UNISALESIANO
Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium
Curso de Terapia Ocupacional
Elda dos Santos Aredes
A INTERVENÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NA
REEDUCAÇÃO PSICOMOTORA COM CRIANÇAS
DE 7 A 9 ANOS, ATRAVÉS DE BRINCADEIRAS
CANTADAS.
LINS – SP
2009
ELDA DOS SANTOS AREDES
A INTERVENÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NA REEDUCAÇÃO
PSICOMOTORA DE CRIANÇAS DE 7 A 9 ANOS, ATRAVÉS DE
BRINCADEIRAS CANTADAS.
Trabalho
de
Conclusão
de
Curso
apresentando à Banca Examinadora do
Centro Universitário Católico Salesiano
Auxilum, curso de Terapia Ocupacional sob a
orientação dos professores M.Sc Renata
Ferraz Prado Telles Medeiros e Esp. Jovira
Maria Sarraceni.
LINS – SP
2009
Aredes, Elda dos Santos.
A724i
A Intervenção da Terapia Ocupacional na reeducação psicomotora de crianças de
7 a 9, através de brincadeiras cantadas / Elda dos Santos Aredes. – – Lins, 2009.
132p. il. 31cm.
Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium –
UNISALESIANO, Lins-SP, para graduação em Terapia Ocupacional, 2009
Orientadores: Jovira Maria Sarraceni; Renata Ferraz Prado Telles Medeiros
1. Psicomotricidade. 2. Brincadeiras Cantadas. 3. Terapia Ocupacional. I. Título
CDU 615.851.3
ELDA DOS SANTOS AREDES
A INTERVENÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NA REEDUCAÇÃO
PSICOMOTORA DE CRIANÇAS DE 7 A 9 ANOS, ATRAVÉS DE
BRINCADEIRAS CANTADAS.
Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium,
para obtenção do título de Terapeuta Ocupacional.
Aprovada em: _____/______/_____
Banca Examinadora:
Prof.(a) Orientador(a): Renata Ferraz Prado Telles Medeiros
Titulação: Mestre em Distúrbios da Comunicação Humana
Assinatura: ________________________________
1º Prof.(a): ______________________________________________________
Titulação: ______________________________________________________
_______________________________________________________________
Assinatura: ________________________________
2º Prof.(a): ______________________________________________________
Titulação: ______________________________________________________
_______________________________________________________________
Assinatura: ________________________________
DEDICATÓRIA
!
"
AGRADECIMENTOS
"
#$
%
%
%
%
%
&
%
#
'
(
)
$
+
*
%
,
-
.
.
-
!.
$
%
&
(
%
#
%
#
#
#
#
///
.
/
!
"
RESUMO
O presente trabalho visa verificar se as brincadeiras cantadas é uma
técnica adequada para tratar crianças com déficits psicomotores. Na
psicomotricidade trabalha-se a globalidade do indivíduo; estuda a implicação
do grupo, vivencia corporal, integração entre os objetos e o meio para realizar
uma atividade. A psicomotricidade constitui o estudo relativo às questões
motoras e psico-afetivas do ser humano. É fazer do indivíduo um ser de
comunicação; um ser de criação; e um ser de pensamento operativo, onde a
psicomotricidade levam em conta os aspectos comunicativos do corpo e da
gestualidade do ser humano. As alterações corporais constituem-se, assim, no
motivo das suas pesquisas e no da sua intervenção. O brincar compreende
uma variedade de movimentos, condutas, gestos, sentimentos e
consentimentos dos parceiros e fantasias que envolvem a criança no seu
mundo de criação própria. Assim, a brincadeira pode ser entendida como uma
ação lúdica com predominância de imaginação em constante interrelação com
o jogo, érmitindo à criança a se apropriar de códigos culturais e de papeis
sociais. Já as brincadeiras cantadas são entendidas como formas lúdicas de
brincar com o corpo a partir da relação estabelecida entre o movimento
corporal e expressão vocal, na forma de música, frases, palavras ou sílabas
ritmadas. A pesquisa realizada no Centro de Reabilitação Física Dom Bosco –
Clínica de Terapia Ocupacional, por um terapeuta ocupacional e seis sujeitos
de ambos os sexos na faixa etária de 07 a 09 anos, mostra a utilização da
Adaptação do Exame de G. B. Soubiran, em crianças que apresentam déficits
psicomotores, evidenciados através do método escolhido, tratados sobre os
aspectos das brincadeiras cantadas, para a superação dos déficits
psicomotores apresentados na avaliação. Após intervenção, foram realizadas
as reavaliações, onde se constatou significante melhora em todos os casos. Os
casos estudados apresentaram os seguintes índices percentuais de superação:
caso 1- 38,46%, caso 2 – 25,64%, Caso 3- 33,33%, Caso 4- 38,46%, Caso 525,64% e Caso 6- 38,47%. Os itens de coordenação motora global, orientação
temporal e lateralidade foram os que mais se destacaram em superações. O
trabalho propõe a utilização da avaliação como também da técnica das
brincadeiras cantadas para o processo de reeducação psicomotora, podendo
ser utilizado em outros grupos que apresentem também déficits psicomotores.
Palavras-chave: Psicomotricidade. Brincadeiras cantadas. Terapia ocupacional.
ABSTRACT
This study focuses on whether the games sung is a suitable technique
for treating children with psychomotor deficits. In psychomotor works with the
whole individual, the implication of the study group, body experiences,
integration between the objects and the means to carry out an activity. The
psychomotor is the study of the issues motor and psycho-emotional human
being. It is to be an individual's communication, a being of creation, and be
thought an operating system, where the psychomotor take into account the
communicative aspects of the body and gestures of humans. The body changes
form is thus the reason of their research and its intervention. The play includes
a variety of movements, lines, gestures, feelings and consent of the partners
and fantasies that involve children in their world of their own creation. Thus the
play can be understood as a playful action with a predominance of imagination
in constant interplay with the game, Ermita child to appropriate cultural codes
and social roles. Since the games are seen as sung playful ways to play with
the body from the established relationship between body movement and vocal
expression in the form of music, phrases, words or syllables rhythmically.
Research conducted at the Center for Physical Rehabilitation Don Bosco Clinical Occupational Therapy, by an occupational therapist and six subjects of
both sexes in the age between 07 and 09 years, shows the use of the
Adaptation Exam G. B. Soubiran, in children with psychomotor deficits,
evidenced by the method chosen, treatises on aspects of the games sung, to
overcome the deficits shown in psychomotor evaluation. After intervention, the
revaluations were conducted, which found significant improvement in all cases.
The case studies showed the following percentage rates exceeded: case 1 38.46%, case 2 - 25.64%, Case 3 - 33.33%, Case 4 - 38.46%, Case 5 - 25.64%
and Case 6 - 38.47%. Items global motor coordination, temporal orientation and
handedness were the most distinguished in overruns. The paper proposes the
use of evaluation as well as the art of games sung to the process of re
hyperactivity, can be used in other groups also show psychomotor deficits.
Key words: Psychomotor. Games sung. Occupational Therapy.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Musica - Aquarela .......................................................................... 93
Figura 2: Musica - Se você esta Feliz ........................................................... 93
Figura 3: Musica - Se você esta Feliz ........................................................... 93
Figura 4: Musica - Escravos de Jó ................................................................ 94
Figura 5: Musica - Tia Monica ....................................................................... 94
Figura 6: Musica - Festa dos Insetos ............................................................ 94
LISTA DE QUADROS
Quadro 1: Quadro dos resultados da Adaptação do Exame Motor de G. B.
Soubiran-pré intervenção ............................................................................. 45
Quadro 2: Quadro dos atendimentos ........................................................... 48
Quadro 3: Quadro dos resultados da Adaptação do Exame Motor de G. B.
Soubiran-pós intervenção ............................................................................. 57
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
N/P: Número de Participantes
SI: Sem Idade
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO.................................................................................................... 1
CAPÍTULO I PSICOMOTRICIDADE E REEDUCAÇÃO PSICOMOTORA ........ 3
1
PSICOMOTRICIDADE ...................................................................................... 3
1.2
Conceito e definições de reeducação psicomotora ........................................... 6
1.3
História da reeducação psicomotora ................................................................. 8
1.4
Etapas da reeducação psicomotora ................................................................ 11
1.5
Atividades psicomotoras importantes a serem reeducadas ............................. 13
1.6
Indicações da reeducação psicomotora .......................................................... 14
1.7
Terapia da reeducação psicomotora ............................................................... 15
CAPÍTULO II BRINCAR, BRINCADEIRAS E BRINCADEIRAS CANTADAS . 17
2
BRINCAR ....................................................................................................... 17
2.1
Brincadeira ...................................................................................................... 18
2.2
Brincadeiras cantadas ..................................................................................... 21
2.2.1
Divisão das brincadeiras cantadas .................................................................. 27
2.3
O movimento o ritmo e a música ..................................................................... 29
CAPÍTULO III MÉTODO DE AVALIAÇÃO PSICOMOTORA ........................... 33
3
AVALIAÇÃO PSICOMOTORA ....................................................................... 33
3.1
Teoria de Soubiran.......................................................................................... 34
CAPITULO IV A PESQUISA ............................................................................ 38
4
INTRODUÇÃO ................................................................................................ 38
4.1
Característica do local da pesquisa ................................................................. 38
4.2
Métodos .......................................................................................................... 39
4.3
Técnicas.......................................................................................................... 39
4.4
Casos em estudo: Anamnese dos casos......................................................... 40
4.4.1
Caso 1 ............................................................................................................ 40
4.4.2
Caso 2 ............................................................................................................ 41
4.4.3
Caso 3 ............................................................................................................ 42
4.4.4
Caso 4 ............................................................................................................ 43
4.4.5
Caso 5 ............................................................................................................ 43
4.4.6
Caso 6 ............................................................................................................ 44
4.5
Avaliações....................................................................................................... 45
4.6
Atividades de brincadeiras cantadas ............................................................... 48
4.7
Reavaliações .................................................................................................. 57
4.8
Resultados ...................................................................................................... 59
4.8.1
Caso 1 ............................................................................................................ 59
4.8.2
Caso 2 ............................................................................................................ 60
4.8.3
Caso 3 ............................................................................................................ 60
4.8.4
Caso 4 ............................................................................................................ 60
2.1.1
Caso 5 ............................................................................................................ 60
4.5.6
Caso 6 ............................................................................................................ 61
4.9
A palavra dos profissionais.............................................................................. 61
4.9.1
A Palavra do Professor A ................................................................................ 61
4.9.2
A Palavra do Professor B ................................................................................ 62
4.9.3
A Palavra do Professor de Educação Física A ................................................ 62
4.9.4
A Palavra do Professor de Educação Física B ................................................ 63
4.9.5
A Palavra do Terapeuta Ocupacional A ......................................................... 64
4.9.6
A Palavra do Terapeuta Ocupacional B .......................................................... 65
4.10
Discussão ....................................................................................................... 66
4.11
Conclusão sobre a pesquisa ........................................................................... 67
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO ..................................................................... 69
CONCLUSÃO ................................................................................................... 70
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 71
APÊNDICES ..................................................................................................... 74
ANEXOS ........................................................................................................... 97
INTRODUÇÃO
Reeducação Psicomotora é a ação desenvolvida em indivíduos que
sofrem com perturbações ou distúrbios psicomotores. Objetiva retomar as
vivencias anteriores com falhas no processo de educação. Educando
novamente o que o indivíduo não assimilou adequadamente em etapas
anteriores.
A psicomotricidade surge como um alicerce sensório-perceptivo-motor
indispensável na contribuição do processo de educação e reeducação
psicomotoras atua diretamente na organização das sensações, das percepções
e nas cognições.
Imagem corporal representa uma forma de equilíbrio entre as funções
psicomotoras e a sua maturidade, favorecendo assim o desenvolvimento.
A reeducação é fundamental no desenvolvimento psicomotor para que
haja maior consciência dos movimentos corporais, integrados com sua emoção
e expressados por esses movimentos.
Atualmente, o número de crianças em processo de reeducação
psicomotora, tem aumentado significantemente. Acredita-se que cada sujeito
tem sua individualidade no seu processo de desenvolvimento.
A brincadeira pode ser entendida como ação lúdica com predominância
de imaginação em constante interrelação com o jogo, prevalecendo neste a
organização de atividade por meio de regras.
Existe diferenciação entre brincadeira e brinquedo: uma visualiza
brincadeira como sinônimo de brinquedo; onde o brinquedo não é apenas o
material, mas se materializa no ato de brincar; outra que pensa a brincadeira
como o vivencial, a diversão, e não o objeto em si, sendo o brinquedo apenas o
instrumento utilizado para brincar; a boneca, o pião, a bola e outros.
As brincadeiras cantadas permitem a associação, tanto espontânea
como
organizada,
de
gesto
e
sonoridade.
Essa
possibilidade,
reconhecidamente prazerosa no contexto infantil, permite que saberes culturais
tradicionais sejam transmitidos a cada geração. Fundem musicalidade, dança,
dramatização, mímica e jogos, representando um conhecimento de grande
contribuição à vida de movimento da criança.
2
O presente trabalho tem por objetivo verificar se as atividades de
brincadeiras cantadas são adequadas para o processo de reeducação
psicomotora.
O estudo descreve o trabalho realizado por um terapeuta ocupacional e
6 crianças com déficits psicomotores, evidenciados através da avaliação,
intervenção e posterior reavaliação.
Parte do questionamento: a Terapia Ocupacional utilizando atividades
relacionadas às brincadeiras cantadas poderá intervir, influenciando e
favorecendo o processo de reeducação psicomotora?
A hipótese que direciona a pesquisa enfatiza a terapia ocupacional,
utilizando atividades relacionadas às brincadeiras cantadas, que poderá
intervir, influenciando e favorecendo seu resgate dos déficits psicomotores
apresentados.
O trabalho está assim dividido:
Capitulo I e II apresentam literatura pertinente ao objetivo do trabalho,
realizando revisão bibliográfica sobre a reeducação psicomotora e brincadeiras
cantadas.
Capitulo III enfatiza o método de avaliação psicomotora.
Capitulo IV descreve a pesquisa, analisando, intervindo, acompanhando
e descrevendo os estudos de caso pré e pós intervenção.
Finalizando, seguem-se a proposta de intervenção e conclusão.
CAPÍTULO I
PSICOMOTRICIDADE E REEDUCAÇÃO PSICOMOTORA
1 PSICOMOTRICIDADE
A Psicomotricidade tem sua origem no termo grego psyché, que significa
alma, e no verbo latino moto, que significa “mover freqüentemente e agitar
fortemente”. (BUENO, 1997)
Para Bueno (1983) a Psicomotricidade está relacionada aos atos
voluntários, os quais referem-se a vida de relação e se executam graças a
contração dos músculos estriados esqueléticos, ditos voluntários, com o intuito
de educação, reeducação ou terapia, conforme o caso. Ela procura a
integração da energia do indivíduo, utilizando para isto, o movimento como um
meio não fim, levando em consideração os aspectos afetivos, cognitivos,
motrizes e sociais.
Barreto
(2000)
enfatiza
que
via
o
corpo
nos
seus
aspectos
neurofisiológicos, anatômicos e locomotores, coordenando e sincronizando no
espaço e no tempo para emitir e receber significados e significantes.
Atualmente, percebe-se que psicomotricidade é o relarcionar-se através da
ação, como um meio de tomada de consciência, de unificação do “Ser”, o qual
corpo-mente-espírito-natureza-sociedade.
As atividades desenvolvidas na educação psicomotora visam, conforme
Fonseca (1995) e Le Boulch (1988), propiciar a ativação dos seguintes
processos:
a) vivenciar estímulos sensoriais para discriminar partes do próprio corpo
e exercer um controle adequado sobre elas;
b) vivenciar o corpo como um todo, pois este é o referencial primeiro em
nossa relação conosco, com os outros, com os objetos e o meio;
c) vivenciar através do próprio corpo e da interação com o mundo e com
os objetos, a organização espaço-temporal.
4
d) vivenciar situações que levem a aquisição dos pré-requisitos básicos
necessários a uma satisfatória iniciação ao cálculo, à leitura e à
escrita, como noções de espaço e tempo, adequada linguagem oral,
controle da respiração, ajuste de tônus e coordenação motora;
e) vivenciar a tensão/relaxamento, visando a aquisição de um melhor
ajuste tônico;
f) vivenciar melhor o próprio corpo adquirindo uma melhor imagem
corporal
–
requisitos
indispensáveis
ao
um
bom
equilíbrio
psicossomático.
Estes processos deveriam ser ativados na primeira infância, quando a
motricidade e o psiquismo estão intimamente interligados, formando um
amálgama.
Um bom desenvolvimento psicomotor favorece e é favorecido pelos
seguintes tópicos: satisfatória dominância lateral, orientação espaço-temporal,
tonicidade, coordenação motora global, coordenação motora fina e óculomanual, estruturação do esquema corporal e da imagem corporal.
De acordo com Grunspun (2003) “na semiologia da psicomotricidade,
interessa a integridade do esquema corporal, da tonicidade e do equilíbrio”.
Significa relacionar-se através da ação, como um meio de tomada de
consciência, de unificação do corpo e da mente e, conseqüente integração a si,
ao outro e ao meio em geral.
Os
métodos
psicomotores
possuem
por
objetivo
a
integração
comportamental da personalidade através de expressão terapêutica de
sentimentos e movimento.
Neste sentido, Fonseca (1995) comenta que a interação psicomotora na
criança ilustra e materializa consequentemente, a totalidade dos padrões de
aprendizagem.
O
desenvolvimento
afetivo,
o
desenvolvimento
motor
e
o
desenvolvimento intelectual encontram-se no ser humanos indissociáveis.
As células nervosas do sistema nervoso central sofrem, já nos
primeiros anos de vida um entrelaçamento crescente, que é de
grande importância para o futuro potencial de função.
(WEINECK apud NICOLA; 2004)
5
O desenvolvimento global da criança só é possível por meio de uma
educação ou reeducação psicomotora, que coloque em jogo, em uma só
atividade os aspectos afetivos, cognitivos e motrizes. (SANTOS, 2008)
Assim, o desenvolvimento global da criança se dá pelo movimento
consciente, ação, experiência, criatividade, participação e domínio sobre os
objetos.
Para Barreto (2000), atualmente a educação e/ou reeducação
psicomotora é o sustentáculo, o arcabouço de toda aprendizagem futura do
sujeito. Na verdade, ela é o sustentáculo de toda personalidade futura.
Negrine (2002) acredita que a psicomotricidade compreende o
desenvolvimento psicomotriz a partir de bases teóricas de neuroanatomia
funcional, tendo como base concepções sobre a motricidade que acreditam
que o processo de desenvolvimento humano é decorrente dos processos de
maturação.
As capacidades e habilidades motrizes seguiriam um padrão evolutivo
igualmente em todas as pessoas e poderiam ser avaliadas através de
exercícios-testes padronizados para as diferentes idades. Variáveis como sexo,
fatores culturais, experiências vivenciadas, não seriam levadas em conta. Na
avaliação do perfil psicomotor da criança algumas variáveis eram analisadas,
como o equilíbrio estático e dinâmico, coordenação motora global, fina e óculomanual, sincinesias, paratonias, lateralidade, orientação espacial e temporal.
(ALVES, 2004)
A psicomotricidade se sustenta em diagnósticos do perfil psicomotriz e
na prescrição de exercícios para sanar possíveis descompassos do
desenvolvimento motriz. A estratégia pedagógica baseia-se na repetição de
exercícios, que são estereótipos criados e classificados constituindo as famílias
de exercícios; de equilíbrios estáticos e dinâmicos de coordenação motora
ocular, global e fina, de flexibilidade, agilidade e destreza.
Dentro desse eixo da psicomotricidade, Langlade (apud NEGRINE,
2002) afirma que a educação psicomotriz é uma ação psicológica e pedagógica
que utiliza os meios da reeducação psicomotora com a finalidade de normalizar
ou melhorar o comportamento da criança.
6
Vayer e Picq (1988) explicam que, após a análise dos problemas
encontrados, a psicomotricidade tem a finalidade de educar sistematicamente
as diferentes condutas motoras, permitindo uma maior integração escolar e
social.
Em suas primeiras obras sobre a psicomotricidade, Aucouturier e
Lapierre (1986) colocam que a “(...) organização espaço gráfica, necessária
para a aquisição da leitura e da escrita necessitava da prévia organização do
espaço de modo geral e inicialmente corporal”, com isso determinam como
objeto de sua prática, crianças com algum grau de dificuldade de
aprendizagem, como disléxicos, disgráficos, hiperativos, traçando o perfil
psicomotor da criança e depois apresentando sequências de exercícios com o
objetivo de sanar os problemas.
Os estudos e o desenvolvimento das sessões de psicomotricidade eram
destinados a crianças que apresentavam problemas de aprendizagem, mais
especificamente na leitura, na escrita e no cálculo matemático. Esse método se
sustenta no discurso de que o desenvolvimento de certas habilidades motrizes
permite a melhora do desempenho nas aprendizagens cognitivas.
A relação que o psicomotricista tem com a criança é uma relação de
comando “(...) é uma intervenção no corpo de forma mecânica”. (NEGRINE,
1995, p. 56)
1.2
Conceito e definições de reeducação psicomotora
Para Bueno (1998), a reeducação psicomotora tem como objetivo
retomar as vivências anteriores com falhas ou as fases da educação
ultrapassadas inadequadamente. Em termos gerais significa educar o que o
indivíduo não assimilou adequadamente em etapas anteriores.
A atribuição da reeducação psicomotora está contida em várias áreas
profissionais: pedagogia, educação física, fonoaudióloga, fisioterapia, terapia
educacional,
psicologia,
arte-educadores,
educadores,
médicos
da
especialidade motora ou psíquica, dentre outros. Mas o importante para uma
7
boa reeducação é a tranqüilidade e o intercâmbio afetivo e presente do
reeducador com
o educando, condição
básica
para uma
adequada
reeducação.
Segundo De Fontaine (1980), a reeducação embasa sua eficácia no fato
de que se remonta as origens aos mecanismos de base que estão na origem
da vida mental, controle gestual e do pensamento, controlando as reações
tônico-emocionais, equilíbrio, fixação, atenção, justa preensão do tempo e
espaço.
O
essencial
na
reeducação
psicomotora
é
a
qualidade
do
relacionamento corporal e da comunicação afetiva, de acordo com o ritmo do
paciente e não do terapeuta; a tentativa de acelerar o ritmo de evolução pelo
terapeuta bloquearia o processo.
Anokin (apud FERREIRA; THMPSON, 2000) acreditam que é preciso
um diagnóstico diferencial claro o suficiente para delimitar a reeducação
psicomotora. As modificações decorrentes da reeducação ocorrem pela via
proprioceptiva, mais precisamente, como parte constituinte da síntese aferente
do sistema funcional. A aferência situacional só pode ser constituída a partes
das informações sobre o próprio corpo, a postura, sua posição no espaço, o
grau das articulações, o estado tônico, o equilíbrio. Será a partir da
reorganização dessas informações proprioceptivas que haverá a tomada de
consciência das possibilidades de ação. Com a maturação do córtex frontal há
um
salto qualitativo
no desenvolvimento
pela
antecipação da ação,
estabelecimento programa de ação, verificação do resultado no seu curso. A
percepção desse mesmo conduz a uma melhor percepção do espaço, das
coordenadas visuo - espaciais e uma autêntica exploração orientada a um
determinado fim.
Rocha (2000) acredita que essa reeducação ajuda a resolver os
problemas afetivos, quanto mais o tempo passa, mais a criança se bloqueia em
um tipo de reação, sente-se mais angustiada. A reeducação ajudará a adotar
um outro comportamento e pouco a pouco, os que o cercam haverão de forma
positiva. A reeducação psicomotora tem por objetivo estimular a criança a ter
vontade de viver de agitar-se de entrar em contato com as pessoas e coisas.
Essa reeducação é dirigida às crianças que sofrem perturbações instrumentais
8
como: dificuldades ou atrasos psicomotores e dificuldades de aprendizagem
escolares. O trabalho psicomotor beneficia a criança, no controle de sua
motricidade. Utilizando maneira privilegiada a base rítmica associada a um
trabalho, a uma técnica de controle tônico e de relaxação cautelosamente
conduzido por profissionais especializados.
Lima, Dourado e Rocha (2004) acreditam que a reeducação psicomotora
surgiu, como um meio de combater a inadaptação psicomotora, pois apresenta
uma finalidade reorganizadora nos processos de aprendizagem de gestos
motores.
É
um
alicerce
sensório-perceptivo-motor
indispensável
na
contribuição do processo de educação e reeducação psicomotora, pois atua
diretamente na organização das sensações das percepções e nas cognições,
visando a sua utilização em respostas adaptativas previamente planificadas e
programadas.
1.3
História da reeducação psicomotora
Atualmente coexistem na área da Psicomotricidade diversas vertentes.
Historicamente, a psicomotricidade tratou o ser humano de forma fragmentada,
baseada nos princípios fundamentais do dualismo cartesiano, que consistem
em separar o corpo e a alma. Descartes (apud LEVIN, 1995) diz que o corpo é
apenas uma coisa externa que não pensa, e que a alma, não participa de nada
daquilo que pertence ao corpo. Posteriormente passou-se a considerá-lo em
sua totalidade, isto é, o corpo começa a ser visto como uma unidade que
expressa sentimentos e emoções que movem suas ações. (FALKENBACH,
2002)
Os antecessores do campo psicomotor são a ginástica terapêutica e a
psicodinamia. A ginástica terapêutica divulgada por Shreber (apud LEVIN,
1995) descreve sistemas de exercícios e técnicas de ginástica com o objetivo
de obter e atingir a harmonia do espírito e do corpo. Para esta finalidade, define
o período de dois a sete anos na faixa etária das crianças como a época dos
9
castigos corporais com ação terapêutica. Esse método teve como objetivo
curar doentes e cultivar o corpo humano, modificando o homem e a sociedade.
Negrine (2002) explica que o termo psicomotricidade originou-se na
França, no final do século XIX e no início do século XX. Inicialmente esteve
vinculado a estudos de neuropsiquiatria infantil apresentados por Dupré. Os
estudos deste neuropsiquiatra abordam a síndrome da debilidade motriz e a
síndrome da debilidade mental. Expondo pela primeira vez o que se costumou
denominar de psicomotricidade da criança, verifica-se que, nesta fase, a
psicomotricidade
está
inserida
no
eixo
biomédico.
A
prática
da
psicomotricidade ainda seguia o modelo racionalista e dualista, com ênfase nos
aspectos motores do movimento humano.
Levin coloca que a prática psicomotora tem seu início com Edouard
Guilmain em 1935. Esse médico inicia um novo método o qual é chamado de
Reeducação Psicomotora, consistindo na aplicação de baterias de testes
psicomotores para a avaliação do perfil da criança. Estabelece-se, então, um
exame psicomotor padrão e um programa de sessões de acordo com as
características dos distúrbios motores que o indivíduo apresenta, orientando as
modalidades de intervenção do terapeuta.
Os psicomotricistas, agora preocupados com a vida emotiva de seus
pacientes, começam a citar vários autores da psicanálise, como S.Freud, M.
Klein, D. Winnicott, W. Reich, P. Schilder, J. Lacan, M. Manoni, F. Dolto e Samí
Alí. Com isso, surgem novas perspectivas clínicas – teóricas no campo
psicomotor. (LEVIN, 1995)
Segundo Negrine (2002), a psicomotricidade de cunho educativo deve
estar destinada a crianças em idade escolar, pois nesta faixa etária, deve-se
buscar diferentes formas de exteriorização corporal, além de explorar
diferentes formas de expressão e de comunicação. Permitindo uma rica
vivência simbólica, a ação psicopedagógica deve estabelecer diversas
estratégias que visem o avanço desses processos.
Negrine (2002) acredita que a vertente denominada Reeducação
Psicomotora
destina-se
a
crianças
que
apresentem
déficit
em
seu
funcionamento motor. Essa abordagem tem por finalidade ensinar a criança a
reaprender como se executam ou se desenvolvem determinadas funções. Para
10
isso, avalia-se o perfil psicomotor da criança, utilizando métodos que consistem
na aplicação de baterias de testes psicomotores. Após o diagnóstico, a criança
é submetida a um programa de sessões que tem como objetivo suprir as
dificuldades aparentes.
Essa abordagem tem como base estudos da neuropsiquiatria infantil.
Devido tudo isso é muito voltada ao aspecto motor e entende o ser humano
como um corpo instrumental, isto é, uma máquina de músculos, que, se não
estiverem funcionando, devem ser reparados. (LEVIN, 1995)
Le Camus, ao analisar os estudos de Guilmain (1935 apud BARRETO,
2000), explica que a sessão de reeducação psicomotora destina-se a três
propósitos principais: reeducar a atividade tônica com exercícios de atitude,
equilíbrio e de mímica; melhorar a atividade de relação: com os exercícios de
dissociação e de coordenação motora com apoio lúdico; desenvolver o controle
motor: com exercícios de inibição para os instáveis e de desinibição para os
emotivos.
O início da reeducação psicomotora esteve centrado em uma prática
que só se preocupava com o desempenho da criança frente aos seus métodos.
Tratava-se de uma prática diretiva, mecanicista e dualista, não levando em
consideração que o sujeito de sua prática, a criança, é um ser que expressa
sentimentos e emoções em suas ações.
Aucouturier (1986 apud BUENO, 1997), em conjunto com outros
estudiosos do tema, começou a sentir a necessidade da evolução de seus
ensinamentos e de suas práticas. O grupo estava preocupado em trabalhar
com uma abordagem mais relacional, mais voltada a globalidade da criança. A
respeito disso, Aucouturier enfatiza dizendo que:
Quando falo de globalidade da criança, falo em respeitar seu
senso-motricidade, sua sensorialidade, sua emocionalidade,
sua sexualidade, tudo ao mesmo tempo, falo de respeitar a
unidade de funcionamento da atividade motora, da
afetividade e dos processos cognitivos; falo de respeitar o
tempo da criança, sua maneira totalmente original de ser no
mundo, de viver, de descobrir, de conhecê-lo, tudo
simultaneamente (1986, p. 17)
A principal mudança na evolução da reeducação psicomotora está na
compreensão do corpo como uma unidade psicossomática cujo movimento
possui significado. Com isso a postura do reeducador frente à criança toma
11
outra direção: ele passa a entendê-la como um ser de expressividade
psicomotora. Sua relação com a criança passa a ser de empatia, de escuta, de
interação e de ajustamento constante. Outro aspecto importante na reeducação
psicomotora é que a formação do reeducador é composta por uma trilogia
efetuada simultaneamente: a formação pessoal, a formação teórica e a
formação prática, ambas completando e enriquecendo umas as outras. A
formação pessoal tem como objetivo melhorar a disponibilidade corporal a
partir de vivências corporais, mobilizando também as áreas da afetividade, da
sexualidade e dos fantasmas, proporcionando mudanças de atitude e de
tomadas de consciência. A formação teórica surge da necessidade que o
psicomotricista tem de justificar, analisar e refletir sobre as principais teorias
que baseiam seus procedimentos. E a formação prática, oportuniza a vivência
concreta de seus estudos com as crianças Aucouturier, Darrault e Empinet.
(apud ALVES, 2004)
Assim, a reeducação psicomotora é destinada a crianças com idade até
dez anos. Após essa idade, a prática psicomotora passa a uma prática
corporal, e que a sessão psicomotora é composta por três espaços: o espaço
sensório-motor, o espaço da emocionalidade e o espaço do distanciamento.
(OLIVEIRA, 1997)
A evolução que a reeducação psicomotora passou, serviu como o
primeiro passo de uma trajetória que a psicomotricidade ainda percorre, isto é,
o desenvolvimento de uma abordagem cada vez mais preocupada com o ser
humano em sua totalidade inserido em um contexto sócio-cultural.
1.4
Etapas da reeducação psicomotora
Reeducação psicomotora é o método usado pelo terapeuta para
trabalhar a psicomotricidade do individuo. A psicomotricidade consiste em fazer
o indivíduo tomar consciência de suas possibilidades e de seus limites
permitindo-lhe o reconhecimento de seu corpo e o desenvolvimento de suas
potencialidades expressivas. Os exercícios usados para a reestruturação do
12
esquema corporal reativam o próprio desenvolvimento dessas estruturas e
acompanham as etapas da evolução da criança. As etapas aqui destacadas
não têm qualquer caráter rígido imutável ou universal. São apenas pontos de
referência. (BUENO, 1998)
As etapas aqui destacadas são:
a) Investigação do próprio corpo: é com efeito o primeiro estágio da
reeducação do esquema corporal ela se faz por: designação,
manipulação,
contato corporal e utilização das partes do corpo.
Inicialmente ela é segmentária e periférica. Progride pela atenção as
grandes articulações que são frequentemente negligenciadas ou
estão ausentes na imagem corporal. Quando a criança identificou
todas as partes de seu corpo deverá então situá-las no espaço e em
face de outros.
b) Reconhecimento do corpo: trata-se de reconhecer ao mesmo tempo
seu corpo e o do outro. Nessa etapa, a relação corporal com o
terapeuta é de importância primordial. Ela procede por designação
em si mesma, no outro e de partes no outro. A utilização de um
espelho é muito útil nesse momento.
c) Integração do esquema corporal: trata-se de permitir à criança o
investimento em toda ou qualquer situação desse esquema corporal.
Podem distinguir-se dois níveis: ação ou representação mental,
passando essa última simbolização. Utiliza-se inicialmente a
denominação
dos
segmentos
corporais,
de
articulações,
de
movimentos e a imitação de posturas, atitudes e gestos típicos. A
criança descreve o seu corpo e descreve os seus colegas. A seguir,
o relaxamento permite da hipertonia para o canal da representação,
a conscientização da massa corporal e de sua plenitude. Enfim, a
verbalização é uma contribuição necessária por vezes indispensável.
A estruturação do esquema corporal é fundamental em todas as
reeducações que envolvem as funções motoras: coordenação,
lateralização, equilíbrio e deslocamento. Ela é importante para a
reeducação de aprendizagens, como higiene pessoal, micção, ler e
escrever desempenham ainda grande papel nas reeducações que
13
visam o comportamento tônico emocional, inibição, timidez e
instabilidade.
1.5
Atividades psicomotoras importantes a serem reeducadas
Para se resgatar déficits psicomotores é importante selecionar atividades
que busquem trabalhar os conceitos funcionais. Elas são essenciais para o
adequado desenvolvimento motor e se apresentam em:
a) Conduta motora de base: mais ou menos instintiva;
a.1 Equilíbrio e postura (dinâmico, estático e recuperado);
a.2 Coordenação dinâmica (saltar, trepar, sustentar-se, atirar);
a.2.1 - Coordenação motora fina: capacidade de controlar os
pequenos músculos para exercícios refinados (escrita, recorte,
colagem, encaixe);
a.2.2 Coordenação óculo manual: coordenação entre a visão e o tato;
a.3 Esquema Corporal: é a imagem que criamos do nosso corpo, nas
relações entre partes constitutivas e sobretudo nas suas relações com o
espaço e objetos que nos rodeiam.
a.4 Sincinesias: movimentação simultânea involuntária de outra parte do
corpo, quando se movimenta uma determinada parte (língua fora da boca,
quando se escreve);
“As sincinesias se caracterizam pela participação, no curso dos
movimentos, de músculos que normalmente não estão interessados nestes
movimentos”. (GRUNSPUN, 2003)
a.5 Condutas perceptivo motoras: ligadas à consciência e à memória: base
do comportamento intelectual e as mais alteradas da deficiência mental
leve e dos distúrbios de aprendizagem;
a.6 Paratonia: é a persistência de uma certa rigidez muscular particular,
caracterizada por inadequada incontinência das reações tônicas, podendo
aparecer nas quatros extremidades ou somente em duas.
14
Organização espacial: estruturação do mundo exterior referindo-se primeiro
ao eu referencial, depois a outros objetos ou pessoas em posição estática
ou em movimento.
b)
Organização temporal: habilidade de reconhecer intervalos de tempo e de
dominar os conceitos de tempo.
c)
Estruturação espaço temporal: é a capacidade avaliar tempo espaço
interagindo-os de forma real e convencional numa sucessão em grandeza
espacial. Permite ao indivíduo não apenas movimentar-se e reconhecer o
espaço, mas também relacionar e dar sequência aos gestos, localizando
as partes do seu corpo e situando-se no espaço, coordenar sua atividade
e organizar sua vida cotidiana.
d)
Lateralidade: capacidade motora de percepção integrada dos dois lados
do corpo. Como também de sua preferência.
1.6 Indicações da reeducação psicomotora
Masson (1989) a reeducação psicomotora é muito ampla, praticamente é
sempre aplicável, não oferecendo perigo, a não ser em alguns casos bem
particulares e em técnicas muito especiais. Ela se dirige evidentemente a
crianças ou adultos, mas também pode ser indicada como profilaxia sob forma
educativa, para pessoas normais ou subnormais no decorrer de sua evolução e
cujo desenvolvimento psicomotor nem sempre se realiza espontaneamente. Na
maioria dos casos, ela se dirige a crianças e, sendo cada criança um caso
particular. Cada pessoa tem sua personalidade própria e não possui nem as
mesmas possibilidades instrumentais, neurofisiológicas, nem os mesmos
problemas afetivos, nem o mesmo potencial evolutivo, nem mesmo ambiente
familiar ou social. Ela deverá, se adaptar a cada um. Tem como finalidade
organizar e criar traços que persistiram, procurando não destruir, se possível,
as capacidades de outras organizações, respeitando assim, a originalidade e a
criatividade de cada indivíduo.
15
A reeducação psicomotora é importante principalmente por seu valor de
relacionamento, e às vezes, é indicada, simplesmente por razões de
comportamentos inadequados, afetivos ou da personalidade, sem nenhuma
deficiência psicomotora, considerando que esse tipo de relacionamento é o
melhor para certas crianças. Esse tipo de raciocínio ilustra em parte a evolução
das ideias a respeito das indicações para reeducação psicomotora. (MASSON,
1989)
1.7 Terapia da reeducação psicomotora
A vertente chamada de terapia da reeducação psicomotora é destinada
a crianças normais ou portadoras de deficiências físicas que apresentam
dificuldades de comunicação, de expressão corporal e de vivência simbólica.
(NEGRINE, 2002)
Através da avaliação, diagnóstico e tratamento, essa abordagem
possibilita, por meio da relação terapêutica, a compreensão das patologias
psicomotoras e suas conseqüências, afetivas e cognitivas, tendo sempre como
referência o desenvolvimento psicodinâmico da motricidade da criança.
(CARNÉ, 2002)
A terapia da reeducação psicomotora utiliza várias
contribuições, da teoria psicanalítica, onde inúmeros conceitos
são utilizados, como o inconsciente, transferência e imagem
corporal. Agora os psicomotricistas estão mais atentos à vida
emotiva de seus pacientes, dando importância à emoção, à
expressão e à afetividade, considerando o corpo, a motricidade
e a emocionalidade como uma globalidade e uma totalidade em
si mesmas. (LEVIN, 1995, p. 41)
Ajuriaguerra (1998), explica que a terapia da reeducação psicomotora
não se restringe somente a modificar o tônus de base e as habilidades de
posição e rapidez, mas modificar o corpo em seu conjunto, no modo de
perceber e apreender as aferências emocionais.
Segundo Aucouturier e Lapierre (1985), a criança possui problemas,
deficiências e falhas, mas cabe ao terapeuta reconhecer suas potencialidades
16
e trabalhar com o que há de positivo na criança, partindo daquilo que ela faz
espontaneamente, daquilo que sabe fazer, do que gosta de fazer.
A terapia da reeducação psicomotora só pode ser realizada em
ambiente apropriado, ou seja, em clínica especializada, hospital psiquiátrico,
grupo de ajuda psicopedagógica ou centro médico pedagógico.
A sessão de terapia psicomotora se desenvolve de forma individualizada
ou grupal. A relação que o terapeuta estabelece com a criança é de sintonia,
escuta, empatia e o seu corpo é o depósito das emoções da criança, o tempo
da sessão é de acordo com a disponibilidade da criança e vice-versa.
(AUCOUTURIER e LAPIERRE, 1985)
Levin ainda complementa:
A terapia da reeducação psicomotora centra o seu olhar a partir
da comunicação e da expressão do corpo, no intercâmbio e no
vínculo corporal, na relação corporal entre a pessoa do
terapeuta e a pessoa do paciente em diálogo de empatia
tônica. (1995, p.42)
Na forma de pensar de Negrine (2002), o trabalho terapêutico, a partir da
perspectiva lúdica, requer muita disponibilidade corporal do terapeuta com a
criança portadora de qualquer deficiência, pois ele, através dos estímulos e
intervenções que faz constantemente, tem a possibilidade de criar atitudes
comportamentais na criança. Esse nível de intervenção é que diferencia a
psicomotricidade da reeducação terapêutica da educativa.
Nessa abordagem cabe ao terapeuta uma constante adaptação à
evolução da criança, uma forte capacidade de escuta e o mais importante, não
impor às crianças os seus desejos e sim, ajudá-las na evolução e na criação de
seus próprios desejos.
CAPÍTULO II
BRINCAR, BRINCADEIRAS E BRINCADEIRAS CANTADAS
2 BRINCAR
Para Santos (2006), ao brincar, a criança está a ser constantemente
estimulada e não apenas a queimar energia. Ao mesmo tempo em que brinca
conhece o mundo, as suas regras e as pessoas que a rodeiam. O brincar
permite a expressão de conflitos e afetos, oferecendo-se como uma via de
exprimir aquilo que não é acessível pela palavra. Ao mesmo tempo recria esse
mundo,
procurando,
inventando
e
experimentando
novas
formas
de
compreensão da realidade e das relações. Prepara-se para o futuro e aprende
formas de resolver as situações que se lhe apresentam. Paralelamente, ao
brincar, a criança pode imitar o adulto sem receio de uma comparação que a
colocaria sempre numa posição desfavorável. Esse distanciamento leva a
criança a um mundo onde ela tem todo o poder, onde pode criar sem receio,
onde as regras dos adultos não têm valor.
O brincar de uma criança é, sem dúvida, um indicador do seu
desenvolvimento e uma forma de a compreendermos. Por outro lado, o brincar
é, por si só, uma forma de desenvolvimento e de estruturação, em que se
ensaiam diferentes papéis, se mobilizam defesas e se integram e elaboram os
acontecimentos. Pelo brincar, é possível entrar no mundo dos adultos e treinar
os seus comportamentos. Pelo brincar, é possível dar nome aos fantasmas
internos e derrotá-los de modo simbólico. (SANTOS, 2006)
Esse
compreende
uma
variedade
de
movimentos,
condutas,
consentimentos dos parceiros e fantasias que envolvem a criança no seu
mundo de "faz-de-conta", ao mesmo tempo tão real. (LARA; PIMENTEL,
RIBEIRO, 2008)
18
O brincar que envolve movimento permite que haja uma percepção mais
apurada dos objetos que estão em volta, contribuindo para a descoberta de
limites, a exploração do espaço, a realização de atividades desafiadoras, o
estabelecimento de relações, a elaboração de conceitos, entre tantas outras
coisas.
Durante muito tempo brincar foi considerado uma mera
atividade lúdica, associada essencialmente ao lazer. Com o
conhecimento mais intenso que se teve do ser humano, do
desenvolvimento do cérebro, descobriu-se que o brincar é
uma forma de aprender. (OMO, 2009)
Para Santos (2006) brincar deve incitar e favorecer o movimento, a
cognição, aprendizagem das regras e a criação. A oferta de estímulos
adequados pode auxiliar nesse processo, mostrando para a criança que o
mundo não está pronto e que pode ser alterado.
A atividade predominante na infância é o brincar e vem sendo explorado
no campo científico, com o intuito de caracterizar as suas peculiaridades,
identificar as suas relações com o desenvolvimento e com a saúde e, entre
outros objetivos, intervir nos processos de educação e de aprendizagem das
crianças. (SANTOS, 2006)
Para Dohme (2002), as crianças têm diversas razões para brincar e uma
destas razões é o prazer que podem usufruir enquanto brincam. Além do
prazer, as crianças também podem, pela brincadeira, exprimir a agressividade,
dominar a angústia, aumentar as experiências e estabelecer contatos sociais.
Mello e Valle (2005), em conformidade com estes estudos em uma
discussão sobre a influência do brincar no desenvolvimento infantil,
acrescentam que o brinquedo proporciona a exteriorização de medos e
angústias e atua como uma válvula de escape para as emoções. Os aspectos
simbólicos de sociabilidade, linguagem e cognição também são estimulados na
brincadeira. No que se refere ao brincar, afirmam que o brinquedo possibilita o
desenvolvimento infantil em todas as dimensões, o que inclui a atividade física,
a estimulação intelectual e a socialização.
O brincar pode ser visto primeiramente como produção cultural
predominantemente imaginária, dotada de significado, seu valor torna-se
inconteste na educação informal (LARA; PIMENTEL, RIBEIRO, 2008)
2.1 Brincadeira
19
Oliveira (1986) orienta acerca da diferenciação entre brincadeira e
brinquedo a partir de duas destacadas linhas teóricas: uma visualiza
brincadeira como sinônimo de brinquedo, o brinquedo não é apenas o material,
mas se materializa no ato de brincar. A outra visualiza brincadeira como o
vivencial, a diversão, e não o objeto em si, sendo o brinquedo apenas o
instrumento utilizado para brincar, boneca, bola, pião e outros.
A brincadeira pode ser entendida como ação lúdica com predominância
de imaginação em constante interrelação com o jogo, prevalecendo a
organização da atividade por meio de regras. (LARA; PIMENTEL, RIBEIRO,
2008)
Os brinquedos como "objeto palpável, finito e materialmente construído",
que vão desde os artesanais até os inteiramente industrializados. A brincadeira
caracteriza-se por sua ação e seria diferente do jogo.
Costa (2000) posiciona-se: De onde vêm as brincadeiras? Ninguém
responde com certeza. Elas são universais e fazem parte da cultura popular,
como a literatura oral, a música e a culinária. Entende ser impossível dar a
palavra final sobre o surgimento de uma brincadeira, pois ela agrega variante e
se transforma ao longo do tempo. Faz menções aos jogos infantis presentes na
Odisséia de Homero, às bonecas colocadas nos túmulos de crianças gregas
(Séc. IV a.C.), aos piões, bonecas, soldadinhos, histórias de monstros e
canções de ninar trazida pelas famílias européias que chegavam ao Brasil, às
danças africanas e suas criaturas assustadoras, às danças, músicas e lendas
indígenas, dentre outras, revelando a dificuldade em saber a origem de
determinada brincadeira, brinquedo ou jogo, dadas as mesclas culturais que
vão ocorrendo frente ao processo de construção cultural. Existem brincadeiras
que se adaptam melhor ás crianças, outras, ao adulto, mas cabe ao terapeuta
adequá-las à fase do desenvolvimento, às suas necessidades e ao momento.
Podemos dizer, então, que a classificação das “brincadeiras” pode estar
relacionada à idade, as características individuais e ao contexto em que for
realizar. (VERDELI, 2002)
20
A brincadeira é a atividade principal da infância. Essa afirmativa se dá
não apenas pela frequência de uso que as crianças fazem do brincar, mas
principalmente pela influência que esta exerce no desenvolvimento infantil.
Vygotsky (1991) ressalta que a brincadeira cria as zonas de
desenvolvimento proximal e que elas proporcionam saltos qualitativos no
desenvolvimento e na aprendizagem infantil.
Leontiev (1994) e Elkonin (1998) ampliam esta teoria afirmando que
durante
a
brincadeira
ocorrem
as
mais
importantes
mudanças
no
desenvolvimento psíquico infantil. Para estes autores a brincadeira é o caminho
de transição para níveis mais elevados de desenvolvimento.
A brincadeira também permite à criança a se apropriar de códigos
culturais e de papéis sociais. (BROUGÈRE e WAJSKOP, 1997)
Isidro e Almeida (2003), afirmam que as regras de uma brincadeira, ou
jogo, estão intimamente ligadas ao conhecimento que as crianças têm da
realidade social na qual estão inseridas. A brincadeira, seja simbólica ou de
regras, não tem apenas um caráter de diversão ou de passatempo. Pela
brincadeira a criança, sem a intencionalidade, estimula uma série de aspectos
que contribuem tanto para o desenvolvimento individual do ser quanto para o
social.
A brincadeira desenvolve os aspectos físicos e sensoriais. Os jogos
sensoriais, de exercício e as atividades físicas que são promovidas pelas
brincadeiras auxiliam a criança a desenvolver os aspectos referentes à
percepção, habilidades motoras, força e resistência e até as questões
referentes à termorregulação e controle de peso. Outro fator que pode ser
observado na brincadeira é o desenvolvimento emocional e da personalidade
da criança. (SMITH, 1982)
Um cérebro infantil precisa ser desafiado, ele precisa ser
estimulado - obviamente dentro de limites e nunca
transbordando para o excesso. Mas, na medida em que ele é
mais
estimulado,
ele
apresenta
condições
de
desenvolvimento muito superior. (...) A brincadeira
desenvolve toda potencialidade corporal e cerebral. A
brincadeira é muito desafiante. (...) Por isso, o brincar não
pode mais ser visto como uma prenda, como aquele minuto
com o qual se preenche o tédio, mas sim como uma atividade
absolutamente essencial para o desenvolvimento do ser
humano em toda a plenitude. (OMO, 2009)
21
A brincadeira também é uma rica fonte de comunicação, pois até mesmo
na brincadeira solitária a criança, pelo faz de conta, imagina que está
conversando com alguém ou com os seus próprios brinquedos. Com isso, a
linguagem é desenvolvida com a ampliação do vocabulário e o exercício da
pronúncia das palavras e frases. (MELO e VALLE, 2005)
Outro fator positivo para o desenvolvimento é a utilização da brincadeira
ou dos jogos entre pares de idades semelhantes.
Para Isidro e Almeida (2003), é entre os jogos com pares semelhantes,
seja na condição social ou cognitiva, que o desenvolvimento tem a sua
expressão máxima.
Sluckin (apud SANTOS, 2006) também afirma que a brincadeira é uma
oportunidade para interação entre pares em um contexto nas quais muitas
lições relevantes para a vida adulta são aprendidas.
Melo e Valle (2005), acreditam que a brincadeira promove a educação
para hábitos da vida diária, enriquece a percepção, desperta interesses,
satisfaz a necessidade afetiva e permite o domínio das ansiedades e angústias.
A brincadeira pode ser uma eficaz ferramenta a ser utilizada para
estimular e promover a aprendizagem das crianças. (CORDAZZO, 2003)
2.2 Brincadeiras cantadas
Cordi (2009) enfatiza que as brincadeiras cantadas são tão antigas
quanto nossa história, sem contar o tempo em que nossos primeiros brasileiros
curumins brincavam e cantavam. Mais que passatempos, as brincadeiras de
roda desenvolvem a expressão oral, a audição e o ritmo dos pequenos.
Enquanto rodam no pátio cantando as divertidas canções eles ainda se
exercitam trabalhando o equilíbrio e a coordenação motora. As brincadeiras
cantadas podem e devem ser repassadas para geração atual de crianças que
não tiveram a chance de conhecê-las. Deve-se permitir, na educação Infantil, o
acesso à memória cultural da infância e suas deliciosas brincadeiras musicais
que marca para toda a vida quem as vivenciou. Ao apresentar um repertório de
22
canções da cultura infantil, mostramos na realidade, brincadeiras musicais que,
se envolvem o cantar e também o movimento.
Para Lara; Pimentel e Ribeiro (2008) as brincadeiras cantadas são
entendidas como formas lúdicas de brincar com o corpo a partir da relação
estabelecida entre movimento corporal e expressão vocal, na forma de
músicas, frases, palavras ou sílabas ritmadas. Integram a cultura popular ou
fazem parte das criações contemporâneas, representando uma possibilidade
de potencializar o "lúdico" no contexto educacional. Brincadeiras cantadas
podem ser caracterizadas como formas de expressão do corpo, sendo
representadas pela associação de musicalidade e movimento. Escravos de Jó,
Terezinha de Jesus Marcha soldado, Capelinha de melão e Ciranda-cirandinha
são algumas cantigas que, associadas a formas diferenciadas do "movimentarse", caracterizam-se como brincadeiras cantadas de importante contribuição
educacional.
Embora sejam inúmeras as brincadeiras cantadas que integram o
folclore, existem aquelas que não fazem parte desse universo. Atualmente,
devido ao avanço tecnológico dos meios de comunicação, é crescente o
acesso ao trabalho de educadores que criam suas próprias músicas e formas
de brincá-la, tendo uma preocupação com os aspectos pedagógicos de suas
produções. (LARA; PIMENTEL, RIBEIRO, 2008)
Contudo, é preciso ficar atento às invasões ao universo infantil pelo viés
puramente comercial, consumista, levando a camuflar as manifestações de
domínio público ou a utilizá-las para fortalecimento da indústria cultural. Tratase de uma prática que vem tomando grandes vultos na atualidade e que
precisa ser tratada com cautela pelo educador como forma de se precaver de
oportunismos desprovidos de compromisso educacional. (LARA; PIMENTEL,
RIBEIRO, 2008)
Porém, não se pode esquecer que, a brincadeira também permite
transcender a realidade imediata, haja vista a presença, mesmo que
minoritária, de outras realidades sociais que estabelecem intercâmbio com
aquela na qual a criança vive. Embora a criança geralmente não possa agir
diretamente sobre parte da realidade, a atividade lúdica se torna "uma das
formas pelas quais a criança se apropria do mundo, e pela qual o mundo
23
humano penetra em seu processo de constituição enquanto sujeito histórico".
(ROCHA, 2000)
Para Brandão e Froeseler (1997) uma das atividades físicas mais
aplicáveis à criança é sem dúvida, as brincadeiras cantadas. Em todas as
partes do mundo, ao passarmos por uma rua, onde crianças brincam
despreocupadamente, é comum ver-se, de maneira natural e espontânea, a
utilização da brincadeira cantada, em qualquer das suas formas.
As brincadeiras cantadas são visualizadas em sua construção cultural,
em suas possibilidades rítmico-expressivas e contribuição educacional, por
entendermos que se trata de uma manifestação da cultura de movimento
humano que traduz sutilezas, peculiaridades e riquezas do universo infantil.
É geralmente por meio das brincadeiras cantadas que crianças
compartilham suas memórias, constituindo não somente um tipo de educação
informal como, também, uma espécie de produção cultural comum.
Para Pinto (apud LARA; PIMENTEL, RIBEIRO, 2008), as crianças
constroem os seus mundos sociais, isto é, constroem o ambiente que as rodeia
e a sociedade mais vasta em que vivem.
Esse autor lembra que se observadas às situações nas quais as
crianças são protagonistas, grupos de brincadeiras, haverá mudanças na forma
de entendê-las, de seres não autônomos para possuidores de certo grau de
autonomia.
Nesse sentido, é possível presumir que uma mudança na forma de
compreender a criança impulsiona mudanças educacionais no trato pedagógico
com os conteúdos infantis. O desafio dado à educação formal é como tratar
metodologicamente dessa manifestação, considerando suas possibilidades e
suas contradições. Para tanto, é importante atentar para as feições assumidas
pelas brincadeiras cantadas na transmissão de saberes no âmbito informal e
formal. (LARA; PIMENTEL, RIBEIRO, 2008)
As brincadeiras cantadas permitem a associação, tanto espontânea
quanto
organizada,
de
gesto
e
sonoridade.
Esta
possibilidade,
reconhecidamente prazerosa no contexto infantil, permite que saberes culturais
tradicionais sejam transmitidos a cada geração.
24
Felinto (apud LARA; PIMENTEL, RIBEIRO, 2008), constatam que
cantigas e rodas infantis conhecidas desde o século XVII resistem, da mesma
forma ou com algumas adaptações, nas cinco regiões do Brasil, ajudando as
crianças a entender o mundo.
Assim, mesmo sem uma noção clara da origem das brincadeiras
cantadas é possível visualizá-la a partir das mesclas culturais entre branco,
negro e índio que conduziram à criação de formas de representação corporal,
transmitidas e (re) significadas ao longo dos séculos.
Noda (apud LARA; PIMENTEL, RIBEIRO, 2008), esclarecem que é
impossível determinar com precisão a origem das brincadeiras cantadas.
Parece que muitas delas são restos de antigas cerimônias que passaram a
jogos de adultos e que, posteriormente, foram transformados em divertimentos
de crianças. A esse respeito, Pimentel (2003) elucida que as brincadeiras
cantadas são bastante antigas, podendo ser uma interpretação infantil das
danças circulares sagradas. As crianças cantavam as músicas e o elemento
lúdico teria impulsionado a realização de alterações nestas danças, resultando
em novas formas de dançar.
As brincadeiras cantadas fundem musicalidade, dança, dramatização,
mímica e jogos, representando um conhecimento de grande contribuição à vida
de movimento da criança.
As brincadeiras cantadas integram o conjunto de cantigas próprias da
criança e por ela entoadas em seus brinquedos ou ouvidas dos adultos quando
pretendem fazê-la adormecer ou instruí-la, transmitidas pela tradição oral.
Assim alguns dos objetivos visados com a aplicação dos brinquedos
cantados seriam:
a) auxiliar no desenvolvimento da coordenação sensório-motora;
b) educar o senso rítmico;
c) favorecer a socialização;
d) estimular o gosto pela música;
e) movimento; perpetuar tradições folclóricas;
f)
incentivar o civismo;
g) favorecer o contato sadio entre indivíduos de ambos os sexos;
h) disciplinar emoção: timidez, agressividade, prepotência;
25
i)
incentivar a auto-expressão e a criatividade.
É importante destacar que, embora a brincadeira cantada enseje em si
mesma o objetivo de seu aprendizado, por meio dela é possível tratar
pedagogicamente outros conteúdos. A principal intermediação estaria no
desenvolvimento do ritmo e da expressão, ou seja, o conhecimento das
percepções e habilidades necessárias ao corpo, bem como à produção de
movimentos correspondentes às vibrações sonoras e aos significados daquilo
de que é cantado.
Pimentel (2003) enfatiza que atualmente, mesmo com a invenção de
novas músicas infantis, as brincadeiras cantadas são muito comuns entre
crianças, especialmente no interior do país. Um aspecto inegável da relação
entre o lúdico e a cultura está na constante recriação dessas músicas, que
mudam conforme a geração e a localidade. Embora essas atividades mereçam
valorização, muitas canções trazem ranços de discriminação sexual, racial ou
econômica que precisam ser repensadas quanto ao seu conteúdo.
Parece
relevante,
no
trato
com
esse conhecimento,
estruturar
metodologicamente as brincadeiras cantadas, enfocando:
a) Despertar o interesse das crianças pelas manifestações culturais e
pelo reconhecimento dos temas sugeridos e desenvolvidos nas
brincadeiras;
b) Entender a brincadeira cantada como meio de educação, ludicidade,
desenvolvimento rítmico, musical e gestual de contribuição ao mundo
de movimento dos indivíduos;
c) Perspectivar a brincadeira cantada como fonte de simbologias e
possibilidade de interpretação de sentidos e conotações que possam
sugerir;
d) Visualizar a brincadeira cantada como fonte de pesquisa e
conhecimento, sobretudo das transformações do próprio brincar, da
infância e do lúdico;
e) Oportunizar as crianças o contato com brincadeiras cantadas
diversificadas que foquem tanto o jogo, quanto a dança, a
26
dramatização e a mímica, enriquecendo as suas possibilidades
culturais.
f) Favorecer a pluralidade de formas desse manifestar-se. Além de
organizá-las conforme conteúdo e origem sociocultural e étnica.
Para o trabalho com as brincadeiras cantadas é importante ainda
considerar: ensino da letra e discussão do tema abordado, dependendo da
faixa etária; contextualização da brincadeira quando possível, época em que foi
criada, formas diferenciadas de realização e transformações observadas;
ensino da melodia; construção da gestualidade de forma coletiva ou sugestão
de condução dada pelo terapeuta e, após, modificação da atividade pelas
crianças, recriando a brincadeira e levando a novas formas de estruturação da
mesma. Podem ser realizadas movimentações que tenham relação com a letra
forma de dramatização ou que apresentem um gestual diferente do que a letra
solicita. (PIMENTEL, 2003)
Não obstante esse conteúdo ser melhor correspondido na primeira
infância, o brincar permanece noutras fases da vida. Por isso, entender que
algumas brincadeiras, especialmente aquelas que não tocam diretamente o
mundo infantil por suas letras e forma de representação gestual, podem
perfeitamente transitar por todas as faixas etárias, inclusive entre os
adolescentes. E qual a forma de saber quais as brincadeiras que se adéquam a
essa faixa etária? Uma das possibilidades é perceber a construção rítmica, as
letras e formas de representá-la corporalmente. Outra é experimentar.
Verdeli (2002) comenta que há muitos anos os pesquisadores da área
de educação reconheceram a importância das brincadeiras cantadas como um
veículo de desenvolvimento social, emocional e intelectual. As brincadeiras
cantadas, as atividades recreativas têm em sua essência, a ludicidade, e por
ludicidade ser um pré – requisito inerente ao próprio homem, especialmente na
fase infantil, ela nunca poderá estar desvinculada do processo educativo. As
brincadeiras cantadas, como o nome já diz, são atividades diretamente
relacionadas com o ato de cantar. Entoadas tanto pelas crianças, como pelos
adultos, são cantigas que vieram de geração a geração e que se propagaram
pela tradição oral, na maioria das vezes. Muito diferente do que se pensa
brincadeiras cantadas não necessariamente representam “brincar” em círculos
27
de mãos dadas, pois existem brincadeira que não incluem o movimento de
rotação. As Brincadeiras Cantadas podem abranger brinquedos de pegar,
esconder, cabra-cega, palmas, marcha, fileira, colunas e as cantigas de roda,
que possuem uma classificação diferenciada.
Inquestionavelmente acredita que a música tem mostrado efeitos
significativos sobre o comportamento das crianças, em especial as brincadeiras
cantadas por trabalharem com a afetividade, emoção, o prazer e a alegria.
O entoar de canções “permite a fruição do prazer de uma ação
compartilhada por todos, criando-se um clima de alegria e de
despreocupação importante para a integração e para a coesão
grupal”. (PAIVA, 2006, p 11)
Para Fregtman (apud PAIVA, 2006) cantar e dançar, portanto ajudam na
interação corporal e musical e, consequentemente, emocional entre as
crianças.
Paiva (2006) enfatiza que as brincadeiras cantadas têm o papel
fundamental no desenvolvimento da criança. Através das brincadeiras
cantadas a criança pode partilhar com os outros sua própria história, bem como
suas emoções e de certa forma elaborá-la protegida dos limites do círculo. O
círculo é um fator inclusivo, todos se dão as mãos e todos participam da
mesma maneira. No círculo todos, são iguais. Não há o mais forte, nem o mais
rápido, nem o melhor. Ninguém é ignorado. A roda representa o Todo. É o
primeiro processo na contribuição da construção de uma ecologia social.
Apresentam em sua dinâmica, convites para que as crianças troquem contatos
afetuosos. Esses contatos são necessários para o desenvolvimento infantil.
Brincando, a criança se desenvolve integralmente, tanto física, psicológica e
socialmente.
2.2.1 Divisão das brincadeiras cantadas
Segundo Brandão e Froeseler (1997) as brincadeiras cantadas podem
ser divididas:
a) Quanto ao conteúdo da letra:
− Temas de vida social: “Ciranda, cirandinha”.
28
− Temas da natureza: “A pombinha voou”, “Cachorrinha está
latindo”, “Festa dos insetos”, Meu pintinho amarelinho”, “ a dona
aranha”.
− Temas instrutivos: “As estações do ano”, “O bá-bé-bí-bó-bu”,
“Bom dia amigo”.
− Temas do romanceiro: “Terezinha de Jesus”, “O cravo brigou com
a rosa”, “Esta rua tem um bosque”.
b) Quanto ao andamento:
− Rodas lentas: “Terezinha de Jesus”.
− Rodas moderadas: “Escravos de Jô”, “Sambalelê”.
− Rodas vivas: “Pirolito que bate, bate”, “ Se você esta feliz”.
− Rodas alternantes: “O cravo brigou com a rosa”.
c) Quanto à execução musical:
− Côro: “A canoa virou”, “Escravos de Jô”.
− Solo e côro: “Senhora viúva”, “Esta rua tem um bosque”.
− Forma mista (côro e parte falada ou declamada): “Ciranda,
cirandinha”.
d) Quanto à estrutura:
− Tipo aaa (em que todas as quadras são cantadas com a mesma
melodia): “A moda das tais anquinhas”, “ Agora eu vou andar
devagarzinho”.
− Tipo ab (que reúne duas melodias diferentes): “O cravo brigou
com a rosa”.
− Tipo abc (em que se sucedem três ou mais diferentes melodias):
“Eu fui ao Tororó”.
e) Quanto à formação:
− Roda simples: “Ainda não comprei”.
− Roda com um figurante no centro: “Ciranda”.
− Roda com dois ou mais figurantes no centro: “O cravo brigou com
a rosa”.
− Roda com um figurante fora: “A mão direita tem uma roseira”.
− Roda com figurante fora e dentro: “A linda rosa juvenil”.
− Roda assentada: “Escravos de Jó”.
29
− Rodas concêntricas: “Onde está a margarida”.
f) Quanto à movimentação:
− Marcha simples: “Ai! – eu entrei na roda”.
− Marcha na ponta dos pés: “Eu sou a borboleta”.
− Saltitos: “Atirei um pau no gato”.
− Roda em cadeia ou serpentina: “Havia um novo navio”.
− Rodas que acentuam um determinado ritmo ou marcam os
tempos fortes da melodia: “Ciranda, cirandinha”, Pirulito que bate,
bate”, “Palma, palma, palma...”.
− Rodas imitativas: “Carneirinho, carneirão”, “Tia Mônica”.
− Misto de roda e dança: “Os quindô-le-lê...”, “Minha vó”.
− Rodas dramatizadas: “O cravo brigou com a rosa”.
Em qualquer das rodas sempre há exemplo de qualquer um dos grupos
citados; de certa maneira, podemos afirmar que todas as rodas são mistas,
quanto à sua movimentação, prevalecendo nesta ou naquela, uma ou outra
característica.
2.3 O movimento o ritmo e a música
Para Verderi (1999), a música é um fenômeno corporal de grande
receptividade. Mesmo antes de nascer ainda no ventre da mãe a criança já
entra em contato com o universo sonoro: vozes de pessoas, sons produzidos
por objetos, sons da natureza, dos seres vivos, do acalanto de sua mãe e
outros.
É muito grande a influência que a música exerce na criança. Notar num
bebê que ao mínimo som se movimenta, que a música estimula suas funções
sensoriais e afetivas. E é por esse motivo que a música deve fazer parte da
nossa proposta educacional, sem levar em conta seu fator estimulante, pois é
muito bom dançar com música, a criança canta, dança e se movimenta; se
realiza. (VERDERI, 1999)
30
A música sempre esteve ligada a vida do homem. O homem primitivo já
dançava, e para dançar, além dos instrumentos que eles utilizavam para emitir
o som e formar a música eles cantavam (VERDERI, 1999)
Mas independente da cultura que faça parte, a música possui elementos
básicos que se faz necessário conhecermos para poder estarmos melhor
adequando às atividades ao ministrar nossas aulas de dança.
Segundo Bassedas (apud CORD 2009), entre as capacidades mais
básicas que se desenvolvem através do trabalho nessas linguagens corporal e
musical, identificamos aquelas de:
Estruturação do tempo: a criança trabalha os ritmos: começar – parar,
depressa – devagar, longo – curto, vivenciando-os mediante danças e canções.
a) Educação do ouvido: da capacidade de poder discriminar sons por
meio da audição e progressivamente ir se apropriando de sons e
ruídos.
b) Simbolização: Através da representação de traços pessoais, estado
de ânimo, atividades e jogos simbólicos, nos quais a criança
comporta-se e atua simulando e imitando situações, “fazendo como
se...”.
c) Harmonia - Sucessão simultânea e combinada de sons, adequados a
um ritmo e a uma melodia. A harmonia realça o sentimento que o
compositor expressou ao compor a música. Ela define a melodia e
aperfeiçoa o som.
d) Melodia - Possibilita que reconheçamos a composição executada. É
representada pela figuras e símbolos musicais que determinam o
andamento, a tonalidade e a intenção melódica do compositor.
e) Ritmo - O ritmo faz parte de tudo que existe no universo, é um
impulso, o estímulo que caracteriza a vida. Ele se faz presente na
natureza, na vida humana, animal e vegetal, nas funções orgânicas
do homem, em suas manifestações corporais, na expressão interior
exteriorizada pelo gesto, no movimento qualquer que seja ele. São
combinações
infinitas,
possuem
combinações
variadas
em
diferentes
diferentes
formas
alternando-se com inúmeras formas de repouso.
durações
de
e
ou
movimento,
31
f) Movimento - Tudo o que vive tem movimento, ele é a mais pura
expressão da existência da vida. Os seres vivos necessitam do
movimento para sobreviver. O movimento no homem determina a
ação corporal que é representada pela expressão da corporeidade.
Através dela, o homem se comunica, se alimenta, trabalha, ou seja,
vive.
Os jogos com movimento que as brincadeiras cantadas propõem, são
fontes de prazer e possibilidade efetiva para o desenvolvimento motor e
rítmico, sintonizados com a música, uma vez que o modo de expressão
característico dessa faixa etária integra gesto, som e movimento.
O movimento é um acompanhante quase natural da audição
musical. A criança, desde muito pequena, se balança, dança
enquanto escuta música. Os movimentos de flexão, balanceio,
torção, estiramento... E os de locomoção como andar, saltar,
correr e galopar. Estabelecem relações diretas com diferentes
gestos sonoros. (RCNEI, apud CORD 2009)
Para Verderi (1999) na música o ritmo e o movimento são determinados
pela melodia e pode ser lento, moderado ou acelerado. Para poder dançar ou
cantar uma melodia é preciso compreender as variações rítmicas que podem
ocorrer.
Estimular o ritmo na criança através de batidas de palmas, assobios,
estalos de dedos, bater as mãos nas coxas, etc. Toda criança é dotada de
ritmo que se manifesta antes mesmo do nascimento. (VERDERI, 1999)
Os fatos musicais e as ações motoras, ritmo marcados, batidas com as
mãos, são inseparáveis da educação perceptível propriamente dita. É a partir
da relação entre o gesto e o som que a criança, ouvindo, cantando, imitando e
dançando constrói os conhecimentos sobre a música e o movimento,
percorrendo o mesmo caminho do homem primitivo na exploração e na
descoberta destas linguagens.
Cabe ressaltar que o ritmo se aprende por meio do corpo e dos
movimentos. Partir dos movimentos naturais dos bebês e das crianças,
ampliando suas possibilidades de expressão corporal e movimento, garante a
boa educação rítmica e musical, além de equilíbrio, prazer e alegria.
32
Pode considerar o movimento como uma alteração do corpo em diversos
segmentos do espaço, também como, uma característica de todo ser vivo, seja
ele animal ou vegetal.
Através do movimento podemos expressar o ritmo, dançar a melodia e
se entregar na harmonia. Ele é a materialização do corpo na conduta humana e
o feixe de onde saem às ações concretas do pensamento.
É a partir do movimento que pode perceber as primeiras realizações das
crianças e a manifestação do desenvolvimento do sistema perceptivo-sensóriomotor. A música tem uma influência muito grande no movimento. O movimento
e a música caminham juntos. Um completa o outro.
Além de envolver situações de aprendizagens e com isso, promover o
desenvolvimento das crianças, as brincadeiras cantadas puxam as pessoas
para o meio da sala, o centro do pátio, o olho da rua, o eixo do universo – e as
convidam a cantar e dançar. Estas canções, presentes nessas brincadeiras,
têm cheiro, sabor e tato da nossa cultura – de tão claras e calorosas, de tão
desafiantes e essenciais.
CAPÍTULO III
MÉTODO DE AVALIAÇÃO PSICOMOTORA
3
AVALIAÇÃO PSICOMOTORA
Para Bueno (1998) ao submeter um indivíduo a avaliação psicomotora
deve-se ter bem claro o objetivo real. A avaliação ou exame psicomotor tem por
objetivo maior, colocar em prova ou em jogo, as possibilidades e limitações do
indivíduo.
Existem vários testes que podem ser usados para avaliar os problemas
psicomotores, mas o ideal é que cada profissional crie seu próprio sistema de
avaliação, baseado nos testes validados e existentes, indo ao encontro do
indivíduo avaliável.
O avaliador deve escutar e olhar o corpo e as produções do indivíduo
avaliado, do ponto de vista dinâmico, para investigar não só o que o corpo
produz, mas por que produz e de que forma produz, de acordo com os
processos maturativos (afetivo relacional e cognitivo).
O exame psicomotor objetiva reconhecer de que maneira a criança lida
com seu corpo por meio do jogo, utilizando esse corpo como ferramenta de
relação com os outros num tempo e espaço e num grau que dê prazer ao
avaliado.
Há testes que podem servir de orientação e referência para a avaliação,
desde que sejam trabalhados inteiramente e associados à abordagem
dinâmica.
Soubiran (apud BUENO, 1998) desenvolveu um teste subjetivo que
avalia coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio,
esquema corporal, relaxamento, orientação espacial e temporal.
Os diagnósticos médicos e neurológicos servem de auxílio para
intervenção profissional, porém não devem substituir os que são adquiridos
34
pela observação. Ainda pode ser usado como apoio dos testes de
inteligência que, se necessário, devem ser aplicados pela psicóloga da equipe
multidisciplinar.
Vayer; Picq (apud BUENO, 1998), comenta que toda ação educativa
precisa da observação e esta implica a avaliação, definindo a observação como
“A consideração das ações dos comportamentos da criança e a avaliação
como o julgamento que o observador faz de que ele observa do indivíduo”.
(VAYER; PICQ apud BUENO, 1998, p. 83)
3.1 Teoria de Soubiran
São vários os métodos e teorias que vêm se desenvolvendo no decorrer
dos tempos. Alguns não passaram de métodos específicos para alguma área e
outros tornaram-se referenciais para a evolução da noção de corpo e da
abordagem da psicomotricidade na atualidade.
Para a realização desta pesquisa, foi utilizado como método a adaptação
do exame de G. B. Soubiran, revisão e complementação por Célia Isabel Bento
Maia. Professora da Disciplina Psicomotricidade do departamento de
Psicologia da Faculdade de Ciências da Fundação Educacional de Bauru.
Conforme descrição abaixo:
Gisele B. Soubiran
Nascida na França. Atua mais na área da reeducação psicomotora.
Trabalhou com Ajuriaguerra e Zazzo.
Visão
homem/corpo
-
desenvolve
a
psicomotricidade
chamada
“psicomotricidade fundamental de base”.
Visão teórica: defende que a psicomotricidade e relaxação são
fundamentais e prescindem todas as atividades físicas;
Em sua teoria o tônus tem dois papéis principais: manter a postura e
moderar a emotividade e a impulsividade;
Afirma que um tônus emocional excessivo pode inibir toda a atividade;
Desenvolve estudos com Ajuriaguerra e Zazzo sobre os problemas de
paratonias, sincenesias, lateralização, espaço, tempo e ritmo.
35
Visão metodológica: tem base na relação, que se desenvolve toda pela
imaginação e expressão:
Explora movimentos e percepções dos conceitos básicos por meio do
corpo (longe/perto; entre outros);
Aborda muito a percepção dos movimentos;
Desenvolve um trabalho específico com crianças portadoras de
dificuldades escolares (dislexia, disgrafia, outros);
Defende que para a criança aprender precisa ter todos os pré-requisitos
necessários, ou seja, a prontidão psicomotora, além de um ambiente de aula
apropriado e tranqüilo, onde seja possível a concentração e a memória;
Desenvolve um trabalho que chama Psicomotricidade Fundamental de
Base e a metodologia usada é a aplicação de diferentes exercícios numa
progressão determinada.
Visão prática: na sessão de reeducação psicomotora defende que a
mesma deve ter 45 (quarenta e cinco) minutos no mínimo, dividida em oito
partes, colocando a parte aqui um exemplo dessa divisão:
a) Colocar-se em atitude – estabelecer um clima na sessão de disciplina
e ordem, geralmente com ritmo (marcha, cadencia, outros);
b) Agilidade e coordenação geral – propõe por exemplo dar saltos, os
mais variados possíveis;
c) Respiração – ter consciência de sua respiração (inspirar e expirar)
nas diferentes posições;
d) Relaxamento – reduzir voluntariamente as tensões, trabalhando com
imagens mentais e a procura consciente dos estados de tensão e
relaxamento;
e) Controle motor – exercícios contra sincinesias (tônica, cinética e
facial);
f) Adaptação temporal – exercícios para lateralização e orientação.
Visão de avaliação: desenvolveu um exame psicomotor onde avalia o QI
intelectual / QI verbal / QI performance. É uma avaliação mais subjetiva na
análise de dados. Divide o exame em coordenação, equilíbrio, esquema
corporal, orientação espacial, orientação temporal e linguagem:
36
a) Coordenação:
− Coordenação fina: diadococinesia, pianotagens e exercícios
gráficos;
− Coordenação global: andar, corrida e dismetria;
− Coordenação óculo-manual: controle visual e controle visual com
o objeto.
− Dissociação: abrir e fechar as mãos, abrir e fechar as mãos
alternadamente, dissociação entre direita e esquerda, bater os
pés alternadamente, dissociação entre mãos e pés e andar
parado.
b) Equilíbrio:
− Estático: imobilidade; um pé na frente; um pé só, de olhos abertos
e de olhos fechados;
− Dinâmico: saltar com os dois pés juntos no mesmo lugar; saltar
com um pé só e saltar com dois pés juntos numa direção.
c) Esquema corporal:
− Relaxamento: sentado, deitado, balanceio de ombros;
− Desenho da figura humana;
− Conhecimento das partes do corpo: nomear partes, delimitar
partes;
d) Lateralidade:
− Conhecimento da lateralidade;
− Imitação de atitudes: direta, cruzada;
− Sentido muscular.
e) Orientação espacial:
− Posições no espaço;
− Adaptação ao espaço;
− Relação perto-longe;
− Noção de tamanho;
− Orientação espacial no papel.
f) Orientação temporal:
− Noção de antes e depois;
− Noção de velocidade;
37
− Noção de ritmo: espontâneo, reprodução de estruturas rítmicas e
adaptação ao ritmo;
− Organização num dia.
Sempre considera a criança nos três aspectos: intelectual, psicomotor e
emocional (afetivo e social). No aspecto intelectual avalia o desempenho
cognitivo, ou seja, o que é capaz de pensar, testes específicos e vivências que
envolvam a cognição. No aspecto psicomotor, avalia por meio de testes
exemplificados acima. No aspecto emocional, na questão afetiva, analisa as
relações familiares, a auto-estima, o nível de frustração e a relação com a
vivência familiar. Na questão social analisa o relacionamento com outras
crianças, se tem amigos, com quem interage normalmente.
Tudo é levado em consideração. Quando a avaliação acusa um nível
intelectual rebaixado, o desempenho também o será. Quando acusa um nível
psicomotor rebaixado, o aspecto neurológico e motor podem estar afetados.
Geralmente trabalha o aspecto emocional e o psicomotor associados na
terapia psicomotora, pois defende que se trabalhar o emocional, este vai
influenciar o psicomotor e vice – versa.
Com relação à atividade ser desenvolvida de forma individual ou grupal,
estabelece que para crianças paratônicas, tartamudas, com tiques, inibidas e
que apresentam ansiedade muito grande a proposta deve ser individual ou em
pequenos grupos.
De 6 a 8 anos são exercícios
voltados para as “primeiras
aprendizagens”, considerando os mecanismos de base.
De 9 a 11 anos envolvem automatização, velocidade de atuação e
reflexão.
De 11 a 13 anos as atividades são mais complexas, envolvem domínio,
concentração e rendimento. As valências físicas, velocidade, mobilidade,
resistência e força são essenciais a qualquer movimento.
Para crianças acima de 13 anos a avaliação segue conforme ordens verbais,
com provas diferenciadas.
CAPITULO IV
A PESQUISA
4
INTRODUÇÃO
Para demonstrar o trabalho de Terapia Ocupacional em crianças com
déficits psicomotores foi utilizado atividades relacionadas às brincadeiras
cantadas intervindo, influenciando e favorecendo o processo de reeducação
psicomotora, após aprovação do projeto pelo Comitê de Ética e Pesquisa do
Unisalesiano, foi realizada uma pesquisa de campo no Centro de Reabilitação
Física Dom Bosco - Clínica de Terapia Ocupacional, situada na Rua 9 de julho
n° 1010, Bairro Centro, Lins – SP. A terapeuta ocupacional responsável pela
área de reeducação psicomotora, selecionou 10 crianças que apresentam
dificuldade psicomotora, com idade entre 7 e 9 anos de ambos os sexos e as
encaminhou para uma avaliação específica, utilizando o método, Adaptação do
Exame de G. B. Soubiran , aplicado de forma individual. Após as avaliações,
foram selecionadas seis crianças para iniciar a proposta desta pesquisa, as
quais apresentavam mais déficits a serem tratados. Os pais e ou responsáveis
das crianças selecionadas foram agendados individualmente para anamnese.
Posteriormente foi dado início a intervenção de forma grupal. Os atendimentos
foram realizados duas vezes por semana durante os meses de abril a setembro
de 2009, das 15:00 h às 15:50 h. Foram utilizadas atividades referentes às
brincadeiras cantadas, para estimular os significantes déficits psicomotores
evidenciados nas avaliações.
4.1 Característica do local da pesquisa
39
O Centro de Reabilitação Física Dom Bosco, tem 7 salas para
atendimento individual, 1 cozinha terapêutica, 1 sala de supervisores, 2
banheiros, 1 sala de estudo para os alunos, 1 recepção, 1 sala de coordenação
do curso, 1 sala de visita, 1 sala rítmica e 1 quadra de futebol de salão. Os
atendimentos são realizados de forma individual e/ou grupal, de 2ª a 6ª feiras,
das 8 hs as 12 hs e das 14 hs as 16 hs. Os atendimentos são filantrópicos,
porem atendemos também os convênios do S.U.S - Sistema Único de Saúde e
Assistência Medica e Hospitalar São Lucas S/C Ltda. A população da cidade
de Lins e região são atendidas com hora marcada, pelos discentes do 3º e 4º
ano do curso de terapia ocupacional, com supervisão direta de um terapeuta
ocupacional, experiente e especializado em cada área especificamente.
Atualmente a clinica conta com 3 supervisoras de estagio, 1 auxiliar de
supervisão,1 secretaria e uma faxineira.
4.2 Métodos
Observação
sistemática:
selecionando,
avaliando,
intervindo,
reavaliando, analisando, comparando e descrevendo o trabalho da Terapia
Ocupacional na elaboração das atividades das brincadeiras cantadas.
Estudo de caso: investigando, acompanhando e descrevendo 6 casos
ilustrativos, de crianças com dificuldades psicomotoras.
Foram também ouvidos profissionais que atuam na área tais como:
professores, professores de educação física e terapeutas ocupacionais.
4.3 Técnicas
Anamnese infantil, (Anexo A)
Adaptação do Exame Motor de G. B. Soubiran, (Anexo B)
Termo de consentimento livre e esclarecido, (Anexo C)
Roteiro de estudo de caso, (Apêndice A)
40
Roteiro de entrevista para Professor, (Apêndice B)
Roteiro de entrevista para professor de Educação Física, (Apêndice C)
Roteiro de entrevista para Terapeuta Ocupacional, (Apêndice D)
Termo de consentimento livre e esclarecido, (Apêndice E)
Músicas, (Apêndice F)
Registros serão utilizados materiais ilustrativos, (Apêndice G)
4.4 Casos em estudo: Anamnese dos casos
4.4.1 Caso 1
Sexo feminino, 9 anos. A família é constituída por 3 pessoas: a mãe o
pai e a filha.
Os pais são casados, moram juntos e vivem bem. Os pais trabalham na
empresa Bertin. O ambiente familiar é harmonioso.
SIC da mãe: a gravidez foi desejada, porém não planejada, não houve
complicações durante a gestação. Fez pré-natal e o parto foi cesariana. A
criança nasceu de 9 meses, com 3,600kg e 49 cm de estatura. A criança
chorou ao nascer. Mãe e filha saíram juntas do hospital, foi amamentada até os
3 anos.
O seu DNPM ocorreu de forma normal.
Atualmente o seu sono é tranquilo, e não faz uso de nenhum
medicamento.
Não apresentou doença grave e não ficou internada.
Quanto ao seu comportamento é birrenta, fantasiosa, mentirosa,
medrosa, agitada, nervosa, negativista e isolada.
É independente em suas AVD’s.
Cursa 4 ª serie do Ensino Fundamental no período da manhã, na escola
estadual José Ariano Rodrigues, em Lins, e não faz reforço.
41
Foi encaminhada para tratamento de Terapia Ocupacional pela escola
por não acompanhar as demais crianças, ficar isolada e apresentar dificuldades
para ler e escrever.
4.4.2 Caso 2
Sexo masculino, 8 anos. A família é constituída por 2 pessoas: a mãe e
o filho.
Os pais não são casados, não moram juntos e não convivem bem. O pai
trabalha como pintor e a mãe trabalha é do lar. O ambiente familiar não é
harmonioso.
SIC da mãe: a gravidez foi desejada, porém não planejada, não havendo
complicações durante a gestação. Fez pré-natal e o parto foi cesariana. A
criança nasceu de 9 meses, com 3,600kg e 49 cm de estatura, necessitando
ficar poucas horas na Incubadora. A criança chorou ao nascer. Mãe e filho
saíram juntos do hospital, foi amamentado até os 5 meses.
O seu DNPM ocorreu de forma normal.
Atualmente o seu sono é tranqüilo, porém às vezes fala durante seu
sono, e já fez uso de medicamentos controlados, para atenção, memória e
ansiedade, porém, por recomendação de outro médico os mesmos foram
suspensos.
Não apresentou nenhuma doença grave. Ficou internado durante 1 dia
após uma queda aos 2 anos.
Quanto ao seu comportamento é birrento, fantasioso, medroso, chorão,
nervoso, ansioso e isolado.
É semi-dependente em suas AVD’s, pois necessita de orientação para
tomar banho e trocar-se.
Cursa 3ª serie do Ensino Fundamental no período da manhã, na escola
estadual Professora Décia Lourdes Machado dos Santos, em Lins, e não faz
reforço.
42
Foi encaminhado para tratamento de Terapia Ocupacional pelo médico
neurologista, por apresentar problemas quanto ao seu comportamento e
dificuldade na escola.
4.4.3 Caso 3
Sexo feminino, 8 anos. A família é constituída por 4 pessoas: a mãe o
pai e 2 filhos.
Os pais são casados, moram juntos e vivem bem. O pai trabalha na
empresa Bertin e a mãe trabalha em um escritório de advocacia. O ambiente
familiar é harmonioso.
SIC da mãe: a gravidez foi desejada e planejada, não havendo
complicações durante a gestação. Fez pré-natal e o parto foi cesariana. A
criança nasceu de 9 meses, com 3,150kg e 48 cm de estatura, necessitando
ficar 1 dia na incubadora. A criança demorou a chorar ao nascer, engoliu
liquido amniótico, porém evacuou. Mãe e filha saíram juntas do hospital, foi
amamentada até os 4 meses.
O seu DNPM ocorreu de forma normal.
Atualmente o seu sono é tranqüilo, e não faz uso de nenhum
medicamento.
Já apresentou doença grave como: bronquite e pneumonia antes de
completar 1 ano. Ficou internada durante 4 dias e apresentou convulsão com 8
meses de idade.
Quanto ao seu comportamento é birrenta, fantasiosa, mentirosa,
medrosa, exibida, chorona, nervosa, ansiosa e negativista.
É independente em suas AVD’s.
Cursa 2ª serie do Ensino Fundamental no período da manhã, na escola
particular IAL, em Lins, e não faz reforço.
Foi encaminhada para tratamento de Terapia Ocupacional através da
escola, por apresentar problemas quanto à falta de atenção, memória e déficits
na coordenação.
43
4.4.4 Caso 4
Sexo masculino, 7 anos. A família é constituída por 3 pessoas: a mãe o
pai e o filho.
Os pais são casados, moram juntos e vivem bem. O pai trabalha como
representante comercial e a mãe trabalha em uma padaria como balconista. O
ambiente familiar é harmonioso.
SIC da mãe: a gravidez foi desejada e planejada, havendo complicações
durante a gestação, pois a gestação era gemelar e um foi abortado
espontaneamente. Fez pré-natal e o parto foi cesariana. A criança nasceu de 9
meses, com 2,700kg e 47 cm de estatura, não ficou na incubadora. A criança
chorou ao nascer. Mãe e filho saíram juntos do hospital, foi amamentado até os
3 meses.
O seu DNPM ocorreu de forma normal.
Atualmente o seu sono é agitado, e não faz uso de nenhum
medicamento.
Não apresentou doença grave. Nunca ficou internado.
Quanto ao seu comportamento é birrento, fantasioso, agitado, chorão,
ansioso e negativista.
É independente em suas AVD’s.
Cursa 2ª serie do Ensino Fundamental no período da manhã, na escola
particular IAL, em Lins, e não faz reforço.
Foi encaminhado para tratamento de Terapia Ocupacional através da
coordenadora e professora da escola, por apresentar problemas quanto a falta
de atenção e déficits na coordenação.
4.4.5 Caso 5
Sexo feminino, 9 anos. A família é constituída por 4 pessoas: a mãe e os
3 filhos.
44
A mãe é viúva e trabalha na empresa Bracol-BR. O ambiente familiar
não é harmonioso.
SIC da mãe: a gravidez não foi desejada e nem planejada, havendo
complicações durante a gestação, como ameaça de aborto. Não fez pré-natal e
o parto foi normal. A criança nasceu de 9 meses, com 4,290kg e 52 cm de
estatura, necessitando ficar na incubadora durante 7 dias pois a criança estava
com problemas respiratórios e sua clavícula foi quebrada durante o
nascimento. A criança não chorou ao nascer. Mãe e filha não saíram juntas do
hospital, foi amamentado até os 2 anos.
Quanto ao seu DNPM a mãe não soube relatar com exatidão quando e
se apresentou controle de cabeça e rolou. Porém relatou que a criança não
engatinhou. Andou com 11 meses e falou com 1 ano.
Atualmente o seu sono é agitado mexendo-se muito enquanto dorme.
Faz uso de medicamentos para tratamento nos rins, como também de Ritalina,
para atenção e concentração há um ano.
Apresentou doença grave como pneumonia, porém nunca ficou
internada.
Quanto ao seu comportamento é fantasiosa, mentirosa, medrosa,
agitada, chorona e ansiosa.
É independente em suas AVD’s.
Cursa 4 ª serie do Ensino Fundamental no período da manhã, na escola
estadual Prof. Jorge Americano em Lins, e não faz reforço.
.
Foi encaminhada para tratamento de Terapia Ocupacional pelo
neurologista, porém a mãe já havia pensado em trazer, pois seu irmão mais
velho há anos atrás, também já havia feito tratamento de Terapia Ocupacional,
devido apresentar os mesmo problemas.
4.4.6 Caso 6
Sexo masculino, 9 anos. A família é constituída por 4 pessoas: a mãe o
pai e 2 filhos.
45
Os pais são casados, moram juntos e vivem bem. O pai trabalha na
empresa Eletro Montanha e a mãe trabalha na escola IAL. O ambiente familiar
é harmonioso.
SIC da mãe: a gravidez foi desejada e planejada, não havendo
complicações durante a gestação. Fez pré-natal e o parto foi cesariana. A
criança nasceu 20 dias antes do tempo, com 2,810kg e 48 cm de estatura,
necessitando ficar na incubadora. A criança chorou ao nascer. Mãe e filho
saíram juntos do hospital, foi amamentado até os 11 meses.
O seu DNPM ocorreu de forma normal.
Atualmente o seu sono é agitado, debate-se várias vezes e fala ao
dormir, não faz uso de nenhum medicamento.
Já apresentou doença grave como: bronquite asmática.
Quanto ao seu comportamento é muito medroso.
É independente em suas AVD’s.
Cursa 4ª serie do Ensino Fundamental no período da manhã, na escola
particular IAL, em Lins, e não faz reforço.
Foi encaminhado para tratamento de Terapia Ocupacional através da
escola, por apresentar problemas quanto a falta de atenção, memória e déficits
na coordenação.
4.5
Avaliações
No período de 01/04 á 13/04 foram avaliados 10 sujeitos, de forma
individual, por aproximadamente 90 minutos, utilizando o método: Adaptação
do Exame Motor de G. B. Soubiran, onde 6 sujeitos foram selecionados para
estudo, por apresentarem mais déficits, dado este significante para a pesquisa.
CONCEITOS FUNCIONAIS CASO 01 CASO 02 CASO 03 CASO 04 CASO 05 CASO 06
I - COORD. MOTORA FINA
1- DIADOCOCINESIA
Regular
Péssimo
Mau
Mau
Regular
Regular
46
Continua
CONCEITOS FUNCIONAIS CASO 01 CASO 02 CASO 03 CASO 04 CASO 05 CASO 06
2 - PIANOTAGENS
Regular
Péssimo
Mau
Mau
Mau
Péssimo
3 - EXERCÍCIOS
GRÁFICOS
Regular
Regular
Regular
Regular
Regular
Regular
1 - ANDAR
Regular
Ótimo
Bom
Bom
Bom
Bom
2 - CORRER
Regular
Bom
Bom
Bom
Bom
Bom
3 - DISMETRIA
Regular
Mau
Mau
Mau
Regular
Mau
Regular
Regular
Regular
Regular
Regular
II - COOR. MOTORA GLOBAL
4 - DISSOCIAÇÃO
Regular
III – COOR. ÓCULO-MANUAL
1 - CONTROLE VISUAL
Regular
Péssimo
Regular
Péssimo
Péssimo
Bom
2 - CONTROLE VISUAL
COM OBJETO
Regular
Péssimo
Ótimo
Mau
Regular
Bom
1 - ESTÁTICO
Bom
Mau
Regular
Regular
Bom
Mau
2 - DINÂMICO
Ótimo
Mau
Regular
Bom
Ótimo
Bom
Regular
Regular
Bom
Regular
Regular
Regular
2 - DESENHO DA FIGURA
HUMANA
Mau
Regular
Regular
Mau
Regular
Regular
3 - NOMEAR PARTES
Bom
Bom
Bom
Bom
Bom
Bom
Ótimo
Ótimo
Bom
Bom
Bom
Bom
Bom
Ótimo
Ótimo
Mau
Bom
Bom
Regular
Ótimo
Bom
Mau
Bom
Regular
IV – EQUILIBRIO
V - ESQUEMA CORPORAL
1 - RELAXAMENTO
4 - DELINEAR PARTES
VI – LATERALIDADE
1 - CONHECIMENTO
LATERALIDADE
1.1 – PERGUNTAR
(À CRIANÇA)
1.2 - ORDENAR
(À CRIANÇA)
47
Continua
CONCEITOS FUNCIONAIS CASO 01 CASO 02 CASO 03 CASO 04 CASO 05 CASO 06
1.3 - PERGUNTAR
(À CRIANÇA NO T.O)
Regular
Ótimo
Péssimo
Mau
Bom
Regular
2.1 - DIREITA SIMPLES
Bom
Bom
Regular
Regular
Regular
Regular
2.2 - CRUZADA
Bom
Bom
Mau
Regular
Regular
Regular
3 - SENTIDO MUSCULAR
Bom
Mau
Regular
Regular
Regular
Regular
1 - POSIÇÃO NO ESPAÇO
Regular
Regular
Bom
Bom
Bom
Bom
2 - ADAPTAÇÃO AO
ESPAÇO
Regular
Péssimo
Ótimo
Regular
Bom
Regular
3 - RELAÇÃO
PERTO -LONGE
Bom
Bom
Bom
Bom
Ótimo
Bom
4 - NOÇÃO DE TAMANHO
Bom
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
5 - ORIENTAÇÃO
ESPACIAL NO PAPEL
Mau
Bom
Regular
Regular
Mau
Regular
2.I -IMITAÇAO DE
ATITUDES
VII – ORIENTAÇÃO ESPACIAL
VIII - ORIENTAÇÃO TEMPORAL
1 - NOÇÃO DE ANTES
E DEPOIS
Bom
Regular
Bom
Regular
Bom
Regular
2 - ORGANIZAÇÃO DIÁRIA
Bom
Regular
Bom
Bom
Ótimo
Bom
Ótimo
Bom
Bom
Regular
Bom
Regular
4 - REPRODUÇÃO DE
ESTRUTURAS RÍTMICAS
Regular
Regular
Regular
Regular
Regular
Regular
5 - ADAPTAÇÃO AO
RÍTMO
Regular
Regular
Bom
Bom
Bom
Regular
Ótimo
Ótimo
Bom
Péssimo
Bom
Regular
Bom
Ótimo
Regular
Regular
Bom
Regular
3 - NOÇAÕ DE RITMO
3.1 - RITMO
ESPONTÂNEO
6 - DIAS DA SEMANA
7 - MESES DO ANO
48
Continua
CONCEITOS FUNCIONAIS CASO 01 CASO 02 CASO 03 CASO 04 CASO 05 CASO 06
8 - ESTAÇÕES DO ANO
IX - NOÇÃO DE COR
X - NOÇÃO DE FORMA
XI - NOÇÃO DE
IGUALDADADE
Bom
Bom
Péssimo
Péssimo
Bom
Péssimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Regular
Ótimo
Regular
Ótimo
Regular
Ótimo
Ótimo
Bom
Ótimo
Ótimo
Bom
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Bom
Bom
Ótimo
Ótimo
Bom
Bom
Bom
Bom
XII – NOÇÃO NUMERICA
VERBAL/ESCRITA
XIII - NOÇÃO ALFABETO
VERBAL/ESCRITA
Fonte: Elaborada pela autora, 2009.
Quadro 1: Quadro dos resultados da Adaptação do Exame Motor de G. B.
Soubiran - pré intervenção.
4.6
Atividades de brincadeiras cantadas
Foram selecionadas atividades de brincadeiras cantadas para serem
utilizadas no decorrer do atendimentos:
Data
14/04/2009
Brincadeiras
Cantadas
TIA MONICA
N/P
Objetivo/ Habilidade
Conceito
05
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação temporal.
BOM
49
Continua
Data
Brincadeiras
Cantadas
N/P
06
16/04/2009
Conceito
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação temporal.
TIA MÔNICA
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação temporal.
MINHA VÓ
21/04/2009
BOM
FERIADO
ESCRAVOS
DE JÓ
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, esquema corporal,
orientação espacial e temporal.
MINHA VÓ
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação temporal.
DANÇA DO
CHEP-CHEP
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destrezacoordenação motora global,
equilíbrio dinâmico, esquema corporal,
orientação espacial.
23/04/2009
06
28/04/2009
Objetivo/ Habilidade
06
BOM
BOM
50
Continua
Data
28/04/2009
Brincadeiras
Cantadas
MINHOQUIN
HA
N/P
Objetivo/ Habilidade
Conceito
06
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, esquema corporal,
orientação temporal.
BOM
DONA
ARANHA
05
30/04/2009
BOM
ESCRAVOS
DE JÓ
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza, coordenação motora fina,
coordenação motora global, esquema
corporal,
orientação
espacial,
orientação temporal.
OS DEDOS
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, esquema corporal,
orientação temporal e orientação
espacial.
ÓTIMO
BONECO DE
LATA
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destrezacoordenação motora global,
esquema corporal, orientação temporal
e orientação espacial.
ÓTIMO
BONECO DE
LATA
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora global, esquema
corporal,
orientação
temporal
e
orientação espacial.
BOM
06
05/05/2009
07/05/2009
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação temporal.
06
51
Continua
Data
07/05/2009
Brincadeiras
Cantadas
ESCRAVO
DE JÓ
N/P
Objetivo/ Habilidade
Conceito
06
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação temporal
e orientação espacial.
BOM
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação
motora
global,
coordenação motora fina, equilíbrio
dinâmico, esquema corporal, orientação
temporal.
BOM
MINHOQUIN
HA
05
12/05/2009
RELAXAMEN
TO
14/05/2009
RELAXAMEN
TO
05
19/05/2009
ROCK POCK
21/05/2009
26/05/2009
28/05/2009
DONA
ARANHA
INDIOZINHO
05
06
Tonicidade, respiração, consciência
corporal, tensão muscular percepção recepção auditiva e corporal esquema
corporal.
Tonicidade, respiração, consciência
corporal, tensão muscular percepção recepção auditiva e corporal esquema
corporal.
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora global, equilíbrio
dinâmico, esquema corporal, orientação
espacial,
lateralidade,
orientação
temporal.
ATIVIDADE SUSPENSA
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio estático,
esquema corporal, orientação temporal
e orientação espacial.
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação temporal.
BOM
MAU
ÓTIMO
ÓTIMO
ÓTIMO
52
Continua
Data
28/05/2009
02/06/2009
04/06/2009
09/06/2009
Brincadeiras
Cantadas
DANÇA DO
CHEP-CHEP
BORBOLETI
NHA
FESTA DOS
INSETOS
O PATO
N/P
Objetivo/ Habilidade
Conceito
06
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação temporal.
ÓTIMO
06
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destrezacoordenação motora global,
equilíbrio dinâmico, esquema corporal,
orientação temporal e orientação
espacial.
REGULAR
06
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação temporal
e orientação espacial.
BOM
05
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora global, equilíbrio
dinâmico, esquema corporal, orientação
temporal e orientação espacial.
ÓTIMO
11/06/2009
16/06/2009
18/06/2009
FERIADO
ADOLETA
AGORA EU
VOU ANDAR
ABAIXADINH
O
06
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora global, equilíbrio
dinâmico, esquema corporal, orientação
temporal e orientação espacial.
BOM
05
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração, destreza, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação espacial,
orientação temporal.
REGULAR
53
Continua
Data
Brincadeiras
Cantadas
N/P
Objetivo/ Habilidade
Conceito
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração, destreza, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação espacial,
orientação temporal.
OTIMO
ADOLETA
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração, agilidade, destreza, ,
coordenação motora global, equilíbrio
dinâmico, esquema corporal, orientação
temporal e orientação espacial.
ÓTIMO
A CANOA
05
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração, coordenação motora
global, equilíbrio estático, equilíbrio
dinâmico, esquema corporal, orientação
temporal.
BOM
06
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação temporal
e orientação espacial.
ÓTIMO
06
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação temporal
e orientação espacial.
ÓTIMO
AGORA EU
VOU ANDAR
ABAIXADINH
O
06
23/06/2009
25/06/2009
30/06/2009
02/07/2009
FESTA DOS
INSETOS
O PATO
07/07/2009
RECESSO
09/07/2009
RECESSO
54
Continua
Data
14/07/2009
16/07/2009
Brincadeiras
Cantadas
SE VOCÊ
ESTA FELIZ
AQUARELA
23/07/2009
PULA
CORDA
28/07/2009
RELAXAMEN
TO
30/07/2009
04/08/2009
PULA
CORDA
MEU LIMÃO
MEU
LIMOEIRO
N/P
Objetivo/ Habilidade
Conceito
05
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora global, equilíbrio
dinâmico, esquema corporal, orientação
temporal.
ÓTIMO
05
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação temporal.
ÓTIMO
05
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora global, equilíbrio
dinâmico, esquema corporal, orientação
espacial,
orientação
temporal
e
orientação espacial.
BOM
05
Tonicidade, respiração, consciência
corporal, tensão muscular percepção recepção auditiva e corporal esquema
corporal.
BOM
06
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora global, equilíbrio
dinâmico, esquema corporal, orientação
espacial,
orientação
temporal
e
orientação espacial.
ÓTIMO
06
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação temporal
e orientação espacial.
BOM
55
Continua
Data
06/08/2009
Brincadeiras
Cantadas
MELÔ DO
ALFABETO
N/P
Objetivo/ Habilidade
Conceito
05
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global esquema corporal, noção
de alfabeto, orientação temporal e
orientação espacial.
ÓTIMO
13/08/2009
18/08/2009
ATIVIDADE SUSPENSA
MELÔ DO
ALFABETO
05
20/08/2009
AQUARELA
05
25/08/2009
A DONA
ARANHA
05
27/08/2009
01/09/2009
A BARATA
DIZ QUE
TEM
PIRULITO
QUE
BATE-BATE
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio estático,
esquema corporal, noção de alfabeto,
orientação temporal.
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação temporal.
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio estático,
esquema corporal, orientação temporal
e orientação espacial.
BOM
ÓTIMO
ÓTIMO
05
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza
coordenação motora global, equilíbrio
dinâmico, esquema corporal, orientação
temporal e orientação espacial.
ÓTIMO
05
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora global, equilíbrio
dinâmico, esquema corporal, orientação
temporal e orientação espacial.
BOM
56
Continua
Data
03/09/2009
08/09/2009
10/09/2009
15/09/2009
17/09/2009
22/09/2009
Brincadeiras
Cantadas
NO
CAMINHO
MEU
PINTINHO
AMARELINH
O
O GRILO
NO
CAMINHO
PIRULITO
QUE BATEBATE
MEU
PINTINHO
AMARELINH
O
N/P
Objetivo/ Habilidade
Conceito
04
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora global, equilíbrio
dinâmico, esquema corporal, orientação
temporal e orientação espacial.
BOM
05
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação espacial,
orientação temporal.
ÓTIMO
05
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora global, equilíbrio
estático, equilíbrio dinâmico esquema
corporal,
orientação
espacial,
orientação temporal.
ÓTIMO
05
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora global, equilíbrio
dinâmico, esquema corporal, orientação
temporal e orientação espacial.
ÓTIMO
05
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora global, equilíbrio
dinâmico, esquema corporal, orientação
temporal e orientação espacial.
ÓTIMO
04
Tonicidade,
percepção
visual,
percepção auditiva, recepção visual,
recepção auditiva, memória sequencial
auditiva
e
visual,
atenção,
concentração,
agilidade,
destreza,
coordenação motora fina, coordenação
motora global, equilíbrio dinâmico,
esquema corporal, orientação espacial,
orientação temporal.
ÓTIMO
Fonte: Elaborada pela autora, 2009.
Quadro 2: Quadro dos atendimentos.
57
4.7
Reavaliações
No período de 25/09 á 28/09 foram reavaliados os 6 sujeitos, de forma
individual, por aproximadamente 90 minutos,utilizando o método: Adaptação do
Exame Motor de G. B. Soubiran, para analise e comparação dos dados, foi
descrito os resultados.
CONCEITOS
FUNCIONAIS
CASO 01 CASO 02 CASO 03 CASO 04 CASO 05 CASO 06
I - COORD. MOTORA FINA
1 - DIADOCOCINESIA
Bom
Regular
Bom
Regular
Regular
Regular
Regular
Regular
Regular
Regular
Regular
Regular
Bom
Bom
Bom
Bom
Bom
Bom
Bom
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Bom
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Bom
3 - DISMETRIA
Bom
Regular
Regular
Regular
Bom
Regular
4 - DISSOCIAÇÃO
Bom
Regular
Bom
Bom
Bom
Bom
1 - CONTROLE VISUAL
Regular
Regular
Bom
Regular
Regular
Bom
2 - CONTROLE VISUAL
COM OBJETO
Ótimo
Bom
Ótimo
Ótimo
Bom
Ótimo
1 - ESTÁTICO
Ótimo
Mau
Bom
Bom
Ótimo
Regular
2 - DINÂMICO
Ótimo
Bom
Bom
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Bom
Bom
Ótimo
Ótimo
Bom
Ótimo
2 - PIANOTAGENS
3 - EXERCÍCIOS
GRÁFICOS
II - COOR. MOTORA GLOBAL
1 - ANDAR
2 - CORRER
III – COOR. ÓCULO-MANUAL
IV – EQUILIBRIO
V - ESQUEMA CORPORAL
1 - RELAXAMENTO
58
Continua
CONCEITOS
FUNCIONAIS
CASO 01 CASO 02 CASO 03 CASO 04 CASO 05 CASO 06
3 - NOMEAR PARTES
Ótimo
Ótimo
Bom
Bom
Bom
Ótimo
4 - DELINEAR PARTES
Ótimo
Ótimo
Bom
Bom
Bom
Ótimo
Bom
Ótimo
Ótimo
Regular
Bom
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Bom
Bom
Bom
Regular
Ótimo
Regular
Mau
Bom
Regular
2.1 DIREITA SIMPLES
Bom
Bom
Bom
Bom
Ótimo
Bom
2.2 CRUZADA
Bom
Bom
Bom
Bom
Ótimo
Bom
3 - SENTIDO MUSCULAR
Bom
Regular
Bom
Bom
Bom
Bom
Bom
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
2 - ADAPTAÇÃO AO
ESPAÇO
Ótimo
Bom
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Bom
3 - RELAÇÃO
PERTO -LONGE
Ótimo
Bom
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
4 - NOÇÃO DE TAMANHO
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Regular
Bom
Regular
Regular
Regular
Regular
Bom
Ótimo
Bom
Ótimo
Ótimo
Bom
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Bom
VI – LATERALIDADE
1. CONHECIMENTO
LATERALIDADE
1.1 – PERGUNTAR
( À CRIANÇA )
1.2 - ORDENAR
( À CRIANÇA )
1.3 - PERGUNTAR
(À CRIANÇA NO T.O.)
2. IMITAÇAO DE
ATITUDES
VII – ORIENTAÇÃO ESPACIAL
1 - POSIÇÃO NO ESPAÇO
5 - ORIENTAÇÃO
ESPACIAL NO PAPEL
VIII - ORIENTAÇÃO TEMPORAL
1 - NOÇÃO DE ANTES
E DEPOIS
2 - ORGANIZAÇÃO
DIÁRIA
3. NOÇAÕ DE RITMO
3.1 - RITMO
ESPONTÂNEO
59
Continua
CONCEITOS
FUNCIONAIS
4.- REPRODUÇÃO DE
ESTRUTURAS RÍTMICAS
CASO 01 CASO 02 CASO 03 CASO 04 CASO 05 CASO 06
Bom
Bom
Bom
Bom
Bom
Bom
6 - DIAS DA SEMANA
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Bom
Ótimo
Ótimo
7 - MESES DO ANO
Ótimo
Ótimo
Bom
Bom
Ótimo
Ótimo
8 - ESTAÇÕES DO ANO
Ótimo
Ótimo
Bom
Mau
Ótimo
Regular
IX - NOÇÃO DE COR
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
X - NOÇÃO DE FORMA
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Bom
Ótimo
XI - NOÇÃO DE
IGUALDADADE
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Ótimo
Bom
Bom
Ótimo
Ótimo
XII – NOÇÃO NUMERICA
VERBAL/ESCRITA
XIII - NOÇÃO ALFABETO
VERBAL/ESCRITA
Fonte: Elaborado pela autora, 2009.
Quadro 3: Quadro dos resultados da Adaptação do Exame Motor de G. B.
Soubiran - pós-intervenção.
4.8 Resultados
4.8.1 Caso 1
O sujeito do caso 1 apresentou na avaliação déficits em 19 itens dos 39
testados, porém após a intervenção apresentou na reavaliação déficits em
apenas 4 itens dos 39 testados. Os itens que mais se destacaram foram:
coordenação motora fina, coordenação motora global e orientação espacial.
Após comparação e análise dos resultados, o mesmo apresentou 38,46% de
melhora, referentes a 15 itens com superação.
60
4.8.2 Caso 2
O sujeito do caso 2 apresentou na avaliação déficits em 18 itens dos 39
testados, porém após a intervenção apresentou na reavaliação déficits em
apenas 8 itens dos 39 testados. Os itens que mais se destacaram foram:
orientação espacial e temporal. Após comparação e análise dos resultados, o
mesmo apresentou 25,64% de melhora, referentes a 10 itens com superação.
4.8.3 Caso 3
O sujeito do caso 3 apresentou na avaliação déficits em 18 itens dos 39
testados, porém após a intervenção apresentou na reavaliação déficits em
apenas 5 itens dos 39 testados. Os itens que mais se destacaram foram: os da
coordenação motora fina, equilíbrio dinâmico e estático, lateralidade e
orientação temporal. Após comparação e análise dos resultados, o mesmo
apresentou 33,33% de melhora, referentes a 13 itens com superação.
4.8.4 Caso 4
O sujeito do caso 4 apresentou na avaliação déficits em 24 itens dos 39
testados, porém após a intervenção apresentou na reavaliação déficits em
apenas 9 itens dos 39 testados. Os itens que mais se destacaram foram: os da
lateralidade e orientação temporal. Após comparação e análise dos resultados,
o mesmo apresentou 38,46%% de melhora, referentes a 15 itens com
superação.
2.1.1 Caso 5
61
O sujeito do caso 5 apresentou na avaliação déficits em 15 itens dos 39
testados, porém após a intervenção apresentou na reavaliação déficits em
apenas 5 itens dos 39 testados. Os itens que mais se destacaram foram: os da
lateralidade e coordenação motora global. Após comparação e análise dos
resultados, o mesmo apresentou 25,64%% de melhora, referentes a 10 itens
com superação.
4.5.6 Caso 6
O sujeito do caso 6 apresentou na avaliação déficits em 22 itens dos 39
testados, porém após a intervenção apresentou na reavaliação déficits em
apenas 7 itens dos 39 testados. Os itens que mais se destacaram foram:
coordenação
motora
global,
esquema
corporal
e
lateralidade.
Após
comparação e análise dos resultados, o mesmo apresentou 38,47%% de
melhora, referentes a 15 itens com superação.
4.9 A palavra dos profissionais
Foram ouvidos os seguintes profissionais: Professores A e B,
Professores de Educação Física A e B e Terapeutas Ocupacionais A e B.
4.9.1 A Palavra do Professor A
É de sexo feminino, 54 anos, residente na cidade de Lins, formada no
ano 1988, atua na especialidade PEBI-I (professora de 1ª a 4ª série do ensino
fundamental) e esta nessa área há 22 anos.
Eis o relato:
62
Não
conheço
o
trabalho
de
reeducação
psicomotora, pois, os alunos com que trabalhei
durante
o
período
necessidades
em
letivo,
alguns
mesmo
casos
havendo
não
foram
encaminhados para o tratamento. Sei que terapia
ocupacional trabalha muito com o lúdico. Nas
séries que trabalhei os alunos pareceram não
apresentar necessidades. Para fixar algum tema,
prender a atenção e interesse no que esta sendo
estudado utilizo algumas técnicas, dentre as quais
as brincadeiras cantadas. (PROFESSORA, 54
anos)
4.9.2 A Palavra do Professor B
É de sexo feminino, 46 anos, reside na cidade de Lins, formada no ano
de 1981, pós graduada em Educação Infantil. Atua nessa área a 28 anos.
Eis o relato:
Conheço o trabalho de reeducação psicomotora.
Ela visa eliminar no indivíduo hábitos, cuja
aquisição
causou
perturbação
que
se
faz
necessária a reeducação. A terapia ocupacional
trabalha com déficits físicos, mentais ou sociais
através de atividades que visam ajudar as
pessoas. Através de estudos vemos a importância
do processo de reeducação psicomotora como,
por exemplo, a técnica de brincadeiras cantadas,
um trabalho muito abrangente que traz alegria e
aprendizado as crianças, porém na prática, como
se faz, desconheço. (PROFESSORA, 46 anos)
4.9.3 A Palavra do Professor de Educação Física A
63
É de sexo feminino, 26 anos, reside na cidade de Lins, formada em 2004
em Fisiologia do Exercício, Atividades em academia, com experiência
profissional em recreação, treinamento e reabilitação. Atua nessa área a 8
anos.
Eis o relato:
Conheço o trabalho de reeducação psicomotora
desenvolvida na clínica de terapia ocupacional do
Unisalesiano. No trabalho de terapia ocupacional,
como outro tipo de tratamento e educação, a criança
que têm dificuldade psicomotora é orientada, para
seu desempenho como um plano futuro em sua vida.
É claro que encontramos algumas dificuldades como
profissionais
recreacionais
favorecimento
para
ou
do
desenvolver
modalidades
atividades
esportivas
desenvolvimento
motor
para
em
crianças que apresentam esses problemas. Já
trabalhei em hotéis e escolas com recreações.
Acredito
que
importância.
esse tratamento seja de
(PROFESSORA
DE
suma
EDUCAÇÃO
FÍSICA, 26 anos)
4.9.4 A Palavra do Professor de Educação Física B
É de sexo masculino, 24 anos, reside em Ourinhos-Sp, não possui
especialização. Tem experiência como instrutor de musculação.
Eis o relato:
Apesar de este assunto estar relacionado à minha
área de trabalho, o tema “reeducação psicomotora”
eu desconheço, não me recordo de ter contato com
esse assunto em específico. Também não conheço
o trabalho de terapia ocupacional em processo de
64
reeducação psicomotora. Mesmo desconhecendo
tais
atividades
acredito
que
as
dificuldades
encontradas pelos profissionais desta área seja
adequar as terapias a essas diferenças, entre as
crianças com dificuldades psicomotoras e as
outras, sem prejudicar o desempenho motor das
crianças em geral. Sempre em minhas aulas
procuro trabalhar com as técnicas de brincadeiras
cantadas. A música é uma excelente estratégia no
ensino e aprendizagem para o desenvolvimento
psicomotor
da
criança.
(PROFESSOR
DE
EDUCAÇÃO FÍSICA, 24 anos)
4.9.5 A Palavra do Terapeuta Ocupacional A
É do sexo feminino, [s.i], reside na cidade de Lins, formada no ano de
1987, especialista em Geriatria, Educação Especial e Desenvolvimento Infantil,
atua nessa especialidade há 20 anos, tendo experiência profissional na APAE
de Lins, professora da Faculdade da 3ª Idade UNIMEP, UNISALESIANO –
curso de terapia ocupacional, atende também a domicilio.
Eis o relato:
Conheço o trabalho de reeducação psicomotora e
já ouvi alguma coisa sobre as técnicas de
brincadeiras cantadas na área da educação.
Acredito que as técnicas de brincadeiras cantadas
podem ser um recurso coadjuvante no tratamento e
podem
auxiliar
crianças
em
processo
de
reeducação psicomotora. O terapeuta ocupacional
por sua formação esta apto a trabalhar com os
princípios na reeducação psicomotora, contribuindo
significativamente
nesse
processo
os
quais
65
conheço os conceitos de psicomotricidade para
avaliar, porém não utiliza a técnica para tratar
crianças
com
problemas
psicomotores.
(TERAPEUTA OCUPACIONAL, [s.i])
4.9.6 A Palavra do Terapeuta Ocupacional B
É sexo feminino, 41 anos, reside na cidade de Lins, formada em 1991
em Terapia ocupacional atua nesse especialidade a 18 anos sem experiências
anteriores.
Eis o relato:
Conheço o trabalho de reeducação psicomotora. É
um trabalho muito importante com crianças que
apresentam dificuldades escolares. No meu ponto
de vista as escolas deveriam contratar terapeutas
ocupacionais para a realização deste trabalho,
auxiliando no processo de aprendizagem. Não
conheço a técnica de brincadeiras cantadas, porém
acredito ser muito interessante, pois o tratamento se
dá através de brincadeiras, o que contribui para que
a criança goste e participe das atividades proposta
pelo terapeuta ocupacional de acordo com os
déficits de cada paciente. As brincadeiras cantadas
podem, com certeza, auxiliar crianças em processo
de reeducação psicomotora, pois as mesmas
aprendem
através
do
brincar.
O
terapeuta
ocupacional pode intervir através de atividades
cinestésica-corporal e relaxamento. Conheço os
métodos TDE (Teste de Desempenho Escolar),
Adaptação do Exame Motor de G. B. Soubiran, ITPA
(Teste Illinois de Habilidades Psicolinguísticas). Para
tratamento conheço as técnicas de psicomotricidade
66
aquática, relaxamento, brincadeiras, dentre outras.
(TERAPEUTA OCUPACIONAL, 41anos)
4.10 Discussão
Na infância a psicomotricidade é de vital importância para o
desenvolvimento da criança. Essa ciência leva a criança a um desenvolvimento
global e multidisciplinar. O corpo é nosso universo particular. Nele nos
movemos, sentimos, agimos, percebemos e descobrimos novos universos. É
esse corpo que experimentamos, onde emitimos e recebemos ações, emoções
e razões, através do nosso ser, conforme enfatiza Barreto (2000).
Aprender, movimentar, sentir esse universo e partilhar com outros, será
determinante na estruturação desse sujeito que se forma. A tomada de
consciência, a unificação do corpo, como também sua integração é que
estabelece e integra o nosso esquema corporal.
Para Grunspun (2003), o esquema corporal, a tonicidade e o equilíbrio,
são essenciais para uma adequada unificação e integração do corpo com o
meio e com o outro.
A reeducação psicomotora é uma técnica, que através de exercícios e
jogos adequados a cada faixa etária leva a criança ao desenvolvimento motor
adequado. Estimulando, de tal forma, toda uma atitude relacionada ao corpo,
respeitando as diferenças individuais e levando a autonomia do indivíduo como
lugar de percepção, expressão e criação em todo seu potencial, conforme cita
Rocha (2009).
Para Masson (1985); Aucouturier, Darrault e Empinet apud Alves (
2004), através da ação, a criança sai descobrindo suas preferências e
adquirindo a consciência corporal, para isso é necessário que ele vivencie
diversas situações durante o seu desenvolvimento, nunca esquecendo que a
afetividade é a base de todo o processo de desenvolvimento e principalmente
do ensino-aprendizagem, que por sua vez é favorecido, se a criança adquire
um bom desenvolvimento de todo seu corpo.
67
Brincado, a criança explora, conhece e experimenta seu corpo. A
brincadeira envolve a criança, a ponto dela nem perceber que enquanto brinca
é reeducada e tratada. Desta maneira, tudo ocorre de uma maneira muito
natural, prazerosa, estimulante e agradável. Ela relaciona-se, se expressa,
brinca, interage e se desenvolve, conforme descreve Santos (2006) ; Cordazzo
( 2003); Friedmann ( 1996) e Dohme ( 2002).
Na pesquisa, evidenciou-se que o prazer e o estímulo dos sujeitos no
decorrer do tratamento foram muito significantes, e que a música, associada à
brincadeira cantada, foi de extrema importância, para despertar o interesse,
que consequentemente resultou numa assiduidade ao tratamento, colaborando
para os resultados satisfatórios obtidos principalmente dos casos 1, 4 e 6.
A brincadeira cantada tem como objetivo trabalhar e estimular a
coordenação motora global, fina e óculo manual, lateralidade, equilíbrio
dinâmico e estático, esquema corporal, orientação temporal e espacial, fatores
esses primordiais para a reeducação psicomotora, enfatizados direta e
indiretamente por Verderi (1999); Bassedas (1999); Cordi ( 2009) e Rcnei
(1998).
A técnica escolhida para intervenção foi adequada, conforme Paiva
(2006); Pimentel (2003) pois a interação, dedicação e envolvimento dos
sujeitos, como também sua participação efetiva, colocando o corpo em
movimento,
expressando,
dramatizando,
sociabilizando
e
educando,
promoveram a reeducação psicomotora, objetivo este proposto e concretizado
nesta pesquisa.
4.11 Conclusão sobre a pesquisa
A pesquisa mostrou a intervenção da terapia ocupacional utilizando as
brincadeiras cantadas, para resgatar déficits psicomotores em crianças de 7 a
9 anos de ambos os sexos, que frequentam o Centro de Reabilitação Física
Dom Bosco- Clinica de Terapia Ocupacional, através da utilização de método
para avaliação e reavaliação, atividade e materiais específicos.
68
Após intervenção, análise e comparação dos resultados obtidos,
observa-se que o objetivo foi alcançada através dos satisfatórios resultados
obtidos individualmente por cada sujeito.
Ressalta-se que o caso 1 foi o que teve mais assiduidade no tratamento,
refletindo assim no seu alto desempenho de superação, porem já o caso 2 e 5,
foram os menos assíduos, mais faltosos, consequentemente apresentaram um
menor numero de itens superados, comprometendo assim seu desempenho
final.
As brincadeiras cantadas revelaram sua eficiência mediante os
resultados dos sujeitos dessa pesquisa, visto que todos demonstraram
superação na grande maiorias de déficits apresentados, após comparação da
pré e pós intervenção.
69
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
Mediante os satisfatórios resultados obtidos nos seis estudos de caso,
verificou-se a importância da utilização das brincadeiras cantadas, para tratar
crianças em processo de reeducação psicomotora.
É importante salientar, a imensa motivação das crianças frente as
terapias, sua
assiduidade e interesse no tratamento, como também
envolvimento afetivo com os profissionais responsáveis pelo projeto, os quais
sentiam um enorme prazer a cada encontro.
Que toda criança com déficits psicomotores, sejam encaminhadas para
investigação através da aplicação de um método especifico como a Adaptação
do Exame de G. B. Soubiran, onde o mesmo indica, quais itens estão
comprometidos e necessitam de estimulo para serem redefinidos. O processo
de desenvolvimento psicomotor é pré-requisito essencial no desenvolvimento
da linguagem oral e escrita, podendo acarretar sérios problemas nas series
iniciais do ensino fundamental.
Profissionais ligados a crianças com déficits psicomotores, como
terapeutas
ocupacionais,
pedagogos,
psicólogos,
fonoaudiólogos,
psicopedagogos, venham utilizar também esta técnica das brincadeiras
cantadas, que nesta pesquisa demonstrou ser eficiente.
Que a participação e união da equipe multidisciplinar venham reverter o
problema, auxiliando crianças com déficits psicomotores em seu cotidiano
escolar, situação esta tão evidenciada nos dias de hoje.
Que os sujeitos desta pesquisa, dêem continuidade ao tratamento para que os
itens ainda deficitários possam ser superados.
70
CONCLUSÃO
Diante dos pressupostos observados e analisados, acredita-se que a
técnica das brincadeiras cantadas é indicada para tratar crianças com déficits
psicomotores.
A pesquisa realizada no Centro de Reabilitação Física Dom Bosco clinica de terapia ocupacional, demonstra a confiabilidade do método utilizando
para avaliação e investigação psicomotora, como também a técnica escolhida
para intervenção nesta proposta de reeducação psicomotora.
Diante dos resultados satisfatórios obtidos constata-se que terapeutas
ocupacionais e demais profissionais envolvidos devam rever métodos e
técnicas para estimular e resgatar problemas psicomotores, tão evidenciados
no cotidiano infantil.
O trabalho proporcionou uma nova visão em crianças com déficits
psicomotoras, através das brincadeiras cantadas, técnica esta, os quais
destacam o interesse dos sujeitos frente às intervenções, situação esta muito
prazerosa de intervir, refletindo nos resultados e desempenho significativos
após intervenção.
Com satisfação constata-se ao final desta pesquisa que os objetivos
iniciais foram atingidos e o pressuposto teórico satisfeito.
Mediante os satisfatórios resultados obtidos, ressalto o grande interesse
das crianças frente às terapias, acreditando que muito dos resultados positivos,
deve-se ao fator envolvimento e empenho dos mesmos. Situação essa que
deve servir de exemplo para muito profissionais, que encontram dificuldade em
propor técnicas que despertem a atenção, interesse e o compromisso da
criança frente ao processo terapêutico.
O trabalho proporcionou reflexão e aprofundamento no assunto, que não se
esgota aqui.
REFERÊNCIAS
A Clínica Psicomotora: O Corpo Na Linguagem LEVIN, Esteban Petrópolis:
Vozes, 2001.
ALMEIDA, G, P. Teoria e prática em psicomotricidade: jogos, atividades
lúdicas, expressão corporal e brincadeiras infantis. Rio de Janeiro: Wak, 2006.
ALVES, F. Como aplicar a psicomotricidade: uma atividade multidisciplinar
com amor e união. Rio de Janeiro: Wak, 2004.
AJURIAGUERRA, I. de Manual de psiquiatria infantil. Rio de Janeiro:
Masson do Brasil, 1978.
BARRETO, S. J. Psicomotricidade: educação e reeducação. 2. ed. Blumenau:
Acadêmica, 2000.
BUENO, J. M. Psicomotricidade teoria e prática: estimulação, educação e
reeducação psicomotora com atividades aquáticas. São Paulo: Lovise, 1998.
BRANDÃO, H. e FROESELER, M. G. O livro dos jogos e das brincadeiras
para todas as idades, Belo Horizonte: Leitura, 1997.
Brincadeiras cantadas: educação e ludicidade na cultura do corpo. Lins-SP
09 fev. 2009. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd81/brincad.htm>
Acessado em: 18 dez. 2008.
BROUGÈRE, G.; WAJSKOP, G. Brinquedo e cultura. 2ª ed. São Paulo:
Cortez, 1997.
CORDI, A. M. S. BRINCADEIRAS CANTADAS: O MOVIMENTO E A MÚSICA
DESAFIANDO E ENCANTANDO NOSSAS CRIANÇAS Didponivel em:
<http://www.deputadopedroivo.org/texto%20Angela%20Cordi.htm>. Acesso em
Abril 2009.
CHAUCHARD, P. Domínio de Si. Loyola ano: 1983 3ª edição.
CÓRIA-SABINI, M. A.; LUCENA, R. F. de Jogos e Brincadeiras na educação
infantil. 3. ed Campinas : Papirus, 2007.
CORDAZZO, S. T. D. Caracterização das brincadeiras de crianças em
idade escolar. São Paulo: 2003.
COSTE, J.C., A Psicomotricidade, 2ª ed. 1981, Zahar Editores, Rio de
Janeiro
72
DOHME, V. A. Atividades lúdicas na educação: O caminho de tijolos
amarelos do aprendizado. 2002. Dissertação de Mestrado, Curso de PósGraduação em Educação, Arte e História da Cultura, Universidade
DE FONTAINE, J. A psicomotricidade em quadrinhos. Malone. São Paulo.
1980.
ELKONIN, D. B. Psicologia do jogo. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
Estimulação da consciência corporal e o desenvolvimento motor fino no
projeto
creche
das
rosinhas.
Disponível
em:
<http://www.saudebrasilnet.com.br/premios/saude/premio2/trabalhos/040.pdf>
FALKENBACH, A. P. A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA EXPERIÊNCIA
COMO PROFESSOR. LAJEADO: UNIVATES, 2002.
FONSECA, V. da Manual de Observação Psicomotora: significação
psiconeurológica dos fatores psicomotores. Porto Alegre: Artmed,1995.
GRUSPUN, H. Distúrbios neuróticos da
psicodinâmica. 5ed. São Paulo: Atheneu, 2003.
criança:
psicopatologia
e
ISIDRO, A.; ALMEIDA, A. T. M. Projecto Educar para a convivência social: O
jogo no currículo escolar. Cadernos encontro: O museu a escola e a
comunidade. Centro de Estudos da Criança, Universidade do Minho, Braga,
2003.
Jogos infantis: brinquedos cantados, Lins-SP 09 fev. 2009. Disponível
em:<http://www.terrabrasileira.net/folclore/manifesto/jogos/j-canto.html>.
Acessado em: 04 fev. 2009.
LARA, L.M; PIMENTEL, G.G.A; RIBEIRO, D.M.D Brincadeiras cantadas:
educação e ludicidade na cultura do corpo. Disponível em:
<http://www.efdeportes.com/efd81/brincad.htm>.
LAPIERRE, A. Educação Psicomotora Na Escola Maternal. SÃO PAULO
Manole 1989.
LAPIERRE, A. e AUCOUTURIER, B. A simbologia do movimento:
psicomotricidade e educação. 2ª. ed Porto Alegre: Artes Médicas.1988.
LE BOULCH, J. EDUCAÇÃO PSICOMOTORA Porto Alegre: ARTES
MÉDICAS, 1988.
LIMA, J; DOURADO, Q; ROCHA, S. Atividades psicomotoras no contexto
escolar.
Disponível
em:
<http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/artigos_joselma_psicomotric.htm>
Acesso em: abril de 2009.
73
MASSON, S. Generalidades sobre a reeducação psicomotora e o exame
psicomotor. São Paulo: Malone, 1989.
MELO, L. L.; VALLE, E. R. M. O brinquedo e o brincar no desenvolvimento
infantil. Psicologia argumento. Vol. 23, n. 40, p. 43 – 48, 2005.
MENDONÇA,
D.
CONSIDERACOES
INICIAIS:
<http://www.ciepre.puppin.net/considiniciais.html>. Acesso em maio de 2009.
Música ritmo movimento, Lins-SP 28 ago.2009. Disponível
http://www.cdof.com.br/danca4.htm>. Acessado em: 25 jun. 2009.
em:
NEGRINE, A. O corpo na educação infantil. Caxias do Sul: UCS, 2002.
NICOLA, M. Psicomotricidade: manual básico. Rio de Janeiro: Revinter, 2004.
OLIVEIRA, G. C. Psicomotricidade: educação e reeducação num enfoque
psicopedagógico. Petrópolis: Vozes, 1997.
PAIVA, I. M R. de Cantando e Brincando: desenvolvendo a afetividade. Rio
de Janeiro: Sprint, 2006.
PIMENTEL, G. Lazer: fundamentos, estratégias e atuação profissional.
Jundiaí: Fontoura, 2003.
FERREIRA, C. A. M. R. Imagem e esquema corporal. São Paulo: Lovise-ltda
2002.
ROCHA, M. S. P. de M. L. da. Não brinco mais: a (des) construção do brincar
no cotidiano educacional. Ijuí: Unijuí, 2000.
SANTOS, G. G. Psicomotricidade Relacional. Editora: All Print Editora Ano:
2008, RIO DE JANEIRO.
SMITH, P. K. Does play matter: Functional and evolutionary aspects of animal
and human play. Behavioral and Brain Sciences. v. 5, n. 1, p. 139 – 184, 1982.
VAYER, P; PICQ, L. Educação Psicomotora e retardo mental: aplicação
aos diferentes tipos de inadaptação. São Paulo: Manole Saude 1988.
VERDERI,
E.
Música/Ritmo/Movimento
Disponível
<http://www.cdof.com.br/danca4.htm> Acesso maio de 2009.
em:
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos
processos psicológicos superiores. 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
APÊNDICES
75
APENDICE A – ROTEIRO DE ESTUDO DE CASO
1
INTRODUÇÃO
1.1
Anamnese infantil
1.2
Adaptação de G. B. Soubiran – Avaliação e Reavaliação
1.3
Local de pesquisa: Centro de Reabilitação Física Dom Bosco - Clinica de
Terapia Ocupacional
1.4
Ficha de identificação e evolução dos casos
2
RELATO DO TRABALHO REALIZADO REFERENTE AO ASSUNTO
ESTUDADO
2.1
Materiais
2.2
Métodos terapêuticos empregados
2.3
Técnicas utilizadas
2.4
Depoimento sobre os casos: professor, professor de educação física e
terapeuta ocupacional.
3
DISCUSSÃO
Confronto e análise entre teoria e prática utilizadas no tratamento dos casos
fazendo menção sobre as suas características.
4
PARECER FINAL SOBRE O CASO E SUGESTÃO DE UMA PROPOSTA DE
INTERVENÇAO
76
APÊNDICE B - ROTEIRO DE ENTREVISTA PARA O PROFESSOR
I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Sexo:
Idade:
Ano de formatura:
Especialidade:
Tempo de serviço nessa especialidade:
Experiências profissionais anteriores:
Residência (cidade):
II – PERGUNTAS ESPECÍFICAS
1. Você conhece o trabalho de reeducação psicomotora?
( ) sim
( ) não
1.1 Justifique sua resposta.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
2. Você sabe o que é terapia ocupacional?
( ) sim
( ) não
2.1 Justifique sua resposta.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
77
3. Você conhece o trabalho da terapia ocupacional frente a crianças em processo de
reeducação psicomotora?
( ) sim ( ) não
3.1 Justifique sua resposta.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
4. Você já trabalhou ou trabalha com a técnica de brincadeiras cantadas?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
78
APÊNDICE C - ROTEIRO DE ENTREVISTA PARA O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO
FISÍCA
I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Sexo:
Idade:
Ano de formatura:
Especialidade:
Tempo de serviço nessa especialidade:
Experiências profissionais anteriores:
Residência (cidade):
II – PERGUNTAS ESPECÍFICAS
1. Você conhece o trabalho de reeducação psicomotora ?
( ) sim
( ) não
1.1 Justifique sua resposta.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
2. Você conhece o trabalho da terapia ocupacional frente a crianças em processo de
reeducação psicomotora?
( ) sim ( ) não
2.1 Justifique sua resposta.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
79
3. Quais as dificuldades encontradas por você profissional para trabalhar com as
crianças que apresentam problemas psicomotores?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
4. Você já trabalhou ou trabalha com a técnica de brincadeiras cantadas?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
80
APÊNDICE D - ROTEIRO DE ENTREVISTA PARA O TERAPEUTA OCUPACIONAL
I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Sexo:
Idade:
Ano de formatura:
Especialidade:
Tempo de serviço nessa especialidade:
Experiências profissionais anteriores:
Residência (cidade):
II – PERGUNTAS ESPECÍFICAS
1. Você conhece o trabalho de reeducação psicomotora?
( ) sim
( ) não
1.1 Justifique sua resposta.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
2. Você conhece a técnica de brincadeiras cantadas ?
( ) sim
( )não
2.1 Justifique sua resposta.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
81
3. Você acredita que a atividade de brincadeiras cantadas pode auxiliar crianças em
processo de reeducação psicomotora?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
4. Como o terapeuta ocupacional pode auxiliar e intervir no trabalho de crianças em
processo de reeducação psicomotora?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
5. Você utiliza ou conhece algum método para avaliar crianças com problemas
psicomotores?
( ) sim
( ) não
5.1 Justifique sua resposta.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
6. Você utiliza ou conhece alguma técnica para tratar crianças com problemas
psicomotores?
( ) sim
( ) não
6.1 Justifique sua resposta.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
82
APÊNDICE E – TERMO DE CONSENTIMENTO
Eu,________________________________________________________Portadora do
RG:___________________________,
mãe
do
(a)
menor_______
______________________________ de ___anos, autorizo meu filho (a) a participar
de um estudo de caso sobre a intervenção da terapia ocupacional na reeducação
psicomotora de crianças de 7 a 9 anos, através de brincadeiras cantadas. Estou
ciente de que será feito uma intervenção de terapia ocupacional com crianças com
déficits psicomotores, com utilização de imagem (fotos) dos mesmos na pesquisa, com
objetivo de mostrar a importância das brincadeiras cantadas. A pesquisa esta prevista
para iniciar em abril de 2009 a setembro de 2009, toda terça-feira e quinta feira das
15h00min às 15h50min no Centro de Reabilitação Física Dom Bosco - Clinica de
Terapia Ocupacional. Os atendimentos serão realizados em grupo, duas vezes por
semana, durante os meses previstos. Após o mês de setembro de 2009, será
oferecido atendimento no Centro de Reabilitação Física Dom Bosco Clinica de Terapia
Ocupacional para continuidade do tratamento. Esta pesquisa estará sendo feita para
verificar se a Atividade Brincadeiras Cantadas são adequada para a clientela com
déficit psicomotor bem como uma pesquisa para consultas. Esperando resultados
significantes. Em caso de dúvida procurar a orientadora responsável pela pesquisa.
Lins,__ __________________ de 2009.
Ass.:
Orientadora de Terapia Ocupacional
Endereço:
Endereço:
Telefone:
Telefone:
Ass.:
Estagiária de Terapia Ocupacional
Endereço:
Ass.:
83
APÊNDICE F – MÚSICAS
A Barata Diz Que Tem
Ah ra ra, rim rim rim, ela tem é de
A Barata diz que tem sete saias de filó
capim
É mentira da barata, ela tem é uma só
A Barata diz que tem um anel de
Ah ra ra, iá ro ró, ela tem é uma só !
formatura
A Barata diz que tem um sapato de
É mentira da barata, ela tem é casca
veludo
dura
É mentira da barata, o pé dela é peludo
Ah ra ra , iu ru ru, ela tem é casca dura
Ah ra ra, Iu ru ru, o pé dela é peludo!
A Barata diz que tem o cabelo
A Barata diz que tem uma cama de
cacheado
marfim
É mentira da barata, ela tem coco
É mentira da barata, ela tem é de
raspado
capim
Ah ra ra, ia ro ró, ela tem coco raspado.
A Canoa Virou
Se eu fosse um peixinho
A canoa virou
E soubesse nadar Tirava a "nome da
Por deixá-la virar
criança"
Foi por causa da " nome da criança"
Do fundo do mar.
Que não soube remar
Aquarela
Contornando a imensa
Numa folha qualquer
Curva Norte e Sul
Eu desenho um sol amarelo
Vou com ela
E com cinco ou seis retas
Viajando Hava
É fácil fazer um castelo...
íPequim ou Istambul
Corro o lápis em torno
Pinto um barco a vela
Da mão e me dou uma luva
Branco navegando
E se faço chover
É tanto céu e mar
Com dois riscos
Num beijo azul...Entre as nuvens
Tenho um guarda-chuva...
Vem surgindo um lindo
Se um pinguinho de tinta
Avião rosa e grená
Cai num pedacinho
Tudo em volta colorindo
Azul do papel
Com
Num instante imagino
imaginar e ele está
Uma linda gaivota
Partindo, sereno e lindo
A voar no céu...Vai voando
Se a gente quiser
suas
luzes
a
piscar...Basta
84
Ele vai pousar...Numa folha qualquer
E depois convida
Eu desenho um navio
A rir ou chorar...Nessa estrada não nos
De partida
cabe
Com alguns bons amigos
Conhecer ou ver o que virá
Bebendo de bem com a vida...De uma
O fim dela ninguém sabe
América a outra
Bem ao certo onde vai dar
Eu consigo passar num segundo
Vamos todos
Giro um simples compasso
Numa linda passarela
E num círculo eu faço o mundo... Um
De uma aquarela
menino caminha
Que um dia enfim
E caminhando chega no muro
Descolorirá...Numa folha qualquer
E ali logo em frente
Eu
A esperar pela gente
descolorirá!)E com cinco ou seis retas
O futuro está...E o futuro é uma
É
astronave
descolorirá!)Giro um simples compasso
Que tentamos pilotar
Num círculo eu faço
Não tem tempo, nem piedade
O mundo(Que descolorirá!).
desenho
fácil
um
fazer
sol
um
amarelo(Que
castelo(Que
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
A Dona Aranha
A dona aranha Subiu pela parede
Veio a chuva forte
E a derrubou
Já passou a chuva
O sol já vem surgindo
E a dona aranha Continua a subir
Ela é teimosa
E desobediente Sobe, sobe, sobe
E nunca esta contente
A dona aranha Subiu pela parede
Veio a chuva forte E a derrubou
Já passou a chuva
O sol já vem surgindo
E a dona aranha Continua a subir
Ela é teimosa
E desobediente Sobe, sobe, sobe
E nunca esta contente
A dona aranha Desceu pela parede
Veio a chuva forte E a derrubou
Já passou a chuva O sol já vem
surgindo
E a dona aranha Continua a desce
Ela é teimosa
E desobediente
Desce, desce, desce
E nunca esta contente
A dona aranha Desceu pela parede
Veio a chuva forte
E a derrubou
Já passou a chuva
O sol já vem surgindo
85
E a dona aranha Continua a descer
E desobediente Desce, desce, desce
Ela é teimosa
E nunca esta contente.
Adoleta
Barra, berra, birra, borra, burra.
Adoleta, Lê pêti, pêti pô lá, Lê café com
chocolá, Adoleta
Puxa o rabu do tatu, quem saiu foi tu
Agora vou andar abaixadinho
De marcha ré, de marcha ré
Agora eu vou andar devagarinho
Agora eu vou andar batendo a mão
Devagarinho, devagarinho
Batendo a mão, batendo a mão
Agora vou andar abaixadinho
Agora eu vou andar com a mão no
Abaixadinho, abaixadinho
chão
Agora eu vou andar bem lá no alto
Com a mão no chão, com a mão no
Bem lá no alto, bem lá no alto
chão
Agora eu vou andar batendo pé
Eu vou andar que nem um avião
Batendo pé, batendo pé
Um avião, um avião.
Agora eu vou andar de marcha ré
Boneco de Lata
Levou mais de quatro horas pra fazer
Meu boneco de lata bateu a cabeça no
operação
chão
E desamassa aqui pra ficar bom
Levou mais de uma hora pra fazer
Meu boneco de lata bateu o peito no
operação
chão
E desamassa aqui pra ficar bom
Levou mais de cinco horas pra fazer
Meu boneco de lata bateu os ombros
operação
no chão
E desamassa aqui pra ficar bom
Levou mais de duas horas pra fazer
Meu boneco de lata bateu a barriga no
operação
chão
E desamassa aqui pra ficar bom
Levou mais de seis horas pra fazer
Meu boneco de lata bateu o braço
operação
direito no chão
E desamassa aqui pra ficar bom
Levou mais de três horas pra fazer
Meu boneco de lata bateu a perna
operação
direita no chão
E desamassa aqui pra ficar bom
Levou mais de sete horas pra fazer
Meu boneco de lata bateu o braço
operação
esquerdo no chão
E desamassa aqui pra ficar bom
86
Meu boneco de lata bateu a perna
E desamassa aqui pra ficar bom
esquerda no chão
Meu boneco de lata bateu o bumbum
Levou mais de oito horas pra fazer
no chão
operação
Levou mais de dez horas pra fazer
E desamassa aqui pra ficar bom
operação
Meu boneco de lata bateu os pés no
E desamassa aqui pra ficar bom.
chão
Levou mais de nove horas pra fazer
operação
Borboletinha
Perna de pau
Borboletinha tá na cozinha
Olho de vidro
Fazendo chocolate para a madrinha
E nariz de pica-pau (pau, pau).
Poti, poti
Dança do Chep-chep
A dançar o chep-chep
Fui à Nova Iorque
Dança do chep-chep
Visitar a minha mãe
Dança do Chep-chep Auê...fui.
Minha mãe me ensinou
Escravos de Jó
Guerreiros com guerreiros fazem zigue
Escravos de Jó jogavam caxangá
zigue za.
Tira, bota deixa o Zé Pereira ficar
Melô do Alfabeto
O que é que começa com G?
O que é que começa com A?
Gato, garfo e garotão
Abacate e avião
O que é que começa com H?
O que é que começa com B?
Hot-dog e hamburgão
Brincadeira e beliscão
A, e, i, o, u, u
O que é que começa com C?
Ba, be, bi, bo, u, u
Cachorrinho e caminhão
Ca, ce, ci, co, u, u
O que é que começa com D?
Da, de, di, do
Dado, dedo, doi dedão
O que é que começa com I?
O que é que começa com E?
Ivo, indio e injeção
Eliana e empurrão
O que é que começa com J?J
O que é que começa com F?
acaré e Jamelão
Faca, foca e feijão
O que é que começa com L?
87
Lagartixa e lampião
Sapo, sopa e salsichão
O que é que começa com M?
O que é que começa com T?
Marmelada e macarrão
Talharim e tubarão
O que é que começa com N?
O que é que começa com U?
Narizinho e narigão
Urubu e não sei, não
O que é que começa com O?
O que é que começa com V?
Olho, ovo e oração
Vaca, velha e violão
O que é que começa com P?
O que é que começa com X?
Peniquinho, penicão
Xororó e xuxuzão
O que é que começa com Q?
O que é que começa com Z?
Quarta, quinta sexta não
Zero, zorra e zangada
A, e, i, o, u, u
oEu acho que já sabe ler
Ba, be, bi, bo, u, u
Quem cantar essa canção
Ca, ce, ci, co, u, u
A, e, i, o, u, u
da, de, di, do
Ba, be, bi, bo, u, u
O que é que começa com R?
Ca, ce, ci, co, u, u
Rabanada e requeijão
Da, de, di, do.
O que é que começa com S?
Festa Dos Insetos
A
Pulga
e
o
Não sei se era pulga ou se era o
Percevejo
fizeram
percevejo.
combinação
Lá vem dona Pulga, vestidinha de
Fizeram uma serenata embaixo do meu
balão,
colchão
Dá o braço ao Piolho, na entrada do
Torce, retorce, procuro, mas não vejo,
salão.
Não sei se era pulga ou se era o
Torce, retorce, procuro, mas não vejo,
percevejo
Não sei se era pulga ou se era o
A Pulga toca banjo, o Percevejo violão
percevejo.
E o danado do Piolho também toca
rabecão.
Torce, retorce, procuro, mas não vejo,
Meu Limão, Meu Limoeiro
Morena, minha morena
Meu limão, meu limoeiro
Corpo de linha torcida
Meu pé de jacarandá
Queira deus você não seja
Uma vez tin-do-lelê
Perdição da minha vida
Outra vez tin-do-lalá
Meu limão, meu limoeiro
88
Meu pé de jacarandá
Outra vez tin-do-lalá
Uma vez tin-do-lelê
A folhinha do alecrim
Outra vez tin-do-lalá
Cheira mais quando pisada
Quem tem amores não dorme
Há muita gente que é assim,
Nem de noite, nem de dia
Quer mais bem se desprezada
Dá tantas voltas na cama
Meu limão, meu limoeiro
Como peixe n´água fria
Meu pé de jacarandá
Meu limão, meu limoeiro
Uma vez tin-do-lelê
Meu pé de jacarandá
Outra vez tin-do-lalá.
Uma vez tin-do-lelê
Minhoquinha
um minhocão faz gisnaticão
Uma minhoquinha faz ginastiquinha
seis minhoquinhas fazem
duas minhoquinhas fazem
ginastiquinha sete minhoquinhas fazem
ginastiquinha
ginastiquinha
três minhoquinhas fazem ginastiquinha
oito minhoquinhas fazem ginastiquinha
quatro minhoquinhas fazem
nove minhoquinhas fazem
ginastiquinha
ginastiquinha
cinco minhoquinhas fazem
dez minhoquinhas fazem ginastiquinha
ginastiquinha
um minhocão faz gisnaticão
um minhocão faz gisnaticão
um minhocão faz gisnaticão.
Minha Vó
Mais o cachoirro au, o gato miau, o
Minha vó tinha um pintinho
galo cocó, a galinha co, mais o pintinho
Mais o printinho piu, o pintinho piu
piu, mais o pintinho piu
Minha vó tinha uma galinha
Minha vó tinha um cabrito
Mais a galinha co, e o pintinho piu
Mais o cabrito bérr, o cachorro au, o
Minha vó tinha um galo
gato miau, o galo cocó, mais o pintinho
Mais o galo cocó, a galinha có e o
piu, mais o pintinho piu
pintinho piu , mais o pintinho piu
Minha vó tinha uma vaca
Minha vó tinha gato
Mais a vaca um, o cabrito bérr, o
Mais o gato miau, o galo cocó, a
cachorro au, o gato miau, o galo cocó,
galinha co, mais o pintinho piu, mais o
mais o pintinho piu, mais o pintinho piu
pintinho piu
Minha vó tinha uma cobra
Minha vó tinha um cachorro
Mais a cobra txx, a vaca um, o cabrito
bérr, o cachorro au, o gato miau, o galo
89
cocó, mais o pintinho piu, mais o
pintinho piu.
No Caminho
Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au
Fui visitar minha tia em Marrocos, “Hip
Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”,
Hop” (2x)
“Ondulado, “Glub glub”, “Que delícia”
Fui visitar minha tia, fui visitar minha tia
No caminho eu sofri um assalto, “Mãos
No caminho eu encontrei um camelo,
ao alto” (2x)
“Ondulado” (2x)
No caminho eu sofri, no caminho eu
No caminho eu encontrei, no caminho
sofri
eu encontrei
No caminho eu sofri um assalto, “Mãos
No caminho eu encontrei um camelo,
ao alto”
“Ondulado”
Ipi au au au, Ipi au,
Ipi au au au, Ipi au,
“Hip Hop”,
“Hip Hop”,
“Ondulado”, “Glub glub”, “Que delícia”,
“Ondulado”(2x)
“Mãos ao alto” (2x)
Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au
Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au
Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”,
Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”,
“Ondulado”
“Ondulado, “Glub glub”, “Que delícia”,
No caminho eu bebi um guaraná, “Glub
“Mãos ao alto”
glub”(2x)
No caminho eu encontrei um doutor, “Ai
No caminho eu bebi, no caminho eu
que dor” (2x)
bebi
No caminho eu encontrei, no caminho
No caminho eu bebi um guaraná, “Glub
eu encontrei
glub”
No caminho eu encontrei um doutor, “Ai
Ipi au au au, Ipi au,
“Hip Hop”,
que dor”
“Ondulado”, “Glub glub” (2x)
Ipi au au au, Ipi au,
Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au
“Ondulado”, “Glub glub”, “Que delícia”,
Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”,
“Mãos ao alto”, “Ai que dor” (2x)
“Ondulado, “Glub glub””
Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au
No caminho eu comi um biscoito, “Que
Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”,
delícia” (2x)
“Ondulado, “Glub glub”, “Que delícia”,
No caminho eu comi, no caminho eu
“Mãos ao alto”, “Ai que dor”
comi
No
No caminho eu comi um biscoito, “Que
serpente, “Stsssss” (2x)
delícia”
No caminho eu encontrei, no caminho
Ipi au au au, Ipi au,
“Hip Hop”,
caminho
eu
“Hip Hop”,
encontrei
uma
eu encontrei
“Ondulado”, “Glub glub”, “Que delícia”
No
caminho
eu
(2x)
serpente, “Stsssss”
encontrei
uma
90
Ipi au au au, Ipi au,
“Hip Hop”,
Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”,
“Ondulado”, “Glub glub”, “Que delícia”,
“Ondulado, “Glub glub”, “Que delícia”,
“Mãos ao alto”, “Ai que dor”, “Stsssss”
“Mãos ao alto”, “Ai que dor”, “Stsssss”,
(2x)
“Cococó”
Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au
No caminho eu encontrei um monstro,
Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”,
“Hurrrrrr” (2x)
“Ondulado, “Glub glub”, “Que delícia”,
No caminho eu encontrei, no caminho
“Mãos ao alto”, “Ai que dor”, “Stsssss”
eu encontrei
No caminho eu encontrei uma galinha,
No caminho eu encontrei um monstro,
“Cococó” (2x)
“Hurrrrrr”
No caminho eu encontrei, no caminho
Ipi au au au, Ipi au,
eu encontrei
“Ondulado”, “Glub glub”, “Que delícia”,
No caminho eu encontrei uma galinha,
“Mãos ao alto”, “Ai que dor”, “Stsssss”,
“Cococó”
“Cococó”, “Hurrrrrr” (2x)
Ipi au au au, Ipi au,
“Hip Hop”,
“Hip Hop”,
Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au
“Ondulado”, “Glub glub”, “Que delícia”,
Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”,
“Mãos ao alto”, “Ai que dor”, “Stsssss”,
“Ondulado, “Glub glub”, “Que delícia”,
“Cococó” (2x)
“Mãos ao alto”, “Ai que dor”, “Stsssss”,
Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au
“Cococó”, “Hurrrrrr”
O Pato
Pulou do poleiro
Qüén! Qüen! Qüén! Qüen!
No pé do cavalo
Qüén! Qüen! Qüén! Qüen!
Levou um coice
Qüén! Qüen! Qüén! Qüen!
Criou um galo...Comeu um pedaço
Qüén! Qüen! Qüén! Qüen!
De genipapo
Lá vem o Pato
Ficou engasgado
Pata aqui, pata acolá
Com dor no papo
Lá vem o Pato
Caiu no poço
Para ver o que é que há...
Quebrou a tigela
O Pato pateta
Tantas fez o moço
Pintou o caneco
Que foi prá panela...Quá! Quá! Quá!
Surrou a galinha
Quá Quá!Quá! Quá! Quá! Quá Quá!
Bateu no marreco
Quá! Quá! Quá! Quá Quá!
Pirulito que bate-bate
Quem gosta de mim é ela
Pirulito que bate-bate
Quem gosta dela sou eu.
Pirulito que já bateu
91
Pula Corda
De todos os esportes que eu faço, o
De todas as brincadeiras que eu gosto
melhor é pular corda, é pular corda.
A melhor é pular corda.
Um homem bateu em minha porta e eu
De todas as brincadeiras que eu gosto
abri. Senhoras e senhores ponham a
A melhor é pular corda.
mão no chão, senhoras e senhores
Faz bem a saúde, movimenta o corpo.
pulem num pé só, senhoras e senhores
De todas as brincadeiras que eu gosto
dêem uma rodadinha, e vá pro olho da
A melhor é pular corda.
rua.
De todas as brincadeiras que eu gosto
Pula, pula, pula, pula, pula, pula, sem
A melhor é pular corda.
parar,
De todas as brincadeiras que eu gosto
Pula, pula, pula, pula, pula, pula, sem
A melhor é pular corda.
parar.
É o maior barato, treme o coração.
Os Dedinhos
Eles se saúdam
Polegares, polegares
Eles se saúdam
Onde estão
E se vão
Aqui estão
E se vão
Eles se saúdam
Anelares, anelares
Eles se saúdam
Onde estão
E se vão
Aqui estão
E se vão
Eles se saúdam
Indicadores, indicadores
Eles se saúdam
Onde estão
E se vão
Aqui estão
E se vão
Eles se saúdam
Dedos mínimos, dedos mínimos
Eles se saúdam
Onde estão
E se vão
Aqui estão
E se vão
Eles se saúdam
Dedos médios, dedos médios
Eles se saúdam
Onde estão
E se vão
Aqui estão
E se vão.
Os Indiozinhos
7,8,9 indiozinhos
1,2,3 indiozinhos
10 um pequeno bote
4,5,6 indiozinhos
Iam navegando pelo rio abaixo
Quando o jacaré se aproximou
92
E o pequeno bote dos indiozinhos
E o pequeno bote dos indiozinhos
Quase vazio virou
Quase vazio virou
1,2,3 indiozinhos
Quase vazio virou
4,5,6 indiozinhos
Quase vazio virou
7,8,9 indiozinhos
Mas não virou.
10 um pequeno bote
Iam navegando pelo rio abaixo
Quando o jacaré se aproximou
Se você esta feliz
Se você esta feliz faça os quatros
Se você está feliz bata palma
Se você está feliz dê um
Se você está feliz bata palma
cumprimento...como vai?
Se você está feliz
Se você está feliz dê um
Com vontade de sorrir
cumprimento...como vai?
Se você esta feliz bata palma
Se você está feliz
Se você está feliz estale os dedos
Com vontade de sorrir
Se você está feliz estale os dedos
Se você esta feliz dê um
Se você está feliz
cumprimento...como vai?
Com vontade de sorrir
Se você está feliz dê um abraço...olá!
Se você está feliz estale os dedos
Se você está feliz dê um abraço...olá!
Se você está feliz bata os pés
Se você está feliz
Se você está feliz bata os pés
Com vontade de sorrir
Se você está feliz
Se você esta feliz dê um abraço...olá!
Com vontade de sorrir
Se você está feliz dê dos beijinhos
Se você esta feliz bata os pés
Se você está feliz dê dois beijinhos
Se você está feliz dê um espirro...athim
Se você está feliz
Se você está feliz dê um espirro...athim
Com vontade de sorrir
Se você está feliz
Se você esta feliz dê dois beijinhos
Com vontade de sorrir
Se você está feliz faça os sete
Se você esta feliz dê um espirro...athim
Se você está feliz faça os sete
Se você está feliz faça os quatros
Se você está feliz
Se você está feliz faça os quatros
Com vontade de sorrir
Se você está feliz
Se você esta feliz faça os sete.
Com vontade de sorrir
Tia Mônica
A tia Mônica quem quando sai as
Nós temos uma tia
compras
93
Nós gritamos Ula-lá lá
Assim fazem os ombros, os ombros
Assim faz a cabeça, a cabeça faz
fazem assim
assim
Assim faz a cabeça, cabeça faz assim
Nós temos uma tia
Nós temos uma tia
A tia Mônica quem quando sai as
A tia Mônica quem quando sai as
compras
compras
Nós gritamos Ula-lá lá
Nós gritamos Ula-lá lá
Assim fazem os ombros, os ombros
Assim faz tornozelos, tornozelos fazem
fazem assim
assim
Assim faz a cabeça, cabeça faz assim
Assim fazem os joelhos, os joelhos
Nós temos uma tia
fazem assim
A tia Mônica quem quando sai as
Assim faz o quadril, quadril faz assim
compras
Assim faz cotovelo, cotovelo faz assim
Nós gritamos Ula-lá lá
Assim fazem os ombros, os ombros
Assim faz cotovelo, cotovelo faz assim,
fazem assim
Assim fazem os ombros, os ombros
Assim faz a cabeça, cabeça faz assim
fazem assim
Nós temos uma tia
Assim faz a cabeça, cabeça faz assim
A tia Mônica quem quando sai as
Nós temos uma tia
compras
A tia Mônica quem quando sai as
Nós gritamos Ula-lá lá
compras
Assim faz corpo inteiro, corpo inteiro
Nós gritamos Ula-lá lá
faz assim
Assim faz o quadril, quadril faz assim
Assim faz tornozelos, tornozelos fazem
Assim faz cotovelo, cotovelo faz assim
assim
Assim fazem os ombros, ombros fazem
Assim fazem os joelhos, os joelhos
assim
fazem assim
Assim faz cabeça, a cabeça faz assim
Assim faz o quadril, quadril faz assim
Nós temos uma tia
Assim faz cotovelo, cotovelo faz assim
A tia Mônica quem quando sai as
Assim fazem os ombros, os ombros
compras
fazem assim
Nós gritamos Ula-lá lá
Assim faz a cabeça, cabeça faz assim
Assim fazem os joelhos, os joelhos
Nós temos uma tia
fazem assim
A tia Mônica quem quando sai as
Assim faz o quadril, quadril faz assim
compras
Assim faz cotovelo, cotovelo faz assim
Nós gritamos Ula-lá lá.
Meu Pintinho Amarelinho
Meu pintinho amarelinho
94
Cabe aqui na minha mão (na minha
Mas tem muito medo é do gavião.
mão)
Quando quer comer bichinhos com
seus pezinhos ele cisca o chão
Ele bate as asas, ele faz piu-piu
Rock Pock
Eu ponho pé direito dentro e balanço
Eu danço Rock Pop Rock Pop que
assim agora
legal!
Eu danço Rock Pop Rock Pop que
Eu ponho a mão direita dentro,
legal!
Eu ponho a mão direita fora,Eu ponho
Ponho corpo pra frente
a mão direita dentro,
Ponho o corpo pra trás
E balanço assim agora!
Ponho o corpo pra frente e balanço ele
Eu danço Rock Pop Rock Pop que
agora
legal!
Eu danço Rock Pop Rock Pop que
Eu ponho pé direito na dentro
legal.
Eu ponho o pé direito fora
95
APENDICE G
Fonte: Elaborada pela autora, 2009.
Figura 1: MÚSICA: AQUARELA
Fonte: Elaborada pela autora, 2009.
Figura2: MÚSICA: SE VOCÊ ESTA FELIZ
Elaborada pela autora, 2009.
Figura 3: MÚSICA: SE VOCÊ ESTA FELIZ
96
Fonte: Elaborada pela autora, 2009.
Figura 4: MÚSICA: ESCRAVOS DE JÓ
Fonte: Elaborada pela autora, 2009.
Figura 5: MÚSCIA: TIA MÔNICA
Fonte: Elaborada pela autora, 2009.
Figura 6: MÚSICA: FESTA DOS INSETOS
ANEXOS
98
ANEXO A - ANAMNESE - ADAPTAÇÃO ABRAMOWICZ, A. WAJSKOP, G.
Centro de Reabilitação Física Dom Bosco – Terapia Ocupacional
Profa. Renata Ferraz Prado Telles Medeiros – crefito 3/4150
Paciente: _______________________________________________________
Prontuário: ______________ Nasc:____/____/____ Idade: ___________________
Pai: ___________________________________________________________
Mãe: __________________________________________________________
1. Gravidez planejada?
(
)
sim
(
) não
2. Gravidez desejada?
(
)
sim
(
) não
3. Problemas na gravidez?
(
)
sim
(
) não
Quais?__________________________________________________________
________________________________________________________________
_______________________________________________________________
4. Tipo de parto?
(
) cesárea
(
) normal
5. Fez pré-natal?
(
)
sim
(
) não
6. Nasceu antes do tempo?
(
)
sim
(
) não
7. Ficou na incubadora?
(
)
sim
(
) não
8. Peso ao nascer? ________________________________________________
9. Estatura? _____________________________________________________
10. Chorou ao nascer?
(
)
sim
(
) não
11. Complicações com o bebê?
(
)
sim
(
) não
Quais? _________________________________________________________
12. Mãe e criança saíram juntas do hospital?
13. Foi amamentado no peito?
( )
sim
(
)
sim
(
) não
( ) não Tempo: ________________
D.N.P.M.
14. A criança teve controle de cabeça? ( )sim ( ) não
Quando?_______________________________________________________
______________________________________________________________
99
14. A criança rolou? (
)
sim
(
) não
Quando? _______________________________________________________
15. A criança engatinhou?
(
)
sim
(
) não
Quando? _______________________________________________________
16. A criança sentou?
(
)
sim
(
) não
Quando? _______________________________________________________
17. Quando começou a andar? _______________________________________
18. Quando começou a falar? ________________________________________
19. Quando foi retirada a fralda? ______________________________________
20. Atualmente seu sono e?
(
21. Toma alguma medicação? (
) agitado
)
sim
(
) tranqüilo
(
) não
22. Receitado por: _______________________________________________
23. Já apresentou alguma doença grave? (
)
sim
(
) não
_______________________________________________________________
24.Ficou internado? (
)
sim
(
) não
________________________________________________________________
_______________________________________________________________
25. Já apresentou convulsão? (
)
sim
(
) não
Quando? ________________________________________________________
26. Tem mais irmãos? (
)
sim
(
) não
Quantos?________________________________________________________
_______________________________________________________________
27. Os pais são :
casados? (
)
vivem bem? (
28. Pai trabalha? ( ) sim
sim
)
sim
(
) não
(
) não
( ) não Onde? _____________________________
29. Mãe trabalha? ( ) sim ( ) não Onde? _____________________________
100
30. Ambiente familiar harmonioso? (
)
sim
(
) não
_______________________________________________________________
31. A criança alimenta-se bem? (
)
sim
(
) não
32. É independente nas avd/s? (
)
sim
(
) não
33. Veste-se sozinha? (
)
sim
(
) não
34. Comportamento:
agressivo
(
)
sim
(
) não
birrento
(
)
sim
(
) não
fantasioso
(
)
sim
(
) não
mentiroso
(
)
sim
(
) não
medroso
(
)
sim
(
) não
exibido
(
)
sim
(
) não
agitado
(
)
sim
(
) não
chorão
(
)
sim
(
) não
nervoso
(
)
sim
(
) não
ansioso
(
)
sim
(
) não
negativista (
)
sim
(
) não
isolado
)
sim
(
) não
(
35. A criança estuda? (
)
sim
(
) não
36. Onde? _______________________________________________________
37.Série: _____________ano letivo: _____________Período____________
38. Repetiu alguma vez? (
)
sim
(
) não
39. Nome atual da professora: _________________________________________
40. Faz reforço? (
)
sim
(
) não
41. Faz ou fez algum tratamento específico: (
)
sim
(
) não
Quais?
_____________________________________________________________________
101
42. Foi ao oculista recentemente? (
)
sim
(
) não
Quando? _____________________________________________________
43. Foi ao otorrino recentemente? (
)
sim
(
) não
Quando? _____________________________________________________
44. Foi ao neurologista recentemente? (
)
sim
(
) não
Quando? _____________________________________________________
45. Pediatra atual? ______________________________________________
46. Tomou todas as vacinas? (
)
sim
(
) não
47. Encaminhado para a Terapia Ocupacional por: _______________________
Observações gerais: ______________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
Responsável: pai (
)
mãe (
)
outros ( ) Quem? ___________________
Assinatura: ________________________________
Supervisor responsável
Estagiário responsável
(carimbo)
(carimbo)
Lins, _____/_____/_______.
FONTE: Creches; atividades para crianças de 0 a 6 anos.
ABRAMOWICZ, A. WAJSKOP, G. São Paulo: Moderna, 1995.
102
ANEXO B – ADAPTAÇÃO DO EXAME MOTOR DE G. B. SOUBIRAN ADAPTAÇÃO
MAIA, C. I. B.
Centro de Reabilitação Física Dom Bosco – Terapia Ocupacional
NOME:_________________________________________________________
IDADE:_______________________________________________________________
SÉRIE EM QUE ESTUDA:________________________________ ANO:___________
ESCOLA:_______________________________________ PROF.________________
DATA DA AVALIAÇÃO – INÍCIO:____/____/____ TÉRMINO:____/____/_____
I – COORDENAÇÃO FINA:
1. Diadococinesia: conceito _________________________________
2. Pianotagens: conceito ___________________________________
3. Exercícios Gráficos Média dos anexos ______________________
Anexo 1 conceito _______________________
Anexo 2 conceito _______________________
Anexo 3 conceito _______________________
Anexo 4 conceito _______________________
Anexo 5 conceito _______________________
Anexo 6 conceito _______________________
II – COORDENAÇÃO GLOBAL:
1. Andar: conceito ______________________________________
2. Correr: conceito ______________________________________
3
Dismetria: conceito ____________________________________
4 – Dissociação - média conceito ____________________________
•
Abrir e Fechar a mão: _________________________________
•
Abrir e Fechar a mão alternadamente: ____________________
•
Dissociação entre D e E: ______________________________
•
Bater pés alternadamente: _____________________________
•
Andar parado: _______________________________________
103
•
Bater mãos e pés ___________________________________
III – COORDENAÇÃO ÓCULO-MANUAL Média: __________________
1. controle visual ( círculo )- conceito _______________________
2. controle visual com objeto – conceito _____________________
IV – EQUILÍBRIO
1. ESTÁTICO Média: ___________________________________
• Imobilidade: (1 min) OF: ____________________________
• Um pé na frente do outro (10 seg.) O A/O F:_____________
• Um pé só: (10 seg.) O A /O F: ________________________
2. DINÂMICO Média:____________________________________
• Saltar com os dois pés juntos no mesmo lugar: ___________
• Saltar com um pé só: (5M) ___________________________
• Saltar com os dois pés juntos para frente: ( 5M) __________
V – ESQUEMA CORPORAL
1. Relaxamento: Média: __________________________________
•
Sentado : _________________________________________
•
Deitado: __________________________________________
•
Ombro: ___________________________________________
2. Desenho da Figura Humana: conceito ____________________
3. Nomear partes: conceito - ______________________________
4. Delinear partes: (proporcional) conceito ___________________
VI - LATERALIADDE
1.
Conhecimento da lateralidade:
•
Perguntar (à criança): Média: _______________________
• qual sua mão D?_______________
• qual o seu pé E?_______________
104
• qual o seu ombro D______________
• qual o seu olho D? ______________
• qual sua mão E?________________
• qual a sua perna E?_____________
• qual o seu ombro E?_____________
• qual o seu olho E?_______________
• qual o seu pé D?________________
• qual o seu braço E?______________
1.2 Ordenar (à criança): Média: _______________________
•
coloque sua mão D no seu olho E:_______________
•
coloque sua mão E no seu ombro D:_____________
•
coloque sua mão D na sua orelha D:_____________
•
coloque sua mão E no seu olho D:_______________
•
coloque sua perna D para o lado D:______________
•
coloque sua perna E para o lado E:______________
1.3 - Perguntar à criança no T. O: Média: ________________
•
qual a minha mão D? ____________________
•
qual o meu pé E? _______________________
•
qual o meu olho E?______________________
•
qual a minha mão E?____________________
•
qual o meu pé D?_______________________
•
qual a minha perna D?___________________
•
qual o meu olho D?______________________
•
qual a minha perna E?___________________
2.
Imitação de atitudes:
•
2.1 Direta (simples): conceito ________________________________
•
2.2. Cruzada: conceito: _____________________________________
3.
Sentido muscular: conceito :_________________________________
•
3.1__________________________
•
3.2__________________________
105
•
3.3__________________________
VII -ORIENTAÇÃO ESPACIAL
1. POSIÇÃO NO ESPAÇO Média:__________________________
• O que está acima de você?___________________________
• O que está abaixo de você?___________________________
• O que está a sua frente?______________________________
• O que esta atrás de você?_____________________________
• O que está ao seu lado direito?_________________________
• O que está ao seu lado esquerdo?______________________
2 ADAPTAÇÃO AO ESPAÇO - ( 2 a 3 metros) Média:_________
•
andar de uma parede a outra: ________________________
•
dar a metade dos passos: ___________________________
•
dar o dobro do número de passos:_____________________
•
dar um número maior: ______________________________
•
dar um número bem maior:___________________________
3 - RELAÇÃO PERTO-LONGE - Média:_______________________
•
O que está perto de você, aqui na sala?_________________
•
O que está longe de você, aqui na sala?_________________
•
Você mora perto ou longe da cidade?___________________
•
A sua casa é perto daqui? ___________________________
4 - NOÇÃO DE TAMANHO
Média :______________________
•
certo (
)
errado (
)
•
certo (
)
errado (
)
•
certo (
)
errado (
)
5 - ORIENTAÇÃO ESPACIAL NO PAPEL
•
anexo 7 - conceito:_________________________________
VIII- ORIENTAÇÃO TEMPORAL
1.
NOÇÃO DE ANTES E DEPOIS : Média : __________________
106
•
o que você estava fazendo antes de vir aqui? __________________________
•
qual o exercício que você fez antes deste? ____________________________
•
onde você estava antes de vir aqui? _________________________________
•
para você entrar numa sala de porta fechada, o que você faz?_____________
•
o que você faz depois que põe o pijama? _______________ _____________
•
o que você fez depois que entramos aqui na sala? ______________________
•
o que você fez antes do almoço?____________________________________
•
o que você fez depois do almoço?___________________________________
•
o que você faz antes do jantar?_____________________________________
•
o que você faz depois do jantar?_____________________________________
•
o que anda mais depressa: um carro ou um avião?______________________
•
o que anda mais depressa um coelho ou uma tartaruga?_________________
•
como você chega primeiro: correndo ou andando?______________________
2. ORGANIZAÇÃO DIÁRIA: Média:_________________________________
•
estamos na parta da manhã, tarde ou noite?____________________
•
a parte da manhã é antes ou depois do almoço?_________________
•
a parte da tarde é antes ou depois do jantar?____________________
•
o que vem depois da noite?__________________________________
•
qual a diferença entre o dia e a noite?__________________________
•
você vai à escola em qual parte do dia?_________________________
3. NOÇÀO DE RÍTMO
3.1 RITMO ESPONTÂNEO: Média- ________________________
• Lento:____________________________________________
• Rápido:___________________________________________
4. REPRODUÇÀO DE ESTRUTURAS RÍTMICAS: Média:___________
•
. . . .
•
..
•
..
.
..
•
..
..
..
•
.. .. ..
. ..
.
5 - ADAPTAÇÃO AO RÍTMO (andar acompanhado) conceito:_________
107
6- DIAS DA SEMANA: conceito:___________________________
7- MESES DO ANO conceito:______________________________
8- ESTAÇÕES DO ANO conceito:__________________________
X– NOÇÃO DE CÔR:
•
vermelha
certo (
)
•
amarela
certo (
)
•
azul
certo (
)
errado (
)
•
verde
certo (
)
errado (
)
errado (
)
errado (
)
X – NOÇÃO DE FORMA
•
Triângulo
certo (
)
errado (
)
•
Círculo
certo (
)
errado (
)
•
Quadrado
certo (
)
errado (
)
•
Retângulo
certo (
)
errado (
)
XI – NOÇÃO DE IGUALDADE: ___________________________________
XII - NOÇÃO NUMÉRICA: ( 0-30)
VERBAL:_________________
ESCRITA:________________
XIII - NOÇÃO ALFABETO: ( A-Z)
VERBAL:__________________
ESCRITA:__________________
Obs:_________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_______, ______de ___________de____.
FONTE: Manual do Examinador – Adaptação de G. B. Soubiran
Revisão e complementação por Célia Isabel Bento Maia
Profª. da disciplina Psicomotricidade – Depto. De Psicologia da Faculdade Ciências
da Fundação Educacional Bauru.
108
NOÇÃO NUMÉRICA – ESCRITA
109
NOÇÃO ALFABETO – ESCRITO
110
DESENHO DA FIGURA HUMANA
Partes do Corpo
111
Partes do Corpo
112
Anexo 1
113
114
115
116
117
118
119
ANEXO C - COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA
TERMO DE CONSENTIMENTO ESCLARECIDO
CEP / UNISALESIANO - (Resolução nº 01 de 13/06/98 – CNS)
I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE OU RESPONSÁVEL LEGAL
1. Nome do Paciente:
Documento de Identidade nº
Sexo:
Data de Nascimento:
Endereço:
Cidade:
Telefone:
U.F.
CEP:
1. Responsável Legal:
Documento de Identidade nº
Sexo:
Endereço:
Natureza (grau de parentesco, tutor, curador, etc.):
Data de Nascimento:
Cidade:
U.F.
120
II – DADOS SOBRE A PESQUISA CIENTÍFICA
1. Título do protocolo de pesquisa:
2.
3. Pesquisador responsável:
Cargo/função:
Inscr.Cons.Regional:
Unidade ou Departamento do Solicitante:
3. Avaliação do risco da pesquisa: (probabilidade de que o indivíduo sofra algum dano como
conseqüência imediata ou tardia do estudo).
SEM RISCO
RISCO MÍNIMO
RISCO MÉDIO
RISCO MAIOR
4. Justificativa e os objetivos da pesquisa (explicitar):
5. Procedimentos que serão utilizados e propósitos, incluindo a identificação dos
procedimentos que são experimentais: (explicitar)
6. Desconfortos e riscos esperados: (explicitar)
7. Benefícios que poderão ser obtidos: (explicitar)
8. Procedimentos alternativos que possam ser vantajosos para o indivíduo: (explicitar)
121
9. Duração da pesquisa:
10. Aprovação do Protocolo de pesquisa pelo Comitê de Ética para análise de projetos de
pesquisa em
/
/
III - EXPLICAÇÕES DO PESQUISADOR AO PACIENTE OU SEU
REPRESENTANTE LEGAL
1. Recebi esclarecimentos sobre a garantia de resposta a qualquer pergunta, a qualquer dúvida
acerca dos procedimentos, riscos, benefícios e outros assuntos relacionados com a pesquisa e o
tratamento do indivíduo.
2. Recebi esclarecimentos sobre a liberdade de retirar meu consentimento a qualquer momento e
deixar de participar no estudo, sem que isto traga prejuízo à continuação de meu tratamento.
3. Recebi esclarecimento sobre o compromisso de que minha identificação se manterá
confidencial tanto quanto a informação relacionada com a minha privacidade.
4. Recebi esclarecimento sobre a disposição e o compromisso de receber informações obtidas
durante o estudo, quando solicitadas, ainda que possa afetar minha vontade de continuar
participando da pesquisa.
5. Recebi esclarecimento sobre a disponibilidade de assistência no caso de complicações e danos
decorrentes da pesquisa.
Observações complementares.
122
IV – CONSENTIMENTO PÓS-ESCLARECIDO
Declaro que, após ter sido convenientemente esclarecido(a) pelo pesquisador,
conforme registro nos itens 1 a 6 do inciso III, consinto em participar, na
qualidade de paciente, do Projeto de Pesquisa referido no inciso II.
Download

a intervenção da terapia ocupacional na reeducação