Curso/Oficina
Quero
Ser
Empreendedor
Prof. Marcelo Möass
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Curso/Oficina: Quero Ser Empreendedor
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Em edição especialmente preparada para a Semana Global do Empreendedorismo 2012
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Curso/Oficina: Quero Ser Empreendedor
Unidade 1
3
O Empreendedor e o Empreendedorismo
Se você perguntar nas ruas o que as pessoas pensam a respeito do Empreendedor, a maioria,
certamente, dirá que é um empresário ou que é alguém que trabalha por conta própria. Em parte,
é algo certo, mas que não corresponde à realidade.
No Brasil, em particular, as pessoas acreditam que empreendedor e empresário são a mesma coisa
e, infelizmente, a maioria tem uma visão ruim a respeito dos empresários: pensam que todo
empresário é mau caráter, explorador, vingativo e que adora maltratar os empregados.
Sei que esta imagem é real em parte, mas sei também que muita gente quer ganhar dinheiro, ter
uma série de direitos, mas não quer trabalhar para isso; ganhar dinheiro sem trabalhar, até onde eu
saiba, é impossível.
Por outro lado, muitos aspirantes a empreendedor, tem horror ao chefe ou patrão e possuem,
como principal motivação para empreender, o fato de “Ficar livre do patrão” ou “Despedir o
patrão” ou “Dar um fora no patrão”.
Se você pensa ou já pensou nisso, peço que reconsidere este ponto de vista pois, quando você se
tornar patrão (ou patroa), terá uma ideia mais clara sobre isso. Mesmo que você não goste dos
seus chefes (seja qual for o motivo), ainda assim faça o seu trabalho corretamente, até que possa
dizer adeus.
Por que isso ocorre?
Não posso afirmar com plena certeza, mas creio que o passado com mais de 300 anos de
escravidão no Brasil, associado à longa influência católica, que valoriza o sofrimento, tornaram o
Brasil um país de “coitados”, no qual as pessoas sempre esperam que alguém, principalmente os
governos, façam alguma coisa por elas.
A onda de bolsas, cheques, auxílios, cartões e semelhantes que são distribuídos Brasil afora, só
reforça esta impressão. Em vez de somente dar dinheiro, o governo deveria criar condições para
que cada um ganhe seu próprio sustento, em vez de esperar esmolas e migalhas. Bem, os motivos
para isso, já sabemos quais são; a cada dois anos temos eleições não é mesmo?
Por esta razão, muita gente acaba perdendo o emprego, vive de bicos, mas nem sempre entende
que existem outras possibilidades além de ser empregado. Usar as próprias habilidades em um
negócio produtivo é, mais do que nunca, acessível a um número cada vez maior de pessoas.
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Por isso, faço a advertência que empreender é criar uma possibilidade de trabalho como qualquer
outra, ou seja, você TEM que trabalhar. Não basta abrir um negócio, você terá que se dedicar a ele,
se quiser colher resultados.
Com o aprendizado e as várias opções de apoio, seja do Sebrae, Universidades, livros, cursos,
incubadoras de negócios e vários outros, todos nós podemos gerar dinheiro a partir de um
trabalho sério e organizado, com o devido planejamento e preparo.
Quem quer ser empreendedor?
Duas qualidades que considero básicas, são as de possuir capacidade de automotivação, de gerar a
própria condição de estar com motivos para agir e criar as próprias oportunidades de negócios.
Como sempre digo aos meus alunos, estamos numa época em que é preciso ensinar os estudantes
a buscar empregabilidade, seja num emprego ou em qualquer outro arranjo produtivo, que pode
ser cooperativa, atividade autônoma ou mesmo uma empresa. O emprego pode ser opção, não a
única saída.
Como o nosso país tem uma política educacional que remonta ao pós-guerra, ainda insiste em
doutrinar os estudantes para o mundo do emprego, em vez de criar habilidades para a vida. Como
não há empregos de qualidade para todos, vive-se esta crise há muitos anos.
Aqueles que aprenderam a desenvolver o pensamento empreendedor, por outro lado, tem opções
variadas para aplicar o talento e ganhar dinheiro, além de qualidade de vida.
Como funciona o fenômeno do empreendedorismo?
É um fato curioso que a humanidade passe por ciclos periódicos que se repetem continuamente.
Até a época da Revolução Industrial, as pessoas trabalhavam em casa ou próximo a ela; muitos,
inclusive, tinham um comércio na parte de baixo e a moradia em cima da loja. As pessoas
produziam muito do que precisavam ou trocavam entre si.
Com a Revolução Industrial, o artesão virou operário e muitas pessoas mudaram para as cidades
em busca de emprego nas fábricas; a situação perdurou até a Segunda Guerra Mundial.
Após a Guerra, começou a cultura de massas, ou seja, eu já não vou ao mercado da esquina, mas
aos supermercados; minhas roupas já não são feitas pela costureira da família, mas são compradas
prontas, por exemplo. Este modelo seduziu milhões de pessoas, inchou as cidades e fez crescer os
males do estresse, que vemos persistir até hoje.
Ultimamente, com os avanços da tecnologia e do trabalho remoto, parece que retornamos ao
período antes da Revolução Industrial, com muitos investindo em negócios dentro de casa ou bem
próximos a ela. Ou seja, nunca estivemos tão perto de conjugar trabalho, renda e qualidade de
vida.
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Por esta razão, é que o fenômeno do empreendedorismo floresceu principalmente nas duas
últimas décadas. Além disso, poderia citar mais algumas razões:
- as pessoas estão saturadas de estruturas empresariais que não avançaram na mesma velocidade
que a sociedade; muitas, encontram-se paradas no tempo, inchadas e pouco atentas aos
movimentos do mercado;
- as cidades estão com o trânsito cada vez mais congestionado e com maiores custos para moradia
e transporte;
- algumas pessoas perdem seus empregos e não conseguem recolocação no mercado, optando
por abrir um negócio;
- outras pessoas, já sabem que não querem trabalhar como assalariados e, desde cedo, interessamse pelo empreendedorismo;
- vários incentivos governamentais e simplificação nos processos de abertura e operação de
empresas, permitem que uma parcela maior legalize seus negócios.
Será que posso ser empreendedor?
Sempre digo que o empreendedorismo é para todas as pessoas, mas nem todas as pessoas se dão
bem como empreendedoras. Entre as habilidades que você precisa ter, ou adquirir estão:
Atitude – um empreendedor jamais espera que as coisas aconteçam ou que as pessoas precisem
dele. Cabe a você buscar oportunidades, desenvolver seu negócio e ser excelente no que você faz.
Não pode esperar que alguém lhe diga o que fazer e como fazer, uma vez que você não tem
patrão.
Hábito do Planejamento – é verdade que muitos negócios iniciam e tem sucesso (talvez relativo),
sem qualquer tipo de planejamento. Mas, ao colocar no papel os objetivos e como chegar até eles,
o empreendedor tem, ao menos, um “mapa do tesouro”. Estamos em novembro/2012 e o meu
planejamento de 2013 já está todo pronto, por exemplo. Você deve fazer o mesmo.
Flexibilidade – embora criando planos e colocando objetivos e metas no papel, nós não podemos
controlar todo o ambiente de negócios. Nessas horas, para decidir o que fazer, também é
necessário mudar de opinião ou de ação se necessário.
Poder de Síntese e Decisão – depois que li um livro sobre o rei Salomão, percebi que um dos seus
conselhos é muito válido para os empreendedores: “Os planos se realizam quando há muitos
conselheiros”. Hoje, com a possibilidade de buscar de tudo, dentro e fora da internet, os conselhos
obtidos são os mais incríveis. Cabe a você buscá-los, sintetizar o que é necessário e decidir, com
ponderação, mas rapidamente.
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Bem, poderia citar várias outras questões, mas vejo que estas são as mais importantes e, lembre-se,
você não tem mais chefe para mandar ou dirigir as suas ações. Por isso, precisa ter plena certeza
do que você quer e das decisões necessárias para chegar aos seus objetivos.
Porém, um conselho permanece mais do que válido: “Faça o que você gosta, não o que pode dar
dinheiro”.
Já tentei uma vez entrar no mercado imobiliário, porque disseram que era bom e “dava dinheiro”.
Bem, o resultado? Foi o período no qual eu menos ganhei dinheiro, além de não ter gostado da
atividade. Se isto serve de exemplo para você, não siga o mesmo caminho...
Plano de Ação
Esse é um momento de colocar no papel os seus planos, como se fosse um mapa. Pondere
bastante, solicite conselhos, pesquise, interaja com outros membros do curso e com o tutor.
Muitos dizem que é perda de tempo, mas o que você investe aqui, deixa de perder lá na frente, ok.
- Em que setor de negócio eu gostaria de trabalhar? Agricultura e Pecuária, Indústria, Comércio ou
Serviço?
- Qual o negócio em particular? (você pode escolher quantos quiser)
- Qual o público-alvo deste(s) negócio(s)?
- Posso contar com conselheiros? Quem? Por quanto tempo?
- Preciso de sócios? Quem seriam estas pessoas?
- De quanto capital (dinheiro e recursos) preciso?
- É possível financiar parte deste capital? E se tiver sócios?
- Qual a estrutura básica do negócio?
- Eu preciso aprender mais alguma coisa antes de iniciar? Onde posso obter estas informações?
- É necessário ter algum tipo de licença especial?
- Se não tiver o capital necessário (dinheiro e recursos), posso aplicar um Plano B?
- O que mais é necessário antes de iniciar o meu negócio?
Faça uma reflexão sobre estas anotações, converse com outras pessoas, se você tiver sócios, façam
o exercício juntos e pondere bem sobre todos estes assuntos. Sem pressa, mas sem demorar muito
a decidir. Lembre de um antigo ditado popular:
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“Quem acorda cedo,
bebe água limpa”.
Sugestões de Leitura
Pai Rico, Pai Pobre (seleção)
Autor: Robert T. Kyosaki
Editora Campus
Quem Pensa Enriquece
Autor: Napoleon Hill
Editora Fundamento
Salomão, o homem mais rico que já existiu
Autor : T. Scott
Editora Sextante
Os Segredos da Mente Milionária
Autor: T. Harv Eker
Editora Sextante
Links Recomendados
Clube de Oportunidades
Escola Freelancer
Portal do Empreendedor
Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio a Empresa
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Unidade 2
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Habilidades do Empreendedor
Na primeira unidade, o objetivo foi o de colocar você em contato com algumas reflexões sobre o
que é ser empreendedor, sobre o mundo dos negócios e de algumas perguntas que você deve se
fazer antes de dar este importante passo.
Porém, por melhor que seja o seu plano de negócio, por mais conhecimento que você tenha
acumulado antes de iniciar a sua atividade, lembre que todo tipo de negócio, mesmo os que
abordam tecnologia, são SEMPRE feitos por pessoas e para pessoas.
Quero frisar bastante este assunto, pois muita gente esquece que todo empreendedor, todo
colaborador é, antes de tudo, um ser humano. Não acredito que existam bons empresários, que
não sejam boas pessoas e vice-versa.
As deficiências e qualidades que todos nós temos, serão transportadas para o negócio, por mais
simples que ele seja. Daí, antes de avançar no sentido de criar uma ótima empresa, você deve
investir, primeiro, em criar uma ótima pessoa, que construirá um empreendedor de sucesso.
Você não precisa ficar anos trabalhando em terapia e tratamentos, até porque o processo pode
andar junto com o planejamento e a elaboração da empresa. Mas, o aperfeiçoamento pessoal deve
ser constante. Leve isso em conta!
Habilidades Básicas
São aquelas voltadas diretamente ao empreendedor, ou seja, a pessoa que conduzirá os negócios
e, se possível, extrairá deles os seus objetivos. Acredito que seja muito importante que você
selecione um negócio, não apenas pela possibilidade de trazer dinheiro mas, principalmente,
porque será algo que lhe fará bem.
Como já disse, JAMAIS inicie um negócio somente por dinheiro porque, tenha certeza, o que
menos você ganhará, será, dinheiro. Lógico que não dá para fazer algo por paixão, sem que tenha
resultados, mas o foco é juntar amor com recompensa.
Para entender melhor isso, sugiro que você faça um plano de vida e carreira. O que é isso?
Plano de Vida consiste em analisar como você está em várias áreas e dar notas de 1 a 10, sendo 1 o
nível mais baixo, mais carente e 10 o máximo, o melhor. Exemplo: você está com o aspecto
emocional em 6, físico 4 e intelectual, 9.
Com esta avaliação você poderá saber o que você já tem de bom (os seus pontos fortes) e as
deficiências, o que você pode melhorar. Sugiro que você faça esta avaliação e depois pergunte a
alguém que você confia, se esta pessoa avalia você da mesma forma.
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Muitas vezes temos uma imagem pessoal que não corresponde a como os outros nos veem e esse
exercício ajuda a chegar a um acordo sobre a avaliação em cada item. Os que estão bem e aqueles
que precisam de uma grande melhora.
Já o Plano de Carreira é voltado para determinar um desenho para a sua carreira pessoal, que
muitas vezes é confundida com um trabalho ou ocupação. Você deve desenhar que tipo de carreira
você quer ter.
Muitas pessoas, por exemplo, pretendem abrir um negócio, torná-lo forte e com marca
reconhecida e, depois, vender e partir para outro negócio. Se esta for a sua opção, o negócio
criado é parte de uma carreira, o que é bem maior.
A tabela abaixo mostra um exemplo de Plano de Vida e serve para você marcar em que nível se
encontra hoje. Tenha como meta, não necessariamente a nota 10, mas o crescimento constante e
sustentado, nas áreas em que precisa melhorar.
Áreas da Vida
Relações de Amizade
Relações Afetivas
Espiritualidade
Família
Saúde Física
Saúde Mental
Saúde Emocional
Bens Materiais
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
3
3
3
3
4
4
4
4
4
4
4
4
Notas Pessoais
5
6
5
6
5
6
5
6
5
6
5
6
5
6
5
6
7
7
7
7
7
7
7
7
8
8
8
8
8
8
8
8
9
9
9
9
9
9
9
9
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Plano de Carreira
Que tipo de habilidade ou conhecimento eu tenho que me considero um especialista (mesmo que
seja jovem)? O que eu sei fazer, amo fazer, que pode ser meu maior trunfo na vida?
A sua carreira gira em torno destas perguntas e muitas outras:
- Como eu me vejo no mundo do trabalho daqui a 1 ano?
- E daqui a 3 anos?
- E daqui a 5 anos?
Com essas reflexões, você pode avaliar se apenas gosta de uma atividade, como um hobby, por
exemplo, ou se pode torná-la parte da sua carreira ou o centro dela. Se possível, conte com a ajuda
de outras pessoas para esta reflexão.
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Habilidades Específicas
Conforme o negócio que você já tenha ou que pense em criar, sempre será necessário aprender
mais sobre ele. As habilidades específicas, são aquelas voltadas diretamente ao negócio que você
faz.
Por exemplo, quem é estilista, precisa ficar por dentro das tendências da moda, sobre novos
materiais, sobre métodos de produção, controle de qualidade, cores e muito mais. Com tanto
dinamismo no mundo dos negócios, já não é possível ficar parado no tempo.
O meu principal negócio (Turismo e Hospitalidade), também está sempre com novidades e nós
precisamos participar de congressos, feiras, treinamentos, se quisermos continuar jogando neste
mercado.
Estes, são alguns exemplos de habilidades específicas que podem (e devem) ser desenvolvidas ao
longo do exercício profissional, pois formam o conteúdo referente ao negócio que você
desenvolve, seja ele qual for.
Por outro lado, muitas pessoas tem um medo mortal de crescer, pois seria necessário contratar
mais pessoas e, com isso, muitos tem medo de receber na equipe uma pessoa que saiba mais que
ela. Ora, lembre que ninguém é insubstituível...
Além disso, vários empresários bem sucedidos recomendam que você sempre contrate as
melhores pessoas que você tiver condição.
Cercar-se de pessoas capazes e inspiradas,
terá o efeito de “obrigar” você a ser melhor.
Reflita sobre isso.
Quando você se cerca de pessoas medíocres ou piores que você, estará nivelando seu negócio por
baixo. Como você acha que será possível ter sucesso desta forma???????
Uma pessoa que vai para um encontro amoroso, normalmente se enfeita, prepara um discurso,
pensa em impressionar. Por que, então, quando você precisa encantar e atender ao seu cliente,
você deve ser menos, escolher o mais ou menos?
Se você quer resultados excelentes, faça investimentos excelentes, na qualidade dos seus produtos,
no treinamento da sua equipe, no programa de marketing, no planejamento da empresa e, claro,
seja uma pessoa excelente.
Isso é básico mas, infelizmente, nem todos levam a sério. Faça diferente, por favor!
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Habilidades de Gestão
Uma pessoa bem preparada, com conhecimentos atualizados e pertinentes sobre o negócio, terá
como próxima tarefa, organizar a parte mais “odiada” pela maioria dos empreendedores, que é a
gestão.
Por que? Pois as pessoas não se deram conta de que, tão importante quanto ter bons produtos e
vendê-los, é ter uma estrutura administrativa eficiente e devidamente focada na produtividade.
Contabilidade, Contas a Pagar, Contas a Receber, Admissões e Rotinas de Pessoal, Marketing,
Rotinas de Vendas, Logística e vários outros, são assuntos pertinentes a todo e qualquer tipo de
negócio.
Porém, de nada adianta você ter uma produção ótima, sem organização ou controles para fazer
com que tudo dê certo e você possa extrair o máximo do negócio. E aqui vale o mesmo conceito
do planejamento, ou seja, o tempo investido em organização, é economizado depois.
Um exemplo simples:
- Como estão organizadas as pastas do seu computador?
- É fácil encontrar um arquivo que você deseja?
- E se o computador “der pau”? Você tem cópias dos arquivos? Onde?
Imagine então, quando o negócio cresce e o volume de papéis, arquivos e planilhas cresce junto?
Há algum método para ganhar tempo? Ser mais produtivo?
Você paga as contas da empresa em dia ou está sempre atrasado, pagando juros sem
necessidade? Se você tem funcionários, o 13º salário é pago em dia? É tranquilo ou sempre
desfalca o seu caixa?
Você consegue tirar férias com simplicidade? Ah, você não sabe o que são férias, porque sem você
a empresa não anda? Você não confia em ninguém para ficar no seu lugar?
Bem, várias destas sentenças já foram ouvidas por mim e muitas delas são crenças de empresários
por aí. Como muitas das pessoas que vieram colonizar o Brasil, vinham de situação de pobreza
extrema, ainda hoje parece que isso ficou enraizado.
Pergunte ao dono da padaria, por exemplo, quantas vezes ele tirou férias nos últimos 5 anos.
Tenho quase certeza que a maioria responderá: Nunca.
Absurdo? Não. Simplesmente, o modelo antigo de negócios; em vez de criar uma empresa,
acabava criando uma prisão para o seu dono.
Além disso, a ideia ultrapassada de que o “dono é que engorda o boi”, torna as pessoas
centralizadoras e autoritárias. Mas imagine, se o dono da padaria ficar doente ou sofrer um
acidente, quem é que vai engordar o boi? Como fica a empresa em um caso destes?
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Curso/Oficina: Quero Ser Empreendedor
Não precisa bater na madeira, pois eu não quero deixar você com medo, rsrs. Mas sabemos que
muita coisa está fora do nosso controle. Em caso de emergência, quem toca a sua empresa?
Como? E a sua família poderia dar continuidade?
Quando existe gestão num negócio, o empresário pode tirar férias, viajar a lazer, ter finais de
semana para curtir com amigos e familiares, ausentar-se do negócio temporariamente, sem que
qualquer destas ações desequilibre a empresa.
É claro que quando o empresário está perto, a sua visão e empenho farão com que tudo funcione
mais adequadamente. Porém, mais do que apenas ganhar dinheiro, um negócio próprio deve ser
fonte de satisfação.
Do contrário, para ser somente um “escravo”, melhor trabalhar para os outros, concorda?
Plano de Ação
Analise os exercícios de Plano de Vida e de Carreira e quais habilidades e qualificações você já
possui em relação às Habilidades Específicas. Verifique o que mais você precisa aprender, conhecer
e associar-se, ou não, a outras pessoas.
Sugestão de Leitura
Desenhando Negócios
Editora Campus
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MBA 60 segundos
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Unidade 3
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Organização e Funções Empresariais
A maioria das pessoas que iniciam um negócio, seja ele formal ou informal, sempre tem uma
grande dificuldade em entender que possuir uma empresa (ou negócio, como queira), é bem mais
do que apenas dar o pontapé inicial. Como vimos na unidade 1, não basta abrir o negócio, ficar à
toa e achar que ele se conduzirá sozinho.
Além de ter a necessidade de buscar condições para tornar o negócio lucrativo, é preciso organizar
departamentos, setores, cargos, tarefas, fluxos de trabalho e muito mais que se pode agir para
tornar a atividade mais lucrativa e prazerosa. Como eu sempre ressalto, mais do que ganhar
dinheiro, o seu negócio TEM que dar prazer a você. Como fazer isso?
Trabalhe de forma organizada e objetiva desde o início.
Parece algo muito complexo ou difícil de fazer? Quem sabe para organizar a empresa e pensar nas
atividades operacionais você esteja achando que é necessário fazer grandes estudos ou uma
equipe imensa? Nada disso.
Dizem que quando algo começa mal, termina mal. Que tal mudarmos este pensamento para:
“Quando algo começa bem, anda bem”
É só o caso de o projeto estar no "sangue", que assim ele anda sozinho. É como acordar de manhã,
o que todos nós fazemos de forma automática. Alguns fazem uma oração, outros espreguiçam,
outros correm para o banheiro... Ninguém acorda e fica pensando sobre o que fazer, não é
mesmo? Você já acorda e cumpre a sua rotina normal.
Com relação a uma atividade empreendedora organizada ocorre o mesmo, ou seja, em caso de
você ter que se ausentar por qualquer motivo, ainda assim a empresa continua produzindo e
caminhando sozinha.
Organização
Dentre as muitas funções que desenvolvemos na rotina empresarial, é básico pensar em
planejamento, que é indispensável em qualquer época. A seguir, você precisa dividir tarefas,
setores, atividades, funções de cada colaborador, para que seu negócio flua adequadamente.
Organizar é dividir uma tarefa ou atividade em funções, para um melhor desempenho.
Para esclarecer, veja como é sua vida pessoal:
- Você sabe onde se encontram os endereços dos seus amigos, telefones e endereços de e-mail?
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- Como são organizadas as suas contas?
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- Você sempre consegue achar o que procura?
- Como é o seu quarto?
- E os arquivos do computador?
Lógico que em alguns momentos nós vivemos numa bagunça organizada, onde nos encontramos.
Porém, é necessário que estes momentos não sejam rotina, mas apenas eventuais. É muito comum
que as pessoas fiquem pensando em mudanças, mas nada façam para tornar isso real.
Outras Funções Empresariais
Direção – coordenar e liderar pessoas em função de um objetivo comum, o objetivo da empresa.
Coordenação – tornar o todo e as partes algo importante e útil para a empresa.
Controle – usar meios e mecanismos para tornar o produto efetivo e mais eficiente para todos,
além de possuir mecanismos para controle de qualidade.
Sistemas e Subsistemas
Toda empresa é composta por sistemas internos, que variam conforme a estrutura e organização
de cada uma. Os sistemas empresariais existem em todas as empresas, mas a forma como eles
atuam, será variada.
A empresa é um Sistema, ou seja, um TODO, composto por partes integrantes e que interagem. O
corpo humano, por exemplo, é um sistema completo, composto por subsistemas como o digestivo,
circulatório e nervoso.
O sistema “empresa”, é composto por:
= Subsistemas Principais – produção de produtos e serviços, marketing e vendas
= Subsistemas Complementares (Gestão Empresarial) – contabilidade, gestão financeira, recursos
humanos
= Subsistemas de Apoio – informática, jurídico, consultoria
Ao estruturar o seu negócio, você precisa entender como tornar os sistemas mais eficientes e
dedicar mais tempo e esforço a aqueles que TRAZEM DINHEIRO para você, ou seja, aqueles que
geram produção.
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Com isso, não quero dizer que organizar a sala não seja importante, mas o fato de que esta
atividade não traz dinheiro. Em vez disso, criar uma promoção diferenciada ou contatar mais
clientes por dia, são as ações de geram resultados, mesmo que não seja de forma imediata.
Como visto acima, há uma enorme importância em todos os sistemas, porém, a produção de
produtos/serviços e comercialização são os que trazem resultado, tendo apoio nos outros, que são
atividades meio.
E entenda que se o negócio cresce você ganha mais dinheiro, é possível pagar um funcionário para
arrumar a sala ou terceirizar este serviço. Porém, a produção e o conhecimento dos seus
produtos/serviços, tem que ser acompanhados de perto. Por você.
5 S como processo de apoio
Os japoneses são conhecidos pela organização e enorme disciplina para realizar, até mesmo, as
tarefas rotineiras. Com base nesta experiência, foi criado o sistema 5 S que utiliza cinco sensos,
para tornar o ambiente de trabalho mais organizado e agradável.
Mesmo as pequenas empresas podem aplicar facilmente este sistema, torná-lo base da gestão e
concentrar-se nas tarefas de produção e vendas que, lembrando, são as que trazem lucro.
Veja:
* Seiri (organizar) – separar o que é útil do inútil e deixar o ambiente mais voltado à
produtividade. O que é inútil deve ser reciclado, doado, jogado fora, trocado.
* Seiton (ordenar) – colocar as coisas nos lugares certos, com disposição correta, propiciando boa
circulação de pessoas, máquinas, equipamentos e produtos/serviços. A luz solar e ventilação
adequada, devem ser previstas em qualquer instalação produtiva.
* Seiso (limpar) – identificar e eliminar causas de sujeira e destinação adequado ao lixo. Evitar
coisas entulhadas, em cantos ou sem utilidade, neste caso, aplicar o primeiro senso, Seiri.
* Seiketsu (padronizar) – manter a organização, arrumação e limpeza contínua e constantemente;
criar um processo efetivo para tornar eficientes os recursos de produção e com forte qualidade.
* Shitsuke (disciplinar) – ter, cumprir as normas e os deveres é uma forma de respeito ao próximo
(empatia), ser educado sob todos os pontos de vista. O dono do empresa, o líder, SEMPRE deve
dar exemplo.
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Plano de Ação
Coloque as suas coisas em ordem, num dia de menor movimento ou feriado. Aproveite os espaços
de tempo “ocioso” para organizar pessoal e profissionalmente as suas coisas.
Links Úteis
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Unidade 4
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Marketing, Comunicação e Vendas
Vender é fundamental!
Uma questão comum a muitos empreendedores, é que ainda existe uma ideia bem sedimentada
em nosso inconsciente coletivo de que Vender é algo para quem não possui estudo ou é para
pessoas de pouco caráter.
É verdade que você encontrará vendedores com pouco estudo e/ou sem qualquer escrúpulo e,
talvez, até já tenha sido vítima de algum deles. Como em qualquer área, Vendas é um segmento
que agrega todo o tipo de pessoas.
Se você já é, ou pretende ser empreendedor(a), tenho o dever de lhe informar que algo
fundamental será entender e saber vender o seu negócio. Se você não tiver paixão, emoção e
comprometimento com o que é seu, como levará outras pessoas a acreditar no que você faz?
Até é possível que você tenha uma ótima ideia mas, se não houver investimento para torná-la real
e criar produtos ou serviços úteis, de nada adiantará toda a sua empolgação. Vender a sua ideia é
o que fará o negócio ser real.
Quem pode vender?
Qualquer pessoa pode aprender algumas técnicas para comunicar e vender produtos ou serviços.
Alguns, tem mais afinidade com esta ação, outros menos; mas todos podem aprender a apresentar
seus negócios de forma adequada.
Imagine que você deteste mato, animais selvagens, andar demais, sol quente, chuva nas costas...
Bem, o turismo ecológico e de aventura está crescendo no Brasil mas, abrir uma agência de
ecoturismo, seria pouco adequado a você, entende?
Como conseguir pessoas para trabalhar com você? Como conquistar clientes? De que forma
apresentar o seu negócio? Sem afinidade, é pouco provável que dê algum resultado. Já vimos que
não se deve trabalhar apenas por dinheiro e este outro fato comprova mais ainda isso.
Eu também sempre tive uma opinião errada a respeito de vendas e, a cada dia, percebo que é mais
simples vender, quando você se comunica bem. Ao se relacionar, aparecer, ter presença nas redes
sociais, criar vídeos, distribuir panfletos, participar de eventos, você está contribuindo para
construir o seu “capital social”, algo que sempre gera vendas.
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Composição das Vendas
Considero que todo negócio deve concentrar seus esforços de vendas em 3 categorias:
Vendas básicas – são aquelas da rotina, que pagam as contas do negócio. Se sobrar algum, ótimo.
Vendas regulares – consiste em se fazer contratos com pessoas físicas ou jurídicas a fim de lhes
fornecer produtos ou serviços por determinado tempo. São estas vendas que, de fato, geram lucro
e crescimento.
Vendas complementares – ocorrem esporadicamente, mas podem render uma ótima
remuneração, desde que você não abandone ou cause problemas ao seu negócio principal. É a
renda que você não conta obter todo mês, mas que sempre é muito bem vinda.
Como exemplo, uma pastelaria tem como vendas regulares as saídas no balcão, aos clientes fieis e
aos passantes; vendas regulares, através de um serviço de entrega especial que fornece às
empresas próximas, pastel quentinho acompanhado de caldo de cana; as vendas complementares,
são os serviços para festas, onde criam um serviço de “barraca de pastel de feira”.
Podemos citar uma artesã que fabrica cosméticos artesanais. Vendas regulares atendem aos
clientes que já possui e alguns novos também; vendas regulares são conseguidas através de cursos
de artesanato que duram entre 2 e 5 meses; vendas complementares são aquelas derivadas de
encomendas para cosméticos diferenciados que são fornecidos como lembranças para festas.
Aumente o seu capital social
Vejo muita gente tentando alcançar novos clientes, mas que nem dá a devida atenção a quem está
perto. Eu soube desta lição bem cedo, pois meu primeiro chefe ensinou que devemos sempre fazer
contato, primeiro, com quem é próximo de nós – amigos, familiares, vizinhos, clientes atuais (se
tiver).
Imagine eu conversando com um parente e ele comentando sobre a última viagem que fez e que
adorou. Eu poderia dizer: “Ué, por que você não viajou comigo?”. A resposta seria mais ou menos
assim: “Ué, eu não sabia que você trabalhava como viagens...”
Percebeu a lógica? Para que “caçar” novos clientes, se você pode ter vários bem próximos a você e
com menos esforço. Ah, e tire da sua cabeça este conceito de que parente não presta. Certamente,
você terá muitos parentes que podem ser bons clientes; só não pode misturar as coisas e trabalhar
de graça; afinal de contas, este é o seu trabalho.
As próprias redes sociais servem para aumentar o capital social, mas é preciso saber quais usar e
como usar, uma vez que todas elas tem ferramentas úteis para qualquer tipo de empreendimento.
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Comece de onde está
Nunca espere estar tudo 100% para começar O basicão é você saber muito bem sobre o que é o
seu produto ou serviço (que saiba vender a ideia), tenha uma estratégia definida e um objetivo
claro para o produto e para a empresa. Com estes elementos, você já pode começar a vender e ir
aprimorando aos poucos.
Ter um site é bom? Ótimo e necessário.
Estar no Face ou no Twitter? Também importante, se você souber como e por que.
Abrir uma loja digital? Fantástico, vender pela internet é uma realidade.
Mas você só conseguirá tudo isso, se começar pelo basicão, entende? Você pode pensar alto, ter
ótimos planos, mas TEM que manter uma estrutura sólida, senão, logo, logo desmorona.
Vivemos tempos incertos, mudanças constantes e uma dinâmica bem maior que nos anos 1970,
por exemplo. Naquela época, as pessoas almejavam ter um emprego e se aposentar na mesma
empresa; quem tinha um negócio, já sabia até onde poderia chegar.
Hoje, além de ser pouco provável alguém se aposentar no primeiro emprego, quem abre um
negócio tem apenas o céu como limite pois, a sua empresa pode ser, realmente, global. Se por um
lado, vivemos a incerteza, por outro, estamos mais livres que nunca, para fazer diferença naquilo
que desejarmos.
É possível abrir qualquer tipo de negócio, desde que você saiba exatamente o que e os demais
itens. Quem abrir uma empresa com maiores recursos, já tem a oportunidade de contratar uma
equipe inicial que pode fazer diferença nos negócios e na sua vida.
Plano de Ação
A esta altura, você já deve ter começado a criar o seu plano de negócios. Faça alguns exercícios,
pensando em como desenvolver estas três categorias de vendas para o seu negócio. Se tiver
sócio(s), façam o exercício em conjunto.
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Unidade 5
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Estrutura e Organização do Negócio
Agora que chegamos ao fim das principais atividades, você está pront@ para criar o tão falado
Plano de Negócios (PN). Certo? Depende...
É fundamental compreender as etapas anteriores e ter feito exercícios para dar início à elaboração
formal de um Plano de Negócios (PN). Mais do que um conjunto de textos bonitos ou bem
elaborados, o seu PN precisa ser simples para ser entendido e prático, para ser colocado em
movimento.
Não basta ter a ideia e vontade de fazer alguma coisa; você precisa ter certeza do que quer e agir
para atingir seus objetivos. Um PN deve ser vivo, para ser possível acompanhar eventuais
mudanças no ambiente de negócios e na sua própria empresa.
Associar Capital e Trabalho
Um assunto que sempre entra na pauta de quem deseja abrir um negócio, é relativo a quanto
dinheiro será necessário para iniciar a atividade. É muito comum, inclusive, que os iniciantes
dimensionem apenas a quantia necessária para abrir o negócio, mas esquecem de que, além de
abrir, é necessário manter o negócio nos primeiros meses.
O Capital necessário refere-se não apenas a dinheiro (moeda), mas aos recursos materiais que
possam fazer o negócio funcionar. Assim, uma pessoa que deseja abrir uma confecção, por
exemplo, pode ter as máquinas, espaço e conhecimento adequado, só faltando o material para
iniciar a produção – tecidos e aviamentos, por exemplo.
Com isso, entenda que Capital é bem mais do que dinheiro e um capital muito valorizado hoje em
dia é o conhecimento. Talvez com uma ótima ideia e um plano organizado, você consiga apoio de
investidores ($), que façam o negócio decolar.
Ou então, o negócio até já pode existir, mas precisar de uma injeção de novos recursos, seja
dinheiro, equipamentos ou novas ideias, para dar uma virada e recomeçar o negócio em outro
nível. No mercado, estão chamando este tipo de parceria de investimento em “start-ups”, ou seja,
empresas que estão nascendo e precisam de injeção de recursos para crescer.
Eu mesmo tenho um plano e ando à caça de investidores para tornar o negócio real, rssrsrs. E você
pode fazer o mesmo, caso seja este o seu objetivo. Mas como?
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O Segredo é o Plano
Imagine eu chegar para você e dizer que tenho uma ótima ideia de negócio e estou buscando um
sócio, sendo que você tem o perfil ideal. Creio que a primeira coisa que você perguntaria seria:
“Que negócio é esse?”, seguida de outras perguntas pertinentes.
Imagine se eu tivesse somente, além do entusiasmo, algumas poucas linhas a respeito do negócio
e da minha ideia “maravilhosa”. Você levaria a sério? Teria coragem de investir seu rico dinheirinho
numa aventura sem muita base? Eu creio que não.
Bem, o raciocínio é o mesmo, ou seja, se você tem uma boa ideia, se tem uma empresa que busca
crescer, se já atua por conta própria e quer legalizar, se busca um sócio, se procura investidores...
Antes de tudo, você precisa ter um plano, uma descrição completa do que é o seu negócio,
perspectivas e qual o retorno que as pessoas podem esperar dele. Nem caia na ilusão de imaginar
que alguém dará dinheiro ou recursos, sem ter uma base certa para analisar se vale a pena.
Como fazer um plano?
É sempre necessário colocar seus planos no papel, porque isso dará muitas facilidades, seja para
conseguir investidores e/ou sócios ou, o mais necessário, que você saiba onde está e aonde quer
chegar.
As bases do Plano de Negócio são as seguintes:
O QUE é o negócio – qual o tipo de atividade. Aqui você deve explicar qual o mercado, o tipo de
produto a ser oferecido, as características inovadoras, modelos de embalagem e rótulo, marca e o
que mais for representativo.
PARA QUEM – o público-alvo do seu negócio. Através de pesquisas no próprio IBGE, é possível
analisar característica da população que podem auxiliar a definir o público-alvo. Outra forma é
você mesm@ fazer uma pesquisa com pessoas que considera que tem o perfil ideal para o seu
produto.
POR QUE – qual a razão de você ter esse negócio. Todo negócio atende a uma necessidade; aqui
você deve explicar por qual razão as pessoas comprarão o(s) seu(s) produto(s).
COM QUEM – qual a equipe que já existe ou será necessário contratar. Cite os cargos necessários e
o perfil ideal para cada uma.
ONDE – qual a localização do seu negócio, o endereço das operações. Mesmo que seja uma
operação na internet, cite o local no qual a empresa será registrada. É útil citar domínios, caso já os
possua.
COMO – de que forma o negócio será operado. As unidades 3 e 4 compõem a base deste item,
com a elaboração da estrutura do funcionamento do negócio e como ele produz bens ou serviços.
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QUANTO – qual o valor necessário para o investimento, seja para abrir, seja para ampliar o
negócio. Lembre de ter uma pequena folga neste orçamento, para eventualidades.
Este é apenas um esboço de um plano de negócio que tem duas utilidades:
a) serve para direcionar as atividades e objetivos da empresa,
b) indica aos investidores, ou possíveis sócios, a situação da empresa, para que analisem e
discutam sobre as opções.
Além disso, qualquer investidor precisa ter ideia mais completa da situação fiscal e contábil da
empresa.
A organização de um bom PN demanda tempo e pesquisa, por isso, creio que você passará este
tempo que temos em comum, elaborando ou aperfeiçoando o seu. Conte conosco para ajudar no
que for necessário.
O Plano deve ser simples
Tenha você uma empresa, um negócio autônomo ou esteja pensando em começar uma atividade
como esta, um plano de negócios não será garantia de sucesso, mas funciona como um mapa que
lhe aponta direção a seguir e qual objetivo cumprir.
É importante que o Plano seja simples, que possa ser compreendido (e aplicado, claro), por você,
pelos sócios (se os tiver) e por seus colaboradores (idem). Se puder resumir tudo em, no máximo
10 páginas, tanto melhor.
E se você tem um grande projeto, um negócio "daqueles" e pretende apresentar a investidores,
lembre que estas pessoas tem urgência em soluções e não podem perder tempo em detalhes.
Traduzindo, eles precisam entender rapidamente, o que é o seu negócio e se ele tem potencial;
quer dizer, você precisa captar a atenção dos investidores nas primeiras páginas (talvez já na
primeira), contando o que é importante para os donos do capital.
Mesmo se for um plano apenas para você iniciar, ainda assim faça um plano simples e objetivo,
para alcançar os resultados que você espera. Existem vários modelos de planos de negócios
disponíveis em sites e arquivos. Eu indico abaixo alguns, para que você escolha aquele que seja
mais apropriado ao seu negócio.
Em busca do ouro (capital)
As pessoas normalmente entendem capital como sendo apenas dinheiro, mas ele pode tomar
outras formas. Qualquer bem ou serviço que possa contribuir para a produção de outros bens e
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serviços é um capital. Como exemplos, máquinas, utensílios, móveis, veículos, marcas famosas,
direito autoral, desenho industrial, são exemplos de capital.
Com isso, muitas empresas e associações são iniciadas sempre com algum tipo de recurso, mas
nem sempre com dinheiro. Tive uma aluna que abriu um quiosque de lanches, com materiais
emprestados e logo, logo começou a pagar e comprar seus próprios bens. Ela empreendeu por
necessidade, pois tinha um filho para alimentar, mas o exemplo se aplica a qualquer situação,
mesmo para os que empreendem por oportunidade.
Você encontrará muitas empresas que valem muito, mas que podem ter sido iniciadas apenas com
a ideia de uma pessoa e o dinheiro de outra(s). Cada um entrou com o capital que possuía - ideias
e dinheiro - e isso será a base para gerar bens e serviços à sociedade.
Se você tem pouco dinheiro, não desanime, pois é possível conseguir dinheiro e outros bens com
outras pessoas. Mas tudo começa com um plano de negócios bem elaborado e simples, que possa
captar a atenção do possível investidor.
Não se preocupe em colocar tudo no plano, até porque existe a possibilidade de roubo de ideias.
Concentre-se na ideia e, se ela for aprovada, prepare-se para algumas reuniões a fim de detalhar a
proposta e, quem sabe, assinar um contrato com investidores.
Creio que você já tenha ouvido falar em "start ups", que são empresas que nascem com bom
potencial de crescimento. Apesar de a maioria concentrar-se em tecnologia e internet, a proposta
de ter uma ideia que se transforme em negócio pode ser aplicada a qualquer área que você queira.
O processo é que você apresenta uma proposta, que possa despertar o interesse do investidor e,
se houver interesse, eles pedirão mais detalhes. Alguns até enviam para você um modelo de como
deve ser o projeto e você só precisará preencher o conteúdo conforme necessário.
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