MICROBIOLIZAÇÃO DE SEMENTES DE MILHO 1 JUNGES, Emanuele ²; BASTOS, Bruna ³; PEDROSO, Janaine Voll 4; SANTOS, Ricardo Feliciano ³; PEDROSO, Daniele Cardoso 2; MULLER, Juceli 2 ; MACHADO, Rodrigo Tascheto5; MUNIZ, Marlove Fátima Brião 6 1 Trabalho de Pesquisa _UFSM PPGA (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil 3 Curso de Agronomia (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil 4 Curso de Engenharia Florestal (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil 5 PPGEA (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil 6 Professora DFS/CCR (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil 2 E-mail: [email protected]; [email protected]; [email protected]; [email protected]; [email protected]; [email protected]; [email protected]; [email protected]. RESUMO O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da microbiolização de sementes com Trichoderma spp. e Bacillus sp. sobre o desempenho fisiológico de sementes de milho. A microbiolização das sementes foi realizada em meio BDA + manitol (- 0,7 MPa), sobre o qual foram previamente repicados os organismos e em cada placa foram distribuídas 100 sementes de milho desinfestadas. Quando houve protrusão radicular na primeira semente, as demais foram retiradas e secas em ambiente de laboratório por 48 h. Foi realizado um tratamento com fungicida químico e um tratamento testemunha. Foram avaliadas variáveis de sanidade, germinação, e vigor. Foi realizada ANOVA e as médias comparadas pelo teste de Scott-Knott, em nível de 5% de probabilidade de erro. Trichoderma spp. proporcionou controle de patógenos associados, porém prejudicou a germinação e o vigor das plantulas. Bacillus subtilis não interferiu na sanidade e germinação, porém favoreceu o desenvolvimento radicular das plântulas de milho. Palavras-chave: Zea mays; Controle Biológico; Trichoderma spp.; Bacillus sp. 1. INTRODUÇÃO As sementes podem atuar como disseminadoras de fungos, bactérias, vírus e nematóides, além de introduzir doenças em novas áreas e suas consequências epidemiológicas (NEERGAARD, 1979). Além da importância do uso de sementes saudáveis, também é necessário que esses propágulos tenham boa capacidade germinativa e produzam plântulas vigorosas, garantindo um adequado estabelecimento da população de plantas. Nesse sentido, a microbiolização de sementes oferece resultados promissores na manutenção da qualidade, com redução da utilização de insumos químicos, que causam 1 malefícios para o ambiente e/ou para organismos não alvos. O condicionamento osmótico (restrição hídrica, hidrocondicionamento ou osmocondicionamento) vem sendo utilizado para melhorar o desempenho de sementes de diferentes espécies vegetais (HÖLBIG et al., 2010; HÖLBIG et al., 2011) e para inoculação de patógenos intensificando a infecção sem comprometer as características germinativas das sementes (DEUNER et al., 2011; SOUSA, et al., 2008). A associação do condicionamento osmótico com a microbiolização pode promover sinergia dos benefícios de ambas às técnicas. 2. MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizadas sementes da variedade de milho de polinização aberta “Sertanejo”, proveniente do banco de sementes da Associação dos Agricultores Guardiões de Semente de Milho Crioulo do município de Ibarama, RS. Foi avaliada a microbiolização das sementes com produtos biológicos comerciais à base de agente fúngico (Trichoderma spp.) e de agente bacteriano (Bacillus sp.). O primeiro tratamento (T1) foi composto pela microbiolização de Trichoderma spp., acrescido de restrição hídrica. Inicialmente, foi determinado o restritor e o potencial hídrico ótimo para o crescimento de Trichoderma spp. Para a escolha do restritor, utilizou-se meio de cultura BDA (batata, dextrose e ágar), acrescido dos solutos manitol, NaCl e KCl, separadamente, e em diferentes potenciais hídricos: 0,0 -0,6, -0,7, -0,8 e -0,9 MPa (Tabela 1) que foram vertidos em placas de petri de 7 cm (Coutinho et al., 2001). No centro das placas, contendo os diferentes meios de cultura, foram repicados discos de 12 mm de diâmetro contendo micélio de Trichoderma spp. isolado do produto comercial Agrotrich® plus. As placas foram incubadas em câmara de crescimento com fotofase de 12 h e temperatura de 25 ºC por cinco dias. Foi determinado o crescimento das colônias, a partir do disco de 12 mm, em quatro medidas diametralmente opostas. Foram utilizadas quatro placas por tratamento, constituindo as repetições, que foram distribuídas em delineamento inteiramente casualizado. Após a escolha do restritor, foi determinado o potencial hídrico ótimo para a germinação de sementes de milho. Para isso, o soluto manitol, determinado no ensaio anterior como ideal para o crescimento de Trichoderma spp., foi testado em diferentes potenciais hídricos (0,0 -0,6, -0,7, -0,8 e -0,9) sobre a germinação de sementes de milho (Tabela 2). Em cada placa, com os diferentes potenciais, foram colocadas 100 sementes de milho previamente desinfestadas. As sementes permaneceram incubadas em câmara de 2 crescimento, com fotofase de 12 h e temperatura de 25 ºC, até que houvesse protrusão radicular na primeira semente. Em seguida, todas as sementes foram retiradas e secas em ambiente de laboratório por 48 h, quando foi instalado o teste de germinação em rolo. Para cada potencial testado foram utilizadas 200 sementes, separadas em oito repetições de 25. Os rolos contendo as sementes foram mantidos em germinador, com fotofase de 12 h e temperatura de 25 ºC, por quatro dias, quando foi realizada a primeira contagem de germinação e, aos sete dias de incubação foram determinados os percentuais de germinação, plântulas anormais e sementes mortas. Assim, para a aplicação do tratamento, Trichoderma spp. foi isolado do produto comercial Agrotrich® plus para meio de cultura BDA, acrescido de soluto manitol no potencial -0,7 MPa. As placas foram incubadas por 10 dias, para que o fungo colonizasse todo o meio e esporulasse abundantemente. Em cada placa, foram acomodadas 100 sementes de milho previamente desinfestadas e incubadas em germinador, com fotofase de 12 h e temperatura de 25ºC, até que uma semente apresentasse o início de protrusão radicular, o que ocorreu 72h após a incubação, e as demais sementes foram removidas do meio e colocadas a secar, sobre papel filtro, em condições de laboratório por 48 h. No tratamento 2 (T2), cuja microbiolização foi realizada com Bacillus subtilis, utilizouse o meio de cultura BDA acrescido do soluto manitol no potencial -0,7 MPa. Foi aplicado sobre cada placa 1 mL do produto comercial Rhizoliptus®, à base do organismo. As placas foram incubadas por 48h para que a bactéria atingisse o máximo crescimento. Decorrido este período, foram acomodadas 100 sementes de milho previamente desinfestadas em cada placa, e estas foram acondicionadas em germinador, com fotofase de 12 h e temperatura de 25ºC, até que uma semente apresentasse o início de protrusão radicular, o que ocorreu 72h após a incubação, e as demais sementes foram removidas do meio e colocadas a secar, sobre papel filtro, em condições de laboratório por 48 h. O tratamento 3 (T3) consistiu da aplicação do fungicida químico Captan SC (120 i.a.g/100 kg sementes previamente desinfestadas) diluídos em calda de tratamento de 1% do peso das sementes. O tratamento 4 (T4), trata-se do tratamento testemunha, cujas sementes foram apenas desinfestadas. Para avaliação do desempenho das sementes, submetidas aos diferentes tratamentos, foram mensuradas variáveis referentes à sanidade, à germinação e vigor. Para a mensuração das variáveis referentes à sanidade, para cada tratamento, foram utilizadas 200 sementes divididas em oito repetições de 25 sementes, colocadas em caixas 3 "gerbox", previamente desinfestadas com álcool 70% e hipoclorito de sódio a 1%, contendo duas folhas de papel filtro esterilizado, umedecidas com o herbicida 2,4-D a 0,5% para inibir a germinação. Após este procedimento, as sementes foram incubadas a 25 ºC, com fotofase de 12 h, durante cinco dias e analisadas, com o auxílio de microscópio estereoscópico e óptico, para a observação das estruturas morfológicas dos fungos, os quais foram identificados ao nível de gênero com o auxílio de bibliografia especializada (BARNET e HUNTER, 1972), determinando-se o percentual de incidência de cada gênero fúngico. Para a mensuração das variáveis referentes à germinação, foram utilizadas 200 sementes para cada tratamento, divididas em oito repetições de 25 sementes, semeadas em rolo de papel filtro umedecido com água destilada na proporção de 2,5 vezes a massa seca do papel. Os rolos, contendo as sementes, foram mantidos em germinador, a 25 ºC e fotofase de 12 h. Foram realizadas duas contagens, aos quatro e sete dias conforme as Regras para Análise de Sementes (BRASIL, 2009), sendo avaliadas na primeira contagem as plântulas normais de cada repetição, de onde foram separadas, aleatoriamente, dez plântulas e medido o comprimento da parte aérea e da raiz. Aos sete dias de incubação, obteve-se o percentual de germinação em cada tratamento de acordo com as Regras para Análise de Sementes (BRASIL, 2009). Posteriormente, foi realizada a análise de variância por meio do teste F a 5 % de probabilidade de erro, calculado o coeficiente de variação, e as diferenças entre as médias foram comparadas por meio do teste de Scott-Knott, em nível de 5% de probabilidade de erro, usando o aplicativo estatístico SASM-Agri (CANTERI et al., 2001). 3. RESULTADOS E DISCUSSÕES O crescimento micelial de Trichoderma spp. não foi influenciado pelo restritor Manitol nos potenciais -0,6, -0,7, -0,8 MPa, sendo que apenas o potencial mais restritivo, -0,9 MPa, limitou o crescimento do fungo (Tabela 1). O restritor KCl, nos potenciais -0,6 e -0,8 MPa, também não foi limitante para o crescimento de Trichoderma spp. Os demais potenciais de KCl, e todos de NaCl, prejudicaram o desenvolvimento do fungo. Segundo Machado et al. (2004), a utilização de manitol nos potenciais hídricos de -0,4, -0,6, -0.8, -1,0 MPa, não prejudicou o crescimento micelial dos fungos Colletotrichum gossypii, C. gossypii var. cephalosporioides, Botryodiplodia theobromae e Fusarium oxysporum f. sp. vasinfectum. 4 Tabela 1. Crescimento micelial de Trichoderma spp. exposto à diferentes restritores e potenciais hídricos (MPa) e coeficiente de variação (CV%). Restritor TEST Potencial 0,0 (1) -------- Manitol --------0,6 -0,7 -0,8 ---------- KCl ---------- -0,9 -0,6 -0,7 -0,8 -0,9 ---------- NaCl ----------0,6 -0,7 -0,8 -0,9 Média 31,9a* 31,8a 32,9a 31,0a 28,4c 32,1a 29,6b 31,3a 29,2b 29,7b 23,5d 27,6c 27,8c CV% 4,29 (1) TEST = Testemunha. * Médias com mesma letra na linha não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade de erro. Os potenciais -0,6, -0,7, -0,8, -0,9 MPa de manitol foram todos semelhantes entre si e superiores à testemunha (0,0 MPa) para primeira contagem de germinação e número de sementes germinadas e apresentaram menor número de plântulas anormais (Tabela 2). Entretanto, o menor número de sementes mortas ocorreu no potencial -0,7, apesar de não ter diferido dos potenciais superiores e da testemunha. Devido ao incremento de desempenho proporcionado pelos potenciais em relação à testemunha e ao menor número de sementes mortas, determinou-se o potencial -0,7 MPa em meio de cultura BDA como o ideal para proceder o condicionamento osmótico de sementes de milho. Tabela 2. Resultados (%) das avaliações de primeira contagem de germinação, sementes germinadas, sementes mortas e plântulas anormais em sementes hidrocondicionadas em meio de cultura BDA acrescido do soluto manitol em diferentes potenciais e coeficiente de variação (CV%). Tratamento Primeira contagem Sementes Germinadas Sementes Mortas Plântulas Anormais 0,0 10,00 b 52,50 b 12,00 a 27,50 a - 0,6 18,75 a 72,00 a 13,50 a 11,00 b - 0,7 18,25 a 78,50 a 05,50 a 11,50 b - 0,8 18,75 a 78,00 a 08,00 a 09,00 b - 0,9 18,00 a 76,50 a 08,50 a 10,50 b CV% 22,52 17,63 66,24 73,23 * Médias com mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade de erro. 5 Na avaliação da sanidade (Tabela 3) foi observada a incidência de três gêneros fúngicos, Trichoderma spp, Fusarium sp. e Penicillium sp. Trichoderma spp, que foi inoculado em um dos tratamentos, apresentando 100% de incidência neste. Por se tratar de um organismo benéfico sua ocorrência é desejada. O fungicida químico demonstrou não ser seletivo impedindo o desenvolvimento deste fungo. O fungo patogênico Fusarium sp. foi favorecido pelos tratamentos com Bacillus subtilis e tratamento químico. A baixa incidência de fungos pode ter reduzido a competição e favorecido o desenvolvimento deste patógeno, que se caracteriza pela infecção dos tecidos internos da semente. No tratamento com Trichoderma spp as sementes apresentaram boa colonização do organismo benéfico e como consequencia controle do patógeno. Já sobre Penicillium sp. um fungo com desenvolvimento externo na semente, a microbiolização com Trichoderma spp foi efetiva no controle, tendo desempenho igual ao fungicida químico. Já Bacillus subtilis não demonstrou potencial de controle, igualando-se à testemunha. Tabela 3. Incidência (%) de fungos na avaliação da sanidade das sementes microbiolizadas com Trichoderma spp., Bacillus subtilis e tratadas com fungicida químico e sem tratamento. Sanidade Tratamentos Trichoderma sp. (%) Fusarium sp. (%) Penicillium sp. (%) Trichoderma spp 100,0 a 1,0 d 2,0 b Bacillus subtilis 16,0 b 51,5 a 37,0 a Químico 0,0 c 36,5 b 7,0 b Testemunha 1,5 c 25,5 c 30,0 a CV (%) 18,9 26,0 43,8 * Médias com mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade de erro. A microbiolização das sementes com Trichoderma spp prejudicou a germinação e a primeira contagem das sementes (Tabela 4) possivelmente pelo comportamento saprofítico do fungo, utilizando a semente como fonte de nutrição. Machado et al., (2004) verificaram que a inoculação de patógenos em sementes de algodão com potenciais acima de -0,6 MPa provocaram a morte das sementes, provavelmente como conseqüência do maior nível de potencial de inóculo determinado pelo maior tempo de exposição das sementes aos patógenos. Bacillus subtilis e o fungicida químico não interferiram a germinação, porém na avaliação da primeira contagem todos os tratamentos foram inferiores ào fungicida químico. 6 Tabela 4. Germinação (%) e primeira contagem (%) de sementes microbiolizadas com Trichoderma spp., Bacillus subtilis e tratadas com fungicida químico e sem tratamento. Tratamentos Germinação (%) Primeira contagem (%) Trichoderma spp 59,5 b 48,0 c Bacillus subtilis 74,0 a 51,5 c Químico 82,0 a 76,5 a Testemunha 81,0 a 62,5 b CV (%) 10,9 17,5 * Médias com mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade de erro. Todos os tratamentos favoreceram o crescimento de parte aérea das plântulas (Figura 1). O crescimento radicular foi favorecido pelo fungicida químico e pela microbiolização com Bacillus subtilis. Já Trichoderma spp não promoveu crescimento radicular. Contrariando os resultados encontrados por Resende et al., (2004), que verificaram que sementes de milho inoculadas com Trichoderma harzianum resultaram em plantas com maior acúmulo de matéria seca nas raízes. Figura 1. Comprimento de parte aérea (cm) e raiz (cm) de plântulas oriundas de sementes microbiolizadas com Trichoderma spp. (T1), Bacillus subtilis (T2), tratadas com fungicida químico (T3) e sem tratamento (T4). * Médias com mesma letra minúsculas e mesmas letras maiúsculas não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade de erro. 7 4. CONCLUSÃO • A microbiolização de sementes de milho com Trichoderma spp proporciona controle de patógenos associados, porém prejudica a germinação. • Bacillus subtilis não interferiu na sanidade e germinação de sementes de milho porém, favoreceu o desenvolvimento radicular das plântulas. • Outras técnicas de microbiolização, além do uso da restrição hídrica, podem potencializar os benefícios. REFERÊNCIAS BARNET, H.L.; HUNTER, B.B. Ilustrated genera of imperfect fungi. 3 ed. Minneapolis: Burgess, 1972. 241p. BRASIL. Ministério da Agricultura e Reforma Agrária. Regras para análise de sementes. Brasília: SNDA/DNDV/CLAV, 2009. 398p. CANTERI, M. et al.. SASM - Agri : Sistema para análise e separação de médias em experimentos agrícolas pelos métodos Scoft - Knott, Tukey e Duncan. Revista Brasileira de Agrocomputação, V.1, N.2, p.18-24. 2001. DEUNER, C.C. et al. Inoculação de Curtobacterium flaccumfaciens pv. flaccumfaciens em sementes de feijão por meio da técnica de condicionamento fisiológico. Revista Brasileira de Sementes, v.33, n.1, p.09-20, 2011. HOLBIG, L.S.; BAUDET, L.; VILLELA, F.A. Hidrocondicionamento de sementes de cebola. Revista Brasileira de Sementes, v.33, n.1, p.171-176, 2011. HOLBIG, L.S. et al. Recobrimento de sementes de cenoura osmocondicionadas. Revista Brasileira de Sementes, v.32, n.4, p.22-28, 2010. MACHADO, J.C.; et al. Uso da restrição hídrica na inoculação de fungos em sementes de algodoeiro (Gossypium hirsutum). Revista Brasileira de Sementes, v.26, n.1, p.62-67 2004. NEERGAARD, P. Seed pathology, v. 1. Ed.McMillan. London: 1979. 839 p. RESENDE, M.L.; et al. Inoculação de sementes de milho utilizando o Trichoderma harzianum como promotor de crescimento. Ciência e Agrotecnologia, v.28, n.4, p.793-798, 2004. 8 SOUSA, M.V et al. A. Métodos de inoculação e efeitos de Fusarium oxysporum f. sp. vasinfectum em sementes de algodoeiro. Tropical Plant Pathology, v.33, n.1, p.41-48, 2008. 9