XI CONGRESO INTERNACIONAL DE REHABILITACIÓN DEL PATRIMONIO ARQUITECTÓNICO Y EDIFICACIÓN
422
MODULO 1
UM GRANDE INVENTÁRIO: ESTRADA DE FERRO NOROESTE DO BRASIL
N. Ghirardello
Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, FAAC, UNESP/Bauru/SP/Brasil
[email protected]
RESUMO
O trabalho que pretendemos apresentar no XI Congreso
Internacional de Rehabilitación del Patrimonio Arquitectónico Y
Edificación, está em seu inicio e tem como objetivo identificar,
selecionar e analisar o patrimônio cultural pertencente à antiga
EFNOB, Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, com sede na
cidade de Bauru, estado de São Paulo. A proposta visa
pesquisar a historia das construções relacionando-as a da
ferrovia e inventariar as seguintes edificações: Estação Central,
Escritórios, Conjunto das Oficinas, Conjunto da Vila dos
Funcionários. Como trabalho complementar será feito o
levantamento histórico dos equipamentos para recreação e
cultura criados pela ferrovia na cidade; além, de se procurar
entender como ocorreu a organização do trabalho nos
escritórios da EFNOB. As informações serão processadas e
digitalizadas no Centro de Memória e Informação Virtual do
Patrimônio Industrial Ferroviário da EFNOB, a ser criado
também pelo grupo de pesquisa. O trabalho aprovado a partir
de Edital da Fapesp (Fundação de Amparo a Pesquisa do
Estado de São Paulo) e Condephaat,(Conselho de Defesa do
Patrimônio Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de
São Paulo), com previsão de duração de dois anos, foi
proposto por pesquisadores do Grupo de Pesquisa Arquitetura:
Teoria e Projetos, pertencentes à Faculdade de Arquitetura,
Artes e Comunicação da UNESP, Universidade Estadual
Paulista, Campus de Bauru/SP/Brasil, liderados por esse
professor que subscreve a proposta.
PALAVRAS
Salvaguarda
CHAVE
Ferrovia;
Patrimônio
Industrial;
423
XI CONGRESO INTERNACIONAL DE REHABILITACIÓN DEL PATRIMONIO ARQUITECTÓNICO Y EDIFICACIÓN
MODULO 1
1. APRESENTAÇÃO
A Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, EFNOB, tem sido
motivo de nossos estudos há muitos anos. Sua relevância
histórica para o estado de São Paulo e Mato Grosso (atual
Mato Grosso do Sul), são incontestes, tanto no aspecto
puramente econômico do transporte do café paulista e da erva
mate mato-grossense, como na criação e desenvolvimento
urbano de um número bastante grande de cidades formadas a
partir de suas estações1.
A ferrovia, criada em 1905, cujo inicio se dá na cidade de
Bauru, o quilometro zero, teve seu complexo arquitetônico
expandido de forma constante até a década de 1970, criando
um conjunto de edifícios da mais extrema relevância no
espaço urbano. Algumas dessas construções podem se
colocar entre as principais do país em suas categorias, seja
devido à dimensão, seja em termos de linguagem e
tecnologias avançadas para sua época. A EFNOB em Bauru,
antes de ser uma companhia ferroviária que propiciava o
transporte de bens e pessoas, foi a partir dos anos 1920, uma
montadora de vagões de grande porte, de imenso impacto
econômico na cidade e região.
O complexo arquitetônico resultado dos mais de 100 anos
percorridos entre a criação da CEFNOB e a extinção da
RFFSA, ocorrida em janeiro de 2007, é parte integrante da
paisagem urbana de Bauru, e aqueles exemplares aos quais
pretendemos voltar atenção são os considerados,
historicamente mais relevantes, atestado pelo Condephaat2
que abriu processo de tombamento do mesmo conjunto.
Diante do mau estado de conservação dos edifícios e da
documentação (relatórios, projetos, desenhos, plantas,
entre outros) que podem perder-se com o tempo e frente à
carência de bases documentais e estudos, que evidenciem
e comprovem a importância do patrimônio cultural da
EFNOB, foi proposta a presente pesquisa, aprovada pelo
Edital Fapesp/Condephaat, no final do ano de 2011. O
trabalho com duração de dois anos está sendo realizado
por pesquisadores do Grupo de Pesquisa Arquitetura:
Teoria e Projetos, pertencentes à Faculdade de
Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP, Universidade
Estadual Paulista. Os dois órgãos apoiadores da pesquisa
são os mais importantes em suas áreas no estado de São
Paulo; a Fapesp é considerada a maior agencia estadual
de fomento do Brasil e o Condephaat é o principal órgão de
preservação do patrimônio de São Paulo.
2. BREVE HISTORIA DA EFNOB
No Brasil, foram poucas, as ferrovias de cunho estratégico,
com fins de povoamento, ou para ocupação territorial,
como a EFNOB. No geral elas possuirão apenas vínculo
econômico, principalmente relacionado à busca pelo
XI CONGRESO INTERNACIONAL DE REHABILITACIÓN DEL PATRIMONIO ARQUITECTÓNICO Y EDIFICACIÓN
424
MODULO 1
café3, principal produto de exportação até o inicio do
século XX. Contudo, o estado do Mato Grosso era isolado
dos demais, fato que a Guerra com o Paraguai (1864/70)
havia deixado claro. E foi no inicio da Republica, que
interesses de ordem estratégica, apoiados nas aspirações
dos setores militares e diplomáticos seriam unidos aos
econômicos, no intuito de dispor ao capital, imensa área
inexplorada do território paulista e mato-grossense.
Entre o final do século XIX e inicio do XX, tornava-se
evidente que a solução mais racional para ligação com o
Mato Grosso, seria através do prolongamento de uma das
ferrovias que estivessem mais adentradas na busca da
produção cafeeira do centro oeste paulista4. Em Outubro
de 1904 é divulgado um parecer que indica como o melhor
local para o inicio da ferrovia a cidade de Bauru5 e no
mesmo ano é organizada a companhia formada por
capitais brasileiros e franco-belgas.
A primeira medida da EFNOB foi contratar em 1904, o
reconhecimento da Estrada, de Bauru a divisa com o Mato
Grosso, região grafada nos mapas como “terras devolutas
não exploradas”. Esta seria uma ferrovia de construção
barata, com raras obras de arte importantes, devido à
opção por um percurso longo, junto aos córregos. Para os
serviços a EFNOB contratou a construção na França, a
Compagnie Générale de Chemins de Fer et de Travaux
Publics.
Os trabalhos iniciam-se em novembro de 1905, na cidade
de Bauru, então com 600 habitantes. As condições de
trabalho eram sub-humanas: as jornadas na mata eram de
dez horas, todos os dias da semana, sem exceção, as
doenças silvestres chegaram a matar centenas de
trabalhadores e devido ao isolamento, os empregados
eram obrigados a comprar alimentos nos armazéns da
companhia, onde se endividavam. Somava-se a isso,
estava o ataque constante dos índios Caingangues
legítimos senhores da terra, pois com a construção da
ferrovia, toda a zona noroeste de São Paulo é aberta e o
conflito é inevitável. A passagem da ferrovia possibilitou o
apossamento das terras devolutas, unindo-se os interesses
dos latifundiários aos da companhia, que contrata homens
armados para acompanhar as obras e exterminar os
nativos 6.
Todas essas adversas condições faziam da construção
empreita árdua. Mas o fato é que tais circunstâncias
serviram de pretexto para obras de péssima qualidade.
Tentava-se resolver as construções tanto infra-estruturais,
como oficinas e estações com os materiais mais baratos e
disponíveis no local: madeira e areia. As pontes foram
425
XI CONGRESO INTERNACIONAL DE REHABILITACIÓN DEL PATRIMONIO ARQUITECTÓNICO Y EDIFICACIÓN
MODULO 1
raras e de pequeno vão.
em investimentos diretos.
Em Setembro em 1914 a ferrovia foi finalizada, ligando
Bauru a Corumbá, totalizando 1.272 quilômetros. Agora
era possível ir do Rio a Corumbá por via férrea, em
¨apenas¨ três dias, vencendo 2.207 Km, a 35 km/h7.
Nos anos 1990, os trens de passageiros são extintos, e
nessa mesma década a antiga RFFSA é privatizada, até
que em a América Latina Logística, ALL passa a gerenciar
apenas o transporte de cargas na linha, ficando boa parte
do patrimônio edificado de interesse histórico, sem uso.
Em 1917 o Governo Federal encampa a ferrovia, que
devido a má construção, necessitava ser reconstruída, e o
será durante a década de 1920, pelo Governo Federal.
Estações serão erguidas em alvenaria, trechos inteiros
refeitos, dormentes substituídos, raios de curva
ampliados8.
Em Bauru, no ano de 1921, são inauguradas as Oficinas
Centrais9, que se encarregariam de manter as
locomotivas e montar todos os vagões da EFNOB. No final
dos anos 1930, é inaugurada na cidade a estação central,
imenso prédio art déco.
Em 1957, a Rede Ferroviária Federal SA, empresa mista
formada para a concentrar o patrimônio ferroviário da
União, encampa a antiga EFNOB, que se transforma em
RFFSA. Nos anos seguintes a ferrovia, assim como todo
sistema ferroviário brasileiro, vive sua lenta agonia
motivada pela concorrência com os veículos automotores,
por administrações desastrosas e pelo desinteresse estatal
3. NÚCLEO TEMÁTICO PRINCIPAL
3.1 Patrimônio Arquitetônico
O complexo arquitetônico pertencente à antiga sede da
EFNOB, localizado em Bauru, é um dos maiores e
melhores exemplares de conjuntos ferroviários existentes
no Brasil. Sua preservação e salvação do estado de parcial
abandono é de fundamental importância, pois a ferrovia,
além de desenvolver a cidade, um insignificante lugarejo no
inicio do século XX, fundou dezenas de cidades, abriu
propriedades rurais, ligou um estado isolado ao restante do
território, e conectou nosso país a seus vizinhos. Portanto,
a preservação das estruturas físicas da antiga EFNOB,
transcende ao simples relevo local, para atingirem o
interesse da memória nacional e das próprias relações com
nossos parceiros hispano-americanos, numa quase
antevisão do Mercosul.
XI CONGRESO INTERNACIONAL DE REHABILITACIÓN DEL PATRIMONIO ARQUITECTÓNICO Y EDIFICACIÓN
426
MODULO 1
Todo esse complexo de construções está sob estudo de
tombamento pelo Condephaat, e já foram parcialmente
tombadas pelo Codepac, órgão de preservação de Bauru.
Nossa intenção é pesquisar as edificações da EFNOB,
como patrimônio industrial10, a ser preservado de forma
conjunta. A contextualização entre os edifícios fica ainda
mais necessário, devido Bauru ser a sede da ferrovia e
local do espaço industrial de montagem e reparo de vagões
e locomotivas. Nesse aspecto é fundamental verificarmos o
“todo”, em relação a EFNOB, ou seja, como se dava a sua
concepção administrativa e laboral, assim como seu reflexo
na vida cotidiana da cidade, em relação às questões
recreacionais e culturais. A ferrovia possui edifícios
construídos em diferentes períodos e de características
peculiares, conforme sua função e a data de edificação,
sendo eles:
Estação Central, Gare e Plataformas: Inaugurada em 1939,
e considerada uma das maiores estações ferroviárias do
país, com mais de 10 mil m, distribuídos em três andares,
a estação central da EFNOB em Bauru, foi erguida a partir
de projeto em linguagem art déco, elaborado em 1934.
Possui uma imensa gare em concreto armado, a primeira
erguida com essa nova tecnologia, que viria a substituir o
uso de estruturas metálicas importadas.
B. Conjunto das Oficinas: Edificadas no inicio dos anos
1920, as grandes oficinas são formadas por uma rotunda
semicircular e diversos galpões onde se situavam a
metalurgia, calderaria, solda, usinagem, tornearia, serraria,
carpintaria, estofamento, montagem, pintura, etc. Esse
imenso complexo, com quase 80 mil m, tinha a função de
manter os vagões e locomotivas em funcionamento e
principalmente montar os carros. A base dos vagões, os
chamados Truck’s, era comprada dos EUA e na Europa, e
sobre ela, eram construídos vagões em madeira para as
diversas finalidades: restaurantes, passageiros de primeira
e segunda classe, de cargas, correios, administrativos, etc.
Pode-se dizer que as oficinas eram uma grande montadora
fabril de vagões para uso exclusivo da EFNOB, que chegou
a ter uma escola técnica para formação da mão de obra de
suas oficinas.
C. Prédios de Escritórios: Os antigos escritórios foram
edificados juntamente com a primitiva estação de madeira
da EFNOB, no ano de 1905, foram projetados por
427
XI CONGRESO INTERNACIONAL DE REHABILITACIÓN DEL PATRIMONIO ARQUITECTÓNICO Y EDIFICACIÓN
MODULO 1
engenheiros franceses enviados ao Brasil pelos acionistas
da EFNOB e pela Compagnie Génerale de Chemins de Fer
et de Travaux Publics, contratada na Europa para executar
a infra-estrutura da estrada.
Rua 1° de Agosto. Nela viveram, todos aqueles que
dirigiram
São construções ecléticas, mas extremamente discretas
quanto à ornamentação, de cunho funcional. Nelas havia a
clara setorização dos diversos espaços do programa de
necessidades, interligados por passagens cobertas em
meio a áreas livres. Tais características estavam
diretamente ligadas a noções de racionalidade do trabalho,
higienismo e salubridade das construções de uso intenso.
D. Conjunto da Vila dos Funcionários: Ocupa uma quadra
ao lado da estação, abrigava originalmente as residências
do Superintendente, engenheiros e funcionários da
EFNOB. As casas geminadas dos funcionários da EFNOB
foram construídas no inicio das obras da ferrovia, em 1905,
estão atualmente descaracterizadas, embora mantenham a
volumetria original. O conjunto serviu desde a época da
implantação da EFNOB, como moradia dos funcionários
administrativos graduados.
A casa do superintendente da ferrovia foi erguida nos anos
1920, em tipologia eclética, está localizada na mesma
quadra das residências para os engenheiros e demais
funcionários, mas volta-se para a via mais importante, a
Foto 1- Estação da EFNOB, em foto dos anos 1940. Acervo Museu Ferroviário Regional de
Bauru.
a EFNOB, durante seu período de comando. É uma ampla
vivenda térrea, com porões, ao centro de um grande lote,
que possuía originalmente mobiliário e utensílios
domésticos para uso da família do superintendente.
XI CONGRESO INTERNACIONAL DE REHABILITACIÓN DEL PATRIMONIO ARQUITECTÓNICO Y EDIFICACIÓN
428
MODULO 1
Foto 2- Parte das oficinas da EFNOB, em foto de 1921. Acervo Museu Ferroviário
Regional de Bauru.
Foto 3- Complexo da EFNOB em Bauru. Google Maps, em 06/2011.
As residências para os engenheiros foram edificadas nos
anos 1920, ocupando lotes generosos. O conjunto de
residências é formado por casas e sobrados, em diferentes
tipologias arquitetônicas, porém todas elas de excelente
padrão construtivo, contando com diversos ambientes
internos.
429
XI CONGRESO INTERNACIONAL DE REHABILITACIÓN DEL PATRIMONIO ARQUITECTÓNICO Y EDIFICACIÓN
MODULO 1
3.2 DEMAIS NÚCLEOS TEMÁTICOS
Organização Administrativa do Trabalho: Com a pesquisa
pretendemos examinar o tipo de organização de trabalho que
existiu na EFNOB, tanto em relação ao seu inicio, onde o
trabalho burocrático era executado nos antigos Escritórios,
assim como a partir da inauguração da estação central,
quando a administração foi transferida para os andares
superiores do novo edifício. As tipologias existentes e os
períodos de sua construção (1905 e 1939) mostram
claramente alterações na forma e no espaço, o que indica que
ocorreu o mesmo na maneira em que o trabalho era conduzido,
nosso principal questionamento nessa pesquisa.
O espaço do escritório é o local onde as decisões são
tomadas. É lá que se decide o que será produzido, o local
desta produção, o maquinário necessário, o tipo de funcionário,
o tempo para cada etapa do serviço, os contratos necessários;
enfim o escritório é o local onde se organiza o trabalho. O
trabalho administrativo realizado no escritório pertence ao
setor da divisão social do trabalho denominado de terciário,
sendo o primário o da agricultura e secundário o da industria.
EFNOB – Recreação e Cultura: São objetos deste estudo as
edificações destinadas às práticas de recreação e cultura na
cidade de Bauru, vinculadas, ou não, diretamente a EFNOB,
como: os clubes, estádios, cassinos, cinemas e teatros; e são
objetivos a preservação do acervo remanescente e o registro
do acervo iconográfico, a partir da investigação precisa do
montante do conjunto de edificações, das fontes documentais
e iconográficas.
Centro de Memória e Informação Virtual do Patrimônio
Industrial e Ferroviário da EFNOB: O presente subprojeto visa
divulgar o patrimônio industrial e ferroviário da cidade de
Bauru, a partir da estruturação de um plano estratégico de
disseminação da informação, por meio da criação de um
Centro de Memória e Informação Virtual. A pesquisa abrange
desde a geração do conhecimento na área do patrimônio
ferroviário, identificação, captação, seleção, análise,
organização (física e conceitual), armazenamento virtual
(bases de dados), recuperação e disseminação da informação
do patrimônio industrial ferroviário.
XI CONGRESO INTERNACIONAL DE REHABILITACIÓN DEL PATRIMONIO ARQUITECTÓNICO Y EDIFICACIÓN
430
MODULO 1
4. JUSTIFICATIVAS
Devido ao mau estado de conservação dos edifícios que
podem perder-se com o tempo;
A inexistência de bases documentais e estudos que
evidenciem a importância do patrimônio cultural da EFNOB, de
transcendental importância para Bauru, o Estado e o país;
A necessidade de bases documentais para a elaboração de
futuros projetos de restauração;
A estreita ligação e o fácil acesso da FAAC, Faculdade de
Arquitetura, Artes e Comunicação, com os órgãos que
preservam a documentação da antiga EFNOB;
Poder inventariar os bens considerados importantes para a
Memória Ferroviária, visando parcerias no uso, manutenção e
preservação, a serem firmadas entre os Governos do
município, o estadual e o federal.
5. OBJETIVO GERAL
Inventariar, identificar, selecionar, localizar, analisar e propor
diretrizes para a salvaguarda do patrimônio cultural
representativo da EFNOB, em Bauru, evidenciando sua
importância para o país.
Conhecer a organização administrativa do trabalho na EFNOB;
Conhecer a importância da EFNOB na difusão da cultura e
lazer na cidade de Bauru;
Coletar, tratar, selecionar e disseminar a documentação e
pesquisas sobre o patrimônio móvel e imóvel da EFNOB,
através da criação de um Centro de Memória e Informação
Virtual do Patrimônio Industrial Ferroviário da EFNOB;
Através de um Seminário sobre Patrimônio Industrial
Ferroviário dar formação complementar aos profissionais e
técnicos interessados na salvaguarda e gestão do patrimônio.
6. METODOLOGIA
Metodologia: a pesquisa consta de 7 etapas. A primeira é a
abordagem teórica. A segunda consiste na pesquisa
documental a partir de fontes primárias existentes nos acervos
da ferrovia localizados em Bauru. A terceira é a pesquisa de
campo. A quarta consiste no processamento dos registros
coletados e redesenho dos projetos no AutoCAD. A quinta
etapa é a análise dos resultados. A sexta, proposta de
diretrizes para a para a salvaguarda do patrimônio cultural da
EFNOB em Bauru. A sétima etapa consiste na digitalização de
documentos no Centro de Memória e Informação Virtual do
Patrimônio Industrial Ferroviário da EFNOB.
431
XI CONGRESO INTERNACIONAL DE REHABILITACIÓN DEL PATRIMONIO ARQUITECTÓNICO Y EDIFICACIÓN
MODULO 1
Conclusão
Com a documentação histórica, métrica, fotográfica e aquelas
relativas ao acabamento e estado de conservação dos
materiais das edificações, pretendemos auxiliar no processo
de tombamento do patrimônio da EFNOB. Também, visamos
dar bases conceituais e documentais para propostas de
projetos futuros de restauração e reabilitação dos edifícios.
As informações obtidas serão tratadas, selecionadas e
disseminadas, através do Centro de Memória e Informação
Virtual do Patrimônio Industrial Ferroviário da EFNOB, criado
através de intercâmbios e parcerias com instituições, visando
à montagem de site e divulgação livre na rede mundial, dos
produtos elaborados pelo grupo.
Também será realizado um Seminário sobre o tema para a
formação de recursos humanos (profissionais e técnicos)
interessados na salvaguarda do patrimônio industrial
ferroviário.
Os resultados da pesquisa contribuirão com os estudos sobre
patrimônio industrial ferroviário e através de um evento
mostraremos a população bauruense a importância da
salvaguarda do patrimônio da EFNOB existente na cidade.
Pretende-se atuar na formação de pesquisadores em nível de
iniciação cientifica e pós-graduação. Os resultados serão
divulgados em eventos científicos, periódicos, capítulos de
livros e livro a ser submetido para publicação à Editora da
UNESP.
XI CONGRESO INTERNACIONAL DE REHABILITACIÓN DEL PATRIMONIO ARQUITECTÓNICO Y EDIFICACIÓN
432
MODULO 1
Referencias
1 N.Ghirardello. “À Beira da Linha, Formações urbanas da
Noroeste paulista”.São
Paulo, Edunesp, 2002.
2 Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico,
Artístico e Turístico do Estado de São Paulo. Processo nº
30367. Assunto: “Solicita o Tombamento de edifícios
pertencentes à sede da Antiga Estrada de Ferro Noroeste do
Brasil, situados em Bauru”.
3 O. Nogueira de Matos. “Café e Ferrovias: A evolução
ferroviária de São Paulo e o desenvolvimento da cultura
cafeeira”. São Paulo, Alfa-Omega. Sociologia e Política, 1974,
p.233..
4 A. Augusto Pinto. História da Viação Pública de São Paulo.
2 ed.. São Paulo, Governo do Estado, 1977.
5 E. da Cunha. “À Margem da História”. São Paulo, Cultrix;
Brasília, INL, 1975, p.116.
6 J. Tidei de Lima. “A Ocupação da e a Destruição dos
Índios na Região de Bauru”. São Paulo, 1978. 199 p..
Dissertação de Mestrado (Curso de História) - Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São
Paulo, 1978, p.167 e 168.
7 Palestra Feita ao Club de Engenharia do Rio de Janeiro
pelo Engenheiro Joaquim Machado de Mello, em 5 de
Dezembro de 1904, in, C. Fernandes de Paiva. “Narrativas
Sintéticas dos fatos que motivaram a Fundação de Bauru”.
Bauru, Conselho Municipal de Educação de Bauru, 1975, p. 27.
8 C. das Neves. História da EFNB. Bauru, Tipografias e
Livrarias Brasil, 1958, p.92.
9 Introdução ao Relatório da Estrada de Ferro Noroeste do
Brasil, referente ao Exercício de 1921, apresentado ao Exmo.
Sr. Dr. J. Pires do Rio M.D. Ministro da Viação e Obras
Públicas. São Paulo, Secção de Obras D’O Estado de São
Paulo”, 1922. p.4 a 47.
10 Carta de Nizhny Tagil sobre o patrimônio idustrial.The
International Committee for the Conservation of the Industrial
Heritage (TICCIH),Julho 2003.
Download

um grande inventário: estrada de ferro noroeste do brasil