Oliver Cann, Diretor, Relações com a Mídia, Tel.: +41 79 799 3405, Email: [email protected] Chile lidera a revolução tecnológica na América Latina em meio da pobreza digital generalizada • • • • O Chile ocupa a 38ª posição na classificação TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) do Fórum Econômico Mundial entre 143 economias lideradas por Cingapura. A Colômbia aparece no 64º lugar, o México no 69º, o Brasil no 84º e a Argentina no 91º lugar. A região mostra tendências encorajadoras. A Costa Rica, El Salvador, o Peru e a Bolívia estão entre os países que mais desenvolveram desde 2012. Na região e globalmente, o relatório aponta "pobreza digital" como um problema crescente, com as economias em desenvolvimento e emergentes falhando em reduzir a lacuna TIC com as nações mais avançadas. Acesse o relatório, dados e material de apoio aqui Genebra, Suíça, 15 de abril de 2015 – O Chile é o país que melhor utiliza as tecnologias de informação e comunicação (TIC) na América Latina para impulsionar o desenvolvimento social e econômico, de acordo com o Global Information Technology Report 2015 (Relatório de Tecnologia da Informação Global do Fórum Econômico Mundial de 2015), publicado hoje. O Chile ocupa a 38ª posição no Networked Readiness Index (Índice de preparo tecnológico), o NRI, que avalia 143 economias sobre as suas capacidades de preparo e uso das TIC. Barbados está na 39ª posição, seguido pela Costa Rica em 49º e o Panamá em 51º. Entre as quatro maiores economias da região, a Colômbia está na maior posição em 64º lugar (desceu uma posição), seguida pelo México (69º, subiu 10 posições), ultrapassando o Brasil (84º), enquanto a Argentina (91º) progride 9 posições de uma base muito baixa. Em 137º, o Haiti permanece como o pior desempenho da região. Embora os desafios permaneçam consideráveis, a região mostra tendências encorajadoras: 14 de 23 países na região aumentaram suas pontuaçôes desde o último ano; 19 destes o fazem desde 2012. Em particular estão a Costa Rica (49ª, subiu 9 posições desde 2012), El Salvador (80ª, subiu 23 posições desde 2012), o Peru (90ª, subiu 16 posições desde 2012) e a Bolívia (111ª, subiu 16 posições desde 2012), que estão entre os países que melhoraram desde 2012. Cingapura substitui a Finlândia no topo das classificações. Sete países do top 10 são europeus. Os Estados Unidos (7º) e o Japão (10º), que pula 6 posições, fecham o top 10. Os quatro Tigres Asiáticos e os cinco Nórdicos todos aparecem no top 20 - continuam a ser o grupo de excelência em TIC. Os resultados do NRI sugerem que a diferença de desempenho entre a pior e a melhor economia está aumentando. Desde 2012, 10% da faixa superior tem tido duas vezes o nível de melhoria do 10% da faixa inferior. Isso demonstra a dimensão do desafio enfrentado pelas nações em desenvolvimento e emergentes enquanto buscam desenvolver as infraestruturas, instituições e habilidades necessárias para colher todos os benefícios das TIC, já que apenas 39% da população global desfruta do acesso à internet apesar do fato de que mais da metade já tem seu próprio celular. Tabela de Classificação do Networked Readiness Index (Índice de Preparo Tecnológico) 2015: Top 10 América Latina e Caribe 2015 2014 Chile 38 35 Barbados 39 55 Uruguai 46 56 Costa Rica 49 53 Panamá 51 43 Colômbia 64 63 México 69 79 Trinidade Tobago 70 71 Economia O progresso dos maiores mercados emergentes do mundo com relação ao 98 preparo tecnológico tem sido amplamente decepcionante. A Federação El Salvador 80 Russa é a nação do BRIC com maior posição, subindo nove posições em 86 Jamaica 82 2015, ficando em 41º. Ela se encontra na metade superior do ranking com a China, que permanece em 62º. Todos os outros membros do grupo decaíram, com a África do Sul vindo a seguir (75ª posição, caindo cinco), seguida pelo Brasil (84ª posição, caindo 15) e a Índia (89ª posição, caindo seis). “O exemplo dos países BRIC não é único: muitos dos outros países que melhoraram os seus NRI na última década estão agora enfrentando um quadro de estagnação ou regressão. Isso é parcialmente devido as divisões persistentes dentro dos países entre áreas urbanas e rurais e entre os varios grupos de rendimento, oque resulta em grande parte da população ser excluida da economia digital," disse Bruno Lanvin, Diretor Executivo da European Competitiveness Initiative (IECI) do INSEAD e projetos de Índices Globais. “O relatório mostra que a divisão digital entre as nações está aumentando e isso é de grande preocupação, dado o ritmo implacável do desenvolvimento tecnológico. As nações menos desenvolvidas correm o risco de serem deixadas para trás e ações concretas são necessárias urgentemente para resolver este problema," disse Soumitra Dutta, Reitor da Anne e Elmer Lindseth, na Samuel Curtis Johnson Graduate School of Management da Cornell University, e co-editor do relatório. Como era de esperar, as economias de alta renda ocupam os 30 primeiros lugares, mas o relatório identifica uma série de países que tiveram melhorias consideráveis, tanto em termos de classificação como de pontuação no índice. Encontramos entre aqueles que estão subindo países como a Armênia (58ª posição) e a Geórgia (60ª posição) que fazem parte das nações que mais progrediram desde 2012. Fora do Cáucaso, os Emirados Árabes Unidos (23ª posição), El Salvador (80ª posição), a República da Macedônia (47ª posição), as Ilhas Maurício (45ª posição) e a República da Letónia (33ª posição), melhoraram visivelmente durante o mesmo período. “Os celulares podem estar por toda parte ao redor do mundo, mas a revolução das TIC não será transmitida por voz ou SMS. Sem um melhor acesso a uma internet econômica, uma grande proporção da população global irá continuar a viver em pobreza digital, perdendo os enormes benefícios econômicos e sociais que as TIC representam," disse Thierry Geiger, Economista Sênior, Fórum Econômico Mundial e coautor do relatório. O relatório confirma a extremamente alta correlação entre a adoção das TIC por indivíduos, empresas e governos, e a capacidade de gerar o impacto econômico e social, e nota também que a liderança governamental é um requisito fundamental para todos os países na criação de um ambiente comercial e regulamentar favorável e de um mercado das TIC competitivo. "A banda larga é um multiplicador de renda," diz Dr. Robert Pepper, Vice-presidente de Política de Tecnologia Global, Cisco. "Para garantir que as TIC beneficiem a todos, a adoção da banda larga precisa aumentar no geral, mas, especialmente, nas populações de baixa renda. Pessoas e países desconectos estão sendo deixados para trás." Mas, enquanto a ação do governo for necessária para solucionar a divisão digital, esforços também devem ser tomados para encorajar as pessoas a participarem da economia digital, argumenta Bahjat El-Darwiche, Parceiro, Strategy& e Líder da prática de Comunicação, Mídia e Tecnologia no Oriente Médio. “Os mercados emergentes precisam garantir um fornecimento adequado de conteúdo digital local e relevante se quiserem dar mais motivos para as pessoas se conectarem. Isso exige a ação coordenada entre os principais participantes que têm um papel significativo no desenvolvimento do ecossistema digital: governos, marcas, operadoras e desenvolvedores de conteúdo. Um conteúdo local maior e melhor ajudará a fornecer empregos e maiores rendas a milhões de pessoas nos mercados emergentes.” Sob o tema de TIC para Crescimento Inclusivo, o Relatório de Tecnologia da Informação Global de 2015 também oferece 10 experimentos de especialistas e profissionais líderes que apresentam soluções para permitir que todos se beneficiem da participação na revolução das TIC. O relatório é o resultado de uma parceria entre o Fórum Econômico Mundial, INSEAD e a Samuel Curtis Johnson Graduate School of Management na Cornell University. Este se beneficia do estimado apoio da Cisco e Strategy&. Os editores do relatório são Soumitra Dutta, Reitor da Anne and Elmer Lindseth e Professor de Administração, na Samuel Curtis Johnson Graduate School of Management, Cornell University; Thierry Geiger, Economista Sênior, Fórum Econômico Mundial; e Bruno Lanvin, Diretor Executivo, Global Indices, INSEAD. Sobre o Networked Readiness Index Desde 2001, o Networked Readiness Index (NRI) avalia anualmente os fatores, políticas e instituições que possibilitam que um país alavanque suas tecnologias de comunicação e informação (TIC) para uma prosperidade partilhada. Esta avaliação baseia-se na adição de 53 indicadores individuais agrupados em quatro componentes principais: ambiente, prontidão, utilização e impactos. Os indicadores individuais usam uma combinação de dados de fontes disponíveis publicamente e os resultados da Pesquisa de Opinião Executiva, uma pesquisa global com 13.000 executivos realizada pelo Fórum Econômico Mundial em colaboração com sua rede de 160 Instituições Parceiras. Notas para os Editores Leia o relatório aqui: http://wef.ch/gitr15 Use o leitor de PDF: http://www3.weforum.org/docs/WEF_Global_IT_Report_2015.pdf Veja nosso infográfico: http://wef.ch/gitr15 Veja as melhores fotos do Flickr do Fórum em http://wef.ch/pix Torne-se um fã do Fórum no Facebook em http://wef.ch/facebook Siga o Fórum no Twitter em http://wef.ch/twitter Leia o Blog do Fórum em http://wef.ch/blog Para ver futuros eventos do Fórum, acesse http://wef.ch/events Assine as notícias do Fórum em http://wef.ch/news O Fórum Econômico Mundial é uma instituição internacional empenhada em melhorar o estado do mundo através da cooperação públicoprivada, no espírito da cidadania global. Interage com líderes empresariais, políticos, acadêmicos e de outras áreas da sociedade, para moldar as agendas globais, regionais e industriais. 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