Anais do XVIII Encontro de Iniciação Científica – ISSN 1982-0178
Anais do III Encontro de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação – ISSN 2237-0420
24 e 25 de setembro de 2013
POPULAÇÃO URBANA DA REGIÃO ADMINISTRATIVA DE CAMPINAS
Bárbara Roberta R.T. Giovanetti
Ivone Salgado
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
CEATEC
[email protected]
Programa de Pós-graduação em Urbanismo
CEATEC
[email protected]
RESUMO: O objetivo da pesquisa foi o de trabalhar
com series documentais, especialmente a cartografia
e os dados do IBGE da série cidades@ e os quadros
de desmembramentos dos municípios construídos
pelo Instituto Geográfico e Geológico de São Paulo e
publicados em 1995, visando construir tabulações
gerais sobre o crescimento populacional das cidades
na Região Administrativa de Campinas e de parte da
Região Administrativa de Sorocaba para o período
entre 1940 e 2010. Através destes estudos de evolução populacional objetivou-se a identificação de cidades da região de Campinas, que ainda preservem
vestígios da configuração urbana do ciclo cafeeiro no
estado– 1850 a 1930. Através desta identificação,
pretende-se subsidiar políticas de preservação patrimonial, com destaque para seus aspectos arquitetônicos e urbanísticos, para fins de preservação do
conjunto do seu patrimônio urbano ou de seus vestígios de formação da urbes. A pesquisa visa, portanto, construir subsídios para políticas de valorização
patrimonial, resgatando aspectos da história destas
formações, da suas memórias e das identidades
destas cidades.
Palavras-chave: Crescimento Populacional; Urbanismo; Fundação de cidades.
Área do Conhecimento: História do pensamento
urbanístico.
Área: Ciências Sociais e Aplicadas. Sub-Área do
Conhecimento: Arquitetura e Urbanismo.
.
1. INTRODUÇÃO
A pesquisa consiste na analise das séries históricas
de evolução populacional para os 89 (oitenta e nove)
municípios que hoje compõem a Região Administrativa de Campinas, segundo a Secretaria de Planejamento do Governo do Estado de São Paulo. Foi inicialmente tabulada a evolução populacional dos municípios da região de Campinas, com dados do IBGE –
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, para o
período entre 1940 e 2010, incluindo o Censo de
2010. Em um segundo momento, após o estudo dos
dados obtidos, constatou-se a importância da Região
Administrativa de Sorocaba para formação da região
objeto da análise assim, foram incluídos na pesquisa
outros 24 (vinte e quatro) municípios. Com este levantamento nossa intenção é de identificar, através
do estudo de gráficos e tabelas, primeiramente, as
cidades que mantiveram um pequeno crescimento
populacional.
Como partimos da hipótese de que estas cidades
possuem grandes chances de contarem com um patrimônio relativamente preservado, o levantamento
permitiu selecionar dentre as 113 cidades estudadas,
41 municípios para estudos de caso, visando identificar, entre os mesmos, alterações substanciais de
população, juntamente com o estudo da expansão
territorial e desmembramento. O que nos levará à
delimitação dos estudos de caso, a fim de averiguar
o desenvolvimento e identificação a possível preservação do seu patrimônio histórico urbano.
2. METODOLOGIA
A pesquisa trabalha com analise de séries populacionais do IBGE [1] e tabulou os dados relativos aos
municípios em estudo organizando as séries em tabelas e em gráficos visando subsidiar as analises.
Utilizamos também uma literatura secundária sobre o
tema e dados relativos à formação administrativa dos
municípios estudados organizados pela SEADE. [2]
Neste sentido, foram efetuados as seguintes tabulações:
1. Levantamento Populacional dos 89 municípios da Região Administrativa de Campinas
2. Estudo da tabela de desmembramento territorial da vila de São Paulo, e inclusão de 24
municípios da Região Administrativa de Sorocaba na pesquisa.
3. Levantamento Populacional dos 24 municípios da Região Administrativa de Sorocaba.
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4. Tabulação da população dos 113 municípios
em estudo.
5. Elaboração de gráficos populacionais dos
113 municípios em estudo.
6. Levantamento dos municípios fundados no
decorrer dos ciclos históricos ocorridos durante período entre 1765 a 1889.
7. Levantamento dos mapas do século XX e atuais dos municípios selecionados para estudo mais detalhado.
8. Estudo do histórico de fundação, populacional, espacial e de desmembramento dos
municípios selecionados.
3. RESULTADOS
Porto Feliz, Mogi-Guaçu, Bragança Paulista e Itapetininga, posteriormente elevadas a municípios (vilas)
no ciclo do açucar: Nazaré Paulista, freguesia em
1676-1769 e município em 1850; Porto Feliz, freguesia em 1728 e município em 1797; Mogi-Guaçu ,
freguesia em 1760-1769 e município em 1877; Bragança Paulista, freguesia em 1765-1769 e município
em 1797; e Itapetininga, freguesia em 1766 e município em 1770. (Tabela 1)
Tabela 1. Freguesias e municípios (vilas) formados na
região de Campinas e Sorocaba no Ciclo das Monções
e Bandeiras (século XVII até 1769)
Data de criação da Freguesia
1653
3.1.Formação urbana na região de Campinas
Do universo de 130 municípios que hoje formam a
região em estudo, Região Administrativa de Campinas e parte da região Administrativa de Sorocaba,
106 municípios se formaram no período em estudo,
ou seja, entre o século XVII e 1930. Para a analise
da formação destes 106 municípios eles foram agrupados a seguinte maneira: Ciclo das Monções
das Bandeiras (municípios fundados até o ano de
1769); Ciclo do Açúcar ( municípios fundados entre
os de 1770 à 1842); e o Ciclo do Café (municípios
formados entre 1843 e 1930). Para o Ciclo do Café
foram considerados três períodos: o primeiro relativo
aos anos anteriores à expansão do sistema ferroviário na região (municípios fundados entre os anos de
1843 a 1870); o segundo período marcado pela expansão da malha ferroviária na região ( municípios
fundados entre os anos de 1871 a 1888); e o terceiro
período marcado pelo incipiente processo de industrialização do complexo cafeeiro no contexto da Primeira República (municípios fundados entre 1889 e
1930). Para cada ciclo histórico foram selecionados
alguns estudos de caso visando desenvolver uma
metodologia de estudo da formação urbana a ser
aplicada em novos casos futuramente.
Durante o Ciclo das Monções das Bandeiras, do
século XVII até o ano de 1769, na região em estudo,
formaram-se 10 núcleos urbanos, entre cidades (vilas) e suas freguesias. Neste período foram formados os seguintes municípios, na época vilas: Itú
(1654), Jundiaí (1655), Sorocaba (1661), Atibaia
(1769), Moji Mirim (1769), (1765 – 1769). Ainda neste período, já existiam como povoados alguns núcleos que se tornaram freguesias: Nazaré Paulista,
1676-1769
1728
1740-1769
1747
1751
1765-1769
1766
Denominação atual do Município
ITÚ
JUNDIAÍ
SOROCABA
NAZARÉ PAULISTA
PORTO FELZ
MOGI GUAÇU
ATIBAIA
MOJI MIRIM
BRAGANÇA PAULISTA
ITAPETININGA
Data de criação do Município (Vila)
1654
1655
1661
1850
1797
1877
1769
1769
1797
1770
No Ciclo do Açúcar (1770 a 1842) esta rede urbana se amplia na região de Campinas, Itú e Sorocaba
quando foram formados mais 22 núcleos urbanos,
dentre eles 7 novos municípios, na época vila: Piracicaba (1821), Campinas (1797), Tietê (1842), Casa
Branca (1841), Batatais (1839), (1826), Capivarí
(1832) e Limeira (1842). Neste mesmo período foram
formadas diversas freguesias na região, 15 no total:
Caconde (1775-1841), Araçoiaba da Serra (1821),
Tatuí (1822), Cabreúva (1830), Indaiatuba (1830),
Itatiba (1830), Rio Claro (1830-1842), Monte Mor
(1832), Piracaia (1836-1850), São João da Boa Vista
(1838), Socorro (1838), Amparo (1839), Serra Negra
(1841), Jarinú (1842-1844) e Pirassununga (1842).
(Tabela 2)
Os estudos sobre a formação da rede urbana no território paulista no ciclo das bandeiras e no ciclo do
açúcar foram abordados pela literatura e apontam
desdobramentos ainda necessários. [3] e [4]
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Tabela 2. Freguesias e municípios (vilas) formados na
região de Campinas e Sorocaba no Ciclo do Açucar
(1770-1842)
Tabela 3. Freguesias e municípios (vilas) formados na
região de Campinas e Sorocaba no Primeiro Período
do Ciclo do Café (1843 a 1870)
Data de
criação da
Freguesia
1774-1776
1775
1775-1841
1811
1814
1814-1821
1821
1822
1826
1830
1830
1830
1830
1830-1842
1832
1836-1850
1838
1838
1839
1841
1842-1844
1842
Data de
criação da
Freguesia
1844-1846
1846
1846-1853
1847
1847
1850
1852
1856-1868
1860
Denominação atual do Município
PIRACICABA
CAMPINAS
CACONDE
TIETÊ
CASA BRANCA
BATATAIS
ARAÇOIABA DA SERRA
TATUI
CAPIVARI
CABREÚVA
INDAIATUBA
ITATIBA
LIMEIRA
RIO CLARO
MONTE MOR
PIRACAIA
SÃO JOÃO DA BOA VISTA
SOCORRO
AMPARO
SERRA NEGRA
JARINÚ
PIRASSUNUNGA
Data de criação do Município (Vila)
1821
1797
1864
1842
1841
1839
1936
1844
1832
1859
1859
1857
1842
1845
1871
1859
1859
1871
1857
1859
1859
1865
Durante o que podemos classificar como o Primeiro
Período do Ciclo do Café na região, entre os anos
de 1843 a 1870, período no qual a produção cafeeira
ultrapassa a produção açucareira e domina progressivamente a economia da região, período anterior à
expansão da rede ferrovia, foram formados 17 novos núcleos urbanos, dos quais os 11 seguintes municípios, na época vilas:
Santa Bárbara D’Oeste
(1869), Botucatu (1855), Brotas (1859), Itapira
(1858), Piedade (1857), Ibiúna (1857), Mococa
(1871), Araras (1871), Bofete (1880), Angatuba
(1885) e São José do Rio Pardo (1885). Neste mesmo período, também foram elevadas à condição de
freguesias, as 6 seguintes povoações: Itirapina
(!852), Espírito Santo do Pinhal (1860), Alambari
(1861), São Pedro (1864), Anhembi (1866) e Bom
Jesus dos Perdões (1863).
Ainda, neste período a maioria das freguesias formadas no ciclo do açúcar tornam-se municípios: Caconde (1864), Tatuí (1844), Cabreúva (1859), Indaiatuba
(1859), Itatiba (1857), Rio Claro (1845), Monte Mor
(1871), Piracaia (1859), São João da Boa Vista
(1859), Socorro (1871), Amparo (1857), Serra Negra
(1859), Jarinú (1859) e Pirassununga (1865). (Tabela
3)
1861
1864
1866
1869
1871
1872
1873
1874-1880
Denominação atual do Município
SANTA BÁRBARA D’OESTE
BOTUCATU
BROTAS
ITAPIRA
PIEDADE
IBIÚNA
ITIRAPINA
MOCOCA
ESPÍRITO SANTO DO
PINHAL
ALAMBARI
SÃO PEDRO
ANHEMBI
ARARAS
BOFETE
ANGATUBA
BOM JESUS DOS PERDÕES
SÃO JOSÉ DO RIO PARDO
Data de criação do Município (Vila)
1869
1855
1859
1858
1857
1857
1935
1871
1877
1991
1881
1948
1871
1880
1885
1959
1885
Para o período que podemos considerar como o Segundo Período do Ciclo do Café, segundo período de expansão da rede ferroviária na região até a
formação da Primeira República, entre 1871 e 1888,
foram criados os 11 novos núcleos urbanos na região, dentre eles 5 municípios (vilas): Pedreiras
(1889), São Miguel Arcanjo (1889), São Manuel
(1885), Santa Cruz das Palmeiras (1885), e Salto
(1889). Neste mesmo período, foram criadas na região, as seguintes 6 freguesias: Santa Maria da Serra
(1881), Porangaba (1885), Santa Cruz da Conceição
(1885), Monte Alegre do Sul (1887), Vargem Grande
do Sul (1888). e Rio das Pedras (1894).
No período que consideramos como o Terceiro Período do Ciclo do Café, período da Primeira República, 1889 -1930, a expansão da rede urbana na
região de Campinas, Itú e Sorocaba é a mais expressiva. Nesta época, formam-se inúmeros núcleos
urbanos, dentre eles 13 municípios: Analândia
(1897), Pedreira (1896), Joanópolis (1895), Leme
(1895), Itatinga (1896), Tambaú (1893), Conchas
(1916), Laranjal Paulista (1896), Torrinha 91896),
São Sebastião da Grama (1925), Americana (1924),
Tapiratiba (1928) e Águas da Prata (1926
Todavia, o que se destaca neste período, é a formação de inúmeros distritos, que corresponderia às freguesias antes da República, num total de 33 novas
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freguesias pertencentes aos municípios da região em
estudo.
3.2Estudos de caso de municípios da região de
Campinas por ciclos históricos
O estudo dos desmembramentos territoriais foram
fundamentais para o entendimento da formação dos
municípios paulistas. [5] Para a presente síntese, foi
feita uma seleção para estudos de caso, considerando municípios representativos dos ciclos econômicos
historicamente delimitados. Esta seleção de estudos
de caso visou a construção de uma metodologia para um estudo mais detalhado da formação urbana e
da sua evolução demográfica que poderá, futuramente, ser ampliada. Esta seleção foi realizada considerando o critério de ano de fundação do núcleo urbano
que daria origem ao município, quer a freguesia, ou
diretamente a vila, equivalente 3 ciclos históricos
considerados na análise. Para o Ciclo das Monções
das Bandeiras, do século XVII até o ano de 1769, foi
selecionado para analise o município de Porto Feliz.
Para o Ciclo do Açúcar, de 1770 a 1842, foi selecionado para analise o município de Piracicaba . Para
Primeiro Período do Ciclo do Café na região, entre
os anos de 1843 a 1870, foi selecionados para analise o município de Araras. Para o Segundo Período do Ciclo do Café, entre 1871 e 1888, foi selecionado para analise o município de Santa Cruz das
Palmeiras. Para o Terceiro Período do Ciclo do Café, período da Primeira República, 1889 -1930, foi
selecionado para analise o município de Santo Antonio de Posse.
O caso do município de Piracicaba é apresentado
como um exemplo do estudo realizado para 41 municípios selecionados na segunda fase da pesquia.
Piracicaba possui hoje uma população de
364.571habitantes (conforme tabela ), sendo a mesma predominantemente urbana (356.743habitantes),
e quase quatro vezes maior que no ano de 1940 (
76.416 habitantes.) . O município se mantém em
processo de crescimento demográfico desde o ano
de 1940 até os dias atuais, entretanto o mesmo ainda é caracterizado como município de médio porte.
de Santo Antônio. Pela Portaria de 22-2-1808, parte
de sua povoação ficou pertencendo a Itu e parte a
Porto Feliz. Através da Portaria de 31-10-1821, Instalado a 10-8-1822,o município denominado de Vila
Nova da Constituição é fundado, com sede na povoação de Piracicaba e território desmembrado da antiga Vila de Porto Feliz. Instalado a 10-8-1822.Tomou
o nome de Piracicaba por força da Lei 21 de 13 ou
19-4-1877, ou ainda, de 13-8-1877.
Crescimento Populacional
O município de Piracicaba em 1920, a cidade atinge
67.732 habitantes. Em 1940 os habitantes de Piracicaba totalizavam-se 76.416, e o crescimento demográfico do município se mantém até o ano de 2010,
ininterruptamente. Conforme as seguintes séries: em
1940 haviam 76.416 habitantes; em 1950 haviam
87.835 habitantes; em 1960 haviam 116.190 habitantes; em 1970 haviam 152.505 habitantes; em 1980
haviam 213.343 habitantes; em 1991 haviam 282.492
habitantes; em 1996 haviam 305.476 habitantes; em
2000 haviam 328.642 habitantes e em 2010 haviam
364.571habitantes no município.
Gráfico 1. Piracicaba (1940-2010). Demografia
Tabela 4. Evolução Demográfica de Piracicaba
(1940-2010). Fonte: IBGE
Total
Urbana
Rural
1940
76.416
33.771
42.645
1950
87.835
47.787
40.048
1960
116.190
82.303
33.887
Histórico
1970
152.505
127.818
24.687
Povoação fundada a 1-8-1767, na paragem denominada Piracicaba, em território de Itu. A Capela foi
fundada sob a invocação de Nossa Senhora dos
Prazeres, em 24-7-1770. Por ordem de 7-7-1784, a
povoação foi mudada da margem direita do Rio Piracicaba para a margem esquerda, sendo denominada
1980
213.343
197.038
16.305
1991
282.492
268.587
13.905
1996
305.476
292.744
12.732
2000
328.642
316.876
11.766
2010
364.571
356.743
7.828
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Desmembramento
A cidade de Piracicaba, inicialmente pertencia a Itu,
sendo elevado a município em 1821. Oito anos após
a sua fundação, Piracicaba sofre o seu primeiro
desmembramento, pelo Decreto de 10 – 7 – 1832,
perdendo parte de seu território para a fundação do
Município de Araraquara. Após dez anos, outro desmembramento é realizado, desta vez devida a transferência da freguesia de Rio Claro, através da Lei 25
de 8 – 3 – 1842, para o município de Limeira.
Outros dez municípios foram desmembrados de Piracicaba, sendo eles: Limeira, em 1842 pela Lei 25
de 8 – 3 – 1842, foi desmembrado para a fundação
do seu município; Em 1869 pela Lei 2 de 15 – 6 –
1869, a Freguesia de Santa Bárbara foi elevada a
município, denominado Santa Bárbara D’Oeste; Santa Maria também foi desmembrada de Piracicaba,
entre os anos de 1887 a 1897, sem data definida,
sendo transferida para o Município de São Pedro; Rio
das Pedras, foi desmembrado de Piracicaba 1894
(Lei 291 de 10 – 7 – 1894) sendo elevado a município; O distrito de Xarqueada foi elevado a município
em 30 – 12 – 1953, através da Lei 2456, também
sendo desmembrado de Piracicaba; Ibitiruna foi elevado a Distrito através da Lei de 1877 de 17 – 11 –
1922, transferindo sua sede para Serra Negra; Saltinho foi desmembrado em 30 – 12 – 1991, pela Lei
7664 e elevado a município; Artemis passou a ser
um Distrito em 1936 (Lei 2641 de 15 – 1 – 1936)
sendo assim desmembrado de Piracicaba; Tupi,
também foi elevado a distrito pela Lei 2783 de 23 –
12 – 1936.
3.3.Considerações finas
Para os municípios pequenos na década de
1940, ou seja, municípios que apresentavam uma
população de até 20 mil habitantes, podemos observar que: alguns deles tiveram um pequeno crescimento, mantendo um núcleo urbano relativamente
pequeno para os padrões das cidades do Estado de
São Paulo na década de 2010, como em Aguaí que
tornou-se município em meados de1950 e mantém a
sua população total de 32.148 habitantes, um crescimento baixo em comparação com o paradigma dos
municípios do século XXI. Cidades como Aguaí, que
não tiveram um crescimento populacional significativo em 50 anos, e após analisar os dados coletados é
provável que não tenha ocorrido uma verticalização
na cidade, provavelmente mantenha as suas caracte-
rísticas urbanas preservadas, como o traçados das
vias e as vilas e povoações da cidade.
Para os municípios médios na década de 1940,
ou seja, municípios que apresentavam uma população entre 20 mil habitantes e 60 mil habitantes, sendo eles: Amparo, Araras, Batatais, Bragança Paulista, Capivari, Casa Branca, Espírito Santo do Pinhal,
Itapetininga, Itapira, Itu, Jundiaí, Limeira, Mococa,
Moji Mirim, Rio Claro, São João da Boa Vista, São
José do Rio Pardo, Socorro e Tietê, podemos observar que: alguns deles tiveram um pequeno crescimento, mantendo um núcleo urbano relativamente
pequeno para os padrões das cidades do Estado de
São Paulo na década de 2010, como Tietê, que apesar de ser considerada uma cidade de porte médio
na década de 1940, hoje é uma cidade com apenas
36.835 habitantes no total, ou seja em 60 anos, seu
crescimento populacional foi de apenas 10.899 pessoas, que é um crescimento baixíssimo para os padrões dos municípios do Estado de São Paulo. Tietê,
provavelmente, devido ao seu baixo crescimento populacional e urbano, não iniciou sua verticalização e
mantêm vivo os patrimônios urbanísticos, arquitetônicos e históricos do período do café.
Já outras cidades tiveram um grande crescimento como Mococa, que nos
anos de 1940 tinha
sua população total em 26.054 habitantes, semelhante a Tietê, sendo considerada assim, uma cidade de
médio porte. Porem, hoje sua população total é de
66.290 habitantes, que é quase o dobro da população atual de Tietê. Analisando Mococa, juntamente
com outros municípios citados, percebendo que, devido ao grande aumento de sua população e consequentemente o seu desenvolvimento urbano, provavelmente o seu patrimônio histórico não esteja totalmente preservado.
Para os grandes municípios na década de 1940,
ou seja, municípios que apresentavam uma população acima se 60 mil habitantes, sendo eles: Campinas, Piracicaba e Sorocaba, podemos observar que:
alguns deles, mesmo com o seu grande crescimento
populacional, ainda conseguiram preservar alguns
resquícios dos primórdios do seu núcleo urbano e
alguns prédios históricos, apesar do seu enorme desenvolvimento; como por exemplo Sorocaba, que é
uma cidade fundada nos anos de 1654, mas mantêm
preservados a sua primeira igreja como também o
caminho dos tropeiros fundadores da cidade, além
do seu núcleo urbano, apesar dos seus 586.625 habitantes.
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AGRADECIMENTOS
Agradecemos à PUC Campinas pela viabilização da
presente pesquisa através da Bolsa de Iniciação Científica concedida dentro do Programa FAPIC – Reitoria, com vigência no período Agosto 2012 – Julho
2013.
REFERÊNCIAS
[1]. Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica.
Censo Dermográficohttp://www.sidra.ibge.gov.br/bda/tabela/listabl.asp?
c=3472&z=cd&o=10
[2]. Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados
( SEADE ) - Memórias das Estatísticas Demográficas do Estado de São Paulo https://www.seade.gov.br/produtos/500anos/
[3]. BUENO, Beatriz Piccolotto Siqueira. Dilatação
dos confins: caminhos, vilas e cidades na formação
da Capitania de São Paulo (1532-1822).Anais do
MuseuPaulista, Dez 2009, vol.17, no.2, p.251-294.
ISSN 0101-4714
[4]. GOULART, Nestor. 2011. Imagens de vilas e cidades no Brasil colonial. São Paulo, Editora da Universidade de São Paulo & Imprensa Oficial do Estado
de São Paulo, 411 p.
[5]. Tabela 1 e 2 -Desmembramentos territoriais da
vila de São Paulo, entre os séculos XVI e XIX. Fonte:
SEADE. 2012.
[6]. Arquivo Público do Estado de São Paulo –
Acervo
Digitalizado
http://www.arquivoestado.sp.gov.br/
[7]. FONSECA, Antônio José Baptista de Luné
;FONSECA, Paulo Delfino. Almanaque da
Província de São Paulo, 1873.
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