Notícias dos Cursos Credenciados
Instituto Penido Burnier
O Programa Mais Visão, iniciativa da
Fundação Penido Burnier, entregou 245
óculos para alunos do ensino fundamental de escolas públicas de Campinas em solenidade realizada em 28 de
novembro no anfiteatro do Instituto Dr.
João Penido Burnier.
O programa é uma iniciativa da Fundação Penido Burnier em parceira com
a Prefeitura Municipal de Campinas.
Tem como objetivo combater a evasão
escolar cuja maior causa é a baixa acuidade visual, mediante cuidados médicos e óculos gratuitos. Nos últimos três
anos já beneficiou 34,6 mil crianças.
Conta com o apoio de três indústrias do
setor óptico – Transitions, Tecnol e Instituto Varilux da Visão – responsáveis pela
doação dos óculos.
Durante o projeto, a Transitions distribui às 39 escolas que participaram da
iniciativa CD’s interativos do Olho Virtual, projeto desenvolvido pela Telemedicina da USP (Universidade de São Paulo) com o apoio da empresa. Trata-se de
uma ferramenta pedagógica que possibilita o estudo do olho humano e o treinamento de professores para detectar
problemas na visão nos alunos.
Das 27 mil crianças que participaram
do Mais Visão 2006 e inicialmente foram
avaliadas pelos professores através de
carta de Snellen e software de triagem vi-
sual desenvolvido pela Fundação Penido
Burnier, 3,37 mil foram encaminhadas
para consulta médica, sendo 574 do ensino fundamental e 2,8 mil da pré-escola.
De acordo com o diretor médico do
programa, Leôncio Queiroz Neto, entre
os alunos do ensino fundamental a hipermetropia (dificuldade de enxergar de
perto) respondeu por 39% dos vícios
de refração, seguida de miopia (dificuldade de enxergar de longe) que atingiu
36% das crianças e 25% de astigmatismo (dificuldade de foco por irregularidade da córnea). Ele conta que também
foram diagnosticados 12 casos de doenças congênitas: 4 cataratas, 2 retinopatias
da prematuridade, 3 casos de toxoplasmose e 3 degenerações retinianas com
atrofia do nervo óptico.
Queiroz Neto diz que das 2,8 mil
crianças da pré-escola encaminhadas
para consulta médica, 840 (30%) são
portadoras de diferença importante de
acuidade visual entre os olhos que caracteriza a ambliopia.
O atendimento médico da pré-escola foi iniciado em outubro com um total
de 240 consultas ao mês e vai se estender por doze meses. Os óculos da préescola começam a ser entregues no início do ano letivo de 2007 a cada três
meses. No site do Instituo Penido Burnier
permanece on-line o software de triagem
visual que permite aos pais e professores
realizar avaliação visual nas crianças.
Instituto CEMA publica revista científica
O Instituto CEMA de Oftalmologia e Otorrinolaringologia publicou a
oitava edição de Revicience, revista científica anual destinada a oftalmologistas e otorrinolaringologistas. Com tiragem de 11 mil exemplares, apresenta
estudos de casos e artigos ligados às duas especialidades.
Na parte de oftalmologia, a revista apresenta estudo sobre o tratamento
de infiltrados corneais subepiteliais pós-conjuntivite adenoviral, que mostra
uma melhora da acuidade visual sem aumento da pressão intra-ocular.
Segundo o editor-chefe de oftalmologia, Mauro Goldchmit, “a revista possui
artigos originais e apresenta casos clínicos e revisões temáticas, o que
muito auxilia o oftalmologista”, comenta.
Todo o material é elaborado por profissionais direta ou indiretamente
envolvidos com o Instituto CEMA e revisado pela Comissão de Ensino dos
Cursos de Especialização em Oftalmologia e Otorrinolaringologia da instituição.
Interessados devem entrar em contato com o Instituto pelo telefone (11)
6602-4142 ou através do e-mail [email protected]
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Oftalmologia do ABC vai atuar em Angola
(*) José Ricardo Carvalho Lima Rehder
Depois de sete anos na Amazônia...
José Ricardo Carvalho Lima Rehder
Mapa do país
A Oftalmologia do ABC vai para a África...
A experiência de sete anos na coordenação, juntamente
com Hamélio Sobral Neto, de Brasília, do Projeto Amazônia
Visão 2000 é indescritível.
As ações realizadas pela Equipe de Oftalmologia da
Faculdade de Medicina do ABC com os Ministérios da Marinha e da Saúde resultaram em mais de 30 mil atendimentos, três mil cirurgias e doações de mais de 15 mil óculos
para a população carente da Amazônia Legal.
A satisfação, a alegria e a vontade de retribuição evidenciadas por palavras, gestos e expressões pela melhoria
da qualidade de vida obtida para esta gente simples, mas
sincera, só podem ser mensuradas intimamente por cada
médico da equipe.
Agora, um novo desafio...
Vamos implantar um sistema de saúde ocular e desenvolver um projeto de capacitação de médicos em um país
distante, mas unido a nós por vários vínculos (até fisicamente, há milhões de anos): Angola, na África.
Localizado na região ocidental da África Austral, entre
os paralelos 5 e 18 de latitude sul, o território de Angola
inclui parte dos sistemas hidrográficos do maior rio da África
Ocidental, o Zaire ou Congo (4.000 km) e do maior rio da
África oriental, o Zambue (2.689 km). O seu território é
mais de duas vezes maior do que o da França e o da GrãBretanha, e quase doze vezes maior do que o de Portugal.
Faz fronteira, a Norte e a Nordeste, com a República Democrática do Congo, a leste com a Zâmbia e a Sul com a
Namíbia, sendo banhada a Oeste pelo Oceano Atlântico.
A província mais ao Norte, Cabinda, constitui um enclave separado do resto do território pela República Democrática do Congo.
Com suas principais infra-estruturas econômicas praticamente distraídas ou inoperantes, com um terço de sua já
reduzida população (apenas 12 milhões de habitantes num
território duas vezes maior do que o da Península Ibérica)
deslocada de seus locais de origem, com algumas marcas
mundiais de natureza trágica, Angola não parece ter à primeira vista curriculum muito favorável a apresentar ao mundo.
Fica de fato difícil explicar como que num território que
potencialmente um dos mais ricos do território africano, com
petróleo, diamantes, minerais estratégicos, madeiras, peixe,
terras férteis para culturas de climas temperados e tropicais,
recursos hídricos etc.., cerca de 70% da população viva
abaixo do limiar da pobreza, com rendimentos per capita
incapazes de justificar a simples sobrevivência.
E, no entanto, Angola conseguiu até aqui o que parece ser
essencial, ou seja, conseguiu preservar a independência, manter a integridade territorial, lançar as bases de um Estado Democrático de Direito e conquistar a paz, garantindo a uni-
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dade e a consciência de seu povo em torno de um projeto
nacional, apesar de todas as agressões e de todas as ações
de desestabilização que sofreu nos últimos 30 anos.
Para tal, o país teve que resistir logo em 1975 à
invasão simultânea de dois exércitos, o zairense ao Norte e o sul-africano ao Sul, à ocupação de parte do seu
território pelo exército de Pretória no início dos anos 80
e à desestabilização de longa duração conduzida por
um partido armado, a UNITA, de Jonas Savimbi, diretamente apoiado pelo regime racista da África do Sul e,
até pelo menos o início dos anos 90, por sucessivas
administrações norte-americanas.
Enquanto isso, as autoridades angolanas foram prestando apoio constante aos combatentes da Namíbia que
lutavam pela própria independência, obtida em 1988,
aos militantes sul-africanos que combatiam a apartheid
e pugnavam pela integração racial e democratização
do regime.
Posteriormente impediram, com a intervenção de
seu exército, o colapso da República Democrática do
Congo, vítima de agressões armadas de dois países vizinhos, e contiveram um maior alastramento do chamado
Conflito dos Grandes Lagos, continuando hoje a desempenhar papel estabilizador decisivo em toda região
central e austral da África.
Nesse momento, com o advento da paz, com uma
nova política governamental em nível econômico e vias
de ser frontalmente abençoada pelos grandes organismos
financeiros internacionais para a revisão da Lei Constitucional (consagrando um regime semi-presidencial),
democrático e de economia livre) e ainda com anúncio
de possibilidade de novas eleições já no próximo ano,
Angola entrou finalmente numa fase que seu presidente
já teve oportunidade de caracterizar como a “conquista da paz, consolidação da democracia, estabilização
da economia nacional e devolução da dignidade e da
esperança a todos os angolanos”.
O potencial econômico de Angola é elevado, diversificado e tem merecido especial atenção por parte da
comunidade empresarial, nacional e estrangeira.
Angola dispõe das mais importantes reservas de petróleo, gás natural e diamantes da África, além de outros
valiosos recursos minerais. A costa marítima angolana
estende-se por 1.650 km e nos seus mares habitam importantes espécies piscícolas.
O pais possui imensos solos férteis (estimados em
3,5 milhões de hectares) e seu clima é favorável a uma
grande variedade de culturas tropicais e semi-tropicais.
Os seus numerosos cursos d’água oferecem excelentes
possibilidades de irrigação e conferem-lhe relevante
potencial hidrelétrico, com extensão para a rede energética da África Austral (SADC).
Dotada pela natureza, Angola possui ainda recursos
florestais e cenários eco-ambientais e paisagísticos favoráveis às atividades de turismo. Todos esses argumentos
são suficientemente aliciantes para despertar o interesse de quantos queiram contribuir para seu desenvolvimento sustentado.
Por tudo isso, vamos levar nossa contribuição para o
desenvolvimento de Angola através do trabalho da
equipe de Oftalmologia da Faculdade de medicina do
ABC, que já demonstrou suas qualidades quando superou
todos os obstáculos e desafios na Amazônia e abriu caminhos para que outros possam manter, desenvolver e
melhorar a qualidade de vida dos ribeirinhos e aldeamentos indígenas.
(*) José Ricardo Carvalho Lima Rehder
Chefe e Titular da Disciplina de Oftalmologia
Faculdade de Medicina do ABC
Vista de Luanda, Capital de Angola
Luanda
Outro aspecto da Capital de Angola
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Formatura no Hospital de Base em Brasília
Wenner Passarinho Cella, Ricardo Castanheira de Carvalho, José Rubens
Iglesias, Procópio Miguel dos Santos, Cláudio Chaves, Martha Helena
Pimentel Zapalla Borges, Marcos Ávila e Micheline Borges Lucas
Da esquerda para a direita: Eduardo de Almeida Campos( orador da turma )
Anderson Miguel Brum, Procópio Miguel dos Santos, Cláudio Chaves, Marcos
Ávila, Dra. Fernanda Berlanda Camargo e Dr. Jorge Tarrap Correia de Melo
Em solenidade realizada na sede da Associação Médica
de Brasília, em 13 de dezembro, houve a Formatura dos Alunos do Curso de Especialização e Residência Médica do Serviço de Oftalmologia do Hospital de Base do Distrito Federal
- Turma 2006.
O evento foi presidido por Procópio Miguel dos Santos,
Coordenador do Curso de Especialização em Oftalmologia
credenciado pelo CBO, presidente da Sociedade Brasiliense de
Oftalmologia-SbrO e vice-presidente do XXXIV Congresso Brasileiro de Oftalmologia. Contou com a participação do secretário
adjunto da Secretaria de Saúde, José Rubens Iglesias; do presidente da COREME do Hospital de Base do Distrito Federal, Martha
Helena Pimentel Zappala Borges; do coordenador do CBOBrasília, chefe do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de Goiás e presidente do XXXIV Congresso Brasileiro
de Oftalmologia, Marcos Ávila; do chefe do Serviço de Oftalmologia do HBDF e coordenador da Oftalmologia da Secretaria de
Saúde do Distrito Federal, Ricardo Castanheira de Carvalho; da
coordenadora da Residência Médica pela COREME do HBDF,
Micheline Borges Lucas; e do Paraninfo do Serviço, Wenner
Passarinho Cella, além de outros convidados.
O vice-presidente do CBO, Cláudio Chaves, paraninfo de
honra, proferiu a Aula Magna de Encerramento falando sobre
o tema “Oftalmopatias Tropicais”.
Os formandos, Anderson Miguel Brum, Eduardo de
Almeida Campos (orador da turma), Jorge Tarrap Correia de
Melo e Fernanda Berlanda Camargo, receberam os diplomas
numa recepção organizada por Lucia Maria Neves Oliveira
(CBO/SBrO-Brasilia).
Foram homenageados ainda Francisco Silvino de Brito (in
memorian); Rogério Nóbrega, Mário Santos, preceptores da
Residência Médica em Oftalmologia do HBDF e Angel Cadena
e Sólon Uchoa Lago Netto, ambos colaboradores voluntários
e ex-residentes do HBDF.
É com grande satisfação que anunciamos o XXX Simpósio de Oftalmologia da UNIFESP-SOU SIMASP
2007, a ser realizado no período de 1 a 3 de março de 2007 no Maksoud Hotel em São Paulo.
Com o Tema Terapêutica Ocular Clínica e Cirúrgica: Clássica, Experimental e Alternativa, você será capaz de aprender como integrar os mais recentes
avanços terapêuticos na sua pratica diária, a partir das palestras, discussões de casos, cursos e simpósios que serão apresentados.
A Comissão Científica vem trabalhando para que o programa científico do SOU-SIMASP seja composto por uma programação científica diversificada e atualizada.
Além de toda experiência científica, estamos reservando momentos para as atividades sociais para que haja tempo de reencontrar velhos e fazer novos amigos.
A Comissão Organizadora está se empenhando para fazer do evento um momento de aprendizado, comemorações e memórias, bem como de novas
propostas e de lançar um olhar para o futuro.
Venha e Participe!
Cristina Muccioli
Presidente SOU-SIMASP
MARQUE NA SUA AGENDA E JUNTE-SE A NÓS NO SOU 2007!
Inscreva-se até dia 10/12 e aproveite os descontos!
• Submissão de Trabalhos até o dia 22 de janeiro de 2007
• A Mello Faro Turismo, agência de viagens oficial para o evento, oferece a hospedagem em São Paulo em condições e preços especiais! Tarifa especial para
residentes no Maksoud Plaza Hotel!
• Estamos inaugurando uma nova era aonde o aprimoramento constante do corpo docente é fundamental na formação dos novos especialistas. Participe do
Curso para Coordenadores de Cursos de Especialização em Oftalmologia e Supervisores de Programas de Residência.
Tudo feito online, de forma rápida e segura: www.simposiounifesp.com.br
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