UNISALESIANO Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium Curso de Terapia Ocupacional Elda dos Santos Aredes A INTERVENÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NA REEDUCAÇÃO PSICOMOTORA COM CRIANÇAS DE 7 A 9 ANOS, ATRAVÉS DE BRINCADEIRAS CANTADAS. LINS – SP 2009 ELDA DOS SANTOS AREDES A INTERVENÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NA REEDUCAÇÃO PSICOMOTORA DE CRIANÇAS DE 7 A 9 ANOS, ATRAVÉS DE BRINCADEIRAS CANTADAS. Trabalho de Conclusão de Curso apresentando à Banca Examinadora do Centro Universitário Católico Salesiano Auxilum, curso de Terapia Ocupacional sob a orientação dos professores M.Sc Renata Ferraz Prado Telles Medeiros e Esp. Jovira Maria Sarraceni. LINS – SP 2009 Aredes, Elda dos Santos. A724i A Intervenção da Terapia Ocupacional na reeducação psicomotora de crianças de 7 a 9, através de brincadeiras cantadas / Elda dos Santos Aredes. – – Lins, 2009. 132p. il. 31cm. Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium – UNISALESIANO, Lins-SP, para graduação em Terapia Ocupacional, 2009 Orientadores: Jovira Maria Sarraceni; Renata Ferraz Prado Telles Medeiros 1. Psicomotricidade. 2. Brincadeiras Cantadas. 3. Terapia Ocupacional. I. Título CDU 615.851.3 ELDA DOS SANTOS AREDES A INTERVENÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NA REEDUCAÇÃO PSICOMOTORA DE CRIANÇAS DE 7 A 9 ANOS, ATRAVÉS DE BRINCADEIRAS CANTADAS. Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium, para obtenção do título de Terapeuta Ocupacional. Aprovada em: _____/______/_____ Banca Examinadora: Prof.(a) Orientador(a): Renata Ferraz Prado Telles Medeiros Titulação: Mestre em Distúrbios da Comunicação Humana Assinatura: ________________________________ 1º Prof.(a): ______________________________________________________ Titulação: ______________________________________________________ _______________________________________________________________ Assinatura: ________________________________ 2º Prof.(a): ______________________________________________________ Titulação: ______________________________________________________ _______________________________________________________________ Assinatura: ________________________________ DEDICATÓRIA ! " AGRADECIMENTOS " #$ % % % % % & % # ' ( ) $ + * % , - . . - !. $ % & ( % # % # # # # /// . / ! " RESUMO O presente trabalho visa verificar se as brincadeiras cantadas é uma técnica adequada para tratar crianças com déficits psicomotores. Na psicomotricidade trabalha-se a globalidade do indivíduo; estuda a implicação do grupo, vivencia corporal, integração entre os objetos e o meio para realizar uma atividade. A psicomotricidade constitui o estudo relativo às questões motoras e psico-afetivas do ser humano. É fazer do indivíduo um ser de comunicação; um ser de criação; e um ser de pensamento operativo, onde a psicomotricidade levam em conta os aspectos comunicativos do corpo e da gestualidade do ser humano. As alterações corporais constituem-se, assim, no motivo das suas pesquisas e no da sua intervenção. O brincar compreende uma variedade de movimentos, condutas, gestos, sentimentos e consentimentos dos parceiros e fantasias que envolvem a criança no seu mundo de criação própria. Assim, a brincadeira pode ser entendida como uma ação lúdica com predominância de imaginação em constante interrelação com o jogo, érmitindo à criança a se apropriar de códigos culturais e de papeis sociais. Já as brincadeiras cantadas são entendidas como formas lúdicas de brincar com o corpo a partir da relação estabelecida entre o movimento corporal e expressão vocal, na forma de música, frases, palavras ou sílabas ritmadas. A pesquisa realizada no Centro de Reabilitação Física Dom Bosco – Clínica de Terapia Ocupacional, por um terapeuta ocupacional e seis sujeitos de ambos os sexos na faixa etária de 07 a 09 anos, mostra a utilização da Adaptação do Exame de G. B. Soubiran, em crianças que apresentam déficits psicomotores, evidenciados através do método escolhido, tratados sobre os aspectos das brincadeiras cantadas, para a superação dos déficits psicomotores apresentados na avaliação. Após intervenção, foram realizadas as reavaliações, onde se constatou significante melhora em todos os casos. Os casos estudados apresentaram os seguintes índices percentuais de superação: caso 1- 38,46%, caso 2 – 25,64%, Caso 3- 33,33%, Caso 4- 38,46%, Caso 525,64% e Caso 6- 38,47%. Os itens de coordenação motora global, orientação temporal e lateralidade foram os que mais se destacaram em superações. O trabalho propõe a utilização da avaliação como também da técnica das brincadeiras cantadas para o processo de reeducação psicomotora, podendo ser utilizado em outros grupos que apresentem também déficits psicomotores. Palavras-chave: Psicomotricidade. Brincadeiras cantadas. Terapia ocupacional. ABSTRACT This study focuses on whether the games sung is a suitable technique for treating children with psychomotor deficits. In psychomotor works with the whole individual, the implication of the study group, body experiences, integration between the objects and the means to carry out an activity. The psychomotor is the study of the issues motor and psycho-emotional human being. It is to be an individual's communication, a being of creation, and be thought an operating system, where the psychomotor take into account the communicative aspects of the body and gestures of humans. The body changes form is thus the reason of their research and its intervention. The play includes a variety of movements, lines, gestures, feelings and consent of the partners and fantasies that involve children in their world of their own creation. Thus the play can be understood as a playful action with a predominance of imagination in constant interplay with the game, Ermita child to appropriate cultural codes and social roles. Since the games are seen as sung playful ways to play with the body from the established relationship between body movement and vocal expression in the form of music, phrases, words or syllables rhythmically. Research conducted at the Center for Physical Rehabilitation Don Bosco Clinical Occupational Therapy, by an occupational therapist and six subjects of both sexes in the age between 07 and 09 years, shows the use of the Adaptation Exam G. B. Soubiran, in children with psychomotor deficits, evidenced by the method chosen, treatises on aspects of the games sung, to overcome the deficits shown in psychomotor evaluation. After intervention, the revaluations were conducted, which found significant improvement in all cases. The case studies showed the following percentage rates exceeded: case 1 38.46%, case 2 - 25.64%, Case 3 - 33.33%, Case 4 - 38.46%, Case 5 - 25.64% and Case 6 - 38.47%. Items global motor coordination, temporal orientation and handedness were the most distinguished in overruns. The paper proposes the use of evaluation as well as the art of games sung to the process of re hyperactivity, can be used in other groups also show psychomotor deficits. Key words: Psychomotor. Games sung. Occupational Therapy. LISTA DE FIGURAS Figura 1: Musica - Aquarela .......................................................................... 93 Figura 2: Musica - Se você esta Feliz ........................................................... 93 Figura 3: Musica - Se você esta Feliz ........................................................... 93 Figura 4: Musica - Escravos de Jó ................................................................ 94 Figura 5: Musica - Tia Monica ....................................................................... 94 Figura 6: Musica - Festa dos Insetos ............................................................ 94 LISTA DE QUADROS Quadro 1: Quadro dos resultados da Adaptação do Exame Motor de G. B. Soubiran-pré intervenção ............................................................................. 45 Quadro 2: Quadro dos atendimentos ........................................................... 48 Quadro 3: Quadro dos resultados da Adaptação do Exame Motor de G. B. Soubiran-pós intervenção ............................................................................. 57 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS N/P: Número de Participantes SI: Sem Idade SUMÁRIO INTRODUÇÃO.................................................................................................... 1 CAPÍTULO I PSICOMOTRICIDADE E REEDUCAÇÃO PSICOMOTORA ........ 3 1 PSICOMOTRICIDADE ...................................................................................... 3 1.2 Conceito e definições de reeducação psicomotora ........................................... 6 1.3 História da reeducação psicomotora ................................................................. 8 1.4 Etapas da reeducação psicomotora ................................................................ 11 1.5 Atividades psicomotoras importantes a serem reeducadas ............................. 13 1.6 Indicações da reeducação psicomotora .......................................................... 14 1.7 Terapia da reeducação psicomotora ............................................................... 15 CAPÍTULO II BRINCAR, BRINCADEIRAS E BRINCADEIRAS CANTADAS . 17 2 BRINCAR ....................................................................................................... 17 2.1 Brincadeira ...................................................................................................... 18 2.2 Brincadeiras cantadas ..................................................................................... 21 2.2.1 Divisão das brincadeiras cantadas .................................................................. 27 2.3 O movimento o ritmo e a música ..................................................................... 29 CAPÍTULO III MÉTODO DE AVALIAÇÃO PSICOMOTORA ........................... 33 3 AVALIAÇÃO PSICOMOTORA ....................................................................... 33 3.1 Teoria de Soubiran.......................................................................................... 34 CAPITULO IV A PESQUISA ............................................................................ 38 4 INTRODUÇÃO ................................................................................................ 38 4.1 Característica do local da pesquisa ................................................................. 38 4.2 Métodos .......................................................................................................... 39 4.3 Técnicas.......................................................................................................... 39 4.4 Casos em estudo: Anamnese dos casos......................................................... 40 4.4.1 Caso 1 ............................................................................................................ 40 4.4.2 Caso 2 ............................................................................................................ 41 4.4.3 Caso 3 ............................................................................................................ 42 4.4.4 Caso 4 ............................................................................................................ 43 4.4.5 Caso 5 ............................................................................................................ 43 4.4.6 Caso 6 ............................................................................................................ 44 4.5 Avaliações....................................................................................................... 45 4.6 Atividades de brincadeiras cantadas ............................................................... 48 4.7 Reavaliações .................................................................................................. 57 4.8 Resultados ...................................................................................................... 59 4.8.1 Caso 1 ............................................................................................................ 59 4.8.2 Caso 2 ............................................................................................................ 60 4.8.3 Caso 3 ............................................................................................................ 60 4.8.4 Caso 4 ............................................................................................................ 60 2.1.1 Caso 5 ............................................................................................................ 60 4.5.6 Caso 6 ............................................................................................................ 61 4.9 A palavra dos profissionais.............................................................................. 61 4.9.1 A Palavra do Professor A ................................................................................ 61 4.9.2 A Palavra do Professor B ................................................................................ 62 4.9.3 A Palavra do Professor de Educação Física A ................................................ 62 4.9.4 A Palavra do Professor de Educação Física B ................................................ 63 4.9.5 A Palavra do Terapeuta Ocupacional A ......................................................... 64 4.9.6 A Palavra do Terapeuta Ocupacional B .......................................................... 65 4.10 Discussão ....................................................................................................... 66 4.11 Conclusão sobre a pesquisa ........................................................................... 67 PROPOSTA DE INTERVENÇÃO ..................................................................... 69 CONCLUSÃO ................................................................................................... 70 REFERÊNCIAS ................................................................................................ 71 APÊNDICES ..................................................................................................... 74 ANEXOS ........................................................................................................... 97 INTRODUÇÃO Reeducação Psicomotora é a ação desenvolvida em indivíduos que sofrem com perturbações ou distúrbios psicomotores. Objetiva retomar as vivencias anteriores com falhas no processo de educação. Educando novamente o que o indivíduo não assimilou adequadamente em etapas anteriores. A psicomotricidade surge como um alicerce sensório-perceptivo-motor indispensável na contribuição do processo de educação e reeducação psicomotoras atua diretamente na organização das sensações, das percepções e nas cognições. Imagem corporal representa uma forma de equilíbrio entre as funções psicomotoras e a sua maturidade, favorecendo assim o desenvolvimento. A reeducação é fundamental no desenvolvimento psicomotor para que haja maior consciência dos movimentos corporais, integrados com sua emoção e expressados por esses movimentos. Atualmente, o número de crianças em processo de reeducação psicomotora, tem aumentado significantemente. Acredita-se que cada sujeito tem sua individualidade no seu processo de desenvolvimento. A brincadeira pode ser entendida como ação lúdica com predominância de imaginação em constante interrelação com o jogo, prevalecendo neste a organização de atividade por meio de regras. Existe diferenciação entre brincadeira e brinquedo: uma visualiza brincadeira como sinônimo de brinquedo; onde o brinquedo não é apenas o material, mas se materializa no ato de brincar; outra que pensa a brincadeira como o vivencial, a diversão, e não o objeto em si, sendo o brinquedo apenas o instrumento utilizado para brincar; a boneca, o pião, a bola e outros. As brincadeiras cantadas permitem a associação, tanto espontânea como organizada, de gesto e sonoridade. Essa possibilidade, reconhecidamente prazerosa no contexto infantil, permite que saberes culturais tradicionais sejam transmitidos a cada geração. Fundem musicalidade, dança, dramatização, mímica e jogos, representando um conhecimento de grande contribuição à vida de movimento da criança. 2 O presente trabalho tem por objetivo verificar se as atividades de brincadeiras cantadas são adequadas para o processo de reeducação psicomotora. O estudo descreve o trabalho realizado por um terapeuta ocupacional e 6 crianças com déficits psicomotores, evidenciados através da avaliação, intervenção e posterior reavaliação. Parte do questionamento: a Terapia Ocupacional utilizando atividades relacionadas às brincadeiras cantadas poderá intervir, influenciando e favorecendo o processo de reeducação psicomotora? A hipótese que direciona a pesquisa enfatiza a terapia ocupacional, utilizando atividades relacionadas às brincadeiras cantadas, que poderá intervir, influenciando e favorecendo seu resgate dos déficits psicomotores apresentados. O trabalho está assim dividido: Capitulo I e II apresentam literatura pertinente ao objetivo do trabalho, realizando revisão bibliográfica sobre a reeducação psicomotora e brincadeiras cantadas. Capitulo III enfatiza o método de avaliação psicomotora. Capitulo IV descreve a pesquisa, analisando, intervindo, acompanhando e descrevendo os estudos de caso pré e pós intervenção. Finalizando, seguem-se a proposta de intervenção e conclusão. CAPÍTULO I PSICOMOTRICIDADE E REEDUCAÇÃO PSICOMOTORA 1 PSICOMOTRICIDADE A Psicomotricidade tem sua origem no termo grego psyché, que significa alma, e no verbo latino moto, que significa “mover freqüentemente e agitar fortemente”. (BUENO, 1997) Para Bueno (1983) a Psicomotricidade está relacionada aos atos voluntários, os quais referem-se a vida de relação e se executam graças a contração dos músculos estriados esqueléticos, ditos voluntários, com o intuito de educação, reeducação ou terapia, conforme o caso. Ela procura a integração da energia do indivíduo, utilizando para isto, o movimento como um meio não fim, levando em consideração os aspectos afetivos, cognitivos, motrizes e sociais. Barreto (2000) enfatiza que via o corpo nos seus aspectos neurofisiológicos, anatômicos e locomotores, coordenando e sincronizando no espaço e no tempo para emitir e receber significados e significantes. Atualmente, percebe-se que psicomotricidade é o relarcionar-se através da ação, como um meio de tomada de consciência, de unificação do “Ser”, o qual corpo-mente-espírito-natureza-sociedade. As atividades desenvolvidas na educação psicomotora visam, conforme Fonseca (1995) e Le Boulch (1988), propiciar a ativação dos seguintes processos: a) vivenciar estímulos sensoriais para discriminar partes do próprio corpo e exercer um controle adequado sobre elas; b) vivenciar o corpo como um todo, pois este é o referencial primeiro em nossa relação conosco, com os outros, com os objetos e o meio; c) vivenciar através do próprio corpo e da interação com o mundo e com os objetos, a organização espaço-temporal. 4 d) vivenciar situações que levem a aquisição dos pré-requisitos básicos necessários a uma satisfatória iniciação ao cálculo, à leitura e à escrita, como noções de espaço e tempo, adequada linguagem oral, controle da respiração, ajuste de tônus e coordenação motora; e) vivenciar a tensão/relaxamento, visando a aquisição de um melhor ajuste tônico; f) vivenciar melhor o próprio corpo adquirindo uma melhor imagem corporal – requisitos indispensáveis ao um bom equilíbrio psicossomático. Estes processos deveriam ser ativados na primeira infância, quando a motricidade e o psiquismo estão intimamente interligados, formando um amálgama. Um bom desenvolvimento psicomotor favorece e é favorecido pelos seguintes tópicos: satisfatória dominância lateral, orientação espaço-temporal, tonicidade, coordenação motora global, coordenação motora fina e óculomanual, estruturação do esquema corporal e da imagem corporal. De acordo com Grunspun (2003) “na semiologia da psicomotricidade, interessa a integridade do esquema corporal, da tonicidade e do equilíbrio”. Significa relacionar-se através da ação, como um meio de tomada de consciência, de unificação do corpo e da mente e, conseqüente integração a si, ao outro e ao meio em geral. Os métodos psicomotores possuem por objetivo a integração comportamental da personalidade através de expressão terapêutica de sentimentos e movimento. Neste sentido, Fonseca (1995) comenta que a interação psicomotora na criança ilustra e materializa consequentemente, a totalidade dos padrões de aprendizagem. O desenvolvimento afetivo, o desenvolvimento motor e o desenvolvimento intelectual encontram-se no ser humanos indissociáveis. As células nervosas do sistema nervoso central sofrem, já nos primeiros anos de vida um entrelaçamento crescente, que é de grande importância para o futuro potencial de função. (WEINECK apud NICOLA; 2004) 5 O desenvolvimento global da criança só é possível por meio de uma educação ou reeducação psicomotora, que coloque em jogo, em uma só atividade os aspectos afetivos, cognitivos e motrizes. (SANTOS, 2008) Assim, o desenvolvimento global da criança se dá pelo movimento consciente, ação, experiência, criatividade, participação e domínio sobre os objetos. Para Barreto (2000), atualmente a educação e/ou reeducação psicomotora é o sustentáculo, o arcabouço de toda aprendizagem futura do sujeito. Na verdade, ela é o sustentáculo de toda personalidade futura. Negrine (2002) acredita que a psicomotricidade compreende o desenvolvimento psicomotriz a partir de bases teóricas de neuroanatomia funcional, tendo como base concepções sobre a motricidade que acreditam que o processo de desenvolvimento humano é decorrente dos processos de maturação. As capacidades e habilidades motrizes seguiriam um padrão evolutivo igualmente em todas as pessoas e poderiam ser avaliadas através de exercícios-testes padronizados para as diferentes idades. Variáveis como sexo, fatores culturais, experiências vivenciadas, não seriam levadas em conta. Na avaliação do perfil psicomotor da criança algumas variáveis eram analisadas, como o equilíbrio estático e dinâmico, coordenação motora global, fina e óculomanual, sincinesias, paratonias, lateralidade, orientação espacial e temporal. (ALVES, 2004) A psicomotricidade se sustenta em diagnósticos do perfil psicomotriz e na prescrição de exercícios para sanar possíveis descompassos do desenvolvimento motriz. A estratégia pedagógica baseia-se na repetição de exercícios, que são estereótipos criados e classificados constituindo as famílias de exercícios; de equilíbrios estáticos e dinâmicos de coordenação motora ocular, global e fina, de flexibilidade, agilidade e destreza. Dentro desse eixo da psicomotricidade, Langlade (apud NEGRINE, 2002) afirma que a educação psicomotriz é uma ação psicológica e pedagógica que utiliza os meios da reeducação psicomotora com a finalidade de normalizar ou melhorar o comportamento da criança. 6 Vayer e Picq (1988) explicam que, após a análise dos problemas encontrados, a psicomotricidade tem a finalidade de educar sistematicamente as diferentes condutas motoras, permitindo uma maior integração escolar e social. Em suas primeiras obras sobre a psicomotricidade, Aucouturier e Lapierre (1986) colocam que a “(...) organização espaço gráfica, necessária para a aquisição da leitura e da escrita necessitava da prévia organização do espaço de modo geral e inicialmente corporal”, com isso determinam como objeto de sua prática, crianças com algum grau de dificuldade de aprendizagem, como disléxicos, disgráficos, hiperativos, traçando o perfil psicomotor da criança e depois apresentando sequências de exercícios com o objetivo de sanar os problemas. Os estudos e o desenvolvimento das sessões de psicomotricidade eram destinados a crianças que apresentavam problemas de aprendizagem, mais especificamente na leitura, na escrita e no cálculo matemático. Esse método se sustenta no discurso de que o desenvolvimento de certas habilidades motrizes permite a melhora do desempenho nas aprendizagens cognitivas. A relação que o psicomotricista tem com a criança é uma relação de comando “(...) é uma intervenção no corpo de forma mecânica”. (NEGRINE, 1995, p. 56) 1.2 Conceito e definições de reeducação psicomotora Para Bueno (1998), a reeducação psicomotora tem como objetivo retomar as vivências anteriores com falhas ou as fases da educação ultrapassadas inadequadamente. Em termos gerais significa educar o que o indivíduo não assimilou adequadamente em etapas anteriores. A atribuição da reeducação psicomotora está contida em várias áreas profissionais: pedagogia, educação física, fonoaudióloga, fisioterapia, terapia educacional, psicologia, arte-educadores, educadores, médicos da especialidade motora ou psíquica, dentre outros. Mas o importante para uma 7 boa reeducação é a tranqüilidade e o intercâmbio afetivo e presente do reeducador com o educando, condição básica para uma adequada reeducação. Segundo De Fontaine (1980), a reeducação embasa sua eficácia no fato de que se remonta as origens aos mecanismos de base que estão na origem da vida mental, controle gestual e do pensamento, controlando as reações tônico-emocionais, equilíbrio, fixação, atenção, justa preensão do tempo e espaço. O essencial na reeducação psicomotora é a qualidade do relacionamento corporal e da comunicação afetiva, de acordo com o ritmo do paciente e não do terapeuta; a tentativa de acelerar o ritmo de evolução pelo terapeuta bloquearia o processo. Anokin (apud FERREIRA; THMPSON, 2000) acreditam que é preciso um diagnóstico diferencial claro o suficiente para delimitar a reeducação psicomotora. As modificações decorrentes da reeducação ocorrem pela via proprioceptiva, mais precisamente, como parte constituinte da síntese aferente do sistema funcional. A aferência situacional só pode ser constituída a partes das informações sobre o próprio corpo, a postura, sua posição no espaço, o grau das articulações, o estado tônico, o equilíbrio. Será a partir da reorganização dessas informações proprioceptivas que haverá a tomada de consciência das possibilidades de ação. Com a maturação do córtex frontal há um salto qualitativo no desenvolvimento pela antecipação da ação, estabelecimento programa de ação, verificação do resultado no seu curso. A percepção desse mesmo conduz a uma melhor percepção do espaço, das coordenadas visuo - espaciais e uma autêntica exploração orientada a um determinado fim. Rocha (2000) acredita que essa reeducação ajuda a resolver os problemas afetivos, quanto mais o tempo passa, mais a criança se bloqueia em um tipo de reação, sente-se mais angustiada. A reeducação ajudará a adotar um outro comportamento e pouco a pouco, os que o cercam haverão de forma positiva. A reeducação psicomotora tem por objetivo estimular a criança a ter vontade de viver de agitar-se de entrar em contato com as pessoas e coisas. Essa reeducação é dirigida às crianças que sofrem perturbações instrumentais 8 como: dificuldades ou atrasos psicomotores e dificuldades de aprendizagem escolares. O trabalho psicomotor beneficia a criança, no controle de sua motricidade. Utilizando maneira privilegiada a base rítmica associada a um trabalho, a uma técnica de controle tônico e de relaxação cautelosamente conduzido por profissionais especializados. Lima, Dourado e Rocha (2004) acreditam que a reeducação psicomotora surgiu, como um meio de combater a inadaptação psicomotora, pois apresenta uma finalidade reorganizadora nos processos de aprendizagem de gestos motores. É um alicerce sensório-perceptivo-motor indispensável na contribuição do processo de educação e reeducação psicomotora, pois atua diretamente na organização das sensações das percepções e nas cognições, visando a sua utilização em respostas adaptativas previamente planificadas e programadas. 1.3 História da reeducação psicomotora Atualmente coexistem na área da Psicomotricidade diversas vertentes. Historicamente, a psicomotricidade tratou o ser humano de forma fragmentada, baseada nos princípios fundamentais do dualismo cartesiano, que consistem em separar o corpo e a alma. Descartes (apud LEVIN, 1995) diz que o corpo é apenas uma coisa externa que não pensa, e que a alma, não participa de nada daquilo que pertence ao corpo. Posteriormente passou-se a considerá-lo em sua totalidade, isto é, o corpo começa a ser visto como uma unidade que expressa sentimentos e emoções que movem suas ações. (FALKENBACH, 2002) Os antecessores do campo psicomotor são a ginástica terapêutica e a psicodinamia. A ginástica terapêutica divulgada por Shreber (apud LEVIN, 1995) descreve sistemas de exercícios e técnicas de ginástica com o objetivo de obter e atingir a harmonia do espírito e do corpo. Para esta finalidade, define o período de dois a sete anos na faixa etária das crianças como a época dos 9 castigos corporais com ação terapêutica. Esse método teve como objetivo curar doentes e cultivar o corpo humano, modificando o homem e a sociedade. Negrine (2002) explica que o termo psicomotricidade originou-se na França, no final do século XIX e no início do século XX. Inicialmente esteve vinculado a estudos de neuropsiquiatria infantil apresentados por Dupré. Os estudos deste neuropsiquiatra abordam a síndrome da debilidade motriz e a síndrome da debilidade mental. Expondo pela primeira vez o que se costumou denominar de psicomotricidade da criança, verifica-se que, nesta fase, a psicomotricidade está inserida no eixo biomédico. A prática da psicomotricidade ainda seguia o modelo racionalista e dualista, com ênfase nos aspectos motores do movimento humano. Levin coloca que a prática psicomotora tem seu início com Edouard Guilmain em 1935. Esse médico inicia um novo método o qual é chamado de Reeducação Psicomotora, consistindo na aplicação de baterias de testes psicomotores para a avaliação do perfil da criança. Estabelece-se, então, um exame psicomotor padrão e um programa de sessões de acordo com as características dos distúrbios motores que o indivíduo apresenta, orientando as modalidades de intervenção do terapeuta. Os psicomotricistas, agora preocupados com a vida emotiva de seus pacientes, começam a citar vários autores da psicanálise, como S.Freud, M. Klein, D. Winnicott, W. Reich, P. Schilder, J. Lacan, M. Manoni, F. Dolto e Samí Alí. Com isso, surgem novas perspectivas clínicas – teóricas no campo psicomotor. (LEVIN, 1995) Segundo Negrine (2002), a psicomotricidade de cunho educativo deve estar destinada a crianças em idade escolar, pois nesta faixa etária, deve-se buscar diferentes formas de exteriorização corporal, além de explorar diferentes formas de expressão e de comunicação. Permitindo uma rica vivência simbólica, a ação psicopedagógica deve estabelecer diversas estratégias que visem o avanço desses processos. Negrine (2002) acredita que a vertente denominada Reeducação Psicomotora destina-se a crianças que apresentem déficit em seu funcionamento motor. Essa abordagem tem por finalidade ensinar a criança a reaprender como se executam ou se desenvolvem determinadas funções. Para 10 isso, avalia-se o perfil psicomotor da criança, utilizando métodos que consistem na aplicação de baterias de testes psicomotores. Após o diagnóstico, a criança é submetida a um programa de sessões que tem como objetivo suprir as dificuldades aparentes. Essa abordagem tem como base estudos da neuropsiquiatria infantil. Devido tudo isso é muito voltada ao aspecto motor e entende o ser humano como um corpo instrumental, isto é, uma máquina de músculos, que, se não estiverem funcionando, devem ser reparados. (LEVIN, 1995) Le Camus, ao analisar os estudos de Guilmain (1935 apud BARRETO, 2000), explica que a sessão de reeducação psicomotora destina-se a três propósitos principais: reeducar a atividade tônica com exercícios de atitude, equilíbrio e de mímica; melhorar a atividade de relação: com os exercícios de dissociação e de coordenação motora com apoio lúdico; desenvolver o controle motor: com exercícios de inibição para os instáveis e de desinibição para os emotivos. O início da reeducação psicomotora esteve centrado em uma prática que só se preocupava com o desempenho da criança frente aos seus métodos. Tratava-se de uma prática diretiva, mecanicista e dualista, não levando em consideração que o sujeito de sua prática, a criança, é um ser que expressa sentimentos e emoções em suas ações. Aucouturier (1986 apud BUENO, 1997), em conjunto com outros estudiosos do tema, começou a sentir a necessidade da evolução de seus ensinamentos e de suas práticas. O grupo estava preocupado em trabalhar com uma abordagem mais relacional, mais voltada a globalidade da criança. A respeito disso, Aucouturier enfatiza dizendo que: Quando falo de globalidade da criança, falo em respeitar seu senso-motricidade, sua sensorialidade, sua emocionalidade, sua sexualidade, tudo ao mesmo tempo, falo de respeitar a unidade de funcionamento da atividade motora, da afetividade e dos processos cognitivos; falo de respeitar o tempo da criança, sua maneira totalmente original de ser no mundo, de viver, de descobrir, de conhecê-lo, tudo simultaneamente (1986, p. 17) A principal mudança na evolução da reeducação psicomotora está na compreensão do corpo como uma unidade psicossomática cujo movimento possui significado. Com isso a postura do reeducador frente à criança toma 11 outra direção: ele passa a entendê-la como um ser de expressividade psicomotora. Sua relação com a criança passa a ser de empatia, de escuta, de interação e de ajustamento constante. Outro aspecto importante na reeducação psicomotora é que a formação do reeducador é composta por uma trilogia efetuada simultaneamente: a formação pessoal, a formação teórica e a formação prática, ambas completando e enriquecendo umas as outras. A formação pessoal tem como objetivo melhorar a disponibilidade corporal a partir de vivências corporais, mobilizando também as áreas da afetividade, da sexualidade e dos fantasmas, proporcionando mudanças de atitude e de tomadas de consciência. A formação teórica surge da necessidade que o psicomotricista tem de justificar, analisar e refletir sobre as principais teorias que baseiam seus procedimentos. E a formação prática, oportuniza a vivência concreta de seus estudos com as crianças Aucouturier, Darrault e Empinet. (apud ALVES, 2004) Assim, a reeducação psicomotora é destinada a crianças com idade até dez anos. Após essa idade, a prática psicomotora passa a uma prática corporal, e que a sessão psicomotora é composta por três espaços: o espaço sensório-motor, o espaço da emocionalidade e o espaço do distanciamento. (OLIVEIRA, 1997) A evolução que a reeducação psicomotora passou, serviu como o primeiro passo de uma trajetória que a psicomotricidade ainda percorre, isto é, o desenvolvimento de uma abordagem cada vez mais preocupada com o ser humano em sua totalidade inserido em um contexto sócio-cultural. 1.4 Etapas da reeducação psicomotora Reeducação psicomotora é o método usado pelo terapeuta para trabalhar a psicomotricidade do individuo. A psicomotricidade consiste em fazer o indivíduo tomar consciência de suas possibilidades e de seus limites permitindo-lhe o reconhecimento de seu corpo e o desenvolvimento de suas potencialidades expressivas. Os exercícios usados para a reestruturação do 12 esquema corporal reativam o próprio desenvolvimento dessas estruturas e acompanham as etapas da evolução da criança. As etapas aqui destacadas não têm qualquer caráter rígido imutável ou universal. São apenas pontos de referência. (BUENO, 1998) As etapas aqui destacadas são: a) Investigação do próprio corpo: é com efeito o primeiro estágio da reeducação do esquema corporal ela se faz por: designação, manipulação, contato corporal e utilização das partes do corpo. Inicialmente ela é segmentária e periférica. Progride pela atenção as grandes articulações que são frequentemente negligenciadas ou estão ausentes na imagem corporal. Quando a criança identificou todas as partes de seu corpo deverá então situá-las no espaço e em face de outros. b) Reconhecimento do corpo: trata-se de reconhecer ao mesmo tempo seu corpo e o do outro. Nessa etapa, a relação corporal com o terapeuta é de importância primordial. Ela procede por designação em si mesma, no outro e de partes no outro. A utilização de um espelho é muito útil nesse momento. c) Integração do esquema corporal: trata-se de permitir à criança o investimento em toda ou qualquer situação desse esquema corporal. Podem distinguir-se dois níveis: ação ou representação mental, passando essa última simbolização. Utiliza-se inicialmente a denominação dos segmentos corporais, de articulações, de movimentos e a imitação de posturas, atitudes e gestos típicos. A criança descreve o seu corpo e descreve os seus colegas. A seguir, o relaxamento permite da hipertonia para o canal da representação, a conscientização da massa corporal e de sua plenitude. Enfim, a verbalização é uma contribuição necessária por vezes indispensável. A estruturação do esquema corporal é fundamental em todas as reeducações que envolvem as funções motoras: coordenação, lateralização, equilíbrio e deslocamento. Ela é importante para a reeducação de aprendizagens, como higiene pessoal, micção, ler e escrever desempenham ainda grande papel nas reeducações que 13 visam o comportamento tônico emocional, inibição, timidez e instabilidade. 1.5 Atividades psicomotoras importantes a serem reeducadas Para se resgatar déficits psicomotores é importante selecionar atividades que busquem trabalhar os conceitos funcionais. Elas são essenciais para o adequado desenvolvimento motor e se apresentam em: a) Conduta motora de base: mais ou menos instintiva; a.1 Equilíbrio e postura (dinâmico, estático e recuperado); a.2 Coordenação dinâmica (saltar, trepar, sustentar-se, atirar); a.2.1 - Coordenação motora fina: capacidade de controlar os pequenos músculos para exercícios refinados (escrita, recorte, colagem, encaixe); a.2.2 Coordenação óculo manual: coordenação entre a visão e o tato; a.3 Esquema Corporal: é a imagem que criamos do nosso corpo, nas relações entre partes constitutivas e sobretudo nas suas relações com o espaço e objetos que nos rodeiam. a.4 Sincinesias: movimentação simultânea involuntária de outra parte do corpo, quando se movimenta uma determinada parte (língua fora da boca, quando se escreve); “As sincinesias se caracterizam pela participação, no curso dos movimentos, de músculos que normalmente não estão interessados nestes movimentos”. (GRUNSPUN, 2003) a.5 Condutas perceptivo motoras: ligadas à consciência e à memória: base do comportamento intelectual e as mais alteradas da deficiência mental leve e dos distúrbios de aprendizagem; a.6 Paratonia: é a persistência de uma certa rigidez muscular particular, caracterizada por inadequada incontinência das reações tônicas, podendo aparecer nas quatros extremidades ou somente em duas. 14 Organização espacial: estruturação do mundo exterior referindo-se primeiro ao eu referencial, depois a outros objetos ou pessoas em posição estática ou em movimento. b) Organização temporal: habilidade de reconhecer intervalos de tempo e de dominar os conceitos de tempo. c) Estruturação espaço temporal: é a capacidade avaliar tempo espaço interagindo-os de forma real e convencional numa sucessão em grandeza espacial. Permite ao indivíduo não apenas movimentar-se e reconhecer o espaço, mas também relacionar e dar sequência aos gestos, localizando as partes do seu corpo e situando-se no espaço, coordenar sua atividade e organizar sua vida cotidiana. d) Lateralidade: capacidade motora de percepção integrada dos dois lados do corpo. Como também de sua preferência. 1.6 Indicações da reeducação psicomotora Masson (1989) a reeducação psicomotora é muito ampla, praticamente é sempre aplicável, não oferecendo perigo, a não ser em alguns casos bem particulares e em técnicas muito especiais. Ela se dirige evidentemente a crianças ou adultos, mas também pode ser indicada como profilaxia sob forma educativa, para pessoas normais ou subnormais no decorrer de sua evolução e cujo desenvolvimento psicomotor nem sempre se realiza espontaneamente. Na maioria dos casos, ela se dirige a crianças e, sendo cada criança um caso particular. Cada pessoa tem sua personalidade própria e não possui nem as mesmas possibilidades instrumentais, neurofisiológicas, nem os mesmos problemas afetivos, nem o mesmo potencial evolutivo, nem mesmo ambiente familiar ou social. Ela deverá, se adaptar a cada um. Tem como finalidade organizar e criar traços que persistiram, procurando não destruir, se possível, as capacidades de outras organizações, respeitando assim, a originalidade e a criatividade de cada indivíduo. 15 A reeducação psicomotora é importante principalmente por seu valor de relacionamento, e às vezes, é indicada, simplesmente por razões de comportamentos inadequados, afetivos ou da personalidade, sem nenhuma deficiência psicomotora, considerando que esse tipo de relacionamento é o melhor para certas crianças. Esse tipo de raciocínio ilustra em parte a evolução das ideias a respeito das indicações para reeducação psicomotora. (MASSON, 1989) 1.7 Terapia da reeducação psicomotora A vertente chamada de terapia da reeducação psicomotora é destinada a crianças normais ou portadoras de deficiências físicas que apresentam dificuldades de comunicação, de expressão corporal e de vivência simbólica. (NEGRINE, 2002) Através da avaliação, diagnóstico e tratamento, essa abordagem possibilita, por meio da relação terapêutica, a compreensão das patologias psicomotoras e suas conseqüências, afetivas e cognitivas, tendo sempre como referência o desenvolvimento psicodinâmico da motricidade da criança. (CARNÉ, 2002) A terapia da reeducação psicomotora utiliza várias contribuições, da teoria psicanalítica, onde inúmeros conceitos são utilizados, como o inconsciente, transferência e imagem corporal. Agora os psicomotricistas estão mais atentos à vida emotiva de seus pacientes, dando importância à emoção, à expressão e à afetividade, considerando o corpo, a motricidade e a emocionalidade como uma globalidade e uma totalidade em si mesmas. (LEVIN, 1995, p. 41) Ajuriaguerra (1998), explica que a terapia da reeducação psicomotora não se restringe somente a modificar o tônus de base e as habilidades de posição e rapidez, mas modificar o corpo em seu conjunto, no modo de perceber e apreender as aferências emocionais. Segundo Aucouturier e Lapierre (1985), a criança possui problemas, deficiências e falhas, mas cabe ao terapeuta reconhecer suas potencialidades 16 e trabalhar com o que há de positivo na criança, partindo daquilo que ela faz espontaneamente, daquilo que sabe fazer, do que gosta de fazer. A terapia da reeducação psicomotora só pode ser realizada em ambiente apropriado, ou seja, em clínica especializada, hospital psiquiátrico, grupo de ajuda psicopedagógica ou centro médico pedagógico. A sessão de terapia psicomotora se desenvolve de forma individualizada ou grupal. A relação que o terapeuta estabelece com a criança é de sintonia, escuta, empatia e o seu corpo é o depósito das emoções da criança, o tempo da sessão é de acordo com a disponibilidade da criança e vice-versa. (AUCOUTURIER e LAPIERRE, 1985) Levin ainda complementa: A terapia da reeducação psicomotora centra o seu olhar a partir da comunicação e da expressão do corpo, no intercâmbio e no vínculo corporal, na relação corporal entre a pessoa do terapeuta e a pessoa do paciente em diálogo de empatia tônica. (1995, p.42) Na forma de pensar de Negrine (2002), o trabalho terapêutico, a partir da perspectiva lúdica, requer muita disponibilidade corporal do terapeuta com a criança portadora de qualquer deficiência, pois ele, através dos estímulos e intervenções que faz constantemente, tem a possibilidade de criar atitudes comportamentais na criança. Esse nível de intervenção é que diferencia a psicomotricidade da reeducação terapêutica da educativa. Nessa abordagem cabe ao terapeuta uma constante adaptação à evolução da criança, uma forte capacidade de escuta e o mais importante, não impor às crianças os seus desejos e sim, ajudá-las na evolução e na criação de seus próprios desejos. CAPÍTULO II BRINCAR, BRINCADEIRAS E BRINCADEIRAS CANTADAS 2 BRINCAR Para Santos (2006), ao brincar, a criança está a ser constantemente estimulada e não apenas a queimar energia. Ao mesmo tempo em que brinca conhece o mundo, as suas regras e as pessoas que a rodeiam. O brincar permite a expressão de conflitos e afetos, oferecendo-se como uma via de exprimir aquilo que não é acessível pela palavra. Ao mesmo tempo recria esse mundo, procurando, inventando e experimentando novas formas de compreensão da realidade e das relações. Prepara-se para o futuro e aprende formas de resolver as situações que se lhe apresentam. Paralelamente, ao brincar, a criança pode imitar o adulto sem receio de uma comparação que a colocaria sempre numa posição desfavorável. Esse distanciamento leva a criança a um mundo onde ela tem todo o poder, onde pode criar sem receio, onde as regras dos adultos não têm valor. O brincar de uma criança é, sem dúvida, um indicador do seu desenvolvimento e uma forma de a compreendermos. Por outro lado, o brincar é, por si só, uma forma de desenvolvimento e de estruturação, em que se ensaiam diferentes papéis, se mobilizam defesas e se integram e elaboram os acontecimentos. Pelo brincar, é possível entrar no mundo dos adultos e treinar os seus comportamentos. Pelo brincar, é possível dar nome aos fantasmas internos e derrotá-los de modo simbólico. (SANTOS, 2006) Esse compreende uma variedade de movimentos, condutas, consentimentos dos parceiros e fantasias que envolvem a criança no seu mundo de "faz-de-conta", ao mesmo tempo tão real. (LARA; PIMENTEL, RIBEIRO, 2008) 18 O brincar que envolve movimento permite que haja uma percepção mais apurada dos objetos que estão em volta, contribuindo para a descoberta de limites, a exploração do espaço, a realização de atividades desafiadoras, o estabelecimento de relações, a elaboração de conceitos, entre tantas outras coisas. Durante muito tempo brincar foi considerado uma mera atividade lúdica, associada essencialmente ao lazer. Com o conhecimento mais intenso que se teve do ser humano, do desenvolvimento do cérebro, descobriu-se que o brincar é uma forma de aprender. (OMO, 2009) Para Santos (2006) brincar deve incitar e favorecer o movimento, a cognição, aprendizagem das regras e a criação. A oferta de estímulos adequados pode auxiliar nesse processo, mostrando para a criança que o mundo não está pronto e que pode ser alterado. A atividade predominante na infância é o brincar e vem sendo explorado no campo científico, com o intuito de caracterizar as suas peculiaridades, identificar as suas relações com o desenvolvimento e com a saúde e, entre outros objetivos, intervir nos processos de educação e de aprendizagem das crianças. (SANTOS, 2006) Para Dohme (2002), as crianças têm diversas razões para brincar e uma destas razões é o prazer que podem usufruir enquanto brincam. Além do prazer, as crianças também podem, pela brincadeira, exprimir a agressividade, dominar a angústia, aumentar as experiências e estabelecer contatos sociais. Mello e Valle (2005), em conformidade com estes estudos em uma discussão sobre a influência do brincar no desenvolvimento infantil, acrescentam que o brinquedo proporciona a exteriorização de medos e angústias e atua como uma válvula de escape para as emoções. Os aspectos simbólicos de sociabilidade, linguagem e cognição também são estimulados na brincadeira. No que se refere ao brincar, afirmam que o brinquedo possibilita o desenvolvimento infantil em todas as dimensões, o que inclui a atividade física, a estimulação intelectual e a socialização. O brincar pode ser visto primeiramente como produção cultural predominantemente imaginária, dotada de significado, seu valor torna-se inconteste na educação informal (LARA; PIMENTEL, RIBEIRO, 2008) 2.1 Brincadeira 19 Oliveira (1986) orienta acerca da diferenciação entre brincadeira e brinquedo a partir de duas destacadas linhas teóricas: uma visualiza brincadeira como sinônimo de brinquedo, o brinquedo não é apenas o material, mas se materializa no ato de brincar. A outra visualiza brincadeira como o vivencial, a diversão, e não o objeto em si, sendo o brinquedo apenas o instrumento utilizado para brincar, boneca, bola, pião e outros. A brincadeira pode ser entendida como ação lúdica com predominância de imaginação em constante interrelação com o jogo, prevalecendo a organização da atividade por meio de regras. (LARA; PIMENTEL, RIBEIRO, 2008) Os brinquedos como "objeto palpável, finito e materialmente construído", que vão desde os artesanais até os inteiramente industrializados. A brincadeira caracteriza-se por sua ação e seria diferente do jogo. Costa (2000) posiciona-se: De onde vêm as brincadeiras? Ninguém responde com certeza. Elas são universais e fazem parte da cultura popular, como a literatura oral, a música e a culinária. Entende ser impossível dar a palavra final sobre o surgimento de uma brincadeira, pois ela agrega variante e se transforma ao longo do tempo. Faz menções aos jogos infantis presentes na Odisséia de Homero, às bonecas colocadas nos túmulos de crianças gregas (Séc. IV a.C.), aos piões, bonecas, soldadinhos, histórias de monstros e canções de ninar trazida pelas famílias européias que chegavam ao Brasil, às danças africanas e suas criaturas assustadoras, às danças, músicas e lendas indígenas, dentre outras, revelando a dificuldade em saber a origem de determinada brincadeira, brinquedo ou jogo, dadas as mesclas culturais que vão ocorrendo frente ao processo de construção cultural. Existem brincadeiras que se adaptam melhor ás crianças, outras, ao adulto, mas cabe ao terapeuta adequá-las à fase do desenvolvimento, às suas necessidades e ao momento. Podemos dizer, então, que a classificação das “brincadeiras” pode estar relacionada à idade, as características individuais e ao contexto em que for realizar. (VERDELI, 2002) 20 A brincadeira é a atividade principal da infância. Essa afirmativa se dá não apenas pela frequência de uso que as crianças fazem do brincar, mas principalmente pela influência que esta exerce no desenvolvimento infantil. Vygotsky (1991) ressalta que a brincadeira cria as zonas de desenvolvimento proximal e que elas proporcionam saltos qualitativos no desenvolvimento e na aprendizagem infantil. Leontiev (1994) e Elkonin (1998) ampliam esta teoria afirmando que durante a brincadeira ocorrem as mais importantes mudanças no desenvolvimento psíquico infantil. Para estes autores a brincadeira é o caminho de transição para níveis mais elevados de desenvolvimento. A brincadeira também permite à criança a se apropriar de códigos culturais e de papéis sociais. (BROUGÈRE e WAJSKOP, 1997) Isidro e Almeida (2003), afirmam que as regras de uma brincadeira, ou jogo, estão intimamente ligadas ao conhecimento que as crianças têm da realidade social na qual estão inseridas. A brincadeira, seja simbólica ou de regras, não tem apenas um caráter de diversão ou de passatempo. Pela brincadeira a criança, sem a intencionalidade, estimula uma série de aspectos que contribuem tanto para o desenvolvimento individual do ser quanto para o social. A brincadeira desenvolve os aspectos físicos e sensoriais. Os jogos sensoriais, de exercício e as atividades físicas que são promovidas pelas brincadeiras auxiliam a criança a desenvolver os aspectos referentes à percepção, habilidades motoras, força e resistência e até as questões referentes à termorregulação e controle de peso. Outro fator que pode ser observado na brincadeira é o desenvolvimento emocional e da personalidade da criança. (SMITH, 1982) Um cérebro infantil precisa ser desafiado, ele precisa ser estimulado - obviamente dentro de limites e nunca transbordando para o excesso. Mas, na medida em que ele é mais estimulado, ele apresenta condições de desenvolvimento muito superior. (...) A brincadeira desenvolve toda potencialidade corporal e cerebral. A brincadeira é muito desafiante. (...) Por isso, o brincar não pode mais ser visto como uma prenda, como aquele minuto com o qual se preenche o tédio, mas sim como uma atividade absolutamente essencial para o desenvolvimento do ser humano em toda a plenitude. (OMO, 2009) 21 A brincadeira também é uma rica fonte de comunicação, pois até mesmo na brincadeira solitária a criança, pelo faz de conta, imagina que está conversando com alguém ou com os seus próprios brinquedos. Com isso, a linguagem é desenvolvida com a ampliação do vocabulário e o exercício da pronúncia das palavras e frases. (MELO e VALLE, 2005) Outro fator positivo para o desenvolvimento é a utilização da brincadeira ou dos jogos entre pares de idades semelhantes. Para Isidro e Almeida (2003), é entre os jogos com pares semelhantes, seja na condição social ou cognitiva, que o desenvolvimento tem a sua expressão máxima. Sluckin (apud SANTOS, 2006) também afirma que a brincadeira é uma oportunidade para interação entre pares em um contexto nas quais muitas lições relevantes para a vida adulta são aprendidas. Melo e Valle (2005), acreditam que a brincadeira promove a educação para hábitos da vida diária, enriquece a percepção, desperta interesses, satisfaz a necessidade afetiva e permite o domínio das ansiedades e angústias. A brincadeira pode ser uma eficaz ferramenta a ser utilizada para estimular e promover a aprendizagem das crianças. (CORDAZZO, 2003) 2.2 Brincadeiras cantadas Cordi (2009) enfatiza que as brincadeiras cantadas são tão antigas quanto nossa história, sem contar o tempo em que nossos primeiros brasileiros curumins brincavam e cantavam. Mais que passatempos, as brincadeiras de roda desenvolvem a expressão oral, a audição e o ritmo dos pequenos. Enquanto rodam no pátio cantando as divertidas canções eles ainda se exercitam trabalhando o equilíbrio e a coordenação motora. As brincadeiras cantadas podem e devem ser repassadas para geração atual de crianças que não tiveram a chance de conhecê-las. Deve-se permitir, na educação Infantil, o acesso à memória cultural da infância e suas deliciosas brincadeiras musicais que marca para toda a vida quem as vivenciou. Ao apresentar um repertório de 22 canções da cultura infantil, mostramos na realidade, brincadeiras musicais que, se envolvem o cantar e também o movimento. Para Lara; Pimentel e Ribeiro (2008) as brincadeiras cantadas são entendidas como formas lúdicas de brincar com o corpo a partir da relação estabelecida entre movimento corporal e expressão vocal, na forma de músicas, frases, palavras ou sílabas ritmadas. Integram a cultura popular ou fazem parte das criações contemporâneas, representando uma possibilidade de potencializar o "lúdico" no contexto educacional. Brincadeiras cantadas podem ser caracterizadas como formas de expressão do corpo, sendo representadas pela associação de musicalidade e movimento. Escravos de Jó, Terezinha de Jesus Marcha soldado, Capelinha de melão e Ciranda-cirandinha são algumas cantigas que, associadas a formas diferenciadas do "movimentarse", caracterizam-se como brincadeiras cantadas de importante contribuição educacional. Embora sejam inúmeras as brincadeiras cantadas que integram o folclore, existem aquelas que não fazem parte desse universo. Atualmente, devido ao avanço tecnológico dos meios de comunicação, é crescente o acesso ao trabalho de educadores que criam suas próprias músicas e formas de brincá-la, tendo uma preocupação com os aspectos pedagógicos de suas produções. (LARA; PIMENTEL, RIBEIRO, 2008) Contudo, é preciso ficar atento às invasões ao universo infantil pelo viés puramente comercial, consumista, levando a camuflar as manifestações de domínio público ou a utilizá-las para fortalecimento da indústria cultural. Tratase de uma prática que vem tomando grandes vultos na atualidade e que precisa ser tratada com cautela pelo educador como forma de se precaver de oportunismos desprovidos de compromisso educacional. (LARA; PIMENTEL, RIBEIRO, 2008) Porém, não se pode esquecer que, a brincadeira também permite transcender a realidade imediata, haja vista a presença, mesmo que minoritária, de outras realidades sociais que estabelecem intercâmbio com aquela na qual a criança vive. Embora a criança geralmente não possa agir diretamente sobre parte da realidade, a atividade lúdica se torna "uma das formas pelas quais a criança se apropria do mundo, e pela qual o mundo 23 humano penetra em seu processo de constituição enquanto sujeito histórico". (ROCHA, 2000) Para Brandão e Froeseler (1997) uma das atividades físicas mais aplicáveis à criança é sem dúvida, as brincadeiras cantadas. Em todas as partes do mundo, ao passarmos por uma rua, onde crianças brincam despreocupadamente, é comum ver-se, de maneira natural e espontânea, a utilização da brincadeira cantada, em qualquer das suas formas. As brincadeiras cantadas são visualizadas em sua construção cultural, em suas possibilidades rítmico-expressivas e contribuição educacional, por entendermos que se trata de uma manifestação da cultura de movimento humano que traduz sutilezas, peculiaridades e riquezas do universo infantil. É geralmente por meio das brincadeiras cantadas que crianças compartilham suas memórias, constituindo não somente um tipo de educação informal como, também, uma espécie de produção cultural comum. Para Pinto (apud LARA; PIMENTEL, RIBEIRO, 2008), as crianças constroem os seus mundos sociais, isto é, constroem o ambiente que as rodeia e a sociedade mais vasta em que vivem. Esse autor lembra que se observadas às situações nas quais as crianças são protagonistas, grupos de brincadeiras, haverá mudanças na forma de entendê-las, de seres não autônomos para possuidores de certo grau de autonomia. Nesse sentido, é possível presumir que uma mudança na forma de compreender a criança impulsiona mudanças educacionais no trato pedagógico com os conteúdos infantis. O desafio dado à educação formal é como tratar metodologicamente dessa manifestação, considerando suas possibilidades e suas contradições. Para tanto, é importante atentar para as feições assumidas pelas brincadeiras cantadas na transmissão de saberes no âmbito informal e formal. (LARA; PIMENTEL, RIBEIRO, 2008) As brincadeiras cantadas permitem a associação, tanto espontânea quanto organizada, de gesto e sonoridade. Esta possibilidade, reconhecidamente prazerosa no contexto infantil, permite que saberes culturais tradicionais sejam transmitidos a cada geração. 24 Felinto (apud LARA; PIMENTEL, RIBEIRO, 2008), constatam que cantigas e rodas infantis conhecidas desde o século XVII resistem, da mesma forma ou com algumas adaptações, nas cinco regiões do Brasil, ajudando as crianças a entender o mundo. Assim, mesmo sem uma noção clara da origem das brincadeiras cantadas é possível visualizá-la a partir das mesclas culturais entre branco, negro e índio que conduziram à criação de formas de representação corporal, transmitidas e (re) significadas ao longo dos séculos. Noda (apud LARA; PIMENTEL, RIBEIRO, 2008), esclarecem que é impossível determinar com precisão a origem das brincadeiras cantadas. Parece que muitas delas são restos de antigas cerimônias que passaram a jogos de adultos e que, posteriormente, foram transformados em divertimentos de crianças. A esse respeito, Pimentel (2003) elucida que as brincadeiras cantadas são bastante antigas, podendo ser uma interpretação infantil das danças circulares sagradas. As crianças cantavam as músicas e o elemento lúdico teria impulsionado a realização de alterações nestas danças, resultando em novas formas de dançar. As brincadeiras cantadas fundem musicalidade, dança, dramatização, mímica e jogos, representando um conhecimento de grande contribuição à vida de movimento da criança. As brincadeiras cantadas integram o conjunto de cantigas próprias da criança e por ela entoadas em seus brinquedos ou ouvidas dos adultos quando pretendem fazê-la adormecer ou instruí-la, transmitidas pela tradição oral. Assim alguns dos objetivos visados com a aplicação dos brinquedos cantados seriam: a) auxiliar no desenvolvimento da coordenação sensório-motora; b) educar o senso rítmico; c) favorecer a socialização; d) estimular o gosto pela música; e) movimento; perpetuar tradições folclóricas; f) incentivar o civismo; g) favorecer o contato sadio entre indivíduos de ambos os sexos; h) disciplinar emoção: timidez, agressividade, prepotência; 25 i) incentivar a auto-expressão e a criatividade. É importante destacar que, embora a brincadeira cantada enseje em si mesma o objetivo de seu aprendizado, por meio dela é possível tratar pedagogicamente outros conteúdos. A principal intermediação estaria no desenvolvimento do ritmo e da expressão, ou seja, o conhecimento das percepções e habilidades necessárias ao corpo, bem como à produção de movimentos correspondentes às vibrações sonoras e aos significados daquilo de que é cantado. Pimentel (2003) enfatiza que atualmente, mesmo com a invenção de novas músicas infantis, as brincadeiras cantadas são muito comuns entre crianças, especialmente no interior do país. Um aspecto inegável da relação entre o lúdico e a cultura está na constante recriação dessas músicas, que mudam conforme a geração e a localidade. Embora essas atividades mereçam valorização, muitas canções trazem ranços de discriminação sexual, racial ou econômica que precisam ser repensadas quanto ao seu conteúdo. Parece relevante, no trato com esse conhecimento, estruturar metodologicamente as brincadeiras cantadas, enfocando: a) Despertar o interesse das crianças pelas manifestações culturais e pelo reconhecimento dos temas sugeridos e desenvolvidos nas brincadeiras; b) Entender a brincadeira cantada como meio de educação, ludicidade, desenvolvimento rítmico, musical e gestual de contribuição ao mundo de movimento dos indivíduos; c) Perspectivar a brincadeira cantada como fonte de simbologias e possibilidade de interpretação de sentidos e conotações que possam sugerir; d) Visualizar a brincadeira cantada como fonte de pesquisa e conhecimento, sobretudo das transformações do próprio brincar, da infância e do lúdico; e) Oportunizar as crianças o contato com brincadeiras cantadas diversificadas que foquem tanto o jogo, quanto a dança, a 26 dramatização e a mímica, enriquecendo as suas possibilidades culturais. f) Favorecer a pluralidade de formas desse manifestar-se. Além de organizá-las conforme conteúdo e origem sociocultural e étnica. Para o trabalho com as brincadeiras cantadas é importante ainda considerar: ensino da letra e discussão do tema abordado, dependendo da faixa etária; contextualização da brincadeira quando possível, época em que foi criada, formas diferenciadas de realização e transformações observadas; ensino da melodia; construção da gestualidade de forma coletiva ou sugestão de condução dada pelo terapeuta e, após, modificação da atividade pelas crianças, recriando a brincadeira e levando a novas formas de estruturação da mesma. Podem ser realizadas movimentações que tenham relação com a letra forma de dramatização ou que apresentem um gestual diferente do que a letra solicita. (PIMENTEL, 2003) Não obstante esse conteúdo ser melhor correspondido na primeira infância, o brincar permanece noutras fases da vida. Por isso, entender que algumas brincadeiras, especialmente aquelas que não tocam diretamente o mundo infantil por suas letras e forma de representação gestual, podem perfeitamente transitar por todas as faixas etárias, inclusive entre os adolescentes. E qual a forma de saber quais as brincadeiras que se adéquam a essa faixa etária? Uma das possibilidades é perceber a construção rítmica, as letras e formas de representá-la corporalmente. Outra é experimentar. Verdeli (2002) comenta que há muitos anos os pesquisadores da área de educação reconheceram a importância das brincadeiras cantadas como um veículo de desenvolvimento social, emocional e intelectual. As brincadeiras cantadas, as atividades recreativas têm em sua essência, a ludicidade, e por ludicidade ser um pré – requisito inerente ao próprio homem, especialmente na fase infantil, ela nunca poderá estar desvinculada do processo educativo. As brincadeiras cantadas, como o nome já diz, são atividades diretamente relacionadas com o ato de cantar. Entoadas tanto pelas crianças, como pelos adultos, são cantigas que vieram de geração a geração e que se propagaram pela tradição oral, na maioria das vezes. Muito diferente do que se pensa brincadeiras cantadas não necessariamente representam “brincar” em círculos 27 de mãos dadas, pois existem brincadeira que não incluem o movimento de rotação. As Brincadeiras Cantadas podem abranger brinquedos de pegar, esconder, cabra-cega, palmas, marcha, fileira, colunas e as cantigas de roda, que possuem uma classificação diferenciada. Inquestionavelmente acredita que a música tem mostrado efeitos significativos sobre o comportamento das crianças, em especial as brincadeiras cantadas por trabalharem com a afetividade, emoção, o prazer e a alegria. O entoar de canções “permite a fruição do prazer de uma ação compartilhada por todos, criando-se um clima de alegria e de despreocupação importante para a integração e para a coesão grupal”. (PAIVA, 2006, p 11) Para Fregtman (apud PAIVA, 2006) cantar e dançar, portanto ajudam na interação corporal e musical e, consequentemente, emocional entre as crianças. Paiva (2006) enfatiza que as brincadeiras cantadas têm o papel fundamental no desenvolvimento da criança. Através das brincadeiras cantadas a criança pode partilhar com os outros sua própria história, bem como suas emoções e de certa forma elaborá-la protegida dos limites do círculo. O círculo é um fator inclusivo, todos se dão as mãos e todos participam da mesma maneira. No círculo todos, são iguais. Não há o mais forte, nem o mais rápido, nem o melhor. Ninguém é ignorado. A roda representa o Todo. É o primeiro processo na contribuição da construção de uma ecologia social. Apresentam em sua dinâmica, convites para que as crianças troquem contatos afetuosos. Esses contatos são necessários para o desenvolvimento infantil. Brincando, a criança se desenvolve integralmente, tanto física, psicológica e socialmente. 2.2.1 Divisão das brincadeiras cantadas Segundo Brandão e Froeseler (1997) as brincadeiras cantadas podem ser divididas: a) Quanto ao conteúdo da letra: − Temas de vida social: “Ciranda, cirandinha”. 28 − Temas da natureza: “A pombinha voou”, “Cachorrinha está latindo”, “Festa dos insetos”, Meu pintinho amarelinho”, “ a dona aranha”. − Temas instrutivos: “As estações do ano”, “O bá-bé-bí-bó-bu”, “Bom dia amigo”. − Temas do romanceiro: “Terezinha de Jesus”, “O cravo brigou com a rosa”, “Esta rua tem um bosque”. b) Quanto ao andamento: − Rodas lentas: “Terezinha de Jesus”. − Rodas moderadas: “Escravos de Jô”, “Sambalelê”. − Rodas vivas: “Pirolito que bate, bate”, “ Se você esta feliz”. − Rodas alternantes: “O cravo brigou com a rosa”. c) Quanto à execução musical: − Côro: “A canoa virou”, “Escravos de Jô”. − Solo e côro: “Senhora viúva”, “Esta rua tem um bosque”. − Forma mista (côro e parte falada ou declamada): “Ciranda, cirandinha”. d) Quanto à estrutura: − Tipo aaa (em que todas as quadras são cantadas com a mesma melodia): “A moda das tais anquinhas”, “ Agora eu vou andar devagarzinho”. − Tipo ab (que reúne duas melodias diferentes): “O cravo brigou com a rosa”. − Tipo abc (em que se sucedem três ou mais diferentes melodias): “Eu fui ao Tororó”. e) Quanto à formação: − Roda simples: “Ainda não comprei”. − Roda com um figurante no centro: “Ciranda”. − Roda com dois ou mais figurantes no centro: “O cravo brigou com a rosa”. − Roda com um figurante fora: “A mão direita tem uma roseira”. − Roda com figurante fora e dentro: “A linda rosa juvenil”. − Roda assentada: “Escravos de Jó”. 29 − Rodas concêntricas: “Onde está a margarida”. f) Quanto à movimentação: − Marcha simples: “Ai! – eu entrei na roda”. − Marcha na ponta dos pés: “Eu sou a borboleta”. − Saltitos: “Atirei um pau no gato”. − Roda em cadeia ou serpentina: “Havia um novo navio”. − Rodas que acentuam um determinado ritmo ou marcam os tempos fortes da melodia: “Ciranda, cirandinha”, Pirulito que bate, bate”, “Palma, palma, palma...”. − Rodas imitativas: “Carneirinho, carneirão”, “Tia Mônica”. − Misto de roda e dança: “Os quindô-le-lê...”, “Minha vó”. − Rodas dramatizadas: “O cravo brigou com a rosa”. Em qualquer das rodas sempre há exemplo de qualquer um dos grupos citados; de certa maneira, podemos afirmar que todas as rodas são mistas, quanto à sua movimentação, prevalecendo nesta ou naquela, uma ou outra característica. 2.3 O movimento o ritmo e a música Para Verderi (1999), a música é um fenômeno corporal de grande receptividade. Mesmo antes de nascer ainda no ventre da mãe a criança já entra em contato com o universo sonoro: vozes de pessoas, sons produzidos por objetos, sons da natureza, dos seres vivos, do acalanto de sua mãe e outros. É muito grande a influência que a música exerce na criança. Notar num bebê que ao mínimo som se movimenta, que a música estimula suas funções sensoriais e afetivas. E é por esse motivo que a música deve fazer parte da nossa proposta educacional, sem levar em conta seu fator estimulante, pois é muito bom dançar com música, a criança canta, dança e se movimenta; se realiza. (VERDERI, 1999) 30 A música sempre esteve ligada a vida do homem. O homem primitivo já dançava, e para dançar, além dos instrumentos que eles utilizavam para emitir o som e formar a música eles cantavam (VERDERI, 1999) Mas independente da cultura que faça parte, a música possui elementos básicos que se faz necessário conhecermos para poder estarmos melhor adequando às atividades ao ministrar nossas aulas de dança. Segundo Bassedas (apud CORD 2009), entre as capacidades mais básicas que se desenvolvem através do trabalho nessas linguagens corporal e musical, identificamos aquelas de: Estruturação do tempo: a criança trabalha os ritmos: começar – parar, depressa – devagar, longo – curto, vivenciando-os mediante danças e canções. a) Educação do ouvido: da capacidade de poder discriminar sons por meio da audição e progressivamente ir se apropriando de sons e ruídos. b) Simbolização: Através da representação de traços pessoais, estado de ânimo, atividades e jogos simbólicos, nos quais a criança comporta-se e atua simulando e imitando situações, “fazendo como se...”. c) Harmonia - Sucessão simultânea e combinada de sons, adequados a um ritmo e a uma melodia. A harmonia realça o sentimento que o compositor expressou ao compor a música. Ela define a melodia e aperfeiçoa o som. d) Melodia - Possibilita que reconheçamos a composição executada. É representada pela figuras e símbolos musicais que determinam o andamento, a tonalidade e a intenção melódica do compositor. e) Ritmo - O ritmo faz parte de tudo que existe no universo, é um impulso, o estímulo que caracteriza a vida. Ele se faz presente na natureza, na vida humana, animal e vegetal, nas funções orgânicas do homem, em suas manifestações corporais, na expressão interior exteriorizada pelo gesto, no movimento qualquer que seja ele. São combinações infinitas, possuem combinações variadas em diferentes diferentes formas alternando-se com inúmeras formas de repouso. durações de e ou movimento, 31 f) Movimento - Tudo o que vive tem movimento, ele é a mais pura expressão da existência da vida. Os seres vivos necessitam do movimento para sobreviver. O movimento no homem determina a ação corporal que é representada pela expressão da corporeidade. Através dela, o homem se comunica, se alimenta, trabalha, ou seja, vive. Os jogos com movimento que as brincadeiras cantadas propõem, são fontes de prazer e possibilidade efetiva para o desenvolvimento motor e rítmico, sintonizados com a música, uma vez que o modo de expressão característico dessa faixa etária integra gesto, som e movimento. O movimento é um acompanhante quase natural da audição musical. A criança, desde muito pequena, se balança, dança enquanto escuta música. Os movimentos de flexão, balanceio, torção, estiramento... E os de locomoção como andar, saltar, correr e galopar. Estabelecem relações diretas com diferentes gestos sonoros. (RCNEI, apud CORD 2009) Para Verderi (1999) na música o ritmo e o movimento são determinados pela melodia e pode ser lento, moderado ou acelerado. Para poder dançar ou cantar uma melodia é preciso compreender as variações rítmicas que podem ocorrer. Estimular o ritmo na criança através de batidas de palmas, assobios, estalos de dedos, bater as mãos nas coxas, etc. Toda criança é dotada de ritmo que se manifesta antes mesmo do nascimento. (VERDERI, 1999) Os fatos musicais e as ações motoras, ritmo marcados, batidas com as mãos, são inseparáveis da educação perceptível propriamente dita. É a partir da relação entre o gesto e o som que a criança, ouvindo, cantando, imitando e dançando constrói os conhecimentos sobre a música e o movimento, percorrendo o mesmo caminho do homem primitivo na exploração e na descoberta destas linguagens. Cabe ressaltar que o ritmo se aprende por meio do corpo e dos movimentos. Partir dos movimentos naturais dos bebês e das crianças, ampliando suas possibilidades de expressão corporal e movimento, garante a boa educação rítmica e musical, além de equilíbrio, prazer e alegria. 32 Pode considerar o movimento como uma alteração do corpo em diversos segmentos do espaço, também como, uma característica de todo ser vivo, seja ele animal ou vegetal. Através do movimento podemos expressar o ritmo, dançar a melodia e se entregar na harmonia. Ele é a materialização do corpo na conduta humana e o feixe de onde saem às ações concretas do pensamento. É a partir do movimento que pode perceber as primeiras realizações das crianças e a manifestação do desenvolvimento do sistema perceptivo-sensóriomotor. A música tem uma influência muito grande no movimento. O movimento e a música caminham juntos. Um completa o outro. Além de envolver situações de aprendizagens e com isso, promover o desenvolvimento das crianças, as brincadeiras cantadas puxam as pessoas para o meio da sala, o centro do pátio, o olho da rua, o eixo do universo – e as convidam a cantar e dançar. Estas canções, presentes nessas brincadeiras, têm cheiro, sabor e tato da nossa cultura – de tão claras e calorosas, de tão desafiantes e essenciais. CAPÍTULO III MÉTODO DE AVALIAÇÃO PSICOMOTORA 3 AVALIAÇÃO PSICOMOTORA Para Bueno (1998) ao submeter um indivíduo a avaliação psicomotora deve-se ter bem claro o objetivo real. A avaliação ou exame psicomotor tem por objetivo maior, colocar em prova ou em jogo, as possibilidades e limitações do indivíduo. Existem vários testes que podem ser usados para avaliar os problemas psicomotores, mas o ideal é que cada profissional crie seu próprio sistema de avaliação, baseado nos testes validados e existentes, indo ao encontro do indivíduo avaliável. O avaliador deve escutar e olhar o corpo e as produções do indivíduo avaliado, do ponto de vista dinâmico, para investigar não só o que o corpo produz, mas por que produz e de que forma produz, de acordo com os processos maturativos (afetivo relacional e cognitivo). O exame psicomotor objetiva reconhecer de que maneira a criança lida com seu corpo por meio do jogo, utilizando esse corpo como ferramenta de relação com os outros num tempo e espaço e num grau que dê prazer ao avaliado. Há testes que podem servir de orientação e referência para a avaliação, desde que sejam trabalhados inteiramente e associados à abordagem dinâmica. Soubiran (apud BUENO, 1998) desenvolveu um teste subjetivo que avalia coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio, esquema corporal, relaxamento, orientação espacial e temporal. Os diagnósticos médicos e neurológicos servem de auxílio para intervenção profissional, porém não devem substituir os que são adquiridos 34 pela observação. Ainda pode ser usado como apoio dos testes de inteligência que, se necessário, devem ser aplicados pela psicóloga da equipe multidisciplinar. Vayer; Picq (apud BUENO, 1998), comenta que toda ação educativa precisa da observação e esta implica a avaliação, definindo a observação como “A consideração das ações dos comportamentos da criança e a avaliação como o julgamento que o observador faz de que ele observa do indivíduo”. (VAYER; PICQ apud BUENO, 1998, p. 83) 3.1 Teoria de Soubiran São vários os métodos e teorias que vêm se desenvolvendo no decorrer dos tempos. Alguns não passaram de métodos específicos para alguma área e outros tornaram-se referenciais para a evolução da noção de corpo e da abordagem da psicomotricidade na atualidade. Para a realização desta pesquisa, foi utilizado como método a adaptação do exame de G. B. Soubiran, revisão e complementação por Célia Isabel Bento Maia. Professora da Disciplina Psicomotricidade do departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências da Fundação Educacional de Bauru. Conforme descrição abaixo: Gisele B. Soubiran Nascida na França. Atua mais na área da reeducação psicomotora. Trabalhou com Ajuriaguerra e Zazzo. Visão homem/corpo - desenvolve a psicomotricidade chamada “psicomotricidade fundamental de base”. Visão teórica: defende que a psicomotricidade e relaxação são fundamentais e prescindem todas as atividades físicas; Em sua teoria o tônus tem dois papéis principais: manter a postura e moderar a emotividade e a impulsividade; Afirma que um tônus emocional excessivo pode inibir toda a atividade; Desenvolve estudos com Ajuriaguerra e Zazzo sobre os problemas de paratonias, sincenesias, lateralização, espaço, tempo e ritmo. 35 Visão metodológica: tem base na relação, que se desenvolve toda pela imaginação e expressão: Explora movimentos e percepções dos conceitos básicos por meio do corpo (longe/perto; entre outros); Aborda muito a percepção dos movimentos; Desenvolve um trabalho específico com crianças portadoras de dificuldades escolares (dislexia, disgrafia, outros); Defende que para a criança aprender precisa ter todos os pré-requisitos necessários, ou seja, a prontidão psicomotora, além de um ambiente de aula apropriado e tranqüilo, onde seja possível a concentração e a memória; Desenvolve um trabalho que chama Psicomotricidade Fundamental de Base e a metodologia usada é a aplicação de diferentes exercícios numa progressão determinada. Visão prática: na sessão de reeducação psicomotora defende que a mesma deve ter 45 (quarenta e cinco) minutos no mínimo, dividida em oito partes, colocando a parte aqui um exemplo dessa divisão: a) Colocar-se em atitude – estabelecer um clima na sessão de disciplina e ordem, geralmente com ritmo (marcha, cadencia, outros); b) Agilidade e coordenação geral – propõe por exemplo dar saltos, os mais variados possíveis; c) Respiração – ter consciência de sua respiração (inspirar e expirar) nas diferentes posições; d) Relaxamento – reduzir voluntariamente as tensões, trabalhando com imagens mentais e a procura consciente dos estados de tensão e relaxamento; e) Controle motor – exercícios contra sincinesias (tônica, cinética e facial); f) Adaptação temporal – exercícios para lateralização e orientação. Visão de avaliação: desenvolveu um exame psicomotor onde avalia o QI intelectual / QI verbal / QI performance. É uma avaliação mais subjetiva na análise de dados. Divide o exame em coordenação, equilíbrio, esquema corporal, orientação espacial, orientação temporal e linguagem: 36 a) Coordenação: − Coordenação fina: diadococinesia, pianotagens e exercícios gráficos; − Coordenação global: andar, corrida e dismetria; − Coordenação óculo-manual: controle visual e controle visual com o objeto. − Dissociação: abrir e fechar as mãos, abrir e fechar as mãos alternadamente, dissociação entre direita e esquerda, bater os pés alternadamente, dissociação entre mãos e pés e andar parado. b) Equilíbrio: − Estático: imobilidade; um pé na frente; um pé só, de olhos abertos e de olhos fechados; − Dinâmico: saltar com os dois pés juntos no mesmo lugar; saltar com um pé só e saltar com dois pés juntos numa direção. c) Esquema corporal: − Relaxamento: sentado, deitado, balanceio de ombros; − Desenho da figura humana; − Conhecimento das partes do corpo: nomear partes, delimitar partes; d) Lateralidade: − Conhecimento da lateralidade; − Imitação de atitudes: direta, cruzada; − Sentido muscular. e) Orientação espacial: − Posições no espaço; − Adaptação ao espaço; − Relação perto-longe; − Noção de tamanho; − Orientação espacial no papel. f) Orientação temporal: − Noção de antes e depois; − Noção de velocidade; 37 − Noção de ritmo: espontâneo, reprodução de estruturas rítmicas e adaptação ao ritmo; − Organização num dia. Sempre considera a criança nos três aspectos: intelectual, psicomotor e emocional (afetivo e social). No aspecto intelectual avalia o desempenho cognitivo, ou seja, o que é capaz de pensar, testes específicos e vivências que envolvam a cognição. No aspecto psicomotor, avalia por meio de testes exemplificados acima. No aspecto emocional, na questão afetiva, analisa as relações familiares, a auto-estima, o nível de frustração e a relação com a vivência familiar. Na questão social analisa o relacionamento com outras crianças, se tem amigos, com quem interage normalmente. Tudo é levado em consideração. Quando a avaliação acusa um nível intelectual rebaixado, o desempenho também o será. Quando acusa um nível psicomotor rebaixado, o aspecto neurológico e motor podem estar afetados. Geralmente trabalha o aspecto emocional e o psicomotor associados na terapia psicomotora, pois defende que se trabalhar o emocional, este vai influenciar o psicomotor e vice – versa. Com relação à atividade ser desenvolvida de forma individual ou grupal, estabelece que para crianças paratônicas, tartamudas, com tiques, inibidas e que apresentam ansiedade muito grande a proposta deve ser individual ou em pequenos grupos. De 6 a 8 anos são exercícios voltados para as “primeiras aprendizagens”, considerando os mecanismos de base. De 9 a 11 anos envolvem automatização, velocidade de atuação e reflexão. De 11 a 13 anos as atividades são mais complexas, envolvem domínio, concentração e rendimento. As valências físicas, velocidade, mobilidade, resistência e força são essenciais a qualquer movimento. Para crianças acima de 13 anos a avaliação segue conforme ordens verbais, com provas diferenciadas. CAPITULO IV A PESQUISA 4 INTRODUÇÃO Para demonstrar o trabalho de Terapia Ocupacional em crianças com déficits psicomotores foi utilizado atividades relacionadas às brincadeiras cantadas intervindo, influenciando e favorecendo o processo de reeducação psicomotora, após aprovação do projeto pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Unisalesiano, foi realizada uma pesquisa de campo no Centro de Reabilitação Física Dom Bosco - Clínica de Terapia Ocupacional, situada na Rua 9 de julho n° 1010, Bairro Centro, Lins – SP. A terapeuta ocupacional responsável pela área de reeducação psicomotora, selecionou 10 crianças que apresentam dificuldade psicomotora, com idade entre 7 e 9 anos de ambos os sexos e as encaminhou para uma avaliação específica, utilizando o método, Adaptação do Exame de G. B. Soubiran , aplicado de forma individual. Após as avaliações, foram selecionadas seis crianças para iniciar a proposta desta pesquisa, as quais apresentavam mais déficits a serem tratados. Os pais e ou responsáveis das crianças selecionadas foram agendados individualmente para anamnese. Posteriormente foi dado início a intervenção de forma grupal. Os atendimentos foram realizados duas vezes por semana durante os meses de abril a setembro de 2009, das 15:00 h às 15:50 h. Foram utilizadas atividades referentes às brincadeiras cantadas, para estimular os significantes déficits psicomotores evidenciados nas avaliações. 4.1 Característica do local da pesquisa 39 O Centro de Reabilitação Física Dom Bosco, tem 7 salas para atendimento individual, 1 cozinha terapêutica, 1 sala de supervisores, 2 banheiros, 1 sala de estudo para os alunos, 1 recepção, 1 sala de coordenação do curso, 1 sala de visita, 1 sala rítmica e 1 quadra de futebol de salão. Os atendimentos são realizados de forma individual e/ou grupal, de 2ª a 6ª feiras, das 8 hs as 12 hs e das 14 hs as 16 hs. Os atendimentos são filantrópicos, porem atendemos também os convênios do S.U.S - Sistema Único de Saúde e Assistência Medica e Hospitalar São Lucas S/C Ltda. A população da cidade de Lins e região são atendidas com hora marcada, pelos discentes do 3º e 4º ano do curso de terapia ocupacional, com supervisão direta de um terapeuta ocupacional, experiente e especializado em cada área especificamente. Atualmente a clinica conta com 3 supervisoras de estagio, 1 auxiliar de supervisão,1 secretaria e uma faxineira. 4.2 Métodos Observação sistemática: selecionando, avaliando, intervindo, reavaliando, analisando, comparando e descrevendo o trabalho da Terapia Ocupacional na elaboração das atividades das brincadeiras cantadas. Estudo de caso: investigando, acompanhando e descrevendo 6 casos ilustrativos, de crianças com dificuldades psicomotoras. Foram também ouvidos profissionais que atuam na área tais como: professores, professores de educação física e terapeutas ocupacionais. 4.3 Técnicas Anamnese infantil, (Anexo A) Adaptação do Exame Motor de G. B. Soubiran, (Anexo B) Termo de consentimento livre e esclarecido, (Anexo C) Roteiro de estudo de caso, (Apêndice A) 40 Roteiro de entrevista para Professor, (Apêndice B) Roteiro de entrevista para professor de Educação Física, (Apêndice C) Roteiro de entrevista para Terapeuta Ocupacional, (Apêndice D) Termo de consentimento livre e esclarecido, (Apêndice E) Músicas, (Apêndice F) Registros serão utilizados materiais ilustrativos, (Apêndice G) 4.4 Casos em estudo: Anamnese dos casos 4.4.1 Caso 1 Sexo feminino, 9 anos. A família é constituída por 3 pessoas: a mãe o pai e a filha. Os pais são casados, moram juntos e vivem bem. Os pais trabalham na empresa Bertin. O ambiente familiar é harmonioso. SIC da mãe: a gravidez foi desejada, porém não planejada, não houve complicações durante a gestação. Fez pré-natal e o parto foi cesariana. A criança nasceu de 9 meses, com 3,600kg e 49 cm de estatura. A criança chorou ao nascer. Mãe e filha saíram juntas do hospital, foi amamentada até os 3 anos. O seu DNPM ocorreu de forma normal. Atualmente o seu sono é tranquilo, e não faz uso de nenhum medicamento. Não apresentou doença grave e não ficou internada. Quanto ao seu comportamento é birrenta, fantasiosa, mentirosa, medrosa, agitada, nervosa, negativista e isolada. É independente em suas AVD’s. Cursa 4 ª serie do Ensino Fundamental no período da manhã, na escola estadual José Ariano Rodrigues, em Lins, e não faz reforço. 41 Foi encaminhada para tratamento de Terapia Ocupacional pela escola por não acompanhar as demais crianças, ficar isolada e apresentar dificuldades para ler e escrever. 4.4.2 Caso 2 Sexo masculino, 8 anos. A família é constituída por 2 pessoas: a mãe e o filho. Os pais não são casados, não moram juntos e não convivem bem. O pai trabalha como pintor e a mãe trabalha é do lar. O ambiente familiar não é harmonioso. SIC da mãe: a gravidez foi desejada, porém não planejada, não havendo complicações durante a gestação. Fez pré-natal e o parto foi cesariana. A criança nasceu de 9 meses, com 3,600kg e 49 cm de estatura, necessitando ficar poucas horas na Incubadora. A criança chorou ao nascer. Mãe e filho saíram juntos do hospital, foi amamentado até os 5 meses. O seu DNPM ocorreu de forma normal. Atualmente o seu sono é tranqüilo, porém às vezes fala durante seu sono, e já fez uso de medicamentos controlados, para atenção, memória e ansiedade, porém, por recomendação de outro médico os mesmos foram suspensos. Não apresentou nenhuma doença grave. Ficou internado durante 1 dia após uma queda aos 2 anos. Quanto ao seu comportamento é birrento, fantasioso, medroso, chorão, nervoso, ansioso e isolado. É semi-dependente em suas AVD’s, pois necessita de orientação para tomar banho e trocar-se. Cursa 3ª serie do Ensino Fundamental no período da manhã, na escola estadual Professora Décia Lourdes Machado dos Santos, em Lins, e não faz reforço. 42 Foi encaminhado para tratamento de Terapia Ocupacional pelo médico neurologista, por apresentar problemas quanto ao seu comportamento e dificuldade na escola. 4.4.3 Caso 3 Sexo feminino, 8 anos. A família é constituída por 4 pessoas: a mãe o pai e 2 filhos. Os pais são casados, moram juntos e vivem bem. O pai trabalha na empresa Bertin e a mãe trabalha em um escritório de advocacia. O ambiente familiar é harmonioso. SIC da mãe: a gravidez foi desejada e planejada, não havendo complicações durante a gestação. Fez pré-natal e o parto foi cesariana. A criança nasceu de 9 meses, com 3,150kg e 48 cm de estatura, necessitando ficar 1 dia na incubadora. A criança demorou a chorar ao nascer, engoliu liquido amniótico, porém evacuou. Mãe e filha saíram juntas do hospital, foi amamentada até os 4 meses. O seu DNPM ocorreu de forma normal. Atualmente o seu sono é tranqüilo, e não faz uso de nenhum medicamento. Já apresentou doença grave como: bronquite e pneumonia antes de completar 1 ano. Ficou internada durante 4 dias e apresentou convulsão com 8 meses de idade. Quanto ao seu comportamento é birrenta, fantasiosa, mentirosa, medrosa, exibida, chorona, nervosa, ansiosa e negativista. É independente em suas AVD’s. Cursa 2ª serie do Ensino Fundamental no período da manhã, na escola particular IAL, em Lins, e não faz reforço. Foi encaminhada para tratamento de Terapia Ocupacional através da escola, por apresentar problemas quanto à falta de atenção, memória e déficits na coordenação. 43 4.4.4 Caso 4 Sexo masculino, 7 anos. A família é constituída por 3 pessoas: a mãe o pai e o filho. Os pais são casados, moram juntos e vivem bem. O pai trabalha como representante comercial e a mãe trabalha em uma padaria como balconista. O ambiente familiar é harmonioso. SIC da mãe: a gravidez foi desejada e planejada, havendo complicações durante a gestação, pois a gestação era gemelar e um foi abortado espontaneamente. Fez pré-natal e o parto foi cesariana. A criança nasceu de 9 meses, com 2,700kg e 47 cm de estatura, não ficou na incubadora. A criança chorou ao nascer. Mãe e filho saíram juntos do hospital, foi amamentado até os 3 meses. O seu DNPM ocorreu de forma normal. Atualmente o seu sono é agitado, e não faz uso de nenhum medicamento. Não apresentou doença grave. Nunca ficou internado. Quanto ao seu comportamento é birrento, fantasioso, agitado, chorão, ansioso e negativista. É independente em suas AVD’s. Cursa 2ª serie do Ensino Fundamental no período da manhã, na escola particular IAL, em Lins, e não faz reforço. Foi encaminhado para tratamento de Terapia Ocupacional através da coordenadora e professora da escola, por apresentar problemas quanto a falta de atenção e déficits na coordenação. 4.4.5 Caso 5 Sexo feminino, 9 anos. A família é constituída por 4 pessoas: a mãe e os 3 filhos. 44 A mãe é viúva e trabalha na empresa Bracol-BR. O ambiente familiar não é harmonioso. SIC da mãe: a gravidez não foi desejada e nem planejada, havendo complicações durante a gestação, como ameaça de aborto. Não fez pré-natal e o parto foi normal. A criança nasceu de 9 meses, com 4,290kg e 52 cm de estatura, necessitando ficar na incubadora durante 7 dias pois a criança estava com problemas respiratórios e sua clavícula foi quebrada durante o nascimento. A criança não chorou ao nascer. Mãe e filha não saíram juntas do hospital, foi amamentado até os 2 anos. Quanto ao seu DNPM a mãe não soube relatar com exatidão quando e se apresentou controle de cabeça e rolou. Porém relatou que a criança não engatinhou. Andou com 11 meses e falou com 1 ano. Atualmente o seu sono é agitado mexendo-se muito enquanto dorme. Faz uso de medicamentos para tratamento nos rins, como também de Ritalina, para atenção e concentração há um ano. Apresentou doença grave como pneumonia, porém nunca ficou internada. Quanto ao seu comportamento é fantasiosa, mentirosa, medrosa, agitada, chorona e ansiosa. É independente em suas AVD’s. Cursa 4 ª serie do Ensino Fundamental no período da manhã, na escola estadual Prof. Jorge Americano em Lins, e não faz reforço. . Foi encaminhada para tratamento de Terapia Ocupacional pelo neurologista, porém a mãe já havia pensado em trazer, pois seu irmão mais velho há anos atrás, também já havia feito tratamento de Terapia Ocupacional, devido apresentar os mesmo problemas. 4.4.6 Caso 6 Sexo masculino, 9 anos. A família é constituída por 4 pessoas: a mãe o pai e 2 filhos. 45 Os pais são casados, moram juntos e vivem bem. O pai trabalha na empresa Eletro Montanha e a mãe trabalha na escola IAL. O ambiente familiar é harmonioso. SIC da mãe: a gravidez foi desejada e planejada, não havendo complicações durante a gestação. Fez pré-natal e o parto foi cesariana. A criança nasceu 20 dias antes do tempo, com 2,810kg e 48 cm de estatura, necessitando ficar na incubadora. A criança chorou ao nascer. Mãe e filho saíram juntos do hospital, foi amamentado até os 11 meses. O seu DNPM ocorreu de forma normal. Atualmente o seu sono é agitado, debate-se várias vezes e fala ao dormir, não faz uso de nenhum medicamento. Já apresentou doença grave como: bronquite asmática. Quanto ao seu comportamento é muito medroso. É independente em suas AVD’s. Cursa 4ª serie do Ensino Fundamental no período da manhã, na escola particular IAL, em Lins, e não faz reforço. Foi encaminhado para tratamento de Terapia Ocupacional através da escola, por apresentar problemas quanto a falta de atenção, memória e déficits na coordenação. 4.5 Avaliações No período de 01/04 á 13/04 foram avaliados 10 sujeitos, de forma individual, por aproximadamente 90 minutos, utilizando o método: Adaptação do Exame Motor de G. B. Soubiran, onde 6 sujeitos foram selecionados para estudo, por apresentarem mais déficits, dado este significante para a pesquisa. CONCEITOS FUNCIONAIS CASO 01 CASO 02 CASO 03 CASO 04 CASO 05 CASO 06 I - COORD. MOTORA FINA 1- DIADOCOCINESIA Regular Péssimo Mau Mau Regular Regular 46 Continua CONCEITOS FUNCIONAIS CASO 01 CASO 02 CASO 03 CASO 04 CASO 05 CASO 06 2 - PIANOTAGENS Regular Péssimo Mau Mau Mau Péssimo 3 - EXERCÍCIOS GRÁFICOS Regular Regular Regular Regular Regular Regular 1 - ANDAR Regular Ótimo Bom Bom Bom Bom 2 - CORRER Regular Bom Bom Bom Bom Bom 3 - DISMETRIA Regular Mau Mau Mau Regular Mau Regular Regular Regular Regular Regular II - COOR. MOTORA GLOBAL 4 - DISSOCIAÇÃO Regular III – COOR. ÓCULO-MANUAL 1 - CONTROLE VISUAL Regular Péssimo Regular Péssimo Péssimo Bom 2 - CONTROLE VISUAL COM OBJETO Regular Péssimo Ótimo Mau Regular Bom 1 - ESTÁTICO Bom Mau Regular Regular Bom Mau 2 - DINÂMICO Ótimo Mau Regular Bom Ótimo Bom Regular Regular Bom Regular Regular Regular 2 - DESENHO DA FIGURA HUMANA Mau Regular Regular Mau Regular Regular 3 - NOMEAR PARTES Bom Bom Bom Bom Bom Bom Ótimo Ótimo Bom Bom Bom Bom Bom Ótimo Ótimo Mau Bom Bom Regular Ótimo Bom Mau Bom Regular IV – EQUILIBRIO V - ESQUEMA CORPORAL 1 - RELAXAMENTO 4 - DELINEAR PARTES VI – LATERALIDADE 1 - CONHECIMENTO LATERALIDADE 1.1 – PERGUNTAR (À CRIANÇA) 1.2 - ORDENAR (À CRIANÇA) 47 Continua CONCEITOS FUNCIONAIS CASO 01 CASO 02 CASO 03 CASO 04 CASO 05 CASO 06 1.3 - PERGUNTAR (À CRIANÇA NO T.O) Regular Ótimo Péssimo Mau Bom Regular 2.1 - DIREITA SIMPLES Bom Bom Regular Regular Regular Regular 2.2 - CRUZADA Bom Bom Mau Regular Regular Regular 3 - SENTIDO MUSCULAR Bom Mau Regular Regular Regular Regular 1 - POSIÇÃO NO ESPAÇO Regular Regular Bom Bom Bom Bom 2 - ADAPTAÇÃO AO ESPAÇO Regular Péssimo Ótimo Regular Bom Regular 3 - RELAÇÃO PERTO -LONGE Bom Bom Bom Bom Ótimo Bom 4 - NOÇÃO DE TAMANHO Bom Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo 5 - ORIENTAÇÃO ESPACIAL NO PAPEL Mau Bom Regular Regular Mau Regular 2.I -IMITAÇAO DE ATITUDES VII – ORIENTAÇÃO ESPACIAL VIII - ORIENTAÇÃO TEMPORAL 1 - NOÇÃO DE ANTES E DEPOIS Bom Regular Bom Regular Bom Regular 2 - ORGANIZAÇÃO DIÁRIA Bom Regular Bom Bom Ótimo Bom Ótimo Bom Bom Regular Bom Regular 4 - REPRODUÇÃO DE ESTRUTURAS RÍTMICAS Regular Regular Regular Regular Regular Regular 5 - ADAPTAÇÃO AO RÍTMO Regular Regular Bom Bom Bom Regular Ótimo Ótimo Bom Péssimo Bom Regular Bom Ótimo Regular Regular Bom Regular 3 - NOÇAÕ DE RITMO 3.1 - RITMO ESPONTÂNEO 6 - DIAS DA SEMANA 7 - MESES DO ANO 48 Continua CONCEITOS FUNCIONAIS CASO 01 CASO 02 CASO 03 CASO 04 CASO 05 CASO 06 8 - ESTAÇÕES DO ANO IX - NOÇÃO DE COR X - NOÇÃO DE FORMA XI - NOÇÃO DE IGUALDADADE Bom Bom Péssimo Péssimo Bom Péssimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Regular Ótimo Regular Ótimo Regular Ótimo Ótimo Bom Ótimo Ótimo Bom Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Bom Bom Ótimo Ótimo Bom Bom Bom Bom XII – NOÇÃO NUMERICA VERBAL/ESCRITA XIII - NOÇÃO ALFABETO VERBAL/ESCRITA Fonte: Elaborada pela autora, 2009. Quadro 1: Quadro dos resultados da Adaptação do Exame Motor de G. B. Soubiran - pré intervenção. 4.6 Atividades de brincadeiras cantadas Foram selecionadas atividades de brincadeiras cantadas para serem utilizadas no decorrer do atendimentos: Data 14/04/2009 Brincadeiras Cantadas TIA MONICA N/P Objetivo/ Habilidade Conceito 05 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal. BOM 49 Continua Data Brincadeiras Cantadas N/P 06 16/04/2009 Conceito Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal. TIA MÔNICA Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal. MINHA VÓ 21/04/2009 BOM FERIADO ESCRAVOS DE JÓ Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, esquema corporal, orientação espacial e temporal. MINHA VÓ Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal. DANÇA DO CHEP-CHEP Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destrezacoordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação espacial. 23/04/2009 06 28/04/2009 Objetivo/ Habilidade 06 BOM BOM 50 Continua Data 28/04/2009 Brincadeiras Cantadas MINHOQUIN HA N/P Objetivo/ Habilidade Conceito 06 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, esquema corporal, orientação temporal. BOM DONA ARANHA 05 30/04/2009 BOM ESCRAVOS DE JÓ Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, esquema corporal, orientação espacial, orientação temporal. OS DEDOS Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. ÓTIMO BONECO DE LATA Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destrezacoordenação motora global, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. ÓTIMO BONECO DE LATA Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora global, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. BOM 06 05/05/2009 07/05/2009 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal. 06 51 Continua Data 07/05/2009 Brincadeiras Cantadas ESCRAVO DE JÓ N/P Objetivo/ Habilidade Conceito 06 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. BOM Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora global, coordenação motora fina, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal. BOM MINHOQUIN HA 05 12/05/2009 RELAXAMEN TO 14/05/2009 RELAXAMEN TO 05 19/05/2009 ROCK POCK 21/05/2009 26/05/2009 28/05/2009 DONA ARANHA INDIOZINHO 05 06 Tonicidade, respiração, consciência corporal, tensão muscular percepção recepção auditiva e corporal esquema corporal. Tonicidade, respiração, consciência corporal, tensão muscular percepção recepção auditiva e corporal esquema corporal. Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação espacial, lateralidade, orientação temporal. ATIVIDADE SUSPENSA Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio estático, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal. BOM MAU ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO 52 Continua Data 28/05/2009 02/06/2009 04/06/2009 09/06/2009 Brincadeiras Cantadas DANÇA DO CHEP-CHEP BORBOLETI NHA FESTA DOS INSETOS O PATO N/P Objetivo/ Habilidade Conceito 06 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal. ÓTIMO 06 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destrezacoordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. REGULAR 06 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. BOM 05 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. ÓTIMO 11/06/2009 16/06/2009 18/06/2009 FERIADO ADOLETA AGORA EU VOU ANDAR ABAIXADINH O 06 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. BOM 05 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, destreza, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação espacial, orientação temporal. REGULAR 53 Continua Data Brincadeiras Cantadas N/P Objetivo/ Habilidade Conceito Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, destreza, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação espacial, orientação temporal. OTIMO ADOLETA Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, , coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. ÓTIMO A CANOA 05 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, coordenação motora global, equilíbrio estático, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal. BOM 06 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. ÓTIMO 06 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. ÓTIMO AGORA EU VOU ANDAR ABAIXADINH O 06 23/06/2009 25/06/2009 30/06/2009 02/07/2009 FESTA DOS INSETOS O PATO 07/07/2009 RECESSO 09/07/2009 RECESSO 54 Continua Data 14/07/2009 16/07/2009 Brincadeiras Cantadas SE VOCÊ ESTA FELIZ AQUARELA 23/07/2009 PULA CORDA 28/07/2009 RELAXAMEN TO 30/07/2009 04/08/2009 PULA CORDA MEU LIMÃO MEU LIMOEIRO N/P Objetivo/ Habilidade Conceito 05 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal. ÓTIMO 05 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal. ÓTIMO 05 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação espacial, orientação temporal e orientação espacial. BOM 05 Tonicidade, respiração, consciência corporal, tensão muscular percepção recepção auditiva e corporal esquema corporal. BOM 06 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação espacial, orientação temporal e orientação espacial. ÓTIMO 06 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. BOM 55 Continua Data 06/08/2009 Brincadeiras Cantadas MELÔ DO ALFABETO N/P Objetivo/ Habilidade Conceito 05 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global esquema corporal, noção de alfabeto, orientação temporal e orientação espacial. ÓTIMO 13/08/2009 18/08/2009 ATIVIDADE SUSPENSA MELÔ DO ALFABETO 05 20/08/2009 AQUARELA 05 25/08/2009 A DONA ARANHA 05 27/08/2009 01/09/2009 A BARATA DIZ QUE TEM PIRULITO QUE BATE-BATE Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio estático, esquema corporal, noção de alfabeto, orientação temporal. Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal. Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio estático, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. BOM ÓTIMO ÓTIMO 05 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. ÓTIMO 05 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. BOM 56 Continua Data 03/09/2009 08/09/2009 10/09/2009 15/09/2009 17/09/2009 22/09/2009 Brincadeiras Cantadas NO CAMINHO MEU PINTINHO AMARELINH O O GRILO NO CAMINHO PIRULITO QUE BATEBATE MEU PINTINHO AMARELINH O N/P Objetivo/ Habilidade Conceito 04 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. BOM 05 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação espacial, orientação temporal. ÓTIMO 05 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora global, equilíbrio estático, equilíbrio dinâmico esquema corporal, orientação espacial, orientação temporal. ÓTIMO 05 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. ÓTIMO 05 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação temporal e orientação espacial. ÓTIMO 04 Tonicidade, percepção visual, percepção auditiva, recepção visual, recepção auditiva, memória sequencial auditiva e visual, atenção, concentração, agilidade, destreza, coordenação motora fina, coordenação motora global, equilíbrio dinâmico, esquema corporal, orientação espacial, orientação temporal. ÓTIMO Fonte: Elaborada pela autora, 2009. Quadro 2: Quadro dos atendimentos. 57 4.7 Reavaliações No período de 25/09 á 28/09 foram reavaliados os 6 sujeitos, de forma individual, por aproximadamente 90 minutos,utilizando o método: Adaptação do Exame Motor de G. B. Soubiran, para analise e comparação dos dados, foi descrito os resultados. CONCEITOS FUNCIONAIS CASO 01 CASO 02 CASO 03 CASO 04 CASO 05 CASO 06 I - COORD. MOTORA FINA 1 - DIADOCOCINESIA Bom Regular Bom Regular Regular Regular Regular Regular Regular Regular Regular Regular Bom Bom Bom Bom Bom Bom Bom Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Bom Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Bom 3 - DISMETRIA Bom Regular Regular Regular Bom Regular 4 - DISSOCIAÇÃO Bom Regular Bom Bom Bom Bom 1 - CONTROLE VISUAL Regular Regular Bom Regular Regular Bom 2 - CONTROLE VISUAL COM OBJETO Ótimo Bom Ótimo Ótimo Bom Ótimo 1 - ESTÁTICO Ótimo Mau Bom Bom Ótimo Regular 2 - DINÂMICO Ótimo Bom Bom Ótimo Ótimo Ótimo Bom Bom Ótimo Ótimo Bom Ótimo 2 - PIANOTAGENS 3 - EXERCÍCIOS GRÁFICOS II - COOR. MOTORA GLOBAL 1 - ANDAR 2 - CORRER III – COOR. ÓCULO-MANUAL IV – EQUILIBRIO V - ESQUEMA CORPORAL 1 - RELAXAMENTO 58 Continua CONCEITOS FUNCIONAIS CASO 01 CASO 02 CASO 03 CASO 04 CASO 05 CASO 06 3 - NOMEAR PARTES Ótimo Ótimo Bom Bom Bom Ótimo 4 - DELINEAR PARTES Ótimo Ótimo Bom Bom Bom Ótimo Bom Ótimo Ótimo Regular Bom Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Bom Bom Bom Regular Ótimo Regular Mau Bom Regular 2.1 DIREITA SIMPLES Bom Bom Bom Bom Ótimo Bom 2.2 CRUZADA Bom Bom Bom Bom Ótimo Bom 3 - SENTIDO MUSCULAR Bom Regular Bom Bom Bom Bom Bom Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo 2 - ADAPTAÇÃO AO ESPAÇO Ótimo Bom Ótimo Ótimo Ótimo Bom 3 - RELAÇÃO PERTO -LONGE Ótimo Bom Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo 4 - NOÇÃO DE TAMANHO Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Regular Bom Regular Regular Regular Regular Bom Ótimo Bom Ótimo Ótimo Bom Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Bom VI – LATERALIDADE 1. CONHECIMENTO LATERALIDADE 1.1 – PERGUNTAR ( À CRIANÇA ) 1.2 - ORDENAR ( À CRIANÇA ) 1.3 - PERGUNTAR (À CRIANÇA NO T.O.) 2. IMITAÇAO DE ATITUDES VII – ORIENTAÇÃO ESPACIAL 1 - POSIÇÃO NO ESPAÇO 5 - ORIENTAÇÃO ESPACIAL NO PAPEL VIII - ORIENTAÇÃO TEMPORAL 1 - NOÇÃO DE ANTES E DEPOIS 2 - ORGANIZAÇÃO DIÁRIA 3. NOÇAÕ DE RITMO 3.1 - RITMO ESPONTÂNEO 59 Continua CONCEITOS FUNCIONAIS 4.- REPRODUÇÃO DE ESTRUTURAS RÍTMICAS CASO 01 CASO 02 CASO 03 CASO 04 CASO 05 CASO 06 Bom Bom Bom Bom Bom Bom 6 - DIAS DA SEMANA Ótimo Ótimo Ótimo Bom Ótimo Ótimo 7 - MESES DO ANO Ótimo Ótimo Bom Bom Ótimo Ótimo 8 - ESTAÇÕES DO ANO Ótimo Ótimo Bom Mau Ótimo Regular IX - NOÇÃO DE COR Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo X - NOÇÃO DE FORMA Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Bom Ótimo XI - NOÇÃO DE IGUALDADADE Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Ótimo Bom Bom Ótimo Ótimo XII – NOÇÃO NUMERICA VERBAL/ESCRITA XIII - NOÇÃO ALFABETO VERBAL/ESCRITA Fonte: Elaborado pela autora, 2009. Quadro 3: Quadro dos resultados da Adaptação do Exame Motor de G. B. Soubiran - pós-intervenção. 4.8 Resultados 4.8.1 Caso 1 O sujeito do caso 1 apresentou na avaliação déficits em 19 itens dos 39 testados, porém após a intervenção apresentou na reavaliação déficits em apenas 4 itens dos 39 testados. Os itens que mais se destacaram foram: coordenação motora fina, coordenação motora global e orientação espacial. Após comparação e análise dos resultados, o mesmo apresentou 38,46% de melhora, referentes a 15 itens com superação. 60 4.8.2 Caso 2 O sujeito do caso 2 apresentou na avaliação déficits em 18 itens dos 39 testados, porém após a intervenção apresentou na reavaliação déficits em apenas 8 itens dos 39 testados. Os itens que mais se destacaram foram: orientação espacial e temporal. Após comparação e análise dos resultados, o mesmo apresentou 25,64% de melhora, referentes a 10 itens com superação. 4.8.3 Caso 3 O sujeito do caso 3 apresentou na avaliação déficits em 18 itens dos 39 testados, porém após a intervenção apresentou na reavaliação déficits em apenas 5 itens dos 39 testados. Os itens que mais se destacaram foram: os da coordenação motora fina, equilíbrio dinâmico e estático, lateralidade e orientação temporal. Após comparação e análise dos resultados, o mesmo apresentou 33,33% de melhora, referentes a 13 itens com superação. 4.8.4 Caso 4 O sujeito do caso 4 apresentou na avaliação déficits em 24 itens dos 39 testados, porém após a intervenção apresentou na reavaliação déficits em apenas 9 itens dos 39 testados. Os itens que mais se destacaram foram: os da lateralidade e orientação temporal. Após comparação e análise dos resultados, o mesmo apresentou 38,46%% de melhora, referentes a 15 itens com superação. 2.1.1 Caso 5 61 O sujeito do caso 5 apresentou na avaliação déficits em 15 itens dos 39 testados, porém após a intervenção apresentou na reavaliação déficits em apenas 5 itens dos 39 testados. Os itens que mais se destacaram foram: os da lateralidade e coordenação motora global. Após comparação e análise dos resultados, o mesmo apresentou 25,64%% de melhora, referentes a 10 itens com superação. 4.5.6 Caso 6 O sujeito do caso 6 apresentou na avaliação déficits em 22 itens dos 39 testados, porém após a intervenção apresentou na reavaliação déficits em apenas 7 itens dos 39 testados. Os itens que mais se destacaram foram: coordenação motora global, esquema corporal e lateralidade. Após comparação e análise dos resultados, o mesmo apresentou 38,47%% de melhora, referentes a 15 itens com superação. 4.9 A palavra dos profissionais Foram ouvidos os seguintes profissionais: Professores A e B, Professores de Educação Física A e B e Terapeutas Ocupacionais A e B. 4.9.1 A Palavra do Professor A É de sexo feminino, 54 anos, residente na cidade de Lins, formada no ano 1988, atua na especialidade PEBI-I (professora de 1ª a 4ª série do ensino fundamental) e esta nessa área há 22 anos. Eis o relato: 62 Não conheço o trabalho de reeducação psicomotora, pois, os alunos com que trabalhei durante o período necessidades em letivo, alguns mesmo casos havendo não foram encaminhados para o tratamento. Sei que terapia ocupacional trabalha muito com o lúdico. Nas séries que trabalhei os alunos pareceram não apresentar necessidades. Para fixar algum tema, prender a atenção e interesse no que esta sendo estudado utilizo algumas técnicas, dentre as quais as brincadeiras cantadas. (PROFESSORA, 54 anos) 4.9.2 A Palavra do Professor B É de sexo feminino, 46 anos, reside na cidade de Lins, formada no ano de 1981, pós graduada em Educação Infantil. Atua nessa área a 28 anos. Eis o relato: Conheço o trabalho de reeducação psicomotora. Ela visa eliminar no indivíduo hábitos, cuja aquisição causou perturbação que se faz necessária a reeducação. A terapia ocupacional trabalha com déficits físicos, mentais ou sociais através de atividades que visam ajudar as pessoas. Através de estudos vemos a importância do processo de reeducação psicomotora como, por exemplo, a técnica de brincadeiras cantadas, um trabalho muito abrangente que traz alegria e aprendizado as crianças, porém na prática, como se faz, desconheço. (PROFESSORA, 46 anos) 4.9.3 A Palavra do Professor de Educação Física A 63 É de sexo feminino, 26 anos, reside na cidade de Lins, formada em 2004 em Fisiologia do Exercício, Atividades em academia, com experiência profissional em recreação, treinamento e reabilitação. Atua nessa área a 8 anos. Eis o relato: Conheço o trabalho de reeducação psicomotora desenvolvida na clínica de terapia ocupacional do Unisalesiano. No trabalho de terapia ocupacional, como outro tipo de tratamento e educação, a criança que têm dificuldade psicomotora é orientada, para seu desempenho como um plano futuro em sua vida. É claro que encontramos algumas dificuldades como profissionais recreacionais favorecimento para ou do desenvolver modalidades atividades esportivas desenvolvimento motor para em crianças que apresentam esses problemas. Já trabalhei em hotéis e escolas com recreações. Acredito que importância. esse tratamento seja de (PROFESSORA DE suma EDUCAÇÃO FÍSICA, 26 anos) 4.9.4 A Palavra do Professor de Educação Física B É de sexo masculino, 24 anos, reside em Ourinhos-Sp, não possui especialização. Tem experiência como instrutor de musculação. Eis o relato: Apesar de este assunto estar relacionado à minha área de trabalho, o tema “reeducação psicomotora” eu desconheço, não me recordo de ter contato com esse assunto em específico. Também não conheço o trabalho de terapia ocupacional em processo de 64 reeducação psicomotora. Mesmo desconhecendo tais atividades acredito que as dificuldades encontradas pelos profissionais desta área seja adequar as terapias a essas diferenças, entre as crianças com dificuldades psicomotoras e as outras, sem prejudicar o desempenho motor das crianças em geral. Sempre em minhas aulas procuro trabalhar com as técnicas de brincadeiras cantadas. A música é uma excelente estratégia no ensino e aprendizagem para o desenvolvimento psicomotor da criança. (PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA, 24 anos) 4.9.5 A Palavra do Terapeuta Ocupacional A É do sexo feminino, [s.i], reside na cidade de Lins, formada no ano de 1987, especialista em Geriatria, Educação Especial e Desenvolvimento Infantil, atua nessa especialidade há 20 anos, tendo experiência profissional na APAE de Lins, professora da Faculdade da 3ª Idade UNIMEP, UNISALESIANO – curso de terapia ocupacional, atende também a domicilio. Eis o relato: Conheço o trabalho de reeducação psicomotora e já ouvi alguma coisa sobre as técnicas de brincadeiras cantadas na área da educação. Acredito que as técnicas de brincadeiras cantadas podem ser um recurso coadjuvante no tratamento e podem auxiliar crianças em processo de reeducação psicomotora. O terapeuta ocupacional por sua formação esta apto a trabalhar com os princípios na reeducação psicomotora, contribuindo significativamente nesse processo os quais 65 conheço os conceitos de psicomotricidade para avaliar, porém não utiliza a técnica para tratar crianças com problemas psicomotores. (TERAPEUTA OCUPACIONAL, [s.i]) 4.9.6 A Palavra do Terapeuta Ocupacional B É sexo feminino, 41 anos, reside na cidade de Lins, formada em 1991 em Terapia ocupacional atua nesse especialidade a 18 anos sem experiências anteriores. Eis o relato: Conheço o trabalho de reeducação psicomotora. É um trabalho muito importante com crianças que apresentam dificuldades escolares. No meu ponto de vista as escolas deveriam contratar terapeutas ocupacionais para a realização deste trabalho, auxiliando no processo de aprendizagem. Não conheço a técnica de brincadeiras cantadas, porém acredito ser muito interessante, pois o tratamento se dá através de brincadeiras, o que contribui para que a criança goste e participe das atividades proposta pelo terapeuta ocupacional de acordo com os déficits de cada paciente. As brincadeiras cantadas podem, com certeza, auxiliar crianças em processo de reeducação psicomotora, pois as mesmas aprendem através do brincar. O terapeuta ocupacional pode intervir através de atividades cinestésica-corporal e relaxamento. Conheço os métodos TDE (Teste de Desempenho Escolar), Adaptação do Exame Motor de G. B. Soubiran, ITPA (Teste Illinois de Habilidades Psicolinguísticas). Para tratamento conheço as técnicas de psicomotricidade 66 aquática, relaxamento, brincadeiras, dentre outras. (TERAPEUTA OCUPACIONAL, 41anos) 4.10 Discussão Na infância a psicomotricidade é de vital importância para o desenvolvimento da criança. Essa ciência leva a criança a um desenvolvimento global e multidisciplinar. O corpo é nosso universo particular. Nele nos movemos, sentimos, agimos, percebemos e descobrimos novos universos. É esse corpo que experimentamos, onde emitimos e recebemos ações, emoções e razões, através do nosso ser, conforme enfatiza Barreto (2000). Aprender, movimentar, sentir esse universo e partilhar com outros, será determinante na estruturação desse sujeito que se forma. A tomada de consciência, a unificação do corpo, como também sua integração é que estabelece e integra o nosso esquema corporal. Para Grunspun (2003), o esquema corporal, a tonicidade e o equilíbrio, são essenciais para uma adequada unificação e integração do corpo com o meio e com o outro. A reeducação psicomotora é uma técnica, que através de exercícios e jogos adequados a cada faixa etária leva a criança ao desenvolvimento motor adequado. Estimulando, de tal forma, toda uma atitude relacionada ao corpo, respeitando as diferenças individuais e levando a autonomia do indivíduo como lugar de percepção, expressão e criação em todo seu potencial, conforme cita Rocha (2009). Para Masson (1985); Aucouturier, Darrault e Empinet apud Alves ( 2004), através da ação, a criança sai descobrindo suas preferências e adquirindo a consciência corporal, para isso é necessário que ele vivencie diversas situações durante o seu desenvolvimento, nunca esquecendo que a afetividade é a base de todo o processo de desenvolvimento e principalmente do ensino-aprendizagem, que por sua vez é favorecido, se a criança adquire um bom desenvolvimento de todo seu corpo. 67 Brincado, a criança explora, conhece e experimenta seu corpo. A brincadeira envolve a criança, a ponto dela nem perceber que enquanto brinca é reeducada e tratada. Desta maneira, tudo ocorre de uma maneira muito natural, prazerosa, estimulante e agradável. Ela relaciona-se, se expressa, brinca, interage e se desenvolve, conforme descreve Santos (2006) ; Cordazzo ( 2003); Friedmann ( 1996) e Dohme ( 2002). Na pesquisa, evidenciou-se que o prazer e o estímulo dos sujeitos no decorrer do tratamento foram muito significantes, e que a música, associada à brincadeira cantada, foi de extrema importância, para despertar o interesse, que consequentemente resultou numa assiduidade ao tratamento, colaborando para os resultados satisfatórios obtidos principalmente dos casos 1, 4 e 6. A brincadeira cantada tem como objetivo trabalhar e estimular a coordenação motora global, fina e óculo manual, lateralidade, equilíbrio dinâmico e estático, esquema corporal, orientação temporal e espacial, fatores esses primordiais para a reeducação psicomotora, enfatizados direta e indiretamente por Verderi (1999); Bassedas (1999); Cordi ( 2009) e Rcnei (1998). A técnica escolhida para intervenção foi adequada, conforme Paiva (2006); Pimentel (2003) pois a interação, dedicação e envolvimento dos sujeitos, como também sua participação efetiva, colocando o corpo em movimento, expressando, dramatizando, sociabilizando e educando, promoveram a reeducação psicomotora, objetivo este proposto e concretizado nesta pesquisa. 4.11 Conclusão sobre a pesquisa A pesquisa mostrou a intervenção da terapia ocupacional utilizando as brincadeiras cantadas, para resgatar déficits psicomotores em crianças de 7 a 9 anos de ambos os sexos, que frequentam o Centro de Reabilitação Física Dom Bosco- Clinica de Terapia Ocupacional, através da utilização de método para avaliação e reavaliação, atividade e materiais específicos. 68 Após intervenção, análise e comparação dos resultados obtidos, observa-se que o objetivo foi alcançada através dos satisfatórios resultados obtidos individualmente por cada sujeito. Ressalta-se que o caso 1 foi o que teve mais assiduidade no tratamento, refletindo assim no seu alto desempenho de superação, porem já o caso 2 e 5, foram os menos assíduos, mais faltosos, consequentemente apresentaram um menor numero de itens superados, comprometendo assim seu desempenho final. As brincadeiras cantadas revelaram sua eficiência mediante os resultados dos sujeitos dessa pesquisa, visto que todos demonstraram superação na grande maiorias de déficits apresentados, após comparação da pré e pós intervenção. 69 PROPOSTA DE INTERVENÇÃO Mediante os satisfatórios resultados obtidos nos seis estudos de caso, verificou-se a importância da utilização das brincadeiras cantadas, para tratar crianças em processo de reeducação psicomotora. É importante salientar, a imensa motivação das crianças frente as terapias, sua assiduidade e interesse no tratamento, como também envolvimento afetivo com os profissionais responsáveis pelo projeto, os quais sentiam um enorme prazer a cada encontro. Que toda criança com déficits psicomotores, sejam encaminhadas para investigação através da aplicação de um método especifico como a Adaptação do Exame de G. B. Soubiran, onde o mesmo indica, quais itens estão comprometidos e necessitam de estimulo para serem redefinidos. O processo de desenvolvimento psicomotor é pré-requisito essencial no desenvolvimento da linguagem oral e escrita, podendo acarretar sérios problemas nas series iniciais do ensino fundamental. Profissionais ligados a crianças com déficits psicomotores, como terapeutas ocupacionais, pedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos, venham utilizar também esta técnica das brincadeiras cantadas, que nesta pesquisa demonstrou ser eficiente. Que a participação e união da equipe multidisciplinar venham reverter o problema, auxiliando crianças com déficits psicomotores em seu cotidiano escolar, situação esta tão evidenciada nos dias de hoje. Que os sujeitos desta pesquisa, dêem continuidade ao tratamento para que os itens ainda deficitários possam ser superados. 70 CONCLUSÃO Diante dos pressupostos observados e analisados, acredita-se que a técnica das brincadeiras cantadas é indicada para tratar crianças com déficits psicomotores. A pesquisa realizada no Centro de Reabilitação Física Dom Bosco clinica de terapia ocupacional, demonstra a confiabilidade do método utilizando para avaliação e investigação psicomotora, como também a técnica escolhida para intervenção nesta proposta de reeducação psicomotora. Diante dos resultados satisfatórios obtidos constata-se que terapeutas ocupacionais e demais profissionais envolvidos devam rever métodos e técnicas para estimular e resgatar problemas psicomotores, tão evidenciados no cotidiano infantil. O trabalho proporcionou uma nova visão em crianças com déficits psicomotoras, através das brincadeiras cantadas, técnica esta, os quais destacam o interesse dos sujeitos frente às intervenções, situação esta muito prazerosa de intervir, refletindo nos resultados e desempenho significativos após intervenção. Com satisfação constata-se ao final desta pesquisa que os objetivos iniciais foram atingidos e o pressuposto teórico satisfeito. Mediante os satisfatórios resultados obtidos, ressalto o grande interesse das crianças frente às terapias, acreditando que muito dos resultados positivos, deve-se ao fator envolvimento e empenho dos mesmos. Situação essa que deve servir de exemplo para muito profissionais, que encontram dificuldade em propor técnicas que despertem a atenção, interesse e o compromisso da criança frente ao processo terapêutico. O trabalho proporcionou reflexão e aprofundamento no assunto, que não se esgota aqui. REFERÊNCIAS A Clínica Psicomotora: O Corpo Na Linguagem LEVIN, Esteban Petrópolis: Vozes, 2001. ALMEIDA, G, P. Teoria e prática em psicomotricidade: jogos, atividades lúdicas, expressão corporal e brincadeiras infantis. Rio de Janeiro: Wak, 2006. ALVES, F. Como aplicar a psicomotricidade: uma atividade multidisciplinar com amor e união. Rio de Janeiro: Wak, 2004. AJURIAGUERRA, I. de Manual de psiquiatria infantil. Rio de Janeiro: Masson do Brasil, 1978. BARRETO, S. J. Psicomotricidade: educação e reeducação. 2. ed. Blumenau: Acadêmica, 2000. BUENO, J. M. Psicomotricidade teoria e prática: estimulação, educação e reeducação psicomotora com atividades aquáticas. São Paulo: Lovise, 1998. 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Soubiran – Avaliação e Reavaliação 1.3 Local de pesquisa: Centro de Reabilitação Física Dom Bosco - Clinica de Terapia Ocupacional 1.4 Ficha de identificação e evolução dos casos 2 RELATO DO TRABALHO REALIZADO REFERENTE AO ASSUNTO ESTUDADO 2.1 Materiais 2.2 Métodos terapêuticos empregados 2.3 Técnicas utilizadas 2.4 Depoimento sobre os casos: professor, professor de educação física e terapeuta ocupacional. 3 DISCUSSÃO Confronto e análise entre teoria e prática utilizadas no tratamento dos casos fazendo menção sobre as suas características. 4 PARECER FINAL SOBRE O CASO E SUGESTÃO DE UMA PROPOSTA DE INTERVENÇAO 76 APÊNDICE B - ROTEIRO DE ENTREVISTA PARA O PROFESSOR I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Sexo: Idade: Ano de formatura: Especialidade: Tempo de serviço nessa especialidade: Experiências profissionais anteriores: Residência (cidade): II – PERGUNTAS ESPECÍFICAS 1. Você conhece o trabalho de reeducação psicomotora? ( ) sim ( ) não 1.1 Justifique sua resposta. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 2. Você sabe o que é terapia ocupacional? ( ) sim ( ) não 2.1 Justifique sua resposta. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 77 3. Você conhece o trabalho da terapia ocupacional frente a crianças em processo de reeducação psicomotora? ( ) sim ( ) não 3.1 Justifique sua resposta. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 4. Você já trabalhou ou trabalha com a técnica de brincadeiras cantadas? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 78 APÊNDICE C - ROTEIRO DE ENTREVISTA PARA O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FISÍCA I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Sexo: Idade: Ano de formatura: Especialidade: Tempo de serviço nessa especialidade: Experiências profissionais anteriores: Residência (cidade): II – PERGUNTAS ESPECÍFICAS 1. Você conhece o trabalho de reeducação psicomotora ? ( ) sim ( ) não 1.1 Justifique sua resposta. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 2. Você conhece o trabalho da terapia ocupacional frente a crianças em processo de reeducação psicomotora? ( ) sim ( ) não 2.1 Justifique sua resposta. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 79 3. Quais as dificuldades encontradas por você profissional para trabalhar com as crianças que apresentam problemas psicomotores? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 4. Você já trabalhou ou trabalha com a técnica de brincadeiras cantadas? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 80 APÊNDICE D - ROTEIRO DE ENTREVISTA PARA O TERAPEUTA OCUPACIONAL I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Sexo: Idade: Ano de formatura: Especialidade: Tempo de serviço nessa especialidade: Experiências profissionais anteriores: Residência (cidade): II – PERGUNTAS ESPECÍFICAS 1. Você conhece o trabalho de reeducação psicomotora? ( ) sim ( ) não 1.1 Justifique sua resposta. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 2. Você conhece a técnica de brincadeiras cantadas ? ( ) sim ( )não 2.1 Justifique sua resposta. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 81 3. Você acredita que a atividade de brincadeiras cantadas pode auxiliar crianças em processo de reeducação psicomotora? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 4. Como o terapeuta ocupacional pode auxiliar e intervir no trabalho de crianças em processo de reeducação psicomotora? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 5. Você utiliza ou conhece algum método para avaliar crianças com problemas psicomotores? ( ) sim ( ) não 5.1 Justifique sua resposta. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 6. Você utiliza ou conhece alguma técnica para tratar crianças com problemas psicomotores? ( ) sim ( ) não 6.1 Justifique sua resposta. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 82 APÊNDICE E – TERMO DE CONSENTIMENTO Eu,________________________________________________________Portadora do RG:___________________________, mãe do (a) menor_______ ______________________________ de ___anos, autorizo meu filho (a) a participar de um estudo de caso sobre a intervenção da terapia ocupacional na reeducação psicomotora de crianças de 7 a 9 anos, através de brincadeiras cantadas. Estou ciente de que será feito uma intervenção de terapia ocupacional com crianças com déficits psicomotores, com utilização de imagem (fotos) dos mesmos na pesquisa, com objetivo de mostrar a importância das brincadeiras cantadas. A pesquisa esta prevista para iniciar em abril de 2009 a setembro de 2009, toda terça-feira e quinta feira das 15h00min às 15h50min no Centro de Reabilitação Física Dom Bosco - Clinica de Terapia Ocupacional. Os atendimentos serão realizados em grupo, duas vezes por semana, durante os meses previstos. Após o mês de setembro de 2009, será oferecido atendimento no Centro de Reabilitação Física Dom Bosco Clinica de Terapia Ocupacional para continuidade do tratamento. Esta pesquisa estará sendo feita para verificar se a Atividade Brincadeiras Cantadas são adequada para a clientela com déficit psicomotor bem como uma pesquisa para consultas. Esperando resultados significantes. Em caso de dúvida procurar a orientadora responsável pela pesquisa. Lins,__ __________________ de 2009. Ass.: Orientadora de Terapia Ocupacional Endereço: Endereço: Telefone: Telefone: Ass.: Estagiária de Terapia Ocupacional Endereço: Ass.: 83 APÊNDICE F – MÚSICAS A Barata Diz Que Tem Ah ra ra, rim rim rim, ela tem é de A Barata diz que tem sete saias de filó capim É mentira da barata, ela tem é uma só A Barata diz que tem um anel de Ah ra ra, iá ro ró, ela tem é uma só ! formatura A Barata diz que tem um sapato de É mentira da barata, ela tem é casca veludo dura É mentira da barata, o pé dela é peludo Ah ra ra , iu ru ru, ela tem é casca dura Ah ra ra, Iu ru ru, o pé dela é peludo! A Barata diz que tem o cabelo A Barata diz que tem uma cama de cacheado marfim É mentira da barata, ela tem coco É mentira da barata, ela tem é de raspado capim Ah ra ra, ia ro ró, ela tem coco raspado. A Canoa Virou Se eu fosse um peixinho A canoa virou E soubesse nadar Tirava a "nome da Por deixá-la virar criança" Foi por causa da " nome da criança" Do fundo do mar. Que não soube remar Aquarela Contornando a imensa Numa folha qualquer Curva Norte e Sul Eu desenho um sol amarelo Vou com ela E com cinco ou seis retas Viajando Hava É fácil fazer um castelo... íPequim ou Istambul Corro o lápis em torno Pinto um barco a vela Da mão e me dou uma luva Branco navegando E se faço chover É tanto céu e mar Com dois riscos Num beijo azul...Entre as nuvens Tenho um guarda-chuva... Vem surgindo um lindo Se um pinguinho de tinta Avião rosa e grená Cai num pedacinho Tudo em volta colorindo Azul do papel Com Num instante imagino imaginar e ele está Uma linda gaivota Partindo, sereno e lindo A voar no céu...Vai voando Se a gente quiser suas luzes a piscar...Basta 84 Ele vai pousar...Numa folha qualquer E depois convida Eu desenho um navio A rir ou chorar...Nessa estrada não nos De partida cabe Com alguns bons amigos Conhecer ou ver o que virá Bebendo de bem com a vida...De uma O fim dela ninguém sabe América a outra Bem ao certo onde vai dar Eu consigo passar num segundo Vamos todos Giro um simples compasso Numa linda passarela E num círculo eu faço o mundo... Um De uma aquarela menino caminha Que um dia enfim E caminhando chega no muro Descolorirá...Numa folha qualquer E ali logo em frente Eu A esperar pela gente descolorirá!)E com cinco ou seis retas O futuro está...E o futuro é uma É astronave descolorirá!)Giro um simples compasso Que tentamos pilotar Num círculo eu faço Não tem tempo, nem piedade O mundo(Que descolorirá!). desenho fácil um fazer sol um amarelo(Que castelo(Que Nem tem hora de chegar Sem pedir licença Muda a nossa vida A Dona Aranha A dona aranha Subiu pela parede Veio a chuva forte E a derrubou Já passou a chuva O sol já vem surgindo E a dona aranha Continua a subir Ela é teimosa E desobediente Sobe, sobe, sobe E nunca esta contente A dona aranha Subiu pela parede Veio a chuva forte E a derrubou Já passou a chuva O sol já vem surgindo E a dona aranha Continua a subir Ela é teimosa E desobediente Sobe, sobe, sobe E nunca esta contente A dona aranha Desceu pela parede Veio a chuva forte E a derrubou Já passou a chuva O sol já vem surgindo E a dona aranha Continua a desce Ela é teimosa E desobediente Desce, desce, desce E nunca esta contente A dona aranha Desceu pela parede Veio a chuva forte E a derrubou Já passou a chuva O sol já vem surgindo 85 E a dona aranha Continua a descer E desobediente Desce, desce, desce Ela é teimosa E nunca esta contente. Adoleta Barra, berra, birra, borra, burra. Adoleta, Lê pêti, pêti pô lá, Lê café com chocolá, Adoleta Puxa o rabu do tatu, quem saiu foi tu Agora vou andar abaixadinho De marcha ré, de marcha ré Agora eu vou andar devagarinho Agora eu vou andar batendo a mão Devagarinho, devagarinho Batendo a mão, batendo a mão Agora vou andar abaixadinho Agora eu vou andar com a mão no Abaixadinho, abaixadinho chão Agora eu vou andar bem lá no alto Com a mão no chão, com a mão no Bem lá no alto, bem lá no alto chão Agora eu vou andar batendo pé Eu vou andar que nem um avião Batendo pé, batendo pé Um avião, um avião. Agora eu vou andar de marcha ré Boneco de Lata Levou mais de quatro horas pra fazer Meu boneco de lata bateu a cabeça no operação chão E desamassa aqui pra ficar bom Levou mais de uma hora pra fazer Meu boneco de lata bateu o peito no operação chão E desamassa aqui pra ficar bom Levou mais de cinco horas pra fazer Meu boneco de lata bateu os ombros operação no chão E desamassa aqui pra ficar bom Levou mais de duas horas pra fazer Meu boneco de lata bateu a barriga no operação chão E desamassa aqui pra ficar bom Levou mais de seis horas pra fazer Meu boneco de lata bateu o braço operação direito no chão E desamassa aqui pra ficar bom Levou mais de três horas pra fazer Meu boneco de lata bateu a perna operação direita no chão E desamassa aqui pra ficar bom Levou mais de sete horas pra fazer Meu boneco de lata bateu o braço operação esquerdo no chão E desamassa aqui pra ficar bom 86 Meu boneco de lata bateu a perna E desamassa aqui pra ficar bom esquerda no chão Meu boneco de lata bateu o bumbum Levou mais de oito horas pra fazer no chão operação Levou mais de dez horas pra fazer E desamassa aqui pra ficar bom operação Meu boneco de lata bateu os pés no E desamassa aqui pra ficar bom. chão Levou mais de nove horas pra fazer operação Borboletinha Perna de pau Borboletinha tá na cozinha Olho de vidro Fazendo chocolate para a madrinha E nariz de pica-pau (pau, pau). Poti, poti Dança do Chep-chep A dançar o chep-chep Fui à Nova Iorque Dança do chep-chep Visitar a minha mãe Dança do Chep-chep Auê...fui. Minha mãe me ensinou Escravos de Jó Guerreiros com guerreiros fazem zigue Escravos de Jó jogavam caxangá zigue za. Tira, bota deixa o Zé Pereira ficar Melô do Alfabeto O que é que começa com G? O que é que começa com A? Gato, garfo e garotão Abacate e avião O que é que começa com H? O que é que começa com B? Hot-dog e hamburgão Brincadeira e beliscão A, e, i, o, u, u O que é que começa com C? Ba, be, bi, bo, u, u Cachorrinho e caminhão Ca, ce, ci, co, u, u O que é que começa com D? Da, de, di, do Dado, dedo, doi dedão O que é que começa com I? O que é que começa com E? Ivo, indio e injeção Eliana e empurrão O que é que começa com J?J O que é que começa com F? acaré e Jamelão Faca, foca e feijão O que é que começa com L? 87 Lagartixa e lampião Sapo, sopa e salsichão O que é que começa com M? O que é que começa com T? Marmelada e macarrão Talharim e tubarão O que é que começa com N? O que é que começa com U? Narizinho e narigão Urubu e não sei, não O que é que começa com O? O que é que começa com V? Olho, ovo e oração Vaca, velha e violão O que é que começa com P? O que é que começa com X? Peniquinho, penicão Xororó e xuxuzão O que é que começa com Q? O que é que começa com Z? Quarta, quinta sexta não Zero, zorra e zangada A, e, i, o, u, u oEu acho que já sabe ler Ba, be, bi, bo, u, u Quem cantar essa canção Ca, ce, ci, co, u, u A, e, i, o, u, u da, de, di, do Ba, be, bi, bo, u, u O que é que começa com R? Ca, ce, ci, co, u, u Rabanada e requeijão Da, de, di, do. O que é que começa com S? Festa Dos Insetos A Pulga e o Não sei se era pulga ou se era o Percevejo fizeram percevejo. combinação Lá vem dona Pulga, vestidinha de Fizeram uma serenata embaixo do meu balão, colchão Dá o braço ao Piolho, na entrada do Torce, retorce, procuro, mas não vejo, salão. Não sei se era pulga ou se era o Torce, retorce, procuro, mas não vejo, percevejo Não sei se era pulga ou se era o A Pulga toca banjo, o Percevejo violão percevejo. E o danado do Piolho também toca rabecão. Torce, retorce, procuro, mas não vejo, Meu Limão, Meu Limoeiro Morena, minha morena Meu limão, meu limoeiro Corpo de linha torcida Meu pé de jacarandá Queira deus você não seja Uma vez tin-do-lelê Perdição da minha vida Outra vez tin-do-lalá Meu limão, meu limoeiro 88 Meu pé de jacarandá Outra vez tin-do-lalá Uma vez tin-do-lelê A folhinha do alecrim Outra vez tin-do-lalá Cheira mais quando pisada Quem tem amores não dorme Há muita gente que é assim, Nem de noite, nem de dia Quer mais bem se desprezada Dá tantas voltas na cama Meu limão, meu limoeiro Como peixe n´água fria Meu pé de jacarandá Meu limão, meu limoeiro Uma vez tin-do-lelê Meu pé de jacarandá Outra vez tin-do-lalá. Uma vez tin-do-lelê Minhoquinha um minhocão faz gisnaticão Uma minhoquinha faz ginastiquinha seis minhoquinhas fazem duas minhoquinhas fazem ginastiquinha sete minhoquinhas fazem ginastiquinha ginastiquinha três minhoquinhas fazem ginastiquinha oito minhoquinhas fazem ginastiquinha quatro minhoquinhas fazem nove minhoquinhas fazem ginastiquinha ginastiquinha cinco minhoquinhas fazem dez minhoquinhas fazem ginastiquinha ginastiquinha um minhocão faz gisnaticão um minhocão faz gisnaticão um minhocão faz gisnaticão. Minha Vó Mais o cachoirro au, o gato miau, o Minha vó tinha um pintinho galo cocó, a galinha co, mais o pintinho Mais o printinho piu, o pintinho piu piu, mais o pintinho piu Minha vó tinha uma galinha Minha vó tinha um cabrito Mais a galinha co, e o pintinho piu Mais o cabrito bérr, o cachorro au, o Minha vó tinha um galo gato miau, o galo cocó, mais o pintinho Mais o galo cocó, a galinha có e o piu, mais o pintinho piu pintinho piu , mais o pintinho piu Minha vó tinha uma vaca Minha vó tinha gato Mais a vaca um, o cabrito bérr, o Mais o gato miau, o galo cocó, a cachorro au, o gato miau, o galo cocó, galinha co, mais o pintinho piu, mais o mais o pintinho piu, mais o pintinho piu pintinho piu Minha vó tinha uma cobra Minha vó tinha um cachorro Mais a cobra txx, a vaca um, o cabrito bérr, o cachorro au, o gato miau, o galo 89 cocó, mais o pintinho piu, mais o pintinho piu. No Caminho Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au Fui visitar minha tia em Marrocos, “Hip Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”, Hop” (2x) “Ondulado, “Glub glub”, “Que delícia” Fui visitar minha tia, fui visitar minha tia No caminho eu sofri um assalto, “Mãos No caminho eu encontrei um camelo, ao alto” (2x) “Ondulado” (2x) No caminho eu sofri, no caminho eu No caminho eu encontrei, no caminho sofri eu encontrei No caminho eu sofri um assalto, “Mãos No caminho eu encontrei um camelo, ao alto” “Ondulado” Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”, “Hip Hop”, “Ondulado”, “Glub glub”, “Que delícia”, “Ondulado”(2x) “Mãos ao alto” (2x) Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”, Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”, “Ondulado” “Ondulado, “Glub glub”, “Que delícia”, No caminho eu bebi um guaraná, “Glub “Mãos ao alto” glub”(2x) No caminho eu encontrei um doutor, “Ai No caminho eu bebi, no caminho eu que dor” (2x) bebi No caminho eu encontrei, no caminho No caminho eu bebi um guaraná, “Glub eu encontrei glub” No caminho eu encontrei um doutor, “Ai Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”, que dor” “Ondulado”, “Glub glub” (2x) Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au “Ondulado”, “Glub glub”, “Que delícia”, Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”, “Mãos ao alto”, “Ai que dor” (2x) “Ondulado, “Glub glub”” Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au No caminho eu comi um biscoito, “Que Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”, delícia” (2x) “Ondulado, “Glub glub”, “Que delícia”, No caminho eu comi, no caminho eu “Mãos ao alto”, “Ai que dor” comi No No caminho eu comi um biscoito, “Que serpente, “Stsssss” (2x) delícia” No caminho eu encontrei, no caminho Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”, caminho eu “Hip Hop”, encontrei uma eu encontrei “Ondulado”, “Glub glub”, “Que delícia” No caminho eu (2x) serpente, “Stsssss” encontrei uma 90 Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”, Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”, “Ondulado”, “Glub glub”, “Que delícia”, “Ondulado, “Glub glub”, “Que delícia”, “Mãos ao alto”, “Ai que dor”, “Stsssss” “Mãos ao alto”, “Ai que dor”, “Stsssss”, (2x) “Cococó” Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au No caminho eu encontrei um monstro, Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”, “Hurrrrrr” (2x) “Ondulado, “Glub glub”, “Que delícia”, No caminho eu encontrei, no caminho “Mãos ao alto”, “Ai que dor”, “Stsssss” eu encontrei No caminho eu encontrei uma galinha, No caminho eu encontrei um monstro, “Cococó” (2x) “Hurrrrrr” No caminho eu encontrei, no caminho Ipi au au au, Ipi au, eu encontrei “Ondulado”, “Glub glub”, “Que delícia”, No caminho eu encontrei uma galinha, “Mãos ao alto”, “Ai que dor”, “Stsssss”, “Cococó” “Cococó”, “Hurrrrrr” (2x) Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”, “Hip Hop”, Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au “Ondulado”, “Glub glub”, “Que delícia”, Ipi au au au, Ipi au, “Hip Hop”, “Mãos ao alto”, “Ai que dor”, “Stsssss”, “Ondulado, “Glub glub”, “Que delícia”, “Cococó” (2x) “Mãos ao alto”, “Ai que dor”, “Stsssss”, Ipi au au au, Ipi au, Ipi au au au “Cococó”, “Hurrrrrr” O Pato Pulou do poleiro Qüén! Qüen! Qüén! Qüen! No pé do cavalo Qüén! Qüen! Qüén! Qüen! Levou um coice Qüén! Qüen! Qüén! Qüen! Criou um galo...Comeu um pedaço Qüén! Qüen! Qüén! Qüen! De genipapo Lá vem o Pato Ficou engasgado Pata aqui, pata acolá Com dor no papo Lá vem o Pato Caiu no poço Para ver o que é que há... Quebrou a tigela O Pato pateta Tantas fez o moço Pintou o caneco Que foi prá panela...Quá! Quá! Quá! Surrou a galinha Quá Quá!Quá! Quá! Quá! Quá Quá! Bateu no marreco Quá! Quá! Quá! Quá Quá! Pirulito que bate-bate Quem gosta de mim é ela Pirulito que bate-bate Quem gosta dela sou eu. Pirulito que já bateu 91 Pula Corda De todos os esportes que eu faço, o De todas as brincadeiras que eu gosto melhor é pular corda, é pular corda. A melhor é pular corda. Um homem bateu em minha porta e eu De todas as brincadeiras que eu gosto abri. Senhoras e senhores ponham a A melhor é pular corda. mão no chão, senhoras e senhores Faz bem a saúde, movimenta o corpo. pulem num pé só, senhoras e senhores De todas as brincadeiras que eu gosto dêem uma rodadinha, e vá pro olho da A melhor é pular corda. rua. De todas as brincadeiras que eu gosto Pula, pula, pula, pula, pula, pula, sem A melhor é pular corda. parar, De todas as brincadeiras que eu gosto Pula, pula, pula, pula, pula, pula, sem A melhor é pular corda. parar. É o maior barato, treme o coração. Os Dedinhos Eles se saúdam Polegares, polegares Eles se saúdam Onde estão E se vão Aqui estão E se vão Eles se saúdam Anelares, anelares Eles se saúdam Onde estão E se vão Aqui estão E se vão Eles se saúdam Indicadores, indicadores Eles se saúdam Onde estão E se vão Aqui estão E se vão Eles se saúdam Dedos mínimos, dedos mínimos Eles se saúdam Onde estão E se vão Aqui estão E se vão Eles se saúdam Dedos médios, dedos médios Eles se saúdam Onde estão E se vão Aqui estão E se vão. Os Indiozinhos 7,8,9 indiozinhos 1,2,3 indiozinhos 10 um pequeno bote 4,5,6 indiozinhos Iam navegando pelo rio abaixo Quando o jacaré se aproximou 92 E o pequeno bote dos indiozinhos E o pequeno bote dos indiozinhos Quase vazio virou Quase vazio virou 1,2,3 indiozinhos Quase vazio virou 4,5,6 indiozinhos Quase vazio virou 7,8,9 indiozinhos Mas não virou. 10 um pequeno bote Iam navegando pelo rio abaixo Quando o jacaré se aproximou Se você esta feliz Se você esta feliz faça os quatros Se você está feliz bata palma Se você está feliz dê um Se você está feliz bata palma cumprimento...como vai? Se você está feliz Se você está feliz dê um Com vontade de sorrir cumprimento...como vai? Se você esta feliz bata palma Se você está feliz Se você está feliz estale os dedos Com vontade de sorrir Se você está feliz estale os dedos Se você esta feliz dê um Se você está feliz cumprimento...como vai? Com vontade de sorrir Se você está feliz dê um abraço...olá! Se você está feliz estale os dedos Se você está feliz dê um abraço...olá! Se você está feliz bata os pés Se você está feliz Se você está feliz bata os pés Com vontade de sorrir Se você está feliz Se você esta feliz dê um abraço...olá! Com vontade de sorrir Se você está feliz dê dos beijinhos Se você esta feliz bata os pés Se você está feliz dê dois beijinhos Se você está feliz dê um espirro...athim Se você está feliz Se você está feliz dê um espirro...athim Com vontade de sorrir Se você está feliz Se você esta feliz dê dois beijinhos Com vontade de sorrir Se você está feliz faça os sete Se você esta feliz dê um espirro...athim Se você está feliz faça os sete Se você está feliz faça os quatros Se você está feliz Se você está feliz faça os quatros Com vontade de sorrir Se você está feliz Se você esta feliz faça os sete. Com vontade de sorrir Tia Mônica A tia Mônica quem quando sai as Nós temos uma tia compras 93 Nós gritamos Ula-lá lá Assim fazem os ombros, os ombros Assim faz a cabeça, a cabeça faz fazem assim assim Assim faz a cabeça, cabeça faz assim Nós temos uma tia Nós temos uma tia A tia Mônica quem quando sai as A tia Mônica quem quando sai as compras compras Nós gritamos Ula-lá lá Nós gritamos Ula-lá lá Assim fazem os ombros, os ombros Assim faz tornozelos, tornozelos fazem fazem assim assim Assim faz a cabeça, cabeça faz assim Assim fazem os joelhos, os joelhos Nós temos uma tia fazem assim A tia Mônica quem quando sai as Assim faz o quadril, quadril faz assim compras Assim faz cotovelo, cotovelo faz assim Nós gritamos Ula-lá lá Assim fazem os ombros, os ombros Assim faz cotovelo, cotovelo faz assim, fazem assim Assim fazem os ombros, os ombros Assim faz a cabeça, cabeça faz assim fazem assim Nós temos uma tia Assim faz a cabeça, cabeça faz assim A tia Mônica quem quando sai as Nós temos uma tia compras A tia Mônica quem quando sai as Nós gritamos Ula-lá lá compras Assim faz corpo inteiro, corpo inteiro Nós gritamos Ula-lá lá faz assim Assim faz o quadril, quadril faz assim Assim faz tornozelos, tornozelos fazem Assim faz cotovelo, cotovelo faz assim assim Assim fazem os ombros, ombros fazem Assim fazem os joelhos, os joelhos assim fazem assim Assim faz cabeça, a cabeça faz assim Assim faz o quadril, quadril faz assim Nós temos uma tia Assim faz cotovelo, cotovelo faz assim A tia Mônica quem quando sai as Assim fazem os ombros, os ombros compras fazem assim Nós gritamos Ula-lá lá Assim faz a cabeça, cabeça faz assim Assim fazem os joelhos, os joelhos Nós temos uma tia fazem assim A tia Mônica quem quando sai as Assim faz o quadril, quadril faz assim compras Assim faz cotovelo, cotovelo faz assim Nós gritamos Ula-lá lá. Meu Pintinho Amarelinho Meu pintinho amarelinho 94 Cabe aqui na minha mão (na minha Mas tem muito medo é do gavião. mão) Quando quer comer bichinhos com seus pezinhos ele cisca o chão Ele bate as asas, ele faz piu-piu Rock Pock Eu ponho pé direito dentro e balanço Eu danço Rock Pop Rock Pop que assim agora legal! Eu danço Rock Pop Rock Pop que Eu ponho a mão direita dentro, legal! Eu ponho a mão direita fora,Eu ponho Ponho corpo pra frente a mão direita dentro, Ponho o corpo pra trás E balanço assim agora! Ponho o corpo pra frente e balanço ele Eu danço Rock Pop Rock Pop que agora legal! Eu danço Rock Pop Rock Pop que Eu ponho pé direito na dentro legal. Eu ponho o pé direito fora 95 APENDICE G Fonte: Elaborada pela autora, 2009. Figura 1: MÚSICA: AQUARELA Fonte: Elaborada pela autora, 2009. Figura2: MÚSICA: SE VOCÊ ESTA FELIZ Elaborada pela autora, 2009. Figura 3: MÚSICA: SE VOCÊ ESTA FELIZ 96 Fonte: Elaborada pela autora, 2009. Figura 4: MÚSICA: ESCRAVOS DE JÓ Fonte: Elaborada pela autora, 2009. Figura 5: MÚSCIA: TIA MÔNICA Fonte: Elaborada pela autora, 2009. Figura 6: MÚSICA: FESTA DOS INSETOS ANEXOS 98 ANEXO A - ANAMNESE - ADAPTAÇÃO ABRAMOWICZ, A. WAJSKOP, G. Centro de Reabilitação Física Dom Bosco – Terapia Ocupacional Profa. Renata Ferraz Prado Telles Medeiros – crefito 3/4150 Paciente: _______________________________________________________ Prontuário: ______________ Nasc:____/____/____ Idade: ___________________ Pai: ___________________________________________________________ Mãe: __________________________________________________________ 1. Gravidez planejada? ( ) sim ( ) não 2. Gravidez desejada? ( ) sim ( ) não 3. Problemas na gravidez? ( ) sim ( ) não Quais?__________________________________________________________ ________________________________________________________________ _______________________________________________________________ 4. Tipo de parto? ( ) cesárea ( ) normal 5. Fez pré-natal? ( ) sim ( ) não 6. Nasceu antes do tempo? ( ) sim ( ) não 7. Ficou na incubadora? ( ) sim ( ) não 8. Peso ao nascer? ________________________________________________ 9. Estatura? _____________________________________________________ 10. Chorou ao nascer? ( ) sim ( ) não 11. Complicações com o bebê? ( ) sim ( ) não Quais? _________________________________________________________ 12. Mãe e criança saíram juntas do hospital? 13. Foi amamentado no peito? ( ) sim ( ) sim ( ) não ( ) não Tempo: ________________ D.N.P.M. 14. A criança teve controle de cabeça? ( )sim ( ) não Quando?_______________________________________________________ ______________________________________________________________ 99 14. A criança rolou? ( ) sim ( ) não Quando? _______________________________________________________ 15. A criança engatinhou? ( ) sim ( ) não Quando? _______________________________________________________ 16. A criança sentou? ( ) sim ( ) não Quando? _______________________________________________________ 17. Quando começou a andar? _______________________________________ 18. Quando começou a falar? ________________________________________ 19. Quando foi retirada a fralda? ______________________________________ 20. Atualmente seu sono e? ( 21. Toma alguma medicação? ( ) agitado ) sim ( ) tranqüilo ( ) não 22. Receitado por: _______________________________________________ 23. Já apresentou alguma doença grave? ( ) sim ( ) não _______________________________________________________________ 24.Ficou internado? ( ) sim ( ) não ________________________________________________________________ _______________________________________________________________ 25. Já apresentou convulsão? ( ) sim ( ) não Quando? ________________________________________________________ 26. Tem mais irmãos? ( ) sim ( ) não Quantos?________________________________________________________ _______________________________________________________________ 27. Os pais são : casados? ( ) vivem bem? ( 28. Pai trabalha? ( ) sim sim ) sim ( ) não ( ) não ( ) não Onde? _____________________________ 29. Mãe trabalha? ( ) sim ( ) não Onde? _____________________________ 100 30. Ambiente familiar harmonioso? ( ) sim ( ) não _______________________________________________________________ 31. A criança alimenta-se bem? ( ) sim ( ) não 32. É independente nas avd/s? ( ) sim ( ) não 33. Veste-se sozinha? ( ) sim ( ) não 34. Comportamento: agressivo ( ) sim ( ) não birrento ( ) sim ( ) não fantasioso ( ) sim ( ) não mentiroso ( ) sim ( ) não medroso ( ) sim ( ) não exibido ( ) sim ( ) não agitado ( ) sim ( ) não chorão ( ) sim ( ) não nervoso ( ) sim ( ) não ansioso ( ) sim ( ) não negativista ( ) sim ( ) não isolado ) sim ( ) não ( 35. A criança estuda? ( ) sim ( ) não 36. Onde? _______________________________________________________ 37.Série: _____________ano letivo: _____________Período____________ 38. Repetiu alguma vez? ( ) sim ( ) não 39. Nome atual da professora: _________________________________________ 40. Faz reforço? ( ) sim ( ) não 41. Faz ou fez algum tratamento específico: ( ) sim ( ) não Quais? _____________________________________________________________________ 101 42. Foi ao oculista recentemente? ( ) sim ( ) não Quando? _____________________________________________________ 43. Foi ao otorrino recentemente? ( ) sim ( ) não Quando? _____________________________________________________ 44. Foi ao neurologista recentemente? ( ) sim ( ) não Quando? _____________________________________________________ 45. Pediatra atual? ______________________________________________ 46. Tomou todas as vacinas? ( ) sim ( ) não 47. Encaminhado para a Terapia Ocupacional por: _______________________ Observações gerais: ______________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ Responsável: pai ( ) mãe ( ) outros ( ) Quem? ___________________ Assinatura: ________________________________ Supervisor responsável Estagiário responsável (carimbo) (carimbo) Lins, _____/_____/_______. FONTE: Creches; atividades para crianças de 0 a 6 anos. ABRAMOWICZ, A. WAJSKOP, G. São Paulo: Moderna, 1995. 102 ANEXO B – ADAPTAÇÃO DO EXAME MOTOR DE G. B. SOUBIRAN ADAPTAÇÃO MAIA, C. I. B. Centro de Reabilitação Física Dom Bosco – Terapia Ocupacional NOME:_________________________________________________________ IDADE:_______________________________________________________________ SÉRIE EM QUE ESTUDA:________________________________ ANO:___________ ESCOLA:_______________________________________ PROF.________________ DATA DA AVALIAÇÃO – INÍCIO:____/____/____ TÉRMINO:____/____/_____ I – COORDENAÇÃO FINA: 1. Diadococinesia: conceito _________________________________ 2. Pianotagens: conceito ___________________________________ 3. Exercícios Gráficos Média dos anexos ______________________ Anexo 1 conceito _______________________ Anexo 2 conceito _______________________ Anexo 3 conceito _______________________ Anexo 4 conceito _______________________ Anexo 5 conceito _______________________ Anexo 6 conceito _______________________ II – COORDENAÇÃO GLOBAL: 1. Andar: conceito ______________________________________ 2. Correr: conceito ______________________________________ 3 Dismetria: conceito ____________________________________ 4 – Dissociação - média conceito ____________________________ • Abrir e Fechar a mão: _________________________________ • Abrir e Fechar a mão alternadamente: ____________________ • Dissociação entre D e E: ______________________________ • Bater pés alternadamente: _____________________________ • Andar parado: _______________________________________ 103 • Bater mãos e pés ___________________________________ III – COORDENAÇÃO ÓCULO-MANUAL Média: __________________ 1. controle visual ( círculo )- conceito _______________________ 2. controle visual com objeto – conceito _____________________ IV – EQUILÍBRIO 1. ESTÁTICO Média: ___________________________________ • Imobilidade: (1 min) OF: ____________________________ • Um pé na frente do outro (10 seg.) O A/O F:_____________ • Um pé só: (10 seg.) O A /O F: ________________________ 2. DINÂMICO Média:____________________________________ • Saltar com os dois pés juntos no mesmo lugar: ___________ • Saltar com um pé só: (5M) ___________________________ • Saltar com os dois pés juntos para frente: ( 5M) __________ V – ESQUEMA CORPORAL 1. Relaxamento: Média: __________________________________ • Sentado : _________________________________________ • Deitado: __________________________________________ • Ombro: ___________________________________________ 2. Desenho da Figura Humana: conceito ____________________ 3. Nomear partes: conceito - ______________________________ 4. Delinear partes: (proporcional) conceito ___________________ VI - LATERALIADDE 1. Conhecimento da lateralidade: • Perguntar (à criança): Média: _______________________ • qual sua mão D?_______________ • qual o seu pé E?_______________ 104 • qual o seu ombro D______________ • qual o seu olho D? ______________ • qual sua mão E?________________ • qual a sua perna E?_____________ • qual o seu ombro E?_____________ • qual o seu olho E?_______________ • qual o seu pé D?________________ • qual o seu braço E?______________ 1.2 Ordenar (à criança): Média: _______________________ • coloque sua mão D no seu olho E:_______________ • coloque sua mão E no seu ombro D:_____________ • coloque sua mão D na sua orelha D:_____________ • coloque sua mão E no seu olho D:_______________ • coloque sua perna D para o lado D:______________ • coloque sua perna E para o lado E:______________ 1.3 - Perguntar à criança no T. O: Média: ________________ • qual a minha mão D? ____________________ • qual o meu pé E? _______________________ • qual o meu olho E?______________________ • qual a minha mão E?____________________ • qual o meu pé D?_______________________ • qual a minha perna D?___________________ • qual o meu olho D?______________________ • qual a minha perna E?___________________ 2. Imitação de atitudes: • 2.1 Direta (simples): conceito ________________________________ • 2.2. Cruzada: conceito: _____________________________________ 3. Sentido muscular: conceito :_________________________________ • 3.1__________________________ • 3.2__________________________ 105 • 3.3__________________________ VII -ORIENTAÇÃO ESPACIAL 1. POSIÇÃO NO ESPAÇO Média:__________________________ • O que está acima de você?___________________________ • O que está abaixo de você?___________________________ • O que está a sua frente?______________________________ • O que esta atrás de você?_____________________________ • O que está ao seu lado direito?_________________________ • O que está ao seu lado esquerdo?______________________ 2 ADAPTAÇÃO AO ESPAÇO - ( 2 a 3 metros) Média:_________ • andar de uma parede a outra: ________________________ • dar a metade dos passos: ___________________________ • dar o dobro do número de passos:_____________________ • dar um número maior: ______________________________ • dar um número bem maior:___________________________ 3 - RELAÇÃO PERTO-LONGE - Média:_______________________ • O que está perto de você, aqui na sala?_________________ • O que está longe de você, aqui na sala?_________________ • Você mora perto ou longe da cidade?___________________ • A sua casa é perto daqui? ___________________________ 4 - NOÇÃO DE TAMANHO Média :______________________ • certo ( ) errado ( ) • certo ( ) errado ( ) • certo ( ) errado ( ) 5 - ORIENTAÇÃO ESPACIAL NO PAPEL • anexo 7 - conceito:_________________________________ VIII- ORIENTAÇÃO TEMPORAL 1. NOÇÃO DE ANTES E DEPOIS : Média : __________________ 106 • o que você estava fazendo antes de vir aqui? __________________________ • qual o exercício que você fez antes deste? ____________________________ • onde você estava antes de vir aqui? _________________________________ • para você entrar numa sala de porta fechada, o que você faz?_____________ • o que você faz depois que põe o pijama? _______________ _____________ • o que você fez depois que entramos aqui na sala? ______________________ • o que você fez antes do almoço?____________________________________ • o que você fez depois do almoço?___________________________________ • o que você faz antes do jantar?_____________________________________ • o que você faz depois do jantar?_____________________________________ • o que anda mais depressa: um carro ou um avião?______________________ • o que anda mais depressa um coelho ou uma tartaruga?_________________ • como você chega primeiro: correndo ou andando?______________________ 2. ORGANIZAÇÃO DIÁRIA: Média:_________________________________ • estamos na parta da manhã, tarde ou noite?____________________ • a parte da manhã é antes ou depois do almoço?_________________ • a parte da tarde é antes ou depois do jantar?____________________ • o que vem depois da noite?__________________________________ • qual a diferença entre o dia e a noite?__________________________ • você vai à escola em qual parte do dia?_________________________ 3. NOÇÀO DE RÍTMO 3.1 RITMO ESPONTÂNEO: Média- ________________________ • Lento:____________________________________________ • Rápido:___________________________________________ 4. REPRODUÇÀO DE ESTRUTURAS RÍTMICAS: Média:___________ • . . . . • .. • .. . .. • .. .. .. • .. .. .. . .. . 5 - ADAPTAÇÃO AO RÍTMO (andar acompanhado) conceito:_________ 107 6- DIAS DA SEMANA: conceito:___________________________ 7- MESES DO ANO conceito:______________________________ 8- ESTAÇÕES DO ANO conceito:__________________________ X– NOÇÃO DE CÔR: • vermelha certo ( ) • amarela certo ( ) • azul certo ( ) errado ( ) • verde certo ( ) errado ( ) errado ( ) errado ( ) X – NOÇÃO DE FORMA • Triângulo certo ( ) errado ( ) • Círculo certo ( ) errado ( ) • Quadrado certo ( ) errado ( ) • Retângulo certo ( ) errado ( ) XI – NOÇÃO DE IGUALDADE: ___________________________________ XII - NOÇÃO NUMÉRICA: ( 0-30) VERBAL:_________________ ESCRITA:________________ XIII - NOÇÃO ALFABETO: ( A-Z) VERBAL:__________________ ESCRITA:__________________ Obs:_________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _______, ______de ___________de____. FONTE: Manual do Examinador – Adaptação de G. B. Soubiran Revisão e complementação por Célia Isabel Bento Maia Profª. da disciplina Psicomotricidade – Depto. De Psicologia da Faculdade Ciências da Fundação Educacional Bauru. 108 NOÇÃO NUMÉRICA – ESCRITA 109 NOÇÃO ALFABETO – ESCRITO 110 DESENHO DA FIGURA HUMANA Partes do Corpo 111 Partes do Corpo 112 Anexo 1 113 114 115 116 117 118 119 ANEXO C - COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA TERMO DE CONSENTIMENTO ESCLARECIDO CEP / UNISALESIANO - (Resolução nº 01 de 13/06/98 – CNS) I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE OU RESPONSÁVEL LEGAL 1. Nome do Paciente: Documento de Identidade nº Sexo: Data de Nascimento: Endereço: Cidade: Telefone: U.F. CEP: 1. Responsável Legal: Documento de Identidade nº Sexo: Endereço: Natureza (grau de parentesco, tutor, curador, etc.): Data de Nascimento: Cidade: U.F. 120 II – DADOS SOBRE A PESQUISA CIENTÍFICA 1. Título do protocolo de pesquisa: 2. 3. Pesquisador responsável: Cargo/função: Inscr.Cons.Regional: Unidade ou Departamento do Solicitante: 3. Avaliação do risco da pesquisa: (probabilidade de que o indivíduo sofra algum dano como conseqüência imediata ou tardia do estudo). SEM RISCO RISCO MÍNIMO RISCO MÉDIO RISCO MAIOR 4. Justificativa e os objetivos da pesquisa (explicitar): 5. Procedimentos que serão utilizados e propósitos, incluindo a identificação dos procedimentos que são experimentais: (explicitar) 6. Desconfortos e riscos esperados: (explicitar) 7. Benefícios que poderão ser obtidos: (explicitar) 8. Procedimentos alternativos que possam ser vantajosos para o indivíduo: (explicitar) 121 9. Duração da pesquisa: 10. Aprovação do Protocolo de pesquisa pelo Comitê de Ética para análise de projetos de pesquisa em / / III - EXPLICAÇÕES DO PESQUISADOR AO PACIENTE OU SEU REPRESENTANTE LEGAL 1. Recebi esclarecimentos sobre a garantia de resposta a qualquer pergunta, a qualquer dúvida acerca dos procedimentos, riscos, benefícios e outros assuntos relacionados com a pesquisa e o tratamento do indivíduo. 2. Recebi esclarecimentos sobre a liberdade de retirar meu consentimento a qualquer momento e deixar de participar no estudo, sem que isto traga prejuízo à continuação de meu tratamento. 3. Recebi esclarecimento sobre o compromisso de que minha identificação se manterá confidencial tanto quanto a informação relacionada com a minha privacidade. 4. Recebi esclarecimento sobre a disposição e o compromisso de receber informações obtidas durante o estudo, quando solicitadas, ainda que possa afetar minha vontade de continuar participando da pesquisa. 5. Recebi esclarecimento sobre a disponibilidade de assistência no caso de complicações e danos decorrentes da pesquisa. Observações complementares. 122 IV – CONSENTIMENTO PÓS-ESCLARECIDO Declaro que, após ter sido convenientemente esclarecido(a) pelo pesquisador, conforme registro nos itens 1 a 6 do inciso III, consinto em participar, na qualidade de paciente, do Projeto de Pesquisa referido no inciso II.