ASSUNTO: Oscilações por Jordan Del Nero [email protected] UFPA/CCEN/DF Pêndulo balístico Campus Universitário do Guamá 66.075-110 - Belém - Pará - Brasil Pêndulo de Foucault Introdução Ao observar o movimento de um candelabro na Catedral de Pisa (Itália), Galileu (1564-1642) reparou que, embora os movimentos se tornassem cada vez mais curtos, o intervalo de tempo de cada balanço (ou período de oscilação) permanecia o mesmo. Resolveu então verificar esse fato. Imprimindo movimento a uma pedra suspensa por um barbante. - Ele mediu o intervalo de tempo de cada balanço, utilizando as batidas de seu próprio pulso. E concluiu que sua observação estava correta: o período permanecia praticamente o mesmo, enquanto as oscilações se tornavam mais curtas. Introdução Galileu fez uma série de experiências usando pedras de diferentes pesos e barbantes de diferentes comprimentos, constatando 2 fatos de importância fundamental: 1- quanto maior o comprimento do barbante, maior o período de oscilação; 2- o período de oscilação do pêndulo não depende do peso do corpo (no caso, a pedra). Isso significa que qualquer corpo (pedra ou bala de canhão) preso a um fio de mesmo comprimento tem período idêntico. - Esse resultado destruiu o pensamento aristotélico, aceito até então, de que os corpos pesados caem mais depressa que os leves. Introdução Galileu deve ter pensado: “Se tanto os corpos pesados como os leves, suspensos por fios de mesmo comprimento, levam o mesmo tempo para descer, então esses corpos, se largados simultaneamente de uma mesma altura, deverão levar o mesmo tempo para chegar ao solo”. - Ele procurou demonstrar isso. Não sabemos se de fato ele realizou essa experiência, mas conta-se que ele subiu no topo da torre de Pisa e de lá deixou cair simultaneamente uma bala de mosquete e outra de canhão; para espanto de seus opositores aristotélicos, elas chegaram realmente juntas. Introdução - Além de provar sua teoria, Galileu mostrou que na verdade, o movimento de um pêndulo nada mais é do que a queda de um corpo desviado da vertical por uma restrição imposta pelo barbante, este faz com que o objeto se mova ao longo de um arco de circunferência, cujo centro está no ponto de suspensão. Oscilações Tudo ao nosso redor oscila!!! Vamos tratar as oscilações mais simples i.é. regidas pela lei de Hooke. “O deslocamento é proporcional a força aplicada” As principais formas de oscilação podem ser reduzidas a sistemas do tipo. massa-mola. O Pêndulo. Ondas. Ondas de superfície. http://ww2.unime.it/dipart/i_fismed/wbt/ita/pendolo/pendolo_ita.htm Generalidades das oscilações Livres. A força elástica (F = – kx) é uma força do tipo restauradora e o movimento da massa oscilante é M.H.S. A força restauradora é a força que produz a deformação na mola, enquanto que a 2a. Lei de Newton é a força que produz o movimento na partícula oscilante. Logo, a equação de movimento é dada por: F Felast . Frest . 2 d x a 2 ma kx temos 2 d x m 2 kx dt 2 k wo m dt 2 d x 2 wo x 0 2 dt (Eq. Dif. Linear, Homogênea, de 2a. Ordem) Soluções: A função cosseno ou seno e a função exponencial (mais geral). 2 1- d x k x A.cos wot x 0 2 dt m dx v wo A.sen wot dt k k 2 2 wo w d x 2 2 o a 2 wo A.cos wot wo x m m dt 2- x Ae dx t A e dt d 2x 2 t A e 2 dt t 2 d x k x0 2 dt m k i iwo m Obs: Se = 90o, x = A.sen(wt). x Aet x aeiwot beiwot 1 i 1 i a A.e , b Ae 2 2 ei wot ei wot x A 2 x A cos wot Solução: x A cos wot Solução: x A cos wot A animação mostra o MHS de 3 sistemas massa-mola não amortecido, com freqüências naturais (da esquerda para a direita) de ωo, 2ωo, e 3ωo. Todos os 3 sistemas estão inicialmente em repouso, porém deslocados de uma distância xm de equilíbrio. O período do movimento oscilatório é definedo como o tempo requerido para o sistema partir de uma posição, completar um ciclo de movimento e retornar à posição inicial. ⇒ plot da posição versus o tempo, você pode determinar o período para cada dos 3 osciladores? Determinação da amplitude de oscilação A e da constante de fase para o M.H.S. Eles dependem das condições iniciais da partícula, isto é, xo (t=0) e vo (t=0). 1 0 x A.cos wot A. cos .cos wot s en.s en wot 1 0 dx v wo A.sen wot wo A cos .s en wot s en .cos wot dt xo A.cos vo wo Asen Dividindo um pelo outro: sen vo A . cos wo A xo Elevando ao quadrado e somando: 2 1 v xo 2 o 2 A2 . sen2 cos 2 wo vo tg wo xo 2 v A2 xo 2 o 2 wo vo arctg wo xo 2 v A xo 2 o 2 wo Determinação da energia potencial elástica para o M.H.S. Como vimos anteriormente, a força no M.H.S é dependente da posição x. Isto é, dada pela Lei de Hooke: F x kx Entretanto, na determinação da energia, temos: 1- Pela área da figura (triângulo retângulo): A b.h A E p x 2 F x .x Ep x 2 kx 2 Ep x 2 2- Pela definição: F x dE p x dx dE x F x .dx E x k x.dx p p kx 2 Ep x 2 Determinação das energias para o M.H.S. x A.cos wot dx v wo A.sen wot dt x 2 A2 .cos 2 wot 2 dx 2 2 2 2 v w A . sen wot o dt kx 2 mv 2 Eo E p Ec cte. 2 2 k kA2 cos2 wot mwo 2 A2 s en 2 wot Eo 2 2 Eo kA2 cos 2 wot s en2 wot 2 kA2 Eo 2 1 Determinação das energias para o M.H.S. kx 2 kA2 2 E .cos wot p 2 2 2 2 2 mw mv 2 o A E . sen wot c 2 2 kA2 Eo 2 armazenada na mola armazenada no bloco Determinação das energias para o M.H.S. Determinação das energias para o M.H.S. 2 2 2 mw kx 2 kA2 mv 2 o A Ep .cos wot Ec .sen2 wot 2 2 2 2 kA2 Eo 2 Vários H2O 1 H2 O Determinação das energias para o M.H.S: Ep Sistemas Localizados k Exemplos: v Ec m 1- Sistema mecânico Sistemas massa-mola Ec armazenada no bloco de massa m Ep armazenada na mola de k 2- Sistema eletromagnético Emag Emag armazenada no indutor (L) circuito LC Eelét armazenada no capacitor (C) Eelet. Aplicações do M.H.S Aplicações do M.H.S (Eq. Dif. Angular) 4 2l g 2 T (em laboratório) Aplicações do M.H.S Aplicações do M.H.S (Eq. Dif. Angular) T 2 mgh I 4 2 (em laboratório) Aplicações do M.H.S Aplicações do M.H.S (Eq. Dif. Angular) Aplicações do M.H.S Molécula Diatômica Potencial de Lennard-Jones: Potencial de interação entre 2 átomos que forma a molécula diatômica. 6 a 12 a E p r D. 2. r r r: é a distância de equilíbrio (corresponde ao máximo de Ep(r)). Para r = a, temos: E p r a D.1 2.1 E p r a D D: é a energia de dissociação (separação) da molécula diatômica. 6 a 12 a d D. 2. r dE p r r F r dr dr Aplicações do M.H.S Molécula Diatômica 6 a 12 a d D. 2. r dE p r r F r dr dr F r D d a12 r 12 2.a 6 r 6 dr D 12.a12 r 13 6.2.a 6 r 7 a12 a 6 F r 12 D. 13 7 r r Para F(r) = 0, temos: 6 6 6 6 a aa a 1 6 r r 6r 7 r 7 ra (distância interatômica de equilíbrio) Aplicações do M.H.S Molécula Diatômica A freqüência angular wo é dada por: k wo m1m2 m1 m2 onde, k é determinado por: d 2Ep r k dr 2 r a (massa reduzida) Aplicações do M.H.S Molécula Diatômica Ex: A energia de uma molécula diatômica no estado fundamental de momento angular nulo, é uma função da distância R dada por: 6 12 Ro Ro E p R A. B R R 6 12 10 19 10 E p R 16.10 . 8.10 R R 19 10 onde: Ro = 10-10m, A = 16.10-19J e B = 8.10-19J. a) Esboce Ep(R); 10 Aplicações do M.H.S Molécula Diatômica b) Determine a distância interatômica de equilíbrio e a energia de dissociação da molécula; F R dE p R dR d A.Ro 6 R 6 B.Ro12 R 12 dR Ro 6 Ro12 F R 6 A. 7 12.B 13 R R 6 6 6 R R R Para F(R) = 0, temos: 6 A. o 12.B o o R7 R6 R7 6 R Ro 6 2 B A R Ro 1010 m 12 Ro Ro E p R Ro A. B Ro Ro E p R Ro A B 1019 16 8 E p R Ro 8.1019 J Aplicações do M.H.S Molécula Diatômica c) Determine a freqüência de vibração da molécula de massa reduzida M (em kg), isto é, wo (M) =? 1u.m.a = 6.10-26kg m1m2 1 u.m.a 3.1026 kg m1 m2 2 d 2Ep R k dR 2 R Ro k Ro 6 Ro12 k 42 A. 8 156 B. 14 Ro Ro d 6 A.Ro 6 R 7 12 B.Ro12 R 13 dR 42 156 k A. 2 B. 2 Ro Ro k 16.1019.42.1020 8.1019.156.1020 k 6720 12480 k wo 5760 wo 3.1026 wo 1013 1920 wo 43,8.1013 rad / s k 16.420 8.1560 k 5760 N / m Aplicações do M.H.S A Ro 2 B 6 A B U 12A B U r 12 r 66 r r A B F 12A 13 6B 7 F 12 13r 6 7r r r Relação entre M.H.S e M.C.U = Relação entre M.H.S e M.C.U = = Relação entre M.H.S e M.C.U Módulo do vetor posição: r 2 2 x y i x j y x 2 y 2 R sen 2 cos2 R 2 ^ 2 ^ Módulo do velocidade: v 2 vx v y 2 2 2 i vx j v y vx 2 v y 2 wR sen 2 cos2 wR ^ ^ Módulo do aceleração: a 2 ax a y 2 2 2 i ax j a y ax 2 a y 2 w2 R sen 2 cos2 w2 R ^ ^ 2 v2 v 2 a w R R R R Onde: R = A. Relação entre M.H.S e M.C.U Vetor girante de Fresnel Todo m.h.s pode ser representado por um vetor girante como o representado na fig. e denominado vetor girante de Fresnel (OP). P A O x Q Supondo esse vetor girando no sentido anti-horário com w = cte, o mesmo representará um m.h.s de função horária: Onde, a) x (elongação) é a projeção desse vetor no eixo Ox; b) A (amplitude) é numericamente igual à intensidade do vetor OP; c) (fase inicial) é a direção segundo o eixo Ox no instante inicial; d) w (pulsação) tem as características da velocidade angular do movimento de P. Superposição de 2 M.H.S de mesma direção 1) Os M.H.S tem a mesma freqüência: Seja um corpo C sujeito à ação simultânea de 2 m.h.s de mesma freqüência, cujas funções horárias são: y x1 = A1.cos(wt+1) A`` A2 A``2 y y2 A x2 = A2.cos(wt+2) Δ A 1 2 1 A``1 y1 O x2 x1 A´2 e Representamos esses m.h.s pelos x vetores girantes de Fresnel, OA1 e OA2 . A´1 A´ x O movimento resultante da composição de 2 m.h.s é também harmônico simples e de mesma freqüência dos movimentos componentes. Superposição de 2 M.H.S de mesma direção Seja x = A.cos(wt+) a função horária do m.h.s resultante onde x = x1 + x2. 1) Cálculo da amplitude resultante: Através da Lei dos Cossenos; Onde: Δ = 2 - 1 é a defasagem entre os m.h.s componentes. Casos Particulares: a) Δ = 2 - 1 = 0 b) Δ = 2 - 1 = => => A = A1 + A2 A = A1 - A2 2) Cálculo da fase inicial do movimento resultante: No triângulo AOA´, temos: , como OA´ = x1 + x2 e OA´´ = y1 + y2, temos: Superposição de 2 M.H.S de direções ortogonais É importante no estudo da luz polarizada e circuitos de c.a. Ay y Ax Ay Ax , , wx = wy = wo x x Ax .cos wot y Ay .cos wot Equação da trajetória da partícula: o objetivo é eliminar o tempo t das eqs. de x e y. Para o caso geral, temos que somar e subtrair por em y: y Ay .cos wot cos A B cos A.cos B senA.senB y Ay . cos wot .cos sen wot .sen Temos ainda que, x e (diferença de fase) cos wot Ax Superposição de 2 M.H.S de direções ortogonais y Ay . cos wot .cos sen wot .sen x cos wot Ax Logo, x s en wot 1 Ax 2 x Ax 2 x 2 y Ay . .cos .sen Ax Ax yAx Ay x.cos Ay Ax 2 x 2 .sen yA A x.cos x y 2 Ay Ax x .sen 2 2 2 y 2 Ax 2 2 Ax Ay xy.cos Ay 2 x2 cos2 Ay 2 Ax 2 .sen2 Ay 2 x2 .sen2 Superposição de 2 M.H.S de direções ortogonais y 2 Ax 2 2 Ax Ay xy.cos Ay 2 x2 cos2 Ay 2 Ax 2 .sen2 Ay 2 x2 .sen2 1 y 2 Ax 2 Ay 2 x2 cos2 sen2 2 Ax Ay xy.cos Ay 2 Ax 2 .sen2 Ax 2 y 2 Ay 2 x2 2 Ax Ay xy.cos Ay 2 Ax 2 .sen2 Equação geral da trajetória 1o caso: Para = /2 => cos = 0 e sen = 1. Logo, Ax 2 y 2 Ay 2 x2 Ay 2 Ax 2 : Ay 2 Ax 2 y 2 x2 2 1 (equação da elipse) 2 Ay Ax Superposição de 2 M.H.S de direções ortogonais 1o caso: Obs: Se Ax = Ay = A. Então, 2o caso: Para = 0 y x 1 2 2 (Equação da Circunferência) => cos = 1 e sen = 0. Logo, Ax 2 y 2 Ay 2 x2 2 Ax Ay xy.cos Ay 2 Ax 2 .sen2 Ax 2 y 2 Ay 2 x2 2 Ax Ay xy 0 Obs: Caso mais geral, wx wy => oscilador anisotrópico. 3o caso: Para = A y A x x 2 2 2 y y Ay Ax x 0 (equação da reta) => cos = -1 e sen = 0. Logo, Ax y Ay x 2 Ax Ay xy 0 2 2 A y A x x y 2 0 y Ay Ax x Superposição de 2 M.H.S de direções ortogonais Exemplo: x Ax .cos wot y Ay .cos wot x Ax .cos wot y Ay .cos wot Fx(t) Fy(t) Oscilações de 2 corpos x1 x2 k m2 m1 O -Os extremos da mola são localizados pelas coordenadas x1(t) e x2(t). -o comprimento da mola, em qualquer instante, é x1 – x2. -F F Sendo l o comprimento normal da mola, sem distensão, a variação de comprimento da mola, x(t) será portanto: x 0 distendida (deslocamento relativo dos blocos em relação a O) x x1 x2 l x 0 normal x 0 comprimida Aplicando a 2a Lei de Newton para m1 e m2, temos: 2 2 d x1 m1 2 kx dt e d x2 m2 2 kx dt Oscilações de 2 corpos Multiplicando a la equação por m2 e a 2a por m1 e subtraindo as 2, temos: 2 2 d x1 d x2 m1m2 2 m1m2 2 m2 kx m1kx dt dt que pode ser reescrita como: 2 2 m1m2 d x1 d x2 2 2 kx m1 m2 dt dt é a massa reduzida do sistema. d 2x k x0 2 dt 2 2 d x1 d x2 d x d x1 d x2 d l 2 2 2 2 2 2 dt dt dt dt dt dt 2 Onde: 0 d 2x k x0 2 dt m 2 2 2 Oscilações de 2 corpos m1m2 m1 m2 1 1 1 m1 m2 Para massas finitas é sempre menor do que m1 ou m2. d 2x k x0 2 dt wo 2 k Logo, x, v e a relativos dos 2 blocos são dados por: x A.cos wot dx v wo A.sen wot dt d 2x 2 2 a w A .cos w t w o o o x 2 dt x x1 x2 l dx v v1 v2 dt d 2x a 2 a1 a2 dt Oscilações de 2 corpos x m2 k O m1 -F - Para um corpo preso a Terra , temos: 0 m2 1 1 1 m1 m2 1 1 1 m1 m1 Oscilações de 2 corpos molécula diatômica k Eixo de simetria Ex: H2, CO e HCl Obs: O acoplamento dos átomos que constituem essas moléculas é eletromagnético. Entretanto, introduzimos o conceito de e de deslocamento relativo x. Oscilações de 2 corpos Osciladores Acopladas Daniel A. Russell, Kettering University Dois osciladores massa-mola estão acoplados juntos por uma corda esticada. Oscilações Amortecidas A discussão do movimento harmônico simples, no estudo anterior, indica que as oscilações têm uma amplitude constante. Entretanto, experimentalmente, podemos perceber que um corpo que vibra, como uma mola ou um pêndulo, oscila com uma amplitude que gradualmente decresce e, eventualmente, pára. Ou seja, o movimento oscilatório é amortecido. Para explicarmos dinamicamente o amortecimento, suporemos que, além da força elástica (F = – kx), age outra força de sentido oposto ao da velocidade. Escreveremos essa força como F F e a equação do movimento é ma kx v 2 d x dx lembrando que v e que a 2 dt dt 2 d x dx temos m 2 kx dt dt Dividindo por m e colocando os termos do lado direito para o esquerdo obtemos: d x dx k x0 2 dt m dt m 2 Tendo em mente que k m 2 0 e 2 m A equação finalmente fica 2 d x dx 2 2 0 x 0 2 dt dt (Eq. Dif. Linear, Homogênea, de 2a. Ordem) Equação Vamos resolver a equação diferencial e discutir as possíveis possibilidades. d 2x dx 2 2 0x 0 2 dt dt d 2x 2 t Ae dt 2 dx Ae t dt t Solução: x Ae 2 0 2 2 0 2 4 2 2 2 0 2 2 2 2 0 2 1 2 2 xce 1 2 0 2 0 2 2 2 02 t c e 2 0 2 02 t 2 (Equação Geral para o M.H.A) Vamos analisar os seguintes casos. 1º 0 - Superamortecido t x c1e e 2 02 t x e c1e t 2 2 t 0t c2e e 2 02 t c2e 2 02 t 2º < 0 - Subamortecido 2 2 i t t 0 x c1e e x e c1e t 3º 2 2 i t t 0 c2e e i 02 2 t c2e i 02 2 t = 0 - Extremamente amortecido Para duas raízes iguais teremos como solução: xe t c1 tc2 1o Caso: wo > /2 Sub-crítico 2o Caso: wo = /2 crítico 3o Caso: wo < /2 Super-crítico 1o Caso: wo > /2 3o Caso: wo < /2 2o Caso: wo = /2 Sistema massa-mola com amortecimento A animação mostre 2 sistemas massa-mola inicialmente em repouso, porém deslocado do equilibrio de x=xmax . A massa preta é não amortecida e a massa azul é amortecida (sobamortecida). Depois sendo liberada do repouso a massa (preta) não amortecida exibi MHS enquanto a massa (azul) amortecida exibi um movimento oscilatorio que decai com o tempo. Amplitude tempo d x b dx 2 0 x 0 2 dt m dt 2 Solução: x Ae t dx t A e dt d 2x 2 t A e 2 dt Raízes: b A e A e t wo 2 Ae t 0 m 2 t 2 b 2 Ae wo 0 m t Aet 0 b wo 2 0 (equação do 2o grau) m 2 2 b b 2 4w0 m m 2 Raízes: Como: 2 b b 2 w0 2m 2m b m e w w 2 0 x A.e t Solução: x aeiwt beiwt 1 i 1 i a A.e , b Ae 2 2 x Ae t 2 ei wt ei wt 2 x Ae t 2 cos wt 4 1o Caso: wo > /2 2 temos: iw 2 Determinação da amplitude de oscilação A e da constante de fase para o M.H.A. Eles dependem das condições iniciais da partícula, isto é, xo (t=0) e vo (t=0). t 2 t 2 1 1 0 x A.e cos wt A.e cos .cos wt s en.s en wt 1 1 t t v dx wAe 2 .sen wt Ae 2 cos wt dt 2 vo wAsen A cos xo A.cos 2 Substituindo xo em vo, temos: vo wAsen xo 2 sen vo xo wA 2 arcsen vo xo wA 2 Determinação da amplitude de oscilação A e da constante de fase para o M.H.A. Eles dependem das condições iniciais da partícula, isto é, xo (t=0) e vo (t=0). vo wAsen A cos 2 xo A.cos 2 x cos 2 o2 A 2 x s en2 1 o2 A Substituindo em vo, temos: w A xo vo xo 2 vo w A xo xo 2 2 w A xo 2 2 2 2 2 vo xo 2 A s en A2 xo 2 2 2 vo xo 2 2 A xo w2 2 Determinação da energia no M.H.A: kx 2 mv 2 E 2 2 t 2 2 t 2 2 x A . e cos wt x A . e cos wt t t dx v wAe 2 .sen wt Ae 2 cos wt c d dt 2 0 t 2 2 2 t 2 2 c d w A . e s en wt Ae . w.sen wt cos wt 0 2 A2e t cos 2 wt 4 Se << w. k kA2e t cos2 wt mw2 A2e t s en2 wt E 2 2 Determinação da energia no M.H.A: k Se << w. kA2e t cos2 wt mw2 A2e t s en2 wt E 2 2 E kA2e t cos2 wt s en2 wt 1 2 kA2 t E e 2 E Eoe t Termo de amortecimento. A energia não é mais constante. Pois, o sistema não é mais conservativo. Eo é a energia no M.H.S. dE d Eo e t Eoe t cte dt dt A energia dissipada em calor (Efeito Joule) é: t 2 2 dW bv 2 t bA e dt s en2 wt A energia dissipada em um ciclo de oscilação (entre t e t+, onde = 2/w) é: t t t 2 w t 2 2 dW dt bv 2 t bA e dt t s en wt .dt t Logo, 2 2 w t t 2 w sen 2 wt .dt << w t 1 1 2 2 1 2 1 2 2 cos 2wt .dt w 2 w dW b 2 2 t 2 Ae dt 2 w Chama-se fator de mérito ou fator de qualidade Q do oscilador a razão entre: E Q 2 dW dt t 2 2 k Ae 2 Q 2 b 2 2 t 2 Ae 2 w wk Q b b m wk w0 k Q m m Caso de amortecimento fraco: Q >> 1. d x b dx 2 0 x 0 2 dt m dt 2 Solução: x Ae t dx t A e dt d 2x 2 t A e 2 dt Raízes: b A e A e t wo 2 Ae t 0 m 2 t 2 b 2 Ae wo 0 m t Aet 0 b wo 2 0 (equação do 2o grau) m 2 2 b b 2 4w0 m m 2 Raízes: Como: 2 b b 2 w0 2m 2m b m e w w 2 0 x A.e t Solução: x aewt be wt 1 1 a A.e , b Ae 2 2 x Ae t 2 x Ae e wt e wt 2 t 2 cosh wt 4 2o Caso: wo < /2 2 temos: w 2 dx d 2 t v Ae cosh wt dt dt v wAe t 2 2 t s enh wt Ae cosh wt 2 t 2 w s enh wt cosh wt 2 v Ae Obs: d cosh t s enh t dt Determinação da amplitude de oscilação A e da constante de fase para o M.H.A. Eles dependem das condições iniciais do circuito, isto é, xo (t=0) e vo (t=0). t 2 t 2 1 1 0 x A.e cosh wt A.e cosh .cosh wt s enh.s enh wt 1 1 t t v dx wAe 2 .senh wt Ae 2 cosh wt dt 2 vo wAsenh A cosh 2 Substituindo xo em vo, temos: vo wAsenh xo 2 senh vo xo wA 2 xo A.cosh arcsenh vo xo wA 2 Determinação da amplitude de oscilação A e da constante de fase para o M.H.A. Eles dependem das condições iniciais do circuito, isto é, xo (t=0) e vo (t=0). xo A.cosh 2 x cosh 2 o2 A e 2 x s enh2 1 o2 A Substituindo em io, temos: w A xo 2 2 2 2 2 vo xo 2 A s enh A2 xo 2 w A xo vo xo 2 vo w A xo xo 2 2 vo wAsenh A cosh 2 2 2 vo xo 2 2 A xo w2 2 Determinação da energia no circuito RLC: kx 2 mv 2 E 2 2 t 2 2 t 2 2 x A . e cosh wt x A . e cosh wt t t dx v wAe 2 .senh wt Ae 2 cosh wt c d dt 2 0 0 2 2 2 t 2 2 t c d w A .e s enh wt A e . w.senh wt . cosh wt 2 2 t A e cosh 2 wt 4 Se >> w. kA2e t cosh 2 wt m 2 A2e t cosh 2 wt E 2 8 d x b dx 2 0 x 0 2 dt m dt 2 Solução: x Ae t dx t A e dt d 2x 2 t A e 2 dt Raízes: b A e A e t wo 2 Ae t 0 m 2 t 2 b 2 Ae wo 0 m t Aet 0 b wo 2 0 (equação do 2o grau) m 2 2 b b 2 4w0 m m 2 Raízes: Como: 2 b b 2 w0 2m 2m b m w0 e x A.e t Solução: x aet bet 1 ab A 2 xe t 2 e et 1 t 2A 2 1 t x Ae t 2 1 t temos: 3o Caso: wo = /2 2 dx d 2 t v Ae 1 t dt dt t 2 t v Ae 1 t Ae 2 2 v Ae t 2 1 t 2 2 Oscilador Harmônico Forçado 2 Fo d x k x cos w´t 2 dt m m Solução: z t x t iy t zo .eiw´t . iw´t z t iw ´ z . e iw´z t o .. z t w´2 zo .eiw´t w´2 z t Solução transiente (Eq. Dif. Linear, nãohomogênea de 2a ordem) Fo iw´t wo w´ z m e 2 2 Solução Fo eiw´t z Estacionária ou 2 2 m wo w´ não-homogênea Fo cos w´t x Parte real 2 2 m wo w´ Fo cos w´t Solução Geral: x A.cos wot m wo 2 w´2 Oscilador Harmônico Amortecido e Forçado Fo d 2 x dx k x cos w´t 2 dt m dt m m Solução: y = w´ z t x t iy t zo .eiw´t . iw´t z t iw ´ z . e iw´z t o .. z t w´2 zo .eiw´t w´2 z t z x iy (Eq. Dif. Linear, nãohomogênea de 2a ordem) Fo iw´t wo w´ i w´ z m e 2 2 Fo eiw´t z m wo 2 w´2 i w´ Fo zo m wo 2 w´2 i w´ z Fo r 1 1 2 2 m x 2 y 2 wo 2 w´2 w´ i 2 2 2 2 2 2 2 2 i 2 z w w ´ i w ´ r . e w w ´ w´ .e 2 o 2 o 2 w´ y w´ arctg 2 arctg arctg 2 x = wo2 – w´2 2 2 2 m wo w´ x wo w´ y = w´ Oscilador Harmônico Amortecido e Forçado z x iy z Fo r 1 1 2 2 2 2 2 2 m x y wo w´ w´ i 2 2 2 2 2 2 2 2 i z2 wo w´ i w´ r2 .e wo w´ w´ .e 2 2 w´ y w´ arctg 2 arctg arctg 2 x = wo2 – w´2 2 2 2 m w w ´ x wo w´ o http://ww2.unime.it/dipart/i_fismed/wbt/ita/pendolo/pendolo_ita.htm Oscilador Harmônico Amortecido e Forçado z1 r1 i2 zo .e z2 r2 Fo zo m zo w o 2 2 2 w´ 2 m2 ei w´2 Fo m wo w´ 2 2 2 2 2 w´2 ei Solução z t x t iy t zo .eiw´t Estacionária ou Fo i w´t não-homogênea z e 2 2 2 2 m wo w´ 2 w´2 Fo i w´t Fo z e . cos w´t i.sen w´t G G 1o Caso: Força do tipo função de Dirac 2o Caso: Força aumenta rápido 3o Caso: Força aumenta lentamente O Oscilador Harmônico Forçado Força aplicada a massa de um oscilador amortecido forçado sobre uma superfície rigida. Resposta Transient a uma força aplicada: Três osciladores massa-mola idênticos amortecido , todos com frequência natural f0=1, estão inicialmente no repouso. Uma força harmônica F=F0cos(2 f t) é aplicada a cada dos 3 iniciando em t=0. As frequências forçadas ω da força aplicada são f0=0.4, f0=1.01, f0=1.6 . A animação mostra a resposta das massas à forças aplicadas. A direção e magnitude da força aplicada são indicadas pelas setas. As linhas horizontais pontilhadas provem de uma referência para comparar magnitudes resultantes do deslocamento fixo. Determinação da posição em função do tempo, x = x(t) no M.H.A.F: Oscilações Forçadas. O sistema massa-mola quando excitado tem como característica a existência de UMA freqüência específica onde ocorre o fenômeno da ressonância.O fator refere-se aos valores do amortecimento e A é a amplitude da oscilação. Oscilações Forçadas. O sistema massa-mola quando excitado tem como característica a existência de UMA freqüência específica onde ocorre o fenômeno da ressonância.O fator refere-se ao valores do amortecimento e A é a amplitude da oscilação. Modos de Oscilação Antissimétrico Simétrico Torção Oscilação ASSUNTO: Movimento Ondulatório (Ondas em meios elásticos) por Jordan Del Nero [email protected] UFPA/CCEN/DF Campus Universitário do Guamá 66.075-110 - Belém - Pará - Brasil Objetivos Depois de estudar este assunto você será capaz de: 1- ser capaz de enunciar o significado de: ondas (longitudinal e transversal), superposição, onda harmônica, intensidade e nível de intensidade. 2- reconhecer as grandezas de que depende a velocidade escalar das ondas mecânicas. 3- ser capaz de enunciar as relações entre v, T, f, , w e k de uma onda harmônica. 4- ser capaz de deduzir as expressões do deslocamento Doppler da frequência de uma fonte móvel, ou de um receptor móvel, e usar estas expressões na resolução de problemas. 5- ser capaz de construir configurações das ondas estacionárias em cordas vibrantes e em colunas de ar vibrantes de tubos de órgãos, e daí obter as frequências possíveis das ondas estacionárias. 6- saber a dependência entre a intensidade de uma onda (I) e a amplitude (A). 7- ser capaz de calcular o nível sonoro em decibéis a partir da I (W/m2). Obs: Propriedades importantes para se entender a produção da fala, o funcionamento do ouvido e as aplicações do ultra-som em Biologia, Medicina,..... INTRODUÇÃO Em nosso cotidiano, estamos sempre em contato com algum tipo de onda. Existem ondas que podemos enxergar, outras que podemos ouvir e muitas não podemos nem ver nem ouvir. Porém, todas possuem algo em comum: São energias que se propagam através de um meio (material ou vácuo). Podemos perceber claramente essa propagação, quando fazemos um abalo, numa corda que esteja esticada, notaremos que um pulso de natureza ondulatória, irá se propagar por ela. Podemos notar outro tipo de onda quando jogamos uma pedra na superfície de um lago. Ondas (Pulso ou Movimento Ondulatório) É uma perturbação, ocasionada por uma fonte, que transporta energia e quantidade de movimento (sem o transporte simultâneo de matéria), de um ponto para outro no espaço, e se propaga num meio elástico (deformável) ou num campo oscilante (vácuo). Natureza das Ondas Ondas mecânicas: São ondas que transportam energia mecânica e precisam de um meio material para se propagar (oscilam em torno de uma posição de equilíbrio). Ex: ondas que se propagam em cordas, molas elásticas, as que se propagam na superfície dos líquidos, as ondas sonoras, e outras Ondas eletromagnéticas: São ondas que aparecem quando se tem cargas elétricas em movimento. Elas se propagam no vácuo. Ex: qualquer tipo de luz. Classificação quanto a direção de vibração Longitudinais: são ondas que se propagam e vibram na mesma direção (paralela). Transversais: são ondas em que a direção de propagação é perpendicular a direção de vibração. v Elementos de uma onda: Crista: ponto em deslocamento máximo acima do ponto de equilíbrio Vale: ponto em deslocamento máximo abaixo do ponto de equilíbrio. Ponto de equilíbrio: ponto de deslocamento nulo (A = 0). Amplitude: distância entre um ponto de equilíbrio e uma crista, ou um vale. Comprimento de onda (): é a distância percorrida por uma onda durante cada período. Período: É o intervalo de tempo em que acontece uma repetição. Freqüência: É o numero de repetições que ocorrem, em um determinado tempo. no de repet. f t v crista crista A A vale f 1 T crista Ponto de equilíbrio vale Classificação quanto a direção (liberdade) de propagação: a)Unidimensionais: são ondas que se propagam numa só direção. Ex: ondas se propagando numa corda ou mola. b)Bidimensionais: são ondas que se propagam ao longo de um plano. Ex: ondas na superfície de um lago Obs: Não são nem longitudinal nem transversal. É uma combinação dos 2 movimentos. Descrevem trajetória elíptica (quase circular) enquanto se propagam. c)Tridimensionais: são ondas que se propagam em todas as direções. Ex: o som, a luz. Exemplos de ondas (movimento ondulatório): Ondas na superfície da água Ondas em meio Elástico Ondas luminosas Ondas sonoras Obs: Cada tipo de onda pode ser caracterizado pela oscilação de uma ou mais variáveis físicas que se propagam através do espaço. 1- ondas eletromagnéticas: as variáveis físicas que oscilam são os vetores campo elétrico (E) e magnético (H) que se propagam no vácuo. Os olhos são receptores especiais que detectam essas ondas com entre 4000 e 7000 Å (ondas visíveis ou ondas luminosas). 2- ondas sonoras: a variável física que sofre oscilação é a pressão. Os ouvidos constituem receptores especiais de ondas sonoras com f de 20 a 20000 Hz. Obs: A mecânica dos átomos e das partículas subatômicas é denominado Mecânica ondulatória e é descrita pela função de onda . Ondas podem ser transversais: Ondas eletromagnéticas são transversais: Ondas transversais exibem o fenômeno de polarização linear que quando combinadas podem gerar ondas circularmente polarizadas. Duas ondas transversais com eixos de polarização formando um certo ângulo e diferentes fases, quando combinadas, exibem o fenômeno de polarização circular: Ondas podem ser longitudinais: Ondas sonoras são longitudinais: Classificação das ondas de acordo com o comportamento de uma partícula do meio que transporta a onda, durante o tempo em que esta se propaga: Pulso ou onda única: deformação provocada numa das extremidades e que se desloca (propaga) ao longo de uma corda. Trem de ondas: Se continuarmos a mover para diante e para trás a corda. Se o movimento for periódico o trem de ondas é periódico. Ex: é a onda harmônica simples que produz em cada partícula um M.H.S, no qual suas superfícies cujos pontos estão em fase de movimento. Tais superfícies denominam-se frentes de ondas (lugar geométrico dos pontos do meio primeiramente atingidos pela perturbação propagada pela onda). Se o meio for homogêneo e isotrópico, a direção de propagação será sempre perpendicular à frente de onda. A normal às frentes de onda, que indica a direção em que as ondas se propagam é chamada raio. Obs: uma característica deles é terem um princípio e um fim. Formas das frentes de onda: 1- Perturbação for em 1-D Frente de ondas planas e os raios são retas paralelas. produzidas por lâminas vibrantes 2- Perturbação for em 3-D a partir de uma fonte puntual Frente de ondas esféricas e os raios são linhas radiais, traçadas a partir da fonte, em todas as direções. Obs: Longe da fonte as frentes esféricas tem R 0 e podem ser consideradas como planas. Obs: O pulso desloca-se ao longo da corda com uma velocidade definida que depende da tensão (elasticidade que origina as forças restauradoras em qualquer parte do meio deslocada de sua posição de equilíbrio) e da natureza da corda (inércia que determina como a porção deslocada do meio responderá a tais forças restauradoras). - O destino do pulso na outra extremidade da corda depende do modo de fixação da corda neste ponto. |v| e A = cte F -F Extremo Fixo (3a Lei de Newton): Observa-se a inversão da fase da onda refletida. Extremo Livre: Sem inversão da fase da onda refletida. Exemplos de pulsos ondulatórios: (Pulso numa corda é um pulso ondulatório) (o relâmpago é um pulso ondulatório luminoso) (o trovão é um pulso ondulatório sonoro) (uma onda de maré é um pulso ondulatório na água) Vista lateral Vista superior As ondas ainda podem ser progressivas ou estacionárias: Onda progressiva: cada partícula do meio vibra com a mesma amplitude. Ex: ondas sonoras produzidas na fala. Onda estacionária: a amplitude é função da posição do ponto, sendo máxima nos ventres (ou cristas). Uma outra característica é que todos os pontos do meio oscilam com a mesma freqüência, exceto os nós (A = 0), que estão permanentemente em repouso. Ex: ondas originadas no interior de uma flauta. Imaginemos um pulso ondulatório qualquer que se propaga na direção Ox. Em dado instante, suponhamos t = 0, a forma do pulso pode ser representado pela função: y f x t=0 sendo y o deslocamento de um ponto do pulso na posição x. Num instante t posterior o pulso está mais adiante, admitimos ter percorrido para a direita a distância vt, sendo v o módulo da velocidade da onda, suposta constante. A forma do pulso no instante t é dado pela função: y f x vt t = t (onda progressiva) Equação geral do pulso de qualquer forma e que se propaga para a direita. Da mesma forma temos o pulso se propagando para a esquerda: y f x vt t=t Representação dos deslocamentos do pulso: y vt t=t x x y f x vt (Deslocamento do pulso para a direita) Ao aumentar t, x aumenta a fim de que (x – vt) seja cte. y t=0 x y -vt y f x y f x vt t=t x (Deslocamento do pulso para a esquerda) Ao aumentar t, x decresce a fim de que (x + vt) seja cte. Já vimos que no caso de um pulso que se movimente para a direita, exige-se, para uma fase particular que x vt cte y vt t=t Diferenciando em relação ao tempo x y vt x t=t dx v 0 dt dx (velocidade de fase Logo, v do pulso) dt x Obs: Se o pulso progredir para a esquerda, teremos – v como velocidade de fase. y y vt t=t -vt t=t x x Outra interpretação para a equação geral do pulso (Onda Harmônica) Notemos que y na equação geral depende de x e t. Isto é, y = f(x,t). Entretanto, se fixarmos o valor de t = 0 a equação fornece y = f(x). Isto define uma curva que representa a forma verdadeira do pulso no instante considerado, ou seja, é um “instantâneo” do pulso naquele instante. Agora se fixarmos um valor de x (ponto do pulso), então, y = f(t). Consideremos uma frente de onda particular. Suponhamos que no instante t = 0 haja numa corda um trem de ondas, descrito pela equação 2 y ym sen x (forma do pulso ou onda senoidal) (comprimento de onda do (amplitude do pulso senoidal) trem de ondas) Suponhamos que no decorrer do tempo, o pulso se propague para a direita com velocidade de fase v. Portanto, a equação do pulso no instante t é 2 (Deslocamento do y ym sen x vt pulso para a direita) Note que esta equação tem a forma exigida para uma onda progressiva. y t=0 t=t x vt O período T é o tempo necessário para que a onda percorra a distância de um comprimento de onda , portanto, vT Levando este valor na equação de onda obtém-se: x t y ym sen 2 T Uma forma mais compacta para a equação anterior é dada por: y ym sen kx wt ou 2 k , onde: w 2 T (no de onda) (freq. angular) y ym sen kx wt (deslocamento para a esquerda) Comparando: vT w 2 . Temos, e k v ,w T k T 2 Nas 2 equações da onda (direita e esquerda), supusemos que o deslocamento y = 0 em x = 0 e em t = 0. Nem sempre é isto que ocorre. A expressão geral de um trem de ondas senoidal que progride para a direita é y ym sen kx wt sendo a constante de fase. Para = 90o, y (x = 0, t = 0) = ym. Neste exemplo particular, y ymcos kx wt pois a função co-seno é deslocada de 90o em relação ao seno. Fixando a atenção em determinado ponto da corda, digamos em x = /k, o deslocamento y nesse ponto pode ser escrito como (Eq. do M.H.S e da y ym sen wt Onda Harmônica) Pois sen(-) = sen = sen(wt+). Essa equação é análoga à (eq.15-29 – Halliday Vol.2) para o M.H.S. Portanto, qualquer elemento particular da corada executa M.H.S em torno da posição de equilíbrio, à proporção que o trem de ondas progride na corda. Nestas expressões y é a função de onda. No caso de ondas numa corda, a função de onda representa o deslocamento vertical da corda, no ponto x e no instante t. Por isso, ela é uma função de 2 variáveis, y = f(x,t). Funções análogas são a pressão p(x-vt) no caso de ondas sonoras e o deslocamento de moléculas de gás em relação a posição de equilíbrio. Ex1: Uma onda senoidal tem amplitude de 1cm e = 30cm. Qual é seu deslocamento vertical em x = 15cm? Solução: Assumir no tempo t = 0. Logo, temos: 2 y ym sen x 2 y sen 15 sen 0cm 30 Ex2: A equação de uma onda transversal numa corda é: y 2sen 0,628x 314t na qual x (em m) e y (em cm) e t em seg.. Determine ym, , v e f da onda. Solução: y ym sen kx wt kx 0,628x w v k k 0,628m ym 2cm 1 314 v 5cm / s 62,8 2 0,1cm 62,8 v 5 f 50 Hz 0,1 Ex2: A equação de uma onda transversal progressiva numa corda é: y 20sen 0,01x 2t na qual x e y são medidos em cm e t em seg.. Determine ym, , v e f da onda. Solução: 2 2 y ym sen x vt 2 x 0, 01x 2 vt 2t v 0, 01 ym 20cm 200cm v 200cm / s 200 f 1Hz 200 Equação da onda: Uma equação de onda geral y(x,t) é a solução de uma equação diferencial denominada equação de onda. A equação de onda relaciona a derivada 2a da função de onda, em relação a x, à derivada 2a em relação a t. Em virtude dessas 2 variáveis, as derivadas são parciais. Podemos obter a equação de onda da equação abaixo: y ym sen kx wt (Solução particular das ondas harmônicas) Entretanto, podemos escrever da seguinte maneira: y ym sen kx kvt w , onde: v k w kv Derivadas em relação a x: dy d ym sen kx kvt y´ kym cos kx kvt dx dx d 2 y d kym cos kx kvt y´´ 2 k 2 ym s en kx kvt k 2 y dx dx Equação da onda: y ym sen kx kvt v = cte Derivadas em relação a t: dy d ym sen kx kvt y´ kvym cos kx kvt dt dx d 2 y d kvym cos kx kvt y´´ 2 k 2v 2 ym s en kx kvt k 2v 2 y dt dt Combinando as equações que contém as 2as derivadas em relação a t e x, temos: d2y 2 2 k yv Obs: Se y for o dt 2 deslocamento de 2 2 d y d y 2 Equação de onda uma corda v dt 2 dx 2 vibrante, esta equação descreve d2y 1 d2y 2 2 as ondas na corda. 2 dx v dt Obs: A mesma equação também descreve as ondas sonoras (y é a variação de pressão ou densidade de um gás) e eletromagnéticas (y é o campo elétrico ou magnético). Essa equação é satisfeita por qualquer onda em 1-D que se propaga sem dispersão (alargamento do pulso), ou modificação da forma. Demonstração: Mostramos que em geral esta onda tem uma função de onda que pode exprimir-se como função de x + vt ou de x – vt. Podemos mostrar com facilidade que x + vt ou x – vt satisfaz a equação de onda. Seja = x – vt e consideremos qualquer função de onda y y x vt y Pela regra da cadeia: dy dy d y´ d dx d dx dx Desde que d/dx =1 e d/dt = -v , temos: dy dy d d y´ e dt d dt dt dy dy e y´ vy´ dx dt Tomando as derivadas segundas, obtemos: d2y y´´ 2 dx Logo , fornece: e d2y dy´ dy´ d 2 v v v y´´ 2 dt dt d dt 2 d2y d y 2 v 2 dt dx 2 d2y 1 d2y 2 2 2 dx v dt Equação de onda Obs: Essa equação é importante, pois é uma conseqüência direta da 2a Lei de Newton, F = ma, aplicada a um segmento de corda. No caso de ondas acústicas deduz-se das leis de Newton aplicadas a fluidos. No caso de ondas eletromagnéticas deduz-se das equações de Maxwell para os campos elétrico e magnético. Discutimos somente o caso das ondas numa corda para ilustrar o fato da equação de onda ser uma conseqüência da mecânica de Newton. y x 2 T segmento isolado de uma corda Obs: dedução para amplitudes de onda pequena. Isto é, pequenos. Assim, o comprimento do segmento é x e a massa .x. A corda desloca-se verticalmente com a a = d2y/dt2 . A força vertical resultante é: 1 F -T = tensão na corda y T .sen2 T .sen1 Se é pequeno, sen = tg, onde tg = coeficiente angular da curva = y/ x = S. Então, F y T . tg2 tg1 T . S2 S1 T .S Igualando a 2a Lei de Newton, temos: 2 y .x 2 T .S t segmento isolado de uma corda y x 2 T S 2 y T. . 2 x t No limite de x 0 e t 0, temos: S 2 y T .lim .lim 2 x 0 x t 0 t 1 -T = tensão na corda Da equação de onda: S dS d dy d 2 y 2 lim dx dx dx dx x 0 x d2y d2y T . 2 . 2 dx dt d2y d2y . 2 2 dx T dt d2y 1 d2y 2 2 2 dx v dt Logo, a velocidade de propagação da onda na corda é: tensão 1 2 T v v T massa por unidade de comprimento (densidade linear) Uma importante propriedade da equação de onda é a de ser linear; isto é, a função y(x,t) e suas derivadas ocorrem apenas na 1a potência. Não existem termos em y2, ou (dy/dx)2, y.d2y/dt2 ou (d2y/dt2)2 (termos não-lineares). Uma importante propriedade das eqs. lineares é a de que sendo y1(x,t) e y2(x,t) duas soluções da eq., a combinação linear y3 x, t C1 y1 x, t C2 y2 x, t (expressão matemática do princípio de superposição) onde C1 e C2 são quaisquer constantes, também é uma solução. Se quaisquer 2 ondas satisfazem a equação de onda, a respectiva soma também satisfaz a mesma equação. Esse princípio é válido para amplitudes de ondas pequenas, de modo que, sen tg, seja verdadeira. Quando as amplitudes são grandes, essa aproximação não é válida, e a eq. resultante, que relaciona as derivadas temporais e espaciais de y(x,t) não é linear, nem a soma das 2 soluções é uma solução (não vale o princípio de superposição). - Como já vimos a velocidade de propagação de uma onda mecânica depende da inércia (no caso, ) e da elasticidade do meio (no caso, T). Outro tratamento para determinação de v: v l segmento isolado de uma corda que se movimenta para a direita e para a esquerda de comprimento l. T R T O Expressão da força resultante na direção vertical: F y l / 2 l 2T .sen 2T 2T T R R sen , s R. e s l / 2 Expressão da força que produz a aceleração centrípeta das partículas na corda, dirigida para O: v 2 l.v 2 Fcp m R R (é o arco de um círculo de raio) R l l.v 2 T R R v T tensão densidade linear Combinando as 2 equações, temos: propriedade inercial: armazena energia cinética propriedade elástica: armazena energia potencial Obs: Outro tratamento é através de análise dimensional. Já sabemos que a velocidade de propagação depende das propriedades do meio que são a elasticidade (tensão que é uma força) e a inércia (densidade de massa linear da corda). Portanto, kg.m M .L T 2 2 MLT 2 s T Logo, e kg M ML1 m L MLT 2 2 2 L T 1 ML T Enquanto que, m L v LT 1 s T Se tirarmos a raiz quadrada de T/, teremos: MLT 2 2 2 1 que é a dimensão de v L T LT velocidade. ML1 T - A velocidade com a qual a onda percorre um meio é determinada pelas propriedades do meio. tensão Velocidade para ondas transversais numa corda: Velocidade para ondas longitudinais num fluido: Velocidade para ondas longitudinais num sólido: v v T densidade linear da corda módulo volumétrico F/A B V / V B v densidade do fluido módulo de Young F/A l / l densidade do sólido - A freqüência de uma onda é naturalmente determinada pela freqüência da fonte. Uma vez determinado f e v podemos determinar , tem-se: v f vT Obs: Essas velocidades que dependem da inércia e da elasticidade do meio, dependem também da temperatura e da pressão. Entretanto, não dependem de f e das ondas. Nesse caso, os meios em que essas ondas propagam são considerados não-dispersivos aquele em que a forma da onda não se altera à medida que a onda se propaga e sua v = cte, desde que sejam fixadas as características de elasticidade e inércia do meio. Ex: ondas sonoras no ar e as ondas numa corda perfeitamente flexível e inextensível. Assim, o termo corda designará uma corda nessas condições ideais e as ondas, de modo geral, serão não-dispersivas. Logo, f cte v f cte f cte Ex: a velocidade do som no ar a 20oC independe da f e é igual a 334m/s, isto é, a v = 334m/s = cte (som audível, infra-som e ultrasom). Obs: Quando a onda passa de um meio para outro, v e mudam, enquanto f = cte, pois a característica da fonte é a mesma. Relação entre comprimento de onda e frequência. f v Relação entre comprimento de onda e frequência. v f Obs: Por outro lado existem ondas cuja forma se altera com a propagação, e v da onda varia com [v = f()]. Nesse caso, diz-se que a onda sofreu dispersão e o meio no qual ela se propaga é dispersivo. Ex: ondas oceânicas e terremotos. As ondas eletromagnéticas que se propagam no vácuo, ou num meio rarefeito como o ar, são nãodispersivas. Entretanto, em meios densos como a água ou o vidro, sua v varia com . Devido à dispersão ocorre a separação da luz branca nas cores que constituem o arco-íris (num prisma). A velocidade de propagação das ondas depende da natureza do meio em que ela se propaga e da sua freqüência. O prisma é o melhor exemplo. A decomposição da luz branca em suas componentes é resultado das características do ângulo de incidência e da velocidade da luz no prisma em função da sua respectiva cor. Mesmo no caso de uma oscilação muito complexa como um terremoto a velocidade de propagação depende do comprimento de onda e do tipo de onda, dentre outros fatores. A diferença de tempo de chegada das ondas em um terremoto permite a estimativa da distância do seu epicentro. Uma outra maneira pela qual um pulso pode mudar a sua forma é pela perda de energia mecânica para o meio ou para a vizinhança (como por, resistência do ar ou atrito interno). Nesse caso a amplitude da onda diminui com o tempo e a onda é dita ser atenuada. Não existe nenhuma relação entre v da onda no meio [relacionada com essa energia transmitida] e a v com que um ponto oscila em torno da sua posição de equilíbrio [relacionada a quantidade de energia da onda]. Princípio de Superposição de ondas: É um dos princípios básicos do movimento ondulatório que estabelece que “2 ou mais ondas podem passar pela mesma região do espaço de um modo completamente independente e que o deslocamento das partículas do meio é obtido pela adição direta dos deslocamentos que cada uma das ondas separadas produziria na ausência de todas as outras”. Isto é, um fato experimental. É válido para eqs. lineares. Exemplos: som de uma orquestra (superposição de vários instrumentos), o sinal de uma emissora de rádio ou televisão (superposição de várias emissoras), em meios elásticos é válido se a força restauradora obedecer a Lei de Hooke (eq. Linear), ondas eletromagnéticas é válido porque as relações matemáticas entre os campos elétrico e magnético é também linear. Explosões violentas criam ondas de choque, embora sejam ondas elásticas longitudinais no ar, comportam-se diferentemente das ondas sonoras comuns. A eq. que governa a propagação dessas ondas é quadrática e o princípio de superposição não é válido. Princípio de Superposição de ondas: Importância Física: É que quando válido ele torna possível analisar um movimento ondulatório complicado como combinação de ondas simples. Com efeito, foi o matemático francês J. Fourier (1768-1830) que demonstrou que para obter a forma mais geral de onda periódica, são necessários apenas ondas harmônicas. Ele provou que qualquer movimento periódico de uma partícula pode ser representado como combinação de M.H.S. por exemplo, se y(t) representa o movimento de uma fonte de ondas de período T, pode-se escrever: y t Ao A1senwt A2 sen2wt A3sen3wt .... B1coswt B2cos 2wt B3cos3wt sendo w = 2/T. A expressão acima constitui uma série de Fourier, onde as constantes An e Bn para n = 0, 1,.. tem valores definidos para um dado movimento periódico. Logo, y t An .senwt Bncoswt ou n 0 y x An .senkn x Bn cos kn x n 0 y x vt An .sen kn x wnt Bncos kn x wnt n 0 Princípio de Superposição de ondas: Exemplos de série de Fourier 1- Função serra: Pode-se mostrar que neste caso an = 0, e bn = 2 (1)n+1 / n. Ou seja, a função acima pode ser descrita, até os termos de ondem n = k (nota: k aqui não é numero de onda, mas apenas um número inteiro), pela série Dependendo onde paramos a série, ou seja, em qual número k paramos a série, a reprodução da função pela série [10.22], fica melhor e melhor. Vemos isso nas figuras abaixo para k = 4, 16. k=4 k = 16 Quando o movimento não é periódico, como em um pulso, a soma é substituída por uma integral, denominada integral de Fourier. DIFRAÇÃO : A propriedade que as ondas tem de contornar obstáculos e fendas, damos o nome de difração. Essa propriedade possibilita que as ondas alcancem, certas regiões, que seriam impossíveis de serem atingidas caso sua propagação fosse retilínea Onda sonora (som) Onda eletromagnética (Luz) Uma característica única das ondas e que serve para separar um fenômeno ondulatório daquele causado por um feixe de partículas é o fenômeno da difração. Identificado inicialmente por Grimaldi no século XVII e estudado por Fresnel, dentre outros, a partir do século XIX. A difração caracteriza-se por uma dispersão do fenômeno ondulatório para regiões além da sua linha de propagação original. Consideremos que uma onda, propagando-se na superfície da água, encontre um obstáculo dotado de estreita abertura, como mostra a figura ao lado. DIFRAÇÃO : Ao passar pela abertura a onda se espalha em todas as direções. O fenômeno da difração somente é nítido quando as dimensões da abertura ou do obstáculo forem da ordem de grandeza do comprimento de onda da onda incidente. Com a luz também ocorre a difração, porém é mais difícil percebermos a difração de ondas luminosas, porque os obstáculos e aberturas em que a luz incide são normalmente bastante grandes em relação ao seu comprimento de onda. POLARIZAÇÃO: Se agitarmos uma corda desordenadamente, vamos obter uma onda que chamamos de não-polarizada ou natural. Porém se fizermos a onda natural passar por uma fenda, a onda resultante terá um movimento ordenado, de apenas uma direção. A polarização é uma propriedade das ondas eletromagnéticas, inclusive da luz , que confina a onda a um único plano de vibração. Ex: o óculos - Duas ou mais ondas viajam no mesmo meio independentemente e podem passar através da outra. Este é o chamado princípio da superposição. Matematicamente y x, t y1 x, t y2 x, t (princípio da superposição) Em regiões em que elas podem se superpor há somente uma única perturbação. Observamos uma interferência. Se duas ondas com amplitudes iguais se somam em fase, isto é, se os máximos se encontram, então observamos uma onda com amplitude igual à soma das amplitudes das ondas originais. Teremos uma interferência construtiva Se as duas ondas superpostas estiverem, no entanto, totalmente fora de fase, isto é, se os máximos se encontram com os mínimos, as duas ondas tendem a se cancelar. Teremos uma interferência destrutiva. y2(x,t) y1(x,t) y1(x,t) y2(x,t) Interferência construtiva Interferência destrutiva - O efeito combinado de 2 ou mais ondas num ponto é chamado, de forma geral, interferência. Esse é um fenômeno característico e exclusivo do movimento ondulatório. Não existe nada análogo no movimento de partículas, pois elas não podem ser adicionadas dessa forma. Quando o pulso resultante da superposição é maior que qualquer de seus componentes, ocorre o que se chama de interferência construtiva. Por outro lado, se um dos pulsos é invertido com relação ao outro, durante a superposição eles tendem a se anular. Essa interferência é chamada destrutiva. Exemplo de interferência gerada na água por 2 fontes puntiformes (2 pedras que caem na água formando 2 ondas circulares e o fenômeno de interferência). regiões claras interferência difração regiões escuras T. Young (1806) com a luz ( = 2n) interferência Crista-a-crista n x Vale-a-vale Estão em fase Crista-a-vale Interferência Construtiva ( = 2n) /2 n Crista-a-vale Estão fora de fase. Interferência Destrutiva Exemplo: Quem nunca viu (ao menos na TV) e ficou deslumbrado com o surf nas grandes ondas do mar caribenho? Vamos praticar!!!! http://www.ngsir.netfirms.co m/englishhtm/TwaveA.htm Na verdade um dos fatores que mais influenciam no enorme tamanho das belas, fascinantes e muito perigosas, ondas do mar, nada mais é do que o fenômeno da sobreposição de ondas (interferências construtivas). É importante ressaltar, que o efeito resultante de várias ondas é igual a soma (interferência constritiva) ou subtração (interferência destrutiva) dos efeitos que cada onda produziriam isoladamente. Interferência Construtiva Interferência Destrutiva Após o encontro, as ondas mantêm exatamente a mesma forma que teria, se não acontecesse interferência. Ondas podem ser geradas coerentemente i.é. mesmo quando temos uma grande quantidade de ondas provenientes de uma fonte elas não se interferem porque suas fases e comprimentos de onda são iguais. Para 2 ondas harmônicas que estão defasadas de um ângulo de mesma amplitude e freqüência o princípio da superposição fica na forma y(x,t) = y1(x,t) + y2(x,t) = ym [sen(kx - wt + ) + sen(kx - wt )] Usando a relação sen a + sen b = 2 sen [(a+b)/2]. cos [(a-b)/2] substituindo y(x,t) = 2ym {sen[(2kx - 2wt + )/2] . cos[(kx – wt + - kx + wt)/2]} amplitude temos que y(x,t) = 2ym. cos(/2).[ sen(kx - wt + /2) ] (onda resultante) Logo, se a fase = 0o, a interferência é construtiva 2ym ym +ym Enquanto que se a fase = , a interferência é destrutiva Obs: vermelho é a resultante, isto é, y(x,t). Caso as amplitudes sejam diferentes a interferência é parcial. Ondas Complexas São ondas que apresentam freqüências diferentes (w1 w2). Exemplo: o fenômeno de batimento que tem 2 ondas com freqüências quase iguais. Duas Ondas Senoidais - mesma amplitude, direção e velocidade - pequena diferença entre freqüências - pelo princípio da superposição: onde: sen a + sen b = 2 cos [(a - b)/2]. sen [(a + b)/2] sen(k1x –w1t) + sen(k2x –w2t) = 2 cos [(k1x –w1t – k2x +w2t )/2]. sen [(k1x –w1t + k2x -w2t )/2] sen(k1x –w1t) + sen(k2x –w2t) = 2 cos [(k1 – k2)x/2 – (w1 - w2)t/2]. sen [(k1 + k2)x/2 – (w1 + w2)t/2] Onde: w = 2f. cosseno: oscila com f = (f1 - f2) / 2, controla o “envelope” da onda resultante, o qual causa a percepção do batimento seno: oscila com f = (f1 + f2) / 2, a freqüência percebida Freqüência de Batimento: fbat = (f1 - f2) TONNNNN..... Toonnnnnn...... TOINHoIIIII....! Aplicação: afinação de instrumentos musicais. Podem ser observadas em osciloscópio. Ondas Estacionárias Se superpomos ondas iguais, mas com velocidades opostas, obtemos ondas estacionárias. Isto pode ser visto usando a equação abaixo: y(x,t) = y1(x,t) + y2(x,t) y1(x,t) = ym sen(kx + wt) y2(x,t) = ym sen(kx - wt ) (princípio da superposição) (onda para a esquerda) (onda para a direita) y(x,t) = 2ym {sen[(2kx)/2] . cos[(2wt)/2]} y(x,t) = [2ym sen(kx)] cos(wt) (onda estacionária) Ondas propagam-se e, se há vínculo imposto na sua parte inicial e terminal, teremos a reflexão da onda inicial. A soma destas duas oscilações resulta uma onda estacionária. Onda Progressiva Onda Progressiva para a esquerda. onda estacionária para a Direita. Ondas Estacionárias Vemos portanto, que esta relação não é da forma [f(x-vt)] ou [f(x+vt)], e que portanto não descreve uma onda que se propaga. Em cada ponto x, há uma vibração determinada pela freqüência angular [w = 2/T]. Os pontos em que sen(kx) se anulam são chamados de nós. Estes pontos são obtidos quando kx = n, onde n = 0, 1, 2 ,... e k = 2/. Logo, obtemos que eles acontecem para x=n/2 (nós) enquanto que os anti-nós acontecem nas regiões intermediárias aos nós (nos máximos dos sen(kx)), ou seja, para kx = (n+1/2). Logo, x = (n+1/2) / 2 (anti-nós) Para cordas presas em dois pontos fixos (como as cordas de um violão), podemos induzir ondas estacionárias (vibrações) onde os pontos fixos serão necessariamente nós. Logo, temos que, se a corda possui comprimento L, então os comprimentos de ondas possíveis são obtidos da relação [x = n / 2 ], substituindo x por L, temos: = 2L / n (comprimentos de ondas dos harmônicos) onde n = 1, 2, 3, ... (note que o valor n = 0 não é físico nesse caso - seria uma onda com comprimento de onda infinito, ou seja, onda nenhuma). Estes são conhecidos como os comprimentos de ondas dos harmônicos da corda. Ondas Estacionárias As vibrações da corda são transmitidas para as moléculas de ar e, devido à propagação da perturbação, chegam aos nossos ouvidos na forma de som. A frequência desses sons pode ser obtida da relação acima, resultando em f = v / = n v / 2L (frequências dos harmônicos) Nas animações abaixo, obtida de "Multimedia Physics Studios", observamos os três primeiros harmônicos em uma corda ("nodes" é a palavra inglesa para nós). 1o harmônico (ou fundamental) Obs: As cordas vibrantes freqüentemente oscilam tão rapidamente que o olho humano apenas percebe uma mancha cuja forma é a da envoltória do movimento. 2o harmônico 3o harmônico Ondas Estacionárias Portanto, a energia permanece “estacionária” na corda, embora alterando-se entre energia cinética de vibração (característica inercial que nos dá a Ec) e energia potencial elástica (característica elástica que nos dá a Ep). O movimento é ondulatório porque podemos imaginá-lo como decorrente de uma superposição de ondas que se propagam em sentidos opostos (uma para a direita e outra para a esquerda). Podemos, com a mesma razão, interpretar o movimento como uma oscilação com M.H.S de freqüência angular w e cuja amplitude depende da sua posição. Cada elemento da corda possui inércia e elasticidade; a corda como um todo pode ser pensada como um conjunto de osciladores acoplados. Portanto, a corda vibrante é a idêntica, em principio, a um sistema massa-mola, excetuando o fato de este sistema ter apenas uma freqüência natural, enquanto uma corda vibrante possui um grande número de freqüências naturais. Obs: Num sistema massa-mola temos um sistema mecânico do tipo localizado, pois suas energias se encontram em partes do sistema, isto é, a Ec no bloco de massa m e a Ep na mola de constante elástica k. enquanto que o movimento numa corda é do tipo distribuído, porque qualquer elemento dela possui característica inercial e elástica. Problema mais minucioso do processo de reflexão de uma onda: Superposição de uma onda incidente e de uma onda refletida, sendo a adição de 2 ondas progressivas de sentidos opostos, originará uma onda estacionária. |v| e A = cte anel onda incidente F (fixo) F (móvel) -F onda refletida (3a Extremo Fixo Lei de Newton): Observa-se a inversão da fase da onda refletida. Essas 2 ondas interferem destrutivamente, pois não houve deslocamento da corda (fixa) temos um nó. E elas estão fora de fase com ângulo de 180o. Extremo Livre: Sem inversão da fase da onda refletida. A força é aplicada na corda como ela é móvel (tem o anel), ela fica acelerada. Essas 2 ondas interferem construtivamente, pois houve deslocamento máximo da corda (móvel) temos um anti-nodo. E elas estão em fase com ângulo de 0o. Obs: Admitimos aqui que ocorreu reflexão total no contorno do corpo (corda). - Entretanto, quando a onda (ou pulso) passa de um meio a outro, dizemos que essa onda sofreu uma refração (v e variam e f = cte). Porém, uma parte da onda é refletida com inversão e sem inversão de fase, isso vai depender das densidades lineares do meio, enquanto que outra parte é transmitida. Duas cordas com densidades lineares diferentes: Densidade linear de A < Densidade linear de B Meio de densidade linear A. vA e A Meio de densidade linear B. v B e B f = cte Observa-se INVERSÃO da fase da onda refletida. = 0o => interferência construtiva onda refletida Densidade linear de A > Densidade linear de B onda transmitida É válida: Observa-se a NÃO inversão da fase da onda refletida. = 180o => interferência destrutiva v T Ressonância: Em geral, sempre que, sobre um sistema capaz de oscilar, atuar uma série de impulsos periódicos cuja f seja igual ou quase igual à freqüência natural do sistema (fn), este último começará também a oscilar com amplitude relativamente grande. Tal fenômeno denomina-se ressonância; diz-se que o sistema ressoa com o impulso aplicado. Quando uma corda é /2 Condições de onda estacionária na corda fixa em ambas as extremidades Obs: Se a corda for posta para vibrar e abandonada, as oscilações gradualmente cessarão (presença de forças dissipativas => atrito, resistência do ar) Se aplicarmos uma força no sistema, ele poderá adquirir energia; quando a freqüência dessa força for próxima de uma das freqüências naturais da corda, está vibrará com grande amplitude e com aquelas freqüências (a corda possui um grande número de freqüência naturais – série harmônica ), a ressonância pode ocorrer. Ondas estacionárias numa corda. Meia onda. Ondas estacionárias numa corda. Onda inteira. Ondas estacionárias numa corda. 1½ de onda. Ondas estacionárias numa corda. 1 onda inteira (azul) , 1½ de onda (amarelo) e 2 ondas inteiras (vermelha). f 2 2 f1 2 L f3 3 f1 2L 3 3 v fn n 2L f 4 4 f1 4 L 2 Exemplo de fenômeno de Ressonância: Simulação computacional do efeito do vento na estrutura de uma ponte. Efeito do vento na estrutura de uma ponte incorretamente projetada. torção oscilação Ponte de Tacoma Narrows (1940) com 4 meses de funcionamento Condição de Ressonância para uma onda estacionária numa corda de comprimento L, fixa numa extremidade e livre na outra, é:: Ln 4 v Ln 4f v f n 4L Obs: Os harmônicos pares não existem. n 1,3,5,7,....(ímpar ) freqüência fundamental v f n nf1 f1 4L Obs: Utilizando condições de contorno na equação da onda estacionária, podemos encontrar as condição de ressonância para uma onda estacionária numa corda de comprimento L, fixa em ambas as extremidades e fixa numa extremidade e livre na outra: (princípio da superposição) y(x,t) = y1(x,t) + y2(x,t) (onda para a esquerda) y1(x,t) = ym sen(kx + wt) (onda para a direita) y2(x,t) = ym sen(kx - wt ) (onda estacionária) y(x,t) = [2ym sen(kx)] cos(wt) 1- Se a corda de comprimento l, estiver fixa em ambas as extremidades, isto é, x = 0 e x = L. Logo, temos as seguintes condições de contorno: y(x=0,t) = 0 sen(k0) = 0 condição é satisfeita e y(x=L,t) = 0 sen(kL) = 0 k n L = n Ln n 2 n 2 / kn 2- Se a mesma corda estiver fixa em uma das extremidades e livre na outra, isto é, x = 0 e x = L. Logo, temos as seguintes condições de contorno: y(x=0,t) = 0 sen(k0) = 0 condição é satisfeita e ponto de máximo e mínimo y(x=L,t) = 1 sen(kL) = 1 kn L n 2 com n = 1, 3, 5, ... (ímpar) 2 n kn Ln kn n 4 2 n Ty Taxa de transmissão da energia P 1 t P x, t .dt t ou 1 2 ym wkT 2 2 2 v P 2 ym 2 v 2 P 2 2 2 v P 2 ym v wk k 2v 4 2v / 2 P 2 2 ym 2 f 2 v Transporte de energias por ondas: De um modo geral, quando não há dissipação de energia, pode-se dizer que a intensidade I de uma onda progressiva é igual a energia E transmitida pela onda dividida pela área S, perpendicular à direção de propagação, num intervalo de tempo t, isto é I E P S .t S potência transmitida ou média No caso particular de uma onda transversal ou longitudinal de freqüência f e amplitude ym, se propagando com velocidade v num meio de densidade , pode-se deduzir: I P 2 2 ym 2 f 2 v (válida para todas as ondas harmônicas) Exemplo: fonte de dimensões pequena com relação as distâncias d1 e d2. d2 fonte Potência é constante, temos: S1 S2 d1 S1 = 4d12 e S2 = 4d22 I1 I2 P P 4 d12 I1 S1 I1 d 2 2 2 I 2 d1 P P 4 d 2 2 I 2 Lei do inverso S2 da distância ASSUNTO: Movimento Ondulatório (Ondas em meios sonoros) por Jordan Del Nero [email protected] UFPA/CCEN/DF Campus Universitário do Guamá 66.075-110 - Belém - Pará - Brasil INTRODUÇÃO O som é um dos meios pelo qual os animais superiores se comunicam e obtém informações sobre o ambiente ao seu redor. Eles possuem órgãos especiais para produzir e detectar os sons: Como funciona as cordas vocais? De que forma o ouvido humano detecta os sons? Antes de responder a essas perguntas, conceitos básicos de ondas sonoras, de sistemas vibrantes e de ressonância serão apresentados. Ondas sonoras são longitudinais: Ondas Sonoras: Uma onda sonora é produzida por um elemento vibrador que pode ser desde um cristal, um alto-falante, uma corda vibrante – como no caso de alguns instrumentos musicais – até uma corda vocal. Todos esses elementos vibradores causam variações na densidade ou pressão do meio ao seu redor. Caso o meio seja o ar, ocorre compressão e rarefação, que se propagam como ondas progressivas. As partículas materiais que transmitem a onda oscilam paralelamente à direção de propagação da própria onda. Portanto, as ondas sonoras, freqüentemente chamadas ondas de compressão, ondas de pressão, ou simplesmente som, são ondas mecânicas longitudinais que podem se propagar em sólidos, líquidos e gases. Essas ondas, ao se propagarem através de um meio elástico, podem atingir o ouvido e produzir uma sensação sonora. Entretanto, o aparelho de audição do ser humano é sensível somente a sons com f de 20 e 20.000 Hz. Ondas abaixo de 20Hz são chamadas infra-som (são geralmente produzidos por fontes de grande tamanho como os terremotos) e acima de 20.000Hz, ultra-som (podem ser produzidos por vibrações elásticas de um cristal de quartzo induzidos por ressonância com um E alternado – efeito piezoelétrico). A faixa de f audível para animais pode ser diferente da do homen. No caso: Morcegos: 10.000 Hz a 120.000 Hz Golfinhos: 10.000 Hz a 240.000 Hz Cães: 15 Hz a 50.000 Hz Gatos: 60Hz a 65.000 Hz. Ondas Sonoras: Infra-som 20Hz Ultra-som Frequência f Rinocerontes: comunicando com outro. 20kHz Morcêgo: navegando e localizando comida. Ondas Sonoras: O elemento vibrador alternadamente comprime o ar em volta dele, em seu movimento para a frente, rarefazendo-o em seu movimento de volta. O ar transmite estas perturbações em forma de onda que se propaga a partir da fonte. tubo comprimido com o ar Ao penetrar no ouvido, estas ondas originam a sensação sonora. As ondas cujas formas são aproximadamente periódicas, ou consistem de um pequeno número de componentes aproximadamente periódicas, originam uma sensação agradável (se a intensidade não for muito grande), como acontece com os sons musicais. Uma onda sonora cuja forma é aperiódica nos dá a sensação de barulho (que pode ser representado como uma superposição de ondas periódicas, mas o número de componentes é muito grande). Produção de Ondas Sonoras: diapasão Zonas de compressão e rarefação tubo comprimido com o ar Produção de Ondas Sonoras: tambor tubo comprimido com o ar Portanto, uma onda harmônica sonora 1-D pode ser produzida efetuando-se um M.H.S de freqüência w num pistão da fig. que impele uma coluna de ar num tubo longo e estreito. pistão tubo comprimido com o ar Forma-se uma onda de pressão que pode ser descrita por: y ym sen kx wt / 2 ymcos kx wt p pm sen kx wt t0 p > 0 => zona de compressão p < 0 => zona de rarefação t0 (movimento p/ a direita e esquerda das ondas de pressão) (coluna de ar => onda longitudinal) y e p defasados de 90o (/2) p = 0 e y = ym Gráfico do deslocamento horizontal y e da variação de pressão p dos elementos de volume do ar em função da posição x e instante t: ponto de densidade máxima => p é máximo p > 0 => zona de compressão ym pm p < 0 => zona de rarefação ponto de densidade mínima => p é mínimo Observamos no gráfico que quando p = 1 (p = pm é máximo), y = 0 (são pontos de deslocamento nulo), e vice-versa. Também quando o gás se expande, a pressão diminui e vice-versa. De modo semelhante às ondas transversais em uma corda, podemos expressar, usando as leis de movimento de Newton, a velocidade de propagação da onda longitudinal (som, coluna de ar no pistão) em termos das propriedades elástica e inercial do meio. (v + v) t p v + v v R Q p v coluna com ar P zona de compressão (elemento é desacelerado) (p + p) v < 0. Logo, v + v < v. p acelera-o até adquirir a velocidade v original. v.t Apliquemos as Leis de Newton ao elemento do fluido (ar) enquanto penetra na zona de compressão. A força resultante que atua sobre ele durante a saída da zona é: V AL Avt F p p A pA p. A v F ma m V AL Avt a t (densidade do fluido fora da zona) (volume) p. A ma Substituindo, temos: v p. A Avt t v p vv v v 2 p v v Agora se fizermos: p v 2 v A.t.v A.L V v A.t.v A.L V V V B p V V (módulo volumétrico) (variação relativa de volume) v B 2 v B B > 0, pois p > 0 acarreta V < 0. Outro tratamento na determinação da velocidade de propagação da onda longitudinal (som, coluna de ar no pistão) em termos das propriedades elástica e inercial do meio. Apliquemos este resultado a um gás ideal. Utizemos a equação dos gases ideais: pV nRT onde: n é o número de moles do gás e R = 8,314 J/mol.K é a constante dos gases ideais. Para calcular o módulo de elasticidade de um gás ideal, precisamos relacionar V à p. Diferenciando a equação acima, temos: d pV d nRT p.dV V .dp nR.dT Se a compressão do gás ocorre a T = cte, dT = 0 (compressão isotérmica). Logo, temos: p dp p.dV V .dp 0 v B Bisotérmica p dV V Bisotérmica (módulo de elasticidade isotérmica) (velocidade do gás se as compressões e rarefações forem isotérmicas) Escrevendo a equação em termos da temperatuta, usando a equação dos gases ideais: nRT RT p V M onde: M é a massa molecular e = m/V = nM/V é a densidade do fluido. RT v M p v RT M (velocidade do gás em função de T foi obtida por Newton) Obs: Dá a dependência correta de v com T, mas os valores de v são cerca de 20% mais baixos em comparação com os resultados experimentais. Para uma transformação adiabática, temos: pV cte Badiab p v Badiab p RT M (ondas sonoras) Não tem troca de calor. Obs: É uma correção na eq. de Newton, é uma cte que depende da natureza do gás. Isto é, observe a demonstração abaixo: dT = 0 (relação entre os calores específicos a p e V ctes). Obs: Se o meio for um sólido (barra fina) o módulo volumétrico B é substituído por um módulo de alongamento (módulo de Young). - Logo, como vimos no capítulo anterior, a velocidade com a qual a onda percorre um meio é determinada pelas propriedades do meio. tensão Velocidade para ondas transversais numa corda: v T densidade linear da corda módulo volumétrico Velocidade para ondas longitudinais (som) num fluido (no ar): v F/A B V / V B densidade do fluido Velocidade para ondas longitudinais (som) num sólido: v módulo de Young F/A L / L densidade do sólido Velocidade do som em vários meios: Obs: a velocidade do som em vários meios dependendo da temperatura (T). Propagação de ondas sonoras: À medida que uma onda sonora avança num tubo, cada volume elementar do fluido oscila em torno de sua posição de equilíbrio. Os deslocamentos se realizam para a direita e para a esquerda sobre a direção x, na qual a onda sonora se propaga. y ym sen kx wt / 2 ymcos kx wt horizontal em ondas longitudinais Em geral, é mais conveniente trabalhar com as variações de pressão em uma onda sonora do que os deslocamentos reais das partículas que transmitem a onda. Portanto, vamos escrever a equação de onda em termos da variação na pressão. Da relação: B p Podemos escrever ainda, V V V p B V V p B V V A.y y dy p B B B lim B x 0 x V A.x dx Obs: y = f(x,t). Entretanto, consideramos t = cte. Propagação de ondas sonoras: Considerando o deslocamento como descrevendo um M.H.S, temos: y ym cos kx wt Sabendo que, Como, v dy kym .sen kx wt p também é H.S dx dy p Bkym .sen kx wt p B dx B B v 2 Obs: Portanto, uma onda sonora pode ser considerada tanto uma onda de deslocamento quanto de pressão. p v2 ym .sen kx wt (amplitude da pressão) pm v 2 ym Logo, Obs: Não foi considerado, a estrutura molecular da matéria e tratamos o fluído como um meio contínuo. p pm .sen kx wt Fontes Sonoras Fontes Sonoras na Música cordas: guitarra, piano, violino. membranas: tímbale, tarol, bumbo. colunas de ar: flauta, oboé, órgão de tubo. blocos de madeira . barras de aço: marimba, xilofone. Ondas Estacionárias num Tubo - comprimento L do tubo fixo e da ordem de grandeza do comprimento de onda: L ~ . - extremidade fechada: nodo de deslocamento (amplitude nula). - extremidade aberta: antinodo de deslocamento (amplitude máxima). - analogia com ondas numa corda com uma ou ambas as extremidades fixas. diapasão Ondas Estacionárias (harmônicos ou modos de vibração) em tubos de órgão: Os 4 primeiros harmônicos ou modos: v 2L 1 2L f 2 2 f1 2 L f1 f1 v 4L 1 4L 2L f3 3 f1 3 3 L f 4 4 f1 4 2 f3 3 f1 4L 2 3 Obs: modos de pressão (amarelo) e freqüência (azul). Para tubo fechado não existe n = par. As condições para que ocorra ressonância são as mesmas: Ln 2 n = 1, 3, ... v f n 2L (aberto) Ln 4 n = 1, 2, 3, 4,... v f n 4L (fechado) Exemplo de fenômeno de Ressonância: Simulação computacional do efeito do vento na estrutura de uma ponte. Efeito do vento na estrutura de uma ponte incorretamente projetada. torção oscilação Ponte de Tacoma Narrows (1940) com 4 meses de funcionamento Exemplo de fenômeno de Ressonância para medir a vsom no ar: Obs: Ressonância quando f = fn vsom.no.ar ? coluna variável (nível da água) v f Distância entre 2 posições sucessivas de ressonância: s 2 Logo, 2s v f 2s v 2sf Sabendo que, a f = 1080 Hz (diapasão) e que s = 15,3 cm. Portanto, v é: v 2sf 0,306.1080 330m / s 2s 30,6cm Qual o significado físico de a? Outros gases poderiam ser usados no experimento? 1a ressonância s=a 3a ressonância s=d 5a ressonância s = 2d Instrumentos - tamanho físico rege o intervalo de freqüências em que o instrumento foi projetado para tocar - família do saxofone: baixo, barítono, tenor, alto, soprano - família do violão: baixo, violoncelo, viola, violino Faixas de freqüência para: voz humana Instrumento de corda Instrumento de sopro Tipo f (Hz) baixo barítono tenor alto soprano 80-365 100-450 140-540 180-730 270-1230 contrabaixo violoncelo viola violino harpa piano 45-250 80-830 150-1200 30-2200 200-3500 30-4100 baixo tuba trombone clarinete oboé flauta 45-350 85-500 210-1700 150-1800 300-2200 Instrumentos Diferentes (Timbre) - componentes em quantidades diferentes. -a mesma nota (freqüência) pode soar de modo distinto. ex: piano e violão tocando lá. Instrumentos Diferentes (Timbre - componentes em quantidades diferentes. -a mesma nota (freqüência) pode soar de modo distinto (ex: piano e violão tocando lá). Várias ondas, quando convenientemente somadas podem tomar a forma de um pulso: + + + .... = + Ondas Complexas => Batimento (2 ondas para a direita) (princípio de superposição) Ondas Complexas => Batimento Gráfico do batimento Representação Batimento: x = 0. Logo, y ymcos kx wt y ymcos wt y y1 y2 y ym cos w1t cos w2t w1 2 f1 w2 2 f 2 y = y(f) y ym cos 2 f1t cos 2 f 2t onde: cos a + cos b = 2 cos [(a - b)/2]. cos [(a + b)/2] cos(2f1t) + cos(2f2t) = 2 cos [2(f1 – f2)t/2]. cos [2(f1 – f2)t/2 f1 f 2 f1 f 2 y 2 ym .cos 2 t .cos 2 t 2 2 f = (f1 + f2)/2 famp = (f1 - f2)/2 (receptores de rádio AM) Máximo de amplitude ocorrerá batimento quando for = 1. Obs: O número de batimento por ciclo será o dobro de famp ou fbat = f1 - f2 cosseno: oscila com f = (f1 - f2) / 2, controla o “envelope” da onda resultante, o qual causa a percepção do batimento seno: oscila com f = (f1 + f2) / 2, a freqüência percebida Freqüência de Batimento: fbat = (f1 - f2) TONNNNN..... Toonnnnnn...... TOINHoIIIII....! Aplicação: afinação de instrumentos musicais. Podem ser observadas em osciloscópio. (1842) A cor de um corpo luminoso, assim como a altura do som de uma onda sonora deve mudar em virtude do movimento relativo da fonte e do observador. Fonte Estacionária - produzidos sons com freqüência constante. - frentes de onda propagam-se O simetricamente. - comprimento de onda: distância entre duas frentes de onda. - observadores detectarão a mesma freqüência da fonte. O´ distância percorrida pela fonte até o observador aproxima do observador afasta do observador Pequenas Velocidades vF f ´ f F 1 vs Fonte com Velocidade vF = 0,7 vs < vs - fonte move-se para a direita, alterando os comprimentos de onda - um observador à direita perceberia uma freqüência maior - um observador à esquerda perceberia uma freqüência menor O O´ vO << vsom vF << vsom v = velocidade relativa entre vF e vO Fonte com Velocidade vF = vs - frentes de onda acumulam-se na frente da fonte. - observador à direita nada notará até que a fonte chegue até ele. - onda de choque 3-D intensa na frente da fonte. - ondas de proa 2-D perturbação em forma de V em objetos na superfície de um líquido. O O´ Fonte com Velocidade vs < vF = 1,4 vs - velocidade supersônica. - equação do Efeito Doppler não se aplica mais. - fonte move-se mais rápido que as ondas sonoras que ela cria. - um observador à direita ouvirá o som após a fonte passar por ele. - formação do cone de Mach. - geração do estrondo duplo (ou sônico) em aeronaves. vs t vs sen vF t vF O vs t P1 vF t P2 O´ y y y y y y y Intensidade e Nível Sonoro Intensidade - energia transmitida pela onda num dado tempo a uma certa área. - numa fonte pontual, a onda de som é esférica e I = P / (4 r 2) 2 pm I 2 v y pm vwym Nível de Som Z v e - proporcional ao quadrado da amplitude. - evidência de um grande intervalo nos limites da audição humana. - chamado "volume" do som. (Impedância acústica do meio) - sensibilidade auditiva humana - escala mais conveniente - unidade: dB (decibel) - intensidade padrão: Io = 10-12 W/m2 - limite inferior da audição: I = Io => = 10 log 1 = 0 Intensidade e Nível Sonoro Espectro Acústico -Gráfico de Fletcher-Munson (mede a sensibilidade do ouvido humano) - limites: audição, dor - regiões: música, fala - freqüência ideal (ressonância) Níveis de Som (limiar de audição) (nível doloroso) nível médio Aplicações das ondas sonoras 1- Fonação (Produção da fala) Fonação envolve centros de controle específicos da fala no córtex cerebral, funções mecânicas da produção de um som audível (voz) e o controle desse som para produzir um fonema definido. O fonema por sua vez é amplificado pelas cavidades ressonantes constituídas pela boca, nariz, seios nasais, faringe e caixa torácica. A voz é o efeito da corrente de ar que vem dos pulmões através da laringe e da boca, acompanhada de vibrações das cordas vocais, que são pregas situadas ao longo das paredes laterais da laringe, tensionadas e posicionadas por vários músculos específicos nos limites da laringe. Dessa forma, é produzida uma série de pulsos de som com freqüências que dependem da tensão e da massa das cordas vocais. O espectro de freqüência produzidos por um homem mostra que sua freqüência fundamental é de cerca de 125 Hz (mais compridas e tem maior massa) , acompanhada de diversos harmômicos, enquanto que para mulheres é de 250 Hz (menos compridas e tem menor massa) . Nível sonoro num conversação normal é de 60 dB ajuste 45 dB (lugar silencioso) 90 dB (lugar barulhento) Aplicações das ondas sonoras 2- O Ouvido Humano A Fonação e a audição são meios importantes de comunicação do ser humano. A audição envolve um sistema mecânico que estimula as células receptoras do som, chamadas células ciliadas; sensores que produzem o potencial de ação nas células nervosas e o córtex auditivo, que é uma parte do cérebro que decodifica e interpreta esses estímulos nervosos. A função do ouvido é converter uma fraca onda mecânica no ar em estímulos nervosos. O ouvido é constituído de 3 partes: ouvido externo – orelha (parte menos importante da audição, porém auxiliam as ondas sonoras a convergirem para o canal auditivo) e canal auditivo (cerca de 2,5 cm de comprimento comparado ao tubo de órgão aberto em uma extremidade e fechado na outra pela membrana timpânica, que separa o ouvido externo do médio, ambos contendo ar), ouvido médio – martelo, bigorna e estribo e ouvido interno (também chamado labirinto – ósseo (vestíbulo, cóclea e canais semicirculares) e membranoso)– cóclea contendo fluido, onde acontece a conversação do som em pulso elétrico. Aplicações das ondas sonoras 2- O Ouvido Humano • O ouvido externo. • O conduto auditivo externo se comporta como um tubo acústico fechado cuja freqüência de ressonância é dada por : f v 1 4.L • onde v é a velocidade do som no ar a 27OC = 340 m/s • L é o comprimento do meato auditivo, de 2 a 3 cm. • Isto nos fornece que a freqüência de ressonância do meato externo está compreendida entre 2.900 e 4.350 Hz. Aplicações das ondas sonoras 3- Ultra-som na Medicina As fontes de ondas incoerentes são amplamente distribuídas na natureza. A luz de uma vela, a luz das estrelas, a luz de uma lâmpada fluorescente, o raio X de uso médico, os ruídos sonoros e etc. Ondas, diferem do caso massa-mola devido a existência de uma distribuição infinita de massa ao longo do seu comprimento. Neste caso teremos infinitas freqüências de ressonância sendo uma a “fundamental” e seus múltiplos ou semitons. Freqüência Fundamental 10 Harmônico 30 Harmônico 40 Harmônico Como cada onda tem diferente freqüência, a sua velocidade de propagação será diferente e, com o tempo, o pulso perde a sua amplitude original. O fenômeno da dispersão de um pulso pode não ocorrer devido a não linearidades. Aí temos um SÓLITON que também é um pulso dispersivo mas neste caso há uma compensação. O sistema com uma distribuição bidimensional de massa também tem comportamento ondulatório. Quando são dadas as condições de contorno para a livre oscilação teremos situações em que os máximos e mínimos serão regidos por suas freqüências harmônicas características ou tons e também sobretons. As figuras de Chladni exemplificam as possibilidades dos modos de oscilação de uma placa retangular ou um disco. Na Prática!!! PROFESSOR: Jordan Del Nero [email protected] Hidrostática Estudo dos fluidos (líquidos e gases) em repouso submetido apenas à ação da gravidade e de pressões externas. Características dos líquidos e dos gases: Líquido: moléculas muito próxima uma da outra, densidade maior que a dos gases, são pouco compressíveis e ocupa a parte mais baixa do recipiente (escoam sob a ação da gravidade). Gases: densidade moléculas muito distante uma da outra, relativamente pequena, facilmente compressíveis e tem por inteiro o volume do recipiente que o contém (expandem) por qualquer que seja a sua forma. Hidrostática Fluido é toda substância que pode escoar facilmente e quando submetido a pequenas forças muda de forma. Partícula Fluida é uma certa quantidade de fluido que possui uma certa continuidade. Características dos fluidos: Mobilidade molecular Ausência de forma própria Empuxo Mobilidade molecular Empuxo Ausência de forma própria Critérios para distinguir um fluido (líquido ou gás) de um sólido Microscópico: a distância relativa das moléculas é variável, umas deslizam sobre as outras (camadas). Macroscópico: a força necessária para causar uma deformação permanente é proporcional a velocidade dessa deformação, não há um limite inferior para o tamanho da deformação. Obs: Nos sólidos, as moléculas mantém posições relativas fixas e é necessário ter uma força mínima para conseguir uma deformação permanente. Critérios para distinguir um fluido (líquido ou gás) de um sólido. Pressão em sólidos e líquidos Em um fluido as forças entre as moléculas (ou um conjunto delas) são muito menores que nos sólidos. Um fluido não pode suportar forças de cisalhamento, sem que isto leve a um movimento de suas partes. Um fluido pode escoar, ao contrário de um objeto sólido. Pressão em sólidos Se uma força for aplicada a um ponto de um objeto rígido, o objeto como um todo sofrerá a ação dessa força. Isto ocorre porque as moléculas (ou um conjunto delas) do corpo rígido estão ligadas por forças que mantêm o corpo inalterado em sua forma. Logo, a força aplicada em um ponto de um corpo rígido acaba sendo distribuída a todas as partes do corpo. Pressão Hidrostática (pressão exercida por um líquido) Um elemento sólido, colocado no interior de um fluido em equilíbrio, experimenta, da parte desse fluido, forças perpendiculares às suas superfícies. Princípio de Pascal FLUIDOS Classificação Fluidos compressíveis Fluidos incompressíveis Fluidos gasosos Líquidos não viscosos (ar, etc) (água, álcool,etc.) Com variação apreciável de volume Líquidos viscosos (azeite denso, glicerina,etc.) Sem variação apreciável de volume Como estudar os fluidos? - Desconhecemos como são as forças microscópicas entre as moléculas, mesmo que, nos interesse o movimento de cada molécula; - mas o do conjunto, isto é, as magnitudes macroscópicas (densidade, velocidade do fluido, temperatura, pressão, ....). Obs: Decompomos o fluido em elementos de volume (partículas fluidas), tais que: 1- sejam suficientemente pequenos para poder utilizar as leis de Newton; e 2- sejam suficientemente grandes para poder definir grandezas macroscópicas. Assim, trataremos os fluidos como contínuo (conjunto de partículas), sem nos importarmos com a sua estrutura interna (de cada partícula). Hidrostática Massa específica () e/ou densidade (d) ms Vs m V mc d Vc Onde: ms : Massa da substância (líquidos) Vs: Volume da substância (líquidos) mc : Massa do corpo (sólido oco ou maciço) Vc: Volume do corpo (sólido oco ou maciço) Observação: Quando o objeto for maciço e homogêneo, a densidade coincide com a massa específica. Se o material é homogêneo, sua distribuição de massa é uniforme, isto é, a sua densidade será a mesma em todas as partes. Hidrostática Massa específica () ou densidade absoluta Para um elemento de volume dV e massa dm. dm m V dV Observação: distribuição de massa dm e de volume dV. μ= Logo, dm = μ dV Δm = dm ΔV→0 ΔV dV lim m = ∫μ dV m = μ ∫dV m=μV UNIDADES DE DENSIDADE Sistema Internacional (SI) A densidade é medida em: U[d] = kg/m3 Sistema CGS A unidade será: U[d] = g/cm3 Também costuma-se densidade. usar o kg/L, como A relação entre essas grandezas é: 1 g/cm3 = 1.000 kg/m3 = 1 kg/L Obs: 1 litro = 103cm3 = 10-3m3 unidade de d p T Obs: densidade depende da T e da p. Logo, T = 0oC e p = 1atm. (condições normais) Obs: Da dilatação de sólidos e líquidos, sabemos que: ΔV = Vo 3 ΔT) V = Vo (1+3 ΔT) Logo, d= m V d= onde, do (1+3 ΔT) γ = 3 PROPRIEDADE Quando vários líquidos, imiscíveis, são colocados em um mesmo recipiente eles se superpõem em ordem decrescente de densidades. d1 d2 d1 < d2 < d3 d3 Densidade Relativa (d ) r densidade da H2O densidade do ar dr dr d fluido d H 2O = Dfluido Dágua Obs: 1 litro = 103cm3 = 10-3m3 Densidade Ponderal (D) ou Peso Específico () mg D dg V P D V = g. Logo, dm = dV g Δm = g. dm = g.μ ΔV→0 ΔV dV lim m = ∫μ dV m = μ ∫dV m=μV Obs: dágua varia com a T e em T = 4ºC a H2O possui densidade máxima (dilatação anômala da H2O). d H2O (máx) 103 kg / m3 T 4 C o DH2O d H2O g 9,8.10 N / m 3 3 1. a) b) c) d) e) Exercícios Um cubo oco de alumínio apresenta 100 g de massa e volume de 50 cm3. O volume da parte vazia é 10 cm3. A densidade do cubo e a massa específica do alumínio são, respectivamente: 0,5 g/cm3 e 0,4 g/cm3 2,5 g/cm3 e 2,0 g/cm3 0,4 g/cm3 e 0,5 g/cm3 2,0 g/cm3 e 2,5 g/cm3 2,0 g/cm3 e 10,0 g/cm3 2. Têm-se duas soluções de um mesmo sal. A massa específica da primeira é de 1,7 g/cm3. Devemos tomar de cada uma das soluções originais: a) 0,50I e 0,50I b) 0,52I da primeira e 0,48I da segunda. c) 0,48I da primeira e 0,52I da segunda. d) 0,40I da primeira e 0,60I da segunda. e) 0,60I da primeira e 0,40I da segunda. 3. Um tijolo de chumbo tem 5 por 10 por 20 cm. Qual o seu peso? Dado: dchumbo = 11,3.103kg/m3. 4. Um anel, que parece ser de ouro maciço, tem massa de 28,5 g. O anel desloca 3 cm3 de água quando submerso. Considere as seguintes afirmações. Dado: massa específica do ouro = 19,0 g/cm3. I. O anel é de ouro maciço. II. O anel é oco e o volume da cavidade é 1,5 cm3. III. O anel é oco e o volume da cavidade é 3,0 cm3. IV. O anel é feito de material cuja massa específica é a metade da do ouro. Das afirmativas mencionadas: a) Apenas I é falsa. b) Apenas III é falsa. c) I e III são falsas. d) II e IV são falsas. e)Qualquer uma pode ser correta. 5. Um automóvel percorre 10 km consumindo 1 litro de álcool quando se movimenta a 72 km/h. se a densidade do álcool é de 0,8 g/cm3, a massa em gramas, consumida pelo veículo, por segundo, é igual a: a) 0,8 b) 1,6 c) 3,6 d) 4,8 e) 7,2 6. Uma jóia de prata pura, homogênea e maciça tem massa 200 g e ocupa um volume de 20 cm3. Determine a densidade da jóia e a massa específica da prata. 7. A densidade do mercúrio é de 13,6 g/cm3 e a da água é de 1 g/cm3. Quais das afirmações abaixo estão corretas? I. A densidade do mercúrio é equivalente a 13.600 kg/m3. II. Para massas iguais, o volume ocupado pelo mercúrio é maior do que o ocupado pela água. III. A densidade do mercúrio é equivalente a 13,6 kg/l IV. A massa correspondente a 1.000 l de água é 1.000 kg. a) I e IV b) II e III c) II e IV d) I e II e) I e III 8. Um bloco de madeira, cujo volume é de 500 cm3, tem massa igual a 0,3 kg. A densidade dessa madeira em g/cm3 é de: a) 6,6 b) 1,6 c) 0,6 d) 6 e)16 9. Misturam-se massa iguais de dois líquidos de massas específicas 0,4 g/cm3 e 1,0 g/cm3. Determine a massa específica da mistura. 10. Um recipiente contém um líquido A de densidade 0,6 g/cm3 e volume V. Outro recipiente contém um líquido B de densidade 0,70 g/cm3 e volume 4 V. Os dois líquidos são miscíveis. Qual a densidade da mistura? 11. Um cubo de aresta 8 cm é homogêneo, exceto na sua parte central, onde existe uma região oca, na forma de um cilindro de altura 4 cm e área da base 5 cm3. Sendo 1.280 g a massa do cubo, determine: a) a densidade do cubo; b) a massa específica da substância que o constitui. 12. Determine a densidade de uma mistura homogênea em volumes iguais de dois líquidos de densidades 0,8 g/cm3 e 1 g/cm3. 13. Determine a densidade de uma mistura homogênea em massas iguais de dois líquidos de densidades 0,3 g/cm3 e 0,7 g/cm3. 14. Dois líquidos miscíveis têm, respectivamente densidades D = 3 g/cm3 e d = 2 g/cm3. Qual é a densidade de uma mistura homogênea dos dois líquidos composta, e volume, de 40%¨do primeiro e 60% do segundo? 15. Dois tubos iguais contêm: um, azeite de oliva; o outro, água. Os líquidos tem o mesmo peso, mas alcança as alturas de 50 cm e 46 cm, respectivamente. Determinar a densidade do azeite de oliva. (Dado: densidade da água = 1 g/cm3). Conceito de Pressão Grandeza escalar, que expressa a relação entre a força aplicada em uma certa área. F p A p = ΔF ΔA p = lim ΔA→0 ΔF ΔA p = dF dA dF = p.dA Área grande pressão pequena Área pequena pressão grande Origem microscópica de Pressão Sólidos suas moléculas estão ligadas por forças que mantêm sua forma inalterada. Líquidos Forças repulsivas entre as moléculas que constitui o líquido. Gases Choque das moléculas que constitui o gás. Fluidos Conceito de Pressão Considere um bloco de peso 300 N apoiado sobre uma superfície plana de 2m2 de área. A força de 300 N comprime a superfície e está uniformemente distribuída na área de apoio do bloco. F 0 A F=P (repouso) Qual a força que atua? Peso na vertical Onde: F F: Força aplicada p A A: Área de aplicação da força Forças na horizontal se anulam Se desejarmos saber qual a força exercida pelo corpo em cada m2, basta fazer a divisão: 300N 2m2 150N/m2 Conceito de Pressão Este resultado indica que cada m2 da superfície está sendo comprimido por uma força de 150 N. O conceito de pressão se refere a este resultado: 150 N/m2 que é o valor da pressão que o peso do bloco exerce sobre a superfície em que se apóia. Matematicamente, temos: UNIDADE DE PRESSÃO Área - A SISTEMA INTERNACIONAL SI A pressão é medida em: F (força) A F P A U[p] = N/m2 ou pascal – Pa Blaise Pascal (1623-1662) SISTEMA CGS A pressão é medida em: U[p] = dyn/cm2 ou bária – ba Onde P é a pressão exercida pela F sobre a Obs: área A. 1 bar = 105 Pa Pressão 1º caso: Pressão é o quociente da intensidade da força exercida uniforme e perpendicularmente sobre uma superfície, pela área dessa mesma superfície. F A Pressão = Força /Área F p A F p A Onde: F: Força aplicada (uniforme e perpendicular) A: Área de aplicação da força 2º caso: F A F . cos p A PRESSÃO ATMOSFÉRICA A Terra é envolvida por uma camada gasosa denominada de atmosfera que é constituída de uma mistura gasosa dos quais podemos destacar: Oxigênio com 23%, o Nitrogênio com 75,5%, o Anidrido Carbônico, o Argônio e o vapor d’água (1,5%), aproximadamente. Este ar, como todo objeto próximo da Terra, é atraído por ela, isto significa que o ar tem peso em conseqüência, esta camada, que se eleva em dezenas de quilômetros, exerce uma pressão sobre a superfície da Terra. Esta pressão é denominada de pressão atmosférica (patm) EXPERIÊNCIA DE EVANGELISTA TORRICELLI A existência da pressão atmosférica era colocada em dúvida até a época de Galileu (século XVIII), por muitos físicos da época. A comprovação da existência desta pressão foi feita pelo italiano Torricelli, que além de provar a existência da pressão atmosférica permitiu a determinação de valor. EXPERIÊNCIA DE EVANGELISTA TORRICELLI Inicialmente Torricelli (1608-1647) tomou um tudo de vidro de 1m de comprimento, fechado em uma de suas extremidades, e colocou mercúrio (Hg) até encher completamente (fig. a). Em seguida Torricelli fechou a extremidade aberta com o dedo, inverteu o tudo e mergulhou esta outra extremidade em um recipiente contendo também mercúrio (fig. b) ao destampar o tubo, dentro do recipiente, verificou que a coluna de líquido descia, até estabilizar a uma altura de cerca de 76 cm acima do nível de referência de mercúrio no recipiente a 0oC. Na parte superior do tubo formou-se um vácuo. Fig. b Fig. a O espaço vazio sobre o mercúrio, no tubo, constitui a chamada câmara barométrica, onde a pressão é praticamente nula (vácuo). pA pB pA = pB Obs1: A experiência de Evangelista Torricelli foi realizada ao nível do mar, portanto, a pressão de 76 cmHg é a pressão atmosférica ao nível do mar. Obs2: Blaise Pascal realizou esta mesma experiência no alto de uma montanha e verificou que a pressão atmosférica era menor que 76 cmHg. A partir daí concluí-se que a pressão atmosférica de um lugar depende da altitude sendo que a medida que a altitude aumenta a pressão atmosférica diminui. Obs3: A pressão atmosférica diminui com a altitude, em aproximadamente 10 mmHg para 100 m de altitude, aproximadamente. Como a altura da coluna de mercúrio no tubo era de 76 cm, Torricelli chegou a conclusão que a pressão atmosférica era que equilibrava a altura da coluna de mercúrio e, portanto teria um valor equivalente, sendo: patm = dHggh patm = 13,6.103.9,8.76.10-2 patm = 1,013.105N/m2 patm = 1,013.105N/m2 = 76 cmHg = 760 mmHg = 1 atmosfera (atm) = 1,013bar Na Indústria (atm e kg/cm2) . VARIAÇÃO DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA COM A ALTITUDE A diminuição da pressão com a altitude é decorrente do fato de que à medida que a altitude aumenta, o ar fica mais rarefeito e menor é a espessura da camada da atmosfera que esta acima daquele local. Qualquer aparelho destinado a medir a pressão atmosférica é denominado de Barômetro. VARIAÇÃO DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA COM A ALTITUDE ALTITUDE (m) PRESSÃO ATMOSFÉRICA (cm Hg) 0 76 (10,33 mH2O) 500 72 1.000 67 2.000 60 3.000 53 (7,21 mH2O) APLICAÇÕES DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA 1- usando canudinho para se tomar um refresco: Quando você suga a extremidade do canudinho, você está retirando o ar do interior do canudinho, diminuindo a pressão do ar no seu interior e a pressão atmosférica atuando sobre o líquido, empurra o líquido fazendo com que ele suba no interior do canudinho. 2- A nossa respiração: quando ampliamos o volume da nossa caixa toráxica, abaixando o diafragma. Assim, a pressão nos pulmões se torna menor e, de maneira semelhante ao que ocorre no canudinho, a pressão atmosférica empurra o ar para dentro deles. 3- Bomba de vácuo: No século XVII, foi realizada na cidade de Magdeburgo, na Alemanha, uma experiência para demonstrar a força da pressão atmosférica. O prefeito da cidade, Otto Von Guericke, inventou um tipo de bomba capaz de retirar a grande quantidade de ar de um recipiente, esta bomba recebeu o Nome de bomba de vácuo. Pressão Hidrostática (pressão exercida por um líquido) Um elemento sólido, colocado no interior de um fluido em equilíbrio, experimenta, da parte desse fluido, forças perpendiculares às suas superfícies. Um líquido exerce pressão em todas as direções sobre um corpo imerso em seu interior. Princípio de Pascal PRESSÃO EXERCIDA POR UM LÍQUIDO EM REPOUSO – PRESSÃO HIDROSTÁTICA Seja um liquido ideal e em equilíbrio dentro de um recipiente. A pressão atmosférica (Po) exerce uma pressão constante sobre toda a superfície livre do líquido. Dentro do líquido a pressão aumenta de acordo com a profundidade. O aumento de pressão dentro do líquido depende da natureza do líquido caracterizado por sua densidade, d, da aceleração da gravidade, g, e da altura da coluna de líquido (profundidade, h). A pressão exercida, exclusivamente, pela coluna de líquido no ponto A (pressão efetiva), indicado na figura, é dada pela expressão: pef d .g.h PRESSÃO EXERCIDA POR UM LÍQUIDO EM REPOUSO – PRESSÃO HIDROSTÁTICA Seja uma coluna de um determinado fluido (líquido) de densidade l e altura h´. Qual será a altura de uma coluna de água que produz a mesma pressão? pliq pH2O Paradoxo Hidrostático A pressão hidrostática independe da forma do recipiente. Sendo líquidos iguais em alturas iguais, as pressões nos pontos A, B e C, são iguais ou seja: pA = p B = pC Princípio de Pascal Pressão Efetiva É a pressão exercida por uma coluna de fluido em um ponto O a uma profundidade h da superfície do mesmo. PL mL g pef A A h O P d LVg d L Ahg pef A A pef d L .g.h Onde: dL: Densidade do fluido h: Profundidade Pressão x profundidade em um fluido estático Num fluido qualquer, a pressão não é a mesma em todos os pontos. Porém, se um fluido homogêneo estiver em repouso, então todos os pontos numa superfície plana horizontal estarão à mesma pressão. “A pressão a uma mesma profundidade de um fluido deve ser constante ao longo do plano paralelo à superfície” A pressão em qualquer ponto de um fluido estático depende apenas da pressão atmosférica no topo do fluido e da profundidade do ponto no fluido. Patm h1 h2 Teorema de Stevin “A pressão absoluta num ponto de um líquido homogêneo, incompressível, de densidade d e numa profundidade h é igual à pressão atmosférica (exercida sobre a superfície deste líquido) mais a pressão efetiva”. pabs patm pef h A B hA hB p pabs patm dg h h hB hA Onde: p: Diferença de pressão entre os pontos A e B. h: desnível entre os pontos A e B. LEI DE STEVIN – PRESSÃO DEVIDA A UMA COLUNA LÍQUIDA Na figura ao lado, estão representados os pontos 1 e 2, no interior de um fluido de densidade d. A diferença de nível entre esses pontos é h. Considere uma porção do líquido, representada na figura por cor diferente. Esta porção está em equilíbrio sob a ação de seu próprio peso e das forças que o restante do líquido exerce sobre ela. Estas forças estão indicadas na figura. Como o líquido está em equilíbrio, a força resultante que atua no sistema tem que ser nula. 1 F1 = p1.A P = D.h.A 2 h F2 = p2.A W = (d.g).h.A = D.h.A LEI DE STEVIN – PRESSÃO DEVIDA A UMA COLUNA LÍQUIDA Se o líquido está em repouso, tem-se que: FY = 0 e portanto: p1.A + D.h.A - p2.A = 0 p2 – p1 = D.h “A DIFERENÇA DE PRESSÃO ENTRE DOIS PONTOS DA MASSA DE UM LÍQUIDO EM EQUILÍBRIO É IGUAL À DIFERENÇA DE PROFUNDIDADE MULTIPLICADA PELO PESO ESPECÍFICO DO LÍQUIDO” RESUMO: PRESSÃO DEVIDA A UMA COLUNA LÍQUIDA Supondo que há um ponto 1 na superfície do líquido e um ponto 2 em uma profundidade h, a pressão no primeiro ponto será a pressão atmosférica local e a pressão p2 no segundo ponto, poderá ser obtida pela relação: p 2 patm D.h patm 1 h 2 PRESSÃO EXERCIDA POR UM LÍQUIDO EM REPOUSO – PRESSÃO HIDROSTÁTICA Perfurando um recipiente fechado a diferentes alturas Pode-se demonstrar, de uma forma muito simples, a variação de pressão com a altura (profundidade). Basta, para isso, fazermos perfurações num recipiente cheio de líquido em posições diferentes. O jorro sairá cada vez mais forte à medida que aumentarmos a altura da coluna de líquido (isto é, nos pontos mais baixos). Isto é, a saída da água é mais fraca nos buracos localizados mais acima, indicando, assim que a pressão varia, aumentando com a profundidade. PRESSÃO EXERCIDA POR UM LÍQUIDO EM REPOUSO – PRESSÃO HIDROSTÁTICA Observe, na animação a seguir, que a saída da água é mais fraca nos buracos localizados mais acima, indicando, assim que a pressão varia, aumentando com a profundidade. Aplicações do teorema de Stevin Caixa d’água pressão no tubarão patm h O p Abs patm pef p Abs pAbs patm d .g.h é a pressão total que age no tubarão (ponto O) Gráfico profundidade da Pressão em função da Pressão > restart; > with(plots): > d[agua]:=0.01; pabs d > g:=10; > p[atm]:=1; > p[t]:=p[atm]+d[agua]*g*h; > plot([p[t]],h=0..50); patm profundidade PRESSÕES ABSOLUTAS Falando em pressões absolutas: •A pressão existente sobre o nível da água em um reservatório tem valor 1 atm ou 10,33 mH2O; •A pressão na tubulação de sucção de uma bomba ou de um aspirador de pó tem valor positivo e menor que uma atmosfera; •O vácuo absoluto recebe valor zero. p 2 patm d .g.h p2 d.g.h Pressão Atmosférica 1 atm = 10,33 mH2O (Vácuo absoluto)0 PRESSÕES RELATITAS Falando em pressões relativas: •A pressão existente sobre o nível da água em um reservatório tem valor zero; •A pressão na tubulação de sucção de uma bomba ou de um aspirador de pó tem valor negativo; •O vácuo absoluto recebe valor menos 1 atm ou – 10.33 mH2O. p 2 d .g.h p2 d.g.h P. Atmosférica PRESSÕES POSITIVAS 0 PRESSÕES NEGATIVAS (Vácuo absoluto) -10,33 mH2O Conseqüências do Teorema de Stevin 1- Cálculo da pressão atmosférica (experiência de Torricelli); 2- Linha Isobárica; 3- Princípio de Pascal; Linha isobárica É uma linha imaginária que passa por todos os pontos, de um líquido em equilíbrio, que têm a mesma pressão. LINHAS ISÓBARAS Todos os pontos, no interior de um mesmo líquido em equilíbrio, situados em uma mesma horizontal (mesma altura) possuem a mesma pressão. pA pB pabs patm dgh patm h A B hA = hB h = hA - hB = 0 Onde: h = 0 desnível entre os pontos A e B. Na figura acima, as pressões nos pontos A e B são iguais, pois pertencem à mesma linha isóbara (estão à mesma profundidade). VASOS COMUNICANTES São conjuntos formados por dois ou mais recipientes, que não precisam ter as mesmas formas, que se interligam por meio de um tubo. Nos vasos comunicantes, a superfície se mantém na mesma horizontal, independentemente da forma do recipiente. Princípio de Pascal Sendo líquidos iguais em alturas iguais, as pressões nos pontos A, B, C, D e E, são iguais ou seja: pA = pB = pC = pD = pE Aplicação de Vasos Comunicantes em forma de U, contendo dois LÍQUIDOS NÃO MISCÍVEIS EM EQUILÍBRIO, as alturas dos líquidos são medidas em relação a um mesmo nível (linha de nível ou isóbara). patm patm p1 p2 patm d A .g.hA patm d B .g.hB d A .hA d B .hB Exemplo 2: Líquido dB = ? água p1 p2 patm d A .g.2l patm d B .g. d 2l dB 2l d água d 2l VARIAÇÃO DA PRESSÃO COM A PROFUNDIDADE X EFEITOS FISIOLÓGICOS. O organismo humano é uma composição de estruturas sólidas e líquidas, que são praticamente incompressíveis, em conseqüência, variações de pressão externa provocam alterações sobre estas estruturas. A presença de gases no organismo provoca, ainda, uma aceleração nessas mudanças. O ouvido médio é uma cavidade de ar através do tímpano, dentro da cabeça. Se a pressão nessa cavidade não for igual à pressão no lado externo do tímpano, a pessoa pode sentir-se com mal-estar. Ela pode evitar isto equalizando as pressões através do bocejo, da mastigação ou da deglutinação. Quando uma pessoa mergulha na água, a equalização das pressões nos dois lados do tímpano, pode não ocorrer, e uma diferença de 120 torr pode ocasionar a sua ruptura. Uma maneira de equalizar essas pressões é aumentar a pressão da boca, mantendo a boca e o nariz fechados e forçando um pouco o ar dos pulmões para as trompas de Eustáquio. A pressão dos pulmões, a qualquer profundidade atingida num mergulho, é maior que a pressão parcial do oxigênio faz com que um maior número de moléculas desse gás seja transferido para o sangue. Dependendo desse acréscimo, pode ocorrer envenenamento por oxigênio que é a oxidação de enzimas dos pulmões, que pode provocar convulsões. EQUAÇÃO DA HIDROSTÁTICA Pequeno elemento do fluido (coluna de ar) com a forma do recipiente, de densidade (d) e espessura dy. Massa de ar contida em dy: Ad dy Peso de ar contido em dy: dgA dy A -Adp p+dp Forças de pressão: Ascendente: dy y Forças na horizontal se anulam, pois a = 0. dgAdy p Referencial ( y = 0) Descendente: Força de pressão resultante: Ap A ( p dp) A p A ( p dp) A dp A força de presssão resultante está dirigida para cima, já que dp é uma quantidade negativa. EQUAÇÃO DA HIDROSTÁTICA (continuação) Consideremos que cada partícula de ar está em equilibrio A -Adp O peso equilibra as forças de pressão D p+dp A dp dgA dy dy y dgAdy p Referencial ( y = 0) dp gd dy Esta expressão nos mostra que a pressão em um fluido em equilíbrio varia com a altura, em relação a um certo referencial. A pressão diminui (-dp) enquanto a elevação aumenta (+dy). A causa da variação de pressão (dp) é o peso por unidade de área, em uma seção de camada fluida compreenedida entre os pontos entre os quais a diferença de pressão está sendo medida. EQUAÇÃO DA HIDROSTÁTICA => Teorema de Stevin Se p1 é a pressão na altura y1 e p2 a pressão na altura y2, acima do nível de referência, temos: p2 p2 = po y2 dp dg.dy h = y2 – y1 p1 y1 y2 p2 p1 dg.dy y1 Considerando d e g constantes, temos: y2 p1 = p y1 Referencial ( y = 0) p2 p1 dg. y2 y1 Tomando y1 como arbitrário e p1 = p. E p2 = po na superfície livre do fluido em uma altura y2. Logo, temos: h = y2 – y1 (profundidade) po p dgh p po dgh Isso mostra que a pressão é a mesma em todos os pontos de mesma profundidade EQUAÇÃO DA HIDROSTÁTICA => Teorema de Stevin EQUAÇÃO DA HIDROSTÁTICA => Teorema de Stevin Exemplo 1: Podemos obter uma idéia razoável da variação da pressão com a altitude na atmosfera terrestre supondo que a massa específica (d) seja proporcional à pressão. Isto está muito próximo da verdade se a temperatura do ar permanecer a mesma em qualquer altitude e supondo que a variação de g com a altitude seja desprezível, vamos determinar a pressão p a uma altura y, acima do nível do mar. Como d é proporcional a p, temos: Logo, temos: dp dy Portanto, gd dp p gdo dy po p d p d do po do po do dp g dy são conhecidos ao p po nível do mar. Integrando essa expressão, desde po em y = 0 (nível do mar) até p no ponto y (acima do nível do mar), obtemos: p do dp p p g po o y2 y y1 0 dy do p ln g y po po p po e g do y po Exemplo 1 (continuação): g 9,8m / s , do 1, 2kg / m a 20 C , po 1,01.10 Pa 1atm 2 3 o 5 do ag 1,16.104 m1 0,116km1 po g do y po p po e ay p e0,116 y p po e dp dg apo e ay 0,116.e0,116 y dy profundidade altitude MANOMETRIA Manometria é o estudo dos manômetros. Manômetros são dispositivos utilizados na medição de pressão efetiva em função das alturas das colunas líquidas. CLASSIFICAÇÃO DOS MANÔMETROS Manômetro de coluna líquida: • Piezômetro simples ou manômetro aberto; • Tubo em U; • Manômetro diferencial; • Manômetro de tubo inclinado. Manômetro metálico ou Bourdon. MANÔMETRO ABERTO OU PIEZÔMETRO Consiste de um tubo transparente ligado ao interior do recipiente que contém o líquido. A altura do líquido acima do ponto dá diretamente a pressão nesse ponto. Esse tipo de manômetro é usado para medir pequenas pressões. h p = D.h EQUIPAMENTOS PARA MEDIDA DAS PRESSÕES MANÔMETRO TIPO BOURDON EM BANHO DE GLICERINA EQUIPAMENTOS PARA MEDIDA DAS PRESSÕES MANÔMETRO DIGITAL EQUIPAMENTOS PARA MEDIDA DAS PRESSÕES MANÔMETROS TIPO TUBO EM U FEITOS COM MANGUEIRA PLÁSTICA TRANSPARENTE EQUIPAMENTOS PARA MEDIDA DAS PRESSÕES MANÔMETROS TIPO TUBO EM U FEITOS COM TUBOS DE VIDRO Exercício 1. Você está em pé sobre o chão de uma sala. Seja p a pressão média sobre a pressão média sobre o chão debaixo das solas dos seus sapatos. Se você suspende um pé, equilibrando-se numa perna só, essa pressão média passa a ser: a) P b) p/2 c) 2p d) p2 e) 4p 2.Um prego é colocado entre dois dedos que produzem a mesma força, de modo que a ponta do prego é pressionada por um dedo e a cabeça do prego pelo outro. O dedo que pressiona o lado da ponta sente dor em função: a) da pressão ser inversamente proporcional à área para uma mesma força. b) da força ser diretamente proporcional à aceleração e inversamente proporcional à pressão. c) da pressão ser diretamente proporcional à força para uma mesma área. d) da sua área de contato ser menor e, em conseqüência, a pressão também. e) do prego sofrer uma pressão igual em ambos os lados, mas em sentidos opostos. 3. Uma faca está cega. Quando afiamos, ela passa de: a) área de contato b)esforço c) força d)pressão e)sensibilidade 4. Um recipiente, de paredes rígidas e forma cúbica, contém gás à pressão de 150 N/m2. Sabendo-se que cada aresta do recipiente é igual a 10 cm, a força resultante sobre cada uma das faces do recipiente, em newtons, tem intensidade: a) 1,5 . 10-1 b) 1,5 . 102 c) 1,5 d) 1,5 . 103 e)1,5 . 10 5. Quatro cubos metálicos homogêneos e iguais, de aresta 10-1 m, achamse dispostos sobre um plano. Sabe-se que a pressão aplicada pelo conjunto sobre o plano é 10 N/m2. Adotando g = 10/s2, podemos afirmar que a densidade dos cubos será aproximadamente de: a) 4.103 Kg/m3 b) 2,5 . 103 Kg/m3 c) 103 Kg/m3 d) 0,4 . 103 Kg/m3 e) 0,25 . 103 Kg/m3 6. Submerso em um lago, um mergulhador constata que a pressão absoluta no medidor que se encontra no seu pulso corresponde a 1,6 . 105 N/m2. Considere a massa específica da água sendo 103 Kg/m3 e a aceleração da gravidade. 10 m/s2. Em relação à superfície, o mergulhador encontra-se a uma profundidade de: a) 1,6 m b) 5,0 m c) 6,0 m d) 10 m e) 16 m 7. As paredes externas de um submarino podem suportar uma diferença de pressão máxima de 10 atm. Considerando que um atm equivale a 105 N/m2, que a densidade da água do mar é 103 Kg/m3 e que o interior do submarino se mantém à pressão de um atm, a profundidade máxima que pode ser alcançada por esse submarino é, em metros: a) 10 b) 400 c) 50 d) 1.000 e) 100 8. A figura mostra um frasco contendo ar conectado a um manômetro de mercúrio e tubo U. O desnível indicado vale 8cm. A pressão atmosférica é 69 cmHg. A pressão do ar dentro do frasco, em cmHg, é: a) 8 b) 77 c) 69 d) 76 9. Para medir a pressão P exercida por um gás contido num recipiente, utilizou-se um manômetro de mercúrio, obtendo-se os valores indicados na figura. A pressão atmosférica local, medida por um barômetro, indicava 750 mmHg. O valor de P em mmHg, é: a) )150 b) 900 c) 170 d) 940 e) 750 10. A transfusão de sangue é feita ligando-se à veia do paciente um tubo que está conectado a um bolsa de plasma. A bolsa situa-se sobre uma altura aproximadamente de 1,0 m acima do braço do paciente. A pressão venosa é 4 mmHg. Despreze a pressão do ar no interior da bolsa do plasma. Qual a pressão do plasma ao entrar na veia em mmHg? a) 73,5 b) 83,5 c) 100 d) 63,5 e) 45,8 11. Analisando a questão anterior o que aconteceria se o tubo fosse ligado numa artéria, cuja pressão média é 100 mmHg? (Dados: densidade do plasma = 1 g/cm3. Considere Patm= 750 mmHg e g = 9,8m/s2). a) o sangue fluiria para dentro da bolsa. b) não haveria fluxo sangüíneo. c) o plasma fluiria para dentro da artéria. d) a velocidade do plasma aumentaria. e) nada disso pode ocorrer. 12 Suponha que o sangue tenha a mesma densidade que a água e que o coração seja uma bomba capaz de bombeá-lo a uma pressão de 150 mmHg acima da pressão atmosférica. Considere que uma pessoa, cujo cérebro está 50 cm acima do coração e adote, para simplificar, 1 atm = 750 mmHg. Até que a altura o coração consegue bombear o sangue? a) 10,4 m b) 15,6 m c) 12,24 m d) 21,2 m e) 14,24 m 13. Suponha que essa pessoa esteja em um outro planeta. A que aceleração gravitacional máxima (em m/s2) ela pode estar sujeita, para que ainda receba sangue do cérebro? (Dados: densidade do mercúrio = 13,6 g/cm3; densidade da água = 1 g/cm3; g = 10 m/s2). a) 244,8 b) 98,6 c) 200,6 d) 144,8 e) 30,8 14. Ao nível do mar, um barômetro de mercúrio indica 76 cm, equivalente a pressão de 1,0 x 105 N/m2. A medida que subimos a partir do nível do mar para o alto da serra, ocorre uma queda gradual de 1 cmHg da pressão atmosférica para cada 100 metros de subida, aproximadamente. Pode-se concluir que a pressão atmosférica numa cidade a 900 m de altitude em relação ao nível do mar vale em Pa. a) 88.000 b) 6.700 c) 82.000 d) 670 e) 67.000 15. Num vaso cilíndrico, de raio 5 cm, é colocado mercúrio até à altura de 50 cm. Sendo 13,6 g/cm3 a densidade do mercúrio, 1.000 cm/s2 a aceleração da gravidade e 106 bárias a pressão atmosférica, determine: a) a pressão total no fundo do vaso; b) a pressão total no fundo do vaso; c) a intensidade da força atuante no fundo do vaso. 16. Ao projetar o sistema de fornecimento de água de uma cidade, um técnico tem que dimensionar as caixas-d’águas de cada bairro, levando em conta as leis da física. Acerca da maneira mais adequada de desenvolver tal projeto, analise as seguintes proposições: I. o técnico deve projetar caixas d’águas tanto mais largas quanto mais longe, em média, estiverem as residências. II. caixas d’águas de diferentes formatos apresentam diferentes eficiências quanto ao fornecimento de água. III.. Num sistema de abastecimento de água onde nenhuma bomba está presente, o agente físico responsável pela pressão da água nos canos à força gravitacional. IV. a pressão da água no interior da tubulação de uma residência independe do diâmetro dos canos. São corretas: a) II e III b) III e IV c) II e IV d) Todas e) I e IV 17. A figura mostra como três líquidos imiscíveis de densidades diferentes se dispõe num tubo em U, sendo dadas as densidades do líquido 1 (d1 = 0,4 g/cm3) e do líquido 3 (d3 = 2,5 g/cm3), determine a densidade d2 do líquido 2. 18. Um garoto toma refrigerante utilizando um canudinho. Podemos afirmar corretamente que, ao puxar o ar pela boca, o menino: a) reduz a pressão dentro do canudinho. b) aumenta a pressão dentro do canudinho. c) aumenta pressão fora do canudinho. d) reduz a pressão fora do canudinho. e) reduz a aceleração da gravidade dentro do canudinho. 19. Um técnico em saúde sabe que para o soro penetrar na veia do paciente. O nível superior do soro deve ficar acima do nível da veia, conforme a figura abaixo. Considere a aceleração da gravidade g = 10 m/s2 e a densidade do soro de 1,0 g/cm3. A pressão exercida, exclusivamente, pela coluna de soro na veia do paciente, em pascal, é de: a) 8 b) 8.000 c) 80 d) 80.000 e) 800 20. Uma mangueira transparente, com as extremidades abertas e parcialmente cheia de água, é usada por um pedreiro para determinar se os dois pontos estão no mesmo nível (h). A figura abaixo ilustra esse procedimento. Como uma pessoa que conhece os princípios da física justificaria a afirmação do pedreiro que os pontos A e B estão no mesmo nível a) devido à viscosidade da água, as colunas nos dois lados da mangueira atingem o mesmo nível. b) O empuxo é o responsável por nivelar as colunas da água nos dois lados. c) Os pontos A e B estão submetidos à mesma pressão e portanto estão no mesmo nível. d) Devido ao princípio de Pascal, uma variação de pressão num ponto do líquido não é transmitido de maneira uniforme aos outros pontos, a não ser que estes pontos estejam no mesmo nível. e) Não depende da altitude. Princípio de Pascal “ Qualquer acréscimo de pressão exercido num ponto de um fluido em equilíbrio se transmite integralmente a todos os pontos desse fluido e às paredes do recipiente que o contém”. Esquema das forças que atuam em um elemento de uma massa líquida em equilíbrio. Fy1 Fx1 Fx2 Se o elemento está em equilíbrio, Fx = 0 e Fy = 0, portanto: px = py Fy2 Obs: O Princípio Pascoal é uma conseqüência da Lei de Stevin. Vejamos, a seguir, algumas aplicações do Princípio Pascal: A importância desta lei está na comunicabilidade das pressões entre pontos de uma massa fluida. Os elevadores, prensas e freios hidráulicos são fundamentados nessa lei. Prensa Hidraúlica A prensa hidráulica funciona baseada no princípio de Pascal. O dispositivo é constituído de dois recipientes de diâmetros diferentes ligados por um duto, em sua parte inferior. Dentro dele coloca-se um fluido e nas extremidades são colocados êmbolos ou pistões. p1 p2 = F.x 1= 2 F1 F2 A1 A2 Trabalho de uma força F 1 x 1= F 2x 2 Volume de líquido deslocado V 1= V 2 A 1 x 1= A 2x 2 aplicações do princípio Prensa Hidráulica e Freio Hidráulico (a finalidade desses dispositivos é multiplicar a força) conservação do trabalho numa prensa hidráulica F 1 x 1= F 2x 2 Volume de líquido deslocado V 1= V 2 A 1 x 1= A 2x 2 ELEVADORES HIDRÁULICOS São equipamentos utilizados em postos de combustíveis. Os automóveis são erguidos por uma prensa hidráulica, para que possam ser vistoriados pela parte de baixo. Aplica-se uma pequena força no êmbolo de menor área, consegue-se no êmbolo maior uma força centenas de vezes maior, suficiente para elevar um automóvel. Portanto a prensa hidráulica é um multiplicador de forças. Multiplicador de Forças FREIOS HIDRÁULICOS Os freios hidráulicos dos automóveis também funcionam baseados no princípio de Pascal. Aplica-se uma força no pedal do freio o que provoca uma variação de pressão que se transmite integralmente, por meio do fluido, o fluido comprime as lonas contra o tambor, preso a roda, com uma força bem maior que aquela aplicada no pedal, atuando para impedir a rotação da roda. Freio hidráulico do automóvel Num freio hidráulico de um automóvel, o pistão em contato com o pedal tem área de 1 cm2. Cada um dos pistões que acionam as lonas do freio tem área de 10 cm2. Se o motorista pisa no freio com uma força de 20 N, que força cada lona exerce na roda do automóvel? PRINCÍPIO DE ARQUIMEDES – UMA FORÇA CHAMADA EMPUXO. Quando você mergulha nas águas do mar ou de uma piscina, deve observar que se sente mais leve, como se a água estivesse empurrando seu corpo para cima, diminuindo seu peso. Isto ocorre porque a água exerce uma força sobre o seu corpo dirigida verticalmente para cima, denominada empuxo. Quem observou esse fenômeno pela primeira vez foi o sábio grego Arquimedes (287-212a.C), também durante um banho. PRINCÍPIO DE ARQUIMEDES “Todo corpo total ou parcialmente imerso em um fluido sofre a ação de uma força – denominada empuxo – dirigida verticalmente para cima, cujo módulo é igual ao módulo do peso do volume do fluido deslocado”. Observe que o aumento no nível do volume do líquido é exatamente igual ao volume do corpo nele imerso V. O empuxo sobre o corpo corresponde, exatamente, ao peso deste volume deslocado, assim temos: Pliq mliq .g dliq .Vliq .g E E dliq .g.Vliq Onde dliq é a densidade do líquido e Vliq é o volume de líquido deslocado e E é o empuxo. PRINCÍPIO DE ARQUIMEDES – UMA FORÇA CHAMADA EMPUXO. O empuxo aparece porque as forças de pressão sobre o corpo são maiores em pontos de maior profundidade como as forças que atuam não têm módulos iguais, a resultante delas não será nula. Agora vejamos, posteriormente, alguns casos: 1. Quando o peso do corpo é maior que o empuxo (P > E), a resultante das forças está dirigida para baixo e o corpo afunda no líquido, nessas condições a densidade do corpo é maior que a densidade do líquido. 2. Quando o peso do corpo é igual ao empuxo (P = E), a resultante das forças é nula e o corpo, totalmente mergulhado, permanece em repouso na posição em que foi abandonado. Nessas condições a densidade do corpo é igual a densidade do líquido. Quando um submarino está em repouso dentro da água o peso é igual ao empuxo e a densidade média do submarino é igual a densidade da água.Um navio flutuando, em equilíbrio, parcialmente mergulhado na água. 3. Quando o peso do corpo é menor que o empuxo (P < E), a resultante das forças está dirigida para cima e o corpo abandonado sobe para a superfície do líquido. Nessas condições a densidade do corpo é menor que a densidade do líquido. Nesta situação o corpo, ao atingir a superfície ao emergir passa a deslocar menor volume de líquido e o empuxo sobre ele torna-se menor. O corpo, então, fica em equilíbrio, parcialmente mergulhado, em posição em que o empuxo se iguala ao peso (E = P). Um navio flutuando, em equilíbrio, parcialmente mergulhado na água. EP E P E P Maior densidade da água, maior empuxo! O empuxo só depende da densidade e do volume de líquido que foi deslocado. Exercícios 1. Os princípios estudados em hidrostática são fundamentais para a compreensão de fenômenos como a determinação das pressões sangüínea e intra-ocular, o comportamento dos animais subaquáticos e até mesmo o funcionamento de um submarino. Com base nesses princípios analise as afirmações abaixo. I. Se um líquido, contido em um recipiente, tem sua superfície inclinada conforme mostra a figura 1, pode-se assegurar que o recipiente está em movimento retilíneo uniforme. II. A figura 2 mostra uma peça metálica suspensa por um fio e imersa na água. Ao se dissolver açúcar no meio líquido, a tensão do fio diminuirá. III. Na figura 3, é mostrado num recipiente, em queda vertical, contendo um determinado líquido. Nessa circunstância, a pressão no ponto A é igual à pressão do ponto B. IV. Para que um peixe se mantenha imóvel, quando imerso na água, sua densidade média deve ser igual à densidade do meio em que está imerso. Estão corretas: a) I e II. b) II, III e IV. c) I, III e IV. d) Somente I e IV. e) Somente II e IV. 2. Feita de um material cuja densidade é de 0,7 g/cm3, uma esfera maciça é totalmente mergulhada no interior de um tanque cheio de água e abandonada a seguir. Desprezando as forças de atrito, analise as seguintes proposições: I. O empuxo que atua na esfera é maior que o seu peso. II. A esfera permanece em equilíbrio na posição em que foi abandonada. III. A esfera sobe no interior do líquido com movimento uniforme acelerado. IV. A esfera sobe com velocidade constante. a) I e II são corretas. b) Somente III está correta. c) Somente IV está correta. d) II e III estão corretas. e) Todas estão erradas, pois a esfera desce com movimento uniforme variado. 3. No teste anterior, após ser abandonada, a esfera adquire uma aceleração cujo o módulo é: (g = 10 m/s2). a) Zero b) 8 m/s2 c) 0,8 m/s2 d) 10 m/s2 e) 2,5 m/s2 4. A tubulação da figura contém líquido incompressível que está retido pelo êmbolo 1 (de área igual a 10,0 cm2) e pelo êmbolo 2 (de área igual a 40,0 cm2). Se a força F1 tem módulo igual a 2,00N, a força F2, que mantém o sistema em equilíbrio, tem módulo igual a: a) 0,5 N b) 8,0 N c) 800,0 N d) 2,0 N e) 500,0 N 5. No macaco hidráulico representado na figura, sabe-se que as áreas das seções transversais dos vasos verticais são A1 = 20 cm2, A2 = 0,04 m2. Qual é o peso máximo que o macaco pode levantar quando fazemos uma força de 50 N em A1? a) 100 N b) 1.000 kgf c) 1.000 N d) 10.000 kgf e) 200 kgf 6. Um bloco de madeira, quando posto a flutuar livremente na água, cuja massa específica é 1,00 g/cm3, fica com 44% do seu volume fora da água. A massa específica média dessa madeira, em g/cm3, é: a) 0,44 b) 1,44 c) 0,56 d) 1,56 e) 1,00 7. Uma esfera de massa 180g é colocada num recipiente contendo um liquido de densidade 1,2 g/cm3. O volume da esfera é de 200 cm3. A densidade da esfera, em g/cm3, e o volume de líquido deslocado pela esfera, em cm3, valem, respectivamente: a) 0,90 e 150 b) 0,90 e 180 c) 0,90 e 200 d) 0,32 e 180 e) 0,32 e 200 8. Uma lata com tampa apresenta volume de 20 dm3 e massa de 6,0 kg. Adote g = 10 m/s2 e a densidade da água d = 1,0 g/cm3. A força mínima que se deve exercer para que a lata permaneça afundada e água é de: a) 14 N b) 260 N c) 140 N d) 60 N e) 200 N 9. Um sólido flutua em água com 1/8 de seu volume imerso. O mesmo corpo flutua em óleo com 1/6 de seu volume imerso. Determine a relação entre densidade do óleo d0 e a densidade da água da. 10. Um cilindro de chumbo de raio 2 cm e altura 10 cm, encontra-se totalmente imerso em óleo de massa específica 0,8 g/cm3 e preso a uma mola de constante elástica k = 1,5 N/cm. É sustentado por um fio ideal, que passa por uma polia, sem atrito, como mostra a figura a seguir. Determine a intensidade da carga Q para que a deformação sofrida pela mola seja 4,0 cm. Dados: g = 9,8 m/s2; massa específica do chumbo = 11,4 g/cm3. Analise os casos: a) A mola está comprimida. b) A mola está distendida. 11. Um paralelepípedo de altura 1,2 m e área da base igual a 1 m2 flutua em água com 0,4 m imerso. Determine a densidade do paralelepípedo em relação à água. 12. Um navio de 100 toneladas, após receber uma certa quantidade de sacas de café, de 60 kg cada, passou a ter um volume submerso V = 160 m3. Quantas sacas de café entraram no navio se a densidade da água é 1,0 g/cm3? 13. Uma esfera maciça e homogênea, de 24 cm3 de volume, está com, exatamente metade de seu volume submerso, em equilíbrio, dentro de um líquido de 2 g/cm3 de densidade, contido num recipiente cilíndrico de 16 cm2 de base. a) Qual a densidade do material da esfera? b) Retirando a esfera, qual a variação do nível ao longo da altura do cilindro? 14. Uma jangada de madeira é constituída de toras, cujo volume é de aproximadamente 100 litros cada. A densidade de madeira é 0,8 kg/l. Três pessoas de 70 kg cada fazem com que a jangada fique com 10% de seu volume emerso em água de densidade 1 kg/l. Determine quantas toras compõem a jangada. 15. Um iceberg flutua no mar. A densidade da água no mar é 1,025 g/cm3 e a densidade do gelo de que é formado o iceberg é 0,918 g/cm3. Determine a fração V, do volume do iceberg que permanece imerso em relação ao volume total. 16. A massa de um objeto feita de liga ouro-prata, é 354g. Quando imerso na água, cuja massa específica é 1,00 g/cm3 e a da prata é 10,0 g/cm3. Determine as massas de ouro e de prata contidas no objeto. PROFESSOR: Jordan Del Nero [email protected] Hidrodinâmica Trata do estudo do escoamento de fluidos (líquidos e gases) através de tubos. Um fluido é toda substância que pode escoar facilmente e quando submetido a pequenas forças muda de forma. Características dos fluidos: Mobilidade molecular Ausência de forma própria Empuxo Mecânica de fluido contínuo Classificação viscoso não viscoso (v = 0) laminar compressível turbulento incompressível compressível incompressível Hidrodinâmica (Escoamento de Fluidos) Fluidos ideais em movimento O movimento de fluidos (escoamento) reais é complexo e ainda não é inteiramente compreendido. Por exemplo, não existe uma compreensão clara sobre o fenômeno das turbulências. Iremos restringir a nossa análise aos fluidos ideais. Fluidos ideais: são aqueles que apresentam um comportamento bem mais simples, e principalmente, sabemos analisar os seus movimentos. Características dos fluido ideais: - escoamento estacionário; - escoamento incompressível; - escoamento não viscoso; - escoamento irrotacional. Hidrodinâmica (Escoamento de Fluidos) Uma das maneiras de descrever o movimento dos fluidos (escoamento) consiste em imaginá-los divididos em elementos infinitesimais de volume, que podemos chamar de partículas do fluido, e acompanhar o movimento de cada uma delas. Tarefa difícil, pois teríamos as coordenadas (x,y,z) da partícula em função do tempo (t). Logo, Em to, teríamos (xo;yo;zo) e em t teríamos x(xo;yo;zo;t), y(xo;yo;zo;t) e z(xo;yo;zo;t), assim descreveríamos o movimento do fluido. Este tratamento, que é uma generalização direta dos conceitos da mecânica das partículas, foi desenvolvido inicialmente por Joseph Louis Lagrange (1736-1813). Outro tratamento, devido a Leonhard Euler (1707-1783), que é mais conveniente na maioria dos casos e o que adotaremos. Especificamos a densidade e a velocidade do fluido em cada ponto do espaço, a cada instante. Descrevemos o movimento do fluido, especificando a densidade (x,y,z,t) e a velocidade v(x,y,z,t), no ponto (x,y,z), no instante t. Características do escoamento dos fluidos 1- o escoamento de um fluido pode ser estacionário (v = cte e pequenas => córrego que escoa mansamente) ou não-estacionário ( v = f(t) => escoamento turbulentos como nas cachoeiras e queda d´água, a v = variável => v = f(x,t)). dv / dt 0 (estacionária) 2- o escoamento de um fluido pode ser rotacional ou irrotacional ( w = 0 => roda de pás imersa em um fluido móvel. A roda se move sem girar. Caso contrário, é rotacional). O escoamento rotacional abrange movimentos turbulentos (redemoinhos). 0 (irrotacinal) 3- o escoamento de um fluido pode ser compressível ou incompressível ((x,y,z,t) = cte => líquidos, gás incompressível (v < vsom)). t 0 4- o escoamento de um fluido pode ser viscoso (forças de atrito, dissipação de energia) ou não-viscoso . Obs: Limitaremos nosso estudo da dinâmica de fluidos ao escoamento estacionário, irrotacional , incompressível e não viscoso. Hidrodinâmica (Escoamento de Fluidos) Concluindo: Euler foi o primeiro a reconhecer que as leis dinâmicas para os fluidos só podem ser expressas de forma relativamente simples se supormos que o fluido é incompressível e ideal, isto é dizer, que podemos desprezar os efeitos de rolamento e a viscosidade. Como isto nunca é assim no caso dos fluidos reais em movimento, os resultados dessa análise só pode servir como estimação para fluxos em que os efeitos da viscosidade são pequenos. Fluxos incompressíveis e sem rolamento • Estes fluxos cumprem o chamado teorema de Bernoulli, que afirma que a energía mecânica total de um fluxo incompressível e não viscoso (sem rolamento) é constante ao longo de uma linha de corrente. As linhas de corrente são linhas de fluxo imaginário que sempre são paralelas a direcão do fluxo em cada ponto, e no caso do fluxo uniforme coincide com a trajetória das partículas individuais do fluido. Hidrodinâmica (Escoamento de Fluidos) ESCOAMENTO ESTACIONÁRIO Um escoamento é dito estacionário quando a sua velocidade, em qualquer ponto, for constante, ou seja, não depende do tempo. Isto significa que cada partícula, ao passar por um ponto qualquer, P, por exemplo, segue a mesma trajetória das partículas que passaram anteriormente por este ponto P. Estas trajetórias são chamadas linhas de corrente ou linhas de fluxo. dv 0 dt Qualquer partícula que passe pelos pontos P ou Q, descreve a mesma linha de corrente, se o escoamento for estacionário, e com a mesma velocidade. Hidrodinâmica (ESCOAMENTO DOS FLUIDOS) ESCOAMENTO ESTACIONÁRIO dv 0 dt Exemplo: campo de velocidades ao redor de uma asa. Hidrodinâmica (ESCOAMENTO DOS FLUIDOS) ESCOAMENTO ESTACIONÁRIO Resumindo: a) Se uma das partícula do líquido passar por um ponto A e descreve uma trajetória (linha de corrente), todas as outras que passarem também pelo ponto A descreverão a mesma linha de corrente. b) Se uma das partículas de uma linha de corrente passar pelo ponto A com velocidade v todas as outras partículas que passarem pelo mesmo ponto A, terão a mesma velocidade v. c) Duas linhas de corrente nunca se cruzam. Hidrodinâmica (ESCOAMENTO DOS FLUIDOS) ESCOAMENTO TURBULENTO Quando não obedece nenhuma das propriedades citadas anteriormente FLUIDO IDEAL incompressível, com densidade constante e sem viscosidade Viscosidade é a medida do efeito de fricção dentro do fluido. Aplicando o princípio de conservação da quantidade de movimento a um elemento de volume do fluido podemos encontrar as equações de movimento para v. Estas equações são conhecidas como equações de Euler. dm .dV m .dV dm .dx.dA dm v.dt.dA m dt v.dA .dV v.dA t t .dV v .dV (equação da continuidade da hidrodinâmica). 0 v 0 t Fluido incompressível = cte. .v 0 v 0 FLUIDO IDEAL A equação de movimento de Euler para um fluido é: v 0 t dv 1 f p dt ou v 1 p v. v f t t Leonhard Euler (1707-1783) Onde: f é a força externa por unidade de massa que atua no fluido e p é a pressão. Obs: Esses resultados só servem como estimação para fluidos em que os efeitos de viscosidade são pequenos, isto é, não servem para fluidos reais em movimento. Para o fluido perfeito ou ideal tem viscosidade nula (f = 0). Equação da Continuidade – VAZÃO VOLUMÉTRICA ( ) Considere um tubo de seção reta A, por onde esteja fluindo um líquido com velocidade v. Define-se vazão volumétrica a expressão. v V t V A.s s v t A unidade de vazão é o litro/s; cm3/s; m3/s A.v Equação da Continuidade Um fluido incompressível que circula por um tubo de seção variável. Igualamos as massas de fluido (conservação da massa) que atravessam ambas as superfícies: m .V V A.s m . A.v.t s v.t m1 m2 . A1.v1.t . A2 .v2 .t A1.v1 A2 .v2 A.v cte Obs: as massas só são iguais se não houver fonte nem sumidouro no tubo e se o intervalo de tempo é pequeno. Daniel Bernoulli • Cientísta suíço nascido na Holanda que descobriu os princípios básicos do comportamento dos fluidos. Título de médico em 1721, foi professor de matemática na Academia Russa de San Petersburgo em 1725. Posteriormente, deu aula de filosofía experimental, anatomía e botânica nas universidades de Groningen e Basilea, na Suíça. Estudou o escoamento dos fluidos e formulou o teorema segundo o qual a pressão exercida por um fluido é inversamente proporcional a sua velocidade de escoamento. Explicação da sua Lei • Este teorema explica, por um lado a sustentação que atua sobre a asa de um avião em vôo; por outro lado explica a resistência ao avanço que experimenta os objetos sólidos que se movem através do ar. Exemplos • A sustentação de um avião no ar, é devido a forma da asa deste, está diseñada para que o ar flua mais rapidamente sobre a superfície superior que sobre a inferior, o que provoca como consequência uma diminuição da pressão na superfície de cima com respeito a debaixo. • A resistência ao avance pode reduzir-se significativamente empregando formas aerodinâmicas. Quando o objeto não é totalmente aerodinâmico, a resistência aumenta de forma aproximadamente proporcional ao quadrado de sua velocidade com respeito ao ar. EQUAÇÃO DE BERNOUILLI A equação de Bernouilli é uma equação fundamental para a mecânica dos fluidos. É uma derivação das leis da mecânica clássica, esta equação é deduzir a partir do princípio da conservação da energia que é aplicada para líquidos em escoamento estacionário de um líquido não-viscoso e incompressível. Considere, então, a figura abaixo, que mostra um líquido fluindo através de um tubo, de seções diferentes. Et E p Ec Wt (1) E p E p 2 E p1 mg h2 h1 .V .g h2 h1 m 2 .V 2 2 2 Ec Ec 2 Ec1 v2 v1 v2 v1 2 2 (2) (3) EQUAÇÃO DE BERNOUILLI W1 F1s1 p1. A1.s1 W2 F2 s2 p2 . A2 .s2 F2 s2 F1 (4) Wt W1 W p1. A1.s1 p2 . A2 .s2 Wt p1 p2 .V s1 (6) Substituindo as equações (1) e (2) em (3) e igualando a equação (3) com a (6), temos: .V .g h2 h1 p1 .g.h1 .V 2 v12 2 2 2 v v 2 1 p1 p2 .V p2 .g.h2 v22 2 (Equação de Bernoulli para um fluido ideal, obra Hydrodynamica 1738 ) EQUAÇÃO DE BERNOUILLI Obs: Para fluidos reais, isto é, com viscosidade temos um termo de perda para o fluido ir de 1 até 2. Logo, p1 2 1 2 2 v p2 v g.h1 g.h2 H o 2 2 (Equação de Bernoulli para um fluido real com viscosidade) H0 = perda de energía por rolamento desde 1 até 2. p/ = energia de pressão por unidade de massa. g.h = energia potencial por unidade de massa. v2/2 = energia cinética por unidade de massa. Equação de Bernoulli para fluxo em repouso: v1 = v 2 = 0 p 1 + . g . h 1 = p 2 . g . h 2 EQUAÇÃO DE BERNOUILLI F2 s2 F1 s1 p .g.h v 2 2 cte (Equação de Bernoulli para um fluido ideal, obra Hydrodynamica 1738 ) Na equação acima a parcela p + gh, corresponde à pressão estática, que existe mesmo quando não há escoamento (v = 0); a parcela v2/2 chama-se pressão dinâmica. EQUAÇÃO DE BERNOUILLI p .g.h v2 2 cte Essa equação implica numa relação entre os efeitos de pressão, da velocidade e da gravidade, e indica que a velocidade aumenta quando a pressão diminui. Este princípio é importante para predizer a força de sustentação de um asa em vôo. APLICAÇÕES 1. MEDIDOR DE VENTURI O tubo de Venturi é um dispositivo utilizado para medir a velocidade de escoamento de um fluido. O medidor é colocado em uma canalização, cuja seção reta tem área A, por onde flui um líquido. É feito um estreitamento de área A, onde é colocado um manômetro. Aplicando a equação de Bernouilli podemos calcular a velocidade de escoamento do líquido através do tubo, tanto no ponto 1 como no ponto 2. d v p .g.h H d´ v 2 2 cte APLICAÇÕES 1. MEDIDOR DEVENTURI v2 v22 Pelo teorema de Bernoulli 2 2 p1 Por outro lado p2 A1 v2 v1 A2 v1 A1 v2 A2 Pela eq. da continuidade Portanto 1 p1 p2 v12 A12 A22 . 2 2 2 A p1 .g.H p2 .g. H h ´.g.h p1 p2 g.h ´ Igualando as duas equações, temos: v v1 A2 2 ´ g.h . A12 A22 APLICAÇÕES 2. TUBO DE PITOT É um dispositivo utilizado para medir a velocidade de escoamento de um gás. Considerando, por exemplo, o ar, este medidor pode ser calibrado de modo a fornecer diretamente a elocidade, tornando-se, nesse caso, um velocímetro. (por exemplo, nos aviões). APLICAÇÕES 3. EQUAÇÃO DE TORRICELLI É uma equação derivada da aplicação da equação de Bernouilli. Esta equação mede a velocidade de escoamento de um líquido através de um orifício feito em um recipiente. p = patm p .g.h v2 2 p .g.h p v 2 gh cte v2 2 APLICAÇÕES 3. EQUAÇÃO DE TORRICELLI p =Xp= atm? H H-h x gt 2 y H h 2 t 2. H h g x v t 2. H h x 2.g.h . g x 2. h. H h APLICAÇÕES 4. EMPUXO DINÂMICO É uma força exercida sobre um corpo, tal como a asa de um avião, paletas de uma lancha ou, ainda, sobre um aerofólio de um carro de fórmula I, devido ao movimento desses corpos em um fluido. Quando se exerce um empuxo dinâmico sobre um objeto, ele está sempre associado à existência de linhas de corrente bem próximas a um lado e relativamente afastadas do outro lado. 5. ASPIRADORES Na figura abaixo representa o principio de funcionamento dos aspiradores; ao soprar na extremidade de um tubo, aumenta a velocidade do ar e diminui, conseqüentemente a pressão, com isto o líquido sobe pelo tubo. 4.1 APLICAÇÕES DO TEOREMA DE BERNOULLI • • Aspiradores de perfume Injetores de bombas hidráulicas • • • Trompas d’água Deslocamento de telhas durante uma tempestade Sustentação dos aviões durante um vôo • Instrumento de medida de velocidade de fluidos GRAVITAÇÃO UNIVERSAL Jordan Del Nero [email protected] UFPA/ICEN/FF Campus Universitário do Guamá 66.075-110 - Belém - Pará - Brasil Sumário 1- Objetivo 2- Breve Introdução sobre fatos históricos e os antecessores de Newton 3- Lei da Gravitação Universal 4- Determinação experimental e teórica de G por Cavendish 5-Determinação de g 6- Variação de g com a altitude e latitude 7- Algumas medidas dos planetas do sistema solar 8- Efeito do movimento de rotação da Terra sobre g 9-Considerações de Energia no movimento de corpos próximos a corpos maciços 10- Algumas aplicações e exemplos. Principal Objetivo da Gravitação (Aula): Explicar 2 problemas que eram motivos de especulações na época: 1- Queda dos corpos contra à Terra (Mecânica Terrestre); 2- Movimento dos planetas, incluindo o Sol e a Lua (Mecânica Celeste). A priori, pensava-se que estes 2 problemas fossem distintos e que as leis que as regiam também fossem diferentes. Há séculos, o homem faz observações à respeito do movimento de corpos no céu. Antes de Cristo, Chineses: observavam os eclipses e os cometas; Navegantes: orientavam-se no mar através do movimento da Lua e das Estrelas; Gregos: procuravam explicar o fenômeno observado como sendo manifestações divinas (causadas por deuses). Essa foi a 1a explicação dada, os gregos recorriam aos mitos e a religião (Grécia Antiga). 1a. Tentativa para explicar cientificamente o movimento dos “planetas” - Cinemática dos Corpos Celestes. Em sua principal obra Almagesto, Ptolomeu descreve a posição do sistema solar, mas com a terra ao centro e imóvel (sistema planetário). CLAUDIO PTOLOMEU Modelo Geocêntrico: Geo = Terra e cêntrico = no centro. Séc.II d.C (100-150) Alexandria na Grécia Obs: defensores do modelo geocêntrico -> Aristóteles, Platão e Hiparco (IV a.C) Sistema geocêntrico formulado por Ptolomeu Sistema Complexo – usa noções de geometria. Movimento resultante dos 4 planetas, incluindo Lua e Sol Epiciclo + deferente = epiciclóide. Trajetória = circular deferente epiciclo Em navegação astronômica, usa-se um referencial geocêntrico(expressão como, “nascer do Sol”). Sistema geocêntrico formulado por Ptolomeu Sistema geocêntrico formulado por Ptolomeu Epiciclo + deferente = epiciclóide. Trajetória = circular Duração do modelo Geocêntrico Sua teoria ficou sustentada por mais de 14 séculos. Isso porque, os religiosos acreditavam que o homem era o único ser vivo no Universo em que o Criador colocou no lugar privilegiado. Entretanto, idéias e modelos contrárias era considerado herege. A ciência era considerada mera comprovação das crenças religiosa. Séc. XVI: Em sua principal obra Comentarios, Nicolau Copérnico (1473-1543), através de suas observações, formulou o modelo heliocêntrico com o sol no centro do sistema solar. - o sol no centro do sistema solar = explicação mais simples para o movimento dos planetas. - Movimento e trajetória é circular. - Defensores: Aristarco e Nicolau de Cusa . - Esse Modelo abriu caminho para o aparecimento da Mecânica. Sistema heliocêntrico proposto por Copérnico Foi possível explicar: o movimento aparente diário e anual das estrelas, o achatamento da Terra nos pólos, o comportamento dos ventos, das marés e as fases da Lua. Sistema heliocêntrico proposto por Copérnico Sistema heliocêntrico proposto por Copérnico Entretanto, havia controvérsias no Modelo de Copérnico: O dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601): Fez observações precisas do movimento dos planetas sem auxílio de telescópios. O alemão Johhanes Kepler (1571-1630): As observações de Brahe foram analisadas e interpretadas por Kepler, depois de 20 anos, através das suas 3 leis empíricas para o movimento dos planetas. O italiano Galileu Galilei (1564-1642): Criou a luneta (1o telescópio científico - 1609) e com ela descobriu os satélites de júpiter (que não orbitam em torno da Terra), as montanhas da lua, as manchas solares, as fases de Vênus e os planetas ainda não conhecidos. Experiência atribuída à Galileu Foi o primeiro a contestar as idéias de Aristóteles. Descobriu que a massa não influi na velocidade do corpo. As leis empíricas de Kepler Introdução Kepler (1571-1630) As leis empíricas de Kepler 1º Lei ou lei das órbitas: Os planetas descrevem órbitas elípticas em torno do sol, que ocupa um dos focos da elipse. Kepler (1571-1630) LEI DAS ÓRBITAS Um planeta movimenta-se ao redor do sol em trajetória elíptica, onde o sol encontra-se em um dos focos dessa elipse. Periélio Afélio Vperiélio > Vafélio 2º Lei ou lei das áreas: A linha imaginária que une o centro do sol ao centro de um planeta varre áreas iguais em tempos iguais. afélio periélio Vperiélio > Vafélio A1 A2 A1 A2 cte t1 t2 t1 t2 LEI DAS ÁREAS (1º Caso) A linha imaginária (vetor posição) que une o planeta ao sol varre (percorre) áreas iguais em intervalos de tempo iguais. t2 A2 Se t1 = t2 A1 Então A1 = A2 t1 LEI DAS ÁREAS (2º Caso) t2 A2 A1 t1 Se t2 = 2t1 Então A2 = 2A1 LEI DAS ÁREAS 3º Lei ou lei de revolução: O quadrado do período de revolução de um planeta em torno do Sol é proporcional ao cubo do raio médio do Sol ao planeta (semi-eixo maior). 2 T cte 3 R cte k 2 T k 3 R k ? LEI DOS PERÍODOS Para qualquer planeta do sistema solar, o quadrado de seu período é proporcional ao cubo do raio médio de sua órbita. a p Rmédio p a 2 T k 3 R 2 ASSIM: 2 1 3 1 2 2 3 2 T T R R Simulação das Leis de Kepler periélio afélio Vperiélio > Vafélio Essas 3 leis empíricas forneceram forte apoio ao Modelo de Copérnico, evidenciando a geral simplicidade com a qual poderiam ser descritos os movimentos dos planetas, tornando-se como referencial o Sol. Obs: Na época de Kepler, não se tinha formulado com clareza o conceito de força. Kepler não concebia a força como causas dessas regularidades (dessas trajetórias). Em 1665, o inglês Isaac Newton: formulou as leis do movimento dos planetas e dos corpos próximos à Terra. Fusão: Mec. Terrestre + Mec. Celeste = Mecânica Newtoniana Assim, ele comprova as predições de Kepler e as observações de Brahe. E vai mais além. Newton baseado em seus antecessores (Copérnico, Brahe, Kepler e Galileu) mostrou que esses problemas (queda dos corpos e movimento de planetas) eram aspectos diferentes de um mesmo problema, sujeito às mesmas leis. Em 1678, em sua principal obra “O Principia”, Newton foi além dos problemas maçã-Terra e Lua-Terra e estendeu sua lei da gravitação para todos os corpos. Domínios da Gravitação: 1- para corpos de massas pequenas (bola,..) a força gravitacional é muito pequena. 2- a força gravitacional é um fator controlador e central de nossas vidas. 3- Na escala cósmica, a força gravitacional é a força dominante. Triunfo para as idéias de Newton Newton depois de ter estabelecido as Leis da Dinâmica, explicou o movimento dos corpos e postulou a hipótese de que as forças que mantém os planetas nas suas órbitas tem natureza idêntica à existente entre os corpos terrestre, assim, devese aplicar as mesmas leis. Utilizando as Leis de Kepler e considerando a órbita dos planetas como circular – suposição aceita, pois as órbitas dos planetas possui pequena excentricidade ~ 0 – em torno do Sol, deduziu a expressão para a força de interação entre 2 corpos quaisquer (o Sol e qualquer planeta, o planeta e outro planeta ou a Lua e a Terra). da F = G. m1.m2 Comprovação expressão balança de 2 d Cavendish Newton e a maçã A Lei universal da gravitação de Newton GMm F 2 r r Esta lei estabelece duas relações importantes: - Quanto maior a distância entre dois corpos, menor a força de atração, e vice-versa. - Quanto maior as massas dos corpos, maior a força de atração, e viceversa. A força de atração F1 é maior do que a força F2. (Lei da Gravitação Universal - Newton). Gráfico da Força de interação entre 2 corpo massivos Lei da Gravitação de Newton Programa Maple F = G. m1.m2 d2 > restart;with(plots): > F:=1/r^2; F := 1/r > plot([F],r=0..0.5,y=0..100); Obs: Faremos G, m1 e m2 todos iguais a 1. Obs: G = 6,67.10-11m3/kg.s2. A Lei de Newton e a constante universal da gravitação (G) GMm F 2 r r G 6,67 10 11 3 1 2 m kg s The torsion balance experiment of Henry Cavendish who in 1797 was the first to experimentally measure the gravitational constant G. (Courtesy of the Journal of Measurement and Technology.) Mais de 100 anos depois Limites da lei universal da Gravitação de Newton • Previsões de teorias de supercordas afirmavam que em distancias pequenas , da ordem de mícron correções na lei da gravitação indicariam a existência de dimensões adicionais previstas pela teoria. • O experimento em distâncias pequenas foi feito.... Os limites da Lei de Newton • Cantilever, tungstenio, amplitude da ponta, 19 m resonante massa do detetor. • Fonte - 35mm x 7mm x 0.305 mm, • Detetor - 11mm x 5mm x 0.195mm • Tungsten detector, double torsional oscillator • Distancia fonte–detetor 108 m Upper limits to submillimiter-range forces from extra space-time dimensions. Long et al., Nature 421, 922, 2003 Esquema do experimento Mais detalhes Se a Lei de Newton não fosse válida isto seria uma prova que supercordas é uma teoria correta! Distancia fonte–detetor 108 m O resultado mostra que a Lei da Gravitação Universal de Newton continua válida até em distâncias de ~100 m. Balança de Torção de Cavendish (1798) Determinação de G? L FG é muito pequeno e k (cte de torção) também. Aparecimento do torque () e do ângulo ( = 3,96.10-3rad). Comprimento da haste (L = 0,5m), as massas m = 10g e M = 10kg (são 2 de cada). O período de torção é T = 769s e a distância entre o centro das 2 esferas é d = 0,1m. O período de oscilação de um pêndulo de torção é: 2 2 2 L 2 3 2 L I 2 m 2*0, 01* 0, 25 1, 25.10 kg . m I m 2 2 1 2 L 4 I 8 2 2 k FG I k 8,34.10 kg . m / s Torque: 2 T 2 2 T k k d 2 GMm L G 6, 63.1011 N .m2 / kg 2 k 2 2 MmL d 2 Balança de Torção de Cavendish (1798) Determinação de G? Note que este resultado é cerca de 1% inferior ao valor aceito. Isto é, G 6,67.1011 N .m2 / kg 2 Cavendish, foi a 1a pessoa a “pesar” a Terra. gT RT2 GM T m MT mgT FG P 2 G RT gT 9,8m / s 2 , RT 6,37.106 m, G 6,67.1011 N.m2 / kg 2 M T 5,97.1024 kg MT T 5,5 g / cm3 4 RT3 3 - A densidade média da Terra é 5,5 vezes maior que a da água. - As rochas na superfície possui densidade média menor que 5,5g/cm3. - A experiência nos dar informações sobre a natureza do interior da Terra. M T T VT Comprovação e demonstração das Leis empíricas de Kepler pela Mecânica Newtoniana: 1a. Lei ou lei das órbitas: A Mecânica Newtoniana deduziu uma conclusão mais geral. Quando um corpo está sob a ação de uma força que varia com o 1/R2 , ela descreve uma órbita que é uma cônica (elipse, parábola ou hipérbole). A órbita descrita pelo corpo depende da sua Energia Mecânica. Planetas: órbita fechada => elipse circular. Cometas: órbita aberta => hipérbole. Comprovação e demonstração das Leis empíricas de Kepler pela Mecânica Newtoniana: 1a. Lei ou lei das órbitas: Planetas: órbita fechada => elipse circular. Obs: A lei das Órbitas é um caso geral. Obs: Baixa excentricidade. Conclusão: * 2ª Lei de Kepler Lei das Áreas Δt2 A2 A1 An k cte t n Δt1 velocidade areolar Comprovação e demonstração das Leis empíricas de Kepler pela Mecânica Newtoniana: 2a. Lei ou lei das áreas: Sol Para t muito pequeno planeta l r é muito pequeno rl A 2 A r 2 lim lim t 0 t 2 t 0 t Como, L rp L mrv L mrwr l r r 2 A 2 dA r 2 w dt 2 L wr 2 m Logo, dA L cte dt 2m Para Kepler, isso significa que a 2a. Lei é equivalente a Lei da Conservação do Momento Angular. Comprovação e demonstração das Leis empíricas de Kepler pela Mecânica Newtoniana: 2a. Lei ou lei das áreas: Sol r Em coordenada polar (Exercício 27) dA dx.dy planeta l dA rdr.d (coord. Cartesiana) (coord. Polar) dA d rdr dt dt Como, L rp L mrv dA w rdr dt L mrwr dA r 2 w dt 2 L wr 2 m Logo, dA L cte dt 2m Para Kepler, isso significa que a 2a. Lei é equivalente a Lei da Conservação do Momento Angular. * 3ª Lei de Kepler Lei dos Períodos p a 2 T cte 3 R a p R 2 Lei da Gravitação universal M m F -F d G.M .m F d2 Onde: G = 6,67. 10-11 N.m2/kg2. Representação gráfica da força gravitacional e à distancia entre os corpos 10 Força gravitacional Força gravitacional 8 6 F 4 G.M .m d2 2 0 0 1 2 Distância 3 4 Comprovação e demonstração das Leis empíricas de Kepler pela Mecânica Newtoniana: 3a. Lei ou lei dos Períodos: v Fcp Sol RSp planeta mp GM S m p 2 RSp MS Como, v as 2 equações, temos: 2 RSp T 2 Sp 2 mpv2 GM S v RSp 2 RSp Elevando ao quadrado e igualando T 4 R 2 Para uma órbita circular FG Fcp GM S RSp Logo, T2 4 2 cte 3 RSp GM S A 3a. Lei, depende apenas das propriedades do Sol (no caso, a massa). Por causa da velocidade tangencial, o Sol não se choca com o planeta. Finalizando, T 2 3 RSp GM S Considerações sobre o Sistema Solar Planeta RPS (km) TT Mercúrio 5,8.107 88 dias Vênus 1,08.108 Terra TR RP (km) MT 59 dias 2400 0,05 224,7 dias 249 dias 6100 0,81 1,5.108 365,3 dias 23,9 horas 6350 1 Marte 2,3.108 687 dias 24,6 horas 3350 0,11 Júpiter 7,8.108 11,9 anos 19,8 horas 71500 317,8 Saturno 1,44.109 29,5 anos 10,2 horas 60000 95,2 Netuno 2,9.109 84 anos 10,8 horas 24000 14,5 Urano 4,5.109 164,8 anos 15 horas 22500 17,2 Plutão 6.109 248,4 anos 6,4 dias 1750 0,08 CORPOS EM ÓRBITA (SATÉLITES) F Fcp r M m mv G 2 v r r 2 F v M G r v é a velocidade orbital Assim: 2r 2r v T T v T 2r T 2 M G r 3 r GM Forças e movimentos circulares v2 Fc mac & ac r r Algumas órbitas de planetas e satélites são elipses com excentricidades pequenas, podendo ser aproximadas a órbitas circulares. Vamos considerar a força de atração gravitacional como força centrípeta! GMm F 2 r r G 6,67 10 11 3 1 2 m kg s Quanto dura o ano terrestre? Mm v 2r 1 G 2 m m r r t r 2 2 M sol 1,989 10 kg 30 3 2r 2 t GM rSolTerra 1,496 10 m 11 (raio médio da órbita da Terra) t 3.16 10 s 365,3 7 dias! 3a lei de Kepler: Resultado anterior para o ano terrestre: 3 2r 2 t GM t 4 cte ! 3 r GM 2 Reescrevendo… 2 Qual é a massa da Terra? O raio da Terra é conhecido desde as medidas de Erastótenes (276 aC- 197 aC) rTerra 6,374 10 m 6 Outro resultado de medida…g M Terra m G 2 mg rTerra 9,8ms 2 MTerra 5,97 10 kg 24 Experimento de Cavendish, Pesando a Terra. Velocidade de uma órbita perto da superfície da Terra G MT m rT2 2 v m rT v 7904m / s Esse valor é muito maior do que a velocidade linear de um objeto qualquer na superfície da Terra: 2rT 2 6.374 106 1 463.5ms 4 t 8.64 10 Órbita geoestacionária 2 MT 2r 1 v G 2 r r t r 2 O escritor Arthur C. Clarke foi o primeiro a propor a órbita geoestacionária Volta completa em um dia r 42,2 10 m 6 Equivalente à 22.300 + 4.000 milhas Arthur C. Clarke (1939- ..) 2001 Uma Odisséia no Espaço. Filme de 1968 que levou 4 anos para ser escrito. Direção de Stanley Kubrick. O computador HAL 9000 ( sátira ao IBM)... Marco do cinema de ficção científica!!! Fenômeno da Gravitação: 2 ou mais corpos exercem forças um sobre o outro. Pensar no fenômeno, como: - Uma interação direta entre os 2 corpos, mesmo que eles não estejam em contato (ação a distância); -Um conceito de campo, que considera um corpo como capaz de modificar de algum modo o espaço em torno dele, criando nele um campo gravitacional. Assim, 1- Devemos determinar o campo criado por determinada distribuição de partículas materiais; 2- Devemos calcular a força que este campo exerce sobre outro corpo colocada nele. CAMPO GRAVITACIONAL GM T F m G 2 R T P mg T Direção de FG: é radial. Sentido de FG: é do corpo para o centro da Terra. Módulo de FG: é mg. g: é a intensidade do campo gravitacional na superfície aa Terra. É um campo estacionário, pois não depende do tempo. É definido, como: FG g m Campo Gravitacional B A d G.M g 2 d Obs: O campo gravitacional (g) independe da massa do objeto (foguete). Experimento de Galileu Satélites Geo-estacionários T Campo Gravitacional Variando de ponto a ponto. g1 ≠ g2 ≠ g3 P1 P2 P3 CAMPO GRAVITACIONAL TERRESTRE F m g h M g G ( R h) 2 R CAMPO GRAVITACIONAL Localização Distância do centro da Terra (m) Valor de g (m/s2) Superfície da Terra (R) h = 1000 km 6.38 x 106 m 7.38 x 106 m 9.8 7.33 h = 2000 km h = 3000 km h = 4000 km h = 5000 km h = 6000 km h = 7000 km h = 8000 km h = 9000 km h = 10000 km h = 50000 km 8.38 x 106 m 9.38 x 106 m 1.04 x 107 m 1.14 x 107 m 1.24 x 107 m 1.34 x 107 m 1.44 x 107 m 1.54 x 107 m 1.64 x 107 m 5.64 x 107 m 5.68 4.53 3.70 3.08 2.60 2.23 1.93 1.69 1.49 0.13 CAMPO GRAVITACIONAL Como varia g com h: CAMPO GRAVITACIONAL Planeta Mercury Raio (m) 2.43 x 106 Massa (kg) 3.2 x 1023 Venus 6.073 x 106 4.88 x1024 Marte 3.38 x 106 6.42 x 1023 Jupiter 6.98 x 107 1.901 x 1027 Saturno 5.82 x 107 5.68 x 1026 Urano 2.35 x 107 8.68 x 1025 Netuno 2.27 x 107 1.03 x 1026 Plutão 1.15 x 106 1.2 x 1022 g (m/s2) 3.61 8.83 3.75 26.0 11.2 10.5 13.3 0.61 Quanto tempo um ser humano sobreviveria no espaço sideral sem nenhuma proteção? Você perderia a consciência porque não há nenhum oxigênio. Isso poderia acontecer dentro de mais ou menos 15 segundos. Como não há nenhuma pressão do ar para manter seu sangue e fluidos do corpo em um estado líquido, os fluidos ferveriam . O processo de fervura causaria perda da energia calorífica rapidamente; os fluidos gelariam antes que fossem totalmente evaporados. Este processo poderia levar de 30 segundos a 1 minuto. Seus tecidos (pele, coração, outros órgãos internos) se expandiriam por causa dos fluidos ferventes. Porém, eles não explodiriam, como descreve alguns filmes de ficção científica. Você enfrentaria mudanças extremas na temperatura •luz solar - 120 graus Centígrado •sombra - menos 100 graus Centígrado Você ficaria exposto a vários tipos de radiação (raios cósmicos) ou partículas carregadas emitidas pelo sol (vento solar). Você morreria rapidamente por causa dos três primeiros problemas listados, provavelmente em menos de um minuto. Por isso é que para proteger os astronautas, as agências espaciais desenvolveram roupas próprias. Variações da aceleração da gravidade g com a altitude r à latitude de 45o GMm FG 2 r dF d 2 GMm r dr dr dF 2GMmr 3 dr dF dr 2 F r 2 GMm dF dr 2 r r F Ou seja, a variação relativa de F é o dobro da variação relativa de r. O sinal negativo indica que F decresce com o aumento de r. Como, F mg dF m dg Logo, dF dg dr 2 F g r Variações da aceleração da gravidade g com a altitude r à latitude de 45o Altitude (m) g (m/s2) 0 9.806 1.000 4.000 8.000 16.000 32.000 100.000 500.000 1.000.000 380.000.000 9.803 9.794 9.782 9.757 9.71 9.60 8.53 7.41 0.00271 Variações da aceleração da gravidade g com a latitude, ao nível do mar Latitude (graus) g (m/s2) 0 9.78039 10 20 30 40 50 60 70 80 90 9.78195 9.78641 9.79329 9.80171 9.81071 9.81918 9.82608 9.83059 9.83217 Medidas de g constituem fonte essencial de informação sobre a forma da Terra. Efeito da Rotação da Terra sobre g: Enquanto a Terra gira, todos nós estamos sujeitos a uma aceleração centrípeta que só é perceptível no equador. Se um corpo estiver preso a um dinamômetro, temos que a força resultante é dada pela diferença entre o peso verdadeiro (FG) e o peso aparente (força exercida pela mola): FR m.acp FG Pap m.acp GM T m m.g m.acp 2 RT GM T ge 2 acp RT GM T gp 2 RT Obs: Nos pólos, a acp = 0. (equador) (pólos) Medida em qualquer local da Terra, ignorando o seu efeito de rotação. Efeito da Rotação da Terra sobre g: Cálculo de acp? 4 RT 2 2 acp w RT RT T2 T 2 2 RT 6,37.106 m T 8, 64.104 s Logo, acp 0,0336m / s 2 (equador) Esse valor é suficiente para mostrar os efeitos e as diferenças de g, em pequenas e grades latitudes. Exercícios Ex1: Suponha que possa ser cavado um túnel através da Terra, ao longo de um diâmetro, de uma superfície a outra, como mostra a figura abaixo. a) Mostrar que o movimento da partícula que cai no túnel é MHS. Desprezar as forças de atrito e supor que a densidade da Terra seja uniforme. r b) Que tempo a partícula levaria para ir de um extremo a outro da Terra? c) Qual é a velocidade do corpo no centro do túnel e quando d = r/2? Solução a) r 4 r M V 3 4 m FG G r kr 3 3 GMm FG 2 r 4 r 3m FG G 3r 2 Condição para que o movimento seja, MHS. b) m 3m T 2 2 k 4 Gm Portanto, 3 3 5,51.10 kg / m 3 T 11 2 2 G 6, 67.10 N . m / kg G T 5050s 84, 2min vno centro = ? r vd =r/2 = ? c) kr EM 2 Ec max EM EM Ec 4 Exercício 21 Halliday 2 Ecmax mvct2 2 mvct2 4 G mr 2 2 6 mv 2 4 G mr 2 2 24 k 4 G m 3 4 G r 2 vct 3 vd r / 2 G r 2 3 Ex2: Um planeta orbita em torno do Sol numa órbita elíptica de excentricidade e (distância CF do centro da elipse ao foco F, isto é, ea). Determinar a razão entre o tempo gasto pelo planeta entre os extremos do eixo menor (BD), quando mais próximo ao Sol, e o período de revolução. D b a ea C F B Eixo maior (comprimento 2a). Eixo menor (comprimento 2b). Interceptam no centro (C) Obs: Para uma órbita circular, e = 0. Chamando: A = área da elipse, A´= área hachurada, T = período e t´ = tempo de BD. Solução D Eixo maior (comprimento 2a). b a Eixo menor (comprimento 2b). ea C B F Interceptam no centro (C) Obs: Para uma órbita circular, e = 0. Chamando: A = área da elipse, A´= área hachurada, T = período e t´ = tempo de BD. Pela 2. Lei de Kepler (conservação de L). A A´ T t´ A Porém, A´ A´´ 2 A´´= área do triângulo BDF. A 1 A ´´ 2b ea Logo, t´ A´ 2 1 A´´ 1 2 T A A 2 A 2 ab t´ 1 e T 2 Portanto, Ex3: O campo gravitacional da Terra não é uniforme a grandes distâncias, como é admitido para pequenas distâncias, qual o período máximo que poderia ter um pêndulo simples na vizinhança da superfície da Terra? Para o infinito x m m x=0 g g RT g m Eixo x Solução A força que atua em m é: Para o infinito GM T m FG mg 2 RT x m m x=0 m Eixo x g - m se movimenta na direção do eixo x. Logo, g RT Portanto, Fx FG .cos g - o sinal negativo indica que é uma força restauradora. GM T m x Fx . 2 RT RT x cos RT Logo, GM T m Fx x kx 3 RT A prova que Fx é restauradora é que ela é proporcional a x. O período de um OHS é dado por: Para o infinito x m m x=0 m Eixo x g g g Portanto, RT onde, Logo, m T 2 k GM T m onde, k RT3 RT RT T 2 2 2 GM T m / RT g RT 6,37.106 m, g 9,8m / s 2 Tmax 84,3min Período máximo que um pêndulo simples pode ter na vizinhança da superfície da Terra. Energia Potencial Gravitacional Wab U U U a Ub Wab Logo, Ub Wab U a a: configuração de referência Por convenção, atribuímos Ua = 0 (repouso na superfície da Terra). Quando a partícula se encontrar à altura h acima da superfície da terra, a energia potencial U = Ub, e é dada por: y U Wab 0 -mg h U P. y U mg .h U mgh A energia potencial no ponto r (U(r)) quando se realiza um trabalho para levar uma partícula do infinito até esse ponto r (Wr). r U r FG r dr U r GMm r / r U r GMm r Obs: o sinal indica que U é negativa a qualquer distância finita e que decresce quando r diminui. O agente externo (F) é o causador da mudança de configuração. Energia Potencial Gravitacional A força gravitacional pode ser deduzida da expressão da energia potencial, por: d GMm / r dU r FG r FG r dr dr FG r GMm GMm FG r 2 r O sinal indica que A força é atrativa. r2 Podemos associar um campo escalar à gravitação. Primeiro defini-se o potencial escalar como a energia potencial por unidade de massa do corpo colocado no campo gravitacional. Portanto, U r GM V m r dV GMm FG r m 2 dr r Energia Potencial Gravitacional vo = ? Ex: Velocidade de escape WST U WST R = RST WST U U ST WST GM T m 0 R ST WST mvo2 2 GM T m RST WST Ec WST Ec EcST WST EM Ec U cte GM T m mvo2 0 RST 2 Ec U EcST U ST GM T vo 2 11, 2km / s 40300km / h RST Energia Potencial Gravitacional Ex: Velocidade de escape vo = ? RST planeta Velocidade de escape (em km/s) Mercúrio 4,17 Vênus 10,36 Terra 11,18 Lua 2,37 Marte 5,03 Júpiter 60,24 Saturno 36,06 Urano 22,54 Netuno 24,54 Plutão 1,0 R = Energia Potencial para Sistemas de Muitas Partículas A energia potencial de um sistema de partículas é igual ao trabalho que deve ser realizado por um agente externo para formar o sistema, a partir da configuração de referência. Consideremos 3 corpos de massas m1, m2 e m3; suponhamos que inicialmente as distâncias entre eles sejam infinitas. O problema é determinar o trabalho realizado por um agente externo para reuni-los nas posições indicadas na figura abaixo: Wt W12 W13 W23 m1 r13 m2 Wt F12 .r12 F13 .r13 F23.r23 r12 r23 m3 GMm FG 2 r Gm1m2 Gm1m3 Gm2 m3 Wt r r r 13 23 12 U r Wb U Gm1m2 Gm1m3 Gm2 m3 U r r13 r23 r12 Considerações de Energia no Movimento de Planetas FG r GMmr 2 U r FG r dr U r GMmr 1 Logo, dU r FG r dr r 21 U r GMm 2 1 U r GMm r dr 2 Isto é, U r GMm r GM S 2 Encontramos da 3a. Lei de Kepler que, v RSp Logo, Ec Portanto, 1 GMm 2 r Portanto, e mv 2 Ec 2 A Energia Mecânica é: EM Ec U r GMm GMm EM 2r r GMm EM 2r Considerações de Energia no Movimento de Planetas (Gráficos) Programa Maple restart; with(plots): > E[c]:=1/2/r; E[c] := 1/2 1/r > E[p]:=-1/r; E[p] := - 1/r > E[m]:=-1/2/r; E[m] := - 1/2 1/r > plot([E[c],E[p],E[m]],r=0..0.5,y=20..20,color=[blue,red,black]); onde: G, M e m todos iguais a 1. Obs: A EM é negativa e cte, porque o sistema é fechado (órbita). Considerações de Energia no Movimento de Planetas (Exercício 53) Uma partícula se move sob a ação de uma força de atração da forma: F = - k/r2. Suponha que a trajetória seja uma circunferência de raio r. Determine: a) a energia total; b) a velocidade da partícula. Sabendo que para uma força proporcional a 1/r2, a energia total é dada por: F r kr 2 U r F r dr Logo, U r kr 1 k Isto é, U r r Encontramos da 3a. Lei de Kepler que, Logo, Ec U r k r 2 dr v2 k mr e mv 2 Ec 2 A Energia Mecânica é: EM Ec U r k k k EM Portanto, EM 2r 2r r 1k 2r O enigma da matéria escura Matéria que compõe 90% da massa das galáxias é desconhecida e de difícil detecção. O fenômeno das marés Formação das Marés M.m FG 2 d As fases da lua Estações do Ano movimento dos satélites Utilidades dos satélites Monitoramento de áreas ambientais Utilidade nas telecomunicações Permite a identificação e análise de objetos tais como imóveis, automóveis e aeronaves individualmente, e permitirá a elaboração de mapas de alta precisão e simulações tridimensionais da superfície da terra, tanto em ambiente rural como urbano. Apresentamos a seguir uma viagem ao nosso sistema solar. Nele encontramos os seguintes planetas: Mercúrio,Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. A animação abaixo mostra uma sonda deslocando no sistema solar. Observe a trajetória elíptica dos planetas que movimentam-se ao redor do sol. A teoria da relatividade geral Einstein descreve a gravidade como a ação das massas nas propriedades do espaço e do tempo, que afetam o movimento dos corpos e outras propriedades físicas. Imagens do observatório em Sobral no Ceará Galáxia de Andrômeda situada a 2 milhões de anos luz da nossa galáxia FIM ASSUNTO: Termodinâmica por Jordan Del Nero [email protected] UFPA/CCEN/DF Campus Universitário do Guamá 66.075-110 - Belém - Pará - Brasil A Termodinâmica é o estudo das transferências de energia que envolvem a temperatura e que ocorrem entre corpos macroscópicos. Objetivos: 1- definir os conceitos de temperatura, de calor, de energia interna. 2- discutir as vantagens dos termômetros a gás sobre outros termômetros. 3- definir os conceitos de equilíbrio térmico e parede: diatérmica e adiabática. 4- enunciar a antiprimeira lei ou lei zero da termodinâmica. 5- definir uma escala de temperatura de gás ideal e as escalas Celsius, Fahrenheit ou Kelvin. 6- definir as conversões de temperatura de uma escala na outra. 7- enunciar a equação de estado de um gás ideal e de determinar o valor de R. 8- determinar o valor kT para a energia média de uma molécula de gás na temperatura T. 9- saber que T é uma medida da energia cinética de um gás. ORIGEM E EVOLUÇÃO DA TERMODINÂMICA No século XVII, as pesquisas sobre pressão dos gases e expansão térmica, foram iniciadas e sua aplicação para máquinas foi feita no século XIX, devido à Revolução Industrial, gerando um ramo da Física denominado Termodinâmica. A Termodinâmica se desenvolveu a partir da física térmica, nos séculos XVIII e XIX, precisamente a partir da necessidade de aperfeiçoar a máquina a vapor, inventada, em 1698, pelo engenheiro Thomas Savery (1650-1715) e aperfeiçoada, em 1765, pelo engenheiro escocês James Watt (1736-1819) com a invenção do condensador. Após a construção da primeira máquina a vapor (inventada para bombear água para esvaziar as minas), as idéias fundamentais do estudo do calor se tornaram mais precisas. Inicialmente não se distinguia claramente temperatura e quantidade de calor. Depois se percebeu que estas duas grandezas eram necessárias para descrever perfeitamente os fenômenos observados. CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA TERMODINÂMICA A palavra Termodinâmica vem do grego therme (= calor) e dynamics (= trabalho). Inicialmente, esta ciência foi considerada como o estudo dos sistemas de produção de trabalho, chamados máquinas de calor, estudadas por volta do século XVIII e por todo o século XIX. A estrutura da Termodinâmica inclui conceitos e leis (ou axiomas) e tem como base a observação do mundo físico e as medidas experimentais obtidas através dessa observação. Seu estudo se desenvolve em torno de uma porção de matéria separada (mentalmente) do meio externo, denominada sistema, e aquilo que não pertence ao sistema e que exerce influência direta em seu comportamento, denomina-se vizinhança (ou ambiente exterior). Quando há mudanças nas condições externas de um sistema termodinâmico, devido à interação do sistema com o universo, diz-se que o mesmo sofreu uma transformação. É importante definir: sistema simples e sistema composto. Os sistemas simples são macroscopicamente homogêneos, isotrópicos, descarregados, quimicamente inertes e suficientemente grandes. Um sistema composto é constituído por um conjunto de sistemas simples separados por paredes ou vínculos. As paredes são divisórias ideais que podem ser restritas a certas variáveis: paredes adiabáticas são restritas à troca de calor de energia na forma de calor (caso contrário são diatérmicas), paredes fixas são restritas às alterações de volume, paredes impermeáveis impedem a passagem de partículas de um ou de mais componentes do fluido. Descrição macroscópico e microscópica porção de matéria tudo que não pertence Situação física (é o que vai ser estudado) ao sistema (ou meio externo) Determinação do comportamento do sistema: De que maneira ele interage com a vizinhança? Para isso, devemos fazer a escolha adequada das grandezas observáveis (são propriedades do sistema como um todo, medidas em laboratório) que descrevem o comportamento do sistema. Estão relacionadas grandezas macroscópicas (estão associadas as percepções sensoriais) grandezas microscópicas (descrevem os átomos e as moléculas do sistema) Obs: são maneiras diferentes de descrever a mesma situação. Termodinâmica Mecânica Estatística As grandezas macroscópicas (Termodinâmica) podem ser expressas quantitativamente pelas grandezas microscópicas (Mecânica Estatística). LEIS DA TERMODINÂMICA A estrutura completa da Termodinâmica compreende os seus conceitos básicos bem como as suas leis. As Leis da Termodinâmica, descobertas no século XIX através de cuidadosas experiências, governam a natureza de todos os processos termodinâmicos e limitam os mesmos. Existem duas leis fundamentais da Termodinâmica envolvendo energia. A Primeira Lei envolve só o aspecto quantitativo de energia e é uma declaração do princípio de conservação de energia, enquanto a Segunda Lei envolve a qualidade de energia. Outras duas leis também evoluíram: uma envolve conceitos que precede a Primeira e a Segunda Lei, chamada Lei Zero, e a última segue o desenvolvimento da Segunda, que é chamada de Terceira Lei. Lei Zero da Termodinâmica Enunciada em 1909 pelo matemático alemão Constantin Carathéodory (1873-1950) através de um conceito matemático e experimental para a temperatura. O raciocínio é o seguinte: “Quando dois corpos estão em equilíbrio térmico com um terceiro corpo (o “termômetro”), então os dois estão em equilíbrio térmico entre si, e diz-se que todos os três corpos estão com a mesma temperatura”. Se qualquer sistema é colocado em contato com um meio infinito que apresenta uma certa temperatura, o sistema eventualmente entrará em equilíbrio, isto é, atinge a mesma temperatura. (O infinito é uma abstração matemática, chamada: reservatório térmico; na verdade o ambiente precisa apenas conter o sistema estudado). Uma maneira mais formal, mas talvez fundamental, de expressar a lei zero é a seguinte: “Existe uma grandeza escalar, denominada temperatura, que é uma propriedade de todos os sistemas termodinâmicos (em estado de equilíbrio), tal que a igualdade da temperatura é uma condição necessária e suficiente para o equilíbrio térmico”. Esta afirmação justifica o uso da temperatura como variável termodinâmica. A Lei Zero evidencia a relação do parâmetro termodinâmico (temperatura). TEMPERATURA Conceito macroscópico de temperatura Quando tocamos um corpo qualquer, podemos dizer se ele está "frio", "quente" ou "morno". O tato nos permite ter essa percepção. Nos referimos a isto como sendo o nosso sentido de temperatura. Tq > Tm > Tf Este é um procedimento bastante subjetivo para determinar a temperatura de um corpo e, certamente, não é muito útil para fins científicos. Uma experiência simples, sugerida em 1690 por John Locke, demonstra a irrealidade deste método. 1a situação frio quente 2a situação - Nossa avaliação de temperatura pode ser bastante enganosa. Além disso, o intervalo de nosso sentido de T é limitado. O que necessitamos é uma medida objetiva e numérica de T. Equilíbrio Térmico – A Lei Zero da termodinâmica O que acontece se colocarmos em contato um corpo quente e outro frio? frio quente Depois de algum tempo, atingem uma temperatura comum, intermediária entre suas temperaturas iniciais. Isto é, terão a mesma sensação de temperatura. Dizemos então, que estes corpos estão em equilíbrio térmico um com o outro. TA TB TA = TB = T TA > TB TA > T > TB A comprovação lógica e operacional do equilíbrio térmico consiste em usar um 3o corpo , ou corpo de prova, tal como um termômetro. Isto é resumido em um postulado, freqüentemente denominado Lei Zero da Termodinâmica: Se A e B estão em equilíbrio térmico com um 3o corpo C (o “termômetro”), então A e B estão em equilíbrio térmico entre si. Isto é, uma relação transitiva. Equilíbrio Térmico – A Lei Zero da termodinâmica Tem que haver o contato para que os corpos de sistemas diferentes possam ter a mesma temperatura. Isto concorda com nossa idéia diária de T como sendo uma medida do estado de aquecimento ou de frieza de um sistema, no qual quando em contato o estado final do sistema é o mesmo após um certo tempo. Obs: A idéia contida na Lei Zero da Termodinâmica, ainda que simples, não é óbvia. Por exemplo, João e José conhecem Mário, mas eles poderão ou não conhecer um ao outro. Dois pedaços de ferro atraem um ímã, mas poderão ou não atrair-se mutuamente. Uma maneira mais formal, mas talvez fundamental, de expressar a Lei Zero da Termodinâmica é: Existe uma grandeza escalar, denominada temperatura, que é uma propriedade de todos os sistemas termodinâmicos (em estado de equilíbrio), tal que a igualdade de temperatura é uma condição necessária e suficiente para o equilíbrio térmico. Esta afirmação justifica o uso da temperatura como variável termodinâmica. A essência da Lei Zero da Termodinâmica é: existe uma grandeza muito útil denominada ‘temperatura”. TEMPERATURA Conceito microscópico de temperatura Mas em que um corpo "frio" difere de um corpo "quente" ou "morno"? As moléculas dos corpos estão em constante movimento, em constante vibração. A energia de movimento que elas possuem é chamada energia térmica. Se pudéssemos enxergar as moléculas de um corpo, iríamos verificar que naquele que está "frio" elas vibram menos do que naquele que está "quente". Podemos afirmar que: Temperatura é a grandeza física que mede o estado de agitação térmica dos corpos. Medida da temperatura Construção de termômetros e escalas termométricas 2 pontos fixos gelo em fusão Existem diversas grandezas físicas mensuráveis que variam quando varia a nossa percepção fisiológica de temperatura. Entre estas estão o volume de um líquido, o comprimento de uma barra, a resistência elétrica de um fio, a pressão de um gás mantido a volume constante, o volume de um gás mantido a pressão constante e a cor do filamento de uma lâmpada. Qualquer destas grandezas pode ser usada para construir um termômetro – isto é, para estabelecer uma determinada escala termométrica (escolha da substância e da propriedade termométrica, quando se modifica a temperatura). Os termômetros de mercúrio, muito comuns em laboratórios, clínicas médicas e mesmo em casa, funcionam baseados na dilatação do mercúrio. Isto é, a substância é o mercúrio e a propriedade é o volume ou a altura da coluna de mercúrio. água em ebulição Exemplo de construção de uma escala termométrica 1o caso: b = 0 Escolhemos uma substância e uma propriedade termométrica X, arbitrariamente, que respeite a seguinte função linear de T(X): T(X) = aX onde a é uma constante que deve ser calculada. Ao escolher esta função, estabelecemos que iguais variações de T correspondem a variações iguais em X. Concluímos que 2 temperaturas medidas estão entre si na mesma razão que os X´s correspondentes, isto é, T X1 X1 T X2 X2 Para determinar a e, portanto, calibrar o termômetro, especificamos um ponto fixo padrão (ponto triplo da água => ponto fixo de gelo, líquido e vapor de água que coexistem em equilíbrio e é indicado pelo índice tr). Nesse ponto, todos os termômetros devem fornecer o mesmo valor da T a uma pressão única e bem definida (pvapor = 4,58 mmHg a Ttr = 273,16K). T X X1 T X tr X tr X T X 273,16 X tr T = f (propriedade) X T X 273,16 lim X tr 0 X tr Exemplo de construção de uma escala termométrica Logo, a p cte L T L 273,16 Ltr V T V 273,16 Vtr R T R 273,16 Rtr a V cte p T p 273,16 ptr R = resistência elétrica Ex1: A resistência R de certo termômetro de platina vale 90,35, quando o seu bulbo é colocado em uma célula de ponto triplo. Qual será o valor de T, se o bulbo estiver em um ambiente tal que sua resistência seja 96,28? R T R 273,16 Rtr 96, 28 T R 273,16 291,1K 90,35 Obs: A escolha de um termômetro padrão sugere um termômetro de diferentes gases a volume constante, útil na formulação das leis físicas e não em evidências experimentais. Pois, temos as menores T e tem utilidade universal. Determina os pontos fixos p T p 273,16 ptr menor T = 1K a V cte termômetro de gás Demonstração: Utilizamos 2o caso: b 0 Escala de temperatura baseada em 2 pontos fixos: Tv a. X v b Tg a. X g b 100 a. X v b 0 a. X g b 100 a. X v X g 100 b a. X g .X g Encontrando b, temos: Xv X g - 100 a Xv X g Logo, X[v] Obs: Isso vale para L, p, V e R. Pontos Fixos da escala termométrica prática Internacional ETPI – Escala Termométrica Prática Internacional, adotada em 1927, revista em 1948 e, novamente em 1960 => estabelece uma escala de fácil uso para finalidades práticas (calibração de aparelhagem industrial ou científica). Ela consiste num conjunto de fórmulas que fornecem, na prática, as melhores aproximações possíveis da escala Kelvin. ETPI-68 – não concorda com a escala Kelvin em temperaturas situadas entre os pontos fixos, mas as diferenças em geral são desprezíveis. Ela se transformou no padrão legal em praticamente todos os países. ESCALA CELCIUS, FAHRENHEIT E KELVIN Andrews Celsius (1701 - 1744) Escala Celsius Como se mede a temperatura? Com água, congela-se a 0oC e ferve-se a 100oC. Água fervendo Gelo fundindo-se ESCALA CELCIUS, FAHRENHEIT E KELVIN Escala celsius No século XVII, o físico e astrônomo sueco Andrews Celsius (17011744) sugeriu que a temperatura de fusão do gelo, ao nível do mar, recebesse o valor arbitrário de 0 grau (hoje 0oC), e que a temperatura de ebulição da água, também ao nível do mar, fosse fixada em 100 graus (100o C, valor igualmente arbitrário). Escolhidos os pontos de fusão e ebulição da água, pode-se agora construir um termômetro calibrado na escala Celsius. Para isso é necessário um tubo fino (tubo capilar) de vidro, com um reservatório para o mercúrio. Coloca-se o conjunto num recipiente com gelo em fusão (que, portanto, está à temperatura de 0oC), e, após alguns minutos, quando o mercúrio parar de descer, por entrar em equilíbrio térmico com a mistura água-gelo, faz-se uma marca para 0oC. Em seguida, coloca-se o tubo em água fervente (que na escala Celsius está a 100 graus) e faz-se uma marca para 100oC. A seguir divide-se o espaço entre as duas marcas em 100 partes e fecha-se o tubo. O termômetro está pronto para ser usado. ESCALA CELCIUS, FAHRENHEIT E KELVIN Escala Fahrenheit Fahrenheit (1686-1736), Alemão Como se mede a temperatura? Com uma mistura da água com amoníaco, se congela aos 32oF e ferve a 212oF. Na escala Fahrenheit, ainda em uso nos países de língua inglesa, ao 0 e ao 100 da escala Celsius correspondem respectivamente os números 32 e 212. Assim, entre a temperatura de fusão do gelo e da ebulição da água, estão compreendidos 180º F. ESCALA CELCIUS, FAHRENHEIT E KELVIN Escala Kelvin São idênticas a escala de gás ideal no T bem definido. (escala termométrica termodinâmica absoluta) Lord Kelvin (1842-1907), Inglês Como se mede a temperatura? Pois, ela independe das propriedades da substância. Com a matéria, 0oK é a temperatura mais baixa que pode atingir a matéria, a energia molecular é mínima e tende para um valor finito (energia do ponto zero), mas a E 0. Sabe-se que não há, teoricamente, um limite superior para a temperatura que um corpo pode alcançar. Observa-se, entretanto, que existe um limite inferior. Os cientistas verificaram que é impossível reduzir a temperatura de qualquer substância a um valor inferior a -273,15ºC (o zero absoluto). O físico inglês lorde Kelvin propôs uma escala termométrica, que leva o seu nome. Tal escala tem origem no zero absoluto, usando como unidade de variação o grau Celsius. Na escala Kelvin, a temperatura de fusão do gelo corresponde a 273,15 K e a de ebulição da água, a 373,15 K. O Kelvin, unidade de temperatura termodinâmica, é a fração 1/273,16 da temperatura termodinâmica do ponto triplo da água ESCALA CELCIUS, FAHRENHEIT E KELVIN ESCALA CELCIUS, FAHRENHEIT E KELVIN Escalas Termométricas Para a graduação das escalas forma escolhidos, para pontos fixos, dois fenômenos que se reproduzem sempre nas mesmas condições: a fusão do gelo e a ebulição da água, ambas sobre pressão normal. Relação entre as escalas Celsius e Fahrenheit Dado um valor de temperatura em uma escala, podemos obter seu valor correspondente em outra escala. Para obtermos a relação entre as leituras nas duas escalas devemos estabelecer a proporção entre os segmentos determinados na haste de cada termômetro. TC TF 32 5 9 9TC TF 32 5 o TC = temperatura Celsius TF = temperatura Fahrenheit 5 1F C 9 o Relação entre as escalas Celsius e Kelvin TC TK 273,15 TC = temperatura Celcius TK = temperatura Kelvin Relação entre as escalas Celsius, Fahrenheight e Kelvin TC 0 TK 273,15 TF 32 100 0 373,15 273,15 212 32 TF TC TK Ponto Triplo da água Zero Absoluto TC TK 273,15 TF 32 100 100 180 TC TK 273,15 TF 32 5 5 9 ponto de energia molecular mínima (E 0) DILATAÇÃO TÉRMICA Você já observou os trilhos de uma estrada de ferro? Entre dois pedaços consecutivos de trilho, há um espaço. As pontes de concreto, quando muito extensas, não são construídas em um único bloco. São formadas por vários blocos de concreto, construídos um ao lado do outro. E, entre dois blocos vizinhos, também há um espaço. Esses espaços são calculados pelos construtores de linhas férreas ou de pontes porque, sob a variação de temperatura (a ação do calor), o aço e o concreto aumentam de tamanho. A maioria dos materiais dilata-se quando aquecida e contrai-se, quando resfriada. Por estarem relacionados com o aumento ou a diminuição da temperatura dos corpos, esses fatos são conhecidos, como dilatação e contração térmica. Se uma linha férrea fosse construída com os trilhos se tocando, a dilatação que ocorreria quando os trilhos se aquecessem provocaria o entortamento da linha. Com as pontes aconteceria coisa semelhante. Se uma ponte de concreto fosse construída em um único bloco, a dilatação do concreto, quando a temperatura aumentasse, causaria rachaduras na ponte. Por que os materiais se dilatam ou se contraem, termicamente? Já vimos que, quando um corpo absorve calor, a agitação térmica de suas moléculas torna-se mais intensa, provocando, um aumento na temperatura desse corpo. Com o aumento da agitação térmica, aumenta a amplitude da vibração de cada átomo. Assim, o volume necessário para acomodar os átomos ou moléculas de um sólido em alta temperatura é maior do que o volume ocupado pelas mesmas partículas quando o material está em temperaturas mais baixas. Dilatação Térmica Introdução Elevando-se a temperatura de um corpo, geralmente suas dimensões aumentam devido ao aumento na distância média das partículas que o constituem, a este fenômeno dá-se o nome de dilatação térmica. T>To To= temperatura inicial T= temperatura final Dilatação linear Na experiência acima notamos o que acontece com barras de ferro de comprimentos iniciais diferentes, ao aumentarmos de 10˚C suas temperaturas. Essa experiência indica que a variação de comprimento ΔL de uma barra ao ser aquecida é diretamente proporcional ao seu comprimento Lo. Dilatação Térmica Dilatação linear Nesta nova experiência notamos o que acontece a uma barra de ferro de Lo =100cm, quando submetida a diferentes variações de temperatura. Portanto, a variação de comprimento ΔL de uma barra ao ser aquecida é diretamente proporcional à variação de temperatura ΔT. Dilatação Térmica Dilatação linear Tendo em vista que a dilatação ΔL de uma barra é diretamente proporcional ao comprimento inicial Lo e à variação de temperatura ΔT, temos: ΔL ~ Lo ΔT Portanto, a variação de comprimento ΔL de uma barra ao ser aquecida depende do material que a constitui. Então, temos: ΔL = α Lo ΔT 1 L Lo T (interpretado como sendo a variação % do L, por grau de T) Alguns coeficientes de dilatação linear: ºC-1 -6 Maior Chumbo:27.10 dilatação Zinco:26.10-6 Alumínio:22.10-6 Prata:19.10-6 -6 Ouro:15.10 Menor Concreto: 12.10-6 dilatação Vidro : 9.10 -6 -6 Granito: 8.10 -6 Vidro pirex: 3,2.10 Porcelana:3.10-6 Dilatação Térmica Outra fórmula para a dilatação linear é obtida substituindo ΔL por (L-Lo): ΔL= α Lo ΔT L-Lo = α Lo ΔT L= Lo + α Lo ΔT L= Lo(1+α ΔT) Gráfico da dilatação linear: L= Lo(1+ α ΔT) ΔT = (T-To) L = Lo[ 1+ α (T- To)] To = 0ºC L = Lo + Lo α T y = ax + b y = L ; a = Lo α ; x = T ; b = Lo Lo = 100 cm; α =27.10-6 ºC-1 T(ºC) = 0 a 100 Gráfico da dilatação linear: Gráfico com o Programa Maple chumbo zinco alumínio prata ouro concreto vidro granito pirex porcelana Dilatação Térmica A experiência mostra que os sólidos, ao sofrerem um aquecimento, se dilatam e, ao serem resfriados, se contraem. A dilatação ou a contração ocorre em três dimensões: comprimento, largura e espessura. Dilatação linear É aquela em que predomina a variação no comprimento. L = L - Lo L = .Lo.T L = Lo (1+ .T) L = variação no comprimento = coeficiente de dilatação linear (ºC-1 ) T = variação da temperatura (ºC) Dilatação Térmica Dilatação Superficial É aquela em que predomina a dilatação em duas dimensões. Quando se aquece uma chapa com um orifício, ela se dilata como se fosse inteiriça, ou seja, o orifício se dilata como se fosse constituído do mesmo material. A = A - Ao A = .Ao.T A = Ao (1+ .T) A = variação na superfície = coeficiente de dilatação superficial (ºC-1 ) T = variação da temperatura (ºC) Dilatação superficial (T) (To) Xo X Yo Y X = Xo(1 +α ΔT ) Y = Yo (1 + α ΔT ) XY= XoYo (1 +α ΔT)² A = Ao (1 +2 α ΔT + α² ΔT²) Desprezando o termo α² ΔT² por ser muito pequeno, e fazendo 2α = β, vem: A = Ao(1+ βΔT) β = 2α constitui o coeficiente de dilatação superficial do material de que é feita a placa. A partir da fórmula anterior: A = Ao(1 + β ΔT) A = Ao + β AoΔT A – Ao = β Ao ΔT Mas A – Ao = ΔA. Assim, ΔA = β Ao ΔT Portanto, a dilatação superficial ΔA é diretamente proporcional à área inicial Ao e à variação de temperatura ΔT. Dilatação Térmica Dilatação Volumétrica É aquela em que ocorre variação da largura, comprimento e espessura. V = V - Vo V = .Vo.T V = Vo (1+ .T) V = variação no volume = coeficiente de dilatação volumétrica (ºC-1 ) T = variação da temperatura (ºC) Dilatação volumétrica (T) (To) X Xo Z Zo Yo Y X= Xo (1 + α ΔT ) Y = Yo (1 + α ΔT ) Z = Zo (1 + α ΔT ) XYZ = XoYoZo (1 + αΔT)³ V = Vo(1 + 3αΔT + 3α²ΔT² + α³ΔT ³) Os termos que apresentam α² e α³ são muito pequenos e podem ser desprezados. Assim , fazendo 3α = γ, vem : V = Vo(1+ γΔT) γ = 3α constitui o coeficiente de dilatação volumétrica do material de que é feito o sólido. A partir da fórmula anterior: ΔV = Vo(1+ γΔT) V = Vo + γVoΔT V –Vo = γVoΔT V –Vo = ΔV, temos: ΔV = γVoΔT Portanto a dilatação volumétrica ΔV é diretamente proporcional ao volume inicial Vo e a variação de temperatura ΔT. Dilatação Térmica Para líquidos e gases: Fala-se apenas em dilatação volumétrica. m V T Da Dilatação Volumétrica , temos: μ = m => μ = μo Vo(1+ 3 ΔT) (1+ 3 ΔT) Entretanto, o líquido mais comum, a água, não se comporta como os demais. Acima de 4oC, a água se dilata com a T > 0 (0oC => 4oC), ainda que não o faça linearmente. Quando T < 0 (4oC => 0oC), a água se dilata em vez de contrair-se. Esta dilatação com a diminuição da temperatura não é observada em nenhum outro líquido comum; ela ocorre em substâncias como à borracha e em certos sólidos cristalinos em determinadas T. A massa específica da água é máxima em 4oC, quando o seu valor é de 103kg/m3 = 1g/cm3. Em qualquer outra temperatura sua massa específica é menor. É em virtude desse comportamento da água que os lagos congelam-se primeiro em suas superfícies. Dilatação Térmica Resumo: Obs: T é pequeno. Dilatação térmica dos sólidos Linear: ΔL = αLoΔT => L = Lo(1 + αΔt) Superficial: ΔA = βAoΔT => A = Ao(1+ βΔT) => A = Ao(1+ 2ΔT) Volumétrica: ΔV = γVoΔT => V = Vo(1+ γΔT) => V = Vo(1+ 3 ΔT) Relação entre os coeficientes: α = β = γ 1 2 3 Modelo de um sólido cristalino: os átomos são mantidos juntos, em uma disposição regular, por forças elétricas. As forças entre os átomos são semelhantes às exercidas por um conjunto de molas que ligassem os átomos (colchão de molas duras microscópico => 1022molas/cm3 , A = 10-9cm e f 1013Hz. Gráfico U(r): F(r) = - dU(r) dr Dilatação Térmica Obs: Em 1818, o químico Pierre Louis Dulong (1785-1838) e o físico Alexis Thérèse Petit (1791-1820), ambos franceses, confirmaram em uma publicação a previsão teórica do modelo do calórico, isto é, a de que a dilatação de um corpo não é uma função uniforme da temperatura. Primeira Lei da Termodinâmica Esta lei foi enunciada pela primeira vez, de forma explícita e geral, em 1850, pelo alemão Rudolf Clausius. Bem antes, entretanto, já eram admitidas suas formas particulares, como o Princípio da Conservação da Energia Mecânica, a Lei de Joule (calor dissipado num resistor elétrico), a Lei de Hess (variação ou mudança da energia numa reação química), o Teorema de Bernoulli, etc. Esta lei é decorrente da generalização dessas leis e princípios, as quais podem ser consideradas como casos particulares. A idéia básica da primeira lei é que todas as formas de energia podem se transformar em outras e se conservar. Tal idéia foi admitida por H. V. Helmholtz (1821-1894) a partir do século XVIII, com a impossibilidade da construção de máquinas que pudessem trabalhar sem consumir energia (motor continuum). Entretanto, somente em 1850, ela foi definitivamente aceita (juntamente com a Segunda Lei da Termodinâmica) graças ao trabalho de Clausius. A aplicabilidade e validade da Primeira Lei da Termodinâmica ocorre quando o sistema se encontra bem definido em termos de suas paredes, de seu estado, do conjunto de variáveis que caracterizam o estado, e de suas transformações. Primeira Lei da Termodinâmica A Primeira Lei da Termodinâmica evidencia o princípio de conservação de energia de um sistema termodinâmico e reconhece o calor como uma forma de energia. Existe uma forma de energia conhecida como energia interna (U), que é uma propriedade intrínseca de um sistema, relacionado funcionalmente com as coordenadas mensuráveis, quantidade de calor (Q) e trabalho (W), que caracterizam o sistema. A variação de U é dada por dU = Q - W, onde Q representa a troca de calor e W é trabalho realizado sobre (ou pelo) sistema. A troca de calor (Q) e o trabalho (W) não são representados por diferenciais (d) por não serem variáveis de estado, uma vez que dependem do tipo de transformação que realiza o sistema em estudo. Em decorrência de não existir qualquer definição para energia interna (U), mas apenas o cálculo de U associado a Q e W; e do trabalho termodinâmico (W) ser expresso em termos das propriedades termodinâmicas do sistema (P-V-T), “O conteúdo de calor de um sistema termodinâmico pode ser mudado”. Este é o enunciado da Primeira Lei da Termodinâmica: Um estado termodinâmico será totalmente descrito por (2m+2) variáveis (Xk, Yk, T, U). Assim, a Primeira Lei é expressa por uma distribuição definida pela equação: dU-Y1dX1+...+YmdXm-=0 onde: Ym são as funções definidas no espaço dos estados de equilíbrio do sistema termodinâmico; é a quantidade de calor elementar do sistema. CALOR E 1a LEI DA TERMODINÂMICA O que acontece se colocarmos em contato um corpo quente e outro frio? frio quente Depois de algum tempo, atingem uma temperatura comum, intermediária entre suas temperaturas iniciais. Isto é, terão a mesma sensação de temperatura. Dizemos então, que estes corpos estão em equilíbrio térmico um com o outro. TA TB TA = TB = T TA > TB TA > T > TB Quando 2 corpos são postos em contato, nesse processo, ocorre a passagem de “algo” de um corpo quente para o corpo frio. Este “algo”, em 1777, o químico francês Antoine Lavoisier (1743-1794) atribuiu o nome de calórico (substância material imponderável e indestrutível). Essa teoria foi capaz de descrever alguns processos (como a condução do calor), mas não sobreviveu aos fatos experimentais. CALOR E 1a LEI DA TERMODINÂMICA No entanto, ainda descrevemos muitas das variações comuns de temperatura como a transferência de “algo” de um corpo mais quente para o mais frio, e a este “algo” damos o nome de calor. Uma definição útil, mas não-operacional é a seguinte: calor é o que é transferido entre um sistema e sua vizinhança, como conseqüência apenas da diferença de temperatura. Finalmente, ficou estabelecido que, de um modo geral, o calor é uma forma de energia ao invés de uma substância. Em 1798, Benjamin Thompson (1753-1814), o Conde Rumford, comunicou à Royal Society of London o trabalho intitulado “ Uma investigação concernente à Fonte de Calor que é produzido por Fricção”, no qual relatou experiências que demonstraram ser o calor uma forma de energia. A primeira evidência experimental, sobre o aspecto mecânico do calor foi observada durante a fabricação de canhões de bronze, quando blocos do metal se tornavam incandescentes à medida que a broca os perfurava, sendo que o bronze esquentava mesmo que a broca estivesse cega. CALOR E 1a LEI DA TERMODINÂMICA Em 1799, o químico inglês Sir Humphry Davy (1778-1829) registrou o resultado de suas experiências sobre a produção de calor por atrito, nas quais friccionou pedaços de substâncias que se fundem a baixas temperaturas (gelo, cera, sebo, resina, etc.). Em vista disso, concluiu que o calor não é matéria, mas um movimento peculiar de partículas dos corpos. Nesta experiência, Rumford pôs em dúvida a ponderabilidade do calórico, ao observar que os corpos não aumentavam de peso quando se tornavam mais quentes e nem o gelo quando derretia. Logo, se o calórico existisse, não deveria ter peso. Seria mais um fluido imponderável incorporado aos já existentes: flogístico, fluido elétrico, fóton newtoniano e outros. Sabe-se hoje, que qualquer forma de energia possui uma massa ponderável que é obtida pela equação de Einstein. Entretanto, os trabalhos de Davy, Joule e outros mostraram que só tinha sentido falar em calor enquanto houvesse processo de transferência de energia, fazendo desaparecer definitivamente a concepção do calórico (isto é, de que o calor seja algo contido nos corpos). O mesmo ocorria com trabalho (transferência de energia) desde que não houvesse variação de temperatura. Obs: Pesquisar mais sobre a teoria do calórico: TCC – Uma visão contemporânea da termoquímica através de formas diferenciais. Já vimos que a temperatura é uma medida da vibração das moléculas. Quando os dois corpos são postos em contato, dá-se o encontro, na superfície que os separa, das moléculas velozes do corpo quente com as moléculas lentas do corpo frio. Em decorrência dos choques, as moléculas rápidas perdem velocidade e as lentas ficam mais velozes. Com o passar do tempo, esse processo se estende também para o interior de ambos os corpos, até que os dois diferentes tipos de molécula fiquem, em média, com a mesma energia cinética. No final do processo, as moléculas do corpo frio apresentam mais energia cinética do que tinham de início; com as moléculas do corpo quente, ocorre o contrário. No conjunto, há uma passagem de energia do corpo quente para o corpo frio. Para Newton (1704): “o calor consiste num minúsculo movimento de vibração das partículas dos corpos” que foi endossado por F. Bacon e R. Hooke. O calor é, portanto, uma transferência de energia entre dois corpos que inicialmente apresentam temperaturas diferentes. Estudo do Calor Quantidade de Calor (Q) A quantidade de calor recebida ou cedida por um corpo, ao sofrer variação de temperatura sem que haja mudança de fase, é denominada calor sensível. Q = m.c.T Q = quantidade de calor (cal) m = massa (g) c = calor específico (cal/g. ºC) T = variação da temperatura (º C) T = T - To Unidades: 1kcal = 103cal =1Btu (unidade térmica britânica) Capacidade Térmica (C) Para uma dada massa, a quantidade de calor necessária para produzir um acréscimo de temperatura depende da substância. Chama-se capacidade térmica, C, de um corpo o quociente entre a a quantidade de calor Q fornecida ao corpo e o correspondente acréscimo de temperatura, T. Q C T dQ C dT Obs: A palavra “capacidade” não deve ser interpretada como “a quantidade de calor que um corpo pode reter”, mas “o calor fornecido a um corpo para elevar de uma unidade sua temperatura. Calor Específico (c) A capacidade térmica, C, por unidade de massa de um corpo, chama-se calor específico, c, depende da natureza da substância da qual ele é feito e é definido como: C c m 1 dQ c m dT Obs: Nem C de um corpo nem c de um material são constantes. Eles dependem de T (ou dT). O calor que deve ser transferido a um corpo de massa m, cujo material tem calor específico c, para elevar sua temperatura desde Ti até Tf é, supondo que T << Tf - Ti, Tf Q mcT Ti No limite quando T 0, temos: Tf Q m cdT c f (T ) Ti Obs: Para pequenos intervalos de temperatura, c é considerado constante. Obs: A expressão anterior de c não o defini completamente. Pois devemos especificar suas condições, tais como cp (a pressão constante), cV (a volume constante), etc. Tabela: Mostra cp para alguns sólidos (T ambiente e p =1atm). 1a coluna 2a coluna 3a coluna 5a coluna 6a coluna - A 2a coluna mostra como cp dos sólidos varia grandemente de uma substância para outra. Se compararmos amostras de substâncias que contêm o mesmo número de moléculas em vez de amostras de mesma massa. Isto é, cal/goC em vez de cal/moloC, temos a capacidade térmica molar (ou calor específico molar). 1 mol = 6,02252.1023 moléculas = n (no de Avogrado) Obs: Em 1819, Dulong-Petit mostraram que a capacidade térmica molar de todas as substâncias, com algumas exceções era 6cal/moloC. 5a e 6a coluna = (2a e 3a).(4a). TRANSMISSÃO DE CALOR Condução Experimente pegar uma vareta metálica de uns 30 cm e aquecer uma de suas extremidades na chama de uma vela. Após algum tempo, a extremidade que você segura também estará quente. Isso acontece porque o calor se propaga através da vareta e atinge sua mão. Esse processo de propagação do calor através das moléculas do meio é chamado de condução. Os materiais em geral apresentam diferentes condutibilidades, ou seja, alguns conduzem mais calor que outros. Os metais costumam ser bons condutores de calor, enquanto o isopor, a lã de vidro, a borracha, o amianto e a madeira são maus condutores; podemos até dizer que são isolantes térmicos (não conduzem calor). As paredes das geladeiras são forradas com lã de vidro para evitar que entre calor dentro delas. As paredes dos fornos também são forradas com lã de vidro, só que para evitar que o calor saia. Os agasalhos que usamos no inverno também são feitos de isolantes térmicos, como a lã. Assim, o calor produzido pelo nosso corpo não escapa para a atmosfera, e nos sentimos aquecidos. No deserto, ao contrário do que se imagina, devem ser usadas grossas roupas de lã. Isso impede que o forte calor fique em contato com a pele. A P = fluxo de calor isolante gradiente de temperatura ou Em laboratório, dQ dT P kA dt dx Q T P kA t x TQ > TF -T = ( TQ – TF) x L mcT T T decresce linearmente ao kA longo da barra t L mc L k (condutividade térmica) t A L k t cte A mc mx cx tcm k x kcm mcm ccm t x Obs: o fenômeno de condução de calor ilustra nitidamente que os conceitos de calor e temperatura são diferentes. Ex: Barras diferentes podem conduzir Q diferentes para a mesma T. Condutividade térmica (k), kcal/s.moC (gases 0oC , metais à temperatura ambiente: Ex: Consideremos uma lâmina formada por 2 substâncias, de espessuras L1 e L2 e condutividade térmica k1 e k2. Se as temperaturas são T1 e T2, determine a taxa com que o calor é transmitido através da lâmina composta, em regime estacionário. P1 P2 P A T2 T1 P L1 L2 k1 k2 A Tx T1 A T2 Tx k1 k2 L1 L2 Para N camadas adjacentes: Para 2 camadas adjacentes P A T2 T1 N L / k i 1 i i Convecção A convecção térmica é a propagação que ocorre nos fluidos (líquidos, gases e vapores) em virtude de uma diferença de densidades entre partes do sistema. Podemos observar o fenômeno da convecção no funcionamento de uma geladeira. Existe um motivo para que o congelador esteja sempre na parte superior da geladeira. O congelador esfria o ar, que se torna mais denso e tende a descer. Enquanto desce, ele retira calor dos alimentos que encontra. Nesse tempo, o ar quente das partes inferiores da geladeira tende a subir. Em contato com o congelador, ele esfria e o processo continua. Podemos então dizer que a convecção é o processo de transmissão de calor através do deslocamento de massas de fluidos (líquidos ou gases). Nos radiadores de automóveis também temos um exemplo de convecção. A água quente do motor, por ser menos densa, tende a subir para o radiador, onde esfriará. Voltando ao motor, já mais fria, ela resfriará o motor, se aquecerá e o processo terá seguimento. Irradiação O calor do Sol percorre milhões de quilômetros até chegar à Terra. Essa propagação não se dá por condução nem por convecção. Nesse trajeto, o calor se propaga no vazio por irradiação, isto é, através de ondas. Podemos perceber a irradiação em outras situações. Você sente o calor que vem de um forno aceso, mesmo não encostando nele. A rigor, todos os objetos irradiam calor o tempo todo. Seu corpo mesmo está irradiando neste exato momento. Quando a temperatura de um corpo é constante, é porque existe um equilíbrio entre o calor recebido e o calor irradiado ou cedido por condução ou convecção. A estufa de plantas é um interessante exemplo de irradiação de calor. O vidro permite que o calor do Sol entre e atinja as plantas. Esse calor é absorvido pelas plantas e pelos demais objetos da estufa e irradiado em forma de outras ondas, que não conseguem atravessar o vidro. O calor permanece então dentro da estufa, favorecendo o crescimento das plantas. EQUIVALENTE MECÂNICO DO CALOR Obs: unidade de trabalho: J e unidade de calor: cal. Calor e trabalho foram entendidos como conceitos distintos até Rumford, em 1798, sugerir que calor tinha uma conotação mecânica, propondo assim uma conexão entre eles através do princípio de conservação de energia (séc.XIX). Este princípio estabelece calor e trabalho são formas de energia e que deve haver uma relação definida , chamada equivalente mecânico do calor, entre elas. Em 1850, Joule foi quem primeiro determinou experimentalmente quantos joule de trabalho são equivalentes a 1 cal. de calor. Mede W, observa-se T e calcula-se Q. 1kcal = 103cal = 4,186J Isto é, 4,186J de trabalho mecânico, quando inteiramente convertidos em energia calorífica, geração 1kcal (T = 15,5 – 14,5 = 1oC de 1kg de água). Joule fez ainda outras experiências. Suas conclusões são boas: - Precisão nos resultados finais que diferem de 1% dos valores atuais; - Sua influência perante os cientistas da correção do conceito de que calor, como trabalho, é uma forma de energia. fronteira do sistema W Q vizinhança vizinhança vizinhança F dx F dx Vi Vf T = cte pV = cte MUDANÇAS DE ESTADO Uma substância pode passar de uma fase para outra através do recebimento ou fornecimento de calor. Essas mudanças de fase são chamadas de: fusão, solidificação, vaporização, liquefação ou sublimação. Qualquer substância pode ser sólida, líquida ou gasosa, conforme a temperatura e a pressão em que se encontre. MUDANÇAS DE ESTADO Por exemplo, a água se apresenta tanto no estado sólido, quanto no estado líquido ou no gasoso. Sob pressão normal, se formos aumentando a temperatura do gelo, ele passará a 0oC, ao estado líquido e depois, a 100oC, ao estado gasoso. Quase todos os corpos, com o aumento de temperatura, se comportam como a água, ou seja, passam do estado sólido ao, líquido e então ao gasoso. Toda mudança de estado é acompanhada de absorção ou de liberação o de energia. Na fusão de um sólido e na evaporação de um líquido há recebimento de energia do exterior. Na condensação de um gás e na solidificação de um líquido há envio de energia ao exterior. Vamos pôr alguns pedaços de substância sólida (por exemplo, de estanho) num recipiente e deixá-lo sobre o fogo. Num termômetro colocado dentro do recipiente, poderemos observar como muda a temperatura do estanho. Inicialmente, ela aumenta, até que, ao chegar a 232oC, o estanho começa a fundir. Durante todo o tempo em que dura o processo de fusão, a temperatura não aumenta, mas se mantém constante a 232oC. Quando todo o estanho estiver liquefeito, a temperatura voltará a subir. A passagem do estado sólido ao estado líquido ocorre a uma temperatura bem determinada (no caso do estanho, 232oC), denominada temperatura de fusão. Calor latente Ao receber calor, um bloco de gelo a 0o C derrete, transformando-se em água no estado líquido. Por mais que o gelo receba calor, enquanto está ocorrendo a mudança de estado, sua temperatura permanece constante e, nesse caso, o calor recebido pelo gelo recebe o nome de calor latente. Podemos dizer que calor latente é aquele que provoca mudança de estado de uma substância sem alterar sua temperatura. As experimentações feitas por físicos em laboratórios mostram que a quantidade de calor requerida numa mudança de estado depende da substância (água, ferro, chumbo etc.) e de sua massa. No caso do gelo, são necessárias 80 calorias para que 1 grama passe para o estado líquido. QL Calor latente Quando uma substância está mudando de estado, ela absorve ou perde calor sem que sua temperatura varie. A quantidade de calor absorvida ou perdida é chamada calor latente. Q = m.L Q = quantidade de calor (cal) m = massa (g) L = calor latente da substância (cal/g) Trocas de Calor Quando dois ou mais corpos trocam calor entre si, até estabelecer-se o equilíbrio térmico, é nula a soma das quantidades de calor trocadas por eles. Q A + QB = 0 QRECEBIDO > 0 QCEDIDO < 0 Os recipientes utilizados para estudar a troca de calor entre dois ou mais corpos são chamados calorímetros. Teoria Cinética dos Gases I Teoria Cinética dos Gases I n n n Teoria Cinética dos Gases I n n n R = 8,317J/mol.K e N = 6,023.1023 moléculas/mol Teoria Cinética dos Gases I n n n n Teoria Cinética dos Gases I Teoria Cinética dos Gases I Teoria Cinética dos Gases I n n n n Teoria Cinética dos Gases I pV = nRT pm = RT Tabela: para gases a 0oC. V = m/ p = RT m e n=1 vRMS 3p densidade do gás Teoria Cinética dos Gases I vRMS 3p p mv pV RMS 3 2 vRMS 2 pV 3 2 VvRMS 2 3 mvRMS 2 pV 3 2 nMvRMS 2 pV = 3 2 nMvRMS 3 1 3 K MvRMS 2 RT 2 2 pV pV nRT Interpretação cinética de T K f T K 1 3 MvRMS 2 RT 2 2 Teoria Cinética dos Gases I Como é visto na tabela: K 1 3 3 MvRMS 2 RT kT tem aproximadamente 2 2 2 o mesmo valor todos os gases a uma mesma temperatura (no caso, 0oC). Logo, 2 m1vRMS12 2 m2vRMS 2 2 T 3k 2 3k 2 vRMS12 vRMS1 m1 vRMS 2 2 vRMS 2 m2 Concluímos que a uma mesma temperatura T a razão das velocidades quadráticas médias das moléculas de 2 gases diferentes é igual à raiz quadrada do inverso da razão de suas massas. Aplicação no estudo da difusão (derramamento de um fluido, espalhamento, propagação, disseminação) de 2 gases diferentes através das paredes porosas de um recipiente colocado no vácuo. Isto é, quem tem menor massa tem maior velocidade. Forças Intermoleculares São de natureza eletromagnéticas, tem curto alcance e podem ser de atração e repulsão. Todas as moléculas contêm cargas elétricas em movimento. Elas são neutras, não significando ausência de interação entre as moléculas. Quando elas se aproximam, suas cargas são perturbadas mutuamente. Calor Específico de um gás ideal Imaginemos que as moléculas de um gás ideal sejam esferas elásticas duras, equivale a dizer que Fintermol. = 0 exceto durante colisões entre elas. Logo, K = Eint Portanto, U = 0 1 3 3 2 K MvRMS RT kT 2 2 2 Calor específico (ou calor de massa) (gás de N moléculas) 3 3 Eint NkT nRT 2 2 Capacidade térmica molar (calor específico molar, C) Importante no estudo dos gases: Capacidade térmica a volume constante (Cv) e a pressão constante (Cp) Calor Específico de um gás ideal a b = transf. isobárica a c = transf. isocórica b c = transf. isotérmica T = cte p = cte Q = Eint + W 0 W = p.V = 0 Eint = Q = nCvT Aplicando a 1a Lei da Termodinâmica, temos: Na transf. de a c Q = nCvT e Na transf. de a b Q = nCpT e Igualando as 2 equações, temos: nCvT = nCpT - nR .T W = p.V nCvT = nCpT - p .V Eint = nCpT - p .V Como, Cp - Cv = R = 8,31J/mol.K = 1,99cal/mol.K pV = nRT Cp > Cv Calor Específico de um gás ideal Na equação anterior podemos determinar primeiro um depois o outro, isto é, Cv e depois Cp e vice-versa. Logo, vamos determinar Cv por: Combinando: 3 Eint nRT 2 Eint nCv T Eint 1 Eint 1 Cv lim n T n T 0 T 1 d 3nRT / 2 Cv n dT Cv 1 dEint Cv n dT 13 Cv nR n2 3 R 2 Obs: Cv 3cal/mol.K (bom para gases monoatômicos e está em desacordo com os gases diatômicos e poliatômicos). Isso sugere que Eint = 3nRT/2 não é geral. Logo, o modelo deve ser alterado. Exemplo 5: Halliday Cap.23 Mostre que, para um gás ideal submetido a uma transformação adiabática pV = cte, onde = Cp/Cv. Q = Eint + W Aplicando a 1a Lei da Termodinâmica, temos: Q = 0 Numa transformação adiabática: Substituindo, temos: 0 = nCvT + p. V Para um gás ideal, temos: pV V p nRT e W = p .V (gás ideal) Eint = f(T) T pV nCv pV nRT (De modo que, p, V e T sofrem variações T pV V p nR pequenas). Igualando as 2 equações de T e sabendo que Cp - Cv = R, temos: pV V p pV nR nCv pV V p pV nCv n C p Cv npVCv nV pCv npVC p npVCv Exemplo 5: Halliday Cap.23 pVC p V pCv 0 Dividindo tudo por p.V.Cv e lembrando que, por definição = Cp/Cv., temos: p V 0 p V No limite esta reduz-se a: dp dV p V 0 dp dV 0 p V ln p .ln V 0 ln p ln V 0 quantidade de gás pV e0 1 pV cte ln pV 0 Exemplo 5: Halliday Cap.23 Exemplo 6: Halliday Cap.23 As compressões e rarefações em uma onda sonora de autofreqüência são praticamente adiabática. Mostre que neste caso a velocidade do som em um gás ideal é dada por: v Solução: pV cte v B p e d pV cte dV p B V V Bisotérmica dp p V 0 dV dp V dV dp p V Bisotérmica dV isotérmica Na onda sonora, as transformações são adiabáticas. dp p V Badiabática dV adiabática pV cte dp p V 1 V 0 dV adiab. Para a transformação adiabática: d pV dV cte Badiabática p v p Equipartição de energia 1857 – Clausius, sugere a 1a modificação do modelo cinético de um gás que pudesse explicar o calor específico dos gases. Lembrete: No modelo cinético, as moléculas se comportavam como esferas duras e elásticas e sua energia era puramente translacional (determinava a temperatura do gás). O calor específico era satisfatório para moléculas monoatômicas. Obs: Considerando a molécula com uma estrutura interna, e não como rígida, a molécula pode absorver energia na forma vibracional, translacional e rotacional. Nas colisões, os modos vibracional e rotacional poderiam ser excitados e contribuiria para a energia interna do gás. Logo, a proposta do novo modelo é modificar a formulação da energia translacional para a energia interna. Eint Etransl . Erot Evibraç Eelást ... massa reduzida 1 1 1 1 Eint mv 2 Iw2 v 2 kx 2 ... 2 2 2 2 Equipartição de energia Mecânica Estatística => n é muito grande. Mecânica Newtoniana => é válida. E = <E> = f(T). Em outras palavras, a E depende de T e se distribui igualmente para cada modo que independe da energia absorvida (modo chamado de grau de liberdade). Teorema da Equipartição da Energia => J. C. Maxwell Da equação: 3 Eint RT 2 = Etransl 1 ___2 1 ___2 1 ___2 m vx m v y m v z 2 2 2 O Teorema da Equipartição da Energia exige que cada parcela contribua com a mesma fração para a energia total por mol, ou seja RT/2 por grau de liberdade. As moléculas dos gases monoatômicos são dotados apenas de movimento de translação (não possuem estrutura interna na teoria cinética), e portanto Eint =3nRT/. Decorre de Cv = 3R/2 3 cal/mol.K. Então, de Cp = 5R/2. Logo, Cp 5 2 5 R. 1, 67 Cv 2 3R 3 Equipartição de energia Suporemos que as moléculas de um gás diatômico constituem pequenos “halteres” (2 esferas ligadas por 1 barra). Essa molécula pode girar em torno de qualquer de seus eixos ortogonais. Logo, Iwy2/2 e Iwz2/2. Pelo princípio de equipartição, temos: 1 1 5 Eint 3n RT 2n RT nRT 2 2 2 ou seja, Cv 1 dEint 1 d 5 5 nRT R n dT n dT 2 2 7 C p Cv R R 2 Cp 7 2 7 R. 1,33 Cv 2 5R 5 Observamos na tabela alguns resultados para algumas moléculas. Entretanto, os resultados evidenciam que nesse modelo não está ainda suficientemente próximo da realidade. Equipartição de energia Não consideramos ainda as contribuições para a energia total devidas as vibrações dos átomos das moléculas diatômicas e poliatômicas. Modificando nosso modelo de “halteres” (2 esferas ligadas por 1 barra) para 1 modelo de 2 átomos ligados por mola (modelo empírico que mudaria de um gás para outro). Esse novo modelo melhora bem os resultados, em alguns casos. Porque descreve razoavelmente bem o comportamento molecular dos gases. Esclarecimento: Teoria Cinética dos Gases II Entre colisões sucessivas, o movimento de uma molécula de um gás é retilíneo e uniforme. A distância média que uma molécula percorre entre 2 colisões sucessivas é chamada livre percurso médio (ou livre caminho médio, <L>). Se as moléculas fossem pontos, elas não colidiriam e o livre percurso médio seria então infinito, mas elas não são pontos. Se elas completassem todo o espaço, Etransl = 0 e <L> = 0. Desse modo, vemos que <L> se relaciona com o tamanho das moléculas e com o número por unidade de volume. Teoria Cinética dos Gases II No de colisões no tempo t. 1a aproximação: 1 molécula que se choca com alvos estacionários. Teoria Cinética dos Gases II Na realidade, a molécula choca-se com alvos que se encontram em movimento. A freqüência das colisões neste caso é aumentada, resultando em uma redução do <L>, como é mostrado abaixo: velocidade molecular média em 1 relação ao recipiente L 2 2 nd Nesse caso, os 2 v são diferentes na equação: determina a taxa de colisões L n d 2 vrelativo t velocidade relativa média em relação as outras moléculas Distribuição real de velocidade das moléculas conduz a Isto é, v t vrelativo 2 v vrelativo v Obs: A alturas muito grande, <L> perde o sentido, pois as trajetórias são balísticas e podem escapar da atmosfera. <L> = 2.10-5cm (p = 760mmHg, moléculas de ar na atmosfera, ao nível do mar) <L> = 2mm (p = 10-3mmHg a uma altitude de 100km) <L> = 15cm (p = 10-6mmHg a uma altitude de 300km) Teoria Cinética dos Gases II Teoria Cinética dos Gases II Teoria Cinética dos Gases II Teoria Cinética dos Gases II Teoria Cinética dos Gases II Distribuição de Maxwell A lei da distribuição de velocidade de Maxwell foi deduzida em 1859. Em 1920, foi feita a 1a tentativa de verificação por Stern. Em 1955, Miller e Kusch fizeram uma verificação experimental de alta precisão daquela lei para moléculas de um gás. F v v e 3 mv 2 / 2 kT Em 1964, Rainwater e Havens fizeram uma verificação experimental de alta precisão da lei de distribuição de Maxwell para moléculas de um gás de nêutrons, mostrando boa concordância. Teoria Cinética dos Gases II Movimento Browniano Nos primórdios da teoria cinética: Dátomo 10-7 a 10-8cm deveria ter, pois ainda não tinha sido observado. W. Ostwald opositor da teoria atômica e molecular. L. Boltzman (1879), salientou a indispensabilidade da teoria atômica nas ciências naturais. 1a evidência experimental direta da existência dos átomos resultou dos estudos quantitativos sobre o movimento browniano, que convenceram os opositores da validade da teoria cinética e da teoria atômica da matéria. Posteriormente, determinação das constantes atômicas fundamentais. Distribuição inicial é uniforme, depois fica ao acaso. - Proporciona uma importante verificação experimental das hipóteses da teoria cinética. Teoria Cinética dos Gases II Movimento Browniano É assim chamado por causa do botânico inglês R. Brown; este descobriu, em 1827, que os grãos de pólen suspensos em água movimentam-se continuamente de modo caótico (aleatório), quando observados ao microscópio. Explicação quantitativa só em 1905 por A. Einstein: Teoria do movimento browniano => objetivo principal era encontrar fatos que garantissem a existência de átomos de tamanho definido. Ele percebeu que, de acordo com a teoria atômica, partículas microscópicas em suspensão (em fluidos) deveriam ser dotadas de movimento observável (tem movimento térmico, Ec = 3nkT/2, de acordo com o princípio de equipartição), sem saber que as observações relativas ao movimento browniano (resulta do impacto das moléculas do fluido com as partículas suspensas, que adquirem a mesma Ec das moléculas) já eram conhecidas. - Pode-se determinar o número de Avogrado N = 6,02.1023 átomos/mol - Em 1908, J. Perrin determinou o valor N = 6.1023 partículas/mol Teoria Cinética dos Gases II Lei de Boyle Equação de Estado de Van der Waals Equação de Estado Relação fundamental de um gás ideal na escala macroscópica: pV =nRT Os gases reais obedecem a essa relação fundamental apenas em baixas densidades. Esses gases nos dão informações a respeito da natureza das forças intermoleculares e da estrutura das moléculas. A Teoria Cinética proporciona uma descrição microscópica do comportamento de um gás ideal. natureza das forças intermoleculares e da estrutura das moléculas. J.D. van der Waals (1837-1923) deduziu uma equação de estado modificada, pv RT , onde: v V / n (gás ideal) p v b RT , onde: b é uma correção do volume (covolume). determinados experimentalmente a p 2 v b RT , onde: a é uma correção na pressão v (gás real) (interação das partículas) . pressão interna Equação de van der Walls (equação empírica) Teoria Cinética dos Gases II Tese de Doutorado Equação de Estado de Van der Waals a p 2 v b RT v pv 2 RTc 2 a ab 3 2 2 3 v b v v v 3 v v 3 v v v c c c p p p c c c 3 a v b v 2 RT RTc a 2 b 3 v 3 v c c p p c c pv 3 pv 2b av ab RTv 2 0 pv 3 pb RT v 2 av ab 0 RT 2 a ab v b v v 0 p p p 3 No ponto crítico, (T = Tcrit, p = pcrit) v vc 0 3 v3 3vc v 2 3vc 2v vc 3 0 Esse polinômio tem 3 raízes. a b vc 3 pc a 3vc 2 pc RTc b 3vc pc 3vc 2b vc3 pcrit a b vc 3 pc vcrit 3b a 27b 2 RTc b 9b pc Tcrit 8a 27bR Tc 8b pc R Teoria Cinética dos Gases II Equação de Estado de Van der Waals p RT a 2 v b v d RT a RT 2a RT dp 2 3 2 T Tcrit 2 v 4b dv T ,v vcrit dv v b v T ,v v v b crit d RT a RT 2a dp 2 3 0 2 dv T dv v b v v b v d2 p d RT 2a 2 RT 6a 0 2 2 3 3 4 v v b v dv T dv v b Segunda Lei da Termodinâmica A Segunda Lei da Termodinâmica surgiu a partir do estudo das máquinas a vapor ou térmica. Em 1824, Carnot descreveu as primeiras observações experimentais sobre os processos termodinâmicos irreversíveis através da máquina a vapor ideal. Porém, para que não houvesse perda e o rendimento fosse integral, uma fonte deveria estar com temperatura nula. Em 1850, após estudar um outro processo irreversível, Clausius afirmou que: “É impossível construir um dispositivo cíclico e não produzir outro efeito senão a transferência de calor de um corpo de baixa temperatura para outro de alta temperatura". Com o desenvolvimento da Termodinâmica os enunciados de Kelvin e Clausius são equivalentes e expressos pelo Teorema de Carnot: a) Nenhuma máquina térmica que opere entre uma dada fonte quente e uma fonte fria pode ter rendimento superior ao de uma máquina de Carnot. b) Todas as máquinas de Carnot que operem entre duas fontes (quente e fria) terão o mesmo rendimento. Em 1851, William Thomson (Lord Kelvin) fez a seguinte afirmação: “É impossível construir uma máquina, operando em ciclos, cujo único efeito seja retirar calor de uma fonte e convertê-lo integralmente em trabalho”. Segunda Lei da Termodinâmica Em 1854, Clausius conceitua o que é chamado de valor de equivalência de uma transformação térmica, que representa a medida da relação entre a quantidade de calor (Q) e a temperatura (T) na qual ocorre a transformação. Esse conceito distingue um processo irreversível de um reversível. Clausius adotou para a transformação de calor de um corpo quente para um frio, um valor de equivalência positivo, definido por: “A soma algébrica de todas as transformações ocorrendo em um processo cíclico somente pode ser positiva”. Em 1865, Clausius propôs o termo entropia (do grego, transformação) em substituição ao termo valor de equivalência. Ele considerou qualquer ciclo constituído por uma sucessão de ciclos infinitesimais de Carnot, chegando ao Teorema de Clausius escrito na forma: Q1 Q2 Q ... dS 0 T1 T2 T Esta equação estabelece que a soma dos números algébricos é nula para um ciclo de Carnot [9]. Isso consiste em afirmar que qualquer ciclo reversível é equivalente a um conjunto de ciclos de Carnot. Segunda Lei da Termodinâmica Quando a integral de uma grandeza ao longo de qualquer caminho fechado é nula, esta grandeza denomina-se variável de estado ou de configuração, isto é, tem um valor característico apenas do estado do sistema, e independente de como esse estado foi atingido. O sinal de menor (<) está relacionado com as transformações irreversíveis e o de igualdade (=) com as transformações reversíveis. Qualquer transformação, no sistema, leva ao aumento de entropia e é decorrente da remoção de alguma restrição. Logo, Clausius definiu como sendo a relação entre a troca de calor (Q) e a temperatura absoluta (T) em uma transformação isotérmica. Carathéodory identificou (T) como sendo uma variável intensiva que é sempre positiva e (S) uma variável extensiva a menos de uma constante. Na formulação de Carathéodory-Born a Segunda Lei da Termodinâmica tem o seguinte enunciado: “Na vizinhança de qualquer estado de equilíbrio de um sistema existem estados de equilíbrio próximos que não podem ser ligados por curvas adiabáticas reversíveis nulas da 1-forma , calor elementar”. TdS Terceira Lei da Termodinâmica Se um sistema passa por uma transformação isotérmica reversível sem transmissão de calor, a temperatura em que esta transformação ocorre é o zero absoluto. Logo, no zero absoluto, coincidem os processos adiabático e isotérmico. O rendimento de uma máquina de Carnot é dado por: 1 T2 T1 que é o rendimento possível de qualquer máquina que opere entre as temperaturas T1 e T2. Para obter o rendimento de 100%, T2 deve ser nula. Apenas quando o reservatório a baixa temperatura estiver no zero absoluto, haverá conversão integral do calor absorvido do reservatório a alta temperatura em trabalho. Os processos de esfriamento levarão a formulação da Terceira Lei da Termodinâmica: “É impossível, por qualquer procedimento, não importa quão idealizado, reduzir qualquer sistema a temperatura do zero absoluto mediante um número finito de operações”. Na prática, é impossível obter um reservatório à temperatura do zero absoluto e, consequentemente, uma máquina com rendimento 100%. Terceira Lei da Termodinâmica Em 1905, o físico e químico alemão, Hermann Nerst (1864-1941), demonstrou o famoso Teorema de Calor de Nerst: “A variação de energia total de um gás tende à zero a medida que a temperatura também tende a zero”. A demonstração deste teorema levou, em 1910, o físico e químico alemão, Walther Hermann Nerst (1864-1941), juntamente com o físico alemão Max Karl Ernst Ludwing Planck (1858-1947), a enunciarem a Terceira Lei da Termodinâmica, também conhecida por Teorema de Nerst - Planck: “A entropia de uma substância pura se aproxima do zero quando a sua temperatura se aproxima da temperatura do zero absoluto (0º K)”. Essa lei é uma conseqüência da Segunda Lei e ocorre em processos de equilíbrio, ou seja, dS Q T