropriado de seus pressupostos. Para isso foi criado o Grupo Multidisciplinar, formado por professores da rede pública catarinense (aprovados através de um processo de seleção), por técnicos da equipe pedagógica da SED e técnicos das equipes pedagógicas das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs), que organizaram-se em subgrupos por área de conhecimento, com o objetivo de aprofundar as discussões referentes à Proposta Curricular e levá-las a toda a rede de ensino Assim, com a contribuição das discussões realizadas com educadores da rede pública estadual, foi produzido o documento “Proposta Curricular de Santa Catarina”2, com contribuições para o esclarecimento da primeira edição de 1991. A mesma propõe o rompimento com a prática pedagógica que privilegia a memorização e a repetição mecânica, bem como o uso de regras e macetes, concebendo a Matemática sob uma visão histórico crítica, numa tentativa de desvinculá-la da idéia tradicional a tecnicista de compor-se como um saber pronto e acabado ou um conjunto de técnicas e algoritmos. Enfatiza que a matemática deve ser entendida como “ ... um conhecimento vivo, dinâmico que vem sendo historicamente produzido, atendendo as necessidades concretas do homem.”(ESTADO DE SANTA CATARINA, 1998, p.69) Deriva desta concepção a importância de se trabalhar o conteúdo matemático de forma articulada, sem negar as especificidades de cada ramo da matemática, mas priorizando sempre o estudo das relações entre elas, evitando-se a linearidade dos programas e favorecendo ao aluno a percepção do conhecimento como um todo. Além disto, o conhecimento da natureza e dos significados sócio-culturais e científicos das idéias matemáticas “...permite ao professor vislumbrar a função social de cada conteúdo matemático, sendo o mesmo essencial para o professor pensar e produzir a ação pedagógica em sala de aula.” (ESTADO DE SANTA CATARINA, 1998, p.72) Portanto, é inevitável que ao se pensar em melhorias no ensino de Matemática, se esperar mudanças também na atuação do professor de matemática que deve que reconhecer a importância da compreensão do processo de elaboração do conhecimento e levar em consideração o contexto histórico e social do aluno, enfatizando o valor da Matemática como uma ciência que pode contribuir como instrumento de melhoria na 2 ESTADO DE SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação e do Desporto. Coordenadoria Geral de Ensino. Proposta Curricular de Santa Catarina: educação infantil, ensino fundamental e médio. Florianópolis, IOESC, 1998. Anais do VIII ENEM – Relato de Experiência GT 7 - Formação de Professores que Ensinam Matemática 4 qualidade de vida do homem. Ou seja, deve ser mediador entre o conhecimento historicamente produzido e sistematizado e aquele adquirido socialmente pelo aluno através da criação de situações que permitam desenvolver uma postura crítica e reflexiva perante o conhecimento hitoricamente situado dentro e fora da Matemática. Esta função mediadora será desenvolvida pelo por ele a partir do momento em que este adotar uma atitude reflexiva sobre o seu trabalho; atualizar-se permanentemente; e ainda buscar realizar inovações em sala de aula, discutindo com outros professores. Mas discutir mudanças nas ações dos professores implica em repensar de maneira mais profunda a sua formação. A abordagem da questão da formação do professor e sua atividade docente, de acordo com Pérez Gomes (1995, p.96)) pode ser realizada de duas formas distintas: “ o professor como técnico especialista que aplica com rigor as regras que derivam do conhecimento científico e o professor como prático autônomo, como artista que reflecte, que toma decisões e que cria durante a sua própria ação.” O professor, segundo o princípio da racionalidade técnica, direciona sua atividade profissional para a solução de problemas, tentando a aplicação rigorosa de teorias e técnicas científicas, estabelecidas por “conhecedores” do assunto. Nesta perspectiva é inevitável a separação entre a investigação e a prática. O desenvolvimento de competências do professor coloca-se após o conhecimento científico. Primeiro “aprende-se” o conhecimento, depois “aprende-se” as competências e capacidades necessárias para aplicá-lo. Mas, sabemos que os problemas da prática não podem ser reduzidos a problemas instrumentais onde o professor simplesmente escolhe a aplicação de um ou outro meio ou procedimento. O profissional prático não pode tratar as situações sociais como problemas que podem ser resolvidos através da aplicação de regras armazenadas no seu conhecimento técnico-científico ( PÉREZ GÓMES, 1995). Por isto não podemos considerar a atividade do professor unicamente como atividade técnica. É importante que a encaremos como uma atividade reflexiva. O professor, como prático reflexivo, parte de suas próprias práticas para enfrentar problemas da vida escolar e, através da investigação tentará compreender como pode usar o conhecimento científico para resolvê-las, elaborando ou modificando atitudes, experimentando hipóteses, técnicas ou instrumentos de trabalho, recriando estratégias e inventando procedimentos e soluções. Anais do VIII ENEM – Relato de Experiência GT 7 - Formação de Professores que Ensinam Matemática 5 Dessa maneira, o professor assume que não existem respostas prontas para as situações que existem no seu dia-a-dia. Não existe um conhecimento específico que determine a solução correta para cada problema. Isto implica em aceitar que por mais que os cursos de capacitação sejam um momento importante para a aquisição de conhecimento para o professor, ele precisa de um espaço para discutir a sua prática. Por isto o conhecimento que o professor deve adquirir vai além de regras, fatos, procedimentos e teorias estabelecidas pela comunidade científica. É preciso que, enquanto profissional reflexivo, ele construa seu próprio conhecimento profissional. A partir daí desenvolverá sua prática e seus saberes investigando e refletindo sobre as situações-problema da sua sala de aula. A prática e os saberes passam a assumir um papel central na formação do professor. Quando vai ensinar, reflete sobre o que faz, reformula o seu fazer a partir dos seus saberes e planeja novamente o que vai fazer. E neste movimento, aprende. No entanto, é importante que este processo de aprendizagem não aconteça de forma isolada. Fiorentini (2000) coloca que, embora os saberes sejam particulares, relativos e pessoais, já que derivam de experiências, podem ser compartilhados, discutidos, analisados, e ressignificados pelo coletivo dos professores. Da mesma maneira, Contreras (1997) adverte para o fato de que a ação do professor é social e sua reflexão não deve ser só para si. O professor deve ter uma prática comprometida com a sociedade. É importante que tenha uma compreensão crítica do contexto social em se desenvolve a ação educativa, não limitando a ação reflexiva e investigação da prática a problemas pedagógicos originados de ações particulares. Um professor refletindo individualmente sobre si mesmo, sem levar em consideração os contextos em que sua prática está inserida, não conseguirá analisar a influência de fatores externos a sua aula. Ou seja, não faz muito sentido um professor investigar sua própria prática, refletindo a partir dela mesma, pois isto reduziria seu problema, ingenuamente, ao próprio contexto da sala de aula. E assim, nesta perspectiva, foi criado, em 1996 o Grupo de Estudos de Matemática da região de Concórdia – GEM, com a intenção de constituir um espaço de formação que oportunize ao professor encontrar soluções para problemas que inicialmente podem ser individuais, mas a partir de discussões e reflexões da realidade de cada um, tornam-se coletivos. O GEM representa um desafio para cada um de seus membros, na medida em que vão constituindo uma atitude investigativa e crítica em relação a prática pedagógica, bem como aos conhecimentos matemáticos historicamente produzidos. Neste processo a Anais do VIII ENEM – Relato de Experiência GT 7 - Formação de Professores que Ensinam Matemática 6 opção não é por respostas prontas e acabadas, “com receitas milagrosas”, mas, como coloca FIORENTINI e outros (1998), por enfrentar o desafio de juntamente com seus colegas constituir-se como responsável tanto pela produção dos próprios saberes, quanto pelo desenvolvimento curricular da escola. Isto porque acreditamos que é preciso discutir tanto a questão da formação e atuação em sala de aula, quanto da própria profissionalidade numa perspectiva que vá além da idéia de que cada um, individualmente é o único “responsável”. O comprometimento do “aprender a ser professor” deve ser social. Este grupo, que foi constituído a partir do contato entre professores iniciados em um curso de capacitação para discussão da Proposta Curricular, é composto por educadores de Matemática com uma preocupação comum: a Educação M atemática. Ele se reúne mensalmente, por iniciativa e esforço individual de cada componente, com o intuito de mover os objetivos individuais de cada um, em direção a um objetivo coletivo, de modo a gerar ações conjuntas na busca da melhoria da qualidade do ensino de Matemática da região. É apoiado, desde a sua criação, pela Secretaria Estadual de Educação através de sua representação regional (antiga CRE e atual GEREI). As principais ações do GEM, desde sua fundação, são: • Discussão de conteúdos específicos de matemática: muitos conteúdos curriculares de matemática têm gerado polêmica entre os professores, nos mais diferentes aspectos como abordagem, importância e aplicação na atualidade, etc. O GEM tem oportunizado a investigação de diferentes posições de educadores nacionais e estrangeiros sobre alguns deles, permitindo a discussão, aprofundamento e reflexão individual e coletiva. • Discussão e organização de planejamentos coletivos: embora a adoção de um planejamento comum regional seja uma questão um tanto polêmica, os professores têm feito um esforço na tentativa de produzir um planejamento coletivo. O mesmo, em sua prática apresenta dificuldades e diferenças decorrentes das diferenças individuais de cada um. No entanto a tentativa tem sido muito interessante na medida em que tem proporcionado a oportunidade de se refletir coletivamente sobre a ação de planejar, aspecto que consideramos extremamente importante e que muitas vezes é negligenciado pelo professor na organização do seu ensino. • Realização de estudos teórico metodológicos: a preocupação constante dos componentes do grupo com a aprendizagem dos alunos indicou a necessidade que os professores têm de recorrer a estudos teórico-metodológicos relativos ao ensino de Anais do VIII ENEM – Relato de Experiência GT 7 - Formação de Professores que Ensinam Matemática 7 matemática. Sabemos que inúmeras são as tarefas que envolvem o dia-a-dia do professor, fazendo com que as suas prioridades nem sempre estejam relacionadas às suas necessidades. A importância do GEM em relação a este aspecto constituiu-se principalmente na medida em que ao organizarmos um determinado tema para ser estudado, o compromisso passa do individual para o coletivo. Dessa maneira temos conseguido encaminhar estudos sobre vários conteúdos matemáticos (tanto no aspecto teórico, quanto no metodológico) enriquecidos pela contribuição da experiência prática de cada um dos componentes. • Organização das Feiras Regionais de Matemática: a Feira Catarinense de Matemática, que realiza-se há dezenove anos, representa atualmente o evento mais significativa na área de Educação Matemática em nosso estado, reunindo anualmente centenas de alunos e professores da educação Infantil, Ensino Fundamental, Médio e Superior. Por iniciativa do GEM, a região de Concórdia passou a organizar a sua Feira Regional de Matemática, que já está na sexta edição. A mesma representa um passo importante não só na contribuição para a organização da feira estadual, mas também como um espaço para que os professores da nossa região socializem suas experiências e práticas relacionadas à ensino da Matemática • Participação em eventos regionais e nacionais de Educação Matemática: a constituição dos professores de matemática como um grupo oportunizou a sua organização visando a participação em vários eventos: Jornada de Educação Matemática, Encontro Catarinense de Educação Matemática (ECEM), Encontro Nacional de Educação Matemática (ENEM). A grande maioria destes professores nunca tinha participado de nenhum evento desta natureza e temos clareza de que não o fariam de maneira individual, o que nos mostra a importância do GEM para a formação dos seus componentes. Através destas ações, o GEM tem se desenvolvido como um processo coletivo de conquista de autonomia no trabalho de educador, na busca – junto com os pares- da melhoria da qualidade de ensino, bem como do próprio desenvolvimento e formação. Contudo, este trabalho nem sempre tem sido fácil e nem sempre é possível manter um grupo constante. A instabilidade do trabalho docente contribui para isto. Sabe-se que constantemente o professor é colocado diante de situações desconhecidas, não se pode ignorar suas ansiedades e expectativas frente às inovações e a maneira como percebem e vivem suas dificuldades e carências no cotidiano de suas práticas, bem como quais são os seus desejos e aspirações. Da mesma forma sabemos que cada Anais do VIII ENEM – Relato de Experiência GT 7 - Formação de Professores que Ensinam Matemática 8 vez mais aumentam as atribuições do professor que se sente inerte perante as exigências do seu cotidiano. No entanto, ao invés de tomar as dificuldades do dia-a-dia como pretexto para se isolarem individualmente em seus problemas, os educadores do GEM, conscientes de sua responsabilidade para com a Educação Matemática, acreditam na construção coletiva de soluções, apostando na troca de conhecimento como um encaminhamento na busca da melhoria da qualidade do ensino de matemática. Isto porque acreditamos que o professor tem uma função social que vai além do simples “ensinar” conteúdos, como bem coloca Moura (2002): ... a profissão de professor tem uma característica peculiar. O sujeito professor é membro da comunidade e a representa com a incumbência de promover a integração de seus membros de modo que possam adquirir códigos culturais que lhe permitam executar e partilhar tarefas coordenadas pelo conhecimento comum dos sujeitos.(...) E mais, tem um objetivo social de integração dos sujeitos na comunidade, dotandoos de conhecimentos que lhes permitirão tomar parte no conjunto de saberes que constituem a cultura de seu povo. (MORA, 2002, p.144) Palavras-chave: formação, educação REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CONTRERAS, José. (1997). La autonomia del profesorado. Madrid, Morata. ESTADO DE SANTA CATARINA.(1991) Secretaria de Estado da Educação. Coordenadoria de Ensino. Proposta Curricular ; Uma contribuição para a Escola pública do Pré-Escolar, 1o grau, 2o grau e educação de adultos. Florianópolis, IOESC. ESTADO DE SANTA CATARINA.(1995) Secretaria da Educação e do Desporto. Plano de Ação / 1995-1998. Florianópolis, IOESC. ESTADO DE SANTA CATARINA. (1998) Secretaria da Educação e do Desporto. Coordenadoria Geral de Ensino. Proposta Curricular de Santa Catarina: educação infantil, ensino fundamental e médio . Florianópolis, IOESC. FIORENTINI, D.(2000) Quando professores e alunos constituem-se sujeitos do ensinar e aprender matemática. Palestra proferida no I EREM. Ijuí, agosto. Anais do VIII ENEM – Relato de Experiência GT 7 - Formação de Professores que Ensinam Matemática 9 LOPES, Anemari R.L.V. (1997) A educação matemática e a colonização teutobrasileira no oeste de santa catarina: o caso da região de Ipira. Dissertação de Mestrado em Educação Matemática. Rio Claro, UNESP. MOURA, Manoel Oriosvaldo. (2002) A atividade de ensino como ação formadora. In: CASTRO, A. e CARVALHO, A. M.(org).Ensinar a ensinar: didática para a escola fundamental e média. São Paulo: Pioneira Thomson Learning. PÉREZ GÓMEZ, Angel.(1995) O pensamento prático do professor: a formação do professor como profissional reflexivo. In: NÓVOA, António (org.). Os professores e a sua formação. Portugal: Publicações Dom Quixote Ltda.