CONSELHO GESTOR ZEIS 3 C 016 SÉ Ata da 25ª Reunião Plenária Ordinária, realizada no dia 25 de julho de 2012. Horário: 17h30 Local: Edifício Martinelli - 18º andar Pauta: • Discussão e deliberação sobre “Propostas de alteração ao Regimento Interno”, em especial quanto a: “Nova redação para substituição de representantes de associações no Conselho Gestor”. • “Critérios para substituição de representantes da população moradora e proprietária de imóveis na ZEIS eleitos, com representação no Conselho Gestor”. Conselheiros Presentes: Secretaria Municipal de Habitação Alonso Antonio López Silva Jacqueline Helena Mazoni Patrícia Spedaletti de Deus Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana Gláucio Atorre Penna Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano Luis Oliveira Ramos Maria Stela Cardeal de Oliveira São Paulo Urbanismo Ricardo Augusto Grecco Teixeira Companhia Metropolitana de Habitação Ângela Luppi Barbon Representantes eleitos da Sociedade Civil Nelson Matias de Souza José Carlos Kenji Suzuki Camila Araújo de Almeida Glória Gonçalves da Cunha Costa Márcio Figuereido Souza Assad Nader Associação de Moradores e Amigos da Santa Efigênia e da Luz Paula Andrea Ribas Carlino Simone Ferreira Gatti Associação Comunitária de Moradores na Luta por Justiça Nelson da Cruz Souza União dos Movimentos de Moradia Valdina de Assis Andrade da Silva ALONSO: Boa noite a todos. Começamos a nossa reunião ordinária. Primeira tarefa é aprovar as atas anteriores e temos algumas atas acumuladas. Vocês têm recebido as atas, nós mandamos email eu acho que com duas ou três atas juntas. Alguma observação dos conselheiros em relação às atas? Se não, podemos considerá-las aprovadas? Alguma observação? Se não, podemos considerar as atas aprovadas, as atas anteriores? Sim? Todos? Os demais conselheiros. Alguém mais? ASSAD: Assad falando. Já começou a sessão, nas falas do conselheiro Alonso, aprovar a ata o conselheiro Assad não aprova, nem as atas anteriores enquanto não tiver esclarecimento, respostas, tiver tudo, devidamente explicado, muitas perguntas, tudo ficou aí sem resolver. Escrito e falado. ALONSO: Alguém mais? NELSON: Também não dá pra aprovar por que não li a ata. ALONSO: Ah, não leu as atas? Alguém mais? Eu não posso aprovar nada por que eu também não tive tempo de ler metade das atas. ALONSO: Mais alguém? PAULA: Sobre as atas, dentro daquilo que eu disse das participações que eu tive, pra mim tá ok. ALONSO: Mais alguém? SIMONE: Pra mim tá ok também. Eu pude conseguir ler as atas, PRA MIM tá ok. Eu também não aprovo faço parte da opinião do Assad também. Suzuki. ALONSO: Alguém mais? Valdina? Valéria? VALDINA: Eu não cheguei a ler a ata ainda tá, Alonso. Eu não li a ata ainda. ALONSO: Só uma pergunta. Estão recebendo né? É problema de recebimento ou de não ter tido tempo de ler? Não recebeu? Você recebeu? Os emails não estão chegando é isso? Tá, então a gente vai checar os emails de vocês. Jaqueline, depois na lista de presença a gente, pede pra elas escreverem de novo o email, quem sabe se não tem um erro de digitação no email, tá bom? Mais alguém não aprova as atas? Da nossa parte? Sim, vocês não leram, eu entendi, eu entendi. Bom, então, nós temos condições de considerar as atas aprovadas, então. Ok? Seria interessante se vocês nos avisassem se estão recebendo os emails por que aí se vocês não nos avisam a gente não sabe se tá entrando ou não, tá bom? Vamos ver se é um problema de caixa também, de caixa lotada de email e tal, vamos verificar isso direitinho, tá bom? A pauta recebida, enviada, desculpa a pauta enviada pra vocês era pra gente hoje discutirmos o regimento interno né isso? Tem algumas questões que nós precisamos discutir referentes ao regimento. Sim, eu considerei como aprovadas. ASSAD: Assad falando. Eu acho que Valéria não leu, ... não leu, a Paula não deu tempo de ler, o Nelson Matias não leu, a Glória não leu, tudo é mandado em cima de um tempo que é curto pra análise fora as demandas de cada um diariamente, então, eu vou registrar aqui. Assad Nader, registrando, as reuniões, as atas, a vigésima, a vigésima primeira, a vigésima segunda, a vigésima terceira e a vigésima quarta eu não aprovo. Agora, se tá aqui pra discutir o regimento a gente discute por que vai aprovar uma reunião, vai aprovar uma votação que o conselho tava todo furado. Vigésima, vigésima primeira, vigésima segunda, vigésima terceira essa daí que você escreveu no email ou eu to perdido eu não sei. LUIS RAMOS: É, Luis Ramos falando. Na verdade, Alonso, o regimento não tá furado. O que é a primeira missão da reunião é a discussão das atas que registram o que foi dito nas reuniões, então, de novo a gente retoma aqui. As reuniões são gravadas, depois elas são transcritas e é o que ele reflete o que a gente conversou em cada uma das reuniões. O regimento ele tá valendo. Houve, sim, algumas discussões e o objetivo dessa reunião de hoje, ele tem com pauta específica, fechar um ajuste pro regimento, que vale deste ponto se assim o conselho deliberar em diante, caso contrário, continua valendo o regimento da forma como tá. Esse regimento ele vem com algumas demandas de ajuste de algumas questões que surgiram mais recentemente entre os conselheiros, né, de substituição de, principalmente por conta da substituição da associação do... Que era o Robson o representante com a desistência da entidade ficou a questão de definir a forma como se procederia as substituições. Isso já foi objeto de deliberação numa reunião do conselho, entretanto, não foi definido quais os termos disso no regimento, então a forma de se substituir já tá definida, não tinha uma redação pra isso no regimento, então, o objeto, hoje é discutir a redação nova, então, tem uma proposta, uma sugestão. Houve também uma dúvida que surgiu nessas últimas reuniões até motivada por essa discussão da substituição das associações também do mecanismo pra substituição dos representantes de moradores, então, também foi dada uma sugestão de que mecanismo proceder, dessa forma. Foi levantado por alguns conselheiros que poderia haver até outros pontos pontualmente, então, a gente encaminhou, a priori, esses dois pontos. Então, a ata que você se manifestou em contrário e alguns conselheiros foram contrário e alguns que a gente pode entender que não se manifestaram mas se abstêm por que não leram a ata, mas a gente tem um conjunto de votos que dá condições de se entender por aprovada por que ela reflete uma discussão que já houve. A idéia do conselho é continuar mantendo as discussões e evoluindo e aprimorando, retomar a pauta com o plano de relocação, mas a questão hoje, específica, é do regimento que, sim, está vigente, está valendo, como é que a gente ajusta esse regimento. Então, tem uma proposta pra gente discutir e validar ou arrumar e passar a ter esse novo regimento se a maioria, como está no regimento atual, assim entender. Simone queria se manifestar. SIMONE: Boa noite a todos. Antes de iniciar o assunto sobre o regimento interno, primeiro eu gostaria de justificar a ausência minha e da Paula na reunião passada, tanto da titular quanto da suplente, eu tive um contratempo como meu filho não consegui vir e a Paula teve um problema de trabalho então ela também não conseguiu vir, mas eu pude ler a ata da reunião passada e me surpreendi muito de ver que o motivo pelo qual esse conselho ficou paralisado durante quase dois meses, acho, né, foram duas ou três reuniões que a gente não teve, não foi nem sequer mencionado prioritariamente pelo poder público na reunião. Eu acho que a gente tem que parar de fingir que não acontece nada além do que acontece aqui dentro do conselho gestor. Esse conselho gestor ele é de um plano de urbanização de ZEIS, mas dentro de um processo maior que é o Projeto Nova Luz, onde muitas coisas acontecem e não são mencionadas aqui dentro. Especificamente no... Em relação essa liminar que paralisou o processo, deveria ter sido mencionado isso aqui no conselho pelo menos discutido ou alguma justificativa de vocês em relação a isso, por que se trata de uma liminar movida pelos representantes da sociedade civil deste conselho gestor, não satisfeitos com aquela votação que teve em relação ao PUZEIS que é o objeto central desse conselho gestor que é aprovar um plano de urbanização de ZEIS e dar continuidade da sua implementação. É importante lembrar que a liminar dessa ação civil pública movida pela Defensoria Pública por pedido dos representantes da sociedade civil do conselho gestor, a liminar foi cassada, eu não sei qual o termo jurídico que se usa pra isso, mas a liminar foi derrubada, mas o processo continua em vigor, né, o processo continua na justiça e um dos pedidos é a liminar que foi cassada, que foi rebatida, os outros pedidos são a anulação da votação que aconteceu aqui por inúmeros motivos que a gente já listou aqui muitas vezes, esse conselho não estava com a sua paridade oficial, o conselho estava todo ramificado quando aconteceu a votação, a votação, só por isso, não teria valor legal e a sociedade civil, ela não votou, ela se absteve da votação por não ter tido as respostas que ela solicitou durante todo o processo, então, o processo continua solicitando a anulação da votação e que sejam retomadas as discussões garantindo a paridade do conselho gestor. Ao meu ver e a dos outros conselheiros também, que nós já conversamos sobre isso e isso poderia ser resolvido perfeitamente aqui dentro do conselho sem ter que ser levado pra justiça comum. Nós poderíamos rever essa votação, anular aquela votação anterior, retomarmos o que não foi discutido, principalmente a questão da gente separar o que é plano de urbanização de ZEIS de plano de relocação de ZEIS isso é uma coisa inventada aqui dentro que não existe, não existe plano de relocação que deve ser pensado separadamente de um plano de urbanização. O plano de urbanização de ZEIS ele contempla a questão da relocação e isso não foi discutido, e não foi aprovado por esse conselho. A instrução normativa que também foi um documento que a gente endereçou ao secretário da habitação após a votação não foi sequer respondido pela Secretaria da Habitação. A gente tá com esse documento protocolado na Secretaria de Habitação, a gente não recebeu nenhum retorno sobre isso. Essa instrução normativa não foi votada por este conselho, portanto, não poderia ter sido aprovado um plano de urbanização de ZEIS sem o conteúdo dessa instrução normativa. Eu vou passar a palavra aos outros conselheiros que também tem a se manifestar sobre isso e, sinceramente, a gente gostaria sim de ouvir posicionamentos da prefeitura que se omite em relação a este assunto. ALONSO: Só um minutinho, antes de passar o microfone, Alonso falando, só gostaria só de responder rapidamente, Simone, a gente já explicou várias vezes o que é uma instrução normativa, o que é um plano de relocação, na nossa opinião, é a mesma coisa. A minuta começamos a chamar de instrução normativa, todo conteúdo dessa instrução normativa está no plano de relocação, no boneco que a gente iniciou a fazer, tentamos explicar várias vezes que as duas coisas são a mesma coisa, vocês não entendem isso, não sei por que é tão difícil entender que esse material é o mesmo material que está em desenvolvimento por nós todos aqui, vocês se recusam terminantemente a entender isso e não sei por que, mas enfim, e a outra coisa é que nós sim fazemos o plano de relocação, você disse que é uma invenção nossa, eu não diria invenção, eu acho que é um método, uma opção de método de trabalho da secretaria, fazemos plano de relocação em todas as nossas intervenções e nesta intervenção não é diferente e nós vamos fazer esse plano de relocação. Se o tema foi levado pra um ambiente judicial ele vai se resolver por lá, ok? Poderíamos, sim, resolver por aqui só que ele já está num ambiente judicial e vai ser resolvido por lá, então, agora tem os advogados que entraram com a ação, o juiz e os advogados da prefeitura que defendem os interesses da prefeitura, então, agora se resolve lá quando se resolver por lá a gente dá a notícia por aqui. Por orientação dos procuradores do município, dependendo do teor das liminares, o Glaucio pode me ajudar com isso, por orientação de alguns procuradores a gente cessa algumas atividades do conselho gestor, por exemplo, enquanto não se resolve a liminar. Caiu a liminar, voltam as atividades, é simples, não tem muito segredo. Vocês levaram isso a um ambiente judicial e agora vai se resolver por lá e quando estiver resolvido a gente, aliás, a gente não precisa nem informar vocês, já que a ação saiu de vocês, então vocês é que sabem por que são vocês que estão movendo essa ação, não é? Então, por que eu tenho que, nós temos que informar uma coisa que é de vocês, uma ação que é justamente de vocês que estão movendo, então, é isso. Nós retomamos as atividades do conselho, nós temos dois assuntos a resolver, uma é o regimento interno pra regularizar a situação das cadeiras e o plano de relocação, que a gente já começou, já mandamos o primeiro boneco pra vocês, a gente não recebeu nenhuma proposta se não me engano, que eu me lembre, não recebemos nenhuma proposta de texto pra gente trabalhar no boneco. Nós mandamos algumas sugestões de alteração do regimento interno, a gente esperava que houvessem, que essa reunião pelo menos a gente pudesse trabalhar em cima do novo regimento nosso, já que a Glória subindo não nos resta mais nenhum conselheiro ou candidato que tenha participado da eleição, me preocupa isso por que o Nelson declarou a uma reunião atrás ou duas reuniões atrás que sairia do conselho, se isso ocorre com algum de vocês a gente não tem mais mecanismos escritos e acordados no regimento interno pra repor a cadeira, nós tínhamos antes por que eram quatro mais quatro, quer dizer, quatro titulares mais quatro suplentes, eram oito pessoas, tínhamos nove a Glória era a nona pessoa, foi fácil pro conselho resolver como se ocuparia a cadeira do Robson que saiu, certo, não, não do Robson, da Jaqueline que saiu, foi fácil resolver esse problema só que na última reunião a gente, não sei se o Nelson vai manter a posição dele, ele declarou que sairia do... Ele sai, a gente não tem mais mecanismo acordado entre nós pra repor a cadeira então a gente precisa trabalhar nisso, inclusive. Então, na minha opinião, são os dois trabalhos que nós temos que fazer; acertar o nosso regimento interno, aí o plano de relocação, você pode, Simone, continuar achando que o plano de relocação uma invenção de última hora, mas de fato nós precisamos fazer. SIMONE: Só duas correções, Alonso. Primeiro você falou aqui que a gente poderia ser resolvido judicialmente, aqui, invés de resolver judicialmente, nós tentamos fazer isso né, após a votação inclusive, eu inclusive estava ausente não estava aqui, mas acompanhei todas as atas a Paula me informou, houve uma tentativa de solicitação de anulação da votação e foi negada por vocês, vocês disseram que não que aquilo estava resolvido que aquela votação tinha sido correta e este assunto estava resolvido então, houve uma tentativa, sim, da sociedade mas que não foi bem sucedida e, por isso, a sociedade entrou com uma ação judicial. Outra correção, eu não disse que vocês inventaram o plano de relocação, eu sei muito bem o que é um plano de relocação e sei exatamente que no caso da, do projeto Nova Luz ele é imprescindível, o que eu disse que é inventada é uma aprovação a parte. O plano de relocação ele faz parte do plano de urbanização e a votação só poderia ter acontecido após a aprovação das duas coisas, do plano de urbanização e do plano de relocação, por que a coisa mais importante, o item mais importante desse processo todo é a relocação, é: quais as garantias que a gente vai dar pra população poder ser removida. A Paula solicitou a palavra. PAULA: Paula Ribas, AMOALUZ, eu acho que a gente precisou judicializar exatamente por não ter essas respostas coisas muito simples, por exemplo, eu to esperando ainda, a gravação na íntegra das imagens captadas aqui no dia quatro de abril de 2012 e já entreguei o protocolo, fiz tudo, mandei por email, falei com a assessoria de imprensa da prefeitura, protocolei o meu pedido, falei por telefone, por todos os meios e se um CD com a gravação, que lá consta a minha imagem e eu tenho direito sobre esse vídeo por que a minha imagem está lá, apesar de ser um lugar público, eu gostaria de ter esse material na íntegra, quer dizer, uma coisa tão simples, se até hoje a gente não recebeu, você imagina o que é uma resposta do secretário, que é uma resposta daquilo que realmente falta pra gente que, como a Simone falou, a relocação é o ponto mais inseguro e incerto e que ainda não se tem precisão e muito menos as garantias que a sociedade civil tanto precisa pra saber o que vai acontecer com as suas vidas, então, eu acho que realmente essa fala pra iniciar essa reunião ela não poderia passar pra falar em relação a esse processo e a liminar e ainda fortalecer tudo isso né, infelizmente, toda essa judicialização desse projeto só mostra uma coisa: a insatisfação da população em relação a uma maneira tão autoritária, arbitrária de se mexer na vida de tantas pessoas, gente. Então é isso que esse monte de processo mostra, por que se realmente, Alonso, Luis e todos tivesse tido as respostas que a gente faz desde o primeiro dia, se tivesse tido as respostas dos protocolos que a gente colocou se nem os documentos protocolados a gente recebe resposta, quer dizer, que outra maneira há da gente conseguir se garantir que o projeto Nova Luz não vai injustiçar a vida dos moradores e das pessoas que ali estão, gente, o impacto vai ser sério lá. Olha, o projeto Nova Luz nem tá aprovado plenamente, a gente já sofre o fantasma do projeto Nova Luz nas nossas vidas hoje e isso já faz anos que isso tá acontecendo, então, eu não poderia deixar de falar disso aqui, justifico novamente a minha ausência e a da Simone na reunião passada, eu precisei viajar a trabalho eu não conseguiria chegar a tempo da reunião e lamentei muito por que eu queria tá aqui na reunião, mas eu trago essa fala hoje, por que é muito... O conselho já existe há mais de um ano, a gente conseguiu avançar de certa maneira, só que o que é essencial pra nós, por isso que a gente se organizou e luta juntos, isso ainda não tá respondido e por mais, Alonso, que a questão da relocação seja num processo de metodologia, escolha de metodologia, esse assunto é a nossa vida, esse assunto, tem dentro desse assunto, não é só um decreto esse assunto, tem aí o que vai acontecer com a vida de todo mundo que tá aqui e tem pessoas que nem aqui estão por que nem conseguem se defender e a gente acaba sendo voz inclusive dessas pessoas que não conseguem se defender, então, eu realmente coloco aqui a minha indignação, eu fico realmente bastante descontente com o modo como a prefeitura e o poder público vem tratando o projeto Nova Luz, vem tratando aí todo esse processo de concessão urbanística, isso realmente acho que só depreda a moral de uma cidade como São Paulo, principalmente da prefeitura que aqui hoje está e eu tenho certeza que é um sentimento coletivo, por que a hora que verem o que vai acontecer no bairro da Luz e da Santa Ifigênia, os outros bairros, realmente vai ser uma indignação ainda maior que ainda muita gente não acredita, é por que não mora lá, por que quem tá lá todos os dias como nós, estamos, seu Nelson que mora lá, que abre a janela, que fecha a porta todo dia e que é zelador do próprio bairro, que cuida e zela por ele, sabe do que eu to falando, então, eu quero deixar isso e de novo reforçar: eu gostaria que os protocolos que nós encaminhamos antes da liminar fossem respondidos, eu realmente faço questão de receber uma cópia em DVD do material gravado nesta sala, que até o momento eu não tive nenhuma resposta, eu fiz quatro pedido em relação a isso, então, eu deixo aqui retratada a minha indignação e eu quero que ainda respondam os protocolos que ainda a gente não teve resposta e não tem aquilo que foi solicitado por nós. LUIS RAMOS: Não, eu vou deixar o Nelson e o Assad falar, eu só pra lembrar um pouco que a gente, tentar dar os comentários pra gente não... Pra gente entrar na pauta, a gente tem uma pauta que não é tão extensa, mas ela vai estar sujeita a discussões, então, a gente acaba também não conseguindo fechar essa pauta, mesmo de hoje, e eu acho que é importante que a gente feche essa pauta do regimento pra ter uma definição sobre se mantém o regimento como tá hoje ou com alguma outra alteração, então, Nelson e Assad. NELSON: Nelson, da Associação de Moradores na luta por Justiça. Eu fico um pouco insatisfeito mais do que nós já estamos vivendo com o projeto Nova Luz, que quando, naquela noite, teve aquela votação maluca aqui eu fui ao companheiro Alonso e solicitei a ele uma reunião que essa aconteceu no outro dia, era pra que a gente tentasse ali consertasse aquela maluquice que foi feita aqui pelo poder público e a companheira Paula estava presente, companheiro Suzuki estava presente, o companheiro aqui tava presente, o companheiro xará aqui estava presente, então, a gente tentou essa viabilidade da gente conseguir, né, consertar aquele naufrágio aí que aconteceu com aquele plano de relocação, então, eu fico perpétuo, que, companheiros conselheiros aqui, que representa a sociedade civil, nós devemos ter clareza que se depender desse secretário de habitação acadêmico como ele mesmo fala em todas as reuniões dele, que ele é acadêmico e que ninguém quer saber o que ele seja, ele nos responder vai ser difícil, vai ser difícil, por que esse cidadão não tem compromisso com a população que vai sofrer o desastre que eles vão fazer naquele bairro, essa é a verdade, então, não dá pra gente chegar aqui no conselho, tá certo, e a gente ficar engolindo o que vem de lá pra cá, a goela abaixo, não vai ter permissão, não vai ser permitido uma coisa dessa, nós sabe que o trator compressor tá aí, nós sabemos disso, sabemos que ele existe, ta aí, a cara dele ta aí, explícita, mas que, pelo amor de Deus, a gente temos que fazer as coisas certas, olha, é resposta que estão nos devendo, que os companheiros Alonso e Luis fala que já respondeu, agora a companheira Paula fala que pediu um CD gravado, cadê? Não chegou na mão da companheira Paula e, olha, é umas maracutaias que a gente tá enfrentando aqui que pelo amor de Deus não dá pra ser assim, eu entendo até a boa vontade de quem quer o negócio certo, mas de outro lado ele tem que, né, atender os clamores de quem pode, né, e quem não pode, tem que chorar menos. Então, eu fico indignado. Nós já estamos perdendo moradores de lá do bairro, Paula, com essa fantasia do projeto Nova Luz e quem já foi cadastrado que já está se mudando do bairro por que não está mais podendo pagar o aluguel do bairro, lá no bairro, então, tem essas coisas que ficaram de dar o cartãozinho magnético para aquelas famílias que foram cadastradas, cadê? Já entregou algum cartão? Os cadastros já foram todos feitos? É isso que a gente quer saber e infelizmente não chegam ao nosso conhecimento. ALONSO: Alonso falando. Assad, só um minutinho. A gente, já não é a primeira vez que fala que se diz aqui que as respostas não foram feitas e não é a primeira vez, eu digo de novo, de que eu tenho a sensação de que já respondemos tudo, a gente já falou sobre isso em reuniões passadas, onde eu declarei que eu respondi tudo o que tinha pra responder e que vocês ainda continuam dizendo que a gente não respondeu nada, então, eu me lembro daquele dia que nós conversamos sobre isso e eu tinha proposto naquele dia e eu mantenho a proposta, você vai se lembrar, eu tenho certeza, de que a gente fizesse reuniões a parte com um grupo pequeno de pessoas pra que a gente pudesse se concentrar de fato em todas as perguntas feitas desde o início e todas as respostas dadas àquelas perguntas, então, eu continuo, essa proposta há uns dois meses atrás, eu continuo, mantenho essa proposta pra que a gente esclareça isso que eu acho que é, na verdade, um entendido entre nós onde vocês continuam a dizer que nós não respondemos nada e eu continuo a afirmar que nós já respondemos tudo, isso pra mim é um mal entendido e eu proponho, continuo propondo que a gente se encontre em um grupo menor em que a gente possa se manter mais concentrado sobre esses assuntos tratados, as perguntas, as respostas e tudo isso. Continuo aberto a mesma proposta de antes. PAULA: Paula Ribas, AMOALUZ. Eu me referia a dois protocolos. Eu me referi a um protocolo feito ao secretário, o mesmo conteúdo que eu protocolei dentro do nosso conselho e sobre a cópia do CD. Cadê a cópia do CD? Cadê a resposta do secretário? É isso que eu me refiro, então, você tá vendo, realmente o que eu falei anteriormente, tem coerência, tem fundamento, por que eu não tenho essas duas respostas e tem uma outra questão, não dá. Eu trabalho, eu pra tá aqui, todos aqui afinal de contas, pra estarem aqui, tem que sair do trabalho mais cedo ou faltar e tudo mais, isso aqui é um conselho que a gente faz por ideologia, por que quer participar, pra não perder a nossa casa, mas não dá pra eu além de estar aqui fazer reuniões menores, pra conversar com você ou com alguém do poder público, não dá, não há esse tempo hábil, né, a gente isso, o conselho, infelizmente, da sociedade civil tem possibilidade de tempo e de recurso de circunstâncias e condições e é dentro dessa condição que a gente trabalha o nosso melhor, tem uma outra questão; tudo que é dúvida pra um, já esclarece todo mundo, quer dizer, se a gente fizer reuniões menores a gente resolve um lado, só que quando abre o debate aqui e vai tá correto, o outro conselheiro vai falar: “Mas, peraí, que é esse assunto que vocês estão falando?”. Até recapitular, então, é melhor todo mundo participe de tudo o tempo todo quem quiser e acompanha o processo coletivamente todo mundo junto. Demora mais, toma mais tempo, mas é muito melhor, por que a gente trabalha num nível de transparência que eu julgo ser muito importante, se a pessoa não quer estar aqui ou não pode também participar, é um outro caso, mas tá feito aqui, mas aí é uma outra questão, Alonso, tudo que a gente conversa parece, pra nós, é muito precioso a resposta do poder público por que é nisso que a gente vai se calcar pra que a gente possa, no futuro, acompanhar a parte de execução e de todo processo ainda tem que acontecer, então, como é que a gente vai fazer reuniões ou algum grupo pra debater determinados assuntos se isso não vira um documento a gente precisa disso, então entende, todo esse processo ele precisa ser documentado, então, só pra reforçar, eu insisto, os dois protocolos a que me referi antes da sua fala, eles não foram entregues, a resposta do secretário e a solicitação de CD que eu fiz não foi até hoje, eu reforço e repito isso. ALONSO: Alonso falando, Assad, desculpa mais uma vez só pra responder. Paula, nós temos quase mil e trezentas páginas de atas, quando você fala em documento e ter as respostas documentadas eu só posso pensar nessas mil e trezentas páginas de atas. Então, a minha resposta oficial pra você é: todas as respostas nós já demos e estão naquelas mil e trezentas páginas, então, como eu sei que não dá pra gente ler mil e trezentas páginas assim, folheando, é que eu propus da gente se encontrasse num grupo menor, tá. Eu entendo quando você fala do grupo menor, tá, enfim, mas eu quero te dizer o seguinte, continuo a disposição, você trabalha de dia, eu me disponho a atender a noite, como hoje que nós estamos aqui a noite, eu destaco mais alguém da minha equipe, eu me recordava que eram dois de cá, dois de lá, uma reunião de quatro, no máximo, cinco pessoas pra que a gente pudesse realmente se concentrar na reunião de trabalho, continuo a disposição se você mudar de idéia, quiser fazer essas reuniões, eu to a disposição, ainda gostaria de dizer, não só você, Paula, qualquer um de vocês, tá bom? ASSAD: Quer falar mais alguma coisa? Assad falando. Complementando a fala dos outros conselheiros aqui, inclusive da parte pública, o que eu tenho visto ultimamente é o seguinte, essa gestão que tá aí, essa gestão atual, que vem pegada pela anterior, ela já tá, ela pirou São Paulo, ela defenestrou São Paulo, ela acabou com São Paulo, e todo mundo que anda na rua, na Santa Ifigênia, em Pinheiros, Doze de Outubro, eu ando muito, Glicério, Serra Dourada, a gente só escuta uma coisa, a gente tá acabado em todos os aspectos; de segurança, em matéria de urbanização, de viário, de tudo, a gente abre o jornal e vê, grata imprensa, Deus louve a imprensa, e vê que entregar, esse conselho, é uma pergunta só, esse conselho atende a quem? A sociedade civil e a pública. A pressa aqui não vai redundar, não vai resultar em nada, a gente tá em total insegurança, todos lá Santa Ifigênia, no centro, na 25, no Bom Retiro e no Brás, principalmente, com esses escândalos que estão tendo aí, então quer dizer, falta alvará, falta Habite-se, falta não sei o que, falta não sei o que lá, e vai entregar mal formatado, por que vocês querem pressa, então, a pressa não vai funcionar, por que vai acarretar responsabilidade futuras sobre nós, sobre nós da parte civil, que vai ter que responder, estourou uma quadra, interviu na outra, arregaçou ela, e depois não tem explicação, plano de relocação, o plano de realocação tem que ser muito bem feito, muito bem planejado, não é depois lá na licitação, então, a gente tá, realmente, com uma cidade que... Pilhada. Então, o poder público e as autoridades que representam o poder público e vocês que estão aqui não dão segurança, margem de segurança é menos zero, pra que a gente consiga entrar no tempo de vocês, pra aí fazer um macro plano, listar todas as diretrizes, das normas, mil e trezentas folhas se tiver que ler, vai ler de novo, vai ter que ler de novo, se tiver que rever o plano, vai ter que rever, isso é um direito da sociedade, isso é um direito de vocês também que são civis, não é por que é funcionário público, sabe, é difícil, todo dia abre o jornal e vê esses escândalos e a gente fala se amanhã vai entregar quarenta e cinco quadras pra quem? Pra alguma parte desse núcleo que está nos escândalos? Então, eu peço consciência, a enésima vez, eu peço consciência, pra todos, pra quem tem dezoito anos, pra quem tem cinco, pra quem tem sessenta, pra quem tem noventa, pede consciência até pro prefeito, se é que tem, aos secretários, se é que tem, mas se não tem, o conselho tem que continuar trabalhando, no tempo dele, não é no tempo de alguém que determinou, alguém que quer, alguém que exigiu, alguém que manda, não, não é assim não, a gente tem que ter respeito e respeitar os outros, a gente pede respeito, consciência, consideração, pede até amor, mas se não tem amor com violência não dá, eu sou zero de violência, eu acho que diálogo é tudo, diálogo constrói, democracia constrói, mas essa democracia tá falha, tá sofrendo ingerências de todo tipo, natureza, ordem e a gente não sabe nem de onde vem e acarreta aqui, sobre nós, nas nossas costas aqui, né, Suzuki, fica tudo... A gente tenta amortecer, vai amortecendo tudo aqui... É isso que eu vou falar... A Glória aí... GLÓRIA: Boa noite a todos e a todas, Glória, moradora do perímetro da ZEIS. Eu vou discordar, Alonso, por que, com uma coisa, você disse que já deu todas as respostas, que o poder público já deu todas as respostas, só que, tudo que a Simone documentou, que leu, quando foi feita a minuta, eu não vi metade do que ela reivindicou, eu vi algumas coisas, não vi tudo, então, não houve todas as respostas, tá, não houve todas. Com tanta verborragia eu esqueci o que eu ia falar, daqui a pouco eu lembro e volto a falar de novo. LUIS RAMOS: Luis Ramos. Eu... Então, pessoal, eu vou voltar de novo a lembrar pra gente retomar a pauta especificamente, por que senão a gente é capaz de passar sem discutir, especificamente, os pontos que a gente tem pra discutir hoje, e aí nas próximas reuniões a gente não vai conseguir avançar e aí, na próxima reunião, vai ter sempre alguém dizendo: “Olha, mas no regimento não tava não sei o que”, é importante, então, to vendo que a Simone já pegou o microfone de novo, que a Paula queria falar, o Suzuki agora quer falar, a Paula não quer falar, o Suzuki quer falar, mas vamos tentar se ater, ser objetivo, como pede o próprio regimento pra que a gente possa retomar a nossa discussão do dia, depois eu vou fechar e aí a gente retoma, o Suzuki falando eu fecho e a gente entra na pauta, por favor. SIMONE: Eu vou ser breve, Luis. Só queria pontuar algumas questões que são das questões não respondidas, eu acredito mesmo que às vezes vocês pensam que responderam todas as questões, é que esse processo é tão complexo, que as respostas realmente não são dadas, elas parecem que são dadas mas não são dadas e muitas vezes a própria concessão urbanística mostra que... (fala fora do microfone) SIMONE: A própria concessão urbanística mostra muitas vezes que têm questões que não tem respostas e é justamente por isso que, pela falta de resposta, a forma como essa lei foi concebida, é por isso que a gente pega tanto no pé desse plano de relocação que ele deveria ser aprovado junto com o plano de urbanização, por que as respostas não dadas, além de muitas outras, grande parte das respostas não dadas, são as garantias de permanência da população que trabalha e da população que mora e isso tá implícito nesse plano de relocação, só que isso deveria ter sido aprovado no PUZEIS que é a base pro edital de licitação da concessão urbanística, como a gente não aprovou as garantias, no edital da concessão urbanística essas garantias não vão existir, isso é um ponto muito importante, então, não tem como falar que tudo já foi respondido, garantias, alguém aqui ouviu alguma garantia de permanência? Não existe essa garantias. No plano de relocação, a gente ia tentar minimizar os impactos e essas garantias que a lei não permite dar. Só pra citar outros exemplos do que não foi respondido, Alonso, a questão da instrução normativa que você disse que é a mesma coisa que o plano de relocação, eu li lá a minuta do plano de relocação, tem muita coisa que está lá, sim, só que nem tudo está lá. Uma das coisas muito importantes que o seu Nelson citou, a questão do cartão de atendimento pra população, isso é uma solicitação, um acordo feito com a Nanci nessa reunião paralela que, infelizmente, não tem ata, nas outras reuniões a gente vai ser mais esperto e pedir pra ter uma ata gravada pra gente poder realmente lembrar do que foi dito. E outra coisa, as pautas que não incluídas nas reuniões, isso é muito sério. Quando a gente lê aquele documento que você encaminha pra gente, Alonso, sugestões de pauta para as próximas reuniões, nós fazemos as sugestões e essas pautas não são incluídas, lembra que de duas, três reuniões atrás, antes de ter paralisado a gente solicitou que fosse pauta da reunião seguinte a questão da instrução normativa, não foi, a gente solicitou que fosse pauta da reunião seguinte a questão da desapropriação da Mauá, não foi, daí vocês colocam a proposta de pauta como se a gente não tivesse feito nenhuma proposta e isso é preocupante por que isso é um processo autoritário, o que a gente coloca como pedido não é atendido nas atas. LUIS RAMOS: Desculpa interromper, Simone, só pra lembrar essa coisa de não colocar como pauta, na verdade, precisa resgatar pra ver se foi colocado dessa forma mesmo como pedido de pauta, por que os pedidos de pauta acabam sendo e é uma coisa que tá acontecendo agora e que a gente não consegue entrar na pauta, então, muitas vezes a gente tem uma pauta que a gente fica oito reuniões discutindo a mesma pauta e aí fala: “Ah, mas eu pedi uma pauta”, ela não entra por que uma primeira pauta não se esgotou, a gente passou oito reuniões e não esgotou a pauta, então, não tem como entrar a segunda, terceira, quarta ou quinta, por isso eu vou pedir pra gente ser objetivo pra entrar na pauta. Suzuki. SUZUKI: Boa noite a todos. Antes de entrar no meu assunto, eu queria falar alguma coisa que a Paula falou, eu acho que ela protocolou alguns documentos por escrito, eu acho que as respostas deveriam ser por escrito, se ela não tem tempo por causa do trabalho dela de fazer uma reunião com vocês, eu acho que ela não tem tempo, então, ela mandou um documento e ela quer uma resposta por escrito e assim como nós, eu acho que temos esse direito, isso não é possível, Luis? Por que não pode ser uma resposta por escrito? Pra que todos possam ver também, sabe. Então, não acho que é fazer uma reunião aqui, outra ali e tal que vai resolver, mas uma resposta sucinta e por escrito, a gente vai poder ter depois, aqui dentro e que tire as dúvidas daqui, agora, realmente falar que já foi discutido, que já foi dado a resposta, agora, vão me desculpar por que eu não tenho vindo nas reuniões por que, a minha última reunião aqui foi no dia quatro de abril, e eu senti vergonha de estar presente aqui nesse reunião. Eu nunca pensei que uma reunião de gente, de seres humanos, pudesse chegar a tal ponto, em todo caso, chegou ao que chegou, e as minhas dúvidas estão aqui até hoje e falando do que a Simone falou, só mais uma coisa, eu acho que quem não sentiu vergonha naquela noite, eu acho que tá com algum problema de ética ou de moral. Agora, de qualquer forma, o que a Simone falou é que sobre a paridade dos presentes aqui dos conselheiros, sabe, o que a gente sabe, nós somos nomeados conselheiros ou substitutos aqui e os nossos nomes foram oficializados no Diário Oficial, não é isso? Então, pra que houvesse algum outro substituto nosso, mesmo do conselho gestor do poder público, esse nome também deveria ser publicado no Diário Oficial, não sei se eu to errado, mas eu acho que deveria ser assim e me indignou muito que aquela noite várias pessoas que nós nunca vimos aqui e em nenhuma outra reunião virem aprovar um projeto que já estava a quase um ano sendo preparado. Como é que essas pessoas, que não participaram de nenhuma reunião poderiam vir aqui e aprovar uma coisa, sabe, agora, que garantia nós temos que essa substituição foi feita de forma adequada e de forma correta? Eu não tenho nenhuma. Eu gostaria de ouvir essa resposta, me falaram: “Não, é indicado”, eu li esse regimento interno umas dez vezes, sabe, de ponta cabeça, revirado, deitado, tal e me fala se tem que haver uma comunicação por carta, sabe, da substituição sabe, e pra mim, como uma pessoa civil, deveria ter uma publicação pra que eu soubesse que essa pessoa está sendo substituída no conselho gestor, isso nunca foi feito. Agora, de qualquer forma, eu acho que também ninguém se tem mais ao respeito de ninguém aqui dentro, é uma grande palhaçada por que a partir do momento que a gente sabe que existem oito conselheiros do lado do poder público e oito do lado da parte civil e em parte é do poder público, então, sabe, eu acho que vocês poderiam ter feito pelo menos uma substituição mais correta, deixar que o nosso time de conselheiros civis aqui tivesse pelo menos o número de oito, isso nunca foi feito, essa substituição do Robson foi feita de última hora e vou repetir o que eu já falei uma vez, o Alonso, naquela noite, falou: “Camila, você que faltou algumas vezes parece que não tá tão regular assim, você não falou com essas palavras, desculpe, mas depois você me manda uma carta justificando o porquê você não veio, por que você faltou, ah, se algum outro conselheiro estiver nessa situação, me mande uma carta justificando a sua ausência aqui”, sabe, essa justificativa não deveria ter sido feita antes da votação, tudo isso já não deveria ter sido feito corretamente dessa forma e não “olha, Paulo, você faltou manda uma justificativa por que nós temos que votar uma coisa importante hoje”, não é no dia que você pede uma justificativa, sabe, então eu repito de novo, eu nunca tive tanta vergonha de seres humanos como naquela noite. ALONSO: Alonso falando, já o Luis vai falar. Cara, eu não aceito você falar dessa forma por que em relação a cadeira do Robson, eu venho falando desde dezembro e foi em janeiro, acho que na primeira ou segunda reunião de janeiro desse ano que eu perguntei pra mesa, vamos resolver essa situação do Robson, né, e algumas pessoas pediram pra dar um tempo que ainda ia conversar com ele e aí eu deixei estar, então, você me desculpe mas em relação ao problema das cadeiras, isso é uma coisa que eu venho falando, estão nas atas, a gente pode ler as mil e trezentas páginas aí, Assad junto, ta bom, tá lá, em janeiro, então você me desculpe, mas você tá enganado não foi de última hora não. SUZUKI: Alonso, Suzuki falando. Desculpa a minha agressividade, mas só foi tomada alguma decisão em relação ao Robson depois daquele escândalo lá da captação de dinheiro particular dele, tal, que inclusive você inocentemente participou também, sem culpa nenhuma também e tal, mas só depois disso é que foi feita alguma coisa, antes disso, não foi feito nada, eu pelo menos das reuniões que eu participei aqui nunca ouvi: “Robson, nós vamos ter que substituir o Robson aqui, assim, assim, assado e tal”. Talvez não tivesse naquela reunião de janeiro, mas fato é que nunca foi feita alguma coisa efetivamente a não ser no dia da votação e repito, tinha gente aqui que eu nunca vi na minha vida LUIS RAMOS: Luis Ramos. Vamos entrar na pauta, Assad, por que se não a gente não... SIMONE: Posso? Eu só quero finalizar... Simone falando. Luis, desculpa, eu vou ser rápida e breve, juro. Eu só queria que essa conversa aqui não aconteça como tem acontecido nas últimas reuniões, que a gente fala, fala, fala, daí vocês: “Ah, então tá bom, vamos entrar na pauta” como se a gente não tivesse dito nada, aí entra por um ouvido e sai pelo outro, então, já que a gente entrou nessa discussão, vamos dar um encaminhamento pra isso, né, a gente quer uma resposta concreta sobre algumas coisas que a gente colocou aqui, eu vou fazer alguns apontamentos e depois não tem aquele mal entendido de que a gente respondeu ou a gente achar que não foi respondido, então, vamos anotar o que a gente realmente tá pedindo pra que isso aconteça. A primeira questão é que foi a minha primeira fala sobre a questão judicial, eu acho que o Alonso já respondeu, mas eu gostaria que todo o grupo confirmasse essa questão, não vai ser resolvido amigavelmente dentro do conselho gestor a questão da anulação da votação, é isso, Alonso? Pelo que eu entendi da sua resposta é que vai ser resolvido na justiça, vocês não querem resolver isso amigavelmente aqui dentro. É isso? LUIS RAMOS: Deixa só eu... SIMONE: Na verdade, isso é uma coisa importante e eu quero essa resposta. LUIS RAMOS: Luis Ramos falando. Eu não entendo que seja uma questão de “vocês não vão resolver amigavelmente ou não”, esse conselho é um ambiente de discussão, então, eu entendo que assim “ah, tem muito protocolo”, tem que trazer as questões que estão nos protocolos também pra esse ambiente, por que também tem muitas coisas que tá protocolado, a gente discute aqui, “ah, não foi, não tem o documento”, esse é um ambiente pra gente trazer essas questões, quando a gente pede as questões aqui, muitas vezes as questões não aparecem, aí puxa a questão, “ah, mas eu falei isso há três semanas atrás”, aí passa mais três semanas “ah, mas eu falei não sei quando” e não se entra em tópicos concretos pra discutir... SIMONE: Tá, mas peraí, Luis, eu não to... LUIS RAMOS: A gente fica numa discussão vazia “ah, eu pergunto, ninguém responde, não tem garantia”, lembrando que o conselho tem atribuições específicas e muitas vezes a gente fica querendo discutir as quarenta e cinco quadras e esse conselho não discute as quarenta e cinco quadras, ele tem uma atribuição específica e às vezes se foge dessa questão específica nas discussões. Muitas vezes. SIMONE: Luis, eu to falando de uma questão... LUIS RAMOS: Aí fica dizendo, Simone, que não respondeu, mas que não é uma atribuição desse conselho, a gente pode discutir, sim, mas a gente tem questões mais concretas e mais objetivas que são regimentais que a gente não discute. A gente precisa voltar a focar. SIMONE: Tá, então eu vou ser bem objetiva, eu não to falando agora dos protocolos, estamos falando da solicitação dos conselheiros da anulação daquela votação. É simples. Nós consideramos que aquela votação foi ilegal, por isso, o processo de ação civil pública está na justiça. É uma pergunta nossa. Isso não vai ser resolvido aqui, não vai ser feita a anulação daquela votação, vai deixar pra ser resolvido na justiça, é isso, Alonso? Foi o que eu entendi. ALONSO: Sim. Nós entendemos que a votação foi legal, regular, não sei o termo mais apropriado, por isso, é que nós vamos deixar a coisa se resolver por lá. São opiniões diferentes. SIMONE: Ok, está registrado em ata e a nossa solicitação (trecho não identificável) essa é a posição de vocês? ALONSO: Vocês acham que foi ilegal, nós achamos que foi legal, então, a coisa se resolve por lá. SIMONE: Tá, ok, vou dar o segundo encaminhamento. LUIS RAMOS: Só pra comentar em cima disso, Simone, por que o Suzuki tocou no assunto, mas, desculpa, Suzuki, eu sempre tive muito respeito pela sua pessoa e eu acho que você foi um tanto quanto desrespeitoso com todos nós nesse momento, fiquei muito surpreso com a tua atitude. Mas acho que vale lembrar que você dizer que não conhece a pessoa não implica em dizer que a pessoa que estava presente na votação naquele dia não estava legalmente constituída, do lado do poder público, até onde eu acompanhei, a gente pode olhar depois com cuidado no processo, todos os conselheiros estavam devidamente empossados, todos estavam legalmente empossados como representantes, titulares ou suplentes, assim como na sociedade, há uns conselheiros que não são suplentes e que aparecem com freqüência, e às vezes a gente não sabe quem aparece, como apareceu naquela ocasião, e não tem familiaridade com ele, mas ele tá legalmente instituído... Não... Naquele dia, sim, dos representantes da prefeitura que você falando “ah, eu vi pessoa que eu nunca vi na vida”, todas as pessoas estavam legalmente empossadas. É bom que conste isso, isso tem que constar em ata por que estavam todos legalmente empossados, pra você não vir com uma acusação de que não estavam. SUZUKI: Como eu te falei, Luis, eu li esse regimento interno umas dez vezes, e lá fala que ali foi composto um conselho gestor com titulares e suplentes, tá, então, cada um tem um nome, um suplente e tal e tal, alguns dos nomes que estavam lá não eram nem suplentes e nem titulares na formação inicial, e pra que houvesse uma modificação correta, o suplente ou alguém teria que mandar uma carta pra vocês, não sei se fala pra você ou se pro Alonso, nomeando esse suplente. Isso foi feito? Essa carta existe? LUIS RAMOS: Isso foi feito, foi encaminhado o Alonso me corrija, através de ofício e solicitação que é como o regimento prevê essa substituição no caso do poder público SUZUKI: O conselho ficou sabendo disso? A gente pode ter uma carta, cópia disso? Dessas solicitações e tudo? LUIS RAMOS: É só fazer vistas do processo. Isso consta no processo administrativo na SEHAB, isso consta no processo administrativo do conselho de ZEIS. Você está afirmando uma ilegalidade onde não há, aonde não existe, isso está devidamente regulamentado, isso está previsto no regimento interno que haja essas substituições, é uma atribuição do Executivo fazer essa indicação, no caso dos membros do poder público, assim como há regras específicas e aí eu volto a questão, a pauta dessa reunião é discutir essas regras específicas e como funcionam do lado das associações que havia uma regra, houve talvez uma... Não havia uma previsão inicial de substituição, se entendeu em determinado momento que aquelas entidades que se organizaram pra participar na formação do conselho, na gênese do conselho, elas prosseguiriam. Uma das entidades decidiu, por uma questão particular dessa entidade, não mais fazer parte, eles tinham um membro titular que se ausentou, pelo regimento, ele deveria dar lugar ao suplente, mas o suplente acabou que também se ausentou, então, isso não é automático, então, quando falta os dois a falta conta pra um único, então, isso é uma coisa que tá no regimento, a gente precisa definir hoje, Suzuki, então, já são sete horas eu queria que a gente pudesse passar pra uma discussão, pelo menos a gente consegue discutir esses pontos hoje. SUZUKI: Tá, eu já entendi. Eu só queria deixar uma coisa, eu não tenho absolutamente nada pessoal contra ninguém, eu to falando que naquele dia a nossa demonstração aqui foi péssima, só isso. Agora, a gente tem hoje, aqui, pessoas novas que eu não conheço. Essas pessoas, a gente recebeu por uma lista, nós temos uma lista de quem são os suplentes hoje, quem são os titulares hoje. LUIS RAMOS: Sim, nós temos uma lista de presença, os titulares ou suplentes oficialmente constituídos estão participando há, por exemplo, no caso das associações houve um pedido de substituição, a documentação foi pra SEHAB, a gente não publicou ainda então, oficialmente, a gente não tem essa indicação do titular de uma das vagas, mas isso já tá encaminhado essa documentação entregue a Valéria terça e aí já encaminhou esse material todo, mas a gente tem uma lista e aí a gente depois... Não... Só um segundo, Suzuki, como a gente acabou optando por fazer nas últimas reuniões, têm sido colocado nas atas as transcrições, os presentes na reunião, titulares e suplentes, na verdade, a gente tá indicando quem é que estava em nome daquela vaga, quem participou da reunião e o nome da vaga, lembrando que são oito vagas de sociedade civil, oito vagas de poder público e da sociedade civil são quatro moradores e proprietários e quatro de associações, então, a gente indica lá quem esteve em cada uma dessas vagas, isso tá constando, portanto, Suzuki, mas você tem que ler a ata. Isso está constando das atas das reuniões. SUZUKI: Então, só pra finalizar então, o Tozine, como é que ficou a situação dele? LUIS RAMOS: Então, por isso que a gente quer entrar nessa discussão dessa reunião. É uma das questões que tá pendente. O Tozine, ele já suplantou nesse momento o número de faltas pelo regimento interno. Ele comunicou, teria comunicado ao Alonso que tem uma impossibilidade, o suplente dele não compareceu, então, isso vai caminhar pra necessidade dele ser substituído e aí como é que se substitui, esse é um dos itens da pauta. Como é que a gente substitui a vaga do Tozine e do suplente dele... O Márcio... Mas ele também é um que veio uma única vez... Mas muito esporadicamente, também é muito pouco familiar quando a gente olha, “Mas ele não é familiar” assim como o Suzuki acusa de que um não é familiar, ele é pouco familiar por que ele vem pouco... Por que o Tozine veio muitas vezes, por que, lembrando, o regimento diz “na ausência do titular, o suplente supre a vaga”, então, quer dizer, não precisa vir sempre os dois, não tem essa necessidade, pode vir sempre o titular, o titular não podendo, vem o suplente, pode vir sempre o suplente, não caracteriza falta... É... Só um segundo, então eu vou pedir pra Simone pra passar o microfone pro Nelson por que é importante registrar na ata as manifestações, mas lembrando pra gente tentar fechar a discussão pra gente entrar na pauta. SIMONE: É só pra concluir, por que o Suzuki... LUIS RAMOS: Se não a gente fica numa réplica, tréplica, réplica, tréplica... SIMONE: Eu to querendo encaminhar... LUIS RAMOS: Tem coisa ainda que eu queria pontuar e... SIMONE: Eu sei... LUIS RAMOS: E a gente não consegue... SIMONE: É só a questão da... Eu quero encaminhar pra que não fique no ar as nossas solicitações aqui. A questão das solicitações não respondidas. Alonso, vamos combinar assim? A gente vai listar pra apresentar na próxima reunião o que não foi respondido, segundo nosso ponto de vista, e a gente vai solicitar isso por escrito pra que vocês respondam por escrito também o que não foi respondido. Vamos combinar assim? Pra que isso que a gente tá falando aqui... Isso deveria ser um procedimento, mas ao nosso ponto de vista isso não aconteceu, então, a gente vai registrar que a gente solicitou X, Y, Z, que a gente não recebeu as respostas e vamos pra outra reunião receber as respostas de vocês, combinado? ASSAD: Cada um apresenta... Reúne todo o conteúdo e apresenta e aí tem que responder, agora, a última reunião o Alonso não participou da anterior, eu tava aqui, não teve quórum, aí eu lembro de ter pego as últimas palavras das falas do conselheiro Ricardo Greco e aí a gente falou assim: “Manda, por favor, mande com pelo menos uma semana”, Assad falando, “de antecedência o que vai ser feito”, desde o primeiro dia desse conselho se pede isso, mas sempre no penúltimo dia é enviado a tarefa de casa, o email dizendo assim: “Caro coordenador, segue sugestões para alteração dos pontos de discussão para encaminhar... “, mas sempre assim, às 16:22 do penúltimo dia antes da reunião do conselho, quer dizer, a gente tá aqui durante quinze dias de espaço, de tempo pra se trabalhar, por ser por email, pode ser por comunicação, pode ser por telefone, pode ser pela própria reunião, mas aí, qualquer coisa que vai ser fazer é um dia antes, menos de 24 horas é que se avisa o que vai fazer, quer dizer, a gente tá aqui sempre sincronizado no que vocês querem fazer, do jeito que vocês querem fazer e não do jeito que a gente entende que tem que fazer, conjuntamente, então, a gente fica até lamentando mesmo por que chega aqui e fica dando essas redundadas aqui mesmo, quer entrar na pauta e não consegue por que o trabalho não é bem feito, se fosse já tava na pauta, nas pautas, acho que o projeto Nova Luz já tava até pronto. LUIS RAMOS: Vou passar pro Ricardo... Bom, passo pro Ricardo e aí depois eu falo e a gente entra na pauta das discussões. RICARDO GRECO: Boa noite a todos, Ricardo Greco falando, eu queria comentar dois aspectos aqui, primeiro, em relação ao que o senhor Suzuki falou provavelmente eu seja uma das pessoas que ele não conheça... Não, não. Aquele dia eu nem votei, eu tava aqui só... Então eu vou me apresentar especificamente para o senhor, nas últimas reuniões que eu participei nós não tivemos a oportunidade de nos encontrarmos por aqui devido a sua ausência e dizer que eu estou perfeitamente regular aqui com todas as publicações, a carta do secretário, tá tudo aqui comigo, está a sua disposição aqui... Hã?... Regular, regular. Com relação a essa questão de... (fala fora do microfone, não compreensível)... da Camila. Em relação a essa questão da antecedência, esse foi o único documento que eu recebi, não sei se vocês chegaram a encaminhar algum documento com propostas de modificação do regimento ou não, esse foi o único que eu recebi. Não, não. Tudo bem. Esse foi o único que eu recebi, eu li, eu li, né, eu não sei se vocês têm sugestões a fazer e que não tiveram a oportunidade de nos mandar, então, eu acho que isso daí vale também pro outro lado, quer dizer, se vocês tinham sugestões, não atenderam a esta solicitação que eu fiz, essa proposta que eu fiz de mandar com antecedência pra que a gente pudesse ler, então, eu acho que a gente deve tomar um pouco de cuidado com isso por que são dois lados aqui e dos dois lados têm que ter o mesmo comportamento. GLÓRIA: Glória falando. Eu, por exemplo, eu redigi um texto, algumas propostas rápidas, só que eu tive contratempos e hoje eu simplesmente não pude acessar a internet pra enviar e compartilhar inclusive com, não só com o poder público, como a sociedade civil. Então, só eu assim tenho algum alteração aqui, ninguém aqui tá sabendo do que se trata, então, como é que eu faço, eu não tenho como fazer, entendeu? Tá complicado, por que isso aqui deveria passar pelo crivo deste lado e do de vocês também, entendeu? LUIS RAMOS: Então, mas... Luis Ramos. Se você tem as questões, Glória, esse é o ambiente, o conselho gestor é o ambiente de discussão, no conselho a gente tem que trazer, então, a gente pega as coisas que você colocou, a gente traz, coloca na tela, todo mundo lê, todo mundo discute e a gente se posiciona. (fala fora do microfone, não compreensível) LUIS RAMOS: Então, por que isso foi colocado, o regimento interno tava... Todo mundo já tinha recebido da época quando ele foi aprovado inicialmente e a idéia é agora que a gente possa seguir. Paula, eu vou deixar você falar e a gente... PAULA: Deixa só eu fazer uma última menção e me comprometo a encaminhar na pauta. Paula Ribas, AMOALUZ. O nome do senhor é? Ricardo. Ricardo, tudo o que a gente tem conversado aqui tudo o que você ouviu, isso é fruto de uma insatisfação de um ano e um mês de conselho gestor. O senhor tá a quanto tempo no conselho? Né, então assim, é natural, já que o senhor está um pouco a mais de um mês que a gente não o conheça que o senhor não nos conheça e não sei se o senhor já se interou do processo administrativo do projeto Nova Luz e conseguiu visualizar, tecnicamente, em termos protocolares, o que nós pedimos e até o momento não foi respondido, então, tudo que aqui foi falado não se refere ao documento que está na sua mão e nem o que o senhor recebeu, isso aqui, esse documento se refere desta reunião de hoje, pra frente e nós estamos aqui conversando do dia... Eu não terminei, por gentileza. Nós estamos nos referindo aqui do dia de hoje pra trás, por que o que o senhor está ouvindo, além de falhas técnicas, existe uma insatisfação da sociedade civil que se não for aqui o lugar de falar isso, não há outro lugar pra que isso aconteça. Por que enquanto pro senhor é uma questão técnica, um email, um decreto, pra mim, é minha vida que tá em jogo, é o meu pai e minha mãe que tem idade e tem uma mãe deficiente física, que está em jogo nisso, então só pra avisar o senhor que essa questão emocional e essa insatisfação da sociedade civil, faz parte deste debate. RICARDO: Mas eu não me referi a nada disso. PAULA: Mas eu estou inteirando o senhor sobre isso. Então... RICARDO: Não precisa inteirar, eu já percebi. PAULA: Por que foi comentado aqui por todos, tenha sido acatado e respeitado como um trabalho sendo construído há um ano e um mês, ou até mais, e de uma maneira muito séria, esse conselho acontece de quinze em quinze dias e a gente faz muita lição de casa pra gente tá aqui e abre mão de muita coisa pra tá aqui, então, eu gostaria que o senhor compreendesse que é daqui pra frente que o senhor entra só que existe um ano e um mês que eu não vou me calar e a gente, sempre que estiver insatisfeito e não tiver sido correspondido, nós vamos sim, aqui, neste lugar, colocar o que a gente pensa... RICARDO: Só que, por favor, não precisa gritar... PAULA: Além de questões técnicas. RICARDO: Por que eu não estou te desrespeitando. PAULA: É isso também que eu gostaria que o senhor entendesse. RICARDO: Eu não estou te desrespeitando... PAULA: Eu não estou desrespeitando o senhor. RICARDO: Só não precisa gritar... PAULA: Só estou falando de um jeito que RICARDO: não precisa gritar. PAULA: Precisa gritar, sim, pra ver se entende. RICARDO: Por que, em primeiro lugar, Ricardo Greco falando, em primeiro lugar, eu acho que você não entendeu o que eu falei. Eu estava me apresentando ao Suzuki por que nas duas últimas reuniões que eu participei ele não estava aqui, como você também não estava, pois é, então eu tava me apresentando... Não importa, mas ele falou que não me conhecia, então você acha que eu não devo me apresentar? Então esse assunto tá encerrado, tá certo? Segundo lugar, quando eu me referi a esse documento, eu tava pegando o que o Assad tinha dito por que ele falou que só recebeu isso aqui anteontem ou ontem e eu disse o seguinte, eu não tava me referindo ao passado ou a insatisfação de vocês, eu não tenho nada a falar a respeito disso, nem mencionei isso aqui, eu tava me referindo a esse documento... Tudo bem... Mas você falou comigo como se eu estive simplesmente desprezando isso, não é nada disso. Eu to falando o seguinte, que ele reclamou... por sugestão minha, há quinze dias atrás, vamos mandar com antecedência pra que todos possamos ler. PAULA: Quanta antecedência, Assad? RICARDO: Não... Não... Não, o que eu... Não, não, não, não... Peraí, não, não, não, peraí, eu falei, olha, vamos todos mandar com antecedência, aí ele reclamou dizendo que só recebeu ontem, aí eu perguntei se vocês tinham alguma sugestão a fazer por que eu só recebi isso. Aí a Glória disse que tinha sugestões e que não teve a oportunidade de mandar, foi só isso que eu falei, não to falando quanto a insatisfação de vocês, quanto ao trabalho do passado, nada disso... Ta bom, mas você entendeu errado a minha colocação, tá certo? Tá, então tá bom, eu também acho que você tem que fazer uma vinculação com aquilo que você tinha falado aqui, agora, se você entendeu que eu estava me referindo ao passado, a todo trabalho que foi feito aqui, absolutamente, absolutamente. Eu não posso ficar calado diante de uma situação dessa aqui, eu só falei com relação a esse documento, ao passado eu não estava falando, só falei com relação a esse documento. ASSAD: Assad falando. Agora aqui num diálogo direto com o Alonso, ele falou é proposta dele, é respeitada, tudo bem, ele até falou “rasga”, não, não é necessário rasgar, mas a gente trabalha em cima de um colegiado. Você manda, a gente manda, usar todo o email, o canal da internet pra gente difundir. O ambiente é aqui, mas a gente pode preparar bem antes. (falas fora do microfone, não captadas) ASSAD: Bom, eu não sei tenho algo mais a falar... É lamentável, é lamentável. Isso aqui é pra funcionar como um colegiado e funciona como um negócio todo esquisito, ele modula, depois “entricheira”, é um quebra-cabeça que ninguém monta. ÂNGELA: Posso falar um minutinho? Ângela, eu estava aqui também na reunião passada, o Assad também estava, a Glória também estava, eu falo assim, essa pauta da reunião de hoje, ela foi definida na última reunião, há quinze dias atrás, o regimento interno, na primeira reunião do conselho, que estavam todos vocês aqui, nós aprovamos esse regimento, eu tenho a minha cópia desse regimento, sim, primeiro e único. O que foi combinado nessa reunião, há quinze dias atrás, que durante esses quinze dias, todo mundo que tivesse propostas de alteração do regimento ia encaminhar essas propostas pra que hoje se discutisse e fechasse. O Alonso tem algumas propostas de alteração que ele encaminhou e a pauta é discutir e tentar fechar esse regimento que já foi discutido bastante, quem estava presente na última reunião sabe disso e a gente já tinha vários problemas que vinham, que a gente vinha discutindo, de como fazer a substituição, a idéia da pauta era resolver isso, tirar isso da frente, pra poder tratar de outros assuntos, então, eu acho que, assim, tudo bem, a sugestão veio agora, se vocês não tiveram tempo de ler, o Alonso tinha mandado inclusive por email na semana passada, o mesmo, o documento original grifado em amarelo com os tópicos que se entendia que tinham sido discutidos e debatidos e que precisavam de uma nova redação, então, eu acho que, assim, a nossa reunião vai ser produtiva se a gente realmente retomar e fizer o que foi combinado, que é discutir essas alterações. SIMONE: Simone falando. Nós trouxemos propostas, nós discutimos sobre o assunto, sim, fizemos a nossa lição de casa, como sempre fazemos, não enviamos por escrito antes por que, pelo menos eu e a Paula não viemos na reunião passada, não sabíamos que vocês tinham combinado, que era pra enviar as propostas por escrito e como a gente só recebeu a ata da reunião há pouco tempo, a gente não tinha essa informação, tá, então, nós trouxemos propostas que não estão por escrito mas que também as propostas do poder público não veio com antecedência necessária de uma semana. Até eu acho que esse é um assunto pra gente inserir de repente no regimento interno, de que toda proposta a ser votada, deliberada, deve vir com antecedência mínima de sete dias, eu acho que isso é uma coisa que a gente pode pensar em incluir no regimento interno. Podemos começar, Luis. ÂNGELA: Posso até falar de novo? Em outros conselhos a coisa funciona assim, tem algumas coisas que precisam ser efetivamente votadas e se essas coisas que vêm pra votação vierem por escrito com antecedência pra conhecimento de todos, eu acho que isso vale pros dois lados. Eu acho que a gente pode até ter uma pauta de discussão e ter uma pauta onde a gente fala, hoje nós vamos votar isto, isto e isto. Agora, precisam ser propostas fundamentadas por que essas solicitações de voto, quando elas vão pro conselho, pra deliberação do conselho, ela vem com toda fundamentação por que vai ser feita daquela forma de um jeito ou de outro, então eu acho que é um mecanismo que a gente possa usar. Agora, vou retomar o que o Luis falou, a gente tá aqui numa pauta que é a discussão desse regimento interno, então, eu acho que mesmo que as sugestões não tenham vindo por email, se vocês tem sugestões, se a Glória tem sugestões, agora é o momento da gente colocar isso na mesa, eu falo assim, pode até ser que as sugestões de vocês seja muito parecida com as da Glória e com as do Alonso. Vamos por na mesa e ver se tem consenso, se não tiver consenso, vamos tentar discutir e ver o que a gente precisa resolver pra chegar nesse consenso, mas vamos usar esse tempo pra discutir, tentar resolver um problema prático que esse conselho tem que precisa ter uma solução. GLÓRIA: Glória, moradora da ZEIS. A minha sugestão então é o seguinte, eu posso passar o arquivo pro... Aqui pro Luis Ramos, mas eu quero a conivência, a autorização da sociedade civil pra isso por que a gente vai ler aqui e eu gostaria de pedir a mesa toda de que não encerrasse, de que não fechasse hoje a aprovação total regimento, por quê? Assim, as demais pessoas que tiverem novas idéias possam, na próxima semana, inserir. É possível isso? ÂNGELA: Olha, eu vou fazer um comentário também com relação a isso e eu acho que isso tem a ver com a dinâmica dos nossos trabalhos e tem a ver com o que a Simone falou também tá. A gente tem essa tendência de discutir, levar pra discussão na outra reunião e levar pra discussão na outra reunião e acabar não tomando decisão nenhuma. Eu acho que foi uma experiência muito boa essa que a gente teve de definir qual seria a pauta da reunião de hoje há quinze dias atrás, hoje eu acho que a gente tem uma oportunidade muito boa, até pela quantidade de conselheiros que estão presentes de instituir essa dinâmica e eu acho que a gente pode, tudo bem, se a gente acha que é melhor não colocar em votação hoje e até acho que não ta maduro por nem todo mundo conhecer todas as novas propostas a gente pode fazer essa discussão, cada um colocar as suas propostas e definir pra pauta da próxima reunião, que na pauta da próxima reunião a gente vai fechar um documento e colocar pra votação e, efetivamente, fazer um esforço pra na próxima reunião, a gente realmente chegar aqui e entrar na pauta. Todas as reuniões do conselho costumam ter como último item outros assuntos, eu falo assim, eu acho que é importante deixar os outros assuntos como último item da pauta por que esse tipo de discussão que a gente teve aqui, realmente, é gratificante, é importante, a gente tem que ter, tá, mas a gente tem algumas coisas práticas que a gente tem que fazer, então, eu acho que a gente pode criar essa mecânica. Vamos definir a pauta da semana que vem, vamos ter um espaço, não vamos deixar essa pauta extremamente extensa, em termos daquilo que tem que ser votado, que tem que ser tomado uma decisão, podemos colocar nessa pauta um assunto pra discussão que eu acho que a Simone, ela já vai trazer por escrito, eu acho que a idéia não é discutir isso na próxima reunião, é trazer pra colocar por escrito, se tem algum tema que vocês achem que a gente deva discutir um pouquinho mais a gente pode deixar um espaço na pauta pra votação do regimento, um espaço na pauta pra discutir algum tema e ter até um espaço na pauta pra outros assuntos, que de repente não tenham sido levantados pra gente colocar pra gente tentar organizar um pouquinho pra ser mais produtivo. GLÓRIA: Glória falando. O documento que eu tenho aqui eu até passo pro Luis Ramos inserir no computador, mas é só a minha visão, então, assim não tem o amadurecimento do debate que é hábito nosso, por que eu, justamente na minha correria, eu não tive nem como transmitir por email. É só demonstrativo, ok? ALONSO: Alonso falando. Eu queria fazer uma proposta. Vocês lembram quando a gente aprovou o nosso regimento que tá em vigor? Vocês lembram? A gente... GLÓRIA: Não, só foi feita uma leitura... ALONSO: Parágrafo por parágrafo a gente... Então, eu queria fazer essa proposta, que a gente fizesse essa alteração dessa maneira também, mas, pra que a gente... Bom, quer dizer, mas é o seguinte, esse arquivo que a gente mandou pra vocês. Ele é o texto original. É esse aí Luis? Põe aqui onde tem alteração, no artigo oito só pra gente ilustrar, esse é o texto original do regimento e o que tá, obviamente, riscado em vermelho é o que é proposta de remover e o que tá sem riscar é o que ficaria, quer dizer, essa é a proposta de alteração, então, provavelmente se vocês pegarem, você sabe né se você pegar esse mesmo arquivo aí, se você for fazer alteração, o computador automaticamente pinta de outra cor, então, a gente vai saber quais são as duas alterações, as nossas e as de vocês, então, eu acho que o Word ele aceita mais de três, quatro aí, agentes alteradores, sei lá como é que chama, permite vários... O que? Revisores, revisores e aí pinta cada revisor com uma cor diferente, enfim, a minha proposta é a seguinte; peguem esse arquivo que a gente mandou e façam as suas propostas ali de tal maneira que na próxima reunião, a gente tenha as revisões todas ali a mostra e a gente vai decidindo artigo a artigo se vocês não fizerem as revisões de vocês no texto, também não tem problema, a alternativa seria fazer aqui, ao vivo e a cores, vocês podem pegar esse arquivo, vocês tem duas semanas, tem tempo, conversem entre vocês pra próxima votação, se não tiver tempo de fazer a alteração a gente faz junto aqui semana que vem. SIMONE: Alonso, Simone falando. Você podia, pra gente agilizar, a gente tem pouco tempo, mas acho que a gente tem tempo, a gente pode discutir cada uma das propostas né, não só ir pra votação direto né... ALONSO: Não, é igual a gente fez o primeiro, a gente lia um artigo, lembra? Ficava quarenta minutos em cima de cada artigo, é isso. SIMONE: E a gente vai fazer isso agora? ALONSO: É, minha proposta é essa, como você entendeu. SIMONE: A minha proposta é você explicar qual foi a proposta de alteração. Queria fazer uma pergunta. A votação, ela pode ser feita pelo documento todo ou por artigo. É por que a gente foi aprovando um a um, eu acho que ela pode ser feita por artigo né? Por que daí a gente fecha cada assunto. (fala não identificada): Então, não termina nunca mais? ALONSO: Bom, vocês aceitam minha proposta então, semana que vem, na próxima reunião a gente pode fazer assim? O que vocês acham? Como é que você vai fazer? ALONSO: Não, é assim. A gente lança na tela e vai alterando artigo após artigo... SIMONE: Mas vamos iniciar hoje. ALONSO: Eu preferiria que vocês mandassem antes por email pode ser um dia antes, pode ser no mesmo dia, mas antes, pra que a gente tenha tempo de montar alguns possíveis. Vou receber seis emails, cada um com um texto, eu vou perder meia hora só pra montar no mesmo arquivo Word, entendeu? PAULA: Paula Ribas, AMOALUZ. A minha sugestão é assim, acho, Alonso, projeta um e a gente constrói, alguém fica no texto, por que você vai inserir a proposta de... e aí a gente vai construindo assim, discute na hora e aí a sugestão é que aprove artigo por artigo, como foi da primeira vez e aí fica mais prático trabalhar, por que vai ser... LUIS RAMOS: Luis Ramos, eu vou sugerir que a gente acabou avançando, avançando, avançando, já são sete e meia e a gente não entrou na pauta, estamos entrando agora, mas como tem essa questão toda aí, eu acho que a apresentação vai ficar muito prejudicada, a discussão específica vai ficar muito prejudicada, então eu acho que a gente pode apresentar aquele material que o Alonso mandou e explicar um pouco o espírito do que tá ali pra entrar na nossa discussão. Só pra encerrar aquele assunto todo de trás, Simone, você questionou “ah, por que não chamou a atenção pra liminar”, também por que, na semana passada, não deu quorum, da sociedade civil tinha a Glória e o Assad, então, a sociedade civil que você colocou “ah, por que nós entramos” não tinha retorno pra dar pra quase ninguém, mal conduziu a reunião, a idéia na reunião passada era entrar na discussão do regimento, é uma discussão que a gente já vem trazendo e por isso que eu to preocupado em entrar na pauta pra gente fechar rápido, Por que essa discussão da substituição da associação ela já vem a algum tempo, então, motivado por isso a gente trabalhou algumas questões, por quê? Houve uma desistência da vaga do Robson e houve a necessidade de substituir essa associação, essa substituição não estava prevista, inicialmente, no regimento interno. O regimento interno, por outro lado, previa, por exemplo, no caso de moradores, que em caso de substituição, fosse indicado o próximo membro eleito, já que teve a eleição no começo da formação do conselho e foi o que aconteceu; a Jaqueline desistiu né, pediu pra se afastar e a Glória, que tinha participado da eleição, tinha votos, entrou como suplente. Agora, a gente não tem uma lista de próximos suplentes a gente precisa ver que critério vai se adotar. Então, um pouco essa discussão... É, então, a gente tem uma discussão que a gente tá sugerindo, a Glória, aparentemente, tem uma outra, então, a idéia é todo mundo chegar num critério razoável pra todo mundo, lembrando que com o regimento interno vigente ele tem alguns critérios em relação a ausência e presença dos membros, então, ele pede que os membros não faltem mais do que três reuniões seguidas ou mais do que cinco no período de um ano e isso aconteceu, foi o caso do Robson, que aí o Robson como titular deixou de ser titular e passou a ser o suplente dele e que também faltou, por que ele passou automático, passou a ser o representante e aí passaria a ser o suplente dele mas a associação pediu pra substituir. Tem o caso de outros conselheiros que tem ausências maiores desse número previsto, é o caso da Camila e do Tozine, os dois têm essa mesma questão, o regimento diz da questão da ausência que seja injustificado, o regimento não diz o que é a ausência não justificada, isso é uma coisa que a Paula levantou numa das reuniões a respeito, se a gente vai trabalhar alguma coisa a respeito disso por que, assim como foi feito pro Robson, o Suzuki que já não está mais aqui, mas falou dessa questão, pro Robson foi solicitado que ele se manifestasse por escrito apresentando a sua justificativa, não bastava ele telefonar pro Alonso e falar “não fui por que meu pé quebrou, tava com a unha encravada”, não é suficiente, ele precisaria justificar, na verdade, ele acabou... A associação acabou entendendo por bem não permanecer no conselho também justificou formalmente por escrito esse pedido, então, tem a necessidade dos dois conselheiros também justificarem a ausência. O regimento não diz a gente não tem um parâmetro pra essa justificativa. Que justifica é essa? Eu dizer que eu não vim por que eu tive que trabalhar, é uma necessidade. É uma justificativa pra efeito do conselho? O conselho ele tem suplentes até pra que se possa programar uma preocupação. Os conselheiros precisam, entre si, se organizar também pra que... O conselheiro titular é o Alonso, mas ele tem um impedimento e ele fala “olha, peraí eu não vou poder vir, mas a minha suplente vem”, ele avisa a suplente dele que vem na reunião. Precisa ter uma comunicação entre essas partes também, entre titular e suplente, a gente vê que no lado da sociedade e se alguns casos funcionam muito bem talvez em outros casos não funcione da mesma forma, mas isso é uma coisa que precisa funcionar de titular com suplente, pra que sempre “olha, hoje eu vou ter um impedimento, não posso ir”, por quê? Por que, relembrando o que o próprio regimento diz que se o suplente estiver presente, não há falta pro titular, quer dizer, se durante um ano o suplente comparece a todas as reuniões, o titular não tem nenhuma falta por que a vaga estava representada, a gente tá falando de representação, então, está representado, ah, passou um ano e quem veio foi só o titular, é o Assad que vem toda reunião ele tá aí, o suplente dele não precisa comparecer, isso não implica em falta pro suplente, se fosse o inverso, a Glória tem vindo, ela sempre foi uma freqüentadora assídua, diga-se de passagem, muito interessada no processo como um todo e ela sempre veio. Ela vindo, neste momento, hoje, ela é suplente da Camila, hoje não conta como falta pra Camila, não é uma falta adicional pra Camila por que a vaga está representada, então a gente precisa entender como é que a gente vai encaminhar isso aqui no regimento. PAULA: Paula Ribas, AMOALUZ. A gente tá discutindo, eu volto na linha de tempo, daqui pra frente, certo, Luis? Só que daqui pra trás, tudo isso que a gente tá almejando que seja reformado, melhorado ou ajustado é daqui pra frente, só que houve um procedimento daqui pra trás, então, é sobre isso que eu to falando, então, a Camila, ela já tem um número de faltas que, daqui pra trás, como é que isso se dá? Ela ainda está neste conselho? O Tozine. Ele mandou uma carta, ele ainda está neste conselho. Aí daqui pra frente, a gente vai ajustar tudo isso, inclusive isso que você tá comentando. Eu não acho que seja alguma coisa tão impossível os dois faltarem no mesmo dia, né, eu estava numa outra cidade a trabalho e a Simone tem um bebê de meses que ficou doente, tanto é que eu avisei em cima da hora “Simone, eu to no meio da rodovia, eu não vou chegar a tempo” e ela falou: “O Pedro tá doente”, quer dizer, a gente também tem que entender que a gente outras funções que não são só como conselheiro que é muito possível que algum dia, por algum motivo, os dois faltem. Eu também sou uma pessoa muito assídua e freqüentadora deste conselho, né, e entendo que isso é possível pra qualquer pessoa. Acho que daqui pra frente a gente também tem que prever alguma situação em que os dois conselheiros no mesmo dia não possam vir. O que vai acontecer? É a falta? Como é que isso se dá? Agora a questão é o caso Tozine e o caso Camila é um caso que realmente precisa ver, por que eles, apesar de saberem que estouraram na falta, que já recebemos a justificativa por escrito e por email, eles continuam ausentes, então, a partir da era Glória, começa-se uma nova era com Glória. E antes disso? Por que gente? Precisamos ajustar. SIMONE: Posso fazer uma proposta? Primeiro, quanto a questão pra trás a gente vai ter que resolver pra saber realmente qual que vai ser a posição atual desse conselho e por que a gente resolveu x ou y. daqui pra frente, essa questão da justificativa é muito abstrata, não é um parâmetro... Não sei... Gostaria de ouvir a sugestão de vocês a respeito disso. A minha sugestão é a seguinte, por que pra ter a necessidade da justificativa, significa que houve três faltas consecutivas dos dois, do titular e do suplente, a gente vai falar aqui, da cadeira, por exemplo, a cadeira da Nova Luz faltou três vezes aí existiu a necessidade de justificativa. Eu acho que pra quando acontecer isso, é um momento crítico então, essa justificativa deve ser trazida ao conselho para o conselho aprovar se aprova ou não ou se resolve que a justificativa é ou não é pertinente, acho que o Gláucio, como advogado, por ver isso se isso é coerente ou não. GLÁUCIO: Gláucio, SIURB. É, realmente, Simone, era justamente isso que eu iria falar. Tendo as três faltas na sequência dos dois, do titular e suplente, aí o próprio artigo 27 do regimento que, até então, tá vigorando, ele permite, ele fala assim: “o caso omisso e a dúvida deve ser resolvido pelo próprio conselho”, ou seja, essa deliberação por nós mesmos aqui pra definir o que deve aceitar ou não deve aceitar em cada caso, dentro do plenário, eu acredito que a gente possa trabalhar dessa forma. ASSAD: Assad falando. Perguntar pro Alonso... Isso é uma resposta que eu gostaria de obter agora aqui na ata, o Gláucio também, qual a data da licitação? Que mês que vai ser? LUIS RAMOS: Luis Ramos. Assad, essa é mais uma das questões que a gente fala que a gente tem uma pauta específica, tem uma discussão concreta que é totalmente atinente ao primeiro passo aqui do conselho e a gente vira e mexe entra numa “e aí, e o edital, quando sai? Sai amanhã? E o edital, sai semana que vem? E o edital? E o edital?” e a gente fala: “Não, o edital, a gente sempre respondeu, desculpe Glória, sempre respondeu que ele sairá na medida que tivermos o projeto concluído e que tivermos os elementos que vão subsidiar o edital. Hoje, não se tem esses elementos todos, então, eu não vou virar aqui e dizer sai semana que vem, sai daqui a dois meses, sai daqui a dois anos, eu não tenho elementos pra te dar uma data. Há oito meses você pede uma data, e você fala “não a gente precisa saber data do edital pra gente poder fazer o nosso trabalho e fazer as nossas propostas, então, eu vou entregar minha proposta mês que vem por que o edital sai daqui a dois meses”, aí acontece alguma coisa, não sai, passam-se os dois meses, não vem nem a proposta e o edital não saiu e a gente fica nessa ânsia do edital, então, eu, de novo, eu peço, vamos tomar a pauta concreta e específica que é quase simples, mas não é e como bem colocou o Gláucio, houve questões, houve assuntos omissos que esse conselho já decidiu como, por exemplo, a substituição das associações, isso foi definido, houve uma votação nesse conselho que deliberou sobre essa substituição, ponto. Então, o conselho ele tem a sua composição definida, as vagas estão todas preenchidas, a vaga do Tozine, a vaga da Camila que a Glória ocupa, estão todas preenchidas, então, o que acontece é que pra próximas ocasiões em que isso aconteça, a gente precisa ter o critério, por que pode ser que alguma outra entidade, por algum motivo, também resolva deixar de fazer parte do conselho, a gente não imaginava que isso aconteceria, mas já que aconteceu a gente precisa prever, então, a gente já poderia prever isso, por isso que surge um pouco disso na discussão da revisão do regimento, estamos vislumbrando que pode haver a necessidade de substituir por que o regimento interno hoje diz que se você tiver um número “x” de faltas, você tem que ser substituído, isso tá previsto, se as faltas forem injustificadas, não está previsto o que é a justificativa, pode ser então que a Camila traga um motivo pra todas as suas ausências e que o conselho entenda que são faltas justificadas, pode ser que o Tozine traga um motivo pras ausências que ele teve e o conselho entenda que todas aquelas ausências foram justificadas, nesse caso, nenhum dos dois seria passível de ser substituído, por que houve justificativa, mas, se nenhum dos dois trouxer, ou que a justificativa não tenha sido aceita, então, é uma questão que está... Por isso ela volta pra discussão do regimento por que hoje ela não está definida como o Gláucio lembrou dos omissos, então, o conselho se manifesta, os dois casos concretos que a gente tem nesse tipo de situação são do Tozine e da Camila por que o da entidade, na verdade, houve desistência, não é o mesmo caso. Ela tava se enquadrando, mas ela não apresentou a justificativa por que ela preferiu abrir mão da vaga. ASSAD: Assad... ALONSO: Assad, deixa só eu fazer uma fala rapidinho, mas aí eu queria que o Gláucio tivesse aqui por que eu to com uma... Na verdade, era uma... eu quero fazer uma observação pro Gláucio e a Simone. Não lembro, faz um mês, dois, três, sei lá, eu disse que eu ia entrar em contato com o Tozine e conversar com ele, por que ele não vinha mais... Eu liguei pra ele, depois que eu liguei pra ele eu contei pra vocês que ele estava com problemas profissionais e pessoais, que ele disse que ele quer continuar no conselho, que se os conselheiros aceitassem ele só retornaria depois de três meses ou coisa assim, não sei se vocês se lembram disso, foi o que eu disse sobre o Tozine pra vocês todos, que ele tinha dito “se os conselheiros aceitarem, eu gostaria de retornar as atividades do conselho depois de três, quatro meses”, então... Essa água é minha? Então, eu falei isso no... Aqui, numa das nossas reuniões, e vocês concordaram em ceder três ou quatro meses pra ele, pelo que eu entendo, isso tá coberto pelo artigo 27 que o Gláucio acabou de mencionar, que os casos omissos ou as dúvidas, podem ser resolvidas pelos conselheiros em reunião, foi exatamente o que nós fizemos com o Tozine, foi exatamente o que nós fizemos com o Robson em janeiro, eu disse: “Eu vou mandar uma carta pro Robson falando pra ele que ele tá desligado do conselho”, a Paula disse: “Não, espera, vamos dar uma chance pra ele”, demos uma chance pra ele, esse diálogo entre eu e Paula em janeiro tá coberto pelo artigo 27, onde os casos omissos e dúvidas são resolvidos pelos conselheiros, aconteceu de novo com o Tozine, falei com ele por telefone, ele pediu três meses e vocês concordaram, eu conversei sobre isso com vocês, ninguém se manifestou contra, então, por enquanto, isso legitima a presença dele. Se os conselheiros, hoje, resolverem que ele não participa mais do conselho, então, pronto, isso tá legitimado pelo artigo 27 e ele tá fora, então, é isso. Tá gente, então, é... Era só um comentário do nosso artigo 27 pra que a gente pense nele quando a gente for alterar aqui. É isso. SIMONE: Simone falando. Alonso, eu lembro que teve essa sua colocação quando isso aconteceu, mas não foi uma deliberação, foi uma conversa informal e a gente não chegou a bater o martelo sobre todo mundo aprovar ou não, acho que quando acontece... Vamos resolver depois o que vai ser feito do Tozine e da Camila, quando isso aconteceu, esse tipo de questão, tem que trazer uma justificativa, tem que ser colocado em pauta para deliberação, tem que ser formal pra ter uma votação ou não. Até sugiro, não sei é possível, Gláucio, que tivesse uma pessoa no conselho do poder público, talvez, preferencialmente, responsável por fazer essa fiscalização das atas e da lista de presença, por que isso tem que acontecer imediatamente após três faltas consecutivas, fulano tem três faltas consecutivas, né, isso ser comunicado pro grupo. Em relação a essa questão do Tozine, que apresentou uma justificativa e uma solicitação, eu até tenho uma sugestão que nem é do grupo, é minha particular. Independente de falta, de cadeira, não to falando de pessoas individualmente, independente de falta da cadeira se seria possível a gente colocar um... Uma substituição temporária, é, por exemplo, eu, no caso, eu me ausentei durante dois meses, não sei, foi do tempo que eu tive o bebê e tal, a minha licença maternidade entre aspas e que eu não pude vir, a minha ausência nesse conselho nesse período específico ela pode, ao meu ponto de vista, pode prejudicar de alguma forma por que eu exerço uma função técnica no conselho no qual a gente tem outra pessoa pra me substituir dentro da sociedade civil, eu tenho a Paula, que é a minha titular, mas ela não exerce essa função que eu exerço aqui, por exemplo, isso pode acontecer no comércio também, alguém que defenda a questão do comércio das motos, por exemplo, se nesse caso, a gente não poderia instituir uma cláusula que justifique, por exemplo, eu vou me afastar do conselho, durante tanto tempo por uma viagem ou por um motivo plausível a ser trazido aqui pro conselho e eu quero colocar durante esse tempo uma outra pessoa pra me substituir, isso é uma proposta minha, que eu to colocando no conselho que é uma substituição temporária, no caso do Tozine, o Tozine tá com problema com a família, com não sei o que, no interior, ele ia ter que ficar tantos meses afastado, mas ele não quer se desvincular do conselho. Pra ele não ficar trazendo justificativas, ele poderia trazer uma solicitação de substituição temporária e nesse tempo ele ser substituído por outra pessoa por indicação dele. Isso é uma solicitação minha, não é do grupo, não sei se todo concorda, mas é uma proposta. LUIS RAMOS: Luis Ramos falando. Deixa eu só... Eu só queria fazer um comentário, Paula, por que tá muito em cima do que a Simone tá falando. Eu li aqui o documento que a gente recebeu do Alonso e algumas coisas que estão colocadas, aqui, nesse documento, elas permitem que esse tipo de situação ocorra, por quê? Ficou definido, no caso particular das associações, a vaga, no caso daquela desistência que houve, então, foi um caso particular, não virou ainda uma regra, naquele caso particular, as outras associações que participam, escolheriam que seria o quarto membro, então, as três escolheriam quem seria o quarto membro, isso foi definido naquela ocasião. “Ah, mas Luis, aquela decidiu que não quer mais, vai discutir de novo quem entra, quem não entra?”, se a gente coloca uma regra específica e aí a sugestão que tá aqui é nesse sentido, a regra já vale, é a mesma. As associações, entre si, escolhem e indicam, perfeito. No caso das associações é razoavelmente mais simples, por que as associações elas podem indicar o seu titular e o seu suplente, a vaga é da associação, então, há quatro vagas cada associação tem uma vaga, então, ela pode indicar um titular, ela pode indicar um suplente desde que seja membro dessa associação, tem que ser membro pra poder participar. No caso da sociedade civil, a gente tá falando um pouco... Isso também tá suscitado por conta do Tozine e da Camila, dos dois. Até o momento eles não apresentaram a justificativa, então, os dois estão passíveis de serem substituídos ou de perderem essa vaga, se eles perdem a vaga ou um ou dois deles, como é que a gente procede? A gente pode entrar de novo numa discussão que define um caso, ou a gente pode falar, não, vamos fazer então, uma regra antes, por que aí essa regra passa a ser aplicável pra todos esses casos. A sugestão que tá aqui é nessa linha, saiu alguém ou precisou se afastar, então, zerou, tá contando a partir de hoje faltas. Alguém teve um impedimento, Nelson aqui tá com seus negócios, tá viajando, tá negociando com a China, vai passar seis meses lá, não tem condições de vir e o suplente dele teve que resolver um negócio, sei lá, voltou pra Goiás. Tá resolvendo problema lá, também vai ficar seis meses e não tem nenhum dos dois, mas pela sugestão que eu li aqui, as outras entidades poderiam indicar um outro representante, se é esse entendimento que “olha, eu to temporariamente”, elas podem entre si, passou o tempo, passou os seis meses, o Assad voltou da China, e fala: “Eu to interessado em participar de novo”, a pessoa que veio no lugar dele fala “Então eu vou declinar da minha vaga” e eles entre si poderia resolver, de novo, o Assad. O que tá aqui, pelo que eu li, permite essa preocupação da Simone, né, permite a preocupação da Simone, então, eu acho que a gente precisa fechar direitinho isso aqui pra gente saber como é que, de fato, nós vamos proceder com esse caso, concordo que os casos que passaram não tinham uma regra, essa questão da justificativa ela não tava definida, como é que ela se dá, então, eu to entendendo que a gente tem que trazer pro conselho, tanto solicitar a justificativa pro período de faltas Camila quanto do Tozine, pra que nesse período passado ou justificar e seguem ou não justificam e aí não é uma deliberalidade nossa, o regimento diz, é claro, se você tem faltas e elas não são faltas justificadas, justificáveis, eles perdem direito aquela vaga, então, você tem que fazer uma substituição. PAULA: Paula Ribas, AMOALUZ. Pelo que eu to entendendo, Luis, vê se é isso e todos né, por mais que tenha sido uma experiência ou desistência ou substituição ou por ausência, eu to entendendo que a partir de agora a gente tá criando regras pra que caso isso ocorra novamente seja aplicado um peso e uma medida pra tudo. Eu to entendendo certo? Ou as coisas que a gente tem feito aqui são provisórias e estão sendo construídas por causa das experiências do passado, tá valendo daqui pra frente? LUIS RAMOS: A partir daquele caso concreto, tem um caso que tava omisso, então, o conselho pode deliberar e definir “olha, substitui dessa forma”, então, a substituição feita é válida, só que em novos casos, como é que isso acontece? A gente pode prever isso, a gente pode não prever isso também, a gente não é obrigado a prever isso, a gente pode deixar como tá, entender que tá ok da forma que tá e tocamos com o regimento, continua. PAULA: Paula Ribas, AMOALUZ. Na minha sugestão é que a gente possa, melhorando o regulamento interno, o regimento interno, por que se aconteceu uma vez, o que impede de acontecer pela segunda? E aí vai abrir debate, conversar de novo, então assim, já vira uma regra daqui pra frente, por que a gente tem que acumular essa experiência e entender que somos seres humanos e que as coisas mudam, as coisas acontecem, ainda mais num conselho que tem um tempo de vida tão longo como este conselho tem, então a gente vai ter que prever muita coisa. Segunda coisa, Alonso, quando você falou da questão da Camila e do Tozine, quando você falou que ligou pra ele, toda a história que você contou, eu acho que o fato da gente não ter falado nada... Primeiro, o assunto que você trouxe não era pauta, segundo, eu não tava defendendo, naquela época que você comentou que aquilo ali era pauta, que aquilo ali era um assunto que estava sendo deliberado, eu achei como uma, como a Ângela falou, sabe aquele assunto “outros”?Eu tava entendendo que aquele assunto do Tozine e da Camila tava entrando nessa parte do nosso dia “Outros Assuntos” e não como a pauta do dia, então, ser interpretado o fato da gente não ter falado nada significou que nós aprovamos. Tá completamente equivocada a sua interpretação e eu, desde já, desconsidero a minha posição de voto, a minha ausência, ou não falar sobre a questão da Camila e do Tozine, por quê? Por que eu vou entender que isso tem que ser votado, deliberado e considerado quando isso é uma pauta, quando isso é debatido abertamente, começamos neste momento a questão da Camila e do Tozine por que é motivo de pauta, correto? Então, agora eu entendo que aquilo que for decidido hoje ou semana que vem, for votado, vai ser sido consciente, pautado e debatido com todo mundo, que é o mais importante e entendo também que essas previsões do que pode acontecer com o conselho, já que ele é um conselho, insisto, de, no mínimo ou máximo, prazo de quinze anos, que eu acho que a gente tem que acumular experiência na dinâmica que as coisas estão acontecendo só que a gente tá discutindo futuro nesta reunião e precisamos entender e discutir o passado por que existe esse ato que a gente precisa equilibrar pra não passar pra frente com esse monte de coisas em aberto, essas lacunas. SIMONE: Simone falando. Essas alterações estão acontecendo agora em função das ocorrências. O próprio... Tem uma cláusula, eu não sei o número, no próprio regimento que fala que a gente pode alterar o próprio regimento, então, conforme forem acontecendo problemas, a gente vai parar de novo e alterar uma ou outra cláusula pela necessidade. Só pra esclarecer, Luis, a questão da substituição temporária que eu propus. Eu acho que não é a mesma da justificativa, eu acho que tem que ter artigos diferentes tratando disso, por que a substituição temporária ela tem que ser feita antes, por exemplo, eu vou viajar, eu vou tirar licença maternidade, eu vou me faltar tanto tempo, eu trago ao conselho a proposta que eu vou trazer a pessoa “x” pra me substituir, é um caso, independente se eu sou titular ou suplente, eu quero ter a minha cadeira ocupada, não quero deixar minha cadeira vazia. O caso da justificativa é que viu-se que a entidade ou o morador ficou três vezes seguidas faltando, aí foi necessário a justificativa, eu acho que devem ser tratados em questões diferentes por que são assuntos diferentes. LUIS RAMOS: Luis Ramos. São questões diferentes mesmo, Simone. É que a minha preocupação. Qual é? É que a gente, com a possibilidade de um conselheiro substituto pode acabar ficando uma coisa “ah, olha, eu vou ter que faltar três semanas, então, você vem só pra eu não ter falta”, então, é essa a minha preocupação, visto que da forma como eu li, hoje não dá pra acabar, não dá pra fechar, então, mas, todo mundo recebeu dá pra dar uma lida com cuidado. Da forma como tá colocado ali, permite que antes, não é justificando, é antes, por que aí você sabe que você vai ter um período que a Glória entrou num curso, ganhou uma bolsa pra um curso de design em Milão e... “Eu sonhava isso a vida toda, eu quero fazer” e ela vai falar: “Olha, eu preciso me ausentar por seis meses, vou pra minha bolsa, mas tenho super interesse em voltar”, por exemplo, “Eu vou e volto”. O conselho poderia indicar uma outra pessoa que fosse o conselheiro nesse período, mas aí, o cara é o conselheiro e ele passa a ser o conselheiro dali pra frente, ela voltando, ela conversa com ele, tem que fazer uma conversa prévia entre os conselheiros pra ver, então, daí, de fato, eu posso substituir, não é muito diferente, mas é diferente por que se não parece uma coisa do substituto temporário uma coisa: “Só pra eu não ter falta você fica umas semanas, depois eu volto”, o outro não, você já entraria como um definitivo, por um período “x” que se depois se entender, por que pode ser que entrou alguém no lugar que gostou e que os outros entendem que não, que ele fique, aí você fala: “Ah, mas eu tenho direito, por que eu que tinha”, mas tem o trabalho do próprio conselho né, então, isso é uma coisa que vai poder discutir, mas eu acho que deveria ter essa regra com mais assim, olha... Ele se afasta e entra outro. Se ele depois tiver interesse, aí depois entre eles conversam entres as partes dependendo de como é que tá essa regra, como no caso das associações, saiu por que, por exemplo, é você que tá falando, saiu a AMOALUZ por algum motivo, ela precisa... As duas têm impedimento, não dá pra ficar. Entra associação ACSI assume e vocês tiveram o entendimento entre todas as associações que a ACSI ficam durante seis meses por que as duas estão com uma bolsa, cada uma num lugar, acabou a bolsa, vocês voltam a ACSI vai passar a vaga de volta, isso é possível, isso é possível, precisa ter o entendimento prévio, precisa ter o entendimento prévio. ASSAD: Luis... Agora, Assad falando. O artigo 30 diz assim: “As propostas oriundas deste conselho serão encaminhadas ao conselho gestor na Nova Luz”. Esse conselho vai ser formado depois da licitação ou ele já tá em andamento? LUIS RAMOS: Isso vai foi respondido várias vezes, Assad, que ele só vai ser constituído depois que se tiver instituída a concessão. Ele é um conselho que funciona pra fins da concessão como regulamenta a 14.917. ASSAD: E de todos os trabalhos aqui que vão ser levados pra ele, perfeito. Agora... Eu já vou te passar, Nelson. Assad falando. Esse conselho aqui, gestor, que vai encaminhar todos os trabalhos, compilados, bonitinho, tal, junto com a prefeitura pro conselho, que é... Esse conselho tem atribuição pra poder estabelecer um cronograma retro final dos trabalhos e marcar a data da licitação? Ele tem essa prerrogativa? Ele pode ser votado aqui? Olha, esse conselho, acha, determina que a data da licitação seria ideal tal dia, tal mês, tal ano. Ele pode ou não pode ou tem que consultar? LUIS RAMOS: Esse conselho não tem essa atribuição. ASSAD: Tá. Se ele não tem essa atribuição, então, ele tem que ir andando, autônomo, legítimo, fazendo todos os trabalhos pra que dentro de um prazo, de um cronograma não fique perpétuo aí, no ar, olha, vai acontecer em 2030, Alonso, a licitação, mas deve existir um “gap”, uma abertura de tempo pra se colocar essa data né. Ela é pra esse ano, ela é pro próximo ano, se esse conselho não tem essa atribuição, quem que pode passar essa noção de tempo pra nós, essa grandeza de tempo? LUIS RAMOS: Essa atribuição ela é o do Executivo lançar, tendo todos os elementos pro edital, entendendo que tem todos os componentes, ela monta o edital e aí é colocado na praça, a Secretaria de Infraestrutura Urbana é quem, pela lei de concessão urbanística, coordena isso que vai tocar esse processo. ASSAD: Então, Assad falando, vamos supor que os trabalhos terminem em sessenta dias, por exemplo, acho que é previsível esses sessentas né? Vamos falar que é sessenta dias, talvez noventa, talvez cento e vinte, ninguém sabe, que estamos aí, arrumando as coisas né, ajeitando tudo aqui, então, daí que se lavra uma ata, se termina todo o trabalho e se diz se é isso mesmo que a sociedade concordou com o poder público, os planos, a realocação e... Hipóteses... Chegamos num consenso que é dia 30 de setembro, daí vai marcar a licitação ou vai preparar o edital, trinta dias depois que colocar o edital na praça. Eu queria entender essa noção de tempo pra gente poder trabalhar com mais afinco, com mais determinação aqui. LUIS RAMOS: Então, Assad, é que uma coisa é o trabalho concreto que a gente tem aqui, você de novo tá indo pra uma coisa que tá falando da concessão e a gente tá falando dos atributos do conselho, tem que focar nas pautas que a gente tem. A pauta de hoje é regimento interno, a gente discute o regimento interno, na próxima reunião, a gente volta a esse regimento então, não vai votar hoje, então, já fica como pauta pra essa próxima reunião apresentar os elementos e deliberar a respeito pra que aí a gente possa ir discutindo outras coisas que são atribuições do conselho gestor da ZEIS, desse conselho. ASSAD: Tá. LUIS RAMOS: Por que aqui é um ambiente de discussão onde a gente traz as questões que são atribuições desse conselho né, a gente fica preocupado com essa questão do prazo do edital, é uma preocupação, mas não é a atribuição primeira, então, a gente não consegue definir nem as atribuições primeiras da gente. ASSAD: Tá. Eu entendi, Luis, eu entendi perfeitamente, então, a gente vai continuar trabalhando, não tem atribuição de dar uma data, vamos esperar aí todo o pacote do EIA-RIMA, o pacote de tudo que tem que ser juntado, harmonizado e tal e aí a gente vai tocando a vida, é isso né, tem que ser. Deixa eu passar aqui pro... NELSON: Ainda voltando no... Falando no caso Tozine, o Márcio é suplente dele, o Márcio não tem três faltas consecutivas, isso habilita o Tozine, isso é certo ou não? O suplente não tem três faltas consecutivas. LUIS RAMOS: Uma coisa não tem nada a ver com a outra, Nelson. A vaga ela é de cada um, então, tem uma vaga que tem o Tozine e o Márcio como suplente. No dia um, reunião um, nenhum dos dois compareceu, o Tozine é o titular, a falta é do Tozine. No dia dois, ele não compareceu, a falta continua sendo do Tozine e assim por diante, as faltas continuam implicando no Tozine, não são do Márcio. O Márcio passou a vir, então ele vem, o fato de ele vir não anula as faltas anteriores. Naquele dia que o Márcio esteve, aquele dia não contabilizou falta pro Tozine, isso é o que o regimento diz, o dia que o suplente está o titular não tem falta, mas se o titular já faltou antes, a presença do suplente na próxima reunião não supre as faltas passadas. Faltou, faltou. Se o que o regimento prevê e é o que foi discutido aqui e o que foi aprovado por votação é: ele tem uma justificativa, o regimento prevê, faltas injustificadas, ele tem uma justificativa, que justificativa é essa? Essa justificativa é acolhida pelo conselho? Sim, ela foi acolhida. Aí sim, não contabilizou falta. Neste caso. Se não foi acolhida, aí contabiliza falta e aí pode haver necessidade de substituição. NELSON: Ok. GLÓRIA: Essa discussão, Glória falando, essa discussão sobre substituição, eu acho meio delicada, mas isso é uma coisa pra ser confabulada entre todos pra que se chegue a alguma conclusão, se vai fazer uma requisição de “olha, fulano vai ficar no meu lugar por seis meses e vai começar no dia primeiro de agosto e vai sair no dia primeiro de dezembro e eu entro em primeiro de janeiro”, isso, sei lá, isso é uma questão pra ser discutida e aí assim se isso for delimitado na apresentação né de um substituto... Sei lá, de repente o prazo dado na justificativa, na apresentação do substituto, automaticamente traz de volta o outro assim que expira esses, vamos dizer, seis meses, três meses, apresentados por escrito mas isso é uma coisa pra ser pensada e estudada antes de dizer: “Não, tá bom, vamos concordar” e enfiar no regimento, ok? PAULA: Paula Ribas, AMOALUZ. Por uma questão de ordem, de encaminhamento até, eu acho que tem dois... E eu insisto nessa idéia até pra sugerir uma metodologia de trabalho por que a gente vai ficar falando, falando, falando e não vai chegar a lugar nenhum e eu acho que esse assunto é muito prático, então eu acho aí que a gente vai ter duas semanas pra poder, de fato, organizar esse material e a partir daí continuar o trabalho que é assim, o que passou e como será daqui pra frente. Eu acho que a gente tem duas questões e dois tempos neste conselho pra conversar pontualmente o que passou, caso Camila e Tozine, e o que virá daqui pra frente, como a gente usa esse caso, um caso plausível como é possível de algum conselheiro de acontecer, como a gente procede daqui pra frente e entender que aqui a gente institui uma regra. Então, eu acho que a gente tem que ficar nisso por que se... Vamos entender que esse conselho é um grupo de trabalho que a pessoa ausente, nada contra o ausente, só que o ausente ele fica muito defasado da evolução do trabalho e o debate de idéias ele faz toda diferença no acúmulo pra você poder decidir. É muito complicado um conselheiro nunca vir e votar numa coisa que é importante e quem tá aqui comendo poeira toda reunião e fazendo a lição de casa toda reunião. Então, por uma questão justa, de um trabalho que seja justo. Por que não vejo sentido conselheiro não vir... Sabe assim... Seja qual for a justificativa, ele vem, pode votar, então, eu acho que a gente tem que ir por aí. Eu só gostaria de recapitular algumas coisas que a gente conversou, eu até posso encaminhar um email com o que eu captei pra gente materializar isso em trabalho que é: primeiro ponto: ver a questão de Camila e Tozine, segundo ponto: quando os dois conselheiros faltarem, serve a justificativa? Qual é a justificativa? O que é a justificativa? De que maneira se dará essa justificativa. Terceiro ponto: desistência, vamos definir isso e o que é ausência com justificativa por que percebemos esses dois perfis, tanto por associações ou cadeira de proprietário que é o nome que a gente tem dado tecnicamente as outras quatro cadeiras e a sugestão da Simone, deixa isso como aberto, que é a questão do conselheiro substituto temporário, vamos colocar isso... (fala fora do microfone de outra pessoa, não entendível) PAULA: Não, eu to falando isso pra gente debater, falar disso, por que isso foi uma idéia trazida. Eu não to falando que é, eu só to tentando organizar ALONSO: São idéias para debater. PAULA: Idéias para debater na nossa próxima reunião, temos duas semanas pra conversar, mas é uma idéia que a Simone trouxe, ela entra como algo que foi proposto aqui hoje pra gente poder ver se isso tem validade, tem fundamento ou não. Mas eu acho que esses quatro pontos já é um ponto de partida. Eu vou mandar por email só pra gente poder se organizar e não se perder por que a gente fala muito e o essencial se perde. ALONSO: Alonso falando. Então, fica combinado então que na próxima reunião a gente mantém a mesma pauta de hoje, que é o regimento interno. Se a gente tiver tempo hábil, a gente aprova o nosso regimento na próxima reunião. Se não tivermos tempo, joga pra próxima, mas com certeza na semana que vem... Na próxima reunião a gente começa com aquela... Da mesma forma que termina o regimento, artigo por artigo, reunindo todas as propostas que a gente tem, de todos e ir decidindo. PAULA: Paula Ribas, AMOALUZ. Uma última coisa, eu gostaria de receber o CDs e a resposta do secretário por escrito conforme o protocolo e solicitado. ALONSO: Tá, tá legal. ASSAD: Assad falando. Também tenho vários protocolos aí registrados no processo, no âmbito administrativo, e nunca responderam, então, você vai ver lá, você tem aqui. ALONSO: É, a Simone disse que ia fazer uma lista de tudo que foi perguntado e não foi respondido, eu to imaginando que é uma lista única. Não é isso? ASSAD: Acho que vai ser cada uma com as suas partes. ALONSO: Bom, eu acho que... Pode ser, pode ser... (Várias pessoas falando ao mesmo tempo, trecho não compreendido) ALONSO: Então, a gente faz isso. ASSAD: Você vai lá no processo e vai ver, ta tudo protocolado, é o mínimo né. ALONSO: Tá, combinado. Pessoal, então a gente encerra aqui. Próxima reunião, que dia que é? Daqui a... (Fala não identificada): Depois da eleição. ALONSO: Por mim não tem... 25... Dia oito, oito de agosto? Dia oito de agosto, pessoal? Muito bem, então até dia oito de agosto, 17:30. Obrigado.